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sábado, 24 junho 2017 12:56

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 24.06.2017

 

ONU diz que população mundial chegará a 8,6 bilhões de pessoas

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/06/2017 17:58:27

Novas projeções demográficas da ONU apresentadas quarta-feira (21) mostram que a população mundial chegará a 8,6 bilhões até 2030, um aumento de 1 bilhão de pessoas em 13 anos. A organização fez uma atualização de seus cálculos que confirma as tendências apontadas no último relatório deste tipo, publicado em 2015. As informações são da agência EFE e da ONU News.

As Nações Unidas esperam que a população mundial aumente até aproximadamente 9,8 bilhões pessoas em 2050 e que, para 2100, o mundo tenha quase 11,2 bilhões de habitantes. Os dados constam do relatório Perspectivas da População Mundial: Revisão de 2017, lançado hoje pelo Departamento dos Assuntos Econômicos e Sociais da ONU.

Mais da metade do crescimento populacional entre hoje e 2050 se concentrará em nove países: Índia, Nigéria, República Democrática do Congo, Paquistão, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Uganda e Indonésia.

Entre os dez países mais populosos do mundo, a Nigéria é onde a população cresce a um ritmo mais forte. Atualmente o sétimo país por população, as projeções dizem que a Nigéria superará os EUA como o terceiro país mais populoso antes de 2050.

 

Согласно опубликованному 21 июня сообщению ООН, в 2015 году около 5 процентов населения земли употребляли наркотики в той или иной форме.

Cerca de 5% da população mundial consumiram drogas em 2015, diz ONU

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/06/2017 22:40:03

De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado quarta-feira (21), 5% da população mundial consumiu algum tipo de droga em 2015, o que se traduz em aproximadamente 250 milhões de pessoas, e pelo menos 190 mil morreram neste mesmo ano por causas diretas relacionadas com entorpecentes. As informações são da Agência EFE. 

O Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, divulgado hoje em Viena, mostra especial preocupação pela situação de 29,5 milhões de pessoas que sofrem com transtornos graves pelo consumo de drogas, incluída a toxicodependência, e que são os mais vulneráveis.

Só uma de cada seis pessoas que requer tratamento por estes transtornos recebe assistência, a maioria nos países desenvolvidos, aponta o reporte elaborado pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (UNODC).

O número de consumidores de drogas se mantém estável há cinco anos, mas os responsáveis pelo relatório advertem que o mercado das drogas está se diversificando com o surgimento de novas substâncias mais potentes e perigosas.

"Aumentou a situação de risco para a saúde pela diversificação e a potência de novas substâncias", explicou em uma coletiva de imprensa Angela Me, coordenadora do relatório.

 

Espanha resgata 224 imigrantes e refugiados de cinco barcos no Mediterrâneo

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/06/2017 13:22:00

O serviço de resgate marítimo da Espanha divulgou que realizou o resgate de 224 imigrantes e refugiados de cinco barcos diferentes tentando cruzar o mar Mediterrâneo neste sábado.

Segundo as autoridades, foram resgatados primeiro dois barcos com 66 e 77 pessoas, respectivamente, no Estreito de Gibraltar durante a madrugada. Um terceiro barco com nove imigrantes foi interceptado na metade do dia nas mesmas águas.

Algumas horas depois, um avião português com a agência fronteiriça da União Europeia (Frontex), encontraram mais dois barcos ao leste, levando 35 e 37 pessoas cada um.

De acordo com o serviço de resgate, os imigrantes eram do Norte da África e da região subsaariana. Mais de 1800 refugiados e imigrantes já morreram nas águas do Mediterrâneo este ano tentando chegar na Europa. Fonte: Associated Press.

Emirados Árabes Unidos diz que não quer mudança de regime no Catar

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/06/2017 12:04:00

O ministro de Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, afirmou que os países árabes que estão isolando diplomaticamente o Catar não buscam forçar a deposição da liderança do país, mas estão dispostos a cortar relações, caso não concorde com suas demandas.

Gargash disse a repórteres em Dubai neste sábado que os Emirados Árabes Unidos e seus aliados, a Arábia Saudita, o Egito e o Bahrein, não querem uma "mudança de regime" no Catar, mas uma "mudança de postura".

Os quatro países apresentaram uma lista com 13 demandas ao Catar, através da nação mediadora da crise, o Kuwait, na quinta-feira, dando dez dias para o Catar aceitar os pontos. Em resposta, o país divulgou que está analisando as demandas, que incluem o fechamento da rede de notícias Al-Jazira, o corte de relações com grupos islamitas como a Irmandade Muçulmana e acabar com relações com o Irã. Fonte: Associated Press.

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 24.06.2017

 

Após incêndio, presidente de Portugal ordena aprovação de projetos de prevenção

 

A Assembleia Nacional de Portugal tem até o dia 19 de julho - antes do recesso parlamentar - para aprovar todos os projetos sobre as questões florestais e de prevenção de incêndios, conforme determinação do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A decisão presidencial ocorre após o grave incêndio florestal iniciado no sábado passado (17) na região central do país, provocando 64 mortes e deixando mais de 200 feridos. Os bombeiros conseguiram controlar o último foco das chamas ontem (22) em Góis.

Em março, o Parlamento aprovou a reforma florestal aprovada pelo governo e as propostas de lei sobre cadastro florestal, além de três decretos de autoria do partido Bloco de Esquerda, aprovadas em plenário. Contudo, ficaram 60 dias paradas na Comissão de Agricultura e Mar, onde já deveriam ter sido apreciadas, obrigando a renovação ontem do prazo. Os partidos têm que informar quais entidades desejam ouvir sobre a matéria e aprovar as propostas até 19 de julho.

