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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 07.04.2017

 

Ataque aéreo dos EUA foi "flagrante agressão" e "ação premeditada", diz Síria

 07/04/2017 12:15:00

O ministério de Relações Exteriores da Síria afirmou que o ataque químico que matou dezenas de pessoas no país foi uma "ação premeditada para justificar o ataque dos Estados Unidos ao exército sírio".

O ministério descreveu o ataque aéreo norte-americano que atingiu a base síria de Shayrat, na província de Homs, uma "flagrante agressão".

De acordo com o comunicado do governo sírio, o real objetivo do ataque dos EUA é "enfraquecer o poder do exército do país, que luta contra grupos terroristas". Fonte: Associated Press.

EUA dizem que podem atacar mais, mas esperam que não seja necessário

 07/04/2017 14:33:00

A embaixadora dos Estados Unidos para a Organização das Nações Unidas, Nikki Haley, afirmou nesta sexta-feira que seu país está preparado para a eventualidade de mais ataques aéreos na Síria, "mas esperamos que isso não seja necessário". Haley discursou durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir o ataque da noite de ontem dos EUA contra uma base aérea controlada pelo regime sírio.

Haley defendeu a ação americana, dizendo que os EUA tinham "todas as justificativas" para realizar um ataque aéreo, dias após o regime da Síria realizar um ataque com armas químicas no país. A embaixadora americana disse que os EUA desejam, porém, uma solução política no caso.

A autoridade dos EUA afirmou que o Irã e a Rússia "têm responsabilidade pelas atrocidades na Síria". Segundo ela, o presidente sírio, Bashar al-Assad, fez o ataque químico sabendo que Moscou o apoiaria. Agora, Haley disse que "o mundo está esperando que a Rússia aja com responsabilidade" e reveja o apoio a Assad depois do ataque com arma química.

Papa pede consciência a responsáveis por "inaceitável" massacre na Síria

 06/04/2017 15:57:17

 

O papa Francisco apelou quarta-feira (5) à consciência de todos os que tenham "responsabilidade política" perante o último "inaceitável" massacre ocorrido na cidade de Khan Shijun, no norte da Síria, onde houve 72 mortos, sendo 20 crianças. O uso de armas químicas no ataque é considerado um dos mais graves episódios do conflito na Síria. 

 

"Assistimos horrorizados aos últimos episódios na Síria. Expresso minha firme reprovação pelo inaceitável massacre que aconteceu ontem na província de Idlib, onde foram assassinadas dezenas de pessoas inocentes, entre elas muitas crianças", afirmou Francisco, ao término da audiência geral na Praça de São Pedro.

 

As informações são da agência de notícias EFE. O papa disse que rezou pelas vítimas e seus parentes e apelou "às consciências de todos os que têm responsabilidade política em nível local e internacional” para o término desta tragédia e alivie a esta população há tanto tempo exausta pela guerra".

 

Também pediu que, "apesar da insegurança e dos problemas, que se esforcem por fazer chegar ajuda aos moradores da região". O papa Francisco se referia ao suposto ataque químico que aconteceu terça-feira na cidade de Khan Shijun e no qual morreram 72 pessoas, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

 

"Minha relação com Xi Jinping é excepcional", diz Trump

 07/04/2017 13:11:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está sendo "muito interessante" passar um tempo com o presidente da China, Xi Jinping e sua delegação.

Os dois líderes participam de reuniões sobre as relações entre os EUA e China na Flórida. "A relação que desenvolvi com o presidente Xi Jinping eu acho que é excepcional", afirmou Trump.

De acordo com autoridades, os presidentes deve discutir questões como a Coreia do Norte e comércio, entre outros tópicos. Segundo Trump, os dois líderes fizeram "grande progressos" durante um jantar na quinta-feira e ele acredita que mais progressos serão atingidos antes de Jinping ir embora, no fim desta sexta-feira. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 07.04.2017

 

 

Após ataque, EUA anunciam novas sanções contra a Síria

Agência ANSA

Após atacar uma base aérea do governo de Bashar al-Assad, os Estados Unidos aplicarão nova sanções econômicas e políticas contra a Síria, informou o secretário norte-americano de Tesouro, Steven Mnuchin, em entrevista aos jornalistas.

EUA: Congresso apoia ataque à Síria, mas critica não ter sido consultado antes

 

Após o lançamento de mísseis pelos Estados Unidos contra a base militar síria em Shayrat, perto da cidade de Homus, apoiadores e críticos do governo de Donald Trump no Congresso se posicionaram sobre o ação "surpresa", efetuada na madrugada de hoje (7) no horário local sírio.  A maioria dos congressistas manifestou apoio. Entretanto, muitos criticaram o fato de que Trump não consultou o Congresso antes da iniciativa.

O senador republicano John McCain, um forte crítico da administração Trump, emitiu um comunicado conjunto, assinado também pela senadora Lindsey Graham, da Carolina do Norte. "Saudamos as habilidades e profissionalismo das Forças Armadas norte-americanas que realizaram os bombardeios na Síria", diz o texto, divulgado na noite desta quinta-feira (6).

