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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 19.04.2017

 

Erdogan vence referendo para implantar sistema presidencialista na Turquia

 18/04/2017 15:47:31

O novo sistema presidencialista proposto por Erdogan venceu o referendo domingo na Turquia com 51,3% dos votos

O novo sistema presidencialista sugerido pelo chefe de Estado, Recep Tayyip Erdogan, venceu o referendo domingo na Turquia com 51,3% dos votos, no momento em que a apuração das urnas alcançou 98% e a oposição já denuncia manipulação eleitoral.  

O voto a favor do novo sistema lidera a contagem com uma vantagem de 1,3 milhão de votos sobre o "não", o que lhe garante a vitória, embora a proporção ainda possa variar.

No entanto, o Partido Republicano do Povo (CHP), o maior da oposição, que fez campanha contra a reforma, denunciou que estas cifras provêm da agência semipública Anadolu e ainda não são os resultados definitivos da Junta Suprema Eleitoral.

Além disso, Erdal Aksünger, um porta-voz do CHP, declarou à imprensa que seu partido impugnará 37% das urnas apuradas, porque há "muita manipulação".

Uma das maiores preocupações da oposição é o comunicado da Junta Suprema Eleitoral que hoje permitiu considerar válidas na contagem as papeletas não previamente seladas pela equipe da mesa eleitoral, o que abre a porta para manipulações na avaliação dos opositores de Erdogan.

"Dizem que são válidas as papeletas e envelopes sem selo oficial. Isso é ilegal", disse à imprensa o vice-presidente do CHP, Bülent Tezcan.

 

Coreia do Norte diz que está pronta para guerra com armas nucleares

 18/04/2017 15:46:13

Coreia do Norte diz que está pronta para confronto nuclear contra os EUA

O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores de Coreia do Norte, Choe Ryong-hae, disse sábado (15) durante um grande desfile militar em Pyongyang, que o povo norte-coreano está "preparado para a guerra" contra os Estados Unidos com suas armas nucleares. As informações são da Agência EFE.

"Estamos completamente preparados para enfrentar qualquer tipo de guerra com nossas armas nucleares se os EUA atacarem a península da Coreia", disse Ryong-hae, considerado o número dois do regime, em seu discurso durante a exibição militar em comemoração ao 105º aniversário do fundador do país, Kim Il-sung.

Durante o desfile do "Dia do Sol", presidido pelo líder Kim Jong-un, o Exército norte-coreano mostrou seu arsenal, incluindo vários mísseis balísticos, entre os quais encontrava-se um possível novo projétil de alcance intercontinental.

"Se os EUA fizerem provocações imprudentes contra nós, nossa força revolucionária contra-atacará num instante, com um ataque aniquilador e responderemos a uma guerra total com guerra total e a ataques nucleares com nosso próprio arsenal atômico", disse Choe.

 

Ele também acusou os EUA de posicionar armas nucleares no Sul da península coreana, "o que está criando uma situação muito tensa que ameaça a paz e a segurança não só da região, como também do mundo inteiro".

Washington decidiu enviar recentemente um porta-aviões nuclear à península da Coreia em resposta aos lançamentos de mísseis de Pyongyang e Washington, e chegou a insinuar que estuda a possibilidade de um ataque preventivo para frear os avanços armamentísticos do regime norte-coreano.

"Os imperialistas estão tentando isolar nosso povo onde as pessoas só querem viver em paz", afirmou o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores.

 

Macron ultrapassa Le Pen na reta final do 1º turno, diz pesquisa do OpinionWay

 19/04/2017 13:06:00

Na reta final do primeiro turno das eleições presidenciais na França, o candidato centrista Emmanuel Macron ultrapassou a candidata do partido de extrema-direita, Marine Le Pen, indica pesquisa do OpinionWay. Os dois mantêm o favoritismo para disputarem o segundo turno, com Macron apresentando 23% das intenções de voto e Le Pen, 22%.

Em terceiro lugar, aparece o candidato da centro-direita, François Fillon, que era tido como favorito antes de um escândalo de corrupção atingir sua campanha. Já o candidato da extrema-esquerda, Jean-Luc Mélenchon, aparece com 19% das intenções de voto, de acordo com o OpinionWay.

