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segunda, 16 julho 2018 11:28

A Turquia: por Entre a Economia e a Política

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Comentando os resultados das recentes eleições presidenciais o observador do site eletrônico turco T24, Yaltchin Dogán, tirou a conclusão de que a economia seja agora o único rival de  Recep Tayyip Erdoğan. (t24.com.tr)

Mas as autoridades afirmam que na economia tudo corre bem: no ano passado havia um crescemento de 7,4 por cento. Numa entrevista à agência “Bloomberg” dada há pouco Recep Tayyip Erdoğan fez lembrar que durante os 16 anos da sua governação o per capito do PIB aumentou desde 3,5 mil até 11 mil dólares, e em geral a Turquia demonstrou ao mundo “um exemplo lendário de desenvolvimento”. (bbc.com)

No entanto, na nossa opinião, a economia turca em geral representa em si um quadro bastante contraditório. A par de êxitos indubitáveis existe um número mais do que suficiente de problemas. As taxas de juros de obrigações de estado tiveram um crescimento-recorde sendo isso uma evidência de investidores não desejarem fazer contribuições monetárias na economia. Em março a agência de  rating “Moody's” diminuiu a nota de risco do país, em maio a "Standart & Poor’s” fez o mesmo. Durante os quatro anos  passados depois da eleição de Recep Tayyip Erdoğan para a presidência o desemprego aumentou até 10,9 e o da juventude -  até 19 por cento. Durante os cinco mêses de 2018 a cotação de câmbio da moeda nacional diminuiu em 20 por cento em relação ao dólar resultando em um aumentoo súbito de preços de consumo que em maio atingiu 12,15 por cento em comparação com 10,85 por cento em abril.

O corrente índice da confiança na economia constituiu 90,4 por cento tendo diminuido em 3,1 por cento em comparação com maio último. A reeleição de Recep Tayyip Erdoğan de modo algum fortaleceu a “confiança no dia de amanhã”.

 Em maio na mensal “Foreign Policy” foi publicado um artigo que deu a conhecer  os seis erros mais grandes, na sua opinão, que o presidente da Turquia teve cometido na política econômica. (birgun.net)

Segundo a versão da mensal, no início da lista é colocada a convicção do líder turco de que a origem de todos os males seja a alta taxa de desconto e, consequentemente, os juros exagerados , apesar da opnião de tal política do Banco Central ser completamente justificada nas condições de queda da cotação da moeda nacional. Na opinião da mensal, Sr. Erdogan “continua declarando uma atitude não ortodoxa para com a regulação financeira: quanto mais baixa seja a taxa, tanto mais baixa seria a inflação”.  Além do mais, o presidente não está defendendo sua tese “básica”, mas também está exercendo uma pressão administrativa sobre o Banco Central, formalmente independente nas questões da política monetária e de crédito. Aliás, com o término das eleições a “Reuters” procurou saber que planos têm os maiores  investidores do mundo em relação à Turquia. Os investidores, como se soube, estão esperando e, antes de tudo, desejam saber se o Banco Central da Turquia será  de veras independente das autoridades. Quanto a isso, temos que constatar que logo após a sua reeleição Sr. Erdogan prometeu aumentar seu controle pessoal sobre o Banco Central, o qual “apesar da independência que tem não deve menosprezar os sinais vindos do presidente”. (gazeteemek.com)

No segundo lugar esteve um fomento multilteral do crescimento econômico contínuo. Em relação a isso a mensal advertiu: um crescimento deste gênero provoca uma recessão e um aumento da inflação que “consuma” as receitas da população juntamente com suas econoomias.

Terceiroo ponto: o Sr; Erdogan tem certeza de que investidores venham à Turquia, venham em qualquer caso. Enquanto isso, a queda da cotação da moeda nacional fá-lôs duvidar da estabilidade política no país, opina a mensal.   

Quarto: constituem um problema os impostos altos pagos pela classe média, urbana e educada, que, via de regra, tem atitudes oposicionistas, e a redistribuição das receitas (empreendimentos de estado) entre  os paridários do presidente.  

Quinto: a convicçaõ das autoridades de que os problemas econômicos da Turquia sejam nada mais do que uma consequência da “atividade subversiva” premeditada de umas forças mal-intencionadas externas.  Em relação a isso o presidente da Turquia não toma em consideração as estimativas das agências internacionais de rating o que, por sua vez espanta investidores estrangeiros.

Sexto: a consolidação do estado em prejuizo à sociedade civil leva (juntamente com o quarto ponto) ao crescimento da tenção social e poolítica no país.

A conclusão geral consiste em que  “o comportamento de Recep Tayyip Erdoğan em relação às questões da política econômica apenas contribue para o agravamento da dificuldade na economia”. 

No entanto, foi o candidato para a presidência do oposicionista Partido Popular-Republicano, Muharrem İnce, que num dos comícios pre-eleitorais também advertiu: “Estamos no umbral de uma crise, uma crise econômica. Erdogan não poderá dominá-lô. Em vez disso prefere travar uma luta contra o mundo inteiro”. (sozcu.com.tr) Além disso Muharrem İnce prometeu então, em caso ganhar as eleições, “pôr o fim ao desperdício insensato  dos meios de estado”, fazendo uma alusão aos créditos e às garantias de estado dados em abundância à economia com vista a um aumento de investimentos.  Aludiu, em particular, aos “projetos-mega” a serem postos em prática, sendo isso um tópico especial.

“Os planos enormes” (140 projetos-mega no total!) – isto é um novo “cartão-de-visita” de Sr. Erdogan.

Uma parte disso já está posta em prática:

- os túneis ferroviário e rodoviário debaixo do fundo do  Bósforo (“Marmaray”). As autoridades afirmam que o “Mamaray” é capaz de resistir a sismos de magnitude 9 na Escala de Richter (segundo os cálculos de sismólogos um terremoto forte é esperado no futuro próximo).

- a maior mesquita no mundo, segundo as afirmações das autoridades situada num morro nas proximidades do Bósforo, capaz de acolher 38 mil pessoas. 

- a ponte através do golfo de Izmit do mar de Mármara e  a terceira ponte através do Bósforo destinados para aliviar a situação com o tráfego em Estambul e na estrada Ancara – Estambul, com o tráfego excessivo,  maior o país. Aliás, os automobilistas turcos não se apressam com  o aproveitamento desta rotas por causa das tarifas de passagem demasiadamente grandes.

- o novo palácio presidencial na reserva natural em Ancara, 30 vezes  maior do que a Casa Branca e 4 vezes  - do que o Versalles. Na opinião de especialistas, não existe qualquer outro chefe do estado que tenha a residência igual em tamanho e luxo.

- nos arredores de Estambul está chegando ao término a construção do maior aeroporto na planeta com a planejada circulação de 150 milhões de passageiros por ano (o recordista atual – o aeroporto de Atlanta atende 95 milhões de passageiros por ano). Com isso o aeroporto internacional Atatürk que se encontra na parte europeia da cidade será fechado apesar de seu funcionamento bom. O novo aeroporto está à distância de 63 quilómetros da cidade, o metro  não vai para lá, e ainda não se sabe bem, como dezenas de milhões de passageiros iriam chegar a este porto aéreo.   

- e finalmente o maior projeto-mega – isto é o “Canal de Estambul” que irá ligar o mar Negro com o mar de Mármara indo paralelamente com o Bósforo. As autoridades planejam organizar um concurso para sua construção já este ano e terminar a obra em 2023, - para o centésimo aniversário da República da Turquia. Espera-se que o canal dé um alívio ao Bósforo com a limitada capacidade diária de tráfego de 130 navios, e também reduza a possibilidade de desastres tecnolôgicos na cidade densamente populada. Segundo as estimativas oficiais o projeto custará 15  bilhões de dólares, mas praticamente não há dúvidas de que o custo final sairá muito mais caro. Aliás ainda não se sabe se os armadores estiverem dispostos a pagar a travessia do canal novo sendo que, em conformidade com a Convenção de Montreux, a Turquia deve deixar navios estrangeiros passar pelo estreito gratuitamente. 

Muitos cientistas têm receios de que a construção do canal resulte na violação do equilíbrio natural entre o mar de Mármara, mais quente e salgado, e o mar Negro, menos salgado e quente. A eflorescência algal possível no mar de Mármara poderia resultar em consequências desastrosas para a flora e a fauna marítima, e Estambul para sempre estaria penetrada do odor de sulfeto de hidrogênio. Além disso, na opinião de peritos, o derrubamento inevitável das florestas e a destruição das fontes de água doce ao sul da megalópole causaria ao agravamento da situação ecolôgia na região em geral.

As autoridades afirmam que a parte leonina de despesas com os projetos-mega é atribuida aos investidores privados, mas os investimentos são garantidos com a propriedade do estado (basicamente com lotes de terra), e além disso, o estado promete indemnizar gastos do capital privado, se a exploração de novos objetos não trouxer receitas. Por isso, na opinião de peritos, este empreendimento pode tornar-se uma mina de ação retardada sob a economia nacional. Não foi por acaso que o FMI aconselhou a Turquia ter uma atitude mais seletiva para com  a escolha de projetos-mega.

É claro que um efeito positivo destas inciativas contribue para aumento do prestígio do regime governante nos olhos dos eleitores, mas dúvidas de que a economia nacional resista a uma carga destas são mais do que oportunas. O custo preliminar (!) total dos projetos equivale 325 bilhões de dólares com o PIB 849 dólres (2017).  Simultaneamente, segundo os dados do Centro Turco da Pesquisa político-externa e econômica (EDAM), o défice corrente da balança comercial do país atingiu 40 bilhões de dólares, a dívida pública externa consolidada está chegando a metade de trilhão de dólares, o total de dívidas de curto prazo – a 170 bilhões de dólares, a necessidade de finaciamento externo anual da economia atingiu 20 bilhões de dólares (edam.org.tr).  Com isso, uma hipotética renûncia às obrigações custosas pode, por seu turno,  prejudicar o prestígio do país constatando sua falência  econômica.

A situação econômica, bastante longe de ser a mais positiva, resulta em restrições inevitáveis na política externa de Ancara. Na opinião do diretor do Centro de Pesquisa Econômica junto ao Instituto da Globalização e dos Movimentos Sociais, Vassili Koltachôv, o problema mais grave da economia da Turquia, orientada à exportação é ligado a sua escala relativamente pequena, e deixando de tomar parte de projetos de integração a economia torna-se vulnerável a desafios internos e externos. “A integração da Turquia em alguma coisa enorme seria sua salvação”, - afirma Sr. Koltachôv. (eadaily.com)    

Nos marcos deste discuro parece evidente a opção entre as unidades políticas e econômicas do Oeste (a OTAN, a UE) e do Leste (a UEE, a OCX). Mas a renúncia do vetor ocidental na política externa, de facto promulgada por Sr. Erdogan, ainda não encontrou sua conclusão lógica na forma de uma aproximação real do Leste. A demais, a possibilidade mesma de distanciar-se do Oeste e de seus aliados seria problemática para a Turquia. Segundo as palavras de politicôlogo e jornalista, Barysh Doster, “não é a quantidade de votos dos eleitores que determina a política externa, mas o poderio do estado. A ligação da Turquia ao Ocidente tem um caráter estrutural e sua política não iria mudar para amanhã”. (t24.com.tr). E o relato preparado pelo Centro das Relações Internacionais e  da Análise Estratégica (TÜRKSAM) afirma que a deriva da Turquia em direção à Rússia, ao Irão e à China, a sua renûncia de facto as reivindicações de destituição de Bashar al-Assad resultariam numa deterioração das relações com a Arábia Saudita e com o Catar, as fontes principais de “dinheiro quente”, indispensável para um funcionamento normal da economia nacional. Além do mais, levando em conta o facto de a metade da exportação turca é feita atravews dos países da UE, não se deve esperar quaisquer mudanças cardinais do rumo da política externa. “A Turquia não tem a possibilidade de passar para uma outra liga,” – dizem constatando os peritos do TÜRKSAM. (turksam.org)

Apesar disso a Turquia ultimamente está praticando uma política de vários vetores, nitidamente traçada. E não se pode pôr de lado o fato de a Rússia ser o segundo parceiro comercial da Turquia. No ano passado a circulação de mercadorias entre os dois países aumentou em 37 por cento alcançando 21 bilhão de dólares. A cooperação bilateral está fortalecendo-se de caju em caju causando uma irritação aberta por parte dos EUA.

Sobre este fundo os problemas econômicos continuam acumulando-se, e vitória nas eleições em junho   é, em certa medida, um empréstimo político dos eleitores dado a Recep Tayyip Erdoğan. As seguintes  eleições vão dar a conhecer a que ponto o presidente  conseguiria dominar os problemas sociais e econômicos do país.

 

A opinião do autor pode desencontrar-se com a posição da Redação.

Em Moscou reralizou-se a segunda reunião da Comissão Russo-Uruguaia Mista de Assistência ao Desenvolvimento das Relações Comerciais e Ecnômicas. Os participantes do evento puseram em relevo especial o fato de a Rússia e o Uruguai serem parceiros comerciais e econômicos importantes.  O ano corrente de 2018 é marcado com um dinamismo positivo no desenvolvimento do comércio bilateral, no entanto existe um potencial sério para a diversificação e o aumento dos fornecimentos mútuos. Hoje 97 por cento da importação uruguaia para a Rússia cabem para gêneros  alimentícios e matérias-primas agrícolas, enquanto praticamente o total da exportação russa consiste em derivados do petróleo e de adubos. As partes traçaram em conjunto as vias de obtenção de  uma diversidade maior e de alargamento da interação de negócios russo-uruguaia. Teve lugar o encontro do co-presidente da Comissão Intergovernamental dos dois países, diretor do Serviço Federal de Controle Veterinário e Fito-Sanitário, Serguei Dankvert, e do vice-ministro das relações exteriores do Uruguai, Ariel Bergamino. Seus participantes confirmaram o rumo conjunto à intencificação de desenvolvimento ulterior da cooperação.

O vice-ministro das relações exteriores da República Oriental do Uruguai, Sr. Ariel Bergamino, teve a bondade de responder às perguntas da “Vida Internacional”.

 A“Vida Internacional”: Senhor vice-ministro, o Senhor poderia fazer para nossos leitores um breve relato dedicado ao Uruguai de hoje?

Ariel Bergamino:  Tive mais de uma vez a oportunidade de falar da nossa república com parceiros estrangeiros. E ando insistindo: o Uruguai é antes de tudo um país seguro. Sua estrutura institucional e o sistema político demonstram a continuidade e  a estabilidade. Apesar de comparações serem, às vezes, litigiosas e desagradáveis, a verdade é que hoje o Uruguai ocupa o primeiro lugar no rating internacional de estabilidade democrática e política, de segurança legal, de transparência e legitimidade da administraçãao na América Latina e está em situação muito favorável ao nível internacional. O Uruguia é um país crescente. No período entre 2005 e 2015 a nossa economia tinha um crescimento anual médio de 5 por cento permitindo o Uruguai tornar-se um dos países da região com o mais alto  crescimento marcado.  Em 2016 e 20017, apesar do contexto regional de afrouxamento, na economia do Uruguai foi registado um crescimento de 0,5 por cento. E em 2018 é previsto um crescumento de quase  3 por cento. Além disso, a despeito do mencionado contexto de crise o Uruguai mantem o nível de investimento da sua dívida pública na faixa de ВВВ-А2 tendo cerca de 14 000 milhões de dólares na reserva. Isso é equivalente a 30 por cento do nosso PIB. Temos um regime de câmbio flexível e condições excelentes de acesso ao financiamento internacional. O Uruguai é um dos países da região que tem a maior quantidade de investimentos estrageiros diretos (IED) em relação à dimenção da sua economia com o índice anual médio de 4,9 por cento do PIB no periodo entre 2005 e 2016. A fonte principal dos IED para o Uruguai são a Argentina, o Brasil, os EUA, a Finlândia, a França, o Chile, e os principais ramos a receberem os investimentos são a construção pública, a indústria manufatureira, a pecuária, a agricultura e a indústria de madeiras, o comércio, os serviços e a corretagem financeira. Também gostaria de salientar que o Uruguai tem altos ritmos de re-investimento de receitas dos investimentos estrangeiros diretos (60 por rcento no período entre 2005 e 2015). Isso é uma evidência da satisfação de investidores estrangeiros e da confiança no país.

A“Vida Internacional”: A média internacional afirma com frequência que o Uruguai dispõe de uma infraestrutura moderna. A que ponto estas informações são justas?

Ariel Bergamino: Na minha opinão tais afirmações não são infundadas. Veremos então. Temos dois portos – Montevideo e Nueva Palmira convenientemente situados à saída ao Atlántico do Sul. Temos um aeroporto internacional da primeira classe que funciona em regime livre. O país tem o melhor abastecimento com a energia elétrica na América Latina. E em 2015 92 por cento da procura foi satisfeita por conta da energia recuperável. Ocupamos o primeiro lugar no rating latino-americano de acesso ao Internet (acesso fixo de faixa ampla) e a duração de carregamento. 90 por cento dos domicílios uruguaios têm o acesso à fibra ótica. Três de cada quatro uruguaios têm o acesso ao Internet através de seus dispositivos móveis e 80 por cento da população usam smartphones.

A “Vida Internacional”: E como vai o negócio com o sistema do ensino no Uruguai?Com as tecnologias e inovações?

Ariel Bergamino: No nosso país temos o ensino estatal gratuito de uma alta qualidade. Trabalhadores uruguaios aprenderam novas tecnologias e adaptam-se facilmente a novos processos de produção. Existe um regime de subsídios para as companhias que realizam programas individuais de instrução. E quanto ao acesso às tecnologias digitais, o Uruguai  foi o primeiro país no mundo que  abasteceu com computadores portális com o acesso ao Internet os 100 por cento de professores e alunos de excolas primárias e secundárias do sistema estatal do ensino.

A “Vida Internacional”: O Uruguai é famoso com seu setor agrário, moderno e altamente tecnológico.  Comoistosemanifesta?

АриэльБергамино: No plano da produção agrícola Uruguai é o único páis do mundo que garante a possibilidade de vigiar a origem individual de gado bovino a partir do campo (porque no nosso país animais são criados ao ar livre e pastam nas vazantes naturais comendo forragem que não contem hormônios ou componentes químicos) e até a sua panela. Além disso os 100 por cento dos produrores de citrinos marcam o lugar da origem de produto o que permite saber precisamente o local e as caraterísticas da produção. A propósito, o Uruguai é o primeiro país na América Latina que marca em plena medida o local de origem de todos os produtos da vinicultura controlando o ciclo da produção de vinho.   

A “Vida Internacional”:  A média diz muita coisa referente a uma atitude rigorosa  e atenciosa que têm os uruguaios para com a natureza do seu país. Emquesemanifestaestedesvelo?

Ariel Bergamino: O nosso país é um dos 25 países mais “verdes” da planeta ocupando o primeiro lugar no mundo segundo a qualidade do ar e o plantio de novas florestas. O Uruguai tem grandes recursos naturais para o desenvolvimento de fontes recuperáveis da energia, tais como a biomassa, energia hídrica, solar e eólica. 95 por cento da energia no país vem  procedente das fontes restauráveis. É o lider mundial na energia eólica – juntamente com a Dinamarca, a Holanda e a Alemanha, - com mais de 30 por cento da energia elétrica produzida pelos chamados “parques de vento”. O Uruguai é o único país no mundo que regula seus solos segundo uma lei e usa um modelo de prevenção da  erosão para a criação de futuras capacidades de produção. Sua política aquática nacional compreende a administração dos recursos hídricos e os serviços relacionados com isso. Não é por acaso que “O Uruguai Natural» é a palavra  de ordem do nosso país, a sua marca. Esta palavra de ordem também pertence à escala humanitária geral, a mentalidade do nosso povo, ao país onde vivem pessoas simples, bondosas, mas ao mesmo tempo de espírito empreendedor. Na nossa sociedade penetrada de princípios da igualdade, solidaridade e do respeito das forças construtivas, existem valores democtáticos fortes. O Uruguai é o país de diálogo com todos. A nossa política externa visa o respeito por outros povos, a integração regional, baseada na não ingerência nos assuntos internos de outros países e na preservação da nossa própria soberania.    

 A “Vida Internacional”:  Isso significa que seu país poderia ser um ideal para a imitação? É provavél que tenham algo para ensinar a nós?

Ariel Bergamino: É claro que o Uruguai não é um país ideal. No entanto realizamos um trabalho diário a fim de tornar-nos melhor, da mesma maneira como o faz a Rússia e outros países. No contexto desta tarefa aspiramos a melhorar e aumentar o intercâmbio comercial com a Rússia, bem como buscar e levar a cabo projetos conjuntos de investimento, a cooperação financeira e bancâria, desejamos desenvolver a infraestrutura, várias espésies da produção, os serviços divididos. As relações entre a Rússia e o Uruguai têm longa história: as realações diplomáticas entre os dois países foram estabelecidas em 1857 e resistiram à prova com o tempo. E devemos ir mais adiante.  Esta é razão porque contamos com vocês nesta viagem para o futuro, participamos nas conversações russo-uruguaias aqui... 

A “Vida Internacional”: Também gostaríamos de perguntar: o Senhor teve a oportunidade de visitar a Rússia anteriormente?  

 Ariel Bergamino: Sim, mas há muito tempo. Não estive em Moscou desde os tempos da União Soviética. Assim passaram muitos anos... 

A “Vida Internacional”: E que impressão tem?

Ariel Bergamino: É ainda muito pouco tempo que estou aqui, mas já posso dizer que sua capital tem se transformado muito, toornou-se melhor, e os parceiros russos são muito simpáticos e hospitaleiros. 

A “Vida Internacional”: Sua visita é relacionada de qualquer maneira com a Copa do Mundo de futebol?

Ariel Bergamino: Não, nada disso. O objetivo da minha visita é totalmente outro – o de negócios. Tenho apenas dois pontos na minha agenda: tomar parte da reunião da comissão conjunta da cooperação comercial e econômica e fazer as consultas políticas no Ministério do Exterioor da Rússia. Ambos estes pontos vão ser dedicados ao exame das nossas relações, ao incremento da cooperação entre o Uruguai e a Rússia.    

A “Vida Internacional”: Senhor Bergamino, agradecemos-lhe a uma conversa interessante.

…Depois da entrevista conosco o vice-ministro das relaçõess exteriores do Uruguai, Sr. Ariel Bergamino, teve consultas políticas com o vice-ministro das relações exteriores da Rússia, Serguei Ryabkov. Segundo informou a Chancelaria russa, as partes fizeram uma análise construtiva da cooperação na esfera política, do desenvolvimento das relações comerciais e econômicas bilaterais, inclusive à luz da futura reunião da Comissão Intergovernamental especializada, análise das perspetivas da cooperação industrial e das possibilidades de aumento dos contatos culturais e humanitários. Teve lugar a troca de opiniões sobre um amplo círculo das questões da oordem do dia mundial. No processo das consultas uma atenção especial foi dada à consolidação da interação da Rússia e do Uruguai na ONU e também ao estabelecimento da cooperação da Rússia com as entidades de integração latino-americanas inclusive o formato  a União Econômica Eurasiática (UEE)  -  o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

As palavras proferidas um ano atrás pela Chanceler da Alemanha, Ángela Merkel,  de que a Europa não pôde  mais contar com os EUA  causaram um alvoroço no seio de  políticos e peritos europeus. Durante o  ano passado o semelhante ponto de vista parece ter sido tornado-se pratricamente dominante.   Em abril e maio do ano corrente foram a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, Presidente do Consselho da Europa, Domald Tusk, e o Presidente da França, Emmanuel Macron, que falaram da ameaça à UE por parte da “caprichosa administração” dos EUA e da necesidade de contar com suas próprias forças. Um pouco  mais tarde o Chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, tambem expressou a opiunião de os EUA terem tornando-se um parceiro “cada vez menos seguro” quando se trata dos países europeus[i].    Os EUA, como que estando apressados com a confirmação destas avaliações, a partir de 1 de junho  estabeleceram taxas de importação de aço e de alumínio da Europa. A UE começou a empreender passos de retaliação. Foi a decisão de Donald Trump de abandonar o acordo nuclear com o Irão que deitou lenha na fogueira, acompanhada esta decisão de ameaças de sanções contra as companhias européias que continuem cooperando com Teerão. Durante os decénios anteriores, inclusive nos tempos da Guerra Fria, foi mais de uma vez que a Europa  teve “ressentimentos” com Washington, mas via de regra tudo se limitava com “queixas” rituias feitas em seguida. Agora parece que na administração da União Europeia e nos países-membros estão tornando-se cada vez mais ouvidas as vozes a favor de uma resposta “genuína” aos novos desafios da êpoca. Mas que ações podem ser empreendidas?

Poderíamos estar quase certos afirmado que a Europa não vai definitivamente tornar-se de cotas à América do Norte. Cumpre lembrar que nos tempos da primeira presidência de George Walker Bush os aliados europeus já defrontaram com a situação de uma queda brusca de interesse de Washington na parceria trans-atlántica. Durante os seguintes quatro anos a Europa conseguiu em uma grande medida restabelecer as relações estratégicas com os EUA, tanto mais que o establishment norte-americano (independentemente da pertinência partidária) continua com o consenso de a ordem mundial atual permanecer sendo vantajoso para os EUA. E as relações estreitas com a Europa são um elemento importante de seu desenvolvimento e consolidação. E agora também, na opinião do The Guardian, a UE deve  “fazer todo o possível para o fortalecimento das relações trans-atlánticas”. Mas com isso os europeus devem estar preparados para uns momentos nos quais “terão de atuar sozinhos”.

