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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 28.03.2017

 

Reino Unido rejeita referendo na Escócia e diz que momento não é para negociação

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/03/2017 14:38:00

Autoridades do Reino Unido disseram que não entrarão em negociações sobre a proposta do governo da Escócia de fazer um novo referendo para uma possível independência porque não é hora de discutir este assunto.

Hoje, parlamentares escoceses decidiram, por 69 votos a favor e 59 contrários, que vão buscar um novo referendo de independência do Reino Unido a ser realizado em até dois anos.

Anteriormente, a primeira-ministra britânica, Theresa May, havia indicado que não aceitaria o cronograma estabelecido pelos escoceses. "Agora não é a hora", resumiu. O Parlamento britânico precisa aprovar a proposta de referendo para que ele seja legalmente vinculativo.

Não está claro o que poderia quebrar o impasse entre Edimburgo e Londres. Outras autoridades britânicas indicaram que não concordariam com outro referendo de independência até que a saída do Reino Unido da União Europeia acabe e termine o processo que pode levar mais de dois anos.

"Não é apropriado fazer um referendo enquanto as pessoas agora nem sabem como será o relacionamento futuro entre o Reino Unido e a União Europeia", disse David Mundell, secretário de estado da Escócia e membro do Parlamento do Reino Unido.

De acordo com a premiê da Escócia, Nicola Sturgeon, o referendo deve acontecer entre o outono e primavera de 2018. "O futuro da Escócia precisa estar nas mãos dos escoceses", afirmou Sturgeon antes da votação no Parlamento. Em um referendo de independência realizado em 2014, 55% dos escoceses votaram para manter seu país no Reino Unido, ante 45% contra. Fonte: Associated Press

Encontro de russos com genro de Trump tratava de "rotina", diz Kremlin

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/03/2017 12:20:00

O encontro entre o genro e conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e representantes de um banco estatal russo tratava de "negócios rotineiros", afirmou nesta terça-feira o governo da Rússia.

Segundo o porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, Dmitry Peskov, o Kremlin não tinha consciência da reunião entre Jared Kushner e banqueiros russos antes dela acontecer.

Em um comunicado divulgado ontem, o banco Vnesheconombank, afirmou que o encontro com Kushner fazia parte de uma série de discussões com representantes de instituições financeiras da Ásia, Europa e EUA.

Kushner concordou em falar ao comitê de inteligência do Senado, que investiga uma possível interferência da Rússia nas eleições do ano passado, bem como ligações entre membros da campanha do republicano e autoridades russas. Fonte: Associated Press.

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 28.03.2017

 

Trump assina ordem que revoga Plano Energia Limpa de Obama 

Presidente dos EUA quer impulsionar produção de petróleo, carvão e gás natural

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assina nesta terça-feira (29) uma ordem executiva para impulsionar a produção de petróleo, carvão e gás natural no país. O texto vai retirar os limites determinados pelo Plano Energia Limpa, adotado durante o governo Barack Obama antes de o país assinar o acordo sobre o clima, firmado em Paris, em 2015, pelos países que compõem as Nações Unidas.

A ordem executiva revoga duas ordens da gestão Obama que formavam a base legal do Plano Energia Limpa. Com isso, agências federais e estaduais devem revogar regras e entraves que impeçam a produção e o uso de recursos, alcançando também a energia nuclear.

Desde a época da campanha, Donald Trump já havia prometido acabar com o plano energético. Ele disse também que iria retirar o país do acordo do clima, porque na visão dele as mudanças climáticas são um engano. Trump acredita que liberar a produção vai gerar mais empregos para o país.

Áustria abandona plano da UE para crise migratória

Decisão coloca à prova tentativa de coesão na União Europeia

Agência ANSA

 

O governo da Áustria deve notificar em breve a União Europeia de que não fará mais parte do plano de redistribuição de solicitantes de refúgio aprovado pelo bloco em 2015 e que até hoje não deslanchou.

Segundo o chanceler Christian Kern, Viena explicará à Comissão Europeia que pretende não aplicar mais o programa de realocação e pedirá a "compreensão" de Bruxelas. O governo austríaco justifica a decisão com o argumento de que, nos últimos dois anos, recebeu proporcionalmente muito mais pedidos de refúgio que a vizinha Itália.

De acordo com dados de Viena, foram 4.587 solicitações para cada 1 milhão de habitantes nesse período, enquanto a península teve 1.998. Além disso, o ministro da Defesa Hanz Peter Doskozil alega que muitos solicitantes cruzaram ilegalmente a fronteira entre Áustria e Itália, que é aberta.

O país ainda diz que o programa de redistribuição terminará em setembro e que os austríacos têm carregado um dos "maiores pesos" na gestão da crise migratória. "Fizemos a nossa parte na questão humanitária", justificou Doskozil na última segunda-feira (27).

Os números apontam para a direção contrária. Desde o segundo semestre de 2015, quando o mecanismo de realocação entrou em vigor, a Áustria ainda não acolheu nenhum solicitante de refúgio registrado na Grécia ou na Itália, sendo que a UE estipulara uma meta de 1.953 pessoas para o país.

Outra nação na mesma situação é a Hungria, maior crítica do plano de redistribuição e que teria de acolher 1.294 deslocados externos. Sua principal parceira no grupo Viségrad, a Polônia, precisa cumprir uma meta de 6.182 vagas, mas prometeu apenas 100 e também não preencheu uma sequer.

A República Tcheca, outra integrante desse movimento de países do leste europeu, prometeu receber 50 solicitantes de refúgio, porém acolheu apenas 12 no âmbito do programa, todos provenientes da Grécia. A meta da UE para Praga é de 2.679.

Reunido nesta terça-feira (28), o Viségrad acusou Bruxelas de "chantagear" o grupo, que também inclui a Eslováquia, com ameaças de cortar fundos de quem não acolher deslocados externos.

Suíça, Noruega e Liechtenstein, que não fazem parte da União Europeia, receberam, respectivamente, 549, 830 e 10 solicitantes de refúgio. Os dois primeiros ainda prometeram receber mais 731 e 405 cada um. Segundo Bruxelas, apenas Finlândia, que já abrigou 1.242, e a pequena Malta, com 111, estão no caminho para cumprir suas metas, que são de e 2.078 e 131, respectivamente.

A situação fica ainda mais grave se for levado em conta que a UE só planejou a redistribuição de 98.255 dos 160 mil solicitantes de refúgio que pretende realocar até setembro. Ou seja, os objetivos estipulados para cada país ainda podem aumentar. Para piorar, os Estados-membros se comprometeram a receber apenas 26.790. Até o momento, somente 15.055 deslocados externos foram transferidos, sendo 10.575 da Grécia e 4.480 da Itália.

Apesar de todas as explicações da Áustria, o pedido para sair do mecanismo não deve ser acolhido pela UE. "Nenhum país pode sair unilateralmente do plano, que é legalmente vinculante. Se o fizesse, estaria fora da lei, e isso seria profundamente deplorável e não sem consequências", afirmou nesta terça a porta-voz da Comissão Europeia para Migração, Natasha Bertaud.

Enquanto a solicitação não for analisada, a Áustria garantiu que participará da realocação de deslocados externos abrigados na Itália e na Grécia, as duas principais portas de entrada na UE.

A polêmica coloca à prova a unidade europeia poucos dias após o aniversário de 60 anos dos Tratados de Roma, quando os líderes de 27 Estados-membros se reuniram na capital italiana para tentar relançar o bloco. Na ocasião, os países mostraram um discurso alinhado, mas que durou poucos dias. 

Quadrilha planejava furtar corpo de fundador da Ferrari

Grupo foi preso pelos carabineiros de Nuoro, na Sardenha

Agência ANSA

Os carabineiros de Nuoro, na ilha italiana da Sardenha, desmantelaram uma quadrilha que pretendia furtar os restos mortais do fundador da montadora e escuderia Ferrari, Enzo Ferrari (1898-1988), sepultados no cemitério monumental de Modena.

O objetivo dos bandidos era chantagear a família para restituir o corpo. Eles chegaram até a visitar o local do túmulo e a decidir como os restos mortais seriam mantidos. O grupo era formado por traficantes de drogas e armas que atuavam entre a Sardenha e o norte da Itália.

A operação que desbaratou a quadrilha terminou com a prisão preventiva de 34 pessoas. "Eles tinham planejado tudo nos mínimos detalhes. O plano do furto parecia o modus operandi de um sequestro de pessoa", contou o comandante dos carabineiros de Nuoro, coronel Saverio Ceglie.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 28.03.2017

 

Portugal é o país da UE com maior recuo de mortos na estrada desde 2010

 

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Número de óbitos na estrada desceu 40%

Portugal é o país da União Europeia que registou um maior recuo no número de mortos em acidentes rodoviários entre 2010 e 2016, com uma descida de 40%, revela um relatório hoje divulgado pela Comissão Europeia.

As estatísticas de 2016 em matéria de segurança rodoviária, publicadas pelo executivo comunitário, revelam que, entre 2015 e 2016, houve uma diminuição de 2% do número de vítimas mortais nas estradas da UE, tendo morrido 25.500 pessoas no ano passado, menos 600 do que no ano anterior.

Em Portugal, registou-se uma diminuição de 10% (54 mortos por milhão de habitantes em 2016 contra 57 óbitos em 2015), mas é na comparação com 2010 que a diminuição é mais marcante, de -40%, já que há sete anos morriam nas estradas portuguesas 80 pessoas por milhão de habitantes.

Esta diminuição é a mais marcante entre todos os Estados-membros e representa mais do dobro da média comunitária, já que, no conjunto da União, o número de mortes na estrada entre 2010 e 2016 recuou apenas 19%.

De acordo com a Comissão, que também apresentou os dados de 2016 no Conselho informal de Transportes que decorre entre hoje e quarta-feira em Malta -- país que assegura a presidência semestral do Conselho da UE -, "embora este ritmo seja encorajador, pode, no entanto, ser insuficiente para que a UE alcance o seu objetivo de reduzir para metade a mortalidade nas estradas entre 2010 e 2020".

O executivo comunitário reclama por isso "mais esforços de todas as partes interessadas e, em particular, das autoridades nacionais e locais, que devem executar a maior parte das atividades quotidianas, como a aplicação da lei e a sensibilização".

"As estatísticas de hoje representam uma melhoria e uma tendência positiva que deve prosseguir. Mas não são estes dados que mais me preocupam, mas sim as vidas perdidas e as famílias destroçadas. Hoje iremos perder outras 70 vidas nas estradas da UE e os feridos graves serão cinco vezes mais. Gostaria de apelar a todas as partes interessadas que intensifiquem os seus esforços, para que possamos cumprir o objetivo de reduzir para metade o número de mortes na estrada entre 2010 e 2020", comentou a comissária dos Transportes, Violeta Bulc.

Cerca de 1,4 milhões de crianças correm o risco de morrer de fome

 

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Cerca de 1,4 milhões de crianças estão em risco de morte por desnutrição na Nigéria, Somália, Sudão do Sul e Iémen, alertou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância

A agência da ONU indicou ainda que estas crianças fazem parte dos 22 milhões de menores deslocados que sofrem de fome, doenças e tiveram de abandonar a escola.

"As crianças não podem esperar outra declaração de fome para que tomemos medidas", disse o diretor de Emergências da UNICEF, Manuel Fontaine, num comunicado que pediu ajuda para responder às necessidades imediatas destes quatro países afetados pela fome, a seca e os conflitos armados.

Aprendemos com a seca na Somália de 2011 que, quando se declarou a fome, um número incalculável de crianças já tinha morrido. Isto pode voltar a acontecer

A UNICEF necessita de cerca de 255 milhões de dólares para proporcionar a estas crianças serviços de alimentação, água, saúde, educação, proteção durante os próximos meses, segundo uma atualização do financiamento da organização.

A agência da ONU planeou destinar mais de 81 milhões de dólares (74,5 milhões de euros) a programas de nutrição e fornecimento de alimentos terapêuticos, 53 milhões de dólares (48,7 milhões de euros) a serviços de saúde, incluídas as vacinas, e 47 milhões de dólares (43,2 milhões de euros) para programas de água, saneamento e higiene para prevenir doenças mortais.

"À medida que a violência, a fome e a sede forçam as pessoas a deslocarem-se dentro e fora das fronteiras, as taxas de desnutrição continuarão a aumentar, não só nestes quatro países, mas também na bacia do lago Chade e no Corno de África", disse, destacando a situação dos países vizinhos.

O Iémen vive a maior emergência alimentar do mundo, com 7,3 milhões de pessoas que necessitam de ajuda neste momento, segundo a ONU.

No Iémen, a UNICEF apoia as crianças com desnutrição grave com assistência económica às suas famílias e serviços de água, saneamento, incluindo o fornecimento de água potável e a promoção da higiene.

A UNICEF estima que no Iémen, a cada dez minutos uma criança morre de doenças evitáveis e o número de crianças que sofrem de desnutrição grave aguda aumentou em 200% desde o início da guerra civil no país há dois anos.

Atualmente, no Iémen, estima-se que existam 462.000 crianças que sofrem de desnutrição aguda severa, enquanto em 2014 eram 160.000 crianças.

No nordeste da Nigéria, a organização pretende chegar neste ano a 3,9 milhões de pessoas com serviços de atenção primária de saúde e tratar 220 mil crianças menores de cinco anos com desnutrição, também proporcionar acesso à água potável a mais de um milhão de pessoas.

A UNICEF atendeu 1,7 milhões de crianças menores de cinco anos na Somália, onde tratou 277.00 casos de desnutrição aguda através dos serviços de saúde e postos de nutrição móveis.

No Sudão do Sul, a agência da ONU presta assistência a 145.000 pessoas nas zonas afetadas ou ameaçadas pela fome, entre as quais 33.000 crianças menores de 5 anos.

Quase cinco milhões de pessoas necessitam de alimentos de forma desesperada no Sudão do Sul, enquanto no nordeste da Nigéria 5,1 milhões de pessoas sofrem de carência grave de comida.

Na Somália, os preços dos alimentos estão a disparar, quase três milhões de pessoas necessitam de assistência e a ONU calcula que um milhão de crianças menores de cinco anos sofram de desnutrição grave neste ano.

Serviços secretos investigam pacote suspeito na Casa Branca. Já houve uma detenção

 

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Objeto está perto da residência de Donald Trump, Presidente dos EUA. Foi criado perímetro de segurança

Os serviços secretos norte-americanos estão a investigar um pacote suspeito dentro da Casa Branca, de acordo com a Reuters. Um suspeito foi detido, mas desconhecem-se ainda os motivos.

В Мозамбике полиция изъяла три тонны драгоценных камней.

Polícia apreende três toneladas de pedras preciosas

 

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O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou hoje a apreensão de três toneladas de pedras preciosas resultantes de garimpo, na província de Nampula, norte do país.

Falando em conferência de imprensa de balanço da atividade policial, o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Inácio Dina, afirmou que as pedras preciosas foram apreendidas na posse de garimpeiros, no âmbito de uma campanha que as autoridades estão a realizar contra a extração ilegal de minérios.

"Nos locais onde há prática de mineração, com grande dosagem de mineração ilegal, por parte de indivíduos não licenciados, dia apos dia, temos vindo a trabalhar no sentido de desencorajar este tipo de prática, efetuando detenções e a apreensão do produto da extração ilegal", declarou Inácio Dina, sem indicar o tipo de pedras preciosas nem o número de pessoas eventualmente detidas em relação ao caso.

Além de Nampula, o porta-voz do Comando-Geral da PRM apontou as províncias Cabo Delgado (norte), e Zambézia e Manica (centro) como as que registam maior índice de extração ilegal de minérios.

O garimpo em Moçambique, praticado por nacionais e expatriados, geralmente que se encontram em situação ilegal no país, visa o ouro, rubis e esmeraldas.

Polícia investiga "dejetos humanos" em latas de Coca-Cola

 

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Caso está a ser investigado pelas autoridades. Marca garante que nenhum dos produtos afetados chegou ao mercado

Foi lançada uma investigação numa fábrica de Coca-Cola na Irlanda do Norte, após "dejetos humanos" terem sido encontrados dentro de algumas latas, de acordo com o Daily Mail.

A polícia foi chamada à fabrica em Lisburn, depois de nas latas vazias, que posteriormente seriam cheias com o refrigerante, terem sido detetados "dejetos humanos".

A marca diz que o assunto foi identificado imediatamente e que que não teve impacto nos produtos que estão já em venda.

"Na Coca-Cola, levamos a segurança e qualidade dos nossos produtos muito a série. Já soubemos do incidente em Lisburn que envolveram as latas vazias", disse uma porta-voz da marca.

Acrescenta que o "problema foi identificado imediatamente através dos grandes procedimentos de verificação de qualidade".

O lote afetado não vai ser vendido

A Foods Standards Agency, na Irlanda do Norte, está a tratar do caso e confirmou estar informada sobre a contaminação das latas.

"Não há provas que sugiram que algum dos produtos afetados tenha chegado ao mercado", disse um porta-voz da agência norte-irlandesa.

 

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 28.03.2017

Mais de 300 civis mortos em um mês em Mossul

"De acordo com informação confirmada pelo gabinete dos Direitos Humanos da ONU e da Missão de Assistência da ONU no Iraque, pelo menos 307 pessoas foram mortas... entre 17 de fevereiro e 22 de março", indicou o gabinete das Nações Unidas em comunicado.

A mesma fonte acrescentou ter recebido relatórios de que outros 95 civis terão sido mortos entre 23 e 26 de março, em quatro bairros na parte ocidental de Mossul.

As vítimas resultaram de ataques do Estado Islâmico e de bombardeamentos aéreos, precisou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein. Outras 273 pessoas ficaram feridas.

Coreia do Norte realizou novo teste de motor para mísseis

Dois oficiais da defesa norte-americana disseram na segunda-feira à CNN que a Coreia do Norte levou a cabo um novo teste de motor para mísseis balísticos na sexta-feira.

Uma das fontes disse que a avaliação inicial indica que a tecnologia do motor podia ser usada num eventual míssil balístico intercontinental, segundo a CNN.

Este é o segundo teste que Pyongyang realiza em poucos dias e o anterior foi classificado pela Coreia do Sul como um "avanço significativo" dentro do programa de armamento do país.

O regime liderado por Kim Jong-un realizou cerca de vinte testes de mísseis e dois testes nucleares no ano passado e no início deste ano testou quatro projéteis balísticos, um dos quais caiu a apenas 200 quilómetros da costa do Japão.

Carlos, o Chacal condenado à terceira prisão perpétua

O terrorista venezuelano Ilich Ramirez Sanchez, conhecido como Carlos, o Chacal, foi condenado, esta terça-feira, à terceira prisão perpétua, pela autoria de um atentado em Paris em 1974.

Na última intervenção perante o Tribunal Penal de Paris, Carlos disse que não é inocente, mas considerou o processo "absurdo".

Em causa está o lançamento de uma granada de mão numa loja de Paris, que matou duas pessoas e feriu 34, a 15 de setembro de 1974 e o Ministério Público pedia a prisão perpétua para Carlos, que cumpre já duas penas de prisão perpétua.

Num discurso de cerca de 40 minutos, o réu disse ter sido acusado por "questões completamente manipuladas" através de "agentes intoxicados com cocaína", adiantando que a instrução foi "sabotada".

Queixou-se ainda de ter sido impedido de estar frente às principais testemunhas e considerou que os factos já prescreveram.

A advogada de Carlos, Isabelle Coutant-Peyre, disse à agência noticiosa espanhola EFE que levou para a audiência uma garrafa de champanhe devido a uma aposta sobre o veredicto, que esperava que fosse de absolvição, por considerar que não existem provas materiais envolvendo diretamente o seu cliente.

Detido em França desde agosto de 1994, quando foi capturado no Sudão numa operação dos serviços secretos, Carlos, 67 anos, cumpre já duas prisões perpétuas pela morte de dois polícias e de um informante em Paris em 1975 e por quatro atentados em França entre 1982 e 1983, que causaram 11 mortos e 200 feridos.

Pai mata dois filhos com martelo e suicida-se

Um homem matou dois dos seus três filhos com um martelo, esta segunda-feira, em Trento, Itália. A violência dos crimes deixou o país em choque.

Segundo as autoridades italianas, Gabriele Sorrentino matou os filhos e suicidou-se, atirando-se de um penhasco com cerca de 100 metros de altura.

As crianças tinham dois e quatro anos e foram encontradas pela mãe, quando chegou a casa. A filha mais velha do casal, com 13 anos, estava a fazer uma visita de estudo quando ocorreram os crimes.

Sobre o homicida sabe-se que era um ex-agente da polícia italiana que agora trabalhava no setor financeiro.

Na origem dos crimes estarão problemas financeiros, adiantaram as autoridades, relacionados com a compra de um apartamento.

A relação de Gabriele Sorrentino com a mulher, Sara Failla, veterinária, foi descrita como "excelente".

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 28.03.2017

Berlim e Paris com campanhas difíceis

Altino Matos |
28 de Março, 2017

Nos Estados Unidos ainda decorrem as tentativas conduzidas pelo FBI de provar as influências negativas nas eleições de Novembro que determinaram a escolha em Donald Trump, mas o fantasma, como chamaram alguns críticos a esta “onda”, chegou à Europa, e, desta vez, assombra a campanha eleitoral  na Alemanha e em França.

Berlim e Paris, juntas, procuram meios técnicos e políticos para travar uma influência que se conhece apenas de nome, mas que está longe de ser palpável, a julgar pela incapacidade material de se reunir provas. Do Palácio do Eliseu chegam sinais fortes de que foram consideradas medidas pontuais para impedir que aconteça o mesmo que nos Estados Unidos, onde a confusão está instalada mesmo antes de o novo Presidente ter sido eleito.
Em França, o tempo é ocupado, agora, não apenas em saber quem vence as presidenciais de Abril, mas como vence, isto é, com que apoios políticos, ou se  vence num cenário altamente manipulado, em que a palavra corrupção passou a ser encarada como maior ameaça à transparência no sufrágio. 
A candidata da extrema direita Marine Le Pen que surpreendeu o seu eleitorado com simpatias a governos fora da Europa, quer aplicar algumas das estretégias em França, caso vença as presidenciais de Abril, mas a sua intenção provocou a irá de certa classe política na França e mereceu da parte de figuras influentes no contexto ocidental com comentários asquerosos.       
Alguns analistas acreditam que influências fortes podem determinar o curso das eleições, mas os políticos e os partidos devem ser mais astutos para contornar a situação e concentrar os eleitores em assuntos de grande interesse nacional e internacional, desde que os mesmos tenham a ver com a sua vida. O resultado das eleições em França e na Alemanha estão longe de ser desenhados, considerando as dificuldades que o sector da esquerda e da direita moderada estão a enfrentar, perante o trabalho demonstrado na campanha pelos partidos extremistas. 
O chefe do Serviço de Inteligência Federal da Alemanha (BND), Bruno Kahl, também não descartou a possibilidade de interferências perigosas na campanha eleitoral e queixou-se de ataques informáticos isolados contra os servidores do Bundestag alemão, sem no entanto avançar a origem. 
A chanceler alemã, Angela Merkel, é de opinião que os meios políticos e de inteligência estão atentos e preparados para contornar toda forma de ataque às instituições do país e, no caso de divulgação de informação sigilosa, com a intenção de dividir ou afastar os eleitores das suas primeiras escolhas, vão ser despoletados meios à altura da situação para controlar o espaço e outros procedimentos técnicos. A campanha eleitoral na Alemanha é de importância maior porque Berlim tem grande influência no curso da União Europeia, e qualquer oscilação ou mudança de rumo pode prejudicar as políticas postas em andamento para consagrar uma Europa a quatro velocidades, conduzida por, além de Berlim, Paris e Madrid.

Reforço da Defesa

A candidata da extrema direita Marine Le Pen promete, caso vença as presidenciais, impulsionar as despesas de defesa da França para três por cento do PIB até 2022. 
Le Pen destacou que a França representa uma força que realmente combate o terrorismo, e, segundo a candidata, os países devem reforçar a cooperação nesse sentido. Le Pen diz que a França tem de assumir os compromissos como um Estado forte, estabelecer as suas escolhas políticas e opções técnicas operacionais, sem depender da relação que mantém com qualquer bloco ou país, referindo-se obviamente a Nato e a União Europeia. 
Marine Le Pen anunciou, no seu programa para a governação, que vai desenvolver esforços para retirar a França da União Europeia, por, justificou, o “país estar muito prejudicado na sua soberania”.

Retórica anti-extremista

Um dos favoritos nas eleições presidenciais em França apela à retórica anti-extremista. Emmanuel Mcron  passou a conduzir a sua campanha com discursos contra aqueles que querem prejudicar a unidade, acusando-os de ignorância em matéria de Estado e cooperação internacional, principalmente nos assuntos em que a França está focada. “A França não deve se aproximar de países que  pretendem manipular a sua ­independência na política externa”, disse o candidato francês, Emmanuel Macron, a­pontado pela crítica como provável vencedor das eleições. “Temos uma longa história com os Estados Unidos. Juntos fomos construindo a paz no planeta. Hoje eu gostaria de propor mais independência”,  referiu Macron durante um debate presidencial, transmitido ontem pela TF1, onde enfatizou a necessidade de cooperar com os países europeus.
Cinco candidatos presidenciais, incluindo Macron, a líder do partido Frente Nacional, Marine Le Pen, o candidato republicano, François Fillon, o líder socialista, Benoit Hamon, e o líder do movimento político de esquerda La France Insoumise, Jean- Luc Melenchon, participaram do primeiro dos três debates televisivos que antecedem a primeira volta das eleições presidenciais de 23 de Abril.
Os decisores de Bruxelas acreditam que tanto em França coma na Alemanha os eleitores vão saber separar as insuficiências sociais das promessas oportunistas da extrema direita, que defendem a saída dos seus países da União Europeia. 
As campanhas eleitorais estão a ser afectadas por sucessivos escândalos de corrupção que retiraram a confiança política em candidatos e instituições, o que levou a chanceler Angela Merkel e o Presidente Fronçois Hollande a realizar demarches políticas de concertação  nas últimas semanas, para alertarem alemães e franceses das vantagens de os países manterem a Europa unida, numa altura em que o futuro das relações internacionais é bastante incerto, segundo analistas citados na imprensa ocidental. A partir de Abril, altura em que as coisas vão estar mais claras em matéria de governação com o resultado das eleições de “Paris” e de “Berlim”, a Europa vai começar um novo ciclo virado para os seus países membros, na visão dos que acreditam na vitória de políticos a favor da manutenção da União Europeia. 

 

Forças Armadas abatem rebeldes


28 de Março, 2017

O Exército do Quénia matou 31 militantes do grupo rebelde somali Al Shabab num ataque a uma base em Baadhere, ao sudoeste da Somália, revela um comunicado do Ministério da Defesa queniano divulgado ontem.

Nos confrontos ocorridos no domingo “um número desconhecido de membros  da Al Shabab ficaram feridos e seus dois veículos foram destruídos”, é referido no documento. O Ministério da Defesa publicou imagens de algumas das armas que capturou, incluídos explosivos.
Os militares quenianos utilizaram fogo de artilharia e helicópteros de combate e foram expropriados 11 fuzis AK 47, duas metralhadoras, quatro dispositivos explosivos, equipes de comunicação, cabo detonante e 634 balas, disse o porta-voz das forças armadas quenianas, o coronel Joseph Owuoth.
O golpe contra os rebeldes shebab ocorre quase um mês depois de as tropas quenianas matarem 57 rebeldes do grupo na área de Afmadow (sul da Somália) e dois meses depois de tropas do Exercito queniano terem sido atacadas no acampamento de Kulbiyow (fronteira sul da Somália com o Quénia), onde o Exército sofreu 9 baixas e o Al Shabab, 70, segundo meios de comunicação 
sociais locais. Nos últimos meses, a milícia rebelde somali optou por uma estratégia de confronto directa e lançou vários ataques em bases militares da Missão da União Africana na Somália (AMISOM), o que causou a morte de centenas de soldados.
O mais grave aconteceu em Janeiro do ano passado, quando o grupo atacou uma base da missão da União Africana na Somália e matou 180 soldados quenianos.
O Quénia é alvo constante dos rebeldes desde que em Outubro de 2011 o seu Exército entrou na Somália para combater a rebelião shebab. Nos últimos anos, o grupo perpetrou várias massacres no Quénia, com destaque para os do centro comercial Westgate de Nairobi (2013), de Mpeketoni, Gamba e Mandera (2014) e Garissa (2015), que fizeram mais de 350 mortos.
Um recente relatório da ONU conclui que o Al Shabab mantém capacidade de efectuar ataques de grande escala dentro e fora da Somália e que a situação da segurança no país africano “não melhorou”. A milícia luta por um Estado islâmico wahhabista na Somália, onde controla territórios no sul e no centro.

 

Excursão escolar acaba em tragédia


28 de Março, 2017

Pelo menos oito adolescentes tiveram morte imediata e outras 30 pessoas ficaram feridas quando, ontem, uma avalancha surpreendeu um grupo de estudantes numa pista de esqui do centro do Japão.

Cerca de 60 adolescentes e professores de sete colégios estavam na pista de esqui do complexo Nasuonsen Family Ski Resort da cidade de Nasu - cerca de 200 quilómetros a norte de Tóquio - no momento da avalancha, segundo informações das autoridades da região divulgadas pela emissora pública  NHK. O departamento regional de bombeiros recebeu uma ligação de emergência por volta das 9h20 (1h20 em Luanda).

Irã impõe sanções contra 15 empresas americanas

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/03/2017 11:42:00

O Irã impôs sanções contra 15 empresas americanas, em retaliação ao governo de Donald Trump, que determinou restrições sobre empresas e pessoas supostamente ligadas ao programa de mísseis balísticos do país.

As novas tensões entre Irã e Estados Unidos podem dificultar os esforços regionais de pacificação, reverter a diplomacia nuclear com o Irã que havia na gestão de Barack Obama e até levar os países a um confronto mais direto.

O Irã está profundamente envolvido numa guerra civil da Síria há seis anos e é chave junto com os EUA em negociações internacionais para uma solução política. Durante o governo de Obama, o Irã chegou a um acordo nuclear com seis potências mundiais, incluindo os Estados Unidos, a caminho da reparação de um relacionamento desgastado.

Trump, no entanto, prometeu acabar com o acordo nuclear durante sua campanha eleitoral. No mês passado, ele postou no Twitter que o Irã estava "avisado" sobre seu programa de mísseis balísticos. O Irã também estava entre os países de maioria muçulmana cujos cidadãos foram impedidos de entrar nos EUA sob duas ordens executivas do governo Trump. Essas ordens foram suspensas por juízes federais.

As sanções do Irã no domingo se direcionaram principalmente a empresas de defesa americanas, incluindo a gigante de defesa Massachusetts Raytheon, a fabricante de armas de fogo Minnesota Magnum Research e o fabricante de armas de fogo de Illinois Lewis Machine e Tool, que supostamente ajudaram Israel, contribuindo para a instabilidade regional, de acordo com a Agência de Notícias oficial da República Islâmica, citando uma declaração do Ministério das Relações Exteriores.

Outras empresas sancionadas incluem a gigante imobiliária Re/Max Holdings, com sede em Denver, que, segundo o ministério, teve um papel nos assentamentos israelenses nos territórios palestinos. Re/Max e as outras empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Negociações com as empresas nomeadas foram proibidas, disse o ministério, e seus ativos do país foram congelados. Além disso, representantes das empresas não podem mais ter acesso a vistos.

Não ficou claro se alguma das empresas tinha qualquer negócio em curso com o país ou quais ativos poderiam ser congelados.

Teerã chamou as sanções da administração Trump em fevereiro de uma afronta ao seu direito à defesa e uma violação do acordo nuclear de 2015. Com esse acordo - uma prioridade de política externa para a administração Obama - os EUA, a União Europeia e as Nações Unidas deram fim a muitas sanções contra o Irã, em troca de restrições em seu programa nuclear.

"A imposição de novas sanções pelos EUA se baseia em pretextos fabricados e ilegítimos e equivale a uma ação contra os regulamentos internacionais, bem como contra a palavra e o espírito do acordo nuclear", disse o Ministério do Exterior do Irã, de acordo com a agência estatal de notícias IRNA.

EUA: Republicanos devem ter dificuldade para propor reforma tributária

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/03/2017 10:51:00

Os republicanos estão caminhando para o que acreditam ser um terreno político mais seguro: um projeto de lei fiscal importante, para reescrever o código tributário, algo que, em tese, pode ser mais fácil do que reformular toda a indústria de saúde. Mas eles podem estar indo na direção de outro campo minado.

Os republicanos se orgulham da unidade ideológica a favor de taxas de imposto mais baixas. "A reforma tributária é menos visceral", disse o deputado republicano David Schweikert, do Arizona.

Já secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse na sexta-feira que um projeto de lei fiscal seria "muito mais simples" do que uma revisão de saúde. "Há um apoio muito, muito forte."

Mas a busca do Partido Republicano para uma revisão completa do código tributário é repleta de disputas e obstáculos processuais. O fracasso do partido na questão da saúde - depois de ter tido sete anos de preparo - mostra como é difícil para os republicanos escrever uma legislação complexa que atraia o apoio de suas alas moderada e conservadora.

Para ter sucesso, os republicanos precisam superar pelo menos três grandes lacunas. Em primeiro lugar, precisam equilibrar as ambições concorrentes de cortar as taxas dos impostos de forma acentuada e retardar o aumento da dívida nacional.

