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domingo, 13 agosto 2017 11:37

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 13.08.2017

 

Assembleia Constituinte da Venezuela ratifica Maduro como presidente

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/08/2017 22:33:19

A Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela confirmou quinta-feira o presidente do país, Nicolás Maduro, como chefe de Estado, de governo e como comandante em chefe da Força Armada Nacional Bolivariana, horas depois de ele se colocar à disposição do órgão. A informação é da Agência EFE.

A decisão de ratificar Maduro como presidente foi tomada por unanimidade e apresentada, durante sessão especial, pelo deputado constituinte Aristóbulo Istúriz.

O documento assinado diz que Maduro “cumpriu cabalmente todos os seus deveres e obrigações constitucionais” e que, além disso, é “suporte fundamental” para as decisões da Constituinte e “uma garantia para o atual processo democrático de transformação integral” do país.

A Assembleia Nacional Constituinte fez sua terceira sessão plenária com uma convocação especial que contou com a presença de Maduro, a quem foi entregue um acordo em apoio aos ataques “imperialistas”.

Durante a sessão no Palácio Legislativo, Maduro fez um discurso de aproximadamente três horas e entregou seu projeto de Constituição que, segundo ele, é o mesmo do presidente Hugo Chávez.

Com atribuições quase ilimitadas, a Constituinte foi eleita no dia 30 de julho e tem mais de 500 integrantes, todos eles vinculados ao governo e que se ocuparão de refundar o Estado.

 

 

Governo dos EUA tranquiliza população quanto a ameaças nucleares

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/08/2017 19:22:29

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, disse ontem (9) que “os americanos pode dormir tranquilos”, ao minimizar importância das ameaças nucleares trocadas por Washington e Pyongyang.  A informação é da EFE.

Em declarações realizadas durante sua viagem da Tailândia até a base naval americana em Guam, no Oceano Pacífico, Tillerson afirmou que a população dos EUA não deveria se preocupar após o presidente Donald Trump ameaçar a Coreia do Norte com “fogo e fúria”.

Segundo ele, Trump estava tentando enviar uma “forte mensagem” ao líder norte-coreano, Kim Jong-un, pois o ditador “não parece entender a linguagem diplomática. Mas, nada do que eu vi ou saiba indica que a situação tenha mudado drasticamente nas últimas 24 horas”.

O secretário de Estado não encarou as declarações de Trump como uma ameaça de ataque preventivo contra a Coreia do Norte e opinou que o presidente “reafirmou que temos a capacidade de nos defender e defender os nossos aliados, e assim o faremos”.

A ameaça de Trump, que hoje lembrou que o poderio nuclear americano é “agora mais poderoso e forte do que nunca”, se deu justamente após a imprensa americana revelar que a inteligência dos EUA acredita que Pyongyang já é capaz de instalar uma ogiva nuclear em um míssil balístico intercontinental.

O teor das declarações sobre “fogo e fúria” por parte de Trump, discurso mais habitual por parte de Pyongyang do que de Washington, levou o regime norte-coreano a ameaçar os EUA com um ataque contra a base naval de Guam, com um míssil de médio alcance Hwansong-12.

A inteligência americana calcula que a Coreia do Norte dispõe de 60 armas nucleares, número acima de estimativas anteriores.

 

 

Tillerson diz que Russia e EUA podem aliviar tensões

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/08/2017 18:57:49

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, demonstrou ontem (7) uma visão otimista com relação às tensões entre os governos da Rússia e Estados Unidos.

Direto de Manila, capital das Filipinas, Tillerson disse acreditar na possibilidade de que Washington e Moscou reencontrem o caminho para o diálogo, ao invés do rompimento de relações. Ele ontem esteve com o chanceler russo, Sergei Lavrov, em reunião paralela ao encontro anual da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Tillerson afirmou que os dois países podem aliviar as tensões e que não seria inteligente ou “útil” que rompessem laços por suspeita de interferência russa na eleição dos Estados Unidos.

“Precisamos encontrar lugares onde seja possível trabalhar juntos. Sobre nossas diferenças, vamos encontrar maneiras de lidar com elas”, disse, em conversa com jornalistas em Manila.

Na semana passada o presidente Donald Trump assinou as sanções aprovadas pelo Congresso contra a Rússia. O texto puniu o país devido às suspeitas de interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, nos Estados Unidos, e pela anexação da Crimeia ao território russo, em 2014 (anteriormente parte da Ucrânia) e, ainda, pelo apoio governo Putin ao presidente Bashar Al-Assad na Síria.

 

 jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 13.08.2017

 

 

Irã teria transportado seus armamentos à Rússia contrariando resolução da ONU

O Irã, violando a resolução do Conselho de Segurança da ONU, teria transportado componentes de armamentos ofensivos pesados ao território russo através da Síria para receber assistência técnica, afirma o jornal alemão Welt am Sonntag citando fontes anônimas em "serviços de inteligência ocidentais".

Segundo o artigo, em junho, aviões iranianos teriam supostamente aterrissado por duas vezes na base aérea síria de Hmeymim, para onde foi levada uma carga militar destinada à Rússia. O artigo não menciona, no entanto, quais eram os armamentos.

Em seguida, a carga teria sido levada para o porto sírio de Tartus e depois carregado no navio de transporte russo Sparta-3 e levada para a cidade de Novorossiysk, no sul da Rússia.

Como prova, o jornal publicou uma imagem de satélite, indicando que esta mostra alegadamente um Boeing iraniano na base de Hmeymim, sem mencionar a origem exata da imagem.