O líder da minoria democrata no Congresso, Chuck Schumer, apoiou a decisão de Trump com relação ao ataque, mas pontuou que o parlamento deveria ter sido consultado antes de lançar os mísseis. "Sabemos que Bassar al-Assad [presidente da Síria] cometeu atrocidades[...], ele terá de pagar e agora é a hora certa de fazer isso", declarou.

O governo Trump justificou a ação independente, ressaltando a "emergência e a urgência de uma ação militar direta", após a acusação do uso de armas químicas pelo governo sírio na última terça-feira (4).

A senadora republicana  da Califórnia, Bárbara Lee chamou o bombardeio de "ato de guerra" em sua conta no Twitter e disse que o Congresso deve discutir a ação para um posicionamento sobre o tema.

Já o senador Bernie Sanders, ex-candidato presidencial e representante da ala mais progressista do partido Democrata, escreveu em sua conta no Facebook que Bassar al-Assad está no topo da lista dos "criminosos de guerra" devido ao uso de armas químicas contra civis no país. Ele disse que, embora a situação na Síria seja "inimaginável", os Estados Unidos como maior potência mundial têm a responsabilidade de explicar ao mundo e ao povo norte-americano quais os objetivos da escalada militar iniciada com os bombardeios.

"Precisamos saber como este ataque se encaixa no objetivo mais amplo de uma soluação política, que é a única maneira de acabar com esta guerra devastadora", afirmou Sanders.Ele lembrou também que a Constituição norte-americana exige que o presidente vá ao Congresso para pedir autorização para este tipo de ação.

O ex-presidente Barack Obama não se pronunciou sobre os ataques, bem como a ex-candidata democrata, Hillary Clinton.

Repercussão

Na mídia norte-america, os ataques foram criticados pelo fato de o Congresso não ter sido consultado, mas vários artigos e reportagens relativizaram a necessidade de consulta. O El País publicou um artigo em que destaca que Donald Trump sai como "vencedor" depois de sua primeira intervenção militar, que também é a primeira dos Estados Unidos diretamente contra o governo sírio desde o ínicio da guerra.

The Washington Post considerou o ataque, realizado em plena reunião bilateral com a China, um recado estratégico do governo Trump aos chineses, que não querem ceder à pressão norte-americana sobre outro tema que preocupa o país e o mundo: o programa de mísseis nucleares da Coreia do Norte. A China resiste ao pedido dos Estados Unidos de interromper a parceria com a Coreia do Norte para pressionar o país a interromper os planos nucleares. Por sua vez, a China também afirmou que não concorda com o ataque à Síria sem que a ONU tenha autorizado a ação.

A imprensa norte-americana também comentou a mudança de posicionamento de Donald Trump em relação ao tema. A CNN lembrou que, anteriormente, Trump era contrário a um ataque direto ao governo de Bashar al-Assad. A rede afirmou que a mudança na visão de Trump pode ter começado mesmo antes do ataque químico de terça-feira. Para alguns analistas, uma intervenção direta vinha sendo estudada há algum tempo pelo Pentágono e a Secretaria de Estado, sob o comando de Rex Tillerson.

Mas outros meios de comunicação não acreditam na hipótese de que o ato tenha sido premeditado. O USA Today ouviu funcionários (não identificados) que afirmaram que as imagens de civis, sobretudo crianças, teriam incomodado profundamente o presidente Trump e que isso o teria motivado a determinar o ataque.

New York Times disse que Trump atuou "no instinto" e assumiu um dos maiores riscos para a sua política externa. Entretanto, em sua análise, o jornal admite que se a intuição de Trump estiver certa, o efeito pode ser positivo para a popularidade do presidente, que em quase 80 dias de governo registra índices de aprovação inferiores a 40%.

 

 

Rússia põe fim a acordo com os Estados Unidos para evitar colisão na Síria

Agência ANSA

 

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou oficialmente ao Pentágono o fechamento da chamada "linha direta" para prevenir acidentes entre os aviões russos e norte-americanos na Síria a partir deste sábado (8). 

O comunicado foi feito pelo porta-voz do Ministério, general Igor Konashenkov. 

O acordo de notificação entre os dois países estava em vigor desde 2015, mas foi revogado após o ataque de Donald Trump contra a Síria nesta quinta-feira (6).

O presidente da Síria, Bashar al Assad, disse que o bombardeio dos Estados Unidos à base militar de Shayrat foi "imprudente" e "irresponsável", de acordo com fontes ligadas a sua equipe. O conselheiro político de Bashar al Assad, Buthayna Shaaban, afirmou que a Síria e seus aliados "responderão de maneira apropriada" ao bombardeio dos Estados Unidos contra a base militar de Shayrat.    

O bombardeio dos Estados Unidos à base militar síria de Shayrat deixou 15 pessoas mortas, de acordo com a agência estatal Sana. O balanço incluiria seis soldados e nove civis. De acordo com o veículo, os mísseis norte-americanos não atingiram apenas a base, mas também habitações nos vilarejos próximos. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo por "moderação". "Ciente dos riscos de uma escalada, apelo à moderação para evitar qualquer ato que possa piorar o sofrimento do povo sírio", comentou Guterres. 

