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domingo, 01 março 2015 19:50

“Prodexpo-2015”: uma pessoa consiste de que come

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Pois bem, “uma pessoa consiste de que come”. Uns atribuem estas palavras sábias ao filósofo e médico da Grécia Antiga, Hipócrates, outros – ao filósofo alemão, Friederich Heinrich von Feuerbach. A essência desta fôrmula de imporância vital consiste do facto da saude de povos e seu destino em uma grande medida depender do modo e da estrutura de alimentação. Esta é a ideia que involuntariamente vem à cabeça dos que visitam a uma exposição de comida e bebidas.

A mesma ideia veio a mim em Moscou, no “Expocentr na Krasnaya Presnya” onde acabou de encerrar-se a 22-a expocição internacional de gêneros alimentícios, de bebidas e de matérias primas para sua produção – “Prodexpo-2015” que já se tornara tradicional. A exposição foi organizada pela sociedade anônima “Expocentr” com a assistência do Ministério da Agricultura da Rússia e sob o patrocínio da Câmara do Comércio e da Indústria da Federação da Rússia.

Foram 1975 companhias de 64 países da Europa, da Ásia, da África, da América do Norte e do Sul e da Austrália que tomaram parte da exposição, sendo que 31 países foram representados com grandes mostras nacionais. Em geral podemos tirar uma conclusão de a geografia de participação permanecer na mesma comparada com os anos anteriores, apesar das sanções do ocidente e das sanções que a Rússia adotou em contrapartida.  Porque? Na opinião do presidente da Câmara do Comércio e da Indústria da Federação da Rússia, Serguei Katynin, por causa das sançaões e das sanções de resposta muitas companhias européias mudaram artigos para serem exibidos apresentando os “produtos permetidos” ou diminuiram o tamanho dos mostruários.

Dentro das tendências novas cabe destacar o aumento de representação dos participantes da América Latina. Desta vez foram o Brasil, a Argentina, o México, o Paraguai, o Uruguai e o Chile que apresentaram suas mostras (ou até os aumentaram). Ao lado delas pela primeira vez estava o mostruário dos produtores de carne de vaca da Colômbia. Tenho a informação que a República da Nicarágua tem intenções sérias de participar na “Prodexpo” no ano que vem. Outros países da América também pensam disso apesar de sofrerem de uma pressão brutal e sem-ceremoniosa por parte de Washington.

Gostaria de destacar também o facto de a Turquia pela primeira vez ter vindo à exposição com sua carne de galinha. Mas a tendência principal é o aumento da participação de companhias russas que visam dar uma contribuição ativa para substituição da importação e para o incremento da produção de gêneros alimenticios e de bebidas nacionais, das respetivas matérias-primas e da aparelhagem para a indústria alimentícia.  

“Vejo a exposição como uma plataforma para a elaboração de soluções de negócios, - pensa a diretora da “Prodexpo», Таtiana Piscaryova, – a participação da exposição é necessário para saber os processos reais no mercado russo, para ver, qual é o vetor do seu desenvolvimento hoje e na perspetiva mais próxima, para saber também que passos devem ser empreendidos posteriormente”. Таtiana Piscaryova também faz lembrar que a exposição é o caminho mais curto para trazer produtos novos para as redes comerciais, para os restaurantes e lojas.  

A exposição “Prodexpo” foi composta de 22 salões nos quais foram apresentados carne e seus detivados, enchidos, produtos avículos, ovos, laticínios, produtos de confeitaria, quejos, produtos congelados, artigos semifabricados, peixe e produtos marítimos, conservas, molhos, ketcups, bebidas alcoólicas, sucos, legumes e frutas e muitas outras coisas. FoiorganizadooSalãoEco-Biolôgico. As seções novas foram a de alimento para as crianças, a de mel e de produtos da apicultura, a de alimento para os animais. Aumentou o número dos participantes-vinhateiros da Rússia, foi apresentada uma variedade maior dos vinhos da Criméia. Em geral, os produtores dos gêneros alimentícios da Rússia das regiões mais variadas, desde Kaliningrado até o Extremo Oriente, desde Murmansk até as regiões meridionais da Rússia, foram оs que se tornaram consideravelmente mais ativos.

Juntamente com numerosos jornalistas fui convidado pelos organizadores da exposição para a apresentação da Casa de Champanhe de Moscou.

Seus dirigentes e parceiros contaram muitas coisas interessantes. Por exemploo, a Casa de Champanhe de Moscou é um sistema contemporrâneo e correspondente com as exigências do mercado que se ocupa da produção, promoção e venda de champanhe e de vinhos espumantes nacionais, bem como de conhaque. Durante alguns anos os acionistas do Conjunto Industrial de Champanhe de Moscou (CICM) tinham feito investimentos consideráveis no desenvolvimento e modernização da produção na construção de instalações loísticos e de armazenagem, tinham aperfeiçoado as tecnologias de produção e os sistemas de qualidade de produtos. Um sentido novo adquiriram os vinhais da filial meridional “Kavigris” que se encontram no território ecolôgico das Águas Minerais do Cáucaso (Região de Estavrópolis).