A que grau da “autonomia estratégica” pode chegar a atual Europa? De um lado, para o momento que vivemos  a maioria dos países-membros da União ultrapassaram a recessão econômica. A situação financeira e econômica geral da Comunidade está melhorando. Foram os partidários da unidade europeia que ganharam nas eleições nos Países Baixos, na França na RFA e, com reservass determinadas, na Áustria. Além disso, como pensam os otimistas, Donald Trump até poderia tornar-se um “estímulo” “para os líderes europeus, especialmente na França e na Alemanha para sugerir vias de solução dos problemas globais do mundo deixando atrás as questões europeias locais”[ii]. Finalmente, a guerra comercial desencadeada por Donald Trump e o abandono por Washington do negócio nuclear com Teerão serão um motivo genuíno para “demonstrar firmeza”. “Se a Europa faltar de arreganhar os dentes, sua opinião deixará de ser considerada na política internacional. Se a Europa fizer  concessões hoje, os EUA sempre vão imôr-lhe sua vontade no futuro”, - opina famoso economista norte-americano, Jeffrey David Sachs[iii].

Mais adiante vem uma fila das questões desconhecidas pelos europeus ou desagradáveis para eles. Quem aceitará o difícil e contraditório fardo da liderançã na UE? Depois da saída da Grã Bretanha que já é um fato consumado [iv] ao papel do líder (mais provavelmente coletivo) poderiam aspirar a Alemanha e a França[v]. E no decurso de 2017 Berlim e Paris tinham manifestado uma atitude unânime para com o conceito de movimento da UE  em direção a uma federalização maior. Uma estrategia destas visa, antes de tudo, a preservação do mercado comum da União e posteriormente poderia ser aproveitada no processo de implementação de decisões da política externa.

No entanto a ideia de delegação de poderes cada vez mais novos às instituições super-nacionais sempre causava debates veementes dentro da Comunidade. Durante os últimos 20-25 anos a “pressão da UE” provoca apenas uma rejeição cada vez maior por parte de muitas forças políticas não só em alguns países do Europa Central e do Leste, mas também na Áustria e na Itália[vi], sendo que esta política é associada com restrições na soberania[vii]. (A Grã Bretannha, como se sabe, decidiu abanbonar a União exatamente sob este pretexto.) Os processos políticos que se davam no fim de 2017  - na primavera de 2018 em Bruxelas, Budapeste, Varsóvia, Praga,  Viena e Roma[viii] é uma clara e inquietante comprovação de que a UE está defrontando com im dilema existencional na confrontação com os líderes nacionalistas da Europa Central com a Polónia e a Hungria à cabeça”[ix]. Entretanto são a crise da Área do Euro e o Brexit que permanecem na ordem do dia. Em resultado disso, constata o perito russo, Feódor Luquianov, “o futuro do continente não pareceu tão indeterminado desde os meados do século XX”. 

Além disso uma preocupação grande é causada por um “inevitável” aumento da influência da Alemanha, caso os planos de uma centralização ulterior do poder da UE forem implementados. “A herança histórica”, extremamente contraditória, continua não apenas nutrir o complexo de deficiência na política externa de Berlim, mas gerar as suspeitas dolorosas por perte da maioria dos vizinhos da RFA. A última circunstância tradicionalmente faz com que muitos países europeus “pequenos” mantenham relaçõoes geopolíticos com os EUA, estreitas ao máximo – até em prejuizo à ordem do dia europeia comum [x]. Quе estrutura dentro da UE, atual ou hipotética do futuro, poderia garantir aos seus membros “a proteção política de um contra outro” comparável com a norte-americana? Parece que depois da formação do novo governo na primavera deste ano em Berlim não tem a resposta a esta questão. Paris, por seu turno, viu-se obrigado a conceder um tempo cada vez maior às reformas domésticas de uma grande envergadura e dolorosas.

No plano das questões militares e estratégicas as capacidades conjuntas da UE são relativamente comparáveis com as norte-americanas, tendo em vista o componente quantitativo, mas não o qualitativo. Mas a aliança militar dos países da UE, segundo disse a Chanceler da RFA, Angela Merkel, permanece “em estado de embrião”. É notório que saõ os EUA que formam o elo básico de sistema que faz com que as relativamente separadas forças dos europeus tornem-se uma força de combate real enquadrada na OTAN, na qual os EUA desempenham um papel-chave do ponto de vista de intelegência, abastecimento e deslocamento das tropas, bem como  de uma série de outras questões. No período atual nenhum membro da UE seria capaz de adotar o papel do líder militar e político da Europa. A Grã Bretanha está abadonando a UE. Na Alemanha uma parte das principais forças políticas estão manifestando-se a favor da aproximação da Rússia. E os recursos militares da França estão sendo concentrados cada vez mais na luta contra a ameaça terrorista interna. Como um indício indireto de desconfiança nas perspetivas militares não apenas da UE, mas até da OTAN, pode ser cosiderado o recentemente anunciado desejo da Polónia de instalar em seu território uma base militar norte-americana (fora dos mecanismos formais da OTAN).

As perspetivas da política externa comum da UE também são bastante indeterminadas. De um lado os valores da UE continuam sendo atraentes numa série dos países limítrofes – desde os Balcãs do Oeste[xi], em relação aos quais a Comissão Europeia já anunciou uma estratégia de admissão como os membros da UE prevista para os próximos dez anos, até a Ucrânia. Do outro lado “o entusiasmo com o alargamento da UE” entre os países-membros “esgotou-se em grande medida”, pensam os peritos do centro analítico norte-americano Stratfor. A demais, é pouco provável que as capitais da Europa do Leste gostem do objetivo real do modelo de reforma da União Europeia proposta pelos principais membros do clube “antigos”, - o de reduzir ao mínimo as possibilidades dos países da Europa Central e do Leste de aproveitar-se das contradições entre as potências mundiais.

Deste modo as capacidades da política externa da UE são muito limitadas, antes de tudo em virtude de ausência quase total de um omponente militar e de força, independente de Washington. A UE não tem em seu dispor um espetro completo de “instrumentos” geopolíticos e hoje limita-se principalmente com as alavancas financeiras e econômicas sendo no futuro visível incapaz de ocupar em caso de necessidade o lugar principal na manutenção de paz ou em sua estabilização na Europa.

No plano econômico com a saída da Grã Bretanha o orçamento anual da União Europeia diminuirá pelo menos em dez bilhões de euros. A Comissão Europeia já apresentou uma moção de redisribuir a parte do orçamento comum da UE destinada aos países  da Europa Central, do Leste e do Báltico a favor da Grécia, Itália e Espanha que sofrem do crescimento do desemprego e do afluxo de migrantes[xii]. O descontentamento legítimo dos habitantes do Leste europeu provoca novas batalhas que ameaçam “entravar ou até aniquilar os resultados dos processos de integração que se desenvolveram durante duas décadas, e num plano mais amplo coloca a questão: a UE é mesmo uma unidade à base do princípio de interesses econômicos comuns ou valores comuns?[xiii] Com tudo issso para o sucesso na competição global seria necesssária uma restrição ou até uma redução do “êxito principal da sociedade europeia do “bem-estar universal”, – dos seus sistemas sociais. Os membros antigos da UE falam disso em voz cada vez mais alta[xiv].

Entretanto as atitudes de Donald Trump para com a política econômica resultam em que numerosos analistas façam a conclusão de estar vindo uma nova êpoca na qual a rivalidade entre os partidários da globalização e do isolamento econômico (“nacionalismo”) vem à linha de frente. Neste caso as ideias protecionistas do atual chefe da Casa Branca podem encontrar a repercussão no seio de uma parte dos membros da UE, especialmente dos que têm medo do fortalecimento da influência alemã depois da saída da Grã Bretanha. E afinal o mercado estado-unidense continua tendo a importância-chave para a maioria das companhias europeias que ali têm suas filiais, e operam com suas ações através da bolsa de Nova Iorque. E ainda  não existe uma substituição disso que seria equivalente

Desta maneira as causas de ativação da busca de uma identidade independente na política externa e até na defesa na UE, como poderíamos imaginar, estão ligados antes de todo ao rumo da atual administração norte-americana. Entretanto os presidentes dos EUA são reeleitos a cada quatro anos, e novos passos da União Europeia em direção à independência estão diretamente ligados, antes de tudo, ao vetor da política trans-atlántica de Washington. No contesto disso a volta de uns dirigentes da UE e dos países-membros à retórica que trata de necessidade de “restabelecer” as relações com a Rússia (Junker, Macron, Merkel) pode ser dirigida à audiência política norte-americana. A “ameaça” europeia de ir a reboque de Trump e aumentar as divergências com os EUA é capaz de pôr de alerta muita gente em Washington. Os resultados das eleições intercalares a serem realizadas em novembro próximo em caso de serem desfavoráveis para para os republicanos podem fazer com que a Casa Branca abrande sua política na direção europeia.

Na própria Europa dá-se uma intensificação visível da luta entre os partidários do rumo à consolidaçaõ em prol de uma “autonomia estratégica”, ainda apenas ilusória, e os apologistas da “Europa das nações” com os países e as regiões a edificarem as relações mútuas e as com o mundo externo baseando-se, antes de tudo, em objetivos e tarefas nacionais. (Sendo que os partidários da manutenção da liderança norte-americana existem em ambos os “campos”.) AEuropaatual é “destroçada.  As relações comerciaiss com tal Europa provavelmente seriam mais fáceis, mas sua capacidade de tomar parte de um tal “negócio grande” continua estando sob questão.     

A opinião do autor pode desencontrar com a posição da Redação.

 


[i] https://www.rbc.ru/rbcfreenews/5b0bb0089a7947c05feeecdf?from=newsfeed

[ii] Lawrense Henry Summers | The Washington Post A Civilização Ocidental e a Hipocrisia do Presidente 13 de julho, 2017

A tradução russa: https://www.inopressa.ru/article/13Jul2017/wp/west_trump.html

[iii] https://www.inopressa.ru/article/29May2018/welt/sachs.html

[iv] No fim de maio vieram notícias de que os euro-céticos britânicos suspeitaram o governo de terem intenções secretas de ficar na União Europeia. Os receios surgiram depois de terem sabido que os oficiais do  governo decidiram destinar centenas de milhares de libras esterlinas para as eleições  para o Parlamento Euiropeu. https://www.newsru.com/world/27may2018/secretly.html

[v] A RFA – um quarto do total da economia da UE à exeção da Grã Bretanha; a França – 18%  do total da economia da UE à exeção da Grã Bretanha . Calculado à base de https://en.wikipedia.org/wiki/World_economy (os dados segundo a cotação nominal).

[vi] Veja em mais pormenor: https://interaffairs.ru/news/show/19692

[vii] https://www.foreignaffairs.com/articles/central-europe/2018-04-06/how-illiberal-leaders-attack-civil-society

[viii] Em dezembro de 2017 pela primeira vez na história a Comissão Europei decidiu iniciar o processo de introdução das sanções contra a Polónia por causa da violação da supremacia do direito. Anteriormente na França ambos os partidos políiticos principais - os socialisstas e os republicanos – sofreram uma derrota total nas eleições presidenciais e parlamentares. A partir do outono  de 2017 até a primavera de 2018 a Alemanha estava atravessando “a mais grave crise polítiica desde sua unificação”. Em dezembro de 2017 na Áustria foi formado o governo de extrema-direita que ostentava a decisão de limitar as esferas de influência da União Europeia. Em 2018 na Hungria o “euro-cético”, Viktor Orbán, foi reeleito para o cargo de Primeiro Ministro. Em fim, em maio de 2018 na Itália os “euro-céticos formaram o governo.

[ix] http://www.ipg-journal.io/regiony/evropa/statja/show/novyi-vostochnyi-blok-gotov-441/

[x] Além disso,a economia da RFA sendo bastante ponderável ainda é quatro vezes menor do que a norte-americana.

[xi] https://www.inopressa.ru/article/31May2018/lemonde/serbe.html

[xii] https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-05-29/eu-regional-aid-for-east-europe-to-shrink-in-post-brexit-budget

[xiii] https://www.bbc.com/russian/amp/features-43158639?__twitter_impression=true

[xiv] http://www.globalaffairs.ru/redcol/Evropa-v-sebe-19375

Que tarefass imediatas tem o BRICS considerando o facto de a situação internacional tornar-se cada vez mais complexa? Uma resposta a esta questão foi dada pelos participantes da mesa redonda em Moscou dedicada ao papel e à unificação desta aliança no mundo contemporrâneo.

Gostariíamos de lembrar que em 28-31 de maio em Joanesburgo (RAS) terá lugar o memorável décimo Forum Académico do BRICS. O еncontro da comunidade de peritos é tradicioonalmente promovido em véspera da cúpola dos líderes dos países do BRICS que este ano será realizado em 25-27 de julho,  também  em Joanesburgo,  e visa elaborar recomendações coordenadas para desenvolvimento e aperfeiçoamento da associação.

O diretor executivo do Comité Nacional para a Pesquisa do BRICSdiretor do Centro da Estratégia da Rússia na Ásia junto ao Instituto da Economia da ACR,  professor-catedrático do IERE (U) do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Gueorgui Toloraia, disse que atualmente nos quadrantes do BRICS são realizadas até 100 encontros anuais dedicados a 70 temas.  Inicialmente a interpretação da atividade do BRICS  nosmeios de comunicação em massa teve um caráter sensacional, mas nos últimos tempos materiais deste gênero tornaram-se consideravelmente mais raros. Isso teve suas razões objetivas. Coomeçou funcionando o Banco Novo de Desenvolvimento do BRICS, no entanto não sendo este tão popular como se podia esperar. O Banco Novo é ultrapassado pelo Banco Asiático de Invesstimentos Estruturais criado por iniciativa da China. Além disso o papel do grupo BRICS como um reformador do sistema das relações internacionais e da arquitetura da administração global permanece insuficientemente ativa. Isso se dá em particular sob a influência das contradições entre a Índia e a China: as relações atuais entre estes países têm muito a desejar.

Com que se destaca a presidência da RAS no BRICS? Segundo disse Sr. Toloraia, Pretória etá  dando uma atenção epecial ao formato da cooperação regional ssegundo o vetor “Sul-Sul”. Os problemas mais urgentes na ordem do dia  na RAS continuam sendo os da desigualdade soscial, saúde pública, emancipação de mulheres e da implementação das tecnologias de vanguarda.   

Além disso a África do Sul está propondo a iniciativa de criar um grupo pacificador unido  capaz de contribuir para a solução de conflitos no continente africano. A esta questão foram dedicadas consultas repetivas ao nível de sherpas e souz-sherpas. Na opibnião de Sr. Tloraia seria seria útil concentrar a atenção na análise das práticas mundiais da solução de problemas semelhantes e tentar criar  à base do BRICS uma rede de contatos que tornem possível mandar as partes conflitantes sentar-se à mesa de conversações. A luta contra o terrorismo e a prevenção do tráfico de drogas mantêm sua atualidade como as questões da segurança nacional e internacional discutidas nos marcos de encontros de representantes altos dos países do BRICS.  

O regente da cadeira das relações exteriors e da política externa da Rússia do IERE do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Boris Martynov, sublinhou que os contatos na esfera de ensino e ciência desempenham um papel importante no plano de desenvolvimento das relações dentro do BRICS. No entanto o papel principal pertencerá não ao ensino, mas à elaboração de valores básicos comuns – uma filosofia nova da globalização a qual permitiria superar a atitude “ocidentecentralizada” para com o desenvolvimento do mundo contemporrâneo e propôr sua própria alternativa. 

“O BRICS necessita um sistema comum de valores o qual faria com que seus particiupantes possam sugerir um modelo alternativo da globalização que seja mais justa”. (Boris Martynov)

Simultaneamente as contradições dentro do BRICS têm um caráter totalmente objetivo relacionado a facto de todos os países-membros da aliança pertencerem a diferentes civilizações, usarem idiomas diferentes e terem experiências históricas diferentes. Não obstante a lógica do desenvolvimento mundial poderia resultar em nivelação das contradições exitentes, sendo então os problemas atuais do mundo resovidos dentro do formato do BRICS, mas não nos marcos das Nações G4.    

Conselheiro superior do dirigente do Centro Analítico junto ao Governo da Federação da Rússia, professsor ordinário da Universidade Nacional de Pesquisa da Escola Superior da Economia, Leonid Grigoriev,  disse que cada país do BRICS trabalha a seu modo com vista à implementação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Estável e das 168 tarefas respetivas que em 2015 foram vocalizadas na Organização das Nações Unidas. Todos os cinco países enfrentam desafios sociais e econômicos complicados. O poder aquisitivo atual na Índia é de 6 mil dólares norte-americanos;  na RAS – 12 mil dólares, no Brasil – 20 mil dólares, na Rússia – 24 mil dólares. Com isso, segundo disse o economsita, a República da África do Sul defronta com um aumento potente do número de imigrantes procedentes dos páises situados ao sul do Congo. Este fator da pressão demográfica resulta em que o país apesar dos esforços empenhados é incapaz de elevar os índices do PIB. A Rússsia e o Brasil estão numa situação consideravelmente melhor, mas estes países apenas começaram a ultrapassar a crise financeira e econômica.  

Segundo Sr. Grigoriev, a questão de combinação das possibilidades do intercâmbio na esfera de ensino e das possibilidades do desenvolvimento inovativo, da formação de pessoal de engenhaeria e industrial permanece como a mais urgente na política de ensino dos países do BRICS. Entre os desafios mais graves da atualidade a serem atendidos pelos países do BRICS  figuram os problemas da desigualdade social (especialmente no plano “cidade-campo”) e o problema de gêneros alimentícios no continente africano causado pelo crescimento impetuoso da população enquanto os problemas básicos continuarem por ser resolvidos. Na opínião da maioria de demógrafos, a população da África que agora atinge 1 bilhão de pessoas, em 2040 aumentará em duas vezes. 

Diretor programático do Clube Internacional de Debates “Valdai”,  economista-chefe do Banco Eurasiático de Desenvolvimento, Yarosláv Lissovólique, notou que as contradições da  economia mundial permanecem na mesma, e a missão dos países do BRICS consiste em neutralização dos fatores negativos do desenvolvimento mundal. O perito considera como um perigo especial a política protecionista que algumas potências mundiais inclusive os EUA, procuram praticar, o aumento das taxas do Sistema Federal de Reserva dos Estados Unidos e, como uma consequência, o aumento volatil de flutuação do câmbio.

Sr. Lissovólique vé como o de uma grande perspectiva o desenvolvimento das relações entre os países do BRICS  dentro do formato “BRICS mais” sugerido pela China. Uma atitude destas prevé um desenvolvimento das relções financeiras e econômicas à base das grandes associações regionais que já existem (o MERCOSUR, a ASEAN, a Zona do Comércio Livre da Ásia Meridional, a União Aduaneira da África Austral). A semelhante atitude já despertou interesse por parte de participantes grandes do processo econômico mundial, tais como a  Turquia, a Argentina, a Indonésia. Um papel considerável poderiam representar a União  Econômica Eurasiática (UEE) e  a iniciativa “Cinturão e a Rota da Seda”. Desta maneira a cooperação internacional tornar-se-ia uma real “integração das integrações” levando em conta os interesses de todos seus participantes. O perito também qualificou como  positivo o crescimento do giro entre a Rússia, a Índia e a China. 

Entretanto a Rússia está preparando-se para a presidência do BRICS  a partir de 2020. Uma das mais importantes propostas de Moscou a qual mais provavelmente terá sido promovida ao nível internacional está ligada à criação de uma plataforma energética unificada dos países-membros da aliança. No entanto, na opinião de Gueorgui Toloraia, esta tarefa exigirá um trabalho longo e minucioso. Como resulta das consultas preliminares sobre  esta questão, os nossos países ainda não estão preparados para uma interação nos marcos de um formato destes.  Por isso o projeto inicial transformou-se na ideia de uma agência energética que posteriormente se tornaria uma associação energética e afinal – uma união de perícia.

Gueorgui Toloraia salientou que antes da criação do BRICS as relações econômicas, finaceiras e culturais internacionais desenvolveram-se como uma parte do processo da globalização encabeçado pelos países do Ocidente, antes de tudo pelos EUA, que velaram pelos seus próprios interessses e atuaram segundo suas regras. Durante o período do tempo que passsou desde o momento da fundação da associação os países-membros conseguiram formular os interesses comuns e abandonaram as atitudes recíprocas praticadas através do “ótico” ocidental.   O BRICS tem plena oportunidade de dar sua contribuição para a criação de condições da cooperação internacional, mais justas e iguais em direitos.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 28.01.2018

 

Trump diz que pedirá desculpas por compartilhar vídeos anti-muçulmanos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/01/2018 10:36:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá pedir desculpas por compartilhar vídeos anti-muçulmanos de um grupo britânico de extrema direita na sua conta oficial no Twitter.

Em entrevista ao jornalista Piers Morgan, da emissora britânica ITV, Trump disse não saber nada sobre o grupo Britain First e "certamente pedirei desculpas, se você gostaria que eu o fizesse".

Trump foi amplamente criticado, inclusive por Morgan, por retuitar esses vídeos no ano passado. Numa prévia da entrevista, que irá ao ar no domingo, Morgan pressiona Trump, que disse ter compartilhado os vídeos porque ele "acredita no combate ao terror do Islã radical".

O presidente também diz ao jornalista que é "a pessoa menos racista que alguém vai conhecer". Fonte: Associated Press.

Após chegada do papa, mais três igrejas são atacadas no Chile

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/01/2018 11:10:18

Mais três igrejas católicas foram atacadas no Chile na madrugada de hoje (16), poucas horas depois da chegada do papa Francisco ao país, informaram a Polícia e o Corpo de Bombeiros.

Dois ataques aconteceram em Cunco, a pouco mais de 700 quilômetros de Santiago, na região da Araucanía. As igrejas ficaram totalmente destruídas, disse o comandante do Corpo de Bombeiros da localidade, Pablo Oackley, a uma rádio chilena.

"Os templos atacados ficavam nos setores de Lagunillas e em Río Negro, e as chamas começaram simultaneamente nos dois lugares. As capelas foram totalmente consumidas. Não ficou qualquer vestígio. Será difícil determinar a origem e causa do incêndio", disse Oacley.

A polícia investiga a autoria do crime. Araucanía é palco de um conflito entre comunidades indígenas, que exigem terras ancestrais, e empresas agrícolas.

O papa Francisco, que chegou hoje a Santiago, irá a Araucanía na quinta-feira (18), onde fará uma missa campal em Temuco, a capital da região.

Em Puente Alto, município que faz limite com Santiago, o ataque foi à Paróquia Mãe da Divina Providência, que sofreu danos consideráveis, segundo a polícia. De acordo com moradores da região, cinco pessoas lançaram bombas contra a porta do templo e depois queimaram bandeiras do Chile e do Vaticano.

Com as ações de hoje, já são nove as igrejas católicas que sofreram ataques desde a semana passada no país.

Filipinas decretam alerta máximo depois de ameaça de erupção vulcânica

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 15/01/2018 10:54:40

As Filipinas estão em alerta máximo devido ao vulcão Mayon, que segundo especialistas pode entrar em erupção de maneira iminente após ter liberado, durante o final de semana, espessas nuvens de cinzas e forçar o deslocamento de milhares de pessoas.

A agência sismológica das Filipinas (PHIVOLCS) elevou nesta segunda-feira para "crítico" o nível de alerta perante a possibilidade deste vulcão, situado ao leste do arquipélago e a cerca de 350 quilômetros de Manila, expulsar rios de lava sobre populações e campos.

Mayon teve uma erupção pela primeira vez na tarde de sábado, liberando nuvens e cinzas, e o organismo estatal, que no domingo decretou nível 2 ("crescente preocupação"), decidiu aumentá-lo para 3 nas últimas horas.

Depois da primeira erupção ocorreram outras duas, que provocaram 158 desprendimentos de rochas e o deslocamento em massa de mais de mil pessoas em um raio de 6 quilômetros.

Hoje, o raio foi ampliado para 7 quilômetros, e o número de pessoas deslocadas subiu para 12.044, informou à Agência EFE a porta-voz do Escritório de Defesa Civil da província de Bicol, Rachel Ann Miranda.

"Tudo indica que vai haver uma erupção mais forte, por isso nos preparamos para diferentes cenários", assegurou a porta-voz, após confirmar que já não restam civis na área de perigo.

A erupção pode ocorrer de forma iminente, mas também pode demorar semanas, por isso as autoridades locais buscam modos de facilitar uma "evacuação a longo prazo" dos moradores hospedados em refúgios temporários ou centros escolares, indicou Miranda.

O próximo passo, assegurou, será retirar "os animais da zona de perigo com o objetivo de que os moradores não tenham que retornar às aldeias para resgatar o gado".

