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quinta, 13 novembro 2014 13:36

Entrevista com os membros do partido “Lega Nord” (Itália), Sr. Matteo Salvini e Sr. Gianluca Savoini, após sua volta de Moscou

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Uma delegação da “Lega Nord” (Liga Norte) chefiada pelo Secretário do Partido, Sr. Matteo Salvini, esteve na Rússia desde 10 até 15 de outubro visitando a Criméia e Moscou. Junto com o deputado Matteo Salvini  da “missão na Rússia” integraram também os deputados, Sr. Cláudio D’Amico, Sr. Paolo Grimoldi, o dirigente da “Lega Nord” (Liga Norte) em Milano, Sr. Alexandre Morelli, o Presidente da Associação “Lombárdia-Rússia” e um representante da delegação, Sr. Gianluva Savoini, o vice-presidente da Associação “Lombárdia-Rússia”, Sr. Gianmatteo Ferrari, um represrentante da Associação “Lombárdia-Rússia”, Sr. Max Ferrari, um fotógrafo da revista “Corriere della Sera”, Sr. Stefano Cavicci, e finalmente um repórter, Sr. Eliseo Bertolazzi.

A viagem foi empreendida com fim de estabelecer as relações com vista a abrandar as consequências graves da resposta da Rússia às sanções contra Moscou aprovadas pela Itália. Estas sanções já começam a influir com efeito de um bumerangue destrutivo sobre a economia da Itália que está ao ponto de uma crise. O efeito negativo é causado com a redução da exportação para a Rússia, porque  isso resulta a um agravamento ulterior da situação na economia italiana, à redução dos postos de trabalho. Portanto parece oportuno e justo o desejo de sermos informados  no plano  por quanto úteis as sanções foram para os nossos interesses nacionais que o governo italiano deve proteger.

Em Moscou a nossa delegação teve encontros com o Presidente do Comite parlamentar para negócios estrangeiros, Sr. Alexei Puchkov, e com o Presidente da Duma (o Parlamento), Sr. Serguei Narichquin. A delegação inteira visitou a Duma na qual foi recebidaa com uma saudação unânime de todos os participantes da assembleia.

O deputado Matteo Salvini comfirmou a ideia principal da viagem: “Hoje é imediato que as relações sejam estabelecidas não apenas entre os países, mas sim, entre as regiões e os partidos diferentes”.

 

Eliseo Bertolazzi: Estimado Senhor Salvini, sua delegação acabou de voltar de Moscou. Como foi a viagem? Já se pode falar dos primeiros resultados?

Matteo Salvini: A viagem foi tudo bom.  O trabalho com vista à criação das relações realizado no decorrer de uns meses pelo meu representante oficial, Gianluca Savoini, e por Cláudio D’Amico que já faz parte do nosso parlamento na Organização da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (OCED), resultou numa viagem à terra russa e permitiu encontrar-nos com os representantes do governo mais importantes na Criméia e em Moscou. O cúmulo foi o encontro com o Presidente da Duma, Sr. Narichquin, graças ao qual fomos recebidos durante uma reunião parlamentar e introduzidos aos deputados que dela tomaram parte e que nos aplaudiram e agradeceram à posição determinada que tivemos adotado em relação às sanções contra a Rússia. Foi inesquecível também uma calorosa recepção no palácio presidencial em Simferopol que tivemos durante o encontro com o Presidente da Criméia, Sr. Aksionov, com o Presdidente do Parlamento da Criméia, Sr. Constantinov e com o Representante Plenipotenciário de Vladimir Putin, Sr. Belaventsev. O primeiro resultado da nossa visita foi a assinatura do acordo entre a “Lega Nord” e o partido a “Rússia Unida” relacionado com as questões gerais da cooperação as quais iriam ser declaradas em todas as entidades européias que gozam da representação dos nossos dois partidos . Fui informado de que se tratava de um documento sem precedentes, existente entre um partido russo e qualquer partido europeu (não apenas italiano). Também foi dado o início a outros entendimentos sobre as questões de uma importância primordial de maneira que em breve iriámos ver os resultados disso.

 

E. B.: Samemos que o Senhor já teve um encontro com o Presidente Putin em Milano. Foi discutido então o tema de “Não” às sanções contra a Rússia?

М. Salvini: O Embaixador da Rússia na Itália, Sr. Seguei Razov, que teve uma palestra amistosa conosco encuanto estávamos esperando o encontro com o Sr. Putin, informou sobre a viagem de três dias, rico em conteudo,  durante o qual o Presidente da Rússia visitou Belgrado e Milano tendo uma série de encontros. Logo após a entrevista com o Sr. Porochenco, Vladimir Putin manifestou o desejo de encontrar-se conosco e tomar chá. É natural que foram discutidas as sanções absurdas contra a Rússia adotadas pela Comunidade Européia tímida que em vez de proteger os interesses dos seus cidadãos protegeu os dos oligarcas econômicos e do lóbi dos representantes do poder mundial. Também foram abordados outros temas importantes: desde da defesa da autonomia nacional até a luta contra a emigração ilegal e a proteção dos valores tradicionais.

 

E. B.: Sabemos que as sanções contra a Rússia já tiveram o efeito de bumerangue sobre as empresas italianas, especialmente sobre as do norte do país. O Senhor dispõe de dados que permitiriam calcular as perdas?

М. Salvini: Visitamos um salão de movilha em Moscou no qual são representados 450 companhias italianas. Todas estavam numa situação desesperada por causa das sanções que custam à Itália 5 bilhões de euros, como que não baste a crise econômica gravíssima que o país atravessa. A metade destas perdas cabe aos setores da produção, do comércio e da agricultura das regiões Lombárdia e  Veneto.

