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A decisão da Casa Branca anunciada um dia destes não pûde faltar de causar uma repercussão tempestuosa. Nehuma outra questão, qualuer que fosse, tanto mais nas condições de atualidade não poderia desafia-lá no que respeita ao caráter simbôlico e à significação múltipla inclusive a medição do estado interno da América do Norte.  Mesmo se a Estátua da Liberdade ostentar um enorme cartaz com as palavras “Fechado para reparação”, isso não daria ao mundo a conhecer  tão claramente a indicação de que  a América do Norte esteja fechando-se para concentrar-se em seus assuntos internos que não podem esperar mais, especialmente depois de as mudanças iniciadas durante a pesidência de Barack Obama terem falidas. Esta decisão, como tudo na nossa vida, tem sua lôgica que devemos perceber. Os assuntos externos adquirem o caráter secundário. Os aliados podem receber as coisas que desejam, mas já por sua própria conta e nos quadrantes da diplomacia interna de transações. Tudo o que cria obstáculos para a transformação do país será eliminado. Isso não significa a renûncia aos elementos do estratégia tradicional na política externa inclusive a ligação dos aliados para si e a criação de problemas para rivais em potencialidade, mas não por conta das prioridades internas e apenas por inercia e para o conforto psicolôgico das elites.   

A situação difícil da administração e do país em geral prova o fato de Donald Trump achou necessário ceder à ala evangélica (que não tem nada em comum com o Novo Testamento) do establisment republicano e  dos eleitores, que nunca foi feito por qualquer presidente até agora. Este segmento da sociedade norte-americana confessa o chamado “sionismo cristão” acreditando que os Lugares Santos devem estar som o controle israelense ate que os “cristãos corretos” venham ali. Trata-se de uma “cruzada pela procuração” dada a Israel apeasr do caráter totalmente absurdo disso, desta vez – a custo de os EUA entrarem na linha de fogo com o mundo islâmico.

A comunidade internacional, apesar de ser muito interessada em que os processos de transformações nos EUA tenham sucesso, não pode concordar com uma atitude tão irresponsável, dentro do espírito “que tenha um delúvio depois de minha vida terminar”, que está menosprezando os interesses dos outros participantes do conflito árabe-israelita. Esta decisão também não corresponde com o estatus dos EUA como um dos membros permanentes da ONU que tem uma responsabilidade especial pela manutenção da paz e segurança internacional.

Depois das tentativas de implementar a estratégia de substituição dos regimes láicos (baacistas) no Iraque e na Síria que tinham sido empreendidas durante os últimos 25 anos apostando com os regimes monárquicos, antes de tudo – os do Golfo Pérsico, os EUA praticamente estão abandonando estas monarquias a sua própria sorte. Não é o problema palestino que tem importância (os palestinos tinham sido traidos mais de uma vez por varias personagens da própria região), mas a dimenção confessial do problema do estatus de Jerusalém e dos seus santuários. Isso já abordaria e, além do mais, de uma maneira muito crítica, a questão de legitimidade dos regimes monárquicos, - tanto da legitimidade interna como da externa, nos marcos do mundo árabe-islâmico. Esta questão é colocada da maneira mais grave em relação à Arábia Saudita que estava exportando jihad durante 40 anos. Agora, depois do fracasso dos projetos jihadistas no Iraque e na Síria, é bem provável que o próprio reino possa ser sua vítima, de acordo com o princípio famigerado “quem ganha para a vida com a espada...”. Também os fundamentalistas mesmos nunca fizeram segredo de seu objetivo final -  o controle da peninsula e dos seus santuários. E além disso vem xisto tendo desatado os EUA da região no plano da energética.

A decisão de Washington condena ao fracasso o atual projeto de modernização do RAS, embora mesmo sem isso seu sucesso fosse problemâtico. O desmoronamento da Arábia Saudita que os peritos e observadores tem prognosticado em diferentes variantes colocaria na ordem do dia a questão de controle coletivo de Meca e Medina a ser exercido pelos principais países islâmicos. Por isso as “ambições neo-onomanas” de Ancara não são ilusórias de mais. É pouco provável que a liquidação das bases norte-americanas na região possa aliviar a situação de Riade e de outras capitais, o contrário seria mais viável. Ganharia um novo dinamismo a questão do futuro do islão, de sua modernuzação na vanguarda da qual poderiam estar a “Irmandade Muçulmana”, a Turquia e o Catar. Na província Oriental do RAS vivem xiitas, - o Golfo Pérsico será um “mar xiita”? Logo será destruido o sistema estrturado da poítica regional. A necessidade de transforma-ló mais sedo  ou mais tarde é uma outra questão. No entanto é claro que o Ocidente perdeu completamente o periodo de tempo depois do término da Guerra Fria no que diz reapeito a uma  transformação positiva da região: os EUA simplesmente tinham  “encomendado a música” nas fileiras do Ocidente ao mesmo tempo fazendo com que o “quarteto” dos intermediários no Oriente Médio tivesse feito nada.  

Quanto aos interesses de Israel como sua elite os vé, - foi feita uma aposta na aliança não formal  com o RAS contra o Irão e agora está em perspetiva uma solidão estratégica na região. O Hizbollah que esta combatento (a participação na guerra real na Síria com milhares de casualidades) – isso seria um tanto mais sério do que foi em 2006. As armas convecionais cada vez mais parecem os ADM quanto a sua força destrutiva e precisão. Os EUA nunca vão combater na região ao lado de Israel limitando-se com o  apoio finaceiro, fornecimento de armas e de tecnologias militares. É isso mesmo que torna as simpatias com Israel nos EUA relativamente baratas. 

É claro que Israel possa apoiar-se na diplomacia da Rússia. Mas a diplomacia é uma arte de possibilidades e finalmente pode ser, que a única coisa que Moscou possa fazer para Israel seria a evacuaçao dos naturais do território da antiga União Soviética e seus descendentes. O desenvolvimento mundial simplesmente acabou de entrar uma faze quando temos de pensar das coisas an teriormente inconcebíveis. Aquilo que conseguimos alcançar na Síria de-se apenas graças à vontade de uma pessoa que terá analizado corretamente uma situação complicadíssima com seus riscos e possibilidades; uma pessoa que tem senso de moderação: - uma propriedadade da nossa cultura, mas não da norte-americana/ocidental. Perseguimosobjetivoslimitadosealcançamo-lôs. Nãosomosdeuses. Nosso êxito brilhante foi graças à ausência de qualquer “plano de saida” separado: isso foi uma parte orgánica da estratégia de vitória que determinava por completo o nosso modo de operar desde o início e até o fim. Seja como for, teremos que estar na Síria por um prazo bastante longo, mas os EUA tem uma intenção clara de criar obstáculos para nos, já na qualidade de spoilers e isso vai agravar a situação de Israel gerando experanças exageradas e ilusões perigosas. O mais importante é que a Rússia está presente na região por necessidade:  de maneira alguma somos seus “donos”, como os meios de comunicação social do Ocidente procuram nos pintar operando com as categorias da sua cultura política; não temos planos de controla-lá,  como os norte-americanos tinham feito por meio de seu “cuidado estratégico” dela.

Fariam bem para Israel boas relações com Ancara, mas é o próprio Israel que poderia salvar a situação oferecendo, em particular, um projeto realista da paz  com os árabes fazendo isso logo, por enquanto existem os para quem se pode fazer sugestões e com quem se pode negociar. Parece que a administração de Donald Trump não tem quaisquer coisas sérias no que respeita a isso.  Além de mais, temos que levar em conta que garantias internacionais e forças que  manteriam a segurança de Israel sejam necessárias em quaisquer circumstâncias. Não vale a pena agravar a situação ao extremo e torna-lá irreparável. Em qualquer caso são as autoridades israeleitas que devem tomar uma decisão – ninguém e nada excepto às circumstâncias será capaz de impôr-lhes decisões necessárias. 

Fomento da modermização da região seria nos interesses de Israel que deve aprender algo com a experiência de apoio dos projetos falidos norte-americanos, cada um dos quais finalmente causosu dano aos interesses da segurança do país como os são formulados pela proópria elite israelita. Basta lembrar que a guerra no Iraque foi justificada com o slogan “O caminho para Jerusalém vai através de Bagdá” (mais tarde – “através de Damasco”?). Agora, quando Washington com sua “lembrança de despedida” a Israel bate com porta desfazendo-se da responsabilidade pelos destinos do Oriente Média, está na hora dar uma nova avaliação à situação adotando decisãoes que garantam a duradoura sobrivivência de Israel no novo amdiente regional.  

Em geral trata-se de  uma manifestação particular do encerramento de fato do projeto do Ocidente com seus fundadores e propriétarios beneficiais principais – os anglo-saxões. O “chapéu” do império simplesmente tornou-se pesado de mais.  Assim recusaram-se até da criação de duas “fortalezas” na forma da Prceria Transpacífica e da Parceria Comercial e de Investimentos Transatlántica: seria bom abrandar o golpe, mas já não tem tempo para isso. Os britânicos, inclusive uma parte considerável do establishment conservadorista, foram os primeiros que deram conta da situação graças à sua experiância, quando após a humilhante empreendimendo de Suez os restos do Império Britânico serviram de material de construçao para o império global dos EUA. Agoraestetambémestá desmoronando, mas é o último, - nãohaverá outro, - etemquesesalvarumporum. Por isso, sob o lema da “Bretanha global”, Londres optou pela diplomacia de muitos vetores à maneira russa e ao free trading à maneira do existente no século XIX. É  de supôr que este assunto seja abordado nas negociações de coligação de Martin Shultz com Angela Merkel: não há necessidade de provar si próprio como o líder do Ocidente, sendo isso uma coisa ilusória, mas salvar a zona de euro – isso é uma tarefa imediata ainda que seja melhor, se o projeto europeu na sua forma atual de fato sofreu um malogro (os alemães não tem vontade de pagar pelo prosseguimento da integração) tomar a iniciativa começando um trabalho sério com vista à criação de uma Europa Grande.

Comentando a queda de Paris (e da França) em junho de 1940 Anna Akhmátova disse: “Nas funerais de uma êpoca Não cantam salmos tumulares, São urtiga e bordana Que a irão adornar”.  Desta vez tem muito falatório, - o de sanções que vem de Washington e a retórica antirussa que vem de Londres.  Mas o essencial permanece o mesmo: aliados e amigos devem ficar nas tricheiras, enquanto os coveiros “trabalham com audácia”. Eaervatambém é adasuapreferência. O navio abriu água, - não vale a pena esperar que os porões estejam inundados. E a decisão sobre Jerusalém não resta quaisquer dúvidas, - além do mais não apenas no seio dos aliados árabes dos EUA,- no que respeita ao essencial daquilo que está acontecendo. 

 

 

O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, esteve em Moscou na semana passada. A visita foi precedida por dois anos de preparação e não foi a culpa da parte recipiente, a russa, que a chegada do monarca tinha sido adiada. A imprensa da Arábia Saudita estava referindo-se à visita como a “histórica” afirmando que a visita “deve pôr os pontos sobre “i” nas questões políticas, econômicas e estratégicas que dizem respeito ao problema sírio, ao mercado do petróleo e também à aproximação militar da Rússia e da Arábia Saudita e à cooperação na esfera da energia nuclear. (cit. inosmi.ru). Os observadores russos, via da regra, estavam dando avaliações mais reservadas.

Gostariamos de lembrar que as relações diplomáticas entre os dois países foram restabelecidas em 1991, mas a aproximação real começõu no início dos anos 2000, depois da reconciliação na Chechênia. Desde então as partes de vez em quando vocalizaram a intenção de elevar o nível da interação,  mas praticamente limitaram-se apenas com as declarações.

Aliás em uma das direções tem um resultado positivo patente: o Pacto Global de redução da extração do petróleo que ultimamente se torna cada vez mais barato foi concluido em grande medida graças aos esforços de Moscou e de Riade.   Nisso tivemos a coincidência incondicional dos interesses. Não é de duvidar, que segundo os resultados das conversações de Moscou as partes sem entrar em detalhes declararam a prontidão para  prorogar os entendimentos existentes no âmbito do Pacto “se isso for necessário”.  

Além disso foram assinados vários entendimentos na esfera econômica: da cooperação no domínio da energia nuclear, das tecnologias altas, da refinação do petróleo, do transporte, das finanças inclusive, em particular, um entendimento entre a Fundação de Investimentos Diretos da Russia e a Fundação Soberana da Arábia Saudita. Ainda que não devemos esquecer que no Orienete a assinatura de entendimentos significa mais a manifestação de intenções do cumprimento de que foi acordado do que o compromisso de cumpri-lô.    .

Uma repercussão grande tiveram os contratos, memorandos e “acordos preliminares” da cooperação na esfera técnico-militar: trtava-se do fornecimento  de sistemas anti-tanque, de lança-granadas, de construção de uma empresa de armas pequenas na Arábia Saudita – 3,5 bilhões de dólares no total. E, o mais importante, - o entendimento de venda dos sistemas de mísseis S-400 “Triumf” que já se tornaram famosos. Aliás, segundo disse o chefe da “Rosstekh”, Serguei Tchemezov, “os sauditos colocaram a condição que o contrato entrará em vigor se lhes for entregue uma parte de tecnologias e iniciada a produção no territorio do reino”. Mas ainda é duvidoso, se a Rússia vai aceder com isso. Além disso, segundo disse o mesmo Serguei Tchemezov, “cinco anos atrás assinámos contratos com o valor de 20 bilhões de dólares, mas afinal tudo se limitou com as intenções. Nos tempos de então Riade comprou nada. Na realidade os sauditos aspenas brincaram conosco dizendo: deixem de vender os sistemas antiaéreos S-300 ao Irão e ebtão vamos adquirir seus armamentos – carros blindados e outro material”. 0 Ирану, и мы будем брать ваше оружие — танки и другую технику». (https://lenta.ru/news/2017/07/10/saudi/)

Ainda não há motivos para julgar que este jogo acabou. As forças armadas sauditas têm em seu dispor os armamentos mais modernos norte-americanos, btitânicos e franceses. O rearmanento não teria senso, tanto mais os sauditas acabaram de assinar com Donald Trump um contrato-recorde do fornecimento de armas que custam mais de 100 bilhões de dólares. Também não têm motivos para fazer alguma coisa “em prejuizo” do Ocidente, como o fez a Turquia, - as relações entre Riade por um lado e Washington e Bruxelas por outro apesar de não serem ideais (isso simplesmente seria impossível), são  plenamente as “de parceria estratégica”.    

É provável que existe uma outra razão. Infelizmente no Médio Oriente esta ganhando envergadura uma nova rodada da oposição confessional entre os sunitas e xiitas personificados pela Arábia Saudita e pelo Irão respetivamente, sendo que hoje é o Irão que apoderou-se da iniciativa promovendo sua influência na Síria, no Iraque, Iémen, Líbano (através do Hizbollah) e até na região do Golfo Pérsico – no Catar do qual nada gostam os visinhos. A propósito, ao lado do Catar encontra-se Bahrein que é em grande parte xiita e também no Reino Saudito existe uma população xiita bastante numerosa.

Levando en consideração as críticas múltiplas do Teerão proferidas em público pelo rei saudito em Moscou restam poucas dúvidas de que o tema iraniano fosse um dos principais na parte da agenda das coversações dedicada à política  externa. A questão, digamos, já está madura: pressionados pelas tropas  sírias, iranianas e russas e também pelas forças controladas por Teerão e Ancara, os grupos pro-sauditos perdem suas posições cada vez mais rapidamente e a influência que tem o Reino na região está diminuindo. É provável por isso que a posição de Riade seja motivada por uma intenção destas: “Poderiamos comprar suas armas, mas só não as vendem ao Irão”. Apesar de algumas dificuldades econômicas dos últimos tempos a dinastia governante é capaz de  investir uns bilhões de dólares em “ferro” somente para que o adversário não o adquira.  Além de dinheiro também existem dividendos políticos, isto é, novas oportunidades de contatos com os países da região. Não foi por acaso que nas vésperas da visita as média sauditas sublinharam mais de uma vez que o melhoramento das relações  entre Riade e Moscou teria uma influência benévola para as relações da última com muitos países da região.

Além disso, também é claro que quaisquer entendimentos sobre a Síria serão difíceis de pôr em prática e prenhes de novos conflitos se não forem apoiados pelas monarquias do Golfo Pérsico (i.e. pela Arábia Saudita). Por isso o próprio fato de chegada do “guardião dos Lugares Santos” à Rússia tem uma importância extraordinária  testemunhando que até Riad  terá reconhecido o nosso país um jogador importante no Oriente Médio e abrindo para Moscou, como é costume dizer agora, um novo campo de oportunidades. A Rússia poderia tentar ser o intermediário na solução do conflito entre a Arábia Saudita e o Irão. Uma missão destas não ofenderia nem um, nem outro dos dois  países sendo que no Oriente negociadores gozam de respeito e se uma tal missão tiver sucesso, isso seria para o bem de todos.

Uma confirmação de que a Rússia possa reclamar este papel para si foi a declaração do redator-chefe do diário saudito “Arab News”, Faizal J. Abbas: “Não podemos deixar de ignorar o fato de a Russia ter se tornado um dos jogadores-chaves no Oriente Médio, em particular, graças à doutrina de Obama que fez com que o papel dos EUA na região pôs-se a diminuir-se, e a Rússia com seu poderio financeiro e militar entrou nesta equação”.

 

https://regnum.ru/news/polit/2331366.html

 

 

Já não é pelo primeiro ano que os peritos europeus e norte-americanos estão preocupados com as posições da China na Europa Central e do Leste que continuam consolidando-se. Em setembro deste ano o antigo vice-conselheiro para a segurança nacional do presidente George Walker Bush,  Mark Pfifle, notou na mensal “The National Interest” que “a China tem aumentado consideravelmente sua força militar e econômica [alí]  ”. Segundo disse o autor, “está em jogo a região de importância vital da qual os EUA dependem no plano do comércio e do apoio geopolítico, a qual serve de um tampão separando os EUA da Rússia e da China simultaneamente”[i]. Aquepontotaisreceiospodemsersérios?

Uma análise da situação real e das publicações de outros peritos do Ocidente mostram que o aumento da atividade política e econômica da China na Europa do Leste e Central realmente está entrando em contradição com os interesses geopolíticos e econômicos dos EUA. Os peritos ocidentais consideram como a maior ameaça a apresentada por Beijing no anos 2010 a inciativa  “o Sinturão e a Rota da Seda” com o oficialmente proclamado objetivo de “busca, formação e promoção de um novo modelo da cooperação internacional” à base dos princípios de “vantagem para todos os participantes”. Não obstante segundo os dados do Instituto Noroeguês das Relações Internacionais na China já estão sendo travadas discussões políticas que dizem respeito ao caráter de prioridades reais do projeto: a economia (“de maneira como isso é apresentado ao Ocidente”) ou a realização de tarefas políticas no domínio da segurança nacional e também a garantia de mudanças na esfera do direito internacional, vantajosas para a RPC. Está sendo comunicado que um grupo de “peritos chineses influentes” têm a convicção de a iniciativa “O Sinturão e a Rota da Seda” ter como o objetivo principal de longo prazo a intenção de transformar a ordem mundial existente que se baseia nos princípios do chamado “Consenso de Washington”. [ii].

AlémdissonaopiniãodemutitosobservadoreseuropeuseamericanosaestrategiadapolíticaexternapelaqualBeijingoptaemrelação à EuropapraticamentefavoreceacisãodaUniãoEuropeia. Este ponto de vista é compartilhada em particular em Berlim. O ministro das relações exteriores da RFA, Sígmar Gabriel, numa intervenção feita em setembro último em Paris declarou que os projetos de investimento promovidos por Beijin numa série dos paises do Sul e do Leste da Europa visam, entre outros objetivos, minar o consenso que os países da UE têm na política externa. O chefe da diplomacia alemã fez lembrar em particular de a Grécia bloquear a resoluçãso da UE sobre a violação dos direitos humanos  na RPC tendo recebido os investimentos chineses de muitos milhões.  Um outro exemplo foi a mudança da atitude da União Europeia para com a recusa de Beijing a aceitar a decisão da Câmara Permanente  da Tribunal de Arbitragem de Haia que não terá confirmado como pertencentes à China algumas ilhas em disputa no Mar da China Meridional. A posição da UE foi moderada por causa de exigências por parte de alguns países-membros interessados no aproveitamento do capital chinês. [iii].

A China começou formando sua esfera de influência na Europa em 2012 com o anúncio do programa de interação financeira e econômica com uma dúzia e meia de países da Europa Central e do Leste e dos Balcãs que ostenta o nome de “16+1”[iv]. As promessas de bilhões de investimentos parecem especialmente atraentes para os países que têm medo de ficar na periferia da ordem do dia da CE ou tornar-se dominados pelos seus membros principais, tais como a Alemanha e,  um poco menos, - a França. Na opinião dos peritos ocidentais a prática real da unteração diz que a fórmula “16+1” seria mais um formato conveniente de estabelecimento das relações bilaterais entre Beijing e os países europeus que na opinião da China formam um “elo fraco” da UE, ou seria uma “poterna” para a penetração na esfera de influência da Comunidade Europeia. Consórcios e companhias chinesas que às vezes têm estreitas relações com o estado procuram “dominar” os setores e nichos do mercado da maior perspectiva e também trazer o maior número possível de especialistas e trabalhores da China para os países-recipientes.  Estessãoosreceiosdosperitosocidentais.

É de notar que apenas uns dez anos atrás a tática semelhante de manipulações com a Europa através de relações bilaterais “especiais” com um grupo de países do centro e do leste da Europa tinha sido aproveitada pelo então ministro  da defesa dos EUA, Donald Ramsfeld. Hoje, à luz do apoio que o atual dono da Casa Branca  demonstrou em relação à “Iniciativa dos Três Mares” apresentada  pela Polónia e Croátia[v], a Europa tem receios crescentes de que talvez se tivesse iniciado uma “corrida pela liderança” norte-americana e chinesa no campo de retardamento (e até uma possível volta para trás de 180 graus) do prcesso da integração europeia.

Entretanto, como dizem os opositores de Donald Trump em Washington, a atual ordem mundial “criada pelos EUA depois da Segunda Guerra Mundial” traz vantajens à América do Norte, e os estreitos laços da solidariedade atlántica são uma das bases do poderio global dos EUA. Deste modo, destaca  Kori Schake cientista do Instituto Hoover, “estes europeus maçantes” são não apenas uma garantia da manutenção da ordem mundial com os EUA à cabeça, mas também um elemento importante de seu desenvolvimento e consolidação. “Aproveitaremos de sua assistência para fazer frente aos desafios por parte da Rússia, que estão ganhando força no Oriente Médio, e também  - à China que está levantando-se (caso esta última realmente chegar a ser uma potência mundial)”.   

