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quinta, 19 dezembro 2013 16:34

Com acordo de U$ 15 bilhões, Rússia mantém Ucrânia fora da UE

A Rússia reajustou o preço do gás que importa da Ucrânia e se comprometeu a comprar US$ 15 bilhões (cerca de R$ 34,8 bilhões) em títulos públicos ucranianos depois de uma reunião entre os presidentes Vladimir Putin e Viktor Yanukovich. Com essa medida, assinada pelos líderes nesta terça feira a Rússia manteve a Ucrânia sob sua esfera de poder.

"Ganhamos a perspectiva de um futuro e uma firme confiança de que manteremos a estabilidade social e econômica. Os acordos nos ajudam a adotar um orçamento de desenvolvimento social. Antes disso [ do acordo] seria absolutamente impossível e um colapso ameaçava o país", informou o primeiro-ministro ucraniano Nikolai Azarov.
Há meses, o governo ucraniano vinha se aproximando da União Europeia (UE) na tentativa de chegar a algum pacto e a economia do país, que assinalou uma possível adesão ao bloco europeu por meio de um acordo de associação. No final de novembro, no entanto, o governo ucraniano passou a adotar uma postura hesitante em relação à Europa, depois que a Rússia pediu o adiamento do acordo entre o país vizinho e a UE.
Para o presidente da Comissão de Assuntos Internacionais do Parlamento russo, Mikhail Margelov  o compromisso de ontem mostrou "onde a Ucrânia tem amigos - no Ocidente ou no Leste", em referência à União Europeia e à Rússia, respectivamente. De acordo com ele, ainda é cedo para dizer se a Ucrânia irá abandonar a associação à UE.
"A porta está aberta para a Ucrânia. Diferentemente da burocracia de Bruxelas [sede da UE], que fala incessantemente de uma associação de portas abertas com o bloco, a união aduaneira [União Eurasiática] aceitará a Ucrânia sem muitas palavras", disse o parlamentar.
A oposição ucraniana não ficou satisfeita com o acordo firmado entre os países e argumenta que o interesse nacional foi vendido pelo presidente Yanukovich. Duas horas depois de firmado o pacto, líderes oposicionistas convocaram mais de 50 mil pessoas a protestarem contrariamente à aproximação com a Rússia. Os manifestantes pedem a saída do presidente.
O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse não acreditar que o acordo com o governo russo irá acalmar os ânimos dos manifestantes no país. Os Estados Unidos são favoráveis à aproximação da Ucrânia com a União Europeia.

 

 

 "Diário de Notíicias" (o Brasil), 18.12.2013.

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