InterAffairs

Qua.10182017

Last update09:48:30 AM

Leia nesta edição:
RUS ENG FR DE PL ESP PT ZH AR

Font Size

SCREEN

Profile

Layout

Menu Style

Cpanel

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 28.09.2017

 

China fecha empresas da Coreia do Norte para cumprir sanções da ONU

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/09/2017 09:05:00

A China determinou nesta quinta-feira o fechamento de companhias mantidas pela Coreia do Norte no país, o que corta uma fonte de receita no exterior para o isolado regime de Pyongyang. A decisão do regime chinês é tomada para atender as sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas contra os programas nuclear e de mísseis norte-coreanos.

A China é a principal parceira comercial e maior aliada da Coreia do Norte. A cooperação de Pequim é essencial para o sucesso das sanções, voltadas para impedir que os norte-coreanos obtenham mais tecnologia armamentista. A China concordou com as penalidades na ONU, em meio à crescente frustração com o governo do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Negócios e joint ventures da Coreia do Norte com parceiras chinesas precisam fechar dentro de 120 dias a partir da aprovação das sanções no Conselho de Segurança, que ocorreu em 11 de setembro. A decisão do Ministério do Comércio chinês implica, portanto, que esses negócios devem ser paralisados até o início de janeiro.

Empresas norte-coreanas operam restaurantes e outros negócios na China, o que ajuda Pyongyang a obter moeda estrangeira. Funcionários norte-coreanos trabalham em fábricas chinesas e em outras áreas.

Também nesta quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores chinês apelou por diálogo para lidar com a crescente crise entre a Coreia do Norte e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "A questão nuclear da Península Coreana está relacionada à paz e à estabilidade regional", disse um porta-voz do ministério, Lu Kang. "Para romper o impasse as partes relevantes precisam mostrar sua sinceridade."

A China é um membro permanente no Conselho de Segurança e tem poder de veto. O país apoiou as sanções recentes, mas não quer um colapso do governo de Kim. Pequim não concordou, por exemplo, com um veto total às exportações de petróleo para os norte-coreanos. De qualquer modo, a China deve interromper o envio de gás e limitar o de derivados do petróleo a partir de 1º de janeiro, após já ter parado desde setembro de importar carvão, ferro, minério de chumbo e peixes e frutos do mar do país vizinho. Fonte: Associated Press.

Países pobres perderão 10% do PIB per capita com a mudança climática, diz FMI

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27/09/2017 17:54:00

O FMI disse ontem (27) que os países pobres serão incapazes de fazer frente sozinhos aos efeitos econômicos do aquecimento global sem um esforço global das economias desenvolvidas, e calcula uma perda estimada de 10% de seu PIB per capita até 2100.  

“Se não houver esforços globais para frear as emissões de carbono, o previsto aumento na temperatura suprimirá cerca de uma décima parte do PIB per capita dos países de baixos investimentos para finais do século XXI”, apontou o FMI em seu relatório Perspectivas Econômicas Globais.

Estas projeções se baseiam em cenários conservadores de aumento de 1 grau centígrado na temperatura destes países, o que se traduziria em menor produção agrícola, esfriamento dos investimentos e danos à saúde.

O documento enfatiza que “dado que as economias avançadas e emergentes são as que contribuíram em grande medida ao aquecimento global e devem continuar nesse caminho, ajudar os países de baixos investimentos a encarar suas consequências é um imperativo humanitário e uma sensata política econômica global”.

Para o organismo dirigido por Christine Lagarde, um dos principais problemas é que “as políticas domésticas destes países não são suficientes” para protegê-los das mudanças climáticas, devido aos seus poucos recursos econômicos, ao citar exemplos de alguns dos países mais expostos, como o Haiti, o Gabão e Bangladesh.

Sobe para mais de 200 o número de mortos em novo terremoto no México

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 20/09/2017 23:04:44

As autoridades mexicanas elevaram ontem (20) para mais de 200 o número de mortes causadas pelo terremoto de magnitude 7 que sacudiu a região central do México, enquanto os serviços de emergência realizam trabalhos de resgate em muitos pontos das áreas afetadas.

As mortes foram registradas nos estados de Morelos - epicentro do tremor -, México, Puebla e na capital do país, cujo prefeito, Miguel Ángel Mancera, disse que lá morreram 30 pessoas e 44 edifícios desabaram. EFE

De acordo com dados preliminares de autoridades locais, 54 mortes foram registradas no estado de Morelos, 26 no de Puebla, oito no estado do México e quatro na capital do país. Segundo o secretário de Governo de Morelos, Matías Quiroz, o município de Jojutla foi o mais afetado pelo tremor.

A rede de televisão Milenio gravou a queda de uma ponte na estrada que liga a Cidade do México ao Porto de Acapulco, no município de Xochitepec, e de outra na estrada que liga Tepoztlán e Cuautla.

Quiroz, que confirmou 54 mortes em Morelos, acrescentou que ainda estão sendo avaliados danos em hospitais e que nenhuma escola do estado foi danificada.

Em Puebla, o governador José Antonio Gali atualizou para 26 o número de mortos, e na capital do país as autoridades relataram quatro mortes, contaram 29 edifícios que desabaram e disseram que 50 mil agentes das forças de segurança participam dos trabalhos de resgate.

O tremor coincidiu com o 32º aniversário do poderoso terremoto que causou milhares de mortes em 1985 e apenas duas horas após uma simulação de um abalo sísmico em todo o país.

Além disso, aconteceu apenas 12 dias depois de outro forte tremor, de magnitude 8,2 - o mais forte em solo mexicano desde 1932 - deixar 98 mortos no sul do país.

O epicentro do movimento se localizou no limite entre os estados de Puebla e Morelos, 12 quilômetros ao sudeste de Axochiapan, em Morelos, e a 120 quilômetros da Cidade do México, e sua profundidade foi de 57 quilômetros, detalhou o SSN em um comunicado.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 28.09.2017

Após críticas, Trump suspende restrição para envio de produtos a Porto Rico

O presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (28) a suspensão de restrições ao frete de combustíveis e produtos em geral para Porto Rico. A medida foi tomada após um pedido do governador da ilha, Ricardo Rossello, e após protestos no Congresso americano para chamar a atenção para a crise humanitária enfrentada por Porto Rico – território americano com cerca de 3,5 milhões de habitantes.

Após a passagem do Furacão Maria, na semana passada, os porto riquenhos sofrem com a falta de alimentos, água potável, energia elétrica, serviços de comunicação e combustíveis.

A decisão suspende temporariamente as restrições da chamada Jones Act (Lei Jones, em tradução livre) que proíbe embarcações estrangeiras de transportar combustíveis entre portos norte-americanos. A suspensão de restrições abrange não só os combustíveis, mas todo tipo de produtos. A suspensão anunciada tem validade de dez dias.

Com suspensão das restrições fica mais fácil a chegada de suprimentos à ilha. O governo Trump não havia, até então, ampliado a medida para Porto Rico e começou a ser criticado e acusado de "desprezar" a ilha, onde vivem cidadãos americanos em maioria de ascendência latina. Além de suspender a restrição portuária, Donald Trump anunciou que vai visitar Porto Rico na próxima terça-feira.

Críticas

Os protestos entre congressistas começaram porque Donald Trump havia ordenado a suspensão da Lei Jones para os portos da Flórida e Texas, após a passagem dos furacões Irma (Flórida) e Harvey (Texas), mas não havia adotado a mesma medida com Porto Rico - que sofreu a influência de dois furacões em um período de dez dias: primeiro o Irma e depois o Furacão Maria.

Políticos e artistas norte-americanos de origem latina, como a atriz Jennifer Lopez e o cantor Mark Anthony, criticaram Trump e o acusaram de de não atender as demandas na ilha prontamente, após a passagem do furacão Maria, que deixou ao menos 16 mortos.

Os senadores que reivindicaram a suspensão já se posicionaram após a medida. O senador John McCain, republicano do Arizona, que havia pedido a revogação da medida, comemorou pelo Twitter a decisão de, finalmente, revogar um ato "totalmente arcaico".

ONU anuncia maior iniciativa global contra a raiva

 

Diversas agências das Nações Unidas anunciaram, neste 28 de setembro, Dia Mundial de Combate à Raiva, a "maior iniciativa global" já realizada contra a doença. A parceria "Unidos Contra a Raiva" envolve a Organização Mundial da Saúde (OMS); a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE); a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO); e a Aliança Global para o Controle da Raiva (Garc). A informação é da ONU News.

A meta da estratégia é acabar com as mortes de seres humanos por causa da raiva canina até 2030.

Os cães são a principal fonte das mortes de pessoas pela doença, por contribuírem para 99% das transmissões. A OMS acredita que é possível eliminar a raiva vacinando os cães e prevenindo as mordidas pelos animais.

O foco do programa é abordar a doença "como um todo, envolvendo vários setores", com destaque para o papel dos serviços veterinários, de saúde e da educação na prevenção e no controlo da raiva. De acordo com a OMS, a doença viral ocorre em mais de 150 países e territórios, sendo geralmente fatal quando os sintomas aparecem. A raiva é 100% evitável, destaca a agência da ONU.

“Doença da pobreza”

Ásia e África são as regiões que registram dezenas de milhares de mortes por ano devido à infecção. Pelo menos 40% das vítimas de mordidas dos animais com raiva são crianças menores de 15 anos.

Uma das medidas mais eficazes para salvar vidas é uma lavagem imediata e cuidadosa com água e sabão da parte do corpo mordida por um animal suspeito de ter a doença.

A raiva é considerada uma "doença da pobreza" e negligenciada, porque afeta os mais pobres do mundo que "não podem pagar pelo tratamento ou pelo transporte para receber cuidados".

A médica Bernadette Abela-Ridder, participante da nova parceria, disse que o plano visa apoiar os países a desenvolver planos nacionais e fornece ferramentas inovadoras de capacitação e educação em redes regionais de raiva.

Ela aponta as vacinas como "componente essencial do plano global" e um impulso para programas nacionais, daí a iniciativa fornece liderança e defende que haja "recursos para atingir zero mortes pela raiva humana em 2030". A iniciativa defende que o mundo tem conhecimento, tecnologia e vacinas necessários para eliminar a raiva.

 

Papa responde críticas de conservadores sobre exortação

Francisco defendeu que é preciso 'dialogar' com a realidade

Agência ANSA

O papa Francisco defendeu sua exortação apostólica "Amoris laetitia" ("A alegria do amor") e disse que o texto mantém a "moral católica" durante uma entrevista dada à revista "Civiltá Cattolica". A matéria foi antecipada nesta quinta-feira (28) e foi dada por Jorge Mario Bergoglio durante sua visita recente à Colômbia.

O documento é alvo de muita polêmica entre as alas mais conservadoras e tradicionalistas da Igreja Católica, que chegaram a acusar Francisco de cometer "sete heresias" no texto e exigiram uma "correção". Entre os pontos mais criticados por eles, está a aceitação de que católicos divorciados e que casaram novamente devem receber a Eucaristia normalmente - o que para os conservadores, seria a aprovação do "adultério".

"Alguns sustentam que na 'Amoris laetitia' não existe a moral católica, ou muito menos, não há uma moral segura. Sobre isso, eu quero afirmar com clareza que mora da Amoris laetitia é 'tomista' [referente a São Tomás de Aquino]", disse à publicação.

"Aproveito essa pergunta para dizer uma coisa que acredito será dita por justiça, e também por caridade. De fato, ouço muitos comentários - respeitáveis, porque são ditos por filhos de Deus - mas, que são errados sobre a Exortação apostólica pós-sinodal.

Para entender o 'Amoris laetitia' é preciso ler de cima ao fundo. A começar pelo primeiro capítulo, para continuar com o segundo e assim seguir e refletir. E ler aquilo que foi dito no Sínodo", acrescentou lembrando do Sínodo das Famílias, que antecedeu o documento.

Bergoglio segue afirmando que afirma isso para "ajudar" aqueles que acreditam que a "moral é algo puramente casuístico". O líder católico segue afirmando que se inspirou na maneira que Jesus pregava porque ele "fazia teologia a partir da realidade" das pessoas de sua época e que sempre "buscava o diálogo".

"Sempre é preciso o diálogo com a realidade porque não se pode fazer teologia com uma mesa de logaritmos. A teologia de Jesus era a coisa mais real de todas, partia da realidade e se elevava até o Pai. Partia de uma semente, de uma parábola, de um fato e Ele o explicava. Jesus queria fazer uma teologia profunda, e a grande realidade sempre é o Senhor", acrescentou.

O argentino ainda destacou que para ser um bom teólogo é preciso ir além dos estudos e da dedicação, sendo necessário "ser esperto, ouvir a realidade e, sobretudo, é preciso refletir de joelhos porque um homem que não reza, uma mulher que não reza, não pode ser um teólogo ou uma teóloga".

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 28.09.2017

 

Governo britânico proíbe dois grupos de extrema-direita

  PUB

Os grupos de extrema-direita "Scottish Dawn (Amanhecer Escocês)" e "NS131" foram proibidos pela lei antiterrorista do Reino Unido, anunciou esta quinta-feira a ministra do Interior britânica, Amber Rudd.

Os dois grupos mantinham vínculos com o grupo neonazi "National Action (Ação Nacional)", que em dezembro foi a primeira organização de extrema-direita ilegalizada no país devido a uma lei que é aplicada frequentemente contra o extremismo islâmico.

Agora, pertencer a estas organizações ou apoiá-las é considerado crime e pode levar a penas de até 10 anos de prisão no Reino Unido.

O Governo britânico adotou essa medida perante a suspeita de que membros da "National Action" continuaram a atuar a partir do interior do "Scottish Dawn" e do "NS131".

A ministra do Interior descreveu estas organizações como "racistas, homófobas e antissemitas", com uma ideologia que "glorifica a violência e fomenta o ódio".

"A nossa prioridade como Governo será sempre manter a segurança das famílias e comunidades em todo o Reino Unido. Continuaremos a identificar e proibir qualquer grupo terrorista que ponha isso em risco, qualquer que seja a sua ideologia"

Na quarta-feira, onze homens suspeitos de pertencerem ao "National Action" foram detidos na Inglaterra e no País de Gales, sendo que no dia 05 de setembro outros quatro alegados membros da organização foram presos sob a suspeita de preparar atos de terrorismo.

Panfletos de propaganda espalhados pelo grupo nos últimos meses incitavam à realização de atos como o homicídio da deputada trabalhista Jo Cox, que foi morta a tiros e facadas em junho de 2016, com 41 anos, por Thomas Mair, vinculado a grupos de extrema-direita.

O "Scottish Dawn" define-se, na sua página eletrónica, como "um novo movimento social identitário formado a partir de diversas organizações em 2017 para desenvolver uma conceção coerente da identidade escocesa e ter lugar na política escocesa.

O "NS131" defende, por seu lado, "destruir o capitalismo" e defende o uso de "arte de rua como ferramenta para fazer propaganda e conectar-se com jovens".

Erdogan propõe a EUA trocar o clérigo Gulen por pastor norte-americano

PUB

A Casa Branca anunciou em maio que o presidente norte-americano pediu ao Governo da Turquia para repatriar o pastor rapidamente para os Estados Unidos

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, propôs esta quinta-feira a Washington a troca de um pastor norte-americano detido na Turquia pelo clérigo Fethullah Gulen, exilado nos Estados Unidos e que Ancara acusa de organizar o golpe falhado de 2016.

Erdogan disse esta quinta-feira que os Estados Unidos estão a pressionar a Turquia para extraditar "um clérigo", quando se recusam a entregar a Ancara "outro clérigo".

O Presidente turco referia-se ao pastor evangélico norte-americano Andrew Brunson, detido em outubro na Turquia por ligação ao clérigo turco Fethullah Gulen, autoexilado na Pensilvânia (nordeste dos Estados Unidos).

Dois homens embriagados causam pânico com armas falsas no metro de Madrid

PUB

Situação causou a interrupção de duas linhas do metro, cuja circulação já foi entretanto restabelecida

Dois homens foram detidos pelas autoridades depois de terem sido efetuados disparos, com armas falsas, dentro de uma carruagem do metro de Madrid. O incidente ocorreu, ao início da tarde desta quinta-feira, entre as estações de Ventas e El Carmen. A situação gerou o pânico entre os presentes, refere o ABC.

De acordo com o mesmo jornal, e também com o La Vanguardia, os dois homens, um menor e outro maior de idade, estariam embriagados na altura em que decidiram começar a disparar armas falsas. As armas seriam réplicas muito próximas de armas reais, como as que são usados em reconstituições de batalhas ou filmes. Fazem o mesmo barulho que as armas normais, e os cartuchos contêm pólvora, mas não têm qualquer projétil. Contudo, devem ser manuseadas com todo o cuidado.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 28.09.2017

Madrid exige suspensão de referendo, mas Barcelona recusa

 

O Governo Espanhol exigiu esta quinta-feira, em Barcelona, às autoridades regionais da Catalunha a "suspensão" do referendo de 1 de outubro considerado ilegal, tendo estas respondido que nada farão para impedir a consulta.

Na reunião do Conselho de Segurança da Catalunha, em que participaram o secretário de Estado espanhol da Segurança, José Antonio Nieto, e o chefe do Governo catalão, Carles Puigdemont foi inconclusiva, tendo as duas partes mantido as posições já conhecidas.

Em declarações à imprensa depois da reunião, José Antonio Nieto explicou que pediu a Carles Puigdemont que "suspenda" o referendo e assuma a existência de uma "autoridade judicial" para que as várias forças de segurança impeçam a votação.

Por seu lado, o responsável pela Administração Interna da Generalitat (Governo regional catalão), Joaquim Forn, sublinhou que o executivo regional "não parará" o referendo que pretende realizar no domingo.

O Conselho de Segurança ("Junta de Seguridad") é o órgão competente para resolver os incidentes entre as forças de segurança do Estado espanhol e os corpos de polícia das comunidades autónomas espanholas, como é o caso da Catalunha.

O presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, convocou na quarta-feira, unilateralmente, o Conselho de Segurança da Catalunha para discutir a coordenação do dispositivo policial implementado para impedir o referendo de 1 de outubro.

A Generalitat discorda de várias decisões tomadas até agora, como a da Procuradoria-geral da Catalunha de nomear um oficial para coordenar todas as forças da região com o objetivo de impedir o referendo do próximo domingo, considerado ilegal.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo parlamento e pelo governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para 1 de outubro.

Apesar das decisões dos tribunais e da pressão de Madrid, Carles Puigdemont mantém que o referendo de autodeterminação se irá realizar.

O autoproclamado Estado Islâmico divulgou, esta quinta-feira, aquilo que diz ser uma nova gravação áudio do líder Abu Bakr al-Baghdadi, contrariando rumores recentes que davam conta da sua morte.

Na mensagem, Al-Baghdadi saúda os jiadistas e declara que continuará a lutar, apesar de o grupo extremista ter perdido o controlo da cidade de Mossul, no norte do Iraque, em julho, após uma operação de quatro meses das forças iraquianas, apoiadas pela coligação internacional liderada pelos EUA.

A gravação, com a duração de mais de 46 minutos, foi emitida esta quinta-feira no mercado al-Furqan, controlado pelo autodenominado Estado Islâmico (EI), e, segundo analistas, a voz ouvida era a mesma de anteriores mensagens do dirigente, que só apareceu em público uma vez, em 2014.

A última mensagem de Al-Baghdadi foi divulgada em novembro de 2016.

Em junho deste ano, as autoridades russas anunciaram existir uma "elevada probabilidade" de Al-Baghdadi ter sido morto num ataque aéreo russo aos arredores da cidade síria de Raqqa, mas responsáveis norte-americanos contradisseram a história.

O Estado Islâmico sofreu uma série de grandes reveses no Iraque e na Síria nos últimos meses, perdendo o controlo de vastas áreas de território que se encontravam sob o seu controlo em ambos os países. No auge das suas conquistas territoriais, o EI controlava cerca de um terço da Síria e do Iraque.

Na gravação, traduzida pelo Instituto de Investigação de Média do Médio Oriente (MEMRI), Al-Baghdadi tenta consolar os seguidores das suas recentes derrotas, dizendo que a principal prioridade dos muçulmanos é "satisfazer Deus".

"A vitória contra os inimigos de Deus vem a seguir", sustentou, elogiando aquilo que descreveu como "a corajosa defesa de Mossul", feita pelos seus combatentes.

O dirigente também apontou como um sinal da continuidade da eficácia do grupo jiadista os atentados reivindicados na Europa, nos Estados Unidos e noutros pontos do mundo.

Fez igualmente um apelo aos apoiantes do EI em todo o mundo para prosseguirem a sua jiad (luta sagrada) e instarem a maioria sunita da Síria a não aceitar ser governada pela minoria alauita do país, cuja fé deriva do Islão xiita.

As forças leais ao Governo sírio, os seus aliados e outras forças que combatem o EI "não durariam uma hora", defendeu, sem a cobertura aérea fornecida pelos russos e os norte-americanos.

Criança de três anos dispara contra outras duas nos EUA

Uma criança de três anos feriu acidentalmente, a tiro, outras duas num centro de dia dos subúrbios da cidade de Detroit, no estado norte-americano do Michigan.

O comandante da polícia de Dearborn, Ronald Haddad, disse que uma investigação preliminar determinou que havia uma arma guardada nas instalações do centro de dia e que a criança "teve acesso à pistola e disparou" na manhã de quarta-feira.

Esta quinta-feira, a polícia precisou que as duas crianças de três anos baleadas se encontram hospitalizadas em estado grave, mas estável.

Várias outras crianças que se encontravam no centro de dia no momento dos disparos foram levadas para a esquadra da polícia, onde aguardaram que os pais as fossem buscar.

Ninguém foi, até agora, acusado, tendo a polícia indicado que os investigadores vão reunir-se com os procuradores do Ministério Público para decidir se alguma acusação formal será feita.

Um rato com quase meio metro de comprimento capaz de roer cocos é a mais recente espécie recenseada nas Ilhas Salomão, no Pacífico, num estudo publicado esta quarta-feira no Jornal de Mamologia, a ciência que estuda os mamíferos.

Seguindo rumores que ouvira há vários anos, o investigador Tyrone Lavery, do Museu Field, de Chicago, encontrou exemplares da espécie que os habitantes locais já conheciam e chamavam "vika".

"Quando me encontrei pela primeira vez com habitantes da ilha de Vangunu, no arquipélago das Salomão, falaram-me de um rato nativo da ilha e que vivia nas árvores", lembrou, afirmando que o procurou desde 2010.

Lavery chegou a por em causa que se tratasse de uma espécie nova, admitindo que os habitantes chamavam "vika" a ratos pretos.

A maneira de o animal se mover por cima das árvores dificultou ainda mais a descoberta, mas o "Uromys vika" acabou por aparecer, quatro vezes mais pesado que as espécies europeias, chegando a pesar cerca de um quilo.

Por se tratar de ilhas, animais com características únicas puderam desenvolver-se, o que possibilitou a sobrevivência da espécie agora identificada.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 28.09.2017

 

 

Chefe de Estado nomeia membros do Gabinete

28 de Setembro, 2017

O Presidente da República, João Lourenço, no uso da faculdade que lhe confere a Constituição procedeu hoje, quarta-feira, à nomeação do seu Gabinete de Trabalho.

Presidente da República nomeou ontem membros do seu gabinete de trabalho
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Segundo uma nota de imprensa distribuída ontem, o Chefe de Estado nomeou Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa, para o cargo de ministro e director do Gabinete do Presidente da República, Félix de Jesus Cala, para o cargo de secretário-geral do Presidente da República, e Edson Ulisses de Carvalho Alves Barreto, para o cargo de director do Gabinete de Quadros do Presidente da República.
O Presidente da República, João Lourenço, nomeou igualmente, por Decreto Presidencial, Marcy Cláudio Lopes, para o cargo de secretário para os Assuntos Políticos, Constitucionais e Parlamentares do Presidente da República.  
O Chefe de Estado nomeou também Victor Manuel Rita da Fonseca Lima, para o cargo de secretário para os Assuntos Diplomáticos e de Cooperação Internacional do Presidente da República, e Itiandro Slovan de Salomão Simões, para o cargo de secretário para os Assuntos Judiciais e Jurídicos do Presidente da República.
João Lourenço nomeou ainda Luís Fernando, para o cargo de secretário para os Assuntos de Comunicação Institucional e de Imprensa do Presidente da República, e Flávio Saraiva de Carvalho da Fonseca, para o cargo de secretário para os Assuntos Regionais e Locais do Presidente da República.
João Lourenço nomeou igualmente  José Filipe, para o cargo de director do Cerimonial do Presidente da República. João Lourenço foi investido terça-feira, na Praça da República, em Luanda, como Presidente da República, para um mandato de cinco anos.

Cuba reafirma apoio aos angolanos

O Chefe de Estado cubano, Raul Castro Ruz, felicitou o Presidente João Lourenço, pela vitória do MPLA nas eleições gerais, realizadas em Agosto passado, que culminaram com a cerimónia da sua investidura na terça-feira, na Praça da República. O portador da mensagem de felicitação foi o primeiro-vice-presidente do Conselho de Estado de Cuba, Miguel Diaz-Canel Bermudez, que foi ontem recebido pelo secretário-geral do MPLA, António Paulo Kassoma, na sede do partido.
Miguel Diaz Bermudez  disse à imprensa que a mensagem é do líder cubano e do seu Governo para o MPLA e para os angolanos pelos resultados obtidos nas eleições gerais de 2017.
O primeiro-vice-presidente do Conselho de Estado cubano recordou que a vitória do MPLA vai garantir e permitir que sejam desenvolvidos programas económicos e sociais em benefício do povo angolano. 
Bermudez sublinhou que, para os cubanos, estar presente neste momento histórico  para Angola, é um sentimento gratificante e uma forma de “reafirmarmos  o nosso apoio incondicional ao povo angolano e uma oportunidade de reafirmarmos a nossa disposição para ajudarmos em tudo quanto for possível.”
Em declarações à imprensa, o primeiro-vice-presidente lembrou que Angola e Cuba mantêm vínculos muito fortes quer do ponto de vista histórico-cultural, quer de lutas.  
Miguel Bermudez destacou que Angola e Cuba têm trabalhado no fortalecimento da paz e  recuperação do país e colaborado nos programas económicos e sociais desenvolvidos em Angola. Os dois povos, salientou, partilham muita história e muitos laços de irmandade. 
O dirigente cubano agradeceu ao povo angolano todas as mensagens de solidariedade,  apoio e de respeito recebidas por ocasião do falecimento do Presidente Fidel Castro. Sublinhou que a visita é muito significativa também para os cubanos porque este ano os cubanos comemoram os 40 anos da primeira visita de Fidel Castro a Angola.

Teerão rejeita acusação sobre parceria nuclear

28 de Setembro, 2017

O Irão considerou absurda a acusação dos Estados Unidos da América (EUA) de que  colabora com a Coreia do Norte em pesquisas e desenvolvimento de armas de grande capacidade de destruição maciça.

 “É absurdo e uma acusação sem fundamento”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Bahram Ghasemi. “Não há nenhum vínculo neste âmbito entre o Irão e a Coreia do Norte. A linha política do Irão sempre foi precisa, clara e transparente”, disse Bahram Ghasemi. 
O porta-voz acrescentou que o Irão produz energia nuclear com fins pacíficos. Teerão anunciou a semana passada que testou com sucesso um novo míssil com alcance de 2.000 quilómetros e capacidade, segundo as autoridades, de transportar várias ogivas.
O Presidente dos EUA, Donald Trump escreveu no Twitter que o “Irão acaba de testar um míssil balístico com capacidade de alcançar Israel. Eles também estão a trabalhar com a Coreia do Norte”. Na mesma mensagem, aludiu ao acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, assinado em Julho de 2015, do qual ameaça retirar os EUA.
O acordo permitiu uma suspensão parcial das sanções contra o Irão em troca de garantias sobre o carácter exclusivamente civil do programa nuclear de Teerão.
De acordo com a televisão estatal iraniana, o general Amir Ali Hadjizadeh, comandante da força aero-espacial da Guarda Revolucionária - exército de elite -, afirmou que “todo o material e todas as peças dos mísseis iranianos são de fabrico local”.
O Presidente do Irão, Hassan Rouhani, afirmou que “caso os Estados Unidos abandonem o Acordo, vamos seguir o nosso caminho, sem nenhuma preocupação, como fizemos até agora”. 
O Irão, disse, vai continuar as suas “pesquisas na área de enriquecimento de urânio para fins pacíficos, como aposta para desenvolver a área da saúde.” 
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Bahram Ghasemi, garantiu que as Forças Revolucionárias do Irão actuam dentro de uma estratégia militar que se submete a orientação política do Governo. Bahram Ghasemi disse que o Irão “não precisa de fazer parcerias na área de desenvolvimento atómico, porque os seus fins são pacíficos.”  

Bomba de hidrogénio

O secretário (ministro) da Defesa dos EUA, Jim Mattis, considerou que um teste da bomba de hidrogénio da Coreia do Norte no Oceano Pacífico seria “uma demonstração chocante de irresponsabilidade”, em resposta às ameaças de Pyongyang a este respeito.
“Seria uma demonstração chocante de irresponsabilidade no âmbito da saúde, estabilidade e não-proliferação”, disse o chefe do Pentágono, Jim Mattis, no avião que o transportava à Índia, onde realizou uma visita de três dias. 
O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, disse a repórteres em Nova Iorque, à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que o seu país poderia considerar explodir uma bomba de hidrogénio fora do seu território, em resposta a  Trump. 

Alerta russo

O senador russo, Franz Klintsevich, disse que qualquer tentativa dos EUA de iniciar uma guerra na Coreia do Norte, perto da fronteira russa, será vista por Moscovo como uma acção abertamente hostil contra a Rússia com todas as consequências resultantes. 
“Vale advertir aos EUA: qualquer tentativa de iniciar uma guerra nas proximidades das fronteiras da Rússia ameaça a sua segurança, por isso será considerada por nós como acção abertamente hostil contra o nosso país, com todas as consequências derivadas”, declarou o vice-presidente do Comité da Defesa e Segurança do Conselho da Federação da Rússia, Franz Klintsevich.

Milícias sírias bombardeadas em Deir al-Zor

28 de Setembro, 2017

Milícias sírias apoiadas pelos Estados Unidos da América (EUA) disseram ontem quaviões russos atingiram as suas posições na província de Deir al-Zor, perto de um campo de gás natural ocupado pelo “Estado Islâmico” na semana passada.