Os projetos de lei dispõem sobre o cadastro florestal, banco nacional de terras, benefícios fiscais para gestão florestal, regimes jurídicos da arborização e rearborização – que tenta bloquear o plantio do eucalipto - e o sistema de defesa das florestas contra incêndios. Já o Bloco de Esquerda propôs medidas sobre arborização, banco público de terras e a constituição de unidades de gestão florestal, iniciativas que vêm sendo defendidas ao longo dos anos por especialistas e  depois da tragédia foram relembradas por muitos como indispensáveis à prevenção dos incêndios.

Já o professor da Universidade do Minho e Coimbra e um dos autores do estudo Grandes Florestas em Portugal, Luciano Lourenço, acredita que as iniciativas não devem surtir o efeito desejado. Para ele, trata-se apenas de “uma resposta política. "Estão próximos das eleições. Daqui a 15 dias, ninguém vai se lembrar mais de nada e ninguém vai cumprir nada”, adverte.

Para o professor, os dois problemas fundamentais que dificultam a prevenção efetiva dos grandes incêndios florestais são: falta de integração e a atuação de bombeiros voluntários.

Saiba MaisMinistério Público abre investigação sobre causas de incêndio em Portugal

Ele explicou que o fato os bombeiros voluntários - que têm outras profissões e empregos e trabalham voluntariamente apenas no verão -, em geral, não têm conhecimento adequado sobre os terrenos onde ocorrem os desastres e não cuidam das áreas durante o inverno. Lourenço reconhece que os voluntários têm o apoio das comunidades ”e nenhum governo tem coragem de os substituir por uma estrutura nova porque as pessoas não vão aceitar que sejam retirados das suas localidades”.  

Porém, ele defende que atuem de forma diferente. "Está tudo mal equacionado. O combate do verão tem de começar no inverno. No inverno, é preciso fazer as limpezas e, no verão os bombeiros, saberiam onde atacar, mas o governo não acha isso.”

Para Lourenço, teria de haver também uma redução do número de bombeiros voluntários no combate aos incêndios, o que resultaria na elevação do custo para a criação de uma nova estrutura. "O governo não quer enfrentar a oposição das corporações dos bombeiros que sempre dizem que faltam meios para combater os incêndios”, acrescentou.

Para o professor, são levantadas falsas questões para justificar a ocorrência dos grandes incêndios, como a extinção da Guarda Florestal, que foi incorporada â Guarda Nacional Republicana,” porque esses homens foram aproveitados para os mesmos serviços”. Da mesma forma, ele discorda da argumentação de que os minifúndios (pequenas propriedades) agravam o problema pelo descaso dos donos que deixam o mato crescer, nem que a proliferação dos eucaliptos colabore para o agravamento do problema.

“Devo ser o único a achar isso. Portanto, devo estar errado, mas a maior parte do valor florestal é produzido pelas pequenas propriedades. O minifúndio existe porque é produtivo. São as regiões mais ricas do país porque conseguem alimentar uma família inteira. Quanto às áreas baldias, representam apenas 12%, mas não oferecem risco e não podem ser vendidas porque pertencem à comunidade. Quanto aos eucaliptos, o que importa é o que está embaixo deles, pois as árvores são mais difíceis de queimar”.

O professor critica a proposta de que o governo precisa proibir que se plantem árvores perto de rodovias. ”É inevitável. Não há como se proibir isso, as pessoas não vão cumprir. O nosso problema é econômico, a legislação tem que ter base no real”.

Lourenço alerta que grandes incêndios, como o Pedrógão Grande, ocorrerão dentro de alguns anos pos causa das condições climáticas e geográficas do país e o fato de que a mata voltará a crescer de forma desordenada.

Ele informou que apenas 150 mil hectares pertencem às empresas de celuloses e os outros 750 mil hectares a pequenos proprietários ”que não têm a menor condição de limpá-los". "Portanto, na minha opinião, integrar a prevenção com o combate aos incêndios, e pagar pelos serviços de limpezas das florestas, ajudaria muito a enfrentar os fogos, do qual não podemos nos livrar", disse. Ao lado dessas providências, o professor defende que as pessoas que vivem nessas localidades precisam ser orientadas sobre como se protegerem do fogo.

O Ministério Público de Portugal abriu uma investigação para apurar as causas e consequências do incêndio. Contudo, a ministra Constança Urbano de Sousa já adiantou que não vai autorizar a Inspeção Geral da Administração Interna – IGAD- abrir inquérito. Ela observou que as apurações das causas ainda não foram concluídas e que ainda está em curso a operação de combate aos incêndios. No Parlamento, o partido PSD pediu a criação de uma comissão técnica de peritos independentes. Todos os demais partidos apoiaram a iniciativa, menos o Partido Comunista. Já o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, declarou à imprensa que a o incêndio pode ter sido provocado por “mão criminosa". 

Homem que atacou mesquita em Londres é denunciado por terrorismo

Britânico Darren Osborne matou uma pessoa e feriu outras onze

Agência ANSA

 

Darren Osborne, o homem que atropelou dezenas de pessoas em frente a uma mesquita em Londres, na última segunda-feira (19), foi denunciado nesta sexta (23) por homicídio e tentativa de homicídio com agravante de terrorismo.

O ataque aconteceu perto do templo muçulmano de Finsbury Park, no norte da capital britânica, e deixou um indivíduo morto e 11 feridos. A ação seria uma retaliação pelos recentes atentados islâmicos no país.

Osborne é do País de Gales, não tem residência fixa e está sob custódia da Justiça. A primeira audiência do processo contra ele foi marcada para a próxima terça-feira (27).

Após o atropelamento na mesquita, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) fez um novo apelo para seus simpatizantes cometerem atentados no Reino Unido, começando assim uma "guerra santa".

