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segunda, 20 fevereiro 2017 12:16

Segredos da modernização portuguesa

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Diria mais exatamente, os segredos da história da modernização portuguesa são revelados aos leitores interessados pela autora de um novo livro dedicado a este país na extremidade ocidental da Europa, doutora em ciências históricas, colaboradora principal do departamento científico do Centro de Pesquisas Ibéricas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, Nailhá Nailhá Yákovleva (N.М. Yákovleva Portugal: história da modernização política. – Мoscou.: IAL da ACR, 2016. – 260 páginas).

Acontece que temos poucas publicações dedicadas a Portugal. Mas estas, como se diz, são bastante precisas apesar de serem raras. E sobretudo isso é graças às ativiades da cientista e pesquisadora, Nailhá Maguítovna Nailhá Yákovleva que contribuiu para a publicação de várias monografias dedicadas a Portugal, numerosos artigos analíticos sobre a hisória, a economia e os processos políticos existentes neste país. Basta lembrar tais obras relevantes como “Portugal: crise na periferia da Europa”, “Prefácio para a coletânea “Portugal – uma época de mudanças”, “Transformações políticas: resultados de quatro decénios”, “Portugal e a Rússia em busca de um diálogo”, “Evolução do sistema político” e outras obras científicas escritas individualmente ou em cooperação com colegas.

Pois bem, Nailhá Yákovleva, principal colaboradora científica do Centro de Pesquisas Políticas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, colabora com o Centro das Pesquisas Ibéricas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, em 1979 formou-se na Faculdade Histórica da Universidade Estatal de Moscou Lomonossov (cátedra da história moderna e conteporânea), em  1985 dissertou com a tese de doutoramento em ciências históricas sob o título “Evolução histórica do conceito da comunidade luso-brasileira no período de após da Segunda Guerra Mundial”...

Segundo uma breve explicação da autora mesma, sua última monografia apresenta a trajetória histórica e as etapas da modernização política de Portugal, bem como retratos dos estadistas mais grandes. É analisada o sistema político contemporâneo, o papel e a interação das instituições de poder em etapas diferentes.  Uma atenção especial é dispensada às competições políticas no século 21, às peripécias de eleições parlamentares e presidenciais. A referida publicação traz um caráter atalítico e seria útil para historiadores, politicôlogos, legisladores, funcionarios de partidos políticos, jornalistas, - para todos que se interessam em variantes nacionais de estruturamento de sistemas políticos depois da queda de regimes autoritários.

O novo livro de autoria de  Nailhá Yákovleva consiste em três capítulos grandes, 18 sob-capítulos e uma conclusão intitulada “Dilemas da modernização”. A publicação é concluida com o “Suplemento” e a “Bibliografia”.  Além disso a monografia contem um valioso material de refrência e as biografias dos protagonistas da modernização portuguesa. É preciso pôr em relevo especial que esta monografia é um fruto de trabalho de muitos anos quando sua autora dedicava-se aos estudos da história de Portugal e de sua situação atual.

No primeiro capítulo intitulado “Trajetória histórica: a nação e os líderes” Nailhá Yákovleva usando uma boa linguagem científica russa faz uma narração sobre o caminho rumo ao império que Portugal atravessou, sobre o fim da monarquia, sobre a Primeira e a Segunda Repúblicas, sobre a criação do “Estado Novo” e sua agonia, sobre a “Revolução dos Cravos” e a significação do derrubaemto do regime ditatorial no país.  O segundo capítulo, “A Terceira República”, é dedicada às particularidades de transição e às etapas de democratização. Neste capítulo a autora também dá uma análise ao papel que os partidos políticos desempenharam no processo das transformações, à evolução da ordem constitucional, revela os maiores resultados da transição que se deu com a modernização.

No terceiro capítulo intitulado “Competições políticas no século 21” trata-se do “contexto econômico” das eleições em 2006, do período de contradições institucionais, das causas da crise política em 2011. É submetido a uma análise a estratégia anti-crise dos social-democratas e a revanche parlamentar das forças da esquerda e revelada a necessidade urgente de uma mudança do estilo de liderança.

Portugal é um país quieto e modesto. Mas também, como destaca a autora, Portugal é um dos mais antigos estados da Europa com as fronteiras praticamente não alteradas a partir  do século 13, ao contrário de muitos outros países do Velho Mundo com o mapa político refeito mais de uma vez no decorrer de séculos.

A autora põe em relevo que um dos resultados do passado ativo do país tornou-se o facto do idioma português estar no sexto lugar entre os mais usados no mundo e no terceiro lugar na Europa cedendo a posição apenas ao inglês e espanhol. Há cerca de 260 milhões de pessoas no planeta que falam português e cerca de 80 por cento dos lusôfonos vivem no Brasil. 

“A história de Portugal conta com mais de nove séculos, - diz a autora da monografia. – O mesmo como a história de qualqer outro país isso é um fruto dos esforçõs conjuntos do seu povo – de herois das guerras libertadoras e civis, das revoluções, de guerreiros e trabalhadores simples que a cote tinham feito seu tabalho, frequentemente pouco visível mas importante, e dos seus governantes. Em outras palavras, isso é a história de uma nação valente e audaz, de uma nação laboriosa e de seus líderes. Nas biografias das pessoas de destaque de Portugal é refletido o caminho complicado e tortuoso, que a nação atravessou para transformar-se hoje em um país democrático, membro da União Europeia, e de muitos forums internacionais, um parceiro da maioria dos estados do mundo, respeitável e igual em direitos”.

Eis porque Nailhá Yákovleva apresenta neste livro muitos retratos  políticos das figuras do maior destaque na história portuguesa que desempenharam um papel importante no desenvolvimento político e econômico do páis. E cada um destes retratos  caracteriza, de um modo ou de outro, um período da vida de  Portugal no qual esta pessoa nasceu, desenvolveu-se e atuava...

Historicamente a nação portuguesa começou a surgir e formar-se no processo de uma longa oposição aos conquistadores árabes que invadirum a Península Ibérica no início do século 13 A.D., - diz a autora da monografia. Os agressores, como diriam hoje, tiveram posto sob seu controle a maior parte de Portugal contemporâneo integrando o junto com a Espanha vizinha na composição do estado Al Andaluz criado pelos mouros.

Mais tarde houve numerosas batalhas, vitórias e derrotas: uma luta - não só contra os mouros, mas também contra a Espanha, - pela liberdade e independência; houve o descobrimento e a conquista  de terras novas na Índia, África e Ámerica; a criaçaõ de um império rico e sua faléncia; houve triunfos e tragédias internas e novos triunfos.  Um leitor que tenha interesse naquelas peripécias, entusiasmado com o livro de Nailhá Yákovleva, vai “engolir” a monografia de uma tragada tirando um proveio grande para si, também conhecendo todos os segredos da modernização portuguesa com seus “pros” e “contras”.

Dando um destaque justo aos êxitos evidentes da democracia em Portugal  longínquo a autora pensa que seria necessário referir-se às falhas, aos erros na política domestica do país procedentes das diferenças em conceitos do desenvolvimento posterior do estado existentes tanto dentro das élites governanres, como dentro da sociedade civil. A autora tembém fala das dificuldades econômicas que atrapalham o processo de Portugal entrar na trajetoria de um crescimento estável, chama a atenção aos fatores que desestabilizam a situação da República na União Europeia.

Nos últimos anos, diz em conclusão Nailhá Yákovleva, torna-se cada vez mais evidente que o modelo de desenvolvimento do país no após da revolução tem entrado uma fase de instabilidade. Uma sequência das crises a abalar o país tem agravado as contradições políticas e a rivalidade, tem dividido a sociedade resultando na necessidade de uma nova opção  que determine seu destino.

A autora desta monografia de 260 páginas que tem uma qualidade bastante alta pensa que os portugueses podem optar por um dos dois caminhos: prosseguir  com o rumo às reformas e à modernização do país em conformidade com as exigências da sociedade de informação ou ceder à sedução de reiterar a experiència dos regimes populistas da esquerda latino-americanos, mas com a ausência de recursos financeiros enormes com os quais estes últimos estavam edificando o “socoalismo do século 21”.

Claro que as avaliações e conclusões tiradas pela autora podem originar uma discussão. Talvez haja os que sugeriam outras opções. E isso é uma coisa normal no mundo da ciência.  No entanto, segundo a opinião de Nailhá Yákovleva os dilemas contemporâneos da modernização portuguesa são exatamente as que acabou de realçar. E a mim me gostaria de acrescentar que se trata da modernização com a qual contam tão muito os políticos e economistas de vanguarda e com conceitos razoáveis, e não apenas no pequeno país ibérico que se encontra na periferia ocidental extrema da Europa, mas também em muitos outros países inclusive a Rússia, a nossa terra natal.

Nos marcos da atual visita oficial do Presidente da República Oriental do Uruguai, Tabaré Ramón Vásquez Rosas, a Moscou na Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia (rua Ilhinka-6) foi promovido um forum de negócios russo-uruguaio do  qual tomaram parte homens de negócois da Rússia e do Uruguai, dirigentes de uma série de ministérios-chaves dos países sul-americanos. Pedimos ao Presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia, Sr. Serguei Katyrin, falar sobre a interação econômica dos dois países.

 

- Sergueui Nikolaevitch, como é que o Senhor poderia avaliar as perspetivas de desenvolvimento das relações comerciais, econômicas e as de envistimento entre a Rússia e o Uruguai? Acontece que nos últimos tempos nestas relações tinha dado um enfraquecimento visível...

