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segunda, 24 abril 2017 11:31

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 23.04.2017

 

EUA: aumenta desaprovação do governo Trump

 23/04/2017 10:57:00

Os americanos se mostram cada vez mais insatisfeitos com o presidente Donald Trump, que se aproxima do centésimo dia no cargo, segundo uma nova pesquisa do Wall Street Journal/NBC News. Mais de metade dos americanos - cerca de 54% - desaprovam o trabalho de Trump como presidente, ante 40% que aprovam. A diferença, portanto, totaliza 14 pontos. Em fevereiro, uma sondagem tinha mostrado a desaprovação superando a aprovação em 4 pontos.

No entanto, a pesquisa, que contou com 900 adultos, chegou a algumas conclusões positivas para Trump, como a existência de um forte apoio aos ataques de mísseis que ele ordenou na Síria, em resposta a um ataque químico no início de abril. Mais de seis pessoas a cada dez aprovaram a ação militar. Além disso, metade aprova a forma como está lidando com a Síria no geral.

A sondagem constatou ainda uma quantidade similar de pessoas tanto aprovam quanto desaprovam a política econômica de Trump.

A pesquisa Wall Street Journal/NBC News se baseou em entrevistas realizadas por telefone com 900 adultos de todo o país, entre 17 e 20 de abril. A margem de erro é de mais ou menos 3,27 pontos percentuais, com maiores margens de erro para subgrupos.

 

China quer eliminação de armas nucleares na Coreia

 23/04/2017 09:49:00

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que a China insiste na eliminação das armas nucleares na península coreana e vai prosseguir com a retomada das negociações entre as partes envolvidas. Ele está em visita na Grécia para participar de um fórum internacional sobre civilizações antigas.

"Precisamos de vozes de paz e razão. A China não será influenciada por palavras e continuará a desempenhar seu papel", disse Wang Yi.

Coreia do Norte ameaça porta-aviões dos EUA

 23/04/2017 08:54:00

A Coreia do Norte ameaçou afundar um porta-aviões dos Estados Unidos, neste domingo, para demonstrar força militar. Dois navios da Marinha japonesa se juntaram a um grupo dos EUA para exercícios no Mar das Filipinas, de acordo com o site FoxNews.com.

"Nossas forças revolucionárias estão prontas para combater um porta-aviões de propulsão nuclear americano com um único ataque", informou o jornal Rodong Sinmum, do Partido dos Trabalhadores do país.

Após vencer referendo, presidente Erdogan quer aprovar pena de morte na Turquia

 17/04/2017 16:29:17

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, confirmou a vitória do "sim" no referendo constitucional feito domingo (16), o que transferirá todo o Poder Executivo ao chefe de Estado. 

"Hoje a Turquia tomou uma decisão histórica em um debate que dura 200 anos e que é uma mudança muito séria em nosso sistema administrativo", disse o presidente em um discurso em Istambul. "É sempre difícil defender uma mudança, e fácil manter o status quo, mas graças a Deus tivemos sucesso. Foram reformados apenas 18 artigos [da Carta Magna], mas as mudanças serão muito profundas".

Erdogan também expressou seu agradecimento ao primeiro-ministro, Binali Yildirim, dirigente do governante Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), que ele mesmo liderou até 2014, e também a Devlet Bahçeli, líder do direitista Partido de Ação Nacionalista (MHP), que respaldou a reforma apesar de uma forte oposição dentro sua legenda.

"A partir de amanhã, ao invés de nos metermos em discussões inúteis, devemos trabalhar", disse o presidente turco.

Perante uma multidão que gritava seu nome, Erdogan voltou a prometer que, se o Parlamento aprovar, ratificará a reintrodução da pena de morte.

 

Papa canonizará em outubro os primeiros mártires brasileiros

 20/04/2017 16:04:29

O papa Francisco canonizará no dia 15 de outubro deste ano, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, os primeiros mártires brasileiros, os sacerdotes André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro e o laico Mateus Moreira, além de outras 27 pessoas assassinadas em 1645.

