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quinta, 25 janeiro 2018 17:11

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 17.01.2018

 

 

El Salvador cobra dos EUA resposta sobre declarações racistas de Trump

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/01/2018 10:28:19

 

O governo de El Salvador criticou os Estados Unidos (EUA) nessa terça-feira (16) pela falta de resposta à "nota de protesto" enviada na última sexta-feira (12), após o presidente morte-americano, Donald Trump, ter sido acusado de chamar o país de "buraco de merda".

"Ainda não recebemos nenhuma carta de resposta dos EUA", informou o porta-voz do governo de El Salvador, Eugenio Chicas, em entrevista durante evento em comemoração aos 26 anos da assinatura do acordo que encerrou a guerra civil no país.

O porta-voz explicou que o chanceler de El Salvador, Hugo Martínez, está em viagem pelos EUA e deve trazer algum tipo de resposta. Caso contrário, a embaixada salvadorenha em Washington seria a fonte mais próxima para conseguir algum retorno.

Segundo o jornal The Washington Post, Trump teria chamado El Salvador, o Haiti e vários países africanos de "buracos de merda", durante uma reunião com um grupo de senadores. No dia seguinte, o presidente americano negou ter usado a expressão.

UE se diz aberta caso Reino Unido decida voltar atrás sobre Brexit

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/01/2018 14:13:00

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, colocou hoje um ingrediente a mais no novo debate no Reino Unido sobre a realização de um segundo plebiscito abordando a saída do País da União Europeia (UE), o chamado Brexit. Durante uma cúpula de líderes no Parlamento Europeus, na Bélgica, ele disse que os britânicos eram bem-vindos a permanecer no bloco comum.

"Se o governo do Reino Unido aderir à decisão de sair, o Brexit se tornará uma realidade, com todas as suas consequências negativas, em março do próximo ano, a menos que haja uma mudança no coração dos nossos amigos britânicos", disse, conforme agências de notícias internacionais.

Na semana passada, o assunto voltou ao noticiário depois que um dos principais defensores do divórcio, o deputado Nigel Farage, cogitou a possibilidade de realização de uma nova consulta pública para calar os defensores da unidade do continente. Para o legislador, um segundo plebiscito mostraria números ainda mais fortes a favor do Brexit do que os 52% contra 48% mostrados na consulta de junho de 2016. A hipótese, no entanto, já foi descartada no passado de forma veemente pela primeira-ministra Theresa May. Ontem, a Escócia - que nessa consulta de 2016 votou pela permanência no bloco - convocou a imprensa para mostrar que o custo da saída para o país será maior do que o previsto inicialmente.

Sobre um questionamento a respeito da possibilidade da reversibilidade do voto da consulta de 2016, Tusk questionou se não foi o próprio David Davis (ministro britânico do Brexit) que afirmou: "Se uma democracia não pode mudar de ideia, ela deixa de ser uma democracia". E acrescentou: "Nós aqui no continente não tivemos uma mudança no coração. Nossos corações ainda estão abertos para vocês". O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, engrossou a oferta do bloco comum. "Espero que isso seja ouvido claramente em Londres", disse.

A previsão é que o Reino Unido deixe a UE no fim de março do ano que vem e as negociações ainda estão bastante longe de terminar, com o temor de que não sejam concluídas a tempo suficiente. A nova fase de tratativas promete ser ainda mais tensa e há divergências entre as partes sobre quando um planejamento deve ser finalizado. "O que precisamos hoje é mais clareza sobre a visão do Reino Unido", disse Tusk. "O trabalho mais difícil ainda está à nossa frente e o tempo é limitado", continuou.

Ano de 2017 é considerado o mais seguro da história da aviação

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 10:52:27

 

O ano 2017 foi o mais seguro da história da aviação porque não foi registrada nenhuma vítima fatal em voos de grandes companhias aéreas comerciais, segundo dados divulgados hoje (2), em Bruxelas, pela organização holandesa especializada Aviation Safety Network.

Incluindo pequenas aeronaves de mais de 14 assentos e voos de transporte de mercadorias, em 2017 foram contabilizados 10 acidentes aéreos, nos quais morreram 44 pessoas em voo e 35 em terra, sobre um total estimado de 36,8 milhões de voos em todo o planeta.

Deles, dois tiveram problemas durante a decolagem, três em voo, outros três no descida para aterrissar e dois durante a aterrissagem.