Estas ações, de acordo com as fontes citadas pelo Welt am Sonntag, violam a resolução 2231 do Conselho de segurança da ONU, baseada no Plano de Ação Conjunto Global para o programa nuclear iraniano.

Segundo os artigos da resolução, ao Conselho de Segurança cabe decidir permitir ou não fornecimentos de armas ao Irã, tais como tanques, veículos blindados, aviões e helicópteros de combate, entre outros, assim como fornecer peças para tais armamentos e prestar serviços ligados a estes.

Um senador russo comentou a matéria do jornal alemão, afirmando que o Irã não precisa de enviar seu equipamento militar à Rússia para receber assistência, pois tem seu próprio pessoal, treinado por especialistas russos.

"A Rússia forneceu ao Irã grande quantidade de equipamento militar que precisa de manutenção técnica. Além disso, a Rússia treinou especialistas iranianos que podem cumprir este tipo de trabalho", disse o vice-presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Senado russo, Frants Klintsevich.

De acordo com o senador, os treinamentos foram realizados em plena conformidade com as normas internacionais e sem as violar.

Por sua vez, o especialista em armamento Igor Korotchenko acredita que as afirmações da mídia não correspondem à verdade, tendo por objetivo denegrir as ações da Rússia destinadas a estabilizar a situação na Síria.

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Rússia prepara primeiro grupo de mulheres pilotos militares

 

Pela primeira vez na sua história, a escola de aviação russa de Krasnodar receberá estudantes mulheres para as treinar como pilotos militares, disse o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu.

"Há muitas meninas e jovens mulheres que gostariam ser pilotos militares. Recebemos centenas de cartas delas, então decidimos este ano que o primeiro grupo de meninas poderá se inscrever na Escola de Aviação Militar de Krasnodar", afirmou o ministro.

"O grupo não será grande, de apenas 15 estudantes, mas tomando em conta o número de pedidos de inscrição recebidas, simplesmente não pudemos ignorar estes pedidos", disse Sergei Shoigu.

No atual exército russo servem cerca de 45.000 militares femininos contratados, que cumprem seu dever militar juntamente com os homens. O número total das jovens ligadas ao exército russo supera 326.000, aumentando anualmente.

Durante a Segunda Guerra Mundial, aproximadamente 600.000 pilotos femininos combateram contra a Alemanha nazista e mais de 90.000 delas foram condecoradas com o título militar de Herói da União Soviética. Nos círculos militares, essas mulheres eram conhecidas como "Bruxas da Noite", pois aterrorizavam as tropas alemãs desligando os motores dos aviões, se aproximando silenciosamente do inimigo e largando suas bombas no meio da noite.

No entanto, hoje em dia, o número de mulheres trabalhando como pilotos, especialmente pilotos militares, continua sendo muito baixo. Esta tendência é uma realidade tanto na Rússia, como em quase todos os países do mundo.

A comunidade de pilotos militares femininos se mantém muito pequena, apesar de os treinamentos de aviação para mulheres terem sido oficialmente permitidos nos EUA, no Reino Unido e em outros países nas últimas décadas.

Reino Unido queria lucrar com invasão do Kuwait pelo Iraque, diz jornal

O governo britânico considerou a invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990 como uma "oportunidade sem precedentes" para vender armas aos países do golfo Pérsico, comunica o jornal Guardian, citando documentos desclassificados do Arquivo Nacional.

Segundo o jornal, entre os documentos revelados se encontram relatórios confidenciais sobre as viagens aos países do Golfo de Alan Clarke, então ministro de Aprovisionamento da Defesa, destinados a Margaret Thatcher. "O governo estava tentando tirar vantagem. A guerra era um estimulo à venda de armas aos países da região e ajudou a estabelecer relações sólidas que continuam existindo até hoje", ressalta a edição.

Na carta de Clarke, marcada como "secreta" e escrita em 9 de agosto de 1990, o ministro descreveu a resposta esperada dos EUA e seus aliados à invasão no Kuwait como uma "possibilidade sem precedentes" para a Organização de Serviços de Exportação de Defesa (DESO). "Qualquer que seja a política de intervenção que apliquemos, é uma oportunidade sem precedentes para a DESO", escreveu Clarke.

Na outra carta ele apontou: "Eu fiz uma lista das perspectivas atuais quanto a vendas de equipamentos de defesa no início da crise. Agora estas devem ser promovidas e deve ser aumentado seu volume".

De acordo com a edição, os documentos também provam que Clarke aproveitou os encontros com o emir do Qatar e o ministro da Defesa do Bahrein para promover as exportações de armas. Em outros relatórios, ele nomeou os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito e Jordânia como compradores potenciais.

Entre as possíveis encomendas havia o fornecimento de helicópteros do tipo Westland Black Hawk aos EAU num valor total de 325 milhões de libras. O Omã expressou seu interesse na compra de veículos militares Warrior para ações militares no deserto, no total de 55 milhões de libras, e também na compra te tanques Challenger II. O Bahrein tencionava comprar caças Hawk e a Arábia Saudita tinha interesse em comprar sete navios hovercraft.

Clarke acreditava também que a partilha de informações de inteligência com os países do golfo Pérsico pouco antes da guerra de 1990 seria uma ferramenta de mercado útil para a indústria de armamento. O jornal acrescenta que o ministro tinha um plano para organizar visitas semanais de altos funcionários britânicos da inteligência aos países do Golfo para lhes entregarem relatórios "supersecretos". Clarke pensava que essas visitas "permitirão fornecer uma entrada impressionante para os representantes da DESO quando for mais apropriado".

