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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 08.01.2018

 

Trump volta a criticar o governo do Irã e a elogiar protestos no país

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 10:28:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o Twitter na manhã desta terça-feira para novamente criticar o governo do Irã, que enfrenta uma onda de protestos nos últimos dias. Ontem, Trump havia feito o mesmo e também lembrou o acordo nuclear fechado entre Teerã e algumas potências mundiais, entre elas os EUA sob o governo do presidente Barack Obama - Trump tem ameaçado recuar desse acordo.

"O povo do Irã finalmente age contra o regime brutal e a corrupção iranianos. Todo dinheiro que o presidente Obama tão tolamente deu a eles foi para o terrorismo e para os "bolsos" das autoridades deles", afirmou Trump hoje. "O povo tem pouca comida, alta inflação e nenhum direito humano. Os EUA estão de olho!".

Ontem, Trump escreveu que o Irã "fracassa em todos os níveis apesar do terrível acordo feito pela administração Obama". No dia 31, Trump qualificou o país como "o patrocinador número um do terrorismo" e criticou a intervenção na internet, para que "manifestantes pacíficos não possam se comunicar".

O governo iraniano já confirmou pelo menos 20 mortes nos protestos iniciados na última quinta-feira, segundo a imprensa estatal, e centenas de pessoas foram detidas.

 

Líder Supremo diz que inimigos do Irã interferem nos protestos dos últimos dias

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 08:59:00

Em suas primeiras declarações públicas em meio à onda de protestos no Irã, o Líder Supremo, Ali Khamenei, afirmou que os inimigos do país têm interferido nas manifestações dos últimos dias recorrendo a vários meios. Uma nota no site do aiatolá citou-o dizendo que, os inimigos de Teerã têm usado vários meios, como dinheiro, armas, política e inteligência "para criar problemas para o sistema islâmico".

Khamenei, que tem a palavra final sobre assuntos de Estado, não citou nenhum país específico. Ele disse, porém, que explicará mais o quadro no futuro próximo.

As manifestações começaram na última quinta-feira em Mashhad, por problemas como a inflação e a corrupção. Elas, porém, se disseminaram por outras cidades desde então. Pelo menos 20 pessoas morreram em meio aos protestos, entre manifestantes e agentes de segurança, e centenas foram detidas, segundo as informações oficiais. Fonte: Associated Press.

 

Coreia do Sul propõe a Pyongyang encontro para discutir cooperação

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 06:30:00

A Coreia do Sul ofereceu nesta terça-feira manter um canal aberto de diálogo com seu vizinho do Norte para encontrar maneiras de discutir a cooperação durante as Olimpíadas de Inverno em Pyeongchang. A chancelaria de Seul informou que a data proposta para o encontro é de 9 de janeiro. Pyongyang ainda não respondeu ao convite.

"O Norte terá seus próprios objetivos no encontro, se aceitar a nossa proposta", disse o ministro sul-coreano da Unificação, Cho Myoung-gyon. "Esperamos que o Norte esteja preparado para esse tema e, embora procuremos discutir outros tópicos, as Olimpíadas de Inverno serão a prioridade".

Nesta segunda-feira, Kim Jong-un disse que poderia enviar uma delegação para participar das Olimpíadas de Inverno de Pyeongchang, que vão do dia 9 a 25 de fevereiro, e sinalizou para a abertura ao diálogo.

Mas o ditador norte-coreano condicionou a participação nos jogos da cidade sul-coreana à interrupção de exercícios militares anuais realizados pela Coreia do Sul e pelos Estados Unidos entre março e abril. Fontes: Associated Press e Dow Jones Newswires.

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 08.01.2018

 

 

Governo dos EUA pode expulsar 200 mil salvadorenhos

Após terremotos em 2001, eles ganharam vistos temporários

Agência ANSA

 

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (8) o fim da permissão de permanência para milhares de salvadorenhos que vivem no país há pelo menos 10 anos. Com a medida, cerca de 200 mil salvadorenhos precisarão deixar o país ou ajustar suas condições até setembro de 2019, segundo autoridades do Departamento de Segurança Interna.

