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sexta, 20 outubro 2017 20:07

Clube de Valdai: em busca de novos modelos de interação

Written by  Pyotr Isquenderov, cientista efetivo superior do Institudo de Eslavística da ACR, candidato ao doutorando em história

 

Os organizadores da 14-a reunião anual do Clube Internacional de Debates “Valdai” que se encerrou em Sótchi em 19 de outubro último colocaram como a principal a tarefa de ultrapassar os marcos do formato habitual de debates de perícia e tratar de elaborar modelos de perspetiva da interação  mundial à base de  uma nova apresiação de muitas normas e tendências da política e do direito, bem como as normas sócio-econômicas que anteriormente foram consideradas inabaláveis. Foi por isso que o tema do atual forum ostentava um ambicioso título “Mundo do futuro: para a harmonia através de colisões” recordando da ideia de um dos principais economistas e sociólogos do século passado, Josef Alois Schumpeter, a de “destruição criadora” que gera una nova ordem e um novo mundo, bem como a escolha dos mais importantes participantes dos debates para o último e o mais importante quinto dia do evento. 130 participantes vindos de 33 países ouviram intervenções do Presidente da Rússia,Vladimir Putin, o ex-presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, do diretor científico do Instituto Noroeguês Nobel, Asle Toye, e preseidente do conselho dos diretores da companhia “Alibabá-Grupp”, Jack Ma, - simbolizando praticamente uma das mais instáveis regiões do mundo, as tentativas da comunidade de peritos de encontrar uma solução pacífica para os conflitos existentes e a idéia de comércio mundial através da Internet como um meio de organizar a interação ao nível de países e de pessoas.

Um dos tópicos-chaves  da intervenção do Presidente da Rússia foi a necessidade de renûncia às atitudes obsoletas e a transição aos princípios novos de interação nos fins de solução dos mais graves problemas da atualidade.  Vladimir Putinde um modo ou de outro abordou todos “pontos quentes” existentes e os temas de debate da agenda mundial. Algumas questões, como a interação da Rússia e dos EUA na esfera do desarmamento nuclear, o problema sírio e norte-coreano e também os problemas de autodeterminação de países e territórios foram analizados de uma maneira ao máximo concreta.

Ao mesmo tempo havia uma série de tópicos tratando dos quais o Presidente da Rússia preferiu palavras generalizadas do plano conceptual obstendo-se de referências pessoais

Por exemplo, em sua análise da ativdade da ONU havia uma direta alusão à proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de fazer uma reforma radical desta organização e do seu Conselho de Segurança. Manifestando a certeza de que em 2045 a humanidade vai comemorar o centenário da ONU Vladimir Putin realçou que “sua criação tornou-se um símbolo de que a humanidade apesar de tudo é capaz de elaborar regras comuns e segui-lâs” Qualquer fallha na observação destas regras tem inevitavelmente levado a crises e consequências negativas. Simultaneamente durante os últimos decénios houve várias tentativas de rebaixar o papel desta organização, desacredita-lá ou simplesmente pôr sob seu controle. Todasestastentativasforamcondenadasaofracassoouentraramnobecosemsaída”. “Na nossa opinhão a ONU com sua legitimidade universal deve permanecer no centro do sistema internacional e uma tarefa comum seria a de consolidação do seu prestígio e eficiência. HojenãoexisteumaalternativadaONU”, - sublinhouoPresidentedaRússia.

(http://www.kremlin.ru/events/president/news/55882)

Vladimir Putin também não deixou passar por  alto o escândalo nas relações do Cazaquestão com a Quirguizia que eclodiu umas semanas  atrás sendo este escândalo capaz de criar determinados problemas no funcionamento dos mecanismos de integração no território post-soviético, antes de tudo nos quadrantes da União Econômica Euro-Asiática (UEEA). Evitando comentários das acusações mútuas vindas anteriormente de Astana e de Bichqueque o Presidente da Rússia considerou ser necessário pôr em destaque especial o papel do seu homôlogo casaque na solução da crise síria e do processo da Astana. “Gostaria de agradecer o Cazaquestão e o presidente Nazarbaev por ter nos permetido usar, juntamente com os outros participantes deste processo, a plataforma de Astana. O Casaquestão não é simplesmente um lugar para reuniões, mas um lugar muito cômodo tendo em vista sua posição neutra e o fato de o Casaquestão nunca ter intrometido em quaisquer processos complicados internos na região, mas sim, ter sido um intermediário prestigiado”, - salientou Vladimir Putin acrescentando: “Goistaria de realçar que o presidente Nazarbaev mais de uma vez assumiu até uma determinada responsabilidade para manter à mesa de conversações as partes em conflito e em negociações. E isso é uma coisa muito positiva pela qual estamos-lhe muito gratos”.

