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segunda, 10 abril 2017 11:20

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 09.04.2017

 

Temer repudia atentados no Egito e critica extremismo

 09/04/2017 15:04:00

O presidente Michel Temer (PMDB) usou o Twitter para repudiar os atentados que deixaram 43 mortos e mais de 100 feridos no Egito na manhã deste domingo (9). Na rede social, o presidente afirmou que recebeu a notícia "com profunda tristeza". "Repudiamos toda forma de intolerância religiosa e de extremismo violento. Nossa solidariedade às vítimas e seus familiares", escreveu.

Explosões suicidas foram registrados na igreja Mar Guergues, na cidade egípcia de Tanta, situada a 120 quilômetros ao norte do Cairo, e na catedral de São Marcos, em Alexandria. Os atentados ocorreram no dia em que é celebrado o Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa para os cristãos. O grupo radical Estado Islâmico reivindicou o atentado por meio de sua agência de notícia, a Amaq.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota manifestando "profunda consternação" com as duas explosões e condenou o ato de terrorismo, destacando que mantém a posição independente da motivação dos ataques. "Ao expressar suas condolências às famílias das vítimas, seus votos de plena recuperação aos feridos e sua solidariedade com o povo e o governo do Egito, o Brasil reitera sua condenação a todo e qualquer ato de terrorismo, independente de sua motivação", diz nota do Itamaraty.

Trump e outros líderes mundiais condenam ataques no Egito

 09/04/2017 13:35:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se disse neste domingo "muito triste ao ouvir sobre o ataque terrorista no Egito", em sua conta oficial no Twitter. "Os EUA condenam fortemente. Tenho grande confiança de que o presidente Al Sisi lidará com a situação corretamente", completou, se referindo ao presidente do Egito, Abdel Fattah Al Sisi.

Os ataques do Domingo de Ramos contra duas igrejas coptas ortodoxas na cidade de Tanta, no Delta do Nilo, e Alexandria, na costa do país, ocorreram menos de uma semana depois que Trump recebeu o líder egípcio na Casa Branca. Os dois países reafirmaram o empenho em trabalhar em conjunto para combater grupos radicais como o Estado Islâmico. Os dois ataques deste domingo mataram mais de 40 pessoas e deixaram cerca de 100 pessoas feridas.

Outros líderes mundiais também condenaram os atentados deste domingo. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, disse em comunicado que "o objetivo dos responsáveis, de causar uma divisão entre pessoas de diferentes fés vivendo pacificamente lado a lado, não deve ser permitido". O presidente da França, François Hollande, expressou solidariedade ao Egito em declaração por escrito, dizendo que "mais uma vez, o Egito é atingido por terroristas que querem destruir sua unidade e sua diversidade". Ele afirmou ainda que a França "mobiliza todas as suas forças em associação com as autoridades do Egito na luta contra o terrorismo" e oferece condolências às famílias das vítimas.

O governo de Israel também enviou suas condolências ao Egito. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ainda que deseja uma rápida recuperação para os feridos e que "o mundo tem que se unir e combater o terrorismo em todos os lugares". O porta-voz do governo do Hamas em Gaza Fawzi Barhoum também condenou a violência e disse que o grupo "deseja segurança, estabilidade e prosperidade para o Egito e seu povo".

Na Turquia, o porta-voz presidencial Ibrahim Kalin ofereceu suas condolências no Twitter e disse: "Nós condenamos veementemente os atrozes ataques terroristas contra igrejas no Egito no Domingo de Ramos hoje". Mehmet Gormez, chefe dos assuntos religiosos na Turquia, "amaldiçoou" os ataques e disse que eles são o problema comum de toda a humanidade. "A imunidade de um lugar de culto, não importa a religião a que pertence, não pode ser violada e o assassinato sanguinário de fiéis inocentes não pode nunca ser perdoado", disse Gormez em comunicado oficial. Fonte: Associated Press.