Schwarzenegger e Macron lançam Pacto Mundial pelo Meio Ambiente, em Paris

 

O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, afirmou nesta sexta-feira (23), após se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, que "é importante que possamos criar um futuro verde". Macron recebeu Schwarzenegger pela ocasião do lançamento em Paris do "Pacto Mundial pelo Meio Ambiente", que pretende transformar em um tratado internacional.

Segundo o ator, a reunião no Palácio do Eliseu foi "fantástica" e Macron, assim como ele, está "apaixonado" pelos assuntos de meio ambiente e será um grande líder nesta área para seu país e para o mundo. Schwarzenegger é fundador da iniciativa R20 – Regiões para Ação Climática, uma ONG que ele criou em 2010 para auxiliar os governos a desenvolver projetos de desenvolvimento com baixas emissões de carbono e resiliência climática.

O ex-governador da Califórnia disse que "todos os países devem participar" das iniciativas ambientais porque os problemas são de alcance mundial, uma mensagem alinhada com as suas críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que retirou o país do Acordo de Paris sobre a mudança climática. "Não existe um ar liberal ou um ar conservador. Todos respiramos o mesmo ar", argumentou.

O chamado "Pacto Mundial pelo Meio Ambiente" foi impulsionado, entre outros, por Laurent Fabius, que conduziu as negociações finais do Acordo de Paris quando era ministro das Relações Exteriores da França; pelo ex-secretário geral da ONU Ban Ki-moon, e pelo novo ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, além do próprio Schwarzenegger.

Rússia veta rival de Putin a se candidatar para presidente

Alexei Navalny foi condenado por fraude de US$ 500 mil

Agência ANSA

 

A Comissão Eleitoral da Rússia anunciou nesta sexta-feira (23) que o principal líder da oposição no país, Alexei Navalny, não poderá se candidatar a presidente nas eleições do ano que vem.

Segundo a chefe do órgão, Ella Pamfilova, não existe "nenhuma possibilidade" de Navalny ser admitido no pleito presidencial de 2018 por causa de sua condenação por apropriação indébita.

Em maio passado, o opositor foi sentenciado em segunda instância a cinco anos de prisão, com pena suspensa, por ter subtraído cerca de US$ 500 mil em madeira da empresa pública Kirovles em 2009. A mesma condenação havia sido imposta em 2013, mas esse primeiro julgamento acabou anulado após a Corte Europeia de Direitos Humanos ter dito que Navalny não tinha sofrido um processo "justo".

O opositor de Putin é o mentor dos protestos anticorrupção que reuniram milhares de pessoas nas ruas das principais cidades russas nos últimos meses e terminaram com a prisão de centenas de manifestantes.

O próprio Navalny foi detido duas vezes, em março e junho, por ter convocado atos "sem autorização". Recentemente, ele também foi alvo de um ataque com tinta que pode comprometer sua visão.

Turquia retira teoria da evolução de Darwin do currículo escolar

 

Um representante do Ministério de Educação turco, Alpaslan Durmus, anunciou que a partir de 2018 a teoria da evolução não fará mais parte do currículo escolar da Turquia. "Há temas polêmicos nos quais os alunos ainda não dominam o contexto científico para entendê-los", disse ele durante um discurso público, agora acessível no site do Ministério.

"A disciplina Início da vida e evolução foi eliminada", diz Durmus em parte do discurso. A decisão significa que a teoria da evolução já não será obrigatoriamente ensinada nas escolas turcas e só será tratada depois, no bacharelado, segundo o jornal turco Hürriyet.

Alpaslan Durmus afirmou que os novos conteúdos já têm a autorização do presidente do país, o islamita Recep Tayyip Erdogan. A decisão foi antecipada, em forma de projeto, em fevereiro, quando o vice-primeiro-ministro turco, Numan Kurtulmus, qualificou a teoria de Charles Darwin como "cientificamente antiquada e podre".

"Nenhuma regra diz que se deve ensinar esta teoria", disse Kurtulmus, catedrático de Economia na Universidade de Istambul e membro do partido islamita Justiça e Desenvolvimento (AKP), que governa a Turquia desde 2002.

A modificação do plano de estudos provocou protestos da oposição laica, que pediu aos altos cargos do AKP que "percam o medo do macaco". Acadêmicos das melhores universidades da Turquia também criticaram a iniciativa, lembrando que a Arábia Saudita, conhecida pela sua ultraconservadora interpretação do Islã, era o único país em que a teoria da evolução tinha sido excluída da educação escolar.

Novo ano letivo

Durmus anunciou que o conteúdo dos novos manuais escolares serão apresentados a público uma vez terminado o Ramadã, na terça-feira. E a partir do início do novo ano letivo, em setembro, os novos planos serão implementados como projeto piloto para aperfeiçoamento e finalmente serão universais a partir do ano letivo 2018-2019, precisou.

O AKP já tentou, em 2006, introduzir teorias "criacionistas" no ensino público, mas a oposição conseguiu impedir.

O então ministro de Educação, Hüseyin Çelik, defendeu a necessidade de ensinar a teoria do "design inteligente", porque "coincide com os livros divinos monoteístas", enquanto as teorias de Darwin, disse, refletem uma ideologia ateísta.

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 24.06.2017

 

António Costa recebeu o primeiro-ministro indiano em Lisboa

TIAGO PETINGA/LUSA

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Portugal e Índia assinaram 11 acordos para reforçar comércio e cooperação científica

O primeiro-ministro português recebeu hoje o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, no Palácio das Necessidades, em Lisboa, tendo estado reunidos mais de trinta minutos.

Na primeira visita de um chefe de Governo indiano a Portugal, António Costa recebeu Narendra Modi à chegada do palácio que é a sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros, cerca das 13:20.

