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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 26.09.2017

 

Embaixadora dos EUA na ONU diz que diplomacia se esgotou com Pyongygang

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/09/2017 18:17:45

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, declarou domingo (17) que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) não tem mais alternativas para conter o programa nuclear da Coreia do Norte e insinuou que, se o rumo da situação não mudar, o governo terá de encaminhar o assunto ao Pentágono.

“Esgotamos quase todas as coisas que podemos fazer no Conselho de Segurança neste momento. Queríamos ser responsáveis e passar por todos os meios diplomáticos para chamar a atenção (da Coreia do Norte) em primeiro lugar. Se não funciona, o general (James) Mattis se encarregará disso”, disse Haley à emissora de TV CNN, em alusão a transferir o assunto para o secretário de Defesa.

Haley insistiu que o governo americano está “tentando qualquer outra possibilidade”, mas reconheceu que “há muitas opções militares na mesa”.

O Conselho de Segurança da ONU impôs uma nova bateria de sanções econômicas contra o governo de Pyongyang em resposta ao último teste nuclear do regime, no dia 3 de setembro. No entanto, os 15 membros do Conselho se negaram a impor mais sanções há dois dias, após Kim Jong-un ordenar o lançamento de um novo míssil de médio alcance que sobrevoou o Japão.

Líder norte-coreano diz que Trump pagará muito caro por ameaças ao país

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/09/2017 18:21:17

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou ontem (22) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pagará muito caro por seu “excêntrico” discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), no qual ameaçou destruir totalmente o país asiático.   

“Estou pensando agora em que resposta ele estaria esperando quando permitiu que essas excêntricas palavras saíssem de sua boca”, afirmou Kim em comunicado divulgado em inglês pela agência de notícias norte-coreana KCNA.

“Agora, Trump insultou a mim e ao meu país diante dos olhos do mundo e fez a mais feroz declaração de guerra da história, de que ele destruiria a República da Coreia do Norte”, completou Kim, retribuindo as ameaças na sequência. “Definitivamente, domarei com fogo esse americano senil mentalmente perturbado”, afirmou Kim Jong-un.

Pouco depois de a imprensa norte-coreana ter publicado as palavras do líder, o ministro das Relações Exteriores, Ri Yong-ho, comentou em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU, que a resposta à qual Kim se refere poderia ser o lançamento de uma bomba nuclear no Oceano Pacífico como teste. “Poderia se tratar da mais poderosa das detonações de uma bomba H no Pacífico”, disse o ministro.

Os contínuos testes balísticos e nucleares feitos pelo governo norte-coreano, que já valeram duas séries de sanções da ONU contra o país só em 2017, e o tom beligerante de Trump elevaram a tensão na região neste ano.

A crise foi um dos assuntos mais debatidos da Assembleia-Geral, onde o ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte fará discurso neste sábado (23).

No comunicado divulgado pela KCNA, Kim Jong-un chamou o presidente americano de “senil” e afirmou que o republicano é “mentalmente perturbado”

Em discurso na Assembleia-Geral da ONU na última terça-feira, Trump alertou que, se os Estados Unidos forem forçados a se defenderem ou a um de se seus aliados, não restará opção a não ser “destruir totalmente a Coreia do Norte”.

 

Liga Árabe pede que haja início de diálogo entre iraquianos e curdos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/09/2017 13:32:00

A Liga Árabe pediu aos iraquianos que renunciem suas diferenças e iniciem um diálogo abrangente para evitar confrontos após o polêmico plebiscito de independência do Curdistão iraquiano realizado na segunda-feira.

O chefe da organização pan-árabe do Cairo, Ahmed Aboul-Gheit, disse, em uma declaração, que "ainda é possível conter as repercussões deste passo caso todas as partes envolvidas exerçam sabedoria e responsabilidade e conduzam as negociações dentro dos parâmetros do Estado iraquiano". Os interesses do Iraque, acrescentou, "serão melhor servidos no âmbito de um Iraque unificado, federal e democrático".

Embora o plebiscito não seja vinculativo e não se espera que leve imediatamente à independência da região, ele abalou o Oriente Médio, provocando condenações dos vizinhos do Iraque, bem como dos Estados Unidos e da Organização das Nações Unida (ONU).

De acordo com a agência de notícias iraniana ISNA, o ministro de Defesa do Irã, general Amir Hatami, expressou preocupação com as implicações de segurança da votação curda. "O Irã se opõe a qualquer ação que leve a uma mudança" nas divisões geográficas dos países da região, disse o general. O país persa está entre os vários que se opõem ao plebiscito. Em junho, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que os defensores da independência curda são "opositores da independência e da entidade" do Iraque.

O Egito também demonstrou preocupações com a possível consequência "negativa" do plebiscito. O Ministério de Relações Exteriores do país emitiu uma declaração em que firma que o país "exorta todas as partes a não tomar medidas unilaterais que possam complicar ainda mais a situação". O Ministério também pediu um "diálogo construtivo" a fim de alcançar uma solução abrangente sobre questões de conflito entre Irbil e Bagdá.

Enquanto países demonstravam preocupações, o Iraque e a Turquia realizavam exercícios militares conjuntos na fronteira turca com a região curda semiautônoma do Iraque. Um grupo de cerca de 30 tropas iraquianas chegou à região da fronteira a fim de se juntar às manobras militares turcas em curso que foram lançadas na semana passada, em uma advertência simbólica ao plebiscito dos curdos iraquianos.

Os exercícios conjuntos são realizados um ano depois que Ancara e Bagdá estavam em desacordo com a presença de tropas turcas no Iraque. A Turquia, que tem uma grande população curda, luta contra insurgentes curdos em seu território e, por isso, se opõe ao plebiscito de independência do Curdistão iraquiano. Nesta terça-feira, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que todas as opções de ação militar contra a região estão sobre a mesa. Fonte: Associated Press.

Palestino mata 3 israelenses em assentamento perto de Jerusalém

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/09/2017 10:54:00

Um palestino abriu fogo nesta terça-feira na entrada de um assentamento próximo de Jerusalém e matou três seguranças israelenses, além de deixar um quarto gravemente ferido, informaram a polícia e os serviços médicos de Israel. O autor do ataque foi morto a tiros, segundo as autoridades israelenses.

O grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, elogiou o ataque, mas não assumiu a responsabilidade por ele. Segundo autoridades de Israel, o palestinos de 37 anos, pai de quatro crianças, aparentemente agiu sozinho.

