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sexta, 07 fevereiro 2014 12:42

América Latina agrada a nós cada vez mais

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A América Latina vem demonstrando ao mundo seu caráter único e uma unidade crescente dos países que têm um destino histórico e o idioma comuns, bem como a aspiração a um futuro comum, sendo esta demonstração cada vez maior. Aqui basta fazer lembrar da criação e fortalecimento de tal organização regional da cooperação política e econômica, como a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e da Bacia das Caraíbas (CELAC) que visa resolver os problemas regionais “no seu próprio meio”. Cuba integra nesta organização, mas os EUA e o Canadá não têm a representação nela.

Os países da América Latina e da Bacia das Caraíbas (ALBC) têm um atrativo à Rússia cada vez maior e vice versa. Un enorme potencial de recursos disponíveis em nosso país é amplamente conhecido. Também é impressionante o potencial econômico e humano conjuto da região latino-americana. Isso é “600 milhões de habitantes e um mercado de consumo respetivo, o  Produto Interno Bruto (PIB) maior de 6 trilhões de dólares”. Aos países da ALBC cabem 15% da terra no globo, mais de 30% da reserva mundial da água doce – um recurso estratégico do futuro. A região tem quase de  20% dos recursos prospetados do petróleo da planeta, produz 47% do cobre, 41% da prata, 27% da bauxita, 25% do estanho, 22% do zinco. O Brasil é o monopolista mundial da produção do nióbio. Os países da ALBC produzem cerca de 10% do total dos cereais, 52% da soja, mais de 30% da carne de vaca e 24% da carne de ave. E esta lista é longe de ser completa.

São tanto as possibilidades, como os meracos da América Latina, que atraem a Rússia.

Nossos países e povos têm muitos objetivos comuns e conceitos parecidos, quanto à história, à atualidade e ao desenvolvimento futuro da planeta. Moscou e os estados-líderes da ALBC têm as atitudes parecidas para com o direito internacional e sua supremacia na política mundial, para com os princípios da igualdade soberana e não-ingerência nos assuntos internos, para com a recusa ao uso da força ou à ameaça da força, para com os direitos de reconhecimento diplomâtico e de asilo, para com um amplo conjunto dos instrumentos pacíficos da solução de litígios, para com uma zona desnuclearizada e “uma zona de paz”, para com uma limitação e redução dos armamentos real, para com as instituições do direito marítimo, etc.

Quais são os pontos de referência, básicas e mais razoáveis, que Moscou tem nesta região? E quais são as ações que a Rússia poderia empreender com vista à aproximação dos países da América Latina e da Bacia das Caraíbas, mais estreita e mutuamente vantajosa? Fala disso o diretor do Instituto da América Latina junto à Academia das Ciências da Rússia, membro correspondente da ACR, Vladímir M. Davydov.

- É muito importante, que as relações  da Rússia com os parceiros latino-americanos encontram-se agora a um alto nível estatal. A prática dos últimos anos vê o intercâmbio periódico de visitas, durante os quais têm sido adotadas decisões sobre as questões-chaves da interação bilateral, bem como sobre um amplo círculo dos problemas internacionais de atualidade.   Com isso a segunda parte da ordem de dia de conversações torna-se cada vez mais rica em conteudo e goza de um interesse cada vez maior por parte dos parceiros latino-americanos.

Nossos diplomatas e homens de negócios fizeram muita coisa com vista à promoção da Rússia na CELAC, com vista ao desenvolvimento das relações de parceria comercial e econômica na região. O volume total do nosso intercâmbio comercial com os países da CELAC atinge 16 bilhões de dólares. No entanto, estamos consideravelmente atrasados de uma série dos parceiros “distantes” dos países desta região, antes de  tudo, - da China, Coréia do Sul e Índia.

- Vladímir Mikhailovitch, como é que serão estruturadas (ou devem ser estruturadas) nossas relações comerciais e econômicas com a CELAC no futuro mais próximo?

- Antes de tudo, devemos perceber que a perspetiva das nossas atividades nesta região está ligada com uma combinação adequada das ações aos níveis bilateral e multilateral. Com isso, como vimos, os resultados da cooperação comercial e econômica serão determinados principalmente como funções do desenvolvimento progressivo da própria economia da Rússia, do estado real de suacapacidade de concorrer.  Em geral, já tivemos que justificar as dificuldades nos mercados da CELAC com “a resistência dos inperialistas”. A Rússia, nossas corporações devem aprender a trabalhar de igual para igual com um círculo amplo de competidores diretos e indiretos.  Também devemos levar em conta um novo papel do Brasil, que se transformou em um centro de gravidade econômica e política na região.  Este país gigantesco talvez permaneça a única potência do Hemisfério Ocidental, capaz de enfrentar os Estados Unidos, que já se viram obrigados a tomar o Brasil em consideração por conta do pragmatismo.

