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terça, 28 março 2017 23:07

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 28.03.2017

 

Reino Unido rejeita referendo na Escócia e diz que momento não é para negociação

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/03/2017 14:38:00

Autoridades do Reino Unido disseram que não entrarão em negociações sobre a proposta do governo da Escócia de fazer um novo referendo para uma possível independência porque não é hora de discutir este assunto.

Hoje, parlamentares escoceses decidiram, por 69 votos a favor e 59 contrários, que vão buscar um novo referendo de independência do Reino Unido a ser realizado em até dois anos.

Anteriormente, a primeira-ministra britânica, Theresa May, havia indicado que não aceitaria o cronograma estabelecido pelos escoceses. "Agora não é a hora", resumiu. O Parlamento britânico precisa aprovar a proposta de referendo para que ele seja legalmente vinculativo.

Não está claro o que poderia quebrar o impasse entre Edimburgo e Londres. Outras autoridades britânicas indicaram que não concordariam com outro referendo de independência até que a saída do Reino Unido da União Europeia acabe e termine o processo que pode levar mais de dois anos.

"Não é apropriado fazer um referendo enquanto as pessoas agora nem sabem como será o relacionamento futuro entre o Reino Unido e a União Europeia", disse David Mundell, secretário de estado da Escócia e membro do Parlamento do Reino Unido.

De acordo com a premiê da Escócia, Nicola Sturgeon, o referendo deve acontecer entre o outono e primavera de 2018. "O futuro da Escócia precisa estar nas mãos dos escoceses", afirmou Sturgeon antes da votação no Parlamento. Em um referendo de independência realizado em 2014, 55% dos escoceses votaram para manter seu país no Reino Unido, ante 45% contra. Fonte: Associated Press

Encontro de russos com genro de Trump tratava de "rotina", diz Kremlin

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/03/2017 12:20:00

O encontro entre o genro e conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e representantes de um banco estatal russo tratava de "negócios rotineiros", afirmou nesta terça-feira o governo da Rússia.

Segundo o porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, Dmitry Peskov, o Kremlin não tinha consciência da reunião entre Jared Kushner e banqueiros russos antes dela acontecer.

Em um comunicado divulgado ontem, o banco Vnesheconombank, afirmou que o encontro com Kushner fazia parte de uma série de discussões com representantes de instituições financeiras da Ásia, Europa e EUA.

Kushner concordou em falar ao comitê de inteligência do Senado, que investiga uma possível interferência da Rússia nas eleições do ano passado, bem como ligações entre membros da campanha do republicano e autoridades russas. Fonte: Associated Press.

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 28.03.2017

 

Trump assina ordem que revoga Plano Energia Limpa de Obama 

Presidente dos EUA quer impulsionar produção de petróleo, carvão e gás natural

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assina nesta terça-feira (29) uma ordem executiva para impulsionar a produção de petróleo, carvão e gás natural no país. O texto vai retirar os limites determinados pelo Plano Energia Limpa, adotado durante o governo Barack Obama antes de o país assinar o acordo sobre o clima, firmado em Paris, em 2015, pelos países que compõem as Nações Unidas.

A ordem executiva revoga duas ordens da gestão Obama que formavam a base legal do Plano Energia Limpa. Com isso, agências federais e estaduais devem revogar regras e entraves que impeçam a produção e o uso de recursos, alcançando também a energia nuclear.

Desde a época da campanha, Donald Trump já havia prometido acabar com o plano energético. Ele disse também que iria retirar o país do acordo do clima, porque na visão dele as mudanças climáticas são um engano. Trump acredita que liberar a produção vai gerar mais empregos para o país.

Áustria abandona plano da UE para crise migratória

Decisão coloca à prova tentativa de coesão na União Europeia

Agência ANSA

 

O governo da Áustria deve notificar em breve a União Europeia de que não fará mais parte do plano de redistribuição de solicitantes de refúgio aprovado pelo bloco em 2015 e que até hoje não deslanchou.

Segundo o chanceler Christian Kern, Viena explicará à Comissão Europeia que pretende não aplicar mais o programa de realocação e pedirá a "compreensão" de Bruxelas. O governo austríaco justifica a decisão com o argumento de que, nos últimos dois anos, recebeu proporcionalmente muito mais pedidos de refúgio que a vizinha Itália.

