InterAffairs

Sáb.08082020

Last update09:48:30 AM

Leia nesta edição:
RUS ENG FR DE PL ESP PT ZH AR

Font Size

SCREEN

Profile

Layout

Menu Style

Cpanel

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 24.10.2016

 

Exército da Síria captura ponto importante da cidade de Aleppo

Ativistas da oposição síria e a televisão estatal afirmaram que o governo e seus aliados capturaram um ponto importante na cidade de Aleppo no qual o combate com os grupos rebeldes recomeçou durante o final de semana.

A agência de notícias SANA divulgou nesta segunda-feira que as tropas do governo capturaram a colina de Bazo, no topo ao sul em Aleppo, perto de bases militares.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, baseado no Reino Unido, afirmou que Bazo foi tomado em meio a um intenso bombardeamento. O Observatório e o Centro de Mídia de Aleppo, um coletivo ativista, disseram que as forças do governo estão bombardeando os bairros controlados pelos rebeldes em Aleppo.

A SANA afirmou que os rebeldes bombardearam bairros controlados pelo governo, matando uma pessoa e ferindo sete.

O combate em Aleppo foi retomado na noite de sábado, após uma pausa com o intuito de permitir a saída de civis e rebeldes dos distritos do leste terminou sem nenhum efeito. Fonte: Associated Press.

Maduro afrouxa repressão na Venezuela e coloca opositor em prisão domiciliar

 

Familiares de Manuel Rosales pedem fim da sanção a Nicolás Maduro

As autoridades venezuelanas decidiram conceder o benefício da prisão domiciliar ao ex-governador do estado de Zulia, Manuel Rosales, político opositor do governo, que estava preso desde outubro do ano passado em uma das sedes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), em Caracas.

A informação foi confirmada na noite de quarta-feira (19) por Eveling de Rosales, prefeita da cidade de Maracaibo e esposa do prisioneiro. "Medida cautelar de detenção domiciliar para Manuel Rosales, agora pedimos a Deus e à [Virgem da] Chinita a sua liberdade absoluta", escreveu ela em sua conta do Twitter .

Carlos Rosales, um dos filhos do opositor, compartilhou em seu Instagram duas fotos que o mostram junto a seu pai já em casa. O secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, disse que a decisão "fortalece o diálogo entre os venezuelanos".

Samper é um dos principais promotores do processo que tenta encurtar o governo do atual presidente, Nicolás Maduro, junto aos líderes da coalizão opositora Mesa da União Democrática, para buscar soluções da complexa crise que a Venezuela enfrenta nos últimos anos.

Rosales, que ficou seis anos exilado, foi preso em 15 de outubro do ano passado quando pousou no Aeroporto de La Chinita, em Maracaibo, vindo em um voo comercial de Aruba./AB

 

 

Pesquisa mostra Hillary 11 pontos a frente de Trump

 

CRÉDITO: AGÊNCIA LUSA

 

Hillary e Trump voltam a debater na TV americana nesta semana

A candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton, está 11 pontos percentuais à frente do republicano Donald Trump na corrida eleitoral para a presidência dos Estados Unidos. Pesquisa elaborada pela rede de televisão norte-americana NBC News, em parceria com The Wall Street Journal, divulgada no último domingo (16), informa que Hillary está com 48% da preferência do eleitorado contra 37% de Trump. As eleições serão no dia 8 de novembro.

O distanciamento de Hillary em relação a Trump ocorre a três dias do terceiro debate ente os dois candidatos, marcado para amanhã em Las Vegas, no estado de Nevada. O debate será  última oportunidade de Trump recuperar eleitores. Há duas semanas todas as pesquisas mostravam pequena margem de diferença entre os dois. Porém, a divulgação de um vídeo de 2005, em que Trump faz comentários ofensivos em relação às mulheres e relatos de mulheres que disseram ter sido assediadas pelo republicano provocaram queda de apoio.

Diante dos novos resultados das pesquisas, Donald Trump intensificou seus comentários nas redes sociais que colocam em dúvida a integridade do processo eleitoral norte-americano. Em mensagem postada neste domingo no Twitter, Trump disse o seguinte: "As eleições estão sendo manipuladas pela mídia desonesta, favorecendo Hillary Clinton. Isso é ruim". /AB

 

 

Ministro do petróleo da Rússia sinaliza colaboração para diminuir produção

O ministro do petróleo da Rússia sinalizou uma possível cooperação com a Arábia Saudita em uma reunião com os países do Golfo Árabe, em Riad, neste domingo. A Arábia tenta convencer os principais países produtores de petróleo a cortar a produção, a fim de aumentar os preços.

Após a reunião na capital saudita, um comunicado revela que o ministro do Petróleo russo, Alexander Novak, disse que as partes tinham discutido limites de produção específicos para a Rússia e outras nações que podem aderir ao acordo, mas não mencionou quaisquer números ou compromissos de Moscou.

"Nós vemos a necessidade de equilibrar o mercado nos próximos meses para incentivar o retorno dos investimentos e a redução da volatilidade", disse Novak.

Em um comunicado, o ministro do Petróleo saudita, Khalid Al-Falih, também mencionou a necessidade de "restaurar o equilíbrio" para o mercado, já que um aumento na produção global pressionou os preços, o que tem enfraquecido os cofres dos países produtores, incluindo a Arábia Saudita, atualmente envolvida em uma guerra no Iêmen.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em reunião realizada no mês passado, concordou em reduzir a produção diária para um volume entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris, elevando o preço do petróleo bruto em cerca de 15% desde então. O grupo está buscando ajuda de países que não são membros, como a Rússia, para participar nos seus esforços para reduzir a oferta.

A produção de petróleo nos países da Opep atingiu um recorde no mês passado, enquanto os membros concordaram em fechar um plano para reduzir a produção antes de uma reunião marcada para 30 de novembro, quando as negociações vão continuar, disse Novak. Fonte: Associated Press

Queda de avião em aeroporto de Malta deixa cinco mortos

O governo de Malta divulgou que o avião de pequeno porte que caiu logo após a decolagem no aeroporto internacional, matando os cinco tripulantes a bordo, estava indo em direção à costa da Líbia para monitorar o as rotas do trafico de imigrantes e refugiados para o governo da França.

O avião explodiu no ar logo após a decolagem, na manhã desta segunda-feira. Em comunicado, o governo de Malta divulgou que as cinco vítimas eram francesas. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 24.10.2016

 

Rússia descarta nova trégua humanitária na Síria

Agência ANSA

O governo da Rússia descarta fazer nova trégua humanitária na cidade de Aleppo, na Síria, informou o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, nesta segunda-feira (24). Segundo ele, a "pausa humanitária não está na ordem do dia" e não deve ser retomada tão cedo. A informação é da Agência Ansa.

"Para voltar a esse regime, as partes precisam garantir um comportamento adequado dos grupos antigoverno. Isso não ocorreu nos últimos três dias e é por isso que, agora, a questão da retomada da trégua não está na ordem do dia", acrescentou Ryabkov.

Na última quinta-feira (20), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, havia autorizado um cessar-fogo temporário em Aleppo para permitir que os civis e os rebeldes "moderados" pudessem abandonar a cidade para salvar suas vidas. Esse prazo chegou a ser prorrogado uma vez e terminou no último sábado (22).

Durante esse período, os russos - que são aliados do governo de Bashar al-Assad - não atacaram os grupos de "rebeldes" que atuam contra o presidente no país.

O governo de Moscou, diferentemente da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, está na Síria para atacar tanto os terroristas dos grupos Estado Islâmico e Frente al-Nusra como também para defender Assad.

A Síria vive, desde 2011, uma sangrenta guerra civil em seu território - dilacerado entre grupos pró e contra governo e grupos terroristas - e contabiliza mais de 300 mil mortes no período, segundo dados das Nações Unidas.

Começa a retirada de imigrantes de 'selva de Calais' 

Desativação do campo deve durar por volta de uma semana

Agência ANSA

 

Começou na manhã desta segunda-feira, dia 24, a evacuação total da "selva de Calais", um dos maiores campos de imigrantes da França e da Europa.

Por volta das 6h15 (2h15 no horário de Brasília), os primeiros ônibus chegaram ao local, onde vivem há 18 meses entre 6,4 mil e 8,3 mil pessoas, que começaram a se organizar em longas filas.

Desde o começo do dia, a situação é calma e ainda não se teve notícia de nenhum incidente.

Cerca de 500 pessoas já foram mandadas para o hangar para embarcar nos ônibus que se dirigem aos Centros de Acolhimento e Orientação, os CAO. No começo da evacuação, os grupos mais numerosos presentes eram os dos sudaneses, afegãos e eritreus.

A cada imigrante que decidir deixar Calais e pedir asilo formal na França estão sendo propostas duas entre as 450 opções de centros de acolhimento que podem ser encontrados em todo o território francês.

    Grande parte dos moradores do local, no entanto, têm a intenção de se encaminhar para outros países europeus, como Itália e Alemanha. Além disso, a "selva de Calais" abriga muitas crianças e jovens que tentam encontrar seus parentes na Inglaterra.

    De acordo com o jornal "Le Figaro", cerca de 1.250 policias estão no acampamento para garantir a segurança durante a evacuação, que segundo as últimas previsões deve durar por volta de uma semana. (ANSA)

Trump anuncia plano para seus primeiros 100 dias de governo como presidente

 

O candidato à Presidência dos EUA pelo Partido Republicano, Donald Trump, apresentou hoje suas prioridades para os primeiros 100 dias de seu governo, caso seja eleito.

“Não sou político e nunca quis ser, mas quando vi o estado em que se encontra o nosso país senti que tinha que agir" – disse Trump durante um discurso em Gettysburg (Pensilvânia), transmitido pela Fox News.

O republicano prometeu, entre outras coisas, gerar 25 milhões de empregos durante a próxima década, diminuir a imigração irregular e substituir o programa de assistência médica promovido pelo atual Presidente Barack Obama.

Além disso, sua agenda prevê rever o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) e o acordo de Parceria Transpacífico (TPP), reduzir impostos para a classe média, garantir uma maior proteção a veteranos e modernizar as infraestruturas mais importantes do país.

“A mudança deve vir de fora deste sistema corroído” – destacou Trump.

Nas suas palavras, tentativas de Washington em barrar a campanha republicana demonstram que esta “representa essa mudança que ocorre somente uma vez na vida”.

As eleições presidenciais nos EUA estão marcadas para 8 de novembro. O fim do segundo mandato de Barack Obama está se aproximando, não podendo candidatar-se novamente. Os principais candidatos à presidência são o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton. A tomada de posse do sucessor de Obama será no dia 20 de janeiro de 2017.

Radicais ucranianos se aproximam da fronteira com Donbass

 

Militantes dos batalhões nacionalistas ucranianos Aydar, Azov e Pravy Sektor (Setor de Direita, proibido na Rússia) chegaram à cidade de Mariupol, informou o vice-comandante operacional da república de Donetsk, Eduard Basurin.

De acordo com ele, os militantes vieram de Kiev e Dnepropetrovsk. Devido a este fato é possível a ocorrência de provocações.

Eduard Basurin também notou que no território da republica popular foram detectados oito morteiros dos militares ucranianos.

Em 1 de setembro, em Donbass entrou em vigor mais um regime de cessar-fogo. Ele foi aprovado pelas partes durante a reunião do grupo de contato em Minsk que decorreu em 26 de agosto. O cessar-fogo foi planejado para coincidir com o início do ano letivo. Apesar do estado de cessar-fogo, surgiram múltiplos relatos de violações da trégua. Além disso, o grupo de contato para a regularização de situação na Ucrânia assinou em 21 de setembro, em Minsk, um acordo sobre o afastamento das forças militares e armamento das partes em conflito em Donbass. A retirada devia ter começado em 1 de outubro, mas não foi possível completar o processo. Tanto a milícia independentista como os militares ucranianos se acusam mutuamente de violação do regime de cessar-fogo.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 24.10.2016

 

 

Kuznetsov: um porta-aviões "azarado" ao largo de Portugal

 

O porta-aviões russo à passagem pelo Canal da Mancha, na sexta-feira

  |  EPA/DOVER MARINA.COM

PUB

Começou a ser construído em 1982 e entrou ao serviço ativo da Marinha russa em 1995. Nos últimos 21 anos, passou cerca de nove no estaleiro em manutenção ou em reparações

O jornal norte-americano The New York Times apelidou-o de "porta-aviões geriátrico", o britânico The Telegraph disse que é "tão falível que viaja com o seu próprio rebocador" e, já em 2012, um blogue russo falava da sua "má fama", acrescentando que era comum a expressão: "Se te portas mal, és enviado para o Kuznetsov." O porta-aviões que encabeça a frota de dez navios russos que estão a cruzar as águas da Zona Económica Exclusiva portuguesa, a caminho da Síria, teve vários problemas no passado, mas não deixa de servir o seu propósito. Naquela que será a primeira missão de combate ativo, representa um desafio para os países da NATO.

Após cruzar o canal da Mancha na sexta-feira com grande aparato, esperava-se que a frota pudesse ter entrado em águas de jurisdição portuguesa ainda ontem. Contudo, a última previsão do Ministério da Defesa Nacional apontava para que tal só acontecesse já nesta madrugada (a partir das 2.00), acreditando-se que "as condições de mar estejam a atrasar um pouco a navegação". Na sua travessia ao largo de Portugal, a frota será seguida de perto por uma fragata portuguesa e por um avião de vigilância P-3. Segundo fonte do ministério, a esquadra russa "deverá demorar entre um dia e meio e dois dias, conforme a velocidade e as condições de mar, a sair de águas que se encontram sob vigilância de meios navais e aéreos de Portugal".

Declarações polémicas do Presidente das Filipinas criam "consternação"

 

PUB

Os Estados Unidos "estão também preocupados com a perda de vidas em ligação à campanha contra as drogas que causou mais de 4.400 mortos" desde julho

As polémicas declarações do Presidente filipino, Rodrigo Duterte, criam "consternação" aos Estados Unidos e a outros países, disse hoje o secretário de Estado adjunto norte-americano para a Ásia Oriental e Pacífico, Daniel Russel.

"A sucessão de declarações e comentários controversos de Duterte e o clima de incerteza sobre as intenções das Filipinas criaram consternação em vários países, não apenas no meu", disse Russel. "Não é uma tendência positiva", afirmou durante um breve encontro com a imprensa.

Russel, que se reuniu hoje com o ministro dos Negócios Estrangeiros das Filipinas, Perfecto Yasay, afirmou que os Estados Unidos "estão também preocupados com a perda de vidas em ligação à campanha contra as drogas que causou mais de 4.400 mortos desde o passado 01 de julho.

Oposição vence eleições legislativas

 

PUB

A União dos Camponeses e Verdes (LGPU), que tinha apenas um lugar no parlamento cessante da Lituânia, alcançou hoje a vitória na segunda volta das legislativas, à frente dos conservadores e dos sociais-democratas no poder, anunciou a comissão eleitoral.

A LGPU poderá ficar com 56 dos 141 lugares de deputados no parlamento, à frente dos conservadores da União da Pátria Cristãos Democratas, com 30 lugares, e os sociais-democratas do primeiro-ministro, Algirdas Butkevicius, com 17 deputados, de acordo com Elena Masvenaite, da comissão eleitoral, que falava após a contagem da quase totalidade dos boletins de voto.

"Assumimos a nossa responsabilidade na condução do Estado", declarou à televisão lituana Saulius Skvernelis, o candidato da LGPU ao cargo de primeiro-ministro.

"Será formado um Governo racional", assegurou o antigo chefe da polícia nacional, muito popular graças à sua luta sem tréguas contra a corrupção.

Saulius Skvernelis, 46 anos, lançou-se na política há cerca de dois anos.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 24.10.2016

Homem preso e acorrentado pela família durante 20 anos

Um homem de 36 anos foi resgatado, esta segunda-feira, pela polícia do Brasil depois de ficar quase 20 anos preso e acorrentado num quarto de uma casa na cidade brasileira de Guarulhos, na área metropolitana de São Paulo.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, as autoridades suspeitam que a vítima desapareceu do bairro onde vivia quando tinha cerca de 16 anos e, desde então, tem vivido acorrentado e maltratado num anexo da casa pelo pai, madrasta e um irmão.

O caso foi descoberto pelas autoridades na passada quinta-feira, quando fizeram uma busca na habitação, numa operação de combate ao tráfico de droga.

O imóvel principal estava vazio naquele momento e os polícias encontraram a vítima acorrentada a uma cama, com barba até à barriga e o corpo repleto de fezes.

Vizinhos disseram ao jornal brasileiro que suspeitam que a madrasta, enfermeira de profissão, drogava o enteado para o acalmar.

A família mudou de casa no último sábado com receio da reação dos vizinhos. Em frente ao imóvel onde residiam foram pintadas as palavras "Justiça", "Três safados" e "#Armandinho" (em referência ao jovem encontrado preso).

A polícia brasileira confirmou que existe uma investigação em curso mas não quis adiantar mais detalhes.

 

Agredido na rua com barra de madeira por falar espanhol

Um espanhol de 27 anos foi agredido com uma barra de madeira na rua por um homem que exigiu que falasse inglês, por estar em Inglaterra. O agressor foi agora condenado.

O caso remonta a maio mas as imagens foram divulgadas agora no âmbito da condenação do agressor. O homem foi condenado a trabalho comunitário, a pagar à vítima uma indemnização de 800 libras (cerca de 900 euros) e 12 meses de pena de prisão suspensa.

A vítima, Tomás Gil, de 27 anos e natural de Valência, Espanha, estava há quatro anos a viver em Bournemouth, na costa sul de Inglaterra, e até aquela data nunca tinha presenciado ou sido alvo de uma agressão racista.

Segundo recordou ao "El País", estava com amigos num bar e cerca das 05 horas da madrugada de 19 de maio saiu com a companheira para a rua e ficaram ali a falar. O agressor "surgiu do outro lado, a gritar 'm... de espanhol, fala inglês'". A companheira disse para não ligar. Mas depois, como se vê no vídeo, "parece que vai embora, mas pega na madeira e.. acerta-me", contou Tomás Gil.

Várias pessoas que estavam no local foram em auxílio do jovem espanhol e o agressor foi retido até à chegada da polícia, que procedeu à sua detenção.

Uma semana depois, a polícia chamou Tomás Gil para ir à esquadra prestar declarações. Ele informou-os de que iria regressar a Espanha (uma decisão que já tinha sido tomada antes da agressão) e mudar de número de telemóvel, mas deixou o contacto de email. No entanto, o jovem garante que ainda não recebeu notificação da sentença nem da indemnização que deverá receber.

O agressor, Daniel Way, de 37 anos, "escreveu-me através do Facebook e pediu-me desculpa, imagino que o terá feito por recomendação do advogado. Disse-me que tem de começar a cumprir a sua pena no próximo mês... Sei mais por ele do que pela polícia ou dos juízes", lamenta Tomás Gil.

Cão ajuda a salvar dona de casa em chamas

 

Che está a recuperar no hospital veterinário

Se não fosse o seu cão, Che, muito provavelmente Andrea Bulat não teria sobrevivido a um incêndio que deflagrou na sua casa, em Port Richmond, Filadélfia, EUA.

Segundo contaram os vizinhos aos média locais, foi o ladrar insistente de Che que os acordou, na madrugada de domingo, para descobrirem que a casa de Andrea Bulat estava em chamas.

Quando os bombeiros chegaram ao local, encontraram Che em cima de Andrea, tentando protegê-la das chamas.

Andrea foi transportada para o Hospital Universitário de Temple, onde se encontra em estado crítico com 50% do corpo queimado. Já, Che, foi internado numa clínica veterinária com sintomas graves de inalação de fumo.

Vizinhos e bombeiros dizem que Che foi um verdadeiro herói. "Sempre ouvi falar de histórias em que os animais ajudam a salvar os seus donos, mas nunca tinha vivido uma. Agora vivi. Vi tudo com os meus próprios olhos. E é algo muito bonito" - disse Thomas Leszcewicz, um dos vizinhos de Andrea.

 

Esta aranha consegue transportar um rato preso nas mandíbulas

·    

·  

O vídeo de um australiano que mostra uma aranha "caçadora" a arrastar um rato está a despertar a atenção dos especialistas em aracnídeos.

Jason Womal, de Coppabella, Queensland, Austrália, filmou uma aranha, conhecida como "huntsman" (caçadora), a arrastar um rato em casa de um vizinho. Nas imagens, é possível ver o aracnídeo a tentar levar o roedor preso nas mandíbulas, para cima de um frigorífico, mas com dificuldades devido ao peso da presa.

O vídeo que Jason Womal publicou no Facebook, no dia 22 de outubro, tem vinte segundos, mas conta com mais de 10 milhões de visualizações.

 

Estado Islâmico opta pelo recuo em Mossul


23 de Outubro, 2016

A batalha para a reconquista da cidade de Mossul, considerada crucial contra os rebeldes do Estado Islâmico no Iraque, continua a decorrer melhor do que o esperado, com os rebeldes a abandonar as suas posições sem grande resistência.

Os combates envolvem mais de 30 mil elementos das forças de segurança iraquianos, combatentes peshmergas curdos, milícias xiitas e forças tribais sunitas, além de um grande apoio da aviação norte-americana. Iniciada segunda-feira, a ofensiva militar, há muito aguardada, acontece mais de dois anos depois de o grupo terrorista Estado Islâmico ter tomado a segunda mais importante cidade do Iraque, onde estabeleceram a base para tomar controlo de grandes territórios do Norte e do Oeste do Iraque.
Estima-se que a operação demore semanas, ou meses, dependendo em grande medida da resistência montada pelos vários milhares de elementos do Estado Islâmico entrincheirados em Mossul (entre três mil e cinco mil, de acordo com fontes militares).
Já depois de a ofensiva estar em marcha, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, declarou que as operações estavam a correr melhor do que o esperado.
Na vertente humanitária, estima-se que residam em Mossul cerca de 1,5 milhões de civis. As Nações Unidas afirmam que o Estado Islâmico está a recolher pessoas, à força, nas localidades perto de Mossul para as obrigar a servir de escudos humanos na cidade quase cercada. Além disso, os residentes não estão a ser autorizados a sair, presumivelmente pelo mesmo motivo. A ONU tem preparados três acampamentos de deslocados perto de Mossul, com capacidade para 45 mil pessoas. Planeia ainda erguer mais 11 campos, para um total de 120 mil pessoas. 
A coligação de forças iraquianas e curdas iniciaram o ataque contra Mossul em várias frentes. 
De 17 a 19 de Outubro unidades do exército iraquiano atacaram a rebelião do EI a partir do sul, da base aérea de Qayyarah. Também atacaram Kuwayr, a sudeste, tomando várias aldeias.
Os peshmerga também capturaram várias aldeias perto de Khazer, a Leste de Mossul.
Na quinta-feira, os combatentes curdos lançaram uma operação de grande envergadura a Leste e a Norte da cidade, enquanto as forças regulares iraquianas reconquistaram a cidade de Bartila, a menos de 15 quilómetros de Mossul. Na sexta-feira, as forças governamentais anunciaram ter retomado o controlo de mais duas aldeias, al-Awaizat e Nanaha, a sul de Mossul. O Estado Islâmico montou um contra-ataque perto da cidade de Kirkuk (160 quilómetros a sudeste de Mossul), onde matou pelo menos 19 pessoas.
De acordo com a rede britânica IHS Conflict Monitor, o Estado islâmico tem vindo a perder terreno desde que começou a ofensiva.
Já os especialistas em geopolítica e informações norte-americanos da Stratfor indicam que as tropas iraquianas e curdas têm vindo a avançar sem muitas restrições ao longo de uma auto-estrada (Auto-estrada 2) que entra em Mossul pelo Leste, ligando a cidade a Erbil.
A empresa acrescentou que os combatentes do EI levantaram barreiras temporárias ao longo da Auto-estrada 2 (essencialmente barreira de pneus, alguns postos a arder para reduzir a visibilidade e frustrar ataques aéreos), para tentar impedir a passagem de veículos.

 

 

Coligação árabe volta a bombardear zonas controladas por grupos rebeldes


24 de Outubro, 2016

A coligação árabe bombardeou posições dos rebeldes no Iémen, acusados de violar uma trégua de 72 horas apadrinhada pelas Nações Unidas, informaram ontem fontes ligadas ao Governo da Arábia Saudita.

Os bombardeamentos atingiram posições dos rebeldes xiitas huthis em Jebel al Nabishuaib, a Sudoeste da capital do Iémen, Sanaa, sob controlo da rebelião.
Testemunhas afirmaram que os locais atacados abrigavam instalações de defesa anti-aérea controladas pelas forças fiéis ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh na guerra que devastou o país desde Março de 2015.
A coligação árabe, dirigida pelo Governo de Riade, capital da Arábia Saudita, actua em apoio às forças leais ao presidente Abd Rabo Mansur Hadi. Aviões da coligação também bombardearam posições rebeldes em Al Jawf, uma província do Norte do país.
A trégua, que entrou em vigor na quarta-feira, apesar de ser precária, devolveu a esperança de uma possível solução política do conflito, que deixou mais de 6.900 mortos, 35.000 feridos e mais de três milhões de deslocados em 18 meses.
O porta-voz da coligação árabe, Ahmed al Asiri, acusou os huthis de terem violado a trégua com disparos de morteiros contra o território saudita. O general Ahmed al Asiri indicou que a força aérea da coligação só realizava voos de vigilância para responder às violações da trégua dos rebeldes.
Segundo ele, foram interceptados dois mísseis lançados na quinta-feira a partir de sectores rebeldes do Iémen para o território da Arábia Saudita, mas a notícia foi desmentida pelos huthis. 
O mediador da ONU para o conflito no Iémen, Ismail Ould Sheikh Ahmed, afirmou na semana passada que a nova trégua retomava os termos do acordo de 10 de Abril, que não foi duradouro, e segundo o qual os beligerantes “têm a obrigação de possibilitar acesso humanitário livre e sem obstáculos à população”.
O mediador pediu, na altura, a todas as partes iemenitas, aos países da região e à comunidade internacional que promovessem o pleno respeito do cessar das hostilidades e fizessem o possível para que resulte numa solução técnica permanente e duradoura.
As negociações de paz haviam sido suspensas a 6 de Agosto, depois de três meses de negociações infrutíferas no Kuwait, promovidas pelas Nações Unidas. O conflito envolve as forças do Governo, apoiadas desde Março de 2015 por uma aliança de nove países árabes sunitas liderada pela Arábia Saudita, contra os rebeldes huthis aliados às forças leais ao ex-chefe de Estado iemenita, Ali Abdallah Saleh.
Os rebeldes controlam a capital Sanaa e regiões do Norte, Oeste e Centro do país. As forças leais a Abd Rabo Mansur Hadi retomaram zonas do Sul do país, mas encontram dificuldades para avançar, apesar da campanha aérea intensa da coligação árabe, liderada pela Arábia Saudita, acusada de ter provocado muitas vítimas civis.

 

Marinha chinesa afasta navio norte-americano


24 de Outubro, 2016

A China denunciou ontem a passagem de um navio de guerra norte-americano perto de uma zona em disputa do Mar do Sul da China e classificou o incidente como um “acto ilegal grave e deliberadamente provocador”.

O Ministério da Defesa chinês afirmou, em comunicado, que dois navios chineses dissuadiram um navio norte-americano de prosseguir a sua rota depois de ter entrado em águas territoriais chinesas perto das ilhas Paracel.
A China controla as ilhas Paracel, reivindicadas pelo Vietname e Taiwan. “A entrada do navio norte-americano em águas territoriais chinesas é um acto ilegal grave e um acto deliberadamente provocador”, afirma a nota oficial.
Num comunicado separado, o Ministério das Relações Exteriores da China afirma que a presença dos Estados Unidos “viola gravemente a soberania e os interesses da segurança do país, assim como as leis chinesas e internacionais”.
O Pentágono (Ministério da Defesa dos EUA) informou na sexta-feira que enviou o contra-torpedeiro “USS Decatur” para uma área próxima das Paracel e explicou que o navio não avançou a menos das 12 milhas náuticas das ilhas (limite que define as águas territoriais), mas que atravessou uma parte do oceano reivindicada pela China.
“O contra-torpedeiro respeitou o procedimento habitual e legal, sem ser escoltado por outros navios e sem incidentes”, afirmou uma fonte do Pentágono.
A China reivindica a quase totalidade do Mar do Sul, inclusive áreas muito próximas às costas de vários países do sudeste asiático, mas os países da região contestam as declarações de Pequim. 
O Governo de Pequim iniciou a construção de ilhas artificiais e bases militares em minúsculos recifes disputados, para marcar a sua posição política sobre os territórios.
Esta é a terceira operação militar dos Estados Unidos em 2016 para a liberdade de navegação. O Governo de Washington destacou em várias ocasiões que ignora as pretensões marítimas da China. 
Pequim já enviou um sinal bastante claro a Washington sobre os riscos de agravar as relações de cooperação militar se insistir em práticas de confrontação às políticas do governo chinês.

 

 

Piratas somalis entregam reféns às Nações Unidas


24 de Outubro, 2016

Piratas somalis libertaram ontem 26 reféns asiáticos, mantidos em cativeiro há cinco anos, desde que o seu navio pesqueiro foi atacado por criminosos.

“Temos o prazer de anunciar a libertação da tripulação do Naham 3. Eles estão agora em segurança nas mãos das autoridades de Galmudug e vão ser repatriados a bordo de um voo humanitário da ONU e, em seguida, enviados para os seus respectivos países”, declarou o coordenador dos Parceiros de Apoio a Reféns, John Steed, que negociou a libertação.
A tripulação do Naham 3 foi capturada em Março de 2012, na costa das ilhas Seychelles. Foi o segundo sequestro mais longo já realizado por piratas somalis.
Inicialmente, 29 pessoas foram feitas reféns. Uma delas morreu durante o ataque e duas sucumbiram a doenças no cativeiro, indica o comunicado da ONG Oceanos sem Pirataria. A tripulação é composta por cidadãos do Camboja, China, Indonésia, Filipinas, Taiwan e Vietname.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 20.10.2016

 

ONU planeja evacuação de civis em Aleppo na sexta-feira

O emissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria, Jan Egeland, disse que a organização espera começar a evacuação da cidade de Aleppo, sob domínio dos rebeldes, durante o cessar-fogo na sexta-feira.

Egeland afirmou que a ONU recebeu a "luz verde" do governo da Síria, da oposição armada e da Rússia, que anunciou a pausa nos ataques, que começou na quinta-feira.

Em discurso em Genebra, Egeland também disse que o governo russo está considerando o pedido da ONU para estender o cessar-fogo de 3 dias consecutivos com interrupção de 11 horas para um dia a mais.

O emissário também declarou que a ONU espera organizar evacuações de centenas de pessoas gravemente feridas ou doentes para o lado oeste de Aleppo, controlado pelo governo ou para a cidade de Idlib, além de entregar mantimentos médicos no leste de Aleppo. Fonte: Associated Press.

França adverte que até 1 milhão de pessoas podem fugir de Mossul

O ministro de Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, alertou que até um milhão de pessoas podem tentar fugir da cidade iraquiana de Mossul e afirmou que as autoridades devem checar todas as pessoas para garantir que extremistas do Estado Islâmico não estejam se escondendo entre os civis.

Ayrault também expressou que a grande operação em Mossul é apenas um passo da campanha contra o Estado Islâmico, e que a comunidade internacional deve pensar sobre o "próximo passo", no caso, a base do Estado Islâmico em Rakka, na Síria. Ayrault realizou uma coletiva de imprensa após uma conferência sobre a situação em Mossul em Paris, nesta quinta-feira. Fonte: Associated Press.

Negociações sobre crise na Ucrânia produzem roteiro de ação, mas sem acordo

As negociações sobre a crise na Ucrânia, que ocorreram em Berlim na quarta-feira, produziram um "roteiro" inicial, lançando passos específicos para diminuir o conflito, mas não chegaram a nenhum acordo.

O roteiro, baseado no acordo de paz de Minsk de fevereiro de 2015, deve ser discutido mais detalhadamente nas próximas semanas, afirmaram os líderes da França, François Hollande, Alemanha, Angela Merkel, Rússia, Vladimir Putin, e Ucrânia, Petro Poroshenko, que se encontraram pela primeira vez em mais de um ano para discutir a questão.

"Nós agora começamos um documento, mas ainda há muitos pontos discordantes", disse a chanceler alemã, Angela Merkel. "Isso certamente ainda dará muito trabalho", comentou.

Merkel e Hollande se reuniram por mais de 4 horas com Poroshenko e Putin. As autoridades já haviam declarado as baixas expectativas para o encontro e Merkel afirmou depois que, como previsto, a reunião "não fez milagres."

Os principais pontos discutidos na quarta-feira como parte do roteiro, segundo os líderes, foram a continuidade das questões de segurança do acordo de Minsk, juntamente com os passos políticos, como eleições locais e a volta das regiões pró-Rússia no leste da Ucrânia.

"Muito tempo foi gasto falando sobre questões de segurança e nós concordamos em uma série de questões sobre o que deve ser feito no curto prazo para resolver problemas no longo prazo em relação aos lados do conflito", disse Putin a jornalistas após o encontro, de acordo com a agência estatal de notícias russa TASS. Fonte: Dow Jones Newswires.

Coreia do Sul se diz pronta para ataque contra Coreia do Norte

 

A Coreia do Sul está pronta para fazer um ataque preventivo contra a Coreia do Norte caso apareçam sinais de uso iminente de armas nucleares pelo país. A informação foi dada hoje (10) pelo representante do Ministério da Defesa da República da Coreia, Mun San Gun.

Segundo a agência Yonhap, que cita Mun San Gun, a Coreia do Sul "poderá realizar um ataque preventivo baseando-se no direito à autodefesa".

O anúncio é feito no início das manobras navais conjuntas das marinhas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos - Invincible Spirit 2016 -, que ocorrem ao longo de toda a extensão da costa sul-coreana, no Mar Amarelo, Mar do Japão e perto da ilha de Jeju.

Participa dos exercícios o porta-aviões americano Ronald Reagan, que se encontra na Base Militar em Yokosuka, no Japão. O navio tem capacidade para transportar cerca de 80 aviões e 5,4 mil homens. O Ronald Reagan está acompanhado pelos destróiers Curtis Wilbur (DDG-54), John S. McCain (DDG-56), Fitzgerald (DDG-62), Stethem (DDG-63) Barry (DDG-52), sendo também possível a participação do bombardeiro estratégico stealth B-2, que será deslocado a partir da Base Aérea americana de Andersen, na ilha de Guam, no Pacífico. Espera-se que os exercícios conjuntos sirvam de alerta para a Coreia do Norte./AB

 

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 20.10.2016

 

Rússia pode prorrogar trégua em Aleppo até segunda

Segundo fontes, cessar-fogo seguirá até segunda-feira (24)

Agência ANSA

 

Fontes das Nações Unidas informaram que o governo russo aceitou prorrogar a trégua humanitária em Aleppo, na Síria, até a próxima segunda-feira (24). 

O cessar-fogo deveria durar apenas nesta quarta-feira (20) e tem como objetivo permitir que civis e rebeldes moderados abandonem a cidade antes dos bombardeios aéreos serem retomados.

Cinco anos após morte de Kadafi, Líbia vive à beira do colapso

Revolução prometia democracia, mas país está fragmentado

Agência ANSA

 

Caos, colapso econômico, terrorismo e tensões políticas. Cinco anos depois da morte do ex-ditador Muammar Kadafi, a Líbia segue afundada em uma crise sem precedentes.    

Os ventos da Primavera Árabe, que soprou pelo Mediterrâneo e enterrou mais de 40 anos de regime autoritário, com a vã esperança de criar novas instituições democráticas, conduziram o país a uma nova fase de guerra civil, após aquela iniciada com a revolução.    

O sonho de criar um governo unitário, capaz de enfrentar a emergência do terrorismo e a crise migratória, se realizou apenas no papel, levando, ao invés disso, a uma descentralização política e administrativa, apesar dos esforços das Nações Unidas (ONU) e da comunidade internacional.    

Do punho de ferro de Kadafi, a Líbia passou para um período de anarquia institucional, que atualmente opõe as forças do Conselho Presidencial liderado por Fayez al Sarraj - apoiado pelo Ocidente e pela ONU - às autoridades de Tobruk, no leste, sustentadas pelo comandante das Forças Armadas, Khalifa Haftar.    

Tobruk e seu Parlamento não reconhecem o governo de Trípoli, nascido em dezembro de 2015, no Marrocos, e o definem como ilegítimo. E a disputa por poder se reflete também no campo de batalha. Um exemplo disso é a blitz de Haftar em setembro passado para tirar de milícias fiéis a Trípoli o controle de portos exportadores de petróleo.    

Também houve a recente tentativa de golpe na capital por parte de grupos ligados à Irmandade Muçulmana e guiados pelo ex-premier Khalifa Al Ghwell. Central nesse contexto é o conflito com o Estado Islâmico (EI) em Sirte, cidade onde Kadafi foi morto.    

Embora a parábola do grupo jihadista esteja em sua fase descendente, graças às milícias que a bombardeiam há meses com a ajuda dos EUA, muitos especialistas ainda temem que a Líbia possa se tornar uma nova Somália. Além disso, o explosivo quebra-cabeças líbio ainda inclui organizações inspiradas na Al Qaeda em Bengasi, numerosos atentados contra civis, a tragédia dos imigrantes no Mediterrâneo e o drama dos deslocados internos.    

Essa é a herança deixada por aquele 20 de outubro de 2011, quando a Primavera Árabe encerrou a vida e o domínio de um dos ditadores mais cruéis e longevos do século 20. 

ParlamentoEuropeudizque 21 milhõesdepessoassãovítimasdetráficonomundo

 

Estima-se que há hoje no mundo cerca de 21 milhões de pessoas vítimas de tráfico, segundo o Parlamento Europeu. Além disso, avalia-se que o tráfico de seres humanos - com fins de exploração sexual, trabalho forçado ou outras atividades – movimente cerca 117 bilhões de euros por ano.

