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segunda, 27 abril 2015 21:51

A Rússia e o Brasil no início das relações de arranco em todos os sentidos da cooperação

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A interação da Rússia com o Brasil não deve ser avaliada segundo o volume da circulação de mercadorias entre nossos países. Existe um critério consideravelmente maior – o desenvovimento e fortalecimento dos contatos científicos e culturais. Esta foi a tese principal do discurso do Senador do Senado Federal da República Federativa do Brasil, Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade “Brasil-Russia”, Sr. Luis Henrique Silveira, proferido durante o encontro com os estudantes da Academia Diplomática do Ministério do Exterior da Rússia dedicado ao tema “A cooperação humanitária russo-brasileira”. O encontro teve lugar a 17 de abril em Moscou nos quadrantes da visita do parlamentar brasileiro à Russia. A folha de assento do Senador é bastante respeitável, bem como sua contribuição para o desenvolvimento e fortalecimento das relações entre os nossos países.  Uma referência breve: Luis Henrique Silveira nasceu na cidade de Joinville (Estado da Santa-Catarina) onde em 1971começou suas atividades sociais e políticas. Sr. Luis Henrique Silveira foi deputado do Congresso Nacional do Brasil, ministro da ciéncia e da tecnologia, tomou parte da cruiaçaõ da atual Carta Magna do Brasil, foi senador no Estado da Santa Catarina.  Desde  2011 até agora é senador deste estado no Congresso Nacional do Brasil. A partir de 2014 Sr. Luis Henrique Silveira ocupa o cargo do presidente da Comissão do Congresso para os assuntos da economia No mês passado (15.03.2015) na qualidade de hóspede da Academia Diplomática do Ministério do Exterior da Rússia foi eleito o presidente da comissão para os assuntos internacionais e encabeçou o grupo parlamentar de amizade “Rússia-Brasil”. Fez muita coisa para o desenvolvimento das relações com a Rússia no campo da ciência, da cultura e da instrução. Ocupando o cargo do prefeito de Joinville contribuiu para a abertura da escola de ballet do Teatro Bolchoi, única no Brasil. Em 2010, com o decreto do Presidente da Rússia, foi condecorado com a medalha de Alexandre Puchquine pelo projeto cultural «Dona nobis pacem» realizado em conjunto com o Teatro Académico de Estado “Bolchoi” da Rússia. Cumpre dizer que Sr. Luis Henrique Silveira foi o único hóspede da América Latina convidado para a abertura do restaurado edifício histôrico do Teatro Bolchoi. Com a participação dele atualmente está sendo realizada uma série de projetos grandes inclusive o de uma escola musical  do Conservatório Piotr Tchaicovsqui de Moscou a ser aberta no Estado da Santa Catarina.

No início da sua intervenção Sr. Luis Henrique Silveira sugeriu uma metáfora comparando o estado da humanidade no período histórico atual com um trem correndo a toda a pressa. O Senador fez lembrar da famosa previsão científica, segundo a qual em 2050 a populaçaõ da Terra ultrapassaria 9 bilhões de pessoas. É provavélqueametadedelasvaivivernascidades. De acordo com cálculos simples que sugeriu Sr. Luis Henrique nas 50 cidades maiores do Globo vão viver mais de 20 milhões de pessoas. Por isso a humanidade enfrentará o problema  de dobramento da produção e do consumo. O senador brasileiro disse que já hoje seria necessário fazer todo o possível pra que o meio-ambiente, antes de tudo as florestas, seja protegido. Para este fim é necessário modificar o modelo de consumo e de produção da energia. Segundo Sr. Luis Henrique, o atual modelo de uso da energia afeta o meio-ambiente. Por isso tornou-se atual o modelo de consumo econômico. É a ciência que dá uma solução ideal: procurar tais cereais que poderiam trazer uma colheita estável sob quaisquer condiçãoes desfavoráveis.

