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Já não é pelo primeiro ano que os peritos europeus e norte-americanos estão preocupados com as posições da China na Europa Central e do Leste que continuam consolidando-se. Em setembro deste ano o antigo vice-conselheiro para a segurança nacional do presidente George Walker Bush,  Mark Pfifle, notou na mensal “The National Interest” que “a China tem aumentado consideravelmente sua força militar e econômica [alí]  ”. Segundo disse o autor, “está em jogo a região de importância vital da qual os EUA dependem no plano do comércio e do apoio geopolítico, a qual serve de um tampão separando os EUA da Rússia e da China simultaneamente”[i]. Aquepontotaisreceiospodemsersérios?

Uma análise da situação real e das publicações de outros peritos do Ocidente mostram que o aumento da atividade política e econômica da China na Europa do Leste e Central realmente está entrando em contradição com os interesses geopolíticos e econômicos dos EUA. Os peritos ocidentais consideram como a maior ameaça a apresentada por Beijing no anos 2010 a inciativa  “o Sinturão e a Rota da Seda” com o oficialmente proclamado objetivo de “busca, formação e promoção de um novo modelo da cooperação internacional” à base dos princípios de “vantagem para todos os participantes”. Não obstante segundo os dados do Instituto Noroeguês das Relações Internacionais na China já estão sendo travadas discussões políticas que dizem respeito ao caráter de prioridades reais do projeto: a economia (“de maneira como isso é apresentado ao Ocidente”) ou a realização de tarefas políticas no domínio da segurança nacional e também a garantia de mudanças na esfera do direito internacional, vantajosas para a RPC. Está sendo comunicado que um grupo de “peritos chineses influentes” têm a convicção de a iniciativa “O Sinturão e a Rota da Seda” ter como o objetivo principal de longo prazo a intenção de transformar a ordem mundial existente que se baseia nos princípios do chamado “Consenso de Washington”. [ii].

AlémdissonaopiniãodemutitosobservadoreseuropeuseamericanosaestrategiadapolíticaexternapelaqualBeijingoptaemrelação à EuropapraticamentefavoreceacisãodaUniãoEuropeia. Este ponto de vista é compartilhada em particular em Berlim. O ministro das relações exteriores da RFA, Sígmar Gabriel, numa intervenção feita em setembro último em Paris declarou que os projetos de investimento promovidos por Beijin numa série dos paises do Sul e do Leste da Europa visam, entre outros objetivos, minar o consenso que os países da UE têm na política externa. O chefe da diplomacia alemã fez lembrar em particular de a Grécia bloquear a resoluçãso da UE sobre a violação dos direitos humanos  na RPC tendo recebido os investimentos chineses de muitos milhões.  Um outro exemplo foi a mudança da atitude da União Europeia para com a recusa de Beijing a aceitar a decisão da Câmara Permanente  da Tribunal de Arbitragem de Haia que não terá confirmado como pertencentes à China algumas ilhas em disputa no Mar da China Meridional. A posição da UE foi moderada por causa de exigências por parte de alguns países-membros interessados no aproveitamento do capital chinês. [iii].

A China começou formando sua esfera de influência na Europa em 2012 com o anúncio do programa de interação financeira e econômica com uma dúzia e meia de países da Europa Central e do Leste e dos Balcãs que ostenta o nome de “16+1”[iv]. As promessas de bilhões de investimentos parecem especialmente atraentes para os países que têm medo de ficar na periferia da ordem do dia da CE ou tornar-se dominados pelos seus membros principais, tais como a Alemanha e,  um poco menos, - a França. Na opinião dos peritos ocidentais a prática real da unteração diz que a fórmula “16+1” seria mais um formato conveniente de estabelecimento das relações bilaterais entre Beijing e os países europeus que na opinião da China formam um “elo fraco” da UE, ou seria uma “poterna” para a penetração na esfera de influência da Comunidade Europeia. Consórcios e companhias chinesas que às vezes têm estreitas relações com o estado procuram “dominar” os setores e nichos do mercado da maior perspectiva e também trazer o maior número possível de especialistas e trabalhores da China para os países-recipientes.  Estessãoosreceiosdosperitosocidentais.

É de notar que apenas uns dez anos atrás a tática semelhante de manipulações com a Europa através de relações bilaterais “especiais” com um grupo de países do centro e do leste da Europa tinha sido aproveitada pelo então ministro  da defesa dos EUA, Donald Ramsfeld. Hoje, à luz do apoio que o atual dono da Casa Branca  demonstrou em relação à “Iniciativa dos Três Mares” apresentada  pela Polónia e Croátia[v], a Europa tem receios crescentes de que talvez se tivesse iniciado uma “corrida pela liderança” norte-americana e chinesa no campo de retardamento (e até uma possível volta para trás de 180 graus) do prcesso da integração europeia.

Entretanto, como dizem os opositores de Donald Trump em Washington, a atual ordem mundial “criada pelos EUA depois da Segunda Guerra Mundial” traz vantajens à América do Norte, e os estreitos laços da solidariedade atlántica são uma das bases do poderio global dos EUA. Deste modo, destaca  Kori Schake cientista do Instituto Hoover, “estes europeus maçantes” são não apenas uma garantia da manutenção da ordem mundial com os EUA à cabeça, mas também um elemento importante de seu desenvolvimento e consolidação. “Aproveitaremos de sua assistência para fazer frente aos desafios por parte da Rússia, que estão ganhando força no Oriente Médio, e também  - à China que está levantando-se (caso esta última realmente chegar a ser uma potência mundial)”.   

Afinal, a política externa dos EUA na Europa já está defrontando-se com a crescente rivalidade global com a China. Na opinião de um grupo grande de observadores norte-americanos o aumento da rivalidade entre os EUA e a RPC “automaticamente” poderia obrigar Washington a reduzir seus compromissos eurupeus no domínio da defesa. Em tal caso o enfraquecimento dos laços atlánticos se tornaria praticamente inevitável. A diminuição do papel dos EUA na Europa em geral e nas suas regiões do leste em particular se tornaria uma realidade objetiva[vi].  

Quanto à compertição de Washington e Beijing  do caráter puramente econômico esta também terá adquirido os traços estratégicos. Um fortalecimento “descontrolado” da China (na terminologia dos peritos ocidentais) poderia minar as posições econômicas dos EUA na Eurásia - as mais importantes para os negócios norte-americanos nesta região – através de um desalojamento direto de conpanhias norte-americanas dos mercados da Europa e da Ásia. A base diss, na sua opinião, estará “A Rota da Seda” – um dos elementos da estratégia “A Sinturão e a Rota da Seda”, um projeto multilateral que possa fazer com que sejam disponíveis a Bijing os corredores transcontinentais de transporte  com a capacidade de estrada praticamente ilimitada e que não dependem da vontade estratégica de Washington. 

Na Europa, diz o diário francês “Liberacion”, a China, além da rivalidade estratégica com os EUA, procura obter acesso aos mercados, “know-how” e às tecnologias com o objetivo colocado de superar a maior potência econômica no mundo. O sonho de um “grande mercado chinês”  que se reflete no programa de “novas rotas da seda” promete novas oportunidades comerciais que  servem de uma isca para as companhias e os países que às vezes estão dispostos a cooperar menosprezando consequências negativas  possíveis numa perspetiva de longo parzo [vii].

Prometendo investimentos generosos aos países no leste europeu “a China exige um controle do capital e o operacional”, - faz lembrar o mencionado Marc Pfifle; Isso asseguraria a Beijing um cotrole total de uma infraestrutura de importância vital, “o que lhe dá uma alavanca da influência comparável só à de Moscou nos tempos da Guerra Fria”. “A China aproveita a oposição da Rússia com os EUA para apoderar-se das partes vitais da infraestrutura energética e dirigi-lás”. Graças a  esta tática a China já tem na sua disposição “o sinturão energético” que se estende do Mar Báltico até o Mar Negro: sob a direção da China estão de fato as partes vitais da infraestrutura da Bulgária, Chéquia, Polónia, Roménia e Espováquia[viii].

Também em Bruxelas cresce a inquietação com a insistência dos invesidores chineses. Nos meados de setembro o diário alemão “ Sueddeutsche Zeitung” informou de um documento que acabou de ser preparado pela Comissão Europeia o qual contem vários receios por causa de “investimentos diretos do exterior”. Segundo à informação na disposição do diário trata-se antes de tudo do capital chinês. São a Alemanha, a França e a Itália que expressam a maior inquietação desejando que as regras existentes nesta esfera sejam mais rigorosas[ix], informa o diário. No entanto, diz-se em conclusão, muitos países da UE têm medo de espantar companhias chinesas tratando as como investidores desejados.  .

A região da Europa Central e do Leste historicamente é uma esfera dos interesses vitais da Rússia. Um aumento potencial da rivalidade entre Washington e Beijing poderia ser um sério desafio às posições de Moscou nesta região. Simultaneamente a Rússia teria novas oportunidades: de representar o papel de um intermediário-balanceiro nos assuntos europeus. A pesquisadora russa, Marina Bussyguina, nota que a possibilidade “de uma mudança radical do dinamismo nas relações com a União Europeia” ainda existe, e “o pensamento de que seja necessário procurar uma saida do impasse nas relações com a Rússia fora  do roteiro de uma contenção rigorosa continua existindo na mentalidade das elites europeias”[x].