- Daria uma avaliação às perspetivas. Na minha opinião, o período maís difícil dos últimos tempos já está atrás, junto com a “depressão”. Agora nós, juntamente com o Uruguai, estamos ultrapassando  a conjuntura financeira e econômica mundial desfavorável e a crise.  Se em 2015 a circulação mútua de mercadorias diminuiu em mais de 2,5 vezes sendo apenas de 145 milhões de dólares, desde Janeiro  até Novembro de 2016 a queda não excedeu 1,4 por cento e continuava deminuindo. Creio que teremos um aumento da circulação mútua de mercadorias em 2017. Quanto à cooperação no domínio de investimentos, esta permanece ainda bastante modesta. Os investimentos acumulados diretos do Uruguai na Rússia são um pouco mais de 5 milhões de dólares e os da Rússia – cerca de 2 milhões de dólares. Por exemplo, um grande investidor russo, “MidUral Group”, investiu capitais na produção de vitaminas para a pecuária e na produção de curtume de cromo para a pelaria.

As nossas relações ainda não são muito volumosas na sua dimenção monetária (em 2013 que foi o ano mais auspicioso nestre plano, a circulação de mercadorias excedeu 600 milhõess de dólares). Mas tudo isso é uma coisa alcansável. Na minha opinião a qualidade das relações seria a coisa mais importante. Uruguai, um país  situado muito longe de nós, é um dos mais antigos e seguros parceiros da Rússia na região latino-americana. O diálogo russo-uruguaio baseia-se na coencidência ou na proximidade das posições em relação a maioria dos problemas-chaves da  atualidade. O Uruguai manifistou uma renúncia decisivav às sanções contra a Rússia logo que estas tiveram sido impostas. Claro que nossas medidas de retaliação não afetaram os fornecimentos do Uruguai para a Rússia. Tendo em conta tudo isso, posso afirmar com certeza que as nossas relações econômicas terão um desenvolvimento bem sucedido.

 

- Que coisas atraentes, na sua opinião, para  a Rússia, existem no Uruguai como um mercado para mercadorias russas ou fornecedor de gêneros alimentícios, em particular, de laticínios e de carne?

- Hoje Uruguai seria interessante à Rússia com um seguro mercado crescente para adubos minerais. Mais de 90 por cento dos fornecimentoos russos a este país cade a adubos e derivados do petróleo. Fornecemos também enxofre, papel de imprensa, meios de transporte e outras mtrcadorias. E mais de 90 por cento das exportações do Urugai para a Rússia são gêneros alimentícios, antes de tudo -  carne, laticínios e frutas.  Gostaria de assinalar, nas condições da Rússia ter cessado a aquisição de alimentos nos países a praticarem a política de sanções anti-russas, o Uruguai tem reforçado suas posições no mercado de gêneros alimentícios russo dando  um aumento visível os de fornecimentos de citrinos, manteiga, laticínios e até de leite condensado. O negócio urugiaio tem uma possibilidade real de uma séria consolidação nos nichos anteriormente ocupados pelos países que se aproveitaram das sanções como um instrumento de exercer pressão para a Rússia. E mais um momento que, como creio, merece ser posto em relevo: no Uruguai não exisrem produtos alimentícios geneticamente modificados, pois o país destaca-se com uma produção agrícultural de alta qualidade e ecologicamente saudável.         

 

- Que são as esferas novas, nas quais, na sua opinião, a interação com parceiros uruguaios poderia ser produtiva no futuro? E que papel nisso poderia desempenhar a cooperação das comunidades de negócios dos dois países?

- Hoje a cooperação das associações de empresários  do Uruguai e da Rússia sob a égide da Câmara de Comercio e Indústria da Federação da Rússia está apenas na sua formação. Esperamos que haja bons resultados. A poder da Câmara de Comercio e Indústria da Federação da Rússia realizou-se em Montevideo o Forum de Negócios Russo-Uruguaio, um dos resultados do qual foi a proposta a companhias russas de participar na exploração das jazigas de xistos de betume existentes no Uruguai.    Procuramos informar os círculos de negocios da Rússia das capacidades do mercado do Uruguai. A Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia promoveu apresentações dos projetos de investimento do Uruguai e do seu potencial comercial e econômico. Creio que o atual forum de negócios em Moscou permita fazer um novo avanço.

A economia do Uruguai tem por base a pecuária altamente rendível.  Mas também existem empresas da indústria de celulose e papel, montagem de automóveis, refinação do petróleo, química, metalomecânica, de borracha e téxtil. Por outras palvras, é possível encontrar direções novas para o comércio e investimentos  de uma boa perspetiva. Gostaria de lembrar que o negócio russo fornece à América Latina vários artigos industriais: automóveis, aeronaves; construimos alí usinas hidroelétricas e térmicas... Creio que tudo isso também possa ter uma boa perspetiva no mercado uruguaio.

No fim de Outubro de 2015 em Montevideo realizou-se a premeira reunião da Mixta Comissão Intergovernamental Russo-Uruguaia de Assistência ao Desenvolvimanto das Relações Comerciais e Econômicas ( a parte russa da Comissão é chefiada pelo dirigente da Inspeção de Agricultura da Rússia, Serguei Danqwert). Os uruguaios têm confirmado seu interesse na entrada de companhias russas  em uma série de grandes projetos de investimento. Acabámos de assinar uns documentos bilaterais que se referem, em particular, à exploração de jazigas do petróleo e do gás na plataforma continental do Uruguai.

Numa plavra, temos tudo à frente.

 

- Agradecemos ao Senhor, Serguei Nikolaevitch, por uma entrevista interessante e universal.

quinta, 07 julho 2016 13:23

Diplomacia cultural

¿Cuál es el tema del diálogo del teatro contemporáneo con el público? Una conversación con Raul Rodrigues da Silva -  director de teatro, Uruguay.

“Mas também hoje Jesus chora. Porque nós preferimos o caminho das guerras, o caminho do ódio, o caminho das inimizades. Estamos próximos ao Natal: teremos luzes, festas, árvores luminosas e presépio. Tudo falso: o mundo continua fazendo guerras. O mundo não entendeu o caminho da paz.”

“…temos de perceber que as celebrações de Natal este ano para aqueles que optam por celebrar pode ser sua última”

“… terceira guerra mundial havia começado…”

Papa Francisco


Serguei Gláziev
é o economista russo, político, conselheiro do Presidente da Rússia. O ex- ministro das relações económicas externas da Rússia, deputado do Parlamento Russo. É antigo candidato a presidente da Federação Russa (2004). Doutor em Economia, professor, académico de Academia de Ciências da Rússia, membro da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia.

 

A terceira guerra mundial: é mito ou realidade?

Após a distruição da União Soviética e do sistema mundial socialismo, o fim de historia não chegou, contrariamente às opiniões de apologistas do Ocidente. Não desapareceu, nem o socialismo, nem a crise do capitalismo. Em primeiro lugar, verdade, adquiriu uma especialidade chinesa e integrou os mecanismos de mercado integrado de auto-organização, dando origem ao novo tipo de relações socio-económicas. Em segundo lugar, adotando o aspeto da crise financeira global, alcançou a escala mundial. Entretanto, igual à Grande Depressão de 1930, não prejudicou as economias sociolisticas, que junto com a China tambem tinham Vietname, Cuba, parcialmente India e a Coreia do Norte,e em parte mantém sua singularidade. Pelo contrário, tal como a URSS desfrutou da Grande Depressão em países capitalistas para industrialização socialista, a China, tendo assimilado uma vasta gama de tecnologias ocidentais, em resposta à crise global, começou a subir no mercado interno.

Sem dúvida, isto é nada mais do que um paralelismo histórico, que ilustram a complexidade do processo de desenvolvimento economico mundial. A parte constante, segundo a expressão justa do Presidente da Russia Vladimir Putin, permanece apenas a geopolítica. Não mudou sua essência anti-russa nem após o queda dos sistemas socialistas do mundo, nem após o queda da URSS, permanecendo o mesmo como nos tempos do Império Russo.

Porquanto os nossos “parceiros” ocidentais pensam através de categorias geopolíticas, ao analisa-los, podemos prognósticar dos seus comportamentos posteriores. Caso contrário, conseguiremos medir apenas a asneira de expressões de representantes publicas americanas nos termos de Psaki, sem entender a lógica das suas acções. É sem dúvida a lógica existe, porque por essas acções os contribuintes americanos têm de pagar um preço consideravel e portanto eles devem saber responder a pergunta: porquê?

Supondo que, por unanimidade, ambas os representantes das câmaras do Congresso votarem pela resolução anti-russa, a classe dirigente americana sabe resposta a essa pergunta. Ou pelo menos pensa, que sabe. Não por uma questão de ucranianos insatisfeitosque os serviços especiais dos EUA organizaram o Maidan com consequentes terroristaspolíticos, massacres e tripla redução do padrão de vida, pois não?

Para o leitor inexperiente o termo geopolítica parece como balanceamento complicado de palavras habituais, que teêm um sentido incompreensivel e ocultado para os profanos.

A geopolítica russa sempre foi rica de materia e de conteudo e determinava-se ou pelas necessidades internas  ou pelas ameaças externas. Por isso as teorias abstractas das ideias politologicas ocidentais parecem enigmaticos e deficeis de entender para a consciência russa. Bem como as personificações práticas na politica externa de potências ocidentais. Por exemplo, sua obsessão durante os séculos de “Drang nach osten” de uma tendência desenfreada de conquista de nossas terras e eliminação do nosso povo.

Parecia que os agressores ocidentais multiplas vezes experimentaram pessoalmente a sentença ilustre de Alexandre Makedonskiy “Quem vem para nós com espada aquele morrerá de espada” e já podiam se acalmar. Ao contrário, no terceiro milénio depois de Cristo eles estão a continuar obstinadamente a violar os principais mandamentos como “não matar” e “não roubar”.

