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Alexander Moiseev

Alexander Moiseev

columnist for "International Affairs" magazine

Em Moscou reralizou-se a segunda reunião da Comissão Russo-Uruguaia Mista de Assistência ao Desenvolvimento das Relações Comerciais e Ecnômicas. Os participantes do evento puseram em relevo especial o fato de a Rússia e o Uruguai serem parceiros comerciais e econômicos importantes.  O ano corrente de 2018 é marcado com um dinamismo positivo no desenvolvimento do comércio bilateral, no entanto existe um potencial sério para a diversificação e o aumento dos fornecimentos mútuos. Hoje 97 por cento da importação uruguaia para a Rússia cabem para gêneros  alimentícios e matérias-primas agrícolas, enquanto praticamente o total da exportação russa consiste em derivados do petróleo e de adubos. As partes traçaram em conjunto as vias de obtenção de  uma diversidade maior e de alargamento da interação de negócios russo-uruguaia. Teve lugar o encontro do co-presidente da Comissão Intergovernamental dos dois países, diretor do Serviço Federal de Controle Veterinário e Fito-Sanitário, Serguei Dankvert, e do vice-ministro das relações exteriores do Uruguai, Ariel Bergamino. Seus participantes confirmaram o rumo conjunto à intencificação de desenvolvimento ulterior da cooperação.

O vice-ministro das relações exteriores da República Oriental do Uruguai, Sr. Ariel Bergamino, teve a bondade de responder às perguntas da “Vida Internacional”.

 A“Vida Internacional”: Senhor vice-ministro, o Senhor poderia fazer para nossos leitores um breve relato dedicado ao Uruguai de hoje?

Ariel Bergamino:  Tive mais de uma vez a oportunidade de falar da nossa república com parceiros estrangeiros. E ando insistindo: o Uruguai é antes de tudo um país seguro. Sua estrutura institucional e o sistema político demonstram a continuidade e  a estabilidade. Apesar de comparações serem, às vezes, litigiosas e desagradáveis, a verdade é que hoje o Uruguai ocupa o primeiro lugar no rating internacional de estabilidade democrática e política, de segurança legal, de transparência e legitimidade da administraçãao na América Latina e está em situação muito favorável ao nível internacional. O Uruguia é um país crescente. No período entre 2005 e 2015 a nossa economia tinha um crescimento anual médio de 5 por cento permitindo o Uruguai tornar-se um dos países da região com o mais alto  crescimento marcado.  Em 2016 e 20017, apesar do contexto regional de afrouxamento, na economia do Uruguai foi registado um crescimento de 0,5 por cento. E em 2018 é previsto um crescumento de quase  3 por cento. Além disso, a despeito do mencionado contexto de crise o Uruguai mantem o nível de investimento da sua dívida pública na faixa de ВВВ-А2 tendo cerca de 14 000 milhões de dólares na reserva. Isso é equivalente a 30 por cento do nosso PIB. Temos um regime de câmbio flexível e condições excelentes de acesso ao financiamento internacional. O Uruguai é um dos países da região que tem a maior quantidade de investimentos estrageiros diretos (IED) em relação à dimenção da sua economia com o índice anual médio de 4,9 por cento do PIB no periodo entre 2005 e 2016. A fonte principal dos IED para o Uruguai são a Argentina, o Brasil, os EUA, a Finlândia, a França, o Chile, e os principais ramos a receberem os investimentos são a construção pública, a indústria manufatureira, a pecuária, a agricultura e a indústria de madeiras, o comércio, os serviços e a corretagem financeira. Também gostaria de salientar que o Uruguai tem altos ritmos de re-investimento de receitas dos investimentos estrangeiros diretos (60 por rcento no período entre 2005 e 2015). Isso é uma evidência da satisfação de investidores estrangeiros e da confiança no país.

A“Vida Internacional”: A média internacional afirma com frequência que o Uruguai dispõe de uma infraestrutura moderna. A que ponto estas informações são justas?

Ariel Bergamino: Na minha opinão tais afirmações não são infundadas. Veremos então. Temos dois portos – Montevideo e Nueva Palmira convenientemente situados à saída ao Atlántico do Sul. Temos um aeroporto internacional da primeira classe que funciona em regime livre. O país tem o melhor abastecimento com a energia elétrica na América Latina. E em 2015 92 por cento da procura foi satisfeita por conta da energia recuperável. Ocupamos o primeiro lugar no rating latino-americano de acesso ao Internet (acesso fixo de faixa ampla) e a duração de carregamento. 90 por cento dos domicílios uruguaios têm o acesso à fibra ótica. Três de cada quatro uruguaios têm o acesso ao Internet através de seus dispositivos móveis e 80 por cento da população usam smartphones.

A “Vida Internacional”: E como vai o negócio com o sistema do ensino no Uruguai?Com as tecnologias e inovações?

Ariel Bergamino: No nosso país temos o ensino estatal gratuito de uma alta qualidade. Trabalhadores uruguaios aprenderam novas tecnologias e adaptam-se facilmente a novos processos de produção. Existe um regime de subsídios para as companhias que realizam programas individuais de instrução. E quanto ao acesso às tecnologias digitais, o Uruguai  foi o primeiro país no mundo que  abasteceu com computadores portális com o acesso ao Internet os 100 por cento de professores e alunos de excolas primárias e secundárias do sistema estatal do ensino.

A “Vida Internacional”: O Uruguai é famoso com seu setor agrário, moderno e altamente tecnológico.  Comoistosemanifesta?