O anúncio foi realizado ontem (20), durante assembleia de cardeais dirigida pelo papa, onde foram definidas as datas das cerimônias de canonização de vários futuros santos.

Para que sejam canonizados, eles não necessitaram nenhum milagre, apenas o parecer positivo dos membros da Congregação para as Causas dos Santos, que reiterou o assassinato por "ódio à fé".

Eles são os primeiros mártires e santos brasileiros assassinados entre os dias 16 de julho e 3 de outubro de 1645 pelos protestantes calvinistas holandeses instalados em Brasil naquela época.

Muitos foram assassinados em Cunhaú e Uruacu, no Rio Grande do Norte, durante uma missa dominical celebrada por André de Soveral. 

Os mártires brasileiros serão canonizados em uma cerimônia ao lado de dois meninos mexicanos conhecidos como Mártires de Tlaxcala; o espanhol Faustino Miguez, fundador do Instituto Calasancio Filhas da Divina Pastora e o sacerdote franciscano italiano Luca Antonio Falcone.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 23.04.2017

 

Merkel confirma que cidadã alemã ficou ferida na explosão do carro da da OSCE em Donbass

A chanceler alemã, Angela Merkel, confirmou no domingo que um cidadão alemão foi ferido pela explosão que atingiu a Ucrânia em Donbass, que atingiu o carro da Missão Especial de Monitoramento da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

No início do dia, um carro da OSCE explodiu no território controlado pela autoproclamada República Popular de Lugansk (LPR), matando um funcionário britânico da OSCE e ferindo um membro da equipe alemã.

De acordo com o atual presidente da OSCE, Sebastian Kurz, o carro explodiu devido a uma mina no caminho. De acordo com a LPR, o carro desviou da rota que deveria seguir. Mais tarde, o chefe da LPR instou a OSCE a coordenar as rotas que os carros dos seus monitores estão escolhendo para evitar incidentes semelhantes.

"Os relatos sobre a morte de um funcionário da OSCE me enchem de tristeza e horror. Nossos pensamentos estão com os parentes de todos os funcionários da OSCE que servem nesta região de conflito em nome da comunidade internacional. Há funcionários da OSCE feridos, incluindo uma cidadã alemã", disse Merkel, conforme citado pelo serviço de imprensa do governo. Ela também pediu uma investigação sobre o incidente.

O leste da Ucrânia têm sido palco de tumultos desde abril de 2014, quando o governo em Kiev lançou uma ofensiva militar contra a milícia em Donbass. Apesar dos acordos de paz de Minsk assinados em fevereiro de 2015, os lados continuam a culpar uns aos outros por violações do cessar-fogo.

A Missão da OSCE para a Ucrânia foi criada em março de 2014 para observar e relatar a situação no país. Em março, o porta-voz da Missão disse à Sputnik que os observadores da OSCE na Ucrânia haviam sido bombardeados pelo menos sete vezes desde o início do ano.

Irã e China assinam contrato crucial para reconstruir reator nuclear

A China e o Irã assinaram o primeiro contrato comercial para a reconstrução do reator de água pesada na cidade iraniana de Arak, comunica a agência chinesa Xinhua.

A cerimônia oficial de celebração do acordo se deu no domingo (23) em Viena. A Chancelaria chinesa comunicou que as empresas de ambos os países já tinham rubricado o contrato em Pequim, enquanto a assinatura final do documento ocorreu hoje, informa a Xinhua.

Mais cedo, o presidente iraniano Hassan Rohani afirmou que o reator nuclear de água pesada na cidade de Arak será um reator moderno de pesquisa, que corresponde aos padrões mais altos no mundo.

A reconfiguração do reator em Arak vai decorrer no âmbito da realização do Plano de Ação Conjunto Global sobre o programa nuclear iraniano. O reator será reequipado de modo a não permitir novamente a produção de plutônio militar.

