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quinta, 06 julho 2017 11:10

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 06.07.2017

 

Trump pede que aliados confrontem 'mau comportamento' da Coreia do Norte

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/07/2017 06:17:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu há pouco que os países aliados confrontem o que chamou de "mau comportamento" da Coreia do Norte e disse que algo precisa ser feito em relação ao país.

"Estamos considerando algumas coisas muito severas em relação à Coreia do Norte. Mas não vou adiantar quaisquer planos ainda", completou, em coletiva de imprensa em Varsóvia (Polônia), onde se encontrou com o presidente polonês, Andrzej Duda.

Na terça-feira, a Coreia do Norte anunciou que havia feito um teste de míssil balístico que teria capacidade de chegar até o Alasca. Os Estados Unidos e a Coreia do Sul reagiram com simulações militares, com o objetivo de intimidar a retórica beligerante de Pyongyang.

Agora, é esperado uma reação mais incisiva do presidente dos Estados Unidos, que está em visita à Europa. Nesta quinta-feira, ele participou da cúpula sobre a Iniciativa Três Mares, na Polônia. Amanhã, Trump vai se encontrar com líderes do G-20, em Hamburgo, na Alemanha.

Durante a coletiva com o presidente polonês, Trump voltou a negar que campanha dele no ano passado tivesse influência da Rússia. Ele discutiu com uma jornalista e criticou a rede americana CNN. De acordo com ele, setores da mídia americana têm sido "desonestos". "Eles produzem fake news", disse. (com Associated Press)

Protesto da oposição termina com pelo menos 20 detidos em Caracas

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/06/2017 19:54:19

Pelo menos 20 jovens foram detidos quinta-feira (29) pela Polícia Nacional Bolivariana (PNB) no leste de Caracas, ao final de um protesto feito pela oposição contra a Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo governo. O protesto foi dispersado com disparos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, segundo a Agência EFE.

Os jovens foram presos no município de Chacao, considerado reduto da oposição, e colocados em um caminhão de carga para encaminhamento a uma delegacia.

O deputado opositor e primeiro vice-presidente do Parlamento, Freddy Guevara, assegurou que o total de detidos é próximo de 40 e acrescentou que entre eles há várias mulheres.

Coordenador nacional do partido Vontade Popular, Guevara disse que a maioria dos detidos é formada de estudantes da Universidade Simón Bolívar (USB), de Caracas, e que eles foram levados até a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), a oeste da capital venezuelana.

O líder da oposição Henrique Capriles divulgou um vídeo no Twitter, que mostra agentes da polícia fazendo as detenções e “roubando” os estudantes, segundo denunciou.

O presidente da Federação de Centros de Estudantes da USB, Daniel Ascanio, informou, também no Twitter, que entre os detidos há três menores de idade.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática convocou hoje uma mobilização na sede do Poder Eleitoral, em Caracas, para rejeitar o processo de mudança de Constituição promovido pelo governo de Nicolás Maduro.

Os opositores denunciaram que essa manifestação foi “reprimida”, o que impediu o prosseguimento do protesto.

De acordo com números do Ministério Público, 79 pessoas já morreram na Venezuela em incidentes violentos ocorridos durante atos populares a favor e contra o governo desde 1º de abril, quando começou a atual onda de manifestações contra o presidente Nicolás Maduro.

 

 

ONG alerta que 20 mil crianças somalis correm risco de morrer de fome

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/06/2017 10:23:11

Mais de 20 mil crianças correm o risco de morrer de fome em poucos meses devido aos casos de desnutrição que dispararam em diferentes regiões da Somália devido à grave seca, alertou ontem (29) a organização Save the Children. A informação é da Agência EFE.

“A falta de alimentos e o crescente número de crianças gravemente desnutridas são alarmantes”, afirmou o diretor da organização na Somália, Hassan Noor Saadi, em comunicado.

Segundo explicou, as chuvas mais recentes têm sido irregulares e não têm permitido salvar as colheitas nem o gado, prejudicando as famílias que têm ficado sem sua principal fonte de renda.