A maioria dos cidadãos deixou a terra natal depois dos dois terremotos de 13 de janeiro e 13 de fevereiro de 2001, que deixaram 1,2 mil mortos em El Salvador, e ganhou visto temporário para morar no território norte-americano em caráter humanitário. A concessão de moradia aos imigrantes fazia parte de uma iniciativa do governo dos EUA chamada de "Status Protegido Temporário". 

Os salvadorenhos eram o maior grupo estrangeiro beneficiário do programa, que os protegia da deportação caso chegassem ao país ilegalmente. Trump tem endurecido a política imigratória no país, o que foi considerada uma de suas principais bandeiras de campanha eleitoral. Além do muro que pretende construir na fronteira com o México, o mandatário aumentou as prisões de imigrantes ilegais e proibiu a ida aos EUA de cidadãos de países de maioria muçulmana.

Recentemente, o secretário de Justiça norte-americano, Jeff Sessions, anunciou que o magnata também colocará fim no programa de proteção aos filhos de imigrantes ilegais, chamado de "Dreamers". 

Negociações para formar novo governo na Alemanha avançam

Merkel quer montar "grande coalizão" com sociais-democratas

Agência ANSA

 

Última chance para a Alemanha ter um novo governo, as negociações entre a conservadora União Democrata-Cristã (CDU), legenda da chanceler Angela Merkel, com o Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, avançaram.

Após o terceiro dia seguido de reuniões, nesta terça-feira (9), em Berlim, os negociadores do SPD disseram que as tratativas ocorrem em um clima "construtivo", embora tenham criticado vazamentos à imprensa sobre os pontos já acertados.

Um deles diz respeito à renúncia da CDU ao objetivo de reduzir as emissões de CO2 em 40% até 2020, um dos itens que impossibilitaram um acordo entre Merkel e o Partido Democrático-Liberal (FDP), de centro-direita.

As negociações são feitas por grupos de trabalho criado pelas duas legendas e devem ser concluídas até a noite da próxima quinta-feira (11). Em seguida, o acordo será submetido às lideranças e aos filiados de CDU e SPD.

Merkel venceu as eleições de setembro passado, mas não conseguiu maioria absoluta no Parlamento, já que a CDU teve apenas 30% dos votos. Inicialmente, ela tentou formar uma coalizão com o FDP e os Verdes, mas as negociações fracassaram, principalmente por divergências sobre políticas migratórias e ambientais.

Por conta disso, Merkel teve de recorrer aos sociais-democratas, que rechaçavam a ideia de repetir a aliança que governou a Alemanha entre 2013 e 2017. CDU e SPD são os dois maiores partidos do país, porém os anos de "Grosse Koalition" ("grande coalizão", em tradução livre) derrubaram a popularidade da legenda progressista.

Se as duas siglas não se acertarem, a Alemanha terá de voltar às urnas, criando um cenário de instabilidade no país. 

 

EUA planejavam lançar 466 bombas sobre União Soviética, diz jornal

Washington previa lançar 466 bombas nucleares devastadoras sobre 66 cidades soviéticas, segundo vários documentos desclassificados e publicados pelo jornal britânico Daily Star.

De acordo com os arquivos secretos de 15 de setembro de 1945 compartilhados pela mídia, os militares norte-americanos planejavam levar a cabo vários ataques sobre dezenas de cidades soviéticas a fim de "destruir imediatamente a vontade e capacidade de resistir do inimigo [a URSS]".

Em particular, os norte-americanos detalharam em uma carta para o responsável do projeto – o general da divisão Leslie Groves – que iriam necessitar de 204 bombas para destruir as cidades mais importantes da União Soviética, bem como de mais 20 bombas para eliminar as bases militares do Exército Vermelho.