Os líderes republicanos no Congresso dizem que querem um plano neutro em termos de receita, que origine tanto dinheiro quanto o atual sistema tributário. Para atingir a manutenção de receita, em meio a um corte de taxas, eles vão tentar acabar com isenções fiscais populares, tais como as deduções de juros sobre a dívida para as empresas e deduções fiscais locais. Assim, deverão se deparar com a resistência de grupos que querem proteger esses benefícios.

Em segundo lugar, eles precisam conciliar visões diferentes sobre as metas e a respeito de quem irá se beneficiar. Trump disse que sua prioridade é a redução de impostos de classe média.

O Presidente da Câmara, Paul Ryan (republicano que representa Wisconsin), e o Presidente do Comitê de Meios e Arbítrios, Kevin Brady (republicano que representa o Texas) querem uma revisão principalmente focada na promoção do crescimento econômico, mesmo que isso signifique cortes de impostos que favoreçam os mais ricos.

Em terceiro lugar, o partido está em desacordo sobre o plano de Ryan-Brady relativo às fronteiras - tributação das importações e isenção das exportações. O governo Trump tem sido ambivalente e às vezes crítico da ideia. Os republicanos do Senado são francamente alheios ao plano. Ryan e Brady dizem que é crucial, porque garantiria cerca de US$ 1 trilhão para compensar os cortes nas taxas dos impostos corporativos e desencorajaria as empresas a transferir lucros para o exterior.

Nenhuma dessas divisões dentro do Partido Republicano foi resolvida ainda e outros debates devem acontecer, incluindo discussões sobre incentivos fiscais para energias renováveis e os créditos que ajudam as famílias de baixa renda.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 26.03.2017

 

Rival de Putin é preso durante ato anticorrupção em Moscou

Além de Alexei Navalny, outras 500 pessoas foram detidas

Agência ANSA

 

O principal líder da oposição na Rússia, Alexei Navalny, foi detido neste domingo (26) por convocar uma grande manifestação na capital do país, Moscou, contra a corrupção.

O ato reunia cerca de 8 mil pessoas, que ficaram revoltadas com a prisão do blogueiro e político. Navalny foi indiciado por violação da legislação russa que regulamenta a prática de protestos, já que sua manifestação não havia sido autorizada. Com isso, ele pode ser condenado a pagar uma multa, realizar trabalhos obrigatórios ou até à prisão.

Uma fonte da Polícia citada pela agência de notícias estatal "Tass" disse que, além do oposicionista, mais de 500 pessoas foram detidas, sendo que a maioria delas também deve ser indiciada por violação da lei de protestos.

A situação no centro de Moscou já está calma, porém durante o dia houve diversos confrontos por conta da prisão de Navalny, que pretende desafiar Vladimir Putin nas eleições presidenciais de 2018. Recentemente, ele foi condenado a uma pena suspensa de cinco anos de cadeia por ter aplicado uma fraude em uma empresa estatal, mas ainda cabe recurso.

"Obrigado pelo seu apoio, eu estou bem, fui levado a uma delegacia e estou conversando com os agentes sobre meu filme sobre [o primeiro-ministro] Medvedev. Mas a ordem do dia é o protesto contra a corrupção, não minha prisão. Continuem manifestando de modo pacífico", afirmou Navalny no Twitter. 

Colisão entre dois trens de carga causa vítimas na Rússia

 

Dois trens de carga colidiram na república russa do Bascortostão, o que levou à morte de três pessoas, tendo uma ficado ferida.

"Dois trens colidiram, um transportava minério e o outro seguia vazio", disse um representante dos serviços de emergência à Sputnik.

O acidente ocorreu no território da fábrica de extração e processamento de minério da cidade de Uchaly, neste momento lá estão atuando 27 especialistas e três máquinas de resgate.

A fonte da Sputnik adicionou que 30 metros da via ferroviária ficaram danificados, ocorreu uma fuga de combustível numa área de 10 metros quadrados.

Segundo informações preliminares, o acidente não interferiu com o processo produtivo da empresa.

Trump culpa radicais republicanos por fracasso de reforma da saúde

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou neste domingo (26) os congressistas republicanos do ultraconservador Caucus da Liberdade pelo fracasso na aprovação da reforma no sistema de saúde do país, um projeto que foi retirado da pauta da Câmara dos Representantes na última sexta-feira (24) pela falta de apoio dentro do partido de Trump. As informações são da Agência EFE.

"Os democratas estão sorrindo em [Washington] D.C. porque o Caucus da Liberdade, com a ajuda do Club for Growth e Heritage, salvaram a Planned Parenthood e o Obamacare", disse Trump em mensagem no Twitter.

Ele se referiu ao nome como ficou conhecida a reforma do sistema de saúde promovida pelo ex-presidente Barack Obama e que o republicano queria substituir por um projeto idealizado por congressistas de seu partido e que foi apadrinhado pela Casa Branca.

A proposta dos republicanos também retirava recursos da Planned Parenthood, a maior organização de planejamento familiar dos EUA, que recebeu várias críticas do partido durante a campanha.

O projeto de lei foi retirado na sexta-feira por não contar com apoio suficiente de congressistas do próprio Partido Republicano para ser aprovado na Câmara dos Representantes.

Em grande parte, a proposta não foi adiante devido à oposição do Caucus da Liberdade, grupo ultraconservador que conta com cerca de 30 congressistas. Sem o apoio deles, Trump não obteria os 216 votos necessários para aprovar o projeto.

O presidente do Caucus da Liberdade, Mark Meadows, afirmou hoje que o fracasso do projeto não é o fim do debate sobre a reforma da saúde. Os congressistas do grupo defendem uma proposta com menos regulações do que a defendida por Trump.

Em entrevista à emissora ABC, Meadows disse que Trump ainda será o "mais valioso jogador" no processo para desmantelar o Obamacare.

O Obamacare, uma lei elaborada para aumentar a qualidade dos planos de saúde e torná-los acessíveis à população de baixa renda, deu cobertura média a mais de 20 milhões de pessoas.

No entanto, Trump considera a lei um "desastre" e prometeu durante a campanha eleitoral "revogar e substituir" o Obamacare.

O Escritório Orçamentário do Congresso, um órgão não partidário, calcula que o projeto republicano deixaria 14 milhões de pessoas sem cobertura médica em 2018. Em uma década, outras 24 milhões de pessoas perderiam seus planos de saúde.

O CBO também estima que a proposta que ganhou o aval de Trump representaria uma economia de US$ 150 bilhões em 10 anos.

Visita do Papa a Milão reuniu cerca de 1,5 milhão de fiéis

Na cidade, Francisco passou por catedral, presídio e estádio

Agência ANSA

 

A visita do papa Francisco a Milão, ocorrida no último sábado (25), reuniu pelo menos 1,5 milhão de pessoas, de acordo com balanço divulgado neste domingo (26) pelo arcebispo da capital da Lombardia, cardeal Angelo Scola.

Desse total, cerca de 1 milhão de fiéis acompanharam a missa do Pontífice no Parque de Monza, que fica a apenas 25 km da metrópole e abriga o famoso autódromo homônimo. Além disso, outras 500 mil pessoas foram aos diversos eventos do papa na cidade de Milão, como a homilia no Domo, o encontro com jovens no estádio San Siro e a visita à penitenciária de San Vittore.

"Sobre Milão, gostaria de agradecer ao cardeal e arcebispo e a todo o povo milanês pelo caloroso acolhimento de ontem [25]. De verdade, me senti em casa, e foi assim com todos, crentes e não crentes", afirmou Francisco no Angelus deste domingo, no Vaticano.

O líder da Igreja Católica ficou durante 11 horas em Milão, em uma viagem protegida por um forte esquema de segurança. O momento mais emocionante foi a passagem pela prisão de San Vittore, onde os detentos disseram ao Pontífice que ele os fez se esquecerem que estavam na cadeia.

"O povo quer vê-lo porque reconhece em Francisco um homem construtivo e bem sucedido", declarou Scola. Essa visão pode ser comprovada pelas palavras de Mohamed Makkassi, jovem árabe que cumpre pena em San Vittore.

"A visita do Papa não foi uma festa só para os católicos, mas também para nós muçulmanos, porque Francisco é um papa de paz para todo o mundo. Com um aperto de mão, ele me comoveu", disse o detento ao jornal "Corriere della Sera".

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 26.03.2017

 

Um morto e 14 feridos em tiroteio em discoteca em Cincinnati

 

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Polícia ainda não fez nenhuma detenção

Uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas num tiroteio esta madrugada na discoteca Cameo, em Cincinnati, nos Estados Unidos. A polícia chegou a acreditar que havia vários atiradores, mas depois voltou à tese de que fora apenas um, estando a investigar se houve outras pessoas envolvidas.

A destruição deixada por uma explosão de gás

 

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Duas pessoas ficaram seriamente ferias e outras 32 com ferimentos.

Vários edifícios desmoronaram na sequência de uma explosão de gás em Wirral, Reino Unido, na noite de sábado. Duas pessoas ficaram seriamente ferias e outras 32 com ferimentos.

Carro sem condutor da Uber tem acidente violento. Programa foi suspenso

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Veículo autónomo quase capotou em embate com outro carro

A Uber suspendeu o seu programa com carros autónomos, depois de um destes veículos sem condutor ter estado envolvido num acidente, no Arizona, EUA, anunciou a empresa.

O acidente não causou feridos nem danos graves, referiu a porta voz da Polícia de Tempe, Josie Montenegro, citada pela Reuters. Os veículos - o autónomo da Uber e outro com um condutor - colidiram num cruzamento.

O acidente aconteceu quando o condutor do segundo carro "não cedeu" a passagem ao carro da Uber, o que fez com que este virasse depois do embate.

A Uber explicou, por email à Reuters, que vai continuar a analisar o acidente e que só quando a investigação estiver concluída haverá novidades sobre a continuidade ou não do programa piloto que estava a decorrer no Arizona, Pittsburgh e São Francisco.

A bordo do carro autónomo iam dois condutores de segurança nos bancos da frente, cumprindo as normas de segurança para o teste de condução autónoma.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 26.03.2017

 

Polícia diz que autor do atentado em Westminster agiu sozinho

A Polícia Metropolitana de Londres anunciou que o autor do ataque terrorista em Westminster da passada quarta-feira, Khalid Masood, agiu sozinho e não há informação de que estejam a ser planeados novos ataques.

"Todos temos de aceitar que há uma possibilidade de nunca virmos a perceber o porquê de ele ter feito isto. Esse entendimento pode ter morrido com ele", disse hoje o comissário-adjunto interino da Polícia Metropolitana, Neil Basu.

Quatro pessoas morreram e 50 ficaram feridas na quarta-feira, quando Masood atropelou as pessoas que circulavam pela ponte de Westminster, em Londres, antes de ter esfaqueado um polícia.

Os detetives adstritos ao caso confirmaram que o ataque de Masood começou e acabou no espaço de 82 segundos.

"Ainda acreditamos que Masood agiu sozinho naquele dia e não há informação que sugira que estejam a ser planeados mais ataques", disse Basu.

"Mesmo que ele tenha agido sozinho na preparação, precisamos de estabelecer - com absoluta certeza - o porquê de ele ter cometido estes atos inqualificáveis, para que possamos dar segurança aos londrinos, bem como para dar respostas às famílias daqueles que foram mortos e às vítimas e sobreviventes desta atrocidade", salientou.

A polícia quer saber se outros elementos encorajaram, apoiaram ou ordenaram Masood no sentido de cometer o atentado.

"Se for este o caso, eles vão ser apresentados perante a Justiça", concluiu.

O ataque de quarta-feira foi atribuído pelas autoridades a um cidadão britânico de 52 anos, nascido em Kent (sudeste de Inglaterra) com o nome de Adrian Russel, que mudou para Khalid Masood quando se converteu ao islamismo.

Russel conduziu o automóvel a alta velocidade contra peões na ponte de Westminster, seguindo depois a pé para o parlamento onde esfaqueou mortalmente um agente da polícia, sendo abatido pelas forças de segurança.

Além do polícia esfaqueado, três transeuntes morreram no ataque, que fez cerca de 50 feridos.

O grupo 'jihadista' Estado Islâmico reivindicou o ataque através da agência de propaganda Amaq, afirmando que o atacante era "um soldado do Estado Islâmico".

Vídeo mostra explosão gigante de depósito de armas na Ucrânia

Cerca de 20 mil pessoas foram evacuadas, esta quinta-feira, depois de um depósito de armas ter explodido em Balakleya, na Ucrânia. Um vídeo amador registou o momento da explosão.

As explosões ocorreram numa base militar das forças separatistas ucranianas, em Balakliya, utilizada para armazenar centenas de munições e mísseis.

O incidente ficou registado num vídeo amador publicado nas redes sociais.

As autoridades ucranianas alegam que não há registo de qualquer vítima mortal, mas cerca de 20 mil pessoas tiveram de ser evacuadas do local.

Японский кот по кличке Мугумогу попал в Книгу Рекордов Гиннеса по количеству просмотров в Youtube

Gato japonês é o animal mais visto do

 

Se ainda não tinha ouvido falar do gato Mugumogu é porque tem andado distraído. Segundo o Livro dos Recordes do Guinness, o gato japonês é o animal mais visto no Youtube.

O seu verdadeiro nome é Maru, mas a Internet conhece-o como Mugumogu. O seu canal no Youtubetem cerca de meio milhão de subscritores e os seus vídeos já tiveram mais de 325 milhões de utilizadores.

A marca valeu-lhe uma distinção atribuída pelo Livro dos Recordes do Guinness.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 26.03.2017

Bombardeamentos dos EUA matam dezenas de civis sírios


26 de Março, 2017

Fotografia: Omar Haj Kadour | AFP

A coligação liderada pelos Estados Unidos da América (EUA) realizou uma série de ataques contra alvos localizados em território sírio deixando um rasto de sangue na população civil, com um saldo de mais de 40 mortos.

As operações foram intensificadas no território sírio para acompanhar a ofensiva desenvolvida no Iraque. Os EUA enviaram reforços para combater os extremistas em Raqqa.
As forças norte-americanas apoiam a ofensiva árabe-curda para retomar a represa estratégica de Tabqa, próximo de Raqqa, da posse do grupo “Estado Islâmico” (“EI”), segundo o Pentágono (Ministério da Defesa dos EUA).
O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, reforçou os comentários sobre a morte do chefe do “EI”, Abu Bakr al-Baghdadi, ao receber em Washington representantes de 67 países-membros da coligação que luta contra o grupo na Síria e no Iraque.
A nova ronda de negociações de paz para a Síria sob a supervisão da ONU dá poucas esperanças à possibilidade de encontrar uma saída para o conflito que causou mais de 320.000 mortos em seis anos.
A coligação internacional matou outros 33 civis na terça-feira, ao bombardear uma escola que servia como centro de acolhimento de deslocados em Raqqa, indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
A escola fica a sul de Al-Mansora, uma cidade nas mãos do “EI”, que costuma ser alvo dos ataques da coligação. “Podemos confirmar que 33 pessoas morreram. Eram deslocados de Raqqa, Aleppo e Homs”, afirmou o director da OSDH, Rami Abdel Rahman. “Ainda estão a retirar corpos dos escombros. Apenas duas pessoas foram resgatadas com vida do brutal ataque”, pontualizou.
O OSDH, que conta com uma ampla rede de informações e de fontes médicas na Síria, indicou a partir da sua sede em Londres que pode determinar quem foi o responsável pelo ataque, o tipo de avião utilizado, a sua localização e munição empregada. A página da Internet “Raqa is Being Slaughtered Silently”, que divulga informações da cidade, confirmou o bombardeamento contra a escola que, segundo estimativas, abrigava 50 famílias deslocadas. Na província de Raqqa, controlada na sua maioria pelo “EI”, oito civis morreram na quarta-feira e 15 ficaram feridos em ataques da coligação”, indicou o OSDH. “Os ataques atingiram uma padaria e mercados próximos da cidade de Tabqa controlada pelo ‘EI’. Há pessoas desaparecidas e talvez mortos sob os escombros”, acrescentou.

Aniquilar os extremistas

As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança árabe-curda apoiada pela coligação internacional, realizam uma ofensiva para reconquistar Raqqa. O “Estado Islâmico” sofreu inúmeros reveses nos últimos meses na sequência de três ofensivas das FDS, do Exército sírio apoiado pela Rússia e dos rebeldes ajudados pela Turquia.
Segundo o Pentágono, os extremistas islâmicos perderam 65 por cento dos territórios que possuíam no período de maior domínio, em 2014. A coligação internacional, que também ataca os extremistas islâmicos no Iraque, admitiu no início de Março que provocou a morte de 220 civis desde 2014 nos dois países. 
Alguns especialistas suspeitam que o número seja muito maior. Os 68 países da coligação reuniram-se em Washington na quarta-feira, onde o Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu destruir os extremistas islâmicos apesar das divergências estratégicas que enfraquecem a aliança. s rebeldes e os seus aliados extremistas da Fatah al-Sham combatiam pelo quarto dia consecutivo as tropas do Governo sírio no leste de Damasco. 
Os confrontos, que se concentram nos bairros de Jobar e Qabun, são os mais violentos na capital em dois anos. No centro do país, outros grupos rebeldes e seus aliados avançavam na província de Hama, onde lançaram na terça-feira uma nova ofensiva contra forças do Governo. Esta aliança conquistou vários povoados desde então, assim como a localidade estratégica de Suran, onde se situa uma das primeiras linhas de defesa do Exército na província de Idleb.

Aviões israelitas

Aviões da Força Aérea israelita, em número não especificado, foram atacados por mísseis anti-aéreos na Síria. O especialista militar Nikolai Surkov afirmou que desta forma o Exército sírio deu um sinal claro ao Governo de Israel. O incidente ocorreu na madrugada de 17 de Março, mas só agora foi tornado público pelas autoridades sírias, num claro sinal de que não vão ser admitidas mais incursões no seu espaço aéreo.
Os pilotos israelitas atacaram vários alvos no território sírio. Sistemas de defesa anti-mísseis de Israel não conseguiram interceptar um dos foguetes disparados.
“Em nenhuma das fases, a segurança dos cidadãos israelitas ou aeronaves da Força Aérea foram ameaçados”, disse o especialista militar. De acordo com uma estação de televisão russa, os aviões foram atacados pelo sistema de mísseis anti-aéreo S-200.
O professor do departamento de Estudos Orientais do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscovo, Nikolai Surkov, acredita que o Exército sírio enviou um sinal claro aos israelitas. 
“Não é a primeira vez que Israel realiza ataques aéreos sobre o território sírio. Eles estão à procura de combatentes do Hezbollah [aliado do Governo da Síria], tentando, em suas palavras, atrapalhar o fornecimento de armas”, assinalou. 
Durante toda a crise síria, Damasco e arredores  foram atacados periodicamente, bem como os pontos militares na costa. A defesa aérea síria conseguiu reagir, em particular em 2013, quando caíram sobre Damasco mísseis de cruzeiro israelitas. Divisões do grupo extremista libanês Hezbollah participaram na libertação de Palmira e os israelitas tentam capturar ou abater comandantes que actuam na Síria. 
O Exército da Síria disse que abateu um avião da Força Aérea israelita, que, de acordo com as suas informações, violou o espaço aéreo do país. Em comunicado, o comando militar sírio afirmou que o objectivo da aviação israelita estaria focado em instalações do Exército sírio na área de Palmira. O comando do Exército refere que as actividades das forças dos paízes vizinhos são aceites dentro do programa de defesa do Governo sírio

 

União Europeia mais forte e unida


26 de Março, 2017

Os Chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) celebraram ontem, em Roma, os 60 anos do projecto europeu, comprometendo-se a trabalhar para uma União ainda mais forte e unida nos próximos dez anos.

Os líderes de 27 Estados-membros - o Reino Unido, em processo de saída do bloco europeu (‘Brexit’), já não participou nas comemorações de ontem na capital italiana - adoptaram a “Declaração de Roma”, na qual manifestam “orgulho” pelos feitos alcançados ao longo de 60 anos de história e apontam o caminho a seguir, admitindo uma UE a diferentes velocidades mas “na mesma direcção”.
A Declaração de Roma foi assinada pelos 27 e pelos presidentes das instituições europeias na mesma sala, no Capitólio, onde em 25 de Março de 1957 os seus países fundadores, Alemanha Ocidental, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo, assinaram os Tratados fundadores da Comunidade Económica Europeia e da Comunidade da Energia Atómica, que dariam origem à actual União Europeia. O presidente da Comissão Europeia afirmou que a declaração firmada em Roma por ocasião do 60.º aniversário do tratado fundador da União Europeia deve marcar “o início de um novo capítulo” para uma “Europa unida a 27”, acrescentando que a declaração assinada na capital italiana por 27 líderes europeus deve preparar o cenário para um crescente sentimento de optimismo.
“O que alcançámos nos dias anteriores a Roma, e nas últimas horas aqui em Roma, transmite um estado de optimismo incipiente, porque, ao contrário do que foi presumido, não existiu confronto, não existiu nenhuma grande discussão entre as várias trajectórias concebíveis”, disse o político luxemburguês.
Após a assinatura da declaração, Jean-Claude Juncker afirmou que o texto é um bom começo para uma ampla discussão sobre o futuro do bloco europeu após a saída do Reino Unido. Segundo o presidente da Comissão Europeia, a atmosfera é propícia para abordar o processo britânico “com confiança”. No dia em que os líderes europeus celebravam em Roma os 60 anos do projecto europeu, milhares de pessoas marcharam em Londres contra a saída do Reino Unido da União Europeia.
A manifestação foi promovida por grupos pró-Europa e por organizações que se têm dedicado a encontrar formas de limitar as consequências do Brexit para os britânicos e restantes cidadãos que vivem no Reino Unido, como explica o site Político.
Na página da “Unite for Europe”, os manifestantes exigem a permanência do Reino Unido no Mercado Único, a manutenção dos benefícios que a cidadania europeia concede e a garantia de que os cidadãos europeus que actualmente vivem no Reino Unido tenham a oportunidade de ficar no país.
A marcha anti-Brexit terminou no final da tarde de ontem na praça junto ao Parlamento britânico, em Londres, perto do local onde na quarta-feira aconteceu o atentado terrorista que resultou em quatro mortos e vários feridos.

 

Operação Lava Jacto pode "destruir" o país


26 de Março, 2017

O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para o risco de a operação anti-corrupção Lava Jacto “destruir” o país, a partir do ataque ao sistema político, enquando encoraja os militantes do Partido dos Trabalhadores, seus correlegionários, a manterem-se firmes nos seus ideais.

Lula da Silva prometeu aos seus pares  lutar “até ao fim” contra as acusações de que é alvo na operação Lava Jacto, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras, mas que está a transformar-se num motivo para perseguição de determinadas figuras e anulação de políticos e partidos.
Apontado como provável candidato do PT à Presidência do Brasil em 2018, Lula da Silva afirmou, durante um seminário do partido, que “o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jacto em primeira instância, e o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação, não são mais honestos que ele e defendeu a aprovação de uma lei sobre abuso de autoridade”. “Eu vou estar nessa luta até ao fim. Eu não tenho negociatas. Eles vão ter que provar”, disse o ex-presidente do Brasil no encerramento do seminário. “O que a Lava Jacto fez pelo Brasil organizado pelo PT?”, questionou Lula da Silva. 
“Pode ter a certeza que eu vou lutar até às últimas consequências”, acrescentou. “Se eles querem pegar o Lula, arrumem motivos ou provas, mas não destruam o nosso Brasil”, enfatizou.
O ex-presidente é réu em três acções da operação Lava Jacto, duas delas sob responsabilidade de Sérgio Moro, a quem a defesa de Lula da Silva acusa de parcialidade e de ser suspeito para o julgar.
“Nem o Moro, nem o Dallagnol, nem nenhum deles, tem a honestidade e a lisura que eu tenho nos meus 70 anos de vida”, disse Lula da Silva. 
“A operação Lava Jacto pode agir como quer, pode vazar para quem quiser. Nem no regime militar eu vi isso”, disse Lula da Silva. “A gente não pode deixar de aprovar a lei de abuso de autoridade porque ninguém está acima da lei”, sentenciou. O Congresso Nacional (Parlamento) examina um projecto de lei que trata do assunto e que é alvo de críticas de Sérgio Moro e de membros da força-tarefa da operação Lava Jacto que vêem na iniciativa legislativa uma tentativa de intimidar promotores e magistrados.
Membros da força-tarefa já chegaram a anunciar que renunciariam se a medida fosse adoptada. Além da operação Lava Jacto, Lula da Silva também é réu em outras duas acções penais. Numa delas, ligada à operação Zelotes, o ex-presidente é acusado de tráfico de influência na aprovação de uma medida provisória que teria beneficiado a indústria automóvel e na decisão do Governo brasileiro de comprar caças suecos.
A operação Lava Jacto provocou no Brasil  um ambiente bastante crispado na classe política e retirou a confiança nos políticos, sendo que maior baixa foi o afastamento da então Presidente Dilma Roussef, que se diz vítima de uma conspiração.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 24.03.2017

 

Brasil, EUA e mais 12 países pedem que Venezuela realize eleições em breve

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/03/2017 22:27:00

Brasil, Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia, Argentina e mais oito países do continente americano pediram, nesta quinta-feira, que o governo da Venezuela realize eleições e libere imediatamente presos políticos, criando um potencial confronto diplomático com Caracas.

O Departamento de Estado dos EUA pediu que a Venezuela realize eleições "o mais rápido possível". Mark Toner, porta-voz do departamento, disse que os EUA não estão pressionando pela expulsão da Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA), mas "pede a libertação imediata de presos políticos", incluindo o oposicionista Leopoldo Lopez.

"O presidente Nicolás Maduro deve permitir que a Assembleia Nacional democraticamente eleita desempenhe suas funções constitucionais e realize eleições o mais rápido possível", disse Toner.

Na semana passada, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, disse que queria que os países suspendessem a Venezuela do grupo, a menos que as eleições gerais sejam realizadas em breve. Almagro fez o pedido após apresentar um relatório de 75 páginas sobre a crise política no país. No relatório, o secretário-geral acusa o governo de Maduro de violar sistematicamente os direitos humanos e os padrões de democracia, consagrados na Carta Democrática Interamericana. Fonte: Associated Press.

Erdogan considera revisar laços "políticos e administrativos" entre Turquia e UE

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/03/2017 20:30:00

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que pode revisar seus laços "políticos e administrativos" com a União Europeia, após um plebiscito que pode fortalecer seus poderes. Em entrevista à emissora de televisão Kanal D nesta quinta-feira, Erdogan disse que o acordo fechado com a UE no ano passado para conter o fluxo de imigrantes para a Europa pode também ser revisado após a votação de 16 de abril.

Erdogan afirmou que os laços econômicos com a UE seguiriam intactos. As declarações são dadas em meio a uma escalada nas tensões entre os países do bloco, especialmente Holanda e Alemanha, que impuseram restrições aos ministros turcos que queriam fazer campanha para a votação turca nessas nações. Erdogan já acusou os dois países de "nazismo" e "fascismo". O presidente turco defendeu suas comparações com o nazismo e criticou o novo presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, segundo o qual Erdogan pode ameaçar laços com parceiros e deve parar de acusar a Alemanha de agir como nazista.

O líder turco também pediu aos Estados Unidos e ao Reino Unido para retirar restrições que segundo ele são "exageradas", referindo-se à proibição de que os passageiros levem na bagagem de mão laptops e outros aparelhos exceto celulares em viagens a partir de alguns aeroportos, entre eles o de Istambul. Erdogan notou que os países têm direito à segurança, mas que esse veto é excessivo.

Erdogan disse que discutiu o assunto em um telefonema com a premiê britânica, Theresa May, e que o ministro das Relações Exteriores turco tratou do assunto durante recente visita aos EUA. "Minha esperança é que eles abandonem esse erro o mais rápido possível", comentou o presidente. Uma autoridade turca disse que o governo atua também para excluir a Turkish Airlines do escopo das restrições. Fonte: Associated Press.

 

Polícia confirma mais uma morte no ataque de ontem em Londres

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/03/2017 18:42:00

A polícia de Londres confirmou mais uma morte no ataque de ontem próximo do Parlamento do Reino Unido. Um homem de 75 anos foi a quarta vítima do atentado, tratado como terrorismo pelas autoridades do país. O autor do ataque, identificado hoje como Khalid Masood, cidadão britânico de 52 anos, também morreu. No total, portanto, há cinco mortes confirmadas no incidente.

O homem de 75 anos que morreu hoje havia sido ferido na Ponte Westminster. Em comunicado, a polícia informou que os aparelhos dele foram desligados e que a família foi notificada.

Masood foi morto a tiros ontem. Ele já havia sido investigado por terrorismo, mas não estava atualmente na lista de suspeitos de terrorismo do país.

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Em comunicado da agência de notícias Amaq, ligada ao grupo, o Estado Islâmico disse que o ataque havia sido uma resposta aos ataques da coalizão liderada pelos EUA no Oriente Médio. O grupo tem reivindicado a responsabilidade por ataques do tipo, mas não está clara a natureza ou o escopo de seu envolvimento.

Entre as vítimas estava um homem de Utah que visitava a Europa, Kurt Cochran. A mulher dele, Melissa, ficou gravemente ferida. O casal celebrava seu aniversário de 25 anos, segundo um porta-voz da família. Melissa permanecia hospitalizada nesta quinta-

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 24.03.2017

 

Britânico de 52 anos identificado como autor de ataque de Londres

 

A polícia britânica identificou hoje Khalid Masood, um britânico de 52 anos, como o autor do atentado de ontem em Londres, que deixou quatro mortos e cerca de 40 feridos, revindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), que assumiu nesta quinta-feira (23) o atentado. As autoridades disseram que ainda há 29 feridos no hospital, sete deles em estado crítico. As informações são da agência alemã DPA.

O atacante - que foi abatido a tiros - nasceu em Kent, mas recentemente vivia no condado de Midlands, no centro do país. Ele já havia sido condenado em várias ocasiões por delitos com violência, posse de armas e pertubação da ordem pública, mas nunca por terrorismo. Masood foi condenado pela primeira vez em 1983 por vandalismo e pela última em 2003, por posse de armas.

"Não havia informação de inteligência sobre suas intenções de organizar um ataque terrorista", explicaram as autoridades. Segundo havia explicado a primeira ministra britânica, Therese May, a polícia o havia investigado por vínculos com o "extremismo violento", mas atualmente ele não estava sendo vigiado.

Oito detidos

'Partimos do princípio de que o atacante atuou só, inspirado no terrorismo internacional", afirmou  esta manhã o responsável por antiterrorismo da polícia de Londres, Mark Rowley. O ministro britânico da Defensa, Michael Fallon, também considera que o ataque "está relacionado ao terrorismo islâmico". As medidas de segurança do Parlamento serão revisadas, afirmou.

Apesar das afirmações, oito pessoas foram detidas em várias buscas realizadas em endereços de Londres, Birmingham e outras localidades em conexão com o  atentado, informou a Scotland Yard, que não informou sobre a relação dos detidos com o atacante.

Carro alugado

O suspeito atropelou primeiro um grupo de pessoas na ponte de Westminster, próximo ao Parlamento, donde mató a dos personas. Em seguida, ele matou a punhaladas um policial de 48 anos, junto ao Parlamento, onde outros agentes o mataram a tiros.

As outras duas vítimas fatais do atentado foram um americano que se encontrava em Londres para celebrar seus 25 anos de casado e cuja esposa ficou gravemente ferida, e uma mulher britânica de raízes espanholas que estava indo pegar os filhos na escola no momento do atentado.

O veículo utilizado no ataque, um Hyundai, foi alugado na cidade de Solihull, próximo a Birmingham. Um empregado da companhia de locação identificou o carro ao ver o número da placa ó em imagens da Internet.

 

Novas revelações sobre assessor complicam caso Trump-Rússia

Agência ANSA

 

Após a confirmação do diretor do FBI, James Comey, de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está entre os investigados sobre possíveis laços com agentes russos, a mídia norte-americana divulgou novos documentos que complicam ainda mais a defesa do magnata.

Depois de Michael Flynn e Jeff Sessions, o escândalo agora atinge o ex-chefe de campanha de Trump Paul Manafort. O norte-americano foi contratado pela campanha do republicano em março do ano passado e, em junho, virou o responsável pela corrida eleitoral. No entanto, em agosto, por causa das denúncias sobre sua relação com o Kremlin, ele deixou suas funções.

Manafort sempre negou qualquer ligação com a Rússia e Trump sempre acusou a imprensa de fazer uma "caça às bruxas" contra ele. No entanto, documentos revelados nesta quarta-feira (22) mostram que Manafort trabalhou para um milionário russo e ajudou a elaborar um plano para ajudar a melhorar a imagem de Vladimir Putin nos Estados Unidos.

Já a "CNN" divulgou que colaboradores do presidente ajudaram agentes russos a prejudicar a candidata democrata Hillary Clinton durante a campanha presidencial.

Segundo investigadores consultados pela emissora, o FBI está analisando documentos que mostram informações da Inteligência, documentos de viagens, cartas oficiais de empresas, dados telefônicos e recolhendo testemunhos que indiquem uma ação coordenada contra Hillary.

Sem citar a qual caso se referia, Trump usou o Twitter para voltar a criticar a imprensa. "Acabo de ver notícias totalmente enviesadas e falsas da chamada história da Rússia na NBC e ABC. Que desonesto", publicou.

Águas residuais podem ajudar a combater a escassez do recurso, diz ONU

O tratamento e a reutilização das águas residuais pode ser uma solução para combater a escassez do bem natural em todo o mundo. A conclusão é do relatório da Águas Residuais: o Recurso Inexplorado, lançado nesta quarta-feira pela Organização das Nações Unidas para marcar o Dia Mundial da Água, 22 de março. As informações são da ONU News.

