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quarta, 13 dezembro 2017 11:16

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 12.12.2017

 

Explosão em usina de gás natural na Áustria mata 1 e fere 18

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/12/2017 09:42:00

Uma pessoa morreu e 18 ficaram feridas, nesta terça-feira, após a explosão em uma usina de gás natural perto da fronteira com a Eslováquia, segundo autoridades. O número de vítimas foi confirmado por Sonja Keller, da delegacia regional da Cruz Vermelha.

Dois helicópteros foram ao local, segundo a agência de notícias Austria Press. A explosão provocou um incêndio, que segundo a operadora Gas Connect foi controlado até o meio da manhã. O local foi fechado, informou o porta-voz da companhia, Armin Teichert.

A situação "está sob controle", segundo a polícia. A explosão foi atribuída a uma "causa técnica", não especificada, e as autoridades investigam o episódio.

A Gas Connect descreve a fábrica de Baumgarten, onde se conectam vários gasodutos e se comprime gás procedente da Rússia, da Noruega e de outros países, como "um dos núcleos mais significativos para fornecedores europeus de gás". Fonte: Associated Press.

Israel estimula países europeus a transferir embaixadas para Jerusalém

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/12/2017 11:40:15

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sugeriu hoje (11) aos países da União Europeia (UE) que transfiram suas embaixadas de Tel Aviv para Jerusalém, como anunciaram os Estados Unidos, reconhecendo essa cidade como capital do Estado de Israel.

"Acredito que todos ou a maior parte dos países europeus transferirão suas embaixadas para Jerusalém, reconhecerão que é a capital de Israel e se envolverão de forma robusta conosco em matéria de segurança, prosperidade e paz", destacou Netanyahu em um pronunciamento à imprensa, em Bruxelas, junto com a alta representante da UE para Política Exterior, Federica Mogherini.

Netanyahu pediu também que se espere para conhecer a futura proposta do governo americano para a paz no Oriente Médio.

Jerusalém

Acredito que deveríamos dar uma oportunidade à paz, ver o que se apresenta e ver se podemos avançar na paz", comentou, para depois ressaltar que a paz deve "começar por um lugar: reconhecer o Estado judeu (...) Os palestinos devem reconhecê-lo, e o fato de que Jerusalém é a sua capital".

O primeiro-ministro israelense garantiu ainda que seu país "estendeu sua mão à paz com seus vizinhos palestinos durante cem anos".

"Fomos atacados constantemente, não por um ou outro pedaço de território, mas por qualquer território que fosse um Estado, uma nação-estado para o povo judeu", opinou.

"Em qualquer fronteira, isto foi rejeitado pelos nossos vizinhos. E isto é o que levou ao conflito e o que o continua", disse Netanyahu, em referência à "negação contínua dos palestinos ao direito de Israel de existir como um Estado judeu, e a negação da nossa história".

O premiê israelense também frisou que "durante três mil anos Jerusalém foi a capital do povo judeu, desde os tempos do rei Davi", e que, mesmo quando os judeus viviam nos guetos europeus, "nunca perderam sua conexão" com a Cidade Santa.

Conexão

Netanyahu lamentou que a Organização das Nações Unidas e a Unesco "neguem essa conexão" e "a verdade histórica de que Jerusalém foi a capital de Israel durante os últimos 70 anos".

"O que o presidente Trump fez é pôr claramente os fatos sobre a mesa. A paz se baseia na realidade, em reconhecer a realidade. E acho que o fato de que Jerusalém é a capital de Israel é claramente evidente para todos os que visitam Israel", considerou. Para Netanyahu, esta questão "não impede a paz".

Por sua parte, a União Europeia sustenta que se deve buscar uma solução negociada à crise no Oriente Médio com a convivência de dois Estados, o israelense e o palestino, e que Jerusalém deve ser capital de ambos a fim de satisfazer as aspirações das duas partes.

Europa registra maior número de novos casos de HIV desde 1980

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/12/2017 15:36:30

Neste 1º de dezembro, quando as Nações Unidas marcam o Dia Mundial de Combate à Aids, os dados recém-divulgados da enfermidade no continente europeu preocupam. Em 2016, mais de 160 mil pessoas foram diagnosticadas com o vírus da Aids na Europa, Esse é o maior número de pessoas recém-diagnosticadas com a doença no continente em um ano, desde que o registro de casos de HIV começou na década de 1980.