Afinal, a política externa dos EUA na Europa já está defrontando-se com a crescente rivalidade global com a China. Na opinião de um grupo grande de observadores norte-americanos o aumento da rivalidade entre os EUA e a RPC “automaticamente” poderia obrigar Washington a reduzir seus compromissos eurupeus no domínio da defesa. Em tal caso o enfraquecimento dos laços atlánticos se tornaria praticamente inevitável. A diminuição do papel dos EUA na Europa em geral e nas suas regiões do leste em particular se tornaria uma realidade objetiva[vi].  

Quanto à compertição de Washington e Beijing  do caráter puramente econômico esta também terá adquirido os traços estratégicos. Um fortalecimento “descontrolado” da China (na terminologia dos peritos ocidentais) poderia minar as posições econômicas dos EUA na Eurásia - as mais importantes para os negócios norte-americanos nesta região – através de um desalojamento direto de conpanhias norte-americanas dos mercados da Europa e da Ásia. A base diss, na sua opinião, estará “A Rota da Seda” – um dos elementos da estratégia “A Sinturão e a Rota da Seda”, um projeto multilateral que possa fazer com que sejam disponíveis a Bijing os corredores transcontinentais de transporte  com a capacidade de estrada praticamente ilimitada e que não dependem da vontade estratégica de Washington. 

Na Europa, diz o diário francês “Liberacion”, a China, além da rivalidade estratégica com os EUA, procura obter acesso aos mercados, “know-how” e às tecnologias com o objetivo colocado de superar a maior potência econômica no mundo. O sonho de um “grande mercado chinês”  que se reflete no programa de “novas rotas da seda” promete novas oportunidades comerciais que  servem de uma isca para as companhias e os países que às vezes estão dispostos a cooperar menosprezando consequências negativas  possíveis numa perspetiva de longo parzo [vii].

Prometendo investimentos generosos aos países no leste europeu “a China exige um controle do capital e o operacional”, - faz lembrar o mencionado Marc Pfifle; Isso asseguraria a Beijing um cotrole total de uma infraestrutura de importância vital, “o que lhe dá uma alavanca da influência comparável só à de Moscou nos tempos da Guerra Fria”. “A China aproveita a oposição da Rússia com os EUA para apoderar-se das partes vitais da infraestrutura energética e dirigi-lás”. Graças a  esta tática a China já tem na sua disposição “o sinturão energético” que se estende do Mar Báltico até o Mar Negro: sob a direção da China estão de fato as partes vitais da infraestrutura da Bulgária, Chéquia, Polónia, Roménia e Espováquia[viii].

Também em Bruxelas cresce a inquietação com a insistência dos invesidores chineses. Nos meados de setembro o diário alemão “ Sueddeutsche Zeitung” informou de um documento que acabou de ser preparado pela Comissão Europeia o qual contem vários receios por causa de “investimentos diretos do exterior”. Segundo à informação na disposição do diário trata-se antes de tudo do capital chinês. São a Alemanha, a França e a Itália que expressam a maior inquietação desejando que as regras existentes nesta esfera sejam mais rigorosas[ix], informa o diário. No entanto, diz-se em conclusão, muitos países da UE têm medo de espantar companhias chinesas tratando as como investidores desejados.  .

A região da Europa Central e do Leste historicamente é uma esfera dos interesses vitais da Rússia. Um aumento potencial da rivalidade entre Washington e Beijing poderia ser um sério desafio às posições de Moscou nesta região. Simultaneamente a Rússia teria novas oportunidades: de representar o papel de um intermediário-balanceiro nos assuntos europeus. A pesquisadora russa, Marina Bussyguina, nota que a possibilidade “de uma mudança radical do dinamismo nas relações com a União Europeia” ainda existe, e “o pensamento de que seja necessário procurar uma saida do impasse nas relações com a Rússia fora  do roteiro de uma contenção rigorosa continua existindo na mentalidade das elites europeias”[x].

 


[i]Traduçãhttps://www.inopressa.ru/article/25Sep2017/nationalinteres/china.html

[ii] William A. Callahan, China’s Belt and Road Initiative and the New Eurasian Order \ Norwegian Institute of International Affairs, Policy Brief, 222016 \ https://brage.bibsys.no/xmlui/handle/11250/2401876

[iii] http://en.europeonline-magazine.eu/german-foreign-minister-warns-euagainst-divisive-chinese-tactics_574948.html

[iv] O grupo compreende 11 países da UE: a Bulgária, Croátia, Chéquia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituánia, Polónia, Rómenia, Eslováquia e Eslovénia. E também 5 países  balcânicos: a Albánia, Bósnia e  Herzegovina, Macedónia, o Montenegro e a Sérvia. 

[v] Como o objetivo principal da “Iniciativa” foi declarada a intenção de alargar e divercificar os corredores de transporte e as relações econômicas na região entre o Mar Báltico e o Mar Negro. No entanto na opinião de alguns oservadores isso é nada mais do que uma nova redação da ideia de «Intermarium» apresentada por Józef Piłsudski depois da Primeira Guerra Mundial com vista a prevenir que a Rússia ou a Alemanha dominassem na Europa Central e do Leste.

[vi] Responding to China's Rise: US and EU Strategies \ Vinod K. Aggarwal, Sara A. Newland Ed., Switzerland, 2015.

[vii] https://www.inopressa.ru/article/27Sep2017/liberation/chine.html

[viii] https://www.inopressa.ru/article/25Sep2017/nationalinteres/china.html

[ix] https://www.inopressa.ru/article/14Sep2017/sueddeutsche/chinese.html

 

[x] http://carnegie.ru/commentary/73156

 

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 12.12.2017

 

Explosão em usina de gás natural na Áustria mata 1 e fere 18

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/12/2017 09:42:00

Uma pessoa morreu e 18 ficaram feridas, nesta terça-feira, após a explosão em uma usina de gás natural perto da fronteira com a Eslováquia, segundo autoridades. O número de vítimas foi confirmado por Sonja Keller, da delegacia regional da Cruz Vermelha.

Dois helicópteros foram ao local, segundo a agência de notícias Austria Press. A explosão provocou um incêndio, que segundo a operadora Gas Connect foi controlado até o meio da manhã. O local foi fechado, informou o porta-voz da companhia, Armin Teichert.

A situação "está sob controle", segundo a polícia. A explosão foi atribuída a uma "causa técnica", não especificada, e as autoridades investigam o episódio.

A Gas Connect descreve a fábrica de Baumgarten, onde se conectam vários gasodutos e se comprime gás procedente da Rússia, da Noruega e de outros países, como "um dos núcleos mais significativos para fornecedores europeus de gás". Fonte: Associated Press.

Israel estimula países europeus a transferir embaixadas para Jerusalém

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/12/2017 11:40:15

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sugeriu hoje (11) aos países da União Europeia (UE) que transfiram suas embaixadas de Tel Aviv para Jerusalém, como anunciaram os Estados Unidos, reconhecendo essa cidade como capital do Estado de Israel.

"Acredito que todos ou a maior parte dos países europeus transferirão suas embaixadas para Jerusalém, reconhecerão que é a capital de Israel e se envolverão de forma robusta conosco em matéria de segurança, prosperidade e paz", destacou Netanyahu em um pronunciamento à imprensa, em Bruxelas, junto com a alta representante da UE para Política Exterior, Federica Mogherini.

Netanyahu pediu também que se espere para conhecer a futura proposta do governo americano para a paz no Oriente Médio.

Jerusalém

Acredito que deveríamos dar uma oportunidade à paz, ver o que se apresenta e ver se podemos avançar na paz", comentou, para depois ressaltar que a paz deve "começar por um lugar: reconhecer o Estado judeu (...) Os palestinos devem reconhecê-lo, e o fato de que Jerusalém é a sua capital".

O primeiro-ministro israelense garantiu ainda que seu país "estendeu sua mão à paz com seus vizinhos palestinos durante cem anos".

"Fomos atacados constantemente, não por um ou outro pedaço de território, mas por qualquer território que fosse um Estado, uma nação-estado para o povo judeu", opinou.

"Em qualquer fronteira, isto foi rejeitado pelos nossos vizinhos. E isto é o que levou ao conflito e o que o continua", disse Netanyahu, em referência à "negação contínua dos palestinos ao direito de Israel de existir como um Estado judeu, e a negação da nossa história".

O premiê israelense também frisou que "durante três mil anos Jerusalém foi a capital do povo judeu, desde os tempos do rei Davi", e que, mesmo quando os judeus viviam nos guetos europeus, "nunca perderam sua conexão" com a Cidade Santa.

Conexão

Netanyahu lamentou que a Organização das Nações Unidas e a Unesco "neguem essa conexão" e "a verdade histórica de que Jerusalém foi a capital de Israel durante os últimos 70 anos".

"O que o presidente Trump fez é pôr claramente os fatos sobre a mesa. A paz se baseia na realidade, em reconhecer a realidade. E acho que o fato de que Jerusalém é a capital de Israel é claramente evidente para todos os que visitam Israel", considerou. Para Netanyahu, esta questão "não impede a paz".

Por sua parte, a União Europeia sustenta que se deve buscar uma solução negociada à crise no Oriente Médio com a convivência de dois Estados, o israelense e o palestino, e que Jerusalém deve ser capital de ambos a fim de satisfazer as aspirações das duas partes.

Europa registra maior número de novos casos de HIV desde 1980

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/12/2017 15:36:30

Neste 1º de dezembro, quando as Nações Unidas marcam o Dia Mundial de Combate à Aids, os dados recém-divulgados da enfermidade no continente europeu preocupam. Em 2016, mais de 160 mil pessoas foram diagnosticadas com o vírus da Aids na Europa, Esse é o maior número de pessoas recém-diagnosticadas com a doença no continente em um ano, desde que o registro de casos de HIV começou na década de 1980.

De acordo com a OMS, a Europa é a única região do mundo onde o número de novas infecções por HIV está aumentando. E as pesquisas revelam uma tendência preocupante: mais da metade (51%) dos diagnósticos ocorreram em um estágio tardio da infecção.

Na Europa, os números seguem a tendência da última década. A maioria (quase 80%) das pessoas recém-diagnosticadas eram da parte oriental da região, 17% da parte ocidental e 4% da parte central. Isso contribui para estimar que existam 2,4 milhões de pessoas vivendo com HIV na Europa, entre as quais mais de um quarto não têm conhecimento da infecção.

"A epidemia de HIV continua a aumentar a um ritmo alarmante na Europa, principalmente na parte oriental, que é o lar de quase 80% dos 160 mil novos diagnósticos de HIV. Este é o maior número de novos casos já registrados em um ano. Se essa tendência persistir, não seremos capazes de alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de acabar com a epidemia de HIV até 2030 ", adverte a Dra. Zsuzsanna Jakab, Diretora Regional da OMS para a Europa.

Diagnóstico tardio

Os dados de 2016, publicados esta semana pela Organização Mundial de Saúde, mostram que na Europa a proporção de pessoas com diagnóstico tardio está aumentando. Em toda a região, 65% de pessoas com idade igual ou superior a 50 anos foram diagnosticados tardiamente.

Segundo a OMS, especialmente neste grupo etário mais velho, os serviços de saúde na comunidade desempenham um papel vital no fornecimento de oportunidades para o diagnóstico precoce. O teste de HIV com base em condições de saúde específicas, como outras infecções sexualmente transmissíveis, hepatite viral, tuberculose ou certos tipos de câncer, também pode levar a um melhor diagnóstico.

De acordo com Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), as pessoas levam cerca de três anos a partir do momento da infecção, até serem diagnosticadas. “Isso resulta em piores resultados de saúde a longo prazo para muitas pessoas que são diagnosticadas com atraso e também aumentam o risco de transmissão futura do HIV", afirmou.

Ao longo da última década, a idade média no momento de detecção do HIV aumentou de 35 anos em 2007 para 37 anos em 2016. Para reduzir o número de futuras infecções, a Europa precisa se concentrar em três áreas principais, segundo a OMS e o ECDC. A primeira é priorizar medidas de prevenção efetivas e abrangentes, como a conscientização, a promoção do sexo seguro e o fornecimento de programas de troca de seringas e profilaxia pré-exposição para o HIV.

A segunda medida é fornecer serviços eficientes de aconselhamento e testes do HIV, incluindo serviços de diagnóstico rápido, testes comunitários de HIV e auto-teste do HIV. E a terceira medida é garantir o acesso rápido a tratamento e cuidados de qualidade para aqueles diagnosticados.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é importante porque permite que as pessoas iniciem o tratamento mais cedo, o que aumenta suas chances de viver uma vida mais longa e saudável. Além disso, o tratamento precoce reduz o risco de transmissão do vírus, pois resulta em uma carga viral indetectável (ou seja, o vírus não pode mais ser transmitido para outros), além de reduzir a probabilidade de o paciente desenvolver a doença.

Muitos não sabem, mas ser portador do vírus HIV e ter Aids são duas coisas diferentes. O vírus é o causador da Aids, mas isso não significa que todas as pessoas que têm o vírus vão desenvolver a doença. Para evitar que a Aids se desenvolva, é necessário fazer o tratamento adequado, que pode deixar o paciente com uma carga viral indetectável e, assim, o vírus se torna intransmissível na relação sexual, desde que não existam outros fatores que aumentem o risco de transmissão, como, por exemplo, ter sífilis, o que causa lesões que aumentam o risco de contaminação.

Europa em números

Os países europeus com as maiores taxas de novos diagnósticos de HIV em 2016 foram a Letônia (18,5 por 100 mil habitantes; 365 casos), a Estônia (17,4 por 100 mil habitantes; 229 casos) e Malta (14,5 por 100 mil habitantes; 63 casos). As taxas mais baixas foram registradas na Eslováquia (1,6 por 100 mil habitantes; 87 casos) e na Hungria (2,3 por 100 mil habitantes; 228 casos).

A taxa de novos diagnósticos de HIV foi maior entre os homens (8,9 por 100 mil habitantes) do que entre as mulheres (2,6 por 100 mil habitantes).

A taxa europeia é de 18,2 novos casos de HIV a cada 100 mil habitantes. A grande maioria dos novos casos (80%) foram diagnosticados no leste europeu, com uma taxa crescente de 50,2 a cada 100 mil habitantes, enquanto 17% foram diagnosticados no oeste com uma taxa de 6,2 por 100 mil habitantes, e 4% no centro com uma taxa de 2,9 por 100 mil habitantes. A Rússia e a Ucrânia continuaram a ter uma grande influência na contaminação por HIV na Europa em 2016, contribuindo com 73% dos recém-diagnosticados na região e 92% no leste.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 12.12.2017

Para deputado russo, tentativas de impor sanções fazem mundo retroceder 50 ou 60 anos

Nos dias 9 e 10 de dezembro a capital argentina sediou a Conferência Parlamentária da Organização Mundial de Comércio (OMC). A Sputnik Mundo falou com o deputado russo da Duma de Estado, Sergei Gavrilov, para saber da posição da Rússia na organização e das possibilidades que esta pode dar à economia russa.

A Rússia é um dos países mais novos na composição da OMC, em 2017 sua participação cumpriu apenas cinco anos. Ao comentar o significado do ingresso da Rússia na organização, Gavrilov destacou em uma entrevista à Sputnik Mundo que o país ainda está "no período de transição para adotar as leis e normas aduaneiras e reforçar os setores da economia que vão ter maior concorrência nos mercados globais", especialmente a indústria.

O deputado enfatizou que a OMC não é capaz de garantir os direitos de seus participantes em condições de aumento das sanções dos EUA, Austrália, Canadá e União Europeia contra Rússia. Essas restrições, segundo Gavrilov, limitam as possibilidades do país no desenvolvimento de setores de alta tecnologia, transporte de recursos energéticos e acesso ao mercado de capitais e empréstimos, o que cria obstáculos a que a economia russa integre a economia mundial.

No entanto, o político sublinhou que o país "resistiu bem" a estas sanções e expressou a esperança que a UE reduza as sanções. "Não há razões para isto, já que Rússia não é parte do conflito ucraniano e a reunificação da Crimeia ocorreu de maneira totalmente legal", afirmou Gavrilov apontando o fato de a península atrair muitos investidores estrangeiros.

"Não é possível no mundo atual, a dominação de um país no terreno econômico ou político, onde as tentativas de dominação são uma restauração do colonialismo. A tentativa de impor sanções faz o mundo retroceder 50 ou 60 anos", acrescentou.

Como exemplo, o deputado mencionou a situação da Síria e Líbia, "vítimas de agressão estrangeira", e o apoio direto ou indireto dos Estados Unidos às oposições armadas e terroristas que levou à destruição da economia desses países, à miséria e ao fluxo de milhões de imigrantes para a Europa.

Por isso, para Gavrilov, "a igualdade no comércio mundial e o apoio aos países em desenvolvimento é impossível sem fortalecer o direito internacional e a igualdade".

O deputado considerou muito importante o fortalecimento das relações com a Argentina no âmbito da cúpula da OMC e da cúpula do G20 em 2018 em Buenos Aires, a possível visita do presidente Mauricio Macri à Rússia durante a Copa 2018 e a colaboração da Rússia na busca do submarino ARA San Juan, assim como o crescimento das relações comerciais.

Falando da OMC, o deputado frisou que a participação desta organização é mais benéfica para os países mais desenvolvidos e não tanto para os menos desenvolvidos, porque "remover todas as barreiras abafa o desenvolvimento da indústria", já que as transnacionais são mais competitivas.

Quanto ao possível acordo entre o Mercosul e a União Europeia, Gavrilov considerou necessário "ter em conta as consequências que podem ser negativas para a indústria e a agricultura" dos países latino-americanos, já que o principal para o deputado é que cada governo coloque os interesses de seu povo em primeiro lugar.

"Eu não sou partidário de um forte protecionismo, há que diminuir as barreiras alfandegárias, mas isso não pode levar à destruição das economias, o que leva ao desemprego, à miséria, ao aumento dos conflitos e ao terrorismo. O futuro do comércio mundial deve ter em conta a igualdade, as especificidades de cada país, e não a destruição das economias em nome dos interesses das transnacionais", concluiu.

Rússia desarticula plano de ataque em festas de fim de ano

Grupo também planejava ataques durante as eleições de 2018

Agência ANSA

 

O serviço de Inteligência da Rússia (FSB) informou nesta terça-feira (12) que desmantelou um grupo terrorista que planejava realizar ataques em pontos sensíveis durante as festas de fim de ano.

De acordo com o diretor da entidade, Alexander Bortnikov, a organização era composta por pessoas originárias da "Ásia central" e previa ataques kamikazes em locais que recebessem uma grande quantidade de pessoas.

Além disso, eles tinham planos para fazer atentados durante as eleições presidenciais, que serão organizadas em março de 2018.

Apesar de não precisar a quantidade de pessoas detidas, Bortnikov informou que uma grande quantidade de armamentos e de materiais para a produção de bombas caseiras foram apreendidos.

Tripulantes de submarino morreram em explosão, diz relatório

Jornal argentino obteve documento emitido pelos Estados Unidos

Agência ANSA

 

Os 44 tripulantes do submarino ARA San Juan, que desapareceu no dia 15 de novembro, morreram em uma explosão na embarcação, revelou um relatório preparado pelos Estados Unidos e publicado pelo jornal "La Nación" na noite da última segunda-feira (11).

De acordo com os dados obtidos pelos norte-americanos, que foram os primeiros a notificar sobre uma explosão na área de buscas, todos morreram imediatamente por conta da liberação de uma energia similar a 5,7 toneladas de explosivos a 380 metros de profundidade.

O documento foi criado pelo Escritório de Inteligência Naval, ligada à Marinha do país, e foi repassado para as autoridades argentinas. Segundo o "La Nación", os militares locais afirmaram que o relatório "apresenta um indício a mais", mas não confirmaram as informações.

O ARA San Juan fez uma série de comunicações com a Marinha Militar argentina no dia de seu desaparecimento, sendo a última cerca de duas horas antes dos norte-americanos detectaram um "evento similar a uma explosão" na rota do equipamento. Em duas delas, os tripulantes relataram falhas nas baterias e um "princípio de incêndio" dentro do submarino.

O sumiço do submarino ocorreu enquanto ele navegava pelo Golfo de São Jorge após uma missão em Ushuaia. Apesar de já ter reconhecido a morte dos tripulantes, o governo argentino mantém as operações de busca para localizar os destroços do submarino como forma de "manter sua promessa" às famílias das vítimas. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 12.12.2017

 

Puigdemont diz que só regressa a Espanha se ganhar as eleições

 

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Líder catalão destituíido acredita que que nessas circunstâncias não será preso.

O presidente do governo da Catalunha destituído, que fugiu da justiça espanhola para Bruxelas, admitiu hoje regressar a Espanha caso seja reeleito nas eleições de 21 de dezembro, por considerar que nessas circunstâncias não será preso.

Carles Puigdemont, cabeça de lista da plataforma Junts pel Catalunya (JxCat), acredita que se for investido presidente na sequência das autonómicas marcadas pelo Governo central, está "disposto a correr o risco" de voltar a Espanha, por considerar que se tal acontecer "os votos vão pesar mais [na decisão judicial] do que as algemas".

O ex-presidente fugiu à justiça espanhola, que o acusa de rebelião, sedição e peculato (uso fraudulento de dinheiros públicos) por este ter declarado unilateralmente a independência da Catalunha, violando a Constituição, o Estatuto da Catalunha e ordens do Tribunal. O Supremo espanhol (e antes dele a Audiencia Nacional) emitiram uma ordem de detenção contra Puigdemont, que escapou para Bruxelas com outros quatro ex-conselheiros (ministros regionais).

Outros membros do governo regional catalão (e ex-responsáveis dos órgãos do parlamento regional) que não fugiram do país foram presos preventivamente pelos mesmos crimes, tendo posteriormente libertados sob fiança.

Puigdemont, que falava através de videoconferência a partir da capital belga, considera que o processo judicial contra ele "é uma fantasia". Também revelou que todas as terças-feiras "realiza uma reunião de governo" com os quatro ex-ministros regionais que fugiram como ele para Bruxelas.

No seu entender, o seu governo regional foi destituído - por Madrid, ao abrigo do artigo 155 da Constituição - de forma "ilícita e ilegal".

Irão apoia a nova intifada palestiniana contra Israel

 

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Presidente do Irão transmitiu a posição do seu país ao líder político do Hamas, que há dias apelou a uma terceira 'intifada' palestiniana.

A Presidência iraniana e os Guardas da Revolução deram o seu apoio aos movimentos de resistência palestiniana e instaram-nos a continuar a "intifada", em resposta à decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital israelita.

