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terça, 18 julho 2017 15:20

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 17.07.2017

 

98% dos que foram às urnas na Venezuela votaram contra alteração da Constituição

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/07/2017 15:49:00

A grande maioria da população venezuelana que compareceu à consulta popular no domingo, organizada pela oposição, rejeitou a Assembleia Nacional Constituinte do governo de Nicolás Maduro. Segundo a reitora da Universidade Central da Venezuela, Cecilia García Arocha, afirmou que um total de 7.186.170 venezuelanos participaram da votação.

De acordo com o jornal El Universal, 98,4% dos que votaram rejeitaram a Assembleia Nacional Constituinte proposta pelo governo Maduro, enquanto 0,13% disseram ser a favor. Já 98,5% afirmaram que a Força Armada Nacional deve obedecer às decisões da Assembleia Nacional, enquanto 0,12% disseram que não.

Em relação ao pedido de renovação dos poderes públicos e para que sejam convocadas eleições "livres e transparentes" e se instaure um governo de transação e de "unidade nacional", 98,3% dos eleitores afirmaram que são a favor da proposta, enquanto 0,14% se posicionaram contrários.

Recuperação de Mossul abre espaço para volta dos deslocados, diz ONU

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/07/2017 22:11:29

A recuperação da cidade de Mossul pelo Exército iraquiano abre espaço para criar as condições necessárias para o retorno voluntário, seguro e digno dos deslocados pelo conflito, afirmaram ontem (10) as Nações Unidas em um comunicado.  Em nota, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou o povo e o governo do Iraque pela sua “coragem, determinação e perseverança” e disse que a retomada da cidade é “um passo significativo na luta contra o terrorismo e o extremismo violento”. As informações são da ONU News.

Guterres manifestou solidariedade pela perda de vidas no conflito e desejou pronta recuperação aos feridos. Os atuais desafios em Mossul incluem a restauração do Estado de direito, evitando o retorno à violência e promovendo a responsabilização pelas violações cometidas. O secretário-geral disse através do seu porta-voz do que a ONU estará ao lado do governo nas ações para promover a volta da normalidade à cidade.

Estima-se que 700 mil pessoas ainda estejam deslocadas de Mossul, sendo que quase metade delas vive em 19 acampamentos de emergência. Muitos dos que fugiram perderam tudo e precisam de alimentos, cuidados de saúde, água, saneamento e kits de emergência.

“Quase o inimaginável”

O Escritório da ONU para Assuntos Humanitários revelou que se observam “níveis de trauma mais elevados que em qualquer lugar” em Mossul, onde as pessoas “viveram quase o inimaginável”, segundo a coordenadora humanitária da organização no Iraque, Lise Grande. Segundo ela, 920 mil civis fugiram de suas casas após o início da campanha militar para retomar a cidade em outubro de 2016.

Lise considerou um alívio saber que a campanha militar na cidade está no fim. Mas advertiu que a crise humanitária continua. As Nações Unidas atuam há meses no terreno, onde “grandes esforços foram feitos pelo governo e pelos parceiros na linha da frente para se estar um passo adiante da crise”.

 

Mais da metade da população mundial não tem acesso a saneamento básico, diz ONU

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/07/2017 22:04:21

Cerca de 4,5 bilhões de pessoas no mundo – bem mais da metade da população global atual de 7,6 bilhões de habitantes - não têm acesso a saneamento básico seguro, segundo relatório recente divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Já a quantidade de moradores do planeta com algum saneamento básico é de 2,3 bilhões. A informação é da ONU News.

O documento das Nações Unidas indica ainda que o número de pessoas sem acesso à água potável em casa é de 2,1 bilhões em todo o mundo. Esta é a primeira vez que a OMS e o Unicef fazem um levantamento global sobre água, saneamento básico e higiene.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus afirmou que água potável encanada, saneamento e higiene não deveriam ser privilégios apenas daqueles que vivem em centros urbanos e em áreas ricas. Para ele, os governos são responsáveis por assegurar que todos tenham acesso a esses serviços.