Para a ONU, o mundo deve mudar a forma como a água residual é vista. Com a crescente demanda do produto, os especialistas dizem que as águas residuais devem se tornar uma fonte alternativa e confiável. Atualmente, parte dessas águas são tratadas e depois eliminadas, mas a gestão deve ser de "reúso, reciclagem e recuperação".

O relatório das Nações Unidas deixa claro que a incapacidade de abordar as águas residuais como um importante problema social e ambiental pode comprometer outros esforços necessários para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). propostos pelas Nações Unidas e  assumidos por várias nações. Segundo a meta, os ODS devem ser implementados por todos os países do mundo até 2030.

Impactos negativos

Segundo os especialistas, a maior parte das atividades humanas que usam água produz águas residuais, que podem ser esgoto ou águas poluídas usadas por indústrias. O relatório diz que com o aumento da demanda global por água, aumenta também a quantidade de águas residuais. Em todos os países, com exceção dos mais desenvolvidos, 95% das águas residuais são despejadas diretamente no meio ambiente sem tratamento adequado. Isso gera impactos negativos na saúde humana, na produtividade econômica, na qualidade das águas doces e nos ecossistemas.

Em 2012, foram registradas mais de 800 mil mortes causadas pelo consumo de água contaminada e serviços de saneamento inadequados. Nos oceanos, as áreas chamadas de "zonas mortas desoxigenadas", causadas pelo lançamento de águas residuais sem tratamento, já atingiram 245 mil quilômetros quadrados, quase três vezes o tamanho de Portugal.

Pode piorar

O relatório da ONU prevê que a demanda por água vai aumentar muito nas próximas décadas. O setor da agricultura é responsável atualmente pelo uso de 70% das extrações de água no mundo e o uso deve aumentar também nos setores da indústria e energia.

Segundo a ONU, dois terços da população mundial vivem hoje em áreas com escassez de água pelo menos uma vez ao ano. E cerca de 500 milhões vivem em regiões onde o consumo de água é o dobro dos recursos hídricos. Os especialistas disseram que, se as tendências atuais persistirem, a qualidade da água continuará piorando nas próximas décadas, especialmente em países com poucos recursos e localizados em regiões secas.

Isso vai aumentar ainda mais o risco para a saúde humana e para os ecossistemas, contribuindo para a escassez de água e prejudicando o desenvolvimento econômico sustentável, alerta o documento.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 24.03.2017

 

Merkel perde tapete vermelho e Schulz pode mesmo ganhar

 

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Uma (re)eleição que parecia certa tornou-se uma incógnita. Sociais-democratas do SPD podem ser os mais votados e vir a liderar uma coligação com a CDU da chanceler

Faltam precisamente seis meses para as eleições na Alemanha, que serão disputadas a 24 de setembro. Martin Schulz poderá suceder aos ex-chanceleres Willy Brandt e Gerhard Schröder - os únicos líderes dos sociais-democratas do SPD que até hoje conseguiram vencer eleições. A batalha entre a conservadora Angela Merkel - a candidata dos democratas-cristãos da CDU que concorre a um quarto mandato - e o ex-presidente do Parlamento Europeu promete ser titânica. As sondagens neste momento dão-nos praticamente empatados.

Há não muito tempo, o facto de que Merkel seria a candidata mais votada parecia não suscitar quaisquer dúvidas, tendo em conta que a CDU levava cerca de dez pontos de vantagem sobre o SPD. Mas a certeza quase absoluta de um quarto mandato para a chanceler desapareceu em fevereiro, quando o até então presidente do Parlamento Europeu decidiu trocar Estrasburgo e Bruxelas pelo regresso a Berlim, substituindo Sigmar Gabriel como líder do SPD e candidato às eleições. Praticamente da noite para o dia o partido deu um salto de dez pontos.

Mulher que saltou da ponte está em estado crítico

 

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Romena estava em Londres para celebrar aniversário do namorado. Atirou-se da ponte para o rio Tamisa

A mulher que saltou da ponte de Westminster para se tentar salvar do ataque de ontem em Londres está em estado crítico. Trata-se de uma romena que estava na capital britânica para celebrar o aniversário do namorado, que partiu um pé, segundo afirmou o embaixador romeno no Reino Unido à Realitatea TV.

A embaixada romena em Londres confirmou ao fim do dia tratar-se de Andreea Cristea, uma arquiteta de 29 anos, que sofreu várias lesões na cabeça.

"A mulher está em estado crítico, com várias lesões e um problema no funcionamento dos pulmões. Na noite passada submeteu-se a uma intervenção cirúrgica bastante complexa. Felizmente sobreviveu a essa intervenção e foi transferida para outro hospital", disse Dan Mihalache.

O outro cidadão romeno que ficou ferido quando o atacante atropelou um grupo de pessoas em plena ponte é o namorado desta mulher e tem um pé partido. "Mas está em estado de choque", disse o embaixador, comentando a pouca sorte do casal, que estava de férias na cidade para celebrar o aniversário dele.

A primeira-ministra Theresa May avançou esta manhã que há, entre os feridos do ataque de quarta-feira, cidadãos de 11 nacionalidades, não referindo, contudo, o jovem português já identificado pelo governo de Portugal.

Segundo May, os feridos no ataque incluem 12 britânicos, quatro sul-coreanos, três franceses, dois gregos, dois romenos, um alemão, um chinês, um irlandês, um italiano, um norte-americano e um polaco.

Duas novas detenções por ligações ao ataque de Westminster

 

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Já são dez as pessoas detidas por suspeitas de associação ao ataque em Londres em que morreram quatro pessoas, além do atacante

A polícia britânica anunciou esta manhã a detenção de mais duas pessoas no âmbito da investigação ao ataque de quarta-feira em Westminster, junto ao parlamento britânico, em Londres. Sobe assim para dez o número de pessoas detidas pelas autoridades, depois dos raides realizados durante a madrugada de quinta-feira em Londres e Birmingham.

O chefe da unidade antiterrorista da polícia de Londres, Mark Rowley, informou esta manhã que foram feitas mais duas detenções "significativas" nas Midlands Ocidentais (centro de Inglaterra) e no noroeste.

Explicou ainda que a investigação está centrada em perceber as motivações do autor do ataque, identificado como Khalid Masood, e a forma como este o preparou e se agiu sozinho, inspirado pela propaganda terrorista ou se foi encorajado por outros.

Mark Rowley especificou que o nome de nascimento de Masood é Adrian Russell Ajao e fez um apelo àqueles que o conheciam bem no sentido de darem informações que possam ajudar as autoridades.

O responsável da unidade antiterrorista da Scotland Yard adiantou ainda que duas pessoas continuam em estado grave no hospital, uma delas em risco de vida.

O ataque fez quatro vítimas mortais, além do próprio atacante: o polícia Keith Palmer, o norte-americano Kurt Cochran, 54 anos, a britânica com origem galega Aysha Frade, 43, e Leslie Rhodes, 75.

 

REUTERS/AMR ABDALLAH DALSH

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O ex-presidente egípcio saiu hoje em liberdade após seis anos de prisão

O antigo presidente do Egito foi hoje libertado, ao fim de seis anos na prisão, anunciou o advogado. Hosni Mubarak deixou o hospital militar em que se encontrava desde 2011 e foi para casa.

Mubarak foi libertado depois de um tribunal de recurso o ter absolvido, no início do mês, da pena de prisão perpétua a que tinha sido condenado.

Mubarak tinha sido condenado em junho de 2012 pela morte de manifestantes na revolta em 2011 que motivou a sua queda.

Jovem sobreviveu cinco dias no deserto

 

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"Road trip" de Amber VanKecke acabou com uma equipa de resgate

Uma jovem americana passou cinco dias no deserto do Grand Canyon dentro do seu carro sem combustível e rede no telemóvel. Amber VanKecke, 24 anos, recorreu à sua experiência como escuteira para desenhar a palavra "Help" (Ajuda) com pedras, o que acabou por ser avistado por uma equipa de salvamento do estado do Arizona.

"Eu planeei o itinerário, coloquei-o no Facebook e levei alguns alimentos e água", disse Vanhecke sobre a viagem de primavera que ela planeava desde janeiro. Partiu de Denton e passou um dia em Carlsbad, no Novo México, antes de conduzir o resto da noite para o Grand Canyon.

Durante a viagem, seguiu as indicações do GPS, mas acabou por entrar numa estrada de terra, rodeada de pedras e catos, tendo ficado sem combustível.

No segundo dia encalhada no deserto, a jovem fez um sinal SOS, bem como um sinal de fogo na esperança de que um helicóptero ou avião pequeno viria em seu socorro.

Depois de 119 horas horríveis no deserto, Vanhecke foi resgatada em 17 de março. Uma equipa de resgate, que sobrevoava a área num helicóptero, viu o carro de Vanhecke junto com um sinal de ajuda gigante que ela fez de rochas.

No carro, a jovem deixou uma nota indicando estar a dirigir-se para leste. O que acabou por ajudar a equipa de resgate. "Ela fez muitas coisas que a ajudaram a sobreviver", disse Jonah Nieves, membro da equipe de Resgate Aéreo do Departamento de Segurança Pública do Arizona. "Essas notas eram pistas e essas pistas nos levaram para onde ela estava.

Luanda com 500 novos casos de tuberculose por mês

 

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Números foram divulgados pelo diretor clínico do Hospital Sanatório, João Chiwana, em alusão ao dia mundial de luta contra a tuberculose

A unidade especializada de tratamento da tuberculose em Luanda está a registar mais de 500 novos casos da doença por mês, números que preocupam a direção do Hospital Sanatório da capital angolana.

Os números foram divulgados pelo diretor clínico daquela unidade hospitalar, João Chiwana, em alusão ao dia mundial de luta contra a tuberculose, que hoje se comemora.

De acordo com o responsável, as novas infeções são maioritariamente pulmonares e tendem a crescer significativamente, devido à ineficácia dos programas de combate a tuberculose desenvolvidos e à procura tardia pelos doentes de tratamento.

"A não procura dos cuidados médicos durante o aparecimento dos primeiros sintomas pode levar a uma infeção dos membros da família, colegas de escola e vizinhos próximos", referiu João Chiwana, em declarações à agência noticiosa angolana, Angop.

O responsável salientou que são mais afetados jovens e o insucesso nos programas de combate à doença deve-se sobretudo ao abandono do tratamento pelos pacientes, bem como ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas, drogas e tabaco.

Na sua mensagem para assinalar a data, a diretora regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África, Matshidiso Moeti, disse que a tuberculose continua a ser uma das dez principais causas de morte no mundo e que cada um em quatro novos casos de infeção ocorre no africano, que conta também com 16 dos 30 países que têm o fardo mais elevado da doença.

Segundo Matshidiso Moeti, embora o número de casos de tuberculose a nível mundial esteja a diminuir, houve uns estarrecedores 10,4 milhões de novos casos estimados da doença em 2015.

"Mais de um terço destes continuam por diagnosticar e tratar, ou encontram-se diagnosticados, mas não estão registados nos programas nacionais de luta contra a tuberculose", salienta.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 24.03.2017

 

Preso líder jiadista que recrutava em Portugal

O marroquino extraditado da Alemanha para Portugal indiciado por atividades terroristas é um importante quadro do Estado Islâmico na Europa.

Este homem está ligado ao recrutamento e ao financiamento daquela organização terrorista, segundo soube o JN. Era também o líder da chamada célula de Aveiro, de que fazia parte outro marroquino, Hicham El-Hanafi, de 26 anos, preso em França, em novembro, na sequência da informação cruzada com a Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ), operação que veio a travar um atentado naquele país.

Seis militares russos mortos em ataque contra quartel na Chechénia

 

Seis soldados russos morreram, esta sexta-feira de madrugada, ao repelir uma incursão guerrilheira contra um recinto militar na Chechénia, informou a Guarda Nacional da Rússia.

"No tiroteio morreram seis militares, [e] também há feridos", disse o porta-voz da Guarda Nacional da Rússia, à agência noticiosa Interfax, indicando que todos os seis atacantes acabaram por ser mortos.

O Comité Nacional Antiterrorista (CNA) da Rússia detalhou que o ataque, que ocorreu cerca das 02:30 (23:30 de quinta-feira em Lisboa), foi perpetrado contra um recinto da Guarda Nacional situado perto da localidade de Naurskaya, no noroeste da Chechénia.

Segundo o CNA, dois dos atacantes tinham coletes-bomba falsos.

"Nesta altura, procede-se à identificação dos criminosos neutralizados", disse um porta-voz do CNA aos meios de comunicação social locais.

Este ataque foi um dos mais sangrentos dos últimos tempos na Chechénia, onde, à semelhança de outras repúblicas russas de maioria muçulmana do norte do Cáucaso, atuam grupos guerrilheiros islamitas.

EUA reforçam critérios para atribuição de vistos

O Departamento de Estado norte-americano ordenou às embaixadas e consulados em todo o mundo a definirem critérios para determinados "grupos populacionais" que poderão ser objeto de um escrutínio extra antes de obterem vistos para entrar nos EUA.

A diretiva foi enviada para que os funcionários oficiais cumpram a ordem executiva do presidente Donald Trump sobre imigração, entretanto suspensa, e que restringe a concessão de vistos de entrada nos EUA a migrantes e cidadãos de seis países muçulmanos.

A nota oficial, de acordo com a agência noticiosa Associated Press (AP), não especifica o que se entende por "grupos populacionais".

A diretiva também refere que as missões dos EUA no exterior devem analisar as contas nas redes sociais dos requerentes de vistos suspeitos de ligações com grupos terroristas ou que tenham estado em regiões controladas pelo grupo jiadista Estado Islâmico.

Pelo menos 250 migrantes morreram no Mediterrâneo

Pelo menos 250 migrantes africanos morreram no Mediterrâneo no naufrágio de dois barcos insufláveis, que foram recuperados ao largo da Líbia, disse hoje a porta-voz da organização não-governamental espanhola Pro-Ativa Open Arms, Laura Lanuza.

A porta-voz afirmou que a sua organização recuperou cinco corpos a flutuar perto dos barcos, a cerca de 15 milhas ao largo da costa da Líbia, e que aquele tipo de embarcações normalmente transportada entre 120 e 140 migrantes.

"Acreditamos que a única explicação (para os naufrágios) é os barcos estarem cheios de pessoas", sublinhou.

Laura Lanuza referiu que os corpos recuperados eram de pessoas com idades compreendidas entre os 16 e os 25 anos, que se devem ter afogado na quarta-feira.

Apesar das condições do mar, as saídas de migrantes provenientes da Líbia a bordo de barcos de contrabandistas têm aumentado nos últimos meses.

Mais de cinco mil pessoas foram resgatadas desde domingo, elevando para mais de 21.000 o número de migrantes reconduzidos este ano para Itália.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 24.03.2017

Parlamento retoma actividade após ataque terrorista


24 de Março, 2017

O Parlamento britânico retomou ontem a sua actividade com um minuto de silêncio em memória das vítimas do atentado ocorrido quarta-feira nas suas imediações e que causou cinco mortos e 40 feridos.

Tanto no interior quanto no exterior do recinto, polícias, parlamentares e cidadãos participaram do minuto de silêncio, menos de 24 horas depois de um homem atropelar pedestres perto do Big Ben e depois esfaquear até à morte um agente da polícia que protegia o Parlamento, antes de ser abatido. A Polícia Metropolitana de Londres (Met) anunciou a detenção de oito suspeitos vinculados com o atentado perpetrado em Westminster.
A Scotland Yard (Polícia britânica), que previamente tinha informado de sete detenções, actualizou o número de detidos pelos agentes armados que realizaram de madrugada buscas em seis direcções de Londres, Birmingham e outros pontos do país, como parte da investigação para esclarecer o ocorrido. Um apartamento de Birmingham no qual supostamente vivia o terrorista, segundo os media britânicos, também foi alvo de vistoria.
No ataque, o agressor atropelou transeuntes na Ponte de Westminster - três dos quais faleceram - para posteriormente apunhalar mortalmente um polícia que tentou impedi-lo na entrada do Parlamento britânico, antes de ser finalmente morto a tiro pelas forças da ordem.
Apesar da identidade do terrorista não ter sido revelada pela Met, sabe-se que o homem era de nacionalidade britânica, conhecido pelos serviços secretos e com vínculos com a violência extrema, ­confirmou a ­primeira-ministra britânica, Theresa May, perante os Comuns.Os agentes investigam agora qual foi a sua motivação para cometer o atentado, assim como   os preparativos e se teve cúmplices.
O chefe da unidade antiterrorista da Polícia, Mark Rowley, disse que não foram detectados indícios que apontassem para “novas ameaças” terroristas no Reino Unido.

Mundo expressa condolências

Vários líderes e personalidades de todo o mundo condenaram ontem o ataque terrorista no centro de Londres e expressam profundo pesar pela morte de pessoas inocentes. O Presidente russo, Vladimir Putin, enviou condolências ao Governo do Reino Unido pelos atentados de quarta-feira e defendeu a unidade internacional para lutar contra o terrorismo.
“As forças do terror são cada vez mais malvadas e cínicas. É evidente que fazer frente à ameaça terrorista requer uma unidade real dos esforços de todos os membros da comunidade internacional”, afirmou Putin, segundo o serviço de imprensa do Kremlin.
Na mensagem dirigida à primeira-ministra britânica, Theresa May, o líder russo expressa o seu apoio aos familiares das vítimas e deseja uma pronta recuperação aos feridos.
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, expressou as suas condolências às vítimas do “imperdoável” atentado e encorajou as autoridades britânicas a prosseguirem na luta contra o terror. “Gostaria de endereçar as minhas condolências pelas vítimas e o meu apoio aos que ficaram feridos”, afirmou Abe, em declarações reproduzidas pela televisão pública NHK.
“O Japão vai continuar a cooperar com o Reino Unido e com a comunidade internacional na luta contra o terrorismo”, realçou, transmitindo o seu firme apoio ao Governo da primeira-ministra britânica, Theresa May.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, repudiou o ataque terrorista de Westminster, em Londres, numa mensagem difundida através da rede social Tweeter afirmando que o Reino Unido é um aliado na luta contra o terrorismo.
“Demonstramos solidariedade para com o Reino Unido, aliado e amigo contra o terrorismo: a maior ameaça contra a paz e a segurança global”, afirma Erdogan na sua mensagem.
Na quarta-feira, hora antes do atentado de Londres, Erdogan dizia a um grupo de jornalistas em Ancara que os cidadãos europeus “não vão poder sair às ruas em paz” ao criticar o “comportamento da Europa” em relação aos membros do Governo da Turquia impedidos de participar em comícios a favor da revisão constitucional turca, nomeadamente na Holanda.
Na mensagem divulgada ontem, o Presidente turco afirma que o povo e Governo da Turquia “compartilha a dor do Reino Unido” referindo-se ao atentado terrorista ocorrido nas imediações do Parlamento britânico.

 

Obama quebra o silêncio


24 de Março, 2017

O antigo Presidente dos Estados Unidos Barack Obama quebrou o silêncio e alertou ontem contra a aprovação de um projecto de lei republicano que vai revogar a sua reforma do sistema de saúde (Obamacare).

O comunicado de Obama foi divulgado a algumas horas da votação no Congresso de um novo plano para os cuidados de saúde apoiado pelo Presidente Donald Trump, que classificou por diversas vezes a reforma da saúde do seu antecessor de desastrosa.

Trump escolhe marido de Kellyanne Conway para cargo no Departamento de Justiça

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/03/2017 21:56:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu o marido da conselheira da Casa Branca, Kellyanne Conway, para chefiar a divisão civil do Departamento de Justiça, afirmou hoje o Wall Street Journal.

George Conway foi escolhido para chefiar o escritório que tem responsabilidade de defender, entre outras, o decreto anti-imigração do governo.

Conway é sócio no escritório Wachtell, Lipton, Rosen & Katz, de Nova York. O site do escritório afirma que ele tem grande experiência em casos envolvendo fusões e aquisições, mercado financeiro e casos antitruste. O advogado é formado em Harvard e em Yale.

A Casa Branca e o Departamento de Justiça não confirmaram a escolha neste sábado. Conway não comentou a reportagem.

Kellyanne Conway é uma especialista em eleições republicana e foi diretora de campanha de Trump. Ela ganhou rapidamente sua confiança e também é próxima de sua filha, Ivanka, e de seu marido, Jared Kushner, outra voz influente no círculo de Trump. Ela ficou mais conhecida ao afirmar que a Casa Branca ofereceu "fatos alternativos" sobre o tamanho do público que acompanhou a cerimônia de posse do republicano em janeiro. Fonte: Associated Press.

EUA abrem concorrência para construção de muro com México

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/03/2017 18:17:00

A Agência Alfandegária e de Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês) abriu oficialmente a concorrência para empresas que desejam projetar e construir um muro de ao menos 5,5 metros de altura na fronteira com o México.

O pedido por propostas, divulgado no site da agência na noite de ontem, é um dos últimos passos do governo de Donald Trump para entregar uma promessa de campanha, e acontece apesar de desafios significativos na parte legal e jurídica.

Segundo o documento, o governo irá considerar propostas para dois projetos separados do muro: uma parede de concreto sólido e uma feita com um material "alternativo". Ele deve ligar a cidade de San Diego até Brownsville, no Texas, ter uma altura ideal de 9,15 metros e mínima de 5,5 metros.

A construção deve ser "fisicamente imponente em altura" e "esteticamente agradável" em sua cor, textura e outros aspectos. Essa última diretriz, no entanto, vale apena para a face norte do muro, que dá para os Estados Unidos.

No documento publicado online, a CBP não especifica que tipo de material deve ser usado no muro nem dá detalhes sobre como ele será financiado.

Em seu projeto orçamentário, revelado na semana passada, Trump pediu US$ 4 bilhões para começar a planejar e construir o muro, número bem menor que os US$ 21 bilhões estimados pelo Departamento de Segurança Nacional. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

Homem morto no aeroporto na França era suspeito de extremismo

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/03/2017 16:35:00

O francês de 39 anos que foi morto esta manhã no aeroporto de Orly, no sul do Paris, tinha uma longa ficha criminal e já foi investigado pelas autoridades por suspeita de terrorismo, afirmaram hoje promotores locais.

O homem foi identificado por veículos de mídia franceses como Ziyed Ben Belgacem, teria 39 anos e nasceu na capital francesa. Os relatos foram confirmados por um agente de segurança à Associated Press.

Belgacem já cumpriu pena na prisão e sua casa estava entre as que foram vasculhadas em novembro de 2015, durante a ação policial que se sucedeu aos ataques que deixaram 130 mortos na capital do país. Após o incidente deste sábado, o pai e o irmão do suspeitos foram detidos pela polícia para serem interrogados.

De acordo com o promotor François Molins, o homem atacou um soldado e seus colegas no aeroporto de Paris e gritou que gostaria de morrem em nome de Alá. Ele também disse que "independente do que acontecer, haverá mortes".

Molins disse que o rapaz apontou uma arma para a cabeça de uma soldada e a usou de escudo humano. Ele conseguiu tomar posse do fuzil da militar, ao contrário do que foi anteriormente dito, mas foi morto pelos demais soldados com oito tiros. Fonte: Associated Press.

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 19.03.2017

 

 

Na China,Tillerson debate tensão elevada na península coreana

Visita de secretário de Estado é última etapa de giro pela Ásia

Agência ANSA

 

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, reuniu-se com o ministro chinês para as Relações Exteriores, Wang Yi, neste sábado (18) e os dois afirmaram que a tensão na península coreana está "muito alta" por conta dos últimos testes nucleares da Coreia do Norte.    

"Nós temos uma visão comum no sentido de que as tensões na península coreana estão muito altas. As coisas estão chegando em um nível muito perigoso", disse Tillerson após a reunião a portas fechadas com Wang Yi.    

Durante seu giro pela Ásia, que incluiu visitas ao Japão e à Coreia do Sul, Tillerson havia dito que a "opção militar" estaria "na mesa" caso Pyongyang não parasse com os testes de mísseis nucleares. Ele ainda havia cobrado a China, principal aliada dos norte-coreanos, a fazer "mais" para levar a paz para a região.    

Além dos debates sobre a Coreia do Norte, a visita do norte-americano serviu também como um dos preparativos para o primeiro encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que ocorrerá em Washington no início de abril.    

"Através de um trabalho duro de ambas as partes, as relações sino-americanas estão se desenvolvendo positivamente e de uma maneira estável depois que o presidente Trump tomou posse. A visita de Tillerson é uma passagem-chave neste sentido", disse o ministro chinês.    

Ele ainda acrescentou que, apesar de críticas públicas de Trump, "as duas nações devem resolver de maneira apropriada as diferenças movendo-se de maneira conjunta para o desenvolvimento das relações bilaterais".

Papa irá ao Egito em abril para melhorar relações com Islã

Francisco visitará a Universidade Al-Azhar, no Cairo

Agência ANSA

 

O papa Francisco viajará ao Egito no final do mês de abril, visita que, além de ser a primeira internacional do Pontífice neste ano, será um passo crucial no diálogo entre o Vaticano e o Islã. Segundo informações obtidas pela ANSA, Mario Jorge Bergoglio visitará a Universidade Al-Azhar, a instituição religiosa mais prestigiosa do Islã sunita, onde será recebido pelo grande imã, Ahmed al-Tayeb. Os dois religiosos já se encontraram em maio de 2016 no Vaticano.    

Além de ser um evento muito significativo, no qual o Papa deverá fazer um forte apelo contra o fanatismo religioso, o encontro também poderá melhorar as relações com a grande instituição sunita depois que elas foram duramente abaladas devido a um discurso realizado pelo papa emérito Bento XVI na Universidade de Ratisbona, na Alemanha. Naquela ocasião, mais especificamente no dia 12 de setembro de 2006, Joseph Ratzinger condenou a "irracionalidade" da "difusão da fé mediante a violência", como ocorre, segundo ele, nas jihads, as guerras santas islâmicas. Na época, al-Tayeb interrompeu os diálogos de paz entre as duas vertentes religiosas. Em sua viagem ao Cairo, que durará dois dias, Francisco também deverá fazer um pedido especial de proteção aos coptas, grupo étnico-religioso cristão que está sob assédio no país, sendo alvo até de grupos terroristas, como o Estado Islâmico (EI, ex-Isis).    

O Papa também realizará uma reunião com o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, e outras com as comunidades católica e copta do país.

Plano para funeral da rainha Elizabeth II é revelado

Estratégias foram reveladas pelo jornal britânico 'The Guardian'

Agência ANSA

 

"London Bridge" ("Ponte de Londres", em tradução livre), este é o nome do plano que o Reino Unido vai ativar no dia em que a rainha Elizabeth II falecer, segundo informou o jornal britânico "The Guardian" nesta quinta-feira (16).

Intitulado "Operação London Bridge", o projeto detalha todos os eventos que serão realizados durante e após a morte da monarca.

Segundo a publicação, o tratamento do país será "monumental" em comparação ao da princesa Diana, que morreu em um acidente de trânsito em 1997, em Paris.

De acordo com o plano secreto, o primeiro a divulgar a notícia da morte de Elizabeth II será o seu secretário particular, Christopher Geidt. No primeiro momento, ele entrará em contrato com o chefe de governo, atualmente a primeira-ministra, Theresa May, e depois informará os funcionários do Palácio de Buckingham através de uma linha interna segura, com a mensagem "London Bridge caiu".

Além disso, a notícia será reportada pelo Centro de Resposta Global do Ministério das Relações Exteriores, em Londres, aos 15 governos fora do Reino Unido, onde a rainha também é chefe de estado. Ainda de acordo com a publicação, a notícia será enviada pelo "flash informativo" à agência britânica "Press Association" e ao restante da imprensa.

No Palácio de Buckingham, um lacaio com vestes de luto colocará uma nota oficial sobre o falecimento da monarca na porta da residência real. Todos os apresentadores dos noticiários usarão roupas pretas e a programação local será suspensa.

Segundo a reportagem, ainda há outras estratégias caso Elizabeth II morra no Castelo de Balmoral, na Escócia, ou no exterior.

Após a morte, serão decretados diversos dias de luto. No entanto, um dia depois, o príncipe Charles, herdeiro da coroa real, será proclamado rei. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 19.03.2017

 

 

Macron à frente em presidenciais só com duas candidatas mulheres

 

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Um total de 11 candidatos estará presente na primeira volta. Sete são eurocéticos ou críticos da UE. Marine Le Pen será a mais votada a 23 de abril. Perde, porém, a 7 de maio.

Onze candidatos vão apresentar-se na primeira volta das presidenciais francesas a 23 de abril, com as sondagens a darem Emmanuel Macron e Marine Le Pen na segunda volta, de 7 de maio. Estes dois candidatos surgem cada vez mais distanciados nas intenções de voto.

Cada candidato tinha de apresentar ao Conselho Constitucional 500 assinaturas de detentores de cargos públicos e de acordo com um critério de diversidade geográfica, para validar a candidatura. O Conselho aprovou Emmanuel Macron, ex-ministro socialista que rompeu com o partido e se apresenta com um programa de centro-esquerda, Marine Le Pen, de extrema-direita, François Fillon, direita e centro, Benoît Hamon, socialista, Jean-Luc Mélenchon, esquerda, Philippe Pouton, do Novo Partido Anticapitalista (extrema--esquerda), Nathalie Arthaud (extrema-esquerda), Nicolas Dupont-Aignan do movimento Debout la France (eurocético e soberanista), Jacques Cheminade, eurocético e protecionista, François Asselineau, soberanista anti-União Europeia e anti-NATO, e Jean Lassale, centrista.

O prazo para a apresentação das assinaturas terminava sexta-feira às 18.00. Nas anteriores presidenciais, em 2012, foram aceites dez candidaturas.

Fillon foi o candidato que apresentou maior número de assinaturas, 3635, seguindo-se Hamon, com 2039, Macron com 1829, Mélenchon, com 805, o centrista Lassale, com 708, o eurocético Dupont-Aignan, com 707, Nathalie Arthaud, com 637, e Marine Le Pen, com 627.

Um elemento a destacar é a presença de um importante número de candidatos eurofóbicos ou críticos, sob diferentes formas, do projeto europeu. Entre os eurocéticos, a esquerda e a extrema-esquerda, são sete os candidatos que defendem a saída da União Europeia, a redefinição do papel da França neste projeto e a saída da moeda única.

Outro detalhe relevante é o facto de Macron, que surge como candidato que não é de direita nem de esquerda, ter recolhido assinaturas em ambos os campos políticos, sendo cerca de 50% de representantes de partidos de esquerda, entre os quais muitos socialistas, 11% no centro e 16% na direita, sendo os restantes independentes, segundo a contabilidade estabelecida pelo Le Parisien.

Finalmente, apesar de não serem candidatos, Alain Juppé e François Baroin, ambos do partido Os Republicanos, a que pertence Fillon, recolheram, respetivamente, 313 e 45 assinaturas.

A dirigente da Frente Nacional, Marine Le Pen, continua à frente nas sondagens, recolhendo 26% das intenções de voto, segundo um inquérito do Instituto BVA publicado ontem. Em segundo lugar surge Emmanuel Macron, com 25%. Em terceiro lugar está François Fillon, com 19,5%. O candidato do centro e da direita surge em ligeira queda após ter sido acusado de desvio de fundos públicos no caso conhecido por Penelopegate, do nome de sua mulher.

As intenções de voto dos franceses são claras para a segunda volta, com Macron a obter 62% dos votos enquanto Marine Le Pen passa de 26% para 38%. A dirigente da extrema-direita é a única mulher que, em conjunto com a líder do Luta Operária, Nathalie Arthaud, concorre às presidenciais.

Na sondagem do BVA, os candidatos socialista, Benoît Hamon, e o da esquerda apoiado pelos comunistas, Jean-Luc Mélenchon, surgem praticamente empatados. O primeiro tem 12,5% das intenções de voto e o segundo 12%.

Ainda segundo o trabalho do BVA, um número menor de franceses, face a anterior sondagem no mesmo universo de inquiridos, tenciona votar a 23 de abril: 73%. Na anterior sondagem, este número era de 74%.

Os cinco mais bem colocados nas sondagens participam amanhã no primeiro de três debates da televisão TF1.

Homem ameaçou atacar Casa Branca com uma bomba

 

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Os serviços encarregados pela segurança do Presidente norte-americano reforçaram no sábado à noite a vigilância da Casa Branca, depois de um homem ter sido detido quando proferia ameaças num dos postos de controlo de acesso, anunciou um responsável.

O desconhecido - que afirmava que tinha uma bomba no seu automóvel - foi imediatamente detido e o veículo confiscado, segundo a cadeia de televisão CNN.

No sábado, "cerca das 23:05 (03:05 de domingo em Lisboa), um homem chegou de carro até um posto de controlo dos serviços secretos", indicou um porta-voz desta unidade de elite encarregada de assegurar a segurança do Presidente e de personalidades nos Estados Unidos.

"Os agentes interpelaram o homem, depois de declarado suspeito o seu veículo" e puseram-se em posição para replicar a qualquer ataque.

Algumas horas antes, uma pessoa tinha sido detida depois de ter saltado por baixo de um porta-bicicletas, aparentemente para tentar passar os muros da Casa Branca, indicaram os serviços secretos.

Este homem - que foi detido e pode ser acusado - não tinha qualquer arma, disse um agente que pediu para não ser identificado.

Estes incidentes ocorrem uma semana depois de um sério alerta. A 10 de março, um homem conseguiu entrar para o recinto da Casa Branca e deambular nos jardins da residência presidencial durante mais de um quarto de hora antes de ser interpelado.