Diretor da CIA exclui possibilidade de guerra nuclear iminente

O diretor da CIA, Mike Pompeo, declarou neste domingo (13) que, a partir dos dados de inteligência disponíveis, a probabilidade de uma guerra nuclear iminente pode ser excluída.

"Eu não vi nenhum dado de inteligência que mostre que estaríamos à beira de uma guerra nuclear", disse ele em entrevista à Fox News.

Pompeo disse que a administração do presidente dos EUA ainda vê a Coreia do Norte como uma ameaça, observando que "os Estados Unidos não vão mais tolerar como antes" a situação com a Coreia do Norte.

No início de agosto, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma nova resolução sobre a Coreia do Norte, endurecendo as sanções contra o país. De acordo com estimativas dos EUA, a plena implementação dessas restrições irá reduzir em um terço os ganhos anuais de câmbio de Pyongyang.

Trump emitiu uma nova ameaça contra a Coreia do Norte na sexta-feira, dizendo que os militares dos EUA estavam "trancados e carregados". Anteriormente, o presidente norte-americano havia declarado que a Coreia do Norte iria receber "fogo e fúria" em casos de novas ameaças de Pyongyang.

A Coreia do Norte, por sua vez, acusou os EUA de levar a Península Coreana à beira da guerra nuclear, deixando as potências mundiais alarmadas com a escalada da tensão. 

Exército dos EUA mata líder do Estado Islâmico no Afeganistão

Abdul Rahman era chefe do grupo terrorista no país

Agência ANSA

 

Adbul Rahman, um dos líderes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Afeganistão, foi morto após um ataque aéreo realizado pelo Exército dos Estados Unidos no último dia 10 de agosto, informou as Forças Militares norte-americanas neste domingo (13).

De acordo com o comandante John Nicholson, Rahman era chefe do EI-Khorasan, nome do grupo extremista na província de Kunar, no nordeste do país. Além dele, outros três líderes terroristas foram abatidos no ataque no distrito de Darah-Ye Pach "A morte de Abdul Rahman traz mais um golpe para a alta liderança do grupo", afirmou o general.

No último dia 11 de julho, a Força Aérea norte-americana atacou o quartel do EI-Khorasan na mesma região, e matou o então chefe do grupo, Abu Sayed.

Expocannabis Uruguay 2017 vai debater venda de maconha em farmácias

Jornal do Brasil

 

Em um intenso 2017, o Uruguai dá grandes passos na implementação da lei que regula e controla a cannabis e se prepara para uma grande Expocannabis Uruguay 2017. 

No dia 19 de julho, o Uruguai abriu a terceira via de acesso ao cannabis legal, estipulada na lei 19.172: a venda nas farmácias. O auto cultivo e os clubes de associações – as outras duas vias de acesso – já funcionavam segundo o esperado desde 2014, com 6.948 e 63 registros, respectivamente.

Venda de Cannabis. Os uruguaios e estrangeiros residentes, aptos para comprar cannabis nas farmácias são no momento 4.959, um número que cresce diariamente.

O Uruguai é modelo para países que buscam atualizar e melhorar suas políticas de drogas. Esta iniciativa coloca o país na mira de milhares de jornalistas e meios de comunicação nacionais e estrangeiros. Por isso, a Expocannabis Uruguay 2017 será a oportunidade para viver in loco a experiência uruguaia e participar de debates e mesas redondas sobre o tema. Profissionais, ativistas, empresários, acadêmicos e especialistas da área compartilharão 3 dias de intercâmbios, análises, conhecimentos e debates sobre avanços da indústria e do mercado. 

O evento. Acontecerá em Montevidéu nos dias 8, 9 e 10 de dezembro de 2017. Trata-se da plataforma de informação e articulação sobre cannabis mais importante da região. Tem como objetivo a desmitificação do cannabis e a desestigmatização de seus usuários. A cada edição, o evento coloca o foco em diferentes aspectos da planta para ampliar o espectro de seus usos e mostrar as potencialidades medicinais e industriais.

Reúne milhares de pessoas interessadas em saber mais sobre a cannabis: ativistas, cientistas, acadêmicos, empresários, organizações estatais e ONGs. Tem crescido ano a ano, se posicionando como uma referência na região, com grande apelo em todo o mundo. É o único evento do setor apoiado pelo Estado graças a qualidade da informação e ao seu papel central como criador de um espaço de articulação para o desenvolvimento de uma nova indústria.

Inclui um ciclo de conferências com especialistas de todo o mundo, oficinas práticas, um Laboratório de Cannabis e um Consultório de Orientação em Cannabis Medicinal . Ao mesmo tempo, um espaço com mais de 60 stands nacionais e internacionais e um vasto cronograma de propostas artísticas e musicais.

O cronograma completo de atividades será conhecido em breve na página do evento www.expocannabis.uy e através das redes sociais Twitter, Facebook e Instagram. As entradas já estão a venda via web a US$ 8 por dia, ou US$ 21 pelos três dias.

Para mais detalhes sobre a experiência uruguaia e do evento, assim como a obtenção de credenciais, comunique-se pelo endereço Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 13.08.2017

 

Medalha de Ouro e recorde do mundo para Inês Henriques na marcha

 

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A atleta do CN Rio Maior, de 37 anos, fez os 50 km em 4:05.56 horas, pulverizando o seu recorde mundial

A portuguesa Inês Henriques conquistou hoje a medalha de ouro nos 50 quilómetros marcha dos Mundiais de atletismo, que decorrem em Londres, juntando ao troféu o novo recorde do mundo, que já lhe pertencia.

A atleta do CN Rio Maior, de 37 anos, foi cronometrada em 4:05.56 horas, pulverizando o seu recorde mundial, que estava fixado nas 4:08.25 horas e datava de 15 de janeiro de 2017, em Porto de Mós.