Esgoto tratado

Desde 2000, quando foi lançada a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, bilhões de pessoas ganharam acesso à água potável e saneamento, mas esses serviços não garantem necessariamente o saneamento seguro, aquele que é ligado a uma rede de esgoto tratado.

Esse quadro gera doenças que podem ser mortais para crianças com menos de cinco anos de idade.

Todos os anos, mais de 360 mil menores morrem de diarreia, uma doença evitável. Já o saneamento mal feito pode causar cólera, disenteria, hepatite A e febre tifóide, entre outros problemas.

O diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, disse que ao melhorar esses serviços para todos, o mundo dará às crianças a chance de um futuro melhor.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 17.07.2017

 

UE e Reino Unido começam 2ª rodada de negociações do Brexit

Negociadores farão reuniões até a quinta-feira (20)

Agência ANSA

Começou nesta segunda-feira (17) a segunda rodada de negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado "Brexit". A partir de hoje até quinta-feira (20), os negociadores começarão a debater os pontos-chaves do divórcio, como a questão da cidadania, da "conta" financeira da saída e o caso da Irlanda do Norte.

    Ao chegar a Bruxelas, o negociador-chefe britânico, David Davis, lembrou da primeira reunião, ocorrida em junho, e disse que os debates começaram "bem", mas que agora "é hora das questões fundamentais".

    Por sua vez, o chefe das negociações pelo lado dos europeus, Michel Barnier, ressaltou que é "necessário avaliar e comparar nossas respectivas posições para que possamos progredir". "Agora vamos mergulhar nas questões centrais", acrescentou ainda o negociador.

    Em junho, os dois líderes se reuniram para definir a agenda de negociação e quais seriam os pontos prioritários. Ficou definido que os primeiros temas em discussão seriam a questão dos cidadãos europeus que moram no Reino Unido e vice-versa, os valores que a separação iria custar - estimativas apontam que o "divórcio" deve custar entre 60 bilhões de euros e 100 bilhões de euros - e a questão da jurisdição europeia na Grã-Bretanha.

    Pelo planejamento, além dos encontros entre Barnier e Davis, grupos de técnicos dos dois lados já iniciarão a analisar os três temas ainda hoje. Já a questão da Irlanda do Norte, que vive em relativa paz através de um acordo que incluiu a UE, será analisada em separado dado o delicado tema.

    Apesar de críticas do Parlamento Europeu, que rejeitou a proposta sobre a cidadania apresentada pelos britânicos por considerar que ela estava muito distante do que propõe a UE, o chanceler Boris Johnson estava otimista para o encontro de hoje e disse que a oferta de Londres "é igualitária, séria e muito boa".

    Do "lado europeu", o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Alfonso Dastis, destacou que "viu mudanças" na postura britânica e disse que o governo de Londres "agora aceita negociar um regime de transição" sobre o tema.

    A agenda oficial aponta que Barnier e Davis só se pronunciarão oficialmente sobre as negociações ao fim da última reunião na quinta-feira.

    De acordo com o Tratado de Lisboa, a negociação da saída de um país do bloco econômico deve demorar dois anos, sendo que há a possibilidade de prorrogação em caso de concordância. A ideia europeia é fechar todo o debate até o fim de 2018 para permitir que todos os Parlamentos dos 27 Estados-membros ratifiquem o acordo até março de 2019, quando encerram-se os dois anos da notificação inicial. (ANSA)

 

Imigrante esfaqueia policial em Milão e fala em "Alá"

Homem foi detido pela polícia, que descarta terrorismo

Agência ANSA

Um imigrante da Guiné foi preso nesta segunda-feira (17), em Milão, na Itália, após uma tentativa de esfaqueamento de um policial na estação central da cidade. O agente conseguiu se proteger graças a um colete à prova de balas e sofreu apenas ferimentos leves, mas as autoridades afirmaram que o agressor tinha o objetivo de embarcar em um ônibus turístico. O homem de 31 anos foi visto com uma faca perto de onde partem os táxis e transportes para o aeroporto. Agentes de polícia se aproximaram para verificar a situação, mas o imigrante reagiu.