Donald Trump não estava na Casa Branca e não foi a primeira fez que uma pessoa ultrapassou o perímetro da residência oficial do Presidente.

Em setembro de 2014, um antigo combatente com perturbações mentais conseguiu entrar no interior da Casa Branca, com um canivete no bolso, depois de ter passado por baixo da cancela e ter atravessado a entrada a correr.

Coreia do Norte lança novo 'rocket'

 

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A Coreia do Norte lançou este sábado um novo 'rocket' de alto desempenho, numa ação supervisionada pelo líder norte-coreano, Kim Jong-Un, anunciou a imprensa estatal.

Kim Jong-Un "enfatizou que o mundo irá em breve observar o significado que a grande vitória de hoje representa", noticiou a KCNA.

Observadores internacionais afirmam que o programa espacial de Pyongyang, com recurso ao nuclear, é uma forma de encobrir testes de armas.

O novo secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, visitou na semana passada a Coreia do Sul, onde anunciou que os Estados Unidos não pretendem manter a abordagem "falhada" da diplomacia paciente com Pyongyang, e avisou que uma ação militar norte-americana contra a Coreia do Norte é uma opção "em cima da mesa".

Explosão mata uma pessoa e causa sete feridos

 

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Um homem morreu e sete pessoas ficaram feridas, três com gravidade, numa explosão no sábado, num apartamento em Bruxelas, tudo indica que causada por uma fuga de gás.

"Esta tarde os residentes de duas casas foram atingidos por uma explosão, seguida de um incêndio. Sete pessoas foram transportadas para dois hospitais. (...) Três estão gravemente feridas, incluindo um bebé de dois anos e uma criança de 15 anos. Ao fim da tarde o corpo de um homem foi encontrado nos escombros", indicou o Ministério Público em comunicado, no sábado, explicando que o corpo não foi ainda identificado formalmente.

Em declarações aos canais televisivos belgas RTL e RTBF, o presidente da câmara Charles Picque disse que "a explosão foi provavelmente acidental e causada por uma fuga de gás".

A Bélgica está em estado de alerta desde que, a 22 de março do ano passado, três bombistas suicidas atacaram o aeroporto de Bruxelas e uma estação de metro perto da sede da União Europeia, matando 32 duas e ferindo centenas.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 19.03.2017

 

 

Trump diz a Merkel que membros da NATO devem "pagar a sua parte"

Foto: Jim Bourg/Reuters

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira, ter novamente garantido à chanceler alemã, Angela Merkel, o seu "forte apoio" à NATO, mas reafirmou também a necessidade dos restantes Estados-membros aumentarem a respetivas contribuições.

"Reiterei à chanceler Merkel o meu forte apoio à NATO, bem como a necessidade dos nossos aliados na NATO pagarem a sua parte justa para a defesa" da Aliança Atlântica, disse Trump numa conferência de imprensa conjunta com a líder alemã na Casa Branca.

Esta é a primeira viagem de Merkel a Washington desde que Trump chegou à Casa Branca, no passado dia 20 de janeiro.

Sobre um dos temas mais aguardados e talvez mais polémicos deste encontro, Donald Trump declarou que a imigração é "um privilégio, não um direito".

"A segurança dos nossos cidadãos deve sempre vir em primeiro lugar. Sem qualquer dúvida", salientou o Presidente norte-americano, que enfrenta uma batalha judicial por causa de um decreto anti-imigração que visa proibir, segundo a mais recente versão, a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de seis países de maioria muçulmana e suspender o programa de acolhimento de refugiados.

Na mesma conferência de imprensa, o Presidente dos Estados Unidos sublinhou a necessidade de alcançar uma solução "pacífica" no conflito da Ucrânia.

O chefe de Estado norte-americano referiu ter apreciado os esforços da chanceler alemã "para resolver o conflito na Ucrânia, onde, idealmente, procuramos uma solução pacífica", disse Trump.

Na quinta-feira, os Estados Unidos voltaram a condenar a Rússia pela anexação da península ucraniana da Crimeia e pediram na mesma altura o fim imediato dessa anexação.

Dois baleados à porta de discoteca de Lisboa estão em perigo de vida

Uma rixa à porta de uma discoteca na zona de Alcântara, em Lisboa, ocorrida na manhã deste domingo, provocou ferimentos em três jovens.

Dois deles, com idades entre os 18 e os 20 anos, atingidos a tiros, encontram-se em perigo de vida.

O incidente correu, pouco depois das 6 horas, à porta da discoteca Luanda, na Travessa de Teixeira Júnior, envolvendo um número não determinado de pessoas.

Houve uma troca de tiros e uma das vitimas foi atingida com dois disparos nas costas, tendo sido transportada para o Hospital de S. Francisco Xavier, onde está a ser sujeita a uma intervenção cirúrgica, encontrando-se em risco de vida, segundo uma informação da PSP de Lisboa.

O outro ferido foi levado para o Hospital de Santa Maria e também está a ser operado, sendo o seu estado considerado muito grave.

A PSP esteve no local, bem como a Policia Judiciária, que vai investigar o incidente.

Jovem de 18 anos morta com 12 tiros em ginásio no Brasil

Uma rapariga de 18 anos foi abatida com 12 tiros num ginásio em Catu, no Estado brasileiro da Baía, na noite de quinta-feira.

Segundo a Polícia, dois homens chegaram ao local de mota e cometeram o crime com os capacetes postos.

No ginásio, que se situa no primeiro andar de uma loja, encontravam-se cerca de 20 pessoas no momento dos disparos. Os suspeitos disseram a todos para se deitarem, dirigiram-se à vítima e mataram-na com 12 tiros.

As autoridades desconhecem, para já, as motivações do homicídio.

Os suspeitos encontram-se em fuga.

 

Atleta morre atingido por palmeira no Brasil

 

Um atleta do Rio de Janeiro morreu após ser atingido por uma palmeira durante uma prova de obstáculos, este sábado.

Wagner Leão tinha viajado para Vila Velha, no Estado brasileiro do Espírito Santo, especialmente para participar neste competição.

"É uma palmeira da natureza, que estava sendo utilizada como apoio para uma rede, onde o corredor precisava passar por cima", disse fonte da organização da corrida ao "Globo".

Antes do incidente, cerca de 50 pessoas já tinham passado pelo local.

Os obstáculos "foram montados com antecedência e foram feitos testes", garante a mesma fonte.

Wagner Leão foi transportado para o Hospital São Lucas, em Vitória, onde acabou por não resistir aos ferimentos.

 

Encontrados 4 chineses na mala de um carro que entrava ilegalmente nos EUA

 

Um condutor que tentava entrar ilegalmente nos Estados Unidos foi detido, esta terça-feira à tarde, depois de as autoridades terem descoberto quatro imigrantes de nacionalidade chinesa na mala do seu carro.

O alegado traficante, um cidadão norte-americano de 24 anos, tentava passar a fronteira norte-americana com o México, na cidade de San Diego, quando a Polícia Alfandegária e de Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos o mandou parar, de acordo com comunicado emitido pelas mesmas autoridades.

"Esconder as pessoas nos veículos é perigoso e pode ter consequências graves", afirmou Pete Flores, que chefiava a equipa que estava no terreno, acrescentando que "os agentes conseguiram travar uma violação da lei de imigração e foram capazes de resolver o incidente com segurança".

Segundo a nota emitida, uma equipa de cães-polícia - treinada para detetar narcóticos e pessoas - foi essencial no alerta da situação, que levou os agentes a retirarem da mala do carro do suspeito três mulheres e um homem, todos de nacionalidade chinesa.

O carro do suspeito foi apreendido e o homem está detido enquanto aguarda pelo julgamento. Os quatro cidadãos chineses que, segundo as autoridades não tinham autorização legal para entrarem nos EUA, estão num centro de acolhimento de estrangeiros enquanto não são expulsos do país.

 

 Três tigres bebés salvos no aeroporto de Beirute

Um grupo libanês de defesa dos animais anunciou este sábado ter salvado três pequenos tigres da Sibéria, desidratados e cheios de vermes, que estavam no aeroporto de Beirute em trânsito para um jardim zoológico na Síria.

A "Animals Lebanon" explicou que resgatou as crias no início da semana, depois de terem passado mais de sete dias fechados em condições "inaceitáveis" no aeroporto de Beirute.

Os animais chegaram a 7 de março ao aeroporto de Beirute vindos da Ucrânia. E passaram uma semana dentro de uma caixa de madeira, por supostas confusões sobre a viagem, disse a vice-presidente da organização Maggie Shaarawi.

"Ninguém lá foi, não havia uma opção para eles urinarem, estavam no meio de urina e fezes, não havia forma de beberem", disse a responsável citada pela Agência de Notícias francesa, AFP.

Imagens fornecidas pela "Animals Lebanon" mostram os pequenos tigres debilitados, cobertos de vermes e de excrementos, que se contorciam quando os voluntários abriram a minúscula caixa de madeira que tinha apenas alguns buracos para eles respirarem.

Quando o grupo de defesa dos animais soube da expedição dos tigres pediu ao Ministério da Agricultura para que se inteirasse sobre as condições da viagem e da conformidade com as convenções libanesas e internacionais.

Um juiz ordenou então que os animais fossem entregues à "Animals Lebanon" devido "às sérias preocupações sobre o seu estado de saúde", disse o grupo.

Shaarawi não disse onde é que estavam agora os tigres mas garantiu que eles vão permanecer sob proteção da organização até que a justiça decida "o reenvio, ou não, para o seu proprietário".

A licença que acompanhava a expedição dos animais indicava o envio por um "empresário privado" da Ucrânia para o "Zoo Samer Alehsenawi", perto de Damasco, constatou a AFP.

Em julho, o ministério libanês da Agricultura tinha emitido um decreto para parar o tráfico (importante no Líbano) de grandes felinos, como leões, tigres e pumas, impondo aos jardins zoológicos autorizações oficiais.

O Líbano é desde 2013 membro da Convenção internacional sobre espécies selvagens ameaçadas de extinção - CITES

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 19.03.2017

Premissas para o desenvolvimento


19 de Março, 2017

Angola propôs, em Dakar, Senegal, a promoção de programas tendentes ao incentivo e melhoria das condições de vida das populações em África.

A posição foi manifestada pelo secretário de Estado da Educação, Narciso Benedito, no âmbito da trienal 2017 de Educação e Formação em África, realizada durante quatro dias na cidade senegalesa de Dakar.
Narciso Benedito apontou a promoção da boa governação para o êxito das reformas. “Se as reformas não estão a dar os resultados que esperamos, é chegado o momento de mudar de estratégia, de reformar para transformar”, afirmou, indicando que o procedimento seguinte deve consistir em reconstruir e não revitalizar os processos em curso para melhoria do sistema de educação em África.
Para o progresso e desenvolvimento que se pretende, alertou para a garantia da efectivação da cooperação sul-sul, mediante o reforço das temáticas prioritárias dos sistemas educativos em curso.
O estabelecimento de um sistema educativo flexível e completo que agilize o desenvolvimento das sociedades deve ser a prioridade, apontou Narciso Benedito, reforçando que os governos devem estabelecer metas e priorizar o financiamento da educação nos seus programas. A formação dos formadores (professores) também deve ser reforçada, como forma de acompanhamento do sistema evolutivo que se pretende. “As reformas em curso devem ser acompanhadas do reforço da formação e capacitação dos professores para melhor potenciá-los”, realçou.
O secretário de Estado fez referência aos vários aspectos abordados durante a trienal, afirmando que estão identificados os proble       mas de que enferma o sector em África, pelo que a sua resolução passa pela qualidade e competência dos professores. Narciso Benedito integrou a delegação angolana que participou na trienal sobre Educação e Formação em África, que foi encabeçada pelo ministro da Educação, Mpinda Simão, e contou ainda com o embaixador de Angola na Guiné-Bissau, Gâmbia e Senegal, Daniel Rosa, quadros seniores do Ministério da Educação e diplomatas angolanos. Co-organizado pelo Governo do Senegal, a União Africana e a Associação de Desenvolvimento da Educação, esta edição da trienal teve como tema central “Revitalizar a Educação com vista ao alcance da agenda continental 2063 e da agenda global 2030”. 
O evento juntou decisores e fazedores de políticas de educação e formação, e parceiros de cooperação para o desenvolvimento.

 

Uhuru Kenyatta acciona o exército


19 de Março, 2017

Fotografia: DR

O Presidente do Quénia ordenou ontem os militares que se deslocassem aos departamentos administrativos de Baringo e Laikipia, para controlar a violência provocada por uma seca que afecta cerca de metade do país. Uhuru Kenyatta autorizou a deslocação imediata das Forças de Defesa do Quénia para apoiar a acção da polícia.

Pelo menos 21 pessoas foram mortas durante os confrontos entre pastores no condado de Baringo desde o início de Fevereiro, dos quais 13 só esta semana. E no de Laikipia, um rancheiro britânico foi morto este mês por pastores que invadiram ranchos em busca de pasto e água.
Os militares quenianos têm sido acusados de abusos de direitos humanos, incluindo torturas e execuções, em várias acções de segurança interna. Porém, a força policial tem sofrido os ataques mais mortíferos da sua história às mãos dos pastores. Pelo menos 42 polícias foram mortos em Novembro de 2012, quando procuravam perseguir pastores que tinham roubado gado a uma comunidade rival.
Em Novembro de 2014, 21 agentes policiais foram mortos quando perseguiam pastores Pokot em Kapedo, nos limites dos condados de Turkana e Baringo.

Catástrofe na Somália

Na região leste de África, além do Quénia, também a Somália declarou uma situação de desastre nacional devido à seca. O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, tinha apelado aos países ricos para que se mobilizassem contra uma seca severa no leste de África.
No início deste mês, o novo Presidente somali, Mohamed Abdullahi Mohamed (Farmajo), decretou, em Mogadíscio, como “catástrofe nacional” a grave seca que assola o seu país e, que segundo as agências humanitárias internacionais, a fome ameaça pelo menos três milhões de pessoas. 
O Presidente apelou à comunidade internacional a reagir com urgência face à catástrofe, afim de ajudar as famílias a se recuperarem dos efeitos da seca para evitar uma tragédia humanitária, segundo um comunicado da Presidência somali.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertia, ao mesmo tempo, que a Somália corria o risco de conhecer uma terceira situação de fome em 25 anos. 
A última crise foi registada na Somália em 2011, resultado de uma anterior grave seca no Corno de África, agravada pelo conflito com a insurreição islamita shebab.
A Organização Mundial da Saúde  estima que na Somália mais de 6,2 milhões de pessoas, ou seja a metade da população, necessita de uma ajuda humanitária de urgência, incluindo quase três milhões de pessoas que sofrem de fome.
De acordo com a agência das Nações Unidas, mais de 363 mil crianças estão gravemente malnutridas, entre as 70 mil gravemente desnutridas, necessitam com urgência uma ajuda vital. O fenómeno da seca, que compromete a produção de alimentos, afecta também países como o Iémen, a Nigéria e o Sudão do Sul, onde a fome atinge 100 mil pessoas. Mais de 20 milhões de pessoas correm o risco de morrer de fome nestes países.

Ajuda do Canadá contra a fome

O Governo do Canadá anunciou uma ajuda financeira de 120 milhões de dólares canadianos (84 milhões de euros) para dar resposta às necessidades das populações afectadas pela crise alimentar na Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen. 
“A situação deteriorou-se a tal ponto que se tornou uma tragédia humana, porque mais de 20 milhões de pessoas são vítimas da fome”, estimou a ministra do Desenvolvimento Internacional, Marie-Claude Bibeau.
Os três países africanos e o Iémen, confrontados com conflitos armados, foram identificados pela Organização das Nações Unidas (ONU) como necessitando de uma mobilização urgente da comunidade internacional para reunir 4,4 mil milhões de dólares dos EUA até Julho, para “evitar uma catástrofe”.
A participação do Canadá “vai permitir dar uma ajuda vital às populações afectadas pela crise nestes países”, em particular às crianças, indicou o Ministério canadiano do Desenvolvimento.

 

 

Namíbia exige à Alemanha indemnização por genocídio


19 de Março, 2017

A Namíbia pretende processar a Alemanha e exigir até 30 mil milhões de dólares de compensação pelo genocídio cometido no seu território pelas autoridades coloniais alemãs no início do século XX.

De acordo com documentos oficiais consultados pelo diário The Namibian e pela agência AFP, as autoridades namibianas estão a constituir uma equipa de juristas para a apresentação a um tribunal internacional de uma queixa por violação de direitos do homem, que inclua “um pedido de desculpas e reparações”.
O ministro namibiano da Justiça, Sacky Shanghala, confirmou esta semana à Agência France Press a constituição da referida equipa.
De 1904 a 1908, a Alemanha conduziu uma guerra sistemática às tribos Nama e Herero na sua colónia da Namíbia, então designada África Alemã do Sudoeste, que durou entre 1884 e 1915.
A repressão colonial alemã da revolta provocada pelo confisco das terras destes indígenas provocou pelo menos 65 mil vítimas, o que foi considerado por historiadores como o primeiro genocídio do século XX.
A Alemanha desde há muito que tem recusado admitir a gravidade dos factos, mas vários dos seus representantes também já utilizam o termo “genocídio”. Desde há dois anos que os dois Estados negoceiam uma declaração formal, na qual Berlim apresentaria desculpas pelos massacres dos indígenas e admitiria uma compensação global, na forma de ajuda ao desenvolvimento específica para os descendentes das vítimas.
Mas os representantes dos Namas e Hereros contestam estas discussões e apresentaram queixa contra a Alemanha perante um tribunal federal dos EUA, que relançou o assunto na quinta-feira. A Namíbia tem-se mantido afastada desta queixa, mas decidiu exigir também compensações financeiras.
Em declaração divulgada ontem, o Vice-Presidente namibiano, Nickey Iyambo, indicou que o seu Governo tinha submetido em Julho de 2016 ao seu homólogo alemão um relatório sobre as questões do genocídio, das desculpas e das reparações.
“Estamos convencidos de que o Governo da República Federal da Alemanha vai dar a maior atenção a este documento”, estimou o dirigente.
Iyambo acrescentou que o seu país estava determinado a chegar a “uma solução amigável para esta triste história”.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 14.03.2017

 

Trump deu à CIA poder para lançar ataques com drones, dizem fontes

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 13/03/2017 21:21:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu à CIA nova autoridade para conduzir ataques contra suspeitos de terrorismo, afirmaram funcionários do governo do país. Agora, a agência poderá também lançar ataques com drones, aeronaves não tripuladas.

No governo de Barack Obama, a CIA usava os drones para coletar informações e então os militares realizavam eventuais ataques. A CIA não tem obrigação de divulgar o número de suspeitos ou civis que mata em ataques aéreos, enquanto o Pentágono precisa tornar públicos seus ataques aéreos.

A CIA já usou essa nova autoridade no fim de fevereiro para matar um graduado líder da Al-Qaeda na Síria, Abu al-Khayr al-Masri, disseram funcionários americanos. Questionados, porta-vozes do Pentágono e da CIA não quiseram comentar o assunto. Fonte: Dow Jones Newswires.

Câmara dos Lordes aprova lei que permite que governo britânico inicie o Brexit

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 13/03/2017 19:40:00

O Reino Unidos se aproximou ainda mais de sua saída da União Europeia após o Parlamento dar à primeira-ministra britânica, Theresa May, o poder de iniciar o Brexit. Um projeto de lei que autoriza o início das negociações quanto à saída britânica da UE foi aprovado, em sua votação final, na Câmara dos Lordes.

A Câmara dos Comuns também aprovou o projeto há algumas semanas, mas houve uma tentativa de mudança na legislação pela Câmara dos Lordes, ao inserir uma promessa de que os cidadãos da UE que vivem no Reino Unido serão autorizados a permanecer em solo britânico.

A Câmara dos Lordes também aumentou a exigência de que o Parlamento obtenha uma votação "significativa" sobre o acordo final do Brexit. Ambas as emendas foram rejeitadas pela Câmara dos Comuns, fazendo com que os lordes recuassem e aprovassem o projeto de lei nesta noite.

Com isso, o caminho fica livre para Theresa May acionar o Artigo 50, que formalmente iniciará o processo de saída. A premiê britânica já havia dito, anteriormente, que desejava iniciar o Brexit até o fim do mês de março. Fonte: Associated Press.

Ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak recebe ordem de soltura da prisão

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 13/03/2017 21:49:00

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak recebeu uma ordem de soltura nesta segunda-feira, segundo o promotor que assinou o documento, Ibrahim Saleh. A decisão encerra quase seis anos de batalha legal contra o ex-líder e deve reanimar o debate sobre se os objetivos do levante de 2011 da Primavera Árabe foram atingidos. O promotor disse que aceitou o pedido de liberdade do advogado do ex-presidente com base no tempo já cumprido de prisão.

Mubarak, de 88 anos, foi inocentado pelo principal tribunal de apelações do Egito em 2 de março das acusações de que mandou matar manifestantes durante a revolução de 2011. O veredicto, segundo Saleh, abriu caminho para o advogado dele pedir sua liberdade. O promotor disse que o ex-presidente já cumpriu três anos da sentença de desvio de recursos públicos.

Para alguns ativistas, o fato de Mubarak ter sido inocentado pela morte de manifestantes foi a confirmação de que não haveria a justiça demandada no país. Atualmente, o governo é comandado pelo presidente Abdel Fattah Al Sisi, ex-general que restaurou o status quo no país comandado por homens de origem militar na maior parte dos últimos 60 anos. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 14.03.2017

 

Estados Unidos vão enviar drones armados à Coreia do Norte

 

O Pentágono anunciou nessa segunda-feira (13) que vai enviar drones armados à Coreia do Norte. O envio dos chamados Gray Eagle MQ-1C foi anunciado poucos dias depois do início de exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, após a confirmação do governo norte-coreano da realização de testes bem-sucedidos com mísseis balísticos de longo alcance.

Os drones armados, entretanto, não serão direcionados somente à Coreia do Norte, liderada por Kim Jong-un. O porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Jeff Davis, afirmou que a utilização dos Gray Eagle MQ-1C faz parte de um plano estratégico global. “Não é só para a Coreia do Norte. Todas as divisões do Exército vão utilizar esses drones”, afirmou, em entrevista.

Ainda segundo o Pentágono, a Coreia do Sul vai receber uma equipe para operar os drones no início do ano que vem. 

As manobras militares conjuntas entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos são realizadas anualmente. No ano passado, cerca de 17 mil soldados dos norte-americanos participaram da iniciativa.

Atualmente, de acordo com o Pentágono, o Exército do país tem 28 mil soldados na missão da Coreia do Sul.

Trump afirma que 'Obamacare' está caindo aos pedaços

'Trumpcare' pode ser aprovado para reformar saúde nos EUA

Agência ANSA

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (13) que seu governo está fazendo "grandes progressos com o programa de saúde".

Em sua página no Twitter, o republicano afirmou que o "ObamaCare está desmoronando e só vai piorar. Republicanos unidos para fazer este trabalho", escreveu ele.

Ontem (12), o vice-presidente, Mike Pence, ressaltou que a substituição do Obamacare será concluída em breve. Na última semana, após 27 horas de debate, os deputados e senadores norte-americanos aprovaram o projeto de lei que substitui a reforma da saúde feita pelo ex-presidente Barack Obama para o projeto chamado pela imprensa norte-americana de "Trumpcare".

O programa, apresentado por integrantes do Partido Republicano, foi uma das principais bandeiras da campanha do magnata.

Atualmente, o plano Obamacare obriga a todos os norte-americanos a terem seguro de saúde. Todos aqueles que não têm, pagam uma multa.

Já a proposta do "Trumpcare", acaba com essa obrigatoriedade removendo as sanções fiscais a cidadãos que decidem não pagar por planos de saúde, e retira a obrigação de empresas de os oferecerem a seus empregados, além de eliminar, até 2020, a tarefa governamental de oferecer créditos fiscais para auxiliar nos pagamentos dos seguros de saúde.

Além disso, a ideia do projeto é alterar a distribuição de subsídios a pessoas de média renda, limitar o financiamento do programa de saúde para famílias de baixa renda, e ampliar os limites das poupanças de saúde. Sem contar, que o "Trumpcare" permitirá que seguros cobrem valores mais altos de beneficiários mais velhos.

Na última quinta-feira (9), o projeto foi aprovado pela Comissão de Arrecadação e pela de Energia e Comércio. A expectativa dos republicanos é que a reforma seja aceita pelo Congresso em abril. No entanto, ao menos nove senadores do partido são contras a nova medida, o que pode ser suficiente para barrar, ou ao menos mudar, o projeto.

Avança projeto de exploração de petróleo nas Ilhas Malvinas

 

A empresa britânica Premier Oil - que desenvolve atividades de exploração e produção de hidrocarbonetos offshore nas Ilhas Malvinas -- informou que continua trabalhando com seus quatro parceiros principais e provedores de serviçõs de poço e logística “para otimizar o desempenho das instalações” no campo de petróleo Sea Lion, no Atlântico Sul. As informações são da agência de notícias argentina Télam.

“Os êxitos recentes incluem la otimização do projeto subaquático de um único centro de perfuração,  para reduzir os custos de instalação”, informou o site americano especializado Offshore-mag. Como resultado deste trabalho, a Premier Oil reduziu sua estimativa de investimentos e equipamentos e instalações necessárias para o negócio de U$ 1.8 bilhões para U$ 1.5 bilhões.

A empresa já elaborou pacotes de licitação para os sistemas de perfuração, produção submarina e  diversos elementos logísticos, que planeja realizar “quando seja apropriado para celebrar acordos vinculantes”.

A estratégia geral da Premier Oil segue sendo um desenvolvimento  gradual de seus descobrimentos  na bacia norte das Malvinas, começando con a Fase 1, que pretende produzir 220 milhões de barris, precisou o site dae internet, baseado em Houston, Texas.

Disputa

O arquipélago do Atlântico Sul é motivo de disputa entre o Reino Unido e a Argentina, que reivindica sua soberania sobre as Ilhas Malvinas. O contencioso levou inclusive a um conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido no arquipélago, eme 1982.

No início desse mês de março, o governo argentino manifestou ao Brasil preocupação em relação a aviões militares britânicos que voavam para as Ilhas Malvinas e teriam feito escalas no Brasil. No comunicado, os argentinos lembraram do compromisso assinado pelos membros do Mercosul de impedir o pouso de aeronaves de guerra do Reino Unido com destino ao arquipélago. A única exceção seria em caso de emergência ou por motivos humanitários.

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse na quinta-feira passada (9), em visita oficial a Buenos Aires, que o Brasil está investigando o caso.

Estados Unidos tem escolas fechadas e voos cancelados por tempestade de neve

 

Companhias aéreas norte-americanas anunciaram o cancelamento de mais de 7,6 mil voos domésticos e internacionais devido à forte nevasca que atinge hoje (14) o Nordeste do país. Centenas de escolas na Pensilvânia, região metropolitana de Nova York, em Massachusetts e New Hampshire e na capital Washington foram fechadas.

O cancelamento dos voos começou ontem (13) à tarde, quando mais de 1.500 já haviam sido suspensos.  O Snowday, ou “Dia de Neve”, foi decretado em várias cidades e atinge mais de 30 milhões de pessoas.

A tempestade, segundo o serviço meteorológico, terá ventos de até 88 quilômetros por hora, e a expectativa é de que a neve possa atingir até 60 centímetros de espessura.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 14.03.2017

 

Incidentes entre Holanda e Turquia ajudam tanto Wilders como Erdogan

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Em vésperas das eleições holandesas, o líder do eurocético e islamofóbico PVV vê uma das suas bandeiras dominar o final da campanha. A um mês do referendo na Turquia, o populismo do presidente também pode sair a ganhar.

"A Holanda não vale nem a pele de uma laranja", gritava Emre Kahraman, líder da juventude do AKP, o partido islamita do presidente Recep Erdogan diante de um grupo de militantes reunidos na província de Koaceli. Os jovens esmagaram laranja - símbolo do reino holandês, liderado pela casa de Orange-Nassau desde o século XVI - e beberam o sumo, em protesto por aquele país ter impedido dois ministros turcos de participar em comícios pró-Erdogan. Indiferente aos apelos à calma da União Europeia e da NATO em véspera das legislativas holandesas, também Geert Wilders, o líder do eurocético e islamofóbico PVV, veio deitar achas para a fogueira no Twitter: "Erdogan repete que somos nazis + fascistas. Insulta a polícia holandesa. Não reduzir tensão. Expulsem o embaixador turco na Holanda e a sua equipa!"

Com os holandeses a irem às urnas amanhã para escolher o Parlamento e os turcos a serem chamados a pronunciar-se em referendo, a 16 de abril, sobre o reforço dos poderes presidenciais , os incidentes dos últimos dias não podiam deixar de entrar nas campanhas. Em ambos os países há quem tente ganhar votos com esta tensão, que alimenta os discursos autoritários característicos das campanhas de Wilders e Erdogan. Ontem o ministro dos Assuntos Europeu turco defendeu a revisão do acordo migratório com a UE. Com mais de três milhões de refugiados, sobretudo sírios, no seu território, a Turquia quer "reavaliar a questão das passagens por terra", cobertas pelo acordo de março de 2016, explicou Omer Celik.

O acordo, pelo qual a Turquia aceitou receber de volta os migrantes que entram ilegalmente na Grécia, permitiu reduzir o fluxo de migrantes para a UE por rotas marítimas e terrestres. Agora que as relações entre Ancara e várias capitais europeias está em crise, o próprio acordo pode servir como arma de arremesso nas mãos dos turcos.

Ao mesmo tempo que denuncia os métodos "nazis" e "fascistas" dos europeus que impediram os seus ministros de chegarem a uns comícios que visam ganhar os votos da enorme diáspora turca na Europa, Erdogan enfrenta ele próprio acusações de deriva autoritária. Para os críticos do presidente turco, o referendo de abril só tem uma finalidade: reforçar os seus poderes, tornando a Turquia num regime presidencialista, acabando com a figura do primeiro-ministro.

Dores de cabeça

Depois da tentativa de golpe de julho passado, Erdogan ficou na mira da comunidade internacional, depois de proceder a milhares de detenções. Envolvido na guerra na vizinha Síria com o país a ser alvo nos últimos meses de ataques terroristas tanto por parte do Estado Islâmico como dos separatistas curdos do PKK, não faltam dores de cabeça a Erdogan . E com a vitória no referendo de abril longe de estar garantida - as sondagens dão o empate entre "sim" e "não" -, o islamista moderado não hesita em recorrer à carta nacionalista para apelar às bases. "Não há nada pior do que esta situação. Deixa o populismo de Erdogan exprimir-se", disse à AFP Didier Billon, diretor adjunto do Instituto das Relações Internacionais e Estratégicas (IRIS).

Um argumento que vale também do outro lado. Wilders - que as sondagens, depois de terem dado à frente, colocam em segundo, atrás do partido do primeiro-ministro Mark Rutte - chamou "ditador" a Erdogan. E os analistas garantem que se o governo "mostrou capacidade de decisão", mas "quando olhamos para o conjunto, o que aconteceu vai claramente ajudar Wilders", explicou à Bloomberg Kees Aarts. Para o professor de Ciência Política na Universidade de Groningen, o líder do PVV "não esteve muito visível na campanha e não se envolveu muito. Mas no final é a principal bandeira dele que está em jogo".

O próprio Rutte, de centro-direita, nas últimas semanas endureceu os tom em relação aos muçulmanos, tendo publicado um artigo nos jornais a alertar os imigrantes: "Hajam normalmente ou vão-se embora". Mas ontem pediu aos holandeses para serem os primeiros a travar o avanço do populismo na Europa.

A subida do discurso islamofóbico não escapou aos jornais turcos, com o Daily Sabah, pró-Erdogan, a escrever há dias: "Quando a sociedade é impelida a odiar os muçulmanos com argumentos xenófobos, vai acabar por odiar todos os "outro", por querer mais restrições, mais muros e mais protecionismo. E no fim isso irá levar ao fim da união que os europeus passaram décadas a construir". Uma perspetiva que não deixaria de agradar a Wilders. E talvez a Erdogan, cujo desejo de adesão à UE tem sido bloqueado.

Esta semana, a Holanda começou por impedir o avião do chefe da diplomacia turco, Mevlut Çavusoglu, de aterrar quando este se preparava para um comício em Roterdão. Era também para lá que seguia, de carro, a ministra da Família turca, Betul Sayan Kaya, quando foi levada pela polícia holandesa até à fronteira com a Alemanha. Uma atitude "fascista" segundo Erdogan, que ontem prometeu levar o caso ao Tribunal dos Direitos do Homem, em Estrasburgo.

Plano de Trump arrisca deixar 24 milhões sem assistência

 

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Estudo da Agência do Congresso para o Orçamento prevê que a saúde vai ficar "ou muito mais cara ou totalmente inalcançável para os pobres"

A aplicação do sistema de saúde que Donald Trump defende pode deixar, nos Estados Unidos da América, 14 milhões sem seguro já em 2018, número que pode chegar aos 24 milhões sem assistência ao fim de uma década. Esta é a conclusão de um estudo feito pela Agência do Congresso para o Orçamento. 

A Casa Branca já reagiu manifestado o seu "forte desacordo" garantindo que o novo plano não implicará assistência médica para menos pessoas. "Se Obamacare é tão bom, porque se gastam os milhões dos contribuintes para dar vida? Errado" tweetou Donald Trump. 

O estudo analisa os custos do projeto-lei apresentado recentemente pelos republicanos e tem como principal objetivo eliminar a reforma feita na saúde pelo antigo presidente, Barack Obama, e que se denominou 'Obamacare'. Segundo o mesmo estudo o sistema de saúde quer aplicar permitia um corte no défice em 337 milhões de dólares mas isso levaria a que as apólices subissem entre 15 a 20% nos até 2019 o que reduziria "o número de pessoas saudáveis" a subscrever os seguros. 

