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segunda, 31 julho 2017 22:24

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 27.07.2017

 

Três mortes são registradas na Venezuela durante greve geral

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27/07/2017 11:17:00

O Ministério Público da Venezuela confirmou a morte de três jovens na noite de quarta-feira, após uma greve geral convocada pela Mesa da Unidade Democrática (MUD), o grupo opositor ao governo de Nicolás Maduro.

Apesar da repressão de Maduro contra a greve nacional, que é realizada devido à tentativa do governo de alterar a Constituição do país, o líder opositor, Leopoldo López estimulou os venezuelanos a resistirem e permaneceram nas ruas.

Em Mérida, houve a morte de Rafael Antonio Vergara, de 30 anos, durante uma manifestação, de acordo com o MP, em seu perfil no Twitter. A morte de Enderson Caldera, de 23 anos, em Mérida, também será investigada. Em Caracas, um adolescente de 16 anos, acabou morrendo durante uma manifestação.

 

Líderes da Líbia estabelecem em Paris um acordo de cessar-fogo

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/07/2017 17:41:11

O chefe do governo de unidade nacional da Líbia, que conta com apoio da ONU, Fayez al Serraj, e o marechal Khalifa Hafter, que controla o leste do território líbio, chegaram terça-feira (25), em Paris, a um acordo de cessar-fogo no país, que está em guerra há seis anos. A informação é da EFE.

O encontro, mediado pelo presidente francês Emmanuel Macron e supervisionado pelo novo representante especial do secretário-geral da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé, foi concluído com uma declaração conjunta de dez pontos na qual ambos chegaram a um acordo para a convocação de eleições “o mais rápido possível”.

A reunião representa um passo para a estabilização da Líbia, um país falido e vítima do caos e da guerra civil desde que, em 2011, rebeldes apoiados pela Otan conseguiram derrubar o ditador Muammar Kadafi, que estava no poder desde 1969.

Serraj, que conta com o reconhecimento internacional, e Hafter, que domina cerca de 60% do território da Líbia e importantes recursos petrolíferos, se comprometeram a estabelecer um roteiro para restabelecer a ordem no país.

A solução da crise na Líbia “só pode ser política”, coincidiram os dois líderes em um texto que reconhece a validade do Acordo de Sjirat (no Marrocos), no qual a aposta foi pela formação, sem consenso, de um governo de unidade nacional.

Eleições

Serraj já havia anunciado há duas semanas a intenção de seu Executivo de convocar eleições antecipadas para março de 2018, uma intenção que se deparou com a oposição do chefe do Parlamento de Tobruk (cidade portuária líbia no Mediterrâneo, próxima à fronteira com o Egito), a região controlada por Hafter.

Os dois líderes, que disputam o controle do país com o apoio de várias milícias, se reuniram pela primeira vez em 2 de maio em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em um encontro que terminou sem um acordo entre as partes.

 

 

Inundações matam 50 pessoas na Índia e causam danos a 2 milhões

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/07/2017 19:45:42

Pelo menos três pessoas morreram e outras 200 mil foram afetadas pelas inundações que castigam, há dois dias, o oeste da Índia, onde persistem fortes chuvas. “Até agora há três mortos e 10.000 evacuados, três distritos foram afetados”, indicou hoje à Agência EFE um porta-voz da Autoridade de Gestão de Desastres do estado indiano de Gujarat.

O porta-voz detalhou que os serviços de emergências já resgataram 5.051 pessoas e que as operações de resgate continuam na região, onde se mobilizaram efetivos da força aérea indiana.

O Departamento Meteorológico da Índia alertou hoje que algumas áreas do estado de Gujarat ainda sofrerão durante os próximos três dias de chuvas “fortes ou muito fortes”.

Nas últimas seis semanas mais de 50 pessoas já morreram e quase dois milhões se viram afetadas pelas inundações e chuvas caídas no nordeste da Índia, especialmente no estado de Assam.