Até hoje as guerras contra a Russia não trouxeram grandes vitórias ao Ocidente. Entretanto,danificaram consideravelmente tanto a Russia como a Europa. Na verdade não a toda a Europa, mas a sua parte continental, onde muitas vezes passaram as tropas russas, acabando com o agressor no seu covil. A Grã-Bretanha sempre estava afastada das zonas de guerra mas participou ativamente no território estrangeiro. Igualmente evitaram os terrores de duas guerras mundiais em que os americanos, todavia se consideravam vencedores. Nesse caso, faz-se perguntar sobre o segredo geopolítico dos anglo-saxões, que permitia, há mais de dois séculos, dominar a maior parte do Planeta e travar guerras em todos os continentes e em nenhum deste período deixaram os inimigos entrarem no seu território.

Sem dúvida, os historiadores procurarão muitas explicações destes acontecimentos. Todavia fala-se de um êxito surpreendente da geopolitica inglesa de um lado, e de outro lado, os prejuízos russos por estarem engajados nisso,bem como para os outros paises, cuja cooperação com os ingleses tornava-se catástrofes. Como sabiamente anotou um geopolítico russo Alexey Edrikhin: “Pior que inimizade com anglo-saxão pode ser só uma coisa – amizade com ele”.

O analítico genuino C. Marcetti uma vez disse que as nações comportam-se igual aos humanos. Do mesmo modo competem, intrigam, invejam e esclarecem as relações entre si sob influência emocional. E caso é assim, qual é a particularidade da ética geopolítica inglesa? Como se distingue, digamos, da russa?

A consciencia nacional russa, segundo Fedor Dostoevskiy, distingue-se em “compassividade mundial”. Ela revelava-se na política externa tanto na altura do Império Russo bem como na altura da União Soviética. Czares responderam aos pedidos dos povos oprimidos, dando a cidadania e apoiando no desenvolvimento.
A Rússia considerava-se responsável por todo o mundo ortodoxo e eslavo, perdendo muitos combatentes russos na proteção da Geórgia dos povos guerreiros de Cáucaso bem como durante a libertação de Balcãs de jugo otomano. A União Soviética fazia um combate esgotante pelo estabelecimento do socialismo em todos os continentes do Planeta, apoiando aos partidos comunistas, aos movimentos libertadores nacionais e aos países em desenvolvimento da orientação socialista, mas afundou-se em Afeganistão com neutralização de uma ameaça duvidosa de intercepção pelos americanos de controlo territorial.

De outras palavras, a geopolítica russa sempre foi cheia de ideia e orientada na ajuda fraternal aos povos. Em comparação com os ingleses, que organizavam escravatura nas colônias, os povos aderidos ao Império Russo nunca foram discriminados, e a sua camada de dirigentes unia-se com elite governante.

A União Soviética prestava atenção principal ao desenvolvimento de subúrbios –
o Império Soviético foi único no mundo, que desenvolvia as suas “colônias” por conta do centro sem superlucros como faziam os ingleses na Índia, China e Africa.

O significado determinante da ideologia também manifestava-se em relações de aliado que a Russia estabeleceu durante várias épocas históricas. Nos anos da Primeira Guerra Mundial o Império Russo sofreu perdas extraordinárias, começando por pedido de aliados um ataque mal preparado para desviar as forças alemãs de Paris e mandou, como apoio aos franceses, um corpo expedicionário. Sacrificar a vida “por amigo meu” para geopolítica russa é tal sagrado como para um russo. E assim sacrificaram milhões de vidas, libertando a Europa do fascismo. Mas Estaline podia parar com a libertação da URSS, chegando ao acordo do mundo separado com a Alemanha em troca de reparações e libertação dos povos eslovenos, deixando campo de batalha aos anglo-saxões!

Hoje, temos bastantes dados que permitem afirmar o papel critico da geopolítica inglesa em descandeamento da Primeira Guerra Mundial através de manipulação das camadas governamentais participantes nessa Guerra bem como de organização da revolução de Fevereiro na Russia. Da mesma maneira comportaram-se anglo-saxões na vespera e durante a Segunda Guerra Mundial. Favoravelmente aceitando a tomada do poder pelos nazistas na Alemanha, oligarquia americana-inglesa continuava a investir em grande escala na indústria alemã, apoiando-a na sua modernização com cerca de 2 trilhões de dólares em câmbios atuais.

Em 1938 em Munique o Primeiro-Ministro inglês Chamberlen abençoou o nascido animal fascista por meio do dinheiro inglês para organizar uma campanha militar contra a URSS, sacrificando lhe o seu aliado Polônia. Ele próprio salvou Hitler da conspiração entre os generais alemãs temidos a combater, por prevenir o golpe que tinha sido descoberto pelas Informações ingleses com a sua visita ao chefe alemão. Até a abertura da segunda frente em 1944 as companhias americanas continuavam a receber os dividendos dos seus ativos na Alemanha, enriquecendo da guerra. Segundo a uma frase notória, dita pelo Trumen em 1941 “Se os russos vão ganhar temos que ajudar aos alemães, e caso contrário temos que ajudar aos russos. Que matem um a outro o mais possível que poder”.

Mas, os americanos não conseguiram ajudar os alemães – Forças Vermelhas demasiado rápido contra-atacavam.  Eles tinham de violar o concluio de Munique e abrir a segunda frente para conterem o controlo pelo menos na Europa Ocidental. Ao mesmo tempo, segundo a iniciativa do Churchill, foi planeada uma operação “Incrivel” – ataque dos EUA e da Grã Bretanha ao aliado URSS utilizando restantes forças do Wermacht. Entrentanto, embora as forças alemãs, como é do conhecimento geral, não resistiam muito às forças inglesas, o avanço impetuoso do exercito vermelho para Berlim  frustraram estes planos pérfidos. Todavia ianques deixaram muitos fascistas na formação preparatória para a nova guerra contra URSS. Do mesmo modo como salvaram dezenas de milhares de colaboracionistas de Hitler, retirando os da Ucrânia para utiliza-los contra a União Soviética. No entanto, foram úteis, na verdade, só depois da decadência da União Soviética – para crescimento de nazismo ucraniano com objetivo de envolver a Russia a uma nova confrontação com a Europa, unida pelo OTAN.

A desintegração própria da URSS não passou por um trabalho ativo dos serviços especiais americanos. Chega ler, naquela altura, o livro do antigo diretor da CIA
P. Schweitzer “A Victoria” para verificar o papel fundamental dos serviços especiais americanos na desintegração da URSS. Outra vez surpreendemo-nos com a arte e método sistemático contra nossa ingenuidade e impotência.

Eles criavam a rede de agentes de influência com o objetivo da destruição de URSS e ao mesmo tempo glorificaram Gorbachev pela organizada “perestroika”, cujo essencial reduziu-se à autodestruição do sistema governamental e intensificação impetuosa de caos. Logo quando o caos permitiu organizar uma nova força politica, Gorbachev foi um alvo potente da pressão por parte dos líderes ocidentais confiantes para paralisar a vontade politica e suspender a aplicação do poder legal para pôr a sua ordem. Organizado no Conselho do Supremo da RSFSR o “Maidan” paralisou a atividade dos aliados órgãos do poder. Logo após isto com apoio dos EUA teve lugar o pacto de Belaveja preparado com antecedência pelos agentes americanos de chefes de três republicas eslavas, que destruiu a URSS. 

Com a queda da URSS os americanos começaram a colonizar o espaço pós-soviético, imposto aos dirigentes de novos estados independentes com uma política suicida para suas soberanias econômicas chamada “terapia de choque”, baseada em dogmas anticientíficas de fundamentalismo do mercado.

Ao mesmo tempo com a colonização do espaço pós-soviético pelo capital ocidental os geopolíticos americanos por todos os meios estimularam  as tendências centrífugas, proclamado  como o seu objetivo principal a inadmissão de criação de nova potencia, comparável a influência deles (EUA). Sendo que segundo a tradição geopolítica germano-anglo-saxã realçaram principalmente separação entre a Ucrânia e a Rússia e posterior desintegração da ultima. Demonstrando o possível apoio ao Yeltsin e glorificando-o na qualidade de líder politico mundialmente reconhecido, inclusive o convite ao clube de “G7”, que une os lideres de estados aviões do mundo, eles ao mesmo tempo estimularam o separatismo de republicas nacionais, patrocinando a revolta na Chechênia e provocando a guerra em Cáucaso.   Os dirigentes dos EUA, da Grã Bretanha e da Alemanha abraçavam Yeltsin e prometiam-no paz eterno e amizade de um lado e simultaneamente puxavam antigas republicas aliadas para OTAN e apoiavam militantes de Chechênia de outro.

Putin parou o processo de desintegração da Russia, reestabeleceu a vertical de poder, pacificou a Chechenia e lançou o processo da integração de Eurasia. Assim ele lançou o desafio a linha da geopolítica americana no espaço pos-sovietico e tornou-se inimigo para a classe dirigente politica. Por terem derrotados na tentativa de desestabilizar a situação na Russia os serviços especiais americanos intencificaram-se no espaço pos-sovietico para abalar o processo da integração da Eurasia, que foi considerado pelos políticos americanos na qualidade de “restauração de URSS”.