 


[i]Traduçãhttps://www.inopressa.ru/article/25Sep2017/nationalinteres/china.html

[ii] William A. Callahan, China’s Belt and Road Initiative and the New Eurasian Order \ Norwegian Institute of International Affairs, Policy Brief, 222016 \ https://brage.bibsys.no/xmlui/handle/11250/2401876

[iii] http://en.europeonline-magazine.eu/german-foreign-minister-warns-euagainst-divisive-chinese-tactics_574948.html

[iv] O grupo compreende 11 países da UE: a Bulgária, Croátia, Chéquia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituánia, Polónia, Rómenia, Eslováquia e Eslovénia. E também 5 países  balcânicos: a Albánia, Bósnia e  Herzegovina, Macedónia, o Montenegro e a Sérvia. 

[v] Como o objetivo principal da “Iniciativa” foi declarada a intenção de alargar e divercificar os corredores de transporte e as relações econômicas na região entre o Mar Báltico e o Mar Negro. No entanto na opinião de alguns oservadores isso é nada mais do que uma nova redação da ideia de «Intermarium» apresentada por Józef Piłsudski depois da Primeira Guerra Mundial com vista a prevenir que a Rússia ou a Alemanha dominassem na Europa Central e do Leste.

[vi] Responding to China's Rise: US and EU Strategies \ Vinod K. Aggarwal, Sara A. Newland Ed., Switzerland, 2015.

[vii] https://www.inopressa.ru/article/27Sep2017/liberation/chine.html

[viii] https://www.inopressa.ru/article/25Sep2017/nationalinteres/china.html

[ix] https://www.inopressa.ru/article/14Sep2017/sueddeutsche/chinese.html

 

[x] http://carnegie.ru/commentary/73156

 

 

O fenómeno dos direitos humanos é uma das “eternas” questões da vida e por isso é condenado a sempre estar no foco do discurso universal. Atualmente as cláusulas dedicadas à proteção e observação dos direitos humanos tornaram-se uma parte inalienável do corpo geral do direito internacional (1). Não obstante o processo de transformação da civilização terrestre em um sistema interligado global volta a instigar os debates sobre a definição dos direitos humanos, sobre o caráter  universal da noção dos direitos humanos, os limites de sua difusão, o relativismo cultural.  Estes problemas por muito tempo formam uma das principais direções da ordem do dia internacional.

Assim os representantes de um grupo dos países do Oriente (a China, Indonésia, Síria, o Paquistão, etc.) estão promovendo o seu próprio, diferente do ocidental, conceito dos direitos humanos a essência do qual consiste no seguinte: a) é necessario tomar em consideração as particularidades regionais no processo de interpretação e  aplicação dos direitos humanos; b) os direitos sociais e econômicos têm prioridade em comparação com os civis e políticos e os direitos coletivos – em comparação com os individuais; c) o direito exclusivo de determinar o status de personalidade é reservado somente para o estado.

Também na opinião de alguns peritos, inclusive os ocidentais, as diferenças objetivas do sratus jurídico de personalidade que se refletem na diferença dos valores, existentes no seio dos povos do Oriente, é a básica razão de as formas e os valores do Ocidentee serem rejeitados por eles.  No Ocidente são estimuladas intenções subjetivas e organizadoras do indivíduo, enquanto as culturas orientais com mais frequência têm como o sujeito da atividade um grupo íntegro (o qual exatamente é o portador dos direitos reais e o indivíduo goza dos direitos apenas peretencendo a este grupo). A dependência de uma pessoa do seu grupo social é ainda mais forte no seio dos povos islámicos.  

Além disso devemos aceitar a tese que trata a humanidade como uma comunidade unificada interligada pelas regras unificadas ser um postulato universal das religiões mundiais.No entanto o status de personalidade é diferente nas diferentes religiões mundiais. Os direittos humanos são previstos pelo direito da xariá, não obstante este direito atribue o papel dominante às obrigações colocadas ao indivíduo por Alá. A definição do status de personalidade constitue a base das diversidades entre a cultura ocidental cristã e a confucionista. Na China, por exemplo, o indivíduo não tem status que o permita enfrentar a família e as relações sociais às quais ele este indivíduo está ligado desde o nascimento. E, pelo contrário, o liberalismo contemporrâneo substitue a noção cristã de Deus universal pela noção da natureza humana básica e individual como um fundamento universal da justiça. De tal maneira na sociedade ocidental os direitos liberais dizem respeito a pessoas individuais propriamente ditas.

Uma outra razão importante do crescente ceticismo em relação ao caráter universal de compreenção dos direittos humanos é atitude seletiva para com esta questão demonstrada pelos países que pretendem desempenhar o papel de mentores da comunidade mundial e de condutores dos “padrões humaniários mais avançados”. A renúncia dos Estados Unidos a  abolir a pena capital numa série inteira dos estados é um exemplo clamante de uma “seletividade” destas.

Durante os últimos dois-três anos, segundo as palavras precisas do Presidente da Rússia, Vladimir Putin,  o mundo viu mais de uma vez “os padrões duplos na avaliação dos crimes contra a população civil” (no sudeste da Ucrânia, na Síria, no Iraque), “as violações dos direittos humanos fundamentais à vida, à inviolabilidade pessoal”.

Entretanto sob a égide da “guerra contra o terrorismo” que tem sido travada durante os últimos decénios até nos países da chamada “democracia madura” estão tornando-se rotineiros tais fenômenos como a espreita total, a prisão sem decisão de tribunal e sem investigação, torturas de suspeitos do terrorismo. Torna-se cada vez mais ampla a prática de execuções sem julgamento, o uso não seletivo de drones contra suspeitos de terrorismo. Está colhendo forças a tendência inquietante de crescimento de ameaças à liberdade de expressão e ao acesso à informação, de perseguição de meios de comunicação  indesejáveis e de jornalistas particulares,  de aumento do controle e da censura na esfera das comunicações eletrónicas.

A competição de países está agravando-se devido à globalização. Nestas condições são resuscitadas as práticas viciosas dos tempos da Guerra  Fria quando o limiar  entre a cooperação construtiva no campo da proteção dos direittos humanos e as tentativas de fazer uso de defensores dos dereitos na qualidade de “peões” em jogos políticos tende a desaparecer. Hoje a noção de autonomia de movimentos sociais ou organizações não governamentais (ONG) do governo em muitos casos de novo mais parece a uma ilusão, e as relações entre os círculos oficiais e as ONGs  na realidade vêem-se muito mais estreitas do que se poderia supor. 

No total o caráter contraditório da influência do processo de globalização sobre a esfera dos direittos humanos em  grande medida é determinado pela sua espontaniedade e também por uma certa monopolização por parte dos países do Ocidente. Eis porque o conceito ocidental dos direittos humanos , sendo de um lado uma fonte e um elemento-chave do conteudo doutrinal da globalalização, do outro lado provoca uma rejeição muito forte por parte dos opositores da ideia de transformação dos processos sociais e econômicos no mundo segundo os “padrões” impostos de fora.

Como resultado a globalização deixa de ser um processo de uma só direção. Esforçõs contrários empenhados com vista a não permitir a subversão e dissolução dos valores tradicionais que estavam formando-se no decurso de milénios da atividade humana em vários estados e comunidades revelam-se cada vez mais ativamente na política, na esfera cultural e ideolôgica. É natural que tal situação exige compromissos por parte de todos os participantes deste processo.  

A Federação da Rússia defende consequentemente o ponto de vista de acordo com o qual a retórica abstrata sobre a “proteção dos direittos humanos” deve ser substituida por um trabalho sistemático realizado pela comunidade internacional em relação às questões da educação, cultura, luta contra a migração ilegal, o tráfico de pessoas e o terrorismo. É lamentável que nestas condições vimo-nos obrigados a constatar que os fenômenos de crise na esfera das relações internacionais exerceram uma influência nefasta sobre as básicas instituições internacionais de proteção dos direittos humanos que com frequência ficam incapazes de dar uma reação adequada e eficaz às maciças violações dos direittos humanos em vários pontos de conflito no mundo. A superação das semelhantes tendências negativas é uma das direções prioritárias da política externa do Estado russo.

De tal maneira os últimos desafios no campo de proteção dos direittos humanos – as ameaças à paz e à segurança internacional, as violações maciças dos direittos humanos, os problemas da segurança internacional, – a econômica, ecolôgica e de produtos alimentícios, – tornam necessária a elaboração de novas atitudes, a unificação de esforçõs a serem empenhados a um novo nível qualitativo pelas instituiçoes políticas e de proteção dos direittos humanos, nacionais e internacionais.   .

 

Notas:

1. A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948; O Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e O Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966 e os protocolos complementares anexos adotados posteriormente. 

 

Este conceito também foi confirmado (de uma ou de outra forma) nas constituições de uma esmagadora maioria dos estados contemporrâneos inclusive na Constituição vigente da Federação da Rússia de 1993.

 

segunda, 20 fevereiro 2017 12:16

Segredos da modernização portuguesa

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Diria mais exatamente, os segredos da história da modernização portuguesa são revelados aos leitores interessados pela autora de um novo livro dedicado a este país na extremidade ocidental da Europa, doutora em ciências históricas, colaboradora principal do departamento científico do Centro de Pesquisas Ibéricas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, Nailhá Nailhá Yákovleva (N.М. Yákovleva Portugal: história da modernização política. – Мoscou.: IAL da ACR, 2016. – 260 páginas).

Acontece que temos poucas publicações dedicadas a Portugal. Mas estas, como se diz, são bastante precisas apesar de serem raras. E sobretudo isso é graças às ativiades da cientista e pesquisadora, Nailhá Maguítovna Nailhá Yákovleva que contribuiu para a publicação de várias monografias dedicadas a Portugal, numerosos artigos analíticos sobre a hisória, a economia e os processos políticos existentes neste país. Basta lembrar tais obras relevantes como “Portugal: crise na periferia da Europa”, “Prefácio para a coletânea “Portugal – uma época de mudanças”, “Transformações políticas: resultados de quatro decénios”, “Portugal e a Rússia em busca de um diálogo”, “Evolução do sistema político” e outras obras científicas escritas individualmente ou em cooperação com colegas.