Presidentes de Rússia e Irã reforçam apoio ao governo sírio após ataque dos EUA

 09/04/2017 15:26:00

A Rússia e o Irã renovaram seu apoio ao governo sírio por meio de conversas telefônicas hoje, dizendo que os ataques a mísseis promovidos pelos Estados Unidos na semana passada violou a soberania síria, mas ao mesmo tempo não fortaleceram os chamados "grupos terroristas" no país.

Em conversa com o presidente sírio, Bashar Assad, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, classificou o ataque norte-americano como uma "violação flagrante" da soberania síria, informou a mídia local. Assad acusou os EUA de tentarem aumentar o moral dos "grupos terroristas" na Síria. O governo se refere a todos os que lutam contra ela como terroristas.

Uma declaração realizada no braço da mídia militar do Hezbollah condenou o ataque em uma linguagem muito mais forte, dizendo que tinha "passado dos limites" e prometendo "responder com força" a qualquer agressão futura "de diversas maneiras".

O grupo militante libanês investiu milhares de combatentes na defesa do governo de Assad. A declaração foi feita em nome de uma "sala de operações compartilhadas", até então desconhecida, entre a Rússia, o Irã e as forças aliadas. Representantes russos e iranianos não comentaram a declaração.

O Kremlin disse em um comunicado que Rouhani também conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, por telefone. "Ambos os lados notaram a inadmissibilidade de ações agressivas dos EUA contra um Estado soberano, em violação ao direito internacional", disse o comunicado. "Vladimir Putin e Hasan Rouhani falaram a favor de uma investigação objetiva e imparcial de todas as circunstâncias do incidente com armas químicas no dia 4 de abril na província síria de Idlib".

Rouhani disse que o ataque norte-americano não afetaria a política síria do Irã, enquanto o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, disse que o Irã não se intimidaria diante de agressões semelhantes. "O que os americanos fizeram foi um erro estratégico e uma ofensa. Eles estão repetindo a ofensa de seus predecessores ", disse Khamenei, segundo a agência oficial de notícias IRNA.

O Irã proporcionou assistência militar e econômica crucial a Assad durante toda a guerra civil de seis anos na Síria. Organizou várias milícias xiitas de todo o Oriente Médio para lutar em apoio ao governo de Assad e enviou tropas e oficiais de sua própria Guarda Revolucionária.

Os EUA afirmam que a decisão foi uma resposta a um ataque químico na cidade de Khan Sheikhoun, dominada pelos rebeldes, na semana passada. O governo sírio negou o uso de armas químicas.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, negou em uma entrevista que os ataques sinalizavam uma revisão da política americana, afirmando que sua prioridade era derrotar os militantes islâmicos no Oriente Médio. Foi a primeira vez que as forças americanas atacaram uma instalação do governo sírio durante a guerra. Funcionários do Tesouro norte-americano dizem que estão preparando sanções em resposta ao ataque com armas químicas, embora o governo sírio já sofra com sanções dos EUA e de outras nações.

Tillerson se reunirá com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em Moscou ainda esta semana. Moscou tem sido um aliado firme do governo sírio e tem defendido Assad de responsabilidade pelo uso de armas químicas. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 09.04.2017

 

 

Itália convoca reunião sobre Síria com membros do G7

Agência ANSA

 

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, convocou uma reunião extraordinária com os membros do G7 para debater a crise síria após um telefonema com seus homólogos da Alemanha, Sigmar Gabriel, do Reino Unido, Boris Johnson,e da França, Jean-Marc Ayrault. 

O encontro será realizado na próxima terça-feira (11), no Palazzo Ducale da cidade de Lucca, na província da Toscana, e contará ainda com os chanceleres de Turquia, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Jordânia e Catar.    

Os quatro ministros fizeram uma conferência por telefone neste domingo (9) para debater a retomada do processo político na Síria após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atacar uma base militar no país e fazer uma escalada nos combates. 

A Itália sediará a próxima reunião do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), nos dia 27 e 28 de maio, em Taormina.    