A Casa de Champanhe de Moscou apresentou na “Prodexpo” uma coleção nova de oito marcas comerciais que possam ocupar um lugar digno no sortido de lojas e na mesa dos habitantes da Rússia, bem como substituir os anâlogos importados. Ao “portfólio” novo das marcas comerciais foi feita uma calculação especial que prevê praticamente todos os segmentos de preços. Como sempre foi habitual com Sociedade Anônima “CICM”,  a qualidade da produção é alta e estável, os sabores e as condições de bebidas correspondem no máximo com as exigências de consumidores.

Os que assistiram à apresentação tiveram a opurtunidade de conhecer pessoalmente os autores das marcas novas e ter seus autógrafos – os da vice-diretora para a qualidade, Valentina Khorochílova (SA “CICM”) e de Jaques Dagonet, herdeiro de negócio da famosa dinastia de produtores do champanhe francesa. Seu bisavô, Albert Dagonet, foi um dos vinhateiros que deram o início à vicultura russa em 1914. Uma nova marca da Casa de Champanhe de Moscou ostenta o título “Albert D”. Este champanhe saboroso e de qualidade muito alta é feito de uvas de espécie “Chardonet” vindo dos vinhais da família de Dagonet na província da Champagne na França. Jaques Dagonet disse explicando a situação: “tendo decidido produzir champanhe na Rússia em homenagem do meu bisavô visitei praticamente todas as empresas russas, conheci as tecnologias e as pessoas, vi sua resposbilidade e mestria, mas finalmente optei pelo Conjunto Industrial de Champanhe de Moscou”.

Durante a apresentação tive a oportunidade de conversar com o diretor da Associação de Produtores de Vinhos Espumantes, Alán Socolôv, com o diretor geral da SA “Conjunto Industrial de Champanhe de Moscou”, Magoméd Talaev,  com o consultor da Casa de Champanhe de Moscou, Jaques Albert Fernand Dagonet, - o produtor de champanhe, continuador do negócio da dinastia familiar dos vinhateiros franceses, com o diretor da companhia-parceira SA “CICM”, fornecedor de derivados de vinho, Jean Michel Neueux (a França), e com outro parceiro da Casa – o presidente da companhia BACO, vice-presidente da companhia DCOOP, fornecedor de derivados de vinho Angel Villafranca Laroy (a Espanha). Todos eles não apenas mostraram sua produção, mas também, para não ser gratuitos, ofereceram aos jornalistas um par de copos do seu champanhe excelente. Claro que visitando a exposição não se pôde abraçar o inabraçável. No entanto tive a oportunidade de ver também algumas mostras dos países da América Latina que foram impressionantes. Cumpre dizer que todas as mesas de negociações foram completalmente ocupados pelos negociadores, sendo estas mesas cheias de amostras de produtos e de materiais de publicidade. O ambiente foi barulhento, vivo e solene ao mesmo tempo. Junto ao mostruário do Chile tive uma conersa com o diretor da representação comercial do país (“ProChile”) em Moscou, Senhor José Campuzano Alarcon.

- O Chile voltou à “Prodexpo” em 2012, e, já pela quarto ano em seguida, esta exposição é um dos acontecimentos mais importantes para nos com o qual são relacionadas as esperanças para o aumento das exportações do Chile para a Rússia, - disse José Campuzano conversando  comigo. – A “Prodexpo” adquire uma popularidade cada vez maior nos nossos círculos de negócios. Na imaginação dos chilenos a Rússia figura como um mercado novo que se alarga rapidamente. Os volumes das exporações têm uma tendência constante ao crescimento. E a causa disso não são apenas as sanções, mas o interesse pelo seu país, pelo seu potencial enorme. Acreditamos no poderio da Rússia e não temos intenções de tirar vantagem de desgraça de outros. Estamos a favor de uma  competição sadia e por isso colocamos tarefas ambicioas de sermos ativos, de sermos os melhores e os primeiros. E as exposições destas servem para mostrar ao mundo nossas capacidades. Por isso participamos da “Prodexpo” mais uma vez. O Chile apresenta aqui vinho, carne, salmão, purés de frutas e de bagas, gêneros congelados, frutas passas e muitos outros artigos. Temos uma missão prática – fazer com que a nossa exportação para a Rússia alcançe 1 bilhão de dólares e prtosseguir mais adiante..

Como informou José Campuzano, em maio próximo em Moscou será realizada a apresentação de produtos alimentícios chilenos sob o título “o Sabor do Chile”, promovida já pela quinta vez.  Durante o futuro evento os empresários chilenos desejam mostrar seu país em toda sua beleza, e mais uma vez provar o caráter sério de suas intenções em relação ao mercado russo...