O episódio ocorre em um período tenso, em meio a feriados judaicos importantes. Isso deve complicar os esforços de mediação do enviado de paz americano, Jason Greenblatt, que acaba de chegar à região para reuniões com líderes palestinos e israelenses.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque foi em parte o resultado da incitação sistemática palestina e disse esperar que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, "condene este ataque e não tente justificá-lo".

Uma porta-voz da polícia, Luba Samri disse que o autor do ataque se aproximou de um portão no assentamento Har Adar, escondendo-se entre dezenas de palestinos que trabalham no local e passavam por uma revista. O suspeito então sacou uma arma e começou a disparar, sendo morto em seguida. Ele tinha uma permissão de entrada válida para trabalhar em Israel.

Netanyahu disse que, como punição, a casa do autor do ataque seria demolida e as permissões de entrada em Israel de sua família estendida seriam revogadas. O autor do ataque foi identificado como Nimr Mahmoud Ahmed Jamal e o serviço de inteligência israelense disse que havia "violência significativa" em sua família". A mulher dele fugiu recentemente para a Jordânia e o deixou com as quatro crianças, segundo ele.

Desde setembro de 2015, palestinos mataram 51 israelenses, dois americanos em visita e um turista britânico a tiros, facadas e com atropelamentos. No mesmo período, as forças de Israel mataram mais de 255 palestinos. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 26.09.2017

Secretário de Defesa dos Estados Unidos defende diplomacia com Coreia do Norte

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, defendeu hoje (26)  uma saída diplomática para a crise entre Washington e Pyongyang, num cenário marcado por provocações quase diárias entre Donald Trump  e Kim Jong-Un. Falando de Nova Deli, Índia, o chefe do Pentágono aposta numa postura de negociação. A Coreia do Sul também afirmou acreditar que ainda há espaço para a diplomacia no conflito.

“Nosso objetivo é resolver o problema diplomaticamente, e acredito que o presidente Trump tem sido muito claro sobre esta questão”, afirmou Mattis.

Contudo, as mensagens de Trump parecem estar confundindo a Coreia do Norte. Na semana passada, na Assembleia Geral da ONU, ele prometeu a destruição ao país, se os seus planos nucleares continuarem. E no último fim de semana, Trump afirmou no Twitter que a dinastia de Kim Jong-Un não duraria muito tempo.

Por conta disto, o ministro norte-coreano das Relações Exteriores, Ri Yong-ho, disse ontem (25) que Trump estaria "declarando guerra"  à Coreia do Norte por meio de sua retórica e que por isso o seu país teria o direito de derrubar aviões de guerra americanos que voarem perto do seu território.

Alerta sul-coreano

Com a tensão, até a Coreia do Sul, aliada militar dos Estados Unidos e inimiga de Kim Jong-Un, disse que ainda há espaço para a diplomacia. A ministra sul-coreana de Relações Exteriores, Kang- Kyung-wha, que participou ontem à noite de um debate no Centro de Estudos e Estratégias Internacionais, em Washington, disse que é preciso agir “com astúcia e firmeza” para evitar conflitos militares e não “ceder as provocações do governo norte-coreano”.

“Uma nova guerra na região teria consequências devastadoras, não só para a Ásia mas para toda a comunidade internacional”, defendeu Kang. “O que precisamos ter certeza é de que o tempo está acabando para eles e que as sanções devem ser aplicadas de forma unificada”, falou. A ministra também pontuou que é muito importante ter o apoio da China e da Rússia nessa questão”.

Para ela, a “China está a bordo e continuamos a nos certificar disso”. Kang comentou que os chineses e russos não são apenas membros do Conselho de Segurança, são os dois maiores vizinhos do Coreia do Norte e “ambos basicamente controlam o comércio e o que entra no país”.

A China também emitiu um comunicado hoje pedindo mais uma vez o diálogo entre os EUA e a Coreia do Norte e o fim das provocações.

Medo

A população sul-coreana já vive sob a tensão da ameaça de um conflito. Tanto que as agências de notícias internacionais já mostram como os sul-coreanos compartilham informações nas redes sociais sobre como se preparar para uma guerra.  Milhares de vídeos são compartilhados nas redes diariamente com dicas sobre ações de emergência para o caso de um ataque. Mais de 7.400 vídeos foram postados no Youtube sobre o assunto somente este ano.

Macron propõe criação de exército europeu contra terrorismo

Presidente francês foi recebido com vaias em Sorbonne

Agência ANSA

O presidente da França, Emmanuel Macron, propôs nesta terça-feira (26) que a União Europeia tenha um exército e uma Procuradoria contra o terrorismo durante um discurso na Universidade de Sorbonne.

Segundo o mandatário, é preciso que os Estados-membros tenha uma "força de intervenção militar comum" com um "orçamento compartilhado para a defesa do bloco. Para isso, os agentes europeus devem ser inseridos nos Exércitos de cada um dos países-membros e disse que a França "será a primeira" a tomar a atitude.

Além disso, ele sugeriu que seja criada uma academia europeia de Inteligência para destruir todas as formas de ataques, sejam físicos ou na internet. Macron também sugeriu que a União Europeia tenha uma "Procuradoria europeia antiterrorismo" para que possa "agir juntos, desde a prevenção até a repressão".

Em outra parte de seu discurso, o líder do Palácio do Eliseu afirmou que ele não vai "ceder a ninguém que promete ódio, divisão ou rejeição nacional" e que seu objetivo é "fundar uma nova Europa soberana, unida e democrática".

Apesar de não ter citado nomes, a fala foi uma clara menção aos resultados eleitorais também na Alemanha, onde a extrema-direita representada pelo partido Alternativa para a Alemanha (AFD) conquistou um considerável êxito nas urnas.

Para ele, é preciso reconstruir a "soberania europeia" porque os partidos nacionalistas "exploram com cinismo o medo do mundo".

"Por muito tempo pensamos que o passado não iria se repetir e interpretávamos a Europa como uma evidência da qual perdemos o fio", disse em referência ao retorno de um partido nacionalista ao Bundestag pela primeira desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Apesar de seu discurso motivador, Macron foi recebido sob fortes vaias e protestos ao chegar na renomada Universidade. Os estudantes e demais franceses criticavam a reforma trabalhista sancionada por ele na última semana, que flexibiliza o mercado de trabalho do país. 