Costa e Modi cumprimentaram-se com um abraço prolongado, assim que o primeiro-ministro indiano saiu do carro, à entrada do palácio. Após o encontro, os dois chefes de Governo passearam durante alguns minutos num jardim com vista para o Tejo e a Ponte 25 de Abril, deixando-se fotografar, antes de seguirem para um almoço que vai anteceder a assinatura de um conjunto de acordos de cooperação para o combate ao terrorismo, e o desenvolvimento de relações de comércio, ciência e cultura.

O primeiro-ministro indiano encontra-se em Lisboa para uma visita de um dia a Portugal, depois de António Costa ter estado na Índia em janeiro passado.

À entrada do Palácio das Necessidades encontrava-se um cartaz desejando as boas-vindas a Narendra Modi, escrito em inglês e português, com uma fotografia do chefe de Governo indiano.

Na sequência da invasão de Goa por tropas da União Indiana em dezembro de 1961, Portugal e Índia apenas restabeleceram relações diplomáticas após o 25 de Abril de 1974.

Portugal e Índia assinam 11 acordos para reforçar comércio e cooperação científica

Na primeira visita de um primeiro-ministro indiano a Portugal, os dois países firmaram 11 acordos que têm por objetivo o desenvolvimento do comércio, da ciência e tecnologia e envolvem a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a Portugal-India Business Hub, a Universidade do Minho, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia de Braga e a Fundação para a Ciência e Tecnologia.

O Portugal-India Business Hub e a Câmara de Comércio da Índia assinaram um memorando de entendimento para "promover o intercâmbio económico nas áreas de comércio entre a Índia, Portugal e mercados da diáspora indiana, numa perspetiva bilateral e multilateral", de acordo com informação do gabinete de António Costa.

O "foco principal" estará em áreas como as "energias renováveis (solar e eólica), construção, infraestruturas (estradas, portos, aeroportos), defesa ('drones', robótica, aviões de carga), processamento de alimentos e logística (cadeia de frio), turismo, hotelaria e imobiliário", segundo a mesma informação.

Foi também assinado um memorando de entendimento entre o Portugal-India Business Hub e o Reira Group/Goa Desk para abertura do PIB Hub Goa, para "fornecer um serviço local para apoiar a comunidade empresarial indiana interessada em fazer investimentos em Portugal e os países de língua portuguesa, bem como apoiar a comunidade empresarial portuguesa que deseja investir na Índia".

A AICEP e o Portugal-India Business Hub firmaram um entendimento para a assistência "no desenvolvimento de relações comerciais diretas entre a Índia e Portugal, implementando ações destinadas a obter um comércio equilibrado bilateral entre os dois países em todos os setores da economia". Nesse sentido, "as partes pretendem cooperar na organização de feiras, conferências e outros eventos, promover missões comerciais entre os dois países, trocar informações económicas e comerciais".

Num outro memorando, a Fundação de Ciência e Tecnologia e os Institutos Indianos de Tecnologia de Gandhinagar, Rrorkee e Madras avançam com um "programa colaborativo conjunto" em "todas as áreas de conhecimento, incluindo engenharia, ciências exatas, ciências da vida, ciências sociais e humanidades". O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia de Braga e o Jawaharlal Nehru Centre for Advance Scientific Research de Bangalore firmaram também um entendimento para "facilitar o intercâmbio de conhecimento científico-tecnológico e o reforço das capacidades científicas e tecnológicas das partes na área de materiais e nanotecnologia".

Num outro memorando hoje assinado, a Universidade do Minho, o 3B's Research Group e o National Center for Biological Sciences de Bangalore convergiram em "lançar uma plataforma conjunta de cooperação em áreas científicas e translacionais estratégicas, tais como bioengenharia e medicina regenerativa". Portugal e a Índia acordaram também em cooperar no domínio da Administração Pública e Reformas na área da governação.

"Tendo em conta o interesse demonstrado pela parte indiana nos inovadores programas desenvolvidos em Portugal na área da modernização administrativa, como o Simplex, as Lojas do Cidadão e o e-government, este memorando visa fortalecer e promover a cooperação bilateral nestes domínios, com vista a apoiar o grande de modernização que o primeiro-ministro Modi incutiu na Administração indiana", de acordo com os objetivos enunciados.

Tal como havia sido divulgado durante a visita do primeiro-ministro português à Índia, em janeiro passado, foi hoje firmado um memorando de entendimento para promover "intercâmbios entre jovens portugueses e indianos, bem como a partilha de experiências e boas práticas entre as autoridades competentes, no sentido de evoluir conjuntamente nestas áreas consideradas prioritárias por ambos os Governos".

Portugal e a Índia comprometeram-se ainda a promover a cooperação bilateral na "investigação espacial e na utilização do espaço para fins pacíficos", e, na área da cultura, "promover a circulação de artistas, a cooperação técnica no domínio do património material e imaterial e, também, a tradução de publicações artísticas e literárias" publicadas nos dois países. Os dois países assinaram ainda um acordo para evitar a dupla tributação e a prevenção da evasão fiscal.

 

Qatar recusa ultimato para romper com Teerão e fechar base turca e Al Jazeera

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Emirado tem dez dias para cumprir exigências da Arábia Saudita, Bahrein, Egito e Emirados Árabes Unidos. Doha já tornou claro que não aceita o ultimato.

Encerramento da base militar turca no Qatar; restrição ao caráter comercial das relações com o Irão e expulsão de nacionais deste país ligados aos Guardas da Revolução; encerramento da estação televisiva Al Jazeera e todos os outros meios de comunicação apoiados pelo emirado; entrega de toda a informação relativa ao apoio a grupos de oposição no mundo árabe; pagamento de indemnizações às vítimas da política externa do Qatar; extradição de todos os indivíduos que constam das listas de terroristas elaboradas pela Arábia Saudita, Bahrein, Egito e Emirados Árabes Unidos (EAU) e também das autoridades de Washington e de listas de organizações internacionais. Estas são as principais das 13 exigências feitas ontem pelos quatro países acima referidas naquilo que constitui um duro ultimato ao Qatar.