Como medida de resposta foi lançado o projecto de UE “Cooperação do Oriente” com objetivo de absorver as republicas pos-sovieticas sob a jurisdição de Bruxelas na qualidade de membros de associação com UE, privados de direitos. Este projeto reforçava-se através de forte aumento de redes de agentes e educação de juventude em termos de nacionalismo primitivo. A sucessão de revoluções coloridas, organizados pelos serviços especiais americanos levou a poder na Ucrania, Moldavia e Georgia os governos de marionetes a começarem praticar uma politica nacionalista contra Russia. Em todo o caso esta politica resultou em divisão de sociedade e aplicação de violência contra dissidentes. Na Georgia e Moldavia esta divisão terminou em derrocada de estados, na Ucrania resultou em tomada de poder pelos neonazistas e formação de regime neofascista, que desencadeou a guerra contra o seu próprio povo.

Já não é um segredo de que o objetivo único e principal da geopolítica americana no espaço pós-soviético é a separação dos novos estados soberanos da Russia e a surpressão deles por meio de coerção a participação sob a jurisdição da UE.

Trata-se da luta pela liderança global em que a hegemonia americana se derriba pela crescente influência da China. Nesta batalha, a América está a perder, o que provoca agressividade da sua elite política.

Hoje, a economia global é controlada por empresas transnacionais ocidentais, a expansão das quais sustenta-se por emissão ilimitada de moedas mundiais. O monopólio sobre a emissão de moeda global é a base do poder da oligarquia financeira ocidental, cujos interesses são assegurados por mecanismos político-militares dos Estados Unidos e seus aliados da OTAN. Após a queda da União Soviética e o colapso do sistema socialista mundial este poder tornou-se global e a liderança dos EUA parecia definitiva. No entanto, qualquer sistema econômico tem limites do desenvolvimento que são definidos por reprodução das suas estruturas tecnológicas e institucionais.

A atual escalada da tensão político-militar internacional é provocada pela mudança das estruturas tecnológicas e econômicas globais, o resultado da qual segue uma profunda reestruturação da economia tendo como base as tecnologias e mecanismos principalmente novos da reprodução do capital.

Em tais períodos, como mostra a experiência de muitos séculos do desenvolvimento do capitalismo, acontece uma desestabilização brusca do sistema das relações internacionais, a destruição da ordem antiga e formação da nova ordem mundial. Esgotaram as possibilidades do desenvolvimento sócio-econômico baseadas no sistema existente de instituições e tecnologias. Os países que estiveram na liderança enfrentam as dificuldades insuperáveis na manutenção das taxas anteriores de crescimento econômico. Superacumulação de capital nos complexos industrial-tecnológicos arcaicos derruba suas economias em uma depressão, e o sistema existente de instituições impede a formação de novas cadeias tecnologicas. Estas cadeias junto com as novas instituições da organização da produção realizam-se em outros países, que se viram os líderes do desenvolvimento econômico.

Os antigos líderes procuram manter sua posição dominante no mercado global por meio do fortalecimento do controlo sobre sua periferia geo-económica, incluindo os métodos de coerção militar e política. Como regra, isso provoca grandes conflitos militares em que o ex-líder desperdiça recursos, sem alcançar o efeito desejado. Um novo potencial líder que na altura está numa onda de elevação procura tática de expectativa, para conservar suas forças produtivas e atrair cérebros a fugir de guerra, capitais e tesouros dos países guerreiros. Ao aumentar os seus recursos, o novo líder entra no palco mundial para usurpar os frutos da vitória quando os combatentes desmaiarem o suficiente.

Após a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, tendo em conta a queda da URSS, EUA tomou liderança global por ter vantagem no desenvolvimento de esfera tecnológica de informações e comunicações e de estabelecer monopólio sobre a emissão da moeda global. As empresas transnacionais ligadas ao “prelo do dinheiro” mundial tornaram-se o fundamento para a formação de uma nova ordem econômica mundial, cuja base institucional ficou a ser conhecida como globalização liberal.

Hoje, aos nossos olhos, está a se formar um novo e mais eficiente sistema socioeconómico em comparação com os anteriores; o centro de desenvolvimento do mundo muda para o Sudeste Asiático, o que permite a alguns investigadores falar sobre o início de um novo – asiático - ciclo secular de acumulação de capital.

Neste momento, como isto foi em períodos anteriores de mudança dos ciclos seculares, o líder que está a perder a sua influência procura métodos coercivos para a manutenção da sua posição dominante. Enfrentando a superacumulação de capital nas pirâmides financeiras e indústrias obsoletas, bem como a perda de mercados para os seus produtos e a queda do dólar nas transações internacionais, os EUA está a  tentar manter a liderança à custa de uma nova guerra mundial, tendo como alvo enfraquecer tanto os adversários como os parceiros. O estabelecimento de controle sobre a Rússia, juntamente com a posição dominante na Europa, na Ásia Central e no Oriente Médio dá aos EUA uma vantagem estratégica sobre a China no controle das principais fontes de hidrocarbonetos e de outros recursos naturais extremamente importantes. O controle sobre a Europa, a Rússia, o Japão e a Coréia também garante o domínio na criação de novos conhecimentos e no desenvolvimento de tecnologias avançadas.

Mal dando conta dos mecanismos objetivos do desenvolvimento cíclico que condenam os EUA à perda da dominação global, a elite governador americana recea a expansão dos países não controlados por ela e a formação de contornos globais da reprodução alargada independentes. Esta ameaça é provocada pelo aprofundamento da integração dos países do BRICS, da América do Sul, da Ásia Central e do Extremo Oriente. A capacidade da Rússia de organizar a formação de tal coalizão, determinada por êxito na criação da União Económica da Eurásia, predetermina o vector anti-russo da política americana. Se a estratégia euro-asiático de Putin, que foi realizado de acordo com as regras da OMC, irritou os Estados Unidos, as soluções dele para a Criméia foram percebidos como umaperturbação nos fundamentos da sua ordem mundial e um desafio que os EUA não consegue responder.

As tentativas dos EUA de organizar golpes de estado no Brasil, Venezuela, Bolívia, empurram a América do Sul da hegemonia americana. O Brasil, que faz parte do BRICS, tem todas as razões para estabelecer regime comercial preferencial e aumentar a integração com os países da Organização para cooperação de Xangai. Isso cria oportunidades para a formação de maior associação económica mundial com a participação da União Econômica Euroasiática, Organização para cooperação de Xangai, Mercosul, e, muito provávelmente,  Associação de Nações do Sudeste Asiático. Os estimulos suplementares para uma integração tão ampla que abarca mais da metade da população e do potencial industrial e natural do planeta, são determinados pela obsessão dos EUA para a formar as zonas transatlânticos e do Pacífico do comércio preferencial e da cooperação sem envolver os países do BRICS.

Para evitar o colapso e manter a liderança global, a oligarquia financeira americana aspira a desencadear uma guerra mundial. Esta vai cancelar as dívidas e permitirá manter o controle sobre a periferia, liquidar ou pelo menos deter os concorrentes. A guerra, como sempre acontece em tais casos, desencadea-se principalmente pelo controle de periferia. Isso explica a agressão americana no Norte da África, no Oriente Próximo e Médio, tendo como alvo aumentar,ao mesmo tempo,o controlo desta região petrolífero e da Europa. Mas a direcção do golpe mais importante, em virtude do seu valor fundamental nos olhos dos geopolíticos norte-americanos, é a Rússia. Não por causa do fortalecimento russo nem a título da punição pela reunificação da Criméia, mas devido à concepção geopolítica americana tradicional preocupada pela luta da manutenção da supremacia mundial. E de novo, segundo os preceitos dos geopolíticos ocidentais, a guerra com a Rússia começa na Ucrânia.

Hoje, esta concepção continua-se pelos EUA, que estabeleceram o controle sobre a Ucrânia depois de terem organizado um golpe de Estado em 21 Fevereiro de 2014 e levado a junta fantoche nazista ao poder.

Arrojando convenções, os serviços de inteligência dos EUA por meio dos nazistas criados por eles, organizaram o terror contra a população russa na Ucrânia. Ucranianos neo-fascistas, sob a gestão de curadores e instrutores americanos, cometem crimes de guerra em Donbass, recrutam coercivamente os jovens "para a guerra com os russos", sacrificando-os por nazismo ucraniano. Este tornou-se a ideologia do regime ucraniano, que tem origens dos cúmplices de Hitler condenados pelo Julgamento de Nuremberg como criminosos militares.

O objetivo da política dos EUA na Ucrânia não é a defesa dos interesses da Ucrânia nem o desenvolvimento socioeconómico ucraniano. O objetivo consiste na utilização e aproveitação da sua populaçãonazista, na qualidade carne de canhão, para desencadear guerra contra a Rússia, a fim de fazer envolver, nessa mesma guerra, os parceiros europeus da OTAN. Tanto a Primeira como a Segunda guerras mundiais na Europa, são consideradas pelos historiadores americanos como guerras boas. Essas guerras garantiram o crescimento da economia dos EUA por conta da fuga dos capitais, riquezas, cérebros e tecnologias da Europa para o exterior. Graças a essas guerras os EUA tornaram-se o líder mundial, estabelecendo a hegemonia sobre os países europeus e as suas ex-colónias. Também hoje, a geopolítica norte-americana aposta à incitação da guerra mundial na Europa como sendo um meio estabelecido para aumentar o seu poder.

A agressão considerada por muitos peritos como uma coisa engraçada e política desenfreada dos EUA deve ser tomado muito a sério. Esta agressão tem o alvo: incitar a guerra, e a mentira evidente e até mesmo a estupidez aparente dos porta-vozes norte-americanos quetêm apenas ocultar a gravidade das intenções da oligarquia americana. Os americanos só podem manter o seu domínio global apenas através da incitação de uma guerra mundial. A posse de armas de destruição em massa muda a natureza dessa guerra. Os especialistas chamam-na híbrido, porque se usam não tanto forças militares como tecnologias informativas, financeiras e cognitivas destinadas a enfraquecer e desorientar o adversário ao máximo. E quando o adversário é tão desmoralizado e que não consegue opor resistência adequada, para garantir a vitória e punir insubordinados em público, recorreà operações militares, que mais se parecem com as expedições punitivas do que ação militar.

