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quinta, 07 julho 2016 13:23

Diplomacia cultural

¿Cuál es el tema del diálogo del teatro contemporáneo con el público? Una conversación con Raul Rodrigues da Silva -  director de teatro, Uruguay.

 jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 14.06.2016

 

Investigações tentam apurar motivos por trás do tiroteio em boate gay em Orlando

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 14/06/2016 11:23:00

Investigadores federais que tentam montar o quebra-cabeça das motivações que levaram o segurança Omar S. Mateen a entrar com um rifle de assalto e uma pistola em uma boate gay em Orlando se defrontam com várias linhas de investigação.

A Casa Branca e o FBI afirmam que o filho de imigrantes afegãos nascido nos Estados Unidos parece ser um "extremista caseiro" que declarou apoio não apenas ao Estado Islâmico, mas a também a outros grupos radicais que disputam entre si.

"Até o momento, não tivemos indicações de que este foi um plano dirigido do exterior, e nenhuma indicação de que ele fazia parte de uma rede", disse o diretor do FBI, James Comey, acrescentando que ele era claramente "radicalizado", em parte pela internet.

Sua ex-mulher disse que Mateen sofria algum tipo de "problema mental".

Questionamentos sobre a sexualidade também começaram a emergir.

Jim Van Horn, de 71 anos, disse que Mateen era visto "regularmente" na boate Pulse, onde deixou 49 pessoas mortas neste final de semana. Jornais locais dão conta de relatos semelhantes.

"Ele estava ali para flertar com pessoas. Homens", disse o farmacêutico aposentado à Associated Press. Segundo este, os dois se encontraram uma vez e Mateen contou sobre sua ex-esposa. No entanto, os amigos de Van Horn logo disseram que "não queriam que continuasse falando com ele, porque acreditavam que ele era uma pessoa estranha."

O aposentado admitiu que não conhecia Mateen o suficiente, mas que suspeita que o massacre tinha menos a ver com o extremismo islâmico e mais com um conflito sobre sua sexualidade.

"Acredito que seja possível que ele estivesse lidando com seus demônios interiores, tentando se livrar de seu ódio pela homossexualidade", disse Van Hon, que perdeu três amigos no fim de semana. "É bastante confuso para mim, porque você não pode mudar o que é. Mas caso você finja ser algo diferente, então pode entrar e atirar em um bar gay."

"Algumas vezes ele entrava e ficava bebendo sozinho em um canto, outras ele ficava tão bêbado que falava alto e era violento", disse Ty Smith, que lembra tê-lo visto na Pulse ao menos uma dezena de vezes. Fonte: Associated Press.

Enviado da União Europeia à Turquia renuncia ao cargo com aumento das tensões

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 14/06/2016 11:44:00

O embaixador e principal homem da União Europeia na Turquia, Hansjoerg Haber, renunciou ao cargo, disseram autoridades nesta terça-feira, em meio ao aumento das tensões sobre o acordo que prevê o controle do fluxo de imigrantes para a Europa.

Haber, que estava há apenas dois anos em Ancara, deve deixar o posto em 1º de agosto, sendo substituído até lá por outro enviado, disse Maja Kocijancic, porta-voz da chefe de política externa da UE, Federica Mogherini.

O movimento acontece em meio à fortes crítica sobre o acordo de março entre a Turquia e a União Europeia. O governo em Ancara reclama que Bruxelas não está entregando o que prometeu - a liberação de vistos para cidadãos turcos viajarem à Europa, a volta das negociações para a entrada na União Europeia e uma ajuda financeira da US$ 6 bilhões - para que este controle o maior fluxo de imigrantes ao continente desde a Segunda Guerra.

"A Turquia é um parceiro chave, um país candidato. Nós re-energizamos nossa relação. Contatos são feitos em todos os níveis e as negociações continuam", disse Kocijancic.

Duas autoridades europeias disseram que Bruxelas não estava satisfeita com o desempenho de Harber, um sentimento que cresceu após ele atrair a ira de Ancara com comentários provocativos sobre o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o acordo de imigração.

"Ele se tornou uma persona non grata rapidamente", disse um deles. "Ele nunca conseguiu uma abertura real dentro do governo". Fonte: Associated Press.

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 14.06.2016

Trump propõe banir entrada de muçulmanos nos EUA; Hillary se opõe

 

O massacre em um clube noturno de Orlando, na Flórida, no último domingo (12), mudou o tom da campanha presidencial dos Estados Unidos e trouxe temas como o acesso a armas e políticas de imigração para o centro dos debates entre os candidatos que disputam uma vaga dentro de seus partidos para concorrerem às eleições presidenciais.

Na madrugada de domingo, o norte-americano e filho de afegãos Omar Mateen entrou na boate Pulse e abriu fogo contra frequentadores do local, voltado para o público LGBT, deixando 49 mortos e 53 feridos. Momentos antes do massacre, Omar ligou para a Polícia e declarou fidelidade ao Estado Islâmico. Omar foi morto por policiais.

O candidato do Partido Republicano Donald Trump propôs então o fim temporário da imigração de muçulmanos para os Estados Unidos. Já a candidata democrata Hillary Clinton, adotou discurso de diálogo com os imigrantes e com a comunidade muçulmana para evitar ataques terroristas no futuro.

Em discurso ontem (13), no estado de New Hampshire, Trump insinuou que o presidente Barack Obama não adota medidas para derrotar quem planeja atacar alvos nos Estados Unidos. Disse ainda que a atual política migratória dos Estados Unidos é “disfuncional” e “administrativamente incompetente”. Ele também criticou a candidata democrata Hillary Clinton por se recusar a chamar os radicais muçulmanos de “terroristas”.

Ao defender que a imigração de muçulmanos seja proibida temporariamente, Trump disse que se referia a “áreas do mundo onde há um histórico comprovado de terrorismo contra os Estados Unidos, Europa e outros aliados." Ele não especificou que países seriam afetados ou se a suspensão se aplicaria independentemente da religião.

Já a candidata democrata Hillary Clinton disse, em declarações à imprensa na cidade de Cleveland, Ohio, que em vez de proibir a entrada de muçulmanos, a melhor política é buscar o diálogo com a comunidade.

Ela lembrou que “milhões de pessoas que professam a religião muçulmana vivem pacificamente nos Estados Unidos” e considera injusto condenar todos os muçulmanos que vivem nos Estados Unidos por causa de uma pessoa. Hillary sugere que é importante fortalecer o contato com a grande maioria de muçulmanos que vive no país, em vez de isolar a comunidade.

Proposta contraproducente

O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Jeh Johnson, criticou a proposta de Trump. Em entrevista à rede de televisão ABC, Johnson disse que negar aos muçulmanos o direito de entrar nos Estados Unidos seria uma medida "contraproducente" e que "não iria funcionar".

Segundo ele, o momento é de "construir pontes" com as comunidades americanas muçulmanas para discutir as razões que levaram um seguidor da religião muçulmana a atirar em pessoas da comunidade LGBT que frequentavam o clube noturno da Flórida.

De acordo com o secretário, banir a entrada de muçulmanos não é apenas uma “solução simplista”, como irreal porque significa proibir a imigração de pessoas de toda uma região do mundo. “Precisamos construir pontes com as comunidades muçulmanas nos Estados Unidos agora, para incentivá-los, inclusive, a nos ajudar nos nossos esforços de segurança interna”, disse Johnson.

Irmão diz que Berlusconi passa bem após cirurgia cardíaca

Ex-premier da Itália teve que substituir válvula aórtica

Agência ANSA

O irmão de Silvio Berlusconi, Paolo, disse nesta terça-feira, dia 14, que o ex-premier da Itália passa bem após ter passado por uma intervenção cirúrgica no coração nesta manhã. "A operação ocorreu bem, como vocês sabem", disse a jornalistas no hospital San Raffaele, em Milão.    "Eu pude ver ele, estava respirando normalmente. Nós estávamos serenos antes e estamos ainda mais agora. Os cirurgiões cumpriram seu dever da forma mais profissional possível. Agora quem precisa terminar o trabalho é meu irmão", acrescentou.    

Berlusconi, que tem 79 anos, deve passar cerca de 48 horas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para se recuperar da intervenção. "O coração do meu irmão é muito forte e, repito, é muito bom. Tenho certeza de que vai superar até mesmo este teste e estará de volta entre nós como sempre, talvez até mesmo com mais força e determinação do que antes", completou Paolo. Berlusconi permanece sedado, explicou, e "ao lado dele está sua parceira, Francesca", e seus filhos devem chegar nas próximas horas.    

Segundo o médico pessoal de Berlusconi, Alberto Zangrillo, a operação que substituiu sua válvula aórtica, "ocorreu como previsto". O ex-premier foi diagnosticado na semana passada com "insuficiência severa da aorta" após uma série de exames.

Polícia mata atirador em loja do Walmart no Texas

Nenhum refém ficou ferido no tiroteio

Agência ANSA

 

O responsável por um tiroteio em uma loja da rede de supermercados Walmart em Amarillo, no estado do Texas, foi morto pelas forças especiais norte-americanas.

A informação foi postada no Twitter pelo Departamento de Polícia local, que disse também que todos os reféns estão bem. O incidente havia começado justamente no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fazia um pronunciamento sobre o massacre que matou 49 pessoas em uma boate gay de Orlando.

A hipótese mais provável para o tiroteio no Texas é de uma briga no trabalho.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 14.06.2016

Jihadista que matou polícia e mulher tinha lista de alvos: de jornalistas a figuras públicas

 

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Alegado autor do duplo homicídio foi identificado como Larossi Abballa. Três pessoas, conhecidas de Abballa, foram detidas

O homem que matou um polícia e a mulher ontem à noite em Magnanville, um subúrbio de Paris, tinha uma lista de alvos que incluía figuras públicas, revelou esta terça-feira o procurador francês François Molins. Segundo a mesma fonte, Larossi Abballa teria prestado um juramento de fidelidade ao grupo Estado Islâmico e ao líder Al-Baghdadi há três semanas.

O procurador confirmou ainda uma informação avançada por fontes da investigação de que Larossi Abballa publicou um vídeo de 12 minutos às 20.52, antes do ataque.

A informação confirma assim o que o presidente François Hollande já tinha afirmado esta manhã: este foi "incontestavelmente um ato terrorista". Antes, o ministro do interior Bernard Cazeneuve já tinha classificado o ataque como "um ato terrorista abjeto".

O autor do duplo homicídio, identificado como Larossi Abballa, esfaqueou o casal - ele era comandante na polícia, de 42 anos, ela secretária na esquadra. Segundo fontes ligadas à investigação, ficou sem saber o que fazer com o filho do casal, uma criança de três anos, que acabou por fazer refém. O terrorista foi morto durante a ofensiva das autoridades, que encontraram a mulher, de 36 anos, morta em casa e a criança "chocada e ilesa".

Já esta terça-feira, três pessoas foram detidas preventivamente, no âmbito do inquérito ao duplo homicídio. Serão "conhecidas" do alegado homicida.

Abballa tinha 25 anos e foi condenado em 2013 por acusações ligadas a terrorismo, nomeadamente por ajudar militantes a ir para o Paquistão. Julgado com outros sete réus, foi condenado a três anos de prisão, com seis meses de pena suspensa, por "associação criminosa com vista à preparação de atos terroristas", segundo uma fonte próxima do processo.

O homem era oriundo de Mantes-la-Jolie,a cerca de 60 quilómetros a oeste de Paris, e era cidadão francês, de origem marroquina.

Ataque reivindicado

Entretanto, a agência ligada à organização terrorista Estado Islâmico disse hoje que um dos seus "combatentes" esfaqueou um polícia francês até à morte num subúrbio de Paris, antes de ter sido morto numa operação policial.

"Um combatente do Estado Islâmico matou um vice-comandante da polícia da cidade de Les Mureaux, assim como a sua mulher com armas brancas perto de Paris", escreveu a agência Amaq.

Барак Обама подверг резкой критике анти-мусульманскую риторику Дональда Трампа

Obama critica retórica anti-muçulmana de Trump

Candidato republicano à presidência tinha acusado muçulmanos de não colaborarem com as autoridades

O presidente norte-americano denunciou, esta terça-feira, o cariz anti-muçulmano do discurso do candidato republicano à Casa Branca, na sequência do massacre de Orlando, Florida. Segundo Obama, a linguagem de Donald Trump é perigosa, já que sugere o envolvimento da totalidade das comunidades religiosas nestes atos de violência.

O líder dos Estados Unidos da América defende que chamar o grupo Estado Islâmico de radicais islâmicos - a oposição tem apontado o dedo a Obama por evitar usar esta expressão - é uma estratégia que nem permite arrecadar mais aliados nem projeta uma ofensiva mais eficaz. É, segundo Obama, apenas "uma distração política".

Barack Obama deixa a questão "Onde para isto?", dirigindo-se ao partido republicano e, em particular, à atitude de Donald Trump.

No final de uma reunião do conselho de segurança nacional sobre a luta iniciada contra os "jihadistas", o dirigente informou ainda que o Estado Islâmico "não está em condições de realizar com êxito uma grande ofensiva no Iraque ou na Síria desde há um ano."

O presidente norte-americano visitará esta quinta-feira Orlando, onde se encontrará com os sobreviventes do ataque.

Aquele que está a ser considerado o "pior tiroteio em massa da História dos Estados Unidos da América" provocou 49 mortos e 53 feridos. O atirador abriu fogo, no sábado à noite, no bar "Pulse", frequentado pela comunidade homossexual.

Esta terça-feira, Obama dirigiu-se ao Congresso, apelando à promulgação das leis de controlo de armas até agora chumbadas.

'The Sun' pede aos britânicos para apoiarem o 'brexit'

 

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Não surpreendeu ninguém a decisão do jornal britânico, eurocético há quase quatro décadas, mas junto com as sondagens que dão vitória ao brexit, decisão é um revés para os que querem continuar na União Europeia.

O "The Sun" pede hoje aos leitores que votem a favor da saída do Reino Unido da União Europeia (UE) no referendo do dia 23, para se livrarem do que chama uma "Bruxelas ditatorial".

Num editorial que ocupa a primeira página, o jornal sensacionalista adverte que a permanência na UE será prejudicial para o país, pelo aumento da imigração, em detrimento dos salários e do "modo de vida" da população britânica.

Dezoito leões em julgamento pela morte de três pessoas

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Animal será condenado a prisão perpétua, num zoo

As autoridades indianas detiveram 18 leões suspeitos de terem causado a morte de três pessoas em Gujarat, estado no oeste da Índia.

O culpado será apurado através da análise das fezes e das impressões das patas dos animais, explica a polícia àBBC.

O animal condenado será aprisionado, perpetuamente, num zoo. Os restantes serão libertados.

O Gir National Park, reserva de vida selvagem situada neste estado, revela-se incapaz de acomodar todos os animais (a sua lotação máxima é de 270 leões), levando alguns deles a ultrapassarem as fronteiras.

Os leões agora sob custódia pertencem a uma espécie ameaçada, cuja população tem diminuído com a destruição do seu habitat pelo Homem. O aumento do contacto entre leões e humanos tem intensificado a probabilidade de ataques.

O Supremo Tribunal já ordenara a redistribuição dos leões de Gujarat, mas a decisão ainda não foi acatada.

Na Ásia, sobram apenas aproximadamente 400 leões em estado selvagem.

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jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 14.06.2016

 

Autor de massacre esteve na discoteca diversas vezes

O autor do tiroteio numa discoteca 'gay' na cidade norte-americana de Orlando, na Florida, frequentou o local várias vezes, segundo testemunhas citadas na segunda-feira pela imprensa norte-americana.

O ataque perpetrado pelo norte-americano de origem afegã Omar Mateen na madrugada de sábado para domingo causou 49 mortos e 53 feridos.

"Por vezes ele ficava num canto e bebia sozinho, noutras ficava totalmente descontrolado e era agressivo", disse Ty Smith ao jornal Orlando Sentinel, sobre Omar Mateen.

Esta testemunha disse que viu o atirador de 29 anos pelo menos uma dúzia de vezes no interior da discoteca 'gay'.

"Nós nunca falámos realmente com ele, mas lembro-me de ele dizer coisas sobre o seu pai", precisou Ty Smith.

"Ele disse-nos que tinha uma mulher e um filho", acrescentou.

Alemanha quer endurecer leis para impedir a poligamia

 

A Alemanha quer tornar mais duras as leis para impedir a poligamia, cada vez mais frequente naquele país entre os imigrantes provenientes de países muçulmanos, nos quais este tipo de matrimónio é permitido.

"Ninguém que venha para o nosso país tem o direito de sobrepor a suas raízes culturais ou a sua religião às nossas leis. Por isso na Alemanha não podem ser reconhecidos os matrimónios polígamos", declarou o ministro da Justiça, Heiko Maas, ao diário Bild.

Ainda que a poligamia não seja permitida na Alemanha, na prática as autoridades frequentemente toleram de forma tácita essas relações familiares entre imigrantes de países árabes, por exemplo, quando um homem chega acompanhado de várias mulheres com as quais, no seu país de origem, estava oficialmente casado.

Maas afirmou que "toda gente tem de respeitar a lei" alemã, independentemente de ter crescido na Alemanha ou de ser novo no país.

"A lei é a mesma para todos", sublinhou.

Por outro lado, em coordenação com os responsáveis políticos da pasta da Justiça nas várias regiões, o Ministério alemão pretende estudar a introdução de medidas legislativas para proteger as menores de serem forçadas a contrair matrimónios forçados.

"Temos de estudar [este assunto] detalhadamente. Não podemos tolerar casamentos à força, muito menos quando são afetadas meninas menores de idade", realçou Heiko Maas.

No passado sábado o Bild noticiou, citando dados oficiais dos vários estados alemães, que as autoridades tinham detetado centenas de casos de casamentos de adultos com menores entre os refugiados que chegaram nos últimos meses à Alemanha.

Na maioria destes casos as menores casaram-se com o adulto nos seus países de origem, tendo depois começado a viagem até à Alemanha, explicou o Bild.

Os ministros da Justiça dos estados federados alemães estão ainda a estudar a proposta do ministro da Renânia do Norte-Wesfalia, Thomas Kutschaty, de aumentar para 18 anos a idade legal para casar.

Na Alemanha só os maiores de idade se podem casar, mas existe uma exceção para maiores de 16 anos se o cônjuge é maior de idade e há consentimento dos pais ou de um tribunal de família.

Os ministros da Justiça alemães querem avaliar se a Alemanha deve rejeitar o reconhecimento de casamentos contraídos à luz da lei de outro país, no caso de essa lei o autorizar para menores de idade à luz da lei alemã.

Identificada vítima de imagem ícone da bomba atómica em 1945

O corpo carbonizado de uma criança é uma imagem ícone dos bombardeamentos atómicos ao Japão, que "decretaram" o fim da II Guerra Mundial, há 71 anos. A vítima foi agora identificada.

A foto tem título, "Corpo carbonizado de uma criança junto à zona zero". Agora, tem nome: Shoji Tanisaki, de 13 anos, morreu fulminado em Nagasaki, perto do local onde caiu uma das duas bombas lançadas pelos norte-americanos sobre o Japão, em 1945.

A identidade da vítima foi revelada esta terça-feira, 71 anos após o bombardeamento. Um perito forense analisou a imagem e comparou-a com outas fornecidas pela família de Shoji Tanisaki.

O especialista, da universidade de Kyushu, concluiu que o rosto ovalado e os olhos do adolescente são "similares" ao que se pode ver no corpo carbonizado, concluindo que existe "grande probabilidade" de a vítima até agora desconhecida ser Shoji Tanisaki, conforme tinham já identificado as irmãs, em 2015.

Apesar de a foto estar em exposição no Museu da Bomba Atómica, só no ano passado as irmãs mais novas de Shoji Tanisaki se aperceberam que a vítima se parecia com o irmão mais velho, que morreu no ataque.

A fotografia, da autoria de Yosuke Yamahata foi tirada a 10 de agosto de 1945, um dia depois de ter sido lançada a bomba sobre a cidade de Nagasaki. Shoji é uma das 74 mil vítimas deste ataque.

O filho do fotógrafo, Shogo, cedeu a foto às irmãs da vítima em outubro passado. "Reconhecemos Shoji na imagem. Ficamos muito contentes de vê-lo de novo", disse uma das irmãs da vítima, Miyoko Nishikawa, de 78 anos, em declarações à televisão pública japonesa, a NHK.

"Tudo o que temos dele é um guarda-chuva e uma garrafa de água danificada pela radiação", disse a outra irmã de Shoji, Kei Yamaguchi. Ambas lamentam não ter descoberto o irmão antes dos pais morrerem, com a mágoa de não terem sabido o destino do filho mais velho.

O autor da foto, Yosuke Yamahata, trabalhava como fotógrafo militar e foi o primeiro a retratar o que sucedeu em Nagasaki, no segundo bombardeamento nuclear da história, dias depois da destruição de Hiroshima.

Yosuke Yamahata, que morreu de cancro em 1966, com 48 anos, fez outras fotos icónicas: caso da mãe japonesa a amamentar o bebé e planos gerais que demonstram a destruição das bombas atómicas.

Encontrado fragmento de rocha extraterrestre desconhecida

 

Um fragmento de rocha extraterrestre até agora desconhecida, e que terá cerca de 470 milhões de anos, foi encontrado numa pedreira de calcário na Suécia.

O anúncio foi feito, esta terça-feira, por cientistas na revista especializada "Nature Communications".

Com o tamanho de uma bolacha, o pedaço não se parece com nenhum meteorito encontrado na Terra até hoje e, por isso, os cientistas acreditam que pode trazer novidades sobre a história e formação do sistema solar.

O fragmento, denominado "Oest 65" ter-se-á desprendido da "rocha-mãe", que teria cerca de 20 a 30 quilómetros de largura, ao ocorrer uma colisão com um corpo celeste muito maior e os investigadores avançam a hipótese de outros restos estarem espalhados pelo planeta.

Até agora só tinham sido encontradas partes de uma rocha com largura de 100 a 150 quilómetros, na forma de meteoritos chamados "condritos", da qual muitos pedaços se terão aglomerado na cintura de asteroides entre Marte e Júpiter.

Os cientistas acreditam que o pedaço encontrado na pedreira sueca pertence ao segundo corpo da grande colisão, que fez cair na Terra uma "chuva" de materiais extraterrestres, que coincidiu com uma grande expansão de invertebrados nos oceanos.

"O único meteorito que encontrámos hoje é de um tipo que não conhecemos no mundo atual", disse à Agence France Presse (AFP) um dos coautores do artigo, Birger Schmitz, da Universidade de Lund na Suécia.

O "Oest 65" contém quantidades demasiado elevadas de elementos como o irídio e isótopos de néon para ser de origem terrestre. As proporções encontradas são também diferentes das existentes nos condritos.

Segundo cálculos e medidas da radiação cósmica, a equipa descobriu que o fragmento caiu na Terra há cerca de 470 milhões de anos, pela mesma altura dos condritos encontrados anteriormente.

Este pode ser o primeiro exemplo documentado de um "meteorito extinto", enquanto os condritos continuam a cair na Terra.

"Aparentemente, há potencial para reconstruir aspetos importantes da história do sistema solar, olhando para baixo, para os sedimentos da Terra e para cima, para o céu", escreveu a equipa.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 14.06.2016

 

Regresso de Dilma sem possibilidades


13 de Junho, 2016

O Presidente interino do Brasil, Michel Temer, disse que o primeiro mês à frente do Governo do país “tem sido uma guerra” e considera que “não há espaço para Dilma Rousseff voltar”.

“É uma guerra, tem sido uma guerra”, disse Temer ao jornal “Folha de São Paulo”, que publicou sábado uma entrevista com o Presidente interino do Brasil. “Apesar de todas as turbulências, críticas e pressões, foi um mês de sucesso”, considerou Michel Temer, que assumiu a liderança do Governo brasileiro a 12 de Maio.

 

Forças iraquianas prendem jihadistas


14 de Junho, 2016

As forças iraquianas prenderam mais de 500 supostos membros do Estado Islâmico (EI) que tentavam fugir com documentos falsos da cidade de Falluja misturados aos civis, informou a polícia.

“Prendemos 546 suspeitos de terrorismo que tinham fugido aproveitando a fuga das famílias deslocadas que deixaram a cidade nas últimas duas semanas”, disse Hadi Rzayej, chefe da polícia da província de Al-Anbar, onde Falluja está localizada.

 

Apelo à inclusão dos vulneráveis


13 de Junho, 2016

O Papa afirmou que a imagem do corpo perfeito se tornou um grande negócio e “qualquer coisa imperfeita tem de ser escondida”.

As críticas de Francisco foram proferidas ontem perante 20 mil doentes e pessoas com deficiência, incluindo jovens com a síndrome de Down e deficiência mental, na missa para o Jubileu do Doente, que decorreu na Praça de São Pedro, no Vaticano. O Papa afirmou que “o mundo não se torna melhor quando é composto apenas por pessoas aparentemente perfeitas, mas quando cresce a solidariedade entre as pessoas, a aceitação e o respeito mútuo”. Francisco condenou que se considere que “uma pessoa doente ou deficiente não pode ser feliz, porque é incapaz de realizar o estilo de vida imposto pela cultura do prazer e da diversão”. Criticou também as sociedades em que o “cuidado com o corpo se converteu num mito de massas e, portanto, um negócio”, em que oculta “o que é imperfeito”, porque “vai contra a felicidade e tranquilidade dos privilegiados e coloca em causa o modelo em vigor”.

O terrorismo global é feito graças aos meios financeiros

Benjamim Formigo | 
29 de Março, 2016

Os atentados de Bruxelas, pela sua coordenação, a facilidade de planeamento, o seu impacto na cidade que é considerada a capital da Europa deixam evidente que o autoproclamado “Estado Islâmico da Síria e do Iraque” reage, de facto, como um Estado organizado, com uma estrutura militar e capaz de responder com a maior facilidade aos ataques de que é alvo, de retaliar uma retaliação de responder aos ataques.

Os dois atentados no aeroporto em Bruxelas desafiaram toda a segurança e foram desencadeados em hora de ponta. O terceiro, na estação de Metro em Maalbeek, foi uma ameaça directa à Comissão Europeia, servida por esta estação, e também à hora de ponta. Entre as duas acções decorreram duas horas, o tempo necessário para que a atenção das autoridades se desviasse para o aeroporto. A capital formal da Europa ficou paralisada. Aeroportos fechados, comboios suspensos e, se isso não chegasse, um alerta que levou à evacuação de todo o pessoal não essencial de duas centrais nucleares.

