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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 18.09.2017

 

Chega a 22 número de feridos no metrô de Londres; polícia vê ato terrorista

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 15/09/2017 19:11:56

O número de pessoas hospitalizadas com ferimentos, por causa de uma explosão em um trem do metrô de Londres, na estação de Parsons Green, chegou a 22, informou o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês).

Segundo a imprensa britânica, várias pessoas sofreram queimaduras no rosto, nos braços e nas pernas.

A explosão, seguida de incêndio, foi provocada por um recipiente branco que estava dentro de uma bolsa de supermercado, em vagão de um trem com capacidade para 865 passageiros.

O ataque aconteceu no trecho externo da linha District Line, que foi parcialmente suspensa, entre as estações de Wimbledon e Earls Court.

A primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, fez uma reunião do comitê de emergência Cobra, formado pelos principais ministros do governo.

A polícia confirmou que trata o caso como um ataque terrorista, que provocou uma “bola de fogo” em um trem repleto de passageiros.

Em comunicado à imprensa, o chefe da diplomacia britânica disse que a informação disponível é “limitada” e pediu que a população continue com sua vida normal.

“Tenho medo que a informação seja limitada e é realmente importante não especular neste momento. Obviamente, todo o mundo deveria manter a calma e continuar com sua vida normalmente”, disse o ministro.

Um porta-voz da residência oficial de Downing Street disse que a primeira-ministra britânica, Theresa May, está recebendo informações sobre a situação em Parsons Green.

A estação foi fechada e a linha District Line está suspensa, enquanto os serviços de emergência estão no local para ajudar no atendimento dos feridos.

O comissário adjunto da polícia metropolitana de Londres, Mark Rowley, informou que a explosão no metrô da cidade pela manhã foi causada por um equipamento caseiro improvisado.

 A TV estatal britânica BBC informa que apurou que a detonação foi feita por meio de um timer, um aparelho temporizador de contagem regressiva. 

China rejeita demanda dos EUA para aumentar pressão sobre Coreia do Norte

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/09/2017 10:36:00

O jornal do Partido Comunista da China, People's Daily, criticou os Estados Unidos por exigir que Pequim pressione mais a Coreia do Norte a pausar seu programa de armas nucleares.

"Pequim nunca irá aceitar a responsabilidade imposta pelos Estados Unidos", segundo a publicação. A China é responsável por cerca de 90% do comércio da Coreia do Norte.

O jornal ainda apontou que as sanções contra o regime de Pyongyang não devem interferir no "comércio legítimo" entre a Coreia do Norte e o mundo exterior, ou prejudicar as pessoas comuns. Sanções não são "uma ferramenta para prejudicar o regime", salienta a publicação.

Mais tarde, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Lu Kang, disse para repórteres que "alguns partidos envolvidos" - em referência aos EUA e Coreia do Norte - "seguem mandando mensagens ameaçadoras tanto em palavras quanto em intenções, que incluem alertas de ações militares".

"Esse tipo de ação não ajuda a resolver o problema, apenas complica a situação", afirmou. Fonte: Associated Press

Furacão Irma: FAB resgata 14 pessoas na Ilha de San Martín

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 13/09/2017 22:15:19

Já está em solo brasileiro o avião da FAB que resgatou 14 pessoas que estavam na Ilha de San Martín, no Caribe, durante a passagem do furacão Irma. A aeronave pousou por volta de 1h30 de ontem (13) em Brasília. Entre os passageiros estavam sete brasileiros, quatro holandeses, dois venezuelanos e um norte-americano.

Um dos brasileiros que chegou à bordo do avião presidencial VC-2, da Embraer, foi o paulista Ricardo Passarelli, que morava na ilha há mais de um ano. Por meio de nota divulgada pela FAB, Passarelli disse que 95% do local ficou destruído com o desastre ocorrido no dia 6 de setembro. O teto da casa em que ele morava foi destruído. O hotel onde ele ficou hospedado, que contava com um bunker subterrâneo, ficou com água até as canelas.

