InterAffairs

Sáb.08082020

Last update09:48:30 AM

Leia nesta edição:
RUS ENG FR DE PL ESP PT ZH AR

Font Size

SCREEN

Profile

Layout

Menu Style

Cpanel

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 06.01.2017

 

Rússia inicia retirada da Síria com retorno de porta aviões

 06/01/2017 08:54:00

A Rússia anunciou nesta sexta-feira que o porta aviões que está em águas da Síria, bem como outros vasos de guerra, estão retornando ao país, o primeiro movimento para a retirada das forças armadas que atuavam sobre o conflito.

De acordo com o general Valery Gerasimov, o porta aviões Almirante Kuznetsov e o resto da frota serão os primeiros a deixar o local.

"Em concordância com a decisão do comandante em chefe supremo, (presidente) Vladimir Putin, o Ministério da Defesa deve começar a reduzir o agrupamento de forças armadas na Síria", teria dito o militar à agência estatal Tass.

Putin teria assinado a ordem em 29 de dezembro. Gerasimov não deu maiores informações sobre a retirada.

A retomada de Aleppo, maior cidade do país, pelas forças do presidente Bashar Assad, aliado da Rússia, torna menos necessária sua presença militar no país. No entanto, ainda é incerto qual será o tamanho da retirada.

Rússia e Turquia, uma forte apoiadora da oposição moderada síria, conseguiram chegar a um acordo de cessar-fogo, que se tornou efetivo em 30 de dezembro. A trégua se manteve a maior parte do tempo, mas não interrompeu confrontos no país. Governo e oposição acusam um ao outro pelas violações. Fonte: Associated Press.

Congressistas republicanos e equipe de Trump discutem muro entre EUA e México

 05/01/2017 19:48:00

A equipe de transição do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, e alguns congressistas republicanos discutiram hoje se poderão cumprir a promessa do bilionário de construir um muro na fronteira entre os EUA e o México sem aprovar uma nova legislação.

Os congressistas estudam uma maneira, na legislação dos EUA, de construir um muro sem que seja necessária a aprovação de uma nova lei. Um dos modos estudados é o de solicitar ao Congresso que permita dinheiro suficiente para o projeto, sem que seja necessária uma lei que autorize a vedação das fronteiras americanas.

Caso seja necessária a aprovação de uma lei, a equipe de transição de Trump teme que o presidente possa perder a batalha, já que alguns republicanos já se posicionaram contra um muro entre os EUA e o México. Fonte: Associated Press.

Mais de 600 pessoas são detidas no México por saquear lojas após manifestações

 05/01/2017 18:42:00

Mais de 600 pessoas foram detidas e um policial morreu durante os saques em pontos comerciais de três Estados do México, na sequência das manifestações contra o aumento dos preços de combustíveis no país.

O Estado do México, a região que cerca a capital do país, informou hoje que 430 pessoas, incluindo 124 menores, foram detidas por atos de vandalismo registrados em diversos pontos e indicou que quatro policiais foram afastados de seus cargos por também participarem dos saques.

Na capital houve 76 detenções por atos de vandalismo em 29 lojas e centros comerciais, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Além disso, um policial morreu ao ser atropelado enquanto tentava impedir um roubo em um posto de gasolina.

Mais 9 mil policiais e 13 helicópteros foram disponibilizados para monitorar a situação na Cidade do México. O presidente da Câmara do Comércio da capital, Humberto Lozano, disse que 20 mil lojas fecharam as portas por medo de saques.

As autoridades do Estado de Veracruz, por sua vez, interrogaram 96 pessoas por suposta participação em saques ocorridos em várias localidades do Estado.

O procurador-geral de Veracruz, George Winckler, disse que os detidos são acusados de suposta conspiração, prisão, lesão, dano, incitação à violência, roubo agravado, terrorismo e motim.

O aumento do preço de gasolina em até 20% provocou manifestações em diferentes localidades desde o começo da semana e ontem os protestos se tornaram violentos cоm os saques e bloqueios.

A petroleira estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) advertiu que esta situação poderia causar problemas no fornecimento de combustível. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 06.01.2017

 

Inteligência dos Estados Unidos diz que houve interferência russa nas eleições

 

A cúpula dos órgãos de inteligência dos Estados Unidos entrou em conflito aberto com o presidente eleito Donald Trump sobre a interferência da Rússia nas eleições norte-americanas de novembro de 2016 para a presidência do país. Em audiência ontem (5) no Senado, o diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, disse que houve interferência russa não somente por meio do hackeamento (invasão de computadores) como também pela disseminação de notícias falsas.

No entanto, em várias mensagens postadas no Twitter, Donald Trump se declarou "cético" sobre as conclusões da comunidade de inteligência.

Apesar da divergência, a cúpula dos órgãos de inteligência norte-americanos terá encontro hoje (6) com Donald Trump. Durante o encontro, Clapper deverá entregar dados - ainda desconhecidos do público - sobre como se deu a interferência russa nas eleições.

Ontem, durante a apresentação de Clapper, senadores tanto do Partido Democrata e alguns do próprio Partido Republicano afirmaram que "o ceticismo" de Trump prejudica o moral dos serviços de inteligência porque coloca em dúvida a competência e a imparcialidade das agências. "Há uma diferença entre ceticismo e menosprezo", disse James Clapper, ao comentar o assunto.

O diretor afirmou que, apesar da opinião de Trump, os serviços de inteligência avaliam agora, de forma mais clara do que antes, que houve um ataque cibernético russo durante as eleições norte-americanas.

Carro-bomba deixa pelo menos dois mortos em Esmirna, na Turquia

Agência ANSA

 

Ao menos duas pessoas morreram e 10 pessoas ficaram feridas na explosão de um carro bomba em Esmirna, na Turquia, nesta quinta-feira (5). As vítimas seriam um policial e um funcionário do tribunal e outras 11 pessoas estariam feridas.

Dois supostos terroristas já foram mortos e a polícia está atrás de um terceiro, que teria fugido após a explosão. O atentado ocorreu próximo a um tribunal da cidade turca. As informações são da Agência ANSA.

Esmirna é a terceira maior cidade da Turquia e muito visitada por turistas por conta de seu belo litoral. Ninguém reivindicou o ataque ainda, mas o território turco vem sofrendo com ataques de carros-bomba em diversas cidades. Além disso, Esmirna está sendo alvo de várias operações policiais em busca do homem que realizou um ataque terrorista no dia 1º de janeiro, em uma boate de Istambul, em ação que deixou quase 39 mortos.

Segundo as autoridades turcas, mais de 40 pessoas que moram na cidade já foram interrogadas até o momento sobre o ataque.

Censura

O Ministério das Comunicações da Turquia impôs censura à mídia nas informações sobre a explosão do carro-bomba.  Como está em estado de emergência, o governo turco usa a censura em casos considerados "terroristas". No entanto, a agência oficial de notícias Anadolu, confirmou que dois extremistas foram mortos por forças policiais.

'Querem deixar a Turquia de joelhos', diz Erdogan

Agência ANSA

 

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta quinta-feira (5) que o país está "sob ataque contemporâneo de diversos grupos terroristas que querem colocá-lo de joelhos".

"Mas não vão conseguir. Eles não podem colocar as pessoas umas contra as outras. Não conseguiram destruir nossa unidade e não conseguirão", declarou.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 06.01.2017

 

Joe Biden aconselha Donald Trump a "ser adulto"

 

PUB

"Cresce, Donald. Cresce. Mostra-nos que és capaz", disse o vice-presidente dos EUA

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aconselhou hoje o Presidente eleito, Donald Trump, a "crescer" e a comportar-se como "um adulto".

"Cresce, Donald. Cresce. Chegou a altura de seres adulto. És o presidente. Tens que fazer alguma coisa. Mostra-nos que és capaz", disse Biden numa entrevista à estação de televisão pública norte-americana PBS, quando questionado pelos comentários de Trump na rede social Twitter.

Na quinta-feira, Donald Trump chamou "palhaço chefe" ao líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, num comentário no Twitter.

Durante a campanha e depois de ter sido eleito Presidente, Trump utilizou o Twitter compulsivamente para todo o tipo de propósitos, como insultar adversários, ameaçar empresas ou criticar os serviços secretos.

Família de palestiniano morto por militar israelita quer recorrer ao TPI

PUB

Sargento israelita disparou sobre jovem ferido e desarmado em março de 2016 em Hebron. Tribunal considerou Elor Azaria culpado do homicídio de Abdel Fattah al-Sharif mas Netanyahu defende perdão.

A família do atacante palestiniano morto pelo sargento israelita Elor Azaria, depois de aquele ter esfaqueado outros dois militares da mesma nacionalidade, anunciou que vai levar o caso ao Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia.

Abdel Fattah al-Sharif, de 21 anos, foi um de dois palestinianos que, a 24 de março de 2016, em Hebron, atacaram com armas brancas um grupo de soldados de Israel. Ambos os palestinianos foram alvejados durante o ataque, havendo vídeos a mostrarem Azaria a disparar contra a cabeça de Al-Sharif quando este já se encontrava no chão, a sangrar. O outro palestiniano também morreu no local devido a ferimentos de bala, mas não voltou a ser alvejado.

Na quarta-feira um tribunal militar israelita considerou por unanimidade Azaria responsável pelo homicídio de Al-Sharif, esperando-se que a pena seja conhecida dia 15, segundo fontes militares citadas no The Times of Israel. O máximo são 20 anos de prisão, mas a expectativa é que a pena aplicada seja mais leve.

O caso alcançou enorme repercussão em Israel, com grande número de figuras políticas e governantes, entre os quais o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a pronunciarem-se a favor do perdão ao sargento. Um possível perdão só pode ser concedido pelo presidente Reuven Rivlin, do Likud, o mesmo partido do atual chefe de governo.

Perante o clima maioritariamente de empatia para com Azaria, a família de Al-Sharif pretende levar o caso ao TPI de Haia, considerando que o sargento devia ter sido acusado de assassínio e não homicídio, o que significa uma pena menos severa. Recorda, por outro lado, que os palestinianos acusados da morte de israelitas são condenados a pena perpétua nos tribunais deste país.

Além do TPI de Haia, a família do palestiniano quer ainda que outras entidades ligadas aos direitos humanos analisem o sucedido no quadro de uma investigação internacional independente.

Se um grande número de políticos defende Azaria e apela ao perdão da sentença, a maioria das chefias militares, além de um antigo ministro da Defesa e chefe de estado-maior das forças armadas, Moshe Ya"alon, tem tido palavras duras para o comportamento do sargento, qualificando-o de "antiético" e errado por ter disparado sobre um ferido desarmado. Ya"alon, que pertence ao Likud, disse ontem estar a fazer-se "um cínico aproveitamento do caso pelos políticos para ganhos pessoais". Ya"alon abandonou o cargo em choque com o primeiro-ministro devido ao caso em Hebron. O incidente de 24 de março de 2016 foi mais um na série de ataques, principalmente com armas brancas, desencadeados por palestinianos em setembro de 2015. Números oficiais israelitas revelam um saldo de 42 mortos e 635 feridos. Do lado palestiniano, segundo a OLP, verificaram-se 248 mortos, a grande maioria de jovens com 25 anos ou menos, nem todos resultantes da vaga iniciada em 2015.

A condenação de Azaria é desenvolvimento raro em Israel, tendo o caso anterior sucedido em 2003 quando um militar foi responsabilizado pela morte de um ativista europeu envolvido numa ação de apoio aos palestinianos.

O substituto de Ya"alon, Avigdor Liberman, do Yisrael Beiteinu, nacionalista sionista, que se pronunciou contra a acusação de Azaria, na altura dos acontecimentos e quando o seu partido estava na oposição, disse ontem dever "respeitar-se a sentença, mesmo quando não se concorda" com ela e pediu aos políticos "discrição" naquilo que dizem.

Perante as declarações a favor do perdão, o presidente Rivlin divulgou um comunicado, em que criticando de forma implícita os pronunciamentos públicos, refere serem os condenados ou seus representantes legais a terem de pedir clemência. A possibilidade de um perdão só será considerada, acrescenta o presidente, após conclusão do processo e tendo em presente "as recomendações das entidades relevantes".

Os termos do comunicado sugerem, na interpretação de alguns analistas, que Rivlin está ciente das implicações do caso num país onde existe real independência de poderes, nomeadamente no plano judicial. Recorde-se que o próprio primeiro-ministro está a ser investigado por corrupção. Ainda ontem, Netanyahu foi interrogado, pela segunda vez esta semana, pelo responsável do departamento de investigação de fraudes e corrupção.

O primeiro-ministro é suspeito de ter recebido dezenas de milhares de dólares em presentes de apoiantes, indicava ontem a televisão i24 . Segundo o Haaretz, um desses apoiantes de Netanyahu teria funcionado como intermediário em compras do exército israelita e cultiva relações com outras figuras de primeira linha da política no país.

O caso está a afetar a popularidade de Netanyahu, com sondagens a sugerirem uma derrota eleitoral. No passado, outros políticos, como o primeiro-ministro Ehud Olmert, foram acusadas de corrupção e acabaram por se demitir.

Líder da Al-Qaeda acusa chefe do Estado Islâmico de "propaganda desonesta"

PUB

Ayman al-Zawahiri denunciou o que considerou ser uma desonesta campanha de propaganda feita pelo grupo rival contra a sua organização, em mensagem áudio divulgada na quinta-feira

Numa mensagem encontrada e traduzida pelo sítio norte-americano SITE, o egípcio Al-Zawahiri, líder da Al-Qaeda, acusa o líder do outro grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, de o difamar.

A Al-Qaida, fundada pelo saudita Osama Bin Laden, está a disputar com o outro grupo, também designado pelo seu acrónimo árabe como Daesh, que derivou do ramo iraquiano, a liderança do movimento global dos combatentes que justificam a sua violência com argumentos religiosos, designadamente islâmicos.

Na sua mensagem, Al-Zawahiri, que tem 65 anos, queixa-se que Al-Baghdadi alega que a Al-Qaida se opõe aos ataques sectários aos xiitas e que estava preparada para trabalhar com líderes cristãos.

"Os mentirosos insistem nas suas falsidades, dizendo que não denunciamos os xiitas", afirmou Al-Zawahiri, segundo a tradução da sua mensagem, que foi divulgada pela Al-Qaida.

Al-Zawahiri negou que tenha dito que os cristãos podem ser parceiros na governação do futuro califado islâmico, reconhecendo que apenas disse que aqueles poderiam tratar dos seus assuntos dentro deste.

"O que dissemos é que são parceiros na terra, como a agricultura, o comércio e a moeda, e que mantemos a sua privacidade nela, segundo as leis da nossa sharia" (lei islâmica), avançou.

E insistiu que não apelou a que os muçulmanos xiitas fossem poupados, mas sim que os ataques fossem focados nas forças iraquianas lideradas pelos xiitas e não em atrocidades feitas de forma fortuita contra civis.

"Disse-lhes várias vezes para acabarem com os ataques nos mercados, nos locais festivos e nas mesquitas e que se concentrassem nas forças militares, policiais e de segurança e nas milícias xiitas", acrescentou.

Os dois grupos têm feito centenas de ataques a alvos civis, mas a propaganda da Al-Qaida reclama o uso de táticas menos indiscriminadas.

Al-Zawahiri também negou as acusações de Al-Baghdadi de que a Al-Qaida apoiou o antigo presidente egípcio, Mohammed Morsi, um islamita que tentou governar através do boletim de voto.

Admite-se que o líder da Al-Qaida, que assumiu a liderança depois de Bin Laden ter sido morto por 'comandos' norte-americanos em 2011, está algures no território fronteiriço paquistanês das zonas tribais.

Neve e ventos gelados causam caos em várias partes da Europa

 

PUB

Na Alemanha, as temperaturas caíram abaixo dos -25º durante a noite

Tempestades de neve assolaram várias partes da Europa, encerrando estradas e provocando caos no tráfego, acidentes, adiamento de voos e o cancelamento de dezenas de partidas nos comboios.

Na Roménia, um dos países mais afetados, as autoridades locais informaram que as principais autoestradas no sul e no leste do país ficaram intransitáveis devido à forte queda de neve. Mais de 40 comboios não saíram das estações devido à obstrução das linhas.

O responsável principal pelo serviço romeno de emergências médicas, Raed Arafat, indicou que 622 pessoas com necessidade de diálise e 126 mulheres grávidas foram sujeitas a transporte de emergência, noticiou a agência Associated Press.

A estação estatal de televisão sérvia deu conta de que 17 pessoas, incluindo seis crianças, ficaram feridas na sequência de um choque em cadeia causado pelo tempo invernoso nos arredores da cidade de Nis, no sul do país.

A queda de neve e o vento forte interromperam o trânsito no sul da Sérvia, onde a neve atingiu os dois metros de altura, fechando várias estradas.

Na Croácia, a queda das temperaturas congelou as águas em várias zonas ao longo da costa, e o vento forte levou ao cancelamento de várias carreiras de ferry para as ilhas no Adriático.

No Montenegro, o mau tempo levou também a perturbações semelhantes nos transportes e as autoridades aconselharam a população a manter-se em casa. Várias aldeias no país ficaram isoladas.

Na Alemanha, as temperaturas caíram abaixo dos -25º durante a noite, uma queda explicada pela passagem da tempestade "Axel" com ventos frios do Ártico.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 06.01.2017

 

Três detidos de Guantánamo transferidos para a Arábia Saudita

Três detidos da prisão militar norte-americana de Guantánamo chegaram esta quinta-feira à Arábia Saudita.

Na quarta-feira a Casa Branca tinha admitido novas transferências de detidos desta controversa prisão para outros países, apesar da oposição do presidente eleito, Donald Trump.

Membros da família de um dos detidos estavam presentes no aeroporto. Indicaram que esse prisioneiro, Mohammed Bawazir, é de nacionalidade iemenita e esteve detido 16 anos em Guantánamo, a base militar que os EUA possuem no sudeste da ilha de Cuba.

O presidente Barack Obama não conseguiu cumprir a sua promessa de encerrar esta prisão que incarna, na perspetiva de numerosos países do mundo, os excessos da luta antiterrorista dos Estados Unidos após os atentados do 11 de setembro de 2001.

No entanto, o número de detidos foi consideravelmente reduzido. Quando assumiu funções em janeiro de 2009 encontravam-se em Guantánamo 242 detidos, e com estas novas transferências permanecem 59 prisioneiros em Guantánamo.

Guarda do Palácio de Buckingham quase alvejou a Rainha

Um antigo guarda de Buckingham revelou agora que quase alvejou a Rainha Isabel II quando a confundiu com um invasor, na altura em que trabalhava no palácio.

A Rainha Isabel II, de 90 anos, gosta de fazer caminhadas pelo Palácio de Buckingham, no Reino Unido, quando está com insónias. Contudo, um dos passeios podia-se ter transformado num incidente real. Um antigo guarda revelou numa entrevista ao "The Times" que um dia, durante a patrulha, se deparou com um vulto, por volta das 3 horas da manhã.

O homem pensava que se tratava de um invasor e estava preparado para desempenhar o papel que lhe competia. Segundo o "The Times", o guarda real questionou o alegado "inimigo" e ficou surpreendido quando se apercebeu que era a Rainha. "Majestade, eu quase a alvejei", disse o antigo guarda.

Entretanto o antigo segurança real ficou à espera de ser repreendido pela forma como abordou a monarca, mas Isabel II reagiu com bom humor e afirmou "da próxima vez ligo antes para que não tenha de me balear".

Icebergue com cinco mil quilómetros quadrados poderá desprender-se da Antártida

Um icebergue de cerca de cinco mil quilómetros quadrados, considerado um dos dez maiores jamais registados, está perto de se desprender da Antártida.

O alerta chega de cientistas da Universidade de Swansea, no País de Gales, Reino Unido.

Uma comprida fenda no segmento Larsen C, uma das três existentes na barreira de gelo Larsen, aumentou rapidamente no mês de dezembro e neste momento o icebergue está preso à plataforma por apenas 20 quilómetros de gelo.

O Larsen C, de 350 metros de espessura, está localizado na costa oriental da península antártica e ajuda a travar o fluxo dos glaciares - rios de gelo - que estão por detrás. Com cinco mil quilómetros quadrados, tem uma área equivalente à soma dos distritos do Porto (2395 km2) e de Braga (2673 km2).

Trata-se da maior plataforma de gelo no norte da Antártida. As plataformas de gelo são as porções da Antártida em que a camada de gelo está sobre o oceano e não sobre o solo.

Segundo os especialistas, trata-se de um pedaço de gelo cuja extensão equivaleria a um quarto do território do País de Gales, pelo que o seu desprendimento poderia provocar outros no futuro.

Há muitos anos que os investigadores têm observado a fenda no Larsen C, atenção que aumentou após o colapso do Larsen A - o segmento mais pequeno - em 1995 e do Larsen B, que se desintegrou quase totalmente em 2002.

"Se [o icebergue do Larsen C] não se desprender nos próximos meses, ficarei espantado", disse à estação de televisão britânica BBC o professor Adrian Luckman, da Universidade de Swansea.

Segundo explicou, os cientistas observaram o aumento da fenda através de imagens do satélite Esa Sentinel.

Luckman sublinhou tratar-se de um fenómeno geográfico e não climático, uma vez que a fenda existe há décadas, mas aprofundou-se agora.

A preocupação dos cientistas é a possibilidade de, se o Icebergue se desprender, os glaciares acelerarem o seu movimento em direção ao mar, o que teria um impacto no nível dos oceanos.

Segundo estimativas dos especialistas, se o gelo retido pela barreira Larsen C chegar ao mar, o nível dos oceanos poderá subir cerca de dez centímetros.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 06.01.2017

Abatidos suspeitos de ataque bombista


6 de Janeiro, 2017

Dois suspeitos de terem feito explodir um carro junto ao tribunal na cidade de Izmir foram abatidos pelas autoridades turcas.

Há pelo menos dez feridos. Um terceiro suspeito ainda continua em fuga, noticiou ontem a Reuters. Os feridos foram levados para o hospital e a polícia continua a investigar o caso. No ano passado registaram-se pelo menos 14 atentados na Turquia, que fizeram 291 mortos e mais de 491 feridos, sendo Istambul – a cidade mais turística do país – e Ancara, a capital, as mais atacadas. O último dos atentados foi na noite de Ano Novo, quando um homem armado disparou no interior de uma discoteca, fazendo 39 mortos.

 

Destruída sétima célula de terroristas na Tunísia


6 de Janeiro, 2017

Uma “célula terrorista” de pelo menos 13 membros que realizava “reuniões secretas numa mesquita” e recrutava jovens em benefício de grupos rebeldes foi desmantelada terça-feira perto de Sousse, indicou na quarta-feira o Ministério tunisino do Interior.

É o sétimo anúncio do género feito pelas autoridades em menos de uma semana na Tunísia, onde o debate é actualmente intenso em torno da ameaça dos rebeldes. 
Segundo as autoridades, mais de 70 presumíveis rebeldes foram já capturados desde 25 de Dezembro.
O mais recente comunicado do Ministério do Interior refere que as 13 pessoas interpeladas terça-feira em Hergla, a norte de Sousse, tinham entre 22 e 43 anos e assumiram ter recrutado e enviado “12 jovens para as zonas de tensão”, uma referência à Síria, ao Iraque ou ainda à Líbia.
Os detidos, é referido no documento, admitiram estar “em contacto” com um dirigente do Okba Ibn Nafaâ, um grupo ligado à Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) que opera principalmente nas montanhas do oeste do país. Desde a revolução de 2011, a chamada “Primavera Árabe”, a Tunísia conheceu o início de um movimento rebelde responsável pela morte de mais de uma centena de soldados e agentes da polícia, e de pelo menos 20 civis e 59 turistas estrangeiros, segundo dados oficiais.
Desde então, o ritmo de desmantelamentos das “células terroristas” aceleraram nos últimos meses na e os anúncios tornaram-se quase diários na Tunísia.
Único país sobrevivente da Primavera Árabe, a Tunísia conta com cerca de três mil cidadãos nas fileiras de organizações rebeldes, segundo as autoridades, e até cinco mil e 500 tunisinos de acordo com um grupo de trabalho da ONU. 
Um debate aceso agita actualmente o país com a perspectiva de um regresso massivo dos rebeldes. Em finais de Dezembro, o sindicato nacional das forças de segurança interna sublinhou que estes combatentes “receberam formação militar e aprenderam a manipular todos os tipos de armas de guerra sofisticadas”.  “Estes podem juntar-se às células dormentes do país e alargar o círculo do terrorismo”, alertou o sindicato das forças de segurança.

 

Presidente Nicolás Maduro nomeia provável substituto


6 de Janeiro, 2017

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nomeou, quarta-feira, como seu novo Vice-Presidente o governador do estado de Aragua, Tareck el Aissami.

“Designei como Vice-Presidente executivo da República o companheiro Tareck el Aissami, para que assuma esta etapa 2017-2018, com a sua juventude, com a sua experiência, com o seu compromisso e a sua valentia”, anunciou Maduro numa reunião do seu Governo.
Como Vice-Presidente, Tareck el Aissami, 42 anos, assumirá a direcção do país, caso ocorra um referendo revogatório de mandato em 2017 e Maduro seja derrotado.
“Temos que continuar a recuperar o que Chávez nos ensinou: governar obedecendo o povo (...). O socialismo é o caminho para se salvar a pátria, não o capitalismo, não a burguesia, não a direita terrorista e criminosa”, disse El Aissami no Twitter.
A coligação opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) - que controla o Parlamento - anuncia, em breve, a sua nova estratégia contra Maduro e poderá ou não continuar com a iniciativa do referendo revogatório. Em 2016, o referendo provocaria a convocação de novas eleições, mas se Maduro perder o cargo a partir de 10 de Janeiro, El Aissami assume a Presidência até ao final de 2018.
El Aissami substitui Aristóbulo Istúriz, 70 anos, como parte da reestruturação do Governo anunciada por Maduro para “recuperar e expandir a revolução boliviana em todos os planos; moral, económico, político e internacional.”
O novo vice-presidente, de origem sírio-libanesa, foi líder estudantil, advogado e é um dos dirigentes mais influentes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) como governador de Aragua, um dos estados mais violentos do país.
“Disse a ele: 'Tareck, trabalhe noite e dia pela segurança do povo, na luta contra os criminosos, na luta para depurar as polícias regionais, na luta contra os terroristas da extrema direita”, revelou Maduro.
Em 2005, El-Aissami foi eleito deputado à Assembleia Nacional, antes de o então Presidente Hugo Chávez o designar vice-ministro da Segurança do Cidadão, entre 2007 e 2008.
Chávez  nomeou-o em 2008 ministro das Relações Internas e Justiça, cargo que desempenhou durante quatro anos, antes de chegar ao Governo de Aragua.

 

Soldados da paz são mortos na RCA


6 de Janeiro, 2017

Dois capacetes azuis marroquinos da força da ONU na República Centro Africana (RCA) foram mortos no sudeste do país por homens armados que atacaram a sua coluna, anunciou ontem a missão em comunicado.

 

A coluna da missão das Nações Unidas, designada por MINUSCA (Missão Integrada Multidimensional de Estabilização das Nações Unidas na República Centro Africana) foi atacada, na terça-feira, a cerca de 60 quilómetros da localidade de Obo.
“Dois soldados da paz perderam a vida, enquanto outros dois ficaram feridos e receberam os tratamentos adequados”, segundo a MINUSCA, que acrescentou que “os autores do ataque fugiram para o mato. O incidente ocorreu quando os capacetes azuis asseguravam a escolta de uma caravana de camiões que transportavam combustível da localidade de Zemio, com destino a Obo”, indicou o comunicado.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou o ataque e apresentou as suas condolências. Com 4,5 milhões de habitantes, a República Centro Africana é um dos países mais pobres do mundo.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 13.01.2017

 

Brasil quer pretende ampliar relações com os Estados Unidos e fortalecer comércio

 09/01/2017 16:40:28

Com a posse do presidente Donald Trump em 20 de janeiro próximo, o governo brasileiro pretende intensificar as relações com os Estados Unidos visando a ampliar o comércio bilateral, resolver questões que permitam aumentar os investimentos norte-americanos no Brasil e acelerar a cooperação entre os dois países em projetos nas áreas de defesa e de energia, disse o embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, em entrevista ao programa Revista Brasil, transmitido pela Rádio Nacional de Brasília, Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional da  Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.

"Temos uma presença nos Estados Unidos que está muito aquém da nossa potencialidade e do que somos", acrescentou o embaixador. Sergio Amaral disse que, desde que assumiu o posto de embaixador em Washington, em setembro do ano passado, ficou impressionado com a "subrepresentação" do Brasil em setores importantes da vida norte-americana, particularmente o Congresso Nacional.

Segundo o embaixador, o Congresso norte-americano, que tem maioria republicana, vai desempenhar, nos próximos anos, papel "muito importante" no futuro dos Estados Unidos. Por essa razão, disse ele, o Brasil precisa aproveitar o momento para "ter maior proximidade", para discutir os assuntos de seu interesse e apresentar propostas que aproximem os dois países.

Em um contexto de relações internacionais em que o Brasil não é parte de nenhum problema levantado por Donald Trump, durante a sua campanha eleitoral, as propostas brasileiras "são muito positivas", de acordo com o embaixador.  

De acordo com o embaixador, a comunidade brasileira que vive nos Estados Unidos também pode ter papel relevante em uma maior aproximação do Brasil com os Estados Unidos. "São 1 milhão e 100 mil pessoas, que estão presentes em várias cidades, em várias regiões, são ativas, participam da vida comunitária, e podem ser um ativo quando buscamos aproximação maior com os congressistas. 

 

Tropas americanas entram na Polônia com crescente ameaça russa na região

 12/01/2017 16:47:00

Veículos do exército americano e soldados dos EUA começaram a entrar na Polônia na manhã desta quinta-feira e estão indo para Zagan, onde ficarão baseados.

Os EUA e outros países ocidentais realizaram exercícios militares no leste da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas a entrada de tropas americanas em território polonês foi o primeiro desdobramento na região feito por um aliado da Otan.

Apesar das celebrações por parte dos poloneses, que temem uma invasão russa, o movimento pode ser prejudicado em breve devido à visão pró-Kremlin do presidente eleito dos EUA, Donald Trump. A Polônia e outros países do Báltico já disseram sentir medo de crescente ameaça russa na região, devido aos conflitos com a Ucrânia. já Fonte: Associated Press.

Forças leais ao autoproclamado premiê da Líbia tomam controle de ministérios

 12/01/2017 23:54:00

Um autoproclamado primeiro-ministro da Líbia disse, nesta quinta-feira, que suas forças tomaram o controle de pelo menos três ministérios na capital do país, declarando o que pareceu ser um pequeno golpe, na sequência do que ele disse ter sido o fracasso de um ano do premiê apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Khalifa Ghwell disse que seus apoiadores tomaram o controle dos ministérios da Defesa, Trabalho e dos "Mártires e Feridos". O seu chamado governo de Salvação Nacional foi formado pelo atual parlamento após uma disputada transferência de poder em 2014, que resultou no estabelecimento de governos rivais, cada qual apoiado por um arranjo de milícias.

A ONU ajudou a estabelecer um terceiro governo em Trípoli, no ano passado, sob Fayez Serraj, um tecnocrata apoiado pelo Ocidente, esperando que ele pudesse unificar a Líbia e conduzir a batalha contra extremistas islâmicos. O país norte-africano - rico em petróleo - caiu no caos após uma revolta apoiada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que derrubou e matou o ditador Moammar Gadhafi.

Um porta-voz do governo de Serraj repudiou os movimentos das forças de Ghwell, dizendo que "eles estão tentando semear o caos mas não têm meios de tomar o controle". Ele disse que os ministérios que Ghwell disse ter tomado estão sob manutenção ou foram brevemente controlados para depois serem liberados. "Isso não é nada mais do que uma farsa da mídia", disse Ashraf Tulty. "Eles estão tentando sabotar o unido governo internacionalmente reconhecido da Líbia".

Em um discurso televisionado, Ghwell declarou que todos os acordos fechados pela ONU no passado são "inválidos" e descreveu o governo de Serraj como "expirado". Referindo-se as suas forças como "Guarda Presidencial" ele ordenou que os soldados protejam a capital e alertou outras milícias para que recuem. Ele também pediu por novas negociações entre as facções líbicas, sem mediadores estrangeiros. "Nós temos legitimidade", disse Ghwell. "Nós estendemos nossas mãos para nossos rivais líbios".

O parlamento internacionalmente reconhecido, com sede no extremo leste da Líbia, não reconhece a autoridade de Serraj ou Ghwell e está alinhado com o marechal Khalifa Hifter, cujas forças têm lutado contra militantes islâmico nos últimos anos.

As forças de Hifter invadiram terminais de petróleo no ano passado, e conquistou o apoio do Egito, dos Emirados Árabes Unidos e da Rússia. Na quarta-feira, ele visitou um porta avião russo no Mar Mediterrâneo.

Houve pedidos de alteração do acordo com a ONU em todo o país. Membros do parlamento internacionalmente reconhecido disseram que o exército, a petroleira estatal e o banco central devem estar sob controle da assembleia. "Precisamos voltar ao acordo político e começar tudo de novo", disse Al-Hadi Belaour, um legislador que já apoiou o governo de unidade de Serraj. Fonte: Associated Press.

 

Para papa, pobreza e miséria espiritual causam terrorismo

 09/01/2017 16:38:41

O papa Francisco afirmou ontem que o terrorismo é causado por uma "miséria espiritual" e pela "pobreza social". Em mais um apelo contra a violência por motivação religiosa, ele discursou para o corpo diplomático do Vaticano e disse que o "terrorismo fundamentalista é fruto de uma grave miséria espiritual e de uma notável pobreza social".

"Faço um apelo a todas as autoridades religiosas para rejeitarem com força qualquer ato de assassinato em nome de Deus", disse. O papa afirmou que o terrorismo poderá ser combatido somente com a contribuição "dos líderes sociais e políticos", os quais podem garantir a liberdade religiosa e promover ações que "evitem um terreno fértil para o fundamentalismo", como medidas de combate à pobreza.

No mesmo discurso, o papa comentou a crise imigratória que atinge a Europa e agradeceu a países como Itália, Alemanha, Grécia e Suécia por medidas de acolhimento de refugiados, entre os quais, frequentemente, há denúncias de infiltração de terroristas.

Política de isolamento

"Uma abordagem cautelosa por parte das autoridades públicas não significa uma política de isolamento", disse. "Não se pode reduzir esta dramática crise atual a um simples número", afirmou.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 13.01.2017

 

Futuro chefe do Pentágono diz que Putin é 'ameaça' aos EUA

James Mattis afirmou que a Rússia quer "dividir" a Otan

Agência ANSA

 

Escolhido por Donald Trump para ser o próximo secretário de Defesa dos Estados Unidos, o general da reserva James Mattis foi sabatinado no Senado nesta quinta-feira (12) e afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, é uma "ameaça" para o país.

A declaração vai de encontro ao tom cordial que o republicano tem adotado em relação ao mandatário russo, assim como já havia acontecido na sabatina com o próximo secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson.

Aos senadores, Mattis disse que o objetivo de Putin é "dividir" a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar que foi questionada pelo próprio Trump durante a campanha eleitoral, levantando temores sobre seu futuro após a posse do magnata.

"Putin está tentando dividir a Otan", declarou o futuro chefe do Pentágono, garantindo que o presidente eleito está "aberto" a suas opiniões sobre a Rússia. Além disso, Mattis afirmou considerar a organização como "central" para a segurança norte-americana.

A política expansionista da aliança militar no leste europeu é motivo de duras críticas por parte do Kremlin, principalmente quando passou a cortejar a Ucrânia. Um dos motivos da anexação da Crimeia pela Rússia seria evitar que a Otan chegasse mais perto de suas fronteiras.

Ban Ki-moon pode se candidatar à Presidência da Coreia

Ex-secretário da ONU é nome para substituir Park Geun-Hye

Agência ANSA

 

O ex-secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon voltou nesta quinta-feira, dia 12, ao seu país natal, a Coreia do Sul, durante uma época onde o seu nome tem sido estipulado como uma das principais opções para a Presidência do país, após a ex-mandatária Park Geun-Hye ter sido afastada devido a um processo de impeachment. Recebido no principal aeroporto de Seul por uma multidão que gritava por ele, Ban Ki-moon não confirmou se anunciará a sua candidatura ao cargo, mas também não negou que irá fazê-lo.

"Eu já disse que eu estou disposto a dar tudo de mim pelo meu país e a minha determinação continua inalterada", afirmou o ex-secretário da ONU a jornalistas, ressaltando que a sua decisão sobre o assunto seria feita em breve e que, se ele aceitasse concorrer à função de presidente da nação asiática, a decisão não seria para ganho pessoal.

Com o afastamento de Park Geun-Hye no começo de dezembro do ano passado pelo Parlamento da Coreia do Sul, o país agora procura políticos para competirem a novas eleições.

Além do ex-comandante da ONU, os nomes mais cotados a anunciarem a sua candidatura são Moon Jae-in, líder da sigla da oposição Partido Democrático e que perdeu por pouco da ex-presidente em 2012, e Lee Jae-myung, prefeito da cidade satélite de Seul Seongnam. Segundo pesquisa realizada pelo instituto Gallup Corea, os três políticos estão quase empatados, com cerca de 20% da intenção dos votos cada.

Ban Ki-moon tem ao seu favor, além de outras coisas, a sua fama e repeito internacionais pelo seu cargo nas Nações Unidas. No entanto, especialistas, assim como a oposição, veem no ex-secretário-geral da instituição um político conservador e burocrático cujo posicionamento estaria alinhado ao de Park Geun-Hye em vários assuntos.

Além disso, o recente escândalo de corrupção no qual estão envolvidos dois familiares do sul-coreano também afetou negativamente a sua imagem. O sobrinho de Ban Ki-moon, Joo Kyun Bahn, e o seu irmão, Ban Ki-sang, foram incriminados por corrupção dos Estados Unidos na venda de um arranha-céu em Hanói. 

Onda de frio que assola Europa deixa dezenas de mortos

A onda de frio que assola a Europa e já causou dezenas de mortes tem origem em uma massa de ar polar proveniente da Escandinávia. Não há dados oficiais sobre o número de mortos até o momento, mas estima-se que já são mais de 80. Grande parte das vítimas, cerca de 30 pessoas, foi registrada na Polônia, onde algumas regiões continuam a sofrer com temperaturas de até 20°C negativos.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou, em comunicado, sobre o grave risco de hipotermia a que estão expostos milhares de refugiados nas ilhas gregas e nos países do Bálcãs. Eles estão retidos sob neve e chuvas congelantes, em campos superlotados, vivendo em tendas precárias e enfrentando temperaturas abaixo de zero.

“As autoridades gregas devem parar de se vangloriar de seus feitos humanitários enquanto milhares de pessoas continuam abandonadas e em sofrimento em meio a um inverno rigoroso, esperando que suas solicitações de asilo sejam processadas. Nenhuma pessoa que busca proteção ou que foge de guerras, violência e tortura deve ser deixada desamparada no frio”, afirmou Clement Perrin, coordenador-geral da MSF na Grécia.

De acordo com jornal português Expresso, após as críticas feitas por agências humanitárias as autoridades gregas decidiram transferir para hotéis 250 pessoas que se encontravam em tendas no campo de refugiados da ilha de Lesbos. Além disso, um navio de guerra, com capacidade para receber 500 pessoas, teria sido enviado, ontem, ao local para acolher parte dos refugiados.

Diversos países têm registrado mortes de idosos e pessoas sem-abrigo, por hipotermia. Segundo o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a principal preocupação é com os refugiados que se encontram entre a Turquia e o norte da Europa.