Debate por fazer

Importa, em primeiro lugar, esclarecer que neste texto não se pretende definir terrorismo. Para historiar actos violentos contra alvos civis não houve outro critério senão o da sua existência independentemente das motivações. 
Essa definição entraria em zonas cinzentas complicadas de distinguir e muitas vezes usadas pelos poderes instituídos conforme os interesses conjunturais ou de política interna ou externa. Essa discussão está por fazer e os debates na ONU sobre ela não têm sido uma prioridade.   
Uma verdade abateu-se sobre a Europa de forma brutal: a Europa já está em guerra. Na verdade, o Mundo já está em guerra. Uma guerra capaz de atacar em França ou na Bélgica, na Indonésia ou na Nigéria, no Quénia ou na Tunísia. Uma guerra que aproveita todas as contradições adversárias e todas as suas fraquezas. 
Os assassínios em massa de Bruxelas ocorrem no momento em que a opinião publica europeia e os próprios Estados da União se dividem quanto aos efugiados e assinam um escandaloso acordo de devolução de refugiados à Turquia que ganha por cabeça recebida. Uma contradição que tem dado peso eleitoral às forças xenófobas.

A Guerra Fria

A Guerra Fria e a sua estratégia de tensão trouxe consigo uma clivagem entre os que defendiam as chamadas democracias ocidentais, os regimes ditos socialistas democráticos ou as democracias cristãs, em geral todos quantos se opunham ao comunismo ou, mais simplesmente, ao alegado risco da expansão soviética. Na Europa, onde esse fenómeno foi mais marcante, surgiam movimentos que se reivindicavam de esquerda ou, mais correctamente, se radicalizaram numa extrema-esquerda ilegal e clandestina. A França, a Itália, a Alemanha e mesmo a Bélgica conheceram os grupos mais violentos de 1968 até ao final da década de 70 do século passado. Destacaram-se na Alemanha o “Baader-Meinhof”, também conhecido por Facção do Exército Vermelho (RAF), em França a “Action Directe”, em Itália as “Brigadas Vermelhas” e na Bélgica as menos faladas “Células Comunistas Combatentes”. Paralelamente, actuavam na Europa outras organizações separatistas, como a ETA ou o IRA (na Irlanda do Norte, ao IRA – católico – opunham-se movimentos integracionistas protestantes). Não é possível dizer, sem incorrer em propaganda, que o financiamento destas organizações era feito pela União Soviética. Não existem provas ou alegações consubstanciadas desses financiamentos.
A acção destes grupos era, na generalidade, orientada para atentados contra alvos específicos, frequentemente de carácter militar ou individualidades militares ou políticas, frequentemente com aquilo a que hoje se chama “danos colaterais”. No período dos “anos de chumbo”, as acções e atentados foram levadas a cabo tanto por organizações consideradas de esquerda como ligadas à extrema-direita, em particular na Alemanha, o “Nationalsozialistischer Untergrund”, cuja existência só recentemente foi reconhecida. Os “skinhead” eram, são, o núcleo dessas acções, frequentemente descoordenadas e sem qualquer objectivo definido. 
O mesmo não se pode dizer de grupos da América do Sul que agiram em El Salvador, Nicarágua, Brasil, Argentina e que assumiam um cariz paramilitar, muitas vezes com ligações às próprias Forças Armadas, como na Argentina, onde após a ditadura de Vilela incutiram o terror e raptaram centenas de pessoas, os “desaparecidos”, ou em El Salvador, onde foram responsáveis pelo assassinato do bispo monsenhor Óscar Romero durante uma homilia em que mais uma vez ele punha em causa a ditadura.

Aldo Moro

Os mais activos e notados – até pela sua localização geográfica no Primeiro Mundo – eram os europeus. As armas e explosivos eram obtidos no mercado negro, em assaltos a instalações da polícia ou militares e a maior parte dos financiamentos provinham de assaltos a bancos ou de resgates de pessoas de posses, industriais, banqueiros, homens de negócios e familiares em geral. 
Sem qualquer apoio entre as populações – excepção ao IRA e ETA – e perseguidos pelas várias polícias europeias, esses grupos desapareceram após o espectacular rapto pelas Brigadas Vermelhas do primeiro-ministro italiano Aldo Moro, a 16 de Março de 1978. Aldo Moro, um primeiro-ministro democrata-cristão, que promoveu um entendimento de Governo com o desaparecido Partido Comunista Italiano, viria a ser assassinado alguns meses depois. As exigências  das Brigadas Vermelhas de libertação de mais de uma dezena dos seus membros foram sistematicamente recusadas. 
Este rapto e subsequente assassínio continuam ainda hoje envoltos em interrogações e dúvidas. À altura do rapto, o grupo estava considerado extinto, dadas as operações policiais que levaram à prisão um significativo número de elementos. Falou-se numa “segunda” Brigada Vermelha, sem contudo se determinar quem esteve envolvido, e que desapareceu tão lestamente quanto tinha surgido. 
Apesar de não existirem confirmações, especulou-se, e ainda se especula muito, sobre a verdadeira autoria deste rapto ser de uma organização radical de direita, a Gládio, formada com o apoio da OTAN, como grupo de resistência a uma invasão soviética. O grupo existiu, mas o seu envolvimento não passa de mais um ramo da teoria da conspiração, ou talvez não. A existência deste grupo só foi confirmada em 1990 pelo então primeiro-ministro italiano Giulio Andreotti, que o definiu como uma “estrutura de informações, resposta e salvaguarda”.

Médio Oriente

Em paralelo com a violência de raízes europeias, a Al Fatah, junção de vários grupos palestinianos após a ocupação da Palestina por Israel, aparece como um pólo agregador da luta contra a ocupação da sua terra. Após a Guerra dos Seis Dias, os líderes e militantes da organização liderada por Yasser Arafat vivem na Jordânia. Cada vez mais, o peso da Fatah assume maior importância pondo eventualmente em causa a liderança do rei Hussein. Após uma alegada tentativa de sublevação contra o monarca hachemita, em Setembro de 1970, este desencadeia um violento ataque que provocou a morte de cinco mil palestinianos. Mesmo após os arranjos entre o rei Hussein e Yasser Arafat, nasce na Al Fatah uma organização radicalizada: “Setembro Negro”. Foi este grupo que em Setembro de 1972 assaltou a Aldeia Olímpica em Munique, assassinando onze atletas israelitas.
A partir de então começa uma sucessão de assaltos a aviões comerciais, quer pelo “Setembro Negro”, cujos militantes receberam treino na Líbia e Síria, quer de outros grupos que vieram a afastar-se da Al Fatah quando Yasser Arafat propôs e consegue impor uma mudança estratégica que afasta a Fatah do terrorismo e a faz enveredar pela luta política. Abu Nidal, tão misterioso quanto elusivo e violento, separa-se de Arafat em Setembro de 1974, fundando o grupo “Fatah-Conselho Revolucionário”, que em vinte anos levou a cabo mais de uma centena de atentados, frequentemente contra alvos indiscriminados, causando cerca de 280 mortos.
As organizações palestinianas aumentavam os apoios à medida que Israel alargava a sua política de colonatos e atacava objectivos palestinianos ou árabes por “razões de segurança nacional e sobrevivência do Estado de Israel”. De novo as leis da Física, o princípio de acção e reacção aplicou-se perfeitamente a uma situação que extravasava o Médio Oriente e se repercutia na Europa. A acção mais espectacular dos anos 80 sucedeu num ataque à sinagoga da Rua Copérnico, em Paris, em Outubro de 1980, levada a cabo por outro grupo dissidente da Fatah, a Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), dirigida por George Habash. A este grupo são atribuídos vários desvios de aviões e era apoiado pela URSS e China. 
Outras acções não menos violentas foram levadas a cabo pela Frente Democrática de Libertação da Palestina (FDLP), de Nayef Hawatmeh. Ambos de inspiração marxista e defensores de um Estado laico. Todavia, Nayef Hawatmeh, ao contrário de Habash, aceitou o projecto de Yasser Arafat de negociar os Acordos de Oslo.
Para encerrar este “capítulo”, será talvez escandaloso afirmar que estes eram “cavalheiros” do terrorismo, quando comparados com a Al Qaeda e ainda mais com o autoproclamado “Estado Islâmico da Síria e do Levante”. Tinham objectivos políticos bem definidos, que procuravam por meios extremamente violentos à época.

Invasão do Líbano

Porventura, um novo capítulo abre-se após a invasão israelita do Líbano em 1982, a fuga da Organização de Libertação da Palestina (OLP) e de Arafat para vários países dispostos a recebê-los. Em Setembro desse mesmo ano, a milícia maronita libanesa entra nos campos de refugiados de Sabra e Shatila, enquanto tropas israelitas cercavam os campos a seu pedido e cometiam um dos maiores genocídios da região, alegadamente em retaliação pelo assassinato do líder da Falange Libanesa e presidente do Líbano, Bashir Gemayel. 
Este massacre levantou a opinião pública internacional contra o então ministro da Defesa israelita e mentor da invasão do Líbano, general Ariel Sharom. Em simultâneo, criou no Líbano e em especial no Vale de Bekaa um terreno fértil para o recrutamento de extremistas. Sucederam-se uma nova série de atentados, muitos deles indiscriminados e sem objectivo político definido.
Em Abril de 1983 surge um novo grupo, a Jihad Islâmica, que lança um ataque suicida com um carro cheio de explosivos contra a embaixada dos EUA em Beirute, matando quase 70 pessoas, incluindo 17 americanos. Ronald Reagan retaliou, lançando um ataque sem precedentes contra o território libanês que se pensava ocupado e a dar guarida ao grupo. O assalto em Outubro de 1985 ao navio “Achille Lauro”, pela Frente de Libertação da Palestina, e o assassínio de um judeu de 69 anos inválido atirado borda fora na sua cadeira de rodas, virou-se contra os autores. A tentativa de retaliação de Ronald Reagan não teve sucesso, como a anterior também não teve.

Os financiamentos 

Por fim, o ataque em Berlim contra a discoteca “La Belle”, frequentada por soldados americanos, matou 79 pessoas, a maioria militares americanos, e fez transbordar o copo do velho presidente dos EUA e Reagan lançou um ataque aéreo contra Tripoli e Bengasi. A Líbia era então considerada o país que mais apoio dava ao terrorismo.
O financiamento destes grupos vinha de vários países árabes, entre os quais se supõe estarem a Líbia, a Síria e a Arábia Saudita.
Em paralelo com estes acontecimentos visíveis, os Estados Unidos davam apoio a um saudita, de família abastada, que combatia como voluntário a ocupação do Afeganistão pela URSS, Osama Bin Laden. Bin Laden era um organizador e comandante no terreno de quem a CIA gostava particularmente. O armamento de que necessitava era canalizado rapidamente, através de Estados do Golfo e da Turquia e Paquistão para o Afeganistão, onde um dos grandes beneficiados era precisamente o milionário saudita combatente. Em Fevereiro de 1989, o final da retirada soviética do Afeganistão deixa Bin Laden sem emprego. 
Contudo Osama Bin Laden, ao que se supõe, entre meados de 1988 e o final de 1989, consegue agregar um considerável grupo de antigos combatentes da ocupação soviética do Afeganistão. A eles se junta a Jihad Islâmica, já então disseminada por vários países muçulmanos e a quem se atribuem os atentados às embaixadas americanas em Dar-es-Salam e Nairobi, em 1998, sob coordenação da Al Qaeda. Surge a primeira rede organizada de carácter então tendencialmente global e que viria a tornar-se tristemente tão célebre como eficiente. A ONU, pela primeira vez, consegue um acordo para considerar terroristas a Al Qaeda e afiliados.
O alvo principal deste grupo parece serem os Estados Unidos. O armamento estava disponível: as imensas sobras do Afeganistão, armas, incluindo sistemas de armamento sofisticado, equipamento obtido em países envolvidos em conflitos e comprado a países do Leste europeu recentemente separados da URSS, alguns dos quais chegaram a vender armamento à UNITA quando os EUA e a África do Sul mudaram de atitude em Angola. 
Resta a verdadeira origem do dinheiro, que não faltou nunca a Bin Laden. Estamos ainda demasiado perto para estabelecer, com alguma fidedignidade, a origem do dinheiro, mas não existem muitas dúvidas de que o Golfo tem sido uma fonte de financiamento. Algumas fontes ligadas a serviços de informação admitem que tivesse existido um “trade-off” – as ou algumas monarquias do Golfo aceitavam o financiamento da actividade desses grupos em troca de estes se manterem afastados dos seus países.

O 11 de Setembro

A verdade também é que até aos atentados do 11 de Setembro de 2011 contra as “torres gémeas” de Nova Iorque houve uma certa complacência geral. Os países atingidos eram parte do Terceiro Mundo e os alvos norte-americanos não eram objecto de um ataque sistemático e extremamente violento. Na realidade, serviram, sobretudo, para dar à Al Qaeda projecção e chamar a si voluntários, mostrar capacidade de organização e acção que atraíssem para o seu “franchising” movimentos e organizações já existentes.
A primeira guerra do Golfo, após a invasão do Kuwait pelo Iraque, não teve um impacto significativo nesse agrupamento terrorista. O mesmo não se pode dizer da invasão do Kuwait em 2003 sob a batuta de George Bush filho. Enquanto o pai, em 1990, na Guerra do Golfo, cuidou de pôr de pé uma coligação alargada, a maior desde a II Guerra Mundial, com larga participação de Estados Árabes, evitando a imagem de uma guerra santa e colocando o enfoque na invasão de um Estado soberano por outro Estado vizinho, Bush filho convenceu ingleses, australianos e polacos a juntarem-se-lhe, alguns deles depois de iniciadas as operações. Alegadamente, tratava-se de destruir o que se provou inexistente arsenal químico de Saddam Hussein. Saddam foi derrubado, as armas químicas não existiam e toda a estrutura do Estado foi destruída, a começar pelas Forças Armadas.
Após o ataque da Al Qaeda em Nova Iorque, e em retaliação contra este grupo, Bush invade o Afeganistão, onde os talibãs reinavam e davam todo o apoio ao grupo de Bin Laden, que se movimentava através da fronteira com o Paquistão. Após a morte de Zia Ul Aq e várias experiências fracassadas de instalar uma democracia, o Paquistão tornou-se cada vez menos um regime secular e, em paralelo, tornaram-se mais abertas as ligações militares às “madrascas” e aos talibãs, em especial dos serviços secretos, segundo fontes da comunidade de informações. Daí a facilidade de movimento de Bin Laden que ali residia e se refugiava. Derrubado o regime talibã, não foi efectivamente possível, até hoje, o Afeganistão ter um Governo estável e sólido.
Abu Musab al-Zarqawi, um militante islâmico que comandava um campo de treino no Afeganistão durante a ocupação soviética, criara entretanto um grupo de resistência, “Jama'at al-Tawhid wal-Jihad”, que se opunha à presença americana e estrangeira em qualquer território árabe. Em Outubro de 2004, Abu Musab jurou fidelidade a Bin Laden, tornando-se oficialmente a Al Qaeda no Iraque. Após várias fusões e aquisições, como se do mundo de negócios se tratasse, o grupo autoproclama-se o “Estado Islâmico da Síria e do Iraque”, mais tarde da Síria e do Levante, e pretende proclamar um califado.
Não é claro o tipo de relações que mantém com a Al Qaeda após a morte de Bin Laden, mas há sérias indicações de que, sem se confrontarem, procuram alargar a sua base de influência, designadamente, na África subsaariana, tirando proveito dos Estados falhados surgidos após a não menos falhada “primavera árabe”. Enquanto espalham a sua rede, o “Estado Islâmico” aumenta a sua influência e a Al Qaeda retrocede. 

O “Estado Islâmico”

Fruto dos seus métodos brutais o “Estado Islâmico” aterroriza as populações com as decapitações inacreditavelmente divulgadas pelas televisões e procura consolidar as posições ocupadas na Síria e no Iraque. O financiamento, ninguém desmentiu até hoje, tem vindo de algumas monarquias do Golfo e do contrabando de petróleo, a partir das explorações de que se apoderou. Não é por acaso que caravanas de camiões-cisternas são um dos alvos preferenciais dos russos que procuram assim cortar o financiamento do grupo terrorista. Um grupo que já se manifestou na Indonésia, num alargamento geográfico preocupante.
Por muitas críticas que os norte-americanos façam aos russos e acusações de apoio a Bashar Al Assad, a verdade é que Moscovo conseguiu cortar uma via de financiamento do terrorismo, como é verdade que procura melhorar a posição no terreno do presidente sírio para as conversações políticas com que se pretende acabar aquela guerra, onde, para já, ainda pontifica a organização terrorista melhor organizada, funcionando hierarquizadamente como um Estado, e que é uma ameaça à estabilidade mundial. 
A solução passa, de facto, pelo corte do seu financiamento, e talvez alguns aliados dos EUA tenham de ser pressionados para fecharem a sua torneira.
Os anos de chumbo acabaram. A guerra é muito mais complicada.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 28.03.2016

Tropas sírias removem minas e bombas após captura da cidade de Palmira

Um oficial militar da Síria disse que esquadrões de bomba estão trabalhando na remoção de minas e bombas plantadas pelo grupo Estado Islâmico na histórica cidade de Palmira. Segundo a autoridade, os explosivos foram plantados em quase toda a cidade, incluindo áreas residenciais, bem como o centro histórico que abriga algumas das mais valiosas relíquias arqueológicas do Oriente Médio. O oficial falou nesta segunda-feira sob condição de anonimato.

As tropas sírias e milicianos pró-governo capturaram a cidade de Palmira no domingo sob a cobertura de ataques aéreos russos, encerrando o controle do Estado Islâmico sobre a cidade que já durava 10 meses.

Especialistas em antiguidades da Síria afirmaram estar chocados com a destruição que o Estado Islâmico causou dentro do museu de Palmira, onde dezenas de artefatos foram quebrados

Durante a permanência dos extremistas na cidade, o grupo demoliu alguns dos seus mais conhecidos artefatos e monumentos, incluindo dois grandes templos de tinham mais de 1.800 anos e um arco do triunfo romano.

O chefe de antiguidades e museus da Síria, Maamoun Abdul-Karim, disse que uma equipe do seu departamento irá a Palmira para estimar as perdas, mas que serão necessários muitos dias para determinar a extensão dos danos. Fonte: Associated Press.

"Não precisamos que o império nos presenteie", diz Fidel Castro para Obama

O ex-presidente cubano Fidel Castro respondeu nesta segunda-feira à viagem histórica que o presidente do EUA, Barack Obama, fez a Cuba, com uma longa carta recontando a história de agressão dos EUA contra Cuba, dizendo que "não precisamos que o império nos presenteie com nada".

A carta - de 1.500 palavras e divulgada hoje com o título "Irmão Obama" - foi a primeira resposta de Fidel Castro em relação à visita de três dias de Obama na semana passada, em que o presidente norte-americano disse que tinha viajado para a ilha para enterrar a história de hostilidades de guerra fria entre os dois países. O artigo do ex-presidente foi divulgado nesta manhã nos meios de comunicação oficiais de Cuba e nele são apontados diversos assuntos abordados por Obama.

Obama não se encontrou com Fidel Castro, de 89 anos, durante a viagem, mas se reuniu várias vezes com seu irmão Raul Castro, de 84 anos, e atual presidente cubano.

"Não necessitamos que o império nos presenteie com nada. Nossos esforços serão legais e pacíficos porque é nosso compromisso com a paz e a fraternidade de todos os seres humanos que vivem neste planeta", escreveu Raul Castro.

Durante a visita, Obama tentou convencer o povo cubano e o governo de que a tentativa de tentar derrubar o governo comunista durante 50 anos tinha terminado, permitindo que o governo cubano reforme a sua economia e o sistema político mais rapidamente diante da retomada dos laços entre os países.

No entanto, Fidel Castro foi enfático ao presidente dos EUA: "A minha sugestão modesta é que ele reflita e não tente desenvolver teorias sobre a política cubana".

Sobre as declarações de Obama a favor de "esquecer o passado e olhar para o futuro", Fidel Castro aponta que o presidente dos EUA usou "palavras mais açucaradas" e afirma que os cubanos correram "o risco de um ataque do coração" ao escutar Obama falar que os cubanos e norte-americanos são como "amigos, família e vizinhos".

Em seguida, Fidel Castro relembrou a quase meio século de agressões dos EUA contra Cuba, incluindo décadas de embargo comercial contra a ilha, o ataque na Baía dos Porcos em 1961 e a explosão de um avião cubano apoiado por exilados que se refugiaram nos EUA.

O ex-presidente de Cuba termina sua carta com uma posição contrária a de Obama, que afirmou que restabelecer laços econômicos com os EUA será uma bênção para Cuba, cuja economia centrada tem lutado para escapar da dependência excessiva de importações e uma escassez crônica de moeda forte.

"Somos capazes de produzir os alimentos e as riquezas materiais que necessitamos com o esforço e a inteligência de nosso povo", ressaltou Fidel Castro. Fonte: Associated Press

Ao menos 72 pessoas morreram em ataque no Paquistão e mais de 300 foram feridas

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/03/2016 09:19:00

Ao menos 72 pessoas - incluindo 17 crianças - foram mortas no atentado suicida em um parque na cidade de Lahore, capital da província de Punjab, no Paquistão no domingo. O ataque, que deixou ao menos 300 feridos, foi reivindicado pela facção Jamaat-ul-Ahrar - uma facção paquistanesa dissidente do grupo Taleban - que tinha como objetivo atingir cristãos que celebravam a Páscoa.

A cidade de Lahore, que está localizada na parte oriental do país, possui uma minoria cristã considerável. Terroristas bombardearam duas igrejas na cidade no ano passado, matando 12 pessoas.

A polícia disse que a explosão de domingo foi perto de uma área de recreação para crianças. A maioria das vítimas foi crianças e mulheres.

Nesta segunda-feira, houve um apelo em toda a cidade por doações de sangue em Lahore, enquanto os médicos tentavam tratar do grande fluxo de feridos.

O parque que foi atacado tem sido um dos locais favoritos dos cristãos para as comemorações durante a Páscoa, disse Cecil Shane Chaudhry, diretor-executivo da Comissão Nacional de Justiça e Paz, uma organização que luta pelos direitos humanos das minorias no Paquistão.

"É trágico para a comunidade cristã, sim, mas para a nação também. Isso tornou-se uma situação tão vulnerável que, agora, a pergunta que fica é: qual será o próximo alvo?"", disse Chaudhry.

O Taleban paquistanês, que têm lutado contra as autoridades por anos, dizem que querem derrubar o governo do país de maioria muçulmana e impor a lei islâmica estrita. O grupo está alinhado com a Al-Qaeda, um rival do Estado Islâmico, a organização terrorista por trás dos ataques recentes na Europa.

Os ataques de domingo representam um revés significativo para as forças de segurança do Paquistão, que têm vindo a realizar uma campanha intensificada contra o Taleban paquistanês e outros grupos jihadistas ao longo dos últimos dois anos.

Os EUA "condenam veementemente o ataque terrorista terrível em Lahore", disse um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, acrescentando que os EUA continuariam a trabalhar com os seus parceiros no Paquistão "para erradicar o flagelo do terrorismo".

O Paquistão tem lutado contra a insurgência paquistanesa liderada pelo Taleban desde 2007. Em junho de 2014, os militares lançaram uma operação contínua contra bases do grupo nas áreas tribais do país, que fazem fronteira com o Afeganistão. Fonte: Dow Jones Newswires.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 28.03.2016

Homenagens a vítimas de atentado serão preservadas pela prefeitura de Bruxelas

As velas, as flores, as bandeiras e as mensagens escritas em papel depositadas na Praça da Bolsa, em Bruxelas, em memória das vítimas dos atentados de terça-feira (22), vão ser conservados pelos arquivos da cidade.

"Temos uma dupla missão: tentar fotografar o máximo de mensagens que são colocadas aqui, sobretudo as que não são recuperáveis, e depois tentar recolher as mensagens colocadas, mesmo que estejam um pouco estragadas devido à chuva desta noite”, disse Frédéric Boquet, chefe dos Arquivos da cidade de Bruxelas.

Desde o dia dos atentados, a Praça da Bolsa, no centro histórico da cidade, foi escolhida como memorial espontâneo em homenagem aos pelos menos 35 mortos e 340 feridos nas explosões que ocorreram no aeroporto de Bruxelas e na estação de metro de Maelbeek.

Tensão

No domingo (27), o local foi palco de tensões, depois que um grupo de extrema-direita adotou atitudes provocatórias. Cerca de 200 manifestantes vestidos com roupa preta e muitos com máscaras no rosto gritavam frases anti-imigração. Eles chegaram a lança projéteis incendiários contra os policiais e destruíram mobiliário urbano, ao chegarem ao local. Dez pessoas foram detidas

Hoje, feriado na capital belga e europeia, diminuiu o número de pessoas no local, assim como de jornalistas. Ao contrário de domingo, esta tarde não são visíveis barreiras policiais, nomeadamente de revista aleatória a quem se aproximava da zona.O aparato de veículos militares também diminuiu.Enquanto os parques verdes públicos e as instituições europeias estão fechados, na baixa a maior parte das lojas de recordações, de chocolates e dos restaurantes estão abertos da baixa.Porém, mesmo com o sol a brilhar, as esplanadas estão vazias e mesmo a Grand Place está longe das enchentes habituais dos que visitam Bruxelas.

Bélgica liberta Cheffou, suspeito de ataque em aeroporto

Jornalista Faycal Cheffou foi solto por falta de provas

Agência ANSA

As autoridades belgas libertaram nesta segunda-feira (28) o jornalista freelancer Faycal Cheffou, que é o principal suspeito de participação no atentado contra o aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, na semana passada. De acordo com o site "Derniere Heure", que cita a Promotoria da Bélgica, Cheffou foi solto por falta de provas. A hipótese da polícia é a de que ele seja o homem de chapéu preto que apareceu em imagens do sistema de segurança do aeroporto ao lado dos outros dois homens-bombas que morreram no ataque.    

"Os indícios que levaram à prisão de Faycal Cheffou não foram sustentados pela evolução das investigações. Como consequência, ele foi colocado em liberdade", afirmaram as autoridades em um comunicado. Faycal Cheffou foi preso na última sexta-feira (25), três dias após os atentados de Bruxelas, que mataram 35 pessoas. Ele tinha sido reconhecido pelo taxista que levou os três terroristas até o aeroporto.

Para especialista da Unesco, recuperar Palmira é uma ilusão

Annie Sartre-Fauriat, membro do grupo de especialistas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o patrimônio sírio, disse nesta segunda-feira (28) estar “perplexa com a capacidade de reconstruir [o centro de] Palmira”, diante da destruição considerável e das pilhagens na cidade antiga e no museu.

“O mundo se uniu em torno da 'libertação' de Palmira, entre aspas, mas é preciso não esquecer tudo o que foi destruído e a catástrofe humanitária no país. Estou bastante perplexa com a capacidade [anunciada], ainda que com a ajuda internacional, de reconstruir a cidade de Palmira”, disse à agência France Presse (AFP) a historiadora, um dia depois da cidade de Palmira ter sido recuperada pelas forças pró-regime.