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que, atacando a base militar síria, os Estados Unidos chegaram "a um passo de um confronto com a Rússia": "Os resíduos da névoa pré-eleitoral apareceram. Ninguém exagera o valor das promessas eleitorais, mas há um limite de decência além do qual a desconfiança é absoluta. O que é absolutamente triste para as nossas relações já absolutamente desgastados. E certamente é confortante para os terroristas".

Os Estados Unidos atacaram a Síria na noite desta quinta-feira (6), lançando pelo menos 50 mísseis em um intervalo de poucos minutos contra uma base aérea do regime de Bashar Al-Assad. Os disparos são dados publicamente como uma resposta ao ataque com armas químicas em Idlib.  

A emissora pública estatal da Síria classificou a ação como uma "agressão norte-americana", de acordo com a agência de notícias russa Sputnik. O Pentágono tinha destacado à agência de notícias russa que o ataque teria evitado postos de atuação de militares russos. 

Até o momento, os Estados Unidos realizavam ações na Síria contra o Estado Islâmico (EI) e por meio de bombardeios aéreos também no Iraque, com o apoio de uma coalizão internacional. 

Os disparos desta quinta-feira, porém, foram diretamente contra o regime sírio, e representam uma mudança na política externa dos EUA com o governo de Donald Trump, além de ser a ordem militar mais dura emitida pelo magnata desde que tomou posse.    

Os mísseis disparados são do tipo "Tomahawk", de médio alcance e invisíveis a radares, e partiram de dois navios norte-americanos no Mar Mediterrâneo.    

O republicano Trump não tinha anunciado nenhum ataque contra a Síria, apesar de seus comentários sobre a guerra civil local terem se intensificado nos últimos dias.  

Histórico 

A guerra civil na Síria começou há seis anos como um levante pacífico contra o governo de Assad e inspirado na Primavera Árabe. Sob a gestão de Barack Obama, os EUA apoiaram os rebeldes e pediram a saída de Assad do poder.   

O líder sírio recebeu apoio de outros países, como a Rússia, e conseguiu se manter.    

Na última terça-feira, um ataque químico contra uma região controlada por rebeldes matou ao menos 80 pessoas, entre elas 27 crianças. Em um pronunciamento, Trump disse que se tratava de "uma afronta à humanidade". 

Família real sueca se diz consternada por ataque em Estocolmo

Ataque deixou ao menos três mortos e vários feridos

Agência ANSA

 

A família real sueca recebeu com "consternação" a notícia do ataque que ocorreu no centro de Estocolmo nesta sexta-feira (7), deixando ao menos três mortos e diversos feridos Em breve declaração, o rei Carlos XVI Gustavo enviou condolências aos familiares e feridos. 

"Continuamos atentos à evolução" dos acontecimentos, cujo "contexto e seu alcance total são por enquanto desconhecidos", afirmou o rei.    

Além disso, o monarca ressaltou que os "pensamentos" da família real estão "com as vítimas e suas famílias".

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 07.04.2017

 

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Primeiro-ministro russo diz que a administração Trump arruinou as relações dos EUA com o seu país e diz que o bombardeamento reopresenta "boas notícias para os terroristas"

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, utilizou o Facebook para comentar o ataque dos EUA à Síria, que diz que arruinou as relações entre norte-americanos e russos, além de serem "boas notícias para os terroristas". E escreve preto no branco: "À beira de um conflito militar com a Rússia".

Medvedev refere que o "último nevoeiro das eleições [norte-americanas] levantou-se" e que ao invés de russos e norte-americanos combaterem o inimigo comum, o Estado Islâmico, os EUA escolheram lutar contra "o legítimo governo da Síria".

"É uma contradição relativamente à lei internacional e não tem a aprovação da ONU. Além disso viola os próprios métodos do país, porque o Congresso tem de ser notificado de qualquer ação militar", refere.

E acrescenta a referida frase: "À beira de um conflito militar com a Rússia".

Medvedev diz ainda que a atitude norte-americana é muito "triste" e que deixa as relações entre os dois países "completamente arruinadas".

"E isso são boas notícias para os terroristas", acrescenta.

"Mais uma coisa. Esta ação militar é uma identificação clara de que o Presidente dos EUA está dependente das opiniões do círculo de Washington, aquele que tanto criticou no seu discurso de tomada de posse. Pouco após a sua vitória, notei que tudo depende de quão cedo as promessas de Trump vão ser quebradas pela existente máquina do poder. Só demorou dois meses e meio", concluiu.

Rússia exige que EUA terminem "agressão" à Síria 


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Durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador russo pediu que se juntassem forças para combater a "ameaça terrorista"

Vladimir Safronkov, embaixador da Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas, disse aos EUA que devem parar qualquer ação militar contra o regime sírio de Bashar al-Assad.