Mas, ao verificar uma eficácia de 48%, concluíram que os bombardeiros norte-americanos teriam que lançar 466 projéteis.

Apesar de ter um inimigo comum – a Alemanha nazista e outras potências do Eixo –  os EUA e a URSS já se consideravam inimigos nessa época.

Por sua vez, os ataques contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, que tiveram lugar em agosto de 1945 e causaram mais de 220.000 vítimas, foram qualificados como um "êxito espetacular, embora tenham sido lançadas somente duas bombas".

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 08.01.2018

 

 

Portugal é nomeado campeão de inovação em Las Vegas

 

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A associação que organiza o evento CES revelou o primeiro relatório internacional de inovação no arranque da feira

Com um ambiente propício aos novos negócios e apetência por tecnologia, Portugal foi distinguido como um dos 13 campeões de inovação do primeiro estudo anual daConsumer Technology Association (CTA), que organiza o evento tecnológico CES. A classificação, no nono lugar entre 38 países avaliados, foi anunciada na abertura da mais importante feira da indústria em Las Vegas.

Segundo Gary Shapiro, presidente da CTA, o objetivo do relatório internacional Innovation Scorecard é identificar os países que mais fomentam um ecossistema de inovação. Foram considerados doze indicadores: banda larga, diversidade, dinâmica de empreendedorismo, investimento em Inovação e Desenvolvimento, diversidade, qualidade ambiental, capital humano, regulação de drones, partilha de carros e alojamento, enquadramento fiscal, carros autónomos e liberdade.

"A nomeação da CTA de Portugal como um dos países mais inovadores do mundo reflete um investimento que todo o país tem feito nas últimas décadas na qualificação das pessoas, em infraeestrutras tecnológicas e numa maior incorporação de tecnologia nas empresas", comenta Maria Miguel Ferreira, diretora da Startup Portugal e coordenadora da missão portuguesa ao CES 2018.

Portugal é o único país do sul da Europa classificado como campeão da inovação, quase uma anomalia quando se olha para o resto da lista. Os outros países distinguidos são Estados Unidos, Reino Unido, Singapura, Canadá, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Nova Zelândia, Áustria, Canadá, Austrália e República Checa.

No relatório, a CTA destaca que Portugal apresenta "uma taxa anual impressionante de entrada de novos negócios, 4.62 por cada mil pessoas entre 15-64 anos."

Maria Miguel Ferreira sublinha que as startups nacionais têm tido um papel importante na procura de inovação disruptiva e na incorporação de inovação nas grandes empresas. A responsável sublinha que as incubadoras têm sido fundamentais na promoção de maior integração da ciência e tecnologia desenvolvidas nas universidades e da inovação desenvolvida pelas startups em empresas com modelos de negócios virados para o mercado global. "Nada disto seria possível sem a grande abertura e compromisso com a inovação que o governo português tem demonstrado", acrescenta a responsável. A CTA também frisa os elevados níveis de liberdade pessoal e política vigentes em Portugal.

Governo polaco demite ministros da Defesa e Negócios Estrangeiros

 

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Vários dirigentes da União Europeia têm manifestado preocupação com a reforma judicial e outras políticas do governo de Mateusz Morawiecki

O primeiro-ministro da Polónia demitiu hoje vários ministros do seu Governo conservador, incluindo os da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, numa remodelação anunciada antes de partir para Bruxelas, onde vai para tentar evitar uma possível imposição de sanções.

Vários dirigentes da União Europeia têm manifestado preocupação com a reforma judicial e outras políticas do governo de Mateusz Morawiecki e a sua possível não-conformidade com o Estado de Direito.

"Não somos e não queremos ser um governo dogmático e doutrinário ou um governo dos extremos, socialista ou liberal", disse o primeiro-ministro, acrescentando querer que a Polónia tenha um papel importante numa Europa forte.