"Estamos orgulhosos do grande povo da Palestina pela sua resistência e sacrifício contra o inimigo sionista (Israel), e estamos certos de que a nova 'intifada' continuará o seu caminho correto", disse o presidente iraniano Hassan Rohani, numa conversa telefónica durante a noite desta terça-feira com o líder político do Hamas, Ismail Haniye.

Haniye apelou no passado dia 07 aos palestinianos para começarem uma terceira 'intifada' ou levantamento popular, embora os protestos até à data não tenham sido de grande dimensão.

"Sem dúvida, o povo oprimido da Palestina e a comunidade islâmica vão resistir unidos contra esta conspiração sionista-norte-americana e vão frustrá-la", sublinhou Rohani em comunicado.

O Presidente iraniano considerou que, perante esta situação, "o primeiro passo é que todos os movimentos palestinianos se mantenham unidos, e deem uma resposta decisiva ao regime sionista e aos Estados Unidos".

Haniye valorizou o apoio da República Islâmica à causa palestiniana e advertiu que a nova 'intifada' "vai continuar com força para frustrar o complô dos norte-americanos e sionistas", segundo o comunicado da presidência iraniana.

Por sua vez, o comandante dos Guardas da Revolução, Qasem Soleimani,, falou com comandantes das brigadas "Azedin al Qasam", braço militar do Hamas, e do grupo Jihad Islâmica.

Soleimani anunciou a disposição da República Islâmica de proporcionar "todo o apoio necessário" às forças de resistência palestinianas.

Também disse que outros grupos de resistência, que não especificou, podem ajudar a proteger a mesquita de Al Aqsa em Jerusalém, o terceiro lugar mais sagrado do islão, a seguir a Meca e Medina.

O Irão lidera o chamado "eixo da resistência" contra Israel e apoia tanto o movimento palestiniano Hamas como o libanês xiita Hezbollah.

China está a construir campos de refugiados na fronteira com a Coreia do Norte

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Pequim quer antecipar-se a um eventual colapso do regime de Pyongyang e estará a preparar pelo menos cinco centros de refugiados junto à fronteira

Pelo menos cinco campos de refugiados estarão a ser construídos pela China ao longo da fronteira de 1416 quilómetros com a Coreia do Norte, relata o The Guardianesta terça-feira. A notícia sobre a construção dos campos de refugiados tinha sido avançada inicialmente pelo Financial Times na semana passada, depois de ter vindo a público um documento interno da empresa estatal chinesa de telecomunicações que terá sido encarregada de instalar internet nos centros.

O documento da China Mobile circulou nas redes sociais e, ainda que a autenticidade dos planos não tenha sido confirmada, ao que tudo indica os cinco campos de refugiados estarão a ser construídos na província de Jilin, devido às "crescentes tensões do outro lado da fronteira". As localizações de três destes campos são referidas no texto da China Mobile: Changbai, Changbai Shibalidaogou e Changbai Jiguanlizi. O The New York Times refere que dois centros de refugiados estão igualmente planeados para as cidades de Tumen e Hunchun.

Em conferência de imprensa na segunda-feira, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês recusou confirmar a veracidade dos planos, mas não negou o projeto para os centros de refugiados. Escreve o Guardian que a construção destes campos reflete a preocupação crescente de Pequim com a instabilidade política ou mesmo com o potencial colapso do regime de Pyongyang. O jornal cita mesmo um especialista da Universidade de Pequim, que estuda a Coreia do Norte: segundo Cheng Xiaohe, seria "irresponsável" se a China não se preparasse para qualquer eventualidade perante as tensões na península coreana.

Jiro Ishimaru, realizador japonês de documentários que está em contacto com uma rede de jornalistas cidadãos que vivem na Coreia do Norte e ao longo da fronteira com a China, disse ao Guardian que nenhum dos seus contactos em Changbai testemunhou a construção dos campos de refugiados, mas que os planos para a construção dessas instalações são conhecidos na região.

Rússia dá aval a atletas neutros nos Jogos de inverno

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O Comité Olímpico da Rússia deu aval para que atletas do país possam competir com estatuto de neutros nos Jogos Olímpicos de inverno, de 09 a 25 de fevereiro

Esta permissão surge no seguimento das sanções da última semana do Comité Olímpico Internacional (COI), que proibiu a participação da Rússia na competição, devido à dopagem institucionalizada no país.

"A opinião de todos que fazem parte foi unânime, que os nossos atletas precisam de estar na Coreia do Sul, de competirem e de ganharem", disse o presidente do Comité Olímpico Russo (ROC), Alexander Zhukov.

Esta possibilidade, de competirem como neutros, teve igualmente o apoio do presidente russo, Vladimir Putin.

Alguns atletas russos serão formalmente convidados pelo COI, mas o Comité russo pretende enviar listas dos que prefere.

"Penso que o COI terá o cuidado para que os melhores recebam os convites. Por exemplo, a nossa equipa de hóquei é constituída pelos melhores jogadores", referiu ainda Zhukov, acrescentando que 200 atletas russos deverão estar nos Jogos.

Segundo o mesmo dirigente, este cenário não impede, no entanto, a intenção do país em apresentar recursos em relação às sanções do COI.

O Comité Olímpico Internacional decidiu impedir a Rússia de participar em PyeongChang 2018 e baniu 25 atletas, devido a doping nos Jogos de inverno de Sochi 2014, e todos eles apresentaram recursos junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

 jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 12.12.2017

Putin ordena retirada de maior parte das forças russas da Síria

Putin ordena retirada dos militares russos da Síria

  • Foto: EPA/SERGEI CHIRIKOV

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou, segunda-feira, a retirada da maior parte do contingente militar russo na Síria, numa visita surpresa à base de Hmeimim , anunciou o Kremlin num comunicado.

"Em perto de dois anos, as forças armadas russas, em colaboração com o exército sírio, destruíram em grande parte os terroristas internacionais. Por isso, tomei a decisão de fazer regressar à Rússia a maior parte do contingente militar russo que está na Síria", declarou Putin, citado pela agência noticiosa russa Interfax.

Putin, recebido na base russa de Hmeimim pelo Presidente sírio, Bashar al-Assad, o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu, e o chefe das forças russas na Síria, o general Serguei Surovikine, não precisou quantos soldados russos permanecerão no país.

Segundo um comunicado da presidência síria, Assad agradeceu a Putin a "participação efetiva" da Rússia na luta "contra o terrorismo", afirmando que "o que os militares russos fizeram não será esquecido pelo povo sírio depois do sangue dos seus mártires (russos) se ter juntado com o dos mártires do Exército Árabe Sírio na luta contra os terroristas".

Na quinta-feira, Moscovo tinha anunciado a "libertação total" do território sírio do grupo radical Estado Islâmico, embora a organização 'jihadista' mantenha algumas bolsas de resistência no país.

"Vocês voltam vitoriosos a vossas casas, para junto dos vossos familiares, mulheres, filhos, amigos. A pátria espera-vos meus amigos", adiantou Putin, segundo a Interfax.

"Se os terroristas levantarem novamente a cabeça, então atacaremos com uma força nunca vista", advertiu, adiantando: "Nunca esqueceremos os mortos e as perdas causadas pela luta contra o terrorismo, na Síria e na Rússia".

Lançada em 2015, a intervenção militar russa na Síria mudou a situação do conflito, permitindo nomeadamente às forças governamentais recuperar ao Estado Islâmico a antiga cidade de Palmira e expulsar os rebeldes do seu bastião em Alepo, no noroeste do país.

As declarações do Presidente russo foram divulgadas várias horas após a realização do discurso, quando a televisão russa Rossia 24 mostrava já o avião presidencial no Cairo, onde Vladimir Putin era esperado pelo Presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi.

Suspeito de ataque em Nova Iorque "influenciado" pelo Estado Islâmico

 

O alegado terrorista que provocou a explosão de uma bomba caseira em Nova Iorque, que causou quatro feridos, afirmou à polícia que atuou sob influência do grupo radical Estado Islâmico.

O governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, já tinha afirmado que o suspeito poderia ter simpatias com o grupo radical.

De acordo com vários meios de comunicação social, citados pela agência France Press, o suspeito terá dito à polícia que atuou inspirado pelo autodesignado Estado Islâmico, referindo que o local escolhido está relacionado com os ataques que ocorreram na Alemanha, devido ao natal.

A polícia identificou o suspeito, que foi hospitalizado, como Akayed Ullah, de 27 anos, que reside em Brooklyn e chegou aos Estados Unidos em 2011.

O ataque causou quatro feridos, sendo um deles o suspeito. Três outras pessoas sofreram ferimentos ligeiros.

Coreia do Norte acusa EUA de "chantagem nuclear"

 

A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos de "chantagem nuclear" durante conversas com um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU).

O diplomata norte-americano Jeffrey Feltman, secretário-geral Adjunto da ONU para Assuntos Políticos, chegou a Pequim no sábado depois de uma visita de cinco dias a Pyongyang, a primeira de um diploma de assuntos políticos em sete anos, durante a qual manteve reuniões com dirigentes do regime como o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Ri Yong-ho.

A visita aconteceu uma semana depois de Pyongyang ter lançado em 28 de novembro um míssil balístico intercontinental capaz, segundo os especialistas, de alcançar o território continental dos Estados Unidos da América.

"Durante essas conversas, o nosso partido declarou que a política de hostilidade dos Estados Unidos em relação à República Popular da Coreia do Norte e a sua chantagem nuclear são responsáveis pela situação atual na península coreana", escreveu a agência de notícias oficial da Coreia do Norte.

O órgão de notícias de Pyongyang afirmou ainda que, durante a visita, a República Popular Democrática da Coreia concordou "regularizar as comunicações" com a ONU "através de visitas em vários níveis".

A agência não mencionou reuniões com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, que lidera os programas nucleares e balísticos do país.

A visita de Feltman acontece depois de os Estados Unidos e a Coreia do Sul terem lançado o seu maior exercício aéreo comum até o momento, numa demonstração de força à Coreia do Norte.

A agência da Coreia do Norte reiterou hoje a posição de Pyongyang de que as manobras regulares na península coreana "revelam a intenção de preparar um ataque nuclear surpresa contra a República Popular da Coreia do Norte".

A Coreia do Norte está sujeita a várias sanções da ONU que visam forçá-la a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança que a proíbem de ter atividades nucleares e balísticas.

A China, o principal patrocinador económico de Pyongyang, diz que as sanções são rigorosamente aplicadas, mas Washington quer aumentar a pressão através de um embargo de petróleo.

Já Pequim prefere defender a proposta de uma "dupla moratória" - suspensão simultânea dos testes nucleares de Pyongyang e de manobras militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul - para relançar as negociações. Washington recusa esta ideia ferozmente.

A península coreana "permanece presa num círculo vicioso de demonstrações de força e confrontações, as perspetivas não são otimistas", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, num longo texto publicado no site do ministério.

"Mas a esperança de paz ainda não desapareceu, a perspetiva de negociações sobrevive e a escolha de uma intervenção militar não pode ser aceite", insistiu o governante chinês segundo o texto, que reproduz um discurso pronunciado em 05 de dezembro num seminário em Pequim.

Três mortos em tiroteio em escola nos EUA

 

Três pessoas morreram e uma dezena de outras ficaram feridas num tiroteio ocorrido esta quinta-feira numa escola secundária na localidade de Aztec, no estado do Novo México.

O xerife Ken Christesen, do condado de San Juan, ao qual pertence Aztec, nu sudoeste dos Estados Unidos, garantiu que três pessoas perderam a vida no tiroteio e que o atirador também morreu, sem esclarecer se este faz parte desse balanço de vítimas mortais.

O chefe do departamento da polícia de Aztec, Mike Heal, afirmou, pouco antes das declarações do xerife, que o atirador estava "neutralizado", sem fornecer mais detalhes e sem revelar se os mortos eram estudantes ou professores.

Os meios de comunicação social locais relataram que a escola foi imediatamente cercada pelas forças de segurança após o tiroteio e que os alunos foram evacuados do edifício e levados para dependências da polícia.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 12.12.2017

Dirigentes mundiais discutem sobre clima

11 de Dezembro, 2017

Mais de 50 chefes de Estado e de Governo participam amanhã em Paris numa cimeira sobre o clima promovida pelo Presidente francês, marcada pela ausência dos Estados Unidos da América.

No encontro, que o Chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, pretende que sirva para impulsionar a aplicação do Acordo de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa (assinado há dois anos e ao qual o Presidente norte-americano, Donald Trump, renunciou) vai estar também o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.
Segundo a Presidência francesa, vão estar na cimeira “One Planet Summit” mais de 2.000 “actores-chave”, do sector público e privado, desde os chefes de Governo de Espanha e Reino Unido, Mariano Rajoy e Theresa May, ao actor Leonardo DiCaprio ou ao multimilionário Bill Gates.
A “One Planet Summit” junta ainda outros norte-americanos envolvidos na questão das alterações climáticas, como o ex-governador do estado da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ou o antigo presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg.
Os Estados Unidos da América trocaram uma presença de alto nível por uma representação pelo encarregado de negócios da embaixada em Paris, por decisão da Casa Branca, segundo a Presidência francesa.
Em contrapartida, estarão presentes Chefes de Estado africanos, dirigentes de países afectados pelas alterações climáticas como o Bangladesh e as ilhas do Pacífico e Haiti, Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, e responsáveis de grandes cidades, empresas e organizações não governamentais, empenhados no combate às alterações climáticas.
O objectivo é, segundo o Palácio do Eliseu, impulsionar os “actores envolvidos” e os projectos ligados à luta contra as alterações climáticas “de uma forma muito concreta”.
A cimeira foi anunciada em Julho por Emmanuel Macron como uma forma de retomar a questão da luta contra as alterações climáticas e a redução da emissão dos gases com efeito de estufa, após o anúncio, em Junho, da intenção de Donald Trump de retirar os Estados Unidos da América do Acordo de Paris.
A reunião vai decorrer num novo local cultural perto de Paris, na cidade da música da ilha de Seguin, a Oeste de Paris, após um almoço dos chefes de Estado e de Governo no Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa.
Com eventos paralelos que decorrem desde ontem, a Presidência francesa disse que são esperados “uma dezena de grandes anúncios” após a reunião, que “se insere na agenda internacional sobre o clima”, nomeadamente no ciclo das COP (Conferências das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas).
Organizada pelo Eliseu, ONU e Banco Mundial, a cimeira acontece pouco depois da 23.ª COP que decorreu em Bona, na Alemanha, em Novembro. Organizações não governamentais consideraram na altura que no encontro de Bona não ficaram estabelecidas formas concretas de conseguir que as temperaturas não aumentem mais de dois graus em relação aos valores pré-industriais, uma das metas do Acordo de Paris.
A conferência de Paris espera agora, segundo declarações de fontes oficiais no mês passado, um reforço do financiamento da luta contra as alterações climáticas ou a apresentação de projectos efectivos em sectores como os transportes, agricultura ou energias renováveis.
Concluído em 12 de Dezembro de 2015 durante a conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) em Paris, assinado por quase todos os países, o Acordo de Paris entrou em vigor a 4 de Novembro de 2016. Visa limitar a subida da temperatura mundial reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa.
No que diz repeito ao financiamento, o Acordo determina que os países desenvolvidos deverão investir 100 mil milhões de dólares por ano em medidas de combate à mudança do clima e adaptação, em países em desenvolvimento.

Itália e Líbia dão combate aos traficantes de refugiados

12 de Dezembro, 2017

O Governo de União Nacional da Líbia, apoiado pela ONU, tem um acordo com a Itália para realizar  operações conjuntas destinadas a combater os traficantes de migrantes.

O acordo foi anunciado após uma reunião realizada em Tripoli, entre o Chefe do Governo do Acordo Nacional (GNA), Fayez Seraj, o ministro do Interior da Líbia, Aref Khodja, e o homólogo italiano, Marco Minniti.
De acordo com Tripoli, a guarda costeira, o departamento de migração ilegal, o procurador geral da Líbia e dos serviços de inteligência vão trabalhar com os homólogos italianos.
“Apesar dos sucessos alcançados no arquivo de migração, o número de imigrantes ilegais fora das habitações é grande e precisamos de mais cooperação, para controlar as fronteiras do sul da Líbia através das quais Os migrantes fluem”, afirmou o primeiro-ministro líbio ao ministro italiano.
A marinha italiana já tem presença no porto de Tripoli, prestando assistência “técnica” à guarda costeira da Líbia. O acordo é assinado depois de a CNN divulgar imagens de migrantes africanos a serem vendidos como escravos na Líbia, que provocaram protestos em todo o mundo, com especial repugnância em África.
A Líbia é a porta principal para os migrantes que tentam chegar à Europa por mar, mas os números caíram acentuadamente desde Julho, já que as facções e autoridades da Líbia começaram a bloquear as partidas, sob pressão italiana.

 

O fenómeno dos direitos humanos é uma das “eternas” questões da vida e por isso é condenado a sempre estar no foco do discurso universal. Atualmente as cláusulas dedicadas à proteção e observação dos direitos humanos tornaram-se uma parte inalienável do corpo geral do direito internacional (1). Não obstante o processo de transformação da civilização terrestre em um sistema interligado global volta a instigar os debates sobre a definição dos direitos humanos, sobre o caráter  universal da noção dos direitos humanos, os limites de sua difusão, o relativismo cultural.  Estes problemas por muito tempo formam uma das principais direções da ordem do dia internacional.

Assim os representantes de um grupo dos países do Oriente (a China, Indonésia, Síria, o Paquistão, etc.) estão promovendo o seu próprio, diferente do ocidental, conceito dos direitos humanos a essência do qual consiste no seguinte: a) é necessario tomar em consideração as particularidades regionais no processo de interpretação e  aplicação dos direitos humanos; b) os direitos sociais e econômicos têm prioridade em comparação com os civis e políticos e os direitos coletivos – em comparação com os individuais; c) o direito exclusivo de determinar o status de personalidade é reservado somente para o estado.

Também na opinião de alguns peritos, inclusive os ocidentais, as diferenças objetivas do sratus jurídico de personalidade que se refletem na diferença dos valores, existentes no seio dos povos do Oriente, é a básica razão de as formas e os valores do Ocidentee serem rejeitados por eles.  No Ocidente são estimuladas intenções subjetivas e organizadoras do indivíduo, enquanto as culturas orientais com mais frequência têm como o sujeito da atividade um grupo íntegro (o qual exatamente é o portador dos direitos reais e o indivíduo goza dos direitos apenas peretencendo a este grupo). A dependência de uma pessoa do seu grupo social é ainda mais forte no seio dos povos islámicos.  

Além disso devemos aceitar a tese que trata a humanidade como uma comunidade unificada interligada pelas regras unificadas ser um postulato universal das religiões mundiais.No entanto o status de personalidade é diferente nas diferentes religiões mundiais. Os direittos humanos são previstos pelo direito da xariá, não obstante este direito atribue o papel dominante às obrigações colocadas ao indivíduo por Alá. A definição do status de personalidade constitue a base das diversidades entre a cultura ocidental cristã e a confucionista. Na China, por exemplo, o indivíduo não tem status que o permita enfrentar a família e as relações sociais às quais ele este indivíduo está ligado desde o nascimento. E, pelo contrário, o liberalismo contemporrâneo substitue a noção cristã de Deus universal pela noção da natureza humana básica e individual como um fundamento universal da justiça. De tal maneira na sociedade ocidental os direitos liberais dizem respeito a pessoas individuais propriamente ditas.

Uma outra razão importante do crescente ceticismo em relação ao caráter universal de compreenção dos direittos humanos é atitude seletiva para com esta questão demonstrada pelos países que pretendem desempenhar o papel de mentores da comunidade mundial e de condutores dos “padrões humaniários mais avançados”. A renúncia dos Estados Unidos a  abolir a pena capital numa série inteira dos estados é um exemplo clamante de uma “seletividade” destas.

Durante os últimos dois-três anos, segundo as palavras precisas do Presidente da Rússia, Vladimir Putin,  o mundo viu mais de uma vez “os padrões duplos na avaliação dos crimes contra a população civil” (no sudeste da Ucrânia, na Síria, no Iraque), “as violações dos direittos humanos fundamentais à vida, à inviolabilidade pessoal”.

Entretanto sob a égide da “guerra contra o terrorismo” que tem sido travada durante os últimos decénios até nos países da chamada “democracia madura” estão tornando-se rotineiros tais fenômenos como a espreita total, a prisão sem decisão de tribunal e sem investigação, torturas de suspeitos do terrorismo. Torna-se cada vez mais ampla a prática de execuções sem julgamento, o uso não seletivo de drones contra suspeitos de terrorismo. Está colhendo forças a tendência inquietante de crescimento de ameaças à liberdade de expressão e ao acesso à informação, de perseguição de meios de comunicação  indesejáveis e de jornalistas particulares,  de aumento do controle e da censura na esfera das comunicações eletrónicas.

A competição de países está agravando-se devido à globalização. Nestas condições são resuscitadas as práticas viciosas dos tempos da Guerra  Fria quando o limiar  entre a cooperação construtiva no campo da proteção dos direittos humanos e as tentativas de fazer uso de defensores dos dereitos na qualidade de “peões” em jogos políticos tende a desaparecer. Hoje a noção de autonomia de movimentos sociais ou organizações não governamentais (ONG) do governo em muitos casos de novo mais parece a uma ilusão, e as relações entre os círculos oficiais e as ONGs  na realidade vêem-se muito mais estreitas do que se poderia supor. 

No total o caráter contraditório da influência do processo de globalização sobre a esfera dos direittos humanos em  grande medida é determinado pela sua espontaniedade e também por uma certa monopolização por parte dos países do Ocidente. Eis porque o conceito ocidental dos direittos humanos , sendo de um lado uma fonte e um elemento-chave do conteudo doutrinal da globalalização, do outro lado provoca uma rejeição muito forte por parte dos opositores da ideia de transformação dos processos sociais e econômicos no mundo segundo os “padrões” impostos de fora.

Como resultado a globalização deixa de ser um processo de uma só direção. Esforçõs contrários empenhados com vista a não permitir a subversão e dissolução dos valores tradicionais que estavam formando-se no decurso de milénios da atividade humana em vários estados e comunidades revelam-se cada vez mais ativamente na política, na esfera cultural e ideolôgica. É natural que tal situação exige compromissos por parte de todos os participantes deste processo.  