De acordo com a OMS, a Europa é a única região do mundo onde o número de novas infecções por HIV está aumentando. E as pesquisas revelam uma tendência preocupante: mais da metade (51%) dos diagnósticos ocorreram em um estágio tardio da infecção.

Na Europa, os números seguem a tendência da última década. A maioria (quase 80%) das pessoas recém-diagnosticadas eram da parte oriental da região, 17% da parte ocidental e 4% da parte central. Isso contribui para estimar que existam 2,4 milhões de pessoas vivendo com HIV na Europa, entre as quais mais de um quarto não têm conhecimento da infecção.

"A epidemia de HIV continua a aumentar a um ritmo alarmante na Europa, principalmente na parte oriental, que é o lar de quase 80% dos 160 mil novos diagnósticos de HIV. Este é o maior número de novos casos já registrados em um ano. Se essa tendência persistir, não seremos capazes de alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de acabar com a epidemia de HIV até 2030 ", adverte a Dra. Zsuzsanna Jakab, Diretora Regional da OMS para a Europa.

Diagnóstico tardio

Os dados de 2016, publicados esta semana pela Organização Mundial de Saúde, mostram que na Europa a proporção de pessoas com diagnóstico tardio está aumentando. Em toda a região, 65% de pessoas com idade igual ou superior a 50 anos foram diagnosticados tardiamente.

Segundo a OMS, especialmente neste grupo etário mais velho, os serviços de saúde na comunidade desempenham um papel vital no fornecimento de oportunidades para o diagnóstico precoce. O teste de HIV com base em condições de saúde específicas, como outras infecções sexualmente transmissíveis, hepatite viral, tuberculose ou certos tipos de câncer, também pode levar a um melhor diagnóstico.

De acordo com Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), as pessoas levam cerca de três anos a partir do momento da infecção, até serem diagnosticadas. “Isso resulta em piores resultados de saúde a longo prazo para muitas pessoas que são diagnosticadas com atraso e também aumentam o risco de transmissão futura do HIV", afirmou.

Ao longo da última década, a idade média no momento de detecção do HIV aumentou de 35 anos em 2007 para 37 anos em 2016. Para reduzir o número de futuras infecções, a Europa precisa se concentrar em três áreas principais, segundo a OMS e o ECDC. A primeira é priorizar medidas de prevenção efetivas e abrangentes, como a conscientização, a promoção do sexo seguro e o fornecimento de programas de troca de seringas e profilaxia pré-exposição para o HIV.

A segunda medida é fornecer serviços eficientes de aconselhamento e testes do HIV, incluindo serviços de diagnóstico rápido, testes comunitários de HIV e auto-teste do HIV. E a terceira medida é garantir o acesso rápido a tratamento e cuidados de qualidade para aqueles diagnosticados.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é importante porque permite que as pessoas iniciem o tratamento mais cedo, o que aumenta suas chances de viver uma vida mais longa e saudável. Além disso, o tratamento precoce reduz o risco de transmissão do vírus, pois resulta em uma carga viral indetectável (ou seja, o vírus não pode mais ser transmitido para outros), além de reduzir a probabilidade de o paciente desenvolver a doença.

Muitos não sabem, mas ser portador do vírus HIV e ter Aids são duas coisas diferentes. O vírus é o causador da Aids, mas isso não significa que todas as pessoas que têm o vírus vão desenvolver a doença. Para evitar que a Aids se desenvolva, é necessário fazer o tratamento adequado, que pode deixar o paciente com uma carga viral indetectável e, assim, o vírus se torna intransmissível na relação sexual, desde que não existam outros fatores que aumentem o risco de transmissão, como, por exemplo, ter sífilis, o que causa lesões que aumentam o risco de contaminação.

Europa em números

Os países europeus com as maiores taxas de novos diagnósticos de HIV em 2016 foram a Letônia (18,5 por 100 mil habitantes; 365 casos), a Estônia (17,4 por 100 mil habitantes; 229 casos) e Malta (14,5 por 100 mil habitantes; 63 casos). As taxas mais baixas foram registradas na Eslováquia (1,6 por 100 mil habitantes; 87 casos) e na Hungria (2,3 por 100 mil habitantes; 228 casos).

A taxa de novos diagnósticos de HIV foi maior entre os homens (8,9 por 100 mil habitantes) do que entre as mulheres (2,6 por 100 mil habitantes).