Exactamente assim - sem batalhas sangrentas os EUA ocuparam o Iraque, a Jugoslávia, a Líbia, a Geórgia e a Ucrânia. A importância fundamental nessa guerra híbrida pertence à combinação adequada das tecnologias financeiras, informativas e cognitivas. Na frente financeira, os Estados Unidos têm uma vantagem estratégica, tendo a capacidade de emitir a moeda global e realizar ataques monetárias às economias nacionais de qualquer potência. Na frente de informações, os Estados Unidos dominam completamente o espaço da Mídia global digital, o mercado de cinema e televisão mundial, controlam a redes globais de telecomunicações. Ao combinar agressão monetária e financeira na economia e “cultivação” informativa da consciência pública, os EUA podem manipular os motivos do comportamento das elites governantes nacionais. O papel-chave nisso pertence à arma cognitiva – a afecção da consciência dos líderes nacionais por uma falsa compreensão do que ocorre.

Um exemplo notável é a nossa própria consciência política, em que facilmente se emaranham os motivos e os efeitos. Avaliações e ranking fabricados pelas instituições norte-americanas conforme seus interesses, percebem-se como verdadeiras, a despeito da realidade objetiva.

A afecção da consciência da elite governadora russa pela arma norte-americana dá os seus frutos, enfraquecendo a Rússia e fortalecendo os EUA e a OTAN.

As perdas anuais da Rússia são de 150 bilhões de dólares retirados da Rússia para a capital do sistema financeiro ocidental, e a perda total é equivalente a metade do potencial de produção da Rússia. Já este ano, ao invés de se objetivar a um possível crescimento de dez por cento nos sectores de produção e investimento, temos uma queda de cinco por cento, e o nível da pobreza é revertida a mais de uma década.

Independentemente da posição de Rússia, os EUA vão perder a luta pela liderança para a China. Isto é a lógica da alteração das formações econômicos, que se encaixa completamente no desdobramento da guerra híbrido contra nós pelos EUA e seus aliados da OTAN. O sistema de instituições da sociedade integral criado na China e baseado na experiência histórica da Rússia, combina as vantagens do socialismo e capitalismo e demostra convincentemente a sua superioridade sobre o sistema do capitalismo oligárquiconorte-americano. Junto com o Japão, a Índia, a Coréia, o Vietname, a Malásia, a Indonésia, a China está a formar um novo centro de desenvolvimento económico mundial baseado na nova ordem tecnológica e cria o novo ciclo económico global. Em contraste com a liberalização global baseado nos interesses da oligarquia financeira norte-americana, a nova ordem mundial será baseada no reconhecimento da diversidade dos países, no respeito pelas suas soberanias nos princípios de igualdade, da justiça e benefício mútuo.

A geopolítica anglo-saxã passa. O sistema político chinês está protegido seguramente contra a arma de lavagem de cérebro. O mesmo pode ser dito sobre a Índia que sofreu a opressão britânica colonial, e o Vietname que sofreu os horrores da guerra com os EUA. A America do Sul não tem confiança nos norte-americanos depois de saber o que significa "América é para os americanos". O Japão completou o 70º aniversário dos bombardeamentos nucleares dos EUA.

A unica protecção contra a arma de informação é a verdade. Esta verdade consiste no facto de que a geopolítica norte-americano ameaça o mundo com caos destrutivo e a guerra global, que tem como base a reencarnação artificial das ideologias misantrópicas (que, se pareceu, se tornaram obsoletas para sempre) do nazismo e do fanatismo religioso juntamente com desmoralização das elites governantes do ocidente.

 

Há setenta (70) anos que terminou a Segunda Guerra Mundial – monstruoso crime contra a humanidade. Este banho de sangue levou 50 milhões de vidas humanas. A União Soviética perdeu mais que 20 milhões dos seus cidadãos.

Logo após o termino da Guerra Mundial, para esconder verdadeiros culpados dessa tragédia, iniciou o seu caminho uma mentira total e cínica, deturpação e falsificação consecutivas da historia de Guerra, infamação de uma geração humana inteira, que defendeu a paz mundial.

Porque aconteceu isto? Porque acontecem guerras no nosso planeta, quem tira proveito disso? Guerras não acontecem simplesmente, são organizados por objectivos interesseiros. Inventam varias razões – religião, ideologia, ofensa passada. Quando não há essas razoes, organizam provocações, pretensamente atentados terrorísticos, assassinatos de líderes políticos e etc. Na verdade isso sempre é uma intenção de roubar e escravizar outro povo, ganhar no processo de guerra, prevalecer para que depois possam roubar sem limites.

Para evitar as guerras, pessoas devem dizer a verdade, mas hoje em dia isso é muito perigoso. Lembrem de Assange, lembrem de Snowden.

A Russia adaptou-se a viver no âmbito de ameaça permanente. Nos últimos cem (100) anos não houve nenhum período, em que vivemos em paz. Seu território, sua riqueza natural atraem quadrilhas político-militares e financeiras de todo o mundo.

No vigésimo século a Russia duas vezes foi envolvida nas guerras mundiais, nos quais sofreu mais do que todos. O termino da Primeira Guerra Mundial deu origem ás duas revoluções: uma na Russia e uma na Alemanha. A revolução russa venceu e a revolução alemã não. O slogan da revolução na Russia, “Terra aos camponeses, fábricas aos trabalhadores”, foi o maior pesadelo para os mestres de marionetes mundiais – Rockfellers e Morgans. Por isso, já ao acabo de alguns meses depois da revolução a Russia Soviética foi atacada pelos catorze (14) estados, desta vez incluindo a Alemanha. A Russia resistiu, entretanto perdeu Polónia, Letónia, Lituânia, Estónia e uma serie de outras regiões.

Em mil novecentos e vinte e dois (1922), logo depois de termino da intervenção contra Russia, o Ocidente começou as preparações para próxima guerra. Para alcançar esses objectivos criavam uma nova força – fascismo. Especificamos alguns factos.

Em Novembro de vinte e dois (22) em Munique da Alemanha foi realizado o primeiro contacto entre o representante de Serviços Especiais Truman Smith e Hitler. O telegrama, enviada da embaixada, citou as palavras do Hitler “Manda nos acabar com comunistas”. Mandaram. A partir desse ano o Hitler e Mussolini recebiam um financiamento fundamentado para criação de rede de células fascistas.

No seu discurso a Mussolini no ano vinte e oito (28) Winston Churchill disse: “O fascismo serviu a todo o mundo. Se fosse o italiano estaria evidentemente de acordo com você”. Não é por acaso toda a correspondência entre Churchill e Roosevelt com Mussolini e Hitler foi completamente destruída. Até hoje as importâncias de injecções financeiras às caixas e economia fascistas têm o estatuto secreto. Somente factos particulares testemunham seu volume gigantesco.

No dia quatro (4) de Janeiro de trinta e três (33) em Keln foi realizado o encontro entre Hitler, o maior financista inglês M. Normann e os irmãos Dalles (um deles, Allen – próximo dirigente de Agencia de Inteligência Central (CIA). Allen vai manter os contactos secretos com fascistas durante toda a guerra). A agenda do encontro foi o programa de transferência do poder ao Hitler. Dentro de 25 dias mais tarde de repente o presidente Hindenburg exonera chanceler Schleicher, nomeado há dois meses e nomeia Hitler.

O estilo e métodos do Hitler são do conhecimento geral. Um mês depois da sua nomeação, no dia vinte e sete (27) de Fevereiro os próprios nazistas puseram fogo no parlamento e declararam um terror total por causa dessa provocação. Como consequência, em Março do mesmo ano nas eleições o Hitler torna-se o chefe do estado e ditador sem limites a seguir. No mesmo ano, a Alemanha saiu da Liga das Nações para não se coibir com compromissos internacionais.

Vocês acham que todo o mundo assim chamado “civilizado e democrático” ficou indignado com essas acções, implicou, como hoje em dia, as sanções, embargo e etc? Não, totalmente ao contrário. Em Maio do mesmo ano os Estados Unidos e a Inglaterra apressaram-se a apoiar o Hitler com ajuda financeira de duzentos e oitenta (280) bilhões de dólares de acordo com os preços actuais.

Esse dinheiro, precisamente, armou a Alemanha. Igualmente os países ocidentais transmitiram tecnologias modernas, treinaram os militares. No ano trinta e nove (39), na véspera do ataque a Polónia, os mesmos países concederam ao Hitler o montante de trezentos (300) bilhões de dólares para guerra. É de notar, que ainda no ano quarenta e um (41), quando a guerra já tinha começado, os investimentos dos Estados Unidos à economia da Alemanha foram de cinquenta e quatro (54) bilhões de dólares.

Todo o período preparatório à guerra Hitler recebia não só apoio financeiro, mas sim apoio moral. Em mil novecentos trinta e cinco (1935) os fascistas adoptaram uma serie de leis, que constatam judeus e negros como pessoas deficientes. Senhoras e Senhores pensam que depois de tudo isso o mundo chamado “democrático” afinal ficou indignado? Não. Depois disso os países Ocidentais votaram a favor da realização das Olimpíadas não em Barcelona republicana, mas sim na cidade de Berlim fascista. O Hitler recebeu grandes oportunidades para fazer propaganda das suas ideias. Todos assim chamados países civilizados participaram nessas Olimpíadas fascistas. (Senhoras e Senhores vão entender porque é que estes mesmos países não foram às Olimpíadas de Moscovo).

