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segunda, 28 agosto 2017 22:46

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 20.08.2017

 

Papa Francisco, Hillary e Hezbollah se solidarizam com Barcelona

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/08/2017 22:43:51

Menos de 24 horas após o ataque terrorista com uma van que avançou sobre pedestres na avenida turística Rambla, de Barcelona, deixando 14 mortos, as manifestações de apoio e solidariedade aos espanhóis, bem como de condenação ao terrorismo continuam. Na manhã de ontem (18) manifestaram-se o presidente da França, Emmanuel Macron; o papa Francisco; a ex-secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton; e o grupo xiita libanês Hezbollah.

O presidente francês transmitiu, em comunicado, ao chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, a solidariedade de seu país, após os atentados na Catalunha. Ele disse que seu país está disposto a contribuir “com toda ajuda necessária”.

Segundo comunicado do governo francês, Macron e Rajoy falaram por telefone sobre a situação das vítimas, das “circunstâncias” dos ataques perpetrados em Barcelona e na vizinha Cambrils (Tarragona), e da investigação em curso. As autoridades dos dois países “estão em contato sobre a resposta que deve ser dada ao ocorrido”, diz o governo da França.

O comunicado diz ainda que Macron e Rajoy farão uma nova análise da situação “nas próximas 48 horas” e lembrou que o ministro de Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, viaja hoje a Barcelona para visitar os franceses feridos e expressar também à população e às autoridades espanholas seu apoio.

Em um telegrama enviado ao arcebispo de Barcelona, o cardeal Juan José Omella, o papa Francisco condenou sexta-feira “a violência cega” dos atentados de ontem.

“O papa Francisco deseja expressar a sua mais profunda dor pelas pessoas que perderam a vida em uma ação tão desumana e oferece orações pelo seu eterno descanso”, diz o telegrama assinado, como é habitual, pelo secretário de Estado, Pietro Parolin.

A mensagem continua: “Nestes momentos de tristeza e dor, ele quer enviar também o seu apoio e proximidade aos muitos feridos, às suas famílias e a toda a sociedade catalã e espanhola”.

 

Chanceler russo diz que ameaça de Trump à Venezuela é “inaceitável”

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 16/08/2017 22:10:27

O Ministro de Assuntos Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, classificou ontem (16) como “inaceitável” a ameaça de intervenção militar norte-americana na Venezuela, feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada.

“Estamos unidos quanto à necessidade de que as diferenças existentes no país [Venezuela] sejam superadas de maneira pacífica, através do diálogo nacional, sem qualquer pressão externa - para não falar do caráter inaceitável da ameaça de intervenção militar nos assuntos internos daquele país”, declarou Lavrov à jornalistas logo após se reunir, em Moscou, com o chanceler boliviano, Fernando Huanacuni Mamani.

Lavrov voltou a defender uma nova “ordem mundial policêntrica, mais justa e estável”. E, sem citar nomes, ele criticou o que qualificou como tentativas de boicote à instauração de novas formas de cooperação internacional.

“Rússia e Bolívia são unânimes ao rechaçar as tentativas de torpedear o processo de estruturação de uma ordem multipolar, bem como a renúncia à cooperação multilateral em prol de medidas unilaterais e ilegítimas, incluindo a intromissão em assuntos internos, inclusive com o emprego de tropas militares”, acrescentou o ministro russo.

Na última sexta-feira (11), Trump disse não descartar uma “opção militar” para tentar solucionar a crise da Venezuela. Nos dias seguintes, o vice-presidente Mike Pence, em viagem pela América Latina, tentou amenizar as declarações de Trump, afirmando que o governo norte-americano quer uma “solução pacífica” para a situação, mas também que “os Estados Unidos não cruzarão os braços enquanto a Venezuela afunda” e, por isso, o governo de seu país analisa “muitas opções”.

Brasil contra

Vários países se manifestaram contrários à declaração de Trump. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro divulgou nota reafirmando que a posição do Mercosul é de “repúdio à violência e qualquer opção que envolva o uso da força” na Venezuela.  

 

 

Conflito na Ucrânia entra no quarto ano com 1,6 milhão de deslocados

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 14/08/2017 18:51:38

A Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), afirmou que o conflito na Ucrânia entra no quarto ano com 1,6 milhão de pessoas deslocadas e em busca de segurança, habitação adequada e acesso a empregos.

Segundo a Acnur, “a segurança continua sendo a principal preocupação para quase 800 mil pessoas que vivem perto da chamada “linha de contato”, em Donetsk e Luhansk, no leste do país. Os combates esporádicos nessa região continuam causando danos à infraestrutura civil gerando novas necessidades humanitárias e criando novos riscos de deslocamento.

Em junho, o Serviço de Guarda de Fronteira da Ucrânia registrou mais de 1,1 milhão de pessoas cruzando a linha divisória na região leste. A agência da ONU está preocupada com as dificuldades dos ucranianos em relação à liberdade de movimento, especialmente no momento em que cruzam a linha de conflito.