Segundo o último comunicado da PHIVOLCS, o vulcão "mostra uma relativa alta instabilidade e tem magma na cratera, sendo assim é possível que ocorra uma erupção perigosa em questão de semanas ou inclusive dias".

A agência informou que a cratera "mostra um resplendor brilhante que indica o crescimento de um novo domo de lava e as primeiras correntes de lava para as ladeiras do lado sul".

Além de decretar a evacuação de pessoas e animais da zona de perigo, as autoridades restringiram o voo de aviões nas imediações.

A atividade do Mayon foi notada na zona através de fortes estrondos e um intenso cheiro de ácido sulfúrico, segundo os testemunhos feitos à imprensa pelos moradores das localidades divisórias.

No entanto, hoje o vulcão deixou de desprender cinzas e desapareceu da vista pelo intenso nevoeiro que se misturou com as nuvens de gases que ainda emanam de sua cratera.

A erupção mais potente na história da Filipinas e a segunda maior do mundo no século 20 foi a do Pinatubo, em junho de 1991, que deixou cerca de 850 mortos e mais de 1 milhão de afetados, além de gerar uma capa global de ácido sulfúrico que causou danos na atmosfera.

O arquipélago filipino, onde há 23 vulcãos ativos, está localizado sobre uma zona de intensa atividade sísmica inscrita dentro do chamado "Anel de Fogo do Pacífico", que se estende desde a costa oeste do continente americano até a Nova Zelândia, passando pelo Japão, Filipinas e Indonésia.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 28.01.2018

 

 

Em evento com ucranianos, Papa pede fim de conflitos no país

Pontífice se reuniu com a comunidade greco-católica ucraniana

Agência ANSA

 

Em um encontro com a comunidade greco-católica ucraniana, na basílica de Santa Sofia, em Roma, o papa Francisco pediu o fim do conflito armado no país da Europa Oriental, que se arrasta há mais de quatro anos.

"Compreendo que, enquanto vocês estão aqui, o coração bate forte pelo seu país e não apenas por afeto, mas também por angústia e, sobretudo, de dor por conta da guerra e das dificuldades econômicas. Estou aqui para lhes dizer que estou perto de vocês. Perto dos vossos corações, próximo com as orações, próximo quando celebro a Eucaristia. Eu suplico ao Príncipe da Paz para que eles baixem as armas", disse no início da reunião.

Segundo Francisco, suas orações são para que os ucranianos não precisem mais "fazer inúmeros sacrifícios para proteger os seus entes queridos", mas que tenham "a coragem, de andar para frente".

Ao fim do encontro, Jorge Mario Bergoglio ainda revelou que, todos os dias, começa seu dia com pensamentos no país já que, quando ainda estava em Buenos Aires, ele recebeu uma medalha da Nossa Senhora da Ternura das mãos do arcebispo maior da Igreja Greco-Católica da Ucrânia, monsenhor Svjatoslav Shevchuk.

"Eu, em Buenos Aires, coloquei a medalha no meu quarto e, tanto à noite como de manhã, eu a saudava com uma oração. Depois, precisei vir para a viagem a Roma [onde foi ordenado Papa] e não pude voltar. Então, pedi que me trouxessem três livros do meu diário, as coisas essenciais e a medalha. E sempre antes de ir para a cama, dou um beijo na Nossa Senhora que o seu arcebispo me deu, e também de manhã a saúdo. Então, posso dizer que começo e termino o dia em ucraniano", disse sob aplausos dos presentes.

A Igreja Greco-Católica da Ucrânia, apesar de se considerar ortodoxa, professa a fé católica e obedEm um encontro com a comunidade greco-católica ucraniana, na basílica de Santa Sofia, em Roma, o papa Francisco pediu o fim do conflito armado no país da Europa Oriental, que se arrasta há mais de quatro anos.

"Compreendo que, enquanto vocês estão aqui, o coração bate forte pelo seu país e não apenas por afeto, mas também por angústia e, sobretudo, de dor por conta da guerra e das dificuldades econômicas. Estou aqui para lhes dizer que estou perto de vocês. Perto dos vossos corações, próximo com as orações, próximo quando celebro a Eucaristia. Eu suplico ao Príncipe da Paz para que eles baixem as armas", disse no início da reunião.

Segundo Francisco, suas orações são para que os ucranianos não precisem mais "fazer inúmeros sacrifícios para proteger os seus entes queridos", mas que tenham "a coragem, de andar para frente".

Ao fim do encontro, Jorge Mario Bergoglio ainda revelou que, todos os dias, começa seu dia com pensamentos no país já que, quando ainda estava em Buenos Aires, ele recebeu uma medalha da Nossa Senhora da Ternura das mãos do arcebispo maior da Igreja Greco-Católica da Ucrânia, monsenhor Svjatoslav Shevchuk.

"Eu, em Buenos Aires, coloquei a medalha no meu quarto e, tanto à noite como de manhã, eu a saudava com uma oração. Depois, precisei vir para a viagem a Roma [onde foi ordenado Papa] e não pude voltar. Então, pedi que me trouxessem três livros do meu diário, as coisas essenciais e a medalha. E sempre antes de ir para a cama, dou um beijo na Nossa Senhora que o seu arcebispo me deu, e também de manhã a saúdo. Então, posso dizer que começo e termino o dia em ucraniano", disse sob aplausos dos presentes.

A Igreja Greco-Católica da Ucrânia, apesar de se considerar ortodoxa, professa a fé católica e obedEm um encontro com a comunidade greco-católica ucraniana, na basílica de Santa Sofia, em Roma, o papa Francisco pediu o fim do conflito armado no país da Europa Oriental, que se arrasta há mais de quatro anos.

"Compreendo que, enquanto vocês estão aqui, o coração bate forte pelo seu país e não apenas por afeto, mas também por angústia e, sobretudo, de dor por conta da guerra e das dificuldades econômicas. Estou aqui para lhes dizer que estou perto de vocês. Perto dos vossos corações, próximo com as orações, próximo quando celebro a Eucaristia. Eu suplico ao Príncipe da Paz para que eles baixem as armas", disse no início da reunião.

Segundo Francisco, suas orações são para que os ucranianos não precisem mais "fazer inúmeros sacrifícios para proteger os seus entes queridos", mas que tenham "a coragem, de andar para frente".

Ao fim do encontro, Jorge Mario Bergoglio ainda revelou que, todos os dias, começa seu dia com pensamentos no país já que, quando ainda estava em Buenos Aires, ele recebeu uma medalha da Nossa Senhora da Ternura das mãos do arcebispo maior da Igreja Greco-Católica da Ucrânia, monsenhor Svjatoslav Shevchuk.

"Eu, em Buenos Aires, coloquei a medalha no meu quarto e, tanto à noite como de manhã, eu a saudava com uma oração. Depois, precisei vir para a viagem a Roma [onde foi ordenado Papa] e não pude voltar. Então, pedi que me trouxessem três livros do meu diário, as coisas essenciais e a medalha. E sempre antes de ir para a cama, dou um beijo na Nossa Senhora que o seu arcebispo me deu, e também de manhã a saúdo. Então, posso dizer que começo e termino o dia em ucraniano", disse sob aplausos dos presentes.

A Igreja Greco-Católica da Ucrânia, apesar de se considerar ortodoxa, professa a fé católica e obedece ao Papa. Desde 1595, ela está em plena comunhão com Roma. 

Ex-líder das Farc lança candidatura à Presidência da Colômbia

É a 1ª participação dos ex-guerrilheiros em processo eleitoral

Agência ANSA

 

O ex-líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Rodrigo Londoño, mais conhecido como Timochenko, lançou sua candidatura à Presidência do país neste fim de semana.

    "Estou empenhado em liderar esse governo para criar as condições para o nascimento de uma nova Colômbia, um governo que finalmente representará os interesses dos pobres", disse o agora político ao lançar a candidatura.

    Timochenko encabeça uma campanha eleitoral inédita para os ex-guerrilheiros que, após firmarem um acordo com o governo colombiano, depuseram as armas e puderam se lançar na política do país.

    Entre as principais medidas de seu plano eleitoral, estão as universidades gratuitas, ampliação da cobertura médica que seria financiada pela elite local, financiamento de pesquisas científicas, além de construção de ruas e rede elétrica nas áreas mais pobres. (ANSA)

Após roubo, corretora japonesa de criptomoedas fará reembolso

Coincheck teve prejuízo de US$ 400 milhões em ação de hackers

Agência ANSA

A corretora japonesa de criptomoedas Coincheck informou que reembolsará 90% dos 260 mil clientes que tiveram prejuízo com um mega roubo feito por hackers na última semana. De acordo com as autoridades, eles roubaram o equivalente a US$ 400 milhões entre quinta e sexta-feira (26).

Segundo a companhia, eles usarão os próprios ativos para reembolsar cerca de US$ 360 milhões aos investidores da criptomoeda, sem, no entanto, explicar como eles serão pagos. A notícia é uma mudança de postura da Coincheck que, a princípio, se negou a ressarcir os investidores.

Até o momento, não se sabe quem ou como o roubo do NEM, a 10ª criptomoeda mais valiosa do mundo, foi cometido. Segundo fontes que investigam o caso, a Coincheck poderá receber uma multa da Agência Nacional dos Serviços Financeiros por não ter tomado medidas de segurança suficientes para proteger as contas de seus clientes. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 28.01.2018

 

 

Trump disposto a assinar nova versão do Acordo de Paris sobre o clima

 

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Presidente dos EUA admite nova assinatura mas apenas se o acordo incluir "alterações importantes"

O presidente dos Estados Unidos estará disposto a assinar o Acordo de Paris sobre o clima, mas apenas se incluir "alterações importantes", segundo excertos de uma entrevista que vai ser emitida hoje no canal britânico de televisão ITV.

Em junho de 2017, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos se retiravam do Acordo de Paris, que classificou como um mau negócio para a economia norte-americana, uma decisão que foi criticada internacionalmente.

Mantendo as críticas contra o acordo histórico assinado por Barack Obama, seu antecessor na Casa Branca, Donald Trump declarou que está disposto a assinar um acordo reformulado.

"O acordo de Paris seria para nós um desastre. Se eles fizerem um bom acordo, haverá sempre a hipótese regressarmos", afirmou, classificando o atual documento de "horrível e injusto" para os Estados Unidos da América.

"Se alguém disser 'volte para o Acordo de Paris', ele teria de ser totalmente diferente, porque tivemos um acordo horrível. Poderei voltar? Sim, eu voltaria... Eu adoraria isso", referiu Donald Trump, de acordo com os excertos a entrevista.

Em 10 de janeiro, Donald Trump admitiu que, "em teoria", os Estados Unidos podiam retornar ao Acordo de Paris sobre a redução das emissões de dióxido de carbono a partir de 2020, mas sem precisar.

"O Acordo de Paris, tal como assinámos, era muito injusto para os Estados Unidos", disse o Presidente dos Estados Unidos, acrescentando apenas ser possível "retornar".

Assinado em 12 de dezembro de 2015 por quase 200 países, entre os quais os Estados Unidos, o Acordo de Paris é um compromisso considerado "histórico", com o principal objetivo de conter o aquecimento global do planeta.

Turquia quer neutralizar ameaça de um Estado curdo

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Operação militar inédita de Ancara, desde início da guerra civil na Síria, visa impedir controlo do Nordeste deste país pelo YPG.

A ofensiva turca sobre as milícias curdas do YPG em Afrin, Nordeste da Síria, abre um foco de tensão com os Estados Unidos e, indiretamente, favorece o regime de Damasco, demonstrando, mais uma vez, como a reivindicação desta etnia em criar um Estado autónomo a coloca no centro de todos os conflitos na região.

A operação em Afrin revela que a importância da questão curda é de tal ordem para o presidente Recep Tayyip Erdogan que este declarou na sexta-feira, ao cumprir-se uma semana sobre o início da ofensiva, estarem as forças turcas prontas a avançarem até Manjib, onde está o núcleo dos dois mil elementos das forças especiais americanas que têm treinado o YPG. Grupo que Ancara considera aliados dos independentistas do PKK, que atuam na Turquia. "Expulsaremos os terroristas de Manjib () e o nosso combate continuará até que nenhum terrorista permaneça na nossa fronteira com o Iraque." O que deixa no ar operações na área autónoma do Curdistão iraquiano, na fronteira comum. Só o avanço até Manjib representa uma incursão de mais de cem quilómetros em território sírio, com duração e meios inéditos desde o início da guerra civil em 2011.

O controlo do Nordeste da Síria pelo YPG possibilitaria uma retaguarda segura para o PKK e permitiria liberdade de movimentos aos curdos entre Síria, Iraque e Turquia, o que Ancara vê como risco para a segurança do país. E, de facto, criaria uma região independente.

Os turcos têm entrado no Iraque em perseguição do PKK. E, em setembro de 2017, Ancara e Bagdad realizaram manobras conjuntas a coincidir com o referendo (consultivo) sobre o direito à secessão do Curdistão iraquiano, evidenciando como a questão curda tem o condão de aproximar governos que, noutros planos, prosseguem interesses opostos na região.

Além da Turquia e da Síria, os curdos são minorias relevantes no Iraque e Irão, sendo o terceiro grupo étnico mais importante na região, após árabes e persas. No mundo, são a etnia mais numerosa sem Estado, entre 36 e 45 milhões de pessoas em 2017, segundo o Instituto Curdo de Paris.

A especificidade dos curdos na Turquia resulta do seu peso demográfico e de estarem concentrados numa região onde era fraco o poder do império otomano. Só com a Turquia moderna e a Constituição de 1924 é que surge a ideia de que o país "não é multinacional" e "o Estado não reconhece outra nação a não ser a turca", lê-se na introdução. É nesta época que a pressão unificadora de Ancara desencadeia uma resistência sem paralelo, que leva o poder político a recorrer à repressão, originando um ciclo de violência que dura até hoje.

Em 1920, a sorte dos curdos ficava definida no Tratado de Sèvres (base dos modernos Síria, Iraque e Koweit), onde lhes era reconhecida a possibilidade de criarem um Estado. Turquia, Irão e Iraque vão inviabilizar essa possibilidade. É, aliás, nas fronteiras destes países e da Síria que se situa o Curdistão histórico ou Grande Curdistão.

Se as negociações do poder político com o PKK, após a prisão do seu líder, Abdullah Ocalan, pareceram assinalar um novo ciclo, o regresso da violência em junho de 2015, num momento em que no vizinho Iraque e na Síria o Estado Islâmico estava na ofensiva, mostrou que Ancara e os independentistas passaram a fazer outros cálculos.

Se há um "problema curdo" na Turquia, ele estende-se ao Iraque e à Síria. Aqui, Damasco sempre se recusou a conceder autonomia aos curdos, pela natureza do regime e pelo receio que concessões feitas a uma minoria tivessem de ser estendidas a outras. A forma feroz como Hafez al-Assad, um alauita (ramo do Islão xiita), lidou com a rebelião sunita na cidade de Hama, em 1982, revela a natureza do regime. Os alauitas estão em minoria, mas detêm a maioria das alavancas do poder. Significativamente, Hama é das primeiras cidades onde se inicia em 2011 a contestação a Bashar al-Assad, que sucedeu ao pai em 2000.

Também no Iraque os curdos têm estado em conflito com o poder central e as reivindicações autonómicas foram brutalmente coartadas sob a ditadura de Saddam Hussein, que também reprimiu a população árabe xiita no Sul do país. A guerra Irão-Iraque (1980--1988) trará repercussões negativas para os curdos. Saddam atacou o Irão não só para neutralizar um regime que considera uma ameaça como para recuperar os territórios cedidos no quadro do Tratado de Argel, de 1975, quer em torno do estuário de Chatt al-Arab quer na delimitação de fronteiras, em especial nas regiões curdas comuns aos dois países. Os curdos, que apoiaram o Irão, serão submetidos a uma campanha militar que passa pela destruição de localidades, o extermínio de civis e ataques com armas químicas.

Após a queda de Saddam, o Curdistão iraquiano ganha estatuto autónomo, de natureza federal, com governo próprio. Mas persistem tensões com Bagdad, como evidenciado em setembro, estando por definir o estatuto final da região. Situação distinta é a do Irão, onde os curdos são reconhecidos como minoria. Ainda que se tenha verificado alguma agitação após a revolução islâmica de 1979, o novo poder sinalizou a disposição de acomodar algum grau de autonomia, neutralizando uma possível evolução violenta, mas está longe de dissipar as reivindicações.

Os curdos estão também divididos, entre si, por motivos tribais e religiosos, por distintos dialetos e interesses divergentes que resultam dos específicos percursos da comunidade na região. Um Estado curdo não está à vista no horizonte.

Morreu Ingvar Kamprad, o fundador da IKEA

 

 

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Ingvar Kamprad morreu no sábado em Smaland, na Suécia, informou a empresa em comunicado

Ingvar Kamprad, o dono e fundador da icónica marca de mobiliário sueca IKEA, morreu aos 91 anos, revelou a empresa este domingo. "O fundador da IKEA e da Ikano, e um dos maiores empreendedores do século XX, Ingvar Kamprad morreu tranquilamente em casa em Smaland, na Suécia, no dia 27 de janeiro", informou a IKEA em comunicado, citado pelas agências internacionais.

"Foi um grande empresário, o típico sueco do sul - trabalhador e teimoso, caloroso e com um brilho de diversão no olhar. Trabalhou até ao final da vida, mantendo-se fiel ao lema de que a maioria das coisas está por fazer", acrescenta a nota da IKEA, sublinhando: "Sentiremos a falta dele e vai ser sempre recordado de forma sentida pela família e pelos funcionários da IKEA em todo o mundo".

Um dos homens mais ricos do mundo, levava um estilo de vida austero e tinha gastos parcimoniosos, que muitas vezes chegaram às páginas dos jornais: chegou a admitir que só comprava roupa em segunda mão e, no supermercado, escolhia sempre os alimentos no limite do prazo de validade. Ia aos mercados pouco antes do fecho, para tentar conseguir preços melhores nos legumes e na fruta que sobravam nas bancas. De origens humildes, Kamprad garantia que era da natureza dos habitantes de Smaland, a região sueca onde nascera, ter um comportamento frugal. Nem o facto de se ter aproximado brevemente dos ideais nazis afetou a empresa que criou, que é uma das marcas mais reconhecidas a nível global.

Nascido a 30 de março de 1926, Ingvar Kamprad tinha onze anos quando fez o seu primeiro 'grande negócio', mas desde os cinco que ia de porta em porta vender fósforos e postais de Natal. Os dividendos da transação - uma revenda de sementes de jardim - permitiram-lhe trocar a velha bicicleta da mãe por um modelo de corrida mais adequado às viagens que fazia na área da quinta de Elmtaryd, onde cresceu, junto à aldeia de Agunnaryd, no Sul da Suécia. A geografia exata pode ser desconhecida para muitos mas estas palavras acabariam por entrar no vocabulário de colaboradores e clientes da empresa que Kamprad criou aos 17 anos, em 1943, e que batizou com as iniciais do seu nome e dos locais que lhe eram mais próximos: IKEA (Ingvar Kamprad Elmtaryd Agunnaryd). Filho de um agricultor alemão descendente de uma família de comerciantes pelo lado materno, Kamprad desde cedo se aplicou na construção daquela que é hoje uma das dez marcas mais conhecidas no mundo e permanece em expansão.

Na década de 40, o futuro comerciante de móveis ainda vendia canetas de tinta permanente e isqueiros pelo correio. Ao ver que o seu maior concorrente se aventurara no mobiliário, decide lançar uma poltrona a que chamou Rut, por ser mais fácil fixar o nome do que o número do produto. Foi em 1948 mas mantém-se a tradição de atribuir nomes aos móveis da IKEA então promovidos através de um folheto e vendidos por encomenda. Os textos eram escritos pelo próprio Kamprad, que apelava à compra direta para evitar custos de distribuição e poder cortar no preço.

O êxito da investida ditou que em 1953 inaugurasse a primeira exposição de móveis, numa antiga fábrica de carpintaria, com o conceito de negócio que perdura até hoje e assenta nos princípios rígidos do homem que sempre geriu a empresa com mão de ferro mesmo quando a idade o obrigou a abandonar a direção e a tornar-se senior advisor.

Pode dizer-se que a IKEA cresceu moldada às adversidades colocadas ao seu fundador: a internacionalização resulta em muito da necessidade de procurar fornecedores na Polónia, quando a marca era boicotada na Escandinávia devido aos baixos preços que praticava.

O design próprio e as embalagens planas surgiram para cortar nos custos de transporte. E os restaurantes porque "um estômago vazio não compra móveis", além de divulgarem a gastronomia sueca. E foi depois de um incêndio na loja de Kungens Kurva (Estocolmo) - inspirada no Museu Guggenheim de Nova Iorque - que apareceu o self-service, deixando para o cliente o transporte e montagem dos móveis.

Sempre à procura de cortes nos gastos, em 1973, Kamprad saiu da Suécia para a Dinamarca, onde conseguiu obter impostos mais baixos para a Ikea, e foi o mesmo motivo que o levou a mudar-se para a Suíça anos depois.

Só em 2010 o multimilionário começou a retirar-se progressivamente da administração da Ikea e da fundação que constituiu em nome familiar para administrar a cadeia de lojas - que tem sede no Luxemburgo, conhecido como o paraíso fiscal da Europa: entregou a direção aos filhos - tem quatro - e regressou definitivamente à Suécia em 2014, depois da morte da mulher.

 

Líder da oposição russa detido em Moscovo após apelar a manifestações de protesto

 

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Alexei Navalny apelou aos apoiantes para continuarem com as ações de protesto por toda a Rússia

O líder da oposição russa, Alexei Navalny, foi detido hoje em Moscovo, depois de ter apelado a manifestações em toda a Rússia para contestar a realização das eleições presidenciais marcadas para 18 de março.

Navalny, através do Twitter, apelou depois aos seus apoiantes para prosseguirem com as ações de protesto apesar de ter sido detido.

"Prenderam-me. Isso não significa nada. Vocês (manifestantes) não vieram por mim. Vieram pelo vosso futuro", escreveu Navalny no Twitter.

Por todas as principais cidades russas há indicações da realização de protestos e de manifestações, em que nalgumas houve pouca adesão e outras contaram com várias centenas de apoiantes.

Navalny tem apelado ao boicote das eleições presidenciais de março, em que o Presidente Vladimir Putin se apresenta a um quarto mandato e para as quais a sua candidatura foi barrada.

A detenção foi feita no gabinete de Navalny e um vídeo publicado nas redes sociais mostra a polícia a entrar na sala.

Há também indicações de que a polícia tentou entrar no estúdio de gravação utilizado pelo líder da oposição no mesmo edifício.

Quem filmava os acontecimentos afirmou que a polícia disse tratar-se de uma ameaça de bomba.

Um dos presentes, Dmitri Nizovtsev, foi detido pela polícia durante a rusga, tal como se pode observar no próprio vídeo divulgado nas redes sociais.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 28.01.2018

Polícia confirma 14 mortos em tiroteio numa festa em Fortaleza

Um grupo armado entrou numa festa privada e matou 14 pessoas, na cidade brasileira de Fortaleza, tendo ferido outras seis com gravidade.

A informação sobre os 14 mortos corrige as declarações de uma fonte policial não identificada que, num primeiro momento, anunciou à agência AP a existência de pelo menos 18 mortos resultantes do ataque a uma festa durante a madrugada, no bairro Cajazeiras, na periferia de Fortaleza, uma cidade do Estado de Ceará, no nordeste brasileiro.

"É uma situação criminosa que foi organizada e planeada; situações como esta acontecem em todo o mundo e, desta vez, os serviços de informação não conseguiram evitar", disse o secretário de Segurança Pública do Ceará, André Costa.

De acordo com os relatos dos moradores, que estão a ser citados pela imprensa brasileira, o ataque aconteceu quando alegados membros do gangue Comando Vermelho chegaram, pelas 00.30 horas (03.30 horas em Portugal continental), em três carros, fortemente armados, e começaram a disparar em várias direções antes de entrarem na festa privada onde participavam alguns alegados membros de um outro gangue, o Guardiões do Estado.

Para já, a polícia diz não existir uma ligação entre o crime organizado e o ataque desta madrugada, já que várias vítimas não têm ligação com estes grupos criminosos, estando apenas a divertir-se na festa e, por outro lado, há também várias pessoas que foram alvejadas no exterior do recinto, como um motorista de Uber e o seu passageiro, uma vendedora ambulante de comida e vários menores de idade, incluindo duas adolescentes de 16 anos e uma criança de 12 anos.

O estado do Ceará é o segundo mais violento do Brasil, atrás de Pernambuco.

Os dados oficiais citados pelos jornais brasileiros mostram que do primeiro semestre de 2016 para o mesmo período de 2017, o número de mortos aumentou de 1743 para 2299, uma subida de 31,9%, atribuída à disputa pelo controlo de tráfico de droga.

O ataque desta madrugada é o mais mortífero neste estado brasileiro, suplantando os 11 mortos da chamada "Chacina da Messejana", em 2015.

Explosão de ambulância causa pelo menos 40 mortos em Cabul

A explosão de uma ambulância armadilhada no centro de Cabul, capital do Afeganistão, causou pelo menos 40 mortos e 140 feridos. Ação já reivindicada pelos talibãs.