 

E. B.: A Rússia tornou-se não apenas um parceiro seguro, mas nos últimos anos passou a ser até um parceiro vital graças ao facto de garantir à Itália a exportação, a produção e o emprego na situação do nosso país sofrer da grave crise em curso .Esperamos que um dia uma pessoa no governo da Itália decida explicar a nos que interesses vitais desejámos proteger empreendendo os passos anti-russos que causaram um prejuizo visível ao nosso país. O Senhor faz uma ideia, porque o governo adotou estas decisões precipitadas?

М. Salvini: Trata-se de um governo que ninguém elegeu, do governo chefiado pelo primeiro-ministro que apenas sabe falar bem e encontrar-se a cada mês com Angela Merkel que é a patrocinadora dos três últimos governos da Itália (Monti, Letta e atualmente, Renzi). É este facto que contem a resposta à sua pergunta. Os referidos senhores postos aos seus cargos pelas determinadas autoridades euroipéias prestam contas só a elas e fazem o que lhes é dito. Por isso são por eles aprovadas as sanções contra a Rússia, desarranjantes para a nossa economia. Claro que haverá os que ganharem com tal situação, mas infelizmente não os italianos e tanto mais os paduanos.

 

E. B.: No panorama político italiano multicolor a Lega Nord parece o único partido com intenções decisivas, não apenas verbais, mas reais, que defende nossa exportação para a Rússia desvelando desta maneira pela nossa economia, pelo emprego da população. O Sengor pode confirmar este facto?

М. Salvini: Uma prova disso são uns factos simples. Duas regiões únicas que apresentaram documentos oficiais contra as sanções anti-russas foram exatamente a Lombárdia e o Veneto ambas administradas pela Lega. A região do Veneto atuou mais decisivamente levando em conta o facto de Luca Dzaia ter enviado à Governo da Itália um documento aprovado pelo governo do Veneto que condenou as sanções. O Conselho Regional da Lombárdia votou a favor da resolução da Lega contra as sanções. E se as outras regiões fizeram alguma coisa nesta circunstância? Não!  Houve qualquer outra proposta a este respeito, tal como a da Lega, feita no Parlamento? Houve qualquer membro do Parlamento Europeu que, tal como nós, vestiu uma camisola com as palavras “Não às sanções contra  a Rússia”? Também não “net”, dizendo isso em russo!

 

E. B.: Passando à geopolítica, - Senhor Savoini, a guerra na Ucrânia continua, a trégua, como se sabe, nunca chegou.Kievprossegue com as mesmas intenções no Donbass, e o Donbass, por seu turno, está disposto a travar uma luta deсidida pela independência total. Se, na sua opinião, será encontrada uma solução para esta absurda guerra fratricida?

Gianluca Savoini: É caro que foi apenas Vladimir Putin com seus nervos de ferro que não deixara o conflito transformar-se numa guerra real. As autoridades ucranianas já durante alguns meses tem praticado uma tática de provocações incessantes contra Moscou “esperando” fazer os russos atuar com a força militar e provocar em resultado uma guerra com as consequências dramáticas a qual poderia envolver a OTAN e finalmente tornar-se uma guerra mundial.   Cuiprodest (Quem necessita disso)? Claro que não é a Rússia e não a pobre Ucrãnia, um anho de sacrifício no altar dos interesses da política mundial que visa enfraquecer a Rússia e a Europa impedindo a cooperação e fraternidade dos dois territórios.  A causa disso é o facto de a Conunidade Européia não ser a próporia Europa, mas sim, um clique dos burocratas técnicos e dos banqueiros intenacionais que desvelam apenas pelos seus próprios interesses tendo interesse algum pelo destino da Ucrânia que para eles constitue soménte um pretexto para as posições anti-russas. Mas felizmente fica cada vez maior o número dos europeus que percebem este jogo sujo. O conflito pode ter a única solução: a divisão da Ucrânia em duas federações com um nível alto de autonomia. No Leste haverá uma Ucrânia orientada ao Ocidente que tem uma atitude errada para com a CE considerando a ser uma possibilidade da solução de seus problemas dramâticos. Mas no Oeste estarão os ucranianos que não aceitam o regime golpista de Kiev e desejam ficar com os russos com os quais sentem a unidade histórica, cultural e também econômica e comercial. Não vejo uma outra possibilidade da solução do conflito.

 

E. B.: A Criméia já pertence à Russia, o Donbass não vai se render. Tomando em consideração estes factos finais, pode ser que Kiev teria mais razão se deixar de seguir o “conselho” dos políticos do Ocidente que apenas se aproveitam da Ucrânia como um aríete contra a Rússia?

G. Savoini: O inverno está por chegar, e, diria, o frio já se faz sentir na Ucrânia. Também existe uma possibilidade grande que a Rússia feche a torneira de gás para seu cliente insolvente que, além de mais, tem dívidas com Moscou. Ninguém quer pagar as contas de gás e de aquecimento em vez da Ucrânia, - nem a CE, nem, tanto mais os norte-americanos. Os cidadãos da Ucrânia correm o risco de sentir na sua própria pele as consequências de uma confiança incondicional nos que não têm intenção qualquer de tratar dos problemas financeiros de Kiev apesar de ter financiado o Maidan e tudo que se deu em seguida. Esperamos que os próprios ucranianos expressem uma desconfiança decisiva à administração atual, tanto mais que as eleiçoes de outubro pareceram uma farsa levando em conta o facto de o Donbass não ter participado da votação.

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