O homem estava alterado e não carregava documentos de identificação. Ele foi preso por tentativa de homicídio. De acordo com testemunhas, o imigrante teria dito que "gostaria de morrer em nome de Alá". No entanto, a polícia descarta a possibilidade de que o incidente tenha ligação com terrorismo.

Posteriormente, o imigrante foi identificado como Saidou Mamoud Diallo, mas as autoridades italianas encontraram mais quatro nomes usados por ele, que já tinha passagem pela polícia por lesão, ameaças e resistência à prisão. Contra o imigrante também há uma ordem de expulsão emitida no último dia 4 de julho. No último dia 18 de maio, um jovem ítalo-tunisiano, Tommaso Ben Yousef Hosni, feriu dois agentes de polícia a facadas perto da Estação Central de Milão. A agressão de hoje ocorre em um momento em que a Itália enfrenta grande oposição à sua política de acolhimento de imigrantes, com partidos de centro e direita exigindo que o governo do premier Paolo Gentiloni, do Partido Democrático, pare de aceitar refugiados.

Incêndios florestais atingem histórico bairro de Nápoles

Colina do Posillipo registra foco de cerca de 400m de extensão

Agência ANSA

 

Um incêndio florestal de grandes proporções causou a evacuação de dezenas de casas na Colina do Posillipo, bairro histórico da cidade italiana de Nápoles, nesta segunda-feira (17). Segundo os bombeiros, ao menos uma casa já foi destruída no local.

A vegetação está em chamas em uma extensão que tem entre 400 e 500 metros e atinge a área da zona panorâmica da via Petrarca.

Além dos profissionais, os moradores são vistos jogando baldes de água de suas sacadas em outros pequenos focos de fogo.

Nápoles é uma das cidades mais afetadas pela série de incêndios que vem atingindo toda a Itália há cerca de duas semanas. No local, o Parque Nacional do Vesúvio registra dezenas de focos de fogo há dias e o Exército chegou a ser convocado para ajudar no combate às chamas.

Para o prefeito local, Luigi de Magistris, os incêndios têm origem criminosa e os responsáveis devem ser punidos. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 17.07.2017

 

Líder do Estado Islâmico "está vivo de certeza", diz responsável curdo

 

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Responsável curdo de uma unidade de contraterrorismo tem 99% de certeza de que Abu Bakr al-Baghdadi está vivo

Um alto responsável curdo de uma unidade de contraterrorismo disse esta segunda-feira que Abu Bakr al-Baghdadi, líder do grupo terrorista Estado Islâmico, está vivo.

A morte de Baghdadi foi dada como certa pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos no início deste mês.

Agora, após o regime iraquiano e a coligação internacional comemorarem esta grande vitória sobre o Estado Islâmico e a recuperação da cidade de Mossul, bastião do grupo terrorista no Iraque nos últimos três anos, a morte de Baghdadi começa a ser questionada.

"Baghdadi está vivo de certeza. Ele não está morto. Temos informações de que ele está vivo e acreditamos 99%", disse à Reuters Lahur Talabany, alto responsável curdo de uma unidade de contraterrorismo.

"Não se esqueçam de que as raízes [de Baghdadi] vêm dos tempos da al Qaeda no Iraque", continuou Talabany. "Ele estava escondido das forças de segurança e sabe o que está a fazer".

Isto não é o fim do Estado Islâmico

Baghdadi, de 46 anos, não é visto em público desde 4 de julho de 2014 na mesquita al-Nusri de Mossul. Nessa data, o homem declarou-se o líder dos muçulmanos no califado autoproclamado Estado Islâmico.

