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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 28.01.2018

 

Trump diz que pedirá desculpas por compartilhar vídeos anti-muçulmanos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/01/2018 10:36:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá pedir desculpas por compartilhar vídeos anti-muçulmanos de um grupo britânico de extrema direita na sua conta oficial no Twitter.

Em entrevista ao jornalista Piers Morgan, da emissora britânica ITV, Trump disse não saber nada sobre o grupo Britain First e "certamente pedirei desculpas, se você gostaria que eu o fizesse".

Trump foi amplamente criticado, inclusive por Morgan, por retuitar esses vídeos no ano passado. Numa prévia da entrevista, que irá ao ar no domingo, Morgan pressiona Trump, que disse ter compartilhado os vídeos porque ele "acredita no combate ao terror do Islã radical".

O presidente também diz ao jornalista que é "a pessoa menos racista que alguém vai conhecer". Fonte: Associated Press.

Após chegada do papa, mais três igrejas são atacadas no Chile

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/01/2018 11:10:18

Mais três igrejas católicas foram atacadas no Chile na madrugada de hoje (16), poucas horas depois da chegada do papa Francisco ao país, informaram a Polícia e o Corpo de Bombeiros.

Dois ataques aconteceram em Cunco, a pouco mais de 700 quilômetros de Santiago, na região da Araucanía. As igrejas ficaram totalmente destruídas, disse o comandante do Corpo de Bombeiros da localidade, Pablo Oackley, a uma rádio chilena.

"Os templos atacados ficavam nos setores de Lagunillas e em Río Negro, e as chamas começaram simultaneamente nos dois lugares. As capelas foram totalmente consumidas. Não ficou qualquer vestígio. Será difícil determinar a origem e causa do incêndio", disse Oacley.

A polícia investiga a autoria do crime. Araucanía é palco de um conflito entre comunidades indígenas, que exigem terras ancestrais, e empresas agrícolas.

O papa Francisco, que chegou hoje a Santiago, irá a Araucanía na quinta-feira (18), onde fará uma missa campal em Temuco, a capital da região.

Em Puente Alto, município que faz limite com Santiago, o ataque foi à Paróquia Mãe da Divina Providência, que sofreu danos consideráveis, segundo a polícia. De acordo com moradores da região, cinco pessoas lançaram bombas contra a porta do templo e depois queimaram bandeiras do Chile e do Vaticano.

Com as ações de hoje, já são nove as igrejas católicas que sofreram ataques desde a semana passada no país.

Filipinas decretam alerta máximo depois de ameaça de erupção vulcânica

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 15/01/2018 10:54:40

As Filipinas estão em alerta máximo devido ao vulcão Mayon, que segundo especialistas pode entrar em erupção de maneira iminente após ter liberado, durante o final de semana, espessas nuvens de cinzas e forçar o deslocamento de milhares de pessoas.

A agência sismológica das Filipinas (PHIVOLCS) elevou nesta segunda-feira para "crítico" o nível de alerta perante a possibilidade deste vulcão, situado ao leste do arquipélago e a cerca de 350 quilômetros de Manila, expulsar rios de lava sobre populações e campos.

Mayon teve uma erupção pela primeira vez na tarde de sábado, liberando nuvens e cinzas, e o organismo estatal, que no domingo decretou nível 2 ("crescente preocupação"), decidiu aumentá-lo para 3 nas últimas horas.

Depois da primeira erupção ocorreram outras duas, que provocaram 158 desprendimentos de rochas e o deslocamento em massa de mais de mil pessoas em um raio de 6 quilômetros.

Hoje, o raio foi ampliado para 7 quilômetros, e o número de pessoas deslocadas subiu para 12.044, informou à Agência EFE a porta-voz do Escritório de Defesa Civil da província de Bicol, Rachel Ann Miranda.

"Tudo indica que vai haver uma erupção mais forte, por isso nos preparamos para diferentes cenários", assegurou a porta-voz, após confirmar que já não restam civis na área de perigo.

A erupção pode ocorrer de forma iminente, mas também pode demorar semanas, por isso as autoridades locais buscam modos de facilitar uma "evacuação a longo prazo" dos moradores hospedados em refúgios temporários ou centros escolares, indicou Miranda.

O próximo passo, assegurou, será retirar "os animais da zona de perigo com o objetivo de que os moradores não tenham que retornar às aldeias para resgatar o gado".

Segundo o último comunicado da PHIVOLCS, o vulcão "mostra uma relativa alta instabilidade e tem magma na cratera, sendo assim é possível que ocorra uma erupção perigosa em questão de semanas ou inclusive dias".

A agência informou que a cratera "mostra um resplendor brilhante que indica o crescimento de um novo domo de lava e as primeiras correntes de lava para as ladeiras do lado sul".

Além de decretar a evacuação de pessoas e animais da zona de perigo, as autoridades restringiram o voo de aviões nas imediações.

A atividade do Mayon foi notada na zona através de fortes estrondos e um intenso cheiro de ácido sulfúrico, segundo os testemunhos feitos à imprensa pelos moradores das localidades divisórias.

No entanto, hoje o vulcão deixou de desprender cinzas e desapareceu da vista pelo intenso nevoeiro que se misturou com as nuvens de gases que ainda emanam de sua cratera.

A erupção mais potente na história da Filipinas e a segunda maior do mundo no século 20 foi a do Pinatubo, em junho de 1991, que deixou cerca de 850 mortos e mais de 1 milhão de afetados, além de gerar uma capa global de ácido sulfúrico que causou danos na atmosfera.

O arquipélago filipino, onde há 23 vulcãos ativos, está localizado sobre uma zona de intensa atividade sísmica inscrita dentro do chamado "Anel de Fogo do Pacífico", que se estende desde a costa oeste do continente americano até a Nova Zelândia, passando pelo Japão, Filipinas e Indonésia.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 28.01.2018

 

 

Em evento com ucranianos, Papa pede fim de conflitos no país

Pontífice se reuniu com a comunidade greco-católica ucraniana

Agência ANSA

 

Em um encontro com a comunidade greco-católica ucraniana, na basílica de Santa Sofia, em Roma, o papa Francisco pediu o fim do conflito armado no país da Europa Oriental, que se arrasta há mais de quatro anos.

"Compreendo que, enquanto vocês estão aqui, o coração bate forte pelo seu país e não apenas por afeto, mas também por angústia e, sobretudo, de dor por conta da guerra e das dificuldades econômicas. Estou aqui para lhes dizer que estou perto de vocês. Perto dos vossos corações, próximo com as orações, próximo quando celebro a Eucaristia. Eu suplico ao Príncipe da Paz para que eles baixem as armas", disse no início da reunião.

Segundo Francisco, suas orações são para que os ucranianos não precisem mais "fazer inúmeros sacrifícios para proteger os seus entes queridos", mas que tenham "a coragem, de andar para frente".

Ao fim do encontro, Jorge Mario Bergoglio ainda revelou que, todos os dias, começa seu dia com pensamentos no país já que, quando ainda estava em Buenos Aires, ele recebeu uma medalha da Nossa Senhora da Ternura das mãos do arcebispo maior da Igreja Greco-Católica da Ucrânia, monsenhor Svjatoslav Shevchuk.

"Eu, em Buenos Aires, coloquei a medalha no meu quarto e, tanto à noite como de manhã, eu a saudava com uma oração. Depois, precisei vir para a viagem a Roma [onde foi ordenado Papa] e não pude voltar. Então, pedi que me trouxessem três livros do meu diário, as coisas essenciais e a medalha. E sempre antes de ir para a cama, dou um beijo na Nossa Senhora que o seu arcebispo me deu, e também de manhã a saúdo. Então, posso dizer que começo e termino o dia em ucraniano", disse sob aplausos dos presentes.

A Igreja Greco-Católica da Ucrânia, apesar de se considerar ortodoxa, professa a fé católica e obedEm um encontro com a comunidade greco-católica ucraniana, na basílica de Santa Sofia, em Roma, o papa Francisco pediu o fim do conflito armado no país da Europa Oriental, que se arrasta há mais de quatro anos.

"Compreendo que, enquanto vocês estão aqui, o coração bate forte pelo seu país e não apenas por afeto, mas também por angústia e, sobretudo, de dor por conta da guerra e das dificuldades econômicas. Estou aqui para lhes dizer que estou perto de vocês. Perto dos vossos corações, próximo com as orações, próximo quando celebro a Eucaristia. Eu suplico ao Príncipe da Paz para que eles baixem as armas", disse no início da reunião.

Segundo Francisco, suas orações são para que os ucranianos não precisem mais "fazer inúmeros sacrifícios para proteger os seus entes queridos", mas que tenham "a coragem, de andar para frente".

Ao fim do encontro, Jorge Mario Bergoglio ainda revelou que, todos os dias, começa seu dia com pensamentos no país já que, quando ainda estava em Buenos Aires, ele recebeu uma medalha da Nossa Senhora da Ternura das mãos do arcebispo maior da Igreja Greco-Católica da Ucrânia, monsenhor Svjatoslav Shevchuk.

"Eu, em Buenos Aires, coloquei a medalha no meu quarto e, tanto à noite como de manhã, eu a saudava com uma oração. Depois, precisei vir para a viagem a Roma [onde foi ordenado Papa] e não pude voltar. Então, pedi que me trouxessem três livros do meu diário, as coisas essenciais e a medalha. E sempre antes de ir para a cama, dou um beijo na Nossa Senhora que o seu arcebispo me deu, e também de manhã a saúdo. Então, posso dizer que começo e termino o dia em ucraniano", disse sob aplausos dos presentes.

A Igreja Greco-Católica da Ucrânia, apesar de se considerar ortodoxa, professa a fé católica e obedEm um encontro com a comunidade greco-católica ucraniana, na basílica de Santa Sofia, em Roma, o papa Francisco pediu o fim do conflito armado no país da Europa Oriental, que se arrasta há mais de quatro anos.

"Compreendo que, enquanto vocês estão aqui, o coração bate forte pelo seu país e não apenas por afeto, mas também por angústia e, sobretudo, de dor por conta da guerra e das dificuldades econômicas. Estou aqui para lhes dizer que estou perto de vocês. Perto dos vossos corações, próximo com as orações, próximo quando celebro a Eucaristia. Eu suplico ao Príncipe da Paz para que eles baixem as armas", disse no início da reunião.

Segundo Francisco, suas orações são para que os ucranianos não precisem mais "fazer inúmeros sacrifícios para proteger os seus entes queridos", mas que tenham "a coragem, de andar para frente".

Ao fim do encontro, Jorge Mario Bergoglio ainda revelou que, todos os dias, começa seu dia com pensamentos no país já que, quando ainda estava em Buenos Aires, ele recebeu uma medalha da Nossa Senhora da Ternura das mãos do arcebispo maior da Igreja Greco-Católica da Ucrânia, monsenhor Svjatoslav Shevchuk.

"Eu, em Buenos Aires, coloquei a medalha no meu quarto e, tanto à noite como de manhã, eu a saudava com uma oração. Depois, precisei vir para a viagem a Roma [onde foi ordenado Papa] e não pude voltar. Então, pedi que me trouxessem três livros do meu diário, as coisas essenciais e a medalha. E sempre antes de ir para a cama, dou um beijo na Nossa Senhora que o seu arcebispo me deu, e também de manhã a saúdo. Então, posso dizer que começo e termino o dia em ucraniano", disse sob aplausos dos presentes.

A Igreja Greco-Católica da Ucrânia, apesar de se considerar ortodoxa, professa a fé católica e obedece ao Papa. Desde 1595, ela está em plena comunhão com Roma. 

Ex-líder das Farc lança candidatura à Presidência da Colômbia

É a 1ª participação dos ex-guerrilheiros em processo eleitoral

Agência ANSA

 

O ex-líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Rodrigo Londoño, mais conhecido como Timochenko, lançou sua candidatura à Presidência do país neste fim de semana.

    "Estou empenhado em liderar esse governo para criar as condições para o nascimento de uma nova Colômbia, um governo que finalmente representará os interesses dos pobres", disse o agora político ao lançar a candidatura.

    Timochenko encabeça uma campanha eleitoral inédita para os ex-guerrilheiros que, após firmarem um acordo com o governo colombiano, depuseram as armas e puderam se lançar na política do país.

    Entre as principais medidas de seu plano eleitoral, estão as universidades gratuitas, ampliação da cobertura médica que seria financiada pela elite local, financiamento de pesquisas científicas, além de construção de ruas e rede elétrica nas áreas mais pobres. (ANSA)

Após roubo, corretora japonesa de criptomoedas fará reembolso

Coincheck teve prejuízo de US$ 400 milhões em ação de hackers

Agência ANSA

A corretora japonesa de criptomoedas Coincheck informou que reembolsará 90% dos 260 mil clientes que tiveram prejuízo com um mega roubo feito por hackers na última semana. De acordo com as autoridades, eles roubaram o equivalente a US$ 400 milhões entre quinta e sexta-feira (26).

Segundo a companhia, eles usarão os próprios ativos para reembolsar cerca de US$ 360 milhões aos investidores da criptomoeda, sem, no entanto, explicar como eles serão pagos. A notícia é uma mudança de postura da Coincheck que, a princípio, se negou a ressarcir os investidores.

Até o momento, não se sabe quem ou como o roubo do NEM, a 10ª criptomoeda mais valiosa do mundo, foi cometido. Segundo fontes que investigam o caso, a Coincheck poderá receber uma multa da Agência Nacional dos Serviços Financeiros por não ter tomado medidas de segurança suficientes para proteger as contas de seus clientes. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 28.01.2018

 

 

Trump disposto a assinar nova versão do Acordo de Paris sobre o clima

 

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Presidente dos EUA admite nova assinatura mas apenas se o acordo incluir "alterações importantes"

O presidente dos Estados Unidos estará disposto a assinar o Acordo de Paris sobre o clima, mas apenas se incluir "alterações importantes", segundo excertos de uma entrevista que vai ser emitida hoje no canal britânico de televisão ITV.

Em junho de 2017, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos se retiravam do Acordo de Paris, que classificou como um mau negócio para a economia norte-americana, uma decisão que foi criticada internacionalmente.

Mantendo as críticas contra o acordo histórico assinado por Barack Obama, seu antecessor na Casa Branca, Donald Trump declarou que está disposto a assinar um acordo reformulado.

"O acordo de Paris seria para nós um desastre. Se eles fizerem um bom acordo, haverá sempre a hipótese regressarmos", afirmou, classificando o atual documento de "horrível e injusto" para os Estados Unidos da América.

"Se alguém disser 'volte para o Acordo de Paris', ele teria de ser totalmente diferente, porque tivemos um acordo horrível. Poderei voltar? Sim, eu voltaria... Eu adoraria isso", referiu Donald Trump, de acordo com os excertos a entrevista.

Em 10 de janeiro, Donald Trump admitiu que, "em teoria", os Estados Unidos podiam retornar ao Acordo de Paris sobre a redução das emissões de dióxido de carbono a partir de 2020, mas sem precisar.

"O Acordo de Paris, tal como assinámos, era muito injusto para os Estados Unidos", disse o Presidente dos Estados Unidos, acrescentando apenas ser possível "retornar".

Assinado em 12 de dezembro de 2015 por quase 200 países, entre os quais os Estados Unidos, o Acordo de Paris é um compromisso considerado "histórico", com o principal objetivo de conter o aquecimento global do planeta.

Turquia quer neutralizar ameaça de um Estado curdo

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Operação militar inédita de Ancara, desde início da guerra civil na Síria, visa impedir controlo do Nordeste deste país pelo YPG.

A ofensiva turca sobre as milícias curdas do YPG em Afrin, Nordeste da Síria, abre um foco de tensão com os Estados Unidos e, indiretamente, favorece o regime de Damasco, demonstrando, mais uma vez, como a reivindicação desta etnia em criar um Estado autónomo a coloca no centro de todos os conflitos na região.

A operação em Afrin revela que a importância da questão curda é de tal ordem para o presidente Recep Tayyip Erdogan que este declarou na sexta-feira, ao cumprir-se uma semana sobre o início da ofensiva, estarem as forças turcas prontas a avançarem até Manjib, onde está o núcleo dos dois mil elementos das forças especiais americanas que têm treinado o YPG. Grupo que Ancara considera aliados dos independentistas do PKK, que atuam na Turquia. "Expulsaremos os terroristas de Manjib () e o nosso combate continuará até que nenhum terrorista permaneça na nossa fronteira com o Iraque." O que deixa no ar operações na área autónoma do Curdistão iraquiano, na fronteira comum. Só o avanço até Manjib representa uma incursão de mais de cem quilómetros em território sírio, com duração e meios inéditos desde o início da guerra civil em 2011.

O controlo do Nordeste da Síria pelo YPG possibilitaria uma retaguarda segura para o PKK e permitiria liberdade de movimentos aos curdos entre Síria, Iraque e Turquia, o que Ancara vê como risco para a segurança do país. E, de facto, criaria uma região independente.

Os turcos têm entrado no Iraque em perseguição do PKK. E, em setembro de 2017, Ancara e Bagdad realizaram manobras conjuntas a coincidir com o referendo (consultivo) sobre o direito à secessão do Curdistão iraquiano, evidenciando como a questão curda tem o condão de aproximar governos que, noutros planos, prosseguem interesses opostos na região.

Além da Turquia e da Síria, os curdos são minorias relevantes no Iraque e Irão, sendo o terceiro grupo étnico mais importante na região, após árabes e persas. No mundo, são a etnia mais numerosa sem Estado, entre 36 e 45 milhões de pessoas em 2017, segundo o Instituto Curdo de Paris.

A especificidade dos curdos na Turquia resulta do seu peso demográfico e de estarem concentrados numa região onde era fraco o poder do império otomano. Só com a Turquia moderna e a Constituição de 1924 é que surge a ideia de que o país "não é multinacional" e "o Estado não reconhece outra nação a não ser a turca", lê-se na introdução. É nesta época que a pressão unificadora de Ancara desencadeia uma resistência sem paralelo, que leva o poder político a recorrer à repressão, originando um ciclo de violência que dura até hoje.

Em 1920, a sorte dos curdos ficava definida no Tratado de Sèvres (base dos modernos Síria, Iraque e Koweit), onde lhes era reconhecida a possibilidade de criarem um Estado. Turquia, Irão e Iraque vão inviabilizar essa possibilidade. É, aliás, nas fronteiras destes países e da Síria que se situa o Curdistão histórico ou Grande Curdistão.

Se as negociações do poder político com o PKK, após a prisão do seu líder, Abdullah Ocalan, pareceram assinalar um novo ciclo, o regresso da violência em junho de 2015, num momento em que no vizinho Iraque e na Síria o Estado Islâmico estava na ofensiva, mostrou que Ancara e os independentistas passaram a fazer outros cálculos.

Se há um "problema curdo" na Turquia, ele estende-se ao Iraque e à Síria. Aqui, Damasco sempre se recusou a conceder autonomia aos curdos, pela natureza do regime e pelo receio que concessões feitas a uma minoria tivessem de ser estendidas a outras. A forma feroz como Hafez al-Assad, um alauita (ramo do Islão xiita), lidou com a rebelião sunita na cidade de Hama, em 1982, revela a natureza do regime. Os alauitas estão em minoria, mas detêm a maioria das alavancas do poder. Significativamente, Hama é das primeiras cidades onde se inicia em 2011 a contestação a Bashar al-Assad, que sucedeu ao pai em 2000.

Também no Iraque os curdos têm estado em conflito com o poder central e as reivindicações autonómicas foram brutalmente coartadas sob a ditadura de Saddam Hussein, que também reprimiu a população árabe xiita no Sul do país. A guerra Irão-Iraque (1980--1988) trará repercussões negativas para os curdos. Saddam atacou o Irão não só para neutralizar um regime que considera uma ameaça como para recuperar os territórios cedidos no quadro do Tratado de Argel, de 1975, quer em torno do estuário de Chatt al-Arab quer na delimitação de fronteiras, em especial nas regiões curdas comuns aos dois países. Os curdos, que apoiaram o Irão, serão submetidos a uma campanha militar que passa pela destruição de localidades, o extermínio de civis e ataques com armas químicas.

Após a queda de Saddam, o Curdistão iraquiano ganha estatuto autónomo, de natureza federal, com governo próprio. Mas persistem tensões com Bagdad, como evidenciado em setembro, estando por definir o estatuto final da região. Situação distinta é a do Irão, onde os curdos são reconhecidos como minoria. Ainda que se tenha verificado alguma agitação após a revolução islâmica de 1979, o novo poder sinalizou a disposição de acomodar algum grau de autonomia, neutralizando uma possível evolução violenta, mas está longe de dissipar as reivindicações.

Os curdos estão também divididos, entre si, por motivos tribais e religiosos, por distintos dialetos e interesses divergentes que resultam dos específicos percursos da comunidade na região. Um Estado curdo não está à vista no horizonte.

Morreu Ingvar Kamprad, o fundador da IKEA

 

 

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Ingvar Kamprad morreu no sábado em Smaland, na Suécia, informou a empresa em comunicado

Ingvar Kamprad, o dono e fundador da icónica marca de mobiliário sueca IKEA, morreu aos 91 anos, revelou a empresa este domingo. "O fundador da IKEA e da Ikano, e um dos maiores empreendedores do século XX, Ingvar Kamprad morreu tranquilamente em casa em Smaland, na Suécia, no dia 27 de janeiro", informou a IKEA em comunicado, citado pelas agências internacionais.

"Foi um grande empresário, o típico sueco do sul - trabalhador e teimoso, caloroso e com um brilho de diversão no olhar. Trabalhou até ao final da vida, mantendo-se fiel ao lema de que a maioria das coisas está por fazer", acrescenta a nota da IKEA, sublinhando: "Sentiremos a falta dele e vai ser sempre recordado de forma sentida pela família e pelos funcionários da IKEA em todo o mundo".

Um dos homens mais ricos do mundo, levava um estilo de vida austero e tinha gastos parcimoniosos, que muitas vezes chegaram às páginas dos jornais: chegou a admitir que só comprava roupa em segunda mão e, no supermercado, escolhia sempre os alimentos no limite do prazo de validade. Ia aos mercados pouco antes do fecho, para tentar conseguir preços melhores nos legumes e na fruta que sobravam nas bancas. De origens humildes, Kamprad garantia que era da natureza dos habitantes de Smaland, a região sueca onde nascera, ter um comportamento frugal. Nem o facto de se ter aproximado brevemente dos ideais nazis afetou a empresa que criou, que é uma das marcas mais reconhecidas a nível global.

Nascido a 30 de março de 1926, Ingvar Kamprad tinha onze anos quando fez o seu primeiro 'grande negócio', mas desde os cinco que ia de porta em porta vender fósforos e postais de Natal. Os dividendos da transação - uma revenda de sementes de jardim - permitiram-lhe trocar a velha bicicleta da mãe por um modelo de corrida mais adequado às viagens que fazia na área da quinta de Elmtaryd, onde cresceu, junto à aldeia de Agunnaryd, no Sul da Suécia. A geografia exata pode ser desconhecida para muitos mas estas palavras acabariam por entrar no vocabulário de colaboradores e clientes da empresa que Kamprad criou aos 17 anos, em 1943, e que batizou com as iniciais do seu nome e dos locais que lhe eram mais próximos: IKEA (Ingvar Kamprad Elmtaryd Agunnaryd). Filho de um agricultor alemão descendente de uma família de comerciantes pelo lado materno, Kamprad desde cedo se aplicou na construção daquela que é hoje uma das dez marcas mais conhecidas no mundo e permanece em expansão.

Na década de 40, o futuro comerciante de móveis ainda vendia canetas de tinta permanente e isqueiros pelo correio. Ao ver que o seu maior concorrente se aventurara no mobiliário, decide lançar uma poltrona a que chamou Rut, por ser mais fácil fixar o nome do que o número do produto. Foi em 1948 mas mantém-se a tradição de atribuir nomes aos móveis da IKEA então promovidos através de um folheto e vendidos por encomenda. Os textos eram escritos pelo próprio Kamprad, que apelava à compra direta para evitar custos de distribuição e poder cortar no preço.

O êxito da investida ditou que em 1953 inaugurasse a primeira exposição de móveis, numa antiga fábrica de carpintaria, com o conceito de negócio que perdura até hoje e assenta nos princípios rígidos do homem que sempre geriu a empresa com mão de ferro mesmo quando a idade o obrigou a abandonar a direção e a tornar-se senior advisor.

Pode dizer-se que a IKEA cresceu moldada às adversidades colocadas ao seu fundador: a internacionalização resulta em muito da necessidade de procurar fornecedores na Polónia, quando a marca era boicotada na Escandinávia devido aos baixos preços que praticava.

O design próprio e as embalagens planas surgiram para cortar nos custos de transporte. E os restaurantes porque "um estômago vazio não compra móveis", além de divulgarem a gastronomia sueca. E foi depois de um incêndio na loja de Kungens Kurva (Estocolmo) - inspirada no Museu Guggenheim de Nova Iorque - que apareceu o self-service, deixando para o cliente o transporte e montagem dos móveis.

Sempre à procura de cortes nos gastos, em 1973, Kamprad saiu da Suécia para a Dinamarca, onde conseguiu obter impostos mais baixos para a Ikea, e foi o mesmo motivo que o levou a mudar-se para a Suíça anos depois.

Só em 2010 o multimilionário começou a retirar-se progressivamente da administração da Ikea e da fundação que constituiu em nome familiar para administrar a cadeia de lojas - que tem sede no Luxemburgo, conhecido como o paraíso fiscal da Europa: entregou a direção aos filhos - tem quatro - e regressou definitivamente à Suécia em 2014, depois da morte da mulher.

 

Líder da oposição russa detido em Moscovo após apelar a manifestações de protesto

 

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Alexei Navalny apelou aos apoiantes para continuarem com as ações de protesto por toda a Rússia

O líder da oposição russa, Alexei Navalny, foi detido hoje em Moscovo, depois de ter apelado a manifestações em toda a Rússia para contestar a realização das eleições presidenciais marcadas para 18 de março.

Navalny, através do Twitter, apelou depois aos seus apoiantes para prosseguirem com as ações de protesto apesar de ter sido detido.

"Prenderam-me. Isso não significa nada. Vocês (manifestantes) não vieram por mim. Vieram pelo vosso futuro", escreveu Navalny no Twitter.

Por todas as principais cidades russas há indicações da realização de protestos e de manifestações, em que nalgumas houve pouca adesão e outras contaram com várias centenas de apoiantes.

Navalny tem apelado ao boicote das eleições presidenciais de março, em que o Presidente Vladimir Putin se apresenta a um quarto mandato e para as quais a sua candidatura foi barrada.

A detenção foi feita no gabinete de Navalny e um vídeo publicado nas redes sociais mostra a polícia a entrar na sala.

Há também indicações de que a polícia tentou entrar no estúdio de gravação utilizado pelo líder da oposição no mesmo edifício.