O país asiático se encontra sob os efeitos das monções, época do ano marcada por intensas precipitações, que costumam se estender até setembro. Estes incidentes meteorológicos são habituais no sul da Ásia na época das monções, sobretudo entre julho e agosto, quando costumam deixar centenas de mortos e milhões de afetados na região.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 27.07.2017

 

Protesto de taxistas tem confronto no Centro do Rio

Jornal do Brasil

Um protesto de taxistas na manhã desta quinta-feira (27) acabou provocando confrontos entre manifestantes a policiais militares, em frente à Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Enquanto os manifestantes soltavam rojões, a PM lançava spray de pimenta, bombas de efeito moral e atiravam balas de borracha.

O protesto teve início nas primeiras horas desta quinta-feira, em diferentes pontos do Rio, contra aplicativos de transporte de passageiros, como Uber, Cabify e 99. Os grupos cobram que regras de regulamentação dos veículos a que os táxis são submetidos sejam aplicadas também aos motoristas dos aplicativos. 

Além disso, taxistas também pedem fiscalização em estacionamentos irregulares próximos aos shoppings, aeroportos, eventos, shows e da Rodoviária; descredenciamento do Easy e do 99, que, segundo o sindicato, operam na mesma plataforma que o aplicativo de carro particular; e a prorrogação do prazo de vida útil dos veículos de 6 para 8 anos, o que já foi atendido pela prefeitura, com o Decreto 43.465/2017  publicado ontem no Diário Oficial do município.

'Financial Times': Trump, Sessions e a iminente crise constitucional dos EUA 

Quanto mais profundo o conselho especial escava, mais o presidente entra em pânico

Jornal do Brasil

 

O jornal britânico Financial Times publicou nesta quinta-feira (27) um editorial sobre o cenário político dos Estados Unidos.

O texto afirma: "As armas de agosto estão preparadas e apontadas. Donald Trump está perguntando em voz alta se deve demitir seu procurador-geral, Jefferson Sessions. Vindo do topo, tal especulação só pode terminar na partida de Sessions. O presidente dos EUA também está discutindo sobre quem o livrará do conselheiro especial incômodo, Robert Mueller. Isso também deve acabar com a saída do Sr. Mueller. Ambos são uma questão de tempo. Meu palpite é agosto. Mas pode demorar alguns meses. Ou ser amanhã".

O autor diz que o argumento é que o senhor Trump fará o que deve fazer para bloquear a investigação. Sua última escalada foi desencadeada pela decisão de Mueller de ampliar sua pesquisa para incluir os tratos financeiros da Organização Trump com a Rússia. Os bisbilhoteiros de Washington especularam que Vladimir Putin possui fitas controversas de Trump. Em contraste, não faltam motivos para examinar a história de negócios de Trump com colegas russos.

Texto afirma que Trump fará o que deve fazer para bloquear a investigação

Quanto mais Mueller progredir, mais pânico causa em Trump, aponta FT. Suas reações revelam seus motivos. Nenhum observador razoável poderia concluir que Trump está disposto a falar a verdade, abrir seus arquivos. Tendo se recusado a liberar suas declarações fiscais, ele arrisca iniciar uma crise constitucional para impedir que os policiais norte-americanos examinem seus negócios. Os dois estão obviamente conectados. Mais cedo ou mais tarde, investigadores sérios acabarão encontrando o dinheiro. 

Isso só pode resultar em uma colisão, ressalta Times. A questão é se a república dos EUA pode sair ilesa. As comparações com Watergate são frequentes. Mas o "Massacre de sábado à noite" de Richard Nixon, em outubro de 1973, pressiona demais para se ignorar. Elliot Richardson, seu procurador-geral, demitiu-se depois de se recusar a demitir o promotor especial, Archibald Cox. Em seguida, o vice-procurador-geral, William Ruckelshaus, desistiu pelo mesmo motivo. Só na terceira tentativa, Nixon poderia encontrar um oficial flexível o suficiente para fazer sua oferta. Esse homem era Robert Bork, lembra o editorial.

para o autor Trump enfrenta o mesmo problema. Depois de se recusar de qualquer coisa relacionada com as investigações da Rússia, Sessions não tem autoridade para demitir Mueller. Mas seu vice, Rod Rosenstein, provavelmente não o fará. Foi ele quem nomeou Mueller depois de ter demitido James Comey, o chefe do Bureau Federal de Investigação, em maio. Por isso, Trump está ocupado com Sessions e Rosenstein. Ele está preparando sua base para o conflito. 

