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sábado, 01 março 2014 17:07

Projetos energéticos contribuem para a paz

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‒ Iúri Konstantinovitch, como o Senhor vê a perspetiva de extração de carbohidratos na plaraforma continental do Mar Metiterrâneo?

‒ A região do Mediterrâneo é grande. São as  zonas da plataforma continental do Egito, de Israel, do Líbano, da Síria, do Chipre, da Turquia que representam um interesse grande. Claro que estas zonas são atraentes, mas não se pode falar das perspetivas antes de primeiros poços darem pétroleo e gás, passados alguns anos no mínimo. As companhias da Rússia fazem sondagem de prospeção em muitos países, e como diz a experiência geral, apenas um de cada cinco poços em médio tem reservas industriais de cartbohidratos.

As estruturas geolôgicas da plaforma que se estende a partir do Egito até Israel e Líbano representam em si uma província de pétroleo e de gás com reservas grandes prospetados. Isso ainda não se pode dizer da província que vai da Síria para o Chipre e a Turquia.  São especialmente impressionantes os recursos prospetados no Egito, no sudeste do Mar Mediterrâneo. Grandes jazidas de gás inclusive a “Leviatão” e “Tamar” foram descobertas na plataforma de Israel.

O trabalho nas extremidades submarinos dos continentes é sempre exclusivamente difícil, longo e bastante arriscado. No entanto muitas companhias, inclusive a “Exon”, “Total”, “Gazprom” e “Soiuzneftegaz” tomam uma participação ativa dos tênders para a prospeção submarina das reservas de carbohidratos, esperado um sucesso, como se pode deduzir disso.

‒ O Ministério da energética e dos recursos aguáticos do Líbano informou que a lista final das companhias a participarem no tênder para a prospeção geolôgica na plataforma continental do país, seria publicado apenas em 18 de abril. Parece que оs libaneses têm protelações longas de mais com esta medida. Ao mesmo tempo o Líbano inicia os tênderes para a construção de um gasoduto e um terminal para gás liquifeito…

‒ O governo do Líbano, bem como o da Síria tinham preparação longa (a partir de 2005) e minuciosa para a realização dos tênders para a prospeção e  a mineração do potencial de carbohidratos das suas plataformas continentais mediterrâneas. Cumpre destacar que tal minuciosidade, inclusive o aperfeiçoamento da legislação de investimentos e de outras “regras do jogo” importantes é digna de respeito. Entretanto os planos foram frustrados com a vaga da “primavera árabe” que veio da Tunícia e do Egito, situados no Mediterrâneo. A protelação é relacionada, em particular, com a crise governamental no Líbano, causado pelos aconteciomentos sírios de 2011.

O elite político do Líbano que representa interesses de confissões diferentes, polarizada por causa do “dossiê sírio” não pode formar um governo que seria capaz de levar a cabo a mais importante transação na sua história contemporrânea – a distribuição e contratação de 10 blocos de licenciamento de offshore com as companhias energéticas do nível mundial.  Isso é uma tarefa exclusivamente séria atribuída a um  futuro governo do Líbano, a qual determinara o destino de todo o povo libanês.

Este problema só pode ser solucionado, se  houver um governo formado com a existência de um consenso estratégico sobre esta questão e as tarefas políticas mais importantes, procedentes da crise sírio, devido ao facto de o Líbano e a Síria terem sido e continuarem sendo um organismo historicamente quase único, e é pçouco provável que possam funcionar como estados não levando em consideração os interesses mútuos. Para uma melhor percepção de seu caráter idéntico podemos fazer uma analogia aproximada existente entre a Rússia, a Ucrânia e a Bielorússia.     

Devemos também guardar na memória, que o Líbano faz parte do centro energético do mundo que ocupa a área que se estende do Egito até o Irão no sentido horizontal e da Síria até a Arábia Saudita – no vertical. Mas é verdade que os países que se encontram aqui, desempenham papeis diferentes na energética. No entanto, são as possibilidades de recursos e as particularidades de território de muitos países desta região que tornam possível a realização de diversos projetos energéticos.

