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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 24.01.2016

Representante americano projeta acordo comercial com a União Europeia este ano

Michael Froman, representante de comércio exterior dos Estados Unidos, foi recepcionado hoje por empresários poloneses. Froman tenta finalizar um pacto de livre comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia.

O representante americano disse nesse domingo, em Varsóvia, que ele espera que o acordo, chamado de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimentos, vai finalmente ser concluída este ano. Há forte resistência entre alguns europeus para o acordo planejado, que visa eliminar as tarifas e criar normas regulamentares comuns. Alguns opositores europeus temem uma diminuição dos padrões de segurança alimentar e regulamentação mais branda.

Froman disse a um grupo de jovens poloneses que comandam startups, entre eles desenvolvedores de software, que o negócio seria especialmente benéfico para as pequenas e médias empresas como a deles. Ele também se reúne com líderes poloneses durante sua visita a Varsóvia. Fonte: Associated Press

Combate ao Estado Islâmico na fronteira com Turquia é prioridade, diz Biden

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, diz que a Turquia e os Estados Unidos concordam com a necessidade de aumentar o apoio às forças árabes sunitas na Síria para cortar o acesso do grupo Estado Islâmico à fronteira com a Turquia.

Durante uma coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu, Biden disse que o corte do acesso é "uma prioridade para ambas as nossas nações".

"Assim que podemos evitar que novos combatentes e equipamentos cheguem ao grupo, bem como a realização de ataques contra civis", disse.

Trump afirma que manteria eleitores mesmo se atirasse em alguém

Donald Trump está tão confiante da lealdade de seus apoiadores que previu neste sábado que os eleitores se manteriam a seu lado mesmo se ele atirasse em alguém. O líder na disputa pela candidatura à presidência dos Estados Unidos pelo partido Republicano participou de eventos de campanha em Iowa a nove dias da abertura das votações das primárias no estado.

"Eu poderia ficar parado no meio da Quinta Avenida e atirar em alguém e ainda assim eu não perderia nenhum eleitor, ok?", disse Trump a uma entusiástica plateia que o ouvia numa escola cristã. "É incrível", completou.

O empresário diminuiu a importância do comentarista conservador Glenn Beck, que declarou apoio a outro candidato Republicano, Ted Cruz. Trump chamou-o de "perdedor". Beck fez críticas a Trump afirmando que já passou "o momento para bobagens e técnicas de reality show". "Se Donald Trump vencer, será uma bola de neve a caminho do inferno", completou.

Ao mesmo tempo, Trump procurou demonstrar que alguns nomes no partido Republicano começam a aceitá-lo como o potencial candidato. Ele recebeu no evento o senador Chuck Grassley, que, embora não tenha feito uma declaração de apoio formal, pareceu reconhecer com sua presença a longa permanência de Trump no topo das pesquisas de intenção de voto.

Ted Cruz, que tem se aproximado de Trump nas pesquisas, concentrou seu discurso quase inteiramente no rival bilionário, mesmo sem usar o nome do adversário. Ele defendeu alguns valores conservadores e acusou o plano de deportação de imigrantes de Trump de ser uma "anistia", já que permitiria que aqueles que estão ilegalmente nos Estados Unidos voltassem a seus países de origem.

Cruz não quis comentar porém, sobre a declaração de Trump a respeito dos tiros. "Eu deixarei Donald falar por si mesmo, mas posso dizer que não tenho intenção de atirar em ninguém durante esta campanha", disse a repórteres. Fonte: Associated Press.

Nevasca paralisa grande parte da costa leste e deixa ao menos 18 mortos nos EUA

A costa leste dos Estados Unidos ficou coberta por uma camada de mais de 30 centímetros de neve no sábado enquanto uma grande nevasca atingiu a região levando centenas de milhares de pessoas a ficarem sem energia, interrompendo viagens e deixando pelo menos 18 mortos.

Partes de Washington receberam mais de 60 centímetros de neve e Baltimore ficou com o recorde de 74 centímetros, segundo o serviço meteorológico nacional. A tempestade também cobriu com mais de 60 centímetros de neve partes de Nova York e Long Island.

Em meio a uma Washington vazia, pequenos grupos de pessoas se aventuravam fora de casa a pé buscando suprimentos essenciais, alguma camaradagem, café e cigarro.

Pelas costas de Nova Jersey e Delaware, enchentes moderadas e fortes ocorreram enquanto fortes ventos trouxeram as altas marés para a terra. Em Dewey Beach, os ventos chegaram a mais de 120 quilômetros por hora. "Várias estradas alagaram e ocorreram danos às propriedades", disse o meteorologista Lance Franck.

Ao menos 18 pessoas foram mortas em incidentes relacionados com a nevasca, de acordo com informações da Associated Press. Três pessoas em Nova York morreram enquanto removiam neve com pás, disse o departamento de polícia.

Na madrugada de sábado, companhias de energia reportaram mais de 143 mil clientes que estavam sem energia elétrica. A tempestade também derrubou a energia da refinaria de Delaware PBF Energy, paralisando uma produção de cerca de 190 mil barris de petróleo por dia.

Os governadores de Maryland, Virginia, Pennsylvania, Nova Jersey e Carolina do Norte declararam estado de emergência. O governo de Nova York decretou estado de emergência para a cidade de Nova York e outros seis condados próximos. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 24.01.2016

Polarizados, Estados Unidos largam para corrida presidencial

MARCELO NINIO
DE WASHINGTON

A julgar pelos tiros de largada da campanha, os Estados Unidos caminham para uma das eleições presidenciais mais polarizadas de sua história. Os favoritos dos dois partidos por ora, Hillary Clinton eDonald Trump, são também os que têm mais rejeição —sintoma da divisão do eleitorado norte-americano.

Em seu último discurso sobre o Estado da União, o presidente Barack Obama prometeu consolidar o lado positivo de seu legado, como a recuperação econômica, mas admitiu uma derrota, um ano antes de deixar o cargo.

"O rancor e a desconfiança entre os partidos ficaram piores", lamentou.

Pesquisas mostram o aumento contínuo da polarização política nos EUA nos últimos 20 anos, e os pré-candidatos não escondem isso.

No primeiro debate democrata, Hillary incluiu os republicanos entre seus inimigos. Para os republicanos, a disputa é sobre quem bate mais em Hillary e Obama. Sem medir palavras, como fez o governador de Nova Jersey, Chris Christie, que prometeu "chutar o traseiro" de Obama para fora da Casa Branca.

PRÉVIAS

Neste cenário de extremos, o país começa a escolher seu próximo presidente em oito dias, em 1º de fevereiro, quando os partidos farão as primeiras prévias, em Iowa.

Embora seja só a largada, a prévia de Iowa é considerada crucial para medir a temperatura da campanha e as chances reais dos candidatos após meses de bate-boca.

Com a ameaça terrorista voltando a assombrar os norte-americanos, após a ascensão da facção Estado Islâmico e os atentados em Paris e San Bernardino(Califórnia), alguns analistas afirmam que a política externa poderá ser o tema dominante da campanha, batendo a economia.

"Definitivamente acho que a política externa terá um grande peso", disse àFolha Christopher Rudolph, professor de relações internacionais da American University. Para ele, além da ameaça terrorista, outras questões manterão o cenário externo em destaque, como o acordo nuclear com o Irã e as intrincadas relações com China e Rússia.

"Os republicanos têm sido muito críticos à política externa de Obama, e a maioria vê no tema oportunidade."

Em texto na revista "Foreign Policy", o analista Bruce Stokes nota que as eleições presidenciais nos EUA raramente focam a política externa, como lembra o slogan "É a economia, estúpido", da campanha de Bill Clinton.

Mas ele acha que neste ano os humores e temores do eleitorado viraram. Pesquisas do Centro Pew mostram que na véspera da última eleição, em 2012, 55% dos norte-americanos citavam a economia como o tema mais importante. Numa pesquisa recente, 32% indicaram os assuntos externos como maior desafio, contra 23% para economia.

Simon Jackman, cientista político da Universidade Stanford, afirma que o fato de Hillary ter sido secretária de Estado dará mais visibilidade às questões de política externa, mas prevê que temas como emprego, impostos, seguro saúde e deficit continuem sendo dominantes.

Para Hillary, afirma, uma campanha com foco externo poderia ser um trunfo, por sua experiência, e um ponto vulnerável para as críticas a seu desempenho em fiascos como o "ataque ao consulado dos EUA em Benghazi (Líbia)]":http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2012/09/1152141-libia-informa-morte-de-embaixador-americano-e-mais-3-em-ataque.shtml.

A polarização também pode ajudar Hillary, já que os democratas têm vantagem de 5% entre os eleitores registrados para votar nas prévias, diz Bruce Buchanan, especialista em política presidencial da Universidade de Austin, Texas. "Mas um presidente democrata ainda pode ter que encarar um Congresso republicano, e com mais dificuldade que Obama", lembra.

Paquistão executa mais de 300 pessoas em 14 meses

GUSTAVO FIORATTI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Mais de 300 pessoas foram enforcadas no Paquistão desde que o governo paquistanês retomou a pena capital, em dezembro de 2014.

Com o número superando em oito vezes as execuções nos EUA, o país terminou o ano entre os três que mais punem com a morte, atrás apenas de China e Irã. O ranking informado à Folha pela Anistia Internacional será divulgado em abril.

Conquistada pelo Partido do Povo Paquistanês, a moratória à pena de morte vigorava desde 2008 e foi suspensa em dezembro de 2014, logo após ataque terrorista em uma escola na cidade de Peshawar em que 144 vítimas foram mortas —132 eram crianças e adolescentes.

Inicialmente, a pena recaiu apenas sobre condenações por terrorismo. Em março de 2015, porém, o governo voltou a executar pessoas condenadas por crimes como assassinato e sequestro.

Os números podem ser mais altos do que os 315 declarados pelo governo, dizem ativistas, que suspeitam de até 322 execuções. É algo próximo ao informado por Teerã (330), mas estima-se que no Irã as omissões cheguem à soma de 913 execuções. Os chineses tampouco divulgam o número de executados –estimado em milhares.

A retomada da pena de morte no Paquistão causou reação de diversos grupos de defesa dos direitos humanos.

A Anistia Internacional, em carta ao premiê Nawaz Sharif, condena o "implacável" uso da pena de morte pelo Paquistão e acusa a Justiça do país de desconsiderar a lei internacional.

A mesma carta refuta a "falta de transparência" em sentenças impostas por tribunais militares e a ausência de clareza em acusações criminais civis. Cita tortura para obtenção de confissões e questiona a condenação de menores de 18 anos.

"Durante 2015, a Anistia registrou a execução de ao menos cinco prisioneiros que, segundo seus advogados, tinham menos de 18 anos na condenação", diz o texto.

Procurado pela Folha durante dez dias, por telefone e por e-mail, o governo paquistanês não se manifestou.

CADEIRANTE

Wassam Waheed, porta-voz do Justice Project Pakistan, instituição que defende os direitos de prisioneiros no país, afirma que, dos 315 executados em 2015, só 11 foram acusados de terrorismo.

O grupo atuou na defesa de Abdul Basit, acusado de homicídio que deveria ter sido executado em setembro.

O caso ficou conhecido porque Basit é paraplégico. Jornais paquistaneses publicaram que o governo não sabia como executar um homem que não ficava de pé. A execução foi adiada.

Basit ficou paraplégico após contrair meningite na prisão, conta sua mãe, Nusrat Perveen, à Folha, em entrevista intermediada pelo Justice Project Pakistan.

"O tratamento em nossas prisões é de humilhação", disse. "Basit é um exemplo. Quando foi para a prisão, era saudável. Teve uma febre, ficou semanas sem tratamento e entrou em coma, e só então levaram-no ao hospital."

Perveen não se opôs à pena de morte na entrevista à Folha. "Se o governo quer acabar com o terrorismo e prosseguir com a pena, deveria enforcar terroristas; meu filho não é terrorista", disse. A pena de morte tem amplo apoio da população no país. 

Cidade na Dinamarca usa almôndegas suínas para afastar muçulmanos

DO "NEW YORK TIMES", EM LONDRES

Almôndegas suínas e outros pratos à base de carne de porco são a nova fronteira na guerra cultural da Europa.

Diante da crescente onda de imigrantes e refugiados vindos sobretudo de países muçulmanos, a iguaria entrou no noticiário após uma cidade dinamarquesa tornar obrigatório que creches e pré-escolas públicas incluam esse tipo de carne na merenda.

O consumo de carne de porco, considerado um animal impuro, é proibido pelo islã assim como pelo judaísmo.

Para os defensores da proposta, aprovada na segunda-feira (18) pelo Conselho de Randers, uma antiga cidade industrial de 60 mil habitantes no centro da Dinamarca, servir alimentos da culinária tradicional dinamarquesa, como carne de porco, é essencial para ajudar a preservar a identidade nacional.

Mas os críticos da exigência, incluindo integrantes da comunidade muçulmana e defensores da imigração, disseram que isso cria um problema concreto com o propósito de estigmatizar os muçulmanos e polarizar a sociedade. Afinal, nunca houve uma tentativa de proibir a carne em refeitórios de órgãos públicos de Randers, afirmam.

"A cultura gastronômica dinamarquesa" deve ser "uma parte central da oferta —incluindo servir carne de porco em iguais proporções à de outros alimentos", afirma a proposta, acrescentando que a intenção não era forçar ninguém a comer algo que "vai contra sua crença ou religião".

A Dinamarca, conhecida como um Estado de bem-estar social generoso e por lugares como o liberal bairro de Christiania, em Copenhague, vem reprimindo a imigração nos últimos meses enquanto países do continente estudam como lidar com os solicitantes de asilo.

Martin Henriksen, porta-voz do Partido Popular Dinamarquês, grupo político anti-imigrantes de extrema direita que apoiou a medida, considerou a norma "necessária" para manter a cultura dinamarquesa "em face da potenciais ameaças do islamismo".

"É inaceitável proibir a cultura alimentar dinamarquesa, incluindo pratos com carne de porco, nas instituições infantis da Dinamarca. O que mais vai acontecer?!", escreveu na Henriqsen na pagina do partido em uma rede social.

"O Partido Popular Dinamarquês está trabalhando em âmbito nacional e local pela cultura dinamarquesa, incluindo a cultura gastronômica, e isso significa que também estamos lutando contra as normas islâmicas e considerações equivocadas que impõem o que as crianças dinamarquesas devem comer."

A lei sobre a carne de porco chega em um momento em que a Dinamarca está prestes a aprovar uma normativa que forçaria refugiados a entregar objetos pessoais de valor, incluindo joias, para ajudar a pagar sua acolhida, um passo que enfureceu grupos de direitos humanos e recebeu críticas da Organização das Nações Unidas.

O primeiro-ministro, Lars Rasmussen, também advertiu que o tratado da ONU de 1951 sobre os direitos dos refugiados pode precisar de uma revisão. E, neste mês, depois que a Suécia introduziu controles de identidade a viajantes que vêm da Dinamarca, os dinamarqueses fizeram o mesmo em sua fronteira com a Alemanha.

FEIJOADA LOCAL

A agricultura é parte da identidade nacional dinamarquesa, e a carne de porco ali é tão comum como a feijoada no Brasil. Em 2014, carne de porco crocante com molho de salsinha foi considerado o prato nacional da Dinamarca. O país também está entre os maiores exportadores de carne de porco do mundo, de acordo com o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento dinamarquês.

Ayse Dudu Tepe, arqueóloga e jornalista nascida na Dinamarca de pais turcos, observou, com ironia, que ela conseguia entender quem agia em nome dos suínos.

"Em um país com mais porcos do que seres humanos faz todo o sentido ter um partido político que fala em nome dos porcos", escreveu em sua página em uma rede social.

Charlotte Molbaek, integrante do Partido Popular Socialista no Conselho Municipal de Randers, disse que a proposta teve motivação política. O Partido Popular Dinamarquês se tornou uma potente força política, em parte por se posicionar contra a imigração e por se mostrar como protetor dos valores tradicionais dinamarqueses.

"Do que as crianças precisam? Elas precisam de carne de porco? A verdade é que não. Mas o Partido Popular Dinamarquês, sim", disse ela, segundo o jornal "Politiken", durante um debate sobre a medida. "As crianças precisam de adultos."

A Dinamarca não está sozinha em mirar a cultura, incluindo a culinária, como um baluarte para proteger a identidade nacional.

Na França, um país obcecado pela comida —onde exortações pela manutenção dos alardeados valores liberais seculares do país se tornaram mais do que urgentes depois de dois ataques terroristas distintos praticados por extremistas islâmicos em 2015—, a carne de porco se tornou um tema às vezes passional em debates sobre integração.

Várias cidades administradas por prefeitos de direita tentaram remover opções sem carne de porco das cantinas escolares em um esforço declarado de preservar a identidade francesa, mesmo quando integrantes das comunidades muçulmanas e judaicas protestaram que tais políticas corriam o risco de alienar minorias.

Em Chalon-sur-Saône, na região francesa da Borgonha, alunos do ensino fundamental que não ingerem carne de porco têm de se contentar com vegetais, depois que o Conselho Municipal votou em setembro a interrupção da oferta de substitutos como peixe em seus cardápios, nos dias em que a carne de porco é servida.

ESCRUTÍNIO

Por causa de seu papel essencial de fomentar a integração, as escolas da Europa estão cada vez mais sob escrutínio. Na quarta-feira (20), surgiu a notícia no Reino Unido de que um garoto muçulmano de 10 anos havia sido interrogado pela polícia em dezembro depois de haver cometido uma falha de ortografia e escrever erroneamente que vive em uma "casa terrorista" ("terrorist house") durante uma aula de inglês.

O menino, de Lancashire, no noroeste da Inglaterra, quis escrever "casa geminada" ("terraced house"), de acordo com a BBC.

Mas na Dinamarca foi a comida nas escolas que desencadeou os recentes debates.

Fatma Cetinkaya, membro do Partido Social-Democrata no Conselho Municipal de Randers, considerou a nova medida "incompreensível".

"Randers sempre esteve na vanguarda em questões de integração", ela disse, de acordo com o "Politiken". "Não temos problemas de criminalidade e um monte de outras coisas, então é incompreensível que a carne de porco tenha se tornado um problema. É uma vergonha."

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 24.01.2016

Avião da Turkish Airlines aterra de emergência devido a ameaça de bomba por bilhete

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A polícia vai submeter os passageiros a provas de caligrafia para apurar o autor da nota que levantou suspeitas

Um avião da Turkish Airlines que fazia a ligação entre Houston (EUA) e Istambul aterrou de emergência no aeroporto irlandês de Shannon devido a ameaça de bomba, informou o diário The Irish Times.

Os pilotos do Boeing 777-300 informaram a torre de controlo sobre o aparecimento de um bilhete que consideraram suspeito e solicitaram permissão para mudar o seu plano de voo.

O aeroporto de Shannon ativou um plano de emergência e retirou sem incidentes os 227 passageiros do aparelho, que foi deslocado para uma zona reservada das instalações aeroportuárias, onde foi examinado por especialistas em explosivos.

O voo TK-34 da companhia áerea turca tinha levantado voos às 4:07 (hora TMG) e deveria aterrar em Istambul às 3:45 (hora TMG).

Antes de aterrar na Irlanda, os pilotos esvaziaram grande parte dos tanques de combustível sobre o mar para garantir a segurança na aterragem.

Diversas ambulâncias e camiões de bombeiros foram enviados para o local de aterragem, tendo a guarda costeira sido também colocada de prevenção.

Os passageiros foram conduzidos em autocarros até ao terminal do aeroporto, onde a polícia os submeterá a provas de caligrafia para tentar apurar o autor da nota que levantou suspeitas.

Polícia já capturou os presos que fugiram explodindo parede da prisão

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Megaoperação policial permitiu apanhar 38 detidos em fuga. Dois foram mortos

Os cerca de 40 presos que no sábado fugiam de uma prisão sobrelotada em Recife, no Brasil, fazendo explodir uma das paredes, foram entretanto capturados numa megaoperação policial.

De acordo com a AFP, a fuga em massa aconteceu no sábado, quando os detidos conseguiram fazer explodir uma das paredes da prisão Frei Damião de Bozanno, uma das mais duras prisões no Brasil.

Relatos na comunicação social brasileira dão conta de uma explosão, seguida de dezenas de presos vestidos 'normalmente' a saírem a correr e a misturarem-se com os cidadãos na cidade do Recife.

As autoridades do Estado de Pernambuco disseram ao site da Globo que dos 40 presos que fugiram, 36 tinham sido capturados, dois mortos, um hospitalizado e um outro estava ainda por encontrar.

Esta foi a segunda operação de fuga dos presos desta cadeia, uma das sobrelotadas no Brasil. As instalações foram construídas para albergar 10.500 presos, mas estão lá cerca de 32 mil pessoas, segundo um relatório do ano passado da Human Rights Watch.

Segundo esse relatório, muitos presos são obrigados a dormir no chão e como há menos guardas do que o necessário, a supervisão dos detidos é entregue a outros detidos, que controlam o interior da prisão.

Na semana passada, 53 presos fugiram da cadeia Barreto Campelo, na área do Recife, tendo sido capturados 13 até agora.

EUA garantem aliança clara e amizade forte com a Arábia Saudita

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O secretário de Estados dos Estados Unidos, John Kerry, garantiu que nada mudou na relação entre os países, apesar da tensão no Médio Oriente

O secretário de Estados dos Estados Unidos, John Kerry, disse hoje que o país mantém uma relação forte e uma aliança clara com a Arábia Saudita, num contexto de forte tensão diplomática deste país árabe com o Irão.

"Nada mudou apenas porque temos trabalhado para eliminar as armas nucleares de um país da região", disse o responsável norte-americano, referindo-se ao acordo internacional para levantar as sanções contra Tierão.

As declarações foram feitas à saída de Riade, a capital do Irão, visitada por John Kerry, que ocupa o cargo equivalente ao ministro dos Negócios Estrangeiros dos países europeus.

O governante esteve em Riade para tranquilizar os parceiros árabes sobre a manutenção da aliança, garantindo que as sanções levantadas ao Irão não significam uma mudança de posição dos norte-americanos.

"As pessoas dizem que os EUA não estão talvez tão presos a este antigo relacionamento com a Arábia Saudita e outros amigos do Golfo, e que o acordo com o Irão pode ter mudado as coisas e há agora um novo alinhamento com a região", disse Kerry, sublinhando, no entanto, que os EUA mantêm "uma relação forte, uma aliança clara e uma forte amizade com o Reino da Arábia Saudita, como sempre foi o caso".

Centenas manifestam-se contra cerca entre Grécia e Turquia

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Manifestantes juntaram-se para apoiar os refugiados e pedir a abertura de passagens seguras entre os dois países

Várias centenas de manifestantes desfilaram hoje no nordeste da Grécia contra a cerca erguida na fronteira terrestre greco-turca, reclamando a abertura de passagens seguras para os migrantes. O protesto acontece dois dias após o afogamento de pelo menos 45 refugiados no mar Egeu.

Respondendo ao apelo de organizações de esquerda, os manifestantes, entre os quais ativistas turcos, agitaram bandeiras em que podia ler-se, em grego, turco e inglês "Abram as fronteiras, Chega de mortes no Egeu!".

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 24.01.2016

Manifestantes no Haiti exigem a renúncia do presidente

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje nas ruas da capital haitiana para exigir a renúncia do presidente do país, Michel Martelly, um dia depois do Conselho Eleitoral Provisório (CEP) adiar, sem data, a segunda volta das eleições presidenciais.

As manifestações, convocadas pela oposição, exigem ainda a renúncia dos membros da CEP, um organismo que consideram favorecer o candidato oficial e que já assistiu à renúncia de cinco dos seus nove integrantes, enquanto um sexto foi suspenso devido a suspeitas de corrupção.

Alguns dos líderes dos protestos disseram aos meios de comunicação social haitianos que se vão manter nas ruas até que Martelly e os atuais membros do CEP renunciem aos cargos.

A primeira ronda das eleições celebrou-se no passado dia 25 de outubro, enquanto a segunda ronda estava originalmente programada para o dia 27 de dezembro.

Os protestos foram vigiados por elementos da Polícia Nacional Haitiana (PHN), bem como da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

As autoridades informaram, além disso, que devido aos protestos e agitação nas ruas, foram suspensos na sexta-feira vários voos internacionais.

O CEP decidiu suspender a segunda volta das eleições presidenciais devido à insegurança no país, onde várias assembleias de voto foram incendiadas e alguns juízes do próprio organismo eleitoral receberam ameaças de morte.

 

Treze mortos em naufrágio ao largo da Nicarágua

Treze nacionais da Costa Rica morreram, no sábado, na sequência do naufrágio de um navio que transportava 32 turistas da América Central e dos EUA ao largo de Little Corn Island, na Nicarágua.

"Dos 32 passageiros, 13 perderam a vida, todos eles da Costa Rica", disse a porta-voz do governo da Nicarágua e primeira-dama, Rosario Murillo.

А mesma fonte disse que os outros passageiros sobreviveram.

 

Rio de Janeiro multa português apanhado a urinar em público

Na aproximação ao Carnaval, a polícia do Rio de Janeiro apanhou-os em flagrante delito e multou-os em 115 euros. Um é português.

SERGIO MORAES/REUTERS

Neste pré-Carnaval, em que algumas escolas de samba já desfilam pela cidade, as autoridades municipais estão a tentar manter a ordem e a limpeza nas ruas.

De acordo com o Estado de São Paulo, os dois desfiles com mais prevaricadores foram os do bloco Desliga da Justiça (foram multadas 41 pessoas, nove das quais mulheres) e do bloco Santa Neném (14 foliões, incluindo três mulheres e um português). Foram ainda apanhados a urinar na rua um homem peruano e uma mulher alemã. Os restantes eram brasileiros.

Também o estacionamento foi fiscalizado. A operação rebocou 88 carros parados em locais proibidos.

Ao longo de 30 dias de pré-Carnaval, Carnaval e pós-Carnaval, a operação Lixo Zero terá 235 equipes no terreno. Ainda, o esquema de fiscalização montado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública e pela Guarda Municipal da cidade do Rio de Janeiro contará com 7.940 agentes.

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 24.01.2016

Dinheiro da China estimula emprego

24 de Janeiro, 2016

A Linha de Crédito da China (LCC) a Angola vai financiar 155 projectos com 5,2 mil milhões de dólares, permitindo a criação de 365.000 empregos, revela o plano operacional do Governo.

O sector da energia e águas é o mais beneficiado, com um montante de 2.174.238.412 dólares destinados a 34 projectos. Neste sector, só o projecto de reabilitação e reforço do sistema de abastecimento de água na província de Cabinda, no decurso de 18 meses, vai custar 209 milhões de dólares e gerar, na previsão do Governo angolano, 42.421 empregos. 
O sector da construção apresentou 33 projectos, no montante de 1.644.282.124 dólares. O sector da educação é o que concentra o maior número de projectos, com 55, destinados na maioria à construção de escolas, num investimento de 373.348.412 dólares.
A província de Luanda atrai cerca de um quinto do total do investimento, com 1.026 milhões de dólares aplicados em 18 projectos, seguida do Huambo, com 776 milhões de dólares e 12 projectos. 
O documento é acompanhado de uma lista de 37 empresas chinesas “recomendadas para o mercado angolano”, ao abrigo da LCC. 
Apesar de executados por empresas chinesas, o Governo garantiu anteriormente que estes projectos têm também uma incorporação maior de materiais e empresas nacionais, face às linhas de crédito anteriores. O Governo anunciou a 15 de Outubro que o acordo estabelecido com a China em Junho previa a atribuição a Angola de um crédito a rondar os seis mil milhões de dólares, a aplicar em investimento público. 
A informação foi prestada na Assembleia Nacional pelo vice-presidente, Manuel Vicente, em representação do Chefe de Estado, na mensagem anual sobre o estado da nação. “Contraíram-se também créditos à China no valor de aproximadamente seis mil milhões de dólares, destinados a investimento público nos domínios da educação, saúde, água, energia eléctrica e estradas, tendo sido já aprovado pelo Executivo o plano operacional para assegurar a execução de projectos identificados em 2016 e em 2017”, disse Manuel Vicente.

 

Forças coligadas matam milhares

24 de Janeiro, 2016

Cerca de 22 mil combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico foram mortos pela coligação liderada pelos Estados Unidos desde o Verão de 2014, anunciou quinta-feira o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian.

“Há um número dado pela coligação. Isto é, 22 mil mortes desde o início das operações” no Iraque e na Síria, afirmou o ministro em declarações ao canal de notícias France24. Dos 22 mil terroristas abatidos, cerca de mil foram mortos pelo exército francês, que realizou entre cinco e 15 por cento dos ataques da coligação.

 

Acesso a discotecas fechado a migrantes

24 de Janeiro, 2016

Várias discotecas de Friburgo, na Alemanha, decidiram proibir a entrada de refugiados no seguimento de um conjunto de incidentes, entre os quais uma tentativa de violação,

noticiou o jornal  “Badische Zeitung”. De acordo com o jornal, pelo menos meia dúzia de discotecas nesta cidade do sul da Alemanha, já perto de França, escolheram proibir ou restringir a entrada de refugiados.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 22.01.2016

Estado Islâmico incendeia tanques de petróleo em terminal da Líbia

Autoridades da Líbia afirmaram que militantes do Estado Islâmico atacaram um dos principais terminais de petróleo do país, ateando fogo a tanques de estoque da commodity na cidade costeira de Ras Lanuf.

Um porta-voz da estatal National Oil Corporation, Mohammed al-Hariri, e Osama al-Hadairi, porta-voz da unidade de segurança dos postos de petróleo, afirmaram que o ataque ocorreu no início de quarta-feira. Não foram divulgados detalhes sobre o tamanho da destruição nem sobre possíveis vítimas.

O grupo afiliado ao Estado Islâmico na Líbia, que controla a cidade de Sirte, no centro do país, realizou vários ataques do tipo e destruiu pelo menos uma dezena de tanques de petróleo. Os ataques no porto petrolífero vizinho de Sidra destruíram completamente 16 dos 19 tanques de combustível do local, em um sério revés para o setor de petróleo líbio, que já enfrenta dificuldades.

A Líbia entrou num quadro de caos a partir de 2011, ano em que foi deposto o ditador Muamar Kadafi. Fonte: Associated Press

 

Governo da Rússia critica relatório que implica Putin em morte de ex-espião

O governo da Rússia reagiu nesta quinta-feira ao relatório divulgado no Reino Unido, segundo o qual o presidente russo, Vladimir Putin, provavelmente aprovou a morte do ex-espião Alexander Litvinenko em Londres em 2006. Moscou negou envolvimento na morte e uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zhakarova, disse que o governo russo não considera nem objetivas nem imparciais as conclusões do magistrado aposentado britânico Robert Owen.

"Nós lamentamos que um caso puramente criminal tenha sido politizado e ofuscado a atmosfera geral das relações bilaterais", afirmou Zhakarova em comunicado. Ela disse que a decisão do Reino Unido de realizar uma investigação pública teve motivação política e declarou que o processo de investigação em si não foi transparente.

Litvinenko, um ex-agente do FSB (sucessor da KGB), fugiu para o Reino Unido em 2000 e tornou-se um crítico dos serviços de segurança russos comandados por Putin. Ele havia acusado o presidente de ter vínculos com o crime organizado.

A viúva do ex-espião, Marina Litvinenko, disse que estava muito feliz com o fato de que o que o marido dela falou no leito de morte foi "provado por um tribunal inglês". Também pediu ações mais duras, entre elas que o primeiro-ministro David Cameron expulse agentes russos do setor de inteligência, imponha sanções econômicas e proíba que Putin e outras autoridades viajem para o país. O advogado de Marina, Ben Emmerson, qualificou o caso como "um miniato de terrorismo nuclear nas ruas de Londres".

A secretária de Interior britânica, Theresa May, disse que o envolvimento do Estado russo foi uma violação da lei internacional e "de um comportamento civilizado", mas não uma surpresa. Ela anunciou o congelamento de ativos dos suspeitos Andrei Lugovoi, ex-guarda-costas da KGB, e Dmitry Kovtun, ex-integrante do Exército soviético. A Rússia se recusa a extraditar os dois suspeitos.

Lugovoi é atualmente membro do Parlamento russo, o que significa que não pode ser processado em seu país. Hoje, ele qualificou a investigação britânica como um "espetáculo".

O magistrado britânico afirmou que não há dúvidas de que Litvinenko foi envenenado por Lugovoi e Kovtun no bar do hotel Millennium, em Londres, em 1º de novembro de 2006. Ele morreu seis semanas depois, de uma síndrome aguda causada pela radiação. Fonte: Associated Press.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 22.01.2016

Sobe para 41 número de mortos em naufrágios na Grécia

Agência ANSA

Subiu para 41 o número de mortos em dois naufrágios ocorridos no Mar Egeu nesta sexta-feira (22). O aumento foi causado pelo resgate de mais 20 corpos próximo à ilha de Calímnos, segundo a Guarda Costeira. 

O primeiro naufrágio foi registrado próximo à ilha de Calímnos, onde 14 corpos foram retirados do mar e outras 26 pessoas foram resgatadas pela Guarda Costeira. Segundo um oficial, eles estavam em um barco de madeira.

O outro incidente ocorreu próximo à ilha de Farmakonisi, que fica entre a costa grega e a turca. De acordo com as autoridades, 41 pessoas sobreviveram porque conseguiram nadar até a terra. Porém, sete pessoas morreram afogadas.

Os naufrágios nessa região são comuns por se tratar do ponto de entrada europeu mais próximo do Oriente Médio. Segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), já são 113 mortes no Mar Egeu neste ano e quase 36 mil pessoas já fizeram a travessia até a Grécia. No ano passado, mais de 800 mil pessoas chegaram à Europa arriscando-se na travessia do Mar Egeu. (ANSA)

 

Obama promete ajuda para Merkel na crise imigratória

Agência ANSA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou para a chanceler alemã Angela Merkel na noite desta quinta-feira (21) e prometeu ajudar a Europa na crise imigratória.

Segundo a Casa Branca, o norte-americano concordou com uma reunião de alto nível nas Nações Unidas para debater sobre o problema até o fim de ano, mais provavelmente em setembro.

Ainda de acordo com nota divulgada pela entidade, Obama elogiou a liderança de Merkel sobre a crise de refugiados sírios e discutiu com ela os planos para pedir que mais países intensifiquem sua contribuição.

Uma fonte ouvida pela mídia alemã, o presidente prometeu um "apoio substancial" para resolver a crise e lembrou que o ministro da Economia, Wolfgang Schauble, havia solicitado "bilhões de dólares" para resolver o problema "muito mais caro" do que o previsto.

Os dois líderes conversaram ainda sobre um encontro de doadores para imigrantes sírios, que ocorrerá em Londres no dia 4 de fevereiro, explicou o porta-voz de Merkel, Steffan Seibert. "O presidente prometeu que o governo dos Estados Unidos contribuirá notavelmente", ressaltou Seibert.

- Líderes europeus se manifestam: O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, voltou a criticar aqueles que querem acabar com o tratado de livre circulação na Europa como forma de combater o terrorismo e diminuir o fluxo de estrangeiros no continente.

