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terça, 11 julho 2017 11:17

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 09.07.2017

 

No Twitter, Trump diz que é hora de trabalhar de forma construtiva com a Rússia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 10:38:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou há pouco em sua conta no Twitter que "é hora de seguir adiante e trabalhar de forma construtiva com a Rússia". No mesmo post, Trump disse que a negociação do cessar-fogo no sudeste da Síria, acordada com a Rússia e a Jordânia, "salvará vidas".

Na série de posts feitos na manhã deste domingo, no entanto, Trump evitou comentar se ele aceitou ou não a declaração de Putin de que a Rússia não foi responsável por intromissões nas eleições norte-americanas de 2016.

Trump escreveu na rede social após retornar do encontro do G20 na Alemanha, durante o qual teve uma longa reunião com o presidente russo Vladimir Putin. Disse que, na ocasião, "pressionou fortemente" Putin, duas vezes, sobre a intromissão do país nas eleições americanas, e que Putin "negou veemente" as conclusões das agências de inteligência dos EUA de que hackers e marqueteiros russos tentaram influenciar as eleições em favor de Trump.

Trump não declarou se acredita ou não em Putin. Apenas postou que o líder russo "já sabe minha opinião".

O presidente dos EUA tem dito acreditar que a Rússia provavelmente hackeou e-mails do Comitê Nacional Democrata e da equipe de Hillary Clinton, acrescentando porém que outros países provavelmente estariam envolvidos na ação.

Ontem, durante a reunião da cúpula do G-20, Putin disse que Trump havia aceitado suas garantias de que a Rússia não interferiu nas eleições norte-americanas. Putin afirmou ainda que a conversa entre os dois pode ser um modelo para o aprimoramento das relações entre os países. De acordo com o presidente russo, ele e Trump tiveram uma longa conversa sobre o assunto. "Ele perguntou muito sobre o tema e eu tentei responder todos os pontos", disse. "Para mim, ele entendeu e concordou. Mas é melhor vocês perguntarem (ao Trump) sobre isso", disse Putin.

Ainda ontem, Putin garantiu que um grupo de segurança cibernética criado pelos dois países deve evitar tais controvérsias em períodos de eleição no futuro. Trump mencionou a criação do grupo em um dos posts no Twitter desta manhã.

Na sexta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, que participou do encontro de Trump com Putin, sugeriu que os dois lados tinham concordado em discordar sobre a questão da intromissão russa de modo a seguir adiante nas conversas e tratar de outras questões urgentes, como a guerra civil na Síria. "Com toda a sinceridade, não esperávamos outra resposta além da que recebemos", disse Tillerson, referindo-se à negativa da Rússia sobre a intromissão nas eleições dos EUA.

Pelo Twitter, Trump declarou ainda que as sanções dos EUA à Rússia não foram discutidas durante o encontro e que "nada será feito até que os problemas da Ucrânia e da Síria sejam resolvidos!". Fonte: Associated Press.

 

Novos protestos em Hamburgo terminam com 186 manifestantes presos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 12:28:00

Depois de um sábado relativamente tranquilo, a cidade de Hamburgo foi novamente palco de protestos violentos contra a globalização e o G-20, na madrugada de sábado para domingo, que acabaram resultando na prisão de 186 pessoas e na detenção temporária de outras 225. Os líderes do G-20 já tinham deixado a cidade quando os últimos confrontos ocorreram.

A polícia da cidade usou mais uma vez canhões de água contra manifestantes que atiravam bastões de ferro e pedras. Foram presas 186 pessoas, e outras 225 foram temporariamente detidas. De acordo com a polícia, 476 soldados foram feridos desde quinta-feira. O número de feridos nos protestos não foi calculado.

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, condenou a violência das manifestações, afirmando que a "reputação da Alemanha é severamente afetada internacionalmente pelos eventos em Hamburgo". Segundo Gabriel, um grupo de investigação formado por autoridades europeias deve procurar por suspeitos da ação.

O ministro do interior de Hamburgo, Andy Grote, declarou que este tipo de brutalidade não era esperada de militantes de esquerda. "Tivemos de lidar, separadamente dos eventos da cúpula, com atos cruéis de violência feitos por criminosos", disse Grote.

Autoridades da cidade reiteraram que os prejudicados pela destruição das manifestações receberão rapidamente apoio financeiro do governo. Desde quinta-feira, carros foram incendiados, lojas saqueadas e motos queimadas em barricadas de rua.

A grande maioria das manifestações, porém, foram pacíficas, protestando contra a cúpula do G-20, reivindicando ações mais rápidas contra o aquecimento global e mais ajuda para os refugiados. Fonte: Associated Press.

Cessar-fogo no sudeste da Síria tem início com apoio de EUA, Rússia e Jordânia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 08:56:00

O cessar-fogo no sudeste da Síria negociado por Estados Unidos, Rússia e Jordânia entrou em vigor neste domingo ao meio-dia (horário local).