A Federação da Rússia defende consequentemente o ponto de vista de acordo com o qual a retórica abstrata sobre a “proteção dos direittos humanos” deve ser substituida por um trabalho sistemático realizado pela comunidade internacional em relação às questões da educação, cultura, luta contra a migração ilegal, o tráfico de pessoas e o terrorismo. É lamentável que nestas condições vimo-nos obrigados a constatar que os fenômenos de crise na esfera das relações internacionais exerceram uma influência nefasta sobre as básicas instituições internacionais de proteção dos direittos humanos que com frequência ficam incapazes de dar uma reação adequada e eficaz às maciças violações dos direittos humanos em vários pontos de conflito no mundo. A superação das semelhantes tendências negativas é uma das direções prioritárias da política externa do Estado russo.

De tal maneira os últimos desafios no campo de proteção dos direittos humanos – as ameaças à paz e à segurança internacional, as violações maciças dos direittos humanos, os problemas da segurança internacional, – a econômica, ecolôgica e de produtos alimentícios, – tornam necessária a elaboração de novas atitudes, a unificação de esforçõs a serem empenhados a um novo nível qualitativo pelas instituiçoes políticas e de proteção dos direittos humanos, nacionais e internacionais.   .

 

Notas:

1. A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948; O Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e O Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966 e os protocolos complementares anexos adotados posteriormente. 

 

Este conceito também foi confirmado (de uma ou de outra forma) nas constituições de uma esmagadora maioria dos estados contemporrâneos inclusive na Constituição vigente da Federação da Rússia de 1993.

 

 

Não obstante a constituição turca ter dito, “cada um ligado ao estado turco através de laços de cidadonia é turco”, existem no país dezenas de minorias étnicas e confessionais integrantes das quais sentem-se alheios em relação com a maioria turca sunita. A mais numerosa “minoria” é a curda com quase 20 milhões de pessoas.

O princípio da “nação titular” que se tornou a pedra angular da República Turca  resultou em uma prolongada por muitos anos negação do próprio fato de existência da etnia curda e, como uma consequência disso, - em mêtodos de força a serem aproveitados com preponderância pelo movimento nacional curdo. Nos anos  1970-1980 as forças de proteção da ordem legal turcas lidavam com a Tekoşin, KUK, KUK-SE, Rızgari e outras organizações principalmente esquerdistas. Foi o “marxista-leninista” Partido de trabalhadores  do Curdistão que depois de ter feito saber de si com assaltos de esquadras policiais em 1984 tornou-se um centro de atração dos radicais curdos. 

A oposição curda legal criou-se um pouco mais tarde. Cumpre dizer que até hoje as existentes realidades tornam legalmente impossível a declaração de proteção de qualquer etnia na Turquia. A unidade territorial e nacional do país permanece um “ponto neurálgico” de não apenas a ideologia oficial, mas também da consciência de massas dos cidadãos  a partir dos tempos do  Tratado de Sèvres de 1920 que pôs o fim ao Império Otomano. Por isso os partidos curdos legais manifestam-se como os turcos gerais apresentando antes de tudo as reivingicações democráticas gerais.

Em 1989 foi criado o Partido Popular de Trabalho, segundo seu programa “partido dos trabalhadores, desempregados, camponeses, funcionários públicos, professores, dos inteletuais democráticos, social-democráticos e socialistas, dos artesãos, comerciantes, das massas populares que sofrem da violência e exploração, de todos que apoiam a democracia”. O partido exortava a um compromisso político com vista a pôr o fim a um incessante derramamento de sangue no leste da Turquia e declarava que a “solução do problema curdo através dos mêtodos democráticos e pacíficos  seria o principal meio que garanta uma democracia sólida no nosso país”.    Na sua segunda  redação o programa tinha uma formulação mais dura: “Quanto ao problema curdo, o PPT defende totalmente o princípio de autodeterminação de cada nação”. Isso resultou em sua proibição em 1993 com a formulação “por dar aopio ao separatismo”.

O Partido da Democracia fundado naquele mesmo ano propôs resolver o problema curdo “através de um modo pacífico e democrático”. Para este fim seus ativistas foram para encontrar-se com o lider do PTC, Abdullah Odjalan. O encerramento do partido proclamado a “ala política do PTC” não demorou longo.

Passodos dois meses foi fundado o Partido da Democracia Popular que declarava praticamente os mesmos objetivos e apresentava as mesmas reivindicações que suas antecedentes. A participação de seus militantes nas ações de protesto contra a prisão de Odjalan tornou o encerramento do partido ineitável.  Issosedeuemmarçode 2003.

Mas de antemão, em 1997, foi registado o Partido Democrático Popular, como o “de reserva” o qual logo teve o destino das suas antecedentes.

O limiar dos séculos ХХ e XXI passou sob o signo de admissão da Turquia na União Europeia. O problema curdo que exigiu uma solução urgente foi colocado na agenda do governo. Isso resultou em levantamento do estado de emirgência nas regiões curdas. Foi garantida a proteção contra torturas durante os interrogatórios, foram atenuadas as limitações da liberdade de expressão e de reuniões. Foi dada a possibilidade de os curdos aproveitarem-se da sua língua materna na vida cotidiana. Uma série pos povoados voltou a ostentar antigos nomes curdos, foram criados meios de comunnicação social no idioma  curdo.  Caso estas reformas fossem postas em prática nos anos 1980, a atual oposição étnica não teria sido tão grave. Mas no início dos anos 2000 isso já não foi suficiente.  

O Partido da Sociedade Democrático fundado em 2005 pelos antigos parlamentares curdos que acabaram de sair de prisão declarou a necessidade aumentar o papel das autoridades locais na vida política do país (i.e. “o princípio de autonomia democrática”). Não tendo tomado parte formal das eleições parlamentares de 2007 o PSD apresentou os “candidatos independentes” o que lhe permitiu contornar a condição de vencer o barreira de dez por cento e trazer para o prlamento 20 deputados que logo em seguida “voltaram” ao partido criando uma bancada parlamentar. A reivindicação de libertar Odjalan apresentado pelo partido fez com que o foi culpado das “relações organicas com os terroristas” e encerrado em 2009.

Os chefes das administrações locais e os parlamentares do PSD ingressaran no “Partido da Paz e Democracia” criado um ano antes e transformado no “Partido Democrático das Regiões” em 2014. Passado mais um ano seu nome foi bem conhecido em toda a parte. Naquela altura, nas condições de um levantamento armado dos curdos no leste e no sudeste da Turquia uma série dos municípios encabeçados pelos membros do partido rompeu todas as relações com o governo central, praticamente declarando a independência de seus povoados e cidades. 

Em 2013 foi fundado o Partido Popular-Democrático. Durante um encontro com o ministro das relações exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, em Moscou, seu co-presidente, Selakhettin Demirtach, deu à sua organização a seguinte caraterística: “Nosso partido defende o pluralismo democrático a ser instiuido no nosso país, à edificaçaõ de uma sociedade livre nos marcos da qual poderiam existir as culturas, confessões e identidades diferentes. Manifestamos de princípio a favor da paz civil  dentro do país e a favor da paz com nossos vizinhos e dentro da região”.   

Um grande êxito do PPD foi o resultado das eleições parlamentares de junho de 2015 quando um partido curdo pela primeira vez venceu a barreira de dez por cento (13 por cento ou 6,2 milhoes de votos) e obteve 80 lugares na Grande Assembleia Nacional não permitindo o governante Partido da Justiça e Desenvolvimento formar um governo  unipartiário; Aliás o agravamento das hostilidades no leste e no sudeste, bem como a patrocinada pelo partido governante campanha propagandista contra o PPD resultaram em um malogro relativo nas novas eleições (em 1 de novembro de 2015) quando a barreira de  dez por cento foi ultrapassada com dificuldade. Passado um mês em uma das intervenções públicas  Selakhettin Demirtach qualificou os combates no leste do país como a “resistência popular” em vez da “operação anti-terrorista” como costumam dizer na Turquia. Esta formulaçaõ repeliu do partido seus numerosos apoiantes no seio dos turcos étnicos e desatou as mãos das autoridades que iniciaram as prisões dos dirigentes do partido que continuam até agora.

Detalmaneira, acontinuidadedemonstradapelospartidoscurdosnasatitudesprogramâticosenacomposiçãodopessoalpermitereferir-nosdefatoaum únicopartidopolíticolegaldoscurdosturcosque, apóscadanovoencerramento, é ressurgidosobumnovonome.

Com isso vimos uma deslocação do “centro de gravidade” das reivindicações do carater cultural e civico geral para o domínio político. Ao mesmo tempo as autoridades, como que pareça, preferem deixar de aceitar o fato de o problema curdo ter tornado em um problema político e procuram  resolve-ló através de reformas na esfera da cultura e dos direitos democáticos gerais em conjunto com os mêtodos “anti-terrorisras” de força. É provável que isso seja a maior razão dos entraves no diálogo entre as autoridades e os políticos curdos.  

O incremento do movimento curdo  no limiar dos séculos passado e atual contribuiu para o aumento da atividade social das outras comunidades no país. Os líderes da Associação Cultural Abkhasa, os ativistas assírios, a Assosiação dos Árabes Anatolianos apresentaram uma série de reivindicações democráticas gerais e até políticas, dirigindo as ao governo. Mas os mais altos são as vozes dos ativistas da comunidade religiosa alevita (um corrente religiosa com muitos componentes do cristianismo oriental, i.e. zoroastrismo, maniqueismo, - as religiões existentes no Oriente Médio e na Ásia Menor antes da conquista islámica).

Não existem dados fedidignos quanto ao número  dos adeptos desta confessão, mas as estimativas dão 9-12 milhões de pessoas. Uma quantidade tão grande dos cidadãos que se consideram privados de plenitude de direitos é certamente um fator desastabilizante quando se trata de um país multinacional e multiconfessial.  E além do mais, na Turquia o problema alevito é estreitamente entrelaçado com o curdo porque provavelmente 20-25 por cento dos curdos turcos pertencem a esta confessão.  

A apercepção dos alevitas como “inimigos internos” e perseguições sistematicas deles têm a origem no século XVI procedente de agravamento da oposição do Império Otomano sunita e do Irão Safávido (o alevismo é próximo do xiismo). As  medidas punitivas mais crueis contra a população civil que se transformaram em massacres tiveram lugar depois de ter esmagado o levantamento em Dersim em 1937-1938. No apõs-guerra a  antipatia com alevitas ao nível ordinário resultou em atos de devastação e, antes de tudo, em acontecimentos sangrentos em Cakhramanmarach (1978) e e Sivas (1993).

A urbanização impetuosa que se iniciou nos meados do século passado também envolveu centenas de milhares de alevitas que se deslocavam para cidades procurando uma vida melhor. Na Turquia os anos 1960-1970 foram marcados com um impetuoso crescimento de movimentos políticos do espetro esquerdo e esquerdista que  atrairam numerosos adeptos desta religião agravando a atitude hostil para com eles por uma parte considerável da população.

O início de institucionalização do movimento alevita pode ser associado com a criação da Sociedade de Turismo e Cultura Khadji Bequetach (1964). E depois do golpe de 1980 militar os alevitas começaram a apresentar reivindicações sociais. Na segunda metade dos anos 2000 as autoridade finalmente prestaram atenção à comunidade alevita. O malogro relativo que teve tido o PJD governante o fez interessar-se com o potencial  eleitoral dos alevitas. Por esta razão foi oficialmente admitida a existência do “problema alevita” e anunciar o processo de seu solucionamento. Em 2009-2010 até tiveram lugar algumas conferências de trabalho com a participação dos funcionários de estado e os dirigentes das organizações sociais alevitas. Segundo os resultados daqueles encontros foi preparado um relatório governamental final com a seguinte conclusão básica:   sendo que os alevitas consideram discriminados a si próprios e sentem-se rejeitados por parte do estado e da sociedade, o governo deve adotar medidas com vista à eliminação de tal estado das coisas.    

Mas temos de constatar que realmente foi feito nada.

As autoridades deixaram de se interessar pelos alevitas depois de o PJD ter sido reabilitado nas eleições parlamentares de 2011. No entanto, Recep Tayyip Erdoğan reeleito para o cargo do presidente naquele mesmo ano em nome do estado fez desculpas públicas pelo massacre em Dersim pensando que os alevitas fossem satisfeitos com este  passo.

Depois do malogro relativo nas eleições parlamentares em junho de 2015 o partido do poder reabilitou-se nas eleições extraordinárias e formou o gabinete de ministros unipartidário. Apresentando o programa governamental aos deputados o premiê Akhmet Davutoglú então declarou: “Serão satisfeitas as reivindicações culturais básicas dos nossos concidadãos-alevitas que dizem respeito aos centros de educação... Reconhecemos o estatus legal dos centros educativos e das casas de orações”.

Logo em seguida as organizações sociais de alevitas fizeram uma declaração conjunta expressando sua perplexidade com o governo faltar de discutir com eles os passos por ele empreendidos e até faltar com respostas aos pedidos relacionadas a isso. Na parte final da declaração foram formuladas as reividicações da comunidade alevita às autoridades: tirar do programa de ensino escolar  a matéria obrigatória “sunita”, conceder o estatus de instituições religiosas às casas de orações, devolver os lugares de culto às comunidades alevitas, acabar com as práticas de segregação confessional na admissão de empregados, alunos, etc., deixar de construir mesquitas nos povoados alevitas, encerrar a Administração para as Religiões, assegurar uma igualdade cívica real sem tomar em consideração a confessão.   

O problema alevita que permanece por ser solucionado é prenhe de um sério conflito social no futuro visível. Considerando um grande número da comunidade alevita seria possível faxer a suposição de que uma revolta dentro dela possa trazer consequências extremamente negativas para a Turquia. Devemos guardar na memória que entre os oito mortos durante  o motim em Estambul em 2013 (“movimento Gëzi”) sete foram alevitas, e mutios representantes desta confessão estão nas fileiras das organizaçãoes turcas de extrema direita.

Mas os alevitas, mais provavelmente, vão obter seus objetivos de uma outra maneira: seria possível transformar consideravelmente o relevo político no país com milhões de votos deles. O Partido Popular-Republicano, um partido turco comum, goza de uma tradicional preferência deles, mas ultimanente as exortações para a criação de um partido alevita próprio tornam-se cada vez mais vocalizadas na sua comunidade. 

As reivindicações da comunidade alevita ainda não alcançaram um nível político pernamecendo na esfera da cultura e da vida social, e transformações do caráter social bastariam para aliviar a tenção. Mas o mal é que o estado parece não esteja ouvindo seus opositores. Caso contrário, não fossem propostas tais “medidas de apaziguamento” como a admissão dos alevitas nas mesquitas que não são frequentados por eles, e a concessão aos “anciões” (os líderes religiosos) do status de funcionários públicos, incompatível com seu status tradicional.  

 

Com o início da guerra na Síria e no Iraque o problema curdo que continua exigindo uma solução tornou-se um grande fator determinante para a política externa da Turquia. E além do mais, o regime sírio da qual Ancara nada gosta tem como um apoio, entre os outros, a comunidade alavita (nussairita), próxima dos alevitas, o que levou ao aumento da pressão sobre os alevitas turcos exercida “de cima” e ao crescimento da alienação por parte da maioria sunita. Por isso não seria possível excluir o surgimento de uma nova “linha de ruptura” social e política com as consequências a serem difíceis de prognosticar.   

 

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 26.11.2017

 

Casa Branca condena decisão do Paquistão de libertar militante

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/11/2017 18:47:00

A Casa Branca disse neste domingo que a decisão do Paquistão de libertar um militante procurado pelos Estados Unidos é "um passo na direção errada" e que a recusa do país em prendê-lo novamente vai prejudicar as relações bilaterais e manchar a reputação do país junto à comunidade internacional. Em comunicado divulgado neste sábado, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, disse que os EUA "condenam veementemente" a soltura de Hafiz Saeed, que estava em prisão domiciliar.

"A soltura de Saeed, após o Paquistão não indiciá-lo, envia uma mensagem preocupante sobre o comprometimento do Paquistão com o combate ao terrorismo internacional, e desmente a declaração do país de que não vai oferecer refúgio a terroristas", disse a porta-voz. "Se o Paquistão não agir para prender Saeed e indiciá-lo por seus crimes, isso terá repercussões nas relações bilaterais e na reputação global do país."

Saeed é o suposto fundador de um grupo ligado a um ataque em Mumbai, na Índia, em 2008, que deixou 168 mortos. Ele foi classificado como terrorista pelo Departamento de Justiça dos EUA e o país oferece uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levem à sua captura e condenação.

Ele foi solto na sexta-feira de madrugada, após um grupo de três juízes no Paquistão decidir encerrar sua detenção na cidade de Lahore, no leste do país. A decisão irritou autoridades norte-americanas e indianas. O porta-voz de Saeed, Yahya Mujahid, disse que a decisão foi uma "vitória da verdade".

Saeed comandava a organização Jamaat-ud-Dawa, que muitos acreditam ser uma fachada para o grupo militante Lashkar-e-Taiba. Segundo a Índia, o grupo está por trás do ataque em Mumbai. O Paquistão vem prendendo e libertando Saeed desde então.

O governo do presidente Donald Trump vem aumentando a pressão para que o Paquistão combata extremistas e os expulse de seus esconderijos em território paquistanês. O ministro de Relações Exteriores do país, Khawaja Asif, disse durante uma visita a Washington em outubro que o Paquistão está disposto a cooperar totalmente com o governo do presidente Trump. Em agosto, os EUA disseram que iriam reter US$ 225 milhões em ajuda militar para o Paquistão até que o país começasse a agir contra grupos extremistas que ameaçam o vizinho Afeganistão. Fonte: Associated Press.

Putin assina lei que tem como alvo veículos de mídia estrangeiros

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/11/2017 19:34:00

O presidente russo, Vladimir Putin, sancionou neste sábado uma lei que permite que a Rússia registre veículos internacionais de mídia que atuam no país como "agentes estrangeiros". A medida é uma retaliação à decisão do governo dos Estados Unidos de fazer o mesmo com uma TV estatal russa. A rede RT, financiada pelo Kremlin, foi registrada junto ao Departamento de Justiça dos EUA como um agente estrangeiro, após pressão de Washington.

Na semana passada, antes mesmo de o projeto de lei ser aprovado pela Câmara Alta do parlamento russo, o Ministério da Justiça da Rússia advertiu os serviços de radiodifusão Voice of America, dos EUA, e Radio Free Europe/Radio Liberty que eles poderiam ser classificados como agentes estrangeiros. Fonte: Associated Pre

Emmerson Mnangagwa assume como presidente provisório do Zimbábue

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/11/2017 12:21:28

O ex-vice-presidente Emmerson Mnangagwa assumiu nesta sexta-feira (24) o cargo de presidente provisório do Zimbábue. Ele substitui Robert Mugabe, que renunciou terça-feira (21) após a tomada do controle do país por parte dos militares. A informação é da Agência EFE. A posse ocorreu em cerimônia em um estádio da capital, Harare.Em meio a aplausos do público, Mnangagwa prometeu que servirá ao país e à sua Constituição, que vai estimular o que servir para ajudar o Zimbábue a avançar e que lutará contra o que possa prejudicar o país.

"Protegerei e promoverei os direitos do povo do Zimbábue, cumprirei meus deveres com toda a minha força e com minhas melhores capacidades", acrescentou.

Em seguida, os altos comandantes das forças de segurança do Estado lhe juraram lealdade.

Alguns deles foram vaiados, como o chefe da polícia, corporação acusada de estar vinculada aos aliados políticos de Grace Mugabe. Sua ambição para chegar ao poder é considerada a principal causa da crise que levou à renúncia do seu marido após 37 anos de governo.

A cerimônia contou com a presença de representantes estrangeiros, como o ministro de Telecomunicações da África do Sul e o presidente de Botsuana, Ian Khama. Participaram também enviados de outros países da região, como a Zâmbia e a Namíbia.

Quem não compareceu foi Robert Mugabe. Ele tinha informado ontem (23) que seria representado pelo secretário de Imprensa, George Charamba.

"Ele garantiu à família presidencial não só sua segurança e bem-estar, mas a preservação da lei e da ordem no país. Ambos concordaram que o ex-presidente precisa de tempo para descansar após os agitados eventos pelos quais passou nesta semana e meia e poderia não presenciar a posse. Mesmo assim, manifestou ao futuro presidente seu apoio", disse Charamba.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 26.11.2017

Irã vai aumentar alcance de mísseis caso 'Europa se torne uma ameaça'

Um alto militar iraniano assegurou que "os EUA, a União Europeia e o regime sionista estão dispostos a desarmar" o Irã. O general de brigada Hossein Salami, a segunda figura no comando do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã, afirmou que Teerã aumentará o alcance de seus mísseis "caso a Europa se converta em uma ameaça", comunica a agência Fars News.

"Até agora temos sentido que a Europa não é uma ameaça, por isso não aumentamos o alcance dos nossos mísseis. Mas, se a Europa quiser se converter em uma ameaça, aumentaremos o alcance", explicou o militar neste sábado (25).

Ao mesmo tempo, Salami advertiu que "tanto os EUA como a União Europeia e o regime sionista estão dispostos a desarmar-nos" e especificou:

"Se temos mantido o alcance dos nossos mísseis no nível de 2 mil km, não é porque carecemos de tecnologia: estamos seguindo uma doutrina estratégica."

A ameaça iraniana contra a Europa produziu uma resposta por parte do presidente francês, Emmanuel Macron, que no início desse mês propôs ementar o acordo nuclear com o Irã para incluir o desenvolvimento de mísseis balísticos.

Ninguém exceto EUA precisa temer nossas armas nucleares, diz alto funcionário da Coreia do Norte

Ri Jong-hyok, alto funcionário da Coreia do Norte afirmou que o programa de armas nucleares do seu país tem como alvo apenas os EUA e que o resto do mundo não tem que se sentir preocupado.

Ri Jong-hyok, alto funcionário da Coreia do Norte afirmou que o programa de armas nucleares do seu país tem como alvo apenas os EUA e que o resto do mundo não tem que se sentir preocupado.

"A realidade de hoje mostra que a obtenção de armas nucleares destrói a ambição dos EUA de assegurar a sua supremacia na região da Ásia-Pacífico, garante a paz e a segurança na península coreana e na região," declarou Ri Jong-hyok, deputado da Assembleia Popular Suprema e diretor do Instituto para a Reunificação.

A declaração foi feita durante um discurso no âmbito da visita à Turquia, informa a agência sul-coreana Yonhap.

"Foi uma decisão do povo coreano que o país deve enfrentar os EUA apenas com armas nucleares para atingir o equilíbrio de poder", continuou.

"Nossa dissuasão nuclear é uma espada de justiça, que visa combater as armas nucleares nos EUA e na Ásia e qualquer outro país do mundo não precisa de se preocupar com nossas ameaças", adicionou Ri Jong-hyok, sublinhando que a Coreia do Norte continuará combatendo o que ele chamou de "esquema norte-americano de guerra nuclear e campanha de sanções".