A água pesada é usada em alguns tipos de reatores nucleares como um desacelerador de neutrões. Em tais reatores, é possível produzir plutônio militar, utilizando urânio natural mas sem enriquecê-lo. Em janeiro de 2016, o Irã afirmou que tinha desmontado a parte principal do reator, na qual se planejava usar água pesada.

Parlamento do Irã abole pena de morte para traficantes

A sentença máxima para o crime passa a ser a de prisão perpétua

Agência ANSA

O Parlamento do Irã aboliu neste domingo (23) a aplicação da pena de morte para produtores, distribuidores e revendedores de drogas.

A informação foi publicada pela agência estatal "Irna", que cita o deputado Hassan Norouzi, porta-voz da Comissão de Justiça do Congresso. Segundo a "Irna", a sentença máxima para traficantes de drogas passa a ser a de prisão perpétua.

"A pena capital foi abolida para aqueles que produzem, distribuem, tratam ou importam drogas narcóticas, desde que não tenham usado armas brancas ou de fogo", disse Norouzi.

Em outubro passado, o ministro da Justiça Mostafa Pourmohammadi já havia apresentado um estudo para reduzir o número de enforcamentos por tráfico de drogas no país, principalmente porque as execuções não foram capazes de dissuadir criminosos.

A quantidade de penas de morte aplicadas para punir o narcotráfico cresceu de 743 em 2014 para 977 em 2015, de acordo com dados da ONG Anistia Internacional. No entanto, a sentença capital continua sendo um dos pilares da lei islâmica adotada no Irã, incluindo em casos de assassinato, estupro, terrorismo ou adultério. 

Kiev está arquitetando nova 'guerra de gás' com a Rússia

As autoridades ucranianas parecem estar dispostas a agudizar as tensões nas relações com a Rússia. Kiev está tentando se apoderar dos bens do gigante energético russo Gazprom na Ucrânia, o que pode significar apenas uma coisa – a confiscação do gás transportado através do gasoduto de trânsito para a Europa.

Mais cedo, o Comitê Antimonopólio da Ucrânia (AMCU) advertiu que iria confiscar os bens e ativos da empresa Gazprom no território ucraniano. Já que a estatal russa não tem outros ativos físicos no país, isto somente pode significar a confiscação do gás russo transportado através do gasoduto de trânsito, afirma o jornal russo Vzglyad.

"Este é o cenário mais terrível", afirmou Konstantin Simonov, presidente da Fundação Nacional de Segurança Energética russa, ao jornal. "Em 2009, a Ucrânia roubou gás para suas próprias necessidades, e agora vai confisca-lo formalmente. A Ucrânia vai interromper o trânsito e admite-o", adiantou.

O AMCU impôs uma multa no valor de 6 bilhões de dólares contra a Gazprom, citando alegados abusos da sua posição monopolista no mercado de trânsito de gás entre 2009 e 2015. Tais acusações surpreenderam a empresa energética russa, já que esta não tem atividade na Ucrânia, passando o gás para a empresa ucraniana Naftogaz na fronteira ocidental da Rússia.

A Gazprom se recusou a pagar a multa e apresentou uma demanda aos tribunais ucranianos, porém, sem sucesso. Há um mês, a empresa fez mais uma tentativa de apelar, mas a demanda ainda não chegou a ser considerada pela Justiça.

De acordo com o especialista em assuntos políticos Maksim Zharov, a Gazprom tem argumentos jurídicos para combater as ações de Kiev.

"Eu não acho que esta situação afete, de algum modo, a empresa Gazprom, já que tem bons argumentos jurídicos para lutar contra tais passos. Por isso, eu não acho que haja quaisquer dificuldades na proteção dos interesses da Gazprom perante as autoridades ucranianas", disse.

Segundo assegurou Zharov, as ações de Kiev vão influir de modo negativo no clima de investimentos na Ucrânia e não na empresa de energia russa.