Tillerson vai acusar Rússia de cumplicidade com Assad 

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, vai acusar a Rússia de ser "cúmplice" do ataque químico realizado na Síria no dia 4 de abril quando se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na próxima quarta-feira (12), informa Fox.    

Já um dos aliados do presidente Assad, o Irã, voltou a fazer críticas contra os EUA. Para o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, o ataque contra uma base militar da Síria foi "um erro decisivo" de Donald Trump. 

 

Descontente com governo municipal, alemão joga 'carro explosivo' contra prefeitura 

 

Um veículo carregado de tanques de gás colidiu contra a entrada do edifício da prefeitura da cidade alemã de Verden, no estado federal da Baixa Saxônia, informou a mídia local. Ninguém foi ferido pela explosão do carro, que pegou fogo ao se chocar com o prédio.

As primeiras informações da polícia dão conta de que o incidente pode estar em uma "disputa" entre a administração da cidade e o motorista do carro, um homem de 47 anos. Além disso, as forças de segurança dizem que o autor do ataque não tem nenhuma história ligando a qualquer grupo terrorista.

Em seu carro, o motorista levava um tanque de 11 quilos de peso. O choque provocou um vazamento de gás da bola, embora não tenha explodido.

O motorista do carro se entregou à Polícia e informou sobre o objeto dentro do veículo. A identidade dele, porém, não foi divulgada pelas autoridades até o momento.

O incidente causou sérios danos materiais a uma parte da prefeitura que foi recentemente construída, enquanto o antigo edifício não teve sinais aparentes de

 

Milícia informa sobre mulheres franco-atiradoras da Europa combatendo em Donbass

 

A inteligência da república autoproclamada de Lugansk revelou a existência de mulheres franco-atiradoras de países europeus nas fileiras dos militares ucranianos, comunicou aos jornalistas Andrei Marochko, representante oficial da Milícia Popular de Lugansk.

"A nossa inteligência continua registrando atividade de mercenários estrangeiros na linha de contato, entre eles foram referidos grupos de franco-atiradores, na sua maioria são mulheres da Lituânia, Letônia e Polônia", disse Marochko.

Conforme os seus dados, a situação na zona de responsabilidade da Milícia Popular de Lugansk tem tendência para agravamento. Na véspera, Marochko informou sobre mais um conjunto de equipamento militar posicionado pelas Forças Armadas da Ucrânia.

A república de Donetsk também comunicou sobre mulheres franco-atiradoras. De acordo com Eduard Basurin, vice-chefe do comando operacional da república autoproclamada de Donetsk, à zona de conflito chegou o destacamento feminino Vedmy (Bruxas) do Pravy Sektor (Setor de Direita, organização proibida na Rússia). Elas fazem fogo contra áreas de habitação situadas perto da linha do contato.

Letônia vai ensinar educação militar nas escolas

 

O Ministério da Educação da Letônia quer introduzir lições de educação militar nas escolas do país para fornecer às crianças conhecimento sobre os princípios operacionais das armas de destruição em massa, informou a mídia local.

De acordo com o jornal Delfi, os alunos aprenderão sobre armas nucleares, biológicas e químicas, bem como medidas de proteção individuais e coletivas em caso de ataque.

"Estamos tentando mudar o paradigma da compreensão da defesa do Estado, da crença de que apenas um soldado com armas apoiadas por forças aliadas pode lutar, para garantir que cada patriota do país possa contribuir para a proteção do Estado", disse o ministro da Defesa letão, Raimonds Bergmanis.

As crianças receberão informações sobre diferentes tipos de minas e explosivos, bem como regras de comportamento nos campos minados.

O assunto será introduzido nas escolas secundárias em 2020-2021. A caráter experimental, a educação militar já é parte dos currículos de 18 escolas letãs com cerca de 360 crianças passando o curso.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 09.04.2017

 

 

Estado Islâmico reivindica atentados em duas igrejas coptas do Egipto

 

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Explosões nas duas igrejas coptas provocaram quase 40 mortos e 100 feridos

O grupo extremista Estado Islâmico (EL) reivindicou hoje os dois atentados no Egito em igrejas coptas, uma minoria cristã no país

"As equipas do Estado Islâmico realizaram ataques contra duas igrejas em Tanta e em Alexandria", indicou a agência de propaganda do EI, numa comunicação divulgada em redes sociais e citada por agências internacionais de notícias.