"O último balanço é de 40 mortos e 140 feridos encaminhados para os nossos hospitais", disse à agência noticiosa AFP o porta-voz do Ministério da Saúde Waheed Majroh.

Com base nos dados dos hospitais de Cabul, que estão a receber as vítimas do atentado, os números anteriores apontavam para a existência de 17 mortos.

Os primeiros relatos davam conta de uma explosão provocada por uma viatura armadilhada na Praça Sadarat, no centro da cidade, num bairro onde se encontram as instalações do Ministério do Interior e a delegação da União Europeia (UE) em Cabul.

Cabul tem-se tornado uma cidade alvo prioritária de ataques bombistas reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI) e pelos Talibã.

Rio Sena continua a subir e deixa Paris em alerta para esta noite

O nível da água do rio Sena continua a subir lentamente, sendo esperado que atinja o máximo em Paris esta noite, segundo as previsões oficiais, que apontam uma melhoria da situação noutros municípios da região.

De acordo com o Vigicrues, organismo responsável pela monitorização do caudal dos rios em França, fixou-se em 5,95 metros o máximo esperado para esta noite na ponte parisiense de Austerlitz, onde está instalada uma estação de medição.

Este valor situa-se 15 centímetros abaixo do registado em 2016 em Paris, quando morreram duas pessoas devido às cheias, refere a agência de notícias espanhola Efe.

De acordo com os dados mais recentes, o Sena teve uma altura de 5,78 metros, o que significa um crescimento de 14 centímetros em 24 horas.

O rio permanece fechado à navegação por causa do elevado nível do caudal, que impede que os navios passem debaixo das pontes, e mantêm-se ativados os planos de emergência nos estabelecimentos junto do Sena, incluindo o fecho de 12 estações de comboio.

Doze departamentos do país permanecem em alerta laranja, o segundo mais alto, como medida de precaução, mas as autoridades consideram que a situação é melhor do que o previsto porque as chuvas têm sido menos intensas do que o esperado.

Na bacia superior do rio, manteve-se a melhoria, onde foi levantando em várias seções o alerta laranja, enquanto na bacia inferior, uma zona de meandros, as autoridades alertam que a subida do nível da água continuará até o início da próxima semana.

Enquanto as cheias de 2016 fizeram dois mortos e vários feridos na área de Paris, não há registo de vítimas durante o atual episódio de inundações.

As autoridades parisienses encerraram diversos túneis, parques e o piso de baixo do Museu do Louvre, como medidas de precaução.

Foram igualmente fechadas estradas nas margens do rio, bem como sete estações de comboio ao longo do seu curso, mas tais medidas não causaram perturbações de maior na Cidade das Luzes.

De acordo com a Efe, mil pessoas foram obrigadas a sair das suas casas em Paris e 1.500 famílias viram sua eletricidade cortada.

De acordo com projeções, cheias equiparáveis às grandes cheias de 1910 poderiam causar danos no valor de entre três mil milhões e 30 mil milhões de euros.

Na origem deste fenómeno de cheias que está a afetar diversas regiões de França há alguns dias, estão elevados níveis de precipitação em solos inundados de água.

O bimestre dezembro-janeiro está a ser, no país, um dos três mais chuvosos desde 1900, ano a que remontam os primeiros registos, segundo a Météo-France.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 28.01.2018

Rússia alerta para o aumento da crise com os Estados Unidos

28 de Janeiro, 2018

A Rússia definiu ontem como um “novo passo destrutivo” o pacote de sanções impostas pelos Estados Unidos contra altos funcionários russos pelas suas actividades na província ucraniana da Crimeia, integrada por Moscovo em 2014.

 “As novas sanções contra a Rússia são um novo passo destrutivo que agrava a situação nas relações russo-norte-americanas”, disse o responsável pelo Comité de Assuntos Internacionais da Duma (Parlamento), Leonid Slutski. 
O mesmo responsável acrescentou que Washington adoptou as novas medidas “para garantir os seus interesses geopolíticos, a competitividade ilegal e a sua hegemonia nos mercados internacionais”. 
“Tenho a certeza que a nova vaga de sanções não ficará sem reposta da nossa parte”, comentou, antes de assegurar que a Rússia não está envolvida no conflito ucraniano e de criticar uma recente lei aprovada no Parlamento ucraniano para recuperar o controlo das regiões pró-russas do leste e que supõe uma violação do acordo de paz de Minsk, assinado em 2015. 
Pelo contrário, acrescentou, os Estados Unidos aprovaram uma ajuda militar dirigida a Kiev e avaliada em milhões de dólares, para o fornecimento de armamento letal. 
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou ontem um novo pacote de sanções contra 21 indivíduos e nove empresas da Rússia e Ucrânia pelas suas actividades na Crimeia, e que inclui o ministro da Energia russo, Andrey Cherezov, que já está a ser alvo de sanções por parte da União Europeia pela sua acção na transferência de turbinas para a Crimeia.
De acordo com vários Estados-membros da União Europeia (UE), as turbinas - fabricadas pelos alemães da Siemens - foram fornecidas à Rússia e desviadas para a Crimeia, para fornecer energia aos novos territórios anexados pelos russos.

Maduro concorre a novo mandato

Victor Carvalho

27 de Janeiro, 2018

A Assembleia Constituinte da Venezuela, apenas com a presença de apoiantes do Presidente, Nicolás Maduro, aprovou esta semana um decreto a convocar a realização de eleições presidenciais até ao próximo dia 30 de Abril. Isto, numa altura em que aumenta a instabilidade social e política no país.

Por um lado, é a população que luta pelos escassos produtos alimentares que ainda estão disponíveis e, por outro, com a oposição política a acusar o Governo de intolerância e de ser directamente responsável pela morte de milhares de pessoas.
A aprovação do decreto que convoca as eleições teve por base uma proposta do deputado e vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello. “É uma proposta que tem muito a ver com a pátria, com o amor a esta pátria”, disse ele quando confrontado com os jornalistas.
Este decreto será agora remetido para o Conselho Nacional Eleitoral, a quem cabe apontar a data definitiva das próximas eleições presidenciais, no prazo máximo que termina a 30 de Abril, nas quais Nicolás Maduro já anunciou ser novamente candidato à Presidência da República.
Os opositores de Maduro já reagiram ao anúncio da marcação de eleições com Freddy Guevara, um dos mais proeminentes líderes da oposição a apelar à união de todas as forças que estão contra o regime. “Venezuela: estamos ante um momento histórico para alcançar a liberdade. Pedimos a todas as forças democráticas para construírem uma posição comum”, escreveu no Twitter.
Refugiado desde Novembro na embaixada do Chile em Caracas, Guevara desafiou todos, “estudantes, operários, empresários, comerciantes, funcionários públicos, dissidentes do chavismo e da Igreja”, a lutar contra a “fome e a miséria”.
Henrique Capriles, ex-governador e candidato presidencial derrotado (2012 e 2013) também aproveitou aquela rede social para pedir unidade. 
“Se o direito do nosso povo para decidir é libertado, eles [chavistas] cairão. Unidade mais do que nunca. Unidade para recuperar a democracia”, escreveu.
Nos últimos dias, a juntar à instabilidade social provocada pela falta de alimentos, agravou-se a crise política, sobretudo quando a 18 de Janeiro a aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) suspendeu a sua participação no processo de diálogo com o Governo, acusando o ministro do Interior, Néstor Reverol, de declarações “falsas e irresponsáveis”.
Na ocasião, Henry Ramos Allup, secretário do partido Acção Democrática, informou que “não haverá mais reuniões da comissão de diálogo”. Esta posição surgiu depois de Néstor Reverol ter dito à imprensa que a localização do ex-polícia rebelde Óscar Pérez, assassinado a 15 de Janeiro, foi possível graças à colaboração dos opositores que participavam no diálogo.
Na operação policial faleceu o ex-polícia rebelde e piloto de helicóptero Óscar Pérez, além de seis pessoas que o acompanhavam e dois alegados agentes. Óscar Pérez era um dos mais ferozes críticos do regime de Nicolás Maduro e foi apontado pelas autoridades como sendo responsável por vários ataques armados contra forças do Governo, um dos quais feito com recurso à utilização de meios aéreos.
Na altura em que Óscar Pérez foi morto, o ministro do Interior disse em declarações à imprensa que “apesar das tentativas para conseguir uma solução pacífica e negociada, este grupo terrorista, fortemente armado, iniciou, de maneira mal-intencionada, um confronto com as forças de segurança”.
Mas, a verdade é que as declarações do ministro não correspondem às imagens de vídeos divulgadas através da Internet em que Óscar Pérez denuncia que pretendiam assassiná-lo. Num dos vídeos ouve-se mesmo Pérez chamar a atenção para a existência de civis e pedir aos militares que não disparem porque vai entregar-se.
Esta operação continua a ser denominada como “um massacre” por várias organizações não-governamentais venezuelanas bem como por alguns países estrangeiros, que denunciam ter sido usado um tanque de guerra militar para atacar a casa onde se encontravam os suspeitos.
O ex-inspector Óscar Pérez estava a ser acusado pelas autoridades de em Junho de 2017, ter usado um helicóptero do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (CICPC, antiga Polícia Técnica Judiciária) para disparar vários tiros contra a sede do Ministério do Interior e Justiça e atirado quatro granadas contra o Supremo Tribunal de Justiça, que não causaram vítimas.
Era também apontado como tendo liderado a 18 de Dezembro um grupo de 49 homens que assaltou um comando da Guarda Nacional Bolivariana de onde roubaram armas e munições.
Entretanto, as autoridades venezuelanas enterraram no último fim de semana Óscar Pérez num cemitério fechado, e autorizando apenas a presença de uma tia e uma prima.
Alguns dos familiares de Pérez — cuja mãe, mulher e filhos estão no estrangeiro — ficaram fora do cemitério sem poder assistir à cerimónia fúnebre, impedidos pelas forças da ordem.
A imprensa venezuelana, segundo a agência noticiosa espanhola Efe, publicou fotografias da campa de Pérez, uma pedra onde está inscrito o seu nome, e ao lado tem um ramo de flores e a bandeira venezuelana.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 17.01.2018

 

 

El Salvador cobra dos EUA resposta sobre declarações racistas de Trump

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/01/2018 10:28:19

 

O governo de El Salvador criticou os Estados Unidos (EUA) nessa terça-feira (16) pela falta de resposta à "nota de protesto" enviada na última sexta-feira (12), após o presidente morte-americano, Donald Trump, ter sido acusado de chamar o país de "buraco de merda".

"Ainda não recebemos nenhuma carta de resposta dos EUA", informou o porta-voz do governo de El Salvador, Eugenio Chicas, em entrevista durante evento em comemoração aos 26 anos da assinatura do acordo que encerrou a guerra civil no país.

O porta-voz explicou que o chanceler de El Salvador, Hugo Martínez, está em viagem pelos EUA e deve trazer algum tipo de resposta. Caso contrário, a embaixada salvadorenha em Washington seria a fonte mais próxima para conseguir algum retorno.

Segundo o jornal The Washington Post, Trump teria chamado El Salvador, o Haiti e vários países africanos de "buracos de merda", durante uma reunião com um grupo de senadores. No dia seguinte, o presidente americano negou ter usado a expressão.

UE se diz aberta caso Reino Unido decida voltar atrás sobre Brexit

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/01/2018 14:13:00

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, colocou hoje um ingrediente a mais no novo debate no Reino Unido sobre a realização de um segundo plebiscito abordando a saída do País da União Europeia (UE), o chamado Brexit. Durante uma cúpula de líderes no Parlamento Europeus, na Bélgica, ele disse que os britânicos eram bem-vindos a permanecer no bloco comum.

"Se o governo do Reino Unido aderir à decisão de sair, o Brexit se tornará uma realidade, com todas as suas consequências negativas, em março do próximo ano, a menos que haja uma mudança no coração dos nossos amigos britânicos", disse, conforme agências de notícias internacionais.

Na semana passada, o assunto voltou ao noticiário depois que um dos principais defensores do divórcio, o deputado Nigel Farage, cogitou a possibilidade de realização de uma nova consulta pública para calar os defensores da unidade do continente. Para o legislador, um segundo plebiscito mostraria números ainda mais fortes a favor do Brexit do que os 52% contra 48% mostrados na consulta de junho de 2016. A hipótese, no entanto, já foi descartada no passado de forma veemente pela primeira-ministra Theresa May. Ontem, a Escócia - que nessa consulta de 2016 votou pela permanência no bloco - convocou a imprensa para mostrar que o custo da saída para o país será maior do que o previsto inicialmente.

Sobre um questionamento a respeito da possibilidade da reversibilidade do voto da consulta de 2016, Tusk questionou se não foi o próprio David Davis (ministro britânico do Brexit) que afirmou: "Se uma democracia não pode mudar de ideia, ela deixa de ser uma democracia". E acrescentou: "Nós aqui no continente não tivemos uma mudança no coração. Nossos corações ainda estão abertos para vocês". O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, engrossou a oferta do bloco comum. "Espero que isso seja ouvido claramente em Londres", disse.

A previsão é que o Reino Unido deixe a UE no fim de março do ano que vem e as negociações ainda estão bastante longe de terminar, com o temor de que não sejam concluídas a tempo suficiente. A nova fase de tratativas promete ser ainda mais tensa e há divergências entre as partes sobre quando um planejamento deve ser finalizado. "O que precisamos hoje é mais clareza sobre a visão do Reino Unido", disse Tusk. "O trabalho mais difícil ainda está à nossa frente e o tempo é limitado", continuou.

Ano de 2017 é considerado o mais seguro da história da aviação

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 10:52:27

 

O ano 2017 foi o mais seguro da história da aviação porque não foi registrada nenhuma vítima fatal em voos de grandes companhias aéreas comerciais, segundo dados divulgados hoje (2), em Bruxelas, pela organização holandesa especializada Aviation Safety Network.

Incluindo pequenas aeronaves de mais de 14 assentos e voos de transporte de mercadorias, em 2017 foram contabilizados 10 acidentes aéreos, nos quais morreram 44 pessoas em voo e 35 em terra, sobre um total estimado de 36,8 milhões de voos em todo o planeta.

Deles, dois tiveram problemas durante a decolagem, três em voo, outros três no descida para aterrissar e dois durante a aterrissagem.

Esses acidentes aconteceram no Quirguistão, Indonésia, Estados Unidos, Nepal, Costa do Marfim, Rússia, Tanzânia, Canadá e Costa Rica, enquanto que não há registros de acidente fatal na Europa.

Em 2016, a Aviation Safety Network tinha contabilizado 16 acidentes que deixaram 303 mortos. Sendo assim, 2017 segue sendo "o ano mais seguro tanto em número de acidentes como o termo de baixas mortais".

O raio de mortalidade aérea comercial se situa em uma morte por cada 7,3 milhões de voos, um cálculo que não computa acidentes militares e que deve ser confirmado ao longo de 2018 pelos dados Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), com sede em Montreal.

"Desde 1997, o número de acidentes de companhias aéreas mostrou um declínio estável, em grande parte graças aos contínuos esforços em segurança das organizações da aviação internacional como Icao, Iata e Flight Safety Foundation e da indústria da aviação", declarou em um comunicado o presidente da Aviation Safety Network, Harro Ranter.

Acidente com Chapecoense matou 71 pessoas

Segundo esse portal especializado com sede na Holanda, o último acidente de uma grande companhia aérea com vítimas fatais foi registrado há 399 dias, em 28 de novembro de 2016, quando 71 pessoas morrerem no acidente da companhia aérea LaMia, no qual viajava a equipe da Chapecoense e que fazia o trajeto entre Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) com Medellín (Colômbia).

A última tragédia aérea com mais de 100 vítimas mortais aconteceu há 793 dias, após o acidente com um voo da companhia russa Kogalymavia operado pela Metrojet Flight, em 31 de outubro de 2015, quando o aparelho explodiu no ar com 224 pessoas a bordo quando voava entre a localidade egípcia de Sharm El-Sheikh e a russa de São Petersburgo.

Os investigadores russos concluíram, na época, que a causa mais provável do acidente tinha sido a detonação em voo de "um artefato explosivo" introduzido no Airbus A321.

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 17.01.2018

 

 

Trump garante a Xi Jinping que manterá 'pressão máxima' sobre a Coreia do Norte

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com seu homólogo chinês, Xi Jinping, nesta terça-feira (16) e disse que Washington continuará a aplicar "pressão máxima" sobre a Coreia do Norte.

"O presidente Trump está empenhado em manter a campanha global promovida pelos EUA com a máxima pressão para forçar a Coreia do Norte a se comprometer com a desnuclearização", diz um comunicado da Casa Branca.

O líder chinês, por sua vez, disse ao presidente norte-americano que a China está "pronta para se juntar aos EUA para resolver adequadamente a questão nuclear".

Xi Jimping também concordou com Trump que Pyongyang atualmente demonstra um "comportamento destrutivo" e expressou a esperança de que sua postura mudará ao longo das negociações com sua vizinha Coreia do Sul.

Em 9 de janeiro, as delegações de Seul e Pyongyang se reuniram pela primeira vez em dois anos na localidade de Panmunjom, na zona desmilitarizada entre os dois países. Os negociadores das duas Coreias chegaram a um acordo para retomar o diálogo e diminuir a tensão.

Líder da Revolução dos Guarda-Chuvas é condenado em Hong Kong

Joshua Wong cumprirá 3 meses de prisão pelos protestos de 2014

Agência ANSA

 

O ativista Joshua Wong, um dos líderes do movimento pró-democracia de 2014 em Hong Kong, conhecido como "Revolução dos Guarda-Chuvas", foi condenado nesta quarta-feira (17) a três meses de prisão.

A condenação do ativista foi baseada no fato do estudante não ter respeitado uma ordem do governo de remover um acampamento erguido durante as manifestações. Essa é a segunda sentença do jovem de 21 anos.

Após ter pago uma fiança, Wong estava em liberdade esperando o julgamento de uma apelação contra uma condenação de seis meses de reclusão por outros supostos crimes que cometeu durante as manifestações.

Além de Joshua, outro militante da "Revolução dos Guarda-Chuvas", Raphael Wong, foi condenado nesta quarta-feira (17) a quatro meses e meio de prisão.

Com muitos manifestantes reunidos na porta do tribunal, antes da audiência, Joshua afirmou que não "se arrependia" por seus atos.

Já Raphael, após ter sua sentença confirmada, afirmou que a "luta pela democracia não vai mudar".

Dezenas de militantes pró-democracia se reuniram na frente do tribunal para se manifestarem contra as condenações.

A "Revolução dos Guarda-Chuvas" foi iniciada em setembro de 2014, quando os manifestantes a favor da democracia se reuniram na frente da sede do governo e ocuparam diversas ruas da cidade.

Eles começaram a se manifestar após Congresso Nacional do Povo anunciar que a população não participaria nas escolhas dos candidatos a governador de Hong Kong.

Assim como Macau, Hong Kong é uma região administrativa especial da China.

Baixas temperaturas congelam rodovias e fecham escolas no Sul dos Estados Unidos

O rigoroso inverno deste ano afeta também o Sul dos Estados Unidos.  No Kentuchy, Loisiana, e Texas  as rodovias congelaram e acidentes foram registrados na terça-feira (16). Nesta quarta-feira (17), o governo da Loisiana, do Texas e da Georgia fecharam algumas rodovias estaduais. Escolas também suspederam as aulas.

Na Georgia, onde nevou na madrugada desta quarta-feira, as baixas temperaturas também congelaram as rodovias e impedem o tráfico normal de veículos também na área urbana das cidades. O frio intenso deste ano já provocou o fechamento de escolas em duas ocasiões. Na área metropolitana de Atlanta, Georgia, os alunos ficaram sem aulas dois dias em novembro e as aulas também foram suspensas.

Na região Sul dos Estados Unidos dias de neve são inusuais e em média neva dois ou três dias por ano. Como não neva muito nestas regiões, os governos locais não investem em maquinário suficiente para retirar o gelo das rodovias.

O gelo acumulado nas rodovias causou acidentes nesta terça-feira no Texas. A imprensa local noticiou mais de 30 acidentes rodoviários no sudeste do estado, região mais afetada pelo clima frio.

O Serviço Metereológico Nacional prevê ventos gelados para esta quarta e quinta-feira, com temperaturas inferiores a menos 10ºC para Texas, Arkansas, Louisiana, Alabama, Mississippi, Geórgia, Tennessee, Kentucky, Kansas e Missouri.

Na Georgia em algumas regiões, a sensação térmica chega a menos 18ºC por causa dos ventos gelados. Este já é considerado o inverno mais rigoroso nos Estados Unidos e  no Canadá, das últimas décadas.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 17.01.2018

 

 

Faça o teste que fez Donald Trump para provar a saúde mental

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Presidente dos EUA foi o primeiro a submeter-se a um teste cognitivo e fê-lo porque quis. Passou com pontuação máxima

Lançado há menos de duas semanas nos EUA, o livro do jornalista Michael Wolff - Fire and Fury - levantou questões sobre a Casa Branca de Donald Trump e mesmo sobre a sanidade mental do presidente, que exigiu ser submetido a um teste cognitivo para além de outros exames médicos que tinha agendados para esta altura: embora não sejam obrigatórios segundo a lei, os exames médicos e a divulgação dos resultados tornaram-se a norma nos últimos anos nos EUA.

Assim, para além das análises ao sangue, urina ou eletrocardiograma, Trump, de 71 anos, fez o teste de avaliação cognitiva de Montreal (MOCA) e teve pontuação máxima. Entre as provas, encontram-se a identificação de animais que já estão desenhados, desenhar um relógio com uma determinada hora, memorizar palavras, fazer subtrações, saber em que dia se encontra ou bater na mesa sempre que ouvisse a letra A.

Veja o enunciado do teste em português.

O teste demora dez minutos e é utilizado para detetar problemas cognitivos, nomeadamente perda de memória ou dificuldade de concentração. É válido para todas as idades mas aplica-se normalmente a pessoas com mais de 65, para despistar eventuais demências.

É a primeira vez que um presidente dos EUA se submete a este teste, que é considerado superado se se obtiver uma pontuação entre 26 e 30 pontos. Trump passou com a pontuação máxima e, segundo o médico Ronny Jackson, "é mentalmente muito astuto e muito intacto. Ele está em forma para o trabalho, estará para o que falta do mandato e até para um próximo se for eleito", acrescentou.

Coreia do Sul quer equipa conjunta com Norte

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Presidente sul-coreano defende presença conjunta nos Jogos Olímpicos de Inverno. Mas alguns atletas e parte da população do seu país estão contra.

O Presidente da Coreia do Sul declarou hoje que levar uma equipa de hóquei no gelo conjunta com a Coreia do Norte aos Jogos Olímpicos de Inverno seria um acontecimento histórico em todo o mundo. O gabinete de Moon Jae-in indicou que o Presidente sul-coreano fez estas declarações durante um encontro com atletas sul-coreanos.

A Coreia do Sul quer que o Comité Olímpico Internacional autorize vários jogadores norte-coreanos a integrarem a equipa feminina sul-coreana de hóquei no gelo, no que seria a primeira equipa olímpica unificada dos dois rivais. Moon afirmou que uma equipa conjunta podia impulsionar as relações inter-coreanas e acrescentou que ver os atletas dos dois países lado a lado durante os Jogos Olímpicos, que decorrem em março, seria "um acontecimento histórico" para a população sul-coreanas e em todo o mundo.

Contudo, muitos atletas do Sul opõem-se a esta perspetiva, assim como parte significativa da população. Muitas petições têm chegado à presidência sul-coreana contestando a posição de Moon Jae-in.

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Esta manhã, Seul anunciou que o Norte vai mandar uma delegação aos Jogos Paraolímpicos de PyeongChang, indicou o Ministério da Unificação sul-coreano.

Até agora, o regime norte-coreano indicou que pretende enviar no próximo mês a PyeongChang uma delegação de vários responsáveis, atletas, jornalistas, artistas e apoiantes.

No início desta semana, as delegações dos dois países tinham chegado a acordo sobre a atuação no Sul de 80 músicos e 60 cantores e bailarinos norte-coreanos durante os Jogos.

Após meses de tensões, o dirigente norte-coreano Kim Jong-un surpreendeu o mundo ao falar, a 1 de janeiro, na possível presença norte-coreana em PyeongChang. Seul respondeu rapidamente a este gesto do Norte.

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Recusada clemência ao "contabilista de Auschwitz"

 

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A Justiça alemã recusou um pedido de clemência apresentado pelos advogados de Oskar Groening, de 96 anos, conhecido como o "contabilista de Auschwitz", que foi condenado a quatro anos de prisão em 2015.

O pedido de clemência foi apresentado depois do Tribunal Constitucional alemão ter declarado, em dezembro, que Oskar Groening tinha de cumprir na prisão a pena de quatro anos a que fora condenado em 2015, por cumplicidade na morte de 300 mil pessoas no campo de concentração de Auschwitz no período da II Guerra Mundial.