De acordo com dados de Viena, foram 4.587 solicitações para cada 1 milhão de habitantes nesse período, enquanto a península teve 1.998. Além disso, o ministro da Defesa Hanz Peter Doskozil alega que muitos solicitantes cruzaram ilegalmente a fronteira entre Áustria e Itália, que é aberta.

O país ainda diz que o programa de redistribuição terminará em setembro e que os austríacos têm carregado um dos "maiores pesos" na gestão da crise migratória. "Fizemos a nossa parte na questão humanitária", justificou Doskozil na última segunda-feira (27).

Os números apontam para a direção contrária. Desde o segundo semestre de 2015, quando o mecanismo de realocação entrou em vigor, a Áustria ainda não acolheu nenhum solicitante de refúgio registrado na Grécia ou na Itália, sendo que a UE estipulara uma meta de 1.953 pessoas para o país.

Outra nação na mesma situação é a Hungria, maior crítica do plano de redistribuição e que teria de acolher 1.294 deslocados externos. Sua principal parceira no grupo Viségrad, a Polônia, precisa cumprir uma meta de 6.182 vagas, mas prometeu apenas 100 e também não preencheu uma sequer.

A República Tcheca, outra integrante desse movimento de países do leste europeu, prometeu receber 50 solicitantes de refúgio, porém acolheu apenas 12 no âmbito do programa, todos provenientes da Grécia. A meta da UE para Praga é de 2.679.

Reunido nesta terça-feira (28), o Viségrad acusou Bruxelas de "chantagear" o grupo, que também inclui a Eslováquia, com ameaças de cortar fundos de quem não acolher deslocados externos.

Suíça, Noruega e Liechtenstein, que não fazem parte da União Europeia, receberam, respectivamente, 549, 830 e 10 solicitantes de refúgio. Os dois primeiros ainda prometeram receber mais 731 e 405 cada um. Segundo Bruxelas, apenas Finlândia, que já abrigou 1.242, e a pequena Malta, com 111, estão no caminho para cumprir suas metas, que são de e 2.078 e 131, respectivamente.

A situação fica ainda mais grave se for levado em conta que a UE só planejou a redistribuição de 98.255 dos 160 mil solicitantes de refúgio que pretende realocar até setembro. Ou seja, os objetivos estipulados para cada país ainda podem aumentar. Para piorar, os Estados-membros se comprometeram a receber apenas 26.790. Até o momento, somente 15.055 deslocados externos foram transferidos, sendo 10.575 da Grécia e 4.480 da Itália.

Apesar de todas as explicações da Áustria, o pedido para sair do mecanismo não deve ser acolhido pela UE. "Nenhum país pode sair unilateralmente do plano, que é legalmente vinculante. Se o fizesse, estaria fora da lei, e isso seria profundamente deplorável e não sem consequências", afirmou nesta terça a porta-voz da Comissão Europeia para Migração, Natasha Bertaud.

Enquanto a solicitação não for analisada, a Áustria garantiu que participará da realocação de deslocados externos abrigados na Itália e na Grécia, as duas principais portas de entrada na UE.

A polêmica coloca à prova a unidade europeia poucos dias após o aniversário de 60 anos dos Tratados de Roma, quando os líderes de 27 Estados-membros se reuniram na capital italiana para tentar relançar o bloco. Na ocasião, os países mostraram um discurso alinhado, mas que durou poucos dias. 

Quadrilha planejava furtar corpo de fundador da Ferrari

Grupo foi preso pelos carabineiros de Nuoro, na Sardenha

Agência ANSA

Os carabineiros de Nuoro, na ilha italiana da Sardenha, desmantelaram uma quadrilha que pretendia furtar os restos mortais do fundador da montadora e escuderia Ferrari, Enzo Ferrari (1898-1988), sepultados no cemitério monumental de Modena.

O objetivo dos bandidos era chantagear a família para restituir o corpo. Eles chegaram até a visitar o local do túmulo e a decidir como os restos mortais seriam mantidos. O grupo era formado por traficantes de drogas e armas que atuavam entre a Sardenha e o norte da Itália.

A operação que desbaratou a quadrilha terminou com a prisão preventiva de 34 pessoas. "Eles tinham planejado tudo nos mínimos detalhes. O plano do furto parecia o modus operandi de um sequestro de pessoa", contou o comandante dos carabineiros de Nuoro, coronel Saverio Ceglie.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 28.03.2017

 

Portugal é o país da UE com maior recuo de mortos na estrada desde 2010

 

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Número de óbitos na estrada desceu 40%

Portugal é o país da União Europeia que registou um maior recuo no número de mortos em acidentes rodoviários entre 2010 e 2016, com uma descida de 40%, revela um relatório hoje divulgado pela Comissão Europeia.