Annie Sartre-Fauriat é uma historiadora especialista em Oriente Médio, membro do grupo de especialistas da Unesco constituído em 2013 para o patrimônio sírio.

“Quando ouço dizer que se vai reconstruir o templo de Bêl, parece-me uma ilusão. Não vamos reconstruir uma coisa que foi reduzida a escombros e a poeira. Construir o quê? Um templo novo? Haverá talvez outras prioridades na Síria antes da reconstrução de ruínas”, acrescentou.

Cinco anos

Por outro lado, o diretor de Antiguidades e Museus da Síria, Maamun Abdelkarim, disse nesta segunda-feira que seria possível recuperar os monumentos destruídos, com o apoio da Unesco. “Se tivermos a aprovação da Unesco, precisaremos de cinco anos para restaurar os edifícios destruídos e danificados pelo Estado Islâmico”, declarou à France Presse.

“Temos pessoal qualificado, conhecimento e investigação, precisamos obviamente do acordo da Unesco e poderemos começar as obras em um ano”, adiantou.

Da Agência Lusa

 

Nos EUA, carro despenca de 4º andar de edifício-garagem

Mulher que dirigia veículo não se feriu gravemente

Agência ANSA

A jovem Lindsay Cook, 23 anos, viveu um momento inusitado durante o dia 14 de março. Câmeras de segurança flagraram o exato momento em que o Audi Q5 que ela dirigia despencou do quarto andar de um edifício-garagem na cidade de Towson, em Maryland (EUA). 

As imagens foram divulgadas neste final de semana pelas autoridades locais. Segundo a reconstituição, ela perdeu o controle do carro enquanto manobrava de ré no estacionamento. O veículo destruiu a barreira de concreto e caiu na calçada que, por sorte, não tinha ninguém.    Cook foi levada ao hospital pelos bombeiros que atenderam a ocorrência, mas não sofreu ferimentos graves. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Polícia de Baltimore.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 28.03.2016

 

 

Novo balanço. Atentados de Bruxelas causaram 35 mortos

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Número foi comunicado esta segunda-feira pelas autoridades

Os atentados de 22 de março em Bruxelas causaram pelo menos 35 mortos, segundo um novo balanço anunciado hoje pelas autoridades.

Os responsáveis que falavam no centro de crise belga indicaram que 31 vítimas morreram no aeroporto e no metro da capital belga e quatro sucumbiram posteriormente aos ferimentos no hospital.

Este número de 35 vítimas mortais não inclui os três bombistas suicidas, dois dos quais se fizeram explodir no aeroporto Bruxelas-Zaventem e um na estação de metro Maelbeek.

O balanço anterior era de 31 mortos, não incluindo as vítimas que morreram no hospital.

Dos 31 mortos encontrados nas zonas dos crimes, 28 já foram identificados: 16 são belgas e 12 estrangeiros, de nacionalidades norte-americana, holandesa, sueca, alemã, francesa, chinesa, italiana e britânica.

Os atentados causaram igualmente 340 feridos, de nacionalidade belga e de 19 outros países.

 

Kremlin acusa "serviços secretos estrangeiros" de pretenderem perturbar eleições na Rússia

 

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"Continuam ativamente a tentar influenciar o nosso país (...) e o principal objetivo consiste em desacreditar" a reputação de Vladimir Putin

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskovo, acusou hoje os serviços secretos e os media estrangeiros de procurarem desacreditar o Presidente russo, Vladimir Putin, e perturbar as eleições legislativas na Rússia previstas para setembro.

"Diversas instituições públicas, organizações não-governamentais, serviços de segurança de países estrangeiros e certos media (...) juntaram-se para uma campanha eleitoral no nosso país antes do início efetivo da campanha", disse. "Continuam ativamente a tentar influenciar o nosso país (...) e o principal objetivo consiste em desacreditar" a reputação de Vladimir Putin, precisou.

As eleições legislativas na Rússia estão previstas para 18 de setembro, quando o país está confrontado com uma grave crise económica motivada pela queda dos preços do petróleo e as sanções ocidentais relacionadas com o conflito ucraniano.

No final de fevereiro Vladimir Putin já tinha afirmado que "inimigos estrangeiros" pretendiam perturbar estas eleições, e ordenou ao Serviço federal de segurança (FSB) um reforço da vigilância.

Segundo Dmitri Peskov, o "Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação" [ICIJ], um coletivo que tem revelado numerosos escândalos, designadamente financeiros, está a investigar a vida privada de Putin, da sua família e dos seus amigos.

O coletivo, que segundo o porta-voz inclui membros de serviços de informações estrangeiros, prepara "um ataque mediático" destinado a denegrir a reputação do Presidente da Rússia.

Peskov advertiu que o Kremlin está preparado para contra-atacar e poderá perseguir os jornalistas por difamação, caso publiquem "mentiras" sobre o líder russo.

 

Ativistas angolanos condenados seguem para a cadeia para cumprir pena

 

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O recurso interposto pela defesa não impediu que os ativistas tenham sido levados para a prisão após a condenação

Os 17 ativistas angolanos saíram hoje do tribunal de Luanda para a cadeia, para cumprirem penas que só terminam depois das próximas eleições em Angola e que no caso do professor universitário Domingos da Cruz passa os oito anos.

Ao longo de mais de duas horas, o tribunal leu a matéria dada como provada e o respetivo enquadramento, deixando cair, como pedia o Ministério Público, o crime de atos preparatórios para um atentado ao Presidente da República e a outros membros do Governo - de que foram todos absolvidos -, mas acrescentando o de organização de malfeitores.

A condenação foi recebida na sala de audiência, fortemente vigiada pela polícia e serviços prisionais, com protestos e gritos de "palhaçada", tendo sido ordenada a detenção de pelo menos duas pessoas da assistência antes que o juiz da causa, Januário Domingos, decretasse a evacuação da sala.

No exterior, alguns familiares insurgiram-se em protesto contra a decisão, denunciando a interferência do "regime" neste desfecho, por entre lágrimas, mas sem desacatos conhecidos ou presenciados pela Lusa.

O facto de todas as penas serem superiores a dois anos de prisão inviabilizou que os recursos imediatamente interpostos pelos advogados de defesa tivessem efeito quanto à sua execução, tendo sido ordenado pelo tribunal a sua condução à cadeia. Dos réus, 15 já tinha cumprido prisão preventiva entre 20 de junho e 18 de novembro, quando passaram a prisão domiciliária. Outras duas jovens tinham aguardado, até agora, em liberdade provisória.

Tidos como "revolucionários", por contestarem o regime angolano com manifestações e outros protestos de rua desde 2011, estes ativistas, caso nenhum recurso para o Supremo ou Constitucional tenha entretanto efeito, vão permanecer na prisão para além de 2017, ano de eleições gerais em Angola.

Globalmente, o tribunal deu como provado que os acusados formaram uma associação de malfeitores, pelas reuniões que realizaram em Luanda entre maio e junho de 2015 (quando foram detidos). Num "plano" desenvolvido em coautoria, pretendiam - concluiu o tribunal - destituir os órgãos de soberania legitimamente eleitos, através de ações de "Raiva, Revolta e Revolução", colocando no poder elementos da sua "conveniência" e que integravam a lista para um "governo de salvação nacional".

Durante estas reuniões, apresentadas como ações de formação, os ativistas analisaram o livro do professor universitário Domingos da Cruz intitulado "Ferramentas para destruir o ditador e evitar uma nova ditadura", o que lhe valeu a condenação em cúmulo jurídico a oito anos e seis meses de prisão, sendo condenado pelo tribunal como líder da "associação de malfeitores", além da prática do crime de atos preparatórios para uma rebelião.

O 'rapper' luso-angolano Luaty Beirão - que não esteve na sala de audiência por ser recusar a ser revistado previamente -, de 34 anos, foi condenado pelo tribunal a dois anos de cadeia por atos preparatórios para uma rebelião, dois anos pelo crime de associação de malfeitores e outros dois anos por falsificação de documentos, tendo a cumprir, em cúmulo jurídico, uma pena única de cinco anos e seis meses de cadeia.

As penas mais leves, que o tribunal justificou com um menor nível de participação, foram para Benedito Jeremias, funcionário público de 31 anos, e para Rosa Conde, uma secretária de 28 anos, condenados em cúmulo jurídico a dois anos e três meses de prisão maior, ambos pela prática de atos preparatórios para uma rebelião e associação de malfeitores.

Os restantes réus, Nuno Álvaro Dala, investigador e professor universitário, 31 anos, Afonso "M'banza Hanza", 30 anos, professor do ensino primário, José Gomes Hata, 31 anos, professor do segundo ciclo, Sedrick de Carvalho, 26 anos, jornalista, Fernando António Tomás "Nicola", 33 anos, mecânico, Nélson Dibango, 33 anos, cineasta, e Osvaldo Caholo, 26 anos, tenente da Força Área Angolana, foram todos condenados em cúmulo jurídico, por atos preparatórios para uma rebelião e associação de malfeitores, a quatro anos e seis meses de prisão.

No caso deste último condenado, o caso segue ainda para tribunal militar, por estar pendente decisão de um crime de furto de documentação confidencial no mesmo processo.

A mesma pena foi ainda aplicada aos estudantes Manuel Baptista Chivonde "Nito Alves", 19 anos, Inocêncio de Brito, 28 anos, Albano Bingo Bingo, 29 anos, Arante Kivuvu, 22 anos, "Hitler" Tshikonde, 25 anos, e Laurinda Gouveia, 26 anos.

O tribunal rejeitou argumentos da defesa como recolha ilegal de imagens nas reuniões, falta de mandados de captura, ou mesmo que as sessões em causa resultavam do exercício do direito à livre reunião e associação.

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 jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 28.03.2016

 

 

CNN divulga vídeo dos irmãos Abdeslam numa discoteca em Bruxelas

A cadeia televisiva norte-americana CNN divulgou, esta segunda-feira, um vídeo dos irmãos Brahim e Salah Abdeslam, presumíveis autores dos ataques de Paris, onde ambos se divertem numa discoteca de Bruxelas.

 

Brahim Abdeslam, claramente visível, dança com um cigarro na mão e conversa animadamente com uma rapariga loira, enquanto Salah, o seu irmão mais jovem e de "sweatshirt" cor de laranja, também se diverte com um grupo de amigos.

 

vídeo divulgado pela CNN é datado de 8 de fevereiro de 2015, apenas oito meses antes de Brahim perpetrar o ataque bombista suicida num café da capital francesa, no decurso dos múltiplos atentados que provocaram 130 mortos e centenas de feridos em Paris.

Salah, membro da célula terrorista do grupo Estado Islâmico (EI), que reivindicou os atentados, foi o único que sobreviveu aos ataques e esteve vários meses em fuga até ser detido há duas semanas na capital belga.

Dois amigos, que filmaram o vídeo divulgado esta segunda-feira pela cadeia televisiva norte-americana, estiveram com Salah e Brahim nessa noite de fevereiro de 2015 e contaram a sua história à CNN, na condição de ocultarem as suas identidades.

Com nomes falsos, "Karim" e "Rachid" asseguraram à cadeia que Brahim era o mais sério dos dois irmãos, enquanto Salah era um amante da diversão.

"Eram boa gente. Suponho que se poderia dizer que viveram a vida ao máximo", disse "Rachid" à CNN, ao que "Karim" acrescentou ter sido testemunha das suas piadas, dos seus jogos de cartas e de outros divertimentos.

Monumentos em Palmira levarão cinco anos a restaurar

O diretor de Antiguidades e Museus da Síria afirmou, esta segunda-feira, que serão necessários cinco anos para reabilitar os monumentos destruídos ou danificados na cidade antiga de Palmira.

 

REUTERS

"Se tivermos a aprovação da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), precisaremos de cinco anos para restaurar os edifícios destruídos e danificados pelo Estado Islâmico (EI)", declarou Maamun Abdelkarim à agência France Presse, um dia depois da cidade de Palmira (centro) ter sido recuperada pelas forças pró-regime, após dez meses de ocupação pelo EI.

"Temos o pessoal qualificado, temos o conhecimento e a investigação, precisamos obviamente do acordo da UNESCO e poderemos começar as obras num ano", adiantou.

Segundo Talal al-Barazi, governador da província de Homs, onde se localiza Palmira, o exército sírio completou esta segunda-feria a desminagem e desativação dos explosivos colocados pelo grupo fundamentalista na zona monumental da cidade.

"A zona arqueológica já está limpa de minas e bombas deixadas pelos terroristas", declarou à agência noticiosa espanhola EFE num contacto telefónico.

Além da cidadela do século XIII, que foi danificada nos combates pela recuperação da cidade, os 'jihadistas' destruíram os templos de Bel e Baalshamin, o Arco do Triunfo e várias torres funerárias e o Leão de al-Lât.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 28.03.2016

 

 

Irão responde às sanções dos Estados Unidos


28 de Março, 2016

O Irão vai aumentar o poder balístico dos mísseis em resposta ao anúncio de sanções norte-americanas, informou no sábado o seu ministro das Relações Exteriores a uma emissora de televisão.

“Vamos responder às recentes medidas dos Estados Unidos contra o nosso programa de mísseis, aumentando o seu poder”, disse Mohamad Zarif à Press TV.
O ministro declarou “não haver limitações de qualquer espécie, pois o programa não tem nada a ver com armas nucleares”. Washington anunciou sanções económicas contra “duas entidades do Irão” devido ao “programa de mísseis balísticos” deste país.
As sanções foram anunciadas após o Irão ter realizado, no início do mês, testes de mísseis balísticos de longo alcance, considerados pelos Estados Unidos “uma violação das resoluções da ONU”. As resoluções aprovadas pelas Nações Unidas proíbem o Irão de desenvolver armas que possam transportar ogivas nucleares, como os mísseis balísticos, mas também prevêm  sanções contra aquele país.
O ministro iraniano reafirmou que as “armas foram criadas apenas para aumentar o poder dissuasório e defensivo do país”. As novas sanções desrespeitam o acordo estabelecido entre o Irão e o Grupo 5+1, constituído pelos EUA, França, Rússia, China, Reino Unido mais Alemanha, destinado a acabar com a controvérsia sobre aquele programa nuclear, bem como com as sanções internacionais impostas a Teerão. 
O responsável da diplomacia  iraniana dise que o seu país e os EUA são obrigados a cumprir o acordo.

 

 

Seul e Washington avisados sobre a iminência de guerra

Altino Matos | 
28 de Março, 2016

O Governo de Pyongyang passou das palavras à acção e pôs em marcha um plano de ataque real a alvos em Seul e Washington, com desdobramento de efectivos e meios militares de grande precisão, disse ontem o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

“Pyongyang avisou os Estados Unidos e a Coreia do Sul da possibilidade de uma guerra de resposta”, noticia a agência Yonhap, citando uma mensagem atribuída ao líder da Coreia do Norte.
A tensão na península nunca esteve tão alta, segundo analistas norte-americanos, que justificam os meios envolvidos em exercícios conjuntos das forças de Seul e Washington, para simular cenários em que se confrontam com ataques de armas nucleares. As autoridades de Pyongyang afirmaram que vão agir rápido, no caso de os exercícios “inimigos” se tornarem tão evidentes, para impedir um avanço das forças norte-americanas e sul-coreanas, que manipulam meios de combate altamente sofisticados, como afirma a Coreia do Norte. Pyongyang divulgou um vídeo com imagens simuladas de um ataque de grande precisão a alvos em Washington e Seul. 
O conjunto de imagens, que fazem parte de uma série de exercícios virtuais das forças norte-coreanas, demonstra a capacidade de Pyongyang em conter qualquer investida dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, acusados pela Coreia do Norte de procurarem o melhor momento para invadir o país.
O líder norte-coreano afirmou que as relações com a Coreia do Sul “só vão melhorar com a retirada total dos efectivos e meios militares dos Estados Unidos do território sul-coreano”. A mensagem de Kim Jong-un provocou uma onda de protestos na Coreia do Sul, que passou a ser um assunto discutido pela população.
Kim Jong-un introduziu, desde a sua chegada ao poder, novos elementos no campo militar virados para o fortalecimento do arsenal nuclear, com uma série de testes de mísseis e o anúncio do ensaio de uma bomba de hidrogénio, que provocou a reprovação da comunidade internacional e o reforço das sanções contra o país. O comité para as relações inter-coreanas da Coreia do Norte divulgou uma nota em que adverte que, “a partir de agora, as forças militares e revolucionárias norte-coreanas vão começar os preparativos para uma guerra de resposta a fim de destruir os Estados Unidos e os seguidores de Park Geun-hye, a Presidente da Coreia do Sul, em nome da justiça”. 
A agência de notícias da Coreia do Norte divulgou outro comunicado que salienta que as “provocações militares imprudentes dos EUA e dos vizinhos sul-coreanos estão a esgotar a paciência de Pyongyang”. O documento também refere que a residência da Presidente da Coreia do Sul, designada por Casa Azul, pode ser transformada, “apenas premindo um botão”, num “mar de fogo e cinza”. O agravamento das relações entre o Governo de Pyongyang e a comunidade internacional é resultado dos testes nucleares realizados pela Coreia do Norte em Janeiro e dos lançamentos sistemáticos de mísseis em Fevereiro deste ano. Em resposta, nos primeiros dias de Março, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade um novo pacote de sanções contra a Coreia do Norte.

 

 

Bernie Sanders ganha impulso


28 de Março, 2016

O senador Bernie Sanders, candidato democrata à Casa Branca, venceu com grande margem em relação à sua rival, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, as primárias realizadas no sábado no Hawai, no Alasca e em Washington.

No Hawai, que tem 25 delegados, Sanders ganhou 71 por cento dos votos contra apenas 29 por cento arrecadados por Clinton, segundo a imprensa norte-americana. No Alasca, com 16 delegados em jogo, Sanders conseguiu 82 por cento dos votos e, em Washington, que tem 101 delegados para distribuir, obteve 73 por cento.

Мартин Коблер, специальный посланник ООН в Ливии, охарактеризовал гуманитарную ситуацию в стране как «драматическую и чреватую дальнейшим ухудшением в случае, если не будут приняты срочные меры по оказанию помощи населению».

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 21.03.2016

 

ONU reconhece quadro humanitário dramático


28 de Março, 2016

Fotografia: AFP

O enviado especial das Nações Unidas para a Líbia, Martin Kobler, admitiu ontem grande dificuldade no acesso da população a bens de primeira necessidade e o quadro deve agravar-se nos próximos dias se não forem tomadas medidas no âmbito humanitário.

Martin Kobler quer uma intervenção imediata das agências internacionais de assistência humanitária para evitar o pior. “Temos de agir rápido e com rigor, senão a população líbia vai ficar numa situação grave, sem meios de subsistência”, advertiu o enviado da ONU para a Líbia. 
A situação humanitária no país tornou-se, segundo Martin Kobler, “muito difícil devido à expansão do Estado Islâmico e de grupos terroristas que dominam zonas influentes do território, na ausência de um governo funcional e Forças Armadas fortes”.
Durante a sua estada em Charm-el-Cheikh, Egipto, onde participou na reunião dos ministros da Defesa dos países-membros da Comunidade dos Estados Sahelo-Sarianos, Martin Kobler deu informações precisas sobre o estado geral das condições do povo líbio, para mobilizar o maior número de recursos políticos e militares, mas também de assistência social e humanitária.
O enviado das Nações Unidas sublinhou a necessidade de uma cooperação para parar a expansão do Estado Islâmico nas cidades líbias, indicando que o Governo de Unidade Nacional, dirigido por Fayez Sarraj, deve ser reforçado para expulsar os grupos terroristas do país. Martin Kobler revelou, igualmente, que aguarda a autorização do Conselho de Segurança para se deslocar a Tripoli, capital líbia, onde a situação é mais complicada.

Nova proposta 

Os presidentes da Câmara de Representantes (Parlamento líbio), Aguila Saleh, e do Congresso Nacional Geral (CNG), Nouri Abdousahmein, apresentaram uma nova proposta ao Comité do Diálogo Político e à Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (MANUL), relativa à divergência sobre o artigo VIII do anexo sobre as medidas referentes à demissão dos líderes militares e de segurança. A nova proposta pede que a Câmara Constitucional do Tribunal Supremo delibere sobre o assunto e exorta todas as partes a respeitar o texto do acórdão do Tribunal e a absterem-se de pressionar os membros desta jurisdição.
Segundo a proposta, Nouri Abousahmein e Aguila Saleh reafirmam a sua intenção de reduzir o número de membros do Conselho Presidencial para dois vice-presidentes, em vez dos nove actuais, de modo que Fayez Al-Sarraj conserve a presidência do Conselho.
A proposta sugere um Governo de 15 ministros, dos quais cinco nomeados pela Câmara de Representantes, cinco pelo Congresso Nacional Geral e igual número por Fayez Al-Sarrah. Os signatários foram omissos quanto à forma como se fará a repartição das pastas ministeriais, limitando-se a  insistir no princípio da competência.
Os membros do Conselho Presidencial rejeitaram, por unanimidade, a proposta, considerando que esta provoca divisão, segundo uma fonte ligada ao organismo. 

Governo de Salvação Nacional

O chefe do Governo líbio de Salvação Nacional instalado em Tripoli, Khalifa Ghwell, decretou o estado de “extrema emergência” na capital e em todas as províncias do país controladas por ele, materializando assim a vontade de se opor à instalação do Governo de União Nacional que resulta do acordo de paz concluído sob a égide das Nações Unidas.
Khalifa Ghwell indicou que o Conselho de Ministros esteve em sessão permanente e encarregou o Ministério da Defesa, o Serviço Geral da Inteligência e as Brigadas dos Revolucionários de tomar medidas estritas de segurança e intensificar as patrulhas e os controlos.
Segundo testemunhas, tanques pertencentes aos grupos armados que dominam a capital Tripoli foram colocados em alerta nas zonas de Dharhara e Zaouiet Dahmani, em pleno centro da cidade.
Estas medidas são uma reacção às informações que anunciavam a chegada à capital de alguns membros do Conselho Presidencial do Governo de União Nacional.
O primeiro-ministro do Governo de Salvação Nacional, Khalifa Ghwell, advertiu o presidente e os membros do Conselho Presidencial de Reconciliação Nacional contra a sua deslocação a Tripoli, garantindo que “esta medida é ilegal, e que por isso vai ser anulada”.
Mas o Conselho Presidencial de Reconciliação Nacional apelou a todas as instituições soberanas e às autoridades do Estado líbio, em particular as financeiras, para tomarem disposições para a total transferência do poder.
O Governo de Salvação Nacional foi formado pelas forças de Fajr Libya (Madrugada da Líbia) após a ocupação da capital Tripoli em Agosto de 2014.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 17.03.2016

Curdos anunciam declaração de independência de região da Síria

O poderoso partido político curdo na Síria - o Partido Democrático da União (PYD) - planeja declarar independente uma região no norte da Síria, afirmou ontem o porta-voz da facção, Nawaf Khalil, um modelo que ele espera que possa ser aplicado em todo o país. A Turquia considera o grupo como terroristas. 

Khalil disse à Associated Press que seu partido não está fazendo lobby para tornar independente somente uma região curda, mas toda a região síria, inclusive regiões que incluem representação turco-otomana, árabes e curdos no norte do Síria.

Os curdos são a maior minoria étnica na Síria, tornando-se mais de 10% da população pré-guerra do país, com 23 milhões. Eles estão concentrados na província empobrecida de Hassakeh, espremida entre as fronteiras da Turquia e do Iraque.

Os curdos da Síria têm fortalecido dramaticamente sua permanência no norte da Síria durante a guerra civil, conquistando territórios enquanto eles lutam para expulsar combatentes islâmicos aliados à rebelião e declarando a sua própria administração civil nas zonas sob o seu controle.

Uma região federal poderia ser um primeiro passo para a criação de uma região autônoma semelhante à que curdos executaram na fronteira com o Iraque, onde seu território é praticamente um país separado.

 

Coreia do Norte condena turista norte-americano a 15 anos de trabalhos forçados

A mais alta corte da Coreia do Norte sentenciou um turista norte-americano a 15 anos de prisão com trabalhos forçados por subversão nesta quarta-feira, semanas depois de autoridades apresentá-lo à mídia e ele chorosamente confessar que atacou uma peça de propaganda do regime comunista.

Otto Warmbier, estudante da Universidade de Virginia, foi condenado e sentenciado em um julgamento de uma hora da Suprema Corte da Coreia do Norte.

Ele foi enquadrado por subversão no artigo 60 do código criminal da Coreia do Norte. A corte sustentou que ele cometeu um crime "em conformidade com a política hostil do governo dos EUA em relação à Coreia do Norte, numa tentativa de prejudicar a unidade do seu povo".

A Coreia do Norte regularmente acusa Washington e Seul de enviar pessoas para espionar seu governo, embora o turismo de norte-americanos seja legal.

A Universidade de Virginia disse que estava ciente da condenação de Warmbier e que permanece em contato com a família dele. Fonte: Associated Press.

 

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 17.03.2016

França prende 4 pessoas por 'ataque iminente'

Três homens e uma mulher foram detidos em operação

Agência ANSA

Três homens e uma mulher foram presos em Paris nesta quarta-feira (16) por serem suspeitos de um "ataque iminente" na capital da França, informou a mídia local. Segundo informações da emissora "TF1", o grupo foi detido no 18º arrondissement da capital, próximo ao subúrbio de Seine-Saint-Denis, e os detidos são franceses de origem turca. De acordo com a emissora, os suspeitos se chamam Aytac e Ercan B e teriam despertado um "particular interesse" de Youssef E., que é conhecido pelos serviços antiterrorismo da França.    

De acordo com o jornal "Le Figaro", Youssef foi condenado à prisão por cinco anos e, desde outubro do ano passado, estava em regime domiciliar. A mulher detida é esposa de Youssef.    

Os quatro estariam prontos para cometer um ataque em breve em Paris. Prova disso, seriam, de acordo com o periódico, os itens encontrados com o grupo: uma série de cartuchos de balas para fuzil kalashnikovs (AK-47). Os investigadores ainda recolheram uma "pistola de alarme, computadores, cartões de memória e um cofre".  Paris foi palco de uma dos maiores atentados terroristas da história recente. Em novembro do ano passado, 130 pessoas morreram após uma série de ataques no dia 13 de novembro.

'El País': Estados Unidos autorizam uso de dólares em algumas operações com Cuba

Redução de restrições comerciais acontece às vésperas da visita de Obama à ilha

 

Matéria publicada nesta quarta-feira (16) no El País, conta que os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (14) que serão permitidas algumas viagens "individuais" a Cuba, bem como o uso do dólar em determinadas operações com a ilha. Além disso, alguns cubanos que vivem em território norte-americano, como artistas ou atletas, poderão ganhar um salário ou compensação. 

