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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 13.08.2017

 

Assembleia Constituinte da Venezuela ratifica Maduro como presidente

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/08/2017 22:33:19

A Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela confirmou quinta-feira o presidente do país, Nicolás Maduro, como chefe de Estado, de governo e como comandante em chefe da Força Armada Nacional Bolivariana, horas depois de ele se colocar à disposição do órgão. A informação é da Agência EFE.

A decisão de ratificar Maduro como presidente foi tomada por unanimidade e apresentada, durante sessão especial, pelo deputado constituinte Aristóbulo Istúriz.

O documento assinado diz que Maduro “cumpriu cabalmente todos os seus deveres e obrigações constitucionais” e que, além disso, é “suporte fundamental” para as decisões da Constituinte e “uma garantia para o atual processo democrático de transformação integral” do país.

A Assembleia Nacional Constituinte fez sua terceira sessão plenária com uma convocação especial que contou com a presença de Maduro, a quem foi entregue um acordo em apoio aos ataques “imperialistas”.

Durante a sessão no Palácio Legislativo, Maduro fez um discurso de aproximadamente três horas e entregou seu projeto de Constituição que, segundo ele, é o mesmo do presidente Hugo Chávez.

Com atribuições quase ilimitadas, a Constituinte foi eleita no dia 30 de julho e tem mais de 500 integrantes, todos eles vinculados ao governo e que se ocuparão de refundar o Estado.

 

 

Governo dos EUA tranquiliza população quanto a ameaças nucleares

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/08/2017 19:22:29

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, disse ontem (9) que “os americanos pode dormir tranquilos”, ao minimizar importância das ameaças nucleares trocadas por Washington e Pyongyang.  A informação é da EFE.

Em declarações realizadas durante sua viagem da Tailândia até a base naval americana em Guam, no Oceano Pacífico, Tillerson afirmou que a população dos EUA não deveria se preocupar após o presidente Donald Trump ameaçar a Coreia do Norte com “fogo e fúria”.

Segundo ele, Trump estava tentando enviar uma “forte mensagem” ao líder norte-coreano, Kim Jong-un, pois o ditador “não parece entender a linguagem diplomática. Mas, nada do que eu vi ou saiba indica que a situação tenha mudado drasticamente nas últimas 24 horas”.

O secretário de Estado não encarou as declarações de Trump como uma ameaça de ataque preventivo contra a Coreia do Norte e opinou que o presidente “reafirmou que temos a capacidade de nos defender e defender os nossos aliados, e assim o faremos”.

A ameaça de Trump, que hoje lembrou que o poderio nuclear americano é “agora mais poderoso e forte do que nunca”, se deu justamente após a imprensa americana revelar que a inteligência dos EUA acredita que Pyongyang já é capaz de instalar uma ogiva nuclear em um míssil balístico intercontinental.

O teor das declarações sobre “fogo e fúria” por parte de Trump, discurso mais habitual por parte de Pyongyang do que de Washington, levou o regime norte-coreano a ameaçar os EUA com um ataque contra a base naval de Guam, com um míssil de médio alcance Hwansong-12.

A inteligência americana calcula que a Coreia do Norte dispõe de 60 armas nucleares, número acima de estimativas anteriores.

 

 

Tillerson diz que Russia e EUA podem aliviar tensões

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/08/2017 18:57:49

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, demonstrou ontem (7) uma visão otimista com relação às tensões entre os governos da Rússia e Estados Unidos.

Direto de Manila, capital das Filipinas, Tillerson disse acreditar na possibilidade de que Washington e Moscou reencontrem o caminho para o diálogo, ao invés do rompimento de relações. Ele ontem esteve com o chanceler russo, Sergei Lavrov, em reunião paralela ao encontro anual da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Tillerson afirmou que os dois países podem aliviar as tensões e que não seria inteligente ou “útil” que rompessem laços por suspeita de interferência russa na eleição dos Estados Unidos.

“Precisamos encontrar lugares onde seja possível trabalhar juntos. Sobre nossas diferenças, vamos encontrar maneiras de lidar com elas”, disse, em conversa com jornalistas em Manila.

Na semana passada o presidente Donald Trump assinou as sanções aprovadas pelo Congresso contra a Rússia. O texto puniu o país devido às suspeitas de interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, nos Estados Unidos, e pela anexação da Crimeia ao território russo, em 2014 (anteriormente parte da Ucrânia) e, ainda, pelo apoio governo Putin ao presidente Bashar Al-Assad na Síria.

 

 jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 13.08.2017

 

 

Irã teria transportado seus armamentos à Rússia contrariando resolução da ONU

O Irã, violando a resolução do Conselho de Segurança da ONU, teria transportado componentes de armamentos ofensivos pesados ao território russo através da Síria para receber assistência técnica, afirma o jornal alemão Welt am Sonntag citando fontes anônimas em "serviços de inteligência ocidentais".

Segundo o artigo, em junho, aviões iranianos teriam supostamente aterrissado por duas vezes na base aérea síria de Hmeymim, para onde foi levada uma carga militar destinada à Rússia. O artigo não menciona, no entanto, quais eram os armamentos.

Em seguida, a carga teria sido levada para o porto sírio de Tartus e depois carregado no navio de transporte russo Sparta-3 e levada para a cidade de Novorossiysk, no sul da Rússia.

Como prova, o jornal publicou uma imagem de satélite, indicando que esta mostra alegadamente um Boeing iraniano na base de Hmeymim, sem mencionar a origem exata da imagem.

Estas ações, de acordo com as fontes citadas pelo Welt am Sonntag, violam a resolução 2231 do Conselho de segurança da ONU, baseada no Plano de Ação Conjunto Global para o programa nuclear iraniano.

Segundo os artigos da resolução, ao Conselho de Segurança cabe decidir permitir ou não fornecimentos de armas ao Irã, tais como tanques, veículos blindados, aviões e helicópteros de combate, entre outros, assim como fornecer peças para tais armamentos e prestar serviços ligados a estes.

Um senador russo comentou a matéria do jornal alemão, afirmando que o Irã não precisa de enviar seu equipamento militar à Rússia para receber assistência, pois tem seu próprio pessoal, treinado por especialistas russos.

"A Rússia forneceu ao Irã grande quantidade de equipamento militar que precisa de manutenção técnica. Além disso, a Rússia treinou especialistas iranianos que podem cumprir este tipo de trabalho", disse o vice-presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Senado russo, Frants Klintsevich.

De acordo com o senador, os treinamentos foram realizados em plena conformidade com as normas internacionais e sem as violar.

Por sua vez, o especialista em armamento Igor Korotchenko acredita que as afirmações da mídia não correspondem à verdade, tendo por objetivo denegrir as ações da Rússia destinadas a estabilizar a situação na Síria.

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Rússia prepara primeiro grupo de mulheres pilotos militares

 

Pela primeira vez na sua história, a escola de aviação russa de Krasnodar receberá estudantes mulheres para as treinar como pilotos militares, disse o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu.

"Há muitas meninas e jovens mulheres que gostariam ser pilotos militares. Recebemos centenas de cartas delas, então decidimos este ano que o primeiro grupo de meninas poderá se inscrever na Escola de Aviação Militar de Krasnodar", afirmou o ministro.

"O grupo não será grande, de apenas 15 estudantes, mas tomando em conta o número de pedidos de inscrição recebidas, simplesmente não pudemos ignorar estes pedidos", disse Sergei Shoigu.

No atual exército russo servem cerca de 45.000 militares femininos contratados, que cumprem seu dever militar juntamente com os homens. O número total das jovens ligadas ao exército russo supera 326.000, aumentando anualmente.

Durante a Segunda Guerra Mundial, aproximadamente 600.000 pilotos femininos combateram contra a Alemanha nazista e mais de 90.000 delas foram condecoradas com o título militar de Herói da União Soviética. Nos círculos militares, essas mulheres eram conhecidas como "Bruxas da Noite", pois aterrorizavam as tropas alemãs desligando os motores dos aviões, se aproximando silenciosamente do inimigo e largando suas bombas no meio da noite.

No entanto, hoje em dia, o número de mulheres trabalhando como pilotos, especialmente pilotos militares, continua sendo muito baixo. Esta tendência é uma realidade tanto na Rússia, como em quase todos os países do mundo.

A comunidade de pilotos militares femininos se mantém muito pequena, apesar de os treinamentos de aviação para mulheres terem sido oficialmente permitidos nos EUA, no Reino Unido e em outros países nas últimas décadas.

Reino Unido queria lucrar com invasão do Kuwait pelo Iraque, diz jornal

O governo britânico considerou a invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990 como uma "oportunidade sem precedentes" para vender armas aos países do golfo Pérsico, comunica o jornal Guardian, citando documentos desclassificados do Arquivo Nacional.

Segundo o jornal, entre os documentos revelados se encontram relatórios confidenciais sobre as viagens aos países do Golfo de Alan Clarke, então ministro de Aprovisionamento da Defesa, destinados a Margaret Thatcher. "O governo estava tentando tirar vantagem. A guerra era um estimulo à venda de armas aos países da região e ajudou a estabelecer relações sólidas que continuam existindo até hoje", ressalta a edição.

Na carta de Clarke, marcada como "secreta" e escrita em 9 de agosto de 1990, o ministro descreveu a resposta esperada dos EUA e seus aliados à invasão no Kuwait como uma "possibilidade sem precedentes" para a Organização de Serviços de Exportação de Defesa (DESO). "Qualquer que seja a política de intervenção que apliquemos, é uma oportunidade sem precedentes para a DESO", escreveu Clarke.

Na outra carta ele apontou: "Eu fiz uma lista das perspectivas atuais quanto a vendas de equipamentos de defesa no início da crise. Agora estas devem ser promovidas e deve ser aumentado seu volume".

De acordo com a edição, os documentos também provam que Clarke aproveitou os encontros com o emir do Qatar e o ministro da Defesa do Bahrein para promover as exportações de armas. Em outros relatórios, ele nomeou os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito e Jordânia como compradores potenciais.

Entre as possíveis encomendas havia o fornecimento de helicópteros do tipo Westland Black Hawk aos EAU num valor total de 325 milhões de libras. O Omã expressou seu interesse na compra de veículos militares Warrior para ações militares no deserto, no total de 55 milhões de libras, e também na compra te tanques Challenger II. O Bahrein tencionava comprar caças Hawk e a Arábia Saudita tinha interesse em comprar sete navios hovercraft.

Clarke acreditava também que a partilha de informações de inteligência com os países do golfo Pérsico pouco antes da guerra de 1990 seria uma ferramenta de mercado útil para a indústria de armamento. O jornal acrescenta que o ministro tinha um plano para organizar visitas semanais de altos funcionários britânicos da inteligência aos países do Golfo para lhes entregarem relatórios "supersecretos". Clarke pensava que essas visitas "permitirão fornecer uma entrada impressionante para os representantes da DESO quando for mais apropriado".

Diretor da CIA exclui possibilidade de guerra nuclear iminente

O diretor da CIA, Mike Pompeo, declarou neste domingo (13) que, a partir dos dados de inteligência disponíveis, a probabilidade de uma guerra nuclear iminente pode ser excluída.

"Eu não vi nenhum dado de inteligência que mostre que estaríamos à beira de uma guerra nuclear", disse ele em entrevista à Fox News.

Pompeo disse que a administração do presidente dos EUA ainda vê a Coreia do Norte como uma ameaça, observando que "os Estados Unidos não vão mais tolerar como antes" a situação com a Coreia do Norte.

No início de agosto, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma nova resolução sobre a Coreia do Norte, endurecendo as sanções contra o país. De acordo com estimativas dos EUA, a plena implementação dessas restrições irá reduzir em um terço os ganhos anuais de câmbio de Pyongyang.

Trump emitiu uma nova ameaça contra a Coreia do Norte na sexta-feira, dizendo que os militares dos EUA estavam "trancados e carregados". Anteriormente, o presidente norte-americano havia declarado que a Coreia do Norte iria receber "fogo e fúria" em casos de novas ameaças de Pyongyang.

A Coreia do Norte, por sua vez, acusou os EUA de levar a Península Coreana à beira da guerra nuclear, deixando as potências mundiais alarmadas com a escalada da tensão. 

Exército dos EUA mata líder do Estado Islâmico no Afeganistão

Abdul Rahman era chefe do grupo terrorista no país

Agência ANSA

 

Adbul Rahman, um dos líderes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Afeganistão, foi morto após um ataque aéreo realizado pelo Exército dos Estados Unidos no último dia 10 de agosto, informou as Forças Militares norte-americanas neste domingo (13).

De acordo com o comandante John Nicholson, Rahman era chefe do EI-Khorasan, nome do grupo extremista na província de Kunar, no nordeste do país. Além dele, outros três líderes terroristas foram abatidos no ataque no distrito de Darah-Ye Pach "A morte de Abdul Rahman traz mais um golpe para a alta liderança do grupo", afirmou o general.

No último dia 11 de julho, a Força Aérea norte-americana atacou o quartel do EI-Khorasan na mesma região, e matou o então chefe do grupo, Abu Sayed.

Expocannabis Uruguay 2017 vai debater venda de maconha em farmácias

Jornal do Brasil

 

Em um intenso 2017, o Uruguai dá grandes passos na implementação da lei que regula e controla a cannabis e se prepara para uma grande Expocannabis Uruguay 2017. 

No dia 19 de julho, o Uruguai abriu a terceira via de acesso ao cannabis legal, estipulada na lei 19.172: a venda nas farmácias. O auto cultivo e os clubes de associações – as outras duas vias de acesso – já funcionavam segundo o esperado desde 2014, com 6.948 e 63 registros, respectivamente.

Venda de Cannabis. Os uruguaios e estrangeiros residentes, aptos para comprar cannabis nas farmácias são no momento 4.959, um número que cresce diariamente.

O Uruguai é modelo para países que buscam atualizar e melhorar suas políticas de drogas. Esta iniciativa coloca o país na mira de milhares de jornalistas e meios de comunicação nacionais e estrangeiros. Por isso, a Expocannabis Uruguay 2017 será a oportunidade para viver in loco a experiência uruguaia e participar de debates e mesas redondas sobre o tema. Profissionais, ativistas, empresários, acadêmicos e especialistas da área compartilharão 3 dias de intercâmbios, análises, conhecimentos e debates sobre avanços da indústria e do mercado. 

O evento. Acontecerá em Montevidéu nos dias 8, 9 e 10 de dezembro de 2017. Trata-se da plataforma de informação e articulação sobre cannabis mais importante da região. Tem como objetivo a desmitificação do cannabis e a desestigmatização de seus usuários. A cada edição, o evento coloca o foco em diferentes aspectos da planta para ampliar o espectro de seus usos e mostrar as potencialidades medicinais e industriais.

Reúne milhares de pessoas interessadas em saber mais sobre a cannabis: ativistas, cientistas, acadêmicos, empresários, organizações estatais e ONGs. Tem crescido ano a ano, se posicionando como uma referência na região, com grande apelo em todo o mundo. É o único evento do setor apoiado pelo Estado graças a qualidade da informação e ao seu papel central como criador de um espaço de articulação para o desenvolvimento de uma nova indústria.

Inclui um ciclo de conferências com especialistas de todo o mundo, oficinas práticas, um Laboratório de Cannabis e um Consultório de Orientação em Cannabis Medicinal . Ao mesmo tempo, um espaço com mais de 60 stands nacionais e internacionais e um vasto cronograma de propostas artísticas e musicais.

O cronograma completo de atividades será conhecido em breve na página do evento www.expocannabis.uy e através das redes sociais Twitter, Facebook e Instagram. As entradas já estão a venda via web a US$ 8 por dia, ou US$ 21 pelos três dias.

Para mais detalhes sobre a experiência uruguaia e do evento, assim como a obtenção de credenciais, comunique-se pelo endereço Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 13.08.2017

 

Medalha de Ouro e recorde do mundo para Inês Henriques na marcha

 

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A atleta do CN Rio Maior, de 37 anos, fez os 50 km em 4:05.56 horas, pulverizando o seu recorde mundial

A portuguesa Inês Henriques conquistou hoje a medalha de ouro nos 50 quilómetros marcha dos Mundiais de atletismo, que decorrem em Londres, juntando ao troféu o novo recorde do mundo, que já lhe pertencia.

A atleta do CN Rio Maior, de 37 anos, foi cronometrada em 4:05.56 horas, pulverizando o seu recorde mundial, que estava fixado nas 4:08.25 horas e datava de 15 de janeiro de 2017, em Porto de Mós.

Até chegar a Londres, Inês Henriques tinha no currículo três participações olímpicas, a última das quais no Rio2016, onde alcançou o 12.º posto nos 20 km marcha. A atleta conta ainda um sétimo posto nos Mundiais de 2007 e um nono nos Europeus de 2010, sempre na distância dos 20 km.

O pódio nos Mundiais de Londres foi completado com duas atletas chinesas: Hang Yin, prata, com 4:08.58, e Shuqing Yang, bronze, com 4:20.49.

 

Marcha de extrema direita em Charlottesville fez três mortos

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Uma das vítimas mortais foi atropelada intencionalmente já tinham os protestos terminado

Pelo menos três pessoas morreram sábado no âmbito de um encontro de grupos de extrema direita em Charlottesville, no estado norte-americano de Virgínia, segundo fontes oficiais.

"Temos pessoas que vieram para aqui provocar confusão, caos e desordem, o que causou três mortes", disse Maurice Jones, o presidente da Câmara de Charlottesville, numa conferência de imprensa.

Uma pessoa morreu quando um carro atingiu um grupo de pessoas que, segundo testemunhas, se manifestavam contra o encontro de extrema direita.

A vítima, uma mulher de 32 anos, atravessava a rua quando o veículo chocou contra a multidão, disse o chefe da polícia de Charlottesville, Al Thomas. Algumas dezenas de pessoas (os números são contraditórios e oscilam entre duas dezenas e 35) ficaram feridas.

Os outros dois mortos foram o piloto e o passageiro de um helicóptero que se despenhou nos arredores de Charlottesville, disse o governador do estado, Terry McAuliffe.

A polícia ligou o acidente com o helicóptero com a manifestação de extrema direita, embora ainda não tenha fornecido mais detalhes.

A marcha, caracterizada por confrontos, foi convocada para protestar contra a decisão de remover do parque da cidade a estátua do general Robert E. Lee, que comandou o exército de Virgínia do Norte durante a guerra civil americana e foi um opositor do direito de voto dos antigos escravos.

O governador da Virginia declarou o estado de emergência em resposta a este protesto e, através da sua conta na rede social Twitter, disse que tomou tal decisão para "ajudar o Estado a responder à violência" na marcha de Charlottesville, a cerca de 160 quilómetros de Washington.

Já na sexta-feira à noite tinha havido confrontos quando centenas de brancos nacionalistas marcharam no 'campus' da Universidade da Virginia com tochas.

China pede a Trump para travar escalada com Pyongyang

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Casa Branca mantém "medidas militares" como opção para resolver a crise. EUA e Coreia do Sul prosseguem exercícios conjuntos.

O presidente chinês, Xi Jinping, manteve ontem uma conversa telefónica com Donald Trump sobre a crise com a Coreia do Norte, naquilo que foi descrito em Pequim e em Washington, ainda que por diferentes palavras, como uma tentativa de manter aberto "o caminho do diálogo, das negociações e de um acordo político", isto segundo as autoridades chinesas, e de o regime de Pyongyang pôr termo "à escalada do seu comportamento provocatório", segundo a Casa Branca. Na conversa entre os dois dirigentes, ainda segundo Pequim, Xi terá feito notar a importância de "todas as partes envolvidas exercerem o máximo de contenção" nas suas declarações.

A China é o principal aliado da Coreia do Norte e destino de mais de 90% do comércio externo desta, tendo votado favoravelmente as mais recentes sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovadas por unanimidade na passada semana. Estas penalizam a economia de Pyongyang num valor equivalente a um terço do valor total das suas exportações, mas Pequim tornou claro que não aceitaria o descalabro económico do regime norte-coreano nem as tentativas de Trump de ligar uma solução do problema ao défice comercial dos EUA com a China.

Num outro contacto telefónico, Trump falou com Emmanuel Macron, tendo os dois presidentes discutido a questão da Coreia do Norte. No comunicado sobre esta conversa, a Casa Branca indica que os "EUA e os seus aliados têm pronta uma séria de medidas diplomáticas, económicas e militares" para enfrentar a situação. Por seu lado, o Eliseu indicou que Macron deu conta da sua preocupação com "a crescente ameaça balística e nuclear" norte-coreana.

O contacto entre os presidentes da China e dos Estados Unidos não parece ter tido efeitos imediatos na tensão que continuava ontem bem patente nas declarações de Trump e do regime de Pyongyang, assim como nos desenvolvimentos verificados quer na Coreia do Sul quer no Japão. Neste último país, as forças armadas deslocaram baterias de mísseis antimíssil Patriot para as áreas - as prefeituras de Shimane, Hiroxima e Kochi - sobre as quais deverão passar os mísseis norte-coreanos apontados às águas em torno da ilha de Guam, a antecipar o anunciado disparo destes, que poderá suceder nos próximos dias.

Na Coreia do Sul, apesar de a presidência ter divulgado uma nota a saudar o contacto telefónico entre Xi e Trump, classificando-o como um "catalisador que conduza a presente situação para uma nova dimensão", foi confirmado o aumento do nível de prontidão das forças armadas e também a realização de manobras conjuntas com os EUA, que estão marcadas para a próxima semana. Na sua propaganda, Pyongyang define-as como uma provocação e um "ato de agressão".

Na semana ora terminada, Pequim e Moscovo apresentaram um plano prevendo precisamente uma moratória nos exercícios conjuntos da Coreia do Sul e dos EUA em troca da suspensão dos disparos de mísseis norte-coreanos. Nem Washington, nem Seul, nem Pyongyang aceitaram o plano.

Compra de alimentos

Outro sinal da tensão regional é que tem havido nos últimos dias uma corrida à compra de alimentos e refeições prontas em Seul e noutras cidades da Coreia do Sul. Sintoma de que os sul-coreanos estão na expectativa de se verem confrontados com situações de emergência. As autoridades de Seul anunciaram também a realização generalizada de exercícios de defesa e proteção civil para dia 23.

Ainda na Coreia do Sul, noutro plano, o dirigente da principal força da oposição, o Partido da Liberdade, Hong Joon-pyo, advogou ontem a recolocação no país de forças nucleares táticas dos EUA, isto é, obuses para artilharia e bombas para aviões. Entre os anos 1960 e o início dos anos 1990, algumas centenas destas armas encontravam-se presentes no território sul-coreano, como fator de dissuasão, tendo a sua retirada sido decidida em outubro de 1991 durante a presidência de George Bush, o pai de George W. Bush. O argumento na época é que, com a retirada destas armas, EUA, Coreia do Sul e Japão tinham um argumento suplementar para pressionar a Coreia do Norte a pôr fim ao seu programa nuclear. O que não veio a suceder.

No que respeita a declarações, na noite de sexta para sábado (hora portuguesa), Trump esteve ao telefone com o governador de Guam, Eddie Calvo, declarando posteriormente que os residentes na ilha podem "sentir-se absolutamente seguros" e se "alguma coisa suceder (...), a Coreia do Norte vai ter grandes, grandes problemas". O presidente americano afirmou ainda que se o regime de Pyongyang continuar a política de ameaças aos EUA e seus aliados, "vai lamentá-lo, e vai lamentá-lo muito rapidamente". O presidente americano comentou ainda considerar novas sanções, "muito fortes", à Coreia do Norte, sem detalhar se seriam unilaterais ou se passariam pela ONU.

A retórica de Pyongyang manteve o tom habitualmente incendiário e hiperbólico, com a agência oficial KCNA a divulgar um comunicado em que se lia estar a Coreia do Norte "preparada para travar qualquer guerra que os EUA queiram travar" e "pronta a incendiar o seu território", aguardando apenas "a ordem final" de Kim Jong-un.

Exemplo desta atmosfera de tensão, e também de receio, o The New York Times publicava na edição de sexta-feira um mapa com pormenores do alcance dos mísseis balísticos intercontinentais norte-coreanos, revelando que, pelo menos no plano teórico, estes cobrem agora praticamente todo o território europeu, incluindo Portugal continental, além dos EUA e do Médio Oriente.

Dono de submarino detido em investigação sobre desaparecimento de jornalista

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Peter Madsen foi acusado de homicídio por negligência, mas nega as acusações

Um homem dinamarquês foi detido esta sexta-feira no âmbito da investigação ao desaparecimento de uma jornalista sueca, Kim Wall. Peter Madsen foi acusado de homicídio por negligência, mas nega as acusações.

O parceiro da jornalista deu o alerta, já que esta não voltou a casa na quinta-feira à noite depois do que deveria ter sido uma curta viagem de submarino com Peter Madsen, para uma reportagem que estava a preparar sobre o Nautilus. Começaram então as buscas pelo submarino, que as autoridades acreditavam ter duas pessoas a bordo, o dono e construtor e a jornalista.

Horas depois o submarino teve problemas e o dinamarquês teve de ser resgatado, mas não as autoridades não encontraram sinal de Wall. Madsen, de 46 anos, nega estar envolvido no desaparecimento da jornalista e assegura que a deixou em Copenhaga antes de voltar a sair com o submarino e de ter tido problemas, na sexta-feira de manhã.

As autoridades ainda não conseguiram aceder ao submarino, que está na Baía de Koge, perto de Copenhaga. A polícia está também a tentar encontrar testemunhas ou imagens de videovigilância que ajudem a perceber se a mulher desembarcou de facto e o que lhe pode ter acontecido.

Wall, de 30 anos, já escreveu para jornais como o The New York Times,o Guardian ou a Vice.

Sismo de magnitude 6,4 ao largo da ilha indonésia de Sumatra

 

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Não foi reportada, até ao momento, a ocorrência de vítimas

Um sismo de magnitude 6,4 na escala de Richter foi registado hoje ao largo da ilha indonésia de Sumatra, sem que tenha sido emitido alerta de tsunami.

O forte terramoto, com hipocentro localizado a 35 quilómetros de profundidade no leito marinho, ocorreu às 10:08 (04:08 em Lisboa) a 73 quilómetros a oeste de Bengkulu, na costa sudoeste da ilha, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial.

Não foi reportada, até ao momento, a ocorrência de vítimas.

Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da agência de gestão de desastres da Indonésia, afirmou que o sismo, sentido durante cerca de dez segundos nas cidades costeiras, foi forte o suficiente para derrubar móveis, levando residentes a deixarem as suas casas, e provocou cortes de energia elétrica em algumas zonas.

O mesmo responsável indicou que não foram, contudo, registados danos estruturais em edifícios.

O terramoto também foi sentido em Singapura, a aproximadamente 590 quilómetros do epicentro, com a televisão Channel NewsAsia a dar conta de que recebeu telefonemas de habitantes da Cidade-Estado.

Um sismo de 6,5 na escala de Richter, em Aceh, na ilha de Sumatra, fez mais de 100 mortos, em dezembro do ano passado.

Em 2004, a mesma província foi devastada por um tsunami desencadeado por um forte terramoto, que fez mais de 226 mil mortos numa dezena de países banhados pelo oceano Índico, a maioria na Indonésia.

A Indonésia, o maior arquipélago do mundo, assenta sobre o chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma zona de intensa atividade sísmica e vulcânica sacudida anualmente por 7.000 abalos, a maioria moderados.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 13.08.2017

 

Incêndios causaram 40 feridos desde quarta-feira

Quarenta feridos e dezenas de pessoas retiradas de casa desde que o fogo em Abrantes começou, na quarta-feira, é o balanço feito pela Proteção Civil, que revela que o incêndio em Tomar foi dado como dominado às 12:30.

Em declarações à agência Lusa, a adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, afirmou que, às 13:20, eram cinco os incêndios mais preocupantes: Mealhada, Alvaiázere, Ferreira do Zêzere, Coimbra e Castelo Branco.

O incêndio em Tomar, que lavrava há 20 horas, foi dado como dominado às 12:30, embora os meios de mantenham de prontidão, tendo em conta o risco de reativação.

Desde quarta-feira, altura em que começou o fogo em Abrantes, seguido de outras ocorrências em vários concelhos, dezenas de pessoas foram retiradas das suas casas por causa das chamas.

Segundo Patrícia Gaspar, o incêndio em Coimbra obrigou à retirada de 40 pessoas, que, entretanto, já regressaram às suas habitações.

O fogo na Mealhada, distrito de Aveiro, obrigou à retirada de 16 idosos, e em Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, também se registaram pessoas deslocadas.

Em Tomar, as chamas obrigaram à retirada de cerca de 80 pessoas das suas casas situadas em várias localidades.