Esses acidentes aconteceram no Quirguistão, Indonésia, Estados Unidos, Nepal, Costa do Marfim, Rússia, Tanzânia, Canadá e Costa Rica, enquanto que não há registros de acidente fatal na Europa.

Em 2016, a Aviation Safety Network tinha contabilizado 16 acidentes que deixaram 303 mortos. Sendo assim, 2017 segue sendo "o ano mais seguro tanto em número de acidentes como o termo de baixas mortais".

O raio de mortalidade aérea comercial se situa em uma morte por cada 7,3 milhões de voos, um cálculo que não computa acidentes militares e que deve ser confirmado ao longo de 2018 pelos dados Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), com sede em Montreal.

"Desde 1997, o número de acidentes de companhias aéreas mostrou um declínio estável, em grande parte graças aos contínuos esforços em segurança das organizações da aviação internacional como Icao, Iata e Flight Safety Foundation e da indústria da aviação", declarou em um comunicado o presidente da Aviation Safety Network, Harro Ranter.

Acidente com Chapecoense matou 71 pessoas

Segundo esse portal especializado com sede na Holanda, o último acidente de uma grande companhia aérea com vítimas fatais foi registrado há 399 dias, em 28 de novembro de 2016, quando 71 pessoas morrerem no acidente da companhia aérea LaMia, no qual viajava a equipe da Chapecoense e que fazia o trajeto entre Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) com Medellín (Colômbia).

A última tragédia aérea com mais de 100 vítimas mortais aconteceu há 793 dias, após o acidente com um voo da companhia russa Kogalymavia operado pela Metrojet Flight, em 31 de outubro de 2015, quando o aparelho explodiu no ar com 224 pessoas a bordo quando voava entre a localidade egípcia de Sharm El-Sheikh e a russa de São Petersburgo.

Os investigadores russos concluíram, na época, que a causa mais provável do acidente tinha sido a detonação em voo de "um artefato explosivo" introduzido no Airbus A321.

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 17.01.2018

 

 

Trump garante a Xi Jinping que manterá 'pressão máxima' sobre a Coreia do Norte

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com seu homólogo chinês, Xi Jinping, nesta terça-feira (16) e disse que Washington continuará a aplicar "pressão máxima" sobre a Coreia do Norte.

"O presidente Trump está empenhado em manter a campanha global promovida pelos EUA com a máxima pressão para forçar a Coreia do Norte a se comprometer com a desnuclearização", diz um comunicado da Casa Branca.

O líder chinês, por sua vez, disse ao presidente norte-americano que a China está "pronta para se juntar aos EUA para resolver adequadamente a questão nuclear".

Xi Jimping também concordou com Trump que Pyongyang atualmente demonstra um "comportamento destrutivo" e expressou a esperança de que sua postura mudará ao longo das negociações com sua vizinha Coreia do Sul.

Em 9 de janeiro, as delegações de Seul e Pyongyang se reuniram pela primeira vez em dois anos na localidade de Panmunjom, na zona desmilitarizada entre os dois países. Os negociadores das duas Coreias chegaram a um acordo para retomar o diálogo e diminuir a tensão.

Líder da Revolução dos Guarda-Chuvas é condenado em Hong Kong

Joshua Wong cumprirá 3 meses de prisão pelos protestos de 2014

Agência ANSA

 

O ativista Joshua Wong, um dos líderes do movimento pró-democracia de 2014 em Hong Kong, conhecido como "Revolução dos Guarda-Chuvas", foi condenado nesta quarta-feira (17) a três meses de prisão.

A condenação do ativista foi baseada no fato do estudante não ter respeitado uma ordem do governo de remover um acampamento erguido durante as manifestações. Essa é a segunda sentença do jovem de 21 anos.

Após ter pago uma fiança, Wong estava em liberdade esperando o julgamento de uma apelação contra uma condenação de seis meses de reclusão por outros supostos crimes que cometeu durante as manifestações.

Além de Joshua, outro militante da "Revolução dos Guarda-Chuvas", Raphael Wong, foi condenado nesta quarta-feira (17) a quatro meses e meio de prisão.

Com muitos manifestantes reunidos na porta do tribunal, antes da audiência, Joshua afirmou que não "se arrependia" por seus atos.

Já Raphael, após ter sua sentença confirmada, afirmou que a "luta pela democracia não vai mudar".

Dezenas de militantes pró-democracia se reuniram na frente do tribunal para se manifestarem contra as condenações.

A "Revolução dos Guarda-Chuvas" foi iniciada em setembro de 2014, quando os manifestantes a favor da democracia se reuniram na frente da sede do governo e ocuparam diversas ruas da cidade.