Segundo as estimativas globais da ONU, mais de 2 milhões de pessoas são vítimas de tráfico humano a cada ano. A globalização, com seu fluxo intensificado de pessoas, capital e informação, cria riscos e abre espaços para o crime organizado transnacional. O tráfico humano ocorre tanto no âmbito doméstico dos países quanto no internacional.

Dados do Escritório de Estatísticas da União Europeia revelam que, entre 2010 e 2012, 10.998 vítimas de tráfico humano foram identificadas e registradas. Cerca de 68% foram submetidas a trabalhos forçados e 22% à exploração sexual. Os 10% restantes foram vítimas de remoção de órgãos, servidão doméstica, mendicidade, entre outros abusos.

As mulheres constituem 95% das vítimas de exploração sexual, enquanto 70% das vítimas de trabalhos forçados são homens. Quanto à origem das pessoas traficadas, 56% são provenientes da Ásia e Pacífico; 18% da África; 9% da América do Sul e Caribe; 7% da União Europeia e países desenvolvidos; 7% do resto da Europa e Ásia Central; e 3% do Oriente Médio.

Os países da União Europeia (UE) com mais vítimas de tráfico são: Romênia, Bulgária, Holanda, Hungria e Polônia. Já entre os países não-pertencentes à UE, destacam-se a Nigéria, Brasil, China, Vietnã e Rússia.

O estudo, realizado com dados dos estados-membros da UE, mostrou que, ao longo dos três anos analisados (2010 a 2012), mais de 70% dos suspeitos de tráfico humano eram homens e 69% eram cidadãos da UE. O documento, no entanto, pede que os dados sejam tratados com cautela, pois nem todos os países foram capazes de fornecer informações sobre os suspeitos de tráfico.

No período pesquisado, 8.805 pessoas foram processadas por tráfico de seres humanos e 3.855 foram condenadas. Esse tipo de crime afeta todas as regiões do mundo, segundo o estudo Global Report on Trafficking in Persons 2014 (Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas 2014) realizado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Entre 2010 e 2012, foram identificadas vítimas de tráfico de 152 nacionalidades diferentes em 124 países do mundo.

A União Europeia tem uma diretiva contra o tráfico aprovada em 2011 que abarca a prevenção, o apoio às vítimas e o julgamento dos infratores. Segundo o documento, a prática constitui um crime grave, cometido frequentemente no quadro da criminalidade organizada, e é uma violação grosseira aos direitos humanos, expressamente proibida pela Carta dos Direitos Fundamentais da UE.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 20.10.2016

 

ONU diz que civis não querem abandonar Aleppo

PUB

Nenhum habitante de Aleppo quis utilizar os corredores humanitários estabelecidos pela Rússia para sair da cidade

Os civis do leste de Aleppo não querem utilizar os corredores humanitários estabelecidos pela Rússia para sair da cidade durante o cessar-fogo temporário dos bombardeamentos, disse esta quinta-feira o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.

"A ONU nunca apoia algo que não seja uma decisão voluntária da população local, em particular quando está ameaçada, como é o caso no leste de Aleppo", disse o diplomata à imprensa em Genebra.

"As pessoas não querem abandonar as suas casas para se tornarem refugiados", acrescentou.

Uma "pausa humanitária" foi decidida unilateralmente pela Rússia e entrou em vigor às 08:00 locais (06:00 em Lisboa) desta quinta-feira, mas nenhum dos habitantes daquela parte da cidade utilizou algum dos oito corredores humanitários estabelecidos pelas forças russas.

Durante a manhã registaram-se confrontos e disparos de artilharia na zona de um corredor humanitário, segundo um jornalista da agência France-Presse no local.

Forças iraquianas retomam cidade a leste de Mossul

 

PUB

O primeiro-ministro iraquiano já tinha anunciado na segunda-feira o início de uma vasta ofensiva em direção a Mossul

Unidades do serviço de contra-terrorismo iraquiano (CTS) assumiram esta quinta-feira o controlo total de Bartalla, uma pequena cidade cristã a leste de Mossul em poder do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) desde 2014.

O comandante do CTS, Taleb Sheghati al-Kenani, anunciou a derrota 'jihadista' em Bartalla, pela televisão e numa transmissão a partir da cidade, situada a menos de 15 quilómetros da zona leste de Mossul.

"Anuncio ao povo de Bartalla e Mossul que assumimos o controlo completo de Bartalla. Os seus residentes, as suas igrejas e todas as suas infraestruturas estão agora sob controlo do CTS", disse.

Nas declarações, salientou ainda que o controlo de Bartalla, uma das zonas mais perto de Mossul já controladas pelas forças iraquianas, era um dos objetivos prioritários da ofensiva em larga escala desencadeada há quatro dias para tomar aos 'jihadistas' a segunda cidade iraquiana.

O primeiro-ministro Haider al-Abadi, que visitou a linha da frente na quarta-feira, anunciou na segunda-feira o início de uma vasta ofensiva em direção a Mossul.

Esta operação militar, a mais importante dos últimos anos no Iraque, destina-se a recuperar Mossul, o principal bastião do EI no país do Médio Oriente.

 

Príncipe saudita executado por ter assassinado um compatriota

 

PUB

Aplicação da pena capital a um membro da família real é rara na Arábia Saudita

As autoridades sauditas executaram um jovem príncipe condenado, em 2012, pelo assassínio de um compatriota, num raro caso de aplicação da pena capital a um membro da família real saudita, foi hoje noticiado.

De acordo com um comunicado do Ministério do Interior saudita, divulgado pelos 'media' locais, o príncipe Turki bin Saud foi executado na terça-feira.

Turki bin Saud foi condenado à morte por ter matado a tiro Adel Suleiman al Mohaimid, durante um confronto entre vários jovens na zona rural de Al Zamama, a leste da capital saudita, Riade.

A vítima era amigo de Turki, que na altura do incidente estava embriagado, escreveram os meios de comunicação sauditas em 2012, afirmando tratar-se de um homicídio involuntário.

A família de Al Mohaimid insistiu na execução do príncipe e recusou a 'diyah', uma compensação financeira paga pelo agressor aos familiares da vítima para obter perdão em crimes de homicídio, agressões ou danos materiais.

Turki não é descendente direto do fundador do reino saudita, o rei Abdelaziz al Saud, pai do atual monarca, Salman bin Abdelaziz, mas de outro ramo da dinastia Al Saud, que reina na Arábia Saudita desde 1932.

Esta não é a primeira vez que é executado um membro da família real saudita. Em 1975, o príncipe Faisal bin Masaed foi executado pelo homicídio do tio paterno, o rei Faisal.

Em 2014, o príncipe Fahd bin Nayef matou um jovem, mas foi perdoado pela família da vítima.

As condenações à morte têm de ser ratificadas pelo rei e desde que Salman bin Abdelaziz subiu ao trono, em 2015, as execuções aumentaram de 88 em 2014 para 158 no ano passado, denunciaram organizações de defesa dos direitos humanos.

A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) indicou que, em finais de julho passado, as autoridades sauditas aplicaram a pena de morte a 108 pessoas desde o início do ano.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 20.10.2016

Frota russa em direção ao Mediterrâneo preocupa NATO

O chefe da NATO, Jens Stoltenberg, disse hoje estar preocupado pela progressão em direção ao Mediterrâneo de uma frota naval russa que inclui um porta-aviões que poderá "participar nas operações aéreas" na Síria.

"A Rússia tem o direito de operar em águas internacionais", disse Stoltenberg, mas o que preocupa a Aliança Atlântica "é que esta escolta naval russa possa ser utilizada para participar nas operações sobre a Síria".

Afirmou ainda que navios da NATO vigiam o grupo aeronaval na aproximação ao seu destino. "Vão fazê-lo de forma responsável e proporcionada", sublinhou.

A frota russa anunciou no sábado que o seu porta-aviões "Almirante Kouznetsov", habitualmente fundeado em Severomorsk, mar de Barents, se dirigia para a Síria, transportando diversos helicópteros de combate para reforçar a presença militar russa nessa zona.

O "Almirante Kouznetsov" e sete outros navios que o acompanham foram fotografados na segunda-feira em águas internacionais ao largo da Noruega, segundo o centro das operações do exército norueguês. Hoje, uma fragata britânica iniciou a vigilância à frota, que cruzava o mar do Norte.

Esta movimentação militar russa ocorre algumas semanas após o anúncio pelo ministro russo da Defesa, Sergueï Choïgou, que o porta-aviões russo, dependente da frota do norte, seria enviado para o Mediterrâneo oriental para reforçar forças navais russas na zona, que possuem uma base naval em Tartus, na Síria.

O regime sírio é apoiado pelo seu aliado russo na ofensiva aérea desencadeada em setembro contra os bairros rebeldes da zona leste de Alepo, a grande cidade do norte da Síria, desde hoje abrangida por uma "pausa humanitária" prolongada até sábado.

.

Décima mulher acusa Donald Trump de avanços sexuais indesejados

Uma mulher acusou esta quinta-feira publicamente Donald Trump de gestos e atitudes despropositadas quando se cruzaram em 1998, acusações que se juntam às emitidas por outras mulheres desde há dez dias.

Karena Virginia, professora de yoga, 45 anos e natural da região de Nova Iorque, revelou durante uma conferência de imprensa que se cruzou com o homem de negócios durante um torneiro de ténis do US Open em 1998.

Segundo referiu, Donald Trump disse aos homens que o acompanhavam: "Pois, vejam isso. Nunca vi nada assim. Olhem para aquelas pernas".

Referia-se a ela "como se fosse mais um objeto que uma pessoa", explicou Karena durante as suas declarações, ao ler uma declaração previamente preparada.

O milionário terá abordado a jovem mulher, que então tinha 27 anos, tomando-lhe o braço e tocando-lhe no peito, segundo disse.

Após o incidente, explicou ter sentido vergonha, referiu, citada apela agência noticiosa France-Presse.

"Durante vários anos, hesitei sobre o que deveria vestir para não atrair involuntariamente a atenção", prosseguiu.

Segundo a sua advogada, Gloria Allred, especialista em questões de assédio e agressão sexuais, Karena Virginia não tem a intenção de processar Donald Trump.

O diário "Washington Post" divulgou em 07 de outubro um registo sonoro datado de 2005 no qual Donald Trump se vangloria das suas grosserias com as mulheres, sem o seu consentimento.

A revelação deste documento incitou nove mulheres a acusarem publicamente o candidato republicano de comportamentos grosseiros em relação a elas, alguns passíveis, se corroborados, de serem considerados agressão sexual.

Karena Virginia é a décima mulher a pôr em causa o magnata do imobiliário.

No decurso do terceiro e último debate presidencial na noite de quarta-feira (madrugada de quinta-feira em Lisboa), Trump negou os factos e afirmou que estas acusações foram "largamente desmentidas".

Donald Trump também sugeriu que Hillary Clinton incitou as mulheres e acusarem-no de agressão sexual.

"Ninguém me pediu para testemunhar publicamente", assegurou hoje Karena Virginia. "Na realidade, numerosas pessoas aconselharam-me a não o fazer", explicou.

Este gorila fugiu da jaula e acabou com dores de barriga

Kumbuka, tem 18 anos, vive no jardim zoológico de Londres, em Inglaterra, e bebeu cinco litros de concentrado de groselha.

Segundo David Field, diretor do jardim zoológico de Londres, o gorila escapou, no dia 13 de outubro, depois de ter sido alimentado por um tratador que se esqueceu de confirmar se a porta secundária de segurança estava devidamente fechada e bloqueada.

Kumbuka andou a passear por uma zona destinada aos funcionários do jardim zoológico e, apesar de o tratador ter conseguido manter tudo sob controlo e tranquilizar o animal, o símio bebeu cinco litros de concentrado de groselha preta, uma bebida muito popular em Inglaterra, que estava por diluir.

Os funcionários soaram o alarme e o jardim zoológico ativou os protocolos necessários para voltar a colocar Kumbuka na jaula, de forma tranquila. David Field assegura que, pouco depois do incidente, que não demorou mais de duas horas, o símio estava a comer guloseimas com a família e, provavelmente, a questionar-se sobre o porquê de tanto alvoroço.

jornalJornaldeAngola” (Angola), 20.10.2016

Eduardo Cunha foi preso


20 de Outubro, 2016

O ex-líder da Câmara dos Deputados do Brasil e principal responsável pelo início do processo de destituição (impeachment) da Presidente eleita Dilma Rousseff foi ontem preso em Brasília.

De acordo com a imprensa brasileira, Eduardo Cunha foi detido perto do prédio onde vive em Brasília. A casa do ex-deputado no Bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi alvo de buscas. A ordem foi dada pelo juiz Sérgio Moro, o responsável pelo processo Lava-Jato. A liberdade de Cunha representava um risco “à instrução do processo”.

 

 

Agentes da polícia feridos por um nazi


20 de Outubro, 2016

Quatro polícias ficaram ontem feridos num tiroteio na cidade de Georgensgmuend, no Estado da Baviera, quando um homem abriu fogo sobre os agentes que efectuavam uma busca na entrada de um edifício municipal.

Dois polícias estão em estado grave. O homem, que já está detido, disparou depois de os agentes lhe terem pedido que entregasse a arma. Com 49 anos, o autor dos disparos faz parte de um movimento de extrema-direita que defende que a Alemanha como a conhecemos actualmente é ilegítima e que ainda devia vigorar a ordem anterior à II Guerra Mundial.

 

 

PAICV marca eleições antecipadas


19 de Outubro, 2016

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) vai realizar eleições directas antecipadas em finais de Janeiro e congresso em Fevereiro, disse segunda-feira fonte da maior força política da oposição cabo-verdiana sem especificar datas.

 

“Foram decididas eleições antecipadas para fim de Janeiro e congresso em Fevereiro de 2017”, disse a fonte. A decisão saiu do Conselho Nacional do partido, que no fim de semana esteve reunido em Rui Vaz, interior da ilha de Santiago, para discutir o futuro da liderança, depois das derrotas nas legislativas de Março e nas autárquicas de Setembro. 
Janira Hopffer Almada, a actual presidente, colocou o cargo à disposição na sequência da derrota autárquica de Setembro, mas deu já sinais de querer recandidatar-se e procurar a relegitimação junto das bases do partido. A meio da tarde de domingo, com o Conselho Nacional ainda a decorrer, a porta-voz da reunião, Rosa Rocha, tinha já adiantado que estava em análise a transferência da decisão [sobre a liderança] para as bases do partido. 
“Tudo indica que vão ser realizadas eleições antecipadas e que serão realizadas brevemente, embora o ‘timing’ ainda esteja em discussão”, disse na altura aos jornalistas Rosa Rocha. Questionada sobre eventuais candidaturas à liderança, Rosa Rocha adiantou que no Conselho Nacional nenhuma voz se pronunciou nesse sentido. 
O Conselho Nacional analisou também o resultado alcançado pelo partido nas eleições autárquicas, nas quais conquistou apenas duas das 22 câmaras cabo-verdianas. Os conselheiros concluíram que a principal causa da derrota está relacionada com o curto espaço de tempo decorrido desde as legislativas de Março, ganhas com maioria absoluta pelo Movimento para a Democracia (MpD), que também conquistou 18 municípios nas autárquicas de Setembro. 
“Deve-se salientar o efeito contágio das legislativas. A proximidade das duas eleições foi extremamente curta”, considerou Rosa Rocha. 
A porta-voz adiantou ainda que as responsabilidades pela derrota devem ser partilhadas. 
“A presidente assumiu, e bem, as responsabilidades enquanto líder do partido, mas todas as lideranças locais, os candidatos a presidentes das câmaras municipais, também são responsáveis”, disse. 
O PAICV passou para a oposição em Março, depois de 15 anos de poder com maiorias absolutas.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 13.10.2016

 

Antonio Guterres é eleito por aclamação o próximo secretário-geral

Os 193 Estados-membros da União das Nações Unidas (ONU) elegeram por aclamação o ex-primeiro-ministro de Portugal Antonio Guterres como seu próximo secretário-geral. 

O presidente da Assembleia Peter Thompson introduziu a resolução e os Estados-membros queriam a aprovação por aclamação. Ele, então, bateu o martelo e os diplomatas aplaudiram a decisão. 

Guterres, 67 anos, que atuou como Alto Comissário para Refugiados da ONU por 10 anos, até dezembro de 2015, assumirá o novo cargo dia 1 de janeiro de 2017, quando termina o segundo mandato como secretário-geral de Ban Ki-moon. 

O Conselho de Segurança da ONU nomeou Guterres por aclamação na semana passada, após a sexta pesquisa informal. 

Guterres, que foi primeiro-ministro de Portugal de 1995 a 2002, esteve à frente das seis pesquisas, que incluiu um total de 13 candidatos - sete mulheres e seis homens. Fonte: Associated Press.

 

Ataque mata 12 soldados egípcios no Sinai

Extremistas supostamente do grupo Estado Islâmico atacaram um posto de controle na Península do Sinai, no Egito, matando 12 soldados, de acordo com autoridades de segurança e médica do país.

O ataque, que ocorreu nesta sexta-feira a 80 quilômetros do Canal de Suez, deixou outros oito soldados feridos.

As autoridades falaram em condição de anonimato, pois não estavam autorizadas a dar entrevista para a imprensa. Fonte: Associated Press.

Hillary lidera na Carolina do Norte e perde em Ohio

A candidata do partido Democrata às eleições presidenciais nos EUA, Hillary Clinton, tem uma vantagem de 4 pontos porcentuais na Carolina do Norte e mas perde por 1 ponto porcentual de seu rival, o Republicano Donald Trump em Ohio, de acordo com uma nova pesquisa realizada pelo Wall Street Journal/NBC News/Marist.

Na Carolina do Norte, Hillary tem 45% das intenções de voto contra 41% de Trump, enquanto em Ohio, o Republicano está com 42% e a Democrata com 41%.

A pesquisa aconteceu durante três dias e começou a ser feita na segunda-feira, um dia após o último debate e três dias depois da divulgação de uma gravação de 2005 que trouxe à tona uma conversa obscena de Trump sobre as mulheres. 

Uma vitória de Hillary em ambos os estados provavelmente iria garantir sua vitória eleitoral. Ambos os campos de batalha assumem uma importância desmedida para Trump, após a sua campanha na terça-feira, mas uma pesquisa no domingo mostrou ele perdendo por dois dígitos na Pensilvânia. Sem esses estados, o caminho de Trump para uma maioria no Colégio Eleitoral se torna muito estreita.

Nenhum republicano jamais conquistou a Casa Branca sem também ganhar em Ohio. Carolina do Norte foi um dos apenas dois estados que o presidente Obama venceu em 2008 e perdeu em 2012. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

 jornal “Folha do São Paulo” (Brasil), 13.10.2016

 

Putin ratifica acordo de mobilização militar 'indefinida' na Síria

DA AFP

O presidente russo Vladimir Putin ratificou um acordo entre Damasco e Moscou sobre a mobilização por tempo indeterminado das Forças Aéreas do país na base militar de Hmeimim, na Síria, anunciou nesta sexta-feira (14)o Kremlin.

O acordo, assinado em 26 de agosto de 2015, permite a presença permanente de aviões militares russos nesta base, que a Rússia utiliza para coordenar operações de apoio ao regime de Bashar al-Assad.

Mais de um ano depois do início de sua intervenção militar na Síria, a Rússia continua reforçando a presença militar neste país, onde executa bombardeios aéreos contra Aleppo, apesar das críticas dos países ocidentais, que acusam as forças aliadas sírias e russas de crimes de guerra.

Quase 4.300 militares russos estão na Síria, em sua grande maioria na base aérea de Hmeimim, perto de Latakia, região noroeste do país, reduto do regime de Assad.

Na segunda-feira, Moscou anunciou que vai transformar suas instalações no porto de Tartus, também no noroeste do país, em uma "base naval russa permanente". 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 13.10.2016

 

'The Guardian': se fechar céu da Síria o Ocidente enfrentará guerra com Rússia

 

A Câmara dos Comuns do Reino Unido discute a perspectiva de introdução de uma zona de exclusão aérea sobre Aleppo e tais métodos da regularização da situação síria são apoiados pela candidata à presidência dos EUA Hillary Clinton.A ideia de uso da "força no ar" pode parecer atraente para os países ocidentais, mas na Síria esse passo esconde uma ameaça séria, opina o observador do jornal The Guardian Jonathan Steele. 

Em 1991, Londres e Washington criaram com sucesso uma zona de exclusão aérea no norte do Iraque para proteger os curdos, sublinha o jornalista. Ao mesmo tempo, os EUA isolaram Saddam Hussein do apoio internacional tirando-lhe a vontade de se confrontar com os EUA e finalmente o derrotaram no Kuwait. Na altura o fechamento do céu deu certo porque Saddam não organizou uma resistência séria e nenhum avião da coalizão foi abatido, mas no caso da Síria a situação é diferente. 

"A Força Aérea da Síria participa totalmente do jogo e ela não pretende acabar com a campanha de eliminação dos seus adversários em Aleppo. Após três anos de equilíbrio militar, Bashar Assad sente que ganhou vantagem e ele pretende recuperar a maior cidade do país", diz o artigo.  

O que é ainda mais importante, continua o observador, no ar também está ativa a Rússia, assim, a criação de uma zona de exclusão aérea será de fato uma proclamação de guerra tanto contra o regime sírio como contra Moscou. E, ao mesmo tempo, o Ocidente pode até nem contar com um mandato do Conselho de Segurança da ONU. 

Resumindo, Jonathan Steele nomeia três "possibilidades razoáveis" de salvar a população civil da Aleppo e que possam regularizar a situação sem confronto militar entre a Rússia e o Ocidente. Uma deles é a saída voluntária dos terroristas, que usam os habitantes como escudo humano e bloqueiam as saídas da cidade. A outra opção prevê o retorno ao controle total do governo. E a última variante é uma trégua, cuja realização permanece uma tarefa muito difícil no contexto do fracasso dos acordos anteriores entre a Rússia e os EUA.

EUA afirmam ter planos secretos para cortar financiamento do Daesh

 

A estratégia dos Estados Unidos para sabotar as finanças do grupo terrorista Daesh é baseada em ações diretas no Iraque e também em outras partes do mundo, segundo informou nesta quinta-feira o subsecretário do Tesouro americano para Financiamento Terrorista, Daniel Glaser.

O funcionário do Tesouro destacou que os EUA continuam trabalhando de perto com autoridades da Turquia, da Jordânia e de outros países da região para garantir que os militantes percam o acesso às suas principais redes financeiras. 

"Iraque, depois a região e depois o globo. Esse é o plano, um plano secreto (para cortar o financiamento do Daesh). Há muito trabalho a ser feito, muita capacidade a ser desenvolvida", disse Glaser durante discurso no Instituto de Política do Oriente Médio de Washington.  

De acordo com o subsecretário, especialistas americanos e iraquianos detectaram mais de 1.900 instituições financeiras envolvidas em algum tipo de transação realizada pelo Daesh, que segue lucrando com a venda de petróleo e gás e com impostos cobrados da população que se encontra em áreas controladas pelos terroristas.  

"Eles continuarão ganhando esse dinheiro até serem empurrados para fora do território que controlam". 

Avião russo sofre ameaça de bomba na Suíça

 

Uma ameaça de bomba forçou o cancelamento da decolagem de um avião da companhia russa Aeroflot nesta quinta-feira na cidade suíça de Genebra, segundo informaram autoridades locais.

De acordo com o consulado russo, a ameaça, falsa, foi feita por um cidadão indiano, que foi interrogado e será processado pelo falso alerta. 

"O homem que fez a ameaça foi detido na hora. Ele foi interrogado pela polícia e confessou que a ameaça era falsa, dizendo que foi uma brincadeira", disse um porta-voz da promotoria.  

O voo 2381, que deveria sair de Genebra com destino a Moscou às 12h35 (horário local), foi adiado por conta da ameaça de bomba. Os passageiros foram retirados do avião e embarcaram em outro voo, que partiu às 22h11. 

 jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 13.10.2016

 

 

Assad diz que a guerra síria mostra as diferenças entre EUA e Rússia

PUB

Presidente sírio diz que "sente no ar o cheiro da guerra" entre Rússia e EUA

O Presidente sírio, Bashar al Assad, disse a um jornal russo que a guerra no seu país é um conflito que se está a generalizar e que resulta da forma diferente como os Estados Unidos e a Rússia encaram o problema do terrorismo.

"Moscovo luta contra o terrorismo, não apenas pela Síria ou pela Rússia, mas por toda a região, pela Europa e pelo mundo", disse Al Assad, acrescentando que para os Estados Unidos, pelo contrário, "o terrorismo é uma carta que guarda na manga e que usa quando precisa".

Na entrevista que está a ser difundida hoje pelo 'site' do jornal Komsomolskaya Pravda, Bashar al Assad diz que se "sente no ar o cheiro da guerra" mas que "ainda não é um confronto direto", quando questionado sobre a possibilidade de uma "terceira guerra mundial" provocada pela situação na Síria.

"Atualmente, verificamos que se trata de uma situação parecida com a da Guerra Fria. Aliás, creio que os países ocidentais e, sobretudo, os Estados Unidos nunca acabaram com a Guerra Fria, mesmo depois da desintegração da União Soviética", referiu o Presidente sírio.

Na entrevista, realizada em Damasco, Bashar al Assad sublinhou qua a questão síria se enquadra na leitura sobre a Guerra Fria e que a escalada do conflito tem "por objetivo manter a hegemonia dos Estados Unidos".

"A Síria é um país independente e o ocidente não aceita a independência de nenhum país, seja a pequena Síria ou a grande Rússia", disse, referindo depois que "o mais importante é saber quem apoia os terroristas".

"A Rússia, o Irão ou o Hezbollah são nossos aliados permanentes e estão aqui de forma legal. Combatem os terroristas, mas há outros países que interferem para apoiar os terroristas. O problema não são os atores (que intervêm no conflito sírio), o principal problema é o terrorismo", concluiu o Presidente al Assad.

Milhares de tailandeses vestidos de negro choram nas ruas morte do rei

PUB

Bhumibol Adulyadej era o monarca que reinava há mais tempo em todo o mundo. Era considerado o "cimento" de uma nação muito dividida politicamente

Dezenas de milhares de tailandeses vestidos de negro saíram hoje à rua e concentram-se perto do palácio real, em Banguecoque, para chorar a morte do rei Bhumibol Adulyadej, na quinta-feira, após 70 anos no poder.

A multidão espera ver a chegada do cortejo fúnebre de Bhumibol Adulyadej, o monarca que reinava há mais tempo em todo o mundo.

O percurso entre o hospital onde morreu, aos 88 anos, na quinta-feira, e o palácio foram fechados ao trânsito ainda antes do amanhecer, segundo relata a agência de notícias AFP.

O príncipe herdeiro, Maha Vajiralongkorn, de 64 anos, deverá conduzir a cerimónia budista do "banho" do corpo, a primeira etapa de uma longa série de rituais que vão durar vários meses para os membros da família real tailandesa.

Maha Vajiralongkorn pediu na quinta-feira algum tempo antes de aceitar a sucessão ao trono, colocando a Tailândia num período de grande incerteza.

"Morreu tranquilamente no hospital Siriraj", anunciou em comunicado o palácio real a morte do rei. De imediato, todas as cadeias de televisão interromperam os seus programas, dando lugar a um ecrã cinzento, enquanto dezenas de pessoas se concentravam nas imediações do hospital.

Bhumibol Adulyadej era considerado o único "cimento" de uma nação muito dividida politicamente e tinha um estatuto de semideus. Subiu ao trono em 1946 após a inexplicável morte de seu irmão e muitos tailandeses nunca conheceram outro soberano.

Ao contrário de todas as expetativas, e algumas horas mais tarde, o príncipe herdeiro Maha Vajiralongkorn, de 64 anos, disse necessitar de tempo antes ocupar o lugar de seu pai.

"Foi recebido hoje em audiência real pelo príncipe herdeiro. Pediu tempo para se preparar antes de ser proclamado rei", declarou perante os jornalistas o chefe da junta militar que tomou o poder em 2014, general Prayut Chan-O-Cha.

O chefe da junta anunciou um período de luto de um ano e uma redução de todas as atividades de divertimento durante 30 dias. As televisões com emissões difundidas na Tailândia apenas poderão apresentar programas relacionados com a casa real, também no decurso dos próximos 30 dias.

Chuva destrói casas, escolas e igrejas na província angolana do Uíge

 

PUB

Cerca de 200 edifícios foram danificados pelas chuvas fortes

Cerca de 200 construções, entre casas, escolas e igrejas, foram destruídas pelas fortes chuvas que caíram nos últimos dias em dois municípios da província angolana do Uíge, informaram hoje as autoridades locais.

No município de Sanza Pombo há registo de 74 famílias que perderam as casas e que, segundo a administração municipal, necessitam de apoio imediato, além da destruição de escolas e igrejas

Cenário idêntico em Milunga, igualmente província do Uíge, no interior norte de Angola, em que as chuvas destruíram três escolas primárias, três igrejas, um centro médico e cerca de 110 casas de construção artesanal.

A última época das chuvas em Angola, entre agosto e maio último, provocou 270 mortos e 321 feridos, de acordo com dados do Serviço Nacional de Proteção Civil (SNPCB) e Bombeiros.

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 13.10.2016

Financiadores republicanos pedem ao partido para retirar apoio a Trump

 

Donald Trump

Foto: Bryan Woolston/Reuters

Alguns dos principais financiadores do Partido Republicano instaram o respetivo comité nacional a deixar de apoiar o candidato Donald Trump à presidência norte-americana.

O jornal "New York Times" cita doadores de milhões de dólares aos republicanos e que consideram agora que o mais recente escândalo está a ameaçar o partido, defendendo que o mesmo deve desistir do apoio a Donald Trump.

"Chega a um ponto em que tens de olhar para o espelho e reconhecer que não podes simplesmente justificar o apoio a Trump aos teus filhos, especialmente às tuas filhas", disse o empresário do Missouri David Humphreys ao "The New York Times".

Este empresário disse que deu ao partido mais de 2,5 milhões de dólares (2,3 milhões de euros) nos últimos quatro anos.

A divulgação na semana passada de um vídeo, gravado em 2005, em que Trump fala das mulheres em termos considerados vulgares e ofensivos, originou muitas críticas e levou à retirada de apoios à sua candidatura por parte de destacados membros do Partido Republicano, tendo também provocado uma descida nas sondagens.

"É um demagogo perigoso, que não está absolutamente apto a assumir a responsabilidade de Presidente dos Estados Unidos", afirmou Bruce Kovner, um investidor de Nova Iorque, num email enviado ao jornal.

As críticas visam também os chefes republicanos que continuam a apoiar Donald Trump, como o presidente do partido, Reince Priebus. "Reince deve ser demitido e substituído por alguém que tem as capacidades e qualidades de liderança para reconstruir o partido", disse ao jornal William Oberndorf, um investidor da Califórnia.

Contudo, os maiores financiadores do partido têm pouco poder sobre um candidato que depende sobretudo do seu dinheiro e de muitas pequenas contribuições do seu eleitorado base de extrema-direita.

As divisões no seio do partido acentuaram-se desde segunda-feira, com o presidente da maioria republicana da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, a declarar a centenas de eleitos republicanos da câmara que ele não faria mais campanha por Trump, por medo de perder não só a corrida para a Casa Branca, mas também o controlo do Congresso, que será parcialmente renovado no mesmo dia das eleições presidenciais.

Papa faz doação às vítimas do furacão no Haiti

 

O Papa Francisco vai doar 100 mil dólares (91 mil euros) para a população do Haiti, afetada pelo furacão "Matthew", que causou centenas de mortos e feridos e danos avultados.

A doação vai ser efetuada através do Conselho Pontifício "Cor Unum", encarregado das atividades de solidariedade, de acordo com um comunicado do Vaticano.

O montante vai ser repartido entre as dioceses "mais atingidas pelo desastre natural, para assistência aos afetados".

Esta doação pretende ser "uma primeira e imediata expressão concreta dos sentimentos de proximidade espiritual e apoio paterno" do Papa, indica-se na mesma nota, sublinhando que várias conferências episcopais e organismos de solidariedade católicos estão já "amplamente comprometidos nos trabalhos de socorro".

A Cáritas Portuguesa anunciou na quinta-feira uma doação de 25 mil euros para as comunidades afetadas pelo furacão no Haiti.

Português detido em reserva indígena no norte do Brasil

 

Um português de 62 anos foi detido pela Polícia Federal brasileira numa reserva indígena no interior do estado do Acre, em cumprimento de um mandado da justiça, divulgou, esta sexta-feira, a imprensa brasileira.

De acordo com o portal de notícias G1, o cidadão português foi detido na quarta-feira na base Xinane, na Terra Indígena Isolados do Rio Envira, na fronteira entre os municípios de Jordão e Feijó, no interior do Acre, em cumprimento de um mandado da justiça do mesmo estado.

O cidadão português foi encaminhado para a cadeia Manoel Neri, na cidade de Cruzeiro do Sul.

A Polícia Federal brasileira (PF) referiu que funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) informaram a polícia após os índios comunicarem que viram um caçador com uma arma de fogo na região.

A polícia não especificou por qual crime o português era procurado pela justiça do Acre.

"A Funai entrou em contacto connosco pela parte da manhã (quarta-feira). Os índios foram ver quem era, a pessoa identificou-se e, como tem uns funcionários permanentes na base, pegaram os dados e entraram em contacto com a PF", explicou o delegado Fabrício Santos.

O delegado sublinhou ainda que o português tem um processo por tráfico de droga no Ceará.

O cidadão português já havia sido preso pela Polícia Federal em 2011, quando um grupo armado peruano tentava invadir a região onde vivem indígenas isolados do Acre.

O homem foi novamente detido em março último, na mesma região, e foi extraditado para o Peru, mas regressou ao Acre em agosto.

Na época, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Acre (BOPE) e Polícia Federal foram acionados para proteger o local dos possíveis invasores.

Atacante mascarado de palhaço esfaqueou homem

Um homem foi esfaqueado por um atacante mascarado de palhaço, indicou a polícia sueca. O fenómeno dos "palhaços sinistros" começou nos EUA e já houve registos no Reino Unido.

"Um homem nascido em 1997 foi esfaqueado no ombro por um desconhecido que fugiu", escreveu a polícia do condado de Halland, no sul da Suécia, na sua página da internet.

O incidente ocorreu na quinta-feira à noite, depois de duas pessoas vestidas de palhaço terem ameaçado matar uma mulher na quarta-feira, no centro do país.

"Ela estava extremamente assustada", disse um porta-voz da polícia ao jornal "Aftonbladet", acrescentando que esta mania em expansão "não tem nada de engraçado".

Também na quarta-feira, um grupo de homens vestidos de palhaço cercou quatro crianças de dez anos e ameaçou-oas com o que depois se concluiu serem falsas motosserras.

O ministro do Interior sueco, Anders Ygeman, apelou à calma. "Não queremos assistir a uma situação em que uma pessoa se mete em problemas reais porque alguém, talvez meio a brincar, veste uma máscara de palhaço", declarou o ministro à agência noticiosa TT.

Nos Estados Unidos, o frenesim em torno dos disfarces de palhaço, alimentado pelas redes sociais, levou a cadeia de hambúrgueres McDonald's a anunciar esta semana que iria recuar no uso do seu sorridente palhaço Ronald McDonald.

A loucura também alastrou ao Reino Unido, onde as forças policiais foram chamadas para acorrer a diversos incidentes envolvendo pessoas vestidas de palhaços, que saltavam do nada para assustar as pessoas.

A polícia do Reino Unido e dos Estados Unidos teme que a moda aumente na contagem decrescente para o Halloween (Dia das Bruxas). Até a Casa Branca interveio e avisou que as forças da autoridade estão a levar estes incidentes a sério.

O fenómeno também atingiu a Holanda, onde foram vistas duas pessoas envergando disfarces de palhaço e empunhando armas de fogo.

França viveu em 2014 uma "febre" semelhante que, de acordo com o sociólogo Robert Bartholomew, foi "bastante intensa e violenta", tendo levado à detenção e encarceramento de 12 "palhaços assassinos" adolescentes.

"Os palhaços podem ser considerados sinistros, porque não se lhes consegue ler a expressão do rosto, e 80% da comunicação é não-verbal", explicou. "Se uma pessoa usar maquilhagem ou uma máscara de palhaço, é difícil saber se é amigável ou não", acrescentou.

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 13.10.2016

 

Reino Unido alerta para isolamento da Rússia


13 de Outubro, 2016

O ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, alertou ontem a Rússia que corre o risco de se transformar numa nação completamente isolada no contexto das relações internacionais pelo seu papel na Síria.

Boris Johnson abordou o desempenho da Rússia na Síria, durante a sua primeira declaração na Câmara dos Comuns desde que assumiu o cargo em Julho, onde tentou fazer um enquadramento operacional da situação no terreno e sobre o papel das forças britânicas na coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos. 
O actual ministro britânico das Relações Exteriores, conhecido pela sua posição mediática e de grande influência na saída do Reino Unido da União Europeia, na altura como presidente da câmara de Londres, argumentou que disse ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, que se ele ambiciona tornar o seu país forte, está a arriscar-se a ganhar o desprezo internacional.
A Rússia está debaixo de sanções da União Europeia e mantém uma relação tensa com os Estados Unidos devido a diferenças pontuais na interpretação de vários assuntos internacionais, designadamente o conflito na Síria. O chefe da diplomacia britânica não mencionou que países estão alinhados com a posição do Governo britânico em tornar a Rússia um Estado completamente isolado. Boris Johnson referiu apenas que há necessidade de um debate profundo sobre a situação na Síria, principalmente da cidade de Alepo. Johnson disse temer o “fim do poço da indignação pelas atrocidades cometidas na Síria” e pediu que manifestações sejam convocadas em frente à embaixada russa em Londres para condenar as acções de apoio ao Governo do Presidente Bashar al Assad. Pelo menos 12 pessoas, entre elas quatro menores, morreram ontem devido aos bombardeamentos de aviões russos em várias partes da cidade de Alepo, no norte do país, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos. 
Os ataques à região intensificaram-se desde o dia 19 de Setembro, quando Bashar al Assad declarou inválida a trégua estipulada previamente pelos Estados Unidos e Rússia. Civis confirmaram à imprensa síria que Alepo foi alvo de ataques de aviões não identificados. O ministro britânico das Relações Exteriores reiterou que a presença do grupo terrorista Jabhat al Nusra junto das milícias rebeldes em Alepo tem de ser resolvido, mas também não deve ser usada como motivo para a Rússia bombardear a cidade. 
Além disso, Boris Johnson responsabilizou o Governo de Moscovo pelo ataque a um comboio de ajuda humanitária ocorrido no dia 19 de Setembro. 