Quem filmava os acontecimentos afirmou que a polícia disse tratar-se de uma ameaça de bomba.

Um dos presentes, Dmitri Nizovtsev, foi detido pela polícia durante a rusga, tal como se pode observar no próprio vídeo divulgado nas redes sociais.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 28.01.2018

Polícia confirma 14 mortos em tiroteio numa festa em Fortaleza

Um grupo armado entrou numa festa privada e matou 14 pessoas, na cidade brasileira de Fortaleza, tendo ferido outras seis com gravidade.

A informação sobre os 14 mortos corrige as declarações de uma fonte policial não identificada que, num primeiro momento, anunciou à agência AP a existência de pelo menos 18 mortos resultantes do ataque a uma festa durante a madrugada, no bairro Cajazeiras, na periferia de Fortaleza, uma cidade do Estado de Ceará, no nordeste brasileiro.

"É uma situação criminosa que foi organizada e planeada; situações como esta acontecem em todo o mundo e, desta vez, os serviços de informação não conseguiram evitar", disse o secretário de Segurança Pública do Ceará, André Costa.

De acordo com os relatos dos moradores, que estão a ser citados pela imprensa brasileira, o ataque aconteceu quando alegados membros do gangue Comando Vermelho chegaram, pelas 00.30 horas (03.30 horas em Portugal continental), em três carros, fortemente armados, e começaram a disparar em várias direções antes de entrarem na festa privada onde participavam alguns alegados membros de um outro gangue, o Guardiões do Estado.

Para já, a polícia diz não existir uma ligação entre o crime organizado e o ataque desta madrugada, já que várias vítimas não têm ligação com estes grupos criminosos, estando apenas a divertir-se na festa e, por outro lado, há também várias pessoas que foram alvejadas no exterior do recinto, como um motorista de Uber e o seu passageiro, uma vendedora ambulante de comida e vários menores de idade, incluindo duas adolescentes de 16 anos e uma criança de 12 anos.

O estado do Ceará é o segundo mais violento do Brasil, atrás de Pernambuco.

Os dados oficiais citados pelos jornais brasileiros mostram que do primeiro semestre de 2016 para o mesmo período de 2017, o número de mortos aumentou de 1743 para 2299, uma subida de 31,9%, atribuída à disputa pelo controlo de tráfico de droga.

O ataque desta madrugada é o mais mortífero neste estado brasileiro, suplantando os 11 mortos da chamada "Chacina da Messejana", em 2015.

Explosão de ambulância causa pelo menos 40 mortos em Cabul

A explosão de uma ambulância armadilhada no centro de Cabul, capital do Afeganistão, causou pelo menos 40 mortos e 140 feridos. Ação já reivindicada pelos talibãs.

"O último balanço é de 40 mortos e 140 feridos encaminhados para os nossos hospitais", disse à agência noticiosa AFP o porta-voz do Ministério da Saúde Waheed Majroh.

Com base nos dados dos hospitais de Cabul, que estão a receber as vítimas do atentado, os números anteriores apontavam para a existência de 17 mortos.

Os primeiros relatos davam conta de uma explosão provocada por uma viatura armadilhada na Praça Sadarat, no centro da cidade, num bairro onde se encontram as instalações do Ministério do Interior e a delegação da União Europeia (UE) em Cabul.

Cabul tem-se tornado uma cidade alvo prioritária de ataques bombistas reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI) e pelos Talibã.

Rio Sena continua a subir e deixa Paris em alerta para esta noite

O nível da água do rio Sena continua a subir lentamente, sendo esperado que atinja o máximo em Paris esta noite, segundo as previsões oficiais, que apontam uma melhoria da situação noutros municípios da região.

De acordo com o Vigicrues, organismo responsável pela monitorização do caudal dos rios em França, fixou-se em 5,95 metros o máximo esperado para esta noite na ponte parisiense de Austerlitz, onde está instalada uma estação de medição.

Este valor situa-se 15 centímetros abaixo do registado em 2016 em Paris, quando morreram duas pessoas devido às cheias, refere a agência de notícias espanhola Efe.

De acordo com os dados mais recentes, o Sena teve uma altura de 5,78 metros, o que significa um crescimento de 14 centímetros em 24 horas.

O rio permanece fechado à navegação por causa do elevado nível do caudal, que impede que os navios passem debaixo das pontes, e mantêm-se ativados os planos de emergência nos estabelecimentos junto do Sena, incluindo o fecho de 12 estações de comboio.

Doze departamentos do país permanecem em alerta laranja, o segundo mais alto, como medida de precaução, mas as autoridades consideram que a situação é melhor do que o previsto porque as chuvas têm sido menos intensas do que o esperado.

Na bacia superior do rio, manteve-se a melhoria, onde foi levantando em várias seções o alerta laranja, enquanto na bacia inferior, uma zona de meandros, as autoridades alertam que a subida do nível da água continuará até o início da próxima semana.

Enquanto as cheias de 2016 fizeram dois mortos e vários feridos na área de Paris, não há registo de vítimas durante o atual episódio de inundações.

As autoridades parisienses encerraram diversos túneis, parques e o piso de baixo do Museu do Louvre, como medidas de precaução.

Foram igualmente fechadas estradas nas margens do rio, bem como sete estações de comboio ao longo do seu curso, mas tais medidas não causaram perturbações de maior na Cidade das Luzes.

De acordo com a Efe, mil pessoas foram obrigadas a sair das suas casas em Paris e 1.500 famílias viram sua eletricidade cortada.

De acordo com projeções, cheias equiparáveis às grandes cheias de 1910 poderiam causar danos no valor de entre três mil milhões e 30 mil milhões de euros.

Na origem deste fenómeno de cheias que está a afetar diversas regiões de França há alguns dias, estão elevados níveis de precipitação em solos inundados de água.

O bimestre dezembro-janeiro está a ser, no país, um dos três mais chuvosos desde 1900, ano a que remontam os primeiros registos, segundo a Météo-France.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 28.01.2018

Rússia alerta para o aumento da crise com os Estados Unidos

28 de Janeiro, 2018

A Rússia definiu ontem como um “novo passo destrutivo” o pacote de sanções impostas pelos Estados Unidos contra altos funcionários russos pelas suas actividades na província ucraniana da Crimeia, integrada por Moscovo em 2014.

 “As novas sanções contra a Rússia são um novo passo destrutivo que agrava a situação nas relações russo-norte-americanas”, disse o responsável pelo Comité de Assuntos Internacionais da Duma (Parlamento), Leonid Slutski. 
O mesmo responsável acrescentou que Washington adoptou as novas medidas “para garantir os seus interesses geopolíticos, a competitividade ilegal e a sua hegemonia nos mercados internacionais”. 
“Tenho a certeza que a nova vaga de sanções não ficará sem reposta da nossa parte”, comentou, antes de assegurar que a Rússia não está envolvida no conflito ucraniano e de criticar uma recente lei aprovada no Parlamento ucraniano para recuperar o controlo das regiões pró-russas do leste e que supõe uma violação do acordo de paz de Minsk, assinado em 2015. 
Pelo contrário, acrescentou, os Estados Unidos aprovaram uma ajuda militar dirigida a Kiev e avaliada em milhões de dólares, para o fornecimento de armamento letal. 
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou ontem um novo pacote de sanções contra 21 indivíduos e nove empresas da Rússia e Ucrânia pelas suas actividades na Crimeia, e que inclui o ministro da Energia russo, Andrey Cherezov, que já está a ser alvo de sanções por parte da União Europeia pela sua acção na transferência de turbinas para a Crimeia.
De acordo com vários Estados-membros da União Europeia (UE), as turbinas - fabricadas pelos alemães da Siemens - foram fornecidas à Rússia e desviadas para a Crimeia, para fornecer energia aos novos territórios anexados pelos russos.

Maduro concorre a novo mandato

Victor Carvalho

27 de Janeiro, 2018

A Assembleia Constituinte da Venezuela, apenas com a presença de apoiantes do Presidente, Nicolás Maduro, aprovou esta semana um decreto a convocar a realização de eleições presidenciais até ao próximo dia 30 de Abril. Isto, numa altura em que aumenta a instabilidade social e política no país.

Por um lado, é a população que luta pelos escassos produtos alimentares que ainda estão disponíveis e, por outro, com a oposição política a acusar o Governo de intolerância e de ser directamente responsável pela morte de milhares de pessoas.
A aprovação do decreto que convoca as eleições teve por base uma proposta do deputado e vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello. “É uma proposta que tem muito a ver com a pátria, com o amor a esta pátria”, disse ele quando confrontado com os jornalistas.
Este decreto será agora remetido para o Conselho Nacional Eleitoral, a quem cabe apontar a data definitiva das próximas eleições presidenciais, no prazo máximo que termina a 30 de Abril, nas quais Nicolás Maduro já anunciou ser novamente candidato à Presidência da República.
Os opositores de Maduro já reagiram ao anúncio da marcação de eleições com Freddy Guevara, um dos mais proeminentes líderes da oposição a apelar à união de todas as forças que estão contra o regime. “Venezuela: estamos ante um momento histórico para alcançar a liberdade. Pedimos a todas as forças democráticas para construírem uma posição comum”, escreveu no Twitter.
Refugiado desde Novembro na embaixada do Chile em Caracas, Guevara desafiou todos, “estudantes, operários, empresários, comerciantes, funcionários públicos, dissidentes do chavismo e da Igreja”, a lutar contra a “fome e a miséria”.
Henrique Capriles, ex-governador e candidato presidencial derrotado (2012 e 2013) também aproveitou aquela rede social para pedir unidade. 
“Se o direito do nosso povo para decidir é libertado, eles [chavistas] cairão. Unidade mais do que nunca. Unidade para recuperar a democracia”, escreveu.
Nos últimos dias, a juntar à instabilidade social provocada pela falta de alimentos, agravou-se a crise política, sobretudo quando a 18 de Janeiro a aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) suspendeu a sua participação no processo de diálogo com o Governo, acusando o ministro do Interior, Néstor Reverol, de declarações “falsas e irresponsáveis”.
Na ocasião, Henry Ramos Allup, secretário do partido Acção Democrática, informou que “não haverá mais reuniões da comissão de diálogo”. Esta posição surgiu depois de Néstor Reverol ter dito à imprensa que a localização do ex-polícia rebelde Óscar Pérez, assassinado a 15 de Janeiro, foi possível graças à colaboração dos opositores que participavam no diálogo.
Na operação policial faleceu o ex-polícia rebelde e piloto de helicóptero Óscar Pérez, além de seis pessoas que o acompanhavam e dois alegados agentes. Óscar Pérez era um dos mais ferozes críticos do regime de Nicolás Maduro e foi apontado pelas autoridades como sendo responsável por vários ataques armados contra forças do Governo, um dos quais feito com recurso à utilização de meios aéreos.
Na altura em que Óscar Pérez foi morto, o ministro do Interior disse em declarações à imprensa que “apesar das tentativas para conseguir uma solução pacífica e negociada, este grupo terrorista, fortemente armado, iniciou, de maneira mal-intencionada, um confronto com as forças de segurança”.
Mas, a verdade é que as declarações do ministro não correspondem às imagens de vídeos divulgadas através da Internet em que Óscar Pérez denuncia que pretendiam assassiná-lo. Num dos vídeos ouve-se mesmo Pérez chamar a atenção para a existência de civis e pedir aos militares que não disparem porque vai entregar-se.
Esta operação continua a ser denominada como “um massacre” por várias organizações não-governamentais venezuelanas bem como por alguns países estrangeiros, que denunciam ter sido usado um tanque de guerra militar para atacar a casa onde se encontravam os suspeitos.
O ex-inspector Óscar Pérez estava a ser acusado pelas autoridades de em Junho de 2017, ter usado um helicóptero do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC, antiga Polícia Técnica Judiciária) para disparar vários tiros contra a sede do Ministério do Interior e Justiça e atirado quatro granadas contra o Supremo Tribunal de Justiça, que não causaram vítimas.
Era também apontado como tendo liderado a 18 de Dezembro um grupo de 49 homens que assaltou um comando da Guarda Nacional Bolivariana de onde roubaram armas e munições.
Entretanto, as autoridades venezuelanas enterraram no último fim de semana Óscar Pérez num cemitério fechado, e autorizando apenas a presença de uma tia e uma prima.
Alguns dos familiares de Pérez — cuja mãe, mulher e filhos estão no estrangeiro — ficaram fora do cemitério sem poder assistir à cerimónia fúnebre, impedidos pelas forças da ordem.
A imprensa venezuelana, segundo a agência noticiosa espanhola Efe, publicou fotografias da campa de Pérez, uma pedra onde está inscrito o seu nome, e ao lado tem um ramo de flores e a bandeira venezuelana.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 17.01.2018

 

 

El Salvador cobra dos EUA resposta sobre declarações racistas de Trump

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/01/2018 10:28:19

 

O governo de El Salvador criticou os Estados Unidos (EUA) nessa terça-feira (16) pela falta de resposta à "nota de protesto" enviada na última sexta-feira (12), após o presidente morte-americano, Donald Trump, ter sido acusado de chamar o país de "buraco de merda".

"Ainda não recebemos nenhuma carta de resposta dos EUA", informou o porta-voz do governo de El Salvador, Eugenio Chicas, em entrevista durante evento em comemoração aos 26 anos da assinatura do acordo que encerrou a guerra civil no país.

O porta-voz explicou que o chanceler de El Salvador, Hugo Martínez, está em viagem pelos EUA e deve trazer algum tipo de resposta. Caso contrário, a embaixada salvadorenha em Washington seria a fonte mais próxima para conseguir algum retorno.

Segundo o jornal The Washington Post, Trump teria chamado El Salvador, o Haiti e vários países africanos de "buracos de merda", durante uma reunião com um grupo de senadores. No dia seguinte, o presidente americano negou ter usado a expressão.

UE se diz aberta caso Reino Unido decida voltar atrás sobre Brexit

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/01/2018 14:13:00

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, colocou hoje um ingrediente a mais no novo debate no Reino Unido sobre a realização de um segundo plebiscito abordando a saída do País da União Europeia (UE), o chamado Brexit. Durante uma cúpula de líderes no Parlamento Europeus, na Bélgica, ele disse que os britânicos eram bem-vindos a permanecer no bloco comum.

"Se o governo do Reino Unido aderir à decisão de sair, o Brexit se tornará uma realidade, com todas as suas consequências negativas, em março do próximo ano, a menos que haja uma mudança no coração dos nossos amigos britânicos", disse, conforme agências de notícias internacionais.

Na semana passada, o assunto voltou ao noticiário depois que um dos principais defensores do divórcio, o deputado Nigel Farage, cogitou a possibilidade de realização de uma nova consulta pública para calar os defensores da unidade do continente. Para o legislador, um segundo plebiscito mostraria números ainda mais fortes a favor do Brexit do que os 52% contra 48% mostrados na consulta de junho de 2016. A hipótese, no entanto, já foi descartada no passado de forma veemente pela primeira-ministra Theresa May. Ontem, a Escócia - que nessa consulta de 2016 votou pela permanência no bloco - convocou a imprensa para mostrar que o custo da saída para o país será maior do que o previsto inicialmente.

Sobre um questionamento a respeito da possibilidade da reversibilidade do voto da consulta de 2016, Tusk questionou se não foi o próprio David Davis (ministro britânico do Brexit) que afirmou: "Se uma democracia não pode mudar de ideia, ela deixa de ser uma democracia". E acrescentou: "Nós aqui no continente não tivemos uma mudança no coração. Nossos corações ainda estão abertos para vocês". O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, engrossou a oferta do bloco comum. "Espero que isso seja ouvido claramente em Londres", disse.

A previsão é que o Reino Unido deixe a UE no fim de março do ano que vem e as negociações ainda estão bastante longe de terminar, com o temor de que não sejam concluídas a tempo suficiente. A nova fase de tratativas promete ser ainda mais tensa e há divergências entre as partes sobre quando um planejamento deve ser finalizado. "O que precisamos hoje é mais clareza sobre a visão do Reino Unido", disse Tusk. "O trabalho mais difícil ainda está à nossa frente e o tempo é limitado", continuou.

Ano de 2017 é considerado o mais seguro da história da aviação

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 10:52:27

 

O ano 2017 foi o mais seguro da história da aviação porque não foi registrada nenhuma vítima fatal em voos de grandes companhias aéreas comerciais, segundo dados divulgados hoje (2), em Bruxelas, pela organização holandesa especializada Aviation Safety Network.

Incluindo pequenas aeronaves de mais de 14 assentos e voos de transporte de mercadorias, em 2017 foram contabilizados 10 acidentes aéreos, nos quais morreram 44 pessoas em voo e 35 em terra, sobre um total estimado de 36,8 milhões de voos em todo o planeta.

Deles, dois tiveram problemas durante a decolagem, três em voo, outros três no descida para aterrissar e dois durante a aterrissagem.

Esses acidentes aconteceram no Quirguistão, Indonésia, Estados Unidos, Nepal, Costa do Marfim, Rússia, Tanzânia, Canadá e Costa Rica, enquanto que não há registros de acidente fatal na Europa.

Em 2016, a Aviation Safety Network tinha contabilizado 16 acidentes que deixaram 303 mortos. Sendo assim, 2017 segue sendo "o ano mais seguro tanto em número de acidentes como o termo de baixas mortais".

O raio de mortalidade aérea comercial se situa em uma morte por cada 7,3 milhões de voos, um cálculo que não computa acidentes militares e que deve ser confirmado ao longo de 2018 pelos dados Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), com sede em Montreal.

"Desde 1997, o número de acidentes de companhias aéreas mostrou um declínio estável, em grande parte graças aos contínuos esforços em segurança das organizações da aviação internacional como Icao, Iata e Flight Safety Foundation e da indústria da aviação", declarou em um comunicado o presidente da Aviation Safety Network, Harro Ranter.

Acidente com Chapecoense matou 71 pessoas

Segundo esse portal especializado com sede na Holanda, o último acidente de uma grande companhia aérea com vítimas fatais foi registrado há 399 dias, em 28 de novembro de 2016, quando 71 pessoas morrerem no acidente da companhia aérea LaMia, no qual viajava a equipe da Chapecoense e que fazia o trajeto entre Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) com Medellín (Colômbia).

A última tragédia aérea com mais de 100 vítimas mortais aconteceu há 793 dias, após o acidente com um voo da companhia russa Kogalymavia operado pela Metrojet Flight, em 31 de outubro de 2015, quando o aparelho explodiu no ar com 224 pessoas a bordo quando voava entre a localidade egípcia de Sharm El-Sheikh e a russa de São Petersburgo.

Os investigadores russos concluíram, na época, que a causa mais provável do acidente tinha sido a detonação em voo de "um artefato explosivo" introduzido no Airbus A321.

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 17.01.2018

 

 

Trump garante a Xi Jinping que manterá 'pressão máxima' sobre a Coreia do Norte

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com seu homólogo chinês, Xi Jinping, nesta terça-feira (16) e disse que Washington continuará a aplicar "pressão máxima" sobre a Coreia do Norte.

"O presidente Trump está empenhado em manter a campanha global promovida pelos EUA com a máxima pressão para forçar a Coreia do Norte a se comprometer com a desnuclearização", diz um comunicado da Casa Branca.

O líder chinês, por sua vez, disse ao presidente norte-americano que a China está "pronta para se juntar aos EUA para resolver adequadamente a questão nuclear".

Xi Jimping também concordou com Trump que Pyongyang atualmente demonstra um "comportamento destrutivo" e expressou a esperança de que sua postura mudará ao longo das negociações com sua vizinha Coreia do Sul.

Em 9 de janeiro, as delegações de Seul e Pyongyang se reuniram pela primeira vez em dois anos na localidade de Panmunjom, na zona desmilitarizada entre os dois países. Os negociadores das duas Coreias chegaram a um acordo para retomar o diálogo e diminuir a tensão.

Líder da Revolução dos Guarda-Chuvas é condenado em Hong Kong

Joshua Wong cumprirá 3 meses de prisão pelos protestos de 2014

Agência ANSA

 

O ativista Joshua Wong, um dos líderes do movimento pró-democracia de 2014 em Hong Kong, conhecido como "Revolução dos Guarda-Chuvas", foi condenado nesta quarta-feira (17) a três meses de prisão.

A condenação do ativista foi baseada no fato do estudante não ter respeitado uma ordem do governo de remover um acampamento erguido durante as manifestações. Essa é a segunda sentença do jovem de 21 anos.

Após ter pago uma fiança, Wong estava em liberdade esperando o julgamento de uma apelação contra uma condenação de seis meses de reclusão por outros supostos crimes que cometeu durante as manifestações.

Além de Joshua, outro militante da "Revolução dos Guarda-Chuvas", Raphael Wong, foi condenado nesta quarta-feira (17) a quatro meses e meio de prisão.

Com muitos manifestantes reunidos na porta do tribunal, antes da audiência, Joshua afirmou que não "se arrependia" por seus atos.

Já Raphael, após ter sua sentença confirmada, afirmou que a "luta pela democracia não vai mudar".

Dezenas de militantes pró-democracia se reuniram na frente do tribunal para se manifestarem contra as condenações.

A "Revolução dos Guarda-Chuvas" foi iniciada em setembro de 2014, quando os manifestantes a favor da democracia se reuniram na frente da sede do governo e ocuparam diversas ruas da cidade.

Eles começaram a se manifestar após Congresso Nacional do Povo anunciar que a população não participaria nas escolhas dos candidatos a governador de Hong Kong.

Assim como Macau, Hong Kong é uma região administrativa especial da China.

Baixas temperaturas congelam rodovias e fecham escolas no Sul dos Estados Unidos

O rigoroso inverno deste ano afeta também o Sul dos Estados Unidos.  No Kentuchy, Loisiana, e Texas  as rodovias congelaram e acidentes foram registrados na terça-feira (16). Nesta quarta-feira (17), o governo da Loisiana, do Texas e da Georgia fecharam algumas rodovias estaduais. Escolas também suspederam as aulas.

Na Georgia, onde nevou na madrugada desta quarta-feira, as baixas temperaturas também congelaram as rodovias e impedem o tráfico normal de veículos também na área urbana das cidades. O frio intenso deste ano já provocou o fechamento de escolas em duas ocasiões. Na área metropolitana de Atlanta, Georgia, os alunos ficaram sem aulas dois dias em novembro e as aulas também foram suspensas.

Na região Sul dos Estados Unidos dias de neve são inusuais e em média neva dois ou três dias por ano. Como não neva muito nestas regiões, os governos locais não investem em maquinário suficiente para retirar o gelo das rodovias.

O gelo acumulado nas rodovias causou acidentes nesta terça-feira no Texas. A imprensa local noticiou mais de 30 acidentes rodoviários no sudeste do estado, região mais afetada pelo clima frio.

O Serviço Metereológico Nacional prevê ventos gelados para esta quarta e quinta-feira, com temperaturas inferiores a menos 10ºC para Texas, Arkansas, Louisiana, Alabama, Mississippi, Geórgia, Tennessee, Kentucky, Kansas e Missouri.

Na Georgia em algumas regiões, a sensação térmica chega a menos 18ºC por causa dos ventos gelados. Este já é considerado o inverno mais rigoroso nos Estados Unidos e  no Canadá, das últimas décadas.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 17.01.2018

 

 

Faça o teste que fez Donald Trump para provar a saúde mental

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Presidente dos EUA foi o primeiro a submeter-se a um teste cognitivo e fê-lo porque quis. Passou com pontuação máxima

Lançado há menos de duas semanas nos EUA, o livro do jornalista Michael Wolff - Fire and Fury - levantou questões sobre a Casa Branca de Donald Trump e mesmo sobre a sanidade mental do presidente, que exigiu ser submetido a um teste cognitivo para além de outros exames médicos que tinha agendados para esta altura: embora não sejam obrigatórios segundo a lei, os exames médicos e a divulgação dos resultados tornaram-se a norma nos últimos anos nos EUA.

Assim, para além das análises ao sangue, urina ou eletrocardiograma, Trump, de 71 anos, fez o teste de avaliação cognitiva de Montreal (MOCA) e teve pontuação máxima. Entre as provas, encontram-se a identificação de animais que já estão desenhados, desenhar um relógio com uma determinada hora, memorizar palavras, fazer subtrações, saber em que dia se encontra ou bater na mesa sempre que ouvisse a letra A.

Veja o enunciado do teste em português.

O teste demora dez minutos e é utilizado para detetar problemas cognitivos, nomeadamente perda de memória ou dificuldade de concentração. É válido para todas as idades mas aplica-se normalmente a pessoas com mais de 65, para despistar eventuais demências.

É a primeira vez que um presidente dos EUA se submete a este teste, que é considerado superado se se obtiver uma pontuação entre 26 e 30 pontos. Trump passou com a pontuação máxima e, segundo o médico Ronny Jackson, "é mentalmente muito astuto e muito intacto. Ele está em forma para o trabalho, estará para o que falta do mandato e até para um próximo se for eleito", acrescentou.

Coreia do Sul quer equipa conjunta com Norte

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Presidente sul-coreano defende presença conjunta nos Jogos Olímpicos de Inverno. Mas alguns atletas e parte da população do seu país estão contra.

O Presidente da Coreia do Sul declarou hoje que levar uma equipa de hóquei no gelo conjunta com a Coreia do Norte aos Jogos Olímpicos de Inverno seria um acontecimento histórico em todo o mundo. O gabinete de Moon Jae-in indicou que o Presidente sul-coreano fez estas declarações durante um encontro com atletas sul-coreanos.

A Coreia do Sul quer que o Comité Olímpico Internacional autorize vários jogadores norte-coreanos a integrarem a equipa feminina sul-coreana de hóquei no gelo, no que seria a primeira equipa olímpica unificada dos dois rivais. Moon afirmou que uma equipa conjunta podia impulsionar as relações inter-coreanas e acrescentou que ver os atletas dos dois países lado a lado durante os Jogos Olímpicos, que decorrem em março, seria "um acontecimento histórico" para a população sul-coreanas e em todo o mundo.

Contudo, muitos atletas do Sul opõem-se a esta perspetiva, assim como parte significativa da população. Muitas petições têm chegado à presidência sul-coreana contestando a posição de Moon Jae-in.

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Esta manhã, Seul anunciou que o Norte vai mandar uma delegação aos Jogos Paraolímpicos de PyeongChang, indicou o Ministério da Unificação sul-coreano.

Até agora, o regime norte-coreano indicou que pretende enviar no próximo mês a PyeongChang uma delegação de vários responsáveis, atletas, jornalistas, artistas e apoiantes.

No início desta semana, as delegações dos dois países tinham chegado a acordo sobre a atuação no Sul de 80 músicos e 60 cantores e bailarinos norte-coreanos durante os Jogos.

Após meses de tensões, o dirigente norte-coreano Kim Jong-un surpreendeu o mundo ao falar, a 1 de janeiro, na possível presença norte-coreana em PyeongChang. Seul respondeu rapidamente a este gesto do Norte.