Eles começaram a se manifestar após Congresso Nacional do Povo anunciar que a população não participaria nas escolhas dos candidatos a governador de Hong Kong.

Assim como Macau, Hong Kong é uma região administrativa especial da China.

Baixas temperaturas congelam rodovias e fecham escolas no Sul dos Estados Unidos

O rigoroso inverno deste ano afeta também o Sul dos Estados Unidos.  No Kentuchy, Loisiana, e Texas  as rodovias congelaram e acidentes foram registrados na terça-feira (16). Nesta quarta-feira (17), o governo da Loisiana, do Texas e da Georgia fecharam algumas rodovias estaduais. Escolas também suspederam as aulas.

Na Georgia, onde nevou na madrugada desta quarta-feira, as baixas temperaturas também congelaram as rodovias e impedem o tráfico normal de veículos também na área urbana das cidades. O frio intenso deste ano já provocou o fechamento de escolas em duas ocasiões. Na área metropolitana de Atlanta, Georgia, os alunos ficaram sem aulas dois dias em novembro e as aulas também foram suspensas.

Na região Sul dos Estados Unidos dias de neve são inusuais e em média neva dois ou três dias por ano. Como não neva muito nestas regiões, os governos locais não investem em maquinário suficiente para retirar o gelo das rodovias.

O gelo acumulado nas rodovias causou acidentes nesta terça-feira no Texas. A imprensa local noticiou mais de 30 acidentes rodoviários no sudeste do estado, região mais afetada pelo clima frio.

O Serviço Metereológico Nacional prevê ventos gelados para esta quarta e quinta-feira, com temperaturas inferiores a menos 10ºC para Texas, Arkansas, Louisiana, Alabama, Mississippi, Geórgia, Tennessee, Kentucky, Kansas e Missouri.

Na Georgia em algumas regiões, a sensação térmica chega a menos 18ºC por causa dos ventos gelados. Este já é considerado o inverno mais rigoroso nos Estados Unidos e  no Canadá, das últimas décadas.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 17.01.2018

 

 

Faça o teste que fez Donald Trump para provar a saúde mental

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Presidente dos EUA foi o primeiro a submeter-se a um teste cognitivo e fê-lo porque quis. Passou com pontuação máxima

Lançado há menos de duas semanas nos EUA, o livro do jornalista Michael Wolff - Fire and Fury - levantou questões sobre a Casa Branca de Donald Trump e mesmo sobre a sanidade mental do presidente, que exigiu ser submetido a um teste cognitivo para além de outros exames médicos que tinha agendados para esta altura: embora não sejam obrigatórios segundo a lei, os exames médicos e a divulgação dos resultados tornaram-se a norma nos últimos anos nos EUA.

Assim, para além das análises ao sangue, urina ou eletrocardiograma, Trump, de 71 anos, fez o teste de avaliação cognitiva de Montreal (MOCA) e teve pontuação máxima. Entre as provas, encontram-se a identificação de animais que já estão desenhados, desenhar um relógio com uma determinada hora, memorizar palavras, fazer subtrações, saber em que dia se encontra ou bater na mesa sempre que ouvisse a letra A.

Veja o enunciado do teste em português.

O teste demora dez minutos e é utilizado para detetar problemas cognitivos, nomeadamente perda de memória ou dificuldade de concentração. É válido para todas as idades mas aplica-se normalmente a pessoas com mais de 65, para despistar eventuais demências.

É a primeira vez que um presidente dos EUA se submete a este teste, que é considerado superado se se obtiver uma pontuação entre 26 e 30 pontos. Trump passou com a pontuação máxima e, segundo o médico Ronny Jackson, "é mentalmente muito astuto e muito intacto. Ele está em forma para o trabalho, estará para o que falta do mandato e até para um próximo se for eleito", acrescentou.

Coreia do Sul quer equipa conjunta com Norte

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Presidente sul-coreano defende presença conjunta nos Jogos Olímpicos de Inverno. Mas alguns atletas e parte da população do seu país estão contra.

O Presidente da Coreia do Sul declarou hoje que levar uma equipa de hóquei no gelo conjunta com a Coreia do Norte aos Jogos Olímpicos de Inverno seria um acontecimento histórico em todo o mundo. O gabinete de Moon Jae-in indicou que o Presidente sul-coreano fez estas declarações durante um encontro com atletas sul-coreanos.