As Forças Democráticas da Síria (FDS), aliança de milícias curdas e árabes que lutam com o apoio da coligação liderada pelos EUA, disseram que o ataque matou um dos seus combatentes e deixou outros dois feridos.
O general russo Igor Konashenkov negou a acusação, tendo afirmado que a Rússia é sempre cuidadosa para garantir que os seus ataques aéreos sejam precisos, informou a agência de notícias russa RIA. O coronel Ryan Dillon, porta-voz da coligação liderada pelos EUA, disse que projécteis atingiram uma área próxima da posição das FDS, mas que não pôde confirmar se foram lançados pela Rússia. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, afirmou que a “política de duas caras” dos EUA matou o general russo Valery.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 27.08.2017

 

Maduro ataca Pence por reunir-se com “terroristas” venezuelanos em Miami

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/08/2017 21:15:03

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, atacou quinta-feira (24) o vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), Mike Pence, por reunir-se esta semana em Miami com venezuelanos a quem o líder venezuelano chamou de “terroristas” e “corruptos”. A informação é da Agência EFE.

“No dia de ontem também vimos uma reunião nunca antes vista, entre o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e um grupo de foragidos da Justiça venezuelana que vivem protegidos em Miami”, disse Maduro durante uma reunião preparatória para as manobras militares que convocou para o fim de semana.

“Se ele não sabe, eu digo: na mesa de reuniões estiveram ao seu lado, aplaudindo-o e cumprimentando-o, pessoas incursas em delitos graves de terrorismo, de colocar bombas contra embaixadas na Venezuela, incursas em delitos graves contra a segurança da nação, incursos em delitos graves de corrupção”, afirmou o governante.

Em discurso transmitido pela televisão, o presidente venezuelano declarou que o ataque de 6 de agosto, quando homens armados invadiram um forte militar do país, foi “ordenado e financiado até o último dólar pelos núcleos de conspiradores de Miami que se reuniram” com Pence.

Maduro acusou o vice-presidente norte-americano de se descuidar da gestão do seu país para dedicar-se, durante “duas semanas”, a “imiscuir-se nos assuntos da Venezuela”. Ele se referiu à viagem feita por Pence a países da região, em que o país caribenho foi o assunto central.

“Todos os governos que visitou, ainda que sejam governos que se declararam inimigos da dignidade venezuelana, todos lhe disseram que repudiavam as declarações de Donald Trump ameaçando a Venezuela”, comentou o chefe de Estado venezuelano.

Maduro ativou as manobras militares deste fim de semana - nas quais também serão mobilizados civis -, depois que Trump afirmou dias atrás que não descarta uma opção militar para solucionar a crise na Venezuela.

Autor de atentado de Barcelona é morto pela polícia catalã

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 21/08/2017 20:20:24

O suposto autor do atentado de Barcelona, Younes Abouyaaqoub, foi morto nesta segunda-feira (21) pela Polícia da Catalunha, informaram à Agência EFE fontes da luta antiterrorista.

As mesmas fontes dizem que Abouyaaqoub, de 22 anos, usava um cinturão com explosivos no momento em que foi morto pelos agentes.

Uma equipe especializada da polícia catalã, que usou um robô para analisar o cinto, comprovou que os artefatos eram falsos.

A operação foi desencadeada pouco depois das 14h30 (11h30, em Brasília) em uma estrada do terminal municipal de Subirats, quando uma patrulha abordou um homem que não se identificou à polícia catalã.

Segundo algumas testemunhas, ao ser abordado o homem apenas gritou “Alá é grande”, ao mesmo tempo em que mostrou o cinturão de explosivos.

Os agentes também vão investigar se o suspeito, que foi morto, carregava armas brancas.

Abouyaaqoub foi identificado pelos investigadores como o motorista da van que atropelou centenas de pessoas ao longo de 600 metros na quinta-feira deixando 14 mortos e mais de 100 feridos, em Barcelona, num dos mais terríveis atentados do Estado Islâmico desfechado na Espanha.

Além do atropelamento em massa nas Ramblas, Abouyaaquob também é acusado pela morte do jovem que foi encontrado esfaqueado no interior de um veículo em Barcelona pouco após o atentado, segundo apontou o responsável de Interior do governo catalão, Joaquim Forn.

Por outro lado, a polícia revela dispor de “indícios bastante relevantes e sólidos” de que o ímã (guia espiritual muçulmano) Abdelbaki Satty, da localidade de Ripoll, e suposto cérebro dos atentados da Catalunha, é um das pessoas que morreram na quarta-feira (16) na explosão acidental em uma casa na qual os terroristas preparavam o ataque.

As autoridades estão à espera da análise de DNA dos restos humanos encontrados no imóvel localizado em Alcanar (Tarragona) para confirmar o dado de forma definitiva.  

Todas as regiões de Portugal estão em alerta para risco elevado de incêndios

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/08/2017 18:11:35

 

Todos os anos, durante o verão europeu, Portugal sofre com incêndios florestais. Este ano, o período crítico começou em 22 de junho e se estende até o dia 30 de setembro. No dia de ontem (22), quase todas as regiões do país estiveram em alerta laranja (risco elevado de incêndios) e vermelho (risco muito elevado), de acordo com informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Portugal classifica o risco de incêndios numa escala com cinco níveis, que varia entre o “reduzido” e o “máximo”. As cinco cores da tabela, que representam o risco crescente, são: verde, amarelo, laranja, vermelho e roxo.

Ontem (22), apenas 7 dos 278 concelhos (municípios) portugueses no continente – há concelhos também nas ilhas da Madeira e Açores – ficaram com risco reduzido de incêndios. Quase todo o país está em alerta laranja, vermelho e roxo, com risco elevado de incêndios.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) registrou ontem, em sua página da internet, 209 ocorrências de incêndios, com mais de dois mil homens trabalhando, 160 veículos e 10 aeronaves envolvidas no combate e prevenção dos focos de incêndios.

Todos os anos, durante os períodos críticos de incêndios, a Guarda Nacional Republicana (GNR) lança campanhas de sensibilização da população, para que não queimem lixo ou outros materiais nas florestas; que não façam uso de fogareiros ou churrasqueiras e que não fumem em áreas florestais; e, ainda, que não soltem fogos de artifício ou qualquer outro tipo de artefato que produza faíscas. No último fim de semana, a GNR deteve duas pessoas por provocar incêndios.

Tragédia

Há pouco mais de dois meses, no dia 17 de junho deste ano, o país sofreu o pior incêndio de sua história. A tragédia de Pedrógão Grande, que ainda está muito viva na memória dos portugueses, causou 64 mortes e deixou 254 feridos.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 27.08.2017

Israel ameaça interromper financiamento da ONU

 

O vice-ministro das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Hotovely, declarou neste domingo (27) que o país aproveitará a primeira visita do secretário-geral da ONU, Atonio Guterres, para manifestar que "não tolerará uma relação de preconceito" dentro da organização.

"Estamos nos esforçando para uma mudança dramática em como as Nações Unidas tratam Israel. É hora de trazer diretamente esta questão à mesa de negociações e resolve-la inequivocamente", disse o vice-ministro, citado pela mídia local. 

Ele observou também que se a ONU "não mudar significativamente o seu comportamento, perderá apoio e financiamento" de Israel e de outros países. De acordo com Hotovely, os Estados Unidos também mudaram de posição e deixaram claro que não tolerariam mais uma atitude preconceituosa em relação a Israel.

Hotovely observou também que a discussão com Guterres se concentrará no fortalecimento da missão da ONU no Líbano. "Obviamente, o mandato deve ser alterado", observou o vice-ministro das Relações Exteriores.

Mais cedo, o representante oficial do secretário-geral da ONU, Stefan Dujarrik, declarou que Guterres, durante sua primeira visita a Israel e à Palestina na próxima semana, conversará com os líderes dos dois lados.

Tillerson: EUA continuarão exercendo 'pressão pacífica' sobre a Coreia do Norte

 

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, declarou neste domingo (27) que o disparo de três mísseis balísticos pela Coreia do Norte durante esta semana foi um ato provocativo, mas que os Estados Unidos continuarão buscando uma resolução pacífica.

"Nós consideramos que foi um ato provocador contra os Estados Unidos e os nossos aliados", disse Tillerson em uma entrevista à Fox News Sunday.

"Vamos continuar a nossa campanha de pressão pacífica como descrevi, trabalhando com aliados, trabalhando com a China também para ver se podemos levar o regime de Pyongyang à mesa de negociações", acrescentou Tillerson.

Há um mês, a Coreia do Norte realizou o seu segundo teste com um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), o qual foi considerado bem-sucedido por Pyongyang. Dias depois, o país ameaçou atacar a ilha de Guam, plano que foi descartado por enquanto pelo governo de Kim Jong-un.

Os EUA e seus aliados, nomeadamente o Japão e a Coreia do Sul, estão em alerta após o regime de Kim Jong-un ter realizado em julho dois lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais.

EI assume tentativa de ataque com facão em Bruxelas

Homem tentou agredir três militares na capital da Bélgica

Agência ANSA

 

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) assumiu o ataque cometido na última sexta-feira (25) em Bruxelas, na Bélgica, quando um homem tentou agredir militares com um facão. De acordo com a especialista em contraterrorismo Rita Katz, da agência SITE, a revista oficial do EI, a Amaq, publicou que o agressor "é um soldado do Estado Islâmico". O terrorista, de 30 anos de idade, não estava na lista de suspeitos de extremismo na Bélgica. Os militares alvos da ação conseguiram reagir e mataram o agressor, que gritou "Allahu Akbar" (Deus é grande), expressão em árabe frequentemente usada por jihadistas em atentados. O ataque em Bruxelas ocorreu no mesmo dia em que um homem com uma espada de 1 metro de comprimento tentou invadir o Palácio de Buckingham, em Londres, sede da monarquia britânica. (ANSA)

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 27.08.2017

 

 

Merkel não se arrepende de ter aberto as portas a refugiados, apesar do custo político

 

PUB

Merkel insiste que a decisão de 2015 sobre os refugiados estava certa

A chanceler alemã, Angela Merkel, não se arrepende da decisão de 2015 de abrir as fronteiras do país a centenas de milhares de refugiados. Em entrevista ao jornal Welt am Sonntag, publicada este domingo, Merkel negou ter cometido um erro com sua política de portas abertas, embora a chegada de um milhão de refugiados nos últimos dois anos tenha aberto conflitos profundos dentro do seu próprio partido e afastado algum eleitorado.

"Tomaria as mesmas decisões importantes de 2015 da mesma forma", disse Merkel. "Foi uma situação extraordinária e tomei a minha decisão com base no que pensei ser correto do ponto de vista político e humanitário", defendeu a chanceler, acrescentando que aquele tipo de "situações extraordinárias" acontece de vez em quando na história de um país. "O chefe do governo tem de agir e eu agi".

A decisão de abrir as fronteiras contribuiu para um aumento do apoio ao partido Alternativa para a Alemanha (AfD) de extrema-direita, segundo mostram algumas sondagens. Merkel, que procura um quarto mandato, tem tido de enfrentar muita oposição na rua contra a sua política de refugiados.

Cinco alpinistas morreram no Monte Gabler, na Áustria

 

PUB

Nacionalidads das vítimas ainda não são conhecidas

Cinco alpinistas morreram hoje num acidente no Monte Gabler, no leste de Innsbruck, nos alpes austríacos, informou o diretor dos serviços de resgate da Cruz Vermelha austríaca, Anton Voithofer.

A informação foi dada à agência noticiosa APA, que indicou que os cinco mortos integravam um grupo de seis alpinistas e que ainda não é claro o que se passou com o sexto elemento.

As operações de resgate continuam, acrescentou a APA, que precisou serem ainda desconhecidas as nacionalidades das vítimas, assim como as circunstâncias exatas das mortes.

 

Furacão 'Harvey' causa pelo menos dois mortos no Texas

PUB

O furacão atingiu a costa do estado norte-americano do Texas na noite de sexta-feira com a categoria 4, mas mais tarde passou a tempestade tropical, com ventos de 110 quilómetros por hora

Pelo menos duas pessoas morreram à passagem do furacão 'Harvey' pelo sudeste do estado norte-americano do Texas, onde causou inundações, informa a Associated Press.

As autoridades médicas do condado de Harris confirmaram a morte de uma pessoa na noite de sábado no condado de Harris, mas não identificaram a causa da morte.

Gary Norman, um porta-voz do centro de operações de emergência de Houston, disse que uma mulher parece ter saído de um veículo sob muita água.

A mulher foi encontrada por moradores a menos de 30 metros do veículo.

Norman disse que a mulher foi declarada morta no local por um médico que estava na zona.

O 'Harvey' foi o primeiro furacão significativo a atingir o Texas desde 2008, quando o Ike, com ventos até 177 quilómetros/hora atingiu Galveston e Hoston, causando 22 mil milhões de dólares de prejuízos.

O furacão atingiu a costa do estado norte-americano do Texas na noite de sexta-feira com a categoria 4, mas mais tarde passou a tempestade tropical, com ventos de 110 quilómetros por hora.

Em Corpus Christi, destruiu casas e lojas, com o vento a derrubar palmeiras e postes de iluminação e a lançar destroços contra hotéis e outros edifícios, juntamente com as inundações provocadas pelo chuva intensa.

No sábado, o presidente da autarquia de Rockport, Charles Wax, o furacão provocou "devastação generalizada", com algumas escolas, casas e lojas a ficarem "fortemente danificadas ou destruídas".

A cidade costeira, com quase nove mil habitantes, ficou também com estradas alagadas, árvores derrubadas, sinais de trânsito arrancados e barcos revirados.

O que mais preocupa as autoridades são as chuvas que poderão provocar inundações em cidades como Houston, a quarta maior dos Estados Unidos.

Face a este risco, três prisões do sul de Houston foram evacuadas, com 4.500 reclusos a serem transferidos de autocarro para outras prisões, informou o Departamento de Justiça Criminal do Texas.

Oito feridos, 16 inundações e 107 incidentes à passagem do Pakhar em Macau

 

PUB

Tufão Pakhar é o segundo a atingir o território em quatro dias

A Proteção Civil de Macau registou hoje oito feridos ligeiros, 16 inundações e 107 incidentes causados pela passagem do tufão Pakhar, o segundo a atingir o território em quatro dias.

Estes números contrastam com o rasto de destruição deixado pelo Hato, na passada quarta-feira, que causou pelo menos 10 mortos e mais de duas centenas de feridos e danos avultados ainda por avaliar.

Os incidentes registados hoje pelo Centro de Operações de Proteção Civil (COPC) de Macau prendem-se com a queda de objetos que ficaram suspensos devido à ação do Hato, disse o coordenador do COPC, Ma Io Kun, numa conferência de imprensa sobre o balanço dos trabalhos de limpeza e recuperação do território.

Os oito feridos ligeiros, quatro homens e quatro mulheres, foram assistidos já depois de emitido o sinal 8 de tufão.

A tempestade Pakhar "não foi de grande intensidade quando comparada com o Hato", destacou Ma Io Kun, referindo ainda a ocorrência de 16 inundações "sem gravidade", oito em Macau, seis na Taipa e duas em Coloane.

Nove árvores caíram com o Pahkar, por terem ficado fragilizadas com a ação do Hato, acrescentou.

No terminal marítimo do Porto Exterior ficaram retidas 100 pessoas, quando as ligações foram suspensas ao ser içado o sinal 8, disse. As ligações marítimas foram já retomadas.

O Gabinete de Desenvolvimento do Setor Energético indicou que a rede elétrica não sofreu qualquer impacto com o tufão Pakhar.

O sinal 8 de tempestade tropical foi substituído pelo sinal 3 pelas 13:00 (06:00 em Lisboa), quando o Pakhar se localizava a cerca de 150 quilómetros de Macau, movendo-se a uma velocidade de 25 km/h em direção a noroeste.

A escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10, que são emitidos tendo em conta a proximidade da tempestade e a intensidade dos ventos.

O sinal 3 indica que o centro da tempestade tropical movimenta-se de forma a que se façam sentir em Macau ventos entre 41 km/h e 62 km/h com rajadas de cerca de 110 km/h. O sinal 3 vai continuar içado "por mais algum tempo", segundo os Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau.

O aviso de grau amarelo de 'Storm Surge', relativo às inundações costeiras, o mais baixo de uma escala de 3, foi emitido às 09:00 em Macau (02:00 em Lisboa) e cancelado às 15:00 (08:00).

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 27.08.2017

Macron exige a Presidente turco "libertação rápida" de jornalista francês

O Presidente francês, Emanuel Macron, exigiu ao homólogo turco Recep Tayyip Erdogan a "rápida libertação" do jornalista francês Loup Bureau, detido na Turquia desde 26 de julho.

Macron, que dialogou com o Presidente turco pelo telefone, pediu o melhoramento das condições de detenção e a sua rápida libertação e regresso a França,segundo um comunicado do Palácio do Eliseu.

"Os dois presidentes acordaram em prosseguir os contactos, a nível ministerial, para encontrar a melhor solução", adiantou.

O Presidente francês tinha manifestado, em 15 de outubro, ao seu homólogo turco a sua "preocupação" com a situação, tendo esta semana insistido na questão com Erdogan.

Na quinta-feira, um pedido de libertação de Loup Bureau foi rejeitado, revelou a agência France Presse.

A exigência de libertação do jornalista ocorre depois de um juiz turco ter colocado Loup Bureau, de 27 anos, em prisão preventiva em 01 de agosto, por alegadamente pertencer a uma "organização terrorista armada", explicou o advogado Martin Pradel.

Na terça-feira, um evento de solidariedade para com o jornalista realizou-se em Paris, com uma petição a favor da sua libertação que reuniu cerca de 28 mil assinaturas.

Loup Bureau, que colaborou com a TV5 Monde e o site Slate, foi interpelado em 26 de julho na fronteira entre o Irão e a Turquia, tendo na sua posse fotografias de combatentes curdos sírios do YPG, considerado por Ancara como sendo uma organização terrorista.

Coreia do Norte disparou "vários projéteis" não identificados para o mar

 

A Coreia do Norte disparou "vários projéteis" que caíram no mar a cerca de 150 quilómetros da costa leste, anunciou o Ministério da Defesa da Coreia do Sul.

Os disparos, que poderão ser de mísseis, terão sido feitos de instalações militares na província norte-coreana de Gangwon, adiantou o ministério sul-coreano.

Desde a realização de um teste de um míssil balístico intercontinental em julho, o regime de Pyongyang tem ameaçado disparar mísseis contra a ilha de Guam, território dos Estados Unidos no pacífico ocidental.

O pugilista norte-americano Floyd Mayweather regressou, este domingo, aos ringues de boxe com uma vitória por "knockout" técnico contra o lutador irlandês de artes marciais mistas Conor McGregor, num dos combates mais aguardados dos últimos tempos.

O combate foi disputado segundo as regras do boxe inglês, em Los Angeles (EUA), e terminou com a vitória de Mayweather ao décimo assalto.

Mayweather tinha anunciado o abandono dos ringues em setembro de 2015, depois de vencer os 49 combates que disputou na carreira, somando hoje o 50.º triunfo.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 27.08.2017

 

Marcelo Rebelo de Sousa felicita João Lourenço

27 de Agosto, 2017

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou ontem o Presidente eleito da República de Angola, João Gonçalves Lourenço, de acordo com os resultados eleitorais provisórios divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Chefe de Estado português enviou mensagem de felicitação
Fotografia: António Escrivão | Angop

A felicitação vem expressa na página oficial da Presidência da República Portuguesa, através da qual Marcelo Rebelo de Sousa sublinha os laços fraternais que unem os dois países e povos. 
Os resultados definitivos provinciais devem ser divulgados até sete dias e os nacionais até 15 dias. O MPLA continua a liderar a contagem, com 61,05 por cento, contra os 64,57 por cento dos resultados apresentados na quinta-feira. O partido no poder conserva, assim, a maioria qualificada. João Lourenço, candidato do MPLA, é, praticamente, o próximo Presidente da República, sucedendo a José Eduardo dos Santos. 
A UNITA saiu dos 23,17 para os 26,72 por cento e a CASA-CE dos 8,56 para 9,49. O PRS, a FNLA e a APN reduziram as suas percentagens de 1,37; 0,95 e 0,52 para 1,33; 0,91 e 0,50 por cento, respectivamente.
Fruto desses resultados e se a contagem terminasse por aí, o MPLA elegeria 150 deputados (contra os 175 da anterior legislatura), a UNITA 51 (32), a CASA-CE duplicaria a sua representação parlamentar de oito para 16, o PRS teria dois (contra os anteriores três) e a FNLA um (quando teve dois na anterior legislatura). 
A APN, com 0,50 por cento, escapa à extinção por imperativos legais.
Em Luanda, maior praça eleitoral, já estavam escrutinados até ao meio dia de sexta-feira 97 por cento das mesas de voto e o MPLA tinha conseguido 48,20, contra 35,52 e 14,58 da UNITA e da CASA-CE, respectivamente. O partido no poder já tinha assegurado três lugares na Assembleia Nacional, contra dois da UNITA.
O pleito eleitoral foi renhido na província de Cabinda. Quando já estavam escrutinados 99,43 por cento das mesas, o MPLA liderava com 39,75, seguido pela CASA-CE com 29,33 e a UNITA com 28,18. A repartição de deputados seria de dois para o partido no poder, igual número para a coligação liderada por Abel Chivukuvuku e um para a UNITA.

Caracas acusa Washington

27 de Agosto, 2017

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, repudiou na sexta-feira as sanções aprovadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, contra o sistema financeiro venezuelano e que afectam também a companhia petrolífera estatal PDVSA.

 “As medidas ilegais que o Presidente Donald Trump pretendeu tomar nesta sexta-feira contra o povo da Venezuela simplesmente violam a legalidade internacional, a Carta das Nações Unidas e simplesmente ratificam um caminho imperial de agressão contra a Venezuela”, disse Nicolás Maduro num discurso transmitido em directo pela rádio e televisão do país.
A medida, anunciada pela Casa Branca em comunicado, proíbe “negociações em dívida nova e capital emitida pelo Governo da Venezuela e a sua companhia petrolífera estatal”. Também proíbe as “negociações com certos bónus existentes do sector público venezuelano, assim como pagamentos de dividendos ao Governo da Venezuela”.
Nicolás Maduro assegurou que, com a assinatura deste decreto, “pretende-se impor à Venezuela um bloqueio em mecanismos de perseguição económica e financeira para afogar económica e financeiramente” o país, “alvo do ódio, desprezo e racismo da elite que governa os Estados Unidos”.
“Trump deu hoje um golpe financeiro e económico contra o esforço de recuperação da economia venezuelana que todos nós, venezuelanos, fazemos todos os dias com o nosso trabalho e o nosso amor. A única resposta que o nosso povo deve ter é mais trabalho”, prosseguiu. O governante considerou que o Mundo não pode aceitar este tipo de sanções à Venezuela, “pelo desejo e pela força de ser um país nobre, digno, livre e independente” e, por isso, apelou à solidariedade dos povos e governos, especialmente da América Latina e das Caraíbas.
De acordo com Nicolás Maduro, o Governo de Caracas vinha-se preparando para este cenário e reiterou que esta “agressão financeira e económica brutal foi pedida e promovida pela direita venezuelana”.

Apelo à ONU e a Guterres

O ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, afirmou na sede da ONU que as sanções financeiras anunciadas pelos Estados Unidos da América (EUA) são a “pior agressão” ao país “nos últimos 200 anos”.

Forças iraquianas conquistam Tel Afar

27 de Agosto, 2017

Unidades da Polícia federal e do Exército iraquiano, apoiadas pelas milícias pró governamentais Multidão Popular, tomaram ontem o controlo de três bairros estratégicos da cidade iraquiana de Tel Afar, um dos últimos bastiões do grupo terrorista “Estado Islâmico”.

O comandante das Operações Conjuntas, Abdelamir Yaralá, afirmou em comunicado que as forças da Polícia federal e das milícias recuperaram os bairro de Al Qadisiya e Al Rabiaa, no Norte e no Centro da cidade, respectivamente.
Entretanto, tropas do Exército, apoiadas também pela Multidão Popular, assumiram o controlo do bairro de Al Oruba al Zania, no Leste de Tal Afar.
Este novo avanço ocorreu depois de as tropas iraquianas conjuntas, integradas pelo Exército, a Polícia e as milícias, terem conquistado na sexta-feira cinco distritos da cidade e começarem a dominar áreas da zona histórica, onde se encontra a cidadela.
Segundo um mapa divulgado nas últimas horas pelas forças governamentais, os militares controlam actualmente a metade Sul de Tel Afar, excepto o bairro de Al Basatin, onde há ainda confrontos com os terroristas, e avançam por Nordeste e Noroeste.
Na vasta região de Tel Afar, as forças governamentais iraquianas conseguiram recuperar 460 quilómetros quadrados de território, onde existem 22 aglomerados de habitações, desde o início da ofensiva no domingo, de acordo com um balanço das operações divulgado  pelo comando militar.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 26.09.2017

 

Embaixadora dos EUA na ONU diz que diplomacia se esgotou com Pyongygang

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/09/2017 18:17:45

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, declarou domingo (17) que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) não tem mais alternativas para conter o programa nuclear da Coreia do Norte e insinuou que, se o rumo da situação não mudar, o governo terá de encaminhar o assunto ao Pentágono.

“Esgotamos quase todas as coisas que podemos fazer no Conselho de Segurança neste momento. Queríamos ser responsáveis e passar por todos os meios diplomáticos para chamar a atenção (da Coreia do Norte) em primeiro lugar. Se não funciona, o general (James) Mattis se encarregará disso”, disse Haley à emissora de TV CNN, em alusão a transferir o assunto para o secretário de Defesa.

Haley insistiu que o governo americano está “tentando qualquer outra possibilidade”, mas reconheceu que “há muitas opções militares na mesa”.

O Conselho de Segurança da ONU impôs uma nova bateria de sanções econômicas contra o governo de Pyongyang em resposta ao último teste nuclear do regime, no dia 3 de setembro. No entanto, os 15 membros do Conselho se negaram a impor mais sanções há dois dias, após Kim Jong-un ordenar o lançamento de um novo míssil de médio alcance que sobrevoou o Japão.

Líder norte-coreano diz que Trump pagará muito caro por ameaças ao país

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/09/2017 18:21:17

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou ontem (22) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pagará muito caro por seu “excêntrico” discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), no qual ameaçou destruir totalmente o país asiático.   

“Estou pensando agora em que resposta ele estaria esperando quando permitiu que essas excêntricas palavras saíssem de sua boca”, afirmou Kim em comunicado divulgado em inglês pela agência de notícias norte-coreana KCNA.

“Agora, Trump insultou a mim e ao meu país diante dos olhos do mundo e fez a mais feroz declaração de guerra da história, de que ele destruiria a República da Coreia do Norte”, completou Kim, retribuindo as ameaças na sequência. “Definitivamente, domarei com fogo esse americano senil mentalmente perturbado”, afirmou Kim Jong-un.

Pouco depois de a imprensa norte-coreana ter publicado as palavras do líder, o ministro das Relações Exteriores, Ri Yong-ho, comentou em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU, que a resposta à qual Kim se refere poderia ser o lançamento de uma bomba nuclear no Oceano Pacífico como teste. “Poderia se tratar da mais poderosa das detonações de uma bomba H no Pacífico”, disse o ministro.

Os contínuos testes balísticos e nucleares feitos pelo governo norte-coreano, que já valeram duas séries de sanções da ONU contra o país só em 2017, e o tom beligerante de Trump elevaram a tensão na região neste ano.

A crise foi um dos assuntos mais debatidos da Assembleia-Geral, onde o ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte fará discurso neste sábado (23).

No comunicado divulgado pela KCNA, Kim Jong-un chamou o presidente americano de “senil” e afirmou que o republicano é “mentalmente perturbado”

Em discurso na Assembleia-Geral da ONU na última terça-feira, Trump alertou que, se os Estados Unidos forem forçados a se defenderem ou a um de se seus aliados, não restará opção a não ser “destruir totalmente a Coreia do Norte”.

 

Liga Árabe pede que haja início de diálogo entre iraquianos e curdos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/09/2017 13:32:00

A Liga Árabe pediu aos iraquianos que renunciem suas diferenças e iniciem um diálogo abrangente para evitar confrontos após o polêmico plebiscito de independência do Curdistão iraquiano realizado na segunda-feira.

O chefe da organização pan-árabe do Cairo, Ahmed Aboul-Gheit, disse, em uma declaração, que "ainda é possível conter as repercussões deste passo caso todas as partes envolvidas exerçam sabedoria e responsabilidade e conduzam as negociações dentro dos parâmetros do Estado iraquiano". Os interesses do Iraque, acrescentou, "serão melhor servidos no âmbito de um Iraque unificado, federal e democrático".

Embora o plebiscito não seja vinculativo e não se espera que leve imediatamente à independência da região, ele abalou o Oriente Médio, provocando condenações dos vizinhos do Iraque, bem como dos Estados Unidos e da Organização das Nações Unida (ONU).

De acordo com a agência de notícias iraniana ISNA, o ministro de Defesa do Irã, general Amir Hatami, expressou preocupação com as implicações de segurança da votação curda. "O Irã se opõe a qualquer ação que leve a uma mudança" nas divisões geográficas dos países da região, disse o general. O país persa está entre os vários que se opõem ao plebiscito. Em junho, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que os defensores da independência curda são "opositores da independência e da entidade" do Iraque.

O Egito também demonstrou preocupações com a possível consequência "negativa" do plebiscito. O Ministério de Relações Exteriores do país emitiu uma declaração em que firma que o país "exorta todas as partes a não tomar medidas unilaterais que possam complicar ainda mais a situação". O Ministério também pediu um "diálogo construtivo" a fim de alcançar uma solução abrangente sobre questões de conflito entre Irbil e Bagdá.

Enquanto países demonstravam preocupações, o Iraque e a Turquia realizavam exercícios militares conjuntos na fronteira turca com a região curda semiautônoma do Iraque. Um grupo de cerca de 30 tropas iraquianas chegou à região da fronteira a fim de se juntar às manobras militares turcas em curso que foram lançadas na semana passada, em uma advertência simbólica ao plebiscito dos curdos iraquianos.

Os exercícios conjuntos são realizados um ano depois que Ancara e Bagdá estavam em desacordo com a presença de tropas turcas no Iraque. A Turquia, que tem uma grande população curda, luta contra insurgentes curdos em seu território e, por isso, se opõe ao plebiscito de independência do Curdistão iraquiano. Nesta terça-feira, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que todas as opções de ação militar contra a região estão sobre a mesa. Fonte: Associated Press.