A Save the Children denunciou que os casos de desnutrição dispararam em nove distritos do país e pediu à comunidade internacional que intensifique de maneira urgente sua ajuda para enfrentar esta situação de emergência humanitária.

Organizações internacionais advertiram reiteradamente nos últimos meses que se não se agir de imediato para frear esta situação, a Somália sofrerá uma nova crise de fome, como a ocorrida em 2011, quando cerca de 260 mil pessoas morreram.

 

 

Morre Simone Veil, símbolo do feminismo e ex-presidente do Parlamento Europeu

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/06/2017 19:56:00

A primeira mulher eleita presidente do Parlamento Europeu, em 1979, Simone Veil, morreu ontem (30) aos 89 anos, anunciou a família.

Simone Veil é considerada símbolo da luta pelos direitos das mulheres após legalizar o aborto na França em 1974, quando era ministra da Saúde.

Ela sobreviveu, durante sua adolescência, ao campo de extermínio nazista de Auschwitz. Nascida em Nice em 1927, em uma família de judeus não praticantes, foi detida pela Gestapo em 1944, assim como boa parte de seus familiares, alguns dos quais (seus pais e um irmão) não sobreviveram à detenção.

De volta à França, Veil estudou direito e trabalhou como funcionária do alto escalão na magistratura até que, em maio de 1974, o presidente recém-eleito, Valéry Giscard d’Estaing, a nomeou ministra de Saúde, cargo em que ficou marcada sobretudo pela conhecida “Lei Veil”, que permitiu a interrupção voluntária da gravidez.

Na defesa dessa lei no Parlamento, Simone enfrentou uma oposição particularmente dura da direita, com alguns deputados chegando a acusá-la de apoiar o genocídio e de comportamento similar ao dos nazistas.

Entre 1979 e 1982, ela presidiu o Parlamento Europeu, na primeira vez em que seu integrantes foram eleitos por sufrágio universal.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 06.07.2017

 

 

G20 deve marcar isolamento de Trump em questão climática

Rascunho de declaração final evidenciará divergências no grupo

Agência ANSA

 

O comunicado final da cúpula do G20 em Hamburgo, na Alemanha, deve incluir de maneira explícita o isolamento dos Estados Unidos na questão climática, algo incomum em encontros multilaterais desse tipo.

Segundo a agência alemã "DPA", o rascunho do documento menciona as divergências com o presidente Donald Trump, com os outros membros do grupo "reconhecendo a saída dos EUA" do Acordo de Paris, mas cobrando a "rápida aplicação" de um tratado que consideram "irreversível".

Por outro lado, os Estados Unidos "confirmam a necessidade de uma abordagem global que reduza os gases do efeito estufa", porém sem abdicar do "crescimento econômico" e da "segurança energética".

O isolamento de Trump já havia ficado claro no G7 de Taormina, na Itália, em maio passado, quando apenas o norte-americano se recusou a assumir compromissos com a luta pelo meio ambiente.

Poucos dias depois, o presidente anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris, a mais ambiciosa tentativa multilateral de limitar o aquecimento global.

"Estamos ainda em negociações, e há diversas opções", disse nesta quinta-feira (6) a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante um encontro com a imprensa antes do início do G20.

"Sabemos que os Estados Unidos sairão do Acordo de Paris, mas todos os outros se reconhecem no tratado. Os negociadores terão muito trabalho nas próximas noites", acrescentou. O grupo reúne 20 das maiores economias do planeta: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia.

Rússia enviará policiais do Exército para patrulhar zonas de conflito na Síria

 

A Rússia vai enviar policiais militares para patrulhar as zonas de conflito na Síria para fornecer segurança e proteção local, disse ontem (5) à imprensa o representante especial do presidente russo sobre a Síria, Alexander Lavrentie. A informação é da agência chinesa Xinhua.

"Gostaria de enfatizar que estas são unidades não-combatentes do Exército regular, são unidades policiais com tarefas específicas e sem combate," afirmou Lavrentie, após a quinta rodada de negociações de paz sírias em Astana, capital do Cazaquistão. Ele disse que a polícia militar russa na Síria terá apenas armas leves para autodefesa.