АриэльБергамино: No plano da produção agrícola Uruguai é o único páis do mundo que garante a possibilidade de vigiar a origem individual de gado bovino a partir do campo (porque no nosso país animais são criados ao ar livre e pastam nas vazantes naturais comendo forragem que não contem hormônios ou componentes químicos) e até a sua panela. Além disso os 100 por cento dos produrores de citrinos marcam o lugar da origem de produto o que permite saber precisamente o local e as caraterísticas da produção. A propósito, o Uruguai é o primeiro país na América Latina que marca em plena medida o local de origem de todos os produtos da vinicultura controlando o ciclo da produção de vinho.   

A “Vida Internacional”:  A média diz muita coisa referente a uma atitude rigorosa  e atenciosa que têm os uruguaios para com a natureza do seu país. Emquesemanifestaestedesvelo?

Ariel Bergamino: O nosso país é um dos 25 países mais “verdes” da planeta ocupando o primeiro lugar no mundo segundo a qualidade do ar e o plantio de novas florestas. O Uruguai tem grandes recursos naturais para o desenvolvimento de fontes recuperáveis da energia, tais como a biomassa, energia hídrica, solar e eólica. 95 por cento da energia no país vem  procedente das fontes restauráveis. É o lider mundial na energia eólica – juntamente com a Dinamarca, a Holanda e a Alemanha, - com mais de 30 por cento da energia elétrica produzida pelos chamados “parques de vento”. O Uruguai é o único país no mundo que regula seus solos segundo uma lei e usa um modelo de prevenção da  erosão para a criação de futuras capacidades de produção. Sua política aquática nacional compreende a administração dos recursos hídricos e os serviços relacionados com isso. Não é por acaso que “O Uruguai Natural» é a palavra  de ordem do nosso país, a sua marca. Esta palavra de ordem também pertence à escala humanitária geral, a mentalidade do nosso povo, ao país onde vivem pessoas simples, bondosas, mas ao mesmo tempo de espírito empreendedor. Na nossa sociedade penetrada de princípios da igualdade, solidaridade e do respeito das forças construtivas, existem valores democtáticos fortes. O Uruguai é o país de diálogo com todos. A nossa política externa visa o respeito por outros povos, a integração regional, baseada na não ingerência nos assuntos internos de outros países e na preservação da nossa própria soberania.    

 A “Vida Internacional”:  Isso significa que seu país poderia ser um ideal para a imitação? É provavél que tenham algo para ensinar a nós?

Ariel Bergamino: É claro que o Uruguai não é um país ideal. No entanto realizamos um trabalho diário a fim de tornar-nos melhor, da mesma maneira como o faz a Rússia e outros países. No contexto desta tarefa aspiramos a melhorar e aumentar o intercâmbio comercial com a Rússia, bem como buscar e levar a cabo projetos conjuntos de investimento, a cooperação financeira e bancâria, desejamos desenvolver a infraestrutura, várias espésies da produção, os serviços divididos. As relações entre a Rússia e o Uruguai têm longa história: as realações diplomáticas entre os dois países foram estabelecidas em 1857 e resistiram à prova com o tempo. E devemos ir mais adiante.  Esta é razão porque contamos com vocês nesta viagem para o futuro, participamos nas conversações russo-uruguaias aqui... 

A “Vida Internacional”: Também gostaríamos de perguntar: o Senhor teve a oportunidade de visitar a Rússia anteriormente?  

 Ariel Bergamino: Sim, mas há muito tempo. Não estive em Moscou desde os tempos da União Soviética. Assim passaram muitos anos... 

A “Vida Internacional”: E que impressão tem?

Ariel Bergamino: É ainda muito pouco tempo que estou aqui, mas já posso dizer que sua capital tem se transformado muito, toornou-se melhor, e os parceiros russos são muito simpáticos e hospitaleiros. 

A “Vida Internacional”: Sua visita é relacionada de qualquer maneira com a Copa do Mundo de futebol?

Ariel Bergamino: Não, nada disso. O objetivo da minha visita é totalmente outro – o de negócios. Tenho apenas dois pontos na minha agenda: tomar parte da reunião da comissão conjunta da cooperação comercial e econômica e fazer as consultas políticas no Ministério do Exterioor da Rússia. Ambos estes pontos vão ser dedicados ao exame das nossas relações, ao incremento da cooperação entre o Uruguai e a Rússia.    

A “Vida Internacional”: Senhor Bergamino, agradecemos-lhe a uma conversa interessante.

…Depois da entrevista conosco o vice-ministro das relaçõess exteriores do Uruguai, Sr. Ariel Bergamino, teve consultas políticas com o vice-ministro das relações exteriores da Rússia, Serguei Ryabkov. Segundo informou a Chancelaria russa, as partes fizeram uma análise construtiva da cooperação na esfera política, do desenvolvimento das relações comerciais e econômicas bilaterais, inclusive à luz da futura reunião da Comissão Intergovernamental especializada, análise das perspetivas da cooperação industrial e das possibilidades de aumento dos contatos culturais e humanitários. Teve lugar a troca de opiniões sobre um amplo círculo das questões da oordem do dia mundial. No processo das consultas uma atenção especial foi dada à consolidação da interação da Rússia e do Uruguai na ONU e também ao estabelecimento da cooperação da Rússia com as entidades de integração latino-americanas inclusive o formato  a União Econômica Eurasiática (UEE)  -  o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

segunda, 20 fevereiro 2017 12:16

Segredos da modernização portuguesa

Diria mais exatamente, os segredos da história da modernização portuguesa são revelados aos leitores interessados pela autora de um novo livro dedicado a este país na extremidade ocidental da Europa, doutora em ciências históricas, colaboradora principal do departamento científico do Centro de Pesquisas Ibéricas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, Nailhá Nailhá Yákovleva (N.М. Yákovleva Portugal: história da modernização política. – Мoscou.: IAL da ACR, 2016. – 260 páginas).

