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jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 07.09.2015

Mais de uma centenas de refugiados da Síria resgatados ao largo do Chipre

por Lusa

Embarcação em que seguiam avariou junto ao porto cipriota de Larnaca.

Mais de 100 refugiados da guerra na Síria foram hoje resgatados ao largo de Chipre, no mar Mediterrâneo, depois da embarcação em que seguiam ter avariado, informaram as autoridades.

As 114 pessoas, entre as quais 54 mulheres e crianças, seguiam a bordo de um pequeno barco de pesca que avariou a cerca de 40 milhas náuticas do porto cipriota de Larnaca, explicou uma fonte do Centro de Coordenação e Resgate, citada pela AFP.

A polícia cipriota deteve três pessoas que admitiram fazer contrabando de refugiados.

Segundo a mesma fonte, mais de metade dos refugiados foram transferidos para um centro de receção fora de Nicósia.

O barco tinha partido do porto sírio de Tartus e, na madrugada de domingo, o capitão da embarcação enviou um sinal de socorro, depois de o motor ter deixado de funcionar, levando as autoridades locais a iniciar uma operação de resgate.

 

Guterres diz que crise é "gerível" mesmo com sistema de asilo caótico

por Lusa

Alto-comissário para os Refugiados diz que o essencial do esforço no acolhimento dos migrantes é feito por um pequeno número de países, enquanto outros fazem esforço "quase inexistente".

O alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, disse hoje que a crise atual dos milhares de migrantes que chegam à Europa é "gerível", mesmo com um sistema europeu de asilo "disfuncional", adiantou a agência AFP.

"O sistema europeu de asilo é profundamente disfuncional, funciona mal. Um certo número de países fazem o essencial do esforço e um grande número de outros faz um esforço quase inexistente", lamentou hoje o também antigo primeiro-ministro português, em entrevista à RFI e à TV5Monde.

O alto-comissário disse, ainda, que "com a chegada de quatro mil refugiados por dia à Europa [...] o sistema tornou-se caótico, nada está organizado para que a situação possa ser gerida de forma eficaz e humana", e apelou à criação de centros de receção eficazes nos locais de chegada destas pessoas: Grécia, Hungria e Itália.

Para António Guterres, esta crise "é um problema muito sério, [...] mas à escala planetária não é uma das maiores crises", recordando ainda que 86% dos refugiados estão em países em vias de desenvolvimento.

"É uma crise gerível se todos se puserem de acordo quanto a um programa de ação comum", declarou, referindo que as deslocações de pessoas por motivos de conflitos ou guerras tiveram "um aumento absolutamente incrível nos últimos anos", tendo passado de 11 mil pessoas por dia em 2010 para 42.500 em 2014.

 

Papa Francisco apela a todas a paróquias para acolherem uma família de refugiados

por Lusa

Papa pediu um "gesto concreto" de preparação para o Jubileu, que começa em dezembro, e garantiu que as paróquias de Roma e do Vaticano acolherão duas famílias de refugiados nos próximos dias.

O papa Francisco apelou hoje a todas as comunidades católicas da Europa para acolherem uma família de refugiados, adiantando que as primeiras a dar o exemplo serão as duas paróquias do Vaticano.

Pedindo um "gesto concreto" de preparação para o Jubileu que começa em dezembro, o papa apelou a todas as paróquias, comunidades religiosas, todos os mosteiros e santuários para que acolham uma família de migrantes.

"Perante a tragédia de dezenas de milhares de refugiados que fogem da morte, vítimas da guerra e da fome, o Evangelho chama-nos e pede para estarmos mais próximos dos mais fracos e abandonados, dando-lhes esperança", declarou hoje o papa Francisco na oração Angelus, perante milhares de fiéis na Praça de São Pedro.

Dirigindo-se aos "irmãos bispos da Europa", o líder da igreja Católica apelou a que apoiem a causa nas suas dioceses, referindo que as paróquias de Roma e do Vaticano acolherão "nos próximos dias" duas famílias de refugiados.

As 28 nações da União Europeia estão bastante divididas sobre o que fazer em relação aos fluxos de migrantes, a maior parte pessoas que abandonaram os seus países para fugir aos conflitos que grassam no Médio Oriente e Norte de África.

 

Dilma com segurança reforçada por ameaças de morte na Internet

por Lusa

Medida surge após vídeo em que advogado ameaça "cortar a cabeça" à presidente brasileira se ela não renunciar ou em alternativa, "suicidar-se". Veja.

O esquema de segurança para a participação da presidente brasileira, Dilma Rousseff, no desfile comemorativo do Dia da Independência, na segunda-feira, foi reforçado devido a ameaças na Internet de um ex-candidato a deputado opositor, informou hoje a imprensa local.

De acordo com a informação, confirmada a vários meios de comunicação pelo deputado socialista Paulo Pimenta, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional do Palácio do Planalto, general José Elito Carvalho Siqueira, mandou aumentar o número de efetivos que vigiarão Rousseff durante as comemorações em Brasília.

Pimenta foi encarregado de denunciar um vídeo que circula no Youtube em que o advogado Matheus Sathler Garcia, ex-candidato a deputado do opositor Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ameaça Rousseff de "cortar-lhe a cabeça" se a mandatária não renunciar até domingo.

No vídeo, Garcia dá a Rousseff a "alternativa" de suicidar-se, como fez em 1954 o então presidente Getúlio Vargas.

 

Tempestade sobre Nápoles. Granizo foi maior do que bolas de basebol

por RSF

Região sul de Itália foi ontem assolada por uma violenta tempestade. Granizo partiu vidros de automóveis e provocou estragos em propriedades.

 

Uma violenta tempestade vinda do mar assolou ontem a cidade de Nápoles, Itália, com queda de granizo que chegou a atingir dimensões superiores às de bolas de basebol - algumas pedras de gelo caídas do céu chegaram aos quase 8 cm de diâmetro o que, segundo o site especializado Meteogiornale, é um recorde para a região.

Rapidamente as redes sociais se encheram de imagens do fanómeno, que gerou densas núvens negras sobre a cidade italiana.

Vidros de automóveis partidos e pequenos estragos em telhados foram os principais estragos registados.

 

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 07.09.2015

 

15 mortos em acidente de autocarro no Brasil

Um grave acidente com um autocarro provocou este domingo 15 mortos e pelo menos 56 feridos na cidade brasileira de Paraty, um centro turístico a 250 quilómetros a sul do Rio de Janeiro, referiram responsáveis oficiais.

O acidente ocorreu numa estrada que liga esta cidade colonial do sudeste do Brasil à localidade de Trindade, na Costa Verde. De acordo com o corpo de bombeiros e Paraty, citado pela edição digital do diário "O Globo", o veículo de passageiros da empresa Colitur despenhou-se numa ravina e num local conhecido por "Morro do Deus me livre".

Os feridos foram levados de helicóptero para o hospital municipal Dom Pedro de Alcântara, em Paraty e para o hospital da Japuíba e o hospital de Praia Brava, em Angra. Os corpos serão levados para o Instituto Médico-Legal (IML) de Angra dos Reis, uma cidade vizinha, acrescentou o diário.

As autoridades locais já anunciaram a instauração de um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente, que poderá ter tido origem numa falha mecânica.

Em comunicado, a empresa Viação Colitur lamentou profundamente o ocorrido e informou que está prestando assistência às famílias das vítimas mortais e aos familiares dos passageiros feridos. A empresa disse que apoiará as autoridades para apurar as causas do acidente, que ainda não foram definidas.

Zoo fecha visitantes em casas de banho após fuga de chita

JN

Os visitantes do Jardim Zoológico de Indianápolis tiveram, este domingo, que se refugiar em casas de banho e outros locais fechados do zoo.

O zoo emitiu um alerta vermelho após uma chita ter escapado do seu recinto. Alguns visitantes foram conduzidos pelos seguranças do parque para casas de banho e outros locais fechados, onde permaneceram cerca de 20 minutos.

Mais tarde, as autoridades do Jardim Zoológico autorizaram os visitantes a voltar ao exterior, mas encerraram a área dos felinos.

A chita, que estava no zoo há apenas uma semana, acabou por ser localizada pelos funcionários do zoo. Depois de atingida com um tranquilizante, voltou para o seu espaço.

 jornal “Folha dе São Paulo” (Brasil), 07.09.2015

 

Áustria anuncia fim gradual de via livre na fronteira com Hungria

06/09/2015  13h25 -

O chanceler da Áustria, Werner Faymann, disse neste domingo (6) que seu país voltará gradualmente a controlar a entrada de refugiados na fronteira com a Hungria.

"Passo a passo, devemos voltar de uma medida de emergência a uma normalidade que esteja de acordo com a lei e digna para as pessoas", disse, sem citar prazos.

Segundo o governo, 14 mil pessoas entraram no país desde sexta (4), quandofoi aberta a fronteira para a multidão que vinha a pé de Budapeste, na Hungria, com objetivo de chegar à Alemanha.

"Sempre dissemos que era uma situação de emergência em que temos que atuar rapidamente e humanamente. Ajudamos mais de 12 mil pessoas em uma situação crítica", explicou Faymann.

PAPA

O papa Francisco afirmou neste domingo que cada uma das duas paróquias do Vaticano receberá uma família de refugiados em breve e pediu a cada comunidade religiosa europeia que façam o mesmo.

"Apelo às paróquias, às comunidades religiosas, aos monastérios e aos santuários de toda a Europa para que [...] recebam uma família de refugiados". A Itália tem mais de 25 mil paróquias. Na Alemanha, são mais de 12 mil.

Os fiéis na praça de São Pedro aplaudiram o papa, neto de imigrantes italianos que foram para a Argentina.

ISRAEL

Em Israel, o premiê Binyamin Netanyahu rejeitou pedido para que o país abrigue refugiados da vizinha Síria. Ele disse que o país é muito pequeno para recebê-los.

As imagens de refugiados embarcando e desembarcando de trens na Europa sensibilizaram a opinião pública de Israel, Estado criado após o Holocausto, em que seis milhões de judeus morreram.

Isaac Herzog, líder do principal partido de oposição, pediu ao governo israelense que "absorva refugiados dos combates na Síria".

Netanyahu declarou que Israel não é "indiferente à tragédia" dos sírios e disse que hospitais do país tratam feridos da guerra civil que devasta a nação árabe desde 2011.

"No entanto, Israel é um Estado muito pequeno. Não tem alcance geográfico nem demográfico", afirmou.

Ele sugeriu ainda que aceitar refugiados árabes afetaria o equilíbrio demográfico do Estado, predominantemente judeu, onde cerca de um quinto da população de 8,3 milhões de pessoas é formada por cidadãos árabes.

AYLAN

O sírio Abdullah Kurdi, pai do menino Aylan, de três anos, encontrado afogado em uma praia da Turquia, disse que foi por sua família que decidiu encarar a travessia ilegal pelo mar até a Grécia.

Ele diz que já não se importa em receber asilo.

"Se me dão agora o mundo inteiro, de que me serve? Já não tenho nem minha mulher nem meus filhos." 

Elizabeth 2ª superará tataravó Vitória e terá reinado mais longo da história

SILVIO CIOFFI
DE SÃO PAULO

06/09/2015  02h00

A rainha britânica Vitória (1819-1901) ficou 63 anos, sete meses e dois dias no trono. Na próxima quarta-feira (9), sua tataraneta, Elizabeth 2ª, quebra esse recorde com a disposição de quem, aos 89 anos, aderiu há pouco ao Twitter e posou para fotos ao lado do novo casal de bisnetos —o príncipe George e a princesa Charlotte.

Em suas aparições públicas, quase sempre em trajes de cores insólitas que fazem conjunto com um chapéu, Elizabeth 2ª não parece dar mostras de que pretenda abdicar em favor do seu filho, o príncipe Charles, herdeiro presumido da Coroa.

A então princesa se tornou rainha com a morte do pai, George 6º, em fevereiro de 1952, mas só foi entronizada em 2 de junho de 1953, em cerimônia registrada pelo fotógrafo britânico "sir" Cecil Beaton.

Elizabeth 2ª é, também, a rainha de 16 dos 53 Estados-membros da Comunidade Britânica de Nações ("Commonwealth"), incluindo o Canadá, a Austrália e a Jamaica, entre outros. Além disso, é governadora suprema da Igreja da Inglaterra.

Hoje, há quem conteste os gastos da manutenção da monarquia e de toda a sua pompa mesmo em solo britânico, mas a rainha ostenta índices de popularidade que passam dos 70%. A monarquia perdura desde o século 10 no Reino Unido, e, sob Elizabeth 2ª, tornou-se um fenômeno midiático, avançou pelo pop e pelo BritPop, transformou em "sir" músicos como Paul McCartney e Mick Jagger.

No último dia 13 de junho, quando a rainha celebrou seu 89º aniversário, houve um desfile militar em Londres e mais de mil soldados, com uniformes de gala, marcharam na comemoração.

O curioso é que Elizabeth 2ª nasceu no dia 21 de abril de 1926, mas seu aniversário é comemorado em público no segundo sábado de junho —quando, espera-se, o clima deve favorecer a ida de súditos e turistas curiosos às ruas, para acompanhar os desfiles e ver a rainha passar pelas ruas de Londres, em carruagem aberta.

O FÓTOGRAFO PREFERIDO DA RAINHA

Muito além de mais um fotógrafo britânico que virou "sir", Cecil Beaton (1904-1980), o preferido da rainha Elizabeth 2ª, já foi descrito como esnobe, refinado, exuberante e indiscreto.

Ele teve o privilégio de ser o único a clicá-la sozinha, horas antes da sua coroação, em 2 de junho de 1953, numa abadia de Westminster ainda sem público.

Mas Beaton foi também o fotógrafo que fez a ponte entre a realeza britânica e a vida mundana.

Entre os retratados de Beaton, que foi fotógrafo da revista "Vogue" britânica no pós-guerra e virou "sir" em 1972, estão personalidades como a rainha-mãe Elizabeth Bowes-Lyon Windsor, a própria Elizabeth 2ª e figuras tão díspares como Greta Garbo, Coco Chanel, Pablo Picasso, Mick Jagger, Johnny Weissmuler, Marlene Dietrich e Elizabeth Taylor. 

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 07.09.2015

 

Alemanha recebe milhares de refugiados

7 de Setembro, 2015

Milhares de refugiados começaram a chegar à Alemanha, país que muitos vêem como a terra prometida após fugirem da Síria e ficarem vários dias na Hungria, onde não se sentiram bem acolhidos pelas autoridades.

“Vim para cá, porque aqui tenho a certeza, eu fugi da guerra. A Alemanha quer ajudar-nos!, disse o jovem sírio Mustafaem entrevista à emissora alemã “ARD”. Outro jovem disse que foi para a Alemanha para encontrar a “mãe”, em referência à chanceler Angela Merkel.
Cerca de seis mil refugiados já estão nas diversas cidades alemãs. Os primeiros comboios especiais chegaram sábado a Munique, onde os refugiados foram recebidos pelas autoridades e por muitos cidadãos com cartazes de boas-vindas.
“Em situaçõesde urgência é preciso ajudar, por isso ajudamos. Mas todos os países têm que cumprir as suas obrigações. A Alemanha acolheu muitos refugiados e continua a acolher, a cultura de boas-vindas é grande entre nós. Mas precisamos que os outros países europeus também assumam compromissos”, disse o ministro alemão, Peter Altmeier.
Com base na situação crítica que ocorria na Hungria, a Alemanha e a Áustria decidiram permitir a entrada dos refugiados nos seus territórios.A maior parte deles chegavam à Áustria apenas como um lugar de passagem, poucos pediram asilo no país e continuaram em direcção ao território alemão. A Alemanha vai distribuir os refugiados que chegaram sábado de acordo com o sistema de quotas estabelecido na chamada “Fórmula de Konigstein”, que tem em conta tanto a população como o rendimento nos 16 Estados federados. De acordo com esse sistema, actualmente o Estado federado que mais refugiados vai receber é a Renânia do Norte-Vestfália, seguida pela Baviera. O sistema foi criado originalmente em 1949, para estabelecer as contribuições para o financiamento de instituições de pesquisa fora das universidades, mas posteriormente foi aplicado a outras questões para a quais é preciso dividir as cargas entre os Estados federados.
Desde 2005, a “Fórmula de Konigstein” também é aplicada para a distribuição de refugiados entre os 16 Estados federados. A polícia federal alemã calculou que o número de refugiados que vão chegar à Alemanha procedentes da Hungria situa-se entre os cinco e os sete mil, o que triplica o fluxo dos dias anteriores. “É três vezes maior do que nos outros dias. Pouco a pouco, chegamos aos limites das nossas capacidades”, disse o porta-voz da polícia federal, Ivo Priebe.  Uma crítica em relação à decisão de abrir a fronteira veio do ministro do Interior da Baviera, Joachim Hermann, que se queixou do facto do estado não ter sido consultado e classificou a medida como um sinal equivocado para a Europa. 
A maior parte dos representantes das autoridades regionais destacaram a sua disposição em ajudar e em elogiar a atitude da maioria da população, que se mostrou. O primeiro-ministro do estado da Turíngia, Bodo Ramelow, disse inclusive que a disposição de ajudar quase o fez “chorar de alegria”. Merkel conversou por telefone com o Presidente húngaro, ViktorOrbán, sobre a crise dos refugiados, após muitas divergências entre os dois países sobre o assunto. “Os dois concordaram que tanto a Hungria como a Alemanha devem cumprir os seus compromissos europeus, incluindo o estabelecido no acordo de Dublin sobre os refugiados”, disse o porta-voz adjunto do governo alemão, Georg Streiter. Segundo Streiter, os dois políticos concordaram que a autorização para que milhares de refugiados viajassem da Hungria para a Alemanha deve ser uma excepção.
Orbán disse que o problema dos refugiados sírios não era um problema europeu, mas um problema alemão, depois de Merkel afirmar que não obriga nenhuma pessoa procedente da Hungria a voltar para o lugar onde entrou para o seu território. Angela Merkel respondeu que a Alemanha era “moral e juridicamente obrigada” a agir desse modo, lembrando que todos os países da União Europeia têm que cumprir o estipulado na Convenção de Genebra.

 

Relator da ONU trabalha em Seul

7 de Setembro, 2015

O relator especial das Nações Unidas sobre Direitos Humanos na Coreia do Norte, Marzouki Darusman, chegou ontem a Seul para avaliar o impacto da última crise vivida pelas duas Coreias em relação a direitos humanos no Norte.

Durante a visita oficial de cinco dias, Marzouki Darusman vai reunir com membros do Governo sul-coreano e membros da sociedade civil, informou o Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU em Seul, em comunicado publicado pela agência de notícias “Yonhap”.
“Aproveitarei esta missão a Seul para obter nova informação sobre as supostas violações de direitos humanos na República Popular Democrática da Coreia, mas também para analisar o impacto nesta matéria da recente evolução nas relações das duas Coreias”, revelou Marzouki Darusman no texto.
Os dois governos assinaram há uma semana um acordo para pôr fim à grave crise militar na qual se viram envolvidos ambos países, após a deflagração de minas que feriu gravemente dois soldados sul-coreanos perto da fronteira entre Sul e Norte no começo de Agosto.
Esta é a primeira visita do relator a Seul desde que, no mês de Junho, a ONU abriu um novo escritório na Coreia do Sul pela proximidade geográfica com o Norte, o uso do mesmo idioma e a acessibilidade a vítimas de violações contra os direitos humanos que conseguiram escapar e se estabeleceram no país vizinho.
O relator Marzouki Darusman, que vai dar uma conferência de imprensa na quarta-feira, promete utilizar os dados recolhidos durante a sua estadia na Coreia do Sul para elaborar um relatório que deve apresentar ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) em Março de 2016. “Temos que actuar com rigor em matéria dos direitos humanos”, disse.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 05.09.2015

Áustria e Alemanha vão receber todos os refugiados que estão na Hungria

por Lusa

São cerca de 1200 pessoas que se dirigem para estes países.

A Áustria e a Alemanha aceitam receber todos os milhares de refugiados que a Hungria decidiu reencaminhar para a sua fronteira nas próximas horas, anunciou hoje o governo austríaco em Viena.

Esta decisão, motivada pela "situação de urgência atual na fronteira húngara", foi anunciada ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, pelo chanceler austríaco, Werner Faymann, "em concertação" com a chanceler alemã, Angela Merkel, pormenorizou a chancelaria austríaca à agência noticiosa APA.

O governo húngaro anunciou na noite de sexta-feira, ao fim de vários dias de impasse, ter aceitado mobilizar uma centena de autocarros para dirigir para a fronteira com a Áustria os cerca de 1.200 refugiados que já se dirigem para este destino, bem como os que se mantêm concentrados na principal estação ferroviária de Budapeste.

Independentemente do seu gesto, Viena e Berlim continuam a esperar que a Hungria "respeite as suas obrigações europeias incluindo as relacionadas com o acordo de Dublin", que rege os regimes de asilo na União Europeia, como destacou a chancelaria de Viena.

 

Berlim, Paris e Roma querem restringir migração económica

por Abel Coelho de Morais

Carta à responsável pela política externa da UE advoga reforço dos direitos dos migrantes de países em conflito.

Alemanha, França e Itália advogaram ontem a necessidade de um sistema unificado para o repatriamento de migrantes que não consigam obter o estatuto de refugiados e o reforço do controlo das fronteiras externas da União Europeia. A posição foi expressa numa carta dos governos dos três países à chefe da diplomacia europeia Federica Mogherini em que, de forma direta, se critica a diversidade de políticas nacionais na matéria.

A posição de Berlim, Paris e Roma surgiu num momento em que alguns milhares de migrantes ilegais que estavam na capital húngara, rompendo barreiras policiais, alcançaram a autoestrada M1 que liga Budapeste à fronteira com a Áustria, num percurso de cerca de 225 quilómetros. Terão de chegar à fronteira antes de dia 15, quando entra em vigor nova legislação que, na prática, criminaliza a passagem de ilegais entre os dois países.

No documento sustenta-se que "um sistema de asilo mais eficiente (...) está diretamente relacionado com uma política de repatriamento mais eficiente de migrantes ilegais". Na carta, cujo conteúdo é citado pela Reuters, apela-se ainda à rápida definição de uma lista de países considerados seguros cujos nacionais teriam menos possibilidades de obterem asilo em território europeu. O que tornaria mais rápido o processo de repatriamento e permitiria a concentração de recursos nos casos de genuínos refugiados, nota a Reuters. Isto significaria também que migrantes ilegais chegados à Europa apenas à procura de trabalho deixariam de ter direito a permanecerem no espaço da UE, ou tê-lo-iam de forma muito mais circunscrita do que atualmente sucede.

 

Cidade chinesa de Tianjin vai construir parque ecológico no local das grandes explosões

por Lusa

Segundo a estação de televisão oficial CCTV, será também erguido um monumento de homenagem às 160 vítimas da tragédia, de acordo com dados oficiais.

A cidade chinesa de Tianjin, a norte de Pequim, vai construir um parque ecológico no local das duas grandes explosões registadas a 12 de agosto num armazém de produtos químicos.