No entanto o principal motivo de o Presidente da Rússia ter feito a intervenção nos marcos do atual Clube Internacional de Debates “Vаldai” foi sua idéia de possibilidade e necessidade da formação de novas “plataformas” e mecanismos de discussão e solução dos problemas e conflitos existentes no mundo que procedem diretamente dos processos “da destruição criadora” aos quais foi dedicado o forum em Sótchi. Atualmentenomundoestãosurgindonovoscentrosdeinfluênciaemodelosdecrescimento, estãosendoformadasaliançasdecivilização, associaçõespolíticaseeconômicas. Estavariedadenãopodeserunificada. Porissodevemosaspiraraumacooperaçãoharmonizada. As organizações na Eurásia, América, África, na Região da Ásia e do Pacífico devem funcionar sob os auspícios da ONU coordenando suas atividades. Com isso cada associação tem o direito a funcionar de acordo com suas próprias noções e princípios correspondentes com suas particularidades culturais, históricas  e geográficas. È importante que uma interdependência e transparência globais sejam combinadas com a identidade única de cada povo e região. Devemos respeitar a soberania baseada no sistema inteiro das relações internacionais”, - salientou Vladimir Putin.  

Como uma prova de eficiência de semelhantes alianças flexíveis o líder da Rússia cituo o dinamismo positivo na regularização síria que tinha sido garantida exatamente à base do processo de Astaná que abarcou os países que tinham seus interesses na região e relações um ao outro nada simples – a Rússia, a Turquia, o Irão (e também os EUA na qualidade de observador): Graças à posição assumida pela Turquia, pelo Irão e, claro, pelo governo da Síria conseguímos em uma grande medida aproximar as posições em relação à questão-chave de cessação do derramamento de sangue e criação de zonas de deescalação. Este é o mais importante resultado do trabalho sobre a Síria durante os dois últimos anos em geral e do processo de Astaná em particular”. “Hei de dizer que outros países também desempenham um papel significativo apesar de não tomarem parte das conversaçãoes em Astaná, mas estarem invisivelmente presentes e influirem sobre os processos existentes, isso tambem diz respeito aos Estados Unidos da América. Nesta direção mantemos co nossos parceiros norte-americanos uma constante   interação – estável, nada simples e com litígios, mas com o componente positivo maiordo que o negativo”, - pôs em relevo especial Vladimir Putin referindo se ao papel de Washington no dado contexto.

Em contraposição do problema sírio o desenvolvimento da situação em torno dos territórios que aspiram à autodeterminação ainda não adquiriu uma dimenção tão  dramática. No entanto as referidas questões também exigem uma solução eficiente. Os referendums na Catalúnia e no Curdistão Iraquiano não apenas tornaram-se fatores complementares de desestabilização, mas também são capazes de provocar processos anâlogos em outros países, inclusive os aparentemente estáveis. “A situação na Espanhã é um exemplo vivo de o quanto frágil   pode ser a estabilidade em um país próspero e organizado. Ainda há muito quem poderia supôr que o debate em torno do estatus da Catalúnia que tinha uma longa história iria transformar-se em uma grave crise política?!” – disse Vladimir Putin em relação a isso. Na opinião dele, na Europa as contradições entre as etnias e os estados estavam desenvolvendo-se e acumulando-se durante séculos, mas foram os próprios líderes europeus que durante os últimos 25 anos desempenhavam o papel de castlisadоr: “Quanto à situação na Catalúnia defrontamos com uma condenação unânime dos partidários da independência por parte da União Européia e toda uma série de outros países. Em relação a isso não posso deixar de notar: deveriam pensar disso antes, porque não pôde ser que ninguém sabia das contradições seculares dentro da própria Europa. Claroquesouberam. No entanto a seu tempo foi de fato saudada a desintegração de uma série dos países europeus sem tentar esconder a alegria com isso.  

E por que foi necessário da mesma maneira impensada, baseando-se na conjuntura política do então e no desejo – diria diretamente – de agradar ao “irmão mais velho” de Washimgton, - dar um apoio total à separação do Côssovo, provocando processos semelhantes em outras regiões da Europa e também no mundo inteiro?

Queria lembrar, quando a Criméia também declarou a independência e em seguida, em resultado do referendum, uniu-se à Rússia, disso já nada gostaram por uma  razão qualquer. E agora vem a Ctalúnia e também – o Curdistão em outra região. I isso pode ser ainda não é uma  lista completa. Daí vem uma pergunta: o que vamos fazer, qual seria nossa atitude para com isso?