Recentemente tive um encontro com os dirigentes do Líbano e poderia dizer, que lá conseguiram superar as consequências maiores de tragédia da guerra civil de 1975‒1985, aprenderam a encontrar compromissos entre os grupos religiosos e políticos e formular interesses comums à base disso assegurando uma interação construtiva. Isso, na minha opinião, poderia servir de um modelo para a saída da crise política da sangrenta confrontação na Síria e no Iraque …

Pois bem, no lugar de libaneses também trataria de não apenas construir  um terminal para a recepção de gás liquifeito, mas sim, encontrar petróleo na sua plataforma continental.  E com um desenvolvimento político favorável o gás do Quatar e do Irão poderia ser transportado para o Líbano para ser liquifeito e exportado por via marítima. Mas para isso é necessário diminuir a tençaõ em uma série das localidade na serra de montanhas ao longo da fronteira sírio-libanesa que resultou de deslocações não controladas entre os dois países dos islamistas radicais anti-Assad, dos destacamentos do Hezbollah”, “Amal”, “Amigos de 14 de março” e de outros extremistas. Por enquanto trata-se apenas de um terminal de recepção de gás liquifeito.

Agora falamos dos projetos grandiosos e muito significativos para o país, o implemento dos quais ainda não é possível, nem tanto devido às dificuldades técnicas ou finaceiras (embora cálculos respetivos ainda não existam), mas exatamente por causa da confrontação política. Por outro lado os projetos infraestruturais energéticos, - tubulaçãoes, terminais, bem como o arranjo de jazidas, - são exatamente as coisas que unem as pessoas, fazem as buscar compromissos que poderiam assegurar  a paz e a criatividade.

‒ Não pode ser, que a influência do problema sírio sobre a situaçaõ no Líbano espanta investidores?

‒ Não, mas todos os fatores re risco são considerados, e cada companhia pondera os cuidadosamente no processo de conversações (como pondera os  ambém o estado que está por trás desta companhia, porque os projetos de petróleo e gás sempre são politizados). Por exemplo, durante as conversações um especialista de petróleo não esquece nem para um minuto que um poço na plataforma continental custará-lhe desde 50 até 150 milhões de dólares em função de sua profundidade. Agora tratem de imaginar, será necessária uma exploração sísmica dispendiosa, uma sondagem de prospeção que também custará caro, e tudo isso sem saber, se as esperançãs  serão justas. É a prospeção que faz a parte mais arriscada do negócio, e os riscos políticos têm o caráter secundário.

Mas posso repetir, os projetos infraestruturais acabam com as guerras intestinas, porque as companhias correndo risco de ataque tratam de obter o mais depressa possível a compreenção e o interesse mútuo com as autoridades locais, com todas as confissões exortando as a um compromisso.  Minha longa experiência de investidor adquirida no Oriente, inclusive no Oriente Árabe, diz que é de uma importância de pricípio que as companhias estrangeiras trabalhando no território de diferentes confissões também sejam parceiros (por exemplo, ligados por uma infraestrutura comum de projetos que cria as tendência centrípedes nos interesses das tribus que possam nivelar as contradições existentes e criar uma motiváção única para uma cooperação a longo prazo para o bem de todos os conterrâneos).  Esta matriz demonstrou sua vitalidade.

Mas também existem riscos de um caráter especial ‒ os de um embargo inesperado, por exemplo…

‒ Será que a Síria possa transformar-se em um nó energético central para os oleodutos e gasodutos do Golfo Pérsico?

‒ Levando em conta a situação atual na região em geral penso que isso seria uma perspetiva remota. As tentativas de regularização da crise na Síria que estão sendo feitas nos quadrantes da conferência de paz “Genebra-2”não trouxeram por enquanto o resultado desejável. Na opinião de muitos peritos é pouco provável que os esforçõs diplomâticos da Federação da Rússia, dos EUA e da ONU tenham um sucesso. Não estaria de acordo com isso. A coisa mais importante é que os países  mais influentes o mais depressa possível adotem uma posição construtiva única apoiando quaisquer forças sírias que estejam interessadas numa solução pacífica do conflito e na formação de um governo de transição de unidade nacional. Neste caso, passado um tempo aqui haverá muitos projetos energéticos próprios. Por exemplo, oleoduto “Iraque - Síria (porto petroleiro)”. Existem todas as premissas de cria-ló, mas sob a соndição de o conflito ser regulado. Discutindo isso com os dirigentes do Iraque e da Síria chegámos a um entendimento total. A implemantação do projeto pode ser feita com a participação de companhias russas e italianas.