Acesso limitado

A Acnur cita longas filas e espera nos postos de segurança, onde as pessoas que estão aguardando têm acesso limitado a serviços básicos como água, banheiros e cuidados de saúde. Segundo a agência, isso acaba cria dificuldades para as pessoas com problemas de mobilidade e necessidades especiais, em particular idosos e mulheres com crianças pequenas.

 

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 20.08.2017

 

Polícia espanhola continua busca por terrorista foragido após atentados

A Polícia Autônoma da Catalunha ("Mossos d'Esquadra") realizaram nesta madrugada várias buscas em dois povoados da região para localizar Younes Abouyaaqoub, um dos terroristas foragidos após os atentados de Barcelona e Cambrils, que causaram 14 mortos. 

Fontes da investigação explicaram à Agência EFE que os "Mossos" montaram uma grande operação na região de Manlleu, nas imediações da localidade de Vic, onde foi encontrada uma das três vans supostamente alugadas pela célula terrorista para cometer atentados.

Aparentemente, Younes, de 22 anos e que morava em outra localidade catalã, Ripoll, frequentava Manlleu, pelo que a operação policial se concentrou nesse município da província de Barcelona e nos arredores, devido à possibilidade de que algum conhecido tenha oferecido refúgio ao terrorista.

A mãe de Younes participou ontem de uma manifestação na praça da Câmara municipal de Ripoll em repulsa aos atentados e pediu a seu filho que se entregue à Polícia, mas disse não acreditar que ele fosse membro da célula terrorista.

Uma prima do foragido, identificada como Fátima Abouyaaqoud, mostrou estar convencida de que foi o ímã da localidade de Ripoll, Abdelbaki es Satty, que manipulou seu parente e os demais jovens da localidade supostamente envolvidos nos atentados e os radicalizou.

Os investigadores revistaram ontem a casa do ímã em Ripoll em busca de indícios sobre os atentados e de provas que permitissem comprovar se o religioso, que está desaparecido, é um dos mortos na casa de Alcanar, província de Tarragona, que explodiu na última quarta-feira (16).

A casa era utilizada pela célula para preparar explosivos e nela foram encontrados restos biológicos de três pessoas, segundo fontes da investigação, além de material utilizado habitualmente pelo terrorismo jihadista.

De forma paralela, os "Mossos" procuram três veículos relacionados com os atentados, segundo informaram à EFE fontes da luta antiterrorista.

Especialistas dizem que suspensão do Mercosul deve piorar economia da Venezuela

 

O agravamento no desabastecimento de produtos, crescimento da violência, desarticulação das burocracias em áreas como segurança pública, saúde e educação. Esse é um possível panorama do que se esperar da Venezuela para as próximas semanas, após a suspensão do país no âmbito do Mercosul. A opinião é do professor do Departamento de História das Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Virgílio Caixeta Arraes. O objetivo do Mercosul é convencer o governo venezuelano a estabelecer negociações com a oposição para saída da crise política que envolve o país, agravada com a convocação de uma assembleia constituinte.

Para ele, do ponto de vista político, a situação agrava mais a estabilidade do mandato do presidente Nicolás Maduro, uma vez que há consenso dos países-membros do Mercosul em aplicar uma nova punição para o país. “A suspensão é uma forma de punição mais severa. Dado que, no final do ano passado, sob justificativa técnica, já se havia suspendido o país, e agora, pouco mais de seis meses depois, uma punição é política”, avalia.

A suspensão aplicada à Venezuela pelo Mercosul no dia 5 de agosto foi tomada com base nas regras do Protocolo de Ushuaia, assinado em 1998. Ela soma-se a outra de natureza jurídica, feita no fim de 2016, devido ao não cumprimento por parte da Venezuela de acordos e tratados firmados no momento de adesão ao bloco. Tal decisão foi tomada com base na Convenção de Viena.

Para o assessor de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília, Creomar de Souza, o resultado prático da medida de suspensão no Mercosul é dar um recado de que os vizinhos estão de olho na situação e que estão estabelecendo as sanções possíveis para que o governo do país restabeleça um diálogo com a oposição. “Em algum sentido, o direcionamento diplomático é muito mais uma tentativa de mostrar respaldo àqueles que tem lutado por forças democráticas dentro da Venezuela do que um recado direto ao governo”, afirma o assessor.

Outra consequência imediata da suspensão do país no bloco é o aumento do fluxo de venezuelanos para os países fronteiriços, um dos quais o próprio Brasil. “O governo brasileiro tem que trabalhar com essa possibilidade e imagina-se que ele já esteja contemplando essa realidade, de maneira que possa oferecer condições mais favoráveis aos governos estaduais para que recepcionem os venezuelanos nesse momento tão dramático, ainda que o Brasil não viva, do ponto de vista econômico, uma situação boa também”, avalia Arraes. 

Sanções econômicas

Para Creomar, a resistência ao diálogo por parte do governo venezuelano pode se desdobrar em sanções econômicas. “Para um país como a Venezuela, que é dependente economicamente de um produto [petróleo], e que já passava por dificuldades de escassez de produtos antes das sanções, o futuro econômico não é bom. A única saída é começar a negociar”, assegura.