Acontece que temos poucas publicações dedicadas a Portugal. Mas estas, como se diz, são bastante precisas apesar de serem raras. E sobretudo isso é graças às ativiades da cientista e pesquisadora, Nailhá Maguítovna Nailhá Yákovleva que contribuiu para a publicação de várias monografias dedicadas a Portugal, numerosos artigos analíticos sobre a hisória, a economia e os processos políticos existentes neste país. Basta lembrar tais obras relevantes como “Portugal: crise na periferia da Europa”, “Prefácio para a coletânea “Portugal – uma época de mudanças”, “Transformações políticas: resultados de quatro decénios”, “Portugal e a Rússia em busca de um diálogo”, “Evolução do sistema político” e outras obras científicas escritas individualmente ou em cooperação com colegas.

Pois bem, Nailhá Yákovleva, principal colaboradora científica do Centro de Pesquisas Políticas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, colabora com o Centro das Pesquisas Ibéricas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, em 1979 formou-se na Faculdade Histórica da Universidade Estatal de Moscou Lomonossov (cátedra da história moderna e conteporânea), em  1985 dissertou com a tese de doutoramento em ciências históricas sob o título “Evolução histórica do conceito da comunidade luso-brasileira no período de após da Segunda Guerra Mundial”...

Segundo uma breve explicação da autora mesma, sua última monografia apresenta a trajetória histórica e as etapas da modernização política de Portugal, bem como retratos dos estadistas mais grandes. É analisada o sistema político contemporâneo, o papel e a interação das instituições de poder em etapas diferentes.  Uma atenção especial é dispensada às competições políticas no século 21, às peripécias de eleições parlamentares e presidenciais. A referida publicação traz um caráter atalítico e seria útil para historiadores, politicôlogos, legisladores, funcionarios de partidos políticos, jornalistas, - para todos que se interessam em variantes nacionais de estruturamento de sistemas políticos depois da queda de regimes autoritários.

O novo livro de autoria de  Nailhá Yákovleva consiste em três capítulos grandes, 18 sob-capítulos e uma conclusão intitulada “Dilemas da modernização”. A publicação é concluida com o “Suplemento” e a “Bibliografia”.  Além disso a monografia contem um valioso material de refrência e as biografias dos protagonistas da modernização portuguesa. É preciso pôr em relevo especial que esta monografia é um fruto de trabalho de muitos anos quando sua autora dedicava-se aos estudos da história de Portugal e de sua situação atual.

No primeiro capítulo intitulado “Trajetória histórica: a nação e os líderes” Nailhá Yákovleva usando uma boa linguagem científica russa faz uma narração sobre o caminho rumo ao império que Portugal atravessou, sobre o fim da monarquia, sobre a Primeira e a Segunda Repúblicas, sobre a criação do “Estado Novo” e sua agonia, sobre a “Revolução dos Cravos” e a significação do derrubaemto do regime ditatorial no país.  O segundo capítulo, “A Terceira República”, é dedicada às particularidades de transição e às etapas de democratização. Neste capítulo a autora também dá uma análise ao papel que os partidos políticos desempenharam no processo das transformações, à evolução da ordem constitucional, revela os maiores resultados da transição que se deu com a modernização.

No terceiro capítulo intitulado “Competições políticas no século 21” trata-se do “contexto econômico” das eleições em 2006, do período de contradições institucionais, das causas da crise política em 2011. É submetido a uma análise a estratégia anti-crise dos social-democratas e a revanche parlamentar das forças da esquerda e revelada a necessidade urgente de uma mudança do estilo de liderança.

Portugal é um país quieto e modesto. Mas também, como destaca a autora, Portugal é um dos mais antigos estados da Europa com as fronteiras praticamente não alteradas a partir  do século 13, ao contrário de muitos outros países do Velho Mundo com o mapa político refeito mais de uma vez no decorrer de séculos.

A autora põe em relevo que um dos resultados do passado ativo do país tornou-se o facto do idioma português estar no sexto lugar entre os mais usados no mundo e no terceiro lugar na Europa cedendo a posição apenas ao inglês e espanhol. Há cerca de 260 milhões de pessoas no planeta que falam português e cerca de 80 por cento dos lusôfonos vivem no Brasil. 

“A história de Portugal conta com mais de nove séculos, - diz a autora da monografia. – O mesmo como a história de qualqer outro país isso é um fruto dos esforçõs conjuntos do seu povo – de herois das guerras libertadoras e civis, das revoluções, de guerreiros e trabalhadores simples que a cote tinham feito seu tabalho, frequentemente pouco visível mas importante, e dos seus governantes. Em outras palavras, isso é a história de uma nação valente e audaz, de uma nação laboriosa e de seus líderes. Nas biografias das pessoas de destaque de Portugal é refletido o caminho complicado e tortuoso, que a nação atravessou para transformar-se hoje em um país democrático, membro da União Europeia, e de muitos forums internacionais, um parceiro da maioria dos estados do mundo, respeitável e igual em direitos”.