O balanço do número de vítimas mortais da primeira explosão junto a uma igreja na cidade de Tanta, a norte do Cairo, subiu para 26, havendo também 71 pessoas feridas.

Magdi Awad, chefe do serviço de ambulâncias, confirmou a informação relativa à explosão de uma bomba quando os fiéis celebravam o Domingo de Ramos.

Papa condena ataque a igreja cristã copta no Egito

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O papa Francisco condenou hoje o atentado no interior de uma igreja cristã copta na cidade egípcia de Tanta, ao norte do Cairo, no qual morreram pelo menos 25 pessoas.

Francisco pediu que "[Deus] converta o coração das pessoas que semeiam o terror, a violência e a morte".

O papa também expressou as suas condolências às famílias das vítimas, aos feridos e aos egípcios, assegurando-lhes que estão nas suas orações, momentos antes de rezar o Angelus na praça de São Pedro, no Vaticano.

Francisco presidiu hoje a celebração litúrgica tradicional do Domingo de Ramos, dando início aos ritos da Semana Santa.

EUA enviam porta-aviões para a península coreana

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Os Estados Unidos ordenaram a mobilização de porta-aviões USS Carl Vinson para águas perto da Coreia do Norte, como resposta aos vários testes de mísseis de Pyongyang.

Fontes do Pentágono confirmaram hoje à CNN que o almirante Harry Harris, chefe do Comando do Pacífico, ordenou a mobilização do porta-aviões da classe Nimitz e de toda a sua frota de ataque para águas próximas da península coreana.

O Carl Vinson, sob controlo da Terceira Frota (Pacífico Oriental), suspendeu uma visita prevista à Austrália e vai voltar a dirigir-se a águas próximas da Coreia do Norte, donde já esteve destacado há cerca de um mês para participar em manobras militares anuais com a Coreia do Sul.

Fontes da Defesa asseguraram que o movimento é uma resposta às novas provocações do regime comunista da Coreia do Norte, que recentemente realizou um teste de um míssil de médio alcance e fez testes com motores de mísseis.

A mudança de rumo do Carl Vinson acontece depois de, esta semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter-se reunido com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, para discutir a necessidade de evitar novas provocações de Pyongyang, aliado de Pequim.

Detido jovem de 17 anos relacionado com explosivo encontrado Oslo

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Um jovem de 17 anos foi hoje detido na Noruega por ligações com o dispositivo explosivo encontrado perto de uma estação de metropolitano em Oslo no sábado, que foi desativado, anunciaram os serviços de segurança noruegueses.

Signe Aaling, procurador-chefe, e os serviços de segurança afirmaram que o jovem foi detido por suspeita de manipulação de explosivos.

O chefe dos serviços de segurança, Benedicte Bjornland, afirmou, por seu turno, que não está claro se o adolescente projetava um ataque com o dispositivo de fabrico caseiro.

O jovem não foi identificado, mas Bjornland disse que os serviços secretos aponta no sentido de estar relacionado com os dispositivo explosivo, entretanto desativado, noticiou a agência AP.

Os serviços secretos da Noruega anunciaram que foi aumentado "por um período de dois meses" o alerta de ameaça terrorista contra o reino.

 

 

Queda de balão de ar quente mata um turista e causa 20 feridos

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Um balão de ar quente caiu perto de um destino turístico no centro da Turquia, um acidente que matou um turista e feriu outros 20, divulgou hoje a agência estatal de notícias turca.

A agência Anadolu informa que vários balões de ar quente levantaram hoje voo da região turca de Capadócia para proporcionar aos turistas uma vista panorâmica da zona histórica, só que um deles embateu contra um cabo de alta tensão durante a descida e acabou por cair.