Pois bem, Nailhá Yákovleva, principal colaboradora científica do Centro de Pesquisas Políticas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, colabora com o Centro das Pesquisas Ibéricas junto ao Instituto da América Latina da Academia das Ciências da Rússia, em 1979 formou-se na Faculdade Histórica da Universidade Estatal de Moscou Lomonossov (cátedra da história moderna e conteporânea), em  1985 dissertou com a tese de doutoramento em ciências históricas sob o título “Evolução histórica do conceito da comunidade luso-brasileira no período de após da Segunda Guerra Mundial”...

Segundo uma breve explicação da autora mesma, sua última monografia apresenta a trajetória histórica e as etapas da modernização política de Portugal, bem como retratos dos estadistas mais grandes. É analisada o sistema político contemporâneo, o papel e a interação das instituições de poder em etapas diferentes.  Uma atenção especial é dispensada às competições políticas no século 21, às peripécias de eleições parlamentares e presidenciais. A referida publicação traz um caráter atalítico e seria útil para historiadores, politicôlogos, legisladores, funcionarios de partidos políticos, jornalistas, - para todos que se interessam em variantes nacionais de estruturamento de sistemas políticos depois da queda de regimes autoritários.

O novo livro de autoria de  Nailhá Yákovleva consiste em três capítulos grandes, 18 sob-capítulos e uma conclusão intitulada “Dilemas da modernização”. A publicação é concluida com o “Suplemento” e a “Bibliografia”.  Além disso a monografia contem um valioso material de refrência e as biografias dos protagonistas da modernização portuguesa. É preciso pôr em relevo especial que esta monografia é um fruto de trabalho de muitos anos quando sua autora dedicava-se aos estudos da história de Portugal e de sua situação atual.

No primeiro capítulo intitulado “Trajetória histórica: a nação e os líderes” Nailhá Yákovleva usando uma boa linguagem científica russa faz uma narração sobre o caminho rumo ao império que Portugal atravessou, sobre o fim da monarquia, sobre a Primeira e a Segunda Repúblicas, sobre a criação do “Estado Novo” e sua agonia, sobre a “Revolução dos Cravos” e a significação do derrubaemto do regime ditatorial no país.  O segundo capítulo, “A Terceira República”, é dedicada às particularidades de transição e às etapas de democratização. Neste capítulo a autora também dá uma análise ao papel que os partidos políticos desempenharam no processo das transformações, à evolução da ordem constitucional, revela os maiores resultados da transição que se deu com a modernização.

No terceiro capítulo intitulado “Competições políticas no século 21” trata-se do “contexto econômico” das eleições em 2006, do período de contradições institucionais, das causas da crise política em 2011. É submetido a uma análise a estratégia anti-crise dos social-democratas e a revanche parlamentar das forças da esquerda e revelada a necessidade urgente de uma mudança do estilo de liderança.

Portugal é um país quieto e modesto. Mas também, como destaca a autora, Portugal é um dos mais antigos estados da Europa com as fronteiras praticamente não alteradas a partir  do século 13, ao contrário de muitos outros países do Velho Mundo com o mapa político refeito mais de uma vez no decorrer de séculos.

A autora põe em relevo que um dos resultados do passado ativo do país tornou-se o facto do idioma português estar no sexto lugar entre os mais usados no mundo e no terceiro lugar na Europa cedendo a posição apenas ao inglês e espanhol. Há cerca de 260 milhões de pessoas no planeta que falam português e cerca de 80 por cento dos lusôfonos vivem no Brasil. 

“A história de Portugal conta com mais de nove séculos, - diz a autora da monografia. – O mesmo como a história de qualqer outro país isso é um fruto dos esforçõs conjuntos do seu povo – de herois das guerras libertadoras e civis, das revoluções, de guerreiros e trabalhadores simples que a cote tinham feito seu tabalho, frequentemente pouco visível mas importante, e dos seus governantes. Em outras palavras, isso é a história de uma nação valente e audaz, de uma nação laboriosa e de seus líderes. Nas biografias das pessoas de destaque de Portugal é refletido o caminho complicado e tortuoso, que a nação atravessou para transformar-se hoje em um país democrático, membro da União Europeia, e de muitos forums internacionais, um parceiro da maioria dos estados do mundo, respeitável e igual em direitos”.

Eis porque Nailhá Yákovleva apresenta neste livro muitos retratos  políticos das figuras do maior destaque na história portuguesa que desempenharam um papel importante no desenvolvimento político e econômico do páis. E cada um destes retratos  caracteriza, de um modo ou de outro, um período da vida de  Portugal no qual esta pessoa nasceu, desenvolveu-se e atuava...

Historicamente a nação portuguesa começou a surgir e formar-se no processo de uma longa oposição aos conquistadores árabes que invadirum a Península Ibérica no início do século 13 A.D., - diz a autora da monografia. Os agressores, como diriam hoje, tiveram posto sob seu controle a maior parte de Portugal contemporâneo integrando o junto com a Espanha vizinha na composição do estado Al Andaluz criado pelos mouros.

Mais tarde houve numerosas batalhas, vitórias e derrotas: uma luta - não só contra os mouros, mas também contra a Espanha, - pela liberdade e independência; houve o descobrimento e a conquista  de terras novas na Índia, África e Ámerica; a criaçaõ de um império rico e sua faléncia; houve triunfos e tragédias internas e novos triunfos.  Um leitor que tenha interesse naquelas peripécias, entusiasmado com o livro de Nailhá Yákovleva, vai “engolir” a monografia de uma tragada tirando um proveio grande para si, também conhecendo todos os segredos da modernização portuguesa com seus “pros” e “contras”.

Dando um destaque justo aos êxitos evidentes da democracia em Portugal  longínquo a autora pensa que seria necessário referir-se às falhas, aos erros na política domestica do país procedentes das diferenças em conceitos do desenvolvimento posterior do estado existentes tanto dentro das élites governanres, como dentro da sociedade civil. A autora tembém fala das dificuldades econômicas que atrapalham o processo de Portugal entrar na trajetoria de um crescimento estável, chama a atenção aos fatores que desestabilizam a situação da República na União Europeia.

Nos últimos anos, diz em conclusão Nailhá Yákovleva, torna-se cada vez mais evidente que o modelo de desenvolvimento do país no após da revolução tem entrado uma fase de instabilidade. Uma sequência das crises a abalar o país tem agravado as contradições políticas e a rivalidade, tem dividido a sociedade resultando na necessidade de uma nova opção  que determine seu destino.

A autora desta monografia de 260 páginas que tem uma qualidade bastante alta pensa que os portugueses podem optar por um dos dois caminhos: prosseguir  com o rumo às reformas e à modernização do país em conformidade com as exigências da sociedade de informação ou ceder à sedução de reiterar a experiència dos regimes populistas da esquerda latino-americanos, mas com a ausência de recursos financeiros enormes com os quais estes últimos estavam edificando o “socoalismo do século 21”.

Claro que as avaliações e conclusões tiradas pela autora podem originar uma discussão. Talvez haja os que sugeriam outras opções. E isso é uma coisa normal no mundo da ciência.  No entanto, segundo a opinião de Nailhá Yákovleva os dilemas contemporâneos da modernização portuguesa são exatamente as que acabou de realçar. E a mim me gostaria de acrescentar que se trata da modernização com a qual contam tão muito os políticos e economistas de vanguarda e com conceitos razoáveis, e não apenas no pequeno país ibérico que se encontra na periferia ocidental extrema da Europa, mas também em muitos outros países inclusive a Rússia, a nossa terra natal.

Nos marcos da atual visita oficial do Presidente da República Oriental do Uruguai, Tabaré Ramón Vásquez Rosas, a Moscou na Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia (rua Ilhinka-6) foi promovido um forum de negócios russo-uruguaio do  qual tomaram parte homens de negócois da Rússia e do Uruguai, dirigentes de uma série de ministérios-chaves dos países sul-americanos. Pedimos ao Presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia, Sr. Serguei Katyrin, falar sobre a interação econômica dos dois países.

 

- Sergueui Nikolaevitch, como é que o Senhor poderia avaliar as perspetivas de desenvolvimento das relações comerciais, econômicas e as de envistimento entre a Rússia e o Uruguai? Acontece que nos últimos tempos nestas relações tinha dado um enfraquecimento visível...

- Daria uma avaliação às perspetivas. Na minha opinião, o período maís difícil dos últimos tempos já está atrás, junto com a “depressão”. Agora nós, juntamente com o Uruguai, estamos ultrapassando  a conjuntura financeira e econômica mundial desfavorável e a crise.  Se em 2015 a circulação mútua de mercadorias diminuiu em mais de 2,5 vezes sendo apenas de 145 milhões de dólares, desde Janeiro  até Novembro de 2016 a queda não excedeu 1,4 por cento e continuava deminuindo. Creio que teremos um aumento da circulação mútua de mercadorias em 2017. Quanto à cooperação no domínio de investimentos, esta permanece ainda bastante modesta. Os investimentos acumulados diretos do Uruguai na Rússia são um pouco mais de 5 milhões de dólares e os da Rússia – cerca de 2 milhões de dólares. Por exemplo, um grande investidor russo, “MidUral Group”, investiu capitais na produção de vitaminas para a pecuária e na produção de curtume de cromo para a pelaria.