Papa Francisco faz apelo por 'mundo sem armas nucleares'

Declaração ocorre em meio à tensão entre EUA e Coreia do Norte

Agência ANSA

 

O papa Francisco fez um apelo nesta terça-feira (26), em sua conta no Twitter, pedindo comprometimento "por um mundo sem armas nucleares". A publicação do Pontífice ocorre em meio à tensão entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o governo da Coreia do Norte por suas constantes trocas de ameaças. "Comprometamo-nos por um mundo sem armas nucleares, aplicando o Tratado de não-proliferação para abolir estes instrumentos de morte", escreveu o líder da Igreja Católica.

Na última segunda-feira (25), em um tuíte, o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, acusou o republicano de declarar guerra contra Pyongyang. Por sua vez, no fim da tarde, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que Trump "não declarou guerra" ao governo de Kim Jong-um e a declaração é um "absurdo".

No entanto, na semana passada, na Assembleia Geral das Nações Unidas, Trump havia declarado que o país estaria pronto para destruir a Coreia do Norte se fosse necessário. Já Jong-un respondeu ameaçando derrubar aviões de tropas norte-americanas.

As diversas trocas de ameças entre os dois líderes têm deixado o mundo inteiro em alerta. A tensão entre EUA e Coreia do Norte aumentou com a eleição do magnata à Casa Branca. Regularmente, o regime de Pyongyang, que considera os norte-americanos seus maiores inimigos, realiza também testes de mísseis. 

'The Independent': Prefeito de Londres admite possibilidade de novo referendo sobre Brexit

Khan faz parte de grupo de Trabalhistas que quer ver o assunto ser discutido novamente

Jornal do Brasil

 

Matéria publicada nesta terça-feira (26) pelo jornal britânico The Independent conta que Sadiq Khan, prefito da cidade de Londres, admitiu o desejo de que o Partido Trabalhista inclua no seu próximo programa um novo referendo sobre o Brexit, ou seja, a saída do Reino Unido da União Europeia.

"Até agora não fui convencido que algum plano do Governo funcione para este país", disse em entrevista ao Evening Standard.

Segundo a reportagem Khan afirmou ser "possível" que um novo referendo aparecesse no programa trabalhista. Este possível referendo seria, no entanto, direcionado para as condições que advêm da saída do Reino Unido da União Europeia. Ou seja, o pós-Brexit.

The Independent explica que o prefeito de Londres faz parte de um grupo de Trabalhistas que quer ver o assunto ser discutido novamente, ao contrário do líder do partido Jeremy Corbyn, que pretende encerrar o assunto.

Andrew Gwynne, um secretário do partido e bastante próximo de Corbyn, não negou também a possibilidade de um segundo referendo, em declarações ao Evening Standard.

"Quem sabe onde estaremos no fim deste processo, em março de 2019? Certamente o Parlamento, no mínimo, gostaria de ter algo a dizer sobre aquilo que Theresa May vai conseguir". Disse também que, caso a primeira-ministra britânica falhe um acordo aceitável, haverá uma "discussão muito séria".

>> The Independent

 

Trump é derrotado em nova tentativa de revogar 'Obamacare'

Promessa de campanha, mudança no sistema de saúde não emplaca

Agência ANSA

 

Mais uma vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi derrotado na tentativa de revogar o "Affordable Care Act", popularmente conhecido como "Obamacare", que define o sistema de saúde no país.

Na noite desta segunda-feira (25), a senadora Susan Collins anunciou que iria se opor ao novo projeto apresentado pelos senadores Lindsey Graham e Bill Cassidy, aumentando para três o número de "desertores" republicanos. Antes de Collins, John McCain e Rand Paul haviam anunciado oposição ao projeto "Graham-Cassidy".

"Esse não é o jeito com que deveríamos abordar um tema tão importante e complexo, que deve ser analisado com cautela e de forma justa para todos os norte-americanos", disse Collins em nota oficial.

Com isso, os republicanos não tem mais a maioria necessária para aprovar a revogação do "Obamacare" e para implantar um novo sistema de saúde. No Senado, o partido de Trump tem 52 cadeiras em 100 disponíveis.

A revogação do projeto de Obama era uma das principais promessas de campanha do candidato Trump. No entanto, as mudanças sofreram derrotas consecutivas no Congresso.

- Plano de saúde:

Ontem, pouco antes da votação, um novo estudo do próprio Congresso mostrou que cerca de 30 milhões de norte-americanos perderiam as coberturas do sistema de saúde se o novo projeto fosse aprovado.

Entre as principais críticas ao novo sistema, estão a exclusão de novas adesões para pessoas com doenças pré-existentes, como no caso de quem enfrenta o câncer, por exemplo, e reduz drasticamente proteções para as mulheres e pessoas portadoras de deficiências.

Ainda nesta segunda, antes dos debates no Senado, diversos manifestantes foram retirados à força do local pelos agentes de segurança da Casa. (ANSA)

Общаяjornal “Diário de Notícias” (Portugal), 26.09.2017

 

 

Novo Presidente angolano deixa Portugal de fora da lista dos principais parceiros

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Relações entre os países estão tensas devido às investigações a figuras do regime angolano

O novo Presidente angolano, João Lourenço, excluiu esta terça-feira Portugal da lista de principais parceiros, no seu discurso de tomada de posse, sublinhando que Angola considerará todos que "respeitem" a soberania nacional.

A posição foi assumida por João Lourenço na cerimónia oficial de investidura como novo chefe de Estado angolano, que decorreu hoje em Luanda e na qual o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, foi o único chefe de Estado europeu presente.

"Angola dará primazia a importantes parceiros, tais como os EUA, República Popular da China, a Federação Russa, a República Federativa do Brasil, a índia, o Japão, a Alemanha, a Espanha, a Franca, a Itália, o Reino Unido, a Coreia do Sul e outros parceiros não menos importantes, desde que respeitem a nossa soberania", disse João Lourenço.

"Devemos continuar a pugnar pela manutenção de relações de amizade e cooperação com todos os povos do mundo, na base dos princípios da não-ingerência nos assuntos internos e na reciprocidade de vantagens, operando com todo os países para salvaguarda da paz, da Justiça e do progresso da humanidade", disse ainda.

João Lourenço garantiu que a prioridade nas relações internacionais de Angola será dada aos países vizinhos, nomeadamente na defesa, segurança e desenvolvimento da região da África austral.