Eis porque Nailhá Yákovleva apresenta neste livro muitos retratos  políticos das figuras do maior destaque na história portuguesa que desempenharam um papel importante no desenvolvimento político e econômico do páis. E cada um destes retratos  caracteriza, de um modo ou de outro, um período da vida de  Portugal no qual esta pessoa nasceu, desenvolveu-se e atuava...

Historicamente a nação portuguesa começou a surgir e formar-se no processo de uma longa oposição aos conquistadores árabes que invadirum a Península Ibérica no início do século 13 A.D., - diz a autora da monografia. Os agressores, como diriam hoje, tiveram posto sob seu controle a maior parte de Portugal contemporâneo integrando o junto com a Espanha vizinha na composição do estado Al Andaluz criado pelos mouros.

Mais tarde houve numerosas batalhas, vitórias e derrotas: uma luta - não só contra os mouros, mas também contra a Espanha, - pela liberdade e independência; houve o descobrimento e a conquista  de terras novas na Índia, África e Ámerica; a criaçaõ de um império rico e sua faléncia; houve triunfos e tragédias internas e novos triunfos.  Um leitor que tenha interesse naquelas peripécias, entusiasmado com o livro de Nailhá Yákovleva, vai “engolir” a monografia de uma tragada tirando um proveio grande para si, também conhecendo todos os segredos da modernização portuguesa com seus “pros” e “contras”.

Dando um destaque justo aos êxitos evidentes da democracia em Portugal  longínquo a autora pensa que seria necessário referir-se às falhas, aos erros na política domestica do país procedentes das diferenças em conceitos do desenvolvimento posterior do estado existentes tanto dentro das élites governanres, como dentro da sociedade civil. A autora tembém fala das dificuldades econômicas que atrapalham o processo de Portugal entrar na trajetoria de um crescimento estável, chama a atenção aos fatores que desestabilizam a situação da República na União Europeia.

Nos últimos anos, diz em conclusão Nailhá Yákovleva, torna-se cada vez mais evidente que o modelo de desenvolvimento do país no após da revolução tem entrado uma fase de instabilidade. Uma sequência das crises a abalar o país tem agravado as contradições políticas e a rivalidade, tem dividido a sociedade resultando na necessidade de uma nova opção  que determine seu destino.

A autora desta monografia de 260 páginas que tem uma qualidade bastante alta pensa que os portugueses podem optar por um dos dois caminhos: prosseguir  com o rumo às reformas e à modernização do país em conformidade com as exigências da sociedade de informação ou ceder à sedução de reiterar a experiència dos regimes populistas da esquerda latino-americanos, mas com a ausência de recursos financeiros enormes com os quais estes últimos estavam edificando o “socoalismo do século 21”.

Claro que as avaliações e conclusões tiradas pela autora podem originar uma discussão. Talvez haja os que sugeriam outras opções. E isso é uma coisa normal no mundo da ciência.  No entanto, segundo a opinião de Nailhá Yákovleva os dilemas contemporâneos da modernização portuguesa são exatamente as que acabou de realçar. E a mim me gostaria de acrescentar que se trata da modernização com a qual contam tão muito os políticos e economistas de vanguarda e com conceitos razoáveis, e não apenas no pequeno país ibérico que se encontra na periferia ocidental extrema da Europa, mas também em muitos outros países inclusive a Rússia, a nossa terra natal.

Nos marcos da atual visita oficial do Presidente da República Oriental do Uruguai, Tabaré Ramón Vásquez Rosas, a Moscou na Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia (rua Ilhinka-6) foi promovido um forum de negócios russo-uruguaio do  qual tomaram parte homens de negócois da Rússia e do Uruguai, dirigentes de uma série de ministérios-chaves dos países sul-americanos. Pedimos ao Presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia, Sr. Serguei Katyrin, falar sobre a interação econômica dos dois países.

 

- Sergueui Nikolaevitch, como é que o Senhor poderia avaliar as perspetivas de desenvolvimento das relações comerciais, econômicas e as de envistimento entre a Rússia e o Uruguai? Acontece que nos últimos tempos nestas relações tinha dado um enfraquecimento visível...

- Daria uma avaliação às perspetivas. Na minha opinião, o período maís difícil dos últimos tempos já está atrás, junto com a “depressão”. Agora nós, juntamente com o Uruguai, estamos ultrapassando  a conjuntura financeira e econômica mundial desfavorável e a crise.  Se em 2015 a circulação mútua de mercadorias diminuiu em mais de 2,5 vezes sendo apenas de 145 milhões de dólares, desde Janeiro  até Novembro de 2016 a queda não excedeu 1,4 por cento e continuava deminuindo. Creio que teremos um aumento da circulação mútua de mercadorias em 2017. Quanto à cooperação no domínio de investimentos, esta permanece ainda bastante modesta. Os investimentos acumulados diretos do Uruguai na Rússia são um pouco mais de 5 milhões de dólares e os da Rússia – cerca de 2 milhões de dólares. Por exemplo, um grande investidor russo, “MidUral Group”, investiu capitais na produção de vitaminas para a pecuária e na produção de curtume de cromo para a pelaria.

As nossas relações ainda não são muito volumosas na sua dimenção monetária (em 2013 que foi o ano mais auspicioso nestre plano, a circulação de mercadorias excedeu 600 milhõess de dólares). Mas tudo isso é uma coisa alcansável. Na minha opinião a qualidade das relações seria a coisa mais importante. Uruguai, um país  situado muito longe de nós, é um dos mais antigos e seguros parceiros da Rússia na região latino-americana. O diálogo russo-uruguaio baseia-se na coencidência ou na proximidade das posições em relação a maioria dos problemas-chaves da  atualidade. O Uruguai manifistou uma renúncia decisivav às sanções contra a Rússia logo que estas tiveram sido impostas. Claro que nossas medidas de retaliação não afetaram os fornecimentos do Uruguai para a Rússia. Tendo em conta tudo isso, posso afirmar com certeza que as nossas relações econômicas terão um desenvolvimento bem sucedido.