"Pedimos aos EUA para pararem imediatamente a agressão e juntarmos forças para conseguir uma solução política na Síria, é trabalhar no combate contra a ameaça terrorista", diz.

O embaixador afirmou ainda que tem ainda ouvido "muitos insultos" relativamente ao uso do veto por parte dos russos no Conselho de Segurança. "Só usamos em circunstâncias nas quais vocês tentam impor os vossos projetos geopolíticos irresponsáveis", acrescentou.

De acordo com o The Guardian, Safronkov também chamou a atenção para os ataques aéreos que os EUA e os seus aliados realizaram em Mossul, Iraque, que mataram dezenas de civis. "Esta tragédia tem de ser conhecida, as pessoas têm de saber, porque nada foi dito sobre Mossul", disse.

Garantiu ainda que o facto de estar a alertar para Mossul não tem nada a ver com o facto de "querer tirar a atenção da Síria".

Guterrres pede moderação após bombardeamento dos EUA à Síria

 

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Secretário-geral das Nações Unidas relembrou o sofrimento do povo sírio

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou hoje à moderação depois do ataque norte-americano contra uma base militar síria, sublinhando que a solução para a Síria deve passar pela política e não pela guerra.

"Eu apelo à moderação para evitar todos os atos que acrescentem ainda mais o sofrimento do povo sírio", declarou Guterres num comunicado.

Para o secretário-geral da ONU, "não há outra via para colocar fim a este conflito a não ser uma solução política".

Os Estados Unidos lançaram na madrugada de hoje um ataque com 59 mísseis de cruzeiro contra a base aérea de Shayrat, de onde terão partido os aviões envolvidos no ataque com armas químicas que na terça-feira matou pelo menos 86 pessoas em Khan Sheikhun, no noroeste do país.

O bombardeamento de terça-feira foi assumido pelas autoridades sírias que, no entanto, negaram categoricamente ter usado armas químicas.

Na versão do regime de Bashar al-Assad, o ataque atingiu um depósito de armas químicas da Frente Al-Nosra, contrabandeadas para a província de Idleb a partir da fronteira com o Iraque e a Turquia, e que foram escondidas em zonas residenciais da zona.

Em resposta ao ataque de hoje, a Rússia já anunciou o reforço das defesas antiaéreas da base e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Morreu mulher que saltou da ponte para escapar a ataque terrorista

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Mulher romena que se atirou ao rio Tamisa quando o atacante atropelou um grupo de peões na ponte, não resistiu aos ferimentos.

Subiu para cinco o número de vítimas mortais do atentado de Westminster Bridge (Londres). Andreea Cristea, a mulher romena que se terá atirado ao rio Tamisa para não ser atropelada, morreu na sequência dos ferimentos sofridos durante a queda, confirmou esta sexta-feira a polícia britânica.

Andreea Cristea tinha sido resgatada das águas do rio depois do ataque levado a cabo por Khalid Masood. Em comunicado, a família de Cristea descreveu-a como "o raio de sol que para sempre brilhará nos nossos corações" e anunciou que vai doar para caridade o dinheiro angariado para a ajudar desde o dia do ataque.

No dia 22 de março, um homem atropelou várias pessoas na ponte de Londres, na tentativa de entrar no Parlamento. No imediato, quatro pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas. Entre os mortos está uma mulher que era casada com um português.

O ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico e o atacante, identificado como sendo Khalid Masood, foi abatido pela polícia. E, segundo a Scotland Yard, os serviços britânicos conseguiram anular 13 tentativas de atentado desde junho de 2013 no Reino Unido.

Tribunal obriga mãe vegana a vacinar os filhos

 

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Mulher queria que os filhos vivessem "sem toxinas"

Uma mãe foi obrigada por um dos mais altos tribunais britânicos, a vacinar os seus filhos, algo que não queria a fazer. A mulher, vegana, não queria que os filhos vivessem uma vida "com toxinas", mas o tribunal não ficou convencido com os seus argumentos.

Os veganos não utilizam nem consomem produtos derivados de animais.

"Lamento muito que a mãe veja a minha decisão como algo errado, mas o meu dever é claro", disse o juiz Mark Rogers, de acordo com o The Independent.

Assim, os dois rapazes, com dois e quatro anos, vão ser vacinados contra várias doenças incluindo a meningite, difteria, poliomielite e sarampo, entre outras.

A mãe, que só dá às crianças "produtos naturais", diz que o seu objetivo é que os corpos dos meninos "estejam livres de toxinas tanto quanto possível".

O filho mais velho já foi vacinado, mas a mãe argumenta que isso causou efeitos secundários, como eczema e tosse. Por outro lado, o pai das crianças diz que a mãe das crianças é "obsessiva, demasiado protetora e tem uma mente muito fechada". "Suspeita de toda a medicina convencional", acrescenta.

A mãe, cujo nome não foi revelado para proteger a identidade das crianças, disse ao tribunal que "sim, algumas vezes as vacinas funcionam, mas existe um grande risco".