 

Carro atropela pedestres na Alemanha, deixando ao menos seis feridos

 

Várias pessoas foram feridas quando um homem bêbado, de 29 anos, atropelou um grupo de pedestres na cidade alemã de Cuxhaven, na Baixa Saxônia, neste domingo (26).

De acordo com os relatos do portal on-line Cuxhavener Nachrichten, o incidente ocorreu de madrugada, em frente de uma boate, sendo que o homem foi detido por testemunhas.

A Polícia e os bombeiros vieram logo ao local. De acordo com o comissário-chefe Peter Oprowski, no total, foram feridas seis pessoas, uma delas com gravidade. Todas foram levadas aos hospitais mais próximos.

Segundo comunica o RTL, o motorista de 29 anos estava embriagado.

Por enquanto, os policiais investigam se o motorista efetuou o atropelamento deliberadamente ou acidentalmente, dado que a Polícia não qualificou o incidente como relacionado com terrorismo e, ademais, apelou para que não fossem divulgados tais boatos.

Ultimamente, a Alemanha, bem como outros países europeus, tem sofrido vários ataques terroristas envolvendo atropelamentos, inclusive em Nice, Berlim e Barcelona.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 26.11.2017

 

Pelo menos 11 mortos e 20 feridos em acidente de autocarro no sul do Chile

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Condutor perdeu controlo do veículo e o autocarro acabou por capotar

Pelo menos 11 pessoas morreram e 20 outras ficaram feridas este sábado na sequência de um acidente envolvendo um autocarro ocorrido na região de La Araucanía, no sul da Chile, informaram as autoridades.

O acidente ocorreu por volta das 18:00 (22:00 em Lisboa) na estrada que liga as localidades de Victoria e Curacautín, a cerca de 600 quilómetros da capital do Chile, Santiago.

Os feridos, incluindo vários em estado grave, foram transportados para hospitais de localidades próximas.

Segundo as autoridades, por razões que ainda se desconhecem, o condutor perdeu o controlo do veículo numa curva e o autocarro acabou por capotar.

O autocarro prestava um serviço especial ao município de Tirúa, transportando um grupo de 45 pessoas, formado por funcionários e por idosos, para um passeio à localidade de Lonquimay, na Cordilheira dos Andes.

O sinistro ocorreu na viagem de regresso do grupo de funcionários do Departamento de Saúde e de idosos que se deslocaram a Lonquimay no âmbito de uma ação de intercâmbio cultural, explicou o autarca de Tirúa, Adolfo Millabur, em declarações à Televisão Nacional (TVN) a partir do local onde ocorreu o acidente.

A Presidente do Chile, Michelle Bachelet, transmitiu as suas condolências às famílias das vítimas e aos habitantes de Tirúa na sequência do trágico acidente.

"Lamentável notícia o capotamento do autocarro em Victoria. Os meus mais profundos pêsames às famílias das vítimas", escreveu na rede social Twitter, deixando ainda uma mensagem de solidariedade para com a comunidade de Tirúa.

Pelo menos dois mortos e 30 feridos em explosão em fábrica na China

Explosão fez colapsar os edifícios nas imediações. Autoridades investigam causas do acidente

Pelo menos duas pessoas morreram e 30 ficaram feridas hoje na sequência de uma forte explosão ocorrida numa fábrica na zona industrial da cidade de Ningbo, na província de Zhejiang, no leste da China, informaram os 'media'.

Diversas equipas de resgate e inúmeras ambulâncias foram destacadas para o local do acidente para prestar assistência às vítimas, havendo entre os cerca de 30 feridos pelo menos dois em estado grave, informou a cadeia de televisão chinesa CGTN.

Segundo a agência de notícias Xinhua, a explosão, que ocorreu pelas 09:00 (01:00 em Lisboa), provocou o colapso de edifícios adjacentes à fábrica.

Vários trabalhadores de limpeza encontravam-se no interior da unidade, localizada numa zona industrial, aquando da explosão, de acordo com testemunhas.

As autoridades estão a investigar as causas do acidente.

Bailey tinha 16 anos quando o pai morreu. Aos 21, recebeu as últimas flores que ele enviou

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Pai de Bailey Sellers garantiu, antes de morrer, que a filha iria receber flores no dia de aniversário nos cinco anos seguintes

Bailey Sellers tinha apenas 16 anos quando o pai morreu, vítima de cancro. Mas, desde então, todos os anos no dia de aniversário a jovem recebia um ramo de flores do progenitor, que antes de morrer quis fazer uma última surpresa à filha e pagou para que lhe fossem enviadas flores nos cinco anos seguintes.

O último bouquet chegou há poucos dias, no 21º aniversário de Bailey, que quis partilhar com os amigos no Twitter o derradeiro presente do pai. As flores chegaram com um cartão, onde ele escreveu: "Continuarei a estar contigo a cada etapa, basta olhares em volta e eu estarei lá".

A jovem, que é de Knoxville, nos EUA, explicou no Twitter o que o pai tinha feito, partilhando com os seguidores as fotografias do ramo de flores, do cartão e ainda uma foto antiga, na praia com o pai. A publicação rapidamente se tornou viral.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 26.11.2017

Drone mata sete membros da Al-Qaeda

Sete presumíveis membros da organização terrorista Al-Qaeda foram mortos, na madrugada deste domingo, num ataque com drone no sul do Iémen.

Os alegados extremistas iam a bordo de três veículos que seguiam da província de Chabwa (sul) com destino à de Baïda (centro), detalhou um responsável dos serviços de segurança.

Os supostos membros da rede terrorista Al-Qaida foram atingidos por um "drone provavelmente norte-americano por volta da meia-noite e foram todos mortos", disse a mesma fonte sob a condição de anonimato citada pela agência de notícias francesa AFP.

Os Estados Unidos são os únicos que operam drones (aviões não tripulados) no Iémen e visam, com regularidade, a Al-Qaida na península arábica (Aqpa), que Washington considera como o mais perigoso braço daquela rede extremista.

A Aqpa reforçou a sua influência no Iémen beneficiando do caos provocado pela guerra civil que estalou no país há mais de dois anos e que opõe rebeldes xiitas às forças pró-governamentais apoiadas pela Arábia Saudita.

O autoproclamado Estado Islâmico (EI) também aproveitou a atual instabilidade política e de segurança para perpetrar uma série de atentados no Iémen, onde mais de 8700 pessoas morreram desde o início do conflito em 2015.

No mês passado, dezenas de presumíveis membros daquele grupo extremista foram mortos em dois ataques distintos com drones na mesma província (Baïda), segundo os serviços de segurança iemenitas e o exército norte-americano.

Discoteca desaba e causa 22 feridos

Pelo menos 22 pessoas ficaram feridas, na sequência do desabamento do chão de uma discoteca no sul de Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, na madrugada deste domingo.

O acidente aconteceu pelas 2.30 horas locais, na discoteca "Butterfly", um clube LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) de um centro comercial em Las Verónicas, no município espanhol de Adeje. O chão do estabelecimento noturno cedeu, tendo as pessoas presentes no local caído para o piso de baixo.

Os feridos, de diferentes idades e nacionalidades, foram transportados ao hospital com várias fraturas ósseas nas pernas, pés e costas, contusões ligeiras, e, em dois casos, traumatismos graves.

Nas operações de socorro, estiveram os bombeiros de Tenerife e pessoal do Serviço de Urgências das Canárias, dos Centros de Saúde de Adeje e Cristianos e do Hospital do sul da ilha.

hão da discoteca deverá começar a ser reparado neste domingo.

Começaram a circular, entretanto, na Internet, vários vídeos gravados no local do acidente.

Um homem foi operado, na Índia, depois de os médicos terem detetado a presença de centenas de moedas, agulhas e outros artigos metálicos no estômago do doente.

Maksud Khan, de 35 anos, deu entrada no hospital Sanjay Gandhi, em Satna (Madhya Pradesh), queixando-se de dores abdominais fortes, que duravam há três meses.

"O paciente reclamava de dor no estômago, por isso pensámos em fazer uma endoscopia", explicou o chefe da equipa cirúrgica, Priyank Sharma, acrescentando ter ficado "chocado" com o que encontrou. "Foi o primeiro caso semelhante em toda a minha carreira", afirmou.

Os médicos vieram a detetar que o doente tinha ingerido centenas de moedas (263) e agulhas (100), dezenas de lâminas de barbear, estilhaços de vidro e um pedaço de ferro de 15 centímetros. Precisamente sete quilos de metal, escreve o "The Independent", este domingo.

Segundo o jornal britânico, Khan, que ingeria as moedas que recebia como motorista, terá uma saúde mental "instável" e terá passado por uma depressão recentemente.

De acordo com outro médico que participou na operação, a intervenção foi feita "mesmo a tempo, uma vez que algumas das agulhas estavam a causar sangramento, provocando a perda de hemoglobina", explicou, acrescentando que Maksud Khan se encontra agora livre de perigo.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 26.11.2017

Fidel morreu há um ano

26 de Novembro, 2017

O mundo despediu-se há um ano de Fidel Castro, o carismático líder cubano que deixou um legado que ficou para a história, onde se encontram traços como libertador, Estadista e humanista.

Fidel Castro deixou um legado impressionante 
Fotografia: AFP |

Fidel Castro auto-afastou-se do poder, para recuperar de uma doença, tendo se dedicado nos seus últimos dez anos de vida a escrever sobre assuntos políticos de carácter internacional, onde fez vários pronunciamentos sobre a ordem mundial, o desempenho das Nações Unidas e a postura dos Estados Unidos na política internacional, em particular à relação com Cuba.
O líder cubano, Fidel Castro ou ‘El comandante’, que morreu no dia 25 de Novembro de 2016, é um ícone da política mundial do século XX. O nome incontornável foi o ‘herói’ da revolução cubana em 1959, ficou associado à Guerra Fria com a crise dos mísseis de Cuba, em 1962 e, embora para muitos a sua influência ainda se fizesse sentir, para outros aquele já não era o seu tempo. Fidel era e será amado por muitos cubanos, como o era e será odiado por tantos outros. Dividiu opiniões e ideologias, mas também exerceu o seu poder mobilizador em torno de ideais na ilha que comandava. Liderou Cuba entre 1959 e 2008, esteve no poder durante 49 anos. Foi primeiro-ministro durante 17 anos, até 1976, ano em que se tornou Presidente.

Sobe número de mortos em ataque contra mesquita

26 de Novembro, 2017

O ataque de sexta-feira contra uma mesquita no Sinai egípcio causou 305 mortos, incluindo 27 crianças, refere um novo balanço das autoridades egípcias através de um comunicado lido na televisão estatal e citado pela agência France Press.

O balanço anterior fornecido sexta-feira à tarde era de 235 mortos e 109 feridos.
O balanço de vítimas foi actualizado no sábado pelo procurador-geral num comunicado transmitido pela televisão estatal, que indicou a morte de 27 crianças.

В России создана специальная научная комиссия, которая займётся проверкой многочисленных сообщений об утечке радиоактивного вещества на Южном Урале.

Comissão investiga poluição radioactiva

26 de Novembro, 2017

Uma comissão científica russa vai investigar relatos de poluição radioactiva quase 1.000 vezes acima dos níveis normais no Sul dos Urais, informou ontem a companhia nuclear estatal Rosatom.

A medida chega depois de as autoridades terem negado um possível acidente nuclear nas suas instalações nucleares. “Cientistas nucleares criaram uma comissão para descobrir a origem do rutênio-106”, afirmou a Rosatom um comunicado, também divulgado pelo Instituto de Segurança Nuclear do país.
A comissão contará com representantes de organizações científicas russas e europeias, de acordo com o comunicado. “A Rosatom oferecerá toda a assistência necessária a esta comissão e vai informar o público sobre os resultados”, informou.
Na segunda-feira, meteorologistas russos disseram que uma estação perto da instalação nuclear de Mayak, na região de Chelyabinsk, detectou uma “poluição extremamente alta” do isótopo de rutênio-106 durante testes no final de Setembro”.
O isótopo radioactivo é criado com a divisão de átomos num reactor e não ocorre naturalmente. A Rosatom comentou anteriormente que não houve incidentes nas instalações da infra-estrutura nuclear da Rússia e que a concentração detectada representava uma ameaça pequena.
A agência de regulação de produtos agrícolas Rosselkhoznadzor negou uma “possível contaminação radioactiva de terras na área”.
Localizada no Sul dos Urais, a instalação de Mayak obedeceu a um processo profundo e cuidadoso, para que não resultasse dali qualquer contaminação, algo que as autoridades dizem agora que “não tem nada a ver com as suas actividades”. A instalação, que reprocessa combustível nuclear, garantiu que não produz Ru-106 há anos. Mayak foi o local de um dos maiores desastres.

Equipas de técnicos mantêm as buscas

26 de Novembro, 2017

A operação de busca pelo submarino argentino que provavelmente explodiu no Atlântico Sul com 44 tripulantes a bordo continuou ontem com a mesma intensidade, na expectativa de localizá-lo no fundo do oceano graças à chegada de sofisticados equipamentos russos.

 

“A busca não tem prazo de conclusão e continuará dia e noite com a ajuda de 13 países”, declarou o porta-voz da Armada Argentina, o capitão Enrique Balbi.
A notícia sobre a explosão ocorrida no “ARA San Juan” entre Ushuaia (extremo sul) e Mar del Plata (400 km ao sul de Buenos Aires), três horas após o último contacto com a base, desesperou as famílias dos tripulantes.
Muitos dão como certa a morte de todos a bordo, enquanto outros permanecem esperançosos e aguardam novidades na base naval de Mar del Plata.
Apesar das últimas notícias desalentadoras, a operação de “busca e resgate” não diminuiu e ganhou novo impulso com a chegada do avião militar russo Antonov a Comodoro Rivadavia, 1.750 quilómetros ao sul de Buenos Aires, na sexta-feira.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 21.11.2017

 

Mugabe renuncia à Presidência do Zimbábue após quatro décadas no poder

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 21/11/2017 15:03:41

CRÉDITO: THEMBA HADEBE

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, ficou quatro décadas no poder.

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, renunciou ao cargo hoje (21), pouco após o Parlamento ter aberto um processo de impeachment para encerrar seu regime de quatro décadas.

O político de 93 anos se segurava no poder há uma semana, desde que o Exército assumiu o controle e ele foi expulso de seu próprio partido, a União Nacional Africana do Zimbábue - Frente Patriótica (ZANU-PF), que também cobrava sua renúncia.

Durante uma reunião conjunta do Parlamento, houve muita comemoração quando o presidente da Casa, Jacob Mudenda, anunciou a renúncia de Mugabe e suspendeu os procedimentos de impeachment.

A origem da queda repentina de Mugabe está na rivalidade existente entre membros da elite governista do país para decidir quem o sucederá, e não em protestos populares contra seu governo.

O Exército assumiu o poder depois que Mugabe demitiu Emmerson Mnangagwa, favorito do ZANU-PF para sucedê-lo, para abrir caminho à sua esposa, Grace, para a Presidência.

Mnangagwa deve substituir Mugabe no cargo de presidente do Zimbábue.

 

Estados Unidos alertam para risco de ataques terroristas na Europa

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/11/2017 11:48:01

 

Os Estados Unidos emitiram um alerta de viagem no qual avisa a seus cidadãos que vivem na Europa ou a visitam sobre o risco "intensificado" de ataques terroristas no continente durante a temporada de fim de ano.

"Os recentes incidentes na França, Rússia, Suécia, Reino Unido, Espanha e Finlândia mostram que o Estado Islâmico (EI), Al Qaeda e suas filiais têm a capacidade de planejar e executar ataques terroristas na Europa", diz o alerta de viagem, divulgado pelo Departamento de Estado americano.

A advertência não menciona a Espanha, nem faz referência aos atentados jihadistas de 17 de agosto em Barcelona e Cambrils, na Catalunha, que deixaram 16 mortos e mais de 100 feridos.

Além disso, o Departamento de Estado lembrou que, no ano passado, houve "ataques com muitas vítimas em um mercado de natal em Berlim, na Alemanha, e em uma casa noturna em Istambul, na Turquia, na passagem de ano.

"Embora os governos locais continuem com suas operações contra o terrorismo, o Departamento se mantém preocupado com a possibilidade de ataques terroristas no futuro", acrescenta a nota.

"Os cidadãos americanos sempre deveriam estar em alerta diante da possibilidade de que simpatizantes de terroristas ou extremistas auto radicalizados possam realizar ataques sem aviso prévio", afirma o alerta de viagem.

Alerta similar

Em novembro de 2016, o Departamento de Estado emitiu um alerta muito similar, na qual advertia também para o risco "acentuado" de atentados na Europa para as épocas festivas.

Este novo alerta de viagem, que ficará em vigor até 31 de janeiro de 2018, é mais um de uma série de advertências a respeito do risco de viajar à Europa que Washington começou a enviar regularmente a seus cidadãos a partir dos ataques terroristas em Paris, em 2015, e Bruxelas, em 2016.

A última dessas advertências, emitida em 31 de agosto, expressava um nível de alerta um pouco mais contido, ao assegurar que o risco de atentados "continuava" na Europa, em vez de usar, como agora, o adjetivo "intensificado".

"Os extremistas continuam focando em lugares turísticos, centros de transporte, shoppings ou mercados, e edifícios governamentais como alvos viáveis", afirma o novo alerta.

"Além disso, os hotéis, clubes, restaurantes, lugares de oração, parques, atos com grande número de pessoas, instituições de ensino, aeroportos e outros alvos continuam sendo locais prioritários para possíveis ataques", acrescenta. As informações são da agência de notícias EFE.

O Departamento de Estado pede para que os cidadãos americanos fiquem atentos às informações dos consulados locais e lembra que os terroristas podem usar "várias táticas, incluindo armas de fogo, explosivos, o uso de veículos para atacar (multidões) e armas afiadas que são difíceis de serem detectadas antes de um ataque".

Os EUA, por sua vez, continuarão "compartilhando informações" com seus parceiros europeus para ajudar a "desmantelar planos terroristas, identificar e adotar medidas contra possíveis agressores" e "fortalecer as defesas contra possíveis ameaças", afirma o comunicado.

 

América Latina joga 145 mil toneladas de lixo orgânico por dia em aterros

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/11/2017 10:33:57

Todo dia, 145 mil toneladas de resíduos orgânicos são jogadas em lixões e aterros controlados na América Latina e no Caribe. Essa montanha diária de restos de comida não processados, que colocam em risco a saúde e a vida de 170 milhões de pessoas, é um dos temas da 3ª Assembleia do Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas (ONU), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 4 a 6 de dezembro.

Os números estão no Atlas de Resíduos da América Latina, relatório da ONU Meio Ambiente que está para ser lançado. Um resumo do trabalho foi apresentado preliminarmente em São Paulo em evento realizado nesta terça-feira (21) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

O estudo mostra um cenário preocupante. Segundo Jordi Pon, coordenador regional de resíduos e químicos do organismo das Nações Unidos, as 540 mil toneladas de lixo produzidas atualmente na região serão 671 mil toneladas em 2050. Se, de um lado, há avanços na coleta, que na média supera 90% do lixo urbano, o processamento fica abaixo dos 70%. O restante, formado essencialmente por dejetos orgânicos, vai para locais inadequados, produzindo poluição do ar, do solo e da água.

“Os dados apresentados pela ONU Meio Ambiente mostram que, mesmo com algumas melhorias alcançadas nos últimos anos, cerca de 170 milhões de pessoas ainda estão expostas às consequências desse problema, em decorrência dos graves impactos causados ao meio ambiente e à saúde da população”, explica Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Abrelpe e membro do Comitê Diretivo do Atlas de Resíduos.

A análise dos despejos sólidos das cidades latino-americanas mostra que o lixo orgânico representa mais da metade de todo o resíduo descartado. Esse índice varia de acordo com o potencial econômico do país. "Em nações de baixa renda, 75% do lixo descartado são provenientes de matéria orgânica, enquanto em países com renda mais elevada esse índice é de 36%”, comentou Pon. A diferença é reflexo da maior ou menor atividade industrial e comercial.

O lixo doméstico tem ainda o agravante de concentrar resíduos perigosos, como baterias, celulares, equipamentos elétricos e eletrônicos e remédios vencidos, entre outros,

Parte do lixo doméstico é formada por elementos secos, como metais, papéis, papelão, plásticos, vidro e têxteis. A reciclagem desses itens ainda é reduzida, em geral abaixo de 20%. O índice só é alcançado em cidades onde existe coleta e seleção informais, feita por catadores autônomos, o que mostra a pequena participação do Poder Público e de políticas voltadas para o problema.

No entanto, o estudo da ONU revela que a maior parte dos países da América Latina e do Caribe tem legislação específica que define as responsabilidades de geradores e manipuladores e prevê punições, que quase nunca são aplicadas. Além disso, mostra o relatório, os investimentos em gestão de resíduos são insuficientes. “Isso cria um vácuo de responsabilidades governamentais, com poucas ações de acompanhamento e monitoramento, resultando, entre outras coisas, em uma aplicação deficiente da lei, tanto pelo setor público quanto pelo privado”, explica Jordi Pon.

De acordo com Carlos Silva Filho, o financiamento é uma questão fundamental para a melhoria da gestão de resíduos. Ele ressalta que na América Latina e no Caribe os modelos são financiados por recursos municipais e, em muitos casos, os custos não são plenamente recuperados. “Ainda não há uma consciência clara do fato de que o custo econômico dos impactos negativos causados pela gestão inadequada dos resíduos é maior do que o custo de investimento em um sistema adequado”.

O relatório faz parte de um projeto da ONU Meio Ambiente e é parte do Atlas Global de Gestão de Resíduos de 2016, que inclui relatórios sobre a situação dos resíduos sólidos na América Latina e Caribe, Ásia, Ásia Central, África, Regiões Montanhosas e Pequenas Ilhas-Estado (Sids).

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 21.11.2017

Japão: testes nucleares e de mísseis da Coreia do Norte são absolutamente inaceitáveis

Os lançamentos de mísseis e os testes nucleares de Pyongyang são absolutamente inaceitáveis e representam uma ameaça global, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono.

De acordo com o ministro japonês, a ameaça proveniente da Coreia do Norte alcançou um "nível sem precedentes".

"Enquanto a Coreia do Norte está persistentemente seguindo seus planos de desenvolvimento de programas nuclear e de mísseis, a comunidade internacional precisa se unir e exigir de Pyongyang, com toda a firmeza, ações concretas para resolver estes problemas urgentes em prol de desnuclearização da península coreana", declarou o ministro.

Ao mesmo tempo, o ministro Taro Kono declarou que o papel de Moscou é crucial para encontrar uma solução para a crise que atingiu a península coreana.