Alexander Lavrentie convidou os membros da Comunidade de Estados Independentes (CEI - organização supranacional envolvendo 11 repúblicas que pertenciam à antiga União Soviética: Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Moldávia, Rússia, Tajiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão) a considerar o envio de observadores militares para a missão de manutenção da paz em zonas de desembarque na Síria.

Estados Unidos enviam reforços para ofensiva contra o Estado Islâmico na Síria

A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos enviou reforços de pessoal e armamento para as Forças Democráticas Síria (FDS) para fortalecer a ofensiva na cidade síria de Al Raqqa, para expulsar o Estado Islâmico (EI) de seu último e principal reduto no país. As informações são da Agência Télam.

Dezenas de caminhões vieram da fronteira do Iraque para a Síria e seguiram em direção a Al Raqqa, onde as FDS, uma aliança armada liderada por milícias curdas, estão há um mês em uma ofensiva na cidade, informou nesta quinta-feira (6) o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

A organização, que faz oposição ao governo sírio de Bashar al-Assad, disse que nas últimas horas ocorrem vários combates em diferentes frentes no norte da Al Raqqa.

A aliança liderada pelos curdos tem o apoio de aviões da coalizão internacional liderada pelos EUA e de tropas especiais em terra, que agora recebem reforço norte-americano.

Em 6 de junho, o FDS começou o ataque nas regiões norte, leste e oeste de Al Raqqa e, nos últimos dias, tinha feito progressos significativos no sul da cidade.

EUA dizem na ONU estar preparados para usar força contra Coreia do Norte

 

A representante dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, embaixadora Nikki Haley, disse quarta-feira (5), em uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU que o seu país está preparado para agir militarmente contra a Coreia do Norte se for preciso. Segundo ela, os norte-coreanos estão “rapidamente se fechando para qualquer possibilidade de uma solução diplomática” e afirmou que os EUA devem apresentar nos próximos dias uma proposta de resolução com novas sanções contra aquela nação asiática.

A reunião do Conselho de Segurança foi convocada emergencialmente após a Coreia do Norte ter lançado terça-feira (4) um míssil balístico intercontinental que atingiu o mar do Japão. O porta-voz do Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos), Jeff Davis, afirmou que esse é o primeiro míssil desse tipo lançado pelos norte-coreanos.

Segundo especialistas, esse míssil representa um novo padrão de ameaça, já que poderia atingir lugares mais distantes, como a Austrália, o Havaí e até mesmo o Alaska, nos Estados Unidos. A Coreia do Norte afirmou que o foguete tem capacidade de carregar uma grande ogiva nuclear.

Recado à China

Durante a reunião, a representante dos Estados Unidos afirmou que o seu país poderá interromper as trocas comerciais com nações que não respeitem as sanções impostas à Coreia do Norte pelo Conselho de Segurança da ONU. A mensagem pode ser um recado para a China, já que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou quarta-feira por meio de mensagens no Twitter que os chineses teriam aumentado o seu comércio com a Coreia do Norte em quase 40% no primeiro trimestre deste ano.

O representante da China no Conselho de Segurança, Liu Jieyi, disse na reunião que o lançamento norte-coreano é inaceitável e uma flagrante violação das resoluções da ONU. Já o representante russo disse que a possibilidade de ação militar deve ser excluída e que sanções não irão resolver a questão.

Numa ação conduzida como resposta ao lançamento do novo míssil norte-coreano, o Pentágono informou que os Estados Unidos e a Coreia do Sul realizaram quarta-feira (5) exercícios militares conjuntos no litoral sul da península coreana.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 06.07.2017

 

 

Violência em Hamburgo durante protestos contra o G20

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São esperados cerca de 100 mil protestantes de toda a Europa. Vinte mil polícias estão destacados pela cidade

"Bem-vindos ao inferno". Este foi o nome atribuído pelos organizadores ao protesto que se realizou, esta quinta-feira, em Hamburgo, cidade onde decorre a cimeira do G20.

Cerca de 20 mil polícias estavam a patrulhar a cidade, visto que se esperavam cenas de violência, como acabou por acontecer, de acordo com o Telegraph.