As nossas relações ainda não são muito volumosas na sua dimenção monetária (em 2013 que foi o ano mais auspicioso nestre plano, a circulação de mercadorias excedeu 600 milhõess de dólares). Mas tudo isso é uma coisa alcansável. Na minha opinião a qualidade das relações seria a coisa mais importante. Uruguai, um país  situado muito longe de nós, é um dos mais antigos e seguros parceiros da Rússia na região latino-americana. O diálogo russo-uruguaio baseia-se na coencidência ou na proximidade das posições em relação a maioria dos problemas-chaves da  atualidade. O Uruguai manifistou uma renúncia decisivav às sanções contra a Rússia logo que estas tiveram sido impostas. Claro que nossas medidas de retaliação não afetaram os fornecimentos do Uruguai para a Rússia. Tendo em conta tudo isso, posso afirmar com certeza que as nossas relações econômicas terão um desenvolvimento bem sucedido.

 

- Que coisas atraentes, na sua opinião, para  a Rússia, existem no Uruguai como um mercado para mercadorias russas ou fornecedor de gêneros alimentícios, em particular, de laticínios e de carne?

- Hoje Uruguai seria interessante à Rússia com um seguro mercado crescente para adubos minerais. Mais de 90 por cento dos fornecimentoos russos a este país cade a adubos e derivados do petróleo. Fornecemos também enxofre, papel de imprensa, meios de transporte e outras mtrcadorias. E mais de 90 por cento das exportações do Urugai para a Rússia são gêneros alimentícios, antes de tudo -  carne, laticínios e frutas.  Gostaria de assinalar, nas condições da Rússia ter cessado a aquisição de alimentos nos países a praticarem a política de sanções anti-russas, o Uruguai tem reforçado suas posições no mercado de gêneros alimentícios russo dando  um aumento visível os de fornecimentos de citrinos, manteiga, laticínios e até de leite condensado. O negócio urugiaio tem uma possibilidade real de uma séria consolidação nos nichos anteriormente ocupados pelos países que se aproveitaram das sanções como um instrumento de exercer pressão para a Rússia. E mais um momento que, como creio, merece ser posto em relevo: no Uruguai não exisrem produtos alimentícios geneticamente modificados, pois o país destaca-se com uma produção agrícultural de alta qualidade e ecologicamente saudável.         

 

- Que são as esferas novas, nas quais, na sua opinião, a interação com parceiros uruguaios poderia ser produtiva no futuro? E que papel nisso poderia desempenhar a cooperação das comunidades de negócios dos dois países?

- Hoje a cooperação das associações de empresários  do Uruguai e da Rússia sob a égide da Câmara de Comercio e Indústria da Federação da Rússia está apenas na sua formação. Esperamos que haja bons resultados. A poder da Câmara de Comercio e Indústria da Federação da Rússia realizou-se em Montevideo o Forum de Negócios Russo-Uruguaio, um dos resultados do qual foi a proposta a companhias russas de participar na exploração das jazigas de xistos de betume existentes no Uruguai.    Procuramos informar os círculos de negocios da Rússia das capacidades do mercado do Uruguai. A Câmara de Comércio e Indústria da Federação da Rússia promoveu apresentações dos projetos de investimento do Uruguai e do seu potencial comercial e econômico. Creio que o atual forum de negócios em Moscou permita fazer um novo avanço.

A economia do Uruguai tem por base a pecuária altamente rendível.  Mas também existem empresas da indústria de celulose e papel, montagem de automóveis, refinação do petróleo, química, metalomecânica, de borracha e téxtil. Por outras palvras, é possível encontrar direções novas para o comércio e investimentos  de uma boa perspetiva. Gostaria de lembrar que o negócio russo fornece à América Latina vários artigos industriais: automóveis, aeronaves; construimos alí usinas hidroelétricas e térmicas... Creio que tudo isso também possa ter uma boa perspetiva no mercado uruguaio.

No fim de Outubro de 2015 em Montevideo realizou-se a premeira reunião da Mixta Comissão Intergovernamental Russo-Uruguaia de Assistência ao Desenvolvimanto das Relações Comerciais e Econômicas ( a parte russa da Comissão é chefiada pelo dirigente da Inspeção de Agricultura da Rússia, Serguei Danqwert). Os uruguaios têm confirmado seu interesse na entrada de companhias russas  em uma série de grandes projetos de investimento. Acabámos de assinar uns documentos bilaterais que se referem, em particular, à exploração de jazigas do petróleo e do gás na plataforma continental do Uruguai.

Numa plavra, temos tudo à frente.

 

- Agradecemos ao Senhor, Serguei Nikolaevitch, por uma entrevista interessante e universal.

quinta, 07 julho 2016 13:23

Diplomacia cultural

¿Cuál es el tema del diálogo del teatro contemporáneo con el público? Una conversación con Raul Rodrigues da Silva -  director de teatro, Uruguay.

“Mas também hoje Jesus chora. Porque nós preferimos o caminho das guerras, o caminho do ódio, o caminho das inimizades. Estamos próximos ao Natal: teremos luzes, festas, árvores luminosas e presépio. Tudo falso: o mundo continua fazendo guerras. O mundo não entendeu o caminho da paz.”

“…temos de perceber que as celebrações de Natal este ano para aqueles que optam por celebrar pode ser sua última”

“… terceira guerra mundial havia começado…”

Papa Francisco


Serguei Gláziev
é o economista russo, político, conselheiro do Presidente da Rússia. O ex- ministro das relações económicas externas da Rússia, deputado do Parlamento Russo. É antigo candidato a presidente da Federação Russa (2004). Doutor em Economia, professor, académico de Academia de Ciências da Rússia, membro da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia.

 

A terceira guerra mundial: é mito ou realidade?

Após a distruição da União Soviética e do sistema mundial socialismo, o fim de historia não chegou, contrariamente às opiniões de apologistas do Ocidente. Não desapareceu, nem o socialismo, nem a crise do capitalismo. Em primeiro lugar, verdade, adquiriu uma especialidade chinesa e integrou os mecanismos de mercado integrado de auto-organização, dando origem ao novo tipo de relações socio-económicas. Em segundo lugar, adotando o aspeto da crise financeira global, alcançou a escala mundial. Entretanto, igual à Grande Depressão de 1930, não prejudicou as economias sociolisticas, que junto com a China tambem tinham Vietname, Cuba, parcialmente India e a Coreia do Norte,e em parte mantém sua singularidade. Pelo contrário, tal como a URSS desfrutou da Grande Depressão em países capitalistas para industrialização socialista, a China, tendo assimilado uma vasta gama de tecnologias ocidentais, em resposta à crise global, começou a subir no mercado interno.

Sem dúvida, isto é nada mais do que um paralelismo histórico, que ilustram a complexidade do processo de desenvolvimento economico mundial. A parte constante, segundo a expressão justa do Presidente da Russia Vladimir Putin, permanece apenas a geopolítica. Não mudou sua essência anti-russa nem após o queda dos sistemas socialistas do mundo, nem após o queda da URSS, permanecendo o mesmo como nos tempos do Império Russo.

Porquanto os nossos “parceiros” ocidentais pensam através de categorias geopolíticas, ao analisa-los, podemos prognósticar dos seus comportamentos posteriores. Caso contrário, conseguiremos medir apenas a asneira de expressões de representantes publicas americanas nos termos de Psaki, sem entender a lógica das suas acções. É sem dúvida a lógica existe, porque por essas acções os contribuintes americanos têm de pagar um preço consideravel e portanto eles devem saber responder a pergunta: porquê?

Supondo que, por unanimidade, ambas os representantes das câmaras do Congresso votarem pela resolução anti-russa, a classe dirigente americana sabe resposta a essa pergunta. Ou pelo menos pensa, que sabe. Não por uma questão de ucranianos insatisfeitosque os serviços especiais dos EUA organizaram o Maidan com consequentes terroristaspolíticos, massacres e tripla redução do padrão de vida, pois não?

Para o leitor inexperiente o termo geopolítica parece como balanceamento complicado de palavras habituais, que teêm um sentido incompreensivel e ocultado para os profanos.

A geopolítica russa sempre foi rica de materia e de conteudo e determinava-se ou pelas necessidades internas  ou pelas ameaças externas. Por isso as teorias abstractas das ideias politologicas ocidentais parecem enigmaticos e deficeis de entender para a consciência russa. Bem como as personificações práticas na politica externa de potências ocidentais. Por exemplo, sua obsessão durante os séculos de “Drang nach osten” de uma tendência desenfreada de conquista de nossas terras e eliminação do nosso povo.

Parecia que os agressores ocidentais multiplas vezes experimentaram pessoalmente a sentença ilustre de Alexandre Makedonskiy “Quem vem para nós com espada aquele morrerá de espada” e já podiam se acalmar. Ao contrário, no terceiro milénio depois de Cristo eles estão a continuar obstinadamente a violar os principais mandamentos como “não matar” e “não roubar”.

Até hoje as guerras contra a Russia não trouxeram grandes vitórias ao Ocidente. Entretanto,danificaram consideravelmente tanto a Russia como a Europa. Na verdade não a toda a Europa, mas a sua parte continental, onde muitas vezes passaram as tropas russas, acabando com o agressor no seu covil. A Grã-Bretanha sempre estava afastada das zonas de guerra mas participou ativamente no território estrangeiro. Igualmente evitaram os terrores de duas guerras mundiais em que os americanos, todavia se consideravam vencedores. Nesse caso, faz-se perguntar sobre o segredo geopolítico dos anglo-saxões, que permitia, há mais de dois séculos, dominar a maior parte do Planeta e travar guerras em todos os continentes e em nenhum deste período deixaram os inimigos entrarem no seu território.

