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quarta, 28 junho 2017 13:02

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 28.06.2017

 

FMI aponta corrupção e evasão fiscal como grandes desafios da economia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/06/2017 22:41:26

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse ontem (22), em Valência, na Espanha, que a corrupção, evasão fiscal, financiamento do terrorismo e a exclusão financeira são os grandes desafios da economia global.

Em um discurso inaugural diante do plenário do Grupo de Ação Financeira contra lavagem de dinheiro, ela pediu para "intensificar a luta contra a corrupção e evasão fiscal". Na sua opinião, o efeito dominó que provoca a falta de pagamento de impostos é um fator importante para um "descontentamento popular e instabilidade econômica".

A evasão fiscal, lembrou, faz com que "aumente a dívida pública e diminua o investimento em educação, saúde e outros serviços públicos. Significa mais desigualdade, já que os mais vulneráveis são os mais afetados pela forte queda das despesas sociais".

Christine Lagarde anunciou que o FMI publicará um relatório sobre o impacto da corrupção no crescimento econômico e elogiou o trabalho do Grupo de Ação Financeira, presidido pelo espanhol Juan Manuel Vega-Serrano, a favor da transparência.

Sociedades opacas

Neste sentido, lembrou Lagarde, revelações como Panama Papers, sobre o complexo sistema de sociedades opacas para ocultar capitais, demonstram a importância de apoiar este trabalho.

A diretora do FMI também fez apelou para "afogar os fluxos financeiros" que alimentam o terrorismo no mundo e pediu um maior trabalho de capacitação e o entendimento de novas tecnologias financeiras, como as moedas virtuais.

Neste sentido, lembrou que o chamado fintech (nova tecnologia financeira) é uma "faca de dois gumes", que pode ser utilizada por redes terroristas, mas também pode ajudar na linha de defesa contra elas.

Outro ponto destacado por Lagarde foi a necessidade de evitar a exclusão de pessoas em países em desenvolvimento do sistema bancário, pedindo melhores estruturas reguladoras.

 

Donald Trump rompe tradição e não realiza jantar do fim do ramadã

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27/06/2017 18:04:18

O presidente Donald Trump, pôs fim a uma tradição de quase 20 anos e não realizou na Casa Branca o habitual jantar de “iftar”, com representantes da comunidade muçulmana, que marca o fim do ramadã, prática religiosa islâmica na qual os fiéis praticam jejum.  

Iftar é o nome dado à refeição ingerida durante a noite com a qual se quebra o jejum diário durante o mês islâmico do Ramadã. O “jantar de iftar” da Casa Branca é uma tradição vinha sendo mantida anualmente pelos presidentes americanos desde 1999, com Bill Clinton.

O ramadã, que cai no nono mês do calendário islâmico, este ano começou em 27 de maio e terminou ao pôr do sol no último sábado, que é quando os muçulmanos de todo o mundo realizam o Eid al-Fitr, a “festa da ruptura do jejum”.

Ao invés da comemoração na Casa Branca, este ano o governo dos EUA se limitou a emitir um comunicado no qual Trump expressou sua “calorosa felicitação” pela celebração.

“Os muçulmanos nos Estados Unidos se uniram aos de todo o mundo durante o mês sagrado do ramadã para se concentrar em atos de fé e caridade. Agora, quando festejam a Eid com seus familiares e amigos, continuam a tradição de ajudar os vizinhos e compartilhar o pão com pessoas de todas as classes sociais”, ressaltou a nota.

 

Ciberataques mostram que cooperação internacional é necessária, diz Rússia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/06/2017 10:17:00

Os ataques cibernéticos que afetaram governos e empresas na Europa e em outras partes do mundo ontem mostram que é necessária uma maior cooperação internacional contra esse tipo de crime, afirmou hoje o governo da Rússia.

Os ataques "mostram novamente a tese da Rússia de que tal ameaça pede a cooperação em um nível global", afirmou o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov.

A Ucrânia e a Rússia foram os países mais atingidos ontem pelos ataques de ontem. Nos Estados Unidos, o Malware afetou companhias como a farmacêutica Merck e a fabricante de alimentos Mondelez.

"Nenhum país pode conter eficientemente ciberataques de forma isolada", disse Peskov. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 28.06.2017

 

Contagem de mortos na Grenfell Tower pode durar até 2018

A Polícia tem tido dificuldades para encontrar os corpos

Agência ANSA

A Polícia Metropolitana de Londres informou nesta quarta-feira (28) que o número total de mortos no incêndio na Grenfell Tower, ocorrido em 14 de junho, não deve ser conhecido antes de 2018.

Segundo a Scotland Yard, ainda não é possível fornecer um balanço definitivo devido à dificuldade para encontrar e identificar os corpos. Atualmente, a Polícia fala oficialmente em "cerca de 80 vítimas".