Segundo a estação de televisão oficial CCTV, será também erguido um monumento de homenagem às 160 vítimas da tragédia, de acordo com dados oficiais.

A CCTV informou que os trabalhos de limpeza no local foram concluídos, sem avançar detalhes.

Além do monumento que ficará localizado no interior do parque, as autoridades também ponderam a construção de colégios e jardins de infância na zona, informa a agência oficial Xinhua.

Pelo menos 160 pessoas morreram nas duas explosões registadas num armazém com 3.000 toneladas de produtos perigosos, incluindo 700 de cianeto de sódio, altamente nocivo, e 13 pessoas continuam desaparecidas.

 

Ataques de ursos esfomeados deixam cidade russa em alerta

por DN.pt

Em Luchegorsk, os residentes já não passeiam na rua e nas escolas foram proibidos os recreios ao ar livre. Polícia faz patrulhamento constante para tentar impedir os ursos de invadirem as casas.

Os residentes da cidade russa de Luchegorsk, que tem cerca de 21 mil habitantes, têm evitado circular pelas ruas da cidade, próxima da fronteira com a China. Nos infantários, as crianças são proibidas de brincar ao ar livre e as autoridades não têm tido descanso, obrigadas a patrulhar continuamente as ruas da localidade e sempre com as sirenes ligadas. As medidas foram implementadas para fazer frente à onde de ataques de ursos, que devido à escasses de bagas e nozes na região, não conseguem comer o suficiente para entrar em hibernação e procuram em Luchegorsk o alimento que lhes falta.

Só no mês passado, mais de 30 ursos entraram em áreas inabitadas da região de russa de Primorsky, que fica entre a China, a Coreia do Norte o Mar do Japão. Mas Luchegorsk tem sido a povoação mais afetada. Segundo o Guardian, dois enormes ursos têm aterrorizado os residentes ao invadir as ruas em busca de alimento, mas não são os únicos: dúzias de animais estão concentrados nas zonas limítrofes da cidade, revela a imprensa local, e dois já terão sido mesmo abatidos devido a tentativas de ataques, apesar dos esforços das autoridades que vão passando pela zona, emitindo avisos aos cidadãos através de altifalantes. Muitos já não saem de casa, sobretudo depois de um urso ter sido filmado a atacar um homem que se limitou a passear o cão à entrada do prédio onde vive. De acordo com os relatos, uma outra pessoa já foi atacada na estação de autocarros da cidade.

Vladimir Vasilyev, o responsável pelo departamento de controlo e proteção animal da região, garante que a situação está "estabilizada" graças à atuação da polícia, que além dos patrulhamentos vai fazendo disparos pontuais para o ar, para assustar os ursos e fazê-los dispersar. "Dois animais tiveram de ser abatidos desde o início desta invasão. Foi necessário neutralizá-los porque colocavam uma ameaça real aos humanos e estavam a atacar residentes na zona", confirmou. A situação aconteceu no dia 24 de agosto, mas um guarda-florestal garante que o número de animais mortos é superior.

Os especialistas acreditam que os ursos começaram a migrar para a região devido à escassez de comida nos seus habitats, mas também porque diminuiu o número de caçadores na zona.

Os ataques de ursos, recorda o Guardian, têm sido um problema na Rússia em anos de escassez de alimentos na natureza. A situação mais extrema registou-se em 1968, tendo sido mortos pelo menos 270 ursos para evitar ataques. Em 2010, uma onda de calor deixou as reservas naturais de alimentos tão diminuídas que alguns ursos na Sibéria começaram a escavar nos cemitérios à procura dos cadáveres para comer.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 05.09.2015

Milhares de refugiados chegam ao sul da Alemanha

Hoje às 14:18

Os migrantes procedentes da Hungria estão a chegar às centenas à estação ferroviária de Munique, no sul da Alemanha, e o país espera até 7.000 pessoas até ao fim do dia, segundo a polícia federal.

Mais de 400 pessoas chegaram à capital da Baviera durante a manhã em diversos comboios, sendo esperados mais da parte da tarde, provenientes da Áustria, cada um com várias centenas de passageiros a bordo, o que triplicará o afluxo dos dias anteriores, indicou um porta-voz da polícia de

"É três vezes mais que nos outros dias. Pouco a pouco, estamos a atingir os limites das nossas capacidades", disse o porta-voz da polícia federal, Ivo Priebe.

Um "comboio especial" que partira da Hungria e fizera uma paragem em Salzburgo, no norte da Áustria, entrou pelas 13:30 locais (12:30 de Lisboa) na gare de Munique, com 450 migrantes a bordo, disse a mesma fonte, citada pela agência de notícias espanhola, EFE.

Outros quatro comboios com origem na Áustria deverão prosseguir caminho com destino a Frankfurt.

Os homens, mulheres e crianças chegados a Munique estão a ser encaminhados por centenas de agentes da polícia federal, encarregados da segurança das vias ferroviárias, para os centros de primeiro acolhimento criados pela câmara, que assegurará o seu registo e posterior distribuição por todo o país.

A maioria desses centros situa-se na cidade, mas outros campos de acolhimento ficam em Rosenheim.

Proposta de Bruxelas poderá atribuir três mil refugiados a Portugal

Hoje às 13:03

A proposta que a Comissão Europeia se prepara para apresentar relativamente à repartição urgente de refugiados entre os Estados-membros da União Europeia poderá atribuir a Portugal uma quota de cerca de três mil refugiados.

De acordo com um esboço da proposta ao qual a Lusa teve acesso, que ainda será alvo de discussões e poderá ser alterado, o executivo comunitário, que deverá apresentar o seu projeto na próxima quarta-feira, propõe um esquema de reinstalação urgente de 120 mil refugiados, para ajudar os três países mais afetados pelos fluxos migratórios - Itália, Grécia e Hungria -, cabendo a Portugal uma quota de 3074 refugiados.

O esboço do plano de redistribuição de refugiados elaborado pela Comissão prevê uma repartição de 15600 refugiados chegados a Itália, 50400 à Grécia e 54 mil à Hungria - num total de 120 mil -, e, de acordo com os métodos de cálculo sugeridos por Bruxelas, Portugal deverá acolher 400 refugiados que chegaram a Itália, 1291 à Grécia e 1383 à Hungria, num total de 3074.

A proposta que a Comissão Juncker se prepara para apresentar na próxima semana em Estrasburgo, para fazer face à crise migratória e de refugiados, contempla quotas obrigatória de distribuição por Estado-membro, a questão mais polémica e que mais tem dividido os países europeus, com Alemanha e França a encabeçarem um grupo de Estados-membro que defende essa obrigatoriedade, rejeitada por Hungria, Polónia, Eslováquia e República Checa.

Hoje mesmo, no Luxemburgo, no final de uma reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia na qual foi discutida a crise migratória - sem no entanto ser debatida a questão do sistema de quotas de redistribuição de refugiados -, o ministro Rui Machete afirmou que Portugal tem de "fazer um esforço de generosidade" no quadro de solidariedade europeia face à crise migratória e que o fará estando disposto a receber mais do que 1500 refugiados.

"Nós já tínhamos feito uma oferta de (acolhimento de) 1500 refugiados e estamos dispostos, dentro das nossas possibilidades, a aumentar esse número, porque o problema humano o exige. Portanto, não vamos limitar-nos a esse número, vamos aceitar um número dentro daquilo que seja a equidade de uma repartição razoável, mas temos que fazer um esforço de generosidade e fá-lo-emos certamente. Aliás, é esse o sentimento do povo português", disse.

Lusodescendente nomeado para segundo lugar na hierarquia militar dos EUA

Hoje às 10:54

O lusodescendente Paul Joseph Selva foi confirmado esta semana como o novo subchefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas dos Estados Unidos.

Selva, de 56 anos e com família originária na ilha do Faial, Açores, é piloto de formação e exercia as funções de comandante da Base de Transporte Militar Scott, no estado do Illinois.

O general foi nomeado para o novo cargo pelo Presidente Barack Obama em maio e agora confirmado pelo Senado.

Na mesma altura, o Senado confirmou o General Joseph F. Dunford como presidente do Estado-Maior-General.

O secretário de Defesa, Ash Carter, disse que os dois homens provaram "a sua coragem ao longo das suas carreiras": "o General Dunford desde os primeiros anos na infantaria até à sua liderança no Afeganistão e nos Marines, e o General Selva desde os seus dias iniciais como piloto até à sua liderança do comando de transporte militar".

"Sei que o Presidente Obama, eu e a nossa segurança nacional vão beneficiar largamente dos seus sábios conselhos e da sua perspetiva estratégica conseguida durante anos de experiência operacional", acrescentou Carter.

Selva é um piloto com mais de 3100 horas de voo, com uma licenciatura em engenharia aeronáutica da Forca Aérea Americana, um mestrado em gestão e recursos humanos e outro em ciência política.

 

Morreu o homem mais pequeno do mundo

Hoje às 13:57

O nepalês Chandra Bahadur Dangi, considerado pelo Guinness World Record, como o homem mais pequeno do mundo morreu esta sexta-feira. Tinha 75 anos.

Chandra Dangi media 54,6 centímetros e estava internado no Hospital de Medicina Tropical Lyndon B, na Samoa Americana. Morreu de pneumonia.

Natural de uma aldeia do Nepal, Dangi saltou para a fama depois de ter feito, em 2003, uma sessão de fotografias com o homem mais alto do mundo, o turco Sultan Kosen.

"Um recordista icónico e extraordinário", lembra o Guinness World Record, em comunicado onde anuncia a sua morte.

jornal “Folha do São Paulo” (Brasil), 05.09.2015

Milhares de manifestantes pedem que França acolha mais refugiados sírios

DE SÃO PAULO
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

05/09/2015  18h05

Cerca de 8.500 pessoas se reuniram nesta sábado (5) em Paris em uma manifestação pedindo que a França aumente sua cota de refugiados para tentar diminuir a crise migratória que atinge a Europa.

O protesto acontece dias após a comoção criada pela foto do menino sírio Aylan Kurdi, 3, que morreu tentando cruzar da Turquia para a Grécia. O corpo da criança foi encontrado em uma praia na cidade turca de Bodrum.Franceses protestam a favor de refugiados

Na praça da República, no centro da capital francesa, os manifestantes carregavam cartazes pedindo que o país acolha os estrangeiros afetados por conflitos. Os sírios, assim como Aylan, eram os mais lembrados.

Dentre as mensagens, estavam "Abram as fronteiras", "Direitos de asilos para todos os perseguidos" e "Bem-vindos, refugiados". O ato ganhou o nome de "Não em meu nome", contra a repressão aos imigrantes na Europa.

Circundando a estátua no centro da praça, estava um grupo de dezenas de sírios com bandeiras da oposição e pedindo a saída do ditador Bashar al-Assad. Os ativistas culpam o mandatário e o Estado Islâmico pela morte de Aylan.

As manifestações se repetiram em cidades como Bordeaux, Montpellier, Lyon e Estrasburgo. Os atos foram convocados pelas redes sociais de forma espontânea, mas tiveram a participação de grupos de direitos humanos e sindicatos.

DIVISÃO

Assim como outros países da Europa, a França se dividiu sobre como tratar os refugiados. Grupos de direitos humanos, comunidades de imigrantes e partidos de esquerda defendem que o governo aumente a cota de estrangeiros.

Por outro lado, partidos de extrema-direita e nacionalistas querem aumentar os controles à entrada. Eles argumentam que a imigração provoca mudança cultural no país e aumenta o desemprego e os gastos sociais.

Na última quinta (3), o presidente da França, François Hollande defendeu a criação de cotas obrigatórias entre países da União Europeia para dividir a tarefa de ajudar os que precisam de proteção.

O bloco de 28 países aprovou no mesmo dia a divisão de 100 mil refugiados´entre os Estados. Países mais afetados pela crise, como Hungria, Grécia e Itália, porém, querem que a maior parte deles seja destinada a Alemanha e Reino Unido. 

Ratos salvam vidas farejando minas terrestres em Angola e Moçambique

LUISA PESSOA
DE SÃO PAULO

01/09/2015  17h05

Focinho atento, ele para e arranha o solo por quatro segundos. É o sinal: ali, há resquícios de explosivos. Pode ser uma mina terrestre, restos de munição ou uma bomba aérea não detonada —de toda forma, um achado potencialmente perigoso.

O trabalho bem feito é recompensado com carinho e pedacinhos de banana ou amendoim.

Associados geralmente à sujeira, ratos são utilizados há mais de 15 anos pela ONG Apopo (Anti-Persoonsmijnen Ontmijnende Product Ontwikkeling, em holandês, ou Detecção e Desenvolvimento de Produtos Antiminas Terrestres) para a detecção de minas terrestres.

A ideia veio em meados de 1990, quando o belga Bart Weetjens leu um estudo sobre como gerbilos (pequenos roedores do deserto) eram capazes de distinguir odores de explosivos em laboratórios. Lembrando dos ratinhos que tinha de estimação na infância (e de seu olfato apurado), Weetjens logo pensou que os roedores poderiam ser grandes aliados para a desminagem de territórios, algo essencial para o desenvolvimento econômico e social de muitos países subsaarianos.

Após consultar Ron Vernagen, professor da Universidade da Antuérpia (Bélgica), os dois chegaram à conclusão de que a melhor espécie para a tarefa era o Cricetomys gambianus (também conhecido como rato gigante da Gâmbia), por sua longevidade e capacidade de adaptação às condições ambientais da região. Em 1998, a Apopo estava criada.

MINAS TERRESTRES

Resquícios de guerras civis das últimas décadas, minas terrestres, bombas de fragmentação e outros explosivos ainda são uma triste realidade em todo o mundo, mas principalmente em países da África. Estima-se que 56 nações tenham hoje parte de seu território minado.

Segundo a Landmine and Cluster Munition Monitor, em relatório publicado em novembro de 2014, 3.308 pessoas morreram devido a essas armas em 2013. É um número subestimado, já que muitos casos não são reportados.

A maioria das vítimas conhecidas era civis (79%) e, dos civis, 46% eram crianças. O número de feridos no mesmo período é de ao menos 226 mil.

Em 1997, foi assinada uma convenção internacional em que 122 nações se comprometeram a não usar, estocar, produzir ou transferir minas terrestres. De lá para cá, o número de signatários subiu para 162. No entanto, muitos países —incluindo potências militares— ainda rejeitam o acordo, como Estados Unidos, Rússia, Israel, Arábia Saudita, China, Índia, Paquistão, entre outros.

Mesmo hoje, segundo a LCMM, há indícios de que minas terrestres estejam sendo usadas por alguns governos para evitar o avanço de forças rebeldes, caso da Síria e de Mianmar (não signatários do acordo de 1997).

Ainda assim, houve avanços. De acordo com a LCMM, 185 quilômetros quadrados em todo o mundo foram desminados em 2013, tendo sido desarmadas e destruídas mais de 270 mil minas antipessoais e 4.400 antiveículos.

BICHO DE ESTIMAÇÃO

Hoje, a Apopo atua em Angola, Moçambique, Tanzânia e Camboja, tendo também concluído projetos em Laos e Vietnã. O berçário e centro de treinamento da ONG fica em Morogoro (Tanzânia) na Universidade de Agricultura Sokoine. É lá que os ratos aprendem a detectar e a sinalizar a presença de TNT (trinitrotolueno) no solo.

Cada rato tem capacidade para esquadrinhar 200 metros quadrados em 20 minutos —o trabalho, se feito por um homem, pode levar um dia inteiro para apenas 50 m2. Apesar disso, quando em campo, cada roedor geralmente só examina 400 m2, para que não fique cansado.

De acordo James Pursey, porta-voz da organização, o bem-estar dos roedores é uma prioridade e todos são mantidos como animais de estimação. Os ratos recebem carinho de seus cuidadores, têm sua saúde monitorada e são alimentados de forma balanceada. Também podem brincar uns com os outros, ainda que se evite deixar dois machos juntos, pelo perigo de brigas.

Além de ter direito a descanso após treinamento ou jornadas de trabalho (que ocorrem de segunda a sexta-feira), os roedores são aposentados e mantidos pela ONG quando não podem mais atuar, entre os sete e oito anos de idade. O custo mensal para manter cada um deles é de cerca de 5 euros (R$ 20).

De acordo com a Apopo, a maioria de seus animais morre de velhice —não há registro de nenhuma baixa durante o trabalho de detecção de minas. Uma das razões é que esses explosivos geralmente só são acionados ao serem pressionados por mais de cinco quilos. Como o peso máximo do Cricetomys gambianus não chega a tanto (o mais pesado que a Apopo já teve tinha1,5kg), o acionamento não acontece.

EXPERIÊNCIAS LOCAIS

A Apopo está em Angola desde 2012 e, desde então, já "limpou" mais de 190 mil metros quadrados na província de Malanje, principalmente nos vilarejos de Kamatende e de Ngola Nuige. Atualmente, a equipe de "herorats" (ratos heróis, como são chamados pela ONG e seus apoiadores) no país conta com 38 animais —32 já certificados pelas autoridades locais.

Segundo Francisco Gregorio, 46, que chefia o braço local da ONG, é impossível fornecer uma estimativa confiável de quantas minas ainda restam no território angolano, já que diferentes grupos esconderam essas armas no solo durante a guerra civil (1975-2002).

Apesar da eficiência dos ratos, eles não trabalham sozinhos. De acordo com Gregorio, o trabalho de desminagem alia diferentes metodologias: manual, mecânica e animal (cachorros ou ratos). Em Angola, a Apopo tem parceria com a ONG Norwegian People´s Aid (Ajuda Popular da Noruega), que realiza a desminagem mecânica e manual após a detecção feita pelas roedores.

Já em Moçambique, o mesmo trabalho é feito há oito anos. A Apopo espera que, ainda em 2015, o país possa se declarar livre de minas terrestres. A última área a ser limpa, segundo a ONG, é o parque ecológico de Malhazine, que funcionou no passado para a estocagem de munição.

Durante todo o tempo em que esteve em Moçambique, a Apopo acredita ter "limpado" 11 quilômetros quadrados com seus ratos. Este número pode parecer pequeno, mas significou o alívio para 290 mil famílias que viviam na área, que se viram livres de mais de 13 mil minas, mil UXOs (unexploded ordnances, munições não detonadas) e 155 pylons (espécie de torpedo). Hoje, 20 ratos trabalham no país.

TUBERCULOSE

Nos últimos anos, a Apopo também começou a treinar seus ratos para a detecção de tuberculose, considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma das principais doenças infecciosas causadoras de mortes pelo mundo, ainda que curável. Estima-se que 1,5 milhão de pessoas tenham morrido pela doença em 2013, 360 mil dos quais eram portadores de HIV.

Assim como na detecção de minas, os roedores são extremamente ágeis, podendo farejar cerca de cem amostras para a detecção da bactéria em apenas 20 minutos. O mesmo trabalho se feito convencionalmente, por análise microscópica, pode levar até quatro dias. Toda amostra sinalizada pelos Herorats como contaminada é depois confirmada em laboratório.

Até o momento, cerca de 40 roedores já foram treinados para a tarefa, feita em laboratórios da Apopo em Moçambique e na Tanzânia. Atualmente, a ONG busca o endosso da OMS para esse trabalho de detecção. 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 05.09.2015

Bebé morto faz acordar uma Europa acomodada

5 de Setembro, 2015

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou quinta-feira os países europeus de terem transformado o Mar Mediterrânico num “cemitério de migrantes”, numa reacção às imagens que mostraram o corpo de uma criança síria encontrada numa praia turca.

“Os países europeus que transformaram o Mediterrâneo num cemitério de migrantes partilham a responsabilidade de cada refugiado morto”, afirmou o Presidente turco, em declarações à imprensa na capital turca, Ancara.
Na quarta-feira, a fotografia de Aylan Kurdi, o menino sírio de três anos cujo corpo deu à costa na praia turca de Bodrum, tornou-se “viral” nas redes sociais, provocando uma vaga de indignação e de consternação.
O menino sírio viajava com o pai, o único sobrevivente da família, a mãe e o irmão Galip de cinco anos, numa pequena embarcação que tentava alcançar a costa grega.
“O corpo de uma pequena criança de três anos foi encontrado nas nossas praias. Será que a humanidade não deve ser responsabilizada?”, questionou o Chefe de Estado turco, diante de uma plateia de empresários, na véspera de uma reunião dos ministros das Finanças e dos governadores dos bancos centrais do G20 (as 20 maiores economias do Mundo) em Ancara.
“Não são apenas os migrantes que se estão afogar no Mediterrâneo, mas também a nossa humanidade”, sublinhou o Chefe de Estado turco, que denunciou a recusa dos países europeus em acolher mais refugiados sírios nos respectivos territórios.
Recep Tayyip Erdogan aproveitou a ocasião para recordar que a Turquia acolhe actualmente perto de dois milhões de refugiados que fugiram da guerra civil que afecta a Síria há quatro anos, ao abrigo de uma política de “porta aberta”.
“Não abandonamos as pessoas que fogem de bombas porque somos humanos”, frisou o Presidente turco, acrescentando, no entanto, que não é justo sobrecarregar alguns países, nomeadamente a Turquia, com um problema de contornos mundiais. “Os países europeus que estabeleceram os critérios para os direitos humanos e as liberdades fundamentais estão agora a virar as costas a esses princípios”, concluiu.

Europa tem de agir 

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, disse que a Europa não se pode limitar a emocionar-se com imagens de refugiados mortos, mas tomar medidas concretas para resolver o problema. “A Europa não pode apenas emocionar-se”, disse Renzi numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo de Malta, Joseph Muscat, depois das reacções à fotografia do cadáver de um menino sírio de três anos que deu à costa numa praia da Turquia, publicada na quinta-feira nas primeiras páginas de muitos jornais europeus. “Quando um pai tenta regressar a Kobane para enterrar a família, a culpa não é da Europa”, mas “a Europa tem o dever de dar uma resposta que parte de um direito de asilo europeu, de iniciativas europeias de acolhimento e gestão de emergências, de medidas europeias de repatriamento e de uma estratégia global nos países de origem”, afirmou Matteo..
“Face a esta emergência, ou a Europa dá uma resposta política com P grande, ou perde a face”, insistiu. Para Matteo Renzi, “o momento não é de demagogia, mas de política a sério”, porque quando “uma criança corre o risco de se afogar, é preciso tudo fazer para a salvar”.
O primeiro-ministro maltês, que a 11 e 12 de Novembro acolhe em La Valetta uma cimeira Europa-África sobre migração e desenvolvimento, insistiu por seu lado na necessidade de, “a médio prazo”, pôr fim “ao caos na Líbia”. “Se não, será pior”, advertiu. A Itália juntou-se à Alemanha e à França no apelo para uma ampla revisão das regras do direito de asilo, lançado com vista à reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) entre quinta e sexta-feira no Luxemburgo.
Desde o início do ano, mais de 115 mil migrantes chegaram por mar à Itália e o dobro (230 mil) à Grécia, segundo números oficiais.
O presidente da UE, Donald Tusk, pediu aos países membros que acolham pelo menos 100 mil refugiados. Em Junho, no entanto, os líderes europeus recusaram uma proposta de Bruxelas para o acolhimento, com base num sistema de quotas, de 40 mil refugiados, aceitando apenas acolher numa base voluntária 32 mil refugiados da Síria e da Eritreia.