"Schengen é muito colocado em dúvida e para nós isso é verdadeiramente triste porque a livre circulação era o grande sonho europeu. É justo estarmos atentos contra o terrorismo, mas não é suspendendo Schengen que a gente impede os terroristas.

Alguns dos terroristas de Paris cresceram em nossas cidades", ressaltou Renzi à rádio "RTL".

Já a alta representante para a Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, também falou sobre o suposto fim de Schengen. Para ela, se fosse suspenso, o fim do tratado teria custos "impressionantes" especialmente pelo atual momento ecônomico que a Europa vive.

Porém, a italiana comemorou que as pessoas estão entendendo a gravidade da situação. "Hoje, os cidadãos entendem que não poderemos enfrentar esse problema sem uma resposta da Europa. É certo que demoramos muito tempo, mas finalmente começaram a entender que é um problema europeu e menos pessoas estão morrendo no mar", ressaltou Mogherini durante encontro no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

Em entrevista ao jornal alemão "Der Spiegel", Schauble também falou sobre a pressão para o fim de Schengen e disse que se "esse sistema for destruído, a Europa estará dramaticamente em perigo, do ponto de vista político e econômico".

Por sua vez, o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, disse em entrevista à "BBC" que a mensagem que o governo de seu país precisa enviar é que "não acolheremos todos os refugiados porque a mensagem em contrário provoca maiores problemas".

- Merkel encontra Davutoglu: A chanceler alemã, Angela Merkel, irá se encontrar com o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, nesta sexta-feira (22) para debater a crise imigratória na Europa.

O país é uma das maiores rotas mais usadas pelos estrangeiros para chegar ao continente e um dos que mais registra morte de imigrantes. (ANSA)

 

Coreia do Norte anuncia prisão de estudante norte-americano

Agência ANSA

Um estudante universitário norte-americano foi preso na Coreia do Norte acusado de "atos hostis", divulgou nesta sexta-feira (22) a agência de notícias oficial do governo KCNA. O regime norte-coreano também disse que o jovem Otto Frederick Warmbier teria "agido sob ordens do governo dos Estados Unidos".    

O jovem de 21 anos, aluno da Universidade de Virginia, viajou por cinco dias ao país, no feriado de Ano Novo, e foi preso no aeroporto de Pyongyang no dia 2 de janeiro, antes de embarcar em um voo para a China.    

"Warmbier entrou no país como turista para destruir a união norte-coreana a pedido do governo dos Estados Unidos", escreveu a agência KCNA. O Departamento de Estado norte-americano ainda não confirmou a prisão, mas informou que está ciente da notícia divulgada pela imprensa e que está apurando os fatos. "A segurança dos cidadãos norte-americanos é uma das nossas prioridades", destacou o organismo. 

A notícia da prisão do jovem foi divulgada em um momento em que o governo dos Estados Unidos tenta articular com a comunidade internacional a aplicação de mais sanções contra a Coreia do Norte, que anunciou no dia 6 de janeiro testes com uma bomba nuclear de hidrogênio. Os Estados Unidos não mantêm relações diplomáticas com a Coreia do Norte e, por isso, os interesses norte-americanos no país são representados pela embaixada da Suécia.    

Warbier é originário da cidade de Cincinnati, nos EUA, e estuda Economia, com ênfase em sustentabilidade global. Seu perfil no Linkedin diz que ele já estudou também na London School of Economics.    

A justificativa de "atos hostis" já foi usada pela Coreia do Norte para prender várias outras pessoas, turistas e até missionários. O país costuma deter pessoas de nacionalidade ocidental para usar como moeda de troca em momentos de tensão diplomática. Além de Warbier, outros dois norte-americanos estão presos na Coreia do

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 22.01.2016

Três portugueses distinguidos pela ajuda às vítimas dos atentados

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Três porteiros portugueses vão receber a Medalha de Bronze da Cidade de Paris. Ao todo, sete pessoas serão distinguidas

Três porteiros portugueses vão ser distinguidos, no sábado, com a Medalha de Bronze da Cidade de Paris por terem ajudado a socorrer as vítimas do ataque terrorista ao Bataclan, a 13 de novembro de 2015.

Das sete pessoas que vão ser distinguidas com o galardão, destacam-se os nomes de Margarida dos Santos Sousa, Manuela Gonçalves e José Gonçalves, vizinhos da sala de espetáculos e que na noite dos atentados abriram as portas dos seus prédios para salvar muitas vidas.

"O objetivo é fazer uma homenagem muito sentida a sete porteiros que, à volta do Bataclan e do Hyper Cacher [mercearia judaica alvo do ataque de 9 de janeiro de 2015] tiveram uma ação de solidariedade e correram riscos fisicamente", declarou à Lusa Hermano Sanches Ruivo, vereador de Paris e mentor da ideia, sublinhando que defendeu "pessoalmente os três nomes portugueses".

Margarida dos Santos Sousa, que abriu as portas do seu prédio e da sua casa para acolher os que escaparam ao ataque ao Bataclan, disse à Lusa estar "contente" com a homenagem de Paris, ainda que não estivesse à espera.

 

Alabama executa primeiro condenado desde 2013

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Christopher Eugene Brooks, de 43 anos, foi condenado por violar e agredir uma mulher até à morte

O estado norte-americano do Alabama executou na quinta-feira, com injeção letal, um homem condenado à morte por violação e homicídio.

De acordo com as autoridades, Christopher Eugene Brooks, de 43 anos, é a primeira pessoa executada naquele estado do sul dos Estados Unidos da América (EUA) desde julho de 2013.

Brooks, culpado de violar e agredir até à morte uma mulher em 1992, é a terceira pessoa a ser executada este ano nos EUA, depois de execuções no Texas e Flórida.

No ano passado, foram executadas 28 pessoas nos EUA, de acordo com o Centro de Informação sobre a Pena de Morte.

 

Polícia condenado a 263 anos de prisão por violações múltiplas nos EUA

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O ex-polícia, de 29 anos, foi acusado de se ter servido do seu distintivo e uniforme para abusar de mulheres negras

Um polícia de Oklahoma, no sul dos Estados Unidos, foi condenado na quinta-feira a 263 anos de prisão por ter violado e abusado sexualmente de várias mulheres durante o exercício das suas funções.

Daniel Holtzclaw foi declarado culpado de 18 acusações num total de 36, nomeadamente de violação e sodomia, segundo documentos no 'site' de informações judiciárias de Oklahoma.

"É assim. Não é uma surpresa", comentou o seu advogado, Scott Adams, aos jornalistas, à saída do tribunal.

O ex-polícia, de 29 anos, filho de pai branco e mãe japonesa, foi acusado de se ter servido do seu distintivo e uniforme para abusar de mulheres negras num dos bairros mais pobres do estado.

A queixa liderada pela vítima Jannie Ligons afirmava que o ex-polícia "fez uso excessivo e ilegal da força" que lhe era concedida pelo estatuto de agente da polícia e que ele tinha, de forma sistemática, visado "mulheres de meia-idade afro-americanas que ele considerava vulneráveis" para as violar, causando-lhes "sofrimentos mentais e emocionais extremos".

Tempestade de neve ameaça paralisar um terço dos Estados Unidos

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Uma tempestade de neve promete paralisar um terço dos Estados Unidos e já obrigou a declarar estado de emergência em Washington D.C. e e em outros cinco estados. A capital, tal como o Tennessee, Carolina do Norte, Virgínia, Maryland e Pensilvânia estão a impor medidas para evitar o caos e minimizar os danos da tempestade que deve atingir o país esta sexta-feira e sábado.

A tempestade deverá bater os recordes de acumulação de neve na área metropolitana de Washington e vai atingir a costa Atlântica, um terço do país. As previsões de ventos fortes e nevões, assim como de inundações e fortes trovoadas, levaram as escolas públicas a encerrar esta sexta-feira e o Governo federal a dispensar os funcionários não essenciais, que deverão trabalhar só até ao meio-dia.

Segundo o diretor do Serviço de Meteorologia, Louis Uccellini, em entrevista ao The Guardian, esta tempestade "tem o potencial de ser extremamente violenta".

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 22.01.2016

Bélgica acusa 11.º suspeito de ataques de novembro

As autoridades judiciais belgas deduziram esta sexta-feira a 11.ª acusação de envolvimento nos ataques de Paris de 13 de novembro, inculpando um homem detido na quarta-feira, na comuna de Molenbeek, em Bruxelas.

A procuradoria federal belga precisou que o belga Zakaria J., nascido em 1986, foi acusado de "assassinatos terroristas e participação em atividades de grupo terrorista", no âmbito dos ataques que mataram 130 pessoas na capital francesa.

A procuradoria informou ainda ter sido libertado o marroquino Mustafa E., nascido em 1981, detido na quinta-feira no âmbito da investigação dos ataques de Paris.

As autoridades decidiram hoje deixar em liberdade Ayoub Bazarouj, que continua acusado de envolvimento nos ataques, enquanto ordenaram que Lazez Abraimi fique em prisão preventiva por mais três meses.

À imprensa local, Yannick De Vlaemynck, advogado de Bazarouj, garantiu que Salah Abdeslam, procurado pelas autoridades por alegado envolvimento nos ataques de Paris, nunca foi ajudado ou esteve na habitação do seu cliente.

A casa de Bazarouj, em Molenbeek, foi alvo de duas buscas, a primeira das quais três dias depois dos ataques de 13 de novembro para encontrar Abdeslam.

Lazez Abraimi é, por seu lado, suspeito de ter transportado Salah Abdeslam em Bruxelas.

 

Schwarzenegger cumpre "último desejo" de doente com cancro

NUNO CARDOSO

Arnold Schwarzenegger prepara-se para cumprir "o último desejo" de um alemão de 75 anos, diagnosticado com cancro.

Receber uma chamada telefónica do ator e charutos da coleção pessoal do eterno "Exterminador Implacável": Arnold Schwarzenegger prepara-se para cumprir "o último desejo" de um alemão de 75 anos, diagnosticado com cancro há três anos, mas que descobriu recentemente que se encontrava em fase terminal.

No sábado, a filha de Josef Mittermeir, Sarah, lançou uma campanha no Facebook de forma a dar visibilidade ao desejo do pai. A publicação em questão rapidamente ganhou a atenção de várias pessoas e foi partilhada por quase 100 mil cibernautas.

Poucos dias depois, Sarah conta ao "The Local" que foi contactada pelo ator alemão Ralf Möller, amigo de Schwarzenegger, que lhe prometeu que, durante o fim-de-semana que se avizinha, vai estar na companhia do ex-Governador da Califórnia e que este vai ligar para o doente com cancro terminal. Möller também acrescentou que os charutos serão rapidamente enviados por correio.

Face ao feedback, a filha acrescentou ao "The Local": "Quando contei as novidades ao meu pai, ele começou a chorar. Nunca o vi tão emocionado em toda a minha vida. Ele pediu-me que dissesse ao Ralf Möller que ele tinha sido o responsável pela maior dádiva que ele poderia receber agora".

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 22.01.2016

Governo elabora medidas destinadas à saída da crise

Kumuênho da Rosa |
22 de Janeiro, 2016

O Governo prepara-se para adoptar medidas nos domínios fiscal, monetário, da comercialização externa e do sector real da economia, para sair da crise resultante da queda do preço do petróleo no mercado internacional.

Com o preço do crude, principal produto das exportações angolanas, a rondar os 27 e 30 dólares – a projecção do OGE para 2016 foi de 45 dólares - torna-se urgente a adopção destas medidas. O Governo espera substituir o petróleo como fonte principal de receitas, controlar a expansão do défice e do endividamento e melhorar a eficiência e a eficácia dos investimentos privados.
As medidas constam de um memorando que foi apresentado ontem, durante a reunião conjunta das Comissões Económica e para Economia Real do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos. O documento que deve ainda ir ao plenário do Conselho de Ministros, comporta uma série de medidas que devem ser adoptadas para também aumentar a produção nacional, promover a exportação de bens e serviços a curto prazo, aumentar a receita tributária não petrolífera, optimizar a despesa pública e racionalizar a importação de bens e serviços.
O Governo está determinado a ganhar terreno no que se refere a acabar com o predomínio do petróleo no PIB. Na sua mensagem de ano novo, em Dezembro passado, o Presidente da República disse que as dificuldades que o país atravessa em resultado da conjuntura internacional adversa exigem “soluções criativas e eficazes” para que sejam superadas. O Chefe de Estado admitiu que durante muito tempo falou-se muito na diversificação da economia, mas o certo é que foi feito muito pouco para materializar esse grande objectivo. “Mesmo assim”, disse, “vale mais começar tarde do que nunca começar”.

 

Projectos de Luanda

Durante a reunião, foi apresentado o relatório de actividades da Unidade Técnica de Gestão do Saneamento de Luanda, referente ao segundo semestre de 2015, que condensa o conjunto de acções levadas a cabo no âmbito dos projectos estruturantes em curso na província de Luanda. Entre os projectos destacam-se as obras das valas de drenagem do Suroca, do Cazenga Cariango e da Cidade do Kilamba, a requalificação dos bairros da Precol e do Cariango, do Bairro Popular (fase II) e da Terra Nova (fase II), bem como o projecto de manutenção e exploração da rede de colectores públicos.
Na reunião foi aprovada a proposta técnica para o reforço das infra-estruturas urbanísticas da Zona de Empreendimento Jika, com vista a melhorar a fluidez do tráfego viário, o fornecimento de energia eléctrica, o saneamento básico e o fornecimento de água potável.
No âmbito das Políticas Fiscal, Monetária e Cambial, foram aprovados o Relatório de Balanço do Plano de Caixa para o mês de Dezembro de 2015 e a Proposta de Plano de Caixa para o mês de Fevereiro de 2016. As comissões debruçaram-se ainda sobre um conjunto de propostas de criação das empresas de água e saneamento das províncias de Cabinda, Bengo e Cuanza Sul, no âmbito do Programa de Desenvolvimento do Sector das Águas e respectivo plano de acção.

 

Produção industrial de trigo

Os dois órgãos técnicos auxiliares do Presidente da República, que tratam da condução da agenda macro-económica do Executivo e da formulação e execução da política de fomento do sector produtivo, avaliaram os níveis de implementação do projecto Grandes Moagens de Angola, que visa gerar, localmente, capacidade de produção de farinha de trigo e de farelo para todo o país. Em declarações à imprensa, após a reunião, a ministra da Indústria garantiu que o projecto, que se espera evoluir para produção local de massas alimentícias e bolachas, na segunda fase, segue em “bom ritmo” e que as obras de construção “estão bastante avançadas”. 
Segundo Bernarda Martins, tudo indica que se vai cumprir o calendário, em relação à primeira fase desse projecto. A ministra confirmou para Fevereiro a chegada dos primeiros equipamentos, numa altura em que, como disse, “estão praticamente concluídas as obras em termos de fundações e estacas, quer para a área de processamento do trigo, quer para os silos – armazenamento”. 
“Tivemos pequenos atrasos em termos de pagamentos, mas que não vão influenciar nos prazos para termos farinha de trigo de produção local em 2017”, disse Bernarda Martins. A ministra adiantou que, depois de 2017, a segunda fase do projecto Grandes Moagens de Angola tem por objectivo criar capacidade local de transformar a farinha, produzindo massas alimentares e bolachas. 
O projecto Grandes Moagens de Angola é um consórcio privado com o qual se pretende produzir farinha de trigo em larga escala no país. O trigo vai ser produzido em campos na província do Huambo e processado em Luanda. A moageira tem capacidade para processar 1.200 toneladas de trigo por dia, das quais resultam 900 toneladas de farinha de trigo e 300 toneladas de farelo para ração. Ainda no domínio da indústria, as comissões analisaram um projecto de construção em Viana de uma unidade de montagem de viaturas, tendo sido recomendado o seu tratamento à luz da legislação do investimento privado.

 

Rússia quer montar camiões do Exército

Josina de Carvalho |
22 de Janeiro, 2016

A Rússia pretende abrir em Angola uma linha de montagem de camiões particulares e militares, anunciou ontem em Luanda o vice-presidente do Conselho da Assembleia Federal da Rússia, Nikolai Federov.

No final da audiência com o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, o parlamentar russo explicou que o seu país  pretende que os camiões sejam montados em Angola e vendidos no mercado nacional e noutras regiões de África. Nikolai Federov disse haver interesse da parte angolana na execução deste projecto, bem como de outros nas áreas económica e parlamentar. 
Angola e  Rússia assinaram ontem em Luanda um protocolo para impulsionar a cooperação parlamentar entre os dois países. 
Os dois Parlamentos, disse Nikolai Federov, vão criar um grupo de trabalho para discutir  assuntos de interesse comum ligados aos Parlamentos e à execução de projectos concretos na área económica.“Temos boas relações políticas e diplomáticas, mas falta preencher essas boa relação bilaterais com projectos concretos na área económica”, afirmou o vice-presidente do órgão legislativo da Rússia.  O ministro das Relações Exteriores e o vice-presidente do Conselho da Assembleia Federal da Rússia  analisaram a possibilidade de promoverem um encontro entre empresários dos dois países, para análise de outras áreas de cooperação. 
Nikolai Federov transmitiu os agradecimentos do Governo do russo ao Executivo angolano pelo apoio às suas posições sobre vários assuntos da agenda internacional, particularmente ligados aos conflitos armados, à luta contra o terrorismo internacional e contra o Estado Islâmico.  
O Governo russo, acrescentou  Nikolai Federov, é solidário com as posições do Executivo angolano para a solução pacífica dos conflitos armados em África.

 

22 de Janeiro, 2016

O Estado Islâmico destruiu um dos mais antigos monumentos cristãos no Iraque.

O mosteiro de São Elias ou Dair Mar Elia foi arrasado em Agosto ou Setembro de 2014. As fotografias de satélite divulgadas quarta-feira pela Associated Press já foram confirmadas por historiadores e autoridades iraquianas. O mosteiro de São Elias foi construído no século VI, no norte do que hoje é o território iraquiano, e durante séculos funcionou como o centro da comunidade cristã. Foi destruído no século XVIII e reconstruído no início do século XX.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 20.01.2016

Irã denuncia novas sanções impostas pelos EUA contra programa balístico

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 20/01/2016 11:04:00

O Ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, denunciou nesta quarta-feira, o que ele chamou de "vício de coerção" dos EUA, as novas sanções impostas contra os testes do programa balístico do Irã, chamando-as de ilegais.

No último domingo, os EUA impuseram sanções a 11 empresas e pessoas que teriam sido fornecedores do programa iraniano de mísseis balísticos como resultado do disparo de um míssil balístico de médio alcance, afirmou o Departamento do Tesouro norte-americano. O anúncio foi feito um dia após o acordo nuclear que retirou sanções econômicas impostas ao país.

Em entrevista à Associated Press durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Zarif justificou o uso do programa como sua autodefesa. Fonte: Associated Press

 

Ano de 2015 foi o mais quente já registrado na história, confirma Nasa

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 20/01/2016 15:17:00

O ano de 2015 foi o ano mais quente de toda a história - em 136 anos desde que houve os primeiros registros - informou nesta quarta-feira a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos EUA e a agência espacial Nasa.

Segundo a medição realizada pela NOAA, a temperatura em 2015 foi de 14,79ºC acima da média do século 20. Já a Nasa, que tem uma medição diferente, disse que no ano passado, a temperatura média da Terra e dos oceanos foi 0,90°C acima da média do século 20, a mais alta já registrada desde 1880. O recorde anterior, estabelecido em 2014, foi superado em 0,16°C. Devido à grande margem sobre 2014, a Nasa calculou que 2015 foi um recorde com 94% de certeza.

Embora o ano de 2015 tenha sido o mais quente até agora já registrado, esta foi a quarta vez em 11 anos que a temperatura anual ultrapassou o recorde anterior.

"Está se tornando normal quebrar o recorde. É raro quando isso não acontece", disse a cientista do clima Katharine Hayhoeaid. Assim, é provável que este ano de 2016 também quebre o recorde e se torne o mais quente, de acordo com a Nasa.

Para esta quebra de recordes, os cientistas culpam uma combinação entre o El Nino e o aumento crescente do aquecimento global causado feito pelo homem.

Medições feitas pelo Japão e pela Universidade da Califórnia em Berkeley também confirmam que 2015 foi o ano mais quente já registrado. Fonte: Associated Press.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 20.01.2016

Quarta revolução industrial é tema do Fórum Econômico Mundial em Davos

A quarta revolução industrial, que implicará a perda de 5 milhões de empregos nos próximos cinco anos nas principais economias mundiais, vai ser o tema principal do Fórum Econômico Mundial, que começa hoje (20) em Davos, Suíça.

Além da perda de 5 milhões de empregos nos próximos cinco anos em todo o mundo, a quarta revolução industrial provocará "grandes perturbações não só no modelo dos negócios, mas também no mercado de trabalho nos próximos cinco anos", indica um estudo da entidade que organiza o Fórum de Davos.

Depois da primeira revolução (com o aparecimento da máquina a vapor, da segunda (eletricidade, cadeia de montagem) e da terceira (eletrônica, robótica), surge a quarta revolução industrial que combinará numerosos fatores como a internet dos objetos ou a "big data” para transformar a economia.

"Sem uma atuação urgente e focada a partir de agora para gerir esta transição a médio prazo e criar uma mão de obra com competências para o futuro, os governos vão enfrentar desemprego crescente constante e desigualdades", alerta o presidente e fundador do Fórum de Davos, Klaus Schwab, citado num comunicado.

Esta 46ª edição do Fórum de Davos, que termina em 23 de janeiro, ocorre num momento em que o medo da ameaça terrorista e a falta de respostas coerentes para a crise de refugiados na Europa se juntam às dificuldades que a economia mundial encontra para voltar a crescer e à forte desaceleração das economias emergentes.

Apesar de ter passado quase meio século desde que começou, a atração do Fórum de Davos não diminui, pelo contrário parece reforçar-se, sobretudo tendo em conta a lista de participantes, entre os quais estão mais de 40 chefes de Estado e de Governo de todas as regiões do mundo.

Várias edições do Fórum Econômico proporcionaram encontros e diálogos inesperados, que, em determinadas ocasiões, contribuíram para baixar tensões entre países ou encaminhá-los para aproximações posteriores.

Assim, este ano, especula-se sobre eventuais encontros para ajudar a frear crises como as atuais, entre a Turquia e a Rússia ou a do Irã com a maioria dos países do golfo Pérsico, depois da execução na Arábia Saudita de um líder religioso xiita.

A localidade suíça de Davos, apreciada pelos esquiadores pelas ótimas infraestruturas, recebe anualmente delegações oficiais de alto nível de 80 países, além de entre 2 mil e 3 mil empresários executivos e líderes da sociedade civil, de confissões religiosas, da juventude e da arte.

A concentração de personalidades obriga os organizadores e o governo suíço a tomar medidas de segurança excepcionais, mas este ano estima-se que assumam dimensões nunca vistas até agora porque um encontro desse tipo é visto como um objetivo para os terroristas. Um porta-voz da organização garantiu que não há motivo para preocupação, porque a segurança será "muito boa".

Fundado em 1971, o Fórum de Davos apresenta-se como um “laboratório de ideias” para debater grandes temas relevantes para o mundo a curto e médio prazo.

 

Grupo extremista Estado Islâmico confirma morte de Jihadi John

O grupo extremista Estado Islâmico confirmou nessa terça-feira (19) a morte do jihadista britânico conhecido por Jihadi John, dizendo que ele morreu durante um ataque cometido por um drone no reduto da organização extremista em Raqqa, na Síria, em novembro.

Nascido Mohammed Emwazi, Jihadi John era tido como o carrasco do grupo jihadista, surgindo com uma máscara em diversos vídeos em que eram mostradas decapitações de reféns ocidentais.

Na sua revista digital Dabiq, o grupo diz que Emwazi morreu no dia 12 de novembro passado, "quando o carro em que seguia foi alvo do ataque de um drone [aparelho aéreo não tripulado] na cidade de Raqqa, o que destruiu o automóvel e o matou instantaneamente".

À data, os militares norte-americanos disseram ser "razoavelmente certo" que Mohammed Emwazi tinha sido morto no ataque.

 

Papa recebe convite para visitar Mesquita de Roma

O evento vem sendo negociado há cerca de 10 meses

Agência ANSA

O papa Francisco recebeu nesta quarta-feira (20), no Vaticano, uma delegação da Mesquita de Roma, que o convidou oficialmente para visitar o templo islâmico.

No entanto, a Santa Sé ainda não forneceu mais detalhes sobre o encontro. "O convite foi acolhido com gratidão e será considerado. O Papa verá o que fazer, mas eu seria absolutamente prudente ao falar de datas", declarou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

A ida do Pontífice à mesquita já vem sendo negociada entre a Igreja Católica e a comunidade muçulmana há cerca de 10 meses, e a intenção é realizá-la durante o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que termina no dia 20 de novembro.

Na bula de convocação do Ano Santo, Jorge Bergoglio destacou que o tema escolhido para a celebração é comum a todas as religiões. A Mesquita de Roma teve sua construção financiada pela Arábia Saudita e foi consagrada em 1995. Nas principais festas do Islã, ela chega a abrigar 40 mil fiéis. Francisco será o primeiro Papa e conhecê-la.

Além disso, em seu Pontificado, o argentino sempre manteve boas relações com os muçulmanos, a quem também já chamou de "irmãos". Em sua recente viagem à República Centro-Africana, Francisco visitou a mesquita de Koundoukou, onde tirou os sapatos, se ajoelhou e ficou em silêncio diante do mihrab, área voltada à cidade sagrada de Meca.

 

Com -28°C, nevascas causam morte nas estradas da Itália

Agência ANSA

A forte onda de frio que atinge na Itália não dá trégua e continua causando diversos problemas para os moradores e para aqueles que utilizam o carro como meio de transporte.    

Na região de Marcas, um homem morreu após perder o controle do veículo por causa da pista escorregadia nesta quarta-feira (20).    

Outro acidente provocado pela neve foi registrado em Montefortino (Fermo) e o motorista está em estado grave no hospital.    

Na região da Calábria, mais de 200 carros precisaram ser resgatados por panes elétricas causadas pelo excesso de frio. Já em Cosenza, o problema nas ruas e estradas é causado pela falta de sal para eliminar o excesso de gelo acumulado. Em alguns pontos, a neve atingiu cerca de 40 centímetros entre a noite de ontem (19) e hoje.    

A queda do gelo ajudou a derrubar ainda mais as temperaturas, especialmente, no norte do país. Após a região de Trentino-Alto Ádige registrar -22°C, dessa vez os termômetros atingiram -28ºC em Cinquemiglia. Já em Gran Sasso a mínima atingiu -18ºC, em Áquila ficou em -11,1ºC e em Sila bateu em -20ºC.    

Já a região de Molise, no centro-sul do país, começou a se recuperar do terremoto e das baixas temperaturas registradas desde o final de semana. Os termômetros ficaram próximos a zero e apenas 20 das 136 comunas ainda contam com escolas fechadas.

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 20.01.2016

Secretário-geral da Renamo baleado

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O secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, foi baleado por desconhecidos na cidade da Beira, centro de Moçambique, e corre risco de vida.

O secretário-geral da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) e deputado foi atingido a tiro quando acabava de realizar uma conferência de imprensa na Beira, tendo o seu guarda-costas morrido no local, informaram o porta-voz do partido, António Muchanga, e a líder parlamentar da força de oposição, Ivone Soares.

Contactado pela Lusa, o porta-voz do comando geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) disse desconhecer o caso e o comando da força policial na província de Sofala apenas confirmou a ocorrência de um tiroteio no bairro da Munhava, na cidade da Beira, sem mencionar o envolvimento do dirigente da Renamo.

Ivone Soares descreveu à Lusa que o secretário-geral da Renamo tinha acabado de denunciar em conferência de imprensa alegados raptos e assassínios de membros do seu partido e preparava-se para se deslocar para uma reunião da força de oposição na Beira, quando a sua viatura foi bloqueada por outros dois carros, de onde saíram os tiros.

"Neste momento, [Manuel Bissopo] está entre a vida e a morte", afirmou, em declarações à Lusa por telefone, a líder parlamentar da Renamo, que se encontra a realizar trabalho político na província da Zambézia.

Além de Bissopo e do seu guarda-costas, encontravam-se outras pessoas na viatura atingida, mas escaparam ilesas ou com ferimentos ligeiros, segundo Ivone Soares, lembrando que o dirigente do seu partido é também deputado e membro da comissão permanente da Assembleia da República.

Moçambique vive uma situação de incerteza política há vários meses e o líder da Renamo ameaça tomar o poder em seis províncias do norte e centro do país, onde o movimento reivindica vitória nas eleições gerais de 2014.

O paradeiro de Afonso Dhlakama é alvo de debate uma vez que não é visto em público desde 09 de outubro, quando a sua residência na Beira foi invadida pela polícia, que desarmou e deteve, por algumas horas, a sua guarda.

Nos pronunciamentos públicos que tem feito nos últimos dias, Dhlakama afirma ter voltado para Sadjundjira, distrito de Gorongosa, mas alguns círculos questionam a fiabilidade dessa informação, tendo em conta uma alegada forte presença das forças de defesa e segurança moçambicanas nessa zona.

Para a líder da bancada da Renamo, o caso de hoje envolvendo Manuel Bissopo vem no seguimento de incidentes anteriores com a comitiva do líder do seu partido, Afonso Dhlakama, no que descreve como um quadro de "terrorismo de estado".

Ivone Soares atribui à Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) a autoria de todos os incidentes, acusando o partido no poder de tentativas repetidas de assassínio dos dirigentes da maior força de oposição.

A chefe da bancada da Renamo acusou ainda as Nações Unidas de "assobiarem para o lado" face à situação política em Moçambique, bem como as principais missões diplomáticas em Maputo, referindo os casos concretos de Portugal, Estados Unidos, Reino Unido e Itália como símbolos de "um estranho silêncio".

Para Ivone Soares, esta crise é motivada pela falta de justiça eleitoral, insistindo na acusação de fraude na votação de outubro de 2014.

"Fomos roubados em votos e agora estamos a morrer um por um", afirmou a deputada, reafirmando a necessidade de uma intervenção urgente da comunidade internacional.

A Renamo pediu recentemente a mediação do Presidente sul-africano, Jacob Zuma, e da Igreja Católica para o diálogo com o Governo e que se encontra bloqueado há vários meses.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, tem reiterado a sua disponibilidade para se avistar com o líder daRenamo, mas Afonso Dhlakama considera que não há mais nada a conversar depois de a Frelimo ter chumbado a revisão pontual da Constituição para acomodar as novas regiões administrativas reivindicadas pela oposição.

 

BAtaque a universidade no Paquistão mata pelo menos 21 pessoas

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Quatro homens armados atacaram uma universidade em Charsadda

Um grupo de homens armados atacou uma universidade no noroeste do Paquistão esta madrugada de quarta-feira, e matou pelo menos 21 pessoas, de acordo com a polícia local que falou à agência noticiosa Agence France Presse.

Ouviram-se duas explosões dentro do campus. Os quatro atacantes terão sido abatidos pelo exército paquistanês.

"A contagem dos mortos no ataque terrorista subiu para 21", disse o chefe da polícia regional, Saeed Wazir à AFP, sem especificar se o total incluiu os quatro atacantes que o exército disse ter abatido. Saeed Wazir afirmou ainda que a operação policial contra os atacantes está terminada e que as forças de segurança estão a limpar a área.

A maioria das vítimas, estudantes, foi abatida a tiro num 'hostel' para rapazes no campus da Bacha Khan University, em Charsadda. "Mais de 30 outras pessoas, incluindo alunos, pessoal e guardas da segurança foram feridas", acrescentou o chefe da polícia regional, Saeed Wazir à AFP.

Entretanto, o ataque foi reivindicado pelo grupo talibã Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), tendo um comandante dos insurgentes, Umar Mansoor, confirmado à AFP que "quatro 'kamikazes'" atacaram a universidade.

O Paquistão, que há décadas é dizimado por violência extremista, prendeu e matou centenas de suspeitos extremistas,após o massacre de 134 crianças numa escola do noroeste do país, em 2014. O ataque de 2014, que foi associado aos talibãs paquistaneses, motivou o governo do país a endurecer o seu combate aos extremistas, principalmente na sua fronteira com o Afeganistão.

 

Estado Islâmico corta 50% no salário dos 'jihadistas'

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A situação financeira com que tem agora de lidar pode ser resultante da intensificação dos ataques aéreos às suas infraestruturas petrolíferas na Síria e no Iraque

O grupo 'jihadista' Estado Islâmico anunciou a sua intenção de reduzir para metade os salários dos seus membros na Síria e no Iraque, revelou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

O grupo de monitorização do Observatório, com sede na Grã-Bretanha, mas que mantém uma rede de ativistas, médicos e combatentes um pouco por toda a Síria, e publicou o que diz ser uma declaração da organização extremista a anunciar os cortes salariais.

"Devido às circunstâncias excecionais que o Estado Islâmico está a enfrentar, foi decidido cortar os salários dos 'mudjahedine' em metade do seu valor", lê-se no comunicado árabe, segundo o qual "ninguém ficará isento, independentemente da posição que ocupe".

A distribuição de ajuda alimentar continuará a ter lugar duas vezes por mês, mas os combatentes sírios da organização vão ver os seus salários passar dos 400 para os 200 dólares mensais, enquanto os combatentes estrangeiros, que ganhavam o dobro, passarão a receber 400 dólares em vez dos anteriores 800, segundo Rami Abdel Rahman, do Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

O grupo extremista, que em junho de 2014 proclamou um califado nas zonas sob o seu controlo no Iraque e na Síria, esforça-se por manter funcional um Estado de pleno direito, com instituições governamentais, hospitais e escolas e pagamento de impostos.

A situação financeira com que tem agora de lidar pode ser resultante da intensificação dos ataques aéreos às suas infraestruturas petrolíferas na Síria e no Iraque, uma vez que a coligação liderada pelos Estados Unidos bombardeia instalações da organização em ambos os países, havendo ainda aviões de guerra russos a atacar os 'jihadistas' na Síria.

 

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 20.01.2016

Estado Islâmico identifica todos os terroristas de Paris

O grupo extremista Estado Islâmico identificou esta quarta-feira os nove terroristas envolvidos nos ataques de 13 de novembro de 2015 em Paris que provocaram 130 mortos e mais de 300 feridos

Entre os elementos constam dois homens' que não tinham ainda sido identificados pelas autoridades francesas.

Segundo uma imagem publicada na revista de propaganda do EI (Dabiq), os dois homens são identificados com os nomes de guerra Ukashah al Iraqi e Ali al Iraqi.

Apesar de os nomes de guerra apontarem para uma provável nacionalidade iraquiana, o grupo radical sunita não revelou qualquer informação sobre este aspeto.

Estes dois terroristas terão entrado em França com passaportes sírios falsos.

De acordo com o EI, estes dois homens integraram o comando de suicidas que atacaram a zona de Saint-Denis, no norte de Paris, perto do Estádio de França. Este ataque fez uma vítima mortal, um português de 63 anos residente em França.

O terceiro elemento deste comando era um belga de 20 anos, Bilal Hadfi ou Abul Qa'qa' al Beljiki, nome de guerra atribuído pelo EI.

 

Ciência explica por que gostamos de vídeos de gatinhos

JN

Uma psicóloga da Universidade de Yale explica o que leva milhões de pessoas a ver e rever vídeos de gatinhos e outros animais pequenos e felpudos na internet.