A taxa europeia é de 18,2 novos casos de HIV a cada 100 mil habitantes. A grande maioria dos novos casos (80%) foram diagnosticados no leste europeu, com uma taxa crescente de 50,2 a cada 100 mil habitantes, enquanto 17% foram diagnosticados no oeste com uma taxa de 6,2 por 100 mil habitantes, e 4% no centro com uma taxa de 2,9 por 100 mil habitantes. A Rússia e a Ucrânia continuaram a ter uma grande influência na contaminação por HIV na Europa em 2016, contribuindo com 73% dos recém-diagnosticados na região e 92% no leste.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 12.12.2017

Para deputado russo, tentativas de impor sanções fazem mundo retroceder 50 ou 60 anos

Nos dias 9 e 10 de dezembro a capital argentina sediou a Conferência Parlamentária da Organização Mundial de Comércio (OMC). A Sputnik Mundo falou com o deputado russo da Duma de Estado, Sergei Gavrilov, para saber da posição da Rússia na organização e das possibilidades que esta pode dar à economia russa.

A Rússia é um dos países mais novos na composição da OMC, em 2017 sua participação cumpriu apenas cinco anos. Ao comentar o significado do ingresso da Rússia na organização, Gavrilov destacou em uma entrevista à Sputnik Mundo que o país ainda está "no período de transição para adotar as leis e normas aduaneiras e reforçar os setores da economia que vão ter maior concorrência nos mercados globais", especialmente a indústria.

O deputado enfatizou que a OMC não é capaz de garantir os direitos de seus participantes em condições de aumento das sanções dos EUA, Austrália, Canadá e União Europeia contra Rússia. Essas restrições, segundo Gavrilov, limitam as possibilidades do país no desenvolvimento de setores de alta tecnologia, transporte de recursos energéticos e acesso ao mercado de capitais e empréstimos, o que cria obstáculos a que a economia russa integre a economia mundial.

No entanto, o político sublinhou que o país "resistiu bem" a estas sanções e expressou a esperança que a UE reduza as sanções. "Não há razões para isto, já que Rússia não é parte do conflito ucraniano e a reunificação da Crimeia ocorreu de maneira totalmente legal", afirmou Gavrilov apontando o fato de a península atrair muitos investidores estrangeiros.

"Não é possível no mundo atual, a dominação de um país no terreno econômico ou político, onde as tentativas de dominação são uma restauração do colonialismo. A tentativa de impor sanções faz o mundo retroceder 50 ou 60 anos", acrescentou.

Como exemplo, o deputado mencionou a situação da Síria e Líbia, "vítimas de agressão estrangeira", e o apoio direto ou indireto dos Estados Unidos às oposições armadas e terroristas que levou à destruição da economia desses países, à miséria e ao fluxo de milhões de imigrantes para a Europa.

Por isso, para Gavrilov, "a igualdade no comércio mundial e o apoio aos países em desenvolvimento é impossível sem fortalecer o direito internacional e a igualdade".

O deputado considerou muito importante o fortalecimento das relações com a Argentina no âmbito da cúpula da OMC e da cúpula do G20 em 2018 em Buenos Aires, a possível visita do presidente Mauricio Macri à Rússia durante a Copa 2018 e a colaboração da Rússia na busca do submarino ARA San Juan, assim como o crescimento das relações comerciais.

Falando da OMC, o deputado frisou que a participação desta organização é mais benéfica para os países mais desenvolvidos e não tanto para os menos desenvolvidos, porque "remover todas as barreiras abafa o desenvolvimento da indústria", já que as transnacionais são mais competitivas.

Quanto ao possível acordo entre o Mercosul e a União Europeia, Gavrilov considerou necessário "ter em conta as consequências que podem ser negativas para a indústria e a agricultura" dos países latino-americanos, já que o principal para o deputado é que cada governo coloque os interesses de seu povo em primeiro lugar.

"Eu não sou partidário de um forte protecionismo, há que diminuir as barreiras alfandegárias, mas isso não pode levar à destruição das economias, o que leva ao desemprego, à miséria, ao aumento dos conflitos e ao terrorismo. O futuro do comércio mundial deve ter em conta a igualdade, as especificidades de cada país, e não a destruição das economias em nome dos interesses das transnacionais", concluiu.