Nas novas condições nossas empresas necessitam novos mecanismos de cooperação, novas combinações e alianças. Na minha opinião, o tempo de podermos nos satisfazer com negócios comerciais comuns, já passou. O comércio deve ser reforçãdo com um entrelaçamento dos interesses com nossos parceiros latino-americanos.  Não é de excluir que nos interesses de negócio for necessária a cooperação não apenas com os parceiros latino-americanos, mas sim, com atuantes de uma outra origem geográfica a fim de composição bem-sucedida de vantagens competitivos de partes diferentes.

- O Senhor poderia inumerar as esferas de interação de companhias russas e latino-americanas, que sejam as mais reais e da maior perspetiva? Тanto mais, que o Senhor já fez sugestões em um de seus relatórios, feitos recentemente...

- É natural, que em perspetiva uma das soluções da tarefa de modernização das nossas relações com a CELAC seria a ampliação do sistema das realções técnico-científicas, uma interação mais ativa na esfera de inovações e tecnologias dos últimos dias. Vivo repetindo, que esta direção, possue um grande efeito de multiplicação, contribuindo para o desenvolvimento de ramos adjacentes, para a criação de novas produções nos setores-chaves da economia e para o aumento do emprego. Aqui se pode tratar de projetos de negócios de grande escala,  a implementação dos quais resultaria em aumento das torrentes de mercadorias recíprocas, em intensificação da cooperação no domínio de investimentos e de produção. A especificidade da cooperação sera determinada pelo próprio caráter de uma de suas direções.

- Vladímir Mikhailovitch, vamos ver os domínios que têm a perspetiva maior?

- Muitobem. Quanto ao complexo de combustíveis e de matérias-primas, por exemplo, -  são de uma séria perspetiva a interação e a concessão de tecnoloigias orientadas na implementação dos mêtodos de busca, prospeção e monitoramento de reservas das matérias-primas, minerais e orgânicas, aumento de sua extratividade e mineração, bem como a criação de sistemas de transporte, seguros e inofensivos ao meio-ambiente.

No domínio da energética a política de inovações pode visar a criação e a exploração de  instalações a vapor e gás para usinas elétricas a combustível gaseiforme e de blocos de força a vapor altamente eficazes com o aproveitamento das mais novas tecnologias de incineração para as usinas elétricas a combustível sólido; projetamento de instalações energéticas eficazes que se aproveitam das fontes de energia recuperáveis, - as da energética biológica, da energia solar.

Na metalurgia adquire uma atualidade especial a criação de ciclos tecnolôgicos contínuos de produção que asseguram a máxima economia de recursos e de energia a todas as etapas, o aumento de espécies e a elevação da qualidade da produção.   

Na indústria química e petroquímica um interesse sério podem causar as tecnologias que permitem economizar matérias-primas e energia na produção de um espetro amplo de materiais sintéticos e compostos de novas gerações, as tecnologias de produção de adubos inofensivos para o meio-ambiente, as produções químicas econômicas e de pequena potência à base de sistemas automatizados.

No domínio da construção de máquinas, em uma série de casos, pode ser implementada a experiência da Rússia no rearmamento tecnolôgico de produções determinadas por conta de  automação dos processos de projetamento e fabricação de produção, do emprego dos mêtodos de processamento preciso de materiais de construção e aperfeiçoamento da qualidade de superfícies de peças integrantes e de estruturas metálicas.

Complexo de transportes. Aqui a cooperação tecnolôgica pode desehnvolver-se na renovação de material rodante ferroviário, de návios marítimos, fluviais e aéreos, de meios de transporte rodoviário, máquinas de estradas e de aparelhamento.

Na esfera aerocôsmica existe a perspetiva de lançamento de satélites artificiais, de aproveitamento do sistema de navegação de satélite GLONASS destinado para assistência a um número ilimitado de assinantes com base terrestre, marítima, aérea e côsmica.

No complexo agro-industrial um resultado palpável poderia trazer a cooperação tanto na cultura de sementes, no trabalho semental, na avicultura, na pecuária, como nas pesquisas conjuntas nas tecnologias biolôgicas da fitocultura e pecuária.  Devemos prestar atenção à proteção contra a erosão de solo, à recuperação de florestas, à produção de peçãs completantes, à montagem e manutenção de máquinas agrícolas e de aparelhamento para a industria alimentícia e manufatureira.  

- E se falar mais precisamente, nos paises-chaves?

