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sexta, 08 maio 2015 12:04

DISCURSO do Sr.Embaixador da Federação da Rússiana República de Cabo Verde B.Kurdyumov por ocasião do 70 aniversário da Victória na Segunda Guerra Mundial

 

Há setenta (70) anos que terminou a Segunda Guerra Mundial – monstruoso crime contra a humanidade. Este banho de sangue levou 50 milhões de vidas humanas. A União Soviética perdeu mais que 20 milhões dos seus cidadãos.

Logo após o termino da Guerra Mundial, para esconder verdadeiros culpados dessa tragédia, iniciou o seu caminho uma mentira total e cínica, deturpação e falsificação consecutivas da historia de Guerra, infamação de uma geração humana inteira, que defendeu a paz mundial.

Porque aconteceu isto? Porque acontecem guerras no nosso planeta, quem tira proveito disso? Guerras não acontecem simplesmente, são organizados por objectivos interesseiros. Inventam varias razões – religião, ideologia, ofensa passada. Quando não há essas razoes, organizam provocações, pretensamente atentados terrorísticos, assassinatos de líderes políticos e etc. Na verdade isso sempre é uma intenção de roubar e escravizar outro povo, ganhar no processo de guerra, prevalecer para que depois possam roubar sem limites.

Para evitar as guerras, pessoas devem dizer a verdade, mas hoje em dia isso é muito perigoso. Lembrem de Assange, lembrem de Snowden.

A Russia adaptou-se a viver no âmbito de ameaça permanente. Nos últimos cem (100) anos não houve nenhum período, em que vivemos em paz. Seu território, sua riqueza natural atraem quadrilhas político-militares e financeiras de todo o mundo.

No vigésimo século a Russia duas vezes foi envolvida nas guerras mundiais, nos quais sofreu mais do que todos. O termino da Primeira Guerra Mundial deu origem ás duas revoluções: uma na Russia e uma na Alemanha. A revolução russa venceu e a revolução alemã não. O slogan da revolução na Russia, “Terra aos camponeses, fábricas aos trabalhadores”, foi o maior pesadelo para os mestres de marionetes mundiais – Rockfellers e Morgans. Por isso, já ao acabo de alguns meses depois da revolução a Russia Soviética foi atacada pelos catorze (14) estados, desta vez incluindo a Alemanha. A Russia resistiu, entretanto perdeu Polónia, Letónia, Lituânia, Estónia e uma serie de outras regiões.

Em mil novecentos e vinte e dois (1922), logo depois de termino da intervenção contra Russia, o Ocidente começou as preparações para próxima guerra. Para alcançar esses objectivos criavam uma nova força – fascismo. Especificamos alguns factos.

Em Novembro de vinte e dois (22) em Munique da Alemanha foi realizado o primeiro contacto entre o representante de Serviços Especiais Truman Smith e Hitler. O telegrama, enviada da embaixada, citou as palavras do Hitler “Manda nos acabar com comunistas”. Mandaram. A partir desse ano o Hitler e Mussolini recebiam um financiamento fundamentado para criação de rede de células fascistas.

No seu discurso a Mussolini no ano vinte e oito (28) Winston Churchill disse: “O fascismo serviu a todo o mundo. Se fosse o italiano estaria evidentemente de acordo com você”. Não é por acaso toda a correspondência entre Churchill e Roosevelt com Mussolini e Hitler foi completamente destruída. Até hoje as importâncias de injecções financeiras às caixas e economia fascistas têm o estatuto secreto. Somente factos particulares testemunham seu volume gigantesco.

No dia quatro (4) de Janeiro de trinta e três (33) em Keln foi realizado o encontro entre Hitler, o maior financista inglês M. Normann e os irmãos Dalles (um deles, Allen – próximo dirigente de Agencia de Inteligência Central (CIA). Allen vai manter os contactos secretos com fascistas durante toda a guerra). A agenda do encontro foi o programa de transferência do poder ao Hitler. Dentro de 25 dias mais tarde de repente o presidente Hindenburg exonera chanceler Schleicher, nomeado há dois meses e nomeia Hitler.