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Recusada clemência ao "contabilista de Auschwitz"

 

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A Justiça alemã recusou um pedido de clemência apresentado pelos advogados de Oskar Groening, de 96 anos, conhecido como o "contabilista de Auschwitz", que foi condenado a quatro anos de prisão em 2015.

O pedido de clemência foi apresentado depois do Tribunal Constitucional alemão ter declarado, em dezembro, que Oskar Groening tinha de cumprir na prisão a pena de quatro anos a que fora condenado em 2015, por cumplicidade na morte de 300 mil pessoas no campo de concentração de Auschwitz no período da II Guerra Mundial.

Ainda que Groening, conhecido como o "contabilista de Auschwitz", não tenha matado ninguém, foi considerado cúmplice pelo facto de ter ajudado o regime nazi. Foi, designadamente, acusado de ter recolhido o dinheiro na posse dos judeus enviados para Auschwitz, enviando-o a seguir para Berlim, financiando assim o esforço de guerra do regime nazi. Groening tinha 21 anos quando chegou ao campo.

Groening, de 96 anos, admitiu em tribunal ser moralmente culpado por estas ações.

Suboficial das SS, testemunhou várias execuções em massa, como o próprio admitiu. A partir dos anos 80 assumiu uma posição ativa na denúncia do Holocausto, afirmando que vira com os seus próprios olhos tudo o que se passava em Auschwitz, "as câmaras de gás, os crematórios, o processo de escolha [das vítimas]".

O pedido de clemência era o derradeiro instrumento jurídico para Groening evitar cumprir a pena de prisão.

Moscovo só teve seis minutos de sol em dezembro

REUTERS/Maxim Shemetov

  |  A CIDADE DE MOSCOVO

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Último mês de 2017 foi o mais escuro de que há registo

Os moscovitas viram apenas seis minutos de sol no passado mês de dezembro. Segundo o principal instituto de meteorologia da Rússia, o Meteonovosti, o último mês de 2017 foi o mais escuro de que há registo: em média, o sol brilha cerca de 18 horas em Moscovo durante o mês de dezembro.

"Foi uma situação extraordinária este ano", disse Romam Vilfand, o líder do centro meteorológico, citado pelo The Moscow Times. O responsável admite que as temperaturas mais altas em Moscovo - este ano, em média 5,8 graus acima do habitual - e as massas de ar do Atlântico, que levaram à formação de nuvens que bloquearam o sol, tenham sido a causa do fenómeno.

Temperatura bate recordes negativos na cidade mais fria do mundo

Apesar das temperaturas mais altas em Moscovo, que têm rondado os sete graus negativos nos últimos dias, nas zonas mais remotas do país é o frio que atinge recordes: na região de Yakutia os termómetros chegaram aos 67 graus centígrados negativos.

O frio é tal que os residentes ficam com as pestanas e os cabelos congelados mal põem um pé fora de casa e as escolas, normalmente abertas mesmo quando estão 40 graus negativos, fecharam devido ao frio intenso.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 17.01.2018

Presidente francês recebe a chanceler alemã para "discutir futuro da Europa"

 

O presidente francês, Emmanuel Macron, recebe na sexta-feira em Paris a chanceler alemã, Angela Merkel, para discutir "o futuro da Europa e as prioridades futuras"

O encontro, previsto para a tarde de sexta-feira, é o primeiro entre os dois governantes desde a conclusão em Berlim de um acordo de princípio para formar governo entre os conservadores de Merkel e os sociais-democratas de Martin Schulz.

Uma porta-voz do Governo alemão, Ulrike Demmer, disse em Berlim que Merkel e Macron falarão à imprensa após o encontro, previsto para as 17 horas (16 em Lisboa).

A porta-voz disse ainda que os dois dirigentes vão abordar o 55.º aniversário da assinatura do Tratado franco-alemão do Eliseu, a 22 de janeiro.

A Assembleia Nacional francesa e a Bundestag alemã devem aprovar, nessa data, uma resolução comum definindo perspetivas para um novo tratado e reforçando a cooperação entre os dois parlamentos.

Emmanuel Macron manifestou, em setembro, vontade de "rever o Tratado do Eliseu", assinado em 1963 entre o presidente francês Charles de Gaulle e o chanceler alemão Konrad Adenauer.

O encontro Macron-Merkel é antecedido, na quinta-feira, também em Paris, de uma reunião de trabalho dos ministros das Finanças dois países, Bruno Le Maire e Peter Altmeier, para preparar as propostas de reforma da zona euro.

12 irmãos encontrados presos em casa. Pais mantinham alguns acorrentados

Doze irmãos e irmãs foram encontrados presos, alguns acorrentados, esfomeados e sujos numa pequena localidade da Califórnia e os pais foram detidos por tortura, anunciou a polícia norte-americana.

O alerta foi dado pela 13.ª vítima, uma rapariga de 17 anos, que conseguiu fugir da habitação situada em Perris, a duas horas a sudeste de Los Angeles (costa oeste). No domingo, a adolescente telefonou para o número de emergência 911 a partir de um telemóvel que encontrou na casa, indicou na segunda-feira a polícia.

A adolescente, que estava "um pouco magra" e parecia ter dez anos, de acordo com o comunicado da polícia, "afirmou que os 12 irmãos e irmãs tinham sido presos no interior da residência pelos pais, e precisou que alguns deles estavam acorrentados".

Inicialmente, a polícia pensou que as 12 pessoas encontradas "subnutridas e muito sujas" eram todos menores de idade, mas percebeu que sete eram já adultos, com idades entre os 18 e os 29 anos.

Seis das 13 vítimas, incluindo a adolescente que alertou as autoridades, são menores. Uma das vítimas é um bebé de dois anos.

Os agentes detiveram David Turpin, de 57 anos, e a mulher, Louise, de 49, que não explicaram porque várias crianças foram encontradas acorrentadas a camas, no escuro e no meio de um odor pestilento.

Turpin é o diretor de uma escola privada em Perris, a Sandcastle Day School, que abriu em 2011, de acordo com um 'site' do departamento de Educação dos Estados Unidos.

Os serviços de proteção de menores norte-americanos abriram um inquérito.

Meio milénio depois, cientistas descobrem o que matou os Astecas

Em 1545, os astecas, que habitavam o México, foram surpreendidos por um elevado número de mortes. De um momento para o outro, as pessoas caíam com febres altas, dores de cabeça e sangramentos nos olhos, boca e nariz. Três ou quatro dias depois dos sintomas iniciais, acabavam por morrer. Sabe-se agora que uma espécie de febre entérica esteve na origem do fim desta civilização.

Bastaram cinco anos para que 15 milhões de pessoas, cerca de 80% da população, desaparecessem, em consequência daquilo a que os locais chamaram de "cocoliztli". A palavra significa pestilento, na linguagem asteca.

A verdade é que durante 500 anos nunca ninguém foi capaz de descobrir o que verdadeiramente esteve na origem do fim trágico de uma das mais notáveis civilizações da história da humanidade.

Na última segunda-feira, um grupo de cientistas descartou a varíola, o sarampo e a gripe como as causas de morte. Identificaram, porém, uma forma de febre entérica, da qual a tifoide é um exemplo, no ADN recolhido dos dentes dos mortos.

Foram analisados 29 restos mortais retirados de valas comuns onde foram enterradas pessoas vítimas de "cocoliztli", identificada hoje como a bactéria Paratyphi C, uma forma de salmonela, que já não provoca vítimas mortais.

"A causa desta epidemia foi debatida ao longo dos séculos por historiados e agora podemos apresentar evidências diretas através do uso de ADN", disse Ashild Vagene , da Universidade de Tuebingen , na Alemanha, citada pelo "The Guardian".

Vagane é uma das coautoras do artigo publicado na revista científica "Nature Ecology" que apresenta novos dados relacionados com o fim da civilização Asteca. Trata-se de uma das mais mortais epidemias da história da humanidade. A primeira onda foi registada em 1545 e abateu-se sobre a região onde está o México e parte da Guatemala, matando cerca de oito milhões de pessoas, mesmo antes da chegada dos espanhóis que vieram a colonizar a região.

A segunda vaga atingiu a zona entre 1576 e 1578, matando metade da população. "Nas grandes cidades, foram abertas valas do nascer ao por do sol e os sacerdotes não faziam mas nada a não ser depositar corpos", pode ler-se numa crónica da época, assinada pelo historiador franciscano Fray Juan de Torquemada.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 17.01.2018

Moscovo reconhece insatisfação da Palestina

16 de Janeiro, 2018

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, disse ontem compreender as declarações do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, considerando as promessas de paz de Do­nald Trump como “a bofetada do século”.

Ministro russo Sergei Lavrov incentiva o processo de paz 
Fotografia: Yuri Kadobnov | AFP

“Compreendemos perfeitamente o que os palestinianos sentem actualmente. Eles fizeram concessões unilaterais durante os últimos anos, uma após outra, sem nada re-
ceber em troca”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo numa conferência de imprensa.
“Ao longo dos últimos meses, disseram-nos que os Estados Unidos estavam prestes a anunciar um grande acordo que ia satisfazer a todos”, adiantou, precisando nada ter visto ou ouvido que vá nesse sentido.
Ao entrar na Casa Branca, o Presidente Donald Trump prometeu alcançar o objectivo da paz no Médio Oriente, mas a 6 de Dezembro reconheceu Jerusalém como capital de Israel contra a opinião da maioria da comunidade internacional e face à oposição dos palestinianos, provocando manifestações violentas na região.
As promessas de paz de Trump transformaram-se na “bofetada do século”, resumiu Mahmud Abbas no do­mingo, numa reunião dos dirigentes da Organização de Libertação da Palestina (OLP) em Ramallah.
A Rússia, que segundo Lavrov está disposta a acolher discussões directas entre israelitas e palestinianos, também lamentou aquela decisão do Presidente norte-americano. 
As hipóteses de recomeço de um diálogo directo entre os dois lados estão próximas do zero na situação actual, lamentou o ministro russo, indicando desejar consultar num futuro próximo os parceiros do Quarteto para o Mé­dio Oriente, que integra a União Europeia, as Nações Unidas e os Estados Unidos. O processo de paz israelo-palestiniano está num impas­se desde 2014.

As trapalhadas de Donald Trump

Victor Carvalho

17 de Janeiro, 2018

Donald Trump é o protótipo de pessoas que não quer aprender com os erros repetidamente cometidos. Ele, não só perde sucessivas oportunidades para aprender com os erros cometidos como, se isso não bastasse, agrava quase que diariamente a sua popularidade junto da opinião pública.

Depois da mais recente polémica (será mesmo a mais recente?) sobre declarações proferidas na Casa Branca em relação a alguns países africanos, eis que o Presidente dos Estados Unidos vem agora a público desdizer o que todos disseram que ele disse.
Para isso, encarou de frente os jornalistas que habitualmente cobrem as actividades que se desenrolam na Casa Branca para afirmar: “Não sou um racista. Sou a pessoa menos racista que já entrevistaram”.
Esta afirmação, feita assim deste modo, atira para cima dos ombros dos seus antecessores, sobretudo de Barack Obama e George Bush, o epíteto de “racistas”, pois todos eles foram por diversas vezes entrevistados pelos mesmíssimos jornalistas a quem agora se dirigiu e que trabalham na Casa Branca, maioria, há várias décadas.
Estas declarações surgiram num ambiente de crescente hostilidade entre altos responsáveis da administração Trump e membros do partido Democrata sobre a alegada utilização da expressão “países de merda” para descrever as nações de imigrantes acolhidos nos Estados Unidos devido a situações de desastre, guerras ou epidemias.
No seio do partido Republicano, o de Donald Trump, o desconforto é crescente e muitos dos seus membros começam já a pensar bater com a porta.
Um outro assunto que promete dar que falar e que a imprensa norte-americana está a acompanhar de muito perto, tem a ver com alegados milionários “contratos de confidencialidade” que algumas actrizes de filmes pornográficos terão assina­do com advogados de Trump para não mencionarem o nome do Presidente em futuros e eventuais “livros de memórias”.

Visita a Londres

Uma outra polémica que envolve o Presidente norte-americano tem a ver com o cancelamento que fez de uma visita a Londres, que deveria realizar já no próximo mês de Fevereiro, para inaugurar a nova embaixada dos Estados Unidos. 
Depois de estar tudo preparado (a visita de um Presidente dos Estados Unidos a um país estrangeiro leva meses a ser preparada) Trump anunciou através do Twitter que não ia caucionar um “erro grave” cometido pelo seu antecessor, e referiu-se concretamente a Barack Obama.
Na mensagem, Donald Trump disse que Obama havia assinado a venda do edifício onde funcionava a anterior embaixada a um preço muito aquém do valor de mercado, pois estava situado num dos lugares mais nobres de Londres.
“Como sabem eu percebo de negócios imobiliários e posso dizer, com convicção, que a venda do espaço onde estava a nossa anterior embaixada foi um verdadeiro desastre”, sublinhou o Presidente dos Estados Unidos.
E, para que não restassem dúvidas, acrescentou que essa era a única razão pela qual tinha decidido não ir a Londres. “Não posso estar presente a validar um tremendo erro que foi cometido”, rematou.
A decisão de transferir a embaixada dos Estados Unidos em Londres para um local mais modesto, mas considerado pelos especialistas mais seguro, partiu de George W. Bush, em 2008, e não de Obama como Trump disse em mais um dos seus “lapsos de memória”.

Saúde é excelente
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Embaixador no Panamá bate com a porta

Assumidamente descontente com as recentes polémicas que envolvem Donald Trump e em desacordo frontal com algumas das suas posições políticas, o embaixador dos Estados Unidos no Panamá, John Feeley, decidiu bater com a porta e apresentar a sua resignação. O Departamento de Estado confirmou o pedido do diplomata e sublinhou que ele foi apresentado em Dezembro do ano passado, encontrando-se a aguardar por um despacho oficial de aceitação. A imprensa norte-americana já falou do assunto e o Washington Post disse ter tido acesso a uma cópia do pedido de resignação, onde o embaixador John Feeley explica as razões para esta sua posição.
Na carta, Feeley refere que a sua decisão se fica a dever a discordâncias em relação à forma como a administração do Presidente  Donald Trump tem vindo a conduzir “algumas políticas”. 
“Quando tomei posse, assinei um documento onde me comprometia a servir com lealdade e com convicção as linhas políticas traçadas pelo meu país. Continuo a ser leal, já não tenho absoluta convicção nalgumas das políticas que estão a ser adoptadas pela actual administração”, refere o antigo embaixador dos  Estados Unidos no Panamá citado pelo diário Washington Post.
O sub-secretário de Estado, Steve Goldstein, também já confirmou o pedido de resignação apresentado pelo antigo embaixador no Panamá, mas desmentiu que ele esteja relacionado com as recentes declarações de Donald Trump em referência a alguns países africanos e ao Hati.

 

Aumenta número de deslocados

17 de Janeiro, 2018

Um estudo divulgado esta semana sobre a situação humanitária em África nos últimos seis meses reafirma que o aumento dos conflitos violentos e a insegurança alimentar no continente são factores que agravam a crise e obrigam milhares de pessoas a abandonar as suas casas ou a procurar refúgio noutros países.

Um relatório da União Africana sobre a situação humanitária em África, de Julho de 2017 a Janeiro de 2018, revela que a República Democrática do Congo, com 4,1 milhões, detinha, até Outubro de 2017, o número mais alto de deslocados internos.
O documento, cujos dados foram fornecidas pelos Estados Membros à Comissão da UA e das Nações Unidas, observa que o aumento de conflitos violentos e tensões intracomunitárias forçou mais de 1,7 milhões de pessoas a fugirem das suas casas (5.500 por dia). A insegurança provocou que 7.7 milhões vivessem numa situação de insegurança alimentar grave.
Em todo o país, pelo menos 8,5 milhões de pessoas precisam de assistência e protecção humanitária, perto de 2 milhões de crianças estão afectadas por desnutrição aguda grave (12 por cento dos casos do mundo) e surtos de doenças como cólera. O relatório acrescenta que, ao mes­mo tempo, a RDC também acolhe 26,236 refugiados nomeadamente do Burundi, RCA e Sudão do Sul.
Por seu lado, na Bacia do Lago Chade, no Sudão do Sul e na Somália os impulsionadores da insegurança alimentar extrema são uma combinação de conflitos e as variações climáticas, havendo até ao final de 2016 5,6 milhões de refugiados e requerentes de asilo e mais de 12 milhões de deslocados internos na região. Entretanto, o documento ressalta que os países africanos continuam a demonstrar níveis exemplares de solidarieda­de, destacando-se os Camarões, o Chade, a RDC, a Etiópia, o Quénia, o Sudão e o Ugan­da que acolhem 4,9 milhões de refugiados.
Cerca de 3,9 milhões de pessoas tornaram-se novos deslocados dentro do seu próprio país, albergando o Sudão do Sul mais de 2 mi­lhões de deslocados internos, Sudão 2,9, RDC 2,9 e Somália 2,6, sendo as mais vulneráveis mulheres e crianças. Calcu­la-se que mais de 70 por cento do deslocamento interno em África seja causado por conflitos.
Por outro lado, a instabilidade gerada pelo colapso das estruturas de governação na Líbia e a concomitante criação de um espaço desgovernado, deu azo à onda crescente de travessias perigosas irregulares do mar Mediterrâneo por muitos emigrantes africanos, o que levou o presidente da Comissão da UA a proceder ao envio de uma missão de alto nível para consultar imigrantes, refugiados, requerentes de asilo, autoridades e parceiros humanitários.
Quanto a efeitos dos fenómenos climáticos como o El Niño e La Niña foram gravemente afectados na África Oriental a Etiópia, Quénia, Uganda, Somália e Burundi, ao passo que na África Austral o Lesoto, Suazilândia, Zimbabwe, Namíbia, Malawi e África do Sul.
No concernente à análise por regiões, o relatório sublinha que na Líbia, Norte, existam mais de 20.000 pessoas, maioritariamente emigrantes, em centros de detenção, em diferentes partes do país, objecto de abusos e exploração hedionda, como trabalho forçado, escravidão e extracção de órgãos.
A Argélia alberga 165.000 refugiados saharauis em situação de vulnerabilidade e qualquer redução ou interrupção da assistência alimentar, terá impacto severo na segurança alimentar e situação nutricional dos refugiados, razão pela qual a UA apela à Comunidade Internacional a acautelar na melhoria das condições extremas e penosas no território.
Relativamente à região central, o documento afirma que a República Centro-Africana é um dos poucos países do mundo onde quase uma pessoa, em cada duas, depende de ajuda para sobreviver. O número, quer de refugiados, quer de deslocados internos atingiu a cifra mais alta jamais registada de 1.1 milhões de pessoas. Em Junho de 2017 o número de deslocados internos excedia 600.000, o que representa um aumento de quase 50 por cento desde Janeiro de 2017.
O documento faz saber que a redução do espaço humanitário em todo o país, num contexto de deterioração da segurança, tornou cada vez mais difícil a realização de actividades de protecção e de prestação de assistência essencial. De acordo com o Acnur e os seus parceiros, mais de 7.000 centro-africanos atravessaram a fronteira para os Camarões.
No Burundi, até Abril de 2017, cerca de 237.393 pessoas fugiram para a Tanzânia, enquanto cerca de 85.733 e 37.354 fugiram para o Ru­anda e para a RDC, respecti­vamente. O Uganda recebeu outro grupo de 34.801 bu­rundeses durante o mesmo período.
No que concerne aos Ca­marões, o documento assinala que depois da Nigéria, é o segundo país mais afectado pela crise do Lago do Chade. As incursões além-fronteiras do Boko Haram, os ataques bombistas suicidas e o agravamento da insegurança provocaram o deslocamento significativo e aumentaram a vulnerabilidade da população local na Região do Extremo norte.
Até Outubro de 2017 havia 237.967 pessoas deslocadas na Região do Extremo Norte e 332.000 estavam registadas como refugiadas.
Já na Região Oriental e do Corno de África, no Sudão do Sul cerca de 3,9 milhões ou um terço da população estava deslocada, sendo 1,8 milhões deslocadas internas e cerca de 2,1 milhões nos países vizinhos. O Uganda acolhe a maioria da população refugiada do Sudão do Sul, com 1.035.703 pessoas, seguido pelo Sudão com 454.660 e Etiópia 41.366 de refugiados.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 12.12.2017

 

 

Explosão em usina de gás natural na Áustria mata 1 e fere 18

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/12/2017 09:42:00

Uma pessoa morreu e 18 ficaram feridas, nesta terça-feira, após a explosão em uma usina de gás natural perto da fronteira com a Eslováquia, segundo autoridades. O número de vítimas foi confirmado por Sonja Keller, da delegacia regional da Cruz Vermelha.

Dois helicópteros foram ao local, segundo a agência de notícias Austria Press. A explosão provocou um incêndio, que segundo a operadora Gas Connect foi controlado até o meio da manhã. O local foi fechado, informou o porta-voz da companhia, Armin Teichert.

A situação "está sob controle", segundo a polícia. A explosão foi atribuída a uma "causa técnica", não especificada, e as autoridades investigam o episódio.

A Gas Connect descreve a fábrica de Baumgarten, onde se conectam vários gasodutos e se comprime gás procedente da Rússia, da Noruega e de outros países, como "um dos núcleos mais significativos para fornecedores europeus de gás". Fonte: Associated Press.

Israel estimula países europeus a transferir embaixadas para Jerusalém

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/12/2017 11:40:15

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sugeriu hoje (11) aos países da União Europeia (UE) que transfiram suas embaixadas de Tel Aviv para Jerusalém, como anunciaram os Estados Unidos, reconhecendo essa cidade como capital do Estado de Israel.

"Acredito que todos ou a maior parte dos países europeus transferirão suas embaixadas para Jerusalém, reconhecerão que é a capital de Israel e se envolverão de forma robusta conosco em matéria de segurança, prosperidade e paz", destacou Netanyahu em um pronunciamento à imprensa, em Bruxelas, junto com a alta representante da UE para Política Exterior, Federica Mogherini.

Netanyahu pediu também que se espere para conhecer a futura proposta do governo americano para a paz no Oriente Médio.

Jerusalém

Acredito que deveríamos dar uma oportunidade à paz, ver o que se apresenta e ver se podemos avançar na paz", comentou, para depois ressaltar que a paz deve "começar por um lugar: reconhecer o Estado judeu (...) Os palestinos devem reconhecê-lo, e o fato de que Jerusalém é a sua capital".

O primeiro-ministro israelense garantiu ainda que seu país "estendeu sua mão à paz com seus vizinhos palestinos durante cem anos".

"Fomos atacados constantemente, não por um ou outro pedaço de território, mas por qualquer território que fosse um Estado, uma nação-estado para o povo judeu", opinou.

"Em qualquer fronteira, isto foi rejeitado pelos nossos vizinhos. E isto é o que levou ao conflito e o que o continua", disse Netanyahu, em referência à "negação contínua dos palestinos ao direito de Israel de existir como um Estado judeu, e a negação da nossa história".

O premiê israelense também frisou que "durante três mil anos Jerusalém foi a capital do povo judeu, desde os tempos do rei Davi", e que, mesmo quando os judeus viviam nos guetos europeus, "nunca perderam sua conexão" com a Cidade Santa.

Conexão

Netanyahu lamentou que a Organização das Nações Unidas e a Unesco "neguem essa conexão" e "a verdade histórica de que Jerusalém foi a capital de Israel durante os últimos 70 anos".

"O que o presidente Trump fez é pôr claramente os fatos sobre a mesa. A paz se baseia na realidade, em reconhecer a realidade. E acho que o fato de que Jerusalém é a capital de Israel é claramente evidente para todos os que visitam Israel", considerou. Para Netanyahu, esta questão "não impede a paz".

Por sua parte, a União Europeia sustenta que se deve buscar uma solução negociada à crise no Oriente Médio com a convivência de dois Estados, o israelense e o palestino, e que Jerusalém deve ser capital de ambos a fim de satisfazer as aspirações das duas partes.

Europa registra maior número de novos casos de HIV desde 1980

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/12/2017 15:36:30

Neste 1º de dezembro, quando as Nações Unidas marcam o Dia Mundial de Combate à Aids, os dados recém-divulgados da enfermidade no continente europeu preocupam. Em 2016, mais de 160 mil pessoas foram diagnosticadas com o vírus da Aids na Europa, Esse é o maior número de pessoas recém-diagnosticadas com a doença no continente em um ano, desde que o registro de casos de HIV começou na década de 1980.

De acordo com a OMS, a Europa é a única região do mundo onde o número de novas infecções por HIV está aumentando. E as pesquisas revelam uma tendência preocupante: mais da metade (51%) dos diagnósticos ocorreram em um estágio tardio da infecção.

Na Europa, os números seguem a tendência da última década. A maioria (quase 80%) das pessoas recém-diagnosticadas eram da parte oriental da região, 17% da parte ocidental e 4% da parte central. Isso contribui para estimar que existam 2,4 milhões de pessoas vivendo com HIV na Europa, entre as quais mais de um quarto não têm conhecimento da infecção.

"A epidemia de HIV continua a aumentar a um ritmo alarmante na Europa, principalmente na parte oriental, que é o lar de quase 80% dos 160 mil novos diagnósticos de HIV. Este é o maior número de novos casos já registrados em um ano. Se essa tendência persistir, não seremos capazes de alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de acabar com a epidemia de HIV até 2030 ", adverte a Dra. Zsuzsanna Jakab, Diretora Regional da OMS para a Europa.

Diagnóstico tardio

Os dados de 2016, publicados esta semana pela Organização Mundial de Saúde, mostram que na Europa a proporção de pessoas com diagnóstico tardio está aumentando. Em toda a região, 65% de pessoas com idade igual ou superior a 50 anos foram diagnosticados tardiamente.

Segundo a OMS, especialmente neste grupo etário mais velho, os serviços de saúde na comunidade desempenham um papel vital no fornecimento de oportunidades para o diagnóstico precoce. O teste de HIV com base em condições de saúde específicas, como outras infecções sexualmente transmissíveis, hepatite viral, tuberculose ou certos tipos de câncer, também pode levar a um melhor diagnóstico.

De acordo com Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), as pessoas levam cerca de três anos a partir do momento da infecção, até serem diagnosticadas. “Isso resulta em piores resultados de saúde a longo prazo para muitas pessoas que são diagnosticadas com atraso e também aumentam o risco de transmissão futura do HIV", afirmou.

Ao longo da última década, a idade média no momento de detecção do HIV aumentou de 35 anos em 2007 para 37 anos em 2016. Para reduzir o número de futuras infecções, a Europa precisa se concentrar em três áreas principais, segundo a OMS e o ECDC. A primeira é priorizar medidas de prevenção efetivas e abrangentes, como a conscientização, a promoção do sexo seguro e o fornecimento de programas de troca de seringas e profilaxia pré-exposição para o HIV.