As estatísticas de 2016 em matéria de segurança rodoviária, publicadas pelo executivo comunitário, revelam que, entre 2015 e 2016, houve uma diminuição de 2% do número de vítimas mortais nas estradas da UE, tendo morrido 25.500 pessoas no ano passado, menos 600 do que no ano anterior.

Em Portugal, registou-se uma diminuição de 10% (54 mortos por milhão de habitantes em 2016 contra 57 óbitos em 2015), mas é na comparação com 2010 que a diminuição é mais marcante, de -40%, já que há sete anos morriam nas estradas portuguesas 80 pessoas por milhão de habitantes.

Esta diminuição é a mais marcante entre todos os Estados-membros e representa mais do dobro da média comunitária, já que, no conjunto da União, o número de mortes na estrada entre 2010 e 2016 recuou apenas 19%.

De acordo com a Comissão, que também apresentou os dados de 2016 no Conselho informal de Transportes que decorre entre hoje e quarta-feira em Malta -- país que assegura a presidência semestral do Conselho da UE -, "embora este ritmo seja encorajador, pode, no entanto, ser insuficiente para que a UE alcance o seu objetivo de reduzir para metade a mortalidade nas estradas entre 2010 e 2020".

O executivo comunitário reclama por isso "mais esforços de todas as partes interessadas e, em particular, das autoridades nacionais e locais, que devem executar a maior parte das atividades quotidianas, como a aplicação da lei e a sensibilização".

"As estatísticas de hoje representam uma melhoria e uma tendência positiva que deve prosseguir. Mas não são estes dados que mais me preocupam, mas sim as vidas perdidas e as famílias destroçadas. Hoje iremos perder outras 70 vidas nas estradas da UE e os feridos graves serão cinco vezes mais. Gostaria de apelar a todas as partes interessadas que intensifiquem os seus esforços, para que possamos cumprir o objetivo de reduzir para metade o número de mortes na estrada entre 2010 e 2020", comentou a comissária dos Transportes, Violeta Bulc.

Cerca de 1,4 milhões de crianças correm o risco de morrer de fome

 

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Cerca de 1,4 milhões de crianças estão em risco de morte por desnutrição na Nigéria, Somália, Sudão do Sul e Iémen, alertou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância

A agência da ONU indicou ainda que estas crianças fazem parte dos 22 milhões de menores deslocados que sofrem de fome, doenças e tiveram de abandonar a escola.

"As crianças não podem esperar outra declaração de fome para que tomemos medidas", disse o diretor de Emergências da UNICEF, Manuel Fontaine, num comunicado que pediu ajuda para responder às necessidades imediatas destes quatro países afetados pela fome, a seca e os conflitos armados.

Aprendemos com a seca na Somália de 2011 que, quando se declarou a fome, um número incalculável de crianças já tinha morrido. Isto pode voltar a acontecer

A UNICEF necessita de cerca de 255 milhões de dólares para proporcionar a estas crianças serviços de alimentação, água, saúde, educação, proteção durante os próximos meses, segundo uma atualização do financiamento da organização.

A agência da ONU planeou destinar mais de 81 milhões de dólares (74,5 milhões de euros) a programas de nutrição e fornecimento de alimentos terapêuticos, 53 milhões de dólares (48,7 milhões de euros) a serviços de saúde, incluídas as vacinas, e 47 milhões de dólares (43,2 milhões de euros) para programas de água, saneamento e higiene para prevenir doenças mortais.

"À medida que a violência, a fome e a sede forçam as pessoas a deslocarem-se dentro e fora das fronteiras, as taxas de desnutrição continuarão a aumentar, não só nestes quatro países, mas também na bacia do lago Chade e no Corno de África", disse, destacando a situação dos países vizinhos.

O Iémen vive a maior emergência alimentar do mundo, com 7,3 milhões de pessoas que necessitam de ajuda neste momento, segundo a ONU.

No Iémen, a UNICEF apoia as crianças com desnutrição grave com assistência económica às suas famílias e serviços de água, saneamento, incluindo o fornecimento de água potável e a promoção da higiene.