Embaixada russa 

Após a intervenção do ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, a embaixada da Rússia em Londres emitiu uma nota pelo Twitter, onde afirma que a intervenção russa na Síria libertou milhares de pessoas e canalizou milhares de toneladas de ajuda humanitária. Na mesma nota, a embaixada questiona o papel do Reino Unido. 
Na última semana, o Governo russo vetou uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, proposta pela França e Espanha, com o apoio de outras potências ocidentais, na qual se pedia um cessar-fogo na Síria, incluindo o fim dos ataques a Alepo.
Desde o fim da trégua no dia 19 de Setembro, pelo menos 497 civis morreram na região de Alepo, entre eles 90 menores e 40 mulheres, segundo dados de órgãos não oficiais. 
O Conselho de Segurança mantém os trabalhos para encontrar uma solução para a Síria, ainda que numa primeira fase seja parcial, como admitiram França e Espanha que apresentaram a proposta de trégua para a cidade de Aleppo, onde milhares de civis aguardam por ajuda urgente. 
 
Falta de segurança

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse ontem que a falta de segurança é o principal problema para levar ajuda humanitária à cidade de Alepo e alegou que os Estados Unidos “não querem ou não podem aceitar a sua proposta de que tanto o Exército como a oposição síria deixem a estrada de acesso à cidade”.
“O principal problema é proporcionar segurança enquanto é enviada ajuda humanitária. Propusemos que tanto o Exército sírio como a oposição se retirem da estrada de Castello. Propusemos isto aos norte-americanos. Mas, ou não o querem ou não podem”, afirmou Putin. A estrada de Castello é a única pela qual a ajuda humanitária pode ser encaminhada à região de Aleppo, parcialmente controlada pelos rebeldes. O Presidente russo fez estas declarações na presença do Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, com quem havia debatido a situação na Síria.
Esta é a segunda reunião dos dois líderes desde Agosto, no quadro dos esforços para normalizar as relações bilaterais, muito abaladas após um caça turco ter derrubado, em Novembro de 2015, um avião russo.

 

Grupo extremista libertou raparigas


14 de Outubro, 2016

Vinte e uma estudantes de Chibok, no nordeste da Nigéria, raptadas pelo Boko Haram em 2014, foram libertadas ontem pelo grupo extremista.

 

As jovens foram “trocadas por quatro prisioneiros do Boko Haram esta manhã”, na região de Banki, na fronteira com os Camarões, confirmou uma fonte local à AFP. O movimento Bring Back Our Girls (Tragam as nossas raparigas de volta), que luta pela libertação das mais de 200 jovens de Chibok, declarou aguardar a confirmação da identidade das libertadas. O Boko Haram raptou 276 estudantes de uma escola secundária em Chibok na noite de 14 de Abril de 2014, tendo 57 conseguido fugir pouco tempo depois.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 22.09.2016

 

Presidente da Síria diz que EUA são culpados por fracasso de cessar-fogo

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, rejeitou acusações dos Estados Unidos de que aviões sírios e russos tenham atacado um comboio de ajuda humanitária que seguiria para Aleppo e também negou que suas tropas tivessem impedido a entrada de alimento em áreas controladas por rebeldes. Em entrevista à agência Associated Press, Assad culpou os EUA pelo colapso do cessar-fogo que muitos esperavam que pudesse dar alívio ao país em guerra.

Em entrevista em Damasco, Assad também disse que os ataques aéreos dos EUA que mataram tropas da Síria na semana passada foram intencionais, rechaçando as declarações de autoridades norte-americanas de que teriam sido um acidente. Assad afirmou que os EUA não têm "o desejo" de unir suas forças com a Rússia para lutar contra os extremistas.

Em seu 16º ano no posto que herdou do pai, Assad mostrou-se confiante durante a entrevista, um sinal de que seu controle do país, que chegou a ser ameaçado pelos distúrbios, se fortaleceu diante dos avanços das forças militares e da campanha aérea de sua aliada Rússia. Assad admitiu que cometeu alguns erros, mas negou várias vezes que suas tropas tenham cometido excessos. Para ele, a guerra deve "se arrastar" apenas por causa do contínuo apoio externo a seus rivais. Assad disse que os sírios que fugiram do país podem voltar em alguns meses, se os EUA, a Arábia Saudita, a Turquia e o Catar pararem de apoiar a insurgência.

Nos últimos meses, as forças de Assad retomaram zonas controladas pelos rebeldes nos subúrbios da capital, o que melhorou a segurança e reduziu a ameaça de ataques com morteiros em Damasco.

Os ataques recentes contribuíram para o colapso do cessar-fogo, que já era afetado por várias violações dos dois lados em confronto. Eles também lançam sérias dúvidas sobre as chances de se implementar um acordo de EUA e Rússia para atacar militantes no país. Para Assad, Washington não tem o desejo de trabalhar com a Rússia contra os extremistas. Fonte: Associated Press.

Afegão é formalmente acusado por explosão de bomba em Nova York

O afegão naturalizado norte-americano Ahmad Khan Rahami foi formalmente acusado pela explosão de uma bomba no bairro de Chelsea, em Nova York, que deixou 29 pessoas feridas no último fim de semana. As informações são da Agência Ansa.

Rahami, de 28 anos, responderá na justiça por uso de armas de destruição em massa e explosivos em locais públicos. Anteriormente, ele já havia sido acusado de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.

O afegão colocou duas bombas em Nova York, mas apenas uma delas foi detonada. Além disso, ele deixou artefatos explosivos no percurso de uma prova de corrida e em uma estação de Nova Jersey. A acusação formal ocorreu na terça-feira (20).

 

A prisão

 

Ahmad Khan Rahami, norte-americano de origem afegã, suspeito de atentados em Nova York e Nova Jersey, foi preso na última segunda-feira (19) pela polícia de Linden, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. Antes de ser preso, ele resistiu à ordem de prisão e trocou tiros com policiais.

O FBI (Polícia Federal dos Estados Unidos) e a polícia de Nova York anunciaram que estavam tentando capturar Ahmad Khan Rahami, suspeito de ser o autor dos atentados ocorridos sábado (17), em Nova York e Seaside Park, New Jersey.

O atentado de Nova York aconteceu à noite no bairro de Chelsea, em Manhattan (centro da cidade), quando uma bomba explodiu e feriu 29 pessoas. Outra bomba, encontrada a quatro quarteirões de distância, foi também encontrada pela polícia, mas não explodiu.

O atentado de Seaside Park aconteceu durante o dia, antes de um evento esportivo para arrecadar fundos para fuzileiros navais. Uma bomba explodiu no local, não deixou feridos, mas o evento foi cancelado.

Ahmad também deve ser considerado suspeito de ter fabricado as cinco bombas encontradas ontem (18) à noite na estação ferroviária de Elizabeth, uma cidade de Nova Jérsey. Um dos artefatos explodiu na madrugada de segunda-feira (19), quando a polícia tentava desativar as bombas com a ajuda de um robô./AB

 

Polícia mata homem negro em Charlotte e cidade tem protestos violentos

Uma pessoa foi baleada e quatro agentes da polícia ficaram feridos, na segunda noite de protestos na quarta-feira após a polícia matar a tiros um homem negro na terça-feira. Um manifestante foi baleado por um civil no centro da cidade pouco depois das 20h (hora local), segundo a prefeitura de Charlotte, e estava internado. O governador da Carolina do Norte, Pat McCrory, decretou estado de emergência na cidade.

O Departamento de Polícia de Charlotte-Mecklenburg "não disparou o tiro" que feriu o homem na noite de quarta-feira, segundo a prefeitura. Os policiais feridos não corriam risco de vida, de acordo com a polícia local. O governador McCrory, ex-prefeito de Charlotte, condenou em comunicado os protestos violentos e disse que a patrulha estadual de estradas estava enviando tropas para ajudar a polícia da cidade, se necessário.

A manifestação começou pacífica, com uma vigília em um parque do centro. Alguns manifestantes, porém, deixaram o parque e marcharam pelas ruas, entrando em confronto com a polícia. Garrafas d'água foram lançadas contra os policiais, viaturas foram perseguidas e a polícia respondeu com gás lacrimogêneo. Quando um homem caiu na rua, não ficou claro inicialmente se ele havia sido atingido pela polícia ou por outra pessoa presente.

Os protestos violentos continuaram por volta da meia-noite no distrito central de negócios da cidade, perto do hotel Ritz-Carlton e a uma quadra da arena onde joga o time de basquete Charlotte Hornets. Janelas de restaurantes e hotéis foram destruídas e a polícia atuou para retomar o controle das ruas.

Os protestos violentos começaram na terça-feira, após Keith Lamont Scott ser morto a tiros pela polícia em um estacionamento de um complexo de apartamentos no norte de Charlotte. A polícia diz que Scott estava armado e ignorou os comandos para que largasse a arma. Algumas lideranças pelos direitos civis locais, porém, mostravam ceticismo com a versão policial e familiares disseram que a polícia acossou o homem enquanto ele lia um livro em seu carro e esperava para pegar um de seus filhos na escola.

Na terça-feira, os protestos deixaram 16 policiais feridos e viaturas e outros veículos danificados. A viúva de Scott, Rakeyia Scott, disse em comunicado na quarta-feira que a família "tinha mais perguntas que respostas" sobre a morte, mas pediu que as manifestações fossem pacíficas.

Os policiais disseram que tinham um mandado contra outro homem quando se aproximaram de Scott, que deixou seu carro com uma arma, voltou para o carro e saiu novamente. Scott foi baleado por Brentley Vinson, um policial negro com dois anos de experiência, na presença de vários outros agentes, disse a polícia.

A morte de Scott ocorre após uma série de episódios que reforçaram a tensão nos Estados Unidos entre as comunidades de minorias e os agentes de segurança. Fonte: Dow Jones Newswires.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 22.09.2016

 

 

Turquia abre fogo contra posições do Estado Islâmico na Síria

 

A artilharia da Turquia abriu fogo de resposta contra posições do grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico), de onde houve disparos contra a cidade de Kilis no sul da Turquia. A informação é do Estado Maior turco.

Anteriormente, as autoridades de Kilis haviam informado que o bombardeio do território sírio atingiu um mercado local, deixando seis refugiados sírios e cinco crianças feridas. 

"O local de onde foi feito o disparo foi identificado por radares, em seguida as forças turcas dispararam contra estas posições com sistemas de lança-foguetes", afirmou o Estado Maior da Turquia.  

A região de Kilis repetidamente foi submetida a disparos de foguetes a partir da fronteira na Síria, que é controlada pelo Estado Islâmico (proibido na Rússia). Estes ataques já deixaram mais 20 pessoas mortas e 40 feridas. Em todas as vezes a artilharia turca respondeu aos ataques.

Radiciais abandonam cidade síria de Homs após acordo com autoridades

 

Mais de 100 radicais abandonaram o bairro de Al Waer, o último bastião dos radicais na cidade síria de Homs, desde que foi firmado o acordo correspondente com as autoridades. A informação é do governador da província de Homs, Talal Barazi.

Anteriormente, as autoridades da província e comando do Exército sírio chegaram a um acordo sobre o fim dos combates e da retirada dos radicais com suas famílias.

"Hoje 103 radicais e 158 membros de suas famílias deixaram o bairro Al Waer no âmbito do nosso acordo", disse ele. 

Barazi observou que atualmente permanecem na área cerca de 200 radicais. Segundo ele, os rebeldes estão indo para o norte da província.  

O governador observou também que o processo ocorre sob a supervisão das autoridades, o Exército sírio e especialistas do Centro Russo para a Reconciliação no país.

'EUA querem tomar controle sobre Rússia e China devido a terem medo deles'

 

Todas as vezes em que o mundo está à beira de resolução da crise síria, quando os diplomatas dos EUA e da Rússia apertam as mãos depois de terem atingido acordos, a Casa Branca inventa um novo pretexto para culpar a Rússia de tudo o que está acontecendo.

O membro do Bureau Político do Partido Nacionalista Social da Síria Tarek Al-Ahmed disse à Sputnik Árabe que a situação na Síria entrou em um beco sem saída e que a crise política síria se tornou uma rede complexa por causa da intervenção de forças externas.

"O objetivo dos EUA não se limita à Síria. A frente síria não é o objetivo em si. Precisamos de ver este problema de forma global e reconhecer que dentro da Síria se está realizando uma Terceira Guerra Mundial que os EUA travam contra seus aliados. Embora, estes aliados sejam as próprias vítimas", disse o político. 

As mentiras que Obama disse na Assembleia Geral da ONU são uma continuação da novela, cujo enredo é continuar a guerra, afirmou Al-Ahmed. Todas as ações norte-americanas neste conflito visam controlar o mundo. 

"O objetivo principal dos EUA é capturar a força que mais os ameaça. Assim, [os EUA] travam a guerra contra essa força. E essa força são a China e a Federação da Rússia", disse.

Na opinião do político sírio, a Rússia sabia que os acordos com os EUA sobre a Síria significariam uma derrota dos últimos neste conflito se fossem cumpridos.

Há que lembrar que em 9 de setembro a Rússia e os EUA atingiram um acordo sobre o cessar-fogo na Síria que começou sendo realizado. Entretanto, a situação mudou com o ataque contra o comboio humanitário perto de Aleppo em 20 de setembro. As partes se acusam mutuamente deste ataque, mas não têm quaisquer provas. Os EUA declararam que vão rever sua cooperação com a Rússia na Síria. 

Mais um negro morre após abordagem policial nos EUA

Tawon Boyd, de 21 anos, tinha tentado resistir a prisão

Agência ANSA

 

Mais um jovem negro foi morto após uma operação da polícia dos Estados Unidos, novamente em Baltimore, cidade de Maryland que já ficou marcada pelo falecimento do afro-americano Freddie Gray enquanto estava sob custódia das forças de segurança.

Tawon Boyd, de 21 anos, morreu depois de ter tentado resistir a uma prisão no mesmo município. O caso ocorreu no último dia 19 de setembro, quando a polícia foi chamada pela noiva de Boyd, Deona Styron, que denunciava "comportamentos estranhos" do companheiro.

Contudo, a própria Styron disse depois que os agentes usaram força excessiva na abordagem, mesmo Boyd estando desarmado. As circunstâncias do episódio ainda não estão claras, mas o homem foi levado de ambulância para um hospital. Após três dias internado, não resistiu e faleceu. Seu corpo deve passar por uma autópsia para identificar a causa da morte.

Em abril de 2015, um homem negro de 25 anos chamado Freddie Gray faleceu em Baltimore enquanto estava sob custódia da polícia. Ele havia sido preso menos de uma hora antes de ser levado ao hospital, aonde chegara com 80% da coluna machucada e três ossos do pescoço quebrados.

Além disso, nos últimos dias, a cidade de Charlotte, na Carolina do Norte, vem sendo palco de violentos confrontos por conta da morte do negro Keith Lamont Scott pela polícia, reacendendo o debate sobre o preconceito racial nos Estados Unidos.

Conselho eleitoral venezuelano define data para segunda fase de revogatório contra Maduro

Com decisão, possível afastamento ocorreria apenas em 2017

Agência ANSA

 

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela definiu na noite desta quarta-feira (21) o prazo para o recolhimento das assinaturas dos eleitores na segunda fase do referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro.

O processo para recolher 20% das firmas, cerca de quatro milhões, ocorrerá entre os dias 26 e 28 de outubro. Para isso, serão disponibilizadas 5.392 máquinas eleitorais em 1.355 centros de votação.

Caso recolham as assinaturas em outubro, no entanto, os opositores de Maduro correm o risco de não atingirem o objetivo de afastar todo o governo atual. Isso porque, seguindo os trâmites legais, o CNE deve validar as firmas no fim de novembro ou início de dezembro.    A partir daí, são contados 90 dias para a efetivação do voto.

Porém, caso o processo termine depois do dia 10 de janeiro e com o afastamento do atual mandatário, será seu vice quem assumirá o poder até 2019 e não serão convocadas novas eleições. A ideia da oposição, representada pela Mesa da União Democrática (MUD) era derrubar todo o governo ainda em 2016.

Para um dos líderes do comitê que busca o referendo, Luis Emilio Rondon, a quantidade de máquinas disponibilizadas é "insuficiente" e que "não entende" as condições impostas pelo CNE.

"Não entendo as considerações jurídicas que foram desenvolvidas pelo diretório e pelas entidades em uma decisão que não concordo. Mas, vamos lhes dar uma lição", disse Rondon referindo-se ao governo de Maduro.

Na primeira etapa do referendo, os opositores recolheram cerca de 1,8 milhão de assinaturas de venezuelanos para abrir o processo - número muito superior aos 195.721 firmas exigidas por lei. Mesmo tendo recolhido o suficiente antes do prazo final estipulado, o CNE só deu o aval em prol da MUD no prazo estabelecido - sem antecipar processos.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 22.09.2016

 

 

PM húngaro defende expulsão de migrantes para "grandes campos" fora da UE

 

PUB

Viktor Orban, um dos mais fortes opositores à política migratória da UE, ordenou há um ano a construção de vedações de arame na fronteira sul da Hungria para manter os migrantes fora do seu país

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, defendeu esta quinta-feira que as pessoas que entram ilegalmente na Europa devem ser expulsas para campos fora da União Europeia, dando como exemplo "uma ilha" ou "a costa norte de África".

"Os que entram ilegalmente deviam ser reunidos e levados, não para outros países [da UE], mas para fora da União", disse Orban numa entrevista ao portal de informações húngaro Origo.hu.

Os que fossem expulsos podiam apresentar pedidos de asilo em "grandes campos de refugiados", construídos, financiados e guardados pela UE fora do território europeu, precisou, sugerindo "uma ilha" ou a costa norte-africana como localizações potenciais.

"A segurança e financiamento desse território devem ser garantidos pela UE no seu próprio interesse"

Os migrantes deveriam permanecer nesses campos até que um país aceitasse acolhê-los, acrescentou.

A ideia desenvolve a proposta que Orban fez em abril, a que chamou "Schengen 2.0", que passava por reforçar a defesa das fronteiras europeias e lidar com os refugiados fora do território europeu.

Viktor Orban, um dos mais fortes opositores à política migratória da UE, ordenou há um ano a construção de vedações de arame na fronteira sul da Hungria para manter os migrantes fora do seu país.

O primeiro-ministro conservador fez também aprovar legislação que criminaliza o atravessamento ilegal da fronteira e restringe os critérios para a concessão de asilo.

Em 2015, cerca de 400.000 migrantes atravessaram território húngaro a caminho da Europa ocidental, mas o número caiu significativamente depois do fecho da fronteira.

A expulsão de migrantes, defendeu Orban, é "a única solução que é boa para toda a gente": "Tanto para nós, que ainda não temos problemas, como para países como a Alemanha, que já têm problemas".

A Hungria prepara um referendo sobre o sistema de quotas aprovado pela UE para a distribuição de refugiados sírios e iraquianos pelos Estados-membros.

A Hungria não recebeu até ao momento qualquer refugiado ao abrigo desse sistema.

A consulta, que se realiza a 2 de outubro, questiona os eleitores sobre se estão de acordo que a UE ultrapasse os parlamentos nacionais em matéria de migrações.

As sondagens indicam que cerca de 70% dos eleitores apoiam a posição do governo -- o "não" -, mas que a participação pode ficar aquém dos mais de 50% necessários para que o resultado seja válido.

Alimentos para Alepo só aguentam até segunda-feira, ONU pede urgência a Assad

 

PUB

A suspensão da distribuição de ajuda deveu-se ao ataque, na passada segunda-feira, a uma coluna de 31 camiões de ajuda humanitária da ONU, que matou duas dezenas de pessoas e destruiu 18 camiões

A ajuda alimentar para Alepo, bloqueada na fronteira desde a semana passada, começa a estragar-se na segunda-feira, advertiu a ONU, apelando ao presidente sírio Bashar al-Assad para que permita a sua distribuição.

"Quarenta camiões estão parados na fronteira turco-síria. Os alimentos expiram na segunda-feira", disse à imprensa em Genebra o chefe do grupo de trabalho da ONU para a ajuda humanitária à Síria, Jan Egeland.

"Os motoristas estão a dormir na fronteira e isso acontece há uma semana, portanto, por favor presidente Assad, faça a sua parte para que possamos chegar ao leste de Alepo e a outras zonas cercadas", disse Egeland, num apelo direto ao presidente sírio.

Os camiões da ONU entraram na zona alfandegária entre os dois países a 12 e 13 de setembro.

O plano era seguirem viagem pela estada Castello, a principal via rodoviária de acesso a Alepo, cercada pelas forças governamentais desde julho e com cerca de 250.000 pessoas a precisar urgentemente de ajuda humanitária.

O desimpedimento daquela estrada era um ponto central da trégua acordada entre os Estados Unidos e a Rússia, mas as forças do regime não deram até ao momento garantias de segurança para que a coluna de ajuda possa transitar.

O ataque, na segunda-feira, a uma coluna de 31 camiões de ajuda humanitária da ONU, que matou duas dezenas de pessoas e destruiu 18 camiões, levou à suspensão da distribuição de ajuda.

Esta quinta-feira o porta-voz do Gabinete de Coordenação das Questões Humanitárias (OCHA), Jens Larke, anunciou que uma coluna de ajuda estava a caminho de uma localidade cercada na periferia de Damasco.

As zonas cercadas são a principal prioridade da ONU e, segundo Egeland, os próximos locais a receber ajuda, se houver condições de segurança, serão Madaya, "onde as pessoas estão a passar fome", e o bairro de Waer, em Homs.

Luanda: Há apenas 67 homens por cada 100 mulheres

PUB

Capital angolana tem 2.313 sem habitação, revela Censos de 2014.

O município de Luanda é o mais populoso de Angola, com 2,1 milhões de habitantes, mas apresenta a maior diferença no rácio entre sexos, com apenas 67 homens por cada 100 mulheres, segundo dados definitivos do recenseamento da população.

O Censo Geral da População e Habitação de Angola realizou-se em maio de 2014 e os dados globais nacionais definitivos, apontando para uma população nacional acima dos 25,7 milhões de pessoas, foram divulgados em março deste ano.

Na apresentação dos dados finais relativos à província de Luanda, que decorreu hoje na sede do Instituto Nacional de Estatística (INE), na capital angolana, Paulo Fonseca, coordenador técnico da operação, apontou como "preocupante" que 54% dos agregados familiares da província de Luanda tenha admitido nos questionários que despeja o lixo ao ar livre.

O censo de 2014 permitiu recensear 6.945.386 pessoas residentes na província de Luanda, das quais 6.919.613 residiam em habitações familiares e 23.460 em habitações coletivas como creches, lares de idosos, orfanatos ou unidades religiosas, enquanto 2.313 não tinham habitação.

Entre as pessoas sem habitação, 28% (quase 650) são crianças com menos de 15 anos, referem as conclusões do censo.

"A capital aumentou de população muito bruscamente e também se observa que a faixa etária dos 0 aos 4 anos tem um défice de população registada [68% destas crianças não estão registadas], o que é preocupante", disse Paulo Fonseca.

A idade média da população de Luanda é de 21,1 anos, enquanto apenas 1,5% dos habitantes têm mais de 65 anos.

O censo permitiu concluir que, contrariamente a projeções anteriores, o município e cidade de Luanda é o mais habitado da província, com 2.194.747 residentes em maio de 2014, seguida de Viana (1.605.291 habitantes), Belas (1.075.109), Cacuaco (1.070.147) e Cazenga (892.401).

Os municípios menos populosos de Luanda - cuja província apresenta um densidade demográfica de 369 pessoas por cada quilómetro quadrado - são Icolo e Bengo (81.144) e Quissama (26.546).

A nível provincial, 18% dos agregados familiares são constituídos por sete membros, mas a média não chega a cinco. O estudo concluiu também que em toda a província o número de "unidades habitacionais" é de 1.484.350, sendo 34% casas arrendadas.

Segundo os resultados do censo, apenas 47% dos agregados familiares têm acesso a "fontes apropriadas" de água para beber, sendo que 46% recorrem ao abastecimento por camião cisterna e 28,9% ao fornecimento da rede pública.

Igualmente "preocupante" é o facto de entre a população com 18 a 24 anos, apenas 25% ter completado o segundo ciclo do ensino secundário e 5% entre a população acima dos 24 anos o ensino superior.

O português é a língua mais falada nas casas da província de Luanda (88%), seguida do kimbundu, do kikongo e do umbundu, enquanto as religiões protestantes ou evangélicas são as mais praticadas (38%), seguidas da católica (31,1) e da islâmica (0,8%).

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 22.09.2016

Londres inicia Brexit em 2017

O chefe da diplomacia britânica, Boris Johnson, afirmou esta quinta-feira que o Reino Unido conta acionar no início de 2017 o artigo 50.º, que desencadeia formalmente o processo de negociação da saída daquele país da União Europeia (UE).

"Estamos a discutir com os nossos amigos e parceiros europeus na expectativa de enviar a carta do artigo 50.º no início do próximo ano", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico em declarações ao canal de notícias britânico Sky News a partir de Nova Iorque.

Num referendo realizado a 23 de junho deste ano, 51,9% dos eleitores britânicos votaram a favor da saída do Reino Unido do bloco comunitário, processo que ficou conhecido como 'Brexit'.

Fraude por correio tirou milhões a idosos

Uma fraude por correio penalizou inúmeras vítimas idosas nos Estados Unidos. No centro do esquema, está, segundo investigação da CNNMoney, uma pequena companhia chamada PacNet. Milhões de dólares provenientes de poupanças de uma vida inteira passaram pela firma.

Pat Wilson ainda não sabe o que é que levou a mãe a enviar um cheque no âmbito de um destes esquemas. Se foi demência, se foi tentar aproveitar a oportunidade de ganhar dinheiro para deixar aos quatro filhos ou, apenas, fragilidade da idade avançada. Em retrospetiva, havia sinais de que algo não estava bem. Como o crescente monte de correio que a senhora recebia ou comentários pouco credíveis sobre ganhar a lotaria. Quando Wilson juntou as peças todas, ficou horrorizada quando se apercebeu do que tinha acontecido à mãe.

Em pouco mais de um ano, a viúva, de 91 anos, passou 749 cheques, no valor de mais de 29 mil dólares. A maioria do dinheiro tinha sido enviado como resposta a telefonemas que a informavam de que tinha ganho diversos prémios e a cartas personalizadas de videntes que lhe prometiam fortuna.

Quando Wilson recorreu à Justiça do Iowa, em 2014, a mãe já não tinha dinheiro no banco e estava a contas com uma dívida de milhares de dólares do cartão de crédito. Tinha, inclusive, gasto quase mil dólares, em poucos meses, em selos internacionais para receber os seus "prémios" pelo correio.

E quando os investigadores escrutinavam pilhas de cheques e de cartas à procura de pistas, cruzaram-se com um elo que ligava esquemas similares, mas aparentemente desligados uns dos outros.

Dos 749 cheques da mãe de Wilson, as autoridades determinaram que 566 deles foram depositados por uma obscura companhia canadiana chamada PacNet. O somatório destes cheques dava 24.000 dólares, que foram utilizados em pelo menos 50 esquemas de fraude por correio.

E esta é apenas uma pequena fração das dezenas de milhões de dólares resultantes de esquemas depositados pela PacNet, ainda segundo a investigação da CNNMoney. Conhecida como processadora de pagamentos, a PacNet lucrou da fraude por correio durante anos.

Entretanto, o Governo dos Estados Unidos tomou a companhia como um dos alvos de uma investigação sem precedentes às fraudes por correio, citando-a como parte de uma rede internacional que furtou centenas de milhões de dólares de vítimas idosas.

Aranha assusta condutora e provoca capotamento

Uma condutora norte-americana despistou-se e capotou o carro, esta quarta-feira, quando uma aranha caiu do espelho retrovisor e a assustou.

O acidente aconteceu na região de Portland, no estado do Oregon, e foi divulgado no Twitter pela polícia de Washington County, com a legenda "Época das aranhas em força".

A condutora sofreu apenas ferimentos ligeiros numa mão, revelaram ainda as autoridades, mas terá de comprar um carro novo, já que o seu Toyota ficou bastante danificado, revela a televisão Fox.

A mesma televisão lembra ainda um outro encontro com uma aranha, há dois anos, quando um homem resolveu queimar um aracnídeo com um spray e um isqueiro. Acabou por queimar a casa toda, ficando sem teto para morar.

Raio mata grávida e dois filhos em Angola

Um raio matou uma mulher grávida e dois dos seus filhos e feriu gravemente outras três pessoas, na localidade de Camoxi, município de Malange, na província angolana com o mesmo nome, quando regressavam do trabalho agrícola.

O incidente, relatado pelo chefe da família, ocorreu na quarta-feira, quando o grupo regressava a casa e começaram fortes chuvas.

Segundo Eduardo André, citado pela agência noticiosa angolana, Angop, as pessoas abrigaram-se debaixo de uma árvore, quando foram atingidas pelo raio.

A descarga elétrica atingiu a sua mulher, grávida de sete meses, dois filhos, e feriu com gravidade outras três pessoas.

Para esta época chuvosa, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAMET) prevê para a província de Malange fortes chuvas, acompanhadas de descargas elétricas e ventos com velocidade de 45 a 90 quilómetros por hora.

A época chuvosa em Angola teve início, oficial, a 15 de agosto e termina a 15 de maio do próximo ano.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 22.09.2016

 

 

Moscovo e Washington procuram pontos fortes

Altino Matos |
22 de Setembro, 2016

Os Estados Unidos e a Rússia estão a apreciar a situação na Síria para determinar que elementos estiveram na base da violação do cessar-fogo que vigorou apenas uma semana, tempo considerado insuficiente pelas agências de assistência humanitária para   prestar ajuda aos civis.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, procuram pontos fontes dentro do quadro de mecanismo políticos e diplomático, que ainda dão alguma garantia de ser possível alcançar a paz na Síria a partir de uma solução política.
Alguns líderes mundiais acreditam que a troca de acusações entre Washington e Moscovo piora ainda mais o quadro política e militar no país, o que dá lugar à guerra entre as forças do Governo e rebeldes.
O Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou que é possível acabar com a guerra na Síria, basta retirar o apoio aos rebeldes e às forças do Governo. Ban Ki-moon não citou o nome dos Estados Unidos nem da Rússia, que prestam apoio aberto, em lados opostos, aos oponentes na Síria.
As autoridades de Moscovo divulgaram imagens, recolhidas a partir de um avião sem piloto, do ataque aéreo contra um comboio de ajuda na Síria, descrita pela comunidade internacional como uma grave tragédia humanitária.
Moscovo nega que as suas aeronaves ou as de seus aliados, o Governo sírio, tenham se envolvido em qualquer ataque contra civis, muito menos “desferir um golpe brutal contra pessoas indefesas que trabalhavam a favor da humanidade para diminuir o sofrimento dos seus semelhantes na Síria”.
Após a explicação da delegação russa, as Nações Unidas divulgaram uma versão de um comunicado anterior, retirando as expressões  “ataques aéreos” que substituiu por   “ataques” não especificados.
O ataque levou a ONU a suspender todas as remessas aéreas de ajuda para a Síria e deixou os esforços mais recentes de pacificação à beira do colapso. O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, chegou mesmo a afirmar que, neste momento, pode considerar-se que a população síria está sob sua conta e risco, por culpa daqueles que insistem em manter as suas posições no teatro das operações.
Ban Ki-moon pediu a todos quanto possam influenciar um diálogo sério para o alcance da paz na Síria a não pouparem esforço para o bem da humanidade. “A guerra na Síria deixou de ser um problema residual, e passou a ser um problema de todos os governos e povos, considerou o Secretário-Geral da ONU, sem nunca se referir directamente aos intervenientes da guerra. 
O Crescente Vermelho da Síria disse que o chefe de um dos seus escritórios locais e cerca de 20 civis foram mortos, apesar de outros saldos de mortos diferiram desse dado. O vice-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, atribuiu a responsabilidade do ataque  ao Governo russo, “uma vez que o seu compromisso nos termos da cessação das hostilidades era certamente parar as operações aéreas onde a assistência humanitária havia de fluir, e ajudar os civis necessitados nessas regiões”.
Ben Rhodes disse que os Estados Unidos preferem continuar com o cessar-fogo na Síria, mas estão preocupados com a falta de demonstração de boa-fé da Rússia.

Cessar-fogo

O acordo de cessar-fogo na Síria, mediado pelos Estados Unidos e a Rússia, aparenta ter sido desfeito. “Todos sabemos que o que está a acontecer na Síria  é inaceitável”, disse o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. “Não estamos tão unificados quanto devíamos para acabar com isto”, disse o líder norte-americano, Baracka Obama.
A troca de acusações entre Obama e Putin abriram um debate mais profundo sobre as capacidades dos meios diplomáticos e políticos para acabar com a guerra na Síria, principalmente porque os dois líderes controlam os corredores de fogo e prestam apoio técnico e militar às partes em conflito.   
Os Presidentes norte-americano e russo insistiram que ainda é possível corrigir as falhas no cessar-fogo e avançar para um estágio mais sólido, que permita uma aproximação das partes e um diálogo aberto sobre o período de transição.
Os grupos rebeldes, apoiados pelos Estados Unidos, reclamaram o direito a manter-se nas regiões sob seu domínio, e serem eles a gerir o processo de tréguas, prestando a devida informação aos agentes que entrarem nas cidades para prestar ajuda humanitária aos vicis.
Segundo relatos da imprensa ocidental, esse diferencial pode ter sido o causador da violação do cessar-fogo em certas regiões. A informação não foi confirmada nem desmentida pelos Estados Unidos.
       
Aviões desconhecidos 

Pelo menos, 24 pessoas morreram ontem em bombardeamentos de aviões não identificados contra zonas das províncias setentrionais sírias de Aleppo e Idlib.
Das pessoas mortas, 13, dentre as quais três menores, perderam a vida num ataque aéreo contra a população de Khan Shaykhun, em Idlib, onde houve também dezenas feridos, segundo dados não oficiais.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos apontou que os aviões lançaram oito projécteis contra distintas áreas da cidade, o que ocasionou amplos danos materiais em casas, algumas das quais ficaram totalmente destruídas.
A fonte não descartou que o número de vítimas mortais aumente, porque há feridos em estado grave e desaparecidos entre os escombros, onde as equipas de resgate ainda trabalham.
A maior parte da província de Idlib está nas mãos da Frente da Conquista do Levante (antiga filial síria da Al Qaeda) e de várias facções considerados extremistas.
Pelo menos, 11 pessoas morreram, dentre elas dois menores, em ataques nos bairros de Al Salhin, Al Mashhad, Al Sukari e Al Muasalat, na província de Aleppo.
Na Síria, exploraram o espaço aéreo aviões da Força Aeroespacial Russa e da Coligação Internacional, liderada pelos Estados Unidos.
Os últimos ataques, realizados por aviões de proveniência desconhecida, não foram alvo de explicações concretas tanto dos Estados Unidos, como da Rússia, que apenas lamentaram o sucedido.
Os voos tácticos, no quadro operacional, continuam bastante activos.

 

 

Forças da antiga guerrilha na disputa política do poder


21 de Setembro, 2016

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) anunciaram esta semana, na conferência que realizam nos Llanos del Yarí, em San Vicente del Caguan, que se tornam partido político em 27 de Maio do próximo ano e participam nas eleições legislativas e presidenciais de 2018.

A data, explicou o porta-voz da guerrilha, foi escolhida por as FARC terem sido fundadas em 27 de Maio de 1964 e por até Maio do próximo ano, segundo o acordo com o Governo colombiano, a guerrilha terminar as três fases de entrega das armas.
A Décima Conferência Nacional Guerrilheira termina sexta-feira e junta à porta fechada 29 membros do Estado-Maior Central das FARC, liderados pelo seu líder máximo  Timoleón Jiménez “Timochenko”, e cerca de 200 delegados das diferentes estruturas.
Na conferência, realizada pela primeira vez com o aval das autoridades colombiana e aberta aos meios de comunicação social, que marca o início da transição das FARC a partido político, a guerrilha analisa as “30 teses” redigidas para explicar às bases guerrilheiras os temas negociados. 
O pacto de Havana inclui, em 297 páginas, pautas para o desenvolvimento agrário, soluções para o problema das drogas ilícitas e a participação política dos guerrilheiros. Inclui, também, o seu desarmamento e reinserção social, o sistema especial de justiça ao qual podem recorrer e o seu compromisso com a reparação às vítimas. Pablo Catatumbo, alto dirigente da guerrilha, revelou que os delegados das FARC reunidos na décima Conferência Nacional Guerrilheira manifestam “apoio unânime” ao acordo de paz assinado em Agosto com o Governo colombiano.
Durante os debates, afirmou pablo Catatumbo, foram propostos alguns dos princípios do futuro partido político, como “combater a corrupção e manter o respeito pelas ideias alheias e a luta pelas ideias”, incentivar a “democracia ampliada e uma Colômbia inclusiva socialmente e mais justa”, que “respeite os princípios democráticos”.
Membros das FARC chegaram de toda a Colômbia a Caguán, tradicional reduto da guerrilha no sudeste do país, para se pronunciar sobre o acordo que deve acabar com um conflito que deixou oito milhões de vítimas, entre os quais 260 mil mortos em confrontos entre guerrilhas, paramilitares e agentes do Estado. 