Segundo o assessor, a Venezuela está caminhando para uma situação de piora antes da melhora. “Até o presente momento, o governo não tem dado nenhum tipo de sinalização de que ele quer, de fato, estabelecer um diálogo com a oposição. Isso tanto em âmbito político, quanto em âmbito relacional”, afirma.

Essa também é uma visão de Arraes. Para o professor, o que se espera agora é uma saída conciliatória dentro da própria Venezuela. “Não se admite, naturalmente, nenhum tipo de saída violenta ou anticonstitucional também por parte da oposição da Venezuela. Se espera agora que as partes, em função agora da postura do Mercosul, busquem uma conciliação com o objetivo de poupar a sociedade venezuelana, que passa por uma situação dramática”.

O especialista reforça que com a falta de diálogo na Venezuela e a suspensão do país no Mercosul, a população é quem se prejudica mais, à medida que os acordos comerciais, que visam a facilitar a circulação de bens dentro do bloco, ficam suspensos. “Isso dificulta ainda mais a possibilidade de recuperação da economia venezuelana, extremamente dependente do petróleo”, afirma Arraes.

A presença da Venezuela no bloco é, segundo o professor, importante porque faz do Mercosul uma organização energética considerável. “Além disso, dentro das condições de competição da indústria brasileira, a América do Sul é uma área de preferência. Então, à proporção que o bloco se amplia, melhor para a indústria brasileira, que é a mais sofisticada do continente”, conclui.

Adesão da Venezuela

A aproximação da Venezuela com o Mercosul, até sua entrada no bloco, teve início em 2003, durante reunião de cúpula do bloco realizada no Uruguai. Na ocasião, foi assinado o Acordo de Complementação Econômica Mercosul com Colômbia, Equador e Venezuela. Nele foi estabelecido um cronograma para a criação de uma zona de livre comércio entre os Estados signatários e os membros do Mercosul. Em 2004, a Venezuela foi elevada ao status de membro associado. No ano seguinte, o bloco a reconheceu como uma nação associada em processo de adesão, o que na prática significava que a Venezuela tinha voz, mas não voto.

A adesão plena venezuelana encontrou resistência paraguaia. Apenas em 2012, em resposta à destituição sumária de Fernando Lugo da presidência do Paraguai, os presidentes do Mercosul decretaram a suspensão do país até a eleição presidencial seguinte, em 2013. Logo em seguida, os presidentes do bloco reconheceram a adesão plena da Venezuela e diversos acordos comerciais foram firmados.

Chuvas provocam engavetamento de carros na Crimeia (veja vídeo)

As autoridades de Crimeia declararam estado de emergência, em função das inundações e dos danos à infraestrutura do local. Dezenas de carros foram arrastados pela lama e pela água após chuvas torrenciais que caíram na tarde de sexta-feira (18) em Sudak, na península da Crimeia.

Cerca de 50 carros, que estavam estacionados no acostamento foram empilhados pela lama, provocando um engarrafamento de 10 quilômetros na estrada que liga Sudak com a capital da Crimeia, Simferopol.

Os habitantes que tiveram as suas casas danificadas foram encaminhados para um abrigo temporário. Sudak localizada na costa do mar Negro, possui uma população de cerca de 16 mil habitantes, mas recebe milhares de turistas durante os meses de julho e agosto.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 20.08.2017

 

 

MAI confirma: Ataques terroristas motivaram medidas de segurança da Câmara de Lisboa

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A colocação de barreiras de segurança em Lisboa estava em estudo há meses devido aos ataques terroristas que têm ocorrido na Europa através do atropelamento de pessoas, disse hoje à Lusa fonte do Ministério da Administração Interna.

A fonte explicou à Lusa que a colocação de barreiras de segurança/contenção no Chiado, Rua Augusta e Belém, que hoje começou, estava a ser estudada há algum tempo devido ao novo 'modus operandi' de ações terroristas ocorridas na Europa, nomeadamente com veículos a atropelar pessoas em passeios, praças, avenidas ou passeios marítimo muito movimentados.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) explicou que está a proceder ao reforço da instalação de medidas passivas de segurança na via pública, tendo em vista melhorar a proteção em zonas com elevada afluência de pessoas e que se trata de "soluções compatíveis com o acesso rápido para eventuais operações de socorro, em particular por parte de bombeiros e ambulâncias".

A fonte do Ministério referiu que estas barreiras [blocos New Jersey] já são utilizadas em várias cidades europeias, após as ações terroristas de Nice (França), Londres, Berlim ou Estocolmo.

Estas medidas surgem dias depois de a região da Catalunha, Espanha, ter sido alvo de dois ataques terroristas, que fizeram um total de 14 mortos e 135 feridos, com a utilização de viaturas que atropelaram pessoas indiscriminadamente.

A facilidade com que a furgoneta que na quinta-feira percorreu metade das Ramblas, onde entrou desde a Praça da Catalunha, em Barcelona, tem sido apontada como uma falha na segurança por populares e organizações.

Esta questão foi rejeitada pela presidente da Câmara de Barcelona, que defendeu que não seria possível evitar um atentado, porque se houvesse barreiras, os terroristas teriam conseguido entrar por outro lado.