A trégua abrange as províncias de Deraa, Suweida e Quneitra, onde o governo sírio e rebeldes também combatem militantes do Estado Islâmico, que não foi incluído na trégua. Em seis anos de guerra na Síria, nenhum cessar-fogo durou muito tempo.

O acordo foi anunciado na quinta-feira após encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o russo, Vladimir Putin, e é a primeira iniciativa da administração Trump em colaboração com a Rússia para trazer estabilidade à Síria. O anúncio ocorreu após semanas de conversas em sigilo em Amman, capital da Jordânia, que trataram do acúmulo de forças apoiadas pelo Irã em apoio ao governo sírio, próximas às fronteiras com a Jordânia e Israel.

As três nações que negociaram o cessar fogo não especificaram quais mecanismos serão utilizados para monitorar ou garantir a trégua. Um ativista opositor que vive em Deraa, próxima da fronteira com a Jordânia, relatou que o cenário era de calma minutos após o início da trégua.

O governo sírio mantém as ações contra grupos terroristas. O Comitê de Liberação Levante, ligado à Al-Qaida, é uma das facções mais poderosas que luta ao lado de rebeldes em Deraa.

O primeiro ministro de Israel disse neste domingo que o país apoiaria um "cessar fogo genuíno" no sudeste da Síria, desde que a iniciativa não permita ao Irã e seus representantes desenvolver uma presença militar ao longo da fronteira.

Seis anos de conflitos e cercos em Deraa devastaram a cidade, uma das primeiras a sediar grandes protestos contra o presidente Bashar Assad em 2011. Deraa continua sendo disputada por forças rebeldes apoiadas pelos Estados Unidos e pelo exército sírio, que conta com o apoio da Rússia e do Irã. Grandes extensões da cidade foram reduzidas a escombros pela artilharia do governo e por ataques aéreos russos. Fonte: Associated Press.

Primeiro ministro do Iraque declara vitória sobre Estado Islâmico em Mosul

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 11:28:00

O primeiro ministro do Iraque, Haider al-Abadi, declarou vitória das forças armadas do país na cidade de Mosul sobre o grupo Estado Islâmico, após mais de oito meses de ação militar para derrotar os militantes do grupo. De acordo com a TV estatal do país, al-Abadi "parabenizou os soldados heroicos e o povo iraquiano por terem alcançado esta grande vitória" na cidade estratégica.

Mosul é a segunda maior cidade do Iraque, atrás apenas de Bagdá.

Ainda segundo a TV iraquiana, o primeiro ministro chegou há pouco em Mosul para declarar oficialmente vitória sobre o grupo terrorista. Vestido com uniforme semelhante ao usado pelas forças especiais do Iraque, al-Abadi foi mostrado descendo de um avião militar e sendo recebido por comandantes das forças de segurança.

De acordo com a CNN, porém, a TV estatal também informou que militantes do Estado Islâmico ainda controlariam um bairro de Mosul.

O Iraque deu início à operação para retomar a cidade em outubro, com o apoio de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos. Mosul tinha sido tomada pelo Estado Islâmico em 2014.

Mais cedo, o general Jassim Nizal, da 9ª divisão do exército iraquiano, declarou que seu batalhão havia alcançado a vitória na área designada a eles. Antes disso, a polícia federal do Iraque também tinha feito anúncio semelhante. Os soldados sob o comando de Nizal dançaram e cantaram músicas patrióticas sobre os tanques de guerra, em meio à fumaça provocada por ataques aéreos em áreas próximas ao local.

Mais de 897 mil pessoas tiveram de deixar a cidade de Mosul devido aos confrontos entre forças do governo e do Estado Islâmico.

A perda da cidade pelo Estado Islâmico pode significar uma grande derrota para o grupo terrorista, que perdeu uma série de batalhas no último ano.

Na Síria, forças do país apoiadas pelos Estados Unidos também lutam na cidade de Raqqa, considerada a capital das ações do grupo Estado Islâmico. Mas uma vitória no local ainda pode levar meses. Extremistas do grupo terrorista ainda detêm diversas pequenas cidades e vilas no Iraque e na Síria. Fonte: Associated Press.

Catar busca compensação por prejuízos de bloqueio de países árabes

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 13:16:00

O governo do Catar informou neste domingo que está criando um comitê com o objetivo de buscar compensação pelos prejuízos decorrentes de seu isolamento da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Bahrein. Entre os membros do comitê estão os ministros da Justiça e de Relações Exteriores do Catar.

No mês passado, os quatro países cortaram relações diplomáticas com o Catar e bloquearam os acessos ao país por terra, mar e pelo espaço aéreo. Entre as diversas justificativas para o bloqueio está o suposto apoio do Catar a extremistas. O país tem negado as acusações, classificando o ultimato do bloco como uma afronta à sua soberania.

O promotor de justiça do Catar Ali Al-Marri disse a repórteres em Doha que o comitê vai coordenar reivindicações feitas por companhias privadas, instituições públicas e cidadãos do país. Segundo Al-Marri, o grupo poderá usar tanto mecanismos nacionais como internacionais para obter compensação e deve contratar escritórios de advocacia internacionais para representar as causas. "Aqueles que provocaram estes danos devem pagar compensações a eles", disse o promotor.