A UNICEF estima que no Iémen, a cada dez minutos uma criança morre de doenças evitáveis e o número de crianças que sofrem de desnutrição grave aguda aumentou em 200% desde o início da guerra civil no país há dois anos.

Atualmente, no Iémen, estima-se que existam 462.000 crianças que sofrem de desnutrição aguda severa, enquanto em 2014 eram 160.000 crianças.

No nordeste da Nigéria, a organização pretende chegar neste ano a 3,9 milhões de pessoas com serviços de atenção primária de saúde e tratar 220 mil crianças menores de cinco anos com desnutrição, também proporcionar acesso à água potável a mais de um milhão de pessoas.

A UNICEF atendeu 1,7 milhões de crianças menores de cinco anos na Somália, onde tratou 277.00 casos de desnutrição aguda através dos serviços de saúde e postos de nutrição móveis.

No Sudão do Sul, a agência da ONU presta assistência a 145.000 pessoas nas zonas afetadas ou ameaçadas pela fome, entre as quais 33.000 crianças menores de 5 anos.

Quase cinco milhões de pessoas necessitam de alimentos de forma desesperada no Sudão do Sul, enquanto no nordeste da Nigéria 5,1 milhões de pessoas sofrem de carência grave de comida.

Na Somália, os preços dos alimentos estão a disparar, quase três milhões de pessoas necessitam de assistência e a ONU calcula que um milhão de crianças menores de cinco anos sofram de desnutrição grave neste ano.

Serviços secretos investigam pacote suspeito na Casa Branca. Já houve uma detenção

 

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Objeto está perto da residência de Donald Trump, Presidente dos EUA. Foi criado perímetro de segurança

Os serviços secretos norte-americanos estão a investigar um pacote suspeito dentro da Casa Branca, de acordo com a Reuters. Um suspeito foi detido, mas desconhecem-se ainda os motivos.

В Мозамбике полиция изъяла три тонны драгоценных камней.

Polícia apreende três toneladas de pedras preciosas

 

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O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou hoje a apreensão de três toneladas de pedras preciosas resultantes de garimpo, na província de Nampula, norte do país.

Falando em conferência de imprensa de balanço da atividade policial, o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Inácio Dina, afirmou que as pedras preciosas foram apreendidas na posse de garimpeiros, no âmbito de uma campanha que as autoridades estão a realizar contra a extração ilegal de minérios.

"Nos locais onde há prática de mineração, com grande dosagem de mineração ilegal, por parte de indivíduos não licenciados, dia apos dia, temos vindo a trabalhar no sentido de desencorajar este tipo de prática, efetuando detenções e a apreensão do produto da extração ilegal", declarou Inácio Dina, sem indicar o tipo de pedras preciosas nem o número de pessoas eventualmente detidas em relação ao caso.

Além de Nampula, o porta-voz do Comando-Geral da PRM apontou as províncias Cabo Delgado (norte), e Zambézia e Manica (centro) como as que registam maior índice de extração ilegal de minérios.

O garimpo em Moçambique, praticado por nacionais e expatriados, geralmente que se encontram em situação ilegal no país, visa o ouro, rubis e esmeraldas.

Polícia investiga "dejetos humanos" em latas de Coca-Cola

 

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Caso está a ser investigado pelas autoridades. Marca garante que nenhum dos produtos afetados chegou ao mercado

Foi lançada uma investigação numa fábrica de Coca-Cola na Irlanda do Norte, após "dejetos humanos" terem sido encontrados dentro de algumas latas, de acordo com o Daily Mail.

A polícia foi chamada à fabrica em Lisburn, depois de nas latas vazias, que posteriormente seriam cheias com o refrigerante, terem sido detetados "dejetos humanos".

A marca diz que o assunto foi identificado imediatamente e que que não teve impacto nos produtos que estão já em venda.

"Na Coca-Cola, levamos a segurança e qualidade dos nossos produtos muito a série. Já soubemos do incidente em Lisburn que envolveram as latas vazias", disse uma porta-voz da marca.

Acrescenta que o "problema foi identificado imediatamente através dos grandes procedimentos de verificação de qualidade".

O lote afetado não vai ser vendido

A Foods Standards Agency, na Irlanda do Norte, está a tratar do caso e confirmou estar informada sobre a contaminação das latas.