Palestino mata 3 israelenses em assentamento perto de Jerusalém

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/09/2017 10:54:00

Um palestino abriu fogo nesta terça-feira na entrada de um assentamento próximo de Jerusalém e matou três seguranças israelenses, além de deixar um quarto gravemente ferido, informaram a polícia e os serviços médicos de Israel. O autor do ataque foi morto a tiros, segundo as autoridades israelenses.

O grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, elogiou o ataque, mas não assumiu a responsabilidade por ele. Segundo autoridades de Israel, o palestinos de 37 anos, pai de quatro crianças, aparentemente agiu sozinho.

O episódio ocorre em um período tenso, em meio a feriados judaicos importantes. Isso deve complicar os esforços de mediação do enviado de paz americano, Jason Greenblatt, que acaba de chegar à região para reuniões com líderes palestinos e israelenses.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque foi em parte o resultado da incitação sistemática palestina e disse esperar que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, "condene este ataque e não tente justificá-lo".

Uma porta-voz da polícia, Luba Samri disse que o autor do ataque se aproximou de um portão no assentamento Har Adar, escondendo-se entre dezenas de palestinos que trabalham no local e passavam por uma revista. O suspeito então sacou uma arma e começou a disparar, sendo morto em seguida. Ele tinha uma permissão de entrada válida para trabalhar em Israel.

Netanyahu disse que, como punição, a casa do autor do ataque seria demolida e as permissões de entrada em Israel de sua família estendida seriam revogadas. O autor do ataque foi identificado como Nimr Mahmoud Ahmed Jamal e o serviço de inteligência israelense disse que havia "violência significativa" em sua família". A mulher dele fugiu recentemente para a Jordânia e o deixou com as quatro crianças, segundo ele.

Desde setembro de 2015, palestinos mataram 51 israelenses, dois americanos em visita e um turista britânico a tiros, facadas e com atropelamentos. No mesmo período, as forças de Israel mataram mais de 255 palestinos. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 26.09.2017

Secretário de Defesa dos Estados Unidos defende diplomacia com Coreia do Norte

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, defendeu hoje (26)  uma saída diplomática para a crise entre Washington e Pyongyang, num cenário marcado por provocações quase diárias entre Donald Trump  e Kim Jong-Un. Falando de Nova Deli, Índia, o chefe do Pentágono aposta numa postura de negociação. A Coreia do Sul também afirmou acreditar que ainda há espaço para a diplomacia no conflito.

“Nosso objetivo é resolver o problema diplomaticamente, e acredito que o presidente Trump tem sido muito claro sobre esta questão”, afirmou Mattis.

Contudo, as mensagens de Trump parecem estar confundindo a Coreia do Norte. Na semana passada, na Assembleia Geral da ONU, ele prometeu a destruição ao país, se os seus planos nucleares continuarem. E no último fim de semana, Trump afirmou no Twitter que a dinastia de Kim Jong-Un não duraria muito tempo.

Por conta disto, o ministro norte-coreano das Relações Exteriores, Ri Yong-ho, disse ontem (25) que Trump estaria "declarando guerra"  à Coreia do Norte por meio de sua retórica e que por isso o seu país teria o direito de derrubar aviões de guerra americanos que voarem perto do seu território.

Alerta sul-coreano

Com a tensão, até a Coreia do Sul, aliada militar dos Estados Unidos e inimiga de Kim Jong-Un, disse que ainda há espaço para a diplomacia. A ministra sul-coreana de Relações Exteriores, Kang- Kyung-wha, que participou ontem à noite de um debate no Centro de Estudos e Estratégias Internacionais, em Washington, disse que é preciso agir “com astúcia e firmeza” para evitar conflitos militares e não “ceder as provocações do governo norte-coreano”.

“Uma nova guerra na região teria consequências devastadoras, não só para a Ásia mas para toda a comunidade internacional”, defendeu Kang. “O que precisamos ter certeza é de que o tempo está acabando para eles e que as sanções devem ser aplicadas de forma unificada”, falou. A ministra também pontuou que é muito importante ter o apoio da China e da Rússia nessa questão”.

Para ela, a “China está a bordo e continuamos a nos certificar disso”. Kang comentou que os chineses e russos não são apenas membros do Conselho de Segurança, são os dois maiores vizinhos do Coreia do Norte e “ambos basicamente controlam o comércio e o que entra no país”.

A China também emitiu um comunicado hoje pedindo mais uma vez o diálogo entre os EUA e a Coreia do Norte e o fim das provocações.

Medo

A população sul-coreana já vive sob a tensão da ameaça de um conflito. Tanto que as agências de notícias internacionais já mostram como os sul-coreanos compartilham informações nas redes sociais sobre como se preparar para uma guerra.  Milhares de vídeos são compartilhados nas redes diariamente com dicas sobre ações de emergência para o caso de um ataque. Mais de 7.400 vídeos foram postados no Youtube sobre o assunto somente este ano.

Macron propõe criação de exército europeu contra terrorismo

Presidente francês foi recebido com vaias em Sorbonne

Agência ANSA

O presidente da França, Emmanuel Macron, propôs nesta terça-feira (26) que a União Europeia tenha um exército e uma Procuradoria contra o terrorismo durante um discurso na Universidade de Sorbonne.

Segundo o mandatário, é preciso que os Estados-membros tenha uma "força de intervenção militar comum" com um "orçamento compartilhado para a defesa do bloco. Para isso, os agentes europeus devem ser inseridos nos Exércitos de cada um dos países-membros e disse que a França "será a primeira" a tomar a atitude.

Além disso, ele sugeriu que seja criada uma academia europeia de Inteligência para destruir todas as formas de ataques, sejam físicos ou na internet. Macron também sugeriu que a União Europeia tenha uma "Procuradoria europeia antiterrorismo" para que possa "agir juntos, desde a prevenção até a repressão".

Em outra parte de seu discurso, o líder do Palácio do Eliseu afirmou que ele não vai "ceder a ninguém que promete ódio, divisão ou rejeição nacional" e que seu objetivo é "fundar uma nova Europa soberana, unida e democrática".

Apesar de não ter citado nomes, a fala foi uma clara menção aos resultados eleitorais também na Alemanha, onde a extrema-direita representada pelo partido Alternativa para a Alemanha (AFD) conquistou um considerável êxito nas urnas.

Para ele, é preciso reconstruir a "soberania europeia" porque os partidos nacionalistas "exploram com cinismo o medo do mundo".

"Por muito tempo pensamos que o passado não iria se repetir e interpretávamos a Europa como uma evidência da qual perdemos o fio", disse em referência ao retorno de um partido nacionalista ao Bundestag pela primeira desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Apesar de seu discurso motivador, Macron foi recebido sob fortes vaias e protestos ao chegar na renomada Universidade. Os estudantes e demais franceses criticavam a reforma trabalhista sancionada por ele na última semana, que flexibiliza o mercado de trabalho do país. 

Papa Francisco faz apelo por 'mundo sem armas nucleares'

Declaração ocorre em meio à tensão entre EUA e Coreia do Norte

Agência ANSA

 

O papa Francisco fez um apelo nesta terça-feira (26), em sua conta no Twitter, pedindo comprometimento "por um mundo sem armas nucleares". A publicação do Pontífice ocorre em meio à tensão entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o governo da Coreia do Norte por suas constantes trocas de ameaças. "Comprometamo-nos por um mundo sem armas nucleares, aplicando o Tratado de não-proliferação para abolir estes instrumentos de morte", escreveu o líder da Igreja Católica.

Na última segunda-feira (25), em um tuíte, o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, acusou o republicano de declarar guerra contra Pyongyang. Por sua vez, no fim da tarde, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que Trump "não declarou guerra" ao governo de Kim Jong-um e a declaração é um "absurdo".

No entanto, na semana passada, na Assembleia Geral das Nações Unidas, Trump havia declarado que o país estaria pronto para destruir a Coreia do Norte se fosse necessário. Já Jong-un respondeu ameaçando derrubar aviões de tropas norte-americanas.

As diversas trocas de ameças entre os dois líderes têm deixado o mundo inteiro em alerta. A tensão entre EUA e Coreia do Norte aumentou com a eleição do magnata à Casa Branca. Regularmente, o regime de Pyongyang, que considera os norte-americanos seus maiores inimigos, realiza também testes de mísseis. 

'The Independent': Prefeito de Londres admite possibilidade de novo referendo sobre Brexit

Khan faz parte de grupo de Trabalhistas que quer ver o assunto ser discutido novamente

Jornal do Brasil

 

Matéria publicada nesta terça-feira (26) pelo jornal britânico The Independent conta que Sadiq Khan, prefito da cidade de Londres, admitiu o desejo de que o Partido Trabalhista inclua no seu próximo programa um novo referendo sobre o Brexit, ou seja, a saída do Reino Unido da União Europeia.

"Até agora não fui convencido que algum plano do Governo funcione para este país", disse em entrevista ao Evening Standard.

Segundo a reportagem Khan afirmou ser "possível" que um novo referendo aparecesse no programa trabalhista. Este possível referendo seria, no entanto, direcionado para as condições que advêm da saída do Reino Unido da União Europeia. Ou seja, o pós-Brexit.

The Independent explica que o prefeito de Londres faz parte de um grupo de Trabalhistas que quer ver o assunto ser discutido novamente, ao contrário do líder do partido Jeremy Corbyn, que pretende encerrar o assunto.

Andrew Gwynne, um secretário do partido e bastante próximo de Corbyn, não negou também a possibilidade de um segundo referendo, em declarações ao Evening Standard.

"Quem sabe onde estaremos no fim deste processo, em março de 2019? Certamente o Parlamento, no mínimo, gostaria de ter algo a dizer sobre aquilo que Theresa May vai conseguir". Disse também que, caso a primeira-ministra britânica falhe um acordo aceitável, haverá uma "discussão muito séria".

>> The Independent

 

Trump é derrotado em nova tentativa de revogar 'Obamacare'

Promessa de campanha, mudança no sistema de saúde não emplaca

Agência ANSA

 

Mais uma vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi derrotado na tentativa de revogar o "Affordable Care Act", popularmente conhecido como "Obamacare", que define o sistema de saúde no país.

Na noite desta segunda-feira (25), a senadora Susan Collins anunciou que iria se opor ao novo projeto apresentado pelos senadores Lindsey Graham e Bill Cassidy, aumentando para três o número de "desertores" republicanos. Antes de Collins, John McCain e Rand Paul haviam anunciado oposição ao projeto "Graham-Cassidy".

"Esse não é o jeito com que deveríamos abordar um tema tão importante e complexo, que deve ser analisado com cautela e de forma justa para todos os norte-americanos", disse Collins em nota oficial.

Com isso, os republicanos não tem mais a maioria necessária para aprovar a revogação do "Obamacare" e para implantar um novo sistema de saúde. No Senado, o partido de Trump tem 52 cadeiras em 100 disponíveis.

A revogação do projeto de Obama era uma das principais promessas de campanha do candidato Trump. No entanto, as mudanças sofreram derrotas consecutivas no Congresso.

- Plano de saúde:

Ontem, pouco antes da votação, um novo estudo do próprio Congresso mostrou que cerca de 30 milhões de norte-americanos perderiam as coberturas do sistema de saúde se o novo projeto fosse aprovado.

Entre as principais críticas ao novo sistema, estão a exclusão de novas adesões para pessoas com doenças pré-existentes, como no caso de quem enfrenta o câncer, por exemplo, e reduz drasticamente proteções para as mulheres e pessoas portadoras de deficiências.

Ainda nesta segunda, antes dos debates no Senado, diversos manifestantes foram retirados à força do local pelos agentes de segurança da Casa. (ANSA)

Общаяjornal “Diário de Notícias” (Portugal), 26.09.2017

 

 

Novo Presidente angolano deixa Portugal de fora da lista dos principais parceiros

PUB

Relações entre os países estão tensas devido às investigações a figuras do regime angolano

O novo Presidente angolano, João Lourenço, excluiu esta terça-feira Portugal da lista de principais parceiros, no seu discurso de tomada de posse, sublinhando que Angola considerará todos que "respeitem" a soberania nacional.

A posição foi assumida por João Lourenço na cerimónia oficial de investidura como novo chefe de Estado angolano, que decorreu hoje em Luanda e na qual o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, foi o único chefe de Estado europeu presente.

"Angola dará primazia a importantes parceiros, tais como os EUA, República Popular da China, a Federação Russa, a República Federativa do Brasil, a índia, o Japão, a Alemanha, a Espanha, a Franca, a Itália, o Reino Unido, a Coreia do Sul e outros parceiros não menos importantes, desde que respeitem a nossa soberania", disse João Lourenço.

"Devemos continuar a pugnar pela manutenção de relações de amizade e cooperação com todos os povos do mundo, na base dos princípios da não-ingerência nos assuntos internos e na reciprocidade de vantagens, operando com todo os países para salvaguarda da paz, da Justiça e do progresso da humanidade", disse ainda.

João Lourenço garantiu que a prioridade nas relações internacionais de Angola será dada aos países vizinhos, nomeadamente na defesa, segurança e desenvolvimento da região da África austral.

"Angola deve, pois, manter o seu papel de ator importante na manutenção da paz na sua sub-região, atuando de forma firme nas organizações das quais faz parte", apontou, acrescentando que a relação com os restantes países africanos de língua portuguesa "vai estar sempre presente nas opções" do Governo angolano.

João Lourenço, general na reserva, de 63 anos, foi hoje investido, pelas 12:15, no cargo de Presidente da República de Angola, o terceiro que o país conhece desde a independência, em novembro de 1975

O ato, presenciado por convidados nacionais e internacionais e milhares de populares, decorreu no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, no mesmo local e dia (26 de setembro) em que José Eduardo dos Santos foi investido pela última vez como chefe de Estado Angolano, após as eleições de 2012.

Coreia do Norte tenta contactar Republicanos para perceber Trump

PUB

"A preocupação número um é Trump. Não conseguem [Coreia do Norte] percebê-lo", afirmou um antigo especialista da CIA. Tentativas de contacto não são de agora

A Coreia do Norte não consegue ler, prever e perceber as atitudes e declarações de Donald Trump. Pelo menos, é isso que é noticiado esta terça-feira pelo Washington Post, que refere que oficiais do Governo norte-coreano têm tentado arranjar reuniões com analistas ligados ao Partido Republicano dos EUA.

A tentativa de contacto tem-se tornado mais urgente com a escalada de ações de declarações mais acesas entre a administração Trump e o regime norte-coreano, mas começou ainda antes de as relações azedarem até ao ponto em que se encontram neste momento.

"A preocupação número um é Trump. Não conseguem percebê-lo", afirmou ao jornal norte-americano fonte com conhecimentos da tentativa de aproximação norte-coreana a analistas asiáticos, ou especializados na Ásia, com ligações republicanas.

À falta de relação diplomática entre os dois países, a missão da Coreia do Norte na ONU convidou Bruce Klingner, um antigo analista da CIA que é o maior especialista da Heritage Foundation (grupo de pensadores) relativamente ao país asiático, para ir a Pyongyang.

"Há uma nova vaga de tentativas de contacto com norte-americanos. Reuniões destas podem ser uteis, mas se o regime quer mandar uma mensagem clara, devia contactar diretamente o Governo dos EUA", disse Klingner, que rejeitou o convite norte-coreano.

Não existe qualquer indicação de que a Coreia do Norte queira negociar o seu programa nuclear, nem a administração Trump está interessada em falar neste momento, pelo que o país asiático está mais interessado em ser reconhecido como potência nuclear. Não quer, de todo, segundo oPost, ouvir falar desnuclearização.

Donald Trump tem uma ligação forte a Heritage Foundation, que o tem aconselhado desde as restrição de viagens e entradas no país, às despesas, relativamente à Defesa, por exemplo. No entanto, Trump e Klingner não têm uma relação pessoal conhecida.

Há dois anos que Pyongyang envia pessoas para encontros com norte-americanos, que têm acontecido em lugares neutros como Genebra ou Singapura, mas agora, especialmente, o regime asiático está interessado em perceber a estratégia, muitas vezes errática, de Donald Trump. Querem também perceber se o Presidente dos EUA está quer mesmo fechar bases norte-americanas no Japão e na Coreia do Sul, como disse na campanha, ou se vai realmente enviar armas nucleares para o sul da península coreana.

Estas são perguntas mais genéricas mas, como diz o Washington Post, a Coreia do Norte quer saber porque é que altos quadros da administração Trump contradizem o Presidente de forma tão rotineira.

Ainda esta terça-feira, o secretário da Defesa dos EUA, James Mattis, afirmou que os EUA querem uma solução diplomática, contrariando as ameaças bélicas de Trump.

"Nós mantemos a capacidade de dissuadir as mais perigosas ameaças da Coreia do Norte, mas também apoiamos os nossos diplomatas a fim de que esta questão se mantenha, tanto quanto seja possível, na arena diplomática", declarou Mattis, durante uma conferência de imprensa em Nova Deli.

"Este é o nosso objetivo: resolver isto diplomaticamente e creio que o Presidente (Donald) Trump foi muito claro neste assunto", acrescentou.

Mattis recordou os resultados dos "esforços diplomáticos" nas Nações Unidas e, particularmente, no Conselho de Segurança, cujas resoluções "aumentaram a pressão" económica e diplomática sobre a Coreia do Norte.

As declarações de Mattis foram proferidas depois do ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Ri Yong-ho, ter acusado na segunda-feira o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ter "declarado guerra" a Coreia do Norte durante o seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, na semana passada. Com Lusa

Trump acusa Pyongyang de ter "torturado severamente" estudante norte-americano

PUB

Nenhum responsável norte-americano tinha até à data acusado publicamente a Coreia do Norte de ter torturado Otto Warmbier, o estudante de 22 anos que esteve detido quase um ano e meio naquele país

O Presidente dos Estados Unidos acusou esta terça-feira o regime norte-coreano de ter "torturado severamente" o estudante norte-americano Otto Warmbier, que morreu em junho passado uma semana depois de ter sido repatriado da Coreia do Norte em coma.

"Otto foi severamente torturado pela Coreia do Norte", escreveu Donald Trump, numa mensagem publicada na rede social Twitter, por ocasião da transmissão de uma "excelente entrevista" dos pais do estudante a um programa do canal de televisão norte-americano Fox.

Nenhum responsável norte-americano tinha até à data acusado publicamente a Coreia do Norte de ter torturado Otto Warmbier, um estudante de 22 anos que esteve detido quase um ano e meio naquele país.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 26.09.2017

Ministro norte-coreano acusa Trump de declarar guerra

O chefe da diplomacia norte-coreana, Ri Yong Ho, afirmou esta segunda-feira, em Nova Iorque, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "declarou guerra" à Coreia do Norte.

Em declarações aos jornalistas em Nova Iorque, onde está a participar na 72.ª Assembleia-Geral da ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano disse que o regime de Pyongyang está pronto a abater os bombardeiros norte-americanos que se aproximem e sobrevoem o espaço aéreo junto da Coreia do Norte.

No sábado, bombardeiros norte-americanos sobrevoaram águas internacionais próximas da costa da Coreia do Norte para enviar uma "mensagem clara" a Pyongyang, segundo informou o Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono), que indicou, na mesma ocasião, que nunca um avião de combate norte-americano esteve tão a norte desde o início do século XXI.

"Todos os Estados-membros [da ONU] e o mundo inteiro devem lembrar-se claramente que foram os Estados Unidos os primeiros a declarar guerra ao nosso país", disse Ri Yong Ho.

"Desde que os Estados Unidos declararam uma guerra ao nosso país, temos todo o direito de adotar contramedidas, incluindo o direito de abater bombardeiros estratégicos, mesmo que estes não se encontrem no espaço aéreo do nosso país", reforçou o chefe da diplomacia norte-coreana.

Ri Yong Ho referiu ainda declarações recentes de Trump sobre a durabilidade do atual regime de Pyongyang, liderado por Kim Jong-un.

"Trump afirmou que os nossos líderes não estarão no poder por muito mais tempo", recordou.

"A questão é saber quem ficará por mais tempo para encontrar uma resposta", afirmou o ministro norte-coreano.

No sábado, durante a sua intervenção diante da Assembleia-Geral da ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano disse aos líderes mundiais que os insultos de Donald Trump a Kim Jong-un, como foi o caso da expressão "homem foguete" ['rocket man', em inglês], tornam um ataque contra os Estados Unidos uma situação inevitável.

Brasil revoga permissão de exploração de grande reserva na Amazónia

O Presidente brasileiro, Michel Temer, decidiu revogar um polémico decreto assinado em agosto e que permitia a empresas mineiras explorarem uma gigantesca reserva na Amazónia, informaram hoje fontes oficiais.

Temer assinou já um novo decreto que anula o primeiro e a medida entra em vigor na terça-feira com a sua publicação no Diário Oficial da União, informou a estatal Agência Brasil.

No início de setembro o governo brasileiro cedeu à pressão social e suspendeu os efeitos do decreto, criticado por grupos ecologistas de todo o mundo, mas agora decidiu-se pela sua revogação e manutenção das regras que garantem a preservação da designada Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), uma área de mais de 47 mil quilómetros quadrados, com uma extensão superior à da Dinamarca.

A organização de defesa do ambiente Greenpeace congratulou-se com a decisão de Temer, considerando que a revogação "demonstra que, por pior que seja, nenhum governante é absolutamente imune à pressão pública".

"É uma vitória da sociedade sobre quem quer destruir e vender a nossa selva", declarou o coordenador de Políticas Públicas da Greenpeace, Marcio Astrini, num comunicado.

Astrini adianta, no entanto, que os ambientalistas apenas venceram uma batalha porque "a guerra contra a Amazónia e as suas populações conduzida por Temer" e os legisladores brasileiros que representam os latifundiários não foi parada.

Explosão causada por carregador lança o pânico em estação de Londres

A estação de metro de Tower Hill, em Londres, foi evacuada, esta terça-feira, na sequência de uma pequena explosão que se sabe agora ter sido provocada por um carregador de telemóvel.

O incidente aconteceu dentro de uma composição do metro, que seguia da zona este de Londres para Ealing Broadway. A mochila onde o carregador estava guardado ter-se-á incendiado, levando a que os passageiros se apressassem a sair do local. Cinco pessoas ficaram feridas no incidente.

A Brigada contra Incêndios de Londres informou, via Twitter, ter dado conta da ocorrência, causada, ao que tudo indica, pelo sobreaquecimento do carregador.

O jornalista Murtaza Ali Shah publicou no Twitter imagens do aparato no exterior da estação.

Segundo a Polícia de Transportes, a estação foi evacuada quando foi dado o alerta.

Morreu a mulher mais pesada do mundo

A mulher mais pesada do mundo, pesava 500 kg, morreu, esta segunda-feira, num hospital de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.

Durante 20 anos, Eman Ahmed Abd El Aty nunca saiu de sua casa, no Egito, devido às limitações causadas pelo peso excessivo. Com 500 quilos, ficou incapacitada e presa a uma cama. A mulher enfrentou também uma série de problemas como acidentes vasculares cerebrais, diabetes e hipertensão arterial.

 Eman Aty estava internada desde abril e morreu devido a complicações de doenças cardíacas e disfunção renal, segundo indica uma declaração médica do Burjeel Hospital.

A mulher tinha celebrado o seu 37.º aniversário a 9 de setembro.

Em fevereiro, a egípcia deslocou-se à Índia para fazer uma cirurgia. Depois de ter feito uma dieta de líquidos, na qual perdeu quase 100 quilos, foi operada em março.

Em comunicado, o hospital assegurou que a paciente estava a ser submetida a um tratamento intensivo, salientando que o seu estado de saúde até tinha melhorado.

"Mas rendeu-se à luta contra a obesidade e hoje de madrugada morreu", é referido na nota do hospital na qual são dadas as condolências à família.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 26.09.2017

 

A investidura de João Lourenço

Kumuênho da Rosa e Adalberto Ceita |

26 de Setembro, 2017

João Lourenço é hoje investido no cargo de Presidente da República, tornando-se o terceiro Chefe de Estado de Angola independente, depois de António Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos.

Com mais de mil convidados nacionais e estrangeiros, entre os quais 30 chefes de Estado e de Governo, a cerimónia começa com a leitura da transcrição da declaração da Comissão Nacional Eleitoral que proclama João Manuel Gonçalves Lourenço como Presidente da República de Angola eleito e do seu percurso de vida. que o Jornal de Angola publica nesta edição.João Manuel Gonçalves Lourenço toma posse hoje como Presidente da República e é o terceiro dirigente do MPLA a assumir o mais alto cargo do aparelho do Estado desde a Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.
Numa entrevista que concedeu à agência noticiosa EFE, em Madrid, após a divulgação dos resultados na altura provisórios que já indicavam que seria o próximo Presidente da República, João Lourenço reconheceu a “situação financeira menos boa” que Angola atravessa, com quebras avultadas e sucessivas nas receitas do petróleo, que ainda é o principal produto de exportação do país.
Apesar do cenário enevoado no plano financeiro, João Lourenço prometeu “dar a volta por cima”, mas “trabalhando muito”. Vários analistas destacaram o discurso “sóbrio e a frontalidade” do então futuro inquilino do Palácio Presidencial da Cidade Alta, ao assumir-se como um “reformador ao estilo Deng Xiaoping”, tendo a paz que Angola vive há 15 anos como principal garantia nessa “difícil missão”.
“A situação financeira é menos boa devido à queda dos preços do petróleo, mas Angola é um país em paz. Um país no qual os cidadãos se reconciliaram e esta é uma vantagem em comparação com 38 anos em que o meu antecessor era o Chefe de Estado, que durante pelo menos 27 anos governou em situação de guerra”.
João Lourenço fez questão de vincar que tem perfeita noção de que governar em situação de guerra é bem mais difícil: “Felizmente enfrento esta nova fase de paz com este espírito. Vamos concentrar-nos principalmente no desenvolvimento económico e social do país”, disse João Lourenço, colocando a captação do investimento estrangeiro e a luta contra a corrupção e o nepotismo, como questões essenciais para a recuperação económica de Angola. 
“Uma vez ganhas estas batalhas, vai ser mais fácil captar investimento para o país”, rematou.
Essa terá sido uma das passagens mais comentadas dessa entrevista de João Lourenço, por evidenciar traços distintivos da sua personalidade, entre os quais a coragem, elevação, foco nas questões essenciais e, acima de tudo, o elevado sentido de Estado. 

O novo Presidente

Nascido no Lobito, província de Benguela, aos 5 de Março de 1954, é filho de Sequeira João Lourenço natural de Malange, enfermeiro, e de Josefa Gonçalves Cipriano Lourenço, natural do Namibe, costureira, ambos já falecidos.
Em Fevereiro deste ano, e depois de eleito vice-presidente do MPLA em Congresso, foi confirmado pelo Comité Central como candidato do partido às eleições gerais de 23 de Agosto. Nessa altura, exercia no governo o cargo de ministro da Defesa Nacional.
João Lourenço desempenhou, entretanto, várias funções de relevo no aparelho do Estado e no partido. Na sua trajectória exerceu os cargos de Governador Provincial e 1º Secretário do Comité Provincial do Partido no Moxico e em Benguela. Na antiga Assembleia do Povo, João Lourenço foi Deputado e nas Forças Armadas para Libertação de Angola (FAPLA) foi chefe da Direcção Política Nacional.
Entre os cargos de maior relevo a nível do partido, foi Secretário-Geral e Presidente da Comissão Constitucional, Secretário do Bureau Político para a Informação, Presidente do Grupo Parlamentar, Membro da Comissão Permanente e 1º Vice-Presidente da Assembleia Nacional.
João Lourenço é casado com Ana Afonso Dias Lourenço e pai de seis filhos. Tem como hobby a leitura, a equitação e o xadrez, e mantém a boa forma, praticando futebol e karaté. Para além do português, o novo inquilino do Palácio da Cidade Alta fala inglês, russo e espanhol.

Um dia na História

É comum nas democracias modernas que haja uma data definida por lei para início de cada novo ciclo governativo. Nos Estados Unidos, a cerimónia de posse do Presidente é realizada impreterivelmente a 20 de Janeiro. No Brasil, o novo inquilino do Palácio do Planalto assume o cargo no primeiro dia do ano. 
Em Angola as coisas parecem encaminhar-se para aí. Apesar de nada haver em termos legais - a Constituição fala em até 15 dias após a divulgação dos resultados eleitorais definitivos-, a verdade é que o 26 de Setembro volta a fazer história como a data da investidura do Presidente da República escolhido nas urnas.
Num dia como hoje, há exactos cinco anos, e no mesmo local, João Manuel Gonçalves Lourenço é investido no cargo de Presidente da República e assume a mais alta magistratura do Estado angolano.
Da cerimónia anterior, uma única diferença: quando prestou juramento, assinou o termo de posse e recebeu do juiz-presidente do Tribunal Constitucional, a mais alta instância do poder judicial, os símbolos distintivos das novas funções, José Eduardo dos Santos sucedia a si próprio.
No discurso que fez como primeiro Presidente eleito, José Eduardo dos Santos destacou a importância da transição e da estabilidade política e social, como condições essenciais para o desenvolvimento de Angola. Hoje, 26 de Setembro de 2017, João Lourenço recebe o testemunho de José Eduardo dos Santos e inscreve o seu nome na história como terceiro Presidente da República de Angola. 

 Novo inquilino do Palácio da Cidade Alta

O Palácio Presidencial da Cidade Alta, que desde 2000 passou a residência oficial do mais alto magistrado e sede do poder político, tem a partir de hoje um novo inquilino. 
Nos próximos cinco anos será residência oficial do casal Ana Afonso Dias e João Manuel Gonçalves Lourenço e onde este passará a reunir-se com os seus auxiliares como Presidente da República e Titular do Poder Executivo.
Em Angola, o Presidente da República é o Chefe de Estado, o titular do Poder Executivo e o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas. O Presidente da República promove e assegura a unidade nacional, a independência e a integridade territorial do País e representa a Nação no plano interno e internacional.
 O Presidente da República exerce o poder executivo, auxiliado por um Vice-Presidente, Ministros de Estado e Ministros, que por sua vez são auxiliados por Secretários de Estado ou vice-ministros.