No mais do que modesto mostruário da Colômbia, mais exatamete, - da companhia “Vectra” (Vectra, www.vectraintl.com), -  encontrei-me com o empresário Anres Esqudero que disse que esta companhia participou da “Prodexpo”  pela primeira vez  representando a cidade de Medellin e já durante alguns anos tinha fornecido uma quantidade pequena de carne de vaca a Kaliningrado e São-Petersburgo (na capital do norte foi aberta sua representação), e agora a “Vectra” decidiu desenvolver a cooperação com outras regiões da Rússia, planejou aumentar os fornecimentos de carne, não apenas a de vaca, mas também – de porco e de ave. A disposição dos colombianos é bastante otimista.

A exposição também teve um programa de negócios bastante amplo. Seria digna de atenção, por exemplo, a conferência sob o título “a Estrategia de desenvolvimento do mercado de gêneros alimentícios da Rússia na perspetiva mais próxima. Aumentar o volume de produção ou libertar os preços de venda?”. A conferência foi promovida pela SA “Expocentr” e pelo grupo dos deputados do Parlamento da Federação da Rússia “Para o apoio dos produtores e fornecedores da industria alimenar”. O Ministério da Agricultura da Rússia organizou “mesas redondas” sob os temas “O Desenvolvimento do comércio de feiras como um instrumento da substituição da importação” e “A Vinicultura da Rússia – as perspetivas do desenvolvimento”. Entre outros eventos principais da exposição figuraram os tradicionais “Forum de Alimentícios da Rússia” e “AlcoCONGRESSO da Rússia”, as conferências e mesas redondas dedicadas à estrategia do desenvolvimento do mercado de gêneros alimentícios da Rússia, à formação do mercado de produção orgânica (bioprodução). A “Expocentr” organizou pela primeira vez uma conferência dedicada aos aspetos de alimentação das crianças. Um outro acontecimento importante nos marcos do programa de negócios da “Prodexpo” foram as atividades dos Centros de Aquisição de Redes, nos quais decorreram milhares de negociações de fornecimentos ao nível federal e regional.     

 …Nosso pão diário permanece pão, a carne permanece carne, os legumes e frutas – legumes e frutas, e o vinho permanece vinho. Tudo isso é importante e indispensável. No entanto na atual “Prodexpo” foram numerosas como nunca as propostas de comida útil e sadia. Produtos naturais, cheios de vitaminas e de suplementos curativos, sucos de frutas e legumes, mel e seus derivados,  fermentos naturais de leite coalhado para a produção de iogurte e muitas outras coisas – gostosas, nutritivas, exóticas e úteis – foram apresentadas na atual exposição “Prodexpo”. Com isso foi possível não somente ver ou até tocar muitas coisas destas, mas também come-lás para provar. E aqui como não se poderia lembrar a frase-chave que estava pairando sobre a exposição – “Uma pessoa consiste de que come”...

Despedindo-me com a 22-a exposição “Prodexpo” que acabou de encerrar-se, gostaria de voltar mais uma vez às palavras do presidente da CCP da Rússia, Serguei Katynin que  acredita “a exposição é um coetâneo do mercado de gêneros alimentícios da Rússia”, a exposição “desempenhou um papel importante no processo da formação e do desenvolvimento do setor alimentício da economia da Rússia”... Hoje a “Prodexpo” é a maior e prestigiada iniciativa internacional de negócios realizada na Rússia. Qualquer exposição tem a fama de um espelho do mercado. E se uma companhia está presente na “Prodexpo”, isso significa que esta companhia trabalha no mercado russo. E é pouco provável que haja os que desejariam abandona-ló por sua própria vontade. Eis a razão porque continuamos encontrando aqui os fornecedores tradicionais europeus da Aústria, dos Países Baixos, da França, de Portugal, da Espanha, da  Alemanha. Foram consideravelmente consolidadas e fortalecidas as posições da Bielorússia e da China. A Sérbia, a Arménia, a Hungria, o Irão e os países-irmãos da Comunidade dos Estados Independentes tiveram uma representação ampla e agradável. Apesar das proibições de Kiev foram representados os produtores ucranianos embora o número deles fosse pequeno.  Como já disse, foram as companhias da Colômbia, bem com as do Laos, do Turkmenistão e da Mongólia que vieram a participar pela primeira vez. Também foram numerosas outras companhias estrangeiras e nacionais que alegraram muito com sua atividade e com a diversidade da produção.

 

No “Expocentr” já anunciou que a seguinte exposição “Prodexpo-2016”  terá lugar aqui mesmo desde 8 até 12 de fevereiro do ano que vem. A apresentação prévia de pedidos já se iniciou. Os pedidos podem ser apresentados até 1 de junho próximo. Aconselho os companhias que tenham pressa.

 

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