"Angola deve, pois, manter o seu papel de ator importante na manutenção da paz na sua sub-região, atuando de forma firme nas organizações das quais faz parte", apontou, acrescentando que a relação com os restantes países africanos de língua portuguesa "vai estar sempre presente nas opções" do Governo angolano.

João Lourenço, general na reserva, de 63 anos, foi hoje investido, pelas 12:15, no cargo de Presidente da República de Angola, o terceiro que o país conhece desde a independência, em novembro de 1975

O ato, presenciado por convidados nacionais e internacionais e milhares de populares, decorreu no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, no mesmo local e dia (26 de setembro) em que José Eduardo dos Santos foi investido pela última vez como chefe de Estado Angolano, após as eleições de 2012.

Coreia do Norte tenta contactar Republicanos para perceber Trump

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"A preocupação número um é Trump. Não conseguem [Coreia do Norte] percebê-lo", afirmou um antigo especialista da CIA. Tentativas de contacto não são de agora

A Coreia do Norte não consegue ler, prever e perceber as atitudes e declarações de Donald Trump. Pelo menos, é isso que é noticiado esta terça-feira pelo Washington Post, que refere que oficiais do Governo norte-coreano têm tentado arranjar reuniões com analistas ligados ao Partido Republicano dos EUA.

A tentativa de contacto tem-se tornado mais urgente com a escalada de ações de declarações mais acesas entre a administração Trump e o regime norte-coreano, mas começou ainda antes de as relações azedarem até ao ponto em que se encontram neste momento.

"A preocupação número um é Trump. Não conseguem percebê-lo", afirmou ao jornal norte-americano fonte com conhecimentos da tentativa de aproximação norte-coreana a analistas asiáticos, ou especializados na Ásia, com ligações republicanas.

À falta de relação diplomática entre os dois países, a missão da Coreia do Norte na ONU convidou Bruce Klingner, um antigo analista da CIA que é o maior especialista da Heritage Foundation (grupo de pensadores) relativamente ao país asiático, para ir a Pyongyang.

"Há uma nova vaga de tentativas de contacto com norte-americanos. Reuniões destas podem ser uteis, mas se o regime quer mandar uma mensagem clara, devia contactar diretamente o Governo dos EUA", disse Klingner, que rejeitou o convite norte-coreano.

Não existe qualquer indicação de que a Coreia do Norte queira negociar o seu programa nuclear, nem a administração Trump está interessada em falar neste momento, pelo que o país asiático está mais interessado em ser reconhecido como potência nuclear. Não quer, de todo, segundo oPost, ouvir falar desnuclearização.

Donald Trump tem uma ligação forte a Heritage Foundation, que o tem aconselhado desde as restrição de viagens e entradas no país, às despesas, relativamente à Defesa, por exemplo. No entanto, Trump e Klingner não têm uma relação pessoal conhecida.

Há dois anos que Pyongyang envia pessoas para encontros com norte-americanos, que têm acontecido em lugares neutros como Genebra ou Singapura, mas agora, especialmente, o regime asiático está interessado em perceber a estratégia, muitas vezes errática, de Donald Trump. Querem também perceber se o Presidente dos EUA está quer mesmo fechar bases norte-americanas no Japão e na Coreia do Sul, como disse na campanha, ou se vai realmente enviar armas nucleares para o sul da península coreana.

Estas são perguntas mais genéricas mas, como diz o Washington Post, a Coreia do Norte quer saber porque é que altos quadros da administração Trump contradizem o Presidente de forma tão rotineira.

Ainda esta terça-feira, o secretário da Defesa dos EUA, James Mattis, afirmou que os EUA querem uma solução diplomática, contrariando as ameaças bélicas de Trump.

"Nós mantemos a capacidade de dissuadir as mais perigosas ameaças da Coreia do Norte, mas também apoiamos os nossos diplomatas a fim de que esta questão se mantenha, tanto quanto seja possível, na arena diplomática", declarou Mattis, durante uma conferência de imprensa em Nova Deli.

"Este é o nosso objetivo: resolver isto diplomaticamente e creio que o Presidente (Donald) Trump foi muito claro neste assunto", acrescentou.

Mattis recordou os resultados dos "esforços diplomáticos" nas Nações Unidas e, particularmente, no Conselho de Segurança, cujas resoluções "aumentaram a pressão" económica e diplomática sobre a Coreia do Norte.

As declarações de Mattis foram proferidas depois do ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Ri Yong-ho, ter acusado na segunda-feira o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ter "declarado guerra" a Coreia do Norte durante o seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, na semana passada. Com Lusa

Trump acusa Pyongyang de ter "torturado severamente" estudante norte-americano

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Nenhum responsável norte-americano tinha até à data acusado publicamente a Coreia do Norte de ter torturado Otto Warmbier, o estudante de 22 anos que esteve detido quase um ano e meio naquele país

O Presidente dos Estados Unidos acusou esta terça-feira o regime norte-coreano de ter "torturado severamente" o estudante norte-americano Otto Warmbier, que morreu em junho passado uma semana depois de ter sido repatriado da Coreia do Norte em coma.

"Otto foi severamente torturado pela Coreia do Norte", escreveu Donald Trump, numa mensagem publicada na rede social Twitter, por ocasião da transmissão de uma "excelente entrevista" dos pais do estudante a um programa do canal de televisão norte-americano Fox.

Nenhum responsável norte-americano tinha até à data acusado publicamente a Coreia do Norte de ter torturado Otto Warmbier, um estudante de 22 anos que esteve detido quase um ano e meio naquele país.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 26.09.2017

Ministro norte-coreano acusa Trump de declarar guerra

O chefe da diplomacia norte-coreana, Ri Yong Ho, afirmou esta segunda-feira, em Nova Iorque, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "declarou guerra" à Coreia do Norte.

Em declarações aos jornalistas em Nova Iorque, onde está a participar na 72.ª Assembleia-Geral da ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano disse que o regime de Pyongyang está pronto a abater os bombardeiros norte-americanos que se aproximem e sobrevoem o espaço aéreo junto da Coreia do Norte.

No sábado, bombardeiros norte-americanos sobrevoaram águas internacionais próximas da costa da Coreia do Norte para enviar uma "mensagem clara" a Pyongyang, segundo informou o Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono), que indicou, na mesma ocasião, que nunca um avião de combate norte-americano esteve tão a norte desde o início do século XXI.

"Todos os Estados-membros [da ONU] e o mundo inteiro devem lembrar-se claramente que foram os Estados Unidos os primeiros a declarar guerra ao nosso país", disse Ri Yong Ho.