As medidas, divulgadas a menos de uma semana para a visita histórica do presidente dos EUA, Barack Obama, a Cuba, fazem parte de um conjunto de ações da presidência para enfraquecer o embargo contra a ilha e são as mais relevantes decretadas pelo Governo norte-americano em pouco mais de um ano, desde que Washington e Havana iniciaram a normalização das relações.

A nova disposição só se aplica às viagens "educacionais", uma das 12 categorias sob as quais o Governo dos EUA autoriza a viagem de cidadãos norte-americanos a Cuba

Segundo a reportagem, a autorização para realizar algumas transações em dólares vaifacilitar muito o ainda limitado, mas crescente fluxo de comércio entre os EUA e Cuba, um dos pilares básicos do degelo.

O jornal espanhol informa que, entre outras medidas, as instituições bancárias norte-americanas serão autorizadas a "processar instrumentos monetários em dólares americanos, incluindo dinheiro e cheques de viagem apresentados indiretamente por instituições financeiras cubanas". Além disso, as contas correspondentes em bancos de países terceiros usadas para tais transações poderão, a partir de agora, ser denominadas em dólares americanos.

Túmulo de Tutancâmon pode ter câmaras secretas

Estudioso acredita que restos de Nefertiti podem estar no local

Agência ANSA

Análises mostraram a possível existência de duas câmaras secretas na tumba do faraó Tutancâmon, morto por volta de 1323 a.C., que conteriam materiais orgânicos e metais. O anúncio foi feito pelo ministro das Antiguidades egípcio, Mamdouh Eldamaty, em coletiva de imprensa. Segundo ele, no local podem estar guardados restos humanos, que poderiam ser de algum membro da família do faraó.    

Novas pesquisas serão realizadas em breve para tentar confirmar a hipótese.    

Descobertas corroboram para a hipótese de que os restos da rainha Nefertiti estejam no local. Ela foi uma das esposas de seu pai, Aquenaton, "o faraó herege", mas especialistas não acreditam que ela seja sua mãe. Até o momento, o túmulo de Nefertiti, conhecida por sua beleza, nunca foi encontrado.    

As conclusões foram obtidas após exames com radares na tumba realizados entre os dias 26 e 27 de novembro do ano passado, explicou o ministro.    

A tumba do famoso faraó foi descoberta em 1922, pelo arqueólogo britânico Howard Carter, após três mil anos escondida. Conhecido como rei-menino, Tutancâmon, morreu aos 19 anos após quase dez anos no Poder. 

Jovens italianos são os mais obesos da Europa

No entanto, são os que menos sofrem bullying no Velho Continente

Agência ANSA

Os pré-adolescentes italianos são os mais obesos e preguiçosos de toda a Europa, têm uma grande dificuldade de se relacionar com adultos, mas estão entre os que menos praticam e são submetidos a bullying do continente.

As informações são de um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a saúde e o bem estar dos jovens europeus de 11, 13 e 15 anos entre 2013 e 2014. De acordo com o documento, mais de 30% dos italianos de 11 e de 13 anos estão a cima do peso ou obesos enquanto 25% dos de 15 anos estão no mesmo patamar.

Mais preocupante que este dado é o que afirma que as taxas de atividades físicas entre osjovens da Itália estão bem baixas, fazendo com que o país fique com a última colocação na categoria de 11 e de 13 anos e na penúltima com a de 15, no caso ficando só na frente de Israel. Nas duas primeiras idades, apenas 5% e 11% respectivamente dos jovens fazem ao menos uma hora de exercícios moderados ou fortes.

"Obesidade e inatividade são fatores independentes que precisam ser combatidos não só com atividade física, mas também com os modelos alimentares, sendo o mediterrâneo um já 'contaminado'", explica o professor de epistemologia da Universidade de Turim Franco Cavallo.

"Outra categoria na qual estamos mal é a da relação com a família. Parece que nossos jovens são menos familiarizados, e tem menos capacidade de se relacionar com os adultos", conta o italiano.

Já sobre o lado positivo, o bullyng nessa faixa etária é bem baixo na Itália. Aos 15 anos, 2% das meninas e 3% dos garotos disseram que sofreram um ato de bullying, um número superior apenas aos da Islândia, Armênia e Lituânia.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 17.03.2016

 

EUA declaram Estado Islâmico responsável por genocídio de minorias

 

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Declaração de John Kerry, secretário de Estado dos EUA, tem implicações legais internacionais

Os Estados Unidos declararam hoje o grupo extremista Estado Islâmico responsável por genocídio de cristãos, 'yazidis' e outras minorias religiosas nos territórios que controla no Iraque e na Síria.

"O Daesh [acrónimo árabe do grupo] é genocida por autoproclamação, por ideologia e por ação, no que afirma, no que acredita e no que faz", disse o chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, utilizando um dos nomes que designam o grupo 'jihadista'.

"O Daesh também é responsável por crimes contra a humanidade contra os mesmos grupos", acrescentou.

A declaração do secretário de Estado confirma uma declaração aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos para declarar como genocídio os assassínios de minorias religiosas perpetrados pelo grupo extremista, uma declaração que tem implicações legais internacionais.

Grupo radical curdo reivindica ataque suicida na Turquia no domingo

 

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Ataque foi resposta às operações das forças de segurança no sudeste da Turquia, predominantemente curda

O grupo radical curdo Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), com ligações ao proibido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, separatistas), reivindicou hoje o ataque suicida que no domingo matou 35 pessoas na capital da Turqia, Ancara.

"Na noite de 13 de março, um ataque suicida foi levado a cabo... nas ruas da capital da fascista república turca. Nós reivindicamos o ataque", disse TAK, numa declaração publicada na sua página de Internet.

O ataque constitui uma resposta às operações das forças de segurança turcas no sudeste da Turquia, predominantemente curda, acrescenta a agência AFP.

Além das vítimas mortais, o atentando de domingo também provocou 125 feridos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Perigo de "ataque iminente" fecha representações alemãs na Turquia

 

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A embaixada em Ancara, o consulado em Istambul e a escola alemã estão fechadas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha anunciou hoje o encerramento das representações alemãs na Turquia devido ao perigo de "ataque iminente".

Frank-Walter Steinmeier especificou que a embaixada em Ancara, o consulado em Istambul e a escola alemã, também em Istambul, estão fechadas devido ao risco de atentados, quatro dias após um ataque que fez 35 mortos no centro da capital turca.

O atentado suicida de domingo em Ancara foi reivindicado hoje por um grupo radical próximo dos rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), chamado Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK).

Seis milhões de norte-americanos têm água contaminada com chumbo

 

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Investigação do 'USA Today' assinala 2000 redes de distribuição de água nos Estados Unidos com uma taxa de chumbo superior ao recomendado

Cerca de seis milhões de norte-americanos bebem ou vivem com água contaminada com chumbo, referiu a sua edição de hoje o diário USA Today.

O jornal refere-se a 2000 redes de distribuição de água nos Estados Unidos com uma taxa de chumbo superior às normas recomendadas pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos.

Entre estas 2000 redes, 350 estão dirigidas para escolas e creches, e 180 são consideradas omissas nas advertências aos consumidores.

A água analisada numa escola de ensino básico do Maine apresentou uma taxa de chumbo 42 vezes mais elevada face ao limite recomendado pela EPA. Num outro estabelecimento de ensino na Pensilvânia, a taxa era 14 vezes mais elevada que a norma da EPA.

Esta investigação surgiu após um escândalo de água contaminada com chumbo em Flint, no Michigan (norte).

PU

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 17.03.2016

 

Dois feridos em protestos pró e contra Governo em Brasília

Os protestos pró e contra o Governo de Dilma Rousseff que decorrem, esta quinta-feira, na capital brasileira resultaram em confrontos e houve dois feridos, que acabaram por ser detidos.

 

A assessoria da Polícia Militar do Distrito Federal, que avançou a informação à agência Lusa, acrescentou que se encontram no local cerca de 3000 manifestantes contra o Governo e 300 a favor.

Os protestos decorrem no dia em que o ex-presidente Lula da Silva tomou posse como ministro da Casa Civil.

No entanto, um despacho judicial suspendeu o ato de nomeação do ex-presidente como ministro do governo de Dilma Rousseff, segundo informações do jornal "Folha de S.Paulo".

A decisão é, segundo o jornal, do juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, que teria entendido que "há indícios de cometimento do crime de responsabilidade".

Maior cobra do mundo capturada na Amazónia

A "cobra mais comprida do mundo" foi descoberta pela BBC durante as filmagens de um documentário, na Amazónia, Equador. A captura foi filmada.

 

Tem cinco metros de comprimento e foi encontrada nas profundezas da Floresta Amazónica, no Equador.

"Tribes, Predators and Me", apresentado por Gordon Buchanan, divide-se em três partes e irá para o ar este domingo, em Inglaterra, na BBC 2.

No primeiro episódio, Buchnan junta-se a uma tribo local para capturar uma anaconda gigante, considerado o animal mais perigoso da Amazónia. Depois da captura, a cobra volta a ser libertada.

A tribo Waorani, presente no documentário, acredita que prender e libertar estes animais, sem recorrer a armas, é uma demonstração de coragem que lhes traz também poder espiritual.

Durante os restantes episódios, o apresentador junta-se aos Waorani, para aprender os segredos da tribo, da selva, e dos animais que todos tememos.

 

Criança sobrevive a atropelamento por milagre

PAULO LOURENÇO

Uma criança de quatro anos corria numa estrada, na cidade de Nanjing, na China, quando foi colhido por uma carrinha, que surgiu nas suas costas. Por milagre, o menino escapou praticamente ileso. Veja o vídeo.

 

Quando, ao visualizar a cena, todos temiam o pior, eis que o totalmente inesperado acontece: o menino levanta-se e corre em direção ao pai.

Segundo o progenitor, a criança sofreu apenas alguns arranhões em resultado do atropelamento.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 17.03.2016

 

Cooperação com o Japão está em fase ascendente

 

João Dias | 
17 de Março, 2016

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, convidou o Chefe do Estado angolano, José Eduardo dos Santos, a participar na VI edição do Fórum de Cooperação Japão–África (TICAD), a decorrer em Nairobi, Quénia, em Junho próximo. 

O convite para o fórum, que decorre pela primeira vez em África, consta de uma missiva do chefe do Governo nipónico entregue ontem pelo seu enviado especial, Ken Shimanouchi, na audiência que lhe foi concedida pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente.
No encontro foram abordados aspectos relacionados com a cooperação internacional, reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e o desempenho do país na presidência rotativa da organização, entre outros aspectos de interesse bilateral. “A minha principal missão foi entregar uma mensagem do nosso primeiro-ministro, Shinzo Abe, destinada ao Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, na qual consta um convite para participar do VI Fórum Japão-África,   em Nairobi”, confirmou o diplomata.
O enviado especial japonês disse que as relações bilaterais entre Angola e o Japão encontram-se num momento excelente e salientou o facto de  estar a crescer o interesse das empresas japonesas em Angola, ao mesmo tempo que aumenta, em grande medida, a cooperação de financiamento e de cooperação técnica ao nível governamental. “Acredito na continuação e crescimento desta tendência e viemos trocar opiniões sobre temas de interesse bilateral da cooperação e aspectos de âmbito internacional”, realçou Ken Shimanouchi,   antigo embaixador do Japão no Brasil.
No encontro, foram analisados   aspectos relacionados com a cooperação no âmbito internacional, área em que o enviado especial japonês  disse ser fundamental que os dois países “cooperem intensamente”, sobretudo, em assuntos que tenham a ver com a África. “Penso que 70 por cento das questões tratadas no Conselho de Segurança estão relacionados com a África. Queremos   intensificar esta colaboração e cooperar para a concretização da reforma no Conselho de Segurança”, sublinhou Ken Shimanouchi.

Presidência angolana

Ken Shimanouchi manifestou a satisfação do seu Governo pela presidência rotativa de Angola no Conselho de Segurança das Nações Unidas ao longo deste mês de Março. Um aspecto digno de reconhecimento, segundo o enviado especial do primeiro-ministro do Japão, é o facto de a presidência angolana ter começado com a aprovação de uma resolução que reforça as sanções contra a Coreia do Norte. “Esta resolução é de interesse vital para o Japão”, considerou o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, que fez parte do encontro.
Além deste aspecto, o encontro permitiu estender a abordagem para outros temas de interesse comum, com realce para a reforma do sistema das Nações Unidas, mais concretamente do Conselho de Segurança, já que Angola e o Japão são membros não-permanentes deste órgão. 
Manuel Augusto lembrou que o Japão faz parte do G4 (Alemanha, India, Brasil e Japão), cuja visão sobre a reforma do Conselho de Segurança tem grande convergência com a africana contida no   “Consenso do Ezuilini”,  que determina a posição de África em relação à reforma do Conselho de Segurança.
Sobre o processo de reforma da ONU, Manuel Augusto lembrou que está aprovada, desde Setembro do ano passado, uma plataforma nas Nações Unidas que deve dar lugar às negociações entre os vários grupos de interesse. “A missão do enviado especial do primeiro-ministro japonês enquadra-se também no esforço de o G4 convencer a África a alinhar ou a encontrar uma base consensual. Mas isso é ainda um processo longo”, admitiu.

 

Troca de tiros agita Bruxelas


16 de Março, 2016

Um tiroteio abalou ontem o distrito de Forest, em Bruxelas, durante uma operação antiterrorista relacionada com os atentados de 13 de Novembro em Paris,

que deixou dois polícias ligeiramente feridos e o autor dos disparos foragido, segundo fonte policial. O porta-voz da polícia de Midi, responsável pelos distritos de Forest, Anderlech e Saint-Gilles, informou que um homem abriu fogo contra dois agentes da polícia e fugiu. O bairro de Forest é próximo de Moleenbeek, o local de origem dos extremistas islâmicos que realizaram os atentados em Paris, em Novembro do ano passado.

 

Coreia do Norte faz um novo teste


16 de Março, 2016

O líder norte-coreano anunciou que o seu país está a preparar-se para testar uma ogiva nuclear e lançar vários mísseis balísticos,

o que é visto como um novo desafio à comunidade internacional, que acaba de aplicar severas sanções contra aquele país. Kim Jong-un deu a ordem depois de testada com êxito a tecnologia relacionada com a entrada na atmosfera de uma ogiva nuclear, relatou a agência oficial norte-coreana KCNA. Esta tecnologia é necessária para realizar um ataque contra o continente americano.

 jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 13.03.2016

Obama viajará a Londres para pedir permanência do Reino Unido na UE, diz jornal

O presidente dos EUA, Barack Obama, viajará para Londres, no Reino Unido, em abril para pedir para que os eleitores britânicos apoiem a permanência do país na União Europeia (UE), revelou o jornal The Independent neste domingo.

Segundo uma fonte do jornal, Obama deve participar de uma feira de tecnologia na Alemanha no final de abril e aproveitar para visitar a capital britânica.

A viagem de Obama também vai ajudar a restaurar as relações com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, acrescentou o jornal. Em uma entrevista na semana passada, o presidente dos EUA acusou o primeiro-ministro de ser "distraído" sobre a campanha na Líbia, dizendo que o premiê não ajudou o suficiente na transição após a queda de Muammar Kadafi em 2011.

Os britânicos terão um referendo no dia 23 junho sobre a possibilidade do país continuar ou sair do maior bloco comercial do mundo. (Niviane Magalhães - Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

Israel pede para que países punam Irã após testes com mísseis balísticos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 13/03/2016 10:21:00

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu neste domingo para que as potências mundiais imponham punições contra o Irã, depois que o país testou dois mísseis balísticos estampados com a frase "Israel deve ser destruído" em hebraico.

Netanyahu disse que instruiu o Ministério de Relações Exteriores de Israel para dirigir a demanda aos Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha – países que assinaram o acordo nuclear para retirar as sanções ao Irã em troca de Teerã reduzir seu programa nuclear.

A Guarda Revolucionária do Irã testou os mísseis balísticos na semana passada, omais recente de uma série de testes recentes destinados a demonstrar as intenções do Irã de avançar com seu programa de mísseis.

Na sequência dos lançamentos, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu para que o Irã um "ato com moderação", e o embaixador dos EUA para a ONU disse que os lançamentos foram "provocativos e desestabilizadores".

Já o Ministério de Relações Exteriores do Irã disse que os testes de mísseis não violam o acordo nuclear do Irã ou o Conselho de Segurança da ONU.

Todas as sanções relacionadas com o programa nuclear iraniano foram retiradas janeiro sob um acordo histórico alcançado com as potências mundiais, mas os EUA mantêm sanções relacionadas com o programa de mísseis balísticos do Irã e seu apoio a certos grupos terroristas. Fonte: Associated Press

Confrontos entre Al-Qaeda e Estado Islâmico matam 22 pessoas no Iêmen

Confrontos entre militantes afiliados da Al-Qaeda e do Estado Islâmico no Iêmen deixaram 22 pessoas mortas na cidade portuária de Áden, afirmaram autoridades se segurança do país.

Segundo as autoridades, entre os mortos estão 17 militantes da Al-Qaeda, três soldados do governo e dois civis.

Os confrontos eclodiram no sábado, quando as forças do governo tentaram retomar áreas mantidas por filiais locais da Al-Qaeda, fazendo com que diversos civis fugissem de suas casas.

Ambos os grupos extremistas têm explorado o caos da guerra civil há quase dois anos no Iêmen para expandir o território sob seu controle no sul e leste do país. Fonte: Associated Press

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 13.03.2016

Obama critica Reino Unido e França por crise na Líbia

Para norte-americano,europeus não deram devido valor ao problema

Agência ANSA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou o premier britânico, David Cameron, e o ex-presidente francês Nicolás Sarkozy de terem sido omissos com a crise na Líbia após a queda do ditador Muammar Khadafi, em 2011.

"Quando eu volto ao passado e eu me pergunto o que deu errado, não há espaço para a crítica, porque eu tinha mais fé que os europeus, diante da proximidade com a Líbia, estariam envolvidos na continuidade [da missão], disse Obama em entrevista à revista "The Atlantic". Essa foi a primeira vez que um líder norte-americano criticou abertamente seus aliados pelo problema. Classificando a crise no país como um "show de merdas", Obama disse que Cameron "se distraiu com uma variedade de outras coisas" e que Sarkozy estava mais preocupado em "chamar a atenção para os voos que enviava à campanha aérea".

Os franceses evitaram fazer comentário sobre a entrevista e o governo britânico minimizou o impacto das declarações, dizendo que "continua trabalhando duro com nossos parceiros internacionais para apoiar um processo na Líbia que coloque no poder um governo capaz de levar estabilidade para aquele país". 

Recentemente, o governo de Obama anunciou que estava pronto para dar à Itália um papel de liderança no processo de paz no país e a mídia norte-americana informou que EUA, Grã-Bretanha, França e Itália iriam fazer ataques aéreos conjuntos na Líbia contra terroristas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis). Entenda a crise: A crise na Líbia começou em 2011 após uma revolução e a morte do ditador Muammar Kadafi. Os dois fatos levaram a nação ao caos total por não ter um poder que conseguisse unir o país. Um ano após a queda do regime, e em pleno processo de reconstrução após as bombas jogadas na Líbia pela coalizão internacional, ocorrem as primeiras eleições livres que pareciam levar os líbios a uma verdadeira democracia. Mas, os confrontos ainda remanescentes e a violência entre várias milícias e os ex-rebeldes que não abandonaram as armas, complicaram a situação cada vez mais. 

No verão de 2014, o país entrou em colapso total com a divisão entre as instituições políticas - Tobruk e Trípoli - e a guerra entre as milícias Zintan e Misurata pelo controle da capital. O novo Parlamento, junto ao governo do primeiro-ministro Abdullah al-Thani, que era reconhecido pelo mundo como oficial, são obrigados a fugir e a refugiar-se na cidade de Tobruk, em Cirenaica. No mesmo período, a capital cai sob o controle do grupo jihadista Fajr Libya, que resolveu comandar o país em oposição ao governo de Tobruk e em aliança com a Irmandade Muçulmana. O resultado desse caos é de uma nação dividida ao meio. Para completar, a área de Sirte - ao norte - caiu nas mãos dos terroristas do EI onde houve a imposição de um tipo de emirado baseado na rígida interpretação da sharia (lei islâmica).    

Desde o fim do ano passado, após um acordo de paz política mediado pelas Nações Unidas, os Parlamentos de Tobruk e Trípoli tentam criar um governo único. Porém, ainda não houve um acordo para a retomada do processo político.

Irã admite reduzir produção de petróleo para estabilizar cotação internacional

 

O Irã está disposto a considerar uma redução na produção de petróleo para estabilizar as cotações internacionaisquando alcançar os 4 milhões de barris diários previstos para recuperar a quota que tinha antes das sanções.

Em declarações à agência oficial iraniana Irna, o ministro do Petróleo da república islâmica, Bijan Zangané, disse que atingida a meta dos 4 milhões de barris poderá pensar em cooperar na estratégia de redução da oferta mundial de petróleo.

“Já manifestávamos a nossa opinião sobre o congelamento da produção e considero que, até termos alcançado os 4 milhões de barris por dia, deviam deixar-nos em paz. Quando atingirmos esse nível de produção, então poderemos cooperar”, declarou o governante.

O ministro iraniano referia-se ao pré-acordo assinado em meados de fevereiro entre a Rússia, a Arábia Saudita, o Qatar e a Venezuela para congelar a produção ao nível de janeiro de 2016 e, assim, tentar travar a queda dos preços do barril, que em 11 de fevereiro atingiu o nível mais baixo em quase 13 anos.

Quando o pré-acordo foi tornado público, o ministro iraniano considerou-o “uma piada”, tendo sido comentado que “o Irã não irá impor sanções a si próprio depois de anos de sanções”.

Em 16 de janeiro, os EUA, a União Europeia e o Conselho de Segurança das Nações Unidas levantaram todas as sanções que aplicavam ao Irã devido ao seu programa nuclear.

As declarações Bijan Zangané ocorreram antes de uma visita a Teerã do ministro russo da Energia, Alexander Novak, em que deverão ser discutidas as políticas sobre o petróleo.

Para Trump, Sanders é culpado por conflitos em Chicago

Jornal do Brasil

Pré-candidato republicano na corrida à Casa Branco, Donald Trump responsabilizou o democrata Bernie Sanders pelos protestos que o fizeram cancelar um comício em Chicago.

A atividade, que iria ocorrer na Universidade de Illinois, precisou ser cancelada porque seguidores dos dois políticos se enfrentaram. 

Trump comentou que os seus seguidores foram agredidos por representantes de Bernie, "o amigo comunista", segundo palavras do magnata.

Os três anos do papa Francisco e da 'cultura do encontro'

Pontificado completa 3 anos neste domingo 13 de março

Agência ANSA

O Pontificado da "cultura do encontro", implantado desde que Jorge Mario Bergoglio tornou-se o papa Francisco, completa três anos neste domingo (13).

O seu método foi novamente explicado no último dia 12 de fevereiro, durante o voo que o levava de Havana (Cuba) para Cidade do México, logo após o encontro histórico com o patriarca Cirilo I - o primeiro abraço da história entre um chefe da Igreja de Roma e um da Igreja Ortodoxa Russa.

"A unidade se faz caminhando. Uma vez eu disse que se a unidade se faz no estudo, estudando teologia e o resto, talvez o Senhor verá e ainda estaremos sendo unidos. A unidade se faz caminhando, caminhando que, ao menos, o Senhor quando nos ver, nos encontrará caminhando", destacou.

Para o Pontífice, em seus três anos de Papado, essa sempre foi a prioridade e a modalidade que permitiu que ele "levasse para casa" resultados que seus antecessores sonharam, como a histórica reaproximação com o Patriarcado de Moscou e todos os russos.

Antes de tudo, o sucessor de Bento XVI busca o encontro pessoal, a manifestação concreta de proximidade e vizinhança com o gesto do abraço e do aperto de mãos, a conversa franca e amigável "cara a cara" com o interlocutor. Esses são os sinais de uma ponte que é construída, de uma distância que é diminuída e todo o resto - as realizações postas no papel e a atuação - são feitas depois. Um pouco como o general Charles De Gaulle, e antes como Napoleão, que diziam que assim que as decisões são tomadas, a "administração nos seguirá".

"Eu me senti como se sente quando estamos na frente de um irmão e também ele me disse isso. Dois bispos que falam das situações de suas Igrejas, em primeiro lugar, e depois, sobre a situação do mundo, das guerras, das guerras que estão em tantos pedaços e envolvem todos. Também da situação da Ortodoxia e do próximo Sínodo Pan-Ortodoxo", disse ainda sobre o encontro com Cirilo I.

Para Francisco, menos decisivo do que o encontro e a conversa pessoal e fraterna, era a declaração conjunta firmada naquela ocasião, sobre a qual já previa críticas e ressalvas dizendo que "haverá tantas e tantas interpretações". Para ele, aquilo pouco contava. O importante é que, mais uma vez, havia o sucesso da "cultura do encontro". O seu verdadeiro cavalo de batalha havia vencido e tem percursos ainda difíceis de imaginar. Porém, as comissões teológicas, os escritórios diplomáticos, as relações interconfessionais deverão adaptar-se a nova situação. "A administração nos seguirá".

Para Bergoglio, o campo ecumênico funciona assim: primeiro Papa a visitar um templo valdense, primeiro em uma comunidade pentecostal - e nas duas situações ele pediu "perdão" pelas perseguições do passado -, e, em novembro, ele irá para a Suécia para celebrar os 500 anos da Reforma de Lutero.

Já no campo inter-religioso, ele costurou a fenda dolorosa com a universidade de Al-Azhar após o discurso de Joseph Ratzinger em Ratisbona e em breve será o primeiro Pontífice da história na Grande Mesquita de Roma, a maior do mundo Ocidental.

No campo político, além do desgelo das relações diplomáticas promovido entre Estados Unidos e Cuba e a pacificação entre governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Bergoglio fez grandes discursos no Congresso dos EUA e na sede das Nações Unidas em Nova York.

Na questão social, suas pregações atingem sempre um papel profético, como a "Terceira Guerra Mundial em partes", a aceleração dos cuidados na questão dos imigrantes e contra a "cultura do descarte", os alarmes sobre as mudanças climáticas com o lançamento de sua encíclica ("Laudato Sì") e a transformação do documento papal em texto-guia para líderes da política de todo o mundo.

Não é exagerado dizer que o argentino não tem, no momento, algum outro líder mundial com tamanha moral e com tanta credibilidade.

Um Papa que em seu Ano Santo Extraordinário quis colocar a marca de uma Igreja que não tem mais a ética exclusiva da misericórdia. Uma Igreja em que a missão primária é a proximidade aos necessitados, aos excluídos, aos marginalizados.