O instituto simulou dois cenários no segundo turno. No primeiro, entre Le Pen e Macron, o candidato centrista venceria a candidata da extrema-direita por 65% contra 35% das intenções de voto. Em um segundo turno entre Fillon e Le Pen, a candidata da extrema-direita teria um pouco mais de força, mas também não venceria, segundo a pesquisa. Fillon aparece com 58% das intenções de voto contra 42% de Le Pen.

O OpinionWay ouviu 2.417 pessoas entre os dias 16 e 18 de abril. A margem de erro para a sondagem referente ao primeiro turno é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Já a margem de erro para as pesquisas de segundo turno é de 2,9 pontos porcentuais.

Trump volta atrás e diz que Otan é estratégica para combate ao terrorismo

 13/04/2017 15:45:47

O presidente Donald Trump voltou atrás sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ontem (13), após reunir-se na Casa Branca com o secretário-geral do bloco, Jens Stoltenberg, Trump disse que já não vê o grupo como “obsoleto e ultrapassado”, mas sim como uma aliança militar estratégica importante para combater o terrorismo.

Durante toda a campanha eleitoral e depois de tomar posse, Donald Trump disse reiteradas vezes que a Otan era ultrapassada e questionou a existência do bloco. Em declarações anteriores, disse que a aliança não acrescentava nada de “produtivo” aos norte-americanos.

Além disso, ele criticava o investimento financeiro dos Estados Unidos na aliança. Nessas ocasiões, Trump dizia que governo norte-americano havia colocado mais dinheiro que os outros países aliados, o que, para ele, era uma situação “injusta” e “desigual".

Em uma entrevista coletiva ao lado de Stoltenberg, Trump disse que o encontro foi produtivo e que mudou de opinião porque a “Otan mudou também” e, na visão dele, tornou-se mais “produtiva”.

Mesmo assim, o presidente norte-americano pediu mais participação financeira dos países-membros da organização. Atualmente 28 países fazem parte do tratado, que nasceu em 1949, sob a prerrogativa de estabelecer uma parceria militar estratégica.

Na entrevista, o secretário-geral da Otan disse que uma das prioridades agora é conseguir fazer com que os Estados-Membros cumpram com suas obrigações e compromissos com o bloco.

No final da conversa com jornalistas, Donald Trump também afirmou que as relações com a Rússia se deterioram muito e chegaram ao ponto “mais baixo de todos os tempos”.

Trump disse que verá como vai fazer para estabelecer o diálogo com o presidente russo, Vladmir Putin.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, esteve ontem na Rússia para discutir o conflito sírio. Os dois países divergem sobre uma ação militar contra o governo de Bashar al Assad, um antigo aliado da Rússia.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 19.04.2017

 

Casa Branca tentará marcar reunião entre Papa e Trump

Viagem oficial do magnata acontecerá nos dias 26 e 27 de maio

Agência ANSA

A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira (19) que entrará em contato com o Vaticano para tentar organizar uma audiência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o papa Francisco.

Segundo o porta-voz do governo, Sean Spicer, a pretensão é que o encontro aconteça durante a visita oficial do magnata à Itália, que ocorre nos dias 26 e 27 de maio. "Será certamente uma honra", ressaltou.

Até o momento, não consta nenhum encontro entre o chefe de Estado e o líder católico nas agendas de ambos. Caso a audiência não seja confirmada, Trump poderá ser o primeiro presidente norte-americano desde Franklin D. Roosevelt a fazer uma viagem ao país europeu sem se reunir com o Pontífice.

'Project Syndicate': O decepcionante primeiro ano de Macri na presidência

País sofreu estagflação, com queda de 2,3% do PIB  e inflação atingindo quase 40%

Jornal do Brasil

Texto publicado nesta quarta-feira (19) pelo Project Syndicate, de Praga, fala sobre o primeiro ano de Maurício Macri como presidente da Argentina. A economia argentina está lutando. No ano passado, o país sofreu estagflação, com queda do PIB de 2,3% e inflação atingindo quase 40%. Aumento da pobreza e da desigualdade; Aumento do desemprego; E a dívida externa cresceu - e continua a crescer - a um ritmo alarmante. Para o presidente Mauricio Macri, foi um desanimador primeiro ano no cargo, para dizer o mínimo.