Ao longo dos últimos anos, o líder do Estado Islâmico foi dado como morto ou ferido em diversas ocasiões.

Temos dias muito mais difíceis pela frente. É a Al Qaeda com esteroides

"Ele tem anos de experiência em esconder-se e fugir das forças de segurança", continuou Talabany. "O território que eles ainda controlam é muito difícil. Isto não é o fim do Estado Islâmico, apesar de eles terem perdido Mossul e estarem prestes a perder Raqqa".

"Eles estão a preparar-se para uma luta diferente e temos dias muito mais difíceis pela frente", continuou o responsável, que tem lutado ao lado da coligação internacional contra o terrorismo. É a "Al Qaeda com esteroides", afirmou.

Em junho, o Ministério da Defesa russo revelou que um ataque aéreo na Síria realizado pela Rússia a 28 de maio poderia ter matado o líder do Estado Islâmico. Esta informação não foi confirmada, já que o Observatório Sírio dos Direitos Humanos não precisou quando e como Abu Bakr al-Baghdadi morreu.

Ainda assim, a ONG garantiu que confirmou a morte de Baghdadi através de várias fontes, incluindo altos responsáveis do Estado Islâmico.

O Departamento de Defesa não chegou nunca a confirmar a morte de Baghdadi. "Não temos informações que confirmem as recentes informações sobre a morte de Abu Bakr al-Baghdadi", assegurou uma fonte do Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos).

Supremo tribunal confirma proibição das Testemunhas de Jeová

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Organização é considerada "extremista"

O Supremo tribunal russo confirmou esta segunda-feira a proibição das Testemunhas de Jeová, ao rejeitar o apelo desta organização considerada "extremista" na Rússia.

"O Supremo tribunal russo decidiu rejeitar o apelo da organização contra a sua proibição", indica a decisão da instância judicial, citada pela agência noticiosa pública RIA-Novosti.

No final de abril, as Testemunhas de Jeová foram proibidas na Rússia pelo Supremo tribunal, após uma solicitação do Ministério da Justiça que terá detetado neste movimento milenarista "sinais de atividade extremista".

Esta decisão da justiça russa abriu caminho à liquidação e 395 comunidades locais das Testemunhas de Jeová em território russo, onde a organização reivindica 175.000 membros, e à confiscação dos seus bens.

"Ainda não é o fim", assegurou Viktor Jenkov, advogado das Testemunhas de Jeová, citado pela agência Interfax.

"Vamos recorrer desta decisão perante o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos", sublinhou.

Movimento fundado nos Estados Unidos em 1873 por Charles Russel, as Testemunhas de Jeová reivindicam-se do cristianismo.

Na perspetiva da poderosa Igreja ortodoxa russa, as Testemunhas de Jeová são uma seita perigosa devido designadamente à proibição de transfusões sanguíneas entre os seus membros.

A Rússia já ordenou a dissolução em 2004 de um ramo das Testemunhas de Jeová, uma decisão considerada "injustificada" pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que condenou este país a 70 mil euros de indemnização em 2010 neste caso.

Ataques em duas mesquitas no norte de Israel mobilizam reforços policiais

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Duas mesquitas foram hoje alvo de ataques na cidade de Mughar, no norte de Israel, onde se mobilizaram reforços policiais devido ao aumento de tensões entre os habitantes, anunciaram as autoridades.

De acordo com o porta-voz da polícia, o ataque às duas mesquitas ocorreu antes do amanhecer sem causar quaisquer vítimas ou danos.

Na última sexta-feira, três árabes israelitas abriram fogo contra a polícia, matando dois agentes, perto da Porta do Leão, junto à Esplanada das Mesquitas, onde foram encurralados e abatidos pelas forças de segurança.

Um dos dois polícias que morreram na sequência do ataque em Jerusalém vivia em Mughar e pertencia à minoria árabe drusa de Israel, informou a imprensa.