Há uma frase neste estudo que é perfeitamente arrasadora e que pode deixar a pensar os republicanos moderados: "A saúde ou vai ficar muito mais cara ou totalmente inalcançável para os pobres."

Escócia quer novo referendo antes do 'brexit' para não chegar a sair da UE

 

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Líder do executivo de Edimburgo, Nicola Sturgeon, insiste em segundo referendo sobre independência numa tentativa de evitar saída da União Europeia. Theresa May, recusa nova votação

A chefe do governo escocês anunciou ontem a intenção de realizar um segundo referendo sobre a independência, o mais tardar entre finais de 2018 ou início de 2019, antes da conclusão das negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), na esperança de, assim, evitar todo um novo processo de negociação para voltar, de novo, ao projecto europeu.

Nicola Sturgeon disse-o de forma clara ao referir que "se a Escócia tem de ter uma escolha real, quando estiverem conhecidos os termos do brexit mas antes de ser demasiado tarde para determinarmos o nosso próprio futuro, então essa escolha deve ser possível entre o Outono de 2018 e a Primavera de 2019". Caso o "sim" à independência for maioritário, isso significará que, tornando-se a Escócia independente, fica liberta das consequências da união política que mantém desde o início do século XVIII com o Reino Unido. Assim, a saída do Reino Unido não implicaria automaticamente a saída da Escócia - o que seria o objetivo último da chefe do governo de Edimburgo. Desde a vitória do "sim" ao brexit , no referendo de 23 de junho de 2016, que as autoridades escocesas têm martelado a tecla de ser possível continuarem na UE. No entanto, o facto de colocar como data limite a Primavera de 2019, Sturgeon está, implicitamente, a reconhecer a existência de dificuldades à concretização de novo referendo, que tem de ser acordado entre Londres e Edimburgo, e a admitir a inevitabilidade de um ciclo negocial com Bruxelas para reentrar na UE.

Num primeiro comentário às intenções de Sturgeon, a primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou que novo referendo sobre a independência - o primeiro foi em 2014 e a separação foi recusada por 55% do eleitorado - colocaria a Escócia "na incerteza" e só iria contribuir para a "divisão". Em Londres sublinha-se a ideia de que o anterior referendo foi há pouco mais de dois anos, o resultado foi inequívoco e foi então definido como a decisão de uma geração. May, que tem prevista uma intervenção hoje nos Comuns, sobre o início das negociações para a saída da UE, dificilmente deixará de abordar esta questão.

Votação nos Comuns e nos Lordes

O anúncio de Sturgeon coincidiu com o dia em que, em Londres, foi votada a lei que autoriza Theresa May, a desencadear o processo para a saída da UE, ativando o artigo 50.º do Tratado de Lisboa. O que deve suceder perto do final do mês, sugeria ontem um porta-voz da chefe do governo de Londres.

As votações decorreram na Câmara dos Comuns e na Câmara dos Lordes, tendo a primeira recusado de forma clara as emendas introduzidas na segunda câmara - as que davam ao Parlamento o direito de veto sobre o resultado das negociações para o brexit e que obrigavam o governo a proteger os direitos dos cidadãos europeus residentes no Reino Unido. Na primeira, votaram contra as emendas dos Lordes 331 deputados e a favor 226, enquanto na segunda questão 335 pronunciaram-se contra o texto na versão da câmara alta e 287 a favor. A Câmara dos Comuns tem 650 eleitos.

Antes da votação na Câmara dos Lordes, ao início da noite, a presidente do grupo trabalhista na câmara, Angela Smith, afirmara que perante as expressivas votações nos Comuns, indicando a "intenção das mudanças efetuadas não ficarem incorporadas na lei", se os lordes insistissem nelas e as devolvessem tal e qual para a câmara baixa, o "resultado não iria ser muito diferente"; por isso, os representantes trabalhistas nos Lordes, que foram os principais responsáveis pelas mudanças nas questões do veto parlamentar às negociações e na garantia dos direitos dos cidadãos dos Estados da UE no Reino Unido, não insistiriam nesses pontos. Mas garantiu que os trabalhistas vão "procurar outras formas de responsabilizar" o governo de May naquelas matérias.

De facto, cerca de hora e meia mais tarde, a votação na câmara alta do Parlamento britânico confirmava as previsões da dirigente trabalhista. Os lordes deixavam cair as duas emendas. A lei ficava pronta para ser assinada pela rainha e entrar em vigor.

Terror na linha da frente em Mossul

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Os combates entre as forças de Bagdad e o Estado Islâmico têm destruído a vida de centenas de milhares de civis forçados a deixar a cidade.

O pai carregava a filha nos braços. Ambos gritavam em terror e corriam pelas ruas destruídas de Wadi Hajar, de repente, transformadas num campo de batalha entre os combatentes do Estado Islâmico e as forças especiais iraquianas.

Eles e os vizinhos - alguns com sandálias de borracha e outros descalços - fugiam de um contra-ataque do Estado Islâmico nesta zona de Mossul, tentando não ser apanhados pelo fogo cruzado, mais intenso à medida que os militantes apertavam o cerco.

À chegada às linhas das forças especiais, foi ordenado aos homens que despissem as camisas para provar que não eram bombistas suicidas - tem-se tornado uma tática habitual para os militantes o uso de bombistas - e os soldados disparavam para o ar para tentar que os residentes abrandassem o passo, ao mesmo tempo que lhes davam ordens em árabe.

Um dia antes, as tropas iraquianas tinham utilizado bulldozers para empurrar automóveis de maneira a formar uma barricada para proteger os residentes de eventuais ataques suicidas.

Muitos civis viram-se obrigados a abandonar as casas, à medida que os combates nos últimos bastiões do Estado Islâmico, em Mossul, vão invadindo as zonas residenciais, onde a comida e a água são alvo de racionamento há vários meses.

O pai estava fora de si. Em pânico. Era óbvio que não pertencia ao Estado Islâmico porque estava vestido com uma camisa curta e levava consigo uma criança. Acredito que ambos serão levados para um campo de refugiados.

Jornalista da Reuters

Malásia informa que corpo de Kim Jong-nam foi embalsamado

 

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Responsáveis malaios revelaram ainda que 50 norte-coreanos vão ser expulsos do país por terem vistos de trabalho expirados

O vice-primeiro-ministro da Malásia informou que o corpo de Kim Jong-nam, assassinado no mês passado, foi embalsamado para poder estar preservado, e que 50 norte-coreanos cujos vistos de trabalho expiraram vão ser deportados.

A notícia das deportações surge como uma surpresa, já que tanto a Malásia como a Coreia do Norte tinham proibido os cidadãos do outro país de sair, devido ao conflito diplomático gerado após a morte de Kim Jong-nam em Kuala Lumpur.

Segundo as autoridades da Malásia, o meio-irmão do líder norte-coreano foi morto a 13 de fevereiro depois de duas mulheres terem lançado o químico letal VX no seu rosto no aeroporto de Kuala Lumpur. A Coreia do Norte rejeita estas conclusões.

O vice-primeiro-ministro Ahmad Zahid Hamidi disse hoje que os 50 norte-coreanos que estão no estado de Sarawak serão enviados para Pyongyang em breve.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 14.03.2017

 

Turquia suspende relações diplomáticas com a Holanda

A Turquia decidiu esta segunda-feira a suspensão das relações, ao mais alto nível, com a Holanda, anunciou, em Ancara, o vice-primeiro-ministro turco, Numan Kurtulmus.

"Foi decidido que até que as nossas exigências sejam respeitadas, o embaixador da Holanda não será autorizado a regressar", disse Kurtulmus à imprensa, no final de uma reunião do Governo turco.

Em causa está a exigência turca da realização de comícios com a comunidade turca residente na Holanda para promover o voto na reforma constitucional que confere acrescidos poderes executivos ao Presidente Recep Erdogan.

O embaixador holandês em Ancara, Kees Cornelis van Rij, encontra-se atualmente a gozar férias fora da Turquia e a representação dos interesses da Holanda é desempenhada pelo encarregado de negócios.

Polónia quer julgar carpinteiro identificado como comandante nazi

As autoridades polacas anunciaram que querem julgar Michael Karkoc, de 98 anos, a viver no Minnesota, nos EUA, depois de o identificarem como um comandante nazi, responsável por dezenas de mortes, na II Guerra Mundial.

Na Polónia, estão "100 % seguros" de que o idoso de 98 anos é o responsável pela morte de 44 polacos e já informaram os EUA de que vão tentar extraditar o homem, que sofre de alzheimer para ser julgado.

De acordo com a "Associated Press", Michael fugiu para os EUA, pouco depois da rendição alemã, mentiu sobre o seu histórico militar e instalou-se numa casa em Minneapolis. Agora, Robert Janicki, um dos responsáveis pela investigação, disse à "CBS" que reuniu provas suficientes de que Michael é um dos comandantes responsáveis pela unidade da Legião de Autodefesa Ucraniana, que tinha ligações às SS, a policia militar do regime Nazi.

Esta equipa de militares é a responsável pela destruição completa de várias aldeias polacas."Podíamos ouvir disparos de metralhadoras e explosões de granadas", disse Stanislawa Lipska, ao "The Guardian", um sobrevivente de uma das aldeias polacas atacadas, Chaniow. "Os tiros podiam ser ouvidos até fora da aldeia. Eles queriam ter a certeza de que ninguém escapava vivo", concluiu.

Um outro relato que demonstra a brutalidade da equipa militar, que Michael supostamente integrava, é feito por Vasyl Malazhenski, um soldado da própria companhia: "Nós podíamos ver os corpos das pessoas mortas. Homens, mulheres e crianças".

A família do idoso já reagiu ao pedido de extradição vindo da Polónia e negou as acusações que são feitas. "É diabólico, fabricado, intolerável e malicioso", disse Adriy, o filho de Michael, citado pelo "The Washington Post". Adiantou ainda que devido à doença o seu pai não tem capacidade de se defender, garantindo que o homem não estava na Polónia na altura dos ataques.

Apesar da doença e das declarações do filho, as autoridades polacas não estão dispostas a parar. Este caso já tinha sido investigado pela Alemanha. Mesmo tendo a certeza de que Michael trabalhou para as SS, desistiram do caso, depois do hospital que faz o tratamento do homem ter enviado documentos que demonstram que o idoso não tem condições responder em tribunal.

Nacionalistas ucranianos entaiparam banco russo em protesto

Um grupo de nacionalistas ucranianos entaipou uma dependência de um banco russo, em Kiev, exigindo que todos os bancos associados àquele país sejam expulsos da Ucrânia.

Piratas somalis atacaram navio comercial pela primeira vez desde 2012

Um navio-tanque com bandeira do Sri Lanka foi atacado ao largo do Corno de África e desviado para a costa nordeste da Somália, no que parece ser o primeiro ataque da pirataria somali a um navio comercial desde 2012.

Está ainda por confirmar a autoria do assalto conhecido esta teerça-feira, mas vários media internacionais responsabilizam pirata somális pelo sucedido.

"O que podemos afirmar com segurança é que um pequeno navio-tanque foi atacado e desviado da sua rota", declarou à agência France-Presse John Steed, antigo coronel do Exército britânico, responsável para a África Oriental da ONG de luta contra a pirataria Oceans Beyond Piracy (OBP), que está em contacto com as forças navais que acompanham a progressão do navio atacado.

"Precisamos ainda de confirmar se se trata de um ataque de piratas, uma vez que não sabemos, por exemplo, quais são as reivindicações desta gente. Mas isto parece mesmo um cenário tradicional de ataque de piratas", acrescentou Steed.

Com oito tripulantes a bordo, o Aris 13, navio-tanque pertencente a uma empresa dos Emirados Árabes Unidos e com bandeira do Sri Lanka, transportava crude do Djibuti para Mogadíscio, quando enviou na passada segunda-feira uma mensagem com pedido de ajuda.

"O navio enviou uma mensagem indicando que estava a ser seguido por dois esquifes", pequenas embarcações rápidas geralmente utilizadas pelos piratas somalis, indicou o antigo coronel. "Depois disso, o rádio foi silenciado e o proprietário do navio não conseguiu contactar" a tripulação, acrescentou John Steed.

A progressão do navio foi acompanhada por forças navais, nomeadamente com a ajuda de caças da força aérea de luta contra a pirataria na Somália.

O Aris 13 encontra-se atualmente ancorado ao largo das costas da região semi-autónoma de Puntland, na ponta nordeste da Somália, não muito longe da cidade de Alula.

"Não há registo de um ataque a um navio comercial pelos piratas somalis desde 2012", sublinhou Steed.

A pirataria somali, que assumiu uma escala industrial em 2005, atingiu o seu apogeu em 2011. Os ataques perturbaram seriamente a navegação nesta muito congestionada região do mundo. No pico da crise (janeiro de 2011), os piratas somalis tinham detidos 736 reféns e 32 navios.

As medidas tomadas pela comunidade internacional contra a pirataria, com o envio para a região do Corno de África de forças navais internacionais, acabaram por dar os seus frutos e colocar um ponto final à atividade até agora, depois de centenas de piratas detidos.

Presidente brasileiro e mulher saem do palácio por causa de "fantasmas"

O presidente do Brasil, Michel Temer, revelou à imprensa a razão que o levou a abandonar o Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência, poucos dias depois de se ter mudado para lá.

À revista "Veja", Temer explicou que sentiu uma energia estranha que o motivou a sair da casa, às margens do lago Paranoá, em Brasília, e a voltar para o Jaburu, com a mulher e o filho, onde mora desde 2011.

Durante a entrevista sobre o futuro do Governo, o atual presidente brasileiro chegou a contar, entre risos, que até pensou na existência de fantasmas.

"O Palácio da Alvorada tem muitos quartos, uns oito, todos muito grandes. Tudo muito amplo e bonito. Mas senti uma coisa estranha lá. Não conseguia dormir desde a primeira noite. A energia não era boa. A Marcela (primeira-dama) sentiu a mesma coisa. Chegamos a pensar: será que tem fantasmas?", contou Temer.

O presidente mudou-se para a residência oficial da Presidência no dia 18 de janeiro e, segundo o "Jornal do Brasil", regressou a casa no dia 28 do mesmo mês. Apesar da mudança, Temer pretende organizar no Palácio da Alvorada eventos diplomáticos e reuniões com parlamentares.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 14.03.2017

Candidato presidencial denuncia perseguição


14 de Março, 2017

O candidato conservador às eleições presidenciais francesas, François Fillon, disse estar a ser vítima de uma perseguição e atacou os “jornalistas que fuçam lixo”, depois da revelação na imprensa dos casacos que recebeu como presente de um amigo.

“Hoje sou alvo de tal número de ataques que só posso considerar como uma forma de perseguição”, declarou Fillon à emissora de rádio Europe 1, e que também está a ser investigado por suspeitas de ter criado empregos fictícios para a sua esposa e filhos. “O que explica que jornalistas fucem o meu lixo para tomar conta dos meus casacos, amanhã das minhas camisas e, por que não, das minhas cuecas?”, perguntou o ex-primeiro-ministro.

 

Kremlin confirma contactos com apoiantes de Clinton


14 de Março, 2017

O porta-voz da Presidência da Rússia, Dimitri Peskov, afirmou ontem que o embaixador do país em Washington, Sergei Kislyak, reuniu com assessores da candidata democrata Hillary Clinton durante a campanha eleitoral, apesar de o Presidente Vladimir Putin preferir a vitória de Donald Trump.


“Bom, se você olhar para algumas pessoas relacionadas com Hillary Clinton durante a campanha, provavelmente, verá que houve muitas reuniões desse tipo”, disse Peskov em entrevista à “CNN”.
“Há muitos especialistas, pessoas que trabalham para ‘think tanks’, assessorando Hillary ou para auxiliar pessoas que trabalham para Hillary”, disse o porta-voz.
As relações com russos infernizam a vida de membros do Governo de Trump. O general reformado Michael Flynn renunciou ao cargo de assessor de Segurança Nacional após a revelação de que mentiu ao Vice-Presidente do país, Mike Pence, sobre o conteúdo de uma reunião que teve com o embaixador da Rússia em Washington.
Além disso, o procurador-geral, Jeff Sessions, teve que anunciar que não participa de qualquer investigação envolvendo a Rússia, porque também encontrou Kislyak durante a campanha e omitiu essas informações na audiência de confirmação para o cargo no Senado. O porta-voz do Kremlin, Peskov, afirmou que é dever do embaixador russo reunir com assessores dos dois candidatos para conversar sobre as relações entre os dois países e defendeu que essas reuniões não eram uma tentativa de interferir nas eleições de 2016.
“Não houve reuniões sobre as eleições, sobre o processo eleitoral. Olham com intenção de demonizar a Rússia, como se estivéssemos a tentar interferir nas actividades de Hillary. Isso seria absurdo, porque não é certo”, disse Peskov.
O porta-voz da Presidência disse que Putin nunca expressou apoio a Trump, apesar de preferir a vitória do republicano contra Hillary. “Vocês devem-se lembrar que Putin, durante a campanha eleitoral, nunca respondeu directamente ao ser perguntado sobre que candidato apoiava. Afirmava apenas que respeitaria a escolha do povo norte-americano”, disse o porta-voz.
Peskov referiu que Putin considerou Hillary hostil em relação à Rússia, enquanto Trump estava aberto a restabelecer as boas relações entre a Casa Branca e o Kremlin.
“A candidata Hillary foi muito negativa sobre o nosso país em sua atitude e em seu programa eleitoral, declarando que a Rússia é o principal mal do mundo e a principal ameaça para os EUA”, afirmou Peskov.
“Donald Trump, pelo contrário, dizia: 'sim, discordamos dos russos em muitos assuntos, mas temos que falar com eles para tentar um entendimento comum”, alegou Peskov.

 

EUA rejeitam fim de manobras militares


14 de Março, 2017

Os Estados Unidos rejeitam a iniciativa da China para levar a Coreia do Norte a suspender as actividades nucleares e lançamentos de mísseis com o fim dos exercícios militares conjuntos dos EUA e Coreia do Sul.


O compromisso foi proposto pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, num encontro que avaliou o risco de uma possível guerra na península coreana, caso os principais intervenientes adiarem a aplicação de medidas necessárias. 
O ministro chinês está convicto que este é o único caminho para resolução do problema a longo prazo, segundo a imprensa local. 
O porta-voz interino do Departamento de Estado dos EUA, Mark Toner, declarou, num encontro na sexta-feira, que a proposta da China “trata de coisas absolutamente diferentes daquilo que se passa no terreno”. O especialista do Instituto de Pesquisas Estratégicas da Rússia Ajdar Kurtov pensa que tal declaração significa que a situação se pode agravar no futuro.
 “O novo Presidente dos EUA parece ter decidido que agora é preciso experimentar medidas mais duras, demonstrar a força militar do país. Isto inclui tanto exercícios militares como o envio de navios de guerra adicionais para a Península Coreana”, disse o especialista.
Washington considera todas as variantes de acções de resposta à ameaça do programa nuclear da Coreia do Norte, comunicou a representante permanente dos EUA na ONU, Nikki Haley. Se o conflito se agravar, os EUA podem realizar ataques pontuais contra os locais onde estão estacionados os sistemas de mísseis da Coreia do Norte e têm lugar as actividades nucleares. Outro especialista, Konstantin Asmolov do Instituto do Extremo Oriente, também considera que a situação vai apenas se agravar. “A questão principal é a instalação do THAAD. Isto agrava a situação mais do que os lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte. Assim, a Coreia do Sul [onde o THAAD está colocado] já fica envolvida no conflito. Se surgir a ameaça de confrontação entre os EUA e a China, Pequim vai atacar o território da Coreia do Sul”, disse o especialista. O mecanismo de conversações entre as seis partes foi completamente interrompido, agora resta apenas o sistema de consultas e a pressão da aliança dos EUA, Japão e da Coreia do Sul. Tudo isso força a Coreia do Norte a realizar mais acções preventivas, consideradas  pelo Ocidente como provocatórias. 
O diálogo entre os EUA e a Coreia do Norte a breve prazo é muito pouco provável, mas deve motivar conctactos diplomáticos fundamentais. 
A instalação do sistema de defesa THAAD em território sul-coreano abala a estabilidade estratégica da Ásia do Nordeste, afundando até ao ponto mais baixo as relações entre a China e a Coreia do Sul.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 26.02.2017

 

Atentado com carro-bomba mata pelo menos 42 pessoas na Síria

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/02/2017 16:26:44

Pelo menos 42 pessoas, em sua maioria rebeldes sírios, morreram em um atentado com carro-bomba ao nordeste de Al-Bab, reduto do grupo Estado Islâmico, retomado na véspera das mãos dos extremistas, segundo informou ontem (24) a organização não governamental (ONG) Observatório Sírio dos Direitos Humanos.  

"Menos de 24 horas após a derrota do grupo Estado Islâmico, um terrorista suicida atacou duas sedes dos rebeldes na cidade de Susian, ao nordeste de Al-Bab, na região norte da Síria", afirmou Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório.

Os rebeldes sírios, apoiados pela Turquia, conquistaram na quinta-feira (23) a cidade. Os dois quartéis-generais dos rebeldes ficam próximos um do outro. Susian fica a apenas 8 quilômetros de Al Bab, a última grande cidade que ainda estava sob poder no Estado Islâmico na província de Aleppo, no norte da Síria.

As forças turcas e os rebeldes sírios iniciaram, em 10 de dezembro do ano passado, uma ofensiva militar para reconquistar a cidade de Al-Bab, que fica 25 quilômetros ao sul da fronteira turca. A retomada da cidade é uma grande vitória para o governo da Turquia, que iniciou em agosto uma operação militar no norte da Síria para expulsar os extremistas das proximidades de sua fronteira.

 

Alemanha: morre uma das vítimas de ataque com carro contra pedestres

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/02/2017 22:09:00

Uma das vítimas atingidas por um ataque com carro contra pedestres na cidade alemã de Heidelberg neste sábado não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. Um homem, que dirigia um carro alugado, avançou com um carro contra pedestres em uma praça central da cidade, nas proximidades de uma padaria, depois fugiu e foi baleado após ter sido localizado por oficiais, segundo a polícia.

A vítima que morreu era um homem alemão de 73 anos, que morreu em decorrência dos ferimentos do atropelamento na noite de sábado (horário local) em hospital local. Um austríaco de 32 anos e uma mulher de 29 anos da Bósnia ficaram levemente feridos.

O motorista, que estaria carregando uma faca, saiu do carro após o atropelamento, segundo a polícia. Pouco tempo depois, ele foi interceptado por uma patrulha policial e baleado por um oficial após um confronto.

O suspeito é um alemão de 35 anos cuja identidade não foi revelada. Ele foi levado a um hospital, onde foi submetido a uma operação. Não foram divulgadas informações sobre possíveis motivações, de onde ele veio ou a sua condição no hospital.

Polícia e procuradores alemães disseram que não há indícios de ligações com terrorismo e que o homem parece ter agido sozinho. Fonte: Associated Press.

 

Malásia diz que aeroporto está livre de contaminação e que VX matou Kim Jong Nam

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/02/2017 19:57:00

O ministro da Saúde da Malásia disse resultados da autópsia de Kim Jong Nam sugerem que o agente nervoso VX causou a "paralisia muito grave" que levou à morte do exilado meio-irmão do líder da Coreia do Norte. A polícia também concluiu uma varredura no terminal do aeroporto de Kuala Lumpur, onde ele foi envenenado, e o declarou livre de qualquer toxina.

A investigação sobre o assassinato de Kim Jong Nam no aeroporto de Kuala Lumpur, em 13 de fevereiro, desencadeou uma disputa diplomática entre a Malásia e a Coreia do Norte. A revelação na sexta-feira pela polícia malaia de que a arma química proibida agente nervoso VX foi usada para matar Kim aumentou a atenção sobre o caso que tem amplas implicações geopolíticas.

O ministro da Saúde da Malásia, Subramaniam Sathasivam, disse que o departamento químico estatal apontou a presença da toxina VX, confirmando o resultado da autópsia do hospital de que um "agente químico causou a paralisia muito grave" que levou à morte de Kim Jong Nam "em um período muito curto de tempo". O agente VX pode levar à morte muito rapidamente em alta doses, segundo ele.

O assassinato de Kim Jong Nam ocorreu em meio a multidões de viajantes no aeroporto de Kuala Lumpur. Na noite de sábado, a polícia fez uma varredura do terminal onde Kim foi atacado para verificar se havia vestígios de VX. A varredura começou às 2 da manhã de domingo (horário local) e envolveu oficiais das equipes químicas, biológicas, radiológicas e nucleares da polícia, assim como a unidade de materiais perigosos dos bombeiros e o conselho de energia atômica do governo. Embora o VX não seja radioativo, a polícia disse que a equipe radiológica e o conselho de energia atômica foram envolvidos como precaução.

Abdul Samah Mat, o policial que lidera as investigações, disse que a varredura de duas horas feita por mais de uma dúzia de oficiais com equipamento de proteção não detectou material perigoso. Ele disse que o terminal está "livre de qualquer forma de contaminação com material perigoso" e declarou-o uma "zona segura".

A polícia advertiu que emitiria um mandado de prisão para Hyon Kwang Song, segundo secretário da Embaixada da Coreia do Norte em Kuala Lumpur, se ele se recusar a cooperar com a investigação sobre o ataque. Abdul Samah disse que as autoridades dariam ao diplomata um tempo razoável para se apresentar. "E se ele não aparecer ... então nós iremos para o próximo passo obtendo um mandado de prisão do tribunal", disse ele a repórteres. O advogado Sankara Nair, no entanto, observou que diplomatas têm privilégios de imunidade mesmo em casos criminais. "A polícia pode solicitar um mandado, mas ele pode ser facilmente rejeitado pela embaixada", afirmou. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 26.02.2017

 

Suspeita de matar Kim Jong-Nam recebeu US$ 90 para crime

Jovem afirmou que achava que ação era uma 'pegadinha'

Agência ANSA

 

A jovem indonésia que é acusada de matar Kim Jong-nam, irmão do ditador norte-coreano Kim Jong-um, revelou às autoridades que recebeu US$ 90 pela ação e que ela achava que tudo não passava de uma "pegadinha".    

Segundo o embaixador da Malásia, Andriano Erwin, a jovem Siti Aisyah, 25 anos, disse que achou que o líquido era "óleo para bebê" e não um potente líquido chamado de "agente VX", considerado uma arma de destruição em massa.    

Por causa da revelação do nome do produto químico, as autoridades de Kuala Lumpur ordenaram uma limpeza na área do uso da substância e foi fechado para os passageiros. Além de Aisyah, uma vietnamita foi presa pelo assassinato.    

Apesar das constantes negativas, é cada vez mais forte a suspeita de que o regime norte-coreano esteja por trás da morte.

Itália registrou mais de 53 mil terremotos em 2016, diz INGV

Média de tremores em 2016 ficou em 145 tremores por dia

Agência ANSA

 

A Itália registrou mais de 53 mil terremotos em 2016 de acordo com dados levantados pela Rede Sísmica Nacional e divulgados neste sábado (25) em um relatório do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV).    

De acordo com a entidade, o ano passado foi um "annus horribilis" para o país e, entre aqueles tremores, está o mais forte já registrado desde 1980, que destruiu Irpínia. "Em relação aos anos anteriores, o número de terremotos sensivelmente aumentou, com eventos que mais que dobraram na comparação com 2014 e mais que triplicaram em relação com 2015".    

Essa alta nos números é atribuída, em especial, àqueles causados pela sequência de sismos que atingiram Amatrice, Norcia e Visso. A pesquisadora da INGV, Concetta Nostro, disse à ANSA que esse cenário é diferente daqueles registrados em 2014 e 2015.    

"O elevado número de terremotos em 2016 foi causado pela sequência sísmica de 24 de agosto, com um terremoto de magnitude 6, localizado na província de Rieti, e que prosseguiu com outros eventos de magnitude acima de 5. Sobretudo, com o terremoto de magnitude 6,5 de 30 de outubro, o mais forte já registrado pela Rede Sísmica Nacional, que começou a operar nos primeiros anos da década de 1980", destacou Nostro.    

Segundo a especialista, antes do evento de agosto, a atividade sísmica estava no nível dos últimos anos e, em particular, com os últimos meses de 2015, quando havia cerca de 40 tremores por dia em todo o território italiano.    

"Mas, a sequência na Itália central começada no fim de agosto, levou essa média diária para cerca de 300 tremores e, em alguns dias, até 600, levando a média de 2016 para 145 tremores por dia", ressaltou.    

O INGV destacou que 42 mil sismos tiveram magnitude inferior a 2 graus na escala Richter, ou seja, foram de fraca intensidade.    

Outros 3,4 mil tiveram magnitude igual ou superior a 2,5 graus, cinco vezes mais do que o que foi registrado em 2015. Foram seis os eventos com magnitude superior a 5, sendo dois deles com intensidade acima de 6 graus. Nos dois primeiros meses de 2017, a sequência sísmica continua, e alguns terremotos foram registrados com intensidade igual ou superior a 4 graus no início de fevereiro.    

"A sequência é destinada a durar ainda um pouco mais porque não se pode definir improvisadamente o fim depois de eventos como aqueles que aconteceram no ano passado. Depois do terremoto de Irpínia, os tremores continuaram por dois anos", finaliza a especialista do INGV.    

Com os terremotos de 2016 e 2017, 333 pessoas perderam a vida e outras 11,7 mil pessoas continuam desalojadas porque as cidades onde viviam foram destruídas. Os danos são estimados em cerca de 23 bilhões de euros.

 

Vereador sueco propõe pausa para sexo durante o trabalho

Medida seria uma maneira de aumentar motivação dos funcionários

Agência ANSA

 

O vereador de uma cidadezinha sueca situada no Circulo Polar Ártico apresentou uma proposta inusitada para melhorar o humor dos funcionários da prefeitura: fazer sexo.

O homem por trás da ideia, Erik Muskos, vereador em Overtornea, no extremo-norte da Suécia, defende que os servidores tenham permissão para interromper o expediente e dar uma escapadinha para transar com seus parceiros - e a pausa não seria descontada do salário.

Ele alega que as relações sexuais podem aumentar a motivação e a produtividade dos funcionários e incrementar as taxas de natalidade na cidade, que tem cerca de 4,5 mil habitantes.

Segundo Muskos, a proposta já foi aceita por "quase todos" os 550 funcionários municipais e deve ser discutida pela Câmara dos Vereadores nos próximos meses. O vereador diz que os principais críticos de sua ideia são servidores idosos que acham "embaraçoso" legislar sobre o que acontece na cama.

No entanto, ele afirma que manter relações sexuais seria uma forma de combater o tédio e a depressão em uma cidade que fica boa parte do ano no escuro e debaixo de neve. "Devemos cuidar uns dos outros", disse Muskos à rede britânica "BBC". "Se assim conseguirmos melhorar nossas relações, então terá valido a pena", acrescentou. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 26.02.2017

 

 

Trump vai faltar ao jantar de correspondentes da Casa Branca

 

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O Presidente tem tido uma atitude hostil para com a imprensa, acusando-a de ser "o inimigo do povo" e espalhar "notícias falsas"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que vai faltar ao jantar de correspondentes da Casa Branca, rompendo com a tradição de chefe de Estado e jornalistas trocarem "farpas" bem humoradas e aliviarem tensões.

"Não irei ao jantar de correspondentes da Casa Branca este ano. Desejo felicidades a todos e que tenham uma grande noite", escreveu Donald Trump na rede social Twitter.

O Presidente tem tido uma atitude hostil para com a imprensa, acusando-a de ser "o inimigo do povo" e espalhar "notícias falsas".

Habitualmente, o jantar conta sempre com o Presidente e com a imprensa acreditada junto da Casa Branca, incluindo meios como os jornais New York Times e a televisão CNN, que foram barrados na sexta-feira de uma conferência de imprensa da presidência.

Do jantar, marcado para 29 de abril, já iam estar ausentes vários meios de comunicação social, que anunciaram que não iriam em represália pela atitude de Donald Trump.

A comunicação social foi um alvo recorrente de Trump durante a sua campanha eleitoral e voltou a ser assunto dominante nas declarações do Presidente desde há algumas semanas, período em que os jornalistas apontaram diariamente os erros e imprecisões nos seus discursos.

Democratas norte-americanos elegem Tom Pérez como seu novo líder

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Pérez foi secretário de estado do Trabalho e foi advogado em causas de direitos civis

O Partido Democrata norte-americano elegeu hoje como líder Tom Pérez, ligado à ala mais tradicional, que se comprometeu a reforçar as estruturas locais para vencer os republicanos na próxima eleição presidencial.

De ascendência hispânica, Pérez foi secretário de estado do Trabalho e foi advogado em causas de direitos civis, e conseguiu 235 de 445 votos em disputa dos membros do Comité Nacional do partido.

Tom Pérez, de 55 anos, era apoiado pelo ex-vice-presidente Joe Biden, e ganhou o partido numa altura de crise, ainda a ressacar da derrota de Hillary Clinton frente a Donald Trump nas presidenciais de novembro passado.

O primeiro ato de Tom Pérez foi convidar o seu principal adversário, Keith Ellison, para ser seu vice-presidente, para dar um sinal de união dentro do partido.

México ameaça EUA com taxas sobre produtos americanos

 

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Se os Estados Unidos taxarem as suas importações para financiar um muro entre os dois países, Governo mexicano pode ripostar

O ministro dos Negócios Estrangeiros mexicano ameaçou impor tarifas sobre produtos americanos importados se os Estados Unidos taxarem as suas importações para financiar um muro entre os dois países.