Oriana Aragón, psicóloga e investigadora na área das emoções, revela que é uma questão de sobrevivência. "A nossa sobrevivência depende do facto de cuidarmos dos mais novos", disse à CNN. É por isso que os seres humanos são instintivamente atraídos por algo que se assemelhe a um bebé: olhos grandes, corpos pequenos, formas redondas. "Faz parte da espécie humana reagir a essas características".

Assim se explica por que um vídeo de um panda bebé a espirrarum hamster a comer comida miniatura ou travessuras de gatinhos bebés causam tanta empatia no ser humano.

investigadora da universidade norte-americana de Yale lembra que há vários estudos que demonstram que ver um animal pequeno causa um aumento de dopamina no nosso cérebro, o que nos faz sentir bem e querer repetir a sensação. Trata-se de um efeito semelhante ao que acontece quando comemos algo de que gostamos muito.

Recorde-se, por exemplo, um estudo japonês publicado no ano passado na revista "Science", que demonstrou que olhar para um cão aumenta o nível da oxitocina, também conhecida como a hormona do amor e essencial para a intimidade entre seres humanos.

 

Atentado suicida perto da embaixada da Rússia em Cabul

Pelo menos duas pessoas morreram e 22 ficaram feridas num atentado suicida com viatura armadilhada perto da embaixada da Rússia em Cabul, Afeganistão.

O porta-voz adjunto do Ministério do Interior afegão, Najib Danish, confirmou que o ataque ocorreu perto da representação diplomática da Rússia,

Este novo atentado, que não foi reivindicado de imediato, ocorreu dois dias após um novo encontro quadripartido que juntou representantes da China, Estados Unidos, Paquistão e Afeganistão em Cabul para tentar relançar o processo de paz entre o Governo afegão e os rebeldes talibãs.

A missão diplomática russa encontra-se na estrada de Dar ul-Aman, uma imensa artéria que liga o centro de Cabul ao antigo palácio real, hoje em ruínas, na zona oeste da capital.

A explosão foi escutada a vários quilómetros e projetou uma espessa nuvem de fumo.

Os talibãs recorrem com frequência aos atentados suicidas com viaturas armadilhadas, na grande maioria dirigidos contra os soldados estrangeiros da NATO e os símbolos do poder afegão.

Os talibãs, envolvidos num conflito desencadeado após o derrube do seu regime em 2001 na sequência da invasão militar dos Estados Unidos, estiveram ausentes da reunião de segunda-feira destinada a relançar o processo de paz, e ainda se ignora quais as fações do movimento que pretendem participar no diálogo.

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 20.01.2016

Homem histórico da descolonização

20 de Janeiro, 2016

A direcção do MPLA endereçou ontem uma mensagem de condolências ao secretário-geral do Partido Socialista (PS) de Portugal pela morte de António de Almeida Santos, um dos fundadores do partido e militante activo na luta anticolonial.

Na mensagem, assinada pelo vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, o partido no poder em Angola destaca a \"figura eminente da política portuguesa\" que foi  António de Almeida Santos, que \"contribuiu, de forma decisiva, no processo de descolonização de Angola, que conduziu à proclamação da Independência Nacional e, posteriormente, no processo de estabelecimento de relações entre Angola e Portugal, assentes no respeito mútuo e na reciprocidade de vantagens\".
Com o seu desaparecimento físico, sublinha a mensagem, Portugal perde um respeitado intelectual, nacionalista convicto e um dos precursores da democracia. \"Neste momento de profunda dor, em nome da direcção do MPLA, dos seus militantes e simpatizantes, inclinamo-nos diante da memória do Dr. António de Almeida Santos e apresentamos, ao Partido Socialista de Portugal e à família enlutada, as nossas mais sentidas condolências\", lê-se na mensagem. 
Presidente honorário do PS, António de Almeida Santos morreu segunda-feira com 89 anos, em sua casa, em Oeiras. O político sentiu-se mal após o jantar e foi ainda assistido ainda na sua residência. Almeida Santos, que completaria 90 anos a 15 de Fevereiro, foi submetido por duas vezes a cirurgias cardiovasculares.

 

Espaço Schengen corre risco

20 de Janeiro, 2016

O presidente da Comissão Europeia advertiu ontem, perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que o espaço Schengen de livre circulação enfrenta “riscos consideráveis”, que ameaçam também alguns dos fundamentos da própria União Europeia.

Num debate no hemiciclo de Estrasburgo consagrado à presidência luxemburguesa da União Europeia, no segundo semestre de 2015, Jean-Claude Juncker, referindo-se à crise migratória e de refugiados, sublinhou a necessidade de “não baixar os braços”, para “reduzir os fluxos migratórios e reduzir os riscos que pairam sobre o espaço Schengen”, porque estes “são consideráveis” e ameaçam a continuidade de Schengen e, nalguma medida, do próprio projecto europeu.
“Hoje, ao reintroduzir alegremente os controlos de fronteiras, aperceber-nos-emos amanhã que os custos económicos são consideráveis, e depois de amanhã vamos perguntar-nos por que temos uma moeda única e um mercado interno se não temos mais a liberdade de movimento. A União Europeia, em certos aspectos, está ameaçada nos seus fundamentos”, disse.
Relativamente ao trabalho realizado no último semestre, o presidente do executivo comunitário notou que, com o apoio da presidência luxemburguesa, “puderam ser alcançados rapidamente acordos sobre propostas da Comissão para a reinstalação e recolocação”, entretanto “adoptados pelo Conselho, mas que ainda não se traduziram na realidade”, lamentou.
“Avançámos, ainda que pouco e, na opinião de alguns, muito lentamente, noutros pontos: a instalação dos primeiros “hotspots” (pontos de acesso), uma melhor cooperação entre os países na rota dos Balcãs, o plano de acção com a Turquia, e uma maior cooperação com países africanos”, disse.
“Hoje dispomos de novas ferramentas para fazer face, com maior eficácia e ordem, à urgência da pressão migratória. Necessitaremos ainda de outros instrumentos, designadamente ao nível das fronteiras externas comuns”, afirmou, sublinhando a importância de criação de um corpo europeu de guarda fronteiriça e costeira.
“Mas não tenhamos ilusões: uma melhor gestão das migrações é uma obra a longo prazo. Não podemos baixar os braços”, declarou.

 

Ataques de Paris

O Parlamento francês vai criar uma comissão para investigar a forma como o Governo lidou com os atentados terroristas de 2015 em França, anunciou ontem o líder parlamentar da oposição de direita.
A comissão vai investigar “os recursos utilizados pelo Estado para combater o terrorismo desde 7 de Janeiro de 2015”, data do primeiro ataque jihadista, contra a redacção do jornal satírico Charlie Hebdo, disse Christian Jacob à imprensa.
O líder parlamentar de Os Republicanos (ex-União para um Movimento Popular, de Nicolas Sarkozy) tinha anunciado, quatro dias depois dos atentados de 13 de Novembro em Paris, que o Partido Republicano pretendia constituir uma tal comissão, “para que o povo francês saiba toda a verdade sobre as condições em que estes ataques ocorreram”.
Dezassete pessoas morreram nos ataques de Janeiro, que visaram o jornal, um supermercado de produtos judeus e agentes da polícia, enquanto em Novembro, nos ataques perpetrados junto a um estádio de futebol, uma sala de concertos e quatro cafés e restaurantes do centro de Paris, 130 pessoas foram mortas e centenas feridas.

 

Raúl Castro visita Paris

20 de Janeiro, 2016

O Presidente de Cuba, Raúl Castro, reúne-se com o seu homólogo francês, François Hollande, no dia 1 Fevereiro em Paris, no âmbito de uma visita de Estado à França, anunciou ontem a Presidência francesa em comunicado.

A visita marca “uma nova etapa no reforço das relações entre os dois países, após a visita de Estado do Presidente francês a Cuba em 10 de Maio passado”, refere o comunicado. Nessa viagem, em Maio, o Presidente francês também se reuniu com Fidel Castro.
O vice-ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Rogelio Sierra, confirmou que o Presidente cubano efectua uma visita de dois dias à França nos dias 1 e 2   de Fevereiro próximo. “Cuba tem a vontade e a disposição de confirmar, durante esta visita, o interesse de ampliar as relações com a França em todos os domínios possíveis, no sector político, económico, comercial, financeiro, de investimentos, cultural e de cooperação”, declarou Rogelio Sierra à AFP e à Prensa Latina. A visita de Hollande a Cuba, em Maio, foi a primeira de um Presidente francês à Ilha, desde o fim da sua guerra de independência em 1898 e o inicio da nova República em 1902, bem como a primeira de um líder ocidental desde o anúncio do degelo entre Cuba e Estados Unidos no final de 2014.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 15.01.2016

Exército da Turquia ataca 500 posições do Estado Islâmico em 48h, afirma premiê

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 14/01/2016 11:42:00

O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse nesta quinta-feira que o exército do país atacou 500 posições do grupo Estado Islâmico ao longo da fronteira com Iraque e com a Síria, em retaliação ao atentado suicida em Istambul ontem, que matou 10 turistas.

Segundo Davutoglu, os ataques ocorreram nas últimas 48 horas e que 200 membros do Estado Islâmico

foram mortos. Fonte: Associated Press.

 

Curdos atacam delegacia de polícia na Turquia e matam ao menos 6 pessoas

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 15/01/2016 01:46:41

Rebeldes curdos detonaram um carro-bomba em uma delegacia de polícia na cidade de Cinar, na província de maioria curda de Diyarbakir, no sudeste da Turquia, na noite de anteontem. Em seguida, eles atiraram com lançadores de foguetes e armas de fogo, matando ao menos seis pessoas, entre eles civis, e ferindo 39 pessoas.

A força da explosão fez com que uma casa localizada perto da delegacia desmoronasse.

O primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu, disse que um policial e cinco civis foram mortos e que dos 39 feridos, seis são policiais. Segundo a agência de notícias privada Dogan, entre os mortos estão a esposa de um policial e um bebê 5 meses de idade que foram mortos nos alojamentos da polícia. Além disso, duas crianças morreram na casa que desabou.

Outra delegacia de polícia foi atacada com lança-foguetes na cidade de Midyat cidade, na província de Mardin, no que parecia ser um ataque simultâneo, disse a agência estatal de notícias Anadolu. Não foram registradas vítimas.

O ataque ocorreu um dia depois de um homem-bomba detonar os explosivos no bairro histórico e turístico de Sultanahmet, em Istambul, a poucos metros de distância da famosa Mesquita Azul, matando 10 turistas alemães. As autoridades turcas disseram que o homem-bomba, nascido na Síria, era afiliado ao grupo Estado Islâmico.

O ataque dos curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) foi o mais violento desde julho do ano passado, quando o acordo de paz entre os curdos e o Estado foi rompido. Fonte: Associated Press

 

Raro furacão em janeiro se forma no oceano Atlântico e deve atingir os Açores

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 14/01/2016 15:06:00

Um raro furacão no mês de janeiro se formou no oceano Atlântico pela primeira vez desde janeiro de 1938, de acordo com autoridades norte-americanas. Alex, como foi chamado, tinha ventos máximos de 136 quilômetros por hora.

Um alerta de furacão foi emitido para a região dos Açores. O Centro Nacional de Furacões dos EUA, em Miami, disse que não houve um furacão durante o mês de janeiro desde 1955, quando Alice se formou durante o mês de dezembro e seguiu para o mês seguinte.

O centro do furacão Alex está cerca de 780 quilômetro ao sul da Ilha do Faial, nos Açores central, e está se movendo para o norte.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA, Alex deverá passar perto ou sobre partes dos Açores na sexta-feira. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 15.01.2016

Estado Islâmico assume ataque em Jacarta, diz SITE

Agência ANSA

Sites especializados em terrorismo e agências internacionais afirmaram que o grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) é o autor da série de ataques cometidos hoje (14) em Jacarta, na Indonésia. A norte-americana Rita Katz, fundadora do portal de monitoramento de terrorismo na web "SITE", disse em seu Twitter que o EI reivindicou os ataques através de uma mensagem em que fala de uma "cruzada" contra os cidadãos do país. 

Katz também ressaltou que tem crescido o poder e a incidência de jihadistas extremistas na Indonésia na última década. O último ataque de grande porte cometido por movimentos islâmicos no país ocorreu em julho de 2009, contra hoteis do grupo Marriott e Ritz, e foi reivindicado pelo grupo Jemaah Islamiyah.    

Na manhã desta quinta-feira (14), foram registradas diversas explosões e tiroteiros em Jacarta simultaneamente, o que relembrou a série de ataques em Paris, em 13 de novembro do ano passado. "As ações imitavam as de Paris. Por isso, tudo indica que seja o Estado Islâmico", disse o porta-voz da polícia indonésia, general Anton Charliyan.    

Um dos locais atingidos é uma loja da rede de cafeterias Starbucks, que decidiu fechar todos os estabelecimentos de Jacarta até nova ordem. A zona dos atentados fica no centro de Jacarta, nas proximidades da sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Até o momento, foram confirmadas sete mortes. Mas o número pode subir, já que as autoridades falam em 17 vítimas. 

Alguns jornalistas locais também relataram novas explosões durante a tarde. Ao contrário do que havia sido informado pela imprensa anteriormente, um dos mortos, que é estrangeiro, tem nacionalidade canadense, e não holandesa. Identificado como Johan Kieft, o homem é funcionário holandês das Nações Unidas e morreu após ficar gravemente ferido pela explosão dentro da Starbucks. 

De acordo com as forças de segurança, os atentados foram cometidos por 14 homens armados e quatro suspeitos já foram presos. A Indonésia tem população muçulmana, mas a maioria dos fiéis segue uma linha moderada da religião, posição considerada pecaminosa pelos membros do Estado Islâmico, do ramo sunita.

 

Alertas

O atentado em Jacarta ocorre dois dias após um ataque terrorista também cometido pelo EI em Istambul, na Turquia, que deixou 10 turistas alemães mortos e 15 feridos. Em resposta ao terrorismo, a Turquia intensificou seus bombardeios contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque, matando mais de 200 jihadistas nas últimas 48 horas. Devido aos atentados nos dois países, a Malásia aumentou em nível máximo o alerta de segurança. 

O chefe de polícia local, Khalid Abu Bakar, explicou que serão reforçadas as patrulhas em lugares públicos e serão tomadas medidas extras em zonas que podem ser alvos de atentados. Nos últimos dois anos, a Malásia prendeu mais de 150 pessoas suspeitas de ligação com o Estado Islâmico. Há 15 dias, dois suicidas provenientes da Malásia mataram 33 pessoas em ataques na Síria e no Iraque, onde se calcula que estejam vivendo mais de 50 militantes malaios.

 

Em vídeo, Al-Qaeda ameaça atacar a Itália

Abu Ubaydah Yusuf al-Anabi, um dos líderes do Al-Qaeda au Maghreb Islamique (AQMI), braço da Al Qaeda na África do Norte, ameaçou realizar ataques terroristas na Itália, alegando que o país está ocupando a Líbia.    

Em vídeo divulgado nesta quinta-feira, dia 14, o terrorista afirmou que o governo de Roma irá se arrepender de interferir no acordo de paz assinado entre os Parlamentos de Trípoli e Tobruk no início de dezembro. Segundo ele, o novo governo líbio é uma "conspiração" e a Líbia "se vendeu aos estrangeiros".    

"Aos novos invasores, netos de Graziani [general de guerra na era fascista na Líbia]: vocês vão morder as mãos de arrependimento de ter entrado na terra de Omar al-Mukhtar [herói da resistência líbia] e serão humilhados", diz al-Anabi. O extremista afirma que seu povo "não é de se render" e que os estrangeiros "precisarão passar sobre nossos cadáveres: ou vencemos ou morremos".    

O vídeo foi intitulado de "A Itália romana que ocupou a Líbia", segundo a agência de notícias "Al-Akhbar", e refere-se a um "general italiano que agora comanda em Trípoli".    

Especula-se que os jihadistas estejam falando do general Paolo Serra, um conselheiro militar sênior do enviado das Nações Unidas para o país, Martin Kobler. Ex-colônia italiana, a Líbia sempre despertou muito interesse do governo italiano tanto pelas ligações históricas como pelo fato do país estar muito próximo, através do Mar Mediterrâneo, de seu território. 

Desde a queda do ditador Muammar Kadafi, em 2011, os italianos lutam por uma maior atenção internacional para tentar reunificar o pequeno país - dilacerado por uma guerra civil e dividido politicamente em dois Parlamentos rivais.    

A veracidade da mensagem não pode ser verificada de maneira independente, mas essa não seria a primeira vez que a Itália é ameaçada por um grupo terrorista. Constantemente, a nação é alvo de propaganda extremista produzida pelo Estado Islâmico (EI, ex-Isis).

 

Objetos ligados ao assassinato de John Kennedy vão à leilão

Chave da limousine onde o presidente estava pode ser arrematada

Agência ANSA

Mais de 10 objetos relacionados ao assassinato do ex-presidente norte-americano John Kennedy, estão sendo leiloados pela internet. 

Entre os 13 itens que podem ser arrematados no site goldinauctions.com estão até as chaves da limousine na qual o ex-mandatário estava quando foi atingido por duas balas em Dallas, no dia 22 de novembro de 1963. O lance inicial deve começar em US$ 5 mil e pode chegar até US$50 mil. 

Mas a casa de leilões Goldin Auctions foi ainda mais longe. Até o dia 30 de janeiro também estarão em leilão outros objetos mais inusitados, como as chaves das algemas usadas para prender o suspeito assassino de Kennedy, Lee Harvey Oswald, e as da cela para onde o criminoso foi mandado. (ANSA)

 

Na busca pelo MH370, Austrália encontra navio do século 19

Agência ANSA

As equipes que buscam pelos restos do avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde 8 de março de 2014, ainda não têm pistas de onde o voo MH370 pode ter sofrido seu trágico fim. Porém, um sonar encontrou os restos de um navio a cerca de 3,7 mil quilômetros de profundidade.    

Segundo especialistas do Western Australian Museum, a foto tirada pelo sonar aparenta mostrar uma embarcação do século XVI com estrutura de metal. No entanto, o jornal "Daily Mail" consultou analistas britânicos que afirmam que a carcaça pertence ao navio peruano "SV Inca", que desapareceu em 1911.    

A descoberta foi realizada em dezembro, mas só agora as autoridades australianas - que lideram a busca - informaram sobre a descoberta. Esse é o segundo navio encontrado na região de buscas do MH370, que cobre mais de 120 mil quilômetros de área. Em maio do ano passado, os restos de um barco, também do século 19, estava a 3,9 mil quilômetros de profundidade.    

Até o momento, as equipes rastrearam mais de 80 mil quilômetros e, segundo o cronograma, essas análises do fundo marítimo do Oceano Índico devem seguir até junho. Há mais de dois anos, elas procuram por restos do avião que desapareceu com 239 pessoas a bordo. O sumiço se tornou um dos maiores mistérios da história da aviação mundial.    

A única pista sobre o voo encontrada até o momento foi um fragmento de asa achado por pescadores na ilha francesa de Réunion no dia 29 de julho. O destroço de cerca de dois metros de cumprimento foi analisado pelo Ministério de Defesa da França.

 

Casa de Pablo Escobar em Miami será demolida

Atual dono acredita que tesouros podem ser encontrados no local

Agência ANSA

Na cidade norte-americana de Miami, uma casa que pertencia ao narcotraficante Pablo Escobar será demolida. O motivo, como conta o atual proprietário do local, Christian de Berdouare, é a vontade de encontrar possíveis "tesouros" deixados pelo colombiano no terreno.

Segundo o senhor, dono da rede de restaurantes Chicken Kitchen, a demolição da casa, um pouco decadente, mas em uma ótima localização, deve começar na próxima segunda-feira, dia 18, e durar de duas a três semanas.

Durante o processo, será tomado muito cuidado com as paredes e o teto, onde podem estar escondidos dinheiro, jóias, artefatos raros, ouro e até corpos, afirma De Berdouare ressaltando a fama de Escobar de colocar itens de importância na parte interna das construções.

Além disso, uma equipe com detectores de metal e outros equipamentos foram ao local para determinar se há alguma coisa de anormal na estrutura e debaixo do solo. Toda a demolição ainda está sendo documentada em vídeo para mais tarde fazer parte de um documentário.

A casa cor-de-rosa foi comprada por Escobar em 1980 por US$ 250 mil em dinheiro. De acordo com antigos vizinhos, até a sua apreensão pela polícia norte-americana, a propriedade tinha uma atividade estranha durante as noites.

O colombiano, conhecido como o maior narcotraficante do mundo, foi morto no dia 2 de dezembro de 1993 na sua terra natal, Medellín. Ele era dono de vários terrenos na Colômbia e nos Estados Unidos.

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 15.01.2016

Indonésia: Jihadistas voltam a atacar um destino turístico

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Atentado do Estado Islâmico em Jacarta matou dois civis e vai deixar marcas no turismo, sector que rendeu ao maior país muçulmano do mundo 21,1 mil milhões em 2014

A Indonésia vai enfrentar, pelo menos a curto prazo, uma quebra no número de turistas, na sequência dos atentados suicidas de ontem em Jacarta e reivindicados pelo Estado Islâmico, naquele que foi o primeiro ataque deste grupo terrorista no maior país muçulmano do mundo. Pelo menos dois civis, a par dos cinco atacantes, morreram na capital indonésia, em vários ataques terroristas, múltiplas explosões seguidas de tiroteios, sobretudo numa zona comercial.

O porta-voz da polícia, Anton Charliyan, explicou que três bombistas suicidas e dois outros atacantes, armados com pistolas, realizaram os ataques, que começaram com uma explosão suicida num café da cadeia Starbucks, em frente a um centro comercial.

Ao mesmo tempo, dois atacantes armados esperavam no exterior e fizeram dois reféns, um argelino e um holandês. Um indonésio, que tentava ajudar, foi morto, bem como um canadiano. Cerca de 20 pessoas, incluindo argelinos, austríacos, alemães e holandeses ficaram feridos.

Estes ataques poderão deitar por terra a ambição do presidente Joko Widodo em duplicar a entrada de turistas no país para 20 milhões até 2019, apesar do ministro do Turismo indonésio dizer ontem que esta meta ainda era possível. No entanto, um porta-voz do Ministério do Turismo dizia ontem que era esperada que a chegada de turistas a Jacarta descesse dos próximos dois a três meses - a capital contribui com cerca de 30% do volume total das chegadas.

O governo de Jacarta retirou alguns requisitos de visto para cidadãos de 84 países que queiram fazer visitas de curta duração ao país e está a trabalhar para eliminar a necessidade de visto para mais nacionalidades. Duas maneiras de tentar atrair mais estrangeiros e alcançar o número desejado pelo chefe do Estado.

A Indonésia, conhecida pelas suas mais de 17 mil ilhas, terá recebido 10 milhões de turistas em 2015, um número acima dos 9,4 milhões do ano anterior. As viagens e o turismo contribuíram com cerca de 21,1 mil milhões de euros para a economia da Indonésia em 2014. Ou seja, o equivalente a 3,2% do seu Produto Interno Bruto.

 

Golpes em Bali

Mas ontem vários agentes de viagens garantiam já estar a receber telefonemas de clientes preocupados. "Penso que este incidente vai ter um impacto nas viagens para a Indonésia, especialmente para Jacarta", explicou à Reuters Terence Cheong, diretor da Orient Travel and Tours, de Kuala Lumpur.

O mesmo aconteceu em países europeus, como a Holanda, cujos cidadãos são grandes fãs da Indonésia - o número de turistas holandeses subiu cerca de 50% na última década, após uma quebra causada pelos atentados de Bali, para mais de 164 mil visitantes em 2014, referem números oficiais do Turismo da Indonésia.

A paradisíaca ilha de Bali, um refúgio para os surfistas e quem gosta de praia, já foi, por duas vezes alvo de atentados terroristas. Em 2002, ataques contra duas discotecas com clientela estrangeira e o consolado dos Estados Unidos, perpetrados pelo grupo islâmico Jemaah Islamiyah, mataram 202 pessoas de mais de 20 nacionalidades, incluindo um soldado português. Três anos depois, duas dezenas de pessoas morreram numa série de ataques suicidas do mesmo grupo terrorista.

"Nos primeiros tempos acredito que haverá uma descida, mas penso que não será muito mau", explicava ontem Willem Linders, um dos responsáveis pela holandesa Indonesia Tours, que transporta cerca de 200 grupos todos os anos.

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Político bávaro envia a Merkel autocarro cheio de refugiados

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Veículos com 31 refugiados a bordo fez viagem de 550 km até Berlim.

Irritado com Angela Merkel, um politico da Baviera enviou um autocarro com dezenas de refugiados para o gabinete da chanceler alemã em Berlim, num protesto contra a politica de portas abertas adotada pelo governo federal. Peter Dried admitiu ter noção que Merkel não estaria presente para receber o autocarro de refugiados

Um porta voz de Peter Dreir, líder politico do distrito de Landshut, confirmou à Reuters que um autocarro com 31 refugiados tinha iniciado a viagem de 550 quilómetros até Berlim e teria chegada prevista para ontem tarde. Relatos indicam que Dreir estará a agir de acordo com uma ameaça feita a Merkel no ano passado, numa chamada telefónica. O jornal alemão Die Welt citou o político a ameaçar a chanceler: "Se a Alemanha receber 1 milhão de refugiados isso indica que 1800 virão para o meu distrito. Esse número, aceito, os restantes irei enviar para o seu gabinete".

De acordo com outro jornal alemão, o The Local, a chanceler terá respondido " Se me enviar refugiados, terei que encaminhá-los de volta para a Grécia mas eles eventualmente regressarão, pelos seus próprios meios, para si".

Segundo os media alemães, os refugiados terão concordado em participar na iniciativa.

Dried, que não estava disponível para comentar o assunto, representa o Freie Waehler, um grupo local de políticos conservadores que fazem campanha principalmente em assuntos de interesse regional. O governo da Baviera, da CSU, a irmã bávara da CDU de Merkel, não apoia a política da chanceler no que toca aos refugiados e o ministro-chefe do estado, Horst Seehofer, já ameaçou avançar com uma queixa constitucional contra o governo. A região é o principal ponto de entrada de refugiados na Alemanha.

 

El Chapo: de barão da droga a ícone da moda

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Camisa que Joaquín Guzmán vestia quando deu a entrevista a Sean Penn tornou-se num sucesso de vendas numa loja em Los Angeles

A detenção de Joaquín El Chapo Guzmán revelou ser uma excelente oportunidade de negócio... para uma loja de roupa. Os donos da Barabas, boutique situada em Los Angeles (EUA), souberam no sábado que o barão da droga mexicano tinha uma das suas camisas vestida quando deu uma entrevista ao ator Sean Penn, para a revista Rolling Stone. Amigos e clientes telefonaram aos irmãos Esteghbal a avisar e um deles, Shawn, contou que não perderam tempo em aproveitar o momento: no site colocaram "most wanted shirt" (camisa mais procurada) em alusão aos famosos cartazes de procura de criminosos do velho Oeste.

"Ele [Guzmán] podia ter comprado qualquer coisa, podia ter comprado Versace, outra marca qualquer, mas escolheu a nossa, os nossos designs", salientou Shawn Esteghbal ao The Guardian. A camisa em causa, em tons prata e azul, não passa despercebida e Esteghbal considera que talvez tenha sido o design a atrair El Chapo.

O barão da droga mexicano deu uma entrevista a Sean Penn, publicada na revista Rolling Stone, numa altura em que era procurado pelas autoridades depois de em julho do ano passado ter fugido da prisão de alta segurança no México. A entrevista acabaria por ajudar na captura de El Chapo.

Os irmãos Esteghbal não veem qualquer problema em apostar numa publicidade com ligações a El Chapo, um dos homens mais procurados pelas autoridades. "Nós apenas fazemos roupas", salientou Shawn Esteghbal.

As vendas estão a ser um sucesso - o site TMZ refere que o site da loja foi abaixo quando colocou a mensagem de "most wanted shirt" - mesmo com a camisa a custar 128 dólares (cerca de 118 euros). E até a Vanity Fair escreveu sobre a camisa, considerando-a um estilo de "kitsch passageiro".P

 

jornalJornal de Notícias” (Portugal), 15. 1.2016

Três crianças mortas em novo naufrágio ao largo de ilha grega

Os corpos de três crianças foram resgatados, esta sexta-feira, no mar Egeu, depois de um novo naufrágio de uma embarcação que tentava chegar à ilha grega de Agathonisi, procedente da Turquia.

Os membros de uma das organizações não-governamentais na zona receberam um aviso para socorrer um barco que em que seguiam diversas pessoas, cujo número não foi especificado, das quais conseguiram salvar 20.

Apesar das duras condições meteorológicas, os barcos com refugiados e migrantes a bordo continuam a chegar diariamente às ilhas helénicas do mar Egeu mais próximas da costa turca.

Em 2015, entraram na Grécia quase 800 mil pessoas, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Só na primeira semana deste ano, foi contabilizada a entrada de mais 9900.

Também em Agathonisi encalhou, esta madrugada, um barco da guarda costeira grega que perseguia um bote em que seguiam presumíveis traficantes, os quais escaparam em direção à costa da Turquia, pelo que indicaram as autoridades daquele país.

Devido a um problema técnico, a embarcação da guarda costeira ficou presa em águas pouco profundas da zona de Agathonisi, contudo, dada a sua proximidade a terra, não foram registados feridos entre a tripulação.

 

Professor envolvido na tragédia da avalancha acusado de homicídio

Um professor francês enfrenta uma acusação de homicídio após ter dirigido um grupo de estudantes para uma pista de esqui encerrada onde uma avalanche matou na quarta-feira dois jovens e um turista ucraniano, referiu, esta quinta-feira, um procurador.

O professor não pode ser detido "de momento" porque ficou ferido com gravidade no acidente de quarta-feira e permanece internado num hospital da cidade de Grenoble (centro-sul), referiu em conferência de imprensa o procurador Jean-Yves Coquillat.

Uma adolescente de 16 anos morreu no local, enquanto um rapaz de 14 anos faleceu mais tarde no hospital. O ucraniano de 57 anos que também foi morto pela avalanche não pertencia ao grupo escolar.

"A investigação deverá determinar o estado psíquico do professor e a sua capacidade para liderar um grupo", acrescentou Coquillat.

O magistrado referiu que a pista "estava encerrada e com a rede habitual e avisos de várias línguas", e que o grupo escalou por cima da rede "com total consciência" do que estavam a fazer.

A pista Bellecombes da estância de esqui Deux Alpes, a uma altitude de 2.500 metros, está classificada como uma pista negra, a escala de maior dificuldade em França, e reservada a esquiadores experimentados.

Bellecombes esteve encerrada durante toda a estação devido à falta de neve. Mas a forte queda de neve dos últimos dias embranqueceu as montanhas, levando as autoridades a emitir avisos sobre o elevado risco de avalanches nos Alpes franceses.

 

Papa rezou por Michael Schumacher

O Papa Francisco rezou esta quinta-feira pelo piloto alemão Michael Schumacher e ofereceu o seu apoio à campanha desenvolvida pela Fórmula 1 para reduzir o número de crianças vítimas de acidentes de automóvel.

A prece do Papa resultou de um pedido do francês Jean Todt, presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), que hoje visitou o Vaticano para apresentar a campanha "Save Kids Lives", de prevenção rodoviária.

Schumacher sofreu um grave acidente de esqui a 29 de dezembro de 2013, que o deixou em coma, uma situação da qual saiu apenas em junho de 2014. Em setembro do mesmo ano, foi transferido do hospital onde se encontrava internado para prosseguir a reabilitação em casa.

Em novembro de 2014, o antigo piloto Philippe Streiff, que também se encontra numa cadeira de rodas, veio revelar que Schumacher não consegue falar, está paralisado e tem problemas de memória, uma informação confirmada por Todt, seu antigo patrão, em novembro passado, quando confirmou que a lenda da Fórmula 1 continuava a lutar.

Sobre a campanha, o presidente da FIA revelou que o papa ficou muito sensibilizado com o vídeo de três minutos que foi exibido.

"Explicámos que 500 crianças morrem na estrada todos os dias e que 20.000 ficam feridas diariamente", disse Todt à rádio Vaticano.

 

Troca de carícias entre urso pardo e tratador

JN

Não é todos os dias que um animal selvagem e um ser humano proporcionam imagens ternurentas. Muito menos tratando-se de um urso pardo com mais de 600 quilogramas e um indefeso tratador, no mesmo local e sem barreiras a separá-los.

E se lhe dissermos que o animal retribui com generosas lambidelas os afagos que lhe fazem no pescoço e no lombo? É verdade, Jimbo e Jim Kowalczik são amigos há 20 anos e estão a deixar as redes sociais deliciadas.

O mais comum é que um encontro entre um urso e um homem acabe em tragédia. Mas a relação entre Jimbo e Jim é mesmo a exceção que confirma a regra, como se pode ver no vídeo publicado na página de Facebook do Orphaned Wildlife Center, um centro de reabilitação localizado em Otisville, no estado de Nova Iorque, nos EUA.

Jimbo é um urso pardo do Alasca de 22 anos que foi encontrado por Jim Kowalczik quando não passava de uma cria ferida. Hoje é um dos 11 ursos que vivem protegidos no Orphaned Wildlife Center, situado a cerca de duas horas de viagem da cidade de Nova Iorque. O centro acolhe animais que, devido aos mais variados ferimentos, estariam condenados à morte se deixados no habitat natural.

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 15.01.2016

Vacina contra ébola registada na Rússia

15 de Janeiro, 2016

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou quarta-feira o registo de duas vacinas contra o vírus ébola, que matou na África Ocidental mais de 11 mil pessoas.

“Temos uma boa notícia. Registámos uma vacina contra o vírus ébola que se revelou muito eficaz, mais eficaz do que o tratamento usado até agora em todo o mundo”, declarou Putin, citado pela agência Ria Novosti.

 

Soldados dos EUA libertados pelo Irão

15 de Janeiro, 2016

Os Estados Unidos agradeceram, através do Departamento de Estado,  ao Irão pela libertação de dez marinheiros detidos na noite da última terça-feira no Golfo Pérsico.

Os marinheiros libertados estavam em dois navios da Marinha dos Estados Unidos que faziam a rota entre Kuweit e Bahrein e entraram em águas territoriais iranianas. A imprensa do Irão informou que os marinheiros norte-americanos foram libertados em águas internacionais.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 12.01.2016

Erdogan diz que suicida em explosão em Istambul tem ligações com a Síria

 

Um homem-bomba, aparentemente com ligações com a Síria, detonou os explosivos no bairro histórico de Sultanahmet, na cidade de Istambul, na Turquia, na manhã desta terça-feira, matando ao menos 10 pessoas e ferindo outras 15, disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

"Condeno veementemente o incidente que ocorreu em Istambul, na Sultanahmet Square, e que foi avaliado como um ataque de um suicida com raízes na Síria", disse Erdogan.

Em declaração televisionada, Erdogan disse que turcos e estrangeiros estavam entre os mortos em Sultanahmet, localizado no coração de Istambul. Ele não forneceu detalhes.

A agência de notícias turca Dogan disse que pelo menos seis alemães, um norueguês e um peruano estão entre os feridos da explosão.

