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quinta, 10 agosto 2017 11:28

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 10.08.2017

 

Coreia do Norte diz que sanções dos EUA “jamais funcionarão”

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/08/2017 16:51:47

A Coreia do Norte assegurou ontem (4)) que as sanções impostas esta semana pelos Estados Unidos por causa do seu último teste com um míssil intercontinental “não funcionarão” e só servem para “justificar ainda mais” o desenvolvimento de armas nucleares pelo regime do presidente Kim Jong-un.

“A campanha de sanções dos Estados Unidos poderá funcionar em outros países, mas jamais na República Popular Democrática da Coreia (RPDC, o nome oficial da Coreia do Norte)”, assegurou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano em declarações veiculadas pela agência estatal de notícias do país KCNA.

Os Estados Unidos, “com suas ameaças de guerra e de sanções extremas, só aumentam a vigilância e resistência e justificam ainda mais o desenvolvimento de armas nucleares” por parte da Coreia do Norte, afirmou o funcionário da chancelaria.

No último dia 2, o presidente Donald Trump ratificou um pacote com novas sanções que permitem punir com maior facilidade entidades e indivíduos que comercializem petróleo e seus derivados, carvão e metais de terras raras com a Coreia do Norte e, inclusive, quem utiliza mão de obra norte-coreana no exterior.

A Coréia do Norte rejeitou e condenou “energicamente” a nova normativa - que pune também o Irã e a Rússia - e afirmou que a conduta de Washington é “criminosa” ao tentar aplicar “sua lei federal às relações internacionais, o que constitui um desafio direto à Carta das Nações Unidas e ao Direito Internacional”.

Os EUA adotaram as novas sanções depois que a Coreia do Norte lançou em 28 de julho seu segundo míssil intercontinental, como parte de testes para aprimorar sua tecnologia balística e conseguir alcançar o território americano.

O lançamento foi “uma séria advertência aos EUA, que estão ficando temerários e frenéticos”, disse a chancelaria norte-coreana, que considera que os países que respeitam o regime de sanções, “ao invés de criticá-lo”, são os que alimentam a tensão na Península Coreana.

 

 

ONU confirma que equipe sofreu ataque no Sul da Colômbia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/08/2017 18:58:35

A Missão da ONU na Colômbia confirmou que uma equipe com observadores, membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e da Polícia sofreu uma “emboscada” quando trabalhava na remoção de explosivos da guerrilha que estavam escondidos.  

O grupo estava em uma área remota do município de Caloto, no departamento de Cauca, no Sudoeste do país, quando o ataque aconteceu. Um integrante da Unidade para a Edificação da Paz ficou ferido, conforme informou a Missão da ONU em breve comunicado.

Depois de receber as armas de quase 7 mil integrantes das Farc, a missão trabalha para retirar armamento e explosivos de 779 pontos, com a colaboração de membros dessa guerrilha e o apoio da Polícia.

Após o ataque, o policial ferido foi levado a um hospital em Cali, se bem que o resto da equipe saiu ilesa e foi transferida a uma das zonas veredais transitórias de normalização (ZVTN) em que estão os guerrilheiros das FARC dentro do processo de desmobilização.

A Missão da ONU na Colômbia tem caráter político e não militar, sendo que os policiais e militares internacionais que a integram andam desarmados, ainda que claramente identificados com coletes azuis com o emblema do organismo.

O trabalho de recuperação de armas e explosivos é desenvolvido dentro da implementação do acordo de paz que o Governo colombiano e as FARC assinaram em novembro.

 

Países da UE não reconhecem Assembleia Constituinte venezuelana

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 03/08/2017 20:19:01

 

A União Europeia (UE) anunciou quarta-feira (2) que não reconhece a Assembleia Constituinte promovida pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por dúvidas sobre a sua legitimidade e advertiu que intensificará sua resposta se as autoridades do país “seguirem destruindo os princípios democráticos”. A informação é da agência EFE.

A UE e seus Estados-membros “não podem reconhecer a Assembleia Constituinte da Venezuela pela preocupação quanto à sua efetiva representatividade e legitimidade”, apontou a alta representante da União Europeia para a Política Exterior, Federica Mogherini, em um comunicado em nome dos 28 países do bloco.

Na nota, os países da UE pedem que Maduro tome “medidas urgentes para retificar o curso dos eventos” e apontam que “estão dispostos a intensificar a sua resposta, caso os princípios democráticos sigam sendo minados e a Constituição venezuelana não seja respeitada”.