A Coreia do Sul quer que o Comité Olímpico Internacional autorize vários jogadores norte-coreanos a integrarem a equipa feminina sul-coreana de hóquei no gelo, no que seria a primeira equipa olímpica unificada dos dois rivais. Moon afirmou que uma equipa conjunta podia impulsionar as relações inter-coreanas e acrescentou que ver os atletas dos dois países lado a lado durante os Jogos Olímpicos, que decorrem em março, seria "um acontecimento histórico" para a população sul-coreanas e em todo o mundo.

Contudo, muitos atletas do Sul opõem-se a esta perspetiva, assim como parte significativa da população. Muitas petições têm chegado à presidência sul-coreana contestando a posição de Moon Jae-in.

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Esta manhã, Seul anunciou que o Norte vai mandar uma delegação aos Jogos Paraolímpicos de PyeongChang, indicou o Ministério da Unificação sul-coreano.

Até agora, o regime norte-coreano indicou que pretende enviar no próximo mês a PyeongChang uma delegação de vários responsáveis, atletas, jornalistas, artistas e apoiantes.

No início desta semana, as delegações dos dois países tinham chegado a acordo sobre a atuação no Sul de 80 músicos e 60 cantores e bailarinos norte-coreanos durante os Jogos.

Após meses de tensões, o dirigente norte-coreano Kim Jong-un surpreendeu o mundo ao falar, a 1 de janeiro, na possível presença norte-coreana em PyeongChang. Seul respondeu rapidamente a este gesto do Norte.

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Recusada clemência ao "contabilista de Auschwitz"

 

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A Justiça alemã recusou um pedido de clemência apresentado pelos advogados de Oskar Groening, de 96 anos, conhecido como o "contabilista de Auschwitz", que foi condenado a quatro anos de prisão em 2015.

O pedido de clemência foi apresentado depois do Tribunal Constitucional alemão ter declarado, em dezembro, que Oskar Groening tinha de cumprir na prisão a pena de quatro anos a que fora condenado em 2015, por cumplicidade na morte de 300 mil pessoas no campo de concentração de Auschwitz no período da II Guerra Mundial.

Ainda que Groening, conhecido como o "contabilista de Auschwitz", não tenha matado ninguém, foi considerado cúmplice pelo facto de ter ajudado o regime nazi. Foi, designadamente, acusado de ter recolhido o dinheiro na posse dos judeus enviados para Auschwitz, enviando-o a seguir para Berlim, financiando assim o esforço de guerra do regime nazi. Groening tinha 21 anos quando chegou ao campo.

Groening, de 96 anos, admitiu em tribunal ser moralmente culpado por estas ações.

Suboficial das SS, testemunhou várias execuções em massa, como o próprio admitiu. A partir dos anos 80 assumiu uma posição ativa na denúncia do Holocausto, afirmando que vira com os seus próprios olhos tudo o que se passava em Auschwitz, "as câmaras de gás, os crematórios, o processo de escolha [das vítimas]".

O pedido de clemência era o derradeiro instrumento jurídico para Groening evitar cumprir a pena de prisão.

Moscovo só teve seis minutos de sol em dezembro

REUTERS/Maxim Shemetov

  |  A CIDADE DE MOSCOVO

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Último mês de 2017 foi o mais escuro de que há registo

Os moscovitas viram apenas seis minutos de sol no passado mês de dezembro. Segundo o principal instituto de meteorologia da Rússia, o Meteonovosti, o último mês de 2017 foi o mais escuro de que há registo: em média, o sol brilha cerca de 18 horas em Moscovo durante o mês de dezembro.

"Foi uma situação extraordinária este ano", disse Romam Vilfand, o líder do centro meteorológico, citado pelo The Moscow Times. O responsável admite que as temperaturas mais altas em Moscovo - este ano, em média 5,8 graus acima do habitual - e as massas de ar do Atlântico, que levaram à formação de nuvens que bloquearam o sol, tenham sido a causa do fenómeno.

Temperatura bate recordes negativos na cidade mais fria do mundo

Apesar das temperaturas mais altas em Moscovo, que têm rondado os sete graus negativos nos últimos dias, nas zonas mais remotas do país é o frio que atinge recordes: na região de Yakutia os termómetros chegaram aos 67 graus centígrados negativos.