Sem dúvida, os historiadores procurarão muitas explicações destes acontecimentos. Todavia fala-se de um êxito surpreendente da geopolitica inglesa de um lado, e de outro lado, os prejuízos russos por estarem engajados nisso,bem como para os outros paises, cuja cooperação com os ingleses tornava-se catástrofes. Como sabiamente anotou um geopolítico russo Alexey Edrikhin: “Pior que inimizade com anglo-saxão pode ser só uma coisa – amizade com ele”.

O analítico genuino C. Marcetti uma vez disse que as nações comportam-se igual aos humanos. Do mesmo modo competem, intrigam, invejam e esclarecem as relações entre si sob influência emocional. E caso é assim, qual é a particularidade da ética geopolítica inglesa? Como se distingue, digamos, da russa?

A consciencia nacional russa, segundo Fedor Dostoevskiy, distingue-se em “compassividade mundial”. Ela revelava-se na política externa tanto na altura do Império Russo bem como na altura da União Soviética. Czares responderam aos pedidos dos povos oprimidos, dando a cidadania e apoiando no desenvolvimento.
A Rússia considerava-se responsável por todo o mundo ortodoxo e eslavo, perdendo muitos combatentes russos na proteção da Geórgia dos povos guerreiros de Cáucaso bem como durante a libertação de Balcãs de jugo otomano. A União Soviética fazia um combate esgotante pelo estabelecimento do socialismo em todos os continentes do Planeta, apoiando aos partidos comunistas, aos movimentos libertadores nacionais e aos países em desenvolvimento da orientação socialista, mas afundou-se em Afeganistão com neutralização de uma ameaça duvidosa de intercepção pelos americanos de controlo territorial.

De outras palavras, a geopolítica russa sempre foi cheia de ideia e orientada na ajuda fraternal aos povos. Em comparação com os ingleses, que organizavam escravatura nas colônias, os povos aderidos ao Império Russo nunca foram discriminados, e a sua camada de dirigentes unia-se com elite governante.

A União Soviética prestava atenção principal ao desenvolvimento de subúrbios –
o Império Soviético foi único no mundo, que desenvolvia as suas “colônias” por conta do centro sem superlucros como faziam os ingleses na Índia, China e Africa.

O significado determinante da ideologia também manifestava-se em relações de aliado que a Russia estabeleceu durante várias épocas históricas. Nos anos da Primeira Guerra Mundial o Império Russo sofreu perdas extraordinárias, começando por pedido de aliados um ataque mal preparado para desviar as forças alemãs de Paris e mandou, como apoio aos franceses, um corpo expedicionário. Sacrificar a vida “por amigo meu” para geopolítica russa é tal sagrado como para um russo. E assim sacrificaram milhões de vidas, libertando a Europa do fascismo. Mas Estaline podia parar com a libertação da URSS, chegando ao acordo do mundo separado com a Alemanha em troca de reparações e libertação dos povos eslovenos, deixando campo de batalha aos anglo-saxões!

Hoje, temos bastantes dados que permitem afirmar o papel critico da geopolítica inglesa em descandeamento da Primeira Guerra Mundial através de manipulação das camadas governamentais participantes nessa Guerra bem como de organização da revolução de Fevereiro na Russia. Da mesma maneira comportaram-se anglo-saxões na vespera e durante a Segunda Guerra Mundial. Favoravelmente aceitando a tomada do poder pelos nazistas na Alemanha, oligarquia americana-inglesa continuava a investir em grande escala na indústria alemã, apoiando-a na sua modernização com cerca de 2 trilhões de dólares em câmbios atuais.

Em 1938 em Munique o Primeiro-Ministro inglês Chamberlen abençoou o nascido animal fascista por meio do dinheiro inglês para organizar uma campanha militar contra a URSS, sacrificando lhe o seu aliado Polônia. Ele próprio salvou Hitler da conspiração entre os generais alemãs temidos a combater, por prevenir o golpe que tinha sido descoberto pelas Informações ingleses com a sua visita ao chefe alemão. Até a abertura da segunda frente em 1944 as companhias americanas continuavam a receber os dividendos dos seus ativos na Alemanha, enriquecendo da guerra. Segundo a uma frase notória, dita pelo Trumen em 1941 “Se os russos vão ganhar temos que ajudar aos alemães, e caso contrário temos que ajudar aos russos. Que matem um a outro o mais possível que poder”.

Mas, os americanos não conseguiram ajudar os alemães – Forças Vermelhas demasiado rápido contra-atacavam.  Eles tinham de violar o concluio de Munique e abrir a segunda frente para conterem o controlo pelo menos na Europa Ocidental. Ao mesmo tempo, segundo a iniciativa do Churchill, foi planeada uma operação “Incrivel” – ataque dos EUA e da Grã Bretanha ao aliado URSS utilizando restantes forças do Wermacht. Entrentanto, embora as forças alemãs, como é do conhecimento geral, não resistiam muito às forças inglesas, o avanço impetuoso do exercito vermelho para Berlim  frustraram estes planos pérfidos. Todavia ianques deixaram muitos fascistas na formação preparatória para a nova guerra contra URSS. Do mesmo modo como salvaram dezenas de milhares de colaboracionistas de Hitler, retirando os da Ucrânia para utiliza-los contra a União Soviética. No entanto, foram úteis, na verdade, só depois da decadência da União Soviética – para crescimento de nazismo ucraniano com objetivo de envolver a Russia a uma nova confrontação com a Europa, unida pelo OTAN.

A desintegração própria da URSS não passou por um trabalho ativo dos serviços especiais americanos. Chega ler, naquela altura, o livro do antigo diretor da CIA
P. Schweitzer “A Victoria” para verificar o papel fundamental dos serviços especiais americanos na desintegração da URSS. Outra vez surpreendemo-nos com a arte e método sistemático contra nossa ingenuidade e impotência.

Eles criavam a rede de agentes de influência com o objetivo da destruição de URSS e ao mesmo tempo glorificaram Gorbachev pela organizada “perestroika”, cujo essencial reduziu-se à autodestruição do sistema governamental e intensificação impetuosa de caos. Logo quando o caos permitiu organizar uma nova força politica, Gorbachev foi um alvo potente da pressão por parte dos líderes ocidentais confiantes para paralisar a vontade politica e suspender a aplicação do poder legal para pôr a sua ordem. Organizado no Conselho do Supremo da RSFSR o “Maidan” paralisou a atividade dos aliados órgãos do poder. Logo após isto com apoio dos EUA teve lugar o pacto de Belaveja preparado com antecedência pelos agentes americanos de chefes de três republicas eslavas, que destruiu a URSS. 

Com a queda da URSS os americanos começaram a colonizar o espaço pós-soviético, imposto aos dirigentes de novos estados independentes com uma política suicida para suas soberanias econômicas chamada “terapia de choque”, baseada em dogmas anticientíficas de fundamentalismo do mercado.

Ao mesmo tempo com a colonização do espaço pós-soviético pelo capital ocidental os geopolíticos americanos por todos os meios estimularam  as tendências centrífugas, proclamado  como o seu objetivo principal a inadmissão de criação de nova potencia, comparável a influência deles (EUA). Sendo que segundo a tradição geopolítica germano-anglo-saxã realçaram principalmente separação entre a Ucrânia e a Rússia e posterior desintegração da ultima. Demonstrando o possível apoio ao Yeltsin e glorificando-o na qualidade de líder politico mundialmente reconhecido, inclusive o convite ao clube de “G7”, que une os lideres de estados aviões do mundo, eles ao mesmo tempo estimularam o separatismo de republicas nacionais, patrocinando a revolta na Chechênia e provocando a guerra em Cáucaso.   Os dirigentes dos EUA, da Grã Bretanha e da Alemanha abraçavam Yeltsin e prometiam-no paz eterno e amizade de um lado e simultaneamente puxavam antigas republicas aliadas para OTAN e apoiavam militantes de Chechênia de outro.

Putin parou o processo de desintegração da Russia, reestabeleceu a vertical de poder, pacificou a Chechenia e lançou o processo da integração de Eurasia. Assim ele lançou o desafio a linha da geopolítica americana no espaço pos-sovietico e tornou-se inimigo para a classe dirigente politica. Por terem derrotados na tentativa de desestabilizar a situação na Russia os serviços especiais americanos intencificaram-se no espaço pos-sovietico para abalar o processo da integração da Eurasia, que foi considerado pelos políticos americanos na qualidade de “restauração de URSS”.

Como medida de resposta foi lançado o projecto de UE “Cooperação do Oriente” com objetivo de absorver as republicas pos-sovieticas sob a jurisdição de Bruxelas na qualidade de membros de associação com UE, privados de direitos. Este projeto reforçava-se através de forte aumento de redes de agentes e educação de juventude em termos de nacionalismo primitivo. A sucessão de revoluções coloridas, organizados pelos serviços especiais americanos levou a poder na Ucrania, Moldavia e Georgia os governos de marionetes a começarem praticar uma politica nacionalista contra Russia. Em todo o caso esta politica resultou em divisão de sociedade e aplicação de violência contra dissidentes. Na Georgia e Moldavia esta divisão terminou em derrocada de estados, na Ucrania resultou em tomada de poder pelos neonazistas e formação de regime neofascista, que desencadeou a guerra contra o seu próprio povo.

Já não é um segredo de que o objetivo único e principal da geopolítica americana no espaço pós-soviético é a separação dos novos estados soberanos da Russia e a surpressão deles por meio de coerção a participação sob a jurisdição da UE.

Trata-se da luta pela liderança global em que a hegemonia americana se derriba pela crescente influência da China. Nesta batalha, a América está a perder, o que provoca agressividade da sua elite política.