A União Europeia (UE) disse que está com a Turquia na luta contra "todas as formas de terrorismo". A chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, disse que ambos os lados devem "intensificar os esforços para combater a violência extremista" e observou que estes esforços foram definidos como uma prioridade na cúpula realizada em novembro entre a UE e a Turquia, em Bruxelas.

Após a explosão, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, imediatamente convocou uma reunião de segurança com o ministro do Interior do país e outras autoridades.

Tal como aconteceu nos ataques anteriores, as autoridades barraram a mídia de mostrar imagens dos mortos ou feridos ou relatar quaisquer detalhes da investigação. Fonte: Associated Press.

 

Capital mais poluída do mundo estreia a restrição de carros

A cidade de Nova Délhi, capital mais poluída do mundo,  amanheceu sem veículos com placas pares em suas estradas, ao entrar em vigor as medidas de restrição de veículos destinadas a reduzir os níveis de poluição na cidade.

No primeiro dia de implementação da restrição, que limita o uso de veículos em dias alternados em função de seu número de matrícula, a grande maioria dos carros privados em circulação tinha placas com final ímpar, segundo pôde constatar a Agência Efe.

“Délhi conseguiu! Os relatórios até o momento são muito favoráveis”, manifestou em sua conta no Twitter o chefe do governo da capital indiana, Arvind Kejriwal.

Em diferentes pontos da cidade, foram desdobrados grupos de “defensores civis” para assegurar a entrada em vigor do plano, como mostram imagens divulgadas nessa rede social pelo partido de governo local, o Partido Aam Aadmi (AAP, Partido do Homem Comum).

Os voluntários levam cartazes verdes nos quais é possível ler slogans em híndi e em inglês como “Délhi livre de poluição”, além de panfletos do mesma cor.

A restrição, que será implantada inicialmente durante um período de teste de duas semanas, não afeta os motoristas que viajam sozinhos ou com crianças menores de 12 anos, veículos de duas rodas e nem os carros de uma longa lista de altos cargos políticos, judiciais e diplomáticos.

Ratificada pelo Alto Tribunal de Délhi, a medida faz parte de uma série de medidas anunciadas no começo de dezembro pelo Executivo da capital indiana.

O conjunto inclui a plantação de vegetação nas principais estradas para reduzir o pó na atmosfera, limitar ainda mais a circulação de veículos pesados e fechar centrais térmicas.

Com uns 17 milhões de habitantes, Nova Délhi é uma das cidades mais povoadas do mundo e, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), é a capital mais poluída do planeta.

A Índia conta com treze das 20 cidades mais poluídas do mundo, de acordo com este organismo das Nações Unidas.

 

Obama acusa Donald Trump de utilizar "bode expiatório" em sua campanha

O presidente dos EUA, Barack Obama, acusou o candidato na corrida presidencial pelo partido Republicano Donald Trump de travar uma campanha baseada em "soluções simplistas e com bodes expiatórios".

Em entrevista ao canal NBC nesta terça-feira, Obama disse que Trump é atraente às pessoas que possuem medos e incertezas sobre o futuro.

Perguntado sobre o quão sério serão as medidas tomadas caso ele vença a corrida presidencial, Obama disse: "fale comigo se ele vencer".

No entanto, Obama admitiu que o país está mais dividido do que ele prometeu. Quando perguntado se

ele se sentia responsável por isso, ele disse que "é um arrependimento", mas afirmou que "não poderia estar mais orgulhoso" sobre suas realizações.

O vice-presidente, Joe Biden, que também falou na entrevista, disse que é possível que Trump ganhe a presidência. Se isso acontecer, Biden acrescentou que espera que "ele fique muito mais sério sobre

as questões, muito mais sério sobre ganhar conhecimento sobre as funções desta nação na política externa e política interna". Fonte: Associated Press.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 12.01.2016

EI é responsável por atentado em Istambul, diz premier turco

Ainda de acordo com o premier, todas vítimas eram estrangeiras

Agência ANSA

O premier turco, Ahmet Davotuglu, confirmou que o atentando suicida no centro histórico de Istambul, que deixou dez mortos e 15 feridos, foi causado por um militante do Estado Islâmico (EI, ex-Isis).

O agressor responsável pela explosão registrada nesta terça-feira no bairro turístico de Sultanahmet foi identificado como Nabil Fadli, natural da Arábia Saudita.

Ainda de acordo com o premier, todas as vítimas eram estrangeiras. Mais cedo, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, confirmou que entre os mortos no atentado estão turistas alemães. Em coletiva de imprensa, ela explicou, no entanto, que "ainda não temos todas as informações sobre as vítimas". Segundo o site do jornal alemão "Bild", nove mortos eram de origem alemã. O agressor teria acionado a bomba enquanto se encontrava em meio ao grupo de turistas.

Histórico - A Turquia continua em estado de alerta após, no ano passado, 103 pessoas morrerem e outras mais de 500 ficarem feridas em decorrência de uma explosão em uma estação de trens em Ancara.

Na ocasião, duas bombas explodiram pouco antes de ter início uma marcha para denunciar a crescente onda de violência entre milícias curdas e as forças de segurança turcas. (ANSA)

 

'El País': Fracasso com os refugiados

A Europa não consegue dar uma resposta satisfatória à crise imigratória de 2015

Jornal do Brasil

Matéria publicada neste domingo (10) no El País, analisa que tomada pela onda de refugiados, a Europa não tem sido capaz de gerir de forma eficaz a crise imigratória desencadeada em 2015. Cada país procurou adotar suas próprias receitas. Dinamarca e Suécia iniciaram o ano restabelecendo os controles fronteiriços aleatórios e por tempo limitado, uma medida que torpedeia a livre circulação das pessoas e põe o Acordo de Schengen - que permite o livre trânsito de pessoas no território europeu - em quarentena. Com essa resposta, os dois países tentam frear a entrada em massa e descontrolada de refugiados.

Segundo a reportagem, a Alemanha registrou no ano passado 1,1 milhão de pedidos de asilo. A Suécia recebeu 163.000 pessoas, o maior número per capita da União Europeia. Os dois países que mais têm se empenhado em estender a mão àqueles que fogem das guerras têm razão ao pensar que o fardo não foi dividido igualmente e que é necessário compartilhar responsabilidades.

É hora de admitir que o programa de redistribuição de refugiados fracassou. Os 28 países da UE tinham se comprometido a transferir 106.000 pessoas da Grécia e da Itália – as duas principais portas de acesso ao solo europeu – para outros países. No entanto, só foram capazes de instalar 272, das quais 18 chegaram à Espanha.

O agravamento desta crise está se transformando em um terreno fértil para inquietantes surtos xenófobos, como o que atingiu a Alemanha após as agressões sexuais contra mulheres durante as celebrações de Ano Novo. As investigações sobre os distúrbios – que ainda não foram bem explicados e estão envoltos em uma confusa atuação policial que provocou a destituição do chefe de segurança em Colônia – se concentram em “homens jovens de aspecto árabe ou norte-africano”. O fato de que entre os suspeitos haja solicitantes de asilo reabriu o debate sobre a política migratória de Angela Merkel, que declarou estar disposta a revisar as leis de acolhida.

Tão importante quanto castigar os culpados, independentemente de sua origem, é não cair na tentação de erguer ainda mais barreiras discriminatórias contra os refugiados.

 

Alemanha vai expulsar refugiados condenados por crimes sexuais

O governo alemão anunciou nesta terça-feira (12) um endurecimento da legislação relacionada a abusos sexuais, indicando que refugiados condenados por estes crimes e por outros delitos graves serão expulsos do país.

A decisão surge após uma onda de agressões sexuais na cidade de Colônia, na região oeste da Alemanha, durante a noite de réveillon, denunciada por várias centenas de mulheres que, supostamente, envolve refugiados recém-chegados ao país.

Os ministros do Interior, Thomas de Maizière, e da Justiça, o social-democrata Heiko Maas, divulgaram nesta terça-feira (12) um conjunto de medidas para garantir e aperfeiçoar a proteção das mulheres, além de combater a criminalidade entre os refugiados.

A possível expulsão de um refugiado do território alemão está prevista em casos de crimes sexuais, de crimes contra a vida, contra a integridade física ou contra a propriedade, segundo explicou o ministro do Interior alemão. O refugiado será expulso independentemente da pena de prisão deliberada pelos tribunais.

De acordo com as novas regras, a decisão sobre a expulsão será tomada após a sentença final do tribunal e após uma avaliação da situação da pessoa no país, especificamento se a pessoas está bem integrada ao país e se é reincidente no crime.

No âmbito da proteção das mulheres contra os crimes sexuais e diante dos recentes acontecimentos em Colônia, a nova legislação passa a considerar como casos de especial gravidade aqueles em que o agressor “aproveita” um momento de confusão, como é o caso de grandes aglomerados de pessoas.

Até o momento foram apresentadas cerca de 550 denúncias de agressões sexuais e roubos cometidos durante a passagem de ano em Colônia. As vítimas alegam que foram agredidas sexualmente ou roubadas por homens de origem estrangeira, incluindo refugiados recém-chegados ao país, de acordo com as autoridades alemãs.

Em outras cidades alemãs, como Hamburgo, foram registradas situações similares.

“Não podemos tolerar que fiquem impunes crimes individuais nem ações coletivas, como o bando de homens que vimos em Colônia”, afirmou, por sua vez, o ministro da Justiça alemão, reiterando o apelo para não haja manifestações xenófobas, como as agressões de ontem a 12 estrangeiros residentes em Colônia.

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 12.01.2016

Ataque terrorista em Istambul. 16 suspeitos foram detidos

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O bombista suicida teria ligação ao Estado Islâmico. Pelo menos dez pessoas morreram. Alvo foi praça turística no centro de Istambul

A cidade turca de Istambul foi abalada esta terça-feira, pouco depois das 10 da manhã (hora local), por uma explosão na praça Sultanahmet, destino popular entre os turistas no centro histórico da cidade. Nas proximidades ficam a Mesquita Azul e a Basílica de Santa Sofia, muito frequentados pelos visitantes estrangeiros. O gabinete do governador de Istambul revelou, em comunicado, que há pelo menos dez mortos e 15 feridos. "Estão em curso investigações às causas da explosão, ao tipo de explosão e ao perpetrador ou perpetradores", informa a declaração.

A polícia turca deteve 16 pessoas em Ancara esta terça-feira por suspeita de ligação com grupos terroristas na Turquia. De acordo com a agência noticiosa turca Anadolu, um turco e 15 sírios foram detidos por planearem um ataque terrorista.

Ao DN, fonte da secretaria de Estado das Comunidades indicou não ter informação de vítimas de nacionalidade portuguesa, estando nesta altura a averiguar junto das agências de viagens quantos turistas portugueses se encontram na zona afetada. A mesma fonte refere que as informações oficiais transmitidas a Portugal apontam para 11 mortos e 15 feridos. "A maioria das vítimas mortais são alemãs, oito identificadas até ao momento, e um japonês. As restantes ainda não estão identificadas. Não é expectável que estejam cidadãos portugueses entre as vítimas da explosão".

 

PM confirma ligação ao Estado Islâmico

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse em conferência de imprensa que o ataque foi da responsabilidade de um 'jihadista' do Estado Islâmico, que terá entrado na Turquia através da Síria. E confirmou que todas as vítimas têm nacionalidade estrangeira, apresentando as condolências às famílias. A AFP cita um responsável turco que garante que nove das vítimas mortais são cidadãos alemães.

Também o vice-primeiro-ministro turco, Numan Kurtulmus falou à comunicação social, revelando que dois dos 15 feridos estão em estado grave. Em relação ao alegado bombista, terá sido identificado como um cidadão sírio nascido em 1988. Segundo Kurtulmus, citado pela agência Reuters, o bombista não estava identificado pelas autoridades turcas.

Numa comunicação ao país, algumas horas depois da explosão, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan revelara já que se tratou de um atentado suicida perpetrado por um bombista de origem síria. O ataque ainda não foi reivindicado.

"Condeno com veemência o ataque terrorista que foi hoje levado a cabo por um bombista suicida de origem síria. Infelizmente, há mortes, de locais e estrangeiros. Este incidente demonstra mais uma vez que temos de estar juntos perante a face do terrorismo". Erdogan disse ainda que a posição da Turquia não irá alterar-se. "Não fazemos diferença entre os nomes ou abreviaturas [dos grupos terroristas]". E acrescentou que o país é o alvo número um dos grupos terroristas ativos na região porque "luta contra eles com a mesma determinação".

Responsáveis turcos já tinham dito à agência Reuters que existia uma "forte probabilidade" de que a explosão tivesse sido responsabilidade do grupo terrorista Estado Islâmico.

O primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu convocou entretanto uma reunião de crise em Ancara, chamando os principais responsáveis pela segurança do país, entre os quais o ministro do Interior e o chefe dos serviços secretos turcos. É visível uma forte presença policial em toda a cidade de Istambul.

 

Explosão em bairro histórico

A explosão, de grandes dimensões, foi sentida pouco depois das 10:00, hora local - menos duas horas em Lisboa. O rebentamento foi audível em vários locais da cidade, a quilómetros de distância. As autoridades traçaram um perímetro de segurança no local e afastaram os civis que ali permaneciam, por receio de uma segunda explosão. Nas imagens entretanto difundidas pelas agências internacionais são visíveis vários corpos caídos no solo da praça Sultanahmet.

O jornal turco Hürriyet refere que a explosão aconteceu junto ao Obelisco de Teodósio, no centro da praça, e que as pessoas atingidas foram transportadas para os hospitais mais próximos.

A mesma publicação dá conta de que o governo turco proibiu a comunicação social nacional de divulgar informações sobre a explosão. A ordem não está, aparentemente, a ser cumprida.

Segundo a CNN Turk, entre os feridos há turistas de nacionalidade alemã, norueguesa e do sudeste asiático. A agência turca Dogan confirma estes dados, acrescentando que seis cidadãos alemães, um norueguês e um peruano estão internados em hospitais da cidade.

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, já disse em conferência de imprensa que cidadãos alemães "provavelmente" morreram no ataque em Istambul, e que é quase certo que alguns tenham sido feridos.

No Twitter, o mesmo ministério partilhou uma mensagem em alemão aconselhando os nacionais na cidade de Istambul a evitar multidões.

A chanceler alemã também já reagiu, manifestando preocupação com a possibilidade de haver alemães entre as vítimas. "O terrorismo internacional mostrou a sua face mais feia", afirmou. "Temos de agir decisivamente contra ele", disse Angela Merkel.

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Oslo confirmou ao final da manhã que um cidadão norueguês sofreu ferimentos e está internado, mas não corre perigo de vida.

 

Turquia em alerta após atentado de outubro

Em outubro, um duplo ataque suicida em Ancara, capital da Turquia, causou mais de 100 mortos, durante uma manifestação da oposição turca a favor da paz, trabalho e democracia. A responsabilidade do atentado, o mais grave na história do país, foi atribuída ao grupo 'jihadista' Estado Islâmico, tal como outros ataques sangrentos que aconteceram em 2015 no sudeste do país, em zona controlada pelas forças curdas.

Após o atentado de outubro, que aconteceu semanas antes das eleições legislativas antecipadas na Turquia, o país tem permanecido em estado de alerta. Nas últimas semanas, as autoridades revelaram ter detido vários suspeitos, alegadamente militantes do Estado Islâmico, que preparavam ataques em Istambul.

O repórter da BBC no local refere que, nos últimos meses, houve ataques esporádicos na Turquia, nomeadamente em Istambul, mas que têm sido atribuídos a um grupo de extrema-esquerda. Também a violência entre as forças turcas e os militantes curdos do PKK se mantém, depois de um cessar-fogo acordado ter fracassado.

 

Centenas de pessoas precisam urgentemente de ser retirados de Madaya

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Embaixador da ONU diz que há 400 civis que precisam de apoio médico urgente e pede autorização do governo sírio

Quatro centenas de civis da cidade síria de Madaya "precisam de ser retirados com urgência esta noite", declarou o embaixador neozelandês na ONU, Gerard van Bohemen.

O embaixador falava à saída de consultas do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a situação naquela cidade rebelde, sitiada desde há seis meses pelas forças armadas sírias.

"Eles precisam de apoio médico e de serem retirados urgentemente esta noite. É necessária autorização do Governo sírio para deixar sair aquelas pessoas", disse Gerard van Bohemen.

Trabalhadores de agências humanitárias encontraram 400 sírios a sofrerem de fome, desnutrição e de outros problemas de saúde durante uma visita ao hospital em Madaya, relatou o chefe para os Assuntos Humanitários das Nações Unidas, Stephen O'Brien, aos jornalistas, após o fim da reunião do Conselho de Segurança, que decorreu à porta fechada, confirmando a urgência de retirar cerca de 400 sírios que correm perigo de vida.

Segundo o mesmo responsável, além de serem necessárias garantias por parte do Governo sírio para que o local possa ser evacuado em segurança -- seja por terra ou por ar -- são também precisas garantias de "outras partes" envolvidas no conflito.

Uma coluna de ajuda humanitária chegou na segunda-feira a Madaya, cercada há seis meses por forças pró-governamentais e onde existem relatos sobre pessoas a morrer à fome, numa operação coordenada pelo Crescente Vermelho sírio e a Cruz Vermelha.

As informações sobre casos de fome e carências alimentares nesta cidade provocaram um clamor internacional e obrigaram o regime sírio a autorizar o acesso à localidade.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) relatou que pelo menos 28 pessoas morreram de fome em Madaya desde o passado dia 01 de dezembro.

Nos últimos dias, fotografias e vídeos que mostram crianças subnutridas e muito magras em Madaya foram publicadas nas redes sociais.

Os apoiantes do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, negaram a gravidade da situação e afirmaram que as imagens tinham sido manipuladas.

Na mesma linha, o enviado da Síria à ONU, Bashar Jaafari, relativizou os relatos de fome em Madaya, considerando que essas informações foram fabricadas e acusando os "terroristas internos" da cidade de roubarem os suprimentos alimentares.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 12. 01.2016

David Bowie morreu de cancro no fígado

David Bowie morreu devido a um cancro no fígado, revelou o encenador belga Ivo van Hove, que tem em mãos a direção de "Lazarus", o musical em que o compositor e cantor britânico esteve a trabalhar durante os últimos meses e que está em cena em Nova Iorque.

"Começámos a trabalhar no espetáculo "Lazarus" e a dada altura ele chamou-me à parte e disse-me que nem sempre estaria disponível para estar aqui, devido à sua doença. Disse-me que tinha cancro, cancro no fígado", afirmou van Hove a uma rádio holandesa.

O encenador acrescentou que esta conversa com Bowie aconteceu há cerca de um ano e que os atores nunca se aperceberam de nada. "Suspeito que os músicos com quem gravou "Blackstar" também não sabiam. Ele fez tudo o que pôde para completar estes dois projetos a tempo, não se deixando vencer pela doença", disse ainda van Hove.

Por seu lado, a escritora Wendy Leigh, que há dois anos publicou uma biografia de Bowie, revelou à BBC News que o músico sofreu "seis ataques cardíacos" nos últimos anos.

David Bowie lutou contra a doença durante 18 meses e morreu na segunda-feira, três dias depois de completar 69 anos e de lançar o álbum "Blackstar".

 

Quarenta e cinco baleias morreram no sul da Índia

Pelo menos 45 baleias-piloto de peitorais curtas morreram depois de terem ficado encalhadas numa praia do sul da Índia.

O grupo de baleias-piloto (Globicephala macrorhynchus) começou a dar à costa na segunda-feira à tarde, ao longo de uma faixa de areia de 15 quilómetros perto de Tiruchendur, no extremo sul da Índia.

"Foi confirmada a morte de pelo menos 45 baleias-piloto de aleta curta que deram à costa em Tiruchendur", indicou o cobrador de impostos distrital, M. Ravikumar, acrescentando que os cetáceos poderão ter sido atingidos por um navio em trânsito.

No total, cerca de 50 baleias ficaram encalhadas, indicou o guarda-florestal local, S.A. Raju, ao passo que a agência Press Trust of India e outra imprensa local noticiaram que o número total ultrapassa os 100 animais.

Apesar do nome, as baleias-piloto são da família dos golfinhos. As fêmeas podem chegar aos quatro metros e os machos aos sete metros de comprimento.

"É muito estranho e estamos a examinar as baleias. Descobrimos que algumas delas ainda estão vivas e a lutar para sobreviver", disse Raju, acrescentando a sua equipa procura obter ajuda da administração distrital para salvar aquelas que ainda respiram.

Os pescadores e outros residentes locais estão a tentar empurrar essas baleias de volta para a água ao longo da faixa costeira situada a cerca de 700 quilómetros da cidade de Chennai, indicou a imprensa local.

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 12. 01.2016

Riade quer travar o acordo nuclear

12 de Janeiro, 2016

O ministro das Relações Exteriores do Irão, Mohammad Javad Zarif, acusou ontem a Arábia Saudita de desenvolver uma estratégia para fomentar o conflito na região e minar o acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Mohammad Zarif referiu que “depois de o acordo nuclear interino ter sido assinado em Novembro de 2013, a Arábia Saudita começou a desviar os seus recursos para que o acordo fracassasse, com receio de que a sua hostilidade artificial para com o Irão tivesse de terminar.
Segundo Mohammad Zarif, Riade “não somente continua a obstaculizar a normalização do acordo, como está determinada a envolver toda a região na confrontação com o Irão”, escreveu Zarif num artigo publicado no jornal norte-americano “The New York Times”.
O ministro iraniano disse que as autoridades de Riade temem que, assim que a comunidade internacional deixe de considerar o programa nuclear iraniano uma ameaça, Teerão vai prestar maior atenção ao facto de que a Arábia Saudita financia o terrorismo no mundo.
“A estratégia saudita de minar o acordo nuclear e preservar ou agravar as tenções na região tem três componentes,  exercer pressão sobre o Ocidente, promover a  instabilidade regional travando uma guerra no Iémen e financiar o extremismo, para provocar o Irão”, disse Mohammad Zarif. Em 6 de Janeiro, o Sheikh Nimr e outros 46 prisioneiros foram executados por Riade com a acusação de terrorismo, desencadeando uma onda de revoltas em diversas partes do Médio Oriente, com destaque para o Irão. 

 

Diplomacia iraniana

O Irão está em negociações para ajudar na construção de uma refinaria na Espanha, deu a conhecer  ontem uma autoridade do sector de petróleo iraniano. A notícia é divulgada no momento em que o país procura garantir compradores para o seu petróleo, com a retirada do embargo europeu, depois do acordo sobre o seu programa nuclear. Teerão já disse que pretende aumentar as suas exportações de petróleo num milhão de barris por dia, logo que o acordo entrar em vigor. O cenário no mercado, porém, é de forte queda nos preços devido ao excesso de oferta. 
Em declarações veiculadas pela agência oficial Islamic Republic News, Abbas Kazemi, diretor da estatal National Iranian Oil Refining and Distribution, disse que o Irão deve investir na construção de uma refinaria de petróleo na Espanha em parceria com empresas locais. A refinaria pode ter capacidade de processar 200 mil barris de petróleo ao dia, integralmente produzido no país. “A maneira mais segura de aumentar as exportações é o investimento em refinarias no exterior.  
O Ministério do Petróleo quer investir em refinarias fora do país, cujo petróleo vai ser fornecido pelo Irão”, disse a autoridade. “O Irão negocia com alguns governos na Europa, na Ásia e na América Central a compra de refinarias para “evitar a pressão de outros” grandes produtores”, disse Kazemi.

 

Sistema de defesa inclui arma nuclear contra os invasores

12 de Janeiro, 2016

O Governo da Coreia do Norte ameaçou com uma resposta nuclear   qualquer invasão dos Estados Unidos, depois do bombardeiro  estratégico norte-americano B-52 passar próximo do seu espaço aéreo, quando seguia para uma base na Coreia do Sul.

O bombardeiro B-52 é capaz de transportar mísseis nucleares e 31 toneladas métricas de bombas. 
O avião estratégico levantou voo dos EUA  e poisou na base sul-coreana de Osan, que fica a 72 quilómetros da fronteira com a Coreia do Norte. O jornal norte-coreano “Rodong Sinmun” disse que Pyongyang vai responder com armas nucleares a qualquer tentativa de ataques dos Estados Unidos à Coreia do Norte.
O jornal destaca que deslocando o bombardeiro B-52 para a Coreia do Sul, os EUA “empurram a situação para o patamar da guerra”. 
Além disso, na segunda-feira, a Coreia do Norte iniciou, em resposta à renovação de mensagens de propaganda anti-Pyongyang, a sua própria propaganda para promover a imagem do seu líder, Kim Jong-un, e criticar a Presidente sul-coreana, Park Geun-hye. “O Norte inicialmente operava os seus alto-falantes em dois locais e agora expandiu as emissões de propaganda para alguns locais.  Com efeito, aparentemente emissões contra Seul realizam-se em todos os locais onde estamos a emitir as mensagens”, disse uma fonte governamental sul-coreana à agência de notícias Yonhap. Em 6 de Janeiro, Pyongyang anunciou o primeiro teste de uma bomba de hidrogénio.

 

Actor Sean Penn livre de acusações

12 de Janeiro, 2016

O encontro clandestino de Sean Penn com o traficante mexicano “El Chapo” Guzmán,  publicado em forma de entrevista no sábado na revista Rolling Stone, não expõe o actor americano a processos judiciais nos Estados Unidos,

segundo um conhecido advogado defensor de jornalistas. “O simples facto de falar com ele não representa nenhum risco penal segundo a lei americana”, disse à AFP Floyd Abrams.

 

Corrida a armas de defesa e a cursos de artes marciais

11 de Janeiro, 2016

A compra de sprays de gás pimenta, gás lacrimogéneo, armas atordoantes e pistolas de alarme, assim como a encomenda de armas de fogo, dispararam na Alemanha após os incidentes em Colónia na passagem de ano, que sucederam também noutras cidades do país.

A aumentar também está a inscrição em cursos de autodefesa e artes marciais, anunciou ontem a Reuters.As compras e encomendas multiplicaram-se nos primeiros dias do ano, época geralmente de vendas inexpressivas, segundo o dirigente da associação de armeiros alemães, IngoMeinhard. Segundo Meinhard, esta tendência foi acentuada pelos incidentes em Colónia, onde cerca de 120 mulheres se queixaram de terem sido atacadas sexualmente ou assaltadas, mas iniciou-se em Agosto, quando foi conhecida a decisão da chanceler Angela Merkel de abrir as fronteiras do país aos refugiados, na grande maioria provenientes da Síria. Até finais de 2015, mais de 1,1 milhões de candidatos a asilo entraram na Alemanha.
Ainda segundo o dirigente da associação de armeiros, num segundo momento as “vendas duplicaram” depois dos ataques de 13 de Novembro em Paris, onde indivíduosligados ao Estado Islâmico mataram 130 pessoas numa sucessão de ataques.
Os cursos de artes marciais estão também a ter enorme procura em Colónia, tendo as “inscrições aumentaram cinco vezes”, disse à Reuters o responsável de um centro de treino na cidade. O sucedido em Colónia e noutros pontos da Alemanha, onde, segundo dados divulgados sábado pela polícia, ocorreram 379 casos de agressões, muitas de índole sexual, levou Angela Merkel a admitir que os candidatos a asilo percam esse direito caso sejam condenados e sejam expulsos de forma expedita. “O direito a asilo caduca se alguém for condenado, seja a pena suspensa ou a prisão efectiva”, declarou Merkel no final de um encontro da CDU, o partido que dirige, realizado em Mainz.
Actualmente, um candidato a asilo só é deportado se for condenado a três anos de prisão efectiva e se a sua vida não estiver em risco no país de origem. Agora, a CDU vai apresentar um projecto de lei no Parlamento federal no sentido das palavras proferidas pela chanceler. “Àqueles que roubam ou agridem mulheres deve ser aplicada a lei em toda a sua extensão”, assinalou Merkel, falando no mesmo dia em que o movimento anti-imigração “Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente” (PEGIDA) se manifestou em Colónia. Durante a manifestação, com mais de 1.700 pessoas, segundo a polícia, exibiram-se cartazes em que se podia ler “refugiados violadores não são bem-vindos”.
Os manifestantes do PEGIDA envolveram-se em confrontos com a polícia, lançando petardos e latas de cerveja, tendo sido alvejados com canhões de água. Foram efectuadas detenções no final da marcha.Noutro ponto da cidade realizou-se uma segunda manifestação, sem incidentes, promovida por grupos de esquerda, maioritariamente feminina, em que se viam cartazes com a frase “Não toquem nos nossos corpos.
Das 379 detenções até agora realizadas pela polícia alemã, 170 foram em Colónia, estando 120 relacionadas com agressões de cariz sexual. Segundo as autoridades, estão identificados por nome 32 indivíduos, dos quais 22 são candidatos a asilo.
O sucedido em Colónia suscitou um intenso debate em todo o espectro político alemão sobre a política de acolhimento de refugiados seguida por Merkel desde Agosto. Um curso de acção que a chanceler se vê obrigada a alterar pelos acontecimentos da passagem de ano.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 10.01.2016

Jatos militares russos e sírios atacam rebeldes no oeste da Síria

O Exército sírio e milícias aliadas realizaram ataques terrestres contra posições rebeldes na Síria nesta quarta-feira, apoiados por bombardeios aéreos russos, no que parece ser o primeiro grande ataque coordenado desde que a Rússia ingressou na semana passada no conflito, de acordo com um grupo de monitoramento.
Os bombardeios aéreos da Rússia atingiram partes ao norte da província de Hama e áreas próximas na província de Idlib, tendo como alvo localidades perto da principal rodovia norte-sul que atravessa grandes cidades no oeste da Síria, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede em Londres.

Ataques terrestres com mísseis pesados terra-terra alvejaram pelo menos quatro posições de insurgentes na área e houve confrontos pesados em solo, disse o chefe do Observatório, Rami Abdulrahman.

Apesar de a ação coordenada desta quarta-feira marcar uma escalada militar, não ficou imediatamente claro se haveria ganhos rápidos em um conflito que já se arrasta há mais de quatro anos.

"Ainda não há nenhuma informação de qualquer avanço (do governo) no terreno, mas os ataques aéreos atingiram veículos e bases insurgentes", disse Abdulrahman.

Uma fonte regional, a par da situação militar na Síria, disse que as forças sírias, que incluem combatentes do Hezbollah, estavam participando do ataque terrestre contra quatro áreas controladas pelos rebeldes.

A Reuters informou na semana passada que aliados do presidente sírio, Bashar al-Assad, incluindo iranianos, estavam preparando um ataque terrestre na Síria visando recapturar territórios perdidos pelo governo para os rebeldes, que fizeram rápidos avanços este ano.

Abdulrahman, que acompanha o conflito usando fontes na Síria, afirmou que o ataque terrestre estava sendo realizado por "forças do regime" e seus aliados, sem nenhum sinal imediato de envolvimento russo em terra.

A mídia estatal síria e canais regionais pró-governo não mencionaram novos ataques russos ou terrestres nesta quarta-feira.

A Rússia, principal aliada de Assad, iniciou ataques aéreos na Síria há uma semana, dizendo ter como alvo os militantes do extremista Estado Islâmico.

(Reportagem de Sylvia Westall, Dominic Evans e Laila Bassam)

 

Manifestantes vão às ruas na Alemanha após violência no Ano Novo em Colônia

Centenas de manifestantes anti-Islã e outros militantes de esquerda, contrários aos que condenam os muçulmanos, tomaram as ruas de Colônia neste sábado, em decorrência de uma série de abusos sexuais e roubos registrados na véspera de Ano Novo na cidade, a maior parte tendo estrangeiros apontados como responsáveis.

Segundo a polícia, cerca de 1.700 manifestantes do movimento anti-Islã foram mantidos separados de outros 1.300 manifestantes de esquerda, em protestos simultâneos fora da principal estação ferroviária da cidade.

A polícia disse que quatro pessoas foram levados sob custódia e a manifestação anti-islã foi encerrada logo após manifestantes atiraram fogos de artifício e garrafas contra alguns dos policiais. Não houve relatos imediatos de feridos.

Mais cedo, centenas de ativistas dos direitos das mulheres se reuniram em frente à catedral de Colônia para protestar contra a violência na véspera do Ano Novo. Fonte: Associated Press

 

Hospital no Iêmen é atacado e pelo menos 4 morrem, segundo ONG

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/01/2016 12:47:00

Paris, 10 (AE) - Um hospital do grupo Médicos Sem Fronteiras foi atingido por um ataque no norte do Iêmen neste domingo, que matou pelo menos quatro pessoas e feriu dez, informou a entidade humanitária. O episódio é o mais recente de uma série de incidentes fatais em instalações da organização humanitária no país.

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) disseram que o hospital em Razah, distrito da província iemenita de Saada, foi atingido por volta das 9h20 (hora local). A explosão destruiu vários prédios no complexo e as mortes podem aumentar se houver pessoas entre os escombros, disse o grupo em comunicado.

O MSF disse que não conseguiu confirmar a origem do ataque, mas aviões estavam sobrevoando a área no momento. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita tem realizado ataques aéreos no Iêmen desde março passado, com o objetivo de atingir rebeldes houthis, apoiados politicamente pelo Irã. A província de Saada é um foco de concentração dos houthis.

A coalizão saudita ainda não havia comentado o assunto. Com a explosão deste domingo, é a terceira vez que uma instalação do MSF no Iêmen é alvo de um ataque desde o início do conflito no país. Em 27 de outubro, o grupo disse que ataques da coalizão saudita atingiram outro hospital na província de Saada, enquanto a Arábia Saudita negou responsabilidade no caso, dizendo que não havia aviões da coalizão no local atingido. O grupo informou anteriormente também que outro ataque em 3 de dezembro atingiu um posto de saúde na cidade de Taiz, no sul iemenita. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

jornalFolha de SãPaulo” (Brasil), 10.01.2016

Avião dos EUA sobrevoa Coreia do Sul para mostrar força à Coreia do Norte

Um avião bombardeiro dos Estados Unidos sobrevoou neste domingo (10) a Coreia do Sul, em uma demonstração de força do exército americano após o suposto teste de uma bomba de hidrogênioanunciado pela Coreia do Norte.

O bombardeiro B52 Stratofortress, que pode transportar armas nucleares, sobrevoou por alguns minutos a base aérea militar de Osan, 70 km ao sul da fronteira coreana, antes de retornar para sua base.

Este tipo de avião é utilizado com frequência nos exercícios militares anuais conjuntos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, mas seus voos raramente são divulgados.

O último caso havia acontecido em 2013, depois do terceiro teste nuclear norte-coreano. O exército americano utilizou na época um B52 e um bombardeiro B2.

O anúncio do suposto quarto teste nuclear norte-coreano provocou muitas condenações internacionais, mas quase todos os especialistas duvidam que a arma utilizada tenha sido uma bomba de hidrogênio, como Pyongyang deseja que o mundo acredite.

Várias consultas diplomáticas foram realizadas após uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, que prometeu endurecer o leque de sanções já aplicadas contra a Coreia do Norte por seus testes anteriores (2006, 2009 e 2013).

JUSTIFICATIVA

O dirigente norte-coreano Kim Jong-un justificou neste domingo (10) o suposto teste de bomba de hidrogênio como uma necessidade para evitar uma guerra nuclear com os Estados Unidos.