‒ As autoridades do  Curdistão Iraquiano estão dispostas a aumentar o fornecimento de petróleo para da Turquía (e através do seu território) por conta de construção de novas tubulações. De que maneira isso pode refletir-se na atividade das companhias de petróleo e de gás russas no Curdistão?

‒ Só de uma maneira positiva.  Quanto mais sejam os projetos infraestruturais, tanto mais favorável seria isso para o desenvolvimento dos territórios, para o bem-estar da população e, claro, - para os negócios.    Mas, como se sabe, há problemas existentes nas relações  de Bagdã com o governo curdo que  possam afetar a atividade das companhias. Também devemos tomar em consideração o facto de o Curdistão ter um interesse enorme no desenvolvimento da extração de petróleo, e o governo central não duvida de importância da atividade de empresas energéticas estrangeiras.  Ambos os governos dão conta de que os parceiros estrangeiros trabalham em geral nos interesses da população do Iraque. Quanto às nossas companhias, graças a uma política  consequente da administração da Rússia foram-lhes criadas as condições de atividade aceitáveis quase em toda a parte. O risco político permanece, mas eu o colocaria no segundo plano.

O Iraque atravessou um caminho longo sangrento, e as explosões continuam no país até hoje. Mas notem bem, a constituição foi adotada, as eleiçoes foram feitos, o governo de coligação foi criado, os interesses nacionais comuns são defendidos em todos os projetos (até com um certo excesso, se falarmos do funciaonamento das companhias de petróleo numa situação tão difícil).

No fim de abril deste ano no país devem ter lugar as eleições parlamentares. Isto é uma prova muito séria. Se os iraquianos conseguirem passa-lá fortalecendo a consolidação da sociedade, isso significará que os líderes do Iraque e do Curdistão prosseguem pelo caminho que tomaram os dirigentes do Líbano, levam em consideração os interesses e objetivos variados da sociedade, aspiram a um compromisso. Isso seria um sucesso enorme.

‒ Existe a opinão de qua a administração do Curdistão tem uma margem que permite manobrar nas realções com Bagdã, porque na província trabalham segundo o sistema de EDP “gerentes grandes norte-americanos”.

‒ Que é que o Curdistão representava em si no após guerra? Para onde aspirava em 2005? Lá houve companhias pequenas e médias “aventureiras”, com as quais o governo central não teve quaisquer conversações tendo apostado com os gigantes do ramo ‒ a “Exon”, “BP”, LUKoil”, “Total”... Mas não foi por um capricho que o Curdistão apostou com as companhias não muito grandes que correram um risco enorme, sendo no entanto rápidas na produção. O tempo passou. Quem ganhou em fim? O Curdistão ressuscitou economicamente e alcançou uns resultados nos interesses do seu povo e da população de todo o Iraque de que tenho uma convicção profunda. E a partir do ano passado as companhias grandes começaram a trabalhar ali.

Penso que o governo central tenha que fazer a mesma coisa em uma série das províncias não-curdas.

‒ Será que as ambições das companhias norte-americanas européias influem sobre a posição adotada pela adminisração do Iraque?