Em entrevista coletiva, a superintendente Fiona McCormack, responsável pelas investigações, disse que a maioria das pessoas mortas estava em 23 dos 129 apartamentos do edifício residencial, entre o 11º e o 23º andar - a torre tinha 24.

Para fazer a estimativa de 80 vítimas, a Polícia contatou moradores de 106 apartamentos da Grenfell Tower, que forneceram uma ideia sobre a quantidade de desaparecidos. A entrevista de McCormack foi concedida após acusações de que as autoridades estavam escondendo o número de mortos para encobrir o custo humano da tragédia.

A Polícia Metropolitana de Londres diz que o incêndio foi causado por um curto-circuito em um freezer e que as chamas se espalharam graças a um revestimento de material inflamável instalado na fachada do prédio.

Trump aceita convite de Macron e marca visita a França para julho

Agência ANSA

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou o convite de seu homólogo francês, Emmanuel Macron, e vai para a França no dia 14 de julho, quando os franceses fazem a tradicional celebração pela Queda da Bastilha.    

"Presidente Trump quer reafirmar os fortes laços de amizade entre Estados Unidos e França, celebrando esse dia importante para o povo francês, e para comemorar o 100º aniversário da entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial", informou em nota a Casa Branca nesta quarta-feira (14).    

Ainda segundo Washington, os dois líderes mundiais vão reforçar a "cooperação forte de contraterrorismo" e debaterão a "parceria econômica", além de "problemas que causam preocupação mútua". A notícia também foi confirmada pelo Palácio do Eliseu.    

Trump e Macron têm posturas opostas na maior parte das questões políticas atuais e o francês chegou a ser apontado como o "anti-Trump", por seu discurso de união entre os europeus durante a campanha eleitoral que culminou com sua eleição à Presidência.    

Além de marcar a tradicional festa pela Queda da Bastilha, as celebrações deste ano devem lembrar das 86 vítimas que morreram em um atentado terrorista ocorrido em Nice, no ano passado, em ato reivindicado pelo Estado Islâmico (EI). 

De Palermo a Recife, italianos cruzam oceano em bote inflável

Os dois aventureiros fizeram travessia em 25 dias de navegação

Agência ANSA

 

Um marinheiro experiente e seu copiloto aventureiro, 25 dias de navegação, 4.400 milhas náuticas, um barco inflável de borracha e muito entusiasmo e dedicação. Esses são alguns dos ingredientes da inédita travessia de dois italianos que partiram de Palermo e chegaram ao Recife quase dois meses depois.

A dupla, formada por Sergio Davì e Alessio Bellavista, começou sua viagem no dia 29 de abril da Marina Arenella, na cidade siciliana, e atracou no Cabanga Iate Clube de Pernambuco no último dia 17. Com alguns dias de pausa durante o caminho, os italianos passaram por Sardenha, Mallorca, Cartagena, Gibraltar (Espanha), Casablanca, Agadir (Marrocos), Lanzerote, Gran Canária (Ilhas Canárias), Cabo Verde, Fernando de Noronha e Natal antes de chegarem à sua destinação final. Chamada de "o sonho atlântico de Sergio Davi" pelo próprio capitão, a viagem acabou atraindo a atenção dos brasileiros e de pessoas de todas as nacionalidades por ter sido realizada em um tipo de embarcação incomum para travessias tão longas como essa: um barco inflável modelo Master 966 de 10 metros de comprimento e dois motores de popa de quatro cilindros. Segundo Davì, a travessia do Oceano Atlântico foi organizada por ele com o objetivo de promover o "turismo ecossustentável" e a "preservação ambiental" e repetindo parte do itinerário do navegador florentino Americo Vespúcio, que deu nome ao continente americano.

Além disso, a ideia da aventura surgiu depois do italiano ter realizado outras viagens menores com barcos parecidos, como a de 2010 de Palermo a Amsterdã, na Holanda, e a de 2012 da capital siciliana a Cabo Verde. Assim, com um pouco mais de preparo e experiência, o italiano decidiu em 2015 desafiar as águas agitadas que separam a Europa das Américas. No entanto, a primeira tentativa acabou não dando certo devido a um pequeno incêndio sofrido no "gommone" (tipo de barco inflável) na ilha de Lanzerote, o que fez com que a viagem tivesse que ser adiada e remanejada do princípio. Mesmo usando outra embarcação e mudando parte da rota, a travessia continuou tendo como última etapa o Brasil.