É neste momento que uma crise constitucional entraria em erupção. Os pais fundadores da América criaram um sistema baseado em leis, não em homens. Mas é difícil para as pessoas manterem o sistema. Em teoria, não há nada que detenha Trump de fazer o que quiser. A maioria dos advogados constitucionais dizem que não se pode acusar um presidente  no cargo- mesmo que ele tenha obstruído repetidamente a justiça. Se Mueller fosse demitido, em outras palavras, nenhum tribunal o restabelecia. O mesmo se aplica a Sessionss, finaliza.

> > Financial Times

 

 

Itália desmantela esquema ilegal de cidadania a brasileiros

Quatro pessoas foram presas, incluindo um 'vigile' e 2 empresários

Agência ANSA

 

A Guarda de Finanças (GdF) de Lodi, na Itália, realizou uma operação nesta quinta-feira (27) para desmantelar um esquema ilegal de cidadania que teria beneficiado cerca de 500 brasileiros no ano passado.

    Ao todo, foram presos cinco acusados de usar documentos falsos para legalizar a situação dos estrangeiros em uma ação batizada como "Carioca".

    Foram levados para a prisão o "vigile" ("fiscal municipal") e comandante da polícia de Ospedaletti Lodigiano, Mariano Pozzoli, 64 anos, e um oficial de Estado da mesma comuna, identificado como A.C., 42. Também foi para um presídio um empresário brasileiro, dono de uma agência com sede em Monza, identificado como W.G., 38 anos.

    A operação colocou ainda sob o regime de prisão domiciliar a esposa do empresário, identificada como B.M., 44, também brasileira, e o dono de uma empresa de aluguel de carros de Verona, identificado como F.I., 57.

    De acordo com a nota oficial da GdF, "as investigações permitiram revelar um sistema de corrupção de funcionários públicos que sob pagamento permitiam que sujeitos provenientes do Brasil tivessem residência na Itália e, em particular, na comuna lodigiana".

    Segundo as autoridades, os dois funcionários públicos "declaravam falsamente em atas a presença de brasileiros" que não estavam na Itália e visitavam um "lugar preventivamente acordado" com os empresários.

    "A residência era atestada em casas disponibilizadas - direta ou indiretamente - pelos mesmos sujeitos investigados", informa ainda a GdF.

    A investigação revelou que os clientes brasileiros pagavam quantias entre 3,5 mil euros e 5 mil euros para levar a "prática" adiante e, desse valor, cerca de 1.250 euros "iam para os bolsos dos oficiais".

    Ao todo, os agentes apreenderam cerca de 900 mil euros que estavam escondidos nas casas dos suspeitos.

    Essa não é a primeira vez que as autoridades desmantelam um sistema irregular de cidadania para brasileiros. Em maio deste ano, os policiais de Augusta, em Siracusa, prenderam outras sete pessoas acusadas de favorecer ilegalmente cerca de 500 brasileiros. (ANSA)

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 27.07.2017

 

Trinta mil hectares consumidos nos últimos dias, 122 mil desde janeiro

EPA/PAULO CUNHA

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Dados são do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais

Os incêndios florestais que se registam desde domingo nos distritos de Castelo Branco, Santarém e Portalegre consumiram quase 30 mil hectares, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).

O EFFIS, que através de imagens de satélite contabiliza quase em tempo real a área ardida, adianta que arderam, entre 1 de janeiro e 25 de julho, 122.220 hectares de floresta em Portugal, sete vezes mais do que a média dos últimos oito anos em período homólogo.