De acordo com o periódico espanhol El País, 24 pessoas morreram na Ucrânia e 10 na Bielorrússia por conta do frio intenso. Na Itália já seriam oito casos registrados; seis na República Tcheca; seis na Bulgária; três na Albânia; dois na Grécia; dois na Rússia; um na Sérvia; e um na Croácia.

De acordo com a MSF, mais de 7.500 pessoas estão retidas na Sérvia, vivendo em acampamentos superlotados. Em acordo com a União Europeia, o país concordou em abrigar 6 mil pessoas, das quais pouco mais de 3 mil estão em locais abrigados do frio. A organização afirma que, em Belgrado, cerca de 2 mil pessoas, provenientes do Afeganistão, Paquistão, Iraque e Síria, estão dormindo em prédios abandonados no centro da cidade enquanto a temperatura chega aos vinte graus negativos.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 13.01.2017

 

 

Diplomacia Obama: Havana e Hiroxima não compensam tensão com Moscovo

PUB

Aproximação a Cuba, onde em março de 2016 fez a primeira visita de um presidente americano em 88 anos, é maior vitória da presidência Obama. Trump ameaça reverter acordos de Paris e com o Irão

A viragem da América para a Ásia devia ser uma marca da presidência Obama. Mas oito anos depois de o filho de um queniano e de uma americana do Kansas, nascido no Havai, se ter tornado no primeiro presidente negro dos EUA, se a ida a Hiroxima - a primeira de um chefe de Estado americano desde o lançamento da bomba atómica - foi um dos momentos mais emblemáticos dos seus dois mandatos e a aproximação com o Japão é inegável, a Europa não deixou de ser o continente que mais contou com a presença de Obama. Mesmo se só foi duas vezes à Rússia, frente às sete visitas do seu antecessor, George W. Bush. Um sinal talvez da tensão que nunca escondeu com Vladimir Putin.

Em 52 visitas ao estrangeiro, Obama esteve em 58 países, 19 dos quais europeus. A Alemanha, com sete visitas, foi o seu principal destino, à frente de França, com seis visitas, e do Reino Unido, com cinco. Na Ásia, só a Coreia do Sul teve direito a tanta atenção do presidente americano, que esteve cinco vezes no país, mais uma do que no Japão.

A 19 de fevereiro de 2009, menos de um mês após tomar posse, Obama mantinha uma velha tradição, realizando a primeira visita da presidência ao Canadá. Desde 1981, todos os inquilinos da Casa Branca iniciaram as idas ao estrangeiro pelo vizinho do Norte. A única exceção foi Bush filho, que foi ao México.

Não se pense no entanto que Obama descurou a América Latina e Caraíbas. Foram 11 os países daquela região que visitou nos seus dois mandatos. E foi ali que conseguiu talvez a maior vitória da sua diplomacia: a reaproximação a Cuba. A chegada de Obama, da mulher e das filhas a Havana no dia 20 de março de 2016, marcou um momento histórico: a primeira visita de um presidente americano à ilha em 88 anos. E representou o ponto alto de um processo de normalização de relações lançado em dezembro de 2014 por Obama e pelo presidente cubano, Raúl Castro.

Troca de prisioneiros, reabertura de embaixadas, facilidade nas viagens entre os dois países, bem como nas trocas comerciais. Foram vários avanços conseguidos por Obama, que não deixou de apelar ao respeito pelos direitos humanos nos encontros com Raúl Castro.

Mas o embargo, imposto pelos EUA à ilha há mais de meio século, após a revolução liderada por Fidel Castro (o irmão de Raúl que em 2006 lhe entregou o poder por razões de saúde e viria a falecer em novembro passado) continua em vigor. Só o Congresso o pode levantar. E parece pouco provável que a maioria republicana que domina ambas as câmaras venha a fazê-lo tão cedo. Apesar destas reticências, a aproximação dos últimos meses parece irreversível. E a verdade é que o próprio futuro presidente Donald Trump deu sinais contraditórios em relação a Cuba. Por um lado admitiu voltar a encerrar a embaixada americana em Havana, por outro prometeu "renegociar" o acordo para a normalização das relações com a ilha. Mas sem dizer como.

Convidado pelo canal History a olhar para o legado de Obama em termos de política externa, Benjamin Rhodes, conselheiro adjunto para a Segurança Nacional, traçou os maiores sucessos do 44.º presidente dos EUA. "O acordo sobre o clima de Paris, o acordo com o Irão, a abertura a Cuba, a redução drástica do número de tropas no terreno enquanto se manteve a pressão sobre os terroristas, ter abatido Osama bin Laden, chegar aos jovens de todo o mundo, controlar a ameaça do ébola", apontou Rhodes.

Alguns destes sucessos ainda aguardam implementação - como os acordos de Paris sobre o ambiente e o acordo do nuclear iraniano - que Trump pode rapidamente anular. O presidente eleito já disse que pretende desmantelar o acordo com Teerão e, quanto ao de Paris, começou por dizer que o iria "cancelar" mal chegasse à Casa Branca, tendo depois, em entrevista ao New York Times, admitido que vai "olhar para ele de perto".

Com Trump na Casa Branca, também o esforço para uma Parceria Trans-Pacífica estão comprometidos. O novo presidente já disse que se opõe ao acordo comercial que devia unir os EUA a outros 11 países do Pacífico. Parece também pouco provável que Trump venha a dar mais atenção a África, onde Obama visitou apenas sete países, apesar de ser o continente onde o pai nasceu.

Há no entanto relações que podem melhorar com Trump. A começar pela ligação à Rússia. O presidente eleito não esconde a admiração pelo presidente russo, Vladimir Putin, que parece retribuir. Esta aproximação tem, no entanto, sido manchada pela divulgação de um dossier que afirma que Moscovo detém material comprometedor para Trump.

Também em relação a Israel, o novo presidente promete maior simpatia para com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Sem avanços nos últimos oito anos no processo de paz no Médio Oriente, o pico da tensão entre EUA e Israel teve lugar em finais de 2016, quando os primeiros se abstiveram na votação sobre uma resolução da ONU que condenada a expansão dos colonatos.

Trump em guerra aberta com serviços de informações americanos

PUB

Presidente eleito acusa comunidade dos serviços de informações de divulgação de relatório incendiário sobre a sua pessoa

Uma semana antes de entrar na Casa Branca, Donald Trump iniciou um conflito de alto risco com a importante comunidade dos serviços de informações, acusando-a de divulgação de um relatório incendiário sobre a sua pessoa.

Na quarta-feira, Trump acusou as agências de espionagem norte-americanas de terem divulgado à imprensa o documento, um dossier preparado para políticos norte-americanos por um ex-espião britânico, com alegações não provadas sobre as suas relações com a Federação Russa e comportamentos chocantes neste Estado.

As acusações de Trump mereceram um telefonema ao fim da noite de quarta-feira do diretor das Informações Nacionais (DNI, na sigla em inglês), James Clapper, que disse ao Presidente eleito que não acreditava que a fuga de informação tivesse vindo dos serviços de informações. "Enfatizei que este documento não é um produto da Comunidade das Informações (CI) e que não acredito que as fugas tenham vindo de dentro da CI", afirmou Clapper, em comunicado.

Uma semana antes de ser empossado como presidente dos EUA, Trump foi abalado pela divulgação do dossier, que um antigo membro do serviço de informações britânico MI6 preparou por encomenda de outros políticos norte-americanos, que se opunham a Trump.

O relatório de 35 páginas alegou a existência de comunicações há algum tempo entre dirigentes russos e a campanha eleitoral de Trump e que os espiões russos possuíam vídeos devassos, envolvendo Trump e prostitutas na Rússia.

Nenhuma das alegações foi provada, mas foram consideradas suficientemente sérias pela comunidade das informações norte-americana para as investigar e incluir as suas conclusões numa reunião top secret com Trump na sexta-feira, sobre a interferência russa nas eleições norte-americanas, incluindo a pirataria aos computadores do Partido Democrático.

Trump explodiu depois de a imprensa ter noticiado, na terça-feira, que algumas das alegações do dossier foram incluídas na reunião, em que participou Clapper juntamente com os dirigentes da polícia federal (FBI, na sigla em Inglês) e das agências Central de Informações (CIA, na sigla em Inglês) e de Segurança Nacional (NSA, na sigla em Inglês).

Isto deu alguma credibilidade ao dossier, que foi depois publicado pelo sítio na internet BuzzFeed, agravando a ira de Trump.

"Os serviços de informações nunca deveriam ter autorizado estas notícias falsas a serem libertadas para o público. Mais um tiro contra mim. Estamos a viver na Alemanha nazi?", questionou Trump, em mensagem na rede social Twitter.

Os seus ataques contra a CI ocorrem depois das suas repetidas rejeições da conclusão dos serviços de informações de que a Federação Russa interferiu nas eleições presidenciais dos EUA.

Clapper, cujo serviço dirige 16 agências de espionagem, não avançou, no comunicado, qualquer especificação do dossier ou da reunião com Trump.

Mas analistas adiantaram que os quatro chefes da espionagem não teriam levantado a questão na reunião com Trump se a considerassem infundada.

Entretanto, em Londres, pessoas conhecedoras de Christopher Steele, o antigo agente do MI6 que é agora consultor privado, apontado como o autor do relatório sobre Trump e a Rússia, garantiram que ele é bem visto na comunidade dos espiões.

"Conheço essas pessoas e têm uma boa reputação. Não há possibilidade que tenham falsificado o dossier", disse à AFP uma fonte próxima dos serviços de informações britânicos.

"A ideia de que o trabalho deles é mentira ou uma operação cowboy é falsa, totalmente errónea", afirmou um dirigente do Ministério dos Negócios Estrangeiros e amigo de Steele, citado pelo diário The Guardian.

Assange aceita ser extraditado para os EUA se Obama perdoar Manning

 

PUB

Antiga militar norte-americana tinha sido condenada por passar mais de 700 mil documentos confidenciais

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, concorda ser extraditado para os Estados Unidos se o Presidente Barack Obama perdoar a antiga militar norte-americana Chelsea Manning, condenada por lhe passar mais de 700.000 documentos confidenciais.

"Se Obama perdoar Manning, Assange aceita a extradição para os Estados Unidos, apesar da flagrante inconstitucionalidade" do Departamento de Justiça norte-americano, escreveu o Wikileaks na rede social Twitter.

Julian Assange, 45 anos, de nacionalidade australiana, refugiou-se na embaixada do Equador em Londres em junho de 2012, para evitar a extradição para a Suécia, onde foi acusado de violação.

Chelsea Manning foi condenada em agosto de 2013 e já tentou suicidar-se duas vezes.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 13.01.2017

 

A China e a Rússia acordaram uma série de medidas, não reveladas, contra a instalação do sistema antimísseis norte-americano THAAD na Coreia do Sul.

As "contramedidas" têm como objetivo "salvaguardar os interesses da China e da Rússia e o equilíbrio estratégico da região", segundo um comunicado emitido no final de uma reunião bilateral sobre segurança, citado a agência oficial chinesa Xinhua.

A reunião, celebrada em Moscovo, reiterou a preocupação da China e da Rússia com o posicionamento do sistema defensivo norte-americano, que pretende combater a ameaça de um possível ataque norte-coreano.

Para Pequim e Moscovo, a presença do THAAD em solo sul-coreano pode reduzir a sua capacidade de dissuasão, o que afeta os seus interesses estratégicos e modifica o equilíbrio entre as grandes potências.

Estados Unidos e Coreia do Sul anunciaram em julho um acordo para instalar o sistema antimísseis após os últimos testes nucleares do regime norte-coreano.

Esta decisão gerou imediatamente a oposição russa e chinesa. Entre outras capacidades técnicas do sistema THAAD, o seu radar pode entrar nos territórios da China e da Rússia.

Assim, China e Rússia instaram novamente Washington e Seul a porem fim ao projeto para posicionar este sistema antimísseis em território sul-coreano.

Dois detidos em Ceuta por risco de terrorismo

A Guarda Civil espanhola deteve, esta sexta-feira, em Ceuta duas pessoas que terão passado por um longo processo de radicalização e faziam agora parte de um grupo com um elevado grau determinação para desenvolver atividades terroristas.

Os agentes procederam esta manhã ao registo de seis domicílios e locais ocupados pelos detidos, onde esperam encontrar novas provas que ajudem a esclarecer as possíveis ligações entre os detidos, tanto em Espanha como noutros países, segundo o Ministério do Interior.

As detenções aconteceram na sequência de alegados crimes de terrorismo, considerando-se que os detidos subscrevem plenamente à estratégia do Estado Islâmico.

A investigação, sobre o ambiente extremista de Ceuta, levou à descoberta de um grupo de pessoas que estariam numa fase avançada de radicalização.

Desde 2015, ano em que o Ministério do Interior elevou para 4 o nível de alerta antiterrorista, as Forças e Corpos de Segurança espanholas detiveram 180 extremistas.

Cão português de Obama morde visitante da Casa Branca

A poucos dias de abandonar a chefia dos EUA, o Presidente Obama enfrentou uma pequena crise na Casa Branca, depois de uma amiga da família ter sido mordida por Sunny, a cadela portuguesa da família.

O incidente ocorreu esta segunda-feira, divulga a imprensa internacional, quando uma amiga de Malia, a filha mais velha do casal Obama, foi à Casa Branca.

A jovem de 18 anos terá ido ao encontro de Sunny, para a acariciar, quando a cadela lhe mordeu a cara.

É a primeira vez que é divulgado um caso do género relativamente a um dos cães do ainda presidente norte-americano, até porque os cães de água - a raça dos animais dos Obama - não são "agressivos" e costumam ser "excelentes com crianças", avança o site "PetWave.com".

Depois de ter sido observada pelo médico privado da Casa Branca, Ronny Jackson, a jovem acabou por precisar de levar pontos, sendo que deverá ficar com uma marca por baixo do olho direito, onde foi mordida, durante algum tempo.

Antes de receber tratamento médico, a jovem partilhou várias fotografias do ferimento causado pela cadela de quatro anos nas redes sociais.

Além de Sunny, os Obama têm outro cão português. Bo, de oito anos, é o mais velho e à semelhança do que, até agora, acontecia em relação a Sunny, nunca foram públicas reações mais agressivas.

Mulher tentou tirar namorado da prisão dentro de uma mala

Uma mulher foi detida por tentar ajudar o namorado a fugir da prisão, escondendo-o dentro de uma mala. O caso aconteceu na Venezuela.

Antonieta Robles Saouda, de 25 anos, foi, juntamente com a filha de 6 anos, fazer uma visita privada ao namorado, Ibraim Jose Vargas García, que está, desde 2014, a cumprir uma pena de nove anos e oito meses na prisão José Antonio Anzoátegui, na Venezuela, por roubo de um automóvel.

A venezuelana entrou na prisão com um trólei cor-de-rosa, mas à saída levantou suspeitas face à dificuldade em transportá-lo.

Os guardas revistaram Saouda e, posteriormente, a mala de viagem, onde encontraram García.

A mulher foi detida e a menina de seis anos entregue aos serviços sociais venezuelanos.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 13.01.2017

 

Presidente Bashar al Assad está disposto a negociar a paz


13 de Janeiro, 2017

Fotografia: Ho | Sana |AFP

O Presidente sírio, Bashar al Assad, reafirmou a disposição de negociar para conseguir o fim do conflito no seu país, mas acrescentou que o diálogo de paz deve ser com uma verdadeira oposição.

“Estamos dispostos a negociar tudo: o fim do conflito, o futuro da Síria... Tudo em aberto”, sublinhou o Chefe de Estado sírio em declarações à imprensa francesa, na quarta-feira.
Não obstante, o Presidente sírio alertou que o êxito das negociações, previstas para o fim do mês no Cazaquistão, depende de quem representará a outra parte, isto é, a oposição.
“Será a verdadeira oposição síria? Quando digo verdadeira, quero dizer a oposição local, não a oposição saudita, francesa ou britânica... Deve ser a oposição síria para discutir os problemas sírios”, insistiu.
Com relação à situação actual na nação do Médio Oriente e à trégua declarada, sustentou que ela deve ser respeitada por todas as partes, para que os diálogos de paz possam avançar. O presidente assinalou neste sentido que um cessar-fogo é viável quando todas as partes param o combate, mas não é o caso de numerosas regiões sírias, onde grupos como o Al-Nusra ou o Estado Islâmico continuam com as hostilidades.
Ante uma pergunta sobre a postura assumida pelo candidato da direita às eleições presidenciais na França, François Fillon, face ao conflito sírio, Bashar al Assad argumentou que “se Fillon aplicar tudo o que tem dito, isso estaria muito bem.” Em numerosas ocasiões, o candidato presidencial mostrou-se favorável a uma aliança do Ocidente com a Rússia para conseguir combater com eficácia os grupos terroristas presentes nos territórios da Síria e do Iraque. “A sua posição sobre os terroristas, quando ele diz que essa é a prioridade e que não deve ter ingerência nos assuntos de outros países, essa é a posição bem-vinda”, argumentou o Chefe de Estado. Em relação à eleição de Donald Trump como novo Presidente norte-americano, Al Assad manteve uma postura optimista.
“Se há uma aproximação sincera, uma iniciativa de melhorar as relações entre os Estados Unidos e a Rússia, isso terá um impacto sobre todos os problemas do mundo, ­incluída a Síria”, afirmou. Os meios de comunicação franceses que realizaram a entrevista publicaram quinta-feira declarações em que o líder sírio afirma que o seu Governo “está no caminho da vitória”, e essa “será conseguida quando o território estiver livre de terroristas.”
Bashar al Assad afirmou que a missão do Exército, em conformidade com a Constituição e as leis, é libertar cada polegada do território nacional. Sobre a trégua recentemente decretada, afirmou que não abrange os grupos terroristas do Estado Islâmico, o ex-Al Nusra, e também não inclui a região onde se encontram os recursos hídricos da capital que esse último anunciou oficialmente que a ocupa e, portanto, estão fora do cessar-fogo.
 O Presidente sírio recebeu no domingo três deputados franceses que visitaram a nação do Médio Oriente: Thierry Mariani, Jean Lassalle e Nicolas Dhuicq. 
Durante o encontro, os participantes dialogaram sobre os danos causados ao povo sírio por parte de organizações armadas, muitas vezes apoiadas por Estados da região e ocidentais.

 

Marine Le Pen lidera pesquisa


13 de Janeiro, 2017

Marine Le Pen, a candidata da extrema-direita às eleições francesas da Primavera, está a subir nas sondagens e foram divulgados ontem estudos de opinião que lhe dão uma votação maior do que François Fillon - isto na primeira volta.

Uma terceira sondagem já assume que vão ser Le Pen e Fillon a passar à segunda volta e, aí, Fillon vence com larga margem. Segundo uma sondagem da empresa BVA, Le Pen conquistaria numa primeira volta 25 a 26 por cento dos votos e seria a mais votada das eleições que devem acontecer em Abril, passando à segunda volta.

 

ONU afirma que acordo abre novas perspectivas


13 de Janeiro, 2017

O subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas para operações de Paz afirmou na noite de terça-feira, em Nova Iorque, durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre a República Democrática do Congo (RDC), que a assinatura do acordo de 31 de Dezembro “abre novas perspectivas para uma resolução pacífica do impasse político”, mas sublinhou que “maiores esforços são necessários para garantir a adesão de todos os actores e a sua implementação em boa-fé.”

 

Hervé Ladsous, que falava após a publicação do relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre a missão das Nações Unidas para a Estabilização da RDC (Monusco), de 29 de Dezembro, sublinhou que, para a realização de Eleições em Dezembro deste ano, vai ser necessário um grande apoio político, financeiro, técnico e logístico da comunidade internacional.
O alto funcionário da ONU manifestou “profunda preocupação com relatos de violações de direitos humanos e actos de violência”, ocorridos em Kinshasa e noutras cidades do país em 19 e 20 de Dezembro.  Sobre a segurança, afirmou que no leste da RDC “permanece volátil”, mas garantiu que a Monusco vai continuar a cooperar com as autoridades congolesas, através de uma combinação de iniciativas políticas e de segurança, para abordar as “crescentes ameaças” de grupos armados à população civil.
A sessão do Conselho de Segurança da ONU sobre a RDC foi realizada depois de o Escritório de Direitos Humanos da ONU apelar ao Presidente Joseph Kabila, para manifestar  publicamente o seu apoio ao acordo político assinado com a oposição no último dia de 2016, que, na sua óptica, “marca um ponto de viragem no país.” 
Num comunicado, o escritório diz ser importante que o Governo congolês , a oposição, a sociedade civil e os cidadãos congoleses trabalhem para assegurar a implementação do acordo e a criação de um ambiente propício para eleições livres, justas e credíveis e tomar medidas destinadas a evitar a repetição da violência ocorrida no ano passado.
O compromisso, mediado pela Conferência Episcopal Nacional (Cenco) prevê que o Presidente Joseph Kabila deixe o poder após as próximas eleições presidenciais que devem ocorrer em 2017.

 jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 07.12.2016

 

Renzi se reúne com presidente à tarde para entregar cargo de premiê da Itália

 07/12/2016 12:53:00

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, afirmou que se reunirá com o presidente Sergio Mattarella às 16h (de Brasília) para formalizar sua saída do posto. Com isso, Renzi abrirá caminho para uma rápida mudança de governo no país.

O Senado da Itália aprovou nesta quarta-feira o orçamento ido governo para 2017, após um voto de confiança sobre o tema. Com isso, ficou aberto o caminho para a saída de Renzi.

Após os italianos imporem uma dura derrota sobre Renzi em referendo neste domingo sobre mudanças constitucionais defendidas pelo governo, o premiê apresentou sua renúncia ao presidente italiano na segunda-feira. Mattarella, porém, pediu que Renzi seguisse no posto até a aprovação do orçamento do próximo ano.

"A lei orçamentária de 2017 foi aprovada pelo Senado. Ela é uma lei muito boa...esses têm sido 1.000 dias extraordinários, agradeço a todos", escreveu Renzi em sua conta no Facebook, ao anunciar que entregará a renúncia formal nesta quarta-feira.

Especialistas avaliam que deve haver uma rápida formação de um governo interino, que possa ajudar a garantir a estabilidade em meio ao risco de crise bancária no país. Fonte: Dow Jones Newswires.

Nos EUA, revista Time escolhe Trump "pessoa do ano" de 2016

 07/12/2016 11:07:00

A revista Time selecionou o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, como "pessoa do ano", em sua lista divulgada nesta quarta-feira. "Presidente dos Estados Divididos da América", diz o título da publicação em sua capa, destacando também a polarização atual no país.

A edição traz um perfil de Trump assinado por Michael Scherer, chefe do escritório da revista em Washington. Em seu texto, disponível no site da publicação, o jornalista lembra que, durante toda a vida pública do empresário, intelectuais o retrataram como um tipo vulgar, um showman "com pouca substância". "Mas o que os críticos nunca entenderam é que o desdém deles deu a ele força", diz o texto, que destaca a capacidade de Trump se conectar às pessoas comuns. "Eu estou representando eles, eles me amam e eu amo eles", disse Trump à revista, comentando sobre eleitores de Estados como Wisconsin, Michigan, Ohio e Pensilvânia, onde muitos acreditam que perderam seus empregos para a globalização.

Scherer diz que a campanha eleitoral de Trump foi distinta das demais na última geração, já que o republicano evitou falar sobre um futuro brilhante e de união, mas sim exacerbou as diferenças atuais, "inspirando novos níveis de ódio e medo dentro de seu país". O sucesso, na avaliação da revista, ocorreu graças ao fato de Trump se posicionar como candidato da mudança, insistindo muito em que poderia salvar empregos nos EUA.

A Time cita ainda o fato de que o presidente atual dos EUA, Barack Obama, foi eleito com uma plataforma de mudança, mas para muitos eleitores isso não se materializou nos últimos anos.

Além da pessoa do ano, a Time revelou outros nomes que para a revista se destacaram em 2016. A lista traz a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, derrotada por Trump na campanha eleitoral norte-americana, "os hackers", o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, a cantora Beyoncé e "os pioneiros da CRISPR", uma técnica de edição de DNA que pode ter grandes implicações no futuro.

Afrodescendentes acusam Portugal de não combater a discriminação racial

 06/12/2016 17:24:33

Mais de vinte associações de defesa dos direitos dos negros e afrodescendentes, em Portugal, enviaram uma carta ao Comitê de Eliminação das Desigualdades Raciais (CERD, na sigla em inglês) das Nações Unidas onde denunciam o país por não tomar medidas específicas de combate ao racismo.

A iniciativa surgiu em resposta a um relatório apresentado pelo governo português ao comitê, em que afirma que Portugal "privilegiou um modelo intercultural de integração de migrantes, refugiados e requerentes de asilo", e que a prevenção e a luta contra os crimes de ódio constituem uma prioridade para as autoridades policiais e judiciais, "enquanto o Código Penal reprime as atividades que incitam à discriminação, ao ódio ou à violência racial”.

De acordo com as associações que participaram da confecção da carta enviada à ONU, o governo português ignorou a dura realidade dos negros e afrodescendentes no país, não procurou ouvir as demandas dessas minorias, além de não desenvolver políticas públicas específicas para estes grupos.

 

Entre outras, participaram da confecção do documento a Associação Caboverdeana de Lisboa, SOS Racismo, Afrolis, Plataforma Gueto e Femafro, todas envolvidas na luta contra a discriminação.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 07.12.2016

 

 

'Washington Post': Sírios negociam rendição em Aleppo

Jornal do Brasil

 

Matéria publicada nesta quarta-feira (7) pelo Washington Post conta que os Estados Unidos estão discutindo com os rebeldes sírios a rendição e evacuação de Aleppo. As informações foram passadas pelas forças armadas da Rússia na última terça-feira (6), antes do país ameaçar uma iminente "eliminação" de quem se recusar a deixar a cidade. 

"Aqueles que se recusarem a sair por vontade própria serão exterminados", disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em Moscou. "Não existe outra possibilidade."

O secretário de Estado norte-americano, John F. Kerry, está em Bruxelas para uma reunião dos ministros das Relações Exteriores da OTAN

O diário norte-americano afirmou que o secretário de Estado norte-americano, John F. Kerry, está em Bruxelas para uma reunião dos ministros das Relações Exteriores da OTAN. 

Ele disse que planeja se reunir com Lavrov no final desta semana para mais conversas e para avançar na proposta para a saída dos rebeldes, que foi discutida na sexta-feira (2), finaliza o Post.

 

Procurador pede prisão perpétua contra ex-general Mladic

Aos 70 anos, ele é acusado de massacre e genocídio

Agência ANSA

 

O procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia em Haia, Alan Tieger, pediu prisão perpétua ao ex-general Ratko Mladic, líder das forças sérvias na Guerra da Bósnia e acusado de genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade.

"Seria um insulto às vítimas, as que estão vivas e as que morreram, e um afronto à justiça se esta sentença for diferente da pena mais severa prevista pela lei: prisão perpétua". Mladic, de 70 anos, foi chefe do Exército da Sérvia durante a Guerra da Bósnia, entre 1992 e 1995.

Ele comandou diretamente o Massacre de Srebrenica, com 8 mil mortes, e o cerco de 43 meses a Sarajevo, que terminou com 10 mil mortes. O ex-general, conhecido como "o açougueiro dos Bálcãs", começou a ser julgado em 2012 pelas atrocidades cometidas.

 

'Europa precisa de um líder', critica papa Francisco

Agência ANSA

 

O papa Francisco afirmou que a Europa "precisa de um líder" e acusou o continente de "não levar a sério" a promessa feita após a Primeira Guerra Mundial de evitar novos conflitos. 

"Aquela frase 'guerra nunca mais' acredito que foi dita com sinceridade após a Primeira Guerra Mundial por Schuman, De Gasperi, Adenauer... Mas, nos dias de hoje, faltam líderes. A Europa precisa de um líder, um líder que siga adiante", disse o Pontífice. 

A declaração foi dada em entrevista à revista semanal católica belga "Tertio", publicada por ocasião da conclusão do Jubileu e divulgada hoje (7) pela Santa Sé. "A frase 'guerra nunca mais' nunca foi levada a sério, porque, depois da Primeira, teve a Segunda, e esta Terceira que estamos vivendo, despedaçada. Estamos em guerra. O mundo está fazendo a Terceira Guerra Mundial: Ucrânia, Oriente Médio, África, Iêmen... é muito grave", acusou Francisco. 

"Existe uma teoria econômica que não tentei comprovar, mas li em vários livros: que, na história da humanidade, quando um Estado via que seu orçamento não andava bem, fazia uma guerra e reequilibrava as próprias contas. É um modo mais fácil de produzir riqueza, mas o preço é muito alto: o sangue", criticou o Papa, comentando sobre o centenário da Primeira Guerra Mundial.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 07.12.2016

 

 

Exército sírio recupera controlo de Cidade Velha de Aleppo

 

PUB

Pelo menos 80.000 sírios fugiram nas últimas semanas de Alepo devido à intensificação dos ataques das forças do regime sírio à zona da cidade controlada pelos rebeldes

As forças governamentais da Síria recuperaram o controlo total da Cidade Velha de Alepo, que estava nas mãos de rebeldes, disse hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Segundo esta organização, baseada no Reino Unido, os rebeldes abandonaram as últimas áreas do centro histórico da cidade depois de o exército ter entrado nos bairros vizinhos de Bab al-Hadid e Aqyul.

Pelo menos 80.000 sírios fugiram nas últimas semanas de Alepo devido à intensificação dos ataques das forças do regime sírio à zona da cidade controlada pelos rebeldes.

As forças governamentais, apoiadas pelas forças russas, controlam cerca de dois terços do leste de Alepo, a parte outrora nas mãos dos rebeldes, e prosseguem a ofensiva para recuperar toda a zona oriental da cidade.

Mais de 300.000 pessoas foram mortas e milhões obrigadas a fugir desde o início da guerra na Síria, há quase seis anos.

Abe e Obama em Pearl Harbor dias depois dos 75 anos do ataque

 

PUB

Presença dos estadistas visa superar "escolhos do passado" nas relações entre EUA e Japão. Visita surge num momento em que estratégia para a Ásia da futura administração Trump preocupa Tóquio.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, vão encontrar-se a 26 e 27 deste mês em Pearl Harbor, pouco mais de duas semanas após o 75.º aniversário do ataque nipónico à base aeronaval americana nesta ilha do Pacífico, a 7 de dezembro de 1941, e que levou Washington a declarar guerra a Tóquio e a entrar na II Guerra Mundial .

O encontro foi anunciado em Tóquio e pela Casa Branca, com o porta-voz do primeiro-ministro Abe a explicar que este não irá pedir perdão pelo ataque de há 75 anos, mas não deixará de "confortar as almas das vítimas". Esta será a primeira deslocação de um governante de Tóquio a Pearl Harbor. O objetivo do encontro é o de "demonstrar o poder da reconciliação que tornou dois antigos adversários em aliados muito próximos", referiu o governante nipónico numa declaração divulgada ontem. Abe e Obama combinaram a reunião à margem da cimeira da APEC, que decorreu em setembro na capital do Peru, Lima. A deslocação de Abe a Pearl Harbor sucede sete meses após a primeira visita de Obama a Hiroxima, a cidade japonesa, que com Nagasáqui, foi alvo de um ataque nuclear dos EUA, em agosto de 1945. Uma semana depois, o imperador Hirohito anunciava a rendição do Japão.

Na deslocação de maio a Hiroxima, em que esteve acompanhado por Abe, Obama salientou que a visita se destinava a honrar a memória das vítimas do conflito e não podia ser interpretada como pedido de desculpas pelo bombardeamento que causou cerca de 140 mil mortos. Então, o presidente americano afirmou que a sua presença na cidade, tendo ao lado o chefe do governo de Tóquio, era "uma prova de que até o mais doloroso dos antagonismos pode ser ultrapassado".

Durante a visita de 26 e 27, Abe e Obama visitarão o Memorial USS Arizona, o cruzador afundado no ataque de 1941 e que foi transformado em monumento para homenagear os 1102 marinheiros que morreram nesse dia entre os 1177 a bordo.

Após a presença de Obama em Hiroxima, a deslocação de Abe a Pearl Harbor visa completar o processo de reconciliação entre os dois países, hoje de facto aliados próximos, e sucede num momento em que se verificam algumas preocupações em Tóquio sobre a diplomacia de Donald Trump para a Ásia.

A Reuters lembrava ontem que, falando perante o Congresso dos EUA em 2015, Abe expressou "profundo arrependimento" pelo papel do Japão na Segunda Guerra Mundial. Para o académico americano Jeffrey Kingston, citado pela Reuters, o primeiro-ministro nipónico, com a sua presença em Pearl Harbor, pretende "afastar os escolhos do passado" na relação futura com o Trump. O que "é inteligente" da sua parte e importante para umas relações bilaterais sem sobressaltos, defende o mesmo académico.

Avião com 47 pessoas a bordo despenha-se no Paquistão

 

PUB

Avião da Pakistan International Airlines viajava com destino a Islamabad. Despenhou-se após a descolagem

Um avião da Pakistan International Airlines, a maior companhia aérea do Paquistão, despenhou-se esta quarta-feira nos arredores da cidade de Havelian, no distrito de Abottabad, disse à agência Reuters fonte policial. A possibilidade de haver sobreviventes do acidente é diminuta, informou entretanto um representante do governo da região.

A aeronave, que levaria 47 pessoas a bordo - um porta-voz da companhia disse à AFP que viajavam no avião 37 passageiros, mais tripulação - perdeu contacto com os radares pouco depois de ter descolado da cidade de Chitral, no norte do país, pelas 16:30 (menos cinco horas em Portugal). Viajava com destino a Islamabad, a capital do Paquistão, tendo caído a cerca de 70 quilómetros desta cidade, indica a BBC.

A Reuters cita um responsável do governo na região, que afirma que é pouco provável que haja sobreviventes do acidente: "Todos os corpos estão queimados e irreconhecíveis. Os destroços estão dispersos", revelou Taj Muhammad Khan, a partir do local do acidente. O mesmo responsável diz ter sido informado por testemunhas de que o avião, que se despenhou numa zona montanhosa, estava em chamas antes de cair no solo.

Em comunicado, a companhia nacional do Paquistão confirmou apenas que o voo PK-661 tinha perdido contacto com os controladores aéreos na tarde desta quarta-feira.

A Pakistan International Airlines tem sido acusada de falhas várias de segurança e, desde 2007, está proibida de voar na União Europeia. O maior acidente da companhia aconteceu em 2006 e teve como resultado 44 vítimas mortais.

O último grande acidente aéreo no Paquistão ocorreu já em 2015, quando um helicóptero militar se despenhou num vale isolado no norte do país, causando oito mortos, incluindo três embaixadores e duas embaixatrizes.

O pior acidente registou-se em 2010: um Airbus 321 da companhia privada Airblue, que ligava Carachi a Islamabad, despenhou-se pouco antes de aterrar na capital, matando as 152 pessoas a bordo.

Número de mortos no sismo na Indonésia sobe para 97

 

PUB

Terramoto atingiu província de Aceh

O número de mortos no sismo na província indonésia de Aceh, no extremo norte de Samatra, subiu para 97, indicou hoje, num novo comunicado, um responsável do exército desta região do oeste do país.

"Morreram 97 pessoas, mas o número vai continuar a aumentar", declarou Tantang Sulaiman.

Um anterior balanço dava conta de 54 mortos no sismo.

O terramoto ocorreu às 05:03 locais (22:03 de terça-feira em Lisboa), com epicentro a 10 quilómetros a norte da localidade de Reuleuet, indicou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês).

Não foi emitido alerta de 'tsunami'.

Meteoro ilumina os céus na noite da Sibéria

PUB

Não se registaram danos nem feridos

De repente, por breves momentos, o céu noturno da Sibéria ganhou luz, na terça-feira. Um meteoro caiu na junto à cidade de Sayanogorsk, na região de Khakasiya, surpreendendo os habitantes com a intensidade da claridade que o acompanhou.

O autarca Leonid Bykov, citado pelo The Mirror, afirmou que a luz foi seguida de uma forte explosão e que não se verificaram danos.

Segundo a agência noticiosa TASS, este meteoro foi mais pequeno que aquele que caiu em fevereiro de 2013 na cidade russa de Chelyabinsk, Dessa vez, mais de mil pessoas ficaram feridas, a maioria devido a estilhaços de vidro que se espalharam após a explosão do meteoro, que teria cerca de 20 metros de diâmetro.

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 07.12.2016

 

Seis potências ocidentais pedem "cessar-fogo imediato" em Alepo

Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália e Reino Unido pediram um "cessar-fogo imediato" face à "catástrofe humanitária" em Alepo e exortaram a Rússia e o Irão a "utilizarem a sua influência" sobre a Síria para o conseguir.

"A urgência absoluta é a de um cessar-fogo imediato para permitir às Nações Unidas entregar ajuda humanitária às populações do leste de Alepo e socorrer os que fugiram", lê-se numa declaração comum das seis potências ocidentais divulgada pela presidência francesa.

"Condenamos as ações do regime sírio e dos seus parceiros estrangeiros, em particular a Rússia, por obstruírem a ajuda humanitária, e condenamos com firmeza os ataques do regime sírio que devastaram as instalações civis e médicas, assim como a utilização de barris explosivos e de armas químicas", acrescentam os dirigentes dos seis países.

As capitais ocidentais apelam igualmente "a todas as partes na Síria para respeitarem o direito internacional humanitário, incluindo as Convenções de Genebra" e pedem às "Nações Unidas para investigarem".

Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália e Reino Unido declaram-se "dispostos a avaliar medidas restritivas adicionais contra indivíduos e entidades que atuem pelo regime sírio e em seu nome".

"Só uma solução política pode levar a paz ao povo sírio", concluem.

O regime sírio, apoiado pela força área russa, lançou há três semanas uma ofensiva para recuperar aos rebeldes a zona oriental de Alepo, segunda maior cidade e principal centro económico da Síria antes da guerra.

O leste de Alepo era controlado pelos rebeldes desde 2012 e nele viviam cerca de 250.000 civis antes da ofensiva em curso. Desde então, dezenas de milhares de civis fugiram e cerca de três quartos daquela parte da cidade foram tomados pelas forças do regime de Damasco.

Segundo a declaração comum dos seis países, "200 mil civis, entre os quais numerosas crianças, estão privados de alimentos e de medicamentos" em Alepo, "diariamente submetida a bombardeamentos e a ataques de artilharia pelo regime sírio, apoiado pela Rússia e pelo Irão".

Obama defende estratégia antiterrorista inteligente com perspetiva de longo prazo

O presidente norte-americano, Barack Obama, defendeu esta terça-feira que a estratégia antiterrorista que os Estados Unidos devem seguir deve ser desenhada numa perspetiva inteligente de longo prazo, para que possa ser sustentável ao longo do tempo.

Obama escolheu a base aérea de MacDill, em Tampa, na Florida, a sede do Comando das Operações Especiais norte-americanas e do Comando Central dos Estados Unidos, para proferir o seu último grande discurso sobre segurança nacional antes de deixar a Casa Branca, em janeiro.

O presidente norte-americano defende uma estratégia antiterrorista que assente nas forças especiais dos Estados Unidos e nos grupos locais e não uma intervenção em larga escala das forças norte-americanas de terreno.

Recordando que ficará na história como o primeiro presidente norte-americano a cumprir dois mandatos completos em guerra, Barack Obama considerou que os Estados Unidos construíram uma "rede de parceiros" para ajudar a lutar contra os extremistas e que o país "está a quebrar" o Estados Islâmico.