"Inicialmente, [o Brasil foi escolhido] porque a distância oceânica é a menor. Entre Cabo Verde e Fernando de Noronha o caminho é o mais rápido. Mais rápido é um modo de dizer, porque ele pede vários quilômetros [de viagem], muitas milhas", explicou Davì. O piloto disse, no entanto, que depois de chegar na nação, que havia sido escolhida "por acaso", acabou se tornando "uma escolha por amor". Para o italiano, que disse ter amado sua estadia em território brasileiro, o que mais lhe chamou a atenção no país foram as pessoas e as belas vistas. "As pessoas são muito carinhosas [no Brasil]. E quando chegamos a Fernando de Noronha [vimos] que a ilha é um paraíso, muito bonita. O país é repleto de contradições, mas apenas elas fazem a nação ser tão impressionante", comentou Davi.

O marinheiro também afirmou que apreciou a gastronomia nacional e que achou o açaí "muito bom". "Na realidade, eu comia dois ou três por dia, de manhã, de tarde e depois da janta", contou.

Ainda sobre hábitos culinários, Davi disse quando estavam navegando ele e Bellavista, que foi fundamental durante todo o trajeto, geralmente tinham uma alimentação bem distinta, composta principalmente por alimentos perecíveis e "comidas prontas e embaladas, como feijão em caixa, pães como os de forma, muita fruta seca e também alguns biscoitos". Já para dormir na embarcação, o piloto comentou que "não era muito fácil". "Tínhamos uma pequena cabine, mas na realidade dormíamos com um travesseiro que tínhamos na parte de fora, porque durante a navegação noturna não era possível dormir na cabine", explicou o italiano. 

Davi também falou sobre as emoções e perigos da viagem. Para ele, o momento mais emocionante de toda travessia foi "ver de longe a ilha de Fernando de Noronha porque já era território brasileiro". E as etapas mais perigosas foram, segundo ele, "aquelas oceânicas - ou seja, da Gran Canária a Cabo Verde e de Cabo Verde a Fernando de Noronha - e as duas etapas até Recife - de Fernando de Noronha a Natal e depois de Natal a Recife - por causa do mar agitado".

Agora, já de volta à Itália, Davi também comentou que, para a organização de todo o projeto foi "necessário um mínimo de 50 ou 60 milhões de euros, sem contar o barco" e que o "gommone" usado dele já tem um destino certo. "O barco será exposto em vários salões náuticos, como o Salão Náutico de Gênova [na Itália], e depois muito provavelmente será vendido", concluiu o italiano.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 28.06.2017

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Europa e Canadá aumentam 4,3% gastos com defesa da NATO

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Orçamento de defesa sobe pelo terceiro ano consecutivo e a tendência vai manter-se, diz secretário-geral da NATO

Os estados membros europeus e o Canadá vão contribuir mais 4,3% para o orçamento de defesa da NATO de 2017. O orçamento para a defesa volta a subir pelo terceiro ano consecutivo, após ter sofrido cortes até 2014.

Desde 2015, o Canadá e os membros europeus da NATO gastaram quase mais 46 mil milhões de dólares em defesa, cerca de 41 mil milhões de euros.

"Para mantermos as nossas nações seguras, temos de continuar a aumentar os gastos na defesa e a dividir mais justamente os encargos pelo membros da nossa aliança", disse esta quarta-feira Jens Stoltenberg, secretário-geral da Nato.

No Twitter, Stoltenberg mostrou o aumento dos gastos dos aliados europeus e do Canadá e disse que se vai manter esta tendência.

"Os aliados europeus deverão investir a partir de agora na sua própria defesa, não para agradar aos Estados Unidos mas porque é do seu interesse próprio", disse Stoltenberg, em conferência de imprensa, em Bruxelas

Os ministros da defesa dos membros da NATO vão reunir-se esta quinta-feira em Bruxelas para discutir um aumento nas despesas de segurança, algo que os Estados Unidos têm defendido. A administração de Donald Trump tem criticado os membros da NATO por não contribuírem o suficiente para a defesa da aliança.

"Após anos de declínio, em 2015 vimos um aumento real de gastos na defesa entre os aliados europeus e o Canadá. Este ano prevemos um aumento ainda maior de 4,3%", continuou Stoltenberg numa conferência de imprensa, segundo a Reuters.

Papa considera "repugnante" que terroristas suicidas sejam chamados mártires

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O papa Francisco afirmou hoje ser "repugnante" que os terroristas suicidas possam ser considerados mártires, argumentando que esse tipo de atos "em nada se aproxima do comportamento dos filhos de Deus".

"É repugnante para os cristãos a ideia de que os terroristas suicidas possam ser considerados mártires. Não são mártires", frisou Francisco, ao falar na tradicional audiência geral que mantém com os fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Mais tarde, e já numa mensagem dirigida aos fiéis em castelhano, Francisco defendeu que os mártires não vivem para eles próprios nem combatem para afirmar as ideias, aceitando morrer apenas por "fidelidade ao Evangelho".

"Por isso, não se pode utilizar a palavra 'mártir' para nos referirmos aos que comentem atentados suicidas, porque a conduta nada tem a ver com a manifestação de amor a Deus e ao próximo", sustentou.