"Ambos [os filhos] têm fortes sistemas imunitários para os protegerem das doenças", disse em tribunal a mãe, que não conseguiu que um médico comparecesse em tribunal para apoiar os seus argumentos.

"Não é natural ser injetado com elementos metálicos e, como vegana, vai contra as minhas crenças que os meus filhos sejam injetados com algo que foi feito a partir de células animais ou testado em animais", acrescentou.

O juiz Mark Rogers decidiu então que as crianças vão ser vacinadas, de acordo com os termos de uma lei de 1989, que permite ao tribunal sobrepor-se a decisões parentais para bem das crianças.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 07.04.2017

 

Detido autor confessou do ataque em Estocolmo

Um homem detido pelas autoridade suecas confessou ser o autor do ataque desta sexta-feira em Estocolmo, que resultou em, pelo menos, quatro mortes.

Depois de ter sido roubado a um camionista que fazia distribuição de bebidas, um camião percorreu a alta velocidade algumas ruas centro de Estocolmo, tendo atropelado várias pessoas no caminho, até embater com violência na fachada do centro comercial Âhléns, na Rua da Rainha, uma zona de circulação pedonal.

Testemunhas relatam que se viveram momentos de pânico, com centenas de pessoas a correr na direção oposta ao local onde o camião embateu. Ao final da tarde, a polícia confirmou que o ataque matou quatro pessoas.

"Virei-me e vi um camião grande a vir na minha direção. Guinava de um lado para o outro, mas não parecia descontrolado, estava a tentar acertar nas pessoas", contou à Reuters Glen Foran, uma turista australiana.

O caso está a ser tratado pela polícia como um ataque terrorista, ainda que não haja confirmação sem margem para dúvidas. O mesmo disse o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, que numa breve conferência de imprensa pouco depois do sucedido afirmou que tudo apontava para um atentado terrorista. "A Suécia foi atacada", resumiu.

Suspeito confessa envolvimento no ataque

Segundo relata a imprensa local, o camião de distribuição de cerveja foi roubado, pouco antes do ataque, quando fazia uma entrega num restaurante. A empresa proprietária do veículo, a Spendrups, afirma que o motorista saiu ileso do incidente, apesar de ter tentado resistir ao assaltante.

Depois de as autoridades terem divulgado, em conferência de imprensa, imagens de uma "pessoa de interesse" para a investigação, um suspeito foi detido. Segundo o jornal sueco "Aftonbladet", o homem terá confessado envolvimento no caso.

Citando fontes não identificadas, o jornal adianta que o homem tinha algumas escoriações. Desconhece-se se é o mesmo homem cuja imagem foi divulgada pela polícia.

Coreia do Norte reagirá de "forma impiedosa" à menor provocação dos EUA

Pyongyang vai reagir de "forma impiedosa" à mais pequena provocação dos Estados Unidos, afirmou quinta-feira o embaixador da Coreia do Norte na Rússia.

"O nosso exército já declarou: se houver a menor provocação dos Estados Unidos no âmbito dos exercícios [militares], estaremos prontos a levar a cabo o mais impiedoso dos golpes", afirmou, em Moscovo, Kim Hyong Jun, citado pela agência de notícias russa Interfax.

A Coreia do Sul e os Estados devem realizar a 13, 21 e 26 de abril exercícios militares conjuntos perto da fronteira entre as duas coreias, segundo o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, citado pela agência de notícias Yonhap.

Pyongyang considera que os exercícios realizados por Washington e Seul pretendem ser "um ensaio para uma operação que visa destruir a [sua] capital e tomar o poder" na Coreia do Norte, segundo o embaixador.

"Nós temos armas nucleares e outras armas modernas. Como já dissemos em várias ocasiões, nós estamos prontos e somos capazes de encarar todos os desafios da parte dos Estados Unidos", ameaçou o diplomata.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou na quarta-feira ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que os Estados Unidos vão reforçar as suas capacidades militares para responder à ameaça norte-coreana, segundo um comunicado da Casa Branca, no dia em que Pyongyang fez mais um teste com míssil.

Trata-se de uma "perigosa ação provocatória", afirmou o primeiro-ministro japonês após o seu encontro com Trump.

Rússia tira da "garagem" o maior submarino nuclear do mundo

O submarino nuclear da Guerra Fria Dmitry Donskoy, a única embarcação do género ainda em circulação, vai navegar pelo Mar Báltico até finais de julho.

O submarino russo Dmitry Donskoy, mais conhecido como Akula (tubarão em russo), faz parte da classe de embarcações Typhoon, que foram concebidas para o teatro de operações da Guerra Fria no início dos anos 80.

Com cerca de 172 metros de comprimento e com 200 armas nucleares a bordo, prontas a serem lançadas a qualquer momento, este é um dos submarinos mais imponentes do mundo.

O gigante soviético partirá da cidade costeira russa de Severodvinsk, no final deste mês, navegando pelo Mar Báltico até finais de julho, altura em que atracará em São Petersburgo, para um desfile militar anual, conta o jornal online norueguês "The Independent Barents Observer".