O Kuwait tem tentado, sem sucesso, mediar a disputa.

Na sexta, o bloco contra o Catar acusou o país de frustrar todos os esforços de resolver o problema, com a intenção de "continuar com sua política de desestabilizar a segurança na região". Mas Al-Marri insistiu que a decisão de buscar compensação pelos danos do bloqueio não tem relação com o estágio atual das negociações entre o país e os demais países árabes. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 09.07.2017

 

Secretário-geral oferece apoio da ONU para resolver crise ucraniana

 

 

A Organização das Nações Unidas está pronta para ajudar o Quarteto da Normandia a solucionar o conflito na Ucrânia, conforme afirmou hoje, em visita ao país, o secretário-geral da ONU, António Guterres.

"Nós sabemos que ainda estão ocorrendo combates. E nosso apelo, claro, é por um cessar-fogo completo, principalmente no contexto das recentes decisões da chamada Trégua da Colheita. Faremos tudo que pudermos para apoiar diferentes processos em vigor: o Quarteto da Normandia, o Grupo de Contato Trilateral e o trabalho da OSCE", afirmou Guterres durante encontro com o primeiro-ministro ucraniano, Vladimir Groisman.

Segundo o secretário-geral da ONU, a organização tem o compromisso especial de ajudar a população deslocada da região de Donbass por conta dos confrontos. 

"As capacidades do secretário-geral das Nações Unidas são limitadas, mas o que eu puder fazer para ajudar o povo ucraniano a ter paz e prosperidade no futuro, no contexto da integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia, é obviamente algo que eu respeito inteiramente e com o qual estou completamente comprometido", acrescentou, citado pela agência UNIAN. 

O atual cessar-fogo no leste da Ucrânia, conhecido como Trégua da Colheita, foi estabelecido pelo Grupo de Contato Trilateral (Rússia, Ucrânia e OSCE) no mês passado e segue até o final de agosto.

Itália prende terrorista checheno que queria atacar Europa

Eli Bombataliev tinha planos de fazer atentado na Bélgica

Agência ANSA

A Procuradoria de Bari prendeu neste sábado (8) um extremista checheno que estava pronto para "imolar-se" em um atentado na Europa, informaram as autoridades italianas.

Identificado como Eli Bombataliev, 38 anos, ele faz parte de um grupo de jihadistas do grupo "Emirado do Cáucaso", que é responsável por diversos atentados na Chechênia. O homem ainda teria combatido pelo grupo Estado Islâmico (EI) na Síria entre os anos de 2014 e 2015.

"Se amanhã me chamarem para oferecer a mim mesmo, eu vou imolar-me", disse em uma das conversas grampeadas pelas autoridades italianas.

O homem estava preso em Foggia e tinha conseguido sua liberdade recentemente, mas por apresentar sinais de radicalização, era monitorado de perto pelos italianos.

De acordo com os procuradores da Antimáfia de Bari, Giuseppe Gatti e Lidia Giorgio, ele estava planejando viajar para outro país da Europa, provavelmente a Bélgica, onde realizaria um atentado terrorista.

Milhares de pessoas protestam contra Erdogan em Istambul

'Marcha pela Justiça' começou há 25 dias em Ancara

Agência ANSA

 

Centenas de milhares de pessoas protestaram neste domingo (9) em Istambul contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. O movimento foi convocado pelo principal partido opositor do país, o Partido Republicano do Povo (CHP, na sigla em turco), e começou há 25 dias em Ancara, percorrendo 430 quilômetros.

A chamada "Marcha pela Justiça" reuniu, segundo os organizadores, mais de um milhão de pessoas e é a maior registrada na história recente do país. As autoridades, no entanto, não confirmaram o número de participantes.

O movimento foi convocado após a prisão do deputado Enis Berberoglu, que posteriormente foi condenado a 25 anos de detenção por supostamente fornecer "informações confidenciais" ao jornal opositor "Cumhuriyet".

Desde uma fracassada tentativa de golpe de Estado, em julho do ano passado, Erdogan através das autoridades determinou a prisão de milhares de pessoas por supostamente terem ajudado no golpe. No entanto, a oposição denuncia que o presidente está prendendo pessoas que apenas se opõem ao seu governo e que não tiveram relação alguma com a manobra liderada pelos militares.

Tartarugas causam atrasos em voos em aeroporto de Nova York

Animais atravessaram pista para depositar ovos

Agência ANSA

 

Uma situação inusitada fez com que vários voos do aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, sofressem atrasos na última sexta-feira (7): tartarugas atravessaram as pistas para poder depositar seus ovos.

De acordo com as autoridades, alguns aviões ficaram mais tempo na pista para garantir que os animais, da espécie diamante, pudessem ser levados em segurança. Cerca de 40 tartarugas foram resgatadas na operação depois das 16h45 (hora local).