O chefe de Estado alertou ainda que, durante a sua administração, os Estados Unidos sofreram grandes atentados terroristas e chamou a atenção para os perigos dos "lobos solitários", que provocaram episódios como os tiroteios de San Bernardino (Califórnia) ou Orlando (Florida).

"Não tivemos uma vitória clara e definida" contra o terrorismo, reconheceu.

 

Georgia executa preso que matou sogro há 26 anos

 

O estado norte-americano da Georgia executou na terça-feira um preso, William Sallie, condenado à morte pelo homicídio em 1990 do seu sogro, John Moore.

Sallie, de 50 anos, foi declarado morto às 22.05 horas (3.05 desta quarta-feira em Portugal continental) após receber uma injeção letal na prisão estadual de Jackson, segundo notificou o Departamento Correcional da Georgia.

A 28 de março de 1990, Sallie, a quem a mulher, Robin, tinha pedido o divórcio um ano antes, apareceu em casa dos sogros com uma arma. Matou John Moore, na altura com 41 anos, com seis disparos e feriu depois a sogra, Linda Moore, com um tiro, e algemou-a. Algemou também o irmão mais novo da sua mulher, Justin, na altura com nove anos.

Depois disto, Sallie sequestrou a esposa e a irmã dela, April, levando-as para uma casa que tinha alugado nas redondezas, onde as violou e finalmente libertou depois de as fazer prometer que não o iriam denunciar.

Os advogados de Sallie apresentaram vários recursos para travar a execução em que defenderam que um dos membros do júri que o condenou à morte em 1991 mentiu sobre possíveis preconceitos em relação ao caso. No entanto, os tribunais rejeitaram os recursos por serem apresentados fora de prazo.

Depois de o Supremo Tribunal ter negado o recurso em última instância, o réu foi executado com três horas de atraso.

A Georgia lidera o 'ranking' de execuções nos Estados Unidos em 2016, com nove das 19 ocorridas do país.

Nunca antes tinha o estado feito tantas execuções, sendo 1987 e 2015, com cinco presos cada um, os anteriores anos com maior número.

Desde que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos reinstaurou a pena capital em 1976, 1441 presos foram executados no país, 69 deles na Georgia.

Na quinta-feira, o estado do Alabama planeia executar Ronald Smith pelo assassínio em 1994 de um funcionário de um supermercado. Se nada o impedir, esta será a última execução do ano.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 07.12.2016

Bernard Cazeneuve é primeiro-ministro


7 de Dezembro, 2016

O Presidente francês, François Hollande, escolheu ontem Bernard Cazeneuve, que até ao momento liderava o Ministério do Interior, para substituir Manuel Valls e assumir o cargo de primeiro-ministro.

A nomeação foi confirmada por François Hollande através do Twitter. “Nomeei Bernard Cazeneuve primeiro-ministro e encarreguei-o de formar governo”, pode ler-se na publicação. Valls renunciou ao cargo para se candidatar às presidenciais francesas de Maio de 2017. O agora ex-primeiro-ministro anunciou a candidatura ao Eliseu segunda-feira.

 

Supremo Tribunal quer tirar Calheiros


7 de Dezembro, 2016

O Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiu ontem afastar provisoriamente Renan Calheiros da presidência do Senado.

A informação foi avançada por fonte da mais alta instância judicial do país, que explicou que a decisão liminar (provisória) de afastar Renan Calheiros (PMDB) foi tomada pelo juiz Marco Aurélio Mello, em resposta a um pedido do partido Rede Sustentabilidade. 
O afastamento de Renan Calheiros, que ainda pode ser chumbado ou pelo contrário aprovado em plenário do Supremo, surge depois de o mesmo tribunal ter decidido, na quinta-feira passada, sentar o senador no banco dos réus por suspeita de peculato. 
Mello tomou a decisão por entender que o senador não pode continuar num cargo da linha sucessória da Presidência da República agora que foi constituído arguido.
Em nota enviada à comunicação social, a assessoria de Calheiros fala numa decisão tomada monocraticamente contra o Senado Federal.

 

 

Estado Islâmico assume atentado


7 de Dezembro, 2016

O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou o atentado da manhã de ontem, no Iémen, que vitimou mortalmente o governador da cidade de Aden.

Um engenho explosivo tinha deflagrado à passagem da viatura de Jaafar Saad por uma estrada da segunda cidade do país, actualmente controlada pela coligação militar saudita que apoia o Presidente Hadi. Pelo menos oito pessoas morreram na explosão.

 

 

Forças da ONU são investigadas


7 de Dezembro, 2016

A ONU identificou ontem 41 capacetes azuis do Burundi e do Gabão que alegadamente cometeram abusos sexuais durante o seu destacamento na República Centro Africana (RCA), entre 2014 e 2015.

 

Os suspeitos, 25 naturais do Burundi e 16 do Gabão, foram reconhecidos em fotografias por vítimas e testemunhos, ou identificados através de outras provas durante uma investigação de mais de quatro meses.
Ao todo, os investigadores entrevistaram 139 possíveis vítimas de abusos na localidade de Dekoa, em Kemo, RCA, mas a maioria não conseguiu identificar os agressores nem fornecer provas.
A investigação, liderada pela Agência de Supervisão Interna das Nações Unidas (OIOS) em parceria com especialistas do Burundi e do Gabão, arrancou em Abril deste ano, depois de terem sido conhecidos alegados casos de abuso em Dekoa.

De protectores a agressores 

Coube ao porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Stephane Dujarric, divulgar as conclusões da investigação de alegados casos de abuso e exploração sexual praticados por soldados de paz na República Centro Africana (RCA).
Ao apresentar o relatório, Stephane Dujarric explicou que as investigações começaram em Abril deste ano, poucos dias depois de as alegações serem levadas à atenção das Nações Unidas, duraram mais de quatro meses e foram conduzidas junto de investigadores gaboneses e burundeses.
“Os investigadores basearam-se principalmente nos depoimentos de possíveis vítimas e testemunhas devido à falta de evidências médicas e forenses, entre outras físicas” e todos os que apresentaram as suas alegações, tanto menores de idade como adultos, foram assistidos por parceiros nacionais e internacionais da ONU, prosseguiu.
No geral, explicou, 139 possíveis vítimas foram entrevistadas e os seus relatos investigados. Por fotos ou outras evidências, os 41 supostos autores, 16 do Gabão e 25 do Burundi, foram identificados por 45 entrevistados.
Oito pessoas não foram capazes de identificar os autores dos abusos por fotos ou outras evidências, mas descreveram traços característicos, 83 não puderam identificar os suspeitos nem fornecer evidências e três relatos foram considerados não confiáveis. Um total de 25 menores afirmaram terem sido abusados sexualmente e oito pedidos de paternidade foram feitos, dentre os quais de seis menores.
Stephane Dujarric disse que a ONU enviou o relatório para os dois Estados-membros, Burundi e Gabão, com os nomes dos suspeitos identificados e pediu “acções judiciais apropriadas” para garantir a prestação de contas criminal. Stephane Dujarric explicou que a responsabilidade por investigações adicionais é do Burundi e do Gabão, pediu às autoridades dos dois países para reverem as conclusões do relatório e conduzirem testemunhos com os suspeitos que já haviam sido substituídos da RCA, antes de as alegações surgirem e uma cópia dos relatórios finais das investigações nacionais “imediatamente.”
Se as alegações contra os suspeitos forem comprovadas, os seus comandantes já não serão aceites em operações de paz da ONU, garantiu Stephane Dujarric.
O porta-voz informou que a Missão de paz das Nações Unidas na República Centro Africana fortaleceu as medidas de prevenção e reforçou o seu alcance a comunidades e a soldados de paz em todo o país, especialmente em áreas de alto risco, para aumentar a consciencialização e relatórios sobre exploração sexual, abusos e outras formas de má conduta no seio do contingente.
Em parceria com agências da ONU e outros parceiros no país, a Missão das Nações Unidas na RCA está a fornecer assistência psicossocial, médica e legal a vítimas de exploração e abuso sexual, acrescentou Stephane Dujarric.
 “ A Organização das Nações Unidas condena de forma veemente todos os actos de exploração e abuso sexual cometidos por soldados de paz ou quaisquer outro funcionários da organização mundial e vai manter o acompanhamento para que os autores desses actos horrendos sejam levados à justiça”, prometeu o porta-voz da ONU.

Reputação manchada 

A reputação dos Capacetes Azuis está manchada por uma série de escândalos sobre abusos sexuais cometidos, em particular na RCA.
A Minusca reúne cerca de doze mil homens e foi criada para substituir outra força de manutenção de paz na União Africana (UA), em Setembro de 2014.
No último relatório anual do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, há o registo de 69 casos de agressão sexual cometidos pelos capacetes azuis em 2015. Desses, metade aconteceu em apenas duas missões: a Minusca e a Monusco, na República Democrática do Congo. Desde então, agregaram-se 44 novas acusações em 2016.
Os soldados franceses da “Operação Sangaris” presente na República Centro Africana também foram acusados de estupro de menores e de abusos sexuais.
A Justiça francesa investiga esses casos.

Em sinal a Trump, China e Irã defendem manutenção de acordo nuclear com Teerã

 05/12/2016 10:49:00

Os ministros das Relações Exteriores de China e Irã pediram que os governos envolvidos não violem o acordo que limita a atividade nuclear iraniana em troca da retirada de sanções contra o país. As declarações aparentemente foram dirigidas ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

Durante visita a Pequim, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, disse que os sete países que concordaram em fechar o acordo em julho de 2015 "têm a obrigação de implementá-lo". Zarif afirmou em entrevista coletiva que "o Irã não permitirá que qualquer país tome ação unilateral para violar o acordo e tem o direito de tomar ações contra isso". Ele falou após reunião com o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi.

O acordo, negociado entre Irã, EUA, China, Reino Unido, França, Alemanha e Rússia, estabeleceu o que o governo iraniano tinha de fazer para recuar em seu programa nuclear. Com isso, foram retiradas sanções financeiras, ao comércio e ao petróleo do país. O acordo entrou em vigor em janeiro e tem sido em linhas gerais respeitado. Trump, porém, disse que pretende renegociar os termos do pacto.

Wang disse que a "total implementação" do acordo entre o Irã e as seis potências é "a responsabilidade comum e compartilhada de todas as partes envolvidas" e que isso não deve ser afetado por qualquer mudança na situação doméstico dos países envolvidos. Fonte: Associated Press.

Merkel promete continuar com agenda de reformas na Europa

 05/12/2016 12:13:00

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, prometeu continuar seguindo a agenda de reformas na Europa, apesar dos cidadãos italianos terem recusado as mudanças constitucionais propostas em um referendo, apoiadas pelo governo do país, o que levou o primeiro-ministro, Matteo Renzi, a renunciar ao cargo.

"Estou triste que o resultado do referendo na Itália não saiu como esperava o primeiro-ministro, porque eu sempre apoiei suas iniciativas de reforma", disse Merkel durante uma conferência de imprensa.

"Na minha opinião, nós vamos continuar com nosso trabalho na Europa, nós estabelecemos as prioridades certas", afirmou.

Merkel também declarou que a Alemanha aceita o resultado do que chamou de "decisão interna italiana". Fonte: Dow Jones Newswires.

 

 

Papa manda mensagem ao Brasil por tragédia da Chapecoense

 30/11/2016 17:53:59

"Gostaria de lembrar hoje a dor do povo brasileiro pela tragédia com um clube local e rezar pelos jogadores mortos e suas famílias", disse o líder da Igreja Católica

O papa Francisco enviou ontem uma mensagem ao povo brasileiro por conta do desastre aéreo com o avião da Chapecoense durante sua audiência geral, na praça São Pedro, no Vaticano. O acidente, ocorrido nos arredores de Medellín, na Colômbia, onde a equipe catarinense disputaria a final da Copa Sul-Americana, deixou 71 mortos, incluindo 19 jogadores.

"Gostaria de lembrar hoje a dor do povo brasileiro pela tragédia com um clube local e rezar pelos jogadores mortos e suas famílias", disse o líder da Igreja Católica. 

Além disso, o Pontífice comparou a tragédia da Chapecoense com o desastre que matou todo o elenco do Torino em 1949, quando um avião com a delegação da equipe italiana se chocou contra a Basílica de Superga, em Turim. Na ocasião, 31 pessoas faleceram. "Recordemos Superga. São tragédias duras, rezemos por elas", acrescentou o Papa.

Anteontem, Francisco já havia enviado uma mensagem de condolências ao bispo da diocese colombiana de Sonsón Rionegro, Fidel León Cadavid Marín.

"O Santo Padre, profundamente atingido ao saber da dolorosa notícia do grave acidente aéreo que ocasionou numerosas vítimas, eleva orações para o eterno descanso dos falecidos", diz a nota enviada à Conferência Episcopal da Colômbia.

A delegação da Chapecoense viajava em um avião da empresa Lamia, surgida na Venezuela, mas que agora é baseada na Bolívia. As causas da tragédia estão sendo investigadas, mas suspeita-se de pane seca ou elétrica.

Em sua trajetória rumo à final da Sul-Americana, o "Verdão do Oeste" havia eliminado inclusive o San Lorenzo, time de coração de Jorge Bergoglio. 

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 05.12.2016

 

 

'The Guardian': EUA e Reino Unido estudam ajuda humanitária aérea na Síria

Jornal do Brasil

 

Matéria publicada neste domingo (4) pelo The Guardianconta que os EUA e o Reino Unido têm mantido conversas sobre formas de enviar alimentos e suprimentos médicos para o leste de Aleppo e outras regiões de conflito na Síria. 

Segundo a reportagem as negociações estão acontecendo há meses em Washington. Elas consideram uma ampla gama de possibilidades, desde envios por paraquedas até a criação de uma ponte aérea de drones.

O Guardian diz que existe ainda uma outra possibilidade mais teórica, que estuda o envio de drones comestíveis que podem ser desmontados pela própria população.

Segundo a reportagem do Guardian as negociações estão acontecendo há meses em Washington

O diário indica que, no entanto, as discussões estão paradas após desacordos entre agências governamentais, a relutância dos militares em se envolver e a preocupação entre os funcionários de que voar sem a permissão do regime de Damasco e de seus aliados poderia dificultar as entregas humanitárias convencionais.

Enquanto isso, a situação do povo de Aleppo tem se tornado cada vez mais desesperada. Nenhum comboio rodoviário entra na região há cinco meses, os hospitais foram todos destruídos e as áreas controladas pelos rebeldes estão sob constante bombardeio.

As forças do governo sírio assumiram o controle de mais da metade dos distritos rebeldes de Aleppo depois de bombardeios e avanços no terreno, obrigando dezenas de milhares a fugir na semana passada.

Passa de vinte o número de mortes em festa na California

 

Pelo menos 24 pessoas morreram no incêndio em armazém onde um coletivo de artistas fazia uma festa de confraternização, na cidade de Oakland, na Califórnia. De acordo com o levantamento feito pelos bombeiros da cidade, neste domingo (4), há dezenas de pessoas desaparecidas em consequência do fogo. Autoridades da baía de San Francisco temem que haja no mínimo 40 mortos.

O incêndio teve início um pouco antes da meia-noite dessa sexta-feira (2) e destruiu completamente o prédio do armazém, que servia não só como local de trabalho de artistas como também para moradia. Por ser um local de shows improvisados, os bombeiros estão com dificuldades em calcular quantas pessoas havia no armazém, no momento do incêndio. Os bombeiros informaram apenas que havia entre 50 e 100 pessoas. Muitos morreram porque não acharam o caminho de saída do prédio.

Ao iniciarem os trabalhos de resgate no interior do prédio, denominado Oakland Ghost Ship Warehouse, na madrugada sábado (3), os bombeiros se depararam com dificuldades inesperadas. Eles foram obrigados a serrar madeiras e a usar maçaricos derrubar paredes de maneira improvisadas pelos próprios artistas como locais de trabalho.

Os bombeiros também encontraram espaços sem iluminação e sem água. Havia também uma escada improvisada, pilhas de troncos e um labirinto de cabos elétricos. Segundo os bombeiros, tudo isso está dificultando o resgate das vítimas.

Oposição celebra queda de Renzi e pede novas eleições

Agência ANSA

 

Após o anúncio de que o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, renunciará ao cargo, a oposição já começou a cobrar o presidente Sergio Mattarella para que ele convoque eleições para escolher um novo governo.

"Desejamos um bom trabalho ao presidente Mattarella neste momento crucial. Como principal força política do país, estamos disponíveis a dar todos os passos necessários para chegar às eleições", escreveu em seu blog o fundador do Movimento 5 Estrelas (M5S), Beppe Grillo.

Com um programa populista e antissistema, o partido é o segundo em número de representantes no Parlamento e aparece nas pesquisas como o preferido dos italianos, ao lado do Partido Democrático (PD), liderado por Renzi.

"Os partidos farão de tudo para chegar a setembro de 2017 e garantir aposentadorias de ouro. Não permitiremos. A única solução é aquela que propomos. Pedimos que os italianos fiquem ao nosso lado nessa batalha", acrescentou Grillo.

Já Matteo Salvini, secretário da legenda de extrema-direita Liga Norte, afirmou que a vitória do "não" no referendo é um triunfo do "povo" contra os "poderes fortes". "Estamos prontos para votar o mais rápido possível, com qualquer lei eleitoral", afirmou.

A Itália vive atualmente em um limbo que dificulta a possibilidade de ir às urnas antecipadamente. A lei eleitoral do país foi declarada inconstitucional pela Justiça, e aquela aprovada pelo governo Renzi está diretamente ligada à reforma rejeitada neste domingo, já que vale apenas para a Câmara dos Deputados.

Por isso, todas as forças políticas aguardam com ansiedade a decisão de Mattarella. Existe a possibilidade de ele designar um governo técnico que aprove uma lei eleitoral em pouco tempo e leve o país às urnas já no primeiro semestre de 2017. O encarregado poderia ser o presidente do Senado, Pietro Grasso.

Também ainda é incerto qual será o papel de Renzi daqui para frente. Ele anunciou que renunciará ao cargo, mas não disse se deixará a liderança do PD, que certamente disputaria o comando do país com o M5S em uma eventual eleição.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 05.12.2016

 

 

"Perdi e digo-o em voz alta." Renzi demite-se e confirma pior cenário para a Europa

PUB

Vitória esmagadora do 'não' no referendo, transformado em plebiscito a Renzi. Incerteza política pode gerar nova crise económica

Faltava pouco mais de uma hora para o fecho das urnas em Itália, às 23.00 (22.00 em Lisboa), quando fontes do gabinete do primeiro-ministro informaram os media de que Matteo Renzi ia falar à meia-noite. Para muitos, era um sinal claro de que as sondagens à boca das urnas iriam ser desfavoráveis ao chefe de governo e que a ameaça de demitir-se feita durante a campanha ia ser cumprida quando ainda estivessem a ser contados os votos. Os números das sondagens comprovaram-no e a realidade podia ainda ser pior: com 90% das urnas de voto contadas o não ia nos 59,7%.

"Vamos embora sem remorsos. A experiência do meu governo termina aqui", afirmou Matteo Renzi numa intervenção ao povo italiano a partir do Palácio Chigi.

"Digo aos amigos do Sim que fui eu que perdi eu e não vocês. Assumo toda a responsabilidade", afirmou o primeiro-ministro italiano, antes de acrescentar que, no entanto, "quem luta por uma ideia nunca perde". Recordando que Itália "é o país mais belo do mundo. Esta é a bandeira mais bela do mundo", pediu para limparem as lágrimas porque no futuro hão de vencer.

Antes de agradecer à mulher, Agnese e aos filhos, Renzi lembrou ainda que "podemos perder mas não podemos perder o sentido de humor".

O primeiro-ministro demissionário disse ainda que entregará a demissão segunda-feira à tarde ao presidente Sergio Mattarella. Na política ninguém perde, mas eu sou diferente. Perdi e digo-o em voz alta, ainda com um nó na garganta. Não sou um robô, sou um humano", afirmou, emocionado.

Renzi deixou ainda um abraço e um beijo ao seu sucessor. "Nos mil dias e mil noites que passei neste palácio, vi a oportunidade de mudar para uma democracia mais direta. Mas essa não foi a vontade do povo italiano", disse ainda Renzi, afirmando "continuar a acreditar na Itália".

Com 99% das assembleias de voto contadas, o Não estava à frente com 59,7% dos votos, contra 40,3% para o Sim, determinando que a reforma constitucional defendida pelo primeiro-ministro Renzi não avança.

"Aos amigos do Sim", o primeiro-ministro quis deixar um "abraço forte". Renzi lamentou que não tenham conseguido levar aos italianos esta oportunidade de mudança.

No poder desde fevereiro de 2014, Renzi, de 41 anos, prometera demitir-se em caso de vitória do Não, tendo depois recuado, reconhecendo que era um erro personalizar um escrutínio que aos poucos acabou, no entanto, por se transformar num plebiscito à sua governação.

Reforma constitucional

Com esta reforma, o primeiro-ministro esperava reduzir os poderes do Senado (atualmente o sistema italiano é um bicameralismo perfeito, no qual senadores e deputados têm a mesma força), além de acabar com a sobreposição de poderes a nível regional. Mas, para muitos eleitores, transformou-se num plebiscito ao governo de Renzi, especialmente depois de o próprio dizer que se demitiria em caso de derrota. Toda a oposição (e alguns membros do próprio partido) estava contra a reforma.

A demissão de Renzi e a incerteza política que esta supõe é o pior cenário para a Europa, que além do contágio económico teme que a eventual realização de novas eleições possa significar a vitória dos populismos em Itália - não só o Movimento 5 Estrelas do ex-humorista Beppe Grillo (que defende um referendo para a saída do euro), mas também a Liga Norte (anti-imigração e antieuropeu). "Os italianos repudiaram a UE e Renzi. É preciso escutar esta sede de liberdade das nações", escreveu a líder da Frente Nacional francesa, Marine Le Pen.

Primeiro-ministro francês anuncia candidatura às presidenciais de 2017

PUB

Manuel Valls vai anunciar formalmente a candidatura às 18:30 desta segunda-feira, hora francesa - menos uma hora em Portugal

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, vai anunciar ao final da tarde a sua candidatura às eleições presidenciais de 2017, anunciou hoje o seu gabinete.

O chefe do Governo, socialista, "vai falar esta segunda-feira, 05 de dezembro, às 18:30 (17:30 em Lisboa), na câmara municipal de Evry", o seu reduto eleitoral na região de Paris, indica um comunicado do gabinete do primeiro-ministro.

Fontes da equipa de Valls confirmaram à agência de notícias AFP que já não há dúvidas quanto à candidatura às presidenciais do primeiro-ministro, tendo em conta o anúncio do Presidente francês, François Hollande, de que não irá disputar um segundo mandato.

François Hollande, de 62 anos, anunciou a 1 de dezembro que não se vai candidatar a um novo mandato no próximo ano.

O anúncio da retirada de Hollande abriu caminho à apresentação de candidatos socialistas, que começaram no mesmo dia, 1 de dezembro, a aceitar candidaturas às primárias, previstas para 22 e 29 de janeiro.

Arnaud Montebourg, um antigo ministro da Economia de esquerda, já tinha apresentado a sua candidatura. Segue-se agora a de Manuel Valls.

Hollande, com o mais baixo nível de popularidade de um Presidente francês desde a Segunda Guerra Mundial, chegou ao poder depois de derrotar Nicolas Sarkozy (direita) em 2012.

François Hollande torna-se assim no primeiro presidente francês, desde 1958, a renunciar a uma recandidatura.

A popularidade de Hollande atingiu o nível mais baixo depois de um mandato de cinco anos, marcado por alterações nas principais políticas, atentados terroristas, desemprego elevado e revelações sobre a sua vida privada.

Uma sondagem divulgada na quarta-feira da semana passada dava 7% das intenções de voto a Hollande na primeira volta das eleições presidenciais, a 23 de abril do próximo ano.

O mesmo estudo dava a vitória ao candidato do partido Republicano (direita), François Fillon, seguido pela candidata da Frente Nacional (extrema-direita), Marine Le Pen.

Hollande tem também o mais baixo nível de popularidade de um Presidente francês desde a Segunda Guerra Mundial.

Em 2015, França sofreu três grandes atentados terroristas islamitas, primeiro contra o semanário Charlie Hebdo, depois Paris, em novembro de 2015, e Nice, em julho deste ano.

Na política económica, Hollande avançou com um programa de medidas sociais, que incluía um super-imposto de 75% para os mais ricos, mas mudou de rumo para introduzir reformas a favor dos empresários.

Em janeiro de 2014, a revista Closer divulgou o relacionamento entre Hollande e a atriz francesa Julie Gayet, o que levou ao fim da relação com a companheira, Valerie Trierweiler.

Trump ataca a política comercial e militar da China no Twitter

 

PUB

Afirmações surgem depois de uma polémica sobre uma conversa telefónica que Trump manteve com o líder de Taiwan

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou este domingo a política comercial e militar da China através do Twitter, criticando os impostos cobrados aos produtos norte-americanos e a colocação de forças no Mar do Sul da China.

"A China perguntou-nos se era bom desvalorizar a sua moeda (prejudicando a competitividade das nossas empresas), taxar fortemente os nossos produtos que entram no seu país (os Estados Unidos não os taxam) ou construir um enorme complexo militar no meio do Mar do Sul da China? Não me parece!", disse o futuro Presidente norte-americano, em duas publicações na rede social Twitter.

Desconhece-se o que motivou estas afirmações, que surgem depois de uma polémica sobre uma conversa telefónica que Trump manteve com o líder de Taiwan, uma ilha com governo próprio que Pequim considera parte do território chinês.

O republicano aceitou, na sexta-feira, falar ao telefone com a Presidente de Taiwan, ao arrepio da tradição diplomática norte-americana dos últimos 40 anos, e provocando uma reação indignada das autoridades chinesas.

A conversa telefónica não foi "nada mais" que uma conversa de cortesia para felicitar o Presidente eleito, afirmou hoje o futuro vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence.

Mas a chamada da Presidente Tsai Ing-wen e o facto de o Presidente a ter aceitado, algo que nunca tinha ocorrido desde 1979, provocou a indignação da China.

No sábado, Pequim reiterou fortemente que, na sua opinião, "há apenas uma China, e Taiwan é uma parte inalienável do território chinês".

Primeiro-ministro japonês visita Pearl Harbour este mês

 

PUB

O primeiro-ministro Shinzo Abe será o primeiro líder japonês a visitar Pearl Harbor, devendo viajar ainda este mês para o Havai, onde se reunirá com o presidente norte-americano, Barack Obama.

"Vou visitar Pearl Harbor" com Obama, disse aos jornalistas em declarações em direto na televisão.

O primeiro-ministro japonês estará no Havai entre 26 e 27 de dezembro e visitará o local do ataque surpresa do Japão a 7 de dezembro de 1941, que deu início à II Guerra Mundial no Pacífico.

"Quero utilizar esta oportunidade para mostrar o meu respeito para com as vítimas. Deve ser uma mostra da reconciliação entre o Japão e os EUA. A nossa aliança é muito importante e uma esperança para o mundo atual", disse o político japonês.

A visita ao Havai surge depois de Obama ter visitado, em maio, Hiroshima, a cidade japonesa onde os norte-americanos largaram a primeira bomba nuclear no final da II Guerra Mundial, matando 140 mil pessoas. Nagasaki foi bombardeada vários dias mais tarde.

"A visita de Obama a Hiroshima e a sua mensagem de que é preciso conseguir um mundo sem armas nucleares chegou ao coração de muitos japoneses", disse Abe.

A visita de Obama lançou a suspeita de que Abe poderia visitar Pearl Harbor como resposta, mas o governo negara até agora estar a considerar essa possibilidade.

A mulher do primeiro-ministro, Akie, visitou Pearl Harbor em agosto e escreveu no Facebook ter oferecido flores e orações no memorial ao USS Arizona.

No dia do bombardeamento, há 75 anos, a aviação japonesa atacou a base naval norte-americana, matando mais de 2.400 militares e civis norte-americanos, numa data que o então presidente Franklin Roosevelt declarou que viveria na "infâmia".

O bombardeamento contra a frota do pacífico, que durou duas horas, afundou ou danificou cerca de 20 navios e destruiu 164 aviões.

Carros elétricos vão dispensar 13 milhões de barris de petróleo por dia

 

PUB

Atualmente, apenas 50 mil barris de petróleo são dispensados do consumo, mas até 2040 mais de 10% da produção será excedentária.

Os carros elétricos preparam-se para revolucionar o mundo do petróleo. De acordo com a consultora norte-americana Wood Mackenzie, a massificação destes veículos mais ecológicos poderá eliminar o consumo de mais de 10% da atual procura diária de petróleo dentro de poucos anos.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 05.12.2016

Milhares de brasileiros saem à rua contra a corrupção

Dezenas de milhares de brasileiros manifestaram-se no Brasil a favor da Operação Lava Jato, que investiga o maior esquema de corrupção do país, e contra os deputados que alteraram o projeto de lei anticorrupção original.

Segundo o portal de notícias G1, até ao final da tarde, a organização contabilizou 395 mil manifestantes em todo o país, enquanto a polícia estimou 60 mil, embora não tenha existido contabilização nos vários lugares onde se realizaram as manifestações.

Houve protestos em todos os estados brasileiros e ainda no Distrito Federal, onde fica a capital, Brasília.

Protestando pacificamente e formando manchas verdes e amarelas, as cores da bandeira do Brasil, os manifestantes personalizaram o protesto nas figuras do juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, apoiando-o, e nas do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Renan Calheiros, em protesto contra a sua atuação.

Na madrugada de quarta-feira, os deputados alteraram o texto enviado ao Congresso pelo Ministério Público, com o apoio de mais de dois milhões de brasileiros que fizeram um abaixo-assinado para mudar as leis de combate à corrupção, derrubando alguns pontos e incluindo a possibilidade de punir juízes e procuradores por abuso de poder.

Rodrigo Maia é criticado pela forma como conduziu a votação.

O documento ainda terá de ser votado no Senado e sancionado pelo presidente da República, Michel Temer.

Renan Calheiros, um dos políticos que está a ser investigado na Lava Jato, foi constituído arguido, pela primeira vez, na quinta-feira, noutro processo, por desvio de dinheiros públicos.

A manifestação, um ato apartidário, foi organizada pelos movimentos Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre (MBL), que lideraram as mega manifestações a favor do "impeachment" (impugnação) da ex-presidente Dilma Rousseff, que ajudaram ao seu afastamento.

Grandes multidões encheram a Avenida Paulista, em São Paulo, e a zona da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, cidade onde a ex-presidente e o seu antecessor no cargo, Lula da Silva, arguido na Lava Jato, foram apresentados em bonecos vestidos de presidiários.

Manifestantes entraram no lago em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, espalhando ali papéis com desenhos de ratos para representar políticos corruptos.

Incêndio em hotel mata pelo menos 11 pessoas em Karachi

Um incêndio num hotel de quatro estrelas na cidade paquistanesa de Karachi matou pelo menos 11 pessoas esta segunda-feira.

Mais de 50 pessoas sofreram ferimentos no incêndio que começou na cozinha do hotel, segundo a polícia, que revelou que a causa exata do incêndio não é ainda conhecida.

O médico Semi Jamali, do Hospital de Jinnah, indicou que, entre os feridos que receberam tratamento devido a queimaduras, estavam alguns estrangeiros.

"Recebemos 11 corpos e 75 feridos, quatro mulheres estavam entre os mortos", disse o médico.

A maioria das vítimas sofreu de inalação de fumo ou asfixia, acrescentou Jamali.

O número de mortos foi confirmado pelo superintendente da polícia Saqib Memon, que disse ainda que o fogo no Regent Plaza Hotel demorou três horas a ser controlado.

Imagens televisivas do incêndio mostram hóspedes do hotel a usar lençóis para saltar pelas janelas.

Lusodescendente assassinado em Caracas

 

Dois homens armados assaltaram no domingo em Caracas, na Venezuela, um restaurante de madeirenses e assassinaram um lusodescendente de 25 anos de idade.

Segundo fontes policiais, o assalto ocorreu pouco depois das 17 horas locais (21.30 em Portugal continental), quando dois homens armados entraram ao restaurante Rey David, em Los Palos Grandes (leste de Caracas) e tentaram roubar os clientes.

No local encontrava-se o lusodescendente Renny Teixeira Rodriguez, filho dos donos do restaurante, que, segundo relatos, tentou resistir e foi atingido a tiro pelos assaltantes.

Várias fontes dão conta de que a vítima vivia nos Estados Unidos e estava de visita a Caracas.

O Rey David é um conhecido restaurante propriedade de empresários naturais de Santana, na ilha da Madeira.

O caso está a ser investigado pelo Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC, antiga Polícia Técnica Judiciária) da Venezuela.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 05.12.2016

América Latina tem maior risco de violência


5 de Dezembro, 2016

A América Latina é a região com maior risco de sofrer crimes violentos no mundo, devido à prevalência do tráfico de drogas, sequestros, extorsões e roubos, segundo um relatório da empresa de consultoria britânica Verisk Maplecroft.

Seis países latino-americanos estão na categoria de violência “extrema”, entre eles Guatemala e México, que ocupam a segunda e terceira posições, respectivamente, no "ranking" de países mais perigosos, apenas atrás do Afeganistão.
Após o Iraque (quarto) e a Síria (quinto), aparecem nessa lista as Honduras, na sexta posição, a Venezuela, na sétima e El Salvador, na oitava, enquanto a Colômbia ocupa a 12.ª posição.
Outros quatro países da região são descritos como de “alto risco”: Argentina, Brasil, Paraguai e Peru.
“Dado que conta com seis dos 13 países qualificados de 'extremos', a América Latina é a região do mundo com um maior risco”, afirma a empresa de consultoria no seu relatório.
No México e América Central, Verisk Maplecroft destaca a presença de organizações dedicadas ao tráfico de drogas como a principal causa dos altos níveis de criminalidade, que têm um custo económico para a região de 200 mil milhões de dólares.
“A presença generalizada de traficantes de narcóticos provocou um dos mais alto níveis de crimes violentos do mundo, dado que os grupos lutam pelo território e por controlar as rotas de transporte de droga rumo aos consumidores das economias desenvolvidas”, descreve o relatório britânico.
“Esses grupos  estão envolvidos em actos de sequestros, extorsões e roubos”, acrescenta a consultora britânica, que refere que esste cenário aumenta a despesa das empresas em segurança e as taxas que devem pagar às seguradoras.
O recente aumento na produção de metanfetaminas na América Central indica que os grupos estão a estender as suas redes de produção além das suas localizações tradicionais, como México e Estados Unidos, segundo o documento. O número de homicídios no México chegou, em 2015, a 17 por 100 mil habitantes, uma “proporção arrasadora”, segundo a empresa de consultoria, que calcula o custo económico da violência no país em cerca de 134 mil milhões de dólares por ano.
“As melhorias antecipadas alcançadas pelo Governo do Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, diluíram-se e as taxas de homicídios começam a subir de novo”, disse Grant Sunderland, analista da firma de riscos no México. Alguns países da América do Sul, como a Venezuela e, em menor medida, a Colômbia, enfrentam “muitos dos mesmos desafios” que a região da América Central.
O Brasil, a maior economia da região, “registou um progresso significativo na diminuição do crime em algumas das suas principais cidades na última década”, destaca o relatório da consultoria Verisk Maplecroft.
Mesmo assim, mantém-se como “o segundo maior consumidor de cocaína da América” e continua a ser uma importante rota de tráfico para os narcóticos produzidos no Peru, Bolívia e Paraguai.

 

 

Extrema-direita perde na Áustria


5 de Dezembro, 2016

O candidato independente ligado aos Verdes, Alexander Van der Bellen, conseguiu 53,3 por cento dos votos, derrotando o candidato da extrema-direita, Norbert Hofer, que teve 46,7 por cento.

Os resultados vão ao encontro das primeiras projecções da empresa Sora, para a televisão pública ORF, que davam 53,6 por cento para Van der Bellen e 46,4 por cento para Hofer.
A participação foi de 74,1 por cento. Desde o primeiro momento percebeu-se que Van der Bellen estava a ter um desempenho ligeiramente superior em várias localidades ao que tinha tido nas primeiras eleições, invalidadas por uma série de irregularidades.
Quando os resultados ainda não eram oficiais, já Hofer admitia a derrota no Twitter e no Facebook, felicitando Van der Bellen.
“Queridos amigos. Agradeço-vos. Deram-me tanto apoio e estou muito triste por não ter resultado”, escreveu. “Felicitei Van der Bellen pelo seu sucesso”, acrescentou, defendendo que todos os austríacos devem manter-se unidos e a trabalhar juntos. “Somos todos austríacos, independentemente de como votámos”, indicou o candidato da extrema-direita após a derrota.

 

 

Resgatados migrantes em águas espanholas


5 de Dezembro, 2016

Mais de noventa migrantes que viajavam em cinco embarcações precárias foram resgatados no sábado na costa espanhola, e outros 22 foram interceptados quando tentavam entrar escondidos num camião no enclave de Melila, Norte de África, informaram ontem as autoridades espanholas.

Entre os resgatados pelo Salvamento Marítimo e a Guarda Civil há 63 subsaarianos, cuja nacionalidade não foi informada, e 29 argelinos, incluindo duas mulheres. Todos foram assistidos pela Cruz Vermelha antes de serem encaminhados à Polícia.
Ao mesmo tempo, na manhã de sábado, 22 migrantes foram surpreendidos no fundo duplo de um camião quando tentavam entrar em Melila, cidade espanhola encravada no Marrocos e, juntamente com Ceuta, única fronteira terrestre entre África e a União Europeia.
A Guarda Civil espanhola encontrou-os graças a um sistema de detecção de batimentos cardíacos, e “apesar de o fundo duplo ter sido muito bem construído, bem soldado e ter a mesma pintura que o restante do camião”, disse à AFP a chefe de comunicação da delegação do governo em Melila, Irene Flores.
Os 22 foram levados para um centro de retenção de migrantes em Melila, onde poderão solicitar asilo. A concessão deste estatuto é difícil, porque, na maioria das vezes, eles são considerados imigrantes económicos e devolvidos ao país de origem.
Durante um acto em Sevilha, o ministro do Interior da Espanha, Juan Ignacio Zoido, destacou como um desafio “o problema de uma gestão eficaz dos fluxos migratórios”. Para Juan Ignacio Zoido, “a imigração irregular vai directamente contra aqueles que devem ser os pilares fundamentais da nossa União Europeia e do Estado de direito, a lei e a ordem”.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) calcula que 5.445 pessoas chegaram por mar a Espanha entre 1 de Janeiro e 30 de Setembro.
Outras 62 morreram ao tentar a travessia vindos de África.

 

 

Líder da rebelião no Daguestão morto pelas forças de segurança


5 de Dezembro, 2016

O Serviço Federal Russo de Segurança (FSB) anunciou ontem ter morto o “emir” do Estado Islâmico (EI) no Cáucaso do Norte, que foi abatido com outros quatro combatentes numa operação.