 

- Que coisas atraentes, na sua opinião, para  a Rússia, existem no Uruguai como um mercado para mercadorias russas ou fornecedor de gêneros alimentícios, em particular, de laticínios e de carne?

- Hoje Uruguai seria interessante à Rússia com um seguro mercado crescente para adubos minerais. Mais de 90 por cento dos fornecimentoos russos a este país cade a adubos e derivados do petróleo. Fornecemos também enxofre, papel de imprensa, meios de transporte e outras mtrcadorias. E mais de 90 por cento das exportações do Urugai para a Rússia são gêneros alimentícios, antes de tudo -  carne, laticínios e frutas.  Gostaria de assinalar, nas condições da Rússia ter cessado a aquisição de alimentos nos países a praticarem a política de sanções anti-russas, o Uruguai tem reforçado suas posições no mercado de gêneros alimentícios russo dando  um aumento visível os de fornecimentos de citrinos, manteiga, laticínios e até de leite condensado. O negócio urugiaio tem uma possibilidade real de uma séria consolidação nos nichos anteriormente ocupados pelos países que se aproveitaram das sanções como um instrumento de exercer pressão para a Rússia. E mais um momento que, como creio, merece ser posto em relevo: no Uruguai não exisrem produtos alimentícios geneticamente modificados, pois o país destaca-se com uma produção agrícultural de alta qualidade e ecologicamente saudável.         

 

- Que são as esferas novas, nas quais, na sua opinião, a interação com parceiros uruguaios poderia ser produtiva no futuro? E que papel nisso poderia desempenhar a cooperação das comunidades de negócios dos dois países?

- Hoje a cooperação das associações de empresários  do Uruguai e da Rússia sob a égide da Câmara de Comercio e Indústria da Federação da Rússia está apenas na sua formação. Esperamos que haja bons resultados. A poder da Câmara de Comercio e Indústria da Federação da Rússia realizou-se em Montevideo o Forum de Negócios Russo-Uruguaio, um dos resultados do qual foi a proposta a companhias russas de participar na exploração das jazigas de xistos de betume existentes no Uruguai.    Procuramos informar os círculos de negocios da Rússia das capacidades do mercado do Uruguai. A Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia promoveu apresentações dos projetos de investimento do Uruguai e do seu potencial comercial e econômico. Creio que o atual forum de negócios em Moscou permita fazer um novo avanço.

A economia do Uruguai tem por base a pecuária altamente rendível.  Mas também existem empresas da indústria de celulose e papel, montagem de automóveis, refinação do petróleo, química, metalomecânica, de borracha e téxtil. Por outras palvras, é possível encontrar direções novas para o comércio e investimentos  de uma boa perspetiva. Gostaria de lembrar que o negócio russo fornece à América Latina vários artigos industriais: automóveis, aeronaves; construimos alí usinas hidroelétricas e térmicas... Creio que tudo isso também possa ter uma boa perspetiva no mercado uruguaio.

No fim de Outubro de 2015 em Montevideo realizou-se a premeira reunião da Mixta Comissão Intergovernamental Russo-Uruguaia de Assistência ao Desenvolvimanto das Relações Comerciais e Econômicas ( a parte russa da Comissão é chefiada pelo dirigente da Inspeção de Agricultura da Rússia, Serguei Danqwert). Os uruguaios têm confirmado seu interesse na entrada de companhias russas  em uma série de grandes projetos de investimento. Acabámos de assinar uns documentos bilaterais que se referem, em particular, à exploração de jazigas do petróleo e do gás na plataforma continental do Uruguai.

Numa plavra, temos tudo à frente.

 

- Agradecemos ao Senhor, Serguei Nikolaevitch, por uma entrevista interessante e universal.

 

Pois bem, “uma pessoa consiste de que come”. Uns atribuem estas palavras sábias ao filósofo e médico da Grécia Antiga, Hipócrates, outros – ao filósofo alemão, Friederich Heinrich von Feuerbach. A essência desta fôrmula de imporância vital consiste do facto da saude de povos e seu destino em uma grande medida depender do modo e da estrutura de alimentação. Esta é a ideia que involuntariamente vem à cabeça dos que visitam a uma exposição de comida e bebidas.

A mesma ideia veio a mim em Moscou, no “Expocentr na Krasnaya Presnya” onde acabou de encerrar-se a 22-a expocição internacional de gêneros alimentícios, de bebidas e de matérias primas para sua produção – “Prodexpo-2015” que já se tornara tradicional. A exposição foi organizada pela sociedade anônima “Expocentr” com a assistência do Ministério da Agricultura da Rússia e sob o patrocínio da Câmara do Comércio e da Indústria da Federação da Rússia.

Foram 1975 companhias de 64 países da Europa, da Ásia, da África, da América do Norte e do Sul e da Austrália que tomaram parte da exposição, sendo que 31 países foram representados com grandes mostras nacionais. Em geral podemos tirar uma conclusão de a geografia de participação permanecer na mesma comparada com os anos anteriores, apesar das sanções do ocidente e das sanções que a Rússia adotou em contrapartida.  Porque? Na opinião do presidente da Câmara do Comércio e da Indústria da Federação da Rússia, Serguei Katynin, por causa das sançaões e das sanções de resposta muitas companhias européias mudaram artigos para serem exibidos apresentando os “produtos permetidos” ou diminuiram o tamanho dos mostruários.