Putin responsabiliza EUA

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, responsabilizou ontem os Estados Unidos e a sua política no Médio Oriente pela avalanche de refugiados que chega actualmente à Europa.
“A Europa segue às cegas essa política [dos EUA)] no marco dos seus compromissos de aliados e depois arca com todo o peso” das consequências, disse Vladimir Putin aos jornalistas durante o Fórum Económico de Vladivostok. O Presidente russo afirmou que vê “com perplexidade como alguns meios de comunicação norte-americanos criticam a Europa por uma excessiva, segundo eles, crueldade com os imigrantes”, enquanto os próprios EUA não sofrem a avalanche de refugiados de países em guerra no Médio Oriente, na Ásia Central e no Norte de África.
“A crise [de refugiados] era de esperar. Nós, na Rússia, e este humilde servidor, já prevíamos há vários anos problemas dessa envergadura se os nossos parceiros ocidentais seguissem com a sua política externa errada, sobretudo nas regiões do mundo muçulmano”, referiu Vladimir Putin.
O Chefe de Estado russo reiterou que o Ocidente pretende impor os seus valores e padrões nessas regiões sem levar em conta as peculiaridades históricas, religiosas e culturais. A primeira coisa que é preciso fazer para resolver o problema dos refugiados, segundo Vladimir Putin, “é lutar juntos contra o terrorismo e os extremismos de todo o tipo, principalmente nos países com problemas”.

Coligação contra o EI

Vladimir Putin reafirmou que a Rússia quer impulsionar a criação de uma coligação internacional para combater os rebeldes do Estado Islâmico (EI), uma proposta que já fez ao Presidente norte-americano, Barack Obama, e também a vários líderes do mundo árabe. 
“Apesar de ser impossível hoje em dia que todos os países interessados em lutar contra o terrorismo se organizem no campo de batalha, seria preciso conseguir pelo menos uma coordenação entre eles”, advertiu Vladimir Putin em alusão à recusa do Ocidente, da Arábia Saudita e da oposição síria em lutarem ao lado das tropas governamentais sírias.

 

China rejeita políticas expansionistas

4 de Setembro, 2015

O Presidente da China, Xi Jinping, garantiu ontem, quando discursava por ocasião do aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial e da vitória sobre o Japão, que não tem intenções expansionistas contra países que invadiram o seu país e subjugaram o povo chinês.

Xi Jinping, que falava na Praça da Paz Celestial, onde Mao Tse-tung proclamou o nascimento da República Popular da China, a 1 de Outubro de 1949, afirmou que a China “está comprometida com o desenvolvimento pacífico, porque nós, os chineses, amamos a paz e não importa o quão fortes nos tornemos, nunca vamos buscar hegemonia ou expansão”.
Na Segunda Guerra Mundial, recordou, a China registou 35 milhões de vítimas, entre mortos e feridos, numa “decisiva batalha entre o bem e o mal, entre a luz e a escuridão, mas lutou sem descanso e firmemente alcançou uma vitória total”.
A vitória da China, afirmou, “pôs fim à humilhação chinesa nos tempos modernos, em que sofreu diversas derrotas nas mãos de agressores estrangeiros”.
A 3 de Setembro de 1945, um dia depois da assinatura da rendição japonesa, a bordo do navio norte-americano USS Missouri, começou “uma nova viagem para a Ásia”, disse o líder chinês. “A vitória na guerra contra o Japão tornou novamente a China um grande país no Mundo”, acrescentou.
O líder chinês anunciou na ocasião uma redução de 300 mil efectivos no Exército Popular de Libertação, o maior do Mundo.
Composto por 2,3 milhões de militares, o Exército chinês sofreu importantes reduções de efectivos no passado, particularmente sob a presidência de Jiang Zemin, que priorizou a sua modernização.
Depois do discurso, 12.000 soldados chineses e estrangeiros, 500 veículos e cerca de 200 aviões e helicópteros, símbolos do crescente poder da China no cenário internacional, participaram na cerimónia comemorativa da vitória contra o Japão na Segunda Guerra Mundial.
Um total de 27 formações do Exército Popular de Libertação da China, juntamente com dez esquadrilhas de helicópteros e aviões participaram no evento. Dados oficiais chineses referem que 84 por cento dos equipamentos do desfile militar de ontem apareceram em público pela primeira vez, entre os quais bombardeiros de grande raio de acção e vários tipos de mísseis, como o balístico DF-21D, conhecido como “matador de porta-aviões”, que segundo especialistas militares pode modificar a relação de forças no Oceano Pacífico. 
No evento militar, o primeiro que a China celebrou por ocasião da rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial, participaram mil militares de 17 nações, com destaque para a Rússia, Afeganistão, Egipto, México, Cuba e Venezuela. Milhares de convidados também presenciaram o desfile de tanques e de novos armamentos. Veteranos de guerra, com uma média de idade de 90 anos, lideraram a marcha em diferentes veículos, de onde cumprimentaram os líderes chineses, que presenciaram o desfile juntamente com os Presidentes russo, Vladimir Putin, venezuelano, Nicolás Maduro, e sul-coreana, Park Geun-hye, bem como o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.
Antes do desfile militar, o Presidente da China e a Primeira-Dama, Peng Liyuan, receberam mais de 20 líderes mundiais em Pequim.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 23.07.2015

 

Turquia aprova ataques aéreos dos EUA contra o Estado Islâmico em solo turco

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/07/2015 15:36:00

Após meses de negociação, a Turquia concordou em permitir que o Exército dos Estados Unidos lance ataques aéreos contra o Estado Islâmico de uma base aérea próxima a fronteira do país com a Síria, afirmaram oficiais da defesa turca.

O acordo, tratado entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, permite que os EUA utilizem a base aérea de Incirlik, no leste da Turquia, para enviar aviões tripulados e não tripulados para atacar militantes do Estado Islâmico, disseram os oficiais. Os dois líderes conversaram na quarta-feira, informou a Casa Branca.

O uso da base de Incirlik é parte de um acordo maior entre os EUA e a Turquia para aprofundar a cooperação na luta contra o Estado Islâmico, que se torna cada vez mais perigoso para a Turquia.

Na quinta-feira, as forças do Estado Islâmico na Síria e o Exército da Turquia entraram em batalha na fronteira, deixando ao menos um soldado turco morto. "Eles estão em uma guerra contra o Estado Islâmico exatamente na fronteira", disse um oficial de defesa. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

 

Irã firma acordo nuclear com potências, em avanço histórico com EUA

 

O Irã e seis potências mundiais chegaram a um acordo nuclear nesta terça-feira, coroando mais de uma década de negociações com um compromisso que poderá transformar o Oriente Médio.

O acordo não encerra a controvérsia sobre uma das questões diplomáticas mais críticas no momento: a União Europeia o definiu como um "sinal de esperança para o mundo inteiro", enquanto o governo de Israel o chamou de "rendição histórica".

 

 

Milhares de pessoas protestam na Times Square contra o acordo nuclear com o Irã

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/07/2015 09:09:00

Milhares de manifestantes lotaram a Times Square, em Nova York, na noite de quarta-feira em um protesto para exigir que o Congresso vote contra o acordo nuclear alcançado entre os Estados Unidos e outras potências com o Irã. De acordo com os organizadores, 10 mil pessoas participaram da marcha.

Enquanto a multidão se aproximava das barricadas policiais, gritos de "mate o acordo" podiam ser ouvidos em diversas partes. As pessoas pediam para que os EUA não deixem que o Irã construa uma bomba nuclear e que ameace outras nações, como Israel. No entanto, os organizadores afirmaram que o protesto representa os norte-americanos de todas as religiões e convicções.

O grupo pediu para que o Congresso rejeite o acordo, que possibilita que os EUA retirem as sanções impostas ao Irã, em troca de medidas para impedir que o país construa armas nucleares.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que os EUA considera o Irã um adversário cujas atividades serão acompanhadas de perto.

Em meio ao protesto, o advogado judeu Alan Dershowitz disse que ele é "oposto ao acordo como um democrata liberal". Ele disse acreditar que a democracia era "ignorada" porque a administração de Obama negociou o acordo sem dar entrada no Congresso. "Essa não é a forma como a democracia deve operar", disse ele à multidão.

Em um comunicado na quarta-feira, o republicano Peter King e ex-presidente da Comissão da Câmara de Segurança Interna disse que participou de uma reunião com o Secretário de Estado, John Kerry, e que "está convencido de que este é um mau negócio para a América".

"Foi totalmente errado e arrogante a administração de Obama apresentar o acordo com a ONU antes de o Congresso votar", acrescentou ele. "A minha intenção é de votar 'não' sobre o acordo com o Irã".

As pessoas que foram protestar afirmaram que não confiavam no Irã e que o país irá encontrar brechas para construir armas nucleares. Fonte: Associated Press.

 

 

jornaloGlobo” (Brasil), 23.07.2015

 

Obama pode ir a Cuba antes do fim do mandato, diz jornal de Miami

Segundo fontes, governo americano está preparando pacote de novos regulamentos em relação à ilha comunista

POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

23/07/2015 16:08 / ATUALIZADO 23/07/2015 16:22

 

WASHINGTON — O presidente Barack Obama pode viajar para Cuba no início de 2016, antes de concluir seu mandato, informou o jornal Miami Herald, citando fontes que participaram de um evento na Casa Branca nesta quarta-feira. Segundo um dos convidados do encontro, o assessor de Segurança Nacional e Comunicação Estratégica, Ben Rhodes, afirmou na reunião que há a possibilidade de Obama visitar Havana em janeiro do ano que vem, dependendo da evolução das relações diplomáticas entre os dois países.

As fontes disseram que o governo americano está preparando novos regulamentos em relação a Cuba, que muda aspectos em setores como viagens à ilha e transações financeiras e bancárias. Um dos pontos é permitir excursões educacionais individuais, enquanto hoje os estudantes só podem ir em grupo. Mas a questão ainda está em debate.

As medidas ainda não têm data para serem anunciadas, mas a expectativa é que aconteça nas próximas semanas, informou uma das fontes. Outro convidado do evento afirmou que o novo pacote é bastante “modesto”. Enquanto o governo americano alega que não há muito o que o presidente possa fazer, os cubanos dizem que há muito a ser feito.

A questão das deportações em massa de cubanos condenados por tribunais dos Estados Unidos foi descartada, e a abertura de consulado nos dois países não foi discutida.

Cerca de 75 convidados participaram da reunião com Rhodes, a assessora de Obama, Valerie Jarrett, funcionários do Departamento de Estado e o subsecretário de Estado para a América Latina. Também estava no encontro uma presença significativa de cubano relacionada com a nova política em relação a Cuba, mas não especificaram quem era.

Сенатор-республиканец, Боб Коркер, выступил с резкой критикой в адрес госсекретаря, Джона Керри, в связи с заключением международного договора по иранской ядерной программе.

 

Kerry enfrenta críticas no Senado por acordo nuclear com Irã

Primeira audiência no Congresso teve discussão entre secretário de Estado e parlamentar republicano

POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

WASHINGTON — O secretário de Estado americano, John Kerry, defendeu nesta quinta-feira com ironias diante do Congresso o acordo nuclear entre o Irã e as potências mundiais na semana passada. Na primeira audiência no Senado depois da assinatura do acordo, Kerry foi criticado pelo senador republicano Bob Corker, que acusou o secretário de ter sido “depenado” pelos iranianos na rodada final das negociações em Viena. Mas o diplomata não deixou por menos, dizendo que a completa rendição de Teerã era uma “espécie de arranjo unicórnio”, uma fantasia.

— Eu acredito que você foi depenado — disse Corker, criticando os termos estabelecidos no acordo, que prevê a retirada de sanções caso Teerã limite seu programa nuclear.

Kerry rebateu os cometários de Corker, insistindo que o acordo conquistado em Viena foi a melhor alternativa possível para impedir o Irã de se tornar uma potência nuclear através de meios pacíficos. O secretário chamou de “fantasia, pura e simples” a crença de que um acordo poderia ter sido obtido.

— (A completa rendição do Irã) é uma espécie de acordo unicórnio... uma completa fantasia — disse Kerry.

Kerry ainda ressaltou que a rejeição do documento daria a Teerã “um grande sinal verde” para acelerar rapidamente o seu programa atômico.

— Gente, eles já têm o que eles querem. Eles fizeram isso há dez anos ou mais — disse Kerry, sobre a capacidade do governo iraniano em desenvolver armas nucleares. — Esta é uma questão de dar o que eles querem, isso é uma questão de como segurá-los.

O Congresso tem até o dia 17 de setembro para aprovar ou rejeitar o acordo. Os republicanos, que controlam a maioria em ambas as casas, alegam que o acerto vai capacitar o Irã e ameaçar Israel. Nesse processo, o governo de Barack Obama precisa convencer também muitos democratas sobre o negócio.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 25.07.2015

 

Solução de dois Estados no Médio Oriente "está mais longe que nunca"

Hoje às 17:25

O enviado da ONU para o Médio Oriente alertou esta quinta-feira que a solução da coexistência de dois Estados, Israel e Palestina, está atualmente "mais longe que nunca" e pediu às partes uma "ação decidida" para alcançar a paz.

 

"O apoio à solução de dois Estados entre os palestinianos e os israelitas está a desvanecer-se", disse Nickolay Mladenov, perante o Conselho de Segurança, que esta quinta-feira realiza um debate especial sobre a situação na região.

A via da coexistência pacífica de dois Estados, solução defendida pelas Nações Unidas para pôr fim ao conflito, está "a ser ameaçada", entre outras coisas, pela "construção de colonatos, incidentes de segurança, violência relacionada com a ocupação e falta de unidade palestiniana", enumerou o enviado especial.

A situação é, segundo Mladenov, ainda mais agravada pelo "auge do extremismo violento e do terrorismo na região", que coloca em perigo tanto as aspirações palestinianas de criação de um Estado quanto as de segurança de Israel.

"No atual clima de desconfiança, a comunidade internacional deve trabalhar com israelitas e palestinianos para criar no terreno as condições, regional e internacionalmente, para regressar às negociações num prazo de tempo razoável", defendeu.

De acordo com Mladenov, "é tempo de agir decididamente perante a crescente perceção de que a solução de dois Estados está a morrer lentamente".

O representante da ONU saudou as tentativas da comunidade internacional, lideradas pela Europa, para impulsionar uma nova iniciativa diplomática que possa desbloquear a situação com a ajuda dos países árabes.

Согласно заявлению НАСА, американские исследователи обнаружили в космосе «двойника» Земли, находящегося на расстоянии 1400 световых лет от нашей планеты.

Descoberto o "irmão gémeo" da Terra

LPC

 | Hoje às 19:44

Cientistas da NASA revelaram, esta quinta-feira, que descobriram um planeta semelhante à Terra, a 1400 anos-luz de distância.

 

O Kepler 452b é maior do que a Terra (tem um raio 60% maior e terá cinco vezes mais massa), mas orbita em redor de uma estrela semelhante ao Sol, criando condições ideias de temperatura para existência de água líquida. Encontra-se na chamada "zona habitável" da sua estrela.

Os cientistas da missão da Nasa que operam o telescópio Kepler acreditam que este é planeta mais parecido com a Terra alguma vez descoberto, revela a BBC. O Kepler 452b é o planeta em destaque de um lote de 500 objetos descobertos a orbitar em torno de estrelas para lá do sistema solar.

Ainda não é possível confirmar algumas das medições do planeta e garantir que é constituído de material rochoso e não de matéria gasosa. Se for constituído por matéria sólida, terá o dobro da nossa gravidade, acreditam os cientistas.

Sabe-se que o planeta terá mais seis mil milhões de anos do que a Terra, um tempo durante o qual nunca terá saído da órbita da sua estrela, o que os cientistas consideram ser um tempo suficiente para existência de vida - caso existam condições para tal na sua superfície.

Este novo planeta junta-se a muitos outros já descobertos pelo telescópio Kepler, mas será o mais parecido com o nosso no que respeita à distância de uma estrela e à sua órbita, tendo um ano a duração de 385 dias. A BBC refere, por exemplo, o Kepler-186f, anunciado em 2014, que é mais pequeno do que o planeta Terra, mas que orbita em redor de uma anã vermelha, mais fria do que o nosso sol.

 jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 23.07.2015

 

Desemprego no Brasil aumenta 44,9% num ano

por Lusa

Em junho foram registados 1,7 milhões desempregados.

O desemprego no Brasil atingiu 1,7 milhões de pessoas em junho, o que representa um aumento de 44,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego registada em junho foi de 6,9%, a maior desde julho de 2010, e ligeiramente superior ao mês de maio (6,7%).

O desemprego no Brasil é medido pela chamada taxa de desocupação, que considera os maiores de 14 anos que estão sem emprego, mas ativamente em busca de trabalho.

O valor do rendimento médio mensal real caiu de 2.212,87 reais (613,56 euros) em junho de 2014 para 2.149,10 reais (595,88 euros) no mesmo mês deste ano.

A Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada hoje pelo IBGE, entrevista brasileiros nas regiões metropolitanas das cidades de Porto Alegre (região sul do país), Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo (as três no sudeste), Salvador e Recife (no nordeste).

 

 

Kim Jong-un pede "vingança" contra os EUA no aniversário do armistício que pôs fim à guerra da Coreia

por Lusa

Líder norte-coreano defende que o país deve "fazer pagar os Estados Unidos pelo derramamento de sangue dos coreanos e ajustar contas o quanto antes com a força das armas".

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pediu hoje "vingança" contra os Estados Unidos pelos crimes cometidos na Guerra da Coreia, cinco dias antes do 62.º aniversário do armistício que pôs fim ao conflito.

Kim afirmou que a Coreia do Norte deve "fazer pagar os Estados Unidos pelo derramamento de sangue dos coreanos e ajustar contas o quanto antes com a força das armas", segundo um texto publicado hoje pela agência de notícias oficial KCNA.

Kim Jong-un fez estas declarações numa visita ao Museu de Sinchon das Atrocidades dos Estados Unidos na Guerra da Coreia, localizado no centro de Pyongyang.

Assinado a 27 de julho de 1953, o armistício pôs fim à Guerra da Coreia e confirmou a divisão da península coreana depois de três anos de hostilidades.

Kim Jong-un "disse que o museu serve como um centro para a educação das diferentes classes e uma fonte de desejo de vingança contra o inimigo, assim como um lugar histórico onde se expõem as monstruosas atrocidades dos imperialistas norte-americanos", segundo a KCNA.

 

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 23.07.2015

 

Governo francês critica deputados por visita a Crimeia


23 de Julho, 2015

O Governo francês lamentou ontem, em Paris, a viagem organizada por uma dezena de deputados franceses à península da Crimeia, integrada o ano passado na Federação da Rússia, disse o porta-voz do Ministério das Exteriores da França.

A viagem é uma “iniciativa pessoal” desses parlamentares, que pertencem todos, excepto um, aos Republicanos, o partido do ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy, referiu o porta-voz, advertindo que a viagem “constitui uma violação do direito internacional”.
O chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, advertiu em reunião à porta fechada da Comissão das Relações Exteriores da Assembleia Nacional para o “risco da instrumentalização” desses deputados. “Porque ir à Crimeia sem autorização das autoridades ucranianas é “reconhecer as pretensões da Rússia”, disse o ministro. 
Entre os deputados que organizaram a visita à Crimeia estão os conservadores Thierry Mariani, Jacques Myard e Marie-Christine Dalloz que pretendem  passar por Moscovo antes de atingirem Yalta e  Simferopol. 
 O Presidente François Hollande está em dificuldade para tratar a visita dos deputados a Crimeia, que foi organizada dentro dos princípios legais das leis francesas e UE, conforme refere a imprensa local.

 

 

Confrontos tribais provocaram mortes


23 de Julho, 2015

Pelo menos 40 pessoas morreram em confrontos entre tribos rivais no Sudeste da Líbia ocorridos há uma semana, informaram, ontem, autoridades do Governo líbio pró-OTAN.

Pelo menos 40 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, em confrontos entre a tribo dos tobus e a dos tuaregues em Sebha, 750 quilómetros ao sul de Tripoli, acrescentou a fonte governamental.
Os tobus vivem entre a Líbia, o Chade e o Níger e desde Fevereiro enfrentam as tribos locais do Sul do país, sobretudo em Kufra e Sebha. 
O Governo líbio pró-OTAN exortou, em comunicado, as duas tribos a “deterem os combates e a solucionarem suas divergências através do diálogo” e lamentou a violência  nestas regiões, que ocorre devido “às lutas pelo poder político e económico”. Esta onda de violência provocou o êxodo de centenas de famílias, informou.
Na semana passada, ao discursar no Conselho de Segurança, o enviado especial da ONU à Líbia sublinhou que uma transição pacífica na Líbia só é possível com esforços coordenados de apoio ao futuro Governo de Unidade Nacional. 
Bernardino León destacou a importância de  garantir a segurança na Líbia, para os serviços da administração pública serem retomados, e disse que a situação no país está a piorar devido à divisão política e à violência.Na sua avaliação, o enviado especial da ONU à Líbia disse que o Governo de Unidade Nacional deve ser o “único interlocutor” perante a crescente ameaça do Estado Islâmico, reforçou o apoio das Nações Unidas (ONU) em garantir a liderança nacional no processo de transição em curso no país e destacou que a comunidade internacional deve estar pronta para oferecer à Líbia todo o apoio necessário.A falta de autoridade na Líbia, alertou o enviado especial da ONU à Líbia, é explorada por organizações de tráfico humano, refugiados e migrantes, que utilizam a Líbia como ponto de partida para travessias no Mar Mediterrâneo, na tentativa de chegar à Europa.O enviado especial da ONU à Líbia recordou que vários líderes líbios tentam, desde 11 de Julho, um acordo político, em Marrocos, que pôs a Líbia mais perto do fim do conflito que dura há quatro anos.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 23.07.2015

 

Turquia aprova ataques aéreos dos EUA contra o Estado Islâmico em solo turco

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/07/2015 15:36:00

Após meses de negociação, a Turquia concordou em permitir que o Exército dos Estados Unidos lance ataques aéreos contra o Estado Islâmico de uma base aérea próxima a fronteira do país com a Síria, afirmaram oficiais da defesa turca.

O acordo, tratado entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, permite que os EUA utilizem a base aérea de Incirlik, no leste da Turquia, para enviar aviões tripulados e não tripulados para atacar militantes do Estado Islâmico, disseram os oficiais. Os dois líderes conversaram na quarta-feira, informou a Casa Branca.

O uso da base de Incirlik é parte de um acordo maior entre os EUA e a Turquia para aprofundar a cooperação na luta contra o Estado Islâmico, que se torna cada vez mais perigoso para a Turquia.