Desde então têm aumentado as tensões entre drusos e muçulmanos que vivem em Mughar e a polícia preocupa-se com a possível intensificação da situação.

A minoria drusa é uma comunidade heterodoxa que aspira à integração na sociedade israelita e é obrigada a fazer serviço militar, ao contrário de outros árabes israelitas.

Os árabes israelitas, descendentes de palestinianos, representam 17,5% da população e acusam a comunidade drusa de fazer parte dos que, no país, os marginalizam.

China censura Winnie the Pooh por ser usado para ridicularizar o presidente

TWITTER

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Nos últimos anos, vários memes têm comparado o presidente chinês ao urso Winnie the Pooh. As autoridades não ficaram indiferentes

As autoridades de censura chinesas baniram a menção do nome de Winnie the Pooh nas redes sociais esta semana. O famoso urso animado que adora mel tem sido usado em memes para ridicularizar o presidente chinês Xi Jinping nos últimos anos.

A partir desta segunda-feira, os utilizadores que escreverem Winnie the Pooh na secção de comentários das redes sociais WeChat e Weibo - as mais utilizadas na China - vão deparar-se com uma mensagem de erro porque "este conteúdo é ilegal", segundo a AFP.

Segundo a Time, imagens e GIFs do ursinho também foram apagados nas redes sociais.

O presidente Xi Jinping tem sido comparado a Winnie the Pooh nos últimos anos. Uma montagem que foi muito partilhada nas redes sociais mostra, por exemplo, uma fotografia de Jinping e do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, tirada em 2013, ao lado de uma imagem de Winnie the Pooh e o Tigre, outra personagem de desenhos animados.

Outro meme popular na China mostrava o aperto de mãos entre Jinping e o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe ao lado de um aperto de mãos entre Winnie the Pooh e o burro Igor.

Em 2015, uma imagem que mostrava Jinping num carro a acompanhar um desfile e Winnie the Pooh num carro de brincar foi nomeada "a fotografia mais censurada" do ano na China pelos analistas políticos do Global Risk Insights.

A China é um dos países que mais exerce censura na Internet. Ferramentas como o Google, Dropbox e Youtube, ou as redes sociais Facebook e Twitter, estão bloqueadas no país.

Este ano, a China anunciou novos regulamentos para reforçar o controlo sobre os conteúdos publicados 'online'. O objetivo destes novos regulamentos é "promover uma cultura sã na Internet e salvaguardar os interesses nacionais e públicos", segundo a agência de notícias chinesa Xinhua.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 17.07.2017

 

UE autoriza bloqueio da venda de botes insufláveis para a Líbia

A União Europeia autorizou os Estados-membros a restringirem, se o desejarem, as vendas de barcos insufláveis e motores fora de borda a compradores na Líbia, numa tentativa de travar o tráfico de refugiados pelo Mediterrâneo.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE acordaram hoje que os Estados-membros poderão bloquear a exportação ou o fornecimento "quando há razões plausíveis para acreditar que [os barcos insufláveis e os motores] vão ser usados por traficantes e contrabandistas de seres humanos".

Em comunicado, a UE salienta que a medida também se vai aplicar a barcos e a motores que transitem pela União Europeia, mas não a pescadores ou a outras pessoas com uma necessidade legítima de utilizar este tipo de material.

Os MNE europeus também acertaram a extensão de uma missão de ajuda fronteiriça na Líbia, até ao final de 2018, com vista a auxiliar as forças de segurança líbias, nomeadamente no sul do país.

O número de migrantes que atravessam o Mediterrâneo, da Líbia para a Itália (uma rota conhecida como Mediterrâneo Central) tem vindo a aumentar no último trimestre.

No início do mês, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou que mais de 100 mil migrantes chegaram desde janeiro à Europa - atravessando o Mediterrâneo - e 2247 morreram ou desapareceram no mesmo percurso.