O ministro sublinhou que por esta razão o "Japão necessita, em interação com a Rússia e com toda a comunidade internacional, de aumentar ao máximo a pressão sobre a Coreia do Norte, usando os mais diversos meios, e obrigá-la a mudar sua política".

Taro Kono acrescentou que, nessa conexão, a "cooperação estreita entre o Japão e a Rússia é insubstituível".

Nuvem radioativa que afetou Europa ainda continua um mistério

Agências russas deram versões contrárias sobre origem da nuvem

Agência ANSA

 

A agência russa de meteorologia Rosguidromet confirmou que a nuvem radioativa que se espalhou pela Europa, durante o mês de outubro, teve origem em estações ao sul dos Montes Urais, que fazem a fronteira entre Europa e Ásia.

Segundo a entidade, o país registrou quantidades "extremamente elevadas" do rutênio-106, um isótopo radioativo, em duas estações de observação em Arguaiach e Novogorny entre os dias 25 de setembro e 1º de outubro - ou seja, antes dela ser detectada pela Itália e pela França e, depois, por toda a Europa.

No entanto, horas após a nota da entidade, a agência nuclear russa negou que o país tenha sido a origem do problema porque "não houve uma explosão ou vazamento" em suas estações.

Porém, a Rosguidromet confirmou que as concentrações de Rutênio-106 em Arguaiach estavam "986 vezes maiores" do que as registradas em agosto. Confirmando os relatórios europeus, o órgão ainda disse que a nuvem se espalhou "da Itália até o norte da Europa".

No entanto, apesar do temor, um dos responsáveis do Centro Nacional para a Segurança Nuclear e Radioproteção do Instituto Superior para a Proteção e Pesquisa Ambiental (Ispra), da Itália, Paolo Zeppa, afirmou que não há riscos para a saúde humana e dos animais.

"Não existe nenhum perigo nessa nuvem tóxica. Agora, por exemplo, não há nenhum traço do Rutênio-106 no ar", explicou Zeppa ao jornal "Corriere della Sera".

"Já naqueles dias, ela não representava um perigo e sua presença não tinha importância sanitária para aplicar o plano nacional para eventos nucleares e radiológicos previstos nestes casos. O seu nível era bem inferior à radioatividade natural existente no ambiente e com a qual nós vivemos diariamente", acrescentou o especialista, dizendo que a nuvem se espalhou para todas as regiões italianas.

Para antigo premiê, Ucrânia está se aproximando do modelo da Alemanha nazista

 

Passaram quatro anos desde os acontecimentos trágicos que abalaram a sociedade ucraniana. O chamado Maidan começou na praça central da capital ucraniana, Kiev, em 21 de novembro de 2013, os confrontos duraram vários meses e deixaram muitos mortos e feridos.

O Maidan levou à derrubada do presidente Viktor Yanukovich e ao conflito armado no leste do país que até hoje ainda não foi resolvido.

Em conversa com o serviço russo da Rádio Sputnik, Nikolai Azarov, primeiro-ministro durante a presidência de Yanukovich (2010-2014), fala das mudanças catastróficas por que está passando a Ucrânia.

"Claro que há pessoas que passaram a viver melhor. O Maidan levantou do fundo todo o lixo e espuma para o topo da governação. Um virou deputado, outro ministro, como, por exemplo, Avakov [Arsen Avakov, ministro do Interior ucraniano], um pequeno vigarista que agora manda em militantes armados. Poroshenko, um empresário qualquer, agora é presidente e bilionário", diz Azarov.

Falando dos atuais dirigentes da Ucrânia, Azarov sublinhou que o regime não presta atenção à economia, mas sabe apoiar aqueles que podem, pela força das armas, fazer o povo temer.

"Existem pessoas que o regime apoia. Eles estão prontos a espancar, matar, fuzilar, que é o que eles fazem. A maioria das pessoas está sofrendo", afirmou, se referindo à redução das pensões e aumento de preços dos medicamentos, o que consequentemente leva à redução da população.

Tendo uma experiência enorme de governação, Azarov compartilha sua opinião sobre o que o país precisa para voltar à vida normal.

Primeiro, explica o ex-premiê, é necessário desmilitarizar e desarmar todas as formações ilegais, reestabelecer a ordem constitucional e a legalidade no país, já que hoje em dia os criminosos aterrorizam as empresas. O sistema de segurança pública está destruído, as autoridades se preocupam apenas com seu enriquecimento, destaca Azarov.

"Acontece que na Ucrânia não há nenhum poder político que possa fazer voltar o país ao caminho do desenvolvimento normal. A Ucrânia se aproxima a todo o vapor do modelo que existia na Alemanha nos anos 1935-1936. Falta apenas um führer como Hitller. A Ucrânia não é capaz de lidar com isso sozinha. Até o Reich existiria por mil anos se não fosse derrubado do exterior", frisou.

Para mudar a situação, segundo Azarov, o isolamento externo é essencial. O ex-premiê está seguro que se os EUA e Europa deixarem de apoiar Poroshenko, o regime vai cair. Azarov destacou ainda, comprovando assim a opinião de muitos analistas, que a Ucrânia é uma moeda de troca nos interesses das grandes potências, enquanto o ataque principal é dirigido contra a Rússia.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 21.11.2017

 

Putin recebe Assad e anuncia novo capítulo para a Síria

 

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Presidente russo recebe hoje Erdogan e Rouhani em Sochi. Antes, ao lado lado do líder sírio, anunciou que as operações militares estão a chegar ao fim. É hora de discutir a transição

Saiu do carro, subiu a sorrir os degraus da residência oficial da presidência russa em Sochi, apertou a mão de Vladimir Putin e logo tombou sobre este num abraço, tão breve quanto simbólico. A reunião de três horas do presidente sírio Bashar al-Assad com o homólogo russo, na segunda-feira à noite, é a segunda deslocação à Rússia (e ao estrangeiro) desde o eclodir da guerra, em 2011. E marca o virar da página num conflito de seis anos em que a principal aliança da oposição síria se demitiu e na qual o Irão, através do presidente Hassan Rouhani, anunciou a derrota do Estado Islâmico.

Vladimir Putin é a peça central do conflito na Síria. Hoje recebe na mesma cidade na costa do Mar Negro os presidentes da Turquia e do Irão, após ter mantido conversas ao telefone com os líderes da Arábia Saudita e dos Estados Unidos, Salman al-Saud e Donald Trump. O homem acusado de desestabilizar a Ucrânia é o mesmo a encabeçar esforços para que a paz seja uma realidade na Síria, impondo o que alguns comentadores chamam de pax russica.

"Ainda temos um longo caminho a percorrer antes de alcançar uma vitória completa sobre os terroristas. Mas, no que diz respeito ao nosso trabalho conjunto na luta contra o terrorismo no território da Síria, a operação militar está de facto a chegar ao fim", declarou Putin a Assad. Este concordou com o anfitrião: "É do nosso interesse avançar com o processo político. Contamos com o apoio da Rússia para assegurar a não interferência de atores externos. Não queremos olhar para trás. Todos os que querem verdadeiramente uma solução política são bem-vindos. Estamos prontos a dialogar."

Na visita surpresa de Assad, houve tempo para este se mostrar agradecido aos militares russos (e ao ministro da Defesa, o general Sergei Shoigu), com quem se encontrou no final da reunião. "Gostaria de sublinhar o esforço realizado peças forças armadas da Federação Russa, os sacrifícios que fizeram. Não nos esqueceremos", afirmou. A intervenção militar russa, iniciada em setembro de 2015, foi crucial para alterar o destino da guerra.

Não é claro se para o Kremlin a manutenção de Assad no poder é objeto de análise com as outras potências em jogo. "Foram discutidas possíveis opções de soluções políticas", disse o porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, a esse propósito. Coincidência, ou não, a Comissão Suprema para as Negociações, a maior aliança política da oposição síria - cujo primeiro ponto na agenda era a saída de Assad do poder - viu a sua liderança demitir-se. O abandono de Riyad Hijab, ex-primeiro-ministro, e de outros nove membros da aliança apoiada pela Arábia Saudita foi visto com agrado por Moscovo. "Retirar o protagonismo a figuras radicais permitirá unir essa oposição heterogénea, interna e externa, numa plataforma mais razoável, realista e construtiva", comentou o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov. Riade recebe nesta semana uma conferência da oposição síria.

No encontro tripartido de hoje, o outro aliado de Assad, Teerão, deverá defender a permanência no poder do filho de Hafez al-Assad. Ontem, o presidente Rouhani anunciou o fim do Estado Islâmico. "Com a orientação de Deus e a resistência das pessoas na região, podemos dizer que esse mal que pendia sobre a cabeça das pessoas foi afastado ou reduzido."

Antes do encontro entre Putin, Erdogan e Rouhani, as chefias militares concordaram em coordenar esforços para eliminar o Estado Islâmico e outros grupos terroristas, bem como em iniciar esforços para pacificar Idlib, região controlada por rebeldes apoiados por Ancara.

João Lourenço passou à reforma cinco oficiais generais e ex-comandante da Polícia

 

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Presidente angolano passou à reforma três generais, um almirante e um brigadeiro das Forças Armadas Angolanas

O Presidente angolano passou à reforma cinco oficiais generais, entre os quais o anterior chefe da secreta militar que exonerou esta semana, o mesmo acontecendo com o anterior comandante-geral da Polícia Nacional. De acordo com ordens de serviço assinadas por João Lourenço, com data de 17 de novembro e aos quais a Lusa teve hoje acesso, assinadas pelo comandante-em-chefe das forças de segurança e armadas, o comissário-chefe Ambrósio de Lemos, da Polícia Nacional, é um dos que passou à reforma.

Ambrósio de Lemos era comandante-geral da Polícia Nacional de Angola desde 2006, nomeado para as funções pelo anterior chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, que entretanto o reconduziu no cargo ao longo dos anos. Na segunda-feira, o Presidente angolano anunciou a sua exoneração e a nomeação do comissário-geral Alfredo Mingas como novo comandante-geral da Polícia Nacional.

O chefe de Estado passou ainda à reforma, por terem atingido o limite de idade, e também depois de ouvir o Conselho de Segurança Nacional, três generais, um almirante e um brigadeiro das Forças Armadas Angolanas.

É o caso do general António José Maria, tido como do círculo mais próximo do ex-Presidente da República, e que tinha sido nomeado em 2009 como chefe do Serviço de Inteligência e de Segurança Militar por José Eduardo dos Santos. Foi exonerado igualmente esta semana pelo novo Presidente angolano, que nomeou para aquelas funções o general Apolinário José Pereira.

Outros dois influentes generais angolanos, Carlos Alberto Hendrick Vaal da Silva e Fernando Torres Vaz da Conceição, passaram à reforma no topo da carreira militar.

O mesmo aconteceu com o almirante Gaspar Santos Rufino, reconduzido em setembro, por João Lourenço, nas funções de secretário de Estado para a Defesa Nacional, e o brigadeiro António dos Santos e Sousa.

Desde que tomou posse, a 26 de setembro, na sequência das eleições gerais angolanas de 23 de agosto, João Lourenço procedeu a exonerações de várias administrações de empresas estatais, dos setores de diamantes, minerais, petróleos, comunicação social, banca comercial pública e Banco Nacional de Angola, anteriormente nomeadas por José Eduardo dos Santos.

A exoneração de Isabel dos Santos, filha do ex-chefe de Estado, do cargo de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol, aconteceu na quarta-feira passada e foi a decisão mais mediática, seguindo-se a polícia, serviços prisionais, serviço de estrangeiros, bombeiros e chefias militares.

José Eduardo dos Santos anunciou em 2016 que pretendia abandonar a vida política em 2018, mas nesse mesmo ano recandidatou-se, de novo, à liderança do MPLA, renovando o mandato de cinco anos.

Ratko Mladic condenado por genocídio e crimes contra a Humanidade

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O "carniceiro dos Balcãs" era acusado de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade

O Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia condenou o ex-chefe militar sérvio bósnio Ratko Mladic a prisão perpétua por genocídio e crimes contra a Humanidade.

Mladic, apelidado de "carniceiro dos Balcãs", foi declarado culpado de 10 das 11 acusações de que era alvo - duas de genocídio, quatro de crimes de guerra e cinco de crimes contra a humanidade - cometidos durante a guerra da Bósnia (1992-1995), entre os quais o massacre de Srebrenica e o cerco da capital Sarajevo.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 21.11.2017

Tentativa de golpe de Estado na república pró-russa de Lugansk

O líder da "República de Lugansk", região separatista do leste da Ucrânia, denunciou uma tentativa de golpe de Estado fomentada pelo seu ex-ministro do Interior, cujas forças controlam parcialmente este território.

"Trata-se de uma tentativa de tomarem o poder pelas armas", declarou Igor Plotnitski no decurso de uma conferência de imprensa em Lugansk.

O líder pró-russo indicou que uma coluna de veículos militares foi enviada para Lugansk durante a noite em apoio dos golpistas, sem precisar de onde partiu. Segundo os meios de comunicação locais, estes reforços militares partiram da outra região separatista pró-russa, a "República de Donetsk" (DNR).

A rebelião é dirigida pelo antigo ministro do Interior Igor Kornet, demitido das suas funções por Igor Plotnitski, mas que recusou o afastamento e ordenou na terça-feira o posicionamento de tropas do ministério do Interior na cidade, que cercaram os edifícios oficiais.

Esta quarta-feira, de acordo com a agência noticiosa France Presse (AFP), uma dezena de camiões circulava em Lugansk, enquanto quatro blindados e centenas de homens armados eram colocados no centro da cidade, frente à sede do governo e do ministério do Interior.

Igor Plotnitski parecia em dificuldades esta noite, dois dias após o início da rebelião, incapaz de retomar o controlo das forças de segurança que lhe escapam ao controlo.

No decurso da sua conferência de imprensa, reconheceu que o procurador da "República" e alguns dos seus adjuntos já foram detidos pelos seus opositores.

A "República de Lugansk" (LNR) e a DNR são duas regiões pró-russas que escapam ao controlo de Kiev desde o início da guerra, em abril de 2004, com as forças de Kiev com um balanço que ultrapassa os 10 mil mortos.

Kiev e os países ocidentais acusam a Rússia de apoiar militarmente os separatistas, uma alegação desmentida por Moscovo.

A Rússia ainda não reagiu à situação em Lugansk, e escusou-se oficialmente a apoiar qualquer dos campos em conflito. Interrogado sobre esta questão, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, recusou comentar.

Em 2016, a LNR e a DNR foram palco de numerosos atentados, assassinato de diversos chefes de guerra e de purgas nas instâncias dirigentes.

Falta de oxigénio em submarino desaparecido preocupa marinha

 

Ainda não há nenhum indício verdadeiro acerca da localização do submarino argentino que desapareceu dos radares na passada quarta-feira, com 44 pessoas a bordo, no sul do Oceano Atlântico. A perda de oxigénio é o fator que mais preocupa a Marinha do país.

O ARA San Juan foi dado como desaparecido há sete dias, depois de ter reportado uma falha elétrica. A Marinha argentina, dependente do Ministério da Defesa, começou por desvalorizar o incidente, dizendo que não se tratava de uma "emergência", dada a existência de comida e oxigénio suficientes na embarcação. Mas, esta quarta-feira, já admitiu tratar-se de uma situação "crítica".

Desde o desaparecimento do submarino que foram surgindo várias pistas relativas à sua localização, mas todas se revelaram falsas. A Marinha argentina descartou todos os indícios que surgiram nos últimos dias, nomeadamente sinais sonoros e manchas de calor, avançando que as buscas pelo submarino entram agora na "fase crítica", segundo escreve, esta quarta-feira, o jornal argentino "Clarín".

O porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, admitiu aos jornalistas, não ter "qualquer rasto do submarino" e demonstrou preocupação quanto à possível falta de oxigénio.

"Seguimos esta fase de procura e resgate. Estamos na fase crítica, está a cumprir-se hoje o sétimo dia (desde o desaparecimento) com oxigénio, supondo que (o submarino) não tem capacidade de ir à superfície e renová-lo", assinalou, ressalvando que "estão a ser consideradas todas as possibilidades", nomeadamente a hipótese de ARA San Juan estar à superfície.

Segundo a BBC, as buscas foram alargadas esta quarta-feira.

Ladrões roubam boi e transportam-no dentro de carro

 

A polícia militar de Tijucas, no Brasil, resgatou um boi, de raça nelore, que estava dentro de um veículo ligeiro.

O animal, que tinha sido furtado, na madrugada de segunda-feira, de uma propriedade do município, estava no banco traseiro do carro e foi retirado do viatura com a ajuda dos bombeiros.

Depois de resgatado, o boi fugiu dos polícias, que só algum tempo depois o voltaram a capturar e prender até chegar o dono do animal.

Dentro do carro estavam, além do animal, dois homens que fugiram e ainda não foram encontrados.

Homem lança-se em foguete caseiro para provar que a Terra é plana

Mike Hughes construiu um foguete em casa e vai voar no próximo sábado.

Um motorista de limusines de 61 anos, natural da Califórnia, nos Estados Unidos da América, vai lançar-se, no próximo sábado, num voo a 1.800 pés de altura num foguete que o próprio construiu em casa com diferentes peças de sucata.

Mike Hughes disse à Assossiated Press que a sua aventura pelo espaço marcará uma nova fase no programa do espaço terrestre e pretende refutar a teoria científica sobre o formato quase redondo da Terra.
"Não acredito na ciência, sei sobre aerodinâmica e sobre como as coisas se movem no ar. Mas isso não é ciência, são apenas fórmulas. Não existe diferença entre ciência e ficção científica", afirmou.

O local do lançamento será em Amboy, no deserto de Mojave, EUA, e pode ser visto em direto a partir do site Mad Mike Hughes, criado para o projeto.

Esta não é a primeira vez que "Mad Mike" se aventura no ar e são muitos os vídeos presentes no Youtube que comprovam as inúmeras tentativas que teve, nomeadamente em 2015 quando depois de ser lançado num foguete necessitou de receber cuidados médicos.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 21.11.2017

Irão declara o fim do Estado Islâmico

22 de Novembro, 2017

O Presidente do Irão, Hassan Rouhani, anunciou, ontem, numa declaração pública ao país, que o Estado Islâmico chegou ao fim.

Hassam Rouhani agradeceu, num discurso transmitido pela televisão, a todas as forças militares e políticas envolvidas “nos esforços para acabar com um grupo responsável pela maldade, miséria, destruição e assassinato.”
O Estado Islâmico, acusou o Presidente iraniano, “é um grupo terrorista que foi alimentado e armado pelas principais potências mundiais e alguns países reaccionários da região”, referindo-se aos EUA, Israel e Arábia Saudita.
Na mesma transmissão, disse que a “erradicação” do Estado islâmico na Síria foi possível graças a uma luta conjunta que contou com a ajuda e participação do Irão. “A maior parte do trabalho foi realizado pelo povo e pelos exércitos da Síria, do Iraque e do Líbano. Nós ajudamos, com base no nosso dever religioso islâmico”, sublinhou. Na segunda-feira, o Exército sírio e aliados expulsaram o Estado Islâmico de Boukamal, última cidade nas mãos da organização terrorista, afirmou uma fonte militar. Com a perda desta cidade do leste da Síria, o Estado Islâmico só controlava algumas bolsas naquele território, depois do afundamento do seu “Califado” autoproclamado há três anos.

Ataque no nordeste deixa vários mortos

22 de Novembro, 2017

Pelo menos 50 pessoas morreram num atentado suicida numa mesquita no nordeste da Nigéria, confirmou a Polícia do estado de Adamawa.

 “Neste momento, temos pelo menos 50 mortos e muitos feridos”, disse Othman Abubakar, citado pela Associated Press. 
O porta-voz explicou que o bombista era um adolescente e detonou os explosivos quando se encontrava entre os fiéis reunidos para a oração da manhã.  “O "kamikaze" fez-se explodir entre os fiéis durante as orações da manhã. Uma quinzena de fiéis morreu e muitos outros ficaram feridos”, disse um responsável da agência de gestão de emergências (Sema) do estado de Adamawa, Haruna Furo, citado pela agência France Press.
Apesar de o ataque ainda não ter sido reivindicado, as suspeitas apontam para o grupo rebelde Boko Haram, que está baseado no estado vizinho de Borno e tem sido responsável por vários atentados do mesmo tipo.
A rede de televisão CNN, dos EUA, informou que as vítimas foram deslocadas para diversos hospitais da região e que os números devem aumentar.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 31.10.2017

 

Violência não fará com que abandonemos nosso projeto político, diz Puigdemont

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 31/10/2017 10:44:00

O político catalão Carles Puigdemont afirmou nesta terça-feira, em entrevista coletiva em Bruxelas, que pretende continuar a trabalhar para evitar "um desmonte" das instituições catalãs, após o governo do premiê da Espanha, Mariano Rajoy, lançar mão do artigo 155 da Constituição para intervir na região e frear um processo de independência almejado pelo governo regional. Puigdemont era o presidente da Catalunha e continuou a agir hoje como se estivesse na função, embora para o governo de Madri a intervenção já tenha ocorrido e ele tenha sido afastado.

"Tentamos o diálogo, mas o governo de Madri nunca aceitou", disse Puigdemont na coletiva. Segundo ele, porém, a violência de Madri não fará com que se abandone o projeto político pela independência catalã. "Vim a Bruxelas para agir com mais liberdade e sem as ameaças de Madri", afirmou, acrescentando que não tem a intenção de buscar asilo político na Bélgica, indo a Bruxelas por sua condição de capital da Europa.

Puigdemont disse ainda que pretende seguir trabalhando, "dentro dos limites impostos", e elogiou os funcionários que têm agido para evitar a intervenção de Madri no governo regional. Ele disse que pode voltar à Espanha assim que tenha garantia de um processo justo, "com separação de Poderes". "Não vou me eximir de minhas responsabilidades em relação à Justiça", sustentou. Puigdemont criticou as acusações apresentadas pelo procurador José Manuel Maza contra ele e outros políticos favoráveis à separação e disse que há uma perseguição às lideranças catalãs, que poderia levar a pedidos de prisão preventiva ou ao estabelecimento de fianças abusivas. "Não se tratou de Justiça, mas de vingança", argumentou.

O político catalão disse que pretende respeitar o resultado da eleição convocada para 20 de dezembro na Catalunha, mas questionou se o governo de Madri fará o mesmo, no caso de uma vitória dos favoráveis à independência regional. "A eleição é um desafio democrático, do qual não fugiremos."