Nesse quesito, é longo o elenco de manifestações de proximidade do sucessor de Bento XVI: dos sem-teto aos encarcerados, dos refugiados acolhidos no Vaticano e nas paróquias aos doentes, das crianças aos idosos, das pessoas com deficiência aos viciados em drogas.

Essa postura é vista em todos os outros tipos de relação, com compreensão, acolhimento e diálogo. Seja sobre a atualidade global, os relacionamentos entre povos, a necessidade de por fim aos conflitos, a ajuda aqueles que sofrem, o alívio para quem foge das guerras, da fome, das privações, da desertificação.

Assim como na mensagem deixada por aquele santo que este Papa leva no nome: Francisco, o santo dos pobres, da paz e da proteção da criação de Deus.

 

 jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 13.03.2016

 

 

Milhares em manifestações exigem demissão de Dilma

 

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Milhares de pessoas, vestidas com roupas de cor verde e amarela da bandeira brasileira, estão hoje a manifestar-se em várias cidades do Brasil, exigindo a saída do poder da presidente Dilma Rousseff e o fim da corrupção.

Os protestos estão a decorrer em municípios como o Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Paraná, Maranhão, Pernambuco, Goiás, Tocantins, Pará ou São Paulo, além do distrito federal, Brasília.

Desde o início da manhã no Brasil, milhares de pessoas protestam contra membros do Partido dos Trabalhadores (PT), a presidente Dilma e o seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva.

Além de criticarem o Governo, os manifestantes empunham faixas e cartazes com palavras de apoio aos juízes e promotores que investigam o escândalo de corrupção na Petrobras, no âmbito da Operação Lava Jato.

A Polícia Militar estimou que 20 mil pessoas se reuniram já em protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

No Rio de Janeiro não foram divulgados dados oficiais, mas os manifestantes ocupam pelo menos seis quarteirões da praia de Copacabana.

Em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, cerca de 16 mil pessoas participam dos atos.

No Nordeste, as pessoas se reuniram em Maceió, capital do Alagoas, no Recife, capital do Pernambuco, em São Luís, capital do Estado do Maranhão, e em Salvador, capital da Bahia, onde os protestos mobilizaram até agora cerca de 10 mil pessoas.

No norte do país ocorreram protestos em Tocantins e Belém, capital do Pará, onde cerca de 10 mil pessoas se reuniram para exigirem a saída do Governo e o fim da corrupção.

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Marco Rubio ganha primárias republicanas no Distrito de Columbia

 

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Nem Trump nem Cruz conseguiram nenhum delegado no Distrito de Columbia.

O senador pelo estado da Flórida Marco Rubio venceu hoje os 'caucus' (assembleias populares) do Distrito de Columbia para eleger o candidato republicano à Casa Branca.

Marco Rubio foi o vencedor das primárias republicanas no Distrito onde está a capital dos Estados Unidos (Washington), com 37,3% dos votos, seguido do governador do Ohio, John Kasich (35,5%), do magnata Donald Trump (13,8%), e de Ted Cruz (12,4 por ciento).

No Distrito de Columbia estavam em jogo 19 dos delegados que devem designar o candidato presidencial na Convenção Nacional do Partido Republicano em julho, dos quais 10 foram ganhos por Marco Ruibio e os restantes nove por John Kasich.

Nem Trump nem Cruz conseguiram nenhum delegado no Distrito de Columbia por não terem atingido o mínimo de 15% dos votos.

Na mesma noite eleitoral, Ted Cruz venceu as eleições primárias republicanas no Wyoming, com 66,3% dos votos.

Médico recomendou tratamento psiquiátrico para copiloto que fez cair avião

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Relatório sobre queda do aparelho da Germanwing, há cerca de um ano, confirma que esta foi provocada voluntariamente por Andreas Lubitz.

Os especialistas aeronáuticos franceses defendem um reforço do controlo médico dos pilotos, no relatório final sobre a catástrofe da Germanwings, da qual resultaram 150 mortos há cerca de um ano, no sul dos Alpes franceses.

Este relatório, hoje divulgado numa conferência de imprensa em Bourget, perto de Paris, confirma definitivamente que a queda do avião foi provocada voluntariamente pelo copiloto alemão do aparelho, Andreas Lubitz, que sofria de problemas psíquicos.

O documento indica também que um médico recomendou tratamento psiquiátrico para o copiloto, apenas duas semanas antes do incidente. Andreas Lubitz começou a apresentar sintomas de depressão psicótica em dezembro de 2014 e consultou vários médicos nos meses seguintes. No entanto, nenhum deles alertou as autoridades da aviação ou a companhia aérea.

"Regras mais claras devem ser exigidas para saber quando é que é necessário levantar o segredo médico", declarou Arnaud Desjardins, um dos especialistas encarregados pela investigação deste acidente.

O documento final da investigação de segurança mantém que o alemão Andreas Lubitz modificou intencionalmente os ajustamentos do piloto automático para que o aparelho descesse e não respondeu às chamadas dos controladores nem às pancadas na porta da cabine.

Os investigadores pedem, entre outras medidas, que se exija um seguimento médico dos pilotos com antecedentes psicológicos ou psiquiátricos e que se alcance um "melhor equilíbrio" entre a manutenção do segredo médico e a segurança pública.

O BEA (Bureau d'Enquêtes et d'Analyses) defende que são necessárias regras mais claras para saber quando é preciso levantar o segredo médico, perante a constatação de que vários especialistas privados conheciam os transtornos de Lubitz e a profissão deste e, contudo, não fizeram chegar a informação às autoridades aeronáuticas nem à empresa.

O organismo afirma que está consciente da reticência dos pilotos à hora de declarar os seus problemas e procurar ajuda médica por temerem perder a licença devido ao "elevado investimento financeiro e ao atrativo associado à sua profissão" e, por isso, insta os operadores a adotar medidas para mitigar os riscos socioeconómicos relacionados com a perda da licença por razões médicas.

Os investigadores também recomendam a promoção da aplicação de grupos de apoio para os pilotos para poderem falar dos problemas e definir modalidades sob as quais a normativa da União Europeia permitiria que sejam declarados em condições de voar enquanto estejam a tomar medicamentos antidepressivos.

O BEA não aponta para a presença obrigatória de duas pessoas na cabine, mas sublinha que esta medida "vai no bom sentido", porque não pode garantir que se evitem os acidentes, especialmente em caso de suicídio.

"Estamos conscientes de que se trata de um problema difícil. No podemos pretender que sejam medidas 100% eficazes", concluiu na conferência de imprensa o diretor do BEA, Rémi Jouty.

O avião fazia a ligação entre Barcelona e Dusseldorf quando embateu nos Alpes franceses, a 24 de março de 2015.

 jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 13.03.2016

 

 

Estado Islâmico retira-se da cidade iraquiana de Rutbah

Os 'jiadistas' do grupo extremista Estado Islâmico retiraram-se hoje de Rutbah, uma cidade na província de Al-Anbar, no oeste do Iraque, informaram hoje o líder político da localidade e um general do exército.

 

"O Estado Islâmico retirou-se de Rutbah, seguindo em direção a Al-Qaim", adiantou à France Presse um general do exército, referindo-se ao reduto 'jihadista' na fronteira com a Síria, no norte da província de Al-Anbar.

Segundo fonte do exército que falou à France Presse sob anonimato, os homens do Estado Islâmico começaram a sair daquela localidade na noite de sábado e completaram a sua retirada hoje pela manhã.

O líder político, Imad Ahmed, confirmou que a cidade, a 390 quilómetros de Bagdade, foi libertada: "Os 'jiadistas' [do grupo] Estado Islâmico retiraram-se. Não há nenhum homem armado aqui".

Segundo o responsável, esta retirada é "uma consequência" das derrotas do grupo na província de Al-Anbar, que se materializou com a perda de Ramadi, capital da província, assegurada pelas forças pró-governamentais em dezembro de 2015.

Disparos em estância turística da Costa do Marfim

Hoje às 16:02

Vários disparos de armas de fogo foram efetuados, este domingo, na estância turística de Grand-Bassam, na Costa do Marfim, frequentada por turistas ocidentais, disseram testemunhas à Agência France Presse.

 

Pelo menos duas pessoas morreram na sequência de um ataque armado contra o hotel Etoile du Sud, noticia a agência EFE, que não descarta a existência de mais vítimas mortais.

A agência France Presse, por seu turno, refere a existência de cinco motos, com base em fonte militar não identificada.

De acordo com as primeiras informações recolhidas pela EFE, pelo menos dois indivíduos armados com espingardas de assalto e granadas atacaram o bar do hotel, situado na primeira linha de praia, tendo disparado contra os clientes que se encontravam no local, matando pelo menos duas pessoas.

A agência de notícias espanhola refere que, neste momento, não há qualquer confirmação oficial sobre o número de mortos ou acerca dos autores do ataque.

Entretanto, algumas testemunhas disseram aos meios de comunicação locais que os assaltantes gritaram "Allahu Akbar (Alá é Grande)" pelo que se admite tratar-se de uma ação terrorista de um grupo de extremistas islâmicos.

Unidades das forças especiais da Costa do Marfim e a polícia foram enviados para o local onde se encontram a retirar os feridos, assim como os trabalhadores e clientes dos hotéis vizinhos, maioritariamente ocupados por expatriados e turistas ocidentais.

Japão, EUA e França vão trabalhar juntos para desmantelar Fukushima

Hoje às 09:32

O Governo do Japão vai trabalhar com os Estados Unidos e a França para desenvolver as tecnologias necessárias para retirar o combustível fundido da central nuclear de Fukushima, informou hoje o diário económico Nikkei.

 

Na sexta-feira, 11 de março, cumpriram-se cinco anos desde o terramoto de nove graus de magnitude na escala aberta de Richter, seguido de tsunami, que provocaram a pior crise nuclear desde a ocorrida em Chernobil, em 1986.

Em cinco anos foi concluído 10% do trabalho para desmantelar a central.

O executivo nipónico espera concluir o desmantelamento da central, propriedade da companhia de eletricidade Tokyo Electric Power (TEPCO), com a ajuda de especialistas e de tecnologia dos estados Unidos e da França, consideradas potências nucleares de primeira ordem.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 13.03.2016

 

 

John Kerry hoje na Arábia Saudita


13 de Março, 2016

O secretário de Estado americano, John Kerry, chegou sexta-feira à noite à Arábia Saudita para se reunir com o rei Salman e com seus principais ministros e discutir, especialmente, a questão síria.

Amanhã começam em Genebra, sob patrocínio da ONU, negociações indirectas entre governo e oposição, destinadas a pôr fim a uma guerra que já deixou mais de 270.000 mortos desde Março de 2011.

 

 

Schulz receia Donald Trump


13 de Março, 2016

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, afirmou sexta-feira que os Estados Unidos e a União Europeia não estão preparados para a vitória do candidato favorito dos republicanos à Casa Branca, Donald Trump.


“A Europa não está preparada, nem os Estados Unidos, para um Presidente que, na minha opinião, não tem qualquer experiência internacional”, declarou o responsável à cadeia de televisão francesa I-Télé, citada pela France Presse.
O presidente do Parlamento Europeu considerou que “Trump pertence àquele grupo de pessoas que têm sempre um bode expiatório, mas nunca uma solução concreta”, fazendo um paralelo com a ascensão de um “populismo selvagem” na União Europeia. “Ter na sua posse” os poderosos meios políticos e militares à disposição do Presidente dos EUA, acrescentou, “abriria a porta a decisões extremamente perigosas”.
Na entrevista à televisão francesa, Martin Schulz não escondeu a sua preferência por “um outro candidato”. O multimilionário Donald Trump assume-se hoje como o grande favorito para a nomeação do Partido Republicano, ao ganhar 15 das 24 votações populares realizadas até ao momento. Ainda na corrida pelos republicanos estão Ted Cruz, Marco Rubio e John Kasich.
Do lado democrata, após 22 votações realizadas, a ex-secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, está a liderar a corrida com 13 vitórias. O outro candidato democrata, Bernie Sanders, soma nove vitórias.

 

Papa visita campo de extermínio nazi


13 de Março, 2016

O Papa Francisco vai visitar o antigo campo de concentração alemão de Auschwitz-Birkenau, durante a Jornada Mundial da Juventude, que se realiza em Cracóvia no final de Julho.

De acordo com o programa preliminar, no terceiro dia da sua visita à Polónia, Francisco deverá viajar para Auschwitz, no Sul do país, em 29 de Julho, disse o presidente da agência de informação católica KAI, Marcin Przeciszewski. Esta não será a primeira vez que um Papa visita Auschwitz: João Paulo II esteve em 1979 no antigo campo, símbolo do Holocausto dos judeus da Europa. Bento XVI visitou o local em 2006. O Papa deverá permanecer cinco dias na Polónia. A chegada está prevista para 27 de Julho.

 

Austrália avalia destroços


13 de Março, 2016

A Austrália vai examinar um novo fragmento que pode ser do avião da Malaysia Airlines desaparecido há dois anos, indicaram ontem as autoridades australianas.

Um adolescente sul-africano declarou à imprensa  ter encontrado uma peça de metal, de um metro de comprimento, na praia, quando passava férias em Moçambique, em Dezembro, e que a levou para casa. O fragmento será enviado à Austrália, onde investigadores do país e da Malásia irão examiná-lo.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 10.03.2016

Hillary Clinton e Sanders focam em imigração para conquistar eleitores nos EUA

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/03/2016 09:22:00

Os pré-candidatos à presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton e Bernie Sanders se enfrentaram na noite de ontem em um debate que teve como ponto central a questão da imigração no país. Um dia após Sanders obter uma vitória crucial nas primárias de Michigan, os pré-candidatos à Casa Branca fizeram apelos aos eleitores, de olho na prévia que acontece na Flórida na próxima semana.

Ambas as partes trataram em detalhes a lei de imigração. Sanders fez comentários sobre sua própria herança imigrante, e ambos destacaram pontos na biografia do adversário fora de sintonia com os eleitores latinos e ativistas de direitos de imigração.

Hillary foi questionada sobre a maneira correta de lidar com a entrada de crianças da América Central vista em 2014. Sanders ficou sob ataque diante de sua oposição ao projeto de lei de imigração de 2007, que teria legalizado pessoas que se encontravam em situação irregular nos EUA.

"Nossa melhor chance foi de 2007, quando Ted Kennedy propôs a mudança. Eu votei a favor daquele projeto de lei. O senador Sanders votou contra", disse Hillary.

Sanders respondeu que foi contra o projeto devido às disposições que tratavam de trabalhadores convidados, que como argumentavam os sindicatos poderiam fazer com que a mão de obra barata prejudicasse os trabalhadores americanos. Sanders votou a favor da versão de 2013 do projeto de lei.

Sob o questionamento agressivo do âncora da Univision, Jorge Ramos, Hillary prometeu não deportar crianças que já estejam vivendo nos EUA, focando na deportação de criminosos e pessoas que apresentem risco ao país. Sanders também destacou que não mandaria as crianças de volta a seus países de origem.

Mas a ex-secretária de Estado reforçou sua posição de que as novas crianças que entrassem no país ilegalmente deveriam ser mandadas de volta, caso não se enquadrassem os requisitos de asilo ou outros programas que poderiam permitir que elas ficassem legalmente no país.

Durante o debate, ambos os candidatos evitaram classificar Donald Trump como "racista", em resposta a uma questão sobre seus comentários a respeito de imigrantes mexicanos. Ainda assim, eles encontraram outros caminhos de criticar Trump.

Hillary atacou seu "tráfico de preconceito e paranoia", dizendo sob aplausos "você não torna a América grande ao se livrar de tudo que fez a América grande". Ela ainda acrescentou que foi a primeira a pedir a saída de Trump, dizendo que quando ele começou com a retórica ofensiva, ela foi a primeira a dizer "basta".

Sander afirmou que os esforços de Trump no chamado movimento de nascimento "deslegitima o presidente". Ele destacou que seu pai nasceu na Polônia e que "ninguém nunca me perguntou sobre meu certificado de nascimento", provavelmente devido à "cor da minha pele".

"Os americanos nunca irão eleger um presidente que insulta mexicanos, muçulmanos, mulheres e afro-americanos", afirmou. Fonte: Dow Jones Newswires.

Coreia do Norte dispara mísseis no mar e ameaça "liquidar" ativos sul-coreanos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/03/2016 12:36:00

A Coreia do Norte reagiu nesta quinta-feira a novas sanções impostas pela Coreia do Sul. O regime norte-coreano disparou mísseis balísticos de curta distância no mar, em uma mostra de desafio à punição, e também afirmou que pretende "liquidar" todos os ativos restantes sul-coreanos em projetos cooperativos que eram conduzidos pelos dois países.

As medidas são as mais recentes na escalada do atual impasse entre as duas Coreias, que começou em janeiro quando a Coreia do Norte detonou o que disse que era "uma bomba de hidrogênio de justiça", naquele que seria seu quarto teste nuclear. Desde então, os norte-coreanos lançaram um foguete de longo alcance e Seul, por sua vez, decidiu fechar um parque industrial conjunto e impôs sanções contra o vizinho, além de começar a fazer grandes exercícios militares com os Estados Unidos. A Coreia do Norte respondeu com ameaças de ataque nuclear contra a Coreia do Sul e os EUA.

O disparo de mísseis nesta quinta-feira ocorreu um dia após a imprensa norte-coreana divulgar fotos do que parecia ser um mock-up (um modelo que copia um original) de uma ogiva nuclear. O Comitê para a Reunificação Pacífica da Coreia do Norte afirmou em comunicado que o país irá "liquidar" ativos sul-coreanos no parque industrial conjunto, agora fechado. Além disso, acabará com o resort turístico que fica na Diamond Mountain. Mantendo a retórica belicosa das últimas semanas, Pyongyang disse que também irá impor reveses "letais" contra Seul nas esferas militar, política e econômica.

O governo sul-coreano qualificou o comunicado do vizinho como um "ato de provocação" e advertiu que a Coreia do Norte não deve danificar nenhum de seus ativos. O governo norte-coreano não disse exatamente o que faria com os ativos sul-coreanos, mas segundo observadores o país poderia retirar equipamentos industriais do complexo de Kaesong e transferi-los para outras áreas industriais ou convertê-los para o uso militar. Fonte: Associated Press.

Irã diz que testes de mísseis não violam acordo nuclear

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quinta-feira que os testes de mísseis realizados pelo país nesta semana não violam o acordo nuclear fechado entre Teerã e as potências internacionais nem uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Um porta-voz do ministério, Hossein Jaberi Ansari, afirmou que os mísseis são "instrumentos defensivos convencionais e eles são meramente para legítima defesa", segundo a agência estatal Irna. Os testes "não desafiaram a resolução do Conselho de Segurança", argumentou o funcionário.

O teste foi conduzido na quarta-feira pela Guarda Revolucionária, com dois mísseis balísticos. Os mísseis levavam em hebreu a frase "Israel deve ser varrida do mapa" e o teste foi visto como uma mostra de poder do país muçulmano xiita, um duro adversário de Israel.

O teste foi o mais recente de uma série e tem também como objetivo mostrar a intenção iraniana de avançar com seu programa balístico. Fonte: Associated Press.

Ana Cláudia Lemos cai no doping por anabolizante e pode perder Olimpíada

Principal velocista do País, Ana Cláudia Lemos foi flagrada em exame antidoping fora de competição realizado pela Agência Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). A substância encontrada no organismo da velocista de 27 anos foi a oxandrolona, uma dos esteroides anabolizantes mais consumidos no País, conhecido pelo nome comercial de Anavar.

Ela teria sido flagrada durante o camping de treinamento do revezamento 4x100 metros do Brasil, realizado em fevereiro, no Campo dos Afonsos, no Rio. Ana Cláudia foi notificada pela ABCD e já solicitou a contraprova. A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) alega que ainda não foi informada do caso e só quando isso acontecer é que a velocista poderá ser suspensa preventivamente.

Ana Cláudia é a atual recordista sul-americana dos 200m (22s48) e brasileira dos 100m (11s01). Nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no ano passado, ela chegou a quebrar a barreira dos 11 segundos, mas a marca não foi referendada como recorde por conta do auxílio do vento. A corredora da equipe BM&F Bovespa já tinha índice olímpico tanto para os 100m quanto para os 200m, além de ser peça chave do revezamento 4x100m do Brasil.

Curiosamente, o anúncio do doping de Ana Cláudia vem no mesmo dia em que se encerra a suspensão imposta ao ex-técnico dela Jayme Netto. Em 2009, após cinco atletas da Rede de Atletismo, de Presidente Prudente (SP), serem flagrados em exame antidoping surpresa, ele admitiu tê-los incentivado a receber injeções de EPO. Jayme foi inicialmente banido do esporte, mas depois reduziu sua pena esportiva para cinco anos. Mas o Conselho Federal de Educação Física (Crefi) o barrou como profissional por sete anos, até esta quinta-feira.

Quando o escândalo estourou, Ana Cláudia foi apontada como delatora do caso. Ela namorava Basílio Emídio de Moraes Júnior, corredor da BM&F Bovespa, equipe rival da Rede de Atletismo, e ele teria levado a denúncia à CBAt. Um teste surpresa foi feito antes do Mundial de Berlim derrubou todo o esquema.

Evelyn Santos, da mesma equipe, teve resultado negativo no exame antidoping surpresa, mas admitiu que recebeu as injeções que supostamente continham o hormônio sintético e se retirou voluntariamente do Mundial. Ana Cláudia foi beneficiada e, mesmo fazendo parte da Rede, foi convocada para competir em Berlim. Logo depois ela assinou com a BM&F. De acordo com Jayme, Ana Cláudia já tinha tudo acertado para trocar de clube quando o escândalo estourou. Agora, se for suspensa, deve abrir vaga no revezamento exatamente para Evelyn.

jornalJornal do Brasil” (Brasil), 10.03.2016

Desertor do Estado Islâmico entrega lista com 22 mil nomes de jihadistas

Estados Unidos também prenderam o responsável por armas químicas do EI

Agência ANSA

Um desertor do grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) teria entregado um dossiê com 22 mil nomes e dados pessoais de militantes originários de 51 países para ser divulgado pela rede SKY News. O ex-jihadista usa o nome fictício de Abu Ahmed. Os documentos seriam formulários preenchidos por aspirantes a membros da organização. 

De acordo com a emissora, os arquivos estão gravados em um pendrive e foram copiados pelo ex-rebelde ao regime do ditador sírio, Bashar al-Assad, que teria posteriomente se aliado ao EI, mas que atualmente se diz "desiludido" com a organização.    

A SKY News disse que vários nomes listados são de pessoas já conhecidas, como Abdel Bary, um rapper de 26 anos originário de Londres e que teria se aliado ao EI em 2013, após viajar pela Líbia, Egito e Turquia. Há também os dados de jihadistas que foram mortos em operações militares ocidentais, como Junaid Hussain, de 21 anos, um hacker de Birmingham que liderava os serviços de informação e recrutamento do EI na Síria. 

Ele e sua esposa, Sally Jones, uma ex-punk de Kent que também resolveu se mudar para o Oriente Médio, teriam planejado uma série de ataques terroristas no Reino Unido. Outro nome é de Reyaad Khan di Cardiff, morto em um ataque em agosto de 2015. 

Alguns números de telefones na lista ainda estariam ativos e podem ser usados para comunicação entre os jihadistas. Mais cedo, as forças especiais dos Estados Unidos anunciaram a captura de um membro do EI responsável pelo gerenciamento de armas químicas que integram o arsenal do grupo terrorista. 

A prisão ocorreu em Iraque, no mês passado, de acordo com fontes locais. Apesar de Washington manter segredo sobre o nome do detido, o homem teria sido identificado como Sleiman Daoud al-Afari, de cerca de 50 anos, e teria trabalhado no governo de Sadam Hussein para um setor das Forças Armadas especializado em construir um arsenal de armas químicas e biológicas. 

Atualmente, o especialista está detido e passa por interrogatórios na cidade de Erbil, durante os quais teria confessado que o Estado Islâmico usa gás mostarda (gás sarín) em pó dentro de armas de fogo, relatou o jornal "The New York Times" citando fontes do Pentágono. 

Em dezembro, o presidente norte-americano, Barack Obama, colocou em prática uma nova estratégia contra o EI que autoriza operações especiais em territórios controlados pelo grupo desde que sejam para capturar ou matar comandantes do califado. 

A prisão de al-Afari teria sido realizada por um dos comandos especiais, que são a principal força dos EUA no Iraque desde a retirada das tropas, em 2011. 

Ameaça 

A Itália, país com população majoritariamente católica, voltou a ser alvo de ameças do Estado Islâmico nesta quarta-feira devido à sua possível participação em uma nova articulação militar com a França e o Reino Unido para iniciar ações armadas na Líbia contra o grupo terrorista.    

"Há informações de novos prepativos para a criação de uma ncoalizão para conduzir uma guerra contra o EI [na Líbia] e os seus países principais são França, Grã-Bretanha e Itália", disse Abdel Qader Al-Najdi, apontado como o novo líder do EI na Líbia.    

Ele também disse "torcer" para que os jihadistas conquistem Roma. O vácuo político na Líbia criado com a guerra civil que tirou do poder o ditador Muammar Kadafi permitiu que vários grupos rebeldes e extremistas ocupassem territórios do país. 

Nos últimos meses, o Estado Islâmico tem conquistado mais porções de terras e há relatos de constantes deslocamentos de terroristas à Líbia, já que os Estados Unidos e a Europa conduzem operações militares e tentam apertar o cerco na Síria e no Iraque. 

Quase metade dos italianos é contra ajudar refugiados

Pesquisa foi divulgada pela Comissão Europeia

Agência ANSA

A última pesquisa Eurobarômetro, conduzida pelo escritório de Análise de Opinião Pública da Comissão Europeia, revelou que quase a metade dos italianos acredita que seu país não deve ajudar refugiados.    

Realizada em novembro passado, antes dos atentados de Paris, e divulgada nesta quinta-feira (10), a sondagem diz que 46% dos habitantes de um dos Estados europeus mais afetados pela crise migratória são contrários a auxiliar pessoas que buscam proteção dentro de suas fronteiras.    

O número é semelhante ao registrado em países do leste da Europa, como Hungria, República Tcheca e Eslováquia, tradicionalmente mais céticos em relação aos refugiados. Segundo o diretor da Representação da Comissão Europeia na Itália, Emilio Dalmonte, o dado deve provocar "reflexões". "As imagens que chegam de Idomeni [na Grécia] não são diferentes daquelas dos deslocados de 70 anos atrás no nosso país", declarou. Durante boa parte dos séculos 19 e 20, a Itália foi uma "exportadora" de imigrantes para diversos lugares do mundo, como Estados Unidos, Canadá, Argentina e Brasil. A Hospedaria de Imigrantes do Brás, por exemplo, recebeu 700 mil italianos entre 1887 e 1978, configurando o maior movimento migratório internacional da história brasileira.    