O artigo acrescenta que com certeza, Macri enfrentou um desafio assustador quando tomou posse em dezembro de 2015 e aponta que a economia já estava em um caminho insustentável, devido às inconsistentes políticas macroeconômicas que sua antecessora, Cristina Fernández de Kirchner, havia adotado. Essas políticas levaram a desequilíbrios que corroeram a competitividade da economia e as reservas externas, levando o país a uma crise de balanço de pagamentos.

Macri também perseguiu uma abordagem de política macroeconômica defeituosa, avalia Martin Guzman da Universidade de Columbia, autor do texto

Macri também perseguiu uma abordagem de política macroeconômica defeituosa, avalia Martin Guzman da Universidade de Columbia, autor do texto. Sua administração precisava resolver os desequilíbrios fiscais e externos, sem desfazer os progressos na inclusão social que tinham sido feitos na década anterior. Sua abordagem, baseada em quatro pilares fundamentais, não conseguiu isso.

Martin afirma que em primeiro lugar, o governo de Macri aboliu os controles cambiais e transferiu a Argentina para um regime de moeda flutuante, permitindo que o peso argentino se depreciasse 60% em relação ao dólar em 2016. Segundo, o governo de Macri reduziu os impostos sobre as exportações de commodities, Kirchner, e retirou uma série de controles de importação. Em terceiro lugar, o Banco Central da Argentina anunciou que seguiria um regime de metas de inflação, em vez de continuar a depender principalmente da senhoriagem para financiar o déficit fiscal.

Finalmente, descreve o pesquisador Guzman, o governo de Macri chegou a um acordo com os chamados fundos abutres e outros credores que, por mais de uma década, impediram o país de acessar os mercados de crédito internacionais. Uma vez concluído o acordo, a Argentina buscou um novo empréstimo externo maciço, com a maior emissão de dívida emergente do mundo, para ajudar a resolver seu considerável déficit fiscal. No interesse de reduzir seus custos de empréstimo, as autoridades emitiram a nova dívida sob a lei de Nova York, apesar da cara batalha que o país acabava de perder precisamente porque tinha emprestado sob esse quadro legal.

Para Martin a abordagem da política macroeconômica de Macri - que incluía também o aumento dos preços dos serviços públicos que haviam sido congelados pelo governo anterior e implementado um programa de anistia fiscal que proporcionava ao governo mais receita fiscal - repousava em vários pressupostos controversos. Acima de tudo, a mudança radical no curso de política deveria estabelecer as condições para o crescimento dinâmico.

O artigo de opinião enfatiza que o novo foco do banco central na inflação também não ajudará, porque prejudicará a atividade econômica e exacerbará a dor vivida pelos mais vulneráveis, para quem o desemprego pode ser pior do que o aumento dos preços.

Para finalizar, Martin Guzman ressalta que a raiva pública está atingindo seu pico, devido à redistribuição eficaz da riqueza longe dos trabalhadores provocada pelas políticas de Macri. Como está, as perspectivas da Argentina são incertas, finaliza. 

Comissão eleitoral rejeita anular referendo na Turquia

Pedido tinha sido apresentado por partidos de oposição

Agência ANSA

A Comissão Eleitoral da Turquia rejeitou nesta quarta-feira (19) o pedido apresentado pela oposição para anular o referendo do último domingo que ampliou os poderes do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Mulher finge impeachment de Trump para idoso morrer em paz

Homem morreu ouvindo que o presidente dos EUA sofreu impeachment

Agência ANSA

 

Uma mulher fingiu o impeachment do presidente norte-americano, Donald Trump, para que seu ex-marido pudesse "morrer em paz". O caso aconteceu no estado de Oregon, nos Estados Unidos.

Michael Garland Elliott tinha 75 anos e sofria com diversos problemas cardíacos. Graças a mentira contada por sua ex-esposa, Teresa Elliott, ele pode morrer "tranquilo" no leito de sua casa, no último dia 6 de abril.

A mulher explicou que, apesar do divórcio que aconteceu há cerca de 20 anos, ela continuou muito ligada a seu ex-companheiro e o visitava frequentemente. Assim, quando o estado de saúde de Michael se agravou, ela decidiu "tranquilizá-lo", dizendo que o processo de impeachment contra Trump tinha sido aberto. 