No Louriçal, distrito de Castelo Branco, foi evacuada uma unidade hoteleira, além de residentes de casas em nove localidades.

Desde quarta-feira que os fogos já causaram 40 feridos -- entre bombeiros e civis -, dos quais apenas um com alguma 

Morrem 15 jiadistas do Estado Islâmico em confrontos em no Iraque

 

Pelo menos 15 jiadistas do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e três membros das forças iraquianas morreram hoje em confrontos no norte da cidade de Tikrit, revelou à EFE uma força de segurança.

Os extremistas atacaram esta manhã posições das forças de segurança iraquianas na zona de Al Zauia, a 70 quilómetros a norte de Tikrit, na província de Saladino, assegurou a mesma fonte.

Este ataque, que começou com intensos disparos de artilharia e de morteiros por parte dos jiadistas, terminou com três efetivos mortos e oito feridos.

As unidades castrenses responderam ao ataque, apoiados pela aviação iraquiana, e acabaram com a vida de 15 jiadistas, expulsando os restantes da zona.

A fonte adiantou que as tropas iraquianas acabaram com a equipa militar que levava os radicais, assim como com os seus veículos blindados.

Japão instala sistema de defesa antimísseis após ameaça da Coreia do Norte

O Japão terminou a instalação do sistema de defesa antimísseis em várias zonas do oeste do país, depois de a Coreia do Norte ter ameaçado lançar mísseis balísticos em direção a Guam que sobrevoariam território nipónico.

O sistema antimísseis terra-ar Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3) foi colocado em Shimane, Hiroshima e Kochi, por onde passariam os mísseis norte-coreanos segundo o plano anunciado por Pyongyang, bem como em Ehime, informou a agência de notícias nipónica Kyodo.

Os quatro sistemas PAC-3 foram transportados do leste do Japão, onde o sistema de defesa se encontra sobretudo concentrado em redor de Tóquio.

A Coreia do Norte ameaçou, na quinta-feira, bombardear as águas territoriais de Guam, ilha no Pacífico com uma população estimada em 160 mil habitantes, em cujas bases norte-americanas se encontram estacionados bombardeiros estratégicos que o Pentágono envia com regularidade para as proximidades da península coreana.

O plano, que Pyongyang prometeu finalizar dentro de dias, detalhava o lançamento de quatro mísseis Hwasong-12 de médio-longo alcance que sobrevoariam "as prefeituras japonesas de Shimane, Hiroshima e Kochi (oeste) e percorreriam 3356,7 quilómetros durante 1065 segundos [quase 18 minutos] antes de caírem na água, a cerca de 30 ou 40 quilómetros de Guam".

Na sexta-feira, aquando do anúncio do envio dos mísseis de interceção terra-ar PAC-3 para as quatro prefeituras, o Ministério da Defesa do Japão não confirmou se o ministro Itsunori Onodera tinha emitido já uma ordem para abater mísseis que sobrevoem o país.

Isaías Samakuva e UNITA recebidos por centenas de apoiantes em Angola

Centenas de pessoas receberam em festa no Mbanza Congo, na noite de sábado, o cabeça de lista da UNITA para as eleições gerais angolanas, Isaías Samakuva, que se estreou em ações de campanha na província do Zaire (Norte).

Os apoiantes de Isaías Samakuva - centenas de jovens vestidos com camisolas com as palavras de ordem do partido - acompanharam a chegada dos carros da comitiva do candidato, a bordo de carrinhas apinhadas de gente, em pequenos autocarros e em dezenas de motorizadas.

Muitos fizeram um cordão humano - com as mãos dadas - em torno dos carros da comitiva, enquanto entoavam a canção de campanha da UNITA e gritavam palavras de ordem como "Samakuva number one", uma referência ao facto de o candidato do partido do galo negro ser o primeiro colocado nos boletins de voto.

Naquela que foi a primeira ação de campanha na província do Zaire, a receção a Samakuva provocou um engarrafamento na pequena localidade de Mbanza Congo, que se notabilizou recentemente por albergar as ruínas do centro histórico - incluindo a Catedral de São Salvador do Congo - classificadas como património da humanidade pela UNESCO. Trata-se da primeira classificação do género atribuída a Angola por aquela Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura.

Em declarações aos jornalistas à chegada à sede local do partido, Isaías Samakuva disse que traz aos eleitores do Mbanza Congo uma mensagem de mudança, lembrando que a população da província deveria estar a beneficiar de parte dos lucros do petróleo que nela é extraído.

"Temos uma mensagem clara, que fala da necessidade de mudança. Nós podemos dar muita coisa [aos cidadãos zairenses]. A mudança de que estamos a falar é profunda, porque foca aspetos da vida social, política e económica", disse o candidato da UNITA.

A questão do petróleo também será tema em agenda no Zaire, que inclui - além de um comício no Mbanza Congo - uma ação de massas em Cuimba e uma visita à região petrolífera do Soyo.

"Foram prometidos 10% dos lucros do petróleo para esta província, mas os 10% nunca apareceram", salientou Samakuva.

A festa da UNITA durou pela noite dentro, com os apoiantes a entoarem o refrão da canção de campanha: "Primeiro o angolano, segundo o angolano, terceiro o angolano. Angolano sempre".

Questionado sobre o local de origem dos apoiantes - nomeadamente se o partido fez deslocar os jovens para o local dos comícios - o diretor de protocolo do candidato da UNITA afirmou que os populares que receberam em festa o candidato são da região.

Angola realiza eleições gerais a 23 de agosto, num ato eleitoral marcado pela ausência do Presidente Eduardo dos Santos - há 38 anos no poder - do boletim de voto. O cabeça de lista do MPLA - partido que governa Angola desde 1975 - será o general João Lourenço, ministro da Defesa.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 13.08.2017

 

 

Petróleo angolano tem forte procura

13 de Agosto, 2017

A maior parte do petróleo das exportações angolanas para Setembro está vendida - com uma forte procura asiática a apressar os contratos - embora restem carregamentos dos campos Girassol e Saturno em vésperas do anúncio do programa de Outubro, na próxima semana, noticiou ontem a Reuters.

O mercado esteve caracterizado pela manutenção da elevada procura das refinarias, envolvendo um número crescente de carregamentos nas negociações. Os ganhos do brent chegam a ameaçar as vendas no mercado de futuros, afirmaram negociadores citados pela agência.
As notícias dão conta da venda de um carregamento da companhia Vitol ido do campo Erha, da Nigéria, à companhia uruguaia Ancap, enquanto o grupo do sector da refinação PetroIneos adquiriu um carregamento da BP dos graus nigerianos de Forcados, em que os preços não foram apurados.
A Petrobras comprou dois carregamentos de crude ultra leve nigeriano Agbami. Restam uns 25 carregamentos do programa de Setembro, abaixo das sobras a esta altura, nos meses anteriores.
A francesa Total obteve uma oferta para fornecer, em Outubro, um carregamento à Indian Oil Corp, mas os negociadores não puderam determinar se a companhia oriental comprou quaisquer outros carregamentos.
A indonésia Pertamina anunciou uma oferta para comprar 600 mil barris da costa ocidental africana.
A OPEP prevê um aumento da procura em 2018, devido ao aumento do consumo global.

Merkel contra solução militar

13 de Agosto, 2017

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou sexta-feira que não acredita numa “solução militar” para a crise na Península da Coreia e considerou “desnecessária e equivocada” a troca de ameaças nos últimos dias entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.
Numa entrevista concedida em Berlim, Merkel defendeu esforços diplomáticos na ONU e especialmente com os países mais envolvidos no conflito para se encontrar uma solução para a crise.
“Não vejo uma solução militar (para este conflito) nem a considero indicada”, disse a chanceler, que estava acompanhada pelo alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, e o director-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing.
Merkel afirmou que a Alemanha está disposta a trabalhar estreitamente para encontrar soluções pacíficas e distanciou-se de qualquer acção militar em relação à crise na Península da Coreia.
Objectivamente, a chanceler defendeu soluções multilaterais e a “cooperação estreita” entre os países directamente envolvidos na crise, como os EUA, China, Coreia do Sul e o Japão.“Considero que a escalada verbal é a resposta equivocada”, disse.
Nos últimos dias, Washington e Pyongyang vêm trocando ameaças, com Trump a prometer “fogo e fúria” e a Coreia do Norte a indicar a ilha de Guam, território norte-americano no Pacífico, como um possível alvo de um ataque com mísseis. Pouco antes de Merkel fazer essas declarações, Trump afirmou na sua conta no Twitter que as forças militares dos EUA estavam preparadas “para o combate” com a Coreia do Norte.
“As soluções militares estão totalmente preparadas, prontas para o combate, se a Coreia do Norte actuar de forma imprudente. Espero que Kim Jong-un encontre outro caminho”, escreveu o presidente americano.

Apelo à responsabilidade 
O presidente da França, Emmanuel Macron, lançou ontem um apelo à responsabilidade “de todos” para se evitar uma escalada da tensão na Coreia do Norte, que, em sua opinião, constitui uma ameaça grave. “A comunidade internacional deve agir de forma coordenada, firme e eficaz, como acaba de fazer o Conselho de Segurança, para que a Coreia do Norte retome incondicionalmente a via do diálogo”, refere um comunicado do Palácio do Eliseu, sede do Executivo francês.
De acordo com o comunicado, Macron “garante aos aliados e parceiros da França na região a sua solidariedade perante a situação actual, e insta, além disso, a responsabilidade de todos para impedir uma escalada das tensões”. O governante francês transmitiu ainda a sua preocupação perante o agravamento da ameaça balística e nuclear procedente da Coreia do Norte, que, disse, prejudica “a preservação da paz e da segurança internacional”. A presidência francesa considerou no seu comunicado que isto “delineia uma ameaça séria sobre a segurança” dos países vizinhos e sobre “a perenidade do regime internacional de não-proliferação nuclear”.
Com os demais membros do Conselho de Segurança da ONU, a França salientou que pede à Coreia do Norte que “cumpra sem demora as suas obrigações internacionais e proceda ao desmantelamento completo, verificável e irreversível dos seus programas nucleares”. O comunicado não cita de forma directa os Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, advertiu na sexta-feira que as suas forças armadas estão prontas “para o combate” com Pyongyang, na sequência da guerra verbal mantida entre ambos países nos últimos dias.

Três milhões de voluntários
As autoridades norte-coreanas afirmaram que, pelo menos, 3,5 milhões de jovens e soldados reformados acorreram aos postos de recrutamento militar para lutarem contra os Estados Unidos, num momento de aumento da tensão e da retórica entre Washington e Pyongyang.
O jornal “Rodong Sinmun” revelou que pelo menos 3,475 milhões de estudantes, jovens trabalhadores e soldados reformados prontificaram-se a ingressar nas Forças Armadas nos três dias posteriores a 7 de Agosto, depois do anúncio de duras represálias pelas novas sanções da ONU.
Os meios de comunicação norte-coreanos mostraram na quarta-feira uma mobilização de milhares de cidadãos que desfilaram pela Praça Kim Il-sung em Pyongyang com cartazes em apoio ao líder Kim Jong-un e contra as últimas sanções das Nações Unidas para punir os lançamentos recentes de mísseis balísticos da Coreia do Norte.
Segundo a agência de notícias norte-coreana “KCNA”, mobilizações deste tipo repetiram-se por todo o país nos últimos dois dias. A Coreia do Norte tem uma população de 25 milhões de habitantes e conta com um exército com entre 700 mil e 1,3 milhão de integrantes.

Antigo bastião rebelde em poder do exército

13 de Agosto, 2017

As forças governamentais sírias conseguiram recuperar a totalidade da cidade de Al Sujna, no leste da província de Homs, que arrebatou do grupo Estado Islâmico (EI), informaram ontem fontes oficiais e activistas dos Direitos Humanos.

As tropas governamentais assumiram o controlo de Al Sujna há uma semana, mas nos últimos dias tiveram que fazer frente aos contra-ataques do Estado Islâmico. Uma fonte militar citada pela agência oficial “Sana” afirmou que ontem de manhã o exército sírio “assumiram a totalidade da cidade de Sujna após operações intensas contra o Estado Islâmico”.
As operações “causaram a morte de grande número dos terroristas” e também a destruição de quantidades consideráveis de munições e armas.
A fonte acrescentou que as unidades do Exército prosseguem com as operações para assegurar a área e com a perseguição dos remanescentes dos radicais.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, indicou que o exércitoterminou de retirar as minas da cidade, a última localidade que restava em poder do Estado Islâmico em Homs, e que está na estrada para Deir ez-Zor, bastião "jihadista" no leste do país. Durante as últimas semanas, o Exército sírio e seus aliados avançaram contra o Estado Islâmico pelo leste de Homs e pelo sul da província vizinha de Raqqa.
Esta ofensiva coincidiu com a que está a ser desenvolvida pela Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por milícias curdas e apoiadas pelos Estados Unidos, na cidade de Raqqa, considerada a capital do califado proclamado pelo Estado Islâmico em 2014. Enquanto isso, um ataque da Organização para a Libertação do Levante contra as forças governamentais derivou em confrontos violentos nos arredores a sudoeste de Damasco.

Moçambicanos continuam a elogiar os gestos de paz

13 de Agosto, 2017

As organizações da sociedade civil moçambicanas consideram que o encontro de domingo entre o Presidente moçambicano Filipe Nyusi e o líder da Renamo Afonso Dhlakama acende “uma luz de esperança” de paz para os moçambicanos.

“A sociedade civil encara este acto não só como uma das formas mais altas de demonstração de vontade política das duas partes, mas também como uma luz de esperança para as moçambicanas e moçambicanos”, diz um comunicado assinado por oito fóruns e organizações da sociedade civil moçambicanos  divulgada sexta-feira em Maputo. A sociedade civil moçambicana, prossegue o comunicado, acredita e está confiante de que o Presidente da República e o líder da Renamo   vão continuar  a trilhar o “caminho da esperança, respeito pela vida, prosperidade, crescimento e do desenvolvimento” do país.
No comunicado, as oito organizações reiteram a disponibilidade para contribuírem para o processo de construção de uma paz efectiva, sustentável e de reconciliação nacional. O comunicado, em forma de carta, é subscrito pelo Fórum das Organizações da Sociedade Civil para os Direitos da Criança (ROSC), Fórum Nacional de Rádios Comunitárias (FORCOM), Centro de Capacitação e Aprendizagem da Sociedade Civil (CESC), Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Coordenação para a Mulher no Desenvolvimento (Fórum Mulher), Associação das Mulheres de Carreira Jurídica (AMMCJ), Fundação MASC e Liga das ONG de Moçambique (Joint).
O Presidente moçambicano, Filipe Jacinto Nyusi, e o líder máximo da Renamo, Afonso Dhlakama, encontraram-se no domingo nas matas da  serra da Gorongosa, centro, num frente-a-frente não previamente anunciado, para debater a questão da paz no país, renovando no seio dos moçambicanos a esperança de uma estabilidade duradoira.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 10.08.2017

 

Coreia do Norte diz que sanções dos EUA “jamais funcionarão”

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/08/2017 16:51:47

A Coreia do Norte assegurou ontem (4)) que as sanções impostas esta semana pelos Estados Unidos por causa do seu último teste com um míssil intercontinental “não funcionarão” e só servem para “justificar ainda mais” o desenvolvimento de armas nucleares pelo regime do presidente Kim Jong-un.

“A campanha de sanções dos Estados Unidos poderá funcionar em outros países, mas jamais na República Popular Democrática da Coreia (RPDC, o nome oficial da Coreia do Norte)”, assegurou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano em declarações veiculadas pela agência estatal de notícias do país KCNA.

Os Estados Unidos, “com suas ameaças de guerra e de sanções extremas, só aumentam a vigilância e resistência e justificam ainda mais o desenvolvimento de armas nucleares” por parte da Coreia do Norte, afirmou o funcionário da chancelaria.

No último dia 2, o presidente Donald Trump ratificou um pacote com novas sanções que permitem punir com maior facilidade entidades e indivíduos que comercializem petróleo e seus derivados, carvão e metais de terras raras com a Coreia do Norte e, inclusive, quem utiliza mão de obra norte-coreana no exterior.

A Coréia do Norte rejeitou e condenou “energicamente” a nova normativa - que pune também o Irã e a Rússia - e afirmou que a conduta de Washington é “criminosa” ao tentar aplicar “sua lei federal às relações internacionais, o que constitui um desafio direto à Carta das Nações Unidas e ao Direito Internacional”.

Os EUA adotaram as novas sanções depois que a Coreia do Norte lançou em 28 de julho seu segundo míssil intercontinental, como parte de testes para aprimorar sua tecnologia balística e conseguir alcançar o território americano.

O lançamento foi “uma séria advertência aos EUA, que estão ficando temerários e frenéticos”, disse a chancelaria norte-coreana, que considera que os países que respeitam o regime de sanções, “ao invés de criticá-lo”, são os que alimentam a tensão na Península Coreana.

 

 

ONU confirma que equipe sofreu ataque no Sul da Colômbia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/08/2017 18:58:35

A Missão da ONU na Colômbia confirmou que uma equipe com observadores, membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e da Polícia sofreu uma “emboscada” quando trabalhava na remoção de explosivos da guerrilha que estavam escondidos.  

O grupo estava em uma área remota do município de Caloto, no departamento de Cauca, no Sudoeste do país, quando o ataque aconteceu. Um integrante da Unidade para a Edificação da Paz ficou ferido, conforme informou a Missão da ONU em breve comunicado.

Depois de receber as armas de quase 7 mil integrantes das Farc, a missão trabalha para retirar armamento e explosivos de 779 pontos, com a colaboração de membros dessa guerrilha e o apoio da Polícia.

Após o ataque, o policial ferido foi levado a um hospital em Cali, se bem que o resto da equipe saiu ilesa e foi transferida a uma das zonas veredais transitórias de normalização (ZVTN) em que estão os guerrilheiros das FARC dentro do processo de desmobilização.

A Missão da ONU na Colômbia tem caráter político e não militar, sendo que os policiais e militares internacionais que a integram andam desarmados, ainda que claramente identificados com coletes azuis com o emblema do organismo.

O trabalho de recuperação de armas e explosivos é desenvolvido dentro da implementação do acordo de paz que o Governo colombiano e as FARC assinaram em novembro.

 

Países da UE não reconhecem Assembleia Constituinte venezuelana

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 03/08/2017 20:19:01

 

A União Europeia (UE) anunciou quarta-feira (2) que não reconhece a Assembleia Constituinte promovida pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por dúvidas sobre a sua legitimidade e advertiu que intensificará sua resposta se as autoridades do país “seguirem destruindo os princípios democráticos”. A informação é da agência EFE.

A UE e seus Estados-membros “não podem reconhecer a Assembleia Constituinte da Venezuela pela preocupação quanto à sua efetiva representatividade e legitimidade”, apontou a alta representante da União Europeia para a Política Exterior, Federica Mogherini, em um comunicado em nome dos 28 países do bloco.

Na nota, os países da UE pedem que Maduro tome “medidas urgentes para retificar o curso dos eventos” e apontam que “estão dispostos a intensificar a sua resposta, caso os princípios democráticos sigam sendo minados e a Constituição venezuelana não seja respeitada”.

Piora da crise

As nações da UE lamentaram profundamente “a decisão das autoridades venezuelanas de seguir adiante com as eleições” da Constituinte, que na sua opinião pioraram “a crise” na Venezuela. “As circunstâncias da votação geram dúvidas sobre a capacidade da Assembleia Constituinte de representar de maneira efetiva todos os componentes da população venezuelana”, disseram.

Além de apontar que as atribuições da Constituinte “não estão claras”, a UE considera que sua eleição pode ser uma desculpa “para impulsionar ainda mais o conflito e usar o poder sem controle”.

Os países do bloco europeu também pediram “a liberdade de todos os oponentes políticos,” em especial os opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, que voltaram a ser presos esta semana. “Pedimos solenemente a todos os que têm na Venezuela mandato democrático para governar que administrem a lei”, para “negociar uma saída” que “respeite os direitos constitucionais” e as instituições como a Assembleia Nacional, o Supremo Tribunal e a Procuradoria-Geral.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 10.08.2017

 

 

Cerca de 230 mil pessoas continuam desalojadas do oeste de Mossul, diz ONU

Após a retomada do controle de Mossul, no Iraque, pelas Forças Armadas iraquianas, a coordenadora humanitária da ONU no país, Lise Grande, afirmou que o contraste entre as duas partes da cidade, separadas pelo rio Tigre, "não poderia ser mais evidente". A informação é da ONU News.

Enquanto no leste de Mossul a vida vai voltando lentamente ao normal, na parte oeste, onde o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), que ocupava a cidade, resistiu por mais tempo antes de ser expulso, bairros inteiros e a infraestrutura urbana foram destruídos. Por conta disto, milhares de pessoas não têm pra onde voltar.

Lise Grande disse a jornalistas, em Genebra, que Mossul é realmente "um conto de duas cidades".  Segundo ela, a parte leste está se recuperando: as pessoas estão em casa, escolas, mercados e negócios estão abertos. Ela disse que as "condições não são ótimas", mas que quase "todos voltaram para casa no leste de Mossul, menos umas 20 mil pessoas".

Já a situação no oeste da cidade é muito diferente. Lise, que também é vice-chefe da Missão das Nações Unidas no Iraque (Unami), afirmou há cerca de 230 mil civis sem previsão de voltar para casa nos 15 bairros que foram completamente destruídos.

Batalha urbana

Ela afirmou que Mossul que foi cenário da maior batalha urbana desde a Segunda Guerra Mundial e também viu a maior evacuação organizada na história moderna, com quase 1 milhão de civis recebendo assistência para sair da cidade., graças às agências humanitárias que estavam na linha de frente. No total, cerca de 3,3 milhões de pessoas permanecem fora de suas casas no Iraque, incluindo as que foram recentemente deslocadas de Mossul.

Na sequência da campanha iraquiana para expulsar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) do país, a coordenadora humanitária afirmou que outras três operações militares ainda são esperadas: em Tal Afar, em Hawija e no Vale do Eufrates, na província oeste de Anbar. Ela estima que, ao fim dessas operações, outras centenas de milhares de civis possam ser deslocados.

'The New York Times': Medos de mísseis e palavras

Jornal diz que fala de Trump sobre Coréia do Norte pode acirrar confronto 

Jornal do Brasil

Artigo publicado nesta quinta-feira (10) pelo jornal norte-americano The New York Times analisa a resposta do presidente Donald Trump ás ofensivas da Coréia do Norte.

O texto afirma que de certa forma, pode-se ver por que Donald Trump ameaçou desencadear "fogo e a fúria" contra a Coréia do Norte se ameaçasse os Estados Unidos. O programa nuclear do Norte é uma ameaça crescente, suas tiradas de guerras são incrivelmente enervantes, e soluções pacíficas para a ameaça que representa foram amplamente evasivas durante muitos anos e administrações americanas.

NYT ironiza: sendo Trump presidente dos Estados Unidos, e se uma liderança prudente e disciplinada sempre foi necessária, agora é. Sua atitude na terça-feira não foi apenas irresponsável, mas também perigosa. Ele não é mais um empresário tentando criticar alguém em um acordo. Ele comanda o arsenal nuclear e convencional mais poderoso do mundo, e qualquer erro de cálculo pode ser catastrófico, alerta o noticiário.

Mesmo que as provocativas observações de Trump façam parte de uma estratégia deliberada para aumentar a pressão sobre a Coréia do Norte - e sobre a China, que, como o principal fornecedor de alimentos e combustíveis do Norte, tem mais influência sobre isso do que qualquer outra nação - eles estariam em desacordo com o que foi realizado por seus predecessores. Este é um presidente sem experiência prévia de governo ou militar que não mostrou uma compreensão clara de questões estratégicas complexas, avalia o autor do texto.

Popularidade de Merkel cai dez pontos em um mês

Chanceler tentará novo mandato em setembro, contra Schulz

Agência ANSA

 

A popularidade da chanceler alemã, Angela Merkel, despencou 10 pontos percentuais no último mês, chegando a 59%, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (10). 

Os dados, da ARD-Deutschland Trends, também apontaram uma queda de 4 pontos no índice de popularidade do candidato Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu e que concorrerá nas eleições de setembro contra Merkel. Hoje, ele está com 33% de aprovação. 

Toda a Europa aguarda com grande expectativa as eleições parlamentares na Alemanha, já que analistas apostam no país como o único capaz de evitar uma desintegração da União Europeia (UE) e conter o avanço da extrema direita e de movimentos nacionalistas que já despontaram em eleições em outras nações, como na França.    

Dede que anunciou sua candidatura, o social-democrata vinha quase empatado com Merkel nas pesquisas de intenção de voto. Mas o "efeito Schulz" durou pouco e o Partido Social Democrata (SPD) foi derrotado em todas as eleições regionais pelo União Democrata Cristã (CDU) da chanceler.

Baleia salta em barco e deixa ao menos 7 feridos na Austrália

Grupo voltava de uma expedição de pesca nas ilhas Whitsundays

Agência ANSA

 

Ao menos sete pescadores sobreviveram depois que uma baleia jubarte surpreendeu o grupo e realizou um de seus famosos saltos bem debaixo do barco, que foi arremassado no mar da Austrália.

Os pescadores estavam retornando no último domingo (6) de uma expedição de pesca nas ilhas Whitsundays, no nordeste do país, quando a baleia de mais de 40 toneladas atingiu a embarcação de oito metros e meio. As imagens do ataque foram publicadas na internet e viralizaram.

O impacto da colisão deixou o capitão Oliver Galea, 44 anos, com um corte profundo na testa, além de dois homens desmaiados. Um dos pescadores foi levado em estado grave ao hospital local e permanece internado com lesões faciais. Outros três tiveram lesões leves e foram liberados. 

Acerto de contas da máfia mata quatro homens no sul da Itália

Uma das vítimas era suposto chefe de um clã na região da Puglia

Agência ANSA

Quatro pessoas morreram em um tiroteio nesta quarta-feira (9) na cidade de San Marco in Lamis, no sul da Itália, em um provável acerto de contas da máfia.

Entre as vítimas estão Mario Luciano Romito, 50 anos e suposto líder de um grupo mafioso, e seu cunhado, Matteo De Palma, 44, que estavam em um Volkswagen New Beetle quando foram baleados.

Os outros dois mortos são os camponeses Luigi e Aurelio Luciani, 47 e 43 anos, respectivamente, que estavam em um Fiat Fiorino e foram testemunhas involuntárias do duplo homicídio.

Segundo a primeira reconstrução feita pela Polícia, um carro com matadores de aluguel emparelhou com o New Beetle, e os atiradores abriram fogo com um fuzil AK-47 e uma espingarda calibre 12.

Romito é tido como líder de um clã mafioso homônimo que nos últimos anos se opôs ao grupo dos Libergolis na disputa pelo controle do crime organizado na região. Ambos pertenceriam à Sagrada Coroa Unida, máfia que atua na Puglia, o "salto da bota" que representa o mapa italiano.

"Aquilo que ocorreu é terrível, não há outras palavras para descrever o que aconteceu", declarou o prefeito de San Marco in Lamis, Michele Merla. A cidade fica na província de Foggia, onde, no fim de julho, o dono de um restaurante já havia sido assassinado em outro acerto de contas entre mafiosos.

As disputas na província de Foggia são chamadas de "a oitava guerra da máfia" e deixaram quase 30 mortos desde 2015. Dentro da Sagrada Coroa Unida, a facção considerada mais brutal é justamente a Società Foggiana (Sociedade Foggiana), cujas ações a fizeram ocupar um espaço no noticiário antes dedicado à Camorra (Campânia), à Cosa Nostra (Sicília) e à 'ndrangheta (Calábria), que nos últimos anos têm adotado uma estratégia de discrição.

Nesta quinta-feira (10), o ministro do Interior da Itália, Marco Minniti, presidirá em Foggia uma reunião do Comitê Nacional de Segurança Pública para discutir a situação na província.

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 10.08.2017

 

 

Guerra mataria dezenas de milhares na Coreia do Sul em poucos dias

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Pyongyang disse estar a estudar plano para atacar ilha americana de Guam, no Pacífico. Trump recordou ter o maior arsenal nuclear

Se Donald Trump decidir mesmo lançar "o fogo e a fúria" contra a Coreia do Norte, um conflito desse género iria provocar "dezenas de milhares de mortos na Coreia do Sul nos primeiros dias", garante Mark Hertling, general na reserva e analista da CNN. Tudo porque, se o poderio militar dos EUA é inquestionavelmente maior do que o dos norte-coreanos, um primeiro ataque deve centrar-se nas instalações nucleares de Kim Jong-un. Com os norte-americanos a precisar de vários dias para destruir a artilharia colocada na fronteira entre as Coreias e com Seul a 50 km de distância, é de esperar um grande número de baixas, segundo vários estudos.