O submarino, que neste momento é utilizado pela marinha russa apenas para testar novos equipamentos militares, é movido a energia nuclear através de dois geradores de grandes dimensões e é o único, de um grupo de seis embarcações construídas na altura, que ainda está em funcionamento.

Esta é a primeira vez que um submarino nuclear desta envergadura vai navegar pelo Mar Báltico.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 07.04.2017

Novos petroleiros na frota angolana


7 de Abril, 2017

A Sonangol Shipping anunciou ontem, num comunicado, ter adquirido dois novos petroleiros, do tipo Suexmax, com capacidade para um milhão de barris de petróleo, o que aumenta para 12 o número de navios disponíveis na frota de transporte e comercialização de petróleo bruto.

Baptizados com os nomes de Sonangol Cazenga, em homenagem a um dos municípios históricos de Luanda, e Sonangol Maiombe,  que distingue a segunda mais importante área florestal do mundo, em Cabinda, os dois navios foram construídos pela empresa DSME, da Coreia do Sul, nos estaleiros de Okpo, e apresentam várias inovações e tecnologia de ponta que se reflectem no desenho original e no desempenho de navegação em alto mar.
Segundo o documento, estas características melhoram de forma significativa a eficiência das operações e colocam-nas em total respeito com as mais exigentes regulamentações ambientais do sector.
Para a presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Isabel dos Santos, “a aquisição destes dois novos petroleiros está alinhada com a visão da nova Sonangol expressa no rigor e selectividade dos investimentos. O Cazenga e o Maiombe vão permitir que Angola, através da Sonangol, participe de forma activa e lucrativa no mercado internacional de Shipping.” Acrescentou que a concretização destas aquisições à DSME confirma, igualmente, a excelência de relações entre a Sonangol e os seus parceiros internacionais, que permitiu a conclusão deste projecto dentro do prazo e com um custo menor do que o orçamentado.
O documento refere que os dois navios vão entrar em serviço de imediato - o Cazenga em Abril e o Maiombe em Maio - fazendo nas viagens inaugurais diversos transportes já fretados por empresas do Médio Oriente. Salienta ainda que a maioria dos tripulantes destes novos navios é de nacionalidade angolana, um facto que revela o compromisso da Sonangol de investir, de forma contínua e crescente, na formação técnica e tecnológica dos seus quadros, permitindo-lhes desempenhar funções profissionais no exigente mercado petrolífero, em qualquer parte do mundo. A cerimónia de entrega dos dois novos petroleiros, Cazenga e Maiombe, decorreu ontem na cidade sul-coreana de Okpo, na presença do embaixador de Angola, Albino Malungo, e de outros dignitários diplomáticos de Angola na Coreia do Sul, bem como de membros dos conselhos de Administração da DSME e da Sonangol.

 

Presidente sírio certo da vitória sobre todas as forças da rebelião


7 de Abril, 2017

O Presidente sírio reiterou ontem a sua convicção na vitória sobre toda a oposição que luta para derrubar o seu Governo e acusou os rebeldes de bombardearem Damasco enquanto decorriam conversações de paz em Astana, no Cazaquistão.

 

Bashar al-Assad, que deu uma entrevista ao jornal croata Večernji list, publicada ontem, acrescentou que não existe “nenhuma opção além da vitória.”
“Se não vencermos esta guerra, isso significa que a Síria será apagada do mapa”, afirmou Assad na entrevista, citado pela Reuters. “Sem confiança, não existirá nenhuma esperança. Em qualquer caso, não temos nenhuma opção além da vitória”, disse.
Bashar al-Assad acusou ainda toda a sua oposição de ter atacado as cidades de Damasco e de Hama, enquanto decorriam negociações na capital cazaque, reforçando assim a sua convicção de que é impossível chegar a qualquer acordo com os grupos armados que combatem contra o seu Governo.
Al-Assad reiterou também que não faz quaisquer distinções entre grupos que o combatem, apelidando de terroristas os rebeldes apoiados pela Turquia, pelos países do Golfo e os Estados Unidos, bem como os grupos rebeldes do Estado Islâmico e da Jabhat Fateh al-Sham, antigo ramo da Al-Qaeda na Síria. Ao que tudo indica, a entrevista foi feita antes de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que o Presidente sírio ultrapassou “todas as linhas”, depois do ataque com armas químicas da passada terça-feira, atribuído às forças governamentais. Este assunto, contudo, ficou fora da conversa de Bashar al-Assad com o jornal croata.
Entretanto, o ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Walid Muallem, reiterou ontem em Damasco que o Exército do seu país “não usou nem usará nunca” armas químicas. “O Exército Árabe da Síria não utilizou nem utilizará nunca armas químicas, nem sequer contra os terroristas que atacam o nosso povo”, disse Muallem numa conferência de imprensa. A Turquia anunciou que autópsias realizadas a vítimas do ataque comprovam a utilização destas armas por parte das forças governamentais. 
O último balanço aponta para 86 mortos. Já a Rússia, país que apoia Damasco no esforço de guerra contra os rebeldes, responsabiliza uma fuga de um depósito que fabricava armas químicas, controlado por grupos rebeldes, resultado de um bombardeamento da aviação síria. Moscovo garantiu na quarta-feira que a Força Aérea da Síria bombardeou na terça-feira, durante uma hora, um depósito de armas dos rebeldes que abrigava uma oficina para a produção de armas tóxicas destinadas ao Iraque. 
“Segundo o controlo do espaço aéreo, entre as 11h30 e 12h30 (hora local de terça-feira), a Força Aérea síria bombardeou na região de Jan Shijun um grande depósito de armas dos terroristas. Na área do depósito, encontrava-se uma oficina para a produção de minas com substâncias tóxicas”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, general Igor Konashenkov.
A Rússia negou ontem que a sua Força Aérea tivesse bombardeado a região e realizado este ataque contra os rebeldes, após uma denúncia do Observatório Sírio de Direitos Humanos onde afirma que 87 pessoas morreram no ataque químico. “Os aviões da Força Aeroespacial da Rússia não efectuaram nenhum ataque na região da cidade de Jan Shijun, na província de Idlib”, informou o Ministério da Defesa russo.
Órgãos de informação europeus, que citaram o Observatório Sírio de Direitos Humanos, informaram que aviões da Força Aérea russa ou síria atacaram com armas químicas as imediações da cidade, o que foi qualificado pelo Governo de Moscovo como “falsidades anti-russas.”
A guerra civil síria dura há seis anos. As forças governamentais têm reforçado as  suas posições na área ocidental do país, muito devido à decisiva ajuda da Rússia  e das milícias apoiadas pelo Irão.