O imã de Ripoll pode ser o cérebro da célula terrorista da Catalunha

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Terroristas planeavam atacar com explosivos no dia em que atropelaram dezenas nas Ramblas. Paradeiro do imã é desconhecido

Não tinha antecedentes de terrorismo, apesar de já ter estado preso. Era reservado, misterioso e não é visto desde o início de junho, precisamente a altura em que os restantes membros da célula terrorista que levou a cabo os ataques na Catalunha recolheu à casa abandonada em Alcanar, no Sul da Catalunha, para preparar os explosivos a usar nos atentados. Abdelbaki Es Satty, o imã de Ripoll, terá cerca de 40 anos e fazia esforços por não se destacar: não se integrou na comunidade muçulmana local, escreve o El País, citando os vizinhos de Ripoll, uma localidade rural com 10 mil habitantes e onde toda a gente se conhece.

Mas, de Es Satty, ninguém sabe muito. Dava aulas de árabe a crianças e nunca, nas suas orações, deixou perceber que fosse próximo do salafismo, o islamismo ultraconservador. Saiu da prisão em 2012, tendo sido detido por infrações à legislação relativa a estrangeiros e imigração. Na cadeia, relacionou-se com alguns dos detidos pelos atentados de 11 de março de 2004, em Madrid.

Conta o El País que, ainda no sábado, os Mossos d'Esquadra fizeram buscas na casa onde se alojara em Ripoll, em busca de provas e ADN. Até ao momento, desconhece-se se o corpo do imã estará entre os escombros da casa de Alcanar, que explodiu na véspera do duplo atentado na Catalunha, e onde a célula terrorista estaria a preparar um ataque mais ambicioso: a polícia removeu do local cerca de 120 bilhas de gás que deveriam ser usadas em "um ou mais" ataques em Barcelona.

Já este domingo, a polícia catalã assumiu que está a investigar o processo de radicalização dos jovens de origem marroquina que, de acordo com as últimas investigações, constituiriam esta célula de 12 elementos. Quatro estão detidos, cinco foram abatidos em Cambrils e desconhece-se o paradeiro de três pessoas, entre as quais Younes Abouyaaqoub, o alegado condutor do veículo que atacou nas Ramblas. Os outros dois elementos - entre os quais estará o imã - poderão estar mortos, na sequência da explosão de Alcanar, mas a polícia ainda não determinou quantas pessoas morreram ao todo naquela ocasião, devido à dificuldade de encontrar vestígios biológicos nos escombros que ficaram.

Em casa do imã, que estava em Ripoll desde 2015, vivia também um marroquino que subalugava um quarto a Es Satty. Disse à polícia que falara com ele pela última vez na terça-feira e que o imã lhe havia dito que estava a pensar regressar a Marrocos, onde tinha deixado vários filhos. Também por várias vezes Abdelbaki Es Satty já deixara Espanha para viajar para a Bélgica - onde nos últimos anos têm sido desmanteladas várias células de radicais - e mostrara recentemente vontade de voltar.

Este domingo, em conferência de imprensa, o chefe da polícia catalã explicou que foi a preparação dos artefactos para realizar os atentados que provocou a explosão em Alcanar, revelando que os 'jihadistas' tinham intenção de atacar em Barcelona com explosivos também na quinta-feira, dia em que acabaram por concretizar o atropelamento nas Ramblas. Josep Lluís Trapero explicou que os atentados das Ramblas e Cambrils terão sido uma resposta espontânea, uma vez frustrado o atentado com explosivos.

O mesmo responsável admitiu que a polícia está a trabalhar sobre a hipótese de a célula ter 12 membros, mas o número poderá ser mais amplo, dado o número de veículos utilizados. Muitos destes automóveis coincidiram durante mais de seis meses na casa de Alcanar, mas nunca levantaram suspeitas.

Trapero revelou ainda que o imã de Ripoll tinha sido investigado em 2011 pela relação com outro homem que estava sob investigação no âmbito dos atentados de 2004 em Madrid, mas não foi detido nem acusado de qualquer delito.

A polícia federal suíça confirmou entretanto ao El País que um dos membros da célula esteve em Zurique no final do ano passado, sem adiantar nomes. Mas, de acordo com o jornal, poderão ter sido dois os terroristas da Catalunha que estiveram em solo helvético, Yousseff Aalla e Mohamed Hichamy. O último foi detido, e o paradeiro de Aalaa é desconhecido - estará provavelmente sob os escombros de Alcanar.

Já em relação ao imã, que poderá ter tido um papel chave no recrutamento dos jovens marroquinos que viviam em Ripoll, só existe uma certeza: há cerca de dois meses e meio que deixara de exercer e não era visto. Assinala o El País que, caso o corpo de Es Satty seja encontrado na casa de Alcanar, poderá ficar explicada a ação dos jovens, que perderam o cérebro da operação na manipulação de explosivos e, sem nada a perder, decidiram fazer-se à estrada com o único propósito de matar.

Irão quer proteger acordo nuclear do "inimigo" norte-americano

 

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Hassan Rohani, presidente do Irão, falou contra Trump num discurso no parlamento iraniano

A prioridade do Irão é proteger o acordo nuclear concluído em 2015 do "inimigo" norte-americano, assegurou hoje o Presidente iraniano, Hassan Rohani, num discurso proferido no parlamento.