Rússia desarticula plano de ataque em festas de fim de ano

Grupo também planejava ataques durante as eleições de 2018

Agência ANSA

 

O serviço de Inteligência da Rússia (FSB) informou nesta terça-feira (12) que desmantelou um grupo terrorista que planejava realizar ataques em pontos sensíveis durante as festas de fim de ano.

De acordo com o diretor da entidade, Alexander Bortnikov, a organização era composta por pessoas originárias da "Ásia central" e previa ataques kamikazes em locais que recebessem uma grande quantidade de pessoas.

Além disso, eles tinham planos para fazer atentados durante as eleições presidenciais, que serão organizadas em março de 2018.

Apesar de não precisar a quantidade de pessoas detidas, Bortnikov informou que uma grande quantidade de armamentos e de materiais para a produção de bombas caseiras foram apreendidos.

Tripulantes de submarino morreram em explosão, diz relatório

Jornal argentino obteve documento emitido pelos Estados Unidos

Agência ANSA

 

Os 44 tripulantes do submarino ARA San Juan, que desapareceu no dia 15 de novembro, morreram em uma explosão na embarcação, revelou um relatório preparado pelos Estados Unidos e publicado pelo jornal "La Nación" na noite da última segunda-feira (11).

De acordo com os dados obtidos pelos norte-americanos, que foram os primeiros a notificar sobre uma explosão na área de buscas, todos morreram imediatamente por conta da liberação de uma energia similar a 5,7 toneladas de explosivos a 380 metros de profundidade.

O documento foi criado pelo Escritório de Inteligência Naval, ligada à Marinha do país, e foi repassado para as autoridades argentinas. Segundo o "La Nación", os militares locais afirmaram que o relatório "apresenta um indício a mais", mas não confirmaram as informações.

O ARA San Juan fez uma série de comunicações com a Marinha Militar argentina no dia de seu desaparecimento, sendo a última cerca de duas horas antes dos norte-americanos detectaram um "evento similar a uma explosão" na rota do equipamento. Em duas delas, os tripulantes relataram falhas nas baterias e um "princípio de incêndio" dentro do submarino.

O sumiço do submarino ocorreu enquanto ele navegava pelo Golfo de São Jorge após uma missão em Ushuaia. Apesar de já ter reconhecido a morte dos tripulantes, o governo argentino mantém as operações de busca para localizar os destroços do submarino como forma de "manter sua promessa" às famílias das vítimas. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 12.12.2017

 

Puigdemont diz que só regressa a Espanha se ganhar as eleições

 

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Líder catalão destituíido acredita que que nessas circunstâncias não será preso.

O presidente do governo da Catalunha destituído, que fugiu da justiça espanhola para Bruxelas, admitiu hoje regressar a Espanha caso seja reeleito nas eleições de 21 de dezembro, por considerar que nessas circunstâncias não será preso.

Carles Puigdemont, cabeça de lista da plataforma Junts pel Catalunya (JxCat), acredita que se for investido presidente na sequência das autonómicas marcadas pelo Governo central, está "disposto a correr o risco" de voltar a Espanha, por considerar que se tal acontecer "os votos vão pesar mais [na decisão judicial] do que as algemas".

O ex-presidente fugiu à justiça espanhola, que o acusa de rebelião, sedição e peculato (uso fraudulento de dinheiros públicos) por este ter declarado unilateralmente a independência da Catalunha, violando a Constituição, o Estatuto da Catalunha e ordens do Tribunal. O Supremo espanhol (e antes dele a Audiencia Nacional) emitiram uma ordem de detenção contra Puigdemont, que escapou para Bruxelas com outros quatro ex-conselheiros (ministros regionais).

Outros membros do governo regional catalão (e ex-responsáveis dos órgãos do parlamento regional) que não fugiram do país foram presos preventivamente pelos mesmos crimes, tendo posteriormente libertados sob fiança.

Puigdemont, que falava através de videoconferência a partir da capital belga, considera que o processo judicial contra ele "é uma fantasia". Também revelou que todas as terças-feiras "realiza uma reunião de governo" com os quatro ex-ministros regionais que fugiram como ele para Bruxelas.

No seu entender, o seu governo regional foi destituído - por Madrid, ao abrigo do artigo 155 da Constituição - de forma "ilícita e ilegal".

Irão apoia a nova intifada palestiniana contra Israel

 

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Presidente do Irão transmitiu a posição do seu país ao líder político do Hamas, que há dias apelou a uma terceira 'intifada' palestiniana.