Hoje, a economia global é controlada por empresas transnacionais ocidentais, a expansão das quais sustenta-se por emissão ilimitada de moedas mundiais. O monopólio sobre a emissão de moeda global é a base do poder da oligarquia financeira ocidental, cujos interesses são assegurados por mecanismos político-militares dos Estados Unidos e seus aliados da OTAN. Após a queda da União Soviética e o colapso do sistema socialista mundial este poder tornou-se global e a liderança dos EUA parecia definitiva. No entanto, qualquer sistema econômico tem limites do desenvolvimento que são definidos por reprodução das suas estruturas tecnológicas e institucionais.

A atual escalada da tensão político-militar internacional é provocada pela mudança das estruturas tecnológicas e econômicas globais, o resultado da qual segue uma profunda reestruturação da economia tendo como base as tecnologias e mecanismos principalmente novos da reprodução do capital.

Em tais períodos, como mostra a experiência de muitos séculos do desenvolvimento do capitalismo, acontece uma desestabilização brusca do sistema das relações internacionais, a destruição da ordem antiga e formação da nova ordem mundial. Esgotaram as possibilidades do desenvolvimento sócio-econômico baseadas no sistema existente de instituições e tecnologias. Os países que estiveram na liderança enfrentam as dificuldades insuperáveis na manutenção das taxas anteriores de crescimento econômico. Superacumulação de capital nos complexos industrial-tecnológicos arcaicos derruba suas economias em uma depressão, e o sistema existente de instituições impede a formação de novas cadeias tecnologicas. Estas cadeias junto com as novas instituições da organização da produção realizam-se em outros países, que se viram os líderes do desenvolvimento econômico.

Os antigos líderes procuram manter sua posição dominante no mercado global por meio do fortalecimento do controlo sobre sua periferia geo-económica, incluindo os métodos de coerção militar e política. Como regra, isso provoca grandes conflitos militares em que o ex-líder desperdiça recursos, sem alcançar o efeito desejado. Um novo potencial líder que na altura está numa onda de elevação procura tática de expectativa, para conservar suas forças produtivas e atrair cérebros a fugir de guerra, capitais e tesouros dos países guerreiros. Ao aumentar os seus recursos, o novo líder entra no palco mundial para usurpar os frutos da vitória quando os combatentes desmaiarem o suficiente.

Após a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, tendo em conta a queda da URSS, EUA tomou liderança global por ter vantagem no desenvolvimento de esfera tecnológica de informações e comunicações e de estabelecer monopólio sobre a emissão da moeda global. As empresas transnacionais ligadas ao “prelo do dinheiro” mundial tornaram-se o fundamento para a formação de uma nova ordem econômica mundial, cuja base institucional ficou a ser conhecida como globalização liberal.

Hoje, aos nossos olhos, está a se formar um novo e mais eficiente sistema socioeconómico em comparação com os anteriores; o centro de desenvolvimento do mundo muda para o Sudeste Asiático, o que permite a alguns investigadores falar sobre o início de um novo – asiático - ciclo secular de acumulação de capital.

Neste momento, como isto foi em períodos anteriores de mudança dos ciclos seculares, o líder que está a perder a sua influência procura métodos coercivos para a manutenção da sua posição dominante. Enfrentando a superacumulação de capital nas pirâmides financeiras e indústrias obsoletas, bem como a perda de mercados para os seus produtos e a queda do dólar nas transações internacionais, os EUA está a  tentar manter a liderança à custa de uma nova guerra mundial, tendo como alvo enfraquecer tanto os adversários como os parceiros. O estabelecimento de controle sobre a Rússia, juntamente com a posição dominante na Europa, na Ásia Central e no Oriente Médio dá aos EUA uma vantagem estratégica sobre a China no controle das principais fontes de hidrocarbonetos e de outros recursos naturais extremamente importantes. O controle sobre a Europa, a Rússia, o Japão e a Coréia também garante o domínio na criação de novos conhecimentos e no desenvolvimento de tecnologias avançadas.

Mal dando conta dos mecanismos objetivos do desenvolvimento cíclico que condenam os EUA à perda da dominação global, a elite governador americana recea a expansão dos países não controlados por ela e a formação de contornos globais da reprodução alargada independentes. Esta ameaça é provocada pelo aprofundamento da integração dos países do BRICS, da América do Sul, da Ásia Central e do Extremo Oriente. A capacidade da Rússia de organizar a formação de tal coalizão, determinada por êxito na criação da União Económica da Eurásia, predetermina o vector anti-russo da política americana. Se a estratégia euro-asiático de Putin, que foi realizado de acordo com as regras da OMC, irritou os Estados Unidos, as soluções dele para a Criméia foram percebidos como umaperturbação nos fundamentos da sua ordem mundial e um desafio que os EUA não consegue responder.

As tentativas dos EUA de organizar golpes de estado no Brasil, Venezuela, Bolívia, empurram a América do Sul da hegemonia americana. O Brasil, que faz parte do BRICS, tem todas as razões para estabelecer regime comercial preferencial e aumentar a integração com os países da Organização para cooperação de Xangai. Isso cria oportunidades para a formação de maior associação económica mundial com a participação da União Econômica Euroasiática, Organização para cooperação de Xangai, Mercosul, e, muito provávelmente,  Associação de Nações do Sudeste Asiático. Os estimulos suplementares para uma integração tão ampla que abarca mais da metade da população e do potencial industrial e natural do planeta, são determinados pela obsessão dos EUA para a formar as zonas transatlânticos e do Pacífico do comércio preferencial e da cooperação sem envolver os países do BRICS.

Para evitar o colapso e manter a liderança global, a oligarquia financeira americana aspira a desencadear uma guerra mundial. Esta vai cancelar as dívidas e permitirá manter o controle sobre a periferia, liquidar ou pelo menos deter os concorrentes. A guerra, como sempre acontece em tais casos, desencadea-se principalmente pelo controle de periferia. Isso explica a agressão americana no Norte da África, no Oriente Próximo e Médio, tendo como alvo aumentar,ao mesmo tempo,o controlo desta região petrolífero e da Europa. Mas a direcção do golpe mais importante, em virtude do seu valor fundamental nos olhos dos geopolíticos norte-americanos, é a Rússia. Não por causa do fortalecimento russo nem a título da punição pela reunificação da Criméia, mas devido à concepção geopolítica americana tradicional preocupada pela luta da manutenção da supremacia mundial. E de novo, segundo os preceitos dos geopolíticos ocidentais, a guerra com a Rússia começa na Ucrânia.

Hoje, esta concepção continua-se pelos EUA, que estabeleceram o controle sobre a Ucrânia depois de terem organizado um golpe de Estado em 21 Fevereiro de 2014 e levado a junta fantoche nazista ao poder.

Arrojando convenções, os serviços de inteligência dos EUA por meio dos nazistas criados por eles, organizaram o terror contra a população russa na Ucrânia. Ucranianos neo-fascistas, sob a gestão de curadores e instrutores americanos, cometem crimes de guerra em Donbass, recrutam coercivamente os jovens "para a guerra com os russos", sacrificando-os por nazismo ucraniano. Este tornou-se a ideologia do regime ucraniano, que tem origens dos cúmplices de Hitler condenados pelo Julgamento de Nuremberg como criminosos militares.

O objetivo da política dos EUA na Ucrânia não é a defesa dos interesses da Ucrânia nem o desenvolvimento socioeconómico ucraniano. O objetivo consiste na utilização e aproveitação da sua populaçãonazista, na qualidade carne de canhão, para desencadear guerra contra a Rússia, a fim de fazer envolver, nessa mesma guerra, os parceiros europeus da OTAN. Tanto a Primeira como a Segunda guerras mundiais na Europa, são consideradas pelos historiadores americanos como guerras boas. Essas guerras garantiram o crescimento da economia dos EUA por conta da fuga dos capitais, riquezas, cérebros e tecnologias da Europa para o exterior. Graças a essas guerras os EUA tornaram-se o líder mundial, estabelecendo a hegemonia sobre os países europeus e as suas ex-colónias. Também hoje, a geopolítica norte-americana aposta à incitação da guerra mundial na Europa como sendo um meio estabelecido para aumentar o seu poder.

A agressão considerada por muitos peritos como uma coisa engraçada e política desenfreada dos EUA deve ser tomado muito a sério. Esta agressão tem o alvo: incitar a guerra, e a mentira evidente e até mesmo a estupidez aparente dos porta-vozes norte-americanos quetêm apenas ocultar a gravidade das intenções da oligarquia americana. Os americanos só podem manter o seu domínio global apenas através da incitação de uma guerra mundial. A posse de armas de destruição em massa muda a natureza dessa guerra. Os especialistas chamam-na híbrido, porque se usam não tanto forças militares como tecnologias informativas, financeiras e cognitivas destinadas a enfraquecer e desorientar o adversário ao máximo. E quando o adversário é tão desmoralizado e que não consegue opor resistência adequada, para garantir a vitória e punir insubordinados em público, recorreà operações militares, que mais se parecem com as expedições punitivas do que ação militar.

Exactamente assim - sem batalhas sangrentas os EUA ocuparam o Iraque, a Jugoslávia, a Líbia, a Geórgia e a Ucrânia. A importância fundamental nessa guerra híbrida pertence à combinação adequada das tecnologias financeiras, informativas e cognitivas. Na frente financeira, os Estados Unidos têm uma vantagem estratégica, tendo a capacidade de emitir a moeda global e realizar ataques monetárias às economias nacionais de qualquer potência. Na frente de informações, os Estados Unidos dominam completamente o espaço da Mídia global digital, o mercado de cinema e televisão mundial, controlam a redes globais de telecomunicações. Ao combinar agressão monetária e financeira na economia e “cultivação” informativa da consciência pública, os EUA podem manipular os motivos do comportamento das elites governantes nacionais. O papel-chave nisso pertence à arma cognitiva – a afecção da consciência dos líderes nacionais por uma falsa compreensão do que ocorre.