Puigdemont disse ainda que, para ele, o processo de degradação política começou em 1º de outubro, quando a polícia espanhola reprimiu duramente os que desejavam votar em um plebiscito pela secessão. O governo Rajoy argumenta, porém, que a votação popular não tinha nenhum amparo legal, sendo portanto irregular. A Justiça espanhola havia decidido que o plebiscito fosse suspenso, mas as autoridades regionais seguiram adiante com a iniciativa. A votação terminou com amplo respaldo à separação, mas nem Rajoy nem a Justiça mudaram sua posição e ainda reforçaram as críticas à condução da política regional por Puigdemont, o que resultou no uso do artigo 155 da Constituição para afastar o governo regional e nas acusações da procuradoria.

Rússia nega implicação em investigações sobre campanha presidencial dos EUA

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 31/10/2017 09:57:00

O governo da Rússia afirmou nesta terça-feira que não está implicada nas primeiras acusações criminais ligadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov disse que "até agora a Rússia não aparece de nenhuma maneira nessas acusações que foram feitas".

Peskov acrescentou ainda que Moscou não pretende alimentar a "histeria" em torno do assunto. O porta-voz acrescentou que as acusações de interferência russa na disputa eleitoral de 2016 permanecem "infundadas" e disse que "nós estamos observando com interesse" os desdobramentos.

O porta-voz do governo russo disse ainda que as conexões entre o ex-assessor de Trump para a política externa George Papadopoulos e um homem que teria vínculos com o Ministério das Relações Exteriores russo não comprovaram qualquer cumplicidade do governo russo. Fonte: Associated Press.

Coreia do Sul e China se mobilizam para superar divergências e marcam reunião

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 31/10/2017 10:08:00

A Coreia do Sul e a China anunciaram hoje que irão se mobilizar para melhorar suas relações, que foram seriamente afetadas pela instalação de um sistema de defesa antimísseis americano pelo governo sul-coreano. Segundo Seul, os líderes dos dois países irão se reunir na próxima semana.

A tentativa de melhorar as relações vem num momento de crescentes tensões regionais ligadas à ambição nuclear da Coreia do Norte e antes da visita que o presidente dos EUA, Donald Trump, fará à Ásia a partir de domingo (05).

As relações entre Pequim e Seul azedaram desde que a Coreia do Sul permitiu que os EUA instalassem no país o sistema de defesa conhecido como THAAD, levando a medidas de retaliação pela China. Para os chineses, o THAAD representa uma ameaça para sua segurança.

Sul-coreanos e americanos alegam que o sistema é puramente defensivo e destinado a afastar possíveis ameaças da Coreia do Norte.

China e Coreia do Sul recentemente concordaram que precisam normalizar as relações e ampliar a cooperação para uma resolução pacífica e diplomática da questão nuclear da Coreia do Norte, segundo o ministério de Relações Exteriores sul-coreano.

Separadamente, o gabinete presidencial em Seul anunciou que os presidentes sul-coreano, Moon Jae-in, e chinês, Xi Jinping, terão conversas na próxima semana, às margens de um fórum regional no Vietnã. Caso se concretize, o encontro será o segundo entre os dois líderes asiáticos desde que Moon tomou posse, em maio. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 31.10.2017

Síria diz que ações militares turcas em Idlib são agressão e ocupação

 

A Síria qualifica como ocupação qualquer presença militar não autorizada em seu território. A declaração é do embaixador da Síria na ONU, Bashar Jaafari, ao comentar as ações da Turquia na cidade de Idlib.

De acordo com Jaafari, as ações militares turcas em Idlib são uma agressão e uma ocupação, acrescentando que Damasco tomará medidas correspondentes.  

"A República Árabe da Síria considera que qualquer presença militar no seu território sem o seu consentimento é uma agressão e ocupação e reagiremos de acordo", disse o chefe da delegação do governo sírio nas conversações em Astana.

De acordo com ele, a parte síria também observa a presença de unidades dos EUA como uma ocupação. "Nosso Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota oficial, que enviamos para Nova York. Acreditamos que a presença americana no terreno e as ações hostis da chamada coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos também são um ato de agressão contra nossa soberania", ressaltou.

Idlib está em grande parte sob o controle do Exército Sírio Livre e de outras forças da oposição que lutam contra as tropas governamentais.

A província, além disso, está incluída em uma das quatro zonas desmilitarizadas estabelecidas em um acordo assinado pelos grupos que participam das conversações de Astana para a reconciliação da Síria, que são realizadas com a mediação da Rússia, Turquia e Irã.

Havana muda política migratória e facilita retorno de cubanos

Ideia é eliminar série de entraves para viagens

Agência ANSA

 

O governo cubano anunciou uma série de mudanças em sua política migratória a partir de 1º de janeiro de 2018 com o objetivo de facilitar a viagem à ilha, especialmente, no caso de filhos de cidadãos nascidos no exterior.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, serão eliminados tanto a "Habilitação de Passaporte", que cubanos que vivem no exterior precisam fazer periodicamente para voltar ao país, e a exigência de permanência no país, por 90 dias, de filhos de cubanos.

Antes, para poder obter a cidadania, um filho de um cubano nascido no exterior era obrigado a permanecer por três meses na ilha para conseguir sua cidadania.

Outro ponto importante do anúncio é a autorização de retorno para todos aqueles cidadãos que deixaram o país de maneira ilegal, com exceção dos que saíram pela base naval norte-americana de Guantánamo por "questões de segurança".

"Ele representa um alívio para os consulados da ilha. A sua eliminação é um suspiro de alívio também para muitos cubanos no exterior", disse Rodríguez. Ele ainda acrescentou que "enquanto os EUA fecham portas, nós abrimos".

Além disso, cubanos que moram no exterior passarão a ser autorizados a entrar e a sair da ilha em cruzeiros turísticos. 

China aos EUA: fiquem longe das conversas sobre mar do Sul da China

 

O embaixador da China nos EUA, Cui Tiankai, declarou que os Estados Unidos não devem entravar as negociações sobre o disputado mar do Sul da China, informa a AP.

A China e seus vizinhos estão fazendo todo o possível para chegar a um código de conduta no mar, enfatizou o diplomata, citado pela agência AP.

Também apontou que os Estados Unidos não têm reivindicações territoriais nessas águas, e devem permitir que os países da região resolvam seus conflitos de uma forma amigável e eficaz.

Washington está criticando a construção de algumas ilhas no mar do Sul da China por parte de Pequim.

Nesta semana, o presidente Donald Trump vai realizar uma viagem pela Ásia que inclui uma visita à China. Provavelmente, a Coreia do Norte será uma prioridade nas conversas entre os presidentes chinês e norte-americano.

Fu Ying, presidente do Comitê para Assuntos Internacionais da Assembleia Popular Nacional da China, já tinha avisado que a interferência dos EUA nas disputas territoriais entre a China e os seus vizinhos cria o risco que as contradições se transformem em uma confrontação geopolítica.

Esta declaração vem depois de o Pentágono se ter pronunciado contra as ações unilaterais no mar do Sul da China, incluindo a militarização dos territórios em disputa, referindo-se à China.

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Vaticano lança selo pelos 500 anos da Reforma Luterana

União entre os cristãos tem sido uma das bandeiras de Francisco

Agência ANSA

 

O Vaticano apresentou um selo comemorativo em homenagem aos 500 anos da Reforma Protestante, cujas celebrações terminam nesta terça-feira (31), após 12 meses de eventos dedicados às ideias de Martinho Lutero.

Com tiragem máxima de 120 mil exemplares, o selo custa 1 euro e mostra o monge alemão ajoelhado em frente a Jesus Cristo crucificado, ao lado de Philipp Melanchthon, um dos maiores divulgadores das 95 teses luteranas. Eles carregam nas mãos a Confissão de Augsburgo, declaração pública de fé do protestantismo.

A união entre os cristãos tem sido uma das principais bandeiras do pontificado de Francisco, que fez a Igreja Católica participar, pela primeira vez em sua história, das celebrações pelo aniversário da revolução de Lutero.

Em outubro de 2016, o Papa já havia marcado presença no início oficial das comemorações pelos 500 anos da Reforma Protestante, na Suécia, quando culpou os "poderosos" pela divisão entre católicos e luteranos. Além disso, em março de 2017, Jorge Bergoglio reconheceu os aspectos "positivos" das teses de Lutero.

Em 1517, o monge alemão afixou na porta da igreja do castelo de Wittenberg um manifesto com 95 propostas para revolucionar a Igreja Católica, servindo de embrião para as diversas confissões protestantes que surgiriam nos séculos seguintes. Lutero era contrário principalmente à "venda" do perdão aos fiéis - a chamada indulgência - e ao luxo cultivado pelo papado.

Hitler fugiu para América? Arquivo da CIA indica que sim

Documento secreto joga mais dúvidas sobre o destino do nazista

Agência ANSA

 

Entre os documentos secretos sobre o assassinato do ex-presidente John F. Kennedy liberados pelo governo dos Estados Unidos, um deles indica que havia uma suspeita sobre uma possível fuga do líder nazista Adolf Hitler para a América do Sul após a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com o arquivo, assinado pelo então chefe interino da CIA na Venezuela, David N. Brixnor, um agente secreto da agência de inteligência se encontrou com o ex-soldado da Schutzstaffel (SS) Philip Citroen, que o informou que Hitler ainda estava vivo.

O documento contém uma fotografia dos anos 1950 de dois homens.

Um deles é o próprio Citroen, e o outro é um indivíduo com traços físicos similares aos de Hitler. Na parte de trás da fotografia, estava escrito. "Adolf Schrittelmayor, Tunga, Colômbia, 1954".

A teoria mais aceita sobre o que aconteceu com Hitler após o conflito é que ele teria se suicidado em seu bunker em abril de 1945, ao lado de sua companheira, Eva Braun.

Trem batizado de Anne Frank gera polêmica na Alemanha

Fundação da jovem judia classificou iniciativa como controversa

Agência ANSA

 

A empresa ferroviária alemã Deutsche Bahn se tornou alvo de duras críticas após ter batizado um trem-bala de Anne Frank, o nome da adolescente judia cujo diário escrito durante a Segunda Guerra se tornou um best-seller mundial. A iniciativa da estatal faz parte da campanha que vai dar o nome de alemães famosos, escolhidos em pesquisa, a 25 novos trens-bala. No entanto, a polêmica se deu porque Anne foi levada de Amsterdã para o campo de concentração nazista, onde morreu, em um trem.

Em nota, a Fundação Anne Frank disse que a "homenagem" é "um tema que leva a controvérsias" e faz lembrar as deportações.

"Essa relação é dolorosa para pessoas que conviveram com as deportações e causa novas dores naqueles que precisam conviver com as consequências. Mas entendemos que iniciativas como essa costumar ter boas intenções", ponderou a fundação.

Segundo a porta-voz da Deutsche Bahn, Antje Neubauer, Anne Frank é "um símbolo da tolerância e representa a pacífica coexistência de diferentes culturas, o que é muito importante em tempo como os atuais".

Nas redes sociais, a ideia foi classificada como insensível e de mau gosto já que muitos judeus foram enviados para o extermínio em campos de concentração em trens da Deutsche Reichsbahn, antecessora da Deutsche Bahn.

O "Diário de Anne Frank" foi publicado em 1947, sendo traduzido para 50 idiomas. A jovem alemã morreu em 1944 no campo de concentração de Elsen, quando tinha 15 anos.

Recentemente, o ex-agente do FBI Vincent Pankoke, que formou uma equipe com 20 especialistas para tentar responder algumas dúvidas sobre a morte de Anne Frank, anunciou que a investigação será retomada. Na última sexta-feira (27), a empresa estatal anunciou que os trens ainda terão nomes de personalidades como Albert Einstein, a atriz e cantora Marlene Dietrich, o casal Hans e Sophie Scholl, dissidentes que lutaram contra o nazismo, o teólogo Dietrich Bonhoeffer, a filósofa Hannah Arendt.

Além deles, serão homenageados o compositor Ludwing van Beethoven, o escritor Thomas Mann e o filósofo e sociólogo Karl Marx, que também foi alvo de polêmica. Entre as piadas feitas pelos internautas está a pergunta se vai haver divisões por classes no trem que leva o nome do principal teórico do comunismo.

Vestido de Homem-Aranha, italiano celebra Halloween no espaço

 

As comemorações do Halloween, nesta terça-feira (31), chegaram ao espaço. O astronauta italiano Paolo Nespoli se vestiu de Homem-Aranha para celebrar o Dia das Bruxas ao lado dos outros tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS).

"Agora que posso andar 'no teto', finalmente chegou minha chance de me tornar o Homem-Aranha! Feliz Halloween!", postou Nespoli no Twitter, junto com uma imagem na qual ele aparece flutuando no teto.

A foto mostra que todos os tripulantes da ISS entraram na brincadeira, com astronautas vestidos de Wolverine e Minion, entre outros.

Aos 60 anos, Nespoli habita a Estação Espacial Internacional com cinco astronautas: os norte-americanos Randy Bresnik, Joseph Acaba e Mark Vande Hei e os russos Alexander Misurkin e Sergey Ryazanskiy.

Astronautas se fantasiaram para o Dia das Bruxas

 

 jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 31.10.2017

 

Teste nuclear na Coreia do Norte. Mais de 200 pessoas terão morrido

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Kim Jong-Un tinha classificado o sexto teste nuclear como "uma grande vitória conseguida pelo povo coreano à custa do seu sangue".

O sexto teste nuclear da Coreia do Norte, realizado a 3 de setembro, foi celebrado com fogo-de-artifício e considerado pelo regime de Pyongyang um marco sem precedentes. Mas, segundo informou uma televisão japonesa, esse teste provocou o desmoronamento de um túnel e levou à morte de mais de 200 pessoas.

A Televisão Asahi cita fontes anónimas familiarizadas com a situação para revelar que ocorreram dois acidentes relacionados com o teste nuclear: um por volta do dia 10 de setembro, no qual terão morrido cerca de 100 trabalhadores; e um outro, durante as operações de resgate, que terá feito outras tantas vítimas.

O sexto teste nuclear de Pyongyang foi realizado, tal como os cinco anteriores, na região montanhosa de Punggye-ri, que consiste num complexo sistema de túneis construídos sob a superfície.

Vários peritos haviam já alertado para o facto de os tremores de terra e deslizamentos que aconteceram na sequência do teste nuclear terem desestabilizado a região, considerando que aquele local não poderia ser usado pelo regime de Kim Jong-un durante muito mais tempo.

Nas imagens que foram divulgadas pelo grupo de análise da situação norte-coreana, o 38 North, no dia a seguir ao teste, eram visíveis várias áreas de gravilha e pedras deslocadas devido aos tremores e alguns peritos admitiam que uma das passagens subterrâneas de Punggye-ri tivesse ruído.

Segundo uma estimativa do Governo sul-coreano, o teste nuclear de 3 de setembro teve teve uma potência de 50 mil toneladas, o que significa que o teste foi cinco vezes mais potente que o quinto ensaio nuclear realizado pela Coreia do Norte, em setembro de 2016, e mais de três vezes superior ao da bomba que destruiu Hiroshima em 1945.

A Coreia do Norte garantiu ter detonado nesse dia uma bomba H (de hidrogénio, mais potente que as armas convencionais) que pode ser instalada num míssil intercontinental.

Dias depois, a Coreia do Norte celebrou com fogo de artifício o seu sexto e mais potente teste nuclear, que classificou como um "evento nacional auspicioso" e um "marco sem precedentes". Depois disso, num banquete, Kim Jong-Un afirmou que o teste foi "uma grande vitória conseguida pelo povo coreano à custa do seu sangue".

Exercícios de retirada

Esta notícia veio a público no momento em que foi divulgado que a Coreia do Norte está a realizar exercícios de retirada em massa, enquanto se prepara para a possibilidade de uma guerra.

Os media sul-coreanos referiram que estes exercícios foram realizados em "cidades secundárias e terciárias" na última semana, principalmente na costa leste do país, na zona do Mar do Japão.

Exercícios para que as cidades fiquem às escuras, evitando serem alvos dos inimigos, também foram realizados.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, avisou no sábado a Coreia do Norte de que qualquer ataque nuclear no território do seu país ou no dos seus aliados vai ter uma "resposta militar maciça".

A Coreia do Norte aumentou as suas ameaças e acelerou os seus programas de armas "desnecessariamente", disse Mattis, que advertiu que, em caso de ataque, o Exército de Pyongyang não seria rival para a defesa combinada de Washington e Seul.

Tribunal Constitucional suspende declaração de independência da Catalunha

 

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A informação surge quando o presidente do governo catalão destituído dá uma conferência de imprensa em Bruxelas.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu hoje a declaração unilateral de independência da Catalunha, aprovada na sexta-feira pelo parlamento regional da Generalitat.

A informação surgiu quando o presidente do governo catalão destituído, Carles Puigdemont, dava uma conferência de imprensa em Bruxelas, em que disse que o diálogo com Madrid se tornou "impossível" e garantiu que vai participar e respeitar o resultado das eleições regionais de 21 de dezembro.

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A suspensão da declaração de independência foi solicitada pelo Governo, que considera ser uma violação das resoluções anteriores do próprio Tribunal Constitucional, a qual "gera uma situação de perturbação extremamente grave da ordem constitucional".

Quase ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal espanhol anunciou em Madrid que irá investigar se a ex-presidente do parlamento da Catalunha e cinco membros da Mesa da assembleia cometeram delitos de rebelião, sedição e desvio de fundos, os quais podem ter sentenças até 30, 15 e seis anos de prisão.

O Ministério Público pede o mesmo tipo de penas para o líder separatista Carles Puigdemont, ex-presidente do Governo regional, e Oriol Junqueras, o seu número dois.

A acusação pública tinha apresentado na segunda-feira acusações contra os principais membros do governo catalão por rebelião, sedição e fraude e também contra a presidente do Parlamento regional e os membros da mesa que processaram a declaração de independência.

O parlamento regional da Catalunha aprovou na sexta-feira a independência da região, numa votação sem a presença da oposição, que abandonou a assembleia regional e deixou bandeiras espanholas nos lugares que ocupavam.

Ao mesmo tempo, em Madrid, o Senado espanhol deu autorização ao Governo para aplicar o artigo 155º. da Constituição para restituir a legalidade na região autónoma. Mariano Rajoy anunciou então a destituição dos líderes do governo catalão e a dissolução do parlamento regional da Catalunha.

Mulher tentou envenenar o marido e acabou por matar 13 familiares

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Asiya Bibi estava casada há cerca de um mês, um casamento que foi arranjado pela família

Uma mulher paquistanesa foi presa por matar treze pessoas, o marido e mais doze familiares, com leite envenenado, no Paquistão.

Segundo a BBC, Asiya Bibi é acusada de tentar envenenar o marido, Amjad Akran, de 25 anos, com quem foi obrigada a casar no mês passado.

A tentativa terá falhado porque o marido não bebeu o leite. Em vez disso, o leite foi usado para fazer lassi, uma bebida tipo iogurte, que foi servida a 27 familiares. O marido e outros doze acabaram por morrer nos hospital.

Segundo os meios de comunicação locais, a mulher ainda tentou fugir para casa dos pais, mas sem sucesso, tendo sido detida juntamente com um homem, que se suspeita ser seu amante. Foi ainda detida uma tia de Asiya Bibi por suspeitas de envolvimento no crime.

Asiya Bibi e Amjad Akran casaram-se no passado mês de setembro, numa união arranjada entre as duas famílias e com a qual Bibi não concordaria.

Os casamentos arranjados nas zonas pobres e rurais do Paquistão são comuns e em muitos casos combinados pelas famílias.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 31.10.2017

Trump não vai à zona desmilitarizada entre as duas Coreias porque "é um cliché"

 

O presidente norte-americano, Donald Trump, não vai à zona desmilitarizada entre as duas Coreias durante a visita da próxima semana à Coreia do Sul, porque não tem "tempo" e porque é "um cliché", anunciou, esta terça-feira, um responsável norte-americano.

"O presidente não vai visitar a DMZ [a zona desmilitarizada], não há tempo", disse um alto funcionário da Casa Branca à imprensa, pedindo anonimato.

A visita à zona, na fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, tornou-se "um bocadinho um cliché", acrescentou.

Em vez disso, durante a visita à Coreia do Sul, Trump vai a Camp Humphreys, uma base militar norte-americana 70 quilómetros a sul de Seul que "nunca recebeu" a visita de um presidente dos Estados Unidos, acrescentou.

A DMZ é uma faixa de quatro quilómetros ao longo da fronteira entre as Coreias, tecnicamente em guerra há mais de 65 anos, e o único ponto onde as tropas do Norte e do Sul se veem cara a cara.

A maioria dos presidentes dos Estados Unidos visitaram a fronteira para sinalizar, à Coreia do Sul e outros aliados, que Washington não tolerará qualquer agressão do regime norte-coreano.

A última visita de um dirigente norte-americano à DMZ foi do vice-presidente, Mike Pence, em abril, um dia depois de Pyongyang ter disparado um míssil balístico.

Na última década e meia, estiveram na DMZ os ex-presidentes Barack Obama e George W. Bush, respetivamente em 2012 e 2002, os ex-secretários da Defesa Ashton Carter, em 2005, Chuck Hagel, em 2013, e Robert Gates, em 2010, e a ex-secretária Hillary Clinton, em 2010.

A visita de Donald Trump à Coreia do Sul enquadra-se numa digressão pela Ásia que Donald Trump realiza entre 03 e 14 de novembro.

Além de Seul, o presidente norte-americano vai visitar o Japão, a China, o Vietname e as Filipinas.

Países da UE enfrentam regresso de nacionais que aderiram ao Estado Islâmico

Os governos da Alemanha, França e Reino Unido estão a ser confrontados com pedidos de regresso de cidadãos nacionais que se juntaram aos 'jihadistas' do Estado Islâmico, em consequência das sucessivas derrotas militares do grupo extremista.

"Senhora chanceler, quero regressar com o meu filho, ajude-nos [...] Não tenha medo, eu não sou terrorista", pediu em alemão num vídeo divulgado no princípio do mês pelo jornal Die Zeit uma mulher com o filho bebé nos braços, identificada como Nadia Ramadan, 31 anos, natural de Frankfurt (oeste da Alemanha).

A mulher foi recentemente detida, com os três filhos, por milicianos curdos na cidade síria de Raqa, a "capital" do "califado" proclamado em 2014, recentemente recuperada pela coligação internacional que combate o grupo 'jihadista'.

Berlim recusou oficialmente ajudá-la.

Segundo os serviços de informações da Alemanha, 950 cidadãos alemães juntaram-se ao Estado Islâmico desde 2011, cerca de um terço dos quais regressou e 150 foram mortos.

"Consideramos perigoso o regresso à Alemanha destes filhos de 'jihadistas', endoutrinados numa zona de guerra. Esse risco tem de ser tido em conta", disse à imprensa o chefe dos serviços de informações, Hans Georg Massen.