"As autoridades ucranianas buscam eliminar a presença das empresas russas no mercado ucraniano. […] Eu acho que este passo vai agravar fortemente o clima de investimentos no mercado ucraniano", concluiu o analista.

Em 2016, a trânsito de gás através da Ucrânia correspondeu a cerca de 43% das exportações russas para a Europa. Porém, a Rússia está hoje em dia elaborando novos projetos energéticos, inclusive a construção do gasoduto Nord-Stream 2.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 23.04.2017

 

Macron e Le Pen na segunda volta das presidenciais

 

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Os dois candidatos voltam a ir a votos a 7 de maio. Primeiro a reagir, Hamon garantiu que a "esquerda não está morta". Quinto mais votado, o candidato da esquerda apelou a votar Macron para "abater a extrema-direita".

Segundo as estimativas do instituto Ipsos, o centrista Emmanuel Macron é o vencedor da primeira volta, com 23,7%, seguido de Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, com 21,7%. Ambos vão à segunda volta, a 7 de maio.

Em terceiro lugar, empatados, surgem François Fillon e Jean-Luc Mélenchon, com 19,5%. O socialista Benoît Hamon não vai além dos 6,2%. Os restantes candidatos não vão além dos 5%.

Outro instituto, Sofres, coloca Macron e Le Pen em igualdade, com 23%. E Fillon e Jean-Luc Mélenchon, ambos com 19%.

O primeiro a reagir foi Benoît Hamon. "Falhei, falhei!", afirmou o candidato da esquerda, sublinhando que esta foi "uma derrota moral para a esquerda, toda a esquerda". Afirmando-se "orgulhoso" de ter feito uma campanha "positiva" que "voltou a dar esperança aos jovens do país", o ex-ministro garantiu no entanto que "a esquerda não está morta".

Apesar de considerar Macron um adversário político, Hamon apelou a votar no candidato do En Marche! para "abater a extrema-direita".

Entre os apoiantes de Macron reunidos Porte de Versailles em Paris, o ambiente começou a aquecer. As cerca de 300 pessoas agitaram bandeiras enquanto a televisão exibia os primeiros resultados. Quem chega recebe o material para a festa.

 

Coreia do Norte detém norte-americano quando tentava sair do país

 

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Trata-se de um professor da Universidade de Ciências e Tecnologias de Yanbian, na China, de cerca de 50 anos. Detenção não foi confirmada oficialmente

Um norte-americano foi preso na Coreia do Norte quando tentava sair do país, aumentando para três o número de norte-americanos detidos naquele país, noticiou hoje a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

A prisão deste norte-americano, que não foi confirmada oficialmente, aconteceu numa altura de grande tensão entre Pyongyang e Washington.

Segundo a Yonhap, o indivíduo, que é identificado unicamente pelo seu nome de família, Kim, foi preso na sexta-feira no aeroporto internacional de Pyongyang quando estava quase a deixar o país.

De acordo com agência, trata-se de um professor da Universidade de Ciências e Tecnologias de Yanbian, na China, de cerca de 50 anos.

Dois outros norte-americanos estão atualmente detidos na Coreia do Norte, no âmbito das tensões entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.

Membro da missão da OSCE morto em explosão no leste da Ucrânia

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Explosão de uma mina fez ainda um ferido, para além da vítima mortal

A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) informou hoje que um dos seus membros morreu na explosão de uma mina à passagem de uma patrulha no leste da Ucrânia, controlado pelos rebeldes.

"Novas trágicas da Ucrânia", uma patrulha da missão da OSCE "passou sobre uma mina. Um membro da patrulha da OSCE foi morto, outro ficou ferido", indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros austríaco e presidente em exercício da organização, Sebastian Kurz, na rede social Twitter.

A patrulha viajava hoje de automóvel na província de Lugansk, quando a explosão ocorreu junto à localidade de Prishib, perto da linha de separação entre as forças ucranianas e os rebeldes pró-russos no leste da Ucrânia, disse a polícia de Lugansk à imprensa local.