O papa de origem argentina evocou os mártires do passado e os atuais, que, no seu entender, "são mais do que nos primeiros tempos do Cristianismo", recordando que as histórias a eles associadas "surpreendem pela forma forte e determinada como enfrentaram a prova" da morte pela fé.

"Os cristãos amam, mas nem sempre são amados, porque são homens e mulheres que vão contra a corrente", referiu, relembrando a frase de Jesus Cristo, incluída no Evangelho de Mateus: "Sereis odiados por todos por causa do meu nome".

"É normal, já que o mundo está marcado pelo pecado, que se manifesta de várias formas de egoísmo e de injustiça. Quem segue Cristo caminha na direção contrária, não por um espírito polémico, mas por fidelidade à lógica do Reino de Deus", defendeu.

Face a este cenário, prosseguiu Francisco, "a verdadeira derrota" para o cristão é "cair na tentação da vingança ou da violência, respondendo ao mal com o próprio mal".

"Os cristãos devem estar sempre na outra vertente do Mundo eleita por Deus, não como perseguidores, mas como perseguidos, não como arrogantes, mas como tranquilos, não como vendedores de fumo mas sim subjugados à verdade, não como impostores mas como honestos", terminou Francisco.

Detidos seis alegados membros de célula do Estado Islâmico

 

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Detenções aconteceram em Espanha, Reino Unido e Alemanha

Seis presumíveis membros de uma célula do grupo extremista Estado Islâmico (EI) foram detidos hoje em Espanha, Alemanha e Reino Unido, anunciou hoje o Ministério do Interior espanhol.

Em comunicado, o ministério indicou que a célula tinha ramificações internacionais e elaborava e difundia material audiovisual radical, e organizava reuniões semanais clandestinas para determinar a vontade de jovens que se identificavam com os seus ideais e conseguir que viajassem para zonas de conflito.

Os detidos -- quatro em Palma de Maiorca (Espanha), que seria a sede da célula, um na Alemanha e outro no Reino Unido -- justificavam e enalteciam a 'jihad' violenta, apoiando publicamente atos suicidas semelhantes aos perpetrados na Europa.

A investigação foi iniciada em 2015, quando foram detetados, numa página na Internet, uma série de vídeos que mostravam o processo de doutrinamento, recrutamento e viagem para a Síria de um jovem muçulmano residente em Espanha.

Como promotor das filmagens foi identificado um imã salafista, detido agora no Reino Unido e investigado por vários países europeus, escreveu a agência noticiosa espanhola Efe.

Este homem tinha viajado naquela altura para Palma de Maiorca e começou a dinamizar um grupo, formado pelos outros detidos, para exercer funções de captação, doutrinamento e radicalização a favor do Daesh (acrónimo em árabe de Estado Islâmico), tendo-se convertido desde então no líder espiritual.

O predicador salafista, cujo discurso público era conhecido pelos serviços secretos e policiais europeus, dedicou-se, numa vertente mais privada, ao recrutamento de combatentes e angariação de fundos para a Síria.

As medidas de segurança que adotava e as constantes mudanças de residência dificultavam a detenção.

O homem detido na Alemanha tinha também como referente espiritual e ideológico o imã salafista, além de que mantinha contacto direto com os restantes suspeitos e participou nos vídeos propagandísticos elaborados pelo grupo, segundo a Efe.

Tanto na Alemanha como no Reino Unido foram reaizadas ainda buscas relacionadas com esta operação antiterrorista a pedido das autoridades espanholas.

Três polícias acusados de encobrir assassínio de adolescente negro

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Três agentes da polícia de Chicago foram acusados de mentir e conspirar para encobrir o assassínio em 2014 de um adolescente negro, alvejado 16 vezes por um polícia branco.

A acusação, divulgada na terça-feira ao final do dia, alega que um atual e dois ex-polícias mentiram sobre os acontecimentos de 20 de outubro de 2014, quando o agente Jason Van Dyke, 37 anos, matou Laquan McDonald, de 17.

A versão dos polícias prevaleceu até ser divulgado, em 2015, o vídeo filmado pela câmara de bordo do carro patrulha, no qual se vê o adolescente cair no chão depois de ter sido alvejado, aparentemente incapacitado, e o agente a continuar a disparar tiro atrás de tiro sobre o seu corpo.

Van Dyke foi então acusado de homicídio qualificado e aguarda julgamento.

A acusação aos três polícias alega ainda que os agentes mentiram quando afirmaram que o jovem ignorou ordens verbais e que um deles mentiu num relatório em que afirmou que os outros dois foram atacados pelo adolescente.

"Os conspiradores criaram relatórios policiais nas primeiras e decisivas horas e dias após o homicídio de Laquan McDonald que continham informação falsa", lê-se na acusação.