Em relato divulgado pela FAB, Passarelli diz que foram grandes as dificuldades para deixar a ilha, e que só aeronaves militares tinham condições de pousar na região. O saguão do aeroporto foi destruído. Com isso foi necessário montar tendas para que as pessoas tivessem condições de aguardar os voos. “Onde o furacão passou, derrubou tudo”, disse o paulista.

Morador há nove meses da Ilha de São Martinho, o paranaense Helton Laufer também estava entre os passageiros da aeronave. Graças as facilidades que tinha de acesso a sistemas de comunicação, ele pôde ajudar outras pessoas a se comunicarem com o Itamaraty. Com isso foi possível às autoridades brasileiras, mapear necessidades de apoio e acionar as estruturas governamentais necessárias para que a missão de regate fosse cumprida.

Segundo ele, o desastre ficou maior porque, apesar dos avisos feitos pelas autoridades locais, muitas pessoas se recusaram a evacuar a ilha por acharem que o furacão não causaria tantos estragos. “O brasileiro não tem experiência com esses fenômenos. Pensamos que se todos estavam ficando na ilha, poderíamos ficar também. Se soubéssemos o quão forte seria, teríamos ido embora antes”, disse Helton por meio da nota divulgada há pouco pela FAB.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 18.09.2017

Coreia do Sul e Trump querem reforçar pressão a Pyongyang

Líder norte-coreano fez novo teste de míssil na última sexta (15)

Agência ANSA

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu homólogo sul-coreano, Moon Jae-In, se comprometeram para exercer "uma maior pressão" contra a Coreia do Norte.

Em conversa por telefone neste domingo (17), os dois líderes condenaram o último disparo de míssil feito por Pyongyang na última sexta-feira (15) que sobrevoou o mar do Japão.

De acordo com um comunicado divulgado pelo governo da Coreia do Sul, "ambos os dirigentes concordaram em exercer uma maior pressão e mais concreta para que o regime norte-coreano entenda que mais provocações vão conseguir apenas reforçar o isolamento diplomático e as pressões econômicas que levarão a seu colapso".

Por sua vez, a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, declarou que o Conselho de Segurança das Organizações das Nações Unidas (ONU) não tem mais alternativas para conter o programa nuclear dos norte-coreanos.

"Esgotamos quase todas as coisas que podemos fazer no Conselho de Segurança neste momento. Queríamos ser responsáveis e passar por todos os meios diplomáticos para chamar a atenção [da Coreia do Norte] em primeiro lugar. Se não funciona, o general Mattis se encarregará disso", disse Haley à emissora de TV CNN.

A embaixadora insinuou que, se o rumo da situação não mudar, o governo terá de encaminhar o assunto ao Pentágono. Além disso, Haley afirmou que o governo norte-americano está "tentando qualquer outra possibilidade", mas reconheceu que "há muitas opções militares na mesa".

Neste sábado (16), o líder norte-coreano Kim Jong-um disse que seu objetivo de desenvolver sua força nuclear "está quase concluído" e que pretende equilibrar a força militar com os Estados Unidos.

"Nosso objetivo é estabelecer o equilíbrio da força real com os EUA e fazer com que os governantes norte-americanos não se atrevam a falar sobre uma opção militar", disse Kim Jong Un.

A declaração ocorreu logo após o Conselho de Segurança da ONU adotar por unanimidade uma nova resolução de sanções contra a Coreia do Norte.

Irã diz ter o 'pai de todas as bombas', com 10 toneladas

Artefato é similar à 'mãe de todas as bombas' que EUA possuem

Agência ANSA

 

Enquanto o mundo está preocupado com os testes nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, o Irã anunciou que detém uma bomba de 10 toneladas que é considerada "o pai de todas as bombas", segundo informou o comandante da divisão aerospacial dos Guardiões da Revolução iraniana, Amir Ali Hajizadeh.

Hajizadeh, em entrevista à emissora estatal "PressTV", explicou detalhes sobre o artefato."A nossa indústria defensiva produziu bombas que pesam aproximadamente 10 toneladas e, se lançadas de aviões, têm uma alta capacidade destrutiva", disse.

A bomba iraniana é comparada à norte-americana GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), conhecida como a "mãe de todas as bombas", e usada pelos Estados Unidos em abril deste ano sobre o Afeganistão.