As autoridades, que esperam cerca de 100 mil protestantes de toda a Europa, foram atacadas com garrafas e outros objetos, atirados por pessoas vestidas de preto.

Выступив в Варшаве накануне встречи руководителей государств «большой двадцатки», Дональд Трамп заявил, что «будущее запада находится под угрозой»  и высказал несколько пожеланий антироссийской направленности…

Donald Trump diz que futuro do Ocidente está em jogo

 

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"A questão fundamental é se o Ocidente tem vontade de sobreviver", afirmou o presidente dos Estados Unidos

O Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou hoje durante um discurso em Varsóvia, Polónia, que o futuro do Ocidente está em jogo, exortando as nações a mostrarem mais determinação para enfrentar os atuais desafios.

Na capital polaca, o chefe de Estado norte-americano declarou que as nações devem "defender a civilização" ocidental de desafios como o terrorismo, a burocracia e a erosão das tradições e apontou a Polónia -- que no último século enfrentou as ocupações nazi e soviética -- como um exemplo de determinação.

"Como a experiência polaca nos recorda, a defesa do Ocidente depende, em última instância, não só dos meios mas também da vontade do seu povo para triunfar. A questão fundamental do nosso tempo é se o Ocidente tem a vontade de sobreviver", afirmou Trump dirigindo-se aos milhares de polacos concentrados na histórica praça Krasinski, em frente a um monumento de homenagem à resistência polaca à ocupação nazi.

"A história da Polónia é a história de pessoas que nunca perderam a esperança, que nunca desistiram e que nunca esqueceram quem eram", prosseguiu Trump, que está na capital polaca antes de partir para Hamburgo, Alemanha, onde vai participar numa cimeira dos 20 países mais industrializados e emergentes (G20).

E acrescentou: "A nossa própria luta em defesa do Ocidente não começa no campo de batalha", mas "começa nas nossas mentes, na nossa vontade e nas nossas almas".

Donald Trump disse que os Estados Unidos darão as boas-vindas a todos aqueles que "partilharem" dos mesmos valores, mas frisou que as fronteiras americanas estarão fechadas "ao terrorismo e ao extremismo".

No mesmo discurso, o governante sublinhou que os Estados Unidos já demostraram "não só por palavras, mas também com ações" que estão comprometidos com a defesa de todos os Estados-membros da NATO.

Trump destacou o compromisso de Washington com o 5.º artigo do Tratado Atlântico Norte (um ataque armado contra um dos membros da organização é considerado um ataque contra todos) -- algo que evitou na cimeira da NATO em maio último -- e voltou a mencionar o caso da Polónia, um "exemplo" por gastar na Defesa 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB).

"A Europa deve demonstrar que acredita no seu futuro, investindo o seu dinheiro no seu futuro", disse o líder norte-americano, referindo que, devido à sua insistência, "milhares e milhares de milhões" estão a ser canalizados por aliados da NATO que não estavam a cumprir com as suas "obrigações financeiras".

Neste âmbito, Trump realçou que "uma Polónia forte é uma bênção para a Europa, e uma Europa forte é uma bênção para o mundo" e frisou o compromisso da administração norte-americana com a segurança da Polónia e com "uma Europa forte e segura".

O discurso de Trump em Varsóvia também visou a Rússia, cujo Presidente, Vladimir Putin, vai encontrar-se com o homólogo americano à margem da cimeira do G20.

O Presidente norte-americano declarou que Moscovo deve acabar com as "atividades desestabilizadoras" na "Ucrânia e em outros países", deixar de apoiar "regimes hostis" como a Síria e o Irão, e apoiar o Ocidente contra o "inimigo comum" em "defesa da civilização", ou seja, o terrorismo extremista islâmico.

Ainda sobre a Rússia, Trump afirmou que os Estados Unidos estão dispostos a ampliar a cooperação com a Europa de Leste na área energética para que a região não seja nunca mais "refém de um único fornecedor", neste caso, do fornecimento de gás por parte de empresas russas.