Os três polícias são acusados de obstrução à justiça, desvio de conduta e conspiração.

Patricia Brown Holmes, nomeada em julho procuradora especial para investigar os agentes que assistiram ao incidente, afirmou num comunicado que os três polícias acusados -- David March, Joseph Walsh e Thomas Gaffney -- "coordenaram as suas ações para se protegerem mutuamente e a outros membros do Departamento de Polícia de Chicago".

Entre outras ações, os três submeteram relatórios falsos, ignoraram provas em contrário e não entrevistaram testemunhas chave.

"A acusação deixa claro que estes arguidos foram mais longe do que o chamado 'código de silêncio'", acrescentou, precisando que eles "mentiram para impedir investigadores independentes de chegar à verdade".

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 28.06.2017

 

 

Quase 100 mil civis estão retidos em Raqa

A ONU estima que quase 100 mil civis estejam retidos em Raqa, principal bastião do grupo extremista Estado Islâmico na Síria cercado pelo grupo armado Forças Democráticas da Síria.

"Com a intensificação dos ataques aéreos e dos combates no solo, o número de vítimas civis aumenta e as vias de fuga fecham-se umas atrás das outras", afirmou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos num comunicado.

Dados recolhidos pelo Alto Comissariado indicam por outro lado que "pelo menos 173 civis, numa estimativa prudente, foram mortos em combates desde 1 de junho", lê-se num comunicado.

As Forças Democráticas da Síria, uma aliança de milícias curdas e árabes, lançaram uma ofensiva para tomar Raqa aos jiadistas no princípio de junho.

Situada no norte da Síria junto ao rio Eufrates, Raqa foi proclamada há três anos "capital" do "califado" reclamado pelo Estado Islâmico em partes do território sírio e iraquiano.

Antes da guerra, a cidade contava cerca de 300.000 habitantes, na maioria árabes sunitas, mas também cristãos arménios e curdos.

"Os bombardeamentos das últimas três semanas contra Raqa deixaram os civis num estado de terror e confusão quanto à possibilidade de encontrar refúgio entre as atrocidades cometidas pelo Daesh [o Estado Islâmico] e os combates acesos para os derrotar", afirmou o Alto-Comissário, Zeid Ra'ad Al Hussein, citado no texto.

Al Hussein apelou às partes em conflito que apliquem medidas que criem rotas de fuga seguras para os civis.

Centenas de polícias protestam em Lisboa contra o Governo

Centenas de polícias iniciaram esta quarta-feira, cerca das 19 horas, nos Restauradores, em Lisboa, uma manifestação nacional de protesto contra o Governo, que vai culminar no Ministério da Administração Interna, no Terreiro do Paço.

Empunhando faixas de protesto e liderados por dirigentes associativos, os polícias manifestam-se contra a falta de respostas do Governo às suas principais reivindicações e expressam indignação pela forma como estão a ser tratados.

A manifestação, que conta com polícias de todo o país, foi inicialmente marcada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), mas inclui também a participação do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP), Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) e Sindicato da Carreira de Chefes.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que o protesto conta com polícias de todo o país, incluindo o transporte de polícias da região norte em 15 autocarros.

Paulo Rodrigues adiantou que a manifestação nacional dos polícias realiza-se após a ASPP/PSP ter entregado, em abril, um documento ao primeiro-ministro com as principais reivindicações e, até ao momento, não ter recebido qualquer resposta.

Entre as principais reivindicações estão o cumprimento na totalidade do estatuto profissional da PSP, a demora na conclusão dos concursos de promoção e no desbloqueamento dos índices remuneratórios, além da falta de aprovação do subsídio de risco.

Os polícias exigem também novas admissões na Polícia de Segurança Pública e promoções regulares, bem como a publicação da lista das passagens à pré-aposentação com a devida antecedência e o fim da taxa de sustentabilidade para os aposentados.

A manifestação termina com a entrega de um documento com as principais reivindicações no Ministério da Administração Interna.

 

Pelo menos 200 mil pessoas vivem em cubículos em Hong Kong

Pelo menos 200 mil pessoas vivem em habitações inadequadas em Hong Kong, em frações subdivididas de variadas formas, em cubículos ou gaiolas, muitas com condições precárias que constituem um "insulto à dignidade humana", na descrição da ONU.

Segundo dados oficiais, 199.900 pessoas viviam em 88.800 "frações subdivididas" em Hong Kong, um número que tem vindo a aumentar de ano para ano, como consequência pelos elevados preços praticados no mercado imobiliário na antiga colónia britânica, um dos territórios mais densamente povoados do mundo.

Este número -- que figura do mais recente relatório sobre as condições de habitação nas designadas "unidades subdivididas" elaborado pelo Departamento de Estatísticas e Censos -- reporta a 2015 e está "subestimado", na perspetiva de organizações não-governamentais, como a Society for Community Organization (SoCO).