Segundo informações do obituário, a última coisa que a mulher teria dito a ele foi "Trump sofreu impeachment". "Eu sabia que eram seus últimos momentos de vida, e que esta notícia lhe daria conforto", explicou Teresa à imprensa local.

Ela disse ainda que o ex-marido era um "viciado em notícias", e que sempre tinha deixado muito claro sua desaprovação ao atual presidente dos Estados Unidos.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 19.04.2017

 

 

Donald Trump vai recebe líder da Autoridade Palestiniana

 

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Presidente norte-americano quer falar com Mahmud Abbas sobre o relançamento das negociações de paz no Médio Oriente

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai receber o líder da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, no próximo dia 3 de maio para tentar relançar as negociações de paz no Médio Oriente, divulgou esta quarta-feira a Casa Branca.

Espera-se que os dois líderes abordem opções para a pacificação das relações entre os palestinianos e Israel.

"Esta visita vai permitir reafirmar o compromisso dos Estados Unidos, como dos líderes palestinianos, de procurar - e eventualmente de concluir - um acordo visando o fim do conflito", declarou o porta-voz da administração norte-americana, Sean Spicer, durante a habitual conferência de imprensa diária na Casa Branca.

Trump convidou Mahmud Abbas durante o seu primeiro contacto telefónico com o líder palestiniano, que aconteceu no passado dia 10 de março.

Este encontro acontece mais de dois meses depois da primeira reunião presencial entre Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que teve lugar a 15 de fevereiro em Washington.

Durante o encontro com Netanyahu, Donald Trump pareceu distanciar-se da ideia da criação de um Estado palestiniano para alcançar a paz no Médio Oriente, rompendo com décadas de diplomacia norte-americana e internacional.

"Estou a avaliar a possibilidade de dois Estados e de um Estado", disse então.

"Gosto da solução que os dois lados gostarem. Se eles estiverem contentes eu também estou", acrescentou na mesma ocasião com Netanyahu ao seu lado.

Ao mesmo tempo, o líder norte-americano frisou que gostaria de ver Israel a adiar a construção de colonatos durante algum tempo e fontes de Washington alertaram que a expansão "descontrolada" dos colonatos israelitas poderia ser um obstáculo à paz.

A ambiguidade de Trump em relação a este dossiê tem gerado preocupação entre os palestinianos e os países-membros da Liga Árabe, que na sua última cimeira reagiram à posição de Washington e sublinharam o seu apoio à criação de um Estado palestiniano.

 

Televisão da Coreia do Norte emite ataque simulado aos Estados Unidos

 

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Montagem mostra míssil balístico disparado por Pyongyang que alegadamente cruza o Oceano Pacífico e atinge uma cidade não identificada nos EUA

A Coreia do Norte projetou no domingo a recriação de um ataque com mísseis a uma cidade dos Estados Unidos, durante uma cerimónia em Pyongyang, anunciou hoje a televisão estatal norte-coreana.

Em plena escalada de tensão na península coreana, as imagens foram exibidas num auditório da capital, no âmbito das comemorações do 105.º aniversário do fundador do país, Kim Il-sung, disse a KCTV.

A montagem mostra um míssil balístico disparado pela Coreia do Norte que alegadamente cruza o Oceano Pacífico e atinge uma cidade não identificada nos Estados Unidos.

Após a explosão, surge uma bandeira norte-americana em chamas com uma imagem do que se entende ser um cemitério.

Estudante morto durante a "mãe de todas as manifestações"

 

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Venezuelanos saem à rua para protestar contra Nicolás Maduro

Uma das marchas de opositores do regime na Venezuela, que tentava esta quarta-feira chegar à sede do gabinete do provedor de Justiça, foi dispersa com gás lacrimogéneo e noutra concentração antigovernamental há relatos de uma pessoa morta com um tiro.

De acordo com a Reuters, que cita testemunhas que estavam no local, um jovem foi baleado na cabeça e acabou por morrer.

