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Yalta, Crimeia, 16 out (Prensa Latina) O politólogo ucraniano Rotislav Ischenko afirmou hoje que o golpe de Estado perpetrado em Kiev desencadeou um processo incontrolável e irreversível de desintegração da Ucrânia como estado, unido a uma encarniçada luta pelo controle territorial.

Ao intervir na quinta edição da Conferência internacional de Yalta, Crimeia, Ischenko disse que qualquer outro enfoque sobre os acontecimentos em seu país está carregado de distorção política.

Na opinião do experiente, o processo começou a desenhar-se com clareza quando se separaram duas grandes áreas territoriais da Ucrânia - a Crimeia e sua capital, Sebastópol - das 27 regiões, e outras duas se declararam independentes (Donetsk e Lugansk), depois do golpe de Estado e da aberta intromissão do Ocidente.

Chamou a atenção aos focos de poder alternativo a Kiev surgidos na antiga Galítsia, no ocidente do país, particularmente em Lvov, Ternopol e Ivano-Frankov, onde reina, sem outra alternativa, o partido fascista Svoboda (Liberdade), um dos gestores do golpe de Estado de fevereiro passado.

As regiões de Dnepropetróvsk, Odessa, Zaporozhie e uma parte de Kherson e Nikoláiev encontram-se sob controle do oligarca Igor Kolomóiski, que abertamente tem dito que atua pelos requerimentos dos tempos de guerra, expôs Ischenko.

Kolomoiski financiou os batalhões especiais de limpeza no sudeste do país como Azov e Aidar, implicados no assassinato, desaparecimento e repressão de ativistas da resistência nos territórios ocupados.

Indicou o analista que nas regiões de Donetsk e Lugansk, onde as forças de Kiev levam a cabo desde meados de abril uma operação militar a grande escala, se acrescenta o movimento guerrilheiro e de libertação, denominado Novorossiya, com eco em Khárkov, Odessa, Zaporozhie, e inclusive em Dnepropetróvsk.

Segundo seu ponto de vista, a situação econômica da Ucrânia e do poder central, praticamente à beira da quebra, é vista como uma ameaça séria para muitas regiões.

Com a perda do Donbass e o colapso de uma grande parte da indústria no sudeste do país, o poder central perdeu as possibilidades de redistribuição dos recursos das regiões doadoras às receptoras.

Assim, a unidade formal da Ucrânia, em sua opinião, se suporta no prolongamento da guerra civil, a aglutinação das forças do Maidán em torno de um inimigo -que Kiev identifica como externo- e o não reconhecimento pela comunidade internacional do esfacelamento de um dos grandes estados europeus.

O subdiretor do Instituto de Investigações estratégicas de Rússia Mikhail Smolin esboçou, por sua vez, os traços e as principais tendências da ideologia do nacionalismo ucraniano, desmembrada sob o eufemismo de "ucrainstvo", equivalente à definição do ucraniano, cujo conceito considerou artificial.

A concepção atual desta ideologia centra-se na russofobia, como instrumento para mobilizar na sociedade ucraniana os ânimos negativos e uma rejeição à Rússia, apontou o experiente.

Identificou como outro rasgo peculiar desta corrente a glorificación do nazismo e os ideólogos do fascismo, componentes que fazem ao nacionalismo ucraniano muito perigoso, advertiu o analista russo.

As migrações, os conflitos étnicos e o fator islâmico como um dos desafios da história moderna da Rússia foram outros dos temas discutidos na primeira jornada de trabalho da conferência de Yalta, que sesionará nesta cidade balneário do mar Negro até o sábado.

 

prensalatina.com.br

Parece que o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, apenas acabou de visitar quatro países da América Latina, mas passado quase um mês o tema continua ressonando, vindo de um plano a outro, – agora por causa das novas sanções adotadas pela “coletividade” ocidental contra a Rússia estamos negociando um aumento do fornecimento de gêneros alimentícios e uma intensificação da cooperação com os latino-americanos.

A visita de Vladimir Putin a Cuba, à Argentina, ao Brasil e à Nicarágua foi uma coisa sem precedentes, um acontecimento mais amplo durante toda a história das nossas relações com este continente. Uma volta pela América Latina também foi dada pelo dirigente da China, Xi Jin Ping, que visitou vários países da região. O líder chinês foi seguido pelo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, tendo negociações no México, na Trinidade e Tobago, na Colômbia, no Chile e no Brasil.

Um pouco mais cedo uma breve viagem pela América Central foi feita pelo presidente dos EUA, Barak Obama.

“Vida Internacional”: - Estimado Nikolai Aleksandrovitch, quais são os desafios principais que enfrentam nossos países agora, o que falta para um desenvolvimento ativo das relações comerciais e econômicas de Moscou com México?

Nikolai Chkholiar: - Neste sentido gostaria de destacar o seguinte. Em novembro do ano passado uma missão comercial enviada pelas companhias da cidade de Tomsque visitou México.  Apesar desta visita, das conversações nos quadrantes dela e dos entendimentos obtidos terem sucesso, um dos problemas maiores enfrentados por nossos empresários é a inexistência total de uma estratégia nacional de proteção da exportação russa. 

- Em que é que consiste o problema principal? E qual, na sua opinião, seria sua solução?

sexta, 07 fevereiro 2014 12:42

América Latina agrada a nós cada vez mais

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A América Latina vem demonstrando ao mundo seu caráter único e uma unidade crescente dos países que têm um destino histórico e o idioma comuns, bem como a aspiração a um futuro comum, sendo esta demonstração cada vez maior. Aqui basta fazer lembrar da criação e fortalecimento de tal organização regional da cooperação política e econômica, como a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e da Bacia das Caraíbas (CELAC) que visa resolver os problemas regionais “no seu próprio meio”. Cuba integra nesta organização, mas os EUA e o Canadá não têm a representação nela.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, assegurou nesta terça-feira que o pacto nuclear de Genebra, que começará a ser aplicado na próxima segunda-feira, representa o rendimento das potências do mundo perante o Irã.