Mais de metade das unidades subdivididas localiza-se em Kowloon, da qual faz parte Sham Shui Po, o bairro mais pobre de Hong Kong, onde a galeria da SoCO mantém nas paredes uma exposição de fotografia "Trapped" ("Encurralados"), que correu a cidade no ano passado, mostrando as miseráveis condições em que muitos vivem na Região Administrativa Especial Chinesa.

Gordon Chick, assistente social da SoCO, faz uma visita guiada à agência Lusa pelas imagens captadas por Benny Lam, descrevendo as histórias e as categorias em que se encaixam as precárias casas na perspetiva de quem trabalha no terreno.

Viver numa gaiola, em tudo idêntica à de um animal, não é a mesma coisa que viver num cubículo, com um quarto próprio e uma porta como um garante de privacidade, embora em ambos os casos os inquilinos tenham de partilhar a casa de banho, realça.

Apesar de hoje em dia haver menos gaiolas com as tradicionais grades de ferro, empilhadas umas sobre as outras, existem outros compartimentos de moldes semelhantes e igualmente ínfimos e desumanos, envoltos em paredes metálicas ou de madeira, como as chamadas "casas-caixão" onde -- como o nome indica -- cabe pouco mais do que um corpo humano.

Famílias com crianças, por exemplo, habitam frequentemente numa área comum que é sala e quarto ao mesmo tempo, com apenas uma divisória, que pode até ser uma cortina, a separar cozinha e casa de banho, muitas vezes juntas num único espaço.

A área, a partilha de casa de banho ou o número de ocupantes de uma unidade ajudam a 'classificar' o tipo de habitação.

A realidade ultrapassa cenários pré-definidos. Gordon Chick descreve a imagem de um homem que descobriu no patamar das escadas de um edifício: "Ele pagava uma renda de 600 dólares de Hong Kong [68,4 euros] para ocupar aquele espaço. Como é que uma pessoa vive ali e ainda tem de pagar?".

As próprias condições de habitabilidade têm-se agravado. "Há espaços em que o ar condicionado serve toda a fração e, em alguns casos, [os senhorios] definem o tempo, ou seja, a hora a que se liga e desliga", exemplifica.

De fora das estatísticas oficiais ficam os prédios industriais e utilizados à revelia da lei para fins residenciais, escolhidos pelos inquilinos principalmente por "três razões": o tamanho (maior), a renda (normalmente mais acessível) e o elevador, um fator atrativo para idosos, explica Gordon Chick.

Também excluídos das contas são os que ocupam infraestruturas ilegais ou coberturas de edifícios sob barracas improvisadas.

Gordon Chick vê o problema da habitação em Hong Kong por um prisma de "três dimensões", todas em constante crescimento: os preços do mercado imobiliário, as pessoas que vivem em habitação inadequada e o número de candidatos à habitação pública (mais de 280 mil).

"A situação tem piorado", avalia.

Em 2016 e pelo sétimo ano consecutivo, Hong Kong foi a metrópole com a habitação menos acessível do mundo, batendo mais de 400 cidades, de acordo com o mais recente estudo da consultora Demographia.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 28.06.2017

 

Temer denunciado por corrupção

28 de Junho, 2017

O procurador-geral do Brasil apresentou na noite de segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal uma denúncia contra o Presidente Michel Temer e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) pelo crime de corrupção passiva.

Michel Temer é o primeiro Presidente brasileiro no cargo a ser denunciado por um crime comum.
O processo só é instaurado se dois terços da Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar), ou seja, 342 dos 513 parlamentares daquela casa, aceitarem a abertura do processo e a maioria dos onze juízes do Supremo Tribunal Federal votarem favoravelmente a denúncia.
A acusação enviada ao Supremo Tribunal Federal baseia-se em investigações iniciadas em Maio a partir das denúncias dos executivos da empresa JBS, que firmaram um acordo com os investigadores da Operação Lava Jato para denunciar crimes cometidos em nome da companhia em troca de perdão judicial. Na denúncia, o procurador diz que “entre os meses de Março a Abril de 2017, com vontade livre e consciente, o Presidente da República, Michel Miguel Temer Lulia, valendo-se da sua condição de chefe do poder executivo e liderança política nacional, recebeu para si, em unidade de desígnios e por intermédio de Rodrigo Santos Da Rocha Loures, vantagem indevida de 500 mil reais (135,6 mil euros)”. “[O suborno] foi feito por Joesley Mendonça Batista, presidente da sociedade empresária J&F Investimentos [holding que controla a JBS] e o pagamento foi realizado pelo executivo da J&F Ricardo Saud”, lê-se na denúncia.
Executivos da JBS que colaboram com a Justiça brasileira disseram em depoimento que o Presidente brasileiro e os seus principais aliados políticos receberam suborno da companhia em troca de favores junto a órgãos públicos. Michel Temer foi alegadamente gravado numa conversa comprometedora para entrega de subornos por um dos donos da JBS, o empresário Joesley Batista, na qual ele supostamente autoriza o pagamento para o antigo deputado Eduardo Cunha, político que está preso desde o ano passado por envolvimentos nos crimes de corrupção cometidos na estatal petrolífera Petrobras.
Já Rodrigo Rocha Loures foi gravado pela Polícia federal ao receber uma mala de dinheiro com os 500 mil reais citados na denúncia, que foram entregues pela JBS. 
O político brasileiro perdeu o cargo de deputado, que ocupava na condição de interino, e actualmente está preso.
O Procurador-Geral da República do Brasil também destacou na acusação que o Presidente Michel Temer e o antigo deputado aceitaram, em “comunhão de esforços” e “unidade de desígnios, com vontade livre e consciente” promessa de “vantagem indevida no montante de 38 milhões de reais (10,3 milhões de euros)”. 
O dinheiro foi prometido pelo empresário brasileiro  Joesley Batista a Rodrigo Rocha Loures em troca de uma decisão favorável à sua empresa junto ao Conselho Administrativo de Defesa Económica (Cade) numa disputa contra a Petrobras sobre comercialização de gás. 