"O principal dever do nosso ministro dos Negócios Estrangeiros é defender o acordo nuclear e impedir os Estados Unidos de serem bem-sucedidos" na sua política, declarou Rohani, defendendo o trabalho do chefe da diplomacia, Mohammad Javad Zarif.

"Quem defende o acordo nuclear, resiste perante os inimigos, os Estados Unidos, Israel e alguns pequenos países da região que estão a perturbar" a aplicação do acordo nuclear", acrescentou.

Rohani declarou na semana passada que o Irão poderia abandonar o acordo nuclear se os Estados Unidos do Presidente Donald Trump continuassem a sua política de "sanções e coerções".

Concluído em julho de 2015 entre Teerão e as grandes potências, o acordo nuclear prevê que o Irão limite o seu programa nuclear a fins civis em troca do levantamento gradual das sanções internacionais.

Mas a administração Trump, contrária a este acordo concluído pelo seu antecessor, Barack Obama, impôs uma série de sanções jurídicas e financeiras ao Irão não relacionadas com atividades nucleares, após o lançamento de um foguete.

O Irão afirmou que as novas sanções, bem como a lei aprovada pelo Congresso norte-americano, violam o acordo nuclear.

Se os Estados Unidos "querem regressar a esses métodos, seguramente, num prazo muito curto -- não semanas ou meses, mas dias ou horas -- nós regressaremos à situação [anterior ao acordo] e ficaremos mais fortes", advertiu Rohani.

O parlamento deve votar hoje a confiança nos ministros apresentados pelo Presidente Rohani após vários dias de debates.

 

 

Encontrados destroços de navio dos EUA afundado na II Guerra Mundial

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O afundamento do USS Indianapolis foi a maior perda da Marinha dos EUA: quase 900 pessoas morreram

Investigadores civis anunciaram ter localizado os destroços do USS Indianapolis, o navio cruzador da Segunda Guerra Mundial que desempenhou um importante papel no bombardeamento atómico de Hiroxima, antes de ser torpedeado por um submarino japonês.

O afundamento do Indianapolis continua a ser a maior perda da Marinha dos Estados Unidos no mar, e o destino da sua tripulação -- quase 900 pessoas morreram, atacados por tubarões, e apenas 316 sobreviveram -- foi um dos episódios mais terríveis e fascinantes da guerra no Pacífico.

A equipa de expedição do Navio de Investigação Petrel, propriedade do cofundador da Microsoft Paul Allen, diz ter localizado os restos do Indianapolis no fundo do Pacífico Norte, a mais de 5.500 metros de profundidade, indicou a Marinha norte-americana em comunicado divulgado no sábado.

"Poder homenagear os corajosos homens do USS Indianapolis e as suas famílias através da descoberta de um navio que desempenhou um papel tão significativo para o fim da Segunda Guerra Mundial é verdadeiramente uma honra", disse Allen no comunicado.

O Indianapolis, com 1.196 marinheiros e fuzileiros a bordo, navegava no mar das Filipinas entre Guam e o Golfo de Leyte, quando dois torpedos de um submarino japonês o atingiram, pouco depois da meia-noite de 30 de julho de 1945.

Afundou-se em 12 minutos, matando cerca de 300 tripulantes. Os sobreviventes ficaram na água, a maioria deles apenas com coletes salva-vidas.

Não houve tempo para enviar um sinal de socorro, e quatro dias passaram até que um bombardeiro em patrulha de rotina avistou, por acaso, os sobreviventes na água.

Quando as equipas de resgate chegaram, devido a uma combinação de insolação, desidratação, afogamento e constantes ataques de tubarões, apenas um quarto da tripulação inicial do navio estava viva.

Ao longo dos anos, muitos livros relataram o naufrágio do navio e o seu papel no transporte de componentes fundamentais do que se tornaria a bomba atómica "Little Boy" até à ilha de Tinian, o ponto de partida da missão do bombardeiro Enola Gay a Hiroxima, em agosto de 1945.

Documentários e filmes, o mais recente dos quais "USS Indianapolis: Men of Courage" (2016), protagonizado por Nicolas Cage, têm reconstituído os dias de horror da tripulação nas águas do Pacífico.

O naufrágio do Indianapolis também foi abordado no argumento do êxito de bilheteira de Steven Spielberg "Jaws" ("Tubarão"), com o sobrevivente ficcional Comandante Quint a relatar o terror que viveu até ser salvo.

O comunicado da Marinha norte-americana referiu que uma pista para encontra o Indianapolis surgiu em 2016, quando Richard Hulver, um historiador que trabalha no Comando de História e Património Naval delimitou uma nova área de busca.

A investigação de Hulver identificou uma aeronave de aterragem naval que tinha registado um avistamento do Indianapolis no dia antes do naufrágio.

A equipa de investigação criou uma nova área de buscas, embora esta tivesse ainda uma dimensão considerável: mais de 1500 quilómetros quadrados em alto mar.