Um exemplo notável é a nossa própria consciência política, em que facilmente se emaranham os motivos e os efeitos. Avaliações e ranking fabricados pelas instituições norte-americanas conforme seus interesses, percebem-se como verdadeiras, a despeito da realidade objetiva.

A afecção da consciência da elite governadora russa pela arma norte-americana dá os seus frutos, enfraquecendo a Rússia e fortalecendo os EUA e a OTAN.

As perdas anuais da Rússia são de 150 bilhões de dólares retirados da Rússia para a capital do sistema financeiro ocidental, e a perda total é equivalente a metade do potencial de produção da Rússia. Já este ano, ao invés de se objetivar a um possível crescimento de dez por cento nos sectores de produção e investimento, temos uma queda de cinco por cento, e o nível da pobreza é revertida a mais de uma década.

Independentemente da posição de Rússia, os EUA vão perder a luta pela liderança para a China. Isto é a lógica da alteração das formações econômicos, que se encaixa completamente no desdobramento da guerra híbrido contra nós pelos EUA e seus aliados da OTAN. O sistema de instituições da sociedade integral criado na China e baseado na experiência histórica da Rússia, combina as vantagens do socialismo e capitalismo e demostra convincentemente a sua superioridade sobre o sistema do capitalismo oligárquiconorte-americano. Junto com o Japão, a Índia, a Coréia, o Vietname, a Malásia, a Indonésia, a China está a formar um novo centro de desenvolvimento económico mundial baseado na nova ordem tecnológica e cria o novo ciclo económico global. Em contraste com a liberalização global baseado nos interesses da oligarquia financeira norte-americana, a nova ordem mundial será baseada no reconhecimento da diversidade dos países, no respeito pelas suas soberanias nos princípios de igualdade, da justiça e benefício mútuo.

A geopolítica anglo-saxã passa. O sistema político chinês está protegido seguramente contra a arma de lavagem de cérebro. O mesmo pode ser dito sobre a Índia que sofreu a opressão britânica colonial, e o Vietname que sofreu os horrores da guerra com os EUA. A America do Sul não tem confiança nos norte-americanos depois de saber o que significa "América é para os americanos". O Japão completou o 70º aniversário dos bombardeamentos nucleares dos EUA.

A unica protecção contra a arma de informação é a verdade. Esta verdade consiste no facto de que a geopolítica norte-americano ameaça o mundo com caos destrutivo e a guerra global, que tem como base a reencarnação artificial das ideologias misantrópicas (que, se pareceu, se tornaram obsoletas para sempre) do nazismo e do fanatismo religioso juntamente com desmoralização das elites governantes do ocidente.

 

Há setenta (70) anos que terminou a Segunda Guerra Mundial – monstruoso crime contra a humanidade. Este banho de sangue levou 50 milhões de vidas humanas. A União Soviética perdeu mais que 20 milhões dos seus cidadãos.

Logo após o termino da Guerra Mundial, para esconder verdadeiros culpados dessa tragédia, iniciou o seu caminho uma mentira total e cínica, deturpação e falsificação consecutivas da historia de Guerra, infamação de uma geração humana inteira, que defendeu a paz mundial.

Porque aconteceu isto? Porque acontecem guerras no nosso planeta, quem tira proveito disso? Guerras não acontecem simplesmente, são organizados por objectivos interesseiros. Inventam varias razões – religião, ideologia, ofensa passada. Quando não há essas razoes, organizam provocações, pretensamente atentados terrorísticos, assassinatos de líderes políticos e etc. Na verdade isso sempre é uma intenção de roubar e escravizar outro povo, ganhar no processo de guerra, prevalecer para que depois possam roubar sem limites.

Para evitar as guerras, pessoas devem dizer a verdade, mas hoje em dia isso é muito perigoso. Lembrem de Assange, lembrem de Snowden.

A Russia adaptou-se a viver no âmbito de ameaça permanente. Nos últimos cem (100) anos não houve nenhum período, em que vivemos em paz. Seu território, sua riqueza natural atraem quadrilhas político-militares e financeiras de todo o mundo.

No vigésimo século a Russia duas vezes foi envolvida nas guerras mundiais, nos quais sofreu mais do que todos. O termino da Primeira Guerra Mundial deu origem ás duas revoluções: uma na Russia e uma na Alemanha. A revolução russa venceu e a revolução alemã não. O slogan da revolução na Russia, “Terra aos camponeses, fábricas aos trabalhadores”, foi o maior pesadelo para os mestres de marionetes mundiais – Rockfellers e Morgans. Por isso, já ao acabo de alguns meses depois da revolução a Russia Soviética foi atacada pelos catorze (14) estados, desta vez incluindo a Alemanha. A Russia resistiu, entretanto perdeu Polónia, Letónia, Lituânia, Estónia e uma serie de outras regiões.

Em mil novecentos e vinte e dois (1922), logo depois de termino da intervenção contra Russia, o Ocidente começou as preparações para próxima guerra. Para alcançar esses objectivos criavam uma nova força – fascismo. Especificamos alguns factos.

Em Novembro de vinte e dois (22) em Munique da Alemanha foi realizado o primeiro contacto entre o representante de Serviços Especiais Truman Smith e Hitler. O telegrama, enviada da embaixada, citou as palavras do Hitler “Manda nos acabar com comunistas”. Mandaram. A partir desse ano o Hitler e Mussolini recebiam um financiamento fundamentado para criação de rede de células fascistas.

No seu discurso a Mussolini no ano vinte e oito (28) Winston Churchill disse: “O fascismo serviu a todo o mundo. Se fosse o italiano estaria evidentemente de acordo com você”. Não é por acaso toda a correspondência entre Churchill e Roosevelt com Mussolini e Hitler foi completamente destruída. Até hoje as importâncias de injecções financeiras às caixas e economia fascistas têm o estatuto secreto. Somente factos particulares testemunham seu volume gigantesco.

No dia quatro (4) de Janeiro de trinta e três (33) em Keln foi realizado o encontro entre Hitler, o maior financista inglês M. Normann e os irmãos Dalles (um deles, Allen – próximo dirigente de Agencia de Inteligência Central (CIA). Allen vai manter os contactos secretos com fascistas durante toda a guerra). A agenda do encontro foi o programa de transferência do poder ao Hitler. Dentro de 25 dias mais tarde de repente o presidente Hindenburg exonera chanceler Schleicher, nomeado há dois meses e nomeia Hitler.

O estilo e métodos do Hitler são do conhecimento geral. Um mês depois da sua nomeação, no dia vinte e sete (27) de Fevereiro os próprios nazistas puseram fogo no parlamento e declararam um terror total por causa dessa provocação. Como consequência, em Março do mesmo ano nas eleições o Hitler torna-se o chefe do estado e ditador sem limites a seguir. No mesmo ano, a Alemanha saiu da Liga das Nações para não se coibir com compromissos internacionais.

Vocês acham que todo o mundo assim chamado “civilizado e democrático” ficou indignado com essas acções, implicou, como hoje em dia, as sanções, embargo e etc? Não, totalmente ao contrário. Em Maio do mesmo ano os Estados Unidos e a Inglaterra apressaram-se a apoiar o Hitler com ajuda financeira de duzentos e oitenta (280) bilhões de dólares de acordo com os preços actuais.

Esse dinheiro, precisamente, armou a Alemanha. Igualmente os países ocidentais transmitiram tecnologias modernas, treinaram os militares. No ano trinta e nove (39), na véspera do ataque a Polónia, os mesmos países concederam ao Hitler o montante de trezentos (300) bilhões de dólares para guerra. É de notar, que ainda no ano quarenta e um (41), quando a guerra já tinha começado, os investimentos dos Estados Unidos à economia da Alemanha foram de cinquenta e quatro (54) bilhões de dólares.

Todo o período preparatório à guerra Hitler recebia não só apoio financeiro, mas sim apoio moral. Em mil novecentos trinta e cinco (1935) os fascistas adoptaram uma serie de leis, que constatam judeus e negros como pessoas deficientes. Senhoras e Senhores pensam que depois de tudo isso o mundo chamado “democrático” afinal ficou indignado? Não. Depois disso os países Ocidentais votaram a favor da realização das Olimpíadas não em Barcelona republicana, mas sim na cidade de Berlim fascista. O Hitler recebeu grandes oportunidades para fazer propaganda das suas ideias. Todos assim chamados países civilizados participaram nessas Olimpíadas fascistas. (Senhoras e Senhores vão entender porque é que estes mesmos países não foram às Olimpíadas de Moscovo).

Mesmo quando Hitler recusou apertar a mão dos desportistas pretos e judeus, guardiões dos direitos humanos preferiram omitir-se. Alias, quando já construíam campos de concentração pela toda a Europa, a revista americana “Times” reconheceu o Hitler como “Pessoa do ano”. Mussolini e Hitler foram nomeados duas vezes para o Premio Nobel da Paz em mil novecentos e trinta e cinco (1935) e trinta e nove (39). Por estranho que pareça, eles não o receberam. Se fosse hoje em dia eles teriam mais chances.

Em mil novecentos e trinta e nove “a Pessoa do ano” atacou a Polónia. Após isso, conforme o acordo, a Inglaterra e a França declararam a guerra contra Hitler mas de facto até Junho de quarenta e quatro (44), ou seja cinco anos eles faziam guerra formal, chamada “guerra estranha”. Os países ocidentais abrem, finalmente, segunda frente apenas dez (10) meses antes de fim da guerra, quando já estava claro de que a União Soviética conseguia vencer fascistas mesmo sem eles.