Mesmo quando Hitler recusou apertar a mão dos desportistas pretos e judeus, guardiões dos direitos humanos preferiram omitir-se. Alias, quando já construíam campos de concentração pela toda a Europa, a revista americana “Times” reconheceu o Hitler como “Pessoa do ano”. Mussolini e Hitler foram nomeados duas vezes para o Premio Nobel da Paz em mil novecentos e trinta e cinco (1935) e trinta e nove (39). Por estranho que pareça, eles não o receberam. Se fosse hoje em dia eles teriam mais chances.

Em mil novecentos e trinta e nove “a Pessoa do ano” atacou a Polónia. Após isso, conforme o acordo, a Inglaterra e a França declararam a guerra contra Hitler mas de facto até Junho de quarenta e quatro (44), ou seja cinco anos eles faziam guerra formal, chamada “guerra estranha”. Os países ocidentais abrem, finalmente, segunda frente apenas dez (10) meses antes de fim da guerra, quando já estava claro de que a União Soviética conseguia vencer fascistas mesmo sem eles.

Hitler precisou de apenas 30 dias para colocar toda a Europa de joelhos. A Polónia foi derrocada por dezassete (17) dias. Anteriormente, durante dois anos a Polónia propunha aos nazistas um ataque a Russia. A França, que teve a maior quantidade de tropas e armamento do que a Alemanha, submeteu-se aos fascistas também durante 17 dias. No momento de ataque à Russia toda a indústria, todos os recursos militares e financeiros da Europa trabalhavam para o Hitler. “Unido pela Europa contra a Russia” – Adivinham, quem disse isso, que é tão actual hoje. Em quarenta e um (41) isso foi proclamado pelo Gebbels – a mão direito de Hitler.

De toda a Europa apenas três países combateram mortalmente contra fascismo: a Jugoslávia, a Bielorrússia e a Russia. Este facto explica muito, por que é que esses países tornaram-se objectos de ataques encarniçados nos nossos dias.

A mudança radical na guerra aconteceu no terceiro ano depois de batalha de Stalingrad onde morreram mais de dois (2) milhões de pessoas, mais de duzentos (200) mil de hitleristas ficaram prisioneiros, entre os quais cento e cinquenta (150) mil são de Alemanha e cinquenta (50) mil de ajudantes da Europa e Ucrânia Ocidental.

No mesmo ano, no dia vinte (20) de Agosto em Quebeque – Canadá, foi realizado o encontro entre Roosevelt, Churchill e chefes de estado-maior para decidir contra quem eles vão continuar lutando. Aprovaram dois planos. Primeiro – apoiar os russos. Segundo, sob o nome “Overlord” – atacar a União Soviética junto com os fascistas. O falhado atentado de assassinato do Hitler frustrou o segundo plano.

O Ocidente intensificou a ajuda a União Soviética só depois do Stalingrad, e no fim da guerra outra vez preparou-se para ataca-la.

No Março de quarenta e cinco (45), Winston Churchill mandou preparar a operação “Incrível”. De acordo com o plano o inicio da terceira guerra mundial devia ser marcado para o primeiro de Julho de quarenta e cinco (45). Churchill persuadia Trumann lançar bombas nucleares a Moscovo. Para atingir os objectivos desse plano depois da guerra foram guardadas 10 divisões de elite fascistas. Mais tarde estas centenas de milhares de fascistas e ajudantes da Croácia, região de Báltico, Ucrânia Ocidental serão transportados a América, Canadá e Austrália. Eles próprios e os seus descendentes participarão activamente na destruição da Jugoslávia, na organização dos golpes de estado na Região de Báltico, na Geórgia e na Ucrânia.

Hoje em dia – eles estão em todas as estruturas dos dirigentes do Ocidente. Por exemplo, recente chefe de estados-maiores do exército americano, comandante de tropas de OTAN na Europa John Chalicachuivi (da origem georgiana) é o filho do criminoso militar, o filho de uma figura das tropas fascistas, exportado depois da guerra para América. Vocês vão entender por que esse John dirigiu com satisfação o bombardeio aos civis da Jugoslávia, organizava golpe de Estado na Geórgia e agora trabalha em fornecimento de armas a Geórgia e Ucrânia.

Os herdeiros do Hitler dominam uma serie de estados com fronteira com a Russia, onde os cúmplices de fascistas são reconhecidos heróis nacionais com os seus admiradores realmente a governar os países. Eles, como há 70 anos estão dispostos para ser carne do canhão, mas agora são a do OTAN.

O sistema económico, que prevalece depois da Segunda Guerra Mundial, onde força geral – é o dinheiro, o lucro, onde base fundamental – é o complexo militar-industrial, não é capaz de existir sem guerra, sem conflitos armados. As guerras, e terrorismo presente – é a sangue do sistema económico actual. Sem isso acelera a crise financeira, avança o colapso económico. Nos últimos setenta (70) anos foram organizadas dezenas de guerras, centenas de conflitos armados, que mataram milhões de pessoas.

A Primeira Guerra Mundial abasteceu a saída da crescente crise económica, ensinou banqueiros mundiais dirigir esse processo. A Segunda Guerra Mundial – foi já o projecto elaborado sobre organização da crise saída da respectiva por meio da guerra. Infelizmente, os dias presentes testemunham de que o Ocidente outra vez leva todos a uma catástrofe mundial para amortizar dívidas de triliões, para evitar a catástrofe económica. Os planos no que diz respeitos a isso já estão elaborados. Assim, conforme o plano do Estado-Maior General da Inglaterra, aprovado há cinco anos, na próxima guerra devem morrer trezentos (300) milhões de pessoas, predominantemente russos e chineses. Os lugares das provocações primárias marcam na Polónia e Ucrânia. Compare com a situação que acontece agora. Tudo é de acordo com o plano. Guerras permanentes e provocações. Quando em algum lugar acontece um grande atentado terrorístico, isso significa que preparam a opinião pública para o inicio da nova guerra.

Hoje o mundo deve estar preocupado com nova ameaça terrorística – Califado Islâmico. Todavia, quem é mais capaz de analisar entende donde esses terroristas recebem armamento, dinheiro e treino militar.

Qual na vossa opinião é pais que compra armamentos mais do que todos outros do mundo? Talvez é gigantesca China, ou gigante Índia? Não, é Arábia Saudita, relativamente pequeno pais. O País, que não tem noção de democracia, onde há pena de morte, persegue-se homossexualismo, e as mulheres não têm direito nenhum, é esse pais que está nos favoritos do Ocidente.

Ao mesmo tempo está lançado um alarido relativamente direitos humanos na Cuba. E todos os encomendados chamados “guardiões dos direitos”, todas as “amnistias” ficam quietos de que mesma ilha possui do campo de concentração “Guantanamo”, feito segundo o exemplo fascista, onde todo o dia e a noite torturam pessoas, transportados de todo o mundo. Ficam quietos de que essas pessoas estão a ser torturadas ainda nas prisões a voarem. Ficam quietos de que assim chamados os defensores dos direitos humanos organizaram dezenas de atentados a vida do dirigente do pais, Fidel Castro.

Quando bárbaros de “Estado Islâmico” cortavam cabeças dos quatro europeus, todo o mundo civilizado ficou indignado. Ao mesmo tempo na Arábia Saudita, como na época medieval, cortam cabeças de oitenta (80) pessoas anualmente. Por estranho que pareça ninguém condena isso. Não por transgressão da lei, nem por agressão contra estados soberanos. Nenhumas sanções, nem embargo. Arábia Saudita, com outro patrocinador dos terroristas – Qatar – são os melhores amigos e ajudantes do Ocidente nos seus projectos não só no Médio Oriente, mas também em África.

Todos esses projectos  “Califado Islâmico”, “Al Qaeda”, “Talibã”, “Boco-Haram”, - todas as estas organizações criminosas são preparados na mesma cozinha, são projectos dos Serviços Especiais e monarquias árabes. Qual foi o resultado – podemos acompanhar o que se passa no mundo árabe. Todas as riquezas naturais dos países como Líbia, Iraque já estão nas mãos de monopólios internacionais.

Agora é vez da Síria e do Irão. Quando o Califado Islâmico fazia guerra contra Síria durante três anos todo o mundo chamado “democrático” o aplaudia, apoiava os terroristas com propaganda, dinheiro, armas, e mercenários. Hoje, quando terroristas começaram a roubar Iraque segundo o exemplo dos seus patrões, eles não gostaram. “Nos preparamos vocês não para isso”. Agora Médio Oriente está no período, quando incitarão muçulmanos um contra outro, e observarão com satisfação como eles se matam.

É muito importante saber a verdade sobre nosso presente e passado, por que os actuais Mass Media corrompido de todas as formas tentam mentir, eles tentam esconder a verdade, de que sem a Grande Vitoria não era possível o surgimento do movimento da libertação nacional em África, nem em Ásia, nem na América Latina. A presente propaganda corrupta infama a actividade de tais heróis-libertadores como Amílcar Cabral, Patrice Lumumba, Mandela e outros. As Medias fazem esquecer de que só em dois mil e oito o Ocidente tirou Mandela de lista de terroristas perigosos.

As tentativas de falsificar a história da Segunda Guerra Mundial são orientadas para se apropriar da Russia o estatuto do país vencedor, separar e malquistar povos, desfrutar de fraude histórica nos jogos geopolíticos.

Como o resultado desse tratamento a metade de jovens americanos considera que a União Soviética combatia com Hitler contra os Estados Unidos.