 

Forças de segurança russas matam dois suspeitos de prepararatentados

 

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Os dois homem era oriundos "de um país da Ásia Central"

Dois homens suspeitos de preparar atentados na Rússia foram abatidos num tiroteio pelas forças de segurança russas, informaram esta quarta-feira fontes do Serviço Federal de Segurança, a agência que sucedeu ao KGB, citadas pela agência russa Interfax.

Os dois homens eram oriundos "de um país da Ásia Central" e foram mortos na região de Vladimir, na zona oeste da Rússia, segundo as mesmas fontes da agência de serviços secretos russa conhecida pelas iniciais FSB.

As fontes indicaram que a ordem inicial passava pela detenção dos suspeitos, mas que os dois homens ofereçam resistência e acabaram por ser abatidos por elementos do FSB.

De acordo com o FSB, os suspeitos tinham ligações a recrutadores de redes terroristas internacionais e estariam a preparar a realização de "atentados terroristas no território da Federação Russa".

Os homens tinham em seu poder componentes para o fabrico de uma bomba, uma arma automática Kalashnikov e munições.

As autoridades russas têm detido nas últimas duas semanas vários cidadãos oriundos de países da Ásia Central, a maioria na cidade russa de São Petersburgo, por suspeita de colaboração com o grupo extremista Estado Islâmico (EI) e com outras redes terroristas.

Na passada segunda-feira, o FSB anunciou a detenção de um dos presumíveis organizadores do atentado bombista perpetrado a 3 de abril contra o metro de São Petersburgo, que matou 14 pessoas.

O homem estava armado com uma pistola e também era originário da Ásia Central.

O bombista do atentado de 3 de abril era do Quirguistão. Os países pobres da Ásia Central, maioritariamente muçulmanos, são considerados terreno fértil para a captação de extremistas islâmicos.

A Rússia não sofria um atentado desta dimensão dentro do seu território desde dezembro de 2013, quando dois suicidas mataram 34 pessoas numa estação de comboio e num elétrico em Volgogrado, antiga Estalinegrado.

Quatro militares mortos e um ferido em queda de helicóptero

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Helicóptero controlava as fronteiras no norte da Grécia

Quatro militares morreram hoje e um ficou ferido na queda de um helicóptero de controlo de fronteiras no norte da Grécia, informaram fontes militares gregas.

O acidente ocorreu hoje a norte da cidade de Elassona, 450 quilómetros a noroeste de Atenas.

Fontes militares dizem que o helicóptero estava num voo de controlo de fronteiras de rotina.

Um oficial do exército grego confirmou as mortes à Associated Press, mas pediu anonimato até que haja um anúncio oficial.

Uma vasta operação de busca foi lançada após as autoridades perderem o contacto com o helicóptero, que tinha descolado de Larissa (centro).

 

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 19.04.2017

 

Maioria dos casos de sarampo afeta pessoas não vacinadas

Foram notificados 46 casos de sarampo, até às 16 horas desta quarta-feira, informou a Direção Geral de Saúde, em comunicado. Mais de metade em pessoas sem registo de vacinação.

Dos 46 casos de sarampo notificados, 21 foram confirmados e 15 estão em investigação. Nos restantes 10 casos foi já excluído o diagnóstico de sarampo.

Entre os 21 casos confirmados, 12 (57%) são em pessoas não vacinadas. Há nove profissionais de saúde infetados, dois destes sem registo de vacinação, informa a Direção Geral de Saúde (DGS), em comunicado.

A Região de Lisboa e Vale do Tejo, com 13 casos, é a mais afetada pelo surto de sarampo, que tem um caso confirmado a norte e sete na região do Algarve.

Por faixas etárias, os adultos com idade superior a 20 anos (13 casos) são os mais afetados. Entre as crianças com menos de um ano há quatro casos confirmados e três no grupo etário do 1 aos 4 anos.

Esta quarta-feira, morreu em Lisboa a jovem de 17 anos que estava internada com sarampo no Hospital Dona Estefânia.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, geralmente benigna mas que pode desencadear complicações e até ser fatal. Pode ser prevenida pela vacinação, que em Portugal é gratuita e está no Programa Nacional de Vacinação.

 

Sarampo matou 130 mil pessoas em todo o mundo num só ano

O sarampo, que esta quarta-feira vitimou mortalmente uma jovem de 17 anos em Portugal, causou mais de 130 mil mortes em todo o mundo em 2015, o que significa uma média diária de 367 óbitos.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicados em março e que se reportam a 2015, morreram 134.200 pessoas devido ao sarampo a nível mundial.