Piora da crise

As nações da UE lamentaram profundamente “a decisão das autoridades venezuelanas de seguir adiante com as eleições” da Constituinte, que na sua opinião pioraram “a crise” na Venezuela. “As circunstâncias da votação geram dúvidas sobre a capacidade da Assembleia Constituinte de representar de maneira efetiva todos os componentes da população venezuelana”, disseram.

Além de apontar que as atribuições da Constituinte “não estão claras”, a UE considera que sua eleição pode ser uma desculpa “para impulsionar ainda mais o conflito e usar o poder sem controle”.

Os países do bloco europeu também pediram “a liberdade de todos os oponentes políticos,” em especial os opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, que voltaram a ser presos esta semana. “Pedimos solenemente a todos os que têm na Venezuela mandato democrático para governar que administrem a lei”, para “negociar uma saída” que “respeite os direitos constitucionais” e as instituições como a Assembleia Nacional, o Supremo Tribunal e a Procuradoria-Geral.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 10.08.2017

 

 

Cerca de 230 mil pessoas continuam desalojadas do oeste de Mossul, diz ONU

Após a retomada do controle de Mossul, no Iraque, pelas Forças Armadas iraquianas, a coordenadora humanitária da ONU no país, Lise Grande, afirmou que o contraste entre as duas partes da cidade, separadas pelo rio Tigre, "não poderia ser mais evidente". A informação é da ONU News.

Enquanto no leste de Mossul a vida vai voltando lentamente ao normal, na parte oeste, onde o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), que ocupava a cidade, resistiu por mais tempo antes de ser expulso, bairros inteiros e a infraestrutura urbana foram destruídos. Por conta disto, milhares de pessoas não têm pra onde voltar.

Lise Grande disse a jornalistas, em Genebra, que Mossul é realmente "um conto de duas cidades".  Segundo ela, a parte leste está se recuperando: as pessoas estão em casa, escolas, mercados e negócios estão abertos. Ela disse que as "condições não são ótimas", mas que quase "todos voltaram para casa no leste de Mossul, menos umas 20 mil pessoas".

Já a situação no oeste da cidade é muito diferente. Lise, que também é vice-chefe da Missão das Nações Unidas no Iraque (Unami), afirmou há cerca de 230 mil civis sem previsão de voltar para casa nos 15 bairros que foram completamente destruídos.

Batalha urbana

Ela afirmou que Mossul que foi cenário da maior batalha urbana desde a Segunda Guerra Mundial e também viu a maior evacuação organizada na história moderna, com quase 1 milhão de civis recebendo assistência para sair da cidade., graças às agências humanitárias que estavam na linha de frente. No total, cerca de 3,3 milhões de pessoas permanecem fora de suas casas no Iraque, incluindo as que foram recentemente deslocadas de Mossul.

Na sequência da campanha iraquiana para expulsar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) do país, a coordenadora humanitária afirmou que outras três operações militares ainda são esperadas: em Tal Afar, em Hawija e no Vale do Eufrates, na província oeste de Anbar. Ela estima que, ao fim dessas operações, outras centenas de milhares de civis possam ser deslocados.

'The New York Times': Medos de mísseis e palavras

Jornal diz que fala de Trump sobre Coréia do Norte pode acirrar confronto 

Jornal do Brasil

Artigo publicado nesta quinta-feira (10) pelo jornal norte-americano The New York Times analisa a resposta do presidente Donald Trump ás ofensivas da Coréia do Norte.

O texto afirma que de certa forma, pode-se ver por que Donald Trump ameaçou desencadear "fogo e a fúria" contra a Coréia do Norte se ameaçasse os Estados Unidos. O programa nuclear do Norte é uma ameaça crescente, suas tiradas de guerras são incrivelmente enervantes, e soluções pacíficas para a ameaça que representa foram amplamente evasivas durante muitos anos e administrações americanas.

NYT ironiza: sendo Trump presidente dos Estados Unidos, e se uma liderança prudente e disciplinada sempre foi necessária, agora é. Sua atitude na terça-feira não foi apenas irresponsável, mas também perigosa. Ele não é mais um empresário tentando criticar alguém em um acordo. Ele comanda o arsenal nuclear e convencional mais poderoso do mundo, e qualquer erro de cálculo pode ser catastrófico, alerta o noticiário.