 Resgate do prestígio do Ministério da Defesa Nacional e relançamento da cooperação

Nomeado Ministro da Defesa Nacional em Abril de 2014, João Lourenço teve o mérito de resgatar e consolidar a dignidade e o prestígio da instituição e das Forças Armadas Angolanas.
A elevação do Ministério da Defesa Nacional e das FAA para patamares elevados e reconhecidos, por instituições regionais e internacionais, nas quais Angola tem tido o privilégio de actuar no domínio da Defesa, como garantem os seus antigos colaboradores directos é apenas um exemplo do esforço e diligências empreendidas no reforço da operacionalidade e da capacidade combativa das tropas. 
Fruto do seu empenho, nas Tropas Terrestres e na Força Aérea é visível uma mudança qualitativa em meios blindados, aeronaves e outros equipamentos. Embora condicionada pelos constrangimentos de ordem económica e financeira, prossegue o redimensionamento e reequipamento da Marinha de Guerra Angolana, um projecto ambicioso e de grande envergadura, de segurança e vigilância da plataforma marítima de Angola. 
No plano internacional, o ponto alto do consulado do Presidente da República eleito, à frente do Ministério da Defesa Nacional, foi o encontro de trabalho que teve, em meados do mês de Maio, na sede do Pentágono, em Washington, com o seu homólogo norte-americano, James Mitts. 
Recebido com honras militares, no encontro, os dois governantes assinaram um Memorando de Entendimento, instrumento de cooperação que doravante vai permitir assinar acordos mais específicos em vários domínios da cooperação militar entre Angola e os Estados Unidos. “Encaramos a cooperação com os Estados Unidos no domínio da Defesa como algo de  muito sério. Acreditamos que ambos os países sairão a ganhar com este acordo”, declarou na ocasião.
No âmbito da cooperação militar, o mandato de João Lourenço possibilitou também o relançamento da cooperação militar com a China, outra potência militar à escala mundial, país que Angola conta para modernizar as Forças Armadas. 
As conversações ao mais alto nível entre delegações de Angola e da China, chefiadas pelos ministros da Defesa dos dois países, nas cidades de Pequim, em Setembro de 2015, e Luanda, em Julho de 2017, são indicadores da disponibilidade do Executivo angolano para consolidar e estreitar a cooperação mutuamente vantajosa com a China, na base de uma nova abordagem e de uma nova dinâmica, que obedeça sempre ao princípio do respeito mútuo, tratamento e valorização equitativa dos interesses de cada país. Neste particular, o ministro da Defesa chinês, Chang Wanquan, tem dado garantias que a parceria com Angola tem como objectivo a implementação dos consensos estabelecidos entre os Chefes de Estado dos dois países para impulsionar, com maior profundidade, os laços de cooperação entre as Forças Armadas Angolanas e as chinesas. Outro exemplo do contributo no processo de modernização das FAA está na reiterada disponibilidade que a Universidade de Defesa Nacional da China, tem para cooperar com instituições de Angola ligadas ao ensino militar.
A dinâmica de trabalho implementada nos últimos três anos pelo Ministério da Defesa Nacional fez da Itália outro parceiro estratégico de Angola no seu processo de reequipamento e modernização. Em Junho de 2016, no decorrer da visita de quatro dias que efectuou àquele país europeu, João Lourenço admitiu a possibilidade de implantação de uma indústria de equipamentos militares no país. Além do encontro de trabalho que teve com a ministra da Defesa, Roberta Pinotti, a permanência do Presidente da República eleito, na Itália, serviu para consolidar alguns dos projectos iniciados em 2015 na área da segurança e vigilância marítima. 
Em Março de 2017, na cidade de Madrid, numa demonstração da excelência do estado das relações bilaterais estabelecidas com a Espanha, ainda nos primórdios da Independência Nacional, o ministro da Defesa Nacional cessante e a sua homóloga espanhola, María Dolores de Cospeda rubricaram um acordo de cooperação no domínio da Defesa. Dias antes, João Lourenço havia sido recebido pelo presidente do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, no Palácio de Moncloa.
No plano regional, nas reuniões da comissão mista de Defesa e Segurança Angola-Zâmbia, incentivou o combate ao tráfico de drogas e imigração ilegal que constituem ameaças às fronteiras comuns e preocupam as autoridades dos dois países. O mesmo sucedeu com as autoridades de Defesa da Namíbia, para desencorajar a criminalidade transfronteiriça, sobretudo o roubo de gado, falsificação de documentos, a pirataria e à ameaça de terrorismo.
O consulado do ministro cessante fica particularmente marcado pelo seu “incansável compromisso”, na qualidade de Presidente em exercício do Comité de Ministros da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos na busca de soluções duradouras para a pacificação regional, no espírito do pacto de segurança, estabilidade e desenvolvimento, particularmente em países como o Burundi, República Democrática do Congo, República Centro Africana, Sudão do Sul e Sudão.

Acordo de paz mais próximo

Eleazar Van-Dúnem

26 de Setembro, 2017

O XI congresso da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido que governa o país desde a independência nacional, celebrada desde 25 de Junho de 1975, começa hoje na Matola, com o objectivo de “dar um sinal inequívoco de paz e estabilidade aos investidores e parceiros de cooperação” da “Pérola do Índico.”

Numa conferência de imprensa realizada em Maputo na véspera do encontro, que termina no domingo, 1º de Outubro, o porta-voz da FRELIMO anunciou que a força política quer que o congresso “sirva para dar um sinal a investidores e parceiros de que a paz e recuperação económica de Moçambique são prioridades do partido no poder.” 
A FRELIMO, explicou na altura António Niquice, pretende que a comunidade internacional tenha garantias de que os esforços para a paz e estabilidade do país, e na área da diplomacia económica do Presidente da República e líder do partido, Filipe Nyusi, têm continuidade.
Antes, Alberto Chipande, membro da Comissão Política da FRELIMO e general das Forças Armadas moçambicanas na reserva, defendeu que, com este congresso, também é chegada a altura de os libertadores da pátria moçambicana passarem o testemunho aos jovens na liderança do país.
Para o histórico dirigente e nacionalista, não se pode continuar a minar o desenvolvimento do país onde a maioria da sua população é jovem. “É tempo de a geração 25 de Setembro, a que lutou contra o regime colonial português, passar o testemunho à nova geração na condução dos destinos de Moçambique”, defende o general na reserva, que olha com optimismo para a realização do 11º congresso da FRELIMO.
Alberto Chipande considera que o legado dos antigos combatentes pela independência deve ser transmitido às novas gerações de moçambicanos, que vão ter por missão contribuir para o desenvolvimento e construir um país próspero e moderno para todos os cidadãos. Moçambique, sublinha, deve encetar uma nova era.
Delegados de todo o país participam na eleição do líder da FRELIMO, que tem o actual Presidente e Chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, como candidato único à própria sucessão. 
Espera-se que as decisões do congresso - que deve juntar 4.000 pessoas oriundas das 11 províncias de Moçambique e antecede as eleições autárquicas de 10 de Outubro do próximo ano, bem como as eleições de 2019, ainda sem data marcada - consolidem “a união e coesão em torno da figura do actual presidente.” 

Paz mais próxima 

O congresso da FRELIMO acontece depois de o Chefe do Estado e comandante-chefe das Forças de Defesa de Moçambique (FADM) afirmar em Maputo que o processo de paz em curso no país “está a ter resultados encorajadores.”
Ao falar na cerimónia de condecoração de 65 oficiais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique,  Filipe Nyusi assegurou que o diálogo em curso com o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, “tem o objectivo único de alcançar a paz efectiva, livre de qualquer tipo de condicionalismos, ameaças e, sobretudo, uma paz duradoura.”
Na altura, o Presidente moçambicano disse haver necessidade de tomar-se algumas medidas que devem ter as Forças Armadas de Defesa de Moçambique como principais actores e de esta promover a autodisciplina, perspicácia, agilidade e capacidade de adaptação alicerçada em elevados padrões de prontidão em todas as situações. 
O discurso do Presidente Filipe Nyusi foi feito duas semanas depois de Afonso Dhlakama afirmar estar em discussão com o Presidente moçambicano “para concluir o processo de paz”, e garantir que o diálogo em curso, ao mais alto nível, prossegue rumo à paz efectiva.
“Tenho vindo a apelar para que os nossos delegados saibam perdoar e olhem para frente. A paz tem grande significado: viver bem, tranquilo, justiça, boa governação e desenvolvimento económico”, declarou Afonso Dhlakama.
Apesar de o Governo moçambicano e a RENAMO terem assinado em 1992 o Acordo Geral de Paz e um segundo acordo em 2014 para a cessação das hostilidades militares, Moçambique vivia até o final do ano passado surtos de violência pós-eleitoral, devido à recusa do principal partido da oposição em aceitar os resultados, alegando fraude.
Em Maio, Afonso Dhlakama, o líder da RENAMO, anunciou uma trégua nos confrontos com as Forças de Defesa e Segurança por tempo indeterminado, após contactos com o Chefe de Estado moçambicano.

Governadores eleitos a partir de 2019 

Afonso Dhlakama, o presidente da RENAMO, anunciou no fim-de-semana, numa reunião da comissão política do seu partido, na serra da Gorongosa, um acordo com o Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, para a eleição de governadores provinciais.
Segundo o líder da RENAMO, o acordo prevê que, a partir de 2019, os governadores provinciais passem a ser eleitos e não nomeados pelo Presidente da República.
“Conseguimos! Em 2019, teremos governadores eleitos! Da RENAMO, do MDM, da FRELIMO e, se calhar, dos outros partidos”, disse,  satisfeito. Afonso Dhlakama explicou que, graças ao acordo, o projecto de descentralização do seu partido deve ser aprovado quando chegar ao Parlamento, que tem maioria da FRELIMO, partido liderado por Filipe Nyusi. A integração das forças da RENAMO, disse, está ainda em debate.
Entretanto, o porta-voz da FRELIMO saudou “a forma fluida do diálogo para a paz” com a RENAMO e remeteu para o Presidente Filipe Nyusi detalhes sobre o acordo anunciado por Afonso Dhlakama.
“Este diálogo tem estado a fluir muito bem, ao mais alto nível, e nós pensamos que é para esse nível que temos que remeter qualquer tipo de apreciação detalhada”, disse António Niquice, igualmente secretário para a mobilizaçãoda FRELIMO.
 António Niquice acrescentou que um “sinal inequívoco” do diálogo construtivo foi dado no início de Agosto com a visita do Presidente da República e líder da FRELIMO, Filipe Nyusi, ao líder da RENAMO e da oposição moçambicana,  Afonso Dhlakama, na serra da Gorongosa, onde o principal rosto da oposição se encontra refugiado.
“Filipe Nyusi foi visitar um irmão num processo de aproximação das famílias moçambicanas”, lembrou António Niquice.

Angela Merkel promete Governo estável

26 de Setembro, 2017

A chanceler alemã, Angela Merkel, que venceu as eleições legislativas de domingo, mas saiu enfraquecida das urnas, prometeu na segunda-feira formar uma maioria governamental estável e reconquistar os muitos eleitores que votaram no partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

Governo de Ancara ameaça o Curdistão

26 de Setembro, 2017

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, anunciou ontem que Ancara vai impor sanções ao Curdistão iraquiano, em coordenação com Bagdad, devido ao referendo independentista realizado ontem, mas não especificou quais.

 “Para nós, a única autoridade legítima é o Governo de Bagdad. O espaço aéreo e as passagens fronteiriças dependem do Governo central. Isso inclui os oleodutos”, disse Yildirim numa entrevista à rede turca “NTV”. 
“Chegaram solicitações oficiais desde Bagdad. Agora estamos a avaliar no gabinete de ministros que sanções são as mais fáceis de implementar e daqui a pouco daremos estes passos”, anunciou o primeiro-ministro.
“A obstinação com o referendo prepara o terreno para agudos confrontos e o preço será pago pelos cidadãos inocentes”, acrescentou Yildirim. Nas últimas semanas, o Governo turco multiplicou os apelos ao presidente do Curdistão iraquiano, Masud Barzani, até agora um bom aliado de Ancara, para que desconvocasse o referendo “enquanto estivesse a tempo”. O Curdistão insiste no referendo para a sua autodeterminação, fazendo saber “que esta é a única forma de proteger o seu povo e manter os seus valores, que têm sido destruídos por forças que agem contra a sua existência”, sem citar a Turquia.

Autoridades confirmam ajuda aos sobreviventes do desastre

26 de Setembro, 2017

O Presidente mexicano, Enrique Pena Nieto, procurou oferecer confiança e estabilizar os níveis de segurança às famílias e confirmar a ajuda do Governo para os sobreviventes numa visita por Jiquipilas, no pobre estado do sul de Chiapas, que foi atingido pelo terramoto de 7 de Setembro.

“Tenha certeza que o Governo federal está aqui, o Estado e o governo local, dando suporte a você, mão-a-mão, para reconstruir”, disse o presidente. Mas muitos mexicanos desconfiam dos políticos que usam o terramoto para marcar pontos políticos, antes das eleições de 2018, que são vistas como um referendo sobre o recorde parcial do Partido Revolucionário Institucional desde o retorno ao poder em 2012.
Os trabalhadores de emergência procuram por sobreviventes com holofotes em edifícios esmagados pelo terramoto mais mortal do México em 32 anos, em meio a perspectivas esmorecidas de resgate, cinco noites após o desastre, enquanto o Presidente Enrique Pena Nieto instou os mexicanos a voltarem a atenção para a reconstrução do país.
A procura continuava num prédio de escritórios arruinado no bairro Roma da Cidade do México e num prédio de cinco andares em Tlalpan depois do terramoto de 7,1 graus ter derrubado dezenas de edifícios e matado mais de 300 pessoas. O tremor, o pior no México desde o terramoto de 1985 que matou milhares, pode ter deixado pelo menos 30 mil casas muito danificadas nos estados adjacentes de Morels e Puebla e gerou perdas de 4 mil milhões a 8 mil milhões de dólares.
Mas as autoridades cancelaram os esforços na zona de classe média alta Linda Vista, depois de tirarem dez corpos dos escombros, enquanto o trabalho no prédio de apartamentos em Tlalpan foi interrompido temporiamente devido a um terramoto de magnitude 6,2 que sacudiu o sul do México e espalhou o medo pela capital. 
A resposta do Governo ao desastre está controlada.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 18.09.2017

 

Chega a 22 número de feridos no metrô de Londres; polícia vê ato terrorista

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 15/09/2017 19:11:56

O número de pessoas hospitalizadas com ferimentos, por causa de uma explosão em um trem do metrô de Londres, na estação de Parsons Green, chegou a 22, informou o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês).

Segundo a imprensa britânica, várias pessoas sofreram queimaduras no rosto, nos braços e nas pernas.

A explosão, seguida de incêndio, foi provocada por um recipiente branco que estava dentro de uma bolsa de supermercado, em vagão de um trem com capacidade para 865 passageiros.

O ataque aconteceu no trecho externo da linha District Line, que foi parcialmente suspensa, entre as estações de Wimbledon e Earls Court.

A primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, fez uma reunião do comitê de emergência Cobra, formado pelos principais ministros do governo.

A polícia confirmou que trata o caso como um ataque terrorista, que provocou uma “bola de fogo” em um trem repleto de passageiros.

Em comunicado à imprensa, o chefe da diplomacia britânica disse que a informação disponível é “limitada” e pediu que a população continue com sua vida normal.

“Tenho medo que a informação seja limitada e é realmente importante não especular neste momento. Obviamente, todo o mundo deveria manter a calma e continuar com sua vida normalmente”, disse o ministro.

Um porta-voz da residência oficial de Downing Street disse que a primeira-ministra britânica, Theresa May, está recebendo informações sobre a situação em Parsons Green.

A estação foi fechada e a linha District Line está suspensa, enquanto os serviços de emergência estão no local para ajudar no atendimento dos feridos.

O comissário adjunto da polícia metropolitana de Londres, Mark Rowley, informou que a explosão no metrô da cidade pela manhã foi causada por um equipamento caseiro improvisado.

 A TV estatal britânica BBC informa que apurou que a detonação foi feita por meio de um timer, um aparelho temporizador de contagem regressiva. 

China rejeita demanda dos EUA para aumentar pressão sobre Coreia do Norte

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/09/2017 10:36:00

O jornal do Partido Comunista da China, People's Daily, criticou os Estados Unidos por exigir que Pequim pressione mais a Coreia do Norte a pausar seu programa de armas nucleares.

"Pequim nunca irá aceitar a responsabilidade imposta pelos Estados Unidos", segundo a publicação. A China é responsável por cerca de 90% do comércio da Coreia do Norte.

O jornal ainda apontou que as sanções contra o regime de Pyongyang não devem interferir no "comércio legítimo" entre a Coreia do Norte e o mundo exterior, ou prejudicar as pessoas comuns. Sanções não são "uma ferramenta para prejudicar o regime", salienta a publicação.

Mais tarde, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Lu Kang, disse para repórteres que "alguns partidos envolvidos" - em referência aos EUA e Coreia do Norte - "seguem mandando mensagens ameaçadoras tanto em palavras quanto em intenções, que incluem alertas de ações militares".

"Esse tipo de ação não ajuda a resolver o problema, apenas complica a situação", afirmou. Fonte: Associated Press

Furacão Irma: FAB resgata 14 pessoas na Ilha de San Martín

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 13/09/2017 22:15:19

Já está em solo brasileiro o avião da FAB que resgatou 14 pessoas que estavam na Ilha de San Martín, no Caribe, durante a passagem do furacão Irma. A aeronave pousou por volta de 1h30 de ontem (13) em Brasília. Entre os passageiros estavam sete brasileiros, quatro holandeses, dois venezuelanos e um norte-americano.

Um dos brasileiros que chegou à bordo do avião presidencial VC-2, da Embraer, foi o paulista Ricardo Passarelli, que morava na ilha há mais de um ano. Por meio de nota divulgada pela FAB, Passarelli disse que 95% do local ficou destruído com o desastre ocorrido no dia 6 de setembro. O teto da casa em que ele morava foi destruído. O hotel onde ele ficou hospedado, que contava com um bunker subterrâneo, ficou com água até as canelas.

Em relato divulgado pela FAB, Passarelli diz que foram grandes as dificuldades para deixar a ilha, e que só aeronaves militares tinham condições de pousar na região. O saguão do aeroporto foi destruído. Com isso foi necessário montar tendas para que as pessoas tivessem condições de aguardar os voos. “Onde o furacão passou, derrubou tudo”, disse o paulista.

Morador há nove meses da Ilha de São Martinho, o paranaense Helton Laufer também estava entre os passageiros da aeronave. Graças as facilidades que tinha de acesso a sistemas de comunicação, ele pôde ajudar outras pessoas a se comunicarem com o Itamaraty. Com isso foi possível às autoridades brasileiras, mapear necessidades de apoio e acionar as estruturas governamentais necessárias para que a missão de regate fosse cumprida.

Segundo ele, o desastre ficou maior porque, apesar dos avisos feitos pelas autoridades locais, muitas pessoas se recusaram a evacuar a ilha por acharem que o furacão não causaria tantos estragos. “O brasileiro não tem experiência com esses fenômenos. Pensamos que se todos estavam ficando na ilha, poderíamos ficar também. Se soubéssemos o quão forte seria, teríamos ido embora antes”, disse Helton por meio da nota divulgada há pouco pela FAB.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 18.09.2017

Coreia do Sul e Trump querem reforçar pressão a Pyongyang

Líder norte-coreano fez novo teste de míssil na última sexta (15)

Agência ANSA

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo sul-coreano, Moon Jae-In, se comprometeram para exercer "uma maior pressão" contra a Coreia do Norte.

Em conversa por telefone neste domingo (17), os dois líderes condenaram o último disparo de míssil feito por Pyongyang na última sexta-feira (15) que sobrevoou o mar do Japão.

De acordo com um comunicado divulgado pelo governo da Coreia do Sul, "ambos os dirigentes concordaram em exercer uma maior pressão e mais concreta para que o regime norte-coreano entenda que mais provocações vão conseguir apenas reforçar o isolamento diplomático e as pressões econômicas que levarão a seu colapso".

Por sua vez, a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, declarou que o Conselho de Segurança das Organizações das Nações Unidas (ONU) não tem mais alternativas para conter o programa nuclear dos norte-coreanos.

"Esgotamos quase todas as coisas que podemos fazer no Conselho de Segurança neste momento. Queríamos ser responsáveis e passar por todos os meios diplomáticos para chamar a atenção [da Coreia do Norte] em primeiro lugar. Se não funciona, o general Mattis se encarregará disso", disse Haley à emissora de TV CNN.

A embaixadora insinuou que, se o rumo da situação não mudar, o governo terá de encaminhar o assunto ao Pentágono. Além disso, Haley afirmou que o governo norte-americano está "tentando qualquer outra possibilidade", mas reconheceu que "há muitas opções militares na mesa".

Neste sábado (16), o líder norte-coreano Kim Jong-um disse que seu objetivo de desenvolver sua força nuclear "está quase concluído" e que pretende equilibrar a força militar com os Estados Unidos.

"Nosso objetivo é estabelecer o equilíbrio da força real com os EUA e fazer com que os governantes norte-americanos não se atrevam a falar sobre uma opção militar", disse Kim Jong Un.

A declaração ocorreu logo após o Conselho de Segurança da ONU adotar por unanimidade uma nova resolução de sanções contra a Coreia do Norte.

Irã diz ter o 'pai de todas as bombas', com 10 toneladas

Artefato é similar à 'mãe de todas as bombas' que EUA possuem

Agência ANSA

 

Enquanto o mundo está preocupado com os testes nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, o Irã anunciou que detém uma bomba de 10 toneladas que é considerada "o pai de todas as bombas", segundo informou o comandante da divisão aerospacial dos Guardiões da Revolução iraniana, Amir Ali Hajizadeh.

Hajizadeh, em entrevista à emissora estatal "PressTV", explicou detalhes sobre o artefato."A nossa indústria defensiva produziu bombas que pesam aproximadamente 10 toneladas e, se lançadas de aviões, têm uma alta capacidade destrutiva", disse.

A bomba iraniana é comparada à norte-americana GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), conhecida como a "mãe de todas as bombas", e usada pelos Estados Unidos em abril deste ano sobre o Afeganistão.

O comandante iraniano também admitiu, mas sem fornecer detalhes, que o Corpo de Guardiões da Revolução se infiltrou nos centros de Controle de Comando dos Estados Unidos. Hajizadeh confirmou que o Irã tem em mãos "todos os documentos" dos movimentos norte-americanos nos últimos anos.

"Nós, nestes anos, penetramos e estivemos presentes nos centros de Controle de Comando dos americanos e vimos tudo que fizeram, vimos o que eles veem, onde atacam, ao lado do que acontece e como eles sustentam o Estado Islâmico. Os americanos criaram o EI e os dirigiram durante estes anos", declarou.

O comandante iraniano ainda ameaçou os Estados Unidos, alegando que, para comprovar sua tese, os documentos poderão ser publicados futuramente.

Segundo suspeito de ataque em Parsons Green é um jovem sírio

Yahyah Farroukh, de 21 anos, foi detido ontem pela polícia

Agência ANSA

As autoridades inglesas informaram que o segundo suspeito detido pelo atentado terrorista contra a estação de metrô de Parsons Green é o jovem sírio Yahyah Farroukh, de 21 anos. Ele foi detido neste domingo (17), em Hounslow.

De acordo com a emissora SkyNews, Farroukh teria nascido em Damasco e mantinha contato com o casal Penelope e Ronald Jones, de 71 e 88 anos, respectivamente, do condado de Surrey. Eles são conhecidos por realizarem trabalhos sociais, como adoções de refugiados, e já receberam um prêmio das mãos da rainha Elizabeth II por isso.

Também está preso um rapaz de 18 anos que é apontado como o fabricante da bomba caseira usada no atentado. Ele é o principal suspeito do ataque e fora uma das crianças adotadas por Penelope e Ronald Jones.

O ataque deixou ao menos 30 feridos na última sexta-feira (15) e foi comemorado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), apesar das autoridades de Londres não confirmarem a organização como autora do atentado.

Com o avanço das investigações e a prisão dos dois suspeitos, o Reino Unido reduziu de "crítico" para "grave" o nível de alerta terrorista no país.

Ucrânia pode romper cooperação militar com China devido à pressão estadunidense

 

Há pouco, a mídia ucraniana informou que o Serviço de Segurança da Ucrânia iniciou uma investigação sobre a possível venda ilegal de 56% das ações da empresa ucraniana Motor Sich para a China.

Isso poderia levar a certas mudanças na abordagem de Kiev em relação à cooperação técnico-militar com Pequim, acredita o analista militar russo Vasily Kashin em entrevista à Sputnik.

Após o colapso da União Soviética, a Ucrânia tornou-se a segunda mais importante fonte de tecnologia militar para a China, após a Rússia. Kiev tinha patentes significativas em áreas sensíveis da indústria aeroespacial, motores de aeronaves, mísseis, radares e sistemas de propulsão navais.

De acordo com o especialista militar, a Ucrânia ajudou muitas vezes a China a evitar as restrições às exportações de tecnologia militar, tendo também transferido tecnologia para Pequim a um preço muito mais baixo.

Kashin explicou que, apesar da influência dominante dos EUA na política ucraniana desde a década de 90, Washington fez pouco para interromper essa cooperação. Os norte-americanos intervieram apenas em casos particularmente importantes, como o do fornecimento de mísseis de cruzeiro soviéticos Kh-55 para o Irã e a China na década de 2000.

A Sich Engine tem uma longa história de cooperação com a China nas áreas de desenvolvimento, manutenção e fornecimento de motores tanto civis como militares, aeronaves não tripuladas e mísseis de cruzeiro. A perda do mercado russo durante a crise forçou a empresa ucraniana a aumentar essa cooperação, afirmou o analista.

Segundo Kashin, ainda recentemente as autoridades ucranianas apoiaram os contatos da Motor Sich com os chineses. Assim, em maio de 2017, o vice-premiê ucraniano Stepan Kubiv mencionou planos de criar uma fábrica de motores de aviação no município chinês de Chongqing com base em tecnologia ucraniana.

É possível que essa cooperação tenha atraído a atenção dos Estados Unidos, disse o analista.

"Se os projetos existentes para criar joint ventures e efetuar transferência de tecnologia forem suspensos devido à pressão dos órgãos de segurança ucranianos, Pequim terá que retomar os antigos métodos para obter tecnologias: adquirir licenças individuais e convidar especialistas. Tudo isso poderia diminuir significativamente o progresso dos programas chineses", disse o analista à Sputnik.

Além disso, Kashin advertiu sobre o possível aumento da pressão por parte dos serviços de segurança ucranianos em outros projetos de cooperação entre a China e as empresas da indústria militar ucraniana, principalmente no que se trata do consórcio espacial Yuzhmash.

"Os riscos associados com a cooperação com um país cliente dos EUA, que não tem sua própria política externa independente, deveriam ter sido óbvios para a China. O gigante asiático deveria ter aprendido a lição de cooperação técnico-militar com Israel", frisou Kashin.

O especialista lembrou que, no início dos anos 2000, sob a pressão dos EUA, Israel suspendeu a cooperação com Pequim.

O conflito grave entre Israel e os EUA surgiu, em particular, devido ao acordo de entrega de sistemas de alerta precoce à China. Israel deveria equipar três aviões chineses com radares Phalcon. No entanto, após forte pressão por parte dos EUA, em julho de 2000 Israel foi forçado a descartar o acordo, com um valor potencial de US$ 1 bilhão.

Além disso, os EUA forçaram Israel a suspender a colaboração no desenvolvimento do caça ligeiro chinês J-10 com base no projeto israelense Lavi.

"É muito provável que algo parecido aconteça agora com a cooperação sino-ucraniana", concluiu Kashin.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 18.09.2017

 

Seul, Washington e Tóquio vão realizar exercícios antimísseis

PUB

Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão vão realizar um exercício antimísseis no final deste mês, perante contínuos lançamentos da Coreia do Norte, disse hoje um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

O exercício está incluído num relatório que o Ministério enviou para a Assembleia Nacional devido ao último míssil de médio alcance lançado na sexta-feira pela Coreia do Norte, que percorreu 3.700 quilómetros e sobrevoou o norte do arquipélago japonês.

O documento sublinhou que Pyongyang parece aproximar-se da "fase final" de desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental (ICBM), com o qual poderia atingir o território norte-americano, e estimou que o regime continue a realizar "provocações estratégicas adicionais" a curto prazo com novos testes de armamento.

O exercício conjunto antimísseis vai realizar-se depois de dois projéteis norte-coreanos terem sobrevoado o Japão no último mês e num momento em que existem dúvidas sobre as capacidades reais dos aliados para intercetar um míssil de Pyongyang.

O relatório também explicou que o Pentágono planeia enviar um porta-aviões nuclear e o grupo de ataque para participar em manobras com as Forças Navais sul-coreanas em outubro, apesar de porta-vozes das Forças Armadas dos Estados Unidos na Coreia do Sul e do Comando do Pacífico terem afirmado que o destacamento não está confirmado.

O texto também não indicou qual dos porta-aviões da VII Frota será enviado para a península coreana.

O porta-aviões nuclear norte-americano Carl Vinson já foi destacado, na passada primavera, para a região em resposta aos repetidos testes de armamento realizados este ano pela Coreia do Norte.

Regresso ao Acordo de Paris? Tillerson e McMaster dizem que sim

PUB

Secretário de Estado e conselheiro do presidente abrem a porta a um entendimento, Casa Branca desmente mudança de posição

O secretário de Estado Rex Tillerson afirmou que o presidente dos Estados Unidos é favorável a permanecer no Acordo de Paris sobre alterações climáticas, caso se consiga "construir um conjunto de parâmetros que sejam justos". À CBS, o chefe da diplomacia declarou: "O presidente disse estar aberto a encontrar as condições em que podemos permanecer comprometidos com as outras partes, sobre o que todos concordamos ser um tema desafiante."

Embora não sugira a permanência no Acordo de Paris, também o conselheiro de segurança nacional do presidente, H.R. McMaster, foi bastante claro sobre as intenções do líder norte-americano, em declarações à ABC: "Ele deixou a porta aberta para podermos voltar a entrar mais tarde, caso haja um acordo melhor para os Estados Unidos."

Donald Trump anunciou em junho que os Estados Unidos iriam abandonar o Acordo de Paris, assinado em 2015. O pacto de 188 países estabelece medidas para a redução das emissões de dióxido de carbono, responsáveis pelo aumento global das temperaturas e, em consequência, das alterações climáticas.

Esta sucessão de declarações com tonalidades distintas deu-se após o comissário europeu para a Energia e Alterações Climáticas, Miguel Arias Cañete, ter afirmado que os Estados Unidos tinham mostrado interesse em rever os termos do acordo. "É uma mensagem bem diferente da que ouvimos do presidente Trump no passado", afirmou o espanhol durante a reunião informal com ministros do Ambiente de mais de 30 países. Uma reunião informal organizada pelo Canadá, China e União Europeia e que decorreu em Montreal, Canadá

Cinco mil mortes anuais na Europa atribuídas a excesso de emissões de diesel

PUB

O excesso de emissões de dióxido de nitrogénio -- um produto cancerígeno -- de motores diesel, acima dos valores limite estabelecidos, é responsável por cerca de cinco mil mortes prematuras por ano nos países da União Europeia, Noruega e Suíça.