A segunda medida é fornecer serviços eficientes de aconselhamento e testes do HIV, incluindo serviços de diagnóstico rápido, testes comunitários de HIV e auto-teste do HIV. E a terceira medida é garantir o acesso rápido a tratamento e cuidados de qualidade para aqueles diagnosticados.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é importante porque permite que as pessoas iniciem o tratamento mais cedo, o que aumenta suas chances de viver uma vida mais longa e saudável. Além disso, o tratamento precoce reduz o risco de transmissão do vírus, pois resulta em uma carga viral indetectável (ou seja, o vírus não pode mais ser transmitido para outros), além de reduzir a probabilidade de o paciente desenvolver a doença.

Muitos não sabem, mas ser portador do vírus HIV e ter Aids são duas coisas diferentes. O vírus é o causador da Aids, mas isso não significa que todas as pessoas que têm o vírus vão desenvolver a doença. Para evitar que a Aids se desenvolva, é necessário fazer o tratamento adequado, que pode deixar o paciente com uma carga viral indetectável e, assim, o vírus se torna intransmissível na relação sexual, desde que não existam outros fatores que aumentem o risco de transmissão, como, por exemplo, ter sífilis, o que causa lesões que aumentam o risco de contaminação.

Europa em números

Os países europeus com as maiores taxas de novos diagnósticos de HIV em 2016 foram a Letônia (18,5 por 100 mil habitantes; 365 casos), a Estônia (17,4 por 100 mil habitantes; 229 casos) e Malta (14,5 por 100 mil habitantes; 63 casos). As taxas mais baixas foram registradas na Eslováquia (1,6 por 100 mil habitantes; 87 casos) e na Hungria (2,3 por 100 mil habitantes; 228 casos).

A taxa de novos diagnósticos de HIV foi maior entre os homens (8,9 por 100 mil habitantes) do que entre as mulheres (2,6 por 100 mil habitantes).

A taxa europeia é de 18,2 novos casos de HIV a cada 100 mil habitantes. A grande maioria dos novos casos (80%) foram diagnosticados no leste europeu, com uma taxa crescente de 50,2 a cada 100 mil habitantes, enquanto 17% foram diagnosticados no oeste com uma taxa de 6,2 por 100 mil habitantes, e 4% no centro com uma taxa de 2,9 por 100 mil habitantes. A Rússia e a Ucrânia continuaram a ter uma grande influência na contaminação por HIV na Europa em 2016, contribuindo com 73% dos recém-diagnosticados na região e 92% no leste.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 12.12.2017

Para deputado russo, tentativas de impor sanções fazem mundo retroceder 50 ou 60 anos

Nos dias 9 e 10 de dezembro a capital argentina sediou a Conferência Parlamentária da Organização Mundial de Comércio (OMC). A Sputnik Mundo falou com o deputado russo da Duma de Estado, Sergei Gavrilov, para saber da posição da Rússia na organização e das possibilidades que esta pode dar à economia russa.

A Rússia é um dos países mais novos na composição da OMC, em 2017 sua participação cumpriu apenas cinco anos. Ao comentar o significado do ingresso da Rússia na organização, Gavrilov destacou em uma entrevista à Sputnik Mundo que o país ainda está "no período de transição para adotar as leis e normas aduaneiras e reforçar os setores da economia que vão ter maior concorrência nos mercados globais", especialmente a indústria.

O deputado enfatizou que a OMC não é capaz de garantir os direitos de seus participantes em condições de aumento das sanções dos EUA, Austrália, Canadá e União Europeia contra Rússia. Essas restrições, segundo Gavrilov, limitam as possibilidades do país no desenvolvimento de setores de alta tecnologia, transporte de recursos energéticos e acesso ao mercado de capitais e empréstimos, o que cria obstáculos a que a economia russa integre a economia mundial.

No entanto, o político sublinhou que o país "resistiu bem" a estas sanções e expressou a esperança que a UE reduza as sanções. "Não há razões para isto, já que Rússia não é parte do conflito ucraniano e a reunificação da Crimeia ocorreu de maneira totalmente legal", afirmou Gavrilov apontando o fato de a península atrair muitos investidores estrangeiros.

"Não é possível no mundo atual, a dominação de um país no terreno econômico ou político, onde as tentativas de dominação são uma restauração do colonialismo. A tentativa de impor sanções faz o mundo retroceder 50 ou 60 anos", acrescentou.

Como exemplo, o deputado mencionou a situação da Síria e Líbia, "vítimas de agressão estrangeira", e o apoio direto ou indireto dos Estados Unidos às oposições armadas e terroristas que levou à destruição da economia desses países, à miséria e ao fluxo de milhões de imigrantes para a Europa.

Por isso, para Gavrilov, "a igualdade no comércio mundial e o apoio aos países em desenvolvimento é impossível sem fortalecer o direito internacional e a igualdade".

O deputado considerou muito importante o fortalecimento das relações com a Argentina no âmbito da cúpula da OMC e da cúpula do G20 em 2018 em Buenos Aires, a possível visita do presidente Mauricio Macri à Rússia durante a Copa 2018 e a colaboração da Rússia na busca do submarino ARA San Juan, assim como o crescimento das relações comerciais.

Falando da OMC, o deputado frisou que a participação desta organização é mais benéfica para os países mais desenvolvidos e não tanto para os menos desenvolvidos, porque "remover todas as barreiras abafa o desenvolvimento da indústria", já que as transnacionais são mais competitivas.

Quanto ao possível acordo entre o Mercosul e a União Europeia, Gavrilov considerou necessário "ter em conta as consequências que podem ser negativas para a indústria e a agricultura" dos países latino-americanos, já que o principal para o deputado é que cada governo coloque os interesses de seu povo em primeiro lugar.

"Eu não sou partidário de um forte protecionismo, há que diminuir as barreiras alfandegárias, mas isso não pode levar à destruição das economias, o que leva ao desemprego, à miséria, ao aumento dos conflitos e ao terrorismo. O futuro do comércio mundial deve ter em conta a igualdade, as especificidades de cada país, e não a destruição das economias em nome dos interesses das transnacionais", concluiu.

Rússia desarticula plano de ataque em festas de fim de ano

Grupo também planejava ataques durante as eleições de 2018

Agência ANSA

 

O serviço de Inteligência da Rússia (FSB) informou nesta terça-feira (12) que desmantelou um grupo terrorista que planejava realizar ataques em pontos sensíveis durante as festas de fim de ano.

De acordo com o diretor da entidade, Alexander Bortnikov, a organização era composta por pessoas originárias da "Ásia central" e previa ataques kamikazes em locais que recebessem uma grande quantidade de pessoas.

Além disso, eles tinham planos para fazer atentados durante as eleições presidenciais, que serão organizadas em março de 2018.

Apesar de não precisar a quantidade de pessoas detidas, Bortnikov informou que uma grande quantidade de armamentos e de materiais para a produção de bombas caseiras foram apreendidos.

Tripulantes de submarino morreram em explosão, diz relatório

Jornal argentino obteve documento emitido pelos Estados Unidos

Agência ANSA

 

Os 44 tripulantes do submarino ARA San Juan, que desapareceu no dia 15 de novembro, morreram em uma explosão na embarcação, revelou um relatório preparado pelos Estados Unidos e publicado pelo jornal "La Nación" na noite da última segunda-feira (11).

De acordo com os dados obtidos pelos norte-americanos, que foram os primeiros a notificar sobre uma explosão na área de buscas, todos morreram imediatamente por conta da liberação de uma energia similar a 5,7 toneladas de explosivos a 380 metros de profundidade.

O documento foi criado pelo Escritório de Inteligência Naval, ligada à Marinha do país, e foi repassado para as autoridades argentinas. Segundo o "La Nación", os militares locais afirmaram que o relatório "apresenta um indício a mais", mas não confirmaram as informações.

O ARA San Juan fez uma série de comunicações com a Marinha Militar argentina no dia de seu desaparecimento, sendo a última cerca de duas horas antes dos norte-americanos detectaram um "evento similar a uma explosão" na rota do equipamento. Em duas delas, os tripulantes relataram falhas nas baterias e um "princípio de incêndio" dentro do submarino.

O sumiço do submarino ocorreu enquanto ele navegava pelo Golfo de São Jorge após uma missão em Ushuaia. Apesar de já ter reconhecido a morte dos tripulantes, o governo argentino mantém as operações de busca para localizar os destroços do submarino como forma de "manter sua promessa" às famílias das vítimas. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 12.12.2017

 

 

Puigdemont diz que só regressa a Espanha se ganhar as eleições

 

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Líder catalão destituíido acredita que que nessas circunstâncias não será preso.

O presidente do governo da Catalunha destituído, que fugiu da justiça espanhola para Bruxelas, admitiu hoje regressar a Espanha caso seja reeleito nas eleições de 21 de dezembro, por considerar que nessas circunstâncias não será preso.

Carles Puigdemont, cabeça de lista da plataforma Junts pel Catalunya (JxCat), acredita que se for investido presidente na sequência das autonómicas marcadas pelo Governo central, está "disposto a correr o risco" de voltar a Espanha, por considerar que se tal acontecer "os votos vão pesar mais [na decisão judicial] do que as algemas".

O ex-presidente fugiu à justiça espanhola, que o acusa de rebelião, sedição e peculato (uso fraudulento de dinheiros públicos) por este ter declarado unilateralmente a independência da Catalunha, violando a Constituição, o Estatuto da Catalunha e ordens do Tribunal. O Supremo espanhol (e antes dele a Audiencia Nacional) emitiram uma ordem de detenção contra Puigdemont, que escapou para Bruxelas com outros quatro ex-conselheiros (ministros regionais).

Outros membros do governo regional catalão (e ex-responsáveis dos órgãos do parlamento regional) que não fugiram do país foram presos preventivamente pelos mesmos crimes, tendo posteriormente libertados sob fiança.

Puigdemont, que falava através de videoconferência a partir da capital belga, considera que o processo judicial contra ele "é uma fantasia". Também revelou que todas as terças-feiras "realiza uma reunião de governo" com os quatro ex-ministros regionais que fugiram como ele para Bruxelas.

No seu entender, o seu governo regional foi destituído - por Madrid, ao abrigo do artigo 155 da Constituição - de forma "ilícita e ilegal".

Irão apoia a nova intifada palestiniana contra Israel

 

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Presidente do Irão transmitiu a posição do seu país ao líder político do Hamas, que há dias apelou a uma terceira 'intifada' palestiniana.

A Presidência iraniana e os Guardas da Revolução deram o seu apoio aos movimentos de resistência palestiniana e instaram-nos a continuar a "intifada", em resposta à decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital israelita.

"Estamos orgulhosos do grande povo da Palestina pela sua resistência e sacrifício contra o inimigo sionista (Israel), e estamos certos de que a nova 'intifada' continuará o seu caminho correto", disse o presidente iraniano Hassan Rohani, numa conversa telefónica durante a noite desta terça-feira com o líder político do Hamas, Ismail Haniye.

Haniye apelou no passado dia 07 aos palestinianos para começarem uma terceira 'intifada' ou levantamento popular, embora os protestos até à data não tenham sido de grande dimensão.

"Sem dúvida, o povo oprimido da Palestina e a comunidade islâmica vão resistir unidos contra esta conspiração sionista-norte-americana e vão frustrá-la", sublinhou Rohani em comunicado.

O Presidente iraniano considerou que, perante esta situação, "o primeiro passo é que todos os movimentos palestinianos se mantenham unidos, e deem uma resposta decisiva ao regime sionista e aos Estados Unidos".

Haniye valorizou o apoio da República Islâmica à causa palestiniana e advertiu que a nova 'intifada' "vai continuar com força para frustrar o complô dos norte-americanos e sionistas", segundo o comunicado da presidência iraniana.

Por sua vez, o comandante dos Guardas da Revolução, Qasem Soleimani,, falou com comandantes das brigadas "Azedin al Qasam", braço militar do Hamas, e do grupo Jihad Islâmica.

Soleimani anunciou a disposição da República Islâmica de proporcionar "todo o apoio necessário" às forças de resistência palestinianas.

Também disse que outros grupos de resistência, que não especificou, podem ajudar a proteger a mesquita de Al Aqsa em Jerusalém, o terceiro lugar mais sagrado do islão, a seguir a Meca e Medina.

O Irão lidera o chamado "eixo da resistência" contra Israel e apoia tanto o movimento palestiniano Hamas como o libanês xiita Hezbollah.

China está a construir campos de refugiados na fronteira com a Coreia do Norte

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Pequim quer antecipar-se a um eventual colapso do regime de Pyongyang e estará a preparar pelo menos cinco centros de refugiados junto à fronteira

Pelo menos cinco campos de refugiados estarão a ser construídos pela China ao longo da fronteira de 1416 quilómetros com a Coreia do Norte, relata o The Guardianesta terça-feira. A notícia sobre a construção dos campos de refugiados tinha sido avançada inicialmente pelo Financial Times na semana passada, depois de ter vindo a público um documento interno da empresa estatal chinesa de telecomunicações que terá sido encarregada de instalar internet nos centros.

O documento da China Mobile circulou nas redes sociais e, ainda que a autenticidade dos planos não tenha sido confirmada, ao que tudo indica os cinco campos de refugiados estarão a ser construídos na província de Jilin, devido às "crescentes tensões do outro lado da fronteira". As localizações de três destes campos são referidas no texto da China Mobile: Changbai, Changbai Shibalidaogou e Changbai Jiguanlizi. O The New York Times refere que dois centros de refugiados estão igualmente planeados para as cidades de Tumen e Hunchun.

Em conferência de imprensa na segunda-feira, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês recusou confirmar a veracidade dos planos, mas não negou o projeto para os centros de refugiados. Escreve o Guardian que a construção destes campos reflete a preocupação crescente de Pequim com a instabilidade política ou mesmo com o potencial colapso do regime de Pyongyang. O jornal cita mesmo um especialista da Universidade de Pequim, que estuda a Coreia do Norte: segundo Cheng Xiaohe, seria "irresponsável" se a China não se preparasse para qualquer eventualidade perante as tensões na península coreana.

Jiro Ishimaru, realizador japonês de documentários que está em contacto com uma rede de jornalistas cidadãos que vivem na Coreia do Norte e ao longo da fronteira com a China, disse ao Guardian que nenhum dos seus contactos em Changbai testemunhou a construção dos campos de refugiados, mas que os planos para a construção dessas instalações são conhecidos na região.

Rússia dá aval a atletas neutros nos Jogos de inverno

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O Comité Olímpico da Rússia deu aval para que atletas do país possam competir com estatuto de neutros nos Jogos Olímpicos de inverno, de 09 a 25 de fevereiro

Esta permissão surge no seguimento das sanções da última semana do Comité Olímpico Internacional (COI), que proibiu a participação da Rússia na competição, devido à dopagem institucionalizada no país.

"A opinião de todos que fazem parte foi unânime, que os nossos atletas precisam de estar na Coreia do Sul, de competirem e de ganharem", disse o presidente do Comité Olímpico Russo (ROC), Alexander Zhukov.

Esta possibilidade, de competirem como neutros, teve igualmente o apoio do presidente russo, Vladimir Putin.

Alguns atletas russos serão formalmente convidados pelo COI, mas o Comité russo pretende enviar listas dos que prefere.

"Penso que o COI terá o cuidado para que os melhores recebam os convites. Por exemplo, a nossa equipa de hóquei é constituída pelos melhores jogadores", referiu ainda Zhukov, acrescentando que 200 atletas russos deverão estar nos Jogos.

Segundo o mesmo dirigente, este cenário não impede, no entanto, a intenção do país em apresentar recursos em relação às sanções do COI.

O Comité Olímpico Internacional decidiu impedir a Rússia de participar em PyeongChang 2018 e baniu 25 atletas, devido a doping nos Jogos de inverno de Sochi 2014, e todos eles apresentaram recursos junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 12.12.2017

Putin ordena retirada de maior parte das forças russas da Síria

Putin ordena retirada dos militares russos da Síria

  • Foto: EPA/SERGEI CHIRIKOV

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou, segunda-feira, a retirada da maior parte do contingente militar russo na Síria, numa visita surpresa à base de Hmeimim , anunciou o Kremlin num comunicado.

"Em perto de dois anos, as forças armadas russas, em colaboração com o exército sírio, destruíram em grande parte os terroristas internacionais. Por isso, tomei a decisão de fazer regressar à Rússia a maior parte do contingente militar russo que está na Síria", declarou Putin, citado pela agência noticiosa russa Interfax.

Putin, recebido na base russa de Hmeimim pelo Presidente sírio, Bashar al-Assad, o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu, e o chefe das forças russas na Síria, o general Serguei Surovikine, não precisou quantos soldados russos permanecerão no país.

Segundo um comunicado da presidência síria, Assad agradeceu a Putin a "participação efetiva" da Rússia na luta "contra o terrorismo", afirmando que "o que os militares russos fizeram não será esquecido pelo povo sírio depois do sangue dos seus mártires (russos) se ter juntado com o dos mártires do Exército Árabe Sírio na luta contra os terroristas".

Na quinta-feira, Moscovo tinha anunciado a "libertação total" do território sírio do grupo radical Estado Islâmico, embora a organização 'jihadista' mantenha algumas bolsas de resistência no país.

"Vocês voltam vitoriosos a vossas casas, para junto dos vossos familiares, mulheres, filhos, amigos. A pátria espera-vos meus amigos", adiantou Putin, segundo a Interfax.

"Se os terroristas levantarem novamente a cabeça, então atacaremos com uma força nunca vista", advertiu, adiantando: "Nunca esqueceremos os mortos e as perdas causadas pela luta contra o terrorismo, na Síria e na Rússia".

Lançada em 2015, a intervenção militar russa na Síria mudou a situação do conflito, permitindo nomeadamente às forças governamentais recuperar ao Estado Islâmico a antiga cidade de Palmira e expulsar os rebeldes do seu bastião em Alepo, no noroeste do país.

As declarações do Presidente russo foram divulgadas várias horas após a realização do discurso, quando a televisão russa Rossia 24 mostrava já o avião presidencial no Cairo, onde Vladimir Putin era esperado pelo Presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi.

Suspeito de ataque em Nova Iorque "influenciado" pelo Estado Islâmico

 

O alegado terrorista que provocou a explosão de uma bomba caseira em Nova Iorque, que causou quatro feridos, afirmou à polícia que atuou sob influência do grupo radical Estado Islâmico.

O governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, já tinha afirmado que o suspeito poderia ter simpatias com o grupo radical.

De acordo com vários meios de comunicação social, citados pela agência France Press, o suspeito terá dito à polícia que atuou inspirado pelo autodesignado Estado Islâmico, referindo que o local escolhido está relacionado com os ataques que ocorreram na Alemanha, devido ao natal.

A polícia identificou o suspeito, que foi hospitalizado, como Akayed Ullah, de 27 anos, que reside em Brooklyn e chegou aos Estados Unidos em 2011.

O ataque causou quatro feridos, sendo um deles o suspeito. Três outras pessoas sofreram ferimentos ligeiros.

Coreia do Norte acusa EUA de "chantagem nuclear"

 

A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos de "chantagem nuclear" durante conversas com um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU).

O diplomata norte-americano Jeffrey Feltman, secretário-geral Adjunto da ONU para Assuntos Políticos, chegou a Pequim no sábado depois de uma visita de cinco dias a Pyongyang, a primeira de um diploma de assuntos políticos em sete anos, durante a qual manteve reuniões com dirigentes do regime como o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Ri Yong-ho.

A visita aconteceu uma semana depois de Pyongyang ter lançado em 28 de novembro um míssil balístico intercontinental capaz, segundo os especialistas, de alcançar o território continental dos Estados Unidos da América.

"Durante essas conversas, o nosso partido declarou que a política de hostilidade dos Estados Unidos em relação à República Popular da Coreia do Norte e a sua chantagem nuclear são responsáveis pela situação atual na península coreana", escreveu a agência de notícias oficial da Coreia do Norte.

O órgão de notícias de Pyongyang afirmou ainda que, durante a visita, a República Popular Democrática da Coreia concordou "regularizar as comunicações" com a ONU "através de visitas em vários níveis".

A agência não mencionou reuniões com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, que lidera os programas nucleares e balísticos do país.

A visita de Feltman acontece depois de os Estados Unidos e a Coreia do Sul terem lançado o seu maior exercício aéreo comum até o momento, numa demonstração de força à Coreia do Norte.

A agência da Coreia do Norte reiterou hoje a posição de Pyongyang de que as manobras regulares na península coreana "revelam a intenção de preparar um ataque nuclear surpresa contra a República Popular da Coreia do Norte".

A Coreia do Norte está sujeita a várias sanções da ONU que visam forçá-la a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança que a proíbem de ter atividades nucleares e balísticas.

A China, o principal patrocinador económico de Pyongyang, diz que as sanções são rigorosamente aplicadas, mas Washington quer aumentar a pressão através de um embargo de petróleo.

Já Pequim prefere defender a proposta de uma "dupla moratória" - suspensão simultânea dos testes nucleares de Pyongyang e de manobras militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul - para relançar as negociações. Washington recusa esta ideia ferozmente.

A península coreana "permanece presa num círculo vicioso de demonstrações de força e confrontações, as perspetivas não são otimistas", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, num longo texto publicado no site do ministério.

"Mas a esperança de paz ainda não desapareceu, a perspetiva de negociações sobrevive e a escolha de uma intervenção militar não pode ser aceite", insistiu o governante chinês segundo o texto, que reproduz um discurso pronunciado em 05 de dezembro num seminário em Pequim.

Três mortos em tiroteio em escola nos EUA

 

Três pessoas morreram e uma dezena de outras ficaram feridas num tiroteio ocorrido esta quinta-feira numa escola secundária na localidade de Aztec, no estado do Novo México.

O xerife Ken Christesen, do condado de San Juan, ao qual pertence Aztec, nu sudoeste dos Estados Unidos, garantiu que três pessoas perderam a vida no tiroteio e que o atirador também morreu, sem esclarecer se este faz parte desse balanço de vítimas mortais.

O chefe do departamento da polícia de Aztec, Mike Heal, afirmou, pouco antes das declarações do xerife, que o atirador estava "neutralizado", sem fornecer mais detalhes e sem revelar se os mortos eram estudantes ou professores.

Os meios de comunicação social locais relataram que a escola foi imediatamente cercada pelas forças de segurança após o tiroteio e que os alunos foram evacuados do edifício e levados para dependências da polícia.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 12.12.2017

Dirigentes mundiais discutem sobre clima

11 de Dezembro, 2017

Mais de 50 chefes de Estado e de Governo participam amanhã em Paris numa cimeira sobre o clima promovida pelo Presidente francês, marcada pela ausência dos Estados Unidos da América.

No encontro, que o Chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, pretende que sirva para impulsionar a aplicação do Acordo de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa (assinado há dois anos e ao qual o Presidente norte-americano, Donald Trump, renunciou) vai estar também o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.
Segundo a Presidência francesa, vão estar na cimeira “One Planet Summit” mais de 2.000 “actores-chave”, do sector público e privado, desde os chefes de Governo de Espanha e Reino Unido, Mariano Rajoy e Theresa May, ao actor Leonardo DiCaprio ou ao multimilionário Bill Gates.
A “One Planet Summit” junta ainda outros norte-americanos envolvidos na questão das alterações climáticas, como o ex-governador do estado da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ou o antigo presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg.
Os Estados Unidos da América trocaram uma presença de alto nível por uma representação pelo encarregado de negócios da embaixada em Paris, por decisão da Casa Branca, segundo a Presidência francesa.
Em contrapartida, estarão presentes Chefes de Estado africanos, dirigentes de países afectados pelas alterações climáticas como o Bangladesh e as ilhas do Pacífico e Haiti, Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, e responsáveis de grandes cidades, empresas e organizações não governamentais, empenhados no combate às alterações climáticas.
O objectivo é, segundo o Palácio do Eliseu, impulsionar os “actores envolvidos” e os projectos ligados à luta contra as alterações climáticas “de uma forma muito concreta”.
A cimeira foi anunciada em Julho por Emmanuel Macron como uma forma de retomar a questão da luta contra as alterações climáticas e a redução da emissão dos gases com efeito de estufa, após o anúncio, em Junho, da intenção de Donald Trump de retirar os Estados Unidos da América do Acordo de Paris.
A reunião vai decorrer num novo local cultural perto de Paris, na cidade da música da ilha de Seguin, a Oeste de Paris, após um almoço dos chefes de Estado e de Governo no Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa.
Com eventos paralelos que decorrem desde ontem, a Presidência francesa disse que são esperados “uma dezena de grandes anúncios” após a reunião, que “se insere na agenda internacional sobre o clima”, nomeadamente no ciclo das COP (Conferências das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas).
Organizada pelo Eliseu, ONU e Banco Mundial, a cimeira acontece pouco depois da 23.ª COP que decorreu em Bona, na Alemanha, em Novembro. Organizações não governamentais consideraram na altura que no encontro de Bona não ficaram estabelecidas formas concretas de conseguir que as temperaturas não aumentem mais de dois graus em relação aos valores pré-industriais, uma das metas do Acordo de Paris.
A conferência de Paris espera agora, segundo declarações de fontes oficiais no mês passado, um reforço do financiamento da luta contra as alterações climáticas ou a apresentação de projectos efectivos em sectores como os transportes, agricultura ou energias renováveis.
Concluído em 12 de Dezembro de 2015 durante a conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) em Paris, assinado por quase todos os países, o Acordo de Paris entrou em vigor a 4 de Novembro de 2016. Visa limitar a subida da temperatura mundial reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa.
No que diz repeito ao financiamento, o Acordo determina que os países desenvolvidos deverão investir 100 mil milhões de dólares por ano em medidas de combate à mudança do clima e adaptação, em países em desenvolvimento.

Itália e Líbia dão combate aos traficantes de refugiados

12 de Dezembro, 2017

O Governo de União Nacional da Líbia, apoiado pela ONU, tem um acordo com a Itália para realizar  operações conjuntas destinadas a combater os traficantes de migrantes.