"Desde que os Estados Unidos declararam uma guerra ao nosso país, temos todo o direito de adotar contramedidas, incluindo o direito de abater bombardeiros estratégicos, mesmo que estes não se encontrem no espaço aéreo do nosso país", reforçou o chefe da diplomacia norte-coreana.

Ri Yong Ho referiu ainda declarações recentes de Trump sobre a durabilidade do atual regime de Pyongyang, liderado por Kim Jong-un.

"Trump afirmou que os nossos líderes não estarão no poder por muito mais tempo", recordou.

"A questão é saber quem ficará por mais tempo para encontrar uma resposta", afirmou o ministro norte-coreano.

No sábado, durante a sua intervenção diante da Assembleia-Geral da ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano disse aos líderes mundiais que os insultos de Donald Trump a Kim Jong-un, como foi o caso da expressão "homem foguete" ['rocket man', em inglês], tornam um ataque contra os Estados Unidos uma situação inevitável.

Brasil revoga permissão de exploração de grande reserva na Amazónia

O Presidente brasileiro, Michel Temer, decidiu revogar um polémico decreto assinado em agosto e que permitia a empresas mineiras explorarem uma gigantesca reserva na Amazónia, informaram hoje fontes oficiais.

Temer assinou já um novo decreto que anula o primeiro e a medida entra em vigor na terça-feira com a sua publicação no Diário Oficial da União, informou a estatal Agência Brasil.

No início de setembro o governo brasileiro cedeu à pressão social e suspendeu os efeitos do decreto, criticado por grupos ecologistas de todo o mundo, mas agora decidiu-se pela sua revogação e manutenção das regras que garantem a preservação da designada Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), uma área de mais de 47 mil quilómetros quadrados, com uma extensão superior à da Dinamarca.

A organização de defesa do ambiente Greenpeace congratulou-se com a decisão de Temer, considerando que a revogação "demonstra que, por pior que seja, nenhum governante é absolutamente imune à pressão pública".

"É uma vitória da sociedade sobre quem quer destruir e vender a nossa selva", declarou o coordenador de Políticas Públicas da Greenpeace, Marcio Astrini, num comunicado.

Astrini adianta, no entanto, que os ambientalistas apenas venceram uma batalha porque "a guerra contra a Amazónia e as suas populações conduzida por Temer" e os legisladores brasileiros que representam os latifundiários não foi parada.

Explosão causada por carregador lança o pânico em estação de Londres

A estação de metro de Tower Hill, em Londres, foi evacuada, esta terça-feira, na sequência de uma pequena explosão que se sabe agora ter sido provocada por um carregador de telemóvel.

O incidente aconteceu dentro de uma composição do metro, que seguia da zona este de Londres para Ealing Broadway. A mochila onde o carregador estava guardado ter-se-á incendiado, levando a que os passageiros se apressassem a sair do local. Cinco pessoas ficaram feridas no incidente.

A Brigada contra Incêndios de Londres informou, via Twitter, ter dado conta da ocorrência, causada, ao que tudo indica, pelo sobreaquecimento do carregador.

O jornalista Murtaza Ali Shah publicou no Twitter imagens do aparato no exterior da estação.

Segundo a Polícia de Transportes, a estação foi evacuada quando foi dado o alerta.

Morreu a mulher mais pesada do mundo

A mulher mais pesada do mundo, pesava 500 kg, morreu, esta segunda-feira, num hospital de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.

Durante 20 anos, Eman Ahmed Abd El Aty nunca saiu de sua casa, no Egito, devido às limitações causadas pelo peso excessivo. Com 500 quilos, ficou incapacitada e presa a uma cama. A mulher enfrentou também uma série de problemas como acidentes vasculares cerebrais, diabetes e hipertensão arterial.

 Eman Aty estava internada desde abril e morreu devido a complicações de doenças cardíacas e disfunção renal, segundo indica uma declaração médica do Burjeel Hospital.

A mulher tinha celebrado o seu 37.º aniversário a 9 de setembro.

Em fevereiro, a egípcia deslocou-se à Índia para fazer uma cirurgia. Depois de ter feito uma dieta de líquidos, na qual perdeu quase 100 quilos, foi operada em março.

Em comunicado, o hospital assegurou que a paciente estava a ser submetida a um tratamento intensivo, salientando que o seu estado de saúde até tinha melhorado.

"Mas rendeu-se à luta contra a obesidade e hoje de madrugada morreu", é referido na nota do hospital na qual são dadas as condolências à família.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 26.09.2017

 

A investidura de João Lourenço

Kumuênho da Rosa e Adalberto Ceita |

26 de Setembro, 2017

João Lourenço é hoje investido no cargo de Presidente da República, tornando-se o terceiro Chefe de Estado de Angola independente, depois de António Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos.

Com mais de mil convidados nacionais e estrangeiros, entre os quais 30 chefes de Estado e de Governo, a cerimónia começa com a leitura da transcrição da declaração da Comissão Nacional Eleitoral que proclama João Manuel Gonçalves Lourenço como Presidente da República de Angola eleito e do seu percurso de vida. que o Jornal de Angola publica nesta edição.João Manuel Gonçalves Lourenço toma posse hoje como Presidente da República e é o terceiro dirigente do MPLA a assumir o mais alto cargo do aparelho do Estado desde a Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.
Numa entrevista que concedeu à agência noticiosa EFE, em Madrid, após a divulgação dos resultados na altura provisórios que já indicavam que seria o próximo Presidente da República, João Lourenço reconheceu a “situação financeira menos boa” que Angola atravessa, com quebras avultadas e sucessivas nas receitas do petróleo, que ainda é o principal produto de exportação do país.
Apesar do cenário enevoado no plano financeiro, João Lourenço prometeu “dar a volta por cima”, mas “trabalhando muito”. Vários analistas destacaram o discurso “sóbrio e a frontalidade” do então futuro inquilino do Palácio Presidencial da Cidade Alta, ao assumir-se como um “reformador ao estilo Deng Xiaoping”, tendo a paz que Angola vive há 15 anos como principal garantia nessa “difícil missão”.
“A situação financeira é menos boa devido à queda dos preços do petróleo, mas Angola é um país em paz. Um país no qual os cidadãos se reconciliaram e esta é uma vantagem em comparação com 38 anos em que o meu antecessor era o Chefe de Estado, que durante pelo menos 27 anos governou em situação de guerra”.
João Lourenço fez questão de vincar que tem perfeita noção de que governar em situação de guerra é bem mais difícil: “Felizmente enfrento esta nova fase de paz com este espírito. Vamos concentrar-nos principalmente no desenvolvimento económico e social do país”, disse João Lourenço, colocando a captação do investimento estrangeiro e a luta contra a corrupção e o nepotismo, como questões essenciais para a recuperação económica de Angola. 
“Uma vez ganhas estas batalhas, vai ser mais fácil captar investimento para o país”, rematou.
Essa terá sido uma das passagens mais comentadas dessa entrevista de João Lourenço, por evidenciar traços distintivos da sua personalidade, entre os quais a coragem, elevação, foco nas questões essenciais e, acima de tudo, o elevado sentido de Estado. 