Luta pela sobrevivência


Michel Temer sempre ocupou os bastidores do poder, até derrubar Dilma Rousseff da Presidência do Brasil há pouco mais de um ano. Desde então, nada saiu como esse estrategista veterano calculou, e sua luta pela sobrevivência política tem sido constante. O último revés a Michel Temer veio quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o denunciou formalmente por corrupção, deixando-o à beira do abismo.
O seu governo está na corda bamba desde que o jornal “O Globo”

revelou, em 17 de Maio, uma comprometedora gravação de uma conversa com o empresário Joesley Batista em que parece dar seu aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.  Milhares de brasileiros têm saído às ruas para reivindicar sua saída enquanto cerca de vinte pedidos de impeachment se somam no Congresso. 
O PSDB, crucial para que Temer consiga governar, já cogita o fim da aliança.
Temer conseguiu ganhar tempo e sobreviveu ao julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, que decidiu por uma apertada maioria não anular a sua candidatura nas eleições de 2014. 
Entretanto, ainda há muitas frentes abertas.

Lula da Silva


O antigo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial do Brasil em 2018 com 29 a 30 por cento da preferência dos eleitores, segundo uma pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Datafolha. A sondagem indica que a ambientalista Marina Silva,juntamente com o deputado federal de extrema-direita Jair Bolsonaro, disputam o segundo lugar na preferência dos eleitores, oscilando entre 13 e 15 por cento nos cenários em que Lula da Silva é citado.
Outro nome que aparece na pesquisa é o do antigo presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que recolhe 10 a 11 por cento das preferências.
Se Lula da Silva não se candidatar para as presidenciais de 2018, Marina lidera o cenário, com 22 por cento. Bolsonaro aparece em seguida, com 16 por cento, antes de Joaquim Barbosa, com 12 ou 13 por cento.
Apesar de ter declarado publicamente que está pronto para concorrer, a participação de Lula da Silva no escrutínio não é certa porque ele é arguido em diversos processos da Lava Jacto, uma operação policial que investiga crimes de corrupção cometidos na Petrobras e noutros órgãos públicos do Brasil.

Imprensa internacional


A denúncia por corrupção passiva da Procuradoria Geral brasileira contra o Presidente brasileiro Michel Temer ganhou ontem destaque nos jornais internacionais.   
O francês “Le Monde” destacou ontem que, horas antes da denúncia, “Michel Temer parecia falar à justiça” ao fazer um discurso em que afirmava que “nada nos destruirá.”   
“Segunda-feira, 26 de junho, o Presidente entrou na história do Brasil como o primeiro Chefe de Estado em exercício a ser denunciado por um crime comum. Uma vergonha que pode causar a sua destituição menos de um ano depois da sua antecessora, a antiga Presidente Dilma Rousseff”, escreve o jornal.   
O italiano “La Repubblica” destacou que o ‘peemedebista’ Michel Temer foi “formalmente acusado de corrupção.” “Absolvido há apenas duas semanas da acusação de  receber contribuições ilegais durante a campanha eleitoral de 2014, quando se candidatou com Dilma Rousseff para guiar o país, ele foi formalmente acusado de corrupção passiva, com o agravante das suas funções de 'Presidente da República’.”   
Já o jornal “The Guardian” explicou aos leitores britânicos o caso em que o presidente é acusado e a delação feita por Joesley Batista, dono da JBS, e afirmou que esse é um “duro golpe para um líder impopular e para a estabilidade política do maior país da América Latina”.