Ainda que Groening, conhecido como o "contabilista de Auschwitz", não tenha matado ninguém, foi considerado cúmplice pelo facto de ter ajudado o regime nazi. Foi, designadamente, acusado de ter recolhido o dinheiro na posse dos judeus enviados para Auschwitz, enviando-o a seguir para Berlim, financiando assim o esforço de guerra do regime nazi. Groening tinha 21 anos quando chegou ao campo.

Groening, de 96 anos, admitiu em tribunal ser moralmente culpado por estas ações.

Suboficial das SS, testemunhou várias execuções em massa, como o próprio admitiu. A partir dos anos 80 assumiu uma posição ativa na denúncia do Holocausto, afirmando que vira com os seus próprios olhos tudo o que se passava em Auschwitz, "as câmaras de gás, os crematórios, o processo de escolha [das vítimas]".

O pedido de clemência era o derradeiro instrumento jurídico para Groening evitar cumprir a pena de prisão.

Moscovo só teve seis minutos de sol em dezembro

REUTERS/Maxim Shemetov

  |  A CIDADE DE MOSCOVO

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Último mês de 2017 foi o mais escuro de que há registo

Os moscovitas viram apenas seis minutos de sol no passado mês de dezembro. Segundo o principal instituto de meteorologia da Rússia, o Meteonovosti, o último mês de 2017 foi o mais escuro de que há registo: em média, o sol brilha cerca de 18 horas em Moscovo durante o mês de dezembro.

"Foi uma situação extraordinária este ano", disse Romam Vilfand, o líder do centro meteorológico, citado pelo The Moscow Times. O responsável admite que as temperaturas mais altas em Moscovo - este ano, em média 5,8 graus acima do habitual - e as massas de ar do Atlântico, que levaram à formação de nuvens que bloquearam o sol, tenham sido a causa do fenómeno.

Temperatura bate recordes negativos na cidade mais fria do mundo

Apesar das temperaturas mais altas em Moscovo, que têm rondado os sete graus negativos nos últimos dias, nas zonas mais remotas do país é o frio que atinge recordes: na região de Yakutia os termómetros chegaram aos 67 graus centígrados negativos.

O frio é tal que os residentes ficam com as pestanas e os cabelos congelados mal põem um pé fora de casa e as escolas, normalmente abertas mesmo quando estão 40 graus negativos, fecharam devido ao frio intenso.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 17.01.2018

Presidente francês recebe a chanceler alemã para "discutir futuro da Europa"

 

O presidente francês, Emmanuel Macron, recebe na sexta-feira em Paris a chanceler alemã, Angela Merkel, para discutir "o futuro da Europa e as prioridades futuras"

O encontro, previsto para a tarde de sexta-feira, é o primeiro entre os dois governantes desde a conclusão em Berlim de um acordo de princípio para formar governo entre os conservadores de Merkel e os sociais-democratas de Martin Schulz.

Uma porta-voz do Governo alemão, Ulrike Demmer, disse em Berlim que Merkel e Macron falarão à imprensa após o encontro, previsto para as 17 horas (16 em Lisboa).

A porta-voz disse ainda que os dois dirigentes vão abordar o 55.º aniversário da assinatura do Tratado franco-alemão do Eliseu, a 22 de janeiro.

A Assembleia Nacional francesa e a Bundestag alemã devem aprovar, nessa data, uma resolução comum definindo perspetivas para um novo tratado e reforçando a cooperação entre os dois parlamentos.

Emmanuel Macron manifestou, em setembro, vontade de "rever o Tratado do Eliseu", assinado em 1963 entre o presidente francês Charles de Gaulle e o chanceler alemão Konrad Adenauer.

O encontro Macron-Merkel é antecedido, na quinta-feira, também em Paris, de uma reunião de trabalho dos ministros das Finanças dois países, Bruno Le Maire e Peter Altmeier, para preparar as propostas de reforma da zona euro.

12 irmãos encontrados presos em casa. Pais mantinham alguns acorrentados

Doze irmãos e irmãs foram encontrados presos, alguns acorrentados, esfomeados e sujos numa pequena localidade da Califórnia e os pais foram detidos por tortura, anunciou a polícia norte-americana.

O alerta foi dado pela 13.ª vítima, uma rapariga de 17 anos, que conseguiu fugir da habitação situada em Perris, a duas horas a sudeste de Los Angeles (costa oeste). No domingo, a adolescente telefonou para o número de emergência 911 a partir de um telemóvel que encontrou na casa, indicou na segunda-feira a polícia.

A adolescente, que estava "um pouco magra" e parecia ter dez anos, de acordo com o comunicado da polícia, "afirmou que os 12 irmãos e irmãs tinham sido presos no interior da residência pelos pais, e precisou que alguns deles estavam acorrentados".

Inicialmente, a polícia pensou que as 12 pessoas encontradas "subnutridas e muito sujas" eram todos menores de idade, mas percebeu que sete eram já adultos, com idades entre os 18 e os 29 anos.

Seis das 13 vítimas, incluindo a adolescente que alertou as autoridades, são menores. Uma das vítimas é um bebé de dois anos.

Os agentes detiveram David Turpin, de 57 anos, e a mulher, Louise, de 49, que não explicaram porque várias crianças foram encontradas acorrentadas a camas, no escuro e no meio de um odor pestilento.

Turpin é o diretor de uma escola privada em Perris, a Sandcastle Day School, que abriu em 2011, de acordo com um 'site' do departamento de Educação dos Estados Unidos.

Os serviços de proteção de menores norte-americanos abriram um inquérito.

Meio milénio depois, cientistas descobrem o que matou os Astecas

Em 1545, os astecas, que habitavam o México, foram surpreendidos por um elevado número de mortes. De um momento para o outro, as pessoas caíam com febres altas, dores de cabeça e sangramentos nos olhos, boca e nariz. Três ou quatro dias depois dos sintomas iniciais, acabavam por morrer. Sabe-se agora que uma espécie de febre entérica esteve na origem do fim desta civilização.

Bastaram cinco anos para que 15 milhões de pessoas, cerca de 80% da população, desaparecessem, em consequência daquilo a que os locais chamaram de "cocoliztli". A palavra significa pestilento, na linguagem asteca.

A verdade é que durante 500 anos nunca ninguém foi capaz de descobrir o que verdadeiramente esteve na origem do fim trágico de uma das mais notáveis civilizações da história da humanidade.

Na última segunda-feira, um grupo de cientistas descartou a varíola, o sarampo e a gripe como as causas de morte. Identificaram, porém, uma forma de febre entérica, da qual a tifoide é um exemplo, no ADN recolhido dos dentes dos mortos.

Foram analisados 29 restos mortais retirados de valas comuns onde foram enterradas pessoas vítimas de "cocoliztli", identificada hoje como a bactéria Paratyphi C, uma forma de salmonela, que já não provoca vítimas mortais.

"A causa desta epidemia foi debatida ao longo dos séculos por historiados e agora podemos apresentar evidências diretas através do uso de ADN", disse Ashild Vagene , da Universidade de Tuebingen , na Alemanha, citada pelo "The Guardian".

Vagane é uma das coautoras do artigo publicado na revista científica "Nature Ecology" que apresenta novos dados relacionados com o fim da civilização Asteca. Trata-se de uma das mais mortais epidemias da história da humanidade. A primeira onda foi registada em 1545 e abateu-se sobre a região onde está o México e parte da Guatemala, matando cerca de oito milhões de pessoas, mesmo antes da chegada dos espanhóis que vieram a colonizar a região.

A segunda vaga atingiu a zona entre 1576 e 1578, matando metade da população. "Nas grandes cidades, foram abertas valas do nascer ao por do sol e os sacerdotes não faziam mas nada a não ser depositar corpos", pode ler-se numa crónica da época, assinada pelo historiador franciscano Fray Juan de Torquemada.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 17.01.2018

Moscovo reconhece insatisfação da Palestina

16 de Janeiro, 2018

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, disse ontem compreender as declarações do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, considerando as promessas de paz de Do­nald Trump como “a bofetada do século”.

Ministro russo Sergei Lavrov incentiva o processo de paz 
Fotografia: Yuri Kadobnov | AFP

“Compreendemos perfeitamente o que os palestinianos sentem actualmente. Eles fizeram concessões unilaterais durante os últimos anos, uma após outra, sem nada re-
ceber em troca”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo numa conferência de imprensa.
“Ao longo dos últimos meses, disseram-nos que os Estados Unidos estavam prestes a anunciar um grande acordo que ia satisfazer a todos”, adiantou, precisando nada ter visto ou ouvido que vá nesse sentido.
Ao entrar na Casa Branca, o Presidente Donald Trump prometeu alcançar o objectivo da paz no Médio Oriente, mas a 6 de Dezembro reconheceu Jerusalém como capital de Israel contra a opinião da maioria da comunidade internacional e face à oposição dos palestinianos, provocando manifestações violentas na região.
As promessas de paz de Trump transformaram-se na “bofetada do século”, resumiu Mahmud Abbas no do­mingo, numa reunião dos dirigentes da Organização de Libertação da Palestina (OLP) em Ramallah.
A Rússia, que segundo Lavrov está disposta a acolher discussões directas entre israelitas e palestinianos, também lamentou aquela decisão do Presidente norte-americano. 
As hipóteses de recomeço de um diálogo directo entre os dois lados estão próximas do zero na situação actual, lamentou o ministro russo, indicando desejar consultar num futuro próximo os parceiros do Quarteto para o Mé­dio Oriente, que integra a União Europeia, as Nações Unidas e os Estados Unidos. O processo de paz israelo-palestiniano está num impas­se desde 2014.

As trapalhadas de Donald Trump

Victor Carvalho

17 de Janeiro, 2018

Donald Trump é o protótipo de pessoas que não quer aprender com os erros repetidamente cometidos. Ele, não só perde sucessivas oportunidades para aprender com os erros cometidos como, se isso não bastasse, agrava quase que diariamente a sua popularidade junto da opinião pública.

Depois da mais recente polémica (será mesmo a mais recente?) sobre declarações proferidas na Casa Branca em relação a alguns países africanos, eis que o Presidente dos Estados Unidos vem agora a público desdizer o que todos disseram que ele disse.
Para isso, encarou de frente os jornalistas que habitualmente cobrem as actividades que se desenrolam na Casa Branca para afirmar: “Não sou um racista. Sou a pessoa menos racista que já entrevistaram”.
Esta afirmação, feita assim deste modo, atira para cima dos ombros dos seus antecessores, sobretudo de Barack Obama e George Bush, o epíteto de “racistas”, pois todos eles foram por diversas vezes entrevistados pelos mesmíssimos jornalistas a quem agora se dirigiu e que trabalham na Casa Branca, maioria, há várias décadas.
Estas declarações surgiram num ambiente de crescente hostilidade entre altos responsáveis da administração Trump e membros do partido Democrata sobre a alegada utilização da expressão “países de merda” para descrever as nações de imigrantes acolhidos nos Estados Unidos devido a situações de desastre, guerras ou epidemias.
No seio do partido Republicano, o de Donald Trump, o desconforto é crescente e muitos dos seus membros começam já a pensar bater com a porta.
Um outro assunto que promete dar que falar e que a imprensa norte-americana está a acompanhar de muito perto, tem a ver com alegados milionários “contratos de confidencialidade” que algumas actrizes de filmes pornográficos terão assina­do com advogados de Trump para não mencionarem o nome do Presidente em futuros e eventuais “livros de memórias”.

Visita a Londres

Uma outra polémica que envolve o Presidente norte-americano tem a ver com o cancelamento que fez de uma visita a Londres, que deveria realizar já no próximo mês de Fevereiro, para inaugurar a nova embaixada dos Estados Unidos. 
Depois de estar tudo preparado (a visita de um Presidente dos Estados Unidos a um país estrangeiro leva meses a ser preparada) Trump anunciou através do Twitter que não ia caucionar um “erro grave” cometido pelo seu antecessor, e referiu-se concretamente a Barack Obama.
Na mensagem, Donald Trump disse que Obama havia assinado a venda do edifício onde funcionava a anterior embaixada a um preço muito aquém do valor de mercado, pois estava situado num dos lugares mais nobres de Londres.
“Como sabem eu percebo de negócios imobiliários e posso dizer, com convicção, que a venda do espaço onde estava a nossa anterior embaixada foi um verdadeiro desastre”, sublinhou o Presidente dos Estados Unidos.
E, para que não restassem dúvidas, acrescentou que essa era a única razão pela qual tinha decidido não ir a Londres. “Não posso estar presente a validar um tremendo erro que foi cometido”, rematou.
A decisão de transferir a embaixada dos Estados Unidos em Londres para um local mais modesto, mas considerado pelos especialistas mais seguro, partiu de George W. Bush, em 2008, e não de Obama como Trump disse em mais um dos seus “lapsos de memória”.

Saúde é excelente
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Embaixador no Panamá bate com a porta

Assumidamente descontente com as recentes polémicas que envolvem Donald Trump e em desacordo frontal com algumas das suas posições políticas, o embaixador dos Estados Unidos no Panamá, John Feeley, decidiu bater com a porta e apresentar a sua resignação. O Departamento de Estado confirmou o pedido do diplomata e sublinhou que ele foi apresentado em Dezembro do ano passado, encontrando-se a aguardar por um despacho oficial de aceitação. A imprensa norte-americana já falou do assunto e o Washington Post disse ter tido acesso a uma cópia do pedido de resignação, onde o embaixador John Feeley explica as razões para esta sua posição.
Na carta, Feeley refere que a sua decisão se fica a dever a discordâncias em relação à forma como a administração do Presidente  Donald Trump tem vindo a conduzir “algumas políticas”. 
“Quando tomei posse, assinei um documento onde me comprometia a servir com lealdade e com convicção as linhas políticas traçadas pelo meu país. Continuo a ser leal, já não tenho absoluta convicção nalgumas das políticas que estão a ser adoptadas pela actual administração”, refere o antigo embaixador dos  Estados Unidos no Panamá citado pelo diário Washington Post.
O sub-secretário de Estado, Steve Goldstein, também já confirmou o pedido de resignação apresentado pelo antigo embaixador no Panamá, mas desmentiu que ele esteja relacionado com as recentes declarações de Donald Trump em referência a alguns países africanos e ao Hati.

 

Aumenta número de deslocados

17 de Janeiro, 2018

Um estudo divulgado esta semana sobre a situação humanitária em África nos últimos seis meses reafirma que o aumento dos conflitos violentos e a insegurança alimentar no continente são factores que agravam a crise e obrigam milhares de pessoas a abandonar as suas casas ou a procurar refúgio noutros países.

Um relatório da União Africana sobre a situação humanitária em África, de Julho de 2017 a Janeiro de 2018, revela que a República Democrática do Congo, com 4,1 milhões, detinha, até Outubro de 2017, o número mais alto de deslocados internos.
O documento, cujos dados foram fornecidas pelos Estados Membros à Comissão da UA e das Nações Unidas, observa que o aumento de conflitos violentos e tensões intracomunitárias forçou mais de 1,7 milhões de pessoas a fugirem das suas casas (5.500 por dia). A insegurança provocou que 7.7 milhões vivessem numa situação de insegurança alimentar grave.
Em todo o país, pelo menos 8,5 milhões de pessoas precisam de assistência e protecção humanitária, perto de 2 milhões de crianças estão afectadas por desnutrição aguda grave (12 por cento dos casos do mundo) e surtos de doenças como cólera. O relatório acrescenta que, ao mes­mo tempo, a RDC também acolhe 26,236 refugiados nomeadamente do Burundi, RCA e Sudão do Sul.
Por seu lado, na Bacia do Lago Chade, no Sudão do Sul e na Somália os impulsionadores da insegurança alimentar extrema são uma combinação de conflitos e as variações climáticas, havendo até ao final de 2016 5,6 milhões de refugiados e requerentes de asilo e mais de 12 milhões de deslocados internos na região. Entretanto, o documento ressalta que os países africanos continuam a demonstrar níveis exemplares de solidarieda­de, destacando-se os Camarões, o Chade, a RDC, a Etiópia, o Quénia, o Sudão e o Ugan­da que acolhem 4,9 milhões de refugiados.
Cerca de 3,9 milhões de pessoas tornaram-se novos deslocados dentro do seu próprio país, albergando o Sudão do Sul mais de 2 mi­lhões de deslocados internos, Sudão 2,9, RDC 2,9 e Somália 2,6, sendo as mais vulneráveis mulheres e crianças. Calcu­la-se que mais de 70 por cento do deslocamento interno em África seja causado por conflitos.
Por outro lado, a instabilidade gerada pelo colapso das estruturas de governação na Líbia e a concomitante criação de um espaço desgovernado, deu azo à onda crescente de travessias perigosas irregulares do mar Mediterrâneo por muitos emigrantes africanos, o que levou o presidente da Comissão da UA a proceder ao envio de uma missão de alto nível para consultar imigrantes, refugiados, requerentes de asilo, autoridades e parceiros humanitários.
Quanto a efeitos dos fenómenos climáticos como o El Niño e La Niña foram gravemente afectados na África Oriental a Etiópia, Quénia, Uganda, Somália e Burundi, ao passo que na África Austral o Lesoto, Suazilândia, Zimbabwe, Namíbia, Malawi e África do Sul.
No concernente à análise por regiões, o relatório sublinha que na Líbia, Norte, existam mais de 20.000 pessoas, maioritariamente emigrantes, em centros de detenção, em diferentes partes do país, objecto de abusos e exploração hedionda, como trabalho forçado, escravidão e extracção de órgãos.
A Argélia alberga 165.000 refugiados saharauis em situação de vulnerabilidade e qualquer redução ou interrupção da assistência alimentar, terá impacto severo na segurança alimentar e situação nutricional dos refugiados, razão pela qual a UA apela à Comunidade Internacional a acautelar na melhoria das condições extremas e penosas no território.
Relativamente à região central, o documento afirma que a República Centro-Africana é um dos poucos países do mundo onde quase uma pessoa, em cada duas, depende de ajuda para sobreviver. O número, quer de refugiados, quer de deslocados internos atingiu a cifra mais alta jamais registada de 1.1 milhões de pessoas. Em Junho de 2017 o número de deslocados internos excedia 600.000, o que representa um aumento de quase 50 por cento desde Janeiro de 2017.
O documento faz saber que a redução do espaço humanitário em todo o país, num contexto de deterioração da segurança, tornou cada vez mais difícil a realização de actividades de protecção e de prestação de assistência essencial. De acordo com o Acnur e os seus parceiros, mais de 7.000 centro-africanos atravessaram a fronteira para os Camarões.
No Burundi, até Abril de 2017, cerca de 237.393 pessoas fugiram para a Tanzânia, enquanto cerca de 85.733 e 37.354 fugiram para o Ru­anda e para a RDC, respecti­vamente. O Uganda recebeu outro grupo de 34.801 bu­rundeses durante o mesmo período.
No que concerne aos Ca­marões, o documento assinala que depois da Nigéria, é o segundo país mais afectado pela crise do Lago do Chade. As incursões além-fronteiras do Boko Haram, os ataques bombistas suicidas e o agravamento da insegurança provocaram o deslocamento significativo e aumentaram a vulnerabilidade da população local na Região do Extremo norte.
Até Outubro de 2017 havia 237.967 pessoas deslocadas na Região do Extremo Norte e 332.000 estavam registadas como refugiadas.
Já na Região Oriental e do Corno de África, no Sudão do Sul cerca de 3,9 milhões ou um terço da população estava deslocada, sendo 1,8 milhões deslocadas internas e cerca de 2,1 milhões nos países vizinhos. O Uganda acolhe a maioria da população refugiada do Sudão do Sul, com 1.035.703 pessoas, seguido pelo Sudão com 454.660 e Etiópia 41.366 de refugiados.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 12.12.2017

 

 

Explosão em usina de gás natural na Áustria mata 1 e fere 18

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/12/2017 09:42:00

Uma pessoa morreu e 18 ficaram feridas, nesta terça-feira, após a explosão em uma usina de gás natural perto da fronteira com a Eslováquia, segundo autoridades. O número de vítimas foi confirmado por Sonja Keller, da delegacia regional da Cruz Vermelha.

Dois helicópteros foram ao local, segundo a agência de notícias Austria Press. A explosão provocou um incêndio, que segundo a operadora Gas Connect foi controlado até o meio da manhã. O local foi fechado, informou o porta-voz da companhia, Armin Teichert.

A situação "está sob controle", segundo a polícia. A explosão foi atribuída a uma "causa técnica", não especificada, e as autoridades investigam o episódio.

A Gas Connect descreve a fábrica de Baumgarten, onde se conectam vários gasodutos e se comprime gás procedente da Rússia, da Noruega e de outros países, como "um dos núcleos mais significativos para fornecedores europeus de gás". Fonte: Associated Press.

Israel estimula países europeus a transferir embaixadas para Jerusalém

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/12/2017 11:40:15

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sugeriu hoje (11) aos países da União Europeia (UE) que transfiram suas embaixadas de Tel Aviv para Jerusalém, como anunciaram os Estados Unidos, reconhecendo essa cidade como capital do Estado de Israel.

"Acredito que todos ou a maior parte dos países europeus transferirão suas embaixadas para Jerusalém, reconhecerão que é a capital de Israel e se envolverão de forma robusta conosco em matéria de segurança, prosperidade e paz", destacou Netanyahu em um pronunciamento à imprensa, em Bruxelas, junto com a alta representante da UE para Política Exterior, Federica Mogherini.

Netanyahu pediu também que se espere para conhecer a futura proposta do governo americano para a paz no Oriente Médio.

Jerusalém

Acredito que deveríamos dar uma oportunidade à paz, ver o que se apresenta e ver se podemos avançar na paz", comentou, para depois ressaltar que a paz deve "começar por um lugar: reconhecer o Estado judeu (...) Os palestinos devem reconhecê-lo, e o fato de que Jerusalém é a sua capital".

O primeiro-ministro israelense garantiu ainda que seu país "estendeu sua mão à paz com seus vizinhos palestinos durante cem anos".

"Fomos atacados constantemente, não por um ou outro pedaço de território, mas por qualquer território que fosse um Estado, uma nação-estado para o povo judeu", opinou.

"Em qualquer fronteira, isto foi rejeitado pelos nossos vizinhos. E isto é o que levou ao conflito e o que o continua", disse Netanyahu, em referência à "negação contínua dos palestinos ao direito de Israel de existir como um Estado judeu, e a negação da nossa história".

O premiê israelense também frisou que "durante três mil anos Jerusalém foi a capital do povo judeu, desde os tempos do rei Davi", e que, mesmo quando os judeus viviam nos guetos europeus, "nunca perderam sua conexão" com a Cidade Santa.

Conexão

Netanyahu lamentou que a Organização das Nações Unidas e a Unesco "neguem essa conexão" e "a verdade histórica de que Jerusalém foi a capital de Israel durante os últimos 70 anos".

"O que o presidente Trump fez é pôr claramente os fatos sobre a mesa. A paz se baseia na realidade, em reconhecer a realidade. E acho que o fato de que Jerusalém é a capital de Israel é claramente evidente para todos os que visitam Israel", considerou. Para Netanyahu, esta questão "não impede a paz".

Por sua parte, a União Europeia sustenta que se deve buscar uma solução negociada à crise no Oriente Médio com a convivência de dois Estados, o israelense e o palestino, e que Jerusalém deve ser capital de ambos a fim de satisfazer as aspirações das duas partes.

Europa registra maior número de novos casos de HIV desde 1980

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/12/2017 15:36:30

Neste 1º de dezembro, quando as Nações Unidas marcam o Dia Mundial de Combate à Aids, os dados recém-divulgados da enfermidade no continente europeu preocupam. Em 2016, mais de 160 mil pessoas foram diagnosticadas com o vírus da Aids na Europa, Esse é o maior número de pessoas recém-diagnosticadas com a doença no continente em um ano, desde que o registro de casos de HIV começou na década de 1980.

De acordo com a OMS, a Europa é a única região do mundo onde o número de novas infecções por HIV está aumentando. E as pesquisas revelam uma tendência preocupante: mais da metade (51%) dos diagnósticos ocorreram em um estágio tardio da infecção.

Na Europa, os números seguem a tendência da última década. A maioria (quase 80%) das pessoas recém-diagnosticadas eram da parte oriental da região, 17% da parte ocidental e 4% da parte central. Isso contribui para estimar que existam 2,4 milhões de pessoas vivendo com HIV na Europa, entre as quais mais de um quarto não têm conhecimento da infecção.

"A epidemia de HIV continua a aumentar a um ritmo alarmante na Europa, principalmente na parte oriental, que é o lar de quase 80% dos 160 mil novos diagnósticos de HIV. Este é o maior número de novos casos já registrados em um ano. Se essa tendência persistir, não seremos capazes de alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de acabar com a epidemia de HIV até 2030 ", adverte a Dra. Zsuzsanna Jakab, Diretora Regional da OMS para a Europa.

Diagnóstico tardio

Os dados de 2016, publicados esta semana pela Organização Mundial de Saúde, mostram que na Europa a proporção de pessoas com diagnóstico tardio está aumentando. Em toda a região, 65% de pessoas com idade igual ou superior a 50 anos foram diagnosticados tardiamente.