Dentro das tendências novas cabe destacar o aumento de representação dos participantes da América Latina. Desta vez foram o Brasil, a Argentina, o México, o Paraguai, o Uruguai e o Chile que apresentaram suas mostras (ou até os aumentaram). Ao lado delas pela primeira vez estava o mostruário dos produtores de carne de vaca da Colômbia. Tenho a informação que a República da Nicarágua tem intenções sérias de participar na “Prodexpo” no ano que vem. Outros países da América também pensam disso apesar de sofrerem de uma pressão brutal e sem-ceremoniosa por parte de Washington.

Gostaria de destacar também o facto de a Turquia pela primeira vez ter vindo à exposição com sua carne de galinha. Mas a tendência principal é o aumento da participação de companhias russas que visam dar uma contribuição ativa para substituição da importação e para o incremento da produção de gêneros alimenticios e de bebidas nacionais, das respetivas matérias-primas e da aparelhagem para a indústria alimentícia.  

“Vejo a exposição como uma plataforma para a elaboração de soluções de negócios, - pensa a diretora da “Prodexpo», Таtiana Piscaryova, – a participação da exposição é necessário para saber os processos reais no mercado russo, para ver, qual é o vetor do seu desenvolvimento hoje e na perspetiva mais próxima, para saber também que passos devem ser empreendidos posteriormente”. Таtiana Piscaryova também faz lembrar que a exposição é o caminho mais curto para trazer produtos novos para as redes comerciais, para os restaurantes e lojas.  

A exposição “Prodexpo” foi composta de 22 salões nos quais foram apresentados carne e seus detivados, enchidos, produtos avículos, ovos, laticínios, produtos de confeitaria, quejos, produtos congelados, artigos semifabricados, peixe e produtos marítimos, conservas, molhos, ketcups, bebidas alcoólicas, sucos, legumes e frutas e muitas outras coisas. FoiorganizadooSalãoEco-Biolôgico. As seções novas foram a de alimento para as crianças, a de mel e de produtos da apicultura, a de alimento para os animais. Aumentou o número dos participantes-vinhateiros da Rússia, foi apresentada uma variedade maior dos vinhos da Criméia. Em geral, os produtores dos gêneros alimentícios da Rússia das regiões mais variadas, desde Kaliningrado até o Extremo Oriente, desde Murmansk até as regiões meridionais da Rússia, foram оs que se tornaram consideravelmente mais ativos.

Juntamente com numerosos jornalistas fui convidado pelos organizadores da exposição para a apresentação da Casa de Champanhe de Moscou.

Seus dirigentes e parceiros contaram muitas coisas interessantes. Por exemploo, a Casa de Champanhe de Moscou é um sistema contemporrâneo e correspondente com as exigências do mercado que se ocupa da produção, promoção e venda de champanhe e de vinhos espumantes nacionais, bem como de conhaque. Durante alguns anos os acionistas do Conjunto Industrial de Champanhe de Moscou (CICM) tinham feito investimentos consideráveis no desenvolvimento e modernização da produção na construção de instalações loísticos e de armazenagem, tinham aperfeiçoado as tecnologias de produção e os sistemas de qualidade de produtos. Um sentido novo adquiriram os vinhais da filial meridional “Kavigris” que se encontram no território ecolôgico das Águas Minerais do Cáucaso (Região de Estavrópolis).

A Casa de Champanhe de Moscou apresentou na “Prodexpo” uma coleção nova de oito marcas comerciais que possam ocupar um lugar digno no sortido de lojas e na mesa dos habitantes da Rússia, bem como substituir os anâlogos importados. Ao “portfólio” novo das marcas comerciais foi feita uma calculação especial que prevê praticamente todos os segmentos de preços. Como sempre foi habitual com Sociedade Anônima “CICM”,  a qualidade da produção é alta e estável, os sabores e as condições de bebidas correspondem no máximo com as exigências de consumidores.

Os que assistiram à apresentação tiveram a opurtunidade de conhecer pessoalmente os autores das marcas novas e ter seus autógrafos – os da vice-diretora para a qualidade, Valentina Khorochílova (SA “CICM”) e de Jaques Dagonet, herdeiro de negócio da famosa dinastia de produtores do champanhe francesa. Seu bisavô, Albert Dagonet, foi um dos vinhateiros que deram o início à vicultura russa em 1914. Uma nova marca da Casa de Champanhe de Moscou ostenta o título “Albert D”. Este champanhe saboroso e de qualidade muito alta é feito de uvas de espécie “Chardonet” vindo dos vinhais da família de Dagonet na província da Champagne na França. Jaques Dagonet disse explicando a situação: “tendo decidido produzir champanhe na Rússia em homenagem do meu bisavô visitei praticamente todas as empresas russas, conheci as tecnologias e as pessoas, vi sua resposbilidade e mestria, mas finalmente optei pelo Conjunto Industrial de Champanhe de Moscou”.