A referência à Turquia deve-se ao facto de Ancara se ter colocado desde o início da crise ao lado do Qatar, tendo, inclusive, reforçado o contingente militar que tem no emirado.

O governo de Doha tem dez dias para cumprir todas as exigências feitas, mas o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, tornou claro que isso não irá suceder. Numa entrevista ao canal em árabe da France 24, o ministro qatari declarou que o emirado rejeita quaisquer "exigências estrangeiras" e está fora de questão "discutir o que quer que seja relacionado com a Al Jazeera. Esta é uma questão interna". Al Thani garantiu ainda que o Qatar é parte da coligação internacional que combate o Estado Islâmico e não apoia "qualquer grupo terrorista".

Temer é o Presidente do Brasil com popularidade mais baixa em 28 anos

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Temer conta apenas com a aprovação de 7% dos brasileiros

O Governo do Presidente do Brasil, Michel Temer, tem a aprovação de 7% da população do país, sendo o mais impopular dos últimos 28 anos, segundo o inquérito do Instituto DataFolha publicada no jornal Folha de S.Paulo.

A avaliação é a pior obtida por um chefe de Estado brasileiro nos últimos 28 anos, destacou o mesmo levantamento.

Somente o ex-presidente José Sarney ficou abaixo desse patamar, com 5% de aprovação em setembro de 1989, em plena crise da hiperinflação no Brasil.

O DataFolha informou que o Governo de Michel Temer é considerado "ruim ou péssimo" por 69% dos brasileiros e "regular" por 23%. Apenas 1% dos inquiridos disseram não ter opinião.

A popularidade do chefe de Estado que era baixa desde que assumiu o cargo no lugar da ex-presidente Dilma Rousseff, destituída pelo Congresso em outubro do ano passado, piorou após executivos da empresa JBS denunciarem um grande esquema de corrupção que o envolveu diretamente como um dos supostos beneficiários.

O Brasil está mergulhado há mais de dois anos numa crise política acentuada pelas contínuas suspeitas de corrupção que pendem sobre vários políticos, investigadas no quadro da operação Lava Jato.

Pagamentos ilegais por parte de empresas como a JBS, a construtora Odebrecht ou a petrolífera Petrobras levaram ao afastamento de dezenas de políticos, atingindo, entre outros, o ex-presidente do Congresso (parlamento) Eduardo Cunha e o candidato presidencial derrotado Aécio Neves (direita).

O caso chegou em 18 de maio à Presidência com a abertura de um processo no STF ao Presidente brasileiro e o pedido de novas eleições (diretas ou via parlamento) está a ser subscrito agora por dirigentes da base aliada de Michel Temer.

Desde então, o Presidente tem recusado afastar-se do cargo, queixando-se de perseguição política por parte da justiça brasileira.

A pesquisa do Datafolha, foi realizada entre quarta-feira (21) e esta sexta-feira (23), com 2.771 entrevistas em todo o Brasil.

Afeganistão vive o Ramadão mais sangrento desde 2001

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Balanço da AFP dá conta de mais de 200 mortos e 700 feridos

O Afeganistão está a viver o Ramadão, o mês sagrado e de jejum muçulmano, mais sangrento desde o início da intervenção dos Estados Unidos no país em 2001, segundo um balanço realizado pela agência France Presse (AFP).

Na véspera do Eid al-Fitr, a cerimónia que marca o fim do mês sagrado do Ramadão, a agência noticiosa francesa contabilizou mais de 200 mortos, a maioria civis, e pelo menos 700 feridos em ataques perpetrados em território afegão desde finais de maio.

"Foi o mês mais mortífero para os afegãos e para todos aqueles que observam o jejum", disse, em declarações à AFP, o analista político e general Abdul Wahid Taqat.

As hostilidades começaram logo no primeiro dia do mês sagrado, em 27 de maio, com uma explosão em Khost (leste).

Um veículo armadilhado pelos talibãs atingiu elementos de uma milícia local com ligações aos serviços secretos dos Estados Unidos (CIA). Treze pessoas morreram e seis ficaram feridas no ataque.

O mês também foi marcado, entre outros incidentes, por um ataque com um camião armadilhado em plena capital afegã, Cabul, em 31 de maio, que fez 150 mortos, todos afegãos, e 400 feridos.

O ataque visou o bairro diplomático e foi considerado o pior atentado ocorrido em Cabul nos últimos 16 anos.

O atentado, que não chegou a ser reivindicado, desencadeou protestos nas ruas afegãs, com centenas de pessoas a denunciarem um clima de insegurança.

Ao longo do mês também foram atacadas uma mesquita xiita em Cabul, um local de oração em Herat (leste) e várias posições das forças de segurança nas províncias de Parwan e de Paktia, ataques que provocaram 20 mortes e feriram várias dezenas de pessoas.

Quase no final do Ramadão, com a celebração do Eid al-Fitr no domingo, um atentado com uma viatura armadilhada fez na quinta-feira 34 mortos e 60 feridos em Lashkar Gah (sul).

Polícia diz que "líder destacado" do Estado Islâmico foi abatido em Mossul

 

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Membro do Estado Islâmico foi identificado como Yasem Mohamed Asqul. Terá sido morto com um dos assistentes

Um "líder destacado" do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) e o seu assistente foram abatidos pela polícia iraquiana quando fugiam do oeste para o este da cidade de Mossul (norte) através do rio Tigre, informou hoje uma fonte policial.

