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terça, 03 dezembro 2013 23:32

Chile está pronto para mudanças

Written by  Аlexandre Моissееv, оbservador da revista “Vida Internacional”

Os chilenos não esperam, mas sim, tem uma certeza firme de que a 15 de dezembro seu país terá um novo Chefe do Estado. É exatamente este dia no qual se realizará o segundo turno das eleições presidenciais, e a Constituição da República não permite que o Presidente do Chile possa ser eleito duas vezes consecutivas.  Na situação que existe agora já é possível adivinhar quem em resultado da votação ocupará o cargo do supremo dirigente do país para quatro anos vindouros, a partir de  2014 até 2018. Masnãoanticipandoosacontecimentosseriamelhorlembrar-lhes, oquehaviaantesdoprimeiroturnodavotaçãogeral, duranteaseleiçõesedepoisdisso.

A 17 de novembro mais de 13 milhões de chilenos com o título de eleitor deviam eleger não apenas o Presidente da República, mas também 120 membros da Câmara de Deputados e 20 senadores, bem como 278 membros dos órgãos do poder regionais, locais e territoriais.

No total havia 9 candidatos para a presidência. Gostaria de enumerar todos em sucessão: a ex-presidente do Chile, líder da associação “Maioria Nova”, socialistaMichelleBachelet, a candidata da coalizão “Aliança da Esquerda”, economista EvelynMatthei,  o candidato independente FrancoParisi, o líder do Partido Progressista,  MarcoEnríquez-Ominam,  o candidato do Partido Humanista, MarcelClaude. Entre os outros candidatos para o supremo cargo de estado figuraram RicardoIsraeldo Partido Regionalista dos Independentes, RoxanaMirandado Partido de Igualdade, o candidata independente TomásHocelyn-Holt eAlfredoSfeirdo Partido dos Ecologistas Verdes.
Gostaria de esclareser que o direito eleitoral do Chile tem algumas particularidades originais: primeiro, cada eleitor é obrigado de votar, caso contrário, terá que pagar uma multa. Segundo, qualguer candidato não pode candidatar-se e ser eleito Presidente duas vezes consecutivas. Ainda que durante as eleições atuais os legisladores permitiram a votação volunária sem correr o risco de multa. Tudo corre, tudo se muda. O
Chileeoschilenosmudam-setambém.  

Segundo as pesquisas de opinião feitas em véspera das eleições, cerca de 77% dos chilenos predizem a vitória de MichelleBachelete apénas 20,5% - deEvelynMatthei. A própria MichelleBachelet  exortou seus partidários e simpatizantes a assegurar-lhe a vitória já no primeiro turno em 17 de novembro.  No entanto os resultados de expressão da vontade do povo foram outros. A favorita das eleições gerais, MichelleBachelet  adquiriu 46,68%. Faltouaelasoménte 4% dosvotosparaotriunfo.  Nãoobstanteelaultrapassoucom 21 pontosuaadversáriamaispróxima - EvelynMatthei, que ganhou  25,01%. E agora as duas candidadas esperam o segundo turno que terá lugar a 15 de dezembro.  

Devemos reconhecer que o governo do atual gabinete neo-liberal da direita de Sebastian Piñera o qual de facto governa este país sul-americano durante os últimos quatro anos foi marcado com o crescimento de descontentamento e desconfiança das autoridades, com maciças ações de protesto contra a política econômica do Governo, com greves prologadas e  desavenças ferozes dos manifestantes com a polícia. Foram estudantes e professores universitários, médicos, funcionários públicos e até 200 trabalhadores do observatório internacional no deserto chileno de Atacama que estavam em greve e saiam à rua. As ações em massa dos estudantes universitários e  dos alunos de liceus foram as mais clamantes e impressionantes durante a presidência de Sebastian Piñera. Suas manifestações com milhares de participantes continuam a partir da primavera de 2011. A principal reivindicação dos jovens e de seus professores – promover uma reforma do sistema do ensino no país criado ainda nos tempos do regime ditatorial de Augusto Pinochet.  Assim, o ensino nas universidades chilenas continua sendo um dos mais caros. Muitos estuantes são obrigados a tomar empréstimos de até 60 mil dôlares norte-americanos devolvendo os durante muitos anos depois de serem formados.

Durante as ações de protesto os estudantes chilenos manifestaram-se como uma potente força organizada. Até há pouco o seu líder era famosa estudante  Camila Valleja à qual segundo numerosas pesuisas de opinião foi atribuído o título de pessoa do ano 2011 no Chile. (Nas atuais eleições gerais de 17 de novembro ela foi promovida e eleita para o Parlamento nacional como a candidata do Partido Comunista que integrara na associação a “Maioria Nova” .