Em entrevista ao jornal "Daily News", uma das autoridades portuárias do local, Cheryl Albiez, informou que apesar de estar na "temporada de tartarugas" foi "bastante incomum elas atravessarem o local nesta época".

Passageiros usaram as redes sociais para falar sobre o caso com bastante bom humor. "No momento preso no JFK pela única razão aceitável que um piloto já informou", escreveu o escritor Daniel Kibblesmith.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 09.07.2017

 

Trump discutiu a criação de uma unidade de cibersegurança com Putin

EPA/MICHAEL KLIMENTYEV / SPUTNIK / KREMLIN POOL / POOL MANDATORY CREDIT

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A ideia já foi duramente criticada por outros republicanos. "Não é a ideia mais estúpida que já ouvi, mas está muito perto", disse Lindsey Graham

O presidente dos Estados Unidos disse numa mensagem no Twitter este domingo ter discutido com Vladimir Putin a formação de uma unidade de cibersegurança para proteger os Estados Unidos de eventuais interferências de piratas informáticos no processo eleitoral e noutras áreas sensíveis. A ideia já foi duramente criticada por outros republicanos.

As mensagens surgiram este domingo, depois do seu primeiro encontro com Putin na sexta-feira, na cimeira do G20 em Hamburgo. Trump disse que agora é a hora de trabalhar de forma construtiva com Moscovo. "Putin e eu discutimos a formação de uma unidade de cibersegurança impenetrável, para que a pirataria nas eleições e muitas outras coisas negativas sejam evitadas e seguras", escreveu.

No G20 o clima deixou 19 de um lado e Trump sozinho do outro

 

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Vladimir Putin e o presidente dos Estados Unidos chegaram a acordo para a implementação de um cessar-fogo no sudoeste da Síria

Foi bom o clima entre os líderes, exceto quando os líderes chegaram à parte de meter o clima no papel. Contrariando a tradição de unidade nas declarações das reuniões do G20, ontem, em Hamburgo, os parágrafos sobre as alterações climatéricas alteraram a matemática habitual. Os 20 passaram a ser 19 mais um. Donald Trump, presidente dos EUA, ficou isolado no momento de escrever sobre o compromisso em cumprir o Acordo de Paris.

"G19 deixa Trump sozinho numa declaração conjunta sobre as alterações climáticas". Era assim que o britânico The Guardian titulava ontem o artigo sobre as conclusões da reunião de Hamburgo. Todos os países, com exceção dos EUA, fizeram questão de sublinhar que o compromisso sobre o clima assinado em 2015 em Paris é "irreversível". A chanceler alemã, Angela Merkel, confessou que considera que a posição dos EUA "é de lamentar". Apesar da divisão entre o G19 e Trump, os EUA comprometeram-se a trabalhar com outros países no sentido de encontrar e de utilizar combustíveis fósseis de forma mais eficiente e que sejam mais limpos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou ainda que a 12 de dezembro, em Paris, será organizada uma nova cimeira para reforçar as medidas ambientais. Macron disse também que não perdeu a esperança de convencer Donald Trump a voltar atrás no adeus ao Acordo de Paris. "Não vou deixar de tentar. É meu dever fazê-lo e faz parte da minha maneira de ser", explicou o presidente francês.

Apesar da intransigência que mostrou no que diz respeito ao clima, Donald Trump prometeu ontem que irá disponibilizar 639 milhões de dólares (cerca de 560 milhões de euros) para ajudar a alimentar as vítimas das guerras e das secas na Somália, Sudão do Sul, Nigéria e Iémen.

Merkel revelou que as discussões com os EUA tinham sido difíceis, mas, ainda assim, as 20 maiores potências mundiais conseguiram chegar a acordo para uma declaração conjunta sobre o comércio. O G20 continua a rejeitar o protecionismo económico, mas sublinha que as relações comerciais têm que ser benéficas para todos os envolvidos e também que os países podem adotar medidas para proteger os seus trabalhadores e indústrias.

Em conferência de imprensa, o presidente russo Vladimir Putin disse que tinha chegado a acordo com Donald Trump para que Rússia e Estados Unidos colaborem em matéria de cyber segurança. Putin garantiu ainda que a Rússia não interferiu nas eleições norte-americanas - apesar das conclusões em sentido contrários dos serviços secretos dos EUA - e que Trump aceitou e ficou "satisfeito" com os seus argumentos. O presidente russo disse estar convencido de que conseguiu estabelecer com Trump uma relação pessoal: "Na realidade é uma pessoa diferente daquela que aparece na televisão. É muito preciso, analisa os assuntos com rapidez e responde às perguntas que lhe são colocadas".

Putin e Trump chegaram a acordo para a implementação de um cessar-fogo no sudoeste da Síria. "É a primeira indicação de que os EUA e a Rússia são capazes de trabalhar em conjunto nesta questão", afirmou Rex Tillerson, o secretário de Estado norte-americano. Donald Trump considerou "tremendo" o encontro com Putin.