"Se o México for confrontado com esta realidade, não apenas uma ameaça retórica, o governo mexicano terá que ripostar", afirmou Luis Videgaray à rádio Formula.

O chefe da diplomacia mexicana acrescentou que a tarifa seria imposta seletivamente, para não prejudicar os consumidores do seu país.

O Presidente americano, Donald Trump, quer alargar e fortificar a barreira nos 3.200 quilómetros de fronteira entre os dois países, uma medida a que o Governo do México se opõe frontalmente.

Videgaray salientou que se os Estados Unidos taxarem os produtos mexicanos, isso prejudicará os consumidores, habituados a produtos que vão dos abacates aos eletrodomésticos.

Com o muro, Donald Trump afirma querer travar a passagem de imigrantes ilegais e drogas do México para os Estados Unidos.

O presidente do país de Melania quer apadrinhar um encontro Trump-Putin

Num momento mais oficial, o presidente esloveno posa ao lado de Vladimir Putin, com quem esteve este mês em Moscovo

  |  REUTERS/ALEXANDER ZEMLIANICHENKO

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Borut Pahor foi modelo para pagar a universidade, o que lhe valeu a alcunha de Barbie. Agora é uma estrela do Instagram, onde é seguido por mais de 23 mil pessoas, e partilha fotos de atos oficiais e momentos em família

A Eslovénia não é o primeiro país no qual se pensa quando se fala em alta diplomacia, mas o presidente Borut Pahor, em funções desde dezembro de 2012, está a tentar mudar esse cenário. A ajudá-lo tem o facto de a primeira-dama dos EUA, Melania Trump, ser eslovena de nascimento, mas também as relações próximas que mantém com Angela Merkel e Vladimir Putin.

As movimentações de Pahor começaram uma semana depois da eleição de Donald Trump, com o presidente e o seu primeiro-ministro, Miro Cerar, a enviarem uma carta de agradecimento a Melania, por "aumentar a visibilidade do nosso país da Europa Central".

Várias notícias dão conta de que, antes desta missiva, Pahor já havia tido uma conversa "cordial" com o casal Trump, tendo feito um convite para visitarem a Eslovénia. "Ele [Donald] convidou a primeira--dama para vir ao telefone e falar comigo na bonita língua eslovena. Foi muito comovente. Foi um gesto bonito", contou o chefe de Estado esloveno.

No início deste mês, um novo passo, com visitas a Berlim e a Moscovo. O seu objetivo era levar o presidente russo a apoiar o cessar-fogo no Leste da Ucrânia. "Vou lá como um amigo de Moscovo pedir a um amigo para mostrar a sua sabedoria política e fazer o que está certo com o cessar-fogo", declarou Borut Pahor na sua paragem em Berlim. Apesar de a Eslovénia ser membro da NATO, da União Europeia e ter apoiado as sanções europeias contra a Rússia, tem uma posição mais ponderada em relação a Putin. Sinal disso é o facto de em julho o presidente russo ter estado em Liubliana com Borut Pahor, naquela que foi uma das raras visitas que fez a um país da UE nos últimos anos.

A visita a Moscovo serviu também para propor Liubliana como palco do primeiro encontro entre Vladimir Putin e Donald Trump. Uma oferta que o presidente russo agradeceu, dizendo que a capital eslovena seria um bom local para esse encontro, mas deixando claro que a escolha não cabe apenas a Moscovo. "Quanto a Liubliana, à Eslovénia em geral, é com certeza um lugar brilhante para manter um diálogo de tal género. Mas não depende apenas de nós, depende de uma série de circunstâncias", declarou o presidente russo depois de uma reunião com seu homólogo esloveno, Borut Pahor, em Moscovo. "Se esse encontro acontecer, não temos nada contra Liubliana", acrescentou. A 16 de junho de 2001, a capital eslovaca foi também o palco do primeiro encontro entre Vladimir Putin e o então presidente dos EUA, George W. Bush.

A popularidade de Borut Pahor, de 53 anos, deve-se também à sua conta de Instagram, que já conta com mais de 23 mil seguidores (cerca de 1% da população da Eslovénia). Nas 283 fotografias que partilhou até ontem, o presidente da Eslovénia mostra aspetos mais oficiais da sua rotina, mas também retratos com a mulher - com quem tem um filho -, encontros com celebridades como Naomi Campbell ou Bono, ou momentos de lazer. Chega mesmo a brincar com a alcunha de Barbie, que ganhou quando foi modelo para pagar a faculdade, numa foto em que aparece a ser maquilhado. Pahor até já inspirou uma hashtag (#boruting), que os eslovenos usam quando querem gozar com as suas poses ou personas - antes das presidenciais, Pahor começou a posar para as câmaras encarnando as mais diferentes profissões, desde mecânico a talhante, lenhador ou cabeleireiro, fotos que deram origem a um calendário.

Apesar da sua experiência política - foi presidente do Parlamento (de 2000 a 2004) e primeiro-ministro (entre 2008 e 2012) - a vitória nas presidenciais de 2012 foi uma surpresa, tendo-se tornado o mais jovem chefe de Estado do país e o primeiro a ocupar os três mais altos cargos políticos da Eslovénia.

As sondagens mostram que a sua reeleição em outubro parece ser uma certeza: dados revelados neste mês pelo jornal Delo mostram que 52% dos eslovenos têm uma imagem positiva de Pahor, com apenas 16% a dizerem ter uma impressão negativa do presidente.

"Temos no poder o que há de mais corrupto na política brasileira"

Ciro Gomes foi candidato às presidenciais em 1998 e em 2002

  |  ARQUIVO REUTERS

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Terceiro mais votado nas presidenciais de 1998 e quarto classificado nas de 2002, com resultados de cerca de sete e de dez milhões de votos, Ciro Gomes deve concorrer novamente em 2018.

O objetivo de Ciro Gomes é unir toda a esquerda para as presidenciais do próximo ano. Para isso, são importantes os próximos passos de Lula. Entretanto, com a autoridade de ser um dos raros políticos brasileiros sem contas a prestar em tribunal, ataca o atual executivo

Como avalia o governo de Michel Temer até agora?
Um desastre perigoso para o Brasil. Sob qualquer ângulo que se olhe para o que está sendo feito por este governo que não foi eleito democraticamente, a situação é preocupante. Ao mesmo tempo que mantém uma política económica refém do capital especulativo, voltada para garantir ganhos imorais aos poucos que lucram com os mais altos juros do planeta, também fere de morte os direitos mais básicos dos brasileiros, como os laborais e o de uma reforma digna. Infelizmente temos hoje no poder o que há de mais corrupto na política brasileira.
Limite ao teto de gastos, reforma da segurança social. Estas reformas - talvez as duas mais emblemáticas do governo - são, de facto, necessárias?
É preciso esclarecer primeiramente que qualquer reforma que for proposta por um governo que não foi eleito democraticamente e que assumiu o poder no país através de um golpe não tem legitimidade para ser colocada em vigor. O teto nos gastos públicos vai impedir o Brasil de investir em áreas sensíveis, como saúde e educação, além de tirar a autonomia de estados e municípios de interferirem para melhorar os serviços públicos nas suas regiões. Já a reforma da segurança social, por mais que seja uma questão que vem sendo discutida no mundo todo e que no Brasil também deva ser revista, está sendo proposta sem levar em consideração as grandes desigualdades do país. Não é razoável que um professor tenha de trabalhar 49 anos para conseguir uma reforma. Um profissional carvoeiro não tem esperança de vida superior a 65 anos. O que este governo está sinalizando ao povo é que ele terá de trabalhar até morrer sem poder gozar de uma reforma digna.
O governo Temer sustenta boa parte do seu poder na relação com o Congresso: como avalia o papel do legislativo, cuja imagem, inclusivamente internacional, é tão negativa?
Infelizmente temos um congresso que, salvo honrosas exceções, sucumbiu à corrupção, à troca de favores e aos interesses particulares em detrimento dos públicos.
Como vê as nomeações de Moreira Franco e Alexandre de Moraes, entre outros movimentos de Temer considerados prejudiciais à Lava-Jato?
Sem dúvida são condenáveis. Mas tenho dito que não se pode esperar colher um maracujá de um pé de maçã. Temer, Moreira Franco, Eliseu Padilha, Alexandre de Moraes e tantos outros que fazem parte deste governo estão em um mesmo barco que exala o cheiro podre da corrupção e uso indevido de suas funções.
E do judiciário? Qual a sua opinião, na qualidade de um dos raros presidenciáveis sem problemas com a justiça?
O momento pelo qual passa o Brasil me faz relembrar que tenho 37 anos de vida pública, tendo sido governador, prefeito, ministro das Finanças, deputado estadual, federal e ministro da Integração Nacional sem ter, em todo este tempo, respondido a nenhum inquérito, nem que seja para ser absolvido. Isso não é mais do que minha obrigação ou de qualquer outra pessoa que se dedique à vida pública. Mas o judiciário brasileiro está passando por um momento muito delicado. Ao mesmo tempo que tem nas mãos uma operação que pode ser um marco contra a corrupção no Brasil, que é a Lava-Jato, por outro está se esvaindo em um jogo de vaidades e erros que, se não corrigidos e punidos severamente, podem jogar todo este esforço na lata do lixo da história. Infelizmente o Supremo Tribunal Federal (STF) está mantendo sua tradição de se manter alheio aos acontecimentos no Brasil e ratificando golpes contra nossa tão jovem e frágil democracia.
A operação Lava-Jato tem condições de mudar o Brasil?
Como disse, a Lava-Jato pode ser um marco contra a corrupção no Brasil. No entanto, quem tem o dever de zelar pela sua correção pode estar se deixando levar pela vaidade. Um bom juiz é aquele que é severo e fala pelos autos. Além disso, a Lava-Jato, preservando a presunção de inocência de qualquer investigado, deve impor o rigor da lei a qualquer envolvido, sem distinção partidária.
Já admitiu ter vontade de ser presidente, é dado como candidato certo do campo da esquerda. O que mudaria, prioritariamente, uma vez no cargo?
O Brasil precisa de voltar a crescer. Isso só será possível se conseguirmos unir quem produz e quem trabalha. Tenho defendido um projeto nacional desenvolvimentista que, entre outras coisas, pretende recuperar a indústria brasileira, investindo principalmente em áreas sensíveis como, por exemplo, no complexo industrial da saúde e no agronegócio. O Brasil tem hoje a agricultura mais competitiva do planeta, mas importa 40% da matéria-prima de sua produção. O país também importa 80% dos insumos usados em nossos medicamentos, sendo que boa parte deles já tem patente vencida. Podemos criar centros de pesquisa e tecnologia reversa e garantir através de compra governamental a viabilidade destas indústrias.
Em que medida a eventual candidatura de Lula interfere numa sua?
Lula tem uma história com o Brasil muito importante. Uma possível candidatura dele polarizará a campanha contra aqueles que tiraram a Dilma da presidência e pode inviabilizar outras forças que lutaram contra o golpe. Vou pensar cem vezes antes de ser candidato e, se Lula também o for, faremos essa avaliação com ainda mais critério.
Qual a o timing ideal para apresentar a sua candidatura a 2018?
Esta é uma definição que confio ao meu partido, o PDT, sob a presidência de Carlos Lupi.
Já se candidatou duas vezes com bons resultados: sente-se mais preparado e mais experiente hoje?
Posso dizer que estou mais maduro e mais consciente das minhas qualidades e limitações. Mas, mais do que isso, conheço melhor o Brasil e as suas potencialidades.

São Paulo

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 26.02.2017

Homem lança veículo contra multidão nos EUA e fere 28 pessoas

Um homem avançou com um veículo que assistia a um desfile na cidade norte-americana de Nova Orleães e feriu 28 pessoas. O suspeito foi detido pela polícia.

A multidão assistia à parada conhecida como "Krewe of Endymion".

O chefe da polícia, Michael Harrison, disse que o suspeito estava a ser investigado por condução sob o efeito de de substâncias tóxicas.

Questionado sobre se se tratava de um caso de terrorismo, Michael Harrison não refutou essa possibilidade, mas disse que parecia ser um caso de condução sob o efeito do álcool ou drogas.

"Suspeitamos que o suspeito estava altamente intoxicado", disse.

Vinte e oito pessoas foram hospitalizadas depois do acidente, incluindo cinco vítimas com prognóstico reservado. Outras sete pessoas recusaram tratamento hospitalar, disse o diretor dos serviços de emergência, Jeff Selder.

As vítimas têm entre três e 40 anos de idade, disse Selder.

Entre os feridos está uma polícia de Nova Orleães.

O acidente foi reportado no final da tarde de sábado, pelas 18:45, hora local.

Inicialmente, a porta-voz do departamento de polícia Ambria Washington disse que as informações preliminares indicavam que havia "cerca de 12 pessoas em estado crítico".

A testemunha Carrie Kinsella disse ao The New Orleans Advocate que um camião de cor prateada passou por ela a pouca distância quando ela estava a passar um cruzamento.

Kourtney McKinnis, de 20 anos, disse à mesma publicação que o condutor do camião parecia não ter consciência do que tinha acabado de fazer.

"Ele parecia fora de si", disse.

Filho de lenda do boxe detido em aeroporto dos EUA por ser muçulmano

Um advogado amigo da família de Muhammad Ali afirmou que o filho da lenda do boxe foi detido no aeroporto da Florida por funcionários da imigração que lhe perguntaram se era muçulmano.

Chris Mancini contou ao Courier-Journal, em Louisville, Kentucky, que Muhammad Ali Jr., de 44 anos, e a mãe, Khalilah Camacho-Ali, a segunda mulher de Muhammad Ali, chegaram ao aeroporto internacional de Fort Lauderdale a 7 de fevereiro, após regressarem da Jamaica.

Segundo Mancini, as autoridades questionaram Ali Jr. durante quase duas horas, perguntando-lhe repetidamente: "De onde é que vem o teu nome? É muçulmano?"

De acordo com o amigo da família, os funcionários continuaram a fazer perguntas a Ali Jr. mesmo depois de ficarem a saber que era muçulmano.

Ali Jr. nasceu em Filadélfia e tem passaporte norte-americano é filho de um dos maiores pugilistas de todos os tempos, Muhammad Ali, que nasceu Cassius Clay Jr. e se converteu ao islão no início dos anos de 1960. Foi também um ativista contra o racismo, tendo marcado presença ao lado de Malcolm X e Martin Luther King.

Funcionários da Agência de Alfândegas e Controlo de Fronteiras (CBP) afirmaram que "não podem discutir [casos] de viajantes individuais", argumentando que "todos os viajantes internacionais que chegam aos Estados Unidos estão sujeitos à inspeção do CBP".

Agente químico matou meio-irmão de Kim Jung-un em cerca de 20 minutos

O ministro da Saúde da Malásia disse, este domingo, que o meio-irmão do líder da Coreia do Norte morreu entre 15 e 20 minutos depois de ser envenenado com uma alta dose do químico VX, um poderoso agente nervoso.

Estes são os resultados da autópsia feita a Kim Jung-nam, meio-irmão do Presidente Kim Jung-un, divulgados, este domingo, pelo ministro da Saúde da Malásia, Subramaniam Sathasivam.

Os resultados da autópsia revelam que a vítima, de 45 anos, sucumbiu a uma "paralisia muito grave" e morreu "num tempo muito curto", declarou.

O ministro da Saúde disse que a dose de VX dada a Kim foi tão alta que "teria afetado o seu coração e os seus pulmões".

Subramaniam Sathasivam declarou ainda que apenas 10 miligramas de VX é letal, presumindo que a quantidade da dose dada à vítima "foi maior do que isso".

Kim Jung-nam - meio-irmão do Presidente norte-coreano Kim Jung-un - morreu a caminho do hospital em Kuala Lumpur no dia 13 de fevereiro, depois de ser abordado no aeroporto malaio e atacado com o químico VX.

A Coreia do Sul acusou o Governo de Kim Jung-un pelo assassínio do meio-irmão do líder norte-coreano.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 26.02.2017

Presidente dos Estados Unidos retoma corrida aos armamentos


26 de Fevereiro, 2017

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, prometeu ontem recuperar o poderio militar que fez do país uma superpotência, quando discursava na Conferência de Acção Política Conservadora (CPAC).

Donald Trump argumentou que “não está a representar o Mundo, mas antes os Estados Unidos. (...) Somos norte-americanos e o futuro pertence a nós”. A cooperação global, segundo Donald Trump, está a caminhar bem. Ele distanciou-se do multilateralismo ao afirmar que “não existe uma moeda global ou uma bandeira defendida por todos os países do Mundo”.
Perante uma plateia formada por activistas conservadores de todo o país, que se reuniram num complexo hoteleiro nos arredores de Washington, Donald Trump prometeu que os EUA vão voltar a impor o seu poderio militar graças ao grande aumento na despesa no sector da defesa.
“Ninguém vai-se meter connosco”, disse o Presidente dos EUA. “Quando foi a última vez que ganhámos? Quando foi a última vez que ganhámos uma guerra?”, questionou Donald Trump, tendo ressaltado a crença no conceito de “paz através da força”.
O discurso nacionalista de Donald Trump na CPAC lembrou os comícios durante a campanha eleitoral. Enquanto o Presidente falava, os presentes gritavam “EUA, EUA, EUA”. 

Críticas da Rússia

Representantes do Senado da Rússia criticaram Donald Trump por defender a supremacia nuclear e colocar em dúvida o tratado de desarmamento Start, assinado entre ambos os países em 2009.
“Começar a Presidência a colocar em questão um tratado internacional entre a Rússia e os Estados Unidos não é a melhor forma de levar à prática a não proliferação nuclear”, disse Victor Ozerov, chefe do comité de Defesa e Segurança do Senado a meios de comunicação social russos.
Victor Ozerov lembrou que os tratados internacionais “são a base do controlo sobre as armas nucleares” e ressaltou que as intenções de Donald Trump de aumentar o potencial estratégico não respondem à estabilidade, ao entendimento mútuo e à segurança no Mundo. 
“A Rússia é categoricamente contrária a que esse acordo deixe de existir. Insistiremos no seu prolongamento”, afirmou. 
O chefe da comissão de Assuntos Internacionais do Senado, Konstantin Kosachov, questionou se o lema eleitoral de Donald Trump de fazer os EUA “grande de novo” significa a hegemonia no âmbito nuclear. Nesse caso, acrescentou, Donald Trump devolve o Mundo aos tempos da corrida armamentista das décadas de 50 e 60 do século XX, quando as partes em conflito tentavam garantir a sua segurança nacional através da superioridade militar sobre o seu rival.
Konstantin Kosachov lembrou que o Start baseia-se na paridade nuclear entre ambos os países, afim de impedir precisamente essa supremacia nuclear e que o tratado expira em 2021. “Chegaram novos tempos? A melhor resposta seria um acordo ao máximo nível para o início de negociações em breve sobre o futuro do Start depois de 5 de Fevereiro de 2021. Menos de quatro anos, justamente o mandato presidencial de Trump”, disse o senador. Em declarações à imprensa, Donald Trump ressaltou que, em matéria de arsenal nuclear, os EUA devem estar à frente de todos e considerou mau o tratado Start, assinado em 2009 em Praga pelos então Presidentes dos EUA, Barack Obama, e Rússia, Dmitri Medvedev.
“Seria maravilhoso, um sonho, se nenhum país tivesse armas nucleares, mas nunca vamos estar atrás de nenhum país, inclusive se for um amigo. Estamos à frente de todos”, comentou, nesses termos, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer percber o seu plano. “Vamor agir, e, para isso, temos que começar já”, disse Trump.

 

Avião bombardeia alvos rebeldes em Alepo


26 de Fevereiro, 2017

Aviões da Síria realizaram ontem ataques contra posições rebeldes nas províncias de Deraa, Hama e Alepo em resposta aos disparos contra alvos do Governo, numa altura em que vão ser retomadas as conversas de paz em Genebra após um paragem de dez meses.


O nível geral da violência no Oeste sírio foi menor do que nos dias anteriores, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), com sede no Reino Unido. Em Deraa, província do Sul onde os confrontos se intensificaram durante a semana passada, terroristas islâmicos do “Estado Islâmico” (“EI”) detonaram um carro-bomba e helicópteros das Forças Armadas sírias lançaram explosivos, relatou o Observatório.
Enquanto isso, forças governamentais bombardearam áreas no extremo oeste de Alepo e caças alvejaram os arredores de uma área onde o Exército e os seus aliados avançaram na quarta-feira, disse o OSDH.
As operações aéreas mantêm a mesma envergadura e aviões estão a causar danos incalculáveis aos jihadistas, que em muitas cidades estão a juntar à população civil, para escapar entre a multidão. As Forças Armadas Sírias desdobraram efectivos nos arredores das cidades em que os membros do Estado islâmico ainda mantém bolsas de resistência, o que está a dificultar o apoio logístico ao grupo. Segundo a imprensa síria, o Ministério da Defesa acredita que até ao mês de Junho o território vai estar livre de grupos extremistas. 
Para o Governo, todos os grupos que estão interessados nas conversas de paz  de Genebra começaram a demonstrar um comportamento de solidariedade e empenho na estabilização do país.  As conversações de Genebra vão acontecer depois de quase dois meses de um cessar-fogo cada vez mais frágil entre o Governo de Damasco e os rebeldes e com acusações de ambas as partes.
Membros do Exército Livre Sírio (ELS), que contam com o apoio das Forças Armadas da Turquia no Norte da Síria, anunciaram ontem a conquista da cidade de Al Bab, principal reduto do Estado Islâmico. Segundo à agência EFE, Osama Abu Zeid, porta-voz do ELS, os combatentes desta aliança de forças rebeldes conseguiram libertar totalmente a cidade de Al Bab, com o apoio das forças turcas.

Combate aos rebeldes

Os rebeldes começaram a retirada depois dos ataques aéreos turcos e bombardeamentos da artilharia, destacou Osama Abu Zeid, que acrescentou que os combatentes do ELS estão agora a rastrear a cidade em busca de bolsas de resistência e de explosivos.
Nos confrontos de ontem morreram pelo menos 37 rebeldes e vários combatentes do ELS ficaram feridos. O OSDH afirmou, em comunicado, que a maior parte de Al Bab continua fora do controlo das forças turcas e das facções rebeldes.
O Observatório detalhou que os bairros de Al Filat, Al Msari e a praça de Marto, assim como parte dos distritos de Al Salam e Zamzam, continuam nas mãos dos rebeldes, apesar dos bombardeamentos.
Os rebeldes sírios e as tropas turcas iniciaram a ofensiva em Al Bab no dia 7 de Fevereiro e, desde então, pelo menos 124 pessoas morreram, entre elas 38 crianças e 27 mulheres, segundo dados do OSDH.
As tropas turcas e as facções rebeldes sírias montaram o cerco à cidade em 10 de Dezembro de 2016, no âmbito da operação Escudo de Eufrates, iniciada em Agosto e cujo objectivo é expulsar da área tanto o Estado Islámico quanto às milícias curdo-sírias. As autoridades turcas anunciaram que após a batalha por Al Bab, situada a 30 quilómetros a sul da fronteira, a operação continua com o objectivo de expulsar o Estado Islàmico da cidade síria de Raqqa.

 

Serviços secretos espiaram imprensa em vários países


26 de Fevereiro, 2017

O Serviço Federal de Informação da Alemanha (BND), órgão de contra-informação que opera no estrangeiro, espiou desde 1999 diversos meios de comunicação social, como a emissora de rádio e televisão BBC, a agência Reuters e o jornal “The New York Times”, afirmou na sexta-feira a revista “Der Spiegel”.


A”Der Spiegel” publicou no seu “site” um trecho de um artigo que vai sair amanhã na edição imprensa da revista. Segundo a publicação, há documentos que confirmam a espionagem do BND a, pelo menos, 50 “selectores” - termo que inclui números de telefone, fax e “e-mails” - de diferentes jornalistas e redacções de todo o Mundo.
Entre os objectivos, a inteligência alemã tinha, por exemplo, uma dúzia de conexões de correspondentes da BBC no Afeganistão com a redacção central em Londres, além de várias redacções do serviço internacional. Na lista também aparece um correspondente do “The New York Times” no Afeganistão e conexões de celulares e telefones por satélite da agência Reuters no Afeganistão, Paquistão e Nigéria. O BND, segundo a “Der Spiegel”, negou-se a comentar os documentos, que foram divulgados após a conclusão dos trabalhos de uma comissão de investigação do Parlamento que analisou durante quase três anos o escândalo de espionagem dos EUA em países aliados e a colaboração fornecida pelos serviços secretos da Alemanha.
A última audição da comissão ocorreu no dia 16 de Fevereiro, com a presença da Chefe do Governo Angela Merkel, que reiterou a sua rejeição à “espionagem entre amigos”. Para Angela Merkel, as práticas do período da Guerra Fria devem pertencer ao passado. 
Angela Merkel afirmou que desconhecia actividades de espionagem do BND a parceiros e instituições da União Europeia até ao escândalo ter sido divulgado.

 

Aberto inquérito a François Fillon


26 de Fevereiro, 2017

O inquérito às suspeitas de empregos fictícios, que incidem sobre a família do candidato da direita à eleição presidencial francesa, François Fillon, vai ser feito por juízes de instrução, anunciou sexta-feira à noite a Procuradoria financeira. 

Em comunicado, a instituição judicial francesa encarregada da delinquência económica e financeira adiantou que abriu sexta-feira, uma investigação por “desvio de fundos públicos, abuso de bens sociais, cumplicidade e encobrimento destes delitos, tráfico de influência e desrespeito das obrigações de declaração à Alta Autoridade sobre a Transparência da Vida Pública”. Depois de uma investigação preliminar aberta em 25 de Janeiro, a Procuradoria decidiu avançar com este inquérito.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 23.02.2017

 

Equador confirma que haverá segundo turno em eleição presidencial

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/02/2017 01:49:00

A comissão eleitoral do Equador anunciou formalmente na noite desta quarta-feira (22) que haverá segundo turno na eleição presidencial do país. O governista Lenín Moreno e o oposicionista Guillermo Lasso vão disputar a preferência do eleitorado no dia 2 de abril.

O primeiro turno foi realizado no domingo. Desde então, o país manteve a expectativa sobre o resultado do pleito. O lento processo de apuração mostrava que Moreno tinha pouco menos de 40% dos votos, enquanto Lasso se mantinha ligeiramente abaixo dos 30% - para vencer no primeiro turno, é preciso obter 40% da preferência do eleitorado e abrir dez pontos sobre o segundo colocado.

Nesta quarta-feira, a contagem dos votos atingiu os 99,5% do total, com o governista somando 39,3% e o oposicionista, 28,1%. Não há mais margem estatística, portanto, para que Moreno vença no primeiro turno.

O vencedor do segundo turno vai substituir Rafael Correa, presidente do Equador desde 2007.

Governo Trump amplia lista de imigrantes deportáveis e endurece regras do setor

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/02/2017 16:31:37

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (United States Department of Homeland Security – DHS, na sigla em inglês) ampliou terça-feira (21) o número de pessoas em situação irregular no país e que poderão ser deportadas, além de determinar mais rigor no cumprimento das leis migratórias existentes. As diretrizes para a lista de "deportáveis" foram alteradas por meio de dois memorandos, assinados pelo secretário de Segurança Interna, John Kelly.

 

Com as novas medidas, o perfil para deportações será ampliado e será mais complicado o pedido de asilo no país. Além disso, qualquer imigrante que vive ilegalmente nos EUA e que tenha sido acusado ou condenado por crimes, passa a ser tratado com prioridade para deportação. A mudança inclui todos os tipos de crimes, furtos e delitos de trânsito, além daqueles que já eram considerados nas diretrizes anteriores, como tráfico de drogas, violência ou homicídio.

 

Durante o governo Obama foram deportados mais de dois milhões de imigrantes em situação irregular, mas a maioria, segundo o governo eram de casos de imigrantes que haviam cometido crimes graves. A promessa de campanha de Trump era de deportar 11 milhões de imigrantes irregulares. Mas, ao ganhar as eleições, ele voltou atrás na quantidade e disse que deportaria cerca de três milhões de imigrantes indocumentados que possuem problemas com a Justiça.

 

A quantidade exata  de imigrantes passíveis de deportação ainda é desconhecida, porque estudos de ONGs independentes revelam que não há no país três milhões de imigrantes que tenham cometido crimes. Para analistas, para chegar a este número, o governo poderia, por exemplo, começar a deportar pessoas que dirigem sem carteira de motorista no país.

 

As informações sobre como as deportações serão executadas também ainda não estão claras, mas o documento assinado hoje aumenta os recursos da Imigration and Customs Enforcement (ICE), o órgão responsável pela imigração do país.  

 

 

Ex-presidente da Ucrânia envia a Trump proposta de paz com a Rússia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/02/2017 16:28:00

O ex-presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, enviou à Casa Branca um plano de paz para encerrar o conflito entre seu país e a Rússia, na mais nova tentativa de terceiros de influenciar as decisões de Washington.

Yanukovych, que vive em um auto-imposto exílio na Rússia fugiu do país em meio a protestos contra seu governo em 2014. Sua proposta chega em meio ao desmonte do cessar-fogo intermediado pela Europa para encerrar o conflito de três anos.

A carta não deve ser levada a sério ou ter muita chance de sucesso, dizem analistas, uma vez que Yanukovych tem pouco apoio dentro de seu país e ainda menos credibilidade no Ocidente após fugir para Moscou, de onde emite declarações apoiando a política do Kremlin.

Confrontos entre tropas ucranianas e forças separatistas apoiadas pela Rússia voltaram a acontecer este mês, enterrando ainda mais o acordo de paz atingido dois anos atrás com a ajuda da Alemanha e da França. A chegada de propostas de terceiros para encerrar o conflito mostra a falta de direção que o assunto parece ter tomado.

"É sinal de que a implementação do atual acordo é insustentável", afirmou Balazs Jarabik, do Carnegie Endowment for International Peace. "As pessoas estão cheias da guerra, mas o governo ucraniano não consegue entrar em acordo com nada que possa ser visto como uma traição". Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 23.02.2017

 

Conselho de Segurança da ONU debate conflitos na Europa

 

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou ontem (21) um debate aberto sobre conflitos na Europa. No encontro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que as duas grandes guerras que ocorreram no continente na primeira metade do século XX tiveram um papel decisivo  na fundação das Nações Unidas e no Conselho, que "nasceu da convicção que tais conflitos podem e devem ser evitados". As informações são da Rádio ONU.

Segundo Guterres, nos últimos 70 anos os países da Europa têm estado na "linha de frente da prevenção de conflitos". Para ele, "instituições europeias mostram eficácia em ligar países com mecanismos baseados em regras para resolver diferenças sem recorrer à violência". No entanto, o secretário-geral afirmou que não se pode considerar a paz e prosperidade europeias como garantidas, alertando que "a transição para um mundo multipolar está criando imprevisibilidade e riscos maiores".

Chipre e Ucrânia

Ele ressaltou que a ONU está liderando algumas ações relacionadas à paz na Europa, incluindo negociações para uma solução "abrangente e durável" para a questão de Chipre [conflito entre a República de Chipre e a Turquia que opõe a maioria grego cipriota e a minoria turco cipriota da ilha]. Guterres destacou que as Nações Unidas, e ele pessoalmente, estão à disposição das duas comunidades cipriotas e dos países avalistas "para apoiar a busca de uma solução que seja aceitável a todos".

O secretário-geral declarou ainda que as "crises na Geórgia, em 2008, e na Ucrânia, em 2014, mostram que a Europa permanece em risco de novos focos de conflito". Para o chefe da ONU, o "trágico conflito em curso" na Ucrânia mostra que a "violência localizada tem o potencial de escalar para confrontos mais sérios".

Guterres declarou que, em conformidade com resoluções do seu Conselho de Segurança e da sua Assembleia Geral, as Nações Unidas permanecem comprometidas em apoiar uma solução pacífica para o conflito, de maneira que defenda plenamente a soberania, integridade territorial e independência da Ucrânia".

Paz e desenvolvimento

O secretário-geral defendeu que os conflitos na Europa não são uma tragédia apenas para os que são envolvidos diretamente, mas também estão revertendo ganhos de desenvolvimento e impedindo comunidades e sociedades de atingirem seu pleno potencial para contribuir com prosperidade regional e global.

Guterres ressaltou que "avanço econômico e desenvolvimento sustentável são baseados em paz de longo prazo que, por sua vez, exigem paz e segurança e respeito pelos direitos humanos".

Supremo da Rússia aprova libertação de ativista opositor

Ildar Dadin foi condenado por participar de manifestações

 

A Suprema corte da Rússia aprovou nesta quarta-feira (22) a libertação imediata do ativista opositor Ildar Dadin, condenado a dois anos e meio de prisão por participar de várias manifestações contra o governo e acumular faltas administrativas.   

A medida foi adotada em virtude de uma recente sentença do Tribunal Constitucional, que estabeleceu que a legislação só pode ser aplicada quando as faltas administrativas colocam um "perigo para os cidadãos e a ordem pública".    

Segundo as autoridades, a população só pode ser condenada a prisão por reiteradas transgressões formais às normas que regulamentam a realização de comícios e manifestações. Desta forma, foi ordenada a revisão da condenação imposta a Dadin.    

A decisão emitida pelo Supremo entrou em vigor imediatamente. No entanto, o opositor ao governo russo só será libertado quando a documentação chegar à penitenciária da região da República Altaica, onde se encontra o detento, o que pode levar alguns dias.    

"É preciso respeitar as decisões dos tribunais, mais ainda as do Supremo", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.    