O acordo foi anunciado após uma reunião realizada em Tripoli, entre o Chefe do Governo do Acordo Nacional (GNA), Fayez Seraj, o ministro do Interior da Líbia, Aref Khodja, e o homólogo italiano, Marco Minniti.
De acordo com Tripoli, a guarda costeira, o departamento de migração ilegal, o procurador geral da Líbia e dos serviços de inteligência vão trabalhar com os homólogos italianos.
“Apesar dos sucessos alcançados no arquivo de migração, o número de imigrantes ilegais fora das habitações é grande e precisamos de mais cooperação, para controlar as fronteiras do sul da Líbia através das quais Os migrantes fluem”, afirmou o primeiro-ministro líbio ao ministro italiano.
A marinha italiana já tem presença no porto de Tripoli, prestando assistência “técnica” à guarda costeira da Líbia. O acordo é assinado depois de a CNN divulgar imagens de migrantes africanos a serem vendidos como escravos na Líbia, que provocaram protestos em todo o mundo, com especial repugnância em África.
A Líbia é a porta principal para os migrantes que tentam chegar à Europa por mar, mas os números caíram acentuadamente desde Julho, já que as facções e autoridades da Líbia começaram a bloquear as partidas, sob pressão italiana.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 08.01.2018

 

Trump volta a criticar o governo do Irã e a elogiar protestos no país

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 10:28:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o Twitter na manhã desta terça-feira para novamente criticar o governo do Irã, que enfrenta uma onda de protestos nos últimos dias. Ontem, Trump havia feito o mesmo e também lembrou o acordo nuclear fechado entre Teerã e algumas potências mundiais, entre elas os EUA sob o governo do presidente Barack Obama - Trump tem ameaçado recuar desse acordo.

"O povo do Irã finalmente age contra o regime brutal e a corrupção iranianos. Todo dinheiro que o presidente Obama tão tolamente deu a eles foi para o terrorismo e para os "bolsos" das autoridades deles", afirmou Trump hoje. "O povo tem pouca comida, alta inflação e nenhum direito humano. Os EUA estão de olho!".

Ontem, Trump escreveu que o Irã "fracassa em todos os níveis apesar do terrível acordo feito pela administração Obama". No dia 31, Trump qualificou o país como "o patrocinador número um do terrorismo" e criticou a intervenção na internet, para que "manifestantes pacíficos não possam se comunicar".

O governo iraniano já confirmou pelo menos 20 mortes nos protestos iniciados na última quinta-feira, segundo a imprensa estatal, e centenas de pessoas foram detidas.

 

Líder Supremo diz que inimigos do Irã interferem nos protestos dos últimos dias

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 08:59:00

Em suas primeiras declarações públicas em meio à onda de protestos no Irã, o Líder Supremo, Ali Khamenei, afirmou que os inimigos do país têm interferido nas manifestações dos últimos dias recorrendo a vários meios. Uma nota no site do aiatolá citou-o dizendo que, os inimigos de Teerã têm usado vários meios, como dinheiro, armas, política e inteligência "para criar problemas para o sistema islâmico".

Khamenei, que tem a palavra final sobre assuntos de Estado, não citou nenhum país específico. Ele disse, porém, que explicará mais o quadro no futuro próximo.

As manifestações começaram na última quinta-feira em Mashhad, por problemas como a inflação e a corrupção. Elas, porém, se disseminaram por outras cidades desde então. Pelo menos 20 pessoas morreram em meio aos protestos, entre manifestantes e agentes de segurança, e centenas foram detidas, segundo as informações oficiais. Fonte: Associated Press.

 

Coreia do Sul propõe a Pyongyang encontro para discutir cooperação

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 06:30:00

A Coreia do Sul ofereceu nesta terça-feira manter um canal aberto de diálogo com seu vizinho do Norte para encontrar maneiras de discutir a cooperação durante as Olimpíadas de Inverno em Pyeongchang. A chancelaria de Seul informou que a data proposta para o encontro é de 9 de janeiro. Pyongyang ainda não respondeu ao convite.

"O Norte terá seus próprios objetivos no encontro, se aceitar a nossa proposta", disse o ministro sul-coreano da Unificação, Cho Myoung-gyon. "Esperamos que o Norte esteja preparado para esse tema e, embora procuremos discutir outros tópicos, as Olimpíadas de Inverno serão a prioridade".

Nesta segunda-feira, Kim Jong-un disse que poderia enviar uma delegação para participar das Olimpíadas de Inverno de Pyeongchang, que vão do dia 9 a 25 de fevereiro, e sinalizou para a abertura ao diálogo.

Mas o ditador norte-coreano condicionou a participação nos jogos da cidade sul-coreana à interrupção de exercícios militares anuais realizados pela Coreia do Sul e pelos Estados Unidos entre março e abril. Fontes: Associated Press e Dow Jones Newswires.

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 08.01.2018

 

 

Governo dos EUA pode expulsar 200 mil salvadorenhos

Após terremotos em 2001, eles ganharam vistos temporários

Agência ANSA

 

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (8) o fim da permissão de permanência para milhares de salvadorenhos que vivem no país há pelo menos 10 anos. Com a medida, cerca de 200 mil salvadorenhos precisarão deixar o país ou ajustar suas condições até setembro de 2019, segundo autoridades do Departamento de Segurança Interna.

A maioria dos cidadãos deixou a terra natal depois dos dois terremotos de 13 de janeiro e 13 de fevereiro de 2001, que deixaram 1,2 mil mortos em El Salvador, e ganhou visto temporário para morar no território norte-americano em caráter humanitário. A concessão de moradia aos imigrantes fazia parte de uma iniciativa do governo dos EUA chamada de "Status Protegido Temporário". 

Os salvadorenhos eram o maior grupo estrangeiro beneficiário do programa, que os protegia da deportação caso chegassem ao país ilegalmente. Trump tem endurecido a política imigratória no país, o que foi considerada uma de suas principais bandeiras de campanha eleitoral. Além do muro que pretende construir na fronteira com o México, o mandatário aumentou as prisões de imigrantes ilegais e proibiu a ida aos EUA de cidadãos de países de maioria muçulmana.

Recentemente, o secretário de Justiça norte-americano, Jeff Sessions, anunciou que o magnata também colocará fim no programa de proteção aos filhos de imigrantes ilegais, chamado de "Dreamers". 

Negociações para formar novo governo na Alemanha avançam

Merkel quer montar "grande coalizão" com sociais-democratas

Agência ANSA

 

Última chance para a Alemanha ter um novo governo, as negociações entre a conservadora União Democrata-Cristã (CDU), legenda da chanceler Angela Merkel, com o Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, avançaram.

Após o terceiro dia seguido de reuniões, nesta terça-feira (9), em Berlim, os negociadores do SPD disseram que as tratativas ocorrem em um clima "construtivo", embora tenham criticado vazamentos à imprensa sobre os pontos já acertados.

Um deles diz respeito à renúncia da CDU ao objetivo de reduzir as emissões de CO2 em 40% até 2020, um dos itens que impossibilitaram um acordo entre Merkel e o Partido Democrático-Liberal (FDP), de centro-direita.

As negociações são feitas por grupos de trabalho criado pelas duas legendas e devem ser concluídas até a noite da próxima quinta-feira (11). Em seguida, o acordo será submetido às lideranças e aos filiados de CDU e SPD.

Merkel venceu as eleições de setembro passado, mas não conseguiu maioria absoluta no Parlamento, já que a CDU teve apenas 30% dos votos. Inicialmente, ela tentou formar uma coalizão com o FDP e os Verdes, mas as negociações fracassaram, principalmente por divergências sobre políticas migratórias e ambientais.

Por conta disso, Merkel teve de recorrer aos sociais-democratas, que rechaçavam a ideia de repetir a aliança que governou a Alemanha entre 2013 e 2017. CDU e SPD são os dois maiores partidos do país, porém os anos de "Grosse Koalition" ("grande coalizão", em tradução livre) derrubaram a popularidade da legenda progressista.

Se as duas siglas não se acertarem, a Alemanha terá de voltar às urnas, criando um cenário de instabilidade no país. 

 

EUA planejavam lançar 466 bombas sobre União Soviética, diz jornal

Washington previa lançar 466 bombas nucleares devastadoras sobre 66 cidades soviéticas, segundo vários documentos desclassificados e publicados pelo jornal britânico Daily Star.

De acordo com os arquivos secretos de 15 de setembro de 1945 compartilhados pela mídia, os militares norte-americanos planejavam levar a cabo vários ataques sobre dezenas de cidades soviéticas a fim de "destruir imediatamente a vontade e capacidade de resistir do inimigo [a URSS]".

Em particular, os norte-americanos detalharam em uma carta para o responsável do projeto – o general da divisão Leslie Groves – que iriam necessitar de 204 bombas para destruir as cidades mais importantes da União Soviética, bem como de mais 20 bombas para eliminar as bases militares do Exército Vermelho.

Mas, ao verificar uma eficácia de 48%, concluíram que os bombardeiros norte-americanos teriam que lançar 466 projéteis.

Apesar de ter um inimigo comum – a Alemanha nazista e outras potências do Eixo –  os EUA e a URSS já se consideravam inimigos nessa época.

Por sua vez, os ataques contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, que tiveram lugar em agosto de 1945 e causaram mais de 220.000 vítimas, foram qualificados como um "êxito espetacular, embora tenham sido lançadas somente duas bombas".

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 08.01.2018

 

 

Portugal é nomeado campeão de inovação em Las Vegas

 

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A associação que organiza o evento CES revelou o primeiro relatório internacional de inovação no arranque da feira

Com um ambiente propício aos novos negócios e apetência por tecnologia, Portugal foi distinguido como um dos 13 campeões de inovação do primeiro estudo anual daConsumer Technology Association (CTA), que organiza o evento tecnológico CES. A classificação, no nono lugar entre 38 países avaliados, foi anunciada na abertura da mais importante feira da indústria em Las Vegas.

Segundo Gary Shapiro, presidente da CTA, o objetivo do relatório internacional Innovation Scorecard é identificar os países que mais fomentam um ecossistema de inovação. Foram considerados doze indicadores: banda larga, diversidade, dinâmica de empreendedorismo, investimento em Inovação e Desenvolvimento, diversidade, qualidade ambiental, capital humano, regulação de drones, partilha de carros e alojamento, enquadramento fiscal, carros autónomos e liberdade.

"A nomeação da CTA de Portugal como um dos países mais inovadores do mundo reflete um investimento que todo o país tem feito nas últimas décadas na qualificação das pessoas, em infraeestrutras tecnológicas e numa maior incorporação de tecnologia nas empresas", comenta Maria Miguel Ferreira, diretora da Startup Portugal e coordenadora da missão portuguesa ao CES 2018.

Portugal é o único país do sul da Europa classificado como campeão da inovação, quase uma anomalia quando se olha para o resto da lista. Os outros países distinguidos são Estados Unidos, Reino Unido, Singapura, Canadá, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Nova Zelândia, Áustria, Canadá, Austrália e República Checa.

No relatório, a CTA destaca que Portugal apresenta "uma taxa anual impressionante de entrada de novos negócios, 4.62 por cada mil pessoas entre 15-64 anos."

Maria Miguel Ferreira sublinha que as startups nacionais têm tido um papel importante na procura de inovação disruptiva e na incorporação de inovação nas grandes empresas. A responsável sublinha que as incubadoras têm sido fundamentais na promoção de maior integração da ciência e tecnologia desenvolvidas nas universidades e da inovação desenvolvida pelas startups em empresas com modelos de negócios virados para o mercado global. "Nada disto seria possível sem a grande abertura e compromisso com a inovação que o governo português tem demonstrado", acrescenta a responsável. A CTA também frisa os elevados níveis de liberdade pessoal e política vigentes em Portugal.

Governo polaco demite ministros da Defesa e Negócios Estrangeiros

 

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Vários dirigentes da União Europeia têm manifestado preocupação com a reforma judicial e outras políticas do governo de Mateusz Morawiecki

O primeiro-ministro da Polónia demitiu hoje vários ministros do seu Governo conservador, incluindo os da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, numa remodelação anunciada antes de partir para Bruxelas, onde vai para tentar evitar uma possível imposição de sanções.

Vários dirigentes da União Europeia têm manifestado preocupação com a reforma judicial e outras políticas do governo de Mateusz Morawiecki e a sua possível não-conformidade com o Estado de Direito.

"Não somos e não queremos ser um governo dogmático e doutrinário ou um governo dos extremos, socialista ou liberal", disse o primeiro-ministro, acrescentando querer que a Polónia tenha um papel importante numa Europa forte.

Morawiecki, que assumiu funções em dezembro, demitiu o ministro da Defesa, Antoni Macierewicz, e o dos Negócios Estrangeiros, Witold Waszczykowski, além do titular do Ambiente, Jan Szyszko, da Saúde e da Digitalização.

Numa cerimónia na Presidência da República, transmitida pela televisão, o presidente, Andrej Duda, empossou o antigo ministro do Interior Mariusz Blaszczak, na Defesa, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Jacek Czaputowicz, na chefia da diplomacia.

Foram também empossados novos ministros das Finanças e Desenvolvimento, até dezembro chefiadas por Morawiecki.

Risco de avalanche deixa 13 mil turistas "presos" em cidade suíça

 

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Pelo menos, a eletricidade já foi reposta

Cerca de 13 mil turistas estão presos na cidade suíça de Zermatt, perto do pico do Matterhorn, depois de as autoridades ordenarem o fecho das pistas de esqui, trilhos, teleféricos, estradas e serviço de comboios para a cidade.

Janine Imesch, do gabinete de Turismo de Zermatt, disse que já foi reposta a eletricidade na cidade e que nenhuma pessoa correu riscos porque as autoridades fecharam o acesso às pistas de esqui e aos trilhos no dia anterior.

"Não há qualquer motivo para pânico, está tudo bem", concluiu Imesch.

O site do gabinete de turismo tinha indicado anteriormente que não era possível sair ou entrar na cidade, dando igualmente conta de uma "quebra do fornecimento de eletricidade em toda Zermatt".

Também apelava às pessoas que "ficassem em casa", para não perturbarem o trabalho das equipas envolvidas na remoção da neve.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 08.01.2018

Nevou no deserto do Sahara

A vaga de frio que afetou nos últimos dias os EUA e Espanha chegou ao norte de África. As cores avermelhadas e acastanhadas habituais do deserto do Sahara foram substituídas por um manto branco de neve

As montanhas do Sahara cobriram-se de branco, segundo o The Telegraph. As imagens do fenómeno que se debateu sobre Ain Sefra, localizada a quase mil metros do nível do mar e cercada pela Cordilheira do Atlas, foram capturadas por diversas pessoas que se encontravam na cidade.

Os moradores de Ain Sefra, cidade conhecida por ser o "portão do deserto" ficaram surpreendidos ao ver as tradicionais montanhas vermelhas e castanhas do Sahara cobertas de gelo e neve.

"Ficamos muito surpreendidos quando acordamos e vimos neve. Esta manteve-se durante o dia de domingo e começou a derreter por volta de 5h da tarde", contou o fotógrafo amador, Karim Bouchetata.

Trata-se de um acontecimento causado pela alta pressão na Europa. O ar frio subiu e foi deslocado para o Norte de África e, consequentemente, para o deserto do Sahara.

A cidade de Ain Sefra não estava preparada para receber este fenómeno, e teve dificuldade em resolver o problema do gelo nas estradas e nos carros, uma vez que a temperatura da cidade costuma rondar uma média de 16 graus Celsius em janeiro.

A Life Science classificou o nevão como sendo um dos sete fenómenos mais raros do mundo, estando este no topo da lista.

Polícia italiana deteve 160 pessoas e arrestou bens da máfia calabresa

A polícia italiana anunciou, esta terça-feira, uma vasta operação contra a Ndrangheta, a máfia calabresa, que resultou na prisão de 160 pessoas e no arresto de bens em Itália e na Alemanha num total de 50 milhões de euros.

As investigações realizadas pela Direção Anti-máfia de Catanzaro, na Calábria, revelaram infiltrações em áreas que vão "desde produtos vinícolas até à coleta de lixo, passando pelos serviços funerários, concursos públicos e uma estreita rede de conivência por parte de funcionários públicos", explicaram, num comunicado, os carabineiros.

A rede tinha ramificações em diferentes regiões italianas e, inclusivamente, em Hesse e Baden-Württemberg, na Alemanha, acrescentaram.

De acordo com os meios de comunicação italianos, a rede também beneficiou da receção de imigrantes, do setor turístico e das 'slot machines'.

 

Segundo os media, cerca de dez autarcas ou eleitos locais italianos estão entre as pessoas detidas nesta operação.

Coreia do Norte vai aos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul

Pyongyang propôs hoje enviar uma delegação de alto nível aos Jogos Olímpicos de Inverno, que vão decorrer no próximo mês na Coreia do Sul, durante a primeira reunião entre as duas Coreias em mais de dois anos, anunciou Seul.

"A parte norte-coreana propôs enviar uma delegação de alto nível", declarou o ministro-adjunto da Unificação da Coreia do Sul, Chun Hae-Sung, aos jornalistas.

O anúncio de Pyongyang foi feito durante a reunião de alto nível entre as duas Coreias, a primeira desde dezembro de 2015, que decorre em Panmunjom, aldeia fronteiriça onde foi assinado o armistício da Guerra da Coreia (1950-53).

Segundo o ministro sul-coreano, além de representantes do regime, a Coreia do Norte vai também enviar atletas aos Jogos Olímpicos de Inverno, bem como apoiantes, jornalistas e uma equipa de taekwondo para realizar exibições durante o evento.

Os patinadores artísticos Ryom Tae-ok e Kim Ju-ik são os únicos dois atletas norte-coreanos qualificados para os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, apesar de o Comité Olímpico Internacional ter afirmado que outros poderiam participar mediante convite.

A participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno que arrancam em 09 de fevereiro poderia aliviar a tensão na península, depois de 2017 se ter assistido ao lançamento de três ensaios nucleares e de múltiplos mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte, e à retórica bélica do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem trocado insultos pessoais e ameaças de guerra com Kim Jong-un.

Por seu lado, a Coreia do Sul propôs a realização, em meados de fevereiro, coincidindo com as festividades do Ano Novo Lunar, uma reunião das famílias coreanas separadas, mas a Coreia do Norte ainda não se pronunciou relativamente a esse assunto.

Milhões de pessoas foram separadas durante a Guerra da Coreia, sendo que a maioria morreu sem ter tido a oportunidade de voltar a ver familiares próximos, uma vez que estão interditas comunicações transfronteiriças, troca de cartas ou chamadas telefónicas.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 08.01.2018

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Estados Unidos desestabilizam toda região do Médio Oriente

9 de Janeiro, 2018

O ministro dos Negócios es­trangeiros iraniano, Mohammad Javad Zarif, considerou ontem que as políticas desestabilizadoras e intervencionistas dos Estados Unidos têm fomentado e complicado as várias crises no Médio Oriente.

 “A intervenção norte-a­me­ricana na região é a principal razão para alimentar as actuais crises e para complicá-las ainda mais”, afirmou Zarif, ao discursar pe­rante cerca de 200 peritos nacionais e internacionais reunidos em Teerão na II Conferência de Segurança.
Para o chefe da diplomacia iraniana, “os Estados Unidos continuam a ignorar a realidade da região e persistem nas políticas desestabilizado­ras e destrutivas, como, por exemplo, mantendo a presença militar ilegal na Síria”. “A ocupação da Palestina continua a ser o problema mais crítico que a região e o mundo inteiro enfrentam. Todos os assuntos regionais estão in­fluenciados directa ou indirectamente por esta grande ameaça”, afirmou Zarif, aludindo a Israel.
Em relação à Arábia Saudita, o chefe da diplomacia iraniana considerou que a continuação da intervenção militar da coligação militar liderada por Riade no Iémen constitui outra fonte importante de tensão.
Zarif criticou também a Arábia Saudita pelas ambições manifestadas, considerando que nenhum país pode procurar uma hegemonia regional, condenando ainda a compra em massa de armas e a corrida ao armamento no Médio Oriente.
O governante iraniano defendeu, nesse sentido, o diálogo e a cooperação entre os países da zona para que, juntos, enfrentem os actuais riscos, entre eles, destacou, o terrorismo e os separatismos de algumas regiões, como o Curdistão iraquiano.
As autoridades iranianas estão há mais de uma semana a acusar Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita de estarem por trás dos recentes protestos antigovernamentais no Irão. “Os Estados Unidos usaram todos os meios para dar um golpe duro, mas foram derrotados”, afirmou o general. 

Antigo assessor volta atrás e iliba filho de Donald Trump

Victor Carvalho |

9 de Janeiro, 2018

O antigo assessor de Donald Trump veio agora a público rectificar algumas das acusações que havia feito ao ac­tual inquilino da Casa Bran­ca no livro lançado a semana pas­sada pelo jornalista britânico Michael Wolff.

Steve Bannon, que deu as informações que permitiram a Wolff escrever o livro, vem agora dizer que nunca acusou o filho de Donald Trump de “traidor” por este se ter reunido com uma equipa de cidadãos russos que acusou de serem “espiões”.
Nesta sua nova “versão” do que disse e não disse ao autor do “Fogo e Fúria”, Bannon refere agora que se estava a referir a Paul Manafort, na altura um dos principais responsável pela campanha de Trump e não ao seu filho.
A reversão, segundo alguns observadores, talvez tenha a ver com a polémica das suas denúncias sobre o papel de­sem­penhado por Donald Trump Jr no processo que en­volve alegados espiões rus­sos e que está neste momen­to a ser investigado pelo Sena­do, pela Casa dos Representantes e por uma comissão criada especialmente pa­­-ra apurar se houve, ou não, in­terferência de cidadãos estrangeiros na corrida para as recentes eleições norte-americanas.
É que, de acordo com jornais norte-americanos, o livro de Michael Wolff estava já a ser encarado como uma peça “fundamental” para as investigações que estão em curso para apurar se haviam, ou não, espiões russos a trabalhar para a campanha de Trump, tendo mesmo o Washington Post adiantado que, “muito provavelmente”, Steve Bannon seria chamado para confirmar as declarações que fez e que estão inseridas no “Fogo e Fúria”.
No dia em que esta possibilidade veio a público, o próprio Steve Bannon apressou-se a recorrer ao site Axios para postar uma nota onde refere que o filho de Donald Trump é um “patriota” e um “homem bom”, virando as acusações de “traidor” em direcção a Paul Manafort.
Neste momento, ainda não se sabe se este “recuo” de Steve Bannon em relação ao filho de Donald Trump é o suficiente para convencer os investigadores a desistirem de o chamar a depor ou se, pelo contrário, permanece a convicção de que ele sabe mais do que disse para Michael Wolff colocar no livro.
Mas, a verdade é que Steve Bannon é apenas uma das 200 pessoas que Wolff diz ter entrevistado para escrever o livro que já bateu todos os recordes de venda, não só nos Estados Unidos como em todos os países onde foi lançado. Ao longo do livro, o autor faz de Donald Trump um retrato que o expõe como  um presidente impaciente, sem interesse na leitura e pouco empenhado em entender como se move o mundo da política. E, da sua família, dá uma imagem de deslumbramento e de im­pre­paração para lidar com o seu novo estatuto. Em “Fogo e Fúria”, o actual inquilino da Casa Branca é referido por alguns dos seus mais directos colaboradores como uma pessoa “doente”, um “idiota” e de ter comportamentos de “criança”. 
A Casa Branca, mal teve conhecimento antecipado do conteúdo do livro tentou evitar que ele fosse publicado, instruindo os seus advogados no sentido de con­tactarem a editora e o próprio Michael Wolff, advertindo-os de que poderiam ser processados.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 12.12.2017

 

Explosão em usina de gás natural na Áustria mata 1 e fere 18

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/12/2017 09:42:00

Uma pessoa morreu e 18 ficaram feridas, nesta terça-feira, após a explosão em uma usina de gás natural perto da fronteira com a Eslováquia, segundo autoridades. O número de vítimas foi confirmado por Sonja Keller, da delegacia regional da Cruz Vermelha.

Dois helicópteros foram ao local, segundo a agência de notícias Austria Press. A explosão provocou um incêndio, que segundo a operadora Gas Connect foi controlado até o meio da manhã. O local foi fechado, informou o porta-voz da companhia, Armin Teichert.

A situação "está sob controle", segundo a polícia. A explosão foi atribuída a uma "causa técnica", não especificada, e as autoridades investigam o episódio.

A Gas Connect descreve a fábrica de Baumgarten, onde se conectam vários gasodutos e se comprime gás procedente da Rússia, da Noruega e de outros países, como "um dos núcleos mais significativos para fornecedores europeus de gás". Fonte: Associated Press.

Israel estimula países europeus a transferir embaixadas para Jerusalém

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/12/2017 11:40:15

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sugeriu hoje (11) aos países da União Europeia (UE) que transfiram suas embaixadas de Tel Aviv para Jerusalém, como anunciaram os Estados Unidos, reconhecendo essa cidade como capital do Estado de Israel.

"Acredito que todos ou a maior parte dos países europeus transferirão suas embaixadas para Jerusalém, reconhecerão que é a capital de Israel e se envolverão de forma robusta conosco em matéria de segurança, prosperidade e paz", destacou Netanyahu em um pronunciamento à imprensa, em Bruxelas, junto com a alta representante da UE para Política Exterior, Federica Mogherini.

Netanyahu pediu também que se espere para conhecer a futura proposta do governo americano para a paz no Oriente Médio.

Jerusalém

Acredito que deveríamos dar uma oportunidade à paz, ver o que se apresenta e ver se podemos avançar na paz", comentou, para depois ressaltar que a paz deve "começar por um lugar: reconhecer o Estado judeu (...) Os palestinos devem reconhecê-lo, e o fato de que Jerusalém é a sua capital".

O primeiro-ministro israelense garantiu ainda que seu país "estendeu sua mão à paz com seus vizinhos palestinos durante cem anos".

"Fomos atacados constantemente, não por um ou outro pedaço de território, mas por qualquer território que fosse um Estado, uma nação-estado para o povo judeu", opinou.

"Em qualquer fronteira, isto foi rejeitado pelos nossos vizinhos. E isto é o que levou ao conflito e o que o continua", disse Netanyahu, em referência à "negação contínua dos palestinos ao direito de Israel de existir como um Estado judeu, e a negação da nossa história".

O premiê israelense também frisou que "durante três mil anos Jerusalém foi a capital do povo judeu, desde os tempos do rei Davi", e que, mesmo quando os judeus viviam nos guetos europeus, "nunca perderam sua conexão" com a Cidade Santa.

Conexão

Netanyahu lamentou que a Organização das Nações Unidas e a Unesco "neguem essa conexão" e "a verdade histórica de que Jerusalém foi a capital de Israel durante os últimos 70 anos".

"O que o presidente Trump fez é pôr claramente os fatos sobre a mesa. A paz se baseia na realidade, em reconhecer a realidade. E acho que o fato de que Jerusalém é a capital de Israel é claramente evidente para todos os que visitam Israel", considerou. Para Netanyahu, esta questão "não impede a paz".

Por sua parte, a União Europeia sustenta que se deve buscar uma solução negociada à crise no Oriente Médio com a convivência de dois Estados, o israelense e o palestino, e que Jerusalém deve ser capital de ambos a fim de satisfazer as aspirações das duas partes.

Europa registra maior número de novos casos de HIV desde 1980

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/12/2017 15:36:30

Neste 1º de dezembro, quando as Nações Unidas marcam o Dia Mundial de Combate à Aids, os dados recém-divulgados da enfermidade no continente europeu preocupam. Em 2016, mais de 160 mil pessoas foram diagnosticadas com o vírus da Aids na Europa, Esse é o maior número de pessoas recém-diagnosticadas com a doença no continente em um ano, desde que o registro de casos de HIV começou na década de 1980.