Na quinta-feira, as forças do Estado Islâmico na Síria e o Exército da Turquia entraram em batalha na fronteira, deixando ao menos um soldado turco morto. "Eles estão em uma guerra contra o Estado Islâmico exatamente na fronteira", disse um oficial de defesa. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

 

Irã firma acordo nuclear com potências, em avanço histórico com EUA

 

O Irã e seis potências mundiais chegaram a um acordo nuclear nesta terça-feira, coroando mais de uma década de negociações com um compromisso que poderá transformar o Oriente Médio.

O acordo não encerra a controvérsia sobre uma das questões diplomáticas mais críticas no momento: a União Europeia o definiu como um "sinal de esperança para o mundo inteiro", enquanto o governo de Israel o chamou de "rendição histórica".

 

 

Milhares de pessoas protestam na Times Square contra o acordo nuclear com o Irã

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/07/2015 09:09:00

Milhares de manifestantes lotaram a Times Square, em Nova York, na noite de quarta-feira em um protesto para exigir que o Congresso vote contra o acordo nuclear alcançado entre os Estados Unidos e outras potências com o Irã. De acordo com os organizadores, 10 mil pessoas participaram da marcha.

Enquanto a multidão se aproximava das barricadas policiais, gritos de "mate o acordo" podiam ser ouvidos em diversas partes. As pessoas pediam para que os EUA não deixem que o Irã construa uma bomba nuclear e que ameace outras nações, como Israel. No entanto, os organizadores afirmaram que o protesto representa os norte-americanos de todas as religiões e convicções.

O grupo pediu para que o Congresso rejeite o acordo, que possibilita que os EUA retirem as sanções impostas ao Irã, em troca de medidas para impedir que o país construa armas nucleares.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que os EUA considera o Irã um adversário cujas atividades serão acompanhadas de perto.

Em meio ao protesto, o advogado judeu Alan Dershowitz disse que ele é "oposto ao acordo como um democrata liberal". Ele disse acreditar que a democracia era "ignorada" porque a administração de Obama negociou o acordo sem dar entrada no Congresso. "Essa não é a forma como a democracia deve operar", disse ele à multidão.

Em um comunicado na quarta-feira, o republicano Peter King e ex-presidente da Comissão da Câmara de Segurança Interna disse que participou de uma reunião com o Secretário de Estado, John Kerry, e que "está convencido de que este é um mau negócio para a América".

"Foi totalmente errado e arrogante a administração de Obama apresentar o acordo com a ONU antes de o Congresso votar", acrescentou ele. "A minha intenção é de votar 'não' sobre o acordo com o Irã".

As pessoas que foram protestar afirmaram que não confiavam no Irã e que o país irá encontrar brechas para construir armas nucleares. Fonte: Associated Press.

 

 

jornaloGlobo” (Brasil), 23.07.2015

 

Obama pode ir a Cuba antes do fim do mandato, diz jornal de Miami

Segundo fontes, governo americano está preparando pacote de novos regulamentos em relação à ilha comunista

POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

23/07/2015 16:08 / ATUALIZADO 23/07/2015 16:22

 

WASHINGTON — O presidente Barack Obama pode viajar para Cuba no início de 2016, antes de concluir seu mandato, informou o jornal Miami Herald, citando fontes que participaram de um evento na Casa Branca nesta quarta-feira. Segundo um dos convidados do encontro, o assessor de Segurança Nacional e Comunicação Estratégica, Ben Rhodes, afirmou na reunião que há a possibilidade de Obama visitar Havana em janeiro do ano que vem, dependendo da evolução das relações diplomáticas entre os dois países.

As fontes disseram que o governo americano está preparando novos regulamentos em relação a Cuba, que muda aspectos em setores como viagens à ilha e transações financeiras e bancárias. Um dos pontos é permitir excursões educacionais individuais, enquanto hoje os estudantes só podem ir em grupo. Mas a questão ainda está em debate.

As medidas ainda não têm data para serem anunciadas, mas a expectativa é que aconteça nas próximas semanas, informou uma das fontes. Outro convidado do evento afirmou que o novo pacote é bastante “modesto”. Enquanto o governo americano alega que não há muito o que o presidente possa fazer, os cubanos dizem que há muito a ser feito.

A questão das deportações em massa de cubanos condenados por tribunais dos Estados Unidos foi descartada, e a abertura de consulado nos dois países não foi discutida.

Cerca de 75 convidados participaram da reunião com Rhodes, a assessora de Obama, Valerie Jarrett, funcionários do Departamento de Estado e o subsecretário de Estado para a América Latina. Também estava no encontro uma presença significativa de cubano relacionada com a nova política em relação a Cuba, mas não especificaram quem era.

Сенатор-республиканец, Боб Коркер, выступил с резкой критикой в адрес госсекретаря, Джона Керри, в связи с заключением международного договора по иранской ядерной программе.

 

Kerry enfrenta críticas no Senado por acordo nuclear com Irã

Primeira audiência no Congresso teve discussão entre secretário de Estado e parlamentar republicano

POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

WASHINGTON — O secretário de Estado americano, John Kerry, defendeu nesta quinta-feira com ironias diante do Congresso o acordo nuclear entre o Irã e as potências mundiais na semana passada. Na primeira audiência no Senado depois da assinatura do acordo, Kerry foi criticado pelo senador republicano Bob Corker, que acusou o secretário de ter sido “depenado” pelos iranianos na rodada final das negociações em Viena. Mas o diplomata não deixou por menos, dizendo que a completa rendição de Teerã era uma “espécie de arranjo unicórnio”, uma fantasia.

— Eu acredito que você foi depenado — disse Corker, criticando os termos estabelecidos no acordo, que prevê a retirada de sanções caso Teerã limite seu programa nuclear.

Kerry rebateu os cometários de Corker, insistindo que o acordo conquistado em Viena foi a melhor alternativa possível para impedir o Irã de se tornar uma potência nuclear através de meios pacíficos. O secretário chamou de “fantasia, pura e simples” a crença de que um acordo poderia ter sido obtido.

— (A completa rendição do Irã) é uma espécie de acordo unicórnio... uma completa fantasia — disse Kerry.

Kerry ainda ressaltou que a rejeição do documento daria a Teerã “um grande sinal verde” para acelerar rapidamente o seu programa atômico.

— Gente, eles já têm o que eles querem. Eles fizeram isso há dez anos ou mais — disse Kerry, sobre a capacidade do governo iraniano em desenvolver armas nucleares. — Esta é uma questão de dar o que eles querem, isso é uma questão de como segurá-los.

O Congresso tem até o dia 17 de setembro para aprovar ou rejeitar o acordo. Os republicanos, que controlam a maioria em ambas as casas, alegam que o acerto vai capacitar o Irã e ameaçar Israel. Nesse processo, o governo de Barack Obama precisa convencer também muitos democratas sobre o negócio.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 25.07.2015

 

Solução de dois Estados no Médio Oriente "está mais longe que nunca"

Hoje às 17:25

O enviado da ONU para o Médio Oriente alertou esta quinta-feira que a solução da coexistência de dois Estados, Israel e Palestina, está atualmente "mais longe que nunca" e pediu às partes uma "ação decidida" para alcançar a paz.

 

"O apoio à solução de dois Estados entre os palestinianos e os israelitas está a desvanecer-se", disse Nickolay Mladenov, perante o Conselho de Segurança, que esta quinta-feira realiza um debate especial sobre a situação na região.

A via da coexistência pacífica de dois Estados, solução defendida pelas Nações Unidas para pôr fim ao conflito, está "a ser ameaçada", entre outras coisas, pela "construção de colonatos, incidentes de segurança, violência relacionada com a ocupação e falta de unidade palestiniana", enumerou o enviado especial.

A situação é, segundo Mladenov, ainda mais agravada pelo "auge do extremismo violento e do terrorismo na região", que coloca em perigo tanto as aspirações palestinianas de criação de um Estado quanto as de segurança de Israel.

"No atual clima de desconfiança, a comunidade internacional deve trabalhar com israelitas e palestinianos para criar no terreno as condições, regional e internacionalmente, para regressar às negociações num prazo de tempo razoável", defendeu.

De acordo com Mladenov, "é tempo de agir decididamente perante a crescente perceção de que a solução de dois Estados está a morrer lentamente".

O representante da ONU saudou as tentativas da comunidade internacional, lideradas pela Europa, para impulsionar uma nova iniciativa diplomática que possa desbloquear a situação com a ajuda dos países árabes.

Согласно заявлению НАСА, американские исследователи обнаружили в космосе «двойника» Земли, находящегося на расстоянии 1400 световых лет от нашей планеты.

Descoberto o "irmão gémeo" da Terra

LPC

 | Hoje às 19:44

Cientistas da NASA revelaram, esta quinta-feira, que descobriram um planeta semelhante à Terra, a 1400 anos-luz de distância.

 

O Kepler 452b é maior do que a Terra (tem um raio 60% maior e terá cinco vezes mais massa), mas orbita em redor de uma estrela semelhante ao Sol, criando condições ideias de temperatura para existência de água líquida. Encontra-se na chamada "zona habitável" da sua estrela.

Os cientistas da missão da Nasa que operam o telescópio Kepler acreditam que este é planeta mais parecido com a Terra alguma vez descoberto, revela a BBC. O Kepler 452b é o planeta em destaque de um lote de 500 objetos descobertos a orbitar em torno de estrelas para lá do sistema solar.

Ainda não é possível confirmar algumas das medições do planeta e garantir que é constituído de material rochoso e não de matéria gasosa. Se for constituído por matéria sólida, terá o dobro da nossa gravidade, acreditam os cientistas.

Sabe-se que o planeta terá mais seis mil milhões de anos do que a Terra, um tempo durante o qual nunca terá saído da órbita da sua estrela, o que os cientistas consideram ser um tempo suficiente para existência de vida - caso existam condições para tal na sua superfície.

Este novo planeta junta-se a muitos outros já descobertos pelo telescópio Kepler, mas será o mais parecido com o nosso no que respeita à distância de uma estrela e à sua órbita, tendo um ano a duração de 385 dias. A BBC refere, por exemplo, o Kepler-186f, anunciado em 2014, que é mais pequeno do que o planeta Terra, mas que orbita em redor de uma anã vermelha, mais fria do que o nosso sol.

 jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 23.07.2015

 

Desemprego no Brasil aumenta 44,9% num ano

por Lusa

Em junho foram registados 1,7 milhões desempregados.

O desemprego no Brasil atingiu 1,7 milhões de pessoas em junho, o que representa um aumento de 44,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desemprego registada em junho foi de 6,9%, a maior desde julho de 2010, e ligeiramente superior ao mês de maio (6,7%).

O desemprego no Brasil é medido pela chamada taxa de desocupação, que considera os maiores de 14 anos que estão sem emprego, mas ativamente em busca de trabalho.

O valor do rendimento médio mensal real caiu de 2.212,87 reais (613,56 euros) em junho de 2014 para 2.149,10 reais (595,88 euros) no mesmo mês deste ano.

A Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada hoje pelo IBGE, entrevista brasileiros nas regiões metropolitanas das cidades de Porto Alegre (região sul do país), Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo (as três no sudeste), Salvador e Recife (no nordeste).

 

 

Kim Jong-un pede "vingança" contra os EUA no aniversário do armistício que pôs fim à guerra da Coreia

por Lusa

Líder norte-coreano defende que o país deve "fazer pagar os Estados Unidos pelo derramamento de sangue dos coreanos e ajustar contas o quanto antes com a força das armas".

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pediu hoje "vingança" contra os Estados Unidos pelos crimes cometidos na Guerra da Coreia, cinco dias antes do 62.º aniversário do armistício que pôs fim ao conflito.

Kim afirmou que a Coreia do Norte deve "fazer pagar os Estados Unidos pelo derramamento de sangue dos coreanos e ajustar contas o quanto antes com a força das armas", segundo um texto publicado hoje pela agência de notícias oficial KCNA.

Kim Jong-un fez estas declarações numa visita ao Museu de Sinchon das Atrocidades dos Estados Unidos na Guerra da Coreia, localizado no centro de Pyongyang.

Assinado a 27 de julho de 1953, o armistício pôs fim à Guerra da Coreia e confirmou a divisão da península coreana depois de três anos de hostilidades.

Kim Jong-un "disse que o museu serve como um centro para a educação das diferentes classes e uma fonte de desejo de vingança contra o inimigo, assim como um lugar histórico onde se expõem as monstruosas atrocidades dos imperialistas norte-americanos", segundo a KCNA.

 

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 23.07.2015

 

Governo francês critica deputados por visita a Crimeia


23 de Julho, 2015

O Governo francês lamentou ontem, em Paris, a viagem organizada por uma dezena de deputados franceses à península da Crimeia, integrada o ano passado na Federação da Rússia, disse o porta-voz do Ministério das Exteriores da França.

A viagem é uma “iniciativa pessoal” desses parlamentares, que pertencem todos, excepto um, aos Republicanos, o partido do ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy, referiu o porta-voz, advertindo que a viagem “constitui uma violação do direito internacional”.
O chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, advertiu em reunião à porta fechada da Comissão das Relações Exteriores da Assembleia Nacional para o “risco da instrumentalização” desses deputados. “Porque ir à Crimeia sem autorização das autoridades ucranianas é “reconhecer as pretensões da Rússia”, disse o ministro. 
Entre os deputados que organizaram a visita à Crimeia estão os conservadores Thierry Mariani, Jacques Myard e Marie-Christine Dalloz que pretendem  passar por Moscovo antes de atingirem Yalta e  Simferopol. 
 O Presidente François Hollande está em dificuldade para tratar a visita dos deputados a Crimeia, que foi organizada dentro dos princípios legais das leis francesas e UE, conforme refere a imprensa local.

 

 

Confrontos tribais provocaram mortes


23 de Julho, 2015

Pelo menos 40 pessoas morreram em confrontos entre tribos rivais no Sudeste da Líbia ocorridos há uma semana, informaram, ontem, autoridades do Governo líbio pró-OTAN.

Pelo menos 40 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, em confrontos entre a tribo dos tobus e a dos tuaregues em Sebha, 750 quilómetros ao sul de Tripoli, acrescentou a fonte governamental.
Os tobus vivem entre a Líbia, o Chade e o Níger e desde Fevereiro enfrentam as tribos locais do Sul do país, sobretudo em Kufra e Sebha. 
O Governo líbio pró-OTAN exortou, em comunicado, as duas tribos a “deterem os combates e a solucionarem suas divergências através do diálogo” e lamentou a violência  nestas regiões, que ocorre devido “às lutas pelo poder político e económico”. Esta onda de violência provocou o êxodo de centenas de famílias, informou.
Na semana passada, ao discursar no Conselho de Segurança, o enviado especial da ONU à Líbia sublinhou que uma transição pacífica na Líbia só é possível com esforços coordenados de apoio ao futuro Governo de Unidade Nacional. 
Bernardino León destacou a importância de  garantir a segurança na Líbia, para os serviços da administração pública serem retomados, e disse que a situação no país está a piorar devido à divisão política e à violência.Na sua avaliação, o enviado especial da ONU à Líbia disse que o Governo de Unidade Nacional deve ser o “único interlocutor” perante a crescente ameaça do Estado Islâmico, reforçou o apoio das Nações Unidas (ONU) em garantir a liderança nacional no processo de transição em curso no país e destacou que a comunidade internacional deve estar pronta para oferecer à Líbia todo o apoio necessário.A falta de autoridade na Líbia, alertou o enviado especial da ONU à Líbia, é explorada por organizações de tráfico humano, refugiados e migrantes, que utilizam a Líbia como ponto de partida para travessias no Mar Mediterrâneo, na tentativa de chegar à Europa.O enviado especial da ONU à Líbia recordou que vários líderes líbios tentam, desde 11 de Julho, um acordo político, em Marrocos, que pôs a Líbia mais perto do fim do conflito que dura há quatro anos.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 04.07.2015

 

Obama retoma oficialmente laços diplomáticos dos EUA com Cuba

 

O presidente de Cuba, Raúl Castro, enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nesta quarta-feira, dizendo que Cuba aceitou restabelecer relações diplomáticas com os EUA e a abertura de missões diplomáticas permanentes nos respectivos países a partir de 20 de julho.

A carta foi entregue pelo chefe da missão diplomática cubana em Washington a uma autoridade do Departamento de Estado norte-americano, de acordo com o governo de Cuba.

Ao mesmo tempo, o governo cubano emitiu uma nota dizendo que os Estados Unidos deveriam terminar o embargo econômico contra Cuba, pausar as transmissões de rádio e televisão no país e encerrar os programas "subversivos" dentro de Cuba.

A nota informou que tais medidas são necessárias para que os países desfrutem de relações normais, uma vez que os laços diplomáticos foram restaurados.

Barack Obama disse nesta quarta-feira que os EUA concordaram com o histórico restabelecimento das relações diplomáticas com Cuba e vão hastear a bandeira norte-americana sobre a embaixada norte-americana em Havana.

"Um ano atrás poderia parecer impossível que os Estados Unidos um dia voltariam a hastear nossa bandeira... sobre uma embaixada em Havana", disse Obama em declaração na Casa Branca.

(Reportagem de Jeff Mason, Roberta Rampton e Daniel Trotta)

Fonte: Reuters

 

Campanhas pelo “sim” e pelo “não” aumentam em referendo grego

O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, considerou ontem que um “não” no referendo grego de domingo não vai reforçar o poder de negociação de Atenas perante os credores e, ao contrário, pode enfraquecer o diálogo. “Seria errado supor que um ‘não’ reforçaria a posição de negociação grega. É o oposto”, declarou, em entrevista ao jornal alemão Die Welt.

Para Dombrovskis, a situação na Grécia está “significativamente pior do que na semana passada”, antes de o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, interromper as negociações e anunciar a realização de um referendo. Ele acredita que a questão do referendo não é fatucal nem juridicamente correta e que “os gregos vão enviar no domingo um sinal político ao resto da Europa”.

Por outro lado, a intervenção quinta-feira do antigo primeiro-ministro conservador Costas Karamanlis, que quebrou um silêncio público de cinco anos, foi o grande destaque dos jornais gregos de hoje que apoiam o “sim” no referendo de domingo.

“Karamanlis: Escolhemos o ‘sim’ por razões nacionais. Vibrante intervenção do antigo primeiro-ministro”, cita a manchete do diário conservador Kathimerini, numa alusão à intervenção do ex-líder da Nova Democracia, afastado do poder em outubro de 2009 pelo Movimento Socialista Pan-Helénico – Pasok, então liderado por George Papandreou, no início da “crise da dívida” que se prolonga até hoje comprometendo a economia da Grécia.

“Nossa posição no núcleo duro da Europa é uma questão de segurança nacional. Não significa saída da União Europeia e aventureirismo”, destaca o periódico de centro-esquerda Ethnos, próximo do Pasok.

Os gregos vão se pronunciar no domingo sobre a última versão de uma proposta de acordo dos credores da Grécia, que prevê uma série de reformas e de medidas orçamentárias em troca da continuação do apoio financeiro ao país.
Ainda na sua primeira página, os resultados de uma pesquisam mostram vantagem de 1,4 ponto percentual do “sim” sobre o “não” (44,8% contra 43,4%) e mostra ainda que para 61% dos entrevistados o voto “Não” a Grécia arrisca sua posição no bloco europeu.

 

França rejeita pedido de asilo para Julian Assange

 

A França rejeitou ontem um pedido de asilo apresentado pelo fundador do portal WikiLeaks, o australiano Julian Assange, refugiado há três anos na Embaixada do Equador em Londres, anunciou a Presidência francesa.

“Tendo em vista elementos jurídicos e a situação de Assange, a França não pode deferir seu pedido”, indicou o Eliseu num comunicado.
“A situação de Assange não representa perigo imediato”, destacou a Presidência, ao acrescentar que o fundador do WikiLeaks “é alvo de um mandado de detenção europeu.”

Julian Assange exprimiu o desejo de obter asilo na França numa carta dirigida na quinta-feira ao presidente François Hollande e publicada hoje no diário francês Le Monde.

Na carta, Assange se identifica como “um jornalista perseguido e ameaçado de morte pelas autoridades” norte-americanas “devido a atividades profissionais”.
“Nunca fui formalmente acusado por um delito ou por um crime em qualquer lugar do mundo, incluindo na Suécia e no Reino Unido,” disse.

 

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 04.07.2015

 

ONU adota resolução sobre incompatibilidade entre democracia e racismo

Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou, por consenso, resolução de iniciativa do Brasil sobre a incompatibilidade entre democracia e racismo, informou hoje (3) o Ministério das Relações Exteriores.

“A resolução reafirma que o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e intolerâncias correlatas violam os direitos humanos e são incompatíveis com a democracia, oEstado de Direito e uma governança transparente e confiável. A resolução também determina a realização, em março de 2016, de um painel sobre o tema para identificação dos desafios e das boas práticas existentes”, diz a em nota do Itamaraty.

De acordo com o ministério, a aprovação do texto insere-se no contexto da implementação do programa de atividades da Década Internacional dos Afrodescendentes (2015-2024) instituída pela ONU e dos esforços para garantir efetividade à Declaração e ao Plano de Ação de Durban, adotados durante a 3ª Conferência Mundial Contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Intolerâncias Correlatas, em 2001.

 

Pela 7ª vez no ano, Carolina do Norte registra ataque de tubarão

Casos ocorreram nos últimos seis meses

Agência ANSA

Um homem de 68 anos foi a sétima vítima em seis meses de um ataque de tubarão na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ele foi atingido no peito, quadril, mãos e pernas, mas sobreviveu às mordidas e está internado em um hospital. A quantidade de ataques dos animais está preocupando autoridades, já que não é normal uma sequência de problemas assim. Por causa disso, diversas partes de praias da região foram isoladas para evitar mais problemas durante as comemorações do Dia da Independência, no dia 4 de julho. Apesar da gravidade da ação, nenhuma vítima faleceu até o momento. Os casos mais graves ocorreram com dois adolescentes, de 16 e 12 anos, que perderam o braço após dois ataques em menos de duas horas. (ANSA)

 

jornaloGlobo” (Portugal), 04.07.2015

Rússia considera "preocupante" recusa de Kiev de negociar com rebeldes

por Lusa

Em causa estão as eleições locais em Donetsk e Lugansk, duas províncias controladas pelos rebeldes.

A Rússia acusou hoje Kiev de "torpedear" os acordos de paz para o leste da Ucrânia ao excluir os representantes dos rebeldes do processo de resolução do conflito, apelando aos ocidentais para fazerem pressão sobre as autoridades ucranianas.

"A situação é preocupante (...). As autoridades atuais em Kiev têm demonstrado a sua incapacidade em chegar a um acordo" com os separatistas, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov.

"Há um paradoxo: quanto mais Kiev torpedeia ativamente os acordos de Minsk (...), mas a Rússia é tida como responsável", ironizou, apelando aos países ocidentais para "tomarem as medidas necessárias" para que as autoridades ucranianas "não se descartem das suas responsabilidades".