Daquele total, mais de 85 mil deslocaram-se para a Itália e perto de 9300 para a Grécia. Além destes, perto de 6500 chegaram a Espanha.

Conflito na Síria fez mais de 330 mil mortos desde 2011

Além disso, foram mortos cerca de 57 mil combatentes das fações rebeldes e das Forças Democráticas Sírias

Mais de 330 mil pessoas, incluindo cerca de 100 mil civis, foram mortas desde o início da guerra da Síria, em 2011, segundo o novo balanço fornecido este domingo pelo Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH).

"O observatório pôde documentar a morte de 331.765 pessoas no território sírio, incluindo 99.617 civis, no período entre 15 de março de 2011 e 15 de julho de 2017", afirmou à AFP o diretor deste organismo, Rami Abdel Rahmane, detalhando que, entre os civis mortos, estão "18.243 crianças e 11.427 mulheres".

O balanço anterior do OSDH, publicado em 13 de março, dava conta de cerca de 320 mil mortos, dos quais 96 mil eram civis.

Na atualização destes dados fornecida hoje, o OSDH indica que foram também mortos 116.774 elementos das forças do regime sírio, dos quais 61.808 eram soldados sírios e 1.480 eram membros do Hezbollah libanês.

Além disso, foram mortos cerca de 57 mil combatentes das fações rebeldes e das Forças Democráticas Sírias.

Entre os mortos estão ainda mais de 58 mil combatentes da Al Qaeda, do grupo 'jiadista' do Estado Islâmico e combatentes estrangeiros de outros grupos.

Desencadeada em março de 2011 com manifestações pacíficas contra o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, o conflito sírio transformou-se numa guerra sangrenta que provocou destruições massivas e o deslocamento de mais de metade da população.

Tromba de água repentina no Arizona mata pelo menos nove pessoas

 

Pelo menos nove pessoas, incluindo três crianças, morreram na sequência de uma tromba de água repentina quando se encontravam numa piscina natural na Floresta Nacional de Tonto, no estado norte-americano do Arizona.

De acordo com o xerife de Gila County, Adam Shepard, nove pessoas morreram e as equipas de salvamento estão a realizar buscas por um rapaz de 13 anos que está desaparecido, quando uma tromba de água se abateu sobre aquela área do parque, segundo os meios de comunicação locais.

Segundo os bombeiros locais, mais de uma centena de pessoas encontravam-se na altura no local, uma zona de banhos junto a pequenas cascatas, quando o fenómeno meteorológico ocorreu na tarde de sábado numa zona que tinha sido afetada há cerca de um mês por um incêndio.

Uma mulher que caminhava junto ao local disse que viu pessoas a subirem árvores quando um grande volume de água se precipitou por riachos normalmente calmos.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 17.07.2017

 

Centenas de milhares de turcos saíram à rua

17 de Julho, 2017

A Turquia assinalou um ano de golpe de Estado militar fracassado no dia 15 de Julho com centenas de milhares de pessoas nas ruas das principais cidades, com cânticos e afirmação dos valores da união do Estado turco.

Chefe do Estado turco Recep Erdogan está determinado a punir mentores do golpe 
Fotografia: Handout-Turkish | AFP