"Sabe o que significa o acordo de Genebra? Significa a rendição das grandes potências do mundo perante a grande nação do Irã", disse em discurso durante uma visita à cidade de Ahvaz, na província sudoeste de Cuzistão, informou a agência de notícias nacional "Irna".
O pacto nuclear "significa que (os grandes poderes) aceitaram o direito nuclear do povo do Irã e a ruptura das tirânicas sanções impostas de forma injusta ao pacífico povo iraniano".

Líderes europeus se reúnem em Bruxelas, na Bélgica para a cúpula do Conselho Europeu, que reunirá representantes dos 28 países do bloco. Entre os temas que deverão ocupar a agenda do encontro estão a crise na Ucrânia, a política comum europeia em defesa e segurança, a recuperação econômica do bloco e o estabelecimento da União Bancária Europeia.

A questão da Ucrânia – que, há semanas, enfrenta diversas manifestações em prol da associação do país à União Europeia (UE) – deverá ser um dos principais assuntos na pauta dos chefes de Estado e de governo nesses dois dias. Nesta quarta feira, o governo ucraniano firmou com a Rússia, seu parceiro mais tradicional, uma série de acordos, entre os quais, um sobre o reajuste do preço do gás importado pelos russos e outro para a compra de 15 bilhões em títulos públicos .
No último domingo, a UE havia recuado em relação à associação ucraniana e informou que voltaria a negociar com o país depois que o governo se mostrasse mais disposto. Na cúpula do conselho esta semana, apesar dessa hesitação do bloco e do acordo firmado na quarta-feira com a Rússia, a União Europeia ainda deverá mostrar disposição em ter a Ucrânia como membro.
Na tentativa de conciliar o movimento oposicionista e o governo ucranianos, o bloco deverá sugerir que haja mediação da Alta Representante para Relações Exteriores e Política de Segurança da UE, Catherine Ashton; do Comissário da UE para o Alargamento, Stefan Fule, e do Ministro de Relações Exteriores da Lituânia, Linas Linkevicius. A Lituânia é o país que preside o bloco até o final de 2013. Em 2014, a Grécia assume a presidência rotativa. Espera-se que essa proposta de mediação seja lida pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.
Em relação à política comum do bloco em defesa e segurança, os dois principais temas deverão ser o fortalecimento da aproximação entre a UE e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a redução do orçamento europeu para fins militares, devido à crise econômica no continente. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, foi convidado a participar de um jantar de trabalho hoje.
O tema econômico de destaque na cúpula será a criação da União Bancária Europeia, que tem de ser estabelecida até 2016. A União compreende um sistema de supervisão, que será feito pelo Banco Central Europeu; a reestruturação do sistema de liquidez dos bancos, a cargo da Comissão Europeia; e um fundo de reserva, formado pela contribuição dos bancos nacionais, que poderão ser acessados em caso de necessidade de liquidez ou de problemas financeiros.

 

 "Diário de Notícias", 19.12.2013.

A Rússia reajustou o preço do gás que importa da Ucrânia e se comprometeu a comprar US$ 15 bilhões (cerca de R$ 34,8 bilhões) em títulos públicos ucranianos depois de uma reunião entre os presidentes Vladimir Putin e Viktor Yanukovich. Com essa medida, assinada pelos líderes nesta terça feira a Rússia manteve a Ucrânia sob sua esfera de poder.

"Ganhamos a perspectiva de um futuro e uma firme confiança de que manteremos a estabilidade social e econômica. Os acordos nos ajudam a adotar um orçamento de desenvolvimento social. Antes disso [ do acordo] seria absolutamente impossível e um colapso ameaçava o país", informou o primeiro-ministro ucraniano Nikolai Azarov.
Há meses, o governo ucraniano vinha se aproximando da União Europeia (UE) na tentativa de chegar a algum pacto e a economia do país, que assinalou uma possível adesão ao bloco europeu por meio de um acordo de associação. No final de novembro, no entanto, o governo ucraniano passou a adotar uma postura hesitante em relação à Europa, depois que a Rússia pediu o adiamento do acordo entre o país vizinho e a UE.
Para o presidente da Comissão de Assuntos Internacionais do Parlamento russo, Mikhail Margelov  o compromisso de ontem mostrou "onde a Ucrânia tem amigos - no Ocidente ou no Leste", em referência à União Europeia e à Rússia, respectivamente. De acordo com ele, ainda é cedo para dizer se a Ucrânia irá abandonar a associação à UE.
"A porta está aberta para a Ucrânia. Diferentemente da burocracia de Bruxelas [sede da UE], que fala incessantemente de uma associação de portas abertas com o bloco, a união aduaneira [União Eurasiática] aceitará a Ucrânia sem muitas palavras", disse o parlamentar.
A oposição ucraniana não ficou satisfeita com o acordo firmado entre os países e argumenta que o interesse nacional foi vendido pelo presidente Yanukovich. Duas horas depois de firmado o pacto, líderes oposicionistas convocaram mais de 50 mil pessoas a protestarem contrariamente à aproximação com a Rússia. Os manifestantes pedem a saída do presidente.
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse não acreditar que o acordo com o governo russo irá acalmar os ânimos dos manifestantes no país. Os Estados Unidos são favoráveis à aproximação da Ucrânia com a União Europeia.

 

 

 "Diário de Notíicias" (o Brasil), 18.12.2013.