Até chegar a Londres, Inês Henriques tinha no currículo três participações olímpicas, a última das quais no Rio2016, onde alcançou o 12.º posto nos 20 km marcha. A atleta conta ainda um sétimo posto nos Mundiais de 2007 e um nono nos Europeus de 2010, sempre na distância dos 20 km.

O pódio nos Mundiais de Londres foi completado com duas atletas chinesas: Hang Yin, prata, com 4:08.58, e Shuqing Yang, bronze, com 4:20.49.

 

Marcha de extrema direita em Charlottesville fez três mortos

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Uma das vítimas mortais foi atropelada intencionalmente já tinham os protestos terminado

Pelo menos três pessoas morreram sábado no âmbito de um encontro de grupos de extrema direita em Charlottesville, no estado norte-americano de Virgínia, segundo fontes oficiais.

"Temos pessoas que vieram para aqui provocar confusão, caos e desordem, o que causou três mortes", disse Maurice Jones, o presidente da Câmara de Charlottesville, numa conferência de imprensa.

Uma pessoa morreu quando um carro atingiu um grupo de pessoas que, segundo testemunhas, se manifestavam contra o encontro de extrema direita.

A vítima, uma mulher de 32 anos, atravessava a rua quando o veículo chocou contra a multidão, disse o chefe da polícia de Charlottesville, Al Thomas. Algumas dezenas de pessoas (os números são contraditórios e oscilam entre duas dezenas e 35) ficaram feridas.

Os outros dois mortos foram o piloto e o passageiro de um helicóptero que se despenhou nos arredores de Charlottesville, disse o governador do estado, Terry McAuliffe.

A polícia ligou o acidente com o helicóptero com a manifestação de extrema direita, embora ainda não tenha fornecido mais detalhes.

A marcha, caracterizada por confrontos, foi convocada para protestar contra a decisão de remover do parque da cidade a estátua do general Robert E. Lee, que comandou o exército de Virgínia do Norte durante a guerra civil americana e foi um opositor do direito de voto dos antigos escravos.

O governador da Virginia declarou o estado de emergência em resposta a este protesto e, através da sua conta na rede social Twitter, disse que tomou tal decisão para "ajudar o Estado a responder à violência" na marcha de Charlottesville, a cerca de 160 quilómetros de Washington.

Já na sexta-feira à noite tinha havido confrontos quando centenas de brancos nacionalistas marcharam no 'campus' da Universidade da Virginia com tochas.

China pede a Trump para travar escalada com Pyongyang

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Casa Branca mantém "medidas militares" como opção para resolver a crise. EUA e Coreia do Sul prosseguem exercícios conjuntos.

O presidente chinês, Xi Jinping, manteve ontem uma conversa telefónica com Donald Trump sobre a crise com a Coreia do Norte, naquilo que foi descrito em Pequim e em Washington, ainda que por diferentes palavras, como uma tentativa de manter aberto "o caminho do diálogo, das negociações e de um acordo político", isto segundo as autoridades chinesas, e de o regime de Pyongyang pôr termo "à escalada do seu comportamento provocatório", segundo a Casa Branca. Na conversa entre os dois dirigentes, ainda segundo Pequim, Xi terá feito notar a importância de "todas as partes envolvidas exercerem o máximo de contenção" nas suas declarações.

A China é o principal aliado da Coreia do Norte e destino de mais de 90% do comércio externo desta, tendo votado favoravelmente as mais recentes sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovadas por unanimidade na passada semana. Estas penalizam a economia de Pyongyang num valor equivalente a um terço do valor total das suas exportações, mas Pequim tornou claro que não aceitaria o descalabro económico do regime norte-coreano nem as tentativas de Trump de ligar uma solução do problema ao défice comercial dos EUA com a China.

Num outro contacto telefónico, Trump falou com Emmanuel Macron, tendo os dois presidentes discutido a questão da Coreia do Norte. No comunicado sobre esta conversa, a Casa Branca indica que os "EUA e os seus aliados têm pronta uma séria de medidas diplomáticas, económicas e militares" para enfrentar a situação. Por seu lado, o Eliseu indicou que Macron deu conta da sua preocupação com "a crescente ameaça balística e nuclear" norte-coreana.

O contacto entre os presidentes da China e dos Estados Unidos não parece ter tido efeitos imediatos na tensão que continuava ontem bem patente nas declarações de Trump e do regime de Pyongyang, assim como nos desenvolvimentos verificados quer na Coreia do Sul quer no Japão. Neste último país, as forças armadas deslocaram baterias de mísseis antimíssil Patriot para as áreas - as prefeituras de Shimane, Hiroxima e Kochi - sobre as quais deverão passar os mísseis norte-coreanos apontados às águas em torno da ilha de Guam, a antecipar o anunciado disparo destes, que poderá suceder nos próximos dias.

Na Coreia do Sul, apesar de a presidência ter divulgado uma nota a saudar o contacto telefónico entre Xi e Trump, classificando-o como um "catalisador que conduza a presente situação para uma nova dimensão", foi confirmado o aumento do nível de prontidão das forças armadas e também a realização de manobras conjuntas com os EUA, que estão marcadas para a próxima semana. Na sua propaganda, Pyongyang define-as como uma provocação e um "ato de agressão".

Na semana ora terminada, Pequim e Moscovo apresentaram um plano prevendo precisamente uma moratória nos exercícios conjuntos da Coreia do Sul e dos EUA em troca da suspensão dos disparos de mísseis norte-coreanos. Nem Washington, nem Seul, nem Pyongyang aceitaram o plano.