Ainda não existem informações sobre a identidade do turista que morreu e os feridos foram transportados para hospitais locais.

Capadócia é um destino turístico popular, conhecido pelas suas formações rochosas vulcânicas, cidades subterrâneas e igrejas esculpidas em montanhas.

Os acidentes com os balões de ar quente não são de agora. Em fevereiro, um turista dinamarquês também morreu na Capadócia, durante uma aterragem intensa de um balão de ar quente e em março 49 pessoas ficaram feridas quando três balões fizeram duras aterragens ao serem apanhados por fortes ventos.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 09.04.2017

 

ONU condena ataques "cobardes" contra igrejas no Egito

Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenaram o que consideraram ataques "cobardes" contra duas igrejas coptas no Egito este domingo, que fizeram, pelo menos, 43 mortos.

O Conselho apelou, através de um comunicado, à colaboração de todos os estados membros com o Governo do Egito, para que se levem perante a justiça os autores dos dois atentados, que foram entretanto reivindicados pelo grupo radical Estado Islâmico (EI).

Os 15 membros do Conselho "manifestaram a sua simpatia e apresentaram as condolências às famílias das vítimas e ao Governo egípcio, e desejaram o rápido restabelecimento dos feridos", de acordo com o texto, citado pela agência France Press.

"Os membros do Conselho de Segurança reafirmam que o terrorismo, sob todas as suas formas, constitui uma das ameaças mais sérias à paz e à segurança internacionais", indica ainda o comunicado.

Dois atentados à bomba reivindicados pelo EI visaram duas igrejas coptas, fazendo um deles, pelo menos, 27 mortos na cidade de Tanta, e o segundo, pelo menos, mais 16 mortos em Alexandria, a três semanas de uma visita prevista do Papa Francisco ao país.

   Camiãovoltaaserusadocomoarmadeterror

Pelo menos 105 pessoas já morreram na Europa, nos últimos nove meses, em atentados terroristas em que são usados veículos. Sexta-feira, quatro perderam a vida em Estocolmo, na Suécia.

É um ataque a toda a Europa, disse Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia. Um homem foi detido ao final do dia.

Foi ao início da tarde que um camião de distribuição de bebidas avançou sobre a multidão, numa via pedonal de Drottninggatan, no centro da capital sueca. Segundo os media daquele país, ouviram-se tiros também. A chacina deixou quatro mortos e quinze feridos. O dia 7 de abril ficará assim marcado a sangue, deixando os suecos perplexos e a Europa confrontada, uma outra vez, com a sua vulnerabilidade.

Ao JN, pouco depois do ataque, o sueco Anders Andersson, ex-jogador do Benfica, mostrou-se estarrecido. Num discurso nervoso, afirmou que tudo isto "é assustador". "É sempre assustador, aconteça aqui, na Alemanha ou noutro país. Mas a Alemanha é um país envolvido nas grandes decisões sobre o Mundo. Já a Suécia é um país pequenino e amigável", disse, em choque.

A mensagem talvez seja essa mesma: nenhum país da Europa está a salvo. "Um atentado é apenas uma questão de oportunidade", salientou ao JN o especialista em terrorismo e segurança José Manuel Anes. Por isto mesmo, são imperativas "ações concertadas entre todos os estados", sublinhou.

O presidente da Comissão Europeia veio mostrar o seu apoio à Suécia e sublinhar que "um ataque contra qualquer Estado-membro é um ataque contra nós todos". Por cá, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reforçou a ideia de que a União Europeia precisa de "uma posição comum perante o terrorismo", sem descurar os direitos humanos.

Recorde-se que a Suécia foi o quarto alvo europeu, nos últimos dez meses. A 14 de julho do ano passado, 84 pessoas morreram num ataque semelhante em Nice, no Dia Nacional de França; já perto do Natal, um outro teve lugar na Alemanha, em Berlim, matando mais 12. As diretrizes do autoproclamado Estado Islâmico estavam a ser cumpridas, num altura em que começava a perder terreno e poder económico. Recentemente, foi a vez de Londres. A 22 de março, um homem atirou o carro para cima de peões junto ao Parlamento, matando seis. Um era polícia.