Hitler precisou de apenas 30 dias para colocar toda a Europa de joelhos. A Polónia foi derrocada por dezassete (17) dias. Anteriormente, durante dois anos a Polónia propunha aos nazistas um ataque a Russia. A França, que teve a maior quantidade de tropas e armamento do que a Alemanha, submeteu-se aos fascistas também durante 17 dias. No momento de ataque à Russia toda a indústria, todos os recursos militares e financeiros da Europa trabalhavam para o Hitler. “Unido pela Europa contra a Russia” – Adivinham, quem disse isso, que é tão actual hoje. Em quarenta e um (41) isso foi proclamado pelo Gebbels – a mão direito de Hitler.

De toda a Europa apenas três países combateram mortalmente contra fascismo: a Jugoslávia, a Bielorrússia e a Russia. Este facto explica muito, por que é que esses países tornaram-se objectos de ataques encarniçados nos nossos dias.

A mudança radical na guerra aconteceu no terceiro ano depois de batalha de Stalingrad onde morreram mais de dois (2) milhões de pessoas, mais de duzentos (200) mil de hitleristas ficaram prisioneiros, entre os quais cento e cinquenta (150) mil são de Alemanha e cinquenta (50) mil de ajudantes da Europa e Ucrânia Ocidental.

No mesmo ano, no dia vinte (20) de Agosto em Quebeque – Canadá, foi realizado o encontro entre Roosevelt, Churchill e chefes de estado-maior para decidir contra quem eles vão continuar lutando. Aprovaram dois planos. Primeiro – apoiar os russos. Segundo, sob o nome “Overlord” – atacar a União Soviética junto com os fascistas. O falhado atentado de assassinato do Hitler frustrou o segundo plano.

O Ocidente intensificou a ajuda a União Soviética só depois do Stalingrad, e no fim da guerra outra vez preparou-se para ataca-la.

No Março de quarenta e cinco (45), Winston Churchill mandou preparar a operação “Incrível”. De acordo com o plano o inicio da terceira guerra mundial devia ser marcado para o primeiro de Julho de quarenta e cinco (45). Churchill persuadia Trumann lançar bombas nucleares a Moscovo. Para atingir os objectivos desse plano depois da guerra foram guardadas 10 divisões de elite fascistas. Mais tarde estas centenas de milhares de fascistas e ajudantes da Croácia, região de Báltico, Ucrânia Ocidental serão transportados a América, Canadá e Austrália. Eles próprios e os seus descendentes participarão activamente na destruição da Jugoslávia, na organização dos golpes de estado na Região de Báltico, na Geórgia e na Ucrânia.

Hoje em dia – eles estão em todas as estruturas dos dirigentes do Ocidente. Por exemplo, recente chefe de estados-maiores do exército americano, comandante de tropas de OTAN na Europa John Chalicachuivi (da origem georgiana) é o filho do criminoso militar, o filho de uma figura das tropas fascistas, exportado depois da guerra para América. Vocês vão entender por que esse John dirigiu com satisfação o bombardeio aos civis da Jugoslávia, organizava golpe de Estado na Geórgia e agora trabalha em fornecimento de armas a Geórgia e Ucrânia.

Os herdeiros do Hitler dominam uma serie de estados com fronteira com a Russia, onde os cúmplices de fascistas são reconhecidos heróis nacionais com os seus admiradores realmente a governar os países. Eles, como há 70 anos estão dispostos para ser carne do canhão, mas agora são a do OTAN.

O sistema económico, que prevalece depois da Segunda Guerra Mundial, onde força geral – é o dinheiro, o lucro, onde base fundamental – é o complexo militar-industrial, não é capaz de existir sem guerra, sem conflitos armados. As guerras, e terrorismo presente – é a sangue do sistema económico actual. Sem isso acelera a crise financeira, avança o colapso económico. Nos últimos setenta (70) anos foram organizadas dezenas de guerras, centenas de conflitos armados, que mataram milhões de pessoas.

A Primeira Guerra Mundial abasteceu a saída da crescente crise económica, ensinou banqueiros mundiais dirigir esse processo. A Segunda Guerra Mundial – foi já o projecto elaborado sobre organização da crise saída da respectiva por meio da guerra. Infelizmente, os dias presentes testemunham de que o Ocidente outra vez leva todos a uma catástrofe mundial para amortizar dívidas de triliões, para evitar a catástrofe económica. Os planos no que diz respeitos a isso já estão elaborados. Assim, conforme o plano do Estado-Maior General da Inglaterra, aprovado há cinco anos, na próxima guerra devem morrer trezentos (300) milhões de pessoas, predominantemente russos e chineses. Os lugares das provocações primárias marcam na Polónia e Ucrânia. Compare com a situação que acontece agora. Tudo é de acordo com o plano. Guerras permanentes e provocações. Quando em algum lugar acontece um grande atentado terrorístico, isso significa que preparam a opinião pública para o inicio da nova guerra.

Hoje o mundo deve estar preocupado com nova ameaça terrorística – Califado Islâmico. Todavia, quem é mais capaz de analisar entende donde esses terroristas recebem armamento, dinheiro e treino militar.

Qual na vossa opinião é pais que compra armamentos mais do que todos outros do mundo? Talvez é gigantesca China, ou gigante Índia? Não, é Arábia Saudita, relativamente pequeno pais. O País, que não tem noção de democracia, onde há pena de morte, persegue-se homossexualismo, e as mulheres não têm direito nenhum, é esse pais que está nos favoritos do Ocidente.

Ao mesmo tempo está lançado um alarido relativamente direitos humanos na Cuba. E todos os encomendados chamados “guardiões dos direitos”, todas as “amnistias” ficam quietos de que mesma ilha possui do campo de concentração “Guantanamo”, feito segundo o exemplo fascista, onde todo o dia e a noite torturam pessoas, transportados de todo o mundo. Ficam quietos de que essas pessoas estão a ser torturadas ainda nas prisões a voarem. Ficam quietos de que assim chamados os defensores dos direitos humanos organizaram dezenas de atentados a vida do dirigente do pais, Fidel Castro.

Quando bárbaros de “Estado Islâmico” cortavam cabeças dos quatro europeus, todo o mundo civilizado ficou indignado. Ao mesmo tempo na Arábia Saudita, como na época medieval, cortam cabeças de oitenta (80) pessoas anualmente. Por estranho que pareça ninguém condena isso. Não por transgressão da lei, nem por agressão contra estados soberanos. Nenhumas sanções, nem embargo. Arábia Saudita, com outro patrocinador dos terroristas – Qatar – são os melhores amigos e ajudantes do Ocidente nos seus projectos não só no Médio Oriente, mas também em África.

Todos esses projectos  “Califado Islâmico”, “Al Qaeda”, “Talibã”, “Boco-Haram”, - todas as estas organizações criminosas são preparados na mesma cozinha, são projectos dos Serviços Especiais e monarquias árabes. Qual foi o resultado – podemos acompanhar o que se passa no mundo árabe. Todas as riquezas naturais dos países como Líbia, Iraque já estão nas mãos de monopólios internacionais.

Agora é vez da Síria e do Irão. Quando o Califado Islâmico fazia guerra contra Síria durante três anos todo o mundo chamado “democrático” o aplaudia, apoiava os terroristas com propaganda, dinheiro, armas, e mercenários. Hoje, quando terroristas começaram a roubar Iraque segundo o exemplo dos seus patrões, eles não gostaram. “Nos preparamos vocês não para isso”. Agora Médio Oriente está no período, quando incitarão muçulmanos um contra outro, e observarão com satisfação como eles se matam.

É muito importante saber a verdade sobre nosso presente e passado, por que os actuais Mass Media corrompido de todas as formas tentam mentir, eles tentam esconder a verdade, de que sem a Grande Vitoria não era possível o surgimento do movimento da libertação nacional em África, nem em Ásia, nem na América Latina. A presente propaganda corrupta infama a actividade de tais heróis-libertadores como Amílcar Cabral, Patrice Lumumba, Mandela e outros. As Medias fazem esquecer de que só em dois mil e oito o Ocidente tirou Mandela de lista de terroristas perigosos.

As tentativas de falsificar a história da Segunda Guerra Mundial são orientadas para se apropriar da Russia o estatuto do país vencedor, separar e malquistar povos, desfrutar de fraude histórica nos jogos geopolíticos.

Como o resultado desse tratamento a metade de jovens americanos considera que a União Soviética combatia com Hitler contra os Estados Unidos.

Senhoras e senhores depois dos factos acima mencionados não estarão surpreendidos pela falta de vontade de uma serie de políticos Ocidentais de comemorar a Grande Vitoria em Moscovo. Isto não é uma ofensa do Putin, mas sim uma acção orientada para ofender directamente todo o povo russo, ofender lembrança de vinte (20) milhões de cidadãos soviéticos, falecidos na luta contra o fascismo. Simplesmente dessa maneira, eles se vingam de todos aqueles, quem não esteve de joelhos perante o Hitler e os seus amigos, quem não quer estar de joelhos nos nossos dias.

 

Eu proponho levantar e dar a honra com o minuto de silêncio de todos quem morreu, combatendo contra peste fascista, honrar a lembrança de milhões de pessoas inocentes, que tornaram-se reféns e vítimas de sangrentos interesses políticos e económicos.

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E agora, estimados senhoras e senhores gostaríamos de convidar vos para assistir a um documentário interessante dum autor norte-americano e uma pequena parte do filme russo sobre ultimas horas da guerra.

 

Tudo isso leva meia hora, e depois continuamos a nossa festa com setenta tiros de fogos de artificio.

 

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