A pesquisa Eurobarômetro também mostrou que 69% dos italianos acham que a União Europeia deve enfrentar a crise de refugiados com uma política comum, mas que 49% veem "com suspeita" os próprios cidadãos do bloco que se mudaram para seu país.    Apenas em 2016, quase 10 mil solicitantes de refúgio entraram na Itália pelo mar Mediterrâneo, enquanto outros 97 morreram tentando. 

Ex-mafioso italiano chora ao ser extraditado pelo Brasil

Pasquale Scotti foi levado para Roma, onde cumprirá pena

Agência ANSA

O ex-mafioso italiano Pasquale Scotti, extraditado pelo Brasil na última quarta-feira (9), chorou ao ser levado para o avião que o devolveu ao seu país de origem, onde cumprirá 30 anos de cadeia.    

"A minha vida foi destruída", disse Scotti aos homens do Serviço Central Operacional da Polícia de Nápoles e da Interpol. Até meados da década de 1980, ele era braço direito do ex-chefe da Camorra - a máfia napolitana - Raffaele Cutolo e comandava seu grupo armado. Por conta disso, se envolveu em 26 homicídios e, em 2005, foi condenado à prisão perpétua.    

No entanto, quando a sentença saiu, Scotti já era foragido desde 1984, quando fugira de um hospital onde estava sob custódia da polícia. Seu destino foi o Brasil, onde viveu por mais de 30 anos, todos eles em Recife. Na capital pernambucana, trabalhava como empresário e levava uma vida confortável, porém reservada.    Ele chegou a ter uma boate e uma casa de fogos de artifício.    

Agora, Scotti está na prisão de Rebibbia, em Roma. Nas próximas semanas, o ex-mafioso será chamado para reconstruir os detalhes dos seus 30 anos de fuga. O italiano foi preso em Recife, no último dia 26 de maio, enquanto acompanhava os filhos à escola.    

"Sou eu, me pegaram. Mas aquele Pasquale Scotti não existe mais", afirmou aos investigadores, após ter tentado negar sua identidade.    

Na Itália, ao invés da prisão perpétua, cumprirá 30 anos de cadeia, já que os tratados entre Roma e Brasília proíbem que um criminoso tenha sentença superior ao limite estabelecido pela legislação brasileira. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 10.03.2016

Fechar a rota dos Balcãs "não resolve o problema", diz Merkel

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Encerramento da rota não é uma solução "durável", defende a chanceler alemã

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje, numa entrevista, que o encerramento da rota dos Balcãs para os migrantes "não resolve o problema", considerando que esta situação não é "nem durável nem perene".

"Não se resolve o problema aplicando uma decisão unilateral", declarou Merkel, em entrevista à rádio pública alemã MDR.

"Se não conseguirmos alcançar um acordo com a Turquia, então a Grécia não poderá suportar o peso [migratório] por muito mais tempo", afirmou, instando à tomada de uma "decisão que seja correta para todos" os estados-membros da União Europeia.

"É por isso que estou à procura de uma solução europeia real, que é uma solução para todos os 28", sublinhou Angela Merkel.

A chanceler alemã sustentou que, do seu ponto de vista, a decisão unilateral por parte da Áustria, e depois as subsequentemente feitas pelos países dos Balcãs, vai ter consequências: "Vai obviamente trazer-nos menos refugiados, mas vai colocar a Grécia numa situação muito difícil".

"Esta situação não é nem sustentável nem duradoura", realçou.

Cinco mortos, incluindo um bebé, em naufrágio ao largo da Turquia

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A embarcação transportava migrantes afegãos e iranianos

Pelo menos cinco pessoas, entre as quais um bebé, morreram na noite de quarta-feira num novo naufrágio ocorrido ao largo da costa ocidental da Turquia, noticiou hoje a agência Dogan.

A embarcação, que transportava migrantes afegãos e iranianos, virou-se quarta-feira à noite, a aproximadamente 500 metros da localidade de Kayalaralti, na província de Canakkale, no noroeste da Turquia, detalhou a agência noticiosa.

A guarda costeira turca resgatou nove migrantes que seguiam a bordo da embarcação, que navegava em direção à ilha grega de Lesbos, enquanto dois outros continuam desaparecidos.

Multimilionário dono da Ikea só compra roupa em segunda mão

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Ingvar Kamprad não gosta de desperdiçar e mantém hábitos antigos apesar da fortuna. Até os iogurtes que escolhe estão no limite do prazo de validade

Ingvar Kamprad, o multimilionário que fundou a Ikea, conhecida multinacional sueca de venda de mobiliário e acessórios de decoração, só compra roupa na feira da ladra e em segunda mão. A revelação foi feita pelo próprio num documentário que será emitido na televisão sueca, conta o jornal britânico The Guardian.

Kamprad, que faz 90 anos no próximo dia 30 de março, será dono de uma fortuna estimada em 65,5 mil milhões de euros, segundo relatos recentes da imprensa sueca, e foi considerado pelaForbes a quarta pessoa mais rica do mundo em 2006. No entanto, e conforme recorda o Guardian, os seus gastos parcimoniosos têm chegado várias vezes às páginas dos jornais. O estilo de vida austero que tanto lhe agrada está plasmado no código de conduta da empresa que fundou: a "Bíblia da Ikea", como é conhecida, decreta que "desperdiçar recursos é um pecado mortal" e um dos maiores males da humanidade.

De origens humildes, Kamprad garante que é da natureza dos habitantes de Smaland, a região sueca onde nasceu, ter um comportamento frugal, e no documentário que será exibido pela TV4 da Suécia garante que foi mesmo essa avareza que lhe permitiu fazer da Ikea uma das marcas mais conhecidas em todo o mundo. O Dagens Industri, um diário de Estocolmo que teve acesso ao documentário em questão, avança mesmo uma citação do multimilionário, referindo-se à sua indumentária: "Julgo que não estou a usar nada que não tenha sido comprado numa feira da ladra. Significa que quero dar um bom exemplo", sublinha.

No documentário, sabe-se ainda que Kamprad frequenta o mercado local de Älmhult, onde fica a sede da Ikea (o nome da empresa é um acrónimo das iniciais do seu nome, Ingvar Kamprad, juntas com
Elmtaryd, a quinta onde cresceu, e Agunnaryd, a sua terra natal). É lá que se abastece e faz questão de comprar os iogurtes que estão quase no limite do prazo de validade - e por isso mais baratos. A sua filosofia contra o desperdício leva-o a poupar mesmo no barbeiro: desde que, na Holanda, pagou 22 euros por um corte de cabelo, prefere tratar da sua imagem quando viaja, sobretudo para países em desenvolvimento. "A última vez foi no Vietname", admite.

Até há pouco tempo, o fundador da Ikea conduzia um Volvo 240 de 1993, que só abandonou porque a idade obrigou-o a deixar de se sentar ao volante. Já quando viaja de avião, prefere a classe turística e privilegia sempre os transportes públicos. Chegaram a recusar-lhe a entrega de um prémio porque o viram chegar de autocarro e duvidaram da sua identidade.

Sempre à procura de cortes nos gastos, em 1973, Kamprad saiu da Suécia para a Dinamarca, onde conseguiu obter impostos mais baixos para a Ikea, e foi o mesmo motivo que o levou a mudar-se para a Suíça anos depois.

Só em 2010 o multimilionário começou a retirar-se progressivamente da administração da Ikea e da fundação que constituiu em nome familiar para administrar a cadeia de lojas - que tem sede no Luxemburgo, conhecido como o paraíso fiscal da Europa: entregou a direção aos filhos - tem quatro - e regressou definitivamente à Suécia em 2014, depois da morte da mulher.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 10.03.2016

Irão executou 966 pessoas em 2015

O Irão executou no ano passado 966 pessoas, o maior número dos últimos 20 anos, com 65% das condenações relacionadas com droga, indicou o relator das Nações Unidas para os Direitos Humanos no país.

Ahmed Shaheed, ao apresentar o relatório anual em Genebra, adiantou que o Irão continua a ser o país com maior número de execuções de menores, 73 nos últimos 10 anos e 16 entre 2014 e 2015.

As leis iranianas situam a idade de responsabilidade penal nos 15 anos nos rapazes e nove nas raparigas.

O relator destacou a dureza com que se castigam os delitos relacionados com droga, uma vez que a lei tipifica até 17 infrações para que se possa aplicar a pena de morte como punição.

A pena capital aplica-se, por exemplo, à posse de 30 gramas de heroína ou de cocaína.

Quanto às restantes execuções, 22% foram condenados à morte por homicídio, 06% por violações, 03% por assassínio e os restantes 04% por outros crimes, entre eles corrupção.

Desde que iniciou o mandato, há cinco anos, o relator da ONU nunca foi autorizado por Teerão a visitar o país.

Criança que viajou em mala foi adotada no Haiti

A criança que foi encontrada no interior de uma mala durante um voo de de Istambul para Paris tinha sido adotada no Haiti.

O incidente ocorreu na segunda-feira, no voo AF1891 da Air France de Istambul para Paris. Um passageiro notou movimentos invulgares numa das bagagens e alertou a tripulação, que acabou por descobrir que uma criança de quatro anos (anteriormente tida como um bebé de um ano) tinha entrada a bordo dentro de uma mala.

Os novos dados da investigação revelam que a mulher francesa adotou a menina de quatro anos no Haiti. No entanto, a criança não tinha visto para viajar e, por isso, a mulher de 35 anos optou por fazer escala na Turquia, onde não é necessário esse documento. Contudo, o visto foi mesmo pedido no Aeroporto de Ataturk, Istambul, impedindo a saída da criança do território.

Nesse momento, a mulher terá decidido comprar um outro bilhete para outro voo, escondendo a criança na mala.

As duas estiveram retidas no aeroporto até a investigação ter sido concluída.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 10.03.2016

Pacto com a Europa desumano e imoral

9 de Março, 2016

A Amnistia Internacional afirmou ontem que o princípio de acordo entre a União Europeia   e Turquia para conter o fluxo em direcção à Europa de imigrantes irregulares e refugiados é “desumano” e apresenta “defeitos morais e legais”.

A organização de defesa dos direitos humanos disse em comunicado que a “preocupação persistente” de enviar as pessoas outra vez à Turquia, em vez de “fazer esforços incondicionais sobre a realojamento e oferecer outras formas seguras e legais para a Europa, mostra uma atitude “alarmante e míope”.
A União Europeia e a Turquia chegaram a um acordo de princípio, na segunda-feira, numa cimeira extraordinária em Bruxelas, para intensificar a sua cooperação no sentido de se travar o afluxo de migrantes às costas gregas. Os pormenores devem ser determinados até à próxima cimeira, a 17 e 18 de Março.
A União Europeia já “saudou calorosamente” a proposta de Ancara de aceitar o regresso de todos os migrantes que passam pelo seu território, incluindo os refugiados sírios, embora neste caso a União Europeia concordasse com o retorno por vias legais de tantos sírios quanto os reenviados para a Turquia.
Os líderes da União Europeia e da Turquia incorreram “numa farsa muito distante dos direitos e da dignidade de algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo”, denunciou a directora da Amnistia Internacional   nas instituições europeias, Iverna Mcgowan.
Uma das condições do pacto é que, para cada sírio que a Turquia readmita desde as ilhas gregas, outra pessoa dessa nacionalidade seja realojada da Turquia aos Estados-membros, uma troca que Iverna Mcgowan considerou “perigosamente desumanizante” e que “não oferece nenhuma solução sustentável no longo prazo” à crise.
A Amnistia Internacional disse não   acreditar que a Turquia possa ser considerada “país seguro”, devido ao tratamento aos migrantes e refugiados, pois devolveu refugiados à Síria e não conta com um sistema de asilo em pleno funcionamento.
“Muitos refugiados na Turquia vivem em condições terríveis sem uma casa adequada, e centenas de milhares de crianças refugiadas não podem ter acesso a uma educação formal”, afirmou a directora do escritório europeu da Amnistia Internacional. A organização de defesa dos direitos humanos acrescentou que se opõe ao conceito de um terceiro país seguro em geral, por considerar que isto “debilita o direito individual de que as reivindicações sejam processadas completamente e de maneira justa” e pode derivar no reenvio de pessoas a seu país de origem, o que “viola o princípio de não devolução”.
A Amnistia Internacional advertiu que, com o encerramento da rota dos Balcãs ocidentais, milhares de pessoas ficam “abandonadas no frio, sem um plano claro para abordar as suas necessidades humanitárias urgentes e o seu direito  à protecção internacional”.
Sobre os solicitantes de asilo que não são da Síria, a Amnistia Internacional afirmou que o pacto entre a União Europeia e a Turquia não deixou claro como garantir os seus direitos no possível contexto de um sistema de reenvios massivos.

Inquietação da ONU

O Alto-Comissário da ONU para os Refugiados manifestou “profunda preocupação” com o projecto de acordo entre Ancara e a UE que prevê reenviar todos os migrantes para a Turquia, incluindo requerentes de asilo sírios.
Perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Filippo Grandi afirmou que “qualquer acordo que implique o regresso indiscriminado de pessoas de um país para outro e que não especifique as garantias de protecção dos refugiados sob o direito internacional” o preocupa.
Filippo Grandi indicou três condições prévias para que o regresso dos requerentes de asilo para “um país terceiro” possa ser considerado conforme ao direito internacional. O país destinatário deve assumir “a responsabilidade de analisar o pedido de asilo”, o refugiado não pode ser expulso sem que haja um processo e se obtiver asilo este deve estar de acordo com as normas internacionais, incluindo “acesso à educação, emprego e cuidados de saúde” sublinhou.

Suspeito de disparar sobre pastor é detido

10 de Março, 2016

Um homem suspeito de ter disparado várias vezes contra um pastor, que conduzia uma cerimónia num comício de campanha do republicano Ted Cruz.

Foi detido ontem. Kyle Odom é acusado de atingir o pastor Tim Remington no estacionamento da sua igreja, em Coeur d’Alene. O crime aconteceu  depois de o pastor ter participado na campanha de Ted Cruz.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 27.02.2016

Cerca de 100 facções rebeldes aceitam acordo de cessar-fogo na Síria

Cerca de 100 facções rebeldes que lutam na Síria concordaram com um cessar das hostilidades durante um período de duas semanas, afirmou o principal bloco de oposição da Síria ontem.

A trégua, patrocinada pelos EUA e a Rússia, irá começar a meia-noite de sábado, no horário local. No entanto, o cessar-fogo não terá o fim dos conflitos por completo, uma vez que os grupos extremistas Estado Islâmico e Frente Nusra, um braço da Al-Qaeda, não fazem parte do acordo.

Enquanto isso, autoridades da Turquia se mostraram preocupadas por causa dos bombardeios russos e das operações terrestres das forças sírias que continuam horas antes do início do cessar-fogo

O Kremlin negou que a força aérea da Rússia tenha bombardeado civis ao leste de Damasco na véspera do cessar-fogo. Fonte: Associated Press

 

Oposição síria denuncia violações ao cessar-fogo iniciado neste sábado

Após o cessar-fogo na Síria mediado entre Rússia e Estados Unidos ter entrado em vigor na noite de sexta-feira (manhã de sábado no horário local), ativistas locais reportaram violações ao acordo, incluindo ataques aéreos promovidos por forças do regime em áreas controladas por rebeldes que aceitaram o cessar-fogo de duas semanas. De forma geral, entretanto, fontes locais reportam que a manhã de sábado começou calma, depois de um dia de ataques e confrontos realizados em antecipação à trégua.

O cessar fogo articulado pelos Estados Unidos e pela Rússia entrou em vigor neste sábado e, se surtir efeito, abrirá caminho para que potências globais retomem as negociações de paz no país em 7 de março em Genebra, na Suíça.

À noite, um carro-bomba matou duas pessoas em um bairro da cidade de Hama, na região central da Síria, mas segundo a mídia local não ficou imediatamente claro quem estaria por trás do ataque. O grupo Estado Islâmico, que não está incluído no acordo de cessar-fogo, assumiu a autoria dos bombardeiros recentes em cidades tomadas por forças sírias.

O regime do presidente sírio Bashar al-Assad, a aliada Rússia e a coalizão liderada pelos Estados Unidos estão autorizados a continuar ataques contra o Estado Islâmico e o grupo ligado à al Qaeda, Nusra Front, ambos considerados terroristas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Há temor, no entanto, de que a exclusão do Nusra Front pode se tornar problemática se for usada pelo regime de Bashar al-Assad para continuar buscando oposicionistas ao governo. Membros do grupo estão presente em diversos territórios de oposição ao regime e misturados com grupoos mais moderados que aderiram ao cessar-fogo.

Na cidade de Marj, no subúrbio de Damasco, integrantes de grupos de oposição denunciaram que ataques com mísseis mataram um rebelde. Apesar do Nusra Front ter presença limitada na área, rebeldes ligados ao moderado Exército Síria Livre foram atacados, disse um ativista de Douma, da região próxima ao local.

Na província de Idlib, no norte do país, combatentes do Nusra Front deixaram algumas de suas bases em vilas e cidades "para que (sua presença) não fosse uma desculpa para a Rússia atacar estas localidades", disse um membro do Nusra.

O enviado especial da ONU à Síria, Staffan de Mistura, afirmou que a situação no sábado seria determinante para avaliar o quanto o cessar-fogo de fato estava sendo respeitado. Ele pediu a todas as partes envolvidas que demonstrassem moderação.

Cerca de 100 grupos de rebeldes sírios aderiram ao acordo de cessar-fogo. As partes envolvidas podem reportar qualquer violação da trégua para uma força-tarefa formada por representantes dos Estados Unidos, Rússia, Irã, Arábia Saudita e outros países com envolvimento no conflito sírio. Haverá bases de monitoramento do acordo em Genebra e Damasco, segundo o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Mark Toner.

O enviado da ONU destacou também que o cessar-fogo determina que todas as partes envolvidas se abstenham de promover ataques aéreos ou usar qualquer tipo de arma. Também devem permitir o acesso de grupos de ajuda humanitária às áreas sitiadas. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

Infecção por zika é confirmada em 9 mulheres grávidas nos EUA

O governo dos Estados Unidos disse que infecções por zika vírus foram confirmadas em nove mulheres grávidas do país e que todas teriam sido infectadas no exterior, inclusive no Brasil.

Três bebês já nasceram e um deles apresentou defeitos cerebrais. 

Os Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) disse hoje que também investiga 10 outros relatos de viajantes grávidas com o zika. 

Desde agosto, os CDCs realizaram 257 testes de zika em mulheres grávidas nos EUA, constatando a infecção de oito delas. Um laboratório do governo confirmou uma nona. 

Duas gestações terminaram em aborto espontâneo, mas não ficou claro se foram desencadeados pelo vírus. Duas mulheres realizaram abortos e outras duas seguem grávidas, sem complicações durante a gestação. 

Não foram revelados os cidades de origem e o estado de saúde das mulheres infectadas, mas autoridades do governo disseram que duas mulheres eram de Illinois, três da Flórida e uma do Havaí, que deu à luz um bebê com microcefalia. Ela chegou a morar no Brasil no início da gravidez. 

A agência disse todas as mulheres viajaram para países com surto de zika: Samoa, Brasil, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Porto Rico e Samoa Americana. Fonte: Associated Press.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 27.02.2016

Em primárias na Carolina do Sul, Hillary é grande favorita

Pré-candidata espera contar com apoio de comunidade negra

Agência ANSA

Neste sábado (27), as primárias democratas na Carolina do Sul podem dar uma grande vitória à Hillary Clinton. Segundo uma pesquisa de intenção de votos do jornal "Huffington Post", a ex-secretária de Estado tem 58,3% das escolhas contra apenas 33,1% de Bernie Sanders, seu principal rival.    

A diferença pode ser explicada pela forte presença da comunidade negra no estado, que corresponde a 28% dos eleitores, contra 13% de média nos outros locais. O partido democrata tem grande força entre os negros. Além disso, especialistas afirmam que se ela conquistar mais uma vitória, chegará como grande favorita democrata na Super Terça, que ocorre no dia 1º de março.    

Até o momento, Clinton venceu os caucus de Iowa e Nevada, mas perdeu para Sanders nas primárias de New Hampshire.

 

Pelo menos dez pessoas morreram em atentado no Afeganistão

Pelo menos dez pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas hoje (27) no Afeganistão num atentado perto de um mercado na província de Kunar, no Leste do país, segundo fontes oficiais citadas pelas agências internacionais.

As fontes citadas pela AFP se referem a dez mortos enquanto a agência espanhola Efe informa que são pelo menos 11 as vítimas mortais.

O atentado, na cidade de Asadabad, ocorreu por volta das 09h30 locais (5h em Lisboa), numa zona movimentada, em frente a um mercado e perto da sede do Governo regional, disse à Efe o porta-voz do governador.

À AFP, o mesmo porta-voz contou que o suicida estava de moto e que os mortos são todos civis.

O atentado ainda não foi reivindicado.

'El País': Pequim se torna a cidade com mais bilionários do mundo

Capital chinesa desbanca Nova York como o lugar com mais fortunas 

Jornal do Brasil

Matéria publicada nesta sexta-feira (26) pelo El País, conta que Pequim já é a cidade com mais bilionários no mundo. É o que aponta um levantamento da revista econômica chinesaHurun, o equivalente à Forbes no gigante asiático. Segundo seus cálculos, viviam em 2015 na capital da China 100 pessoas com fortuna superior a um bilhão de dólares (cerca de quatro bilhões de reais), 32 a mais do que no ano anterior. Isto deixa Nova York, até agora a cidade com mais super-ricos no planeta, na segundaposição, com 95 bilionários (cinco a mais do que em 2014).

A terceira cidade com mais multimilionários do mundo é Moscou, com 66, mas como país a medalha de bronze vai para a Índia, com um total de 111

A reportagem afirma que o número de grandes fortunas na China não para de crescer, apesar da desaceleração econômica. O gigante asiático supera também os Estados Unidos como o país com mais bilionários (568 contra 535) e consegue emplacar cinco das suas cidades (Pequim, Hong Kong, Xangai, Shenzhen e Hangzhou) no top 20 das metrópoles mais habitadas pelos super-ricos. Os EUA têm outras três: Nova York, San Francisco e Los Angeles. A terceira cidade com mais multimilionários do mundo é Moscou, com 66, mas como país a medalha de bronze vai para a Índia, com um total de 111. O Brasil foi ultrapassado pela França e caiu da oitava para a nona posição, com 49 bilionários, sete a menos que no ano anterior. A única cidade brasileira entre as 20 primeiras é São Paulo, em 17º, onde vivem 24 bilionários.

Os cálculos do Hurun mostram que, apesar do frágil crescimento mundial, o número de super-ricos alcançou a cifra de 2.188 pessoas, o que significa um novo recorde histórico. Sua fortuna cresceu em conjunto 9%, até chegar a 7,3 trilhões de dólares (28,9 trilhões de reais), mais do que o valor do PIB anual somado da Alemanha e Reino Unido. A China é o país que teve um maior aumento de bilionários em 2015 (90 a mais), enquanto a Rússia foi o que mais perdeu (menos 14). Por setores, o ano passado foi bom para as empresas manufatureiras, farmacêuticas e tecnológicas. As maiores quedas foram dos acionistas de empresas energéticas e imobiliárias.

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 27.02.2016

Violentos combates antecedem cessar-fogo na Síria

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Putin diz que continuam ataques a "terroristas". Obama afirma-se "cético". Oposição e curdos declaram aceitar trégua.

Combatia-se violentamente em diferentes pontos da Síria poucas horas antes da entrada em vigor do cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e a Rússia, que a maior parte dos grupos em conflito assim como o regime de Damasco anunciaram ter a intenção de respeitar, com exceção do Estado Islâmico (EI) e da Frente Al-Nusra. Ao mesmo tempo, a aviação russa multiplicava os bombardeamentos nas imediações de Damasco e nas regiões de Homs e Aleppo, onde existe presença de grupos islamitas, mas também de formações da oposição secular, como o Exército Sírio Livre (ver texto na pág. seg.).

O responsável do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahmane, fazia notar às agências que, desde a noite de quinta para sexta-feira e durante a manhã de ontem, "os ataques foram mais intensos do que é habitual contra os bastiões dos rebeldes". Para o dirigente do OSDH, além da intensificação das operações aéreas dos russos, o facto de a maioria do território onde se desenrolam os combate ter uma "ocupação mista", isto é, grupos islamitas e restante oposição, não deixará de servir de pretexto para a continuação daqueles ataques. Tanto mais que o EI e a Al-Nusra declararam não respeitarem o cessar-fogo e apelaram à intensificação das ações militares.

Além das operações russas, ainda segundo o OSDH, a artilharia das forças de Damasco efetuou disparos sobre posições de grupos oposicionistas em diversos pontos das províncias de Homs e Hama, que se prolongaram por várias horas.

O cessar-fogo, cuja entrada em vigor estava marcada para as 00.00 (hora de Damasco, 22.00 em Portugal continental), apresenta ainda a fragilidade suplementar de não ter sido subscrito pelas partes em conflito e do governo sírio e seus aliados russos e iranianos terem indicado que iriam prosseguir as operações contra os "terroristas", uma designação que para o regime de Bashar al-Assad abrange todos os grupos armados.

 

Ataques vão prosseguir

O presidente russo, Vladimir Putin, notava ontem que iriam prosseguir as operações contra as "outras organizações terroristas", além do EI, e esperava que os "nossos parceiros americanos entendam isso".

O que vem justificar os receios expressos pelo Alto Conselho para as Negociações (ACN) da oposição, sublinhando em comunicado que Damasco não deve utilizar o cessar-fogo "para continuar as ações hostis contra os grupos de oposição". O ACN, que reúne representantes das diferentes formações dispostas a participarem nas negociações em Genebra, sob mediação das Nações Unidas, afirma-se disponível para respeitar a trégua de duas semanas para testar o comportamento do regime de Assad. O acordo prevê ainda a possibilidade de o cessar-fogo ser prolongado e visa criar condições propícias ao diálogo político em Genebra. Após duas tentativas fracassadas de serem iniciadas estas negociações este mês, foi marcada para 7 de março uma nova reunião.

Um outro desafio que se coloca ao cumprimento do cessar-fogo tem origem em Ancara, onde o presidente Recep Tayyip Erdogan sustentou, na quarta-feira, que as milícia curdas sírias devem ser excluídas do âmbito daquele acordo. "Como o EI e a Al-Nusra, o PYD (Partido da União Democrática) e as YPG (Unidades de Proteção do Povo, seu braço armado) que são organizações terroristas, devem ser excluídos desta trégua", declarou o dirigente turco num discurso perante deputados em Ancara.

As YPG têm sido ativamente apoiadas pelos EUA, em especial pelo seu papel no combate aos islamitas. E, apesar das palavras de Erdogan, as milícias curdas anunciaram a intenção de respeitar o cessar-fogo.