A Presidência iraniana e os Guardas da Revolução deram o seu apoio aos movimentos de resistência palestiniana e instaram-nos a continuar a "intifada", em resposta à decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital israelita.

"Estamos orgulhosos do grande povo da Palestina pela sua resistência e sacrifício contra o inimigo sionista (Israel), e estamos certos de que a nova 'intifada' continuará o seu caminho correto", disse o presidente iraniano Hassan Rohani, numa conversa telefónica durante a noite desta terça-feira com o líder político do Hamas, Ismail Haniye.

Haniye apelou no passado dia 07 aos palestinianos para começarem uma terceira 'intifada' ou levantamento popular, embora os protestos até à data não tenham sido de grande dimensão.

"Sem dúvida, o povo oprimido da Palestina e a comunidade islâmica vão resistir unidos contra esta conspiração sionista-norte-americana e vão frustrá-la", sublinhou Rohani em comunicado.

O Presidente iraniano considerou que, perante esta situação, "o primeiro passo é que todos os movimentos palestinianos se mantenham unidos, e deem uma resposta decisiva ao regime sionista e aos Estados Unidos".

Haniye valorizou o apoio da República Islâmica à causa palestiniana e advertiu que a nova 'intifada' "vai continuar com força para frustrar o complô dos norte-americanos e sionistas", segundo o comunicado da presidência iraniana.

Por sua vez, o comandante dos Guardas da Revolução, Qasem Soleimani,, falou com comandantes das brigadas "Azedin al Qasam", braço militar do Hamas, e do grupo Jihad Islâmica.

Soleimani anunciou a disposição da República Islâmica de proporcionar "todo o apoio necessário" às forças de resistência palestinianas.

Também disse que outros grupos de resistência, que não especificou, podem ajudar a proteger a mesquita de Al Aqsa em Jerusalém, o terceiro lugar mais sagrado do islão, a seguir a Meca e Medina.

O Irão lidera o chamado "eixo da resistência" contra Israel e apoia tanto o movimento palestiniano Hamas como o libanês xiita Hezbollah.

China está a construir campos de refugiados na fronteira com a Coreia do Norte

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Pequim quer antecipar-se a um eventual colapso do regime de Pyongyang e estará a preparar pelo menos cinco centros de refugiados junto à fronteira

Pelo menos cinco campos de refugiados estarão a ser construídos pela China ao longo da fronteira de 1416 quilómetros com a Coreia do Norte, relata o The Guardianesta terça-feira. A notícia sobre a construção dos campos de refugiados tinha sido avançada inicialmente pelo Financial Times na semana passada, depois de ter vindo a público um documento interno da empresa estatal chinesa de telecomunicações que terá sido encarregada de instalar internet nos centros.

O documento da China Mobile circulou nas redes sociais e, ainda que a autenticidade dos planos não tenha sido confirmada, ao que tudo indica os cinco campos de refugiados estarão a ser construídos na província de Jilin, devido às "crescentes tensões do outro lado da fronteira". As localizações de três destes campos são referidas no texto da China Mobile: Changbai, Changbai Shibalidaogou e Changbai Jiguanlizi. O The New York Times refere que dois centros de refugiados estão igualmente planeados para as cidades de Tumen e Hunchun.

Em conferência de imprensa na segunda-feira, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês recusou confirmar a veracidade dos planos, mas não negou o projeto para os centros de refugiados. Escreve o Guardian que a construção destes campos reflete a preocupação crescente de Pequim com a instabilidade política ou mesmo com o potencial colapso do regime de Pyongyang. O jornal cita mesmo um especialista da Universidade de Pequim, que estuda a Coreia do Norte: segundo Cheng Xiaohe, seria "irresponsável" se a China não se preparasse para qualquer eventualidade perante as tensões na península coreana.

Jiro Ishimaru, realizador japonês de documentários que está em contacto com uma rede de jornalistas cidadãos que vivem na Coreia do Norte e ao longo da fronteira com a China, disse ao Guardian que nenhum dos seus contactos em Changbai testemunhou a construção dos campos de refugiados, mas que os planos para a construção dessas instalações são conhecidos na região.

Rússia dá aval a atletas neutros nos Jogos de inverno

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O Comité Olímpico da Rússia deu aval para que atletas do país possam competir com estatuto de neutros nos Jogos Olímpicos de inverno, de 09 a 25 de fevereiro

Esta permissão surge no seguimento das sanções da última semana do Comité Olímpico Internacional (COI), que proibiu a participação da Rússia na competição, devido à dopagem institucionalizada no país.