Segundo Lavrov, a Rússia lamenta que o projeto de reforma constitucional apresentado pelo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, que deverá dar mais autonomia às regiões, não tenha sido feito em concertação com os representantes dos rebeldes separatistas pró-russos.

"Estamos profundamente preocupados com a incapacidade ou falta de vontade de Kiev de respeitar o seu compromisso de chegar a um acordo sobre as modalidades da realização de eleições locais com Donetsk e Lugansk (províncias rebeldes)", disse ainda o chefe da diplomacia russa.

 

Wikileaks divulga nomes dos 29 membros do governo brasileiro espiados pela NSA

De acordo com a Wikileaks, a agência de informações norte-americana espiou os governantes no inicio do primeiro mandato de Dilma, em 2011.

O portal da Internet WikiLeaks publicou hoje o nome de 29 membros do governo brasileiro liderado pela Presidente Dilma Rousseff que foram espiados pela agência de informações norte-americana NSA.

A revelação surge poucos dias depois de Dilma Rousseff se ter encontrado em Washington com o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, precisamente para acabar com as tensões em torno da espionagem da NSA.

De acordo com a Wikileaks, a agência espiou os governantes no começo do primeiro mandato de Dilma, em 2011, e Julian Assange, fundador do portal, diz que os dados hoje apresentados confirmam que os Estados Unidos "têm um longo caminho para demonstrar que a vigilância aos governos amigos terminou".

Entre os escutados pela NSA estão a Presidente do Brasil mas também, por exemplo, o seu antigo chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e o antigo ministro das Relações Exteriores do país, Luiz Alberto Figueiredo Machado.

A Presidente brasileira acabou na quinta-feira, em São Francisco, uma visita oficial de cinco dias aos Estados Unidos, durante a qual se encontrou com empresários, executivos e com o homólogo Barack Obama.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 04.07.2015

Tunísia decreta estado de emergência

O chefe de Estado da Tunísia, Béji Caïd Essebsi, decretou, este sábado, o estado de emergência, oito dias depois do atentado que provocou a morte de 38 turistas num hotel à beira-mar.

"O presidente decretou o estado de emergência e vai dirigir uma mensagem à população às 17 horas", disse à AFP fonte do gabinete de comunicação da presidência.

O estado de emergência, que confere poderes de exceção à polícia e às forças armadas, foi levantado na Tunísia em 2014, depois de ter permanecido em vigor desde janeiro de 2011, relacionado com a fuga do Presidente Zine El Abidine Ben Ali, e a agitação que lançou "a primavera árabe".

Desde a sua revolução, a Tunísia enfrenta a progressão do movimento jiadista, responsável pela morte de dezenas de polícias e militares, e, em três meses, o país foi atingido por dois atentados reivindicados pelo movimento Estado Islâmico.

Foram 59 os turistas estrangeiros que morreram, 21 deles no Museu Bardo, em Tunis, e 38 no hotel em Port El Kantaoui, a 26 de junho.

Espanha intensifica luta antiterrorismo com 46 detenções

 

Espanha intensificou a luta antijiadista, anunciou o ministro do Interior espanhol, Jorge Fernandez Diaz, depois de ter sido detido um homem em Badalona acusado de propaganda a favor do grupo terrorista Estado Islâmico.

 

"Houve a detenção de uma pessoa, um jiadista suspeito de ser muito ativo em redes sociais que promovem mensagens Daesh (acrônimo em árabe para Estado Islâmico) e incitam à prática de crimes", disse o ministro espanhol ao jornalistas, este sábado, em Jericó, na Palestina, observando que a operação "ainda está" em aberto.

O ministro do Interior disse que esta última prisão faz parte de uma operação em que já resultaram na detenção de um total de 46 pessoas, 26 delas na Catalunha.

Fernandez Diaz falava depois de inaugurar uma delegacia de polícia na cidade palestina de Jericó financiado pela cooperação espanhola, no primeiro ato de uma viagem ao Médio Oriente, que inclui uma visita, este sábado, à Palestina e domingo a Israel.

Fidel Castro surge em público

JN

Numa altura em que Cuba e Estados Unidos dão passos visíveis de reaproximação, o líder histórico cubano Fidel Castro reapareceu em público num debate.

 

Fidel Castro, histórico líder cubano de 88 anos, participou na tarde de sexta-feira num encontro com especialistas da indústria queijeira, em Guatao, na periferia de Havana.

"Um amplo intercâmbio de mais de quatro horas com 19 mestres queijeiros", escreveu o jornal oficial "Granma", do Partido Comunista de Cuba.

Fidel deixou a liderança da ilha em 2006 por razões de saúde e passou os poderes ao irmão Raul Castro, atual presidente cubano.

A última vez que surgiu em público tinha sido em 21 de junho, com o presidente da assembleia nacional da Venezuela, Diosdado Cabello. Em maio, recebeu o presidente francês François Hollande.

Segundo o "Granma", no encontro de sexta-feira, Fidel esteve interventivo, abordou o impacto das alterações climáticas e dos conflitos na indústria alimentar e sublinhou a necessidade de Cuba recuperar "os níveis produtivos e a qualidade de produção de queijos de épocas anteriores ao Período Especial" (crise económica após a queda da União Soviética na década de 1990).

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 04.07.2015

 

Rússia e China ameaçam EUA


3 de Julho, 2015

A nova estratégia militar norte-americana para este ano, divulgada na quarta-feira à noite, qualifica a China e a Rússia como "países agressivos e ameaçadores para os interesses de segurança dos Estados Unidos e previne para os crescentes desafios tecnológicos e a deterioração da estabilidade global”.

O documento, apresentado pelo presidente do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general Martin Dempsey, alerta para a probabilidade "baixa mas crescente" de os EUA combaterem numa guerra com um dos principais poderes mundiais, com consequências “imensas”.
A Federação Russa tem “demonstrado repetidamente que não respeita a soberania dos seus vizinhos e que tem a vontade de usar a força para conseguir os seus objectivos”, refere o relatório da Estratégia Militar Nacional 2015.
“As acções militares da Federação Russa estão a minar a segurança regional directamente e através de forças terceiras", prossegue o documento que cita como exemplo a presença de tropas russas na Ucrânia “para apoiar a rebelião separatista no Leste do país”.
O documento manifesta preocupação com o desenvolvimento das capacidades tecnológicas avançadas por alguns Estados em desenvolvimento, “que fazem com que os EUA percam o seu avanço neste campo”.
Quando aplicada aos sistemas militares, prossegue o documento, esta difusão de tecnologia está a desafiar as vantagens competitivas há muito detidas pelos EUA, como os alertas prévios e ataques de previsão. 
O documento também inclui o Irão e a Coreia do Norte e realça as suas capacidades nucleares e em mísseis balísticos, numa lista de países que colocam "sérias preocupações de segurança" aos EUA e aos seus aliados.

 

Turquia nega intervenção na Síria


4 de Julho, 2015

A Turquia não tem planos por agora de intervir militarmente na Síria para proteger a sua fronteira, afirmou  na quinta-feira o primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu,  que refuta rumores de uma operação veiculados por alguns órgãos de comunicação social.

“Não se deve esperar que a Turquia entre amanhã ou num futuro próximo na Síria, é especulação”, disse Ahmet Davutoglu à estação privada de televisão Kanal 7. O chefe do Governo salientou que “a Turquia não espera por um caso de ameaça à sua segurança interna” para agir, mas que na situação actual “não se põe a questão de uma intervenção unilateral”.
“Nunca nos deixaremos arrastar para uma aventura, o nosso povo pode ficar tranquilo”, garantiu.
A comunicação social turca insiste há mais de uma semana que o Governo analisa a possibilidade de uma operação militar na Síria para rechaçar elementos do Estado Islâmico (EI) e impedir o avanço das forças curdas, que controlam  grande parte da zona fronteiriça com a Turquia.
Os meios de comunicação social noticiou na quinta-feira que o Exército tinha destacado várias centenas de soldados e de veículos blindados para reforçar as forças já instaladas ao longo da fronteira de 900 quilómetros com a Síria.
Desde que em meados de Junho as milícias curdas afastaram os elementos do EI da cidade fronteiriça síria de Tall Abyad que Ancara se preocupa com a criação de uma zona autónoma curda no norte da Síria, considerando que isso pode encorajar os 15 milhões de pessoas que constituem a minoria curda da Turquia. Ancara acusa as milícias curdas da Síria, próximas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na Turquia, de “limpeza étnica” nos sectores que controlam para facilitar o estabelecimento de uma região autónoma.

Avanço do Exército sírio

O Exército sírio anunciou ontem ter morto mais de uma centena “de terroristas” em várias operações em Aleppo, a maior cidade do norte da Síria, e arredores, noticiou a agência Sana. Uma fonte militar disse à agência que as Forças Armadas abateram “combatentes e destruíram 14 veículos nas zonas de Hleise, Al Yabul, Ain al Hanash, Deir Hafer, Maskane, Al Castelo, Tel Alam e Tel al Treks, na área de Aleppo e arredores. Na quinta-feira, 13 facções armadas, incluindo a Frente al Nusra, uma filial da rede Al-Qaeda na Síria, anunciaram a criação de um gabinete de operações conjuntas para “libertar totalmente” a população. 
Mais de 230 mil pessoas morreram na Síria desde o início do conflito há mais de quatro anos, referem dados do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), organização não-governamental, com sede em Londres, que normalmente veicula e defende as posições ocidentais.

jornaloGlobo” (Brasil), 15.06.2015

 

Governo da Líbia afirma que líder jihadista foi morto em ataque dos EUA

Entretanto, Pentágono não confirmou morte de Mokhtar Belmokhtar, que já foi dado como abatido outras vezes

POR O GLOBO

14/06/2015 23:18

 

TRÍPOLI E WASHINGTON — O governo líbio com sede na cidade de Tobruk, que hoje é o reconhecido pela comunidade internacional, informou que o jihadista argelino Mokhtar Belmokhtar foi morto após um bombardeio da Força Aérea dos EUA no Leste da Líbia. Ex-chefe do grupo Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), Belmokhtar comandava o grupo jihadista Al-Murabitun, leal a Al-Qaeda.

“O governo líbio no Leste da Líbia confirma que caças de combate americanos realizaram bombardeios na última noite em uma missão que resultou na morte do terrorista Belmokhtar”, informou em nota o governo de Tobruk. Considerado autor intelectual da tomada de uma unidade de gás na Argélia em 2013, ele era procurado por vários países. Pelo menos 38 reféns morreram neste episódio.

O Pentágono confirmou neste domingo que Mokhtar Belmokhtar foi alvo de um bombardeio, mas não que ele havia sido morto:

— O ataque foi feito por uma aeronave americana. Estamos avaliando os resultados da operação e vamos fornecer mais detalhes quando for apropriado — disse o porta-voz do Pentágono, coronel Steve Warren.

Belmokhtar foi dado como morto várias vezes, inclusive em 2013, quando se divulgou que ele havia morrido em combates no Mali. Ele ganhou reputação como um dos líderes jihadistas mais esquivos da região. Considerado um dos maiores nomes da insurgência extremista no Norte da África, recebeu do Exército francês o apelido de “Incapturável”.

Mergulhada no caos desde a queda de Muamar Kadafi, em 2011, a Líbia é palco de violentos combates entre milícias fortemente armadas e conta hoje com dois governos e dois parlamentos. Organizações jihadistas se aproveitaram do caos reinante para se infiltrar no país. Este foi o caso do Estado Islâmico (EI), que se implantou na Líbia no ano passado e anunciou, em 9 de junho, ter tomado a cidade de Sirte (450 quilômetros a leste de Trípoli) e uma usina térmica próxima.

 

Milhões enfrentam miséria na maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra, denuncia ONG

Anistia Internacional culpa líderes mundiais pela morte de milhares de civis que fogem de guerras no Oriente Médio e na África

POR O GLOBO

15/06/2015 10:27 / ATUALIZADO 15/06/2015 11:23

 

RIO — Milhões de refugiados enfrentam uma vida miserável na pior crise de deslocados desde a Segunda Guerra Mundial, denunciou a Anistia Internacional em um novo relatório, no qual culpa líderes mundiais pela morte de milhares de civis que fogem de guerras no Oriente Médio e na África. De acordo com a ONG, que coloca um foco especial sobre a situação na Síria, a resposta da comunidade internacional tem sido um fracasso.

“Estamos testemunhando a pior crise de refugiados de nossa era, com milhões de mulheres, homens e crianças que lutam para sobreviver em meio a guerras brutais, redes de traficantes de pessoas e governos que perseguem interesses políticos egoístas, em vez de mostrarem compaixão humana”, disse Salil Shetty, secretário-geral da Anistia Internacional, em um comunicado. “A crise de refugiados é um dos principais desafios do século XXI, mas a resposta da comunidade internacional tem sido um fracasso vergonhoso. Precisamos de uma reforma radical das políticas e práticas para criar uma estratégia global coerente.”

 

Quase 4 milhões de pessoas deslocadas da Síria estão registradas no Alto Comissário da ONU para os Refugiados. A carga caiu quase inteiramente sobre os ombros dos estados vizinhos, que recebem 95% dos refugiados. No Líbano, um em cada cinco pessoas é um refugiado sírio.

“Não se deveria deixar um país sozinho frente a uma crise humanitária maciça, simplesmente porque ele partilha uma fronteira com um país em um conflito”, acrescentou Shetty.

Sobre a crise de imigrantes no Mediterrâneo, que se aventuram em perigosas travessias para chegarem à Europa, a Anistia pediu aos países europeus que compartilhem o fardo do acolhimento dos refugiados, dividido especialmente entre Itália e Grécia. A ONG saudou as medidas tomadas pelos países da União Europeia (UE) para reforçar a operação de resgate Triton, mas fez um apelo por mais cooperação mediante a criação de novas vias legais para a chegada de refugiados.

No relatório, a Anistia fez várias recomendações à comunidade internacional, incluindo a criação de um fundo para os refugiados e um compromisso coletivo para o recebimento de um milhão de refugiados nos próximos quatro anos.

A operação Triton foi lançada em novembro de 2014 para ajudar a Itália a controlar as suas fronteiras marítimas e resgatar os imigrantes. Depois de uma série de naufrágios que mataram centenas de pessoas, a Comissão Europeia decidiu, em abril, triplicar o orçamento da operação.

 

Adolescentes perdem braços em ataques de tubarão em praia da Carolina do Norte

Prefeita de Oak Island disse não ter tido tempo para fechar praia entre os dois ataques

POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

15/06/2015 8:21 / ATUALIZADO 15/06/2015 10:05

 

OAK ISLAND, EUA — A prefeita de uma cidade na Carolina do Norte onde dois adolescentes foram atacados por tubarões no domingo rebateu críticas dizendo que não houve tempo para fechar a praia entre os incidentes. A primeira vítima, uma jovem de 13 anos, perdeu parte de seu braço após ser mordida por um tubarão na praia de Oak Island. Apenas uma hora depois, os serviços de emergência foram informados que um rapaz de 16 anos tinha sido vítima de outro ataque, a um pouco mais de 3 km do primeiro caso. Os casos assustaram os banhistas, e uma testemunha comparou as cenas às do filme “Tubarão”.

Os dois jovens foram levados para o hospital na cidade próxima de Wilmington, onde chegaram em condições críticas, segundo uma fonte médica. A porta-voz do hospital, Martha Harlan disse que as duas vítimas tiveram um dos braços amputado. O rapaz de 16 anos teve o braço removido abaixo do ombro, enquanto a adolescente de 13 anos foi amputada até o cotovelo. A menina também sofreu danos na perna.

— Foi apavorante — disse à AP Steve Bouser, que estava de férias na praia.

Bouser contou que a menina estava sangrando muito e as tentavam mantê-la consciente. A esposa dele, Brenda Bouser, comparou os ataques às cenas do filme “Tubarão”.

A prefeita Betty Wallace disse que a praia foi fechada após o segundo ataque. Segundo ela, não houve tempo suficiente para avaliar a situação e fechar a praia antes que o segundo caso ocorresse.

 

 jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 15.06.2015

 

 

Separatistas russos dizem que dez civis foram feridos por artilharia ucraniana

por Lusa

Sete dos feridos registaram-se em Kuibyshevski, onde um projétil de artilharia atingiu um prédio de habitação.

Dez civis ficaram feridos nas últimas 24 horas devido a fogo de artilharia ucraniana, informaram hoje as forças pró-russas no leste da Ucrânia.

"As forças armadas ucranianas atacaram os distritos de Kuibyshevski, Petrovski e Kalininiski", indica um comunicado.

As autoridades pró-russas indicaram que sete dos feridos registaram-se em Kuibyshevski, onde um projétil de artilharia atingiu um prédio de habitação.

Por seu lado, as forças ucranianas denunciaram que, entre domingo e hoje, as milícias pró-russas atacaram quase uma centena de vezes as posições das forças governamentais.

 

Nações Unidas criticam detenção de opositores venezuelanos

por LUSA

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos criticou hoje as condições de detenção de diversos opositores na Venezuela, questionando ainda a legalidade do processo.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al Husein, criticou hoje as condições de detenção de diversos opositores na Venezuela, questionando ainda a legalidade do processo.

"Estou seriamente preocupado com a legalidade e as condições destas pessoas detidas que exerciam pacificamente a sua liberdade de expressão e de reunião", afirmou Zeid Ra'ad al Husein, na abertura de uma sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, Suíça.

O responsável frisou que alguns opositores estão a cumprir há várias semanas uma greve de fome, situação que aumenta a preocupação da organização internacional.

"Devem ser libertados rapidamente e de forma incondicional", reforçou o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos.

Zeid Ra'ad al Husein também referiu a ocorrência de situações de "perseguição, ameaças e de insultos públicos" contra os defensores dos Direitos Humanos na Venezuela, especialmente contra aqueles que saíram do país para testemunhar diante das Nações Unidas e de outras instâncias na América Latina.

 

Nepal vai reabrir ao público os monumentos de património da humanidade

por DN.pt

A UNESCO mostrou preocupação com a segurança nos locais que ficaram danificados pelo terramoto, mas as autoridades nepalesas dizem que foram tomadas as precauções necessárias.

O Nepal decidiu reabrir ao público as áreas de património cultural da humanidade que ficam no vale de Katmandu, apesar de preocupações demonstradas pela UNESCO de que estes não sejam seguros. O terramoto de abril, que matou mais de oito mil pessoas, deixou também muitos monumentos seriamente danificados.

A UNESCO, órgão das Nações Unidas responsável pelos locais e monumentos que são considerados património da humanidade, enviou uma equipa ao local para investigar os danos após o terramoto, e no dia 11 de junho emitiu uma declaração a avisar dos perigos de reabrir os locais do vale de Katmandu ao público.

"Visto que muitos destes locais ainda estão num estado precário, o escritório da UNESCO em Katmandu relembra o público em geral que tenha muito cuidado e reconsidere a necessidade de visitar estes locais", lê-se no comunicado da organização, onde é também expresso o desejo de que a decisão de reabrir os monumentos ainda vá ser reconsiderada pelas autoridades nepalesas.

De acordo com a BBC, o Nepal nega que existam problemas de segurança nos monumentos afetados pelo terramoto. As autoridades afirmam que foram tomada as precauções necessárias, e que os turistas só vão poder entrar se estiverem integrados em visitas guiadas oficiais, de forma a causar um mínimo de estragos nas estruturas que ficaram danificadas.

Alguns dos monumentos milenares do vale de Katmandu ficaram completamente destruídos. O principal templo na famosa praça Darbar de Bhaktapur ficou sem telhado e o templo Vatsala Durga ficou em escombros. A famosa torre de Dharahara também desabou quase inteiramente. Nas fotografias tiradas antes e depois do terramoto, é fácil ver a vaga de destruição.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 15.06.2015

 

Papa Francisco apela ao combate da degradação ambiental

FÁBIA VALE

 | Hoje às 19:30

"Laudato Si." É a nova encíclica do pontífice da Igreja católica que falou ao mundo sobre a importância de cuidar da "casa que é de todos".

 

O apelo foi lançado no passado domingo durante as cerimónias no Vaticano. A mensagem papal ficou marcada pela preocupação com o ambiente, na qual o Francisco apelou ao combate de situações de risco.

É a primeira encíclica "ambiental" da história da Igreja e a segunda do Papa Francisco. "Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum" é apresentado esta quinta-feira durante a manhã, em Roma, e antecede a Conferência do Clima, que se realizará em Paris, no final deste ano.

O patriarca deixou claro que quer influenciar a cimeira da conferência sobre a alteração climática em Paris e pede a todos os governos que se empenhem nas questões do ambiente.

"Esta encíclica é destinada a todos", disse o Papa Francisco, convidando o mundo a participar "com uma renovada atenção para a degradação ambiental, mas também para a recuperação".

A encíclica será publicada em seis línguas e aborda também temas como a injustiça, a fome, o desperdício de alimentos, a desflorestação e a poluição.

O Papa Francisco quer alertar os cidadãos, crentes e não crentes, para reduzir as emissões de dioxido de carbono.

Tsipras diz-se pronto a "esperar pacientemente" até que credores se tornem realistas

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou, esta segunda-feira, que o Governo de Atenas está pronto para "esperar pacientemente" até que os credores do país se convertam ao "realismo" nas suas exigências de reformas em troca de financiamento.

 

Numa declaração ao jornal Ephimarida ton Syndakton, citada pela agência francesa AFP, Alexis Tsipras escreve: "Vamos esperar pacientemente até que as instituições se convertam ao realismo".

O chefe do Governo de Atenas sustenta no texto que só o "oportunismo político" leva as instituições a pedir novos cortes nas reformas, um dos pontos de discórdia nas negociações, que foram interrompidas ao fim do dia de domingo sem qualquer resultado.

 

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 15.06.2015

 

 

Londres retira espiões em alguns países


15 de Junho, 2015

A Grã-Bretanha foi obrigada a retirar espiões de alguns países após a China e a Rússia terem tido acesso a documentos ultra-secretos divulgados pelo antigo consultor informático da Agência Nacional de Segurança do EUA Edward Snowden noticiou ontem o “Sunday Times”.

Responsáveis do Governo britânico e dos serviços secretos disseram ao jornal que tinham sido “retirados agentes secretos de países hostis depois da Rússia ter conseguido decifrar mais de um milhão de documentos”.
“A Rússia e a China tinham essas informações ultra-secretas, bem como os nossos métodos de recolha de informações, pelo que os agentes tiveram de ser retirados”, disse ao “Sunday Times” uma fonte do gabinete do primeiro-ministro, David Cameron.
Outras fontes governamentais de Londres afirmaram ao jornal britânico que a China acedera aos documentos que revelam as técnicas dos serviços secretos da Grã-Bretanha e Estados Unidos da América, o que suscitou receios que os seus espiões fossem identificados.
Edward Snowden, ex-consultor de Informática da Agência Nacional de Segurança norte-americana (NSA), continua exilado na Federação da Rússia, para onde fugiu após ter revelado em 2013 a amplitude dos programas de vigilância electrónica norte-americanos.
Edward Snowden afirmou que nenhum serviço secreto podia descodificar os documentos que tinha em sua posse. Uma fonte dos serviços secretos declarou ao “Sunday Times”: “sabemos que a Rússia e a China acederam aos materiais de Snowden e que os vão estudar durante anos para identificar pistas de alvos potenciais”.