De acordo com a Marinha, a equipa de expedição de 13 pessoas do Navio de Investigação Petrel estava a pesquisar o local onde se encontrava o Indianapolis, cumprindo a lei norte-americana segundo a qual um navio de guerra afundado é um túmulo militar que não deve ser profanado.

Os destroços do navio continuam a ser propriedade da Marinha e a sua localização é não só confidencial como também de acesso restrito, sublinhou ainda a Marinha no comunicado.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 20.08.2017

Confirmada segunda vítima mortal portuguesa no atentado de Barcelona

Morreram duas portuguesas no atentado que tirou a vida a 13 pessoas na quarta-feira, nas Ramblas, em Barcelona.

A segunda vítima agora identificada é uma mulher de 20 anos que estava dada como desaparecida.

A notícia foi confirmada pelo primeiro-ministro, este sábado de manhã, que tem estado em contacto com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, que viajou para Barcelona na sequência do ataque.

A jovem agora identificada acompanhava a avó, uma mulher de 74 anos residente em Lisboa, que também morreu no atentado e que foi identificada na sexta-feira.

Os pais da segunda vítima mortal - agora confirmada - foram chamados, na sexta-feira, ao Instituto Forense, para verificarem se a filha se encontrava no conjunto das vítimas mortais, afirmou José Luís Carneiro.

António Costa sublinhou, este sábado, aos jornalistas, que a ameaça terrorista tem de ser levada "muito a serio".

"Queria mais uma vez apresentar condolências à família e sinalizar que isto demonstra bem como a ameaça é de facto uma ameaça global, não só porque pode surgir em todo o sitio como também pode atingir qualquer um. Mesmo não sendo na nossa terra, é também no sítio onde estamos em férias, em turismo, em trabalho", afirmou.

Espanha foi alvo de dois ataques terroristas, na quinta e na sexta-feira, em Barcelona e em Cambrils, Tarragona, que fizeram, ao todo, 14 mortos e 135 feridos.

Milhares de manifestantes contra o racismo em Boston

Milhares de pessoas manifestaram-se este sábado contra o racismo em Boston, num clima de forte tensão nos Estados Unidos, uma semana após a violência em Charlottesville.

Várias associações convocaram esta grande manifestação, depois de um grupo ter anunciado hoje uma concentração na cidade para defender a "liberdade de expressão", evento ao qual prometiam juntar-se conservadores próximos da extrema-direita.

Ao início da tarde, milhares de manifestantes contra o racismo e contra o fascismo deslocavam-se em direção a Boston Common, uma das principais praças da cidade do nordeste dos Estados Unidos, de acordo com a AFP.

A concentração em nome da liberdade de expressão previa reunir apenas centenas de pessoas, segundo a página do Facebook dos organizadores.

A polícia e as autoridades municipais multiplicaram os apelos à calma, depois da violência das manifestações em Charlottesville, no fim de semana passado, que terminaram com a morte de uma mulher de 32 anos, atropelada por um neonazi, e 19 feridos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suscitou indignação, provocando mesmo críticas de destacados políticos republicanos, ao afirmar que em Charlottesville houve violência "dos dois lados", após os confrontos entre manifestantes de extrema-direita e outros manifestantes que denunciavam o racismo.

"Não vamos tolerar qualquer tipo de violência", afirmou o presidente da câmara de Boston, Marty Walsh, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

A polícia tinha um forte dispositivo ao longo do desfile e cerca de 500 polícias foram destacados para separar os manifestantes dos dois lados, se necessário, de acordo com os 'media' locais.

O humorista Jerry Lewis morreu, este domingo, aos 91 anos, na sua casa de Las Vegas. A notícia foi confirmada pelo seu agente à revista Variety.

Nascido em Nova Jérsia, Jerry Lewis era um dos nomes mais importantes do humor norte-americano no século XX, conhecido em grande parte pela parceria com Dean Martin, nos anos 1940 e 1950. Apreciado pelas grandes massas, o "rei da comédia" eram também apreciado pelas elites, tendo recebido a "Legião de Honra" francesa e sido aplaudido pela revista "Cahiers du Cinema", como um visionário, revela o jornal "The Guardian".

O ator participou em filmes que ficaram marcados na história do cinema como "The Bellboy" e "The Nutty Professor". Nos anos 80, participou no filme "O Rei da Comedia", de Scorcese. O último filme em participou, "Max Rose", foi exibido em Cannes

As angariações de fundos anuais dedicadas à distrofia muscular, onde conseguiu angariar mais de dois mil milhões de euros ao longo dos anos, ficam também marcadas como um marco do seu percurso profissional.

Se em palco, Lewis era uma personagem histriónica e bem-disposta, longe do mundo do espetáculo era reconhecidamente um homem impaciente e até mal-disposto, como o próprio admitia.

Três meninas com menos de 10 anos encontradas mortas em casa

Três meninas com idades inferiores a dez anos foram encontradas mortas dentro de casa, sexta-feira de manhã, em Clinton, no estado norte-americano do Maryland.

Segundo as autoridades, os corpos tinham sinais de violência e um suspeito do crime foi já detido. Trata-se de um homem de 25 anos, um familiar das meninas e que mora perto da casa onde a mãe de uma das crianças descobriu o cenário de horror.