Oficializar a paz 

A Décima Conferência Nacional Guerrilheira das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia deve ratificar o acordo de paz alcançado com o Governo colombiano para terminar mais de meio século de violência e “vai de vento em popa”, de acordo com o negociador-chefe da guerrilha, Iván Márquez, que liderou as negociações de paz com o Governo liderado por Juan Manuel Santos, iniciado em Havana, capital cubana, há quatro anos. 
Espera-se, também, que as FARC ratifiquem o acordo, a deposição das armas e a sua transformação num partido ou movimento político.
O acordo é assinado na segunda-feira pelo Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e pelo líder máximo das FARC, Timoleón Jiménez  “Timochenko” numa grande cerimônia com a presença de líderes internacionais.
Para entrar oficialmente em vigor, a população colombiana deve votar no referendo pelos termos de paz marcado para dois Outubro. 
O Tribunal Constitucional colombiano determinou ser preciso, para validar o documento assinado pelas partes, que pelo menos 13 por cento do censo eleitoral vá às urnas, ou seja, que pelo menos 4,5 milhões de pessoas precisam votar para que o resultado, sim ou não ao acordo de paz, seja acatado pelo Governo colombiano e pelas FARC. 
A guerrilha promete aceitar o que a população decidir.

Guerrilha assume erros 

Num vídeo divulgado no início do mês, o negociador-chefe das FARC para o acordo de paz, Iván Marquez, reconheceu que a guerrilha “também causou grande dor na Colômbia” no longo conflito que durou 52 anos e reiterou o compromisso de “não repetir de acções violentas no país após o acordo de paz com o Governo”
“Queremos reconhecer com sentimento de humanidade e reconciliação que, no desenvolvimento do conflito, também causámos uma grande dor com a retenção de pessoas por razões económicas. Ainda que sempre tiveram um propósito de sustentar as necessidades da rebelião, os sequestros prejudicaram relações familiares”, afirmou em Havana, sede das negociações de paz.
Iván Marquez exortou na altura todos os envolvidos no conflito a reconhecer as suas responsabilidades e se comprometer a nunca mais repetir o que foi feito durante a guerra. “Que estas práticas fiquem sepultadas para sempre com o fim da guerra”, concluiu.
As FARC e o Governo colombiano anunciaram o fim das negociações de paz, que duraram quatro anos, no dia 24 de Agosto em Havana, capital de Cuba. 
Em 29 de Agosto foi ordenado um cessar-fogo definitivo, tanto por parte das forças oficiais quanto das FARC, encerrando o conflito armado entre o Governo e a guerrilha.
Nascida de uma insurreição camponesa em 1964, as FARC contam com cerca de sete mil combatentes, de acordo com estimativas oficiais.
Já tiveram quase 20 mil.

 

George Bush pai vota em Hillary


21 de Setembro, 2016

O antigo Presidente George Bush pai revelou que apoia a candidata democrata à presidência dos Estados Unidos.

 

 “O Presidente disse-me que vai votar em Hillary [Clinton]”, escreveu nas redes sociais a filha de Robert F. Kennedy, Kathleen Hartington, que publicou uma fotografia sua com o ex-Presidente norte-americano George Bush. George Bush, de 92 anos e antigo Presidente republicano dos Estados Unidos entre 1989 e 1993, quebrou assim o silêncio sobre as presidenciais de 2016.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 26.09.2016

 

França pede para que Reino Unido ajude a conter crise imigratória em Calais

O presidente da França, François Hollande, pediu às autoridades do Reino Unido "para fazerem a sua parte" na gestão da crise humanitária em Calais, uma vez que ele prometeu desmantelar um crescente acampamento de imigrantes do porto.

"Quero expressar minha determinação de ver as autoridades do Reino Unido fazerem a sua parte no esforço humanitário porque a França está fazendo aqui", disse Hollande em discurso nesta segunda-feira em Paris, sem especificar quais ações ele espera que o Reino Unido tome.

"Temos que desmantelar por completo e definitivamente o acampamento", disse Hollande. "Vamos ter que agir com métodos e determinação", acrescentou, observando que o processo será feito de forma humana. Ele não deu qualquer prazo para o desmantelamento.

"A selva", como o acampamento em Calais é conhecido, é o lar de 7 mil pessoas, de acordo com a polícia, embora os trabalhadores humanitários estimem que a população do acampamento esteja em torno de 10 mil.

Hollande disse que aos imigrantes será oferecido alojamento alternativo em centros em toda a França, onde eles serão encorajados a pedir asilo no país.

A França está se esforçando para lidar com um número crescente de imigrantes, a maioria dos quais têm tentado viajar para o Reino Unido. O maior acampamento em Calais é "A selva", mas campos menores estão surgindo em outros lugares na costa do canal inglês, assim como no centro de Paris.

O Reino Unido concordou em financiar cercas, paredes e câmeras de segurança para evitar que os imigrantes se infiltrem em balsas e no túnel que liga o continente ao Reino Unido. O presidente francês também insistiu que o Reino Unido deve continuar a honrar seus compromissos com a França, mesmo depois que sair da União Europeia. Fonte: Dow Jones Newswires.

Polícia francesa cerca edifício após tiroteio em Paris, diz site

A polícia francesa informou que um homem abriu fogo próximo a um supermercado em Paris, ferindo duas pessoas, informou o site da rede Sky News. Policiais cercaram um edifício em busca do atirador.

Há informações de que o suspeito é conhecido da polícia, e seria um homem de aproximadamente 60 anos.

Um porta-voz da do Ministério Público de Versailles informou que o caso aparentemente não foi um ato de terrorismo. (Equipe AE)

Atirador em área comercial de Houston é morto, após deixar 9 pessoas feridas

Um advogado disparou aleatoriamente contra várias pessoas em um estacionamento de uma área comercial nesta segunda-feira, atingindo seis pessoas, antes dele ter sido morto a tiros pela polícia, segundo as autoridades. Outras três pessoas foram feridas com vidros ou detritos.

De acordo com a polícia de Houston, uma pessoa ferida está em estado crítico no hospital Memorial Hermann. O FBI foi chamado e está investigando o local do crime.

O primeiro relato do tiroteio ocorreu por volta das 6h30 (no horário local), disse Martha Montalvo, chefe da polícia de Houston, em uma entrevista coletiva. Ela disse que o suspeito começou a disparar contra os oficiais quando eles chegaram.

Martha Montalvo não identificou o homem, mas disse que ele era um advogado e que estava descontente por ter sido demitido recentemente e que tinha um mau relacionamento com a empresa de advocacia onde trabalhava.

Várias armas foram encontradas na cena do crime, um robô anti-bomba analisou o carro do atirador e policiais vasculharam sua residência, disse Montalvo. Vários carros ficaram com marcas de balas e tiveram as janelas quebradas.

"A investigação está ativa. É muito cedo para relatarmos alguma opinião e queremos ter a certeza de que não há outro atirador", disse a policial.

O tiroteio acontece dias depois de um tiroteio em um shopping em Washington, que deixou cinco pessoas mortas. Em 17 de setembro, um homem de 20 anos esfaqueou dez pessoas em um shopping de Minnesota antes de ser morto a tiros por um policial fora de serviço. Fonte: Associated Press

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 26.09.2016

 

Referendo que altera política italiana ocorrerá em dezembro

Italianos decidirão se aprovam ou não reforma constitucional

Agência ANSA

 

O Conselho de Ministros da Itália determinou nesta segunda-feira (26) que o referendo sobre a reforma constitucional, apresentada pelo primeiro-ministro Matteo Renzi, deve ser votado no dia 4 de dezembro.

    Inicialmente, a ideia era votar a consulta no mês de outubro, mas por atrasos nos trâmites burocráticos, a data ficou no limite previsto por lei. Os italianos precisarão responder a seguinte pergunta: "Você aprova o texto da lei constitucional "Disposições para a superação do bicameralismo paritário, a redução do número de parlamentares, a supressão do Cnel e a revisão do título V do capítulo II da Constituição" aprovado pelo Parlamento e publicado no Diário Oficial n. 88 de 15 de abril de 2015?" Resumindo, a medida reduz os poderes do Senado italiano, que se tornaria um órgão com apelo mais regional e sem salários, concentrando todo o debate político italiano na Câmara dos Deputados. Além disso, elimina a figura das "províncias" na Constituição da Itália, e também o Conselho Nacional de Economia e Trabalho (Cnel), órgão criado em 1948.

    Já sobre a citada revisão do Título V, serão repassadas para o Chefe de Estado, na figura do presidente da República, algumas competências como o setor de energia, infraestrutura estratégica e o sistema nacional de Defesa Civil. A votação será simples, tendo os eleitores que optar por "sim" ou "não" na cédula de votação.

    A reforma é uma das bandeiras de Renzi no poder e é vista como uma avaliação de seu governo. O premier chegou a dizer que renunciaria ao cargo se perdesse, mas depois acabou voltando atrás. A oposição, no entanto, usa o referendo para fazer pressão no governo e tenta ao máximo impor uma derrota política ao líder italiano.

    Esse será o maior teste eleitoral para Renzi, que está no poder há dois anos, e faz parte de um grande plano de reformas políticas e econômicas que vem sendo implantado com o aval da Câmara e também do Senado.

    Apesar de vários eventos pelo "sim" e pelo "não" já estarem sendo realizados, o premier informou que abrirá a campanha nacional em prol do referendo no dia 29 de setembro, em sua terra natal, Florença. (ANSA)

Brasileiro é preso na Itália por assaltos em Milão

Conhecido como "Sombra", homem assaltou 18 farmácias neste ano

Agência ANSA

 

Um brasileiro de 26 anos foi preso pela polícia da Itália por assaltos a farmácias de Milão, no norte do país. Pedro Miguel Gomez Freitas era conhecido como "Sombra" devido à velocidade com que cometia seus crimes: foram 18 assaltos entre fevereiro e maio deste ano. O brasileiro começou a ser investigado quando a polícia percebeu que os crimes cometidos no início de 2016 se assemelhavam a 12 casos registrados em 2012 e pelos quais Freitas já havia sido detido. Beneficiando-se da condição de dependente químico, o brasileiro conseguiu uma permissão para cumprir a pena em regime semiaberto, no qual trabalhava durante o dia e dormia em casa. 

No entanto, em duas ocasiões, a polícia não o encontrou na residência e pediu a revogação da decisão judicial. "Aprendemos roupas usadas durante os crimes. Havia um par de sapatos fluorescentes. Outra característica era que o brasileiro usava um pano na mão esquerda para esconder uma tatuagem, mas, em alguns crimes, ele esqueceu de cobrir o local e os agentes de polícia puderam confirmar a identidade comparando com fotos publicadas no Facebook", disse o comissário-chefe de Milão, Alessandro Chiesa.

    O brasileiro admitiu que cometeu 15 dos 18 crimes investigados, isso porque não há imagens de três. Algumas farmácias foram roubadas seis vezes. (ANSA)

Após 577 anos, convento na Itália fecha por falta de frades

Prédio histórico fica na cidade de Gela, na Sicília

Agência ANSA

 

Após 577 anos, o tradicional convento de Gela, na região da Sicília, na Itália, fechará as portas por falta da frades interessados em seguir a vocação religiosa. O histórico prédio que sediou por séculos o convento dos Frades Agostinianos, inspirados em Santo Agostinho, se tornará um dormitório para moradores de rua e pessoas de baixa renda. O bispo local, Rosario Gisana, garantiu que serão mantidos os eventos, ações religiosas e festas católicas na cidade, apesar do encerramento das atividades do convento.

    Duas celebrações estão diretamente ligadas à ordem dos Frades Agostinianos em Gela, a Festa de São José e a de Santa Rita. Os dois frades que ainda vivem na estrutura religiosa, Francesco Calleya e Giuseppe Ribaldone, serão obrigados a se mudar para Cassia e Roma. Eles devem partir ainda nesta segunda-feira (26).

    Ontem, os dois sacerdotes celebraram sua última missa no local. Para não fechar completamente o convento, a diocese de Piazza Armerina aceitou administrar o edifício com um contrato de 20 anos e utilizá-lo como dormitório público da Pequena Casa de Misericórdia.

    "Se, neste tempo, chegarem novos frades, não hesitaremos em reativar a estrutura histórica", disse dom Lino Di Dio, da diocese de Piazza Armerina. (ANSA)

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 26.09.2016

 

Rússia repudia "o tom e a retórica inadmissíveis" dos EUA e Reino Unido

PUB

O porta-voz Dmitri Peskov caracterizou a situação na Síria como "extraordinariamente complicada"

A Rússia repudiou hoje "o tom e a retórica inadmissíveis" dos embaixadores dos Estados Unidos e do Reino Unido na ONU, que no domingo acusaram as forças russas na Síria de barbárie e de crimes de guerra.

"Consideramos o tom e a retórica dos representantes do Reino Unido e dos Estados Unidos inadmissíveis e passíveis de prejudicar as nossas relações e o processo de resolução" do conflito, disse à imprensa o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

O porta-voz caracterizou a situação na Síria como "extraordinariamente complicada" e voltou a acusar os rebeldes de utilizarem o cessar-fogo para "se reagruparem e renovarem o seu arsenal" com vista a novas ofensivas.

"Constatamos igualmente que continua a não haver uma separação entre a chamada oposição moderada e os terroristas" em Alepo, acrescentou. "Isso torna a situação extremamente tensa".

Peskov sublinhou contudo que, apesar de os termos do cessar-fogo serem "pouco eficazes", a Rússia "não perde a esperança nem a vontade política" de avançar no processo de paz na Síria.

Durante o fim de semana, os países ocidentais endureceram o tom em relação à Rússia, acusando-a diretamente de organizar a ofensiva em curso contra Alepo.

A embaixadora norte-americana na ONU, Samantha Power, acusou mesmo Moscovo de "barbárie", o embaixador francês, François Delattre, referiu-se a "crimes de guerra" cometidos pelas forças russas que apoiam as do regime sírio na ofensiva em Alepo e o embaixador britânico, Matthew Rycroft, sugeriu uma análise dos factos pelo Tribunal Penal Internacional.

Chefe das secretas alemãs:"Temos de encontrar a agulha no palheiro"

 

PUB

O diretor do Serviço Federal de Informações (Bundesnachrichtendienst - BND), a "CIA" alemã, falou numa conferência mundial em Israel sobre refugiados e terrorismo

Na Alemanha, que já recebeu mais de um milhão de refugiados, as autoridades estão em alerta máximo em relação aos atentados terroristas. Este ano já houve dois, ambos relacionados com refugiados. Numa intervenção feita este mês, a que o DN assistiu, naquele que é o maior encontro anual de peritos - a Conferência Mundial de Contraterrorismo em Israel - onde se juntam académicos, políticos e altos responsáveis das polícias e dos serviços de informações de vários países, Friedrich Grommes, diretor da unidade de contraterrorismo e crime organizado das secretas externas alemãs (Bundesnachrichtendienst - BND), salientou como uma das preocupações os migrantes que se possam radicalizar já em território alemão.

Grommes salientou que o Serviço Federal de Informações faz parte do Centro Conjunto de Contraterrorismo, de que fazem parte as polícias e onde existe troca de informação permanente. Neste momento, sublinhou, "a preocupação é focar-nos nos potenciais atacantes". Distinguiu três possíveis perfis de terroristas que podem cometer atentados. O primeiro constituído por jihadistas radicalizados em solo europeu, mas que não conseguiram viajar para a Síria para se juntarem ao exército do daesh. Estes conhecem bem os países onde estão e podem circular livremente. Têm passado criminal, acesso a armas e a documentos falsos.

O segundo grupo são os "operacionais dos países islâmicos", que apesar de não conhecerem o território europeu, são enviados pelos comandos para cometer atentados. Segundo o diretor do BND este "é um grupo muito perigoso" e podem ter entrado na Europa na "sombra das migrações". Friedrich Grommes assinalou que "foram identificados alguns casos, cerca de 20, entre refugiados" e que "é preciso fazer um trabalho exaustivo" de investigação. "É como tentar encontrar uma agulha no palheiro", sublinhou. "Podem estar durante longo período "adormecidos", como os espiões no tempo da guerra fria e só atuar daqui a anos, como podem atacar mais rapidamente logo que tenham oportunidade".

Um terceiro grupo, "ainda por confirmar", são os refugiados que chegam agora à Europa, sem ligações radicais, "mas que por causa de uma eventual frustração em relação à sua vida e integração na Europa, sem emprego, sem perspetivas de futuro, pode ficar mais vulneráveis" a influências terroristas. "Têm ao seu dispor na net inúmeros instrumentos, autênticas hotlines do ISIS" para aprenderem tudo o que é preciso e para se inspirarem.

Desde 1971 que não havia tanto crime nos Estados Unidos

 

PUB

No ano passado, o FBI contabilizou um total de 1.197.704 infrações penais cometidas com violência. De acordo com o relatório anual da policia federal americana, os homicídios verificaram um aumento global de 10,8%, o maior crescimento percentual desde 1971

A criminalidade violenta aumentou em 2015 nos Estados Unidos, com os homicídios a registarem uma subida de 10,8%, o maior crescimento percentual desde 1971, divulgou esta segunda-feira um relatório da polícia federal americana (FBI).

No ano passado, o FBI contabilizou um total de 1.197.704 infrações penais cometidas com violência, o que representou um aumento de 3,9% face a 2014.

A polícia federal americana classifica como criminalidade violenta os homicídios, as agressões violentas que provocam a morte, as violações, os roubos que são acompanhados por ameaças e violência e as agressões com armas.

Estas estatísticas são anunciadas algumas horas antes do primeiro debate televisivo entre os dois principais candidatos à Casa Branca, o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton, e poderão marcar uma acesa discussão sobre a temática da segurança interna.

Os dados são igualmente publicados no mesmo dia em que um homem abriu fogo num centro comercial em Houston, no estado do Texas (sul dos Estados Unidos) e feriu seis pessoas. O presumível atirador foi neutralizado pelas forças de segurança.

De acordo com o relatório anual do FBI, os homicídios verificaram um aumento global de 10,8%, o maior crescimento percentual desde 1971.

Este aumento, que continua porém a seguir uma tendência de queda de duas décadas, coloca o número de homicídios na fasquia dos 15.696, quase o mesmo número do que em 2009.

A taxa nacional de homicídios verificada em 2015 é ainda cerca de metade do que era em 1991, no auge da vaga de crime violento no final da década de 1980 e no início da década de 1990.

O destaque vai para os homicídios que envolveram armas de fogo (mais de dois em cada três casos), o que representou que o ano de 2015 registou cerca de 1500 casos de homicídios com armas adicionais.

Nenhum outro tipo de arma registou um aumento comparável (71.5%). Aliás, o número de homicídios com armas brancas decresceu ligeiramente.

A par do aumento dos homicídios com armas de fogo, o relatório do FBI verifica igualmente o aumento dos assassinatos de cidadãos negros. Pelo menos mais 900 homens negros foram mortos em 2015 do que no ano anterior.

Apesar do aumento da criminalidade violenta, a taxa de criminalidade global do país não aumentou substancialmente. No ano passado, os crimes contra a propriedade registaram um decréscimo de 2,6%.

Português raptado em Luanda libertado pela polícia

PUB

Os três sequestradores são cidadãos estrangeiros

Uma operação policial das autoridades angolanas permitiu libertar dois cidadãos raptados em Luanda, um dos quais de nacionalidade portuguesa, informou hoje à Lusa o Ministério do Interior angolano.

Sem adiantar mais informações sobre as vítimas - o segundo raptado foi referido como tendo dupla nacionalidade, cabo-verdiana e indiana - o Ministério refere numa nota enviada à Lusa que ambos tinham sido raptados "recentemente" na província de Luanda.

A operação que resultou na libertação dos raptados foi levada a cabo por agentes do Serviço de Investigação Criminal e da Polícia Nacional angolana e culminou com a detenção de três sequestradores.

"Os sequestradores envolvidos na referida ação são estrangeiros", refere a nota, acrescentando que a operação levou ainda à apreensão pela polícia de viaturas, armas de fogo e "outros objetos contundentes".

"Após a libertação dos cidadãos, o Ministro do Interior deu conforto e tendo na ocasião sublinhado o empenho do Estado angolano em tudo fazer para garantir aos cidadãos que residem ou visitem Angola a necessária segurança", refere a nota, que remete mais informações sobre este caso, pelos "órgãos competentes", para os próximos dias.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 26.09.2016

NASA descobre "lugar promissor para albergar vida" no Espaço

 

Os astrónomos da NASA acabam de confirmar a existência de um oceano em Europa, uma das luas de Júpiter.

"O oceano de Europa é considerado um dos lugares mais promissores para, possivelmente, albergar vida no sistema solar", disse Geoff Yoder, um dos responsáveis pela investigação.

Este oceano tem duas vezes mais água do que o da Terra, mas está protegido por uma camada de gelo cuja profundidade se desconhece.

O que o telescópio Hubble conseguiu mostrar são imagens de jatos de vapor de água a surgir à superfície de Europa, o que sugere aos astrónomos que será possível recolher uma amostra deste oceano sem ter que perfurar, quem sabe, quilómetros de gelo.

Ao longo de 15 meses, a equipa liderada por William Sparks, observou Europa a passar à frente de Júpiter dez vezes e o que pareciam ser jatos de vapor de água em três ocasiões.

Português subiu de empregado de limpeza a dono de multinacional

 

José Correia

José Correia começou a trabalhar há quase 50 anos em Winnipeg, Canadá, como simples empregado de limpeza. Hoje é dono da maior companhia de limpeza e manutenção do país, tudo porque fugiu à guerra colonial.

"Era filho único. O meu pai teve medo que fosse chamado para cumprir serviço militar. E como ele já estava em Winnipeg há um ano, chamou a família para se juntar a ele", explica José Correia, presidente da Bee-Clean Building Maintenance, natural de Albufeira.

Emigrante com 15 anos, em 1967, José Correia não teve problemas na adaptação pois já sabia um pouco das línguas oficiais do Canadá, o inglês e o francês.

Cedo começou a trabalhar no ramo da limpeza e da manutenção, numa fase inicial em 'part-time', tendo decidido melhorar o inglês, estudando à noite.

"Como os portugueses eram conhecidos como trabalhadores e de confiança, vi que havia condições para se fazer uma boa coisa", recorda.

Aprendeu soldagem, eletricidade e desenho, numa altura em que a vaga de imigração portuguesa para o Canadá estava no seu auge e era fácil recrutar "trabalhadores portugueses".

Em 1967, fundou a Bee-Clean, um projeto de uma vida que agora entra numa fase de internacionalização. "Fiz muita limpeza com o meu sócio. Éramos dois, depois três, quatro e aí em diante. Primeiro os portugueses e hoje temos funcionários também de outras comunidade".

A empresa rapidamente começou a operar no oeste do Canadá, desde Alberta à Colúmbia Britânica, ficando aquela área sob a responsabilidade do sócio do luso-canadiano, Bryan Gingras.

A cargo de José Correia ficou a região de Saskatchewan até ao Ontário, numa área do centro e sul do Canadá.

Há oito anos a empresa expandiu-se para o este do país, para o Quebeque, e há três anos para a Nova Escócia.

A Bee-Clean Building Maintenance opera em edifícios governamentais, aeroportos, hospitais, bases militares, escritórios, supermercados, e também congrega manutenção manual desde a substituição de lâmpadas a pequenas reparações elétricas.

"Só para os cinco maiores bancos do Canadá fazemos limpeza em três mil edifícios. Limpamos 400 mil pés quadrados por dia. A companhia tem mais de 12 mil empregos só no Canadá", explica José Correia.

Atualmente, 40 por cento dos funcionários são de origem portuguesa, um número que, no passado, já esteve "acima dos 60 por cento".

Há sete anos expandiu-se também para o arquipélago dos Açores, e brevemente vai começar a operar no mercado chinês num "projeto muito ambicioso".

O empresário português diz que não se esquece do tempo em que era empregado e tenta refletir isso na gestão do negócio.

"Tentamos tratar o nosso pessoal como parte desta nossa família. São os empregados que nos fazem o trabalho. É graças a eles o que somos hoje. Tratamo-los como gostávamos de ser tratados, tem sido essa a visão", frisou.

José Correia foi reconhecido em 1998 com o Prémio Empreendedor do Ano pela Ernst and Young, em 2003 como Empreendedor do Ano pela BOMA, na região das Pradarias e, em 2015, foi incluido no Passeio da Fama de Luso-canadianos em Toronto.

Oficialmente há 429 mil portugueses e lusodescendentes no Canadá (censo de 2011), estando a grande maioria localizada no Ontário. Na província do Manitoba, cuja capital é Winnipeg, calcula-se que existam cerca de 30 mil.

*Agência Lusa

Deixa a mãe morrer à fome para se vingar por ser internada

 

Crime está a chocar a comunidade local

Uma rapariga de 16 anos, que tinha sido internada a pedido dos pais para tratar um problema de adição à Internet, decidiu vingar-se da sua mãe, deixando-a morrer à fome.

A adolescente de nacionalidade chinesa prendeu a mãe a uma cadeira e deixou-a sem comida durante uma semana, escreve o portal informativo The paper. A jovem, identificada com o nome fictício de Chen Xinran, acabou detida pelas autoridades depois de confessar a autoria do crime.

Xinran matou a mãe depois desta a ter enviado para uma instituição da província de Sandong, durante quatro meses, especializada no tratamento de jovens com distúrbios comportamentais. Este lugar é conhecido pela forma violenta com que leva a cabo alguns dos tratamentos.

Os pais da rapariga estavam preocupados com o comportamento e a utilização desmedida que a jovem fazia da Internet, depois ter abandonado a escola. Durante o questionário feito pelas autoridades, Xinran disse que foi levada por dois homens desconhecidos que a transportaram à força.

Depois de conseguir fugir do centro de tratamento, começou a torturar a mãe, enviando fotografias da mulher a uma tia, chantageando-a com pedidos de dinheiro Quando a equipa médica chegou ao local, para resgatar a mãe, a mulher estava em estado grave e não conseguiu sobreviver.

Gato mais velho do Reino Unido foi abandonado na rua

 

Gato que foi abandonado à porta do RSPCA

Foto: RSPCA Southall Cattery/ Facebook

Banjo poderá ser o gato mais velho do Reino Unido. Foi abandonado e terá 27 anos.

Uma equipa de veterinários ficou surpreendida quando, ao examinar um gato que tinha sido resgatado das ruas do Reino Unido, verificou que o animal tinha um chip do ano de 1991 e que possivelmente tinha dois anos quando foi registado.

Curioso com o caso, um membro da Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade em Animais (RSPCA) fez uma pesquisa que permite concluir que Banjo poderá ser o gato mais velho do país.

O gato foi encontrado, no dia 4 deste mês, abandonado dentro de uma caixa à porta RSPCA.

Quanto aos donos de Banjo, nem sinal. A RSPCA tentou contactá-los, mas sem sucesso.

Se, entretanto, ninguém o procurar, Banjo será transferido para uma espécie "de casa de repouso" daquela sociedade.

jornalJornaldeAngola” (Angola), 26.09.2016

 

 

Moscovo quer manter o cessar-fogo


26 de Setembro, 2016

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, apelou ao engajamento do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, na manutenção dos acordos alcançados entre a Rússia e os Estados Unidos para estabilizar a situação na Síria o mais rápido possível.

Sergei Lavrov referiu a John Kerry a necessidade de separar os grupos terroristas da oposição moderada, para que um cessar-fogo possa ter sucesso e as operações militares apoiadas pelos governos de Moscovo e Washington consigam eliminar as frentes rebeldes que impedem as tréguas no país.
“Agora é essencial evitar a destruição destes acordos”, disse Sergei Lavrov, reconhecendo que o recente bombardeamento norte-americano sobre tropas sírias e o ataque registado contra um comboio humanitário agravaram a situação. O ministro russo insistiu que é fundamental separar os combatentes de grupos como o “Estado Islâmico” (“EI”) e a Frente al Nusra de outros opositores, lembrando que os EUA tem a principal responsabilidade nesse âmbito, por estar próximo desses rebeldes.
“Esta é uma condição essencial para reforçar o acordo de cessação de hostilidades”, disse Sergei Lavrov, que lembrou que esse ponto faz parte do acordo com Washington em Genebra para impulsionar o cessar-fogo, que durou apenas uma semana. “A crise síria não se resolve e a lamentável situação humanitária não se vai corrigir sem se neutralizar o ‘Estado Islâmico’ e Al Nusra e os seus grupos extremistas aliados”, disse Sergei Lavrov. O diplomata russo reuniu-se com o homólogo norte-americano, John Kerry, à margem da Assembleia-Geral da ONU, para tratar sobre os últimos acontecimentos na Síria.
A reunião, segundo um funcionário norte-americano, foi construtiva, mas dela não saiu nenhuma iniciativa. Os EUA exigiram da Rússia novas propostas para tentar animar o cessar-fogo, incluindo um compromisso para que não haja aviões que sobrevoem regiões chave controladas pela oposição, a fim de deter os bombardeamentos por parte do Governo sírio. Perante esse apelo, Sergei Lavrov disse que qualquer medida especial que vá além do que já foi estipulado em Genebra “não faz sentido, enquanto não começar essa separação dos terroristas e da oposição moderada”. “Os norte-americanos não parecem muito abertos a um trabalho diário nesse sentido”, lamentou. 

Ataques aéreos 

Pelo menos 22 combatentes da facção opositora Fursan al Haqq morreram num bombardeamento da Força Aérea da Síria a uma base no Norte da província central de Hama. O ataque aéreo aconteceu ontem e as equipas de resgate tiveram sérias dificuldades para chegar ao local devido aos sucessivos bombardeamentos da aviação. A Fursan al Haqq é uma facção do Exército Livre Sírio que opera principalmente na província de Hama. O Exército sírio limitou-se a informar que “um número de terroristas morreu ou ficou ferido pelos bombardeamentos no norte de Hama”, segundo a agência estatal Sana.
Além disso, as tropas destruíram quatro tanques e três veículos equipados com metralhadoras. A província de Hama é cenário de uma escalada das hostilidades desde o final de Agosto, quando os rebeldes lançaram um contra-ataque para ganhar terreno. Em poucos dias, tomaram 15 localidades e situaram-se a poucos quilómetros da capital da província, mas, mais tarde, as forças governamentais conseguiram recuperar a maioria das posições.
Nos dois primeiros dias de Setembro, pelo menos 30 civis, entre eles dez crianças e seis mulheres, morreram em bombardeamentos efectuados pela aviação síria na cidade de Suran, no Norte da província. A Defesa Civil Síria, um grupo de voluntários que desenvolve trabalhos de resgate, denunciou que os intensos bombardeamentos sírios e russos contra a cidade de Alepo causaram mais de 70 mortos e dezenas de feridos. O grupo pede rapidez na assistência para evitar mais mortes de civis.

 

 

Mulheres são presas por planear atentados


26 de Setembro, 2016

A polícia francesa deteve ontem duas jovens, de 17 e 19 anos, suspeitas de preparar um atentado.

Elas moram em Nice, local do atentado de Julho que matou quase 90 pessoas. Uma investigação iniciada no dia 9 de Setembro permitiu estabelecer que as duas estavam em contacto com Rachid Kassim, propagandista e recrutador do grupo Estado Islâmico (EI). “Elas admitiram que visavam a uma acção violenta, sob influência de Rachid Kassim”, afirmou uma fonte ligada ao caso.

 

 

Principal suspeito é preso pela Polícia


26 de Setembro, 2016

As autoridades americanas prenderam um homem nascido na Turquia suspeito de ser o autor do tiroteio que deixou cinco mortos na sexta-feira num shopping de Burlington, no Estado de Washington.

O porta-voz da Polícia, sargento Mark Francis, identificou o suspeito como Arcan Cetin, um rapaz de 20 anos, residente em Oak Harbor, localidade próxima a Burlington, a 110 quilómetros de Seattle.  
Segundo a fonte, não existem outros suspeitos de terem participado no ataque cometido no shopping Cascade Mall de Burlington, onde morreram quatro mulheres e um homem. Também não há informações sobre a motivação do ataque. A princípio, a Polícia havia descrito o atirador como um homem de aparência hispânica. Uma página do Facebook, indica que Arcan Cetin nasceu em Adana, a quarta cidade da Turquia situada à beira do Mediterrâneo. O rapaz  trabalhava numa loja em Widbey Island, também em Washington.

 

 

Prédio habitado desaba em Roma


26 de Setembro, 2016

Um prédio de quatro andares desabou parcialmente em Roma na madrugada de sábado, causando a evacuação de 110 pessoas que moravam no local.

 

Ninguém ficou ferido porque os moradores foram retirados preventivamente na noite de sexta-feira. No entanto, 40 pessoas perderam completamente suas residências, já que estavam na parte mais destruída.

Estoques de petróleo nos EUA caem 14,513 milhões de barris; previsão +500 mil

 08/09/2016 12:19:00

O Departamento de Energia dos EUA (DoE) informou que os estoques norte-americanos de petróleo bruto caíram 14,513 milhões de barris na semana encerrada em 2 de setembro, para 511,357 milhões de barris. A queda surpreendeu a previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal, de + 500 mil.

Os estoques de gasolina recuaram 4,211 milhões barris, para 227,793 milhões de barris, ante previsão de queda de 300 mil barris. Já os estoques de destilados, que incluem diesel e óleo combustível para calefação, avançaram 3,382 milhões de barris, para 158,135 milhões de barris, ante previsão de alta de 1 milhão de barris.

Os estoques de petróleo bruto no centro de distribuição de Cushing (Oklahoma) caíram 434 mil barris, para 63,433 milhões de barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias subiu de 92,8% para 93,7%. A previsão era de queda para 92,3%.

A produção média diária de petróleo bruto dos EUA caiu de 8,548 milhões de barris para 8,488 milhões. Na mesma semana do ano anterior, a produção era de 9,135 milhões de barris.

Trump suaviza discurso contra imigrantes no México

 

O candidato republicano às eleições presidenciais dos Estados Unidos Donald Trump suavizou seu discurso anti-imigrantes e até elogiou os mexicanos "pelo seu amor pela família e pela comunidade", mas insistiu no plano de construir um muro na fronteira entre os dois países. 

No inesperado encontro privado que aconteceu na residência oficial do presidente do México, Enrique Peña Nieto ressaltou as fortes divergências entre os dois, enquanto o magnata disse que não iriam discutir "quem vai pagar" pelo muro.

Essa afirmação contradiz as falas do começo da campanha de Trump, quando afirmava que o México pagaria completamente a construção e manutenção da barreira, em parte com os US$ 24 milhões das remessas anuais enviadas pelos mexicanos para parentes e amigos que estão dos Estados Unidos.

De sua parte, Peña disse que "os mexicanos são pessoas de bem que merecem respeito" e disse que vai trabalhar com quem for o vencedor das eleições norte-americanas: "Podemos não estar de acordo com diversos temas, mas a sua presença, senhor Trump, mostra uma coincidência fundamental: nossos respectivos países são muito importantes um para o outro", constatou.

Trump concordou com Peña. "Compartilhamos interesses em comum sobre segurança, prosperidade e liberdade", disse ao ressaltar que os mexicanos em seu país são "pessoas irrepreensíveis, extraordinários trabalhadores" a quem respeita muito.

Diplomacia

O encontro entre os mandatários do México e EUA, seguido de uma rápida coletiva de imprensa, teve duras críticas nas redes sociais devido aos ataques xenófobos e preconceituosos de Trump contra os mexicanos, que foram chamados por ele de "criminosos e narcotraficantes" em um passado recente.

Apesar das frases protocolares e gentis, um ambiente de tensão circundou o encontro entre o mexicano – que já comparou Trump com Mussolini e Hitler –. e o norte-americano – que não para de atacar os imigrantes e disse que o governo mexicano é corrupto.

Trump considerou "necessário erguer um muro para a segurança tanto dos Estados Unidos como do México e para desmantelar os cartéis de droga, de armas e de dinheiro na fronteira".

O empresário também insistiu na necessidade de "melhorar" o Tratado de Livre Comércio da América do Norte, em vigor desde janeiro de 1994, e disse que ele deve se atualizar para que reflita a realidade atual", em benefício do México e dos Estados Unidos.

Por sua vez, Peña definiu o encontro como "aberto e construtivo" e disse que seu propósito foi de conhecer e trocar opiniões e visões sobre a relação bilateral. Peña também falou em uma fronteira entre os dois países "mais segura e eficiente".

Apesar da suavidade do discurso em terras mexicanas, a campanha de Donald Trump tem investido seus esforços no eleitor com perfil mais conservador nos Estados Unidos com foco no protagonismo bélico e econômico dos país e de restrições a imigrantes que estejam ilegalmente na América./AB

 

Taleban invade cidade do Afeganistão e autoridades pedem reforço urgente

 08/09/2016 11:06:00

O Taleban entrou na capital da província de Uruzgan, no sul do Afeganistão, nesta quinta-feira, provocando violentos confrontos, o que levou todas as autoridades do governo a fugirem da cidade e a pedirem reforço, informou uma autoridade afegã.

O ataque de surpresa dos insurgentes levou todos os postos de controle ao redor da cidade a serem ocupados ou destruídos, segundo o porta-voz provincial, Mohammad Doost Nayab, que pediu para o governo em Cabul reforços urgente.

Nayab disse que todos os postos de controle ao redor da cidade foram ocupados ou destruídos e apelou para o governo em Cabul reforços rápidos. "Eu ainda não consigo estimar o número de Morts e temos que a cidade possa cair nas mãos dos insurgentes em breve". Centenas de Talebans estão envolvidos no ataque, disse Nayab.