O novo Presidente

Nascido no Lobito, província de Benguela, aos 5 de Março de 1954, é filho de Sequeira João Lourenço natural de Malange, enfermeiro, e de Josefa Gonçalves Cipriano Lourenço, natural do Namibe, costureira, ambos já falecidos.
Em Fevereiro deste ano, e depois de eleito vice-presidente do MPLA em Congresso, foi confirmado pelo Comité Central como candidato do partido às eleições gerais de 23 de Agosto. Nessa altura, exercia no governo o cargo de ministro da Defesa Nacional.
João Lourenço desempenhou, entretanto, várias funções de relevo no aparelho do Estado e no partido. Na sua trajectória exerceu os cargos de Governador Provincial e 1º Secretário do Comité Provincial do Partido no Moxico e em Benguela. Na antiga Assembleia do Povo, João Lourenço foi Deputado e nas Forças Armadas para Libertação de Angola (FAPLA) foi chefe da Direcção Política Nacional.
Entre os cargos de maior relevo a nível do partido, foi Secretário-Geral e Presidente da Comissão Constitucional, Secretário do Bureau Político para a Informação, Presidente do Grupo Parlamentar, Membro da Comissão Permanente e 1º Vice-Presidente da Assembleia Nacional.
João Lourenço é casado com Ana Afonso Dias Lourenço e pai de seis filhos. Tem como hobby a leitura, a equitação e o xadrez, e mantém a boa forma, praticando futebol e karaté. Para além do português, o novo inquilino do Palácio da Cidade Alta fala inglês, russo e espanhol.

Um dia na História

É comum nas democracias modernas que haja uma data definida por lei para início de cada novo ciclo governativo. Nos Estados Unidos, a cerimónia de posse do Presidente é realizada impreterivelmente a 20 de Janeiro. No Brasil, o novo inquilino do Palácio do Planalto assume o cargo no primeiro dia do ano. 
Em Angola as coisas parecem encaminhar-se para aí. Apesar de nada haver em termos legais - a Constituição fala em até 15 dias após a divulgação dos resultados eleitorais definitivos-, a verdade é que o 26 de Setembro volta a fazer história como a data da investidura do Presidente da República escolhido nas urnas.
Num dia como hoje, há exactos cinco anos, e no mesmo local, João Manuel Gonçalves Lourenço é investido no cargo de Presidente da República e assume a mais alta magistratura do Estado angolano.
Da cerimónia anterior, uma única diferença: quando prestou juramento, assinou o termo de posse e recebeu do juiz-presidente do Tribunal Constitucional, a mais alta instância do poder judicial, os símbolos distintivos das novas funções, José Eduardo dos Santos sucedia a si próprio.
No discurso que fez como primeiro Presidente eleito, José Eduardo dos Santos destacou a importância da transição e da estabilidade política e social, como condições essenciais para o desenvolvimento de Angola. Hoje, 26 de Setembro de 2017, João Lourenço recebe o testemunho de José Eduardo dos Santos e inscreve o seu nome na história como terceiro Presidente da República de Angola. 

 Novo inquilino do Palácio da Cidade Alta

O Palácio Presidencial da Cidade Alta, que desde 2000 passou a residência oficial do mais alto magistrado e sede do poder político, tem a partir de hoje um novo inquilino. 
Nos próximos cinco anos será residência oficial do casal Ana Afonso Dias e João Manuel Gonçalves Lourenço e onde este passará a reunir-se com os seus auxiliares como Presidente da República e Titular do Poder Executivo.
Em Angola, o Presidente da República é o Chefe de Estado, o titular do Poder Executivo e o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas. O Presidente da República promove e assegura a unidade nacional, a independência e a integridade territorial do País e representa a Nação no plano interno e internacional.
 O Presidente da República exerce o poder executivo, auxiliado por um Vice-Presidente, Ministros de Estado e Ministros, que por sua vez são auxiliados por Secretários de Estado ou vice-ministros.

 Resgate do prestígio do Ministério da Defesa Nacional e relançamento da cooperação