Este sistema do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia, que apresenta as áreas ardidas cartografadas em imagens de satélite (com uma resolução espacial de 250 metros), mostra também que um terço da área ardida da União Europeia, até 25 de julho, se registou em Portugal.

De acordo com o EFFIS, o grande fogo da Sertã, que começou no domingo e alastrou depois aos concelhos de Proença-a-Nova e Mação, afetando os distritos de Castelo Branco e Santarém, consumiu uma área de 25.388 hectares.

A estimativa com base em imagens de satélite conta 2.782 hectares de área ardida no incêndio de Vila Velha do Rodão, também no distrito de Castelo, e 1.158 hectares no fogo do Alto Alentejo, na região do Gavião, não estando ainda contabilizada a área consumida pelas chamas em Niza.

Os dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais são referentes até quarta-feira passada.

Segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o fogo na Sertã, Proença-a-Nova e Mação foi dominado esta quinta-feira de manhã, continuando ativos os incêndios que lavram no distrito de Portalegre.

Rússia diz que vai responder à "insolência" dos Estados Unidos

SPUTNIK/MIKHAIL KLIMENTYEV/KREMLIN

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Reação ao pacote de sanções económicas aprovadas pelo Congresso

O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu esta quinta-feira que vai responder à "insolência" dos Estados Unidos, cujo Congresso aprovou um agravamento das sanções económicas contra a Rússia, e alertou para "um crescimento da histeria anti-russos" em Washington.

"Nós comportamo-nos de forma muito reservada, muito paciente, mas a certa altura temos de responder, porque é impossível tolerar indefinidamente a insolência para com o nosso país", declarou Putin no decorrer de uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo finlandês, Sauli Niinisto, em Savonlinna, Finlândia.

Putin precisou que ainda não definiu o tipo de resposta da Rússia face a esta questão e que dependerá da versão final do projeto de sanções, adotado terça-feira pela câmara baixa do Congresso dos Estados Unidos. O projeto deverá passar na Câmara alta, o Senado, e promulgado por Donald Trump.

O texto da lei, que também contempla o Irão e a Coreia do Norte, visa punir Moscovo pela suposta ingerência nas eleições presidenciais de novembro, a propósito da qual está em curso uma investigação nos Estados Unidos.

"Não considero que se trate de uma investigação, uma vez que uma investigação pressupõe determinar um conjunto de circunstâncias, estudar os motivos e entender as partes (envolvidas)", considerou Putin.

"Mas o que vemos é simplesmente um crescimento da histeria anti-russos. (...) É triste que as relações russo-americanas sejam sacrificadas" devido a política interna, realçou o presidente russo.

Questionado sobre a deterioração das relações russo-americanas, atualmente no nível mais baixo desde o fim da Guerra Fria, Putin respondeu: "Lamentamos isso".

"Lamentamos porque se agíssemos em conjunto, (...) poderíamos gerir de forma bem mais eficaz os problemas muito graves que preocupam tanto o povo russo como o povo norte-americano", explicou, enumerando as "crises internacionais", a luta contra o terrorismo, a defesa do meio ambiente, a luta contra a imigração clandestina ou "o desenvolvimento da economia".

Número feridos no confronto entre palestinianos e polícia israelita sobe para 96

 

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Quatro feridos, pelo menos, foram levados ao hospital

O número de feridos nos confrontos entre palestinianos e forças de segurança israelitas na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, depois de milhares de fiéis islâmicos convergirem para o local para rezarem, aumentou para 96.

O Crescente Vermelho palestiniano informou que dezenas de pessoas foram tratadas nas proximidades da Porta dos Leões, através da qual se acede à Esplanada, e dentro do próprio recinto, para onde se deslocaram as forças israelitas, que fizeram diversas cargas violentas.

Os ferimentos foram causados por balas de borracha e espancamentos, incluindo fraturas de ossos.

Pelo menos, quatro feridos foram transportados para hospitais.

A polícia israelita garantiu que os palestinianos, reunidos no recinto e nas suas proximidades, começaram a apedrejar os agentes, ferindo um destes, bem como para o Muro das Lamentações, principal lugar de culto judeu, que está nas proximidades da Esplanada.