Segundo a OMS, especialmente neste grupo etário mais velho, os serviços de saúde na comunidade desempenham um papel vital no fornecimento de oportunidades para o diagnóstico precoce. O teste de HIV com base em condições de saúde específicas, como outras infecções sexualmente transmissíveis, hepatite viral, tuberculose ou certos tipos de câncer, também pode levar a um melhor diagnóstico.

De acordo com Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), as pessoas levam cerca de três anos a partir do momento da infecção, até serem diagnosticadas. “Isso resulta em piores resultados de saúde a longo prazo para muitas pessoas que são diagnosticadas com atraso e também aumentam o risco de transmissão futura do HIV", afirmou.

Ao longo da última década, a idade média no momento de detecção do HIV aumentou de 35 anos em 2007 para 37 anos em 2016. Para reduzir o número de futuras infecções, a Europa precisa se concentrar em três áreas principais, segundo a OMS e o ECDC. A primeira é priorizar medidas de prevenção efetivas e abrangentes, como a conscientização, a promoção do sexo seguro e o fornecimento de programas de troca de seringas e profilaxia pré-exposição para o HIV.

A segunda medida é fornecer serviços eficientes de aconselhamento e testes do HIV, incluindo serviços de diagnóstico rápido, testes comunitários de HIV e auto-teste do HIV. E a terceira medida é garantir o acesso rápido a tratamento e cuidados de qualidade para aqueles diagnosticados.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é importante porque permite que as pessoas iniciem o tratamento mais cedo, o que aumenta suas chances de viver uma vida mais longa e saudável. Além disso, o tratamento precoce reduz o risco de transmissão do vírus, pois resulta em uma carga viral indetectável (ou seja, o vírus não pode mais ser transmitido para outros), além de reduzir a probabilidade de o paciente desenvolver a doença.

Muitos não sabem, mas ser portador do vírus HIV e ter Aids são duas coisas diferentes. O vírus é o causador da Aids, mas isso não significa que todas as pessoas que têm o vírus vão desenvolver a doença. Para evitar que a Aids se desenvolva, é necessário fazer o tratamento adequado, que pode deixar o paciente com uma carga viral indetectável e, assim, o vírus se torna intransmissível na relação sexual, desde que não existam outros fatores que aumentem o risco de transmissão, como, por exemplo, ter sífilis, o que causa lesões que aumentam o risco de contaminação.

Europa em números

Os países europeus com as maiores taxas de novos diagnósticos de HIV em 2016 foram a Letônia (18,5 por 100 mil habitantes; 365 casos), a Estônia (17,4 por 100 mil habitantes; 229 casos) e Malta (14,5 por 100 mil habitantes; 63 casos). As taxas mais baixas foram registradas na Eslováquia (1,6 por 100 mil habitantes; 87 casos) e na Hungria (2,3 por 100 mil habitantes; 228 casos).

A taxa de novos diagnósticos de HIV foi maior entre os homens (8,9 por 100 mil habitantes) do que entre as mulheres (2,6 por 100 mil habitantes).

A taxa europeia é de 18,2 novos casos de HIV a cada 100 mil habitantes. A grande maioria dos novos casos (80%) foram diagnosticados no leste europeu, com uma taxa crescente de 50,2 a cada 100 mil habitantes, enquanto 17% foram diagnosticados no oeste com uma taxa de 6,2 por 100 mil habitantes, e 4% no centro com uma taxa de 2,9 por 100 mil habitantes. A Rússia e a Ucrânia continuaram a ter uma grande influência na contaminação por HIV na Europa em 2016, contribuindo com 73% dos recém-diagnosticados na região e 92% no leste.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 12.12.2017

Para deputado russo, tentativas de impor sanções fazem mundo retroceder 50 ou 60 anos

Nos dias 9 e 10 de dezembro a capital argentina sediou a Conferência Parlamentária da Organização Mundial de Comércio (OMC). A Sputnik Mundo falou com o deputado russo da Duma de Estado, Sergei Gavrilov, para saber da posição da Rússia na organização e das possibilidades que esta pode dar à economia russa.

A Rússia é um dos países mais novos na composição da OMC, em 2017 sua participação cumpriu apenas cinco anos. Ao comentar o significado do ingresso da Rússia na organização, Gavrilov destacou em uma entrevista à Sputnik Mundo que o país ainda está "no período de transição para adotar as leis e normas aduaneiras e reforçar os setores da economia que vão ter maior concorrência nos mercados globais", especialmente a indústria.

O deputado enfatizou que a OMC não é capaz de garantir os direitos de seus participantes em condições de aumento das sanções dos EUA, Austrália, Canadá e União Europeia contra Rússia. Essas restrições, segundo Gavrilov, limitam as possibilidades do país no desenvolvimento de setores de alta tecnologia, transporte de recursos energéticos e acesso ao mercado de capitais e empréstimos, o que cria obstáculos a que a economia russa integre a economia mundial.

No entanto, o político sublinhou que o país "resistiu bem" a estas sanções e expressou a esperança que a UE reduza as sanções. "Não há razões para isto, já que Rússia não é parte do conflito ucraniano e a reunificação da Crimeia ocorreu de maneira totalmente legal", afirmou Gavrilov apontando o fato de a península atrair muitos investidores estrangeiros.

"Não é possível no mundo atual, a dominação de um país no terreno econômico ou político, onde as tentativas de dominação são uma restauração do colonialismo. A tentativa de impor sanções faz o mundo retroceder 50 ou 60 anos", acrescentou.

Como exemplo, o deputado mencionou a situação da Síria e Líbia, "vítimas de agressão estrangeira", e o apoio direto ou indireto dos Estados Unidos às oposições armadas e terroristas que levou à destruição da economia desses países, à miséria e ao fluxo de milhões de imigrantes para a Europa.

Por isso, para Gavrilov, "a igualdade no comércio mundial e o apoio aos países em desenvolvimento é impossível sem fortalecer o direito internacional e a igualdade".

O deputado considerou muito importante o fortalecimento das relações com a Argentina no âmbito da cúpula da OMC e da cúpula do G20 em 2018 em Buenos Aires, a possível visita do presidente Mauricio Macri à Rússia durante a Copa 2018 e a colaboração da Rússia na busca do submarino ARA San Juan, assim como o crescimento das relações comerciais.

Falando da OMC, o deputado frisou que a participação desta organização é mais benéfica para os países mais desenvolvidos e não tanto para os menos desenvolvidos, porque "remover todas as barreiras abafa o desenvolvimento da indústria", já que as transnacionais são mais competitivas.

Quanto ao possível acordo entre o Mercosul e a União Europeia, Gavrilov considerou necessário "ter em conta as consequências que podem ser negativas para a indústria e a agricultura" dos países latino-americanos, já que o principal para o deputado é que cada governo coloque os interesses de seu povo em primeiro lugar.

"Eu não sou partidário de um forte protecionismo, há que diminuir as barreiras alfandegárias, mas isso não pode levar à destruição das economias, o que leva ao desemprego, à miséria, ao aumento dos conflitos e ao terrorismo. O futuro do comércio mundial deve ter em conta a igualdade, as especificidades de cada país, e não a destruição das economias em nome dos interesses das transnacionais", concluiu.

Rússia desarticula plano de ataque em festas de fim de ano

Grupo também planejava ataques durante as eleições de 2018

Agência ANSA

 

O serviço de Inteligência da Rússia (FSB) informou nesta terça-feira (12) que desmantelou um grupo terrorista que planejava realizar ataques em pontos sensíveis durante as festas de fim de ano.

De acordo com o diretor da entidade, Alexander Bortnikov, a organização era composta por pessoas originárias da "Ásia central" e previa ataques kamikazes em locais que recebessem uma grande quantidade de pessoas.

Além disso, eles tinham planos para fazer atentados durante as eleições presidenciais, que serão organizadas em março de 2018.

Apesar de não precisar a quantidade de pessoas detidas, Bortnikov informou que uma grande quantidade de armamentos e de materiais para a produção de bombas caseiras foram apreendidos.

Tripulantes de submarino morreram em explosão, diz relatório

Jornal argentino obteve documento emitido pelos Estados Unidos

Agência ANSA

 

Os 44 tripulantes do submarino ARA San Juan, que desapareceu no dia 15 de novembro, morreram em uma explosão na embarcação, revelou um relatório preparado pelos Estados Unidos e publicado pelo jornal "La Nación" na noite da última segunda-feira (11).

De acordo com os dados obtidos pelos norte-americanos, que foram os primeiros a notificar sobre uma explosão na área de buscas, todos morreram imediatamente por conta da liberação de uma energia similar a 5,7 toneladas de explosivos a 380 metros de profundidade.

O documento foi criado pelo Escritório de Inteligência Naval, ligada à Marinha do país, e foi repassado para as autoridades argentinas. Segundo o "La Nación", os militares locais afirmaram que o relatório "apresenta um indício a mais", mas não confirmaram as informações.

O ARA San Juan fez uma série de comunicações com a Marinha Militar argentina no dia de seu desaparecimento, sendo a última cerca de duas horas antes dos norte-americanos detectaram um "evento similar a uma explosão" na rota do equipamento. Em duas delas, os tripulantes relataram falhas nas baterias e um "princípio de incêndio" dentro do submarino.

O sumiço do submarino ocorreu enquanto ele navegava pelo Golfo de São Jorge após uma missão em Ushuaia. Apesar de já ter reconhecido a morte dos tripulantes, o governo argentino mantém as operações de busca para localizar os destroços do submarino como forma de "manter sua promessa" às famílias das vítimas. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 12.12.2017

 

 

Puigdemont diz que só regressa a Espanha se ganhar as eleições

 

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Líder catalão destituíido acredita que que nessas circunstâncias não será preso.

O presidente do governo da Catalunha destituído, que fugiu da justiça espanhola para Bruxelas, admitiu hoje regressar a Espanha caso seja reeleito nas eleições de 21 de dezembro, por considerar que nessas circunstâncias não será preso.

Carles Puigdemont, cabeça de lista da plataforma Junts pel Catalunya (JxCat), acredita que se for investido presidente na sequência das autonómicas marcadas pelo Governo central, está "disposto a correr o risco" de voltar a Espanha, por considerar que se tal acontecer "os votos vão pesar mais [na decisão judicial] do que as algemas".

O ex-presidente fugiu à justiça espanhola, que o acusa de rebelião, sedição e peculato (uso fraudulento de dinheiros públicos) por este ter declarado unilateralmente a independência da Catalunha, violando a Constituição, o Estatuto da Catalunha e ordens do Tribunal. O Supremo espanhol (e antes dele a Audiencia Nacional) emitiram uma ordem de detenção contra Puigdemont, que escapou para Bruxelas com outros quatro ex-conselheiros (ministros regionais).

Outros membros do governo regional catalão (e ex-responsáveis dos órgãos do parlamento regional) que não fugiram do país foram presos preventivamente pelos mesmos crimes, tendo posteriormente libertados sob fiança.

Puigdemont, que falava através de videoconferência a partir da capital belga, considera que o processo judicial contra ele "é uma fantasia". Também revelou que todas as terças-feiras "realiza uma reunião de governo" com os quatro ex-ministros regionais que fugiram como ele para Bruxelas.

No seu entender, o seu governo regional foi destituído - por Madrid, ao abrigo do artigo 155 da Constituição - de forma "ilícita e ilegal".

Irão apoia a nova intifada palestiniana contra Israel

 

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Presidente do Irão transmitiu a posição do seu país ao líder político do Hamas, que há dias apelou a uma terceira 'intifada' palestiniana.

A Presidência iraniana e os Guardas da Revolução deram o seu apoio aos movimentos de resistência palestiniana e instaram-nos a continuar a "intifada", em resposta à decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital israelita.

"Estamos orgulhosos do grande povo da Palestina pela sua resistência e sacrifício contra o inimigo sionista (Israel), e estamos certos de que a nova 'intifada' continuará o seu caminho correto", disse o presidente iraniano Hassan Rohani, numa conversa telefónica durante a noite desta terça-feira com o líder político do Hamas, Ismail Haniye.

Haniye apelou no passado dia 07 aos palestinianos para começarem uma terceira 'intifada' ou levantamento popular, embora os protestos até à data não tenham sido de grande dimensão.

"Sem dúvida, o povo oprimido da Palestina e a comunidade islâmica vão resistir unidos contra esta conspiração sionista-norte-americana e vão frustrá-la", sublinhou Rohani em comunicado.

O Presidente iraniano considerou que, perante esta situação, "o primeiro passo é que todos os movimentos palestinianos se mantenham unidos, e deem uma resposta decisiva ao regime sionista e aos Estados Unidos".

Haniye valorizou o apoio da República Islâmica à causa palestiniana e advertiu que a nova 'intifada' "vai continuar com força para frustrar o complô dos norte-americanos e sionistas", segundo o comunicado da presidência iraniana.

Por sua vez, o comandante dos Guardas da Revolução, Qasem Soleimani,, falou com comandantes das brigadas "Azedin al Qasam", braço militar do Hamas, e do grupo Jihad Islâmica.

Soleimani anunciou a disposição da República Islâmica de proporcionar "todo o apoio necessário" às forças de resistência palestinianas.

Também disse que outros grupos de resistência, que não especificou, podem ajudar a proteger a mesquita de Al Aqsa em Jerusalém, o terceiro lugar mais sagrado do islão, a seguir a Meca e Medina.

O Irão lidera o chamado "eixo da resistência" contra Israel e apoia tanto o movimento palestiniano Hamas como o libanês xiita Hezbollah.

China está a construir campos de refugiados na fronteira com a Coreia do Norte

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Pequim quer antecipar-se a um eventual colapso do regime de Pyongyang e estará a preparar pelo menos cinco centros de refugiados junto à fronteira

Pelo menos cinco campos de refugiados estarão a ser construídos pela China ao longo da fronteira de 1416 quilómetros com a Coreia do Norte, relata o The Guardianesta terça-feira. A notícia sobre a construção dos campos de refugiados tinha sido avançada inicialmente pelo Financial Times na semana passada, depois de ter vindo a público um documento interno da empresa estatal chinesa de telecomunicações que terá sido encarregada de instalar internet nos centros.

O documento da China Mobile circulou nas redes sociais e, ainda que a autenticidade dos planos não tenha sido confirmada, ao que tudo indica os cinco campos de refugiados estarão a ser construídos na província de Jilin, devido às "crescentes tensões do outro lado da fronteira". As localizações de três destes campos são referidas no texto da China Mobile: Changbai, Changbai Shibalidaogou e Changbai Jiguanlizi. O The New York Times refere que dois centros de refugiados estão igualmente planeados para as cidades de Tumen e Hunchun.

Em conferência de imprensa na segunda-feira, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês recusou confirmar a veracidade dos planos, mas não negou o projeto para os centros de refugiados. Escreve o Guardian que a construção destes campos reflete a preocupação crescente de Pequim com a instabilidade política ou mesmo com o potencial colapso do regime de Pyongyang. O jornal cita mesmo um especialista da Universidade de Pequim, que estuda a Coreia do Norte: segundo Cheng Xiaohe, seria "irresponsável" se a China não se preparasse para qualquer eventualidade perante as tensões na península coreana.

Jiro Ishimaru, realizador japonês de documentários que está em contacto com uma rede de jornalistas cidadãos que vivem na Coreia do Norte e ao longo da fronteira com a China, disse ao Guardian que nenhum dos seus contactos em Changbai testemunhou a construção dos campos de refugiados, mas que os planos para a construção dessas instalações são conhecidos na região.

Rússia dá aval a atletas neutros nos Jogos de inverno

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O Comité Olímpico da Rússia deu aval para que atletas do país possam competir com estatuto de neutros nos Jogos Olímpicos de inverno, de 09 a 25 de fevereiro

Esta permissão surge no seguimento das sanções da última semana do Comité Olímpico Internacional (COI), que proibiu a participação da Rússia na competição, devido à dopagem institucionalizada no país.

"A opinião de todos que fazem parte foi unânime, que os nossos atletas precisam de estar na Coreia do Sul, de competirem e de ganharem", disse o presidente do Comité Olímpico Russo (ROC), Alexander Zhukov.

Esta possibilidade, de competirem como neutros, teve igualmente o apoio do presidente russo, Vladimir Putin.

Alguns atletas russos serão formalmente convidados pelo COI, mas o Comité russo pretende enviar listas dos que prefere.

"Penso que o COI terá o cuidado para que os melhores recebam os convites. Por exemplo, a nossa equipa de hóquei é constituída pelos melhores jogadores", referiu ainda Zhukov, acrescentando que 200 atletas russos deverão estar nos Jogos.

Segundo o mesmo dirigente, este cenário não impede, no entanto, a intenção do país em apresentar recursos em relação às sanções do COI.

O Comité Olímpico Internacional decidiu impedir a Rússia de participar em PyeongChang 2018 e baniu 25 atletas, devido a doping nos Jogos de inverno de Sochi 2014, e todos eles apresentaram recursos junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 12.12.2017

Putin ordena retirada de maior parte das forças russas da Síria

Putin ordena retirada dos militares russos da Síria

  • Foto: EPA/SERGEI CHIRIKOV

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou, segunda-feira, a retirada da maior parte do contingente militar russo na Síria, numa visita surpresa à base de Hmeimim , anunciou o Kremlin num comunicado.

"Em perto de dois anos, as forças armadas russas, em colaboração com o exército sírio, destruíram em grande parte os terroristas internacionais. Por isso, tomei a decisão de fazer regressar à Rússia a maior parte do contingente militar russo que está na Síria", declarou Putin, citado pela agência noticiosa russa Interfax.

Putin, recebido na base russa de Hmeimim pelo Presidente sírio, Bashar al-Assad, o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu, e o chefe das forças russas na Síria, o general Serguei Surovikine, não precisou quantos soldados russos permanecerão no país.

Segundo um comunicado da presidência síria, Assad agradeceu a Putin a "participação efetiva" da Rússia na luta "contra o terrorismo", afirmando que "o que os militares russos fizeram não será esquecido pelo povo sírio depois do sangue dos seus mártires (russos) se ter juntado com o dos mártires do Exército Árabe Sírio na luta contra os terroristas".

Na quinta-feira, Moscovo tinha anunciado a "libertação total" do território sírio do grupo radical Estado Islâmico, embora a organização 'jihadista' mantenha algumas bolsas de resistência no país.

"Vocês voltam vitoriosos a vossas casas, para junto dos vossos familiares, mulheres, filhos, amigos. A pátria espera-vos meus amigos", adiantou Putin, segundo a Interfax.

"Se os terroristas levantarem novamente a cabeça, então atacaremos com uma força nunca vista", advertiu, adiantando: "Nunca esqueceremos os mortos e as perdas causadas pela luta contra o terrorismo, na Síria e na Rússia".

Lançada em 2015, a intervenção militar russa na Síria mudou a situação do conflito, permitindo nomeadamente às forças governamentais recuperar ao Estado Islâmico a antiga cidade de Palmira e expulsar os rebeldes do seu bastião em Alepo, no noroeste do país.

As declarações do Presidente russo foram divulgadas várias horas após a realização do discurso, quando a televisão russa Rossia 24 mostrava já o avião presidencial no Cairo, onde Vladimir Putin era esperado pelo Presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi.

Suspeito de ataque em Nova Iorque "influenciado" pelo Estado Islâmico

 

O alegado terrorista que provocou a explosão de uma bomba caseira em Nova Iorque, que causou quatro feridos, afirmou à polícia que atuou sob influência do grupo radical Estado Islâmico.

O governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, já tinha afirmado que o suspeito poderia ter simpatias com o grupo radical.

De acordo com vários meios de comunicação social, citados pela agência France Press, o suspeito terá dito à polícia que atuou inspirado pelo autodesignado Estado Islâmico, referindo que o local escolhido está relacionado com os ataques que ocorreram na Alemanha, devido ao natal.

A polícia identificou o suspeito, que foi hospitalizado, como Akayed Ullah, de 27 anos, que reside em Brooklyn e chegou aos Estados Unidos em 2011.

O ataque causou quatro feridos, sendo um deles o suspeito. Três outras pessoas sofreram ferimentos ligeiros.

Coreia do Norte acusa EUA de "chantagem nuclear"

 

A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos de "chantagem nuclear" durante conversas com um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU).

O diplomata norte-americano Jeffrey Feltman, secretário-geral Adjunto da ONU para Assuntos Políticos, chegou a Pequim no sábado depois de uma visita de cinco dias a Pyongyang, a primeira de um diploma de assuntos políticos em sete anos, durante a qual manteve reuniões com dirigentes do regime como o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Ri Yong-ho.

A visita aconteceu uma semana depois de Pyongyang ter lançado em 28 de novembro um míssil balístico intercontinental capaz, segundo os especialistas, de alcançar o território continental dos Estados Unidos da América.

"Durante essas conversas, o nosso partido declarou que a política de hostilidade dos Estados Unidos em relação à República Popular da Coreia do Norte e a sua chantagem nuclear são responsáveis pela situação atual na península coreana", escreveu a agência de notícias oficial da Coreia do Norte.

O órgão de notícias de Pyongyang afirmou ainda que, durante a visita, a República Popular Democrática da Coreia concordou "regularizar as comunicações" com a ONU "através de visitas em vários níveis".

A agência não mencionou reuniões com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, que lidera os programas nucleares e balísticos do país.

A visita de Feltman acontece depois de os Estados Unidos e a Coreia do Sul terem lançado o seu maior exercício aéreo comum até o momento, numa demonstração de força à Coreia do Norte.

A agência da Coreia do Norte reiterou hoje a posição de Pyongyang de que as manobras regulares na península coreana "revelam a intenção de preparar um ataque nuclear surpresa contra a República Popular da Coreia do Norte".

A Coreia do Norte está sujeita a várias sanções da ONU que visam forçá-la a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança que a proíbem de ter atividades nucleares e balísticas.

A China, o principal patrocinador económico de Pyongyang, diz que as sanções são rigorosamente aplicadas, mas Washington quer aumentar a pressão através de um embargo de petróleo.

Já Pequim prefere defender a proposta de uma "dupla moratória" - suspensão simultânea dos testes nucleares de Pyongyang e de manobras militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul - para relançar as negociações. Washington recusa esta ideia ferozmente.

A península coreana "permanece presa num círculo vicioso de demonstrações de força e confrontações, as perspetivas não são otimistas", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, num longo texto publicado no site do ministério.

"Mas a esperança de paz ainda não desapareceu, a perspetiva de negociações sobrevive e a escolha de uma intervenção militar não pode ser aceite", insistiu o governante chinês segundo o texto, que reproduz um discurso pronunciado em 05 de dezembro num seminário em Pequim.

Três mortos em tiroteio em escola nos EUA

 

Três pessoas morreram e uma dezena de outras ficaram feridas num tiroteio ocorrido esta quinta-feira numa escola secundária na localidade de Aztec, no estado do Novo México.

O xerife Ken Christesen, do condado de San Juan, ao qual pertence Aztec, nu sudoeste dos Estados Unidos, garantiu que três pessoas perderam a vida no tiroteio e que o atirador também morreu, sem esclarecer se este faz parte desse balanço de vítimas mortais.

O chefe do departamento da polícia de Aztec, Mike Heal, afirmou, pouco antes das declarações do xerife, que o atirador estava "neutralizado", sem fornecer mais detalhes e sem revelar se os mortos eram estudantes ou professores.

Os meios de comunicação social locais relataram que a escola foi imediatamente cercada pelas forças de segurança após o tiroteio e que os alunos foram evacuados do edifício e levados para dependências da polícia.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 12.12.2017

Dirigentes mundiais discutem sobre clima

11 de Dezembro, 2017

Mais de 50 chefes de Estado e de Governo participam amanhã em Paris numa cimeira sobre o clima promovida pelo Presidente francês, marcada pela ausência dos Estados Unidos da América.

No encontro, que o Chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, pretende que sirva para impulsionar a aplicação do Acordo de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa (assinado há dois anos e ao qual o Presidente norte-americano, Donald Trump, renunciou) vai estar também o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.
Segundo a Presidência francesa, vão estar na cimeira “One Planet Summit” mais de 2.000 “actores-chave”, do sector público e privado, desde os chefes de Governo de Espanha e Reino Unido, Mariano Rajoy e Theresa May, ao actor Leonardo DiCaprio ou ao multimilionário Bill Gates.
A “One Planet Summit” junta ainda outros norte-americanos envolvidos na questão das alterações climáticas, como o ex-governador do estado da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ou o antigo presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg.
Os Estados Unidos da América trocaram uma presença de alto nível por uma representação pelo encarregado de negócios da embaixada em Paris, por decisão da Casa Branca, segundo a Presidência francesa.
Em contrapartida, estarão presentes Chefes de Estado africanos, dirigentes de países afectados pelas alterações climáticas como o Bangladesh e as ilhas do Pacífico e Haiti, Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, e responsáveis de grandes cidades, empresas e organizações não governamentais, empenhados no combate às alterações climáticas.
O objectivo é, segundo o Palácio do Eliseu, impulsionar os “actores envolvidos” e os projectos ligados à luta contra as alterações climáticas “de uma forma muito concreta”.
A cimeira foi anunciada em Julho por Emmanuel Macron como uma forma de retomar a questão da luta contra as alterações climáticas e a redução da emissão dos gases com efeito de estufa, após o anúncio, em Junho, da intenção de Donald Trump de retirar os Estados Unidos da América do Acordo de Paris.
A reunião vai decorrer num novo local cultural perto de Paris, na cidade da música da ilha de Seguin, a Oeste de Paris, após um almoço dos chefes de Estado e de Governo no Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa.
Com eventos paralelos que decorrem desde ontem, a Presidência francesa disse que são esperados “uma dezena de grandes anúncios” após a reunião, que “se insere na agenda internacional sobre o clima”, nomeadamente no ciclo das COP (Conferências das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas).
Organizada pelo Eliseu, ONU e Banco Mundial, a cimeira acontece pouco depois da 23.ª COP que decorreu em Bona, na Alemanha, em Novembro. Organizações não governamentais consideraram na altura que no encontro de Bona não ficaram estabelecidas formas concretas de conseguir que as temperaturas não aumentem mais de dois graus em relação aos valores pré-industriais, uma das metas do Acordo de Paris.
A conferência de Paris espera agora, segundo declarações de fontes oficiais no mês passado, um reforço do financiamento da luta contra as alterações climáticas ou a apresentação de projectos efectivos em sectores como os transportes, agricultura ou energias renováveis.
Concluído em 12 de Dezembro de 2015 durante a conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) em Paris, assinado por quase todos os países, o Acordo de Paris entrou em vigor a 4 de Novembro de 2016. Visa limitar a subida da temperatura mundial reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa.
No que diz repeito ao financiamento, o Acordo determina que os países desenvolvidos deverão investir 100 mil milhões de dólares por ano em medidas de combate à mudança do clima e adaptação, em países em desenvolvimento.