"A opinião de todos que fazem parte foi unânime, que os nossos atletas precisam de estar na Coreia do Sul, de competirem e de ganharem", disse o presidente do Comité Olímpico Russo (ROC), Alexander Zhukov.

Esta possibilidade, de competirem como neutros, teve igualmente o apoio do presidente russo, Vladimir Putin.

Alguns atletas russos serão formalmente convidados pelo COI, mas o Comité russo pretende enviar listas dos que prefere.

"Penso que o COI terá o cuidado para que os melhores recebam os convites. Por exemplo, a nossa equipa de hóquei é constituída pelos melhores jogadores", referiu ainda Zhukov, acrescentando que 200 atletas russos deverão estar nos Jogos.

Segundo o mesmo dirigente, este cenário não impede, no entanto, a intenção do país em apresentar recursos em relação às sanções do COI.

O Comité Olímpico Internacional decidiu impedir a Rússia de participar em PyeongChang 2018 e baniu 25 atletas, devido a doping nos Jogos de inverno de Sochi 2014, e todos eles apresentaram recursos junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

 jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 12.12.2017

Putin ordena retirada de maior parte das forças russas da Síria

Putin ordena retirada dos militares russos da Síria

  • Foto: EPA/SERGEI CHIRIKOV

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou, segunda-feira, a retirada da maior parte do contingente militar russo na Síria, numa visita surpresa à base de Hmeimim , anunciou o Kremlin num comunicado.

"Em perto de dois anos, as forças armadas russas, em colaboração com o exército sírio, destruíram em grande parte os terroristas internacionais. Por isso, tomei a decisão de fazer regressar à Rússia a maior parte do contingente militar russo que está na Síria", declarou Putin, citado pela agência noticiosa russa Interfax.

Putin, recebido na base russa de Hmeimim pelo Presidente sírio, Bashar al-Assad, o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu, e o chefe das forças russas na Síria, o general Serguei Surovikine, não precisou quantos soldados russos permanecerão no país.

Segundo um comunicado da presidência síria, Assad agradeceu a Putin a "participação efetiva" da Rússia na luta "contra o terrorismo", afirmando que "o que os militares russos fizeram não será esquecido pelo povo sírio depois do sangue dos seus mártires (russos) se ter juntado com o dos mártires do Exército Árabe Sírio na luta contra os terroristas".

Na quinta-feira, Moscovo tinha anunciado a "libertação total" do território sírio do grupo radical Estado Islâmico, embora a organização 'jihadista' mantenha algumas bolsas de resistência no país.

"Vocês voltam vitoriosos a vossas casas, para junto dos vossos familiares, mulheres, filhos, amigos. A pátria espera-vos meus amigos", adiantou Putin, segundo a Interfax.

"Se os terroristas levantarem novamente a cabeça, então atacaremos com uma força nunca vista", advertiu, adiantando: "Nunca esqueceremos os mortos e as perdas causadas pela luta contra o terrorismo, na Síria e na Rússia".

Lançada em 2015, a intervenção militar russa na Síria mudou a situação do conflito, permitindo nomeadamente às forças governamentais recuperar ao Estado Islâmico a antiga cidade de Palmira e expulsar os rebeldes do seu bastião em Alepo, no noroeste do país.

As declarações do Presidente russo foram divulgadas várias horas após a realização do discurso, quando a televisão russa Rossia 24 mostrava já o avião presidencial no Cairo, onde Vladimir Putin era esperado pelo Presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi.

Suspeito de ataque em Nova Iorque "influenciado" pelo Estado Islâmico

 

O alegado terrorista que provocou a explosão de uma bomba caseira em Nova Iorque, que causou quatro feridos, afirmou à polícia que atuou sob influência do grupo radical Estado Islâmico.

O governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, já tinha afirmado que o suspeito poderia ter simpatias com o grupo radical.

De acordo com vários meios de comunicação social, citados pela agência France Press, o suspeito terá dito à polícia que atuou inspirado pelo autodesignado Estado Islâmico, referindo que o local escolhido está relacionado com os ataques que ocorreram na Alemanha, devido ao natal.

A polícia identificou o suspeito, que foi hospitalizado, como Akayed Ullah, de 27 anos, que reside em Brooklyn e chegou aos Estados Unidos em 2011.