Mesmo que as provocativas observações de Trump façam parte de uma estratégia deliberada para aumentar a pressão sobre a Coréia do Norte - e sobre a China, que, como o principal fornecedor de alimentos e combustíveis do Norte, tem mais influência sobre isso do que qualquer outra nação - eles estariam em desacordo com o que foi realizado por seus predecessores. Este é um presidente sem experiência prévia de governo ou militar que não mostrou uma compreensão clara de questões estratégicas complexas, avalia o autor do texto.

Popularidade de Merkel cai dez pontos em um mês

Chanceler tentará novo mandato em setembro, contra Schulz

Agência ANSA

 

A popularidade da chanceler alemã, Angela Merkel, despencou 10 pontos percentuais no último mês, chegando a 59%, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (10). 

Os dados, da ARD-Deutschland Trends, também apontaram uma queda de 4 pontos no índice de popularidade do candidato Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu e que concorrerá nas eleições de setembro contra Merkel. Hoje, ele está com 33% de aprovação. 

Toda a Europa aguarda com grande expectativa as eleições parlamentares na Alemanha, já que analistas apostam no país como o único capaz de evitar uma desintegração da União Europeia (UE) e conter o avanço da extrema direita e de movimentos nacionalistas que já despontaram em eleições em outras nações, como na França.    

Dede que anunciou sua candidatura, o social-democrata vinha quase empatado com Merkel nas pesquisas de intenção de voto. Mas o "efeito Schulz" durou pouco e o Partido Social Democrata (SPD) foi derrotado em todas as eleições regionais pelo União Democrata Cristã (CDU) da chanceler.

Baleia salta em barco e deixa ao menos 7 feridos na Austrália

Grupo voltava de uma expedição de pesca nas ilhas Whitsundays

Agência ANSA

 

Ao menos sete pescadores sobreviveram depois que uma baleia jubarte surpreendeu o grupo e realizou um de seus famosos saltos bem debaixo do barco, que foi arremassado no mar da Austrália.

Os pescadores estavam retornando no último domingo (6) de uma expedição de pesca nas ilhas Whitsundays, no nordeste do país, quando a baleia de mais de 40 toneladas atingiu a embarcação de oito metros e meio. As imagens do ataque foram publicadas na internet e viralizaram.

O impacto da colisão deixou o capitão Oliver Galea, 44 anos, com um corte profundo na testa, além de dois homens desmaiados. Um dos pescadores foi levado em estado grave ao hospital local e permanece internado com lesões faciais. Outros três tiveram lesões leves e foram liberados. 

Acerto de contas da máfia mata quatro homens no sul da Itália

Uma das vítimas era suposto chefe de um clã na região da Puglia

Agência ANSA

Quatro pessoas morreram em um tiroteio nesta quarta-feira (9) na cidade de San Marco in Lamis, no sul da Itália, em um provável acerto de contas da máfia.

Entre as vítimas estão Mario Luciano Romito, 50 anos e suposto líder de um grupo mafioso, e seu cunhado, Matteo De Palma, 44, que estavam em um Volkswagen New Beetle quando foram baleados.

Os outros dois mortos são os camponeses Luigi e Aurelio Luciani, 47 e 43 anos, respectivamente, que estavam em um Fiat Fiorino e foram testemunhas involuntárias do duplo homicídio.

Segundo a primeira reconstrução feita pela Polícia, um carro com matadores de aluguel emparelhou com o New Beetle, e os atiradores abriram fogo com um fuzil AK-47 e uma espingarda calibre 12.

Romito é tido como líder de um clã mafioso homônimo que nos últimos anos se opôs ao grupo dos Libergolis na disputa pelo controle do crime organizado na região. Ambos pertenceriam à Sagrada Coroa Unida, máfia que atua na Puglia, o "salto da bota" que representa o mapa italiano.

"Aquilo que ocorreu é terrível, não há outras palavras para descrever o que aconteceu", declarou o prefeito de San Marco in Lamis, Michele Merla. A cidade fica na província de Foggia, onde, no fim de julho, o dono de um restaurante já havia sido assassinado em outro acerto de contas entre mafiosos.

As disputas na província de Foggia são chamadas de "a oitava guerra da máfia" e deixaram quase 30 mortos desde 2015. Dentro da Sagrada Coroa Unida, a facção considerada mais brutal é justamente a Società Foggiana (Sociedade Foggiana), cujas ações a fizeram ocupar um espaço no noticiário antes dedicado à Camorra (Campânia), à Cosa Nostra (Sicília) e à 'ndrangheta (Calábria), que nos últimos anos têm adotado uma estratégia de discrição.