"A polícia evacuou a zona para evitar feridos", asseverou o porta-voz policial, Micky Rosenfeld, que adiantou que "a situação ficou controlada".

Os manifestantes içaram bandeiras palestinianas no topo da mesquita de Al Aqsa, dentro do recinto sagrado, algo que não é permitido, pelo que foram retiradas pela Polícia, informou a porta-voz Luba Samri.

Centenas de fiéis acorreram ao local, seguindo o apelo das autoridades islâmicas para que rezassem hoje no recinto. O apelo surgiu após um período de quase duas semanas em que os muçulmanos não rezaram no local, em protesto contra as medidas especiais de segurança -- entretanto retiradas - colocadas pelas autoridades israelitas na sequência de um ataque terrorista.

Algumas dezenas entre a multidão de manifestantes exigiram a abertura de todas as portas da Esplanada e alertaram que não iriam entrar quando viram que o acesso de Huta estava fechado.

A 14 de julho dois polícias israelitas foram assassinados a tiro por três terroristas israelo-árabes muito perto do acesso de Huta (próximo da Porta dos Leões), o que levou à instalação de medidas de segurança reforçadas, como detetores de metais e controlos policiais mais apertados.

Publicitário que criou campanha de Passos detido no Brasil com bilhete para Portugal

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O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil (BB) Aldemir Bendine, foi esta quinta-feira detido no Brasil no âmbito da operação Lava-Jato. Na mesma ação policial, foi ainda detido o publicitário e especialista em marketing político André Gustavo Vieira da Silva, que coordenou as campanhas eleitorais de Passos Coelho em 2011 e 2015.

Ambos tinham viagens marcadas para Portugal, André Gustavo para esta quinta-feira, segundo o Expresso, Aldemir Bendine para o dia seguinte.

Houve ainda um terceiro detido, Antônio Carlos Vieira da Silva Jr.

Segundo a Lusa, a viagem planeada pelo antigo presidente da Petrobras foi descoberta após o Ministério Público Federal (MPF) ter acesso a informações telefónicas do acusado, com o sigilo quebrado pela investigação.

Ao justificar a prisão do ex-presidente da Petrobras e do BB, o procurador brasileiro Athayde Ribeiro Costa disse que ele tem nacionalidade italiana e iria viajar para Portugal com passagem só de dia.

"[Aldemir] Bendine tinha passagem comprada para Portugal para a data de amanhã [sexta-feira 28 de julho] e as informações dão conta que André Gustavo [Vieira da Silva] tinha passagem para Lisboa para data de hoje. Estes fatos foram levados em conta pelo MPF", disse o procurador.

O procurador declarou que no caso de Aldemir Bendine "a descoberta da viagem foi fruto da quebra telemática do suspeito" e mencionou que foi descoberto que havia só uma passagem de ida para Lisboa.

"Havendo ou não uma passagem de retorno isto não muda a necessidade de prisão preventiva", acrescentou.

Estas detenções ocorreram na 42.ª fase da operação Lava Jato, batizada de "Cobra". Segundo a "delação" (quando alguém fornece informações às autoridades para ter benefícios, nomeadamente na pena de prisão) feita por Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, Bendine solicitou e recebeu três milhões de reais (816,3 mil euros) para auxiliar a construtora Odebrecht em negócios com a Petrobras.

Conforme os delatores, o dinheiro foi pago em espécie através de um intermediário. Aparentemente, de acordo com a PF, estes pagamentos só foram interrompidos com a prisão de Marcelo Odebrecht, em junho de 2015.

Em 2015, Aldemir Bendine era braço direito da então Presidente brasileira, Dilma Rousseff.

Aldemir Bendine deixou o Banco do Brasil com a missão de acabar com a corrupção na empresa estatal de petróleo, alvo da operação Lava Jato, mas, segundo os delatores, o acusado já cobrava subornos no Banco do Brasil e continuou a cobrar na Petrobras. Com Lusa

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 27.07.2017

Principal conselheiro de Trump para o Médio Oriente

demitido

O principal conselheiro do presidente norte-americano para o Médio Oriente, Derek Harvey, foi demitido esta quinta-feira, sem que as razões tenham sido tornadas públicas.