Parece que na opinião de alguns colegas nossos existem lutadores pela independência e liberdade “verdadeiros” e também – “separatistas” que não podem defender seus direitos até usando os mecanismos democráticos.  

Estes, como andamos dizendo, padrões duplos – eis um exemplo clamante dos padrões duplos – constituem um sério perigo para um desenvolvimento estável da Europa e dos outros continentes, para o movimento progressivo dos processos de integração no mundo”.

No entanto na agenda mundial contemporrânea existem os temas-chaves que devem ser interpretados invariavelmente e que exigem passos absolutalmente concretos a serem empreendidos pelos seus participantes. Isso refere-se, antes de tudo, ao problema de controle dos arsenais de mísseis nucleares das maiores potências mundiais com a Rússia e os EUA à cabeça. Vladimir Putin deu uma análise detalhada da  cooperação de Moscou e Washington na esfera de liquidação do plutónio de quaidade de arma lembrando que a parte russa en contraposição aos parceiros norte-americanos terá cumprido seus compromissos por completo.  

Também o Presidente da Rússia mencionou que “a Russia ratificou o Tratado de proibição universal dos testes nucleares 17 anos atrás. OsEUAnãoofizeramaté agora.” Simultaneamente em 2002 os EUA abandonaram o Tratado da defesa anti-míssil. “A massa crítica dos problemas da sefurança global está aumentando”,- concluiu Vladimir Putin e respondendo às perguntas dos participantes do forum fez lembrar da situação crítica em torno do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio (TFNAI) assinado em 1987. O Presidente da Rússia advertiu Washington contra abandono deste tratado que é um dos elementos-chaves de manutenção da segurança nuclear internacional. “Se não gostam disso e alguém deseja abandonar o tratado completamente, os parceiros norte-americanos, uma resposta por parte de nós seria instantânea, desejava de informar  e de advertir, a resposta seria instantânea e de envergadura igual”, - advertiu Vladimir Putin. De acordo com a informação existente é possível que se trate de elaboração acelerada do míssil de cruzeiro de baseamento terrestre  9М729 para o complexo “Iscander”  - um anâlogo do existente míssil de cruzeiro “Calibr” usado com frequência durante a operação contra grupos terroristas na Síria. “As palavras de Putin podem ser interpretadas de maneira que em caso de os EUA abandonarem o Tratado, o projetamento deste míssil não levará muito tempo”, - dizem as fontes na indústria de defesa da Rússia.

(https://www.vedomosti.ru/politics/articles/2017/10/20/738680-putina-valdae?utm_campaign)

A Rússia está preocupada com a imprevisibilidade da América do Norte”, - esta foi a determinação dada pela agência noticiosa de negócios  norte-americana “Bloomberg” ao  conjunto básico de problemas abordados durante a última reunião do Clube Internacional de Debates “Valdai”. E em uma certa medida isso é realmente assim. Em contraposição ao período da Guerra Fria e à conclusão de acordos na esfera do desarmamento entre a Rússia e os EUA que continuam vigentes hoje, a atual política dos EUA e dos outros países do Ocidente é nada racional e até não manifesta o desejo de prognosticar riscos possíveis, tanto os políticos, como os financeiros. “Ao seu tempo os apologistas da globalização estavam convencendo nos de que interdepenência econômica comum seja uma garantia contra conflitos e rivalidade geopolítica. Infelizmente isso não sucedeu, pelo contrário, o caráter de oposições tornou-se mais complicado, sendo estas oposições multilaterais e não lineares”, - salientou em relação a isso Vladimir  Putin na sua intervenção em Sótchi. Simultaneamente os acontecimentos que se desenvolvem nos próprios EUA não trazem esperanças de saneamento das relações da Rússia com os EUA dentro em pouco: “Considerando o facto de a investigação de uma ingerência possível da Rússia nas eleições presidenciais no ano passado em Washington tornou-se perigoso até fazer uma simples conversa com diplomatas russos, segundo disse um funcionário público intervindo numa reunião dedicada  às chamadas “regras Chatham House” – testemunha a “Bloomberg”.

(https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-10-18/alarm-in-russia-as-u-s-becomes-the-unpredictable-superpower)

 

Na situação atual a mensagem básica do líder russo – a necessiadade de elaboração e aproveitamento de novos formatos e modelos de interação internacional política multilateral em relação aos problemas mais graves – adquire uma urgência especial. 

 

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