O estilo e métodos do Hitler são do conhecimento geral. Um mês depois da sua nomeação, no dia vinte e sete (27) de Fevereiro os próprios nazistas puseram fogo no parlamento e declararam um terror total por causa dessa provocação. Como consequência, em Março do mesmo ano nas eleições o Hitler torna-se o chefe do estado e ditador sem limites a seguir. No mesmo ano, a Alemanha saiu da Liga das Nações para não se coibir com compromissos internacionais.

Vocês acham que todo o mundo assim chamado “civilizado e democrático” ficou indignado com essas acções, implicou, como hoje em dia, as sanções, embargo e etc? Não, totalmente ao contrário. Em Maio do mesmo ano os Estados Unidos e a Inglaterra apressaram-se a apoiar o Hitler com ajuda financeira de duzentos e oitenta (280) bilhões de dólares de acordo com os preços actuais.

Esse dinheiro, precisamente, armou a Alemanha. Igualmente os países ocidentais transmitiram tecnologias modernas, treinaram os militares. No ano trinta e nove (39), na véspera do ataque a Polónia, os mesmos países concederam ao Hitler o montante de trezentos (300) bilhões de dólares para guerra. É de notar, que ainda no ano quarenta e um (41), quando a guerra já tinha começado, os investimentos dos Estados Unidos à economia da Alemanha foram de cinquenta e quatro (54) bilhões de dólares.

Todo o período preparatório à guerra Hitler recebia não só apoio financeiro, mas sim apoio moral. Em mil novecentos trinta e cinco (1935) os fascistas adoptaram uma serie de leis, que constatam judeus e negros como pessoas deficientes. Senhoras e Senhores pensam que depois de tudo isso o mundo chamado “democrático” afinal ficou indignado? Não. Depois disso os países Ocidentais votaram a favor da realização das Olimpíadas não em Barcelona republicana, mas sim na cidade de Berlim fascista. O Hitler recebeu grandes oportunidades para fazer propaganda das suas ideias. Todos assim chamados países civilizados participaram nessas Olimpíadas fascistas. (Senhoras e Senhores vão entender porque é que estes mesmos países não foram às Olimpíadas de Moscovo).

Mesmo quando Hitler recusou apertar a mão dos desportistas pretos e judeus, guardiões dos direitos humanos preferiram omitir-se. Alias, quando já construíam campos de concentração pela toda a Europa, a revista americana “Times” reconheceu o Hitler como “Pessoa do ano”. Mussolini e Hitler foram nomeados duas vezes para o Premio Nobel da Paz em mil novecentos e trinta e cinco (1935) e trinta e nove (39). Por estranho que pareça, eles não o receberam. Se fosse hoje em dia eles teriam mais chances.

Em mil novecentos e trinta e nove “a Pessoa do ano” atacou a Polónia. Após isso, conforme o acordo, a Inglaterra e a França declararam a guerra contra Hitler mas de facto até Junho de quarenta e quatro (44), ou seja cinco anos eles faziam guerra formal, chamada “guerra estranha”. Os países ocidentais abrem, finalmente, segunda frente apenas dez (10) meses antes de fim da guerra, quando já estava claro de que a União Soviética conseguia vencer fascistas mesmo sem eles.

Hitler precisou de apenas 30 dias para colocar toda a Europa de joelhos. A Polónia foi derrocada por dezassete (17) dias. Anteriormente, durante dois anos a Polónia propunha aos nazistas um ataque a Russia. A França, que teve a maior quantidade de tropas e armamento do que a Alemanha, submeteu-se aos fascistas também durante 17 dias. No momento de ataque à Russia toda a indústria, todos os recursos militares e financeiros da Europa trabalhavam para o Hitler. “Unido pela Europa contra a Russia” – Adivinham, quem disse isso, que é tão actual hoje. Em quarenta e um (41) isso foi proclamado pelo Gebbels – a mão direito de Hitler.

De toda a Europa apenas três países combateram mortalmente contra fascismo: a Jugoslávia, a Bielorrússia e a Russia. Este facto explica muito, por que é que esses países tornaram-se objectos de ataques encarniçados nos nossos dias.

A mudança radical na guerra aconteceu no terceiro ano depois de batalha de Stalingrad onde morreram mais de dois (2) milhões de pessoas, mais de duzentos (200) mil de hitleristas ficaram prisioneiros, entre os quais cento e cinquenta (150) mil são de Alemanha e cinquenta (50) mil de ajudantes da Europa e Ucrânia Ocidental.