Nomeado Ministro da Defesa Nacional em Abril de 2014, João Lourenço teve o mérito de resgatar e consolidar a dignidade e o prestígio da instituição e das Forças Armadas Angolanas.
A elevação do Ministério da Defesa Nacional e das FAA para patamares elevados e reconhecidos, por instituições regionais e internacionais, nas quais Angola tem tido o privilégio de actuar no domínio da Defesa, como garantem os seus antigos colaboradores directos é apenas um exemplo do esforço e diligências empreendidas no reforço da operacionalidade e da capacidade combativa das tropas. 
Fruto do seu empenho, nas Tropas Terrestres e na Força Aérea é visível uma mudança qualitativa em meios blindados, aeronaves e outros equipamentos. Embora condicionada pelos constrangimentos de ordem económica e financeira, prossegue o redimensionamento e reequipamento da Marinha de Guerra Angolana, um projecto ambicioso e de grande envergadura, de segurança e vigilância da plataforma marítima de Angola. 
No plano internacional, o ponto alto do consulado do Presidente da República eleito, à frente do Ministério da Defesa Nacional, foi o encontro de trabalho que teve, em meados do mês de Maio, na sede do Pentágono, em Washington, com o seu homólogo norte-americano, James Mitts. 
Recebido com honras militares, no encontro, os dois governantes assinaram um Memorando de Entendimento, instrumento de cooperação que doravante vai permitir assinar acordos mais específicos em vários domínios da cooperação militar entre Angola e os Estados Unidos. “Encaramos a cooperação com os Estados Unidos no domínio da Defesa como algo de  muito sério. Acreditamos que ambos os países sairão a ganhar com este acordo”, declarou na ocasião.
No âmbito da cooperação militar, o mandato de João Lourenço possibilitou também o relançamento da cooperação militar com a China, outra potência militar à escala mundial, país que Angola conta para modernizar as Forças Armadas. 
As conversações ao mais alto nível entre delegações de Angola e da China, chefiadas pelos ministros da Defesa dos dois países, nas cidades de Pequim, em Setembro de 2015, e Luanda, em Julho de 2017, são indicadores da disponibilidade do Executivo angolano para consolidar e estreitar a cooperação mutuamente vantajosa com a China, na base de uma nova abordagem e de uma nova dinâmica, que obedeça sempre ao princípio do respeito mútuo, tratamento e valorização equitativa dos interesses de cada país. Neste particular, o ministro da Defesa chinês, Chang Wanquan, tem dado garantias que a parceria com Angola tem como objectivo a implementação dos consensos estabelecidos entre os Chefes de Estado dos dois países para impulsionar, com maior profundidade, os laços de cooperação entre as Forças Armadas Angolanas e as chinesas. Outro exemplo do contributo no processo de modernização das FAA está na reiterada disponibilidade que a Universidade de Defesa Nacional da China, tem para cooperar com instituições de Angola ligadas ao ensino militar.
A dinâmica de trabalho implementada nos últimos três anos pelo Ministério da Defesa Nacional fez da Itália outro parceiro estratégico de Angola no seu processo de reequipamento e modernização. Em Junho de 2016, no decorrer da visita de quatro dias que efectuou àquele país europeu, João Lourenço admitiu a possibilidade de implantação de uma indústria de equipamentos militares no país. Além do encontro de trabalho que teve com a ministra da Defesa, Roberta Pinotti, a permanência do Presidente da República eleito, na Itália, serviu para consolidar alguns dos projectos iniciados em 2015 na área da segurança e vigilância marítima. 
Em Março de 2017, na cidade de Madrid, numa demonstração da excelência do estado das relações bilaterais estabelecidas com a Espanha, ainda nos primórdios da Independência Nacional, o ministro da Defesa Nacional cessante e a sua homóloga espanhola, María Dolores de Cospeda rubricaram um acordo de cooperação no domínio da Defesa. Dias antes, João Lourenço havia sido recebido pelo presidente do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, no Palácio de Moncloa.
No plano regional, nas reuniões da comissão mista de Defesa e Segurança Angola-Zâmbia, incentivou o combate ao tráfico de drogas e imigração ilegal que constituem ameaças às fronteiras comuns e preocupam as autoridades dos dois países. O mesmo sucedeu com as autoridades de Defesa da Namíbia, para desencorajar a criminalidade transfronteiriça, sobretudo o roubo de gado, falsificação de documentos, a pirataria e à ameaça de terrorismo.
O consulado do ministro cessante fica particularmente marcado pelo seu “incansável compromisso”, na qualidade de Presidente em exercício do Comité de Ministros da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos na busca de soluções duradouras para a pacificação regional, no espírito do pacto de segurança, estabilidade e desenvolvimento, particularmente em países como o Burundi, República Democrática do Congo, República Centro Africana, Sudão do Sul e Sudão.

Acordo de paz mais próximo

Eleazar Van-Dúnem

26 de Setembro, 2017

O XI congresso da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido que governa o país desde a independência nacional, celebrada desde 25 de Junho de 1975, começa hoje na Matola, com o objectivo de “dar um sinal inequívoco de paz e estabilidade aos investidores e parceiros de cooperação” da “Pérola do Índico.”

Numa conferência de imprensa realizada em Maputo na véspera do encontro, que termina no domingo, 1º de Outubro, o porta-voz da FRELIMO anunciou que a força política quer que o congresso “sirva para dar um sinal a investidores e parceiros de que a paz e recuperação económica de Moçambique são prioridades do partido no poder.” 
A FRELIMO, explicou na altura António Niquice, pretende que a comunidade internacional tenha garantias de que os esforços para a paz e estabilidade do país, e na área da diplomacia económica do Presidente da República e líder do partido, Filipe Nyusi, têm continuidade.
Antes, Alberto Chipande, membro da Comissão Política da FRELIMO e general das Forças Armadas moçambicanas na reserva, defendeu que, com este congresso, também é chegada a altura de os libertadores da pátria moçambicana passarem o testemunho aos jovens na liderança do país.
Para o histórico dirigente e nacionalista, não se pode continuar a minar o desenvolvimento do país onde a maioria da sua população é jovem. “É tempo de a geração 25 de Setembro, a que lutou contra o regime colonial português, passar o testemunho à nova geração na condução dos destinos de Moçambique”, defende o general na reserva, que olha com optimismo para a realização do 11º congresso da FRELIMO.
Alberto Chipande considera que o legado dos antigos combatentes pela independência deve ser transmitido às novas gerações de moçambicanos, que vão ter por missão contribuir para o desenvolvimento e construir um país próspero e moderno para todos os cidadãos. Moçambique, sublinha, deve encetar uma nova era.
Delegados de todo o país participam na eleição do líder da FRELIMO, que tem o actual Presidente e Chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, como candidato único à própria sucessão. 
Espera-se que as decisões do congresso - que deve juntar 4.000 pessoas oriundas das 11 províncias de Moçambique e antecede as eleições autárquicas de 10 de Outubro do próximo ano, bem como as eleições de 2019, ainda sem data marcada - consolidem “a união e coesão em torno da figura do actual presidente.” 

Paz mais próxima 

O congresso da FRELIMO acontece depois de o Chefe do Estado e comandante-chefe das Forças de Defesa de Moçambique (FADM) afirmar em Maputo que o processo de paz em curso no país “está a ter resultados encorajadores.”
Ao falar na cerimónia de condecoração de 65 oficiais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique,  Filipe Nyusi assegurou que o diálogo em curso com o líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, “tem o objectivo único de alcançar a paz efectiva, livre de qualquer tipo de condicionalismos, ameaças e, sobretudo, uma paz duradoura.”
Na altura, o Presidente moçambicano disse haver necessidade de tomar-se algumas medidas que devem ter as Forças Armadas de Defesa de Moçambique como principais actores e de esta promover a autodisciplina, perspicácia, agilidade e capacidade de adaptação alicerçada em elevados padrões de prontidão em todas as situações. 
O discurso do Presidente Filipe Nyusi foi feito duas semanas depois de Afonso Dhlakama afirmar estar em discussão com o Presidente moçambicano “para concluir o processo de paz”, e garantir que o diálogo em curso, ao mais alto nível, prossegue rumo à paz efectiva.
“Tenho vindo a apelar para que os nossos delegados saibam perdoar e olhem para frente. A paz tem grande significado: viver bem, tranquilo, justiça, boa governação e desenvolvimento económico”, declarou Afonso Dhlakama.
Apesar de o Governo moçambicano e a RENAMO terem assinado em 1992 o Acordo Geral de Paz e um segundo acordo em 2014 para a cessação das hostilidades militares, Moçambique vivia até o final do ano passado surtos de violência pós-eleitoral, devido à recusa do principal partido da oposição em aceitar os resultados, alegando fraude.
Em Maio, Afonso Dhlakama, o líder da RENAMO, anunciou uma trégua nos confrontos com as Forças de Defesa e Segurança por tempo indeterminado, após contactos com o Chefe de Estado moçambicano.