Kurz pediu uma "investigação profunda" do incidente para que os responsáveis pelo ataque respondam pelos seus atos.

A república separatista de Donetsk também confirmou a morte do observador, recordando que tinham pedido à OSCE para reforçar as medidas de segurança.

"Sabe-se que a caravana saiu da rota habitual e se deslocava por vias secundárias, o que está proibido no mandato da missão de observação da OSCE", disse Eduard Basurin, subcomandante das milícias rebeldes, a meios de comunicação social russos.

Embora os Acordos de Paz de Minsk de fevereiro de 2015 tenham acabado com a guerra entre o exército ucraniano e as milícias rebeldes, as escaramuças são constantes, assim como as baixas de ambos os lados.

O conflito no leste da Ucrânia matou mais de 9.800 pessoas desde abril de 2014.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 23.04.2017

 

Sobe para 18 o número de países europeus com sarampo

Dezoito países europeus foram incluídos numa lista de regiões com transmissão endémica de sarampo, divulgou este domingo a Direção-Geral de Saúde, com base em informações transmitidas pelo Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças.

Na informação anterior, divulgada no passado domingo, o registo era de 14 países com surto da doença, com a Roménia a liderar, ao indicar mais quatro mil doentes em seis meses, desde meados do ano passado.

Continuando a ter a Roménia como líder, a lista mais recente inclui ainda Alemanha, França, Itália, Áustria, Bélgica, Polónia, Roménia, Suíça, Rússia, Turquia, Ucrânia, Irlanda, Bósnia e Herzegovina, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Sérvia e Macedónia.

Na lista divulgada este domingo, a Roménia continua a protagonizar o maior surto na Europa, com 4.793 casos confirmados e 21 mortes, sendo a faixa dos 0-14 anos a mais atingida (82,1%). Dos casos registados entre janeiro de 2016 e abril de 2017 reportavam a 96% pessoas não vacinadas.

Em Portugal, até quarta-feira, foram notificados "46 casos de sarampo, dos quais 21 confirmados e 15 em investigação", tendo a 10 casos sido excluído o diagnóstico de sarampo, segundo a DGS.

Nos primeiros quatro meses do ano houve mais casos de sarampo em Portugal do que na última década anterior.

De acordo com os vários relatórios sobre doenças de declaração obrigatória, entre elas o sarampo, entre 2006 e 2014 Portugal registou 19 casos de sarampo -- quase todos importados - quando desde janeiro deste ano até hoje já houve 23 casos notificados.

Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países.

O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas, habitualmente é benigna mas pode ser grave e até levar à morte.

A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo e a vacina é gratuita e está incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.

Rapaz de 12 anos conduziu 1300 quilómetros sem ninguém reparar

Um australiano de 12 anos foi apanhado pela polícia, este sábado, depois de percorrer mais de 1200 quilómetros de carro, numa tentativa de atravessar o país de uma ponta a outra.

O rapaz tentava atravessar a Austrália desde a cidade costeira de Kendall até Perth, um percurso com mais de 4000 quilómetros de extensão e que demora cerca de 43 horas a percorrer de carro.

Depois de fazer mais de 1300 quilómetros, a polícia intercetou este "mini" condutor na região de Broken Hill, porque estava a arrastar o para-choques na estrada, conta o jornal britânico "The Guardian",

Segundo a mesma fonte, a polícia ainda está a investigar como é que o rapaz foi capaz de reabastecer o veículo e como conseguiu fazer tantos quilómetros sem captar a atenção dos outros condutores.

Três crianças mortas em disputa de duas mulheres com "o mesmo cônjuge"

Três irmãos, menores de idade, foram assassinados na província do Huambo, em Angola, com golpes de machado, disse fonte da Polícia Nacional, admitindo tratar-se de um crime de natureza passional.

De acordo com a mesma informação, o triplo homicídio aconteceu na quarta-feira, no município do Bailundo, durante uma altercação entre duas mulheres que, segundo a polícia, "partilham o mesmo cônjuge".