Dadin foi o primeiro a ser preso conforme a nova lei que proíbe protestos anti-Kremlin e pune com prisão o ato de cometer faltas administrativas durante comícios e manifestações em um período de 180 dias. 

Cristão é queimado vivo pelo Estado Islâmico no Egito

Pai do homem também foi morto, mas a tiros

Agência ANSA

 

Um cristão egípcio foi queimado vivo pelo Estado Islâmico (EI, ex-Isis) e seu pai foi assassinado a tiros em Alarixe, na região nordeste da península do Sinai. Segundo fontes de segurança do Egito, as duas mortes aconteceram após os jihadistas terem ameaçado atacar cristãos egípcios, principalmente os do grupo étnico-religioso dos copta, através de um vídeo publicado por eles na madrugada na última segunda-feira, dia 20. 

O homem que foi queimado vivo se chamava Medhat Hana e tinha 45 anos. Já a vítima que foi morta a tiros era seu pai, Saad, de 65 anos. À ANSA, as fontes de segurança do país apenas confirmaram a causa da morte dos dois e que os corpos foram encontrados na manhã desta quarta-feira (22) "atrás de uma escola no centro de Alarixe". 

Os coptas representam cerca de 10&% da população do Egito e a maior comunidade cristã do Oriente Médio. Por isso, os jihadistas egípcios do EI afirmaram em vídeo que este grupo era a "presa favorita" do Estado Islâmico e que o atentado a uma igreja no Cairo que resultou na morte de 27 pessoas foi "apenas o começo" da perseguição contra esses "infiéis". Só neste ano outros três coptas foram mortos a tiros em Alarixe, onde o grupo terrorista conduz há três anos e meio uma sangrenta guerrilha contra as forças armadas do Egito.

Diplomata norte-coreano é suspeito da morte de Kim Jong-nam

Hyon Kwang Song teria sido o "supervisor" do assassinato

Agência ANSA

 

A Polícia da Malásia afirmou nesta quarta-feira (22) que um diplomata da Coreia do Norte está entre os suspeitos de participação no assassinato de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder Kim Jong-un, ocorrido no dia 13 de fevereiro.

Hyon Kwang Song é segundo secretário da embaixada de Pyongyang na capital malaia, Kuala Lumpur, e seria o "supervisor" do crime. Em coletiva de imprensa, o chefe da Polícia local, Khalid Abu Bakar, disse que não é possível afirmar que o regime de Kim Jong-un está por trás do homicídio, mas ressaltou que é "certo" que houve a participação de norte-coreanos.

Até o momento, quatro suspeitos foram presos, sendo uma indonésia, uma vietnamita, um malaio e um homem da Coreia do Norte. Outros sete cidadãos de Pyongyang são investigados: quatro deles fugiram para seu país e tiveram a extradição solicitada pela Malásia, e três estão desaparecidos, incluindo Song e um funcionário da companhia aérea de bandeira Air Koryo.

O crime foi executado por duas mulheres - supostamente a indonésia e a vietnamita presas -, que teriam aplicado uma toxina venenosa nas mãos e as esfregado no rosto de Kim Jong-nam. O ataque ocorreu no aeroporto de Kuala Lumpur e foi flagrado pelas câmeras de segurança do local.

O meio-irmão de Kim Jong-un era fruto da relação entre seu pai, Kim Jong-il (1941-2011), e uma atriz. Ele chegou a ser considerado o possível sucessor do "querido líder", mas nunca demonstrou interesse pela política e caiu em desgraça em 2001, ao tentar entrar no Japão com um passaporte falso. 

Ladrões tentam roubar corpo de Kim Jong-nam na Malásia

Identidade do ladrão foi descoberta, mas ainda não foi divulgada

Agência ANSA

 

Uma pessoa tentou roubar o corpo de Kim Jong-nam, meio-irmão do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, sem sucesso, do necrotério do hospital onde se encontra na Malásia. As informações são da polícia do país asiático, que afirmou saber a identidade do ladrão, mas que ainda não a divulgou para a imprensa. (ANSA)

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 23.02.2017

 

 

Ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro demite-se

 

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José Serra invoca problemas de saúde para deixar o governo de Michel Temer

O ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro, José Serra, apresentou esta quarta-feira demissão do cargo, invocando problemas de saúde.

A imprensa brasileira noticia que Serra entregou pessoalmente a carta de demissão ao Presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Na carta de demissão, o ministro demissionário afirma que deixa o cargo "com tristeza", mas que os seus problemas de saúde impedem-no de cumprir as viagens internacionais que o cargo implica.

Serra acrescenta ainda que os seus médicos aconselharam-lhe um período de quatro meses de repouso para um "restabelecimento adequado" da sua saúde.

"Para mim, foi motivo de orgulho integrar sua equipe. No Congresso, honrarei meu mandato de senador trabalhando pela aprovação de projetos que visem à recuperação da economia, ao desenvolvimento social e à consolidação democrática do Brasil", conclui José Serra na carta.

José Serra, que tomou posse em maio do ano passado, foi submetido a uma cirurgia à coluna em dezembro passado.

Forças iraquianas iniciam ataque a aeroporto de Mossul

 

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Aeroporto é um dos pontos estratégicos do lado oeste da cidade que foi há dois anos capturada pelo Estado Islâmico

As forças de segurança iraquianas começaram hoje uma operação contra o aeroporto de Mossul, um dos pontos estratégicos do lado oeste da cidade, ainda sob controlo do grupo extremista Estado Islâmico.

As forças especiais da polícia federal atacaram o aeroporto iraquiano, enquanto o exército atacou o quartel de Al Gazalani, um dos mais importantes do Estado Islâmico no sudoeste de Mossul, segundo anunciou o comandante das Operações Conjuntas, o general Abdelamir Yarala.

As forças iraquianas lançaram a 17 de outubro uma operação para recuperar Mossul, a segunda maior cidade do país, "capital" do grupo Estado Islâmico no Iraque há dois anos.

Cinco mortos e 21 feridos em atentado no Paquistão

 

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Registaram-se duas explosões em Lahore. Só a primeira provocou vítimas

Pelo menos cinco pessoas morreram e 21 ficaram feridas depois de uma bomba explodir hoje num edifício de uma zona comercial em Lahore, no Paquistão, segundo a polícia.

"Foi um atentado à bomba", disse Nayab Haider, porta-voz da polícia provincial de Punjab. O número de mortos foi disponibilizado pela porta-voz dos serviços de emergência Deeba Shehnaz.

Uma segunda explosão, registada minutos depois, não prpvocou vítimas.

O Paquistão tem sido alvo de vários atentados nas últimas semanas, com pelo menos 130 mortos e centenas de feridos. O pior ataque aconteceu já este mês na província de Sindh, em que morreram 90 pessoas.

 

Três dos novos exoplanetas "terrestres" podem ter oceanos

 

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Novo sistema solar com sete planetas idênticos à Terra é um novo marco no estudo de estrelas distantes com planetas na sua órbita

A descoberta de sete "Terras" de uma só vez, num sistema solar distante, que ontem foi anunciada pela NASA, e que é publicada hoje na revista Nature, é um novo marco na investigação sobre exoplanetas. Esta é a primeira vez que se identifica um tão grande número de planetas idênticos à Terra num único sistema solar. Mas há mais: a maioria destes novos mundos serão rochosos e pelo menos três poderão ter oceanos de água líquida - e, quem sabe, talvez vida.

Na órbita de uma estrela chamada Trappist-1 (o nome é o do teles-cópio do ESO, instalado no Chile, que permitiu fazer a descoberta), a cerca de 40 anos-luz de distância daqui - na verdade, muito próximo, se se considerar a dimensão astronómica do universo -, este verdadeirojackpot planetário vem também confirmar uma outra coisa essencial, a de que os planetas idênticos à Terra serão a regra, e não a exceção, na órbita das estrelas da Via Láctea. Com a vida, provavelmente, também será assim, mas isso, neste momento, ainda não é possível saber.

A descoberta ontem anunciada foi feita por uma equipa internacional de cientistas, coordenada por Michaël Gillon, do Instituto de Astrofísica e de Geofísica da Universidade de Liège, na Bélgica. O grupo, que integra também a jovem investigadora portuguesa Catarina Fernandes, utilizou as observações de uma série de telescópios para identificar esta nova mão-cheia de "Terras" e as estudar com o maior detalhe possível.

Há mais de um ano a trabalhar na equipa de Michaël Gillon, na Universidade de Liège, Catarina Fernandes também participou nas observações, no seu caso para determinar o período orbital de um destes sete exoplanetas. A cientista portuguesa não tem dúvidas da importância deste trabalho. "É a primeira vez que se deteta um sistema solar com tão grande número de planetas semelhantes à Terra, tanto em tamanho como na temperatura, e pelo menos três deles podem ter água na superfície", afirmou ao DN, em entrevista telefónica (ver texto na outra página).

O interesse da equipa de Michaël Gillon por este sistema solar já vem de trás, e a primeira confirmação de que a Trappist-1 tinha muito que contar chegou quando os investigadores concluíram que as pequenas flutuações no brilho daquela estrela correspondiam à presença de planetas.

Foi dessa forma que identificaram os primeiros três em torno da Trappist-1, que anunciaram, também num artigo da Nature, em maio do ano passado.

A Trappist-1 não é uma estrela como o Sol. É mais fria, tem uma luminosidade cerca de mil vezes mais fraca e a temperatura no seu núcleo é apenas a suficiente para que funcione como uma estrela, convertendo no seu processo de fusão o hidrogénio em hélio. As estrelas como esta são as anãs-vermelhas e têm a particularidade de ser as mais numerosas na Via Láctea: na verdade, são cerca de 80% de todas as estrelas da galáxia. E esse é outro dos motivos porque a descoberta é sensacional: um sistema solar em torno de uma anã-vermelha, com sete planetas idênticos à Terra, que são outros tantos mundos onde a vida é uma possibilidade real, aponta para que as "Terras" serão muito mais numerosas na Via Láctea e no universo do que alguma vez se sonhou.

Na prática, os sete novos exoplanetas são a materialização do que a teoria já previa, depois de um grupo internacional de astrofísicos, que incluiu o português Nuno Santos, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, ter concluído, em 2012, que os planetas rochosos, como a Terra, serão a regra - e não a exceção - na órbita das estrelas na Via Láctea. Nessa altura, os investigadores fizeram a primeira estimativa de sempre do número potencial de planetas rochosos na órbita de anãs-vermelhas na galáxia e chegaram ao valor surpreendente de milhares de milhões de planetas desse tipo, só na Via Láctea.

Nuno Santos, um dos autores do trabalho, explicou na altura ao DN as implicações desse número astronómico. "Provavelmente", afirmou, "a maioria das estrelas que existem têm planetas rochosos na sua órbita".

A descoberta ontem anunciada pode ser vista como uma primeira confirmação dessa suspeita.

Por outro lado, as anãs-vermelhas, além de serem as mais comuns na Via Láctea, têm outra vantagem: como são mais frias e menos brilhantes do que o Sol, a zona de habitabilidade (a distância ideal em relação à estrela para a temperatura ser amena e poder existir água) é mais próxima da estrela, o que torna a deteção dos planetas mais fácil para os astrofísicos.

No ano passado, quando falou da descoberta dos primeiros três planetas rochosos - dos sete que agora se sabe que estão na órbita da Trappist-1 -, Michaël Gillon referiu exatamente essa questão. "Porque estamos a tentar detetar planetas idênticos à Terra em redor de estrelas mais pequenas e menos quentes na vizinhança solar?", perguntava-se, para responder que "os sistemas em redor destas pequenas estrelas são os únicos locais onde podemos detetar vida em exoplanetas do tamanho da Terra com a tecnologia de que dispomos". Por isso, dizia, "se queremos encontrar vida noutro sítio do universo, estes são os locais por onde devemos começar a procurar".

É isso que estão a fazer. Mas a descoberta das sete "Terras" noutro sistema solar ainda não significa que se encontrou vida. O estudo vai continuar. O que se segue, em relação à Trappist-1, é também essa busca, na qual Catarina Fernandes vai igualmente participar.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 23.02.2017

México não aceita imposições de forma unilateral pelos EUA

O chefe da diplomacia mexicana disse que o México não vai aceitar disposições que um outro Governo queira impor de forma "unilateral", referindo-se às políticas migratórias anunciadas pelos Estados Unidos.

"Quero deixar claro e de maneira mais enfática que o Governo do México e o povo mexicano não têm de aceitar disposições de maneira unilateral de um Governo que as quer impor a outro", afirmou Luis Videgaray, num encontro com o Alto-comissário da ONU para dos Direitos Humanos para o México.

O ministro explicou que o México não vai aceitar "porque não tem de o fazer e porque não é do interesse do país".

O Departamento de Segurança Interna norte-americano divulgou terça-feira novas diretivas para a expulsão de imigrantes ilegais, referindo que quase todos os 11 milhões de indocumentados, a grande maioria hispânicos, que residem nos Estados Unidos podem ser potencialmente deportados.

No seguimento do decreto presidencial assinado a 25 de janeiro, o secretário da Segurança Interna também deu luz verde para iniciar os trabalhos para a construção do muro prometido por Trump durante a campanha eleitoral na fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Sobre a visita que o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, inicia esta quarta-feira ao México, o ministro disse que a questão migratória "será tema fundamental" e o "primeiro ponto na agenda".

A proteção do México aos seus cidadãos no estrangeiro "implica desenvolver uma estratégia de informação sem precedentes para que os mexicanos tenham conhecimento dos seus direitos, saberem lidar com possíveis violações da sua dignidade e dos seus direitos humanos", disse.

O ministro salientou também que o México não hesitará em recorrer às Nações Unidas ou outra qualquer organização internacional para defender os direitos dos mexicanos.

ONU precisa de 4,4 mil milhões para combater fome em quatro países

As agências da ONU precisam de 4,4 mil milhões de dólares em fundos de emergência para combater a fome na Nigéria, Somália, Sudão do Sul e Iémen, disse, esta quarta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Mais de 20 milhões de pessoas enfrentam a fome naqueles quatro países e é preciso agir para evitar um desastre humanitário, disse António Guterres em entrevista coletiva na sede da ONU.

"Precisamos de 4,4 mil milhões de dólares (cerca de 3,8 mil milhões de euros) até ao final de março para evitar uma catástrofe", disse.

Até agora, as Nações Unidas apenas conseguiram 90 milhões de dólares.

O Sudão do Sul declarou hoje fome no norte, enquanto o Fews Net, sistema de alerta precoce da fome, disse que algumas áreas remotas do nordeste da Nigéria já estão afetadas pela fome desde o final do ano passado.

Os quatro alertas de fome não têm precedentes nas últimas décadas. O último alerta emitido foi em 2000 na Somália, tendo pelo menos 260.000 pessoas morrido, metade das quais crianças com menos de cinco anos, segundo o Programa Alimentar Mundial.

A UNICEF (Fundo da ONU para a Infância) alertou esta semana para a má nutrição aguda de que sofrem 1,4 milhões de crianças na Nigéria, Somália, Sudão do Sul e no Iémen, sublinhando que podem morrer nos próximos meses.

Dos quatro alertas de fome, apenas o da Somália é causado pela seca. Os restantes são resultado de conflitos.

"A situação é terrível. Milhões de pessoas sobrevivem entre a má nutrição e morte, vulneráveis às doenças e surtos, obrigadas a matar o seus animais para comer e a comer os grãos que guardaram para semear no próximo ano", disse António Guterres.

Antigo diretor do FMI Rodrigo Rato condenado a prisão

O antigo diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Rodrigo Rato foi esta quinta-feira condenado a quatro anos e meio de prisão por se ter apropriado indevidamente de património de dois bancos espanhóis dos quais era presidente.

A Audiência Nacional, tribunal nacional espanhol que julga casos de corrupção e crimes financeiros, anunciou que considerou Rodrigo Rato culpado pelo crime de peculato quando este era presidente da Caja Madrid e do Bankia e numa altura em que as duas entidades estavam em dificuldades.

Rodrigo Rato de 67 anos foi diretor-geral do FMI entre 07 de junho de 2004 e junho de 2007.

Papa critica "vida dupla" de quem se diz católico mas faz "negócios sujos"

O Papa Francisco criticou esta quinta-feira "a vida dupla" de algumas pessoas que se dizem "muito católicas", mas depois fazem "negócios sujos" e "aproveitam-se das pessoas".

"O que é um escândalo? É dizer uma coisa e fazer outra, é a vida dupla. 'Eu sou muito católico, vou sempre à missa, pertenço a esta ou à outra associação, mas a minha vida não é cristã, não pago com justiça aos meus empregados, aproveito-me das pessoas, faço negócios sujos'", criticou o papa, durante a missa da manhã na sua residência de Casa Santa Marta.

Francisco disse, citado pela Radio Vaticana, que "muitos católicos são assim" e que, por isso mesmo, causam "escândalo".

"Quantas vezes ouvimos, todos nós, no nosso bairro e noutras partes, 'para ser um católico como esse, era melhor ser ateu'? É esse o escândalo. Destrói-nos, deita-nos por terra", lamentou.

Francisco deu como exemplo o caso de um empresário católico que estava de férias numa praia do Médio Oriente enquanto os trabalhadores da sua companhia, quase falida, ameaçavam fazer uma "greve justa" porque não recebiam os salários.

O papa recordou que isto acontece "todos os dias" e que, para nos darmos conta disso, "basta ver o telejornal ou ler os jornais".

IKEA oferece-se para mobilar cela de Pablo Escobar

Queixando-se da falta de espaço para guardar dinheiro, uma conta de Twitter, que se faz passar por Pablo Escobar, perguntou se o IKEA tinha sofás disponíveis para esconder os frutos da droga vendida. A troca de respostas terminou quando a cadeia sueca aceitou mobilar a cela do narcotraficante

"Fabrico coca e vendo-a. É assim que consigo o que tenho", apresenta-se ao mundo o utilizador "Patron do Mal", que tem uma conta que se faz passar por Pablo Escobar.

Na terça-feira, nesta mesma conta, foi feito um pedido no mínimo curioso. Escobar perguntou ao IKEA se tem um sofá disponível para guardar o dinheiro que resulta do tráfico de droga. Recorde-se que Pablo Escobar foi um dos mais perigosos traficantes de droga, na Colômbia, e serviu de inspiração à série "Narcos", da Netflix.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 23.02.2017

Satélite em órbita já este ano

Kumuênho da Rosa |
23 de Fevereiro, 2017

O ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, anunciou, ontem, a conclusão das obras do Centro de Controlo e Missão de Satélites, que vai receber o sinal do primeiro Satélite de Comunicação Geoestacionário Angolano (Angosat).

Em declarações à imprensa, à margem da segunda sessão ordinária do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, o ministro José Carvalho da Rocha garantiu que foi religiosamente cumprido, tudo o que eram responsabilidades contratuais de Angola à luz do projecto Angosat, que deve ser lançado em órbita ainda este ano.
“O centro da Funda está pronto. Estamos neste momento a formar os quadros angolanos, enquanto aguardamos pelo momento em que vamos colocar o satélite em órbita. Nisto tudo, o mais importante é que aquilo que são as nossas obrigações no contrato pela parte angolana, felizmente estão todas terminadas”, declarou José Carvalho da Rocha.
O ministro não avançou datas. Apenas garantiu que o Angosat é colocado em órbita este ano. “Estamos a gerir um contrato muito rigoroso, que tem penalizações fortíssimas. Por isso a parte angolana está a evitar que as penalizações ocorram do nosso lado. As nossas obrigações foram cumpridas, de modo que estamos a interagir com a nossa contraparte, para que tenhamos este ano o Angosat em órbita”.
O projecto resulta de uma parceria com a Rússia, com base num contrato assinado em 2009. O trabalho propriamente dito, à volta do Angosat teve início em 2012. Trata-se de um satélite de comunicação geoestacionário, baseado na plataforma USP Bus. O ministro das Telecomunicações assegurou que os prazos vão ser respeitados e, tal como o previsto, o ANGOSAT 1 deve ser lançado, a partir do Cosmódromo de Plesetsk, na Rússia.

Estratégia Espacial

E é no quadro das tarefas para o lançamento do satélite, que foi ontem aprovada a estratégia espacial nacional e o regulamento das servidões radioeléctricas. A estratégia espacial define os objectivos e orientações gerais sobre a actividade espacial, tendo em conta o reconhecimento da importância vital que a utilização do espaço tem para o desenvolvimento socioeconómico e o posicionamento estratégico.
A estratégia espacial nacional perspectiva o desenvolvimento de infraestrutura espacial, capacitação e promoção do sector no crescimento da indústria e tecnologias espaciais. Perspectiva ainda a criação de estruturas organizativas que assegurem a prossecução dos objectivos pretendidos e na afirmação internacional de Angola, no domínio espacial.
Já o regulamento das servidões radioeléctricas tem por finalidade estabelecer as condições de protecção à propagação e à recepção de ondas radioeléctricas. A criação de uma servidão radioeléctrica na região da Funda, precisamente na zona onde foi instalado o Centro de Controlo e Missão de Satélites, visa também evitar que possa haver interferências ao sinal de satélite, resultantes do impacto socioeconómico, urbanístico e ambiental de interferir.
José Carvalho da Rocha realçou, por outro lado, a vertente preventiva do regulamento das servidões radioeléctricas, numa perspectiva de haver, no futuro, instalações semelhantes às do Centro de Controlo e Missão de Satélites da Funda. “. Este diploma protege a região e outras que forem construir centros da mesma natureza. Prevemos que num futuro distante, o país terá necessidade de construir centros semelhantes àquele que está a ser edificado na Funda”. 
Ainda em matéria de Telecomunicações e Tecnologias de informação, foi igualmente aprovado o Sistema de Pagamentos Móveis de Angola (SPMA), que vai permitir à população, dispor de mais um mecanismo de pagamentos com base nas redes móveis. “O que pretendemos é que todos os detentores de telemóveis possam fazer algumas transações, usando preferencialmente o dinheiro electrónico, como em muitos países em que tivemos a oportunidade de visitar”.
O Conselho de Ministros apreciou um diploma legal, que consagra o regime  jurídico aplicável às sociedades gestoras de patrimónios, que são instituições financeiras não bancárias, ligadas ao mercado de capitais e ao investimento, que têm por objecto, para além dos serviços de consultoria em matéria de investimento, o exercício da actividade de administração discricionária de um conjunto de bens pertencentes a terceiros.
Também nesta sessão, o Conselho de Ministros apreciou uma proposta de lei, que define o regime geral de arquivos e do património arquivístico, bem como as regras relativas à gestão documental em Angola. A proposta de Lei Geral dos Arquivos vai para discussão à Assembleia Nacional. Na mesma sessão, foi aprovada a alteração do regulamento do Festival Nacional de Cultura “Fenacult”, que passa a realizar-se em cada 5 anos, coincidindo com o calendário oficial de efemérides nacionais.
Em matéria de política externa, o Conselho de Ministros aprovou o Acordo entre o ministério da Agricultura de Angola e o ministério das Políticas Agrícolas Alimentares da Itália no domínio agrícola, o Acordo Geral Revisto de Cooperação entre os governos de Angola e da República Centro Africana.
O Conselho de Ministros apreciou um Memorando sobre Consultas Políticas Bilaterais entre o ministério das Relações Exteriores e o ministério dos Negócios Estrangeiros, da Integração Africana e dos Centro-Africanos no Estrangeiro.
O Conselho de Ministros autorizou ainda a criação do Instituto Superior Técnico de Administração e Finanças, com sede em Luanda, vocacionado para a formação de quadros a nível da graduação e pós-graduação, no domínio das Ciências Económicas. Também ontem foi aprovado o projecto de Decreto, que atribui estatuto de utilidade pública à “Fundação  Prosperar”.

 

 

Portugal discrimina comunidade cigana


23 de Fevereiro, 2017

Restrição de direitos das pessoas com deficiência decorrente da crise e relatos de maus tratos nas prisões, onde continuam inadequadas as condições prisionais, são as principais críticas a Portugal do último relatório da Amnistia Internacional (AI).

No documento, divulgado ontem, aponta-se ainda que “persiste a discriminação das comunidades ciganas”. O relatório “O Estado dos Direitos Humanos no Mundo” 2016/2017 faz um resumo sobre a situação mundial em 2016 e traça os desafios e expectativas para este ano. Portugal “continuou a não garantir que os crimes de ódio fossem proibidos por lei, refere a AI.

 

 

Intervenção russa trava desintegração


23 de Fevereiro, 2017

A intervenção da Rússia na Síria permitiu “impedir a desintegração” do Estado sírio e “deter praticamente” a guerra civil, considerou ontem o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu.

 “A desintegração do Estado sírio foi impedida, a guerra civil praticamente terminada”, disse o ministro, referindo-se à trégua declarada no final de Dezembro. Para Shoigu, a missão na Síria marca uma nova etapa de “luta conjunta contra o terrorismo”. “Infligiram-se danos consideráveis aos grupos terroristas na Síria”, disse.

 

Alemanha anuncia o aumento de gastos com sector da Defesa


23 de Fevereiro, 2017

A Alemanha anunciou um aumento mais importante que o previsto do efectivo do seu Exército, chegando a 200.000 até 2024, enquanto a Administração Trump pede aos seus aliados um maior esforço militar.


Nas previsões apresentadas em Maio de 2016, as Forças Armadas do país, as Bundeswehr, planeavam um aumento de 14.300 soldados e 4.400 civis para os próximos sete anos, aumentando o seu efectivo para 192.500 pessoas, o que significava um primeiro aumento desde o fim da Guerra Fria. Segundo novos dados revelados na terça-feira, o Exército alemão pretende incorporar 5.000 soldados e 1.000 civis ao fim do período, mais do que o previsto há alguns meses, anunciou o Ministério da Defesa num comunicado. No total, o efectivo da Bundeswehr, que no fim de Fevereiro era de 178.000 soldados, aumentaria para até 198.000 militares e 61.000 civis em 2024, segundo a mesma fonte. “A Bundeswehr é requerida agora como nunca antes”, destacou a ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, citada no comunicado. “Fazemos todo o possível para diminuir as insuficiências, inclusive no que diz respeito ao material”, acrescentou.
Ainda que a ministra não tenha sugerido que esta medida esteja relacionada com os pedidos de Trump, o anúncio é feito após uma advertência do Vice-Presidente dos EUA, Mike Pence, na sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em Bruxelas.
Pence pediu avanços reais desde agora até ao fim de 2017, por parte dos aliados que não respeitam o compromisso da OTAN de gastar pelo menos 2 por cento de seu PIB em questões militares. Até agora, apenas cinco países, Estados Unidos, Grécia, Reino Unido, Polónia e Estónia chegaram a esse nível.

 

 

Israel bombardeia posições das forças sírias


23 de Fevereiro, 2017

Um avião de guerra israelita atacou ontem as posições do Exército da Síria nas montanhas Qalamun, a noroeste de Damasco, segundo a imprensa a imprensa local.

A aeronave lançou o ataque depois de sobrevoar a região de Arsal Barrens, no leste do Líbano, onde ficam as posições das forças do Estado Islâmico e da Al-Qaeda.
Em Fevereiro, as Forças de Defesa de Israel atacaram posições sírias nas colinas de Golã, na fronteira entre os dois países. De acordo com o Exército israelita, o ataque ocorreu depois de um projéctil de tanque ter caído no território controlado pelo Estado judeu. Os recentes ataques entre a Síria e Israel ocorridos na zona das colinas de Golã causaram preocupação entre alguns analistas, que acreditam que essas acções podem desencadear uma nova escalada do antigo conflito entre os dois países. O presidente do Instituto russo de Estudos do Médio Oriente, Yevgeny Satanovsky, citado pela Agência Federal de Notícias (FAN, na sigla em russo), não compartilha desta preocupação, dado que Israel não tem uma política especial em relação à Síria.
“Actualmente, quando um projéctil cai em território israelita a partir do território sírio, Israel, em resposta, destrói na linha de fronteira os pontos que lhe parecem convenientes. O resto não interessa a Israel”, explicou Yevgeny Satanovsky.
Nos últimos tempos, Israel preocupa-se apenas em defender o seu próprio território, salienta o especialista. Soldados israelitas realizam exercícios na parte setentrional das colinas de Golã.
Tendo em conta que a aviação da Rússia participa da luta contra o terrorismo na Síria, Satanovsky comentou que a possibilidade de confrontação entre os militares russos presentes no país árabe e os soldados israelitas é mínima. Além disso, os interesses políticos de Moscovo e de Jerusalém na região não são contrários, afirma Satanovsky. “A Rússia mantém boas relações com o Irão, com Israel, com repúblicas árabes, com monarquias árabes, da Jordânia aos Emirados, até mesmo com a Arábia Saudita”, frisa o analista.
Ele também afirmou que o acordo de ajuda militar assinado entre Israel e os EUA em 13 de Setembro, que prevê a cooperação militar no valor de 3.800 milhões de dólares por ano, durante 10 anos, não tem efeito sobre o estado das relações entre Israel e a Síria. “Israel vai actuar na Síria tal como tem actuado até agora, partindo das suas ideias sobre a sua própria segurança”, salienta Satanovsky. A maior divergência entre Israel e a Síria deve-se à disputa que os dois países mantêm relativamente às colinas de Golã, desde os anos da guerra de 1944.

segunda, 20 fevereiro 2017 12:16

Segredos da modernização portuguesa

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Diria mais exatamente, os segredos da história da modernização portuguesa são revelados aos leitores interessados pela autora de um novo livro dedicado a este país na extremidade ocidental da Europa, doutora em ciências históricas, colaboradora principal do departamento científico do Centro de Pesquisas Ibéricas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, Nailhá Nailhá Yákovleva (N.М. Yákovleva Portugal: história da modernização política. – Мoscou.: IAL da ACR, 2016. – 260 páginas).

Acontece que temos poucas publicações dedicadas a Portugal. Mas estas, como se diz, são bastante precisas apesar de serem raras. E sobretudo isso é graças às ativiades da cientista e pesquisadora, Nailhá Maguítovna Nailhá Yákovleva que contribuiu para a publicação de várias monografias dedicadas a Portugal, numerosos artigos analíticos sobre a hisória, a economia e os processos políticos existentes neste país. Basta lembrar tais obras relevantes como “Portugal: crise na periferia da Europa”, “Prefácio para a coletânea “Portugal – uma época de mudanças”, “Transformações políticas: resultados de quatro decénios”, “Portugal e a Rússia em busca de um diálogo”, “Evolução do sistema político” e outras obras científicas escritas individualmente ou em cooperação com colegas.

Pois bem, Nailhá Yákovleva, principal colaboradora científica do Centro de Pesquisas Políticas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, colabora com o Centro das Pesquisas Ibéricas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, em 1979 formou-se na Faculdade Histórica da Universidade Estatal de Moscou Lomonossov (cátedra da história moderna e conteporânea), em  1985 dissertou com a tese de doutoramento em ciências históricas sob o título “Evolução histórica do conceito da comunidade luso-brasileira no período de após da Segunda Guerra Mundial”...

Segundo uma breve explicação da autora mesma, sua última monografia apresenta a trajetória histórica e as etapas da modernização política de Portugal, bem como retratos dos estadistas mais grandes. É analisada o sistema político contemporâneo, o papel e a interação das instituições de poder em etapas diferentes.  Uma atenção especial é dispensada às competições políticas no século 21, às peripécias de eleições parlamentares e presidenciais. A referida publicação traz um caráter atalítico e seria útil para historiadores, politicôlogos, legisladores, funcionarios de partidos políticos, jornalistas, - para todos que se interessam em variantes nacionais de estruturamento de sistemas políticos depois da queda de regimes autoritários.

O novo livro de autoria de  Nailhá Yákovleva consiste em três capítulos grandes, 18 sob-capítulos e uma conclusão intitulada “Dilemas da modernização”. A publicação é concluida com o “Suplemento” e a “Bibliografia”.  Além disso a monografia contem um valioso material de refrência e as biografias dos protagonistas da modernização portuguesa. É preciso pôr em relevo especial que esta monografia é um fruto de trabalho de muitos anos quando sua autora dedicava-se aos estudos da história de Portugal e de sua situação atual.

No primeiro capítulo intitulado “Trajetória histórica: a nação e os líderes” Nailhá Yákovleva usando uma boa linguagem científica russa faz uma narração sobre o caminho rumo ao império que Portugal atravessou, sobre o fim da monarquia, sobre a Primeira e a Segunda Repúblicas, sobre a criação do “Estado Novo” e sua agonia, sobre a “Revolução dos Cravos” e a significação do derrubaemto do regime ditatorial no país.  O segundo capítulo, “A Terceira República”, é dedicada às particularidades de transição e às etapas de democratização. Neste capítulo a autora também dá uma análise ao papel que os partidos políticos desempenharam no processo das transformações, à evolução da ordem constitucional, revela os maiores resultados da transição que se deu com a modernização.

No terceiro capítulo intitulado “Competições políticas no século 21” trata-se do “contexto econômico” das eleições em 2006, do período de contradições institucionais, das causas da crise política em 2011. É submetido a uma análise a estratégia anti-crise dos social-democratas e a revanche parlamentar das forças da esquerda e revelada a necessidade urgente de uma mudança do estilo de liderança.

Portugal é um país quieto e modesto. Mas também, como destaca a autora, Portugal é um dos mais antigos estados da Europa com as fronteiras praticamente não alteradas a partir  do século 13, ao contrário de muitos outros países do Velho Mundo com o mapa político refeito mais de uma vez no decorrer de séculos.