O comandante iraniano também admitiu, mas sem fornecer detalhes, que o Corpo de Guardiões da Revolução se infiltrou nos centros de Controle de Comando dos Estados Unidos. Hajizadeh confirmou que o Irã tem em mãos "todos os documentos" dos movimentos norte-americanos nos últimos anos.

"Nós, nestes anos, penetramos e estivemos presentes nos centros de Controle de Comando dos americanos e vimos tudo que fizeram, vimos o que eles veem, onde atacam, ao lado do que acontece e como eles sustentam o Estado Islâmico. Os americanos criaram o EI e os dirigiram durante estes anos", declarou.

O comandante iraniano ainda ameaçou os Estados Unidos, alegando que, para comprovar sua tese, os documentos poderão ser publicados futuramente.

Segundo suspeito de ataque em Parsons Green é um jovem sírio

Yahyah Farroukh, de 21 anos, foi detido ontem pela polícia

Agência ANSA

As autoridades inglesas informaram que o segundo suspeito detido pelo atentado terrorista contra a estação de metrô de Parsons Green é o jovem sírio Yahyah Farroukh, de 21 anos. Ele foi detido neste domingo (17), em Hounslow.

De acordo com a emissora SkyNews, Farroukh teria nascido em Damasco e mantinha contato com o casal Penelope e Ronald Jones, de 71 e 88 anos, respectivamente, do condado de Surrey. Eles são conhecidos por realizarem trabalhos sociais, como adoções de refugiados, e já receberam um prêmio das mãos da rainha Elizabeth II por isso.

Também está preso um rapaz de 18 anos que é apontado como o fabricante da bomba caseira usada no atentado. Ele é o principal suspeito do ataque e fora uma das crianças adotadas por Penelope e Ronald Jones.

O ataque deixou ao menos 30 feridos na última sexta-feira (15) e foi comemorado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), apesar das autoridades de Londres não confirmarem a organização como autora do atentado.

Com o avanço das investigações e a prisão dos dois suspeitos, o Reino Unido reduziu de "crítico" para "grave" o nível de alerta terrorista no país.

Ucrânia pode romper cooperação militar com China devido à pressão estadunidense

 

Há pouco, a mídia ucraniana informou que o Serviço de Segurança da Ucrânia iniciou uma investigação sobre a possível venda ilegal de 56% das ações da empresa ucraniana Motor Sich para a China.

Isso poderia levar a certas mudanças na abordagem de Kiev em relação à cooperação técnico-militar com Pequim, acredita o analista militar russo Vasily Kashin em entrevista à Sputnik.

Após o colapso da União Soviética, a Ucrânia tornou-se a segunda mais importante fonte de tecnologia militar para a China, após a Rússia. Kiev tinha patentes significativas em áreas sensíveis da indústria aeroespacial, motores de aeronaves, mísseis, radares e sistemas de propulsão navais.

De acordo com o especialista militar, a Ucrânia ajudou muitas vezes a China a evitar as restrições às exportações de tecnologia militar, tendo também transferido tecnologia para Pequim a um preço muito mais baixo.

Kashin explicou que, apesar da influência dominante dos EUA na política ucraniana desde a década de 90, Washington fez pouco para interromper essa cooperação. Os norte-americanos intervieram apenas em casos particularmente importantes, como o do fornecimento de mísseis de cruzeiro soviéticos Kh-55 para o Irã e a China na década de 2000.

A Sich Engine tem uma longa história de cooperação com a China nas áreas de desenvolvimento, manutenção e fornecimento de motores tanto civis como militares, aeronaves não tripuladas e mísseis de cruzeiro. A perda do mercado russo durante a crise forçou a empresa ucraniana a aumentar essa cooperação, afirmou o analista.

Segundo Kashin, ainda recentemente as autoridades ucranianas apoiaram os contatos da Motor Sich com os chineses. Assim, em maio de 2017, o vice-premiê ucraniano Stepan Kubiv mencionou planos de criar uma fábrica de motores de aviação no município chinês de Chongqing com base em tecnologia ucraniana.

É possível que essa cooperação tenha atraído a atenção dos Estados Unidos, disse o analista.