Uma unidade do corpo da polícia matou "um líder destacado" do EI, que foi identificado como Yasem Mohamed Asqul, e um dos seus "assistentes", quando cruzavam o rio Tigre, que divide a cidade ao meio, assegurou à agência noticiosa EFE o general Wasiq al Hamdani, o chefe da polícia da província de Nínive, da qual Mossul é a capital.

Os dois 'jihadistas' dirigiam-se para a zona libertada de Yarmaga, situada no sudeste de Mossul, e foram abatidos antes de chegarem a este local, graças a informações dos serviços secretos iraquianos, acrescentou a mesma fonte.

Al Hamdani acrescentou que têm sido detetados "dezenas de casos" de 'jihadistas' que estão a fugir do oeste de Mossul, onde se concentra a última fase da ofensiva para expulsar definitivamente os radicais daquele que foi o seu principal bastião no Iraque.

Seis mortos e mais de 100 desaparecidos em deslizamento de terras na China

 

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Incidente aconteceu na província de Sichuan

Pelo menos seis pessoas morreram num deslizamento de terras ocorrido hoje na província de Sichuan, no sudoeste da China, e mais de 100 permanecem desaparecidas, segundo os últimos dados fornecidos pelas autoridades locais.

A aldeia isolada de Xinmo foi atingida hoje de madrugada às 05:45 hora local (22:45 de sexta-feira em Lisboa) pela derrocada de uma parte de uma montanha localizada naquela província que faz fronteira com o Tibete.

Pelo menos 62 casas ficaram soterradas, de acordo com as mesmas fontes.

Os dados atualizados do incidente indicam que as equipas de resgate encontraram os corpos de seis vítimas e que 112 pessoas continuam desaparecidas.

As equipas permanecem no terreno à procura de sobreviventes, segundo as informações fornecidas pelas autoridades locais.

Um casal e o respetivo filho com um mês de idade foram resgatados com vida e transportados para um hospital, indicaram as mesmas fontes.

A televisão pública chinesa CCTV tem transmitido em direto os trabalhos de resgate que estão a envolver perto de 2.000 elementos, incluindo civis, polícias, militares, bombeiros e socorristas.

Nesta época do ano são frequentes as chuvas torrenciais na China e é comum a ocorrência de inundações, derrocadas e outras catástrofes motivadas por fenómenos meteorológicos.

Nas províncias de Hunan e Hubei, no centro da China, as inundações provocadas pelas chuvas registadas nos últimos dois dias afetaram cerca de 466.500 pessoas e causaram pelo menos dois mortos, informou a agência noticiosa estatal Xinhua.

Meia centena de casas ruiu e mais de 9.000 pessoas tiveram de ser retiradas.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 24.06.2017

 

Parlamento do Reino Unido alvo de ataque informático

 

O Parlamento britânico foi alvo, na sexta-feira à noite, de um ataque informático, revelou hoje o político liberal democrata Chris Rennard, elemento da Câmara dos Lordes, através do Twitter.

Como consequência, segundo avançou Rennard, os parlamentares britânicos não conseguem aceder às suas contas de correio eletrónico fora do perímetro das instalações do Parlamento.

"Um ataque informático em Westminster, os correios eletrónicos dos parlamentares não estão funcionar de forma remota", escreveu o político na sua conta no Twitter.

Em declarações aos 'media' britânicos, uma porta-voz da Câmara dos Comuns (câmara baixa) confirmou que foram descobertas "tentativas de acesso não autorizadas às contas de correio eletrónico dos parlamentares".

A mesma porta-voz precisou que as dificuldades de acesso aos emails sentidas pelos parlamentares não foram provocadas pelo ataque informático, mas sim são uma consequência dos mecanismos que foram acionados para solucionar o problema.

A representante também indicou que as autoridades do Parlamento do Reino Unido estão em contacto com o Centro Nacional de Cibersegurança.

"Continuamos a investigar este incidente e a tomar medidas adicionais para proteger a rede informática", referiu a porta-voz, citada pela estação pública britânica BBC.

E acrescentou: "Temos sistemas instalados para proteger as contas dos membros e dos funcionários e estamos a tomar as medidas necessárias para proteger os nossos sistemas".

"O Parlamento desligou o acesso remoto para proteger a rede", concluiu a mesma porta-voz.

Coreia do Norte convidada para os Jogos Olímpicos de 2018

 

O presidente sul-coreano Moon Jae-in convidou, este sábado, a Coreia do Norte a participar nos Jogos Olímpicos de inverno de Pyeongchang2018, defendendo que o desporto pode ser um vetor de paz.

"Acredito na força do desporto para ajudar a negociar a paz. Se uma delegação norte-coreana participar nos Jogos Olímpicos de inverno de Pyeongchang, penso que isso contribuirá largamente para encarnar os valores olímpicos da amizade e da paz", argumentou, na abertura dos Campeonatos do Mundo de taekwondo, em Muju, na Coreia do Sul.

O mais alto responsável do Desporto da Coreia do Norte, Jang Woong, único membro norte-coreano do Comité Olímpico Internacional (COI), compareceu este sábado, em Muju, acompanhando uma delegação de atletas do seu país.

Em março, Jang declarou que não via qualquer motivo para que a Coreia do Norte fosse excluída dos Jogos Olímpicos de 2018.

Este é mais um sinal de aproximação entre as duas Coreias, algo que Moon Jae-in tem incentivado. O presidente sul-coreano sugeriu, a 13 de junho, uma candidatura comum dos dois países à organização do Mundial de futebol de 2030, conjuntamente com a China e o Japão.

 

Cinco pessoas morrem eletrocutadas num parque aquático na Turquia

A comunicação social turca avançou ainda que foi aberta uma investigação para apurar as causas do incidente

Cinco pessoas, incluindo três crianças, morreram eletrocutadas esta sexta-feira quando estavam numa piscina num parque aquático localizado na região noroeste da Turquia, informaram vários media locais.