No entanto, poucas horas depois, o Ministério de Defesa do Afeganistão disse que o Taleban tinha sido expulso de Tirin Kot. Mohammad Radmanish, deputado do ministério e porta-voz, disse que as sedes do Exército, da polícia e dos serviços de inteligência na cidade foram todos protegidos.

Radmanish insistiu que todos os locais estratégicos em Tirin Kot, uma cidade com uma população de 72 mil habitantes, estão agora sob monitoramento do governo e que reforços estão a caminho para a capital da província de Uruzgan. Fonte: Associated Press.

Polícia francesa detém outro casal após carro ser abandonado com botijões de gás

 08/09/2016 08:43:00

A polícia da França deteve um segundo casal suspeito de estar ligado com o caso de um carro que foi encontrado sem as placas de identificação e com seis botijões de gás em seu interior próximo à Catedral de Notre Dame, em Paris, domingo de manhã, disse um porta-voz da procuradoria da cidade.

O homem e mulher foram detidos na região de Loiret, a 160 quilômetros de Paris, e estão sendo interrogados pela polícia, disse um porta-voz da procuradoria anti terrorismo nesta quinta-feira. Ela não forneceu mais informações sobre a identidade do casal. A prisão de um primeiro casal, vinculado ao islamismo radical, foi anunciada na quarta-feira. Uma das pessoas detidas ontem era o proprietário do carro e estava em uma lista de vigilância da segurança nacional.

Um funcionário de um bar localizado nas proximidades da catedral avisou sobre o veículo na manhã de domingo, após avistá-lo com o pisca-alerta ligado, informaram as autoridades francesas. Não havia ninguém dentro do carro, mas a polícia encontrou seis botijões cheios no porta-malas e um botijão vazio no interior do veículo. Nenhum detonador ou materiais que poderiam ser utilizados para inflamar os botijões foi encontrado. Fonte: Dow Jones Newswires.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 08.09.2016

 

Oposição síria apresenta plano de paz excluindo Bashar al-Assad

 

Uma aliança de grupos moderados da oposição síria apresentou hoje (7) um plano de paz e transição política democrática para o país, que exclui o ditador Bashar al-Assad, que governa a síria desde 2000. O plano prevê um período de seis meses de negociação e a criação de uma entidade governamental que será responsável por supervisionar a transição e o Estado. Em 18 meses, seriam convocadas eleições parlamentares, presidenciais e municipais. As informações são da Agência Ansa.

Pelo plano, Assad poderia permanecer na presidência durante os seis meses de negociações, mas, depois, precisaria entregar o poder ao governo de unidade nacional, que organizaria as eleições. De acordo com o texto da proposta, todas as seitas e etnias seriam respeitadas, assim como os direitos individuais das mulheres, que receberiam uma cota de 30% para cargos públicos.

O plano tem 25 páginas e foi apresentado pelo Alto Comitê de Negociações (HNC) da Síria, que engloba 30 facções políticas e militares. A proposta teve o apoio do secretário britânico de Relações Exteriores, Boris Johnson, e de representantes dos Estados Unidos, da União Europeia, dos países do Golfo e da Turquia. No entanto, é possível que não seja adotado e receba críticas de Assad e da Rússia, país aliado ao regime, que também ficou de fora do texto.

Nesta quarta-feira, a imprensa da Turquia também publicou que o presidente norte-americano, Barack Obama, pediu ajuda para uma ação conjunta em Raqqa, capital do grupo extremista Estado Islâmico (EI), na Síria. "Obama quer fazer alguma ação conjunta em Raqqa", disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ao voltar do G20 na China, onde se reuniu com o presidente norte-americano e discutiu medidas para derrotar o Estado Islâmico na Síria.

A atuação e expansão do EI também é relacionada ao vácuo político provocado pela guerra civil na Síria. Atualmente, o país é dominado parcialmente por forças de Assad, por grupos rebeldes, por curdos e pelo Estado Islâmico. Inspirada pela Primavera Árabe, a guerra civil na Síria começou em 2011 e já provocou a morte de 250 mil pessoas, além de êxodos em cidades inteiras. ONGs locais, porém, estimam que o conflito já tenha matado 470 mil civis.

Reino Unido construirá muro em Calais contra imigrantes

Cidade francesa tem porto que dá acesso ao Canal da Mancha

Agência ANSA

O Reino Unido anunciou nesta quarta-feira (7) que está pronto para construir um muro na cidade de Calais, na França, para barrar a entrada de imigrantes através do Canal da Mancha. A medida já recebeu o aval das autoridades francesas e deve ser colocada em prática ainda neste ano. A imprensa britânica batizou o muro de "Grande Muralha de Calais". 

A obra será feita na estrada que dá acesso ao porto de Calais e terá quatro metros de altura por um quilômetro de comprimento. A construção deve ser iniciada em setembro e custará cerca de 2,7 milhões de euros, financiados por Londres. 

De acordo com o ministro do Interior inglês, Robert Goodwill, o muro "será construído em breve" e a verba para a obra vem de um pacote milionário do governo para melhorar o gerenciamento das fronteiras. O muro deve passar pelos dois lados da estrada que leva ao porto de Calais e por um campo onde vivem milhares de imigrantes. "Em um momento em que centenas de crianças vulneráveis estão bloqueadas e vivem em condições perigosas em Calais, protegê-las deve ser nossa prioridade absoluta", disse o diretor de Relações com o Governo da ONG Save The Children, Steven McIntosh.

"Estas crianças e jovens vão tentar, desesperadamente, fugir do campo para conquistarem uma vida melhor e mais segura. É de vital importância garantir que qualquer medida de segurança tomada em Calais não coloque a vida deles em perigo", comentou.

>> Crise migratória evidencia contradições e erros históricos da Europa

O governo da Itália criticou a construção do muro britânico na França e pediu que os países pensem em uma solução conjunta. "Eu não julgo medidas adotadas por outros governos, mas penso que não iremos a nenhum lugar desta maneira. Devemos ter consciência que a solução é investir na Àfrica, resolver os conflitos, como na Síria, e dividir o peso da imigração em nível europeu", afirmou o chanceler da Itália, Paolo Gentiloni. No início do ano, a Áustria ergueu um muro para conter imigrantes na fronteira da Itália, um dos países que mais recebem embarcações de refugiados no Mar Mediterrâneo.

Papa Francisco pede que todas as religiões condenem terrorismo

Agência ANSA

 

Em um encontro com membros do Instituto de Diálogo Inter-religioso de Buenos Aires no Vaticano, o papa Francisco pediu para que todos os líderes condenem e afastem-se do terrorismo muitas vezes utilizado em nome da fé. As informações são da Agência Ansa.

"Percebemos com pesar que o nome da religião é usado, muitas vezes, para cometer atrocidades como o terrorismo e semear o medo e a violência e, por consequência, as religiões são identificadas como responsáveis pelo mal que as cercam. Essas ações abomináveis devem ser condenadas de maneira determinada. É preciso tomar distância de quem busca envenenar as pessoas, dividir e destruir a convivência", disse o Pontífice aos religiosos nesta quinta-feira (8).

Em sua fala, o papa afirmou que a vida é sagrada e que por isso deve ser respeitada. Ele disse ainda que todos aqueles que acreditam em Deus devem defender a criação e a vida e "não podem ficar em silêncio" quando veem atrocidades.

"O homem e a mulher são chamados a defender a vida em todas as suas fases, a integridade física e as liberdades fundamentais, como a liberdade de consciência, de pensamento, de expressão e de religião. É um dever que precisamos respeitar porque nós acreditamos que Deus é o criador e nós somos instrumentos em suas mãos para fazer com que todos os homens e mulheres sejam respeitados em sua dignidade", acrescentou.

Ao falar sobre o diálogo inter-religioso, o papa pediu ainda que todos os crentes "devem colaborar entre si" e com todos "os homens e mulheres de boa vontade que não professam nenhuma religião" para dar uma "resposta mais eficaz aos muitos males do mundo, como a guerra e a fome, a miséria que atinge milhões de pessoas pela crise do meio-ambiente, da violência, da corrupção e da degradação moral".

Além do encontro no Vaticano, no dia 20 de setembro, o papa Francisco irá para Assis nos 30 anos do Encontro Inter-religioso pela Paz.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 08.09.2016

 

 

Obama insiste no encerramento definitivo de Guantanamo

PUB

Desde 2009 que o presidente norte-americano tenta encerrar a controversa prisão militar

O Presidente dos Estados Unidos insistiu hoje na "vontade firme" de encerrar o centro de detenção de Guantanamo (Cuba) depois de o candidato republicano à sua sucessão, Donald Trump, ter defendido que, se eleito,

"Não estou disposto a renunciar" ao encerramento de Guantanamo, cuja existência tem sido utilizada como uma "ferramenta para ajudar ao recrutamento pelas organizações terroristas", disse Barack Obama numa cimeira regional que decorre no Laos.

Desde 2009 que o presidente norte-americano tenta encerrar a controversa prisão militar, aberta após os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Em agosto último, o Pentágono confirmou que permanecem 61 detidos na base naval norte-americana em Cuba, aberta pelo presidente George W. Bush para reagrupar os prisioneiros da "guerra contra o terrorismo".

No total, passaram por Guantanamo 780 prisioneiros, na maioria suspeitos de ligações terroristas detidos após os atentados de 11 de setembro.

O facto de nunca terem sido julgados ao longo de anos suscitou numerosas condenações internacionais.

O candidato republicano às eleições de próximo, Donald Trump, que disputará a 08 de novembro próximo a sucessão de Obama contra Hillary Clinton, do Partido Democrata, garantiu durante a campanha que, se for eleito, encherá Guantanamo de "tipos sujos".

Salah Abdeslam em tribunal para ser ouvido por juízes

 

PUB

O suspeito chegou ao tribunal às 07:30 locais, sob vigilância máxima

Salah Abdeslam, que se pensa ser o único autor vivo dos atentados de novembro do ano passado em Paris, entrou hoje num tribunal da capital francesa para ser ouvido por juízes, informou fonte próxima do processo.

O suspeito saiu da sua cela em Fleury-Mérogis (sul de Paris) às primeiras horas da manhã, sob vigilância máxima, e chegou ao tribunal às 07:30 locais (06:30 em Lisboa), segundo a mesma fonte, citada pela agência AFP.

Abdeslam, de 26 anos, já por duas vezes se recusou a responder aos juízes desde que foi transferido da Bélgica para França a 27 de abril.

Os atentados de Paris, a 13 de novembro de 2015, em vários restaurantes e na sala de espetáculos Bataclan, fizeram 130 mortos.

Vaga de impeachment pode chegar a Temer e ao líder do Supremo

PUB

Movimento de cidadãos quer a destituição do juiz Ricardo Lewandowski por "crime de responsabilidade". Novo presidente da República vive sob ameaça do Tribunal Eleitoral

O Movimento Brasil Livre (MBL), grupo de jovens que se destacou durante as manifestações a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, protocolou agora um pedido semelhante no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o próprio presidente do órgão judicial. Em causa, a decisão de Ricardo Lewandowski, que presidiu ao julgamento da dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado na semana passada, de fatiar a pena dela. Dizem os líderes do MBL que o juiz cometeu "crime de responsabilidade". Mais: num país onde a presidente já foi destituída, também o seu substituto, o presidente Michel Temer, do Partido do Movimento da Democracia Brasileira (PMDB), corre o risco de destituição.

"O argumento principal é o de que o presidente do STF cometeu crime de responsabilidade ao aceitar o fatiamento da votação que votou separadamente o impedimento da presidente Dilma Rousseff e a sua inabilitação política por oito anos, uma vez que o texto constitucional é muito claro e diz que a consequência direta do impeachment seria a sua inabilitação", afirmou Fernando Holiday, da direção do MBL em encontro com a imprensa após protocolar a petição. Correm no STF dezenas de outros pedidos para reavaliar essa decisão do Senado Federal, protocolados quer pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), do derrotado nas presidenciais de 2014 Aécio Neves, como, por exemplo, do descendente da casa imperial brasileira, Luiz de Bragança.

No dia da sentença de Dilma, o PT apresentou um requerimento para dividir a pena da ex-presidente: seria aceite a perda de mandato mas não a inabilitação de exercer cargos públicos, até como professora numa universidade estatal, por exemplo, por oito anos. Os partidários dessa ideia apoiaram-se em interpretações passadas de constitucionalistas renomados - como do próprio Michel Temer. Com a anuência de Lewandowski e votos favoráveis ou abstenções de boa parte dos senadores do PMDB, partido do novo presidente e ex-aliado do PT, Dilma foi mesmo destituída mas pode, em tese, candidatar-se até já nas municipais de outubro ou nas presidenciais de 2018 a qualquer função.

O PSDB e o Democratas, forças mais à direita do Congresso, revoltaram-se com a decisão dos senadores do PMDB e iniciaram a primeira ameaça de rebelião no novo governo. Sustentam, tal como o MBL, que a solução é contrária à Constituição. O senador Fernando Collor de Mello fez eco dos protestos porque, quando foi destituído em 1992, ficou inelegível até 2000.

O advogado-geral da União, cuja função é defender o Estado brasileiro em ações de tribunal e tem estatuto de ministro, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo ser contrário a mexidas no processo. "O impeachment não deve ser remexido, o fatiamento é irreversível", comentou Fábio Medina Osório. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem entendimento semelhante: "O pedido de afastamento transcorreu em clima de legalidade."

Entretanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa a destituição da dupla presidencial Dilma-Temer, candidata em 2014, por irregularidades jurídicas e financeiras. Quem avançou com as ações no TSE foi o PSDB, no ano passado, quando ainda era oposição ao governo PT-PMDB e não aliado do executivo do PMDB, como hoje. Alega Temer em sua defesa que as ações devem ser desmembradas, porque houve separação das contas de campanha, entre PT e PMDB. Caso o TSE opte pela destituição conjunta, pode haver novas eleições.

Ontem, o presidente da República, regressado da China, onde integrou a reunião do G20, e a dias de ocupar o Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência deixada vaga por Dilma, presidiu às comemorações do dia da independência, feriado nacional, sob vaias. "Fora Temer" ouviu-se das ruas, ao mesmo tempo que apoiantes do Chefe do Estado gritavam "a nova bandeira jamais será vermelha", aludindo à cor do PT.

 jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 08.09.2016

Deputado britânico acusa companhia aérea chinesa de racismo

 

Um deputado britânico acusou a "Air China", uma das principais companhias aéreas chinesas, de "racismo", devido às sugestões dadas pela empresa aos passageiros que visitam Londres.

A revista da companhia "Wings of China" terá oferecido conselhos para a segurança dos visitantes, tendo como base o grupo étnico e nacionalidade dos residentes locais.

"Londres é, no geral, um destino seguro, mas devem ser tomadas precauções em áreas habitadas por indianos, paquistaneses e negros", refere a revista.

"Aconselhamos os turistas a não saírem à noite sozinhos e as mulheres a estarem sempre acompanhadas por outras pessoas, quando viajam", acrescenta.

A descrição levou Virendra Sharma, membro do parlamento britânico, que emigrou da Índia para o Reino Unido, em 1960, a apresentar uma queixa ao Governo chinês.

"Estou chocado e perplexo como é que ainda hoje há pessoas que veem como aceitável fazer declarações tão flagrantemente racistas e falsas", afirmou num comunicado 'online'.

"Coloquei esta questão ao embaixador chinês e espero que ele exija um pedido de desculpas por parte da Air China, o mais rapidamente possível, e que a revista seja retirada de circulação", afirmou.

Nas redes sociais chinesas, a maioria dos internautas mostraram, no entanto, perplexidade face à acusação de Sharma.

"Isto é apenas constatar um facto, o que é que há de errado para pedir desculpa?", comentou um deles.

Em maio passado, um anúncio em que um homem negro converte-se num chinês após ser "lavado" numa máquina de lavar roupa impulsionou o debate em torno do racismo na China, a segunda maior economia do mundo.

O anúncio mostra um homem negro, envergando roupas sujas com marcas de tinta, a ser seduzido por uma jovem chinesa, que lhe assobia e pisca o olho.

O homem aproxima-se e tenta beijar a mulher, que no último momento se esquiva e lhe enfia uma cápsula de detergente para a roupa na boca, forçando-o para dentro da máquina de lavar.

Momentos depois, um chinês emerge da máquina, arrancando risos de entusiasmo à mulher.

Em Pequim, é frequente os anúncios de emprego para professores de inglês - ocupação de boa parte dos estrangeiros radicados na cidade - darem preferência a pessoas de pele clara e excluírem, explicitamente, africanos.

Neste caso, porém, os anúncios excluem também candidatos com feições asiáticas - mesmo se nativos de inglês - ilustrando o prestígio que a pele clara exerce na sociedade chinesa.

Exército francês declara guerra ao jogo Pokémon Go

O jogo Pokémon Go faz parte da lista de ameaças elaborada pelo exército francês. Os militares querem assegurar que ninguém entra em áreas restritas, à procura de criaturas virtuais.

Numa nota oficial, o Ministério da Defesa francês chama a atenção para os problemas que podem existir relacionados com a caça às criaturas virtuais do jogo Pokémon Go, que mistura o mundo real e a realidade virtual.

A nota dá conta da presença das criaturas virtuais, os pokémons, em áreas altamente sensíveis em termos de segurança e da possibilidade de estas virem a ser invadidas pelos jogadores que fiquem absorvidos e viciados no jogo e que tentem entrar em zonas proibidas.

"A defesa da nossa nação não é um jogo. Não há qualquer hipótese de permitirmos qualquer forma de acesso inapropriado a pontos de importância vital ou instalações prioritárias na defesa de França", declarou a porta-voz do Ministério da Defesa francês, Valerie Lebascle, à "Bloomberg".

O exército proibiu a reprodução do jogo dentro de instalações de segurança, por considerar o jogo uma potencial ameaça que pode possibilitar o acesso e a partilha de dados geográficos e de fotografias.

Desde que o jogo foi lançado têm sido relatados vários casos de jogadores que entram em propriedade privada e mesmo em bases militares à procura das criaturas fantásticas.

Mulher casou com filho em 2008 e com a filha em 2016

Uma mulher casou com a própria filha, em Oklahoma, nos EUA, e as duas enfrentam agora uma acusação de incesto. Mulher já havia casado com um filho, anos antes.

Patricia Ann Spann, de 43 anos, e a filha, Misty Velvet Dawn, de 25 anos, casaram no passado mês de março, de acordo com a Associated Press. A polícia do Oklahoma descobriu o caso durante uma investigação que estava a desenvolver sobre o cuidado de crianças.

Mais tarde, as forças policiais foram confrontadas com outra revelação sobre esta mãe. Em 2008 já tinha casado com o filho. O casamento foi anulado 15 meses depois por incesto.

À equipa de investigadores que está a acompanhar o caso, Patricia Spann disse que tinha perdido a custódia dos três filhos, adotados pela avó paterna.

Voltou e encontrar-se com a filha há dois anos, diz a AP. A mulher confessou que pensava que não existia problema em casar com a filha, porque esta não tinha o nome da mãe no certificado de nascimento.

As duas mulheres foram presentes a um juiz na quarta-feira. Em Oklahoma, o casamento entre familiares próximos é considerado incesto, independentemente da existência de algum tipo de relação sexual.

jornalJornaldeAngola” (Angola), 08.09.2016

 

Obama reforça interesses políticos e económicos

Altino Matos |
8 de Setembro, 2016

 

O Presidente Barack Obama apostou no avanço significativo da diplomacia norte-americana na Ásia, durante a sua última visita ao continente, para garantir o espaço político e económico de Washington, numa altura em que a dinâmica de Pequim chegou até aos países considerados estratégicos na cooperação com os Estados Unidos.

Analistas citados em jornais, nos Estados Unidos, afirmaram que o Presidente norte-americano, Barack Obama, quer deixar os interesses na Ásia em situação estável, para tornar as coisas mais fáceis a Washington com a entrada em cena do próximo chefe da Casa Branca.
Na sua décima e última viagem à Ásia como Chefe do Estado, Barack Obama procurou priorizar a política externa e a cooperação económica com velhos aliados. 
Obama está a cinco meses de sua partida da Casa Branca, e, além de ter admitido que a crise dos refugiados é uma das grandes preocupações da agenda internacional, quer marcar um posicionamento forte no continente asiático, onde os interesses norte-americanos estão tremidos. Assim, Obama incluiu Laos, um dos países comunistas da Ásia, na sua agenda de grandes contactos para afirmar a sua influência no Oriente. O Estado de Laos exerce neste ano a presidência da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), uma boa razão para ser considerado um marco importante na nova estratégia de Washington na Ásia. 
Durante a reunião do grupo regional com os Estados Unidos, Obama elogiou as vantagens do acordo de livre comércio transpacífico (TPP), perseguido por todos os lados do espectro político norte-americano e que ainda precisa de ultrapassar a barreira do congresso.
No início deste mês, Obama defendeu o TPP, ao garantir que é uma arma contra a influência da China na Ásia, a primeira vez que o Presidente dos Estados Unidos se referiu directamente à dinâmica de Pequim na região. O Laos é o país do mundo sobre o qual caíram mais bombas por habitantes, quando a guerra do Vietname chegou ao seu território, entre 1964 e 1973. Cerca de 30 por cento dessas bombas não explodiram e 50.000 pessoas morreram desde o fim da guerra.
Washington e Vietname, que durante anos mantiveram relações tensas, evocaram nos últimos meses um reforço do programa norte-americano de desminagem e de desarmamento destes explosivos.

Presidenciais

Os analistas fizeram saber que a dinâmica que Obama pretende impor na Ásia tem o seu foco para dentro, já que o Presidente quer influenciar, com a diplomacia, uma possível vitória da candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton.  No confronto directo com o candidato republicano, Donald Trump, Hillary Clinton conserva uma magra vantagem de três por cento, segundo as últimas sondagens. Donald Trump conseguiu uma recuperação impressionante, que os analistas atribuem a uma postura mais firme e às suas últimas declarações sobre a responsabilidade política dos Estados Unidos nos principais assuntos internacionais. Trump defende, nesse sentido, uma cooperação com a Rússia, ao invés de uma disputa que tornaria mais difícil as coisas para os Estados Unidos. A campanha eleitoral, nos Estados Unidos, entrou praticamente na recta final e os candidatos disputam voto-a-voto a conquista da Casa Branca. 
 dois meses da votação, a candidata democrata disse que o magnata republicano tem “algo a esconder, ao se negar mostrar a sua declaração de renda e está completamente equivocado se acha que ninguém se importa com essa informação.” “Acho que é um assunto fundamental sobre o qual teremos de falar de uma forma, ou de outra nos próximos 62 dias, porque, claramente, tem algo a esconder”, disse Hillary aos jornalistas durante um voo para a Flórida.
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer clarificar a situação de Washington na arena internacional, para retirar argumentos ao candidato republicano, segundo a imprensa norte-americana.

Última aposta 

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou, na terça-feira, aquele que, ao ser confirmado pelo Senado, vai transformar-se no primeiro juiz federal muçulmano da história norte-americana, num contexto eleitoral no qual aumentaram os ataques retóricos contra os que professam a religião islâmica no país.
Obama anunciou num comunicado que indicou o norte-americano Abid Riaz Qureshi para ser um dos juízes do Tribunal Federal do Distrito de Columbia, onde se encontra Washington, capital do país.
“Estou encantado por nomear o senhor Qureshi para fazer parte da bancada do Tribunal Federal do Distrito de Columbia. Tenho certeza que vai servir ao povo americano com integridade e um compromisso ferrenho com a justiça”, disse Obama. Mesmo que Qureshi não seja confirmado antes de Obama deixar o poder em Janeiro, pode voltar a ser nomeado por Hillary Clinton.

 

Recrutador radical julgado na Bélgica


8 de Setembro, 2016

O processo contra um dos líderes da rede jihadista na Bélgica, que a justiça considera o maior recrutador de candidatos à jihade do país, foi adiado para 28 de Novembro por motivos de procedimento, indicou o tribunal correccional de Bruxelas.

“A audiência foi marcada para 28 de Novembro”, declarou o presidente do tribunal a respeito do julgamento de Khalid Zerkani, marroquino que viveu no bairro Molenbeek entre 2012 e 2014.

 

Temer foi vaiado no Dia Nacional


8 de Setembro, 2016

O Presidente não-eleito do Brasil, Michel Temer, foi ontem vaiado durante o tradicional desfile na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, das comemorações do Dia da Independência.

 

Apoiantes da Presidente eleita destituída pelo Senado pediram ainda a saída de Michel Temer e a convocação de eleições gerais. A cerimónia foi atípica porque Michel Temer optou por não fazer o desfile no Rolls Royce “Silver Wraith”, um carro aberto que foi oferecido pela Rainha Isabel II da Inglaterra, e não usou a faixa presidencial, duas condutas que normalmente são adoptadas pelos Presidentes do país nestas ocasiões.
 Foram convocados pelo menos 18 protestos contra Michel Temer em diversas cidades do Brasil, que assinalou ontem 194 anos de independência.

 jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 24.08.2016

 

 

Turquia e EUA iniciam ataques coordenados na Síria contra o Estado Islâmico

As forças militares da Turquia e dos EUA lançaram nesta quarta-feira uma grande ofensiva na Síria contra militantes do Estado Islâmico, com o intuito de tentar cortar rotas de abastecimento vitais do grupo extremista e deter combatentes curdos de apreender uma importante cidade fronteiriça de Jarabulus, segundo autoridades de ambos os países.

As forças especiais turcas, auxiliados por conselheiros militares norte-americanos, drones dos EUA e unidades de artilharia turca, iniciaram os ataques na Síria antes do amanhecer, como parte da campanha coordenada para empurrar o Estado Islâmico para fora de uma cidade estratégica no rio Eufrates, disseram autoridades.

Jatos turcos bombardearam as forças do Estado Islâmico dentro da Síria, de acordo com a agência estatal de notícias da Turquia, Anadolu, no que se acredita serem os primeiros ataques aéreos por parte da Turquia na Síria desde novembro, quando os pilotos turcos abateu um avião de guerra russa que brevemente desviou para o espaço aéreo turco. Tanques de guerra turcos também foram a caminho da Síria, disse a agência de notícias.

Enquanto isso, centenas de rebeldes sírios se amontoaram na fronteira, prontos para retomarem a cidade de Jarabulus, uma dos últimas portas remanescentes do Estado Islâmico utilizadas pelo grupo para transportar reforços e suprimentos da Turquia para a sua capital, em Raqqa.

Drones norte-americanos baseados na base aérea de Incirlik, no sul da Turquia, foram designados a vigiar Jarabulus, e as forças de operações especiais norte-americanas estão trabalhando com autoridades militares turcas no lado turco da fronteira para planejar a ofensiva, disseram autoridades.

Se necessário, disse um alto funcionário do governo dos EUA, aviões de guerra norte-americanos estão preparados para fornecer apoio aéreo contra os rebeldes sírios, caso eles se movam para Jarabulus.

O ataque coordenado ocorre em meio a uma visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, em Ancara para encontros com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o primeiro-ministro, Binali Yildirim, para discutirem a relação entre os dois países e a possível extradição do clérigo Fethullah Gulen, exilado nos EUA, acusado de estar por trás da tentativa de golpe em julho, na Turquia. Fonte: Dow Jones Newswires.

Coreia do Norte lança míssil a partir de um submarino e preocupa Seul e Japão

Um míssil balístico disparado de um submarino da Coreia do Norte nesta quarta-feira voou cerca de 500 quilômetros, a mais longa distância já conseguida pelo Norte deste tipo de arma, disseram as autoridades de Seul, colocando toda a Coreia do Sul, e, possivelmente, partes do Japão, dentro de sua impressionante distância.

A Coreia do Norte já tem uma variedade de mísseis baseados em terra que podem atingir a Coreia do Sul e o Japão, incluindo bases militares dos EUA nesses países. Mas o desenvolvimento de mísseis lançados por submarinos acrescentaria armas que são mais difíceis de detectar antes da decolagem.

O Exército da Coreia do Sul condenou o lançamento, chamando-o de "protesto armado" da Coreia do Norte contra o início dos exercícios militares anuais entre a Coreia do Sul e os EUA.

A Coreia do Norte já tinha disparado dois mísseis de submarinos no início deste ano, mas autoridades de Seul acreditam que eles tenham explodido no ar depois de voar menos de 30 quilômetros. Fonte: Associated Press.

Terremoto de magnitude 6,8 atinge região central de Mianmar

Um forte terremoto de magnitude preliminar 6,8 sacudiu a região central de Mianmar nesta quarta-feira, de acordo com as autoridades. Ainda não há informações de mortos ou feridos.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o terremoto ocorreu na tarde de hoje (no horário local) e que seu epicentro foi a 24 quilômetros de Chauk, uma região a oeste da antiga capital de Bagan.

O serviço geológico informou ainda que o tremor foi localizado relativamente muito abaixo da superfície da Terra, a uma profundidade de cerca de 84 quilômetros. Terremotos profundos geralmente causam menos danos à superfície.

O terremoto foi sentido a centenas de quilômetros de distância na capital da Tailândia, Bangcoc. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 24.08.2016

 

 

Moscou se diz 'preocupada' com ação da Turquia na Síria

Turcos conseguiram dominar Jarablus após ataques

Agência ANSA

O Ministério do Exterior da Rússia divulgou em nota que o governo de seu país está "profundamente preocupado" com a ofensiva militar lançada pela Turquia, com apoio de grupos rebeldes, na Síria. A ação tem como objetivo tirar o Estado Islâmico (EI, ex-Isis) da cidade de Jarablus, bem como os curdos do Unidade de Proteção Popular (YPG).   

"Estamos certos que a crise síria pode ser resolvida sobre as sólidas bases do direito internacional que inclui um abrangente diálogo intrasírio, com a particioação de todos os grupos étnicos-confessionais, incluindo os curdos", escreveu o órgão em nota.    

Diferentemente de Ancara, Moscou é aliada do governo sírio de Bashar al-Assad e atua na realização de intervenções militares em parceira com os agentes fiéis à Assad. Porém, assim como os EUA, os russos não veem os grupos curdos da fronteira sírio-turca como terroristas, mas sim como aliados na luta contra o EI.    

Apesar do protesto russo, os rebeldes do Exército Livre da Síria, que é anti-Assad, informaram que conseguiram expulsar o EI do controle de Jarablus. A informação foi divulgada pela agência de notícias turca Anadolu.

China quer seguir exemplo dos EUA e instalar tropas militares por todo o mundo

Como a construção de base chinesa na República do Djibuti será finalizada no próximo ano, a China disse repetidamente que não tem intenção alguma de seguir os passos dos EUA em expandir sua influência militar por todo o mundo. Entretanto, o que a China está buscando no Djibuti?

Segundo o jornal The Global Times, as instalações chinesas neste pequeno país, localizado no nordeste da África, são destinadas ao apoio das missões de paz e operações antipirataria perto do Golfo de Áden e da Somália.

No Djibuti está localizada a maior base norte-americana na África, Camp Lemonnier, com uma equipe de mais de 4 mil pessoas.

A proximidade a regiões instáveis do Oriente Médio e África só reforça a relevância de instalação de tropas estrangeiras no território do Djibuti. A China e os EUA seguirão competindo por influência na África.

"Eles interpretam erroneamente a política externa da China quando pensam que a China busca seguir o exemplo dos EUA, construindo bases militares em todo o mundo ou interferindo em assuntos internos de outros países", disse Li Weijian, professor do Instituto de Estudos Internacionais de Xangai da disciplina de Estudos da África e do Ocidente asiático, ao The Global Times.

A China possui um pequeno número de tropas no exterior e não consegue proteger plenamente os seus cidadãos e os seus interesses na África. Outros países, em particular os EUA, possuem um grande número de bases em outros países. Atualmente, os Estados Unidos possuem tropas instaladas em 42 países.

"O Djibuti facilita a proteção dos interesses econômicos da China na África e asseguram a paz regional. A China está somente começando a entender como se comportar no âmbito de potência global", citou especialista ao jornal.

Surge importante questão: como duas potências podem sobreviver no mesmo território? Na opinião do ex-chefe do Departamento de operações do Estado-Maior da Rússia, Nikolai Moiseev, a presença simultânea de dois países no Djibuti pode gerar mais tensões em meio às relações bilaterais.

"A construção da base chinesa no Djibuti reforça a intenção de Pequim de expandir a sua área de influência não somente no Oceano Índico, mas além dos seus limites", disse o ex-vice-chefe do Estado-Maior da Rússia, Viktor Barynkin, ao portal russo Gazeta.ru.

O Djibuti está localizado no estreito de Bab-el-Mandeb e pode ser utilizado como entrada ao Canal de Suez. Ao contrário dos seus vizinhos, o Djibuti é um país estável. 

O ministro das Relações Exteriores do Djibuti disse que o país saúda a presença chinesa, bem como a dos EUA, OTAN, França, Reino Unido, Itália e Japão, sendo estes países e organizações que estão presentes no país, informou o The Global Times.

Entretanto, analistas do Pentágono preveem que, daqui a uma década, a China irá contar com mais bases militares em territórios estrangeiros. Entre os locais mais prováveis para construção de nova base chinesa está o país árabe do Omã, onde navios chineses frequentemente param para reabastecimento.

Alguns especialistas acreditam que bases chinesas podem ser construídas nas Ilhas das Seicheles ou no porto paquistanês de Karachi.

Na opinião de Barynkin, a China está transformando seu país continental em uma potência marítima global.

Mercosul continua sem presidente, após segunda reunião para superar crise

 

Por falta de consenso, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) deve continuar sem presidente durante os próximos seis meses – o período de duração da presidência pro-tempore venezuelana, que vem sendo questionada pelo Brasil, a Argentina e o Paraguai. 

O Uruguai é o único dos quatro membros fundadores do bloco regional disposto a entregar o cargo rotativo (que ocupou durante um semestre, até o fim do mês passado) ao pais seguinte, obedecendo a ordem alfabética: a Venezuela. A segunda reunião em menos de uma semana, para tentar resolver a crise institucional, terminou nessa terça-feira (23) sem um acordo.

A delegação venezuelana, convidada a participar desse segundo encontro – que a exemplo do primeiro foi realizado na capital uruguaia, Montevidéu – não compareceu. Ao final, o vice-chanceler do Paraguai, Rigoberto Gauto, deu uma breve declaração, em nome dos demais. Segundo ele, foram discutidas várias propostas, que ainda serão examinadas pelos ministros das Relações Exteriores de todos os países. Enquanto não houver consenso sobre quem preside o Mercosul, o bloco deve limitar suas atividades. Na prática, estará paralisado.

O governo venezuelano assumiu a presidência do bloco à revelia dos governos brasileiro, argentino e paraguaio – apesar de a tradicional cúpula para a transmissão do cargo ter sido cancelada. Na semana passada, a ministra das Relações Exteriores venezuelana, Delcy Rodriguez, viajou à Índia e anunciou (em nome do bloco) que o Mercosul vai expandir o acordo de livre comércio assinado com aquele país em 2009.

Para o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não há nada a ser discutido. Segundo ele, o país – último a aderir ao bloco regional – está sendo vítima de uma “tríplice aliança”, que ele comparou a outra (a chamada Operação Condor), forjada nos anos 70 por ditadores do Cone Sul para perseguir opositores aos regimes militares. 

A Venezuela entrou para o bloco em 2012, quando o Paraguai (que se opunha à sua adesão) acabava de ser suspenso. O país tinha sido acusado de ter dado um “golpe parlamentar”, ao fazer um impeachment relâmpago para destituir o entao presidente Fernando Lugo (de esquerda). Os venezuelanos contavam com a simpatia dos governos de Dilma Rousseff (Brasil), Cristina Kirchner (Argentina) e Jose "Pepe" Mujica (Uruguai). As economias do Mercosul ainda estavam crescendo, graças ao boom dos preços das commodities.

Agora, a situação é outra. Desde que assumiu a presidência da Argentina, em dezembro passado, Mauricio Macri tem acusado Maduro de prender líderes opositores sem motivo e pedido que se aplique a cláusula democrática ao país – a mesma que levou à suspensão do Paraguai, depois da destituição de Lugo e até a realização de novas eleições presidenciais. Os paraguaios consideram injusto poupar a Venezuela do castigo que eles receberam.

Já o Brasil apresentou um argumento jurídico para não entregar a presidência do Mercosul à Venezuela: o país tinha quatro anos para incorporar as normas do Mercosul. O prazo venceu no dia 12 de agosto e a Venezuela não conseguiu  cumprir todos os requisitos para se tornar um membro pleno. Os venezuelanos enfrentam hoje profunda crise, com desabastecimento, inflação de três dígitos e saques a supermercados, além da campanha da oposição para realizar um referendo revogatório e destituir Maduro antes do fim de seu mandato em 2019.

O Uruguai, apesar de reconhecer que a Venezuela não concluiu o processo para tornar-se membro pleno do Mercosul, adotou uma postura neutra: só apoiará entregar a presidência pro-tempore a um colegiado de países fundadores ou à Argentina (o próximo país na fila, por ordem alfabética) se os venezuelanos concordarem. Em compensação, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Almagro - que foi ministro das Relações Exteriores do Uruguai no governo de Mujica, – criticou abertamente a Venezuela. 

Em carta dirigida a Leopoldo Lopez, um dos líderes da oposição presos, ele disse que no país já não existem “liberdades civis e politicas” e que somente quem sofreu com a ditadura “sabe que tentar eliminar vozes opositoras ou dissidentes” é uma atitude típica de “tiranos ignorantes”. O ex-presidente Mujica foi guerrilheiro e esteve preso durante a ditadura uruguaia.

Almagro também deu a entender que a OEA aplicará sanções à Venezuela se o governo tentar obstruir o processo de coleta de assinaturas para convocar o referendo revogatório ainda este ano, como quer a oposição. Para fazer novas eleições presidenciais, é preciso derrotar Maduro nas urnas até janeiro. Depois desse prazo, o presidente ainda pode ser destituído – mas seu vice concluirá o mandato.