Ora, apesar de muitos analistas concordarem que nem os EUA nem a Coreia do Norte têm mesmo a intenção de se lançar numa guerra, a verdade é que nas últimas horas o conflito atingiu um tom perigoso. Depois de Pyongyang prometer dar uma "lição implacável" aos EUA na sequência da aprovação de novas sanções na ONU, foi a vez de Trump ameaçar lançar "o fogo e a fúria" contra a Coreia do Norte em caso de ataque contra o seu país. Pelo meio, a Agência de Informações da Defesa (DIA) confirmou que os norte-coreanos conseguiram produzir ogivas nucleares com as dimensões adequadas para colocação em mísseis balísticos intercontinentais.

Ontem, foi a vez de Pyongyang anunciar que está a "examinar cuidadosamente" um plano para atacar Guam, um território americano no Pacífico, onde vivem pouco mais de 160 mil pessoas, mas que abriga uma base militar com um esquadrão de submarinos, uma base aérea e um grupo da guarda costeira. Popular entre os turistas japoneses e sul-coreanos, Guam está protegida pelo sistema de mísseis antimíssil THAAD, instalado na Coreia do Sul. Num discurso na televisão, o governador do território, Eddie Calvo, garantiu estarem prontos para "qualquer eventualidade". Mas procurou tranquilizar a população, afirmando que "neste momento não pesa qualquer ameaça contra nós".

Povoada há 4000 anos pelos chamorros, povo indígena que hoje representa 40% da população, Guam foi colonizada pelos espanhóis no séc. XVI. Estes cederam a ilha aos EUA em 1898 após a derrota na Guerra Hispano-Americana.

Na administração Trump, se o secretário da Defesa, James Mattis, deixou um ultimato à Coreia do Norte para "deixar de pensar em qualquer ação [militar] que leve ao fim do seu regime e à destruição do seu povo", o secretário de Estado, Rex Tillerson, procurou acalmar os ânimos. O responsável pela diplomacia dos EUA afirmou que "os americanos devem dormir bem à noite", sem se preocuparem com "a retórica dos últimos dias". Quanto às declarações de Trump, Tillerson explicou que "o que o presidente está a fazer é mandar uma mensagem forte à Coreia do Norte numa linguagem que Kim Jong-un entenda, porque ele não parece entender a linguagem diplomática".

Desde 2006, a Coreia do Norte realizou cinco ensaios nucleares, recusando pôr fim ao seu programa apesar de ser alvo de sanções internacionais. Desde fevereiro, o país, um dos mais isolados do mundo, já efetuou o lançamento de 17 mísseis em 12 ocasiões diferentes. E os analistas acreditam que terá capacidade para atingir território americano, podendo mesmo chegar a Nova Iorque, com a trajetória certa.

Os americanos têm bases aéreas e militares tanto na Coreia do Sul como no Japão, além de já terem enviado para o Pacífico três porta--aviões nos últimos meses. Mas uma guerra com a Coreia iria obrigar a retirar as famílias dos militares ali destacados e levar para a região o resto do material e do pessoal necessários. Sun Zhe, codiretor da China Initiative na Universidade de Columbia, acredita que, em caso de conflito, os EUA se limitarão a ataques aéreos. "Não vão fazer uma intervenção terrestre. Vão bombardear instalações militares, mas não me parece que atravessem o paralelo 38 [que divide as Coreias]."

Apesar dos esforços do seu chefe da diplomacia e dos apelos à contenção da comunidade internacional - inclusive da China, único aliado de Pyongyang -, Trump recorreu ontem ao Twitter para deixar outro aviso. "A minha primeira ordem como presidente foi para renovar e modernizar o nosso arsenal nuclear. Este é agora mais forte e poderoso do que alguma vez foi", escreveu na primeira parte de um tweet que rematou: "Esperemos nunca ter de usar este poder, mas nunca chegará o dia em que não seremos a nação mais forte do mundo."

O perigo do bluff presidencial

Com a popularidade em queda - 38% segundo a última sondagem da CNN -, Trump decidiu jogar a sua credibilidade ao ameaçar a Coreia do Norte. "Trump pode ficar encurralado porque está a prometer uma ação que pode não querer cumprir", explicou Timothy Naftali à estação de televisão. Para o historiador presidencial na Universidade de Nova Iorque, o presidente devia "ter cuidado quando faz ameaças porque, para bem da credibilidade dos EUA, pode ter de as cumprir. Por isso, o presidente têm tanto cuidado de não fazer bluff. Porque o outro lado pode desafiá-los".

Ao surgir diante dos jornalistas, de braços cruzados e maxilares rígidos, no seu clube de golfe em Nova Jérsia, onde passa uns dias de férias para os quais levou o trabalho, e prometer lançar "o fogo e a fúria" sobre a Coreia do Norte, Trump veio incendiar ainda mais a situação. Com esta ameaça direta, o presidente americano arrisca-se a dar um argumento a Pyongyang quando esta diz que os EUA estão mesmo dispostos a atacá-la.

Esta retórica bélica por parte de um inquilino da Casa Branca é quase inédita nos últimos anos. Ronald Reagan causou espanto ao chamar "império do mal" à União Soviética em 1983, mesmo assim num contexto que não era ameaçador, e George W. Bush garantiu "eles que venham!", referindo-se aos rebeldes durante a Guerra do Iraque, um comentário que o presidente que colocou a Coreia do Norte no "eixo do mal" disse mais tarde lamentar.

O único momento comparável será quando Harry Truman, depois de lançar a bomba atómica sobre Hiroxima no final da II Guerra Mundial, ameaçou o Japão que se não se rendesse imediatamente enfrentaria "uma chuva de ruína vinda do céu, como nunca se viu na Terra". Três dias depois, os EUA lançavam outra bomba atómica sobre Nagasaki - fez ontem 72 anos.

Brasil reabre investigação a caso que envolve Lula da Silva e Portugal Telecom

 

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Investigação sobre o caso de corrupção foi aberta em 2013 e acabou por ser arquivada em 2015

A Procuradoria-Geral da República e a polícia federal do Brasil reabriram uma investigação sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por factos relacionados com o pagamento de um suborno supostamente feito pela Portugal Telecom em 2005.

A investigação baseia-se em denúncias do publicitário Marcos Valério, um dos envolvidos no escândalo do mensalão (caso de corrupção que revelou um esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso brasileiro) no primeiro mandato de Lula da Silva como Presidente.

Tentado negociar um acordo com a Justiça para atenuar uma condenação, Marcos Valério contou, em 2012, que presenciou uma negociação ocorrida em 2005 entre o ex-presidente Lula da Silva e Miguel Horta Costa, presidente da Portugal Telecom na época em que isso acontece, e na qual eles acertaram o pagamento de um suborno para o Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo Marcos Valério, o montante acertado foi de 7 milhões de dólares (5,9 milhões de euros) e o dinheiro teria sido transferido para o PT por uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau através de contas fora do Brasil.

Uma investigação sobre o caso foi aberta em 2013, no entanto, acabou por ser arquivada em 2015 a pedido da própria Procuradoria da República brasileira, porque entendeu que não era possível comprovar a transferência do dinheiro.

A Justiça Federal em Brasília discordou do arquivamento e o caso foi remetido à Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República.

Agora, este órgão decidiu enviar as informações de volta para a Procuradoria do Distrito Federal para que as investigações sejam reabertas.

Num comunicado, a assessoria de comunicação do ex-presidente brasileiro informou que "as acusações de Marcos Valério foram feitas em 2012 e investigadas por 3 anos. Ambos os Ministérios Públicos, de Portugal e do Brasil, pediram o arquivamento delas por total falta de provas. Não há nada, portanto, que justifique a reabertura dessa investigação agora."

 

 

Tailandesa conclui bacharelato aos 91 anos e recebe diploma do rei

 

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"Se não estudamos, não lemos, não sabemos, não somos capazes de falar com sentido", disse a mulher à televisão Thai PBS

Uma tailandesa de 91 anos concluiu um bacharelato depois de dez anos de estudos e recebeu o diploma das mãos do rei da Tailândia, noticiou esta quinta-feira a televisão pública Thai PBS.

Kimlan Jinakul concluiu na quarta-feira o curso de Desenvolvimento Humano e Familiar na Universidade Aberta Sukhothai Thammathirat, um estabelecimento de ensino superior público situado nos arredores de Banguecoque.

"Se não estudamos, não lemos, não sabemos, não somos capazes de falar com sentido", disse à televisão.

O diploma foi-lhe entregue pelo rei Maha Vajiralongkorn Bodindradebayavarangkun.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 10.08.2017

Envelope com "substância" faz três feridos em Borough Market

Três pessoas ficaram feridas depois de um envelope com uma "substância não identificada" ter sido entregue num restaurante no mercado de Borough Market, em Londres.

Segundo noticiou a estação pública britânica BBC, polícia, paramédicos e bombeiros foram chamados ao local após um envelope ter sido descoberto num restaurante de sushi durante a hora de almoço.

O edifício do restaurante foi evacuado por precaução, mas a Scotland Yard (polícia metropolitana de Londres) indicou que não está a tratar este incidente como um ato de terrorismo.

Nenhuma detenção foi feita, indicou a BBC.

As três pessoas afetadas sofreram pequenos ferimentos e foram tratadas no local pelos serviços de paramédicos.

Em declarações à BBC, um empresário local, Paul Dawson, disse que tinha sido informado que o restaurante tinha recebido "um pó branco", acrescentando que o gerente do estabelecimento de restauração tinha decidido fechar o local porque "algo bastante mau tinha acontecido".

A 3 de junho, o Borough Market e a Ponte de Londres foram cenário de um duplo ataque terrorista que fez oito mortos e mais de 40 feridos.

Coreia do Norte vai ter plano de ataque a Guam dentro de dias

A Coreia do Norte afirmou esta quinta-feira que, dentro de dias, vai estar pronta para disparar quatro mísseis em direção à ilha de Guam, no Pacífico, numa altura em que se intensifica a 'guerra de palavras' entre Pyongyang e Washington.

O exército norte-coreano "está a analisar seriamente o plano" para executar um ataque envolvendo quatro mísseis Hwasong-12, de médio alcance, em direção a Guam para enviar "um forte sinal de advertência aos Estados Unidos", diz a agência oficial norte-coreana KCNA.

Este plano "vai ser finalizado em meados de agosto e será reportado ao comandante-chefe das forças nucleares da DPRK [sigla em inglês de República Democrática da Coreia, nome oficial do país], aguardando as suas ordens", afirmou o comandante das Forças Estratégicas norte-coreanas, Kim Rak-Gyom, referindo-se ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Pyongyang renovou hoje a sua retórica bélica depois de, na véspera, a tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte se ter agudizado com a ameaça de Pyongyang de um eventual ataque a Guam. Essa ameaça surgiu em reação ao aviso do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que Washington irá responder com "fogo e fúria jamais vistos" se esse tipo de ameaças não cessarem.

Após a réplica norte-coreana, o Pentágono decidiu enviar dois bombardeiros estratégicos B-1B (estacionados em Guam) para perto da península da Coreia.

No comunicado de hoje, o mesmo responsável militar norte-coreano acusa o Presidente dos Estados Unidos de "dizer uma série de disparates" e de "não ser capaz de entender a gravidade da situação".

A Coreia do Norte "vai continuar a observar atentamente as declarações e comportamento dos Estados Unidos", refere ainda a KCNA.

Mansões de luxo subaquáticas à venda no Dubai

Uma empresa imobiliária do Dubai iniciou a pré-venda de um novo projeto de habitação, em que um dos andares das moradias é construído debaixo de água, no Golfo Pérsico.

O projeto já tinha sido apresentado com pequenas casas, mas agora a Kleindienst Group anunciou o início da venda de mansões maiores, com três andares e quatro quartos, pensados para famílias. As casas terão cerca de 80 metros quadrados debaixo de água.

Os edifícios "The Signature Edition" do empreendimento "The Floating Seahorse" ficarão prontos em 2018 e têm preços entre 2,37 milhões e 2,76 milhões de euros.

 

Ia abrir supermercado com toneladas de produtos roubados

O dono de um supermercado brasileiro foi detido, em Santos, quando se preparava para inaugurar o estabelecimento com, pelo menos, 16 toneladas de produtos roubados de um camião de carga.

O caso foi descoberto depois de um assalto - com sequestro - a um camionista, na manhã de quarta-feira, no município de Santos.

O motorista ficou retido durante quatro horas, mas a carga desapareceu. No entanto, os assaltantes não contavam que o camião tivesse um localizador monitorizado por uma empresa de segurança, revela o jornal "A Tribuna".

A pista levou os investigadores até um supermercado prestes a ser inaugurado no noroeste do município, onde foram encontrados os produtos furtados.

No total, a polícia encontrou 275 fardos de arroz e 227 embalagens de feijão que compunham a carga do camião assaltado. Foram encontradas também 114 caixas de frango, que teriam sido roubadas na última sexta-feira.

"Além da carga roubada pela manhã e lá localizada, foram reunidos indícios de que outras cargas também são oriundas de ilícitos praticados na região", revelou fonte policial à imprensa brasileira.

O dono do supermercado foi indiciado por recetação de produtos roubados.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 10.08.2017

Senadores querem diálogo sem pressão

10 de Agosto, 2017

A senadora democrata do estado da Califórnia, Dianne Feinstein, ex-presidente do Comité de Inteligência, criticou as ameaças do Presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu responder com “fogo e fúria” a possíveis provocações da Coreia do Norte.

“O isolamento da Coreia do Norte não deteve a sua busca por armas nucleares, além disso o Presidente Trump também não está a ajudar a resolver a situação com as suas declarações bombásticas”, frisou a senadora.
A democrata acredita que Washington deve iniciar um diálogo de alto nível com Pyongyang sem qualquer condição prévia, “já que a diplomacia é a única via sensata". O Presidente Donald Trump afirmou que a Coreia do Norte havia de enfrentar “fogo e fúria” como o mundo nunca viu, caso o país prossiga com as suas ameaças aos Estados Unidos.
A Coreia do Norte em resposta advertiu que lançaria um ataque nuclear contra a base militar norte-americana na ilha de Guam, no Oceano Pacífico. Pyongyang realizou desde o começo deste ano 11 testes de mísseis balísticos, inclusive lançamentos de supostos mísseis intercontinentais capazes de alcançar a parte continental dos EUA.
Em 2016, a Coreia do Norte levou a cabo mais de 20 testes semelhantes, para além da quarta e quinta provas nucleares, não obstante as proibições do Conselho de Segurança da ONU. 
O senador John McCain criticou o Presidente Donald Trump, por este ter prometido responder com “fogo e fúria” a possíveis provocações da Coreia do Norte.

Autoridades francesas confirmam detenção

10 de Agosto, 2017

O primeiro-ministro da França, Edouard Philippe, confirmou ontem a prisão do suposto motorista que atropelou um grupo de militares em Levallois-Perret.

Edouard Philippe detalhou na Assembleia Nacional que o carro em questão, um BMW preto, foi interceptado na rodovia que liga Paris a Boulogne-sur-Mer, no norte do país, mas não deu pormenores sobre a detenção, que está em fase de investigação.
De acordo com a emissora “BFM TV”, o homem tentou evitar a detenção, no departamento de Pas-de-Calais, e acabou por ser atingido por um tiro. 
O homem, que foi levado a um hospital em estado grave, estava no carro usado no ataque que aconteceu por volta das 8 horas contra um grupo de militares que saía do quartel para iniciar uma patrulha, seis dos quais ficaram feridos. A “BFM TV” informou que a identidade do detido está a ser confirmada, mas já se sabe que ele nasceu em 1980 e que não estava identificado.
O ministro do Interior, Gérard Collomb, qualificou a acção de deliberada e, após a detenção do suspeito, agradeceu através do Twitter às forças da ordem pela “mobilização e grande capacidade de desdobramento.” 
A detenção do suspeito ocorreu após abertura de uma investigação pela secção anti-terrorista da Procuradoria de Paris, para esclarecer   as motivações do atropelamento de um grupo de militares em Levallois Perret, nos arredores de Paris, em que seis deles ficaram feridos. Fontes da Procuradoria indicaram à Agência EFE que foi aberta uma investigação por “tentativa de assassinato relacionada com uma organização terrorista de pessoas que detêm autoridade pública e conspiração para fins terroristas”.
A fonte confirmou a detenção e a continuidade da investigação para encontrar mais elementos que possam ajudar a determinar as cincunstâncias e possíveis ligações ao atropelamento.
Um veículo atropelou um grupo de militares por volta das 8h00 locais, quando os soldados saíam de um quartel, mas depois fugiu em alta velocidade. 
A polícia francesa mobilizou um enorme dispositivo que tornou possível a detenção do suspeito. O ministro do Interior da França, Gérard Collomb, já havia descartado que o atropelamento de militares nos arredores de Paris tenha sido um acidente e considerou que foi um acto deliberado, antes de indicar que o estado de saúde dos seis agentes feridos é melhor do que o imaginado. 
No hospital militar de Bégin, onde estão internados três dos feridos, Collomb disse que os factos aconteceram num quartel do dispositivo antiterrorista da localidade de Levallois Perret, nos arredores da capital francesa, Paris. Um carro que circulava pelo bairro em baixa velocidade acelerou contra um grupo de dez militares, quando estava a cerca de 100 metros do mesmo.
Os agentes estavam a preparar-se para iniciar a ronda, como parte do dispositivo militar desdobrado no país, após os atentados de 2015.
Esse modo de agir leva as autoridades a pensar que “é um acto deliberado”, indicou Collomb, que apontou que é a sexta vez que a unidade militar antiterrorista é atacada desde a sua criação.
Collomb, que foi ao hospital acompanhado da ministra da Defesa, Florence Parly, apontou que o estado de saúde dos militares era menos grave do que se imaginava num primeiro momento. Florence relatou que os agentes sofreram arranhões em várias partes do corpo, enquanto os mais afectados, que estão internados no hospital militar de Percy, na localidade de Clamart, “não estão em estado grave”. Os dois ministros concordam que este ataque demonstra que o nível de ameaça na França é extremamente grande e que a missão militar de vigilância antiterrorista é mais necessária do que nunca. Collomb disse que este ano foram evitados sete atentados em várias zonas do país.

Tropas americanas próximas de Al Tanf

10 de Agosto, 2017

As tropas norte-americanas reforçaram a presença na fronteira de Al Tanf, entre a Síria e o Iraque, onde prestam apoio às facções rebeldes sírias, disse ontem à Agência EFE o líder do Exército dos Comandos da Revolução, Mohanad al Talea.

Efectivos dos EUA mantêm o apoio a extremistas na Síria
Fotografia: Anthony Wallace | AFP

“As tropas dos EUA não se retiraram e nem vão se retirar, pelo contrário, reforçaram a sua presença em Al Tanf”, disse Al Talea ao telefone desde essa passagem fronteiriça, sem oferecer detalhes sobre o número de soldados norte-americanos.
Nas últimas semanas, alguns meios de comunicação internacionais informaram sobre uma possível retirada em ordem de tropas das forças dos EUA da zona.
No dia 19, o jornal “The Washington Post” afirmou que o Presidente Donald Trump decidiu suspender um programa da CIA para armar e treinar as tropas rebeldes na Síria, ainda que depois o governante tenha acusado esse meio de comunicação de inventar esses dados. Al Talea apontou que os EUA continuam a apoiar a sua facção e outros grupos rebeldes sírios. “Nós recebemos o respaldo da coligação internacional e do Pentágono”, indicou o líder insurgente, que acrescentou que há outras organizações rebeldes sírias apoiadas pela MOC (siglas em inglês de Centro de Operação Militar), com base na Jordânia e controlada pela CIA, que tão pouco parou de dar suporte.
Al Talea acusou o Estado Islâmico (EI) de atacar com a milícia pró-governamental iraquiana ‘Multidão Popular’, de credo xiita, perto do limite entre o território sírio e o do Iraque. “Houve um ataque do EI contra as milícias da parte iraquiana e mataram vários de seus membros”, assegurou. Ontem, a ‘Multidão Popular’ atribuiu às forças norte-americanas o bombardeamento contra um grupo de milicianos da sua unidade na fronteira entre o Iraque e a Síria, o que foi negado por Washington, que lidera a coligação internacional contra as acções do grupo Estado Islâmico.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 27.07.2017

 

Três mortes são registradas na Venezuela durante greve geral

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27/07/2017 11:17:00

O Ministério Público da Venezuela confirmou a morte de três jovens na noite de quarta-feira, após uma greve geral convocada pela Mesa da Unidade Democrática (MUD), o grupo opositor ao governo de Nicolás Maduro.

Apesar da repressão de Maduro contra a greve nacional, que é realizada devido à tentativa do governo de alterar a Constituição do país, o líder opositor, Leopoldo López estimulou os venezuelanos a resistirem e permaneceram nas ruas.

Em Mérida, houve a morte de Rafael Antonio Vergara, de 30 anos, durante uma manifestação, de acordo com o MP, em seu perfil no Twitter. A morte de Enderson Caldera, de 23 anos, em Mérida, também será investigada. Em Caracas, um adolescente de 16 anos, acabou morrendo durante uma manifestação.

 

Líderes da Líbia estabelecem em Paris um acordo de cessar-fogo

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/07/2017 17:41:11

O chefe do governo de unidade nacional da Líbia, que conta com apoio da ONU, Fayez al Serraj, e o marechal Khalifa Hafter, que controla o leste do território líbio, chegaram terça-feira (25), em Paris, a um acordo de cessar-fogo no país, que está em guerra há seis anos. A informação é da EFE.

O encontro, mediado pelo presidente francês Emmanuel Macron e supervisionado pelo novo representante especial do secretário-geral da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé, foi concluído com uma declaração conjunta de dez pontos na qual ambos chegaram a um acordo para a convocação de eleições “o mais rápido possível”.

A reunião representa um passo para a estabilização da Líbia, um país falido e vítima do caos e da guerra civil desde que, em 2011, rebeldes apoiados pela Otan conseguiram derrubar o ditador Muammar Kadafi, que estava no poder desde 1969.

Serraj, que conta com o reconhecimento internacional, e Hafter, que domina cerca de 60% do território da Líbia e importantes recursos petrolíferos, se comprometeram a estabelecer um roteiro para restabelecer a ordem no país.

A solução da crise na Líbia “só pode ser política”, coincidiram os dois líderes em um texto que reconhece a validade do Acordo de Sjirat (no Marrocos), no qual a aposta foi pela formação, sem consenso, de um governo de unidade nacional.

Eleições

Serraj já havia anunciado há duas semanas a intenção de seu Executivo de convocar eleições antecipadas para março de 2018, uma intenção que se deparou com a oposição do chefe do Parlamento de Tobruk (cidade portuária líbia no Mediterrâneo, próxima à fronteira com o Egito), a região controlada por Hafter.

Os dois líderes, que disputam o controle do país com o apoio de várias milícias, se reuniram pela primeira vez em 2 de maio em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em um encontro que terminou sem um acordo entre as partes.

 

 

Inundações matam 50 pessoas na Índia e causam danos a 2 milhões

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/07/2017 19:45:42

Pelo menos três pessoas morreram e outras 200 mil foram afetadas pelas inundações que castigam, há dois dias, o oeste da Índia, onde persistem fortes chuvas. “Até agora há três mortos e 10.000 evacuados, três distritos foram afetados”, indicou hoje à Agência EFE um porta-voz da Autoridade de Gestão de Desastres do estado indiano de Gujarat.

O porta-voz detalhou que os serviços de emergências já resgataram 5.051 pessoas e que as operações de resgate continuam na região, onde se mobilizaram efetivos da força aérea indiana.

O Departamento Meteorológico da Índia alertou hoje que algumas áreas do estado de Gujarat ainda sofrerão durante os próximos três dias de chuvas “fortes ou muito fortes”.

Nas últimas seis semanas mais de 50 pessoas já morreram e quase dois milhões se viram afetadas pelas inundações e chuvas caídas no nordeste da Índia, especialmente no estado de Assam.

O país asiático se encontra sob os efeitos das monções, época do ano marcada por intensas precipitações, que costumam se estender até setembro. Estes incidentes meteorológicos são habituais no sul da Ásia na época das monções, sobretudo entre julho e agosto, quando costumam deixar centenas de mortos e milhões de afetados na região.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 27.07.2017

 

Protesto de taxistas tem confronto no Centro do Rio

Jornal do Brasil

Um protesto de taxistas na manhã desta quinta-feira (27) acabou provocando confrontos entre manifestantes a policiais militares, em frente à Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Enquanto os manifestantes soltavam rojões, a PM lançava spray de pimenta, bombas de efeito moral e atiravam balas de borracha.

O protesto teve início nas primeiras horas desta quinta-feira, em diferentes pontos do Rio, contra aplicativos de transporte de passageiros, como Uber, Cabify e 99. Os grupos cobram que regras de regulamentação dos veículos a que os táxis são submetidos sejam aplicadas também aos motoristas dos aplicativos. 

Além disso, taxistas também pedem fiscalização em estacionamentos irregulares próximos aos shoppings, aeroportos, eventos, shows e da Rodoviária; descredenciamento do Easy e do 99, que, segundo o sindicato, operam na mesma plataforma que o aplicativo de carro particular; e a prorrogação do prazo de vida útil dos veículos de 6 para 8 anos, o que já foi atendido pela prefeitura, com o Decreto 43.465/2017  publicado ontem no Diário Oficial do município.

'Financial Times': Trump, Sessions e a iminente crise constitucional dos EUA 

Quanto mais profundo o conselho especial escava, mais o presidente entra em pânico

Jornal do Brasil

 

O jornal britânico Financial Times publicou nesta quinta-feira (27) um editorial sobre o cenário político dos Estados Unidos.

O texto afirma: "As armas de agosto estão preparadas e apontadas. Donald Trump está perguntando em voz alta se deve demitir seu procurador-geral, Jefferson Sessions. Vindo do topo, tal especulação só pode terminar na partida de Sessions. O presidente dos EUA também está discutindo sobre quem o livrará do conselheiro especial incômodo, Robert Mueller. Isso também deve acabar com a saída do Sr. Mueller. Ambos são uma questão de tempo. Meu palpite é agosto. Mas pode demorar alguns meses. Ou ser amanhã".

O autor diz que o argumento é que o senhor Trump fará o que deve fazer para bloquear a investigação. Sua última escalada foi desencadeada pela decisão de Mueller de ampliar sua pesquisa para incluir os tratos financeiros da Organização Trump com a Rússia. Os bisbilhoteiros de Washington especularam que Vladimir Putin possui fitas controversas de Trump. Em contraste, não faltam motivos para examinar a história de negócios de Trump com colegas russos.

Texto afirma que Trump fará o que deve fazer para bloquear a investigação

Quanto mais Mueller progredir, mais pânico causa em Trump, aponta FT. Suas reações revelam seus motivos. Nenhum observador razoável poderia concluir que Trump está disposto a falar a verdade, abrir seus arquivos. Tendo se recusado a liberar suas declarações fiscais, ele arrisca iniciar uma crise constitucional para impedir que os policiais norte-americanos examinem seus negócios. Os dois estão obviamente conectados. Mais cedo ou mais tarde, investigadores sérios acabarão encontrando o dinheiro. 

Isso só pode resultar em uma colisão, ressalta Times. A questão é se a república dos EUA pode sair ilesa. As comparações com Watergate são frequentes. Mas o "Massacre de sábado à noite" de Richard Nixon, em outubro de 1973, pressiona demais para se ignorar. Elliot Richardson, seu procurador-geral, demitiu-se depois de se recusar a demitir o promotor especial, Archibald Cox. Em seguida, o vice-procurador-geral, William Ruckelshaus, desistiu pelo mesmo motivo. Só na terceira tentativa, Nixon poderia encontrar um oficial flexível o suficiente para fazer sua oferta. Esse homem era Robert Bork, lembra o editorial.

para o autor Trump enfrenta o mesmo problema. Depois de se recusar de qualquer coisa relacionada com as investigações da Rússia, Sessions não tem autoridade para demitir Mueller. Mas seu vice, Rod Rosenstein, provavelmente não o fará. Foi ele quem nomeou Mueller depois de ter demitido James Comey, o chefe do Bureau Federal de Investigação, em maio. Por isso, Trump está ocupado com Sessions e Rosenstein. Ele está preparando sua base para o conflito. 

É neste momento que uma crise constitucional entraria em erupção. Os pais fundadores da América criaram um sistema baseado em leis, não em homens. Mas é difícil para as pessoas manterem o sistema. Em teoria, não há nada que detenha Trump de fazer o que quiser. A maioria dos advogados constitucionais dizem que não se pode acusar um presidente  no cargo- mesmo que ele tenha obstruído repetidamente a justiça. Se Mueller fosse demitido, em outras palavras, nenhum tribunal o restabelecia. O mesmo se aplica a Sessionss, finaliza.