O ataque causou quatro feridos, sendo um deles o suspeito. Três outras pessoas sofreram ferimentos ligeiros.

Coreia do Norte acusa EUA de "chantagem nuclear"

 

A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos de "chantagem nuclear" durante conversas com um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU).

O diplomata norte-americano Jeffrey Feltman, secretário-geral Adjunto da ONU para Assuntos Políticos, chegou a Pequim no sábado depois de uma visita de cinco dias a Pyongyang, a primeira de um diploma de assuntos políticos em sete anos, durante a qual manteve reuniões com dirigentes do regime como o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Ri Yong-ho.

A visita aconteceu uma semana depois de Pyongyang ter lançado em 28 de novembro um míssil balístico intercontinental capaz, segundo os especialistas, de alcançar o território continental dos Estados Unidos da América.

"Durante essas conversas, o nosso partido declarou que a política de hostilidade dos Estados Unidos em relação à República Popular da Coreia do Norte e a sua chantagem nuclear são responsáveis pela situação atual na península coreana", escreveu a agência de notícias oficial da Coreia do Norte.

O órgão de notícias de Pyongyang afirmou ainda que, durante a visita, a República Popular Democrática da Coreia concordou "regularizar as comunicações" com a ONU "através de visitas em vários níveis".

A agência não mencionou reuniões com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, que lidera os programas nucleares e balísticos do país.

A visita de Feltman acontece depois de os Estados Unidos e a Coreia do Sul terem lançado o seu maior exercício aéreo comum até o momento, numa demonstração de força à Coreia do Norte.

A agência da Coreia do Norte reiterou hoje a posição de Pyongyang de que as manobras regulares na península coreana "revelam a intenção de preparar um ataque nuclear surpresa contra a República Popular da Coreia do Norte".

A Coreia do Norte está sujeita a várias sanções da ONU que visam forçá-la a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança que a proíbem de ter atividades nucleares e balísticas.

A China, o principal patrocinador económico de Pyongyang, diz que as sanções são rigorosamente aplicadas, mas Washington quer aumentar a pressão através de um embargo de petróleo.

Já Pequim prefere defender a proposta de uma "dupla moratória" - suspensão simultânea dos testes nucleares de Pyongyang e de manobras militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul - para relançar as negociações. Washington recusa esta ideia ferozmente.

A península coreana "permanece presa num círculo vicioso de demonstrações de força e confrontações, as perspetivas não são otimistas", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, num longo texto publicado no site do ministério.

"Mas a esperança de paz ainda não desapareceu, a perspetiva de negociações sobrevive e a escolha de uma intervenção militar não pode ser aceite", insistiu o governante chinês segundo o texto, que reproduz um discurso pronunciado em 05 de dezembro num seminário em Pequim.

Três mortos em tiroteio em escola nos EUA

 

Três pessoas morreram e uma dezena de outras ficaram feridas num tiroteio ocorrido esta quinta-feira numa escola secundária na localidade de Aztec, no estado do Novo México.

O xerife Ken Christesen, do condado de San Juan, ao qual pertence Aztec, nu sudoeste dos Estados Unidos, garantiu que três pessoas perderam a vida no tiroteio e que o atirador também morreu, sem esclarecer se este faz parte desse balanço de vítimas mortais.

O chefe do departamento da polícia de Aztec, Mike Heal, afirmou, pouco antes das declarações do xerife, que o atirador estava "neutralizado", sem fornecer mais detalhes e sem revelar se os mortos eram estudantes ou professores.

Os meios de comunicação social locais relataram que a escola foi imediatamente cercada pelas forças de segurança após o tiroteio e que os alunos foram evacuados do edifício e levados para dependências da polícia.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 12.12.2017

Dirigentes mundiais discutem sobre clima

11 de Dezembro, 2017

Mais de 50 chefes de Estado e de Governo participam amanhã em Paris numa cimeira sobre o clima promovida pelo Presidente francês, marcada pela ausência dos Estados Unidos da América.