A informação foi divulgada por dois membros da Casa Branca com conhecimento do assunto, mas que falaram sob anonimato, uma vez que não têm autorização para o tratar em público.

A Casa Branca não confirmou que Harvey foi demitido, mas assegurou que já não é o principal conselheiro para o Médio Oriente.

Em comunicado, o conselheiro de Donald Trump para a segurança nacional, H.R. McMaster declarou que a Casa Branca "aprecia muito o serviço de Derek Harvey a este país como oficial militar de carreira" e "está a trabalhar com o coronel Harvey para identificar posições nas quais o seu currículo e conhecimentos possam ser melhor utilizados".

Harvey tinha sido convidado para o cargo pelo anterior conselheiro de Trump para a segurança nacional, o general Michael Flynn.

Homem tentou raptar criança à porta da Primark em Manchester

Um homem tentou raptar uma menina de cinco anos, que estava com a mãe, no exterior da Primark da Market Street, em Manchester, na quarta-feira. O alegado raptor foi impedido por pessoas que passavam e posteriormente detido pelas autoridades.

O homem, de 53 anos, aproximou-se da criança por trás e pegou nela, tentando afastar-se do local, sem sucesso. "[A rua] estava tão movimentada que ele não conseguia sair dali", explicou Kayley Wright, de 23 anos, citada pelo jornal local "Manchester Evening News".

A menina começou a chorar e a pontapear, ao mesmo tempo que a mãe gritava pedindo que o homem a largasse.

Várias pessoas que estavam no local reagiram aos pedidos de socorro de ambas e acometeram contra o homem, permitindo que a menina voltasse para junto da mãe. Depois disso, um grupo de três ou quatro pessoas imobilizou o homem no chão até a polícia chegar.

De acordo com o jornal local, a mãe não conhecia o alegado raptor.

O homem foi detido pelas autoridades e vai responder por tentativa de rapto.

Arábia Saudita confirma execução de 14 pessoas

Condenados por "mais de 50 ataques armados" contra instituições oficiais

O Tribunal Superior da Arábia Saudita confirmou a decisão de executar 14 pessoas devido à sua implicação em "mais de 50 ataques armados".

O jornal saudita "Okaz" informou que os ataques foram perpetrados contra "postos de polícia na cidade de Al Awamiya e na província de Al Qatif, bem como na prisão de Al Qatif".

Outros ataques dirigidos a 20 patrulhas ocorreram em "vários postos de controlo", refere o jornal sem especificar o local, causando mortes e ferimentos às forças de segurança, sem referir o número.

Entre os réus que foram condenados em primeira instância em junho do ano passado incluem-se pessoas que constam numa lista de 24 indivíduos emitida pelas autoridades em 2012, que estavam a ser procurados pela justiça saudita.

Alegadamente, os detidos cometeram "mais de 40 assaltos à mão armada em lojas de Al Qatif, Al Awamiya e Saihad" e foram condenados por tráfico de drogas e recolha de doações para financiar os ataques.

Os arguidos pertencem à célula Al-Awamiya, cujos membros são acusados de terrorismo pela Arábia Saudita.

Detido responsável por matança de elefantes e rinocerontes

Rede de traficantes de marfim e cornos de rinoceronte será liderada por cidadãos chineses

As autoridades moçambicanas e tanzanianas detiveram o cabecilha de um grupo de caçadores furtivos responsável pela matança de elefantes e rinocerontes na Reserva Nacional do Niassa, norte de Moçambique.

A Reserva Nacional do Niassa localiza-se na província do Niassa, norte de Moçambique, e numa região que faz fronteira com a Tanzânia.