Itália e Líbia dão combate aos traficantes de refugiados

12 de Dezembro, 2017

O Governo de União Nacional da Líbia, apoiado pela ONU, tem um acordo com a Itália para realizar  operações conjuntas destinadas a combater os traficantes de migrantes.

O acordo foi anunciado após uma reunião realizada em Tripoli, entre o Chefe do Governo do Acordo Nacional (GNA), Fayez Seraj, o ministro do Interior da Líbia, Aref Khodja, e o homólogo italiano, Marco Minniti.
De acordo com Tripoli, a guarda costeira, o departamento de migração ilegal, o procurador geral da Líbia e dos serviços de inteligência vão trabalhar com os homólogos italianos.
“Apesar dos sucessos alcançados no arquivo de migração, o número de imigrantes ilegais fora das habitações é grande e precisamos de mais cooperação, para controlar as fronteiras do sul da Líbia através das quais Os migrantes fluem”, afirmou o primeiro-ministro líbio ao ministro italiano.
A marinha italiana já tem presença no porto de Tripoli, prestando assistência “técnica” à guarda costeira da Líbia. O acordo é assinado depois de a CNN divulgar imagens de migrantes africanos a serem vendidos como escravos na Líbia, que provocaram protestos em todo o mundo, com especial repugnância em África.
A Líbia é a porta principal para os migrantes que tentam chegar à Europa por mar, mas os números caíram acentuadamente desde Julho, já que as facções e autoridades da Líbia começaram a bloquear as partidas, sob pressão italiana.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 08.01.2018

 

Trump volta a criticar o governo do Irã e a elogiar protestos no país

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 10:28:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o Twitter na manhã desta terça-feira para novamente criticar o governo do Irã, que enfrenta uma onda de protestos nos últimos dias. Ontem, Trump havia feito o mesmo e também lembrou o acordo nuclear fechado entre Teerã e algumas potências mundiais, entre elas os EUA sob o governo do presidente Barack Obama - Trump tem ameaçado recuar desse acordo.

"O povo do Irã finalmente age contra o regime brutal e a corrupção iranianos. Todo dinheiro que o presidente Obama tão tolamente deu a eles foi para o terrorismo e para os "bolsos" das autoridades deles", afirmou Trump hoje. "O povo tem pouca comida, alta inflação e nenhum direito humano. Os EUA estão de olho!".

Ontem, Trump escreveu que o Irã "fracassa em todos os níveis apesar do terrível acordo feito pela administração Obama". No dia 31, Trump qualificou o país como "o patrocinador número um do terrorismo" e criticou a intervenção na internet, para que "manifestantes pacíficos não possam se comunicar".

O governo iraniano já confirmou pelo menos 20 mortes nos protestos iniciados na última quinta-feira, segundo a imprensa estatal, e centenas de pessoas foram detidas.

 

Líder Supremo diz que inimigos do Irã interferem nos protestos dos últimos dias

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 08:59:00

Em suas primeiras declarações públicas em meio à onda de protestos no Irã, o Líder Supremo, Ali Khamenei, afirmou que os inimigos do país têm interferido nas manifestações dos últimos dias recorrendo a vários meios. Uma nota no site do aiatolá citou-o dizendo que, os inimigos de Teerã têm usado vários meios, como dinheiro, armas, política e inteligência "para criar problemas para o sistema islâmico".

Khamenei, que tem a palavra final sobre assuntos de Estado, não citou nenhum país específico. Ele disse, porém, que explicará mais o quadro no futuro próximo.

As manifestações começaram na última quinta-feira em Mashhad, por problemas como a inflação e a corrupção. Elas, porém, se disseminaram por outras cidades desde então. Pelo menos 20 pessoas morreram em meio aos protestos, entre manifestantes e agentes de segurança, e centenas foram detidas, segundo as informações oficiais. Fonte: Associated Press.

 

Coreia do Sul propõe a Pyongyang encontro para discutir cooperação

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/01/2018 06:30:00

A Coreia do Sul ofereceu nesta terça-feira manter um canal aberto de diálogo com seu vizinho do Norte para encontrar maneiras de discutir a cooperação durante as Olimpíadas de Inverno em Pyeongchang. A chancelaria de Seul informou que a data proposta para o encontro é de 9 de janeiro. Pyongyang ainda não respondeu ao convite.

"O Norte terá seus próprios objetivos no encontro, se aceitar a nossa proposta", disse o ministro sul-coreano da Unificação, Cho Myoung-gyon. "Esperamos que o Norte esteja preparado para esse tema e, embora procuremos discutir outros tópicos, as Olimpíadas de Inverno serão a prioridade".

Nesta segunda-feira, Kim Jong-un disse que poderia enviar uma delegação para participar das Olimpíadas de Inverno de Pyeongchang, que vão do dia 9 a 25 de fevereiro, e sinalizou para a abertura ao diálogo.

Mas o ditador norte-coreano condicionou a participação nos jogos da cidade sul-coreana à interrupção de exercícios militares anuais realizados pela Coreia do Sul e pelos Estados Unidos entre março e abril. Fontes: Associated Press e Dow Jones Newswires.

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 08.01.2018

 

 

Governo dos EUA pode expulsar 200 mil salvadorenhos

Após terremotos em 2001, eles ganharam vistos temporários

Agência ANSA

 

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (8) o fim da permissão de permanência para milhares de salvadorenhos que vivem no país há pelo menos 10 anos. Com a medida, cerca de 200 mil salvadorenhos precisarão deixar o país ou ajustar suas condições até setembro de 2019, segundo autoridades do Departamento de Segurança Interna.

A maioria dos cidadãos deixou a terra natal depois dos dois terremotos de 13 de janeiro e 13 de fevereiro de 2001, que deixaram 1,2 mil mortos em El Salvador, e ganhou visto temporário para morar no território norte-americano em caráter humanitário. A concessão de moradia aos imigrantes fazia parte de uma iniciativa do governo dos EUA chamada de "Status Protegido Temporário". 

Os salvadorenhos eram o maior grupo estrangeiro beneficiário do programa, que os protegia da deportação caso chegassem ao país ilegalmente. Trump tem endurecido a política imigratória no país, o que foi considerada uma de suas principais bandeiras de campanha eleitoral. Além do muro que pretende construir na fronteira com o México, o mandatário aumentou as prisões de imigrantes ilegais e proibiu a ida aos EUA de cidadãos de países de maioria muçulmana.

Recentemente, o secretário de Justiça norte-americano, Jeff Sessions, anunciou que o magnata também colocará fim no programa de proteção aos filhos de imigrantes ilegais, chamado de "Dreamers". 

Negociações para formar novo governo na Alemanha avançam

Merkel quer montar "grande coalizão" com sociais-democratas

Agência ANSA

 

Última chance para a Alemanha ter um novo governo, as negociações entre a conservadora União Democrata-Cristã (CDU), legenda da chanceler Angela Merkel, com o Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, avançaram.

Após o terceiro dia seguido de reuniões, nesta terça-feira (9), em Berlim, os negociadores do SPD disseram que as tratativas ocorrem em um clima "construtivo", embora tenham criticado vazamentos à imprensa sobre os pontos já acertados.

Um deles diz respeito à renúncia da CDU ao objetivo de reduzir as emissões de CO2 em 40% até 2020, um dos itens que impossibilitaram um acordo entre Merkel e o Partido Democrático-Liberal (FDP), de centro-direita.

As negociações são feitas por grupos de trabalho criado pelas duas legendas e devem ser concluídas até a noite da próxima quinta-feira (11). Em seguida, o acordo será submetido às lideranças e aos filiados de CDU e SPD.

Merkel venceu as eleições de setembro passado, mas não conseguiu maioria absoluta no Parlamento, já que a CDU teve apenas 30% dos votos. Inicialmente, ela tentou formar uma coalizão com o FDP e os Verdes, mas as negociações fracassaram, principalmente por divergências sobre políticas migratórias e ambientais.

Por conta disso, Merkel teve de recorrer aos sociais-democratas, que rechaçavam a ideia de repetir a aliança que governou a Alemanha entre 2013 e 2017. CDU e SPD são os dois maiores partidos do país, porém os anos de "Grosse Koalition" ("grande coalizão", em tradução livre) derrubaram a popularidade da legenda progressista.

Se as duas siglas não se acertarem, a Alemanha terá de voltar às urnas, criando um cenário de instabilidade no país. 

 

EUA planejavam lançar 466 bombas sobre União Soviética, diz jornal

Washington previa lançar 466 bombas nucleares devastadoras sobre 66 cidades soviéticas, segundo vários documentos desclassificados e publicados pelo jornal britânico Daily Star.

De acordo com os arquivos secretos de 15 de setembro de 1945 compartilhados pela mídia, os militares norte-americanos planejavam levar a cabo vários ataques sobre dezenas de cidades soviéticas a fim de "destruir imediatamente a vontade e capacidade de resistir do inimigo [a URSS]".

Em particular, os norte-americanos detalharam em uma carta para o responsável do projeto – o general da divisão Leslie Groves – que iriam necessitar de 204 bombas para destruir as cidades mais importantes da União Soviética, bem como de mais 20 bombas para eliminar as bases militares do Exército Vermelho.

Mas, ao verificar uma eficácia de 48%, concluíram que os bombardeiros norte-americanos teriam que lançar 466 projéteis.

Apesar de ter um inimigo comum – a Alemanha nazista e outras potências do Eixo –  os EUA e a URSS já se consideravam inimigos nessa época.

Por sua vez, os ataques contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, que tiveram lugar em agosto de 1945 e causaram mais de 220.000 vítimas, foram qualificados como um "êxito espetacular, embora tenham sido lançadas somente duas bombas".

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 08.01.2018

 

 

Portugal é nomeado campeão de inovação em Las Vegas

 

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A associação que organiza o evento CES revelou o primeiro relatório internacional de inovação no arranque da feira

Com um ambiente propício aos novos negócios e apetência por tecnologia, Portugal foi distinguido como um dos 13 campeões de inovação do primeiro estudo anual daConsumer Technology Association (CTA), que organiza o evento tecnológico CES. A classificação, no nono lugar entre 38 países avaliados, foi anunciada na abertura da mais importante feira da indústria em Las Vegas.

Segundo Gary Shapiro, presidente da CTA, o objetivo do relatório internacional Innovation Scorecard é identificar os países que mais fomentam um ecossistema de inovação. Foram considerados doze indicadores: banda larga, diversidade, dinâmica de empreendedorismo, investimento em Inovação e Desenvolvimento, diversidade, qualidade ambiental, capital humano, regulação de drones, partilha de carros e alojamento, enquadramento fiscal, carros autónomos e liberdade.

"A nomeação da CTA de Portugal como um dos países mais inovadores do mundo reflete um investimento que todo o país tem feito nas últimas décadas na qualificação das pessoas, em infraeestrutras tecnológicas e numa maior incorporação de tecnologia nas empresas", comenta Maria Miguel Ferreira, diretora da Startup Portugal e coordenadora da missão portuguesa ao CES 2018.

Portugal é o único país do sul da Europa classificado como campeão da inovação, quase uma anomalia quando se olha para o resto da lista. Os outros países distinguidos são Estados Unidos, Reino Unido, Singapura, Canadá, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Nova Zelândia, Áustria, Canadá, Austrália e República Checa.

No relatório, a CTA destaca que Portugal apresenta "uma taxa anual impressionante de entrada de novos negócios, 4.62 por cada mil pessoas entre 15-64 anos."

Maria Miguel Ferreira sublinha que as startups nacionais têm tido um papel importante na procura de inovação disruptiva e na incorporação de inovação nas grandes empresas. A responsável sublinha que as incubadoras têm sido fundamentais na promoção de maior integração da ciência e tecnologia desenvolvidas nas universidades e da inovação desenvolvida pelas startups em empresas com modelos de negócios virados para o mercado global. "Nada disto seria possível sem a grande abertura e compromisso com a inovação que o governo português tem demonstrado", acrescenta a responsável. A CTA também frisa os elevados níveis de liberdade pessoal e política vigentes em Portugal.

Governo polaco demite ministros da Defesa e Negócios Estrangeiros

 

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Vários dirigentes da União Europeia têm manifestado preocupação com a reforma judicial e outras políticas do governo de Mateusz Morawiecki

O primeiro-ministro da Polónia demitiu hoje vários ministros do seu Governo conservador, incluindo os da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, numa remodelação anunciada antes de partir para Bruxelas, onde vai para tentar evitar uma possível imposição de sanções.

Vários dirigentes da União Europeia têm manifestado preocupação com a reforma judicial e outras políticas do governo de Mateusz Morawiecki e a sua possível não-conformidade com o Estado de Direito.

"Não somos e não queremos ser um governo dogmático e doutrinário ou um governo dos extremos, socialista ou liberal", disse o primeiro-ministro, acrescentando querer que a Polónia tenha um papel importante numa Europa forte.

Morawiecki, que assumiu funções em dezembro, demitiu o ministro da Defesa, Antoni Macierewicz, e o dos Negócios Estrangeiros, Witold Waszczykowski, além do titular do Ambiente, Jan Szyszko, da Saúde e da Digitalização.

Numa cerimónia na Presidência da República, transmitida pela televisão, o presidente, Andrej Duda, empossou o antigo ministro do Interior Mariusz Blaszczak, na Defesa, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Jacek Czaputowicz, na chefia da diplomacia.

Foram também empossados novos ministros das Finanças e Desenvolvimento, até dezembro chefiadas por Morawiecki.

Risco de avalanche deixa 13 mil turistas "presos" em cidade suíça

 

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Pelo menos, a eletricidade já foi reposta

Cerca de 13 mil turistas estão presos na cidade suíça de Zermatt, perto do pico do Matterhorn, depois de as autoridades ordenarem o fecho das pistas de esqui, trilhos, teleféricos, estradas e serviço de comboios para a cidade.

Janine Imesch, do gabinete de Turismo de Zermatt, disse que já foi reposta a eletricidade na cidade e que nenhuma pessoa correu riscos porque as autoridades fecharam o acesso às pistas de esqui e aos trilhos no dia anterior.

"Não há qualquer motivo para pânico, está tudo bem", concluiu Imesch.

O site do gabinete de turismo tinha indicado anteriormente que não era possível sair ou entrar na cidade, dando igualmente conta de uma "quebra do fornecimento de eletricidade em toda Zermatt".

Também apelava às pessoas que "ficassem em casa", para não perturbarem o trabalho das equipas envolvidas na remoção da neve.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 08.01.2018

Nevou no deserto do Sahara

A vaga de frio que afetou nos últimos dias os EUA e Espanha chegou ao norte de África. As cores avermelhadas e acastanhadas habituais do deserto do Sahara foram substituídas por um manto branco de neve

As montanhas do Sahara cobriram-se de branco, segundo o The Telegraph. As imagens do fenómeno que se debateu sobre Ain Sefra, localizada a quase mil metros do nível do mar e cercada pela Cordilheira do Atlas, foram capturadas por diversas pessoas que se encontravam na cidade.

Os moradores de Ain Sefra, cidade conhecida por ser o "portão do deserto" ficaram surpreendidos ao ver as tradicionais montanhas vermelhas e castanhas do Sahara cobertas de gelo e neve.

"Ficamos muito surpreendidos quando acordamos e vimos neve. Esta manteve-se durante o dia de domingo e começou a derreter por volta de 5h da tarde", contou o fotógrafo amador, Karim Bouchetata.

Trata-se de um acontecimento causado pela alta pressão na Europa. O ar frio subiu e foi deslocado para o Norte de África e, consequentemente, para o deserto do Sahara.

A cidade de Ain Sefra não estava preparada para receber este fenómeno, e teve dificuldade em resolver o problema do gelo nas estradas e nos carros, uma vez que a temperatura da cidade costuma rondar uma média de 16 graus Celsius em janeiro.

A Life Science classificou o nevão como sendo um dos sete fenómenos mais raros do mundo, estando este no topo da lista.

Polícia italiana deteve 160 pessoas e arrestou bens da máfia calabresa

A polícia italiana anunciou, esta terça-feira, uma vasta operação contra a Ndrangheta, a máfia calabresa, que resultou na prisão de 160 pessoas e no arresto de bens em Itália e na Alemanha num total de 50 milhões de euros.

As investigações realizadas pela Direção Anti-máfia de Catanzaro, na Calábria, revelaram infiltrações em áreas que vão "desde produtos vinícolas até à coleta de lixo, passando pelos serviços funerários, concursos públicos e uma estreita rede de conivência por parte de funcionários públicos", explicaram, num comunicado, os carabineiros.

A rede tinha ramificações em diferentes regiões italianas e, inclusivamente, em Hesse e Baden-Württemberg, na Alemanha, acrescentaram.

De acordo com os meios de comunicação italianos, a rede também beneficiou da receção de imigrantes, do setor turístico e das 'slot machines'.

 

Segundo os media, cerca de dez autarcas ou eleitos locais italianos estão entre as pessoas detidas nesta operação.

Coreia do Norte vai aos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul

Pyongyang propôs hoje enviar uma delegação de alto nível aos Jogos Olímpicos de Inverno, que vão decorrer no próximo mês na Coreia do Sul, durante a primeira reunião entre as duas Coreias em mais de dois anos, anunciou Seul.

"A parte norte-coreana propôs enviar uma delegação de alto nível", declarou o ministro-adjunto da Unificação da Coreia do Sul, Chun Hae-Sung, aos jornalistas.

O anúncio de Pyongyang foi feito durante a reunião de alto nível entre as duas Coreias, a primeira desde dezembro de 2015, que decorre em Panmunjom, aldeia fronteiriça onde foi assinado o armistício da Guerra da Coreia (1950-53).

Segundo o ministro sul-coreano, além de representantes do regime, a Coreia do Norte vai também enviar atletas aos Jogos Olímpicos de Inverno, bem como apoiantes, jornalistas e uma equipa de taekwondo para realizar exibições durante o evento.

Os patinadores artísticos Ryom Tae-ok e Kim Ju-ik são os únicos dois atletas norte-coreanos qualificados para os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, apesar de o Comité Olímpico Internacional ter afirmado que outros poderiam participar mediante convite.

A participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno que arrancam em 09 de fevereiro poderia aliviar a tensão na península, depois de 2017 se ter assistido ao lançamento de três ensaios nucleares e de múltiplos mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte, e à retórica bélica do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem trocado insultos pessoais e ameaças de guerra com Kim Jong-un.

Por seu lado, a Coreia do Sul propôs a realização, em meados de fevereiro, coincidindo com as festividades do Ano Novo Lunar, uma reunião das famílias coreanas separadas, mas a Coreia do Norte ainda não se pronunciou relativamente a esse assunto.

Milhões de pessoas foram separadas durante a Guerra da Coreia, sendo que a maioria morreu sem ter tido a oportunidade de voltar a ver familiares próximos, uma vez que estão interditas comunicações transfronteiriças, troca de cartas ou chamadas telefónicas.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 08.01.2018

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Estados Unidos desestabilizam toda região do Médio Oriente

9 de Janeiro, 2018

O ministro dos Negócios es­trangeiros iraniano, Mohammad Javad Zarif, considerou ontem que as políticas desestabilizadoras e intervencionistas dos Estados Unidos têm fomentado e complicado as várias crises no Médio Oriente.

 “A intervenção norte-a­me­ricana na região é a principal razão para alimentar as actuais crises e para complicá-las ainda mais”, afirmou Zarif, ao discursar pe­rante cerca de 200 peritos nacionais e internacionais reunidos em Teerão na II Conferência de Segurança.
Para o chefe da diplomacia iraniana, “os Estados Unidos continuam a ignorar a realidade da região e persistem nas políticas desestabilizado­ras e destrutivas, como, por exemplo, mantendo a presença militar ilegal na Síria”. “A ocupação da Palestina continua a ser o problema mais crítico que a região e o mundo inteiro enfrentam. Todos os assuntos regionais estão in­fluenciados directa ou indirectamente por esta grande ameaça”, afirmou Zarif, aludindo a Israel.
Em relação à Arábia Saudita, o chefe da diplomacia iraniana considerou que a continuação da intervenção militar da coligação militar liderada por Riade no Iémen constitui outra fonte importante de tensão.
Zarif criticou também a Arábia Saudita pelas ambições manifestadas, considerando que nenhum país pode procurar uma hegemonia regional, condenando ainda a compra em massa de armas e a corrida ao armamento no Médio Oriente.
O governante iraniano defendeu, nesse sentido, o diálogo e a cooperação entre os países da zona para que, juntos, enfrentem os actuais riscos, entre eles, destacou, o terrorismo e os separatismos de algumas regiões, como o Curdistão iraquiano.
As autoridades iranianas estão há mais de uma semana a acusar Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita de estarem por trás dos recentes protestos antigovernamentais no Irão. “Os Estados Unidos usaram todos os meios para dar um golpe duro, mas foram derrotados”, afirmou o general. 

Antigo assessor volta atrás e iliba filho de Donald Trump

Victor Carvalho |

9 de Janeiro, 2018

O antigo assessor de Donald Trump veio agora a público rectificar algumas das acusações que havia feito ao ac­tual inquilino da Casa Bran­ca no livro lançado a semana pas­sada pelo jornalista britânico Michael Wolff.

Steve Bannon, que deu as informações que permitiram a Wolff escrever o livro, vem agora dizer que nunca acusou o filho de Donald Trump de “traidor” por este se ter reunido com uma equipa de cidadãos russos que acusou de serem “espiões”.
Nesta sua nova “versão” do que disse e não disse ao autor do “Fogo e Fúria”, Bannon refere agora que se estava a referir a Paul Manafort, na altura um dos principais responsável pela campanha de Trump e não ao seu filho.
A reversão, segundo alguns observadores, talvez tenha a ver com a polémica das suas denúncias sobre o papel de­sem­penhado por Donald Trump Jr no processo que en­volve alegados espiões rus­sos e que está neste momen­to a ser investigado pelo Sena­do, pela Casa dos Representantes e por uma comissão criada especialmente pa­­-ra apurar se houve, ou não, in­terferência de cidadãos estrangeiros na corrida para as recentes eleições norte-americanas.
É que, de acordo com jornais norte-americanos, o livro de Michael Wolff estava já a ser encarado como uma peça “fundamental” para as investigações que estão em curso para apurar se haviam, ou não, espiões russos a trabalhar para a campanha de Trump, tendo mesmo o Washington Post adiantado que, “muito provavelmente”, Steve Bannon seria chamado para confirmar as declarações que fez e que estão inseridas no “Fogo e Fúria”.
No dia em que esta possibilidade veio a público, o próprio Steve Bannon apressou-se a recorrer ao site Axios para postar uma nota onde refere que o filho de Donald Trump é um “patriota” e um “homem bom”, virando as acusações de “traidor” em direcção a Paul Manafort.
Neste momento, ainda não se sabe se este “recuo” de Steve Bannon em relação ao filho de Donald Trump é o suficiente para convencer os investigadores a desistirem de o chamar a depor ou se, pelo contrário, permanece a convicção de que ele sabe mais do que disse para Michael Wolff colocar no livro.
Mas, a verdade é que Steve Bannon é apenas uma das 200 pessoas que Wolff diz ter entrevistado para escrever o livro que já bateu todos os recordes de venda, não só nos Estados Unidos como em todos os países onde foi lançado. Ao longo do livro, o autor faz de Donald Trump um retrato que o expõe como  um presidente impaciente, sem interesse na leitura e pouco empenhado em entender como se move o mundo da política. E, da sua família, dá uma imagem de deslumbramento e de im­pre­paração para lidar com o seu novo estatuto. Em “Fogo e Fúria”, o actual inquilino da Casa Branca é referido por alguns dos seus mais directos colaboradores como uma pessoa “doente”, um “idiota” e de ter comportamentos de “criança”. 
A Casa Branca, mal teve conhecimento antecipado do conteúdo do livro tentou evitar que ele fosse publicado, instruindo os seus advogados no sentido de con­tactarem a editora e o próprio Michael Wolff, advertindo-os de que poderiam ser processados.