Compra de alimentos

Outro sinal da tensão regional é que tem havido nos últimos dias uma corrida à compra de alimentos e refeições prontas em Seul e noutras cidades da Coreia do Sul. Sintoma de que os sul-coreanos estão na expectativa de se verem confrontados com situações de emergência. As autoridades de Seul anunciaram também a realização generalizada de exercícios de defesa e proteção civil para dia 23.

Ainda na Coreia do Sul, noutro plano, o dirigente da principal força da oposição, o Partido da Liberdade, Hong Joon-pyo, advogou ontem a recolocação no país de forças nucleares táticas dos EUA, isto é, obuses para artilharia e bombas para aviões. Entre os anos 1960 e o início dos anos 1990, algumas centenas destas armas encontravam-se presentes no território sul-coreano, como fator de dissuasão, tendo a sua retirada sido decidida em outubro de 1991 durante a presidência de George Bush, o pai de George W. Bush. O argumento na época é que, com a retirada destas armas, EUA, Coreia do Sul e Japão tinham um argumento suplementar para pressionar a Coreia do Norte a pôr fim ao seu programa nuclear. O que não veio a suceder.

No que respeita a declarações, na noite de sexta para sábado (hora portuguesa), Trump esteve ao telefone com o governador de Guam, Eddie Calvo, declarando posteriormente que os residentes na ilha podem "sentir-se absolutamente seguros" e se "alguma coisa suceder (...), a Coreia do Norte vai ter grandes, grandes problemas". O presidente americano afirmou ainda que se o regime de Pyongyang continuar a política de ameaças aos EUA e seus aliados, "vai lamentá-lo, e vai lamentá-lo muito rapidamente". O presidente americano comentou ainda considerar novas sanções, "muito fortes", à Coreia do Norte, sem detalhar se seriam unilaterais ou se passariam pela ONU.

A retórica de Pyongyang manteve o tom habitualmente incendiário e hiperbólico, com a agência oficial KCNA a divulgar um comunicado em que se lia estar a Coreia do Norte "preparada para travar qualquer guerra que os EUA queiram travar" e "pronta a incendiar o seu território", aguardando apenas "a ordem final" de Kim Jong-un.

Exemplo desta atmosfera de tensão, e também de receio, o The New York Times publicava na edição de sexta-feira um mapa com pormenores do alcance dos mísseis balísticos intercontinentais norte-coreanos, revelando que, pelo menos no plano teórico, estes cobrem agora praticamente todo o território europeu, incluindo Portugal continental, além dos EUA e do Médio Oriente.

Dono de submarino detido em investigação sobre desaparecimento de jornalista

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Peter Madsen foi acusado de homicídio por negligência, mas nega as acusações

Um homem dinamarquês foi detido esta sexta-feira no âmbito da investigação ao desaparecimento de uma jornalista sueca, Kim Wall. Peter Madsen foi acusado de homicídio por negligência, mas nega as acusações.

O parceiro da jornalista deu o alerta, já que esta não voltou a casa na quinta-feira à noite depois do que deveria ter sido uma curta viagem de submarino com Peter Madsen, para uma reportagem que estava a preparar sobre o Nautilus. Começaram então as buscas pelo submarino, que as autoridades acreditavam ter duas pessoas a bordo, o dono e construtor e a jornalista.

Horas depois o submarino teve problemas e o dinamarquês teve de ser resgatado, mas não as autoridades não encontraram sinal de Wall. Madsen, de 46 anos, nega estar envolvido no desaparecimento da jornalista e assegura que a deixou em Copenhaga antes de voltar a sair com o submarino e de ter tido problemas, na sexta-feira de manhã.

As autoridades ainda não conseguiram aceder ao submarino, que está na Baía de Koge, perto de Copenhaga. A polícia está também a tentar encontrar testemunhas ou imagens de videovigilância que ajudem a perceber se a mulher desembarcou de facto e o que lhe pode ter acontecido.

Wall, de 30 anos, já escreveu para jornais como o The New York Times,o Guardian ou a Vice.

Sismo de magnitude 6,4 ao largo da ilha indonésia de Sumatra

 

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Não foi reportada, até ao momento, a ocorrência de vítimas

Um sismo de magnitude 6,4 na escala de Richter foi registado hoje ao largo da ilha indonésia de Sumatra, sem que tenha sido emitido alerta de tsunami.

O forte terramoto, com hipocentro localizado a 35 quilómetros de profundidade no leito marinho, ocorreu às 10:08 (04:08 em Lisboa) a 73 quilómetros a oeste de Bengkulu, na costa sudoeste da ilha, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial.

Não foi reportada, até ao momento, a ocorrência de vítimas.

Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da agência de gestão de desastres da Indonésia, afirmou que o sismo, sentido durante cerca de dez segundos nas cidades costeiras, foi forte o suficiente para derrubar móveis, levando residentes a deixarem as suas casas, e provocou cortes de energia elétrica em algumas zonas.

O mesmo responsável indicou que não foram, contudo, registados danos estruturais em edifícios.

O terramoto também foi sentido em Singapura, a aproximadamente 590 quilómetros do epicentro, com a televisão Channel NewsAsia a dar conta de que recebeu telefonemas de habitantes da Cidade-Estado.

Um sismo de 6,5 na escala de Richter, em Aceh, na ilha de Sumatra, fez mais de 100 mortos, em dezembro do ano passado.

Em 2004, a mesma província foi devastada por um tsunami desencadeado por um forte terramoto, que fez mais de 226 mil mortos numa dezena de países banhados pelo oceano Índico, a maioria na Indonésia.