Essa é a conclusão a que chegaram os autores de um novo estudo realizado pelo Instituto Meteorológico Norueguês em cooperação com o Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA, pela sigla em inglês) da Áustria e a Universidade da Tecnologia Chalmers da Suíça.

Num comunicado publicado hoje pelo IIASA é referido o escândalo da manipulação de dados sobre emissões de motores diesel que, após inicialmente ser revelado como um problema da Volkswagen, veio a descobrir-se que afeta vários fabricantes de automóveis.

A investigação concentrou-se no efeito dessas emissões excessivas na saúde dos europeus.

"Este novo estudo estima que por cada ano cerca de 10 mil mortes prematuras podem ser atribuídas a emissões de óxido de nitrogénio dos automóveis, carrinhas e veículos comerciais ligeiros de motores diesel", explica o IIASA num comunicado hoje publicado.

Cerca de metade dessas mortes, ou seja, umas cinco mil, "devem-se ao facto de as emissões de óxido de nitrogénio (NOx) serem muito mais altas do que os valores limites estabelecidos", acrescenta.

"Se as emissões dos automóveis diesel forem tão baixas como as de automóveis de gasolina, poderia ter-se evitado três quartos, ou 7.500 mortes prematuras", afirma no comunicado Jens Borken-Kleefeld, especialista em transportes do instituto internacional.

Os cientistas recordam que, no total, "cerca de 425 mil mortes prematuras anuais associam-se aos níveis atuais de contaminação atmosférica" na região citada (União Europeia, Noruega e Suíça).

"Mais de 90% dessas mortes prematuras são causadas por doenças respiratórias e cardiovasculares relacionadas com a exposição a partículas finas", das quais "o NOx é um percursor chave".

A situação pirou nos últimos anos, já que "a proporção de carros a diesel na União Europeia aumentou até alcançar cerca de 50% da frota", com atualmente mais de 100 milhões destes motores a circular na Europa, o que representa "o dobro do resto do mundo".

E agora foi revelado que "as suas emissões de NOx são quatro a sete vezes mais altas" nas ruas ou estradas do que nos testes oficiais de certificação, indica o comunicado.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 18.09.2017

EUA fazem simulação de bombardeamento da península coreana

 

Quatro caças F-35B e dois bombardeiros B-1B dos Estados Unidos realizaram hoje a simulação de um bombardeamento sobre a Península da Coreia, na sequência do disparo, sexta-feira, de um míssil balístico de Pyongyang.

No exercício aéreo participaram também quatro caças sul-coreanos F-15K, de acordo com a agência de notícias Ynohap que cita fontes do governo de Seul.

Os exercícios aéreos decorreram três dias depois de a Coreia do Norte ter realizado o lançamento de um míssil que percorreu 3.700 quilómetros antes de cair no mar e depois de ter sobrevoado o arquipélago do Japão.

O disparo de sexta-feira foi efetuado depois de terem sido aprovadas pelo Conselho das Nações Unidas novas sanções económicas contra o regímen de Pyongyang.

O uso de meios aéreos e navais dos Estados Unidos durante exercícios militar são encarados na península coreana como uma prova de força e são habituais desde o passado dia 31 de agosto, altura em que foram enviadas para região os quatro caças F-35B e os dois bombardeiros B-1B.

Por outro lado, forças da Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão vão realizar um exercício antimísseis no final do mês, segundo anunciou hoje um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

A realização das manobras constam de um relatório militar que o Ministério da Defesa enviou para a Assembleia Nacional da Coreia do Sul e que refere que Pyongyang parece aproximar-se da "fase final" de desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental (ICBM), com o qual poderia atingir o território norte-americano.

O mesmo documento admite que o regime de Pyongyang pode vir a realizar "provocações estratégicas adicionais" a curto prazo com novos testes de armamento.

O exercício conjunto antimísseis vai realizar-se depois de dois projéteis norte-coreanos terem sobrevoado o Japão e num momento em que existem dúvidas sobre as capacidades reais dos aliados para intercetar um míssil de Pyongyang.

China apela aos EUA para que não adotem via militar contra a Coreia do Norte

 

A China instou, esta segunda-feira, os Estados Unidos a não recorrer à via militar na crise norte-coreana e exortou todas as partes a resolver o conflito pacificamente, conforme as resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

"A tarefa atual de todas as partes é implementar a resolução [do Conselho de Segurança], em vez de levantar questões extra", afirmou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lu Kang, em conferência de imprensa.

Lu reagia às recentes advertências da embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, que afirmou que o Pentágono encarregar-se-á da crise, caso a Coreia do Norte prossiga com o seu programa nuclear.

"De vez em quando, algumas partes fazem ameaças entre si, e creio que, na verdade, isto não promove a solução do problema. Só prejudica", disse.

O porta-voz apelou a todas as partes para que mantenham a calma e recordou que é preciso respeitar as resoluções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, porque refletem a posição da comunidade internacional.

Na segunda-feira, quatro caças F-35B e dois bombardeiros estratégicos B-1B norte-americanos realizaram um simulacro de bombardeamento sobre a península coreana.

Em entrevista à CNN, Nikki Haley reconheceu que, apesar de o Governo norte-americano estar a "tentar qualquer outra possibilidade", há "muitas opções militares sobre a mesa".

"Queremos ser responsáveis e passar por todos os meios diplomáticos (...) mas se não funcionar, o general [James] Mattis encarregar-se-á de resolver", afirmou Nikki, aludindo que o assunto pode ser transferido para o secretário da Defesa norte-americano.

O Conselho de Segurança aprovou novas sanções contra Pyongyang em resposta ao último ensaio nuclear, realizado no passado dia 3 de setembro.

No entanto, no sábado, os 15 membros do Conselho recusaram impor mais sanções, depois de o regime de Kim Jong-un ter lançado um novo míssil de alcance médio, que sobrevoou o norte do Japão.

China e a Rússia defendem que a Coreia do Norte interrompa as suas provas nucleares e com misseis balísticos, a troco de os Estados Unidos e a Coreia do Sul suspenderem os seus exercícios militares na península coreana.

Pequim mostrou ainda apoio à postura de Seul, de continuar a enviar ajuda humanitária para o país vizinho, face ao crescente isolamento económico que este enfrenta.

"Todas as resoluções adotadas sobre a Coreia do Norte não têm como intenção afetar negativamente o trabalho e necessidades humanitárias do país", disse o porta-voz.

Lu Kang insistiu que a China continuará a oferecer o seu apoio para melhorar as relações e promover a reconciliação entre as partes envolvidas na crise.

Furacão Maria sobe para categoria 3 e prossegue em direção às Caraíbas

 

O furacão Maria ganhou força e atinge agora a categoria 3, numa escala de 5, quando prossegue em direção às Caraíbas.

O Centro Nacional de Furações (NHC) norte-americano, em Miami, detalhou que o olho do furacão deverá atingir as ilhas Leeward ao início da noite desta segunda-feira, quando o centro se situava a cerca de 95 quilómetros a leste da Martinica, com ventos máximos que atingem os 195 quilómetros por hora.

O furacão mantém um percurso que o levará para perto das ilhas atingidas pelo furacão Irma e ainda em direção a Porto Rico, República Dominicana e Haiti. Já foram emitidos avisos de furacão em Guadalupe, Dominica, St. Kitts, Nevis, Montserrat e Martinica.

O NHC tinha-o classificado em Categoria 2 às 13 horas, e avisa que o furacão pode continuar a ganhar força rapidamente.

"Aguarda-se um rápido fortalecimento adicional do Maria durante os próximos dias, e o sistema pode converter-se num "perigoso furacão" enquanto se "move pelas ilhas do sotavento e o nordeste do Caribe", sublinhou o NHC, que admite a sua aproximação às Ilhas Virgens e a Porto Rico na quarta-feira.

A "perigosa agitação marítima" e as "destrutivas ondas" provocadas pelo Maria já estão a afetar todas as Antilhas Menores, com subidas do nível do mar entre 1,8 e 2,7 metros.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 18.09.2017

 

Guterres entre os convidados

18 de Setembro, 2017

O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, convidou formalmente o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, para assistir a cerimónia de investidura do Presidente da República eleito, João Lourenço.

O convite, de acordo com a Angop, foi formulado pelo Presidente José Eduardo dos Santos e entregue sexta-feira pelo representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, embaixador Ismael Gaspar Martins. 
À frente das Nações Unidas desde 1 de Janeiro do corrente, António Guterres é uma das personalidades internacionais que figura na lista de convidados à cerimónia, que marca uma viragem na história de Angola, com a retirada do Presidente José Eduardo dos Santos. 
Angola foi um dos países que se bateu para a eleição de Guterres, um facto reconhecido pelo mesmo. Empossado em Dezembro, António Guterres transmitiu aos angolanos o seu "profundo reconhecimento pela solidariedade" que deu à sua candidatura, que considerou ter sido "decisiva" para a sua escolha na ONU.
Numa mensagem de felicitações a eleição de António Guterres, o Presidente José Eduardo dos Santos afirmou que as qualidades pessoais do antigo primeiro-ministro português constituem uma garantia inequívoca de que aquela organização internacional pode contar com uma liderança firme e esclarecida para superar os inúmeros desafios que se colocam no complexo mundo actual.

Líderes convidados

Ao todo, 26 Chefes de Estado e de Governo já confirmaram presença na cerimónia de investidura de João Lourenço, em resposta aos convites enviados pelo Presidente José Eduardo dos Santos.       
Na quarta-feira o Tribunal Constitucional autorizou a investidura das entidades eleitas nas eleições gerais de 23 de Agosto último, nomeadamente o Presidente e Vice-Presidente da República, bem como os 220 deputados à Assembleia Nacional.
A decisão consta da deliberação do plenário do Tribunal Constitucional (TC), lida pelo seu presidente, Rui Ferreira, após ter julgado improcedentes os recursos de contencioso eleitoral apresentados pelos partidos UNITA, FNLA, PRS e da coligação CASA-CE. Segundo o juiz conselheiro, o plenário do Tribunal Constitucional concluiu e decidiu que tais recursos são improcedentes, sendo que a decisão transitou automaticamente em julgado e, por isso, é definitiva e inapelável, terminando assim a fase de contencioso eleitoral.
O plenário do Tribunal Constitucional declarou, com efeito, que as eleições gerais de 2017 decorreram sob adequado nível organizatório, participativo e ordeiro, foram livres, transparentes, universais e justas, nos termos previstos pela Constituição da República de Angola e pela Lei. Bureau Político do MPLA reafirmou que o Executivo, a ser constituído pelo MPLA, vai governar para e com todos os angolanos e que o Presidente eleito, João Lourenço, “será o Presidente de todos os angolanos, promovendo uma gestão inclusiva e baseada nos princípios da boa-governação”.

Reconhecimento

O Presidente Eleito tem recebido várias mensagens de felicitação. Na semana passada, o Presidente francês, Emmanuel Macron apresentou, numa menssagem, as suas “felicitações calorosas” e exprime os seus “votos sinceros” pelo “sucesso do mandato” do novo Presidente angolano e pela “prosperidade de Angola e do seu povo.” O Estadista francês sublinha que a França está empenhada no reforço da sua parceria com Angola, em todos os domínios, salientando, por outro lado, que os dois Estados “partilham interesses comuns para a paz e segurança no continente africano”. Emmanuel Macron manifesta o desejo de ver os dois países a “continuarem o diálogo para a resolução dos conflitos regionais, nomeadamente na República Democrática do Congo e na República Centro africana.”
Os Estados Unidos da América também felicitaram o “povo angolano pelo exercício do seu direito democrático ao voto nas históricas eleições gerais de 23 de Agosto” e afirmam que aguardam com expectativa para trabalhar com o Presidente eleito João Lourenço e o novo Parlamento da República de Angola para fortalecer ainda mais a nossa relação bilateral”.
Quem também felicitou o Presidente eleito de Angola foi o Chefe de Estado da República Popular da China, Xi Jinping. Numa mensagem, datada de 7 de Setembro, Xi Jinping refere que Angola é um parceiro estratégico importante da China em África e os dois países mantêm alta confiança política mútua e uma cooperação que lidera nas relações sino-africanas em vários domínios.
João Lourenço recebeu igualmente felicitações do Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, que desejou sucessos ao Presidente eleito de Angola. Putin realçou igualmente o papel importante do Presidente da República no alcance da paz e da democratização de Angola, bem como do seu empenho na estabilização da Região dos Grandes Lagos e do continente.
O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, também enviou mensagem de felicitação a João Lourenço, assim como o Chefe do Governo português, António Costa.

EUA quer sair de Cuba

18 de Setembro, 2017

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, anunciou ontem que os Estados Unidos “estão a avaliar” muito seriamente a possibilidade de fechar a sua embaixada em Cuba, alegando uma série de ataques acústicos contra diplomatas norte-americanos.

Cuba já desmentiu. “Há algo por trás dessa denúncia ridícula. A chancelaria dos EUA é chefiada por um indivíduo (Rex Tillerson) que não é diplomata e o próprio Presidente Trump pouco sabe de diplomacia”, indicou Jorge Casals, ex-director do Instituto de Relações Internacionais de Cuba.

Confirmada prisão perpétua para antigo Presidente

18 de Setembro, 2017

A justiça egípcia confirmou no sábado de forma definitiva a pena de prisão perpétua para o ex-Presidente do Egipto Mohamed Morsi pelo envolvimento num caso de espionagem com o Emirado do Qatar, informou uma fonte judicial.

O Tribunal de recurso confirmou a pena de prisão perpétua, que no Egipto equivale a 25 anos, para o deposto mandatário islamita da Irmandade Muçulmana acusado de ter entregado documentos relacionados com a segurança do Estado às autoridades do Qatar.
No âmbito do mesmo processo também foram ratificadas as pena de morte para três membros da Irmandade Muçulmana e penas de prisão perpétua e trabalhos forçados para outros dois membros da organização. Por outro lado, a justiça egípcia também condenou à morte sete membros do grupo extremista Estado Islâmico  implicados na decapitação de vinte e uma pessoas de religião cristã, na Líbia, em 2015.
Em Fevereiro desse ano, o Estado Islâmico divulgou um vídeo que mostrava a execução por decapitação, numa praia da Líbia, de vinte e um cristãos. Apenas uma das vítimas não tinha nacionalidade egípcia.
Em retaliação, o Egipto bombardeou posições do grupo extremista no país vizinho, que enfrenta uma guerra civil desde 2104.
Os sete condenados à morte pelas autoridades egípcias são acusados de pertencer a uma célula do Estado Islâmico em Marsa Matrouh, no noroeste do país, e de ter planeado ataques terroristas depois de uma passagem por campos de treino militar na Líbia e na Síria.
Alguns  são ainda acusados de terem participado directamente nas decapitações.
As penas de morte vão ser submetidas, conforme a lei egípcia, à apreciação não vinculativa do “mufti” da República, máxima autoridade religiosa do Egipto.
Desde a destituição de Morsi, em 2013, o Egipto confronta-se com actos de violência.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 27.08.2017

 

Maduro ataca Pence por reunir-se com “terroristas” venezuelanos em Miami

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/08/2017 21:15:03

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, atacou quinta-feira (24) o vice-presidente dos Estados Unidos (EUA), Mike Pence, por reunir-se esta semana em Miami com venezuelanos a quem o líder venezuelano chamou de “terroristas” e “corruptos”. A informação é da Agência EFE.

“No dia de ontem também vimos uma reunião nunca antes vista, entre o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e um grupo de foragidos da Justiça venezuelana que vivem protegidos em Miami”, disse Maduro durante uma reunião preparatória para as manobras militares que convocou para o fim de semana.

“Se ele não sabe, eu digo: na mesa de reuniões estiveram ao seu lado, aplaudindo-o e cumprimentando-o, pessoas incursas em delitos graves de terrorismo, de colocar bombas contra embaixadas na Venezuela, incursas em delitos graves contra a segurança da nação, incursos em delitos graves de corrupção”, afirmou o governante.

Em discurso transmitido pela televisão, o presidente venezuelano declarou que o ataque de 6 de agosto, quando homens armados invadiram um forte militar do país, foi “ordenado e financiado até o último dólar pelos núcleos de conspiradores de Miami que se reuniram” com Pence.

Maduro acusou o vice-presidente norte-americano de se descuidar da gestão do seu país para dedicar-se, durante “duas semanas”, a “imiscuir-se nos assuntos da Venezuela”. Ele se referiu à viagem feita por Pence a países da região, em que o país caribenho foi o assunto central.

“Todos os governos que visitou, ainda que sejam governos que se declararam inimigos da dignidade venezuelana, todos lhe disseram que repudiavam as declarações de Donald Trump ameaçando a Venezuela”, comentou o chefe de Estado venezuelano.

Maduro ativou as manobras militares deste fim de semana - nas quais também serão mobilizados civis -, depois que Trump afirmou dias atrás que não descarta uma opção militar para solucionar a crise na Venezuela.

Autor de atentado de Barcelona é morto pela polícia catalã

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 21/08/2017 20:20:24

O suposto autor do atentado de Barcelona, Younes Abouyaaqoub, foi morto nesta segunda-feira (21) pela Polícia da Catalunha, informaram à Agência EFE fontes da luta antiterrorista.

As mesmas fontes dizem que Abouyaaqoub, de 22 anos, usava um cinturão com explosivos no momento em que foi morto pelos agentes.

Uma equipe especializada da polícia catalã, que usou um robô para analisar o cinto, comprovou que os artefatos eram falsos.

A operação foi desencadeada pouco depois das 14h30 (11h30, em Brasília) em uma estrada do terminal municipal de Subirats, quando uma patrulha abordou um homem que não se identificou à polícia catalã.

Segundo algumas testemunhas, ao ser abordado o homem apenas gritou “Alá é grande”, ao mesmo tempo em que mostrou o cinturão de explosivos.

Os agentes também vão investigar se o suspeito, que foi morto, carregava armas brancas.

Abouyaaqoub foi identificado pelos investigadores como o motorista da van que atropelou centenas de pessoas ao longo de 600 metros na quinta-feira deixando 14 mortos e mais de 100 feridos, em Barcelona, num dos mais terríveis atentados do Estado Islâmico desfechado na Espanha.

Além do atropelamento em massa nas Ramblas, Abouyaaquob também é acusado pela morte do jovem que foi encontrado esfaqueado no interior de um veículo em Barcelona pouco após o atentado, segundo apontou o responsável de Interior do governo catalão, Joaquim Forn.

Por outro lado, a polícia revela dispor de “indícios bastante relevantes e sólidos” de que o ímã (guia espiritual muçulmano) Abdelbaki Satty, da localidade de Ripoll, e suposto cérebro dos atentados da Catalunha, é um das pessoas que morreram na quarta-feira (16) na explosão acidental em uma casa na qual os terroristas preparavam o ataque.

As autoridades estão à espera da análise de DNA dos restos humanos encontrados no imóvel localizado em Alcanar (Tarragona) para confirmar o dado de forma definitiva.  

Todas as regiões de Portugal estão em alerta para risco elevado de incêndios

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/08/2017 18:11:35

 

Todos os anos, durante o verão europeu, Portugal sofre com incêndios florestais. Este ano, o período crítico começou em 22 de junho e se estende até o dia 30 de setembro. No dia de ontem (22), quase todas as regiões do país estiveram em alerta laranja (risco elevado de incêndios) e vermelho (risco muito elevado), de acordo com informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Portugal classifica o risco de incêndios numa escala com cinco níveis, que varia entre o “reduzido” e o “máximo”. As cinco cores da tabela, que representam o risco crescente, são: verde, amarelo, laranja, vermelho e roxo.

Ontem (22), apenas 7 dos 278 concelhos (municípios) portugueses no continente – há concelhos também nas ilhas da Madeira e Açores – ficaram com risco reduzido de incêndios. Quase todo o país está em alerta laranja, vermelho e roxo, com risco elevado de incêndios.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) registrou ontem, em sua página da internet, 209 ocorrências de incêndios, com mais de dois mil homens trabalhando, 160 veículos e 10 aeronaves envolvidas no combate e prevenção dos focos de incêndios.

Todos os anos, durante os períodos críticos de incêndios, a Guarda Nacional Republicana (GNR) lança campanhas de sensibilização da população, para que não queimem lixo ou outros materiais nas florestas; que não façam uso de fogareiros ou churrasqueiras e que não fumem em áreas florestais; e, ainda, que não soltem fogos de artifício ou qualquer outro tipo de artefato que produza faíscas. No último fim de semana, a GNR deteve duas pessoas por provocar incêndios.

Tragédia

Há pouco mais de dois meses, no dia 17 de junho deste ano, o país sofreu o pior incêndio de sua história. A tragédia de Pedrógão Grande, que ainda está muito viva na memória dos portugueses, causou 64 mortes e deixou 254 feridos.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 27.08.2017

Israel ameaça interromper financiamento da ONU

 

O vice-ministro das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Hotovely, declarou neste domingo (27) que o país aproveitará a primeira visita do secretário-geral da ONU, Atonio Guterres, para manifestar que "não tolerará uma relação de preconceito" dentro da organização.

"Estamos nos esforçando para uma mudança dramática em como as Nações Unidas tratam Israel. É hora de trazer diretamente esta questão à mesa de negociações e resolve-la inequivocamente", disse o vice-ministro, citado pela mídia local. 

Ele observou também que se a ONU "não mudar significativamente o seu comportamento, perderá apoio e financiamento" de Israel e de outros países. De acordo com Hotovely, os Estados Unidos também mudaram de posição e deixaram claro que não tolerariam mais uma atitude preconceituosa em relação a Israel.

Hotovely observou também que a discussão com Guterres se concentrará no fortalecimento da missão da ONU no Líbano. "Obviamente, o mandato deve ser alterado", observou o vice-ministro das Relações Exteriores.

Mais cedo, o representante oficial do secretário-geral da ONU, Stefan Dujarrik, declarou que Guterres, durante sua primeira visita a Israel e à Palestina na próxima semana, conversará com os líderes dos dois lados.

Tillerson: EUA continuarão exercendo 'pressão pacífica' sobre a Coreia do Norte

 

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, declarou neste domingo (27) que o disparo de três mísseis balísticos pela Coreia do Norte durante esta semana foi um ato provocativo, mas que os Estados Unidos continuarão buscando uma resolução pacífica.

"Nós consideramos que foi um ato provocador contra os Estados Unidos e os nossos aliados", disse Tillerson em uma entrevista à Fox News Sunday.

"Vamos continuar a nossa campanha de pressão pacífica como descrevi, trabalhando com aliados, trabalhando com a China também para ver se podemos levar o regime de Pyongyang à mesa de negociações", acrescentou Tillerson.

Há um mês, a Coreia do Norte realizou o seu segundo teste com um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), o qual foi considerado bem-sucedido por Pyongyang. Dias depois, o país ameaçou atacar a ilha de Guam, plano que foi descartado por enquanto pelo governo de Kim Jong-un.

Os EUA e seus aliados, nomeadamente o Japão e a Coreia do Sul, estão em alerta após o regime de Kim Jong-un ter realizado em julho dois lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais.

EI assume tentativa de ataque com facão em Bruxelas

Homem tentou agredir três militares na capital da Bélgica

Agência ANSA

 

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) assumiu o ataque cometido na última sexta-feira (25) em Bruxelas, na Bélgica, quando um homem tentou agredir militares com um facão. De acordo com a especialista em contraterrorismo Rita Katz, da agência SITE, a revista oficial do EI, a Amaq, publicou que o agressor "é um soldado do Estado Islâmico". O terrorista, de 30 anos de idade, não estava na lista de suspeitos de extremismo na Bélgica. Os militares alvos da ação conseguiram reagir e mataram o agressor, que gritou "Allahu Akbar" (Deus é grande), expressão em árabe frequentemente usada por jihadistas em atentados. O ataque em Bruxelas ocorreu no mesmo dia em que um homem com uma espada de 1 metro de comprimento tentou invadir o Palácio de Buckingham, em Londres, sede da monarquia britânica. (ANSA)

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 27.08.2017

 

 

Merkel não se arrepende de ter aberto as portas a refugiados, apesar do custo político

 

PUB

Merkel insiste que a decisão de 2015 sobre os refugiados estava certa

A chanceler alemã, Angela Merkel, não se arrepende da decisão de 2015 de abrir as fronteiras do país a centenas de milhares de refugiados. Em entrevista ao jornal Welt am Sonntag, publicada este domingo, Merkel negou ter cometido um erro com sua política de portas abertas, embora a chegada de um milhão de refugiados nos últimos dois anos tenha aberto conflitos profundos dentro do seu próprio partido e afastado algum eleitorado.

"Tomaria as mesmas decisões importantes de 2015 da mesma forma", disse Merkel. "Foi uma situação extraordinária e tomei a minha decisão com base no que pensei ser correto do ponto de vista político e humanitário", defendeu a chanceler, acrescentando que aquele tipo de "situações extraordinárias" acontece de vez em quando na história de um país. "O chefe do governo tem de agir e eu agi".

A decisão de abrir as fronteiras contribuiu para um aumento do apoio ao partido Alternativa para a Alemanha (AfD) de extrema-direita, segundo mostram algumas sondagens. Merkel, que procura um quarto mandato, tem tido de enfrentar muita oposição na rua contra a sua política de refugiados.

Cinco alpinistas morreram no Monte Gabler, na Áustria

 

PUB

Nacionalidads das vítimas ainda não são conhecidas

Cinco alpinistas morreram hoje num acidente no Monte Gabler, no leste de Innsbruck, nos alpes austríacos, informou o diretor dos serviços de resgate da Cruz Vermelha austríaca, Anton Voithofer.

A informação foi dada à agência noticiosa APA, que indicou que os cinco mortos integravam um grupo de seis alpinistas e que ainda não é claro o que se passou com o sexto elemento.

As operações de resgate continuam, acrescentou a APA, que precisou serem ainda desconhecidas as nacionalidades das vítimas, assim como as circunstâncias exatas das mortes.

Furacão 'Harvey' causa pelo menos dois mortos no Texas

PUB

O furacão atingiu a costa do estado norte-americano do Texas na noite de sexta-feira com a categoria 4, mas mais tarde passou a tempestade tropical, com ventos de 110 quilómetros por hora

Pelo menos duas pessoas morreram à passagem do furacão 'Harvey' pelo sudeste do estado norte-americano do Texas, onde causou inundações, informa a Associated Press.

As autoridades médicas do condado de Harris confirmaram a morte de uma pessoa na noite de sábado no condado de Harris, mas não identificaram a causa da morte.

Gary Norman, um porta-voz do centro de operações de emergência de Houston, disse que uma mulher parece ter saído de um veículo sob muita água.

A mulher foi encontrada por moradores a menos de 30 metros do veículo.

Norman disse que a mulher foi declarada morta no local por um médico que estava na zona.

O 'Harvey' foi o primeiro furacão significativo a atingir o Texas desde 2008, quando o Ike, com ventos até 177 quilómetros/hora atingiu Galveston e Hoston, causando 22 mil milhões de dólares de prejuízos.

O furacão atingiu a costa do estado norte-americano do Texas na noite de sexta-feira com a categoria 4, mas mais tarde passou a tempestade tropical, com ventos de 110 quilómetros por hora.

Em Corpus Christi, destruiu casas e lojas, com o vento a derrubar palmeiras e postes de iluminação e a lançar destroços contra hotéis e outros edifícios, juntamente com as inundações provocadas pelo chuva intensa.

No sábado, o presidente da autarquia de Rockport, Charles Wax, o furacão provocou "devastação generalizada", com algumas escolas, casas e lojas a ficarem "fortemente danificadas ou destruídas".

A cidade costeira, com quase nove mil habitantes, ficou também com estradas alagadas, árvores derrubadas, sinais de trânsito arrancados e barcos revirados.

O que mais preocupa as autoridades são as chuvas que poderão provocar inundações em cidades como Houston, a quarta maior dos Estados Unidos.

Face a este risco, três prisões do sul de Houston foram evacuadas, com 4.500 reclusos a serem transferidos de autocarro para outras prisões, informou o Departamento de Justiça Criminal do Texas.

Oito feridos, 16 inundações e 107 incidentes à passagem do Pakhar em Macau

 

PUB

Tufão Pakhar é o segundo a atingir o território em quatro dias

A Proteção Civil de Macau registou hoje oito feridos ligeiros, 16 inundações e 107 incidentes causados pela passagem do tufão Pakhar, o segundo a atingir o território em quatro dias.

Estes números contrastam com o rasto de destruição deixado pelo Hato, na passada quarta-feira, que causou pelo menos 10 mortos e mais de duas centenas de feridos e danos avultados ainda por avaliar.

Os incidentes registados hoje pelo Centro de Operações de Proteção Civil (COPC) de Macau prendem-se com a queda de objetos que ficaram suspensos devido à ação do Hato, disse o coordenador do COPC, Ma Io Kun, numa conferência de imprensa sobre o balanço dos trabalhos de limpeza e recuperação do território.

Os oito feridos ligeiros, quatro homens e quatro mulheres, foram assistidos já depois de emitido o sinal 8 de tufão.

A tempestade Pakhar "não foi de grande intensidade quando comparada com o Hato", destacou Ma Io Kun, referindo ainda a ocorrência de 16 inundações "sem gravidade", oito em Macau, seis na Taipa e duas em Coloane.

Nove árvores caíram com o Pahkar, por terem ficado fragilizadas com a ação do Hato, acrescentou.

No terminal marítimo do Porto Exterior ficaram retidas 100 pessoas, quando as ligações foram suspensas ao ser içado o sinal 8, disse. As ligações marítimas foram já retomadas.

O Gabinete de Desenvolvimento do Setor Energético indicou que a rede elétrica não sofreu qualquer impacto com o tufão Pakhar.

O sinal 8 de tempestade tropical foi substituído pelo sinal 3 pelas 13:00 (06:00 em Lisboa), quando o Pakhar se localizava a cerca de 150 quilómetros de Macau, movendo-se a uma velocidade de 25 km/h em direção a noroeste.

A escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10, que são emitidos tendo em conta a proximidade da tempestade e a intensidade dos ventos.

O sinal 3 indica que o centro da tempestade tropical movimenta-se de forma a que se façam sentir em Macau ventos entre 41 km/h e 62 km/h com rajadas de cerca de 110 km/h. O sinal 3 vai continuar içado "por mais algum tempo", segundo os Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau.

O aviso de grau amarelo de 'Storm Surge', relativo às inundações costeiras, o mais baixo de uma escala de 3, foi emitido às 09:00 em Macau (02:00 em Lisboa) e cancelado às 15:00 (08:00).

