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domingo, 26 março 2017 22:48

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

Irã impõe sanções contra 15 empresas americanas

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/03/2017 11:42:00

O Irã impôs sanções contra 15 empresas americanas, em retaliação ao governo de Donald Trump, que determinou restrições sobre empresas e pessoas supostamente ligadas ao programa de mísseis balísticos do país.

As novas tensões entre Irã e Estados Unidos podem dificultar os esforços regionais de pacificação, reverter a diplomacia nuclear com o Irã que havia na gestão de Barack Obama e até levar os países a um confronto mais direto.

O Irã está profundamente envolvido numa guerra civil da Síria há seis anos e é chave junto com os EUA em negociações internacionais para uma solução política. Durante o governo de Obama, o Irã chegou a um acordo nuclear com seis potências mundiais, incluindo os Estados Unidos, a caminho da reparação de um relacionamento desgastado.

Trump, no entanto, prometeu acabar com o acordo nuclear durante sua campanha eleitoral. No mês passado, ele postou no Twitter que o Irã estava "avisado" sobre seu programa de mísseis balísticos. O Irã também estava entre os países de maioria muçulmana cujos cidadãos foram impedidos de entrar nos EUA sob duas ordens executivas do governo Trump. Essas ordens foram suspensas por juízes federais.

As sanções do Irã no domingo se direcionaram principalmente a empresas de defesa americanas, incluindo a gigante de defesa Massachusetts Raytheon, a fabricante de armas de fogo Minnesota Magnum Research e o fabricante de armas de fogo de Illinois Lewis Machine e Tool, que supostamente ajudaram Israel, contribuindo para a instabilidade regional, de acordo com a Agência de Notícias oficial da República Islâmica, citando uma declaração do Ministério das Relações Exteriores.

Outras empresas sancionadas incluem a gigante imobiliária Re/Max Holdings, com sede em Denver, que, segundo o ministério, teve um papel nos assentamentos israelenses nos territórios palestinos. Re/Max e as outras empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Negociações com as empresas nomeadas foram proibidas, disse o ministério, e seus ativos do país foram congelados. Além disso, representantes das empresas não podem mais ter acesso a vistos.

Não ficou claro se alguma das empresas tinha qualquer negócio em curso com o país ou quais ativos poderiam ser congelados.

Teerã chamou as sanções da administração Trump em fevereiro de uma afronta ao seu direito à defesa e uma violação do acordo nuclear de 2015. Com esse acordo - uma prioridade de política externa para a administração Obama - os EUA, a União Europeia e as Nações Unidas deram fim a muitas sanções contra o Irã, em troca de restrições em seu programa nuclear.

"A imposição de novas sanções pelos EUA se baseia em pretextos fabricados e ilegítimos e equivale a uma ação contra os regulamentos internacionais, bem como contra a palavra e o espírito do acordo nuclear", disse o Ministério do Exterior do Irã, de acordo com a agência estatal de notícias IRNA.

EUA: Republicanos devem ter dificuldade para propor reforma tributária

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/03/2017 10:51:00

Os republicanos estão caminhando para o que acreditam ser um terreno político mais seguro: um projeto de lei fiscal importante, para reescrever o código tributário, algo que, em tese, pode ser mais fácil do que reformular toda a indústria de saúde. Mas eles podem estar indo na direção de outro campo minado.

Os republicanos se orgulham da unidade ideológica a favor de taxas de imposto mais baixas. "A reforma tributária é menos visceral", disse o deputado republicano David Schweikert, do Arizona.

Já secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse na sexta-feira que um projeto de lei fiscal seria "muito mais simples" do que uma revisão de saúde. "Há um apoio muito, muito forte."

Mas a busca do Partido Republicano para uma revisão completa do código tributário é repleta de disputas e obstáculos processuais. O fracasso do partido na questão da saúde - depois de ter tido sete anos de preparo - mostra como é difícil para os republicanos escrever uma legislação complexa que atraia o apoio de suas alas moderada e conservadora.

Para ter sucesso, os republicanos precisam superar pelo menos três grandes lacunas. Em primeiro lugar, precisam equilibrar as ambições concorrentes de cortar as taxas dos impostos de forma acentuada e retardar o aumento da dívida nacional.

Os líderes republicanos no Congresso dizem que querem um plano neutro em termos de receita, que origine tanto dinheiro quanto o atual sistema tributário. Para atingir a manutenção de receita, em meio a um corte de taxas, eles vão tentar acabar com isenções fiscais populares, tais como as deduções de juros sobre a dívida para as empresas e deduções fiscais locais. Assim, deverão se deparar com a resistência de grupos que querem proteger esses benefícios.

Em segundo lugar, eles precisam conciliar visões diferentes sobre as metas e a respeito de quem irá se beneficiar. Trump disse que sua prioridade é a redução de impostos de classe média.

O Presidente da Câmara, Paul Ryan (republicano que representa Wisconsin), e o Presidente do Comitê de Meios e Arbítrios, Kevin Brady (republicano que representa o Texas) querem uma revisão principalmente focada na promoção do crescimento econômico, mesmo que isso signifique cortes de impostos que favoreçam os mais ricos.

Em terceiro lugar, o partido está em desacordo sobre o plano de Ryan-Brady relativo às fronteiras - tributação das importações e isenção das exportações. O governo Trump tem sido ambivalente e às vezes crítico da ideia. Os republicanos do Senado são francamente alheios ao plano. Ryan e Brady dizem que é crucial, porque garantiria cerca de US$ 1 trilhão para compensar os cortes nas taxas dos impostos corporativos e desencorajaria as empresas a transferir lucros para o exterior.