A Indonésia, o maior arquipélago do mundo, assenta sobre o chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma zona de intensa atividade sísmica e vulcânica sacudida anualmente por 7.000 abalos, a maioria moderados.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 13.08.2017

 

Incêndios causaram 40 feridos desde quarta-feira

Quarenta feridos e dezenas de pessoas retiradas de casa desde que o fogo em Abrantes começou, na quarta-feira, é o balanço feito pela Proteção Civil, que revela que o incêndio em Tomar foi dado como dominado às 12:30.

Em declarações à agência Lusa, a adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, afirmou que, às 13:20, eram cinco os incêndios mais preocupantes: Mealhada, Alvaiázere, Ferreira do Zêzere, Coimbra e Castelo Branco.

O incêndio em Tomar, que lavrava há 20 horas, foi dado como dominado às 12:30, embora os meios de mantenham de prontidão, tendo em conta o risco de reativação.

Desde quarta-feira, altura em que começou o fogo em Abrantes, seguido de outras ocorrências em vários concelhos, dezenas de pessoas foram retiradas das suas casas por causa das chamas.

Segundo Patrícia Gaspar, o incêndio em Coimbra obrigou à retirada de 40 pessoas, que, entretanto, já regressaram às suas habitações.

O fogo na Mealhada, distrito de Aveiro, obrigou à retirada de 16 idosos, e em Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, também se registaram pessoas deslocadas.

Em Tomar, as chamas obrigaram à retirada de cerca de 80 pessoas das suas casas situadas em várias localidades.

No Louriçal, distrito de Castelo Branco, foi evacuada uma unidade hoteleira, além de residentes de casas em nove localidades.

Desde quarta-feira que os fogos já causaram 40 feridos -- entre bombeiros e civis -, dos quais apenas um com alguma 

Morrem 15 jiadistas do Estado Islâmico em confrontos em no Iraque

 

Pelo menos 15 jiadistas do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e três membros das forças iraquianas morreram hoje em confrontos no norte da cidade de Tikrit, revelou à EFE uma força de segurança.

Os extremistas atacaram esta manhã posições das forças de segurança iraquianas na zona de Al Zauia, a 70 quilómetros a norte de Tikrit, na província de Saladino, assegurou a mesma fonte.

Este ataque, que começou com intensos disparos de artilharia e de morteiros por parte dos jiadistas, terminou com três efetivos mortos e oito feridos.

As unidades castrenses responderam ao ataque, apoiados pela aviação iraquiana, e acabaram com a vida de 15 jiadistas, expulsando os restantes da zona.

A fonte adiantou que as tropas iraquianas acabaram com a equipa militar que levava os radicais, assim como com os seus veículos blindados.

Japão instala sistema de defesa antimísseis após ameaça da Coreia do Norte

O Japão terminou a instalação do sistema de defesa antimísseis em várias zonas do oeste do país, depois de a Coreia do Norte ter ameaçado lançar mísseis balísticos em direção a Guam que sobrevoariam território nipónico.

O sistema antimísseis terra-ar Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3) foi colocado em Shimane, Hiroshima e Kochi, por onde passariam os mísseis norte-coreanos segundo o plano anunciado por Pyongyang, bem como em Ehime, informou a agência de notícias nipónica Kyodo.

Os quatro sistemas PAC-3 foram transportados do leste do Japão, onde o sistema de defesa se encontra sobretudo concentrado em redor de Tóquio.

A Coreia do Norte ameaçou, na quinta-feira, bombardear as águas territoriais de Guam, ilha no Pacífico com uma população estimada em 160 mil habitantes, em cujas bases norte-americanas se encontram estacionados bombardeiros estratégicos que o Pentágono envia com regularidade para as proximidades da península coreana.

O plano, que Pyongyang prometeu finalizar dentro de dias, detalhava o lançamento de quatro mísseis Hwasong-12 de médio-longo alcance que sobrevoariam "as prefeituras japonesas de Shimane, Hiroshima e Kochi (oeste) e percorreriam 3356,7 quilómetros durante 1065 segundos [quase 18 minutos] antes de caírem na água, a cerca de 30 ou 40 quilómetros de Guam".

Na sexta-feira, aquando do anúncio do envio dos mísseis de interceção terra-ar PAC-3 para as quatro prefeituras, o Ministério da Defesa do Japão não confirmou se o ministro Itsunori Onodera tinha emitido já uma ordem para abater mísseis que sobrevoem o país.

Isaías Samakuva e UNITA recebidos por centenas de apoiantes em Angola

Centenas de pessoas receberam em festa no Mbanza Congo, na noite de sábado, o cabeça de lista da UNITA para as eleições gerais angolanas, Isaías Samakuva, que se estreou em ações de campanha na província do Zaire (Norte).

Os apoiantes de Isaías Samakuva - centenas de jovens vestidos com camisolas com as palavras de ordem do partido - acompanharam a chegada dos carros da comitiva do candidato, a bordo de carrinhas apinhadas de gente, em pequenos autocarros e em dezenas de motorizadas.

Muitos fizeram um cordão humano - com as mãos dadas - em torno dos carros da comitiva, enquanto entoavam a canção de campanha da UNITA e gritavam palavras de ordem como "Samakuva number one", uma referência ao facto de o candidato do partido do galo negro ser o primeiro colocado nos boletins de voto.

Naquela que foi a primeira ação de campanha na província do Zaire, a receção a Samakuva provocou um engarrafamento na pequena localidade de Mbanza Congo, que se notabilizou recentemente por albergar as ruínas do centro histórico - incluindo a Catedral de São Salvador do Congo - classificadas como património da humanidade pela UNESCO. Trata-se da primeira classificação do género atribuída a Angola por aquela Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura.