Segundo disse o Senador, os cientistas brasileiros tendo conseguido decifrar o genoma adquiriram conhecimentos no domínio da engenharia genética.  Sr. Luis Henrique Silveira pensa que seria importante usar reservatórios da água de chuva seguindo o exemplo de nossos antecedentes. Nestes reservatórios a água de chuva pode ser guardada durante muito tempo, simultaneamente com a prospecção de reservatórios naturais da água, inclusive nos deserto.  Na opinião do Sr. Luis Henrique, uma das tarefas dos cientistas é a de redução do custo de dessalgação da água do mar que existe nos oceanos do mundo. Os cientistos sugerem um eficiente aproveitamento da energia do vento, bem como a dos marés altos e baixos. Sr. Luis Henrique Silveira contou aos participantes do encontro que no Estado da Santa Catarina os cientistas criaram uma fita especial para dependencias de moradia destinada para a utilização da energia solar que  sempre tem em abundância no Brasil. Tanto a Rússia, como o Brasil têm reservas do carvão, do petróleo e do gás, mas na opinião dele seria necessário estar pronto para o uso de fontes recuperáveis da energia. O Senador informou de um debate animado mantido na comunidade científica brasileira entre os defensores do meio-ambiente e os agrários-inovadores. Unsencontraramseusargumentosnahistóriadopaís. Nos tempos da ditadura (1964-1989) no Brasil dominava a política de conquista da parte central da América Latina. Cada um que adquiriu um lote de terra no no Brasil devia derrubar mata virgem para produzir culturas agrícolas. Esta política trouxe resultados desanimantes, embora a produção agrícola constituisse 40% do PNB do Brasil.  Entretanto a política atual tem outras prioridades – o derrubamento impiedoso das matas é proibído. Em resultado disso, destacou o Sr. Senador, à agricultura tinha sido dado um empurro tão forte que a produção agrícola aumentou em duas vezes.  O próprio Luis Henrique Silveira foi um dos autores do Côdigo Florestal para a agricultura do Brasil.

Conforme o Côdigo, entra em vigor a política de conservação das matas. Um dos princípios básicos do documento diz: cada propriedade agrícola é sujeita à dívida social. Isto significa que o proprietário da terra deve conservar 80% das florestas em seu lote.   Se o lote encontra-se nas proximidades do Amazonas, devem ser conservadas 35% das florestas. Em todos os os outros estados do Brasil o explorador da terra deve conservar 20% das florestas.  Também existem outras exigências: em função da largura de rio, de 3 a 500 metros, deve haver uma faixa de vegetação ao longo da margem. Segundo disse o Senador, atualmente o governo do Brasil tem a possibilidade de manter o registro estatal dos bens imóveis nas localidades onde a vegetação foi exterminada rodeando a Lei. Em caso de extermínio de vegetação pelo proprietário da terra, existem duas possibilidades de recupera-lá: por meio de pena jurídica aplicada pelo tribulal, ou durante o período de 20 anos o proprietário deve plantar vegetação na área afetada. “Desta maneira poderemos recuperar 30-40% dos  derrubamentos ilegais”, - fez o balanço o Sendador Luis Henrique Silveira.

O Senador destacou, que na semana passada (6-10.04.2015) no Brasil foi adotada a lei de variedade biolôgica. Durante a conferência “Rio+20” que decorreu no Rio de Janeiro foi aprovada uma tese segundo a qual cada país tinha uma varidade biolôgica e devia adotar uma lei respetiva. A Rússia e o Brasil já adotaram a lei   deste gênero. A Rússia tem uma área grande coberta pelas matas. O Brasil tem uma mata tropical, maior do mundo. “Juntos podemos conservar as matas”! – exortou o Senador Luis Henrique Silveira. À Rússia e ao Brasil cabe 25% do total da variedade biolôgica do Globo. Os cientistas dizem: as mudanças do clima e as consequências deste processo é um resultado da atividade do homem. Por isso é necessário mudar a situação ensinando às pessoas a ter outra atitude para com o meio-ambiente. A ciência de economia biolôgica procura suplementar os processos químicos com os orgânicos. Juntando os esforços das universidades e dos institutos de pesquisa da Rússia e do Brasil nossos países poderiam fazer sua contribuição para que “o trem do qual a humanidade está viajando a correr não se desvie caindo para um precipício”. Na opinião do Senador do Brasil, devemos ter pressa, pois temos apenas 35 anos para preservar a vida na Terra para as gerações que vêm.