"Se os projetos existentes para criar joint ventures e efetuar transferência de tecnologia forem suspensos devido à pressão dos órgãos de segurança ucranianos, Pequim terá que retomar os antigos métodos para obter tecnologias: adquirir licenças individuais e convidar especialistas. Tudo isso poderia diminuir significativamente o progresso dos programas chineses", disse o analista à Sputnik.

Além disso, Kashin advertiu sobre o possível aumento da pressão por parte dos serviços de segurança ucranianos em outros projetos de cooperação entre a China e as empresas da indústria militar ucraniana, principalmente no que se trata do consórcio espacial Yuzhmash.

"Os riscos associados com a cooperação com um país cliente dos EUA, que não tem sua própria política externa independente, deveriam ter sido óbvios para a China. O gigante asiático deveria ter aprendido a lição de cooperação técnico-militar com Israel", frisou Kashin.

O especialista lembrou que, no início dos anos 2000, sob a pressão dos EUA, Israel suspendeu a cooperação com Pequim.

O conflito grave entre Israel e os EUA surgiu, em particular, devido ao acordo de entrega de sistemas de alerta precoce à China. Israel deveria equipar três aviões chineses com radares Phalcon. No entanto, após forte pressão por parte dos EUA, em julho de 2000 Israel foi forçado a descartar o acordo, com um valor potencial de US$ 1 bilhão.

Além disso, os EUA forçaram Israel a suspender a colaboração no desenvolvimento do caça ligeiro chinês J-10 com base no projeto israelense Lavi.

"É muito provável que algo parecido aconteça agora com a cooperação sino-ucraniana", concluiu Kashin.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 18.09.2017

 

Seul, Washington e Tóquio vão realizar exercícios antimísseis

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Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão vão realizar um exercício antimísseis no final deste mês, perante contínuos lançamentos da Coreia do Norte, disse hoje um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

O exercício está incluído num relatório que o Ministério enviou para a Assembleia Nacional devido ao último míssil de médio alcance lançado na sexta-feira pela Coreia do Norte, que percorreu 3.700 quilómetros e sobrevoou o norte do arquipélago japonês.

O documento sublinhou que Pyongyang parece aproximar-se da "fase final" de desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental (ICBM), com o qual poderia atingir o território norte-americano, e estimou que o regime continue a realizar "provocações estratégicas adicionais" a curto prazo com novos testes de armamento.

O exercício conjunto antimísseis vai realizar-se depois de dois projéteis norte-coreanos terem sobrevoado o Japão no último mês e num momento em que existem dúvidas sobre as capacidades reais dos aliados para intercetar um míssil de Pyongyang.

O relatório também explicou que o Pentágono planeia enviar um porta-aviões nuclear e o grupo de ataque para participar em manobras com as Forças Navais sul-coreanas em outubro, apesar de porta-vozes das Forças Armadas dos Estados Unidos na Coreia do Sul e do Comando do Pacífico terem afirmado que o destacamento não está confirmado.

O texto também não indicou qual dos porta-aviões da VII Frota será enviado para a península coreana.

O porta-aviões nuclear norte-americano Carl Vinson já foi destacado, na passada primavera, para a região em resposta aos repetidos testes de armamento realizados este ano pela Coreia do Norte.

Regresso ao Acordo de Paris? Tillerson e McMaster dizem que sim

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Secretário de Estado e conselheiro do presidente abrem a porta a um entendimento, Casa Branca desmente mudança de posição

O secretário de Estado Rex Tillerson afirmou que o presidente dos Estados Unidos é favorável a permanecer no Acordo de Paris sobre alterações climáticas, caso se consiga "construir um conjunto de parâmetros que sejam justos". À CBS, o chefe da diplomacia declarou: "O presidente disse estar aberto a encontrar as condições em que podemos permanecer comprometidos com as outras partes, sobre o que todos concordamos ser um tema desafiante."

Embora não sugira a permanência no Acordo de Paris, também o conselheiro de segurança nacional do presidente, H.R. McMaster, foi bastante claro sobre as intenções do líder norte-americano, em declarações à ABC: "Ele deixou a porta aberta para podermos voltar a entrar mais tarde, caso haja um acordo melhor para os Estados Unidos."