Com o Mercosul rachado, o mais provável – segundo diplomatas que participaram das negociações em Montevidéu – é que as atividades do bloco neste semestre se limitem ao mínimo indispensável. Isso não prejudicará negociações em andamento, como a liberalização do comércio com a União Europeia, que também passa por uma crise ao perder um de seus maiores membros (o Reino Unido). Antes da crise do Mercosul, já havia sido decidido que elas serão conduzidas pelo Uruguai, já que a Venezuela – como membro novo – ainda não estava em condições de se integrar com a mesma rapidez que os outros.

'DW': Morre aos 97 anos ex-presidente alemão Walter Scheel

Participou da política de reaproximação da Alemanha Ocidental com a Oriental e Leste Europeu

Jornal do Brasil

Matéria publicada nesta quarta-feira (24) pelo jornal alemão Deutsche Welle conta que o ex-presidente alemão Walter Scheel morreu nesta manhã aos 97 anos, após viver anos em um asilo na cidade de Bad Krozingen, nos arredores de Freiburg. Scheel foi presidente do FDP entre 1968 e 1974. De 1969 a 1974 foi ministro do Exterior e vice do chanceler federal Willy Brandt no governo de coalizão entre SPD e FDP. Entre 1974 e 1979, foi o quarto chefe de Estado da República Federal da Alemanha.

Deutsche Welle conta que Walter cheel conseguiu aprovar controversos tratados com a Alemanha Oriental, contribuindo para dar novo rumo à política alemã para o Leste, baseada na reaproximação

Reportagem do Welle diz que nos últimos anos, Walter Scheel apresentava saúde debilitada e sofria de demência, raramente aparecendo em público. Nascido em 8 de julho de 1919 em Solingen, em 1946 ele se afiliou ao FDP, e foi deputado durante quase 25 anos. Serviu como ministro sob os chanceleres federais da União Democrata Cristã (CDU) Konrad Adenauer e Ludwig Erhard e, posteriormente, no governo do social-democrata Willy Brandt. Ao lado de Brandt, Scheel conseguiu aprovar controversos tratados com a Alemanha Oriental, contribuindo para dar novo rumo à política alemã para o Leste, baseada na reaproximação. Hoje considerada a base para a unidade alemã, na época essa política era controversa.

"Willy Brandt só conseguiu transformar o país porque tinha em Walter Scheel um parceiro apropriado", declarou o atual ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier. "Desde muito cedo, ele entendeu a importância de uma política de integração europeia para o nosso país", escreveu o presidente alemão, Joachim Gauck, em mensagem de condolências à viúva Barbara Scheel.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 24.08.2016

 

 

Novo balanço oficial confirma 73 mortos no sismo em Itália

PUB

Amatrice e Accumoli são as localidades mais afetadas na região central de Itália

A Proteção Civil italiana confirmou - às 15:00 em Lisboa - que há pelo menos 73 vítimas mortais na sequência do sismo de magnitude 6,2 na escala de Richter que sacudiu o centro de Itália na madrugada desta quarta-feira. Trata-se, no entanto, de um balanço provisório: o número de vítimas "sobre de hora a hora", lamentou o ministro italiano das Infraestruturas, Graziano Delrio, que está já na região onde ocorreu o terramoto.

Horas antes, quando as autoridades ainda só confirmavam 38 mortos, a agência italiana de notícias Ansa fizera um balanço provisório e não oficial, baseado nas informações avançadas pelos autarcas da zona afetada, e referia que seriam mais de 60 as vítimas mortais. Só em Amatrice haverá pelo menos 35 mortos, 11 em Accumoli. Na região das Marcas, em Pescara e Arquata del Tronto, as vítimas mortais devem ultrapassar as duas dezenas.

Há várias dezenas de desaparecidos e muitas crianças perderam a vida.

O terramoto, que ocorreu às 03:36 (02:36 em Lisboa), a sudeste de Norcia, cidade da província de Perugia, na região da Umbria, teve o epicentro a dez quilómetros de profundidade, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial. O sismo foi seguido de diversas réplicas de 5,5 e 4,6 e 4,3, perto de Amatrice e de Norcia, e a principal, de 6, sentiu-se em Roma, a aproximadamente 150 quilómetros de distância. Há relatos de que o abalo tenha sido sentido desde Rimini, no centro norte, até Nápoles, no sul de Itália. Mais de uma centena de réplicas foram registadas até às primeiras horas da manhã. O cenário é desolador na região: casas completamente arrasadas, localidades inteiras soterradas nos escombros.

O secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, disse à agência Lusa que, até ao momento, não há registo de portugueses entre as vítimas do terramoto em Itália.

Sergio Pirozzi, o presidente da câmara de Amatrice, na província de Rieti, na região de Lazio, afirmou que "metade da cidade desapareceu" na sequência do tremor de terra. As cidades mais afetadas pelo abalo serão Accumoli, Amatrice, Posta e Arquata del Tronto. Accumoli tem aproximadamente 700 habitantes, enquanto Amatrice cerca de 2000.

Segundo um repórter da agência Reuters, o hospital de Amatrice foi severamente danificado pelo sismo e os doentes tiveram de ser transportados para a rua. É na via pública que estão também a ser assistidos os feridos do terramoto. A RAI, televisão pública italiana, indica que duas jovens afegãs, que serão requerentes de asilo, estão desaparecidas nos escombros, tal como dezenas de outros residentes da povoação. O acesso por automóvel à cidade faz-se através de uma ponte que está em situação instável, obrigando os serviços de socorro a procurar trajetos alternativos e atrasando as operações de resgate.

Em Accumoli, a situação é igualmente grave: "É um desastre. Não temos luz nem telefones", afirmou Stefano Petrucci, o autarca da localidade, onde também haverá turistas bloqueados sob as ruínas de um hotel. "Agora que há luz do dia, vemos que a situação é ainda mais terrível do que temíamos, com edifícios que colapsaram, pessoas debaixo dos escombros e nem sinal de vida". A circulação está dificultada devido aos desníveis causados pelo sismo em pelo menos dois viadutos que dão acesso a Accumoli. Nesta povoação, uma família de quatro pessoas, com duas crianças, morreu soterrada debaixo dos escombros da casa que ficou em ruínas, relata o jornal italiano La Reppublica.

A polícia italiana divulgou no Twitter imagens recolhidas de helicóptero das zonas mais afetadas.

Tiros e explosões na Universidade Americana em Cabul

 

PUB

Centenas de pessoas estão no interior do edifício

A Universidade Americana em Cabul, no Afeganistão, está a ser atacada esta tarde, segundo os relatos de várias testemunhas partilhados nas redes sociais entretanto confirmados pelas autoridades. Ter-se-ão ouvido tiros e uma explosão vindos deste estabelecimento, onde no início do mês dois professores foram raptados. O ministério do Interior afegão já confirmou que há centenas de estudantes e professores estrangeiros no edifício.

Fonte oficial do ministério adiantou ainda que o ataque foi levado a cabo por vários homens armados.

De acordo com o jornalista Ahmad Muktar, da CBS, que se encontrava no local, mas que conseguiu escapar, há várias pessoas no interior do edifício. A mesma fonte indicou que se ouviu um estrondo.

O fotógrafo da agência noticiosa Associated Press Massoud Hossaini está no interior do edifício e escreveu no Twitter aquele que, reconhece, pode ser o seu último tweet. "Ajudem", diz, referindo também a existência de vários tiros e de explosões.

Um outro jornalista, Mustafa Kazemi, escreve no Twitter que, de acordo com informações que tem de estudantes que se encontram no interior da universidade, são vários os atacantes e que está a decorrer um tiroteio. O repórter diz que o som das ambulâncias é intenso e partilha uma imagem alegadamente do ataque.

De acordo com alguns relatos nas redes sociais, há estudantes que se conseguiram esconder dos atacantes.

A 8 de agosto, dois professores - um norte-americano e um australiano - foram raptados nesta mesma universidade por cinco homens armados com uniforme militar. Ainda se desconhece o seu paradeiro.

Incursão da Turquia é "violação flagrante" da soberania

 

PUB

O regime sírio condena o cruzamento da fronteira turco-síria por tanques e veículos blindados turcos em direção à cidade de Jarablos

O regime sírio condenou hoje a incursão turca na zona fronteiriça de Jarablos, controlada pelo grupo extremista Estado Islâmico, como uma "violação flagrante" da sua soberania.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio afirmou que "condena o cruzamento da fronteira turco-síria por tanques e veículos blindados turcos em direção à cidade de Jarablos com cobertura aérea da coligação liderada pelos Estados Unidos e considera-o uma violação flagrante da soberania síria".

"A luta antiterrorista de qualquer parte em território sírio tem de ser coordenada com o governo sírio e o exército sírio", disse uma fonte daquele Ministério à agência oficial SANA.

O exército turco, apoiado pelas forças da coligação internacional, lançou antes do amanhecer a operação "Escudo do Eufrates", com aviões de combate e tropas especiais para expulsar o Estado Islâmico de Jarablos.

Uma dezena de tanques turcos entraram em território sírio, disparando contra posições detidas pelo EI na zona, segundo um repórter fotográfico da agência France-Presse (AFP).

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que o objetivo da ofensiva é "pôr fim" aos problemas na fronteira turca e visa o grupo extremista Estado Islâmico (EI) e milícias curdas.

.

Francês mata inglesa à facada enquanto grita "Allahu Akbar"

PUB

O homem estava na Austrália com um visto de turista e não tinha ligações conhecidas a grupos radicais

Uma turista inglesa de 21 anos foi morta na Austrália, esfaqueada por um homem francês que alegadamente gritou "Allahu Akbar" durante o ataque, presenciado por dezenas de pessoas. O homem de 29 anos feriu ainda outras duas pessoas no mesmo hostel, uma das quais está em estado crítico.

O homem estava na Austrália com um visto de turista e não tinha ligações conhecidas a grupos radicais como o autoproclamado Estado Islâmico (EI), segundo a polícia, que não exclui nenhum motivo para o ataque.

"As primeira diligências indicam que comentários que podem ser vistos como extremistas foram feitos pelo alegado atacante", disse o comissário Steve Gollschewski, da polícia de Queensland. A pessoa parece ter agido sozinha, uma vez que estava no país temporariamente e não tinha ligações locais.

A jovem vítima foi identificada como sendo Mia Ayliffe-Chung, 21, do Derbyshire.

Um cão também foi morto durante o ataque.

Cerca de 100 pessoas deixaram a Austrália para lutar por organizações extremistas como o EI, segundo as autoridades australianas.

Kalashnikov já tem uma loja no maior aeroporto de Moscovo

 

PUB

A loja vende canetas, chapéus-de-chuva, malas, chapéus, camuflados e armas de plástico

A fabricante de armas Kalashnikov, criadora da famosa AK-47, abriu um loja no aeroporto de Sheremetyevo, em Moscovo, para vender souvenirs, incluindo armas de plástico.

A loja vende canetas, chapéus-de-chuva, malas, chapéus, camuflados e armas de plástico - um responsável do aeroporto salienta, citado pela Reuters, que as armas são claramente imitações que não colocam problemas ao nível de segurança.

"A Kalashnikov é uma das marcas em que as pessoas de todo o mundo pensam quando se menciona a Rússia. Por isso, estamos felizes por oferecer aos visitantes a oportunidade de levarem da Rússia uma recordação com a marca da nossa empresa", explica o diretor de marketing da empresa, Vladimir Dmitriev, num comunicado de imprensa.

A AK-47, a primeira espingarda que a marca produziu, adquiriu ao longo dos anos um estatuto de ícone devido ao baixo custo de produção e venda e à sua fiabilidade em condições extremas.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 24.08.2016

Presidente do Supremo Tribunal do Brasil recusa pedido de Dilma

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, rejeitou terça-feira uma petição da defesa de Dilma Rousseff para anular a sessão do Senado na qual os parlamentares decidiram abrir formalmente o processo de 'impeachment' (destituição).

Segundo os advogados da presidente com mandato suspenso, alguns dos procedimentos utilizados na sessão, realizada 10 de agosto, teriam violado os direitos de Dilma Rousseff.

Em resposta a este pedido o presidente do Supremo explicou em despacho que o tribunal não poderia interferir na questão já que a abertura do processo foi uma decisão tomada no Congresso.

Esta não foi a primeira vez que a defesa de Dilma Rousseff entrou com recursos para tentar parar o 'impeachment'. Em todas as ocasiões os pedidos foram rejeitados.

Dilma Rousseff é acusada de ter cometido crime de responsabilidade ao praticar manobras fiscais com o objetivo de melhorar as contas públicas e assinar decretos a autorizar despesas que não estavam previstas no orçamento.

O seu julgamento inicia-se quinta-feira às 9 horas locais (13 horas em Portugal continental) e não existe um prazo determinado para finalizar.

Se se confirmar, o 'impeachment' de Dilma Rousseff será o primeiro da história do Brasil em que o Presidente lutou até ao fim.

Para tal, basta que 54 dos 81 senadores, que compõem a câmara alta devem considerá-la culpada.

Neste caso, o Presidente interino Michel Temer governará o Brasil até 2018, ano em que se realizarão novas eleições presidenciais.

Human Rights Watch denuncia ataques da Renamo contra hospitais

A organização internacional de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) denunciou, esta quarta-feira, ataques de homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, contra hospitais e clínicas no centro de Moçambique.

Um comunicado da HRW refere que elementos da Renamo atacaram pelo menos dois hospitais e duas clínicas, levando medicamentos e equipamento médico.

"Os ataques da RENAMO a hospitais e clínicas de saúde ameaçam o tratamento médico de milhares de pessoas em Moçambique. A liderança da Renamo deve parar estes ataques contra instalações de saúde imediatamente", disse Daniel Bekele, diretor para a África da HRW, citado no comunicado.

No ataque mais recente referido pela HRW, a 12 de agosto, uma dezena de homens armados que se identificaram como membros da Renamo entraram na cidade de Morrumbala, na província central da Zambézia, libertaram detidos e saquearam o hospital distrital local.

A HRW denunciou também ataques semelhantes registados em 30 e 31 de julho nas aldeias de Mopeia, na província da Zambézia e de Maiaca, na província de Niassa.

As autoridades moçambicanas dizem que homens armados da Renamo realizaram também ataques em julho contra clínicas em Sofala, Manica e Tete, no centro de Moçambique, relatos que a HRW refere não ter ainda confirmado.

Pescador guardava pérola de 34 quilos debaixo da cama

 

A pérola que pode ser a maior do mundo

 

Um pescador filipino escondeu debaixo da cama, durante uma dezena de anos, uma pérola com 34 quilogramas, que poderá ser a maior do mundo.

O homem descobriu a pérola no interior de uma ostra-gigante, na qual a âncora do barco tinha ficado presa, contou Cynthia Amurao, responsável do turismo de Palawan, a maior ilha a oeste das Filipinas.

Desconhecendo que a sua descoberta - com 30 centímetros de espessura e 60 de comprimento - poderia valer milhões de euros, o pescador guardou a pérola como um talismã, sob a cama de madeira, na pequena cabana de teto de colmo.

Em julho, o sobrinho deu a pérola a uma tia e pediu que a guardasse. "Fiquei espantada quando vi a pérola em cima da mesa da cozinha. Propus ao pescador expor a pérola", contou Amurao.

A pérola encontra-se, desde segunda-feira, numa vitrina da câmara de Puerto Princesa, capital de Palawan. Os responsáveis da ilha esperam a avaliação de gemólogos.

A "pérola de Alá" ou "pérola de Lao Tzu" era considerada até agora, com 14 quilogramas, a maior do mundo. Foi encontrada também ao largo de Palawan, na década de 1930, e avaliada em dezenas de milhões de dólares.

"O pescador não assinou qualquer documento de doação à cidade", sublinhou um responsável de Puerto Princesa, Ricard Ligad. "A pérola continua a pertencer-lhe", acrescentou.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 24.08.2016

 

 

Franceses contra volta de Sarkozy


24 de Agosto, 2016

Oito em dez franceses não querem que o ex-Presidente conservador Nicolas Sarkozy regresse ao Eliseu em 2017, indica uma sondagem divulgada esta terça-feira, um dia após Sarkozy anunciar as suas aspirações às primárias do seu partido para as presidenciais.

O estudo de opinião, efectuado pelo Instituto Elabe segunda-feira e ontem para a estação televisiva BFM TV, precisa que 79 por cento das 1.000 pessoas inquiridas não são a favor de que o antigo Chefe de Estado (entre 2007 e 2012) seja reeleito para o cargo. Sarkozy é visto como um homem determinado (73 por cento), dinâmico (68 por cento) e corajoso (53 por cento), mas não honesto.
Nicolas Sarkozy oficializou a sua candidatura com o anúncio de um novo livro que é lançado hoje, intitulado “Tout pour la France” (“Tudo pela França”), no qual sustenta que a verdade, a identidade, a competitividade, a autoridade e a liberdade são os eixos em que assenta a sua linha política.As próximas eleições presidenciais em França são em 2017, com uma primeira volta a 23 de Abril e a segunda a 7 de Maio.

 

Apelo à reserva de comida


24 de Agosto, 2016

O Governo alemão está a planear pedir aos cidadãos para armazenar comida e água para sobreviverem a uma eventual catástrofe, escreveu domingo o jornal “Frankfurter Allgemeine”.

A confirmar-se, esta é a primeira vez desde a Guerra Fria que a Alemanha considera a hipótese de um ataque de tal gravidade. O país deve activar um programa para a defesa civil, preparado pelo Ministério do Interior desde 2012, e que prevê que a população seja “obrigada a manter um abastecimento individual de comida para dez dias”.

 

 

 

Polícia prossegue a campanha contra as redes de narcotráfico


24 de Agosto, 2016

A Polícia das Filipinas defendeu ontem a controversa campanha contra a droga impulsionada pelo novo Presidente do país, Rodrigo Duterte, e alvo de críticas de organizações como a ONU, que causou, desde 1 de Julho, 1.900 mortos.

 

O chefe da Polícia filipina, Ronald de la Rosa, disse, no âmbito de uma comissão de investigação do Senado, que 756 das mortes ocorreram durante operações policiais devido à resistência das vítimas em serem detidas. De la Rosa atribuiu a autoria das restantes mortes a “grupos de vigilantes”, sem, no entanto, os identificar.
O chefe da Polícia revelou também que mais de 670 mil pessoas se entregaram às autoridades e que mais de 11 mil foram detidas devido a casos de droga, naquela que foi a sua segunda comparência diante da referida comissão parlamentar, transmitida pelas televisões locais.
De la Rosa disse que o número de pessoas que se entregaram por livre iniciativa demonstra a força de uma campanha que, a seu ver, tem contribuído para “uma descida significativa” do número total de crimes.
“A campanha anti-droga revela a magnitude do problema, persuade personalidades (do mundo) da droga a entregarem-se e intensifica a acção policial com o resultado de uma redução do crime”, afirmou o chefe da Polícia.
 O mesmo responsável garantiu ainda que as operações contam com “o reconhecimento e o apoio” dos cidadãos e acrescentou que a campanha favorece a “limpeza interna” na Polícia, com aproximadamente 70 agentes identificados pela sua implicação com o narcotráfico.
“A Polícia é mais agressiva na luta contra a droga agora com um Presidente que dá o seu apoio à campanha”, disse De la Rosa, negando ter ordens directas para disparar a matar.
A comissão, em que familiares de vítimas também prestam declarações, é presidida pela senadora Leila de Lima, a qual denunciou que a campanha se tornou “numa desculpa para agentes e outros elementos cometerem assassínios com impunidade.”
Rodrigo Duterte, que tomou posse a 30 de Junho último, declarou guerra aberta contra a droga, tendo recebido inúmeras críticas de organizações internacionais como as Nações Unidas, tanto pelo elevado número de mortos como pelo que consideram violações de direitos e liberdades fundamentais.
Apesar da violenta campanha interna contra o fenómeno do narcotráfico, o Presidente Rodrigo Duterte mantém a sua popularidade, que se situa em 91 por cento nas sondagens, a pontuação mais elevada granjeada por um Chefe de Estadas Filipinas.

Turquia dá ultimato aos EUA para extradição de clérigo

Erdogan discursou em Ancara cobrando retorno de clérigo religioso

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, deu um ultimato ao governo dos Estados Unidos, que ainda não se decidiu sobre o pedido de extradição do clérigo Fetullah Gulen feito pelo governo turco. Erdogan acusa Gulen de ter idealizado e coordenado a tentativa de golpe de estado no dia 15 de julho. O golpe foi colocado em prática por uma ala do exército turco, mas o governo conseguiu reprimir e contou com a ajuda da população, apesar da baixíssima popularidade de Erdogan. "Ou Gulen ou nós", disse Erdogan, diante de milhares de apoiadores políticos seus, em um evento em Ancara.

   

Uma delegação turca deverá viajar em breve aos Estados Unidos para se reunir com as autoridades e discutir o caso, de acordo com o embaixador turco em Roma, Aydon Adnan Sezgin. "A ligação entre Gulen e os responsáveis pelo golpe é óbvia. Temos provas e testemunhos confiáveis, de pessoas que participaram. Por isso, pedimos a extradição de Gulen aos Estados Unidos", disse o diplomata.

 

 

Uso de base aérea pela Rússia não compromete soberania do Irã, diz parlamentar

O presidente do Parlamento do Irã afirmou nesta quarta-feira que o país não comprometeu sua soberania ao permitir que a Rússia conduza ataques aéreos à Síria a partir de seu solo.

Ali Larijani negou que o país tenha concedido à Rússia o direito de utilizar suas bases aéreas. Ele enfatizou, por outro lado, que ambos os países procuram trabalhar em conjunto na Síria. Ambos os governos apoiam o presidente sírio Bashar Assad em sua campanha para debelar a insurreição que se implantou no país desde 2011.

Alaeddin Boroujerdi, presidente do comitê de segurança nacional e política exterior, afirmou que a base aérea próxima a Hamedan, onde a Rússia tem decolado seus aviões em direção a Síria, não se tornou uma base Rússia. As aeronaves não ficariam ali permanentemente e só eram permitidas a reabastecer ali, acrescentou.

Embora ainda não haja sinais de descontentamento público com a permissão, o tom defensivo de dois políticos importantes dá sinais de cautela sobre como esse gesto em relação aos russos pode ser percebido dentro de casa.

A desconfiança sobre a influência externa data de há muito na história do país. Em 1907, um acordo entre a Rússia e o Reino Unido dividiu o que era então a Pérsia em regiões de influência estrangeira.

Em 1953, agências secretas do Reino Unido e dos Estados Unidos orquestraram um golpe contra o então primeiro-ministro Mohammed Mossadegh, consolidando o poder do chá Shah Mohammed Reza Pahlavi, Que tinha postura pró-Ocidente. A Revolução Islâmica de 1979 derrubou o chá

Nos últimos anos, por outro lado, Teerã e Moscou têm se aproximado em questões como o acordo nuclear e vendas de equipamentos militares. Fonte: Associated Press.

Quase 20% dos eleitores republicanos querem que Trump desista das eleições

Segundo levantamento da Agência Reuters, um em cada cinco eleitores do magnata querem que ele desista de concorrer à presidência dos EUA

Pesquisa da Reuters/Ipos divulgada ontem mostra que um em cada cinco eleitores republicanos nos Estados Unidos quer que Donald Trump desista da candidatura à Presidência. De acordo com o levantamento, quase 20% dos entrevistados gostariam que o empresário abandonasse a disputa do dia 8 de novembro.

 

A pesquisa ouviu 396 eleitores registrados no partido Republicano. Desse total, 10% não souberam responder e 70% defenderam a continuidade dele na campanha. A margem de erro é de 6 pontos percentuais.

 

O percentual aumenta quando são ouvidos eleitores não só republicanos. Numa série de 1.162 entrevistas, divulgada na segunda-feira (8), também feita pela Reuter/Ipos, 44% gostariam que Trump desistisse da campanha. Nesse caso, a margem de erro foi de 3 pontos percentuais.

 

Segurança nacional

 

Na semana passada, a campanha de Trump recebeu várias críticas devido às declarações polêmicas do candidato sobre a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos e sobre a segurança do país. Ele defende a construção de um muro na fronteira com o México e a deportação massiva de pessoas sem documentação.

 

Apesar de ter o apoio da classe trabalhadora conservadora, Trump tem sido criticado pelo teor extremista de suas declarações e tom de confronto que usa quando lida com líderes tradicionais do partido.

 

Carta

 

Cerca de 50 especialistas em segurança nacional publicaram esta semana uma carta aberta, declarando que não vão votar em Donald Trump. Na carta, o grupo afirma que rejeitam o candidato, porque observam que falta a ele, “caráter, valores e experiência” para ser presidente. Trump desprezou a publicação.

 

Em sua última declaração polêmica, Trump sugeriu aos defensores do porte de armas no país que trabalhem para “impedir Hillary Clinton” – caso ganhe a eleição – de indicar juízes liberais para a Suprema Corte. O comentário foi visto como inadequado por ter “incitado” a violência em um dos temas mais sensíveis do país: o controle do porte de armas.

 

A candidatura de Trump vem perdendo força nas últimas semanas. Há cerca de um mês ele liderava as intenções de voto, mas suas posições radicais e a crítica contumaz de adversários e do presidente Barack Obama vem abalando sua postulação.

 

 

 

Enchentes nos Estados Unidos 

matam 11 pessoas no sul da Louisiana

Chega a onze o número de pessoas na pior enchente da história do Estado da Louisiana, que deixou ao menos 40 mil casas danificadas e milhares de desalojados, segundo autoridades locais.

Há relatos esparsos de saques na região sul do Estado afetado. Mais de 30 mil pessoas foram resgatadas desde a sexta-feira. O governador John Bel Edwards colocou algumas cidades sob toque de recolher desde a noite de ontem.

Voluntários trabalham para retirar os pertences das casas atingidas. Na residência de Rhonda Brewer, em Baton Rouge, a água chega ao nível do peito. "Não sei se conseguiremos levar os pertences para o sótão. Se não conseguirmos, tudo vira lixo", disse.

Autoridades percorrem casa por casa para assegurar que todos foram contabilizados. "Não sei se conseguimos contabilizar todas as afetados ou os desaparecidos", disse o governador Edwards.

Cerca de 60 mil pessoas preencheram o formulário pedindo ajuda da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências, e 20 municípios declararam estado de emergência.Fonte: Associated Press.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 17.08.2016

Estado Islâmico lança novas ameaças contra Europa e América

Em vídeo, grupo pediu para lobos solitários atacarem "infiéis"

Agência ANSA

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) lançou um apelo nas redes sociais para que terroristas que agem como "lobos solitários" ataquem a América e a Europa. De acordo com a agência norte-americana de contraterrorismo SITE, o grupo tem como alvo os "incrédulos" e "infieis". O apelo foi divulgado pelo site Al-Thabaat, que é próximo ao Estado Islâmico. Em um vídeo de 3 minutos e 34 segundos, o EI cita países como Bélgica, Dinamarca, França, Espanha e Itália. 

"A guerra se intensificou, mas nós resistiremos. Cumpram com o dever de vocês e contribuam com a salvação do Estado Islâmico: atinjam os infiéis, façam tragédias nos mercados e nas estações ferroviárias", disse o vídeo, endereçado aos "lobos solitários".    

Nesta semana, o ministro do Interior da Itália, Angelino Alfano, garantiu que o sistema de prevenção antiterrorismo do país opera perfeitamente. "A Itália pode ser considerada um país seguro", disse. "A hipótese de que podem chegar jihadistas que partem da costa de Sirte, na Líbia, não tem fundamento no momento", afirmou o ministro.    

"Mas não podemos dizer somente que tivemos 'sorte' por não sofrermos nenhum atentado de matriz islâmica. A segurança é um trabalho duro, de prevenção, que tem sido feita de maneira extraordinária pelas forças de ordem", pontuou Alfano. Em um ano, 85 suspeitos de terrorismo com ligações com o extremismo islâmico foram presos na Itália. Outras 109 pessoas foram expulsas por motivos de segurança, sendo que nove eram ímãs. Neste período, a Itália também monitorou 110 combatentes e 406 mil páginas na internet, e 164 mil pessoas foram vigiadas.

Merkel, Hollande e Renzi se reunirão domingo em Nápoles

Encontro precede reunião sobre a UE em Ventotene

Agência ANSA

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o presidente da França, François Hollande, e o premier da Itália, Matteo Renzi, devem jantar juntos em Napóles no próximo final de semana.

    Informação foi divulgada pelo jornal local "Il Mattino" nesta quarta-feira, dia 17. Ainda de acordo com a publicação, a segurança será reforçada na cidade por conta da reunião.

    Encontro será realizado antes de os líderes partirem para a ilha de Ventotene, onde será realizada uma cúpula para debaterem assuntos relacionados à União Europeia (UE).

    Desde o anúncio da saída da Grã-Bretanha da União Europeia, no final de junho, o chamado "Brexit", a Itália acabou assumindo um papel de maior relevância dentro do bloco, ao lado de Alemanha e França. A cidade italiana de Ventotene foi escolhida para o encontro por ter sido o local de onde foi escrito o manifesto idealizando a criação do bloco europeu durante a II Guerra Mundial. (ANSA)

Aviões russos atacam Estado Islâmico na Síria

Sputnik

 

Bombardeiros russos Su-34 atacaram posições do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria a partir do aeroporto iraniano de Hamadã, informou o Ministério da Defesa da Rússia.

Comunicado do ministério diz que "hoje (17), bombardeiros russos Su-34 realizaram um ataque conjunto contra posições do grupo terrorista Daesh na província de Deir ez-Zor.”

Como resultado da operação, foram eliminados dois postos de comando e grandes campos de treinamento dos terroristas do Estado Islâmico na cidade de Deir ez-Zor, tendo ainda sido neutralizados cerca de 150 militantes, entre os quais mercenários estrangeiros.

Incêndio na Califórnia causa evacuação de mais de 80 mil

Governador Jerry Brown declarou estado de emergência

Agência ANSA

Um incêndio atingiu nesta terça-feira (16) a Floresta Nacional de San Bernardino, na Califórnia, região localizada a 135 quilômetros de Los Angeles, nos Estados Unidos, e causou o deslocamento de mais de 82 mil moradores.   

Com chamas de até 30 metros de altura, o fogo avançou rapidamente e destruiu mais de 3,6 mil hectares da região.   

O governador da Califórnia, Jerry Brown, declarou estado de emergência em toda área do condado de San Bernardino.   

A rodovia Interstate 15, principal via que liga Los Angeles a Las Vegas, foi fechada e milhares de carros ficaram parados no meio da estrada. No entanto, mais de 700 agentes trabalham no local para tentar controlar as chamas.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 17.08.2016

 

José Eduardo dos Santos exorta MPLA a assumir erros do passado para ganhar eleições

 

PUB

José Eduardo dos Santos disse que o MPLA está preparado para as eleições e que se deve olhar para trás para analisar o que não foi bem feito

O presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola, José Eduardo dos Santos, afirmou esta quarta-feira que o partido está preparado para "ganhar as próximas eleições" em Angola, assumindo que os "erros" de gestão devem ser "corrigidos" e criticando os empresários que enriquecem "ilicitamente".

O líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder desde 1975, e também chefe de Estado, discursava na sessão de abertura do VII congresso do partido, em Luanda, perante mais de 2.500 delegados.

O congresso decorre até 20 de agosto e prevê a reeleição de José Eduardo dos Santos, candidato único ao cargo de presidente do MPLA, e a confirmação da nova composição do Comité Central.

"Devemos olhar para trás e analisar o que fizemos com o necessário sentido de crítica e autocrítica, para constatarmos o que não foi bem feito. Os erros deverão ficar no passado e servir de critério para corrigirmos o presente e projetarmos o futuro. Só não erra quem não trabalha, mas o MPLA trabalha e faz, e o povo sabe. E está sempre empenhado em fazer mais e melhor", afirmou José Eduardo dos Santos.

Numa intervenção de 35 minutos, em que assumiu o "momento crucial" que Angola vive, devido à crise financeira e económica provocada pela quebra nas receitas petrolíferas, o líder do MPLA - que ainda não esclareceu se é candidato às eleições gerais de 2017 depois de ter anunciado a saída da vida política ativa em 2018 - garantiu que o partido está em condições para continuar no poder.

"Mostrar que este MPLA é o grande partido da família angolana. Ele está assim preparado para o combate político, para ganhar as próximas eleições e para continuar a governar a República de Angola, correspondendo aos anseios das populações", afirmou.

"Não devemos permitir que as nossas diferenças políticas sejam aproveitadas por forças externas para dividir e pôr em causa a paz duramente conquistada. Temos de ser capazes de prevenir eventuais ações subversivas, para manter a nossa soberania, a paz e a estabilidade, reforçar a nossa democracia e trabalhando no sentido de fazer prosperar a nação angolana", disse, aludindo à atual conjuntura internacional.

Destacou ainda que o futuro do país passa pela diversificação da economia, assente nas receitas com a exportação de petróleo, mas também por deixar de depender "excessivamente" das importações, apelando à "criatividade" dos empresários nacionais.

"Há que apoiar mais os empresários com provas dadas em eficácia, responsabilidade e mais comprometidos com o futuro do país. Portanto, bons patriotas. Apoiar também os empresários que sabem realizar licitamente os seus negócios no mercado interno e externo, para conquistarem riqueza e contribuíram para aumentar o emprego e fazer crescer a economia", afirmou.

Perante um forte aplauso da sala, José Eduardo dos Santos avisou: "Não devemos confundir estes empresários com os supostos empresários que constituem ilicitamente as suas riquezas, recebendo comissões a troco de serviços que prestam ilegalmente a empresários estrangeiros desonestos, ou que façam essas fortunas à custa de bens desviados do Estado ou mesmo roubados".

"Angola não precisa destes falsos empresários, que só contribuem para a sua dependência económica e política de círculos externos", acrescentou.

Durante a intervenção, José Eduardo dos Santos referiu-se ao "luto" nas famílias angolanas provocado pela febre-amarela, que já afetou quase 4.000 pessoas, para justificar a necessidade de vacinação da população, assumindo que é preciso reduzir a alta taxa de mortalidade infantil no país.

José Eduardo dos Santos apontou igualmente como objetivo o alargamento a todo o país do novo modelo de limpeza de Luanda, que entrou em vigor em abril e que prevê a cobrança de taxas por residência.

Chefe de campanha de Trump ajudou a financiar Savimbi em Angola

 

PUB

"Savimbi era um homem que apoiava a América e que lutava contra a ditadura que os soviéticos instalaram em Angola", disse Manafort

O milionário norte-americano Paul Manafort, chefe da campanha presidencial de Donald Trump, ajudou a financiar o movimento de Jonas Savimbi durante a guerra civil em Angola e está envolvido num processo de alegada corrupção na Ucrânia.

Segundo a France Presse, Manafort, 67 anos, destacado rosto da campanha presidencial do candidato republicano Donald Trump às eleições de novembro nos Estados Unidos, tem sido um "estratega" e um lobista a favor de financiamentos norte-americanos de grupos políticos e de ditadores em todo o mundo, durante as últimas décadas.

Paul Manafort, ao longo de 40 anos foi conselheiro dos presidentes Gerald Ford, Ronald Reagan e George W. Bush, tendo também utilizado as empresas de que era proprietário, nomeadamente a "Back, Manafort, Stone and Kelly", para influenciar financiamentos.

Alguns desses financiamentos foram destinados ao antigo regime de Ferdinando Marcos, nas Filipinas, ao antigo governo ditatorial da Somália, ao executivo das Bahamas, ligado ao tráfico de droga, ao ex-ditador do Zaire Mobutu Sese Seko, e também à UNITA, movimento angolano de Jonas Savimbi, durante a guerra civil em Angola (1975-2002).

"Savimbi era um homem que apoiava a América e que lutava contra a ditadura que os soviéticos instalaram em Angola", disse Manafort no passado mês de abril à estação de televisão norte-americana Fox News.

De acordo com a France Presse, o caso que mais pode afetar a campanha de Donald Trump relaciona-se com as supostas ligações entre Manafort e o antigo presidente ucraniano Viktor Yanukoych, apoiado por Moscovo e afastado do poder durante o levantamento popular de Kiev em 2014.

O nome do empresário e porta-voz do candidato republicano às eleições presidenciais mais polémicas das últimas décadas nos Estados Unidos foi também mencionado no escândalo político em França em meados dos anos 1990 conhecido como o "Caso Karachi".

Na altura, foram levantadas fortes suspeitas relacionadas com dois contratos de material bélico de fabrico francês com o Paquistão e a Arábia Saudita e que, segundo a acusação, serviram para financiar a campanha presidencial de Edouard Balladur, em 1994.

Em 2013, Manafort admitiu que pagou a um intermediário de origem libanesa para aconselhar Balladur sobre o negócio das armas.

Em declarações à Fox News, o empresário norte-americano também admitiu recentemente que ajudou o ex-presidente da Ucrânia, atualmente exilado na Rússia, a aproximar-se da Europa e a "mudar de discurso", numa altura em que o regime era acusado de suprimir liberdades fundamentais.

As relações entre Manafort e o regime de Vladimir Putin têm sido investigadas pela imprensa dos Estados Unidos após as declarações de Donald de Trump a defender o chefe de Estado russo e o estreitar dos contactos entre Washington e Moscovo.

O chefe do novo Gabinete Anticorrupção da Ucrânia, Artem Sytnyk, disse esta semana em Kiev que mais de 12 milhões de dólares norte-americanos foram destinados como pagamento de supostos serviços às empresas de Manafort entre 2007 e 2012, apesar de não ter sido provado que o atual chefe de campanha de Donald Trump tenha recebido o dinheiro.

Manafort já negou qualquer "mau procedimento", afirmando que nunca recebeu pagamentos irregulares de Kiev e que nunca trabalhou para os governos da Ucrânia e da Rússia.