A vacinação - que em Portugal é gratuita, estando no Programa Nacional de Vacinação, mas não obrigatória - contribuiu para uma queda de quase 80% da mortalidade por sarampo entre 2000 e 2015 a nível global.

Em 2015, cerca de 85% das crianças em todo o mundo tinham uma dose da vacina contra o sarampo no primeiro ano de nascimento, quando em 2000 essa taxa era de 73%.

Um relatório da OMS estima que entre 2000 e 2015, a vacina contra o sarampo tenha prevenido 20,3 milhões de mortes, tornando a "vacinação do sarampo uma das melhores conquistas em termos de saúde pública".

De acordo com os vários relatórios sobre doenças de declaração obrigatória, entre elas o sarampo, entre 2006 e 2014, Portugal registou 19 casos de sarampo - quase todos importados - quando, desde janeiro deste ano até hoje, já houve pelo menos 21 casos confirmados além de outros 18 em investigação.

Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países.

Com a vacinação gratuita das crianças, a partir de 1974, e sobretudo com a introdução de uma segunda dose de vacina em 1990, o sarampo acabou por se tornar quase uma doença esquecida ou invisível.

Mas entre 1987 e 1989 tinham sido notificados em Portugal 12 mil casos, contabilizando-se 30 mortes.

O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas e, apesar de habitualmente ser benigna, pode ser grave e até levar à morte, avisa a Direção-geral da Saúde (DGS).

A doença manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto.

Segundo a norma clínica emitida pela DGS na semana passada, as complicações do sarampo podem incluir otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalite.

Os adultos têm, normalmente, doença mais grave do que as crianças e os doentes imunocomprometidos podem não apresentar manchas na pele.

O sarampo, que é evitável pela vacinação, transmite-se por via aérea e pelo contacto direto com secreções nasais ou da faringe de pessoas infetadas.

Com um período de incubação que pode variar entre sete e 21 dias, o contágio dá-se quatro dias antes e quatro dias depois de aparecer o exantema (erupções cutâneas).

Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18 anos, e uma dose quando se trata de adultos.

A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo, sendo gratuita e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.

"Alerta-se, desde já, para a necessidade de os pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país", referiu a DGS numa nota hoje emitida, um alerta que tem repetido de forma constante.

A vacinação organizada contra o sarampo em Portugal iniciou-se em 1973, com uma campanha de vacinação de crianças entre um e quatro anos, que vigorou até 1977.

Ursa "morreu de coração partido" depois de separada de companheira

 

Uma ursa polar, com 21 anos, morreu, na terça-feira, no Sea World, de São Diego, nos EUA. A morte acontece poucas semanas da companheira do animal ter sido enviada para outro zoo, no âmbito de um programa de reprodução.

Szenja foi encontrada sem vida pelos seus tratadores, sem que se conheça, para já, o motivo da morte. Nos últimos tempos, o animal apresentava sinais visíveis de tristeza e não se estava a alimentar em condições. O estado de Szenja começou a agravar-se depois de ter sido separada de Snowflake, uma outra ursa que em fevereiro foi enviada para Pitssburgh.

O par, uma das principais atrações do controverso Sea Life, estava junto desde o dia em que o parque abriu, em 1997. Quando a notícia da sua separação se tornou pública, milhares de ativistas pelos direitos dos animais assinaram uma petição para impedir a separação dos dois animais. Snowflake já tinha sido enviada para Pitssburgh, em 2014, mas na altura Szenja acompanhou a sua companheira.

Em declarações à "NBC San Diego", Tracy Remaim, vice presidente da PETA, disse que "Szenja morreu de coração partido". "Depois de perder a companheiro de 20 anos, Szenja fez aquilo que qualquer um faria quando perde esperança. Ela simplesmente desistiu", referiu.