Morawiecki, que assumiu funções em dezembro, demitiu o ministro da Defesa, Antoni Macierewicz, e o dos Negócios Estrangeiros, Witold Waszczykowski, além do titular do Ambiente, Jan Szyszko, da Saúde e da Digitalização.

Numa cerimónia na Presidência da República, transmitida pela televisão, o presidente, Andrej Duda, empossou o antigo ministro do Interior Mariusz Blaszczak, na Defesa, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Jacek Czaputowicz, na chefia da diplomacia.

Foram também empossados novos ministros das Finanças e Desenvolvimento, até dezembro chefiadas por Morawiecki.

Risco de avalanche deixa 13 mil turistas "presos" em cidade suíça

 

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Pelo menos, a eletricidade já foi reposta

Cerca de 13 mil turistas estão presos na cidade suíça de Zermatt, perto do pico do Matterhorn, depois de as autoridades ordenarem o fecho das pistas de esqui, trilhos, teleféricos, estradas e serviço de comboios para a cidade.

Janine Imesch, do gabinete de Turismo de Zermatt, disse que já foi reposta a eletricidade na cidade e que nenhuma pessoa correu riscos porque as autoridades fecharam o acesso às pistas de esqui e aos trilhos no dia anterior.

"Não há qualquer motivo para pânico, está tudo bem", concluiu Imesch.

O site do gabinete de turismo tinha indicado anteriormente que não era possível sair ou entrar na cidade, dando igualmente conta de uma "quebra do fornecimento de eletricidade em toda Zermatt".

Também apelava às pessoas que "ficassem em casa", para não perturbarem o trabalho das equipas envolvidas na remoção da neve.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 08.01.2018

Nevou no deserto do Sahara

A vaga de frio que afetou nos últimos dias os EUA e Espanha chegou ao norte de África. As cores avermelhadas e acastanhadas habituais do deserto do Sahara foram substituídas por um manto branco de neve

As montanhas do Sahara cobriram-se de branco, segundo o The Telegraph. As imagens do fenómeno que se debateu sobre Ain Sefra, localizada a quase mil metros do nível do mar e cercada pela Cordilheira do Atlas, foram capturadas por diversas pessoas que se encontravam na cidade.

Os moradores de Ain Sefra, cidade conhecida por ser o "portão do deserto" ficaram surpreendidos ao ver as tradicionais montanhas vermelhas e castanhas do Sahara cobertas de gelo e neve.

"Ficamos muito surpreendidos quando acordamos e vimos neve. Esta manteve-se durante o dia de domingo e começou a derreter por volta de 5h da tarde", contou o fotógrafo amador, Karim Bouchetata.

Trata-se de um acontecimento causado pela alta pressão na Europa. O ar frio subiu e foi deslocado para o Norte de África e, consequentemente, para o deserto do Sahara.

A cidade de Ain Sefra não estava preparada para receber este fenómeno, e teve dificuldade em resolver o problema do gelo nas estradas e nos carros, uma vez que a temperatura da cidade costuma rondar uma média de 16 graus Celsius em janeiro.

A Life Science classificou o nevão como sendo um dos sete fenómenos mais raros do mundo, estando este no topo da lista.

Polícia italiana deteve 160 pessoas e arrestou bens da máfia calabresa

A polícia italiana anunciou, esta terça-feira, uma vasta operação contra a Ndrangheta, a máfia calabresa, que resultou na prisão de 160 pessoas e no arresto de bens em Itália e na Alemanha num total de 50 milhões de euros.

As investigações realizadas pela Direção Anti-máfia de Catanzaro, na Calábria, revelaram infiltrações em áreas que vão "desde produtos vinícolas até à coleta de lixo, passando pelos serviços funerários, concursos públicos e uma estreita rede de conivência por parte de funcionários públicos", explicaram, num comunicado, os carabineiros.