No mesmo ano, no dia vinte (20) de Agosto em Quebeque – Canadá, foi realizado o encontro entre Roosevelt, Churchill e chefes de estado-maior para decidir contra quem eles vão continuar lutando. Aprovaram dois planos. Primeiro – apoiar os russos. Segundo, sob o nome “Overlord” – atacar a União Soviética junto com os fascistas. O falhado atentado de assassinato do Hitler frustrou o segundo plano.

O Ocidente intensificou a ajuda a União Soviética só depois do Stalingrad, e no fim da guerra outra vez preparou-se para ataca-la.

No Março de quarenta e cinco (45), Winston Churchill mandou preparar a operação “Incrível”. De acordo com o plano o inicio da terceira guerra mundial devia ser marcado para o primeiro de Julho de quarenta e cinco (45). Churchill persuadia Trumann lançar bombas nucleares a Moscovo. Para atingir os objectivos desse plano depois da guerra foram guardadas 10 divisões de elite fascistas. Mais tarde estas centenas de milhares de fascistas e ajudantes da Croácia, região de Báltico, Ucrânia Ocidental serão transportados a América, Canadá e Austrália. Eles próprios e os seus descendentes participarão activamente na destruição da Jugoslávia, na organização dos golpes de estado na Região de Báltico, na Geórgia e na Ucrânia.

Hoje em dia – eles estão em todas as estruturas dos dirigentes do Ocidente. Por exemplo, recente chefe de estados-maiores do exército americano, comandante de tropas de OTAN na Europa John Chalicachuivi (da origem georgiana) é o filho do criminoso militar, o filho de uma figura das tropas fascistas, exportado depois da guerra para América. Vocês vão entender por que esse John dirigiu com satisfação o bombardeio aos civis da Jugoslávia, organizava golpe de Estado na Geórgia e agora trabalha em fornecimento de armas a Geórgia e Ucrânia.

Os herdeiros do Hitler dominam uma serie de estados com fronteira com a Russia, onde os cúmplices de fascistas são reconhecidos heróis nacionais com os seus admiradores realmente a governar os países. Eles, como há 70 anos estão dispostos para ser carne do canhão, mas agora são a do OTAN.

O sistema económico, que prevalece depois da Segunda Guerra Mundial, onde força geral – é o dinheiro, o lucro, onde base fundamental – é o complexo militar-industrial, não é capaz de existir sem guerra, sem conflitos armados. As guerras, e terrorismo presente – é a sangue do sistema económico actual. Sem isso acelera a crise financeira, avança o colapso económico. Nos últimos setenta (70) anos foram organizadas dezenas de guerras, centenas de conflitos armados, que mataram milhões de pessoas.

A Primeira Guerra Mundial abasteceu a saída da crescente crise económica, ensinou banqueiros mundiais dirigir esse processo. A Segunda Guerra Mundial – foi já o projecto elaborado sobre organização da crise saída da respectiva por meio da guerra. Infelizmente, os dias presentes testemunham de que o Ocidente outra vez leva todos a uma catástrofe mundial para amortizar dívidas de triliões, para evitar a catástrofe económica. Os planos no que diz respeitos a isso já estão elaborados. Assim, conforme o plano do Estado-Maior General da Inglaterra, aprovado há cinco anos, na próxima guerra devem morrer trezentos (300) milhões de pessoas, predominantemente russos e chineses. Os lugares das provocações primárias marcam na Polónia e Ucrânia. Compare com a situação que acontece agora. Tudo é de acordo com o plano. Guerras permanentes e provocações. Quando em algum lugar acontece um grande atentado terrorístico, isso significa que preparam a opinião pública para o inicio da nova guerra.

Hoje o mundo deve estar preocupado com nova ameaça terrorística – Califado Islâmico. Todavia, quem é mais capaz de analisar entende donde esses terroristas recebem armamento, dinheiro e treino militar.

Qual na vossa opinião é pais que compra armamentos mais do que todos outros do mundo? Talvez é gigantesca China, ou gigante Índia? Não, é Arábia Saudita, relativamente pequeno pais. O País, que não tem noção de democracia, onde há pena de morte, persegue-se homossexualismo, e as mulheres não têm direito nenhum, é esse pais que está nos favoritos do Ocidente.