Caça ao homem

As autoridades suecas responderam prontamente e, em pouco tempo, o metro foi parado, os comboios suprimidos, os autocarros deixaram de circular. Soube-se que o camião fora roubado e começou a caça ao homem.

A Polícia apelou aos cidadãos que estavam em casa para não saírem; e, mais tarde, para os outros, a Câmara de Estocolmo disponibilizou alojamento, caso não conseguissem usar os transportes para fazerem o regresso. Como as linhas telefónicas começaram a acusar saturação, foi pedido que se desse preferência à Internet.

Entretanto, todos os edifícios governamentais foram encerrados, a fotografia de um homem foi divulgada - percebendo-se depois que não era suspeito, mas alguém importante para a investigação - e, ao fim da tarde, um outro indivíduo foi detido.

As autoridades confirmaram depois que aquele poderia ter ligação ao ataque, mas não adiantaram mais. Segundo a jornal sueco "Aftonbladet", o homem terá assumido que era o responsável pelo atentado.

O rei Carlos Gustavo - em visita oficial ao Brasil - enviou uma mensagem de consternação e solidariedade para com as famílias das vítimas. E a Casa Real avançou que anteciparia o seu regresso.

Ao lado, a Finlândia e a Noruega reforçaram as medidas de segurança nos grandes centros urbanos e nos aeroportos. Os agentes noruegueses passarão a andar armados nas principais cidades, até novo aviso. Já a Finlândia optou por aumentar as patrulhas em Helsínquia.

Polícia investiga morte de portuguesa estrangulada no Reino Unido

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A polícia de Jersey, no Reino Unido, está a investigar a morte de uma portuguesa, muito "acarinhada" pela comunidade local.

Cerca de 40 agentes da polícia de Jersey trabalham na investigação da morte de Ana Maria Rebelo, uma portuguesa de 51 anos encontrada morta em St. Helier, na ilha de Jersey, no Canal da Mancha, ao largo de França, mas que faz parte do Reino Unido.

A polícia está a realizar investigações forenses e inquéritos porta-a-porta na área de Victoria Street, em Jersey, onde residia Ana.

"Apelo, uma vez mais, a quem tenha informação sobre os movimentos de Ana no passado fim de semana e na segunda-feira para nos contactar, uma vez que é crucial perceber o que fez nas últimas horas de vida", disse, em comunicado, o Inspetor Chefe Detetive Alison Fossey, da polícia de Jersey.

A polícia está a analisar imagens das câmaras de segurança e a trabalhar em colaboração com a comunidade portuguesa no Reino Unido, para tentar deslindar o crime.

Ana Rebelo foi encontrada morta na terça-feira. A polícia concluiu que foi estrangulada, uma vez que tinha marcas de "compressão sobre o pescoço".

Segundo o jornal "Jersey Evening Post", Ana Maria Rebelo tinha três filhos, maiores de idade. Era uma pessoa "generosa e comunicativa", conhecida da igreja católica local e muito conhecida na comunidade de St. Helier, que a homenageou.

O diácono da igreja de St. Helier, Nicholas France, anunciou que as orações da missa deste domingo seriam pela alma de Ana Maria Rebelo.

Deu à luz no avião com a ajuda da tripulação

 

A tripulação da Turkish Airlines teve de ajudar uma mulher a dar à luz a 42 mil pés, ou 12,800 metros, de altitude

Foi um parto inesperado, evidentemente, e as hospedeiras a bordo do Boeing 737 que voava da Guiné-Conacri para Istambul.

A mãe estava grávida de 28 semanas, quando, em pleno voo, sentiu as primeiras dores de parto. Segundo explica a companhia aérea da Turquia, a tripulação "respondeu prontamente para a ajudar" e a bebé nasceu pouco depois.