A autora põe em relevo que um dos resultados do passado ativo do país tornou-se o facto do idioma português estar no sexto lugar entre os mais usados no mundo e no terceiro lugar na Europa cedendo a posição apenas ao inglês e espanhol. Há cerca de 260 milhões de pessoas no planeta que falam português e cerca de 80 por cento dos lusôfonos vivem no Brasil. 

“A história de Portugal conta com mais de nove séculos, - diz a autora da monografia. – O mesmo como a história de qualqer outro país isso é um fruto dos esforçõs conjuntos do seu povo – de herois das guerras libertadoras e civis, das revoluções, de guerreiros e trabalhadores simples que a cote tinham feito seu tabalho, frequentemente pouco visível mas importante, e dos seus governantes. Em outras palavras, isso é a história de uma nação valente e audaz, de uma nação laboriosa e de seus líderes. Nas biografias das pessoas de destaque de Portugal é refletido o caminho complicado e tortuoso, que a nação atravessou para transformar-se hoje em um país democrático, membro da União Europeia, e de muitos forums internacionais, um parceiro da maioria dos estados do mundo, respeitável e igual em direitos”.

Eis porque Nailhá Yákovleva apresenta neste livro muitos retratos  políticos das figuras do maior destaque na história portuguesa que desempenharam um papel importante no desenvolvimento político e econômico do páis. E cada um destes retratos  caracteriza, de um modo ou de outro, um período da vida de  Portugal no qual esta pessoa nasceu, desenvolveu-se e atuava...

Historicamente a nação portuguesa começou a surgir e formar-se no processo de uma longa oposição aos conquistadores árabes que invadirum a Península Ibérica no início do século 13 A.D., - diz a autora da monografia. Os agressores, como diriam hoje, tiveram posto sob seu controle a maior parte de Portugal contemporâneo integrando o junto com a Espanha vizinha na composição do estado Al Andaluz criado pelos mouros.

Mais tarde houve numerosas batalhas, vitórias e derrotas: uma luta - não só contra os mouros, mas também contra a Espanha, - pela liberdade e independência; houve o descobrimento e a conquista  de terras novas na Índia, África e Ámerica; a criaçaõ de um império rico e sua faléncia; houve triunfos e tragédias internas e novos triunfos.  Um leitor que tenha interesse naquelas peripécias, entusiasmado com o livro de Nailhá Yákovleva, vai “engolir” a monografia de uma tragada tirando um proveio grande para si, também conhecendo todos os segredos da modernização portuguesa com seus “pros” e “contras”.

Dando um destaque justo aos êxitos evidentes da democracia em Portugal  longínquo a autora pensa que seria necessário referir-se às falhas, aos erros na política domestica do país procedentes das diferenças em conceitos do desenvolvimento posterior do estado existentes tanto dentro das élites governanres, como dentro da sociedade civil. A autora tembém fala das dificuldades econômicas que atrapalham o processo de Portugal entrar na trajetoria de um crescimento estável, chama a atenção aos fatores que desestabilizam a situação da República na União Europeia.

Nos últimos anos, diz em conclusão Nailhá Yákovleva, torna-se cada vez mais evidente que o modelo de desenvolvimento do país no após da revolução tem entrado uma fase de instabilidade. Uma sequência das crises a abalar o país tem agravado as contradições políticas e a rivalidade, tem dividido a sociedade resultando na necessidade de uma nova opção  que determine seu destino.

A autora desta monografia de 260 páginas que tem uma qualidade bastante alta pensa que os portugueses podem optar por um dos dois caminhos: prosseguir  com o rumo às reformas e à modernização do país em conformidade com as exigências da sociedade de informação ou ceder à sedução de reiterar a experiència dos regimes populistas da esquerda latino-americanos, mas com a ausência de recursos financeiros enormes com os quais estes últimos estavam edificando o “socoalismo do século 21”.

Claro que as avaliações e conclusões tiradas pela autora podem originar uma discussão. Talvez haja os que sugeriam outras opções. E isso é uma coisa normal no mundo da ciência.  No entanto, segundo a opinião de Nailhá Yákovleva os dilemas contemporâneos da modernização portuguesa são exatamente as que acabou de realçar. E a mim me gostaria de acrescentar que se trata da modernização com a qual contam tão muito os políticos e economistas de vanguarda e com conceitos razoáveis, e não apenas no pequeno país ibérico que se encontra na periferia ocidental extrema da Europa, mas também em muitos outros países inclusive a Rússia, a nossa terra natal.

Nos marcos da atual visita oficial do Presidente da República Oriental do Uruguai, Tabaré Ramón Vásquez Rosas, a Moscou na Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia (rua Ilhinka-6) foi promovido um forum de negócios russo-uruguaio do  qual tomaram parte homens de negócois da Rússia e do Uruguai, dirigentes de uma série de ministérios-chaves dos países sul-americanos. Pedimos ao Presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia, Sr. Serguei Katyrin, falar sobre a interação econômica dos dois países.

 

- Sergueui Nikolaevitch, como é que o Senhor poderia avaliar as perspetivas de desenvolvimento das relações comerciais, econômicas e as de envistimento entre a Rússia e o Uruguai? Acontece que nos últimos tempos nestas relações tinha dado um enfraquecimento visível...

- Daria uma avaliação às perspetivas. Na minha opinião, o período maís difícil dos últimos tempos já está atrás, junto com a “depressão”. Agora nós, juntamente com o Uruguai, estamos ultrapassando  a conjuntura financeira e econômica mundial desfavorável e a crise.  Se em 2015 a circulação mútua de mercadorias diminuiu em mais de 2,5 vezes sendo apenas de 145 milhões de dólares, desde Janeiro  até Novembro de 2016 a queda não excedeu 1,4 por cento e continuava deminuindo. Creio que teremos um aumento da circulação mútua de mercadorias em 2017. Quanto à cooperação no domínio de investimentos, esta permanece ainda bastante modesta. Os investimentos acumulados diretos do Uruguai na Rússia são um pouco mais de 5 milhões de dólares e os da Rússia – cerca de 2 milhões de dólares. Por exemplo, um grande investidor russo, “MidUral Group”, investiu capitais na produção de vitaminas para a pecuária e na produção de curtume de cromo para a pelaria.

As nossas relações ainda não são muito volumosas na sua dimenção monetária (em 2013 que foi o ano mais auspicioso nestre plano, a circulação de mercadorias excedeu 600 milhõess de dólares). Mas tudo isso é uma coisa alcansável. Na minha opinião a qualidade das relações seria a coisa mais importante. Uruguai, um país  situado muito longe de nós, é um dos mais antigos e seguros parceiros da Rússia na região latino-americana. O diálogo russo-uruguaio baseia-se na coencidência ou na proximidade das posições em relação a maioria dos problemas-chaves da  atualidade. O Uruguai manifistou uma renúncia decisivav às sanções contra a Rússia logo que estas tiveram sido impostas. Claro que nossas medidas de retaliação não afetaram os fornecimentos do Uruguai para a Rússia. Tendo em conta tudo isso, posso afirmar com certeza que as nossas relações econômicas terão um desenvolvimento bem sucedido.

 

- Que coisas atraentes, na sua opinião, para  a Rússia, existem no Uruguai como um mercado para mercadorias russas ou fornecedor de gêneros alimentícios, em particular, de laticínios e de carne?

- Hoje Uruguai seria interessante à Rússia com um seguro mercado crescente para adubos minerais. Mais de 90 por cento dos fornecimentoos russos a este país cade a adubos e derivados do petróleo. Fornecemos também enxofre, papel de imprensa, meios de transporte e outras mtrcadorias. E mais de 90 por cento das exportações do Urugai para a Rússia são gêneros alimentícios, antes de tudo -  carne, laticínios e frutas.  Gostaria de assinalar, nas condições da Rússia ter cessado a aquisição de alimentos nos países a praticarem a política de sanções anti-russas, o Uruguai tem reforçado suas posições no mercado de gêneros alimentícios russo dando  um aumento visível os de fornecimentos de citrinos, manteiga, laticínios e até de leite condensado. O negócio urugiaio tem uma possibilidade real de uma séria consolidação nos nichos anteriormente ocupados pelos países que se aproveitaram das sanções como um instrumento de exercer pressão para a Rússia. E mais um momento que, como creio, merece ser posto em relevo: no Uruguai não exisrem produtos alimentícios geneticamente modificados, pois o país destaca-se com uma produção agrícultural de alta qualidade e ecologicamente saudável.         

 

- Que são as esferas novas, nas quais, na sua opinião, a interação com parceiros uruguaios poderia ser produtiva no futuro? E que papel nisso poderia desempenhar a cooperação das comunidades de negócios dos dois países?

- Hoje a cooperação das associações de empresários  do Uruguai e da Rússia sob a égide da Câmara de Comercio e Indústria da Federação da Rússia está apenas na sua formação. Esperamos que haja bons resultados. A poder da Câmara de Comercio e Indústria da Federação da Rússia realizou-se em Montevideo o Forum de Negócios Russo-Uruguaio, um dos resultados do qual foi a proposta a companhias russas de participar na exploração das jazigas de xistos de betume existentes no Uruguai.    Procuramos informar os círculos de negocios da Rússia das capacidades do mercado do Uruguai. A Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia promoveu apresentações dos projetos de investimento do Uruguai e do seu potencial comercial e econômico. Creio que o atual forum de negócios em Moscou permita fazer um novo avanço.

A economia do Uruguai tem por base a pecuária altamente rendível.  Mas também existem empresas da indústria de celulose e papel, montagem de automóveis, refinação do petróleo, química, metalomecânica, de borracha e téxtil. Por outras palvras, é possível encontrar direções novas para o comércio e investimentos  de uma boa perspetiva. Gostaria de lembrar que o negócio russo fornece à América Latina vários artigos industriais: automóveis, aeronaves; construimos alí usinas hidroelétricas e térmicas... Creio que tudo isso também possa ter uma boa perspetiva no mercado uruguaio.

No fim de Outubro de 2015 em Montevideo realizou-se a premeira reunião da Mixta Comissão Intergovernamental Russo-Uruguaia de Assistência ao Desenvolvimanto das Relações Comerciais e Econômicas ( a parte russa da Comissão é chefiada pelo dirigente da Inspeção de Agricultura da Rússia, Serguei Danqwert). Os uruguaios têm confirmado seu interesse na entrada de companhias russas  em uma série de grandes projetos de investimento. Acabámos de assinar uns documentos bilaterais que se referem, em particular, à exploração de jazigas do petróleo e do gás na plataforma continental do Uruguai.

Numa plavra, temos tudo à frente.

 

- Agradecemos ao Senhor, Serguei Nikolaevitch, por uma entrevista interessante e universal.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 12.02.2017

 

Aeroporto na Alemanha é esvaziado após 50 pessoas se ferirem com substância

 12/02/2017 11:36:00

Centenas de passageiros foram retirados do aeroporto de Hamburgo, na Alemanha, depois que cerca de 50 pessoas foram feridas por uma substância que provavelmente se espalhou através do sistema de ar-condicionado do aeroporto.

Todos os voos foram interrompidos por várias horas depois que o aeroporto foi esvaziado, mas

o tráfego começou a se normalizar por volta das 14h no horário local (11h de Brasília), disse a porta-voz do aeroporto, Karen Stein.

Mais de 50 pessoas - entre passageiros e funcionários - reclamaram de problemas respiratórios, ardor nos olhos e náuseas. Os bombeiros estavam examinando para saber se eles tinham que ser levados para o hospital, informou a agência de notícias alemã DPA.

Aqueles que foram retirados do aeroporto, mas não tiveram ferimentos, tiveram que esperar do lado de fora dos terminais em meio a temperaturas negativas.

Os bombeiros designaram áreas especiais fora do aeroporto, onde os médicos estavam examinando os feridos pela substância desconhecida.

A causa do incidente não era conhecida, disse Stein, "mas estamos trabalhando em estreita colaboração com as autoridades para saber mais", acrescentou. Fonte: Associated Press

После того, как заместитель  председателя сената Пакистана получил отказ в выдаче въездной визы в США, председатель сената, Раза Раббани, заявил, что «ни один конгрессмен или какой-либо другой высокопоставленный чиновник из США не будет допущен в Исламабад».

Paquistão aplica retaliação após EUA negar visto para vice-presidente do Senado

 12/02/2017 11:00:00

O presidente do Senado do Paquistão, Raza Rabbani, disse neste domingo que nenhum indivíduo da delegação dos EUA, membro do Congresso ou dignitário será bem-vindo em Islamabad.

O movimento ocorre depois que os EUA não emitiram um visto para o vice-presidente do Senado, Maulana Ghafoor Haideri, membro do partido político de extrema-direita Jamiat Ulema-e-Islam.

Após o ocorrido, Rabbani disse em uma declaração que nenhuma delegação do Senado paquistanês

irá visitar os EUA até que uma explicação para o atraso na emissão do visto seja dada por autoridades dos EUA.

Um porta-voz da embaixada dos EUA em Islamabad disse neste domingo que não poderia comentar sobre o caso devido às leis de privacidade.

Haideri viajaria neste domingo a Nova York para assistir a uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU). Fonte: Associated Press

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 12.02.2017

 

Indicado por Merkel é eleito presidente da Alemanha

Frank-Walter Steinmeier, 61, terá mandato de cinco anos

Agência ANSA

 

O ex-ministro das Relações Exteriores da Alemanha Frank-Walter Steinmeier, de 61 anos, foi eleito neste domingo (12) como novo presidente da República.    

Em pleito realizado pela Assembleia Federal, órgão cuja única função é escolher o chefe de Estado, Steinmeier recebeu 931 votos e sucederá o atual presidente Joachim Gauck. O colegiado é formado pelos 630 deputados do Parlamento e por 630 representantes estaduais, totalizando 1.260 delegados.    

Steinmeier recebeu 931 votos e sucederá o atual presidente Joachim Gauck

O ex-ministro havia sido indicado pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e contou com o apoio de todos os partidos que formam a base aliada. Steinmeier pertence ao Partido Social-Democrata (SPD), que, sob a liderança do ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz, apareceu recentemente na frente da União Democrata-Cristã (CDU), comandada por Merkel, nas pesquisas de intenção de voto para as eleições legislativas do próximo mês de setembro.    

De perfil conciliador, o ex-ministro terá mandato de cinco anos como 12º presidente da Alemanha.

Rússia exige provas sobre suposta transferência de armas russas a Hezbollah

 

Chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou em uma entrevista neste domingo que Moscou espera que Israel apresente provas de que armas russas fornecidas à Síria caíram nas mãos do Hezbolllah.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu a Tel Aviv que apresente provas de que armas russas entregues à Síria chegaram ao Hezbollah, no Líbano, tal como afirma Israel.

"Temos que olhar para fatos concretos. Quando dizem (os nossos colegas de Israel) que as armas que a Rússia fornece à Síria caem nas mãos do Hezbollah no Líbano e que eles as vão usar para atacar Israel, nós sempre respondemos que somos categoricamente contra a violação das condições de nossos contratos", declarou o ministro do Exterior russo em uma entrevista para o canal NTV.

Ele explicou que esses contratos proíbem que o país destinatário entregue as armas a terceiras partes, por isso Moscou exige provas concretas.

Voltando ao assunto da Síria, Sergei Lavrov frisou que é muito importante que os EUA compreendam com quem e contra quem eles estão lutando.

"[…] Se para o presidente Donald Trump a maior prioridade no palco internacional é a luta contra o terrorismo, então é necessário reconhecer que, por exemplo, na Síria quem luta em primeiro lugar contra o Daesh é o exército sírio com apoio da Força Aeroespacial russa. Mas vários outros destacamentos, inclusive o Hezbollah apoiado pelo Irã, também participam desta luta", explicou Lavrov.

O chanceler russo sublinhou que sabe da deterioração de relações entre EUA e Irã depois da tomada de posse de Donald Trump. Entretanto, Lavrov acredita que ainda é muito cedo excluir o Irã da coalizão antiterrorista.

"Se há suspeitas [de que o Irã apoia terroristas], vamos analisa-las, mas assim, sem provas, excluir simplesmente o Irã da coalizão antiterrorista não é pragmático", disse chanceler o russo.

Ele também informou que Irã, Turquia e Rússia acordaram os detalhes do monitoramento do regime de cessar-fogo na Síria, e que em breve vão ser implementados os mecanismos da regulação elaborados no âmbito da colaboração trilateral.

O chanceler russo assinalou que a Rússia está preparando mais um encontro entre o governo sírio e a oposição armada.

 

OSCE: 'Número de tréguas em Donbass é inadmissivelmente alto'

 

Autoridades europeias têm reagido com preocupação quanto à escalada militar no conflito de Donbass, na Ucrânia. Neste sábado, foi a vez do vice-coordenador da missão especial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na Ucrânia se manifestar sobre o tema.

Segundo Alexander Hug, embora a situação tenha melhorado sensivelmente, ainda há motivos para se manter alerto.

"A quantidade de violações diminuiu nos últimos dias, mas continua sendo inadmissivelmente elevada", afirmou, informando ainda que desde o dia 29 de janeiro até a última quinta-feira (9), nove civis morreram e outros 41 ficaram feridos em decorrência do conflito.

Enquanto isso, relatos de violações de direitos civis e humanos não param de chegar da Ucrânia. Na manhã de hoje, moradores de Lugansk relataram que tiveram suas casas invadidas por militares ucranianos.

De acordo com o representante oficial da milícia da república autoproclamada de Lugansk, já foram reportadas 15 denúncias de pilhagem e ocupação indevida de residências civis por forças governamentais.

 

Tribunal Penal Internacional reconhece 'ecocídio' como crime contra a Humanidade

 

O Tribunal Penal Internacional (TPI) decidiu, no final de 2016, reconhecer o “ecocídio' (termo que designa a destruição em larga escala do meio ambiente) como 'crime contra a Humanidade'. O novo delito, de âmbito mundial, vem ganhando adeptos na seara do Direito Penal Internacional e entre advogados e especialistas interessados em criminalizar as agressões contra o meio ambiente. As informações são da Radio France Internationale.

Com o novo dispositivo, em caso de ecocídio comprovado, as vítimas terão a possibilidade de entrar com um recurso internacional para obrigar os autores do crime – sejam empresas ou chefes de Estado e autoridades - a pagar por danos morais ou econômicos. A responsabilidade direta e penas de prisão podem ser emitidas, no caso de países signatários do TPI, mas a sentença que caracteriza o ecocídio deve ser votada por, no mínimo, um terço dos seus membros.

O advogado brasileiro Édis Milaré, especialista em Direito Ambiental, saúda a medida, dizendo que “ninguém quer se envolver num processo-crime, porque o processo-crime estigmatiza. Nenhuma empresa quer responder por um crime ambiental, porque sabe que está em jogo a sua imagem, a sua reputação, a sua credibilidade, e isso diz respeito à sua sobrevivência. A questão penal é importante, mas em termos de gestão ambiental o assunto do dia no Brasil é dotar o país de um marco regulatório à altura da grandeza do nosso meio ambiente, que devemos proteger”, afirmou.

Em setembro de 2016, a Procuradoria do TPI publicou um documento de trabalho onde explica que, a partir de agora, o tribunal interpretará os crimes contra a humanidade de maneira mais ampla, para incluir também crimes contra o meio ambiente que destruam as condições de existência de uma população porque o ecossistema foi destruído, como no caso de desmatamento, mineração irresponsável, grilagem de terras e exploração ilícita de recursos naturais, entre outros.

Evolução

Desde a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), realizada em Paris, em 2015, os tribunais internacionais de Direitos da Natureza tentam qualificar o ecocídio, dentro do pressuposto jurídico, como o quinto crime internacional. Os outros quatro crimes internacionais, reconhecidos e punidos pelo Tribunal Penal Internacional, são o genocídio, os crimes de guerra, os crimes de agressão e os crimes contra a humanidade.

A jurista em Direito Internacional Valérie Cabanes, porta-voz do movimento End Ecocide On Earth (Pelo fim do ecocídio na Terra), explica a origem do termo. “A ideia de ecocídio existe há 50 anos e foi evocada pela primeira vez quando os americanos usaram dioxina nas florestas durante a Guerra do Vietnã. Agora queremos reviver essa ideia que considera que atentar gravemente contra ciclos vitais para a vida na Terra e ecossistemas deve ser considerado um crime internacional", disse.

“Trabalhamos em 2014 e 2015 num projeto de alteração do estatuto do TPI, onde definimos o crime do ecocídio, explicando que como hoje vivemos uma grave crise ambiental - com extinção de espécies, acidificação dos oceanos, desmatamento massivo e mudanças climáticas - atingimos vários limites planetários. Daí ser necessário regular o direito internacional em torno de um novo valor, o ecossistema da terra, e nós defendemos esta causa junto aos 124 países signatários do Tribunal Penal Internacional”, explicou a especialista.

“Será um longo trabalho, porque reconhecer os direitos da natureza e do ecossistema implica em reconhecer que o homem não é o 'dono' da vida sobre a Terra, o que pressupõe uma nova concepção do Direito, baseada numa realidade onde o homem é interdependente de outras espécies e do ecossistema. E isso implica também em reconhecer nossos deveres em relação às gerações futuras”, enfatizou Valérie.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 12.02.2017

 

 

FMI diz que Trump pode ser bom para a economia dos EUA em curto-prazo

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Christine Lagarde defendeu a globalização e o comércio internacional

O FMI considerou hoje que ter Donald Trump na presidência dos Estados Unidos da América é provavelmente bom para a economia no curto prazo, apesar de a subida dos juros e a valorização do dólar pressionarem o comércio global.

A presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, referiu-se aos planos de Trump para realizar mais investimento em infraestruturas nos Estados Unidos e as reformas fiscais que tem prometido e considerou que deverão impulsionar a economia norte-americana.

"Do pouco que sabemos e vou insistir - do pouco que sabemos, porque isto é de facto um trabalho em progresso - mas do pouco que sabemos, temos razões para estarmos otimistas em relação ao crescimento económico dos Estados Unidos", disse Lagarde no 'World Government Summit', que decorre no Dubai.

No entanto, Lagarde reconheceu que as políticas de Donald Trump vão provavelmente gerar "um aperto que vai ser difícil para a economia global" e defendeu a globalização e o comércio internacional numa altura em que aumentam as pressões protecionistas nos Estados Unidos e no resto do mundo.

Míssil norte-coreano não representa ameaça à América do Norte

 

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Estados Unidos dizem que se tratava de um míssil balístico de médio alcance

O Comando Estratégico dos Estados Unidos disse hoje que o míssil testado pela Coreia do Norte foi um míssil balístico de médio alcance, não representando uma ameaça à América do Norte.

A Coreia do Norte testou sábado o seu primeiro míssil balístico desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, um movimento denunciado pelo primeiro-ministro japonês.

O Comando Estratégico dos Estados Unidos afirmou ter detetado e seguido o míssil, tendo-o avaliado como um míssil balístico de médio alcance. Tratou-se do primeiro teste realizado pela Coreia do Norte desde outubro.

O míssil foi lançado desde a base área de Banghyon em direção ao mar do Japão, segundo o Ministério da Defesa japonês. Voou 500 quilómetros antes de cair no mar.

O Japão considerou o lançamento "absolutamente intolerável", enquanto a Coreia do Sul considerou que Pyongyang está a testar Donald Trump.

Trump já transmitiu ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que Washington se compromete com a segurança do seu aliado asiático.

Um morto e cinco feridos após queda de árvore gigante

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Acidente em jardim botânico com árvore de 40 metros

Uma pessoa morreu e cinco outras ficaram feridas na sequência da queda de uma árvore gigante no Jardim Botânico de Singapura, informaram hoje os 'media' locais.

A vítima mortal é uma cidadã indiana e entre os feridos figuram o seu marido, de nacionalidade francesa, e dois filhos do casal, detalharam os órgãos de comunicação social, citando fontes oficiais.

A causa da queda da árvore - de 40 metros de altura - não foi especificada.

Rico em espécies de todo o mundo, o Jardim Botânico constitui uma das principais atrações turísticas da Cidade-Estado.

Sem explicação: Mais de 600 baleias deram à costa desde 6.ª feira

 

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Uma das hipóteses para explicar o fenómeno é que as correntes marinhas desorientem as baleias e alterem os seus sistemas sensoriais.

Mais de 600 baleias deram à costa em praias da Nova Zelândia desde sexta-feira, sem que os peritos consigam explicar os motivos deste fenómeno.

Segundo a comunicação social local, a chegada de baleias às praias começou na sexta-feira quando foram localizados cerca de 400 animais numa praia perto da população de Nelson, na Ilha do Sul da Nova Zelândia.

Trezentas baleias morreram, mas um grupo vasto de voluntários conseguiu reanimar as restantes 100, numa operação de salvamento em cadeia.

Uma segunda leva com cerca de 240 baleias encalhadas no sábado na mesma área, conhecida como Golden Bay, embora neste caso tenham conseguido por elas próprias desencalhar e regressar a alto mar.

Estes cetáceos são baleias piloto que podem medir até seis metros e pesar mais de três toneladas.

A chegada à costa deste tipo de baleias é relativamente frequente na área costeira da Nova Zelândia, cujas águas registam um dos maiores índices de densidade de mamíferos marinhos do mundo.

Contudo, os peritos desconhecem o motivo exato deste fenómeno. Uma das hipóteses é que as correntes marinhas as desorientem e alterem os sistemas sensoriais das baleias. 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 12.02.2017

 

 

Presidente do Brasil condena greve da polícia

O presidente do Brasil condenou a greve, iniciada há uma semana, pela Polícia Militar, que provocou uma onda de caos e violência que resultou em 121 mortos.

Michel Temer condenou a ação dos polícias militares no estado de Espírito Santo devido à crise que representou para a segurança pública, considerando a paralisação "ilegal" e "inaceitável", naquele que foi o seu primeiro comentário oficial sobre o incidente.

O governo do estado brasileiro de Espírito Santo e os representantes da Polícia Militar alcançaram, na sexta-feira, um acordo que estabelece que a greve termina às 07 horas deste sábado (09 horas em Portugal continental), hora em que "regressam à atividade", segundo anunciou o secretário dos Direitos Humanos de Espírito Santo, Júlio César Pompeu, em conferência de imprensa.

"O presidente Michel Temer acompanha, desde os primeiros momentos, todos os factos relacionados com a segurança pública no Espírito Santo. Condena a paralisação ilegal da polícia militar que atemoriza o povo capixaba. Ao saber da situação, determinou o imediato envio de dois mil homens para restabelecer a lei e a ordem no Estado", refere a nota da Presidência da República.

Michel Temer afirma ainda que o direito à reivindicação "não pode tornar o povo brasileiro refém", sustentando que "o estado de direito não permite esse tipo de comportamento inaceitável".

Os polícias reivindicam aumentos salariais e melhoria nas condições de trabalho e como a lei os impede de organizar greves foram os seus familiares e amigos que, defronte de quartéis e esquadras, os impediram de sair para patrulhar as ruas.

Segundo a ata da reunião entre as partes, divulgada pelo portal G1, o acordo é extensível a "todas as unidades em todo o Estado de Espírito Santo".

No documento, o governo compromete-se a criar uma comissão para estudar a "carga horária de trabalho dos polícias e bombeiros militares", com um prazo máximo de 60 dias para apresentar resultados.

A greve dos polícias do estado de Espírito Santo, sudeste do Brasil, começou no último sábado e, desde então, uma onda de saques a lojas, supermercados, assaltos e tiroteios foram registados em larga escala em diversas cidades, inclusive na capital Vitória, onde os serviços de transporte, bancos, postos de saúde e escolas permanecem fechados

Segundo informações do Sindicato dos Polícias Civis do Espírito Santo (Sindipol), 121 pessoas foram mortas durante a paralisação.

 

Presidente angolano ordena inquérito a mortes no estádio

O presidente angolano lamentou, este sábado, a morte de 17 pessoas que tentavam assistir a um jogo de futebol no Uíge, ordenando a abertura de um inquérito.

Numa nota emitida na sequência da tragédia ocorrida, sexta-feira, no estádio de futebol "4 de Janeiro", é exprimida a solidariedade do chefe de Estado angolano para com as famílias das vítimas.

O jogo inaugural do campeonato angolano de futebol (Girabola) entre o Santa Rita de Cássia e o Recreativo do Libolo teve milhares de pessoas a tentar assistir à partida num estádio com capacidade para centenas de lugares.

José Eduardo dos Santos instruiu o governo da província do Uíge a prestar todo o apoio necessário aos mais de 60 feridos, orientando ainda orientações às autoridades competentes para a abertura de um inquérito para se apurar as causas do "grave incidente".

O Ministério da Juventude e Desportos já solicitou à Federação Angolana de Futebol, à Associação de futebol local e às autoridades da província do Uíge que averiguem as causas do acontecimento e a tomada de medidas que se imponham necessárias.

Segundo informação prestada à Lusa por fonte da equipa da casa, o Santa Rita de Cássia, que se estreia esta época no principal campeonato angolano de futebol, o incidente era sido provocado por um alegado forçar da entrada no estádio pelas pessoas, que causou a morte, por asfixia, de vários adeptos, incluindo crianças.

Autoridades gregas desarmaram com sucesso bomba da II Guerra Mundial

As autoridades gregas desarmaram, este domingo, com sucesso, uma bomba da Segunda Guerra Mundial que tinha sido recentemente descoberta em Tessalonica e que obrigou à retirada de mais de 70 mil habitantes.

Fontes do Exército indicaram que a bomba continha 125 quilos de explosivos, quando inicialmente se julgou conter 250 quilos. O mecanismo de detonação ainda se encontrava em "muito bom estado", de acordo com um porta-voz citado pela agência noticiosa Associated Press.

Os primeiros habitantes a ser retirados foram 320 pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, segundo as autoridades regionais da Macedónia, na Grécia.

Todos os residentes num raio de 1,9 quilómetros do local onde a bomba foi descoberta na semana passada tiveram de ser retirados.

A operação é inédita na Grécia, "onde uma bomba duma tal potência nunca foi encontrada numa zona povoada".

A Segunda Guerra Mundial durou entre 1939 e 1945.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 12.02.2017

Diálogo de paz vai ser retomado


12 de Fevereiro, 2017

O Governo sírio e grupos rebeldes armados foram de novo convocados para negociações de paz nos dias 15 e 16 de Fevereiro em Astana, anunciou ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão.

“Foi decidido manter as próximas negociações de alto nível para resolver a situação na Síria nos dias 15 e 16 de Fevereiro”, anunciou em comunicado o Ministério. O Governo sírio, representantes da oposição armada e o enviado especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Staffan de Mistura, devem participar nas conversações, patrocinadas pela Rússia, Turquia e Irão.

 

 

Extremista francês abatido em Mossul


12 de Fevereiro, 2017

A coligação internacional que combate o grupo extremista Estado Islâmico (EI) terá visado num ataque realizado na última semana perto de Mossul, no Iraque, o extremista francês Rashid Kassim, considerado o mentor de vários ataques na França, confirmou sexta-feira o Pentágono.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos não avançou mais dados sobre o que aconteceu ao francês após o raide aéreo “realizado nas últimas 72 horas”, mas em Paris, uma autoridade ligada ao combate ao terrorismo, que pediu o anonimato, disse que Rashid Kassim provavelmente foi morto. “Nós não temos nenhuma confirmação absoluta, mas uma certeza provável”, disse a fonte. Kassim, de cerca de 30 anos, orientou a partir da Síria vários ataques na França e promovia o terrorismo na internet.
De acordo com uma fonte francesa próxima à investigação, foi “o instigador” da Larossi Abballa, que matou um agente da polícia e a esposa em 13 de Junho em Magnanville, um subúrbio de Paris.
E “emitiu directamente instruções” a Adel Kermiche e Abdel Malik Petitjean, os dois assassinos do padre da igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray.

 

 

Trump representa um risco global


12 de Fevereiro, 2017

Fotografia: Joe Raedle | AFP

A Administração Trump representa um risco para as condições económicas e para as dívidas soberanas globais, avisa a agência de notação Fitch.

 

Com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, as políticas norte-americanas tornaram-se mais imprevisíveis, enquanto o Presidente põe de lado as normas de comunicação e relacionamento internacionais.
Assim, a Fitch acredita que há um maior risco de mudanças políticas inesperadas nos EUA que possam ter implicações globais. “Os principais riscos para o crédito soberano são a possibilidade de mudanças disruptivas nas relações comerciais, diminuição dos fluxos de capital internacionais, limites à imigração que afectem as remessas, bem como confrontos entre decisores políticos que contribuam para elevar ou prolongar a volatilidade da moeda e dos mercados financeiros”, alertou a agência em comunicado.
A materialização destes riscos poderá resultar num cenário desfavorável para o crescimento económico, o que pressiona as finanças públicas. Em última análise, estas questões podem ter impacto no rating das dívidas públicas, enquanto aumentos dos custos ou redução do acesso externo a financiamento também podem afectar os ratings, particularmente, se acompanhados por uma depreciação da moeda. Os países com maior susceptibilidade de sofrer o efeito Trump são aqueles com maiores laços, económicos e financeiros, com os EUA, sendo que a Fitch identifica neste grupo o Canadá, a China, a Alemanha, o Japão e o México. Por outro lado, uma cadeia integrada de oferta de bens pode causar um efeito em cascata se os EUA limitarem os fluxos comerciais.
A Fitch anunciou ainda que vai avaliar as implicações das políticas da nova administração norte-americana, tendo em conta eventuais alterações na trajectória de crescimento, finanças públicas e balança de pagamentos do país. Enquanto “a posição dos EUA em relação a alguns países pode mudar rapidamente, pelo menos inicialmente”, a agência explica que “potenciais ajustamentos do rating vão depender de mudanças nos fundamentos do crédito soberano, que é mais lento a materializar-se”.