Segundo a a polícia do Condado de Prince George, uma das crianças, com seis anos, é irmã do suspeito do crime, Antonio Williams. Outra duas meninas, irmãs com seis e nove anos, são filhas de uma prima da mãe do alegado autor do triplo homicídio.

Na altura em que o crime ocorreu, seria Williams quem estaria responsável pelo bem-estar das crianças.

O "Washington Post" revela ainda que uma quarta criança, com apenas dois anos, foi encontrada viva e sem qualquer ferimento na mesma casa.

Os primeiros elementos dos serviços de socorro e polícia a chegar ao local vão receber acompanhamento psicológico, para ajudar a lidar com a cena de violência encontrada na casa.

"Esta é um dos cenários de crime mais difíceis que os nossos agentes encontram", disse ao jornal norte-americano Jennifer Donelan, porta-voz da polícia do Condado de Prince George.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 20.08.2017

 

Voto de confiança no candidato

Adalberto Ceita e Josina de Carvalho |

20 de Agosto, 2017

O presidente José Eduardo dos Santos, pediu ontem aos eleitores, em Luanda, confiança no candidato do seu partido a Presidente da República nas eleições gerais desta quarta-feira.

Presidente no último grande comício de campanha de João Lourenço
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

“Ele, o nosso candidato, será eleito o próximo Presidente da República de Angola”, afirmou o presidente do MPLA, várias vezes aclamado pelos milhares de militantes, amigos e simpatizantes que encheram uma zona descampada no distrito urbano de Camama, na última actividade política de massas do partido para as eleições gerais que se aproximam.
José Eduardo dos Santos reafirmou, no comício, o seu apoio pessoal à candidatura de João Lourenço, actual vice-presidente do MPLA, a Presidente da República de Angola.  
“Não tenho dúvidas de que o MPLA vai ganhar as eleições”, afirmou José Eduardo dos Santos, que manifestou igualmente a sua confiança na vitória de João Lourenço, o candidatado do seu partido, nas eleições do dia 23 deste mês. Ovacionado por mais de 300 mil pessoas que se deslocaram ao Camama, o  líder do MPLA apelou aos militantes, amigos e simpatizantes do partido a  comparecerem todos nesta quarta-feira nas assembleias de voto com os seus cartões de eleitor para votar no seu partido.  José Eduardo dos Santos alertou os militantes “a votarem correctamente e a não se enganarem na hora do cumprimento deste dever de cidadania, porque o voto de cada um é importante para a vitória do partido”. 
João Lourenço, após a intervenção do Presidente do MPLA, prometeu fazer tudo, em conjunto com o candidato do partido a Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, para merecer a confiança de José Eduardo dos Santos, dos eleitores e dos cidadãos em geral, e para não defraudar a “grande expectativa” criada para a resolução dos principais problemas sociais. “Iremos ao encontro destas expectativas e acredito que não desapontaremos”, assegurou o candidato do MPLA a Chefe de Estado, admitindo ser uma grande responsabilidade que lhe está a ser colocada sobre os ombros.
O vice-presidente do MPLA agradeceu a aposta e confiança depositadas pelo presidente do partido  em si e na sua geração de políticos, “forjados na luta, mas comprometidos com a defesa dos valores mais nobres consagrados na Constituição, como a democracia, os direitos e liberdades fundamentais do cidadão”, para dar continuidade a obra que vai permitir o desenvolvimento económico e social do país e o bem-estar dos angolanos. “Acreditamos que mais uma vez a vossa aposta foi acertada, como o voto popular afirmará no dia 23 de Agosto”, disse, em resposta ao Presidente do MPLA, a quem também agradeceu pela confiança depositada em si em 1983, com 29 anos, quando o indicou para governar as províncias do Moxico e Benguela, assim como chefe da direcção política das FAPLA, secretário-geral do partido e, mais recentemente, como vice-presidente. 
Para João Lourenço, a presença em massa dos militantes no último acto político de massa, dois dias antes do fim da campanha eleitoral, representou o reconhecimento de todos ao presidente do MPLA, por ter sabido manter intacta a soberania nacional ao longo dos anos, quando muito pensavam ser impossível enfrentar todas as invasões militares externas e as vergonhosas ingerências políticas que lamentavelmente perduram até aos dias de hoje, mas que serão neutralizadas.
O dirigente afirmou que os militantes reconhecem os esforços do presidente do MPLA e da República no alcance da paz e estabilidade há 15 anos consecutivos, constituíndo o maior bem que o país conhece desde 1975, assim como pelo lançamento das bases da reconstrução nacional e da diversificação da economia, e pela forma “sábia e segura” como está a conduzir o processo de transição política, sem romper com o passado, nem com o presente, mas vislumbrando a construção de um futuro melhor. Durante o comício, o primeiro secretário do comité provincial do MPLA, Higino Carneiro, interveio igualmente para apelar ao voto no partido e recordar a forma correcta destes exercerem o seu dever cívico, particularmente aos que votam pela primeira vez.   