Nesta quinta-feira (10), o ministro do Interior da Itália, Marco Minniti, presidirá em Foggia uma reunião do Comitê Nacional de Segurança Pública para discutir a situação na província.

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 10.08.2017

 

 

Guerra mataria dezenas de milhares na Coreia do Sul em poucos dias

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Pyongyang disse estar a estudar plano para atacar ilha americana de Guam, no Pacífico. Trump recordou ter o maior arsenal nuclear

Se Donald Trump decidir mesmo lançar "o fogo e a fúria" contra a Coreia do Norte, um conflito desse género iria provocar "dezenas de milhares de mortos na Coreia do Sul nos primeiros dias", garante Mark Hertling, general na reserva e analista da CNN. Tudo porque, se o poderio militar dos EUA é inquestionavelmente maior do que o dos norte-coreanos, um primeiro ataque deve centrar-se nas instalações nucleares de Kim Jong-un. Com os norte-americanos a precisar de vários dias para destruir a artilharia colocada na fronteira entre as Coreias e com Seul a 50 km de distância, é de esperar um grande número de baixas, segundo vários estudos.

Ora, apesar de muitos analistas concordarem que nem os EUA nem a Coreia do Norte têm mesmo a intenção de se lançar numa guerra, a verdade é que nas últimas horas o conflito atingiu um tom perigoso. Depois de Pyongyang prometer dar uma "lição implacável" aos EUA na sequência da aprovação de novas sanções na ONU, foi a vez de Trump ameaçar lançar "o fogo e a fúria" contra a Coreia do Norte em caso de ataque contra o seu país. Pelo meio, a Agência de Informações da Defesa (DIA) confirmou que os norte-coreanos conseguiram produzir ogivas nucleares com as dimensões adequadas para colocação em mísseis balísticos intercontinentais.

Ontem, foi a vez de Pyongyang anunciar que está a "examinar cuidadosamente" um plano para atacar Guam, um território americano no Pacífico, onde vivem pouco mais de 160 mil pessoas, mas que abriga uma base militar com um esquadrão de submarinos, uma base aérea e um grupo da guarda costeira. Popular entre os turistas japoneses e sul-coreanos, Guam está protegida pelo sistema de mísseis antimíssil THAAD, instalado na Coreia do Sul. Num discurso na televisão, o governador do território, Eddie Calvo, garantiu estarem prontos para "qualquer eventualidade". Mas procurou tranquilizar a população, afirmando que "neste momento não pesa qualquer ameaça contra nós".

Povoada há 4000 anos pelos chamorros, povo indígena que hoje representa 40% da população, Guam foi colonizada pelos espanhóis no séc. XVI. Estes cederam a ilha aos EUA em 1898 após a derrota na Guerra Hispano-Americana.

Na administração Trump, se o secretário da Defesa, James Mattis, deixou um ultimato à Coreia do Norte para "deixar de pensar em qualquer ação [militar] que leve ao fim do seu regime e à destruição do seu povo", o secretário de Estado, Rex Tillerson, procurou acalmar os ânimos. O responsável pela diplomacia dos EUA afirmou que "os americanos devem dormir bem à noite", sem se preocuparem com "a retórica dos últimos dias". Quanto às declarações de Trump, Tillerson explicou que "o que o presidente está a fazer é mandar uma mensagem forte à Coreia do Norte numa linguagem que Kim Jong-un entenda, porque ele não parece entender a linguagem diplomática".

Desde 2006, a Coreia do Norte realizou cinco ensaios nucleares, recusando pôr fim ao seu programa apesar de ser alvo de sanções internacionais. Desde fevereiro, o país, um dos mais isolados do mundo, já efetuou o lançamento de 17 mísseis em 12 ocasiões diferentes. E os analistas acreditam que terá capacidade para atingir território americano, podendo mesmo chegar a Nova Iorque, com a trajetória certa.

Os americanos têm bases aéreas e militares tanto na Coreia do Sul como no Japão, além de já terem enviado para o Pacífico três porta--aviões nos últimos meses. Mas uma guerra com a Coreia iria obrigar a retirar as famílias dos militares ali destacados e levar para a região o resto do material e do pessoal necessários. Sun Zhe, codiretor da China Initiative na Universidade de Columbia, acredita que, em caso de conflito, os EUA se limitarão a ataques aéreos. "Não vão fazer uma intervenção terrestre. Vão bombardear instalações militares, mas não me parece que atravessem o paralelo 38 [que divide as Coreias]."