Computador de Merkel

Um computador no gabinete do Parlamento (Bundestag) da chanceler alemã, Angela Merkel, foi alvo de um ataque informático que visou a Câmara Baixa em Maio, informou ontem o jornal alemão “Bild”. Segundo o jornal diário alemão, o ataque informático foi maior do que o originalmente antecipado e o Bundestag teve dificuldades em controlá-lo.
O ataque “infectou” um dos computadores no gabinete de Merkel no Bundestag. O 'Trojan Horse software' foi detectado na sexta-feira por funcionários num total de cinco computadores no Bundestag.
Com base em “duas fontes independentes”, que não são identificadas, o jornal avançou que o computador da governante serviu também para enviar vírus através de correios electrónicos a outros políticos.
Essas mensagens infectadas tinham como remetente o nome “Angela Merkel” e no assunto o convite para uma conferência telefónica. O mesmo jornal relatou que pelo menos 15 computadores foram afectados no ataque informático, que pode ter sido provocado por algum serviço secreto estrangeiro.
O parlamento nomeou um dos três serviços secretos alemães para investigar o ataque.
Em meados do próximo mês, a rede de computadores deve ser renovada e alguns deputados alemães já pediram que sejam utilizados padrões de segurança semelhantes aos do Governo.
O site oficial da chanceler Angela Merkel e o do Governo e do Bundestag foram bloqueados em Janeiro num ataque 'online'.

 

Ocidente põe em risco prazo de acordo nuclear


15 de Junho, 2015

 

O Presidente do Irão avisou ontem que o “regateio” das potências ocidentais pode pôr em risco o cumprimento do prazo para alcançar um acordo nuclear, admitindo persistirem muitas divergências sobre os pormenores de um potencial pacto histórico.

Hassan Rohani, que fez assentar a sua credibilidade em pôr fim a mais de uma década de preocupação da comunidade internacional de que a República Islâmica estivesse a desenvolver uma bomba nuclear, também confirmou que as sanções ao seu país não são imediatamente levantadas nos termos do acordo, que deve ser assinado até 30 de Junho.
O Chefe de Estado iraniano fez estas declarações em Teerão, um dia depois de o principal negociador da Rússia ter manifestado de que está a ocorrer um abrandamento “muito preocupante” na diplomacia diligente que durou 21 meses.
Com a linha da meta à vista, Ruhani, que falava numa conferência de imprensa convocada para assinalar os dois anos da sua vitória eleitoral, acusou a outra parte de acordar termos em apenas uma reunião para depois tentar melhorá-los em negociações posteriores.
“Começam a regatear, causando atrasos nas negociações”, afirmou Rohani, sem precisar a quais das seis potências participantes nas conversações com o Irão (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) se referia. “Se a outra parte respeitar o acordo de princípio e não acrescentar outras exigências, as divergências podem ser sanadas, mas se optarem pelo caminho do regateio, então, isso pode prolongar as negociações”, prosseguiu.
O Irão e o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha) chegaram a acordo sobre as bases de um pacto

nuclear a 2 de Abril, após intensivas conversações que ultrapassaram o prazo de 31 de Março.

 

 

Rebeldes expulsos de cidade no norte


15 de Junho, 2015

Rebeldes Estado Islâmico (EI) abandonaram ontem uma importante cidade na província de Al Raqqah, seu bastião na Síria na fronteira com a Turquia, após permanecerem cercados dois dias pelas milícias curdas.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, que normalmente veicula posições e interesses, anunciou em comunicado que as milícias curdo-sírias Unidades de Protecção do Povo, apoiadas por aviões da coligação internacional e brigadas rebeldes, entraram em Suluk.
O comunicado refere que as Unidades de Protecção do Povo conseguiram na véspera entrar no sector oriental de Suluk, mas tiveram de recuar devido ao grande número de bombas e minas, que neutralizaram no dia seguinte. Com esta nova conquista, as forças curdas ampliaram as áreas sob seu controlo, que vão do sudeste da cidade de Tel Temr, a sudoeste de Ras al Ain, até cinco quilómetros a sudeste de Tel Abiad.
O rápido avanço curdo foi coberto por um intenso bombardeamento dos aviões da coligação internacional e coincidiu com a deslocação de centenas de famílias para a cidade de Al Raqqah, capital da província do mesmo nome.
Outras pessoas chegaram à fronteira com a Turquia, fugindo dos combates e dos ataques aéreos, onde muitos ficaram presos sem conseguirem atravessar ao país vizinho.
As Unidades de Protecção do Povo Curdo e brigadas rebeldes avançaram no sábado até dez quilómetros a sudeste de Tel Abiad, o cruzamento mais importante entre Al Raqqah e o território turco. Mais de 20 pessoas ficaram ontem feridas na sequência da explosão de um carro armadilhado, que se encontrava em frente a uma escola num bairro de maioria alauita na cidade de Homs, centro da Síria.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos disse que a explosão ocorreu quando os alunos do colégio Al Bahti realizavam os exames.
A escola está no bairro de Al Nuzha, maioritariamente alauita, a confissão do Presidente sírio, Bashar al Assad.
As regiões de maioria alauita são alvo frequente de atentados executados por grupos extremistas, como a Frente al Nusra, filial síria da rede Al Qaeda, e o Estado Islâmico. Os colégios não foram poupados na onda de violência da Síria e sofreram desde o início do conflito vários ataques terroristas e bombardeamentos aéreos.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 18.05.2015

Primeiro-ministro da Índia diz que fez progressos em visita à China
15/05/2015 15:07:13

Em sua primeira visita à China como primeiro-ministro da Índia, Nerendra Modi disse nesta sexta-feira que dois dias de conversações com os líderes chineses renderam progressos em questões espinhosas, que vão desde o desequilíbrio comercial até disputas de fronteiras.


Após uma reunião com o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, em Pequim, Modi disse a jornalistas que avançou em seu objetivo de estabelecer uma nova direção nas relações entre os dois gigantes da Ásia. "Nossas conversas foram francas, construtivas e amigáveis", afirmou.

Modi contou também que pediu à China que reconsiderasse sua posição em algumas das questões que, para ele, impedem os dois países de colocarem em prática todo o potencial de parceria. A visita de Modi, que ocorre menos de um ano desde que tomou posse destaca o fortalecimento dos laços entre as nações mais populosas do mundo. 

Ele declarou que os líderes chineses foram sensíveis às suas preocupações indianas sobre o crescente déficit comercial com a China, que no ano passado atingiu US$ 48 bilhões. Como uma solução parcial, as partes concordaram em criar um órgão de alto nível dedicado à expansão das relações econômicas, em especial nas áreas de infraestrutura, tecnologia de informação, produtos farmacêuticos, agricultura e manufatura.

Sobre as disputas de fronteiras, Modi disse que o "forte compromisso em manter a paz e a tranquilidade foi reiterado". Fonte: Associated Press.

Seis pessoas são presas na Irlanda por suspeita de planejar ataque terrorista
14/05/2015 16:21:03

Duas bombas foram encontradas na Irlanda e seis homens foram presos por suspeita de planejarem um possível ataque terrorista ao príncipe Charles, disse a polícia.

A polícia disse que não há certeza de que o ataque seria direcionado ao príncipe Charles, que planejava visitar o local onde seu tio-avô Louis Mountbatten foi assassinado em 1979. 

A polícia diz que dois dispositivos explosivos improvisados foram encontrados e desarmados no condado de Leitrim, assim como equipamentos de fabricação de bombas. Um outro esconderijo de explosivos foi desarmado nesta quinta-feira. Fonte: Associated Press.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 18.05.2015

 

Estado Islâmico já controla Ramadi, cidade estratégica no Iraque

por DN.pt

As forças iraquianas estão a retirar-se da cidade. O primeiro-ministro ordenou que ficassem, mas os jihadistas conquistaram a importante cidade do ponto de vista estratégico.

Militantes do Estado Islâmico (EI) já controlaram a cidade de Ramadi, na província de Anbar, que fica apenas a 112 quilómetros de Bagdad. A BBC avança que um comunicado do grupo terrorista garante que a cidade foi tomada.

Horas antes Muhannad Haimur, porta-voz e conselheiro do governador da província de Anbar confirmava à AFP que "o centro de comando das operações na província de Anbar" havia sido abandonado, assegurando que Ramadi ainda não tinha caído e que alguns combatentes ainda lutavam em alguns bairros. Porém, a BBC escreve que uma fonte do governador de Anbar confirma que Ramadi é agora controlada pelo Estado Islâmico. O exército iraquiano começou a abandonar a cidade depois de vários ataques suicidas com recurso a carros armadilhados.

Os combatentes do EI recorreram a vários ataques com viaturas armadilhadas na quinta-feira e na sexta-feira para tomarem o controlo da maior parte de Ramadi.

Na sexta-feira, o grupo radical assumiu o controlo da maioria dos bairros centrais de Ramadi, tendo morto pelo menos 50 pessoas, a maior parte polícias e civis armados, segundo fontes das forças de segurança, que adiantaram que o EI também fez explodir o quartel-general da polícia e as instalações do governador.

A perda de Ramadi preocupa o governo iraquiano, pois tem estradas importantes que ligam o Iraque à Síria e à Jordânia. Segundo a BBC, o EI diz mesmo que já controla grande parte da província de Anbar.

 

 

38 cubanos detidos em barco de Guarda Costeira dos EUA podem regressar a Cuba

por LUSA

38 imigrantes cubanos, detidos a bordo de um barco da guarda costeira norte-americana obtiveram autorização para regressar ao seu país.

Grupo de cubanos tinha sido intercetado pela Guarda Costeira nas imediações das ilhas Virgens.

Um total de 38 imigrantes cubanos que estavam detidos em águas internacionais a bordo de um barco da guarda costeira norte-americana obtiveram autorização para regressar ao seu país, informou hoje uma estação de televisão local.

De acordo com o canal de televisão NBC6, de Miami, a secção de interesses de Cuba em Washington informou hoje as autoridades norte-americanas da sua intenção em permitir o regresso desde grupo de imigrantes a solo cubano.

Na sexta-feira passada, um porta-voz do departamento de Estado norte-americano, que pediu anonimato, confirmou à agência noticiosa Efe que o grupo de cubanos tinha sido intercetado há uns dias pela Guarda Costeira nas imediações das ilhas Virgens, tendo ficado detidos em águas internacionais a bordo do barco 'Vigilant'.

Desconhece-se quando serão repatriados os 38 cubanos, que tinham a intenção de alcançar o sul da Florida e até ao momento mantêm-se a bordo do barco da Guarda Costeira.

As autoridades norte-americanas procedem ao repatriamento de todos os cubanos que são intercetados antes de chegar a território nacional.

 

Apoiantes revelam busto de Vladimir Putin como imperador romano

por Lusa

Fotografia © REUTERS/Maxim Zmeyev

"Queríamos imortalizar Vladimir Putin como um conquistador e estadista que devolveu a Crimeia à Rússia", disse Andrei Polyakov, o líder de um grupo de cossacos.

Um grupo de apoiantes do Presidente Vladimir Putin revelou este domingo um busto onde o chefe de Estado russo é representado como um imperador romano.

"Queríamos imortalizar Vladimir Putin como um conquistador e estadista que devolveu a Crimeia à Rússia", disse à agência France Press (AFP) Andrei Polyakov, o líder de um grupo de cossacos (fortes apoiantes do Kremlin) perto da cidade de São Peterburgo, no noroeste da Rússia.

O busto da autoria do escultor Pavel Greshnikov mede cerca de meio metro, e foi feito usando uma resina artificial a imitar o bronze. A peça está a cerca de 20 quilómetros de São Petersburgo.

"A imagem de um imperador romano é de sabedoria", afirmou Polyakov à AFP, acrescentando que o busto representa "o histórico papel de Vladimir Putin, que conseguiu reunir a Rússia e a Crimeia".

A anexação da Crimeia por parte da Rússia, em março de 2014, foi condenada pela Ucrânia e pelo ocidente, que consideraram o ato como apropriação ilegal de terras, o que valeu a Moscovo sanções severas.

 

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 18.05.2015

Pyongygang acusa Presidente sul-coreana de ser uma "víbora"

O regime norte-coreano lançou, esta segunda-feira, um ataque contra a Presidente sul-coreana, acusando-a de ser uma "víbora" por ter invocado o "terror extremo" na Coreia do Norte após o anúncio de uma 'purga' na cúpula do poder.

"Ela está a fazer uma enxurrada de observações imprudentes para intensificar o confronto", acusou a agência oficial norte-coreana KCNA.

"Aos olhos das pessoas ela parece uma víbora", acrescenta a agência.

Park Geun-Hye condenou na sexta-feira o comportamento "provocador" da Coreia do Norte depois de um recente ensaio de míssil balístico e evocou "o reinado do terror extremo" em vigor naquele país.

A Presidente sul-coreana fazia alusão ao anúncio pelos serviços secretos da Coreia do Sul da execução do ministro da defesa norte-coreano, que terá sido vítima de uma purga e executado.

 

Nove mortos em tiroteio nos EUA

Nove pessoas morreram e várias outras ficaram feridas este domingo num tiroteio entre elementos de grupos rivais de motoqueiros em Waco, no estado norte-americano do Texas.

Pouco depois das 12 horas locais, a polícia de Waco estava no restaurante Twin Peaks a acompanhar o encontro de dois clubes de motoqueiros, quando se deu o incidente, que começou com uma discussão dentro do estabelecimento e depois aumentou de intensidade e se mudou para o respetivo parque de estacionamento.

Os elementos em conflito começaram por usar correntes, tacos de basebol e navalhas antes de sacarem as armas de fogo, relatou o sargento W. Patrick Swanton, falando para a estação televisiva KWTX, afiliada da CBS.

A polícia de Waco indicou na rede social Facebook que os nove mortos são motoqueiros e que não houve agentes feridos no incidente, mas não forneceu mais pormenores sobre o tiroteio.

O restaurante Twin Peaks e o vizinho Don Carlos encontram-se ainda selados e a polícia está a pedir aos civis para evitarem aquela área.

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 18.05.2015

Brasil e China reforçam a cooperação


17 de Maio, 2015

O primeiro-ministro chinês chega amanhã ao Brasil para uma visita oficial de três dias, durante a qual assina cerca de 30 acordos, anunciaram as autoridades brasileiras.

Li Keqiang, que chega a Brasília à tarde, começa no dia seguinte a cumprir a agenda oficial, ao ser recebido, no Palácio do Planalto, sede do poder executivo, pela Presidente brasileira, Dilma Rousseff. 
Na cerimónia, durante a qual são assinados vários acordos, o chefe de Governo chinês faz uma declaração à imprensa.
Entre os acordos a assinar conta-se o da intenção de investimentos na ordem dos 53,3 mil milhões de dólares, que inclui o programa de infra-estruturas, que contempla redes ferroviárias, estradas, aeroportos, portos, indústrias siderúrgicas e hidroeléctrica, além de vários projectos na área da agro-indústria, anunciou o Ministério brasileiro dos Negócios Estrangeiros.
Também estão previstos investimentos em obras já iniciadas, como as ligações da barragem hidroeléctrica de Belo Monte, norte brasileiro, aos centros do sul e sudeste, bem como as que estão ainda em fase de projecto, como a construção de uma linha férrea entre o Brasil e o Peru para facilitar o escoamento de mercadorias pelos oceanos Atlântico e Pacífico.
Nos três dias da visita devem ser igualmente assinados, entre os 30 previsto, quatro acordos de natureza governamental e outros tantos de âmbito empresarial. Outro importante acordo que deve ser assinado refere-se à exportação da carne brasileira para a China.
Li Keqiang deve também concretizar um compromisso de venda de 60 aviões E-190, da fabricante brasileira de aviões Embraer, às companhias chinesas Tianjin e ICBC Leasing, no seguimento do acordo estabelecido durante a visita ao Brasil do Presidente da China, Xi Jinping.
O programa da visita Li Keqiang inclui visitas na terça-feira aos presidentes da Câmara dos Deputados do Brasil, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros.
A visita do dirigente chinês prossegue no dia seguinte no Rio de Janeiro. O Governo brasileiro anunciou que há uma possibilidade ainda não confirmada de Li Keqiang visitar a fábrica da Embraer, no interior do Estado de São Paulo. O primeiro-ministro da China parte no dia 21 para a Colômbia.

 

Autoridades do Egipto enforcam seis pessoas

18 de Maio, 2015

As autoridades do Egipto enforcaram ontem seis pessoas condenadas por atacar soldados e polícias e por pertencer ao grupo jihadista Ansar Beit, agora chamado Wilaya Sina.

A aplicação da sentença realizou-se ontem às 5h00 locais (4h00 em Angola), depois de um tribunal militar ter decretado a pena capital contra as seis pessoas em Outubro do ano passado, segundo informa a agência oficial egípcia Mena. Os executados foram condenados por assassinar dois oficiais da zona de Arab Sherkes e por atacar um autocarro com soldados, bem como um posto de segurança em Mostorod, acontecimentos que remontam a 2013 e 2014. O grupo Ansar Beit al-Maqdis, que mudou o nome para Wilaya Sina quando jurou lealdade ao autodenominado grupo jihadista Estado Islâmico em finais do ano passado, tem reivindicado os principais atentados cometidos no Egipto nos últimos anos. No sábado, o ex-Presidente do Egipto Mohamed Morsi e cerca de uma centena de dirigentes da Irmandade Muçulmana foram condenados à morte, devido às fugas da prisão durante a revolta de 2011.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 16.05.2015

Brasil e China assinarão acordos de investimentos de US$ 53 bi
15/05/2015 17:16:24

Os governos do Brasil e da China assinarão na próxima terça-feira (19), durante a visita oficial do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, acordos de investimento no valor de US$ 53,3 bilhões nas áreas de agronegócio, autopeças, equipamentos de transportes, energia, ferrovias, rodovias, aeroportos, portos, armazenamento e serviços. O subsecretário-geral Político do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Alfredo Graça Lima, disse que o valor engloba alguns projetos já em curso e, a maioria, em fase de planejamento.

 “Dessa cifra de US$ 53,3 bilhões, uma cifra muito próxima de US$ 50 bilhões se refere a projetos novos”, disse Graça Lima. Ao todo, estão previstos quatro acordos governamentais, quatro empresariais, três declarações conjuntas e mais de 25 atos, alguns deles ainda em processo de finalização.
Entre os anúncios mais esperados para a visita estão a abertura do mercado da China à carne bovina do Brasil e a concretização da operação de venda e entrega do primeiro lote de aeronaves da empresa aeroespacial brasileira Embraer, de um total de 40, à chinesa Tianjin Airlines, ambos compromissos feitos durante a visita de Estado do presidente Xi Jinping a Brasília, em julho de 2014.
Em relação aos projetos de investimentos, um exemplo dos que já estão em desenvolvimento é o de ligação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte aos centros consumidores das regiões Sul e Sudeste. Entre os que ainda não entraram em execução, está o da construção da Ferrovia Transoceânica, em parceria com a China e o Peru, e que deve facilitar o escoamento de grãos, entre outros produtos, da Região Centro-Oeste até o Oceano Pacífico.
“Essa cooperação trilateral para construção de uma ferrovia transoceânica é um exemplo emblemático e vai permitir que se crie um corredor de exportação para os grãos do Centro-Oeste e também para proteína animal”, disse o embaixador.
Ao ser perguntado sobre as contrapartidas pedidas pela China para disponibilizar tamanha quantidade de recursos no Brasil e o risco do crescimento da influência do país asiático na América do Sul, natural zona de influência brasileira, Graça Lima afirmou que não vê nenhuma “agenda secreta” na maior diversificação dos investimentos chineses no país e na região.
“Acho extremamente interessante o fato de uma cooperação, no sentido de aumentar os investimentos para beneficiamento, por exemplo, de recursos naturais, atender às duas necessidades.

 

EUA aprova lei que permite rejeitar acordo nuclear com Irã
15/05/2015 17:09:29

O Congresso norte-americano aprovou quinta-feira uma lei que permitirá que os parlamentares possam reverter ou rejeitar qualquer tipo de acordo nuclear entre os Estados Unidos e o Irã. A aprovação da lei ocorre no momento em que os países do G5+1, grupo formado pelos Estados Unidos, China, Rússia, França e Alemanha, estão finalizando um acordo sobre o programa nuclear iraniano. O acordo definitivo deverá ser assinado até o dia 30 de junho, segundo o cronograma proposto.

A lei aprovada segue agora a assinatura do presidente Barack Obama, mas ele é um dos grandes defensores do acordo sobre o programa nuclear do Irã. As negociações internacionais foram retomadas na terça-feira (12) com o objetivo de alcançar um acordo final.
No caso do acordo ser assinado, Barack Obama terá de esperar que o Congresso examine as cláusulas firmadas durante 30 dias, para que o nelas estabelecido possa ser executado. Além disso, a lei aprovada diz que as sanções definidas pelos parlamentares ao acordo não poderão ser retiradas.

 

Estônia, Letônia e Lituânia pedem tropas permanentes da Otan
14/05/2015 16:35:48

Três países do Báltico, Estônia, Letônia e Lituânia pediram que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) envie uma brigada permanente aos seus territórios, enquanto lidam com uma Rússia cada vez mais assertiva.

Os chefes da Defesa dos três países apresentaram o pedido em uma carta conjunta enviada nesta semana à Otan, segundo um porta-voz militar lituano, capitão Mindaugas Neimontas.

Os países bálticos faziam parte da União Soviética, mas retomaram a independência com o colapso da Cortina de Ferro, há duas décadas. O trio tem se mostrado preocupado com a intervenção da Rússia na Ucrânia e com a crescente atividade de forças russas em exercícios militares na região do Mar Báltico. As forças da Otan, incluindo dos EUA, têm reforçado seus exercícios no Báltico e em outras nações do Leste Europeu, diante da crise ucraniana.

O pedido das nações do Báltico é por um batalhão com entre 700 e 800 soldados em cada um dos três países. As tropas ficariam na região em esquema rotativo. O embaixador da Rússia para a União Europeia, Vladimir Chizhov, disse que o pedido era motivado "mais por política local que por uma situação genuína de segurança".

No encontro de hoje, a Otan e a União Europeia comprometeram-se a aprofundar a cooperação sobre ameaças que vão além dos conflitos tradicionais. A intenção é reforçar os esforços conjuntos, por exemplo, em técnicas que incluem propagandas e operações encobertas, como as que a Otan alega que Moscou realiza na Ucrânia.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que Otan e UE querem garantir que estão desenvolvendo estratégias complementares e eficazes diante de "ameaças híbridas contra qualquer um de nossos membros". Ele falou na conclusão da reunião de dois dias da Otan na província turca da Antália, no Mediterrâneo.

A chefe da política externa da UE, Federica Mogherini, participou do último dia do encontro, falando aos membros da aliança sobre o conflito na Ucrânia, bem como sobre ameaças terroristas e os esforços do bloco para combater o tráfico de pessoas oriundas da Líbia.