Donald Trump anunciou em junho que os Estados Unidos iriam abandonar o Acordo de Paris, assinado em 2015. O pacto de 188 países estabelece medidas para a redução das emissões de dióxido de carbono, responsáveis pelo aumento global das temperaturas e, em consequência, das alterações climáticas.

Esta sucessão de declarações com tonalidades distintas deu-se após o comissário europeu para a Energia e Alterações Climáticas, Miguel Arias Cañete, ter afirmado que os Estados Unidos tinham mostrado interesse em rever os termos do acordo. "É uma mensagem bem diferente da que ouvimos do presidente Trump no passado", afirmou o espanhol durante a reunião informal com ministros do Ambiente de mais de 30 países. Uma reunião informal organizada pelo Canadá, China e União Europeia e que decorreu em Montreal, Canadá

Cinco mil mortes anuais na Europa atribuídas a excesso de emissões de diesel

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O excesso de emissões de dióxido de nitrogénio -- um produto cancerígeno -- de motores diesel, acima dos valores limite estabelecidos, é responsável por cerca de cinco mil mortes prematuras por ano nos países da União Europeia, Noruega e Suíça.

Essa é a conclusão a que chegaram os autores de um novo estudo realizado pelo Instituto Meteorológico Norueguês em cooperação com o Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA, pela sigla em inglês) da Áustria e a Universidade da Tecnologia Chalmers da Suíça.

Num comunicado publicado hoje pelo IIASA é referido o escândalo da manipulação de dados sobre emissões de motores diesel que, após inicialmente ser revelado como um problema da Volkswagen, veio a descobrir-se que afeta vários fabricantes de automóveis.

A investigação concentrou-se no efeito dessas emissões excessivas na saúde dos europeus.

"Este novo estudo estima que por cada ano cerca de 10 mil mortes prematuras podem ser atribuídas a emissões de óxido de nitrogénio dos automóveis, carrinhas e veículos comerciais ligeiros de motores diesel", explica o IIASA num comunicado hoje publicado.

Cerca de metade dessas mortes, ou seja, umas cinco mil, "devem-se ao facto de as emissões de óxido de nitrogénio (NOx) serem muito mais altas do que os valores limites estabelecidos", acrescenta.

"Se as emissões dos automóveis diesel forem tão baixas como as de automóveis de gasolina, poderia ter-se evitado três quartos, ou 7.500 mortes prematuras", afirma no comunicado Jens Borken-Kleefeld, especialista em transportes do instituto internacional.

Os cientistas recordam que, no total, "cerca de 425 mil mortes prematuras anuais associam-se aos níveis atuais de contaminação atmosférica" na região citada (União Europeia, Noruega e Suíça).

"Mais de 90% dessas mortes prematuras são causadas por doenças respiratórias e cardiovasculares relacionadas com a exposição a partículas finas", das quais "o NOx é um percursor chave".

A situação pirou nos últimos anos, já que "a proporção de carros a diesel na União Europeia aumentou até alcançar cerca de 50% da frota", com atualmente mais de 100 milhões destes motores a circular na Europa, o que representa "o dobro do resto do mundo".

E agora foi revelado que "as suas emissões de NOx são quatro a sete vezes mais altas" nas ruas ou estradas do que nos testes oficiais de certificação, indica o comunicado.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 18.09.2017

EUA fazem simulação de bombardeamento da península coreana

 

Quatro caças F-35B e dois bombardeiros B-1B dos Estados Unidos realizaram hoje a simulação de um bombardeamento sobre a Península da Coreia, na sequência do disparo, sexta-feira, de um míssil balístico de Pyongyang.

No exercício aéreo participaram também quatro caças sul-coreanos F-15K, de acordo com a agência de notícias Ynohap que cita fontes do governo de Seul.

Os exercícios aéreos decorreram três dias depois de a Coreia do Norte ter realizado o lançamento de um míssil que percorreu 3.700 quilómetros antes de cair no mar e depois de ter sobrevoado o arquipélago do Japão.

O disparo de sexta-feira foi efetuado depois de terem sido aprovadas pelo Conselho das Nações Unidas novas sanções económicas contra o regímen de Pyongyang.