A trama da atual corrida presidencial no Chile consiste no facto de antes  do segundo turno da votação as duas mulheres que tem opiniões politicas diametralmente opostas fazerem frente uma à outra. E também é uma coincidência diabôlica que ambas elas são filhas dos generais chilenos que também tiveram convições diametralmente opostas. Assim, se o pai de MichelleBacheletfoi morto tendo recusado a cooperar com o general-traidor Pinochet, o pai da sua adversáriaEvelynMatthei, Fernado Matthei, - que então também era General das Forças Aéreas e agora  é retirado, - ao contrário, estava entre os coloboradores mais prôximos dos golpistas. 

Uma breve informação das adversárias.

A ex-presidente do Chile, MichelleBachelet, de 62 anos de idade, com uma grande experiência na política e como estadista, é doutora-pediatra segundo a formação.  Em 1994 MichelleBachelet que então era consultora na Organização Mundial da Saúde foi nomeada conselheira do vice-minisrtro da Saúde Pública. Em 2000 o Presidente do Chile, Ricardo Lagos, nomeou Michelle Bachelet  para o cargo de Ministro da Sáude Pública. Em 2002 Michelle Bachelet tornou-se a primeira mulher na América Latina que ocupou o posto de Ministro da Defesa. No fim de 2004 o bloco “Harmonia Democrática” apresentou a candidatura de Michelle Bachelet para o cargo de Presidente do Chile.
Esta mulher de convições socialistas ocupava o posto presidencial desde 2006 até 2010 gozando de apoio mais forte por parte da população: segundo as pesquisas de opinião, pouco antes do término de sua presidência foram desde 70 até 80 por cento dos chilenos que apoiaram a política dela. Michelle
Bachelet tornou-se a quarta mulher-chefe do Estado na América Latina e a primeira no Chile.

Na sua campanha pre-eleitoral de então MichelleBachelet levantava as questões sociais, apresentava um programa de reforma do sistema da sáude pública e da educação, bem como a questão de aumento das aposentadorias. Foram muitas das suas promessas que ela consegui pôr em prática.

Em seu programa atual a socialista MichelleBacheletem particular promete aos chilenos fazer uma reforma do ensino estatal gratuito e fortalece-ló, levar a cabo uma reforma fiscal, formar a Assambleia Costituinte com vista transromação profunda e radical da Consituição Nacional que permanece como uma herança do regime de Pinochet obstaculizando o desonvolvimento social e político do Chile. Na opinião de maioria dos peritos, a república está pronta para transformações estruturais profundas.

Outra candidata para o cargo presidencial, EvelynMattheide 60 anos de idade, economista e antigo ministro do trabalho no Governo de Sebastian Piñerа, propôs um programa de quatro pontos principais que prevê o aperfeiçoamento do sistema da educação e da sáude pública, a luta contra o crime e o desenvolvimento das regiões.  A senhora Mattheipropõe no fundamental continuar com o rumo político e econômico do atual presidente do Chile, Sebastian Piñerа, - bilionário-conservador, representante da associação da direita “Renovação Nacional”, - cujo mandato está chegando ao fim e expirará a 15 de março de 2014.  

O governo do gabinete neoliberal de Sebastian Piñera foi marcado com crescimento de descontentamento e desconfiança das autoridades, com maciças ações de protesto contra a política econômica do Governo, com greves prologadas e  desavenças ferozes dos manifestantes com a polícia. Foram até 200 trabalhadores do observatório internacional no deserto chileno de Atacama que entraram em greve. Em tal atmosfera perturbada de turbulências sociais e políticas o país aproximou-se de novas eleições gerais do Presidente para prôximos quatro anos.

 

Na opinião de muitas pessoas isso seria paradoxal – a economia nacional do Chile tem os ritmos de desenvolvimento que são melhores em comparação com outros países da região demonstrando o crescimento anual de Produto Interno Bruto de  5,5% em médio. Não foi há muito tempo que a mídia internacional tinha elogiado o modelo de desenvolvimento chileno e a melhor qualidade de vida. Continuam aumentando os investimentos estrangeiros, o volume do comércio externo aumenta também.  No entanto para o ano de 2011 o número dos chilenos que se aproveitavam de frutos dos sucessos econômicos começou a diminuir o que causou o descontentamento de muitos cidadãos. Segundo muitos peritos, os chilenos, por mais paradoxal que seja, alegrando-se cada vez menos com êxitos gerais da economia nacional, preocupam cada vez mais com os problemas sociais e políticas do país os quais agradam principalmente aos partidários de conservadores, aos mais direitistas herdeiros do regime do presidente-ditador Pinochet, bem como a uma certa parte da classe média. Desta maneira no Chile também é colocada uma obstinada questão filosôfica da atualidade: a economia para todas as pessoas ou todas as pessoas para economia?.. 
…Pois bem, o  novo Presidente do Chile tomará posse em março de 2014 para governar o país até as seguintes eleições em 2018. Mas antes de isso acontecer, terminada a nova votação em 15 de dezembro do ano que vivemos, vamos saber o nome deste novo Presidente. Uma parte considerável dos chilenos espera que seu nome seja
Michelle Bachelet. Como se diz, os chilenos têm visão clara neste assunto.

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