Esta foi a primeira declaração do líder do regime norte-coreano desde que Pyongyang anunciou, na quarta-feira (6), um teste bem sucedido com a bomba H.

O teste nuclear era "uma medida de autodefesa para defender a paz de maneira eficaz na península coreana e a segurança nacional ante os riscos de guerra nuclear provocados pelos imperialistas liderados pelos Estados Unidos", declarou Kim Jong-un, segundo a agência oficial KCNA.

"Trata-se do direito legítimo de um Estado soberano, de uma ação justa que ninguém pode criticar", completou.

VIZINHO DO SUL

Mensagens transmitidas por alto-falantes pela Coreia do Sul mirando a Coreia do Norte trazem os rivais "à beira da guerra", disse um importante oficial norte-coreano, na primeira reação do país à barragem sonora ao longo de sua fronteira.

Em retaliação ao teste, a Coreia do Sul ativou na sexta-feira (8) uma ensurdecedora barragem de propaganda.

Da última vez em que os dispositivos foram acionados, em agosto de 2015, Pyongyang se irritou e os países trocaram artilharia. Até aquele momento, as caixas de som haviam permanecido desligadas por 11 anos.

Hostilidades são comuns entre as duas Coreias, que estão tecnicamente em estado de guerra desde 1953.

O quarto teste nuclear da Coreia do Norte, na quarta-feira (6), irritou tanto os Estados Unidos quanto a China, que não foi avisada com antecedência. No entanto, o governo dos EUA e especialistas em armas duvidam das alegações da Coreia do Norte de que o dispositivo que explodiu era uma bomba de hidrogênio.

Em novo livro, papa diz que corrupção é pecado; leia trecho inédito

Leia a seguir trecho do novo livro do papa Francisco, antecipado pela Folha, no qual ele aborda a corrupção.

O lançamento de "O Nome de Deus é Misericórdia", produzido em parceria com o vaticanista Andrea Tornielli, do diário italiano "La Stampa", acontece nesta terça-feira (12).

"A corrupção é o pecado que, em vez de ser reconhecido como tal e de nos tornar humildes, se tornou sistema, (...), uma forma de vida. Não sentimos necessidade de perdão e de misericórdia, mas justificamo-nos e aos nossos comportamentos.

Jesus diz aos seus discípulos: 'Se alguém te ofender sete vezes ao dia e sete vezes vier te dizer 'Arrependo-me', perdoa-lhe'. O pecador arrependido, que depois cai e recai no pecado por motivo da sua fraqueza, encontra novamente perdão quando reconhece que necessita de misericórdia. O corrupto, por sua vez, é aquele que peca e não se arrepende, peca e finge ser cristão, e com a sua dupla vida provoca escândalo."

*

"O corrupto não conhece a humildade, não sente necessidade de ajuda, leva uma dupla vida. Em 1991, dediquei a este tema um longo artigo, publicado num pequeno livro, 'Corrupção e Pecado'.

Não é preciso aceitar o estado de corrupção como se fosse apenas mais um pecado. Embora muitas vezes se identifique a corrupção com o pecado, na realidade trata-se de duas realidades diferentes, apesar de interligadas.

O pecado, sobretudo se reiterado, pode levar à corrupção, mas não quantitativamente –no sentido de que um determinado número de pecados não fazem um corrupto–, quando muito qualitativamente: criam-se hábitos que limitam a capacidade de amar e levam à autossuficiência. O corrupto cansa-se de pedir perdão e acaba por acreditar que não deve pedir mais."

*

"Não nos transformamos de repente em corruptos; existe um longo caminho de declínio, para o qual se desliza e que não se identifica simplesmente com uma série de pecados.

Uma pessoa pode ser uma grande pecadora e no entanto pode não ter caído na corrupção. Aludindo ao Evangelho, penso no exemplo das figuras de Zaqueu, de são Mateus, da samaritana, de Nicodemo, do bom ladrão: nos seus corações, pecadores todos, tinham alguma coisa que os salvava da corrupção. Estavam abertos ao perdão (...), e foi essa abertura que permitiu que a força de Deus entrasse.

Ao reconhecer-se como tal, o pecador de alguma forma admite que aquilo a que aderiu, ou adere, é falso. Por sua vez, o corrupto esconde aquilo que considera o seu verdadeiro tesouro, aquilo que o torna escravo, e disfarça o seu vício com a boa educação, arranjando sempre uma forma de salvar as aparências."

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 10.01.2016

Kim Jong-un explica teste nuclear. "É apenas autodefesa contra os imperialistas"

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, falou publicamente pela primeira vez do teste nuclear com uma bomba de hidrogénio levado a cabo na passada quarta-feira.

Durante uma visita realizada a propósito por Ano Novo à agência que coordena e administra o Exército Popular, Kim Jong-un defendeu que o ensaio nuclear é "uma medida justa que ninguém deve criticar", segundo o texto publicado pela KCNA.

"É uma medida de autodefesa para proteger de forma fiável a paz na península coreana e a segurança regional do perigo de uma guerra nuclear provocada pelo grupo de imperialistas que os Estados Unidos lidera", disse, durante a visita, cuja data exata não foi adiantada.

Na quarta-feira, Pyongyang anunciou ter realizado o seu quarto teste nuclear e que, pela primeira vez, tinha detonado uma bomba de hidrogénio.

Este artefacto seria mais poderoso do que os detonados pela Coreia do Norte nos testes anteriores (2006, 2009 e 2013), apesar de haver especialistas que duvidam que o regime tenha conseguido desenvolver uma bomba H com base no alcance que a explosão ocorrida teve, considerando que provavelmente se tratou na realidade de uma arma de fissão potenciada.

O anúncio de Pyongyang agudizou a tensão regional e desencadeou a condenação de grande parte da comunidade internacional, estando o Conselho de Segurança da ONU a debater eventuais novas sanções contra o regime norte-coreano.

Kim sublinhou ainda, no seu discurso, de acordo com a agência noticiosa estatal, que o ensaio atómico foi realizado "no arranque do ano em que celebrar-se-á o sétimo congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia".

A Coreia do Norte convocou para maio o primeiro congresso do partido único em 36 anos, um evento que pode vir a marcar o futuro político do hermético regime de Kim Jong-un.

Arábia Saudita e Irão continuam uma guerra com 13 séculos

Dois países muçulmanos que já se enfrentavam em várias guerras por procuração parecem à beira do conflito direto. Uma rivalidade bem atual, mas muito cheia de rancores históricos.

Há uma semana uma multidão incendiou a embaixada saudita em Teerão e levou o reino a cortar relações com o Irão. Foi esse o início da tensão entre os dois países muçulmanos?

Não. A tensão tinha já aumentado na véspera, e muito, com a execução de um clérigo xiita da Arábia Saudita, o xeque Nimr al-Nimr, condenado por traição, depois de três anos preso por liderar os protestos na província oriental contra a família real. Educado no Irão, onde se tornou ayatollah, Al-Nimr questionava a discriminação política, religiosa e económica dos xiitas da Arábia Saudita, que serão 15% da população e se concentram nas zonas mais ricas em petróleo. Acusado de querer derrubar a dinastia Saud, a execução, no mesmo dia de meia centena de presos da Al-Qaeda, gerou indignação entre os xiitas mundo fora. E o líder máximo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei, prometeu mesmo "vingança divina". Com esta sequência de acontecimentos, e todo o passado das relações irano-sauditas, a rutura não surpreende.

Todo o passado? Estamos a falar desde quando?

Bem, as respostas podem ser várias. No mínimo desde 1979, quando a Revolução Islâmica derrubou o xá do Irão. O discurso revolucionário do ayatollah Khomeini, antecessor de Ali Khamenei, assustou os regimes conservadores do Médio Oriente, sobretudo as monarquias árabes. Para reforçar essa desconfiança, notou-se o dedo de Teerão por trás de uma tentativa de golpe no Bahrein em 1981 e de um atentado contra o emir do Koweit em 1983. Não por acaso, sauditas e koweitianos financiaram durante uma década o Iraque de Saddam Hussein na guerra com o gigante persa.

Gigante persa contra monarquias árabes. Há aqui uma questão étnica também, apesar de todos serem muçulmanos?

Sim, o Irão é herdeiro da Pérsia, civilização com milhares de anos. E apesar de ter cedido à conquista árabe no século VII e adotado o islão, nunca renunciou ao passado glorioso. Aliás, os citadinos persas têm fama de olhar com sobranceria para os beduínos que, liderados por Maomé, criaram o islão. Do mesmo modo, os árabes desconfiam desses muçulmanos que, apesar de começarem também a sua era em 622, ano da Hégira (fuga do profeta de Meca para Medina), nunca adotaram o calendário lunar. Por isso, o ano islâmico está em 1437 e o persa em 1394.

Contudo, a oposição entre xiismo e sunismo é mais relevante neste choque entre o Irão e a Arábia?

De certa forma, sim, como prova o modo como surgiu a atual tensão. O Irão só se tornou oficialmente xiita no século XVI, quando a dinastia Safávida decidiu fazer desse ramo do islão a religião do Estado. Mas a força da cultura persa, aliada à grande população, tornou o país o líder do xiismo. Por isso, a influência dos ayatollahs em vários países do Médio Oriente, a ponto de se falar do arco xiita que vai do Líbano ao Irão, passando por Síria e Iraque.

O que os separa?

O sunismo representa 90% dos 1500 milhões de muçulmanos no mundo. O nome deste ramo vem da palavra árabe suna, que quer dizer "caminho feito ou tradição". É dominante na Indonésia, mais populoso país islâmico, e também no Paquistão, Turquia, Egito, no Magrebe, e, claro, na península Arábica. Já o xiismo vem da expressão árabe shiat Ali, os "partidários de Ali", e além do Irão é maioritário no Iraque, no Azerbaijão e no Bahrein, com importantes comunidades na Síria, no Líbano e no Iémen. Há certas diferenças teológicas, com o xiismo a ter um clero organizado e a crer numa linhagem de 12 imãs, que começa em Ali e vai até um que desapareceu no século IX, aguardando a vinda do messias.

Costuma falar-se da Batalha de Kerbala como momento decisivo do cisma islâmico. Que se passou?

Estávamos ainda nas primeiras décadas depois da morte de Maomé e os muçulmanos debatiam-se entre a fidelidade à família do profeta e aos novos senhores da guerra, como Yazid I, fundador da dinastia dos Omíadas, que teve Damasco como capital. Ali, primo de Maomé e casado com Fátima, filha do profeta, chegou a ser califa. Mas, depois do seu assassínio, o filho Hassan não teve força suficiente para se impor e em 680, em Kerbala, no atual Iraque, acabou por ser derrotado pelos Omíadas e decapitado. É esse martírio que ainda hoje é recordado em cerimónias pelas massas xiitas, que se autoinfligem golpes para relembrar o sofrimento do neto de Maomé. Travada há 1300 anos, esta batalha está viva no imaginário do Médio Oriente, em especial entre os crentes do xiismo.

No cristianismo houve conflitos internos, como a Guerra dos 30 anos, mas tudo parece pacificado. No islão há conflito permanente entre xiitas e sunitas?

Bem, convém não esquecer que nos anos 1990 na ex-Jugoslávia os croatas, em nome do catolicismo, combatiam os sérvios, campeões da ortodoxia, o que significa que as guerras dentro das religiões podem sempre ressurgir. Mas no islão tem havido longos períodos de coexistência pacífica entre xiitas e sunitas, que seguem os mesmo cinco pilares do islão (crer em Deus e que Maomé é o seu profeta, fazer as cinco orações diárias, respeitar o jejum do Ramadão, fazer a peregrinação a Meca, dar esmola). Claro que são atrozes os abusos dos talibãs sobre os hazaras, a perseguição do Estado Islâmico aos alauítas da Síria ou os atentados a mesquitas xiitas no Paquistão.

Falando na Síria, e regressando ao século XXI, Irão e Arábia Saudita têm estado em lados opostos, certo?

Sim, desde os primeiros momentos da revolta contra o regime de Bashar al-Assad em 2011 que a Arábia Saudita viu uma oportunidade para afastar um ditador laico, o filho de Hafez al-Assad, esse velho amigo da União Soviética e depois da Rússia, hostil aos monarcas árabes. O Irão, pelo contrário, tem interesse em defender a posição de Assad, cujo pai, durante a Guerra Irão-Iraque, foi o único líder regional que não apoiou Saddam, um sunita à frente de um país de maioria xiita. Além disso, existe solidariedade natural pela proximidade entre o xiismo duodecimano (dos 12 imãs) e o alauísmo, tido como um ramo dissidente do xiismo (e na opinião de muitos muçulmanos nem sequer corrente do islão).

No terreno, como se pode notar esse conflito entre Irão e Arábia Saudita?

É fácil. O Irão financia e arma o exército de Assad e promove o apoio a Damasco tanto do Hezbollah libanês como das milícias xiitas iraquianas. Tudo isto com a colaboração de Moscovo, que também tem usado a sua aviação para proteger o grande aliado regional. Já a Arábia Saudita, optou por apoiar sem grande critério todos os grupos armados em luta contra Assad, fossem a Al-Nusra, próxima da Al-Qaeda, ou até a organização que se transformaria no Estado Islâmico. Depois de perceber que os jihadistas tinham ultrapassado todos os limites e até se virado contra os patrocinadores, os sauditas alinharam com a coligação liderada pela América.

Além da Síria, há outras guerras por procuração entre sauditas e iranianos?

Pelo menos mais uma: no Iémen, onde os sauditas combatem ao lado do governo contra a rebelião Houthi, xiitas que contam com a simpatia iraniana. Ainda na quinta-feira, o Irão acusou a aviação saudita de ter atingido a embaixada em Sanaa.

E, se houvesse uma guerra aberta entre Irão e Arábia Saudita, quem venceria?

Primeiro que tudo, não é provável essa guerra, mesmo que não seja impossível. Seria um conflito terrível, capaz de desestabilizar a região, o mundo islâmico e até o planeta, pois Arábia Saudita e Irão estão entre os grandes produtores petrolíferos. De qualquer forma, a vantagem teórica não é clara para nenhum dos lados: o Irão tem mais população, um exército mais experiente e um fervor étnico-religioso que poderia revelar-se valioso no campo de batalha; mas a Arábia Saudita foi o maior importador de armamento em 2014, possui aviões modernos e sistemas de defesa comprados aos Estados Unidos. A única certeza é que uma guerra em grande escala entre os dois países traria destruição e pobreza aos dois lados.

Vários países, casos do Sudão, do Bahrein e do Jibuti, imitaram a Arábia e cortaram relações com o Irão. É lógica a sua atitude?

Trata-se de países interessados em mostrar lealdade a Riade para tirar o máximo de proveitos futuros. Um deles, o Sudão, até chegou a ter boas relações com Teerão, com cooperação militar e troca de visitas de Estado. De qualquer forma, são países de maioria sunita, que escolheram o lado óbvio na disputa, com exceção do Bahrein, que tem uma maioria de população xiita.

Como se explica o Bahrein?

É simples. O rei é sunita e perante a contestação da população, que reclama mais democracia na ilha, tem recorrido a duas soluções: acusar o Irão de fomentar a revolta e pedir ajuda aos sauditas. Em 2011, quando a população nas ruas contestava o monarca, seguindo os ventos da Primavera Árabe que tinham começado a soprar a partir da Tunísia, os sauditas intervieram contra os manifestantes. O regresso da estabilidade agradou aos Estados Unidos, pois a Quinta Esquadra Americana tem base no Bahrein.

De que lado estão os Estados Unidos neste braço-de-ferro?

A Arábia Saudita é um velho aliado dos Estados Unidos, enquanto o Irão desde 1979 chama à América "Grande Satã", o que deveria permitir uma resposta óbvia. Mas o melhor que se pode dizer é que o presidente Barack Obama tudo fará para acalmar o choque entre Riade e Teerão, de modo a garantir três prioridades: que os sauditas se mantenham um parceiro, que o Irão continue a respeitar o acordo nuclear do ano passado e que a cooperação para acabar com a guerra na Síria não seja posta em causa.

Rússia e China mostram preferências?

A Rússia tem excelentes relações com o Irão e nos últimos tempos a partilha de interesses na Síria até gerou cooperação militar. Ao mesmo tempo, a desconfiança de Moscovo com a casa real Saud é antiga. Contudo, houve uma tentativa de aproximação recente com Riade, só prejudicada pela intervenção na Síria. Mesmo assim, a Rússia sente-se confortável em oferecer-se para mediar. Quanto à China, compradora de petróleo ao Irão e à Arábia Saudita, evita tomar partido.

E o petróleo, vai subir de preço com esta crise?

A reação inicial dos mercados foi negativa, mas durou pouco. As crises no Médio Oriente deixaram de ter repercussão automática na cotação do crude, basta pensar que, apesar das guerras na Síria, no Iraque, no Iémen e na Líbia, o petróleo está a ser vendido ao preço mais baixo numa década.

E, com esses preços baixos, sauditas e iranianos não deviam ter a economia em vez da guerra como prioridade?

Sim, e é evidente que os governantes de Riade e de Teerão se preocupam com a economia. Os sauditas inundam o mercado de petróleo para não perderem quota de mercado e estrangularem os produtores americanos, valendo-se das suas milionárias reservas de divisas para suportarem as fracas receitas. Quanto ao Irão, depois do sufoco que foram as sanções por causa do nuclear, o regresso aos mercados já é positivo. De qualquer forma, a política externa é tão importante como a economia para a sobrevivência da monarquia saudita e da república islâmica.

Estão ambas ameaçadas?

Os Saud têm vindo a ser contestados pelos jihadistas (nada de novo, Bin Laden, fundador da Al-Qaeda, perdeu a nacionalidade por criticar a aliança com os americanos) e com este braço-de-ferro com o Irão reforçam a sua liderança sobre o mundo sunita, que tenderá a unir fileiras em seu redor. Já os ayatollahs, confrontados com o desejo de abertura da sociedade, confiam no seu projeto de construção de uma grande potência xiita para manter a legitimidade.

Salman da Arábia Saudita tem 80 anos, Ali Khamenei, 76. Ao mesmo tempo, tanto Arábia como Irão são países de jovens. É de esperar que as novas gerações enterrem as velhas disputas?

É verdade que os jovens predominam em ambos os países (metade da população tem menos de 25 anos tanto na Arábia Saudita como no Irão). Mas a rivalidade entre árabes e persas, e sobretudo entre sunitas e xiitas, está tão enraizada que não desaparecerá de um dia para o outro. Aliás, nada garante sequer que não se extreme.

Como sintetizar esta crise?

É um choque entre duas legitimidades: a dos guardiães das cidades santas do islão e a dos guardiães da revolução islâmica. Um choque com 13 séculos de antecedentes.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 10. 01.2016

Ministro alemão acredita que ataques em Colónia estavam planeados

O ministro alemão da Justiça, Heiko Maas, insistiu este domingo que, na sua opinião, as agressões sexuais registadas na véspera de Ano Novo em Colónia foram planeadas e pediu às forças de segurança para investigar possíveis conexões entre as pessoas envolvidas.

"Quando uma multidão se reúne para cometer crimes, parece ter de ter sido planeado de alguma forma. Não me podem dizer que não foi coordenada ou preparada", frisou numa entrevista ao semanário "Bild am Soontag", citado pela agência EFE.

Os últimos dados da polícia de Colónia indicam terem havido 379 denúncias de alegados crimes na estação de comboios de Colónia durante a noite de 31 de dezembro, 40% das quais motivadas por agressões sexuais, sendo a maioria dos alegados responsáveis oriunda de países do norte de África.

 

Hollande visita mesquita de Paris, um ano depois do ataque Charlie Hebdo

O presidente francês, François Hollande, fez este domingo uma visita surpresa à grande mesquita de Paris, um ano após os ataques jiadistas na capital francesa.

"O presidente teve um momento de troca, convívio e fraternidade durante o chá", disse um oficial da presidência francesa.

Mais cedo, Hollande participou num evento discreto para marcar um ano desde que 1,5 milhões de pessoas se concentraram no centro de Paris, numa demonstração de protesto aos tiroteios no jornal Charlie Hebdo e a um supermercado judeu na capital francesa.

As mesquitas de toda a França abriram este fim de semana as portas ao público numa tentativa da comunidade muçulmana de construir pontes com a restante comunidade, na sequência de uma série de ataques jihadistas que atingiram a França em 2015.

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 10. 01.2016

Refugiados com dificuldades de entrada na União Europeia

10 de Janeiro, 2016

A União Europeia (UE) reforçou os efectivos e os meios da Agência Europeia de Controlo nas Fronteiras Externas (FRONTEX) com 293 novos agentes e 15 barcos no Mediterrâneo Oriental, na rota dos Balcãs utilizada por milhares de migrantes provenientes do Sudão, Somália, Eritreia, Síria, Iraque e Afeganistão.

Segundo um comunicado do Conselho dos Estados-membros, citando a Organização Internacional das Migrações (OIM), 3.771 pessoas morreram em 2015 ao tentar entrar na Europa através da travessia no Mar Mediterrâneo. 
A União Europeia está determinada a conter o fluxo de migrantes que chegam de forma contínua à Europa, anunciou o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, que assume doravante por seis meses a presidência em exercício da UE, no termo de uma reunião em Haia com membros da Comissão Europeia.
O fluxo de migrantes na União Europeia preocupa ao mais alto nível os líderes europeus, sobretudo após os factos ocorridos nas vésperas do Ano Novo na Alemanha, onde diversas mulheres se queixaram à Polícia por agressões sexuais levadas a cabo por refugiados.
Os agressores foram identificados como sendo jovens árabes exprimindo-se em inglês, sem que se possa determinar em concreto se são refugiados sírios ou magrebinos, que falam francês.

 

Rússia lança alerta para risco de guerra

10 de Janeiro, 2016

A Rússia e a China alertaram ontem para uma possível escalada da tensão política e militar no Nordeste da Ásia, após o teste de uma bomba de hidrogénio realizado pela Coreia do Norte.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Igor Morgulov, e o representante especial da China para Pyongyang, Wu Dawei, acusaram a Coreia do Norte, durante uma conversa telefónica, de violar “as resoluções do Conselho de Segurança da ONU”.
Os diplomatas consideram que as acções de Pyongyang, condenadas unanimemente pela comunidade internacional, “podem ajudar a aumentar a tensão política e militar na região”, informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em comunicado.
Ao mesmo tempo, pronunciaram-se a favor da solução da crise nuclear coreana dentro das negociações do Grupo dos 6 (China, Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Rússia e Estados Unidos).
Igor Morgulov e o representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Sao Kim, também consideraram ontem que as acções de Pyongyang são “uma aberta violação” das resoluções da ONU.
A Rússia, que tem apenas 20 quilómetros de fronteira terrestre com a Coreia do Norte, aumentou nos últimos anos a cooperação com as autoridades de Pyongyang, após duas décadas de estagnação desde a queda da URSS. 
O Kremlin reiterou que não aceita que a Coreia do Norte alcance o estatuto de potência nuclear de carácter militar, posição adoptada também em 2006, 2009 e 2013, quando Pyongyang efectuou testes de armas atómicas.
Segundo a imprensa internacional, a China está muito preocupada com a atitude imprevisível do país vizinho, com quem as relações já haviam esfriado nos últimos meses, e pela primeira vez expressou a sua “firme oposição” a um teste nuclear de Pyongyang. As grandes potências temem que haja novos confrontos militares entre as duas Coreias, após ambos países decidirem retomar as transmissões de propaganda pelos alto-falantes instalados no Paralelo 38, o lugar mais militarizado do Mundo.

Apoio ao Japão

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, afirmou ontem o compromisso de defender o Japão e demais aliados da região contra possíveis ataques da Coreia do Norte.
Ashton Carter transmitiu a posição dos Estados Unidos ao seu homólogo japonês, Gen Nakatani, durante uma avaliação da segurança no Extremo Oriente, após o recente teste nuclear da Coreia do Norte, “O secretário Carter e o ministro Nakatani concordaram que o teste nuclear da Coreia do Norte é um acto inaceitável e irresponsável, que mina a segurança e a estabilidade regionais”, informou o Pentágono (Ministério da Defesa dos EUA).
O embaixador brasileiro na Coreia do Norte, Roberto Colin, explicou que o teste de uma bomba de hidrogénio realizado por Pyongyang há quatro dias teve como objectivo principal pressionar os EUA para que negoceiem um acordo de paz e para mostrar ao Mundo que o país tem condições de se defender de ataques estrangeiros, segundo a Coreia do Norte. “Pyongyang justifica que não tem outra escolha, porque não há quem possa defender o país de uma eventual agressão norte-americana”, argumentou Roberto Colin, citado pela imprensa internacional. 
Assim como o Japão e os Estados Unidos, diversos países, incluindo o Brasil, Rússia e China, condenaram o teste norte-coreano, considerado uma violação do direito internacional e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. 
Segundo a imprensa norte-coreana, Pyongyang ignora as posições da comunidade internacional, mas o seu Governo está disponível para abordar o desenvolvimento da sua capacidade atómica com os seus tradicionais parceiros, dentro dos princípios de respeito mútuo.

jornalDiário de Notícias” (Brasil), 06.01.2016

Ban Ki-moon condena teste da Coreia do Norte e diz ser profundamente preocupante

 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou nesta quarta-feira o anúncio feito pela Coreia do Norte de ter realizado um teste com uma bomba de hidrogênio, chamando-o de uma ação "profundamente desestabilizadora para a segurança da região" e pediu para que Pyongyang pare qualquer outra atividade nuclear e cumpra suas obrigações para "provar que não possui nenhum programa nuclear".

Ban Ki-moon falou aos jornalistas pouco antes da reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre o anúncio norte-coreano, o primeiro passo em direção a um provável aperto das sanções internacionais sobre o país.

O chefe da ONU afirmou que o último teste é "profundamente preocupante" e "mais uma vez viola as numerosas resoluções do Conselho de Segurança, apesar do pedido da comunidade internacional para cessar tais atividades".

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disse em comunicado que condena "o contínuo desenvolvimento pela Coreia do Norte de armas nucleares e programas de mísseis balísticos e sua retórica inflamatória e ameaçadora". Fonte: Associated Press.

Iraque se oferece para mediar conversas entre o Irã e a Arábia Saudita

O ministro de Relações Exteriores do Iraque, Ibrahim al-Jaafari, se ofereceu nesta quarta-feira para atuar como mediador para tentar resolver as tensões diplomáticas entre o Irã e a Arábia Saudita, que se intensificaram depois que o reino executou um clérigo xiita e manifestantes iranianos, em resposta, atearam fogo na embaixada da Arábia Saudita em Teerã. Os acontecimentos levaram o reino a cortar relações diplomáticas com o Irã e chamar de volta seus embaixadores.

Jaafari fez o anúncio durante uma entrevista coletiva ao lado do chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, transmitida ao vivo pela televisão estatal iraniana.

Algumas nações árabes sunitas seguiram o exemplo dos sauditas e cortaram ou diminuíram seus laços diplomáticos, enquanto outras ofereceram palavras de precaução destinadas a acalmar a situação.

O ministro referiu-se à execução do clérigo Nimr al-Nimr como um "crime", uma descrição que levantou a dúvida se as autoridades sauditas irão considerar tal oferta. O reino e seus aliados dizem que al-Nimr foi executado depois de ser julgado como terrorista e condenado à morte sob a lei saudita.

"Essa responsabilidade foi dada a nós e temos sido ativos desde os primeiros momentos para que as tensões sejam reduzidas e evitar que um desastre aconteça, o que poderia afetar toda a região", disse Jaafari.

A Rússia também se ofereceu como mediador, embora não esteja claro se as autoridades sauditas ou iranianas responderam à proposta. Fonte: Associated Press.

jornalJornal do Brasil” (Brasil), 06.01.2016

Nicolás Maduro desafia oposição a convocar referendo para tirá-lo do poder

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desafiou hoje (6) a oposição, empossada ontem (5) na Assembleia Nacional, a convocar um referendo revogatório para tirá-lo do poder e deixar que os venezuelanos decidam sobre o futuro político do país.

“Que convoquem um referendo revogatório e que o povo decida", afirmou Maduro em entrevista ao canal estatal "VTV", após ser questionado sobre os planos do novo parlamento.

Durante a semana, a oposição venezuelana manifestou a intenção de criar uma estratégia para tirar o presidente Nicolás Maduro do governo até julho de 2016.

O líder político da oposição e secretário-geral do partido Ação Democrática (AD), Henry Ramos, disse, em sua coluna semanal publicada no jornal Nuevo País, que as partes que compõem a chamada Mesa da Unidade Democrática (MUD) estão empenhadas em promover uma mudança de governo nos próximos seis meses.

“O compromisso para os próximos seis meses subsequentes após a tomada de posse na nova Assembleia Nacional é criar uma solução constitucional, democrática, pacífica e eleitoral para a mudança de governo", afirmou Henry Ramos em 27 de dezembro.

O canal estatal venezuelano TeleSur informou que as primeiras sessões da recém-empossada Assembleia Nacional promovem a impunidade e minam o caráter democrático da Venezuela. Segundo a mídia local, há o risco da aprovação de leis neoliberais e impopulares que foram apresentadas por seus próprios líderes.

Mais de 2 mil testes nucleares já foram feitos no mundo desde 1945

A bomba de hidrogénio que a Coréia do Norte assegura ter testado hoje (6) de madrugada eleva para 2.056 o número de testes nucleares realizados a nível mundial desde 1945.

O primeiro ensaio nuclear foi realizado pelos Estados Unidos em 16 de julho de 1945. Denominado Experiência Trinity, o teste ocorreu a 48 quilómetros de Socorro, próximo de Alamogordo, no Novo México.

Após o êxito do teste, Washington lançou em agosto desse mesmo ano duas bombas atómicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, provocando a morte de cerca de 200 mil pessoas até fins de 1945.

As vítimas mortais relacionadas com esses dois bombardeios aumentariam ao longo dos anos em decorrência dos níveis de radioatividade e das doenças associadas.

Segundo a Organização do Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares (CTBTO, na sigla em inglês), o número de testes nucleares realizados nas últimas sete décadas, até fevereiro de 2013 (quando o regime de Pyongyang testou outro dispositivo), era de 2.055.

No ranking das potências nucleares, os Estados Unidos lideram com a realização de 1.032 testes nucleares, seguidos pela antiga União Soviética e Rússia, com 715.

França (210), Reino Unido (45), China (45), Índia (3), Paquistão (2) e Coréia do Norte, com quatro testes, incluindo este último ensaio anunciado por Pyongyang, são os outros países que constam da lista.

De acordo com os dados disponibilizados pela CTBTO, os testes nucleares realizados entre 1945 e 1980 libertaram 510 megatoneladas de energia, equivalente a 34 mil bombas usadas em Hiroshima.

Em 1996, quando foi iniciado o processo para o Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares, as grandes potências estabeleceram moratórias unilaterais, que foram respeitadas até hoje. Só a Índia, Paquistão e a Coréia do Norte quebraram essa moratória.

Entre as potências nucleares, o regime norte-coreano foi o último a surgir com os testes de armas atómicas, em 2006.

Desde então, Pyongyang realizou testes em 2009 e 2013 e, caso se confirme o ensaio desta madrugada, nesta primeira semana de 2016.

As manobras levaram à imposição de sanções internacionais contra o regime norte-coreano.

Várias resoluções das Nações Unidas proíbem Pyongyang de realizar atividades nucleares ou ligadas à tecnologia de mísseis balísticos.

O Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares já foi assinado por 183 países, dos quais 162 ratificaram o documento.

O tratado ainda aguarda pela aprovação de oito países detentores de tecnologia nuclear: China, Egito, Coréia do Norte, Índia, Irã, Israel, Paquistão e Estados Unidos.

O primeiro artigo deste tratado estabelece que todos os estados signatários devem assumir o compromisso de não realizar testes de explosões, testes de armas nucleares ou de qualquer outra explosão nuclear.

Como explica a CTBTO, entidade que prepara e promove a aprovação do tratado, o protocolo proíbe explosões em toda a superfície do planeta, debaixo de água ou em zonas subterrâneas.

Merkel fica sob pressão após estupros ocorridos em Colônia

Mais de mil homens teriam participado de ato criminoso

Agência ANSA

Após uma centena de estupros na cidade de Colônia, o governo alemão de Angela Merkel está sob pressão para limitar o número de estrangeiros que chegam ao país. Segundo a polícia de Colônia, foram cerca de mil agressores que atuavam em pequenos grupos na noite de Réveillon.

Eles circulavam as mulheres que estavam mais isoladas das comemorações e praticavam o crime. Até o momento, nenhuma pessoa foi presa.

O Ministério do Interior da região de Land-Renânia-Westfalia emitiu uma nota dizendo que investiga uma rede criminosa que atua na cidade vizinha de Düsseldorf - que fica a 40 quilômetros de Colônia. A afirmação tem como base episódios ocorridos em 2015 naquela cidade, só que em menor escala, em que o modus operandi era bastante similar.

Os estupros deixaram o país em choque e suscitaram debates acalorados nas mídias alemães sobre a entrada dos imigrantes no país. Isso porque uma das vítimas informou que os agressores tinham feições "árabes ou norte-africanas". Até uma manifestação foi realizada na cidade onde os casos ocorreram cobrando uma postura de "fechamento de fronteiras" da chanceler - que se recusa a por uma limitação no fluxo.

Andreas Scheuer, secretário-geral do CDU, a coalizão de Merkel, afirmou que se for comprovado que os "culpados das agressões foram refugiados ou imigrantes com pedido de asilo, será o fim imediato de sua estadia na Alemanha".

Já o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, destacou que os responsáveis pelos crimes "devem ser punidos independentemente das suas nações de origem". Ele ainda afirmou que se "entre os bêbados que cometerão o crime há imigrantes" isso será "enfrentado de maneira aberta".

Além da pressão de grande parte dos alemães, Merkel enfrenta as forças dentro de seu partido querem impor o número de 200 mil refugiados por ano, o que está muito abaixo do que a Alemanha recebeu em 2015, quando foram solicitados mais de um milhão de pedidos.

Ontem (05), Merkel chegou a telefonar para a prefeita do município, Henriette Reker, para exprimir sua indignação e pedir uma "dura resposta do Estado" contra os crimes. Polêmica: Está rodando nas redes sociais um vídeo de Angela Merkel afirmando que as alemães "devem aceitar que os imigrantes são mais criminosos" do que o povo local.

Os sete segundos da fala de Merkel aparecem fora de contexto e não há data sobre quando esse material foi gravado. Porém, as imagens provocaram uma série de críticas dos usuários das redes sociais, condenando a postura da chanceler.

- União Europeia pede respeito às leis para imigrantes: A União Europeia pediu que os países do bloco respeitem às leis existentes para os estrangeiros que vão ao continente em busca de refúgio após uma reunião com líderes da Dinamarca e Suécia nesta quarta-feira (06).

"Concordamos que [o Tratado de] Schengen deve ser respeitado e que as medidas tomadas devem ser mantidas apenas para o essencial, ou seja, até o quando houver uma redução no fluxo", disse o comissário para a Migração e Cidadania, Dimitris Avramopoulos.

A reunião com os dois países- mais a Alemanha - ocorreu após a Suécia anunciar medidas de checagem de imigrantes na fronteira com a Dinamarca e este último estar estudando implantar a mesma medida. As nações querem frear o alto número de pedidos de asilo recebido no ano passado.