Segundo a BBC, a maioria das companhias aéreas autorizam que grávidas voem até às 36 semanas, mas exigem uma autorização médica a partir das 28 semanas.

Tanto a mãe como a bebé estão bem de saúde.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 09.04.2017

Angolanos e cubanos celebram Dia da Paz


9 de Abril, 2017

A importância da ajuda prestada por Cuba a Angola na conquista da independência nacional, da paz e na preservação da integridade territorial foi destacada terça-feira, em Havana, num acto comemorativo do 15º (décimo quinto) aniversário do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional em Angola.

Em declarações à imprensa, o cadete Adilson André Sabalo, estudante do 4º ano do Instituto Técnico Militar “José Marti” (ITM), declarou que falar de Angola sem mencionar Cuba “seria como esquecer a história, passar por cima de muitos feitos como a batalha do Cuito Cuanavale”. “Angola-15 Anos de Paz”, “Paz, Estabilidade e Desenvolvimento” foi o lema que norteou o programa da actividade organizada conjuntamente pela Embaixada de Angola e pelo colectivo de estudantes angolanos do ITM. O acto, em que participaram diplomatas angolanos e autoridades cubanas, entre as quais representantes dos mandos dos vários ramos das Forças Armadas Revolucionárias (FAR) e o chefe da direcção de instituições docentes do Ministério das Forças Armadas, coronel Carlos Rodriguez Izada, contou com uma exposição fotográfica que retrata vários momentos da história de Angola, a exibição de um vídeo sobre o desenvolvimento do país e de peças de teatro, dança, música e poesia.

 

Donald Trump testa confiança de Vladimir Putin

Altino Matos |
9 de Abril, 2017

Os comentários com pendor acusatório sobre a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais de Novembro do ano passado estão a ser considerados como a justificação mais provável do ataque dos Estados Unidos  a uma base área síria na quinta-feira.