Em França, duas dezenas de famílias de mulheres que partiram para o "califado" pediram, numa carta ao presidente Emmanuel Macron, que este as autorize a regressar com os filhos.

A política de Paris tem sido a recusa de ajuda.

"No caso do Iraque, as pessoas que estavam em território iraquiano e foram detidas serão julgadas no Iraque", explicou hoje a ministra das Forças Armadas, Florence Parly, acrescentando que "aqueles que regressaram a território francês sabem que são passíveis de procedimento judicial".

"Na Síria [...], se cidadãos franceses estão em território sírio e nas mãos de diferentes autoridades, notificamos o CICV [Comité Internacional da Cruz Vermelha]", prosseguiu.

Segundo o governo francês, cerca de 1.700 nacionais partiram para as zonas controladas pelos 'jihadistas' a partir de 2014. Desses, 278 foram mortos, número que as autoridades admitem poder ser superior, e 302 regressaram a França -- 244 adultos e 58 menores.

Na carta a Macron, as famílias de francesas detidas na Síria pedem ao presidente que "faça todos os possíveis para facilitar o regresso destas jovens e dos seus filhos ao país, onde devem naturalmente relatar as suas ações às autoridades competentes".

No Reino Unido, as autoridades estimam em 850 o número de britânicos que se juntaram aos 'jihadistas' e, segundo um relatório recente do centro de estudos Soufan Center, 425 pessoas regressaram ao país vindas da Síria ou do Iraque.

A política de Londres nestes casos é "julgá-los" para que fiquem "na prisão muito tempo", explicou na semana passada o diretor nacional da polícia antiterrorista, Mark Rowley, admitindo contudo que nem sempre se consegue reunir elementos suficientes para uma condenação.

Para esses casos, as autoridades "ponderam medidas preventivas", como "instalá-los num determinado local e recorrer a um sistema de vigilância".

Mas há no Governo britânico quem defenda medidas mais radicais.

"Devemos considerar que essas pessoas constituem um grave perigo e, infelizmente, a única maneira de fazer face a isso será, em quase todos os casos, matá-los", disse, a 23 de outubro, o secretário de Estado para o Desenvolvimento Internacional, Rory Stewart.

Para o ministro da Defesa, Michael Fallon, o facto de alguém se juntar ao Estado Islâmico faz dele "um alvo legítimo" implicando o risco de "a cada hora de cada dia se verem do lado errado de um míssil da Royal Air Force ou dos Estados Unidos".

Há dúvidas sobre a história das mulheres que estiveram cinco meses à deriva no mar

A história das duas mulheres que sobreviveram cinco meses à deriva no mar, acompanhadas de dois cães, tem falhas que carecem de explicação. De uma tempestade não registada a um instrumento de sinalização que as poderia ter salvado em pouco tempo, há lacunas que nenhuma explicou ainda.

As duas mulheres que foram resgatadas na semana passada, após cinco meses à deriva no Oceano Pacífico, acompanhadas de dois cães, tinham um dispositivo de localização de emergência, EPIRB, na sigla em inglês, que aparentemente não foi ativado.

O EPIRB, encontrado em muitos barcos por todo o Mundo, é usado para identificar a localização de embarcações que precisam de resgate no mar, "transmitindo uma mensagem codificada através de uma frequência específica de socorro para a estações terrestres junto ao centro de coordenação de salvamento mais próximo", pode ler-se no site dedicado àquele aparelho.

Jennifer Appel e Tasha Fuiava "tinham um EPIRB a bordo, que estava devidamente registado", disse à CNN a porta-voz da Guarda Corteira dos EUA Tara Molle.

"Tanto quanto sabemos, o EPIRB estava a funcionar corretamente. Não posso especular por que razão não o ativaram", acrescentou Molle, oficial de segunda classe na Guarda Costeira dos EUA. "Quando lhe perguntamos porque não usou o EPIRB, disse que nunca se sentiu em situação de perigo verdadeiro, como se fosse morrer no período de 24 horas", acrescentou Tara Molle.

Em comunicado, esta terça-feira, Jennifer explicou por que razão não usou o EPIRB. "Seria lastimável requerer a ajuda da Guarda Costeira quando não estávamos em perigo iminente e causar a morte de alguém por causa disso", disse. "O EPIRB é para pessoas que estão num cenário de morte iminente", acrescentou.

Fica por explicar, no entanto, por que razão Jennifer não referiu o EPIRB entre os dispositivos de comunicação e segurança que tinham a bordo, numa conversa com a revista "People", logo após o resgate. "Não tínhamos o nosso rádio de mão e o nosso rádio satélite também deixou de funcionar. O telefone satélite também não estava operacional. Estavam todos dependentes da antena, que ficou inoperacional."

A tempestade que nenhuma autoridade descortinou

As mulheres terão partido do Havai num veleiro, acompanhadas de dois cães, a 3 de maio. Contaram que na primeira noite encontraram "uma tempestade de força 11", que pode causar ondas com mais de 10 metros, e que passaram duas noites e três dias a lutar contra a fúria da natureza.

Um parágrafo da história contada pelas marinheiras que também carece de explicação. Norman Hui, meteorologista do Centro Nacional Meteorológico de Honolulu, no Havai, diz que não foi registada "qualquer tempestade perto das ilhas do Havai a 3 de maio de 2017 ou nos dias seguintes". A Agência Nacional Atmosférica dos EUA, NOAA na sigla original, também não tem registos de qualquer tempestade naquela região nas datas referidas.

Appel disse à Marinha dos EUA que quatro dias após a tempestade, o mastro da embarcação partiu. E, mais para o fim do primeiro mês de aventura, a chuva forte inviabilizou o motor do veleiro.

Sem mastro, sem vela, sem motor, as mulheres acharam-se à deriva no início da aventura desenhada - quatro mil quilómetros entre o Havai e o Tahiti. Com dois purificadores de água e uma despensa com alimentos para um ano, Tasha e Jennifer aguentaram-se mais cinco meses à deriva no mar, até serem avistadas por um barco de pesca de Taiwan, a cerca de 1400 quilómetros do Japão.

Foram resgatadas na semana passada pelo USS Ashland, uma embarcação da 7.ª frota dos EUA, sediada no Japão. Mas, ao que contaram depois de subir a bordo, a aventura podia ter terminado mais cedo.

Com terra à vista, vento empurrou-as para longe da salvação

As duas mulheres dizem que podiam ter sido resgatadas a 1 de outubro, quando conseguiram "contactar alguém" na ilha de Wake, pequeno território insular de administração norte-americana no Pacífico.

"Dissemos que estávamos à deriva no mar há cinco meses e que precisávamos de ajuda. Disseram-nos que nos podiam ajudar se conseguíssemos chegar ao porto", explicou Jennifer Appel. "Mas estávamos na parte norte da ilha e a entrada para o porto era no lado sul, com o vento a levar-nos para oeste", explicou.

A CNN diz que tentou contactar as autoridades da ilha para esclarecer este naco da história, mas não conseguiu ainda. Também ninguém foi capaz, ainda, de confrontar as duas mulheres com os pormenores mal contados da aventura.

"Acho que a maioria dos marinheiros vai achar esta história muito estranha", comentou Linus Wilson, professor na Universidade de Luisiana, nos EUA, que desde 2010 fez mais de 10 mil milhas náuticas em veleiro. "Quando ouvi a história pensei que Jennifer tinha sido muito irresponsável por não confirmar os relatórios de meteorologia", acrescentou, em declarações à revista "People".

"Para os marinheiros que tenham feito longas distâncias de veleiro, esta história tem muitos buracos e simplesmente não faz sentido", acrescentou Linus Wilson.

Tasha e Jennifer estão, de momento, a descansar num hotel em Okinawa, no Japão. A gerência informou que, por questões de privacidade dos hóspedes, não passa chamadas nem toma nota de mensagens.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 31.10.2017

Rússia vai reduzir tropas

31 de Outubro, 2017

A Rússia pode reduzir a sua presença militar na Síria, revelou a edição de ontem do jornal russo “Kommersant”, que cita fontes diplomático-militares.

O jornal dá conta que as tropas governamentais sírias já controlam 95 por cento do território e não precisam de apoio russo em tão grande escala para uma ofensiva final contra os extremistas. 
“Caso o plano seja realizado, na Síria ficam apenas o contingente necessário para defender as bases russas em Hmeymim e Tartus, destacamentos da polícia militar e conselheiros militares”, afirmou a fonte citada pelo “Kommersan”.
O número de aviões da Força Aérea da Rússia na Síria pode ser reduzido, mas os sistemas de defesa aérea que protegem instalações russas vão permanecer, estimam as fontes.
De acordo com os dados do “Kommersan, o  plano prevê reduzir o grupo misto de combate da aviação russa na base de Hmeymim e enviar uma parte do contingente (incluindo pessoal técnico e engenheiros) para os lugares de serviço permanente na Rússia, mas as fontes disseram que a decisão ainda não foi tomada.
O Ministério da Defesa da Rússia ressaltou que não tem planos de reduzir o contingente russo na Síria, mas o jornal “Kommersant” apresenta o cenário de retirada como sendo o mais provável para os próximos meses.
Antes, o ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, durante o encontro com o seu homólogo israelita, Avigdor Lieberman, disse que a operação contra os extremistas na Síria estava a chegar ao fim, o que havia de solicitar uma nova estratégia.
A Rússia realiza a operação contra o Estado Islâmico na Síria desde Setembro de 2015 a pedido do governo do país.

Destruição de bases

A Força Aeroespacial da Rússia destruiu mais de 650 bases de vários grupos terroristas na Síria em apenas uma semana. A informação foi divulgada ontem pelo Ministério da Defesa russo.
A informação divulgada pelo Ministério da Defesa indica que as aeronaves russas realizaram mais de 360 voos de combate na mesma semana. Desde 30 de Setembro de 2015, Moscovo tem conduzido a sua operação antiterrorista na Síria. Diferentemente das operações encabeçadas pelos EUA e seus aliados, as acções da Rússia no país árabe são completamente legítimas, já que a campanha foi lançada por solicitação do Presidente sírio Bashar Assad.
O ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, declarou que a parte do território da Síria que está sob controlo dos terroristas do é inferior a cinco por cento.
Pelo menos 23 soldados das forças governamentais sírias e 50 combatentes do Estado Islâmico morreram nas últimas horas com o reatamento dos combates na cidade de Deir ez-Zor, no nordeste, informou ontem, em Londres, o Observatório Sírio de Direitos Humanos.
Os combates, que foram os mais sangrentos desde o último dia 10 de Setembro e ainda continuam, começaram de madrugada na região de Huiya Saqr, uma ilha no rio Eufrates que está sob o controlo das forças sírias.
Segundo a ONG, o Estado Islâmico aproveitou o mau tempo da noite passada para realizar um ataque surpresa contra postos das forças governamentais. Depois, o Exército conseguiu contra-atacar com a cobertura de aviões russos e sírios, e tomaram o controlo dos bairros Al Arifi e Al Omal, além de um estádio desportivo.
As forças governamentais já controlam cerca de 90 por cento do território de Deir ez-Zor, que no passado foi um dos principais redutos do Estado Islâmico neste país, junto com Raqqa, cidade recentemente conquistada pelas Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança de milícias liderada por curdos. As movimentações das tropas perseguem a captura de extremistas e a destruição de bolsas de resistência, que volta e meia surpreendem os efectivos sírios. O Governo promete acabar com as bases dos extremistas nas próximas semanas.

Operações

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, analisaram, ao telefone, a cooperação entre seus países em vários campos. 
Os dois líderes trocaram pontos de vista sobre vários aspectos da cooperação bilateral bem sucedida, incluindo a realização de grandes projectos conjuntos no sector de energia e a missão militar na Síria”, informou o serviço de imprensa do Kremlin.
Os dois Chefes de Estado discutiram, em particular, a necessidade de intensificar a luta antiterrorista na Síria. “Foi sublinhada a necessidade de intensificar os esforços para assegurar o funcionamento das zonas desmilitarizadas, impulsionar a luta contra o terrorismo e promover a solução política para a crise na República Árabe da Síria”, diz o comunicado do Kremlin. 
Da mesma forma, Putin aproveitou a conversa para felicitar o seu homólogo turco pelo Dia da República da Turquia, celebrada em 29 de Outubro.

Lula lidera sondagens no Brasil

30 de Outubro, 2017

Lula da Silva  lidera as sondagens para as eleições presidenciais de 2018. O antigo Presidente do Brasil realiza  um périplo pelo segundo estado mais populoso do país, Minas Gerais.

Antigo Presidente Lula é o preferido dos brasileiros
Fotografia: AFP |

“Se alguém não quiser que eu seja candidato a presidente, então tome coragem, forme um partido, seja candidato e vá derrotar-me nas urnas, ponham o [Luciano] Huck, a [Rede] Globo ou o [Sergio] Moro”, gritou Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), perante uma multidão em delírio. “Eles não me conseguem parar nas urnas por isso é que me querem parar na justiça, se eu concorrer vou ganhar e se eu ganhar esse país vai voltar a sorrir”, disse o presidente do Brasil de 2003 a 2010. 
Minas Gerais é o segundo estado mais populoso do Brasil com 21 milhões de habitantes.

Julgamento de suspeitos foi retomado em Ancara

31 de Outubro, 2017

O julgamento de 221 réus acusados de promoverem o golpe de Estado frustrado de 15 de Julho de 2016 na Turquia foi retomado ontem, perto de Ancara, numa sala de audiências especialmente construída para todos os processos ligado ao caso.

Entre os acusados, todos militares, salvo 12, está o pregador Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos e considerado pelas autoridades turcas como o cérebro da tentativa de golpe. Julgado à revelia, Gülen nega qualquer envolvimento.
O golpe de Estado fracassado deixou quase 250 mortos, sem contar os golpistas, e milhares de feridos, em confrontos que se espalharam por todo país na noite de 15 de Julho de 2016.
Processados, sobretudo, por tentativa de derrubada da ordem constitucional e integração numa organização “terrorista”, os acusados podem ser condenados a prisão perpétua.
O processo começou em 22 de Maio e, durante semanas, 56 dos acusados apresentaram a sua defesa - de acordo com contagem da agência de notícias estatal Anadolu.
Akin Öztürk, ex-chefe da Força Aérea e um dos acusados de mais alta patente no julgamento, negou todas as acusações. Os suspeitos gozam de todas as possibilidades previstas na lei para formarem a sua defesa, segundo informações de avogados próximos dos processos de acusação.
A sessão de ontem começou com a defesa de Ali Gültekin, ex-comandante do Estado-Maior. 
No início dos trabalhos, o presidente do tribunal declarou que acrescentava um arquivo de 70 terabytes de imagens das câmaras de vigilância da noite do golpe de Estado frustrado. 
Segundo a Anadolu, o material é entregue aos advogados da defesa, para que possam analisar e desenhar os “contraataques” perante o tribunal.

 

Intervenção numa reunião por ocasião do trigésimo aniverário do Insituto  da Europa junto à Academia das Ciências da Rússsia

A formação da nova integração europeia coincidiu com ima intensa fase do processo de globalização; A globalização foi uma força  de estímulo e de inspiração durante a formação da União Europeia. Os debates sobre a crise da globalização são travados hoje praticamente ao mesmo tempo com os sobre fenômenos de crise na integração europeia. Assistimos a uma polémica na imprensa europeia: quem seria culpado de a globalização que tinha dado uma palpável contribuição positiva para o desenvolvimento mundial não ter conseguido chegar a ser um modelo universal de organização do mundo e antes de mais nada – um modelo harmonizante .

“Um trilema inevitável da economia mundial – as contradições entre as realidades da democracia, soberania e da integraçaõ econômica global” tornaram-se, na opinião dos prestigiados participantes do debate, um pomo de discórdia e pedra de escândalo simultaneamente. É claro que estas tendências mundiais gerais não puderam deixar de exercer uma influência negativa sobre a integração que tinha reunido uma parte considerável da Europa. Segundo pôs em relevo Alexie A. Gromyco em uma das suas recentes intervenções, os antigos princípios da integração europeia deixam de ser um objeto de reprodução.

As élites europeias, fieis à União Europeia, concordam que a propria ideia desde o início traz as aparências de um projeto politítico estruturado “de cima para baixo”. Uma das pesquisas coletivas sobre o problema de identidade europeia publicada pela Universidade de Cambridge reza: “Os peritos de ciências políticas da União Europeia patrocinados com frequência  pela Comissão Europeia estão concentrando sua atenção antes de tudo para a própria UE e para a influência exercida pelas suas instituições... Ao mesmo tempo tem sido praticamente exluido do foco de atenção a questão de formação de sensações de comunidade “de baixo para cima”  tanto fora das instituições da UE, como ao lado delas... A crise econômica tem revelado com clareza que os princípios disciplinários externos da integração ultrapassam a integação interna e às vezes contradizem-lhe, tanto como à sua diversidade regional”.   

Hojeanecessidadedepreservaçãoda capacidade de concorrer global é bemclaraparaaEuropa. O mesmo dá-se com a necessiade e de uma rápida transição para uma nova revolução industrial. No entanto os países do leste europeu não têm recursos econômicos e financeiros suficientes para a criação da sua própria indústria com a capacidade de concorrer. A doação de 20 por cento proveniente das fundações europeus dada aos orçamentos destes países de uma certa medida tinha ajudado a amortizar uma evidente disproporção entre a “velha” e “nova” Europa no desevolvimento social e econômico.

Na opinião Yuri V. Chevtsov, diretor do Centro para os Problemas da Integração Europeia em Minsk, “hoje dá-se uma patente transição da integração europeia para um novo princípio em relação aos países subdesenvolvidos. As doações do nível antigo,  tanto as latentes, como patentes, acabaram de passar a serem impossíveis. O plano de Junker que visa estimular o setor de altas tecnologias na UE ... abrange basicamente os países da “velha” Europa com uma maior prontidão para isso… Uma inevitável redução da doação  aos habitantes do leste europeu tem criado uma nova realidade prolongada para eles.   Esta realidade tende estimular os traços negativos que se tinham revelado no desenvolvimento da região já há muito tempo. Que poderia dar-se na Europa durante os próximos 10-15 anos? Que consequências poderia ter a transição da UE para o novo modelo de desenvolvimento?”

Em relação com isso surge uma outra pergunta bastante importante para nos: se esta nova reealidade poderia criar uma possibilidade para uma  nova aproximação histórica da Rússia e dos países desta parte da Europa?

Claro que estamos preocupados não apenas com as questões da economia e com a estabilidade do mercado europeu que consome nossos recursos energéticos. O postulato de a Rússia ser uma parte da Europa parece incontestável.  Pierre Chaunu, um historiador francês da cultura, disse que apenas o envolvimento no diálogo dentro de uma civilização podia servir de critério de pertinência à civilização europeia. É claro que a Russia corresponde com este critério por completo.   No entanto de onde vem a sensação de um “divisor de água”, de um “mediastino” entre a Europa e a Rússia que outrora expirementaram com tanta força os “eslavofilos” junto com os “ocidentalistas?

Neste sentido encontramos uma tal antinômia: a Rússia – uma parte da Europa que nunca chegou a ser a parte dela. Acaso não existiu uma poderosa influência da cultura bizantina sobre a civilização europeia? Acaso não existem numerosos testemunhos de uma dissolvida presença desta cultura nas cidades europeias – italianas, alemãs e outras? No entanto o Bizâncio nunca conseguiu tornar-se uma parte da Europa que empenhou tantos esforços com vista à destruição da civilização a herdeira da qual se tornou a Rússia.

É sintonmâtico que as autoridades dos Páises Baixos acabaram de colocar a Rússia na lista dos “países em redor da Europa”. Um estatus como este foi introduzido no conceito da política cultural externa do reino para os anos 2017-2020. Mas sabemos que esta estimação seria aprovada não apenas pelos Países Baixos. É paradoxal que foi a Holanda que tinha sido o principal parceiro e inspirador do Czar Pedro o Grande que abriu a força a “janela para a Europa”.

“A Rússia é uma parte da Europa”, - dizemos isso como que estéjamos em outra margem oposta. Porque é issoPara nos seria mais natural dizer: “A Europa é uma parte da Rússia. Tanto mais que a Rússia não é absorvida pela Europa, e uma parte considerável dela pertence à Ásia e, além do mais, não apenas no  sentido territorial. No início do século passado um dos pensadores russos tinha escrito: “Observando a imprensa, atendendo a opinião pública chego a perceber com tristeza: o quanto pouco é o apreço do verdadeiro pensamento russo, o quanto timidamente, como que estejam pedindo desculpas, pensam os russos em russo, se os pensamentos deles não coinsidirem com os do ocidente”.   

O Instituto da Europa não é simplesmente uma instituição académica: mas sim, – um centro, uma concentração do pensamento russo sobre a Europa. Sendo que em nossas atividades conseguimos manter um balanço importante; com frequência ignorado, especialmente pelo nosso sistema de ensino, quando uma parte da Europa goza da prioridade em prejuizo de outra. Isto é nosso “ponto neurálgico” histórico. O pensador-observador que acabei de citar disse com pena: “Sabemos alguma coisa da história e da literatura alemã, francesa e inglesa,  mas a  história e literatura dos eslavos é uma “terra incognita” para nos. Se os russos tiverem um exame da história dos eslavos, teria uma coisa edificante, exatamente: teriamos vergonha de nossa ignorância Pois, foram os Carlos’, Frederiques e Luis’ que estudamos na escola, e os eslavos – não”.   

Segundo palavras figurativas do filôsofo russo, Vladimir Ern, a Europa tinha feito em relação à Russia uma transformação “de Kant a Krupp”, bastante rápida. Edemosguardarissonamemóriamuitobem.

Quais são as tendências a prevalecer na Europa? As centrípedes que irão resultar no aprofundamento de uma nova convergência interna, ou centrífugas que irão fazer com que a Europa volte a ser um conglomerato dos estados nacionais? Acontece que a história não se repete apenas em pormenores.    

Penso que não há necessidade de qualquer um de nós tornar-se eurocético ou eurootimista. No entanto a mim me parece que na nossa sociedade politolôgica (mas não na cietífica) a porcentagem, de eurootimistas excede a em qualquer outro país europeu. Para nos é importante entenderr: qual seria a influência que iríamos exеperimentar resultante do ulterior desenvolvimento da Europa em todos os seus aspetos – político, cultural, econômico? QualseriaasignificaçãodestasmudançasparaaRússia? Paraqueteríamosdeestarpreparados?

 

Um papel e uma significação inapreciável no prtocesso de solução destas tarefas adquire o trabalho do seu instituto, do seu pessoal ímpar ao qual gostaríamos de desejar êxitos nas atividades de tanta importância!