"Esta situação deveria ser um alerta para o Sea World: Parem de criar animais em cativeiro, encerem as exibições com animais e enviem-nos para santuários", concluiu.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 19.04.2017

 

Antigos soldados africanos têm nacionalidade francesa


19 de Abril, 2017

O Presidente francês, François Hollande, presidiu sábado, no Eliseu, a uma cerimónia de reintegração da nacionalidade francesa a 28 antigos soldados africanos, entre senegaleses, congoleses, centro-africanos e costa-marfinenses, que combateram ao lado da França na Indochina ou na Argélia, antes de perder a sua nacionalidade por altura da independência das colónias africanas em 1960, noticiou ontem a agência de notícias France Press.

“Hoje (sábado), coloco um novo princípio: Os que se bateram pela França e que foram a escolha da sua sobrevivência devem se tornar Franceses”, afirmou o Chefe do Estado francês na cerimónia, noticiou a fonte. Referindo-se aos “que não conseguiram entregar os seus pedidos nos prazos estabelecidos”, François Hollande garantiu que “todos os antigos franco-atiradores que residem em França e que fizeram o pedido vão ter uma resposta positiva”.
“Vocês são a história da França”, afirmou o Presidente François Hollande ao dirigir-se aos 28 franco-atiradores, nascidos entre 1927 e 1939, entre os quais 23 senegaleses, dois congoleses, dois centro-africanos e um costa-marfinense. A França, insistiu o chefe de Estado, "tem uma dívida de sangue" para convosco. 
Para Aissata Seck, adjunta da prefeitura de Bondy (Seine-Saint-Denis), que esteve na origem desta cerimónia, “trata-se do culminar de um longo combate que levou muitos anos”. 
Filha de um antigo combatente senegalês, Aissata Seck lançou uma petição assinada por 60 mil pessoas, entre as quais milhares de celebridades.
O recurso a combatentes africanos variou ao longo das guerrasfrancesas e foi diferenciado conforme os territórios, mas fez parte das estratégias que traduzem o último esforço de manter a hegemonia francesa.

 

Cartes cede à pressão e desiste de reeleição


19 de Abril, 2017

O Presidente do Paraguai, Horácio Cartes, desistiu de se candidatar à reeleição, a qual promovia com uma reforma constitucional que gerou tensão política e social no país.

 

Com isso, Cartes tenta aplacar a tensão política e social gerada por essa iniciativa.
Num comunicado divulgado em Assunção, Cartes garantiu que não se vai candidatar, “em circunstância alguma”, às próximas eleições gerais de Abril de 2018. No final de Março, a tentativa de restabelecer a reeleição deflagrou violentos protestos que causara um morto, pelo menos 100 feridos e vários detidos.
O anúncio foi feito antes da chegada, ontem, de um enviado do Presidente norte-americano, e, amanhã, do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Almagro. Segundo analistas, este último pretende interceder para a retomada da normalidade institucional no Paraguai.
No início de Abril,  a OEA e a embaixada de Washington fizeram um apelo ao diálogo e pediram que qualquer mudança sobre a reeleição seja feita conforme a Constituição em vigor. A Carta Magna actual proíbe a reeleição consecutiva e alternada.
A tentativa de Cartes e do seu adversário de centro esquerda, o ex-Presidente Fernando Lugo (2008-2012, destituído após um processo de destituição relâmpago), de restabelecer a reeleição provocou a invasão e o incêndio do prédio do Congresso em 31 de Março passado. O episódio terminou na morte por parte da Polícia de um activista do Partido Liberal, de oposição. Nas suas contas no Facebook e no Twitter, Cartes disse ter comunicado ao arcebispo de Assunção, monsenhor Edmundo Valenzuela, na segunda-feira, que decidiu não lançar a sua candidatura.
 “Tomei a decisão de não me candidatar, sob circunstância alguma, como aspirante ao cargo de Presidente da República, para o período constitucional 2018-2023”, declarou. “Espero que este gesto de renúncia sirva para o aprofundamento do diálogo dirigido ao fortalecimento institucional da República, em harmónica convivência entre os paraguaios”, expressou o governante. Monsenhor Valenzuela actuou como moderador na busca de diálogo, que não contou com a participação da oposição maioritária.
O subsecretário de Estado para Assuntos Hemisféricos dos EUA, Francisco Palmieri, tinha um encontro para ontem com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Velázquez. É nesta Casa que se encontra um projecto de emenda para restabelecer a reeleição, proibida pela Constituição em vigor desde 1992.

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