A segunda mulher "tentava brigar" com a mãe dos menores, de três, sete e 11 anos, mas "viu seus intentos frustrados ao aperceber-se de que esta terá fugido".

"Não satisfeita, introduziu-se na residência em que se encontravam os menores", apontou a polícia.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 23.04.2017

 

EUA mais comedidos


23 de Abril, 2017

O vice-presidente dos EUA defendeu uma solução pacífica para a crise da Coreia do Norte com a ajuda da China.

“Acreditamos que o desarmamento nuclear e balístico de Pyongyang pode ser alcançado de forma pacífica, em grande parte devido ao novo compromisso da China”, disse Mike Pence, numa conferência de imprensa ontem em Sydney, juntamente com o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, com quem se reuniu, durante a sua visita ao país.

 

Dezenas de soldados são mortos por talibãs


23 de Abril, 2017

Mais de uma centena de militares foram sexta-feira mortos depois de um grupo de talibãs, disfarçados de soldados, ter atacado uma base na zona norte do Afeganistão.

O Ministério da Defesa afegão fala em mais de 100 mortos e dezenas de feridos, mas até ontem ainda não havia certezas quanto ao número exacto de vítimas. Caso o número se confirme, o ataque será o mais mortífero contra uma base afegã.
Uma fonte oficial do distrito de Mazar-i-Sharif, onde ficam localizadas as instalações militares, garante, porém, que o número de mortos pode mesmo vir a ultrapassar os 140. À Reuters, outros oficiais mostraram-se convencidos de que o número pode ser até superior a 150. 
O ataque de sexta-feira foi levado a cabo por um grupo de dez talibãs que conduziam veículos militares. Os soldados afegãos, que tinham acabado de sair de uma mesquita onde fizeram uma das orações do dia, começaram por ser atacados com armas de fogo, numa batalha que terá durado seis horas, de acordo com o porta-voz do exército, citado pela CNN. Terá havido uma explosão num dos portões da base. De acordo com fontes oficiais contactadas pela Reuters, terão sido também detonadas granadas e alguns dos jihadistas ter-se-ão suicidado com coletes de explosivos. “Havia tiros e explosões por todo o lado”, relatou uma testemunha à agência noticiosa, descrevendo o cenário como caótico. Zabihullah Mujahid, porta-voz do grupo terrorista, emitiu ontem um comunicado em que explica que o ataque se tratou de uma resposta às mortes de vários líderes talibãs no norte do Afeganistão. A base pertencia à 209ª corporação do Exéricito do Afeganistão, responsável pelo patrulhamento de grande parte da zona norte do país.

 

Detenção de Julian Assange é prioridade


23 de Abril, 2017

A detenção do fundador do portal WikiLeaks é uma prioridade para a Administração de Donald Trump, que luta contra a divulgação de informações sensíveis, afirmou o procurador-geral norte-americano, Jeff Sessions.

A imprensa local, que citou dirigentes norte-americanos, informou que Washington está a elaborar a acusação, com vista à detenção de Julian Assange, que continua a divulgar informação com carácter sigiloso sobre as actividades políticos e militares dos Estados Unidos. “Vamos redobrar os nossos esforços no que diz respeito às fugas de informação”, declarou Sessions numa conferência de imprensa concorrida.
“Esta é uma questão que está além de tudo o que eu conheça”, disse o procurador-geral, referindo-se ao número elevado de fugas de informação. “Procurámos colocar algumas pessoas na prisão, por práticas indevidas”, acrescentou, sem determinar à altura certa para fazer andar o processo de captura ou de detenção. 
Segundo o jornal Washington Post, os procuradores redigiram, nas últimas semanas, uma nota sobre as acusações contra Julian Assange e membros do portal WikiLeaks, que podem incluir elementos como conspiração, roubo de propriedade do Estado e violação da lei federal de espionagem.
Julian Assange, de 45 anos, está refugiado na Embaixada do Equador em Londres desde 2012, na tentativa de escapar a um mandado de detenção europeu por uma alegada violação na Suécia, que ele próprio nega. Assange receia ser extraditado para os Estados Unidos da América, onde se arrisca a sanções pesadas pela publicação em 2010 de documentos confidenciais militares e diplomáticos, em particular sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão. O australiano foi interrogado na embaixada a 14 e 15 de Novembro sobre a questão da violação, caso que remonta a 2010.
O caso voltou à ordem do dia devido às acusações de agências norte-americanas de informações contra a Rússia, segundo as quais Moscovo interferiu com as presidenciais dos Estados Unidos da América para beneficiar a eleição de Donald Trump, ao divulgar no portal do WikiLeaks documentos que desacreditaram a candidata democrata Hillary Clinton. A Rússia nega categoricamente qualquer ingerência na campanha eleitoral norte-americana, e afirma “que não se pode provar o que não se fez.”