No comunicado, os serviços russos indicaram que “entre os rebeldes neutralizados foi identificado o líder para o Cáucaso do Norte do Estado Islâmico, Rustam Aselderov, e quatro dos seus colaboradores próximos”.
O Serviço Federal Russo de Segurança afirmou que Rustam Aselderov esteve envolvido em 2013 num ataque com explosivos executado na cidade de Volgogrado no qual morreram 34 pessoas. As autoridades russas também o relacionaram com duas explosões simultâneas que causaram 14 mortos no Daguestão em 2012.
Antes de se juntar ao Estado Islâmico, Aselderov pertencia ao grupo rebelde islamita Emirado do Cáucaso e em 2012 foi nomeado líder desta organização no Daguestão, indicaram as autoridades russas.
Depois do grupo de Aselderov jurar lealdade ao Estado Islâmico, em Dezembro de 2014, a organização o nomeou, em Junho de 2015, governador da nova província do Cáucaso.
O “emir”, de 35 anos, também era conhecido como Cheikh Abu Mohamad al Qadari.
O Estado Islâmico reivindicou vários ataques contra polícias na República do Daguestão.
Em 2015, o Departamento de Estado catalogou Aselderov como “combatente terrorista estrangeiro” e impôs-lhe sanções.
A Rússia oferecia em Outubro uma recompensa de cinco milhões de rublos (78.000 dólares) por informações sobre o seu paradeiro.

 

 

França confirma condenação de antigo militar por genocídio


5 de Dezembro, 2016

A Justiça francesa aceitou sábado a condenação a 25 anos de prisão do antigo comandante militar hutu Pascal Simbikangwa, confirmando a sentença da primeira instância, de 2014, por cumplicidade no genocídio cometido no Ruanda em 1994.

 

Ao fim de seis semanas, Pascal Simbikangwa voltou a ser considerado culpado de genocídio e de praticar crimes contra a humanidade por uns factos ocorridos no Ruanda há 22 anos.
O antigo responsável militar hutu, de 56 anos, foi considerado pelo tribunal de Seine-Saint-Denis, de segunda instância, cúmplice de um massacre que causou, pelo menos, 800 mil vítimas mortais da minoria tutsi no Ruanda, em poucas semanas.
O condenado, que insiste na sua inocência, afirma que está a ser acusado por motivos políticos.
A sentença contra Simbikangwa de 2014 marcou um ponto de mudança em França, por ter sido a primeira sobre o genocídio e em que foram ouvidas cerca de 20 testemunhas, algumas vindas directamente do Ruanda e outras por videoconferência, entre as quais assassinos arrependidos.
O antigo militar ruandês, capturado em Outubro de 2008 por um caso de tráfico de documentação falsificada na ilha francesa de Mayotte, foi julgado em Paris e não no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR), com sede em Arusha, Tanzânia.
Em França estão a decorrer pelo menos vinte processos semelhantes em virtude do princípio de justiça universal que permite aos magistrados julgar estrangeiros em território francês, em concreto desde 1996 para o genocídio ruandês.
A justiça francesa também condenou a prisão perpétua dois antigos políticos ruandeses, Octavien Ngenzi e Tito Barahirwa, pela sua participação no genocídio de tutsis em Kabarondo, no leste do Ruanda, em Abril de 1994.

Donald Trump ameaça rever acordo diplomático com Cuba

Em meio às cerimônias fúnebres em homenagem ao líder da revolução cubana, Fidel Castro, morto no último sábado (26), o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que poderá rever o acordo para retomada das relações diplomáticas entre Washington e Havana. Em agosto, depois de mais de 54 anos fechada, a Embaixada dos Estados Unidos em Cuba foi reaberta como parte do acordo diplomático assinado entre os presidentes Barack Obama e Raul Castro. Em função do acordo, até as empresas aéreas dos EUA passaram a operar voos para Cuba. 

 

Pelo Twitter, Trump publicou uma mensagem dizendo que o acordo poderá ser revisto. “Se Cuba não estiver disposta a fazer um acordo melhor para o povo cubano, o povo cubano-americano e os EUA, como um todo, vão terminar o acordo”, disse o presidente eleito.

 

No sábado (26), após o anúncio da morte de Castro, Trump, também pelas redes socais, criticou o líder comunista, a quem chamou de "ditador brutal que oprimiu seu povo por quase seis décadas". Trump disse ainda esperar que a morte de Fidel “marque o início do fim dos horrores" e prometeu fazer de tudo “para garantir que o povo cubano caminhe para a prosperidade e a liberdade”.

 

Irã condena decisão dos EUA de estender sanções contra o país por mais 10 anos

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, condenou a decisão do Senado dos Estados Unidos de estender as sanções contra o país por mais 10 anos. De acordo com a emissora estatal do Irã, Zarif teria dito que o prolongamento da punição mostra "a falta de credibilidade do governo dos EUA".

A emissora também transmitiu um comunicado do presidente iraniano, Hassan Rouhani, dizendo que todos os signatários do acordo nuclear devem honrar seus compromissos. "O acordo é um produto de sete países, e um único país não pode acabar com ele com base nos seus interesses próprios", disse Rouhani.

Na sexta-feira, o porta-voz do ministro já havia emitido um documento condenando o ato, dizendo que a decisão dos EUA é uma clara violação do acordo nuclear fechando entre os dois países no ano passado.

"O presidente dos EUA concordou dentro do pano de fundo do acordo nuclear que ele usaria sua autoridade para prevenir que a legislação tome quaisquer medidas que violem o acordo", dizia o documento.

O acordo nuclear entre o Irã e outras seis nações removeu uma variedade de sanções internacionais, em troca de limitações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, os EUA ainda mantêm seu próprio conjunto de sanções, que estão programadas para expirar no dia 31 de dezembro, caso não seja estendidas.

O chefe da Organização Iraniana de Energia Atômica, Ali Akbar Salehi, disse ontem que o país irá considerar cuidadosamente como responder. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

Presidente do Afeganistão liga para Trump para falar sobre combate a terrorismo

O governo do Afeganistão afirmou hoje que o presidente Ashraf Ghani e o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, tiveram uma conversa por telefone na qual enfatizaram o compromisso mútuo de combater o terrorismo.

O gabinete de Ghani emitiu hoje um comunicado parabenizando o magnata pela vitória nas eleições e expressando esperança de maior cooperação entre os países na administração Trump.

O documento ressaltava, ainda, a dedicação das forças de segurança afegãs em defender sua integridade territorial e expressava admiração pelos sacrifícios das tropas dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no combate ao terrorismo no Afeganistão. Fonte: Associated Press.

Estado Islâmico aproveita tempo ruim para atacar milícias no Iraque

 03/12/2016 15:00:00

Militantes do grupo Estado Islâmico realizaram ataques quase simultâneos contra posições de milícias sancionadas pelo governo a oeste e ao sul da cidade de Mosul, no norte do Iraque. Aparentemente, eles aproveitaram as más condições climáticas, que normalmente atrapalham o apoio aéreo, para realizar os ataques, disseram dois oficiais das milícias neste sábado.

Um dos oficiais disse que militantes do EI atacaram o vilarejo de Sharea, perto da cidade de Tal Afar, na sexta-feira à noite, e que os combates continuaram no sábado. Ele disse que o vilarejo era defendido por milicianos xiitas, mas não deu mais detalhes. Neste sábado, o EI afirmou em comunicado que houve um ataque com carro-bomba, que matou e feriu dezenas de milicianos. Segundo o EI, um ataque em várias frentes se seguiu, forçando os milicianos a fugirem. De acordo com o comunicado, os combatentes do EI tomaram dos milicianos nove veículos equipados com metralhadoras, dois veículos Humvee, armamentos e munições.

O segundo ataque teve como alvo uma milícia tribal sunita no vilarejo de Shirqat, ao sul de Mosul, na sexta-feira à noite, de acordo com um oficial da milícia. Ele não deu mais detalhes e o EI também não comentou o ataque.

As condições climáticas no Iraque continuaram ruins neste sábado, com uma densa neblina, chuvas e uma tempestade de poeira. Tais condições costumam reduzir bastante a movimentação aérea por militares do Iraque ou da coalizão liderada pelos EUA.

As milícias xiitas tomaram no mês passado uma pista de pouso perto de Tal Afar, mas ainda não lançaram um ataque para retomar o controle da cidade. Tanto Tal Afar quanto Mosul caíram nas mãos do EI em 2014. Em outubro, o governo do Iraque lançou uma ofensiva para retomar o controle de Mosul, a segunda maior cidade do Iraque e o último grande centro urbano do país que ainda está nas mãos do EI.

Ainda neste sábado, duas bombas explodiram em diferentes locais de Bagdá, matando nove pessoas e ferindo outras 24, de acordo com a polícia e funcionários de hospitais. Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques. Fonte: Associated Press.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 03.12.2016

 

Visita de Putin pode facilitar regime de vistos entre Tóquio e Moscou

 

O ministro das Relações Exteriores japonês Fumio Kishida declarou que, durante a visita de Vladimir Putin ao país, podem ser anunciadas medidas de facilitação do regime de vistos entre a Rússia e o Japão.

O chefe da chancelaria japonesa fez a respectiva declaração neste sábado (3) durante a coletiva conjunta com o seu homólogo russo Sergei Lavrov.

"Quanto à simplificação das formalidades de vistos, confirmamos que temos estado a preparar a visita do presidente russo de tal forma que cada país possa anunciar os passos que está considerando", declarou Kishida.

A visita do presidente russo está prevista para 15 de dezembro. Nessa data, os países deverão assinar uma série de acordos em vasto leque de áreas, inclusive na economia, cultura, ciência e problemas humanitários.

As relações bilaterais têm estado dependentes da disputa territorial relativamente às ilhas Curilas, que a Rússia considera como seu território segundo o Tratado de Paz de São Francisco, assinado em 1951. Segundo o documento, a soberania sobre as ilhas Kunashir, Shikotan, Habomai e Itutup passou a pertencer à União Soviética.

A disputa territorial existente também não permitiu aos dois países assinar o acordo de paz no fim da Segunda Guerra Mundial.

Centro analítico norte-americano elogia sucessos da política externa russa

 

 

As visões políticas em rápida mudança nos EUA e na União Europeia podem levar Moscou a reforçar a sua influência nas antigas repúblicas soviéticas, e os países vizinhos da Rússia a reavaliarem as suas orientações políticas, diz o centro de inteligência e análise norte-americano Stratfor.

O Brexit que aconteceu neste ano mostrou uma importante divisão na União Europeia e fez os russos esperarem que os "países descontentes" da UE bloqueiem a decisão de prorrogar as sanções. Apesar de, por enquanto, quase todos os países da União se terem pronunciado a favor das medidas restritivas, as futuras eleições em vários países europeus podem minar a unanimidade da UE neste assunto.

Enquanto isso, a vitória de Donald Trump nas presidenciais norte-americanas abriu portas para a normalização das relações com Moscou, e, talvez, até o levantamento das sanções, diz-se no artigo.

Muitas razões dos "fracassos" russos têm origens em 2014, quando a Crimeia aderiu à Rússia, estourou o conflito no Leste ucraniano, o Ocidente introduziu sanções e o preço do petróleo caiu para metade. Muitos dos avanços que a Rússia conseguiu nas relações com as antigas repúblicas soviéticas ao longo da última década desapareceram quando a economia russa entrou em recessão.

Ao mesmo tempo, tais países como a Ucrânia, a Moldávia e a Geórgia têm tentado melhorar os laços com a União Europeia e a OTAN, destacam os analistas do Stratfor.

Porém, levando em conta a situação atual na UE e nos EUA, é provável que estes países reavaliem a sua política. Por exemplo, as presidenciais moldavas que resultaram na vitória do candidato pró-russo Igor Dodon mostraram que o país está cada vez menos interessado na aproximação com o Ocidente. Mesmo que haja pouca hipótese do novo presidente conseguir voltar todo o "barco" do Estado para a aliança com Moscou, ele ao menos tentará estreitar os laços econômicos e políticos com a Rússia. A Geórgia, por exemplo, também começou a abrandar sua postura quanto à Abkhazia e Ossétia do Sul. Mais que isso, após as eleições legislativas, Tbilisi também pode fortalecer sua cooperação econômica com Moscou, preveem os analistas.

No que se refere à Ucrânia, Kiev já não pode contar com o apoio econômico e político "ininterrupto" por parte do Ocidente. Evidentemente, é pouco provável a eleição de um "líder pró-russo" na Ucrânia tomando em consideração o conflito em Donbass, mas as mudanças na União Europeia e nos EUA podem fazer o governo ucraniano abrandar sua posição quanto aos acordos de Minsk e escolher "uma abordagem mais conciliadora" para as negociações com a Rússia quanto à situação em Donbass.

Em paralelo, Kiev pode tentar reforçar a "integração militar" com a Polônia e os países do Báltico caso os membros da OTAN (os EUA, em particular) reduzam sua presença na Europa do Leste, diz-se na matéria.

Até os países que antigamente expressavam uma postura bastante neutra na confrontação entre a Rússia e o Ocidente podem mudar sua filosofia, afirma o Stratfor.

Militantes em Aleppo oriental abatem avião da Força Aérea síria

 

 

Os agrupamentos de militantes armados que controlam os quarteirões orientais de Aleppo abateram um avião da Força Aérea síria, comunicou o canal de TV libanês Al Mayadin.

Segundo comunica o correspondente do canal, o atentado ocorreu a pouca distância do aeroporto de Aleppo. A tripulação da aeronave morreu. Os militares sírios ainda não comentaram o acontecido. 

Em Aleppo continuam os combates violentos entre os agrupamentos radicais e as tropas sírias. O Exército do país conseguiu reconquistar quase metade de todas as zonas até então ocupadas por terroristas, onde habitam mais de 90 mil pessoas.

Frisa-se que o corpo de um dos pilotos, coronel da Força Aérea da Síria Jafar Hassan, já foi encontrado. Atualmente, as buscas do corpo doutro membro da tripulação estão em andamento. Segundo diz o portal Baladi News, trata-se da aeronave treinador de combate L-39 Albatros.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 03.12.2016

 

Restos mortais de Fidel Castro chegaram a Santiago de Cuba

 

 

REUTERS/ENRIQUE DE LA OSA

PUB

Cinzas fizeram o trajeto efetuado em sentido inverso por Fidel Castro no momento da vitória da sua guerrilha em 1959

Os restos mortais de Fidel Castro chegaram hoje à província de Santiago de Cuba, berço da revolução, em cuja capital homónima serão enterrados no domingo.

De ambos os lados da estrada principal, milhares de pessoas receberam o cortejo fúnebre com vivas, bandeiras cubanas e retratos de Fidel, uma cena que se repetiu durante os quatro dias em que a urna atravessou quase toda a ilha.

A urna com as cinzas de Fidel Castro, inserida numa caravana de sete veículos, deixou Havana na quarta-feira, depois de dois dias de homenagem na praça da Revolução da capital cubana.

Contidas numa arca de cedro envolta na bandeira cubana e protegida por uma caixa de vidro, as cinzas fizeram o trajeto efetuado em sentido inverso por Fidel Castro no momento da vitória da sua guerrilha em 1959.

Serão enterradas no domingo no cemitério de Santa Ifigenia de Santiago, ao lado do mausoléu de José Marti, herói da independência de Cuba.

O funeral rematará o luto nacional decretado por nove dias após a morte de Fidel, aos 90 anos, anunciada dia 25 pelo seu irmão e sucessor Raul Castro.

Governo Trump: um general, muitos milionários e três mulheres

 

PUB

General James "Mad Dog" Mattis foi o último nome a juntar-se à futura administração americana. Veterano das guerras do Iraque e do Afeganistão, é conhecido pela oposição ao Irão.

Donald Trump ainda só escolheu metade da sua administração mas esta já vale quatro vezes a administração Obama. Juntos, os nomes que apontou para o seu governo e o próprio presidente eleito têm uma fortuna de 11 mil milhões de dólares (dez mil milhões de euros), mais do que o PIB de países como Malta, Brunei ou Chade. De Betsy DeVos, a futura secretária de Estado da Educação, Wilbur Ross, futuro secretário do Comércio, são vários os milionários no gabinete do republicano que até agora se rodeou de fiéis, como o senador do Alabama Jeff Sessions, e depois de ter sido acusado de misoginia, já escolheu três mulheres para a sua equipa. E ontem nomeou o general na reserva James Mattis para liderar a Defesa.

Segundo a Forbes, o próprio Trump tem uma fortuna avaliada em 3,7 mil milhões de dólares - ele garante que é mais do dobro -, longe ainda assim dos 5,1 mil milhões de DeVos. Casada com o herdeiro da Amway (empresa pioneira na venda de produtos para o cuidado do lar), Betsy é uma conhecida filantropa e grande apoiante dos republicanos. À frente do Departamento de Educação, a empresária de 58 anos, promete defender o ensino privado.

Ainda na categoria dos multimilionários está Wilbur Ross. Filho de uma professora e de um juiz, chegou a pensar numa carreira como escritor de ficção, mas um estágio em Wall Street mudou o seu rumo. Conhecido como "rei da bancarrota" por comprar empresas à beira da falência mas com viabilidade na sua área, Ross apoiou Trump desde o início da campanha. O futuro secretário do Comércio, de 79 anos, é um crítico feroz dos "maus acordos comerciais" e do declínio da indústria norte-americana.

Oriundo da banca é também Steven Mnuchin. O futuro secretário do Tesouro fica-se pelos 46 milhões de dólares de fortuna pessoal, mas o homem que geriu as finanças da campanha de Trump está habituado a valores com muitos zeros. Judeu de Nova Iorque, formado em Yale, trabalhou no banco de investimento Goldman Sachs 17 anos antes de lançar o seu próprio negócio. O cinema foi uma das áreas em que investiu, tendo posto dinheiro em filmes como Avatar, o último Mad Max ou Esquadrão Suicida. Doador para as campanhas democratas no passado, segundo a Bloomberg o banqueiro terá como prioridade a reforma fiscal quando chegar ao Departamento do Tesouro. Ao contrário de Trump, que prometeu baixar os impostos às grandes empresas, Mnuchin parece mais empenhado em aliviar a classe média. "Vai haver um grande corte nos impostos da classe média, mas qualquer corte que se faça nas classes mais altas irá refletir-se na redução das deduções que os vão pagar."

Depois das críticas que enfrentou devido à escolha de Steve Bannon, próximo dos meios supremacistas brancos, como principal conselheiro, Trump voltou a estar na mira dos media quando nomeou Jeff Sessions. Apoiante de longa data do presidente eleito, o senador do Alabama, de 69 anos, tem uma carreira marcada pelas acusações de racismo. Uma piada sobre o Ku Klux Klan custou-lhe um lugar de juiz federal em 1986. Nos últimos anos, o advogado afirmou-se ainda contrário a uma amnistia para os 11 milhões de ilegais nos EUA. Mas Sessions não se opõe só à imigração ilegal, opõe-se a toda a imigração, tendo atacado os programas de vistos para trabalhadores estrangeiros nas ciências, matemáticas e tecnologia.

Radicais também são as posições de Tom Price. O congressista da Geórgia nomeado para secretário da Saúde é um dos maiores críticos do Obamacare, apoiando planos para acabar com o projeto de um seguro de saúde para todos. Contra o aborto, o médico de 62 anos pretende ainda acabar com os apoios federais ao planeamento familiar.

No feminino

As mulheres foram um dos temas mais controversos na campanha de Trump. Sobretudo quando surgiu um vídeo de 2005 em que garante que quando se é rico "elas fazem tudo o que quisermos". Acusado de misoginia, o republicano não se cansou de garantir que adora mulheres. E quando chegou a hora de escolher a sua equipa presidencial, Trump demorou - os primeiros nomeados foram todos homens, brancos e não muito jovens - mas acabou por dar um toque feminino. Primeiro com Betsy Devos para a Educação, depois com Nikki Haley para embaixadora dos EUA na ONU e Elaine Chao para secretária dos Transportes.

Governadora da Carolina do Sul, Haley fez campanha por Marco Rubio nas primárias republicanas e foi uma das vozes republicanas que exigiram que Trump divulgasse a sua declaração de impostos. Mas se atacou o tom duro do milionário, a filha de imigrantes indianos acabou por aceitar o seu convite para substituir Samantha Power como representante na ONU. Aos 44 anos, Haley é considerada uma estrela em ascensão do Partido Republicano. Casada com um militar e mãe de dois filhos, a governadora foi criada numa família sikh mas converteu-se ao cristianismo. No gabinete de Trump, garante a diversidade que os críticos acusam o presidente eleito de não querer.

Diversidade é o que traz a terceira mulher nomeada até agora para a administração Trump: Elaine Chao. Secretária do Trabalho de George W. Bush, Chao assume em janeiro a pasta dos Transportes. Casada com o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, e nascida em Taiwan, Chao tinha 8 anos quando chegou aos EUA. Tendo começado na banca, entrou na administração pública nos anos 80, tendo sido diretora do Peace Corps, expandindo as suas missões na Ásia.

O último reforço da equipa Trump é James Mad Dog Mattis. O general na reserva, veterano das guerras no Iraque e Afeganistão, ganhou a alcunha de "cão raivoso" nos campos de batalha mas também por não ter papas na língua. Crítico do acordo nuclear com o Irão, o militar, de 66 anos, vai chefiar o Departamento de Defesa.

  •  

03 DE DEZEMBRO DE 201600:41

Helena Tecedeiro

 

Pequim diz que telefonema entre líder de Taiwan e Trump é "manobra" sem consequências

 

PUB

MNE chinês garante que chamada não vai prejudicar o consenso internacional sobre "uma só China".

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, disse hoje que o telefonema entre a Presidente de Taiwan e presidente eleito dos EUA é "uma manobra engendrada por Taiwan"

"Não é mais do que uma manobra baixa engendrada por Taiwan, e não pode simplesmente alterar o quadro de uma só China integrado pela comunidade internacional", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês quando questionado num fórum diplomático pela Phoenix TV, segundo informação publicada no 'site' do canal de Hong Kong.

Segundo a Phoenix TV, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês disse que a chamada telefónica entre a Presidente de Taiwan e o Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, não iria alterar a polícia norte-americana de longa data em relação à China.

Wang disse que a designada política de "Uma China" é a base das relações entre os Estados Unidos e a China e que Pequim esperava que essa base não fosse "perturbada ou danificada".

O ex-presidente democrata Jimmy Carter declarou formalmente Pequim como único governo da China em 1979, o que pôs fim às relações diplomáticas formais dos EUA com Taiwan, onde Washington fechou a sua embaixada no ano seguinte.

O gabinete de Trump não esclareceu quem iniciou o contacto, se a chamada foi feita pelo multimilionário ou pela presidente taiwanesa, que chegou ao poder em maio.

Os especialistas em política externa afirmam que a chamada poderia alterar as relações entre os Estados Unidos e a China, independentemente de como foi encaminhada.

A China considera a ilha de Taiwan uma província "rebelde" e parte do território sob sua soberania.

 

Nove mortos e 25 desaparecidos após fogo numa festa 'rave'

 

PUB

Equipas de salvamento procuram vítimas entre os destroços

Pelo menos nove pessoas morreram e 25 foram dadas como desaparecidas na sequência de um incêndio numa festa 'rave' em Oakland, na Califórnia, segundo os meios de comunicação locais que citam os bombeiros.

O 'site' do jornal Mercury refere que, segundo os bombeiros, cerca de 70 pessoas estariam na festa de música eletrónica onde participava o músico Golden Donna.

O fogo deflagrou às 23:30 locais (07:30 em Lisboa) e só foi controlado ao início da manhã, estando as equipas de salvamento à procura de vítimas entre os destroços, adiantaram os bombeiros.

"Ainda temos muitas buscas para fazer no edifício e desconhecemos o número potencial de vítimas", disse a responsável dos bombeiros locais, Teresa Deloach-Reed, ao jornal East Bay Times.

Amigos e familiares das pessoas que se encontravam no local acorreram às redes sociais para obter informações sobre os desaparecidos, através da página do evento

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 03.12.2016

Corpos de jogadores da Chapecoense já chegaram ao Brasil

Os corpos de jogadores e dirigentes da Chapecoense, vítimas de um acidente aéreo na Colômbia, chegaram ao Brasil esta manhã de sábado.

O primeiro dos aviões Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB), procedente de Medellín, com os caixões dos futebolistas aterrou no aeroporto de Chapecó às 9.30 horas locais (11.30 em Portugal continental), após fazer uma escala técnica em Manaus, na região amazónica.

O presidente do Brasil, Michel Temer, o embaixador da Colômbia, Alejandro Borda, autoridades locais e familiares das vítimas esperavam no aeroporto de Chapecó, uma cidade de 200 mil habitantes do Estado de Santa Catarina, Brasil.

A queda do avião na segunda-feira causou a morte a 71 das 77 pessoas que seguiam a bordo, incluindo a maioria dos jogadores, dirigentes e jornalistas que acompanhavam a equipa, que se preparava para disputar a primeira mão da final da Taça Sul-Americana com os colombianos do Atlético Nacional.

Após uma cerimónia no aeroporto, iniciou-se o cortejo fúnebre até ao estádio Arena Condá, onde os corpos dos jogadores e dos restantes membros do clube serão velados por cerca de 100 mil pessoas.

O diretor de comunicação do clube, Andrei Copetti, informou, este sábado, que o presidente brasileiro assistirá ao velório coletivo, apesar de inicialmente ter sido dito que Temer só estaria no aeroporto à chegada.

Desde as primeiras horas da manhã que centenas de adeptos do clube se encontram à porta do estádio, apesar de chuva, para se despedirem dos seus ídolos.

Desde o acidente, na passada segunda-feira, que o estádio Arena Condá se converteu num memorial improvisado, onde amigos e vizinhos colocam mensagens de agradecimento aos malogrados futebolistas deste clube de Santa Catarina que ia disputar a sua primeira final internacional.

A FIFA anunciou que o presidente, Gianni Infantino, estará presente no funeral. A Chapecoense ia disputar a primeira mão da final da Taça Sul-americana com os colombianos do Atlético Nacional, em Medellín, mas na segunda-feira (madrugada terça-feira em Lisboa), o avião em que seguiam despenhou-se em Cerro Gordo, na Colômbia, provocando a morte a 71 das 77 pessoas que seguiam bordo.

Entre as 71 vítimas mortais, estão 19 dos 22 jogadores da Chapecoense que viajaram para a Colômbia. Os sobreviventes são três jogadores, dois tripulantes e um jornalista.

Professor morto à facada por aluno em universidade dos EUA

Um professor foi morto à facada numa universidade em Los Angeles, na sexta-feira, e um estudante, suspeito de ser o autor do crime, foi detido, informou uma porta-voz da polícia.

A polícia não revelou a identidade da vítima ou do suspeito.

Outra porta-voz do corpo de bombeiros de Los Angeles, Meghan Aguila, disse que a vítima tinha cerca de 25 anos e foi declarada morta no campus da University of Southern California (USC), onde ocorreu o crime.

Esta universidade tem 44 mil alunos, incluindo mais de 10 mil estudantes internacionais.

Chuva forte deixa vários carros parcialmente submersos em Corroios

Algumas viaturas ficaram parcialmente submersas pela água numa rua de Corroios, no Seixal, na sequência das fortes chuvas que afetaram a região de Setúbal, este sábado.

Num vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver a Avenida Rui Grácio, em Corroios, Seixal, completamente inundada, com o nível da água a atingir portas de habitações e viaturas.

Desde as 14 horas que a chuva atingiu fortemente sobre a região de Setúbal, com maior incidência nos concelhos de "Barreiro, Seixal, Almada e Setúbal", segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal.

A chuva e o vento provocaram 69 ocorrências no distrito de Setúbal, até às 18 horas, a maioria inundações na via pública e em habitações, sem vítimas ou danos materiais significativos, disse fonte dos bombeiros.

Segundo o CDOS, foram ainda registadas quatro quedas de árvores e uma queda de estrutura.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 03.12.2016

François Hollande afasta candidatura


3 de Dezembro, 2016

O Presidente francês, François Hollande, anunciou quinta-feira que não se vai recandidatar à Presidência do país nas eleições marcadas para o próximo ano.

O anúncio, feito através da rede de televisão, põe fim às dúvidas em torno do assunto.Em declarações ao país, François Hollande anunciou que não se vai recandidatar. Como referiram alguns de meios de comunicação social internacionais, é a primeira vez na história moderna de França que um Presidente em exercício não se recandidata. “Decidi que não serei candidato”, afirmou.
François Hollande, recorde-se, tem convivido com índices baixos de popularidade. A sua decisão de não se voltar a candidatar surge poucos dias após as primárias da direita terem dado a vitória ao antigo primeiro-ministro François Fillon.
O ex-governante é visto como o favorito a vencer na primeira volta e, caso as sondagens se confirmem, deverá contar com a líder da extrema-direita francesa, Marine la Pen, da Frente Nacional, como adversária na segunda volta.

Marine le Pen

A candidata da extrema-direita às presidenciais francesas Marine le Pen considerou que a decisão do Presidente socialista em exercício, François Hollande, de não se recandidatar é uma resposta ao fracasso do seu mandato.
A presidente da Frente Nacional (FN) afirmou não ter ficado surpreendida com a renúncia de Hollande, que “marca o grande fracasso do quinquénio do Chefe de Estado e do Partido Socialista no seu todo”, nem com a do ex-Presidente Nicolas Sarkozy, que perdeu as primárias do partido Os Republicanos, a 20 de Novembro.
O ex-primeiro-ministro François Fillon, que desempenhou o cargo durante os cinco anos do mandato de Sarkozy, entre 2007 e 2012, foi o vencedor das primárias da direita, com dois terços dos votos na segunda volta, frente a Alain Juppé.
“Contra mim, vão estar os seus duplos, que, frequentemente, têm os defeitos dos protagonistas sem as suas poucas qualidades”, declarou sobre a candidatura à presidência francesa de Fillon, e a possível do actual Chefe de Governo de Hollande, Manuel Valls.
Valls confirmou no domingo que vai concorrer às primárias socialistas, em Janeiro.
Marine le Pen afirmou que Fillon e Valls “vão procurar fazer crer que não têm qualquer responsabilidade no balanço, no passivo dos mandatos de Nicolas Sarkozy e de François Hollande”.
A líder da FN sublinhou que se vai encarregar de lembrar que os dois “têm uma responsabilidade total nas políticas concretizadas.”
Já para o presidente do Movimento Democrata (MoDem), François Bayrou, o Chefe de Estado francês foi “obrigado e forçado” a tomar aquela decisão, devido aos resultados do seu mandato.
Num comunicado, Bayrou sublinhou que, apesar de François Hollande querer apresentar uma imagem positiva, os franceses “conhecem a outra cara” da sua presidência. “A nação francesa enfrenta muitas ameaças” como o terrorismo e “a perda de sustentação económica” e “não sai nem mais forte, nem mais unida” deste mandato que foi “um fracasso”, disse.
Bayrou deverá anunciar nos próximos dias se também é candidato à presidência francesa.

 

 

Terroristas do Estado Islâmico podem utilizar carros-bomba


3 de Dezembro, 2016

As redes terroristas como o grupo extremista Estado Islâmico estão a alterar as suas tácticas para atacar alvos na Europa, podendo vir a usar carros-bomba, advertiu ontem o Serviço Europeu de Polícia (Europol).

Os ataques jihadistas em Estados membros da União Europeia ainda não envolveram “o uso de explosivos artesanais, comerciais ou militares em veículos armadilhados”, como na Síria ou no Iraque, refere a Europol num relatório publicado em Haia.
Mas, “atendendo ao facto de que o 'modus operandi' usado nos países do Médio Oriente tende a ser copiado por elementos terroristas na Europa... é concebível que grupos jihadistas usem este meio em determinada altura”, sustentou a agência.
Os responsáveis pelos ataques em Paris, há um ano, e em Bruxelas, em Março, quiseram usar esses meios até que a acção da Polícia os fez mudar de planos, refere o relatório da Europol. Os atentados terroristas de 13 de Novembro de 2015 em França causaram 130 mortos em Paris e na região de Saint-Denis (subúrbio a norte). Na Bélgica, bombistas suicidas atacaram o aeroporto internacional de Bruxelas e uma estação de metro perto da sede da União Europeia (UE) a 22 de Março, causando a morte de 32 pessoas.
O relatório de 14 páginas, uma actualização sobre os métodos e tácticas usadas pelo Estado Islâmico, também refere que especialistas em terrorismo estavam preocupados com a possibilidade de a Líbia, país dilacerado por conflitos, poder evoluir para um “segundo trampolim para o Estado Islâmico, pós-Síria, para ataques na UE e Norte da África.
Desde a morte do líder líbio, Muammar Kadhafi, há cinco anos, o país do norte de África tem sido assolado pela violência e instabilidade política.
“Peritos estimam que o Estado Islâmico comece a planear e a levar a cabo ataques a partir da Líbia, se chegar ao fim a fase actual, em que (grupos) estão sobretudo preocupados em tomar o território e livrar-se dos inimigos locais”, disse. As forças de segurança da Europa prenderam 667 suspeitos de actividades jihadistas em 2015, acrescentou o relatório.

 

 

Reféns em Paris foram libertados


3 de Dezembro, 2016

A polícia de intervenção conseguiu libertar ontem as seis pessoas que foram feitas reféns ontem numa agência de turismo em Paris, França.

O autor do sequestro, que entrou armado no estabelecimento da Asieland (região de Massena, perto da Porta de Itália), não estava no local e encontra-se em fuga. O homem está armado com um revólver, segundo a polícia. Foi estabelecido um perímetro de segurança no “13ème arrondissement”, na periferia da cidade. Não foi dito se alguns dos reféns estão feridos.

 

 

Cavernas raras descobertas na China


3 de Dezembro, 2016

Foram descobertos 49 buracos e 50 funis geológicos num relevo cársico na cidade de Hanzhong, a nordeste da província de Shaanxi, na China, anunciou a Academia Chinesa de Ciências Geológicas.

 

Este aglomerado de cavernas terá surgido depois da dissolução química das rochas que compõem o terreno, a maior parte das quais de natureza calcária, as que mais sofrem da erosão da água e do vento. Este é o maior complexo de cavernas alguma vez descoberto no mundo. E nunca antes tinha sido encontrado um complexo deste género tão a norte.
De entre as quarenta e nove cavernas descobertas, uma tem um diâmetro de 520 metros, outras dezoito têm um diâmetro de entre 300 e 500 metros e as restantes não ultrapassam os 100 metros. A maior parte delas não atinge uma profundidade superior a 100 metros.
As cavernas foram descobertas em Fevereiro por uma equipa de expedição geológica, mas só começaram a ser exploradas nos últimos dias do mês passado. Por estarem tão isoladas das restantes, estes buracos estão especialmente bem preservados.
O Departamento de Terrenos e Recursos de Shaanxi explicou à agência noticiosa Xinhua que estes buracos são “raros, completos e extraordinários” e que têm “valor científico e turístico”. É que estruturas como estas só existem na China, México e Papua Nova Guiné: desenvolvem-se verticalmente, não na horizontal como a maior parte das cavernas pelo resto do mundo. Das 130 cavernas com estas características encontradas no mundo – baptizadas de “Tiankeng” por um geólogo em 2001 - 90 estão na China. E têm grande interesse biológico porque são habitats muito favoráveis de várias espécies animais e vegetais, principalmente por estarem afastadas da acção humana.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 20.12.2016

 

Caminhão foi jogado de propósito sobre as pessoas, diz polícia de Berlim

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 20/12/2016 03:44:00

A polícia de Berlim afirmou, na manhã desta terça-feira, que o ataque a uma feira natalina que deixou ao menos 12 mortos e 50 feridos foi feito de propósito. Um caminhão atropelou dezenas de pessoas na noite desta segunda-feira.

"Nossos investigadores estão trabalhando com a suposição de que o caminhão foi jogado deliberadamente sobre as pessoas", escreveu a força policial no Twitter.

Também no Twitter, a polícia berlinense afirmou que a ação foi um "provável ataque terrorista".

Síria e EUA condenam assassinato de embaixador russo na Turquia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 19/12/2016 23:55:00

Representantes dos governos da Síria e dos Estados Unidos condenaram o assassinato do embaixador da Rússia na Turquia, Andrei Karlov, em uma exposição de fotos em Ancara nesta segunda-feira. O Ministério de Relações Exteriores sírio chamou o ataque de "terrorista e covarde" em um comunicado emitido hoje.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse que o incidente era um "ataque desprezível" e "uma agressão ao direito de todos os diplomatas de avançarem e representarem suas nações pelo mundo". Kerry ainda afirmou que seu país está pronto para fornecer ajuda a Rússia e à Turquia nas investigações.

O canal diplomático entre Rússia e Turquia é um dos mais importantes na guerra civil síria. Os diplomatas desses países chegaram em acordo em Ancara, na semana passada, para evacuar a oposição do governo sírio em Alepo após meses de bombardeios que matou centenas de civis - alguns apoiados pela Turquia.

Após matar o embaixador, o agressor gritou, "Não esqueçam de Alepo!". O homem foi morto pela polícia. (Matheus Maderal, com informações da AP)

Trump associa incidentes na Alemanha e na Turquia a terroristas islâmicos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 19/12/2016 23:55:00

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que terroristas islâmicos eram os culpados pela morte do embaixador turco, Andrei Karlov, na Turquia, e pelo ataque com caminhão em um mercado de natal em Berlim, que deixou pelo menos 12 mortos nesta segunda-feira.

Embora as autoridades alemãs ainda estejam prosseguindo com as investigações sobre o ataque, a Casa Branca também disse mais cedo que o incidente "parece ter sido um ataque terrorista".

Os comentários de Trump não oferecem nada que sustente a sua acusação de que terroristas islâmicos estão por trás dos ataques. Ele diz que eles e o Estado Islâmico estão matando continuamente cristãos em suas comunidades e locais de culto como parte de sua jihad global.

O presidente eleito ainda acrescentou que os terroristas devem ser "erradicados da face da terra" e promete prosseguir com essa missão ao lado de todos "os parceiros amantes da liberdade".

Sobre o assassinato do embaixador russo na Turquia, Trump disse que o ataque era uma "violação de todas as regras da ordem civilizada". Ele acrescentou que Karlov foi assassinado por um "terrorista islâmico radical".

Autoridades turcas disseram que homem que matou o embaixador era Mevlut Mert Altintas, membro da polícia de Ancara, que foi morto a tiros pela polícia após o incidente. Altintas gritou em turco sobre a cidade de Apelo e também gritou "Allahu akbar", em árabe - "Deus é grande", em português. Fonte: Associated Press.

Camada de gelo da Antártica tem impacto na mudança do clima, dizem pesquisadores

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 14/12/2016 15:24:05

De acordo com os pesquisadores, a descoberta, entre outros achados, pode ajudar a explicar por que o gelo marinho no Hemisfério Sul tem aumentado, apesar do aquecimento do resto da Terra

Uma equipe de pesquisadores internacionais concluiu que a camada de gelo da Antártica desempenha papel importante na variação climática regional e global.

De acordo com os pesquisadores, a descoberta, entre outros achados, pode ajudar a explicar por que o gelo marinho no Hemisfério Sul tem aumentado, apesar do aquecimento do resto da Terra.

Os modelos climáticos globais observados nos últimos milhares de anos não conseguiram explicar a variação climática observada no registro paleoclimático, disse Pepijn Bakker, ex-pesquisador pós-doutorado da Oregon State University (OSU) e agora atuando no Centro Marum para Estudos Ambientais Marinhos, da Universidade de Bremen, na Alemanha.

"Uma coisa que determinamos logo de início foi que virtualmente todos os modelos do clima tiveram a camada de gelo da Antártica como entidade constante," disse Bakker, autor principal do estudo que está sendo publicado esta semana na Revista Nature.

"Era um pedaço estático de gelo, apenas parado lá." O que descobrimos, no entanto, é que a camada de gelo sofreu numerosos pulsos de variação, que tiveram efeito cascata em todo o sistema climático ".

 

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 20.12.2016

 

EI teria assumido autoria de ataque em mercado de Natal

Grupo iraquiano teria confimado informação

Agência ANSA

 

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) teria assumido a autoria do ataque de um caminhão ao mercado de Natal de Berlim, informou a coalizão das milícias iraquianas PMU, que combate os extremistas no Iraque. 