O frio é tal que os residentes ficam com as pestanas e os cabelos congelados mal põem um pé fora de casa e as escolas, normalmente abertas mesmo quando estão 40 graus negativos, fecharam devido ao frio intenso.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 17.01.2018

Presidente francês recebe a chanceler alemã para "discutir futuro da Europa"

 

O presidente francês, Emmanuel Macron, recebe na sexta-feira em Paris a chanceler alemã, Angela Merkel, para discutir "o futuro da Europa e as prioridades futuras"

O encontro, previsto para a tarde de sexta-feira, é o primeiro entre os dois governantes desde a conclusão em Berlim de um acordo de princípio para formar governo entre os conservadores de Merkel e os sociais-democratas de Martin Schulz.

Uma porta-voz do Governo alemão, Ulrike Demmer, disse em Berlim que Merkel e Macron falarão à imprensa após o encontro, previsto para as 17 horas (16 em Lisboa).

A porta-voz disse ainda que os dois dirigentes vão abordar o 55.º aniversário da assinatura do Tratado franco-alemão do Eliseu, a 22 de janeiro.

A Assembleia Nacional francesa e a Bundestag alemã devem aprovar, nessa data, uma resolução comum definindo perspetivas para um novo tratado e reforçando a cooperação entre os dois parlamentos.

Emmanuel Macron manifestou, em setembro, vontade de "rever o Tratado do Eliseu", assinado em 1963 entre o presidente francês Charles de Gaulle e o chanceler alemão Konrad Adenauer.

O encontro Macron-Merkel é antecedido, na quinta-feira, também em Paris, de uma reunião de trabalho dos ministros das Finanças dois países, Bruno Le Maire e Peter Altmeier, para preparar as propostas de reforma da zona euro.

12 irmãos encontrados presos em casa. Pais mantinham alguns acorrentados

Doze irmãos e irmãs foram encontrados presos, alguns acorrentados, esfomeados e sujos numa pequena localidade da Califórnia e os pais foram detidos por tortura, anunciou a polícia norte-americana.

O alerta foi dado pela 13.ª vítima, uma rapariga de 17 anos, que conseguiu fugir da habitação situada em Perris, a duas horas a sudeste de Los Angeles (costa oeste). No domingo, a adolescente telefonou para o número de emergência 911 a partir de um telemóvel que encontrou na casa, indicou na segunda-feira a polícia.

A adolescente, que estava "um pouco magra" e parecia ter dez anos, de acordo com o comunicado da polícia, "afirmou que os 12 irmãos e irmãs tinham sido presos no interior da residência pelos pais, e precisou que alguns deles estavam acorrentados".

Inicialmente, a polícia pensou que as 12 pessoas encontradas "subnutridas e muito sujas" eram todos menores de idade, mas percebeu que sete eram já adultos, com idades entre os 18 e os 29 anos.

Seis das 13 vítimas, incluindo a adolescente que alertou as autoridades, são menores. Uma das vítimas é um bebé de dois anos.

Os agentes detiveram David Turpin, de 57 anos, e a mulher, Louise, de 49, que não explicaram porque várias crianças foram encontradas acorrentadas a camas, no escuro e no meio de um odor pestilento.

Turpin é o diretor de uma escola privada em Perris, a Sandcastle Day School, que abriu em 2011, de acordo com um 'site' do departamento de Educação dos Estados Unidos.

Os serviços de proteção de menores norte-americanos abriram um inquérito.

Meio milénio depois, cientistas descobrem o que matou os Astecas

Em 1545, os astecas, que habitavam o México, foram surpreendidos por um elevado número de mortes. De um momento para o outro, as pessoas caíam com febres altas, dores de cabeça e sangramentos nos olhos, boca e nariz. Três ou quatro dias depois dos sintomas iniciais, acabavam por morrer. Sabe-se agora que uma espécie de febre entérica esteve na origem do fim desta civilização.

Bastaram cinco anos para que 15 milhões de pessoas, cerca de 80% da população, desaparecessem, em consequência daquilo a que os locais chamaram de "cocoliztli". A palavra significa pestilento, na linguagem asteca.

A verdade é que durante 500 anos nunca ninguém foi capaz de descobrir o que verdadeiramente esteve na origem do fim trágico de uma das mais notáveis civilizações da história da humanidade.

Na última segunda-feira, um grupo de cientistas descartou a varíola, o sarampo e a gripe como as causas de morte. Identificaram, porém, uma forma de febre entérica, da qual a tifoide é um exemplo, no ADN recolhido dos dentes dos mortos.

Foram analisados 29 restos mortais retirados de valas comuns onde foram enterradas pessoas vítimas de "cocoliztli", identificada hoje como a bactéria Paratyphi C, uma forma de salmonela, que já não provoca vítimas mortais.