"Não há provas que sugiram que algum dos produtos afetados tenha chegado ao mercado", disse um porta-voz da agência norte-irlandesa.

 

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 28.03.2017

Mais de 300 civis mortos em um mês em Mossul

"De acordo com informação confirmada pelo gabinete dos Direitos Humanos da ONU e da Missão de Assistência da ONU no Iraque, pelo menos 307 pessoas foram mortas... entre 17 de fevereiro e 22 de março", indicou o gabinete das Nações Unidas em comunicado.

A mesma fonte acrescentou ter recebido relatórios de que outros 95 civis terão sido mortos entre 23 e 26 de março, em quatro bairros na parte ocidental de Mossul.

As vítimas resultaram de ataques do Estado Islâmico e de bombardeamentos aéreos, precisou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein. Outras 273 pessoas ficaram feridas.

Coreia do Norte realizou novo teste de motor para mísseis

Dois oficiais da defesa norte-americana disseram na segunda-feira à CNN que a Coreia do Norte levou a cabo um novo teste de motor para mísseis balísticos na sexta-feira.

Uma das fontes disse que a avaliação inicial indica que a tecnologia do motor podia ser usada num eventual míssil balístico intercontinental, segundo a CNN.

Este é o segundo teste que Pyongyang realiza em poucos dias e o anterior foi classificado pela Coreia do Sul como um "avanço significativo" dentro do programa de armamento do país.

O regime liderado por Kim Jong-un realizou cerca de vinte testes de mísseis e dois testes nucleares no ano passado e no início deste ano testou quatro projéteis balísticos, um dos quais caiu a apenas 200 quilómetros da costa do Japão.

Carlos, o Chacal condenado à terceira prisão perpétua

O terrorista venezuelano Ilich Ramirez Sanchez, conhecido como Carlos, o Chacal, foi condenado, esta terça-feira, à terceira prisão perpétua, pela autoria de um atentado em Paris em 1974.

Na última intervenção perante o Tribunal Penal de Paris, Carlos disse que não é inocente, mas considerou o processo "absurdo".

Em causa está o lançamento de uma granada de mão numa loja de Paris, que matou duas pessoas e feriu 34, a 15 de setembro de 1974 e o Ministério Público pedia a prisão perpétua para Carlos, que cumpre já duas penas de prisão perpétua.

Num discurso de cerca de 40 minutos, o réu disse ter sido acusado por "questões completamente manipuladas" através de "agentes intoxicados com cocaína", adiantando que a instrução foi "sabotada".

Queixou-se ainda de ter sido impedido de estar frente às principais testemunhas e considerou que os factos já prescreveram.

A advogada de Carlos, Isabelle Coutant-Peyre, disse à agência noticiosa espanhola EFE que levou para a audiência uma garrafa de champanhe devido a uma aposta sobre o veredicto, que esperava que fosse de absolvição, por considerar que não existem provas materiais envolvendo diretamente o seu cliente.

Detido em França desde agosto de 1994, quando foi capturado no Sudão numa operação dos serviços secretos, Carlos, 67 anos, cumpre já duas prisões perpétuas pela morte de dois polícias e de um informante em Paris em 1975 e por quatro atentados em França entre 1982 e 1983, que causaram 11 mortos e 200 feridos.

Pai mata dois filhos com martelo e suicida-se

Um homem matou dois dos seus três filhos com um martelo, esta segunda-feira, em Trento, Itália. A violência dos crimes deixou o país em choque.

Segundo as autoridades italianas, Gabriele Sorrentino matou os filhos e suicidou-se, atirando-se de um penhasco com cerca de 100 metros de altura.

As crianças tinham dois e quatro anos e foram encontradas pela mãe, quando chegou a casa. A filha mais velha do casal, com 13 anos, estava a fazer uma visita de estudo quando ocorreram os crimes.

Sobre o homicida sabe-se que era um ex-agente da polícia italiana que agora trabalhava no setor financeiro.

Na origem dos crimes estarão problemas financeiros, adiantaram as autoridades, relacionados com a compra de um apartamento.

A relação de Gabriele Sorrentino com a mulher, Sara Failla, veterinária, foi descrita como "excelente".

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 28.03.2017

Berlim e Paris com campanhas difíceis

Altino Matos |
28 de Março, 2017

Nos Estados Unidos ainda decorrem as tentativas conduzidas pelo FBI de provar as influências negativas nas eleições de Novembro que determinaram a escolha em Donald Trump, mas o fantasma, como chamaram alguns críticos a esta “onda”, chegou à Europa, e, desta vez, assombra a campanha eleitoral  na Alemanha e em França.