Apesar dos esforços do seu chefe da diplomacia e dos apelos à contenção da comunidade internacional - inclusive da China, único aliado de Pyongyang -, Trump recorreu ontem ao Twitter para deixar outro aviso. "A minha primeira ordem como presidente foi para renovar e modernizar o nosso arsenal nuclear. Este é agora mais forte e poderoso do que alguma vez foi", escreveu na primeira parte de um tweet que rematou: "Esperemos nunca ter de usar este poder, mas nunca chegará o dia em que não seremos a nação mais forte do mundo."

O perigo do bluff presidencial

Com a popularidade em queda - 38% segundo a última sondagem da CNN -, Trump decidiu jogar a sua credibilidade ao ameaçar a Coreia do Norte. "Trump pode ficar encurralado porque está a prometer uma ação que pode não querer cumprir", explicou Timothy Naftali à estação de televisão. Para o historiador presidencial na Universidade de Nova Iorque, o presidente devia "ter cuidado quando faz ameaças porque, para bem da credibilidade dos EUA, pode ter de as cumprir. Por isso, o presidente têm tanto cuidado de não fazer bluff. Porque o outro lado pode desafiá-los".

Ao surgir diante dos jornalistas, de braços cruzados e maxilares rígidos, no seu clube de golfe em Nova Jérsia, onde passa uns dias de férias para os quais levou o trabalho, e prometer lançar "o fogo e a fúria" sobre a Coreia do Norte, Trump veio incendiar ainda mais a situação. Com esta ameaça direta, o presidente americano arrisca-se a dar um argumento a Pyongyang quando esta diz que os EUA estão mesmo dispostos a atacá-la.

Esta retórica bélica por parte de um inquilino da Casa Branca é quase inédita nos últimos anos. Ronald Reagan causou espanto ao chamar "império do mal" à União Soviética em 1983, mesmo assim num contexto que não era ameaçador, e George W. Bush garantiu "eles que venham!", referindo-se aos rebeldes durante a Guerra do Iraque, um comentário que o presidente que colocou a Coreia do Norte no "eixo do mal" disse mais tarde lamentar.

O único momento comparável será quando Harry Truman, depois de lançar a bomba atómica sobre Hiroxima no final da II Guerra Mundial, ameaçou o Japão que se não se rendesse imediatamente enfrentaria "uma chuva de ruína vinda do céu, como nunca se viu na Terra". Três dias depois, os EUA lançavam outra bomba atómica sobre Nagasaki - fez ontem 72 anos.

Brasil reabre investigação a caso que envolve Lula da Silva e Portugal Telecom

 

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Investigação sobre o caso de corrupção foi aberta em 2013 e acabou por ser arquivada em 2015

A Procuradoria-Geral da República e a polícia federal do Brasil reabriram uma investigação sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por factos relacionados com o pagamento de um suborno supostamente feito pela Portugal Telecom em 2005.

A investigação baseia-se em denúncias do publicitário Marcos Valério, um dos envolvidos no escândalo do mensalão (caso de corrupção que revelou um esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso brasileiro) no primeiro mandato de Lula da Silva como Presidente.

Tentado negociar um acordo com a Justiça para atenuar uma condenação, Marcos Valério contou, em 2012, que presenciou uma negociação ocorrida em 2005 entre o ex-presidente Lula da Silva e Miguel Horta Costa, presidente da Portugal Telecom na época em que isso acontece, e na qual eles acertaram o pagamento de um suborno para o Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo Marcos Valério, o montante acertado foi de 7 milhões de dólares (5,9 milhões de euros) e o dinheiro teria sido transferido para o PT por uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau através de contas fora do Brasil.

Uma investigação sobre o caso foi aberta em 2013, no entanto, acabou por ser arquivada em 2015 a pedido da própria Procuradoria da República brasileira, porque entendeu que não era possível comprovar a transferência do dinheiro.

A Justiça Federal em Brasília discordou do arquivamento e o caso foi remetido à Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República.

Agora, este órgão decidiu enviar as informações de volta para a Procuradoria do Distrito Federal para que as investigações sejam reabertas.