A informação teria sido coletada em um dos canais de comunicação do EI, mas não foi confirmada por autoridades. 

Polícia teria detido motorista de caminhão em Berlim

Agência ANSA

 

O motorista do caminhão que invadiu um mercado em Berlim nesta segunda-feira (19) teria sido detido pela Polícia local, informa mídia alemã. Outro homem teria sido tirado do banco do passageiro do veículo, mas a pessoa estaria sem vida.

Mais de 45 morrem na Sibéria após beberem óleo de banho

Garrafa de 25ml do líquido era vendida a 60 centavos de euros

Agência ANSA

 

Ao menos 48 pessoas morreram nesta segunda-feira (19) em Irkutsk, na Sibéria (Rússia), após ingerirem um óleo para banho que continha álcool tóxico.    

De acordo com o procurador regional, Stanislav Zubovski, cerca de 54 pessoas foram hospitalizadas nos últimos três dias depois de terem bebido o líquido. Segundo autoridades russas, o líquido foi apresentado como um óleo de banho perfumado com espinheiro-branco. Cada garrafa de 25 mililitros era vendida a 40 rublos (aproximadamente 60 centavos de euros).    

O prefeito de Irkutsk, Dimitri Berdnikov, decretou estado de emergência na cidade de 600 mil habitantes, e prometeu "encontrar e punir os responsáveis", segundo o site do município. A polícia descobriu o local de fabricação da bebida e deteve seus dois proprietários, assim como cinco pessoas acusadas de comercializar o produto. Além disso, as autoridades apreenderam mais de 500 litros do líquido.    

"É uma tragédia espantosa", declarou Dimitri Peskov, porta-voz do Kremlin. Já o primeiro-ministro, Dimitri Medvedev, ordenou que o governo solucione o problema e disse que a venda do produto é uma "vergonha absoluta".    

As colônias baratas e as loções com álcool são vendidas sem as restrições que são aplicadas às bebidas alcoólicas e são consumidas pelos mais pobres na Rússia.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 20.12.2016

 

 

Putin diz que assassinato de Andrei Karlov é "uma provocação" para gorar relações russo-turcas

PUB

Presidente russo anunciou ter enviado investigadores para Ancara

O Presidente russo, Vladimir Putin, considerou hoje o assassinato do embaixador russo na Turquia "uma provocação" destinada a prejudicar a cooperação entre Moscovo e Ancara e os esforços para resolver o conflito na Síria.

"O crime que foi cometido é, sem dúvida, uma provocação destinada a perturbar a normalização das relações russo-turcas e o processo de paz na Síria", para o qual contribuem ativamente a Rússia, a Turquia e Irão, afirmou Vladimir Putin, em declarações à televisão russa.

Para o Presidente russo, "só pode haver uma resposta" para esta provocação: "intensificar a luta contra o terrorismo".

Esta afirmação foi feita durante uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros e responsáveis dos serviços de informação, acompanhada pela televisão russa.

Vladimir Putin anunciou que Moscovo enviou investigadores para Ancara, depois de ter recebido luz verde do Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

O embaixador russo Andrei Karlov estava a discursar em Ancara, no âmbito de uma exposição de fotografia, quando um homem abriu fogo contra ele, e não resistiu aos ferimentos de bala.

Segundo testemunhas, o homem que disparou contra o embaixador russo gritou "Alepo" e "vingança" quando abriu fogo.

Andrei Karlov, 62 anos, era embaixador na Turquia desde 2013.

Pelo menos outras três pessoas ficaram feridas no ataque, que acontece após vários protestos na Turquia para contestar o papel da Rússia na Síria.

Moscovo é um forte aliado do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, enquanto a Turquia apoia a oposição que pretende derrubar o líder sírio.

 

Seis detidos relacionados com homicídio do embaixador russo na em Ancara

PUB

O pai, a mãe e a irmã do alegado assassino, Mevlüt Mert Altintas, foram detidos durante a noite em Soka, cidade natal do atacante, no oeste da Turquia

As forças de segurança turcas detiveram seis pessoas no âmbito do caso do homicídio do embaixador russo Andrey Karlov na capital turca, informou hoje a estação NTV.

O pai, a mãe e a irmã do alegado assassino, Mevlüt Mert Altintas, foram detidos durante a noite em Soka, cidade natal do atacante, situada no oeste da Turquia.

Altintas era polícia e estava há dois anos e meio nas forças antimotim.

O jornal da oposição Hürriyet informou que uma das pessoas detidas é o companheiro de casa do alegado autor do crime em Ancara.

Segundo a imprensa local, a polícia está a investigar a ligação entre o assassino e a organização do clérigo muçulmano Fethullah Gülen, autoexilado nos Estados Unidos desde 1999 e que se converteu num crítico aberto do Presidente, e que Ancara acusa de estar por detrás do fracassado golpe do passado 15 de julho.

Estes meios de comunicação referem que a escola de polícia em que Mevlüt Mert Altintas se formou tem ligações ao Fethullah Gülen.

As autoridades turcas impuseram hoje um 'blackout' temporário sobre a cobertura do tiroteio do embaixador russo na Turquia, segundo a Associated Press (AP).

A ordem que impede a cobertura dos factos, proíbe temporariamente as reportagens, imagens e comentários que não sejam feitos pelas autoridades oficiais, adianta a AP.

Isto afeta toda a cobertura jornalística distribuída dentro de Turquia e órgãos de comunicação social são aconselhados a procurar assessoria legal se pretenderem transmitir notícias para o próprio país.

O embaixador russo Andrei Karlov estava a discursar em Ancara, no âmbito de uma exposição de fotografia, quando um homem abriu fogo contra ele, e não resistiu aos ferimentos de bala.

Segundo testemunhas, o homem que disparou contra o embaixador russo gritou "Alepo" e "vingança" quando abriu fogo.

Andrei Karlov, 62 anos, era embaixador na Turquia desde 2013.

A cem metros do local do homicídio do embaixador russo, um homem abriu fogo esta madrugada em frente à embaixada dos Estados Unidos, antes de ser detido por guardas da segurança da delegação diplomática. Este incidente não causou vítimas.

Estados Unidos e Irão anunciaram o encerramento das respetivas embaixadas e consulados na Turquia durante o dia de hoje.

Angela Merkel de luto após ataque em mercado de Natal

PUB

Chanceler alemã está reunida com ministro do Interior

O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, lamentou no Twitter pelo incidente desta segunda-feira que provocou nove mortos e pelo menos 50 feridos em Berlim. Seibert, que falava também em nome da chanceler alemã Angela Merkel, disse que o país está de "luto" e que espera que os feridos consigam obter ajuda.

Merkel ainda não se manifestou pessoalmente sobre o ataque no mercado de Natal, mas segundo o porta-voz, está em conversações com o ministro do Interior e o autarca da cidade.

Costa de Itália recebeu neste ano um número recorde de refugiados

PUB

Acordo entre a UE e a Turquia e o fecho da rota dos Balcãs contribuíram para a queda das entradas pela Grécia

Foram 178 802 os refugiados que chegaram até à última quarta-feira à Europa através da costa de Itália, um número recorde desta rota de migração, que bate assim o fluxo de entradas via Grécia. O acordo entre a União Europeia e a Turquia e o encerramento da rota dos Balcãs são os principais motivos. Número de mortes também é o mais alto.

"Olhando para a Europa, as entradas na Grécia e na Itália representam 93% das 381 307 chegadas em 2016 (até 14 de dezembro). De forma proporcional, quase todas as novas chegadas em 2016 foram pelo mar (93,6%). Apenas 6,3% (24 058) dos migrantes em 2016 entraram na Europa por terra, através de Bulgária, Grécia e Espanha", refere um documento divulgado na sexta-feira da Organização Internacional para as Migrações (OIM). "De sublinhar que as chegadas a Itália ultrapassaram neste ano as chegadas à Grécia", nota o mesmo relatório, intitulado Fluxos de Migração para a Europa - Compilação do Mediterrâneo.

De acordo com esta agência das Nações Unidas, o panorama do fluxo de migrantes para a Europa mudou durante o decorrer deste ano. O número de refugiados vindos de Síria, Iraque e Afeganistão diminuiu, ao passo que aumentou a chegada de oriundos de África, principalmente Nigéria e Eritreia.

"Até ao final de maio, migrantes de Síria, Iraque e Afeganistão eram 68% do total de chegadas, mas no final de novembro esse valor tinha caído para 42,8%", pode ler-se nos dados da OIM. Esta alteração de fluxo de nacionalidades, reflete-se também na porta de entrada na Europa, já que a Grécia recebe mais refugiados de Síria (46,6%), Afeganistão (24,2%) e Iraque (15,2%). Enquanto a Itália chega uma maior variedade de nacionalidades, lideradas por nigerianos (21%), eritreus (11,7%), guineenses (7,2%), entre outros.

Estas mudanças estão relacionadas com o encerramento da rota dos Balcãs e União Europeia-Turquia, ambos em março, que contribuíram para uma descida significativa das chegadas à Grécia - até ao dia 14 foi registada a entrada de 172 813 refugiados, no ano passado, tinham sido 1 033 029. O que representa uma queda de 83%.


No que diz respeito a Itália, o número de refugiados subiu 115%. E a Guarda Costeira do país nota também uma mudança das táticas dos traficantes - são usados barcos mais pequenos e existem cada vez mais partidas simultâneas. "Nos últimos anos, os traficantes enviavam barcos maiores, sempre com um telefone por satélite. Agora, são quatro canoas com um único telefone", explicou hoje à AFP Sergio Liardo, diretor do centro de coordenação das operações de salvamento de Roma, que controla a maior parte das águas entre a Líbia e Itália, cerca de 500 mil Km2 .
Um outro documento da Organização Internacional para as Migrações dá conta que, até à passada sexta-feira, 7189 refugiados e migrantes tinham morrido, ou estavam desaparecidos, nas rotas migratórias. E como nos dois anos anteriores, o número de mortes nas três principais rotas mediterrânicas que ligam o Norte de África e o Médio Oriente à Europa "representam mais de 60% das mortes a nível mundial", refere a OIM.

"Este é o mais alto número anual que a OIM alguma vez registou, representando uma média de 20 mortes por dia e sugerindo que a morte de outros 200-300 homens, mulheres e crianças poderão ainda ser registados a nível mundial antes de o ano acabar", adianta o relatório desta agência da ONU. Em 2014, o número de mortos foi de 5267 e no ano seguinte de 5740.

Morreu uma das últimas estrelas da idade de ouro de Hollywood

EPA/STF

PUB

Na história de Zsa Zsa Gabor, as marcas do glamour são indissociáveis da sua própria caricatura - a atriz faleceu aos 99 anos.

Para várias gerações de espectadores, mesmo os que nunca viram um dos seus filmes, ela vai ficar como um dos símbolos mais universais de Hollywood e do seu glamour: Zsa Zsa Gabor não resistiu a um ataque cardíaco e faleceu no domingo, dia 18, na sua casa de Bel-Air, Los Angeles, contava 99 anos.

Esboçar o seu retrato será sempre um misto de objetividade e ironia, aliás de acordo com uma atitude de elegante frivolidade que ela cultivou ao longo de muitas décadas de fama. De tal modo que os marcos da sua carreira cinematográfica ficam quase sempre secundarizados face a outras proezas de uma exuberante e bem-disposta existência. Na lista de tais proezas, além de uma estalada dada a um polícia de Beverly Hills que, em 1989, a apanhou a conduzir o seu Rolls-Royce com a carta de condução caducada, constam nove heroicos casamentos, incluindo-se entre os consortes o magnata da hotelaria Conrad Hilton e o ator George Sanders. Pedagogicamente, gostava de explicar que "uma mulher deve casar por amor, e continuar a casar-se até o encontrar". Isto sem esquecer, claro, que as pequenas atribulações inerentes às separações lhe permitiram corrigir o sentido original da célebre canção de Marilyn Monroe : "Aprendi que não são os diamantes, mas os advogados de divórcios, os melhores amigos de uma mulher."

Tudo começou na Hungria, em Budapeste, onde nasceu a 6 de fevereiro de 1917, no seio de uma família judia que acabaria por fugir à ameaça nazi. Em 1936, portanto aos 19 anos, era eleita Miss Hungria; no começo dos anos 40, ela e as suas duas irmãs, Magda e Eva, já estavam nos EUA, criando ligações com o vasto mundo do entertainment. Muitas vezes, o nome de Zsa Zsa surge erradamente associado à popular série televisiva Green Acres/Viver no Campo (1965-1971), protagonizada pela irmã Eva, ao lado de Eddie Albert.

Bailarina de can-can

A sua interpretação mais famosa aconteceu em Moulin Rouge (1952), de John Huston, biografia ficcionada do pintor Toulouse-Lautrec (interpretado por José Ferrer), em que compunha a figura de Jane Avril, lendária bailarina de can-can. Surgiu também, por exemplo, em Lili (1953), musical com Leslie Caron, na comédia O Rei do Circo (1954), com a dupla Jerry Lewis/Dean Martin, e ainda num pequeno papel na obra--prima de Orson Welles, A Sede do Mal (1958), como dona de um clube de striptease. Entre os seus títulos mais exóticos inclui-se a ficção científica de série B Queen of Outer Space/Garotas do Outro Espaço (1958), de Edward Bernds.

Como aconteceu com vários atores e atrizes cujas carreiras tinham começado ao logo dos anos 40/50, Zsa Zsa Gabor foi encontrando cada vez menos oportunidades nos filmes da década de 60, surgindo com mais frequência em séries televisivas como Mister Ed, The Dick Powell Show ou The Bob Hope Show. Ilustrando a sua condição de símbolo nostálgico da idade de ouro de Hollywood, em muitas das suas participações no cinema veio a assumir, com evidente boa disposição caricatural, o seu próprio papel; entre os exemplo mais insólitos inclui-se uma breve participação no filme de terror Pesadelo em Elm Street 3 (1987), de Chuck Russell.

Só mesmo os crescentes problemas de saúde a levaram a abandonar, em meados dos anos 90, os eventos sociais em que tanto gostava de aparecer. Escreveu uma autobiografia, My Story, em 1960. Publicou ainda mais três livros cujos títulos podem resumir a sua festiva atitude perante a vida: Guia Completo de Zsa Zsa para os Homens (1969), Como Apanhar Um Homem, Como Conservar Um Homem, Como Ver-se Livre de Um Homem (1970) e, por fim, Uma Vida não Basta (1991).

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 20.12.2016

 

Identificado suspeito de ataque em Berlim

Um jornal alemão identificou o suspeito do ataque de segunda-feira à noite em Berlim como "Naved B.", um cidadão paquistanês de 23 anos.

O suspeito nascido a 1 de janeiro de 1993, revela o "Die Welt", terá sido detido a cerca de dois quilómetros do local do ataque, depois de ter sido perseguido por uma testemunha. O suspeito entrou na Alemanha como requerente de asilo, em fevereiro deste ano, revela ainda o jornal alemão.

Segundo as primeiras investigações policiais, Naved terá roubado o camião a um condutor polaco, que será a vítima mortal encontrada dentro do veículo após o ataque. A morte deste passageiro ainda está envolta em algum mistério, mas imprensa internacional afirma que terá sido assassinado à facada.

O primo do condutor polaco do camião afirma que este estaria a transportar vigas metálicas a partir de Itália e que teria de fazer uma pausa na viagem em Berlim, mas que não teve notícias dele desde segunda-feira de manhã.

Durante a noite, revela a BBC, as forças especiais alemãs terão invadido instalações no aeroporto de Tempelhof, onde o suspeito terá vivido enquanto refugiado.

Tiros frente à embaixada dos EUA na Turquia

Um homem abriu fogo em frente da embaixada norte-americana em Ancara sem causar vítimas, informou a chancelaria, anunciando que todas as representações diplomáticas dos Estados Unidos na Turquia serão encerradas esta terça-feira.

O incidente ocorreu às 3.50 (00.50 em Portugal continental) frente à entrada principal da embaixada e o autor dos disparos foi detido pela polícia, informou a representação diplomática em comunicado.

"Um indivíduo aproximou-se do portão principal da embaixada dos EUA em Ancara e descarregou uma arma de fogo", refere o comunicado.

Na sequência do incidente, a embaixada em Ancara e os consulados norte-americanos em Istambul e Adana vão estar encerrados durante o dia de hoje.

Este incidente foi registado depois de o embaixador russo ter sido assassinado na capital turca na segunda-feira.

.

Trump consegue 270 votos no Colégio Eleitoral e garante presidência

 

Donald Trump conseguiu, esta segunda-feira, os 270 votos no Colégio Eleitoral, para ser formalmente eleito Presidente dos Estados Unidos da América.

Nas eleições presidenciais norte-americanas, o voto dos eleitores é indireto e vai para um Colégio Eleitoral, solução estabelecida na Constituição dos Estados Unidos e na 12.ª Emenda (adotada em 1804).

O Colégio é constituído por delegados representativos dos 50 estados norte-americanos, e da capital federal, Washington, que conta com três "grandes eleitores".

Cada estado federal tem direito a um determinado número de "grandes eleitores", distribuição que depende da população do estado e da sua representatividade, no Congresso norte-americano.

Donald Trump será empossado a 20 de janeiro, numa cerimónia pública junto ao edifício do Capitólio, em Washington.

Avião caiu a tentar aterragem de emergência na Rússia

Pelo menos 32 pessoas ficaram feridas, incluindo 16 com gravidade, na sequência da queda de um avião militar russo, quando tentava realizar uma aterragem de emergência na Sibéria.

O avião Ilyushin-18 transportava 32 pessoas e fez uma aterragem de emergência por volta das 4.45 horas na hora de Moscovo (1.45 GMT) no leste da região siberiana de Sakha.

Todos sobreviveram, mas 16 ficaram feridos com gravidade, informou a agência RIA Novosti, citando o Ministério da Defesa.

Um porta-voz dos serviços de emergência disse à agência Interfax que uma falha técnica ou as más condições meteorológicas na zona poderão ter sido as causas do acidente. A aeronave tentava realizar uma manobra de emergência num aeródromo militar da era soviética, mas acabou por cair a cerca de 30 quilómetros do local.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 20.12.2016

Moscovo e Teerão analisam conflito


20 de Dezembro, 2016

Os ministros das Relações Exteriores e Defesa da Rússia, Turquia e Irão avaliam hoje, em Moscovo, a possibilidade de avançar com novas iniciativas políticas para dar maior sustentabilidade ao clima de acalmia vigente em algumas cidades do país.


“A reunião vai abordar a regulação do conflito sírio e propõe contribuir no cumprimento das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, afirma o comunicado do Kremlin. De acordo com fontes iranianas, a reunião foi preparada a partir de conversas telefónicas pelos ministros da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, e do Irão, Hussein Dehgan. Rússia e Irão estão no mesmo lado na Síria, onde apoiam o Governo a nível político e militar, já que os aviões russos e as milícias iranianas participam activamente nos combates.
Enquanto isso, russos e turcos aproximaram-se até ao ponto  de o acordo de evacuação de civis e combatentes rebeldes da cidade de Aleppo ser encerrado pelo Presidente Vladimir Putin e por Recep Tayyip Erdogan, Chefe do Estado turco. 
O líder russo, Vladimir Putin, anunciou um acordo com Recep Erdogan para convocar uma rodada de negociações no âmbito da regulação pacífica do conflito sírio em Astana, capital cazaque. Para isso, disse que Moscovo e Ancara mantêm negociações com a rebelião síria para conseguir o mais rápido possível um cessar-fogo em toda a Síria. 
Além disso, depois do atentado que causou no sábado a morte de 13 militares turcos, Putin pediu que Erdogan responda com uma luta mais firme contra o terrorismo.
Após ameaçar vetar o projecto de resolução francesa, O Governo da Rússia está de acordo com o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e com as potências ocidentais para elaboração de um documento que permita a entrada de técnicos para supervisionar a evacuação de civis e combatentes rebeldes de cidades como Aleppo.

 

Novas propostas para Moçambique


20 de Dezembro, 2016

O Presidente moçambicano anunciou ontem ter proposto à Renamo a criação de um grupo de trabalho especializado, “sem distinção política” nem a presença do actual grupo de mediadores para um acordo de paz com o maior partido de oposição.

Ao proferir o discurso anual sobre o Estado da Nação no Parlamento, Filipe Nyusi lamentou não ter sido ainda possível encontrar-se com o presidente da segunda maior força política do país e voltou a manifestar disponibilidade para se encontrar com Afonso Dhlakama “em qualquer capital provincial do país”.
Filipe Nyusi disse que a delegação governamental apresentou à Renamo a proposta de criação de “um grupo de trabalho inclusivo e especializado”, cujas conclusões serviriam de base para as discussões entre Governo e Renamo, e, uma vez alcançado o consenso entre as partes, seguiria um documento para aprovação na Assembleia da República, na actual legislatura, que termina em 2019.
“Esse grupo de trabalho seria nomeado pelo Presidente da República e constituído por cidadãos sem distinção política a serem indicados por mim e pelo líder da Renamo”, explicou o Chefe do Estado moçambicano no discurso do estado da nação, que este ano, ao contrário de 2015, não foi boicotado pelos deputados da Renamo.
O grupo de trabalho, prosseguiu, pode ser acompanhado e monitorado por especialistas nas áreas de descentralização e constitucionalismo, mas não necessariamente os actuais mediadores internacionais.
“A posição da delegação do Governo moçambicano é clara, enquanto se debatem estes assuntos é absolutamente necessária a cessação de hostilidades no país”, declarou e afirmou que “esta proposta pode constituir uma grande viragem na vida dos moçambicanos”. Apesar da criação de um grupo separado, o Chefe de Estado dirigiu “votos de encorajamento aos membros da actual comissão mista e aos mediadores” e os exortou a “continuar a envidar todos os esforços no sentido de se criar as condições necessárias para se concretizar a proposta apresentada”.
Os trabalhos da comissão mista das delegações do Governo e da Renamo pararam na semana passada sem acordo sobre o pacote de descentralização exigido pelo partido de Afonso Dhlakama para cessar a crise política e militar em Moçambique. Os mediadores abandonaram Maputo e sublinharam que só regressam se forem convocados pelas partes. A discussão sobre descentralização surge na sequência da exigência do maior partido de oposição de governar as seis províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014.
No início do processo negocial já tinha sido indicada uma subcomissão nas negociações para elaborar um pacote legislativo, que, entre os pontos em avaliação, analisava a possibilidade de uma revisão constitucional.
Em Outubro, a equipa de mediação internacional apresentou às partes uma proposta com os “princípios sobre a descentralização” e o documento foi discutido durante várias sessões da comissão mista. Os mediadores tentaram harmonizar o documento às posições das duas partes, mas não conseguiram cumprir com o prazo estipulado para a sua submissão ao Parlamento, que era até ao último dia de Novembro.
Além da exigência da Renamo de governar em seis províncias e da cessação imediata dos confrontos, a agenda do processo negocial integra a despartidarização das Forças de Defesa e Segurança, incluindo na polícia e nos serviços de informação do Estado, o desarmamento do braço armado da Renamo e a sua reintegração na vida civil. A região centro de Moçambique tem sido palco de confrontos entre o braço armado do principal partido de oposição e as Forças de Defesa e Segurança, além de denúncias mútuas de raptos e assassinatos de líderes políticos das duas partes.

 

Proclamada a libertação de Sirte


19 de Dezembro, 2016

O chefe do Governo líbio de União Nacional (GNA), Fayez al-Sarraj, anunciou ontem,  oficialmente, a libertação total da cidade de Sirte, antigo bastião do grupo rebelde “Estado Islâmico” (“EI”), e afirmou que a guerra contra o terrorismo “ainda não terminou”.

“Oito meses após o início das operações contra o ‘Estado Islâmico’ na cidade de Sirte, anuncio oficialmente o fim das operações militares e a libertação da cidade”, referiu Fayez al-Sarraj num discurso transmitido pela televisão, cerca de duas semanas após o anúncio da conquista da cidade por forças leais ao GNA.
O chefe do GNA fez este anúncio por ocasião do primeiro aniversário da assinatura do acordo interino patrocinado pela ONU e que implicou a formação do governo de união que lidera. Em 5 de Dezembro, as forças líbias fiéis ao GNA anunciaram o controlo total de Sirte, cidade costeira situada a 450 quilómetros a Leste da capital, Tripoli.
O GNA espera sair reforçado da batalha de Sirte num momento em que continua a enfrentar diversos obstáculos, desde a sua instalação no final de Março em Tripoli, para impor a sua autoridade num país devastado por conflitos armados desde o assassinato de Muamar Kadhafi em 2011. 
Fayez al-Sarraj é contestado pelo marechal Khalifa Haftar, chefe militar das autoridades paralelas instaladas no Leste do país.
No seu discurso, o chefe do Governo líbio de União prestou no entanto homenagem às forças leais a Khalifa Haftar, que desde há dois anos conduz uma guerra contra os grupos terroristas, ao saudar “os mártires e os heróis que combateram e combatem o terrorismo em Benghazi”, a grande cidade do Leste da Líbia.
“A batalha de Sirte terminou, mas a guerra contra o terrorismo na Líbia ainda não terminou”, advertiu Fayez al-Sarraj, ao sublinhar a necessidade de “unificar as forças militares num único exército”.
O “EI” ocupou Sirte em Junho de 2015 ao beneficiar da ausência de Estado na Líbia, que mergulhou no caos após a queda de Muamar Kadhafi.
Os terroristas ofereceram forte resistência em Sirte durante vários meses, ao utilizarem tácticas de guerrilha urbana, escudos humanos e minas anti-pessoal.

 

Jornalistas assassinados


20 de Dezembro, 2016

Pelo menos 57 jornalistas morreram este ano durante o exercício da profissão, informou ontem a organização Repórteres Sem Fronteiras.

O grupo disse que 19 jornalistas morreram na Síria, dez no Afeganistão, nove no México e cinco no Iraque. Quase todos eram jornalistas locais. O número é menor do que os 67 registados em 2015, o que a organização atribui a “muitos jornalistas terem abandonado os países que se tornaram muito perigosos”. Nove ‘blogers’ e outros oito profissionais de meios de comunicação social morreram também este ano enquanto trabalhavam.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 12.12.2016

 

Jihadistas do Estado Islâmico reconquistam cidade de Palmira, na Síria

 12/12/2016 14:29:57

Os jihadistas do grupo extremista Estado Islâmico (EI) reconquistaram no fim de semana a cidade de Palmira, na Síria, nove meses após as forças do governo de Bashar al-Assad, apoiadas pela Rússia, retomarem o controle da zona histórica.

O governador da província de Homs, Talal Barazi, confirmou que o EI está dominando a cidade de Palmira novamente. O Exército sírio se retirou do município e está "usando todos os meios disponíveis para impedir que os terroristas permaneçam em Palmira", disse o governador à imprensa local, segundo a Agência Ansa informou na tarde de domingo.

Desde sábado (10), civis e membros da ONG Observatório Nacional para os Direitos Humanos da Síria (Ondus) diziam que os jihadistas haviam conseguido voltar para a cidade, de onde haviam partido devido aos bombardeios russos.

Palmira, localizada no centro da Síria, ficou sob o domínio do Estado Islâmico de maio de 2015 a março de 2016. Os militares sírios conseguiram expulsar os jihadistas após 20 dias de combate, com a ajuda da aviação russa.

A 250 quilômetros de Damasco, Palmira abriga ruínas de uma cidade que foi um dos mais importantes centros culturais da Antiguidade, entre os séculos I e II d.C e conserva um dos maiores sítios arqueológicos do Oriente Médio.

 

Síria diz que retomou 98% do leste de Aleppo

 12/12/2016 11:35:00

O Exército da Síria afirmou que retomou o controle de 98% do leste de Aleppo, deixando apenas um pequeno enclave sob o controle de rebeldes, além da presença de muitos civis.

O comunicado do exército, divulgado nesta segunda-feira, disse que as forças pró-governo tomaram o controle de al-Fardous, um dos maiores bairros do leste de Aleppo, que esteve sob controle dos rebeldes desde 2012.

Rami Abdurrahman, chefe do Observatório Sírio de Direitos Humanos, baseado no Reino Unido e parte da oposição, afirmou que os combates seguem no bairro.

As tropas da síria apoiadas pelos ataques aéreos da Rússia e por milícias de toda a região lançaram uma ofensiva em larga escala no leste de Aleppo no começo deste mês e estão prestes a retirar os rebeldes da cidade. Se isso ocorrer, será a maior vitória do presidente sírio, Bashar Al-Assad, nos seis anos de guerra civil. Fonte: Associated Press.

Coreia do Norte simula ataque contra sede da presidência em Seul

 12/12/2016 14:28:47

O líder norte-coreano Kim Jong-Un conduziu um exercício militar simulado contra a Casa Azul, a sede da presidência da Coreia do Sul, anunciou a imprensa oficial no domingo (11). A informação é da Rádio França Internacional.

A simulação militar das forças especiais norte-coreanas - que foi realizada sob o olhar atento de Kim por meio de binóculos em um posto de observação - estava destinada a "destruir alvos específicos do inimigo", incluindo a Casa Azul, indicou a agência estatal norte-coreana KCNA.

O jornal Rodong Sinmun, do Partido dos Trabalhadores, publicou relatório de duas páginas sobre os exercícios, no qual mostra um prédio semelhante à Casa Azul sendo invadido por tropas norte-coreanas, que incendeiam o edifício. Em outra foto, Kim ri com satisfação enquanto observa o exercício. A KCNA não precisou a data da simulação.

Provocação

A intensificação de provocações por parte da Coreia do Norte coincide com a destituição na sexta-feira (9) da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, envolvida em escândalo de corrupção.

Em comunicado, o Estado Maior sul-coreano condenou "firmemente" o exercício. "Se o inimigo se presta a uma provocação fundada sobre um julgamento imprudente, vamos responder de forma forte e firme por um golpe fatal em direção à Coreia do Norte", declarou a instância militar de Seul.

 

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 12.12.2016

 

Papa envia carta a Assad e pede fim de guerra na Síria

Pontífice expressou 'proximidade' ao povo sírio

Agência ANSA

O papa Francisco enviou uma carta ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, em que pede o fim do extremismo e de qualquer forma de terrorismo. Partes do documento foram reveladas nesta segunda-feira (12) pela agência de notícias oficial Sana.

"O Papa exprime solidariedade ao povo sírio", diz o texto em que ressalta "a condenação do Vaticano de qualquer forma de extremismo e terrorismo". A nota ainda mostra que o líder da Igreja Católica pede que "os esforços de todos sejam multiplicados para colocar fim à guerra na Síria à retomada da paz".

O conteúdo da carta foi revelado no dia em que o núncio apostólico para a Síria, cardeal Mario Zenari, se reuniu com Assad em Damasco. O documento ainda pede que é preciso que a guerra seja encerrada no país para que "ele possa continuar a ser um modelo de convivência entre culturas e religiões como sempre foi".

De acordo com a Sana, Assad elogiou a postura da Igreja Católica de manter um núncio - que é como chamado o representante do Vaticano em um país estrangeiro - depois de ser nomeado cardeal (o que é único no mundo) e que mostra "o grande carinho que o papa Francisco tem pela Síria e por seu povo".

O presidente sírio ainda afirmou que "está determinado" a "restaurar a segurança e a estabilidade" no país. Por diversas vezes, o sucessor de Bento XVI fez apelos públicos pelo fim da guerra que atinge o território sírio há quase seis anos e que causou milhares de mortes.

No último desses pedidos, no dia 17 de novembro, Francisco "implorou" pelo fim dos "sangrentos conflitos que nenhuma motivação pode justificar ou permitir". Em um encontro no mesmo dia, com membros da ONG católica Caritas, Jorge Mario Bergoglio destacou que a Síria é um "laboratório de crueldades" já que "as potências internacionais, gente da Síria, cada um só pensa em seu interesse e nenhum busca a liberdade de um povo".

Cuba e União Europeia firmam acordo de diálogo e cooperação

Jornal do Brasil

 

Cuba e União Europeia assinaram em Bruxelas o “Acordo de Diálogo Político e Cooperação”. Se trata do primeiro pacto subscrito entre as partes e que põe fim ao bloqueio que desde 1996 impunha uma relação restritiva e unilateral com Cuba. As informações são da Agência Télam.

"Hoje reconhecemos que há mudanças em Cuba e queremos acompanhar essa mudança econômica e social", disse a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, Bruno Rodríguez, e 28 chanceleres da União Europeia.

Rodríguez, que defendeu ante homólogos europeus o direito de um país escolher seu sistema político e a não ingerência, destacou que o pacto "continuará enriquecendo uma relação histórica e culturalmente intensa" de Cuba com os 28 países europeus.

Com a assinatura deste pacto, a UE põe um fim à chamada “Posição Comum” adotada contra Cuba em 1996, que vinculava a cooperação europeia a "melhoras nos direitos humanos" e que o regime de Fidel Castro qualificava de "ingerencista" e "discriminatória".

Procuradoria de Roma investiga mortes de italianos no Brasil

Bardella e Baroli foram assassinados em menos de um mês

Agência ANSA

 

A Procuradoria de Roma abriu duas investigações sobre as mortes dos cidadãos italianos no Brasil nas últimas semanas.    

Os casos são referentes aos assassinatos de Roberto Bardella, morto no dia 8 de dezembro, em uma favela do Rio de Janeiro, e de Alberto Baroli, esfaqueado no dia 5 de dezembro em uma assalto a sua residência em Beberibe, no Ceará. Ambos os crimes estão sendo analisados pelo procurador-adjunto Francesco Caporale e pelas procuradoras-substitutas Elisabetta Cerniccola e Tiziana Cugini.    

Bardella, 52 anos, tinha saído do Paraguai e vindo ao Brasil para conhecer o país em uma viagem de moto. No entanto, ao entrar por engano na favela do Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro, Bardella e seu amigo, Rino Polato, foram confundidos com policiais e atacados com tiros por traficantes locais.    

Polato chegou a ficar ferido pelo ataque, mas não ficou em situação grave. Bardella não teve a mesma sorte. Por causa disso, a Polícia do Rio fez o pedido de prisão de sete suspeitos do crime.    

Já Baroli, 51, foi esfaqueado ao reagir após uma assalto à casa onde estava com a esposa, que não teve o nome divulgado. Um grupo de bandidos invadiu a residência e levou cinco mil euros, um celular e um computador. No caso desse crime, duas pessoas já foram presas e outras três estão sendo procuradas.    

A morte dos dois junta-se à da italiana Pamela Canzonieri, 39 anos, que foi assassinada por Antônio Patrício dos Santos, mais conhecido como Fabrício, no dia 17 de novembro, em Morro de São Paulo, na Bahia. O caso dela já estava sendo investigado pela Procuradoria anteriormente.   

- Fotos de Bardella: A esposa de Bardella, Claudia Vianello, divulgou à ANSA algumas das fotos tiradas pelo marido de sua viagem pelo Brasil. As imagens mostram passeios pela praia e às Cataratas do Iguaçu, além da ida a um barbeiro e alguns cuidados com sua moto. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 12.12.2016

 

 

Guterres: "A ONU deve estar preparada para mudar"

PUB

Cerimónia começou com um tributo a Ban Ki-moon e concluiu com o discurso do ex-primeiro-ministro português.

António Guterres começou o discurso dizendo-se honrado por ter sido escolhido como secretário-geral, agradecendo o trabalho de Ban Ki-moon. "É uma honra seguir os seus passos", afirmou, dirigindo-se diretamente ao sul-coreano.

O ex-primeiro-ministro português falou depois dos desafios que enfrenta atualmente o mundo, lembrando também que houve vários avanços nos últimos anos, ao nível da globalização e das tecnologias. Mas que isso também resulta em maior instabilidade, violência e conflito. "A globalização fez aumentar as desigualdades. Muita gente ficou para trás, incluindo nos países desenvolvidos", disse Guterres.

"A ONU deve estar preparada para mudar", afirmou Guterres, falando da "incapacidade" das Nações Unidas para prevenir crises. "Devemos duplicar os esforços para resolver os conflitos", indicou o português, discursando nessa altura em francês.

"A prevenção é o que os fundadores das Nações Unidas nos pediram para fazer. É a melhor forma de salvar vidas e de reduzir o sofrimento humano. Onde a prevenção falha, devemos fazer mais para resolver conflitos", considerou.

"Estou preparado para me envolver pessoalmente na resolução de conflitos onde isso trouxer um valor acrescentado, reconhecendo o papel de liderança dos Estados-membros", afirmou.

Falando nos capacetes-azuis, Guterres disse que por vezes são chamados a manter a paz que não existe. O secretário-geral designado pediu uma "reforma global da estratégia das Nações Unidas" ao nível da manutenção de paz.

"A ONU nasceu da guerra, temos que estar aqui para a paz", indicou Guterres. O nosso dever, afirmou, "é trabalharmos juntos para passarmos de ter medo uns dos outros, para confiar uns nos outros", indicou.

As três áreas prioritárias para Guterres são paz, desenvolvimento e organização interna. O ex-primeiro-ministro português foi aplaudido em diversas ocasiões, nomeadamente quando pediu mais eficácia e menos burocracia, dizendo que não pode demorar nove meses a destacar alguém para o terreno. "Não basta fazer melhor, temos que comunicar melhor o que fazemos, de forma a que todos compreendam", defendeu. E prometeu alcançar a paridade de género nas nomeações para os altos cargos da ONU durante o seu mandato.

Depois do inglês e francês, Guterres falou em espanhol para dizer que há um desafio: os jovens. "A ONU deve capacitar os jovens", defendeu, destacando a necessidade de inclui-los "na tomada de decisões que afetam o seu futuro".

"Farei o meu melhor para servir a nossa humanidade", concluiu Guterres.

Juramento de Guterres

O presidente da Assembleia Geral da ONU, Peter Thomson, lembrou o histórico processo para eleger o novo secretário-geral, António Guterres, no início da cerimónia de juramento. E disse que ele é "um homem que encarna o espírito das Nações Unidas" e que pode contar com o apoio de todos os membros. Segundo Thomson, Guterres é "um líder para este tempo quando temos que transformar o mundo para ser um melhor lugar para todos".

Depois, já com o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro António Guterres junto ao púlpito, António Guterres prestou juramento: "Eu, António Guterres, declaro solenemente e prometo exercer em total lealdade, discrição e consciência as funções que me são confiadas enquanto servidor público das Nações Unidas, exercer estas funções e pautar a minha conduta apenas tendo em mente os interesses das Nações Unidas, e não procurar ou aceitar, no que respeita às minhas responsabilidades, instruções de qualquer Governo ou outra organização".

O mandato de Guterres, o nono secretário-geral das Nações Unidas, começa a 1 de janeiro de 2017.

Último discurso de Ban Ki-moon

Antes do juramento de Guterres, a Assembleia Geral prestou homenagem a Ban Ki-moon, que fez o seu último discurso. "Estou muito emocionado pelo vosso tributo", disse Ban Ki-moon, falando do privilégio que foi ser secretário-geral das Nações Unidas. "Para mim, o poder das Nações Unidas nunca foi abstrato ou académico", explicou. "É a história da minha vida. Esta apreciação profunda tornou-se ainda mais forte todos os dias do meu serviço nas Nações Unidas", acrescentou.

O sul-coreano disse que o mundo enfrentou vários desafios nos últimos 10 anos, desde crise económica à irrupção de novos conflitos, doenças, desastres naturais. "Este tumulto testou-nos", afirmou. Ban Ki-moon discursou primeiro em inglês e depois passou para o francês. "Os princípios da carta das Nações Unidas devem continuar a mover o nosso mundo", referiu.