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 27.08.2017

Macron exige a Presidente turco "libertação rápida" de jornalista francês

O Presidente francês, Emanuel Macron, exigiu ao homólogo turco Recep Tayyip Erdogan a "rápida libertação" do jornalista francês Loup Bureau, detido na Turquia desde 26 de julho.

Macron, que dialogou com o Presidente turco pelo telefone, pediu o melhoramento das condições de detenção e a sua rápida libertação e regresso a França,segundo um comunicado do Palácio do Eliseu.

"Os dois presidentes acordaram em prosseguir os contactos, a nível ministerial, para encontrar a melhor solução", adiantou.

O Presidente francês tinha manifestado, em 15 de outubro, ao seu homólogo turco a sua "preocupação" com a situação, tendo esta semana insistido na questão com Erdogan.

Na quinta-feira, um pedido de libertação de Loup Bureau foi rejeitado, revelou a agência France Presse.

A exigência de libertação do jornalista ocorre depois de um juiz turco ter colocado Loup Bureau, de 27 anos, em prisão preventiva em 01 de agosto, por alegadamente pertencer a uma "organização terrorista armada", explicou o advogado Martin Pradel.

Na terça-feira, um evento de solidariedade para com o jornalista realizou-se em Paris, com uma petição a favor da sua libertação que reuniu cerca de 28 mil assinaturas.

Loup Bureau, que colaborou com a TV5 Monde e o site Slate, foi interpelado em 26 de julho na fronteira entre o Irão e a Turquia, tendo na sua posse fotografias de combatentes curdos sírios do YPG, considerado por Ancara como sendo uma organização terrorista.

Coreia do Norte disparou "vários projéteis" não identificados para o mar

 

A Coreia do Norte disparou "vários projéteis" que caíram no mar a cerca de 150 quilómetros da costa leste, anunciou o Ministério da Defesa da Coreia do Sul.

Os disparos, que poderão ser de mísseis, terão sido feitos de instalações militares na província norte-coreana de Gangwon, adiantou o ministério sul-coreano.

Desde a realização de um teste de um míssil balístico intercontinental em julho, o regime de Pyongyang tem ameaçado disparar mísseis contra a ilha de Guam, território dos Estados Unidos no pacífico ocidental.

Mayweather venceu McGregor ao 10º assalto

 

O pugilista norte-americano Floyd Mayweather regressou, este domingo, aos ringues de boxe com uma vitória por "knockout" técnico contra o lutador irlandês de artes marciais mistas Conor McGregor, num dos combates mais aguardados dos últimos tempos.

O combate foi disputado segundo as regras do boxe inglês, em Los Angeles (EUA), e terminou com a vitória de Mayweather ao décimo assalto.

Mayweather tinha anunciado o abandono dos ringues em setembro de 2015, depois de vencer os 49 combates que disputou na carreira, somando hoje o 50.º triunfo.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 27.08.2017

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa felicita João Lourenço

27 de Agosto, 2017

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou ontem o Presidente eleito da República de Angola, João Gonçalves Lourenço, de acordo com os resultados eleitorais provisórios divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

Chefe de Estado português enviou mensagem de felicitação
Fotografia: António Escrivão | Angop

A felicitação vem expressa na página oficial da Presidência da República Portuguesa, através da qual Marcelo Rebelo de Sousa sublinha os laços fraternais que unem os dois países e povos. 
Os resultados definitivos provinciais devem ser divulgados até sete dias e os nacionais até 15 dias. O MPLA continua a liderar a contagem, com 61,05 por cento, contra os 64,57 por cento dos resultados apresentados na quinta-feira. O partido no poder conserva, assim, a maioria qualificada. João Lourenço, candidato do MPLA, é, praticamente, o próximo Presidente da República, sucedendo a José Eduardo dos Santos. 
A UNITA saiu dos 23,17 para os 26,72 por cento e a CASA-CE dos 8,56 para 9,49. O PRS, a FNLA e a APN reduziram as suas percentagens de 1,37; 0,95 e 0,52 para 1,33; 0,91 e 0,50 por cento, respectivamente.
Fruto desses resultados e se a contagem terminasse por aí, o MPLA elegeria 150 deputados (contra os 175 da anterior legislatura), a UNITA 51 (32), a CASA-CE duplicaria a sua representação parlamentar de oito para 16, o PRS teria dois (contra os anteriores três) e a FNLA um (quando teve dois na anterior legislatura). 
A APN, com 0,50 por cento, escapa à extinção por imperativos legais.
Em Luanda, maior praça eleitoral, já estavam escrutinados até ao meio dia de sexta-feira 97 por cento das mesas de voto e o MPLA tinha conseguido 48,20, contra 35,52 e 14,58 da UNITA e da CASA-CE, respectivamente. O partido no poder já tinha assegurado três lugares na Assembleia Nacional, contra dois da UNITA.
O pleito eleitoral foi renhido na província de Cabinda. Quando já estavam escrutinados 99,43 por cento das mesas, o MPLA liderava com 39,75, seguido pela CASA-CE com 29,33 e a UNITA com 28,18. A repartição de deputados seria de dois para o partido no poder, igual número para a coligação liderada por Abel Chivukuvuku e um para a UNITA.

Caracas acusa Washington

27 de Agosto, 2017

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, repudiou na sexta-feira as sanções aprovadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, contra o sistema financeiro venezuelano e que afectam também a companhia petrolífera estatal PDVSA.

 “As medidas ilegais que o Presidente Donald Trump pretendeu tomar nesta sexta-feira contra o povo da Venezuela simplesmente violam a legalidade internacional, a Carta das Nações Unidas e simplesmente ratificam um caminho imperial de agressão contra a Venezuela”, disse Nicolás Maduro num discurso transmitido em directo pela rádio e televisão do país.
A medida, anunciada pela Casa Branca em comunicado, proíbe “negociações em dívida nova e capital emitida pelo Governo da Venezuela e a sua companhia petrolífera estatal”. Também proíbe as “negociações com certos bónus existentes do sector público venezuelano, assim como pagamentos de dividendos ao Governo da Venezuela”.
Nicolás Maduro assegurou que, com a assinatura deste decreto, “pretende-se impor à Venezuela um bloqueio em mecanismos de perseguição económica e financeira para afogar económica e financeiramente” o país, “alvo do ódio, desprezo e racismo da elite que governa os Estados Unidos”.
“Trump deu hoje um golpe financeiro e económico contra o esforço de recuperação da economia venezuelana que todos nós, venezuelanos, fazemos todos os dias com o nosso trabalho e o nosso amor. A única resposta que o nosso povo deve ter é mais trabalho”, prosseguiu. O governante considerou que o Mundo não pode aceitar este tipo de sanções à Venezuela, “pelo desejo e pela força de ser um país nobre, digno, livre e independente” e, por isso, apelou à solidariedade dos povos e governos, especialmente da América Latina e das Caraíbas.
De acordo com Nicolás Maduro, o Governo de Caracas vinha-se preparando para este cenário e reiterou que esta “agressão financeira e económica brutal foi pedida e promovida pela direita venezuelana”.

Apelo à ONU e a Guterres

O ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, afirmou na sede da ONU que as sanções financeiras anunciadas pelos Estados Unidos da América (EUA) são a “pior agressão” ao país “nos últimos 200 anos”.

Forças iraquianas conquistam Tel Afar

27 de Agosto, 2017

Unidades da Polícia federal e do Exército iraquiano, apoiadas pelas milícias pró governamentais Multidão Popular, tomaram ontem o controlo de três bairros estratégicos da cidade iraquiana de Tel Afar, um dos últimos bastiões do grupo terrorista “Estado Islâmico”.

O comandante das Operações Conjuntas, Abdelamir Yaralá, afirmou em comunicado que as forças da Polícia federal e das milícias recuperaram os bairro de Al Qadisiya e Al Rabiaa, no Norte e no Centro da cidade, respectivamente.
Entretanto, tropas do Exército, apoiadas também pela Multidão Popular, assumiram o controlo do bairro de Al Oruba al Zania, no Leste de Tal Afar.
Este novo avanço ocorreu depois de as tropas iraquianas conjuntas, integradas pelo Exército, a Polícia e as milícias, terem conquistado na sexta-feira cinco distritos da cidade e começarem a dominar áreas da zona histórica, onde se encontra a cidadela.
Segundo um mapa divulgado nas últimas horas pelas forças governamentais, os militares controlam actualmente a metade Sul de Tel Afar, excepto o bairro de Al Basatin, onde há ainda confrontos com os terroristas, e avançam por Nordeste e Noroeste.
Na vasta região de Tel Afar, as forças governamentais iraquianas conseguiram recuperar 460 quilómetros quadrados de território, onde existem 22 aglomerados de habitações, desde o início da ofensiva no domingo, de acordo com um balanço das operações divulgado  pelo comando militar.

 

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 20.08.2017

 

Papa Francisco, Hillary e Hezbollah se solidarizam com Barcelona

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/08/2017 22:43:51

Menos de 24 horas após o ataque terrorista com uma van que avançou sobre pedestres na avenida turística Rambla, de Barcelona, deixando 14 mortos, as manifestações de apoio e solidariedade aos espanhóis, bem como de condenação ao terrorismo continuam. Na manhã de ontem (18) manifestaram-se o presidente da França, Emmanuel Macron; o papa Francisco; a ex-secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton; e o grupo xiita libanês Hezbollah.

O presidente francês transmitiu, em comunicado, ao chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, a solidariedade de seu país, após os atentados na Catalunha. Ele disse que seu país está disposto a contribuir “com toda ajuda necessária”.

Segundo comunicado do governo francês, Macron e Rajoy falaram por telefone sobre a situação das vítimas, das “circunstâncias” dos ataques perpetrados em Barcelona e na vizinha Cambrils (Tarragona), e da investigação em curso. As autoridades dos dois países “estão em contato sobre a resposta que deve ser dada ao ocorrido”, diz o governo da França.

O comunicado diz ainda que Macron e Rajoy farão uma nova análise da situação “nas próximas 48 horas” e lembrou que o ministro de Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, viaja hoje a Barcelona para visitar os franceses feridos e expressar também à população e às autoridades espanholas seu apoio.

Em um telegrama enviado ao arcebispo de Barcelona, o cardeal Juan José Omella, o papa Francisco condenou sexta-feira “a violência cega” dos atentados de ontem.

“O papa Francisco deseja expressar a sua mais profunda dor pelas pessoas que perderam a vida em uma ação tão desumana e oferece orações pelo seu eterno descanso”, diz o telegrama assinado, como é habitual, pelo secretário de Estado, Pietro Parolin.

A mensagem continua: “Nestes momentos de tristeza e dor, ele quer enviar também o seu apoio e proximidade aos muitos feridos, às suas famílias e a toda a sociedade catalã e espanhola”.

 

Chanceler russo diz que ameaça de Trump à Venezuela é “inaceitável”

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/08/2017 22:10:27

O Ministro de Assuntos Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, classificou ontem (16) como “inaceitável” a ameaça de intervenção militar norte-americana na Venezuela, feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada.

“Estamos unidos quanto à necessidade de que as diferenças existentes no país [Venezuela] sejam superadas de maneira pacífica, através do diálogo nacional, sem qualquer pressão externa - para não falar do caráter inaceitável da ameaça de intervenção militar nos assuntos internos daquele país”, declarou Lavrov à jornalistas logo após se reunir, em Moscou, com o chanceler boliviano, Fernando Huanacuni Mamani.

Lavrov voltou a defender uma nova “ordem mundial policêntrica, mais justa e estável”. E, sem citar nomes, ele criticou o que qualificou como tentativas de boicote à instauração de novas formas de cooperação internacional.

“Rússia e Bolívia são unânimes ao rechaçar as tentativas de torpedear o processo de estruturação de uma ordem multipolar, bem como a renúncia à cooperação multilateral em prol de medidas unilaterais e ilegítimas, incluindo a intromissão em assuntos internos, inclusive com o emprego de tropas militares”, acrescentou o ministro russo.

Na última sexta-feira (11), Trump disse não descartar uma “opção militar” para tentar solucionar a crise da Venezuela. Nos dias seguintes, o vice-presidente Mike Pence, em viagem pela América Latina, tentou amenizar as declarações de Trump, afirmando que o governo norte-americano quer uma “solução pacífica” para a situação, mas também que “os Estados Unidos não cruzarão os braços enquanto a Venezuela afunda” e, por isso, o governo de seu país analisa “muitas opções”.

Brasil contra

Vários países se manifestaram contrários à declaração de Trump. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro divulgou nota reafirmando que a posição do Mercosul é de “repúdio à violência e qualquer opção que envolva o uso da força” na Venezuela.  

 

 

Conflito na Ucrânia entra no quarto ano com 1,6 milhão de deslocados

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 14/08/2017 18:51:38

A Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), afirmou que o conflito na Ucrânia entra no quarto ano com 1,6 milhão de pessoas deslocadas e em busca de segurança, habitação adequada e acesso a empregos.

Segundo a Acnur, “a segurança continua sendo a principal preocupação para quase 800 mil pessoas que vivem perto da chamada “linha de contato”, em Donetsk e Luhansk, no leste do país. Os combates esporádicos nessa região continuam causando danos à infraestrutura civil gerando novas necessidades humanitárias e criando novos riscos de deslocamento.

Em junho, o Serviço de Guarda de Fronteira da Ucrânia registrou mais de 1,1 milhão de pessoas cruzando a linha divisória na região leste. A agência da ONU está preocupada com as dificuldades dos ucranianos em relação à liberdade de movimento, especialmente no momento em que cruzam a linha de conflito.

Acesso limitado

A Acnur cita longas filas e espera nos postos de segurança, onde as pessoas que estão aguardando têm acesso limitado a serviços básicos como água, banheiros e cuidados de saúde. Segundo a agência, isso acaba cria dificuldades para as pessoas com problemas de mobilidade e necessidades especiais, em particular idosos e mulheres com crianças pequenas.

 

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 20.08.2017

 

Polícia espanhola continua busca por terrorista foragido após atentados

A Polícia Autônoma da Catalunha ("Mossos d'Esquadra") realizaram nesta madrugada várias buscas em dois povoados da região para localizar Younes Abouyaaqoub, um dos terroristas foragidos após os atentados de Barcelona e Cambrils, que causaram 14 mortos. 

Fontes da investigação explicaram à Agência EFE que os "Mossos" montaram uma grande operação na região de Manlleu, nas imediações da localidade de Vic, onde foi encontrada uma das três vans supostamente alugadas pela célula terrorista para cometer atentados.

Aparentemente, Younes, de 22 anos e que morava em outra localidade catalã, Ripoll, frequentava Manlleu, pelo que a operação policial se concentrou nesse município da província de Barcelona e nos arredores, devido à possibilidade de que algum conhecido tenha oferecido refúgio ao terrorista.

A mãe de Younes participou ontem de uma manifestação na praça da Câmara municipal de Ripoll em repulsa aos atentados e pediu a seu filho que se entregue à Polícia, mas disse não acreditar que ele fosse membro da célula terrorista.

Uma prima do foragido, identificada como Fátima Abouyaaqoud, mostrou estar convencida de que foi o ímã da localidade de Ripoll, Abdelbaki es Satty, que manipulou seu parente e os demais jovens da localidade supostamente envolvidos nos atentados e os radicalizou.

Os investigadores revistaram ontem a casa do ímã em Ripoll em busca de indícios sobre os atentados e de provas que permitissem comprovar se o religioso, que está desaparecido, é um dos mortos na casa de Alcanar, província de Tarragona, que explodiu na última quarta-feira (16).

A casa era utilizada pela célula para preparar explosivos e nela foram encontrados restos biológicos de três pessoas, segundo fontes da investigação, além de material utilizado habitualmente pelo terrorismo jihadista.

De forma paralela, os "Mossos" procuram três veículos relacionados com os atentados, segundo informaram à EFE fontes da luta antiterrorista.

Especialistas dizem que suspensão do Mercosul deve piorar economia da Venezuela

 

O agravamento no desabastecimento de produtos, crescimento da violência, desarticulação das burocracias em áreas como segurança pública, saúde e educação. Esse é um possível panorama do que se esperar da Venezuela para as próximas semanas, após a suspensão do país no âmbito do Mercosul. A opinião é do professor do Departamento de História das Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Virgílio Caixeta Arraes. O objetivo do Mercosul é convencer o governo venezuelano a estabelecer negociações com a oposição para saída da crise política que envolve o país, agravada com a convocação de uma assembleia constituinte.

Para ele, do ponto de vista político, a situação agrava mais a estabilidade do mandato do presidente Nicolás Maduro, uma vez que há consenso dos países-membros do Mercosul em aplicar uma nova punição para o país. “A suspensão é uma forma de punição mais severa. Dado que, no final do ano passado, sob justificativa técnica, já se havia suspendido o país, e agora, pouco mais de seis meses depois, uma punição é política”, avalia.

A suspensão aplicada à Venezuela pelo Mercosul no dia 5 de agosto foi tomada com base nas regras do Protocolo de Ushuaia, assinado em 1998. Ela soma-se a outra de natureza jurídica, feita no fim de 2016, devido ao não cumprimento por parte da Venezuela de acordos e tratados firmados no momento de adesão ao bloco. Tal decisão foi tomada com base na Convenção de Viena.

Para o assessor de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília, Creomar de Souza, o resultado prático da medida de suspensão no Mercosul é dar um recado de que os vizinhos estão de olho na situação e que estão estabelecendo as sanções possíveis para que o governo do país restabeleça um diálogo com a oposição. “Em algum sentido, o direcionamento diplomático é muito mais uma tentativa de mostrar respaldo àqueles que tem lutado por forças democráticas dentro da Venezuela do que um recado direto ao governo”, afirma o assessor.

Outra consequência imediata da suspensão do país no bloco é o aumento do fluxo de venezuelanos para os países fronteiriços, um dos quais o próprio Brasil. “O governo brasileiro tem que trabalhar com essa possibilidade e imagina-se que ele já esteja contemplando essa realidade, de maneira que possa oferecer condições mais favoráveis aos governos estaduais para que recepcionem os venezuelanos nesse momento tão dramático, ainda que o Brasil não viva, do ponto de vista econômico, uma situação boa também”, avalia Arraes. 

Sanções econômicas

Para Creomar, a resistência ao diálogo por parte do governo venezuelano pode se desdobrar em sanções econômicas. “Para um país como a Venezuela, que é dependente economicamente de um produto [petróleo], e que já passava por dificuldades de escassez de produtos antes das sanções, o futuro econômico não é bom. A única saída é começar a negociar”, assegura.

Segundo o assessor, a Venezuela está caminhando para uma situação de piora antes da melhora. “Até o presente momento, o governo não tem dado nenhum tipo de sinalização de que ele quer, de fato, estabelecer um diálogo com a oposição. Isso tanto em âmbito político, quanto em âmbito relacional”, afirma.

Essa também é uma visão de Arraes. Para o professor, o que se espera agora é uma saída conciliatória dentro da própria Venezuela. “Não se admite, naturalmente, nenhum tipo de saída violenta ou anticonstitucional também por parte da oposição da Venezuela. Se espera agora que as partes, em função agora da postura do Mercosul, busquem uma conciliação com o objetivo de poupar a sociedade venezuelana, que passa por uma situação dramática”.

O especialista reforça que com a falta de diálogo na Venezuela e a suspensão do país no Mercosul, a população é quem se prejudica mais, à medida que os acordos comerciais, que visam a facilitar a circulação de bens dentro do bloco, ficam suspensos. “Isso dificulta ainda mais a possibilidade de recuperação da economia venezuelana, extremamente dependente do petróleo”, afirma Arraes.

A presença da Venezuela no bloco é, segundo o professor, importante porque faz do Mercosul uma organização energética considerável. “Além disso, dentro das condições de competição da indústria brasileira, a América do Sul é uma área de preferência. Então, à proporção que o bloco se amplia, melhor para a indústria brasileira, que é a mais sofisticada do continente”, conclui.

Adesão da Venezuela

A aproximação da Venezuela com o Mercosul, até sua entrada no bloco, teve início em 2003, durante reunião de cúpula do bloco realizada no Uruguai. Na ocasião, foi assinado o Acordo de Complementação Econômica Mercosul com Colômbia, Equador e Venezuela. Nele foi estabelecido um cronograma para a criação de uma zona de livre comércio entre os Estados signatários e os membros do Mercosul. Em 2004, a Venezuela foi elevada ao status de membro associado. No ano seguinte, o bloco a reconheceu como uma nação associada em processo de adesão, o que na prática significava que a Venezuela tinha voz, mas não voto.

A adesão plena venezuelana encontrou resistência paraguaia. Apenas em 2012, em resposta à destituição sumária de Fernando Lugo da presidência do Paraguai, os presidentes do Mercosul decretaram a suspensão do país até a eleição presidencial seguinte, em 2013. Logo em seguida, os presidentes do bloco reconheceram a adesão plena da Venezuela e diversos acordos comerciais foram firmados.

Chuvas provocam engavetamento de carros na Crimeia (veja vídeo)

As autoridades de Crimeia declararam estado de emergência, em função das inundações e dos danos à infraestrutura do local. Dezenas de carros foram arrastados pela lama e pela água após chuvas torrenciais que caíram na tarde de sexta-feira (18) em Sudak, na península da Crimeia.

Cerca de 50 carros, que estavam estacionados no acostamento foram empilhados pela lama, provocando um engarrafamento de 10 quilômetros na estrada que liga Sudak com a capital da Crimeia, Simferopol.

Os habitantes que tiveram as suas casas danificadas foram encaminhados para um abrigo temporário. Sudak localizada na costa do mar Negro, possui uma população de cerca de 16 mil habitantes, mas recebe milhares de turistas durante os meses de julho e agosto.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 20.08.2017

 

 

MAI confirma: Ataques terroristas motivaram medidas de segurança da Câmara de Lisboa

PUB

A colocação de barreiras de segurança em Lisboa estava em estudo há meses devido aos ataques terroristas que têm ocorrido na Europa através do atropelamento de pessoas, disse hoje à Lusa fonte do Ministério da Administração Interna.

A fonte explicou à Lusa que a colocação de barreiras de segurança/contenção no Chiado, Rua Augusta e Belém, que hoje começou, estava a ser estudada há algum tempo devido ao novo 'modus operandi' de ações terroristas ocorridas na Europa, nomeadamente com veículos a atropelar pessoas em passeios, praças, avenidas ou passeios marítimo muito movimentados.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) explicou que está a proceder ao reforço da instalação de medidas passivas de segurança na via pública, tendo em vista melhorar a proteção em zonas com elevada afluência de pessoas e que se trata de "soluções compatíveis com o acesso rápido para eventuais operações de socorro, em particular por parte de bombeiros e ambulâncias".

A fonte do Ministério referiu que estas barreiras [blocos New Jersey] já são utilizadas em várias cidades europeias, após as ações terroristas de Nice (França), Londres, Berlim ou Estocolmo.

Estas medidas surgem dias depois de a região da Catalunha, Espanha, ter sido alvo de dois ataques terroristas, que fizeram um total de 14 mortos e 135 feridos, com a utilização de viaturas que atropelaram pessoas indiscriminadamente.

A facilidade com que a furgoneta que na quinta-feira percorreu metade das Ramblas, onde entrou desde a Praça da Catalunha, em Barcelona, tem sido apontada como uma falha na segurança por populares e organizações.

Esta questão foi rejeitada pela presidente da Câmara de Barcelona, que defendeu que não seria possível evitar um atentado, porque se houvesse barreiras, os terroristas teriam conseguido entrar por outro lado.

O imã de Ripoll pode ser o cérebro da célula terrorista da Catalunha

1 

PUB

Terroristas planeavam atacar com explosivos no dia em que atropelaram dezenas nas Ramblas. Paradeiro do imã é desconhecido

Não tinha antecedentes de terrorismo, apesar de já ter estado preso. Era reservado, misterioso e não é visto desde o início de junho, precisamente a altura em que os restantes membros da célula terrorista que levou a cabo os ataques na Catalunha recolheu à casa abandonada em Alcanar, no Sul da Catalunha, para preparar os explosivos a usar nos atentados. Abdelbaki Es Satty, o imã de Ripoll, terá cerca de 40 anos e fazia esforços por não se destacar: não se integrou na comunidade muçulmana local, escreve o El País, citando os vizinhos de Ripoll, uma localidade rural com 10 mil habitantes e onde toda a gente se conhece.

Mas, de Es Satty, ninguém sabe muito. Dava aulas de árabe a crianças e nunca, nas suas orações, deixou perceber que fosse próximo do salafismo, o islamismo ultraconservador. Saiu da prisão em 2012, tendo sido detido por infrações à legislação relativa a estrangeiros e imigração. Na cadeia, relacionou-se com alguns dos detidos pelos atentados de 11 de março de 2004, em Madrid.

Conta o El País que, ainda no sábado, os Mossos d'Esquadra fizeram buscas na casa onde se alojara em Ripoll, em busca de provas e ADN. Até ao momento, desconhece-se se o corpo do imã estará entre os escombros da casa de Alcanar, que explodiu na véspera do duplo atentado na Catalunha, e onde a célula terrorista estaria a preparar um ataque mais ambicioso: a polícia removeu do local cerca de 120 bilhas de gás que deveriam ser usadas em "um ou mais" ataques em Barcelona.

Já este domingo, a polícia catalã assumiu que está a investigar o processo de radicalização dos jovens de origem marroquina que, de acordo com as últimas investigações, constituiriam esta célula de 12 elementos. Quatro estão detidos, cinco foram abatidos em Cambrils e desconhece-se o paradeiro de três pessoas, entre as quais Younes Abouyaaqoub, o alegado condutor do veículo que atacou nas Ramblas. Os outros dois elementos - entre os quais estará o imã - poderão estar mortos, na sequência da explosão de Alcanar, mas a polícia ainda não determinou quantas pessoas morreram ao todo naquela ocasião, devido à dificuldade de encontrar vestígios biológicos nos escombros que ficaram.

Em casa do imã, que estava em Ripoll desde 2015, vivia também um marroquino que subalugava um quarto a Es Satty. Disse à polícia que falara com ele pela última vez na terça-feira e que o imã lhe havia dito que estava a pensar regressar a Marrocos, onde tinha deixado vários filhos. Também por várias vezes Abdelbaki Es Satty já deixara Espanha para viajar para a Bélgica - onde nos últimos anos têm sido desmanteladas várias células de radicais - e mostrara recentemente vontade de voltar.

Este domingo, em conferência de imprensa, o chefe da polícia catalã explicou que foi a preparação dos artefactos para realizar os atentados que provocou a explosão em Alcanar, revelando que os 'jihadistas' tinham intenção de atacar em Barcelona com explosivos também na quinta-feira, dia em que acabaram por concretizar o atropelamento nas Ramblas. Josep Lluís Trapero explicou que os atentados das Ramblas e Cambrils terão sido uma resposta espontânea, uma vez frustrado o atentado com explosivos.

O mesmo responsável admitiu que a polícia está a trabalhar sobre a hipótese de a célula ter 12 membros, mas o número poderá ser mais amplo, dado o número de veículos utilizados. Muitos destes automóveis coincidiram durante mais de seis meses na casa de Alcanar, mas nunca levantaram suspeitas.

Trapero revelou ainda que o imã de Ripoll tinha sido investigado em 2011 pela relação com outro homem que estava sob investigação no âmbito dos atentados de 2004 em Madrid, mas não foi detido nem acusado de qualquer delito.

A polícia federal suíça confirmou entretanto ao El País que um dos membros da célula esteve em Zurique no final do ano passado, sem adiantar nomes. Mas, de acordo com o jornal, poderão ter sido dois os terroristas da Catalunha que estiveram em solo helvético, Yousseff Aalla e Mohamed Hichamy. O último foi detido, e o paradeiro de Aalaa é desconhecido - estará provavelmente sob os escombros de Alcanar.

Já em relação ao imã, que poderá ter tido um papel chave no recrutamento dos jovens marroquinos que viviam em Ripoll, só existe uma certeza: há cerca de dois meses e meio que deixara de exercer e não era visto. Assinala o El País que, caso o corpo de Es Satty seja encontrado na casa de Alcanar, poderá ficar explicada a ação dos jovens, que perderam o cérebro da operação na manipulação de explosivos e, sem nada a perder, decidiram fazer-se à estrada com o único propósito de matar.

Irão quer proteger acordo nuclear do "inimigo" norte-americano

 

PUB

Hassan Rohani, presidente do Irão, falou contra Trump num discurso no parlamento iraniano

A prioridade do Irão é proteger o acordo nuclear concluído em 2015 do "inimigo" norte-americano, assegurou hoje o Presidente iraniano, Hassan Rohani, num discurso proferido no parlamento.

"O principal dever do nosso ministro dos Negócios Estrangeiros é defender o acordo nuclear e impedir os Estados Unidos de serem bem-sucedidos" na sua política, declarou Rohani, defendendo o trabalho do chefe da diplomacia, Mohammad Javad Zarif.

"Quem defende o acordo nuclear, resiste perante os inimigos, os Estados Unidos, Israel e alguns pequenos países da região que estão a perturbar" a aplicação do acordo nuclear", acrescentou.

Rohani declarou na semana passada que o Irão poderia abandonar o acordo nuclear se os Estados Unidos do Presidente Donald Trump continuassem a sua política de "sanções e coerções".

Concluído em julho de 2015 entre Teerão e as grandes potências, o acordo nuclear prevê que o Irão limite o seu programa nuclear a fins civis em troca do levantamento gradual das sanções internacionais.

Mas a administração Trump, contrária a este acordo concluído pelo seu antecessor, Barack Obama, impôs uma série de sanções jurídicas e financeiras ao Irão não relacionadas com atividades nucleares, após o lançamento de um foguete.

O Irão afirmou que as novas sanções, bem como a lei aprovada pelo Congresso norte-americano, violam o acordo nuclear.

Se os Estados Unidos "querem regressar a esses métodos, seguramente, num prazo muito curto -- não semanas ou meses, mas dias ou horas -- nós regressaremos à situação [anterior ao acordo] e ficaremos mais fortes", advertiu Rohani.

O parlamento deve votar hoje a confiança nos ministros apresentados pelo Presidente Rohani após vários dias de debates.

 

 

Encontrados destroços de navio dos EUA afundado na II Guerra Mundial

1 

PUB

O afundamento do USS Indianapolis foi a maior perda da Marinha dos EUA: quase 900 pessoas morreram

Investigadores civis anunciaram ter localizado os destroços do USS Indianapolis, o navio cruzador da Segunda Guerra Mundial que desempenhou um importante papel no bombardeamento atómico de Hiroxima, antes de ser torpedeado por um submarino japonês.