‒ Quando as forças da coligação procuraram substituir o regime político no país praticamente todos os meios de comunicação em massa declaravam que os EUA  tentou adoderar-se de petróleo e de gás antes de mais nada. Mesmo nos tempos de então  eu disse que a razão tinha sido outra. Agoira veremos que as companhias norte-americanas participam nos tênderes em pé de igualdade com as outras. Tanto a administração central, como as autoridades do Curdistão velando por seus interesses visam à presença de parceiros diferentes ‒ chineses, russos, europeus, norte-americanos …

Hoje falando da essência do conflito sírio muita gente têm uma atitude simplificadora, confinada até ao facto de o Catar que dá apoio à oposição extremista, ter uma pretenção à saída para o Mediterrâneo com sua própria tubulação, e para este fim  Doha  necessita um governo sírio que “pertença” a ela. Isso é uma tolice. Seria impossível imaginar que os líderes dos estados no Oriente Médio ‒ o antepassado da civilização com uma história mais complicada, onde se entrelaçaram estreitamente os destinos de muitos povos – não percebam que a perseguição do objetivo mencionado é prenhe de um impasse, de uma desgraça horrível.

É uma pena enorme que hoje pessoas continuam morrendo não apenas na Síria. A desgraça não larga o Iraque. No entanto nas regiões deste país onde trabalham as companhias estrangeiras, a situação tende à estabilidade, e os projetos energéticos estão sendo implementados, embora a um custo grande.   

De que maneira pode ser transformada a atitude das companhias de petróleo e gás para com o seu trabalho no Irão, caso as conversações entre Teerão e o Ocidende tiverem um resultado positivo? Que poderiam esperar então as companhias da Rússia?

‒ Antes de tudo, espero que com a inclusão no processo das conversações o Irão seja livre das sanções e do isolamento, e então a situação no mercado energético desta região enorme poderia mudar radicalmente.  Não há dúvidas que lá será agravada a luta dos competidores, mas isso é um fenômeno criativo e não destrutivo. Mas por enquanto a mesma Arábia Saudita vê o Irão e o Iraque como concorrentes-inimigos no campo de batalha desejando que a Síria seja um baluarte de oposição à concorrência econômica.

Em geral, a atual atmosfera no Irão é inteiramente tolerável para o funcionamento das nossas companhias. Mais do que isso, nos últimos dez anos a administração da Rússia tinha feito muito com vista à promoção dos negócios nacionais no Oriente Médio, foram assinados acordos respetivos. Por isso quando vier uma companhia russa, aceitam-ná de uma maneira normal praticamente em toda a parte. Isso já é um sucesso.   No entanto o facto de Moscou ter empenhado esforços persistentes com vista à estabilização no país nada significa que no Irão contam apenas com a atividade de companhias russas.

A política da Rússia, tanto em relação ao Irão, como ao Iraque, sempre foi exclusivamente ponderada e consequente.  Propondo uma saída pacífica do isolamento do país Moscou tinha permanecido com a mesma atitude nos anos mais graves para o Iraque. E no após-guerra as nossas companhias tomaram parte de projetos totalmente dignos à base de concurso. Penso que no Irão as nossas companhias gozando da assistencia por parte do governo da Rússia devem ganhar seus projetos na luta de competição.

‒ Que são as perspetivas da tubulução “Irão – Iraque – Síria”? Se são boas, poderia o seu gás vir ao mercado eurоpeu?

‒ Conheço ainda dois projetos semelhantes, e todos eles são totalmente viáveis, embora muita coisa deva ser analisada e ponderada. Também é importante considerar que países poderiam garantir a  mais segura implementação do projeto graças à sua estabilidade política.

Segunda  (e extremamente vantajosa) direção da tubulação – para o Paquistão e a Índia. Em ambos os países gás terá uma procura enorme. No entanto  será necessário um trabalho sério realizado por vários grupos de especialistas qualificados para determinar onde as vendas de gás seriam mais vantajosas – na Ásia do Sul ou na Europa.

Terceira destinação  ‒ a China que já tem uma boa cooperação com o Irão na esfera de fornecimento de petróleo e está analisando as variantes relacionadas com gás.

É verdade que também existe o quarto projeto interessante – um terminal para gás liguifeito junto ao Golfo Pérsico (para a competição com o Catar), o que provavelmente será feito no futuro próspero do Irão.

Tudo o que acabei de mencionar é totalmente viável e pode ser posto em prática, mas somente nas condções de estabilidade política, e não apenas no Irão, mas em outros países de tránsito também.

Será que sejam abaladas as posições dos fornecedores russos nos mercados da CE em caso de gás correr para a Europa?