O uso de meios aéreos e navais dos Estados Unidos durante exercícios militar são encarados na península coreana como uma prova de força e são habituais desde o passado dia 31 de agosto, altura em que foram enviadas para região os quatro caças F-35B e os dois bombardeiros B-1B.

Por outro lado, forças da Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão vão realizar um exercício antimísseis no final do mês, segundo anunciou hoje um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

A realização das manobras constam de um relatório militar que o Ministério da Defesa enviou para a Assembleia Nacional da Coreia do Sul e que refere que Pyongyang parece aproximar-se da "fase final" de desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental (ICBM), com o qual poderia atingir o território norte-americano.

O mesmo documento admite que o regime de Pyongyang pode vir a realizar "provocações estratégicas adicionais" a curto prazo com novos testes de armamento.

O exercício conjunto antimísseis vai realizar-se depois de dois projéteis norte-coreanos terem sobrevoado o Japão e num momento em que existem dúvidas sobre as capacidades reais dos aliados para intercetar um míssil de Pyongyang.

China apela aos EUA para que não adotem via militar contra a Coreia do Norte

 

A China instou, esta segunda-feira, os Estados Unidos a não recorrer à via militar na crise norte-coreana e exortou todas as partes a resolver o conflito pacificamente, conforme as resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

"A tarefa atual de todas as partes é implementar a resolução [do Conselho de Segurança], em vez de levantar questões extra", afirmou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lu Kang, em conferência de imprensa.

Lu reagia às recentes advertências da embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, que afirmou que o Pentágono encarregar-se-á da crise, caso a Coreia do Norte prossiga com o seu programa nuclear.

"De vez em quando, algumas partes fazem ameaças entre si, e creio que, na verdade, isto não promove a solução do problema. Só prejudica", disse.

O porta-voz apelou a todas as partes para que mantenham a calma e recordou que é preciso respeitar as resoluções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, porque refletem a posição da comunidade internacional.

Na segunda-feira, quatro caças F-35B e dois bombardeiros estratégicos B-1B norte-americanos realizaram um simulacro de bombardeamento sobre a península coreana.

Em entrevista à CNN, Nikki Haley reconheceu que, apesar de o Governo norte-americano estar a "tentar qualquer outra possibilidade", há "muitas opções militares sobre a mesa".

"Queremos ser responsáveis e passar por todos os meios diplomáticos (...) mas se não funcionar, o general [James] Mattis encarregar-se-á de resolver", afirmou Nikki, aludindo que o assunto pode ser transferido para o secretário da Defesa norte-americano.

O Conselho de Segurança aprovou novas sanções contra Pyongyang em resposta ao último ensaio nuclear, realizado no passado dia 3 de setembro.

No entanto, no sábado, os 15 membros do Conselho recusaram impor mais sanções, depois de o regime de Kim Jong-un ter lançado um novo míssil de alcance médio, que sobrevoou o norte do Japão.

China e a Rússia defendem que a Coreia do Norte interrompa as suas provas nucleares e com misseis balísticos, a troco de os Estados Unidos e a Coreia do Sul suspenderem os seus exercícios militares na península coreana.

Pequim mostrou ainda apoio à postura de Seul, de continuar a enviar ajuda humanitária para o país vizinho, face ao crescente isolamento económico que este enfrenta.

"Todas as resoluções adotadas sobre a Coreia do Norte não têm como intenção afetar negativamente o trabalho e necessidades humanitárias do país", disse o porta-voz.

Lu Kang insistiu que a China continuará a oferecer o seu apoio para melhorar as relações e promover a reconciliação entre as partes envolvidas na crise.

Furacão Maria sobe para categoria 3 e prossegue em direção às Caraíbas

 

O furacão Maria ganhou força e atinge agora a categoria 3, numa escala de 5, quando prossegue em direção às Caraíbas.

O Centro Nacional de Furações (NHC) norte-americano, em Miami, detalhou que o olho do furacão deverá atingir as ilhas Leeward ao início da noite desta segunda-feira, quando o centro se situava a cerca de 95 quilómetros a leste da Martinica, com ventos máximos que atingem os 195 quilómetros por hora.