> > Financial Times

 

 

Itália desmantela esquema ilegal de cidadania a brasileiros

Quatro pessoas foram presas, incluindo um 'vigile' e 2 empresários

Agência ANSA

 

A Guarda de Finanças (GdF) de Lodi, na Itália, realizou uma operação nesta quinta-feira (27) para desmantelar um esquema ilegal de cidadania que teria beneficiado cerca de 500 brasileiros no ano passado.

    Ao todo, foram presos cinco acusados de usar documentos falsos para legalizar a situação dos estrangeiros em uma ação batizada como "Carioca".

    Foram levados para a prisão o "vigile" ("fiscal municipal") e comandante da polícia de Ospedaletti Lodigiano, Mariano Pozzoli, 64 anos, e um oficial de Estado da mesma comuna, identificado como A.C., 42. Também foi para um presídio um empresário brasileiro, dono de uma agência com sede em Monza, identificado como W.G., 38 anos.

    A operação colocou ainda sob o regime de prisão domiciliar a esposa do empresário, identificada como B.M., 44, também brasileira, e o dono de uma empresa de aluguel de carros de Verona, identificado como F.I., 57.

    De acordo com a nota oficial da GdF, "as investigações permitiram revelar um sistema de corrupção de funcionários públicos que sob pagamento permitiam que sujeitos provenientes do Brasil tivessem residência na Itália e, em particular, na comuna lodigiana".

    Segundo as autoridades, os dois funcionários públicos "declaravam falsamente em atas a presença de brasileiros" que não estavam na Itália e visitavam um "lugar preventivamente acordado" com os empresários.

    "A residência era atestada em casas disponibilizadas - direta ou indiretamente - pelos mesmos sujeitos investigados", informa ainda a GdF.

    A investigação revelou que os clientes brasileiros pagavam quantias entre 3,5 mil euros e 5 mil euros para levar a "prática" adiante e, desse valor, cerca de 1.250 euros "iam para os bolsos dos oficiais".

    Ao todo, os agentes apreenderam cerca de 900 mil euros que estavam escondidos nas casas dos suspeitos.

    Essa não é a primeira vez que as autoridades desmantelam um sistema irregular de cidadania para brasileiros. Em maio deste ano, os policiais de Augusta, em Siracusa, prenderam outras sete pessoas acusadas de favorecer ilegalmente cerca de 500 brasileiros. (ANSA)

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 27.07.2017

 

Trinta mil hectares consumidos nos últimos dias, 122 mil desde janeiro

EPA/PAULO CUNHA

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Dados são do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais

Os incêndios florestais que se registam desde domingo nos distritos de Castelo Branco, Santarém e Portalegre consumiram quase 30 mil hectares, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).

O EFFIS, que através de imagens de satélite contabiliza quase em tempo real a área ardida, adianta que arderam, entre 1 de janeiro e 25 de julho, 122.220 hectares de floresta em Portugal, sete vezes mais do que a média dos últimos oito anos em período homólogo.

Este sistema do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia, que apresenta as áreas ardidas cartografadas em imagens de satélite (com uma resolução espacial de 250 metros), mostra também que um terço da área ardida da União Europeia, até 25 de julho, se registou em Portugal.

De acordo com o EFFIS, o grande fogo da Sertã, que começou no domingo e alastrou depois aos concelhos de Proença-a-Nova e Mação, afetando os distritos de Castelo Branco e Santarém, consumiu uma área de 25.388 hectares.

A estimativa com base em imagens de satélite conta 2.782 hectares de área ardida no incêndio de Vila Velha do Rodão, também no distrito de Castelo, e 1.158 hectares no fogo do Alto Alentejo, na região do Gavião, não estando ainda contabilizada a área consumida pelas chamas em Niza.

Os dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais são referentes até quarta-feira passada.

Segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o fogo na Sertã, Proença-a-Nova e Mação foi dominado esta quinta-feira de manhã, continuando ativos os incêndios que lavram no distrito de Portalegre.

Rússia diz que vai responder à "insolência" dos Estados Unidos

SPUTNIK/MIKHAIL KLIMENTYEV/KREMLIN

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Reação ao pacote de sanções económicas aprovadas pelo Congresso

O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu esta quinta-feira que vai responder à "insolência" dos Estados Unidos, cujo Congresso aprovou um agravamento das sanções económicas contra a Rússia, e alertou para "um crescimento da histeria anti-russos" em Washington.

"Nós comportamo-nos de forma muito reservada, muito paciente, mas a certa altura temos de responder, porque é impossível tolerar indefinidamente a insolência para com o nosso país", declarou Putin no decorrer de uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo finlandês, Sauli Niinisto, em Savonlinna, Finlândia.

Putin precisou que ainda não definiu o tipo de resposta da Rússia face a esta questão e que dependerá da versão final do projeto de sanções, adotado terça-feira pela câmara baixa do Congresso dos Estados Unidos. O projeto deverá passar na Câmara alta, o Senado, e promulgado por Donald Trump.

O texto da lei, que também contempla o Irão e a Coreia do Norte, visa punir Moscovo pela suposta ingerência nas eleições presidenciais de novembro, a propósito da qual está em curso uma investigação nos Estados Unidos.

"Não considero que se trate de uma investigação, uma vez que uma investigação pressupõe determinar um conjunto de circunstâncias, estudar os motivos e entender as partes (envolvidas)", considerou Putin.

"Mas o que vemos é simplesmente um crescimento da histeria anti-russos. (...) É triste que as relações russo-americanas sejam sacrificadas" devido a política interna, realçou o presidente russo.

Questionado sobre a deterioração das relações russo-americanas, atualmente no nível mais baixo desde o fim da Guerra Fria, Putin respondeu: "Lamentamos isso".

"Lamentamos porque se agíssemos em conjunto, (...) poderíamos gerir de forma bem mais eficaz os problemas muito graves que preocupam tanto o povo russo como o povo norte-americano", explicou, enumerando as "crises internacionais", a luta contra o terrorismo, a defesa do meio ambiente, a luta contra a imigração clandestina ou "o desenvolvimento da economia".

Número feridos no confronto entre palestinianos e polícia israelita sobe para 96

 

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Quatro feridos, pelo menos, foram levados ao hospital

O número de feridos nos confrontos entre palestinianos e forças de segurança israelitas na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, depois de milhares de fiéis islâmicos convergirem para o local para rezarem, aumentou para 96.

O Crescente Vermelho palestiniano informou que dezenas de pessoas foram tratadas nas proximidades da Porta dos Leões, através da qual se acede à Esplanada, e dentro do próprio recinto, para onde se deslocaram as forças israelitas, que fizeram diversas cargas violentas.

Os ferimentos foram causados por balas de borracha e espancamentos, incluindo fraturas de ossos.

Pelo menos, quatro feridos foram transportados para hospitais.

A polícia israelita garantiu que os palestinianos, reunidos no recinto e nas suas proximidades, começaram a apedrejar os agentes, ferindo um destes, bem como para o Muro das Lamentações, principal lugar de culto judeu, que está nas proximidades da Esplanada.

"A polícia evacuou a zona para evitar feridos", asseverou o porta-voz policial, Micky Rosenfeld, que adiantou que "a situação ficou controlada".

Os manifestantes içaram bandeiras palestinianas no topo da mesquita de Al Aqsa, dentro do recinto sagrado, algo que não é permitido, pelo que foram retiradas pela Polícia, informou a porta-voz Luba Samri.

Centenas de fiéis acorreram ao local, seguindo o apelo das autoridades islâmicas para que rezassem hoje no recinto. O apelo surgiu após um período de quase duas semanas em que os muçulmanos não rezaram no local, em protesto contra as medidas especiais de segurança -- entretanto retiradas - colocadas pelas autoridades israelitas na sequência de um ataque terrorista.

Algumas dezenas entre a multidão de manifestantes exigiram a abertura de todas as portas da Esplanada e alertaram que não iriam entrar quando viram que o acesso de Huta estava fechado.

A 14 de julho dois polícias israelitas foram assassinados a tiro por três terroristas israelo-árabes muito perto do acesso de Huta (próximo da Porta dos Leões), o que levou à instalação de medidas de segurança reforçadas, como detetores de metais e controlos policiais mais apertados.

Publicitário que criou campanha de Passos detido no Brasil com bilhete para Portugal

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O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil (BB) Aldemir Bendine, foi esta quinta-feira detido no Brasil no âmbito da operação Lava-Jato. Na mesma ação policial, foi ainda detido o publicitário e especialista em marketing político André Gustavo Vieira da Silva, que coordenou as campanhas eleitorais de Passos Coelho em 2011 e 2015.

Ambos tinham viagens marcadas para Portugal, André Gustavo para esta quinta-feira, segundo o Expresso, Aldemir Bendine para o dia seguinte.

Houve ainda um terceiro detido, Antônio Carlos Vieira da Silva Jr.

Segundo a Lusa, a viagem planeada pelo antigo presidente da Petrobras foi descoberta após o Ministério Público Federal (MPF) ter acesso a informações telefónicas do acusado, com o sigilo quebrado pela investigação.

Ao justificar a prisão do ex-presidente da Petrobras e do BB, o procurador brasileiro Athayde Ribeiro Costa disse que ele tem nacionalidade italiana e iria viajar para Portugal com passagem só de dia.

"[Aldemir] Bendine tinha passagem comprada para Portugal para a data de amanhã [sexta-feira 28 de julho] e as informações dão conta que André Gustavo [Vieira da Silva] tinha passagem para Lisboa para data de hoje. Estes fatos foram levados em conta pelo MPF", disse o procurador.

O procurador declarou que no caso de Aldemir Bendine "a descoberta da viagem foi fruto da quebra telemática do suspeito" e mencionou que foi descoberto que havia só uma passagem de ida para Lisboa.

"Havendo ou não uma passagem de retorno isto não muda a necessidade de prisão preventiva", acrescentou.

Estas detenções ocorreram na 42.ª fase da operação Lava Jato, batizada de "Cobra". Segundo a "delação" (quando alguém fornece informações às autoridades para ter benefícios, nomeadamente na pena de prisão) feita por Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, Bendine solicitou e recebeu três milhões de reais (816,3 mil euros) para auxiliar a construtora Odebrecht em negócios com a Petrobras.

Conforme os delatores, o dinheiro foi pago em espécie através de um intermediário. Aparentemente, de acordo com a PF, estes pagamentos só foram interrompidos com a prisão de Marcelo Odebrecht, em junho de 2015.

Em 2015, Aldemir Bendine era braço direito da então Presidente brasileira, Dilma Rousseff.

Aldemir Bendine deixou o Banco do Brasil com a missão de acabar com a corrupção na empresa estatal de petróleo, alvo da operação Lava Jato, mas, segundo os delatores, o acusado já cobrava subornos no Banco do Brasil e continuou a cobrar na Petrobras. Com Lusa

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 27.07.2017

Principal conselheiro de Trump para o Médio Oriente

demitido

O principal conselheiro do presidente norte-americano para o Médio Oriente, Derek Harvey, foi demitido esta quinta-feira, sem que as razões tenham sido tornadas públicas.

A informação foi divulgada por dois membros da Casa Branca com conhecimento do assunto, mas que falaram sob anonimato, uma vez que não têm autorização para o tratar em público.

A Casa Branca não confirmou que Harvey foi demitido, mas assegurou que já não é o principal conselheiro para o Médio Oriente.

Em comunicado, o conselheiro de Donald Trump para a segurança nacional, H.R. McMaster declarou que a Casa Branca "aprecia muito o serviço de Derek Harvey a este país como oficial militar de carreira" e "está a trabalhar com o coronel Harvey para identificar posições nas quais o seu currículo e conhecimentos possam ser melhor utilizados".

Harvey tinha sido convidado para o cargo pelo anterior conselheiro de Trump para a segurança nacional, o general Michael Flynn.

Homem tentou raptar criança à porta da Primark em Manchester

Um homem tentou raptar uma menina de cinco anos, que estava com a mãe, no exterior da Primark da Market Street, em Manchester, na quarta-feira. O alegado raptor foi impedido por pessoas que passavam e posteriormente detido pelas autoridades.

O homem, de 53 anos, aproximou-se da criança por trás e pegou nela, tentando afastar-se do local, sem sucesso. "[A rua] estava tão movimentada que ele não conseguia sair dali", explicou Kayley Wright, de 23 anos, citada pelo jornal local "Manchester Evening News".

A menina começou a chorar e a pontapear, ao mesmo tempo que a mãe gritava pedindo que o homem a largasse.

Várias pessoas que estavam no local reagiram aos pedidos de socorro de ambas e acometeram contra o homem, permitindo que a menina voltasse para junto da mãe. Depois disso, um grupo de três ou quatro pessoas imobilizou o homem no chão até a polícia chegar.

De acordo com o jornal local, a mãe não conhecia o alegado raptor.

O homem foi detido pelas autoridades e vai responder por tentativa de rapto.

Arábia Saudita confirma execução de 14 pessoas

Condenados por "mais de 50 ataques armados" contra instituições oficiais

O Tribunal Superior da Arábia Saudita confirmou a decisão de executar 14 pessoas devido à sua implicação em "mais de 50 ataques armados".

O jornal saudita "Okaz" informou que os ataques foram perpetrados contra "postos de polícia na cidade de Al Awamiya e na província de Al Qatif, bem como na prisão de Al Qatif".

Outros ataques dirigidos a 20 patrulhas ocorreram em "vários postos de controlo", refere o jornal sem especificar o local, causando mortes e ferimentos às forças de segurança, sem referir o número.

Entre os réus que foram condenados em primeira instância em junho do ano passado incluem-se pessoas que constam numa lista de 24 indivíduos emitida pelas autoridades em 2012, que estavam a ser procurados pela justiça saudita.

Alegadamente, os detidos cometeram "mais de 40 assaltos à mão armada em lojas de Al Qatif, Al Awamiya e Saihad" e foram condenados por tráfico de drogas e recolha de doações para financiar os ataques.

Os arguidos pertencem à célula Al-Awamiya, cujos membros são acusados de terrorismo pela Arábia Saudita.

Detido responsável por matança de elefantes e rinocerontes

Rede de traficantes de marfim e cornos de rinoceronte será liderada por cidadãos chineses

As autoridades moçambicanas e tanzanianas detiveram o cabecilha de um grupo de caçadores furtivos responsável pela matança de elefantes e rinocerontes na Reserva Nacional do Niassa, norte de Moçambique.

A Reserva Nacional do Niassa localiza-se na província do Niassa, norte de Moçambique, e numa região que faz fronteira com a Tanzânia.

Segundo o jornal eletrónico "MediaFax", Mateso Chupi, de nacionalidade tanzaniana e com documentos de identificação moçambicanos falsos, foi detido este mês no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

Mateso Chupi era procurado pelas autoridades moçambicanas desde setembro de 2014 e pelas da Tanzânia desde 2013 pelo seu envolvimento na caça furtiva na Reserva Nacional do Niassa.

De acordo com o MediaFax, os caçadores furtivos chefiados por Chupi também faziam incursões no lado tanzaniano da reserva, que terá perdido 60% de elefantes para a caça furtiva entre 2011 e 2014.

O alegado cabecilha tem supostamente relações com uma rede de traficantes de marfim e cornos de rinoceronte liderada por cidadãos chineses.

A caça furtiva ameaça de extinção o elefante e o rinoceronte em Moçambique, de onde são traficados pontas de marfim e cornos de rinocerontes para a Ásia.

Dados divulgados esta semana pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) de Moçambique referem que 295 rinocerontes foram mortos no primeiro semestre deste ano no Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo (PTGL).

O PTGL compreende os parques de Limpo, Moçambique, Krueger, África do Sul, e Gonarezhou, Zimbabué.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 27.07.2017

 

Sanções enviabilizam relações diplomáticas

27 de Julho, 2017

O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, afirmou ontem que o projecto de lei com novas sanções ao seu país aprovado pela Câmara de Representantes dos EUA "é um passo que busca impedir a normalização das relações bilaterais" entre os dois países.

"Os autores e patrocinadores deste projecto de lei dão um passo muito sério para a destruição das possibilidades de normalizar as relações com a Rússia", disse o número dois da chancelaria russa, citado pela agência de notícias Tass.
Sergei Ryabkov acrescentou que a situação "ultrapassa todos os quadros do senso comum"  e que a aprovação desta iniciativa legislativa "é uma escolha consciente dos inimigos dos Estados Unidos e da Rússia".
"Portanto, vamos ver Washington como uma fonte de perigo. Isso deve ser entendido e colocado em prática; de maneira ponderada, racional e calma", disse o vice-ministro russo, que lembrou que a Rússia advertiu em dezenas de oportunidades que "este tipo de acções não ficará sem resposta".
Sergei Ryabkov garantiu, entretanto, que Moscovo não se deixa levar pelas emoções. "Vamos trabalhar para encontrar maneiras de avançar, buscaremos com afinco e de maneira consequente formas de compromisso em assuntos que são importantes para a Rússia e, acredito, também para os EUA, como a luta contra o terrorismo e a proliferação de armas de extermínio em massa".
O presidente do Comité de Assuntos Internacionais do Duma (Câmara Baixa do Parlamento russo), Leonid Slutsky, advertiu que as novas sanções "reduzem o campo de manobras diplomáticas" para normalizar o diálogo entre Moscovo e Washington.
Aprovada pela Câmara Baixa dos EUA, o projecto de lei, além de aumentar as sanções contra Rússia, Irão e Coreia do Norte, limita a capacidade do Presidente Donald Trump de levantar estas medidas restritivas.
O texto, aprovado por 419 votos contra três, é votado nos próximos dias no Senado americano. Impõe sanções à Rússia pela suposta interferência nas eleições presidenciais de 2016, pela actividade militar de Moscovo no leste da Ucrânia e a sua anexação da península ucraniana da Crimeia, em 2014.
A lei  pode penalizar os russos envolvidos com violações dos direitos humanos, responsáveis por ciberataques e que tenham fornecido armas ao regime sírio de Bashar al Assad.
De acordo com o presidente da Câmara, Paul Ryan, este pacote de medidas é uma maneira de pressionar "os nossos maiores adversários de forma a proteger os norte-americanos". 
O deputado Ed Royce disse: "Os serviços de inteligência já chegaram à conclusão de que este ex-agente da KBG [Vladimir Putin] tentou interferir na nossa eleição, se não fizermos nada, a Rússia vai continuar as suas agressões."
Este projecto de lei inclui um mecanismo que limita a capacidade do presidente Donald Trump de evitar a aplicação de sanções à Rússia. Assim, se o Senado confirmar o projecto, a única opção que restará a Donald Trump para manter a sua margem de manobra é vetar a medida. 

Reacção do Irão 

O Irão vai responder a qualquer violação do acordo nuclear por parte dos Estados Unidos, reagiu o Presidente iraniano Hassan Rohani à proposta de sanções do Congresso norte-americano contra Teerão.
"Se o inimigo 'pisar' qualquer parte do acordo, nós faremos o mesmo. Se eles 'pisarem' o acordo na sua totalidade, nós faremos também a mesma coisa", disse Hasan Rohani perante o Conselho de Ministros iraniano que foi difundido pela televisão pública IRIB.
A Câmara de Representantes dos EUA votou novas sanções contra a Rússia, a Coreia do Norte e o Irão. As sanções propostas contra Teerão visam, nomeadamente, os Guardas da Revolução, a força de elite do regime iraniano.
O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi qualificou a aprovação do projecto de lei sobre as novas sanções norte-americanas como "uma medida hostil" contra os iranianos. Artaghchi acrescentou que o texto votado pelos congressistas norte-americanos pode influenciar "negativamente a aplicação do acordo histórico" sobre a energia nuclear concluído em Julho de 2015.

Soldados afegãos morrem em ataque

27 de Julho, 2017

Pelo menos 26 soldados morreram e 13 ficaram feridos na terça-feira num ataque talibã contra uma base do exército afegão no Sul de Kandahar, anunciou ontem o Ministério da Defesa, que cita a agência de notícias France Press.

 “Os terroristas atacaram o acampamento de Karzali ontem à noite”, disse o General Dawlat Waziri, porta-voz do Ministério da Defesa, que acrescentou que “os soldados resistiram corajosamente e mataram mais de 80 terroristas”.
Os talibãs reivindicaram o ataque na sua conta na plataforma de mensagens Twitter e anunciaram um balanço de 70 mortos. De acordo com uma fonte local, o ataque ocorreu no distrito de Khakrez, no limite da fronteira da província vizinha de Helmand, e durou várias horas, entre as 18h30 e as 23h30 de terça-feira.

Líder "marginalizado" assume a Presidência

26 de Julho, 2017

Ram Nath Kovind, membro da marginalizada comunidade dalit ou “intocável”,  assumiu ontem o cargo de Presidente da Índia, o 14.º desde que o país ganhou a independência do Império britânico em 1947 e o segundo a pertencer ao escalão mais baixo do sistema de castas hindu.

Kovind é originário do escalão mais baixo do sistema de castas
Fotografia: Prakash Singh | AFP


“Aceito esta função com toda a minha humildade e estou grato por esta responsabilidade”, disse Kovind durante o seu discurso no Parlamento, depois de assumir o cargo na companhia do presidente do Supremo Tribunal, Jagdish Singh Khehar, e do seu antecessor, Mukherjee.
Kovind substitui Pranab Mukherjee após conquistar 65 por cento dos votos contra a sua adversária Meira Kumar, também membro da comunidade 'dalit' (intocável), nas eleições em que participaram membros das câmaras do parlamento e das assembleias regionais.
O segundo Presidente 'intocável' da Índia depois de Kocheril Raman Narayanan (1997 - 2002) recordou, durante o seu discurso, a sua “origem humilde” e o longo caminho que percorreu desde a cabana onde cresceu no estado norte de Uttar Pradesh.
“É necessário pensar constantemente se o desenvolvimento do país atinge a última pessoa na fila ou a comunidade mais atrasada”, disse Kovind, acrescentando que todos os cidadãos são um só apesar da grande variedade de pessoas no país.
O Chefe de Estado na Índia exerce um cargo que é sobretudo cerimonial e sem funções executivas, de acordo com a Constituição, que atribui a governação do país ao primeiro-ministro.
O Presidente do país juntou-se ao partido Bharatiya Janata Party (BJP) no início dos anos 90 e em 1994 ganhou uma vaga no Senado por dois mandatos consecutivos, durante os quais também presidiu o órgão 'dalit' do partido (1998-2002).

 

jornalDiáriodeNotícias” (Brasil), 25.07.2017

 

Coreia do Norte ameaça lançar ataque nuclear "no coração dos EUA"

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25./07/2017 12:44:00

A Coreia do Norte ameaçou lançar um ataque nuclear "no coração dos Estados Unidos", caso o governo do presidente Donald Trump tente realizar alguma mudança no regime de Kim Jong Un, informou a agência de notícias estatal norte-coreana nesta terça-feira.

Na semana passada, em um fórum, o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos EUA, Mike Pompeo, fez alusão à possibilidade de uma mudança no regime norte-coreano. "Se os EUA se atreverem a mostrar até o menor sinal de tentativa de remover nossa liderança suprema, lançaremos um golpe implacável no coração dos EUA com o nosso poderoso aparato nuclear", disse a KCNA.

De acordo com a agência norte-coreana, as observações de Pompeo "passaram do limite, e agora ficou claro que o objetivo final do governo Trump é a mudança de regime".

O ministro da Unificação da Coreia do Sul, Cho Myoung-gyon, se reuniu nesta terça-feira com o embaixador japonês Yasumasa Nagamine para tratar da situação na Península. Enquanto isso, um dos encarregados das negociações nucleares da Rússia, Oleg Burmistrov, visitou a Coreia do Norte para tratar do quadro, segundo a imprensa estatal norte-coreana.

De acordo com uma autoridade militar citada pela rede americana CNN, há sinais de que a Coreia do Norte prepara mais um teste de míssil. O governo de Seul afirmou que monitora atentamente a situação, mas que não discutirá abertamente questões de inteligência.

Rússia nega que tenha ordenado reunião entre Kushner e presidente de banco russo

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25./07/2017 08:45:00

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta terça-feira que o encontro entre Jared Kushner, genro e assessor sênior do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente de um banco russo não ocorreu seguindo as ordens do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Em dezembro, Kushner se reuniu com o presidente do banco estatal russo Vneshekonombank, Sergei Gorkov. O encontro foi incluído em uma declaração de Kushner entregue ao Congresso americano na segunda-feira, como parte de uma investigação sobre possíveis conexões entre a campanha de Trump e o governo russo.

Kushner afirmou que tinha sido convidado a se encontrar com Gorkov por intermédio do então embaixador russo nos EUA, Sergei Kislyak. "Esses contatos não exigem autorização do Kremlin e eles não foram realizados em nome do Kremlin", disse Peskov, em entrevista coletiva. Fonte: Associated Press.

 

Papa Francisco faz apelo à moderação e ao diálogo entre palestinos e israelense

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/07/2017 21:52:47

O Papa Francisco fez domingo (23) um apelo para incentivar a moderação e o diálogo entre palestinos e israelenses em Jerusalém. O apelo líder da Igreja Católica ocorreu pouco mais de uma semana após o atentado na Esplanada das Mesquitas, ocorrido no dia 14, que deixou cinco mortos.

Desde o ocorrido, uma onda de violência estourou na região.

“Acompanho com preocupação as graves tensões e violências desses últimos dias em Jerusalém. Sinto a necessidade de expressar um apelo à moderação e ao diálogo. Peço que se unam a mim nas orações para que o Senhor inspire todos para o propósito da reconciliação e da paz”, disse o papa no Vaticano, durante a tradicional celebração do Ângelus.

A escalada de violência teve início após a morte de dois policiais israelenses na Cidade Velha de Jerusalém. Os agentes foram mortos a tiros por três árabe-israelenses abatidos logo em seguida. O governo de Israel afirmou que as armas utilizadas haviam sido escondidas na Esplanada e fechou o acesso ao local por dois dias.

Desde então, as autoridades de Israel aumentaram as medidas de vigilância e irritaram os palestinos que consideram a Esplanada um dos lugares santos de Jerusalém.  

 

Sede da ONU em Nova York é evacuada após alarme de incêndio ser acionado

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 19/07/2017 18:18:53

A sede das Nações Unidas em Nova York foi esvaziada terça-feira (18) por cerca de meia hora depois que o alarme de incêndio foi acionado, mas um porta-voz da organização confirmou que não havia qualquer sinal de fogo. As informações são da Agência EFE.

Todas as pessoas que estavam no prédio, cerca de 2 mil, tiveram de deixar o complexo pouco depois das 11h locais (12h de Brasília) e puderam retornar meia hora depois.

O porta-voz Farhan Haq informou que o alarme foi ativado no segundo subsolo do complexo, em uma das salas dos ventiladores. “Tivemos que ordenar a liberação do prédio como precaução em caso de incêndio”, acrescentou Haq.

No entanto, após uma inspeção, confirmou-se que não havia fogo no edifício, por isso as pessoas puderam retornar ao local.

“Para nós, ficou claro que não havia uma ameaça para as pessoas”, acrescentou o porta-voz, que atribuiu o ocorrido a algum problema no alarme de incêndio da sala dos ventiladores que garantem que não haja o superaquecimento dos equipamentos instaladas no complexo.

O alarme obrigou o Conselho de Segurança a encerrar sua sessão, na qual eram discutidos temas vinculados à missão da ONU no Haiti, e os representantes dos 15 países tiveram que deixar a sala.

 

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 25.07.2017

 

 

Premier e general chegam a acordo para trégua na Líbia

Pacto é essencial para solucionar crise no Mediterrâneo Central

Agência ANSA

Em um encontro na cidade francesa de La Celle-Saint-Cloud, nos arredores de Paris, o primeiro-ministro do governo de união nacional da Líbia, Fayez al Sarraj, e o general Khalifa Haftar, que controla territórios no leste do país, chegaram a um acordo de cessar-fogo e para a realização de eleições no primeiro semestre de 2018.

O pacto representa uma importante vitória política para o presidente da França, Emmanuel Macron, dentro da União Europeia, já que é considerado um passo crucial para solucionar a crise migratória no mar Mediterrâneo Central.

"Nos empenhamos em um cessar-fogo e a nos abster de qualquer recurso à luta armada em tudo aquilo que não tiver a ver exclusivamente com a luta contra o terrorismo", diz a declaração conjunta de Sarraj e Haftar, que apertaram as mãos antes da reunião, sob os olhos de Macron.