Segundo o jornal eletrónico "MediaFax", Mateso Chupi, de nacionalidade tanzaniana e com documentos de identificação moçambicanos falsos, foi detido este mês no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

Mateso Chupi era procurado pelas autoridades moçambicanas desde setembro de 2014 e pelas da Tanzânia desde 2013 pelo seu envolvimento na caça furtiva na Reserva Nacional do Niassa.

De acordo com o MediaFax, os caçadores furtivos chefiados por Chupi também faziam incursões no lado tanzaniano da reserva, que terá perdido 60% de elefantes para a caça furtiva entre 2011 e 2014.

O alegado cabecilha tem supostamente relações com uma rede de traficantes de marfim e cornos de rinoceronte liderada por cidadãos chineses.

A caça furtiva ameaça de extinção o elefante e o rinoceronte em Moçambique, de onde são traficados pontas de marfim e cornos de rinocerontes para a Ásia.

Dados divulgados esta semana pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) de Moçambique referem que 295 rinocerontes foram mortos no primeiro semestre deste ano no Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo (PTGL).

O PTGL compreende os parques de Limpo, Moçambique, Krueger, África do Sul, e Gonarezhou, Zimbabué.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 27.07.2017

 

Sanções enviabilizam relações diplomáticas

27 de Julho, 2017

O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, afirmou ontem que o projecto de lei com novas sanções ao seu país aprovado pela Câmara de Representantes dos EUA "é um passo que busca impedir a normalização das relações bilaterais" entre os dois países.

"Os autores e patrocinadores deste projecto de lei dão um passo muito sério para a destruição das possibilidades de normalizar as relações com a Rússia", disse o número dois da chancelaria russa, citado pela agência de notícias Tass.
Sergei Ryabkov acrescentou que a situação "ultrapassa todos os quadros do senso comum"  e que a aprovação desta iniciativa legislativa "é uma escolha consciente dos inimigos dos Estados Unidos e da Rússia".
"Portanto, vamos ver Washington como uma fonte de perigo. Isso deve ser entendido e colocado em prática; de maneira ponderada, racional e calma", disse o vice-ministro russo, que lembrou que a Rússia advertiu em dezenas de oportunidades que "este tipo de acções não ficará sem resposta".
Sergei Ryabkov garantiu, entretanto, que Moscovo não se deixa levar pelas emoções. "Vamos trabalhar para encontrar maneiras de avançar, buscaremos com afinco e de maneira consequente formas de compromisso em assuntos que são importantes para a Rússia e, acredito, também para os EUA, como a luta contra o terrorismo e a proliferação de armas de extermínio em massa".
O presidente do Comité de Assuntos Internacionais do Duma (Câmara Baixa do Parlamento russo), Leonid Slutsky, advertiu que as novas sanções "reduzem o campo de manobras diplomáticas" para normalizar o diálogo entre Moscovo e Washington.
Aprovada pela Câmara Baixa dos EUA, o projecto de lei, além de aumentar as sanções contra Rússia, Irão e Coreia do Norte, limita a capacidade do Presidente Donald Trump de levantar estas medidas restritivas.
O texto, aprovado por 419 votos contra três, é votado nos próximos dias no Senado americano. Impõe sanções à Rússia pela suposta interferência nas eleições presidenciais de 2016, pela actividade militar de Moscovo no leste da Ucrânia e a sua anexação da península ucraniana da Crimeia, em 2014.
A lei  pode penalizar os russos envolvidos com violações dos direitos humanos, responsáveis por ciberataques e que tenham fornecido armas ao regime sírio de Bashar al Assad.
De acordo com o presidente da Câmara, Paul Ryan, este pacote de medidas é uma maneira de pressionar "os nossos maiores adversários de forma a proteger os norte-americanos". 
O deputado Ed Royce disse: "Os serviços de inteligência já chegaram à conclusão de que este ex-agente da KBG [Vladimir Putin] tentou interferir na nossa eleição, se não fizermos nada, a Rússia vai continuar as suas agressões."
Este projecto de lei inclui um mecanismo que limita a capacidade do presidente Donald Trump de evitar a aplicação de sanções à Rússia. Assim, se o Senado confirmar o projecto, a única opção que restará a Donald Trump para manter a sua margem de manobra é vetar a medida. 