Senhoras e senhores depois dos factos acima mencionados não estarão surpreendidos pela falta de vontade de uma serie de políticos Ocidentais de comemorar a Grande Vitoria em Moscovo. Isto não é uma ofensa do Putin, mas sim uma acção orientada para ofender directamente todo o povo russo, ofender lembrança de vinte (20) milhões de cidadãos soviéticos, falecidos na luta contra o fascismo. Simplesmente dessa maneira, eles se vingam de todos aqueles, quem não esteve de joelhos perante o Hitler e os seus amigos, quem não quer estar de joelhos nos nossos dias.

 

Eu proponho levantar e dar a honra com o minuto de silêncio de todos quem morreu, combatendo contra peste fascista, honrar a lembrança de milhões de pessoas inocentes, que tornaram-se reféns e vítimas de sangrentos interesses políticos e económicos.

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E agora, estimados senhoras e senhores gostaríamos de convidar vos para assistir a um documentário interessante dum autor norte-americano e uma pequena parte do filme russo sobre ultimas horas da guerra.

 

Tudo isso leva meia hora, e depois continuamos a nossa festa com setenta tiros de fogos de artificio.

 

Antes de tudo, gostaria de felicitar com todo o coração todos os presentes por estas duas datas notáveis que temos o prazer de celebrar este ano - 
o quadragésimo aniversário da independência de Cabo Verde e o quadragésimo aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os nossos países. Em Julho deste ano, os líderes dos nossos estados Vladimir Putin e Jorge Carlos Fonseca e os ministros das Relações Exteriores da Rússia e Cabo Verde
Sergey Lavrov e Jorge Tolentino trocaram, para esta ocasião, notas de felicitação.

Os nossos países estão geograficamente distantes. Mas hoje, enquanto celebramos o quadragésimo aniversário da independência de Cabo Verde e
o quadragésimo aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre
os nossos estados, é óbvio que a distância não é um obstáculo para o respeito recíproco, amizade e cooperação. As boas relações com a República de Cabo Verde têm raízes históricas profundas. Durante todo o período de luta pela libertação contra a opressão colonial, a União Soviética prestou um constante apoio diplomático e militar.

As relações diplomáticas entre os nossos países foram estabelecidas no dia 14 de Julho de 1975, apenas 9 dias após Cabo Verde ter ganho a independência. O primeiro embaixador soviético em Cabo Verde, Semenov Vyacheslav Mikhailovich, foi acreditado já em Dezembro de 1975. Desde esse momento a cooperação russo-cabo-verdiana virou sistemática, começou o desenvolvimento progressivo para a construção de um novo estado. A União Soviética prestou muito apoio na criação de empresas industriais, objetos de infraestrutura, instituições educacionais e médicas a esta república jovem.

Além disso, deve ser dito que, o desenvolvimento das relações humanitárias e da cooperação na área de educação tem desempenhado um papel inapreciável no fortalecimento da simpatia mútua entre os dois povos. Nos anos setenta-oitenta do século passado, nas universidades da União Soviética, havia uma grande comunidade cabo-verdiana. No total, na União Soviética e depois na Rússia, formaram-se cerca de dois mil cabo-verdianos.

Na década de noventa, quando ambos os nossos países estavam envolvidos em reformas internas, evidenciou-se o declínio na cooperação bilateral. Hoje, existem todas as pré-condições necessárias para o melhoramento das relações russo-cabo-verdianas em todas áreas, e acreditamos que elas serão, a longo prazo, mutuamente benéficas e em conformidade com os interesses e aspirações dos nossos povos.

Acho que nós temos pontos de vista comuns e é necessário assinalar estas datas, não só para prestar homenagem àqueles que ganharam a independência e a liberdade do seu país, mas também para fazer lembrar aos descendentes dos colonialistas que é inadmissível tentar falsear factos históricos para reescrever a história da libertação da África e, em particular, Cabo Verde.

Nos anos noventa, a renúncia da Rússia à cooperação ativa com os países africanos tem minado a sua posição no continente e causou enormes perdas para o poder económico e político tanto do estado russo como de muitos países africanos.

Neste momento realiza-se uma revisão dos princípios das relações russo-africanas. Hoje em dia, o continente africano está se a tornar, para o nosso país, um dos centros de influência econômica e política, o que contribui para a estabilidade do sistema internacional multipolar, ainda em desenvolvimento.

A Rússia auxilia ativamente na resolução de vários conflitos em África, e compartilha da opinião dos africanos sobre a necessidade de procurar respostas coletivas para os vários desafios de hoje, evitando medidas unilaterais e coercivas.

O nosso país baseia-se no princípio de que o papel maioritário na resolução de conflitos em África deve pertencer aos próprios africanos, contando com o apoio multilateral da comunidade internacional.A Rússia guia-se por esta ideia no Conselho de Segurança das Nações Unidas quando se examinam os problemas do continente africano. A Rússia vai continuar a apoiar os esforços da União Africana e organizações sub-regionais e ajudar a consolidar o potencial pacificador dos países africanos.

As relações com África são uma grande prioridade para o nosso país. Por sua vez, os Estados africanos cada vez mais lançam olhares para a Rússia tentando encontrar um contrapeso à influência mercantil ocidental no continente. A Rússia não tem grandes contradições com a maioria dos países africanos. A Rússia tem sido sempre considerada, em África, como um bastião da luta pela independência, que tem ajudado bastante o continente na luta contra o colonialismo e na formação do estado pós-colonial.

A União Soviética teve relações especialmente estreitas com ex-colônias portuguesas. Portugal, mais do que todos os outros países europeus, tentou manter o estatuto de potência colonial levando a guerras sangrentas pela libertação. Quando os países lusófonos se tornaram independentes, estes tiveram que enfrentar guerras civis desencadeadas por grupos armados de mercenários pagos pelos países ocidentais.

Ao contrário dos países ocidentais, o nosso país nunca teve objetivos coloniais interesseiros, nunca desencadeou guerras por recursos. Estas relações são baseadas na experiência, de mais de meio século, de ajuda desinteressada, com amizade e parceria.

Acredito que agora os nossos países estão capazes de levar as relações bilaterais a um nível muito mais alto. Esta visão tão otimista sobre as perspetivas da parceria russo-cabo-verdiana baseia-se, em grande parte, na similaridade de pontos de vista sobre o mundo moderno. Os nossos países defendem firmemente o princípio da supremacia do direito internacional, salvaguardam o papel fundamental das Nações Unidas nas relações internacionais, insistem no aumento da eficácia desta organização, nas reformas construtivas sem prejuízo de cumprimento de sua missão histórica.

Tanto em Moscovo como em Praia é evidente a necessidade de esforços conjuntos para encontrar respostas adequadas aos desafios e às ameaças do mundo moderno, incluindo a luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas, a suplantação da desigualdade, da pobreza e das doenças, a proteção ambiental. Ambos os nossos países reconhecem que todos estes problemas só podem ser superados através de esforços coletivos, sem tentativas de interferir nos assuntos internos dos estados soberanos, sem tentativas de impor a vontade de um único estado ou grupo de estados.

As perspetivas de desenvolvimento das relações russo-cabo-verdianas podem ser variadas. O nosso país prevê um aprofundamento ulterior do diálogo político e ações mais eficazes dirigidas ao desenvolvimento do comércio e do investimento, o volume dos quais ainda não nos pode contentar.

Ainda há muito a fazer para aumentar a cooperação em áreas como: a energia, o turismo, a cultura e a educação. E claro, o aumento das relações entre as comunidades de negócios dos nossos países deve desempenhar um papel importante, e irá, com certeza, favorecer a aprovação do Acordo entre o Governo da Federação da Rússia e o Governo da República de Cabo Verde sobre a anulação recíproca de vistos.

Hoje temos que continuar o diálogo respeitoso e mutuamente benéfico, baseado em novas formas de interação.

Acredito que a Embaixada da Rússia e os membros da Associação dos antigos estudantes da ex-URSS e Federação Russa (Druzhba) vão aplicar todos os seus esforços no desenvolvimento da cooperação entre os nossos países.

 

Obrigado pela vossa atenção.

 

A interação da Rússia com o Brasil não deve ser avaliada segundo o volume da circulação de mercadorias entre nossos países. Existe um critério consideravelmente maior – o desenvovimento e fortalecimento dos contatos científicos e culturais. Esta foi a tese principal do discurso do Senador do Senado Federal da República Federativa do Brasil, Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade “Brasil-Russia”, Sr. Luis Henrique Silveira, proferido durante o encontro com os estudantes da Academia Diplomática do Ministério do Exterior da Rússia dedicado ao tema “A cooperação humanitária russo-brasileira”. O encontro teve lugar a 17 de abril em Moscou nos quadrantes da visita do parlamentar brasileiro à Russia. A folha de assento do Senador é bastante respeitável, bem como sua contribuição para o desenvolvimento e fortalecimento das relações entre os nossos países.  Uma referência breve: Luis Henrique Silveira nasceu na cidade de Joinville (Estado da Santa-Catarina) onde em 1971começou suas atividades sociais e políticas. Sr. Luis Henrique Silveira foi deputado do Congresso Nacional do Brasil, ministro da ciéncia e da tecnologia, tomou parte da cruiaçaõ da atual Carta Magna do Brasil, foi senador no Estado da Santa Catarina.  Desde  2011 até agora é senador deste estado no Congresso Nacional do Brasil. A partir de 2014 Sr. Luis Henrique Silveira ocupa o cargo do presidente da Comissão do Congresso para os assuntos da economia No mês passado (15.03.2015) na qualidade de hóspede da Academia Diplomática do Ministério do Exterior da Rússia foi eleito o presidente da comissão para os assuntos internacionais e encabeçou o grupo parlamentar de amizade “Rússia-Brasil”. Fez muita coisa para o desenvolvimento das relações com a Rússia no campo da ciência, da cultura e da instrução. Ocupando o cargo do prefeito de Joinville contribuiu para a abertura da escola de ballet do Teatro Bolchoi, única no Brasil. Em 2010, com o decreto do Presidente da Rússia, foi condecorado com a medalha de Alexandre Puchquine pelo projeto cultural «Dona nobis pacem» realizado em conjunto com o Teatro Académico de Estado “Bolchoi” da Rússia. Cumpre dizer que Sr. Luis Henrique Silveira foi o único hóspede da América Latina convidado para a abertura do restaurado edifício histôrico do Teatro Bolchoi. Com a participação dele atualmente está sendo realizada uma série de projetos grandes inclusive o de uma escola musical  do Conservatório Piotr Tchaicovsqui de Moscou a ser aberta no Estado da Santa Catarina.