"Hoje a causa da paz na Líbia fez um grande progresso. Quero lhes agradecer pelos esforços feitos", disse o presidente francês, chamando o tratado de "compromisso histórico". Os dois líderes antagonistas já haviam definido as bases do acordo em maio passado, nos Emirados Árabes, mas a assinatura só se deu em La Celle-Saint-Cloud.

Apoiado pela Rússia e pelo Egito, Haftar vinha sendo pressionado por seus aliados a se sentar à mesa de negociações com Sarraj e para colocar fim às divisões na Líbia, fragmentada desde a derrubada de Muammar Kadafi, em 2011, com apoio da França.

O primeiro-ministro chefia um governo de união nacional chancelado pelas Nações Unidas e fruto de um acordo assinado em dezembro de 2015, no Marrocos. Mas seu gabinete não é reconhecido por Haftar, que tem sua fortaleza em Tobruk, no leste do país, e representa as forças contrárias ao Islã político.

O general comanda um conjunto de milícias chamado Exército Nacional Líbio, que hoje também é a principal força armada do país africano. "Sarraj e Haftar podem se tornar um símbolo da reconciliação e da paz", comemorou Macron, anunciando que a Líbia terá eleições "na próxima primavera", sob supervisão da ONU.

A fragmentação do país, também protagonizada por milícias islâmicas inspiradas na Irmandade Muçulmana e grupos terroristas, abriu um vácuo de poder e fortaleceu traficantes de seres humanos que atuam no Mediterrâneo. Apenas em 2017, 93,4 mil migrantes forçados e refugiados fizeram a rota entre Líbia e Itália, um crescimento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2016.

Com o acordo entre Sarraj e Haftar, a UE torce para que Trípoli consiga criar uma força capaz de patrulhar seu litoral e evitar que essas pessoas cruzem o Mediterrâneo em barcos clandestinos.

Na última segunda-feira (24), as autoridades líbias resgataram 3 mil indivíduos no mar e impediram a partida de outros 11 mil.

Vitória de Macron - Em pouco mais de dois meses no poder, Macron conseguiu patrocinar um acordo que a Itália perseguia havia tempos, já que o país é o principal destino dos migrantes que partem da Líbia.

Ainda assim, o presidente da França buscou ressaltar o papel de Roma nas negociações. "Quero agradecer particularmente à Itália, a meu amigo Paolo Gentiloni [primeiro-ministro], que trabalhou muito", disse Macron, garantindo que a nação vizinha faz parte da iniciativa para a estabilização da Líbia.

Nesta quarta-feira (26), Sarraj estará em Roma para uma reunião com o premier italiano, cujo governo oferece recursos, equipamentos e treinamento para a Guarda Costeira do país africano.

ONU ressalta contribuição de migrantes ao desenvolvimento sustentável

 

A representante especial da ONU para Migração Internacional, Louise Arbour, destacou nesta segunda-feira (24), em Nova York, as contribuições fundamentais dos migrantes a seus países de origem, que em 2016 totalizaram US$ 429 bilhões em remessas. Segundo ela, trata-se de "uma das contribuições mais tangíveis de migrantes" para que sejam alcançados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em seus países de origem. A informação é da ONU News.

Louise Arbour destacou, na sede da ONU, durante uma sessão temática sobre o estabelecimento de um pacto global sobre migração e a contribuição da mesma para o desenvolvimento sustentável, que as remessas dos imigrantes a nações em desenvolvimento “tiraram milhões de famílias da pobreza" e representam um valor três vezes maior do que a assistência oficial a estes países, sendo mais estáveis do que outras formas de fluxo de capital privado.

A representante especial da ONU ressaltou, no entanto, que a contribuição de migrantes a seus países vai além das remessas de dinheiro, citando a transferência de novas ideias, habilidades, cultura e conhecimento. Ela declarou que, além disso, em linhas gerais, a migração também "fornece benefícios substanciais" aos países que os abrigam, especialmente através da contribuição de trabalhadores de vários níveis de habilidades, tanto em nações desenvolvidas como em desenvolvimento.

Barreiras

Louise Arbour elencou contudo "três barreiras fundamentais à maximização do impacto positivo da migração". Em primeiro lugar, “as políticas inadequadas que podem evitar resultados positivos de desenvolvimento". Em seguida, a exclusão de trabalhadores migrantes, em particular os sem documentos, da cobertura básica de instrumentos de proteção social. E, em terceiro lugar, Louise Arbour ressaltou que embora os benefícios da migração sejam muito maiores que seus custos, a percepção do público é "frequentemente o oposto".

Ela disse que "tais percepções e atitudes públicas têm influência negativa" sobre a escolha de políticas migratórias e defendeu que isto "deve ser revertido para que políticas sejam baseadas em evidências e não movidas por percepções equivocadas". Para a representante, o pacto global para uma migração "segura, ordenada e regular é uma oportunidade fundamental para abordar estas questões prejudicando as contribuições de migrantes ao desenvolvimento".

Suíça prende suspeito de ataque com serra elétrica

Ao menos 5 pessoas ficaram feridas na última segunda-feira (24)

Agência ANSA

 

A polícia da Suíça prendeu nesta terça-feira (25) um homem suspeito de ser o autor do ataque com uma serra elétrica que deixou ao menos cinco pessoas feridas em Schaffhausen, no norte do país.

De acordo com uma nota divulgada pelas autoridades, o agressor, identificado como Franz Wrousis, 51 anos, foi detido próximo à fronteira com a Alemanha. Wrousis não tem residência fixa, mas segundo o procurador Peter Sticher, foi encontrado um registro de moradia antigo na região de Grisões.

Na última segunda-feira (24), ao menos cinco pessoas foram feridas por Wrousis, que usava uma serra elétrica. Duas vítimas estão em estado grave e foram levadas para hospitais da região.

O agressor tem duas condenações anteriores, em 2014 e 2016, por porte de arma ilegal. A polícia descartou a possibilidade de terrorismo.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 25.07.2017

 

 

Diretor de comunicação de Trump diz-se pronto para despedir para evitar fugas

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O novo diretor de Comunicação da Casa Branca, recém-nomeado pelo Presidente Donald Trump, disse hoje que está preparado para "despedir toda a gente" para prevenir fugas de informação na administração norte-americana.

"Não estou a fazer uma investigação. Apenas vou fazer com que as fugas de informação parem", disse Anthony Scaramucci aos jornalistas.

"Ou param as fugas [de informação] ou são despedidos", sublinhou Scaramucci, dirigindo-se aos funcionários da nova administração de Donald Trump, que tem vindo a ser alvo de frequentes fugas de informação comprometedoras.

O novo diretor de comunicação escusou-se, porém, a comentar uma notícia do jornal online Politico de que estaria a planear despedir um adjunto para a imprensa. "É injusto comentar isso", disse apenas.

Trump nomeou Scaramucci na sexta-feira. O secretário de imprensa e porta-voz da Casa Branca Sean Spicer demitiu-se em protesto.

Anthony Scaramucci também abordou a polémica relacionada com o Procurador-Geral norte-americano, Jeff Sessions, (o equivalente a um ministro da Justiça), que tem vindo a ser atacado pelo próprio Presidente.

Sessions pediu escusa das investigações que o Departamento de Justiça está a fazer à interferência russa nas eleições presidenciais de novembro (e eventuais ligações à campanha de Trump), porque omitiu ao Congresso que também teve reuniões com representantes russos durante a campanha.

Sessions não quis dirigir uma investigação na qual também era um dos investigados, mas Trump criticou a sua decisão, considerando que a sua atitude não protegeu o Presidente da melhor maneira.

Scaramucci disse hoje que "em breve" vai haver uma decisão sobre Sessions.

"Em breve teremos um desfecho. Temos claramente um problema", reconheceu Scaramucci.

 

Sete civis mortos em explosão de carro armadilhado no Egito

 

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Grupo terrorista tentou atacar um posto da polícia mas o carro explodiu antes

Quatro jihadistas e pelo menos sete civis morreram na segunda-feira no Sinai quando um grupo armado tentou atacar um posto da polícia com um carro armadilhado, que explodiu antes de atingir o alvo, indicou hoje o exército egípcio.

Num comunicado, o exército adiantou que os quatro terroristas estavam dentro da viatura e tentaram dirigir o carro para o posto da polícia no norte da península do Sinai.

No entanto, um agente da polícia apercebeu-se da situação e abriu fogo sobre a viatura, que explodiu a cerca de 200 metros da esquadra, matando também sete civis - três homens, duas mulheres e outras tantas crianças - que se encontravam próximo do local.

No comunicado, o exército egípcio indicou que o ataque ocorreu a sul da cidade Al-Arich, capital da província do Norte do Sinai, sem avançar mais pormenores.

O Norte do Sinai é uma região onde opera a ala egípcia da organização jihadista Estado Islâmico (EI), que já provocou a morte a centenas de soldados e polícias locais.

Em 2013, depois de o Presidente egípcio, Mohamed Morsi, ter ilegalizado a Irmandade Muçulmana, vários grupos extremistas multiplicaram-se em atentados contra as forças de segurança, nomeadamente no Sinai.

Navio dos EUA dispara tiros de aviso contra navio iraniano no Golfo Pérsico

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Navio de patrulha iraniano aproximou-se demasiado do norte-americano e não respondeu aos pedidos de contacto via rádio e aos sinais luminosos

Um navio norte-americano que fazia a patrulha no Golfo Pérsico disparou hoje tiros de aviso para um navio iraniano que se aproximou demasiado, anunciou hoje um oficial da defesa norte-americana citado pela AP.

O incidente não registou vítimas humanas nem danos materiais e foi o mais recente tumulto entre as marinhas dos dois países, envolvendo desta vez o USS Thunderbolt, um navio de patrulha da classe Cyclone que está sedeado no Bahrein e que pertence à Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos.

De acordo com o relato do oficial da marinha contactado pela AP, o Thunderbolt estava a realizar exercícios juntamente com outros navios da coligação liderada pelos EUA, quando um navio de patrulha iraniano se aproximou e não respondeu aos pedidos de contacto via rádio e aos sinais luminosos entretanto enviados.

Ao chegar a 150 jardas, cerca de 137 metros, os marinheiros norte-americanos dispararam tiros de aviso para a água, acrescentou o oficial citado pela AP.

O navio iraniano ficou então imóvel na água depois dos disparos e os navios abandonaram a área sem mais incidentes.

Os encontros entre as marinhas dos dois países são relativamente frequentes no Golfo Pérsico. Só no ano passado a marinha norte-americana registou 35 casos em que houve encontros descritos como "não seguros e ou não profissionais, o que compara com os 23 casos registados em 2015.

O pior dos incidentes do ano passado envolveu a captura de dez marinheiros norte-americanos pelas forças iranianas, com as imagens dos norte-americanos de joelhos e com as mãos na cabeça a serem aproveitadas pelos radicais para fins propagandísticos.

O Irão encara a simples presença dos EUA no Golfo Pérsico como uma provocação, e acusam os norte-americanos de comportamento não profissional, especialmente no Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de um terço de todo o petróleo transportado por mar.

Dois caças chineses intercetam avião de norte-americano

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Pentágono revela que aparelho teve de "efetuar uma manobra de desvio para escapar a uma possível colisão"

Um avião de reconhecimento norte-americano recorreu a uma manobra de desvio após ter sido intercetado por dois caças chineses sobre o Mar da China anunciou hoje o Pentágono.

O incidente ocorreu no domingo, quando dois aviões de caça J-10 chineses intercetaram um avião de reconhecimento Ep-3 da marinha norte-americana no espaço aéreo internacional a oeste da península coreana, declarou o porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis.

Um dos aviões chineses colocou-se por debaixo do avião norte-americano, antes de reduzir a velocidade e forçando o avião norte-americano a "efetuar uma manobra de desvio para escapar a uma possível colisão", detalhou Jeff Davis.

O incidente "não é revelador" dos habituais comportamentos do exército chinês, precisou.

"É frequente acontecer a interceção de aviões no espaço aéreo internacional, na maior parte das situações em total segurança", acrescentou.

A China, Japão e Taiwan disputam o controlo de diversas pequenas ilhas que se encontram no mar da China oriental.

Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres

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Pelo menos 62 milhões de raparigas no mundo não tem acesso à educação

Pelo menos 62 milhões de raparigas no mundo não têm acesso à educação e dois terços dos analfabetos são mulheres, disse hoje a diretora da UNESCO, Irina Bokova, durante uma visita ao Chile.

"É negado o direito à educação a 62 milhões de raparigas", declarou a diretora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) durante uma conferência na Academia Diplomática do Chile, citada pelo portal de notícias brasileiro G1.

Durante a sua visita à capital chilena, Irina Bokova manifestou a sua preocupação pelas dificuldades encontradas pelas meninas para poderem ter acesso à educação.

Esta, segundo a responsável, é "uma das principais causas de exclusão social em muitas comunidades".

Irina Bokova alertou ainda sobre a falta de igualdade educacional entre rapazes e raparigas no mundo, pois somente 60% dos países conseguiram alcançar a paridade na educação primária e só 38% na escola secundária.

As mulheres representam dois terços dos 758 milhões de adultos analfabetos do mundo, o que "prejudica todas as sociedades, freia o desenvolvimento e mina os esforços de paz", acrescentou.

A diretora da UNESCO participou nesta conferência no contexto da "Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável", adotada pela ONU em 2015 e que contempla 17 objetivos com 169 metas de caráter integrado e indivisível que reúnem as esferas económica, social e ambiental.

"A igualdade de género é um elemento central da Agenda 2030", concluiu Irina Bokova. 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 25.07.2017

 

 

Chamas ameaçam casas e hotel em Setúbal

 

Um incêndio na entrada da cidade de Setúbal está a ameaçar habitações no Bairro da Reboreda e o Hotel do Sado.

A estrada N10 está cortada ao trânsito nos dois sentidos junto ao Hospital da Luz.

O incêndio terá começado por volta das 19.45 horas numa zona de mato, à entrada de Setúbal. O fogo acabou por se propagar e, neste momento, já atingiu a cidade.

As chamas obrigaram os bombeiros e a PSP a evacuar a população do Bairro da Reboreda.

As autoridades também estão a retirar botijas de gás das habitações.

O fogo está perto do Hospital da Luz.

No local, 70 bombeiros de diversas corporações, 21 viaturas e um helicóptero estão envolvidos no combate ao incêndio.

Trabalhadores sem-terra invadem fazenda da família de ministro brasileiro

 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocupou esta terça-feira terras da família do ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, em protesto conta a corrupção no país.

Além das terras do ministro brasileiro, os sem-terra invadiram fazendas de Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e do coronel João Baptista Lima, que foi assessor e é amigo do Presidente brasileiro, Michel Temer.

Em comunicado hoje divulgado, o MST destacou que as ocupações fazem parte de uma jornada de luta para exigir a reforma agrária e denunciar "os corruptos ruralistas que sustentam o Governo" do Brasil.

"Os latifundiários que possuem estas áreas são acusados, no cumprimento de função pública, de atos de corrupção, como branqueamento de capitais, favorecimento ilícito, estelionato [crime contra o património] e outros", refere o movimento.

"O MST também se posiciona pelo afastamento imediato de Michel Temer da Presidência da República, primeiro Presidente na história acusado formalmente de corrupção", completou.

Além das ocupações, os trabalhadores sem-terra do Brasil também afirmaram que farão uma vigília até o dia 02 de agosto, quando deverá ser votado na Câmara de Deputados (câmara baixa do parlamento) se haverá ou não a continuação da denúncia contra Michel Temer.

O chefe de Estado brasileiro foi pessoalmente envolvido num escândalo de corrupção revelado por executivos da empresa JBS em maio, que confessaram a prática de diversos crimes em troca de perdão judicial.

Nos depoimentos à justiça, os arguidos disseram que pagaram um suborno ao Presidente brasileiro e seus principais aliados.

Um dos donos da JBS, o empresário Joesley Batista, também informou que estavam pagando pelo silêncio de Eduardo Cunha, ex-deputado preso e condenado por envolvimento nos escândalos de corrupção na petrolífera estatal Petrobras, com a autorização de Michel Temer.

Para o chefe de Estado brasileiro ser processado por crime de corrupção é necessário que a câmara baixa autorize o início do processo judicial.

Cinco pessoas feridas em ataque com motosserra na Suíça

Cinco pessoas ficaram feridas num ataque, esta segunda-feira, na cidade de Schaffhausen, na Suíça, com uma motosserra. O agressor está em fuga e as autoridades negam ligações a qualquer ato terrorista.

O ataque ocorreu a meio da manhã, quando um homem armado com uma motosserra entrou num edifício de escritórios e feriu cinco pessoas. Todos os feridos foram hospitalizados, dois dos quais estão em estado grave.

A polícia já identificou o suspeito, classificando-o como "perigoso": um homem com 1,90 metros, calvo e com uma aparência descuidada. Acreditam que o homem conduz uma Volkswagen.

O alerta foi recebido pelas autoridades pouco depois das 10.30, 9.30 em Portugal. Os lojistas estão fechados nas suas propriedades e a polícia alertou os moradores para evitarem aquela área. No local, para além do forte aparato policial, há várias ambulâncias e um helicóptero de assistência médica sobrevoa a área.

Schaffhausen é a capital do cantão suíço com mesmo nome e só na zona histórica vivem cerca de 36 mil pessoas.

Mulher de 79 anos multada por conduzir Porsche a 238 km/h

Uma mulher de 79 anos foi multada em quatro mil euros por ter sido apanhada, num Porsche Boxster GTS, a conduzir a 238 km/h. Permanecerá também três meses sem poder conduzir.

O caso aconteceu, na Bélgica, na noite de 18 de junho do ano passado, mas apenas agora foi levado a tribunal. Como não conseguia adormecer, a mulher decidiu ir dar uma volta de carro. Acabou por ser apanhada pelas autoridades a 238 km/h, segundo o jornal local "Gazet Van Antwerpen".

Na semana passada, a mulher foi presente a tribunal. O juiz ficou surpreendido pela idade da arguida, inclusive perguntando se fora mesmo ela quem esteve atrás do volante no momento da infração. "Era eu que estava a conduzir. Não estava a conseguir adormecer naquela noite e, portanto, decidi dar uma volta para 'limpar' a cabeça", admitiu perante o juiz.

A automobilista explicou ao juiz que não se apercebeu de que estava a circular a uma velocidade tão alta.

O tribunal de Namur decretou uma multa de quatro mil euros, bem como uma suspensão da carta durante três meses.

Na noite da infração, a mulher de 79 anos estava a conduzir um Porsche Boxster GTS, modelo que vai dos 0 os 100 km/h em quase cinco segundos.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 25.07.2017

 

 

Turquia tenta resolver crise no Golfo Pérsico

25 de Julho, 2017

O Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, tenta estabelecer, na Arábia Saudita, uma plataforma de negociações com o rei Salman, para dar solução as diferenças com o Qatar.

A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egipto cortaram laços e impuseram sanções ao Qatar no mês passado, acusando-o de apoiar o terrorismo. Doha nega as acusações.
Os quatro países querem que o Qatar feche uma base turca, restrinja as relações com o Irão e feche o canal de televisão Al Jazeera.
Segundo a agência de notícias saudita SPA, o rei Salman e Erdogan discutiram esforços para combater o terrorismo e suas fontes de financiamento.
O Presidente turco deve visitar o Koweit, que está a tentar, também, mediar a crise, e o Qatar durante a viagem de dois dias à região do Golfo Pérsico.
Na véspera, o líder turco disse que prolongar a crise no golfo pérsico “não é do interesse de ninguém”, antes de efetuar uma viagem pela região para tentar apaziguar as tensões entre a Arábia Saudita e o Qatar.

 

Rússia e rebeldes sírios fazem acordo de segurança

24 de Julho, 2017

As autoridades russas concluíram um acordo com os rebeldes sírios no contexto do diálogo de paz no Cairo para garantir a segurança na região de Guta Oriental, na Síria, anunciou o Ministério da Defesa russo.

 “Foram assinados acordos para a implementação de uma zona de 'segurança' no enclave de Guta Oriental”, na Síria, declarou o Ministério num comunicado publicado sábado.
O acordo foi alcançado em negociações entre autoridades russas e opositores moderados na capital egípcia.
As “fronteiras” da área onde se vai aplicar o mecanismo “foram definidas, assim como os lugares de deslocamento” das forças de segurança encarregadas de supervisionar o respeito ao cessar-fogo, informou o Ministério.
Também foram alcançados acordos para estabelecer “rotas de abastecimento humanitário para a população, a fim de que os residentes gozem de liberdade de movimento”.
“Nos próximos dias será enviado um comboio de ajuda humanitária e os feridos mais graves serão evacuados”, acrescentou o Ministério.
No começo de Julho, foram realizadas negociações multilaterais em Astana (Cazaquistão), que não permitiram, no entanto, garantir a segurança de várias áreas nem o estabelecimento de um cessar-fogo duradouro na Síria.
Foi mencionado um possível destacamento das forças de manutenção de paz em quatro áreas da região de Idlib, da província de Homs, do enclave de Guta Oriental e no Sul do país. Foi estudada a possibilidade de criar “centros de coordenação e de vigilância” do cessar-fogo, um “mandato” das forças estrangeiras para garantir a segurança das “zonas de segurança” e do direito desses militares recorrerem à força.
Foi prevista uma nova reunião em Astana, na qual participarão rebeldes e representantes turcos e iranianos, para “a última semana de Agosto”, segundo autoridades de Moscovo.

Vítimas da fome são já 16 milhões

25 de Julho, 2017

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alertou ontem que cerca de 16 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária na Somália, no Quénia, na Etiópia, na Tanzânia e no Uganda e que o número de carenciados nestes países aumentou cerca de 30 por cento desde o fim de 2016.

De acordo com a FAO, com a falta de chuvas a fome piorou a situação, afectou campos agrícolas e de pastagem e provocou a morte de milhares de animais. Os níveis de precipitação caíram para menos de metade no centro e sul da Somália, no sudeste da Etiópia, nas regiões norte e leste do Quénia, no norte da Tanzânia e no nordeste e sudoeste do Uganda.
A FAO destaca que a falha da temporada chuvosa pela terceira vez consecutiva afectou a resiliência das famílias que agora precisam de apoio de subsistência “urgente e eficaz”.
O director de Emergências da FAO, Dominique Burgeon, disse que a falta de chuvas deixa as famílias sem formas de lidar com a situação que precisa de apoio antes que piore rapidamente.
Na Somália, a assistência humanitária evitou a fome mas quase metade da população não sabe o que vai comer na refeição seguinte. 
A previsão é que as condições piorem em toda a região da África Oriental.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 06.07.2017

 

Trump pede que aliados confrontem 'mau comportamento' da Coreia do Norte

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/07/2017 06:17:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu há pouco que os países aliados confrontem o que chamou de "mau comportamento" da Coreia do Norte e disse que algo precisa ser feito em relação ao país.

"Estamos considerando algumas coisas muito severas em relação à Coreia do Norte. Mas não vou adiantar quaisquer planos ainda", completou, em coletiva de imprensa em Varsóvia (Polônia), onde se encontrou com o presidente polonês, Andrzej Duda.

Na terça-feira, a Coreia do Norte anunciou que havia feito um teste de míssil balístico que teria capacidade de chegar até o Alasca. Os Estados Unidos e a Coreia do Sul reagiram com simulações militares, com o objetivo de intimidar a retórica beligerante de Pyongyang.

Agora, é esperado uma reação mais incisiva do presidente dos Estados Unidos, que está em visita à Europa. Nesta quinta-feira, ele participou da cúpula sobre a Iniciativa Três Mares, na Polônia. Amanhã, Trump vai se encontrar com líderes do G-20, em Hamburgo, na Alemanha.

Durante a coletiva com o presidente polonês, Trump voltou a negar que campanha dele no ano passado tivesse influência da Rússia. Ele discutiu com uma jornalista e criticou a rede americana CNN. De acordo com ele, setores da mídia americana têm sido "desonestos". "Eles produzem fake news", disse. (com Associated Press)

Protesto da oposição termina com pelo menos 20 detidos em Caracas

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/06/2017 19:54:19

Pelo menos 20 jovens foram detidos quinta-feira (29) pela Polícia Nacional Bolivariana (PNB) no leste de Caracas, ao final de um protesto feito pela oposição contra a Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo governo. O protesto foi dispersado com disparos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, segundo a Agência EFE.

Os jovens foram presos no município de Chacao, considerado reduto da oposição, e colocados em um caminhão de carga para encaminhamento a uma delegacia.

O deputado opositor e primeiro vice-presidente do Parlamento, Freddy Guevara, assegurou que o total de detidos é próximo de 40 e acrescentou que entre eles há várias mulheres.

Coordenador nacional do partido Vontade Popular, Guevara disse que a maioria dos detidos é formada de estudantes da Universidade Simón Bolívar (USB), de Caracas, e que eles foram levados até a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), a oeste da capital venezuelana.

O líder da oposição Henrique Capriles divulgou um vídeo no Twitter, que mostra agentes da polícia fazendo as detenções e “roubando” os estudantes, segundo denunciou.

O presidente da Federação de Centros de Estudantes da USB, Daniel Ascanio, informou, também no Twitter, que entre os detidos há três menores de idade.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática convocou hoje uma mobilização na sede do Poder Eleitoral, em Caracas, para rejeitar o processo de mudança de Constituição promovido pelo governo de Nicolás Maduro.

Os opositores denunciaram que essa manifestação foi “reprimida”, o que impediu o prosseguimento do protesto.

De acordo com números do Ministério Público, 79 pessoas já morreram na Venezuela em incidentes violentos ocorridos durante atos populares a favor e contra o governo desde 1º de abril, quando começou a atual onda de manifestações contra o presidente Nicolás Maduro.

 

 

ONG alerta que 20 mil crianças somalis correm risco de morrer de fome

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/06/2017 10:23:11

Mais de 20 mil crianças correm o risco de morrer de fome em poucos meses devido aos casos de desnutrição que dispararam em diferentes regiões da Somália devido à grave seca, alertou ontem (29) a organização Save the Children. A informação é da Agência EFE.

“A falta de alimentos e o crescente número de crianças gravemente desnutridas são alarmantes”, afirmou o diretor da organização na Somália, Hassan Noor Saadi, em comunicado.

Segundo explicou, as chuvas mais recentes têm sido irregulares e não têm permitido salvar as colheitas nem o gado, prejudicando as famílias que têm ficado sem sua principal fonte de renda.

A Save the Children denunciou que os casos de desnutrição dispararam em nove distritos do país e pediu à comunidade internacional que intensifique de maneira urgente sua ajuda para enfrentar esta situação de emergência humanitária.

Organizações internacionais advertiram reiteradamente nos últimos meses que se não se agir de imediato para frear esta situação, a Somália sofrerá uma nova crise de fome, como a ocorrida em 2011, quando cerca de 260 mil pessoas morreram.

 

 

Morre Simone Veil, símbolo do feminismo e ex-presidente do Parlamento Europeu

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/06/2017 19:56:00

A primeira mulher eleita presidente do Parlamento Europeu, em 1979, Simone Veil, morreu ontem (30) aos 89 anos, anunciou a família.

Simone Veil é considerada símbolo da luta pelos direitos das mulheres após legalizar o aborto na França em 1974, quando era ministra da Saúde.

Ela sobreviveu, durante sua adolescência, ao campo de extermínio nazista de Auschwitz. Nascida em Nice em 1927, em uma família de judeus não praticantes, foi detida pela Gestapo em 1944, assim como boa parte de seus familiares, alguns dos quais (seus pais e um irmão) não sobreviveram à detenção.

De volta à França, Veil estudou direito e trabalhou como funcionária do alto escalão na magistratura até que, em maio de 1974, o presidente recém-eleito, Valéry Giscard d’Estaing, a nomeou ministra de Saúde, cargo em que ficou marcada sobretudo pela conhecida “Lei Veil”, que permitiu a interrupção voluntária da gravidez.

Na defesa dessa lei no Parlamento, Simone enfrentou uma oposição particularmente dura da direita, com alguns deputados chegando a acusá-la de apoiar o genocídio e de comportamento similar ao dos nazistas.

Entre 1979 e 1982, ela presidiu o Parlamento Europeu, na primeira vez em que seu integrantes foram eleitos por sufrágio universal.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 06.07.2017

 

 

G20 deve marcar isolamento de Trump em questão climática

Rascunho de declaração final evidenciará divergências no grupo

Agência ANSA

 

O comunicado final da cúpula do G20 em Hamburgo, na Alemanha, deve incluir de maneira explícita o isolamento dos Estados Unidos na questão climática, algo incomum em encontros multilaterais desse tipo.

Segundo a agência alemã "DPA", o rascunho do documento menciona as divergências com o presidente Donald Trump, com os outros membros do grupo "reconhecendo a saída dos EUA" do Acordo de Paris, mas cobrando a "rápida aplicação" de um tratado que consideram "irreversível".