No jantar da quarta-feira, organizado pela Turquia, autoridades militares da Otan e funcionários da UE cantaram juntos a canção "We Are The World". Em uma pausa nas discussões sobre a instabilidade no Oriente Médio e na Ucrânia, as autoridades aceitaram o convite de uma banda turca para cantar "a última canção pela paz", durante o evento.

Os ministros das Relações Exteriores da Grécia, Nios Kotzias, e da Turquia, Mevlut Cavusoglu, cantaram abraçados, ao som da música de 1985. Stoltenberg e Mogherini também fizeram parte do coro. Fonte: Associated Press.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 16.05.2015

 

Bombista da maratona de Boston condenado à morte por unanimidade

por S.S.

O júri de sete mulheres e cinco homens condenou Dzhokhar Tsarnaev, de 21 anos, pelo atentado que matou três pessoas e fez mais de 250 feridos.

O júri condenou Tsarnaev à morte em seis dos 30 crimes em que tinha sido considerado culpado. De acordo com os repórteres no tribunal, manteve-se sem expressão ao ouvir a sentença.

O jovem, que tinha 18 anos na altura do ataque, foi considerado culpado, no mês passado, de ter organizado a 15 de abril de 2013 o duplo atentado, considerado o pior registado nos Estados Unidos desde os ataques levados a cabo pela Al-Qaida em 11 de setembro de 2001. Na ação participou também o seu irmão, Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, que acabaria por ser morto pela polícia dias depois.

O atentado de Boston provocou três mortos e 264 feridos em consequência do rebentamento de dois engenhos explosivos de fabrico artesanal, colocados junto à linha de chegada da prova da maratona.

O imigrante, de ascendência chechena, foi considerado culpado de 30 crimes, 17 dos quais puníveis com a pena de morte. Entre os crimes está o uso de arma de destruição em massa com a intenção de matar, assim como de assistir, planear e executar quatro pessoas, três das quais mortas no atentado. A quarta morte foi a de um agente da polícia atingido por tiros dias depois do atentado, durante uma perseguição.

Desde quarta-feira que o júri, composto por sete mulheres e cinco homens, tem estado a analisar o veredicto de 24 páginas. No total, estiveram encerrados na sala a deliberar durante 14 horas e 30 minutos. Era preciso unanimidade para a condenação à morte.

В результате операции подразделения американского спецназа на востоке Сирии убит  один из руководителей «Исламского государства» и захвачена его жена.

 

Forças especiais dos EUA fazem incursão terrestre na Síria e matam responsável do Estado Islâmico

por Lusa, editado por Patrícia Viegas

A operação permitiu ainda libertar uma rapariga yazidi que parece ter sido mantida como escrava pelo casal.

As forças especiais norte-americanas mataram um alto responsável do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e capturaram a sua mulher, no leste da Síria, indicou este sábado o secretário da Defesa, Ashton Carter.

O responsável do Estado Islâmico Abu Sayyaf, que ajudou a dirigir operações militares e o contrabando de petróleo para o grupo radical, "foi morto durante uma operação em confronto com forças norte-americanas", disse Carter num comunicado.

O contrabando de petróleo é uma importante fonte de financiamento para o grupo radical.

A operação das forças norte-americanas também foi divulgada pela Casa Branca, através de um comunicado da porta-voz do presidente Barack Obama para os assuntos de segurança nacional, Bernadette Meehan.

"Na última noite (de sexta-feira para hoje), sob direção do presidente, forças norte-americanas destacadas no Iraque realizaram uma operação em al-Amr, no leste da Síria, para capturar o alto responsável do ISIL (sigla em inglês de Estado Islâmico do Iraque e do Levante, designação anterior do grupo radical Estado Islâmico) conhecido como Abu Sayyaf e a sua mulher Umm Sayyaf", refere o comunicado.

 

Ex-presidente egípcio Mohamed Morsi condenado à morte

por DN.pt com Lusa

O ex-presidente do Egito Mohamed Morsi e cerca de uma centena de dirigentes da Irmandade Muçulmana foram este sábado condenados à morte, devido às fugas da prisão durante a revolta de 2011.

A pena capital está sujeita a um parecer não vinculativo do 'mufti' (jurista que interpreta a lei islâmica) do Egito, antes de ser confirmada ou revogada no dia 2 de junho. Morsi pode recorrer da sentença.

Morsi, de 63 anos, foi deposto por um golpe militar em junho de 2013, depois de cerca de um ano no cargo. Foi eleito com o apoio da Irmandade Muçulmana nas primeiras eleições após a queda de Mubarak, que esteve 30 anos no poder.

O antigo chefe de Estado já tinha sido condenado a vinte anos de prisão pelo seu envolvimento na prisão e tortura de manifestantes enquanto foi presidente.

O tribunal do Cairo, onde foi julgado, emitiu veredictos em dois processos: o primeiro envolvia Morsi e outros 128 acusados, entre os quais membros da Irmandade Muçulmana, do movimento palestiniano Hamas e do libanês Hezbollah, devido às fugas em massa da prisão seguidas de violência durante a revolta popular de 2011 que culminou na queda do presidente Mubarak; o segundo, por espionagem entre 2005 e2013, afavor do Hamas, do Hezbollah e do Irão.

 

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 16.05.2015

Estado Islâmico controla cidade síria histórica

Hoje às 18:54

Jiadistas do grupo extremista Estado Islâmico tomaram este sábado vários setores do norte de Palmyra, cidade estratégica síria onde se situam as ruínas de uma importante cidade romana, após duros combates contra as forças do regime.

"O Estado Islâmico avançou e tomou o controlo da maior parte do norte de Palmira, e há confrontos intensos ainda em curso", disse à agência de notícias francesa, AFP, Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Decorrem também combates perto da cidadela islâmica, no oeste da cidade, indicou a mesma fonte.

A maior parte das ruínas monumentais, com colunas romanas torcidas, templos e torres funerárias, estão localizadas no sudoeste da cidade.

O sítio arqueológico, que foi um dos mais importantes centros culturais da antiguidade, está classificado como património mundial da UNESCO.

O Estado Islâmico iniciou a ofensiva a Palmya na quarta-feira, aproximando-se progressivamente do local das ruínas na quinta e na sexta-feira.

 

Autoridade Palestiniana

Hoje às 17:04

O papa Francisco encontrou-se, este sábado, com o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmud Abbas, que chamou de "anjo da paz", dias depois de o Vaticano anunciar estar preparado para assinar o seu primeiro acordo com a Palestina.

 

 

Mahmud Abbas esteve com o pontífice cerca de 20 minutos numa audiência privada, um dia antes do líder da Igreja Católica canonizar duas freiras da Palestina que tornam as primeiras palestinianas árabes santas.

O Vaticano informou, em comunicado, que Francisco e Mahmud Abbas analisaram o processo de paz com Israel e que o papa expressou a esperança de que negociações diretas entre as duas partes encontrem uma solução justa e definitiva para o conflito.

"Para esta finalidade, foi reiterado o desejo de que, com o apoio da comunidade internacional, israelitas e palestinianos possam avançar com determinação para decisões corajosas para promover a paz", refere.

Os dois líderes também falaram acerca de outros conflitos no Médio Oriente e da necessidade de combater o "terrorismo", acrescenta a informação.

Seguindo a tradição de troca de presentes, o papa deu a Mahmud Abbas uma medalha com a figura do anjo da paz "que destrói o mau espírito da guerra".

"Pensei em si porque é um anjo da paz", disse Francisco a Mahmud Abbas.

 

Touro à solta faz 11 feridos e causa pânico em Toledo

Hoje às 14:36

Um touro à solta causou, esta sexta-feira, 11 feridos e provocou o pânico em Talavera de la Reina, Toledo, Espanha..

 

O incidente deu-se quando o animal estava a ser descarregado para uma praça de touros e conseguiu fugir.

Seguiu-se uma corrida desenfreada pelas ruas de Talavera de la Reina que só terminou quando um carro da polícia atropelou mortalmente o animal.

Durante a fuga, o touro colheu várias pessoas, tendo causado ferimentos a, pelo menos, seis mulheres e quatro homens.

O momento ficou ainda marcado por outra polémica. O toureiro Sergio Blasco fez uma "selfie" com o touro morto na rua e causou indignação nas redes sociais.

 

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 16.05.2015

Senador norte-americano recusou o convite de Kiev


16 de Maio, 2015

 

O senador norte-americano John McCain declinou ontem um convite do Presidente ucraniano para integrar o grupo de conselheiros estrangeiros que deve contribuir para a aplicação das reformas no país, evocando incompatibilidade de funções.

As autoridades pró ocidentais da Ucrânia tentam reunir um grupo de conselheiros estrangeiros encarregado de contribuir para a aplicação de reformas e garantir apoio internacional ao país devastado por mais de um ano de conflitos armados no leste. 
O Presidente ucraniano, Petro Porochenko, anunciou num comunicado  os membros do Conselho Consultivo Internacional encarregado de supervisionar as reformas na Ucrânia. John McCain, senador republicano do Arizona, foi nomeado membro do conselho juntamente com o ex-primeiro-ministro sueco Carl Bildt, conhecido pelas críticas veementes ao Presidente russo, Vladimir Putin, e o antigo líder pró ocidental da Geórgia, Mikhail Saakachvili.
O senador, que disse sentir-se honrado, anunciou em comunicado que declina o convite devido a algumas restrições da Constituição norte-americana sobre a relação entre membros do Congresso e Governos estrangeiros.
O Exército ucraniano e independentistas travam combates há um ano no leste do país, que mais de 6.200 mortos.

 

EUA e Cuba voltam à mesa de negociações

16 de Maio, 2015

Um novo encontro entre autoridades dos Estados Unidos e de Cuba para o restabelecimento das relações diplomáticas realiza-se no dia 21, em Washington, anunciou em comunicado o Ministério cubano dos Negócios Estrangeiros.

“No dia 21 de Maio realiza-se, em Washington, a terceira ronda de conversações entre Cuba e Estados Unidos sobre o processo de restabelecimento das relações diplomáticas e a abertura das Embaixadas”, afirma o comunicado.
O Departamento norte-americano de Estado confirmou, também em comunicado, a reunião, na qual se vão discutir “vários temas de interesse bilateral”.
Este encontro dá continuidade às rondas realizadas em 22 de Janeiro, em Havana, e em 27 de Fevereiro, em Washington, assim como à reunião realizada, na capital cubana, em 16 de Março.
A delegação cubana é presidida por Josefina Vidal Ferreiro, directora-geral  do sector diplomático para Estados Unidos da América da diplomacia, informou o comunicado do Governo cubano. A comitiva norte-americana é liderada pela responsável pela diplomacia para a América Latina, Roberta Jacobson. “Estados Unidos e Cuba têm registado uma crescente comunicação sobre vários assuntos, entre os quais alguns de interesse mútuo, como migração, cumprimento da lei, acesso à informação, protecção ambiental e tráfico de pessoas”, salienta o comunicado do Departamento norte-americano de Estado, que confirma o encontro.
Após a reunião anterior entre Roberta Jacobson e JosefinaVidal, os Presidentes dos dois países oficializaram a aproximação numa reunião em Abril, no Panamá, à margem da Cimeira das Américas.
Washington anunciou posteriormente a decisão de retirar Cuba da lista de “países promotores do terrorismo”, o que deve ser formalizado no dia 29, após cumprido o prazo legal de 45 dias concedido ao Congresso dos EUA para se pronunciar sobre a medida.
Os Presidentes Barack Obama  e Raul Castro surpreenderam o mundo ao anunciar em 17 de Dezembro a decisão política de avançarem com determinação e coragem para o restabelecimento das relações diplomáticas interrompidas em 1961, dois anos após a Revolução cubana, numa fase de tensão da Guerra Fria.

Cooperação com Europa

O ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, saudou, numa entrevista à France Press a nova “liderança francesa” na aproximação entre Cuba e União Europeia.
A declaração foi feita depois da visita do Presidente François Hollande a Cuba.
A visita do Presidente francês, que terminou na terça-feira, “foi oportuna, muito proveitosa, evidencia os vínculos bastante positivos e enorme potencial entre os dois países ainda a ser desenvolvido”, disse Bruno Rodríguez na mesma entrevista.
"Quero agradecer à Presidência de França pelos progressos que se registam na relação entre União Euopeia e Cuba”, declarou.
A União Europeia e Cuba negoceiam um acordo político e cooperação, que deve ser concretizado até ao fim do ano.

 

Armas matam inocentes

15 de Maio, 2015

Mais de 50 mil homens, mulheres e crianças são mortos anualmente em todo o mundo por armas ligeiras e de pequeno porte, revelou o Secretário-Geral da ONU ao Conselho de Segurança.

Ban Ki-moon, que falava  num debate sobre Armas Ligeiras e de Pequeno Porte organizado pelo Conselho de Segurança, referiu que o número atingiu “níveis não observados desde a II Guerra Mundial” e que os civis são as maiores vítimas.
Na última década, salientou, o mundo foi afectado por mais de 250 conflitos e, apesar de não haver situações iguais, o denominador comum é a enorme disponibilidade de armas ligeiras, de pequeno porte e de munições.
O Secretário-Geral das Nações Unidas disse os ataques brutais a escolas, hospitais e mercados são contra todos os princípios básicos do direito internacional.
O desvio de armamento, muitos dos  quais de Governos, lamentou,  alimenta conflitos e reforçar o poder de fogo de rebeldes, organizações de crime de delito comum, piratas, grupos terroristas e rebeldes.
Ban Ki-moon referiu que “a gestão de armas é uma área de preocupação alarmante” e que “é necessário garantir” que o seu uso “por forças de segurança nacional obedeça a compromissos de tratados e instrumentos globais”. 
Isso significa, acentuou, garantir um armazenamento adequado e seguro de armas e munições.
O orador sugeriu igualmente medidas adicionais para combater a proliferação de armas ilícitas e mais esforços para acelerar a troca de informações sobre o tráfico de armas de acordo com padrões e directrizes testados pela ONU e medidas impeditivas de circulação de munições que tenham impacto imediato nas actividades armadas. 
Esta medida, sublinhou Ki-moon, deve ser uma prioridade em situações onde as armas constituam um risco para os civis.
Aos Estados-Membros, pediu que adiram e apliquem o Tratado de Comércio de Armas, por ser fundamental para retirar de circulação “ferramentas para conflitos armados”.
O Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos disse, na mesma sessão, que quando a comunidade internacional é chamada a controlar de forma mais eficaz a produção e o comércio de armas ligeiras, “surgem definições soltas, exclusões e lacunas e a aplicação da lei continua na mesma”.
A razão, declarou Zeid Al Hussein, é clara, “o comércio de armas ligeiras e de pequeno porte é um negócio multibilionário”. O custo humano e económico da violência armada, advertiu, ascende a milhares e milhões de dólares.

 jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 06.05.2015

Estado Islâmico reivindica ataque nos EUA
05/05/2015 15:01:39

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou ontem o primeiro ataque nos Estados Unidos, no domingo (3), contra uma organização islamofóbica do Texas e ameaçou promover outros atentados.

“Dois soldados do califado realizaram um ataque contra uma exposição de caricaturas contra o profeta em Garland, Texas, América”, afirmou o movimento jihadista que proclamou um califado no Iraque e na Síria, no boletim diário de rádio.
O ataque ocorreu na periferia de Dallas, onde ocorria um concurso de caricaturas do profeta Maomé, organizado pela associação American Freedom Defense Initiative, considerada islamofóbica.
Um policial matou os dois homens fortemente armados que tentavam atacar o local. Um segurança ficou levemente ferido.
“Os dois irmãos dispararam contra a exposição e feriram um policial encarregado de proteger a exposição, antes de morrerem no tiroteio”, acrescentou o Estado Islâmico, antes de ameaçar os Estados Unidos.
“Dizemos à América: o que estamos preparando será mais importante e mais amargo. Vereis coisas horríveis feitas pelos soldados do Estado Islâmico”, ameaçaram os jihadistas.

 

Sobe o número de mortos no Nepal
05/05/2015 15:08:31

O Centro de Operações de Emergência Nacional do Nepal elevou ontem para 7.557 o número de mortes causadas pelo terremoto do dia 25 – o mais mortal do país em mais de 80 anos e que deixou 14.536 feridos.

As autoridades nepalesas advertiram, porém, que o balanço final deverá aumentar, pois as equipes de resgate começam a ter acesso às regiões mais remotas do país. O sismo também fez mais de 100 mortos na Índia e China.
As autoridades nepalesas informaram hoje que “um exército” de trabalhadores está finalmente conseguindo fazer chegar a ajuda aos sobreviventes do terremoto no Nepal.
Mais de 131,5 mil militares e policiais nepaleses participam atualmente da operação, apoiados por mais de 100 equipes de trabalhadores humanitários estrangeiros.
O governo do Nepal tem sido alvo de críticas pelos atrasos na entrega de ajuda, situação que o Ministério do Interior afirmou estar atualmente sob controle.

 

Mais um navio de imigrantes afunda no mar Mediterrâneo e dezenas morrem
05/05/2015 14:18:25

A ONG 'Save the Children' informou hoje que outra embarcação carregando imigrantes africanos afundou no Mediterrâneo, matando dezenas de pessoas. Especula-se que o acidente tenha ocorrido no último domingo (3).

Mais um navio de imigrantes afundou no Mar Mediterrâneo e deixou dezenas de pessoas mortas, segundo informou, nesta terça-feira, a organização não-governamental Save the Children. A tragédia ocorreu entre o norte da Líbia e o sul da Itália, próximo à ilha de Sicília.

Acredita-se que a embarcação tenha afundado no domingo, quando um navio comercial, o Zeran, se aproximou para resgatar os sobreviventes, que foram deixados hoje em Catania, na Itália. Segundo relatos dos sobreviventes, muitos de seus colegas caíram no mar e não conseguiram se salvar.

O fim de semana registrou um aumento significativo nos resgates de imigrantes, uma vez que os contrabandistas aproveitaram a calmaria do mar e o tempo bom para enviar milhares de pessoas pelo mar mediterrâneo. Segundo a guarda costeira italiana, cerca de 7 mil pessoas foram resgatadas em três dias até domingo.

De acordo com o site da emissora de televisão britânica BBC, pelo menos 1.750 pessoas morreram em 2015 em tentativas de atravessar o mar mediterrâneo, número quase 20 vezes maior que as 96 mortes registradas em igual período de 2014. Com informações da Associated Press.

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 06.05.2015

 

Estados Unidos oferecem recompensa de 18 milhões por informações sobre líderes do Estado Islâmico

por DN.pt

A recompensa aplica-se a informações que levem à detenção dos quatro homens identificados pelo governo norte-americano como líderes do Estado Islâmico.

O governo dos Estados Unidos oferece recompensas que chegam aos 20 milhões de dólares (17,7 milhões de euros) por informações sobre aqueles que creem ser os quatro líderes do grupo terrorista Estado Islâmico. Os quatro foram acrescentados à lista do Rewards for Justice Program (em português, Programa Recompensas pela Justiça).

Em comunicado, o governo dos Estados Unidos anunciou que ia começar a oferecer recompensas por informação sobre os quatro homens que identificou como líderes do grupo jihadista Estado Islâmico, que "recrutou milhares de seguidores do mundo inteiro para combater no Iraque e na Síria".

Os quatro homens foram identificados pelos Estados Unidos comoAbdul Rahman Mustafa al-Qaduli, Abu Mohammed al-Adnani, Tarkhan Tayumurazovich Batirashvili e Tariq bin al-Tahar bin al-Falih al-Awni al-Harzi. O governo dos Estados Unidos oferece entre sete e três milhões de dólares por informações sobre cada um dos homens, o que atinge um total de 20 milhões de dólares, quase 18 milhões de euros.

Na terça-feira, o grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou um atentado no local de um concurso de caricaturas do profeta Maomé no estado norte-americano do Texas, no qual um polícia ficou ferido e os dois atiradores foram mortos.

O programa Rewards for Justice foi criado em 1984 e já pagou mais de 125 milhões de dólares a pessoas que forneceram informação que ajudou a deter terroristas ou a impedir atos de terrorismo no mundo, de acordo com a página do programa.

 

Copiloto da Germanwings ensaiou queda do avião cinco vezes

por DN.pt com Lusa

Novas informações revelam que o suicídio de Lubitz foi planeado anteriormente e não resultou de uma crise momentânea.

O copiloto alemão Andreas Lubitz, que despenhou o avião da Germanwings contra os Alpes franceses, ensaiou o suicídio no voo do aparelho da Alemanha para Espanha. A informação foi avançada hoje pelo diário 'Bild', baseando-se nas informações entretanto confirmadas num relatório da Agência Francesa de Investigação e Análise.

O documento, que avalia os dados da segunda caixa negra do avião, foi colocado à disposição da procuradoria francesa.

Segundo este relatório, citado pelo El País, na viagem de ida do avião da Germanwings de Dusseldorf para Barcelona, a 24 de março passado - o mesmo dia em que acabaria por despenhar o avião contra os Alpes franceses - Lubitz manipulou por cinco vezes o piloto automático, programando-o para colocar o avião à altura mínima de 100 pés, 30 metros. Fê-lo enquanto estava sozinho no cockpit.

Assim que a manobra se colocou em marcha, Lubitz voltou atrás e, por isso, não se sentiu qualquer efeito naquele voo, tendo o avião permanecido na rota estabelecida até Barcelona. O diretor da agência de investigação e análise francesa, Rémi Jouty, responsável pelas pesquisas técnicas, revelou que foi possível concluir que Lubitz "ensaiou o gesto que fez no voo fatal". Na viagem de regresso, de Barcelona para Dusseldorf, colocou em prática a ação anterior e precipitou intencionalmente o avião contra a montanha, "até à colisão", cita o documento da agência. Durante a descida, ignorou 12 chamadas de emergência feitas pelas autoridades civis e militares, tendo consumado o suicídio depois de fechar a cabine e deixar do lado de fora o piloto.

As novas informações confirmam assim que o suicídio de Lubitz foi planeado anteriormente e não resultante de uma crise momentânea.

 

Detidos quatro presumíveis membros de célula terrorista neonazi na Alemanha

por Lusa

Organização autodenominada "Old School Society" estaria a planear atentados contra mesquitas e locais de refugiados. Foram detidos três homens e uma mulher.

As autoridades alemãs detiveram quatro presumíveis membros de uma célula terrorista neonazi, informa hoje revista Der Spiegel na sua edição digital.

As detenções foram levadas a cabo na sequência das investigações a uma organização autodenominada "Old School Society", a qual planearia atentados contra mesquitas e locais de refugiados.

Cerca de 250 agentes participaram na operação por parte de uma unidade especial, que viria a resultar na detenção de três homens e uma mulher, alegadamente pertencentes à cúpula da organização.

Segundo as investigações, a "Old School Society" foi criada em novembro último.

Um dos detidos, identificado como Andreas H. e oriundo da Baviera, era considerado "o presidente" da organização, enquanto Markus W., da Saxónia (leste do país), também detido, figurava como "vice-presidente".