Reacção do Irão 

O Irão vai responder a qualquer violação do acordo nuclear por parte dos Estados Unidos, reagiu o Presidente iraniano Hassan Rohani à proposta de sanções do Congresso norte-americano contra Teerão.
"Se o inimigo 'pisar' qualquer parte do acordo, nós faremos o mesmo. Se eles 'pisarem' o acordo na sua totalidade, nós faremos também a mesma coisa", disse Hasan Rohani perante o Conselho de Ministros iraniano que foi difundido pela televisão pública IRIB.
A Câmara de Representantes dos EUA votou novas sanções contra a Rússia, a Coreia do Norte e o Irão. As sanções propostas contra Teerão visam, nomeadamente, os Guardas da Revolução, a força de elite do regime iraniano.
O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi qualificou a aprovação do projecto de lei sobre as novas sanções norte-americanas como "uma medida hostil" contra os iranianos. Artaghchi acrescentou que o texto votado pelos congressistas norte-americanos pode influenciar "negativamente a aplicação do acordo histórico" sobre a energia nuclear concluído em Julho de 2015.

Soldados afegãos morrem em ataque

27 de Julho, 2017

Pelo menos 26 soldados morreram e 13 ficaram feridos na terça-feira num ataque talibã contra uma base do exército afegão no Sul de Kandahar, anunciou ontem o Ministério da Defesa, que cita a agência de notícias France Press.

 “Os terroristas atacaram o acampamento de Karzali ontem à noite”, disse o General Dawlat Waziri, porta-voz do Ministério da Defesa, que acrescentou que “os soldados resistiram corajosamente e mataram mais de 80 terroristas”.
Os talibãs reivindicaram o ataque na sua conta na plataforma de mensagens Twitter e anunciaram um balanço de 70 mortos. De acordo com uma fonte local, o ataque ocorreu no distrito de Khakrez, no limite da fronteira da província vizinha de Helmand, e durou várias horas, entre as 18h30 e as 23h30 de terça-feira.

Líder "marginalizado" assume a Presidência

26 de Julho, 2017

Ram Nath Kovind, membro da marginalizada comunidade dalit ou “intocável”,  assumiu ontem o cargo de Presidente da Índia, o 14.º desde que o país ganhou a independência do Império britânico em 1947 e o segundo a pertencer ao escalão mais baixo do sistema de castas hindu.

Kovind é originário do escalão mais baixo do sistema de castas
Fotografia: Prakash Singh | AFP


“Aceito esta função com toda a minha humildade e estou grato por esta responsabilidade”, disse Kovind durante o seu discurso no Parlamento, depois de assumir o cargo na companhia do presidente do Supremo Tribunal, Jagdish Singh Khehar, e do seu antecessor, Mukherjee.
Kovind substitui Pranab Mukherjee após conquistar 65 por cento dos votos contra a sua adversária Meira Kumar, também membro da comunidade 'dalit' (intocável), nas eleições em que participaram membros das câmaras do parlamento e das assembleias regionais.
O segundo Presidente 'intocável' da Índia depois de Kocheril Raman Narayanan (1997 - 2002) recordou, durante o seu discurso, a sua “origem humilde” e o longo caminho que percorreu desde a cabana onde cresceu no estado norte de Uttar Pradesh.
“É necessário pensar constantemente se o desenvolvimento do país atinge a última pessoa na fila ou a comunidade mais atrasada”, disse Kovind, acrescentando que todos os cidadãos são um só apesar da grande variedade de pessoas no país.
O Chefe de Estado na Índia exerce um cargo que é sobretudo cerimonial e sem funções executivas, de acordo com a Constituição, que atribui a governação do país ao primeiro-ministro.
O Presidente do país juntou-se ao partido Bharatiya Janata Party (BJP) no início dos anos 90 e em 1994 ganhou uma vaga no Senado por dois mandatos consecutivos, durante os quais também presidiu o órgão 'dalit' do partido (1998-2002).

 

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