O Exército Sírio Livre (ESL) confirmou que respeitaria o cessar-fogo, ainda que condicionando-o às ações de Damasco e seus aliados.

Uma fonte da ONU, citada pela Reuters, indicava que "a grande maioria" das fações armadas da oposição iria observar o cessar-fogo.

 

Assad "tem de sair"

Para Barack Obama, além de assegurar "que ninguém fará qualquer cessar-fogo" com o EI, notou, numa clara referência à Rússia e ao regime de Damasco, que "o mundo vai estar a observar" como evolui a situação no terreno, mas admitiu que "há muitas razões para estar cético". Por outro lado, o presidente americano insistiu na reivindicação de que Assad tem de deixar o poder para que haja paz. O que parece muito longe de suceder.

A reivindicação de Obama foi também subscrita numa reunião dos países mediterrânicos da União Europeia, considerando que não haverá paz na Síria com a perpetuação de Assad no poder em Damasco. "Não poderá haver uma paz duradoura sob a atual liderança", lê-se num comunicado dos responsáveis da diplomacia dos países do Grupo Informal do Mediterrâneo (Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Malta e Chipre), ontem reunidos em Limassol, no Chipre.

 

Chris Christie anuncia de surpresa apoio a Donald Trump

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Governador de Nova Jérsia, que no início do mês era um dos rivais do empresário milionária na corrida republicana à Casa Branca, surpreendeu com declaração de apoio antes da superterça-feira

"A melhor pessoa para derrotar Hillary Clinton em novembro é sem dúvida Donald Trump", disse Chris Christie numa conferência de imprensa antes de um comício no Texas. O governador de Nova Jérsia diz que o milionário está a "rescrever as regras" da política.

O apoio de Christie dá a Trump, que já tem três vitórias em quatro primárias, ainda mais favoritismo antes da superterça-feira (1 de março), quando 11 estados vão a votos.

O anúncio de Christie apanhou toda a gente de surpresa, havendo quem já diga que o ex-candidato republicano (desistiu da corrida a 11 de fevereiro, depois das primárias de New Hampshire) quer estar na lista de nomes de eventuais vice-presidentes de Trump.

Segundo a Reuters, o governador que já foi procurador também tem sido falado dentro do partido republicano como um possível procurador-geral. Christie disse ontem que não lhe foi oferecido qualquer cargo numa futura administração de Trump.

 

Ministros do G20 consideram que o 'Brexit' seria choque para a economia global

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Ministros das Finanças dos 20 países mais ricos estão reunidos desde sexta-feira em Xangai

Os países do G20 acordaram hoje em Xangai usar "todos os instrumentos políticos" disponíveis, incluindo estímulos monetários e orçamentais, para promover a confiança económica, "preservar e fortalecer a recuperação" da economia, divulgou a Bloomberg.

Segundo um comunicado hoje divulgado pela Bloomberg News, os ministros das Finanças das grandes potências, reunidos na sexta-feira e no sábado, chegaram a acordo quanto ao uso de "todas as ferramentas políticas", que incluem ainda as reformas estruturais, tanto "individual como coletivamente", de acordo com o rascunho do comunicado final dos ministros das Finanças do G20.

Outro tema abordado pelos dirigentes foi a eventual saída do Reino Unido da União Europeia. Os dirigentes consideraram, segundo a BBC, que o 'Brexit' comporta riscos e seria um "choque" para a economia global.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 27.02.2016

Conselho de Segurança da ONU exige que partes cumpram cessar-fogo na Síria

O Conselho de Segurança da ONU aprovou hoje o acordo de cessar-fogo na Síria e exigiu às partes que o cumpram de forma completa.

Numa resolução adotada por unanimidade menos de uma hora antes do início da trégua, que começou às 00:00 locais (22:00 em Lisboa), o Conselho de Segurança da ONU felicitou os compromissos do Governo sírio e da oposição para acabar com a violência e disse acreditar que o atual cessar-fogo é um passo para uma paz duradoura.

O Conselho de Segurança da ONU exigiu também a todas as partes que permitam a entrega imediata de ajuda humanitária a toda a população, incluindo a que se encontra nas localidades sitiadas por combatentes.

Hoje, o mediador da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, anunciou a intenção de convocar para sete de março uma nova sessão das negociações de paz entre Governo e oposição sírios.

Staffan de Mistura afirmou que para se realizar uma nova ronda de negociações será necessário que o cessar-fogo seja cumprido e que a ajuda humanitária chegue à população.

 

Coreia do Norte diz ter arma que transforma tanques em "abóbora cozida"

Hoje às 11:28

O líder da Coreia do Norte assegurou, este sábado, que o país desenvolveu uma arma antitanque com o maior alcance do mundo e que torna os blindados mais sofisticados numa "abóbora cozida", noticiam os meios de comunicação estatais norte-coreanos.

Segundo os mesmos relatos, Kim Jong-Un assistiu, este sábado, a testes da nova arma, um foguete guiado por laser, e declarou que tem o maior alcance do mundo e é tão precisa como a arma de um "sniper".

A agência oficial KCNA garante que Kim Jon-Un afirmou, "com grande satisfação", que mesmo os tanques e carros de combate blindados mais sofisticados "dos inimigos" são uma "abóbora cozida" perante o poder da nova arma alegadamente desenvolvida na Coreia do Norte.

O líder norte-coreano defendeu que a arma deve passar a ser produzida em massa o mais depressa possível para ser instalada nos postos de defesa das fronteiras e regiões costeiras do país.

As Nações Unidas preparam-se para aprovar, provavelmente já este fim de semana, novas sanções à Coreia do Norte propostas por norte-americanos e chineses ao Conselho de Segurança.

As novas medidas proíbem a venda ao país de todo o tipo de armas convencionais e de combustível para a aviação e introduzirão importantes limitações às exportações de algumas matérias-primas.

Entre as medidas está um embargo total à venda de armas ligeiras, que completa as restrições já em vigor naquele âmbito, assim como novas sanções financeiras contra bancos e ativos norte-coreanos.

 

Matou quatro pessoas a tiro e suicidou-se

Quatro pessoas, incluindo crianças, foram, este sábado,. mortas a tiro numa cidade rural no Estado de Washington por um homem, que se suicidou, informou a polícia.

Ryan Spurling, porta-voz do gabinete do xerife do condado de Mason disse que o homem, não identificado, disparou sobre si próprio ao fim de três horas de negociação.

"O indivíduo matou quatro pessoas, incluindo crianças, e após negociações disparou sobre si próprio", disse Spurling à agência noticiosa AFP.

Meios locais relataram, citando agentes da polícia, que o homem pode ter matado a sua mulher e os seus filhos, acrescentando que uma criança conseguiu fugir.

Spurling adiantou que o homem ligou diretamente para um agente da polícia que ele conhecia, nas primeiras horas do dia, após o que vários polícias da unidade de resposta rápida SWAT e outros se deslocaram para o local.

Os polícias procuraram negociar com o homem durante cerca de três horas, até que ele se suicidou.

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 27.02.2016

Rubio e Ted Cruz juntos para travar Donald Trump

27 de Fevereiro, 2016

Os senadores Marco Rubio e Ted Cruz voltaram as suas baterias na quinta-feira para o líder da corrida republicana à Casa Branca, Donald Trump, ao acusarem o magnata de hipocrisia em relação ao problema migratório, durante um debate na televisão.

Rubio, visto por muitos como o favorito da liderança republicana para deter o avanço de Trump, acusou o polémico multimilionário de ter “contratado um bom número de pessoas de outros países em serviços que poderiam ser entregues a cidadãos norte-americanos” nos seus projectos imobiliários.
“Se construir o muro (entre México e Estados Unidos) como construiu as Torres Trump ele vai usar a mão de obra de imigrantes ilegais”, disse Rubio sobre a polémica promessa de campanha do magnata.
Rubio também acusou Trump de fundar uma “universidade falsa”, que cobrava uma matrícula de milhares de dólares, e afirmou que se o magnata não tivesse herdado muito dinheiro do pai “estaria a vender relógios em Manhattan”.
Trump reagiu afirmando que “contratou milhares de pessoas” nos seus projectos imobiliários e que Rubio “nunca contratou ninguém, é somente um mentiroso”.
Cruz entrou na discussão afirmando que Trump financiou democratas e apoiou a reforma migratória que fracassou em 2013. O tom subiu desde o início do debate, realizado na Universidade de Houston (Texas) e crucial antes da “Super-Terça”, a 1 de Março.

 

Capturado na Líbia chefe dos jihadistas

27 de Fevereiro, 2016

O comandante do grupo terrorista Estado Islâmico da cidade de Sabrata, perto da capital  Tripoli, foi quinta-feira capturado com outros dois jihadistas, anunciou o Ministério do Interior da Líbia em comunicado.

“O emir do Estado Islâmico para a cidade de Sabrata, Mohamad Saad al-Tajuri, apelidado Abu Sleiman e encarregado das autoridades jihadistas de Sirte, foi capturado”, indicou a fonte citada pela AFP.

 

Governo expressa abertura completa

27 de Fevereiro, 2016

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, reiterou ontem a sua disponibilidade para dialogar “sem pré-condições” com o maior partido de oposição em Moçambique, a RENAMO, apelando “a todos os amigos de Moçambique” para não encorajarem o uso de armas.

“Reiteramos a nossa abertura para o diálogo sem pré-condições”, disse o Chefe de Estado moçambicano, ao discursar durante uma cerimónia de graduação na Academia de Ciências Policiais (Acipol) em Maputo.
Num momento em que se agrava a crise política em Moçambique, com registo de 19 ataques contra alvos civis e militares em duas semanas atribuídos à Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO), Filipe Nyusi disse que ninguém deve encorajar o porte ilegal de armas, acrescentando que o diálogo entre as partes envolvidas deve respeitar a ordem jurídica do país.
“Apelamos a todos os amigos de Moçambique para que, em nome da democracia e da inclusão, ninguém encoraje o porte de armas nem matanças ao povo moçambicano para forçar uma ascensão”, afirmou o Chefe de Estado moçambicano, acrescentando que Moçambique não pode sustentar as vontades individuais de uma única pessoa.
Filipe Nyusi declarou ainda que o Governo moçambicano tudo vai fazer para continuar a garantir a segurança da população, que deve “dedicar a sua atenção ao desenvolvimento de Moçambique”. Moçambique vive uma situação de incerteza política há vários meses e o líder da RENAMO ameaça tomar o poder em seis províncias do norte e centro do país, onde o movimento de oposição reivindica vitória nas eleições gerais de Outubro de 2014.
Esta é a pior crise em Moçambique desde o Acordo de Cessação de Hostilidades Militares, assinado a 5 de Setembro de 2014 pelo ex-Presidente Armando Guebuza e o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama.
Apesar de dois encontros entre Nyusi e Dhlakama no início de 2015, a violência política voltou e agravou-se nos últimos meses, com acusações mútuas de ataques, raptos e assassínios.
Nos últimos dias, ataques atribuídos à RENAMO na província de Sofala levaram as autoridades a montar dispositivos de escoltas militares obrigatórias a viaturas civis em dois troços da N1, a principal estrada do país.
O Chefe de Estado moçambicano tem reiterado a sua disponibilidade para se avistar com o líder da RENAMO, mas Afonso Dhlakama considera que não há mais nada a conversar depois de a FRELIMO ter chumbado a revisão pontual da Constituição para acomodar as novas regiões administrativas reivindicadas pela oposição e que só retoma o diálogo após a tomada de poder no centro e norte do país.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 23.02.2016

EUA e Rússia planejam para sábado início da trégua na Síria

Os governos da Rússia e dos Estados Unidos concordaram em implementar um cessar-fogo na Síria a partir do sábado, no que se espera ser um passo crucial no fim da guerra civil no país, que já dura cinco anos.

O fim das hostilidades não se aplica a duas milícias classificadas como organizações terroristas: o Estado Islâmico e a Frente Nusra - filiada da Al Qaeda -, de acordo com o Departamento de Estado.

Washington e Moscou ficarão encarregados de monitorar o cessar-fogo e espera-se que pressionem o grande número de milícias para que respeitem o acordo.

"A Federação Russa e os EUA estão preparados para trabalharem juntos na troca de informações pertinentes e desenvolverem procedimentos necessários para impedir que as partes que participam do acordo sejam atacadas", diz o tratado firmado entre Moscou e Washington divulgado nesta segunda-feira.

Autoridades norte-americanas disseram que o presidente Barack Obama e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversaram hoje para darem a "bênção" ao acordo.

Mas o secretário de Estado, John Kerry, ponderou que ainda existem "desafios significativos pela frente". "Esse é um momento de promessas, mas o cumprimento dessas promessas depende de ações", disse.

Entre as dificuldades para implementação está o fato de que todas as partes do acordo devem confirmar a participação até sexta-feira.

O cessar-fogo foi negociado através de várias reuniões entre diplomatas russos e americanos, em Genebra, na semana passada. Kerry e o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, também estavam envolvidos.

No dia 11 de fevereiro, Kerry já havia anunciado, no fim de uma conferência internacional sobre a Síria em Munique, que o fim das hostilidades iam começar na última sexta-feira.

Mas a Rússia e o regime de Assad, apoiados por milícias treinadas por iranianos, intensificaram os ataques no nordeste da Síria nas últimas duas semanas. Isso aumentou as preocupações de que Moscou, Damasco e Teerã estão usando a diplomacia como um disfarce para tentar varrer os grupos rebeldes apoiados pelos EUA.

A Rússia e o governo sírio descreveram todos os grupos que tentam derrubar o presidente Bashar al-Assad como grupos "terroristas". Fonte: Associated Press.

Cameron adverte que saída do Reino Unido da UE tem consequências desconhecidas

A votação para decidir se o Reino Unido continuará na União Europeia (UE) será uma "decisão final" com consequências desconhecidas, advertiu primeiro-ministro do país nesta segunda-feira em discurso no Parlamento, em meio a uma forte queda da libra nos mercados de câmbio.

Em seu discurso aos legisladores na Câmara, Cameron disse que o referendo do dia 23 de junho é "decisão democrática direta: ficar ou sair". O trabalho de Cameron seguirá árduo, uma vez que terá que convencer os legisladores conservadores que diante de um acordo, o melhor a fazer é permanecer no bloco.

Ele tentou acabar com as dúvidas sobre permanência na UE entre muitos de seus legisladores conservadores, dizendo que isso seria um "grande salto para o desconhecido", que poderia prejudicar a economia e a segurança da Grã-Bretanha.

"Deixar a UE poderia nos fazer sentir soberano por um breve momento, mas estaremos melhor se permanecermos", disse o premiê. O banco UBS aponta que a probabilidade de uma saída do Reino Unido da União Europeia é de 30%.

No sábado à noite, depois de 30 horas ininterruptas de negociações, os 28 países da União Europeia chegaram a um acordo para atender às exigências do Reino Unido com o intuito de incentivar sua permanência do país no bloco.

O acordo prevê as medidas principais que Cameron estimava. Entre elas, cortes em benefícios para filhos de imigrantes que vivem no exterior - aplicável imediatamente para os que chegarem agora e, a partir de 2020, para os 34 mil requerentes já existentes.

O acordo prevê também emendas em tratados da UE para deixar claro que o requisito feito aos países-membros de buscarem uma união cada vez mais próxima entre si "não se aplica ao Reino Unido".

Além disso, o acordo dispõe de uma "parada de emergência" em benefícios concedidos a trabalhadores que pode ser aplicada por sete anos - menos do que os 13 anos propostos por Cameron, no entanto e mais do que o proposto por outros países. Este mecanismo pararia o ajuda aos imigrantes caso os serviços públicos britânicos se vejam sobrecarregados ou caso a segurança social britânica esteja ameaçada ou seja objeto de reiterados abusos. E por fim, o acordo prevê a autorização para que o Reino Unido tome medidas de segurança de emergência para proteger Londres. Fonte: Associated Press

Número de mortes causadas pelo forte ciclone que atingiu ilhas Fiji sobe a 18

O número de mortes causadas por um forte ciclone que atingiu as ilhas Fiji no fim de semana subiu para 18, segundo informou autoridades nesta segunda-feira. Problemas de comunicação têm impossibilitado o resgate em algumas ilhas, como a ilha de Koro que sofreu um dos piores danos.

Mais de 6 mil residentes das ilhas Fiji estavam hospedados em abrigos de emergência após suas casas terem sido danificadas.

Ventos do ciclone Winston chegaram a 285 quilômetros por hora, tornando-se a tempestade mais forte no Hemisfério Sul já registrada.

Segundo o secretário permanente de comunicações do governo de Fiji, Ewan Perrin, a prioridade do governo é fornecer suprimentos de emergência para as ilhas distantes. Nas ilhas Fiji, que possuem mais de 100 ilhas habitadas, possuem 900 mil pessoas.

Perrin disse que a maioria das pessoas que morreram foram atingidas por detritos que voaram por causa da força dos ventos ou por edifícios que desmoronaram. Várias pessoas também Foram hospitalizadas com ferimentos graves.

Autoridades informaram que um navio cheio de suprimentos médicos, alimentos e água foi levado para a ilha de Koro. Além disso, a tripulação do barco foi preparada para construir abrigos temporários para as pessoas que tiveram suas casas destruídas.

O ministro do Turismo, Faiyaz Siddiq Koya, disse que todos os turistas estavam seguros em Fiji e que não houve nenhum dano significativo na maioria dos hotéis na principal ilha. Fonte: Associated Press.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 23.02.2016

Itália autoriza EUA a usarem base na Sicília para drones

Avião não tripulados farão operações no norte da África

Agência ANSA

O governo da Itália autorizou no mês passado o uso de uma base militar em seu território para a decolagem de drones armados norte-americanos para operações militares contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no norte da África, principalmente na Líbia.    

A informação é do diário "The Wall Street Journal", que fala em uma "reviravolta" após anos de negociações. No entanto, segundo o periódico, o "sinal verde" de Roma foi dado com uma condição: os aviões não tripulados só podem ser usados para "fins de defesa" e para "proteger" as missões das forças especiais dos Estados Unidos.    

Esses drones ficam na base de Sigonella, na Sicília, e o presidente Barack Obama ainda tenta persuadir o governo italiano a autorizar o seu uso para operações ofensivas, como a que matou mais de 40 pessoas em Sabratha na semana passada. Neste caso, as aeronaves partiram de uma base militar na Inglaterra.    

Até agora, a Itália se recusa a ceder nesse ponto, com medo de acender uma oposição interna contra a guerra, especialmente se os ataques com drones deixarem vítimas civis.

 

Em encontro com Frei Betto, Fidel comenta visita de Obama

'O que Obama quer em Cuba ?', questionou Fidel ao amigo

Agência ANSA

O teólogo brasileiro Frei Betto, que é muito amigo de Fidel Castro, disse, após encontrá-lo na última sexta-feira (19), que o líder da Revolução Cubana (1959) recebeu bem a notícia da visita do presidente dos EUA, Barack Obama, à ilha, anunciada na semana passada, mas se questionou sobre seus objetivos. "Ele perguntou o que eu achava e depois deixou uma pergunta no ar. 'O que quererá Obama com essa visita?'.", explicou Betto, em entrevista à ANSA Brasil. Ainda de acordo com ele, Fidel disse que pretende recebê-lo muito bem.    

O religioso, que voltou de Cuba hoje, dia 22, explicou que o anúncio, feito na semana passada pelo mandatário norte-americano, "teve uma excelente repercussão entre o povo cubano".    "Cria-se expectativa de anulação do bloqueio econômico [imposto há mais de 50 anos], depende do Congresso, mas o fato de Obama ir a Havana é muito significativo. Cuba se prepara para recebê-lo da forma mais calorosa possível".    

Frei Betto ainda atentou ao fato de que Obama está indo a Havana e não Raúl Castro a Washington, pois "quem agrediu, quem rompeu as relações foram os Estados Unidos". "Essa ida me parece quase um certo pedidos de desculpas", destacou.    Para o teólogo, "Obama tenta salvar seu lugar na história", após fracassar nas tentativas de paz no Oriente Médio e na questão da reforma da Saúde dentro dos Estados Unidos. "O que marca seu mandato é a aproximação de Cuba, que é, na verdade, mérito do papa Francisco", conclui.    

O presidente norte-americano anunciou no último dia 18, em sua conta no Twitter, que irá realizar uma visita histórica a Cuba em março, tornando-se o primeiro mandatário do país a visitar a ilha em 88 anos. Segundo representantes da Casa Branca, a viagem acontecerá entre os dias 21 e 22 de março e a primeira-dama, Michelle Obama, acompanhará o chefe de Estado. A histórica viagem acontece em meio ao processo de retomada de relações entre os dois países, anunciado em dezembro de 2014.

 

Parmesão norte-americano pode conter madeira na composição

Queijos continham uma quantidade muito elevada de celulose

Agência ANSA

Alguns norte-americanos receberam recentemente uma notícia completamente inesperada de que os queijos consumidos por eles podem ter madeira na sua composição.

Segundo a publicação "Bloomberg", agentes da Food and Drug Administration, a FDA, - órgão do governo dosEstados Unidos que regulamenta alimentos e medicamentos no país - fizeram uma visita à empresa Castle Cheese Inc., no estado na Pensilvânia.

A companhia, que afirma produzir um queijo "100% parmesão", usava polpa de madeira há cerca de 30 anos ao invés do real queijo italiano.

De acordo com a agência de notícias, os alimentos analisados dessa e de outras empresas continham uma grande porcentagem de celulose, substância encontrada na madeira e que tem a função de dar rigidez e firmeza às plantas.

Nos queijos, a celulose bloqueia a umidade dando uma consistência mais cremosa, mas firme. O uso desse antiaglutinante é considerado aceitável entre os níveis de 2% e 4%. No entanto, nas empresas fiscalizadas pela FDA esse número chegou até 8,8%.

Em relação especificamente à Castle Chesse Inc., sua presidente, Michelle Myrter, pode ficar até 1 ano na prisão e pagar uma multa de US$ 100 mil.

'Maior fã de Obama', idosa de 106 anos dança com presidente. Veja o vídeo

Virginia McLaurin ganhou encontro após vídeos online

Agência ANSA

Aos 106 anos, a norte-americana Virginia McLaurin realizou seu sonho de conhecer o presidente de seu país, Barack Obama, neste final de semana. E a senhora ficou tão empolgada com o encontro que dançou ao lado da primeira-dama, Michelle, e do mandatário - do qual se considera sua maior fã.

    Convidada de honra dos Obama, McLaurin entrou em êxtase ao ver Obama à sua frente e afirmou que estava "muito feliz" em conhecer o primeiro "presidente negro dahistória dos Estados Unidos". "Estou aqui para celebrar a história dos negros", disse a simpática idosa.

    Ao ver Michelle, McLaurin não se conteve e deu alguns passos de dança. Mostrando toda a alegria de estar na sede do governo, a idosa afirmou que achava "que nunca iria entrar naCasa Branca".

    O vídeo com a dança, publicado pelas redes sociais do governo, viralizou rapidamente e fez com que milhares de pessoas se emocionassem.

    Nascida em 1909 na Carolina do Sul, a idosa filmou seu pedido para conhecer Obama e sua esposa em 2014. O encontro com McLaurin faz parte da iniciativa "Black History Month" ("Mês da História dos Negros", em tradução livre) e visa celebrar os negros do país, tanto os que vivem na atualidade, como aqueles que lutaram por direitos no passado. (ANSA)

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 23.02.2016

Assad convoca eleições legislativas para 13 de abril

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Convocatória foi feita através de documento divulgado pela presidência síria e citado pelas agências.

Numa altura em que a Síria se prepara para entrar, em março, no seu quinto ano de guerra, o presidente Bashar al-Assad convocou eleições legislativas para o dia 13 de abril, segundo um documento divulgado hoje pela sua presidência e citado por agências internacionais como a Reuters. As últimas eleições do género foram realizadas em 2012 e devem acontecer todos os quatro anos.

Esta notícia surge no mesmo dia em que foi anunciado um projeto de acordo no qual os EUA e a Rússia exigem às várias partes sírias envolvidas no conflito para iniciarem um cessar-fogo no sábado. O acordo exclui os jihadistas do Estado Islâmico e os combatentes da Frente Al-Nusra. Tanto um como outro controlam importantes partes do território sírio e estendem a sua influência a outros países vizinhos.

По данным Агентства по контрол внешних границ Евросоюза, в январе в Грецию прибыли 68 тысяч мигрантов, что 38 раз превышает количество прибывших январе  2015 г.

68 mil migrantes chegaram num só mês à Grécia

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Número é 38 vezes superior ao registado em janeiro de 2015.

68 mil migrantes chegaram durante o mês de janeiro a território da Grécia. O número é 40% inferior ao registado em dezembro, mas mesmo assim é 38 vezes superior ao verificado em janeiro de 2015, segundo dados que foram hoje divulgados pela Agência de Controlo das Fronteiras Externas da UE (Frontex).

A mesma agência europeia precisou que a maioria das 68 mil pessoas chegadas à Grécia era oriundas de países em guerra como a Síria, o Iraque e o Afeganistão.

A crise migratória e dos refugiados será discutida na próxima reunião dos ministros do Interior da UE na próxima quinta-feira e, depois disso, na cimeira UE-Turquia e no Conselho Europeu m março.

Fortemente pressionada por parceiros europeus como a Áustria, a Grécia terá chegado a ameaçar vetar o acordo sobre o "Brexit", na cimeira da semana passada, se, até março, algum Estado membro agisse unilateralmente no sentido de impor controlos fronteiriços internos na UE - algo que em última análise poderia conduzir a uma espécie de exclusão acidental da Grécia do espaço Schengen.

Venezuela descarta acudir ao FMI à procura de ajuda para ultrapassar crise económica

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Ministro de Comércio Externo diz que a Venezuela tem garantidos os recursos suficientes para o pagamento da dívida externa, para importações e para manter as reservas internacionais

A Venezuela anunciou hoje que afasta a possibilidade de acudir ao Fundo Monetário Internacional (FMI) à procura de ajuda para ultrapassar a crise económica nacional.

"Em circunstância alguma acudiremos ao FMI. O FMI, sempre, num cenário como este, vai proteger as grandes corporações, não os trabalhadores", disse o ministro de Comércio Externo, o luso-venezuelano, Jesus Faria, acrescentando aos jornalistas, em Caracas, que os recursos ao o FMI "têm um custo terrível para a soberania e para o povo venezuelano".

Por outro lado, explicou que a Venezuela tem garantidos os recursos suficientes para o pagamento da dívida externa, para importações e para manter as reservas internacionais.

Segundo o ministro luso-venezuelano, o recente aumento dos preços dos combustíveis é uma medida necessária para revitalizar a economia venezuelana, afetada pela queda dos preços internacionais do petróleo, a principal fonte de rendimentos do país.