O secretário alemão de Assuntos Internos, Ole Schroeder, afirmou ao fim do encontro que essas situações delicadas ocorrem porque as regras da União Europeia não são respeitadas e os Estados-membros não querem colocar em prática as soluções apresentadas pelo Conselho Europeu para enfrentar a crise imigratória.

Já o ministro sueco para a Imigração, Morgan Johansson, voltou a aumentar o tom e disse que a UE precisa tomar "medidas para diminuir o fluxo sobre aquilo que se tornou uma auto-estrada" para os fluxos via Balcãs e disse ser necessário "um reforço nas fronteiras externas".

"Somos o país que recebeu o maior número de refugiados por capita. Chegaram 115 mil só nos últimos quatro meses e 26 mil menores de idade não acompanhados. Não podemos aceitar isso.

Precisamos trabalhar juntos para proteger nossas regras", disse Johansson.

A ministra dinamarquesa do Interior, Inger Stojberg, confirmou que seu governo "reforçou os controles nas fronteiras", mas que ainda não "introduziu a obrigação do controle de identidade dos passageiros para as companhias de transportes".

"Porém, estamos monitorando a situação hora por hora. Se necessário, colocaremos na hora a medida e com um pequeno pré-aviso", disse Stojberg.

Quem se manifestou sobre a possível restrição na entrada de estrangeiros na Europa foi o presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Angelo Bagnasco. Para o religioso, "não há muro que possa parar essa marcha" imigratória ao continente.

"Não há muro que possa parar esa marcha dos povos do sul pra o norte do mundo ou das multidões de pobres, daqueles que vivem o drama das guerras e da violência, da perseguição pela fé, até os países em que se espera que possam oferecer um amanhã melhor e uma liberdade mais verdadeira", disse Bagnasco em um missa em Gênova.

O presidente da CEI destacou que os ocidentais "são extremamente sensíveis à nossa liberdade, a nossa autonomia e a nossa independência". E que assim, "capturados pelo nosso eu individual temos o temor da ingerência dos outros, de qualquer ingerência, de qualquer intromissão, de qualquer palavra que indiquem o caminho a percorrer". (ANSA)

Homem que ficou nu na Basílica de São Pedro é brasileiro

Trata-se de um enfermeiro paulista de 44 anos de idade

Agência ANSA

O homem que tirou a roupa dentro da Basílica de São Pedro, no Vaticano, na última segunda-feira (4) é um brasileiro.

Segundo o jornal italiano "Corriere della Sera", trata-se de um paulista de 44 anos que chegara poucos dias antes a Roma. Após ter superado o forte esquema de segurança na igreja, o indivíduo - que é enfermeiro - ficou completamente nu, levando apenas uma mochila nas costas e um par de tênis nos pés.

Sem roupa, ele começou a gritar, até ser contido pela Gendarmaria Vaticana, que o imobilizou. De acordo com a polícia, o brasileiro estava em estado de confusão e foi levado para a ala psiquiátrica de um hospital vizinho.

Logo após o incidente, o vice-diretor da sala de imprensa da Santa Sé, padre Ciro Benedettini, chegou a dizer que o homem era um "sem-teto".

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 06.01.2016

Conflito irano-saudita abre portas a guerra civil no mundo islâmico

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Riade quer neutralizar crescente influência de regime iraniano na região e restringir efeitos positivos do fim das sanções neste país.

O presidente iraniano Hassan Rouhani a criticar "o grande crime" da execução do clérigo xiita Nimr al-Nimr pela Arábia Saudita, o Koweit a chamar o seu embaixador em Teerão, o Conselho de Cooperação do Golfo a anunciar para sábado uma reunião de emergência, em Riade, para discutir a crise irano-saudita, foram alguns dos desenvolvimentos verificados ontem, que revelam a gravidade da situação que envolve as duas potências na região do Golfo Pérsico.

Outros sinais surgiram das preocupações de analistas do setor petrolífero a considerarem que a determinação saudita em defender a sua quota do mercado petrolífero, mantendo os preços baixos, não se vai alterar nos próximos tempos. A estratégia de Riade não visa apenas o objetivo de manter a fatia de mercado - tem como objetivo neutralizar, o efeito que terá a chegada ao mercado do petróleo iraniano, a partir de meados deste ano, e seus efeitos para a economia deste último país. Com a entrada no mercado de cerca de um milhão de barris de petróleo iraniano por dia, um preço superior aos 36 dólares, que se registaram ontem nos mercados de Londres e de Nova Iorque, seria importante para o futuro da economia de Teerão.

Os conflitos na Síria e no Iémen são apresentados como outros exemplos em que a rivalidade irano-saudita pode ditar o agravamento das respetivas situações, ao contrário de levar a alguma forma de compromisso, pelo menos no segundo caso. Quanto à Síria, a dimensão do que está em causa impede qualquer de sucesso em possíveis negociações. Mas mesmo no Iémen, o futuro é incerto. Os sauditas voltaram ontem a bombardear posições dos houthi em diferentes pontos do país. Os houthis, xiitas que contam com a ajuda de Teerão, combatem o presidente Mansour Hadi, apoiado por Riade.

"Desde 1979, os dois países têm travado guerras por procuração por todo o Médio Oriente, ao mesmo tempo que trocavam ameaças e insultos, mas evitaram sempre o conflito direto e conseguiram chegar a reconciliações glaciais", afirmou à Reuters Karim Sadjadpour, investigador do Médio Oriente do Carnegie Endowment for International Peace. Um caminho que, segundo este investigador, foi posto em causa pela chegada ao poder em Riade do rei Salman, há cerca de um ano. Desde então, o regime saudita tem adotado uma atitude mais confrontacional e afirmativa face a Teerão, defende Karim Sadjadpour.

"Está em ebulição o conflito sunismo-xiismo", disse um ex-conselheiro do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, falando ao The Jerusalem Post (JP). Para Eliezer Tsafrir, o "mundo sunita teme a ameaça iraniana" e o facto do governo sudanês ter expulsado os diplomatas de Teerão em Cartum mostra "até que ponto o conflito já chegou".

Os sauditas pensam estar a "criar-se um vazio de poder no Médio Oriente", defende um académico israelita especialista na Arábia Saudita, Joshua Teitelbaum, falando ao JP. Um vazio evidente no Iraque, com a saída dos Estados Unidos. E o Irão não deixará de retaliar, pensa o mesmo académico. As medidas de retaliação e contra-retaliação, sanções de vários tipos, expulsão de diplomatas e guerrilha económica entre os blocos sunita e xiita vão continuar na ordem do dia.

Mais 34 morrem ao tentar chegar à Europa pelo mar

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A Eslováquia, um dos países contra o sistema de quotas, vai enviar 25 polícias para ajudar a Macedónia a guardar a sua fronteira.

Os corpos de 34 refugiados, três deles crianças, que estavam a tentar chegar à ilha grega de Lesbos foram encontrados ontem em dois locais da costa do mar Egeu, depois de os barcos em que seguiam se terem virado devido ao mau tempo. O balanço foi feito pelas autoridades da Turquia, que temiam que este número pudesse vir a aumentar.

O mar Mediterrâneo continua a ser a principal porta de entrada de refugiados, na sua maioria sírios, na Europa. E, apesar do decréscimo deste fluxo no final do ano passado devido à chegada do tempo frio, esta foi a via escolhida por mais de um milhão de migrantes em 2015, cerca de cinco vezes mais do que em 2014.

O número de refugiados que ontem tentaram fazer a travessia entre Dikili, uma cidade costeira da Turquia, e a ilha de Lesbos, na Grécia, não era conhecido. Mas, cerca das 05.00 locais (03.00 em Lisboa), o mau tempo virou a embarcação ou embarcações onde seguiam. Até ao final do dia de ontem, o balanço de vítimas mortais, feito pelas autoridades turcas, ascendia a 34 pessoas.

Vinte e quatro corpos foram descobertos na costa de Ayvalik, outra cidade turca e que fica a cerca de 40 quilómetros de Dikili, de onde teriam partido. Os outros dez estavam junto a Dikili, explicou fonte da polícia local. "Ouvimos um barco a afundar-se e a embater nas rochas. Suponho que essas pessoas morreram quando estavam a tentar nadar para longe das rochas. Viemos aqui para ajudar como cidadãos", contou uma testemunha à Reuters.

O governador do distrito de Ayvalik, que fala em dois incidentes, adiantou ontem à agência de notícias Anadolu que as vítimas do primeiro desastre eram oriundas de países como Iraque, Argélia e Síria. Namik Kemal Nazli referiu ainda não ter informações sobre as nacionalidades dos refugiados que perderam a vida no segundo incidente.

Um corpo, com um colete salva-vidas, foi arrastado do mar para a praia de Ayvalik por um pescador e um polícia, segundo imagens captadas por várias agências noticiosas. Outros corpos, também com coletes salva-vidas, podiam ser vistos no local. A guarda costeira turca conseguiu resgatar com vida pelo menos seis refugiados, que conseguiram subir para um pontão, apesar do mau tempo. Estes foram transportados para o hospital local com sintomas de hipotermia.

Já em Dikili, onde foram encontrados dez corpos, 56 foram salvos com vida. Alguns deles tiveram de receber tratamento hospitalar, os restantes foram entregues às autoridades.

Preocupados com a primavera

A Eslováquia vai enviar 25 polícias para ajudar a Macedónia a guardar as suas fronteiras, pressionadas pela onda de refugiados que querem entrar na União Europeia, anunciou ontem o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico.

O governo de Bratislava, que na próxima semana irá aprovar o envio destes agentes para a Macedónia a partir de fevereiro, também deverá estender a ajuda a uma missão de 20 pessoas para a Eslovénia. A Eslováquia já enviou 50 polícias para a Hungria.

"Estamos prontos a ajudar outros países a um nível bilateral ou como parte de uma cooperação internacional", afirmou o chefe do governo eslovaco. "Estamos preocupados com o que irá acontecer nos primeiros meses da primavera, quando, se as estimativas da ONU estiverem certas, o fluxo de migrantes será maior do que já alguma vez vimos", prosseguiu Fico.

Até agora os membros da União Europeia ainda não conseguiram acordar uma estratégia comum para combater a onda de refugiados. Hungria, Eslováquia e República Checa são contra o sistema obrigatório de quotas nacionais, de forma a distribuir os 120 mil requerentes de asilo entre os 28 Estados membros.

A Hungria e a Eslováquia já interpuseram mesmo uma ação em tribunal contra este plano, defendido pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Bratislava, que deveria receber 802 refugiados através deste sistema, alega não ter poder para manter os migrantes no seu território caso a vontade deles seja ir, por exemplo, para a Alemanha.

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Ator brasileiro encontrado morto

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Antônio Pompêo tinha 62 anos. As causas de morte ainda não foram divulgadas

Participou em novelas como Pedra Sobre Pedra, Mulheres de Areia O Rei do Gado, foi diretor de Promoção, Estudos, Pesquisas e Divulgação da Cultura Afro-Brasileira da Fundação Palmares, ligada ao Ministério da Cultura do Brasil, e ativista dos direitos dos cidadãos negros do país. Esta segunda-feira, dia 5, Antônio Pompêo foi encontrado sem vida no seu apartamento no bairro Guaratiba, no Rio de Janeiro.

A causa da morte ainda não foi divulgada. De acordo com as autoridades brasileiras, as investigações "estão em andamento (...) para apurar as circunstâncias da morte". "A perícia foi feita no local. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal de Campo Grande. Os familiares do ator vão ser chamados para serem ouvidos. A polícia aguarda o resultado.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 06. 01.2016

UE e Rússia condenam teste nuclear na Coreia do Norte

A União Europeia e a Rússia condenaram o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, considerando-o uma grave violação das resoluções das Nações Unidas e do direito internacional.

O teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, se confirmado, é uma "grave violação" das resoluções da ONU e constitui uma ameaça para a paz e a segurança de toda a região nordeste da Ásia, declarou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

O anúncio do teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, alegadamente o primeiro ensaio com uma bomba de hidrogénio naquele país, foi uma "violação flagrante do direito internacional e das resoluções da ONU", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

A Coreia do Norte alegou ter realizado, com sucesso, o seu primeiro teste nuclear de hidrogénio, dando um significativo passo no desenvolvimento do seu programa nuclear.

"O primeiro teste de bomba de hidrogénio da República foi realizado com sucesso às 10.00 horas [01.30 horas em Portugal continental] do dia 6 de janeiro, 2016, assente na determinação estratégica do Partido dos Trabalhadores", anunciou a televisão estatal norte-coreana.

Vários centros de atividade sísmica detetaram um abalo na Coreia do Norte, levantando-se, de imediato, a possibilidade de ter sido causado por um teste nuclear.

ONU estuda novas sanções contra Coreia do Norte

O Conselho de Segurança das Nações Unidas "condenou firmemente" o novo ensaio nuclear da Coreia do Norte e vai preparar "medidas suplementares" contra Pyongyang.

Numa declaração adotada por unanimidade, os 15 países-membros do Conselho, incluindo a China, aliada de Pyongyang, consideram o teste como uma clara ameaça à paz e segurança internacionais" e indicaram ter decidido "começar a trabalhar imediatamente sobre essas medidas", que serão inseridas "numa nova resolução do Conselho de Segurança".

O embaixador uruguaio Elbio Rosselli, que ocupa em janeiro as funções de presidente, recordou que o Conselho tinha ameaçado adotar "novas e significativas medidas" em caso de violação por Pyongyang das resoluções da ONU sobre novos testes nucleares.

"Em consonância com este compromisso e pela gravidade desta violação, os membros do Conselho de Segurança vão começar a trabalhar de imediato em semelhantes medidas numa nova resolução do Conselho de Segurança", disse Rosselli.

Apesar de não especificar as medidas adicionais, outros diplomatas confirmaram que estava a ser considerado associar novos nomes à lista de sanções.

A Coreia do Norte garantiu esta quarta-feira ter efetuado "com sucesso" um ensaio com uma bomba de hidrogénio miniaturizada, um anúncio que a ser confirmado permitirá o ambicionado reforço do arsenal nuclear do isolado país asiático.

Perto de 2500 jiadistas mortos no Iraque e na Síria em dezembro

A coligação internacional conduzida pelos EUA matou cerca de 2.500 combatentes do grupo radical Estado Islâmico em dezembro em ataques aéreos na Síria e no Iraque.

O coronel Steve Warren do exército norte-americano disse ainda que desde o início dos ataques aéreos, em agosto de 2014, o EI perdeu 22 mil quilómetros quadrados, ou seja 40%, do território que controlava no Iraque e cerca de 2.000 km2, 10%, na Síria.

"Consideramos que o EI se encontra atualmente numa posição defensiva", referiu, adiantando que o grupo "atingiu o ponto alto das suas operações ofensivas por volta de maio, mas desde então só tem vindo a perder terreno".

Apesar de o número de jiadistas mortos ser significativo, considera-se que o EI pode reabastecer as suas fileiras com alguma rapidez, graças ao afluxo de jovens sem ocupação dos países vizinhos onde a situação económica e política é difícil.

Os Estados Unidos calculavam o ano passado que existiriam entre 20.000 e 30.000 membros do EI no Iraque e na Síria, número repetido hoje pelo coronel Warren.

Quanto às numerosas derrotas do EI na Síria e no Iraque, elas têm como contraponto a conquista de novos territórios, por exemplo na Líbia, onde os fundamentalistas tentam controlar vários terminais petrolíferos em diferentes portos.

A estratégia da coligação internacional contra o EI tem sido atacar nomeadamente a infraestrutura petrolífera utilizada pelo grupo extremista para se financiar.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 06. 01.2016

''Charlie Hebdo'' foi homenageado

6 de Janeiro, 2016

Fotografia: AFP

O Presidente francês iniciou ontem, com o descerramento de placas, as cerimónias de homenagem às vítimas dos atentados de Janeiro do ano passado à revista satírica “Charlie Hebdo” e a um supermercado judaico .

François Hollande, acompanhado pela presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, descerrou as placas na rua Nicolas-Appert, diante da antiga sede do “Charlie Hebdo” onde em 7 de Janeiro foram assassinadas 12 pessoas, em Montrouge, onde no dia 8 do mesmo mês Janeiro foi morto uma polícia municipal e na Porte de Vincennes em frente do estabelecimento judaico, onde no dia 9 foram mortas quatro pessoas.
Amanhã, exactamente um ano após o ataque às instalações do “Charlie Hebdo”, o Presidente francês presta homenagem às forças da Polícia na sede da instituição, em Paris.  François Hollande desloca-se no sábado à mercearia, onde participa numa cerimónia organizada pelo Conselho representativo das instituições judaicas em França.
A estátua da Praça da República é iluminada no domingo, ao fim do dia, com as cores da bandeira francesa. Hoje é posta à venda uma edição especial do “Charlie Hebdo”, que assinala o primeiro aniversário do ataque à revista. Foi editado quase um milhão de exemplares, dezenas de milhares dos quais destinados ao estrangeiro. A capa tem o desenho de um Deus assassino, com barba e armado de uma kalachnikov, de autoria de Riss.  “Um Ano Depois, o Assassino Continua a Monte” é a manchete. A edição de 32 páginas, o dobro do que é habitual, inclui um caderno especial com desenhos dos cartoonistas assassinados há um ano - Cabu, Wolinski, Charb, Tignous e Honoré -, cartoons dos actuais colaboradores e textos da ministra francesa da Cultura, Fleur Pellerin, das actrizes Isabelle Adjani, Charlotte Gainsbourg e Juliette Binoche, bem como do músico Ibrahim Maalouf. No editorial, o director e desenhador, um dos sobreviventes do atentado, escreve que “os fanáticos embrutecidos pelo Corão” e outros religiosos desejaram o fim da revista “por ousar rir da religião”, mas “as convicções dos ateus e laicos fazem mover mais montanhas do que a fé dos crentes”.Antes do atentado, a revista, que vivia graves dificuldades financeiras, tinha uma tiragem semanal média de 30 mil exemplares. Agora vende cerca de cem mil nos quiosques, dez mil dos quais no estrangeiro, além de 183 mil assinantes.
A revista publicou em 2006 caricaturas de Maomé, o que obrigou a que alguns dos cartoonistas passassem a ter desde então protecção policial, que não impediu que o semanário tivesse sofrido em 2011 um primeiro atentado.

 

Guterres pede diplomacia para a paz

6 de Janeiro, 2016

O antigo alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, defendeu ontem que a diplomacia para a paz deve ser “a prioridade número um”, numa altura em que as relações internacionais estão “caóticas”.

“A palavra que descreve hoje a relação de forças à escala internacional é ‘caótica’”, afirmou António Guterres, orador convidado do Seminário Diplomático, que encerra hoje em Lisboa, Portugal.
As consequências, acrescentou, “são a imprevisibilidade e impunidade que proliferam e a possibilidade de conflitos aparecerem onde menos são previstos e de uma forma que é extremamente gravosa para as populações, porque os responsáveis sentem que a impunidade é total”.
As violações dos direitos humanos e da lei humanitária, as situações de massacre, a “terrível violência” em relação às mulheres e crianças têm hoje “uma muito maior visibilidade, mas chocam com a incapacidade de a comunidade internacional lhes responder”, considerou Guterres, que no final de Dezembro terminou o mandato como alto comissário da ONU para os Refugiados, cargo que ocupou durante dez anos. O seu substituto, o diplomata italiano Filippo Grandi, tomou posse segunda-feira. Na opinião de Guterres, a diplomacia para a paz deve ser “a questão central da acção política”, mas “tem havido muito poucas iniciativas neste domínio”. Para Guterres, “há um problema de liderança” internacional e a situação actual é “perigosa”, com alguns dos actuais conflitos a constituírem “uma ameaça séria para toda a gente”.
“A minha esperança é que a compreensão progressiva por parte dos actores que apoiam os diversos conflitos de que isto se está a tornar num mundo de tal forma perigoso, que eles próprios vêem os seus interesses fundamentais postos em causa, os leve a perceber que é melhor parar com este absurdo”, sublinhou o antigo primeiro-ministro português, que reconheceu que “ainda não estamos lá”.
“Acho que ainda há países que acreditam que podem ganhar guerras, mas a minha convicção é que nenhuma das guerras pode ser ganha, elas vão prolongar-se de uma forma perigosa para todos. Enquanto não estiverem todos convencidos de que a guerra não é ganhável por ninguém, será difícil criar as condições para que a paz seja restabelecida”, sustentou António Guterres.

 

El Niño fez triplicar afectados pela seca

6 de Janeiro, 2016

O Escritório da Organização das Nações Unidas de Assistência Humanitária (OCHA) anunciou na segunda-feira em comunicado que “as necessidades na Etiópia triplicaram devido à seca agravada pelo impacto de décadas do El Niño”.

O documento, que recorda que a seca e o fenómeno El Niño provocaram o fracasso das colheitas e a morte de muito gado,  refere que o Programa Alimentar Mundial (PAM) tenciona apoiar o Governo da Etiópia, onde cerca de dez milhões de pessoas precisam urgentemente de assistência humanitária.
O comunicado, que lamenta  estarem apenas disponíveis menos de 5 por cento dos recursos necessários para acudir aquelas pessoas nos primeiros seis meses,  alerta para “o aumento exponencial” da desnutrição aguda. 
Dados oficiais revelam que em um quarto dos distritos da Etiópia há crise nutricional.
O documento do Escritório da Organização das Nações Unidas de Assistência Humanitária, que avisa que “há vidas em risco devido à falta de comida e de água” e que outro perigo imediato é o aparecimento de doenças, realça a acção das autoridades com “uma resposta bem coordenada”  e a disponibilidade de “enormes recursos próprios” para enfrentar as crescentes necessidades humanitárias.
O comunicado da agência da ONU sublinha que a situação na Etiópia exige o apoio urgente da comunidade internacional, que até agora não tem sido suficiente para milhões de pessoas que precisam urgentemente de ajuda humanitária.

jornalDiáriodeNotícias” (Brasil), 03.01.2016

Irã critica execução de oposicionista xiita na Arábia Saudita

O Irã condenou fortemente a execução do clérigo muçulmano xiita Nimr al-Nimr na Arábia Saudita, onde ao todo 47 pessoas condenadas por terrorismo foram executadas este sábado. A Arábia Saudita sunita e o Irã xiita são rivais regionais e apoiam lados diferentes em guerras como a da Síria e a do Iêmen.

Porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Hossein Jaberi Ansari disse esse sábado que a execução de al-Nimr "apenas mostra a profundidade da imprudência e da irresponsabilidade". Ele afirmou que o clérigo não tinha outros meios que não o discurso para "perseguir seus objetivos políticos e religiosos". A declaração foi transmitida pela rede de TV estatal.

Al-Nimr, preso em 2012, foi uma figura central em protestos pela minoria xiita no território saudita.

O presidente do Parlamento do Irã, Ali Larijani, afirmou que a execução de al-Nimr vai causar um "tumulto" na Arábia Saudita. Em comentários divulgados na página da internet da rede de TV estatal, ele afirmou que a Arábia Saudita não seria capaz de superar esse "tumulto".

O Ministério de Relações Exteriores da Alemanha também se pronunciou sobre as execuções na Arábia Saudita. Em um comunicado, o Ministério afirmou que "a pena de morte é uma forma desumana de punição" e acrescentou que a Alemanha trabalha com seus parceiros da União Europeia para abolir a pena de morte no mundo.

O comunicado mencionou especificamente a morte de al-Nimr. "A execução fortalece nossas preocupações já existentes sobre tensões crescentes e o aprofundamento da fratura na região", disse o Ministério alemão. Fonte: Associated Press

Homem que atropelou soldados franceses não tem ligação com redes terroristas

Um promotor francês disse que os investigadores não encontraram ligação entre um homem que atropelou quatro soldados que guardavam uma mesquita, na cidade de Valence, no sudeste da França, e "uma rede ou um ato terrorista".

O homem foi detido ontem quando um soldado disparou e o feriu, depois de ter usado seu carro para atropelar outros soldados. A França está em alerta máximo contra o terrorismo após os ataques coordenados de extremistas islâmicos em Paris, no dia 13 de novembro de 2015.

O procurador Alex Perrin disse neste sábado que "até agora parece ser o ato isolado de um indivíduo". Perrin disse que o cidadão francês, de 29 anos de idade e de ascendência tunisiana, é um muçulmano praticante sem antecedentes de atos radicais. Seus motivos permanecem desconhecidos.

Nenhuma arma ou dispositivo explosivo foi encontrado dentro de seu carro. O homem, que ainda está hospitalizado, pode ser acusado de "tentativas de assassinato contra pessoas que detêm a autoridade do Estado". Fonte: Associated Press

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 03.01.2016

Em vídeo, EI executa supostos espiões britânicos e chama Cameron de 'imbecil'

Jornal do Brasil

O grupo Estado Islâmico (EI) divulgou novo vídeo neste domingo (3), desta vez na tentativa passar um recado ao premiê britânico David Cameron. No material, cinco reféns são executados e, em seguida, um dos combatentes jihadistas chama Cameron de "imbecil" por desafiá-los, fazendo ameaças diretas à Grã-Bretanha. 

As informações são do SITE Intel Group, organização que monitora o jihadismo. Os homens executados, que nas imagens do vídeo trajam uniformes vermelhos, são supostos espiões britânicos. 

Organização culpa Parlamento britânico, que aprovou bombardeios aéreos contra o grupo na Síria

Esta nova execução do Estado Islâmico acontece após o Parlamento britânico aprovar, no início de dezembro, a participação de sua força aérea na campanha de bombardeios contra o grupo na Síria. A decisão passou por um longo debate, no qual Cameron se posicionou publicamente a favor da ofensiva contra os jihadistas. O premiê classificou quem se opusesse aos ataques como "simpatizante de terroristas".  

Os primeiros ataques britânicos contra o EI na Síria aconteceram no dia 3 de dezembro, poucas horas após a aprovação do Parlamento. "O Parlamento tomou a melhor decisão para preservar a segurança do país", afirmou Cameron à época. Logo após a ofensiva, o premiê utilizou sua conta no Twitter para dizer que a ação militar faz parte de "uma estratégia maior".  

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) informou neste domingo que ao menos 16 combatentes do EI foram mortos em confrontos no norte da Síria. No dia 30 de dezembro, os jihadistas lançaram uma ofensiva contra várias localidades nas mãos das Forças Democráticas da Síria (FDS), perto de Ain Issa, uma cidade controlada pela mesma coalizão e localizada cerca de 50 km ao norte de Raqa, a "capital" do grupo na Síria.

Confrontos no Norte da Síria matam pelo menos 16 membros do Estado Islâmico

Pelo menos 16 combatentes do grupo Estado Islâmico foram mortos em confrontos com uma coligação militar árabe-curda no Norte da Síria, perto do feudo ‘jihadista’ de Raqa, informou hoje (3) o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os ‘jihadistas’ tinham lançado uma ofensiva a 30 de dezembro contra diversas localidades em poder das Forças Democráticas Sírias (FDS) perto de Ain Issa, uma cidade controlada pela coligação, situada a 50 quilómetros ao Norte de Raqa, considerada a “capital” do Estado Islâmico na Síria.

Nessa ofensiva foram mortos 21 combatentes das forças curdas.

Ontem (2) à noite, “16 ‘jihadistas’ foram mortos e 19 feridos” em combates perto de Ain Issa com homens do FDS, que recuperaram uma pequena localidade que tinham perdido alguns dias antes para o Estado Islâmico, afirmou o diretor da OSDH, Rami Abdel Rahmane.

As FDS, formadas principalmente pelas unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) e combatentes árabes, encontram-se na primeira linha da luta contra os ‘jihadistas’.

Em 26 de dezembro, a coligação retomou do Estado Islâmico a barragem de Tichrine sobre o Eufrates, no Norte da Síria, assim como muitas localidades sobre a margem leste do rio.

Segundo a OSDH, a barragem é estratégica, porque fornece eletricidade a váriass regiões da província de Alepo.

Trata-se da segunda grande operação da coligação, fundada em outubro, que retomou do Estado Islâmico cerca de 200 aldeias na província de Hassaké.

Na margem oeste do Eufrates, o Estado Islâmico controla ainda vastos territórios de Raqa a Jarablus, perto da fronteira turca.

O conflito na Síria, que causou mais de 260 mil mortos desde março de 2011, começou pela repressão de manifestações pacíficas e evoluiu para uma guerra complexa, opondo inúmeros atores e implicando potências estrangeiras e grupos ‘jihadistas’.

Crise dos migrantes: a primeira morte de 2016 é de uma criança

Uma criança de 2 anos morreu afogada, na costa grega, após o naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes desde a Turquia. Foi a primeira morte de migrantes, em 2016, no Mar Egeu, informou hoje (2) a Guarda Costeira da Grécia.

A embarcação, que transportava 40 pessoas, naufragou perto da costa escarpada da ilha grega de Agathonisi. Pescadores avisaram a Guarda Costeira, que enviou para o local o navio de uma instituição, com sede em Malta, que se dedica ao socorro de pessoas em perigo.

A tripulação do navio descobriu 38 pessoas que tinham conseguido subir as rochas. Segundo a Guarda Costeira grega, os pescadores resgataram uma mulher, com vida, que havia caído na água, e o corpo da criança. Dez dos migrantes foram hospitalizados devido a hipotermia.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 03.01.2016

Inédito. Polónia perderá direitos de voto no Conselho Europeu se não anular lei sobre controlo dos meios de comunicação

O comissário europeu Gunther Oettinger ameaçou hoje iniciar um procedimento inédito contra a Polónia por violação dos valores fundamentais da União Europeia, depois de o país passar legislação que dá ao Governo controlo dos meios de comunicação estatais.

A medida daria início a uma série de passos que, caso a lei continue em vigor, podem fazer com que Varsóvia perca os seus direitos de voto no Conselho Europeu, a organização que agrupa os líderes das 28 nações europeias.

Numa entrevista ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), Oettinger, que é comissário para a economia e sociedade digital, avisou: "Existem muitos motivos para ativarmos o 'mecanismo de Estado de Direito' e para colocarmos Varsóvia sob monitorização".

Os seus comentários surgem após o Governo conservador polaco ter, na quarta-feira, tomado controlo dos meios de comunicação estatais, após 'luz verde' à nova legislação que passar a permitir que os chefes das emissoras públicas sejam diretamente nomeados, apesar das preocupações da União Europeia.

De acordo com o FAZ, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, colocou o assunto na agenda da próxima reunião da comissão, no dia 13 de janeiro.

O jornal relata que Juncker desejava dar início ao procedimento desde 2014 para proteger contra "perigos sistémicos ao Estado de Direito".

Ao abrigo deste procedimento, se o país em questão não aceitar as mudanças propostas, a comissão pode iniciar um "procedimento em reação à violação dos valores fundamentais europeus", escreve o jornal.

Apesar de este procedimento ainda não ter sido iniciado, as potenciais sanções podem incluir "a retirada dos direitos de voto" do país, de acordo com o FAZ.

Oettinger planeia que este mecanismo seja iniciado contra a Polónia, diz o jornal. "Um diretor [de uma rádio ou televisão pública] não pode ser despedido sem causa justa. Seria arbitrário", afirmou o comissário.

De acordo com a nova lei, figuras de topo na rádio e televisão pública passam a ser nomeadas - e despedidas - pelo ministro do tesouro, deixando de ser através de um concurso do National Broadcasting Council.

Ao abrigo desta lei, os atuais membros da direção de gestão e supervisão das emissoras públicas da Polónia serão despedidos com efeito imediato.

A nova legislação já mereceu duras críticas de organizações como os Repórteres Sem Fronteiras, a União de Emissoras Europeias e a Associação de Jornalistas Europeus.

Mais de mil pessoas nas ruas protestam contra execuções na Árabia Saudita

EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

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Manifestantes gritavam "morte a Al-Saud", o nome da família reinante em Riade, e queimaram bandeiras norte-americanas e israelitas

Mais de mil pessoas manifestaram-se hoje em dois locais em Teerão, no Irão, para protestar contra a execução do líder religioso xiita Nimr Baqir al-Nimr, constaram jornalistas da agência AFP.

Manifestantes concentraram-se perto da embaixada da Arábia Saudita, apesar da interdição do Governo para evitar novos incidentes, após o ataque lançado durante a noite contra este edifício que foi parcialmente queimado.

As forças antimotim conseguiram impedir os manifestantes de se aproximarem da representação diplomática saudita em Teerão.

Durante o protesto, os manifestantes gritavam "morte a Al-Saud", o nome da família reinante em Riade, e Presente no local, o chefe da polícia de Teerão pediu aos manifestantes para dispersarem.

Ao mesmo tempo, 300 a 400 pessoas reuniram-se na praça Palestina para contestar a execução do clérigo xiita saudita, também gritando palavras de ordem contra o regime de Riade, os Estados Unidos e Israel.

Segundo a AFP, decorreram também manifestações noutras cidades iranianas.

A morte do líder religioso xiita provocou violentos protestos contra a embaixada da Arábia Saudita em Teerão e o líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, já advertiu que a Arábia Saudita vai sofrer uma "vingança divina" pela execução de "um mártir" que foi morto "injustamente".

Entretanto, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse estar "profundamente consternado" com a execução de 47 pessoas na Arábia Saudita e apelou à calma nas reações à morte do líder religioso xiita, segundo o porta-voz da ONU.

Nimr al-Nimr, que passou mais de uma década a estudar teologia no Irão e foi o impulsionador dos protestos xiitas contra o Governo saudita desde 2011, foi um dos 47 xiitas e sunitas executados no sábado na Arábia Saudita, tendo a sua morte provocado violentos protestos no Irão.

O Ministério do Interior da Arábia Saudita afirmou, no sábado, num comunicado, que as 47 pessoas executadas tinham sido condenadas por terem adotado a ideologia radical "takfiri", juntando-se a "organizações terroristas" e implementando várias "parcelas criminosas".

Estas foram as primeiras execuções de 2016 na Arábia Saudita, um país ultraconservador que executou 153 pessoas em 2015, segundo uma contagem realizada pela agência France Presse (AFP) com base em números oficiais.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 03. 01.2016

Arábia Saudita sofrerá "vingança divina" pela execução de líder xiita

O líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, disse, este domingo, que a Arábia Saudita vai sofrer uma "vingança divina" pela execução de um líder religioso xiita, horas depois de manifestantes atacarem a embaixada do reino em Teerão.

"O derramamento injustificado de sangue deste mártir vai ter rápidas consequências", disse Khamenei perante um grupo de clérigos na capital, referindo-se a Nimr al-Nimr, que foi executado juntamente com outros 46 homens, no sábado.

"Este académico não encorajava pessoas à ação armada nem conspirava secretamente. A única coisa de que é culpado foi de fazer duras críticas públicas, impelido pelo seu zelo religioso", afirmou.

Os condenados -- 45 sauditas, um egípcio e um chadiano -- julgados em diferentes casos, foram executados com sabre ou fuzilados em 12 cidades da Arábia Saudita. Eram, na maioria, 'jihadistas' da Al-Qaida.

Após a execução do xeque Al-Nimr, algumas centenas de homens e mulheres manifestaram-se na Arábia Saudita, na cidade de maioria xiita de Qatif, no leste do país, brandindo retratos do dignitário xiita.