Ban Ki-moon destacou o "caleidoscópio de rostos" com que se cruzou ao longo dos últimos dez anos. "Mesmo quando me preparo para sair, o meu coração fica aqui", afirmou, dizendo passar o testemunho a Guterres, "um homem de integridade e compaixão". E terminou desejando ao seu sucessor e a todos os estados-membros "paz, prosperidade e grande sucesso".

Ao terminar o discurso, Ban Ki-moon foi ovacionado pela Assembleia-Geral.

Tributo a Ban Ki-moon

Antes do discurso, o representante de Laos na ONU apresentou uma resolução de tributo a Ban Ki-moon, agradecendo o trabalho que este desempenhou ao longo de 10 anos, que foi aprovada por todos os membros da Assembleia Geral. Ban Ki-moon deixa o cargo no final do ano, sucedendo-lhe António Guterres.

A resolução "presta tributo a Ban Ki-moon pelo seu contributo excecional para o trabalho da organização e as suas realizações em melhorar a vida das pessoas e proteger o nosso mundo para futuras gerações e em promover e proteger os direitos humanos e liberdades fundamentais para todos, no interesse de um mundo mais seguro".

"Ele guiou as Nações Unidas por um período de mudanças", indicou também o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Peter Thomson. Um dos temas destacados foi, por exemplo, o apoio de Ban Ki-moon à igualdade de género que tem sido "a pedra angular do seu mandato".

Os vários representantes regionais fizeram depois a sua homenagem a Ban Ki-moon. O representante de Burkina Faso, em nome do grupo africano, destacou o seu "serviço à humanidade" e o papel que teve durante a epidemia do ébola.

O representante da Costa Rica destacou a "sabedoria" e "determinação" de Ban Ki-moon ao longo da última década. E recordou as palavras do secretário-geral: "Não temos um plano B, porque não temos um planeta B." Lembrando que ele prometeu ser um "construtor de pontes", disse que ele cumpriu.

O embaixador da Suécia nas Nações Unidas, em representação da Europa Ocidental, disse que Ban Ki-moon tem sido "o rosto e a voz da ONU", tendo defendido o papel das mulheres e que os direitos humanos estão no centro de tudo. E falou num mundo "mais ligado do que nunca", lembrando que no ano em que tomou posse, foi também apresentado o iPhone.

O representante sueco indicou que Ban Ki-moon foi "um verdadeiro campeão do clima", destacando o seu trabalho para tornar o Acordo de Paris numa realidade.

Os membros da Assembleia Geral também agradeceram o "apoio constante" da mulher de Ban Ki-moon, Ban Soon-Taek. A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas agradeceu o seu "sacrifício" e o da sua família.

Samantha Power começou a homenagem falando da infância de Ban Ki-moon e de como o secretário-geral ainda hoje não sabe a sua data de nascimento, já que os pais decidiram só o registar quando soubessem que ele ia sobreviver. E fala da zona rural da Coreia do Sul onde o secretário-geral da ONU nasceu em 1944, das suas origens humildes e do conflito que o rodeava.

A embaixadora falou da "crença duradoura" de Ban Ki-moon de "não deixar ninguém para trás", da sua "devoção" em relação às alterações climáticas e aos perigos que isso representa e da forma como sempre "defendeu a dignidade dos mais marginalizados".

"Em nome dos nossos filhos, e dos filhos dos nossos filhos, nunca poderemos agradecer o trabalho de Ban Ki-moon", disse Samantha Power, que acrescentou que Guterres "é o homem para este trabalho, em tempos desafiadores".

Convidados de Guterres

António Guterres veio acompanhado pela mulher, Catarina Vaz Pinto, pelos filhos Mariana e Pedro, e pela irmã Teresa, mas nenhum do familiares se mostrou disposto a quebrar a regra de silêncio que os tem caraterizado. O padre Vítor Melícias e o médico pessoal Leopoldo Matos, pelo contrário, não fugiram a manifestar a alegria e o orgulho de estarem com o amigo António Guterres neste dia feliz. Vieram de Lisboa de propósito e ainda antes da cerimónia já estavam emocionados, já guardaram algumas lágrimas que sabem que vão deixar sair no momento do juramento.

 

Detidos quatro suspeitos de envolvimento no atentado a igreja copta

PUB

Presidente egípcio anunciou que autor do atentado tinha 22 anos e fez-se explodir com um cinto de explosivos

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, anunciou hoje a detenção de quatro suspeitos no quadro da investigação sobre o atentado no domingo contra uma igreja copta no Cairo que causou 24 mortos.

Sissi, que falava no funeral das vítimas, disse ainda que o autor do ataque era um suicida que tinha um cinto de explosivos.

"Três homens e uma mulher (suspeitos de envolvimento no atentado) foram detidos e duas outras pessoas continuam a ser procuradas", disse o presidente.

"O autor do atentado é Mahmud Chafiq Mohamed Mostafa, tinha 22 anos e fez-se explodir com a ajuda de um cinto de explosivos, não era uma bomba", adiantou.

Falando perante dignitários civis e religiosos, coptas e muçulmanos, Sissi declarou: "É um golpe que nos fez mal, mas que não nos vai quebrar".

Os coptas do Egito realizaram hoje o funeral das 24 pessoas mortas na véspera no atentado na igreja São Pedro e São Paulo do Cairo, com centenas de fiéis reunidos na igreja da Virgem Maria.

O patriarca Tawadros II, chefe da igreja copta ortodoxa, também presente, qualificou o atentado de "golpe no coração do Egito".

A explosão ocorreu no domingo cerca das 10:00 (08:00 em Lisboa) no interior da igreja, contígua à catedral copta São Marcos, sede do patriarca Tawadros II.

Os cristãos coptas constituem cerca de 10% da população do Egito.

Pelo menos 32 mortos em atentado com camião bomba

 

PUB

A explosão no porto de Mogadíscio foi reivindicada por um grupo extremista

Pelo menos 32 pessoas morreram no atentado com um camião armadilhado ocorrido no domingo em Mogadíscio e reivindicado pelo grupo extremista Al-Shabab, disse hoje à agência noticiosa espanhola EFE o chefe de polícia Mohamed Abdi Nuur.

A explosão ocorreu no porto de Mogadíscio, onde se encontravam dezenas de trabalhadores.

No domingo, a polícia tinha confirmado seis mortos, mas Mohamed Abdi Nuur declarou hoje que as vítimas mortais atingiram as 32 após vários feridos terem morrido nos hospitais.

O Governo somali e diplomatas internacionais condenaram o ataque, o segundo reivindicado pelo Al-Shabab no fim de semana, depois de um atentado no sábado contra um controlo de segurança perto de Mogadíscio.

A Somália vive em estado de guerra desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohamed Siad Barre.

 

Ronaldo à espera da quarta Bola de Ouro da carreira

 

JUAN MEDINA / REUTERS

PUB

Hoje, às 19.00, CR7 deve ser coroado com o prémio da France Football, o troféu que foi a sua primeira aclamação mundial

"Pesada mas espetacular" a estatueta dourada deixou um sorriso rasgado naquele rapaz de 23 anos cheios de projetos. "É um primeiro sonho que vira realidade. Sou ambicioso. Tenho personalidade forte. Esta Bola de Ouro é o primeiro passo para algo ainda maior...", disse Cristiano Ronaldo, ao receber pela primeira vez, em dezembro de 2008, o prémio da revista France Football para o melhor futebolista do mundo. Todos esses objetivos se foram concretizando, seguindo o seu prenúncio. E, hoje, tudo o indica, CR7 deverá receber mais uma Bola de Ouro, como primeira consagração do ano brilhante de 2016.

O anúncio do vencedor do prémio Ballon d"Or , que neste ano volta a ser atribuído apenas pela revista francesa, sem qualquer parceria com a FIFA, será feito pelas 19.00 de Portugal continental (mais uma hora em França). E, num momento conturbado, em que tem sido acusado de evasão fiscal, Cristiano Ronaldo pode ter aí uma ocasião para festejar. O futebolista português é quase unanimemente apontado como o grande favorito entre os 30 nomeados - em que, além dos compatriotas Pepe e Rui Patrício, se encontram o argentino Lionel Messi e o francês Antoine Griezmann (os outros finalistas do prémio FIFA, ao qual CR7 também é um forte candidato).

O favoritismo do avançado do Real Madrid é tal que até o Mundo Deportivo, jornal catalão tido como próximo do FC Barcelona, noticiou na semana passada que Ronaldo é o vencedor do troféu. Numa votação promovida pela France Football entre 123 jogadores da liga francesa, o capitão da seleção nacional também reuniu a maioria dos votos (42%), com clara vantagem sobre Messi (27,2), Griezmann (11,7) e qualquer dos 27 nomeados.

No entanto, neste caso (e ao contrário das edições da FIFA Bola de Ouro, entre 2010 e 2015, em que os votos de treinadores e capitães de todas as seleções nacionais eram decisivos), só contam os votos de um painel de jornalistas de toda a Europa. "Esperamos, desta forma, que a Bola de Ouro recupere alguma justiça, sem a participação de elementos que pretendam defender companheiros [de equipa]", explicou a France Football, ao anunciar o novo modelo do prémio.

Se apenas valessem os votos dos membros da comunicação social, o holandês Wesley Sneijder teria roubado o título a Messi, em 2010, e o francês Franck Ribéry teria ultrapassado Ronaldo, em 2013. Contudo, desta vez, a preferência por CR7 parece geral: afinal, em 2016 foi a grande figura da conquista do Campeonato da Europa, por Portugal, e de mais uma Liga dos Campeões (além da Supertaça Europeia) pelo Real Madrid - e marcou 51 golos em 55 jogos com ambas as camisolas.

Caso se confirmem as previsões, Cristiano recebe a quarta Bola de Ouro da carreira (2008 e, depois, 2013 e 2014, como prémio conjunto da FIFA e da France Football). Esse poderá ser o mais longo reinado da história do galardão, já que nenhum dos seus vencedores múltiplos soma uma tão grande distância de tempo entre a primeira e a última conquista (o máximo são os seis anos entre a estreia de Messi, em 2009, e o seu derradeiro triunfo, em 2015).

No ano da primeira consagração, 2008, CR7 ainda brilhava no Manchester United: tinha conduzido o clube inglês à conquista da Liga dos Campeões e da Premier League nesse ano. Recebeu 446 pontos, superando Messi (281), do Barcelona, e Fernando Torres (179), então no Liverpool. E mostrou-se orgulhoso por chegar ao patamar dos outros portugueses que tinham conquistado o troféu da France Football, Eusébio (1965) e Luís Figo (2000). "Tenho apenas 23 anos: é magnífico, é incrível. Como sonhei com este dia. Não tenho palavras para descrever a emoção. Todos aqueles que me conhecem sabem que é um sonho tornado realidade", disse à revista.

Então, a consagração foi apenas o prenúncio da que se seguiria: a eleição como melhor futebolista de 2008, pela FIFA, oficializada cerca de um mês depois. Em 12 das 19 edições separadas dos dois prémios (entre 1991 e 2009), o vencedor repetiu-se. A confirmação (ou não) está marcada para 9 de janeiro, em Zurique (Suíça).

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 12.12.2016

 

 

Pelo menos 34 civis mortos em ataque com gases na Síria

 

Pelo menos 34 civis morreram e dezenas ficaram feridos, esta segunda-feira, num suposto ataque com gases tóxicos, lançados por aviões de origem desconhecida, na província de Hama, na Síria.

A informação foi revelada pelo diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Entre os mortos há pelo menos 11 crianças e oito mulheres, referiu à agência espanhola Efe o responsável da organização, Rami Abderrahman, que destacou que a zona atingida - Aquirabat, situada no leste de Hama - está sob controlo do grupo extremista Estado Islâmico.

O Observatório, que citou testemunhas, disse que os projéteis continham substâncias tóxicas que causaram sintomas de asfixia.

Desde a manhã desta segunda-feira, registam-se bombardeamentos contra as áreas de Al Qustul, Al Yaruh, al Salalia e Aquirabat, que se situa a leste da cidade de Al Salmiya, precisou o ativista.

Nos últimos dias, Aquirabat tem sido alvo de ataques aéreos de aviões de guerra.

A aviação síria e a russa e a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos estão a bombardear posições do Estado Islâmico.

 

Sobe para 44 o número de mortos no atentado em Istambul

 

O número de mortos no duplo atentado no sábado à noite, em Istambul, subiu para 44, declarou hoje o ministro da Saúde turco, Recep Akdag.

Entre as vítimas mortais contam-se 36 polícias. Mais de 150 feridos continuam hospitalizados.

No sábado à noite, um veículo armadilhado explodiu junto ao estádio do clube de futebol Besiktas, duas horas depois de um jogo entre a equipa local e o Bursaspor.

Quase um minuto depois, um bombista suicida fez-se explodir, entre um grupo de polícias, no parque Maçka, muito próximo do estádio.

O vice-primeiro-ministro, Numan Kurtulmus, afirmou que foram usados "entre 300 e 400 quilogramas de explosivos" no ataque, noticiou o jornal da oposição BirGun.

O grupo armado Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), uma cisão do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, ilegalizado na Turquia), reivindicou a autoria do atentado.

O ataque "foi realizado com grande precisão" por dois membros da organização, afirmou o TAK em comunicado, garantindo que "mais de 100 polícias" foram mortos.

A agência noticiosa semipública Anadolu informou terem sido detidos cerca de 200 membros do Partido Democrático dos Povos (HDP), pró-curdo e de esquerda, sob várias acusações.

Enfermeira despedida por forçar pacientes a falar de religião

Uma enfermeira com 15 anos de experiência que se ofereceu para rezar por pacientes à espera de cirurgia foi despedida por "má conduta". O tópico da religião fazia parte das suas funções, mas o hospital não concordou com o seu método.

Sarah Kuteh, enfermeira do hospital de Darent Valley, em Dartford, Inglaterra, foi acusada de estimular "discussões indesejadas" com pacientes e ignorar regras de conduta quanto à discussão de crenças religiosas.

Num vídeo tornado público este domingo, a mãe de três filhos garantiu que as funções que assumiu em 2015 - que passavam por falar com doentes antes de entrarem para operações cirúrgicas - envolviam perguntas sobre crenças religiosas.

Sarah, que acreditava que os pacientes se sentiam confortáveis a falar consigo sobre o tema, tinha de ajudá-los a completarem um questionário que incluía uma pergunta sobre religião.

A enfermeira admitiu ter falado com alguns doentes sem a permissão dos mesmos quando iniciou as novas funções, mas garantiu que, depois de um aviso, em abril deste ano, passou a ser mais cautelosa.

Não o suficiente, para a administração do hospital.

"Nós temos o dever de, quando os nossos pacientes estão vulneráveis, não os expor a crenças ou pontos de vista religiosos que não foram previamente solicitados. Por isso, sentimos que agimos corretamente neste caso", explicou a assessoria do hospital.

Sara Kuteh foi despedida em agosto passado, como resultado de uma investigação interna baseada em três queixas de pacientes que não terão gostado da conversa de Sarah. O hospital explicou que Sarah abusou dos poderes das suas funções ao falar acerca do tema em questão, deliberadamente, sem a permissão do doente, e ao - como terá acontecido - oferecer uma bíblia a um paciente.

A enfermeira contou que, quando foi expulsa do hospital, saiu do edifício acompanhada por agentes de segurança, o que descreveu como uma "reação despropositada e punitiva."

"Foi embaraçoso e doloroso, depois de tudo o que fiz ao longo destes anos enquanto enfermeira (...) Tive de abandonar o hospital onde sempre trabalhei e ainda me disseram que, à saída, não podia falar com nenhum dos meus colegas", desabafou.

Sarah, que diz não perceber "de que forma é que pode ser perigoso falar a alguém de Jesus", processou o hospital por despedimento sem justa causa, avançou a imprensa britânica.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 12.12.2016

Temer acusado de exigir luvas



O Presidente do Brasil, Michel Temer (PMDB), terá recebido, em 2014, 10 milhões de reais do ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht, detido desde Junho de 2015.

A afirmação é de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente das Relações Institucionais da construtora, que assinou um acordo de delação premiada com o juiz Sergio Moro e restantes autoridades da Operação Lava-Jato.
Os líderes das duas Casas do poder legislativo, Renan Calheiros (PMDB) e Rodrigo Maia (DEM), o ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha (PMDB), o ex-ministro do Planeamento e braço direito do Presidente, Romero Jucá (PMDB), o conselheiro informal do Planalto, Moreira Franco (PMDB), o antigo ministro-chefe da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff, Jaques Wagner (PT), e o governador do Estado de São Paulo e pré-candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) à presidência em 2018, Geraldo Alckmin, são outros dos citados.
Ao longo do próximo mês, os delatores vão gravar depoimentos aos juízes da Lava-Jato num processo que envolve 300 novos anexos à operação. O passo seguinte dos juízes é entregar esses anexos ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que por sua vez os encaminha a Teori Zavascki, o juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) encarregado do caso, que distinguirá quem tem foro privilegiado, e por isso será julgado apenas neste tribunal, de quem não tem e que ficará sob a alçada de Moro, juiz de primeira instância. A partir daí começa a abertura de inquéritos para apurar os factos. Especialistas prevêem que o processo ocupe todo o primeiro semestre de 2017.
Do ponto de vista político, o caso traduz-se em forte, ou, para a oposição e alguns sectores da imprensa, insustentável pressão sobre um governo cujos principais líderes, Presidente da República incluído, precisam de se defender das acusações no âmbito da Lava-Jato ao mesmo tempo em que tentam aprovar medidas impopulares - reforma da Segurança Social, redução da despesa com a Saúde e a Educação - para combater a crise económica.
No caso da delação que envolve Temer, Melo Filho (quadro durante 12 anos da Odebrecht e elo de ligação entre a companhia e o Congresso Nacional) contou que o então vice-presidente de Dilma pediu dinheiro em troca da aprovação de uma obra em dois encontros com Marcelo Odebrecht. O primeiro num jantar com o hoje ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha, no Palácio do Jaburu, residência oficial da segunda figura do Estado; o outro, em São Paulo, acompanhado de Henrique Eduardo Alves, ex-ministro do Turismo demitido em Agosto por envolvimento na Lava-Jato. Odebrecht, segundo o delator, transferiu 10 milhões para Temer, entregues em dinheiro vivo a Padilha e a José Yunes, amigo do Presidente há 50 anos. As autoridades confirmaram estas informações através de mensagens interceptadas de Odebrecht em que o empresário referia os políticos por nomes de código.
Temer, em nota, repudiou “com veemência” o conteúdo da delação. “As doações feitas pela construtora (...) foram todas por transferência bancária e declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral”, reagiu. Padilha considerou-a “uma mentira”. Melo Filho disse ainda que Temer, com Padilha e Moreira Franco (PMDB), espécie de ministro sem pasta do actual governo, “capitaneava” o núcleo que negociava em nome do partido com a Odebrecht. Declarou que o objectivo dos empréstimos estava na aprovação de medidas do interesse da construtora: “Espécie de contrapartida institucional entre público e privado”.
Na delação de Melo Filho foram ainda citados Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, detido em Curitiba e promotor do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, Paulo Skaf, presidente da federação da indústria paulista e um dos principais defensores da queda da ex-Presidente,  e Geddel Vieira Lima (PMDB), ministro recém demitido após acusação de tráfico de influências. O PSDB foi atingido, mas por outros delatores da Odebrecht, através de José Serra, actual ministro dos Negócios Estrangeiros, acusado de receber 23 milhões de reais não declarados para a sua campanha à presidência de 2010.

 

 

Karatecas turcos à espera de asilo


12 de Dezembro, 2016

Uma equipa turca de Karaté pediu asilo à Alemanha. Ao todo são 11 cidadãos turcos que chegaram ao aeroporto de Düsseldorf, num voo proveniente de Istambul, na sexta-feira.

No total eram 14 pessoas, disse um porta-voz da polícia. Inicialmente, o grupo justificou a sua chegada com a participação num torneio de Karaté, mas as autoridades verificaram que não havia qualquer evento. Um foi detido e dois regressaram voluntariamente à Turquia. Os 11 que restaram, dez adultos e uma criança, foram levados para um centro de acolhimento.

 

 

Aberta circulação no Gothard


12 de Dezembro, 2016

O túnel ferroviário mais longo do mundo, no coração dos Alpes, abriu ontem aos passageiros.

 

Foi inaugurado em Junho, mas só ontem os comboios começaram a circular no Gotthard. A viagem inaugural do Gotthard foi a 1 de Junho e com o Presidente suíço estiveram Angela Merkel, a chanceler alemã, o Presidente francês François Hollande e o então primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. A primeira viagem estava marcada para as 06h09 da manhã, com partida de Zurique, e foram muitos os passageiros que partilharam o entusiasmo nas redes sociais.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 10.12.2016

 

Países não membros da Opep concordam em reduzir produção de petróleo

 10/12/2016 14:04:00

O acordo entre produtores de petróleo não membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a entidade acertado hoje envolveu 12 nações que não fazem parte do cartel, que se comprometeram com um corte na produção que supera os 600 mil barris por dia (bpd) de petróleo bruto. A maior parte do corte, de 300 mil barris por dia, é prometida pela Rússia, que também produz mais petróleo que qualquer outro país. Outras reduções de produção são prometidas por Omã, Azerbaijão, Sudão, Bahrein, Brunei e Bolívia, entre outros.

Segundo fontes, o volume total de corte alcançaria os 612 mil bpd, sendo 35 mil bpd a serem feitos pelo Azerbaijão, 12 mil bpd do Bahrein, 7 mil bpd de Brunei e 4 mil bpd da Bolívia.

O acordo se segue ao acerto feito anteriormente pelos membros da Opep de reduzir sua produção em 1,2 milhão de barris por dia, totalizando quase 2% de corte na oferta mundial de petróleo, que tem como objetivo elevar os preços e dar apoio a economias prejudicadas pelo mercado, que já registra dois anos de queda.

Analistas da indústria petrolífera disseram que os cortes na produção podem acelerar o reequilíbrio esperado do fornecimento global de petróleo com a demanda dos consumidores.

Um boom do petróleo americano nos últimos oito anos inundou o mercado. A Opep, especialmente seu maior membro, a Arábia Saudita, inicialmente aumentou sua própria produção para defender sua participação de mercado, abandonando seu papel tradicional de regular a oferta para manter os preços altos. Mas, os preços caíram mais e por mais tempo do que o setor esperava, chegando a um valor abaixo dos US$ 28 por barril neste ano, ante um patamar de mais de US$ 100 por barril em 2014.

Em meio a este cenário, membros da Opep como a Venezuela e a Nigéria sofreram desastres econômicos, enquanto a Arábia Saudita começou a queimar suas reservas de caixa para preencher a lacuna causada pela queda das receitas petrolíferas.

A Opep decidiu no último dia 30 de novembro voltar a sua forma antiga e cortar a produção para aumentar os preços, mas membros como a Arábia Saudita insistiram que a Rússia e outros países de fora do cartel também reduzissem sua produção.

Apesar do acordo deste sábado, grandes questões continuam pela frente. Os próprios membros da Opep têm um registro irregular de cumprimento de seus próprios acordos e não existe um meio juridicamente vinculativo de dissuadir os produtores dentro ou fora do cartel de não cumprir suas promessas.

Também permanece desconhecido quanto dos cortes prometidos neste sábado teriam ocorrido de qualquer maneira por causa de declínios naturais que eram esperados. Analistas do mercado de petróleo disseram que os preços não devem subir se muitos dos cortes forem de países cuja produção deve cair de qualquer maneira.

Ainda assim, o acordo representa um avanço diplomático para a Opep num momento em que o cartel de 13 nações passou a ter menos poder. É a primeira vez desde os anos 70 que uma coalizão de países cuja produção de petróleo equivale a mais de metade da oferta global se une para influenciar os preços da commodity. A própria quota de mercado da Opep não tem sido tão grande desde a década de 1970 e os acordos anteriores com produtores não membros do grupo foram menos abrangentes.

Fonte: Dow Jones Newswire

Milhares de pessoas fogem de cidade síria enquanto conflito se aproxima do fim

 10/12/2016 13:20:00

Cerca de 50 mil civis fugiram do leste de Alepo nos últimos dois dias em um "fluxo constante", informou a Rússia neste sábado, enquanto forças do governo sírio tentavam fechar o último reduto de oposição na cidade do norte da Síria.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, General Igor Konashenkov, disse que tropas sírias suspenderam sua ofensiva para permitir a evacuação de civis, mas o grupo ativista Observatório Sírio de Direitos Humanos dizem que os confrontos ainda estão em andamento.

Konashenkov afirmou que somente neste sábado mais de 20 mil civis deixaram distritos controlados pelos rebeldes através de corredores humanitários. Militares transmitiam ao vivo imagens de drones mostrando a fuga.

Apoiados pela Rússia e outros aliados, as forças do presidente sírio, Bashar Assad, expulsaram os rebeldes de quase todo o leste de Alepo, que foi capturada pela oposição em 2012.

"As pessoas estão se movendo em um fluxo constante através de corredores humanitários para distritos controlados pelo governo ", disse Konashenkov. "Depois da saída dos civis, o exército sírio continuará sua operação para libertar os bairros de Alepo, e os militantes serão expulsos ou destruídos".

Konashenkov disse que os militares russos estão fornecendo aos civis que deixaram o leste de Alepo alojamento temporário, refeições quentes e assistência médica. Ele pediu aos Estados Unidos, Grã-Bretanha, União Europeia, Canadá que também forneçam ajuda humanitária.

O escritório de direitos humanos da ONU expressou preocupação com relatos de que centenas de homens desapareceram depois de passarem de Alepo oriental para áreas controladas pelo governo.

O secretário de Estado dos EUA John Kerry e diplomatas europeus e árabes têm reunião com membros da oposição síria neste sábado, em Paris. Kerry disse que está trabalhando para garantir a segurança do grupo e para salvar Alepo "de ser absolutamente, completamente destruída".

Peritos militares e diplomatas dos EUA e da Rússia estão reunidos para trabalhar nos detalhes da saída dos rebeldes de Alepo oriental. O Centro de Reconciliação da Rússia na Síria disse que os russos continuaram a desativar minas na cidade, limpando cerca de 8 hectares desde sexta-feira.

Fonte: Associated Press

Presidente da Colômbia diz que Prêmio Nobel deu impulso ao "sonho impossível"

 10/12/2016 11:41:00

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, aceitou neste sábado o Prêmio Nobel da Paz, afirmando que a distinção deu um impulso ao "sonho impossível" de acabar com a guerra civil de meio século em seu país.

Em seu discurso, Santos descreveu o prêmio como um "dom do céu" e o dedicou a todos os colombianos, particularmente aos 220 mil mortos e 8 milhões de deslocados no conflito mais longo do hemisfério ocidental.

"Com esse acordo, podemos dizer que o continente americano - do Alasca à Patagônia - é uma terra em paz", disse o presidente durante a cerimônia, realizada na Prefeitura de Oslo.

Santos chegou a um histórico acordo de paz com rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no início deste ano. Mas o acordo inicial foi rejeitado pelos eleitores colombianos em um referendo cujo resultado surpreendeu, poucos dias antes do anúncio do Prêmio Nobel da Paz, em outubro.

Muitos acreditaram que a rejeição ao acordo retiraria Santos da disputa do prêmio deste ano, mas o Comitê Nobel norueguês "viu as coisas de forma diferente", disse a vice-presidente Berit Reiss-Andersen. "Em nossa opinião não havia tempo para perder", disse ela em seu discurso de apresentação. "O processo de paz estava em perigo de colapso e precisava de todo o apoio internacional que pudesse obter".

Um acordo revisto foi aprovado pelo Congresso da Colômbia na semana passada.

Fonte: Associated Press

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 10.12.2016

 

 

França pode estender estado de emergência por mais seis meses

Objetivo é proteger as eleições gerais, que acontecem no primeiro semestre de 2017

 

A França vota na próxima semana, uma prorrogação de seis meses ao estado de emergência que vigora no país desde os ataques em Paris no ano passado. A intenção é proteger as eleições presidenciais, que acontecem em abril e maio do ano que vem, disse o primeiro-ministro Bernard Cazeneuve.

Cazeneuve disse que comícios e outras atividades relacionadas à campanha podem aumentar o risco de ataques terroristas "para aqueles que querem nos atingir no âmago de nossos valores democráticos e princípios republicanos". 

Anteriormente, o ex-primeiro-ministro e agora candidato à Presidência do país, Manuel Valls já tinha alertado a Assembleia Nacional quanto à possibilidade de ataques aos franceses. "Mesmo que essas palavras sejam difíceis de dizer, é meu dever dizê-las. 

Haverá outros ataques e haverá outras pessoas inocentes mortas, não devemos nos acostumar, nunca ao horror, mas devemos aprender a viver com esta ameaça". O que significa o estado de emergência. 

Em resumo, manter o estado de emergência confere mais poderes à Polícia da França. As medidas de emergência dão direito aos oficiais de realizarem buscas e colocar pessoas sob prisão domiciliar. 

O recurso também permite às autoridades "proibir a circulação de pessoas ou veículos", instaurar "zonas de proteção ou de segurança onde a estadia das pessoas está regulamentada" e proíbe a estadia em uma zona geográfica "a toda pessoa que dificulte, da forma que for, a ação dos poderes públicos".

Exército do Iraque não confirma informações sobre ataque dos EUA em Mossul

 

O exército do Iraque não confirmou a informação sobre o ataque aéreo da aviação dos EUA em Mossul, onde se realizam as operações contra o Estado Islâmico (Daesh), se diz no comunicado a que RIA Novosti teve acesso.

Anteriormente, várias mídias do Iraque e de outros países árabes divulgaram a informação de que a Força Aérea dos EUA teria alvejado por engano uma divisão das tropas governamentais iraquianas, provocando a morte de 90 militares iraquianos e 100 feridos.

"Não há nenhumas indicações de que a coalizão tenha cometido algum erro no âmbito da operação na província de Ninawa" se diz no comunicado. Os militares iraquianos apelaram também aos jornalistas que usem informações fidedignas.

Para além disso, no comunicado também foi destacado que a coalizão "ajudou muito às operações" e continua prestando apoio. Em 17 de outubro de 2016, as Forças Armadas do Iraque, juntamente com outros grupos armados, que incluem as formações curdas peshmerga, iniciaram a ofensiva contra Mossul, uma das duas "capitais" do grupo terrorista Daesh.

Caça MiG-23 da Força Aérea síria cai na província de Homs 

 

O caça MiG-23 da Força Aérea Síria caiu próximo do aeroporto militar Et Tifor, na província de Homs, disse uma fonte da milícia à agência de notícias russa RIA Novosti. "O caça sírio MiG-23 caiu não muito longe do aeroporto, no leste da província de Homs. A causa do acidente foi falha técnica", disse o informante à agência. 

Sobre a questão de saber se o piloto sobreviveu, ele disse que "estava vivo e sem ferimentos graves". Relembre Em julho deste ano, um avião do mesmo modelo MiG-23 da Força Aérea da Líbia sofreu um acidente e caiu a oeste de Benghzai por causa de problemas mecânicos. O piloto morreu na queda. Também chamado de "Flogger" pela OTAN, o MiG-23 foi projetado entre 1961 e 1964, na antiga União Soviética. Ele compõe a Força Aérea de países como Argélia, Líbia, Polônia, Cuba e Síria, além da própria Rússia.

Pentágono elabora uma série de propostas inéditas a Trump para reforçar combate ao EI

 

O Pentágono está preparando uma série de propostas que permitirão aos EUA conduzirem uma campanha de combate aos militantes do grupo terrorista Daesh de modo mais ativo, comunicou o Wall Street Journal ao citar militares e congressistas norte-americanos cujo nome não foi indicado.

Segundo o jornal, o Departamento de Defesa está elaborando propostas em resposta às exigências da equipe Trump de reforçar operação militar norte-americana contra o Estado Islâmico (Daesh).

Entre as iniciativas-chave estão a delegação da maioria dos poderes no domínio de planejamento tático da Casa Branca ao Pentágono e a redução de controle por parte da administração do presidente no processo da tomada de decisões no que diz respeito ao desenvolvimento da operação.

É provável que a chefia do Pentágono proponha a Trump que lhe conceda liberdade em determinar o número de militares a destinar a determinada operação e que se abandone a prática de efetuar cada operação ou ataque aéreo só após uma consulta detalhada com o presidente, diz o Wall Street Journal.

Frisa-se que as eventuais mudanças, em geral, não influirão na postura norte-americana quanto à operação contra o Daesh. Washington preservará um contingente limitado no Oriente Médio, contando com as forças dos aliados locais.

Os EUA, em coalizão com uma série se outros países, têm vindo a efetuar ataques aéreos contra o Daesh desde o verão de 2014 na Síria e no Iraque, sendo que na Síria suas ações não são acordadas com as autoridades locais. Os Estados Unidos não estão cooperando com a Rússia que também efetua ataques contra terroristas, mas assinaram um protocolo para evitar conflitos com Moscou.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 10.12.2016

 

Agentes da CIA dizem que houve interferência da Rússia a favor de Trump

PUB

Serviços secretos norte-americanos acreditam que pessoas ligadas a Moscovo intervieram nas presidenciais para denegrir imagem de Hillary Clinton

Agentes da CIA (serviços secretos dos Estados Unidos) acreditam que a Rússia interferiu nas eleições norte-americanas de 8 de novembro para ajudar Donald Trump a ganhar, noticiou o Washington Post na sexta-feira.

O artigo do jornal foi publicado horas depois de a Casa Branca ter anunciado que o Presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou uma análise aprofundada dos ataques informáticos durante a campanha eleitoral e exigiu um relatório antes de entregar o poder a Donald Trump, a 20 de janeiro.

A equipa de Trump já rejeitou as conclusões dos analistas da CIA, argumentando que são "os mesmos que disseram que [o ex-presidente do Iraque] Sadam Hussein tinha armas de destruição massiva".

"As eleições já acabaram há muito tempo e com uma das maiores vitórias a nível do colégio eleitoral. É tempo de ir em frente", disse a equipa do Presidente eleito.

Segundo o artigo do Washington Post, pessoas ligadas a Moscovo passaram 'emails' ao 'site' Wikileaks pirateados de contas do diretor de campanha da candidata democrata, Hillary Clinton, e de contas do Partido Democrata, entre outras. O objetivo era denegrir a imagem de Clinton.

Os agentes da CIA pensam que o objetivo da Rússia "era favorecer um candidato", "ajudar Trump a ser eleito", disse uma fonte que o jornal identifica como um alto responsável conhecedor de uma exposição que os serviços secretos fizeram a senadores.

Segundo as fontes do Washington Post, os agentes da CIA disseram aos senadores que é "bastante claro" que Moscovo queria ajudar Trump a ganhar e que esta ideia é "consensual" entre a comunidade de inteligência dos EUA.

O jornal ressalva que esta avaliação está, contudo, longe de constituir um relatório da CIA e que há interrogações que persistem. Por outro lado, os serviços secretos dos EUA não têm qualquer prova de que responsáveis do Kremlin tenham ordenado a interlocutores o envio de emails pirateados para o Wikileaks, refere uma das fontes citadas.

O fundador do Wikileaks tem negado ligações à Rússia.

A conselheira de Obama para a segurança interna Lisa Monaco disse na sexta-feira que o Presidente norte-americano "pediu às agências de serviços secretos para realizarem uma análise completa sobre o que se passou durante o processo eleitoral 2016".

"Ele espera um relatório antes da sua saída do poder. Cabe-nos fazer um balanço, compreender o que se passou e daí retirar lições", acrescentou.

No início de outubro, Washington acusou Moscovo de tentar interferir no processo eleitoral dos Estados Unidos, orquestrando atos de pirataria de contas de correio eletrónico de figuras públicas e instituições norte-americanas.

Senadores democratas pediram a Obama que tornasse públicos os elementos desse caso.

Trump repetiu durante a campanha elogios ao Presidente russo, Vladimir Putin, e sempre afirmou não acreditar em qualquer ingerência de Moscovo para enfraquecer Clinton.

No princípio de setembro, o diretor da polícia federal (FBI), James Comey, disse levar "muito a sério" o risco de ingerência de um país estrangeiro no processo eleitoral norte-americano. Menosprezou, contudo, o risco de ataques informáticos destinados a perturbar a contagem de votos no dia do escrutínio, especialmente devido ao caráter um pouco antiquado e diferente do sistema eleitoral norte-americano.

 

Estado Islâmico volta a entrar na cidade milenar de Palmira

PUB

'Jihadistas' perderam há nove meses controlo da cidade síria, depois de terem destruído património da humanidade

O Estado Islâmico voltou este sábado a entrar em Palmira, nove meses depois de ter perdido o controlo da cidade síria, reconquistada pelas forças governamentais no passado mês de março.

Segundo a BBC, que cita responsáveis do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, os combates regressaram ao centro da cidade milenar conhecida como a "pérola do deserto". Após ter conquistado Palmira em maio de 2015, o Estado Islâmico destruiu parte dos templos antigos e túmulos que eram património da humanidade, em atos que a UNESCO considerou "crimes de guerra".

Segundo o Observatório, que obtém as informações de ativistas, combatentes rebeldes e pessoal de saúde no terreno, os 'jihadistas' entraram pela zona do hospital de Palmira, na periferia noroeste da cidade.

"O Estado Islâmico entrou hoje em Palmira e está a ocupar o noroeste da cidade, havendo combates com o exército no centro da cidade", disse o diretor do Observatório, Rami Abdel Rahman.

A cidade foi retomada aos 'jihadistas' pelo exército sírio com o apoio das forças russas. Desde então, o Estado Islâmico tem vindo a perder território na Síria e no Iraque.

O diretor de Antiguidades e Museus da Síria disse então, quando ficou completa a desativação dos explosivos colocados pelo Estado Islâmico, que seriam necessários cinco anos para reabilitar os monumentos destruídos ou danificados na cidade antiga de Palmira.

Palmira era a cidade síria mais visitada antes do início da guerra civil, em 2011. Vários locais da cidade foram destruídos durante os meses em que esteve sob controlo do Estado Islâmico, nomeadamente os templos de Baalshamin e de Bel. Também o diretor do museu de Palmira, Khaled Al-Asaad, foi assassinado.

Com Lusa

 

Destacado dirigente do Estado Islâmico morto em Raqqa

PUB

Informação foi avançada pelo Pentágono

A coligação militar liderada pelos Estados Unidos matou um destacado dirigente do grupo extremista Estado Islâmico, Boubaker El-Hakim, num bombardeamento aéreo contra Raqqa a 26 de novembro, informou hoje o Pentágono.

"Aviões militares da coligação identificaram e mataram o tunisino Boubaker El-Hakim em Raqqa, na Síria, a 26 de novembro", escreveu um porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Ben Sakrisson, numa mensagem de correio eletrónico enviada à agência France-Presse.

El-Hakim, um franco-tunisino de 33 anos, era "um quadro do Estado Islâmico e um terrorista de longa data com ligações estreitas a outros 'jihadistas' franceses e tunisinos", precisou.

El-Hakim foi apontado como suspeito de envolvimento nos atentados de Paris de janeiro e de novembro de 2015 e reivindicou o assassínio de dois opositores tunisinos em 2013.

 

Explosão junto ao estádio do Besiktas em Istambul

PUB

Pelo menos duas deflagrações na maior cidade da turquia. Junto ao estádio de futebol há registo de feridos

O ministro turco do interior, Suleyman Soylu, já confirmou que o carro-bomba fez pelo menos 20 feridos. A explosão, que, segundo o governante visava uma carrinha com agentes da polícia, aconteceu junto do estádio do Besiktas, duas horas depois do fim do jogo com o Bursaspor. O atentado interrompeu a emissão da estação televisiva do clube local.