"Ninguém estava preparado para esta conjuntura económica mundial. No entanto, já temos um plano para fortalecer as exportações não petrolíferas, para que ajudem a gerar divisas (moeda estrangeira) e abandonar o modelo dependente das rendas petrolíferas", declarou.

Nesse sentido, o Governo venezuelano está a fazer esforços importantes para gerar confiança nas empresas de capital privado, "desenhando mecanismos para que as 'casas de câmbio' promovam os investimentos".

Relativamente às frequentes filas de clientes nos supermercados, à procura de produtos escassos no mercado local, admitiu que este "é um problema complexo".

"Estamos fazendo o maior esforço para as reduzir, mas há problemas. Há tensão e há um défice de alimentos", frisou.

Segundo s ministro, este défice tem como causas "a saída de produtos pela via do contrabando", o açambarcamento e "a queda da produção interna, precisamente pela queda das 'divisas' (entradas em dólares) que não chegam para importar matéria prima".

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 23.02.2016

Portugueses abusam da velocidade e do telemóvel ao volante

A velocidade excessiva e o uso do telemóvel durante a condução são os principais comportamentos de risco dos condutores portugueses, concluiu um estudo divulgado, esta terça-feira, pela associação para a defesa do consumidor.

A Deco, que publicará um inquérito sobre os hábitos de condução na edição de quinta-feira da revista Proteste, refere que mais de um terço dos inqueridos afirma que excede, de vez em quando, em mais de 20 quilómetros por hora os limites da velocidade definidos para cada tipo de via e 29 por cento indica que fala ao telemóvel sem qualquer sistema de mãos-livres.

As estradas no interior das localidades, limitadas a 50 quilómetros por hora, são onde se regista mais quantidade de infratores, com 43% dos inquiridos a indicar que circula a mais de 70 quilómetros por hora, segundo o questionário feito pela Deco a 1053 portugueses.

Por sua vez, nas autoestradas, 40% dos inquiridos confessa que ultrapassa com frequência os 140 quilómetros por hora.

Entre as razões apontadas pelos inquiridos para explicar o excesso dos limites de velocidade estão as ultrapassagens, a necessidade de acompanhar o fluxo de trânsito ou os atrasos.

No entanto, mesmo com pouco tráfego, 43% dos entrevistados admite que vai além dos limites quando circula em estradas principais.

O estudo da associação para a defesa do consumidor concluiu também que as distrações durante a condução são outro problema, sendo o telemóvel o principal culpado.

 

"WikiLeaks" revela espionagem dos EUA a Berlusconi e Ban Ki-moon

O portal WikiLeaks publicou novos documentos, na segunda-feira, que revelam espionagem por parte da Agência de Segurança Nacional dos EUA a líderes mundiais, incluindo o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

No seu portal na Internet, a organização fundada por Julian Assange revelou que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) realizou escutas secretas num encontro entre Ban Ki-moon e a chanceler alemã, Angela Merkel, que já se sabia que tinha sido seguida pelos serviços de inteligência dos EUA noutras ocasiões.

A WikiLeaks também informou que uma conversa entre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi foi alvo de espionagem norte-americana, tal como sucedeu com um encontro entre altos responsáveis de comércio da União Europeia e do Japão, e uma reunião privada entre Berlusconi, Merkel e o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy.

Segundo os documentos obtidos pela WikiLeaks, Merkel e Ban conversam sobre como lutar contra as alterações climáticas, Netanyahu pede a Berlusconi ajuda para lidar com a Administração dos EUA, encabeçada pelo Presidente Barack Obama, e Sarkozy alerta o ex-primeiro-ministro italiano sobre os perigos do sistema bancário do seu país.

"Será interessante ver a reação da ONU porque se o secretário-geral pode ser alvo [de espionagem dos Estados Unidos] sem qualquer consequência, então qualquer um, desde um líder mundial a um varredor, está em risco", disse Julian Assange.

 

Pais e quatro filhos morrem por inalação de monóxido de carbono

Uma família foi, esta segunda-feira, encontrada morta, em sua casa, provavelmente intoxicadas por dióxido de carbono. A tragédia aconteceu numa cidade no Michigan, nos EUA.

Pai, mãe e os quatro filhos estavam na igreja quando uma tempestade cortou a eletricidade da sua casa. Leonard Quasarano, de 35 anos, disse aos vizinhos que ia ligar o gerador portátil que tinha na cave, movido a combustível.

A polícia desconfia por isso que a tragédia terá sido provocada pela inalação de dióxido de carbono.

O seu corpo foi encontrado junto ao gerador. A restante família, a mulher de 39 anos, e os seus filhos, com idades compreendidas entre os 2 e os 11 anos, foram encontrados em zonas distintas da casa, por familiares.

"Foi um acidente trágico. Trágico", disse o xerife do Condado de Genesee a uma TV local.

Todos os anos, segundo o "Huffington Post", morrem, em média, 170 pessoas nos EUA por inalação de monóxido de carbono produzido por produtos deste tipo. As autoridades de saúde norte-americanas aconselham a que não se usem dentro de casa.

O monóxido de carbono mão tem cheiro nem cor. Quando é inalado, as vítimas podem sentir-se tontas ou fracas, ou então ter dores de cabeça e outros sintomas semelhantes aos da gripe. Se se inalar muito, pode-se desmaiar ou até morrer. Quem estiver a dormir pode morrer sem sequer ter sintomas.

 

Condenado nos EUA por vender fósseis de ovos de dinossauro

Um canadiano foi condenado a cinco anos de liberdade condicional e a pagar uma multa de 22700 euros por vender fósseis de ovos de dinossauro importados ilegalmente, informou o Serviço de Imigração e Controlo Aduaneiro dos EUA.

Jun Yang, de 36 anos, ex-presidente da Arctic Products, Inc., com sede na Columbia Britânica, foi acusado depois de agentes especiais encobertos do Departamento de Segurança Nacional (HSI) terem comprado 13 fósseis de ovos de dinossauro importados ilegalmente da China em 2015.

Um comunicado oficial indica que, além dos ovos de hadrossauro, que vendia por 409 euros cada, Yang também tentava vender um fóssil de um Psittacosaurus por 13.600 euros.

O Psittacosaurus é um tipo de dinossauro mais pequeno que viveu em meados do período Cretáceo há aproximadamente 130 e 100 milhões de anos, no que é atualmente a Ásia.

Yang disse aos agentes encobertos, durante as férias no Arizona, que o fóssil do Psittacosaurus foi escavado no centro da China e remonta a mais de 100 milhões de anos, segundo as autoridades norte-americanas.

"Estes tesouros pré-históricos pertencem por direito ao povo chinês", disse em comunicado Matthew C. Allen, agente especial responsável pelo HSI em Phoenix.

"É uma vergonha que alguém saque espécimes como estes de outra nação simplesmente para agradar aos aficionados e encher os próprios bolsos", acrescentou.

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 23.02.2016

Aumenta número de mortos

23 de Fevereiro, 2016

Aumentou para 142 o número de mortos da série de atentados de domingo na Síria reivindicados pelos 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico (EI) em zonas controladas pelo governo. Homs,

a terceira cidade do país, foi atingida pelo mais sangrento atentado ali ocorrido desde 2011, com 59 mortos. No sul de Damasco, 83 pessoas foram mortas perto de um santuário xiita, num duplo ataque 'jihadista'. A ONU emitiu um comunicado de condenação aos atentados.

EUA lideram venda mundial de armas

23 de Fevereiro, 2016

O mercado mundial das principais armas aumentou nos últimos anos, com os Estados Unidos a dominarem o comércio, enquanto aumenta o fluxo de armamento para África, Médio Oriente e Ásia, segundo um estudo publicado ontem.

Segundo o Instituto Internacional de Investigação sobre a Paz (SIPRI) de Estocolmo, criado em 1966, o volume das transferências de armas pesadas, incluindo vendas e doações, aumentou 14 por cento, entre 2011 e 2015, em relação aos cinco anos anteriores, com os Estados Unidos e a Rússia a liderarem as exportações.
Os maiores importadores foram a Índia, a Arábia Saudita, a China e os Emirados Árabes Unidos, de acordo com o relatório.
No documento destaca-se que s Estados Unidos têm vendido ou doado grandes armas para pelo menos 96 países, nos últimos cinco anos, e a indústria de armamento norte-americana tem pendentes grandes encomendas de exportação, incluindo mais de 600 aviões de combate F-35. A maior fatia de armas pesadas de origem norte-americana, 41 por cento, foi para a Arábia Saudita e para os países do Médio Oriente.
A Rússia continua em segundo lugar na lista de exportadores de armas divulgada pelo SIPRI, com uma quota de 25 por cento, embora com níveis de vendas mais baixos, em 2014 e 2015. A Índia foi o principal comprador de armamento russo.  A China ultrapassou a França e Alemanha, nos últimos cinco anos, e é o terceiro maior fornecedor de armas a nível mundial, com um aumento de 88 por cento das exportações.

Refugiados de Calais transferidos do local

23 de Fevereiro, 2016

Pelo menos mil refugiados que vivem no imenso bairro de lata que é já conhecido como a “selva” de Calais vão ser obrigados a evacuar o local. Segundo a governadora civil,

Fabienne Buccio, os refugiados têm de ir viver em  contentores do centro de acolhimento provisório construído a norte do campo ou em centros de acolhimento de orientação localizados em todo o território francês. A França procura assim reduzir a entrada ilegal de refugiados no Reino Unido.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 16.02.2016

Irã diz que não vai permitir que os oponentes de Assad se reagrupem na Síria

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 15/02/2016 20:05:00

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, disse que o seu país e seus aliados não vão permitir a interrupção das hostilidades na Síria para abrir caminho para que os opositores do regime Assad se "reagrupem".

Na semana passada, potências internacionais chegaram a um acordo em Munique para, supostamente, permitir um cessar-fogo na Síria nos próximos dias. O acordo abre uma exceção para o combate contra terroristas definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo o Estado Islâmico e o grupo ligado a Al-Qaeda, Frente al-Nusra.

O acordo veio na esteira dos avanços das forças do regime de Assad, apoiadas pela campanha aérea da Rússia, que tem o apoio do Irã.

A situação nos arredores de Alepo é complexa, e o al-Nusra está operando na região.

"O que nós concordamos em Munique foi a suspensão das hostilidades, e não em uma pausa para permitir que aliados de certos agentes regionais se reagrupem", disse Zarif ao ser perguntando em uma coletiva de imprensa em Bruxelas se o Irã pressionaria seus aliados a recuarem em Alepo.

Países ocidentais acusaram a Rússia de mirar em grupos armados ligados a oposição moderana em vez de se concentrar no Estado Islâmico, em uma tentativa de virar o jogo em uma guerra civil de cinco, em favor do presidente Bashar al-Assad, o que Moscou nega.

O Irã tem fornecido apoio militar ao regime de Assad nos últimos anos, enviando suas próprias tropas. Fonte: Dow Jones Newswires.

Governo Obama permite a instalação da primeira fábrica americana em Cuba

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 15/02/2016 17:26:00

O governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aprovou a instalação da primeira fábrica americana em Cuba, em mais de meio século, permitindo a uma companhia de dois homens do Alabama a construir uma montadora de pequenos tratores, que seriam destinados à venda a agricultores privados.

Na semana passada, o Departamento do Tesouro notificou os sócios Horace Clemmons e Saul Berenthal, e comunicaram que eles poderiam produzir tratores e outros equipamentos pesados em uma zona econômica especial iniciada pelo governo cubano para atrair investimento estrangeiro.

Autoridades da ilha aprovaram o projeto publicamente, e os sócios disseram que esperam produzir os tratores em Cuba até o primeiro trimestre de 2017.

"Todo mundo quer ir a Cuba vender alguma coisa e isso não é o que estamos tentando fazer. Estamos observando o problema e como podemos resolver os problemas que eles consideram mais importantes", disse Clemmons. "Nós acreditamos que, na longa corrida, nós dois ganhamos se fizermos coisas que são benéficas para ambos os países", acrescentou.

A unidade, de US$ 5 milhões a US$ 10 milhões, seria o primeiro investimento significante dos EUA em solo cubano desde que Fidel Castro assumiu o poder em 1959 e nacionalizou bilhões de dólares de companhias americanas. O confisco provocou o embargo econômico imposto por Washington, que proibiu todas as formas de comércio e multou companhias estrangeiras em milhões de dólares por fazerem negócios com a ilha.

A fábrica de tratores Oggun, que recebeu esse nome em homenagem a um deus da Santería cubana, vai montar tratores de 25 cavalos com componentes comercialmente disponíveis e vender por menos de US$ 10 mil, de acordo com Clemmons e Berenthal. Eles acreditam que conseguirão vender centenas desses tratores ao ano. Fonte: Associated Press.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 16.02.2016

Governo russo nega ataques a hospitais na Síria

Porta-voz afirmou que acusações são 'infundadas'

Agência ANSA

O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, negou que seu país tenha realizado ataques contra hospitais na Síria nesta segunda-feira (15) e chamou as acusações de "infundadas".

    "Nós condenamos fortemente essas afirmações, uma vez que, aqueles que mais uma vez nos acusam são incapazes de provar essas acusações infundadas", disse o representante do governo segundo a agência de notícias russa Tass.

    Sobre os ataques aéreos que destruíram cinco hospitais sírios - incluindo uma unidade da ONG Médicos Sem Fronteiras - e duas escolas no norte da Síria, Peskov afirmou que é para ouvir "o que as autoridades" do país têm a dizer. Ontem (15), horas após as acusações de grupos não governamentais de que os russos eram os responsáveis pela destruição, políticos sírios afirmaram que a ação foi realizada pelos Estados Unidos.

    Os dois países realizam ataques aéreos contra rebeldes na Síria, sendo que os russos atacam terroristas e opositores do presidente Bashar al-Assad enquanto os norte-americanos focam nos terroristas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis).

    De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 50 pessoas morreram na ação militar no norte do país - sendo nove mortos apenas no hospital do MSF.

    - França condena ataques: O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, condenou "firmemente" o bombardeio nos hospitais do norte da Síria. Para ele, a ação é "pode constituir um crime de guerra" e pedindo que esses ataques devem cessar imediatamente por serem "inaceitáveis". (ANSA)

 

Bélgica desmantela célula do EI e prende 10 pessoas

Grupo recrutava jihadistas e os enviava para a Síria

Agência ANSA

A Procuradoria de Bruxelas anunciou o desmantelamento de uma célula terrorista, provavelmente do Estado Islâmico (EI, ex-Isis), e a prisão de 10 pessoas nesta terça-feira (16). Em nota, as autoridades informaram que o grupo atuava como uma rede de recrutamento dos terroristas e enviava jihadistas do país à Síria.

    A operação ocorreu no bairro de Molenbeek, conhecido por ser um reduto de extremistas islâmicos. Durante a ação, os policiais apreenderam diversos computadores e celulares que agora serão analisados por investigadores.

    Em nota, os policiais informaram que querem "estabelecer ligação com o fato de várias pessoas terem ido à Síria para unir-se ao Estado Islâmico" através do grupo.

    A Bélgica se tornou famosa por hospedar alguns dos terroristas que executaram, por exemplo, os atentados ocorridos em Paris no dia 13 de novembro. Há cerca de dois anos, as autoridades já fizeram dezenas de ações para prender supostos jihadistas que tanto planejam atacar as nações europeias bem como se unir à luta extremista no califado sírio. (ANSA)

 

Cuba e EUA firmam acordo histórico sobre voos comerciais

Documento histórico foi assinado nesta terça-feira

Agência ANSA

 

Os governos de Estados Unidos e Cuba assinaram nesta terça-feira (16) um acordo histórico que permite a retomada de voos comerciais entre as duas nações, informou o Departamento de Transportes norte-americano.    

O acordo foi assinado pelos secretário dos Transportes dos EUA, Anthony Foxx, e seu colega cubano, Adel Yzquierdo Rodriguez, em um hotel em Havana.    

"Hoje é um dia histórico para as relações entre Havana e Washington", destacou Foxx. "Representa um marco histórico" nas relações bilaterais, concluiu.    

O anúncio é um dos mais importantes desde que os países anunciaram a retomada de relações em dezembro de 2014, após mais de 50 anos de desavenças políticas.    

Com o avanço diplomático, companhias aéreas devem retomar a rota, interrompida há décadas, nos próximos meses. Empresas como American Airlines, Delta Airlines, United Airlines, JetBlue e Southwest já expressaram seu interesse. Atualmente, norte-americanos e cubanos que precisam ir a Cuba viajam em aviões fretados, que são, além de caros, muito difíceis de agendar. Além disso, as viagens precisam ser coordenadas com agentes do governo dos EUA. Medida deve ajudar uma das maiores fontes de renda da ilha, o turismo. Calcula-se que 160 mil turistas norte-americanos visitaram Cuba apenas no ano passado. Além disso, milhares de cidadãos cubano-americanos poderão visitar seus familiares com mais facilidade.

 

Bósnia apresenta pedido formal de adesão à UE

País sofre com crises internas e terá que acelerar reformas

Agência ANSA

A Bósnia-Herzegovina apresentou ontem (15) seu pedido formal de adesão à União Europa, confirmou a representante da diplomacia do bloco, a italiana Federica Mogherini. O maior desafio do país será acelerar as reformas exigidas pela UE para evitar que o processo de adesão se arraste por vários anos. Além disso, alguns especialistas acreditam que o pedido formal de ingresso é apenas uma tentativa do governo local de desviar a atenção pública das crises políticas e sociais. "Este ano será um ano difícil", admitiu o presidente em exercício da Presidência colegiada da Bósnia, Dragan Covic, durante cerimônia em Bruxelas, na qual apresentou o pedido oficial de adesão do país. "Temos que melhorar a nossa economia.    

Teremos eleições locais e será uma oportunidade para demonstrar que podemos reformar o nosso país. Vemos que a nossa vizinha, Croácia, já é um membro da UE. Montenegro e Sérvia também estão no caminho da integração à UE. A Bósnia-Herzegovina também faz parte deste continente", disse Covic.    

A Bósnia foi classificada em 2003 como "potencial candidato" à UE, mas nunca conseguiuingressar no bloco devido às divisões políticas internas com sérvios, croatas e muçulmanos, os quais têm bloqueado o processo de reformas exigidas pela Europa em troca da adesão.    

A ex-república iugoslava foi declarada independente em 1992 e foi assolada por uma guerra civil nos três anos seguintes. Desde então, a Bósnia-Herzegovina continua dividida em duas entidades: Federação Croato-Muçulmana e Republica Srpska. Em fevereiro de 2015, o Parlamento central do país adotou uma declaração se comprometendo a aplicar as reformas exigidas pela UE para ingressar no bloco, mas o processo sofreu uma série de impasses. Atualmente, a Bósnia enfrenta uma crise econômica com uma taxa de desemprego acima de 40% e focos de movimentos islâmicos radicais, além de protestos sociais. 

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 16.02.2016

Cuba devolve aos EUA míssil que chegou à ilha por engano

 

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A peça, enviada em 2014 pelo exército norte-americano para um exercício da NATO em Espanha, não regressou ao país de origem.

Acabou o misterioso passeio do míssil Hellfire que chegara a Cuba por engano. Washington recupera a arma um ano depois de terem sido restabelecidas as relações diplomáticas com Havana.

"Podemos dizer que o míssil foi recuperado com a cooperação do governo Cubano" disse num comunicado Mark Toner, porta-voz adjunto do Departamento de Estado norte-americano.

No inicio de janeiro o The Wall Street Journal noticiou que o míssil desaparecido se encontraria em Cuba.

As fontes, que o jornal não quis identificar, afirmaram que autoridades norte-americanas estavam a investigar se o caso se tratava de um erro de envio de mercadorias ou se fazia parte de uma ação criminal e de espionagem.

O míssil em questão, que não continha cargas explosivas, era um Hellfire, fabricado pela Lockheed Martin, bastante utilizado em ataques aéreos com drones e helicópteros.

De acordo com as mesmas fontes, o míssil enviado pelos EUA para um exercício militar na base naval de Rota, em Espanha, deveria passar por Madrid antes de ser levada para Frankfurt, acabando depois por ser enviada para a Florida. Mas, por razões que ainda estão a ser investigadas, a peça foi transportada por camião até Frankfurt, indo depois parar ao aeroporto Paris-Charles de Gaulle onde "embarcou" num voo da Air France com destino a Havana.

Em 2014 a LockHead Martin confirmou ao Departamento de Estado norte-americano que o míssil perdido se encontrava em Cuba.

Wall Street Journal escrevia então que as autoridades norte americanas estavam há mais de um ano a pedir a Cuba que devolva a peça e temem que o regime de Raúl Castro possa ter partilhado informações tecnológicas do míssil com rivais dos EUA como a Coreia do Norte ou a Rússia.

 

Prostitutas fazem campanha por Hillary Clinton no Nevada

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Já em 2008 e 2012 o proprietário de 7 bordéis daquele estado iniciou uma campanha de apoio a Ron Paul, candidato à nomeação republicana para a corrida à Casa Branca.

Poucos dias depois de Hillary Clinton anunciar a sua campanha presidencial, as funcionárias do famoso Bunny Ranch (traduzido para português, Rancho das Coelhinhas) anunciaram a sua própria campanha de apoio à candidata democrata.

Dennis Hof, proprietário de 7 bordéis legalizados no estado do Nevada, é o homem por detrás da ideia. "Estamos a ajudar a Hillary e a nós mesmas. As mulheres devem-se ajudar umas às outras, certo?", explicaram as coelhinhas ao jornal britânico The Guardian.

O Rancho das Coelhinhas já foi tema de um programa de televisão transmitido em Portugal pela SIC Radical. E esta não é a primeira vez que se envolvem numa questão política. Já em 2008 e 2012 tinham apoiado Ron Paul, o libertário que na altura de candidatou à nomeação republicana para as presidenciais.

Num vídeo publicado no site Hookers4Hillary.com, as prostitutas anunciam o apoio a Hillary Clinton como candidata à Casa Branca e falam das razões que as levam a apoiar a ex secretária de Estado. Entre elas: as reformas no sistema de saúde, a experiência da candidata nas relações internacionais e as reformas nos impostos.

Com o aproximar dos caucus democratas do Nevada (já a 20 de fevereiro), Hillary Clinton bem precisa de todo o apoio para recuperar a aura de candidata inevitável. Isto depois da curta vitória no Iowa e da pesada derrota em New Hampshire para, o cada vez mais popular senador Bernie Sanders.

 

Grécia treme com sismo de 5,2 de magnitude

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Epicentro situou-se a uma profundidade de 10 quilómetros e efeitos foram sentidos no sudoeste do país

Um sismo de magnitude 5,2 atingiu hoje a península do Peloponeso, no sudoeste da Grécia, segundo o instituto geodinâmico do Observatório de Atenas, sem que haja, para já, registo de danos ou ferimentos.

O terramoto teve o epicentro perto da cidade de Pyrgos e a uma profundidade de dez quilómetros, tendo sido sentido na região periférica, até às ilhas jónicas.

A Grécia é um dos países mais sujeitos a sismos da Europa e, em novembro, um abalo de 6,0 graus na escala Richter matou duas pessoas na ilha jónica de Lefkada, danificando estradas e edifícios.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 16.02.2016

Libertados jornalistas norte-americanos detidos no Bahrein

As autoridades do Bahrein libertaram esta terça-feira os quatro jornalistas norte-americanos detidos no domingo passado quando faziam a cobertura jornalística das manifestações por ocasião do quinto aniversário da revolta popular naquele país, divulgaram os advogados dos repórteres.

Segundo o Ministério Público deste reino do Golfo Pérsico, os jornalistas foram acusados de participar em reuniões ilegais e de perturbar o tráfego.

Mohamed al Yishi, um dos advogados dos jornalistas, referiu que os norte-americanos recusaram responder durante o interrogatório e rejeitaram as acusações.

O advogado acrescentou que os repórteres foram libertados sem fiança.

Os jornalistas foram detidos no domingo em Sitra, um subúrbio da capital Manama de maioria xiita que é um dos bastiões da contestação contra a dinastia sunita no poder.

Os repórteres estavam no local para fazer a cobertura jornalística das marchas comemorativas do quinto aniversário da revolta popular de 14 de fevereiro de 2011.

A par de países como a Tunísia e o Egito, o Bahrein foi um dos estados envolvidos na Primavera Árabe, a vaga de contestação popular que atravessou vários países do norte de África e do Médio Oriente.

 

China ameaça EUA caso batizem praça com nome de dissidente

Hoje às 10:35

A China ameaçou os EUA com "graves consequências" se aquele país der o nome do dissidente chinês e Nobel da paz, Liu Xiaobo, a uma praça em Washington, exigindo que o Congresso e Governo norte-americanos rejeitem a proposta.

O senado norte-americano avançou com o projeto de lei que visa batizar uma praça situada em frente à embaixada chinesa em Washington com o nome de Liu Xiaobo.

Liu foi condenado em 2009 a 11 anos de prisão pela autoria de um documento em que pedia profundas reformas políticas na China, tendo sido galardoado com o Nobel no ano seguinte.

Pequim opõe-se "firmemente" ao referido projeto de lei, que considera violar as "normas de governação básicas das relações internacionais", assinalou hoje um porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hong Lei.

Hong exigiu que o Congresso e Governo dos EUA interrompam a discussão em torno do projeto de lei.

Liu é o único prémio Nobel da Paz que se encontra preso.

O Senado dos EUA aprovou na passada sexta-feira o projeto de lei, que dependerá agora da ratificação pela Câmara dos Representantes, ainda que a Casa Branca teria sempre a opção de vetar a lei, visto que a sua aprovação depende da assinatura do Presidente.

 

Morreu Boutros Boutros-Ghali

Hoje às 15:35

O antigo secretário-geral das Nações Unidas Boutros Boutros-Ghali morreu esta terça-feira, revelou o embaixador venezuelano nas Nações Unidas, numa reunião do Conselho de Segurança.

"Fomos informados de que o antigo secretário geral Boutros Boutros-Ghali morreu", declarou o embaixador da Venezuela Rafael Ramirez, que preside durante este mês ao Conselho de Segurança.

Os membros do Conselho observaram um minuto de silêncio pelo ex-responsável da ONU, que tinha sido internado num hospital do Cairo na semana passada.

Boutros Boutros Ghali nasceu no Egito em 1922 numa família cristã copta e foi secretário-geral da ONU de 1992 a 1996. No seu país desempenhou funções de ministro dos Negócios Estrangeiros, entre outros cargos diplomáticos.

Foi o primeiro africano nas funções de secretário-geral da ONU e o seu mandato foi marcado por crises na Somália, Ruanda, o Médio Oriente e a ex-Jugoslávia.

Em 1996, os Estados Unidos vetaram a sua recandidatura a um segundo mandato, alegando que Boutros-Ghali não tinha conseguido fazer reformas pretendidas pelos norte-americanos no seio da organização.