Governadores eleitos a partir de 2019 

Afonso Dhlakama, o presidente da RENAMO, anunciou no fim-de-semana, numa reunião da comissão política do seu partido, na serra da Gorongosa, um acordo com o Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, para a eleição de governadores provinciais.
Segundo o líder da RENAMO, o acordo prevê que, a partir de 2019, os governadores provinciais passem a ser eleitos e não nomeados pelo Presidente da República.
“Conseguimos! Em 2019, teremos governadores eleitos! Da RENAMO, do MDM, da FRELIMO e, se calhar, dos outros partidos”, disse,  satisfeito. Afonso Dhlakama explicou que, graças ao acordo, o projecto de descentralização do seu partido deve ser aprovado quando chegar ao Parlamento, que tem maioria da FRELIMO, partido liderado por Filipe Nyusi. A integração das forças da RENAMO, disse, está ainda em debate.
Entretanto, o porta-voz da FRELIMO saudou “a forma fluida do diálogo para a paz” com a RENAMO e remeteu para o Presidente Filipe Nyusi detalhes sobre o acordo anunciado por Afonso Dhlakama.
“Este diálogo tem estado a fluir muito bem, ao mais alto nível, e nós pensamos que é para esse nível que temos que remeter qualquer tipo de apreciação detalhada”, disse António Niquice, igualmente secretário para a mobilizaçãoda FRELIMO.
 António Niquice acrescentou que um “sinal inequívoco” do diálogo construtivo foi dado no início de Agosto com a visita do Presidente da República e líder da FRELIMO, Filipe Nyusi, ao líder da RENAMO e da oposição moçambicana,  Afonso Dhlakama, na serra da Gorongosa, onde o principal rosto da oposição se encontra refugiado.
“Filipe Nyusi foi visitar um irmão num processo de aproximação das famílias moçambicanas”, lembrou António Niquice.

Angela Merkel promete Governo estável

26 de Setembro, 2017

A chanceler alemã, Angela Merkel, que venceu as eleições legislativas de domingo, mas saiu enfraquecida das urnas, prometeu na segunda-feira formar uma maioria governamental estável e reconquistar os muitos eleitores que votaram no partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

Governo de Ancara ameaça o Curdistão

26 de Setembro, 2017

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, anunciou ontem que Ancara vai impor sanções ao Curdistão iraquiano, em coordenação com Bagdad, devido ao referendo independentista realizado ontem, mas não especificou quais.

 “Para nós, a única autoridade legítima é o Governo de Bagdad. O espaço aéreo e as passagens fronteiriças dependem do Governo central. Isso inclui os oleodutos”, disse Yildirim numa entrevista à rede turca “NTV”. 
“Chegaram solicitações oficiais desde Bagdad. Agora estamos a avaliar no gabinete de ministros que sanções são as mais fáceis de implementar e daqui a pouco daremos estes passos”, anunciou o primeiro-ministro.
“A obstinação com o referendo prepara o terreno para agudos confrontos e o preço será pago pelos cidadãos inocentes”, acrescentou Yildirim. Nas últimas semanas, o Governo turco multiplicou os apelos ao presidente do Curdistão iraquiano, Masud Barzani, até agora um bom aliado de Ancara, para que desconvocasse o referendo “enquanto estivesse a tempo”. O Curdistão insiste no referendo para a sua autodeterminação, fazendo saber “que esta é a única forma de proteger o seu povo e manter os seus valores, que têm sido destruídos por forças que agem contra a sua existência”, sem citar a Turquia.

Autoridades confirmam ajuda aos sobreviventes do desastre

26 de Setembro, 2017

O Presidente mexicano, Enrique Pena Nieto, procurou oferecer confiança e estabilizar os níveis de segurança às famílias e confirmar a ajuda do Governo para os sobreviventes numa visita por Jiquipilas, no pobre estado do sul de Chiapas, que foi atingido pelo terramoto de 7 de Setembro.

“Tenha certeza que o Governo federal está aqui, o Estado e o governo local, dando suporte a você, mão-a-mão, para reconstruir”, disse o presidente. Mas muitos mexicanos desconfiam dos políticos que usam o terramoto para marcar pontos políticos, antes das eleições de 2018, que são vistas como um referendo sobre o recorde parcial do Partido Revolucionário Institucional desde o retorno ao poder em 2012.
Os trabalhadores de emergência procuram por sobreviventes com holofotes em edifícios esmagados pelo terramoto mais mortal do México em 32 anos, em meio a perspectivas esmorecidas de resgate, cinco noites após o desastre, enquanto o Presidente Enrique Pena Nieto instou os mexicanos a voltarem a atenção para a reconstrução do país.
A procura continuava num prédio de escritórios arruinado no bairro Roma da Cidade do México e num prédio de cinco andares em Tlalpan depois do terramoto de 7,1 graus ter derrubado dezenas de edifícios e matado mais de 300 pessoas. O tremor, o pior no México desde o terramoto de 1985 que matou milhares, pode ter deixado pelo menos 30 mil casas muito danificadas nos estados adjacentes de Morels e Puebla e gerou perdas de 4 mil milhões a 8 mil milhões de dólares.
Mas as autoridades cancelaram os esforços na zona de classe média alta Linda Vista, depois de tirarem dez corpos dos escombros, enquanto o trabalho no prédio de apartamentos em Tlalpan foi interrompido temporiamente devido a um terramoto de magnitude 6,2 que sacudiu o sul do México e espalhou o medo pela capital. 
A resposta do Governo ao desastre está controlada.

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