O furacão mantém um percurso que o levará para perto das ilhas atingidas pelo furacão Irma e ainda em direção a Porto Rico, República Dominicana e Haiti. Já foram emitidos avisos de furacão em Guadalupe, Dominica, St. Kitts, Nevis, Montserrat e Martinica.

O NHC tinha-o classificado em Categoria 2 às 13 horas, e avisa que o furacão pode continuar a ganhar força rapidamente.

"Aguarda-se um rápido fortalecimento adicional do Maria durante os próximos dias, e o sistema pode converter-se num "perigoso furacão" enquanto se "move pelas ilhas do sotavento e o nordeste do Caribe", sublinhou o NHC, que admite a sua aproximação às Ilhas Virgens e a Porto Rico na quarta-feira.

A "perigosa agitação marítima" e as "destrutivas ondas" provocadas pelo Maria já estão a afetar todas as Antilhas Menores, com subidas do nível do mar entre 1,8 e 2,7 metros.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 18.09.2017

 

Guterres entre os convidados

18 de Setembro, 2017

O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, convidou formalmente o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, para assistir a cerimónia de investidura do Presidente da República eleito, João Lourenço.

O convite, de acordo com a Angop, foi formulado pelo Presidente José Eduardo dos Santos e entregue sexta-feira pelo representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, embaixador Ismael Gaspar Martins. 
À frente das Nações Unidas desde 1 de Janeiro do corrente, António Guterres é uma das personalidades internacionais que figura na lista de convidados à cerimónia, que marca uma viragem na história de Angola, com a retirada do Presidente José Eduardo dos Santos. 
Angola foi um dos países que se bateu para a eleição de Guterres, um facto reconhecido pelo mesmo. Empossado em Dezembro, António Guterres transmitiu aos angolanos o seu "profundo reconhecimento pela solidariedade" que deu à sua candidatura, que considerou ter sido "decisiva" para a sua escolha na ONU.
Numa mensagem de felicitações a eleição de António Guterres, o Presidente José Eduardo dos Santos afirmou que as qualidades pessoais do antigo primeiro-ministro português constituem uma garantia inequívoca de que aquela organização internacional pode contar com uma liderança firme e esclarecida para superar os inúmeros desafios que se colocam no complexo mundo actual.

Líderes convidados

Ao todo, 26 Chefes de Estado e de Governo já confirmaram presença na cerimónia de investidura de João Lourenço, em resposta aos convites enviados pelo Presidente José Eduardo dos Santos.       
Na quarta-feira o Tribunal Constitucional autorizou a investidura das entidades eleitas nas eleições gerais de 23 de Agosto último, nomeadamente o Presidente e Vice-Presidente da República, bem como os 220 deputados à Assembleia Nacional.
A decisão consta da deliberação do plenário do Tribunal Constitucional (TC), lida pelo seu presidente, Rui Ferreira, após ter julgado improcedentes os recursos de contencioso eleitoral apresentados pelos partidos UNITA, FNLA, PRS e da coligação CASA-CE. Segundo o juiz conselheiro, o plenário do Tribunal Constitucional concluiu e decidiu que tais recursos são improcedentes, sendo que a decisão transitou automaticamente em julgado e, por isso, é definitiva e inapelável, terminando assim a fase de contencioso eleitoral.
O plenário do Tribunal Constitucional declarou, com efeito, que as eleições gerais de 2017 decorreram sob adequado nível organizatório, participativo e ordeiro, foram livres, transparentes, universais e justas, nos termos previstos pela Constituição da República de Angola e pela Lei. Bureau Político do MPLA reafirmou que o Executivo, a ser constituído pelo MPLA, vai governar para e com todos os angolanos e que o Presidente eleito, João Lourenço, “será o Presidente de todos os angolanos, promovendo uma gestão inclusiva e baseada nos princípios da boa-governação”.