A agência noticiosa privada Dogan relatou que as três vítimas menores de idade foram apanhadas por uma corrente elétrica numa piscina do parque aquático de Akyazi, na província de Sakarya.

O gerente do parque aquático e o seu filho mergulharam na mesma piscina para tentar salvar os menores, mas acabaram também por ser eletrocutados.

A agência turca informou que as cinco vítimas chegaram a ser transportadas para o hospital, mas que acabariam por morrer.

A comunicação social turca avançou ainda que foi aberta uma investigação para apurar as causas do incidente.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 24.06.2017

 

Sanções dos EUA ameaçam as relações

24 de Junho, 2017

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, denunciou ontem as novas sanções norte-americanas contra a Rússia e considerou que as posições de Washington “ameaçam seriamente o conjunto das relações” entre os dois países.

 “Este género de acções ameaça seriamente o conjunto das relações russo-americanas, que mesmo sem isso já registam um período difícil”, declarou o ministro num comunicado publicado pelo ministério após uma conversa telefónica com o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson.
As sanções aplicadas “constituem vãs tentativas de fazer pressão sobre a Rússia”, considerou o ministro Serguei Lavrov, que confirmou a anulação de um encontro que estava previsto para esta semana em São Petersburgo entre Tom Shannon, um alto responsável do Departamento de Estado, e o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Riabkov.
As relações entre a Rússia e os EUA estão no ponto mais baixo, desde o reforço por Washington das sanções contra Moscovo pelo seu desempenho na crise ucraniana. Na terça-feira, Lavrov já tinha denunciado a “obsessão russófoba” dos Estados Unidos, numa referência às sanções “decretadas sem qualquer fundamento.”
“Não vão permanecer sem reacção, incluindo sem medidas de retaliação da nossa parte”, advertiu igualmente na quarta-feira Serguei Riabkov, num comunicado da diplomacia russa. As novas sanções, reforçadas após o encontro entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o seu homólogo ucraniano, Petro Poroshenko, visam 38 pessoas e entidades na Ucrânia e ainda dois responsáveis governamentais russos e uma dezena de pessoas e organizações que operam na Crimeia. Para o Departamento de Estado norte-americano, as medidas sancionatórias pretendem “manter” o nível de pressão sobre a Rússia, pelo facto de Moscovo estar a contornar as medidas anteriormente aplicadas. 
As sanções “vão complicar” as relações entre Moscovo e Washington, lamentou em 15 de Junho o Presidente russo Vladimir Putin, logo após a sua aprovação pelo Senado norte-americano. Ainda na senda das sanções económicas contra a Rússia, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse ontem que as mesmas vão ser prolongadas por mais seis meses, por falta de aplicação dos Acordos de Minsk sobre Ucrânia.
Como “tradicionalmente, a chanceler da Alemanha e o Presidente francês irão apresentar um relatório sobre a situação na Ucrânia e o último ponto de situação sobre a aplicação dos acordos de Minsk, o que nos permitirá prolongar por mais seis meses as sanções económicas contra a Rússia”, disse Tusk, que falava em conferência de imprensa no final da primeira sessão de trabalhos.
A Alemanha e a França negociaram, em 2015, com a Ucrânia e a Rússia, os Acordos de Minsk ao abrigo dos quais terminaram os confrontos em larga escala no leste da Ucrânia entre forças do país e separatistas pró-russos, não tendo chegado a um cessar-fogo.
Desde Março de 2014, a União Europeia impôs progressivamente um conjunto de medidas restritivas em resposta ao que considera ser uma anexação ilegal da península da Crimeia e à desestabilização deliberada da Ucrânia.
Em Março de 2015, os dirigentes da UE decidiram alinhar o regime de sanções existente pela aplicação integral dos Acordos de Minsk, que estava prevista para o final de Dezembro de 2015. Desde então, e por falta de aplicação na íntegra dos acordos, as sanções foram já prorrogadas por três vezes, terminando o último prazo em 31 de Julho.

 

Mais civis mortos em ataques da coligação

24 de Junho, 2017

Os bombardeamentos da coligação internacional liderada pelos EUA na Síria provocaram a morte a pelo menos 472 civis nos últimos 30 dias, o dobro do mês anterior, anunciou ontem o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Segundo a organização não-governamental (ONG), o período entre 23 de Maio e 23 de Junho (ontem) registou o número mais elevado de civis mortos pela coligação desde que esta iniciou operações militares na Síria, a 23 de Setembro de 2014. O director do Observatório, Rami Abdel Rahmane, precisou que 222 civis, entre os quais 84 crianças, morreram na província oriental de Deir Ezzor, quase totalmente controlada pelo grupo rebelde Estado Islâmico.
E outros 250 civis, dos quais 53 eram crianças, morreram na província de Raqa, mais a norte, onde as forças que combatem os rebeldes, apoiadas pela coligação, tentam expulsá-los da capital provincial, bastião do Estado Islâmico no país. Do total de civis mortos neste período, 154 eram familiares de combatentes do Estado Islâmico, 68 dos quais menores e 56 mulheres. Nos 30 dias anteriores, entre 23 de Abril e 23 de Maio, 225 civis foram mortos em bombardeamentos da coligação.
A coligação, que opera ao abrigo da luta internacional contra o terrorismo, afirma fazer todos os esforços para não atingir civis. No último relatório sobre vítimas civis, divulgado a 2 de Junho, a coligação afirma ter “morto involuntariamente” 484 civis na Síria e no Iraque. Mas, segundo o observatório, o total de civis mortos pela coligação desde que começou a operar na Síria eleva-se a 1.953, entre os quais se contam 456 crianças. Exceptuando os civis, os bombardeamentos internacionais mataram 6.845 combatentes desde 2014. Mais de 320.000 pessoas foram mortas desde o princípiodo conflito armado na Síria, em Março de 2011.