Ao mesmo tempo está lançado um alarido relativamente direitos humanos na Cuba. E todos os encomendados chamados “guardiões dos direitos”, todas as “amnistias” ficam quietos de que mesma ilha possui do campo de concentração “Guantanamo”, feito segundo o exemplo fascista, onde todo o dia e a noite torturam pessoas, transportados de todo o mundo. Ficam quietos de que essas pessoas estão a ser torturadas ainda nas prisões a voarem. Ficam quietos de que assim chamados os defensores dos direitos humanos organizaram dezenas de atentados a vida do dirigente do pais, Fidel Castro.

Quando bárbaros de “Estado Islâmico” cortavam cabeças dos quatro europeus, todo o mundo civilizado ficou indignado. Ao mesmo tempo na Arábia Saudita, como na época medieval, cortam cabeças de oitenta (80) pessoas anualmente. Por estranho que pareça ninguém condena isso. Não por transgressão da lei, nem por agressão contra estados soberanos. Nenhumas sanções, nem embargo. Arábia Saudita, com outro patrocinador dos terroristas – Qatar – são os melhores amigos e ajudantes do Ocidente nos seus projectos não só no Médio Oriente, mas também em África.

Todos esses projectos  “Califado Islâmico”, “Al Qaeda”, “Talibã”, “Boco-Haram”, - todas as estas organizações criminosas são preparados na mesma cozinha, são projectos dos Serviços Especiais e monarquias árabes. Qual foi o resultado – podemos acompanhar o que se passa no mundo árabe. Todas as riquezas naturais dos países como Líbia, Iraque já estão nas mãos de monopólios internacionais.

Agora é vez da Síria e do Irão. Quando o Califado Islâmico fazia guerra contra Síria durante três anos todo o mundo chamado “democrático” o aplaudia, apoiava os terroristas com propaganda, dinheiro, armas, e mercenários. Hoje, quando terroristas começaram a roubar Iraque segundo o exemplo dos seus patrões, eles não gostaram. “Nos preparamos vocês não para isso”. Agora Médio Oriente está no período, quando incitarão muçulmanos um contra outro, e observarão com satisfação como eles se matam.

É muito importante saber a verdade sobre nosso presente e passado, por que os actuais Mass Media corrompido de todas as formas tentam mentir, eles tentam esconder a verdade, de que sem a Grande Vitoria não era possível o surgimento do movimento da libertação nacional em África, nem em Ásia, nem na América Latina. A presente propaganda corrupta infama a actividade de tais heróis-libertadores como Amílcar Cabral, Patrice Lumumba, Mandela e outros. As Medias fazem esquecer de que só em dois mil e oito o Ocidente tirou Mandela de lista de terroristas perigosos.

As tentativas de falsificar a história da Segunda Guerra Mundial são orientadas para se apropriar da Russia o estatuto do país vencedor, separar e malquistar povos, desfrutar de fraude histórica nos jogos geopolíticos.

Como o resultado desse tratamento a metade de jovens americanos considera que a União Soviética combatia com Hitler contra os Estados Unidos.

Senhoras e senhores depois dos factos acima mencionados não estarão surpreendidos pela falta de vontade de uma serie de políticos Ocidentais de comemorar a Grande Vitoria em Moscovo. Isto não é uma ofensa do Putin, mas sim uma acção orientada para ofender directamente todo o povo russo, ofender lembrança de vinte (20) milhões de cidadãos soviéticos, falecidos na luta contra o fascismo. Simplesmente dessa maneira, eles se vingam de todos aqueles, quem não esteve de joelhos perante o Hitler e os seus amigos, quem não quer estar de joelhos nos nossos dias.

 

Eu proponho levantar e dar a honra com o minuto de silêncio de todos quem morreu, combatendo contra peste fascista, honrar a lembrança de milhões de pessoas inocentes, que tornaram-se reféns e vítimas de sangrentos interesses políticos e económicos.

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E agora, estimados senhoras e senhores gostaríamos de convidar vos para assistir a um documentário interessante dum autor norte-americano e uma pequena parte do filme russo sobre ultimas horas da guerra.

 

Tudo isso leva meia hora, e depois continuamos a nossa festa com setenta tiros de fogos de artificio.

 

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