Em declarações aos jornalistas à chegada à sede local do partido, Isaías Samakuva disse que traz aos eleitores do Mbanza Congo uma mensagem de mudança, lembrando que a população da província deveria estar a beneficiar de parte dos lucros do petróleo que nela é extraído.

"Temos uma mensagem clara, que fala da necessidade de mudança. Nós podemos dar muita coisa [aos cidadãos zairenses]. A mudança de que estamos a falar é profunda, porque foca aspetos da vida social, política e económica", disse o candidato da UNITA.

A questão do petróleo também será tema em agenda no Zaire, que inclui - além de um comício no Mbanza Congo - uma ação de massas em Cuimba e uma visita à região petrolífera do Soyo.

"Foram prometidos 10% dos lucros do petróleo para esta província, mas os 10% nunca apareceram", salientou Samakuva.

A festa da UNITA durou pela noite dentro, com os apoiantes a entoarem o refrão da canção de campanha: "Primeiro o angolano, segundo o angolano, terceiro o angolano. Angolano sempre".

Questionado sobre o local de origem dos apoiantes - nomeadamente se o partido fez deslocar os jovens para o local dos comícios - o diretor de protocolo do candidato da UNITA afirmou que os populares que receberam em festa o candidato são da região.

Angola realiza eleições gerais a 23 de agosto, num ato eleitoral marcado pela ausência do Presidente Eduardo dos Santos - há 38 anos no poder - do boletim de voto. O cabeça de lista do MPLA - partido que governa Angola desde 1975 - será o general João Lourenço, ministro da Defesa.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 13.08.2017

 

 

Petróleo angolano tem forte procura

13 de Agosto, 2017

A maior parte do petróleo das exportações angolanas para Setembro está vendida - com uma forte procura asiática a apressar os contratos - embora restem carregamentos dos campos Girassol e Saturno em vésperas do anúncio do programa de Outubro, na próxima semana, noticiou ontem a Reuters.

O mercado esteve caracterizado pela manutenção da elevada procura das refinarias, envolvendo um número crescente de carregamentos nas negociações. Os ganhos do brent chegam a ameaçar as vendas no mercado de futuros, afirmaram negociadores citados pela agência.
As notícias dão conta da venda de um carregamento da companhia Vitol ido do campo Erha, da Nigéria, à companhia uruguaia Ancap, enquanto o grupo do sector da refinação PetroIneos adquiriu um carregamento da BP dos graus nigerianos de Forcados, em que os preços não foram apurados.
A Petrobras comprou dois carregamentos de crude ultra leve nigeriano Agbami. Restam uns 25 carregamentos do programa de Setembro, abaixo das sobras a esta altura, nos meses anteriores.
A francesa Total obteve uma oferta para fornecer, em Outubro, um carregamento à Indian Oil Corp, mas os negociadores não puderam determinar se a companhia oriental comprou quaisquer outros carregamentos.
A indonésia Pertamina anunciou uma oferta para comprar 600 mil barris da costa ocidental africana.
A OPEP prevê um aumento da procura em 2018, devido ao aumento do consumo global.

Merkel contra solução militar

13 de Agosto, 2017

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou sexta-feira que não acredita numa “solução militar” para a crise na Península da Coreia e considerou “desnecessária e equivocada” a troca de ameaças nos últimos dias entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.
Numa entrevista concedida em Berlim, Merkel defendeu esforços diplomáticos na ONU e especialmente com os países mais envolvidos no conflito para se encontrar uma solução para a crise.
“Não vejo uma solução militar (para este conflito) nem a considero indicada”, disse a chanceler, que estava acompanhada pelo alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, e o director-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing.
Merkel afirmou que a Alemanha está disposta a trabalhar estreitamente para encontrar soluções pacíficas e distanciou-se de qualquer acção militar em relação à crise na Península da Coreia.
Objectivamente, a chanceler defendeu soluções multilaterais e a “cooperação estreita” entre os países directamente envolvidos na crise, como os EUA, China, Coreia do Sul e o Japão.“Considero que a escalada verbal é a resposta equivocada”, disse.
Nos últimos dias, Washington e Pyongyang vêm trocando ameaças, com Trump a prometer “fogo e fúria” e a Coreia do Norte a indicar a ilha de Guam, território norte-americano no Pacífico, como um possível alvo de um ataque com mísseis. Pouco antes de Merkel fazer essas declarações, Trump afirmou na sua conta no Twitter que as forças militares dos EUA estavam preparadas “para o combate” com a Coreia do Norte.
“As soluções militares estão totalmente preparadas, prontas para o combate, se a Coreia do Norte actuar de forma imprudente. Espero que Kim Jong-un encontre outro caminho”, escreveu o presidente americano.