Os protestos mais fortes surgiram no Irão, potência xiita que avisou que Riade pagará "um preço elevado" pela execução do xeque Al-Nimr, enquanto se multiplicam as convocatórias de manifestações para hoje.

Manifestantes atiraram, no sábado à noite, 'cocktails Molotov' contra a embaixada saudita em Teerão, incendiando uma parte do edifício, e outros conseguiram chegar ao telhado do edifício e arrancar a bandeira saudita do mastro.

Grécia não cede a "exigências absurdas" dos credores sobre reforma de pensões

O primeiro-ministro grego, Alex Tsipras, advertiu que não vai ceder a "exigências absurdas" por parte dos credores da Grécia, no momento em que se preparam as negociações sobre a reforma do sistema de pensões.

"Os credores devem saber que vamos cumprir o acordo à letra, mas isso não significa que iremos ceder a exigências irracionais e injustas", afirmou Tsipras numa entrevista publicada hoje pelo jornal grego Real News.

Segundo o primeiro-ministro da Grécia, não há compromisso "de que o dinheiro venha exclusivamente a partir de cortes nas pensões", até porque o acordo com os credores "prevê a possibilidade de medidas equivalentes" já postas em marcha.

Contudo, o líder grego admitiu que o sistema de pensões "está à beira do colapso" e deve ser reformado.

O governo de Alex Tsipras viu-se forçado em julho do ano passado, face à ameaça de uma eventual saída da Grécia do euro, a aceitar um acordo com credores europeus que prevê uma ajuda financeira de 86 mil milhões de euros ao longo de três anos.

12 polícias morreram em ataque suicida

Pelo menos 12 polícias morreram, este domingo, e outros dez ficaram feridos num ataque suicida contra uma base das forças iraquianas em Tikrit, no norte do Iraque, segundo uma fonte dos serviços de segurança.

O ataque terá sido realizado por três supostos terroristas suicidas que morreram ao detonar cinturões explosivos no interior da base militar de Speicherm em Tikrit, 180 quilómetros a norte de Bagdad.

Além dos três suicidas, as restantes 12 vítimas mortais são agentes da polícia da província de Nínive, também no norte do Iraque, que recebiam treino na base militar para lutar contra o grupo extremista Estado Islâmico na sua região.

Fonte dos serviços de segurança adiantou à agência noticiosa EFE que foram iniciadas operações de busca na zona envolvente para prevenir outros possíveis ataques suicidas.

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 03. 01.2016

Forças do Estado Islâmico sofreram baixas em Ramadi

3 de Janeiro, 2016

As forças iraquianas ampliaram ontem o controlo da cidade de Ramadi, perseguindo os “jihadistas” em vários bairros para libertar civis encurralados pelos combates, anunciaram fontes locais à AFP.

O exército anunciou a tomada parcial de Ramadi no último domingo. Esta cidade, capital da vasta província de Al Anbar, de maioria sunita, estava em poder do grupo extremista “Estado Islâmico” (“EI”) desde Junho de 2014.
“As nossas forças de segurança lançaram uma operação a partir do bairro de Khaldiya, no leste de Ramadi, e conseguiram libertar a Faculdade de Agricultura”, declarou um habitante, ao informar que as forças iraquianas estavam “a limpar outras zonas”.
Segundo o chefe de polícia de Al-Anbar, Hadi Irzayij, as forças de segurança detiveram na quinta-feira 30 supostos combatentes do “EI” que tentavam fugir de Ramadi misturados com os civis. "Seguimos uma estratégia para evitar perdas civis”, acrescentou.
Para atrasar a ofensiva, o “EI” deixou em Ramadi artefactos explosivos que as forças de segurança tentam localizar e desactivar.
As forças de elite antiterroristas (CTS), a polícia e as forças tribais locais realizam as operações com o apoio aéreo da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.
“Estamos a salvar famílias que estavam presas” nas zonas de combate, indicou à AFP o major das CTS, Majed Mohammed.

Bombardeamentos no Norte


Pelo menos 50 extremistas do “Estado islâmico” (“EI”) morreram ontem e dezenas ficaram feridos na sequência de bombardeamentos da coligação internacional liderada pelos EUA contra posições do grupo em várias zonas da província iraquiana de Nínive, segundo fontes da segurança. De acordo com o responsável da segurança da União Patriótica do Curdistão, Gayaz al Suryi, os ataques aéreos destruíram oito veículos militares, entre os quais, dois carros armadilhados, bem como armamento pesado.
A coligação dos Estados Unidos realizou mais de vinte bombardeamentos durante as últimas horas, apesar do mau tempo, segundo o mesmo responsável.
Os ataques atingiram as zonas de Al Asheq e Al Kask, na região de Al Eiadiya, a 50 quilómetros a Oeste da cidade de Mossul, onde as estradas utilizadas pelo “EI” ficaram cortadas na sequência da destruição de várias pontes pelos bombardeamentos da aviação da coligação. Foram também bombardeadas as zonas de Al Abzaj e Hamid, que pertencem ao distrito de Al Namrud, a 35 quilómetros a Sudeste de Mossul, bem como Safiya y Al Kanhash.
A província de Nínive é bombardeada quase diariamente pelas forças da coligação, que há dois dias mataram cerca de 37 extremistas do “EI”.
Mossul, a capital do Nínive, está nas mãos da rebelião do “EI” desde Junho de 2014.

Ataque francês na Síria


Aviões de guerra franceses bombardearam ontem instalações de petróleo ocupadas pelo "Estado Islâmico" perto da fortaleza síria de Raga, afirmou o ministro da Defesa francês que visitou a base aérea da Jordânia, de onde descolaram os bombardeiros.
“Fui informado das operações que visaram instalações de petróleo. Temos de continuar com esta lógica”, disse Jean-Yves Le Drian durante uma visita de Ano Novo à base, onde se encontram 250 franceses.
Os primeiros ataques franceses de 2016 foram levados a cabo por dois Mirage 2000, cerca das 2h00 locais, de acordo com uma fonte militar na base.
A França é um dos principais membros da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos que está a realizar ataques aéreos às posições do “Estado Islâmico” no Iraque e Síria.

 

Faixa de Gaza

3 de Janeiro, 2016

A força aérea israelita atacou ontem locais controlados pelo movimento Hamas na Faixa de Gaza, horas após foguetes terem atingido o Sul de Israel, informaram fontes da segurança palestina. Os ataques israelitas atingiram quatro instalações vazias, em Beit Hanoun, no Norte, e em Rafah, no Sul, causando danos materiais, de acordo com as fontes.

O exército israelita revelou, em comunicado, que uma avião de combate “atacou duas instalações militares de treino do Hamas e dois locais militares na Faixa de Gaza”. “A IDF [Forças de Defesa de Israel] considera o Hamas responsável por todos os ataques que emanam da Faixa de Gaza”, pode ler-se num comunicado. Na sexta-feira, dois foguetes disparados a partir de Gaza atingiram o Sul de Israel sem causarem mortos ou danos. Desde o fim da guerra entre Israel e os militantes palestinianos, em 2014, quase 30 foguetes foram disparados do território controlado pelo Hamas em direcção ao Estado judaico, de acordo com dados do exército.

 

Primeira negra no Parlamento espanhol

3 de Janeiro, 2016

Rita Bosaho, que nasceu na Guiné Equatorial dez anos antes da morte de Franco, conseguiu um feito inédito na história política de Espanha, tornando-se a primeira mulher negra a ser eleita para o Congresso dos Deputados.

“Já era tempo, não?”, riu-se durante a campanha, numa entrevista ao jornal “El País”. Já depois das eleições, nas múltiplas entrevistas que deu, Rita Bosaho sublinhou sempre a mesma ideia: isto “não devia ser notícia” e é uma coisa que “chega demasiado tarde”. 
Rita Bosaho foi a cabeça de lista de uma coligação liderada pelo Podemos em Alicante, na região de Valência. Ela e mais duas pessoas dessa candidatura vão sentar-se no Parlamento espanhol a partir do próximo dia 13, altura em que começam os trabalhos. Para Rita, apesar do simbolismo do momento, isso vai ser tão normal como para qualquer outro deputado. Enfermeira, 50 anos, Rita chegou a Espanha na década de 1970 e vive há 20 anos em Alicante, onde trabalhou em organizações que desenvolvem projectos de integração para mulheres imigrantes e ciganas. Sente-se tão espanhola como os espanhóis que nasceram na Península Ibérica.
“Muita coisa tem de mudar quando ainda chama a atenção que uma pessoa de raça negra, hispano-guineense, porque culturalmente sou espanhola, seja deputada. É um exemplo de que é preciso que a sociedade avance”, disse Rita Bosaho ao “El Diario”. Rita Bosaho tem uma licenciatura em História, tirada na Universidade de Alicante entre dois turnos que fazia no hospital, tem um mestrado em Identidades e Integração na Europa Contemporânea e prepara agora uma tese de doutoramento sobre o impacto do colonialismo europeu em África.
Em Espanha, 15 por cento da população tem origem imigrante e dois milhões de pessoas nascidas no estrangeiro têm cidadania e direito a votar. Mas no Parlamento apenas um por cento dos deputados representam as populações imigrantes. O facto de primeiro eleito negro ser, ao mesmo tempo, uma mulher, é algo que Rita Bosaho não considera irrelevante. “Há que promover políticas de igualdade, tanto para as minorias como para as mulheres”, disse ao site 20 minutos. A cultura patriarcal, em que o homem assume um papel mais relevante na sociedade, origina preconceitos, racismo e paternalismo”, acrescentou.
No Parlamento espanhol, a deputada promete usar o mandato que os eleitores de Alicante lhe deram para defender os imigrantes e lutar contra a xenofobia e as desigualdades. “Tenho uma grande preocupação pelos direitos humanos”, afirmou, acrescentando que uma das prioridades do seu trabalho passa por fazer da violência de género “uma questão de Estado”.

jornalDiáriodeNotícias” (Brasil), 24.11.2015

 

Putin diz que Turquia deu "facada nas costas" ao derrubar jato da Rússia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/11/2015 11:57:00

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, qualificou a derrubada de um jato russo pela Turquia como "uma facada nas costas, realizada por cúmplices dos terroristas". Segundo Putin, a aeronave russa estava em território sírio e não representava qualquer ameaça para a Turquia.

Falando durante uma reunião com o rei da Jordânia, Putin disse que o avião realizava ataques contra militantes do Estado Islâmico, entre eles cidadãos russos, quando foi derrubado por um míssil disparado por um jato turco F-16. Ele disse que o jato russo estava um quilômetro para dentro da fronteira síria quando foi atingido e caiu quatro quilômetros dentro do território da Síria.

"O incidente trágico de hoje terá sérias consequências para as relações entre Rússia e Turquia", afirmou Putin.

Mais cedo, a Turquia informou que derrubou um jato que havia violado seu espaço aéreo, após advertir várias vezes a aeronave.

Putin disse que os militantes na Síria recebem apoio financeiro de vendas de petróleo para a Turquia. Segundo o líder russo, se o Estado Islâmico possui esses fundos, que "talvez cheguem a bilhões de dólares", com o comércio de petróleo, teriam ainda "proteção militar" de Estados, o que explicaria suas ações duras e arrogantes.

O presidente russo disse que seu país acredita que a Turquia contatou seus parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) antes de avisar a própria Rússia sobre o incidente, "como se tivessem derrubado um avião turco e não um nosso". "O que, eles querem colocar a Otan a serviço do Estado Islâmico?", questionou. Fonte: Dow Jones Newswires.

Rússia cancela visita diplomática à Turquia e pede que russos não viajem ao país

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/11/2015 13:47:00

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse nesta terça-feira que havia cancelado uma visita planejada para a Turquia nesta quarta-feira, após um avião da Turquia derrubar um jato da Rússia.

"O presidente disse diretamente que isso não pode afetar a relação entre Rússia e Turquia. Nesse sentido, foi tomada a decisão de cancelar o encontro que estava planejado para amanhã em Istambul entre ministros das Relações Exteriores da Federação Russa e da República Turca", afirmou Lavrov na televisão estatal.

O ministro também advertiu os cidadãos russos para que não viajem à Turquia, que obtém receita considerável com os turistas russos, devido à crescente ameaça de ataques terroristas. Fonte: Dow Jones Newswires.

Ucrânia suspende transporte de mercadorias para a Crimeia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/11/2015 15:18:01

O governo ucraniano anunciou segunda-feira que suspendeu provisoriamente o transporte de mercadorias entre a Ucrânia e a península da Crimeia. Desde setembro, nacionalistas ucranianos montaram uma barreira na região.

 

“Por iniciativa do primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, o governo da Ucrânia proíbe temporariamente o trânsito e o fluxo de mercadorias na fronteira administrativa entre o país e a Crimeia”, lê-se no comunicado emitido pela assessoria de imprensa do governo ucraniano.

 

Antes do anúncio, o presidente do país, Petro Poroshenko, dirigiu-se ao Governo para propor a suspensão imediata do transporte de mercadorias por rodovias e ferrovias ao território anexado por Moscou em março do ano passado e reclamado, desde então, por Kiev.

 

Em carta enviada ao Executivo, Poroshenko afirma que a Ucrânia deve estabelecer o modelo de relacionamento que quer manter com a Crimeia.

 

A Crimeia enfrenta atualmente uma grave carência no setor elétrico, depois que um grupo de radicais explodiu as únicas quatro torres de alta tensão, no Sul do país, que forneciam eletricidade ao território.

 

O Ministério da Energia da Ucrânia negou responsabilidade pelo apagão e informou que está fazendo o possível para restabelecer a energia, que afetou também vários municípios da Ucrânia.

 

No local onde estão os quatro postos de alta tensão tem havido confrontos entre as forças da autoridade e os ativistas, que tentaram impedir que os técnicos reparassem os danos. 

 

 

Crimes contra muçulmanos aumentaram 300% no Reino Unido

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/11/2015 15:03:42

Os crimes de ódio contra muçulmanos aumentaram 300% no Reino Unido na semana que se seguiu aos atentados de 13 de novembro em Paris, segundo dados divulgados segunda-feira.

 

Uma “ampla e imensa maioria” dos 115 ataques registrados foram contra mulheres e jovens muçulmanas, entre 14 e 45 anos, que se vestiam de acordo com a tradição islâmica, informou o diário The Independent, com base em relatório de um grupo de trabalho interministerial.

 

Os autores dos ataques foram majoritariamente homens brancos entre 15 e 35 anos.

 

O relatório admite que o número real de ataques é superior ao que foi divulgado.

 

O documento baseia-se em dados registrados pela linha telefônica de ajuda Tell Mama, dirigida às vítimas de ataques verbais ou físicos contra muçulmanos ou mesquitas.

 

Grande parte dos ataques denunciados ocorreu em locais públicos, como autocarros e comboios.

 

“Muitas das vítimas disseram que ninguém as ajudou ou sequer consolou, o que significa que se sentiram vitimizadas, envergonhadas, sozinhas e zangadas com o que lhes tinha acontecido”, acrescentou o jornal, citando o relatório.

 

“Dezesseis vítimas disseram que receiam sair no futuro e que a experiência afetou a sua confiança”.

O aumento de ataques é semelhante ao registrado em 2013, depois do assassinato do soldado Lee Rigby no sul de Londres, de acordo com o documento. 

 

 jornalFolhadeSãoPaulo” (Brasil), 24.11.2015

 

 

Hollande e Obama se reúnem para discutir luta contra Estado Islâmico

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

24/11/2015  14h19 - Atualizado às 14h36

Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da França, François Hollande, estão reunidos nesta terça-feira (24) na Casa Branca para discutir a expansão da campanha internacional contra a facção Estado Islâmico, um esforço que provavelmente ficará mais complicado após a Turquia ter derrubado um avião de guerra da Rússia.

A visita de Hollande à capital americana faz parte de uma mobilização diplomática adotada pelo líder francês em resposta aosataques terroristas que deixaram 130 mortos em Paris em 13 de novembro.

Além de Obama, Hollande se reunirá nos próximos dias com a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente russo, Vladimir Putin, e o chefe de Estado chinês, Xi Jinping.

No Salão Oval, Obama e Hollande posaram brevemente para fotografias. "É bom ter François conosco hoje", disse o líder americano antes do início da reunião a portas fechadas.

Hollande espera um maior envolvimento americano na luta contra o EI, tanto em número de bombardeios quanto no controle de fluxos financeiros.

França e Rússia anunciaram na semana passada o início de sua cooperação militar contra a facção terrorista.

Para a ação conjunta, Putin determinou que um navio russo no Mediterrâneo ajudasse as forças francesas. A França, por sua vez, deslocaria para a região o porta-aviões Charles de Gaulle, que começou a operar no conflito nesta segunda-feira (23).

"Precisamos estabelecer uma ligação direta com os franceses e trabalhar juntos como aliados", ordenou o presidente da Rússia à sua equipe militar, de acordo com declaração divulgada por seu governo no dia 17.

A cooperação foi anunciada no mesmo dia em que Moscou admitiu pela primeira vez que uma bomba derrubou o Airbus 321 da empresa russa Metrojet com 224 pessoas a bordo no dia 31 de outubro, na península do Sinai, apenas 23 minutos depois de decolar e sem deixar sobreviventes.

Em visita a Israel, Kerry condena onda de violência na região

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

24/11/2015  12h47

O secretário de Estado americano, John Kerry, condenou nesta terça-feira (24) a onda de violência entre palestinos e israelenses ao se reunir com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em Jerusalém.

"Ninguém em nenhuma parte deveria viver enfrentando a violência diárias, com ataques nas ruas, com facas, tesouras, carros", afirmou Kerry, lamentando a série de ataque ocorridos nas últimas semanas em Israel e nos territórios palestinos ocupados.

"Expresso minha condenação total a qualquer ato de terror que acabe com vidas inocentes", acrescentou Kerry. Depois da reunião com Netanyahu, ele se reuniu com o presidente israelense, Reuven Rivlin.

Kerry também deve se reunir nesta terça-feira com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em Ramallah, na Cisjordânia.

A última visita do chanceler americano à região ocorreu durante a incursão militar do Exército de Israel na faixa de Gaza, entre julho e agosto de 2014, a qual terminou com a morte de mais de 2.200 palestinos e 72 israelenses.

Em abril do mesmo ano, um processo de paz liderado por Kerry entre representantes palestinos e israelenses fracassou.

O governo dos EUA busca retomar as negociações, mas palestinos e israelenses não dão sinais de interesse efetivo em participar de um novo processo de paz em breve.

ONDA DE VIOLÊNCIA

A onda de violência na região prosseguiu nesta terça-feira.

Segundo o Exército israelense, um motorista palestino avançou com seu veículo sobre um grupo de soldados em um posto de controle na Cisjordânia, deixando quatro feridos.

Um agente abriu fogo contra o agressor, deixando-o gravemente ferido. Ele foi identificado como residente da cidade de Jenin, na Cisjordânia.

Na segunda-feira (23), foram registrados vários ataques na região, incluindo um esfaqueamento que matou um israelense na fronteira entre Israel e a Cisjordânia.

Desde 1º de outubro, quando começou a atual onda de violência, morreram ao menos 92 palestinos –a maioria abatida por soldados–, um árabe-israelense, 17 judeus israelenses, um americano e um eritreu.

Derrubada de avião russo expõe risco de escalada do conflito sírio

Avião russo é abatido e cai na Síria

IGOR GIELOW
DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

24/11/2015  10h11

derrubada de um caça-bombardeiro russo por forças turcas, o primeiro evento do tipo ocorrido entre um país da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e o antigo adversário da Guerra Fria, mostra o quão perigosa é a escalada do conflito sírio para a paz mundial.

Desde que os russos estabeleceram seu próprio espaço aéreo para apoiar o Exército do ditador Bashar al-Assad, um dos principais temores era o de um enfrentamento acidental entre Moscou e as forças ocidentais que operam na área.

Com EUA e países europeus, a coordenação parecia estar dando certo.

Mas como a derrubada de um drone e a interceptação anterior de aviões russos mostraram, era a fronteira turca o ponto mais sensível, visto que Ancara tem seus próprios desafios de política interna e o governo de Recep Erdogan tem a necessidade contínua de afirmar sua autoridade.

Além disso, o risco era evidente, já que os russos vinham testando até onde poderiam ir.

Ainda será necessário estabelecer se os turcos cumpriram todas as normas de interceptação, que preveem etapas antes de derrubar um avião.

Os russos vão certamente dizer que operavam em espaço aéreo sírio, e fronteiras no ar são naturalmente tênues.

A crise não favorece a Turquia, já que este é um momento em que parte do Ocidente —notadamente a França sob o impacto dos ataques do Estado islâmico busca uma maior cooperação com Moscou na Síria.

Se ficar provada alguma atitude agressiva por parte do jato russo, contudo, a solidariedade imposta pela Carta da Otan obrigará uma posição unida de seus países-membros.

Ninguém espera ou deseja uma escalada militar, exceto talvez seitas que cultuem o Apocalipse, mas o incidente demonstra a volatilidade que envolve a guerra no país árabe. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 24.11.2015

 

Mais países europeus vão atacar estado islâmico na Síria e Iraque

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Revelação foi feita pelo ministro francês da Defesa

O ministro francês da Defesa afirmou hoje que todos os países europeus estão disponíveis para lutar contra o terrorismo de maneira concreta, acrescentando que França está a fazer um "inventário de possibilidades" conforme a situação de cada país.

"O conjunto dos países da União Europeia mostrou o seu apoio concreto à França. Por um lado, um certo número de Estados vai participar nos ataques, com ações fortes, no território sírio e iraquiano [controlado pelo Daesh]. Os britânicos estão a pensar nisso e não são os únicos", afirmou hoje Jean-Yves Le Drian, em declarações à televisão de notícias francesa 'i-télé'.

Outros países, acrescentou, em função dos meios e do seu enquadramento legal, podem ser capazes de fornecer apoio logístico para ajudar a França nesta situação, e outros vão substituir o esforço militar francês noutros cenários, como em África.

"Todo o mundo precisa de todo o mundo", afirmou o ministro da Defesa de França, considerando que todos que queiram participar na luta contra o terrorismo "são bem-vindos" e que "cada um terá o seu papel".

Jean-Yves Le Drian disse ainda que França não prevê reduzir os efetivos que estão no Mali, onde, afirmou, está em marcha uma operação da força anti-terrorista Berkane (apoiada por franceses), que "atua todo o tempo".

"Evidentemente que se as forças europeias vierem em apoio e alívio das forças francesas é a defesa europeia em curso", considerou o governante francês.

França, sublinhou, "não está sozinha" e o seu objetivo é formar uma coligação tão ampla quanto possível, objetivo para o qual, o presidente francês, François Hollande, se vai reunir esta semana com os líderes da União Europeia, do Reino Unido, da Alemanha e da Rússia.

Coligação muda de estratégia e já ataca petróleo do Estado Islâmico

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Milionário grupo jihadista mantém os seus cofres cheios com atividades como extorsão, sequestros e roubos a bancos

Os ataques aéreos da coligação internacional liderada pelos EUA atingiram no último mês, pelo menos, 177 alvos na maior aérea de produção de petróleo nas mãos do Estado Islâmico. Este tipo de alvos eram até agora considerados "zona proibida" pela coligação para evitar baixas civis e limitar os estragos nas infraestruturas petrolíferas que poderão vir a ser úteis a um novo governo sírio. Segundo o Pentágono, estas ações na Síria infligiram "danos significativos" na capacidade de financiamento do grupo.

Estes bombardeamentos incluem 116 camiões-cisterna atingidos no início da semana, uma novidade na estratégia da coligação. Segundo uma pesquisa publicada pelo 'Financial Times', a venda de petróleo no mercado negro rendeu aos jihadistas 1,5 milhões de dólares por dia, quando o preço médio do barril era de 45 dólares.

As novas ofensivas também tiveram como alvo instalações industriais, plataformas de petróleo e tanques de armazenamento, segundo uma recolha feita pela Reuters tendo por base dados disponibilizados pelo Pentágono desde 22 de outubro. Os ataques têm-se concentrado nas instalações petrolíferas perto de Dayr Az Zawr e Abu Kamal, que fornecem, estima-se, cerca de dois terços das receitas de petróleo dos jihadistas.

O objetivo parece ser deixar os campos petrolíferos fora de serviço durante um ano ou mais, mas sem os destruir. O que privaria os terroristas de uma importante fonte de receitas, mas permitiria que outras forças acedessem aos recursos petrolíferos quando o Estado Islâmico for expulso dos territórios que ocupa atualmente. "Eles não têm os meios necessários, a perícia e os materiais para reparar os poços de petróleo", afirmou à Reuters Matthew Levitt, um antigo oficial do Departamento do Tesouro norte-americano.

Os camiões-cisterna civis atingidos nesta semana são vistos como um meio crucial para o negócio petrolífero do grupo terrorista, pois são usados para transportar petróleo pelo território controlado pelo Estado Islâmico para ser vendido. Os aviões que bombardearam os camiões, estacionados junto de um campo petrolífero, primeiro lançaram folhetos a avisar os condutores para fugirem, depois sobrevoaram os camiões a baixa altitude antes de abrir fogo, explicou na quarta-feira o porta-voz da coligação, o coronel Steve Warren. "O petróleo é algo que lhes queremos tirar", sublinhou a mesma fonte. Mas a nova estratégia da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos acarreta riscos. Uma campanha agressiva de bombardeamentos pode inutilizar de forma permanente os poços de petróleo e outras instalações, impedindo a sua utilização por um futuro governo da Síria. Há ainda uma grande probabilidade de a coligação matar civis que trabalham no comércio do petróleo, bem como dificultar a vida a uma população que já luta para sobreviver.

Como os jihadistas se financiam

Um relatório publicado a 27 de fevereiro pela Financial Action Task Force (FATF) - uma organização fundada em 1989 por iniciativa do G7 e que atualmente tem como membros 34 países, a União Europeia e Conselho de Cooperação do Golfo - mostra que a maior parte das receitas do Estado Islâmico vêm da extorsão e cobranças que fazem nas áreas que controlam, e não do petróleo, como se poderá achar à primeira vista.

"O EI gere um sofisticado sistema de extorsão roubando, pilhando e exigindo uma parte dos recursos económicos das áreas onde opera, e que é semelhante à forma como alguns grupos de crime organizado geram fundos", refere o documento da FATF. Sistema que vai desde taxas sobre veículos e combustíveis a propinas nas escolas, tudo em nome da "proteção" às populações.

Grande parte da riqueza do Estado Islâmico vem do controlo dos balcões bancários das zonas que dominam no Iraque. "Como se vê como um órgão governativo local, o EI trata os bancos estatais e privados de maneira diferente. O dinheiro nos bancos estatais é visto como propriedade do EI, enquanto a maior parte do dinheiro dos privados se mantém-se nos cofres, mas é taxado pelo EI quando levantado", explica o mesmo relatório. Os EUA estimam que o Estado Islâmico tenha gerado, ou tenha tido acesso, ao equivalente a cerca de 470 milhões de euros só em dinheiro ao tomar o controlo dos balcões dos bancos estatais localizados nas zonas iraquianas de Ninevah, Al-Anbar, Salah Din e Kirkuk na segunda metade de 2014.

O tráfico humano é outra das fontes de receitas. Várias mulheres yazidi, uma minoria do Norte do Iraque, entrevistadas pela BBC em dezembro, contaram que foram compradas e vendidas no que chamaram de "leilões de escravos do Estado Islâmico". A maior parte das vezes estas escravas são vendidas por baixo preço - cerca de 12 euros - a combatentes do próprio grupo. "Dado os baixos valores citados, é difícil encarar o tráfico humano como uma fonte de receitas lucrativa para o EI, mas terá mais importância como sendo uma forma de ir ao encontro das necessidades dos seus combatentes", pode ler-se no documento da FATF.

A agricultura na Síria e, mais recentemente, no Iraque também tem sido vista pelo Estado Islâmico como uma fonte de receitas, nomeadamente através da extorsão. O grupo jihadista retira aos agricultores parte das suas culturas dizendo que é o pagamento do zakat, um contributo que é o terceiro dos cinco pilares do islão. E ao mesmo tempo confisca-lhes os instrumentos e as máquinas agrícolas com o propósito de os alugar aos mesmos agricultores.

O Estado Islâmico ocupa cerca de 4500 locais de importância arqueológica, muitos deles considerados Património da Humanidade pela UNESCO, o que levanta suspeitas sobre a possibilidade de os jihadistas lucrarem também com a venda ilegal de objetos de arte. "O EI faz dinheiro de duas maneiras com as antiguidades: vendendo bens saqueados e cobrando taxas aos traficantes que movimentam peças pelo território ocupado pelo EI. No entanto, é difícil calcular quanto o EI ganha", descreve a FATF. Contas feitas pelo The Wall Street Journal apontam para que os jihadistas poderão ter lucrado cerca de 94 milhões de euros com a venda de obras de arte oriundas do Iraque e da Síria.

Na lista de formas de extorsão levadas a cabo pelo Estado Islâmico há ainda mais duas a destacar. "O EI alegadamente impôs taxas específicas para a circulação de bens nas zonas do Iraque que controla, incluindo uma taxa de 200 dólares no Norte do Iraque e uma taxa alfandegária de 800 dólares para os camiões que entram no Iraque através das fronteiras da Síria e da Jordânia", adianta o mesmo relatório. O outro método, também só aplicado no Iraque, é uma taxa que ronda os 50% aplicada aos salários dos funcionários públicos iraquianos das zonas controladas pelos jihadistas. Salário esse que é pago através dos bancos estatais... também eles controlados pelo grupo.

UE e Rússia endurecem combate

O presidente russo declarou na última segunda-feira que pelo menos 40 países financiam o Estado Islâmico. "Entre eles vários do G20", disse numa conferência de imprensa no final da cimeira das 20 maiores economias, que se realizou na cidade turca de Antália.

Já na quarta-feira, o Kremlin anunciou a criação de uma comissão para combater o financiamento ao terrorismo. A 31 de outubro o Estado Islâmico fez explodir um avião russo no Sinai. Morreram 224 pessoas.

 

Estado Islâmico volta a ameaçar Europa

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"Pagareis o preço quando os vossos filhos forem para a guerra", avisam os 'jihadistas' num vídeo divulgado na Internet

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) voltou hoje a ameaçar a Europa, especialmente a França, num novo vídeo divulgado na Internet e mostrando a queda da torre Eiffel.

A gravação, cuja autenticidade não pode ser confirmada, tem pouco mais de seis minutos e foi divulgada pelo EI em Alepo, no norte da Síria.

O filme, intitulado "Paris entrou em colapso", começa com imagens dos atentados de dia 13 na capital francesa, que o EI reivindicou. Uma "voz off" dirige-se aos cidadãos europeus, referindo que não foi o EI que começou a guerra.

"Foram vocês (os europeus) que iniciaram a agressão contra nós e pagareis o preço quando os vossos filhos forem para a guerra"

No vídeo, um presumível membro do grupo radical, encapuzado e falando em francês com legendas em árabe, congratula-se com os atentados de Paris e incita "os irmãos de França e do mundo a fazerem o mesmo".

Um segundo 'jihadista' reitera as ameaças contra França e o presidente François Hollande devido aos bombardeamentos aéreos franceses na Síria.

Na última semana, a aviação francesa intensificou os ataques aéreos contra posições do EI, em resposta aos atentados de Paris, que mataram 130 pessoas.

 jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 24.11.2015

 

 

Ataque de filial egípcia do EI faz sete mortos em hotel

 

Sete pessoas morreram e 14 ficaram feridos, na manhã desta terça-feira, num atentado com um carro-bomba e comandos armados num hotel na Península do Sinai, no Egito, já reivindicado pela filial local do autodenominado Estado Islâmico (EI).

O veículo do grupo Província do Sinai foi lançado contra o Hotel Swiss Inn, na cidade de Arish, onde estavam alojados magistrados que supervisionam a segunda ronda das eleições legislativas do Egito, com o propósito de o fazer explodir no interior.

Elementos das forças de segurança colocados na entrada abriram fogo sobre o carro, provocando a explosão e a morte do condutor. No entanto, outros dois atacantes conseguiram entrar no estabelecimento.

Segundo um comunicado do Exército citado pela imprensa internacional, um deles fez deflagrar um cinto com explosivos na zona da cozinha e o companheiro alcançou pelo menos um piso de quartos, onde abateu um juiz a tiro.

Entre as vítimas mortais estarão um juiz e um procurador, dois polícias e os atacantes.

A autoria do ataque foi reivindicada pouco depois um comunicado difundido nas redes sociais pelo Província do Sinai, a mesma filial do EI que afirmou ser responsável pelo atentado contra o avião comercial russo, em 31 de outubro, causando a morte dos 224 ocupantes.

Explosão em autocarro na Tunísia fez pelo menos 14 mortos

Hoje às 17:13, atualizado às 17:37

Pelo menos 14 pessoas morreram numa explosão que atingiu um autocarro da guarda presidencial no centro da capital da Tunísia.

 

 

Além dos 14 mortos, pelo menos 11 pessoas ficaram feridas, acrescentou o porta-voz da presidência, Moez Sinaoui, citado pela agência France Presse.

Segundo testemunhas citadas pela agência EFE, a explosão foi provocada por um bombista suicida que se fez explodir quando o autocarro passava em frente da sede do antigo partido de Ben Ali, o ditador deposto em 2011.

A explosão ocorreu numa das principais avenidas de Tunes à hora de ponta.

O Ministério do Interior e a Presidência indicaram tratar-se de um atentado.

A Tunísia foi alvo este ano de dois ataques terroristas, um em março no Museu do Bardo, em Tunes, que fez 22 mortos, e outro em julho na estância turística de Port el-Kantaoui, perto de Sousse, que matou 38 turistas estrangeiros.

Ambos os ataques foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 24.11.2015

 

 

Rússia destrói refinarias


24 de Novembro, 2015

Aviões russos destruíram ontem um reservatório de petróleo, uma refinaria e um comboio de camiões-cisterna na posse do Estado Islâmico, disse ontem o representante do Ministério da Defesa da Rússia, general-major Igor Konashenkov.