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 06.05.2015

 

Presidente sírio diz que a guerra não está perdida

O presidente sírio Bashar al-Assad reconheceu, pela primeira vez, que o seu exército sofreu diversos revezes militares mas assegurou que a guerra contra os grupos rebeldes não está perdida.

 "Não falamos de nem de dezenas, nem de centenas mas de milhares de batalhas e naturalmente nas batalhas existem retiradas, vitórias e perdas. Existem altos e baixos", disse em Damasco durante as celebrações do Dia dos Mártires.

"Atualmente estamos envolvidos numa guerra, e uma guerra não é uma batalha, mas uma série de batalhas", acrescentou durante um discurso pronunciado numa escola para crianças de soldados mortos em combate.

Nas últimas semanas as forças rebeldes, incluindo a Frente Al-Nusra, o ramo sírio da al-Qaeda, conquistaram a estratégica cidade de Jisr al-Shughur, capital da província e Idlib, e uma base militar na região.

As derrotas militares nesta província, o avanço dos grupos insurgentes no sul e o fracasso das tentativas em avançar na região de Damasco face a uma rebelião unificada contribuíram para aumentar as especulações sobre a atual capacidade das forças do regime.

Mas al-Assad, rodeado de jovens estudantes, pediu aos seus apoiantes para se manterem firmes e com moral elevada. "Quando existem revezes, devemos enquanto sociedade cumprir o nosso dever e apoiar o moral do exército e não esperar que seja ele que deve apoiar o nosso", insistiu, antes de pedir que seja banido "o espírito de frustração e de desespero após uma perda aqui ou ali".

Sem reconhecer a queda de Jisr al-Shughur, o presidente sírio prestou homenagem às forças do regime cercadas pelos rebeldes num hospital a sul da cidade. "O exército vai chegar em breve para ajudar os seus heróis bloqueados no hospital de Jisr al-Shughur", assegurou.

 

Acabar com bloqueio a Cuba "só depende do presidente Obama"

ALFREDO MAIA

Em entrevista ao "Jornal de Notícias", a embaixadora de Cuba em Portugal recorda que o bloqueio imposto pelos Estados Unidos continua intacto e avisa que o regime não é negociável.

Colocada em Portugal em outubro de 2013, Johana Tablada foi diplomata cinco anos nos Estados Unidos da América (EUA) e trabalhou 20 na Direção da América do Norte e dos EUA do Ministério dos Negócios Estrangeiros, de que foi subdiretora nos cinco anteriores à nomeação para o posto em Lisboa.

Nesta entrevista, prevê a abertura de embaixadas em breve, como forma de restabelecimento de relações diplomáticas cortadas unilateralmente pelos EUA. Mas adverte que o processo de normalização de relações será mais longo e complexo.

Que expetativas tem quanto à conclusão das negociações em curso entre Cuba e os EUA?

Até agora o que aconteceu foi a decisão dos dois presidentes de restabelecer relações diplomáticas, negociações técnicas que têm a ver com a abertura de embaixadas e com o modo como vão ser feitas. Outra parte é o processo da normalização das relações entre Cuba e os Estados Unidos, o que passará num período mais longo e mais complexo.

Quanto tempo pode durar?

Depende muito da vontade política, fundamentalmente dos EUA, porque estamos a falar de um relacionamento muito assimétrico e do sistema de sanções mais abrangente do mundo. Há muita coisa unilateral que tem de ser levantada de maneira unilateral.

 

Existem 36 milhões de escravos no mundo

O especialista em tráfico de seres humanos Matt Friedman estimou esta quarta-feira em mais de 35,8 milhões o número de pessoas escravizadas em todo o mundo, adiantando que a cada cinco segundos existe um novo escravo.

"O aparecimento de novas formas de escravatura moderna está a afetar cada vez mais pessoas, dado que a sociedade carece de ferramentas para as combater", declarou Friedman numa conferência em Hong Kong, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

Segundo o especialista internacional, a Ásia é o continente com o maior número de escravos, 69% de acordo com dados do último relatório mundial sobre escravatura elaborado pela Fundação Free Walk.

Seis dos 10 primeiros países com o maior número de pessoas em regime de escravatura moderna são asiáticos, os primeiros lugares são ocupados pela Índia, China e Paquistão.

Friedman, que trabalha há mais de 25 anos na área, disse que 75% dos considerados escravos modernos realizam trabalhos forçados, 60% dos quais integrando cadeias de produção do setor privado cujo resultado chega até nós em forma de inúmeros produtos.

Adiantou que 74% das quase 36 milhões de pessoas submetidas a escravatura são adultas e que 24% estão na indústria do sexo, segundo a EFE.

O especialista, que durante seis anos e até 2012 trabalhou na ONU, viaja pelo mundo para tentar consciencializar o setor privado e obter financiamento para combater o tráfico de seres humanos. Friedman é ainda assessor técnico de vários governos que procuram acabar com a escravatura, especialmente na Ásia.

 

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 06.05.2015

Angola anuncia na ONU os caminhos para África


O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, afirmou, em Nova Iorque, ser crucial a contribuição das organizações regionais e sub-regionais para a manutenção da paz e a segurança internacional, sustentando que a gravidade e o número de conflitos armados no mundo obrigam a recorrer “a todos os meios disponíveis”.

Georges Chikoti discursou ontem no “Debate Temático sobre Fortalecimento da Cooperação entre as Nações Unidas e as Organizações Regionais e Sub-Regionais”, em representação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, Presidente da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL).
O ministro das Relações Exteriores disse que Angola trabalha em estreita colaboração com os países da região e parceiros relevantes na procura de soluções pacíficas para os conflitos na Região dos Grandes Lagos, com vista à estabilização, pacificação e  desenvolvimento económico sustentado.
A Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, sublinhou Georges Chikoti, está a reforçar a cooperação regional e internacional para identificar e neutralizar "os líderes das forças negativas" que operam na região, que caracterizou uma das mais voláteis e com alguns dos conflitos armados mais mortais do mundo.
“Hoje, é encorajador ver a região dar passos firmes em direcção à paz e estabilidade, graças, em parte, à acção concertada e ao compromisso dos líderes regionais e dos parceiros internacionais para transformar a região num espaço de paz e prosperidade”, enfatizou o ministro, que esteve acompanhado pelo representante permanente de Angola junto da ONU, embaixador Ismael Gaspar Martins.
A Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos estabeleceu, com as Nações Unidas e outros parceiros relevantes, um quadro de cooperação em áreas importantes de interesse comum, como a paz e segurança, prevenção de conflitos e de genocídios, resposta à violência sexual relacionada com conflitos, exploração ilegal dos recursos naturais e direitos humanos e desenvolvimento.
Georges Chikoti ressaltou que o Acordo-Quadro para a Paz, Segurança e Cooperação na República Democrática do Congo e na Região, assinado há dois anos, tem alcançado progressos, com realce para a derrota do movimento rebelde M23.

Preocupação com Burundi

O ministro das Relações Exteriores manifestou a “profunda preocupação" de Angola com os actuais relatos de violência no Burundi, à beira das eleições gerais no país, e apelou a todas as partes que se abstenham de quaisquer actos de violência, respeitem o Estado de direito e solucionem o litígio decorrente das eleições em conformidade com as leis do país.
Sobre a República Centro Africana, Georges Chikoti frisou que apesar de muitos desafios, há sinais crescentes de esperança e congratulou-se com a realização do Fórum Bangui, a decorrer de 4 a 11 de Maio, e que junta à mesma mesa os principais partidos  para discutirem o futuro político do país.  
O ministro, que reiterou a prioridade na solução de conflitos armados por meios pacíficos, apontou algumas sugestões para fortalecer a cooperação entre a ONU e as organizações regionais e sub-regionais, com destaque para a necessidade de aumentar a mobilização de recursos, a fim de apoiar a implementação das acções acordadas ou mandatos nas áreas de prevenção de conflitos, mediação, pacificação e construção da paz mundial.
Embora reconheça que o Conselho de Segurança tem a responsabilidade primária pela manutenção da paz e da segurança internacionais, Georges Chikoti disse que as organizações regionais e sub-regionais devem liderar qualquer situação de conflito armado ou processo de paz, dada a sua experiência especial e uma melhor compreensão dos desafios e dinâmica da região. “A cooperação entre as Nações Unidas e as organizações regionais e sub-regionais devem permanecer no topo da nossa colaboração, a fim de melhorar os três pilares da ONU, nomeadamente, paz e segurança, direitos humanos e desenvolvimento, neste ano em que se comemora o 70.º aniversário da fundação da Organização”, concluiu o ministro das Relações Exteriores.

 

Estado Palestino garante estabilidade


O ministro egípcio das Relações Exteriores, Sameh Shukri, disse, ontem, no Cairo, que a criação de um Estado palestino independente com a capital em Jerusalém Oriental proporciona estabilidade ao Médio Oriente.

 

Shukri fez a afirmação ao novo enviado da ONU para o Médio Oriente, o búlgaro Nikolay Mladenov, no cumprimento de uma visita oficial ao Cairo.
O ministro egípcio disse ao emissário internacional que a causa palestina continua a ser o núcleo do conflito  na região. “Por isso, é preciso conseguir uma solução justa, permanente e global para toda a região”, disse o diplomata egípcio.
O ministro egípcio das Relações Exteriores, Sameh Shukri, ressaltou que essa solução deve levar à criação de um Estado palestino independente e soberano, com a capital em Jerusalém Oriental.
Os dois responsáveis analisaram os esforços feitos para a reconstrução da Faixa de Gaza, de acordo com o cumprimento das promessas anunciadas pelos doadores na conferência internacional de Outubro.
Shukri destacou durante a reunião a importância de que prossigam os esforços internacionais para pôr fim ao bloqueio imposto por Israel desde 2006 a Gaza, com a reabertura dos passos com Israel.
O enviado da ONU para o Médio Oriente, Nikolay Mladenov, fez um resumo a Shukri da sua última visita a Gaza, da situação humanitária e das equipas de assistência que trabalham para acudir milhares de pessoas em situação difícil.
Durante a sua visita a Gaza, Mladenov percorreu o enclave litoral devastado após os 50 dias de operação militar israelita, que deixaram mais de 2,1 mil palestinos e 70 israelitas mortos. O representante da ONU ficou impressionado com o que viu e quer trabalhar com celeridade para ajudar a melhorar as condições de vida dos palestinos.

Judeus Etíopes  

O Presidente israelita admitiu ontem erros do seu país em relação à comunidade etíope judaica e considerou o sofrimento das vítimas “uma ferida aberta”.
“Cometemos erros, não olhamos, nem escutamos o suficiente”, afirma Reuven Rivlin num comunicado emitido após milhares de israelitas de origem etíope se terem manifestado publicamente na véspera, em Telavive, contra “a brutalidade policial e a discriminação” de que se dizem vítimas.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já se reuniu com representantes daquela comunidade na tentativa de acalmar os ânimos dos manifestantes.
Milhares de israelitas de origem etíope enfrentaram a Polícia na manifestação de domingo, no segundo episódio violento em quatro dias.
A Polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar a multidão e em resposta os manifestantes recorreram a pedras, garrafas e cadeiras. A força de segurança anunciou a detenção de 43 manifestantes, 19 dos quais foram ontem apresentados em tribunal acusados de danificarem o património público e de atacarem os agentes da Polícia.
Números daquela corporação referem que nos confrontos foram feridos 56 agentes e 12 manifestantes. Os judeus etíopes dizem que o número de feridos é maior. 
Israelitas de várias origens participaram na manifestação, com palavras de ordem, como “um polícia violento deve ir para a prisão” e “pedimos igualdade de direitos”. 
Em Israel vivem mais de 135 mil judeus etíopes, que emigraram em duas ocasiões, a primeira em 1984 e a segunda em 1991.

 

A interação da Rússia com o Brasil não deve ser avaliada segundo o volume da circulação de mercadorias entre nossos países. Existe um critério consideravelmente maior – o desenvovimento e fortalecimento dos contatos científicos e culturais. Esta foi a tese principal do discurso do Senador do Senado Federal da República Federativa do Brasil, Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade “Brasil-Russia”, Sr. Luis Henrique Silveira, proferido durante o encontro com os estudantes da Academia Diplomática do Ministério do Exterior da Rússia dedicado ao tema “A cooperação humanitária russo-brasileira”. O encontro teve lugar a 17 de abril em Moscou nos quadrantes da visita do parlamentar brasileiro à Russia. A folha de assento do Senador é bastante respeitável, bem como sua contribuição para o desenvolvimento e fortalecimento das relações entre os nossos países.  Uma referência breve: Luis Henrique Silveira nasceu na cidade de Joinville (Estado da Santa-Catarina) onde em 1971começou suas atividades sociais e políticas. Sr. Luis Henrique Silveira foi deputado do Congresso Nacional do Brasil, ministro da ciéncia e da tecnologia, tomou parte da cruiaçaõ da atual Carta Magna do Brasil, foi senador no Estado da Santa Catarina.  Desde  2011 até agora é senador deste estado no Congresso Nacional do Brasil. A partir de 2014 Sr. Luis Henrique Silveira ocupa o cargo do presidente da Comissão do Congresso para os assuntos da economia No mês passado (15.03.2015) na qualidade de hóspede da Academia Diplomática do Ministério do Exterior da Rússia foi eleito o presidente da comissão para os assuntos internacionais e encabeçou o grupo parlamentar de amizade “Rússia-Brasil”. Fez muita coisa para o desenvolvimento das relações com a Rússia no campo da ciência, da cultura e da instrução. Ocupando o cargo do prefeito de Joinville contribuiu para a abertura da escola de ballet do Teatro Bolchoi, única no Brasil. Em 2010, com o decreto do Presidente da Rússia, foi condecorado com a medalha de Alexandre Puchquine pelo projeto cultural «Dona nobis pacem» realizado em conjunto com o Teatro Académico de Estado “Bolchoi” da Rússia. Cumpre dizer que Sr. Luis Henrique Silveira foi o único hóspede da América Latina convidado para a abertura do restaurado edifício histôrico do Teatro Bolchoi. Com a participação dele atualmente está sendo realizada uma série de projetos grandes inclusive o de uma escola musical  do Conservatório Piotr Tchaicovsqui de Moscou a ser aberta no Estado da Santa Catarina.

No início da sua intervenção Sr. Luis Henrique Silveira sugeriu uma metáfora comparando o estado da humanidade no período histórico atual com um trem correndo a toda a pressa. O Senador fez lembrar da famosa previsão científica, segundo a qual em 2050 a populaçaõ da Terra ultrapassaria 9 bilhões de pessoas. É provavélqueametadedelasvaivivernascidades. De acordo com cálculos simples que sugeriu Sr. Luis Henrique nas 50 cidades maiores do Globo vão viver mais de 20 milhões de pessoas. Por isso a humanidade enfrentará o problema  de dobramento da produção e do consumo. O senador brasileiro disse que já hoje seria necessário fazer todo o possível pra que o meio-ambiente, antes de tudo as florestas, seja protegido. Para este fim é necessário modificar o modelo de consumo e de produção da energia. Segundo Sr. Luis Henrique, o atual modelo de uso da energia afeta o meio-ambiente. Por isso tornou-se atual o modelo de consumo econômico. É a ciência que dá uma solução ideal: procurar tais cereais que poderiam trazer uma colheita estável sob quaisquer condiçãoes desfavoráveis.

Segundo disse o Senador, os cientistas brasileiros tendo conseguido decifrar o genoma adquiriram conhecimentos no domínio da engenharia genética.  Sr. Luis Henrique Silveira pensa que seria importante usar reservatórios da água de chuva seguindo o exemplo de nossos antecedentes. Nestes reservatórios a água de chuva pode ser guardada durante muito tempo, simultaneamente com a prospecção de reservatórios naturais da água, inclusive nos deserto.  Na opinião do Sr. Luis Henrique, uma das tarefas dos cientistas é a de redução do custo de dessalgação da água do mar que existe nos oceanos do mundo. Os cientistos sugerem um eficiente aproveitamento da energia do vento, bem como a dos marés altos e baixos. Sr. Luis Henrique Silveira contou aos participantes do encontro que no Estado da Santa Catarina os cientistas criaram uma fita especial para dependencias de moradia destinada para a utilização da energia solar que  sempre tem em abundância no Brasil. Tanto a Rússia, como o Brasil têm reservas do carvão, do petróleo e do gás, mas na opinião dele seria necessário estar pronto para o uso de fontes recuperáveis da energia. O Senador informou de um debate animado mantido na comunidade científica brasileira entre os defensores do meio-ambiente e os agrários-inovadores. Unsencontraramseusargumentosnahistóriadopaís. Nos tempos da ditadura (1964-1989) no Brasil dominava a política de conquista da parte central da América Latina. Cada um que adquiriu um lote de terra no no Brasil devia derrubar mata virgem para produzir culturas agrícolas. Esta política trouxe resultados desanimantes, embora a produção agrícola constituisse 40% do PNB do Brasil.  Entretanto a política atual tem outras prioridades – o derrubamento impiedoso das matas é proibído. Em resultado disso, destacou o Sr. Senador, à agricultura tinha sido dado um empurro tão forte que a produção agrícola aumentou em duas vezes.  O próprio Luis Henrique Silveira foi um dos autores do Côdigo Florestal para a agricultura do Brasil.

Conforme o Côdigo, entra em vigor a política de conservação das matas. Um dos princípios básicos do documento diz: cada propriedade agrícola é sujeita à dívida social. Isto significa que o proprietário da terra deve conservar 80% das florestas em seu lote.   Se o lote encontra-se nas proximidades do Amazonas, devem ser conservadas 35% das florestas. Em todos os os outros estados do Brasil o explorador da terra deve conservar 20% das florestas.  Também existem outras exigências: em função da largura de rio, de 3 a 500 metros, deve haver uma faixa de vegetação ao longo da margem. Segundo disse o Senador, atualmente o governo do Brasil tem a possibilidade de manter o registro estatal dos bens imóveis nas localidades onde a vegetação foi exterminada rodeando a Lei. Em caso de extermínio de vegetação pelo proprietário da terra, existem duas possibilidades de recupera-lá: por meio de pena jurídica aplicada pelo tribulal, ou durante o período de 20 anos o proprietário deve plantar vegetação na área afetada. “Desta maneira poderemos recuperar 30-40% dos  derrubamentos ilegais”, - fez o balanço o Sendador Luis Henrique Silveira.

O Senador destacou, que na semana passada (6-10.04.2015) no Brasil foi adotada a lei de variedade biolôgica. Durante a conferência “Rio+20” que decorreu no Rio de Janeiro foi aprovada uma tese segundo a qual cada país tinha uma varidade biolôgica e devia adotar uma lei respetiva. A Rússia e o Brasil já adotaram a lei   deste gênero. A Rússia tem uma área grande coberta pelas matas. O Brasil tem uma mata tropical, maior do mundo. “Juntos podemos conservar as matas”! – exortou o Senador Luis Henrique Silveira. À Rússia e ao Brasil cabe 25% do total da variedade biolôgica do Globo. Os cientistas dizem: as mudanças do clima e as consequências deste processo é um resultado da atividade do homem. Por isso é necessário mudar a situação ensinando às pessoas a ter outra atitude para com o meio-ambiente. A ciência de economia biolôgica procura suplementar os processos químicos com os orgânicos. Juntando os esforços das universidades e dos institutos de pesquisa da Rússia e do Brasil nossos países poderiam fazer sua contribuição para que “o trem do qual a humanidade está viajando a correr não se desvie caindo para um precipício”. Na opinião do Senador do Brasil, devemos ter pressa, pois temos apenas 35 anos para preservar a vida na Terra para as gerações que vêm.

Juntamente com o Senador Luis Henrique Silveira para a Academia do Ministério do Exterior da Rússia  foi convidado o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Brasil na Federação da Rússia, Sr. António José Vallim Guerreiro. O diplomata altamente colocado realçou que o fortalecimento das relações da Rússia com o Brasil começou há relativamente pouco tempo. A pergunta, - o que se sabe da Rússua, - feita a qualquer pessoa na rua de uma cidade brasileira terá uma resposta idéntica: “Lá faz frio”. E se fizer a mesma pergunta a um habitante da Rússia, - o que se sabe do Brasil, - a resposta será um pouco mais ampla: “Lá tem o carnaval e o futebol”. Por isso Sr. António José Vallim Guerreiro, como embaixador, compreende sua tarefa como a de lutar contra os esteriótipos. “Devemos ver as pessoas, olhando um a outro”, - disse o diplomata de categoria alta dirigindo-se à audiência na Academia Diplomática.  Segundo a opinião do Embaixador do Brasil, os nossos países têm um potencial que permanece por ser aproveitado de uma maneira própria, em particular, na esfera do comércio e da economia. Hoje seu volume atinge 6 bilhões de dólares, sendo isso muito pouco com a consideração das dimenções dos dois países. “Isso reflete uma situação sob a qual não damos bastante atenção mútua”, -  reparou o Embaixador.

 

Entretanto Sr. António José Vallim Guerreiro pôs em destaque especial que não tinha intenções de estimar as relações entre os nossos países apenas segundo o intercâmbio de mercadorias. Também existem contatos nos domínios da cultura, da ciência e do ensino que podem contar melhor da interação da Rússia com o Brasil.  Assim em julho deste ano o Brasil vai tomar parte da conferência de cúpola do grupo BRICS na cidade de Ufá. “Guardei na memória, qual foi o início do BRIC, então sem a África do Sul, - fez lembrar o Embaixador, - em 2009 teve lugar o encontro do BRIC em Ecaterinburgo. Nem mesmo imaginei na altura que seria o Embaixador do Brasil na Rússia”. Sr. António José Vallim Guerreiro contou que os comentários feitos pelos meios de comunicação em massa ocidentais em relação da conferência de cúpola do BRIC tinham sido principalmente céticos, cheios de dúvidas de existência de pontos comuns nas relações dos países tão diferentes.  E realmente, os países são totalmente diferentes do ponto de vista das particularidades culrurais e dos sistemas políticos; as relações históricas também foram fracas. Mas na opiniáo do Embaixador do Brasil, contudo uma coisa comum existe, sendo esta coisa bastante considerável: isto é a autonomia na adoção de decisões. O número dos países do mundo que gozam de tal autonomia, de tal independência não é muito grande. Outro “ponto de reuniaõ” consiste, como pensa Embaixador, no facto de todos os nossos países não serem “aves de rapina” e aceitarem o mundo, tal como é, não o remodelando conforme suas ambições; “Cada país do BRICS opta pelo seu próprio caminho. O BRICS não se contrapõe a outros países”, - disse o Embaixador. Até o facto de o BRICS estar criando um novo banco de desenvolvimento é apresentado por certos comentaristas do Ocidende como uma alternativa ao FMI. “Nada disso: o novo banco de desenvolvimento (BRICS) será um suplemento ao sistema bancârio mundial e não uma contraposição a este sistema”, - salientou o Embaixador do Brasil na Rússia, Sr. António José Vallim Guerreiro.