No encontro, que o Chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, pretende que sirva para impulsionar a aplicação do Acordo de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa (assinado há dois anos e ao qual o Presidente norte-americano, Donald Trump, renunciou) vai estar também o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.
Segundo a Presidência francesa, vão estar na cimeira “One Planet Summit” mais de 2.000 “actores-chave”, do sector público e privado, desde os chefes de Governo de Espanha e Reino Unido, Mariano Rajoy e Theresa May, ao actor Leonardo DiCaprio ou ao multimilionário Bill Gates.
A “One Planet Summit” junta ainda outros norte-americanos envolvidos na questão das alterações climáticas, como o ex-governador do estado da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ou o antigo presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg.
Os Estados Unidos da América trocaram uma presença de alto nível por uma representação pelo encarregado de negócios da embaixada em Paris, por decisão da Casa Branca, segundo a Presidência francesa.
Em contrapartida, estarão presentes Chefes de Estado africanos, dirigentes de países afectados pelas alterações climáticas como o Bangladesh e as ilhas do Pacífico e Haiti, Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, e responsáveis de grandes cidades, empresas e organizações não governamentais, empenhados no combate às alterações climáticas.
O objectivo é, segundo o Palácio do Eliseu, impulsionar os “actores envolvidos” e os projectos ligados à luta contra as alterações climáticas “de uma forma muito concreta”.
A cimeira foi anunciada em Julho por Emmanuel Macron como uma forma de retomar a questão da luta contra as alterações climáticas e a redução da emissão dos gases com efeito de estufa, após o anúncio, em Junho, da intenção de Donald Trump de retirar os Estados Unidos da América do Acordo de Paris.
A reunião vai decorrer num novo local cultural perto de Paris, na cidade da música da ilha de Seguin, a Oeste de Paris, após um almoço dos chefes de Estado e de Governo no Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa.
Com eventos paralelos que decorrem desde ontem, a Presidência francesa disse que são esperados “uma dezena de grandes anúncios” após a reunião, que “se insere na agenda internacional sobre o clima”, nomeadamente no ciclo das COP (Conferências das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas).
Organizada pelo Eliseu, ONU e Banco Mundial, a cimeira acontece pouco depois da 23.ª COP que decorreu em Bona, na Alemanha, em Novembro. Organizações não governamentais consideraram na altura que no encontro de Bona não ficaram estabelecidas formas concretas de conseguir que as temperaturas não aumentem mais de dois graus em relação aos valores pré-industriais, uma das metas do Acordo de Paris.
A conferência de Paris espera agora, segundo declarações de fontes oficiais no mês passado, um reforço do financiamento da luta contra as alterações climáticas ou a apresentação de projectos efectivos em sectores como os transportes, agricultura ou energias renováveis.
Concluído em 12 de Dezembro de 2015 durante a conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) em Paris, assinado por quase todos os países, o Acordo de Paris entrou em vigor a 4 de Novembro de 2016. Visa limitar a subida da temperatura mundial reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa.
No que diz repeito ao financiamento, o Acordo determina que os países desenvolvidos deverão investir 100 mil milhões de dólares por ano em medidas de combate à mudança do clima e adaptação, em países em desenvolvimento.

Itália e Líbia dão combate aos traficantes de refugiados

12 de Dezembro, 2017

O Governo de União Nacional da Líbia, apoiado pela ONU, tem um acordo com a Itália para realizar  operações conjuntas destinadas a combater os traficantes de migrantes.

O acordo foi anunciado após uma reunião realizada em Tripoli, entre o Chefe do Governo do Acordo Nacional (GNA), Fayez Seraj, o ministro do Interior da Líbia, Aref Khodja, e o homólogo italiano, Marco Minniti.
De acordo com Tripoli, a guarda costeira, o departamento de migração ilegal, o procurador geral da Líbia e dos serviços de inteligência vão trabalhar com os homólogos italianos.
“Apesar dos sucessos alcançados no arquivo de migração, o número de imigrantes ilegais fora das habitações é grande e precisamos de mais cooperação, para controlar as fronteiras do sul da Líbia através das quais Os migrantes fluem”, afirmou o primeiro-ministro líbio ao ministro italiano.
A marinha italiana já tem presença no porto de Tripoli, prestando assistência “técnica” à guarda costeira da Líbia. O acordo é assinado depois de a CNN divulgar imagens de migrantes africanos a serem vendidos como escravos na Líbia, que provocaram protestos em todo o mundo, com especial repugnância em África.
A Líbia é a porta principal para os migrantes que tentam chegar à Europa por mar, mas os números caíram acentuadamente desde Julho, já que as facções e autoridades da Líbia começaram a bloquear as partidas, sob pressão italiana.

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