O afundamento do Indianapolis continua a ser a maior perda da Marinha dos Estados Unidos no mar, e o destino da sua tripulação -- quase 900 pessoas morreram, atacados por tubarões, e apenas 316 sobreviveram -- foi um dos episódios mais terríveis e fascinantes da guerra no Pacífico.

A equipa de expedição do Navio de Investigação Petrel, propriedade do cofundador da Microsoft Paul Allen, diz ter localizado os restos do Indianapolis no fundo do Pacífico Norte, a mais de 5.500 metros de profundidade, indicou a Marinha norte-americana em comunicado divulgado no sábado.

"Poder homenagear os corajosos homens do USS Indianapolis e as suas famílias através da descoberta de um navio que desempenhou um papel tão significativo para o fim da Segunda Guerra Mundial é verdadeiramente uma honra", disse Allen no comunicado.

O Indianapolis, com 1.196 marinheiros e fuzileiros a bordo, navegava no mar das Filipinas entre Guam e o Golfo de Leyte, quando dois torpedos de um submarino japonês o atingiram, pouco depois da meia-noite de 30 de julho de 1945.

Afundou-se em 12 minutos, matando cerca de 300 tripulantes. Os sobreviventes ficaram na água, a maioria deles apenas com coletes salva-vidas.

Não houve tempo para enviar um sinal de socorro, e quatro dias passaram até que um bombardeiro em patrulha de rotina avistou, por acaso, os sobreviventes na água.

Quando as equipas de resgate chegaram, devido a uma combinação de insolação, desidratação, afogamento e constantes ataques de tubarões, apenas um quarto da tripulação inicial do navio estava viva.

Ao longo dos anos, muitos livros relataram o naufrágio do navio e o seu papel no transporte de componentes fundamentais do que se tornaria a bomba atómica "Little Boy" até à ilha de Tinian, o ponto de partida da missão do bombardeiro Enola Gay a Hiroxima, em agosto de 1945.

Documentários e filmes, o mais recente dos quais "USS Indianapolis: Men of Courage" (2016), protagonizado por Nicolas Cage, têm reconstituído os dias de horror da tripulação nas águas do Pacífico.

O naufrágio do Indianapolis também foi abordado no argumento do êxito de bilheteira de Steven Spielberg "Jaws" ("Tubarão"), com o sobrevivente ficcional Comandante Quint a relatar o terror que viveu até ser salvo.

O comunicado da Marinha norte-americana referiu que uma pista para encontra o Indianapolis surgiu em 2016, quando Richard Hulver, um historiador que trabalha no Comando de História e Património Naval delimitou uma nova área de busca.

A investigação de Hulver identificou uma aeronave de aterragem naval que tinha registado um avistamento do Indianapolis no dia antes do naufrágio.

A equipa de investigação criou uma nova área de buscas, embora esta tivesse ainda uma dimensão considerável: mais de 1500 quilómetros quadrados em alto mar.

De acordo com a Marinha, a equipa de expedição de 13 pessoas do Navio de Investigação Petrel estava a pesquisar o local onde se encontrava o Indianapolis, cumprindo a lei norte-americana segundo a qual um navio de guerra afundado é um túmulo militar que não deve ser profanado.

Os destroços do navio continuam a ser propriedade da Marinha e a sua localização é não só confidencial como também de acesso restrito, sublinhou ainda a Marinha no comunicado.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 20.08.2017

Confirmada segunda vítima mortal portuguesa no atentado de Barcelona

Morreram duas portuguesas no atentado que tirou a vida a 13 pessoas na quarta-feira, nas Ramblas, em Barcelona.

A segunda vítima agora identificada é uma mulher de 20 anos que estava dada como desaparecida.

A notícia foi confirmada pelo primeiro-ministro, este sábado de manhã, que tem estado em contacto com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, que viajou para Barcelona na sequência do ataque.

A jovem agora identificada acompanhava a avó, uma mulher de 74 anos residente em Lisboa, que também morreu no atentado e que foi identificada na sexta-feira.

Os pais da segunda vítima mortal - agora confirmada - foram chamados, na sexta-feira, ao Instituto Forense, para verificarem se a filha se encontrava no conjunto das vítimas mortais, afirmou José Luís Carneiro.

António Costa sublinhou, este sábado, aos jornalistas, que a ameaça terrorista tem de ser levada "muito a serio".

"Queria mais uma vez apresentar condolências à família e sinalizar que isto demonstra bem como a ameaça é de facto uma ameaça global, não só porque pode surgir em todo o sitio como também pode atingir qualquer um. Mesmo não sendo na nossa terra, é também no sítio onde estamos em férias, em turismo, em trabalho", afirmou.

Espanha foi alvo de dois ataques terroristas, na quinta e na sexta-feira, em Barcelona e em Cambrils, Tarragona, que fizeram, ao todo, 14 mortos e 135 feridos.

Milhares de manifestantes contra o racismo em Boston

Milhares de pessoas manifestaram-se este sábado contra o racismo em Boston, num clima de forte tensão nos Estados Unidos, uma semana após a violência em Charlottesville.

Várias associações convocaram esta grande manifestação, depois de um grupo ter anunciado hoje uma concentração na cidade para defender a "liberdade de expressão", evento ao qual prometiam juntar-se conservadores próximos da extrema-direita.

Ao início da tarde, milhares de manifestantes contra o racismo e contra o fascismo deslocavam-se em direção a Boston Common, uma das principais praças da cidade do nordeste dos Estados Unidos, de acordo com a AFP.

A concentração em nome da liberdade de expressão previa reunir apenas centenas de pessoas, segundo a página do Facebook dos organizadores.

A polícia e as autoridades municipais multiplicaram os apelos à calma, depois da violência das manifestações em Charlottesville, no fim de semana passado, que terminaram com a morte de uma mulher de 32 anos, atropelada por um neonazi, e 19 feridos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suscitou indignação, provocando mesmo críticas de destacados políticos republicanos, ao afirmar que em Charlottesville houve violência "dos dois lados", após os confrontos entre manifestantes de extrema-direita e outros manifestantes que denunciavam o racismo.

"Não vamos tolerar qualquer tipo de violência", afirmou o presidente da câmara de Boston, Marty Walsh, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

A polícia tinha um forte dispositivo ao longo do desfile e cerca de 500 polícias foram destacados para separar os manifestantes dos dois lados, se necessário, de acordo com os 'media' locais.

O humorista Jerry Lewis morreu, este domingo, aos 91 anos, na sua casa de Las Vegas. A notícia foi confirmada pelo seu agente à revista Variety.

Nascido em Nova Jérsia, Jerry Lewis era um dos nomes mais importantes do humor norte-americano no século XX, conhecido em grande parte pela parceria com Dean Martin, nos anos 1940 e 1950. Apreciado pelas grandes massas, o "rei da comédia" eram também apreciado pelas elites, tendo recebido a "Legião de Honra" francesa e sido aplaudido pela revista "Cahiers du Cinema", como um visionário, revela o jornal "The Guardian".

O ator participou em filmes que ficaram marcados na história do cinema como "The Bellboy" e "The Nutty Professor". Nos anos 80, participou no filme "O Rei da Comedia", de Scorcese. O último filme em participou, "Max Rose", foi exibido em Cannes

As angariações de fundos anuais dedicadas à distrofia muscular, onde conseguiu angariar mais de dois mil milhões de euros ao longo dos anos, ficam também marcadas como um marco do seu percurso profissional.

Se em palco, Lewis era uma personagem histriónica e bem-disposta, longe do mundo do espetáculo era reconhecidamente um homem impaciente e até mal-disposto, como o próprio admitia.

Três meninas com menos de 10 anos encontradas mortas em casa

Três meninas com idades inferiores a dez anos foram encontradas mortas dentro de casa, sexta-feira de manhã, em Clinton, no estado norte-americano do Maryland.

Segundo as autoridades, os corpos tinham sinais de violência e um suspeito do crime foi já detido. Trata-se de um homem de 25 anos, um familiar das meninas e que mora perto da casa onde a mãe de uma das crianças descobriu o cenário de horror.

Segundo a a polícia do Condado de Prince George, uma das crianças, com seis anos, é irmã do suspeito do crime, Antonio Williams. Outra duas meninas, irmãs com seis e nove anos, são filhas de uma prima da mãe do alegado autor do triplo homicídio.

Na altura em que o crime ocorreu, seria Williams quem estaria responsável pelo bem-estar das crianças.

O "Washington Post" revela ainda que uma quarta criança, com apenas dois anos, foi encontrada viva e sem qualquer ferimento na mesma casa.

Os primeiros elementos dos serviços de socorro e polícia a chegar ao local vão receber acompanhamento psicológico, para ajudar a lidar com a cena de violência encontrada na casa.

"Esta é um dos cenários de crime mais difíceis que os nossos agentes encontram", disse ao jornal norte-americano Jennifer Donelan, porta-voz da polícia do Condado de Prince George.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 20.08.2017

 

Voto de confiança no candidato

Adalberto Ceita e Josina de Carvalho |

20 de Agosto, 2017

O presidente José Eduardo dos Santos, pediu ontem aos eleitores, em Luanda, confiança no candidato do seu partido a Presidente da República nas eleições gerais desta quarta-feira.

Presidente no último grande comício de campanha de João Lourenço
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

“Ele, o nosso candidato, será eleito o próximo Presidente da República de Angola”, afirmou o presidente do MPLA, várias vezes aclamado pelos milhares de militantes, amigos e simpatizantes que encheram uma zona descampada no distrito urbano de Camama, na última actividade política de massas do partido para as eleições gerais que se aproximam.
José Eduardo dos Santos reafirmou, no comício, o seu apoio pessoal à candidatura de João Lourenço, actual vice-presidente do MPLA, a Presidente da República de Angola.  
“Não tenho dúvidas de que o MPLA vai ganhar as eleições”, afirmou José Eduardo dos Santos, que manifestou igualmente a sua confiança na vitória de João Lourenço, o candidatado do seu partido, nas eleições do dia 23 deste mês. Ovacionado por mais de 300 mil pessoas que se deslocaram ao Camama, o  líder do MPLA apelou aos militantes, amigos e simpatizantes do partido a  comparecerem todos nesta quarta-feira nas assembleias de voto com os seus cartões de eleitor para votar no seu partido.  José Eduardo dos Santos alertou os militantes “a votarem correctamente e a não se enganarem na hora do cumprimento deste dever de cidadania, porque o voto de cada um é importante para a vitória do partido”. 
João Lourenço, após a intervenção do Presidente do MPLA, prometeu fazer tudo, em conjunto com o candidato do partido a Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, para merecer a confiança de José Eduardo dos Santos, dos eleitores e dos cidadãos em geral, e para não defraudar a “grande expectativa” criada para a resolução dos principais problemas sociais. “Iremos ao encontro destas expectativas e acredito que não desapontaremos”, assegurou o candidato do MPLA a Chefe de Estado, admitindo ser uma grande responsabilidade que lhe está a ser colocada sobre os ombros.
O vice-presidente do MPLA agradeceu a aposta e confiança depositadas pelo presidente do partido  em si e na sua geração de políticos, “forjados na luta, mas comprometidos com a defesa dos valores mais nobres consagrados na Constituição, como a democracia, os direitos e liberdades fundamentais do cidadão”, para dar continuidade a obra que vai permitir o desenvolvimento económico e social do país e o bem-estar dos angolanos. “Acreditamos que mais uma vez a vossa aposta foi acertada, como o voto popular afirmará no dia 23 de Agosto”, disse, em resposta ao Presidente do MPLA, a quem também agradeceu pela confiança depositada em si em 1983, com 29 anos, quando o indicou para governar as províncias do Moxico e Benguela, assim como chefe da direcção política das FAPLA, secretário-geral do partido e, mais recentemente, como vice-presidente. 
Para João Lourenço, a presença em massa dos militantes no último acto político de massa, dois dias antes do fim da campanha eleitoral, representou o reconhecimento de todos ao presidente do MPLA, por ter sabido manter intacta a soberania nacional ao longo dos anos, quando muito pensavam ser impossível enfrentar todas as invasões militares externas e as vergonhosas ingerências políticas que lamentavelmente perduram até aos dias de hoje, mas que serão neutralizadas.
O dirigente afirmou que os militantes reconhecem os esforços do presidente do MPLA e da República no alcance da paz e estabilidade há 15 anos consecutivos, constituíndo o maior bem que o país conhece desde 1975, assim como pelo lançamento das bases da reconstrução nacional e da diversificação da economia, e pela forma “sábia e segura” como está a conduzir o processo de transição política, sem romper com o passado, nem com o presente, mas vislumbrando a construção de um futuro melhor. Durante o comício, o primeiro secretário do comité provincial do MPLA, Higino Carneiro, interveio igualmente para apelar ao voto no partido e recordar a forma correcta destes exercerem o seu dever cívico, particularmente aos que votam pela primeira vez.   

Soluções para Luanda

O candidato do MPLA a Presidente da República afirmou que as autarquias são a solução para resolver os problemas de Luanda e de outras províncias e  que vai ser a aposta do seu Governo, caso vença as eleições. João Lourenço, que discursou para milhares de pessoas, na presença do Presidente José Eduardo dos Santos, referiu que a implementação do poder local vai também tornar real o sonho de muitos angolanos, particularmente os jovens em termos de oferta de empregos.
Para o candidato do MPLA ao Palácio da Cidade Alta, o problema da cidade de Luanda pode ser resolvido, no próximo mandato, com a instituição do poder local, minimizando  a ideia do excesso de população e na coabitação entre o poder central e provincial. O político manifestou confiança de que as autarquias vão resolver um conjunto de problemas de difícil solução no actual modelo de governação na província de Luanda. Com o poder autárquico, disse João Lourenço, as câmaras municipais vão dar mais emprego e resolver com maior facilidade, por exemplo, os problemas de oferta de energia eléctrica e água potável para a população. 
Para o candidato do MPLA, estes e outros problemas vão encontrar melhor solução se a opção recair na implementação de facto do poder local, não só em Luanda, mas também em algumas cidades a eleger, e de forma paulatina estender a experiência para o resto do país, porque vai ainda contribuir para combater as assimetrias regionais.
“Se os municípios das províncias do Moxico, Lunda-Norte, Lunda- Sul e Cuando Cubango forem governados por um poder eleito, acreditamos que vamos contribuir desta forma para combater as assimetrias regionais de que o nosso país ainda padece”, exemplificou. Bastante ovacionado pelos presentes, o cabeça-de-lista do MPLA acrescentou que o poder local há-de garantir uma maior inserção política e económica dos cidadãos, por forma a resolver os problemas diários do município sem que haja necessidade de lá sair. “Problemas como educação a nível de base, saúde, recolha e tratamento do lixo, saneamento básico dos centros populacionais vão encontrar solução primeiro no município”, disse.
O comício de ontem, no Distrito Urbano de Camama, marcou o encerramento dos actos políticos de massas do MPLA, no quadro da campanha eleitoral. João Lourenço agradeceu o “banho de multidão” que assistiu nas 18 províncias, desde o início da sua caminhada rumo às eleições gerais. Reconheceu que o gesto é a prova do engajamento dos militantes e cidadãos em geral, porque o MPLA soube manter ao longo dos anos, intacta a soberania do país.
 “Temos a certeza que vamos ter um bom resultado e atingir a maioria qualificada de mais de dois terços. A trajectória que fizemos de Fevereiro até a presente data dá-nos esta garantia”, realçou João Lourenço, mencionando que “alguns laboratórios políticos”, pelo mundo vaticinavam uma derrota para o MPLA.  O candidato do MPLA apontou como razões evocadas nos vaticínios,  o momento menos bom da economia do país e um novo candidato como cabeça-de-lista, tendo de seguida afirmado que “o povo veio a rua e contrariou as contas dos laboratórios”.
Diante de uma multidão entusiasta, manifestou-se convicto de que no dia 23 só vai dar João Lourenço e MPLA, acrescentando que o povo “sabe que só o MPLA pode garantir a continuidade de uma Angola em paz, livre, democrática, e que luta de facto pela unidade nacional, combate contra o racismo, tribalismo e outros comportamentos nocivos à sociedade, e tem no seu programa políticas realísticas”. João Lourenço comprometeu-se a prosseguir o legado dos Presidentes Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos. “Assumimos aqui perante o camarada Presidente José Eduardo dos Santos, aos eleitores e povo de Cabinda ao Cunene, que vamos dar continuidade ao trabalho iniciado por Agostinho Neto, no passado, e no presente por José Eduardo dos Santos. Com a vossa força e voto, vamos construir um futuro melhor”.

Coreia do Norte indica o quadro do seu programa de armas nucleares

20 de Agosto, 2017

A Coreia do Norte disse no sábado que o seu programa nuclear tem como único alvo dissuadir os Estados Unidos da América (EUA) de realizar um ataque atómico sobre o seu território e que não representa uma ameaça para os demais países, desde que não apoiem uma acção militar do Governo de Washington.

Um editorial do principal jornal estatal norte-coreano, o “Rodong Sinmun”, afirma que a decisão de desenvolver o programa nuclear não pretende ameaçar o Mundo, mas controlar as acções de Washington destinadas a iniciar uma guerra nuclear.
“Os Estados Unidos exageraram dizendo que representamos uma grave ameaça para todoo planeta (...), mas não iniciaremos ou ameaçaremos realizar um ataque nuclear contra outros países do Mundo, a menos que participem em acções militares contra a Coreia do Norte”, refere o texto. Nesse sentido, o jornal envia uma mensagem de advertência.

Exército no reduto jihadista

20 de Agosto, 2017

As forças iraquianas iniciaram hoje uma grande ofensiva para recuperar o controlo de Tal Afar, último reduto do grupo “Estado Islâmico” (“EI”) na província de Nínive, Oeste do país, anunciou o primeiro-ministro Haider al-Abadi.Em declaração à televisão, Haider al-Abadi, que estava vestido com uniforme militar, anunciou “o começo da operação de libertação de Tal Afar”.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 13.08.2017

 

Assembleia Constituinte da Venezuela ratifica Maduro como presidente

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/08/2017 22:33:19

A Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela confirmou quinta-feira o presidente do país, Nicolás Maduro, como chefe de Estado, de governo e como comandante em chefe da Força Armada Nacional Bolivariana, horas depois de ele se colocar à disposição do órgão. A informação é da Agência EFE.

A decisão de ratificar Maduro como presidente foi tomada por unanimidade e apresentada, durante sessão especial, pelo deputado constituinte Aristóbulo Istúriz.

O documento assinado diz que Maduro “cumpriu cabalmente todos os seus deveres e obrigações constitucionais” e que, além disso, é “suporte fundamental” para as decisões da Constituinte e “uma garantia para o atual processo democrático de transformação integral” do país.

A Assembleia Nacional Constituinte fez sua terceira sessão plenária com uma convocação especial que contou com a presença de Maduro, a quem foi entregue um acordo em apoio aos ataques “imperialistas”.

Durante a sessão no Palácio Legislativo, Maduro fez um discurso de aproximadamente três horas e entregou seu projeto de Constituição que, segundo ele, é o mesmo do presidente Hugo Chávez.

Com atribuições quase ilimitadas, a Constituinte foi eleita no dia 30 de julho e tem mais de 500 integrantes, todos eles vinculados ao governo e que se ocuparão de refundar o Estado.

 

 

Governo dos EUA tranquiliza população quanto a ameaças nucleares

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/08/2017 19:22:29

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, disse ontem (9) que “os americanos pode dormir tranquilos”, ao minimizar importância das ameaças nucleares trocadas por Washington e Pyongyang.  A informação é da EFE.

Em declarações realizadas durante sua viagem da Tailândia até a base naval americana em Guam, no Oceano Pacífico, Tillerson afirmou que a população dos EUA não deveria se preocupar após o presidente Donald Trump ameaçar a Coreia do Norte com “fogo e fúria”.

Segundo ele, Trump estava tentando enviar uma “forte mensagem” ao líder norte-coreano, Kim Jong-un, pois o ditador “não parece entender a linguagem diplomática. Mas, nada do que eu vi ou saiba indica que a situação tenha mudado drasticamente nas últimas 24 horas”.

O secretário de Estado não encarou as declarações de Trump como uma ameaça de ataque preventivo contra a Coreia do Norte e opinou que o presidente “reafirmou que temos a capacidade de nos defender e defender os nossos aliados, e assim o faremos”.

A ameaça de Trump, que hoje lembrou que o poderio nuclear americano é “agora mais poderoso e forte do que nunca”, se deu justamente após a imprensa americana revelar que a inteligência dos EUA acredita que Pyongyang já é capaz de instalar uma ogiva nuclear em um míssil balístico intercontinental.

O teor das declarações sobre “fogo e fúria” por parte de Trump, discurso mais habitual por parte de Pyongyang do que de Washington, levou o regime norte-coreano a ameaçar os EUA com um ataque contra a base naval de Guam, com um míssil de médio alcance Hwansong-12.

A inteligência americana calcula que a Coreia do Norte dispõe de 60 armas nucleares, número acima de estimativas anteriores.

 

 

Tillerson diz que Russia e EUA podem aliviar tensões

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/08/2017 18:57:49

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, demonstrou ontem (7) uma visão otimista com relação às tensões entre os governos da Rússia e Estados Unidos.

Direto de Manila, capital das Filipinas, Tillerson disse acreditar na possibilidade de que Washington e Moscou reencontrem o caminho para o diálogo, ao invés do rompimento de relações. Ele ontem esteve com o chanceler russo, Sergei Lavrov, em reunião paralela ao encontro anual da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Tillerson afirmou que os dois países podem aliviar as tensões e que não seria inteligente ou “útil” que rompessem laços por suspeita de interferência russa na eleição dos Estados Unidos.

“Precisamos encontrar lugares onde seja possível trabalhar juntos. Sobre nossas diferenças, vamos encontrar maneiras de lidar com elas”, disse, em conversa com jornalistas em Manila.

Na semana passada o presidente Donald Trump assinou as sanções aprovadas pelo Congresso contra a Rússia. O texto puniu o país devido às suspeitas de interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, nos Estados Unidos, e pela anexação da Crimeia ao território russo, em 2014 (anteriormente parte da Ucrânia) e, ainda, pelo apoio governo Putin ao presidente Bashar Al-Assad na Síria.

 

 jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 13.08.2017

 

 

Irã teria transportado seus armamentos à Rússia contrariando resolução da ONU

O Irã, violando a resolução do Conselho de Segurança da ONU, teria transportado componentes de armamentos ofensivos pesados ao território russo através da Síria para receber assistência técnica, afirma o jornal alemão Welt am Sonntag citando fontes anônimas em "serviços de inteligência ocidentais".

Segundo o artigo, em junho, aviões iranianos teriam supostamente aterrissado por duas vezes na base aérea síria de Hmeymim, para onde foi levada uma carga militar destinada à Rússia. O artigo não menciona, no entanto, quais eram os armamentos.

Em seguida, a carga teria sido levada para o porto sírio de Tartus e depois carregado no navio de transporte russo Sparta-3 e levada para a cidade de Novorossiysk, no sul da Rússia.

Como prova, o jornal publicou uma imagem de satélite, indicando que esta mostra alegadamente um Boeing iraniano na base de Hmeymim, sem mencionar a origem exata da imagem.

Estas ações, de acordo com as fontes citadas pelo Welt am Sonntag, violam a resolução 2231 do Conselho de segurança da ONU, baseada no Plano de Ação Conjunto Global para o programa nuclear iraniano.

Segundo os artigos da resolução, ao Conselho de Segurança cabe decidir permitir ou não fornecimentos de armas ao Irã, tais como tanques, veículos blindados, aviões e helicópteros de combate, entre outros, assim como fornecer peças para tais armamentos e prestar serviços ligados a estes.

Um senador russo comentou a matéria do jornal alemão, afirmando que o Irã não precisa de enviar seu equipamento militar à Rússia para receber assistência, pois tem seu próprio pessoal, treinado por especialistas russos.

"A Rússia forneceu ao Irã grande quantidade de equipamento militar que precisa de manutenção técnica. Além disso, a Rússia treinou especialistas iranianos que podem cumprir este tipo de trabalho", disse o vice-presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Senado russo, Frants Klintsevich.

De acordo com o senador, os treinamentos foram realizados em plena conformidade com as normas internacionais e sem as violar.

Por sua vez, o especialista em armamento Igor Korotchenko acredita que as afirmações da mídia não correspondem à verdade, tendo por objetivo denegrir as ações da Rússia destinadas a estabilizar a situação na Síria.

.

Rússia prepara primeiro grupo de mulheres pilotos militares

 

Pela primeira vez na sua história, a escola de aviação russa de Krasnodar receberá estudantes mulheres para as treinar como pilotos militares, disse o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu.

"Há muitas meninas e jovens mulheres que gostariam ser pilotos militares. Recebemos centenas de cartas delas, então decidimos este ano que o primeiro grupo de meninas poderá se inscrever na Escola de Aviação Militar de Krasnodar", afirmou o ministro.

"O grupo não será grande, de apenas 15 estudantes, mas tomando em conta o número de pedidos de inscrição recebidas, simplesmente não pudemos ignorar estes pedidos", disse Sergei Shoigu.

No atual exército russo servem cerca de 45.000 militares femininos contratados, que cumprem seu dever militar juntamente com os homens. O número total das jovens ligadas ao exército russo supera 326.000, aumentando anualmente.

Durante a Segunda Guerra Mundial, aproximadamente 600.000 pilotos femininos combateram contra a Alemanha nazista e mais de 90.000 delas foram condecoradas com o título militar de Herói da União Soviética. Nos círculos militares, essas mulheres eram conhecidas como "Bruxas da Noite", pois aterrorizavam as tropas alemãs desligando os motores dos aviões, se aproximando silenciosamente do inimigo e largando suas bombas no meio da noite.

No entanto, hoje em dia, o número de mulheres trabalhando como pilotos, especialmente pilotos militares, continua sendo muito baixo. Esta tendência é uma realidade tanto na Rússia, como em quase todos os países do mundo.

A comunidade de pilotos militares femininos se mantém muito pequena, apesar de os treinamentos de aviação para mulheres terem sido oficialmente permitidos nos EUA, no Reino Unido e em outros países nas últimas décadas.

Reino Unido queria lucrar com invasão do Kuwait pelo Iraque, diz jornal

O governo britânico considerou a invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990 como uma "oportunidade sem precedentes" para vender armas aos países do golfo Pérsico, comunica o jornal Guardian, citando documentos desclassificados do Arquivo Nacional.

Segundo o jornal, entre os documentos revelados se encontram relatórios confidenciais sobre as viagens aos países do Golfo de Alan Clarke, então ministro de Aprovisionamento da Defesa, destinados a Margaret Thatcher. "O governo estava tentando tirar vantagem. A guerra era um estimulo à venda de armas aos países da região e ajudou a estabelecer relações sólidas que continuam existindo até hoje", ressalta a edição.

Na carta de Clarke, marcada como "secreta" e escrita em 9 de agosto de 1990, o ministro descreveu a resposta esperada dos EUA e seus aliados à invasão no Kuwait como uma "possibilidade sem precedentes" para a Organização de Serviços de Exportação de Defesa (DESO). "Qualquer que seja a política de intervenção que apliquemos, é uma oportunidade sem precedentes para a DESO", escreveu Clarke.

Na outra carta ele apontou: "Eu fiz uma lista das perspectivas atuais quanto a vendas de equipamentos de defesa no início da crise. Agora estas devem ser promovidas e deve ser aumentado seu volume".

De acordo com a edição, os documentos também provam que Clarke aproveitou os encontros com o emir do Qatar e o ministro da Defesa do Bahrein para promover as exportações de armas. Em outros relatórios, ele nomeou os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito e Jordânia como compradores potenciais.

Entre as possíveis encomendas havia o fornecimento de helicópteros do tipo Westland Black Hawk aos EAU num valor total de 325 milhões de libras. O Omã expressou seu interesse na compra de veículos militares Warrior para ações militares no deserto, no total de 55 milhões de libras, e também na compra te tanques Challenger II. O Bahrein tencionava comprar caças Hawk e a Arábia Saudita tinha interesse em comprar sete navios hovercraft.

Clarke acreditava também que a partilha de informações de inteligência com os países do golfo Pérsico pouco antes da guerra de 1990 seria uma ferramenta de mercado útil para a indústria de armamento. O jornal acrescenta que o ministro tinha um plano para organizar visitas semanais de altos funcionários britânicos da inteligência aos países do Golfo para lhes entregarem relatórios "supersecretos". Clarke pensava que essas visitas "permitirão fornecer uma entrada impressionante para os representantes da DESO quando for mais apropriado".

Diretor da CIA exclui possibilidade de guerra nuclear iminente

O diretor da CIA, Mike Pompeo, declarou neste domingo (13) que, a partir dos dados de inteligência disponíveis, a probabilidade de uma guerra nuclear iminente pode ser excluída.

"Eu não vi nenhum dado de inteligência que mostre que estaríamos à beira de uma guerra nuclear", disse ele em entrevista à Fox News.

Pompeo disse que a administração do presidente dos EUA ainda vê a Coreia do Norte como uma ameaça, observando que "os Estados Unidos não vão mais tolerar como antes" a situação com a Coreia do Norte.

No início de agosto, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma nova resolução sobre a Coreia do Norte, endurecendo as sanções contra o país. De acordo com estimativas dos EUA, a plena implementação dessas restrições irá reduzir em um terço os ganhos anuais de câmbio de Pyongyang.

Trump emitiu uma nova ameaça contra a Coreia do Norte na sexta-feira, dizendo que os militares dos EUA estavam "trancados e carregados". Anteriormente, o presidente norte-americano havia declarado que a Coreia do Norte iria receber "fogo e fúria" em casos de novas ameaças de Pyongyang.

A Coreia do Norte, por sua vez, acusou os EUA de levar a Península Coreana à beira da guerra nuclear, deixando as potências mundiais alarmadas com a escalada da tensão. 

Exército dos EUA mata líder do Estado Islâmico no Afeganistão

Abdul Rahman era chefe do grupo terrorista no país

Agência ANSA

 

Adbul Rahman, um dos líderes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Afeganistão, foi morto após um ataque aéreo realizado pelo Exército dos Estados Unidos no último dia 10 de agosto, informou as Forças Militares norte-americanas neste domingo (13).

De acordo com o comandante John Nicholson, Rahman era chefe do EI-Khorasan, nome do grupo extremista na província de Kunar, no nordeste do país. Além dele, outros três líderes terroristas foram abatidos no ataque no distrito de Darah-Ye Pach "A morte de Abdul Rahman traz mais um golpe para a alta liderança do grupo", afirmou o general.

No último dia 11 de julho, a Força Aérea norte-americana atacou o quartel do EI-Khorasan na mesma região, e matou o então chefe do grupo, Abu Sayed.