 

Polícia russa desactiva bomba e prende criminosos


7 de Abril, 2017

A Polícia russa desactivou ontem uma bomba num apartamento de São Petersburgo, onde residiam os supostos cúmplices do terrorista suicida que na passada segunda-feira provocou a morte de 14 pessoas no metro da cidade após detonar um explosivo.

“A bomba foi desactivada e os criminosos detidos”, afirmou aos jornalistas o chefe do distrito onde está localizado o apartamento.
O Comité de Instrução (CI) da Rússia, autoridade que investiga o atentado, anunciou a detenção de várias pessoas que tiveram contactos com Akbarzhon Dzhalilov, suposto autor do atentado, nascido no Quirguistão, mas naturalizado russo.
“Foram identificados vários cidadãos de repúblicas centro-asiáticas que tinham contactos com Dzhalilov. Durante esta operação no apartamento onde eles viviam, foram encontrados objectos relevantes para a investigação”, explicou a porta-voz do CI, Svetlana Petrenko.
Uma fonte policial disse à “Interfax” que os detidos são três e que a bomba encontrada na casa é similar a que foi utilizada no atentado de segunda-feira. A Polícia fechou ontem uma estação de metro de São Petersburgo após prender um homem que levava uma antiga granada na bolsa. Agentes do esquadrão antibombas estiveram no local e “comprovaram que efectivamente se tratava de uma granada RG-42 da Segunda Guerra Mundial, mas que não levava TNT”, por isso não representava um perigo real, informou um porta-voz da Polícia.

 

 

Russos e franceses trocam informações


6 de Abril, 2017

Os líderes da Rússia, Alemanha e França concordaram, durante uma conferência ao telefone, em acelerar a criação de um protocolo de partilha de dados para ampliar o combate ao terrorismo.


Vladimir Putin, Angela Merkel e François Hollande voltaram a conversar sobre o procedimento após o atentado à bomba, na segunda-feira, no metro de São Petersburgo, segunda maior cidade russa. Pelo menos 14 pessoas morreram e 50 ficaram feridas.
As autoridades russas admitiram que o número de mortos pode aumentar, considerando os casos de feridos graves. 
O Kremlin informou entretanto que os três líderes debateram, ainda, a situação na Ucrânia e o cessar-fogo declarado no dia 1 de Abril. Uma fonte do Governo alemão disse que a chanceler Angela Merkel exortou o Presidente Vladimir Putin a usar a sua influência junto dos rebeldes para cumprirem o cessar-fogo que está em vigor.
A fonte acrescentou que os três estadistas concordaram em intensificar os contactos para tratar da questão ucraniana. O Presidente russo apelou os países ocidentais a criarem em conjunto com a Rússia um sistema de vigilância internacional capaz de identificar, classificar e acompanhar o movimento de pessoas ou grupos susceptíveis de praticarem ou promover acções de terrorismo em qualquer parte.  
Vladimir Putin nunca referiu aos seus interlocutores que nunca desistiu da ideia por ser a mais exacta dentro das possibilidades de controlo e movimento de pessoas e no combate ao terrorismo. Segundo uma fonte junto do Kremlin, o Presidente russo conseguiu que a chanceler alemã e o homólogo francês François Hollande avaliassem os riscos e assumissem o compromisso de engajar os seus sistemas de segurança na vigilância internacional, com uma capacidade técnica-operacional, que produza resultados e ajude os países a evitar ataques brutais contra as suas instituições e seu povo.       