No início da sua intervenção Sr. Luis Henrique Silveira sugeriu uma metáfora comparando o estado da humanidade no período histórico atual com um trem correndo a toda a pressa. O Senador fez lembrar da famosa previsão científica, segundo a qual em 2050 a populaçaõ da Terra ultrapassaria 9 bilhões de pessoas. É provavélqueametadedelasvaivivernascidades. De acordo com cálculos simples que sugeriu Sr. Luis Henrique nas 50 cidades maiores do Globo vão viver mais de 20 milhões de pessoas. Por isso a humanidade enfrentará o problema  de dobramento da produção e do consumo. O senador brasileiro disse que já hoje seria necessário fazer todo o possível pra que o meio-ambiente, antes de tudo as florestas, seja protegido. Para este fim é necessário modificar o modelo de consumo e de produção da energia. Segundo Sr. Luis Henrique, o atual modelo de uso da energia afeta o meio-ambiente. Por isso tornou-se atual o modelo de consumo econômico. É a ciência que dá uma solução ideal: procurar tais cereais que poderiam trazer uma colheita estável sob quaisquer condiçãoes desfavoráveis.

Segundo disse o Senador, os cientistas brasileiros tendo conseguido decifrar o genoma adquiriram conhecimentos no domínio da engenharia genética.  Sr. Luis Henrique Silveira pensa que seria importante usar reservatórios da água de chuva seguindo o exemplo de nossos antecedentes. Nestes reservatórios a água de chuva pode ser guardada durante muito tempo, simultaneamente com a prospecção de reservatórios naturais da água, inclusive nos deserto.  Na opinião do Sr. Luis Henrique, uma das tarefas dos cientistas é a de redução do custo de dessalgação da água do mar que existe nos oceanos do mundo. Os cientistos sugerem um eficiente aproveitamento da energia do vento, bem como a dos marés altos e baixos. Sr. Luis Henrique Silveira contou aos participantes do encontro que no Estado da Santa Catarina os cientistas criaram uma fita especial para dependencias de moradia destinada para a utilização da energia solar que  sempre tem em abundância no Brasil. Tanto a Rússia, como o Brasil têm reservas do carvão, do petróleo e do gás, mas na opinião dele seria necessário estar pronto para o uso de fontes recuperáveis da energia. O Senador informou de um debate animado mantido na comunidade científica brasileira entre os defensores do meio-ambiente e os agrários-inovadores. Unsencontraramseusargumentosnahistóriadopaís. Nos tempos da ditadura (1964-1989) no Brasil dominava a política de conquista da parte central da América Latina. Cada um que adquiriu um lote de terra no no Brasil devia derrubar mata virgem para produzir culturas agrícolas. Esta política trouxe resultados desanimantes, embora a produção agrícola constituisse 40% do PNB do Brasil.  Entretanto a política atual tem outras prioridades – o derrubamento impiedoso das matas é proibído. Em resultado disso, destacou o Sr. Senador, à agricultura tinha sido dado um empurro tão forte que a produção agrícola aumentou em duas vezes.  O próprio Luis Henrique Silveira foi um dos autores do Côdigo Florestal para a agricultura do Brasil.

Conforme o Côdigo, entra em vigor a política de conservação das matas. Um dos princípios básicos do documento diz: cada propriedade agrícola é sujeita à dívida social. Isto significa que o proprietário da terra deve conservar 80% das florestas em seu lote.   Se o lote encontra-se nas proximidades do Amazonas, devem ser conservadas 35% das florestas. Em todos os os outros estados do Brasil o explorador da terra deve conservar 20% das florestas.  Também existem outras exigências: em função da largura de rio, de 3 a 500 metros, deve haver uma faixa de vegetação ao longo da margem. Segundo disse o Senador, atualmente o governo do Brasil tem a possibilidade de manter o registro estatal dos bens imóveis nas localidades onde a vegetação foi exterminada rodeando a Lei. Em caso de extermínio de vegetação pelo proprietário da terra, existem duas possibilidades de recupera-lá: por meio de pena jurídica aplicada pelo tribulal, ou durante o período de 20 anos o proprietário deve plantar vegetação na área afetada. “Desta maneira poderemos recuperar 30-40% dos  derrubamentos ilegais”, - fez o balanço o Sendador Luis Henrique Silveira.

O Senador destacou, que na semana passada (6-10.04.2015) no Brasil foi adotada a lei de variedade biolôgica. Durante a conferência “Rio+20” que decorreu no Rio de Janeiro foi aprovada uma tese segundo a qual cada país tinha uma varidade biolôgica e devia adotar uma lei respetiva. A Rússia e o Brasil já adotaram a lei   deste gênero. A Rússia tem uma área grande coberta pelas matas. O Brasil tem uma mata tropical, maior do mundo. “Juntos podemos conservar as matas”! – exortou o Senador Luis Henrique Silveira. À Rússia e ao Brasil cabe 25% do total da variedade biolôgica do Globo. Os cientistas dizem: as mudanças do clima e as consequências deste processo é um resultado da atividade do homem. Por isso é necessário mudar a situação ensinando às pessoas a ter outra atitude para com o meio-ambiente. A ciência de economia biolôgica procura suplementar os processos químicos com os orgânicos. Juntando os esforços das universidades e dos institutos de pesquisa da Rússia e do Brasil nossos países poderiam fazer sua contribuição para que “o trem do qual a humanidade está viajando a correr não se desvie caindo para um precipício”. Na opinião do Senador do Brasil, devemos ter pressa, pois temos apenas 35 anos para preservar a vida na Terra para as gerações que vêm.

Juntamente com o Senador Luis Henrique Silveira para a Academia do Ministério do Exterior da Rússia  foi convidado o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Brasil na Federação da Rússia, Sr. António José Vallim Guerreiro. O diplomata altamente colocado realçou que o fortalecimento das relações da Rússia com o Brasil começou há relativamente pouco tempo. A pergunta, - o que se sabe da Rússua, - feita a qualquer pessoa na rua de uma cidade brasileira terá uma resposta idéntica: “Lá faz frio”. E se fizer a mesma pergunta a um habitante da Rússia, - o que se sabe do Brasil, - a resposta será um pouco mais ampla: “Lá tem o carnaval e o futebol”. Por isso Sr. António José Vallim Guerreiro, como embaixador, compreende sua tarefa como a de lutar contra os esteriótipos. “Devemos ver as pessoas, olhando um a outro”, - disse o diplomata de categoria alta dirigindo-se à audiência na Academia Diplomática.  Segundo a opinião do Embaixador do Brasil, os nossos países têm um potencial que permanece por ser aproveitado de uma maneira própria, em particular, na esfera do comércio e da economia. Hoje seu volume atinge 6 bilhões de dólares, sendo isso muito pouco com a consideração das dimenções dos dois países. “Isso reflete uma situação sob a qual não damos bastante atenção mútua”, -  reparou o Embaixador.

 

Entretanto Sr. António José Vallim Guerreiro pôs em destaque especial que não tinha intenções de estimar as relações entre os nossos países apenas segundo o intercâmbio de mercadorias. Também existem contatos nos domínios da cultura, da ciência e do ensino que podem contar melhor da interação da Rússia com o Brasil.  Assim em julho deste ano o Brasil vai tomar parte da conferência de cúpola do grupo BRICS na cidade de Ufá. “Guardei na memória, qual foi o início do BRIC, então sem a África do Sul, - fez lembrar o Embaixador, - em 2009 teve lugar o encontro do BRIC em Ecaterinburgo. Nem mesmo imaginei na altura que seria o Embaixador do Brasil na Rússia”. Sr. António José Vallim Guerreiro contou que os comentários feitos pelos meios de comunicação em massa ocidentais em relação da conferência de cúpola do BRIC tinham sido principalmente céticos, cheios de dúvidas de existência de pontos comuns nas relações dos países tão diferentes.  E realmente, os países são totalmente diferentes do ponto de vista das particularidades culrurais e dos sistemas políticos; as relações históricas também foram fracas. Mas na opiniáo do Embaixador do Brasil, contudo uma coisa comum existe, sendo esta coisa bastante considerável: isto é a autonomia na adoção de decisões. O número dos países do mundo que gozam de tal autonomia, de tal independência não é muito grande. Outro “ponto de reuniaõ” consiste, como pensa Embaixador, no facto de todos os nossos países não serem “aves de rapina” e aceitarem o mundo, tal como é, não o remodelando conforme suas ambições; “Cada país do BRICS opta pelo seu próprio caminho. O BRICS não se contrapõe a outros países”, - disse o Embaixador. Até o facto de o BRICS estar criando um novo banco de desenvolvimento é apresentado por certos comentaristas do Ocidende como uma alternativa ao FMI. “Nada disso: o novo banco de desenvolvimento (BRICS) será um suplemento ao sistema bancârio mundial e não uma contraposição a este sistema”, - salientou o Embaixador do Brasil na Rússia, Sr. António José Vallim Guerreiro.

 

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