Em resposta à utilização de substâncias químicas em operações militares.
Um grupo de críticos ligados ao Governo de Donald Trump, apesar de se mostrarem a favor da criação de uma “linha vermelha” na guerra da Síria, reprovaram o ataque e estão apreensivos com a possível decisão de Vladimir Putin, por os EUA agirem contra um aliado da Rússia e num contexto militar dominado pela força aérea russa.
O Presidente dos EUA precisava de despistar os especialistas que perseguem sinais que indicam o apoio da Rússia à sua vitória sobre a rival Hillary Clinton nas eleições de Novembro. Donald Trump sempre disse estar à vontade e afirmou que as acusações nunca seriam provadas e mostravam a ineficácia da CIA.
Os analistas consideram que o Presidente fica agora mais folgado com o ataque à base aérea síria de onde partiu o ataque de terça-feira que fez perto de 100 mortos e no local foi detectada a presença de gás sarim, altamente tóxico e proibido pelo tratado de armas não convencionais. O ataque dos EUA envolveu pelo menos 59 mísseis de cruzeiro na noite de quinta-feira contra uma base aérea síria próximo da cidade de Homs. Segundo a rede de televisão norte-americana NBC, citando fontes oficiais, dois navios de guerra dispararam mísseis Tomahawk a partir do Mar Mediterrâneo, tendo como alvo a base de Shayrat, no oeste da Síria.
Membros dos serviços de inteligência ocidentais, referidos pela imprensa internacional sob anonimato, classificaram o ataque “como um erro de cálculo, porque vai agravar o quadro da guerra, numa altura em que havia esperança de se chegar a um acordo político ainda este ano”.   O Comando do Exército da Síria classificou o ataque contra a base aérea de Shayrat como uma agressão e disse que com essa acção os EUA transformaram-se num parceiro perigoso dos terroristas. Um porta-voz afirmou que o ataque “faz dos EUA um parceiro do ‘Estado Islâmico’ (EI) e da Frente al Nusra (actual Frente de Conquista de Levante) que se desvinculou da Al Qaeda e ressaltou que se trata de uma acção ilegal e contrária ao direito internacional. Donald Trump nem sequer esperou por provas da utilização de armas químicas, ou se o gás estava armazenado em paióis dos rebeldes na cidade de Jan Shijun, como justificou a Rússia. Os especialistas acrescentaram que Donald Trump precisava de fazer a sua primeira demonstração de poder e acabar as dúvidas de que também é capaz de tomar decisões importantes e rápidas em contextos complexos, sempre que a situação o exigir. O Presidente ganhou a confiança dos seus colaboradores, mas provocou dúvidas quanto à operacionalidade militar dos EUA, sobretudo por defender uma aproximação à Rússia e à China no combate ao terrorismo.
O Presidente sempre reprovou a ideia de que Vladimir Putin era um “homem mau e o culpado da situação na Síria”. “Com esse ataque, Trump reposiciona os Estados Unidos no ângulo da Administração Obama e com um pendor muito mais perigoso, por passar das palavras ao ataque num tempo muito curto”, disse um dos especialistas ao comentar sobre as possibilidades da criação de um eixo contra os extremistas islâmicos.
O que Donald Trump fez na prática foi testar a confiança de Vladimir Putin, comentou um analista, pois “agora temos que esperar para ver como as coisas vão ficar e se os dois Presidentes ainda vão manifestar simpatia um pelo outro.”
A chegada ao poder nos EUA representava, até ao ataque de quinta-feira, um sinal do fim da guerra na Síria, com a disposição de Donald Trump em estabelecer uma parceria com Vladimir Putin, que foi sempre a favor da criação de uma estratégia a nível político e dos serviços de inteligência para terminar o conflito e diminuir os focos de tensão e os corredores de apoio ao terrorismo. Críticos ocidentais especulam que o Presidente dos EUA está a tentar criar um quadro de actuação na arena internacional, que seja fundamental para avançar com as suas políticas destinadas a manter a ordem no Mundo. “Temos que analisar friamente o ataque dos Estados Unidos à base síria, porque as informações, além de dispersas, levantam dúvidas da seriedade do ataque, que quase não significou nada perante o número de mísseis”, referiu um analista militar.         
Esta possibilidade fica mais clara na informação divulgada por Igor Konashenkov, representante oficial do Ministério da Defesa russo, que deu aconhecer que apenas 23 mísseis lançados pela Marinha norte-americana atingiram a base de Shayrat, oeste da Síria. Este ramo das Forças Armadas dos EUA é um dos mais poderosos do Mundo, com uma longa experiência em operações militares, não sendo fácil aceitar que alguns mísseis tenham falhado os alvos.   
O fundamental a reter é que o ataque foi feito no dia 7 de Abril, entre as 3h42 (hora da Síria), partir de contratorpedeiros da Marinha dos EUA nas águas do Mediterrâneo, na área da Ilha de Creta, com 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra a base aérea de Shayrat. 
O representante oficial do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, sublinhou que, em resultado do ataque, foi destruído um armazém de mercadorias, um edifício destinado à instrução, uma cantina e seis aviões de combate Mig-32, bem como a estação de radar.

 

 

Ministro britânico cancela ida à Rússia


9 de Abril, 2017

O ministro das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, anunciou ontem o cancelamento da sua visita à Rússia, agendada para segunda-feira, devido à evolução dos acontecimentos na Síria, “que mudaram fundamentalmente a situação”.

 

“Minha prioridade agora é continuar o contacto com os Estados Unidos”, afirmou em comunicado, no qual “lamenta a defesa contínua ao regime (do Presidente sírio Bashar al) Assad por parte da Rússia, inclusive depois do ataque com armas químicas contra civis inocentes”. O Governo sírio rejeitou as acusações de uso de armas químicas num ataque a uma zona controlada por rebeldes. A Rússia, que apoia Damasco, na luta contra o Estado Islâmico, considera o episódio uma encenação para desviar as atenções das mortes de centenas de civis no Iraque.

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