 

A proclamação (com a imediata suspenção “para conversações”) da independência de  uma das autonomias da Espanha –a Catalúnia- provocou veementes debates de peritos e políticos (os separatistas catalãos marcaram a reunião decisiva do parlamento para a quinta-feira; 26 de outubro, informa a agência AP referindo-se a um representante da coligação sepaparatista catalã). newsru.com A questão é velha como a Paz de Vestfália: que correspondência tem o direito de povos à autodeterminação com o princípio de inviolabilidade de fronteiras e a que medida os acontecimentos na Catalúnia podem ser projetadas para o futuro da União Europeia em geral?

Os partidários da integração europeia sempre apoiaram a ideia de que a superação das tradições do nacionalismo europeu herdado dos tempos anteriores foi uma das tarefas estratégicas da União Europeia mais importantes. No entanto a reação da UE à desintegração da URSS e da  Iugoslávia com praticamente incodicional (e na opinião de criíticos até provocatoriamente precipitado) reconhecimento de novas formações estatais (talvez a excepção do Côssovo [i]) fez com que os partidários da independência regional dentro dos “antigos” membros da UE tivessem a impressão de que a afiliação direta à UE seria o melhor modo de solução de todos os problemas que se tinham acumulado nas relações com os governos centrais.

Este ponto de vista tem seus próprios motivos porque a UE garante aos seus membros um amplo mercado inteiro, a integração num dos maiores blocos comerciais do mundo, instituições de manutenção da segurança interna e de proteção dos básicos interesses de política externa que estão em funcionamento. As condições iniciais tão benévolas parecem bastante atraentes para muitos territórios dentro da UE, onde existe uma oposição “realmente séria e historicamente baseada”.   Flandres no norte da Bélgica, a Córsega francesa, a Escócia, a Irlanda do Norte e o País de Gales, o Tirol do Sul que se encontra na Itália junto à fronteira com a Áustria, - alí se não houver intenções separatistas diretas, mas existe a história que pode ser despertada, a Lombardia [ii] italiana e certamente o País Basco [iii].

Os céticos que duvidam de vitalidade da estratégia da UE visando um aprofundamento ulterior da integração dizem que o Brexit sera´somente o primeiro precursor da inevitável transformação da UE em uma federação das regiões. O fato de a Grã Bretanha ter abandonado a UE é prenhe pela bastante provável separação da Escócia com a admissão apressada na UE (a mais forte e por isso a mais “tentadora” retaliação a Londres pela “traição”) inevitavelmente daria um novo arranque  à “regionalização” de muitos países-membros da União Europeia. O resultado seria uma fragmentação territorial (“balcanização”) da UE que  se inicará, o mais tardar, nos anos de 2020 quando dezenas de nações “sob-europeias”   aproveitar-se-aõ dos mecanismos e das instituições da UE com vista à autodeterminação e à edificação da sua própria subjetividade, nominalmente estatal segundo a forma e  inalienavelmente euriopeia comum segundo a essência. Além dos territótios mencionados no parágrafo anterior por este caminho podem em potencialidade optar a Bretanha, a Alsácia, a Frísia – uma região histórica nas costas do mar do Norte por entre dos Países Baixos e a Dinamarca, - a Galiza, a Cornualha e a Ilha de Man[iv].  

Um argumento importante a favor de um desenrolar de acontecimentos destes também seria o facto de todos os neo-separatistas europeus desejarem abandonar apenas a jurisdição de seus estados nacionais, mas nunca jamais – a da União Europeia apelando com isso praticamente a um conceito de desenvolvimento ulterior da UE que, na opinião de muitos peritos, tem a mais grande pespetiva, a de sua federalização genuína. Os euro-burocratas terão dificuldade resistindo a ideias semelhantes, porque seria mais fácil criar um genuíno governo da Europa se os membross-sujeitos forem um conglomerado de formações estatais aproximadamente iguais segundo a população e o potencial econômico no qual não existem nem líderes nem outsiders  patentes.  Tal estado das coisas faria com que o peso político da Comissão Europeia esteja a um nível qualitativamente novo. Consequentemente os partidários de federalização da Europa devem saudar o enfraquecimento de estados nacionais o qual somente permtiria dar um novo passo na federalização europeia. (Os federalistas que ocupam cargos oficiais nas instituições europeias com isso ficam numa situação especialemte melindrosa tendo que defender em público a inegridade territorial da Espanha pelo menos por causa de consequências geopolíticas de sua desintegração que são absolutamente imprevisíveis.) 

Deste modo o próprio debate do futuro da UE, a colisão de atitudes para com uma nova etapa na implementação do projeto da Europa unificada geram uma nova onda de aspirações separatistas. O caso intrincado da Catalúnia descobriu as contradições entre os partidários de prosseguimento da integração da UE à base dos princípios da globalização e os defensores da preservação de uma parte considerável da autonomia política dos países-membros soberanos. Em que direção seria preciso seguir: para uma Europa das nações, para uma Europa das regiões ou  para uma genuína federação europeia?

Também são as diferenças na interpretação das normas do direito intertacional que causam confusão nesta questão. Estas normas ewm particular não prevêem a possibilidade de separação de territórios de qualquer país a excepção de casos de ambas as partes concordarem com isso. Do ponto de vista do direito internacional uma parte da população dentro de um país mono-nacional mesmo tendo  uma determinada identidade nacional não é um povo que possa apelar ao direito à autodeterminação, notam juristas da RFA. Assim, conforme o direito internacional, os albaneses do Côsssovo também não são um povo particular[v]. 

Não obstante a maioria dos países da UE reconheceu o Côssovo como um estado independente. No entanto no caso da Catalúnia a Comissão Europeia prefiriu adotar uma posição que, na opinião de críticos, tem o caráter de um contraste clamante com as suas próprias atitudes para com situações análogas no estrangeiro. Entretanto a experiência histórica testemunha que tarde ou cedo comunidades sociais impulcionadas pelo sentimento de particularidade nacional triunfam na luta (rivalidade) com uma entidade estatal que contem as ambições delas. Em seguida o direito internacional e as instituições da UE adaptam-se seguramente a uma nova realidade[vi]. Surge a pergunta: por quanto tempo a Comissão Europeia e os governos nacionais poderão convencer si próprios e os outros de que a opinião ao menos da metade dos catalões deve ser menosprezada?

Com isso a reação à crise catalã  por parte dos dirigentes da UE e dos países-membros hoje é vista como praticamente o melhor remédio contra a “balcanização”. A passividade do establishment europeu – a ausência quase total de qualquer reação  aos pedidos de Barcelona de mediação externa faz com que a indeterminação entre Madrid e as autoridades da Catalúnia seja protelada. A coligação política que está apoiando a independência sofre de erosão e de contradições táticas e ideológicas que estão crescendo rapidamente. Entretanto um número cada vez maior de estruturas comerciais que se baseiam na Catalúnia informam de transferência de seus quarteis-generais e dos principais torrentes financeiros para fora da região deprivando os partidários da independência de um dos mais importantes sustentáculos – o financeiro e econômico. 

Em geral, na opinião do semanário britânico “The Economist”, separatistas em potencialidade existentes nos países-membros da UE hoje não tem quaisquer fundamentos de supor que a Comissão Europeia estaria disposta a apoiar pelo menos uma de iniciativas semelhantes. Esta ideia é explanada pelo semanário francês “Le Monde”: “Cada país-membro interressado no projeto europeu percebe com clareza: entrando na União Europeia os estados nacionais concordaram em recusar-se a uma parte da sua soberania em troca do bem-estar geral e à estabilidade, inclusive a estabilidade das fronteiras existentes simultaneamente de sua liquidação de fato”, - diz o artigo. “Se a Europa for incapaz de garantir a estabilidade das fronteiras dos países-membros (o que é o primeiro indício externo da soberania) estes países deixarão de ser interessados em ser uma parte do conjunto. Privados das garantias do estatus das suas fronteiras os países voltarão a restabelecer a sua soberánia e isso seria o fim do projeto europeu”[vii].

Uma separação possível de quaisquer territórios dos países-membros da União Europeia é litigiosa também do ponto de vista do direito da EU. Assim conforme a Cláusula 4 do Tratado sobre a UE, “a União respeita as funções básicas do  estado, especialmente as que visam assegurar sua integridade territorial”. Apesar do “pragmatismo e otimismo” da UE que demonstrava a arte de “adaptação à realidade”,  em Bruxelas avisavam mais de uma vez que a Catalúnia não se tornaria automaticamente um membro da União Europeia em caso de separação da Espanha. “A Catalúnia não pode tornar-se um membro da União Europeia na manhã após a votação”, - declarou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker salientando que em caso de declarar a independência a Catalúnia terá que apresentar um  pedido de admissão na UE. Seria difícil de imaginar que qualquer outra região da Europa unificada que tente declarar-se um país soberano nestas circumstância possa manter o euro como a moeda ou o acesso ao mercado interno da UE. Com isso para bloquear o ingresso na UE de uma formação separatista bastaria que apenas um dos países membros se  pronuncie contra isso. Não há dúvidas que o país – “vítima” do separatismo vote exatamente assim. Em caso da Catalúnia à Espanha podem aderir outros países  tendo medo de que o caso da região espanhola crie um precedente[viii].

Se as potências externas são capazes de exercer uma séria influência sobre as tendências separatistas nos países da UE? A própria existência da União Europeia é a melhor garantia da integridade territorial dos seus membros, diz  com certeza “The Economist”.  Mas parece mais provável a variante que seria possível em caso de malogro da reforma declarada pela União Europeia: a estratificação da UE em macro-regiões com “velocidades diferentes” ou com a orientação diferente na economia e política externas, compostas de vários países que tenham interesses semelhantes. O autor já tratava mais de uma vez de receios deste gênero analisando um vertiginoso crescimento da influência da China em uma série dos países do centro e do leste europeu.  

Que atitude deve ter a Rússia para com as reivindicações de independência por parte de quaisquer territórios ou povos? Até idealistas que exortam a atuar “não renunciando” aos princípios altos de defesa do direito de povos a decidir de seu destino chegam finalmente à conclução de racionalidade de decisões deste gênero adotadas à base de pragmatismo dos interesses nacionais. “Então, devemos apoiar ou não os que estão nas posições de autodeterminação inclusive a separação dos seus países de hoje? Estaquestãonãotemumarespostadesentido único. Quando as circumstâncias estão a favor deste apoio, devemos apoiar. Quando as circumstâncias dizem o contrário, devemos ser reservados”[ix].  


[i] Até agora 23 dos 28 membros da UE reconheceram a independência do Côssovo. Os que não a reconheceram: a Espanha, A Eslováquia, o Chipre, a Roménia, a Grécia.  

[ii] Em 22 de outubro de 2017 nas duas regiões mais ricas do norte da Itália, a Lombardia e o Vêneto, foram feitas sondagens no que diz respeito à concessão de uma autonomia mair. Segundo informa a BBC, referendums de autonomia são totalmente legítimos na Itália. Conforme a cláusula 116 da constituição as regiões tem o direito a exigir uma autonomia mair de Roma. Aliás não se trata da independência das regiões da Itália porque os referendums tem o caráter de recomendação, i.e. seus resultados não obrigam o governo a fazer alguma coisa.    No entanto resultados positivos permitiriam a administração regional reivindicar uma independência maior, antes de tudo a financeira.

[iii] http://www.globalaffairs.ru/redcol/Chto-budet-esli-Kataloniya-provozglasit-nezavisimost-19059

[iv] https://fbreporter.org/2017/10/06/are-you-trying-to-usa-balkanization-of-europe/

[v] http://p.dw.com/p/2lbKn?tw  (Deutsche Welle)

[vi] http://www.eurocontinent.eu/2017/10/catalonia-the-geopolitical-challenges-for-eu/

[vii] https://www.inopressa.ru/article/11Oct2017/lemonde/balkanisation.html

[viii] http://p.dw.com/p/2lbKn?tw  (Deutsche Welle)

[ix] https://regnum.ru/news/polit/2332725.html

 

 

 

Os organizadores da 14-a reunião anual do Clube Internacional de Debates “Valdai” que se encerrou em Sótchi em 19 de outubro último colocaram como a principal a tarefa de ultrapassar os marcos do formato habitual de debates de perícia e tratar de elaborar modelos de perspetiva da interação  mundial à base de  uma nova apresiação de muitas normas e tendências da política e do direito, bem como as normas sócio-econômicas que anteriormente foram consideradas inabaláveis. Foi por isso que o tema do atual forum ostentava um ambicioso título “Mundo do futuro: para a harmonia através de colisões” recordando da ideia de um dos principais economistas e sociólogos do século passado, Josef Alois Schumpeter, a de “destruição criadora” que gera una nova ordem e um novo mundo, bem como a escolha dos mais importantes participantes dos debates para o último e o mais importante quinto dia do evento. 130 participantes vindos de 33 países ouviram intervenções do Presidente da Rússia,Vladimir Putin, o ex-presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, do diretor científico do Instituto Noroeguês Nobel, Asle Toye, e preseidente do conselho dos diretores da companhia “Alibabá-Grupp”, Jack Ma, - simbolizando praticamente uma das mais instáveis regiões do mundo, as tentativas da comunidade de peritos de encontrar uma solução pacífica para os conflitos existentes e a idéia de comércio mundial através da Internet como um meio de organizar a interação ao nível de países e de pessoas.

Um dos tópicos-chaves  da intervenção do Presidente da Rússia foi a necessidade de renûncia às atitudes obsoletas e a transição aos princípios novos de interação nos fins de solução dos mais graves problemas da atualidade.  Vladimir Putinde um modo ou de outro abordou todos “pontos quentes” existentes e os temas de debate da agenda mundial. Algumas questões, como a interação da Rússia e dos EUA na esfera do desarmamento nuclear, o problema sírio e norte-coreano e também os problemas de autodeterminação de países e territórios foram analizados de uma maneira ao máximo concreta.

Ao mesmo tempo havia uma série de tópicos tratando dos quais o Presidente da Rússia preferiu palavras generalizadas do plano conceptual obstendo-se de referências pessoais

Por exemplo, em sua análise da ativdade da ONU havia uma direta alusão à proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de fazer uma reforma radical desta organização e do seu Conselho de Segurança. Manifestando a certeza de que em 2045 a humanidade vai comemorar o centenário da ONU Vladimir Putin realçou que “sua criação tornou-se um símbolo de que a humanidade apesar de tudo é capaz de elaborar regras comuns e segui-lâs” Qualquer fallha na observação destas regras tem inevitavelmente levado a crises e consequências negativas. Simultaneamente durante os últimos decénios houve várias tentativas de rebaixar o papel desta organização, desacredita-lá ou simplesmente pôr sob seu controle. Todasestastentativasforamcondenadasaofracassoouentraramnobecosemsaída”. “Na nossa opinhão a ONU com sua legitimidade universal deve permanecer no centro do sistema internacional e uma tarefa comum seria a de consolidação do seu prestígio e eficiência. HojenãoexisteumaalternativadaONU”, - sublinhouoPresidentedaRússia.

(http://www.kremlin.ru/events/president/news/55882)

Vladimir Putin também não deixou passar por  alto o escândalo nas relações do Cazaquestão com a Quirguizia que eclodiu umas semanas  atrás sendo este escândalo capaz de criar determinados problemas no funcionamento dos mecanismos de integração no território post-soviético, antes de tudo nos quadrantes da União Econômica Euro-Asiática (UEEA). Evitando comentários das acusações mútuas vindas anteriormente de Astana e de Bichqueque o Presidente da Rússia considerou ser necessário pôr em destaque especial o papel do seu homôlogo casaque na solução da crise síria e do processo da Astana. “Gostaria de agradecer o Cazaquestão e o presidente Nazarbaev por ter nos permetido usar, juntamente com os outros participantes deste processo, a plataforma de Astana. O Casaquestão não é simplesmente um lugar para reuniões, mas um lugar muito cômodo tendo em vista sua posição neutra e o fato de o Casaquestão nunca ter intrometido em quaisquer processos complicados internos na região, mas sim, ter sido um intermediário prestigiado”, - salientou Vladimir Putin acrescentando: “Goistaria de realçar que o presidente Nazarbaev mais de uma vez assumiu até uma determinada responsabilidade para manter à mesa de conversações as partes em conflito e em negociações. E isso é uma coisa muito positiva pela qual estamos-lhe muito gratos”.

No entanto o principal motivo de o Presidente da Rússia ter feito a intervenção nos marcos do atual Clube Internacional de Debates “Vаldai” foi sua idéia de possibilidade e necessidade da formação de novas “plataformas” e mecanismos de discussão e solução dos problemas e conflitos existentes no mundo que procedem diretamente dos processos “da destruição criadora” aos quais foi dedicado o forum em Sótchi. Atualmentenomundoestãosurgindonovoscentrosdeinfluênciaemodelosdecrescimento, estãosendoformadasaliançasdecivilização, associaçõespolíticaseeconômicas. Estavariedadenãopodeserunificada. Porissodevemosaspiraraumacooperaçãoharmonizada. As organizações na Eurásia, América, África, na Região da Ásia e do Pacífico devem funcionar sob os auspícios da ONU coordenando suas atividades. Com isso cada associação tem o direito a funcionar de acordo com suas próprias noções e princípios correspondentes com suas particularidades culturais, históricas  e geográficas. È importante que uma interdependência e transparência globais sejam combinadas com a identidade única de cada povo e região. Devemos respeitar a soberania baseada no sistema inteiro das relações internacionais”, - salientou Vladimir Putin.  

Como uma prova de eficiência de semelhantes alianças flexíveis o líder da Rússia cituo o dinamismo positivo na regularização síria que tinha sido garantida exatamente à base do processo de Astaná que abarcou os países que tinham seus interesses na região e relações um ao outro nada simples – a Rússia, a Turquia, o Irão (e também os EUA na qualidade de observador): Graças à posição assumida pela Turquia, pelo Irão e, claro, pelo governo da Síria conseguímos em uma grande medida aproximar as posições em relação à questão-chave de cessação do derramamento de sangue e criação de zonas de deescalação. Este é o mais importante resultado do trabalho sobre a Síria durante os dois últimos anos em geral e do processo de Astaná em particular”. “Hei de dizer que outros países também desempenham um papel significativo apesar de não tomarem parte das conversaçãoes em Astaná, mas estarem invisivelmente presentes e influirem sobre os processos existentes, isso tambem diz respeito aos Estados Unidos da América. Nesta direção mantemos co nossos parceiros norte-americanos uma constante   interação – estável, nada simples e com litígios, mas com o componente positivo maiordo que o negativo”, - pôs em relevo especial Vladimir Putin referindo se ao papel de Washington no dado contexto.

Em contraposição do problema sírio o desenvolvimento da situação em torno dos territórios que aspiram à autodeterminação ainda não adquiriu uma dimenção tão  dramática. No entanto as referidas questões também exigem uma solução eficiente. Os referendums na Catalúnia e no Curdistão Iraquiano não apenas tornaram-se fatores complementares de desestabilização, mas também são capazes de provocar processos anâlogos em outros países, inclusive os aparentemente estáveis. “A situação na Espanhã é um exemplo vivo de o quanto frágil   pode ser a estabilidade em um país próspero e organizado. Ainda há muito quem poderia supôr que o debate em torno do estatus da Catalúnia que tinha uma longa história iria transformar-se em uma grave crise política?!” – disse Vladimir Putin em relação a isso. Na opinião dele, na Europa as contradições entre as etnias e os estados estavam desenvolvendo-se e acumulando-se durante séculos, mas foram os próprios líderes europeus que durante os últimos 25 anos desempenhavam o papel de castlisadоr: “Quanto à situação na Catalúnia defrontamos com uma condenação unânime dos partidários da independência por parte da União Européia e toda uma série de outros países. Em relação a isso não posso deixar de notar: deveriam pensar disso antes, porque não pôde ser que ninguém sabia das contradições seculares dentro da própria Europa. Claroquesouberam. No entanto a seu tempo foi de fato saudada a desintegração de uma série dos países europeus sem tentar esconder a alegria com isso.  

E por que foi necessário da mesma maneira impensada, baseando-se na conjuntura política do então e no desejo – diria diretamente – de agradar ao “irmão mais velho” de Washimgton, - dar um apoio total à separação do Côssovo, provocando processos semelhantes em outras regiões da Europa e também no mundo inteiro?

Queria lembrar, quando a Criméia também declarou a independência e em seguida, em resultado do referendum, uniu-se à Rússia, disso já nada gostaram por uma  razão qualquer. E agora vem a Ctalúnia e também – o Curdistão em outra região. I isso pode ser ainda não é uma  lista completa. Daí vem uma pergunta: o que vamos fazer, qual seria nossa atitude para com isso?

Parece que na opinião de alguns colegas nossos existem lutadores pela independência e liberdade “verdadeiros” e também – “separatistas” que não podem defender seus direitos até usando os mecanismos democráticos.  

Estes, como andamos dizendo, padrões duplos – eis um exemplo clamante dos padrões duplos – constituem um sério perigo para um desenvolvimento estável da Europa e dos outros continentes, para o movimento progressivo dos processos de integração no mundo”.

No entanto na agenda mundial contemporrânea existem os temas-chaves que devem ser interpretados invariavelmente e que exigem passos absolutalmente concretos a serem empreendidos pelos seus participantes. Isso refere-se, antes de tudo, ao problema de controle dos arsenais de mísseis nucleares das maiores potências mundiais com a Rússia e os EUA à cabeça. Vladimir Putin deu uma análise detalhada da  cooperação de Moscou e Washington na esfera de liquidação do plutónio de quaidade de arma lembrando que a parte russa en contraposição aos parceiros norte-americanos terá cumprido seus compromissos por completo.  

Também o Presidente da Rússia mencionou que “a Russia ratificou o Tratado de proibição universal dos testes nucleares 17 anos atrás. OsEUAnãoofizeramaté agora.” Simultaneamente em 2002 os EUA abandonaram o Tratado da defesa anti-míssil. “A massa crítica dos problemas da sefurança global está aumentando”,- concluiu Vladimir Putin e respondendo às perguntas dos participantes do forum fez lembrar da situação crítica em torno do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio (TFNAI) assinado em 1987. O Presidente da Rússia advertiu Washington contra abandono deste tratado que é um dos elementos-chaves de manutenção da segurança nuclear internacional. “Se não gostam disso e alguém deseja abandonar o tratado completamente, os parceiros norte-americanos, uma resposta por parte de nós seria instantânea, desejava de informar  e de advertir, a resposta seria instantânea e de envergadura igual”, - advertiu Vladimir Putin. De acordo com a informação existente é possível que se trate de elaboração acelerada do míssil de cruzeiro de baseamento terrestre  9М729 para o complexo “Iscander”  - um anâlogo do existente míssil de cruzeiro “Calibr” usado com frequência durante a operação contra grupos terroristas na Síria. “As palavras de Putin podem ser interpretadas de maneira que em caso de os EUA abandonarem o Tratado, o projetamento deste míssil não levará muito tempo”, - dizem as fontes na indústria de defesa da Rússia.

(https://www.vedomosti.ru/politics/articles/2017/10/20/738680-putina-valdae?utm_campaign)

A Rússia está preocupada com a imprevisibilidade da América do Norte”, - esta foi a determinação dada pela agência noticiosa de negócios  norte-americana “Bloomberg” ao  conjunto básico de problemas abordados durante a última reunião do Clube Internacional de Debates “Valdai”. E em uma certa medida isso é realmente assim. Em contraposição ao período da Guerra Fria e à conclusão de acordos na esfera do desarmamento entre a Rússia e os EUA que continuam vigentes hoje, a atual política dos EUA e dos outros países do Ocidente é nada racional e até não manifesta o desejo de prognosticar riscos possíveis, tanto os políticos, como os financeiros. “Ao seu tempo os apologistas da globalização estavam convencendo nos de que interdepenência econômica comum seja uma garantia contra conflitos e rivalidade geopolítica. Infelizmente isso não sucedeu, pelo contrário, o caráter de oposições tornou-se mais complicado, sendo estas oposições multilaterais e não lineares”, - salientou em relação a isso Vladimir  Putin na sua intervenção em Sótchi. Simultaneamente os acontecimentos que se desenvolvem nos próprios EUA não trazem esperanças de saneamento das relações da Rússia com os EUA dentro em pouco: “Considerando o facto de a investigação de uma ingerência possível da Rússia nas eleições presidenciais no ano passado em Washington tornou-se perigoso até fazer uma simples conversa com diplomatas russos, segundo disse um funcionário público intervindo numa reunião dedicada  às chamadas “regras Chatham House” – testemunha a “Bloomberg”.

(https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-10-18/alarm-in-russia-as-u-s-becomes-the-unpredictable-superpower)

 

Na situação atual a mensagem básica do líder russo – a necessiadade de elaboração e aproveitamento de novos formatos e modelos de interação internacional política multilateral em relação aos problemas mais graves – adquire uma urgência especial. 

 

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