Num comunicado, a assessoria de comunicação do ex-presidente brasileiro informou que "as acusações de Marcos Valério foram feitas em 2012 e investigadas por 3 anos. Ambos os Ministérios Públicos, de Portugal e do Brasil, pediram o arquivamento delas por total falta de provas. Não há nada, portanto, que justifique a reabertura dessa investigação agora."

 

 

Tailandesa conclui bacharelato aos 91 anos e recebe diploma do rei

 

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"Se não estudamos, não lemos, não sabemos, não somos capazes de falar com sentido", disse a mulher à televisão Thai PBS

Uma tailandesa de 91 anos concluiu um bacharelato depois de dez anos de estudos e recebeu o diploma das mãos do rei da Tailândia, noticiou esta quinta-feira a televisão pública Thai PBS.

Kimlan Jinakul concluiu na quarta-feira o curso de Desenvolvimento Humano e Familiar na Universidade Aberta Sukhothai Thammathirat, um estabelecimento de ensino superior público situado nos arredores de Banguecoque.

"Se não estudamos, não lemos, não sabemos, não somos capazes de falar com sentido", disse à televisão.

O diploma foi-lhe entregue pelo rei Maha Vajiralongkorn Bodindradebayavarangkun.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 10.08.2017

Envelope com "substância" faz três feridos em Borough Market

Três pessoas ficaram feridas depois de um envelope com uma "substância não identificada" ter sido entregue num restaurante no mercado de Borough Market, em Londres.

Segundo noticiou a estação pública britânica BBC, polícia, paramédicos e bombeiros foram chamados ao local após um envelope ter sido descoberto num restaurante de sushi durante a hora de almoço.

O edifício do restaurante foi evacuado por precaução, mas a Scotland Yard (polícia metropolitana de Londres) indicou que não está a tratar este incidente como um ato de terrorismo.

Nenhuma detenção foi feita, indicou a BBC.

As três pessoas afetadas sofreram pequenos ferimentos e foram tratadas no local pelos serviços de paramédicos.

Em declarações à BBC, um empresário local, Paul Dawson, disse que tinha sido informado que o restaurante tinha recebido "um pó branco", acrescentando que o gerente do estabelecimento de restauração tinha decidido fechar o local porque "algo bastante mau tinha acontecido".

A 3 de junho, o Borough Market e a Ponte de Londres foram cenário de um duplo ataque terrorista que fez oito mortos e mais de 40 feridos.

Coreia do Norte vai ter plano de ataque a Guam dentro de dias

A Coreia do Norte afirmou esta quinta-feira que, dentro de dias, vai estar pronta para disparar quatro mísseis em direção à ilha de Guam, no Pacífico, numa altura em que se intensifica a 'guerra de palavras' entre Pyongyang e Washington.

O exército norte-coreano "está a analisar seriamente o plano" para executar um ataque envolvendo quatro mísseis Hwasong-12, de médio alcance, em direção a Guam para enviar "um forte sinal de advertência aos Estados Unidos", diz a agência oficial norte-coreana KCNA.

Este plano "vai ser finalizado em meados de agosto e será reportado ao comandante-chefe das forças nucleares da DPRK [sigla em inglês de República Democrática da Coreia, nome oficial do país], aguardando as suas ordens", afirmou o comandante das Forças Estratégicas norte-coreanas, Kim Rak-Gyom, referindo-se ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Pyongyang renovou hoje a sua retórica bélica depois de, na véspera, a tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte se ter agudizado com a ameaça de Pyongyang de um eventual ataque a Guam. Essa ameaça surgiu em reação ao aviso do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que Washington irá responder com "fogo e fúria jamais vistos" se esse tipo de ameaças não cessarem.

Após a réplica norte-coreana, o Pentágono decidiu enviar dois bombardeiros estratégicos B-1B (estacionados em Guam) para perto da península da Coreia.

No comunicado de hoje, o mesmo responsável militar norte-coreano acusa o Presidente dos Estados Unidos de "dizer uma série de disparates" e de "não ser capaz de entender a gravidade da situação".

A Coreia do Norte "vai continuar a observar atentamente as declarações e comportamento dos Estados Unidos", refere ainda a KCNA.

Mansões de luxo subaquáticas à venda no Dubai

Uma empresa imobiliária do Dubai iniciou a pré-venda de um novo projeto de habitação, em que um dos andares das moradias é construído debaixo de água, no Golfo Pérsico.

O projeto já tinha sido apresentado com pequenas casas, mas agora a Kleindienst Group anunciou o início da venda de mansões maiores, com três andares e quatro quartos, pensados para famílias. As casas terão cerca de 80 metros quadrados debaixo de água.