Apelo à responsabilidade 
O presidente da França, Emmanuel Macron, lançou ontem um apelo à responsabilidade “de todos” para se evitar uma escalada da tensão na Coreia do Norte, que, em sua opinião, constitui uma ameaça grave. “A comunidade internacional deve agir de forma coordenada, firme e eficaz, como acaba de fazer o Conselho de Segurança, para que a Coreia do Norte retome incondicionalmente a via do diálogo”, refere um comunicado do Palácio do Eliseu, sede do Executivo francês.
De acordo com o comunicado, Macron “garante aos aliados e parceiros da França na região a sua solidariedade perante a situação actual, e insta, além disso, a responsabilidade de todos para impedir uma escalada das tensões”. O governante francês transmitiu ainda a sua preocupação perante o agravamento da ameaça balística e nuclear procedente da Coreia do Norte, que, disse, prejudica “a preservação da paz e da segurança internacional”. A presidência francesa considerou no seu comunicado que isto “delineia uma ameaça séria sobre a segurança” dos países vizinhos e sobre “a perenidade do regime internacional de não-proliferação nuclear”.
Com os demais membros do Conselho de Segurança da ONU, a França salientou que pede à Coreia do Norte que “cumpra sem demora as suas obrigações internacionais e proceda ao desmantelamento completo, verificável e irreversível dos seus programas nucleares”. O comunicado não cita de forma directa os Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, advertiu na sexta-feira que as suas forças armadas estão prontas “para o combate” com Pyongyang, na sequência da guerra verbal mantida entre ambos países nos últimos dias.

Três milhões de voluntários
As autoridades norte-coreanas afirmaram que, pelo menos, 3,5 milhões de jovens e soldados reformados acorreram aos postos de recrutamento militar para lutarem contra os Estados Unidos, num momento de aumento da tensão e da retórica entre Washington e Pyongyang.
O jornal “Rodong Sinmun” revelou que pelo menos 3,475 milhões de estudantes, jovens trabalhadores e soldados reformados prontificaram-se a ingressar nas Forças Armadas nos três dias posteriores a 7 de Agosto, depois do anúncio de duras represálias pelas novas sanções da ONU.
Os meios de comunicação norte-coreanos mostraram na quarta-feira uma mobilização de milhares de cidadãos que desfilaram pela Praça Kim Il-sung em Pyongyang com cartazes em apoio ao líder Kim Jong-un e contra as últimas sanções das Nações Unidas para punir os lançamentos recentes de mísseis balísticos da Coreia do Norte.
Segundo a agência de notícias norte-coreana “KCNA”, mobilizações deste tipo repetiram-se por todo o país nos últimos dois dias. A Coreia do Norte tem uma população de 25 milhões de habitantes e conta com um exército com entre 700 mil e 1,3 milhão de integrantes.

Antigo bastião rebelde em poder do exército

13 de Agosto, 2017

As forças governamentais sírias conseguiram recuperar a totalidade da cidade de Al Sujna, no leste da província de Homs, que arrebatou do grupo Estado Islâmico (EI), informaram ontem fontes oficiais e activistas dos Direitos Humanos.

As tropas governamentais assumiram o controlo de Al Sujna há uma semana, mas nos últimos dias tiveram que fazer frente aos contra-ataques do Estado Islâmico. Uma fonte militar citada pela agência oficial “Sana” afirmou que ontem de manhã o exército sírio “assumiram a totalidade da cidade de Sujna após operações intensas contra o Estado Islâmico”.
As operações “causaram a morte de grande número dos terroristas” e também a destruição de quantidades consideráveis de munições e armas.
A fonte acrescentou que as unidades do Exército prosseguem com as operações para assegurar a área e com a perseguição dos remanescentes dos radicais.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, indicou que o exércitoterminou de retirar as minas da cidade, a última localidade que restava em poder do Estado Islâmico em Homs, e que está na estrada para Deir ez-Zor, bastião "jihadista" no leste do país. Durante as últimas semanas, o Exército sírio e seus aliados avançaram contra o Estado Islâmico pelo leste de Homs e pelo sul da província vizinha de Raqqa.
Esta ofensiva coincidiu com a que está a ser desenvolvida pela Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por milícias curdas e apoiadas pelos Estados Unidos, na cidade de Raqqa, considerada a capital do califado proclamado pelo Estado Islâmico em 2014. Enquanto isso, um ataque da Organização para a Libertação do Levante contra as forças governamentais derivou em confrontos violentos nos arredores a sudoeste de Damasco.

Moçambicanos continuam a elogiar os gestos de paz

13 de Agosto, 2017

As organizações da sociedade civil moçambicanas consideram que o encontro de domingo entre o Presidente moçambicano Filipe Nyusi e o líder da Renamo Afonso Dhlakama acende “uma luz de esperança” de paz para os moçambicanos.

“A sociedade civil encara este acto não só como uma das formas mais altas de demonstração de vontade política das duas partes, mas também como uma luz de esperança para as moçambicanas e moçambicanos”, diz um comunicado assinado por oito fóruns e organizações da sociedade civil moçambicanos  divulgada sexta-feira em Maputo. A sociedade civil moçambicana, prossegue o comunicado, acredita e está confiante de que o Presidente da República e o líder da Renamo   vão continuar  a trilhar o “caminho da esperança, respeito pela vida, prosperidade, crescimento e do desenvolvimento” do país.
No comunicado, as oito organizações reiteram a disponibilidade para contribuírem para o processo de construção de uma paz efectiva, sustentável e de reconciliação nacional. O comunicado, em forma de carta, é subscrito pelo Fórum das Organizações da Sociedade Civil para os Direitos da Criança (ROSC), Fórum Nacional de Rádios Comunitárias (FORCOM), Centro de Capacitação e Aprendizagem da Sociedade Civil (CESC), Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Coordenação para a Mulher no Desenvolvimento (Fórum Mulher), Associação das Mulheres de Carreira Jurídica (AMMCJ), Fundação MASC e Liga das ONG de Moçambique (Joint).
O Presidente moçambicano, Filipe Jacinto Nyusi, e o líder máximo da Renamo, Afonso Dhlakama, encontraram-se no domingo nas matas da  serra da Gorongosa, centro, num frente-a-frente não previamente anunciado, para debater a questão da paz no país, renovando no seio dos moçambicanos a esperança de uma estabilidade duradoira.

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