 

 

Operações agravam quadro de desconfiança

Altino Matos |
23 de Abril, 2017

A Rússia e o comando da OTAN voltaram a estabelecer um quadro de discórdia com uma movimentação de tropas que está a ser encarada como uma forma de desencorajar avanços mais significativos na Ucrânia e na Síria, onde o Governo de Moscovo exerce uma diplomacia de grande influência.

 

A OTAN desculpa-se com operações dinâmicas e de aprimoramento táctico, sem qualquer ligação a preparativos de uma ofensiva contra a Rússia, mas fontes do Kremlin indicam que existem dados que podem levar a uma situação de confronto durante as manobras militares. A Rússia, segundo o Kremlin, ordenou movimentações de veículos e helicópteros militares dentro do seu espaço territorial, seguindo um protocolo de manutenção de procedimentos e de mudança táctica dos efectivos. 
O Kremlin também desmentiu que movimentou tropas em Vladivostok e Slavyanka, junto da fronteira com a Coreia do Norte, que seria visto como um reforço do poderio militar russo face à tensão crescente na península coreana.
O porta-voz do Governo de Moscovo, Dmitry Peskov, remeteu as movimentações militares para política interna, mas não deixou de fora o cenário internacional. “O assunto do posicionamento ou reposicionamento de tropas dentro do país não entra no domínio de assunto público. Qualquer país no processo de construção da sua própria segurança reage à mudança na situação internacional”, disse Dmitry Peskov. 
No quadro da guerra de informação, vários jornais avançaram, citando analistas militares, que aviões russos com armas electrónicas podem paralisar a Marinha dos Estados Unidos da América (EUA) e os seus sistemas de defesa de mísseis. Um artigo publicado pelo jornal britânico “The Independent”, atribuindo as informações à imprensa russa, referiu uma ferramenta do programa Vesti designada Khibiny, que seria responsável por ter desactivado completamente os sistemas de defesa do navio de guerra norte-americano USS Donald Cook no Mar Negro, em 2014. O armamento electrónico russo estava instalado num avião Sukhoi Su-24 e pôde “desactivar todos os sistemas do navio” com “poderosas ondas electrónicas de rádio” num voo durante o processo de integração da Crimeia no território russo.
“Não é preciso ter armas caras para vencer uma guerra, uma poderosa interferência rádio-electrónica é o suficiente”, informou uma fonte russa contactada pelo “The Independent”. 
Na época, a Marinha dos EUA confirmou que houve um encontro entre a embarcação e duas aeronaves Sukhoi Su-24 no Mar Negro. Todavia, os militares norte-americanos destacaram que o navio podia plenamente defender-se de qualquer ataque.
O jornal “The Independent” destaca ainda não saber o motivo por que só agora, passados três anos após o ataque com o Khibiny, a informação foi divulgada, justamente num momento em que as relações entre a Rússia e os EUA estão tremidas. O recente encontro entre o Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, mostrou que os dois países apresentam ainda muitas discordâncias, mais notoriamente em relação ao conflito na Síria e à tensão na península coreana, onde os Estados Unidos admitem lançar um ataque surpresa a Pyongyang.