Os edifícios "The Signature Edition" do empreendimento "The Floating Seahorse" ficarão prontos em 2018 e têm preços entre 2,37 milhões e 2,76 milhões de euros.

 

Ia abrir supermercado com toneladas de produtos roubados

O dono de um supermercado brasileiro foi detido, em Santos, quando se preparava para inaugurar o estabelecimento com, pelo menos, 16 toneladas de produtos roubados de um camião de carga.

O caso foi descoberto depois de um assalto - com sequestro - a um camionista, na manhã de quarta-feira, no município de Santos.

O motorista ficou retido durante quatro horas, mas a carga desapareceu. No entanto, os assaltantes não contavam que o camião tivesse um localizador monitorizado por uma empresa de segurança, revela o jornal "A Tribuna".

A pista levou os investigadores até um supermercado prestes a ser inaugurado no noroeste do município, onde foram encontrados os produtos furtados.

No total, a polícia encontrou 275 fardos de arroz e 227 embalagens de feijão que compunham a carga do camião assaltado. Foram encontradas também 114 caixas de frango, que teriam sido roubadas na última sexta-feira.

"Além da carga roubada pela manhã e lá localizada, foram reunidos indícios de que outras cargas também são oriundas de ilícitos praticados na região", revelou fonte policial à imprensa brasileira.

O dono do supermercado foi indiciado por recetação de produtos roubados.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 10.08.2017

Senadores querem diálogo sem pressão

10 de Agosto, 2017

A senadora democrata do estado da Califórnia, Dianne Feinstein, ex-presidente do Comité de Inteligência, criticou as ameaças do Presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu responder com “fogo e fúria” a possíveis provocações da Coreia do Norte.

“O isolamento da Coreia do Norte não deteve a sua busca por armas nucleares, além disso o Presidente Trump também não está a ajudar a resolver a situação com as suas declarações bombásticas”, frisou a senadora.
A democrata acredita que Washington deve iniciar um diálogo de alto nível com Pyongyang sem qualquer condição prévia, “já que a diplomacia é a única via sensata". O Presidente Donald Trump afirmou que a Coreia do Norte havia de enfrentar “fogo e fúria” como o mundo nunca viu, caso o país prossiga com as suas ameaças aos Estados Unidos.
A Coreia do Norte em resposta advertiu que lançaria um ataque nuclear contra a base militar norte-americana na ilha de Guam, no Oceano Pacífico. Pyongyang realizou desde o começo deste ano 11 testes de mísseis balísticos, inclusive lançamentos de supostos mísseis intercontinentais capazes de alcançar a parte continental dos EUA.
Em 2016, a Coreia do Norte levou a cabo mais de 20 testes semelhantes, para além da quarta e quinta provas nucleares, não obstante as proibições do Conselho de Segurança da ONU. 
O senador John McCain criticou o Presidente Donald Trump, por este ter prometido responder com “fogo e fúria” a possíveis provocações da Coreia do Norte.

Autoridades francesas confirmam detenção

10 de Agosto, 2017

O primeiro-ministro da França, Edouard Philippe, confirmou ontem a prisão do suposto motorista que atropelou um grupo de militares em Levallois-Perret.