Por outro lado, os Estados Unidos "confirmam a necessidade de uma abordagem global que reduza os gases do efeito estufa", porém sem abdicar do "crescimento econômico" e da "segurança energética".

O isolamento de Trump já havia ficado claro no G7 de Taormina, na Itália, em maio passado, quando apenas o norte-americano se recusou a assumir compromissos com a luta pelo meio ambiente.

Poucos dias depois, o presidente anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris, a mais ambiciosa tentativa multilateral de limitar o aquecimento global.

"Estamos ainda em negociações, e há diversas opções", disse nesta quinta-feira (6) a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante um encontro com a imprensa antes do início do G20.

"Sabemos que os Estados Unidos sairão do Acordo de Paris, mas todos os outros se reconhecem no tratado. Os negociadores terão muito trabalho nas próximas noites", acrescentou. O grupo reúne 20 das maiores economias do planeta: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia.

Rússia enviará policiais do Exército para patrulhar zonas de conflito na Síria

 

A Rússia vai enviar policiais militares para patrulhar as zonas de conflito na Síria para fornecer segurança e proteção local, disse ontem (5) à imprensa o representante especial do presidente russo sobre a Síria, Alexander Lavrentie. A informação é da agência chinesa Xinhua.

"Gostaria de enfatizar que estas são unidades não-combatentes do Exército regular, são unidades policiais com tarefas específicas e sem combate," afirmou Lavrentie, após a quinta rodada de negociações de paz sírias em Astana, capital do Cazaquistão. Ele disse que a polícia militar russa na Síria terá apenas armas leves para autodefesa.

Alexander Lavrentie convidou os membros da Comunidade de Estados Independentes (CEI - organização supranacional envolvendo 11 repúblicas que pertenciam à antiga União Soviética: Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Moldávia, Rússia, Tajiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão) a considerar o envio de observadores militares para a missão de manutenção da paz em zonas de desembarque na Síria.

Estados Unidos enviam reforços para ofensiva contra o Estado Islâmico na Síria

A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos enviou reforços de pessoal e armamento para as Forças Democráticas Síria (FDS) para fortalecer a ofensiva na cidade síria de Al Raqqa, para expulsar o Estado Islâmico (EI) de seu último e principal reduto no país. As informações são da Agência Télam.

Dezenas de caminhões vieram da fronteira do Iraque para a Síria e seguiram em direção a Al Raqqa, onde as FDS, uma aliança armada liderada por milícias curdas, estão há um mês em uma ofensiva na cidade, informou nesta quinta-feira (6) o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

A organização, que faz oposição ao governo sírio de Bashar al-Assad, disse que nas últimas horas ocorrem vários combates em diferentes frentes no norte da Al Raqqa.

A aliança liderada pelos curdos tem o apoio de aviões da coalizão internacional liderada pelos EUA e de tropas especiais em terra, que agora recebem reforço norte-americano.

Em 6 de junho, o FDS começou o ataque nas regiões norte, leste e oeste de Al Raqqa e, nos últimos dias, tinha feito progressos significativos no sul da cidade.

EUA dizem na ONU estar preparados para usar força contra Coreia do Norte

 

A representante dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, embaixadora Nikki Haley, disse quarta-feira (5), em uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU que o seu país está preparado para agir militarmente contra a Coreia do Norte se for preciso. Segundo ela, os norte-coreanos estão “rapidamente se fechando para qualquer possibilidade de uma solução diplomática” e afirmou que os EUA devem apresentar nos próximos dias uma proposta de resolução com novas sanções contra aquela nação asiática.

A reunião do Conselho de Segurança foi convocada emergencialmente após a Coreia do Norte ter lançado terça-feira (4) um míssil balístico intercontinental que atingiu o mar do Japão. O porta-voz do Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos), Jeff Davis, afirmou que esse é o primeiro míssil desse tipo lançado pelos norte-coreanos.

Segundo especialistas, esse míssil representa um novo padrão de ameaça, já que poderia atingir lugares mais distantes, como a Austrália, o Havaí e até mesmo o Alaska, nos Estados Unidos. A Coreia do Norte afirmou que o foguete tem capacidade de carregar uma grande ogiva nuclear.

Recado à China

Durante a reunião, a representante dos Estados Unidos afirmou que o seu país poderá interromper as trocas comerciais com nações que não respeitem as sanções impostas à Coreia do Norte pelo Conselho de Segurança da ONU. A mensagem pode ser um recado para a China, já que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou quarta-feira por meio de mensagens no Twitter que os chineses teriam aumentado o seu comércio com a Coreia do Norte em quase 40% no primeiro trimestre deste ano.

O representante da China no Conselho de Segurança, Liu Jieyi, disse na reunião que o lançamento norte-coreano é inaceitável e uma flagrante violação das resoluções da ONU. Já o representante russo disse que a possibilidade de ação militar deve ser excluída e que sanções não irão resolver a questão.

Numa ação conduzida como resposta ao lançamento do novo míssil norte-coreano, o Pentágono informou que os Estados Unidos e a Coreia do Sul realizaram quarta-feira (5) exercícios militares conjuntos no litoral sul da península coreana.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 06.07.2017

 

 

Violência em Hamburgo durante protestos contra o G20

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São esperados cerca de 100 mil protestantes de toda a Europa. Vinte mil polícias estão destacados pela cidade

"Bem-vindos ao inferno". Este foi o nome atribuído pelos organizadores ao protesto que se realizou, esta quinta-feira, em Hamburgo, cidade onde decorre a cimeira do G20.

Cerca de 20 mil polícias estavam a patrulhar a cidade, visto que se esperavam cenas de violência, como acabou por acontecer, de acordo com o Telegraph.

As autoridades, que esperam cerca de 100 mil protestantes de toda a Europa, foram atacadas com garrafas e outros objetos, atirados por pessoas vestidas de preto.

Выступив в Варшаве накануне встречи руководителей государств «большой двадцатки», Дональд Трамп заявил, что «будущее запада находится под угрозой»  и высказал несколько пожеланий антироссийской направленности…

Donald Trump diz que futuro do Ocidente está em jogo

 

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"A questão fundamental é se o Ocidente tem vontade de sobreviver", afirmou o presidente dos Estados Unidos

O Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou hoje durante um discurso em Varsóvia, Polónia, que o futuro do Ocidente está em jogo, exortando as nações a mostrarem mais determinação para enfrentar os atuais desafios.

Na capital polaca, o chefe de Estado norte-americano declarou que as nações devem "defender a civilização" ocidental de desafios como o terrorismo, a burocracia e a erosão das tradições e apontou a Polónia -- que no último século enfrentou as ocupações nazi e soviética -- como um exemplo de determinação.

"Como a experiência polaca nos recorda, a defesa do Ocidente depende, em última instância, não só dos meios mas também da vontade do seu povo para triunfar. A questão fundamental do nosso tempo é se o Ocidente tem a vontade de sobreviver", afirmou Trump dirigindo-se aos milhares de polacos concentrados na histórica praça Krasinski, em frente a um monumento de homenagem à resistência polaca à ocupação nazi.

"A história da Polónia é a história de pessoas que nunca perderam a esperança, que nunca desistiram e que nunca esqueceram quem eram", prosseguiu Trump, que está na capital polaca antes de partir para Hamburgo, Alemanha, onde vai participar numa cimeira dos 20 países mais industrializados e emergentes (G20).

E acrescentou: "A nossa própria luta em defesa do Ocidente não começa no campo de batalha", mas "começa nas nossas mentes, na nossa vontade e nas nossas almas".

Donald Trump disse que os Estados Unidos darão as boas-vindas a todos aqueles que "partilharem" dos mesmos valores, mas frisou que as fronteiras americanas estarão fechadas "ao terrorismo e ao extremismo".

No mesmo discurso, o governante sublinhou que os Estados Unidos já demostraram "não só por palavras, mas também com ações" que estão comprometidos com a defesa de todos os Estados-membros da NATO.

Trump destacou o compromisso de Washington com o 5.º artigo do Tratado Atlântico Norte (um ataque armado contra um dos membros da organização é considerado um ataque contra todos) -- algo que evitou na cimeira da NATO em maio último -- e voltou a mencionar o caso da Polónia, um "exemplo" por gastar na Defesa 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB).

"A Europa deve demonstrar que acredita no seu futuro, investindo o seu dinheiro no seu futuro", disse o líder norte-americano, referindo que, devido à sua insistência, "milhares e milhares de milhões" estão a ser canalizados por aliados da NATO que não estavam a cumprir com as suas "obrigações financeiras".

Neste âmbito, Trump realçou que "uma Polónia forte é uma bênção para a Europa, e uma Europa forte é uma bênção para o mundo" e frisou o compromisso da administração norte-americana com a segurança da Polónia e com "uma Europa forte e segura".

O discurso de Trump em Varsóvia também visou a Rússia, cujo Presidente, Vladimir Putin, vai encontrar-se com o homólogo americano à margem da cimeira do G20.

O Presidente norte-americano declarou que Moscovo deve acabar com as "atividades desestabilizadoras" na "Ucrânia e em outros países", deixar de apoiar "regimes hostis" como a Síria e o Irão, e apoiar o Ocidente contra o "inimigo comum" em "defesa da civilização", ou seja, o terrorismo extremista islâmico.

Ainda sobre a Rússia, Trump afirmou que os Estados Unidos estão dispostos a ampliar a cooperação com a Europa de Leste na área energética para que a região não seja nunca mais "refém de um único fornecedor", neste caso, do fornecimento de gás por parte de empresas russas.

Soldado português ferido a tiro na República Centro Africana

 

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País está em conflito civil desde 2013. Família do militar já foi informada

Um soldado português foi ferido a tiro, esta quinta-feira, na República Centro Africana, onde se encontra ao serviço da ONU, numa força constituída por 160 militares.

De acordo com fontes militares contactadas pelo DN, o ferimento é ligeiro, num dos braços, e neste momento tenta-se retirar o soldado dos Comandos por via área do local, Mobaye, para Bangui, que fica a cerca de 300 quilómetros.

O meio aéreo será da ONU.

O país africano está em conflito civil desde 2013, entre duas fações, uma cristã e uma muçulmana.

A força nacional destacada está no local desde janeiro e integra militares da Força Aérea.

Em comunicado, as Forças Armadas confirmam "um incidente no decorrer da sua atividade operacional".

"O Estado-Maior-General das Forças Armadas informa que, no âmbito da Força Portuguesa ao serviço da Organização das Nações Unidas na República Centro Africana (MINUSCA), ocorreu um incidente no decorrer da sua actividade operacional, na região de Mobaye, hoje cerca das 12H00 horas, de que veio a resultar um militar Português com um ferimento no braço esquerdo.
O militar em causa encontra-se livre de perigo, e a família do militar está já informada deste incidente", pode ler-se.

A força portuguesa é constituída por 160 militares - 156 do Exército, entre os quais 111 Comandos, e quatro da Força Aérea. O contingente português, atualmente empregue como Força de Reação Rápida do comandante da missão da Organização das Nações Unidas, será rendido em agosto.

O país, com 4,5 milhões de pessoas, vive desde 2013 um conflito civil, entre a coligação rebelde Seleka, maioritariamente muçulmana, que depôs o então Presidente, François Bozizé, e a milícia anti-Balaka, que é na sua maioria cristã.

França vai fechar 3 mesquitas por incitamento ao terrorismo

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Desde que entrou em vigor o estado de emergência, em novembro de 2015, fecharam 16.

O Governo francês está a preparar o encerramento de três mesquitas por apologia do terrorismo, revelou hoje o ministro do Interior, adiantando que desde que entrou em vigor o estado de emergência, em novembro de 2015, fecharam 16.

Numa entrevista ao canal televisivo "CNews", Gérard Collomb indicou que a justificação para o encerramento é que nestas mesquitas se fazem discursos de incitação a atos terroristas.

O ministro acrescentou que durante esta temporada estival foram mobilizados 23.000 polícias e guardas para garantir a segurança por ocasião das férias.

Questionado sobre a crise de refugiados no Mediterrâneo, Collomb reiterou que a sua prioridade é "estabelecer um certo número de acordos com os países" de onde vêm estes migrantes para que os que não tenham direito de asilo possam ser devolvidos rapidamente.

Uma questão que, antecipou, vai ser abordada numa cimeira no próximo dia 24, em Tunes, com os países mediterrâneos.

Tendo em conta que o problema é que na Líbia "não há um Estado estável" e que isso propiciou a ação dos "traficantes de uma crueldade terrível", Collomb disse que a sua ideia é definir neste país uma espécie de "cordão sanitário" para que o controlo ocorra nesse local.

O governante antecipou ainda que os países europeus vão pedir ao Alto Comissariado para os Refugiados da ONU (ACNUR) que instale bases para tramitar as chegadas destas pessoas e, "em caso de países seguros, a devolução aos seus países".

Quanto aos que se concentram no norte de Paris, junto ao centro humanitário de acolhimento temporário de potenciais solicitadores de asilo, que abriu em novembro, o ministro afirmou que "vai ser examinada muito rapidamente a situação" para expulsar os que não possam ter estatuto de refugiado.

"Não queremos que haja 2.000 a 3.000 pessoas na rua" e para evitar, num primeiro momento, vão ser divididos por diversos pontos da região da capital, contou.

Um homem e quatro crianças mortalmente esfaqueados em Atlanta

 

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A mãe das crianças foi detida

A polícia de um subúrbio de Atlanta, no estado da Geórgia, sudeste dos Estados Unidos, anunciou que encontrou encontrado os cadáveres de um homem e de quatro crianças, vítimas de esfaqueamento, dentro de uma casa em Loganville. Uma outra criança foi transportada para o hospital.

Num breve comunicado citado pela agência Associated Press, a polícia precisa que os corpos foram encontrados às primeiras horas da manhã de hoje em Loganville, cerca de 48 quilómetros a leste de Atlanta.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 06.07.2017

 

 

641 mortos, 224 deles civis, no primeiro mês de ofensiva em Raqa

Pelo menos 641 pessoas morreram no primeiro mês da ofensiva lançada a 6 de junho pelas Forças Democráticas da Síria e aliados para recuperar Raqa, bastião do grupo Estado Islâmico na Síria.

Os dados, divulgados esta quinta-feira pela ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, precisam que entre as vítimas mortais há 224 civis, 38 deles menores, 311 jiadistas e 106 membros das FDS e aliados.

Há duas semanas, o Observatório divulgou números segundos os quais entre 23 de maio e 23 de junho os bombardeamentos da coligação internacional em Raqa mataram 250 civis, 53 dos quais crianças, e precisou tratar-se do número mais elevado de civis mortos desde o início das operações militares da coligação na Síria, a 23 de setembro de 2014.

O porta-voz da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, reagiu aos números divulgados hoje afirmando que eles se baseiam em "fontes pouco fiáveis" e que a coligação publica os seus números, obtidos "através de um método transparente".

"A maior parte [dos outros balanços] não se baseia em análises tão detalhadas e baseia-se frequentemente [...] em fontes pouco fiáveis", disse o porta-voz, o coronel Ryan Dillon.

Segundo o Observatório, que recolhe informação através de uma rede de ativistas, voluntários e médicos no terreno, as FDS enfrentam resistência dos 'jihadistas' na cidade velha, no leste de Raqa, e no bairro de Al-Hal, no sul.

As imagens de uma das maiores apreensões de marfim em Hong Kong

 

As autoridades alfandegárias de Hong Kong indicaram esta quinta-feira que apreenderam mais de 9 milhões de dólares (7,9 milhões de euros) em marfim esta semana, na segunda maior apreensão em 30 anos.

Os agentes da alfandega descobriram 7.200 quilos de marfim em presas de elefante na passada terça-feira num navio cargueiro proveniente da Malásia, carregamento que tinha sido identificado como peixe congelado, indicaram as autoridades de Hong Kong.

As autoridades alfandegárias dispuseram publicamente amostras das presas empilhadas no chão das instalações da alfandega junto ao porto de contentores de Hong Kong.

As autoridades indicaram ainda que foram detidas três pessoas numa empresa comercial de Hong Kong relacionada com o carregamento.

Hong Kong, um hub importante para o comércio ilícito de produtos provenientes da vida selvagem, está a preparar-se para banir a venda local de Marfim até 2021.

De acordo com os regulamentos alfandegários de Hong Kong, qualquer empresa ou pessoa descoberta a tentar contrabandear este tipo de mercadoria de ou para dentro da China ou a importar ou exportar espécies em vias de extinção sem licença incorre em penas de multa ou prisão

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 06.07.2017

 

Pequim e Berlim acertam acordos para ultrapassar barreiras políticas

Altino Matos

6 de Julho, 2017

Pequim entrou definitivamente na rota da conquista de novos espaços na Europa, dentro de uma estratégia desenhada há décadas pela liderança do Partido Comunista Chinês, onde pretende ser tão influente na política internacional, como Berlim, Paris e Bruxelas, ou ainda como a emblemática Londres, que se ajeita para consolidar a saída da União Europeia.

Míssil intercontinental altera o quadro militar

Altino Matos |

6 de Julho, 2017

Os novos acontecimentos na Península coreana, agravados com as dúvidas sobre a capacidade do míssil balístico intercontinental da Coreia do Norte, que atingiu o mar do Japão na terça-feira, alteram o quadro de equilíbrio militar e exigem do Conselho de Segurança da ONU grande capacidade para manter as partes comprometidas com a agenda de paz e evitar uma guerra que já esteve bem perto do seu início.

As diferenças políticas, principalmente entre Pyongyang e Washington, atingiram um nível tal que agora só pode ser evitado um “desastre” com o concurso de uma grande capacidade negocial, segundo analistas políticos dedicados aos assuntos militares na península coreana. Os Estados Unidos, segundo a imprensa internacional, puseram em marcha procedimentos técnicos dirigidos a acções de infiltração e neutralização de suportes operativos de carácter militar em linhas inimigas.
O Presidente Donald Trump abandonou a agenda política que dava lugar à diplomacia para influenciar o líder Kim Jong-Un a abandonar a via da potenciação nuclear com fins militares, em nome de um clima de pacificação na região. Trump afirmou que a “paciência estratégica acabou e que agora vão ser considerados outros factores e que a Coreia do Norte havia de sentir a mão pesada dos Estados Unidos.”
O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, avançou que o seu país jamais vai sentir-se intimidado, principalmente agora que alcançou uma capacidade de proferir ataques de grande distância, sem nunca citar directamente os Estados Unidos. Pyongyang mereceu reprovações de vários países, inclusive da China e da Rússia, que costumam agir em sua defesa, quando pedem contenção não apenas nas palavras mas nas acções de carácter militar e políticas, como as ameaças de ataque e sanções.  O Presidente chinês e o líder russo pediram aos países envolvidos para não abandonarem as iniciativas políticas e continuarem a apostar na capacidade das suas inteligências, como a melhor via para se chegar a um entendimento sobre a segurança e definições de cooperação política. Xi Jimping e Vladimir Putin recusaram-se a recorrer a termos pesados para classificar a insistência de Kim Jong-Un, mas foram duros no discurso, passando uma clara imagem de desencanto com o clima tenso que paira na região asiática. As autoridades norte-coreanas  anunciaram que o seu novo míssil é capaz de carregar uma “carga grande e pesada.” A agência oficial norte-coreana

noticiou ontem que o confronto com os Estados Unidos entrou na sua “fase final”, sem avançar mais detalhes, fazendo menção apenas que é uma decisão do líder Kim Jong-Un. Especialistas em matéria de segurança e armas nucleares estão divididos quanto à capacidade real do míssil, que foi lançado na terça-feira num momento decisivo nas ambições armamentistas de Pyongyang, se o mesmo é capaz de alcançar o Alasca, território norte-americano. 
A imprensa internacional diz tratar-se de uma acção de propaganda de Pyongyang para se superiorizar a Washington, citando depoimentos de especialistas russos em inteligência. Nos Estados Unidos, o ambiente é de grande preocupação, com os sectores mais rígidos a defenderem uma acção imediata para desfazer o efeito do novo teste de Pyongyang. 
A imprensa norte-americana não avança nem os métodos nem a técnica a ser envolvida, em caso de ataque. Os corredores do Pentágono estão a agir com base nas declarações do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que confirmou a existência do míssil balístico intercontinental pelas forças norte-coreanas.
“Os Estados Unidos condenam fortemente o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico intercontinental. Testar um ICBM representa uma nova escalada na ameaça aos Estados Unidos, aos nossos aliados e parceiros, à região e ao mundo”, disse, na altura, o secretário de Estado Tillerson.

  Secretário-Geral da  ONU

O Secretário-Geral das Nações Unidas pediu aos países envolvidos na Península coreana para evitarem linguagem mosculada, por forma a manter a esperança num entendimento político e militar.   António Guterres comentava os últimos acontecimentos naquela região, onde a situação entrou num clima bastante difícil com o teste de terça-feira de um míssil balístico intercontinental pelas forças militares norte-coreanas. A ONU, disse Guterres, é a favor do diálogo para superar a violência.

 

Morreu Joaquín Navarro porta-voz de João Paulo II durante 22 anos

6 de Julho, 2017

O espanhol Joaquín Navarro-Valls, que foi, durante 22 anos, o porta-voz exclusivo do Papa João Paulo II, morreu na noite desta quarta-feira, em Roma, aos 80 anos de idade, em consequência de um câncer, anunciaram o Vaticano e a Opus Dei. AFP

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 17.07.2017

 

98% dos que foram às urnas na Venezuela votaram contra alteração da Constituição

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/07/2017 15:49:00

A grande maioria da população venezuelana que compareceu à consulta popular no domingo, organizada pela oposição, rejeitou a Assembleia Nacional Constituinte do governo de Nicolás Maduro. Segundo a reitora da Universidade Central da Venezuela, Cecilia García Arocha, afirmou que um total de 7.186.170 venezuelanos participaram da votação.

De acordo com o jornal El Universal, 98,4% dos que votaram rejeitaram a Assembleia Nacional Constituinte proposta pelo governo Maduro, enquanto 0,13% disseram ser a favor. Já 98,5% afirmaram que a Força Armada Nacional deve obedecer às decisões da Assembleia Nacional, enquanto 0,12% disseram que não.

Em relação ao pedido de renovação dos poderes públicos e para que sejam convocadas eleições "livres e transparentes" e se instaure um governo de transação e de "unidade nacional", 98,3% dos eleitores afirmaram que são a favor da proposta, enquanto 0,14% se posicionaram contrários.

Recuperação de Mossul abre espaço para volta dos deslocados, diz ONU

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/07/2017 22:11:29

A recuperação da cidade de Mossul pelo Exército iraquiano abre espaço para criar as condições necessárias para o retorno voluntário, seguro e digno dos deslocados pelo conflito, afirmaram ontem (10) as Nações Unidas em um comunicado.  Em nota, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou o povo e o governo do Iraque pela sua “coragem, determinação e perseverança” e disse que a retomada da cidade é “um passo significativo na luta contra o terrorismo e o extremismo violento”. As informações são da ONU News.

Guterres manifestou solidariedade pela perda de vidas no conflito e desejou pronta recuperação aos feridos. Os atuais desafios em Mossul incluem a restauração do Estado de direito, evitando o retorno à violência e promovendo a responsabilização pelas violações cometidas. O secretário-geral disse através do seu porta-voz do que a ONU estará ao lado do governo nas ações para promover a volta da normalidade à cidade.

Estima-se que 700 mil pessoas ainda estejam deslocadas de Mossul, sendo que quase metade delas vive em 19 acampamentos de emergência. Muitos dos que fugiram perderam tudo e precisam de alimentos, cuidados de saúde, água, saneamento e kits de emergência.

“Quase o inimaginável”

O Escritório da ONU para Assuntos Humanitários revelou que se observam “níveis de trauma mais elevados que em qualquer lugar” em Mossul, onde as pessoas “viveram quase o inimaginável”, segundo a coordenadora humanitária da organização no Iraque, Lise Grande. Segundo ela, 920 mil civis fugiram de suas casas após o início da campanha militar para retomar a cidade em outubro de 2016.

Lise considerou um alívio saber que a campanha militar na cidade está no fim. Mas advertiu que a crise humanitária continua. As Nações Unidas atuam há meses no terreno, onde “grandes esforços foram feitos pelo governo e pelos parceiros na linha da frente para se estar um passo adiante da crise”.

 

Mais da metade da população mundial não tem acesso a saneamento básico, diz ONU

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/07/2017 22:04:21

Cerca de 4,5 bilhões de pessoas no mundo – bem mais da metade da população global atual de 7,6 bilhões de habitantes - não têm acesso a saneamento básico seguro, segundo relatório recente divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Já a quantidade de moradores do planeta com algum saneamento básico é de 2,3 bilhões. A informação é da ONU News.

O documento das Nações Unidas indica ainda que o número de pessoas sem acesso à água potável em casa é de 2,1 bilhões em todo o mundo. Esta é a primeira vez que a OMS e o Unicef fazem um levantamento global sobre água, saneamento básico e higiene.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus afirmou que água potável encanada, saneamento e higiene não deveriam ser privilégios apenas daqueles que vivem em centros urbanos e em áreas ricas. Para ele, os governos são responsáveis por assegurar que todos tenham acesso a esses serviços.

Esgoto tratado

Desde 2000, quando foi lançada a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, bilhões de pessoas ganharam acesso à água potável e saneamento, mas esses serviços não garantem necessariamente o saneamento seguro, aquele que é ligado a uma rede de esgoto tratado.

Esse quadro gera doenças que podem ser mortais para crianças com menos de cinco anos de idade.

Todos os anos, mais de 360 mil menores morrem de diarreia, uma doença evitável. Já o saneamento mal feito pode causar cólera, disenteria, hepatite A e febre tifóide, entre outros problemas.

O diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, disse que ao melhorar esses serviços para todos, o mundo dará às crianças a chance de um futuro melhor.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 17.07.2017

 

UE e Reino Unido começam 2ª rodada de negociações do Brexit

Negociadores farão reuniões até a quinta-feira (20)

Agência ANSA

Começou nesta segunda-feira (17) a segunda rodada de negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado "Brexit". A partir de hoje até quinta-feira (20), os negociadores começarão a debater os pontos-chaves do divórcio, como a questão da cidadania, da "conta" financeira da saída e o caso da Irlanda do Norte.

    Ao chegar a Bruxelas, o negociador-chefe britânico, David Davis, lembrou da primeira reunião, ocorrida em junho, e disse que os debates começaram "bem", mas que agora "é hora das questões fundamentais".

    Por sua vez, o chefe das negociações pelo lado dos europeus, Michel Barnier, ressaltou que é "necessário avaliar e comparar nossas respectivas posições para que possamos progredir". "Agora vamos mergulhar nas questões centrais", acrescentou ainda o negociador.

    Em junho, os dois líderes se reuniram para definir a agenda de negociação e quais seriam os pontos prioritários. Ficou definido que os primeiros temas em discussão seriam a questão dos cidadãos europeus que moram no Reino Unido e vice-versa, os valores que a separação iria custar - estimativas apontam que o "divórcio" deve custar entre 60 bilhões de euros e 100 bilhões de euros - e a questão da jurisdição europeia na Grã-Bretanha.

    Pelo planejamento, além dos encontros entre Barnier e Davis, grupos de técnicos dos dois lados já iniciarão a analisar os três temas ainda hoje. Já a questão da Irlanda do Norte, que vive em relativa paz através de um acordo que incluiu a UE, será analisada em separado dado o delicado tema.

    Apesar de críticas do Parlamento Europeu, que rejeitou a proposta sobre a cidadania apresentada pelos britânicos por considerar que ela estava muito distante do que propõe a UE, o chanceler Boris Johnson estava otimista para o encontro de hoje e disse que a oferta de Londres "é igualitária, séria e muito boa".

    Do "lado europeu", o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Alfonso Dastis, destacou que "viu mudanças" na postura britânica e disse que o governo de Londres "agora aceita negociar um regime de transição" sobre o tema.

    A agenda oficial aponta que Barnier e Davis só se pronunciarão oficialmente sobre as negociações ao fim da última reunião na quinta-feira.

    De acordo com o Tratado de Lisboa, a negociação da saída de um país do bloco econômico deve demorar dois anos, sendo que há a possibilidade de prorrogação em caso de concordância. A ideia europeia é fechar todo o debate até o fim de 2018 para permitir que todos os Parlamentos dos 27 Estados-membros ratifiquem o acordo até março de 2019, quando encerram-se os dois anos da notificação inicial. (ANSA)

 

Imigrante esfaqueia policial em Milão e fala em "Alá"

Homem foi detido pela polícia, que descarta terrorismo

Agência ANSA

Um imigrante da Guiné foi preso nesta segunda-feira (17), em Milão, na Itália, após uma tentativa de esfaqueamento de um policial na estação central da cidade. O agente conseguiu se proteger graças a um colete à prova de balas e sofreu apenas ferimentos leves, mas as autoridades afirmaram que o agressor tinha o objetivo de embarcar em um ônibus turístico. O homem de 31 anos foi visto com uma faca perto de onde partem os táxis e transportes para o aeroporto. Agentes de polícia se aproximaram para verificar a situação, mas o imigrante reagiu.