- Maispresisamente? Bom. Por exemplo, os fatores, que favorecem a parceria da Rússia com a América Latina podem influir ao desenvolvimento das relações com o Brasil, que integra na dezena dos gigantes econômicos do globo, ocupando as posições de vanguarda na produção de máquinas, de aço, de aviões, tratores, navios marítimos, automóveis, etc.   O Brasil trabalha com sucesso na construção de aviões, e esta esfera poderia tornar-se o objeto de uma cooperação frutífera. É possível uma interação bem sucedida com México, especialmente no domínio da indústria de gás e mineira, na energética, nos transportes e na   esfera aerocôsmica. Com a Argentina – no aproveitamento pacífico da energia nuclear, no aproveitamento do referido sistema GLONASS, na construção e  na modernização de usinas eletroenérgicas hídricas e térmicas, no domínio do transporte ferroviário,  na investigação geolôgica de jazidas de hidrocarbonetas e minerais sólidos no território da Argentina, bem como na esfera de exploração florestal, na investigação da Antártida. Existem possibilidades excelentes para o fortalecimento e desenvolvimento das relações com a Venezuela, a Colômbia, com o Peru e o  Chile. São estes países que hoje determinam a “face econômica” da região.

Boas perspetivas continuam existindo também na esfera da interação técnico-militar.

Além disso, na minha opinião, o Governo da Rússia e o Banco Interamericado de Desenvolvimento  poderiam concluir um acordo de criação de um fundo fiduciário conjunto para o desenvolvimento da ciência e das tecnologias com tais fins, como o financiamento de operações de concessão das tecnologias russas, de seu implemento ptático e aproveitamento na indústria de uma série dos países da região, para o fortalecimento da base científica e tecnològica própria nos países latino-americanos, para o aperfeiçoamento do sistema de formação de pessoal científico e técnico no processo de pesquisas conjuntas ou através do lançamento de programas de instrução na Rússia ou nos países da CELAC…

- Vladímir Mikhailovitch, pelo que sei, o Senhor tinha insistido que as relações econômicas e comerciais da Rússia com seus parceiros latino-americanos fossem completadas com contatos ativos na esfera humanitária, cultural, científica e de educação. O que é que o Senhor pensa das perspetivas existentes neste domínio? 

- Hoje é visto como uma coisa importante o aumento e desenvolvimento multilateral da cooperação e do intercâmbio de experiência com os latino-americanos na esfera da política cultural considerando o carárer parecido dos problemas que surgem nas sociedades de várias culturas na época do globalismo. Trata-se das tentativas de encontrar formas adequadas da interação das culturas no contexto de anteposição dos dois vetores do desenvolvimento contemporrâneo – a tendência à globalização de um lado e a aspiração à preservação e consolidação da identidade nacional e local, por outro. Uma semelhante interação pode ser útil também para a solução de um problema tão grave, como o da existência e do desenvolvimento dos “povos pequenos” e de suas culturas na sociedade poliétnica.

Referindo-nos a um conjunto de medidas o aproveitamento das quais seria razoável no campo cultural das relações com a América  Latina devemos fazer com que sejam  regularmente promovidos os chamados  “anos de reciprocidade” da cultura da Rússia e dos maiores países da região (encontros de personalidades da cultura, intercâmbio de exposições, filmes, grupos musicais, espetáculos teatrais) baseando-nos à experiência positiva das medidas semelhantes realizadas em conjunto com a Espanhã, Itália e Alemanhã.

Além disso, seriam úteis foros realizados como um diálogo entre as civilizações do qual tomariam parte os representantes de círculos científicos e de perícia visando enriquecer a bace conceptual das soluções práticas preferenciais no domínio do intercâmbio cultural e da cooperação humanitária no total.

Na nossa opinião seria necessário prosseguir com o alargamento da rede dos centros da cultura de Rússia nos países da ALBC e dos respetivos centros da cultura da região na Rússia. Penso que só faria bem ao nosso país se for incentivada a atividade de centros científicos e de ensino russos que façam o estudo e a promoção da cultura dos países da ALBC com um envolvimento possível da comunidade de homens de negócios.

Claro, que uma significação especial tem a cooperação no domínio do ensino, especialmente ao nível da escola superior. Infelizmente, aqui perdemos muitas vantagens competitivas, que tivemos antes. As condições de vida e de instrução de estudantes estrangeiros em muitas instituições do ensino superior da Rússia não podem ser aceitáveis. O Ministerio da Ciência e do Ensino do nosso país deve rever a ordem de trabalho e finaciamento nesta esfera, - talvez, à base do princípio “mais vale pouco e bem”, se não existirem outras possibilidades. Ao mesmo tempo devemos perceber, que os interesses da Rússia e o incremento da cooperação prática com  a ALBC vão exigir em perspetiva um aumento considerável de afluxo dos estudantes latino-americanos e sua diversificação segundo a especialização professional, iclusive as instituições do ensino superior do chamado “bloco de força”.

 

…Uma integração mais profunda da Rússia na economia mundial, no sistema das relações exteriores sugere também uma exploração mais ativa do vetor latino-americano. Este tema foi abordado com mais pormenores no meu folheto intitulado “América Latina e do Caribe no contexto contemporrâneo e os pontos de referência da Federação da Rússia nas relações com os países da região”, editado com uma tiragem não muito grande no Instituto da América Latina junto à Academia das Ciências da Rússia. Podemos dizer com certeza, que  existem condições prévias, bastante boas, para nossa cooperação bem sucedida com os países da ALBC.

 

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