Morte de al-Bagdadi

A possibilidade de o líder do grupo extremista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Bagdadi, ter morrido num bombardeamento da força aérea russa na Síria é “próxima dos 100 por cento”, disse ontem o presidente do comité de Defesa do Senado russo. “Se o ministro da Defesa [Serguei Shoigu] apresentou um relatório ao Presidente Vladimir Putin sobre a eliminação do líder do EI, então a possibilidade de ter acontecido é muito alta”, disse o senador, Viktor Ozerov, à agência Interfax. “A Rússia não queria encontrar-se entre os países que já antes anunciaram que estava morto e, depois, Al-Bagdadi ressuscitou”, acrescentou. O senador referia-se assim ao facto de há uma semana o Ministério da Defesa russo ter afirmado que Al-Bagdadi tinha sido morto num bombardeamento da força aérea russa perto da cidade de Raqa. Pouco depois, o chefe da diplomacia russa, disse que não podia “confirmar a informação a 100 por cento” e um alto funcionário do Governo dos Estados Unidos também disse não poder corroborar a informação. 
Ozerov afirmou ontem que outro facto que sustenta o rigor da notícia da morte de Al-Bagdadi é que “o Estado Islâmico, até agora, não o mostrou em parte alguma.” “Normalmente, depois de outras vezes em que se informou da sua morte, o líder do EI fez alguma declaração”, argumentou. A morte de Al-Bagdadi foi anunciada várias vezes desde 2014.

 

Nicolás Maduro apostado na Assembleia Constituinte

24 de Junho, 2017

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lançou importantes figuras do seu Governo como candidatos à Assembleia Constituinte, cuja eleição, prevista para o dia 30 de Julho, enfrenta um repúdio crescente de opositores, no meio de uma onda de protestos, que na quinta-feira causou mais uma vítima.

Maduro concluiu na quarta-feira mudanças nos departamentos ministeriais para completar as suas propostas de membros à Assembleia Constituinte, nas quais se destacam o deputado Diosdado Cabello, o chefe da diplomacia, Delcy Rodríguez, e a esposa, Cilia Flores.
“A Assembleia Nacional Constituinte vai reconstruir a paz”, garantiu Maduro em conferência de imprensa realizada quinta-feira. Os opositores realizaram uma passeata em apoio à procuradora-geral Julia Ortega, chavista histórica hoje considerada “traidora” pelo Governo por considerar que a Assembleia Constituinte viola o estado de direito.
Maduro declarou que Ortega “quer se meter na diatribe política porque tem aspirações de ser candidata presidencial da MUD”. “Tem todo o direito de fazer isto, mas não pode valer-se de uma instituição tão delicada” como a Procuradoria. Nos protestos de quinta-feira, os militares lançaram bombas de gás lacrimogéneo contra os manifestantes no leste de Caracas, o que provocou violentos confrontos com jovens encapuzados. Desde 1 de Abril, a actual onda de protestos já causou 75 mortos e mais de mil e 500 feridos. Respaldado por decisões do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) e do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o Presidente Nicolás Maduro avança com o seu projecto de Assembleia Constituinte, que considera fundamental para devolver a estabilidade política e económica ao país.
Cabello, vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), é mencionado pelos sectores da oposição como o futuro presidente da Assembleia Constituinte, com a qual ampliaria ainda mais a sua influência que, segundo os especialistas, já é vista no Governo, nas Forças Armadas e nos aparatos de Segurança e de Inteligência.
A Assembleia Constituinte irá reger o país por tempo indeterminado como um “super-poder” e será composta por 545 legisladores, que, de acordo com a oposição, serão eleitos por um sistema que irá garantir o controlo pelo Governo.

 

Antigo Presidente do Botswana morreu em Gaberone aos 91 anos

24 de Junho, 2017

O antigo Presidente do Botswana, Ketumile Masire, segundo Chefe de Estado deste país da África Austral após a independência e mediador em vários conflitos no continente, morreu aos 91 anos de idade, anunciou ontem uma fonte próxima da família.

 “Ele morreu pacificamente na clínica Bokamoso (nordeste de Gaberone), cercado da sua família, às 22h10 de quinta-feira. Agradecemos aos amigos daqui e de fora pelas suas orações, seus pensamentos e mensagens de apoio neste momento difícil”, indicou Fraser Tlhoiwe, secretária pessoal do antigo Presidente, num comunicado.
Ketumile Masire tinha sido hospitalizado na quarta-feira para uma operação cirúrgica, tendo depois sido submetido aos cuidados intensivos. Masire foi eleito para a Presidência do Botswana em 1980, após a morte do “pai” da independência do país, Seretse Khama, pai do actual Presidente do Botswana, Seretse Khama ian Khama, e foi sucessivamente reeleito, até que, em 1998, apresentou o seu pedido de demissão.
Os anos da sua presidência foram marcados por um período particularmente forte de crescimento económico, sendo considerado como um dos principais arquitectos da estabilidade que o país sempre viveu.
Ket Masire desempenhou um papel importante de pacificador na região austral de África, ao envolver-se nas negociações de paz em Moçambique entre o exército moçambicano e os então rebeldes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), que culminaram, em 1992, com o fim de 16 anos de guerra civil. Após abandonar a Presidência do Botswana, envolveu-se também na resolução de várias crises políticas e institucionais, como no Quénia e no Lesotho.  
Ketumile Masire presidiu ainda ao painel de “personalidades eminentes”, encarregado de investigar as circunstâncias que rodearam o genocídio no Ruanda, em 1994.
O pequeno Estado da região da África Austral e membro da SADC, uma das democracias mais estáveis do continente africano, é governado desde a independência, em 1966, pelo Partido Democrático do Botswana (BDP), força política que foi liderada por Masire.

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