Soluções para Luanda

O candidato do MPLA a Presidente da República afirmou que as autarquias são a solução para resolver os problemas de Luanda e de outras províncias e  que vai ser a aposta do seu Governo, caso vença as eleições. João Lourenço, que discursou para milhares de pessoas, na presença do Presidente José Eduardo dos Santos, referiu que a implementação do poder local vai também tornar real o sonho de muitos angolanos, particularmente os jovens em termos de oferta de empregos.
Para o candidato do MPLA ao Palácio da Cidade Alta, o problema da cidade de Luanda pode ser resolvido, no próximo mandato, com a instituição do poder local, minimizando  a ideia do excesso de população e na coabitação entre o poder central e provincial. O político manifestou confiança de que as autarquias vão resolver um conjunto de problemas de difícil solução no actual modelo de governação na província de Luanda. Com o poder autárquico, disse João Lourenço, as câmaras municipais vão dar mais emprego e resolver com maior facilidade, por exemplo, os problemas de oferta de energia eléctrica e água potável para a população. 
Para o candidato do MPLA, estes e outros problemas vão encontrar melhor solução se a opção recair na implementação de facto do poder local, não só em Luanda, mas também em algumas cidades a eleger, e de forma paulatina estender a experiência para o resto do país, porque vai ainda contribuir para combater as assimetrias regionais.
“Se os municípios das províncias do Moxico, Lunda-Norte, Lunda- Sul e Cuando Cubango forem governados por um poder eleito, acreditamos que vamos contribuir desta forma para combater as assimetrias regionais de que o nosso país ainda padece”, exemplificou. Bastante ovacionado pelos presentes, o cabeça-de-lista do MPLA acrescentou que o poder local há-de garantir uma maior inserção política e económica dos cidadãos, por forma a resolver os problemas diários do município sem que haja necessidade de lá sair. “Problemas como educação a nível de base, saúde, recolha e tratamento do lixo, saneamento básico dos centros populacionais vão encontrar solução primeiro no município”, disse.
O comício de ontem, no Distrito Urbano de Camama, marcou o encerramento dos actos políticos de massas do MPLA, no quadro da campanha eleitoral. João Lourenço agradeceu o “banho de multidão” que assistiu nas 18 províncias, desde o início da sua caminhada rumo às eleições gerais. Reconheceu que o gesto é a prova do engajamento dos militantes e cidadãos em geral, porque o MPLA soube manter ao longo dos anos, intacta a soberania do país.
 “Temos a certeza que vamos ter um bom resultado e atingir a maioria qualificada de mais de dois terços. A trajectória que fizemos de Fevereiro até a presente data dá-nos esta garantia”, realçou João Lourenço, mencionando que “alguns laboratórios políticos”, pelo mundo vaticinavam uma derrota para o MPLA.  O candidato do MPLA apontou como razões evocadas nos vaticínios,  o momento menos bom da economia do país e um novo candidato como cabeça-de-lista, tendo de seguida afirmado que “o povo veio a rua e contrariou as contas dos laboratórios”.
Diante de uma multidão entusiasta, manifestou-se convicto de que no dia 23 só vai dar João Lourenço e MPLA, acrescentando que o povo “sabe que só o MPLA pode garantir a continuidade de uma Angola em paz, livre, democrática, e que luta de facto pela unidade nacional, combate contra o racismo, tribalismo e outros comportamentos nocivos à sociedade, e tem no seu programa políticas realísticas”. João Lourenço comprometeu-se a prosseguir o legado dos Presidentes Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos. “Assumimos aqui perante o camarada Presidente José Eduardo dos Santos, aos eleitores e povo de Cabinda ao Cunene, que vamos dar continuidade ao trabalho iniciado por Agostinho Neto, no passado, e no presente por José Eduardo dos Santos. Com a vossa força e voto, vamos construir um futuro melhor”.

Coreia do Norte indica o quadro do seu programa de armas nucleares

20 de Agosto, 2017

A Coreia do Norte disse no sábado que o seu programa nuclear tem como único alvo dissuadir os Estados Unidos da América (EUA) de realizar um ataque atómico sobre o seu território e que não representa uma ameaça para os demais países, desde que não apoiem uma acção militar do Governo de Washington.

Um editorial do principal jornal estatal norte-coreano, o “Rodong Sinmun”, afirma que a decisão de desenvolver o programa nuclear não pretende ameaçar o Mundo, mas controlar as acções de Washington destinadas a iniciar uma guerra nuclear.
“Os Estados Unidos exageraram dizendo que representamos uma grave ameaça para todoo planeta (...), mas não iniciaremos ou ameaçaremos realizar um ataque nuclear contra outros países do Mundo, a menos que participem em acções militares contra a Coreia do Norte”, refere o texto. Nesse sentido, o jornal envia uma mensagem de advertência.

Exército no reduto jihadista

20 de Agosto, 2017

As forças iraquianas iniciaram hoje uma grande ofensiva para recuperar o controlo de Tal Afar, último reduto do grupo “Estado Islâmico” (“EI”) na província de Nínive, Oeste do país, anunciou o primeiro-ministro Haider al-Abadi.Em declaração à televisão, Haider al-Abadi, que estava vestido com uniforme militar, anunciou “o começo da operação de libertação de Tal Afar”.

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