Sobre a situação na Ucrânia - em causa a anexação russa da Crimeia e os combates no Leste do país - Merkel disse que o processo de implementação dos acordos de Minsk irá continuar, mas admitiu que os avanços têm sido "muito, muito lentos" e que em alguns casos tem havido mesmo "retrocessos". Ontem de manhã, Merkel, Macron e Putin conversaram sobre a necessidade de um cessar-fogo na Ucrânia.

A cimeira do G20 do próximo ano, ainda sem datas definidas, terá lugar na Argentina. Japão e Arábia Saudita serão os anfitriões dos encontros de 2019 e 2020.

Grupo Estado Islâmico resiste em algumas centenas de metros em Mossul

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Confrontos violentos para expulsar os extremista do seu último reduto na cidade iraquiana

Os combatentes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) estão concentrados em algumas centenas de metros, na zona antiga de Mossul, onde oferecem resistência, informou hoje o comandante das Forças Antiterroristas iraquianas, Ali Awad.

Em declarações à agência noticiosa EFE, o comandante militar precisou que os radicais estão na zona de Al Midan, o seu último reduto na localidade do norte do Iraque, o principal bastião do EI.

Awad informou que os combates estão a ser muito violentos e que na zona permanecem centenas de famílias.

No sábado, o porta-voz do Comando de Operações Conjuntas, Yehia Rasul, perspetivava que uma "vitória frente ao grupo terrorista nas próximas horas, depois de limpar (de explosivos) todas as zonas de Mossul".

A mesma fonte referia, porém, que os confrontos com os elementos do EI prosseguiam em Al Maidan e noutras zonas muito limitadas na parte antiga da cidade.

A ofensiva para expulsar os jihadistas do EI de Mossul e de todo o norte do Iraque começou em outubro do ano passado e desde então que as tropas iraquianas, apoiadas por milícias e pelo exército curdo, têm combatido os extremistas, que ocuparam várias áreas no verão de 2014.

Pyongyang considera "provocação" presença de dois bombardeiros dos EUA

"Um simples erro ou mal-entendido pode conduzir à eclosão de uma guerra nuclear", alertou o diário oficial do Partido dos Trabalhadores

A imprensa oficial norte-coreana classificou hoje uma "provocação" o envio de dois bombardeiros norte-americanos para a península coreana para fazer exercícios e advertiu que estas manobras "podem causar uma guerra nuclear".

Pyongyang reagiu assim ao envio no sábado de dois bombardeiros estratégicos B-1B dos Estados Unidos, os quais levaram a cabo simulacros de ataques de precisão no território sul-coreano em conjunto com caças deste país, como sinal de advertência ao regime norte-coreano pelo seu teste com um míssil balístico intercontinental.

"Os Estados Unidos afirmam que vão enviar de forma regular bombardeiros estratégicos para a península da Coreia, um ato tão disparatado como voltar a atear fogo em cima de um depósito de munições", escreve hoje num artigo de opinião o Rodong Sinmun, o principal jornal norte-coreano.

"Um simples erro ou mal-entendido pode conduzir à eclosão de uma guerra nuclear e, por sua vez, isto levaria sem dúvida a uma nova Guerra Mundial", acrescentou o diário oficial do Partido dos Trabalhadores.

O artigo também justifica como "legítimas medidas de defesa" os testes de armamento norte-coreano, perante as "crescentes ameaças de guerra nuclear" contra Pyongyang por parte de Washington.

As manobras aéreas realizadas no sábado por Washington e Seul constituem "uma firme resposta à série de lançamentos de mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte", disse um porta-voz das forças sul-coreanas.

A Coreia do Norte lançou na terça-feira o seu primeiro míssil balístico intercontinental (ICBM). Designado "Hwasong-14", o míssil alcançou uma altitude máxima de 2.802 quilómetros e percorreu 933 quilómetros em 39 minutos.

Os B-1B Lancers sobrevoaram o Mar do Japão, aproximaram-se da fronteira que delimita as duas Coreias e posteriormente juntaram-se aos caças sul-coreanos F-15K e F-16 na província de Gangwon (leste) para ensaiar com fogo real ataques a instalações chave norte-coreanas, segundo o porta-voz.

Estes exercícios enquadram-se nas manobras com fogo real executadas por Washington e Seul em resposta ao lançamento do míssil intercontinental por Pyongyang, e incluíram o lançamento de vários mísseis guiados e destacamento das suas forças navais e áreas.

O mais recente ensaio norte-coreano indica que o país conseguiu fabricar um míssil com capacidade para percorrer, segundo o exército sul-coreano, entre 7.000 e 8.000 quilómetros, o suficiente para atingir os Estados Unidos.

Este novo avanço norte-coreano elevou as tensões na península coreana e é referido como um elemento que pode alterar o foco diplomático e estratégico de Washington para a região.

Lech Walesa hospitalizado com problemas no coração

 

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O herói da democracia polaca tem 73 anos

O ex-Presidente polaco Lech Walesa, um herói da democracia, foi hospitalizado, com problemas no coração, na cidade de Gdansk, anunciou hoje o filho.