De acordo com a OMS, a Europa é a única região do mundo onde o número de novas infecções por HIV está aumentando. E as pesquisas revelam uma tendência preocupante: mais da metade (51%) dos diagnósticos ocorreram em um estágio tardio da infecção.

Na Europa, os números seguem a tendência da última década. A maioria (quase 80%) das pessoas recém-diagnosticadas eram da parte oriental da região, 17% da parte ocidental e 4% da parte central. Isso contribui para estimar que existam 2,4 milhões de pessoas vivendo com HIV na Europa, entre as quais mais de um quarto não têm conhecimento da infecção.

"A epidemia de HIV continua a aumentar a um ritmo alarmante na Europa, principalmente na parte oriental, que é o lar de quase 80% dos 160 mil novos diagnósticos de HIV. Este é o maior número de novos casos já registrados em um ano. Se essa tendência persistir, não seremos capazes de alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de acabar com a epidemia de HIV até 2030 ", adverte a Dra. Zsuzsanna Jakab, Diretora Regional da OMS para a Europa.

Diagnóstico tardio

Os dados de 2016, publicados esta semana pela Organização Mundial de Saúde, mostram que na Europa a proporção de pessoas com diagnóstico tardio está aumentando. Em toda a região, 65% de pessoas com idade igual ou superior a 50 anos foram diagnosticados tardiamente.

Segundo a OMS, especialmente neste grupo etário mais velho, os serviços de saúde na comunidade desempenham um papel vital no fornecimento de oportunidades para o diagnóstico precoce. O teste de HIV com base em condições de saúde específicas, como outras infecções sexualmente transmissíveis, hepatite viral, tuberculose ou certos tipos de câncer, também pode levar a um melhor diagnóstico.

De acordo com Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), as pessoas levam cerca de três anos a partir do momento da infecção, até serem diagnosticadas. “Isso resulta em piores resultados de saúde a longo prazo para muitas pessoas que são diagnosticadas com atraso e também aumentam o risco de transmissão futura do HIV", afirmou.

Ao longo da última década, a idade média no momento de detecção do HIV aumentou de 35 anos em 2007 para 37 anos em 2016. Para reduzir o número de futuras infecções, a Europa precisa se concentrar em três áreas principais, segundo a OMS e o ECDC. A primeira é priorizar medidas de prevenção efetivas e abrangentes, como a conscientização, a promoção do sexo seguro e o fornecimento de programas de troca de seringas e profilaxia pré-exposição para o HIV.

A segunda medida é fornecer serviços eficientes de aconselhamento e testes do HIV, incluindo serviços de diagnóstico rápido, testes comunitários de HIV e auto-teste do HIV. E a terceira medida é garantir o acesso rápido a tratamento e cuidados de qualidade para aqueles diagnosticados.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é importante porque permite que as pessoas iniciem o tratamento mais cedo, o que aumenta suas chances de viver uma vida mais longa e saudável. Além disso, o tratamento precoce reduz o risco de transmissão do vírus, pois resulta em uma carga viral indetectável (ou seja, o vírus não pode mais ser transmitido para outros), além de reduzir a probabilidade de o paciente desenvolver a doença.

Muitos não sabem, mas ser portador do vírus HIV e ter Aids são duas coisas diferentes. O vírus é o causador da Aids, mas isso não significa que todas as pessoas que têm o vírus vão desenvolver a doença. Para evitar que a Aids se desenvolva, é necessário fazer o tratamento adequado, que pode deixar o paciente com uma carga viral indetectável e, assim, o vírus se torna intransmissível na relação sexual, desde que não existam outros fatores que aumentem o risco de transmissão, como, por exemplo, ter sífilis, o que causa lesões que aumentam o risco de contaminação.

Europa em números

Os países europeus com as maiores taxas de novos diagnósticos de HIV em 2016 foram a Letônia (18,5 por 100 mil habitantes; 365 casos), a Estônia (17,4 por 100 mil habitantes; 229 casos) e Malta (14,5 por 100 mil habitantes; 63 casos). As taxas mais baixas foram registradas na Eslováquia (1,6 por 100 mil habitantes; 87 casos) e na Hungria (2,3 por 100 mil habitantes; 228 casos).

A taxa de novos diagnósticos de HIV foi maior entre os homens (8,9 por 100 mil habitantes) do que entre as mulheres (2,6 por 100 mil habitantes).

A taxa europeia é de 18,2 novos casos de HIV a cada 100 mil habitantes. A grande maioria dos novos casos (80%) foram diagnosticados no leste europeu, com uma taxa crescente de 50,2 a cada 100 mil habitantes, enquanto 17% foram diagnosticados no oeste com uma taxa de 6,2 por 100 mil habitantes, e 4% no centro com uma taxa de 2,9 por 100 mil habitantes. A Rússia e a Ucrânia continuaram a ter uma grande influência na contaminação por HIV na Europa em 2016, contribuindo com 73% dos recém-diagnosticados na região e 92% no leste.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 12.12.2017

Para deputado russo, tentativas de impor sanções fazem mundo retroceder 50 ou 60 anos

Nos dias 9 e 10 de dezembro a capital argentina sediou a Conferência Parlamentária da Organização Mundial de Comércio (OMC). A Sputnik Mundo falou com o deputado russo da Duma de Estado, Sergei Gavrilov, para saber da posição da Rússia na organização e das possibilidades que esta pode dar à economia russa.

A Rússia é um dos países mais novos na composição da OMC, em 2017 sua participação cumpriu apenas cinco anos. Ao comentar o significado do ingresso da Rússia na organização, Gavrilov destacou em uma entrevista à Sputnik Mundo que o país ainda está "no período de transição para adotar as leis e normas aduaneiras e reforçar os setores da economia que vão ter maior concorrência nos mercados globais", especialmente a indústria.

O deputado enfatizou que a OMC não é capaz de garantir os direitos de seus participantes em condições de aumento das sanções dos EUA, Austrália, Canadá e União Europeia contra Rússia. Essas restrições, segundo Gavrilov, limitam as possibilidades do país no desenvolvimento de setores de alta tecnologia, transporte de recursos energéticos e acesso ao mercado de capitais e empréstimos, o que cria obstáculos a que a economia russa integre a economia mundial.

No entanto, o político sublinhou que o país "resistiu bem" a estas sanções e expressou a esperança que a UE reduza as sanções. "Não há razões para isto, já que Rússia não é parte do conflito ucraniano e a reunificação da Crimeia ocorreu de maneira totalmente legal", afirmou Gavrilov apontando o fato de a península atrair muitos investidores estrangeiros.

"Não é possível no mundo atual, a dominação de um país no terreno econômico ou político, onde as tentativas de dominação são uma restauração do colonialismo. A tentativa de impor sanções faz o mundo retroceder 50 ou 60 anos", acrescentou.

Como exemplo, o deputado mencionou a situação da Síria e Líbia, "vítimas de agressão estrangeira", e o apoio direto ou indireto dos Estados Unidos às oposições armadas e terroristas que levou à destruição da economia desses países, à miséria e ao fluxo de milhões de imigrantes para a Europa.

Por isso, para Gavrilov, "a igualdade no comércio mundial e o apoio aos países em desenvolvimento é impossível sem fortalecer o direito internacional e a igualdade".

O deputado considerou muito importante o fortalecimento das relações com a Argentina no âmbito da cúpula da OMC e da cúpula do G20 em 2018 em Buenos Aires, a possível visita do presidente Mauricio Macri à Rússia durante a Copa 2018 e a colaboração da Rússia na busca do submarino ARA San Juan, assim como o crescimento das relações comerciais.

Falando da OMC, o deputado frisou que a participação desta organização é mais benéfica para os países mais desenvolvidos e não tanto para os menos desenvolvidos, porque "remover todas as barreiras abafa o desenvolvimento da indústria", já que as transnacionais são mais competitivas.

Quanto ao possível acordo entre o Mercosul e a União Europeia, Gavrilov considerou necessário "ter em conta as consequências que podem ser negativas para a indústria e a agricultura" dos países latino-americanos, já que o principal para o deputado é que cada governo coloque os interesses de seu povo em primeiro lugar.

"Eu não sou partidário de um forte protecionismo, há que diminuir as barreiras alfandegárias, mas isso não pode levar à destruição das economias, o que leva ao desemprego, à miséria, ao aumento dos conflitos e ao terrorismo. O futuro do comércio mundial deve ter em conta a igualdade, as especificidades de cada país, e não a destruição das economias em nome dos interesses das transnacionais", concluiu.

Rússia desarticula plano de ataque em festas de fim de ano

Grupo também planejava ataques durante as eleições de 2018

Agência ANSA

 

O serviço de Inteligência da Rússia (FSB) informou nesta terça-feira (12) que desmantelou um grupo terrorista que planejava realizar ataques em pontos sensíveis durante as festas de fim de ano.

De acordo com o diretor da entidade, Alexander Bortnikov, a organização era composta por pessoas originárias da "Ásia central" e previa ataques kamikazes em locais que recebessem uma grande quantidade de pessoas.

Além disso, eles tinham planos para fazer atentados durante as eleições presidenciais, que serão organizadas em março de 2018.

Apesar de não precisar a quantidade de pessoas detidas, Bortnikov informou que uma grande quantidade de armamentos e de materiais para a produção de bombas caseiras foram apreendidos.

Tripulantes de submarino morreram em explosão, diz relatório

Jornal argentino obteve documento emitido pelos Estados Unidos

Agência ANSA

 

Os 44 tripulantes do submarino ARA San Juan, que desapareceu no dia 15 de novembro, morreram em uma explosão na embarcação, revelou um relatório preparado pelos Estados Unidos e publicado pelo jornal "La Nación" na noite da última segunda-feira (11).

De acordo com os dados obtidos pelos norte-americanos, que foram os primeiros a notificar sobre uma explosão na área de buscas, todos morreram imediatamente por conta da liberação de uma energia similar a 5,7 toneladas de explosivos a 380 metros de profundidade.

O documento foi criado pelo Escritório de Inteligência Naval, ligada à Marinha do país, e foi repassado para as autoridades argentinas. Segundo o "La Nación", os militares locais afirmaram que o relatório "apresenta um indício a mais", mas não confirmaram as informações.

O ARA San Juan fez uma série de comunicações com a Marinha Militar argentina no dia de seu desaparecimento, sendo a última cerca de duas horas antes dos norte-americanos detectaram um "evento similar a uma explosão" na rota do equipamento. Em duas delas, os tripulantes relataram falhas nas baterias e um "princípio de incêndio" dentro do submarino.

O sumiço do submarino ocorreu enquanto ele navegava pelo Golfo de São Jorge após uma missão em Ushuaia. Apesar de já ter reconhecido a morte dos tripulantes, o governo argentino mantém as operações de busca para localizar os destroços do submarino como forma de "manter sua promessa" às famílias das vítimas. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 12.12.2017

 

Puigdemont diz que só regressa a Espanha se ganhar as eleições

 

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Líder catalão destituíido acredita que que nessas circunstâncias não será preso.

O presidente do governo da Catalunha destituído, que fugiu da justiça espanhola para Bruxelas, admitiu hoje regressar a Espanha caso seja reeleito nas eleições de 21 de dezembro, por considerar que nessas circunstâncias não será preso.

Carles Puigdemont, cabeça de lista da plataforma Junts pel Catalunya (JxCat), acredita que se for investido presidente na sequência das autonómicas marcadas pelo Governo central, está "disposto a correr o risco" de voltar a Espanha, por considerar que se tal acontecer "os votos vão pesar mais [na decisão judicial] do que as algemas".

O ex-presidente fugiu à justiça espanhola, que o acusa de rebelião, sedição e peculato (uso fraudulento de dinheiros públicos) por este ter declarado unilateralmente a independência da Catalunha, violando a Constituição, o Estatuto da Catalunha e ordens do Tribunal. O Supremo espanhol (e antes dele a Audiencia Nacional) emitiram uma ordem de detenção contra Puigdemont, que escapou para Bruxelas com outros quatro ex-conselheiros (ministros regionais).

Outros membros do governo regional catalão (e ex-responsáveis dos órgãos do parlamento regional) que não fugiram do país foram presos preventivamente pelos mesmos crimes, tendo posteriormente libertados sob fiança.

Puigdemont, que falava através de videoconferência a partir da capital belga, considera que o processo judicial contra ele "é uma fantasia". Também revelou que todas as terças-feiras "realiza uma reunião de governo" com os quatro ex-ministros regionais que fugiram como ele para Bruxelas.

No seu entender, o seu governo regional foi destituído - por Madrid, ao abrigo do artigo 155 da Constituição - de forma "ilícita e ilegal".

Irão apoia a nova intifada palestiniana contra Israel

 

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Presidente do Irão transmitiu a posição do seu país ao líder político do Hamas, que há dias apelou a uma terceira 'intifada' palestiniana.

A Presidência iraniana e os Guardas da Revolução deram o seu apoio aos movimentos de resistência palestiniana e instaram-nos a continuar a "intifada", em resposta à decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital israelita.

"Estamos orgulhosos do grande povo da Palestina pela sua resistência e sacrifício contra o inimigo sionista (Israel), e estamos certos de que a nova 'intifada' continuará o seu caminho correto", disse o presidente iraniano Hassan Rohani, numa conversa telefónica durante a noite desta terça-feira com o líder político do Hamas, Ismail Haniye.

Haniye apelou no passado dia 07 aos palestinianos para começarem uma terceira 'intifada' ou levantamento popular, embora os protestos até à data não tenham sido de grande dimensão.

"Sem dúvida, o povo oprimido da Palestina e a comunidade islâmica vão resistir unidos contra esta conspiração sionista-norte-americana e vão frustrá-la", sublinhou Rohani em comunicado.

O Presidente iraniano considerou que, perante esta situação, "o primeiro passo é que todos os movimentos palestinianos se mantenham unidos, e deem uma resposta decisiva ao regime sionista e aos Estados Unidos".

Haniye valorizou o apoio da República Islâmica à causa palestiniana e advertiu que a nova 'intifada' "vai continuar com força para frustrar o complô dos norte-americanos e sionistas", segundo o comunicado da presidência iraniana.

Por sua vez, o comandante dos Guardas da Revolução, Qasem Soleimani,, falou com comandantes das brigadas "Azedin al Qasam", braço militar do Hamas, e do grupo Jihad Islâmica.

Soleimani anunciou a disposição da República Islâmica de proporcionar "todo o apoio necessário" às forças de resistência palestinianas.

Também disse que outros grupos de resistência, que não especificou, podem ajudar a proteger a mesquita de Al Aqsa em Jerusalém, o terceiro lugar mais sagrado do islão, a seguir a Meca e Medina.

O Irão lidera o chamado "eixo da resistência" contra Israel e apoia tanto o movimento palestiniano Hamas como o libanês xiita Hezbollah.

China está a construir campos de refugiados na fronteira com a Coreia do Norte

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Pequim quer antecipar-se a um eventual colapso do regime de Pyongyang e estará a preparar pelo menos cinco centros de refugiados junto à fronteira

Pelo menos cinco campos de refugiados estarão a ser construídos pela China ao longo da fronteira de 1416 quilómetros com a Coreia do Norte, relata o The Guardianesta terça-feira. A notícia sobre a construção dos campos de refugiados tinha sido avançada inicialmente pelo Financial Times na semana passada, depois de ter vindo a público um documento interno da empresa estatal chinesa de telecomunicações que terá sido encarregada de instalar internet nos centros.

O documento da China Mobile circulou nas redes sociais e, ainda que a autenticidade dos planos não tenha sido confirmada, ao que tudo indica os cinco campos de refugiados estarão a ser construídos na província de Jilin, devido às "crescentes tensões do outro lado da fronteira". As localizações de três destes campos são referidas no texto da China Mobile: Changbai, Changbai Shibalidaogou e Changbai Jiguanlizi. O The New York Times refere que dois centros de refugiados estão igualmente planeados para as cidades de Tumen e Hunchun.

Em conferência de imprensa na segunda-feira, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês recusou confirmar a veracidade dos planos, mas não negou o projeto para os centros de refugiados. Escreve o Guardian que a construção destes campos reflete a preocupação crescente de Pequim com a instabilidade política ou mesmo com o potencial colapso do regime de Pyongyang. O jornal cita mesmo um especialista da Universidade de Pequim, que estuda a Coreia do Norte: segundo Cheng Xiaohe, seria "irresponsável" se a China não se preparasse para qualquer eventualidade perante as tensões na península coreana.

Jiro Ishimaru, realizador japonês de documentários que está em contacto com uma rede de jornalistas cidadãos que vivem na Coreia do Norte e ao longo da fronteira com a China, disse ao Guardian que nenhum dos seus contactos em Changbai testemunhou a construção dos campos de refugiados, mas que os planos para a construção dessas instalações são conhecidos na região.

Rússia dá aval a atletas neutros nos Jogos de inverno

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O Comité Olímpico da Rússia deu aval para que atletas do país possam competir com estatuto de neutros nos Jogos Olímpicos de inverno, de 09 a 25 de fevereiro

Esta permissão surge no seguimento das sanções da última semana do Comité Olímpico Internacional (COI), que proibiu a participação da Rússia na competição, devido à dopagem institucionalizada no país.

"A opinião de todos que fazem parte foi unânime, que os nossos atletas precisam de estar na Coreia do Sul, de competirem e de ganharem", disse o presidente do Comité Olímpico Russo (ROC), Alexander Zhukov.

Esta possibilidade, de competirem como neutros, teve igualmente o apoio do presidente russo, Vladimir Putin.

Alguns atletas russos serão formalmente convidados pelo COI, mas o Comité russo pretende enviar listas dos que prefere.

"Penso que o COI terá o cuidado para que os melhores recebam os convites. Por exemplo, a nossa equipa de hóquei é constituída pelos melhores jogadores", referiu ainda Zhukov, acrescentando que 200 atletas russos deverão estar nos Jogos.

Segundo o mesmo dirigente, este cenário não impede, no entanto, a intenção do país em apresentar recursos em relação às sanções do COI.

O Comité Olímpico Internacional decidiu impedir a Rússia de participar em PyeongChang 2018 e baniu 25 atletas, devido a doping nos Jogos de inverno de Sochi 2014, e todos eles apresentaram recursos junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

 jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 12.12.2017

Putin ordena retirada de maior parte das forças russas da Síria

Putin ordena retirada dos militares russos da Síria

  • Foto: EPA/SERGEI CHIRIKOV

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou, segunda-feira, a retirada da maior parte do contingente militar russo na Síria, numa visita surpresa à base de Hmeimim , anunciou o Kremlin num comunicado.

"Em perto de dois anos, as forças armadas russas, em colaboração com o exército sírio, destruíram em grande parte os terroristas internacionais. Por isso, tomei a decisão de fazer regressar à Rússia a maior parte do contingente militar russo que está na Síria", declarou Putin, citado pela agência noticiosa russa Interfax.

Putin, recebido na base russa de Hmeimim pelo Presidente sírio, Bashar al-Assad, o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu, e o chefe das forças russas na Síria, o general Serguei Surovikine, não precisou quantos soldados russos permanecerão no país.

Segundo um comunicado da presidência síria, Assad agradeceu a Putin a "participação efetiva" da Rússia na luta "contra o terrorismo", afirmando que "o que os militares russos fizeram não será esquecido pelo povo sírio depois do sangue dos seus mártires (russos) se ter juntado com o dos mártires do Exército Árabe Sírio na luta contra os terroristas".

Na quinta-feira, Moscovo tinha anunciado a "libertação total" do território sírio do grupo radical Estado Islâmico, embora a organização 'jihadista' mantenha algumas bolsas de resistência no país.

"Vocês voltam vitoriosos a vossas casas, para junto dos vossos familiares, mulheres, filhos, amigos. A pátria espera-vos meus amigos", adiantou Putin, segundo a Interfax.

"Se os terroristas levantarem novamente a cabeça, então atacaremos com uma força nunca vista", advertiu, adiantando: "Nunca esqueceremos os mortos e as perdas causadas pela luta contra o terrorismo, na Síria e na Rússia".

Lançada em 2015, a intervenção militar russa na Síria mudou a situação do conflito, permitindo nomeadamente às forças governamentais recuperar ao Estado Islâmico a antiga cidade de Palmira e expulsar os rebeldes do seu bastião em Alepo, no noroeste do país.

As declarações do Presidente russo foram divulgadas várias horas após a realização do discurso, quando a televisão russa Rossia 24 mostrava já o avião presidencial no Cairo, onde Vladimir Putin era esperado pelo Presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi.

Suspeito de ataque em Nova Iorque "influenciado" pelo Estado Islâmico

 

O alegado terrorista que provocou a explosão de uma bomba caseira em Nova Iorque, que causou quatro feridos, afirmou à polícia que atuou sob influência do grupo radical Estado Islâmico.

O governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, já tinha afirmado que o suspeito poderia ter simpatias com o grupo radical.

De acordo com vários meios de comunicação social, citados pela agência France Press, o suspeito terá dito à polícia que atuou inspirado pelo autodesignado Estado Islâmico, referindo que o local escolhido está relacionado com os ataques que ocorreram na Alemanha, devido ao natal.

A polícia identificou o suspeito, que foi hospitalizado, como Akayed Ullah, de 27 anos, que reside em Brooklyn e chegou aos Estados Unidos em 2011.

O ataque causou quatro feridos, sendo um deles o suspeito. Três outras pessoas sofreram ferimentos ligeiros.

Coreia do Norte acusa EUA de "chantagem nuclear"

 

A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos de "chantagem nuclear" durante conversas com um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU).

O diplomata norte-americano Jeffrey Feltman, secretário-geral Adjunto da ONU para Assuntos Políticos, chegou a Pequim no sábado depois de uma visita de cinco dias a Pyongyang, a primeira de um diploma de assuntos políticos em sete anos, durante a qual manteve reuniões com dirigentes do regime como o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Ri Yong-ho.

A visita aconteceu uma semana depois de Pyongyang ter lançado em 28 de novembro um míssil balístico intercontinental capaz, segundo os especialistas, de alcançar o território continental dos Estados Unidos da América.

"Durante essas conversas, o nosso partido declarou que a política de hostilidade dos Estados Unidos em relação à República Popular da Coreia do Norte e a sua chantagem nuclear são responsáveis pela situação atual na península coreana", escreveu a agência de notícias oficial da Coreia do Norte.

O órgão de notícias de Pyongyang afirmou ainda que, durante a visita, a República Popular Democrática da Coreia concordou "regularizar as comunicações" com a ONU "através de visitas em vários níveis".

A agência não mencionou reuniões com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, que lidera os programas nucleares e balísticos do país.

A visita de Feltman acontece depois de os Estados Unidos e a Coreia do Sul terem lançado o seu maior exercício aéreo comum até o momento, numa demonstração de força à Coreia do Norte.

A agência da Coreia do Norte reiterou hoje a posição de Pyongyang de que as manobras regulares na península coreana "revelam a intenção de preparar um ataque nuclear surpresa contra a República Popular da Coreia do Norte".

A Coreia do Norte está sujeita a várias sanções da ONU que visam forçá-la a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança que a proíbem de ter atividades nucleares e balísticas.

A China, o principal patrocinador económico de Pyongyang, diz que as sanções são rigorosamente aplicadas, mas Washington quer aumentar a pressão através de um embargo de petróleo.

Já Pequim prefere defender a proposta de uma "dupla moratória" - suspensão simultânea dos testes nucleares de Pyongyang e de manobras militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul - para relançar as negociações. Washington recusa esta ideia ferozmente.

A península coreana "permanece presa num círculo vicioso de demonstrações de força e confrontações, as perspetivas não são otimistas", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, num longo texto publicado no site do ministério.

"Mas a esperança de paz ainda não desapareceu, a perspetiva de negociações sobrevive e a escolha de uma intervenção militar não pode ser aceite", insistiu o governante chinês segundo o texto, que reproduz um discurso pronunciado em 05 de dezembro num seminário em Pequim.

Três mortos em tiroteio em escola nos EUA

 

Três pessoas morreram e uma dezena de outras ficaram feridas num tiroteio ocorrido esta quinta-feira numa escola secundária na localidade de Aztec, no estado do Novo México.

O xerife Ken Christesen, do condado de San Juan, ao qual pertence Aztec, nu sudoeste dos Estados Unidos, garantiu que três pessoas perderam a vida no tiroteio e que o atirador também morreu, sem esclarecer se este faz parte desse balanço de vítimas mortais.

O chefe do departamento da polícia de Aztec, Mike Heal, afirmou, pouco antes das declarações do xerife, que o atirador estava "neutralizado", sem fornecer mais detalhes e sem revelar se os mortos eram estudantes ou professores.

Os meios de comunicação social locais relataram que a escola foi imediatamente cercada pelas forças de segurança após o tiroteio e que os alunos foram evacuados do edifício e levados para dependências da polícia.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 12.12.2017

Dirigentes mundiais discutem sobre clima

11 de Dezembro, 2017

Mais de 50 chefes de Estado e de Governo participam amanhã em Paris numa cimeira sobre o clima promovida pelo Presidente francês, marcada pela ausência dos Estados Unidos da América.

No encontro, que o Chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, pretende que sirva para impulsionar a aplicação do Acordo de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa (assinado há dois anos e ao qual o Presidente norte-americano, Donald Trump, renunciou) vai estar também o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.
Segundo a Presidência francesa, vão estar na cimeira “One Planet Summit” mais de 2.000 “actores-chave”, do sector público e privado, desde os chefes de Governo de Espanha e Reino Unido, Mariano Rajoy e Theresa May, ao actor Leonardo DiCaprio ou ao multimilionário Bill Gates.
A “One Planet Summit” junta ainda outros norte-americanos envolvidos na questão das alterações climáticas, como o ex-governador do estado da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ou o antigo presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg.
Os Estados Unidos da América trocaram uma presença de alto nível por uma representação pelo encarregado de negócios da embaixada em Paris, por decisão da Casa Branca, segundo a Presidência francesa.
Em contrapartida, estarão presentes Chefes de Estado africanos, dirigentes de países afectados pelas alterações climáticas como o Bangladesh e as ilhas do Pacífico e Haiti, Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, e responsáveis de grandes cidades, empresas e organizações não governamentais, empenhados no combate às alterações climáticas.
O objectivo é, segundo o Palácio do Eliseu, impulsionar os “actores envolvidos” e os projectos ligados à luta contra as alterações climáticas “de uma forma muito concreta”.
A cimeira foi anunciada em Julho por Emmanuel Macron como uma forma de retomar a questão da luta contra as alterações climáticas e a redução da emissão dos gases com efeito de estufa, após o anúncio, em Junho, da intenção de Donald Trump de retirar os Estados Unidos da América do Acordo de Paris.
A reunião vai decorrer num novo local cultural perto de Paris, na cidade da música da ilha de Seguin, a Oeste de Paris, após um almoço dos chefes de Estado e de Governo no Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa.
Com eventos paralelos que decorrem desde ontem, a Presidência francesa disse que são esperados “uma dezena de grandes anúncios” após a reunião, que “se insere na agenda internacional sobre o clima”, nomeadamente no ciclo das COP (Conferências das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas).
Organizada pelo Eliseu, ONU e Banco Mundial, a cimeira acontece pouco depois da 23.ª COP que decorreu em Bona, na Alemanha, em Novembro. Organizações não governamentais consideraram na altura que no encontro de Bona não ficaram estabelecidas formas concretas de conseguir que as temperaturas não aumentem mais de dois graus em relação aos valores pré-industriais, uma das metas do Acordo de Paris.
A conferência de Paris espera agora, segundo declarações de fontes oficiais no mês passado, um reforço do financiamento da luta contra as alterações climáticas ou a apresentação de projectos efectivos em sectores como os transportes, agricultura ou energias renováveis.
Concluído em 12 de Dezembro de 2015 durante a conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) em Paris, assinado por quase todos os países, o Acordo de Paris entrou em vigor a 4 de Novembro de 2016. Visa limitar a subida da temperatura mundial reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa.
No que diz repeito ao financiamento, o Acordo determina que os países desenvolvidos deverão investir 100 mil milhões de dólares por ano em medidas de combate à mudança do clima e adaptação, em países em desenvolvimento.