"A causa desta epidemia foi debatida ao longo dos séculos por historiados e agora podemos apresentar evidências diretas através do uso de ADN", disse Ashild Vagene , da Universidade de Tuebingen , na Alemanha, citada pelo "The Guardian".

Vagane é uma das coautoras do artigo publicado na revista científica "Nature Ecology" que apresenta novos dados relacionados com o fim da civilização Asteca. Trata-se de uma das mais mortais epidemias da história da humanidade. A primeira onda foi registada em 1545 e abateu-se sobre a região onde está o México e parte da Guatemala, matando cerca de oito milhões de pessoas, mesmo antes da chegada dos espanhóis que vieram a colonizar a região.

A segunda vaga atingiu a zona entre 1576 e 1578, matando metade da população. "Nas grandes cidades, foram abertas valas do nascer ao por do sol e os sacerdotes não faziam mas nada a não ser depositar corpos", pode ler-se numa crónica da época, assinada pelo historiador franciscano Fray Juan de Torquemada.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 17.01.2018

Moscovo reconhece insatisfação da Palestina

16 de Janeiro, 2018

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, disse ontem compreender as declarações do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, considerando as promessas de paz de Do­nald Trump como “a bofetada do século”.

Ministro russo Sergei Lavrov incentiva o processo de paz 
Fotografia: Yuri Kadobnov | AFP

“Compreendemos perfeitamente o que os palestinianos sentem actualmente. Eles fizeram concessões unilaterais durante os últimos anos, uma após outra, sem nada re-
ceber em troca”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo numa conferência de imprensa.
“Ao longo dos últimos meses, disseram-nos que os Estados Unidos estavam prestes a anunciar um grande acordo que ia satisfazer a todos”, adiantou, precisando nada ter visto ou ouvido que vá nesse sentido.
Ao entrar na Casa Branca, o Presidente Donald Trump prometeu alcançar o objectivo da paz no Médio Oriente, mas a 6 de Dezembro reconheceu Jerusalém como capital de Israel contra a opinião da maioria da comunidade internacional e face à oposição dos palestinianos, provocando manifestações violentas na região.
As promessas de paz de Trump transformaram-se na “bofetada do século”, resumiu Mahmud Abbas no do­mingo, numa reunião dos dirigentes da Organização de Libertação da Palestina (OLP) em Ramallah.
A Rússia, que segundo Lavrov está disposta a acolher discussões directas entre israelitas e palestinianos, também lamentou aquela decisão do Presidente norte-americano. 
As hipóteses de recomeço de um diálogo directo entre os dois lados estão próximas do zero na situação actual, lamentou o ministro russo, indicando desejar consultar num futuro próximo os parceiros do Quarteto para o Mé­dio Oriente, que integra a União Europeia, as Nações Unidas e os Estados Unidos. O processo de paz israelo-palestiniano está num impas­se desde 2014.

As trapalhadas de Donald Trump

Victor Carvalho

17 de Janeiro, 2018

Donald Trump é o protótipo de pessoas que não quer aprender com os erros repetidamente cometidos. Ele, não só perde sucessivas oportunidades para aprender com os erros cometidos como, se isso não bastasse, agrava quase que diariamente a sua popularidade junto da opinião pública.

Depois da mais recente polémica (será mesmo a mais recente?) sobre declarações proferidas na Casa Branca em relação a alguns países africanos, eis que o Presidente dos Estados Unidos vem agora a público desdizer o que todos disseram que ele disse.
Para isso, encarou de frente os jornalistas que habitualmente cobrem as actividades que se desenrolam na Casa Branca para afirmar: “Não sou um racista. Sou a pessoa menos racista que já entrevistaram”.
Esta afirmação, feita assim deste modo, atira para cima dos ombros dos seus antecessores, sobretudo de Barack Obama e George Bush, o epíteto de “racistas”, pois todos eles foram por diversas vezes entrevistados pelos mesmíssimos jornalistas a quem agora se dirigiu e que trabalham na Casa Branca, maioria, há várias décadas.
Estas declarações surgiram num ambiente de crescente hostilidade entre altos responsáveis da administração Trump e membros do partido Democrata sobre a alegada utilização da expressão “países de merda” para descrever as nações de imigrantes acolhidos nos Estados Unidos devido a situações de desastre, guerras ou epidemias.
No seio do partido Republicano, o de Donald Trump, o desconforto é crescente e muitos dos seus membros começam já a pensar bater com a porta.
Um outro assunto que promete dar que falar e que a imprensa norte-americana está a acompanhar de muito perto, tem a ver com alegados milionários “contratos de confidencialidade” que algumas actrizes de filmes pornográficos terão assina­do com advogados de Trump para não mencionarem o nome do Presidente em futuros e eventuais “livros de memórias”.