Jaroslaw Walesa disse à Associated Press, em mensagem de texto, que o pai se sentia "extremamente fraco".

Desconhece-se quando poderá ter alta do serviço de doenças cardíacas da Clínica Universitária de Gdansk.

Walesa, de 73 anos, assistiu na quinta-feira a um discurso do Presidente Donald Trump, em Varsóvia, tendo na ocasião sido criticado por muitos que assistiam ao discurso e que apoiam o atual governo polaco.

As críticas assentavam, designadamente, no papel de Walesa na política polaca.

Walesa tem tecido duras críticas ao Governo, considerando que as políticas do executivo ameaçam a democracia e ferem os laços da Polónia com as principais nações da União Europeia.

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 09.07.2017

 

Дочь американского президента, Иванка Трамп, дважды занимала место отца на заседаниях во время встречи «большой двадцатки» в Гамбурге.

 

 Ivanka Trump substituiu o pai na cimeira do G20

Ivanka e Donald Trump

Foto: FELIPE TRUEBA/EPA

A filha do presidente norte-americano, Ivanka Trump, ocupou este sábado, por duas vezes, o lugar do pai nas sessões da Cimeira do G20 em Hamburgo, no norte da Alemanha, segundo imagens e testemunhos recolhidos pela imprensa germânica.

Ivanka Trump, que é assessora na Casa Branca, sentou-se temporariamente na cadeira reservada ao pai, presidente dos Estados Unidos, na mesa principal da Cimeira do Grupo das 20 maiores economias mundiais (G20), enquanto Donald Trump participava numa das reuniões bilaterais previstas.

É habitual nestas cimeiras que um alto cargo ocupe provisoriamente o lugar de um Chefe de Estado ou de Governo, quando este não está presente, para não deixar vago o assento.

O curioso desta situação é ter sido a própria filha do Presidente norte-americano, que todavia não usou da palavra, segundo os meios de comunicação social alemães, noticiou a agência noticiosa Efe. O caso está a gerar grande polémica nas redes sociais e meios de comunicação social dos EUA.

Antes destas sessões plenárias do G20, Ivanka Trumpo participou num fórum que visa impulsionar um fundo que facilite o empreendedorismo feminino nas economias em desenvolvimento, uma iniciativa incentivada pela chanceler alemã, Angela Merkel.

Donald Trump participou brevemente neste encontro e mostrou-se "muito orgulhoso" do trabalho feito pela filha, assegurando que está ali "desde o primeiro dia", porque é um "campeã".

"Se não fosse minha filha seria muito mais fácil para ela. Pode ser que ter-me como pai é a única coisa má que tem", ironizou Donald Trump, entre sorrisos dos presentes.

 

Bomba da II Guerra obriga a retirar 10 mil pessoas de casa na Polónia

 

Cerca de 10 mil pessoas foram retiradas esta manhã da cidade polaca de Bialystok, no leste do país, na sequência da descoberta de uma bomba alemã de 500 quilogramas datada da II Guerra Mundial.

As mesmas fontes informaram que a evacuação envolveu 60 ruas de Bialystok e outras 45 de localidades vizinhas, onde os habitantes foram forçados a abandonar as suas casas durante algumas horas.

A evacuação foi ordenada depois de descoberta uma bomba durante umas obras de construção.

A bomba foi retirada com uma grua e foi transportada por um camião militar para um terreno militar, onde será destruída.

Vestígios da II guerra mundial (1939-1945) são regularmente encontrados na Polónia, nomeadamente em Varsóvia, cujo 90% do centro foi destruído pelos ocupantes alemães no fim do conflito.

Assistente de bordo partiu garrafa de vinho na cabeça de passageiro

 

e que tentou abrir a porta do avião durante um voo entre Seattle, nos EUA, e Pequim, na China.

Segundo a acusação elaborada pelo FBI e apresentada esta sexta-feira em tribunal, Joseph Daniel Hudek IV viajava na primeira classe do voo Seattle-Pequim da Delta Airlines, na última quinta-feira, quando, depois duas idas à casa de banho, se atirou contra a porta do aparelho e a tentou abrir, ainda que tal seja impossível de concretizar em voo.

Duas assistentes de bordo tentaram controlar homem com a ajuda de outros passageiros, mas o suspeito desferiu um murro numa delas e acertou num outro passageiro com uma garrafa de vinho. Na escaramuça, uma das assistentes agrediu o homem com duas garrafas de vinho, tendo partido pelo menos uma na cabeça dele.

"Hudek não pareceu sentir a quebra de uma garrafa de vinho de um litro na cabeça e gritou 'Sabe quem eu sou?'", explicou uma das envolvidas no caso, na acusação citada pelo jornal britânico "The Independent". O homem acabou por ser controlado e o avião regressou a Seattle, onde Hudek está acusado de "interferir com a tripulação", um crime que lhe poderá valer até 20 anos na prisão e 220 mil euros de multa.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 09.07.2017

 

Kiev quer acelerar adesão

Altino Matos |

9 de Julho, 2017

Especialistas em matéria de segurança e política internacional alertaram que nem todos os Estados-membros da Aliança Atlântica do Norte (NATO) concordam com a aceleração do processo de adesão da Ucrânia, por representar um aumento da tensão com a Rússia, que já advertiu que os países europeus vão assumir as consequências.