Edouard Philippe detalhou na Assembleia Nacional que o carro em questão, um BMW preto, foi interceptado na rodovia que liga Paris a Boulogne-sur-Mer, no norte do país, mas não deu pormenores sobre a detenção, que está em fase de investigação.
De acordo com a emissora “BFM TV”, o homem tentou evitar a detenção, no departamento de Pas-de-Calais, e acabou por ser atingido por um tiro. 
O homem, que foi levado a um hospital em estado grave, estava no carro usado no ataque que aconteceu por volta das 8 horas contra um grupo de militares que saía do quartel para iniciar uma patrulha, seis dos quais ficaram feridos. A “BFM TV” informou que a identidade do detido está a ser confirmada, mas já se sabe que ele nasceu em 1980 e que não estava identificado.
O ministro do Interior, Gérard Collomb, qualificou a acção de deliberada e, após a detenção do suspeito, agradeceu através do Twitter às forças da ordem pela “mobilização e grande capacidade de desdobramento.” 
A detenção do suspeito ocorreu após abertura de uma investigação pela secção anti-terrorista da Procuradoria de Paris, para esclarecer   as motivações do atropelamento de um grupo de militares em Levallois Perret, nos arredores de Paris, em que seis deles ficaram feridos. Fontes da Procuradoria indicaram à Agência EFE que foi aberta uma investigação por “tentativa de assassinato relacionada com uma organização terrorista de pessoas que detêm autoridade pública e conspiração para fins terroristas”.
A fonte confirmou a detenção e a continuidade da investigação para encontrar mais elementos que possam ajudar a determinar as cincunstâncias e possíveis ligações ao atropelamento.
Um veículo atropelou um grupo de militares por volta das 8h00 locais, quando os soldados saíam de um quartel, mas depois fugiu em alta velocidade. 
A polícia francesa mobilizou um enorme dispositivo que tornou possível a detenção do suspeito. O ministro do Interior da França, Gérard Collomb, já havia descartado que o atropelamento de militares nos arredores de Paris tenha sido um acidente e considerou que foi um acto deliberado, antes de indicar que o estado de saúde dos seis agentes feridos é melhor do que o imaginado. 
No hospital militar de Bégin, onde estão internados três dos feridos, Collomb disse que os factos aconteceram num quartel do dispositivo antiterrorista da localidade de Levallois Perret, nos arredores da capital francesa, Paris. Um carro que circulava pelo bairro em baixa velocidade acelerou contra um grupo de dez militares, quando estava a cerca de 100 metros do mesmo.
Os agentes estavam a preparar-se para iniciar a ronda, como parte do dispositivo militar desdobrado no país, após os atentados de 2015.
Esse modo de agir leva as autoridades a pensar que “é um acto deliberado”, indicou Collomb, que apontou que é a sexta vez que a unidade militar antiterrorista é atacada desde a sua criação.
Collomb, que foi ao hospital acompanhado da ministra da Defesa, Florence Parly, apontou que o estado de saúde dos militares era menos grave do que se imaginava num primeiro momento. Florence relatou que os agentes sofreram arranhões em várias partes do corpo, enquanto os mais afectados, que estão internados no hospital militar de Percy, na localidade de Clamart, “não estão em estado grave”. Os dois ministros concordam que este ataque demonstra que o nível de ameaça na França é extremamente grande e que a missão militar de vigilância antiterrorista é mais necessária do que nunca. Collomb disse que este ano foram evitados sete atentados em várias zonas do país.

Tropas americanas próximas de Al Tanf

10 de Agosto, 2017

As tropas norte-americanas reforçaram a presença na fronteira de Al Tanf, entre a Síria e o Iraque, onde prestam apoio às facções rebeldes sírias, disse ontem à Agência EFE o líder do Exército dos Comandos da Revolução, Mohanad al Talea.

Efectivos dos EUA mantêm o apoio a extremistas na Síria
Fotografia: Anthony Wallace | AFP

“As tropas dos EUA não se retiraram e nem vão se retirar, pelo contrário, reforçaram a sua presença em Al Tanf”, disse Al Talea ao telefone desde essa passagem fronteiriça, sem oferecer detalhes sobre o número de soldados norte-americanos.
Nas últimas semanas, alguns meios de comunicação internacionais informaram sobre uma possível retirada em ordem de tropas das forças dos EUA da zona.
No dia 19, o jornal “The Washington Post” afirmou que o Presidente Donald Trump decidiu suspender um programa da CIA para armar e treinar as tropas rebeldes na Síria, ainda que depois o governante tenha acusado esse meio de comunicação de inventar esses dados. Al Talea apontou que os EUA continuam a apoiar a sua facção e outros grupos rebeldes sírios. “Nós recebemos o respaldo da coligação internacional e do Pentágono”, indicou o líder insurgente, que acrescentou que há outras organizações rebeldes sírias apoiadas pela MOC (siglas em inglês de Centro de Operação Militar), com base na Jordânia e controlada pela CIA, que tão pouco parou de dar suporte.
Al Talea acusou o Estado Islâmico (EI) de atacar com a milícia pró-governamental iraquiana ‘Multidão Popular’, de credo xiita, perto do limite entre o território sírio e o do Iraque. “Houve um ataque do EI contra as milícias da parte iraquiana e mataram vários de seus membros”, assegurou. Ontem, a ‘Multidão Popular’ atribuiu às forças norte-americanas o bombardeamento contra um grupo de milicianos da sua unidade na fronteira entre o Iraque e a Síria, o que foi negado por Washington, que lidera a coligação internacional contra as acções do grupo Estado Islâmico.

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