As autoridades cortaram a circulação nas estradas em redor do recinto. Ainda ninguém reclamou a autoria do atentado, mas o padrão do ataque encaixa naquilo que tem sido a atuação dos independentistas curdos, visando as forças de segurança turcas.

 

Pelo menos 5 mortos e 23 feridos em explosão de comboio que descarrilou na Bulgária

 PUB

Comboio transportava tanques de gás e descarrilou na gare de Hitrino. Parte dos habitantes da localidade foram retirados de casa

Pelo menos cinco pessoas morreram e 23 ficaram feridas numa explosão num comboio que transportava tanques de gás e que descarrilou hoje na gare de Hitrino, no nordeste da Bulgária, atingindo cerca de 20 habitações, segundo as autoridades.

De acordo com o diretor da Defesa Civil, Nikolay Nikolov, os bombeiros ainda procuram resgatar sobreviventes.

Uma parte dos 800 habitantes da localidade foram retirados de suas casas.

Pelo menos três dos feridos estão em estado grave, segundo a agência Reuters, pelo que o número de vítimas mortais poderá vir a aumentar nas próximas horas, admitiu o primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borisov, à chegada ao local, a cerca de 280 quilómetros da cidade de Sofia, capital da Bulgária.

Sete dos tanques do comboio descarrilaram e explodiram depois de atingir as linhas de transporte de eletricidade.

Cerca de 150 bombeiros estão a tentar controlar o incêndio, que entretanto deflagrou, e à procura de sobreviventes nos edifícios próximos da estação. A polícia está já a investigar as causas do acidente.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 10.12.2016

 

Número de mortos em atentado no Iémen sobe para 45

O número de mortos no atentado suicida numa base militar em Aden, Iémen, subiu, este sábado, para 45.

De acordo com as autoridades, os ataques foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), ocorreu quando um bombista suicida fez detonar o seu cinto de explosivos num momento em que centenas de soldados estavam reunidos para receber o seu pagamento mensal na base Al-Sawlaban, próximo do aeroporto internacional de Aden.

No Iémen, forças apoiadas desde março de 2015 por uma coligação militar árabe defrontam os rebeldes xiitas Huthis, que controlam uma parte do território da capital Sanna (norte) enquanto grupos jiadistas estão estacionados no sul.

Os jiadistas da Al-Qaeda e do EI multiplicaram nos últimos meses os atentados em Aden.

O último atentado reivindicado pelo EI junto à cidade data de 29 de agosto e fez 71 mortos.

 

Condenado à morte no Alabama agonizou após injeção letal

Um condenado à morte no estado norte-americano do Alabama a quem foi administrada uma injeção letal agonizou durante o procedimento que demorou cerca de 30 minutos.

Ronald Bert Smith Jr., de 45 anos, condenado à morte pelo homicídio de um funcionário de uma loja de conveniência em 1994, foi executado na quinta-feira à noite na prisão estadual do Alabama (sudeste dos Estados Unidos).

Durante 13 minutos, o condenado tossiu e manifestou sinais de que estava a sufocar, segundo referiu a agência norte-americana Associated Press (AP), que acrescentou que, nos primeiros momentos do procedimento, o condenado cerrou os punhos e levantou a cabeça.

Um guarda do estabelecimento prisional realizou dois testes de consciência ao condenado antes de serem administradas as últimas duas substâncias letais.

Durante o primeiro teste, Ronald Bert Smith mexeu o braço direito. Repetiu ligeiramente o mesmo gesto após o segundo teste.

Ronald Bert Smith seria declarado morto às 11.05, hora local, cerca de 30 minutos após o início do procedimento.

Este caso poderá reabrir o debate nos Estados Unidos sobre a injeção letal e as possíveis alternativas a este procedimento.

De acordo com a AP, um dos advogados de Smith afirmou que o condenado estava a reagir, numa alusão aos movimentos repetidos pelo seu cliente.

O comissário da prisão estadual disse, por sua vez, que não tinha visto qualquer reação do condenado durante os testes de consciência.

"Sabemos que seguimos o nosso protocolo. Estamos absolutamente convencidos disso", afirmou o comissário Jeff Dunn.

"Será realizada uma autópsia e se existirem irregularidades esperamos que sejam mostradas ou afastadas na autópsia. É provavelmente melhor deixar esta questão para os médicos especialistas", disse o responsável quando questionado sobre uma eventual alteração do processo de execução utilizado naquele estado norte-americano.

O Estado do Alabama usa o sedativo midazolam (que diminui a capacidade respiratória) como a primeira substância de uma combinação de três substâncias que compõe a injeção letal.

Vários condenados, incluindo Ronald Bert Smith, argumentaram perante as entidades judiciais que esta substância era um sedativo discutível e que não dava garantias ao nível do sofrimento e da dor, citando o recurso desta substância em execuções problemáticas.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos confirmou o uso desta substância.

Em janeiro deste ano, o Alabama executou Christopher Eugene Brooks, um homem de 43 anos condenado à morte por violação e homicídio que foi a primeira pessoa executada naquele Estado desde julho de 2013.

 

Cão despede-se de dono a morrer em cama de hospital

O momento em que uma cadela se despede do seu dono com doença terminal, na cama de um hospital, nos Estados Unidos da América, está a emocionar os internautas.

A dor de cabeça de que Ryan Jessen se queixava no mês passado, e que entendeu ser uma enxaqueca, acabou por se revelar uma hemorragia cerebral ventricular fatal. Ryan, de 33 anos, da Califórnia, foi hospitalizado e acabou por não resistir à doença.

Há uma semana, depois de os médicos dizerem que não havia cura para o diagnóstico de Ryan, os familiares do paciente decidiram não prolongar uma despedida que seria inevitável. Por isso, há poucos dias, depois de o hospital dar permissão, foram despedir-se dele e levaram consigo a cadela de Ryan, Mollie.

O momento foi captado em vídeo e partilhado no Facebook pela irmã de Ryan, Michelle Jessen. Desde a data da publicação, o momento já foi visualizado mais de 10 milhões de vezes.

"O hospital fez a coisa mais querida de sempre por nós e permitiu que trouxéssemos a cadela do meu irmão para lhe dizer adeus, para que saiba porque é que o seu dono nunca mais regressou a casa", escreveu Michelle, realçando a adoração que o seu irmão sentia pelo animal.

"Não se preocupem com a cadela. Nós vamos mantê-la. Faz parte da família."

 

Uma padaria, em Madrid, Espanha, foi encerrada, após a divulgação de um vídeo nas redes socais, no qual é possível visualizar dois ratos na vitrina do estabelecimento.

A Polícia Municipal de Madrid encerrou, esta sexta-feira, uma padaria da cadeia internacional Granier, em Pueblo Nuevo, Madrid, depois de receber denúncias sobre a presença de ratos nos balcões e mostruários do estabelecimento.

De acordo com a imprensa espanhola, a queixa partiu de um grupo de pessoas que filmou os roedores a consumirem os produtos que estavam expostos na vitrina da padaria e divulgou o vídeo nas redes sociais.

A Granier publicou um comunicado oficial no Facebook, no qual revela que o estabelecimento de Pueblo Nuevo está encerrado e que está a decorrer uma investigação interna com o objetivo de apurar a origem dos roedores.

A empresa declarou ainda que segue os protocolos de segurança alimentar e que a última inspeção de pragas se realizou a 26 de outubro de 2016.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 10.12.2016

 

Sul-africanos comemoram hoje a queda do regime de apartheid


10 de Dezembro, 2016

A África do Sul celebra hoje o 20º. aniversário da Constituição do país que marcou o fim do apartheid e o nascimento da democracia no país, anunciou fonte oficial.

O documento foi promulgado em lei pelo primeiro Presidente negro sul-africano, Nelson Mandela, a 10 de Dezembro de 1996, na cidade de Sharpeville, quatro anos após o fim do sistema de apartheid, em Fevereiro de 1991.
O Presidente sul-africano, Jacob Zuma, fará um discurso no quadro desta comemoração em Sharpeville, onde um massacre histórico em 1960 de manifestantes pela Polícia chocou a comunidade internacional.
Esta comemoração decorre sob o lema “Celebrar 20 Anos de Constituição - Transformar a Sociedade e Reunir a Nação”.
Este documento é amplamente considerado como uma das constituições mais progressistas e inovadoras do mundo.
“A África do Sul é conhecida pelo seu engajamento na promoção e protecção dos direitos humanos, local e mundialmente. Deveríamos estar orgulhosos desta etapa importante e reflectir sobre conquistas da nossa democracia constitucional nos últimos 20 anos”, declarou Zuma antes do evento. A Constituição actual, a quinta do país, foi elaborada pelo Parlamento eleito em 1994 nas primeiras eleições pós-apartheid e entrou em vigor em 4 de Fevereiro de 1997.

 

Presidente Park Geun-hye pede perdão


10 de Dezembro, 2016

A Presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, pediu desculpas ontem aos cidadãos num discurso transmitido na televisão, após ceder o cargo ao primeiro-ministro, Hwang Kyo-ahn, e depois de o Parlamento aprovar a sua destituição por causa do envolvimento num escândalo com uma das suas assessoras, conhecida como “Rasputina”.

Park afirmou que “leva a sério as vozes da Assembleia Nacional e do povo” no discurso feito após uma reunião com membros do seu governo, apenas uma hora depois de o Parlamento votar “sim” pela destituição por maioria arrasadora.
A Chefe de Estado pediu aos ministros e ao novo líder provisório do país para “fazer todo o possível para minimizar os vazios no Governo, especialmente nos âmbitos de economia e segurança”, até que o Tribunal Constitucional dê o veredicto final sobre a destituição.
A Assembleia Nacional sul-coreana aprovou ontem o processo de destituição da Chefe de Governo por 234 votos a favor e 56 contra, o que a obrigou a delegar de forma interina todos os assuntos de Estado ao primeiro-ministro.
O processo vai agora ao Tribunal Constitucional, onde pelo menos seis dos seus nove juízes devem dar o aval positivo à decisão do Parlamento. O veredicto final pode demorar 180 dias no máximo, embora se acredite que poderia estar concluído em apenas dois meses, como ocorreu no único precedente histórico de 2004.
Naquele ano o então Presidente Roh Moo-hyun recuperou o cargo depois de o Tribunal Constitucional do país invalidar a destituição aprovada pelo Parlamento após 63 dias de deliberações.
O processo de afastamento de Park acontece por causa do enorme escândalo da “Rasputina” coreana, que nas últimas semanas levou milhões de sul-coreanos às ruas em protestos maciços para pedir a saída da Presidente.
A indignação tem por base a ideia de que Park foi manietada durante o seu mandato por uma amiga, Choi Soon-sil, acusada de corrupção e tráfico de influências. A Procuradoria da Coreia do Sul revelou que a Presidente teve um papel “considerável” no caso e acusou formalmente Choi Soon-sil e dois antigos assessores presidenciais, indicando que Park cooperou com a amiga e os outros dois ex-colaboradores, que são suspeitos de terem pressionado mais de 50 empresas do país a doar 65,7 milhões de dólares (62 milhões de euros) a duas fundações. O escândalo “Choi Soon-sil Gate” reduziu a taxa de aprovação da Presidente a cinco por cento, o valor mais baixo alguma vez alcançado por um Chefe de Estado na Coreia do Sul desde que o país alcançou a democracia no final da década de 1980.
A 29 de Novembro, a Presidente sul-coreana disse que queria deixar o cargo antes do fim do mandato, em 2018, e pediu ao Parlamento para preparar a transição.

 

Morre nos EUA John Glenn


10 de Dezembro, 2016

O astronauta John Glenn morreu quinta-feira, aos 95 anos, num hospital de Columbus, Estados Unidos. John Glenn fez parte do grupo que integrou o programa da NASA Mercurio.

Ficou famoso em 1962 quando fez a primeira órbita completa à Terra, na cápsula Friendship 7, um ano depois do cosmonauta russo Iuri Gagarin. Depois de sair da NASA fez carreira como senador pelo Estado do Ohio. E em 1998, aos 77 anos, esteve no espaço como membro da tripulação do Discovery. O Presidente Obama condecorou John Glenn com a Medalha da Liberdade em 2012.

 

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 26.11.2016

 

Morte de Fidel marca fim de um ciclo e chama atenção para futuro de Cuba

Morte de Fidel marca fim de um ciclo e chama atenção para futuro de Cuba

Ainda que não possa ser vista como inesperada, a morte de Fidel Castro aos 90 anos é entendida por especialistas como o marco do fim de um período da história da ilha. O momento tende a ser determinante para o futuro do país e do partido comunista.

"É o final de um ciclo e o início de outro", disse Emílio Morales, chefe do Havana Consulting Group, uma firma de consultoria de negócios em Cuba baseada em Miami, nos Estados Unidos. "Depois de 55 anos no poder, uma geração começa a desaparecer a algo novo está prestes a acontecer", opina.

A morte de Fidel Castro ocorre num momento de incerteza para Cuba, com a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. O sucesso eleitoral do republicano coloca em dúvida a abertura diplomática e econômica entre Cuba e os EUA, anunciada pela primeira vez pelo presidente norte-americano Barack Obama e o cubano Raúl Castro em dezembro de 2014.

"O desenrolar mais importante que veremos depois da morte de Fidel têm a ver com o Partido Comunista Cubano", diz Arturo Lopez-Levy, especialista em Cuba da Universidade do Texas. "Sem o carisma de Fidel, o partido agora vai basear sua legitimidade no nacionalismo e no desempenho econômico", afirma.

A economia cubana, no entanto, tem sido ferida com a piora no ambiente no seu principal país aliado, a Venezuela. O fornecimento gratuito de petróleo à Cuba, que deu um fôlego para a economia da ilha, foi cortado.

Com o declínio da Venezuela, o presidente cubano Raúl Castro começou a implementar uma série de reformas econômicas, permitindo que cubanos abram seus próprios pequenos negócios, por exemplo. A morte de seu irmão mais velho pode permitir ao atual presidente avançar nestas mudanças.

"Talvez Raul tenha uma mão mais livre agora", afirma o ex-ministro de Relações Exteriores do México, Jorge Castañeda.

A ilha ainda se tornou mais dependente dos Estados Unidos, recebendo mais de US$ 3,5 bilhões em remessas a cada ano, e uma quantia similar em mercadorias enviadas por norte-americanos de ascendência cubana a seus parentes. Os cálculos são do Havana Consulting Group. Somadas, as quantias ultrapassam as exportações totais no ano.

"Ninguém teria imaginado um cenário como esse há cinco anos", diz Morales. "Depois de dias de luto e de solenidades, vamos ver uma Cuba avançando", acrescenta. "Junto com o desafio associado à aproximação e a incerteza ligada à presidência de Trump, isso torna as coisas interessantes", conclui.

Castañeda considerou que ser irônico o fato de que a morte de Castro abra um debate tão vigoroso sobre os prós e contras da Revolução Cubana em todo mundo. Ele considera que o único local onde esse debate não é permitido é a própria ilha. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

Papa Francisco envia telegrama de pêsames a Raúl Castro

O Papa Francisco enviou um telegrama ao presidente de Cuba, Raúl Castro, lamentando a morte de seu irmão mais velho e líder cubano, Fidel Castro. "Meu sentimento de tristeza para sua excelência e sua família", escreveu.

Em um sinal de estima pessoal, Francisco assinou o telegrama, quebrando o protocolo do Vaticano de que o Secretário de Estado é quem tradicionalmente envia este tipo de mensagem. Francisco e Castro se encontraram durante uma visita papal a Cuba em setembro de 2015. Fonte: Associated Press.

Donald Trump confirma que Estados Unidos deixarão Parceria Transpacífico

 

O presidente eleito norte-americano Donald Trump, disse - em um vídeo divulgado na noite de segunda-feira (21) - que anunciará a retirada dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico logo depois que tomar posse, em 20 de janeiro de 2017. A Parceria Transpacífico é um acordo de livre comércio assinado em 5 de outubro de 2015, envolvendo 12 países banhados pelo Oceano Pacífico, e constitui a principal aposta do presidente Barack Obama para o desenvolvimento do comércio internacional.

Trump disse ainda que a saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico vai se dar por meio de uma notificação aos países participantes do acordo. Além disso, informou que vai eliminar as atuais restrições à produção de energia, incluindo a produção de gás de xisto. Essas restrições se referem a controle ambiental. Durante a campanha deste ano, ele afirmou que as restrições aumentam a regulação existente no país, trazendo sérios prejuízos à economia norte-americana.

Outra medida anunciada por Donald Trump é proteger a infraestrutura dos Estados Unidos de ciberataques e outras formas de ataque. No que se refere aos imigrantes, ele disse que vai orientar o Departamento do Trabalho para investigar "os abusos dos programas de vistos que prejudicam o trabalhador americano". No que se refere à ética de funcionários no governo, afirmou que vai impor  uma proibição de cinco anos para que os funcionários executivos se tornem lobistas.

Empregos

No vídeo, divulgado pelo YouTube, Donald Trump falou sobre a importância das medidas que anunciará no primeiro dia de seu governo: "Quer se trate de produzir aço, construir carros ou curar doenças, quero que a próxima geração de produção e inovação aconteça aqui, na nossa grande pátria: a América - criando riqueza e empregos para os trabalhadores americanos". O vídeo foi uma das poucas oportunidades que o público norte-americano teve de ouvir Trump diretamente.  

 

Campanha de Hillary vai participar de recontagem de votos nos EUA

Representantes da campanha presidencial de Hillary Clinton planejam participar do esforço de recontar cédulas de votação nos três Estados que deram ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, sua margem de vitória, segundo um advogado da candidata democrata, Marc Elias.

Em uma divulgação em seu blog, Elias disse que seria importante para a campanha ser representada em qualquer procedimento legal e monitoramento público nos esforços de recontagem lançados pela candidata do Partido Verde, Jill Stein.

"Agora que a recontagem foi reiniciada em Wisconsin, nós pretendemos participar para garantir que os procedimentos sejam justos para todos os lados", escreveu Elias, acrescentando que a campanha também participaria de recontagens planejadas na Pensilvânia e no Michigan.

Stein, a nomeada do Partido Verde para a presidência, anunciou nesta semana que pressionaria por recontagens em Estados como Wisconsin, Michigan e Pensilvânia, citando o trabalho de um cientista de computação, que sugeriu uma forma teórica de que a votação pode ter sido manipulada ou hackeada.

Não há evidências de adulteração até agora, mas uma recontagem das cédulas e uma audiência forense das máquinas eletrônicas de votação podem diminuir preocupações de irregularidades, de acordo com a campanha de Stein. Fonte: Dow Jones Newswires

Tropas sírias capturam bairro na zona leste de Alepo

Uma autoridade síria criticou a Turquia neste sábado, dizendo que o país é culpado pela morte de seus soldados porque os enviou à Síria, ao passo em que as forças do país dizem que tropas foram capturadas em um bairro ao norte de Alepo dias depois do governo retomar sua ofensiva sobre rebeldes sitiados na parte leste da cidade.

Os comentários do vice-ministro de relações exteriores da Síria, Faisal Mekdad, foram os primeiros de uma autoridade síria desde quinta-feira, quando soldados turcos foram mortos no norte do país no que o exército turco disse ser um ataque aéreo dos sírios. O relato foi contestado por ativistas sírios que disseram que os soldados foram mortes em um ataque suicida conduzida pelo Estado Islâmico.

O aumento da tensão entre os dois países vem ao passo em que as tropas sírias capturam o distrito de Hanano, em Alepo, dias depois do governo forças uma ofensiva na área.

O exército disse que as tropas "tomaram pleno controle" do distrito na maior cidade síria. O Observatório Sírio para Direitos Humanos, com sede em Londres, disse que as tropas controlaram agora a maior parte do distrito, acrescentando que Hanano foi o primeiro bairro de Alepo a cair nas mãos dos rebeldes, em 2012.

A imprensa estatal síria disse que o bombardeio dos rebeldes no oeste de Alepo matou três pessoas e feriu 15. O observatório afirmou que desde que a ofensiva do governo foi retomada no dia 15, 357 pessoas foram mortas na cidade e vilarejos próximos. Fonte: Dow Jones Newswires.

.

Dia de Ação de Graças nos EUA tem segurança redobrada contra atentados

 

As autoridades de Nova York reforçaram a segurança para prevenir atentados terroristas durante a parada do Dia de Ação de Graças que se realizou ontem (24). Cerca de 3 milhões de pessoas compareceram ao desfile, com seus balões gigantes, carros alegóricos, palhaços, bandas e espetáculos de teatro. Em todas as cidades dos Estados Unidos, o Dia de Ação de Graças é comemorado com um jantar familiar e muita festa, em que o prato principal é o peru.

Segundo cálculos da Federação de Automóveis dos Estados Unidos, mais de 50 milhões de americanos viajaram para encontrar amigos e familiares que vivem em outras cidades, em distâncias superiores a 150 quilômetros. As autoridades aumentaram a fiscalização de estradas, aeroportos e estações ferroviárias. A programação do Dia de Ação de Graças também prevê a transmissão ao vivo de vários jogos importantes de futebol americano.

A festa do Dia de Ação de Graças precede a Black Friday - dia de liquidação em todas as lojas dos Estados Unidos -, a se realizar amanhã (sexta-feira, 25). Os descontos da Black Friday começam em muitas lojas hoje, às 18h. As compras são feitas nas lojas, mas, para prevenir tumultos, muitas oferecem os descontos pela internet.

 

Tráfico de animais selvagens é o quarto negócio ilegal mais lucrativo do mundo

 

O tráfico de espécies selvagens é, de acordo com a Comissão Europeia, o quarto negócio ilegal mais lucrativo do mundo. (Foto EBC)

Estima-se que entre 20 mil e 30 mil elefantes são abatidos por ano ilegalmente. Desde 2007, o comércio ilegal de marfim mais do que duplicou. O tráfico de vida selvagem ameaça a biodiversidade do planeta e coloca em perigo de extinção espécies como os elefantes, os rinocerontes e os tigres.

O tráfico de espécies selvagens é, de acordo com a Comissão Europeia, o quarto negócio ilegal mais lucrativo do mundo, atrás apenas do tráfico de drogas, de seres humanos e do comércio de armas. Estima-se que o lucro anual da atividade gire em torno de 8 bilhões a 20 bilhões de euros.

O Parlamento Europeu debateu ontem e vota hoje um relatório que aborda a forma como a UE e os Estados-membros devem intensificar os esforços para combater o tráfico de espécies selvagens. O documento foi elaborado pela eurodeputada britânica Catherine Bearder, que defende a aplicação rigorosa das regras existentes de combate ao tráfico e o reforço na cooperação entre países de origem, consumidores e de trânsito.

“As causas são, sobretudo, a procura do mercado e a falta de conhecimento do comprador. É mais fácil traficar marfim e chifre de rinoceronte do que drogas. O marfim é mais valioso do que a platina. [Os criminosos] enviam o marfim para a China e regressam da China com drogas ou armas.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 26.11.2016

 

Funeral de Fidel Castro é marcado para 4 de dezembro

Jornal do Brasil*

O governo de Cuba decretou nove dias de luto nacional pela morte do ex-presidente e líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, contados a partir deste sábado (26). 

O governo também anunciou que o funeral de Fidel ocorrerá no dia 4 de dezembro, no cemitério Santa Ifigenia, na cidade de Santiago de Cuba. 

O corpo do ex-presidente deve ser cremado ainda neste sábado, conforme a vontade do próprio Fidel, informou seu irmão e sucessor político, Raúl Castro.

Relembre a trajetória do líder cubano Fidel Castro

Fidel Alejandro Castro Ruz, conhecido como Comandante Fidel Castro, nasceu em Birán, um pequeno povoado em Cuba, em 13 de agosto de 1926. Filho de imigrantes espanhóis, formou-se no curso de Direito pela Universidade de Havana, quando deu inicio à sua trajetória política. Fez parte do Partido do Povo Cubano e fundou o Movimento Revolucionário.    

Chefiando um grupo de revolucionários, Fidel Castro começou uma campanha de guerrilhas contra as forças do governo ditatorial de Fulgêncio Batista e assumiu o controle do país em 1959, na chamada Revolução Cubana. Líder revolucionário, proclamou-se comunista e declarou Cuba um Estado socialista, permitindo apenas um partido na ilha, o Partido Comunista de Cuba. Colecionou adversários na comunidade internacional, tendo os Estados Unidos como seu maior inimigo político e ideológico. 48

Os dois países ficaram com as relações diplomáticas rompidas por mais de meia década e até hoje a ilha sofre um embargo econômico imposto por Washington que a deixou isolada da economia global por todo este tempo. No governo, Fidel instituiu a pena de morte, promoveu reformas agrária e urbana, ajudou com apoio ideológico movimentos revolucionários da América Latina e com tropas militares os governos marxistas da Etiópia e de Angola. O ex-presidente de Cuba conseguiu expandir a educação, previdência social, artes e esporte na ilha, que também é referência em saúde pública. 

Por outro lado, Fidel, considerado um ditador por vários governos, é criticado internacionalmente por repressão a opositores, restrição a liberdades individuais e violação de direitos humanos. Estes dois perfis fizeram com que sua imagem sempre estivesse envolvida em controvérsias e gerasse debates em todo o mundo. 

A esquerda o amava, a direita o odiava. Fidel liderou Cuba efetivamente até 2008, quando renunciou ao poder por motivos de saúde. Desde 2006, ele tinha escalado seu irmão, Raúl Castro, para o substituir no governo. O afastamento de Fidel ocorreu paralelamente a uma abertura política e econômica da ilha. 

Na Presidência, Raúl Castro adotou uma série de reformas que autorizaram novas atividades econômicas no país e negociou, sob a mediação do papa Francisco, a retomada das relações diplomáticas com os EUA, liderados por Barack Obama. Fidel Castro morreu às 22h29 do dia 25 de novembro de 2016. Casado com Dalia Soto del Valle, Fidel tem seis filhos, sendo cinco com sua esposa atual e um com sua ex-mulher, Mirta Díaz Balart.

*Da 'Ansa Brasil'

 

Líderes latinos lamentam morte de Fidel Castro

Morte do ex-líder foi anunciada por Raúl Castro neste sábado

Agência ANSA

Neste sábado, dia 26, o presidente de Cuba, Raúl Castro, anunciou com pesar a morte de seu irmão, o ex-líder revolucionário Fidel, aos 90 anos. A notícia chocou não apenas o país e sua população como também toda a América Latina, recebendo comentários e pêsames de vários líderes do continente americano. 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi um deles. O político lamentou a morte de Fidel dizendo que ele "passou para a imortalidade". "Quero transmitir toda a solidariedade, o amor, as condolências e a dor de todos os revolucionários, patriotas e chavistas venezuelanos ao povo de Cuba", disse Maduro em entrevistas à emissora "Telesur". 

O presidente venezuelano também afirmou que conversou com Raúl Castro e contou da dor que está sentindo. "Um golpe forte para todos os revolucionários do mundo. E de maneira muito especial, nosso pensamento vai para a nobre população de Cuba, heroica, valente e que todos esses anos se encheu de uma identidade própria de rebeldia, de amor aos seus e à humanidade", comentou o político. "Agora é a nossa vez, sobretudo dos jovens, de se descobrir e se redescobrir no exemplo de Fidel, um eterno jovem, eterno sonhador, eterno rebelde, que não deu nenhum minuto de descanso, como diz o juramento bolivariano", afirmou Maduro também concluindo que Fidel foi um "homem admirado do século 20 e que marcou o século 21" e afirmando que a "a história o absolveu". 

O presidente da Colômbia, Juán Manuel Santos, também comentou a morte de Fidel. "Lamentamos a morte de Fidel Castro. Estamos com seu irmão Raúl e com a sua família neste momento. Nossa solidariedade está com o povo cubano", afirmou o mandatário em suas redes sociais. "Fidel Castro reconheceu no final de seus dias que a luta armada não era o caminho. [Ele] contribuiu assim para colocar um fim no conflito colombiano" disse Santos referindo-se à ajuda de Cuba ao projeto do acordo de paz com o grupo Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). 

O grupo armado também divulgou uma nota sobre o falecimento de Fidel. O comandante das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, o 'Timochenko", escreveu, também nas redes sociais, que "partiu um dos grandes homens da América e do mundo. Glória eterna a sua memória. Viva Fidel". Já a ministra das Relações Exteriores da Argentina, Susana Malcorra, transmitiu as "condolências ao governo e ao povo de Cuba" e afirmou que com a morte de Fidel "se encerra um capítulo importante da história da América Latina".

"A morte de Fidel tem um impacto muito grande para o povo cubano tanto para os que estão a favor [dele] quanto para os que estão contra", disse Malcorra que ainda falou sobre a importância do poder de Cuba ter passado para Raúl há alguns anos, "um avanço" já que "era quase impossível que Fidel liderasse as mudanças" necessárias. Já o presidente da Bolívia, Evo Morales, também lamentou a morte do ex-líder cubano dizendo que a melhor forma de homenageá-lo "é solidificar a união entre os povos do mundo". À emissora "Telesur", Morales disse que "a melhor homenagem a Fidel é a unidade dos povos do mundo e é nunca esquecer sua resistência ao modelo anti-imperialista e ao modelo capitalista", explicou o mandatário latino.

O boliviano também disse que está "muito dolorido com a partida do irmão Comandante Fidel" e que enviou à ilha condolências e solidariedade para a família do cubano, para o governo e para a população do país. "Fidel nos deu lições de luta, de perseverança pela liberdade e pela integração dos povos do mundo", concluiu Maduro.

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, também falou sobre o episódio, lamentando a morte de "um amigo do México". Em seu Twitter, o mandatário disse que Fidel era "um promotor de uma relação bilateral baseada no respeito, no diálogo e na solidariedade" e que foi uma "referência indiscutível do século 20".

As homenagens e as mensagens de condolência e de apoio ao povo cubano feitas pelos líderes latinos devido à morte do ex-presidente cubano surgem em uma época onde a esquerda está perdendo força na América Latina e onde se percebe uma grande guinada da direita: como no Brasil, com a perda de influência do PT; na Argentina, com a vitória de Maurizio Macri como presidente; ou como na Venezuela, com a crise política enfrentada por Nicolás Maduro. 

'História julgará o enorme impacto' de Fidel, diz Obama

Jornal do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comentou neste sábado (26) a morte do ex-mandatário de Cuba Fidel Castro. A "História julgará o enorme impacto" que o ex-líder revolucionário terá no mundo, disse Obama.

O eleito Donald Trump, por sua vez, que assume a Casa Branca no ano que vem disse que Fidel era "um ditador brutal" e que espera que o país latino-americano possa conseguir "um futuro livre".

Amigo pessoal do ex-líder cubano Fidel Castro, o teólogo brasileiro Frei Betto disse acreditar que a morte do revolucionário não impactará a política doméstica da ilha. "Acho que a morte dele não será um divisor de águas, porque a Revolução Cubana está consolidada. Como Fidel já estava afastado há anos do poder, seu irmão Raúl está habituado a lidar com a política local", afirmou Frei Betto à Ansa. 

"Não temos elementos para fazer comparações com a Venezuela e sua situação pós-morte de Hugo Chávez", afirmou. "O futuro de Cuba depende muito mais do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que de Raúl Castro", ressaltou o teólogo, autor do livro "Fidel e a Religião". 

Fidel Castro sempre sustentou que sua rivalidade com os Estados Unidos não começou com sua revolução, mas sim, resultado de um "legado histórico" das relações de Cuba "com o império" desde que Washington ocupou a ilha após uma breve guerra contra a Espanha, em 1898. O comandante-chefe esteve publicamente ausente quando, no dia 18 de dezembro de 2014, seu irmão Raúl Castro, presidente de Cuba, estabeleceu um acordo com os Estados Unidos para restabelecer as relações diplomáticas bilaterais com a troca de alguns presos.

Quando em março de 2015, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez uma visita histórica a Cuba, Castro se manteve distante e só depois fez comentários sobre o discurso do mandatário norte-americano em Havana.

"Quanto terminar essa guerra, eu começarei uma guerra muito maior e mais longa por minha conta: a guerra que vou combater contra eles [EUA]. Me dei conta que esse era meu verdadeiro destino", escreveu Castro no dia 5 de junho de 1958 para Celia Sánchez, uma das poucas mulheres-chave da revolução e em sua própria vida, falecida em 1980.

Imprensa internacional lembra influência e polêmicas na trajetória de Fidel

 

A imprensa internacional repercute com destaque a morte do líder cubano Fidel Castro, aos 90 anos. A rede de televisão ABC News disse que Fidel colocou Cuba no cenário mundial e se tornou um ator de grande destaque mundial. Mas a emissora lembrou também que o líder cubano tinha inimigos e foi adversário de 11 presidentes norte-americanos durante o período em que eles ocuparam a Casa Branca.

A rede de televisão CBS News está transmitindo ao vivo a reação de uma multidão de exilados cubanos, que vivem há décadas nos Estados Unidos. 

Os cubanos estão reunidos em frente ao restaurante Versailles, em Little Havana, um bairro de exilados cubanos que fica em Miami, na Flórida. Eles entoam cânticos de Viva Cuba e acenando com bandeiras cubanas.

De acordo com a emissora MSNBC News, Fidel Castro desafiou os esforços dos Estados Unidos para derrubá-lo por cinco décadas. Segundo a emissora de televisão, Fidel costumava afirmar que sobrevivera a 634 tentativas ou conspirações para assassiná-lo, principalmente comandadas pela Agência Central de Inteligência (CIA) e por organizações de exilados que vivem nos Estados Unidos.

Segundo a emissora, os relatos de Fidel diziam que a tentativas para matá-lo incluíam pílulas de veneno, charuto tóxico, explosões e uma roupa de mergulho quimicamente contaminada.

Perigo de guerra nuclear

O jornal The New York Times deu destaque na primeira página à morte do líder cubano, afirmando que ele foi responsável por levar o mundo à beira da guerra nuclear. O jornal observou que Fidel ficou no poder mais tempo do que qualquer outra personalidade viva, com exceção da rainha Elizabeth II.

O jornal The Washington Post comentou que, embora Fidel Castro fosse amado por uma legião de seguidores, seus detratores o viam como um líder repressivo que transformou Cuba em um gulag (campo de trabalho forçado) de fato.

O jornal Los Angeles Times informou que o ex-presidente, que ostentava como marca uma barba desalinhada, desafiou o capitalismo mundial, mantendo o comunismo vivo no hemisfério ocidental duas décadas após a queda da União Soviética.

O jornal espanhol El País afirmou que Castro foi o último revolucionário mundial, tendo sido  um líder autoritário ou tirano e, ao mesmo tempo, uma legenda internacional contra o capitalismo e a favor da população que nada tem para sobreviver dignamente.

 

Aeronaves russas começam combate a fogos em Israel 

 

Duas aeronaves anfíbias Beriev Be-200, enviadas pelo Ministério para Situações de Emergência da Rússia, que há pouco começaram combatendo incêndios florestais em Israel, estão conduzindo uma operação de combate ao fogo nos arredores da cidade de Haifa, comunicou a assessoria de imprensa do ministério.

"Desde madrugada que dois aviões estão eliminando incêndios nos subúrbios de Haifa, onde na véspera a situação já tinha melhorado graças à cooperação com um grupo operacional no terreno. Entretanto, a situação lá continua difícil", disse o representante do Ministério para Situações de Emergência da Rússia.

As aeronaves anfíbias estão baseadas na base militar israelense de Hatzor. "Em regime de deslizamento eles estão recolhendo água da bacia do Mediterrâneo, o que exige a máxima concentração da tripulação e, de fato, um trabalho de filigrana", frisou o Ministério. 

O objetivo principal que as tripulações estão perseguindo é proteger do fogo as cidades de Haifa, Galil e Carmel. Mais cedo, os aviões russos tinham conseguido liquidar um incêndio de grande escala nos arredores de Haifa. Duas aeronaves anfíbias Be-200 foram enviadas pelo Ministério para Situações de Emergência da Rússia de Anapa a Israel para prestar assistência na eliminação de incêndios florestais.

Duas aeronaves do Ministério para Situações de Emergência russo chegaram a Israel, flagelado por incêndios florestais, na madrugada passada (25) por decisão do presidente russo e a pedido da parte israelense, que apelou à ajuda de países estrangeiros, inclusive da Rússia.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 26.11.2016

 

 

Governo português lamenta morte e salienta figura que marcou século

 

PUB

O Governo português lamentou hoje a morte do antigo presidente cubano Fidel Castro sublinhando que é uma figura que "marcou o século XX" e a "a história avaliará" o seu papel.

"O Governo português apresenta as condolências ao presidente Raul Castro, irmão de Fidel Castro, à família e a todo o povo cubano", disse à agência Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

O histórico líder cubano, Fidel Castro, morreu na noite de sexta-feira, 25 de novembro, aos 90 anos, às 22:29 locais (03:29 de sábado em Portugal continental) e já foram várias as reações e condolências apresentadas por diversos líderes políticos mundiais.

"É uma personalidade histórica de Cuba cuja morte devemos lamentar", considerou o ministro.

Santos Silva referiu que "a história avaliará os méritos e os deméritos do papel de FidelCastro e da natureza do regime".

Questionado se prevê alguma abertura do regime cubano no futuro, o chefe da diplomacia portuguesa disse não prever "nenhuma evolução súbita da situação em Cuba", mas referiu esperar que Raul Castro "continue este caminho de abertura e de diálogo que possa levar a que, tão cedo quanto possível, seja levantado o bloqueio norte-americano a Cuba".

"Uma figura histórica de grandes feitos e grandes erros"

 

PUB

O Bloco de Esquerda saudou hoje a memória do líder cubano Fidel Castro, realçando os seus grandes feitos e os seus grandes erros, e transmite solidariedade ao "povo de Cuba independente".

"Fidel Castro foi uma das figuras mais importantes da história do século XX e líder de uma revolução vitoriosa", salienta o Bloco de Esquerda (BE), acrescentando que o político cubano "foi o autor, como figura histórica de grande importância, de grandes feitos e de grandes erros".

O histórico líder cubano, Fidel Castro, morreu na noite de sexta-feira, 25 de novembro, aos 90 anos, às 22:29 locais (03:29 de sábado em Portugal continental) e já foram várias as reações e condolências apresentadas por diversos líderes políticos mundiais.

Para o BE, a vida de Fidel Castro foi "experiência de libertação nacional, começada sem alinhamento e até em conflito com a ortodoxia soviética, e só mais tarde conformada com Moscovo e com o modelo de partido único".

"Ao longo de décadas, o criminoso bloqueio norte-americano e a permanente sabotagem económica criaram um clima de cerco que não só puniu as populações como rigidificou o regime e a sua burocracia", segundo o comunicado do secretariado da Comissão Política do Bloco.

Aponta ainda que Fidel Castro "tem também a seu crédito os feitos históricos que tornaram a revolução cubana num referencial para as lutas dos povos na América Latina e não só".

 

Cubano-americanos celebram morte de Fidel em Little Havana

 

PUB

No bairro de Miami onde vive uma forte comunidade cubana, gritou-se "Cuba livre!", após a morte de Fidel Castro.

Centenas de pessoas saíram às ruas de Little Havana, o maior de Miami onde se concentra a comunidade cubano-americana, para celebrar a morte de Fidel Castro. Segundo relatos no Twitter, buzinou-se, empunharam-se bandeiras cubanas e americanas e gritou-se "Cuba livre!".

A felicidade destas pessoas que saíram às ruas mal souberam da morte de Fidel Castro mostra o despreso que parte da comunidade cubana nos EUA tem pelo líder da revolução.