Itália e Líbia dão combate aos traficantes de refugiados

12 de Dezembro, 2017

O Governo de União Nacional da Líbia, apoiado pela ONU, tem um acordo com a Itália para realizar  operações conjuntas destinadas a combater os traficantes de migrantes.

O acordo foi anunciado após uma reunião realizada em Tripoli, entre o Chefe do Governo do Acordo Nacional (GNA), Fayez Seraj, o ministro do Interior da Líbia, Aref Khodja, e o homólogo italiano, Marco Minniti.
De acordo com Tripoli, a guarda costeira, o departamento de migração ilegal, o procurador geral da Líbia e dos serviços de inteligência vão trabalhar com os homólogos italianos.
“Apesar dos sucessos alcançados no arquivo de migração, o número de imigrantes ilegais fora das habitações é grande e precisamos de mais cooperação, para controlar as fronteiras do sul da Líbia através das quais Os migrantes fluem”, afirmou o primeiro-ministro líbio ao ministro italiano.
A marinha italiana já tem presença no porto de Tripoli, prestando assistência “técnica” à guarda costeira da Líbia. O acordo é assinado depois de a CNN divulgar imagens de migrantes africanos a serem vendidos como escravos na Líbia, que provocaram protestos em todo o mundo, com especial repugnância em África.
A Líbia é a porta principal para os migrantes que tentam chegar à Europa por mar, mas os números caíram acentuadamente desde Julho, já que as facções e autoridades da Líbia começaram a bloquear as partidas, sob pressão italiana.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 26.11.2017

 

Casa Branca condena decisão do Paquistão de libertar militante

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/11/2017 18:47:00

A Casa Branca disse neste domingo que a decisão do Paquistão de libertar um militante procurado pelos Estados Unidos é "um passo na direção errada" e que a recusa do país em prendê-lo novamente vai prejudicar as relações bilaterais e manchar a reputação do país junto à comunidade internacional. Em comunicado divulgado neste sábado, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, disse que os EUA "condenam veementemente" a soltura de Hafiz Saeed, que estava em prisão domiciliar.

"A soltura de Saeed, após o Paquistão não indiciá-lo, envia uma mensagem preocupante sobre o comprometimento do Paquistão com o combate ao terrorismo internacional, e desmente a declaração do país de que não vai oferecer refúgio a terroristas", disse a porta-voz. "Se o Paquistão não agir para prender Saeed e indiciá-lo por seus crimes, isso terá repercussões nas relações bilaterais e na reputação global do país."

Saeed é o suposto fundador de um grupo ligado a um ataque em Mumbai, na Índia, em 2008, que deixou 168 mortos. Ele foi classificado como terrorista pelo Departamento de Justiça dos EUA e o país oferece uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levem à sua captura e condenação.

Ele foi solto na sexta-feira de madrugada, após um grupo de três juízes no Paquistão decidir encerrar sua detenção na cidade de Lahore, no leste do país. A decisão irritou autoridades norte-americanas e indianas. O porta-voz de Saeed, Yahya Mujahid, disse que a decisão foi uma "vitória da verdade".

Saeed comandava a organização Jamaat-ud-Dawa, que muitos acreditam ser uma fachada para o grupo militante Lashkar-e-Taiba. Segundo a Índia, o grupo está por trás do ataque em Mumbai. O Paquistão vem prendendo e libertando Saeed desde então.

O governo do presidente Donald Trump vem aumentando a pressão para que o Paquistão combata extremistas e os expulse de seus esconderijos em território paquistanês. O ministro de Relações Exteriores do país, Khawaja Asif, disse durante uma visita a Washington em outubro que o Paquistão está disposto a cooperar totalmente com o governo do presidente Trump. Em agosto, os EUA disseram que iriam reter US$ 225 milhões em ajuda militar para o Paquistão até que o país começasse a agir contra grupos extremistas que ameaçam o vizinho Afeganistão. Fonte: Associated Press.

Putin assina lei que tem como alvo veículos de mídia estrangeiros

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/11/2017 19:34:00

O presidente russo, Vladimir Putin, sancionou neste sábado uma lei que permite que a Rússia registre veículos internacionais de mídia que atuam no país como "agentes estrangeiros". A medida é uma retaliação à decisão do governo dos Estados Unidos de fazer o mesmo com uma TV estatal russa. A rede RT, financiada pelo Kremlin, foi registrada junto ao Departamento de Justiça dos EUA como um agente estrangeiro, após pressão de Washington.

Na semana passada, antes mesmo de o projeto de lei ser aprovado pela Câmara Alta do parlamento russo, o Ministério da Justiça da Rússia advertiu os serviços de radiodifusão Voice of America, dos EUA, e Radio Free Europe/Radio Liberty que eles poderiam ser classificados como agentes estrangeiros. Fonte: Associated Pre

Emmerson Mnangagwa assume como presidente provisório do Zimbábue

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/11/2017 12:21:28

O ex-vice-presidente Emmerson Mnangagwa assumiu nesta sexta-feira (24) o cargo de presidente provisório do Zimbábue. Ele substitui Robert Mugabe, que renunciou terça-feira (21) após a tomada do controle do país por parte dos militares. A informação é da Agência EFE. A posse ocorreu em cerimônia em um estádio da capital, Harare.Em meio a aplausos do público, Mnangagwa prometeu que servirá ao país e à sua Constituição, que vai estimular o que servir para ajudar o Zimbábue a avançar e que lutará contra o que possa prejudicar o país.

"Protegerei e promoverei os direitos do povo do Zimbábue, cumprirei meus deveres com toda a minha força e com minhas melhores capacidades", acrescentou.

Em seguida, os altos comandantes das forças de segurança do Estado lhe juraram lealdade.

Alguns deles foram vaiados, como o chefe da polícia, corporação acusada de estar vinculada aos aliados políticos de Grace Mugabe. Sua ambição para chegar ao poder é considerada a principal causa da crise que levou à renúncia do seu marido após 37 anos de governo.

A cerimônia contou com a presença de representantes estrangeiros, como o ministro de Telecomunicações da África do Sul e o presidente de Botsuana, Ian Khama. Participaram também enviados de outros países da região, como a Zâmbia e a Namíbia.

Quem não compareceu foi Robert Mugabe. Ele tinha informado ontem (23) que seria representado pelo secretário de Imprensa, George Charamba.

"Ele garantiu à família presidencial não só sua segurança e bem-estar, mas a preservação da lei e da ordem no país. Ambos concordaram que o ex-presidente precisa de tempo para descansar após os agitados eventos pelos quais passou nesta semana e meia e poderia não presenciar a posse. Mesmo assim, manifestou ao futuro presidente seu apoio", disse Charamba.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 26.11.2017

Irã vai aumentar alcance de mísseis caso 'Europa se torne uma ameaça'

Um alto militar iraniano assegurou que "os EUA, a União Europeia e o regime sionista estão dispostos a desarmar" o Irã. O general de brigada Hossein Salami, a segunda figura no comando do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã, afirmou que Teerã aumentará o alcance de seus mísseis "caso a Europa se converta em uma ameaça", comunica a agência Fars News.

"Até agora temos sentido que a Europa não é uma ameaça, por isso não aumentamos o alcance dos nossos mísseis. Mas, se a Europa quiser se converter em uma ameaça, aumentaremos o alcance", explicou o militar neste sábado (25).

Ao mesmo tempo, Salami advertiu que "tanto os EUA como a União Europeia e o regime sionista estão dispostos a desarmar-nos" e especificou:

"Se temos mantido o alcance dos nossos mísseis no nível de 2 mil km, não é porque carecemos de tecnologia: estamos seguindo uma doutrina estratégica."

A ameaça iraniana contra a Europa produziu uma resposta por parte do presidente francês, Emmanuel Macron, que no início desse mês propôs ementar o acordo nuclear com o Irã para incluir o desenvolvimento de mísseis balísticos.

Ninguém exceto EUA precisa temer nossas armas nucleares, diz alto funcionário da Coreia do Norte

Ri Jong-hyok, alto funcionário da Coreia do Norte afirmou que o programa de armas nucleares do seu país tem como alvo apenas os EUA e que o resto do mundo não tem que se sentir preocupado.

Ri Jong-hyok, alto funcionário da Coreia do Norte afirmou que o programa de armas nucleares do seu país tem como alvo apenas os EUA e que o resto do mundo não tem que se sentir preocupado.

"A realidade de hoje mostra que a obtenção de armas nucleares destrói a ambição dos EUA de assegurar a sua supremacia na região da Ásia-Pacífico, garante a paz e a segurança na península coreana e na região," declarou Ri Jong-hyok, deputado da Assembleia Popular Suprema e diretor do Instituto para a Reunificação.

A declaração foi feita durante um discurso no âmbito da visita à Turquia, informa a agência sul-coreana Yonhap.

"Foi uma decisão do povo coreano que o país deve enfrentar os EUA apenas com armas nucleares para atingir o equilíbrio de poder", continuou.

"Nossa dissuasão nuclear é uma espada de justiça, que visa combater as armas nucleares nos EUA e na Ásia e qualquer outro país do mundo não precisa de se preocupar com nossas ameaças", adicionou Ri Jong-hyok, sublinhando que a Coreia do Norte continuará combatendo o que ele chamou de "esquema norte-americano de guerra nuclear e campanha de sanções".

 

Carro atropela pedestres na Alemanha, deixando ao menos seis feridos

 

Várias pessoas foram feridas quando um homem bêbado, de 29 anos, atropelou um grupo de pedestres na cidade alemã de Cuxhaven, na Baixa Saxônia, neste domingo (26).

De acordo com os relatos do portal on-line Cuxhavener Nachrichten, o incidente ocorreu de madrugada, em frente de uma boate, sendo que o homem foi detido por testemunhas.

A Polícia e os bombeiros vieram logo ao local. De acordo com o comissário-chefe Peter Oprowski, no total, foram feridas seis pessoas, uma delas com gravidade. Todas foram levadas aos hospitais mais próximos.

Segundo comunica o RTL, o motorista de 29 anos estava embriagado.

Por enquanto, os policiais investigam se o motorista efetuou o atropelamento deliberadamente ou acidentalmente, dado que a Polícia não qualificou o incidente como relacionado com terrorismo e, ademais, apelou para que não fossem divulgados tais boatos.

Ultimamente, a Alemanha, bem como outros países europeus, tem sofrido vários ataques terroristas envolvendo atropelamentos, inclusive em Nice, Berlim e Barcelona.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 26.11.2017

 

Pelo menos 11 mortos e 20 feridos em acidente de autocarro no sul do Chile

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Condutor perdeu controlo do veículo e o autocarro acabou por capotar

Pelo menos 11 pessoas morreram e 20 outras ficaram feridas este sábado na sequência de um acidente envolvendo um autocarro ocorrido na região de La Araucanía, no sul da Chile, informaram as autoridades.

O acidente ocorreu por volta das 18:00 (22:00 em Lisboa) na estrada que liga as localidades de Victoria e Curacautín, a cerca de 600 quilómetros da capital do Chile, Santiago.

Os feridos, incluindo vários em estado grave, foram transportados para hospitais de localidades próximas.

Segundo as autoridades, por razões que ainda se desconhecem, o condutor perdeu o controlo do veículo numa curva e o autocarro acabou por capotar.

O autocarro prestava um serviço especial ao município de Tirúa, transportando um grupo de 45 pessoas, formado por funcionários e por idosos, para um passeio à localidade de Lonquimay, na Cordilheira dos Andes.

O sinistro ocorreu na viagem de regresso do grupo de funcionários do Departamento de Saúde e de idosos que se deslocaram a Lonquimay no âmbito de uma ação de intercâmbio cultural, explicou o autarca de Tirúa, Adolfo Millabur, em declarações à Televisão Nacional (TVN) a partir do local onde ocorreu o acidente.

A Presidente do Chile, Michelle Bachelet, transmitiu as suas condolências às famílias das vítimas e aos habitantes de Tirúa na sequência do trágico acidente.

"Lamentável notícia o capotamento do autocarro em Victoria. Os meus mais profundos pêsames às famílias das vítimas", escreveu na rede social Twitter, deixando ainda uma mensagem de solidariedade para com a comunidade de Tirúa.

Pelo menos dois mortos e 30 feridos em explosão em fábrica na China

Explosão fez colapsar os edifícios nas imediações. Autoridades investigam causas do acidente

Pelo menos duas pessoas morreram e 30 ficaram feridas hoje na sequência de uma forte explosão ocorrida numa fábrica na zona industrial da cidade de Ningbo, na província de Zhejiang, no leste da China, informaram os 'media'.

Diversas equipas de resgate e inúmeras ambulâncias foram destacadas para o local do acidente para prestar assistência às vítimas, havendo entre os cerca de 30 feridos pelo menos dois em estado grave, informou a cadeia de televisão chinesa CGTN.

Segundo a agência de notícias Xinhua, a explosão, que ocorreu pelas 09:00 (01:00 em Lisboa), provocou o colapso de edifícios adjacentes à fábrica.

Vários trabalhadores de limpeza encontravam-se no interior da unidade, localizada numa zona industrial, aquando da explosão, de acordo com testemunhas.

As autoridades estão a investigar as causas do acidente.

Bailey tinha 16 anos quando o pai morreu. Aos 21, recebeu as últimas flores que ele enviou

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Pai de Bailey Sellers garantiu, antes de morrer, que a filha iria receber flores no dia de aniversário nos cinco anos seguintes

Bailey Sellers tinha apenas 16 anos quando o pai morreu, vítima de cancro. Mas, desde então, todos os anos no dia de aniversário a jovem recebia um ramo de flores do progenitor, que antes de morrer quis fazer uma última surpresa à filha e pagou para que lhe fossem enviadas flores nos cinco anos seguintes.

O último bouquet chegou há poucos dias, no 21º aniversário de Bailey, que quis partilhar com os amigos no Twitter o derradeiro presente do pai. As flores chegaram com um cartão, onde ele escreveu: "Continuarei a estar contigo a cada etapa, basta olhares em volta e eu estarei lá".

A jovem, que é de Knoxville, nos EUA, explicou no Twitter o que o pai tinha feito, partilhando com os seguidores as fotografias do ramo de flores, do cartão e ainda uma foto antiga, na praia com o pai. A publicação rapidamente se tornou viral.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 26.11.2017

Drone mata sete membros da Al-Qaeda

Sete presumíveis membros da organização terrorista Al-Qaeda foram mortos, na madrugada deste domingo, num ataque com drone no sul do Iémen.

Os alegados extremistas iam a bordo de três veículos que seguiam da província de Chabwa (sul) com destino à de Baïda (centro), detalhou um responsável dos serviços de segurança.

Os supostos membros da rede terrorista Al-Qaida foram atingidos por um "drone provavelmente norte-americano por volta da meia-noite e foram todos mortos", disse a mesma fonte sob a condição de anonimato citada pela agência de notícias francesa AFP.

Os Estados Unidos são os únicos que operam drones (aviões não tripulados) no Iémen e visam, com regularidade, a Al-Qaida na península arábica (Aqpa), que Washington considera como o mais perigoso braço daquela rede extremista.

A Aqpa reforçou a sua influência no Iémen beneficiando do caos provocado pela guerra civil que estalou no país há mais de dois anos e que opõe rebeldes xiitas às forças pró-governamentais apoiadas pela Arábia Saudita.

O autoproclamado Estado Islâmico (EI) também aproveitou a atual instabilidade política e de segurança para perpetrar uma série de atentados no Iémen, onde mais de 8700 pessoas morreram desde o início do conflito em 2015.

No mês passado, dezenas de presumíveis membros daquele grupo extremista foram mortos em dois ataques distintos com drones na mesma província (Baïda), segundo os serviços de segurança iemenitas e o exército norte-americano.

Discoteca desaba e causa 22 feridos

Pelo menos 22 pessoas ficaram feridas, na sequência do desabamento do chão de uma discoteca no sul de Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, na madrugada deste domingo.

O acidente aconteceu pelas 2.30 horas locais, na discoteca "Butterfly", um clube LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) de um centro comercial em Las Verónicas, no município espanhol de Adeje. O chão do estabelecimento noturno cedeu, tendo as pessoas presentes no local caído para o piso de baixo.

Os feridos, de diferentes idades e nacionalidades, foram transportados ao hospital com várias fraturas ósseas nas pernas, pés e costas, contusões ligeiras, e, em dois casos, traumatismos graves.

Nas operações de socorro, estiveram os bombeiros de Tenerife e pessoal do Serviço de Urgências das Canárias, dos Centros de Saúde de Adeje e Cristianos e do Hospital do sul da ilha.

hão da discoteca deverá começar a ser reparado neste domingo.

Começaram a circular, entretanto, na Internet, vários vídeos gravados no local do acidente.

Um homem foi operado, na Índia, depois de os médicos terem detetado a presença de centenas de moedas, agulhas e outros artigos metálicos no estômago do doente.

Maksud Khan, de 35 anos, deu entrada no hospital Sanjay Gandhi, em Satna (Madhya Pradesh), queixando-se de dores abdominais fortes, que duravam há três meses.

"O paciente reclamava de dor no estômago, por isso pensámos em fazer uma endoscopia", explicou o chefe da equipa cirúrgica, Priyank Sharma, acrescentando ter ficado "chocado" com o que encontrou. "Foi o primeiro caso semelhante em toda a minha carreira", afirmou.

Os médicos vieram a detetar que o doente tinha ingerido centenas de moedas (263) e agulhas (100), dezenas de lâminas de barbear, estilhaços de vidro e um pedaço de ferro de 15 centímetros. Precisamente sete quilos de metal, escreve o "The Independent", este domingo.

Segundo o jornal britânico, Khan, que ingeria as moedas que recebia como motorista, terá uma saúde mental "instável" e terá passado por uma depressão recentemente.

De acordo com outro médico que participou na operação, a intervenção foi feita "mesmo a tempo, uma vez que algumas das agulhas estavam a causar sangramento, provocando a perda de hemoglobina", explicou, acrescentando que Maksud Khan se encontra agora livre de perigo.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 26.11.2017

Fidel morreu há um ano

26 de Novembro, 2017

O mundo despediu-se há um ano de Fidel Castro, o carismático líder cubano que deixou um legado que ficou para a história, onde se encontram traços como libertador, Estadista e humanista.

Fidel Castro deixou um legado impressionante 
Fotografia: AFP |

Fidel Castro auto-afastou-se do poder, para recuperar de uma doença, tendo se dedicado nos seus últimos dez anos de vida a escrever sobre assuntos políticos de carácter internacional, onde fez vários pronunciamentos sobre a ordem mundial, o desempenho das Nações Unidas e a postura dos Estados Unidos na política internacional, em particular à relação com Cuba.
O líder cubano, Fidel Castro ou ‘El comandante’, que morreu no dia 25 de Novembro de 2016, é um ícone da política mundial do século XX. O nome incontornável foi o ‘herói’ da revolução cubana em 1959, ficou associado à Guerra Fria com a crise dos mísseis de Cuba, em 1962 e, embora para muitos a sua influência ainda se fizesse sentir, para outros aquele já não era o seu tempo. Fidel era e será amado por muitos cubanos, como o era e será odiado por tantos outros. Dividiu opiniões e ideologias, mas também exerceu o seu poder mobilizador em torno de ideais na ilha que comandava. Liderou Cuba entre 1959 e 2008, esteve no poder durante 49 anos. Foi primeiro-ministro durante 17 anos, até 1976, ano em que se tornou Presidente.

Sobe número de mortos em ataque contra mesquita

26 de Novembro, 2017

O ataque de sexta-feira contra uma mesquita no Sinai egípcio causou 305 mortos, incluindo 27 crianças, refere um novo balanço das autoridades egípcias através de um comunicado lido na televisão estatal e citado pela agência France Press.

O balanço anterior fornecido sexta-feira à tarde era de 235 mortos e 109 feridos.
O balanço de vítimas foi actualizado no sábado pelo procurador-geral num comunicado transmitido pela televisão estatal, que indicou a morte de 27 crianças.

В России создана специальная научная комиссия, которая займётся проверкой многочисленных сообщений об утечке радиоактивного вещества на Южном Урале.

Comissão investiga poluição radioactiva

26 de Novembro, 2017

Uma comissão científica russa vai investigar relatos de poluição radioactiva quase 1.000 vezes acima dos níveis normais no Sul dos Urais, informou ontem a companhia nuclear estatal Rosatom.

A medida chega depois de as autoridades terem negado um possível acidente nuclear nas suas instalações nucleares. “Cientistas nucleares criaram uma comissão para descobrir a origem do rutênio-106”, afirmou a Rosatom um comunicado, também divulgado pelo Instituto de Segurança Nuclear do país.
A comissão contará com representantes de organizações científicas russas e europeias, de acordo com o comunicado. “A Rosatom oferecerá toda a assistência necessária a esta comissão e vai informar o público sobre os resultados”, informou.
Na segunda-feira, meteorologistas russos disseram que uma estação perto da instalação nuclear de Mayak, na região de Chelyabinsk, detectou uma “poluição extremamente alta” do isótopo de rutênio-106 durante testes no final de Setembro”.
O isótopo radioactivo é criado com a divisão de átomos num reactor e não ocorre naturalmente. A Rosatom comentou anteriormente que não houve incidentes nas instalações da infra-estrutura nuclear da Rússia e que a concentração detectada representava uma ameaça pequena.
A agência de regulação de produtos agrícolas Rosselkhoznadzor negou uma “possível contaminação radioactiva de terras na área”.
Localizada no Sul dos Urais, a instalação de Mayak obedeceu a um processo profundo e cuidadoso, para que não resultasse dali qualquer contaminação, algo que as autoridades dizem agora que “não tem nada a ver com as suas actividades”. A instalação, que reprocessa combustível nuclear, garantiu que não produz Ru-106 há anos. Mayak foi o local de um dos maiores desastres.

Equipas de técnicos mantêm as buscas

26 de Novembro, 2017

A operação de busca pelo submarino argentino que provavelmente explodiu no Atlântico Sul com 44 tripulantes a bordo continuou ontem com a mesma intensidade, na expectativa de localizá-lo no fundo do oceano graças à chegada de sofisticados equipamentos russos.

 

“A busca não tem prazo de conclusão e continuará dia e noite com a ajuda de 13 países”, declarou o porta-voz da Armada Argentina, o capitão Enrique Balbi.
A notícia sobre a explosão ocorrida no “ARA San Juan” entre Ushuaia (extremo sul) e Mar del Plata (400 km ao sul de Buenos Aires), três horas após o último contacto com a base, desesperou as famílias dos tripulantes.
Muitos dão como certa a morte de todos a bordo, enquanto outros permanecem esperançosos e aguardam novidades na base naval de Mar del Plata.
Apesar das últimas notícias desalentadoras, a operação de “busca e resgate” não diminuiu e ganhou novo impulso com a chegada do avião militar russo Antonov a Comodoro Rivadavia, 1.750 quilómetros ao sul de Buenos Aires, na sexta-feira.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 21.11.2017

 

Mugabe renuncia à Presidência do Zimbábue após quatro décadas no poder

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 21/11/2017 15:03:41

CRÉDITO: THEMBA HADEBE

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, ficou quatro décadas no poder.

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, renunciou ao cargo hoje (21), pouco após o Parlamento ter aberto um processo de impeachment para encerrar seu regime de quatro décadas.

O político de 93 anos se segurava no poder há uma semana, desde que o Exército assumiu o controle e ele foi expulso de seu próprio partido, a União Nacional Africana do Zimbábue - Frente Patriótica (ZANU-PF), que também cobrava sua renúncia.

Durante uma reunião conjunta do Parlamento, houve muita comemoração quando o presidente da Casa, Jacob Mudenda, anunciou a renúncia de Mugabe e suspendeu os procedimentos de impeachment.

A origem da queda repentina de Mugabe está na rivalidade existente entre membros da elite governista do país para decidir quem o sucederá, e não em protestos populares contra seu governo.

O Exército assumiu o poder depois que Mugabe demitiu Emmerson Mnangagwa, favorito do ZANU-PF para sucedê-lo, para abrir caminho à sua esposa, Grace, para a Presidência.

Mnangagwa deve substituir Mugabe no cargo de presidente do Zimbábue.

 

Estados Unidos alertam para risco de ataques terroristas na Europa

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/11/2017 11:48:01

 

Os Estados Unidos emitiram um alerta de viagem no qual avisa a seus cidadãos que vivem na Europa ou a visitam sobre o risco "intensificado" de ataques terroristas no continente durante a temporada de fim de ano.

"Os recentes incidentes na França, Rússia, Suécia, Reino Unido, Espanha e Finlândia mostram que o Estado Islâmico (EI), Al Qaeda e suas filiais têm a capacidade de planejar e executar ataques terroristas na Europa", diz o alerta de viagem, divulgado pelo Departamento de Estado americano.

A advertência não menciona a Espanha, nem faz referência aos atentados jihadistas de 17 de agosto em Barcelona e Cambrils, na Catalunha, que deixaram 16 mortos e mais de 100 feridos.

Além disso, o Departamento de Estado lembrou que, no ano passado, houve "ataques com muitas vítimas em um mercado de natal em Berlim, na Alemanha, e em uma casa noturna em Istambul, na Turquia, na passagem de ano.

"Embora os governos locais continuem com suas operações contra o terrorismo, o Departamento se mantém preocupado com a possibilidade de ataques terroristas no futuro", acrescenta a nota.