A rede tinha ramificações em diferentes regiões italianas e, inclusivamente, em Hesse e Baden-Württemberg, na Alemanha, acrescentaram.

De acordo com os meios de comunicação italianos, a rede também beneficiou da receção de imigrantes, do setor turístico e das 'slot machines'.

 

Segundo os media, cerca de dez autarcas ou eleitos locais italianos estão entre as pessoas detidas nesta operação.

Coreia do Norte vai aos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul

Pyongyang propôs hoje enviar uma delegação de alto nível aos Jogos Olímpicos de Inverno, que vão decorrer no próximo mês na Coreia do Sul, durante a primeira reunião entre as duas Coreias em mais de dois anos, anunciou Seul.

"A parte norte-coreana propôs enviar uma delegação de alto nível", declarou o ministro-adjunto da Unificação da Coreia do Sul, Chun Hae-Sung, aos jornalistas.

O anúncio de Pyongyang foi feito durante a reunião de alto nível entre as duas Coreias, a primeira desde dezembro de 2015, que decorre em Panmunjom, aldeia fronteiriça onde foi assinado o armistício da Guerra da Coreia (1950-53).

Segundo o ministro sul-coreano, além de representantes do regime, a Coreia do Norte vai também enviar atletas aos Jogos Olímpicos de Inverno, bem como apoiantes, jornalistas e uma equipa de taekwondo para realizar exibições durante o evento.

Os patinadores artísticos Ryom Tae-ok e Kim Ju-ik são os únicos dois atletas norte-coreanos qualificados para os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, apesar de o Comité Olímpico Internacional ter afirmado que outros poderiam participar mediante convite.

A participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno que arrancam em 09 de fevereiro poderia aliviar a tensão na península, depois de 2017 se ter assistido ao lançamento de três ensaios nucleares e de múltiplos mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte, e à retórica bélica do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem trocado insultos pessoais e ameaças de guerra com Kim Jong-un.

Por seu lado, a Coreia do Sul propôs a realização, em meados de fevereiro, coincidindo com as festividades do Ano Novo Lunar, uma reunião das famílias coreanas separadas, mas a Coreia do Norte ainda não se pronunciou relativamente a esse assunto.

Milhões de pessoas foram separadas durante a Guerra da Coreia, sendo que a maioria morreu sem ter tido a oportunidade de voltar a ver familiares próximos, uma vez que estão interditas comunicações transfronteiriças, troca de cartas ou chamadas telefónicas.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 08.01.2018

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Estados Unidos desestabilizam toda região do Médio Oriente

9 de Janeiro, 2018

O ministro dos Negócios es­trangeiros iraniano, Mohammad Javad Zarif, considerou ontem que as políticas desestabilizadoras e intervencionistas dos Estados Unidos têm fomentado e complicado as várias crises no Médio Oriente.

 “A intervenção norte-a­me­ricana na região é a principal razão para alimentar as actuais crises e para complicá-las ainda mais”, afirmou Zarif, ao discursar pe­rante cerca de 200 peritos nacionais e internacionais reunidos em Teerão na II Conferência de Segurança.
Para o chefe da diplomacia iraniana, “os Estados Unidos continuam a ignorar a realidade da região e persistem nas políticas desestabilizado­ras e destrutivas, como, por exemplo, mantendo a presença militar ilegal na Síria”. “A ocupação da Palestina continua a ser o problema mais crítico que a região e o mundo inteiro enfrentam. Todos os assuntos regionais estão in­fluenciados directa ou indirectamente por esta grande ameaça”, afirmou Zarif, aludindo a Israel.
Em relação à Arábia Saudita, o chefe da diplomacia iraniana considerou que a continuação da intervenção militar da coligação militar liderada por Riade no Iémen constitui outra fonte importante de tensão.
Zarif criticou também a Arábia Saudita pelas ambições manifestadas, considerando que nenhum país pode procurar uma hegemonia regional, condenando ainda a compra em massa de armas e a corrida ao armamento no Médio Oriente.
O governante iraniano defendeu, nesse sentido, o diálogo e a cooperação entre os países da zona para que, juntos, enfrentem os actuais riscos, entre eles, destacou, o terrorismo e os separatismos de algumas regiões, como o Curdistão iraquiano.
As autoridades iranianas estão há mais de uma semana a acusar Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita de estarem por trás dos recentes protestos antigovernamentais no Irão. “Os Estados Unidos usaram todos os meios para dar um golpe duro, mas foram derrotados”, afirmou o general. 