O homem estava alterado e não carregava documentos de identificação. Ele foi preso por tentativa de homicídio. De acordo com testemunhas, o imigrante teria dito que "gostaria de morrer em nome de Alá". No entanto, a polícia descarta a possibilidade de que o incidente tenha ligação com terrorismo.

Posteriormente, o imigrante foi identificado como Saidou Mamoud Diallo, mas as autoridades italianas encontraram mais quatro nomes usados por ele, que já tinha passagem pela polícia por lesão, ameaças e resistência à prisão. Contra o imigrante também há uma ordem de expulsão emitida no último dia 4 de julho. No último dia 18 de maio, um jovem ítalo-tunisiano, Tommaso Ben Yousef Hosni, feriu dois agentes de polícia a facadas perto da Estação Central de Milão. A agressão de hoje ocorre em um momento em que a Itália enfrenta grande oposição à sua política de acolhimento de imigrantes, com partidos de centro e direita exigindo que o governo do premier Paolo Gentiloni, do Partido Democrático, pare de aceitar refugiados.

Incêndios florestais atingem histórico bairro de Nápoles

Colina do Posillipo registra foco de cerca de 400m de extensão

Agência ANSA

 

Um incêndio florestal de grandes proporções causou a evacuação de dezenas de casas na Colina do Posillipo, bairro histórico da cidade italiana de Nápoles, nesta segunda-feira (17). Segundo os bombeiros, ao menos uma casa já foi destruída no local.

A vegetação está em chamas em uma extensão que tem entre 400 e 500 metros e atinge a área da zona panorâmica da via Petrarca.

Além dos profissionais, os moradores são vistos jogando baldes de água de suas sacadas em outros pequenos focos de fogo.

Nápoles é uma das cidades mais afetadas pela série de incêndios que vem atingindo toda a Itália há cerca de duas semanas. No local, o Parque Nacional do Vesúvio registra dezenas de focos de fogo há dias e o Exército chegou a ser convocado para ajudar no combate às chamas.

Para o prefeito local, Luigi de Magistris, os incêndios têm origem criminosa e os responsáveis devem ser punidos. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 17.07.2017

 

Líder do Estado Islâmico "está vivo de certeza", diz responsável curdo

 

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Responsável curdo de uma unidade de contraterrorismo tem 99% de certeza de que Abu Bakr al-Baghdadi está vivo

Um alto responsável curdo de uma unidade de contraterrorismo disse esta segunda-feira que Abu Bakr al-Baghdadi, líder do grupo terrorista Estado Islâmico, está vivo.

A morte de Baghdadi foi dada como certa pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos no início deste mês.

Agora, após o regime iraquiano e a coligação internacional comemorarem esta grande vitória sobre o Estado Islâmico e a recuperação da cidade de Mossul, bastião do grupo terrorista no Iraque nos últimos três anos, a morte de Baghdadi começa a ser questionada.

"Baghdadi está vivo de certeza. Ele não está morto. Temos informações de que ele está vivo e acreditamos 99%", disse à Reuters Lahur Talabany, alto responsável curdo de uma unidade de contraterrorismo.

"Não se esqueçam de que as raízes [de Baghdadi] vêm dos tempos da al Qaeda no Iraque", continuou Talabany. "Ele estava escondido das forças de segurança e sabe o que está a fazer".

Isto não é o fim do Estado Islâmico

Baghdadi, de 46 anos, não é visto em público desde 4 de julho de 2014 na mesquita al-Nusri de Mossul. Nessa data, o homem declarou-se o líder dos muçulmanos no califado autoproclamado Estado Islâmico.

Ao longo dos últimos anos, o líder do Estado Islâmico foi dado como morto ou ferido em diversas ocasiões.

Temos dias muito mais difíceis pela frente. É a Al Qaeda com esteroides

"Ele tem anos de experiência em esconder-se e fugir das forças de segurança", continuou Talabany. "O território que eles ainda controlam é muito difícil. Isto não é o fim do Estado Islâmico, apesar de eles terem perdido Mossul e estarem prestes a perder Raqqa".

"Eles estão a preparar-se para uma luta diferente e temos dias muito mais difíceis pela frente", continuou o responsável, que tem lutado ao lado da coligação internacional contra o terrorismo. É a "Al Qaeda com esteroides", afirmou.

Em junho, o Ministério da Defesa russo revelou que um ataque aéreo na Síria realizado pela Rússia a 28 de maio poderia ter matado o líder do Estado Islâmico. Esta informação não foi confirmada, já que o Observatório Sírio dos Direitos Humanos não precisou quando e como Abu Bakr al-Baghdadi morreu.

Ainda assim, a ONG garantiu que confirmou a morte de Baghdadi através de várias fontes, incluindo altos responsáveis do Estado Islâmico.

O Departamento de Defesa não chegou nunca a confirmar a morte de Baghdadi. "Não temos informações que confirmem as recentes informações sobre a morte de Abu Bakr al-Baghdadi", assegurou uma fonte do Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos).

Supremo tribunal confirma proibição das Testemunhas de Jeová

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Organização é considerada "extremista"

O Supremo tribunal russo confirmou esta segunda-feira a proibição das Testemunhas de Jeová, ao rejeitar o apelo desta organização considerada "extremista" na Rússia.

"O Supremo tribunal russo decidiu rejeitar o apelo da organização contra a sua proibição", indica a decisão da instância judicial, citada pela agência noticiosa pública RIA-Novosti.

No final de abril, as Testemunhas de Jeová foram proibidas na Rússia pelo Supremo tribunal, após uma solicitação do Ministério da Justiça que terá detetado neste movimento milenarista "sinais de atividade extremista".

Esta decisão da justiça russa abriu caminho à liquidação e 395 comunidades locais das Testemunhas de Jeová em território russo, onde a organização reivindica 175.000 membros, e à confiscação dos seus bens.

"Ainda não é o fim", assegurou Viktor Jenkov, advogado das Testemunhas de Jeová, citado pela agência Interfax.

"Vamos recorrer desta decisão perante o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos", sublinhou.

Movimento fundado nos Estados Unidos em 1873 por Charles Russel, as Testemunhas de Jeová reivindicam-se do cristianismo.

Na perspetiva da poderosa Igreja ortodoxa russa, as Testemunhas de Jeová são uma seita perigosa devido designadamente à proibição de transfusões sanguíneas entre os seus membros.

A Rússia já ordenou a dissolução em 2004 de um ramo das Testemunhas de Jeová, uma decisão considerada "injustificada" pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que condenou este país a 70 mil euros de indemnização em 2010 neste caso.

Ataques em duas mesquitas no norte de Israel mobilizam reforços policiais

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Duas mesquitas foram hoje alvo de ataques na cidade de Mughar, no norte de Israel, onde se mobilizaram reforços policiais devido ao aumento de tensões entre os habitantes, anunciaram as autoridades.

De acordo com o porta-voz da polícia, o ataque às duas mesquitas ocorreu antes do amanhecer sem causar quaisquer vítimas ou danos.

Na última sexta-feira, três árabes israelitas abriram fogo contra a polícia, matando dois agentes, perto da Porta do Leão, junto à Esplanada das Mesquitas, onde foram encurralados e abatidos pelas forças de segurança.

Um dos dois polícias que morreram na sequência do ataque em Jerusalém vivia em Mughar e pertencia à minoria árabe drusa de Israel, informou a imprensa.

Desde então têm aumentado as tensões entre drusos e muçulmanos que vivem em Mughar e a polícia preocupa-se com a possível intensificação da situação.

A minoria drusa é uma comunidade heterodoxa que aspira à integração na sociedade israelita e é obrigada a fazer serviço militar, ao contrário de outros árabes israelitas.

Os árabes israelitas, descendentes de palestinianos, representam 17,5% da população e acusam a comunidade drusa de fazer parte dos que, no país, os marginalizam.

China censura Winnie the Pooh por ser usado para ridicularizar o presidente

TWITTER

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Nos últimos anos, vários memes têm comparado o presidente chinês ao urso Winnie the Pooh. As autoridades não ficaram indiferentes

As autoridades de censura chinesas baniram a menção do nome de Winnie the Pooh nas redes sociais esta semana. O famoso urso animado que adora mel tem sido usado em memes para ridicularizar o presidente chinês Xi Jinping nos últimos anos.

A partir desta segunda-feira, os utilizadores que escreverem Winnie the Pooh na secção de comentários das redes sociais WeChat e Weibo - as mais utilizadas na China - vão deparar-se com uma mensagem de erro porque "este conteúdo é ilegal", segundo a AFP.

Segundo a Time, imagens e GIFs do ursinho também foram apagados nas redes sociais.

O presidente Xi Jinping tem sido comparado a Winnie the Pooh nos últimos anos. Uma montagem que foi muito partilhada nas redes sociais mostra, por exemplo, uma fotografia de Jinping e do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, tirada em 2013, ao lado de uma imagem de Winnie the Pooh e o Tigre, outra personagem de desenhos animados.

Outro meme popular na China mostrava o aperto de mãos entre Jinping e o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe ao lado de um aperto de mãos entre Winnie the Pooh e o burro Igor.

Em 2015, uma imagem que mostrava Jinping num carro a acompanhar um desfile e Winnie the Pooh num carro de brincar foi nomeada "a fotografia mais censurada" do ano na China pelos analistas políticos do Global Risk Insights.

A China é um dos países que mais exerce censura na Internet. Ferramentas como o Google, Dropbox e Youtube, ou as redes sociais Facebook e Twitter, estão bloqueadas no país.

Este ano, a China anunciou novos regulamentos para reforçar o controlo sobre os conteúdos publicados 'online'. O objetivo destes novos regulamentos é "promover uma cultura sã na Internet e salvaguardar os interesses nacionais e públicos", segundo a agência de notícias chinesa Xinhua.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 17.07.2017

 

UE autoriza bloqueio da venda de botes insufláveis para a Líbia

A União Europeia autorizou os Estados-membros a restringirem, se o desejarem, as vendas de barcos insufláveis e motores fora de borda a compradores na Líbia, numa tentativa de travar o tráfico de refugiados pelo Mediterrâneo.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE acordaram hoje que os Estados-membros poderão bloquear a exportação ou o fornecimento "quando há razões plausíveis para acreditar que [os barcos insufláveis e os motores] vão ser usados por traficantes e contrabandistas de seres humanos".

Em comunicado, a UE salienta que a medida também se vai aplicar a barcos e a motores que transitem pela União Europeia, mas não a pescadores ou a outras pessoas com uma necessidade legítima de utilizar este tipo de material.

Os MNE europeus também acertaram a extensão de uma missão de ajuda fronteiriça na Líbia, até ao final de 2018, com vista a auxiliar as forças de segurança líbias, nomeadamente no sul do país.

O número de migrantes que atravessam o Mediterrâneo, da Líbia para a Itália (uma rota conhecida como Mediterrâneo Central) tem vindo a aumentar no último trimestre.

No início do mês, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou que mais de 100 mil migrantes chegaram desde janeiro à Europa - atravessando o Mediterrâneo - e 2247 morreram ou desapareceram no mesmo percurso.

Daquele total, mais de 85 mil deslocaram-se para a Itália e perto de 9300 para a Grécia. Além destes, perto de 6500 chegaram a Espanha.

Conflito na Síria fez mais de 330 mil mortos desde 2011

Além disso, foram mortos cerca de 57 mil combatentes das fações rebeldes e das Forças Democráticas Sírias

Mais de 330 mil pessoas, incluindo cerca de 100 mil civis, foram mortas desde o início da guerra da Síria, em 2011, segundo o novo balanço fornecido este domingo pelo Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH).

"O observatório pôde documentar a morte de 331.765 pessoas no território sírio, incluindo 99.617 civis, no período entre 15 de março de 2011 e 15 de julho de 2017", afirmou à AFP o diretor deste organismo, Rami Abdel Rahmane, detalhando que, entre os civis mortos, estão "18.243 crianças e 11.427 mulheres".

O balanço anterior do OSDH, publicado em 13 de março, dava conta de cerca de 320 mil mortos, dos quais 96 mil eram civis.

Na atualização destes dados fornecida hoje, o OSDH indica que foram também mortos 116.774 elementos das forças do regime sírio, dos quais 61.808 eram soldados sírios e 1.480 eram membros do Hezbollah libanês.

Além disso, foram mortos cerca de 57 mil combatentes das fações rebeldes e das Forças Democráticas Sírias.

Entre os mortos estão ainda mais de 58 mil combatentes da Al Qaeda, do grupo 'jiadista' do Estado Islâmico e combatentes estrangeiros de outros grupos.

Desencadeada em março de 2011 com manifestações pacíficas contra o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, o conflito sírio transformou-se numa guerra sangrenta que provocou destruições massivas e o deslocamento de mais de metade da população.

Tromba de água repentina no Arizona mata pelo menos nove pessoas

 

Pelo menos nove pessoas, incluindo três crianças, morreram na sequência de uma tromba de água repentina quando se encontravam numa piscina natural na Floresta Nacional de Tonto, no estado norte-americano do Arizona.

De acordo com o xerife de Gila County, Adam Shepard, nove pessoas morreram e as equipas de salvamento estão a realizar buscas por um rapaz de 13 anos que está desaparecido, quando uma tromba de água se abateu sobre aquela área do parque, segundo os meios de comunicação locais.

Segundo os bombeiros locais, mais de uma centena de pessoas encontravam-se na altura no local, uma zona de banhos junto a pequenas cascatas, quando o fenómeno meteorológico ocorreu na tarde de sábado numa zona que tinha sido afetada há cerca de um mês por um incêndio.

Uma mulher que caminhava junto ao local disse que viu pessoas a subirem árvores quando um grande volume de água se precipitou por riachos normalmente calmos.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 17.07.2017

 

Centenas de milhares de turcos saíram à rua

17 de Julho, 2017

A Turquia assinalou um ano de golpe de Estado militar fracassado no dia 15 de Julho com centenas de milhares de pessoas nas ruas das principais cidades, com cânticos e afirmação dos valores da união do Estado turco.

Chefe do Estado turco Recep Erdogan está determinado a punir mentores do golpe 
Fotografia: Handout-Turkish | AFP

Pelo menos 250 pessoas morreram durante a tentativa de golpe, cuja responsabilidade foi atribuída pelo Presidente Tayyip Recep Erdogan ao clérigo Fethullah Gülen, actualmente exilado nos Estados Unidos da América (EUA). 
A cerimónia teve lugar depois de ser anunciado mais um conjunto de despedimentos. Mais de 7 mil pessoas devem perder os postos de trabalho, numa decisão ainda ligada aos acontecimentos de 2016, que parou o país por longas horas.
O Presidente turco parece tão determinado como sempre contra o que define como responsáveis do golpe de Estado. Durante o seu discurso, assegurou que ninguém vai conseguir “derrubar a bandeira” turca nem destruir o país ou derrubar o Estado.
A cerimónia acabou com a inauguração de um monumento às vítimas. Desde a tentativa de golpe, mais de 50 mil pessoas continuam detidas.
Pelo menos 150 pessoas mil perderam o emprego, entre membros do Exército, funcionários, jornalistas, académicos e juristas, numa Turquia profundamente dividida e ainda em estado de emergência, apesar de se ter passado já um ano.
Na altura, quando se deu a tentativa de golpe de Estado na Turquia, perto de três mil soldados foram detidos, entre os quais vários oficiais acusados de estarem envolvidos nos tiroteios, bombardeamentos e ocupação de edifícios durante a noite em Istambul e Ancara, as principais cidades do país.
Os confrontos entre militares e a polícia, fiel ao Governo turco, provocaram mais de 260 mortos, entre os quais se encontram mais de duas dezenas de oficiais rebeldes. O país entrava numa era de grande viragem, que deu lugar à alteração da Constituição turca, permitindo mais poderes ao Chefe de Estado, Tyyip Recep Erdogan. 
O primeiro-ministro turco, Binali Yildrim, anunciou na manhã seguinte o fracasso do golpe de Estado. “O dia de ontem representa uma mancha negra na nossa democracia”, afirmou na altura Binali Yildrim, que defendeu a reinstalação da pena de morte contra os golpistas. O chefe do Governo culpou o movimento de Fetullah Gulen, rival do Presidente Tyyip Recep Erdogan, de estar então na origem do plano para derrubar o Governo.
Durante a noite, o chamado “Conselho para a Paz na Nação” tinha tomado os canais de televisão e bombardeado os edifícios do Parlamento e as imediações do palácio presidencial em Ancara.
As forças fiéis ao Governo tinham conseguido pôr fim à ocupação do edifício do Estado-Maior do Exército, libertando o chefe militar turco sequestrado pelos revoltosos na noite do dia 15.
Alguns militares rebeldes conseguiram, no entanto, ocupar uma fragata na base naval de Golcuk, perto de Istambul. Sete golpistas aterraram no final da manhã na Grécia, a bordo de um helicóptero militar turco, tendo pedido asilo ao Governo do país.
A imprensa turca anunciava, ao início da tarde, a decisão do Governo de demitir mais de 2.700 juízes após o golpe falhado. 
A União Europeia, que tardeu a se pronunciar sobre a tentativa do golpe militar fracassado, impôs uma série de medidas ao Governo turco e suspendeu os trabalhos de negociações para a entreda da Turquia na União. 
Até agora, Ancara não mostrou nenhum tipo de preocupação com as ameaças da União Europeia. O Presidente Tyyip Erdogan disse que os turcos adoram o seu país, e “nunca vão permitir que sejam os outros a ditar a forma como devem viver ou organizar a sua vida, como se dependessem deles.”

Atentado suicida em mesquita na Nigéria deixa 10 mortos e 20 feridos

17 de Julho, 2017

Um atentado suicida,  perpetrado supostamente por uma mulher numa mesquita  na cidade Maiduguri, no nordeste da Nigéria, deixou dez mortos e 20 feridos, segundo informou a impressa local.

Trata-se do quinto atentado terrorista cometido por suicidas em menos de uma semana nesta cidade, alvo permanente do grupo jihadista Boko Haram. Agência EFE

Mais de 30 desaparecidos em naufrágio de navio do exército de Camarões

17 de Julho, 2017

Trinta e quatro militares de Camarões foram declarados desaparecidos depois do naufrágio de um navio do exército ocorrido no domingo, informou ministro da Defesa, Joseph Beti Assomo.

O naufrágio aconteceu com um barco de logística do Batalhão de Intervenção Rápida (BIR), que tinha 37 pessoas a bordo. Três soldados foram resgatados, segundo a fonte.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 09.07.2017

 

No Twitter, Trump diz que é hora de trabalhar de forma construtiva com a Rússia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 10:38:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou há pouco em sua conta no Twitter que "é hora de seguir adiante e trabalhar de forma construtiva com a Rússia". No mesmo post, Trump disse que a negociação do cessar-fogo no sudeste da Síria, acordada com a Rússia e a Jordânia, "salvará vidas".

Na série de posts feitos na manhã deste domingo, no entanto, Trump evitou comentar se ele aceitou ou não a declaração de Putin de que a Rússia não foi responsável por intromissões nas eleições norte-americanas de 2016.

Trump escreveu na rede social após retornar do encontro do G20 na Alemanha, durante o qual teve uma longa reunião com o presidente russo Vladimir Putin. Disse que, na ocasião, "pressionou fortemente" Putin, duas vezes, sobre a intromissão do país nas eleições americanas, e que Putin "negou veemente" as conclusões das agências de inteligência dos EUA de que hackers e marqueteiros russos tentaram influenciar as eleições em favor de Trump.

Trump não declarou se acredita ou não em Putin. Apenas postou que o líder russo "já sabe minha opinião".

O presidente dos EUA tem dito acreditar que a Rússia provavelmente hackeou e-mails do Comitê Nacional Democrata e da equipe de Hillary Clinton, acrescentando porém que outros países provavelmente estariam envolvidos na ação.

Ontem, durante a reunião da cúpula do G-20, Putin disse que Trump havia aceitado suas garantias de que a Rússia não interferiu nas eleições norte-americanas. Putin afirmou ainda que a conversa entre os dois pode ser um modelo para o aprimoramento das relações entre os países. De acordo com o presidente russo, ele e Trump tiveram uma longa conversa sobre o assunto. "Ele perguntou muito sobre o tema e eu tentei responder todos os pontos", disse. "Para mim, ele entendeu e concordou. Mas é melhor vocês perguntarem (ao Trump) sobre isso", disse Putin.

Ainda ontem, Putin garantiu que um grupo de segurança cibernética criado pelos dois países deve evitar tais controvérsias em períodos de eleição no futuro. Trump mencionou a criação do grupo em um dos posts no Twitter desta manhã.

Na sexta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, que participou do encontro de Trump com Putin, sugeriu que os dois lados tinham concordado em discordar sobre a questão da intromissão russa de modo a seguir adiante nas conversas e tratar de outras questões urgentes, como a guerra civil na Síria. "Com toda a sinceridade, não esperávamos outra resposta além da que recebemos", disse Tillerson, referindo-se à negativa da Rússia sobre a intromissão nas eleições dos EUA.

Pelo Twitter, Trump declarou ainda que as sanções dos EUA à Rússia não foram discutidas durante o encontro e que "nada será feito até que os problemas da Ucrânia e da Síria sejam resolvidos!". Fonte: Associated Press.

 

Novos protestos em Hamburgo terminam com 186 manifestantes presos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 12:28:00

Depois de um sábado relativamente tranquilo, a cidade de Hamburgo foi novamente palco de protestos violentos contra a globalização e o G-20, na madrugada de sábado para domingo, que acabaram resultando na prisão de 186 pessoas e na detenção temporária de outras 225. Os líderes do G-20 já tinham deixado a cidade quando os últimos confrontos ocorreram.

A polícia da cidade usou mais uma vez canhões de água contra manifestantes que atiravam bastões de ferro e pedras. Foram presas 186 pessoas, e outras 225 foram temporariamente detidas. De acordo com a polícia, 476 soldados foram feridos desde quinta-feira. O número de feridos nos protestos não foi calculado.

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, condenou a violência das manifestações, afirmando que a "reputação da Alemanha é severamente afetada internacionalmente pelos eventos em Hamburgo". Segundo Gabriel, um grupo de investigação formado por autoridades europeias deve procurar por suspeitos da ação.

O ministro do interior de Hamburgo, Andy Grote, declarou que este tipo de brutalidade não era esperada de militantes de esquerda. "Tivemos de lidar, separadamente dos eventos da cúpula, com atos cruéis de violência feitos por criminosos", disse Grote.

Autoridades da cidade reiteraram que os prejudicados pela destruição das manifestações receberão rapidamente apoio financeiro do governo. Desde quinta-feira, carros foram incendiados, lojas saqueadas e motos queimadas em barricadas de rua.

A grande maioria das manifestações, porém, foram pacíficas, protestando contra a cúpula do G-20, reivindicando ações mais rápidas contra o aquecimento global e mais ajuda para os refugiados. Fonte: Associated Press.

Cessar-fogo no sudeste da Síria tem início com apoio de EUA, Rússia e Jordânia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 08:56:00

O cessar-fogo no sudeste da Síria negociado por Estados Unidos, Rússia e Jordânia entrou em vigor neste domingo ao meio-dia (horário local).

A trégua abrange as províncias de Deraa, Suweida e Quneitra, onde o governo sírio e rebeldes também combatem militantes do Estado Islâmico, que não foi incluído na trégua. Em seis anos de guerra na Síria, nenhum cessar-fogo durou muito tempo.

O acordo foi anunciado na quinta-feira após encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o russo, Vladimir Putin, e é a primeira iniciativa da administração Trump em colaboração com a Rússia para trazer estabilidade à Síria. O anúncio ocorreu após semanas de conversas em sigilo em Amman, capital da Jordânia, que trataram do acúmulo de forças apoiadas pelo Irã em apoio ao governo sírio, próximas às fronteiras com a Jordânia e Israel.

As três nações que negociaram o cessar fogo não especificaram quais mecanismos serão utilizados para monitorar ou garantir a trégua. Um ativista opositor que vive em Deraa, próxima da fronteira com a Jordânia, relatou que o cenário era de calma minutos após o início da trégua.

O governo sírio mantém as ações contra grupos terroristas. O Comitê de Liberação Levante, ligado à Al-Qaida, é uma das facções mais poderosas que luta ao lado de rebeldes em Deraa.

O primeiro ministro de Israel disse neste domingo que o país apoiaria um "cessar fogo genuíno" no sudeste da Síria, desde que a iniciativa não permita ao Irã e seus representantes desenvolver uma presença militar ao longo da fronteira.

Seis anos de conflitos e cercos em Deraa devastaram a cidade, uma das primeiras a sediar grandes protestos contra o presidente Bashar Assad em 2011. Deraa continua sendo disputada por forças rebeldes apoiadas pelos Estados Unidos e pelo exército sírio, que conta com o apoio da Rússia e do Irã. Grandes extensões da cidade foram reduzidas a escombros pela artilharia do governo e por ataques aéreos russos. Fonte: Associated Press.

Primeiro ministro do Iraque declara vitória sobre Estado Islâmico em Mosul

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 11:28:00

O primeiro ministro do Iraque, Haider al-Abadi, declarou vitória das forças armadas do país na cidade de Mosul sobre o grupo Estado Islâmico, após mais de oito meses de ação militar para derrotar os militantes do grupo. De acordo com a TV estatal do país, al-Abadi "parabenizou os soldados heroicos e o povo iraquiano por terem alcançado esta grande vitória" na cidade estratégica.

Mosul é a segunda maior cidade do Iraque, atrás apenas de Bagdá.

Ainda segundo a TV iraquiana, o primeiro ministro chegou há pouco em Mosul para declarar oficialmente vitória sobre o grupo terrorista. Vestido com uniforme semelhante ao usado pelas forças especiais do Iraque, al-Abadi foi mostrado descendo de um avião militar e sendo recebido por comandantes das forças de segurança.

De acordo com a CNN, porém, a TV estatal também informou que militantes do Estado Islâmico ainda controlariam um bairro de Mosul.

O Iraque deu início à operação para retomar a cidade em outubro, com o apoio de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos. Mosul tinha sido tomada pelo Estado Islâmico em 2014.

Mais cedo, o general Jassim Nizal, da 9ª divisão do exército iraquiano, declarou que seu batalhão havia alcançado a vitória na área designada a eles. Antes disso, a polícia federal do Iraque também tinha feito anúncio semelhante. Os soldados sob o comando de Nizal dançaram e cantaram músicas patrióticas sobre os tanques de guerra, em meio à fumaça provocada por ataques aéreos em áreas próximas ao local.

Mais de 897 mil pessoas tiveram de deixar a cidade de Mosul devido aos confrontos entre forças do governo e do Estado Islâmico.

A perda da cidade pelo Estado Islâmico pode significar uma grande derrota para o grupo terrorista, que perdeu uma série de batalhas no último ano.

Na Síria, forças do país apoiadas pelos Estados Unidos também lutam na cidade de Raqqa, considerada a capital das ações do grupo Estado Islâmico. Mas uma vitória no local ainda pode levar meses. Extremistas do grupo terrorista ainda detêm diversas pequenas cidades e vilas no Iraque e na Síria. Fonte: Associated Press.

Catar busca compensação por prejuízos de bloqueio de países árabes

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 13:16:00

O governo do Catar informou neste domingo que está criando um comitê com o objetivo de buscar compensação pelos prejuízos decorrentes de seu isolamento da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Bahrein. Entre os membros do comitê estão os ministros da Justiça e de Relações Exteriores do Catar.

No mês passado, os quatro países cortaram relações diplomáticas com o Catar e bloquearam os acessos ao país por terra, mar e pelo espaço aéreo. Entre as diversas justificativas para o bloqueio está o suposto apoio do Catar a extremistas. O país tem negado as acusações, classificando o ultimato do bloco como uma afronta à sua soberania.

O promotor de justiça do Catar Ali Al-Marri disse a repórteres em Doha que o comitê vai coordenar reivindicações feitas por companhias privadas, instituições públicas e cidadãos do país. Segundo Al-Marri, o grupo poderá usar tanto mecanismos nacionais como internacionais para obter compensação e deve contratar escritórios de advocacia internacionais para representar as causas. "Aqueles que provocaram estes danos devem pagar compensações a eles", disse o promotor.

O Kuwait tem tentado, sem sucesso, mediar a disputa.