Pelo menos 250 pessoas morreram durante a tentativa de golpe, cuja responsabilidade foi atribuída pelo Presidente Tayyip Recep Erdogan ao clérigo Fethullah Gülen, actualmente exilado nos Estados Unidos da América (EUA). 
A cerimónia teve lugar depois de ser anunciado mais um conjunto de despedimentos. Mais de 7 mil pessoas devem perder os postos de trabalho, numa decisão ainda ligada aos acontecimentos de 2016, que parou o país por longas horas.
O Presidente turco parece tão determinado como sempre contra o que define como responsáveis do golpe de Estado. Durante o seu discurso, assegurou que ninguém vai conseguir “derrubar a bandeira” turca nem destruir o país ou derrubar o Estado.
A cerimónia acabou com a inauguração de um monumento às vítimas. Desde a tentativa de golpe, mais de 50 mil pessoas continuam detidas.
Pelo menos 150 pessoas mil perderam o emprego, entre membros do Exército, funcionários, jornalistas, académicos e juristas, numa Turquia profundamente dividida e ainda em estado de emergência, apesar de se ter passado já um ano.
Na altura, quando se deu a tentativa de golpe de Estado na Turquia, perto de três mil soldados foram detidos, entre os quais vários oficiais acusados de estarem envolvidos nos tiroteios, bombardeamentos e ocupação de edifícios durante a noite em Istambul e Ancara, as principais cidades do país.
Os confrontos entre militares e a polícia, fiel ao Governo turco, provocaram mais de 260 mortos, entre os quais se encontram mais de duas dezenas de oficiais rebeldes. O país entrava numa era de grande viragem, que deu lugar à alteração da Constituição turca, permitindo mais poderes ao Chefe de Estado, Tyyip Recep Erdogan. 
O primeiro-ministro turco, Binali Yildrim, anunciou na manhã seguinte o fracasso do golpe de Estado. “O dia de ontem representa uma mancha negra na nossa democracia”, afirmou na altura Binali Yildrim, que defendeu a reinstalação da pena de morte contra os golpistas. O chefe do Governo culpou o movimento de Fetullah Gulen, rival do Presidente Tyyip Recep Erdogan, de estar então na origem do plano para derrubar o Governo.
Durante a noite, o chamado “Conselho para a Paz na Nação” tinha tomado os canais de televisão e bombardeado os edifícios do Parlamento e as imediações do palácio presidencial em Ancara.
As forças fiéis ao Governo tinham conseguido pôr fim à ocupação do edifício do Estado-Maior do Exército, libertando o chefe militar turco sequestrado pelos revoltosos na noite do dia 15.
Alguns militares rebeldes conseguiram, no entanto, ocupar uma fragata na base naval de Golcuk, perto de Istambul. Sete golpistas aterraram no final da manhã na Grécia, a bordo de um helicóptero militar turco, tendo pedido asilo ao Governo do país.
A imprensa turca anunciava, ao início da tarde, a decisão do Governo de demitir mais de 2.700 juízes após o golpe falhado. 
A União Europeia, que tardeu a se pronunciar sobre a tentativa do golpe militar fracassado, impôs uma série de medidas ao Governo turco e suspendeu os trabalhos de negociações para a entreda da Turquia na União. 
Até agora, Ancara não mostrou nenhum tipo de preocupação com as ameaças da União Europeia. O Presidente Tyyip Erdogan disse que os turcos adoram o seu país, e “nunca vão permitir que sejam os outros a ditar a forma como devem viver ou organizar a sua vida, como se dependessem deles.”

Atentado suicida em mesquita na Nigéria deixa 10 mortos e 20 feridos

17 de Julho, 2017

Um atentado suicida,  perpetrado supostamente por uma mulher numa mesquita  na cidade Maiduguri, no nordeste da Nigéria, deixou dez mortos e 20 feridos, segundo informou a impressa local.

Trata-se do quinto atentado terrorista cometido por suicidas em menos de uma semana nesta cidade, alvo permanente do grupo jihadista Boko Haram. Agência EFE

Mais de 30 desaparecidos em naufrágio de navio do exército de Camarões

17 de Julho, 2017

Trinta e quatro militares de Camarões foram declarados desaparecidos depois do naufrágio de um navio do exército ocorrido no domingo, informou ministro da Defesa, Joseph Beti Assomo.

O naufrágio aconteceu com um barco de logística do Batalhão de Intervenção Rápida (BIR), que tinha 37 pessoas a bordo. Três soldados foram resgatados, segundo a fonte.

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