Antigo assessor volta atrás e iliba filho de Donald Trump

Victor Carvalho |

9 de Janeiro, 2018

O antigo assessor de Donald Trump veio agora a público rectificar algumas das acusações que havia feito ao ac­tual inquilino da Casa Bran­ca no livro lançado a semana pas­sada pelo jornalista britânico Michael Wolff.

Steve Bannon, que deu as informações que permitiram a Wolff escrever o livro, vem agora dizer que nunca acusou o filho de Donald Trump de “traidor” por este se ter reunido com uma equipa de cidadãos russos que acusou de serem “espiões”.
Nesta sua nova “versão” do que disse e não disse ao autor do “Fogo e Fúria”, Bannon refere agora que se estava a referir a Paul Manafort, na altura um dos principais responsável pela campanha de Trump e não ao seu filho.
A reversão, segundo alguns observadores, talvez tenha a ver com a polémica das suas denúncias sobre o papel de­sem­penhado por Donald Trump Jr no processo que en­volve alegados espiões rus­sos e que está neste momen­to a ser investigado pelo Sena­do, pela Casa dos Representantes e por uma comissão criada especialmente pa­­-ra apurar se houve, ou não, in­terferência de cidadãos estrangeiros na corrida para as recentes eleições norte-americanas.
É que, de acordo com jornais norte-americanos, o livro de Michael Wolff estava já a ser encarado como uma peça “fundamental” para as investigações que estão em curso para apurar se haviam, ou não, espiões russos a trabalhar para a campanha de Trump, tendo mesmo o Washington Post adiantado que, “muito provavelmente”, Steve Bannon seria chamado para confirmar as declarações que fez e que estão inseridas no “Fogo e Fúria”.
No dia em que esta possibilidade veio a público, o próprio Steve Bannon apressou-se a recorrer ao site Axios para postar uma nota onde refere que o filho de Donald Trump é um “patriota” e um “homem bom”, virando as acusações de “traidor” em direcção a Paul Manafort.
Neste momento, ainda não se sabe se este “recuo” de Steve Bannon em relação ao filho de Donald Trump é o suficiente para convencer os investigadores a desistirem de o chamar a depor ou se, pelo contrário, permanece a convicção de que ele sabe mais do que disse para Michael Wolff colocar no livro.
Mas, a verdade é que Steve Bannon é apenas uma das 200 pessoas que Wolff diz ter entrevistado para escrever o livro que já bateu todos os recordes de venda, não só nos Estados Unidos como em todos os países onde foi lançado. Ao longo do livro, o autor faz de Donald Trump um retrato que o expõe como  um presidente impaciente, sem interesse na leitura e pouco empenhado em entender como se move o mundo da política. E, da sua família, dá uma imagem de deslumbramento e de im­pre­paração para lidar com o seu novo estatuto. Em “Fogo e Fúria”, o actual inquilino da Casa Branca é referido por alguns dos seus mais directos colaboradores como uma pessoa “doente”, um “idiota” e de ter comportamentos de “criança”. 
A Casa Branca, mal teve conhecimento antecipado do conteúdo do livro tentou evitar que ele fosse publicado, instruindo os seus advogados no sentido de con­tactarem a editora e o próprio Michael Wolff, advertindo-os de que poderiam ser processados.

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