Armas químicas  

A Rússia afirmou ontem que a Força Aérea da Síria bombardeou na terça-feira, durante uma hora, um depósito de armas dos rebeldes que abrigava uma oficina para a produção de armas tóxicas destinadas ao Iraque. “Segundo o controlo do espaço aéreo, ontem, entre as 11h30 e 12h30 (hora local), a Força Aérea síria bombardeou na região de Jan Shijun um grande depósito de armas dos terroristas. Na área do depósito encontrava-se uma oficina para a produção de minas com substâncias tóxicas”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, general Igor Konashenkov. “A partir deste enorme arsenal de armas químicas, os combatentes enviavam-nas para o Iraque. A sua utilização pelos rebeldes foi demonstrada tanto pelas organizações internacionais como pelo Governo sírio”, afirmou o general Igor Konashenkov.
A Rússia negou ontem que a sua Força Aérea tivesse bombardeado a região e realizado este ataque contra os rebeldes, após denúncia do Observatório Sírio de Direitos Humanos, onde afirma que 72 pessoas morreram no ataque químico. “Os aviões da Força Aeroespacial da Rússia não efectuaram nenhum ataque nesta região da cidade de Jan Shijun, na província de Idlib”, informou ontem o Ministério da Defesa russo. Órgãos de informação europeus, que citaram o Observatório Sírio de Direitos Humanos, informaram que aviões da Força Aérea russa ou síria atacaram com armas químicas as imediações da cidade, o que foi qualificado pelo Governo de Moscovo como “falsidades anti-russas”. 

Nações Unidas 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu ontem uma clara investigação para eliminar todas as dúvidas sobre a autoria do ataque químico na cidade de Jan Shijun, no norte da Síria, onde morreram 72 pessoas, entre as quais 20 menores.“Acredito que necessitamos uma investigação clara para eliminar todas as dúvidas e necessitamos que haja uma responsabilidade baseada nos resultados dessa investigação”, disse António Guterres, à chegada à conferência internacional sobre a Síria, em Bruxelas.
Segundo António Guterres, o ataque ocorrido na segunda-feira demonstra que, infelizmente, os crimes de guerra continuam na Síria e que a lei humanitária está a ser frequentemente violada.“Pedimos responsabilidades por estes crimes”, disse o secretário-geral, lembrando que o Conselho de Segurança da ONU avaliou a situação na Síria.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, disse que “não há dúvida sobre a responsabilidade do Governo sírio”. As autoridades sírias rejeitam a autoria do ataque e classificam as declarações dos líderes ocidentais como “falsas e provocatórias”.  
O uso de armas químicas está proibido pelo tratado que as veta e que a Síria assinou em 2013. Durante o conflito militar, já foram feitos vários ataques com armas químicas, mas ninguém assumiu a sua autoria.
“Há mortos, há feridos. É a razão pela qual não podemos fechar os olhos. Por isso, pedimos uma resolução do Conselho de Segurança. Espero que seja adoptada uma resolução de condenação e que peça a verdade e responsabilidades”, disse António Guterres.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, ressaltou a importância que a comunidade internacional tem para “pressionar as partes em conflito e os países que têm influência sobre elas”. “Os países com influência junto das partes no terreno devem assumir a necessidade fundamental de acabar com esta guerra na Síria”, afirmou António Guterres. O Conselho de Segurança da ONU tenta encontrar a melhor a solução para o conflito sírio.

 

 

 

Israelita morto na Palestina


7 de Abril, 2017

Um israelita morreu ontem e outro ficou ferido na sequência de um ataque com um carro conduzido por um palestiniano na Cisjordânia, território árabe ocupado pelo exército israelita, informaram as autoridades israelitas.

Depois do incidente, perto do colonato de Ofra, o condutor foi detido. Testemunhas disseram que o condutor, ao aproximar-se da paragem de autocarros, acelerou e avançou deliberadamente sobre as duas pessoas que se encontravam no local. Trata-se do primeiro israelita morto num ataque desde que quatro soldados  morreram em Jerusalém, em Janeiro.

 

 

Piloto bêbado foi condenado


7 de Abril, 2017

O piloto encontrado bêbado na cabine de um Boeing 737 que faria um voo do Canadá para o México na véspera do Ano Novo foi na segunda-feira condenado a 219 dias de prisão. Miroslav Gronych, 37 anos, declarou-se culpado de embriaguez,  enquanto ocupava o comando do avião.

 

Um funcionário do tribunal declarou à AFP que o piloto foi condenado a 219 dias de prisão e está proibido de pilotar durante um ano após cumprir a pena. O piloto eslovaco foi encontrado bêbado na manhã do dia 31 de Dezembro, antes de iniciar um voo da empresa aérea Sunwing entre a cidade canadiana  de Calgary e Cancun, no México, com 99 passageiros a bordo. Antes da descolagem, tripulantes do avião e pessoal de outra empresa aérea perceberam que o piloto se comportava de forma estranha e alertaram a Polícia.

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