Naturalmente. E não apenas neste caso. Por exemplo, na América do Norte, como se fosse inesperadamente para nos, começaram a extrair mais gás do que anteriormente (mesmo que seja gás de xisto) por conta de perfuração a uma escala grande e da exploração de jazidas de carbohidratos que são difíceis de extrair. Deste modo tornaram se possíveis fornecimentos de gás do Catar para a Europa. Isto é uma concorrência! Tubulações novas não foram construidas como que pareça, mas a América do Norte como consumidora fechou suas portas para gás. Dai resultou uma redistribuição do equilíbrio de gás que também afetou nos.

A propôsito, nos interesses da estabilidade nas fronteiras meridionais da Rússia e da realização das nossos aspirações geopolíticos seria útil que as companhias russas tomem parte dos projetos infraestruturais grandes do Irão, Iraque e de outros países, inclusive do lançamento de tubulações, claro, se isso for vantajoso para nos.

Tomando em consideração a importância de interação competitiva para o desenvolvimento da energética mundial a Rússia tem proposto a companhias estrangeiras a cooperação tanto no seu território, como no exterior. Propostas deste gênero tinham sido feitas também para o Catar, mas o consenso não foi obtido. Tenho pena disso. Mas em compensação hoje contamos com a presença da “Exon”, “BP”, “Total”, “Shell”. Dá-se a integração à base de nossos projetos e são discutidos projetos para o exterior da Rússia. Se continuarmos seguindo por esta linha, vamos participar tanto na construção de tubulações, como no arranjo das jazidas   no Irão e no Iraque.   A integração não reduz a concorrência internacional, mas contendo uma contraposição perigosa, desvia-a para um leito exclusivamente econômico...

Gostaria de dizer mais uma vez, o mercado europeu está bastante saturado com carbohidratos, por enquanto na China, na Índia, no Paquistão um consumo ativo deles é garantido para os próximos 20 anos.

Como o Senhor vê o futuro dos páises da região Mediterrânea situados no Oriente Medio na África do Norte?

‒ A região adquire uma vida nova. Realiza-se uma transformação política dos países, não paralela, mas semelhante em muitos aspetos. Estes países formaram-se como estados soberanos no período de após-guerra, nos anos 50‒60 do século passado, e agora dá-se uma transformação evidente. E lá, onde conseguem ponderar isso bem, a situação estabiliza-se mais rapidamente, surgem perspetivas econômicas e políticas propícias.

Tudo que foi dito refere-se também ao potencial energético dos países que adquire um novo ânimo. Por exemplo, seria impossível fazer parar o desenvolvimento energético do Irão apesar de qualquer embargo que seja imposto. Como jogadores no mercado de carbohidratos, o Irão e o Iraque podem ser comparados com a Arábia Saudita e com o Catar. Para quanto tempo será possível isola-lôs? Para tempo algum.

Agora dispensamos uma atenção especial para os primeiros passos rumo ao desbloqueamento da situação no Irão e para os acontecimentos trágicos na Síria. Creio que ambos os países sigam por um vetor positivo do desenvolvimento.  Tanto mais que as posições que adotam os EUA e a Rússia em relação a eles tendem, como a mim me parece, à aproximação. Oxalá que outros estados atuem na mesma direção ajudando a restabelecer a paz e uma vida econômica de pleno valor.

E as nossas companhias de petróleo e gás, como já disse, podem não apenas correr risco, mas também encontrar uma linguagem comum com as autoridades de qualquer nível e com diferentes grupos de influência ajudando (à medida que permite o estatus de parceiro de negócios estrangeiro) a organizar a vida pacífica.   Assim foi na Argélia no período de agravamanto da confrontação civil, na Colômbia, que atravessava tempos difíceis, quando companhias de outros países tinham nem sequer uma intenção mínima de trabalhar lá.  E tínhamos mais uma prova de que os projetos energéticos ressuscitaram estados, contribuiram para um diálogo construtivo de forças até então irreconciliáveis,  contribuiram para o desenvolvimento da cooperação econômica internacional.

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