Durante a apresentação tive a oportunidade de conversar com o diretor da Associação de Produtores de Vinhos Espumantes, Alán Socolôv, com o diretor geral da SA “Conjunto Industrial de Champanhe de Moscou”, Magoméd Talaev,  com o consultor da Casa de Champanhe de Moscou, Jaques Albert Fernand Dagonet, - o produtor de champanhe, continuador do negócio da dinastia familiar dos vinhateiros franceses, com o diretor da companhia-parceira SA “CICM”, fornecedor de derivados de vinho, Jean Michel Neueux (a França), e com outro parceiro da Casa – o presidente da companhia BACO, vice-presidente da companhia DCOOP, fornecedor de derivados de vinho Angel Villafranca Laroy (a Espanha). Todos eles não apenas mostraram sua produção, mas também, para não ser gratuitos, ofereceram aos jornalistas um par de copos do seu champanhe excelente. Claro que visitando a exposição não se pôde abraçar o inabraçável. No entanto tive a oportunidade de ver também algumas mostras dos países da América Latina que foram impressionantes. Cumpre dizer que todas as mesas de negociações foram completalmente ocupados pelos negociadores, sendo estas mesas cheias de amostras de produtos e de materiais de publicidade. O ambiente foi barulhento, vivo e solene ao mesmo tempo. Junto ao mostruário do Chile tive uma conersa com o diretor da representação comercial do país (“ProChile”) em Moscou, Senhor José Campuzano Alarcon.

- O Chile voltou à “Prodexpo” em 2012, e, já pela quarto ano em seguida, esta exposição é um dos acontecimentos mais importantes para nos com o qual são relacionadas as esperanças para o aumento das exportações do Chile para a Rússia, - disse José Campuzano conversando  comigo. – A “Prodexpo” adquire uma popularidade cada vez maior nos nossos círculos de negócios. Na imaginação dos chilenos a Rússia figura como um mercado novo que se alarga rapidamente. Os volumes das exporações têm uma tendência constante ao crescimento. E a causa disso não são apenas as sanções, mas o interesse pelo seu país, pelo seu potencial enorme. Acreditamos no poderio da Rússia e não temos intenções de tirar vantagem de desgraça de outros. Estamos a favor de uma  competição sadia e por isso colocamos tarefas ambicioas de sermos ativos, de sermos os melhores e os primeiros. E as exposições destas servem para mostrar ao mundo nossas capacidades. Por isso participamos da “Prodexpo” mais uma vez. O Chile apresenta aqui vinho, carne, salmão, purés de frutas e de bagas, gêneros congelados, frutas passas e muitos outros artigos. Temos uma missão prática – fazer com que a nossa exportação para a Rússia alcançe 1 bilhão de dólares e prtosseguir mais adiante..

Como informou José Campuzano, em maio próximo em Moscou será realizada a apresentação de produtos alimentícios chilenos sob o título “o Sabor do Chile”, promovida já pela quinta vez.  Durante o futuro evento os empresários chilenos desejam mostrar seu país em toda sua beleza, e mais uma vez provar o caráter sério de suas intenções em relação ao mercado russo...

No mais do que modesto mostruário da Colômbia, mais exatamete, - da companhia “Vectra” (Vectra, www.vectraintl.com), -  encontrei-me com o empresário Anres Esqudero que disse que esta companhia participou da “Prodexpo”  pela primeira vez  representando a cidade de Medellin e já durante alguns anos tinha fornecido uma quantidade pequena de carne de vaca a Kaliningrado e São-Petersburgo (na capital do norte foi aberta sua representação), e agora a “Vectra” decidiu desenvolver a cooperação com outras regiões da Rússia, planejou aumentar os fornecimentos de carne, não apenas a de vaca, mas também – de porco e de ave. A disposição dos colombianos é bastante otimista.

A exposição também teve um programa de negócios bastante amplo. Seria digna de atenção, por exemplo, a conferência sob o título “a Estrategia de desenvolvimento do mercado de gêneros alimentícios da Rússia na perspetiva mais próxima. Aumentar o volume de produção ou libertar os preços de venda?”. A conferência foi promovida pela SA “Expocentr” e pelo grupo dos deputados do Parlamento da Federação da Rússia “Para o apoio dos produtores e fornecedores da industria alimenar”. O Ministério da Agricultura da Rússia organizou “mesas redondas” sob os temas “O Desenvolvimento do comércio de feiras como um instrumento da substituição da importação” e “A Vinicultura da Rússia – as perspetivas do desenvolvimento”. Entre outros eventos principais da exposição figuraram os tradicionais “Forum de Alimentícios da Rússia” e “AlcoCONGRESSO da Rússia”, as conferências e mesas redondas dedicadas à estrategia do desenvolvimento do mercado de gêneros alimentícios da Rússia, à formação do mercado de produção orgânica (bioprodução). A “Expocentr” organizou pela primeira vez uma conferência dedicada aos aspetos de alimentação das crianças. Um outro acontecimento importante nos marcos do programa de negócios da “Prodexpo” foram as atividades dos Centros de Aquisição de Redes, nos quais decorreram milhares de negociações de fornecimentos ao nível federal e regional.     

 …Nosso pão diário permanece pão, a carne permanece carne, os legumes e frutas – legumes e frutas, e o vinho permanece vinho. Tudo isso é importante e indispensável. No entanto na atual “Prodexpo” foram numerosas como nunca as propostas de comida útil e sadia. Produtos naturais, cheios de vitaminas e de suplementos curativos, sucos de frutas e legumes, mel e seus derivados,  fermentos naturais de leite coalhado para a produção de iogurte e muitas outras coisas – gostosas, nutritivas, exóticas e úteis – foram apresentadas na atual exposição “Prodexpo”. Com isso foi possível não somente ver ou até tocar muitas coisas destas, mas também come-lás para provar. E aqui como não se poderia lembrar a frase-chave que estava pairando sobre a exposição – “Uma pessoa consiste de que come”...