A função que desempenha na equipa eleitoral de Donald Trump marca o regresso de Manafort à política, depois de ter sido rejeitado por John McCain, candidato republicano às eleições presidenciais nos Estados Unidos em 2008, alegadamente devido às ligações ao ex-ditador ucraniano Viktor Yanukovych.

Paul Manafort, nascido no Connecticut, filho do antigo presidente da câmara do Partido Republicano, formado na Universidade de Gerorgetown, integra a campanha de Donald Trump desde o passado mês de março.

PUB

  •  

95

 

Clérigo muçulmano radical enfrenta até 10 anos de prisão

 

PUB

Choudary foi considerado culpado de incentivar o apoio ao grupo Estado Islâmico

O clérigo muçulmano britânico Anjem Choudary foi condenado por encorajar jovens muçulmanos a apoiar o grupo extremista Estado Islâmico (EI) e enfrenta pena de cadeia que pode ir até 10 anos.

O homem, de 49 anos e o co-réu Mohammed Mizanur Rahman, de 33, colocaram uma série de vídeos no YouTube onde convidavam a apoiar o grupo e juravam fidelidade ao líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi.

Foram condenados por apoiarem uma organização terrorista ilegal e mantêm-se em prisão preventiva, após terem sido julgados no mês passado, em Londres. A sentença será conhecida a 6 de setembro.

Chowdary era o responsável britânico do Islam4UK, ou al-Muhajiroun, um grupo co-fundado por Omar Bakri Muhammad que defendia a imposição da lei islâmica no Reino Unido e foi entretanto proibido.

Entre os radicalizados do Muhajiroun contam-se os bombistas suicidas que mataram 52 pessoas nos transportes públicos londrinos em julho de 2005 e os homens que mataram o soldado Lee Rigby na capital britânica em 2013.

A sentença está marcada para o dia 06 de setembro e Choudary enfrenta uma pena máxima de 10 anos de prisão.

O antigo advogado, que tem cinco filhos, já tinha sido notícia por organizar um evento pró-Osama Bin Laden em Londres, em 2011, e integrou um grupo que queimou papoilas (um símbolo que homenageia os mortos na Grande Guerra) durante um protesto no Dia do Armistício, em Londres, em 2010.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 17.08.2016

Grande operação contra extremistas islâmicos na Rússia

 

Os serviços secretos russos (FSB) lançaram hoje uma grande operação em São Petersburgo contra presumíveis membros de um grupo extremista islâmico do norte do Cáucaso, noticiaram as agências russas.

Na zona sul da cidade, a segunda mais importante da Rússia, "uma operação está em curso para deter indivíduos que constam da lista de pessoas procuradas por presumível participação em grupos armados ilegais no norte do Cáucaso", informou o Serviço Federal de Segurança (FSB) num comunicado, citado pela agência TASS.

A maior parte dos grupos armados do Cáucaso jurou lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico e prometeu retaliar contra a entrada da Rússia no conflito armado na Síria, em finais de setembro de 2015.

O FSB não precisa quantas pessoas foram detidas ou se a operação prossegue. Segundo testemunhas citadas pela imprensa russa, a operação terminou cerca das 13:30 (11:30 em Lisboa).

Duas explosões foram ouvidas cerca das 11:20 (09:20 em Lisboa), segundo o 'site' de informações locais Fontanka.ru, que divulgou fotos e vídeos de transeuntes em que se veem agentes das forças de segurança a preparar-se para um assalto.

O 'site' indica que a ordem de assalto foi dada pela antena do FSB na Kabardino-Balkária, república russa do Cáucaso onde são frequentes operações policiais contra combatentes islamitas.

Cerca de 2.900 cidadãos russos, na sua maioria naturais das repúblicas do norte do Cáucaso, juntaram-se a grupos 'jihadistas' na Síria e no Iraque, segundo o FSB.

Dilma Rousseff irá defender-se pessoalmente no Senado

 

A presidente do Brasil com mandato suspenso Dilma Rousseff disse esta quarta-feira que fará pessoalmente a sua defesa no julgamento da destituição que começa no Senado no próximo dia 25.

Citada pelo jornal "Folha de S.Paulo", Dilma Rousseff disse que "será a manifestação de uma Presidente que irá ao Senado e que está sendo julgada por um processo de 'impeachment' sem crime de responsabilidade".

Questionada se não temia críticas e perguntas agressivas de alguns opositores que devem discursar, Dilma Rousseff explicou que não tem medo e que já suportou tensões bem maiores na sua vida.

"É um exercício de democracia", completou.

A data em que Dilma Rousseff comparecerá no julgamento ainda não está definida.

Hoje o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, reúne-se com os líderes dos partidos para definir os procedimentos a adotar no julgamento e deve marcar também a data em que a Presidente afastada poderá fazer pessoalmente a sua defesa.

Dilma Rousseff é acusada de ter cometido crimes fiscais para melhorar as contas públicas atrasando pagamentos devidos aos bancos e de ter permitido gastos extras no orçamento sem aprovação prévia do Congresso, numa altura em que a meta fiscal do país já estava comprometida.

Para Dilma Rousseff perder definitivamente o cargo 54 dos 81 senadores devem se manifestar a favor da sua cassação em uma votação que acontecerá no final do julgamento.

Se for condenada, Dilma Rousseff também perderá o direito ocupar cargos públicos por oito anos.

Dezenas de feridos em acidente com comboio em França

Dezenas de pessoas ficaram feridas, sete delas com gravidade e uma em estado crítico, num acidente ferroviário em Montpellier, no Sul de França.

O comboio que fazia a ligação entre Nimes e Montpellier chocou com uma árvore que caiu na via-férrea devido a uma tempestade de granizo ao início da tarde, adiantaram os meios de socorro aos média locais.

"Junto a Lunel cerca das 15.45 (14.45 em Portugal continental), um TER (comboio regional) bateu a 140 quilómetros por hora numa árvore caída na via devido a uma tempestade de rara violência na região", indicaram os caminhos-de-ferro franceses.

"Os bombeiros e a polícia estão no local, o acesso é muito complicado", adiantaram.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 17.08.2016

 

Base de Guantánamo transfere 15 reclusos


17 de Agosto, 2016

O Pentágono anunciou na segunda-feira o início da transferência de 15 reclusos da prisão de Guantánamo, em Cuba, para os Emirados Árabes Unidos.

 É a maior transferência de detidos concretizada pela Administração Obama, que espera conseguir encerrar o complexo antes de Janeiro, altura em que termina o seu segundo e último mandato na Casa Branca. São transferidos 12 iemenitas e três afegãos e ficam 61.

 

Mediadores de paz vão até Gorongosa


17 de Agosto, 2016

Os mediadores internacionais das negociações de paz em Moçambique vão deslocar-se à Gorongosa para se reunirem com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama,

informou hoje o chefe da delegação do Governo no diálogo com o maior partido da oposição. Falando  à imprensa após uma sessão da comissão mista em Maputo, Jacinto Veloso disse que foi destacado um grupo de trabalho para estudar os mecanismos para a deslocação segura da equipa de mediação.

Sem citar Trump, Obama diz se preocupar com presidente que não tem conhecimento do mundo

 27/07/2016 20:11:07

Presidente norte-americano fez as críticas contra Trump em entrevista para a rede de televisão NBC

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse ontem que se preocupa com um presidente que não possui o "conhecimento básico sobre o mundo" e tem mostrado nenhum interesse em aprender mais sobre ele. 

"É assustador um presidente que não sabe nada sobre o assunto que ele vai lidar", disse Obama em uma entrevista ao programa "Today" da NBC. 

Sem mencionar Donald Trump pelo nome, Obama acrescentou que o candidato republicano não parece saber muito sobre armas nucleares, onde os países estão ou as diferenças entre os ramos sunitas e xiitas da religião muçulmana.

Hillary 

A ex-secretária de Estado Hillary Clinton foi confirmada na terça-feira (26) como a primeira mulher candidata à presidência dos Estados Unidos por um grande partido. A oficialização da candidatura de Hillary foi feita no segundo dia da convenção nacional do Partido Democrata, no Centro Well Fargo, em Filadélfia, estado da Pensilvânia.

Em tom pessoal e emotivo, o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, discursou na convenção nacional do Partido Democrata, enaltecendo as qualidades profissionais e pessoais de sua mulher, Hillary Clinton, para concorrer às próximas eleições presidenciais, em novembro deste ano. Ele advertiu aos eleitores que a Casa Branca, residência dos presidentes norte-americanos, não pode ser o local de moradia de Donald Trump, candidato do Partido Republicano. "A escolha certa é Hillary Clinton", disse Bill.

Dirigindo-se ao auditório -  surpreendentemente unido - depois de várias desavenças ocorridas no primeiro dia da convenção, Bill Clinton disse: "Hillary é a única qualificada para aproveitar as oportunidades e reduzir os riscos [que os Estados Unidos enfrentam]". Acrescentou que ela é a pessoa certa para tomar decisões que impliquem mudanças de políticas, em uma resposta às constantes críticas de Donald Trump de que a candidata democrata não é capaz de alterar os rumos das políticas adotadas até o momento pelo governo.

Candidata democrata, Hillary promete gerar empregos

 29/07/2016 22:59:23

Candidata democrata discursou dizendo que seu adversário, Donald Trump, de isolar os EUA do muindo

Hillary Clinton foi oficialmente nomeada como candidata do Partido Democrata na disputa à Presidência dos Estados Unidos. O ato em que ela aceitou a nomeação ocorreu na noite dessa quinta-feira (28), no encerramento da convenção do partido. Hillary disse que sua prioridade será a geração de empregos, mas não excluiu uma referência ao seu rival na disputa, o republicano Donald Trump.

"Não vamos construir um muro, mas sim construir uma economia em que cada pessoa que queira um emprego possa tê-lo", disse, em uma referência direta ao muro que Trump propôs construir na fronteira com o México.

Hillary fez história ao ser a primeira mulher a ser escolhida candidata presidencial por um dos grandes partidos. Venceu as eleições primárias nas disputas entre os outros pré-candidatos, entre eles o senador Bernie Sanders, que atraiu o voto progressista e jovem do partido e no final se uniu à sua campanha.

A candidata também falou contra o discurso de Trump sobre segurança, que ela considera separatista. “Escutamos Trump dizer na semana passada que quer nos separar do resto do mundo e entre nós mesmos. Ele quer que tenhamos medo do futuro e que tenhamos medo uns dos outros".

O discurso de hoje – focado na geração de empregos e salários mais altos - tem aspectos da linha defendida por Sanders, que dizia que é injustificável que os norte-americanos tenham tido queda no poder de compra e salários em queda.

Rejeição

Hillary terá três meses de campanha, com comícios, debates regionais televisivos e três grandes debates televisivos nacionais com Trump. De perfis e ideias políticas antagônicas, os dois, entretanto, se aproximam no critério rejeição do eleitorado. Ambos tem índices de reprovação superiores aos 40%.

“Com toda humildade, determinação e confiança sem limites na promessa americana que aceito a nomeação", disse Hillary, acrescentando que será "a presidente de democratas, republicanos e independentes".

Несмотря на недавние трагические события в Германии, Ангела Меркель заявляет о готовности «и впредь предоставлять убежище мигрантам».

Política de asilo a imigrantes não muda, diz Merkel

 28/07/2016 20:12:44

Governo da chanceler alemã prepara ações preventivas contra ataques protagonizados por lobos solitários do Estado Islâmico no país

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, prometeu uma série de medidas para reforçar a segurança, entre elas o desenvolvimento de um "sistema de alerta inicial" para deter imigrantes que sejam radicais, e o trabalho em conjunto com Afeganistão e países do norte africano para acelerar a deportação de pessoas que tiveram pedidos de asilo rejeitados. Merkel ressaltou, porém que a política de asilo do país será mantida, apesar da pressão de muitos no país para que ela seja endurecida.

"Nós podemos fazer isso", afirmou Merkel nesta quinta-feira, ao repetir sua declaração do fim de agosto sobre a crise dos refugiados. "Eu estou convencida hoje, como estava então, de que nós podemos fazer isso", disse Merkel em Berlim, durante entrevista coletiva após interromper suas férias. Ela qualificou os ataques terroristas recentes na Alemanha e em outros locais do mundo como "chocantes, tristes e também deprimentes".

A chanceler acrescentou, porém, que a Alemanha continuará a conceder proteção às pessoas que precisam.

Autoridades da Baviera, no sul do país, cobraram o governo de Merkel por mais firmeza para tratar dos pedidos de asilo, como maneira de enfrentar o risco do extremismo. O ministro do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, anunciou medidas de reforço na segurança da região e pediu que o governo seja mais rígido no monitoramento de abrigos e nos controles fronteiriços.

França 

Autoridades da França identificaram ontem o segundo homem que atacou uma igreja na Normandia durante uma missa. O homem foi identificado como Abdel-Malik Nabil Petitjean, de 19 anos, do leste francês, que foi visto no mês passado na Turquia quando supostamente seguia para a Síria, mas em vez disso voltou para a França.

A identificação foi feita após testes de DNA no corpo do suspeito. Uma autoridade do setor de segurança confirmou que o homem era o mesmo que havia sido registrado em uma foto distribuída pela polícia francesa em 22 de junho, com o alerta de que poderia estar planejando um ataque.

 

Em Auschwitz, papa pede perdão por “tanta crueldade”

 29/07/2016 23:01:31

Sumo pontífice esteve nesta sexta-feira num dos marcos mais trágicos da segunda guerra; 6 milhões de judeus morreram em campos de extermínio

O papa Francisco realizou ontem uma das visitas mais esperadas de sua viagem à Polônia: a ida aos campos de concentração nazista de Auschwitz e Birkenau, símbolos de horror da Segunda Guerra Mundial e palco da morte de milhões de judeus.

Em espanhol, o líder católico escreveu uma mensagem no "Livro de Honra" às vítimas. "Senhor, tende piedade do teu povo! Senhor, perdoa tanta crueldade", escreveu o Pontífice, de acordo com informações do Museu Memorial de Auschwitz.

A viagem, feita em grande parte a pé pelo sucessor de Bento XVI, foi realizada em silêncio. Francisco orou sozinho por diversas vezes e parou por alguns minutos perante ao Bloco 11 de Auschwitz, considerado o "Bloco da Morte" dos judeus presos pelos nazistas. No local, há também a cela do mártir franciscano Maximiliano Kolbe, que trocou sua vida para que os militares de Adolf Hitler poupassem uma família de judeus.

O Papa ainda encontrou um grupo de sobreviventes do Holocausto, em momento repleto de emoção, com troca de abraços e de algumas palavras. Um dos sobreviventes deu de presente para Jorge Mario Bergoglio uma pequena vela, que o argentino acendeu em frente ao chamado "muro do fuzilamento".

Assim que terminou a visita em Auschwitz, o papa foi ao campo de Birkenau, onde voltou a rezar em silêncio diante das lápides que lembram as vítimas do Holocausto de todas as nações.

Após a visita ao local, Bergoglio voltou para Cracóvia onde fará uma visita a um hospital pediátrico e depois celebrará a procissão da Via Crucis com os jovens da Jornada Mundial da Juventude. Francisco é o terceiro líder da Igreja Católica a visitar o local. Antes dele, o papa João Paulo II e Bento XVI fizeram viagens ao país como líderes da entidade.

Durante sua participação na Jornada Mundial da Juventude, o papa Francisco reconheceu que o mundo está em guerra, mas observou que não se trata de uma guerra religiosa. “Quando eu falo de guerra, falo de guerra seriamente, não de guerra de religiões. Existe guerra de interesses, existe guerra pelo dinheiro, existe guerra pelos recursos da natureza, existe guerra pelo domínio dos povos: esta é a guerra. Alguém poderia pensar que estou falando de guerra de religiões. Não. Todas as religiões, querem a paz”, disse.

 

 jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 01.08.2016

EUA iniciam ataques contra Estado Islâmico na Líbia

Pedido para ataque veio do novo governo líbio

Agência ANSA

Os Estados Unidos estão bombardeando bases estratégicas do grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) na Líbia, confirmou o Pentágono nesta segunda-feira (01). Segundo o porta-voz do órgão, Peter Cook, os ataques miram os "paraísos seguros" do EI no país e foram autorizados pelo presidente norte-americano, Barack Obama, sob recomendação do secretário de Defesa, Ash Carter. Até o momento, essas ações eram realizadas apenas na Síria e no Iraque.    

Os bombardeios foram solicitados pelo novo governo de unidade da Líbia, através do primeiro-ministro, Fayez al-Sarraj. De acordo com o premier, as primeiras bombas lançadas em Sirte, onde há uma maior presença dos extremistas, começaram a ser lançadas hoje. Em discurso na TV local, Sarraj informou que "caças norte-americanos efetuaram ataques aéreos contra o EI em Sirte, conforme solicitação apresentada pelo Conselho Presidencial do governo de unidade nacional e em coordenação com a Sala de Comando Al-Bunyan Al-Marsous". O premier destacou que os ataques de hoje "atingiram alguns postos do EI em Sirte, causando pesadas perdas" aos terroristas.    

"A ajuda aérea será limitada a um período de tempo bem determinado, na área de Sirte e em sua periferia [...] e não haverá presença militar norte-americana em solo", disse al-Sarraj. Em junho, os militares líbios haviam anunciado avanços contra os jihadistas, retomando o controle do porto da cidade.    

Desde que assumiu o governo, no início deste ano, o premier estava evitando solicitar ajuda estrangeira para lutar contra os terroristas, especialmente do EI, para não fragmentar ainda mais as brigas internas. Desde 2011, o país tenta se reerguer de uma grande guerra civil, que dividiu o governo e os moradores, além de precisar enfrentar ameaças de grupos extremistas internacionais, como o EI e e o Fatah al Sham Front (ex-Frente al-Nusra).

Em vídeo, Estado Islâmico ameaça fazer ataques na Rússia

Agência ANSA

O grupo terrorista Estado Islâmico divulgou nesse domingo (31) um vídeo de cerca de nove minutos, em que ameaça fazer ataques na Rússia. A autenticidade das imagens não foi confirmada. "Escute, Putin. Nós vamos para a Rússia e vamos matar todos vocês em suas casas. Oh, irmãos. Conduzam a jihad [guerra santa] e matem-os e combatam-os", diz um jihadista com o rosto coberto.

link do vídeo está circulando em grupos pró-Estado Islâmico, na rede de conversas Telegram. Além da fala, as imagens mostram homens armados atacando veículos blindados e tendas no deserto.

Segundo o texto mostrado no vídeo, a ação teria ocorrido em Akashat, na província iraquiana de Ambar. Em entrevista nesta segunda-feira (1º), o governo de Moscou diminuiu a relevância da ameaça. "Provavelmente, não devemos exagerar na importância dessas filmagens. Certamente, visto que a luta se amplia e eles estão encurralados, os terroristas usaram a tática da intimidação", disse o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.

Ainda de acordo com o representante, "ameaças" como essas imagens "não podem influenciar, de maneira alguma, a linha seguida pela Rússia e pelo presidente [Vladimir] Putin na luta contra o terrorismo, que continua em todas as direções".

Recentemente, a Rússia e os Estados Unidos - que lutam contra o Estado Islâmico, mas de maneira separada - começaram as conversas para atingir maior nível de cooperação nos ataques às bases tanto dos extremistas do grupo quanto contra outras organizações consideradas terroristas que atuam na área.

Não é justo associar o Islã ao terrorismo, diz papa Francisco

Agência ANSA

O papa Francisco disse que não é "verdadeiro e nem justo" associar o Islã à violência ou ao terrorismo. "Uma coisa é certa, em quase todas as religiões sempre existe um pequeno grupo fundamentalista. Nós também temos", afirmou.

Em declaração a jornalistas a bordo do avião papal, quando voltava da Polônia, onde participou nos últimos dias da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o argentino acrescentou que "o Estado que se define islâmico apresenta uma identidade de violência", que não pode ser ligada ao Islã, referindo-se ao grupo Estado Islâmico.

"Todos os dias, quando abro os jornais, vejo violência na Itália, alguém que mata a namorada, outro que mata a sogra. E são católicos batizados. Se falo de violência islâmica, também tenho de falar da violência cristã", disse. 

"Nem todos os islâmicos são violentos e nem todos os católicos são violentos. É como uma salada de frutas: tem de tudo dentro".

Na última semana, dois homens que diziam agir em nome do Estado Islâmico invadiram uma igreja na França e degolaram o padre Jacques Hamel, de 84 anos. O Vaticano tem tomado cuidado para afastar a ideia de uma guerra religiosa e evitar novos ataques. 

A Santa Sé e o papa estão pedindo para os católicos se unirem a fiéis de outras religiões para combater a violência.

Para Moscou, acusação de Hillary é 'escandalosa' e 'ofensiva'

Democrata disse que Rússia ajudou a vazar e-mails de campanha

Agência ANSA

Autoridades de Moscou classificaram como "escandalosas" e "ofensivas" as acusações da candidata democrata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton, de que a Rússia pode ter hackeado os computadores do Comitê Democrata Nacional (DNC), causando o vazamento de milhares de e-mails.

Neste mês, o site WikiLeaks divulgou e-mails comprometedores da campanha de Hillary, nos quais membros de sua equipe debatem estratégias para vencer o senador por Vermont Bernie Sanders, seu ex-adversário nas primárias democratas. O ciberataque está sendo investigado pelo FBI.

Para o representante especial da presidência da Rússia para Cooperação Internacional em Segurança da Informação, Andrei Krutskikh, "é um sinal de fraqueza chegar neste tipo de argumentos". Ele ainda lembrou que os norte-americanos não apresentaram nenhuma queixa oficial.

"Existe uma certa contradição, as acusações chegam de pessoas que lutam pela cadeira presidencial e os representantes oficiais da Casa Branca evitam comentar [o caso] ou o fazem de modo vago", acrescentou.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, por sua vez, defendeu que as declarações de Hillary "precisam ser enquadradas na retórica eleitoral. Elas não têm nada de concreto e, por isso, acreditamos que foram feitas pela paixão do momento". Neste final de semana, Hillary disse ter informações de que os serviços de Inteligência russos violaram o sistema informático do CND. "Sabemos que fizeram isso para aqueles e-mails serem publicados. Também sabemos que Donald Trump mostrou uma preocupante tendência de apoio [ao presidente russo] Vladimir Putin", declarou. O magnata e Putin já trocaram elogios públicos em diversas ocasiões. Em junho, o líder russo disse que o candidato republicano é "uma pessoa brilhante". Especialistas em cibersegurança dizem acreditar que os serviços secretos russos tenham invadido e vazado mais de 20 mil e-mails do comitê para influenciar a eleição à Casa Branca em 8 de novembro. (ANSA)

Rebeldes armênios se rendem em Yerevan

Os homens armados que haviam tomada uma delegacia de Yerevan em meados deste mês finalmente se renderam neste domingo, 31, segundo informaram as autoridades locais.

Os serviços de segurança da capital armênia disseram que todos os 20 invasores foram detidos, pondo fim a duas semanas de muita tensão no país.

Um grupo de homens armados invadiu a delegacia do distrito de Erebuni, em Yerevan, no último dia 17, pedindo a libertação de Zhirair Sefilian, militar e ativista político que foi preso no mês passado por posse ilegal de armamentos, e a renúncia do presidente Serzh Sargsyan. Ao longo dos últimos dias, manifestantes realizaram uma série de protestos pelas ruas da cidade em apoio ao grupo, sendo fortemente reprimidos pela polícia.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 01.08.2016

Helicóptero militar russo abatido no noroeste da Síria

 

PUB

Os cinco ocupantes do helicóptero morreram, anunciou entretanto a presidência russa. Helicóptero entregava ajuda humanitária em Alepo

Um helicóptero militar russo que participava numa operação humanitária em Alepo foi hoje abatido na província de Idleb, no noroeste da Síria, e os cinco ocupantes do aparelho morreram, anunciaram hoje autoridades russas.

"A 1 de agosto, na província de Idleb, disparos feitos do solo abateram um helicóptero de transporte militar Mi-8 que regressava à base aérea de Hmeimim depois de entregar ajuda humanitária na cidade de Alepo", informou o Ministério da Defesa em comunicado.

Um porta-voz do Ministério citado pelas agências russas precisou que a bordo seguiam três tripulantes e dois oficiais e que se desconhecia na altura o seu estado e paradeiro, mas a presidência russa precisou mais tarde que todos os cinco morreram na queda do aparelho.

O conflito que desde 2011 opõe o regime sírio a grupos opositores e organizações 'jihadistas' já fez mais de 280.000 mortos.

Segundo a organização não-governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos, no mês de julho morreram pelo menos 4.794 pessoas, menos que em junho, quando se registaram 4.823 mortes.

Entre os mortos de julho figuram 1.590 civis, 341 deles crianças, a maioria (779) vítimas de bombardeamentos das forças do regime e russas. Pelo menos 45 outros foram mortos por membros do grupo extremista Estado Islâmico, 163 por disparos de grupos rebeldes e 148 por bombardeamentos da coligação internacional, entre outros motivos.

Por outro lado, pelo menos 617 membros de grupos sírios e curdos que combatem o regime foram mortos em julho, 1.262 combatentes estrangeiros do Estado Islâmico e do ramo da Al-Qaida na Síria, a Frente al-Nosra e três desertores do exército sírio.

Nas fileiras do regime registaram-se 554 mortes de membros das forças regulares e 643 de membros de milícias aliadas do regime, segundo o Observatório.

Governo turco admite erros na purga lançada após golpe de Estado falhado

 

PUB

Nas últimas semanas, 18 mil pessoas foram detidas, 50 mil despedidas e 10 mil foram alvo de processos judiciais

O Governo turco admitiu hoje pela primeira vez a existência de erros na purga lançada após a tentativa de golpe de Estado, e que foi criticada pela sua envergadura.

"Se tiverem ocorrido erros, nós iremos corrigi-los", disse o vice-primeiro-ministro, Numam Kurtulmus, numa declaração que demonstra um novo tom na Turquia, onde a perseguição aos simpatizantes do ex-imã Fethullah Gulen, acusado de planear o golpe de Estado do passado dia 15 de julho, motivou uma purga radical nas forças armadas, na justiça, na educação e na imprensa, com mais de 18 mil detidos e mais de 50 mil pessoas demitidas.

Os cidadãos que "não tenham qualquer filiação com eles [os apoiantes de Gulen] devem descontrair-se" porque "não lhes será feito nenhum mal", acrescentou o governante, numa conferência de imprensa.

Mas, avisou, os apoiantes do imã, exilado nos Estados Unidos, "devem ter medo".

"Eles pagarão o preço", declarou Kurtulmus, sobre os simpatizantes do opositor turco, cuja extradição tem sido reclamada por Ancara junto das autoridades norte-americanas.

Um pouco antes, o primeiro-ministro, Bilani Yildirim, reconheceu também a possibilidade de terem ocorrido abusos entre os casos de milhares de pessoas que foram alvo desta purga.

"Está a decorrer um trabalho meticuloso sobre os que foram despedidos", indicou o primeiro-ministro, citado pela agência Anadolu (pró-governo).

"Há certamente entre eles pessoas que foram vítimas de procedimentos injustos", admitiu, adotando assim um tom conciliador, inédito na Turquia após a tentativa de golpe de Estado que fez vacilar o poder do Presidente, Recep Tayyip Erdogan, durante umas horas, na noite de 15 de julho.

O chefe do Governo acrescentou: "Não afirmamos que não há nenhuma [injustiça]. Nós distinguiremos a diferença entre aqueles que são culpados e aqueles que não o são".

Mais de 18 mil pessoas foram detidas nas duas últimas semanas na Turquia e, destas, perto de 10.000 foram alvo de processos judiciais e foram detidas preventivamente. Mais de 50 mil pessoas foram despedidas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier, considerou na quinta-feira que as purgas "ultrapassam todos os limites" e que "não se pode ficar em silêncio" face à amplitude das detenções.

"Um país que prende os seus próprios professores e os seus próprios jornalistas, prende o futuro" do país, afirmou, por seu lado, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

O Presidente turco aconselhou o Ocidente a "meter-se nos seus assuntos".

Estado Islâmico procura tradutores de português e espanhol

 

PUB

Desde junho que mensagem nas redes sociais solicitava serviços de tradutores

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) lançou uma campanha na Internet para angariar pessoas que falem português ou espanhol para trabalharem como tradutores, noticiou hoje o jornal espanhol El Mundo.

"Queridos irmãos e irmãos, precisamos de irmãos e irmãs que falem português ou espanhol para nos ajudar no nosso projeto, se Alá quiser. Se falas uma destas línguas e queres juntar-te à nossa equipa de tradutores, por favor 'clica' aqui", lia-se na mensagem automática divulgada nas redes sociais -- principalmente o Twitter - desde junho.

Em maio, foram detetados dois novos canais informativos, um em português e outro em espanhol, criados pelo Daesh (acrónimo árabe que designa o EI) na rede Telegram, nos quais os seguidores do grupo radical podiam receber notícias atualizadas.

A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) estava, em junho, a monitorizar um conjunto de pessoas, que comunicavam em português, no serviço de mensagens instantâneas Telegram.

O grupo usava a designação de "Nashir Português", numa referência à agência de notícias onde o EI publica os seus manifestos, a Nashir News Agency.

No mês passado, a polícia brasileira deteve dez pessoas por suspeitas de preparação de ataques durante os Jogos Olímpicos, que estariam ligadas ao grupo 'jihadista'.

Na véspera, Rita Katz, especialista norte-americana em contra terrorismo, avisou que extremistas islâmicos publicaram no Telegram recomendações de 17 técnicas para atentados terroristas durante os Jogos Olímpicos, que decorrem entre os dias 05 e 21 de agosto no Rio de Janeiro.

Na notícia, o jornal El Mundo refere que os serviços de inteligência espanhóis detetaram um forte aumento da atividade do Daesh em espanhol, nomeadamente com a divulgação de várias mensagens naquele idioma, o que está a ser entendido pelos especialistas como uma indicação de que Espanha continua na mira do grupo radical.

 jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 01.08.2016

 

 

Dívida portuguesa sobe 2,4 mil milhões de euros

 

A dívida pública subiu 2,4 mil milhões de euros em junho, relativamente a maio, totalizando 240 mil milhões de euros.

De acordo com o boletim estatístico do Bando de Portugal (BdP), "no final do primeiro semestre de 2016, a dívida pública situou-se em 240,0 mil milhões de euros, aumentando 2,4 mil milhões de euros relativamente a maio".

Esta variação em junho "reflete principalmente emissões líquidas positivas de títulos (2,0 mil milhões de euros)", refere o BdP.

"O crescimento da dívida pública foi acompanhado por uma redução dos ativos em depósitos (0,3 mil milhões de euros), pelo que a dívida pública líquida de depósitos da administração central registou um aumento de 2,8 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, ascendendo a 222,0 mil milhões de euros no final do primeiro semestre" deste ano, refere o boletim.

Sondagem dá vantagem a Hillary Clinton

 

Uma nova sondagem realizada após a convenção do Partido Democrata atribui uma vantagem à candidata democrata Hillary Clinton contra o rival republicano Donald Trump.

Segundo os dados da sondagem realizada pelo canal de televisão norte-americano CBS, 46% dos inquiridos afirmaram que irão votar na candidata democrata nas eleições presidenciais de 08 de novembro, contra os 39% dos entrevistados que preferem o candidato presidencial do Partido Republicano.

Hillary Clinton poderá estar a beneficiar do efeito pós-convenção, algo que também teve repercussões nos níveis de aceitação e de intenções de voto de Trump.

Após a convenção republicana, que decorreu em Cleveland (Ohio) entre 18 e 21 de julho, o multibilionário também beneficiou do aumento da cobertura mediática destas reuniões, que tentam mostrar os candidatos no seu melhor.

Várias sondagens realizadas no final da Convenção Nacional do Partido Republicano apontaram Donald Trump como o favorito à presidência dos Estados Unidos da América.

Nesta nova sondagem da CBS, Hillary Clinton consegue uma recuperação de quatro pontos percentuais em função de uma convenção bem-sucedida (realizada em Filadélfia, Pensilvânia, de 25 a 28 de julho) que conseguiu superar a polémica com os apoiantes do candidato derrotado nas primárias democratas, o senador do Vermont Bernie Sanders.

Hillary Clinton, que consta entre os candidatos mais impopulares que foram nomeados pelo Partido Democrata para concorrer à Casa Branca, conseguiu nesta nova sondagem aumentar o grau de aceitação entre os eleitores inscritos, de 31% para 36%. No entanto, 50% continuam a ver a candidata democrata de forma negativa.

Donald Trump consegue ser um pouco mais impopular, com 31% de opiniões favoráveis e 52% de opiniões desfavoráveis.

Nos últimos dias, o empresário foi protagonista de uma nova polémica. Trump tem sido duramente criticado, mesmo por republicanos, por ter falado de forma inapropriada sobre um casal norte-americano muçulmano cujo filho morreu em combate no Iraque em 2004.

O pai do capitão Khan, convidado a falar na convenção democrata, criticou nomeadamente a intenção de Donald Trump de proibir a entrada a todos os muçulmanos no território norte-americano.

A sondagem da CBS foi realizada entre 29 a 31 de julho por telefone (telefone fixo e telemóveis) junto a 1.393 adultos, incluindo 1.131 pessoas inscritas nas listas eleitorais. A sondagem tem uma margem de erro de três pontos percentuais.

 

Detidos onze soldados suspeitos de ataque contra Presidente

 

Forças de segurança turcas detiveram 11 soldados fugitivos suspeitos de terem participado num ataque ao hotel onde estava hospedado o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Numan Kurtulmus. Vice-Primeiro-Ministro, da Turquia, disse em conferência de imprensa que os 11 soldados foram detidos em Ula, nas proximidades da localidade de Marmaris, no sudoeste da Turquia, onde o ataque foi perpetrado. Um soldado continua em fuga.

Erdogan estava hospedado num hotel em Marmaris a 15 de julho, mas deslocou-se para a cidade de Istambul pouco antes de o hotel ter sido atacado por soldados envolvidos num alegado golpe de Estado.

Um funcionário do Ministério do Interior que não quis ser identificado afirmou, citado pela agência de notícias francesa AFP, que os presos faziam parte de um "esquadrão da morte" e informou que a operação noturna que levou à captura dos soldados seguiu sugestões de habitantes locais.

Os soldados estavam escondidos em terrenos sobranceiros ao hotel desde a ação militar e foram descobertos por habitantes locais enquanto iam à caça e à procura de alimentos.

O funcionário acrescentou que "houve troca de tiros durante a operação" e que "foram usados 'drones' e helicópteros para assinalar o local".

Na sequência da tentativa de golpe militar, a 15 de julho, o executivo turco declarou o estado de emergência e desencadeou uma purga em diversos organismos estatais e setores da sociedade turca para localizar os alegados seguidores de Fethullah Gülen, o clérigo e opositor exilado nos Estados Unidos que Ancara acusa de ter patrocinado o golpe.

Prisão perpétua para homem que tentou degolar músico em Londres

Muhaydin Mire, 30 anos, natural da Somália atacou com uma faca o músico Lyle Zimmerman, 56 anos, quando este entrava na estação de metro de Leytonstone a 05 de dezembro de 2015, dois dias depois dos primeiros bombardeamentos britânicos contra posições do grupo extremista Estado Islâmico na Síria.

Durante o ataque, Mire disse que o fazia "pelos irmãos sírios".A vítima sofreu ferimentos graves, mas recuperou.

A decisão judicial anunciada, esta segunda-feira, segue-se à decisão de um júri de considerar Mire culpado de tentativa de homicídio, divulgada em junho.

O condenado, que sofre de esquizofrenia paranoide, vai cumprir a pena no hospital psiquiátrico de alta segurança de Broadmoor, onde já se encontrava detido para tratamento.

Mire terá de cumprir um mínimo de oito anos e meio, período após o que pode pedir uma libertação antecipada.

O juiz Nicholas Hilliard, do Tribunal Criminal Central de Old Bailey, em Londres, disse admitir que Mire sofresse de esquizofrenia paranoide no momento do ataque, mas também não ter dúvidas que a motivação para o crime foi a guerra na Síria.

O juiz considerou que a "violência extremamente grave" do condenado visava "intimidar pelo menos parte do público" para impor uma "causa religiosa e extremista, designadamente o extremismo islâmico".

O telemóvel de Mire continha um documento sobre os ataques da coligação na Síria e no Iraque e imagens do soldado Lee Rigby, atacado numa rua de Londres em maio de 2013, e de reféns ocidentais prestes a serem decapitados por 'jihadistas'.

Polícias belgas jogam "Pokémon Go" apesar de ameaça terrorista

 

Agentes da polícia belga jogaram "Pokémon Go" durante o horário laboral, no feriado belga de 21 de julho, apesar do país estar no nível três de alerta de ameaça terrorista.

O comissário do Serviço de Polícia Local de Bruxelas, Johan Berckmans, não está satisfeito com o trabalho de alguns dos seus agentes que "se empenharam mais em caçar 'pokémons' no dia do feriado nacional, do que em garantir a segurança", indicou o diário Het Laatste Nieuws.

Foi aberta uma investigação depois de várias testemunhas terem garantido ter visto agentes a jogar "Pokémon Go" nesse dia.

Para além de estar no nível três de ameaça terrorista, a Bélgica reforçou - depois do ataque terrorista em Nice -- a segurança na capital durante o feriado nacional belga.

Segundo o diário flamengo, um dos agentes de patrulha de Bruxelas passou praticamente todo o seu turno à procura do "Pikachu" e dos seus amigos em vários locais do noroeste da capital.

Outra jogadora viu, alegadamente, dois polícias de uniforme a perguntar a um jovem que passeava sobre localizações de "pokémons" no parque Elizabeth em Koekelberg.

"Ouvi-os a falar sobre isso. Queriam saber quem é que tinha colocado a comida. Pode-se comprar a comida que atrai os "pokémons" à tua localização. Continuei a jogar e, de repente, os agentes apareceram de carro no outro lado do parque. Estavam a segurar os dois nos seus telemóveis e ficaram no "pokéstop" durante vários minutos", para recolher as metas para o jogo, contou a testemunha ao Het Laatste Nieuws.