Berlim e Paris, juntas, procuram meios técnicos e políticos para travar uma influência que se conhece apenas de nome, mas que está longe de ser palpável, a julgar pela incapacidade material de se reunir provas. Do Palácio do Eliseu chegam sinais fortes de que foram consideradas medidas pontuais para impedir que aconteça o mesmo que nos Estados Unidos, onde a confusão está instalada mesmo antes de o novo Presidente ter sido eleito.
Em França, o tempo é ocupado, agora, não apenas em saber quem vence as presidenciais de Abril, mas como vence, isto é, com que apoios políticos, ou se  vence num cenário altamente manipulado, em que a palavra corrupção passou a ser encarada como maior ameaça à transparência no sufrágio. 
A candidata da extrema direita Marine Le Pen que surpreendeu o seu eleitorado com simpatias a governos fora da Europa, quer aplicar algumas das estretégias em França, caso vença as presidenciais de Abril, mas a sua intenção provocou a irá de certa classe política na França e mereceu da parte de figuras influentes no contexto ocidental com comentários asquerosos.       
Alguns analistas acreditam que influências fortes podem determinar o curso das eleições, mas os políticos e os partidos devem ser mais astutos para contornar a situação e concentrar os eleitores em assuntos de grande interesse nacional e internacional, desde que os mesmos tenham a ver com a sua vida. O resultado das eleições em França e na Alemanha estão longe de ser desenhados, considerando as dificuldades que o sector da esquerda e da direita moderada estão a enfrentar, perante o trabalho demonstrado na campanha pelos partidos extremistas. 
O chefe do Serviço de Inteligência Federal da Alemanha (BND), Bruno Kahl, também não descartou a possibilidade de interferências perigosas na campanha eleitoral e queixou-se de ataques informáticos isolados contra os servidores do Bundestag alemão, sem no entanto avançar a origem. 
A chanceler alemã, Angela Merkel, é de opinião que os meios políticos e de inteligência estão atentos e preparados para contornar toda forma de ataque às instituições do país e, no caso de divulgação de informação sigilosa, com a intenção de dividir ou afastar os eleitores das suas primeiras escolhas, vão ser despoletados meios à altura da situação para controlar o espaço e outros procedimentos técnicos. A campanha eleitoral na Alemanha é de importância maior porque Berlim tem grande influência no curso da União Europeia, e qualquer oscilação ou mudança de rumo pode prejudicar as políticas postas em andamento para consagrar uma Europa a quatro velocidades, conduzida por, além de Berlim, Paris e Madrid.

Reforço da Defesa

A candidata da extrema direita Marine Le Pen promete, caso vença as presidenciais, impulsionar as despesas de defesa da França para três por cento do PIB até 2022. 
Le Pen destacou que a França representa uma força que realmente combate o terrorismo, e, segundo a candidata, os países devem reforçar a cooperação nesse sentido. Le Pen diz que a França tem de assumir os compromissos como um Estado forte, estabelecer as suas escolhas políticas e opções técnicas operacionais, sem depender da relação que mantém com qualquer bloco ou país, referindo-se obviamente a Nato e a União Europeia. 
Marine Le Pen anunciou, no seu programa para a governação, que vai desenvolver esforços para retirar a França da União Europeia, por, justificou, o “país estar muito prejudicado na sua soberania”.