Em declarações à AP, Jay Fernandez, cubano-americano de 72 anos, afirmou: "Toda a gente está feliz. Agora este tipo já não vai fazer mais mal". Em Miami desde 1980, Fernandez acredita que agora "o irmão [Raúl] também vai cair. Mas o mundo tem de prestar atenção a isto. Não só os cubanos".

Trump: Fidel foi um "brutal ditador que oprimiu o seu próprio povo"

 

PUB

Donald Trump volta falar da morte de Fidel

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje que Fidel Castro foi um "brutal ditador" que "oprimiu o seu próprio povo" e prometeu que procurará assegurar que os cubanos atinjam a "prosperidade e liberdade".

Através de um comunicado, Donald Trump prometeu que o seu governo fará "tudo o possível para assegurar que o povo cubano possa iniciar finalmente o seu caminho para a prosperidade e liberdade".

Quanto a Fidel Castro, apontou que deixa "um legado de fuzilamentos, roubo, sofrimento inimaginável, pobreza e negação de direitos humanos fundamentais".

O histórico líder cubano, Fidel Castro, morreu na noite de sexta-feira, 25 de novembro, aos 90 anos, às 22:29 locais (03:29 de sábado em Portugal continental) e já foram várias as reações e condolências apresentadas por diversos líderes políticos mundiais.

Donald Trump referiu-se ao líder revolucionário como "brutal ditador que oprimiu o seu próprio povo durante seis décadas".

"Como Cuba continua a ser uma ilha totalitária, espero que o dia de hoje marque [o início de] um movimento para longe dos horrores suportados por demasiado tempo, e na direção de um futuro no qual o maravilhoso povo cubano finalmente viva com a liberdade que tanto merece", salientou o político, na sua declaração.

Na mensagem, não faz qualquer referência às suas anteriores ameaças de reverter a aproximação que os dois países conseguiram durante a presidência de Barack Obama.

Apesar de as "tragédias, mortes e dor causadas por Fidel Castro não poderem ser apagadas", Trump aponta que a sua administração "fará tudo o que puder para assegurar que o povo cubano pode finalmente começar a sua caminhada em direção à prosperidade e liberdade".

Antes da divulgação do comunicado, o milionário, que vai tomar posse como presidente dos EUA em janeiro de 2017, tinha colocado na sua conta da rede social Twitter a frase "Fidel Castro está morto!".

Nas primárias, Donald Trump foi o único candidato republicano que apoiou a abertura a Cuba, mas quando procurava votos no estado da Florida, nas eleições gerais, prometeu que "revogaria" as medidas de Barack Obama "a menos que o regime dos Castro" restaurasse "as liberdades na ilha".

O histórico líder cubano, Fidel Castro, morreu na noite de sexta-feira, 25 de novembro, aos 90 anos, às 22:29 locais (03:29 de sábado em Portugal continental) e já foram várias as reações e condolências apresentadas por diversos líderes políticos mundiais.

Frases e momentos do líder cubano

 

REUTERS/PRENSA LATINA

PUB

Orador fora do comum, Fidel Castro deu centenas de entrevistas e proferiu milhares de horas de discursos pontuados de frases que fizeram a sua lenda, mas também de farpas certeiras para os seus inimigos e de elogios para os aliados.

"Condenem-me, pouco me importa, a história absolver-me-á"

- Outubro de 1953, no julgamento após o assalto ao Quartel de Moncada, que marca o início da sua lenda.

"Quando esta guerra terminar, outra muito mais longa e maior começará: A guerra que vou lançar contra os Estados Unidos. Este vai ser o meu verdadeiro destino".

- Junho de 1958, em carta a Cecília Sanchez a partir da Sierra Maestra.

"A pátria ou a morte!"

- Março de 1960, durante as exéquias das vítimas da explosão do navio francês La Coubre no porto de Havana, enquanto fornecia armas ao regime. "Pátria ou morte" tornou-se um dos principais slogans do regime.

"Pela Revolução, tudo; contra a Revolução, nada"

- Junho de 1961, em mensagem aos intelectuais.

"O socialismo ou a morte! O marxismo leninismo ou a morte!"

- Janeiro de 1989, no momento em que surgem preocupações com a instabilidade no bloco soviético.

"Jamais me retirarei da política, da Revolução. O poder é um esclavagista e eu sou seu escravo".

- setembro de 1991.

"Até as nossas prostitutas passaram pela universidade".

- 2003, a propósito da erradicação do analfabetismo em Cuba, durante uma entrevista ao cineasta norte-americano Oliver Stone para o documentário "Comandante".

"Pequeno Bush", "o Fuher", "O Idiota", o "Imbecil" e "César"

- O Presidente norte-americano George W. Bush foi um dos alvos favoritos de Fidel Castro

"O maior democrata de toda a América do Sul".

- Pelo contrário, o seu "filho espiritual", o antigo Presidente venezuelano Hugo Chavez, foi qualificado de

"Tem alma de campeão, admiro a sua perseverança. É o otimismo e a esperança da região".

-Sobre o ex-metalúrgico que foi Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva:

"Conheci dois santos na vida, João Paulo II e Madre Teresa".

- Fidel Castro manifestou sempre simpatia pela figura do antigo papa, que efetuou uma visita a Cuba em 1998.

"Um dos homens mais nobres, mais extraordinários, mais desinteressados que conheci".

- Sobre o companheiro de armas, o argentino Ernesto "Che" Guevara

"O "Che` do desporto".

- Sobre o amigo ex-futebolista argentino Diego Maradona

"Terei um fim como todo os outros, a nossa vez chegará, a todos".

- Durante a presença, a 19 de abril, no encerramento do Congresso do partido comunista cubano, admitiu, com voz trémula

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 26.11.2016

Maradona diz que Fidel Castro era como um "segundo pai"

 

Foto: Reuters

O antigo futebolista argentino Diego Maradona lamentou a morte do ex-presidente cubano, Fidel Castro, que morreu esta madrugada, classificando-o como "o maior" e dizendo que era como "um segundo pai".

"Ligaram-me de Buenos Aires a dar a notícia da morte daquele que era o maior e fiquei em choque. Fidel Castro morreu e eu estou muitíssimo triste, porque ele era como um segundo pai para mim", afirmou Maradona, em Zagreb.

"Morreu o meu amigo, meu confidente e que me aconselhou, ele que me ligava a qualquer hora para falar de política, de futebol e de basebol, ele que me disse que quando saísse Clinton viria um pior, que foi Bush. Como nunca se enganou, para mim, Fidel é, foi e será eterno, o único, o maior. Dói-me o coração porque o mundo perdeu o mais sábio de todos", escreveu Maradona na sua página no Facebook.

Em 2000, Maradona, que tem tatuado o rosto do cubano na perna esquerda, surgiu publicamente ao lado de Fidel Castro, quando passou uma temporada em Cuba, onde se submeteu a um dos vários tratamentos de desintoxicação de droga.

Putin entrega passaporte russo a Steven Seagal

 

O presidente russo, Vladimir Putin, entregou esta sexta-feira no Kremlin um passaporte russo ao ator americano Steven Seagal, afirmando esperar que tal seja encarado como um sinal da "normalização" das relações entre Moscovo e Washington.

"Quero congratulá-lo", declarou Putin ao dar um aperto de mão ao ator, perito em artes marciais e conhecido pelos filmes de ação que protagonizou na década de 1990, que obteve no início do mês de novembro a nacionalidade russa.

Segundo um comunicado do Kremlin, o chefe de Estado russo acrescentou que os dois homens há muito que conversavam sobre o desejo de Steven Seagal de obter a cidadania russa e que tinha concordado em fazê-lo "num ato totalmente despolitizado".

Putin manifestou a sua esperança de que a entrada de Steven Seagal na lista de celebridades ocidentais detentoras da cidadania russa seja vista "como um sinal da normalização gradual das relações entre os dois países".

Seagal, que falou em inglês, agradeceu ao Presidente russo a "grande honra".

Steven Seagal encontrou-se nos últimos anos por diversas ocasiões com Putin, um entusiasta do judo. O ator vai regularmente a Moscovo e defendeu a anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia em 2014.

Nos últimos anos, várias figuras ocidentais obtiveram a nacionalidade russa, como foi o caso do ator francês Gérard Depardieu, que recebeu o passaporte russo em janeiro de 2013.

O antigo campeão mundial de boxe Roy Jones Jr e o campeão de MMA (artes marciais mistas) Jeff Monson, dois americanos, também obtiveram a nacionalidade russa.

Adolescente em estado terminal casa para cumprir último desejo

Uma adolescente, de 17 anos, com cancro no diafragma, em estado terminal, cumpriu um dos seus últimos desejos ao casar com o seu melhor amigo de infância, esta sexta-feira, em Bristol, Reino Unido.

Callum Firks não demorou a pedir Amber Snailham em casamento depois de saber que o tumor ósseo da namorada se tinha alastrado para o cérebro.

Ainda que a vontade de dar o nó não faltasse por parte de ambos, o dinheiro era um entrave. Por isso, de forma a concretizar o sonho de Amber e Callum, ambos de 17 anos, os amigos e familiares do casal prontificaram-se a criar um fundo monetário.

Depois de os noivos - que mantêm uma relação de amizade há vários anos - terem conseguido angariar quase seis mil euros, casaram finalmente, esta sexta-feira, numa grande cerimónia realizada em Bishopsworth, Bristol.

Amber, que foi diagnosticada com cancro do diafragma aos 13 anos, foi submetida a várias operações e a seis meses de quimioterapia, que terminaram em julho último.

No entanto, em outubro, os médicos que a acompanhavam deram a notícia de que tinham sido detetadas metástases no cérebro.

À imprensa britânica, a mãe de Callum, Vicky Bishop, disse que não há garantias do tempo de vida de Amber mas que, segundo os médicos, podem restar-lhe "poucos meses".

Homem de 68 anos escolhe mulher de 26 anos para nono casamento

 

Ron Sheppard já seria o homem que mais vezes casou, no Reino Unido, se se tivesse ficado pela oitava mulher, mas uma jovem filipina levou o britânico a querer ir ao altar novamente...assim que estiver divorciado.

Ron Sheppard, de 68 anos, pediu em casamento Cristel Marquez Lalec, de 26 anos, no último dia de 2015, depois de ter passado a consoada de Natal com a família da amada, na sua casa, nas Filipinas.

Passado um ano, os noivos ainda não ouviram a marcha nupcial mas dizem que o casamento está cada vez mais próximo, agora que Cristel, mãe de um filho de sete anos, rumou à Grã-Bretanha para lá ficar durante um mês, avançou o jornal britânico "Daily Mail".

O único obstáculo à cerimónia é a aliança que, aos olhos da lei, Ron Sheppard ainda tem no dedo.

Depois de oito casamentos falhados, o pensionista, que tinha 19 anos quando se casou pela primeira vez, em 1966, acredita que Cristel "é a tal".

"Não há dúvidas quanto a isso. Ela vai ser a minha mulher até ao fim da minha vinda. Isto é amor verdadeiro. Esta é a última, prometo", garantiu o britânico, que conheceu a noiva filipina no aeroporto londrino de Heathrow.

Veja o historial nupcial de Ron Sheppard:

Primeira mulher: Margaret, em 1966. Tiveram três filhos e divorciaram-se passados dois anos.
Segunda mulher: Jeanette, em 1973. Divorciaram-se passado um ano.
Terceira mulher: Lesley, em 1976. Tiveram dois filhos. Ele deixou-a passados cinco anos.
Quarta mulher: Kathy, em 1982. Conheceu num campo de férias. Tiveram uma filha e divorciaram-se passados quatro anos.
Quinta mulher: Sue, em 1986. Conheceu no bingo. Tiveram dois filhos. Ela deixou-o em 1997.
Sexta mulher: Usha, em 1999. Separaram-se passados quatro anos, quando Ron a traiu durante uma viagem à Tailândia.
Sétima mulher: Wan, em 2003. Conheceram-se em Banguecoque nesse ano. A relação durou oito meses.
Oitava mulher: Weng, em 2004. Conheceram-se na Internet. Estiveram casados durante 11 anos, tendo-se separado em 2015.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 26.11.2016

Suspensas negociações sobre a adesão ao bloco


26 de Novembro, 2016

O Parlamento Europeu pediu quinta-feira o congelamento das negociações de adesão da Turquia à União Europeia (UE) dada a “repressão desproporcionada” em curso no país desde a tentativa de golpe de Estado de Julho passado.

Numa resolução não vinculativa aprovada por ampla maioria em Estrasburgo, os eurodeputados pedem à Comissão e aos Estados-membros um “congelamento temporário” do processo de adesão iniciado em 2005.
“Apesar de a Turquia ser um parceiro importante da UE, a vontade política de cooperar tem de ser manifestada por ambas as partes”, afirmaram os eurodeputados, acrescentando que a repressão em curso “está a desviar a Turquia da sua trajectória europeia”.
A resolução do Parlamento Europeu foi aprovada com 479 votos a favor, 37 contra e 107 abstenções.
O Parlamento Europeu diz-se no entanto “empenhado em manter a Turquia ligada à UE” e compromete-se a reapreciar a posição aprovada se as medidas repressivas forem revogadas.
Na quarta-feira, ao referir-se a esta votação no Parlamento Europeu, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a votação não tinha qualquer validade”. “Não me é sequer possível digerir a mensagem que eles querem enviar”, disse. Responsáveis europeus têm criticado a vaga de repressão lançada pelo Governo de Erdogan após o golpe de Estado falhado de 15 de Julho, que levou a dezenas de milhares de detenções e de despedimentos. A resolução aprovada não tem qualquer efeito enquanto os Estados-membros quiserem manter as negociações, mas ilustra o desconforto europeu com o estilo de governação do Presidente Recep Tayyip Erdogan. A Turquia e a UE acordaram em Março acelerar as negociações de adesão, na sequência do acordo sobre migrações concluído entre ambas.

 

Paquistão e Índia em pé de guerra


26 de Novembro, 2016

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea paquistanesa advertiu a Índia que as disputas relativas à Caxemira podem evoluir para um conflito a larga escala e aconselhou Nova Deli a conter-se.

O aviso do marechal Sohail Aman surgiu em reacção a um incidente, na passada quarta-feira, na fronteira entre os dois países na região dos Himalaias, em que, de acordo com as autoridades paquistanesas, as forças indianas terão aberto fogo, matando 12 civis e três militares paquistaneses.
A ameaça do chefe militar foi ainda mais longe, deixando claro que, se as forças indianas enveredarem pela escalada da crise, as tropas paquistanesas “sabem muito bem o que fazer”, afirmou Sohail Aman, citado pela agência Associated Press.
Em visita a Islamabad, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, reuniu, quinta-feira, com o seu homólogo paquistanês, Sartaj Aziz, e manifestou no final do encontro preocupação com a escalada da crise sobre a região de Caxemira, apelando a ambos os Estados que “mantenham o diálogo positivo.”
A região de Caxemira, nos Himalaias, dividida pelos dois países e reclamada por inteiro por ambos, cuja população é de larga maioria muçulmana, já esteve na origem de duas das três guerras entre a Índia e o Paquistão, duas potências nucleares.
No incidente da passada quarta-feira, a artilharia do Exército indiano fez fogo sobre várias aldeias ao longo da chamada Linha de Controlo, matando 12 civis. Três soldados paquistaneses foram posteriormente dados como vítimas mortais de confrontos entre os dois lados.
A ocorrência aconteceu um dia depois de o corpo mutilado de um soldado indiano ter sido encontrado em Caxemira. As forças militares indianas não indicaram se o soldado tinha sido morto por tropas paquistanesas ou por rebeldes muçulmanos, que combatem contra o domínio indiano desde 1989.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, promoveu uma reunião de alto nível para avaliar a situação na região. “Nunca abandonaremos as nossas origens em Caxemira nem a sua luta pela liberdade”, afirmou no final do encontro, de acordo com um comunicado do Governo paquistanês, citado pela  AP.

 

 

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 22.11.2016

 

Para cônsul, relações Brasil-EUA não devem retroceder com Trump

As relações entre o Brasil e os Estados Unidos já avançaram a tal ponto que não devem sofrer retrocesso no governo Donald Trump. A opinião é do cônsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, James Story, para quem os dois países têm uma relação profunda, que sempre vai ser respeitosa. Como exemplo, ele citou a Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos que já tem 100 anos, além de empresas instaladas no território brasileiro há muito tempo.

James Story afirmou que os dois países são parceiros em muitas questões, incluindo os programas de combate ao  vírus Zika e questões de segurança. "Somos duas democracias nas Américas, as maiores. Isso é importante para nós. A relação com o Brasil é importante", disse à Agência Brasil, depois de participar do debate Estados Unidos: uma análise após o resultado das eleições, organizado pela Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EPGE), em Botafogo, na zona sul do Rio.    

O cônsul lembrou que a intenção dos Estados Unidos é duplicar o comércio com o Brasil, que atualmente gira em torno de US$ 100 bilhões. Acrescentou que atualmente 99% das pessoas que voam em aviões da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) são americanas, porque a maioria das aeronaves é exportada para os Estados Unidos. "Isso é um exemplo da relação que temos. Sempre vai ser muito profunda e vai cobrir vários temas".

Investimentos

De acordo com Story, um dos setores que devem ser incentivados pelo governo norte-americano no Brasil é o de turismo. Ele citou a parceria com a escola de samba Unidos da Tijuca, que vai levar para a avenida em 2017 enredo sobre a união das músicas do brasileiro Pixinguinha e do americano Louis Armstrong e que deve incentivar a vinda de turistas ao país. "Acho que os Estados Unidos poderiam mandar milhões mais de turistas para o Brasil, que oferece tudo", disse, lembrando que os setores de infraestrutura, de petróleo e gás e de segurança também estão nas perspectivas de novos investimentos norte-americanos no país. /AB

 

Trump não deseja prosseguir com investigações sobre e-mails de Hillary Clinton

A coordenadora da campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, Kellyanne Conway, afirmou que o presidente eleito dos EUA indicou que não deve prosseguir com as investigações sobre os e-mails da democrata Hillary Clinton, rival de Trump durante as eleições.

Em entrevista à rede de TV MSNBC, Conway afirmou que Trump está firmando parcerias com os republicanos do Congresso para que evitem pedir por mais investigações sobre o caso. "Ele não deseja prosseguir com essas acusações", disse Conway.

Dias antes, Trump afirmou à rede de TV CBS que não deseja recomendar acusações sobre Clinton ao Departamento de Justiça. "Se Donald Trump puder ajudá-la, talvez seja uma boa coisa", afirmou a coordenadora da campanha.

Durante as eleições, Trump prometeu colocar a rival democrata "na prisão" quando se referia ao assunto. Fonte: Associated Press.

Seis crianças morrem em acidente com ônibus escolar nos EUA

Seis crianças morreram e dezenas ficaram feridas após um ônibus escolar capotar e bater em uma árvore na cidade de Chattanooga, no Estado norte-americano do Tennesse, na tarde de ontem.

Segundo o delegado de polícia local, Fred Fletcher, o veículo carregava 35 crianças de uma escola de ensino fundamental e básico, e se acidentou perto das 15h30, horário local. Investigadores acreditavam que o motivo do acidente possa ter sido a alta velocidade. O ônibus foi o único veículo envolvido.

O motorista, Johntony Walker, foi acusado por cinco homicídios no trânsito e direção perigosa, afirmou a polícia local durante uma coletiva de imprensa.

23 estudantes foram levados ao hospital, disse Fletcher, que não soube especificar o grau dos ferimentos. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 22.11.2016

 

Donald Trump diz que Estados Unidos devem sair da Parceria Transpacífico

 

O presidente eleito norte-americano Donald Trump, disse - em um vídeo divulgado na noite dessa segunda-feira (21) - que anunciará a retirada dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico logo depois que tomar posse, em 20 de janeiro de 2017. A Parceria Transpacífico é um acordo de livre comércio assinado em 5 de outubro de 2015, envolvendo 12 países banhados pelo Oceano Pacífico, e constitui a principal aposta do presidente Barack Obama para o desenvolvimento do comércio internacional.

Trump disse ainda que a saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico vai se dar por meio de uma notificação aos países participantes do acordo. Além disso, informou que vai eliminar as atuais restrições à produção de energia, incluindo a produção de gás de xisto. Essas restrições se referem a controle ambiental. Durante a campanha deste ano, ele afirmou que as restrições aumentam a regulação existente no país, trazendo sérios prejuízos à economia norte-americana.

Outra medida anunciada por Donald Trump é proteger a infraestrutura dos Estados Unidos de ciberataques e outras formas de ataque. No que se refere aos imigrantes, ele disse que vai orientar o Departamento do Trabalho para investigar "os abusos dos programas de vistos que prejudicam o trabalhador americano". Sobre a ética de funcionários no governo, afirmou que vai impor proibição de cinco anos para que funcionários executivos se tornem lobistas.

Empregos

No vídeo, divulgado pelo YouTube, Donald Trump falou sobre a importância das medidas que anunciará no primeiro dia de seu governo: "Quer se trate de produzir aço, construir carros ou curar doenças, quero que a próxima geração de produção e inovação aconteça aqui, na nossa grande pátria: a América - criando riqueza e empregos para os trabalhadores americanos".

O vídeo é uma das poucas oportunidades que o público norte-americano tem de ouvir Trump diretamente. Desde que foi eleito há duas semanas, Donald Trump tem evitado falar com os jornalistas. Em vez disso, ele tem usado as redes sociais. 

Houve apenas três situações em que ele falou à imprensa: a primeira, assim que recebeu um telefonema de Hillary Clinton, na madrugada de 9 de novembro, dando parabéns pela vitória eleitoral; a segunda, uma entrevista ao The Wall Street Journal e a última, uma entrevista ao programa "60 Minutes ", da CBS News.

 

Líder das Farc chega a Bogotá para firmar novo acordo de paz

Agência ANSA

O líder máximo do grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño "Timochenko", chegou ontem (21) a Bogotá sob sigilo máximo, o que indica que o novo acordo de paz com o governo de Juan Manuel Santos pode ser assinado em breve.

Apesar do governo se negar a comentar a chegada de Timochenko à capital, acompanhado de uma delegação de guerrilheiros, o próprio grupo confirmou, depois, a informação no Twitter. 

"Secretaria das Farc reunida para analisar os detalhes da assinatura do acordo definitivo [de paz] em Bogotá", escreveu o perfil "Nuova Colombia Notícias", meio de difusão usado pelos guerrilheiros.

Há uma semana, as Farc e o governo colombiano alcançaram um novo acordo de paz, após a primeira tentativa ser rejeitada pela população, em referendo, no dia 2 de outubro.

Itália listou 5 mil suspeitos de terrorismo durante Jubileu

Um dos maiores eventos católicos foi encerrado no domingo (20)

Agência ANSA

 

A Itália monitorou durante o Ano Santo do Jubileu mais de cinco mil estrangeiros que apresentavam riscos de terrorismo, informou nesta terça-feira (22) o ministro o Interior do país, Angelino Alfano. Em uma apresentação sobre os dados de segurança relacionados ao Jubileu Extraordinário convocado pelo papa Francisco e encerrado no domingo (20), Alfano disse que 5,3 mil pessoas eram suspeitas de manterem potenciais laços com "radicalização".

Ao todo, foram realizados monitoramentos em 300 zonas públicas e 200 veíuculos, além de 500 buscas residenciais. O Jubileu, um dos principais eventos da Igreja Católica, ocorre a cada 25 anos, mas foi convocado de maneira extraordinária pelo papa Francisco para 2015-2016, com o tema da misericórdia.

A celebração ocorreu durante o ano em que o alerta de terrorismo em toda Europa estava em nível máximo devido aos atentados que ocorreram na França e na Bélgica.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 22.11.2016

 

Força Aérea interceta bombardeiros russos em espaço aéreo português

PUB

Aparelhos não fizeram ameaças nem foram hostis

A Força Aérea Portuguesa intercetou na semana passada dois bombardeiros russos em espaço aéreo de responsabilidade portuguesa, avançou hoje a edição online do Público.

Segundo esta fonte, o incidente ocorreu na madrugada de quarta para quinta-feira, tendo a Força Aérea feito o acompanhamento dos dois aparelhos por razões de segurança, embora estes não tenham feito qualquer ameaça ou mostrado uma atitude de hostilidade.

Segundo o Público, tratavam-se de bombardeiros Tupolev Tu-95 Bear.

Já em ocasiões anteriores, a Força Aérea detetou bombardeiros russos em espaço aéreo de responsabilidade nacional, tendo inclusivamente, em novembro de 2014, levado a NATO denunciar "manobras aéreas incomuns" e de "grande escala" da Rússia no espaço aéreo sobre o Oceano Atlântico e os mares Báltico, do Norte e Negro.

Mais de 68 mil pessoas forçadas a sair de Mossul 

 

PUB

As estimativas indicam ainda que mais de um milhão de pessoas estão retidas em Mossul desde o início da ofensiva contra o Estado Islâmico

Mais de 68 mil pessoas foram forçadas a sair de Mossul desde o início, há cinco semanas, da ofensiva para reconquistar a segunda maior cidade do Iraque ao grupo extremista Estado Islâmico (EI), disse hoje a ONU.

"Atualmente há 68.550 deslocados e precisam de assistência humanitária", indicou o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) em comunicado.

O OCHA sublinhou ser cada vez mais difícil responder às necessidades humanitárias, dadas as diferentes situações dos civis.

"As necessidades humanitárias são muito importantes para as famílias deslocadas no interior e no exterior dos campos, as pessoas vulneráveis nos setores reconquistados e para aquelas que fogem dos violentos combates na cidade de Mossul", acrescentou.

A maioria das estimativas indica que mais de um milhão de pessoas estão retidas em Mossul, mas as autoridades desconhecem números exatos depois de mais de dois anos de ocupação extremista.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Ibrahim Al-Jaafari, declarou à imprensa em Budapeste que o número de deslocados é "menor do que o esperado e que as autoridades deviam ser capazes de gerir este fluxo".

No início da ofensiva, a 17 de outubro, a ONU apontava para 200 mil deslocados.

As forças iraquianas enviaram, até agora, mensagens à população de Mossul para que se mantenha em casa e não fuja através das linhas da frente, apesar de a presença de civis diminuir a capacidade de recorrer a armas pesadas contra os extremistas.

"Não há vias seguras para fugir da cidade e os civis são confrontados com uma escolha difícil: ficar nas suas casas e ser apanhado entre o fogo adverso ou correr o risco de fugir", disse a porta-voz do Conselho para os Refugiados Norueguês, Becky Bakr Abdulla.

O número limitado dos deslocados de Mossul ajudou as organizações humanitárias a gerir o seu fluxo e a responder às suas necessidades. A maioria foi instalada em campos, cuja capacidade de acolhimento ronda perto de meio milhão de pessoas, indicou a ONU.

Fillon alinhado com um país "mais à direita que nunca"

 

PUB

O ex-primeiro-ministro impôs-se na primeira volta das primárias do centro-direita francês com mais de 44% dos votos e posiciona-se como favorito para ser o candidato conservador às presidenciais de 2017

François Fillon, favorito nas primárias do centro-direita francês, considerou hoje o seu posicionamento ideológico mais em sintonia do que o do seu rival, Alain Juppé, com um país que "está mais à direita que nunca".

"Alain Juppé apresentou um programa que me parece distanciado do centro de gravidade da direita, mas também do país, que está mais à direita que nunca", assinalou Fillon, numa entrevista divulgada hoje no diário Le Figaro.

O ex-primeiro-ministro François Fillon impôs-se no domingo na primeira volta das primárias do centro-direita francês com mais de 44% dos votos e posiciona-se como favorito para ser o candidato conservador às presidenciais de 2017. O também ex-chefe de Governo Alain Juppé ficou em segundo lugar com 28,5%.

Na entrevista, Fillon (chefe do executivo entre 2007-2012) rejeita os argumentos de Juppé, que se apresenta como a melhor opção para unir um amplo espetro político e impedir a ascensão da Frente Nacional, cuja líder, Marine Le Pen, é apontada em todas as sondagens como a favorita para vencer a primeira volta das presidenciais.

"Para evitar que os extremistas cheguem ao poder fazem falta resultados reais e rápidos", porque "se não se aceitar tomar medidas radicais, a situação do país continuará a piorar", disse.

Fillon também respondeu às críticas do rival acerca do seu programa económico, classificado de excessivamente liberal e capaz de generalizar os protestos sociais e bloquear o país.

Já hoje, Alain Juppé alertou que o programa de François Fillon bloqueará a sociedade francesa devido à reação que provocarão as suas reformas "excessivas".

"Esse programa (de Fillon) é demasiado duro e provocará bloqueios na sociedade francesa", disse, numa entrevista à rádio Europe 1, adiantando que o seu é "um programa ambicioso, mas realista".

Para Fillon, "é o 'status quo' que irrita os franceses" e não se deve confundir as posições de "alguns sindicatos" com as da rua, pelo que disse estar preocupado com o diálogo social, mas não se deixar "impressionar por um certo número de corporativismos".

Alain Juppé contrapõe que o programa de Fillon fará aumentar o défice para 4,7% do Produto Interno Bruto, quando o compromisso de França é colocá-lo abaixo dos 3% em 2017.

Segundo uma sondagem do instituto Odoxa divulgada hoje pela rádio France Info, Fillon ganhará a segunda volta das primárias no próximo domingo com 65% dos votos, obtendo Juppé 35%.

O inquérito foi realizado antes de Nicolas Sarkozy prometer o seu apoio a Fillon na segunda volta, por considerar que tem o programa mais próximo do seu.

Refugiados. Bruxelas precisa de ter "líder político forte e confiável"

 

PUB

Ex-primeiro-ministro italiano Enrico Letta destaca necessidade de mudar sentimentos negativos da opinião pública face aos refugiados

A UE precisa de ter uma "comunicação correta" e baseada em "números corretos" sobre a realidade migratória para mostrar que o futuro passa pela integração dos refugiados, afirmou esta terça-feira em Lisboa o antigo primeiro-ministro italiano Enrico Letta.

O ex-governante intervinha no encontro Vision Europe, organizado pela Fundação Gulbenkian em conjunto com outras sete fundações e instituições académicas europeias.

Frisando que as crises migratórias e de refugiados na Europa vão durar pelo menos mais uma década, Enrico Letta sublinhou que essas crises são "uma grande oportunidade" para fazer vingar o ideal europeu.

Para isso, e porque "as opiniões públicas não estão convencidas de que a integração europeia é uma ideia de futuro", Enrico Letta insistiu na importância de haver informação correta sobre a realidade migratória, dando o seu país como exemplo: os italianos acham que os refugiados representam 30% da população quando esse valor é de 7%.

Importa, até porque as soluções são supranacionais, ter em Bruxelas "uma voz e uma face que as pessoas reconheçam", uma liderança política "capaz de assumir responsabilidades nesta matéria", afirmou Enrico Letta.

António Vitorino, antigo comissário europeu da Justiça e Assuntos Internos, frisou precisamente que "as perceções e as realidades não batem certo" nesse domínio e realçou a importância do "primado da razão" na abordagem aos problemas migratórios e de refugiados na Europa.

Índios protestam contra propostas do Governo

PUB

Índios brasileiros protestavam contra projeto de lei que pretende alterar normas para demarcação de terras indígenas

Dezenas de índios brasileiros armados com arcos e flechas bloquearam esta terça-feira a entrada do Palácio do Planalto, em Brasília, para protestar contra algumas medidas estudadas pelo Governo do Presidente do Brasil, Michel Temer.

Os índios ficaram parados e exigiram um encontro com autoridades para entregar um documento com as suas exigências.

O protesto ocorreu sem incidentes, apesar de os índios, pertencentes a diversas tribos, impedirem tanto a entrada como a saída pela porta principal do Palácio no Planalto. A movimentação, porém, foi permitida depois por acessos laterais.

Segundo informações da Efe, no documento que queriam entregar ao Governo brasileiro, os manifestantes criticam, entre outras coisas, uma polémica lei em discussão no Congresso do país cujo objetivo central é limitar os gastos públicos. Além disso, exigem orçamentos maiores para as reservas indígenas do país.

Os índios também querem uma maior rapidez no processo de demarcação de terras e protestaram pela insegurança nas reservas, que são alvos de vários conflitos de posse.

No documento reitera-se a rejeição a um projeto de lei que pretende alterar normas para demarcação de terras indígenas.

Até agora é da responsabilidade da Fundação Nacional do Índio (Funai) demarcar as terras indígenas, mas a nova lei prevê que este papel seja transferido para o Congresso, no qual há muitos parlamentares que representam os interesses do agronegócio.

A proposta está no Congresso há anos, tendo agora mais hipóteses de ser aprovada, já que conta com o apoio da base aliada do Presidente Michel Temer, que pretende acelerar as discussões sobre o assunto para que o projeto seja aprovado até 2017.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 22.11.2016

 

Mais de metade da população mundial não usa a Internet

 

Mais de metade da população do mundo não usa a Internet e custos proibitivos de banda larga mantêm milhares de milhões fora da rede, indica um relatório das Nações Unidas divulgado esta terça-feira.

A União Internacional das Telecomunicações (UIT) informa que 3,9 mil milhões de pessoas não têm acesso à Internet e que o problema é maior entre "as mulheres, os idosos, os menos instruídos, com menor rendimento e (as populações) rurais".

Um dos problemas é o custo do acesso fixo à banda larga, que desceu globalmente na última década, mas que se mantém "claramente demasiado caro" em muitos dos países mais pobres do mundo, refere a UIT.

Nos países mais pobres um pacote mensal de ligação à banda larga com apenas um gigabyte de dados - mais ou menos o necessário para descarregar um filme - ainda custa mais de metade de um salário médio anual.

Neste contexto, o acesso móvel à Internet poderia ser uma solução, segundo a UIT, que observa que as redes móveis de banda larga tecnicamente cobrem 84% da população mundial.

Mas para muitos é o custo do aparelho que continua a ser a maior barreira económica ao acesso à Internet móvel, assinala a agência da ONU.

"Em 2016, as pessoas já não vão à Internet, estão na Internet (...) No entanto, muitos ainda não a usam e muitos utilizadores não beneficiam de todo o seu potencial", considera a UIT.

Para aumentar o acesso digital globalmente, a agência da ONU refere precisar de melhores dados sobre quem está a ser excluído do mundo das tecnologias de informação.

Choque em cadeia com 50 carros faz 17 mortos na China

Na China, um acidente em cadeia, que envolveu mais de 50 veículos, fez 17 mortos e dezenas de feridos.

O sinistro aconteceu na última segunda-feira, numa autoestrada que liga a cidade de Pequim a Kunming, na província de Shanxi, no norte da China. Segundo as autoridades, as causas do acidente estão ligadas ao mau tempo.

Nas imagens captadas é possível compreender a dimensão do acidente. Além das 17 mortes, há ainda a registar 37 feridos.

Herdou uma casa e descobriu 100 quilos de ouro escondidos

Um francês herdou uma casa em Évreux, a cerca de 100 quilómetros a este de Paris, e aí encontrou um total de 100 quilos de ouro escondidos debaixo dos móveis, na casa de banho e numa caixa de "whisky".

Os 100 quilos do metal precioso estão avaliados em 3,5 milhões de euros e estavam repartidos em duas barras de ouro de 12 quilos cada, 37 lingotes de um quilo e cinco mil peças pequenas, de acordo com o semanário "La Dépêche", citado pela agência Efe.

O antigo dono da residência tinha comprado o ouro durante os anos 50 e 60 do século XX e tinha os respetivos certificados de autenticidade do metal precioso, de acordo com o mesmo meio.

Para além do novo proprietário, também o Estado francês deverá beneficiar do achado inesperado, pois, pela lei francesa que estabelece o imposto sucessório, tem direito até 45% do valor económico do ouro encontrado.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 22.11.2016

 

António Guterres de visita à Rússia


22 de Novembro, 2016

 

O secretário-geral eleito da ONU, António Guterres, vai reunir-se com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, na quinta-feira em Moscovo, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

“Vai ser dada prioridade à difícil situação mundial e à resolução das graves crises regionais, a mais importante das quais é a Síria”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Guennadi Gatilov, à imprensa russa.
A Rússia, que considerou a escolha do ex-primeiro-ministro português como “possivelmente a melhor” decisão do Conselho de Segurança da ONU nos últimos cinco anos, espera, segundo o mesmo responsável, ouvir de Guterres a sua visão sobre o futuro da ONU.
“Temos grandes esperanças de que Guterres exerça o cargo como um político maduro e capaz de ter em conta os interesses dos principais grupos e países membros”, disse o vice-ministro, sublinhando que “não é uma tarefa fácil”, mas corresponde precisamente à função do secretário-geral: “Encontrar um denominador comum entre as posições dos diferentes países”. Gatilov prosseguiu afirmando que António Guterres tem experiência e demonstrou uma “postura equilibrada” nas anteriores funções, de Alto-Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR).

 

Sobe popularidade de Trump


22 de Novembro, 2016

Donald Trump está cada vez mais popular entre os norte-americanos, revela uma sondagem da “Morning Consult”.

Neste momento 46 por cento dos eleitores têm uma opinião favorável sobre Donald Trump. Antes das eleições, apenas 37 por cento apoiavam o magnata, o que representa uma subida de nove pontos. Segundo esta nova sondagem, 12 por cento dos eleitores americanos têm uma opinião desfavorável, e 34 por cento têm opinião muito desfavorável.

 

EUA garantem apoio à Europa


22 de Novembro, 2016

O Secretário-Geral da Organização do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, disse ontem estar convencido de que os Estados Unidos vão continuar a apoiar militarmente a Europa, no quadro da Aliança Atlântica.


“Posso avançar que falei com Trump, o Presidente eleito dos EUA, na sexta-feira por telefone, e ele me assegurou seu total apoio à cooperação na OTAN”, afirmou Stoltenberg na terceira e última Assembleia Parlamentar realizada em Istambul.
Mas os membros europeus da OTAN também devem cumprir com a promessa de gastar pelo menos dois por cento doe seu Produto Interno Bruto (PIB) na área de Defesa e Segurança, insistiu Stoltenberg, porque “é muito duro contar aos norte-americanos que alguns países-membros não cumprem”.
“Após a Guerra Fria, quando as tensões caíram, baixou também a despesa em Defesa, sei porque eu participei, mas agora quando as tensões subiram, devemos ser capazes de aumentar a despesa de Defesa. Eu fiz ambas coisas”, disse o político, em alusão a suas diferentes legislaturas como primeiro-ministro da Noruega. O secretário-geral da OTAN lembrou que o alvo de dois por cento voltou a ser ressaltado em Varsóvia em Julho e calculou que se fosse cumprido, a organização passava a contar com 100 mil milhões de dólares anuais a mais.
“Se queremos que os Estados Unidos cumpram com o seu compromisso de apoiar a Europa, nós também devemos cumprir a nossa parte”, ressaltou o secretário-geral da OTAN.
Stoltenberg expôs na Assembleia Parlamentar os últimos passos da Aliança Atlântica na luta contra o Estado Islâmico (EI), como o treino militar de centenas de soldados iraquianos na Jordânia e o plano de expandir, em breve, este programa de formação ao Iraque. 
Ele lembrou que a OTAN mantém um avião AWACS de vigilância que efectua voos desde a cidade de Konya, na Turquia Central.

 

Polícia francesa evita novo ataque


22 de Novembro, 2016

O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, anunciou ontem de manhã a detenção de sete pessoas durante o fim de semana, acusadas de estarem a planear um ataque terrorista.

“Foram detidos sete indivíduos, entre os 29 e os 37 anos de idade, de nacionalidades francesa, marroquina e afegã”, acrescentou o ministro. Um dos sete suspeitos detidos pelas autoridades francesas passou por Portugal.