Soldado português ferido a tiro na República Centro Africana

 

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País está em conflito civil desde 2013. Família do militar já foi informada

Um soldado português foi ferido a tiro, esta quinta-feira, na República Centro Africana, onde se encontra ao serviço da ONU, numa força constituída por 160 militares.

De acordo com fontes militares contactadas pelo DN, o ferimento é ligeiro, num dos braços, e neste momento tenta-se retirar o soldado dos Comandos por via área do local, Mobaye, para Bangui, que fica a cerca de 300 quilómetros.

O meio aéreo será da ONU.

O país africano está em conflito civil desde 2013, entre duas fações, uma cristã e uma muçulmana.

A força nacional destacada está no local desde janeiro e integra militares da Força Aérea.

Em comunicado, as Forças Armadas confirmam "um incidente no decorrer da sua atividade operacional".

"O Estado-Maior-General das Forças Armadas informa que, no âmbito da Força Portuguesa ao serviço da Organização das Nações Unidas na República Centro Africana (MINUSCA), ocorreu um incidente no decorrer da sua actividade operacional, na região de Mobaye, hoje cerca das 12H00 horas, de que veio a resultar um militar Português com um ferimento no braço esquerdo.
O militar em causa encontra-se livre de perigo, e a família do militar está já informada deste incidente", pode ler-se.

A força portuguesa é constituída por 160 militares - 156 do Exército, entre os quais 111 Comandos, e quatro da Força Aérea. O contingente português, atualmente empregue como Força de Reação Rápida do comandante da missão da Organização das Nações Unidas, será rendido em agosto.

O país, com 4,5 milhões de pessoas, vive desde 2013 um conflito civil, entre a coligação rebelde Seleka, maioritariamente muçulmana, que depôs o então Presidente, François Bozizé, e a milícia anti-Balaka, que é na sua maioria cristã.

França vai fechar 3 mesquitas por incitamento ao terrorismo

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Desde que entrou em vigor o estado de emergência, em novembro de 2015, fecharam 16.

O Governo francês está a preparar o encerramento de três mesquitas por apologia do terrorismo, revelou hoje o ministro do Interior, adiantando que desde que entrou em vigor o estado de emergência, em novembro de 2015, fecharam 16.

Numa entrevista ao canal televisivo "CNews", Gérard Collomb indicou que a justificação para o encerramento é que nestas mesquitas se fazem discursos de incitação a atos terroristas.

O ministro acrescentou que durante esta temporada estival foram mobilizados 23.000 polícias e guardas para garantir a segurança por ocasião das férias.

Questionado sobre a crise de refugiados no Mediterrâneo, Collomb reiterou que a sua prioridade é "estabelecer um certo número de acordos com os países" de onde vêm estes migrantes para que os que não tenham direito de asilo possam ser devolvidos rapidamente.

Uma questão que, antecipou, vai ser abordada numa cimeira no próximo dia 24, em Tunes, com os países mediterrâneos.

Tendo em conta que o problema é que na Líbia "não há um Estado estável" e que isso propiciou a ação dos "traficantes de uma crueldade terrível", Collomb disse que a sua ideia é definir neste país uma espécie de "cordão sanitário" para que o controlo ocorra nesse local.

O governante antecipou ainda que os países europeus vão pedir ao Alto Comissariado para os Refugiados da ONU (ACNUR) que instale bases para tramitar as chegadas destas pessoas e, "em caso de países seguros, a devolução aos seus países".

Quanto aos que se concentram no norte de Paris, junto ao centro humanitário de acolhimento temporário de potenciais solicitadores de asilo, que abriu em novembro, o ministro afirmou que "vai ser examinada muito rapidamente a situação" para expulsar os que não possam ter estatuto de refugiado.

"Não queremos que haja 2.000 a 3.000 pessoas na rua" e para evitar, num primeiro momento, vão ser divididos por diversos pontos da região da capital, contou.

Um homem e quatro crianças mortalmente esfaqueados em Atlanta

 

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A mãe das crianças foi detida

A polícia de um subúrbio de Atlanta, no estado da Geórgia, sudeste dos Estados Unidos, anunciou que encontrou encontrado os cadáveres de um homem e de quatro crianças, vítimas de esfaqueamento, dentro de uma casa em Loganville. Uma outra criança foi transportada para o hospital.