Na sexta, o bloco contra o Catar acusou o país de frustrar todos os esforços de resolver o problema, com a intenção de "continuar com sua política de desestabilizar a segurança na região". Mas Al-Marri insistiu que a decisão de buscar compensação pelos danos do bloqueio não tem relação com o estágio atual das negociações entre o país e os demais países árabes. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 09.07.2017

 

Secretário-geral oferece apoio da ONU para resolver crise ucraniana

 

 

A Organização das Nações Unidas está pronta para ajudar o Quarteto da Normandia a solucionar o conflito na Ucrânia, conforme afirmou hoje, em visita ao país, o secretário-geral da ONU, António Guterres.

"Nós sabemos que ainda estão ocorrendo combates. E nosso apelo, claro, é por um cessar-fogo completo, principalmente no contexto das recentes decisões da chamada Trégua da Colheita. Faremos tudo que pudermos para apoiar diferentes processos em vigor: o Quarteto da Normandia, o Grupo de Contato Trilateral e o trabalho da OSCE", afirmou Guterres durante encontro com o primeiro-ministro ucraniano, Vladimir Groisman.

Segundo o secretário-geral da ONU, a organização tem o compromisso especial de ajudar a população deslocada da região de Donbass por conta dos confrontos. 

"As capacidades do secretário-geral das Nações Unidas são limitadas, mas o que eu puder fazer para ajudar o povo ucraniano a ter paz e prosperidade no futuro, no contexto da integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia, é obviamente algo que eu respeito inteiramente e com o qual estou completamente comprometido", acrescentou, citado pela agência UNIAN. 

O atual cessar-fogo no leste da Ucrânia, conhecido como Trégua da Colheita, foi estabelecido pelo Grupo de Contato Trilateral (Rússia, Ucrânia e OSCE) no mês passado e segue até o final de agosto.

Itália prende terrorista checheno que queria atacar Europa

Eli Bombataliev tinha planos de fazer atentado na Bélgica

Agência ANSA

A Procuradoria de Bari prendeu neste sábado (8) um extremista checheno que estava pronto para "imolar-se" em um atentado na Europa, informaram as autoridades italianas.

Identificado como Eli Bombataliev, 38 anos, ele faz parte de um grupo de jihadistas do grupo "Emirado do Cáucaso", que é responsável por diversos atentados na Chechênia. O homem ainda teria combatido pelo grupo Estado Islâmico (EI) na Síria entre os anos de 2014 e 2015.

"Se amanhã me chamarem para oferecer a mim mesmo, eu vou imolar-me", disse em uma das conversas grampeadas pelas autoridades italianas.

O homem estava preso em Foggia e tinha conseguido sua liberdade recentemente, mas por apresentar sinais de radicalização, era monitorado de perto pelos italianos.

De acordo com os procuradores da Antimáfia de Bari, Giuseppe Gatti e Lidia Giorgio, ele estava planejando viajar para outro país da Europa, provavelmente a Bélgica, onde realizaria um atentado terrorista.

Milhares de pessoas protestam contra Erdogan em Istambul

'Marcha pela Justiça' começou há 25 dias em Ancara

Agência ANSA

 

Centenas de milhares de pessoas protestaram neste domingo (9) em Istambul contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. O movimento foi convocado pelo principal partido opositor do país, o Partido Republicano do Povo (CHP, na sigla em turco), e começou há 25 dias em Ancara, percorrendo 430 quilômetros.

A chamada "Marcha pela Justiça" reuniu, segundo os organizadores, mais de um milhão de pessoas e é a maior registrada na história recente do país. As autoridades, no entanto, não confirmaram o número de participantes.

O movimento foi convocado após a prisão do deputado Enis Berberoglu, que posteriormente foi condenado a 25 anos de detenção por supostamente fornecer "informações confidenciais" ao jornal opositor "Cumhuriyet".

Desde uma fracassada tentativa de golpe de Estado, em julho do ano passado, Erdogan através das autoridades determinou a prisão de milhares de pessoas por supostamente terem ajudado no golpe. No entanto, a oposição denuncia que o presidente está prendendo pessoas que apenas se opõem ao seu governo e que não tiveram relação alguma com a manobra liderada pelos militares.

Tartarugas causam atrasos em voos em aeroporto de Nova York

Animais atravessaram pista para depositar ovos

Agência ANSA

 

Uma situação inusitada fez com que vários voos do aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, sofressem atrasos na última sexta-feira (7): tartarugas atravessaram as pistas para poder depositar seus ovos.

De acordo com as autoridades, alguns aviões ficaram mais tempo na pista para garantir que os animais, da espécie diamante, pudessem ser levados em segurança. Cerca de 40 tartarugas foram resgatadas na operação depois das 16h45 (hora local).

Em entrevista ao jornal "Daily News", uma das autoridades portuárias do local, Cheryl Albiez, informou que apesar de estar na "temporada de tartarugas" foi "bastante incomum elas atravessarem o local nesta época".

Passageiros usaram as redes sociais para falar sobre o caso com bastante bom humor. "No momento preso no JFK pela única razão aceitável que um piloto já informou", escreveu o escritor Daniel Kibblesmith.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 09.07.2017

 

Trump discutiu a criação de uma unidade de cibersegurança com Putin

EPA/MICHAEL KLIMENTYEV / SPUTNIK / KREMLIN POOL / POOL MANDATORY CREDIT

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A ideia já foi duramente criticada por outros republicanos. "Não é a ideia mais estúpida que já ouvi, mas está muito perto", disse Lindsey Graham

O presidente dos Estados Unidos disse numa mensagem no Twitter este domingo ter discutido com Vladimir Putin a formação de uma unidade de cibersegurança para proteger os Estados Unidos de eventuais interferências de piratas informáticos no processo eleitoral e noutras áreas sensíveis. A ideia já foi duramente criticada por outros republicanos.

As mensagens surgiram este domingo, depois do seu primeiro encontro com Putin na sexta-feira, na cimeira do G20 em Hamburgo. Trump disse que agora é a hora de trabalhar de forma construtiva com Moscovo. "Putin e eu discutimos a formação de uma unidade de cibersegurança impenetrável, para que a pirataria nas eleições e muitas outras coisas negativas sejam evitadas e seguras", escreveu.

No G20 o clima deixou 19 de um lado e Trump sozinho do outro

 

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Vladimir Putin e o presidente dos Estados Unidos chegaram a acordo para a implementação de um cessar-fogo no sudoeste da Síria

Foi bom o clima entre os líderes, exceto quando os líderes chegaram à parte de meter o clima no papel. Contrariando a tradição de unidade nas declarações das reuniões do G20, ontem, em Hamburgo, os parágrafos sobre as alterações climatéricas alteraram a matemática habitual. Os 20 passaram a ser 19 mais um. Donald Trump, presidente dos EUA, ficou isolado no momento de escrever sobre o compromisso em cumprir o Acordo de Paris.

"G19 deixa Trump sozinho numa declaração conjunta sobre as alterações climáticas". Era assim que o britânico The Guardian titulava ontem o artigo sobre as conclusões da reunião de Hamburgo. Todos os países, com exceção dos EUA, fizeram questão de sublinhar que o compromisso sobre o clima assinado em 2015 em Paris é "irreversível". A chanceler alemã, Angela Merkel, confessou que considera que a posição dos EUA "é de lamentar". Apesar da divisão entre o G19 e Trump, os EUA comprometeram-se a trabalhar com outros países no sentido de encontrar e de utilizar combustíveis fósseis de forma mais eficiente e que sejam mais limpos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou ainda que a 12 de dezembro, em Paris, será organizada uma nova cimeira para reforçar as medidas ambientais. Macron disse também que não perdeu a esperança de convencer Donald Trump a voltar atrás no adeus ao Acordo de Paris. "Não vou deixar de tentar. É meu dever fazê-lo e faz parte da minha maneira de ser", explicou o presidente francês.

Apesar da intransigência que mostrou no que diz respeito ao clima, Donald Trump prometeu ontem que irá disponibilizar 639 milhões de dólares (cerca de 560 milhões de euros) para ajudar a alimentar as vítimas das guerras e das secas na Somália, Sudão do Sul, Nigéria e Iémen.

Merkel revelou que as discussões com os EUA tinham sido difíceis, mas, ainda assim, as 20 maiores potências mundiais conseguiram chegar a acordo para uma declaração conjunta sobre o comércio. O G20 continua a rejeitar o protecionismo económico, mas sublinha que as relações comerciais têm que ser benéficas para todos os envolvidos e também que os países podem adotar medidas para proteger os seus trabalhadores e indústrias.

Em conferência de imprensa, o presidente russo Vladimir Putin disse que tinha chegado a acordo com Donald Trump para que Rússia e Estados Unidos colaborem em matéria de cyber segurança. Putin garantiu ainda que a Rússia não interferiu nas eleições norte-americanas - apesar das conclusões em sentido contrários dos serviços secretos dos EUA - e que Trump aceitou e ficou "satisfeito" com os seus argumentos. O presidente russo disse estar convencido de que conseguiu estabelecer com Trump uma relação pessoal: "Na realidade é uma pessoa diferente daquela que aparece na televisão. É muito preciso, analisa os assuntos com rapidez e responde às perguntas que lhe são colocadas".

Putin e Trump chegaram a acordo para a implementação de um cessar-fogo no sudoeste da Síria. "É a primeira indicação de que os EUA e a Rússia são capazes de trabalhar em conjunto nesta questão", afirmou Rex Tillerson, o secretário de Estado norte-americano. Donald Trump considerou "tremendo" o encontro com Putin.

Sobre a situação na Ucrânia - em causa a anexação russa da Crimeia e os combates no Leste do país - Merkel disse que o processo de implementação dos acordos de Minsk irá continuar, mas admitiu que os avanços têm sido "muito, muito lentos" e que em alguns casos tem havido mesmo "retrocessos". Ontem de manhã, Merkel, Macron e Putin conversaram sobre a necessidade de um cessar-fogo na Ucrânia.

A cimeira do G20 do próximo ano, ainda sem datas definidas, terá lugar na Argentina. Japão e Arábia Saudita serão os anfitriões dos encontros de 2019 e 2020.

Grupo Estado Islâmico resiste em algumas centenas de metros em Mossul

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Confrontos violentos para expulsar os extremista do seu último reduto na cidade iraquiana

Os combatentes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) estão concentrados em algumas centenas de metros, na zona antiga de Mossul, onde oferecem resistência, informou hoje o comandante das Forças Antiterroristas iraquianas, Ali Awad.

Em declarações à agência noticiosa EFE, o comandante militar precisou que os radicais estão na zona de Al Midan, o seu último reduto na localidade do norte do Iraque, o principal bastião do EI.

Awad informou que os combates estão a ser muito violentos e que na zona permanecem centenas de famílias.

No sábado, o porta-voz do Comando de Operações Conjuntas, Yehia Rasul, perspetivava que uma "vitória frente ao grupo terrorista nas próximas horas, depois de limpar (de explosivos) todas as zonas de Mossul".

A mesma fonte referia, porém, que os confrontos com os elementos do EI prosseguiam em Al Maidan e noutras zonas muito limitadas na parte antiga da cidade.

A ofensiva para expulsar os jihadistas do EI de Mossul e de todo o norte do Iraque começou em outubro do ano passado e desde então que as tropas iraquianas, apoiadas por milícias e pelo exército curdo, têm combatido os extremistas, que ocuparam várias áreas no verão de 2014.

Pyongyang considera "provocação" presença de dois bombardeiros dos EUA

"Um simples erro ou mal-entendido pode conduzir à eclosão de uma guerra nuclear", alertou o diário oficial do Partido dos Trabalhadores

A imprensa oficial norte-coreana classificou hoje uma "provocação" o envio de dois bombardeiros norte-americanos para a península coreana para fazer exercícios e advertiu que estas manobras "podem causar uma guerra nuclear".

Pyongyang reagiu assim ao envio no sábado de dois bombardeiros estratégicos B-1B dos Estados Unidos, os quais levaram a cabo simulacros de ataques de precisão no território sul-coreano em conjunto com caças deste país, como sinal de advertência ao regime norte-coreano pelo seu teste com um míssil balístico intercontinental.

"Os Estados Unidos afirmam que vão enviar de forma regular bombardeiros estratégicos para a península da Coreia, um ato tão disparatado como voltar a atear fogo em cima de um depósito de munições", escreve hoje num artigo de opinião o Rodong Sinmun, o principal jornal norte-coreano.

"Um simples erro ou mal-entendido pode conduzir à eclosão de uma guerra nuclear e, por sua vez, isto levaria sem dúvida a uma nova Guerra Mundial", acrescentou o diário oficial do Partido dos Trabalhadores.

O artigo também justifica como "legítimas medidas de defesa" os testes de armamento norte-coreano, perante as "crescentes ameaças de guerra nuclear" contra Pyongyang por parte de Washington.

As manobras aéreas realizadas no sábado por Washington e Seul constituem "uma firme resposta à série de lançamentos de mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte", disse um porta-voz das forças sul-coreanas.

A Coreia do Norte lançou na terça-feira o seu primeiro míssil balístico intercontinental (ICBM). Designado "Hwasong-14", o míssil alcançou uma altitude máxima de 2.802 quilómetros e percorreu 933 quilómetros em 39 minutos.

Os B-1B Lancers sobrevoaram o Mar do Japão, aproximaram-se da fronteira que delimita as duas Coreias e posteriormente juntaram-se aos caças sul-coreanos F-15K e F-16 na província de Gangwon (leste) para ensaiar com fogo real ataques a instalações chave norte-coreanas, segundo o porta-voz.

Estes exercícios enquadram-se nas manobras com fogo real executadas por Washington e Seul em resposta ao lançamento do míssil intercontinental por Pyongyang, e incluíram o lançamento de vários mísseis guiados e destacamento das suas forças navais e áreas.

O mais recente ensaio norte-coreano indica que o país conseguiu fabricar um míssil com capacidade para percorrer, segundo o exército sul-coreano, entre 7.000 e 8.000 quilómetros, o suficiente para atingir os Estados Unidos.

Este novo avanço norte-coreano elevou as tensões na península coreana e é referido como um elemento que pode alterar o foco diplomático e estratégico de Washington para a região.

Lech Walesa hospitalizado com problemas no coração

 

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O herói da democracia polaca tem 73 anos

O ex-Presidente polaco Lech Walesa, um herói da democracia, foi hospitalizado, com problemas no coração, na cidade de Gdansk, anunciou hoje o filho.

Jaroslaw Walesa disse à Associated Press, em mensagem de texto, que o pai se sentia "extremamente fraco".

Desconhece-se quando poderá ter alta do serviço de doenças cardíacas da Clínica Universitária de Gdansk.

Walesa, de 73 anos, assistiu na quinta-feira a um discurso do Presidente Donald Trump, em Varsóvia, tendo na ocasião sido criticado por muitos que assistiam ao discurso e que apoiam o atual governo polaco.

As críticas assentavam, designadamente, no papel de Walesa na política polaca.

Walesa tem tecido duras críticas ao Governo, considerando que as políticas do executivo ameaçam a democracia e ferem os laços da Polónia com as principais nações da União Europeia.

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 09.07.2017

 

Дочь американского президента, Иванка Трамп, дважды занимала место отца на заседаниях во время встречи «большой двадцатки» в Гамбурге.

 

 Ivanka Trump substituiu o pai na cimeira do G20

Ivanka e Donald Trump

Foto: FELIPE TRUEBA/EPA

A filha do presidente norte-americano, Ivanka Trump, ocupou este sábado, por duas vezes, o lugar do pai nas sessões da Cimeira do G20 em Hamburgo, no norte da Alemanha, segundo imagens e testemunhos recolhidos pela imprensa germânica.

Ivanka Trump, que é assessora na Casa Branca, sentou-se temporariamente na cadeira reservada ao pai, presidente dos Estados Unidos, na mesa principal da Cimeira do Grupo das 20 maiores economias mundiais (G20), enquanto Donald Trump participava numa das reuniões bilaterais previstas.

É habitual nestas cimeiras que um alto cargo ocupe provisoriamente o lugar de um Chefe de Estado ou de Governo, quando este não está presente, para não deixar vago o assento.

O curioso desta situação é ter sido a própria filha do Presidente norte-americano, que todavia não usou da palavra, segundo os meios de comunicação social alemães, noticiou a agência noticiosa Efe. O caso está a gerar grande polémica nas redes sociais e meios de comunicação social dos EUA.

Antes destas sessões plenárias do G20, Ivanka Trumpo participou num fórum que visa impulsionar um fundo que facilite o empreendedorismo feminino nas economias em desenvolvimento, uma iniciativa incentivada pela chanceler alemã, Angela Merkel.

Donald Trump participou brevemente neste encontro e mostrou-se "muito orgulhoso" do trabalho feito pela filha, assegurando que está ali "desde o primeiro dia", porque é um "campeã".

"Se não fosse minha filha seria muito mais fácil para ela. Pode ser que ter-me como pai é a única coisa má que tem", ironizou Donald Trump, entre sorrisos dos presentes.

 

Bomba da II Guerra obriga a retirar 10 mil pessoas de casa na Polónia

 

Cerca de 10 mil pessoas foram retiradas esta manhã da cidade polaca de Bialystok, no leste do país, na sequência da descoberta de uma bomba alemã de 500 quilogramas datada da II Guerra Mundial.

As mesmas fontes informaram que a evacuação envolveu 60 ruas de Bialystok e outras 45 de localidades vizinhas, onde os habitantes foram forçados a abandonar as suas casas durante algumas horas.

A evacuação foi ordenada depois de descoberta uma bomba durante umas obras de construção.

A bomba foi retirada com uma grua e foi transportada por um camião militar para um terreno militar, onde será destruída.

Vestígios da II guerra mundial (1939-1945) são regularmente encontrados na Polónia, nomeadamente em Varsóvia, cujo 90% do centro foi destruído pelos ocupantes alemães no fim do conflito.

Assistente de bordo partiu garrafa de vinho na cabeça de passageiro

 

e que tentou abrir a porta do avião durante um voo entre Seattle, nos EUA, e Pequim, na China.

Segundo a acusação elaborada pelo FBI e apresentada esta sexta-feira em tribunal, Joseph Daniel Hudek IV viajava na primeira classe do voo Seattle-Pequim da Delta Airlines, na última quinta-feira, quando, depois duas idas à casa de banho, se atirou contra a porta do aparelho e a tentou abrir, ainda que tal seja impossível de concretizar em voo.

Duas assistentes de bordo tentaram controlar homem com a ajuda de outros passageiros, mas o suspeito desferiu um murro numa delas e acertou num outro passageiro com uma garrafa de vinho. Na escaramuça, uma das assistentes agrediu o homem com duas garrafas de vinho, tendo partido pelo menos uma na cabeça dele.

"Hudek não pareceu sentir a quebra de uma garrafa de vinho de um litro na cabeça e gritou 'Sabe quem eu sou?'", explicou uma das envolvidas no caso, na acusação citada pelo jornal britânico "The Independent". O homem acabou por ser controlado e o avião regressou a Seattle, onde Hudek está acusado de "interferir com a tripulação", um crime que lhe poderá valer até 20 anos na prisão e 220 mil euros de multa.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 09.07.2017

 

Kiev quer acelerar adesão

Altino Matos |

9 de Julho, 2017

Especialistas em matéria de segurança e política internacional alertaram que nem todos os Estados-membros da Aliança Atlântica do Norte (NATO) concordam com a aceleração do processo de adesão da Ucrânia, por representar um aumento da tensão com a Rússia, que já advertiu que os países europeus vão assumir as consequências.

A NATO está a celebrar duas décadas de parceria com a Ucrânia, país que prepara o caminho para se tornar membro efectivo da Aliança Atlântica, apesar das contestações da Rússia, que justificou em fóruns de segurança estratégica, que a adesão significa uma violação do direito internacional e pões em perigo permanente os interesses russos. 
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, desloca-se a Kiev, no dia 10, para tratar do assunto com o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, e, durante as sua estadia no país, vai discursar no Parlamento, onde existe uma predisposição para avançar com o processo de adesão à Aliança Atlântica.
Os deputados manifestaram tal desejo através de um projecto-lei que estabelece a prioridade nacional de adesão à NATO.  “O Exército ucraniano está a tornar-se num dos mais poderosos da região. Além disso, é o que tem experiência de combate. Assim, o exército ucraniano é capaz de defender não apenas a fronteira ucraniana, como também a fronteira oriental da NATO e a fronteira oriental de todo o mundo livre”, assegurou o presidente do Parlamento ucraniano, Andriy Parubiy, a um veículo de imprensa europeu.
O director de investigação do Instituto para a Cooperação Euro-Atlântica, Oleksandr Sushko, acredita que “há um grande grupo de membros da NATO que não gostariam de aumentar as tensões nas relações com a Rússia. É claro que qualquer movimentação para a adesão da Ucrânia significa mais tensão com a Rússia”, disse, citado pela imprensa europeia que deu grande importância ao processo de adesão. 
As autoridades de Kiev colocaram em marcha um conjunto de reformas para que a Ucrânia atinja os padrões da NATO e espera, em breve, promover uma consulta pública, para obter o aval do povo. A aproximação da União Europeia e dos Estados Unidos à Ucrânia provocou uma advertência da Rússia, desde o primeiro momento, que não escondeu os receios das pretensões de Bruxelas e de Washington de aproximar-se das fronteiras russas. Moscovo fez saber mais uma vez, que caso Washington comece na verdade a fornecer armas a Kiev, vai “intensificar a sua política” em relação à Ucrânia, afirmou o vice-presidente do Comité da Duma de Estado para a região da Comunidade de Estados Independentes e integração euro-asiática. A Rússia se opõe definitivamente ao fornecimento de armas para a Ucrânia. O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, afirmou há alguns meses que, embora não se trate de fornecimento de armas “letais”, os Estados Unidos podem tomar uma decisão sobre o envio das armas defensivas a Kiev já neste ano fiscal.
Este assunto sempre foi encarado pela Rússia de forma muito frontal com os EUA, que respeito pelos acordos de Minsk, embora seja difícil produzir algum efeito, reconheceu Konstantin Zatulin, deputado da câmara baixa do Parlamento russo e vice-chefe do Comité para as Relações com Países da Comunidade de Estados Independentes.
“Claro que estamos a chamar a atenção a todos os actores, mas a meu ver, temos que nos preparar para que, apesar de qualquer diálogo, o assunto possa evoluir como já sucedia antes. Assim, é óbvio que teremos de intensificar a nossa política em relação à Ucrânia”, destacou o parlamentar. Moscovo promete reforçar  os procedimentos em defesa dos seus interesses nacionais, algo que pode apresentar desafios sérios, o que, segundo especialistas em política e em matéria de segurança, pode ser entendido como um posicionamento militar de prontidão próximo da fronteira com a Ucrânia e demais países da região leste.
Quanto aos motivos da administração Trump para tomar decisão tão controversa, Zatulin afirmou que este é um sintoma de “preguiça em tentar entender o assunto”. “Os funcionários de nível médio nos EUA se norteiam pelo princípio de “quanto pior para a Rússia, melhor”. E os dirigentes mais altos hoje em dia querem se livrar das acusações de “serem agentes do Kremlin”, permitindo a seus funcionários e seus parceiros ucranianos falhas graves”, disse Zalulin. A Marinha russa, em reacção ao anúncio da Ucrânia de acelerar  o processo de adesão à NATO, realizou um teste bem-sucedido do míssil balístico intercontinental Bulava. O teste não passou despercebida pelos países ocidentais, que acompanham atenciosamente a indústria militar russa.
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que a Aliança Atlântica não se vai deixar intimidar perante determinadas posições, sendo que “os contextos devem ser devidamente avaliados para que sejam tomadas as melhores decisões”, sem que isso signifique  o abando dos “nossos parceiros”, como é o caso da Ucrânia.

  Ancara prioriza combate ao terrorismo

A Turquia, que também é parceiro da NATO, disse que não estava interessada em discutir a suspensão das negociações para a adesão à União Europeia, que tomou a decisão devido às reformas constitucionais implementadas no país. 
A posição é do Parlamento Europeu que aprovou, quinta-feira, um relatório com 477 votos a favor. Ancara reagiu de imediato, durante uma reunião com o comissário europeu para o Alargamento, Johannes Hahn, em Istambul.
“Nem sequer vamos ponderar esta questão. Rejeitamos todas as propostas para abandonar as conversações de adesão entre a Turquia e a União Europeia e substituí-las por uma cooperação mais forte nas áreas do contra-terrorismo, migração ou outras”, disse Omer Celik, ministro para os Assuntos Europeus da Turquia. Os eurodeputados consideram que a proposta de alterações à Constituição turca não respeita os critérios de Copenhaga, que definem as condições para a entrada de um país na União.
“Cada vez mais, a Turquia vai receber este tipo de críticas e enfrentar este tipo de pressão, ou seja, a ameaça de suspensão formal das negociações vai ser colocada mais vezes sobre a mesa”, explicou Seda Gurkan, professora de Assuntos Europeus na Universidade Livre de Bruxelas. A Turquia, enquanto parceiro da NATO e candidato á adesão à União Europeia, participou numa série de projectos políticos e militares, no quadro operacional da organização, como a guerra na Líbia e no Iraque, tendo se demarcado nos últimos meses devido a vários processos políticos que puseram em causa o poder do Presidente Recep Erdogan.
Neste momento, Ancara pensa que as negociações para a adesão são menos importantes que assuntos ligados a outros fenómenos políticos e sociais, por isso são os que merecem mais atenção, disse Celik.    

Ataque de radicais na região Sinai mata soldados

8 de Julho, 2017

Um ataque perpetrado ontem contra um posto de controlo do Exército egípcio, na fronteira com a Faixa de Gaza, matou pelo menos 10 militares egípcios e feriu mais de  vinte soldados, informaram responsáveis das Forças Armadas.

As mesmas fontes, que não quiseram ser identificadas, indicaram que o ataque começou quando um carro armadilhado chocou com a barreira do posto de controlo na aldeia de El-Barth a sul de Rafah. Seguiu-se um tiroteio por parte de dezenas de atacantes encapuzados.
Os mortos incluem um alto oficial das forças especiais egípcias e pelo menos 20 outros militares ficaram feridos no ataque.
O atentado contra o posto de controlo de El-Barth não foi reivindicado, segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press.
As Forças Armadas egípcias anunciaram ainda terem abortado outros ataques por parte de combatentes “takfiri” (radical) contra vários postos de controlo a sul da região de Rafah.
No decurso dessa operação, as forças do Exército e a Polícia mataram mais de 40 rebeldes e destruíram seis veículos todo-o-terreno. 
O Egipto tem enfrentado nos últimos anos ataques mortíferos no norte do Sinai, sobretudo por parte de militantes de um grupo ligado ao movimento extremista Estado Islâmico.
Os ataques terroristas intensificaram-se desde o derrube do Presidente islamita Mohamed Mursi num golpe de Estado militar em Julho de 2013.
Desde então, os actos terroristas multiplicaram-se não só no Sinai e, geralmente, os alvos são membros das forças de segurança, ainda que recentemente os cristãos coptos tenham sido alvo de quatro sangrentos atentados, reivindicados todos eles pelo Estado Islâmico.
As Forças Armadas egípcias anunciaram que, apesar dos ataques, não vai baixar a guarda e prometeram travar as acções dos rebeldes vinculados ao Estado Islâmico.

Cólera causa milhares de vítimas humanas

8 de Julho, 2017

O coordenador dos assuntos humanitários da ONU para o Iémen, Jamie McGoldrick, alertou ontem que as organizações humanitárias não conseguem fazer frente ao surto de cólera, que já matou mais de 1.600 pessoas desde finais de Abril.

O representante das Nações Unidas disse que conter a epidemia “está fora do alcance e da capacidade” tanto dos organismos internacionais como do sistema de saúde do país.
A epidemia de cólera estendeu-se a 21 das 22 províncias do país, tendo causado 1.657 mortos, acrescentou o responsável.
O número de pessoas que podem ter contraído o vírus da cólera, uma infecção intestinal aguda causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada, pode ter chegado aos 284 mil, disse Jamie McGoldrick, que aponta os menores de 15 anos a representarem  cerca de 40 por cento dos casos suspeitos da doença.
“O sistema de saúde está muito afectado pelo conflito, com 45 por cento das instalações sem capacidade operatória, e aquelas que estão a funcionar fazem-no a um nível muito baixo”, concluiu o representante das Nações Unidas no país.
Os iemenitas enfrentam uma tripla ameaça do conflito armado, da crise económica e da fome, a que se juntou a da cólera.
A Organização Mundial da Saúde lançou, recentemente, um apelo humanitário para salvar milhares de crianças vítimas da cólera, apesar das dificuldades encontradas pelas agências para fazer chegar aos necessitados os poucas meios.

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