Visita a Londres

Uma outra polémica que envolve o Presidente norte-americano tem a ver com o cancelamento que fez de uma visita a Londres, que deveria realizar já no próximo mês de Fevereiro, para inaugurar a nova embaixada dos Estados Unidos. 
Depois de estar tudo preparado (a visita de um Presidente dos Estados Unidos a um país estrangeiro leva meses a ser preparada) Trump anunciou através do Twitter que não ia caucionar um “erro grave” cometido pelo seu antecessor, e referiu-se concretamente a Barack Obama.
Na mensagem, Donald Trump disse que Obama havia assinado a venda do edifício onde funcionava a anterior embaixada a um preço muito aquém do valor de mercado, pois estava situado num dos lugares mais nobres de Londres.
“Como sabem eu percebo de negócios imobiliários e posso dizer, com convicção, que a venda do espaço onde estava a nossa anterior embaixada foi um verdadeiro desastre”, sublinhou o Presidente dos Estados Unidos.
E, para que não restassem dúvidas, acrescentou que essa era a única razão pela qual tinha decidido não ir a Londres. “Não posso estar presente a validar um tremendo erro que foi cometido”, rematou.
A decisão de transferir a embaixada dos Estados Unidos em Londres para um local mais modesto, mas considerado pelos especialistas mais seguro, partiu de George W. Bush, em 2008, e não de Obama como Trump disse em mais um dos seus “lapsos de memória”.

Saúde é excelente
<br

Embaixador no Panamá bate com a porta

Assumidamente descontente com as recentes polémicas que envolvem Donald Trump e em desacordo frontal com algumas das suas posições políticas, o embaixador dos Estados Unidos no Panamá, John Feeley, decidiu bater com a porta e apresentar a sua resignação. O Departamento de Estado confirmou o pedido do diplomata e sublinhou que ele foi apresentado em Dezembro do ano passado, encontrando-se a aguardar por um despacho oficial de aceitação. A imprensa norte-americana já falou do assunto e o Washington Post disse ter tido acesso a uma cópia do pedido de resignação, onde o embaixador John Feeley explica as razões para esta sua posição.
Na carta, Feeley refere que a sua decisão se fica a dever a discordâncias em relação à forma como a administração do Presidente  Donald Trump tem vindo a conduzir “algumas políticas”. 
“Quando tomei posse, assinei um documento onde me comprometia a servir com lealdade e com convicção as linhas políticas traçadas pelo meu país. Continuo a ser leal, já não tenho absoluta convicção nalgumas das políticas que estão a ser adoptadas pela actual administração”, refere o antigo embaixador dos  Estados Unidos no Panamá citado pelo diário Washington Post.
O sub-secretário de Estado, Steve Goldstein, também já confirmou o pedido de resignação apresentado pelo antigo embaixador no Panamá, mas desmentiu que ele esteja relacionado com as recentes declarações de Donald Trump em referência a alguns países africanos e ao Hati.

 

Aumenta número de deslocados

17 de Janeiro, 2018

Um estudo divulgado esta semana sobre a situação humanitária em África nos últimos seis meses reafirma que o aumento dos conflitos violentos e a insegurança alimentar no continente são factores que agravam a crise e obrigam milhares de pessoas a abandonar as suas casas ou a procurar refúgio noutros países.