Investigação do ataque

O Governo de Moscovo lamentou a recusa dos EUA para que inspectores russos participem numa investigação sobre o ataque com armas químicas na Síria, anunciou ontem o Ministério das Relações Exteriores.
O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e os dois concordaram em deliberar mais uma vez sobre uma investigação “objectiva sobre o incidente” sob a égide da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).
Os EUA, que acusaram a Síria pelo ataque de 4 de Abril, no qual dezenas de pessoas morreram por inalação de gás venenoso, responderam com disparos de mísseis contra uma base aérea síria. O episódio somou-se a uma longa lista de disputas entre os dois países e acabou com as esperanças russas de que as relações bilaterais poderiam melhorar com a chegada de Donald Trump à Casa Branca. O Presidente dos EUA disse na semana passada que as relações com o Governo de Moscovo “podem estar num momento histórico ruim”. Referindo-se a outro problema, Seguei Lavrov pediu a Rex Tillerson que devolvesse “propriedades diplomáticas russas nos EUA que foram ilegalmente confiscadas pela administração de Barack Obama”.
O antigo Presidente dos EUA expulsou 35 russos suspeitos de espionagem em Dezembro do ano passado e ordenou que os serviços diplomáticos deixassem dois retiros de férias perto de Washington e Nova Iorque, que alegadamente eram utilizados por agentes de contra-informação.

Força Aérea síria

O secretário (ministro) da Defesa dos EUA, Jim Mattis, afirmou ontem que a Síria dispersou aviões de guerra nos últimos dias e que reteve armas químicas, uma questão que está a ser tratada diplomaticamente. Os EUA lançaram há duas semanas dezenas de mísseis contra uma base aérea síria em resposta a um ataque químico que matou 90 pessoas, incluindo 30 crianças. Segundo as autoridades norte-americanas, o Governo sírio realizou o ataque a partir da base aérea de Shayrat. O Pentágono (Ministério da Defesa dos EUA) disse que o ataque aéreo danificou ou destruiu cerca de 20 por cento das aeronaves militares sírias. O ministro da Defesa de Israel confirmou que as forças militares sírias transferiram  aviões de guerra para uma base russa em Lataquia. “Eles dispersaram os aviões nos últimos dias”, disse Jim Mattis.

Israel ataca bases

Aviões israelitas bombardearam várias posições do Exército da Síria nas Colinas de Golã, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), assinalando que os indícios apontam que o ataque foi executado por drones. 
Uma fonte militar síria não identificada, citada pela agência oficial de notícias Sana, informou que aviões israelitas lançaram dois mísseis contra uma posição militar na província de Quneitra. A fonte militar acrescentou que o quartel está situado perto da localidade de Khan Arnaba e que o ataque provocou danos materiais.
O OSDH indicou que cinco mísseis foram lançados contra posições militares nas áreas de Al Kom, Al Samdaniya al Sharquiya e na cidade de Al Baaz, situadas na província de Quneitra. Segundo a Sana, o ataque aconteceu depois de o Exército sírio ter abortado uma tentativa de infiltração de supostos grupos terroristas em direcção ao posto militar próximo de Khan Arnaba. A fonte indicou que o ataque demonstra o apoio directo de Israel aos alegados grupos terroristas. No dia 16 de Março, Israel bombardeou um comboio no norte da Síria, com o argumento de que transportava armas dos arsenais sírios para a milícia do movimento xiita libanês Hezbollah, o que deu lugar a um troca de fogo sem precedentes nos últimos anos.
O embaixador israelita na Rússia, Gary Kore, foi advertido por Moscovo, principal aliado da Síria, que Israel deve cessar estas intervenções. Nos seis anos de guerra civil na Síria, Israel atacou alvos nesse país em pelo menos 20 ocasiões, fosse porque algum projéctil errático caiu no seu território.

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