Presidente admite eleições se persistir a crise política

28 de Junho, 2017

Depois de nomear cinco Governos e exonerar quatro primeiros-ministros em pouco menos de dois anos, e de um impasse institucional que desde então impede a aprovação de um programa de Governo pelo Parlamento, o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, admitiu pela primeira vez convocar eleições “caso não seja encontrada uma solução para crise política em que o país vive”.


Ao discursar durante um encontro com líderes muçulmanos, por ocasião do Ramadão, José Mário Vaz salientou a necessidade de haver união devido aos desafios que o país vai enfrentar nos próximos 90 dias, entre os quais a saída em Outubro da força de interposição da CEDEAO, a Ecomib.
Outro desafio, para o Presidente guineense, é alcançar um entendimento e encontrar uma solução para o Governo. “Peço entendimento entre os partidos, sobretudo PAIGC, PRS e Grupo dos 15. Se não há entendimento entre eles é impossível o programa do Governo e o Orçamento Geral de Estado serem aprovados”, disse.
José Mário Vaz acrescentou que se não houver entendimento “vai devolver o poder ao seu dono, que é o povo”.
“Se não conseguirmos chegar a uma solução entre nós, eu, como Presidente da República, devolvo o poder ao seu dono e o dono do poder é o povo. Devolvo o poder ao povo da Guiné-Bissau para escolher quem devem escolher”, disse o Presidente guineense, para acrescentar: “Estamos aqui porque nos escolheram e se há problemas temos de devolver o poder ao povo para que decida sobre ele, porque não podemos continuar com a situação que temos na nossa terra.” 
O Presidente esclareceu que há dinheiro para convocar eleições antecipadas: “Há já uma coisa que vos quero garantir. O facto de não irmos a eleições por não haver dinheiro tem de acabar na Guiné-Bissau. A Guiné-Bissau é um país soberano.” 
José Mário Vaz informou estar determinado em ajudar o país e o povo, mas sublinhou que o único caminho para a Guiné-Bissau ser respeitada e ganhar a sua soberania “é com trabalho, pedindo às pessoas para se empenharem mais nos sectores agrícolas e da pesca”.
O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, afirmou que a ideia de eleições antecipadas agora avançada pelo  Presidente guineense “chega dois anos e meio atrasada”.
O Presidente José Mário Vaz “chega dois anos e meio atrasado e continua a insistir num caminho que não lhe é dado”, declarou o antigo primeiro-ministro guineense, à margem da cerimónia de posse como académico correspondente da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, em Lisboa. Sobre as declarações do chefe de Estado guineense, em que pede unidade aos guineenses e admite, pela primeira vez, convocar eleições caso não seja encontrada uma solução para o impasse político em que o país vive, Domingos Simões Pereira lamentou que “só chegue a esta conclusão agora” e reiterou a necessidade de ser cumprido o Acordo de Conacri, que prevê a formação de um governo consensual com todas as forças políticas com assente no parlamento.
“Este é o primeiro pressuposto da Constituição. Quando o Presidente começou por invocar a existência de uma nova maioria chamou-se-lhe a atenção que o dispositivo constitucional dá-lhe como competência convocar eleições para validar a representatividade. Não o quis fazer”, considerou o líder do PAIGC.
Para o antigo chefe do Governo guineense, José Mário Vaz  “demarca-se, mais uma vez, do Acordo de Conacri e confronta todas as entidades e o próprio povo”.
“Diz que vai devolver a palavra ao povo, mas na verdade está a confrontar o povo, porque recusa a implementação da Constituição e agora também se demarca do Acordo de Conacri”, criticou Domingos Simões Pereira que insistiu: “O Presidente tem de cumprir o Acordo de Conacri. O voto do povo, em democracia, é uma ordem.” 
O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu, na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro, e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). O Acordo de Conacri prevê a formação de um governo consensual com todos os partidos representados no Parlamento.

Ameaça dos EUA à Síria é inaceitável

28 de Junho, 2017

Os avisos da Casa Branca para que o Presidente sírio, Bashar al-Assad, e o seu Exército não conduzam um ataque com armas químicas são inaceitáveis, considerou ontem o Kremlin.

A Casa Branca ameaçou o Presidente da Síria que ele e o seu Exército “pagam um preço alto” se conduzirem um ataque com armas químicas e disse que os EUA “têm motivos para acreditar que tais preparações estão em andamento.”

 

Ameaça dos EUA à Síria é inaceitável

28 de Junho, 2017

Os avisos da Casa Branca para que o Presidente sírio, Bashar al-Assad, e o seu Exército não conduzam um ataque com armas químicas são inaceitáveis, considerou ontem o Kremlin.

A Casa Branca ameaçou o Presidente da Síria que ele e o seu Exército “pagam um preço alto” se conduzirem um ataque com armas químicas e disse que os EUA “têm motivos para acreditar que tais preparações estão em andamento.”

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