Juntamente com o Senador Luis Henrique Silveira para a Academia do Ministério do Exterior da Rússia  foi convidado o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Brasil na Federação da Rússia, Sr. António José Vallim Guerreiro. O diplomata altamente colocado realçou que o fortalecimento das relações da Rússia com o Brasil começou há relativamente pouco tempo. A pergunta, - o que se sabe da Rússua, - feita a qualquer pessoa na rua de uma cidade brasileira terá uma resposta idéntica: “Lá faz frio”. E se fizer a mesma pergunta a um habitante da Rússia, - o que se sabe do Brasil, - a resposta será um pouco mais ampla: “Lá tem o carnaval e o futebol”. Por isso Sr. António José Vallim Guerreiro, como embaixador, compreende sua tarefa como a de lutar contra os esteriótipos. “Devemos ver as pessoas, olhando um a outro”, - disse o diplomata de categoria alta dirigindo-se à audiência na Academia Diplomática.  Segundo a opinião do Embaixador do Brasil, os nossos países têm um potencial que permanece por ser aproveitado de uma maneira própria, em particular, na esfera do comércio e da economia. Hoje seu volume atinge 6 bilhões de dólares, sendo isso muito pouco com a consideração das dimenções dos dois países. “Isso reflete uma situação sob a qual não damos bastante atenção mútua”, -  reparou o Embaixador.

 

Entretanto Sr. António José Vallim Guerreiro pôs em destaque especial que não tinha intenções de estimar as relações entre os nossos países apenas segundo o intercâmbio de mercadorias. Também existem contatos nos domínios da cultura, da ciência e do ensino que podem contar melhor da interação da Rússia com o Brasil.  Assim em julho deste ano o Brasil vai tomar parte da conferência de cúpola do grupo BRICS na cidade de Ufá. “Guardei na memória, qual foi o início do BRIC, então sem a África do Sul, - fez lembrar o Embaixador, - em 2009 teve lugar o encontro do BRIC em Ecaterinburgo. Nem mesmo imaginei na altura que seria o Embaixador do Brasil na Rússia”. Sr. António José Vallim Guerreiro contou que os comentários feitos pelos meios de comunicação em massa ocidentais em relação da conferência de cúpola do BRIC tinham sido principalmente céticos, cheios de dúvidas de existência de pontos comuns nas relações dos países tão diferentes.  E realmente, os países são totalmente diferentes do ponto de vista das particularidades culrurais e dos sistemas políticos; as relações históricas também foram fracas. Mas na opiniáo do Embaixador do Brasil, contudo uma coisa comum existe, sendo esta coisa bastante considerável: isto é a autonomia na adoção de decisões. O número dos países do mundo que gozam de tal autonomia, de tal independência não é muito grande. Outro “ponto de reuniaõ” consiste, como pensa Embaixador, no facto de todos os nossos países não serem “aves de rapina” e aceitarem o mundo, tal como é, não o remodelando conforme suas ambições; “Cada país do BRICS opta pelo seu próprio caminho. O BRICS não se contrapõe a outros países”, - disse o Embaixador. Até o facto de o BRICS estar criando um novo banco de desenvolvimento é apresentado por certos comentaristas do Ocidende como uma alternativa ao FMI. “Nada disso: o novo banco de desenvolvimento (BRICS) será um suplemento ao sistema bancârio mundial e não uma contraposição a este sistema”, - salientou o Embaixador do Brasil na Rússia, Sr. António José Vallim Guerreiro.

 

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