Num breve comunicado citado pela agência Associated Press, a polícia precisa que os corpos foram encontrados às primeiras horas da manhã de hoje em Loganville, cerca de 48 quilómetros a leste de Atlanta.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 06.07.2017

 

 

641 mortos, 224 deles civis, no primeiro mês de ofensiva em Raqa

Pelo menos 641 pessoas morreram no primeiro mês da ofensiva lançada a 6 de junho pelas Forças Democráticas da Síria e aliados para recuperar Raqa, bastião do grupo Estado Islâmico na Síria.

Os dados, divulgados esta quinta-feira pela ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, precisam que entre as vítimas mortais há 224 civis, 38 deles menores, 311 jiadistas e 106 membros das FDS e aliados.

Há duas semanas, o Observatório divulgou números segundos os quais entre 23 de maio e 23 de junho os bombardeamentos da coligação internacional em Raqa mataram 250 civis, 53 dos quais crianças, e precisou tratar-se do número mais elevado de civis mortos desde o início das operações militares da coligação na Síria, a 23 de setembro de 2014.

O porta-voz da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, reagiu aos números divulgados hoje afirmando que eles se baseiam em "fontes pouco fiáveis" e que a coligação publica os seus números, obtidos "através de um método transparente".

"A maior parte [dos outros balanços] não se baseia em análises tão detalhadas e baseia-se frequentemente [...] em fontes pouco fiáveis", disse o porta-voz, o coronel Ryan Dillon.

Segundo o Observatório, que recolhe informação através de uma rede de ativistas, voluntários e médicos no terreno, as FDS enfrentam resistência dos 'jihadistas' na cidade velha, no leste de Raqa, e no bairro de Al-Hal, no sul.

As imagens de uma das maiores apreensões de marfim em Hong Kong

 

As autoridades alfandegárias de Hong Kong indicaram esta quinta-feira que apreenderam mais de 9 milhões de dólares (7,9 milhões de euros) em marfim esta semana, na segunda maior apreensão em 30 anos.

Os agentes da alfandega descobriram 7.200 quilos de marfim em presas de elefante na passada terça-feira num navio cargueiro proveniente da Malásia, carregamento que tinha sido identificado como peixe congelado, indicaram as autoridades de Hong Kong.

As autoridades alfandegárias dispuseram publicamente amostras das presas empilhadas no chão das instalações da alfandega junto ao porto de contentores de Hong Kong.

As autoridades indicaram ainda que foram detidas três pessoas numa empresa comercial de Hong Kong relacionada com o carregamento.

Hong Kong, um hub importante para o comércio ilícito de produtos provenientes da vida selvagem, está a preparar-se para banir a venda local de Marfim até 2021.

De acordo com os regulamentos alfandegários de Hong Kong, qualquer empresa ou pessoa descoberta a tentar contrabandear este tipo de mercadoria de ou para dentro da China ou a importar ou exportar espécies em vias de extinção sem licença incorre em penas de multa ou prisão

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 06.07.2017

 

Pequim e Berlim acertam acordos para ultrapassar barreiras políticas

Altino Matos

6 de Julho, 2017

Pequim entrou definitivamente na rota da conquista de novos espaços na Europa, dentro de uma estratégia desenhada há décadas pela liderança do Partido Comunista Chinês, onde pretende ser tão influente na política internacional, como Berlim, Paris e Bruxelas, ou ainda como a emblemática Londres, que se ajeita para consolidar a saída da União Europeia.

Míssil intercontinental altera o quadro militar

Altino Matos |

6 de Julho, 2017

Os novos acontecimentos na Península coreana, agravados com as dúvidas sobre a capacidade do míssil balístico intercontinental da Coreia do Norte, que atingiu o mar do Japão na terça-feira, alteram o quadro de equilíbrio militar e exigem do Conselho de Segurança da ONU grande capacidade para manter as partes comprometidas com a agenda de paz e evitar uma guerra que já esteve bem perto do seu início.