Dez minutos mais tarde, os polícias estavam noutra "pokéstop" e a jogadora mostrou algumas fotografias como prova, publicadas no jornal e que também foram difundidas pelo telejornal da cadeia VTM.

A testemunha passou a informação a um vereador local que pediu explicações a Berckmans.

"A investigação está ainda a decorrer. Se é verdade que os agentes estavam a caçar "pokémons", fizeram-no com os seus telemóveis privados, o que significa que é mais difícil prová-lo. Mas de qualquer forma, jogar "Pokémon Go" durante o horário laboral não é permitido", realçou.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 01.08.2016

 

 

Estados Unidos rejeitam acusação


1 de Agosto, 2016

O Departamento (Ministério) de Defesa dos Estados Unidos rejeitou ontem as acusações do Governo turco de exercer um papel na fracassada intentona e considerou “absurdas” as insinuações sobre o seu suposto apoio aos golpistas.

O comandante do Comando Central, encarregado das operações militares no Médio Oriente, general Joseph Votel, emitiu um comunicado onde garante que “qualquer informação sobre a sua suposta participação na tentativa de golpe de Estado na Turquia é completamente falsa e sem rigor”.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do Pentágono, sede do Departamento da Defesa, Peter Cook, reiterou que as insinuações do papel das forças militares norte-americanas na tentativa de golpe de Estado são absurdas e não representam o sentimento de Washington, que considera o Governo do Presidente Recep Tayyip Erdogan um aliado essencial. 
“Qualquer sugestão de que alguém dentro deste Departamento apoiou a tentativa de golpe de Estado de algum modo é absurda. Queremos manter a nossa cooperação de perto com a Turquia”, acrescentou Peter Cook, que procurou esclarecer as declarações de Joseph Votel no “Aspen Security Forum”.
Joseph Votel disse que, após a tentativa de golpe de Estado, estava “preocupado com o impacto nas relações militares com a Turquia” e referiu que os Estados Unidos têm relações com muitos líderes turcos, em particular com oficiais. O Pentágono esclareceu que deseja manter relações excelentes com Ancara.

 

Cidade de Tóquio elege uma mulher como governadora

 


1 de Agosto, 2016

 

Pela primeira vez uma mulher foi eleita governadora da cidade de Tóquio.

Yuriko Koike, de 64 anos, será assim a anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2020. Membro do Partido Liberal Democrata, Koike enfrentou outros 20 candidatos numa eleição tida como histórica também pelo número de pessoas que se lançaram na corrida após a renúncia em Junho de Yoichi Masuzoe, envolvido num escândalo financeiro.Com 62% dos votos apurados, Koike estava a 700 mil votos do concorrente mais próximo. Ex-ministra do Ambiente e da Defesa, fluente em inglês e árabe, vai assumir o cargo por quatro anos e terá que supervisionar a preparação dos Jogos Olímpicos, mais de meio século depois de a cidade ter acolhido os jogos de verão pela última vez, em 1964.
“Dirigirei a política de Tóquio de uma maneira sem precedentes. Será a Tóquio nunca vista antes”, declarou Koike, afónica após duas semanas de campanha. “Quero uma Tóquio onde cada um possa brilhar, das crianças aos idosos e as pessoas com deficiência, com o objetivo de que a vida de todos seja melhor”, declarou. Cálculos feitos indicam que o mandato de Koike termina logo a seguir à abertura dos Jogos Olímpicos. Para já, passa a preocupar-se com os preparativos que já atravessaram vários episódios embaraçosos: a eleição da cidade de Tóquio é beliscada por suspeitas de corrupção investigadas pela justiça francesa. O primeiro projecto de estádio, muito caro, foi anulado após semanas de polémica e a logomarca inicial foi retirada por acusações de plágio. Os meios de comunicação japoneses evocaram a possibilidade de que o custo dos jogos poderia duplicar e inclusive triplicar o montante inicial, de 730 mil milhões de ienes (7,14 mil milhões de dólares). “Quero fazer uma revisão às bases do orçamento para que os habitantes de Tóquio vejam claramente o que vão ter que pagar”, declarou.

 

 

Acidente com balão resulta em tragédia


1 de Agosto, 2016

O total de mortos ainda não foi determinado, mas a Junta Nacional de Segurança no Transporte dos Estados Unidos confirmou ontem que 16 pessoas morreram no incêndio de um balão no Texas.

Em declarações à imprensa em Washington, Robert Sumwalt, responsável pela NTSB, confirmou o número de mortos mas informou que os investigadores ainda tentam determinar o número de pessoas que estavam dentro do balão na hora do incidente.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 24.07.2016

 

Unicef denuncia assassinato de crianças na Síria

Estado Islâmico controla a cidade de Manbij, onde moram 150 mil pessoas e onde há registro de execução de crianças, segundo a Unicef

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) denunciou  que mais de 20 crianças morreram ao longo desta semana em ataques aéreos em Manbij, no norte da Síria.

A cidade e seus arredores, que abrigam 150 mil pessoas, são controlados pelo grupo Estado Islâmico (EI), mas estão sob  intenso assédio de forças curdas, apoiadas pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

"Nesta semana, mais de 20 crianças foram assassinadas em ataques aéreos em Manbij, e um garoto de 12 anos foi brutalmente morto em Aleppo", declarou Hanas Singer, representante do Unicef no país árabe. Segundo o órgão, 35 mil crianças estão presas na região sitiada.

"Esses terríveis episódios deixam ainda mais claro às partes em conflito sua responsabilidade de respeitar as leis internacionais humanitárias que protegem as crianças na guerra", acrescentou Singer.

Manbij é considerada crucial na guerra contra o Estado Islâmico porque fica a cerca de 130 quilômetros de Raqqa, tida como a capital do grupo na Síria.

Mediterrâneo

Continua o calvário de pessoas que estão fugindo da guerra no norte da África. Pelo menos 17 cadáveres foram encontrados nas últimas horas em um barco de madeira clandestino no Canal da Sicília, a cerca de 20 milhas da costa da Líbia. A operação de resgate foi realizada pelo navio irlandês James Joyce, sob coordenação da Guarda Costeira da Itália. As vítimas são todas do sexo masculino - incluindo um menor de idade -, e a provável causa das mortes é asfixia provocada pelos gases de escape do motor.

Outros 452 imigrantes ilegais foram salvos, totalizando 1.128 pessoas resgatadas em oito operações no Canal da Sicília ontem (21). Além do barco de madeira, elas ocupavam cinco botes e duas pequenas embarcações.

Na última quarta-feira (20), as Organizações Não Governamentais Médicos Sem Fronteiras e SOS Mediterranée já haviam tirado 22 cadáveres de um barco clandestino na região. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 77 mil imigrantes já chegaram à Itália pelo Mediterrâneo em 2016 e outros 2,5 mil morreram tentando.

 

Alemanha: autoridades dizem que atirador planejava ataque em Munique há um ano

Munique, 24/07/2016 - O jovem responsável pelo ataque a tiros em um shopping de Munique, na Alemanha, havia planejado o ataque por um ano e escolheu suas vítimas por acaso, disseram investigadores neste domingo.

O investidor do Estado da Bavária Robert Heimberger disse que o atirador, um germano-iraniano de 18 anos, identificado apenas como David S., visitou o local de um ataque a tiros anterior, realizado em uma escola na cidade alemã de Winnenden e tirou fotografias no ano passado e, em seguida, começou a planejar o ataque de sexta-feira, no qual ele matou nove pessoas e feriu dezenas de outras antes de tirar a própria vida. "Ele estava planejando este crime desde o verão (do Hemisfério Norte) passado", disse Heimberger a repórteres.

Não há até agora evidências de que o atirador conhecia alguma de suas vítimas ou que havia qualquer motivação política por trás do ataque, disse Thomas Steinkraus-Koch, de escritório da Promotoria de Munique.

O suspeito recebeu tratamento psiquiátrico com e sem internação no ano passado para ajudá-lo a lidar com "temores de contato com outras pessoas", acrescentou Steinkraus-Koch. Ele disse que remédios foram encontrados em sua casa, mas que os investigadores precisavam falar com a família do jovem para determinar se ele estava tomando-os. Heimberger disse que havia ainda "muitos terabytes" de informações para avaliar e que o irmão e os pais do adolescente ainda não estavam emocionalmente prontos para serem interrogados pela polícia.

O investigador disse que o restaurante do McDonald's onde a maioria das vítimas morreu era um ponto de encontro para jovens de origem imigrante. Ele identificou as vítimas como de origem húngara, turca, grega e albanesa de Kosovo e disse que uma das vítimas era apátrida. Testemunhas disseram que o agressor gritava slogans antiestrangeiros, ainda que seus pais tenham vindo para a Alemanha em busca de asilo décadas atrás.

Heimberger disse ainda que parece "muito provável" que o jovem tenha comprado a arma ilegalmente online. Era uma pistola que tinha sido inutilizada e vendida como acessório, mas foi restaurada até ficar em pleno funcionamento. Os seus números de série foram apagados. David S. não tinha autorização para comprar armas, segundo as autoridades.

Ainda que se trate de uma arma ilegal, o vice-chanceler da Alemanha Sigmar Gabriel sugeriu no domingo que um controle ainda mais rigoroso sobre o acesso legal a armas é necessário, dizendo ao grupo de mídia Funke que é preciso fazer todo o possível "para conter o acesso a armas mortais e controlá-las estritamente".

Forças Armadas

No rescaldo do ataque de sexta-feira, o ministro do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, pediu uma mudança constitucional para permitir que as Forças Armadas do país possam ser usadas em apoio à polícia durante ataques. Por causa dos excessos da era nazista, a Constituição pós-guerra da Alemanha só permite que as Forças Armadas, conhecidas como Bundeswehr, sejam usadas internamente em casos de emergência nacional.

Herrmann disse ao jornal Welt am Sonntag que essas regulações são agora obsoletas e que os alemães têm o "direito à segurança". "Nós temos uma democracia absolutamente estável em nosso país", assinalou. "Seria completamente incompreensível... se tivéssemos uma situação terrorista como a de Bruxelas em Frankfurt, Stuttgart ou Munique e não fôssemos autorizados a chamar as forças bem treinadas do Bundeswehr, mesmo que elas estejam prontas." Fonte: Associated Press.

EUA: Obama diz que comentários de Trump sobre a Otan mostram "falta de preparo"

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a sugestão recente do candidato à Presidência do Partido Republicano, Donald Trump, de que os Estados Unidos poderiam não defender os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é outro sinal da "falta de preparo" de Trump sobre política externa.

Em entrevista veiculada no domingo pela manhã ao programa "Face the Nation", da CBS, Obama disse que os comentários recentes de Trump ao New York Times - nos quais ele sugeriu que os aliados que não pagarem suas dívidas com a Otan não teriam ajuda garantida no caso de uma invasão da Rússia - são uma admissão de que os EUA podem não agir pelo "princípio mais central" da Otan.

Obama disse que os comentários de Trump sobre a Otan na semana passada foram "um indicativo da falta de preparo que ele tem mostrado quando se trata de política externa". Os membros da OTAN são aliados sob a ideia de que um ataque contra qualquer um deles é considerado um agressão contra todos. Trump disse ao Times que ele não pode prever se os EUA interviria no caso de um ataque russo a aliados menores da OTAN, como a Estônia ou a Letônia. "Se eles cumprirem as suas obrigações conosco, a resposta é sim", disse Trump.

Obama respondeu que "há uma grande diferença entre desafiar nossos aliados europeus a manter os seus gastos de defesa, especialmente em um momento em que a Rússia tem sido mais agressiva, e dizer a eles: Quer saber? Nós podemos não respeitar o princípio central da aliança mais importante na história do mundo".

Em contraste, Obama disse que a pré-candidata democrata Hillary Clinton,

que atuou como secretária de Estado em seu primeiro mandato, é extremamente capaz de assumir as rédeas do poder em janeiro. Ele disse que realmente acredita que nunca houve uma candidata melhor preparada para a presidência do que Hillary Clinton. "Ela não é sempre chamativa. E há pessoas com melhores discursos. Mas ela sabe o que faz", disse Obama.

Questionado sobre o que é preciso para ser de fato um presidente, Obama citou a capacidade de construir uma equipe de pessoas talentosas e trabalhadoras e se certificar que estão todos se movendo na mesma direção. Outro fator, segundo ele, "é disciplina pessoal em termos de fazer sua lição de casa, e conhecendo o assunto em questão, ser capaz de manter o foco".

Os comentários de Obama vêm às vésperas da abertura da Convenção Nacional Democrata. Ele deve discursar na quarta-feira. Fonte: Associated Press.

 

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 24.07.2016

Parlamento belga quer debater levantamento de sanções contra Rússia

 

A Comissão de Relações Exteriores da câmara baixa do parlamento belga vai discutir o projeto de resolução sobre o levantamento das sanções econômicas da União Europeia contra Moscou, comunicou o autor do documento, o deputado Aldo Carcaci à RIA Novosti.

"É muito provável que isso aconteça em outubro", destacou ele. De acordo com Carcaci, "com a apresentação deste projeto-lei, será aberta a discussão sobre as sanções, que primeiramente prejudicam as empresas belgas, em particular os produtores de legumes e hortaliças".

"A resolução apela ao governo belga para introduzir ao nível das autoridades europeias a questão de levantar as sanções econômicas contra a Rússia", explicou um membro do parlamento, do Partido Popular de oposição. 

Antes, resoluções semelhantes foram adotadas pelo Senado francês e pelos conselhos regionais de uma série de províncias italianas, entre elas – a Toscana, a Lombardia, Vêneto e Ligúria.

Após o referendo da reunificação da Crimeia com a Rússia em 2014, os EUA e a UE impuseram sanções contra a Rússia, incluindo restrições econômicas. Em agosto de 2014, Moscou respondeu com um embargo às importações de produtos alimentares provenientes desses países.

Irã vê intervenção da Arábia Saudita em golpe fracassado na Turquia

As autoridades iranianas suspeitam que a Arábia Saudita tenha estado envolvida de alguma maneira na tentativa de golpe na Turquia realizada por grupos militares na noite de 15 para 16 de julho.

A este respeito, o deputado iraniano Gholamreza Jafarzadeh, citado pela agência de notícias local FARS, ecoou as palavras do ministro iraniano das Relações Exteriores Mohammad Javad Zarif que, em uma sessão fechada do Parlamento, realizada em 17 de julho, declarou: "Dada a postura saudita em relação às questões da Turquia, podemos concluir que, provavelmente, a Arábia Saudita esteve envolvida no golpe de Estado". 

"Nosso ministro das Relações Exteriores disse, durante uma sessão às portas fechadas do Parlamento, que países como a Arábia Saudita e o Qatar não lamentaram o golpe na Turquia e há que refletir mais sobre esta questão", disse por sua vez o membro do parlamento, Akbar Ranjbarzadeh.

No entanto, as acusações não se limitam à Arábia Saudita e Qatar, pois outro relatório divulgado pelo Iran Front Page revelou que Hossein Sheikholeslam, porta-voz do conselheiro do parlamento iraniano, também acusa os EUA, Israel e Egito, além da Arábia Saudita, de ter participado do golpe.

Segundo Sheikholeslam, isso tem a ver com o fato de que a Turquia tem sugerido recentemente que não há muitas razões para continuar a luta contra o presidente sírio. 

"Se a Turquia bloquear a rota usada anteriormente pela Arábia Saudita para o contrabando de armas, explosivos e até mesmo mercenários para a Síria, a erradicação do terrorismo será muito mais fácil", diz Sheikholeslam. "É bastante provável que o que aconteceu na Turquia tenha sido resultado de esforços de norte-americanos, sauditas, egípcios e sionistas", acrescenta.

Enquanto isso, o Irã, como outros países, tem manifestado apoio ao governo turco, repudiando a tentativa de golpe. Esclarecendo a posição de seu país, Javad Zarif twittou: "Golpes não têm lugar na nossa região e estão condenados ao fracasso."

Damasco espera por decisão dos sírios sem intervenção estrangeira

 

O governo sírio está pronto para a próxima rodada de negociações de paz na Síria, sem quaisquer condições prévias declarou a Chancelaria do país em um comunicado no domingo (24).

A última rodada de negociações sírias teve lugar em Genebra, em 13-27 de abril de 2016. O Alto Comitê de Negociações (ACN) não conseguiu realizar negociações direitas e se esperava que continuassem em maio, mais as negociações não foram realizadas.

"A Síria está pronta para o diálogo sírio sem condições prévias, esperando que este diálogo conduza a uma decisão final, que deverá ser tomada pelos próprios sírios, sem intervenção estrangeira e com o apoio da ONU e da comunidade internacional", informa a declaração obtida pela RIA Novosti.

Há mais de cinco que a Síria está imersa em uma guerra civil em que as forças governamentais enfrentam os grupos armados da oposição e organizações extremistas como o Daesh (proibido na Rússia) e a Frente al-Nusra.

Em 27 de fevereiro, foi acordado um acordo de cessar-fogo no país mediado pela Rússia, EUA, países membros do Grupo Internacional de Apoio à Síria, e aprovado por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. A trégua não se estende aos grupos que as Nações Unidas classificam como terroristas, incluindo a Frente al-Nusra e Daesh.

Defesa russa: Cessar-fogo na Síria tem adesão de 207 assentamentos

 

O número de assentamentos sírios que aderiram ao acordo de cessar-fogo mediado pela Rússia e pelos EUA chegou a 207 depois que um assentamento na província de Latakia assinou a trégua, segundo informou neste sábado (23) o Ministério da Defesa russo.

"O número total de áreas habitadas cujos líderes assinaram acordos de reconciliação chegou a a 207", disse o ministério em seu boletim diário sobre a situação na Síria.

De acordo com o documento, negociações sobre a adesão ao regime de cessar-fogo continuam acontecendo com comandantes de campo de grupos da oposição armada ativos nas províncias de Damasco, Hama e Quneitra.

Fase naval de exercícios da OTAN em cidade na Ucrânia é iniciada

Rússia protestou contra a presença de navios de guerra no mar Negro

 

+A-AImprimir

PUBLICIDADE

A fase naval dos exercícios norte-americanos multinacionais Sea Breeze 2016 começou neste domingo (24), na cidade ucraniana de Odessa, de acordo com informações da mídia local.

As manobras foram precedidas da parte cerimonial, na qual participaram o ministro da Defesa ucraniano Stepan Poltorak, o embaixador dos EUA na Ucrânia, e outros altos funcionários, informou o canal 112 Ucraina.

"Estamos vendo um crescimento sem precedentes das ameaças para a segurança na região europeia e, por isso, os Sea Breeze-2016 são a nossa contribuição comum para a estabilidade e a segurança na região do mar Negro", disse o ministro, citado pelo serviço de imprensa do Ministério da Defesa ucraniano.

Os exercícios militares internacionais da OTAN Sea Breeze 2016 começaram em 18 de julho, envolvendo cerca de 3.000 militares e 25 navios de 13 países.

Os Sea Breeze são exercícios anuais destinados a melhorar a segurança marítima, a segurança e a estabilidade no mar Negro, segundo a Marinha dos EUA. 

A Rússia protestou contra a presença de navios de guerra dos EUA e da OTAN no mar Negro, citando a Convenção de 1936 (Convenção de Montreux sobre o Regime dos Estreitos) que regula a atividade militar na região. O tratado permite a passagem livre de navios civis em tempos de paz, mas restringe a passagem de navios militares não-turcos.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 24.07.2016

Homem matou uma mulher com machete e feriu duas pessoas

PUB

O agressor atacou várias pessoas junto a uma loja de comida turca

Um homem matou uma mulher com um machete e feriu duas pessoas na cidade de Reutlingen, no sudoeste da Alemanha, noticiaram hoje os jornais alemães "Bild" e "Süddeutsche Zeitung" citando fontes policiais.

Segundo o "Bild", o agressor, que foi detido pela polícia, corria pelo centro da cidade empunhando um machete (faca de grandes dimensões) e atacou várias pessoas junto a uma loja de comida turca, provocando o pânico nos arredores.

A polícia local informou, num comunicado, que o atacante é um refugiado sírio de 21 anos, requereu o estatuto de exilado na Alemanha, e tem antecedentes criminais, mas diz não ter elementos que indiquem tratar-se de um "atentado terrorista".

De momento são desconhecidos os motivos do atacante, que segundo os meios citados, agiu sozinho.

Ainda segundo a polícia, o ataque ocorreu a meio da tarde, e várias pessoas chamaram as autoridades, alertando terem visto um homem que lutava com uma mulher junto à estação de autocarros, apunhalando-a.

A mulher morreu, e o atacante feriu mais duas pessoas - um homem e uma mulher - minutos antes de ser detido pela polícia.

"O suspeito é um dos requerentes de asilo provenientes da Síria", indicou a polícia, que acredita, por enquanto, que o agressor agiu sozinho, e que é "altamente improvável" que haja perigo para a população de Reutlinger, localizada perto da cidade de Estugarda.

Trump quer maior controlo sobre os franceses que entram nos EUA

PUB

O candidato republicano à presidência norte-americana diz que vai revelar lista de países em perigo devido ao terrorismo. "Temos problemas com a Alemanha e temos problemas com a França", avança

O candidato republicano à presidência norte-americana Donald Trump disse hoje que, se for eleito, os franceses, cujo país está minado pelo terrorismo, serão objeto de controlos mais aprofundados para poderem entrar nos EUA.

Numa entrevista hoje divulgada pela NBC, o multimilionário foi questionado acerca de um eventual alargamento da sua proposta visando restringir a entrada nos EUA de pessoas de países "em perigo devido ao terrorismo".

"Vou revelar nas próximas semanas uma lista de países" nesta situação, declarou.

"Temos problemas com a Alemanha e temos problemas com a França", acrescentou.

Durante o mês de julho, aqueles países foram alvo de ataques terroristas reivindicados pelo movimento Estado Islâmico que provocaram dezenas de mortos.

No dia 14 de julho, um camião avançou durante dois quilómetros sobre uma multidão na Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses), em Nice, que estava a assistir ao fogo-de-artifício para celebrar o dia de França. O último balanço das autoridades francesas aponta para 84 mortos e 202 feridos.

Em Munique, na Alemanha, na sexta-feira passada, 22 de julho, um jovem alemão-iraniano matou nove pessoas e suicidou-se posteriormente, deixando ainda 16 feridos, três em estado grave.

Perante o exemplo do jornalista referindo países como a França, "em perigo devido ao terrorismo", Donald Trump respondeu: "Eles estão, totalmente". E acrescentou: "E sabe porquê? É culpa deles. Porque eles autorizaram pessoas a entrar no seu território", afirmou. "Foi por isso que o Braxit aconteceu", realçou.

Nesta entrevista, o candidato à Casa Branca repetiu várias vezes os seus apelos à realização de "investigações aprofundadas" aos cidadãos destes países, depois ter sido muito criticado pela sua proposta de banir a entrada nos EUA aos muçulmanos de todo o mundo.

"Lembrem-se disto. A nossa Constituição é fantástica, mas não nos dá o direito de nos suicidar, ok?", disse, considerando que os Estados Unidos têm de "ser espertos e de estar vigilantes" . Defendeu ainda aquilo a quem chamou "veto extremo", ou seja a possibilidade de proibir a entrada de pessoas que não consigam provar que são de determinada zona.

Trump ameaçou também que os Estados Unidos podem sair da Organização Mundial do Comércio (OMC) se esta entidade bloquear a sua proposta sobre taxas alfandegárias.

O candidato presidencial do Partido Republicano disse que se a OMC tentar bloquear a sua proposta de taxa, as empresas que tirem a sua operação dos Estados Unidos, "então vamos renegociar ou sair".

Na entrevista, Donald Trump disse ainda que "a OMC é um desastre" e, quando questionado sobre qual o valor que defende para o imposto sobre os produtos de empresas que saiam do país, respondeu, citado pela agência de informação financeira Bloomberg: "pode ser 25%, pode ser 35%, pode ser 15%".

Oficial: Comité Olímpico decide não banir a Rússia

PUB

Haverá critérios exigentes de seleção de atletas e a responsabilidade ficará nas mãos de cada federação

O Comité Olímpico Internacional (COI) decidiu não suspender a Rússia de todas as modalidades nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, na sequência do escândalo de doping. As entidades russas, no entanto, terão que seguir um criterioso programa de seleção dos seus atletas, com exames detalhados, algo que ficará sob a responsabilidade das respetivas federações, que terão o poder de decidir s excluem ou não atletas.

Esta decisão, contudo, não interfere no atletismo. Nesta modalidade específica, o Tribunal Arbitral do Desporto já decidiu que a Rússia não pode participar.

A decisão contrária à exclusão total dos atletas russos foi tomada depois de a comissão executiva do COI ter analisado um relatório divulgado na passada segunda-feira pela Agência Mundial Antidopagem (AMA), segundo o qual o Governo russo dirigiu um programa de dopagem no desporto com apoio estatal, com participação ativa do ministro do Desporto e dos serviços secretos.

Na passada quarta-feira, o Comité Olímpico Russo (COR) anunciou a lista de 387 atletas de 30 modalidades selecionados para o Rio2016, que incluía os 68 cujo recurso foi rejeitado pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), quanto à exclusão coletiva imposta pela Associação de Federações Internacionais de Atletismo (IAAF), por violações ao código antidopagem e à carta olímpica.

A Rússia, segunda potência mundial do atletismo, atrás dos Estados Unidos, foi suspensa em novembro de 2015 após um 'demolidor' relatório independente da AMA, que denunciava um esquema de doping institucionalizado no país.

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 24.07.2016

 

Milhares de turcos juntam-se para defender a democracia

Milhares de turcos reuniram-se este domingo na praça Taksim, em Istambul, para mostrar o compromisso com a democracia e mostrar também a sua oposição ao estado de emergência decretado pelo Presidente Erdogan depois do golpe de Estado falhado.

Convocada pelo principal partido da oposição, o Partido Republicano Popular (CHP), a manifestação juntou-se com elementos do partido que apoia o Presidente, cujos apoiantes têm saído à rua todas as noites.

Com bandeiras a dizer 'Defendemos a República e a Democracia', 'A Soberania pertence ao povo incondicionalmente', 'Não ao golpe, sim à democracia', os manifestantes mostraram-se contra o golpe de Estado e a favor da democracia.

Os manifestantes afetos ao principal partido da oposição e os que defendem Erdogan estão a conviver de forma pacífica, constatou a AFP no local.

Irmão de Obama vota Donald Trump

Um meio-irmão queniano de Barack Obama revelou ao "New York Post" que vai votar em Donald Trump, por se identificar com as ideias do Partido Republicano.

Malik Obama disse ao Post, a partir do Quénia, onde vive, que está "muito desapontado" com administração Obama e que Donald Trump "fala do coração". O slogan "Tornar a América grande outra vez" é, segundo ele, "um grande slogan".

Mas por que razão está Malik desapontado?

O meio-irmão mais velho de Barack, que só o conheceu em 1985, afirma não gostar de Hillary Clinton devido ao escândalo do email pessoal usado para tratar de assuntos oficiais e confidenciais, quando era Secretária de Estado.

Por outro lado, a instituição do casamento é-lhe muita querida, pelo que prefere um partido que não apoie o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O "New York Post" salienta mesmo que Malik gosta tanto do casamento tradicional, que até tem, pelo menos, três mulheres e há rumores de que terá 12. Uma das mulheres terá casado com ele quando ainda era adolescente.

A administração Obama também não lhe é querida por ter apoiado a mudança de poder na Líbia. Em 2012, dedicou a biografia do pai a Muammar Khadafi e outros que "faziam do mundo um lugar melhor".

Questionado sobre o que perguntaria a Trump se algum dia o encontrasse, Malik Obama afirma que gostaria de saber a posição do candidato republicano à Casa Branca sobre a poligamia.

O candidato republicano já reagiu a esta notícia, afirmando que Malik terá sofrido "maus tratos" do irmão, como o povo americano.

Malik é um dos sete meios-irmãos de Barack Obama. Vive no Quénia, mas é um eleitor registado no estado norte-americano do Maryland.

Em 2008 - ano da eleição do irmão -, criou a organização sem fins lucrativos Barack H. Obama, com o intuito de ajudar a sua aldeia natal, no Quénia, mas a instituição não estava registada, nem tinha isenção fiscal, como ele afirmava, apesar de a ter obtido após o escândalo.

Em 2013, a relação com Barack Obama azedou, quando presidente dos EUA não o apoiou nos seu intuito de se tornar governador do condado de Siaya, no Quénia.

Aviões combatem fogo junto a centro de treinos do F.C. Porto

Um incêndio, no Olival, em Gaia, junto ao centro de estágio do F. C. Porto, está a ser combatido por meios aéreos.

Segundo uma fonte dos Sapadores de Gaia, "a frente ativa está bastante forte".

O alerta foi dado às 13 horas. O perímetro das chamas está compreendido entre a Quinta da Velha e o centro de estágio portista. "A intensidade do fogo, o vento e as dificuldades nos acessos " têm sido adversidades para os bombeiros.

Ao início da tarde, um helicóptero esteve envolvido no combate às chamas. Posteriormente, foram chamados reforços, com a entrada de dois aviões nas operações. A zona é rural, mas também tem habitações, além do complexo desportivo utilizado pelo F. C. Porto na sua preparação quotidiana.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 24.07.2016

 

 

Atentado mortífero do Estado Islâmico


24 de Julho, 2016

O autoproclamado Estado Islâmico reivindicou o atentado ocorrido ontem em Cabul e que provocou, pelo menos, 61 mortos e 207 feridos, segundo a agência Reuters.

O atentado ocorreu numa manifestação pacífica da minoria hazara xiita em Cabul. “Morte à discriminação” era o lema dos manifestantes, que protestavam porque uma linha eléctrica que vai do Turquemenistão até Cabul não passa nas províncias de Bamyan e Wardak.

 

Tribunal Internacional recusa julgar Tony Blair


24 de Julho, 2016

O Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, na Holanda, recusa julgar o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair por crimes de guerra, mas tem condenado antigos chefes de Estado e altas figuras políticas do continente africano.

Os familiares dos 179 militares britânicos mortos na guerra do Iraque exigem o julgamento de Tony Blair e de todos aqueles responsáveis pela invasão do Iraque, considerada pelo Relatório Chilcot precipitada e mal preparada.
Roger Bacon e Reg Keys, pais dos soldados Matthew Bacon e Tom Keys, mortos no confronto militar em causa, lançaram, por isso, uma campanha de “crowfunding” para arrecadar fundos para que uma equipa de advogados analise esse documento e avalie a possibilidade de processar o ex-primeiro-ministro.
“As nossas forças armadas não devem ser novamente sacrificadas tão insensivelmente pela ambição política, irresponsabilidade e falhas do Governo”, escrevem os familiares nesse site.
De acordo com a campanha, as acções dos funcionários do Estado só podem ser julgadas por um tribunal devidamente constituído e reconhecido internacionalmente. Os familiares referem, contudo, que nem o Tribunal Penal Internacional (TPI) vai avaliar o caso, alegando que a invasão do Iraque não foi uma decisão de apenas Tony Blair, nem o Estado britânico sujeita aqueles apontados como culpados a um procedimento criminal. Os pais dos soldados pretendem, por isso, mover um processo civil contra Blair e todos aqueles que, segundo a sua opinião, abusaram do poder de que dispunham na altura. De acordo com o jornal “The Guardian”, no rescaldo da publicação da análise à operação militar em causa, Tony Blair defendeu as suas decisões, argumentando que agiu de boa-fé e de acordo com a informação de que dispunha. O relatório Chilcot avalia negativamente a participação do Reino Unido na invasão do Iraque em 2003, que considera precipitada, já que, nessa ocasião, “não estavam esgotadas todas as opções pacíficas”.
Encomendado em 2009 pelo então primeiro-ministro Gordon Brown, o documento conclui que a operação liderada pelos Estados Unidos, na presidência de George W. Bush, partiu de “informações e estimativas deficientes”. Por exemplo, as armas de destruição massiva que motivaram a ofensiva nunca foram encontradas.
Saddam Hussein não era, além de tudo, acrescenta o relatório, uma ameaça iminente, sendo a estratégia de contenção até aí praticada ainda uma ferramenta viável e adequada, na altura da invasão.
Os 179 mil euros que os familiares pretendem agora angariar vão financiar a leitura e análise dos mais de dois milhões de palavras e 12 volumes deste documento para que se consiga formar um caso sólido contra Blair. Até ao momento, já foram arrecadados mais de 50 mil euros.

 

Tributo à figura de Neto

Adriano Sapalo | 
24 de Julho, 2016

A vida e obra do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, deve servir de reflexão para os angolanos e para o mundo, porque foi um homem comprometido com o povo e bateu-se pelas liberdades, afirmou sexta-feira o conselheiro político da Embaixada de Cuba em Angola, Héctor Ramírez Rodríguez, no final de uma visita ao Memorial António Agostinho, em Luanda.

O diplomata, que efectuou a visita no quadro do programa do 63º aniversário do assalto ao Quartel de Moncada, a 26 de Julho de 1953, disse que Agostinho Neto foi um homem fiel à sua palavra e comprometido com o povo africano.
Héctor Ramírez Rodríguez enalteceu também o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, pela forma sábia como tem conseguido manter a paz e melhorar as condições de vida dos angolanos.
O diplomata cubano considerou positiva a cooperação entre os dois países, tendo defendido o contínuo reforço dos acordos bilaterais existentes. No seu entender, a amizade e solidariedade existentes propiciaram a melhoria das condições de vida dos dois povos.  
A comunidade cubana assinalou ontem em Malanje o 63º aniversário do assalto ao Quartel Moncada com a exibição de uma curta metragem que reflectiu os feitos do 26 de Julho, além de poesias, canções e dança. O vice-governador de Malanje para o sector político e social, Manuel Campo, ressaltou a coragem e bravura de Fidel Castro e outros companheiros que deram início à grande revolução que culminou com a liberdade do povo cubano.
Manuel Campo destacou as relações entre Angola e Cuba, considerando que os angolanos não podem estar indiferentes a esta data, uma vez que tal princípio representa o reforço dos laços de amizade que já vêm de longa data.
“Não é por acaso que Cuba faz parte da história de Angola. Muitos dos seus melhores filhos  lutaram pela independência e pela conquista da paz no nosso país e continuam a lutar para que Angola se desenvolva”, disse.
A representante da comunidade cubana em Malanje, Marlén Milanês, disse que o 26 de Julho é comemorado em cada ano porque assinala a data em que um grupo de estudantes liderados por Fidel Castro decidiu assaltar o Quartel de Moncada. Marlén Milanês acrescentou que a comunidade cubana deve sempre ter o espírito nacionalista e recordar que Moncada é a luz contra o analfabetismo.
Em Angola laboram mais de dois mil especialistas cubanos nas áreas da saúde e da educação.

 

Pequim exibe arsenal militar de grande capacidade naval


24 de Julho, 2016

As Forças Armadas chinesas realizaram uma demonstração do novo arsenal naval e aéreo em parada e as imagens foram exibidas ontem pela televisão estatal.

 

Especialistas militares, citados na imprensa internacional, disseram que as armas de última geração possuem uma grande capacidade combativa e oferecem aos efectivos boas possibilidades de manobras em movimentação defensiva.
O Governo de Pequim tomou medidas políticas e diplomáticas para controlar as ilhas desertas que reivindica, localizadas no designado Mar do Sul da China. A reportagem da televisão estatal chinesa não faz menção a qualquer possível ataque, nem a nenhum país, mas destaca a capacidade do arsenal.  
Os Estados Unidos da América estão a aumentar a sua presença militar no Mar do Sul da China, mas o Governo de Pequim classifica a atitude dos EUA como uma provocação. 
A televisão estatal chinesa mostrou tropas e armas do Comando do Sul, responsável pela região do Mar do Sul da China, durante a visita de oficiais superiores, incluindo o general Fan Changlong, vice-presidente da Comissão Militar Central, e o general Ma Xiaotian, comandante da Força Aérea, noticiou o jornal de Hong Kong “South China Morning Post”.
O general Fan Chanlong elevou o nível das tropas destacadas na região do Mar do Sul da China e pediu aos soldados para estarem preparados para qualquer contingência. “As patrulhas do mar e do espaço aéreo devem ser organizadas para lidar com todo o tipo de emergência e garantir a segurança do mar e da fronteira”, afirmou o comandante.
As armas, mostradas pela televisão, são de curto e médio alcance (até 1.500 quilómetros), confirmaram analistas, o que pode ser considerado como um elemento de advertência a possíveis agressores. 
Um bombardeiro H-6K patrulha as ilhas no Mar do Sul da China, desde que a situação na região aumentou de tensão devido às posições políticas de países como o Japão e Filipinas. As tropas também estavam a carregar mísseis DF-16 de alcance até 1.000 quilómetros, o que é suficiente para atingir bases dos EUA em Okinawa. 
Estes mísseis foram apresentados durante a última parada militar em Pequim dedicada ao fim da Segunda Guerra Mundial. 
Nas imagens também foram mostrados bombardeiros H-6K e caças destinados à patrulha da região. O arsenal está entre os mais desejados do mundo por países que querem reformular as suas Forças Armadas. Segundo um especialista russo, O Governo de Pequim pode instalar um sistema anti-aéreo no Mar do Sul da China, para fazer face a uma possível ameaça. 
A China, o Japão, o Vietname e as Filipinas têm desacordos sobre as fronteiras marítimas e zonas de influência no Mar do Sul da China e Mar da China Oriental. 
Pequim considera que alguns deles, como as Filipinas e o Vietname, aproveitando o apoio dos EUA, fazem escalar a tensão na região. 
As autoridades chinesas reprovaram a decisão do Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia, com sede na Holanda, por “o mesmo não ter direitos históricos sobre os territórios em disputa no Mar do Sul da China”.