Despedindo-me com a 22-a exposição “Prodexpo” que acabou de encerrar-se, gostaria de voltar mais uma vez às palavras do presidente da CCP da Rússia, Serguei Katynin que  acredita “a exposição é um coetâneo do mercado de gêneros alimentícios da Rússia”, a exposição “desempenhou um papel importante no processo da formação e do desenvolvimento do setor alimentício da economia da Rússia”... Hoje a “Prodexpo” é a maior e prestigiada iniciativa internacional de negócios realizada na Rússia. Qualquer exposição tem a fama de um espelho do mercado. E se uma companhia está presente na “Prodexpo”, isso significa que esta companhia trabalha no mercado russo. E é pouco provável que haja os que desejariam abandona-ló por sua própria vontade. Eis a razão porque continuamos encontrando aqui os fornecedores tradicionais europeus da Aústria, dos Países Baixos, da França, de Portugal, da Espanha, da  Alemanha. Foram consideravelmente consolidadas e fortalecidas as posições da Bielorússia e da China. A Sérbia, a Arménia, a Hungria, o Irão e os países-irmãos da Comunidade dos Estados Independentes tiveram uma representação ampla e agradável. Apesar das proibições de Kiev foram representados os produtores ucranianos embora o número deles fosse pequeno.  Como já disse, foram as companhias da Colômbia, bem com as do Laos, do Turkmenistão e da Mongólia que vieram a participar pela primeira vez. Também foram numerosas outras companhias estrangeiras e nacionais que alegraram muito com sua atividade e com a diversidade da produção.

 

No “Expocentr” já anunciou que a seguinte exposição “Prodexpo-2016”  terá lugar aqui mesmo desde 8 até 12 de fevereiro do ano que vem. A apresentação prévia de pedidos já se iniciou. Os pedidos podem ser apresentados até 1 de junho próximo. Aconselho os companhias que tenham pressa.

 

sábado, 13 dezembro 2014 01:21

АLBА significa “aurora” em espanhol…

No domingo, 14 de dezembro, em Havana será comemorado o décimo aniversário do grupo dos países da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado Comercial dos Povos (ALBA-TCP). Será realizada 13-ra conferência de cúpola da Aliança. Os chefes dos nove estados integrantes desta associação vão comemorar juntos o primeiro decénio que passou desde o dia do seu nascimento, vão discutir os resultados que foram alcançados e vão planejar os passos de seu desenvolvimento no futuro. 

“Não é a escola, mas sim, a vida para que estudamos” (Non scholae, sed vitae discimus). Foi este o aforismo do filôsofo-estóico romano, Séneca, que Eleonora Ermolieva atribuiu a um livro da sua autoria: o Centro das Pesquisas Ibéricas do Instituto da América Latina junto da Academia das Ciências da Rússia acabou de Publicar uma obra interessante dela dedicada à história, ao estado e desenvolvimento do ensino nos países latino-americanos (ou na América Latina e das Caraíbas – o nome que agora é dado a esta região pelos cientistas locais – (Ermolieva E. G. Ensino na América Latina: Adaptação aos Desafios da  Atualidade. – М.: IАL ACR, 2014. – 188 p.).

sábado, 25 outubro 2014 23:11

“Preparamos a elite mundial!”

Na Universidade Russa de Amizade de Povos (URAP) teve lugar a primeira reunião do Conselho de Observação deste centro de ensino da Rússia mundialmente famoso. Foi a Presidente do Conselho da Federação, S-ra Valentina Matvienko, que tomava parte desta reunião após a qual a Presidente do Senado entrevistou-se com os representrantes da juventude universitária.

Graças aos esforços do Centro das Pesquisas Ibéricas do Instituto da América Latina saiu a lume mais uma monogtafia coletiva dedicada a Portugal que ostenta o título “Portugal: a Época de Mudanças”. (Redatora-chefe Iakovleva N. M. Moscou: ILA ASR, 2014 – 234 páginas).

Os autores do livro -  Iakovleva N.М., Iakovlev P.P., Taiar V.М., Palaquin M. A., Ermolieva E.G, Konstantinova N.S., Аsrtachenkov А.А., Udovitchenko S. V. – fizeram uma análise das transformaçãoes profundas que tinham tido lugar em Portugal durante quarenta anos, no período após a “Revolução de Cravos” em abril de 1974.

Existem coincidências que são boas de veras! No Brasil iniciou-se um acontecimento de importância planetária – o Campeonato do Mundo de Futebol (CM-2014) que também tem um outro nome curto: o “Mundial” ou seja “Universal”, e na Rússia está sendo promovida a Jornada da Cultura do Brasil.

quarta, 06 novembro 2013 22:59

O Brasil: entre as favelas e o futuro

Alguns peritos dizem que “é difícil compreender o Brasil”.  Mas penso que isso é possível. Em todo o caso,  é sempre bom tentar. E eis é um paradoxo social:  quanto mais persistente o Governo deste gigante sul-americano pratique uma política populista, no bom sentido da palavra, tanto mais exigente e rigorosa é a atitude que as massas de pessoas mais ativas e descontentes têm para com este Governo.  Parece que é exatamente isso o que se dá no Brasil agora, acontecendo com o governate Partido dos Trabalhadores” de esquerda centrista e com o Governo da Presidente Dilma Russeff que decidiu prosseguir com a linha sócio-política do seu companheiro de armas, o anterior Chefe do Estado, Luís Inácio Lula da Silva  ao qual os brasileiros deram um apelido afetivo Lula.

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