A NATO está a celebrar duas décadas de parceria com a Ucrânia, país que prepara o caminho para se tornar membro efectivo da Aliança Atlântica, apesar das contestações da Rússia, que justificou em fóruns de segurança estratégica, que a adesão significa uma violação do direito internacional e pões em perigo permanente os interesses russos. 
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, desloca-se a Kiev, no dia 10, para tratar do assunto com o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, e, durante as sua estadia no país, vai discursar no Parlamento, onde existe uma predisposição para avançar com o processo de adesão à Aliança Atlântica.
Os deputados manifestaram tal desejo através de um projecto-lei que estabelece a prioridade nacional de adesão à NATO.  “O Exército ucraniano está a tornar-se num dos mais poderosos da região. Além disso, é o que tem experiência de combate. Assim, o exército ucraniano é capaz de defender não apenas a fronteira ucraniana, como também a fronteira oriental da NATO e a fronteira oriental de todo o mundo livre”, assegurou o presidente do Parlamento ucraniano, Andriy Parubiy, a um veículo de imprensa europeu.
O director de investigação do Instituto para a Cooperação Euro-Atlântica, Oleksandr Sushko, acredita que “há um grande grupo de membros da NATO que não gostariam de aumentar as tensões nas relações com a Rússia. É claro que qualquer movimentação para a adesão da Ucrânia significa mais tensão com a Rússia”, disse, citado pela imprensa europeia que deu grande importância ao processo de adesão. 
As autoridades de Kiev colocaram em marcha um conjunto de reformas para que a Ucrânia atinja os padrões da NATO e espera, em breve, promover uma consulta pública, para obter o aval do povo. A aproximação da União Europeia e dos Estados Unidos à Ucrânia provocou uma advertência da Rússia, desde o primeiro momento, que não escondeu os receios das pretensões de Bruxelas e de Washington de aproximar-se das fronteiras russas. Moscovo fez saber mais uma vez, que caso Washington comece na verdade a fornecer armas a Kiev, vai “intensificar a sua política” em relação à Ucrânia, afirmou o vice-presidente do Comité da Duma de Estado para a região da Comunidade de Estados Independentes e integração euro-asiática. A Rússia se opõe definitivamente ao fornecimento de armas para a Ucrânia. O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, afirmou há alguns meses que, embora não se trate de fornecimento de armas “letais”, os Estados Unidos podem tomar uma decisão sobre o envio das armas defensivas a Kiev já neste ano fiscal.
Este assunto sempre foi encarado pela Rússia de forma muito frontal com os EUA, que respeito pelos acordos de Minsk, embora seja difícil produzir algum efeito, reconheceu Konstantin Zatulin, deputado da câmara baixa do Parlamento russo e vice-chefe do Comité para as Relações com Países da Comunidade de Estados Independentes.
“Claro que estamos a chamar a atenção a todos os actores, mas a meu ver, temos que nos preparar para que, apesar de qualquer diálogo, o assunto possa evoluir como já sucedia antes. Assim, é óbvio que teremos de intensificar a nossa política em relação à Ucrânia”, destacou o parlamentar. Moscovo promete reforçar  os procedimentos em defesa dos seus interesses nacionais, algo que pode apresentar desafios sérios, o que, segundo especialistas em política e em matéria de segurança, pode ser entendido como um posicionamento militar de prontidão próximo da fronteira com a Ucrânia e demais países da região leste.
Quanto aos motivos da administração Trump para tomar decisão tão controversa, Zatulin afirmou que este é um sintoma de “preguiça em tentar entender o assunto”. “Os funcionários de nível médio nos EUA se norteiam pelo princípio de “quanto pior para a Rússia, melhor”. E os dirigentes mais altos hoje em dia querem se livrar das acusações de “serem agentes do Kremlin”, permitindo a seus funcionários e seus parceiros ucranianos falhas graves”, disse Zalulin. A Marinha russa, em reacção ao anúncio da Ucrânia de acelerar  o processo de adesão à NATO, realizou um teste bem-sucedido do míssil balístico intercontinental Bulava. O teste não passou despercebida pelos países ocidentais, que acompanham atenciosamente a indústria militar russa.
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que a Aliança Atlântica não se vai deixar intimidar perante determinadas posições, sendo que “os contextos devem ser devidamente avaliados para que sejam tomadas as melhores decisões”, sem que isso signifique  o abando dos “nossos parceiros”, como é o caso da Ucrânia.