Reconhecimento

O Presidente Eleito tem recebido várias mensagens de felicitação. Na semana passada, o Presidente francês, Emmanuel Macron apresentou, numa menssagem, as suas “felicitações calorosas” e exprime os seus “votos sinceros” pelo “sucesso do mandato” do novo Presidente angolano e pela “prosperidade de Angola e do seu povo.” O Estadista francês sublinha que a França está empenhada no reforço da sua parceria com Angola, em todos os domínios, salientando, por outro lado, que os dois Estados “partilham interesses comuns para a paz e segurança no continente africano”. Emmanuel Macron manifesta o desejo de ver os dois países a “continuarem o diálogo para a resolução dos conflitos regionais, nomeadamente na República Democrática do Congo e na República Centro africana.”
Os Estados Unidos da América também felicitaram o “povo angolano pelo exercício do seu direito democrático ao voto nas históricas eleições gerais de 23 de Agosto” e afirmam que aguardam com expectativa para trabalhar com o Presidente eleito João Lourenço e o novo Parlamento da República de Angola para fortalecer ainda mais a nossa relação bilateral”.
Quem também felicitou o Presidente eleito de Angola foi o Chefe de Estado da República Popular da China, Xi Jinping. Numa mensagem, datada de 7 de Setembro, Xi Jinping refere que Angola é um parceiro estratégico importante da China em África e os dois países mantêm alta confiança política mútua e uma cooperação que lidera nas relações sino-africanas em vários domínios.
João Lourenço recebeu igualmente felicitações do Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, que desejou sucessos ao Presidente eleito de Angola. Putin realçou igualmente o papel importante do Presidente da República no alcance da paz e da democratização de Angola, bem como do seu empenho na estabilização da Região dos Grandes Lagos e do continente.
O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, também enviou mensagem de felicitação a João Lourenço, assim como o Chefe do Governo português, António Costa.

EUA quer sair de Cuba

18 de Setembro, 2017

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, anunciou ontem que os Estados Unidos “estão a avaliar” muito seriamente a possibilidade de fechar a sua embaixada em Cuba, alegando uma série de ataques acústicos contra diplomatas norte-americanos.

Cuba já desmentiu. “Há algo por trás dessa denúncia ridícula. A chancelaria dos EUA é chefiada por um indivíduo (Rex Tillerson) que não é diplomata e o próprio Presidente Trump pouco sabe de diplomacia”, indicou Jorge Casals, ex-director do Instituto de Relações Internacionais de Cuba.

Confirmada prisão perpétua para antigo Presidente

18 de Setembro, 2017

A justiça egípcia confirmou no sábado de forma definitiva a pena de prisão perpétua para o ex-Presidente do Egipto Mohamed Morsi pelo envolvimento num caso de espionagem com o Emirado do Qatar, informou uma fonte judicial.

O Tribunal de recurso confirmou a pena de prisão perpétua, que no Egipto equivale a 25 anos, para o deposto mandatário islamita da Irmandade Muçulmana acusado de ter entregado documentos relacionados com a segurança do Estado às autoridades do Qatar.
No âmbito do mesmo processo também foram ratificadas as pena de morte para três membros da Irmandade Muçulmana e penas de prisão perpétua e trabalhos forçados para outros dois membros da organização. Por outro lado, a justiça egípcia também condenou à morte sete membros do grupo extremista Estado Islâmico  implicados na decapitação de vinte e uma pessoas de religião cristã, na Líbia, em 2015.
Em Fevereiro desse ano, o Estado Islâmico divulgou um vídeo que mostrava a execução por decapitação, numa praia da Líbia, de vinte e um cristãos. Apenas uma das vítimas não tinha nacionalidade egípcia.
Em retaliação, o Egipto bombardeou posições do grupo extremista no país vizinho, que enfrenta uma guerra civil desde 2104.
Os sete condenados à morte pelas autoridades egípcias são acusados de pertencer a uma célula do Estado Islâmico em Marsa Matrouh, no noroeste do país, e de ter planeado ataques terroristas depois de uma passagem por campos de treino militar na Líbia e na Síria.
Alguns  são ainda acusados de terem participado directamente nas decapitações.
As penas de morte vão ser submetidas, conforme a lei egípcia, à apreciação não vinculativa do “mufti” da República, máxima autoridade religiosa do Egipto.
Desde a destituição de Morsi, em 2013, o Egipto confronta-se com actos de violência.

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