As diferenças políticas, principalmente entre Pyongyang e Washington, atingiram um nível tal que agora só pode ser evitado um “desastre” com o concurso de uma grande capacidade negocial, segundo analistas políticos dedicados aos assuntos militares na península coreana. Os Estados Unidos, segundo a imprensa internacional, puseram em marcha procedimentos técnicos dirigidos a acções de infiltração e neutralização de suportes operativos de carácter militar em linhas inimigas.
O Presidente Donald Trump abandonou a agenda política que dava lugar à diplomacia para influenciar o líder Kim Jong-Un a abandonar a via da potenciação nuclear com fins militares, em nome de um clima de pacificação na região. Trump afirmou que a “paciência estratégica acabou e que agora vão ser considerados outros factores e que a Coreia do Norte havia de sentir a mão pesada dos Estados Unidos.”
O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, avançou que o seu país jamais vai sentir-se intimidado, principalmente agora que alcançou uma capacidade de proferir ataques de grande distância, sem nunca citar directamente os Estados Unidos. Pyongyang mereceu reprovações de vários países, inclusive da China e da Rússia, que costumam agir em sua defesa, quando pedem contenção não apenas nas palavras mas nas acções de carácter militar e políticas, como as ameaças de ataque e sanções.  O Presidente chinês e o líder russo pediram aos países envolvidos para não abandonarem as iniciativas políticas e continuarem a apostar na capacidade das suas inteligências, como a melhor via para se chegar a um entendimento sobre a segurança e definições de cooperação política. Xi Jimping e Vladimir Putin recusaram-se a recorrer a termos pesados para classificar a insistência de Kim Jong-Un, mas foram duros no discurso, passando uma clara imagem de desencanto com o clima tenso que paira na região asiática. As autoridades norte-coreanas  anunciaram que o seu novo míssil é capaz de carregar uma “carga grande e pesada.” A agência oficial norte-coreana

noticiou ontem que o confronto com os Estados Unidos entrou na sua “fase final”, sem avançar mais detalhes, fazendo menção apenas que é uma decisão do líder Kim Jong-Un. Especialistas em matéria de segurança e armas nucleares estão divididos quanto à capacidade real do míssil, que foi lançado na terça-feira num momento decisivo nas ambições armamentistas de Pyongyang, se o mesmo é capaz de alcançar o Alasca, território norte-americano. 
A imprensa internacional diz tratar-se de uma acção de propaganda de Pyongyang para se superiorizar a Washington, citando depoimentos de especialistas russos em inteligência. Nos Estados Unidos, o ambiente é de grande preocupação, com os sectores mais rígidos a defenderem uma acção imediata para desfazer o efeito do novo teste de Pyongyang. 
A imprensa norte-americana não avança nem os métodos nem a técnica a ser envolvida, em caso de ataque. Os corredores do Pentágono estão a agir com base nas declarações do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que confirmou a existência do míssil balístico intercontinental pelas forças norte-coreanas.
“Os Estados Unidos condenam fortemente o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico intercontinental. Testar um ICBM representa uma nova escalada na ameaça aos Estados Unidos, aos nossos aliados e parceiros, à região e ao mundo”, disse, na altura, o secretário de Estado Tillerson.

  Secretário-Geral da  ONU

O Secretário-Geral das Nações Unidas pediu aos países envolvidos na Península coreana para evitarem linguagem mosculada, por forma a manter a esperança num entendimento político e militar.   António Guterres comentava os últimos acontecimentos naquela região, onde a situação entrou num clima bastante difícil com o teste de terça-feira de um míssil balístico intercontinental pelas forças militares norte-coreanas. A ONU, disse Guterres, é a favor do diálogo para superar a violência.

 

Morreu Joaquín Navarro porta-voz de João Paulo II durante 22 anos

6 de Julho, 2017

O espanhol Joaquín Navarro-Valls, que foi, durante 22 anos, o porta-voz exclusivo do Papa João Paulo II, morreu na noite desta quarta-feira, em Roma, aos 80 anos de idade, em consequência de um câncer, anunciaram o Vaticano e a Opus Dei. AFP

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