"Os cidadãos americanos sempre deveriam estar em alerta diante da possibilidade de que simpatizantes de terroristas ou extremistas auto radicalizados possam realizar ataques sem aviso prévio", afirma o alerta de viagem.

Alerta similar

Em novembro de 2016, o Departamento de Estado emitiu um alerta muito similar, na qual advertia também para o risco "acentuado" de atentados na Europa para as épocas festivas.

Este novo alerta de viagem, que ficará em vigor até 31 de janeiro de 2018, é mais um de uma série de advertências a respeito do risco de viajar à Europa que Washington começou a enviar regularmente a seus cidadãos a partir dos ataques terroristas em Paris, em 2015, e Bruxelas, em 2016.

A última dessas advertências, emitida em 31 de agosto, expressava um nível de alerta um pouco mais contido, ao assegurar que o risco de atentados "continuava" na Europa, em vez de usar, como agora, o adjetivo "intensificado".

"Os extremistas continuam focando em lugares turísticos, centros de transporte, shoppings ou mercados, e edifícios governamentais como alvos viáveis", afirma o novo alerta.

"Além disso, os hotéis, clubes, restaurantes, lugares de oração, parques, atos com grande número de pessoas, instituições de ensino, aeroportos e outros alvos continuam sendo locais prioritários para possíveis ataques", acrescenta. As informações são da agência de notícias EFE.

O Departamento de Estado pede para que os cidadãos americanos fiquem atentos às informações dos consulados locais e lembra que os terroristas podem usar "várias táticas, incluindo armas de fogo, explosivos, o uso de veículos para atacar (multidões) e armas afiadas que são difíceis de serem detectadas antes de um ataque".

Os EUA, por sua vez, continuarão "compartilhando informações" com seus parceiros europeus para ajudar a "desmantelar planos terroristas, identificar e adotar medidas contra possíveis agressores" e "fortalecer as defesas contra possíveis ameaças", afirma o comunicado.

 

América Latina joga 145 mil toneladas de lixo orgânico por dia em aterros

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/11/2017 10:33:57

Todo dia, 145 mil toneladas de resíduos orgânicos são jogadas em lixões e aterros controlados na América Latina e no Caribe. Essa montanha diária de restos de comida não processados, que colocam em risco a saúde e a vida de 170 milhões de pessoas, é um dos temas da 3ª Assembleia do Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas (ONU), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 4 a 6 de dezembro.

Os números estão no Atlas de Resíduos da América Latina, relatório da ONU Meio Ambiente que está para ser lançado. Um resumo do trabalho foi apresentado preliminarmente em São Paulo em evento realizado nesta terça-feira (21) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

O estudo mostra um cenário preocupante. Segundo Jordi Pon, coordenador regional de resíduos e químicos do organismo das Nações Unidos, as 540 mil toneladas de lixo produzidas atualmente na região serão 671 mil toneladas em 2050. Se, de um lado, há avanços na coleta, que na média supera 90% do lixo urbano, o processamento fica abaixo dos 70%. O restante, formado essencialmente por dejetos orgânicos, vai para locais inadequados, produzindo poluição do ar, do solo e da água.

“Os dados apresentados pela ONU Meio Ambiente mostram que, mesmo com algumas melhorias alcançadas nos últimos anos, cerca de 170 milhões de pessoas ainda estão expostas às consequências desse problema, em decorrência dos graves impactos causados ao meio ambiente e à saúde da população”, explica Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Abrelpe e membro do Comitê Diretivo do Atlas de Resíduos.

A análise dos despejos sólidos das cidades latino-americanas mostra que o lixo orgânico representa mais da metade de todo o resíduo descartado. Esse índice varia de acordo com o potencial econômico do país. "Em nações de baixa renda, 75% do lixo descartado são provenientes de matéria orgânica, enquanto em países com renda mais elevada esse índice é de 36%”, comentou Pon. A diferença é reflexo da maior ou menor atividade industrial e comercial.

O lixo doméstico tem ainda o agravante de concentrar resíduos perigosos, como baterias, celulares, equipamentos elétricos e eletrônicos e remédios vencidos, entre outros,

Parte do lixo doméstico é formada por elementos secos, como metais, papéis, papelão, plásticos, vidro e têxteis. A reciclagem desses itens ainda é reduzida, em geral abaixo de 20%. O índice só é alcançado em cidades onde existe coleta e seleção informais, feita por catadores autônomos, o que mostra a pequena participação do Poder Público e de políticas voltadas para o problema.

No entanto, o estudo da ONU revela que a maior parte dos países da América Latina e do Caribe tem legislação específica que define as responsabilidades de geradores e manipuladores e prevê punições, que quase nunca são aplicadas. Além disso, mostra o relatório, os investimentos em gestão de resíduos são insuficientes. “Isso cria um vácuo de responsabilidades governamentais, com poucas ações de acompanhamento e monitoramento, resultando, entre outras coisas, em uma aplicação deficiente da lei, tanto pelo setor público quanto pelo privado”, explica Jordi Pon.

De acordo com Carlos Silva Filho, o financiamento é uma questão fundamental para a melhoria da gestão de resíduos. Ele ressalta que na América Latina e no Caribe os modelos são financiados por recursos municipais e, em muitos casos, os custos não são plenamente recuperados. “Ainda não há uma consciência clara do fato de que o custo econômico dos impactos negativos causados pela gestão inadequada dos resíduos é maior do que o custo de investimento em um sistema adequado”.

O relatório faz parte de um projeto da ONU Meio Ambiente e é parte do Atlas Global de Gestão de Resíduos de 2016, que inclui relatórios sobre a situação dos resíduos sólidos na América Latina e Caribe, Ásia, Ásia Central, África, Regiões Montanhosas e Pequenas Ilhas-Estado (Sids).

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 21.11.2017

Japão: testes nucleares e de mísseis da Coreia do Norte são absolutamente inaceitáveis

Os lançamentos de mísseis e os testes nucleares de Pyongyang são absolutamente inaceitáveis e representam uma ameaça global, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono.

De acordo com o ministro japonês, a ameaça proveniente da Coreia do Norte alcançou um "nível sem precedentes".

"Enquanto a Coreia do Norte está persistentemente seguindo seus planos de desenvolvimento de programas nuclear e de mísseis, a comunidade internacional precisa se unir e exigir de Pyongyang, com toda a firmeza, ações concretas para resolver estes problemas urgentes em prol de desnuclearização da península coreana", declarou o ministro.

Ao mesmo tempo, o ministro Taro Kono declarou que o papel de Moscou é crucial para encontrar uma solução para a crise que atingiu a península coreana.

O ministro sublinhou que por esta razão o "Japão necessita, em interação com a Rússia e com toda a comunidade internacional, de aumentar ao máximo a pressão sobre a Coreia do Norte, usando os mais diversos meios, e obrigá-la a mudar sua política".

Taro Kono acrescentou que, nessa conexão, a "cooperação estreita entre o Japão e a Rússia é insubstituível".

Nuvem radioativa que afetou Europa ainda continua um mistério

Agências russas deram versões contrárias sobre origem da nuvem

Agência ANSA

 

A agência russa de meteorologia Rosguidromet confirmou que a nuvem radioativa que se espalhou pela Europa, durante o mês de outubro, teve origem em estações ao sul dos Montes Urais, que fazem a fronteira entre Europa e Ásia.

Segundo a entidade, o país registrou quantidades "extremamente elevadas" do rutênio-106, um isótopo radioativo, em duas estações de observação em Arguaiach e Novogorny entre os dias 25 de setembro e 1º de outubro - ou seja, antes dela ser detectada pela Itália e pela França e, depois, por toda a Europa.

No entanto, horas após a nota da entidade, a agência nuclear russa negou que o país tenha sido a origem do problema porque "não houve uma explosão ou vazamento" em suas estações.

Porém, a Rosguidromet confirmou que as concentrações de Rutênio-106 em Arguaiach estavam "986 vezes maiores" do que as registradas em agosto. Confirmando os relatórios europeus, o órgão ainda disse que a nuvem se espalhou "da Itália até o norte da Europa".

No entanto, apesar do temor, um dos responsáveis do Centro Nacional para a Segurança Nuclear e Radioproteção do Instituto Superior para a Proteção e Pesquisa Ambiental (Ispra), da Itália, Paolo Zeppa, afirmou que não há riscos para a saúde humana e dos animais.

"Não existe nenhum perigo nessa nuvem tóxica. Agora, por exemplo, não há nenhum traço do Rutênio-106 no ar", explicou Zeppa ao jornal "Corriere della Sera".

"Já naqueles dias, ela não representava um perigo e sua presença não tinha importância sanitária para aplicar o plano nacional para eventos nucleares e radiológicos previstos nestes casos. O seu nível era bem inferior à radioatividade natural existente no ambiente e com a qual nós vivemos diariamente", acrescentou o especialista, dizendo que a nuvem se espalhou para todas as regiões italianas.

Para antigo premiê, Ucrânia está se aproximando do modelo da Alemanha nazista

 

Passaram quatro anos desde os acontecimentos trágicos que abalaram a sociedade ucraniana. O chamado Maidan começou na praça central da capital ucraniana, Kiev, em 21 de novembro de 2013, os confrontos duraram vários meses e deixaram muitos mortos e feridos.

O Maidan levou à derrubada do presidente Viktor Yanukovich e ao conflito armado no leste do país que até hoje ainda não foi resolvido.

Em conversa com o serviço russo da Rádio Sputnik, Nikolai Azarov, primeiro-ministro durante a presidência de Yanukovich (2010-2014), fala das mudanças catastróficas por que está passando a Ucrânia.

"Claro que há pessoas que passaram a viver melhor. O Maidan levantou do fundo todo o lixo e espuma para o topo da governação. Um virou deputado, outro ministro, como, por exemplo, Avakov [Arsen Avakov, ministro do Interior ucraniano], um pequeno vigarista que agora manda em militantes armados. Poroshenko, um empresário qualquer, agora é presidente e bilionário", diz Azarov.

Falando dos atuais dirigentes da Ucrânia, Azarov sublinhou que o regime não presta atenção à economia, mas sabe apoiar aqueles que podem, pela força das armas, fazer o povo temer.

"Existem pessoas que o regime apoia. Eles estão prontos a espancar, matar, fuzilar, que é o que eles fazem. A maioria das pessoas está sofrendo", afirmou, se referindo à redução das pensões e aumento de preços dos medicamentos, o que consequentemente leva à redução da população.

Tendo uma experiência enorme de governação, Azarov compartilha sua opinião sobre o que o país precisa para voltar à vida normal.

Primeiro, explica o ex-premiê, é necessário desmilitarizar e desarmar todas as formações ilegais, reestabelecer a ordem constitucional e a legalidade no país, já que hoje em dia os criminosos aterrorizam as empresas. O sistema de segurança pública está destruído, as autoridades se preocupam apenas com seu enriquecimento, destaca Azarov.

"Acontece que na Ucrânia não há nenhum poder político que possa fazer voltar o país ao caminho do desenvolvimento normal. A Ucrânia se aproxima a todo o vapor do modelo que existia na Alemanha nos anos 1935-1936. Falta apenas um führer como Hitller. A Ucrânia não é capaz de lidar com isso sozinha. Até o Reich existiria por mil anos se não fosse derrubado do exterior", frisou.

Para mudar a situação, segundo Azarov, o isolamento externo é essencial. O ex-premiê está seguro que se os EUA e Europa deixarem de apoiar Poroshenko, o regime vai cair. Azarov destacou ainda, comprovando assim a opinião de muitos analistas, que a Ucrânia é uma moeda de troca nos interesses das grandes potências, enquanto o ataque principal é dirigido contra a Rússia.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 21.11.2017

 

Putin recebe Assad e anuncia novo capítulo para a Síria

 

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Presidente russo recebe hoje Erdogan e Rouhani em Sochi. Antes, ao lado lado do líder sírio, anunciou que as operações militares estão a chegar ao fim. É hora de discutir a transição

Saiu do carro, subiu a sorrir os degraus da residência oficial da presidência russa em Sochi, apertou a mão de Vladimir Putin e logo tombou sobre este num abraço, tão breve quanto simbólico. A reunião de três horas do presidente sírio Bashar al-Assad com o homólogo russo, na segunda-feira à noite, é a segunda deslocação à Rússia (e ao estrangeiro) desde o eclodir da guerra, em 2011. E marca o virar da página num conflito de seis anos em que a principal aliança da oposição síria se demitiu e na qual o Irão, através do presidente Hassan Rouhani, anunciou a derrota do Estado Islâmico.

Vladimir Putin é a peça central do conflito na Síria. Hoje recebe na mesma cidade na costa do Mar Negro os presidentes da Turquia e do Irão, após ter mantido conversas ao telefone com os líderes da Arábia Saudita e dos Estados Unidos, Salman al-Saud e Donald Trump. O homem acusado de desestabilizar a Ucrânia é o mesmo a encabeçar esforços para que a paz seja uma realidade na Síria, impondo o que alguns comentadores chamam de pax russica.

"Ainda temos um longo caminho a percorrer antes de alcançar uma vitória completa sobre os terroristas. Mas, no que diz respeito ao nosso trabalho conjunto na luta contra o terrorismo no território da Síria, a operação militar está de facto a chegar ao fim", declarou Putin a Assad. Este concordou com o anfitrião: "É do nosso interesse avançar com o processo político. Contamos com o apoio da Rússia para assegurar a não interferência de atores externos. Não queremos olhar para trás. Todos os que querem verdadeiramente uma solução política são bem-vindos. Estamos prontos a dialogar."

Na visita surpresa de Assad, houve tempo para este se mostrar agradecido aos militares russos (e ao ministro da Defesa, o general Sergei Shoigu), com quem se encontrou no final da reunião. "Gostaria de sublinhar o esforço realizado peças forças armadas da Federação Russa, os sacrifícios que fizeram. Não nos esqueceremos", afirmou. A intervenção militar russa, iniciada em setembro de 2015, foi crucial para alterar o destino da guerra.

Não é claro se para o Kremlin a manutenção de Assad no poder é objeto de análise com as outras potências em jogo. "Foram discutidas possíveis opções de soluções políticas", disse o porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, a esse propósito. Coincidência, ou não, a Comissão Suprema para as Negociações, a maior aliança política da oposição síria - cujo primeiro ponto na agenda era a saída de Assad do poder - viu a sua liderança demitir-se. O abandono de Riyad Hijab, ex-primeiro-ministro, e de outros nove membros da aliança apoiada pela Arábia Saudita foi visto com agrado por Moscovo. "Retirar o protagonismo a figuras radicais permitirá unir essa oposição heterogénea, interna e externa, numa plataforma mais razoável, realista e construtiva", comentou o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov. Riade recebe nesta semana uma conferência da oposição síria.

No encontro tripartido de hoje, o outro aliado de Assad, Teerão, deverá defender a permanência no poder do filho de Hafez al-Assad. Ontem, o presidente Rouhani anunciou o fim do Estado Islâmico. "Com a orientação de Deus e a resistência das pessoas na região, podemos dizer que esse mal que pendia sobre a cabeça das pessoas foi afastado ou reduzido."

Antes do encontro entre Putin, Erdogan e Rouhani, as chefias militares concordaram em coordenar esforços para eliminar o Estado Islâmico e outros grupos terroristas, bem como em iniciar esforços para pacificar Idlib, região controlada por rebeldes apoiados por Ancara.

João Lourenço passou à reforma cinco oficiais generais e ex-comandante da Polícia

 

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Presidente angolano passou à reforma três generais, um almirante e um brigadeiro das Forças Armadas Angolanas

O Presidente angolano passou à reforma cinco oficiais generais, entre os quais o anterior chefe da secreta militar que exonerou esta semana, o mesmo acontecendo com o anterior comandante-geral da Polícia Nacional. De acordo com ordens de serviço assinadas por João Lourenço, com data de 17 de novembro e aos quais a Lusa teve hoje acesso, assinadas pelo comandante-em-chefe das forças de segurança e armadas, o comissário-chefe Ambrósio de Lemos, da Polícia Nacional, é um dos que passou à reforma.

Ambrósio de Lemos era comandante-geral da Polícia Nacional de Angola desde 2006, nomeado para as funções pelo anterior chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, que entretanto o reconduziu no cargo ao longo dos anos. Na segunda-feira, o Presidente angolano anunciou a sua exoneração e a nomeação do comissário-geral Alfredo Mingas como novo comandante-geral da Polícia Nacional.

O chefe de Estado passou ainda à reforma, por terem atingido o limite de idade, e também depois de ouvir o Conselho de Segurança Nacional, três generais, um almirante e um brigadeiro das Forças Armadas Angolanas.

É o caso do general António José Maria, tido como do círculo mais próximo do ex-Presidente da República, e que tinha sido nomeado em 2009 como chefe do Serviço de Inteligência e de Segurança Militar por José Eduardo dos Santos. Foi exonerado igualmente esta semana pelo novo Presidente angolano, que nomeou para aquelas funções o general Apolinário José Pereira.

Outros dois influentes generais angolanos, Carlos Alberto Hendrick Vaal da Silva e Fernando Torres Vaz da Conceição, passaram à reforma no topo da carreira militar.

O mesmo aconteceu com o almirante Gaspar Santos Rufino, reconduzido em setembro, por João Lourenço, nas funções de secretário de Estado para a Defesa Nacional, e o brigadeiro António dos Santos e Sousa.

Desde que tomou posse, a 26 de setembro, na sequência das eleições gerais angolanas de 23 de agosto, João Lourenço procedeu a exonerações de várias administrações de empresas estatais, dos setores de diamantes, minerais, petróleos, comunicação social, banca comercial pública e Banco Nacional de Angola, anteriormente nomeadas por José Eduardo dos Santos.

A exoneração de Isabel dos Santos, filha do ex-chefe de Estado, do cargo de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol, aconteceu na quarta-feira passada e foi a decisão mais mediática, seguindo-se a polícia, serviços prisionais, serviço de estrangeiros, bombeiros e chefias militares.

José Eduardo dos Santos anunciou em 2016 que pretendia abandonar a vida política em 2018, mas nesse mesmo ano recandidatou-se, de novo, à liderança do MPLA, renovando o mandato de cinco anos.

Ratko Mladic condenado por genocídio e crimes contra a Humanidade

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O "carniceiro dos Balcãs" era acusado de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade

O Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia condenou o ex-chefe militar sérvio bósnio Ratko Mladic a prisão perpétua por genocídio e crimes contra a Humanidade.

Mladic, apelidado de "carniceiro dos Balcãs", foi declarado culpado de 10 das 11 acusações de que era alvo - duas de genocídio, quatro de crimes de guerra e cinco de crimes contra a humanidade - cometidos durante a guerra da Bósnia (1992-1995), entre os quais o massacre de Srebrenica e o cerco da capital Sarajevo.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 21.11.2017

Tentativa de golpe de Estado na república pró-russa de Lugansk

O líder da "República de Lugansk", região separatista do leste da Ucrânia, denunciou uma tentativa de golpe de Estado fomentada pelo seu ex-ministro do Interior, cujas forças controlam parcialmente este território.

"Trata-se de uma tentativa de tomarem o poder pelas armas", declarou Igor Plotnitski no decurso de uma conferência de imprensa em Lugansk.

O líder pró-russo indicou que uma coluna de veículos militares foi enviada para Lugansk durante a noite em apoio dos golpistas, sem precisar de onde partiu. Segundo os meios de comunicação locais, estes reforços militares partiram da outra região separatista pró-russa, a "República de Donetsk" (DNR).

A rebelião é dirigida pelo antigo ministro do Interior Igor Kornet, demitido das suas funções por Igor Plotnitski, mas que recusou o afastamento e ordenou na terça-feira o posicionamento de tropas do ministério do Interior na cidade, que cercaram os edifícios oficiais.

Esta quarta-feira, de acordo com a agência noticiosa France Presse (AFP), uma dezena de camiões circulava em Lugansk, enquanto quatro blindados e centenas de homens armados eram colocados no centro da cidade, frente à sede do governo e do ministério do Interior.

Igor Plotnitski parecia em dificuldades esta noite, dois dias após o início da rebelião, incapaz de retomar o controlo das forças de segurança que lhe escapam ao controlo.

No decurso da sua conferência de imprensa, reconheceu que o procurador da "República" e alguns dos seus adjuntos já foram detidos pelos seus opositores.

A "República de Lugansk" (LNR) e a DNR são duas regiões pró-russas que escapam ao controlo de Kiev desde o início da guerra, em abril de 2004, com as forças de Kiev com um balanço que ultrapassa os 10 mil mortos.

Kiev e os países ocidentais acusam a Rússia de apoiar militarmente os separatistas, uma alegação desmentida por Moscovo.

A Rússia ainda não reagiu à situação em Lugansk, e escusou-se oficialmente a apoiar qualquer dos campos em conflito. Interrogado sobre esta questão, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, recusou comentar.

Em 2016, a LNR e a DNR foram palco de numerosos atentados, assassinato de diversos chefes de guerra e de purgas nas instâncias dirigentes.

Falta de oxigénio em submarino desaparecido preocupa marinha

 

Ainda não há nenhum indício verdadeiro acerca da localização do submarino argentino que desapareceu dos radares na passada quarta-feira, com 44 pessoas a bordo, no sul do Oceano Atlântico. A perda de oxigénio é o fator que mais preocupa a Marinha do país.

O ARA San Juan foi dado como desaparecido há sete dias, depois de ter reportado uma falha elétrica. A Marinha argentina, dependente do Ministério da Defesa, começou por desvalorizar o incidente, dizendo que não se tratava de uma "emergência", dada a existência de comida e oxigénio suficientes na embarcação. Mas, esta quarta-feira, já admitiu tratar-se de uma situação "crítica".

Desde o desaparecimento do submarino que foram surgindo várias pistas relativas à sua localização, mas todas se revelaram falsas. A Marinha argentina descartou todos os indícios que surgiram nos últimos dias, nomeadamente sinais sonoros e manchas de calor, avançando que as buscas pelo submarino entram agora na "fase crítica", segundo escreve, esta quarta-feira, o jornal argentino "Clarín".

O porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, admitiu aos jornalistas, não ter "qualquer rasto do submarino" e demonstrou preocupação quanto à possível falta de oxigénio.

"Seguimos esta fase de procura e resgate. Estamos na fase crítica, está a cumprir-se hoje o sétimo dia (desde o desaparecimento) com oxigénio, supondo que (o submarino) não tem capacidade de ir à superfície e renová-lo", assinalou, ressalvando que "estão a ser consideradas todas as possibilidades", nomeadamente a hipótese de ARA San Juan estar à superfície.

Segundo a BBC, as buscas foram alargadas esta quarta-feira.

Ladrões roubam boi e transportam-no dentro de carro

 

A polícia militar de Tijucas, no Brasil, resgatou um boi, de raça nelore, que estava dentro de um veículo ligeiro.

O animal, que tinha sido furtado, na madrugada de segunda-feira, de uma propriedade do município, estava no banco traseiro do carro e foi retirado do viatura com a ajuda dos bombeiros.

Depois de resgatado, o boi fugiu dos polícias, que só algum tempo depois o voltaram a capturar e prender até chegar o dono do animal.

Dentro do carro estavam, além do animal, dois homens que fugiram e ainda não foram encontrados.

Homem lança-se em foguete caseiro para provar que a Terra é plana

Mike Hughes construiu um foguete em casa e vai voar no próximo sábado.

Um motorista de limusines de 61 anos, natural da Califórnia, nos Estados Unidos da América, vai lançar-se, no próximo sábado, num voo a 1.800 pés de altura num foguete que o próprio construiu em casa com diferentes peças de sucata.

Mike Hughes disse à Assossiated Press que a sua aventura pelo espaço marcará uma nova fase no programa do espaço terrestre e pretende refutar a teoria científica sobre o formato quase redondo da Terra.
"Não acredito na ciência, sei sobre aerodinâmica e sobre como as coisas se movem no ar. Mas isso não é ciência, são apenas fórmulas. Não existe diferença entre ciência e ficção científica", afirmou.

O local do lançamento será em Amboy, no deserto de Mojave, EUA, e pode ser visto em direto a partir do site Mad Mike Hughes, criado para o projeto.

Esta não é a primeira vez que "Mad Mike" se aventura no ar e são muitos os vídeos presentes no Youtube que comprovam as inúmeras tentativas que teve, nomeadamente em 2015 quando depois de ser lançado num foguete necessitou de receber cuidados médicos.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 21.11.2017

Irão declara o fim do Estado Islâmico

22 de Novembro, 2017

O Presidente do Irão, Hassan Rouhani, anunciou, ontem, numa declaração pública ao país, que o Estado Islâmico chegou ao fim.

Hassam Rouhani agradeceu, num discurso transmitido pela televisão, a todas as forças militares e políticas envolvidas “nos esforços para acabar com um grupo responsável pela maldade, miséria, destruição e assassinato.”
O Estado Islâmico, acusou o Presidente iraniano, “é um grupo terrorista que foi alimentado e armado pelas principais potências mundiais e alguns países reaccionários da região”, referindo-se aos EUA, Israel e Arábia Saudita.
Na mesma transmissão, disse que a “erradicação” do Estado islâmico na Síria foi possível graças a uma luta conjunta que contou com a ajuda e participação do Irão. “A maior parte do trabalho foi realizado pelo povo e pelos exércitos da Síria, do Iraque e do Líbano. Nós ajudamos, com base no nosso dever religioso islâmico”, sublinhou. Na segunda-feira, o Exército sírio e aliados expulsaram o Estado Islâmico de Boukamal, última cidade nas mãos da organização terrorista, afirmou uma fonte militar. Com a perda desta cidade do leste da Síria, o Estado Islâmico só controlava algumas bolsas naquele território, depois do afundamento do seu “Califado” autoproclamado há três anos.

Ataque no nordeste deixa vários mortos

22 de Novembro, 2017

Pelo menos 50 pessoas morreram num atentado suicida numa mesquita no nordeste da Nigéria, confirmou a Polícia do estado de Adamawa.

 “Neste momento, temos pelo menos 50 mortos e muitos feridos”, disse Othman Abubakar, citado pela Associated Press. 
O porta-voz explicou que o bombista era um adolescente e detonou os explosivos quando se encontrava entre os fiéis reunidos para a oração da manhã.  “O "kamikaze" fez-se explodir entre os fiéis durante as orações da manhã. Uma quinzena de fiéis morreu e muitos outros ficaram feridos”, disse um responsável da agência de gestão de emergências (Sema) do estado de Adamawa, Haruna Furo, citado pela agência France Press.
Apesar de o ataque ainda não ter sido reivindicado, as suspeitas apontam para o grupo rebelde Boko Haram, que está baseado no estado vizinho de Borno e tem sido responsável por vários atentados do mesmo tipo.
A rede de televisão CNN, dos EUA, informou que as vítimas foram deslocadas para diversos hospitais da região e que os números devem aumentar.

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