Expocannabis Uruguay 2017 vai debater venda de maconha em farmácias

Jornal do Brasil

 

Em um intenso 2017, o Uruguai dá grandes passos na implementação da lei que regula e controla a cannabis e se prepara para uma grande Expocannabis Uruguay 2017. 

No dia 19 de julho, o Uruguai abriu a terceira via de acesso ao cannabis legal, estipulada na lei 19.172: a venda nas farmácias. O auto cultivo e os clubes de associações – as outras duas vias de acesso – já funcionavam segundo o esperado desde 2014, com 6.948 e 63 registros, respectivamente.

Venda de Cannabis. Os uruguaios e estrangeiros residentes, aptos para comprar cannabis nas farmácias são no momento 4.959, um número que cresce diariamente.

O Uruguai é modelo para países que buscam atualizar e melhorar suas políticas de drogas. Esta iniciativa coloca o país na mira de milhares de jornalistas e meios de comunicação nacionais e estrangeiros. Por isso, a Expocannabis Uruguay 2017 será a oportunidade para viver in loco a experiência uruguaia e participar de debates e mesas redondas sobre o tema. Profissionais, ativistas, empresários, acadêmicos e especialistas da área compartilharão 3 dias de intercâmbios, análises, conhecimentos e debates sobre avanços da indústria e do mercado. 

O evento. Acontecerá em Montevidéu nos dias 8, 9 e 10 de dezembro de 2017. Trata-se da plataforma de informação e articulação sobre cannabis mais importante da região. Tem como objetivo a desmitificação do cannabis e a desestigmatização de seus usuários. A cada edição, o evento coloca o foco em diferentes aspectos da planta para ampliar o espectro de seus usos e mostrar as potencialidades medicinais e industriais.

Reúne milhares de pessoas interessadas em saber mais sobre a cannabis: ativistas, cientistas, acadêmicos, empresários, organizações estatais e ONGs. Tem crescido ano a ano, se posicionando como uma referência na região, com grande apelo em todo o mundo. É o único evento do setor apoiado pelo Estado graças a qualidade da informação e ao seu papel central como criador de um espaço de articulação para o desenvolvimento de uma nova indústria.

Inclui um ciclo de conferências com especialistas de todo o mundo, oficinas práticas, um Laboratório de Cannabis e um Consultório de Orientação em Cannabis Medicinal . Ao mesmo tempo, um espaço com mais de 60 stands nacionais e internacionais e um vasto cronograma de propostas artísticas e musicais.

O cronograma completo de atividades será conhecido em breve na página do evento www.expocannabis.uy e através das redes sociais Twitter, Facebook e Instagram. As entradas já estão a venda via web a US$ 8 por dia, ou US$ 21 pelos três dias.

Para mais detalhes sobre a experiência uruguaia e do evento, assim como a obtenção de credenciais, comunique-se pelo endereço Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 13.08.2017

 

Medalha de Ouro e recorde do mundo para Inês Henriques na marcha

 

PUB

A atleta do CN Rio Maior, de 37 anos, fez os 50 km em 4:05.56 horas, pulverizando o seu recorde mundial

A portuguesa Inês Henriques conquistou hoje a medalha de ouro nos 50 quilómetros marcha dos Mundiais de atletismo, que decorrem em Londres, juntando ao troféu o novo recorde do mundo, que já lhe pertencia.

A atleta do CN Rio Maior, de 37 anos, foi cronometrada em 4:05.56 horas, pulverizando o seu recorde mundial, que estava fixado nas 4:08.25 horas e datava de 15 de janeiro de 2017, em Porto de Mós.

Até chegar a Londres, Inês Henriques tinha no currículo três participações olímpicas, a última das quais no Rio2016, onde alcançou o 12.º posto nos 20 km marcha. A atleta conta ainda um sétimo posto nos Mundiais de 2007 e um nono nos Europeus de 2010, sempre na distância dos 20 km.

O pódio nos Mundiais de Londres foi completado com duas atletas chinesas: Hang Yin, prata, com 4:08.58, e Shuqing Yang, bronze, com 4:20.49.

 

Marcha de extrema direita em Charlottesville fez três mortos

PUB

Uma das vítimas mortais foi atropelada intencionalmente já tinham os protestos terminado

Pelo menos três pessoas morreram sábado no âmbito de um encontro de grupos de extrema direita em Charlottesville, no estado norte-americano de Virgínia, segundo fontes oficiais.

"Temos pessoas que vieram para aqui provocar confusão, caos e desordem, o que causou três mortes", disse Maurice Jones, o presidente da Câmara de Charlottesville, numa conferência de imprensa.

Uma pessoa morreu quando um carro atingiu um grupo de pessoas que, segundo testemunhas, se manifestavam contra o encontro de extrema direita.

A vítima, uma mulher de 32 anos, atravessava a rua quando o veículo chocou contra a multidão, disse o chefe da polícia de Charlottesville, Al Thomas. Algumas dezenas de pessoas (os números são contraditórios e oscilam entre duas dezenas e 35) ficaram feridas.

Os outros dois mortos foram o piloto e o passageiro de um helicóptero que se despenhou nos arredores de Charlottesville, disse o governador do estado, Terry McAuliffe.

A polícia ligou o acidente com o helicóptero com a manifestação de extrema direita, embora ainda não tenha fornecido mais detalhes.

A marcha, caracterizada por confrontos, foi convocada para protestar contra a decisão de remover do parque da cidade a estátua do general Robert E. Lee, que comandou o exército de Virgínia do Norte durante a guerra civil americana e foi um opositor do direito de voto dos antigos escravos.

O governador da Virginia declarou o estado de emergência em resposta a este protesto e, através da sua conta na rede social Twitter, disse que tomou tal decisão para "ajudar o Estado a responder à violência" na marcha de Charlottesville, a cerca de 160 quilómetros de Washington.

Já na sexta-feira à noite tinha havido confrontos quando centenas de brancos nacionalistas marcharam no 'campus' da Universidade da Virginia com tochas.

China pede a Trump para travar escalada com Pyongyang

PUB

Casa Branca mantém "medidas militares" como opção para resolver a crise. EUA e Coreia do Sul prosseguem exercícios conjuntos.

O presidente chinês, Xi Jinping, manteve ontem uma conversa telefónica com Donald Trump sobre a crise com a Coreia do Norte, naquilo que foi descrito em Pequim e em Washington, ainda que por diferentes palavras, como uma tentativa de manter aberto "o caminho do diálogo, das negociações e de um acordo político", isto segundo as autoridades chinesas, e de o regime de Pyongyang pôr termo "à escalada do seu comportamento provocatório", segundo a Casa Branca. Na conversa entre os dois dirigentes, ainda segundo Pequim, Xi terá feito notar a importância de "todas as partes envolvidas exercerem o máximo de contenção" nas suas declarações.

A China é o principal aliado da Coreia do Norte e destino de mais de 90% do comércio externo desta, tendo votado favoravelmente as mais recentes sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovadas por unanimidade na passada semana. Estas penalizam a economia de Pyongyang num valor equivalente a um terço do valor total das suas exportações, mas Pequim tornou claro que não aceitaria o descalabro económico do regime norte-coreano nem as tentativas de Trump de ligar uma solução do problema ao défice comercial dos EUA com a China.

Num outro contacto telefónico, Trump falou com Emmanuel Macron, tendo os dois presidentes discutido a questão da Coreia do Norte. No comunicado sobre esta conversa, a Casa Branca indica que os "EUA e os seus aliados têm pronta uma séria de medidas diplomáticas, económicas e militares" para enfrentar a situação. Por seu lado, o Eliseu indicou que Macron deu conta da sua preocupação com "a crescente ameaça balística e nuclear" norte-coreana.

O contacto entre os presidentes da China e dos Estados Unidos não parece ter tido efeitos imediatos na tensão que continuava ontem bem patente nas declarações de Trump e do regime de Pyongyang, assim como nos desenvolvimentos verificados quer na Coreia do Sul quer no Japão. Neste último país, as forças armadas deslocaram baterias de mísseis antimíssil Patriot para as áreas - as prefeituras de Shimane, Hiroxima e Kochi - sobre as quais deverão passar os mísseis norte-coreanos apontados às águas em torno da ilha de Guam, a antecipar o anunciado disparo destes, que poderá suceder nos próximos dias.

Na Coreia do Sul, apesar de a presidência ter divulgado uma nota a saudar o contacto telefónico entre Xi e Trump, classificando-o como um "catalisador que conduza a presente situação para uma nova dimensão", foi confirmado o aumento do nível de prontidão das forças armadas e também a realização de manobras conjuntas com os EUA, que estão marcadas para a próxima semana. Na sua propaganda, Pyongyang define-as como uma provocação e um "ato de agressão".

Na semana ora terminada, Pequim e Moscovo apresentaram um plano prevendo precisamente uma moratória nos exercícios conjuntos da Coreia do Sul e dos EUA em troca da suspensão dos disparos de mísseis norte-coreanos. Nem Washington, nem Seul, nem Pyongyang aceitaram o plano.

Compra de alimentos

Outro sinal da tensão regional é que tem havido nos últimos dias uma corrida à compra de alimentos e refeições prontas em Seul e noutras cidades da Coreia do Sul. Sintoma de que os sul-coreanos estão na expectativa de se verem confrontados com situações de emergência. As autoridades de Seul anunciaram também a realização generalizada de exercícios de defesa e proteção civil para dia 23.

Ainda na Coreia do Sul, noutro plano, o dirigente da principal força da oposição, o Partido da Liberdade, Hong Joon-pyo, advogou ontem a recolocação no país de forças nucleares táticas dos EUA, isto é, obuses para artilharia e bombas para aviões. Entre os anos 1960 e o início dos anos 1990, algumas centenas destas armas encontravam-se presentes no território sul-coreano, como fator de dissuasão, tendo a sua retirada sido decidida em outubro de 1991 durante a presidência de George Bush, o pai de George W. Bush. O argumento na época é que, com a retirada destas armas, EUA, Coreia do Sul e Japão tinham um argumento suplementar para pressionar a Coreia do Norte a pôr fim ao seu programa nuclear. O que não veio a suceder.

No que respeita a declarações, na noite de sexta para sábado (hora portuguesa), Trump esteve ao telefone com o governador de Guam, Eddie Calvo, declarando posteriormente que os residentes na ilha podem "sentir-se absolutamente seguros" e se "alguma coisa suceder (...), a Coreia do Norte vai ter grandes, grandes problemas". O presidente americano afirmou ainda que se o regime de Pyongyang continuar a política de ameaças aos EUA e seus aliados, "vai lamentá-lo, e vai lamentá-lo muito rapidamente". O presidente americano comentou ainda considerar novas sanções, "muito fortes", à Coreia do Norte, sem detalhar se seriam unilaterais ou se passariam pela ONU.

A retórica de Pyongyang manteve o tom habitualmente incendiário e hiperbólico, com a agência oficial KCNA a divulgar um comunicado em que se lia estar a Coreia do Norte "preparada para travar qualquer guerra que os EUA queiram travar" e "pronta a incendiar o seu território", aguardando apenas "a ordem final" de Kim Jong-un.

Exemplo desta atmosfera de tensão, e também de receio, o The New York Times publicava na edição de sexta-feira um mapa com pormenores do alcance dos mísseis balísticos intercontinentais norte-coreanos, revelando que, pelo menos no plano teórico, estes cobrem agora praticamente todo o território europeu, incluindo Portugal continental, além dos EUA e do Médio Oriente.

Dono de submarino detido em investigação sobre desaparecimento de jornalista

PUB

Peter Madsen foi acusado de homicídio por negligência, mas nega as acusações

Um homem dinamarquês foi detido esta sexta-feira no âmbito da investigação ao desaparecimento de uma jornalista sueca, Kim Wall. Peter Madsen foi acusado de homicídio por negligência, mas nega as acusações.

O parceiro da jornalista deu o alerta, já que esta não voltou a casa na quinta-feira à noite depois do que deveria ter sido uma curta viagem de submarino com Peter Madsen, para uma reportagem que estava a preparar sobre o Nautilus. Começaram então as buscas pelo submarino, que as autoridades acreditavam ter duas pessoas a bordo, o dono e construtor e a jornalista.

Horas depois o submarino teve problemas e o dinamarquês teve de ser resgatado, mas não as autoridades não encontraram sinal de Wall. Madsen, de 46 anos, nega estar envolvido no desaparecimento da jornalista e assegura que a deixou em Copenhaga antes de voltar a sair com o submarino e de ter tido problemas, na sexta-feira de manhã.

As autoridades ainda não conseguiram aceder ao submarino, que está na Baía de Koge, perto de Copenhaga. A polícia está também a tentar encontrar testemunhas ou imagens de videovigilância que ajudem a perceber se a mulher desembarcou de facto e o que lhe pode ter acontecido.

Wall, de 30 anos, já escreveu para jornais como o The New York Times,o Guardian ou a Vice.

Sismo de magnitude 6,4 ao largo da ilha indonésia de Sumatra

 

PUB

Não foi reportada, até ao momento, a ocorrência de vítimas

Um sismo de magnitude 6,4 na escala de Richter foi registado hoje ao largo da ilha indonésia de Sumatra, sem que tenha sido emitido alerta de tsunami.

O forte terramoto, com hipocentro localizado a 35 quilómetros de profundidade no leito marinho, ocorreu às 10:08 (04:08 em Lisboa) a 73 quilómetros a oeste de Bengkulu, na costa sudoeste da ilha, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial.

Não foi reportada, até ao momento, a ocorrência de vítimas.

Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da agência de gestão de desastres da Indonésia, afirmou que o sismo, sentido durante cerca de dez segundos nas cidades costeiras, foi forte o suficiente para derrubar móveis, levando residentes a deixarem as suas casas, e provocou cortes de energia elétrica em algumas zonas.

O mesmo responsável indicou que não foram, contudo, registados danos estruturais em edifícios.

O terramoto também foi sentido em Singapura, a aproximadamente 590 quilómetros do epicentro, com a televisão Channel NewsAsia a dar conta de que recebeu telefonemas de habitantes da Cidade-Estado.

Um sismo de 6,5 na escala de Richter, em Aceh, na ilha de Sumatra, fez mais de 100 mortos, em dezembro do ano passado.

Em 2004, a mesma província foi devastada por um tsunami desencadeado por um forte terramoto, que fez mais de 226 mil mortos numa dezena de países banhados pelo oceano Índico, a maioria na Indonésia.

A Indonésia, o maior arquipélago do mundo, assenta sobre o chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma zona de intensa atividade sísmica e vulcânica sacudida anualmente por 7.000 abalos, a maioria moderados.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 13.08.2017

 

Incêndios causaram 40 feridos desde quarta-feira

Quarenta feridos e dezenas de pessoas retiradas de casa desde que o fogo em Abrantes começou, na quarta-feira, é o balanço feito pela Proteção Civil, que revela que o incêndio em Tomar foi dado como dominado às 12:30.

Em declarações à agência Lusa, a adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, afirmou que, às 13:20, eram cinco os incêndios mais preocupantes: Mealhada, Alvaiázere, Ferreira do Zêzere, Coimbra e Castelo Branco.

O incêndio em Tomar, que lavrava há 20 horas, foi dado como dominado às 12:30, embora os meios de mantenham de prontidão, tendo em conta o risco de reativação.

Desde quarta-feira, altura em que começou o fogo em Abrantes, seguido de outras ocorrências em vários concelhos, dezenas de pessoas foram retiradas das suas casas por causa das chamas.

Segundo Patrícia Gaspar, o incêndio em Coimbra obrigou à retirada de 40 pessoas, que, entretanto, já regressaram às suas habitações.

O fogo na Mealhada, distrito de Aveiro, obrigou à retirada de 16 idosos, e em Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, também se registaram pessoas deslocadas.

Em Tomar, as chamas obrigaram à retirada de cerca de 80 pessoas das suas casas situadas em várias localidades.

No Louriçal, distrito de Castelo Branco, foi evacuada uma unidade hoteleira, além de residentes de casas em nove localidades.

Desde quarta-feira que os fogos já causaram 40 feridos -- entre bombeiros e civis -, dos quais apenas um com alguma 

Morrem 15 jiadistas do Estado Islâmico em confrontos em no Iraque

 

Pelo menos 15 jiadistas do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e três membros das forças iraquianas morreram hoje em confrontos no norte da cidade de Tikrit, revelou à EFE uma força de segurança.

Os extremistas atacaram esta manhã posições das forças de segurança iraquianas na zona de Al Zauia, a 70 quilómetros a norte de Tikrit, na província de Saladino, assegurou a mesma fonte.

Este ataque, que começou com intensos disparos de artilharia e de morteiros por parte dos jiadistas, terminou com três efetivos mortos e oito feridos.

As unidades castrenses responderam ao ataque, apoiados pela aviação iraquiana, e acabaram com a vida de 15 jiadistas, expulsando os restantes da zona.

A fonte adiantou que as tropas iraquianas acabaram com a equipa militar que levava os radicais, assim como com os seus veículos blindados.

Japão instala sistema de defesa antimísseis após ameaça da Coreia do Norte

O Japão terminou a instalação do sistema de defesa antimísseis em várias zonas do oeste do país, depois de a Coreia do Norte ter ameaçado lançar mísseis balísticos em direção a Guam que sobrevoariam território nipónico.

O sistema antimísseis terra-ar Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3) foi colocado em Shimane, Hiroshima e Kochi, por onde passariam os mísseis norte-coreanos segundo o plano anunciado por Pyongyang, bem como em Ehime, informou a agência de notícias nipónica Kyodo.

Os quatro sistemas PAC-3 foram transportados do leste do Japão, onde o sistema de defesa se encontra sobretudo concentrado em redor de Tóquio.

A Coreia do Norte ameaçou, na quinta-feira, bombardear as águas territoriais de Guam, ilha no Pacífico com uma população estimada em 160 mil habitantes, em cujas bases norte-americanas se encontram estacionados bombardeiros estratégicos que o Pentágono envia com regularidade para as proximidades da península coreana.

O plano, que Pyongyang prometeu finalizar dentro de dias, detalhava o lançamento de quatro mísseis Hwasong-12 de médio-longo alcance que sobrevoariam "as prefeituras japonesas de Shimane, Hiroshima e Kochi (oeste) e percorreriam 3356,7 quilómetros durante 1065 segundos [quase 18 minutos] antes de caírem na água, a cerca de 30 ou 40 quilómetros de Guam".

Na sexta-feira, aquando do anúncio do envio dos mísseis de interceção terra-ar PAC-3 para as quatro prefeituras, o Ministério da Defesa do Japão não confirmou se o ministro Itsunori Onodera tinha emitido já uma ordem para abater mísseis que sobrevoem o país.

Isaías Samakuva e UNITA recebidos por centenas de apoiantes em Angola

Centenas de pessoas receberam em festa no Mbanza Congo, na noite de sábado, o cabeça de lista da UNITA para as eleições gerais angolanas, Isaías Samakuva, que se estreou em ações de campanha na província do Zaire (Norte).

Os apoiantes de Isaías Samakuva - centenas de jovens vestidos com camisolas com as palavras de ordem do partido - acompanharam a chegada dos carros da comitiva do candidato, a bordo de carrinhas apinhadas de gente, em pequenos autocarros e em dezenas de motorizadas.

Muitos fizeram um cordão humano - com as mãos dadas - em torno dos carros da comitiva, enquanto entoavam a canção de campanha da UNITA e gritavam palavras de ordem como "Samakuva number one", uma referência ao facto de o candidato do partido do galo negro ser o primeiro colocado nos boletins de voto.

Naquela que foi a primeira ação de campanha na província do Zaire, a receção a Samakuva provocou um engarrafamento na pequena localidade de Mbanza Congo, que se notabilizou recentemente por albergar as ruínas do centro histórico - incluindo a Catedral de São Salvador do Congo - classificadas como património da humanidade pela UNESCO. Trata-se da primeira classificação do género atribuída a Angola por aquela Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura.

Em declarações aos jornalistas à chegada à sede local do partido, Isaías Samakuva disse que traz aos eleitores do Mbanza Congo uma mensagem de mudança, lembrando que a população da província deveria estar a beneficiar de parte dos lucros do petróleo que nela é extraído.

"Temos uma mensagem clara, que fala da necessidade de mudança. Nós podemos dar muita coisa [aos cidadãos zairenses]. A mudança de que estamos a falar é profunda, porque foca aspetos da vida social, política e económica", disse o candidato da UNITA.

A questão do petróleo também será tema em agenda no Zaire, que inclui - além de um comício no Mbanza Congo - uma ação de massas em Cuimba e uma visita à região petrolífera do Soyo.

"Foram prometidos 10% dos lucros do petróleo para esta província, mas os 10% nunca apareceram", salientou Samakuva.

A festa da UNITA durou pela noite dentro, com os apoiantes a entoarem o refrão da canção de campanha: "Primeiro o angolano, segundo o angolano, terceiro o angolano. Angolano sempre".

Questionado sobre o local de origem dos apoiantes - nomeadamente se o partido fez deslocar os jovens para o local dos comícios - o diretor de protocolo do candidato da UNITA afirmou que os populares que receberam em festa o candidato são da região.

Angola realiza eleições gerais a 23 de agosto, num ato eleitoral marcado pela ausência do Presidente Eduardo dos Santos - há 38 anos no poder - do boletim de voto. O cabeça de lista do MPLA - partido que governa Angola desde 1975 - será o general João Lourenço, ministro da Defesa.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 13.08.2017

 

 

Petróleo angolano tem forte procura

13 de Agosto, 2017

A maior parte do petróleo das exportações angolanas para Setembro está vendida - com uma forte procura asiática a apressar os contratos - embora restem carregamentos dos campos Girassol e Saturno em vésperas do anúncio do programa de Outubro, na próxima semana, noticiou ontem a Reuters.

O mercado esteve caracterizado pela manutenção da elevada procura das refinarias, envolvendo um número crescente de carregamentos nas negociações. Os ganhos do brent chegam a ameaçar as vendas no mercado de futuros, afirmaram negociadores citados pela agência.
As notícias dão conta da venda de um carregamento da companhia Vitol ido do campo Erha, da Nigéria, à companhia uruguaia Ancap, enquanto o grupo do sector da refinação PetroIneos adquiriu um carregamento da BP dos graus nigerianos de Forcados, em que os preços não foram apurados.
A Petrobras comprou dois carregamentos de crude ultra leve nigeriano Agbami. Restam uns 25 carregamentos do programa de Setembro, abaixo das sobras a esta altura, nos meses anteriores.
A francesa Total obteve uma oferta para fornecer, em Outubro, um carregamento à Indian Oil Corp, mas os negociadores não puderam determinar se a companhia oriental comprou quaisquer outros carregamentos.
A indonésia Pertamina anunciou uma oferta para comprar 600 mil barris da costa ocidental africana.
A OPEP prevê um aumento da procura em 2018, devido ao aumento do consumo global.

Merkel contra solução militar

13 de Agosto, 2017

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou sexta-feira que não acredita numa “solução militar” para a crise na Península da Coreia e considerou “desnecessária e equivocada” a troca de ameaças nos últimos dias entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.
Numa entrevista concedida em Berlim, Merkel defendeu esforços diplomáticos na ONU e especialmente com os países mais envolvidos no conflito para se encontrar uma solução para a crise.
“Não vejo uma solução militar (para este conflito) nem a considero indicada”, disse a chanceler, que estava acompanhada pelo alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, e o director-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing.
Merkel afirmou que a Alemanha está disposta a trabalhar estreitamente para encontrar soluções pacíficas e distanciou-se de qualquer acção militar em relação à crise na Península da Coreia.
Objectivamente, a chanceler defendeu soluções multilaterais e a “cooperação estreita” entre os países directamente envolvidos na crise, como os EUA, China, Coreia do Sul e o Japão.“Considero que a escalada verbal é a resposta equivocada”, disse.
Nos últimos dias, Washington e Pyongyang vêm trocando ameaças, com Trump a prometer “fogo e fúria” e a Coreia do Norte a indicar a ilha de Guam, território norte-americano no Pacífico, como um possível alvo de um ataque com mísseis. Pouco antes de Merkel fazer essas declarações, Trump afirmou na sua conta no Twitter que as forças militares dos EUA estavam preparadas “para o combate” com a Coreia do Norte.
“As soluções militares estão totalmente preparadas, prontas para o combate, se a Coreia do Norte actuar de forma imprudente. Espero que Kim Jong-un encontre outro caminho”, escreveu o presidente americano.

Apelo à responsabilidade 
O presidente da França, Emmanuel Macron, lançou ontem um apelo à responsabilidade “de todos” para se evitar uma escalada da tensão na Coreia do Norte, que, em sua opinião, constitui uma ameaça grave. “A comunidade internacional deve agir de forma coordenada, firme e eficaz, como acaba de fazer o Conselho de Segurança, para que a Coreia do Norte retome incondicionalmente a via do diálogo”, refere um comunicado do Palácio do Eliseu, sede do Executivo francês.
De acordo com o comunicado, Macron “garante aos aliados e parceiros da França na região a sua solidariedade perante a situação actual, e insta, além disso, a responsabilidade de todos para impedir uma escalada das tensões”. O governante francês transmitiu ainda a sua preocupação perante o agravamento da ameaça balística e nuclear procedente da Coreia do Norte, que, disse, prejudica “a preservação da paz e da segurança internacional”. A presidência francesa considerou no seu comunicado que isto “delineia uma ameaça séria sobre a segurança” dos países vizinhos e sobre “a perenidade do regime internacional de não-proliferação nuclear”.
Com os demais membros do Conselho de Segurança da ONU, a França salientou que pede à Coreia do Norte que “cumpra sem demora as suas obrigações internacionais e proceda ao desmantelamento completo, verificável e irreversível dos seus programas nucleares”. O comunicado não cita de forma directa os Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, advertiu na sexta-feira que as suas forças armadas estão prontas “para o combate” com Pyongyang, na sequência da guerra verbal mantida entre ambos países nos últimos dias.

Três milhões de voluntários
As autoridades norte-coreanas afirmaram que, pelo menos, 3,5 milhões de jovens e soldados reformados acorreram aos postos de recrutamento militar para lutarem contra os Estados Unidos, num momento de aumento da tensão e da retórica entre Washington e Pyongyang.
O jornal “Rodong Sinmun” revelou que pelo menos 3,475 milhões de estudantes, jovens trabalhadores e soldados reformados prontificaram-se a ingressar nas Forças Armadas nos três dias posteriores a 7 de Agosto, depois do anúncio de duras represálias pelas novas sanções da ONU.
Os meios de comunicação norte-coreanos mostraram na quarta-feira uma mobilização de milhares de cidadãos que desfilaram pela Praça Kim Il-sung em Pyongyang com cartazes em apoio ao líder Kim Jong-un e contra as últimas sanções das Nações Unidas para punir os lançamentos recentes de mísseis balísticos da Coreia do Norte.
Segundo a agência de notícias norte-coreana “KCNA”, mobilizações deste tipo repetiram-se por todo o país nos últimos dois dias. A Coreia do Norte tem uma população de 25 milhões de habitantes e conta com um exército com entre 700 mil e 1,3 milhão de integrantes.

Antigo bastião rebelde em poder do exército

13 de Agosto, 2017

As forças governamentais sírias conseguiram recuperar a totalidade da cidade de Al Sujna, no leste da província de Homs, que arrebatou do grupo Estado Islâmico (EI), informaram ontem fontes oficiais e activistas dos Direitos Humanos.

As tropas governamentais assumiram o controlo de Al Sujna há uma semana, mas nos últimos dias tiveram que fazer frente aos contra-ataques do Estado Islâmico. Uma fonte militar citada pela agência oficial “Sana” afirmou que ontem de manhã o exército sírio “assumiram a totalidade da cidade de Sujna após operações intensas contra o Estado Islâmico”.
As operações “causaram a morte de grande número dos terroristas” e também a destruição de quantidades consideráveis de munições e armas.
A fonte acrescentou que as unidades do Exército prosseguem com as operações para assegurar a área e com a perseguição dos remanescentes dos radicais.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, indicou que o exércitoterminou de retirar as minas da cidade, a última localidade que restava em poder do Estado Islâmico em Homs, e que está na estrada para Deir ez-Zor, bastião "jihadista" no leste do país. Durante as últimas semanas, o Exército sírio e seus aliados avançaram contra o Estado Islâmico pelo leste de Homs e pelo sul da província vizinha de Raqqa.
Esta ofensiva coincidiu com a que está a ser desenvolvida pela Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por milícias curdas e apoiadas pelos Estados Unidos, na cidade de Raqqa, considerada a capital do califado proclamado pelo Estado Islâmico em 2014. Enquanto isso, um ataque da Organização para a Libertação do Levante contra as forças governamentais derivou em confrontos violentos nos arredores a sudoeste de Damasco.

Moçambicanos continuam a elogiar os gestos de paz

13 de Agosto, 2017

As organizações da sociedade civil moçambicanas consideram que o encontro de domingo entre o Presidente moçambicano Filipe Nyusi e o líder da Renamo Afonso Dhlakama acende “uma luz de esperança” de paz para os moçambicanos.

“A sociedade civil encara este acto não só como uma das formas mais altas de demonstração de vontade política das duas partes, mas também como uma luz de esperança para as moçambicanas e moçambicanos”, diz um comunicado assinado por oito fóruns e organizações da sociedade civil moçambicanos  divulgada sexta-feira em Maputo. A sociedade civil moçambicana, prossegue o comunicado, acredita e está confiante de que o Presidente da República e o líder da Renamo   vão continuar  a trilhar o “caminho da esperança, respeito pela vida, prosperidade, crescimento e do desenvolvimento” do país.
No comunicado, as oito organizações reiteram a disponibilidade para contribuírem para o processo de construção de uma paz efectiva, sustentável e de reconciliação nacional. O comunicado, em forma de carta, é subscrito pelo Fórum das Organizações da Sociedade Civil para os Direitos da Criança (ROSC), Fórum Nacional de Rádios Comunitárias (FORCOM), Centro de Capacitação e Aprendizagem da Sociedade Civil (CESC), Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Coordenação para a Mulher no Desenvolvimento (Fórum Mulher), Associação das Mulheres de Carreira Jurídica (AMMCJ), Fundação MASC e Liga das ONG de Moçambique (Joint).
O Presidente moçambicano, Filipe Jacinto Nyusi, e o líder máximo da Renamo, Afonso Dhlakama, encontraram-se no domingo nas matas da  serra da Gorongosa, centro, num frente-a-frente não previamente anunciado, para debater a questão da paz no país, renovando no seio dos moçambicanos a esperança de uma estabilidade duradoira.

Pág. 1 de 13