Um relatório da União Africana sobre a situação humanitária em África, de Julho de 2017 a Janeiro de 2018, revela que a República Democrática do Congo, com 4,1 milhões, detinha, até Outubro de 2017, o número mais alto de deslocados internos.
O documento, cujos dados foram fornecidas pelos Estados Membros à Comissão da UA e das Nações Unidas, observa que o aumento de conflitos violentos e tensões intracomunitárias forçou mais de 1,7 milhões de pessoas a fugirem das suas casas (5.500 por dia). A insegurança provocou que 7.7 milhões vivessem numa situação de insegurança alimentar grave.
Em todo o país, pelo menos 8,5 milhões de pessoas precisam de assistência e protecção humanitária, perto de 2 milhões de crianças estão afectadas por desnutrição aguda grave (12 por cento dos casos do mundo) e surtos de doenças como cólera. O relatório acrescenta que, ao mes­mo tempo, a RDC também acolhe 26,236 refugiados nomeadamente do Burundi, RCA e Sudão do Sul.
Por seu lado, na Bacia do Lago Chade, no Sudão do Sul e na Somália os impulsionadores da insegurança alimentar extrema são uma combinação de conflitos e as variações climáticas, havendo até ao final de 2016 5,6 milhões de refugiados e requerentes de asilo e mais de 12 milhões de deslocados internos na região. Entretanto, o documento ressalta que os países africanos continuam a demonstrar níveis exemplares de solidarieda­de, destacando-se os Camarões, o Chade, a RDC, a Etiópia, o Quénia, o Sudão e o Ugan­da que acolhem 4,9 milhões de refugiados.
Cerca de 3,9 milhões de pessoas tornaram-se novos deslocados dentro do seu próprio país, albergando o Sudão do Sul mais de 2 mi­lhões de deslocados internos, Sudão 2,9, RDC 2,9 e Somália 2,6, sendo as mais vulneráveis mulheres e crianças. Calcu­la-se que mais de 70 por cento do deslocamento interno em África seja causado por conflitos.
Por outro lado, a instabilidade gerada pelo colapso das estruturas de governação na Líbia e a concomitante criação de um espaço desgovernado, deu azo à onda crescente de travessias perigosas irregulares do mar Mediterrâneo por muitos emigrantes africanos, o que levou o presidente da Comissão da UA a proceder ao envio de uma missão de alto nível para consultar imigrantes, refugiados, requerentes de asilo, autoridades e parceiros humanitários.
Quanto a efeitos dos fenómenos climáticos como o El Niño e La Niña foram gravemente afectados na África Oriental a Etiópia, Quénia, Uganda, Somália e Burundi, ao passo que na África Austral o Lesoto, Suazilândia, Zimbabwe, Namíbia, Malawi e África do Sul.
No concernente à análise por regiões, o relatório sublinha que na Líbia, Norte, existam mais de 20.000 pessoas, maioritariamente emigrantes, em centros de detenção, em diferentes partes do país, objecto de abusos e exploração hedionda, como trabalho forçado, escravidão e extracção de órgãos.
A Argélia alberga 165.000 refugiados saharauis em situação de vulnerabilidade e qualquer redução ou interrupção da assistência alimentar, terá impacto severo na segurança alimentar e situação nutricional dos refugiados, razão pela qual a UA apela à Comunidade Internacional a acautelar na melhoria das condições extremas e penosas no território.
Relativamente à região central, o documento afirma que a República Centro-Africana é um dos poucos países do mundo onde quase uma pessoa, em cada duas, depende de ajuda para sobreviver. O número, quer de refugiados, quer de deslocados internos atingiu a cifra mais alta jamais registada de 1.1 milhões de pessoas. Em Junho de 2017 o número de deslocados internos excedia 600.000, o que representa um aumento de quase 50 por cento desde Janeiro de 2017.
O documento faz saber que a redução do espaço humanitário em todo o país, num contexto de deterioração da segurança, tornou cada vez mais difícil a realização de actividades de protecção e de prestação de assistência essencial. De acordo com o Acnur e os seus parceiros, mais de 7.000 centro-africanos atravessaram a fronteira para os Camarões.
No Burundi, até Abril de 2017, cerca de 237.393 pessoas fugiram para a Tanzânia, enquanto cerca de 85.733 e 37.354 fugiram para o Ru­anda e para a RDC, respecti­vamente. O Uganda recebeu outro grupo de 34.801 bu­rundeses durante o mesmo período.
No que concerne aos Ca­marões, o documento assinala que depois da Nigéria, é o segundo país mais afectado pela crise do Lago do Chade. As incursões além-fronteiras do Boko Haram, os ataques bombistas suicidas e o agravamento da insegurança provocaram o deslocamento significativo e aumentaram a vulnerabilidade da população local na Região do Extremo norte.
Até Outubro de 2017 havia 237.967 pessoas deslocadas na Região do Extremo Norte e 332.000 estavam registadas como refugiadas.
Já na Região Oriental e do Corno de África, no Sudão do Sul cerca de 3,9 milhões ou um terço da população estava deslocada, sendo 1,8 milhões deslocadas internas e cerca de 2,1 milhões nos países vizinhos. O Uganda acolhe a maioria da população refugiada do Sudão do Sul, com 1.035.703 pessoas, seguido pelo Sudão com 454.660 e Etiópia 41.366 de refugiados.

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