  Ancara prioriza combate ao terrorismo

A Turquia, que também é parceiro da NATO, disse que não estava interessada em discutir a suspensão das negociações para a adesão à União Europeia, que tomou a decisão devido às reformas constitucionais implementadas no país. 
A posição é do Parlamento Europeu que aprovou, quinta-feira, um relatório com 477 votos a favor. Ancara reagiu de imediato, durante uma reunião com o comissário europeu para o Alargamento, Johannes Hahn, em Istambul.
“Nem sequer vamos ponderar esta questão. Rejeitamos todas as propostas para abandonar as conversações de adesão entre a Turquia e a União Europeia e substituí-las por uma cooperação mais forte nas áreas do contra-terrorismo, migração ou outras”, disse Omer Celik, ministro para os Assuntos Europeus da Turquia. Os eurodeputados consideram que a proposta de alterações à Constituição turca não respeita os critérios de Copenhaga, que definem as condições para a entrada de um país na União.
“Cada vez mais, a Turquia vai receber este tipo de críticas e enfrentar este tipo de pressão, ou seja, a ameaça de suspensão formal das negociações vai ser colocada mais vezes sobre a mesa”, explicou Seda Gurkan, professora de Assuntos Europeus na Universidade Livre de Bruxelas. A Turquia, enquanto parceiro da NATO e candidato á adesão à União Europeia, participou numa série de projectos políticos e militares, no quadro operacional da organização, como a guerra na Líbia e no Iraque, tendo se demarcado nos últimos meses devido a vários processos políticos que puseram em causa o poder do Presidente Recep Erdogan.
Neste momento, Ancara pensa que as negociações para a adesão são menos importantes que assuntos ligados a outros fenómenos políticos e sociais, por isso são os que merecem mais atenção, disse Celik.    

Ataque de radicais na região Sinai mata soldados

8 de Julho, 2017

Um ataque perpetrado ontem contra um posto de controlo do Exército egípcio, na fronteira com a Faixa de Gaza, matou pelo menos 10 militares egípcios e feriu mais de  vinte soldados, informaram responsáveis das Forças Armadas.

As mesmas fontes, que não quiseram ser identificadas, indicaram que o ataque começou quando um carro armadilhado chocou com a barreira do posto de controlo na aldeia de El-Barth a sul de Rafah. Seguiu-se um tiroteio por parte de dezenas de atacantes encapuzados.
Os mortos incluem um alto oficial das forças especiais egípcias e pelo menos 20 outros militares ficaram feridos no ataque.
O atentado contra o posto de controlo de El-Barth não foi reivindicado, segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press.
As Forças Armadas egípcias anunciaram ainda terem abortado outros ataques por parte de combatentes “takfiri” (radical) contra vários postos de controlo a sul da região de Rafah.
No decurso dessa operação, as forças do Exército e a Polícia mataram mais de 40 rebeldes e destruíram seis veículos todo-o-terreno. 
O Egipto tem enfrentado nos últimos anos ataques mortíferos no norte do Sinai, sobretudo por parte de militantes de um grupo ligado ao movimento extremista Estado Islâmico.
Os ataques terroristas intensificaram-se desde o derrube do Presidente islamita Mohamed Mursi num golpe de Estado militar em Julho de 2013.
Desde então, os actos terroristas multiplicaram-se não só no Sinai e, geralmente, os alvos são membros das forças de segurança, ainda que recentemente os cristãos coptos tenham sido alvo de quatro sangrentos atentados, reivindicados todos eles pelo Estado Islâmico.
As Forças Armadas egípcias anunciaram que, apesar dos ataques, não vai baixar a guarda e prometeram travar as acções dos rebeldes vinculados ao Estado Islâmico.

Cólera causa milhares de vítimas humanas

8 de Julho, 2017

O coordenador dos assuntos humanitários da ONU para o Iémen, Jamie McGoldrick, alertou ontem que as organizações humanitárias não conseguem fazer frente ao surto de cólera, que já matou mais de 1.600 pessoas desde finais de Abril.

O representante das Nações Unidas disse que conter a epidemia “está fora do alcance e da capacidade” tanto dos organismos internacionais como do sistema de saúde do país.
A epidemia de cólera estendeu-se a 21 das 22 províncias do país, tendo causado 1.657 mortos, acrescentou o responsável.
O número de pessoas que podem ter contraído o vírus da cólera, uma infecção intestinal aguda causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada, pode ter chegado aos 284 mil, disse Jamie McGoldrick, que aponta os menores de 15 anos a representarem  cerca de 40 por cento dos casos suspeitos da doença.
“O sistema de saúde está muito afectado pelo conflito, com 45 por cento das instalações sem capacidade operatória, e aquelas que estão a funcionar fazem-no a um nível muito baixo”, concluiu o representante das Nações Unidas no país.
Os iemenitas enfrentam uma tripla ameaça do conflito armado, da crise económica e da fome, a que se juntou a da cólera.
A Organização Mundial da Saúde lançou, recentemente, um apelo humanitário para salvar milhares de crianças vítimas da cólera, apesar das dificuldades encontradas pelas agências para fazer chegar aos necessitados os poucas meios.

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