“Os caças russos da base aérea de Hmeymim executam missões de combate de destruição de comboios de camiões-cisterna e refinarias na área de campos petrolíferos no norte e leste da Síria. A 15 quilómetros para sudoeste da cidade de Raqqa foi destruído um grande depósito de petróleo.”  
Além disso, a 50 quilómetros para sul da povoação de Raqqa, aviões de ataque Su-34 destruíram uma refinaria controlada pelos rebeldes. 
Segundo o representante do Ministério da Defesa, estes alvos nas áreas de Palmira, Deir ez-Zor e Raqqa eram controlados por rebeldes, sendo uma das suas fontes principais de financiamento
“No deserto de al-Mahimira,  50 quilómetros a norte da povoação de Deir ez-Zor, bombardeiros Su-34 efectuaram um golpe contra cisternas com combustíveis. O alvo, na sequência do ataque, foi completamente destruído, deixando os rebeldes sem reacção”, acrescentou o  general-major Konashenk

Roubo de operações  

O PBS NewsHour, programa de notícias diário exibido no canal PBS, usou imagens de ataques aéreos russos contra alvos do Estado Islâmico alegando que se tratava de ataques norte-americanos, informa um artigo do Information Clearing House. O Governo norte-americano declarou  que havia de intensificar ataques aéreos e bombardeamentos contra a estrutura petrolífera do Estado Islâmico, principal fonte de receitas do grupo.
Em seguida, no dia 16 de Novembro, militares norte-americanos anunciaram a destruição de 116 camiões transportando petróleo por territórios controlados pelo Estado Islâmico.  “Na segunda-feira, 295 camiões estavam na região, e mais de um terço  foram destruídos, afirmaram oficiais dos Estados Unidos. Os aviões A-10 despejaram duas dúzias de bombas e conduziram ataques com metralhadoras de 30 milímetros.  Os aviões AC-130 atacaram com metralhadoras de 30 milímetros e canhões de 105 milímetros”, descreveu o jornal “New York Times” sobre a operação que supostamente se realizou no dia 16 deste mês. Até agora, não há evidências da existência dessa operação. Dois dias depois, em 18 de Novembro, a Força Aérea da Rússia destruiu 500 camiões-tanque que faziam transporte ilegal de petróleo em territórios controlados pelo grupo Estado Islâmico.
Diferente da Força Aérea dos EUA, que não apresentou nenhuma prova, o Ministério da Defesa da Rússia distribuiu vídeos do que aconteceu exactamente e de como a operação decorreu.
No dia 19 de Novembro, o PBS NewsHour transmitiu uma reportagem sobre o grupo Estado Islâmico e como os seus camiões-tanque foram destruídos por ataques aéreos dos Estados Unidos. 
O canal público, no entanto, usou imagens de ataques aéreos russos para “comprovar” os bombardeamentos norte-americanos, sem revelar a fonte dos vídeos, nem passar imagens das suas operações.

 

 

 

 

Abdeslam continua em fuga


24 de Novembro, 2015

A Procuradoria Federal da Bélgica anunciou ontem que o mentor dos atentados de Paris, Salah Abdeslam, não está entre os 16 detidos nas operações de domingo em Bruxelas e em outros pontos do país.


“Na investigação judicial federal belga após os atentados em Paris, as unidades especiais antiterroristas efectuaram buscas na região de Bruxelas e desenvolveram outras em Molenbeek, Anderlecht, Jette, Schaerbeek, Woluwe-Saint-Lambert e Forest”, informou a Procuradoria. Além disso, foram realizadas outras três acções na região de Charleroi, ao sul de Bruxelas. 
Os detidos foram apresentados a um juiz de instrução para decidir sobre o seu  estado criminal.Durante uma das buscas num bar móvel em Molenbeek, um motorista direccionou o seu veículo contra os polícias, que só conseguiram travá-lo com disparos. “Ele conseguiu fugir, mas foi interceptado em Bruxelas, estava ferido e foi detido”, informou a Procuradoria. “É impossível dizer se esta detenção tem relação com a investigação em curso.”  As outras operações realizaram-se sem incidentes. A Procuradoria não avançou mais informação sobre os objectos encontrados nem a identidade das pessoas detidas. A única informação certa é que as unidades especiais “não descobriram nem armas nem explosivos durante as buscas aos bairros”. Quanto a Abdeslam, sujeito a captura internacional, a Procuradoria explicou que ele “não foi interceptado durante a operação”. 
O jornal “Le Soir” como o “La Libre Bélgique” disseram que unidades especiais observaram nos arredores de Liège um suspeito, que pode ser Abdeslam, o mentor dos ataques de Paris. Os jornais afirmam que ele foi visto num carro BMW modelo 3 ou 5, e  dirigia-se à estrada E40, na direcção da Alemanha. Durante a operação, as forças de segurança pediram aos meios de comunicação social para não divulgarem em directo os detalhes das buscas.

 

Novo chefe político na hierarquia talibã


24 de Novembro, 2015

Os talibãs afegãos designaram para novo chefe do seu braço político com sede no Qatar um partidário do diálogo da paz com Cabul.

Abbas Stanekzai, um veterano da “jihad” contra os soviéticos e o adjunto Abdul Salam Hanafi foram nomeados pelo chefe dos talibãs, o mulá Ajtar Mansur, informou um membro do órgão central dos talibãs e foi confirmado pelo sítio dos talibãs na Internet, que fala de “decisão colegial”. Segundo a mesma fonte, os dois são favoráveis ao diálogo de paz com o Governo afegão.

 

 jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 07.11.2015

 

Putin diz que intuito da Rússia é apoiar o exército da Síria com ataques aéreos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/09/2015 12:01:04

 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira que seu país está apoiando o exército sírio na luta contra o Estado Islâmico e espera que o presidente sírio, Bashar al-Assad, se comprometa na ajuda para resolver o conflito em seu país.
"Nós não vamos mergulhar de frente neste conflito. Vamos ajudar o exército de Assad enquanto a sua ofensiva durar", disse Putin, acrescentando que espera também que Assad converse com a oposição sobre uma solução política para a Síria.

Os comentários de Putin vieram logo depois que a Rússia lançou seus primeiros ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico na Síria, após os legisladores russos aprovarem o uso da força militar na Síria.

O presidente russo disse que a Rússia iria apoiar o exército sírio com ataques aéreos e que não iria lançar operações terrestres durante a ofensiva. Segundo Putin, a liderança síria pediu para que a Rússia ajudasse Damasco na luta contra os terroristas. Ele pediu também uma cooperação antiterrorista de outros países através do centro de coordenação russo em Bagdá.

"A única maneira de combater o terrorismo internacional é agir preventivamente e não esperar até que eles [os terroristas] venham à nossa casa", disse Putin em comentários televisionados

Mais cedo, o assessor presidencial, Sergei Ivanov, disse que milhares de cidadãos russos e da ex-União Soviética estão lutando do lado do Estado Islâmico e que muitos voltaram para casa, apresentando uma ameaça direta ao país.

 

Jatos militares russos e sírios atacam rebeldes no oeste da Síria

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/10/2015 12:50:40

 

O Exército sírio e milícias aliadas realizaram ataques terrestres contra posições rebeldes na Síria nesta quarta-feira, apoiados por bombardeios aéreos russos, no que parece ser o primeiro grande ataque coordenado desde que a Rússia ingressou na semana passada no conflito, de acordo com um grupo de monitoramento.
Os bombardeios aéreos da Rússia atingiram partes ao norte da província de Hama e áreas próximas na província de Idlib, tendo como alvo localidades perto da principal rodovia norte-sul que atravessa grandes cidades no oeste da Síria, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede em Londres.

Ataques terrestres com mísseis pesados terra-terra alvejaram pelo menos quatro posições de insurgentes na área e houve confrontos pesados em solo, disse o chefe do Observatório, Rami Abdulrahman.

Apesar de a ação coordenada desta quarta-feira marcar uma escalada militar, não ficou imediatamente claro se haveria ganhos rápidos em um conflito que já se arrasta há mais de quatro anos.

"Ainda não há nenhuma informação de qualquer avanço (do governo) no terreno, mas os ataques aéreos atingiram veículos e bases insurgentes", disse Abdulrahman.

Uma fonte regional, a par da situação militar na Síria, disse que as forças sírias, que incluem combatentes do Hezbollah, estavam participando do ataque terrestre contra quatro áreas controladas pelos rebeldes.

A Reuters informou na semana passada que aliados do presidente sírio, Bashar al-Assad, incluindo iranianos, estavam preparando um ataque terrestre na Síria visando recapturar territórios perdidos pelo governo para os rebeldes, que fizeram rápidos avanços este ano.

Abdulrahman, que acompanha o conflito usando fontes na Síria, afirmou que o ataque terrestre estava sendo realizado por "forças do regime" e seus aliados, sem nenhum sinal imediato de envolvimento russo em terra.

A mídia estatal síria e canais regionais pró-governo não mencionaram novos ataques russos ou terrestres nesta quarta-feira.

A Rússia, principal aliada de Assad, iniciou ataques aéreos na Síria há uma semana, dizendo ter como alvo os militantes do extremista Estado Islâmico.

 

Protesto reacende confrontos entre israelenses e palestinos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/10/2015 12:05:52

 

Dois jovens palestinos, incluindo um garoto de 13 anos, foram mortos pelo Exército israelense na Cisjordânia em confrontos ontem. Os episódios elevam o temor de uma escalada maior, após um fim de semana violento que terminou com civis israelenses mortos e centenas de palestinos feridos.
O garoto de 13 anos, Abdel Rahman Shadi, morreu após ser atingido por uma bala no peito, enquanto outro manifestante palestino foi ferido durante protestos que ocorreram na área do túmulo de Raquel em Belém, segundo um médico no hospital de Beit Jala. Os militares israelenses confirmaram que as tropas abriram fogo, acrescentando que investigam o caso.

Mais cedo, um palestino de 18 anos foi morto em confrontos na cidade de Tulkarem, no norte da Cisjordânia, segundo um médico local. As fontes médicas pediram anonimato.

Em Tulkarem, centenas de palestinos, durante um protesto organizado pelo grupo militante islâmico Hamas, usaram bombas caseiras, queimaram pneus e lançaram pedras contra soldados, que acabaram abrindo fogo após usar gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral, de acordo com os militares israelenses.

A mais recente onda de violência ocorre no momento em que a maioria dos palestinos não acredita mais na solução de dois Estados com Israel. Ao mesmo tempo, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, não apresentou um caminho alternativo para a independência.

Além do impasse diplomático, há tensões crescentes por causa de uma importante região, reverenciada tanto por muçulmanos como por judeus em Jerusalém. Os israelenses proibiram no domingo a entrada de palestinos na Cidade Velha de Jerusalém durante dois dias, por causa de um feriado judaico, na tentativa de acabar com os ataques. Palestinos que vivem, trabalham e estudam na Cidade Velha tiveram permissão para entrar.

 

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 07.11.2015

Caixa-preta registrou 'estrondo' em avião russo

Agência ANSA

Dados de uma das caixas-pretas do A321 da companhia Metrojet, que caiu há uma semana no Egito, registratram um forte barulho dentro da aeronave antes do acidente. "Escuta-se um ruído no último segundo de gravação de vozes na cabine", disse uma fonte ligada às investigações no Egito. 

O estrondo reforçaria a ideia de que o acidente foi provocado por uma explosão, possivelmente de uma bomba, que poderia estar no bagageiro. 

No entanto, o presidente da comissão de inquérito local, Ayman al-Muqaddam, disse que "o comitê está considerando todos os cenários possível, mas ainda não se chegou a uma conclusão final". (ANSA)

Avião foi quase abatido por míssil em agosto no Egito

Explosivo passou a 300 metros de um voo da Thomson Airways

Agência ANSA

Um avião britânico com 189 passageiros quase foi atingido por um míssil perto do aeroporto de Sharm El Sheikh, no Egito, no último dia 23 de agosto, divulgou o jornal Daily Mail neste sábado (7), uma semana após a explosão de um A321 da companhia russa Metrojet. De acordo com o jornal, o míssil ficou a 300 metros do avião, que era operado pela companhia Thomson e tinha decolado do aeroporto de Stansted, em Londres.

Com uma manobra evasiva, o piloto conseguiu sair da rota do míssil - que teria sido lançado pelas Forças Armadas do Egito durante exercícios militares -- e aterrissar no balneário. Os passageiros não foram notificados e nem perceberam o que tinha ocorrido. Questionado pelo jornal, um porta-voz do governo britânico admitiu que Londres "investigou o incidente na época, mas constatou que não se tratava de um ataque mirado".

"Provavelmente era um exercício de rotina conduzido pelas autoridades egípcias naquele momento", explicou. Já a companhia relatou que os pilotos do voo TOM476 informaram seus superiores sobre o incidente, os quais repassaram a informação para o Departamento de Transporte britânico, dentro dos protocolos. Há exatamente uma semana, um avião da companhia russa Metrojet explodiu no ar logo após decolar do balneário de Sharm El Sheikh, matando 224 pessoas. Os Estados Unidos e o Reino Unido dizem ter informações de que o acidente foi causado por uma bomba colocada, provavelmente, no bagageiro da aeronave.

Já a Rússia, que conduz uma investigação do caso, afirma que ainda não há conclusões sobre as causas do acidente, mas que não exclui nenhuma hipótese.

Logo após o avião cair, o grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) disse que tinha cometido o atentado, em retaliação aos ataques russos a alvos na Síria e no Iraque, onde os jihadistas estabeleceram um califado. O presidente russo, Vladimir Putin, resolveu ontem suspender os voos do país para o Egito como medida de segurança até o fim das investigações. O Reino Unido também já tinha cancelado as operações de suas companhias aéreas. (ANSA)

Líderes da China e Taiwan fazem encontro histórico

Foi a primeira reunião oficial dos países em 66 anos

Agência ANSA

Os presidentes da China, Xi Jinping, e de Taiwan, Ma Ying-jeou, tiveram um encontro histórico neste sábado (5), com um aperto de mão e a apresentação de uma agenda de cinco pontos para melhorar a relação entre os dois territórios, marcadas pela falta de reconhecimento de Pequim à independência da ilha vizinha. 

Na primeira reunião em 66 anos, desde a separação política, os líderes da China e de Taiwan discutiram temas a portas fechadas em um hotel de Cingapura. Antes da reunião, eles apertaram as mãos e tiraram fotos para a imprensa. "Independentemente das provas e das dificuldades que nossos compatriotas tiveram que enfrentar de ambos os lados, e da duração da nossa separação, nenhuma força pode nos separar", declarou Xi, em um discurso em prol da unificação. Pequim considera Taiwan uma província rebelde que deve ser reunificada. 

Em 2005, a China aprovou uma lei que prevê intervenção militar caso a ilha adote medidas para declarar independência. "Somos uma só família", disse Xi. "Estamos aqui para evitar que tragédias do passado se repitam", comentou o líder chinês, garantindo que seu regime não tem mísseis direcionados a Taiwan, ao contrário do que afirmam especialistas bélicos. Por sua vez, o taiwanês ressaltou que "ambas as partes devem respeitar os valores e o modo de viver da outra". De acordo com a agência de notícias de Tawain, o presidente apresentou ao chinês uma proposta de cinco pontos para melhorar a relação entre os dois povos. O ponto principal é a criação de uma "hotline" - telefone vermelho -- entre as agências que cuidam das relações bilaterais.

Ma Ying-jeou também demonstrou que o encontro seja um novo passo para a normalização das relações, a qual ele mesmo promove desde que chegou ao poder, em 2008.

A reunião de hoje teve caráter meramente simbólico, já que nenhuma parte aceita reconhecer a legitimidade da outra. Por isso, nenhum dos participantes usou o termo "presidente" durante o encontro. Em 1949, Mao Tsé-Tung fundou a República Popular da China, baseada no comunismo, enquanto os nacionalistas do partido Kuomintang (KMT) se refugiaram em Taiwan. (ANSA)

jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), 07.11.2015

'Jihadistas vêm ao Brasil e merecem respeito', diz ministério em rede social

MARINA DIAS
DE BRASÍLIA

O Ministério da Justiça escreveu em seu perfil oficial no Facebook que "jihadistas" vêm ao Brasil "para trazer mais progresso ao nosso país" e, por isso, "merecem respeito".

A frase foi escrita em resposta a um dos comentários sobre a campanha do governo contra a xenofobia e causou mal-estar nos bastidores do ministério.

Na semana passada, a foto de uma senhora neta de espanhóis e portugueses foi postada na página do Facebook do Ministério da Justiça acompanhada da mensagem: "Imigrantes de todas as partes do mundo ajudam a construir nosso país".

Inverno tornará mais dramática situação de refugiados na Europa

DO "THE GUARDIAN"

03/11/2015  13h23

Migrantes e refugiados em número recorde atravessaram o Mediterrâneo em direção à Europa em outubro, justamente em tempo antes da chegada do inverno, que ameaça expor milhares deles a condições inclementes.

As cifras mais recentes da ONU mostraram que 218 mil pessoas fizeram a perigosa travessia do Mediterrâneo no mês passado, confirmando os temores de que o fim do verão não freou o fluxo de refugiados, como ocorria nos últimos anos. Isso acontece em parte devido ao desespero total das pessoas que fogem da guerra cada vez mais intensa na Síria e de outros conflitos.

O número enorme de pessoas que chegam ao mesmo tempo em que o inverno gera receios de uma nova crise humanitária na Europa.

O frio está chegando mais rapidamente que a capacidade de os líderes europeus tomarem decisões críticas. Algumas medidas para providenciar policiamento extra e abrigo para 100 mil pessoas foram acordadas numa cúpula de países da UE e dos Bálcãs, no domingo.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 07.11.2015

Rússia vai enviar 44 aviões para o Egito para repatriar os seus cidadãos

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Há cerca de 78 mil russos de férias no Egíto nesta altura

A Rússia vai enviar 44 aviões para o Egito para repatriar cidadãos seus, enquanto o Egito insiste que não há certezas que um atentado bombista esteja na origem da queda do A321 russo no passado sábado.

A Rússia vai enviar hoje 44 aviões para repatriar seus nacionais a partir das duas estâncias balneares egípcias no Mar Vermelho, a Agência Russa de Transporte Aéreo Federal afirmou por seu turno, segundo a AFP, que crescem as suspeitas de que foi uma bomba que causou o acidente de avião.

Trinta aviões serão enviados para Hurghada, e 14 para Sharm el Sheikh, noticiou a agência Rosaviatsya, citada pela AFP.

Segundo Moscovo 78 mil russos encontram-se atualmente em férias no Egito.

"Por razões de segurança, a bordo só é permitida bagagem de mão", enquanto a restante bagagem serás transportada pelo Ministério das Situações de emergência da Rússia, anunciaram as autoridades moscovitas,

"Dois aviões Ilyushin-76 devem descolar hoje para o Egito para transportar as malas dos turistas russos", anunciou o ministério.

Em Sharm el-Sheikh, na Península do Sinai, milhares de turistas russos e britânicos continuam à espera de ser repatriados.

O Reino Unido e os Estados Unidos evocaram abertamente a pista da existência de uma bomba a bordo do avião que se dirigia para a cidade russa de Sampetersburgo, e que se despenhou.

Na sexta-feira, uma fonte próxima das investigações disse à AFP que a análise das duas caixas negras com investigação no local do acidente, "favorece fortemente" a hipótese de uma bomba a bordo, mas o Egito reafirmou que aguarda os resultados da investigação sobre o acidente, que o autoproclamado Estado Islâmico já reivindicou como um atentado.

Numa conferência de imprensa no Cairo, o chefe egípcio da equipa de investigação disse que "nenhuma conclusão" tinha ainda surgido quanto à origem do atentado.

 

Já chegaram as primeiras famílias de refugiados

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As cinco famílias, compostas por 13 adultos, dois bebés e outras crianças mais velhas, vão para Penela, Sintra e Lisboa

O grupo de 22 refugiados já está em Lisboa, tendo participado numa sessão de boas-vindas com um representante do Estado português e entidades de solidariedade, com atividade no acolhimento e integração de refugiados.

As cinco famílias, compostas por 13 adultos, dois bebés e outras crianças mais velhas, já chegaram ao aeroporto de Lisboa, de onde vão partir para Penela, Sintra e Lisboa.

Empurrando carrinhos com muitas bagagens, os refugiados deixaram a área de chegadas do aeroporto e foram encaminhados para um auditório onde estão a ser recebidos pela ministra da Cultura, Igualdade e Cidadania, Teresa Morais, e representantes das três entidades parceiras nesta ação, o Conselho Português para os Refugiados, a Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional de Miranda do Corvo e o Serviço Jesuíta aos Refugiados.

Refugiados vão ter médico de família e não vão pagar taxas moderadoras

Estes refugiados chegaram de Munique, vindos do Egito, e fazem parte de um grupo de 44, que eram esperados hoje em Lisboa, tendo os restantes ficado retidos no Egito, uma vez que o voo comercial no qual viajavam um grupo foi cancelado devido à greve de pessoal de cabine da Lufhtansa.

Na área de chegadas, além das entidades oficiais, os refugiados eram aguardados por jornalistas que, no entanto, não tiveram contacto direto com as cinco famílias.

Quando deixarem o aeroporto de Lisboa, três destas famílias vão para Penela, uma será acolhida em Sintra e a outra permanecerá em Lisboa.

O grupo de 44 pessoas tem adultos entre os 24 e os 40 anos, a maior parte dos menores tem menos de 12 anos, e 26 pessoas são oriundas da Síria, nove da Eritreia e oito do Sudão.

A escolaridade média ronda os nove anos e as profissões que desempenhavam nos países de origem vão desde canalizador, alfaiate até contabilista ou técnico de física e química.

Segundo grupo chega domingo

Os 22 refugiados impedidos de vir hoje para Portugal devido uma greve da companhia aérea alemã Lufthansa deverão chegar a Lisboa no domingo, disse hoje o diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

"Amanhã (domingo) deverá chegar o segundo grupo", disse António Bessa a jornalistas no final da sessão de acolhimento dos outros 22 refugiados, do total dos 44 inicialmente esperados hoje, encontro que foi presidido pela ministra da Cultura, Igualdade e Cidadania, Teresa Morais.

Alemanha vai acelerar processos de repatriamento de refugiados

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Presidente polaco vai faltar a cimeira europeia sobre migrações pois marcou tomada de posse do novo governo para o mesmo dia

A chanceler alemã e os seus parceiros de coligação governamental - CSU, a congénere bávara da CDU, e os sociais-democratas do SPD - chegaram a acordo para acelerar o processo que decide a concessão de asilo ou repatriamento de refugiados. Este entendimento, obtido na quinta-feira à noite, foi precedido de semanas de negociações entre os três partidos e numa altura em que se ficou a saber que o número de entradas de refugiados no país entre janeiro e outubro atingiu as 800 mil pessoas, valor que as autoridades germânicas estimavam para a totalidade de 2015.

Estas negociações mostraram as fragilidades da coligação liderada por Angela Merkel, com a CSU a pedir medidas mais duras e o SPD a defender uma postura mais suave com os refugiados. Depois de mais uma sessão falhada no domingo, a chanceler anunciou na quinta-feira que os líderes da CSU e do SPD tinham concordado na criação de centros especiais para migrantes que não têm uma base sólida para pedir asilo à Alemanha.

"Juntos conseguimos um importante progresso", afirmou a chanceler e líder da CDU. Já Horst Seehofer, o presidente da CSU, classificou o acordo de "muito, muito bom" e garantiu que a sua relação com Merkel tinha sido "outra vez reforçada". O vice-chanceler e líder do SPD, Sigmar Gabriel, mostrou-se igualmente agradado com o entendimento, pois a coligação tinha conseguido concordar com um conceito de centros que evocavam um sentimento de "detenção".

O plano de ação agora estabelecido prevê a existência de três a cinco centros especiais para refugiados oriundos de países considerados seguros, para quem está impedido de reentrar na Alemanha, a seguir o seu pedido de asilo e pessoas que não estão dispostas a cooperar, explicou ainda Angela Merkel. Os migrantes destes centros serão alvo de um processo de asilo acelerado, que normalmente termina com a deportação para os seus países de origem. Estas pessoas só terão direito a benefícios sociais se permanecerem no distrito onde se registaram.

A coligação governamental concordou ainda que quem não tiver um estatuto oficial de refugiado ficará impedido de trazer as suas famílias para a Alemanha por um período de dois anos.

O jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung noticiou ontem que a Alemanha recuou na sua política de asilo aos sírios, eliminando o direito a que as famílias se lhes juntem no país e limitando para um ano a validade dos vistos.

"O Departamento Federal para Migração e Refugiados recebeu ordens para dar apenas proteção secundária a refugiados da guerra civil da Síria", de acordo com um comunicado do Ministério do Interior, citado pelo jornal.

O Frankfurter Allgemeine Zeitung cita números oficiais que mostram que a Alemanha recebeu 55.600 pedidos de asilo de cidadãos sírios em agosto. Mais de 38.600 foram aceites, com apenas 53 a receberem "proteção secundária".

Pode demitir-se mais cedo

Para quinta-feira está marcada uma nova cimeira europeia informal sobre a migração, mas que não deverá contar com a presença da Polónia - o presidente polaco marcou para o mesmo dia a tomada de posse do novo governo do país e a sessão inaugural do Parlamento.

A primeira-ministra cessante, Ewa Kopacz, apoiada pelo partido pró-europeu Plataforma Cívica, instou Andrzej Duda a participar na cimeira, apesar da tomada de posse, de forma a não permitir "que uma cadeira vazia seja o único símbolo da diplomacia polaca".

No entanto, o presidente polaco, apoiado pelos eurocéticos do Lei e Justiça, marcou a sessão inaugural do Parlamento precisamente para quinta-feira, impedindo assim que tanto ele como as primeiras-ministras cessante eleita compareçam na cimeira europeia.

O conselheiro para a política externa de Andrzej Duda sublinhou ontem que Ewa Kopacz poderá participar na cimeira europeia, caso seja essa a sua vontade, basta apresentar a sua demissão mais cedo. "O presidente garante que aceitará imediatamente a sua demissão, permitindo à primeira-ministra Ewa Kopacz cumprir os seus deveres até à tomada de posse do novo governo", afirmou aos jornalistas Krzysztof Szczersk.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 07.11.2015

 

Estado Islâmico liberta 37 reféns assírios cristãos

O movimento extremista Estado Islâmico libertou, este sábado, 37 reféns assírios cristãos, a maioria mulheres, que estavam entre as mais de 200 pessoas sequestradas há mais de oito meses.

 

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) disse que o grupo de cristãos assírios libertados inclui 27 mulheres e 10 homens, na maioria idosos, que chegaram, este sábado de manhã, à cidade de Tal Tamr, na região de Khabur, nordeste da Síria.

Segundo o OSDH a maior parte dos libertados são provenientes de outras cidades na região de Khabur.

Os ex-reféns pertenciam a um grupo de 220 sírios capturados quando o Estado Islâmico invadiu algumas zonas da região da Khabur em fevereiro.

De acordo com o OSDH, as libertações são o resultado de negociações levadas a cabo pela Igreja, mas outros relatos sugerem que o Estado Islâmico foi pago para libertar os reféns.

Vai da Dinamarca à Tanzânia a pé e passou pelo Porto

ANA TULHA

O dinamarquês Charlie Christensen tirou dois anos e meio para caminhar durante 18 mil quilómetros. Porquê? Porque quer levar água a quem não a tem.

CLÁUDIO ANES

Há meses que Charlie Christensen se habituou a sentir as costas e os joelhos doridos ao fim do dia. Afinal, o preço a pagar para quem partiu da Dinamarca há quase meio ano e anda desde então a calcorrear as estradas da Europa. O destino, esse, há muito está traçado: Lengasti, uma remota aldeia da Tanzânia. Mais importante é garantir que, quando chegar à meta, já conta com os 400 mil euros de que precisa para brindar a população local com um sistema de abastecimento de água potável.

"Em 2013, estive lá a fazer voluntariado num orfanato e apercebi-me das dificuldades com que viviam. Para ter água, precisavam de percorrer 19 quilómetros até à aldeia mais próxima - mais 19 para regressar - e transportavam-na em baldes, com a ajuda de mulas. Perdiam quase um dia inteiro", recorda, ao JN, de passagem pelo Porto.

Ao fim de meio ano, voltou à Dinamarca, embrenhado na consciência de que era urgente fazer algo para mudar o rumo dos acontecimentos. E fez mesmo. Aos 27 anos, criou a página Walking for Water e lançou-se à estrada, numa "peregrinação filantrópica", como lhe chama.

"Pelos sítios por onde vou passando, vou contactando as empresas locais para conseguir patrocinadores. Por exemplo, dirijo-me muitas vezes às empresas de águas para que o nosso logo possa aparecer nas garrafas e uma parte das vendas reverta para nós. Sabendo que estão a contribuir para algo assim, as pessoas compram mais rapidamente", explica, admitindo que, para já, os resultados ainda não são os desejados.

Desde que deixou Esbjerg, a cidade em que vive, já fez três mil quilómetros, já passou por sete países diferentes (ao todo, serão 28), já caminhou com a chuva a cair-lhe copiosamente em cima e já se viu grego para superar as imponentes montanhas das Astúrias.

É que além da mochila que traz às costas, anda sempre com um carrinho, onde transporta a tenda, as roupas e uma espécie de mini cozinha improvisada. Se lhe oferecerem alojamento em regime de couchsurfing, tanto melhor. Caso contrário, acampa. E quando as pernas pesam ou o carrinho lhe complica a vida, agarra-se ao lema que o motivou: caminhar para que outros não tenham que o fazer.

Aumenta para 38 o número de mortos do incêndio na discoteca de Bucareste

Seis vítimas do incêndio numa discoteca em Bucareste, na semana passada, não resistiram aos ferimentos elevando para 38 o número de mortos da tragédia, anunciou hoje o ministro romeno do Interior, Raed Arafat.

 

Dois deles, um romeno e uma italiana, morreram na altura em que eram transferidos para um hospital de Roterdão, na Holanda, e os restantes quatro morreram em Bucareste.

Mais de uma centena de pessoas continuam hospitalizadas, entre as quais 48 em estado considerado grave, adiantou o ministro romeno.

Um engenho pirotécnico provocou o incêndio, no dia 30 de outubro, durante um concerto de rock no Club Colectiv, situado numa antiga fábrica de sapatos do tempo da época comunista.

Segundo as primeiras investigações, o local revestido com materiais de insonorização altamente inflamáveis, não tinha saídas de emergência.

Os três proprietários do clube noturno, acusados de homicídio involuntário, foram detidos na terça-feira depois de ter sido confirmado que não dispunham das autorizações necessárias para a realização de concertos e espetáculos pirotécnicos.

A tragédia, que chocou a população romena, tem levado à realização de protestos contra a classe política do país que os manifestantes consideram serem também responsáveis pelo acidente.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 07.11.2015

Barack Obama admite fracasso


7 de Novembro, 2015

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem que chegou a uma “conclusão realista” de que não há possibilidade de um acordo de paz nem negociações sérias entre israelitas e palestinos nos 14 meses que restam para o fim do seu mandato.


Barack Obama termina o mandato em Janeiro de 2017. Segundo a Casa Branca, o Presidente dos EUA vai pedir ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que tome medidas para evitar que uma solução de dois Estados seja completamente diluída durante uma reunião entre ambos na segunda-feira, em Washington. 
“O Presidente chegou à conclusão realista de que não há possibilidade de um acordo de paz durante o tempo restante do seu mandato e que, provavelmente, nem sequer existe tempo para negociações directas”, disse Rob Malley, um assessor de Barack Obama para o Médio Oriente, em conferência de imprensa.  O Presidente dos Estados Unidos afirmou em Março, após a reeleição de Benjamin Netanyahu, que não via perspectiva de estabelecer “um marco definitivo” que leve a um Estado palestiniano em negociações directas.
“Não podemos continuar a basear a nossa diplomacia em algo que todo o mundo sabe que não vai acontecer, pelo menos nos próximos anos”, disse na altura o Presidente norte-americano. 
O encontro de Barack Obama com Benjamin Netanyahu é o primeiro desde que os EUA chegaram a essa conclusão e ocorre no meio de crescentes tensões entre israelitas e palestinianos devido à última onda de violência na região. 
“O Presidente quer ouvir que ideias tem o primeiro-ministro para ajudar a estabilizar a situação e dar um sinal aos palestinianos de que estão comprometidos com uma solução de dois Estados”, explicou Rob Malley. Segundo o assessor, esta é a primeira vez em 20 anos que a Casa Branca enfrenta “uma realidade onde a perspectiva de uma solução de dois Estados não é alcançável” com o ambiente actual na região. Barack Obama espera que Benjamin Netanyahu empreenda “acções de construção de confiança” com os palestinianos, segundo o assessor adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes.
É possível, portanto, que Barack Obama volte a pedir a Benjamin Netanyahu para interromper a construção de colonatos em territórios ocupados, porque isso “afecta a confiança necessária para avançar na direcção da paz e põe em risco a viabilidade de um Estado palestiniano”, disse Ben Rhodes a jornalistas. Durante o seu mandato, Barack Obama tentou várias vezes impulsionar uma mediação no conflito. A principal delas ocorreu em 2013, quando encarregou o secretário de Estado, John Kerry, de mediar um diálogo que fracassou em Abril de 2014.

 

François Hollande defende via pacífica


7 de Novembro, 2015

Os presidentes da França, François Hollande, e do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, reiteraram ontem a sua vontade comum de contribuir para o apaziguamento da situação no Leste da Ucrânia “mediante a continuação dos seus esforços complementares de mediação entre a Ucrânia e a Rússia”.

Um comunicado da presidência francesa, informou que os dois líderes reiteraram a vontade de lutar contra o terrorismo. Além disso, os presidentes convidaram os participantes da cimeira sobre mudança climática em Paris (COP21), que vai ter lugar de 30 de Novembro a 11 de Dezembro na capital francesa, a adoptar um acordo ambicioso.

 

Sérvia recebe mais refugiados


6 de Novembro, 2015

A Sérvia comprometeu-se na quarta-feira a receber mais três mil refugiados, duplicando o número de acolhimentos destinados a aliviar a crise de migrantes na rota dos Balcãs.

A Croácia tenciona disponibilizar cinco mil lugares e a Eslovénia reafirmou que recebe mais dois mil, enquanto a Áustria revelou que estuda a possibilidade de aumentar a capacidade de acolhimento.
Na actualização de informações, o Governo grego referiu “estar bem encaminhado” o processo de acolher até final do ano mais 50 mil pessoas.
Na sequência de um compromisso assumido em Outubro, numa cimeira em Bruxelas, outras 50 mil pessoas vão ter protecção ao longo da rota dos Balcãs.
Membros da Comissão Europeia visitam na próxima semana as capitais nacionais para analisarem necessidades e a assistência financeira que permitam prosseguir as operações de acolhimento.
Sobre os 400 guardas de outros Estados-membros a serem enviados para a Eslovénia, no âmbito da gestão de fronteiras, Bruxelas anunciou terem partido 33 e que se espera que 250 estejam no terreno a meio deste mês.
Líderes da União Europeia e de países dos Balcãs Ocidentais comprometeram-se em 26 de Outubro, em Bruxelas, a reforçar a capacidade de acolhimento de refugiados, com a criação de mais cem mil lugares, metade dos quais na Grécia.
Na mini cimeira, convocada pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, participaram representantes da Áustria, Bulgária, Croácia, Alemanha, Grécia, Hungria, Roménia, Eslovénia, Macedónia, Albânia e Sérvia.
A Comissão Europeia calcula que quase três milhões de pessoas em fuga de guerras e da pobreza cheguem até 2017 a países da União Europeia.
O executivo comunitário salientou que este número significa um aumento na população de 0,4 por cento, tendo em conta que alguns requerentes de asilo não têm direito a protecção internacional.
No documento divulgado ontem em Bruxelas, é anunciado estar previsto que chegue ainda neste ano um milhão de pessoas e um milhão e meio no próximo.
O comissário para os assuntos económicos declarou que o fluxo de refugiados pode fazer crescer a economia europeia.
“Vai haver um pequeno impacto, mas positivo, no crescimento da União Europeia como um todo, que faz subir em 2017 o Produto Interno Bruto de 0,2 para 0,3 por cento”, disse  Pierr Moscovici, em conferência de imprensa, durante a qual realçou que estes dados podem “combater um certo número de ideias feitas” e defender a política da Comissão de apoio a migrantes e solicitantes de asilo.