Retórica anti-extremista

Um dos favoritos nas eleições presidenciais em França apela à retórica anti-extremista. Emmanuel Mcron  passou a conduzir a sua campanha com discursos contra aqueles que querem prejudicar a unidade, acusando-os de ignorância em matéria de Estado e cooperação internacional, principalmente nos assuntos em que a França está focada. “A França não deve se aproximar de países que  pretendem manipular a sua ­independência na política externa”, disse o candidato francês, Emmanuel Macron, a­pontado pela crítica como provável vencedor das eleições. “Temos uma longa história com os Estados Unidos. Juntos fomos construindo a paz no planeta. Hoje eu gostaria de propor mais independência”,  referiu Macron durante um debate presidencial, transmitido ontem pela TF1, onde enfatizou a necessidade de cooperar com os países europeus.
Cinco candidatos presidenciais, incluindo Macron, a líder do partido Frente Nacional, Marine Le Pen, o candidato republicano, François Fillon, o líder socialista, Benoit Hamon, e o líder do movimento político de esquerda La France Insoumise, Jean- Luc Melenchon, participaram do primeiro dos três debates televisivos que antecedem a primeira volta das eleições presidenciais de 23 de Abril.
Os decisores de Bruxelas acreditam que tanto em França coma na Alemanha os eleitores vão saber separar as insuficiências sociais das promessas oportunistas da extrema direita, que defendem a saída dos seus países da União Europeia. 
As campanhas eleitorais estão a ser afectadas por sucessivos escândalos de corrupção que retiraram a confiança política em candidatos e instituições, o que levou a chanceler Angela Merkel e o Presidente Fronçois Hollande a realizar demarches políticas de concertação  nas últimas semanas, para alertarem alemães e franceses das vantagens de os países manterem a Europa unida, numa altura em que o futuro das relações internacionais é bastante incerto, segundo analistas citados na imprensa ocidental. A partir de Abril, altura em que as coisas vão estar mais claras em matéria de governação com o resultado das eleições de “Paris” e de “Berlim”, a Europa vai começar um novo ciclo virado para os seus países membros, na visão dos que acreditam na vitória de políticos a favor da manutenção da União Europeia. 

 

Forças Armadas abatem rebeldes


28 de Março, 2017

O Exército do Quénia matou 31 militantes do grupo rebelde somali Al Shabab num ataque a uma base em Baadhere, ao sudoeste da Somália, revela um comunicado do Ministério da Defesa queniano divulgado ontem.

Nos confrontos ocorridos no domingo “um número desconhecido de membros  da Al Shabab ficaram feridos e seus dois veículos foram destruídos”, é referido no documento. O Ministério da Defesa publicou imagens de algumas das armas que capturou, incluídos explosivos.
Os militares quenianos utilizaram fogo de artilharia e helicópteros de combate e foram expropriados 11 fuzis AK 47, duas metralhadoras, quatro dispositivos explosivos, equipes de comunicação, cabo detonante e 634 balas, disse o porta-voz das forças armadas quenianas, o coronel Joseph Owuoth.
O golpe contra os rebeldes shebab ocorre quase um mês depois de as tropas quenianas matarem 57 rebeldes do grupo na área de Afmadow (sul da Somália) e dois meses depois de tropas do Exercito queniano terem sido atacadas no acampamento de Kulbiyow (fronteira sul da Somália com o Quénia), onde o Exército sofreu 9 baixas e o Al Shabab, 70, segundo meios de comunicação 
sociais locais. Nos últimos meses, a milícia rebelde somali optou por uma estratégia de confronto directa e lançou vários ataques em bases militares da Missão da União Africana na Somália (AMISOM), o que causou a morte de centenas de soldados.
O mais grave aconteceu em Janeiro do ano passado, quando o grupo atacou uma base da missão da União Africana na Somália e matou 180 soldados quenianos.
O Quénia é alvo constante dos rebeldes desde que em Outubro de 2011 o seu Exército entrou na Somália para combater a rebelião shebab. Nos últimos anos, o grupo perpetrou várias massacres no Quénia, com destaque para os do centro comercial Westgate de Nairobi (2013), de Mpeketoni, Gamba e Mandera (2014) e Garissa (2015), que fizeram mais de 350 mortos.
Um recente relatório da ONU conclui que o Al Shabab mantém capacidade de efectuar ataques de grande escala dentro e fora da Somália e que a situação da segurança no país africano “não melhorou”. A milícia luta por um Estado islâmico wahhabista na Somália, onde controla territórios no sul e no centro.

 

Excursão escolar acaba em tragédia


28 de Março, 2017

Pelo menos oito adolescentes tiveram morte imediata e outras 30 pessoas ficaram feridas quando, ontem, uma avalancha surpreendeu um grupo de estudantes numa pista de esqui do centro do Japão.

Cerca de 60 adolescentes e professores de sete colégios estavam na pista de esqui do complexo Nasuonsen Family Ski Resort da cidade de Nasu - cerca de 200 quilómetros a norte de Tóquio - no momento da avalancha, segundo informações das autoridades da região divulgadas pela emissora pública  NHK. O departamento regional de bombeiros recebeu uma ligação de emergência por volta das 9h20 (1h20 em Luanda).

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