Nenhuma dessas divisões dentro do Partido Republicano foi resolvida ainda e outros debates devem acontecer, incluindo discussões sobre incentivos fiscais para energias renováveis e os créditos que ajudam as famílias de baixa renda.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 26.03.2017

 

Rival de Putin é preso durante ato anticorrupção em Moscou

Além de Alexei Navalny, outras 500 pessoas foram detidas

Agência ANSA

 

O principal líder da oposição na Rússia, Alexei Navalny, foi detido neste domingo (26) por convocar uma grande manifestação na capital do país, Moscou, contra a corrupção.

O ato reunia cerca de 8 mil pessoas, que ficaram revoltadas com a prisão do blogueiro e político. Navalny foi indiciado por violação da legislação russa que regulamenta a prática de protestos, já que sua manifestação não havia sido autorizada. Com isso, ele pode ser condenado a pagar uma multa, realizar trabalhos obrigatórios ou até à prisão.

Uma fonte da Polícia citada pela agência de notícias estatal "Tass" disse que, além do oposicionista, mais de 500 pessoas foram detidas, sendo que a maioria delas também deve ser indiciada por violação da lei de protestos.

A situação no centro de Moscou já está calma, porém durante o dia houve diversos confrontos por conta da prisão de Navalny, que pretende desafiar Vladimir Putin nas eleições presidenciais de 2018. Recentemente, ele foi condenado a uma pena suspensa de cinco anos de cadeia por ter aplicado uma fraude em uma empresa estatal, mas ainda cabe recurso.

"Obrigado pelo seu apoio, eu estou bem, fui levado a uma delegacia e estou conversando com os agentes sobre meu filme sobre [o primeiro-ministro] Medvedev. Mas a ordem do dia é o protesto contra a corrupção, não minha prisão. Continuem manifestando de modo pacífico", afirmou Navalny no Twitter. 

Colisão entre dois trens de carga causa vítimas na Rússia

 

Dois trens de carga colidiram na república russa do Bascortostão, o que levou à morte de três pessoas, tendo uma ficado ferida.

"Dois trens colidiram, um transportava minério e o outro seguia vazio", disse um representante dos serviços de emergência à Sputnik.

O acidente ocorreu no território da fábrica de extração e processamento de minério da cidade de Uchaly, neste momento lá estão atuando 27 especialistas e três máquinas de resgate.

A fonte da Sputnik adicionou que 30 metros da via ferroviária ficaram danificados, ocorreu uma fuga de combustível numa área de 10 metros quadrados.

Segundo informações preliminares, o acidente não interferiu com o processo produtivo da empresa.

Trump culpa radicais republicanos por fracasso de reforma da saúde

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou neste domingo (26) os congressistas republicanos do ultraconservador Caucus da Liberdade pelo fracasso na aprovação da reforma no sistema de saúde do país, um projeto que foi retirado da pauta da Câmara dos Representantes na última sexta-feira (24) pela falta de apoio dentro do partido de Trump. As informações são da Agência EFE.

"Os democratas estão sorrindo em [Washington] D.C. porque o Caucus da Liberdade, com a ajuda do Club for Growth e Heritage, salvaram a Planned Parenthood e o Obamacare", disse Trump em mensagem no Twitter.

Ele se referiu ao nome como ficou conhecida a reforma do sistema de saúde promovida pelo ex-presidente Barack Obama e que o republicano queria substituir por um projeto idealizado por congressistas de seu partido e que foi apadrinhado pela Casa Branca.

A proposta dos republicanos também retirava recursos da Planned Parenthood, a maior organização de planejamento familiar dos EUA, que recebeu várias críticas do partido durante a campanha.

O projeto de lei foi retirado na sexta-feira por não contar com apoio suficiente de congressistas do próprio Partido Republicano para ser aprovado na Câmara dos Representantes.

Em grande parte, a proposta não foi adiante devido à oposição do Caucus da Liberdade, grupo ultraconservador que conta com cerca de 30 congressistas. Sem o apoio deles, Trump não obteria os 216 votos necessários para aprovar o projeto.

O presidente do Caucus da Liberdade, Mark Meadows, afirmou hoje que o fracasso do projeto não é o fim do debate sobre a reforma da saúde. Os congressistas do grupo defendem uma proposta com menos regulações do que a defendida por Trump.

Em entrevista à emissora ABC, Meadows disse que Trump ainda será o "mais valioso jogador" no processo para desmantelar o Obamacare.

O Obamacare, uma lei elaborada para aumentar a qualidade dos planos de saúde e torná-los acessíveis à população de baixa renda, deu cobertura média a mais de 20 milhões de pessoas.

No entanto, Trump considera a lei um "desastre" e prometeu durante a campanha eleitoral "revogar e substituir" o Obamacare.

O Escritório Orçamentário do Congresso, um órgão não partidário, calcula que o projeto republicano deixaria 14 milhões de pessoas sem cobertura médica em 2018. Em uma década, outras 24 milhões de pessoas perderiam seus planos de saúde.

O CBO também estima que a proposta que ganhou o aval de Trump representaria uma economia de US$ 150 bilhões em 10 anos.

Visita do Papa a Milão reuniu cerca de 1,5 milhão de fiéis

Na cidade, Francisco passou por catedral, presídio e estádio

Agência ANSA

 

A visita do papa Francisco a Milão, ocorrida no último sábado (25), reuniu pelo menos 1,5 milhão de pessoas, de acordo com balanço divulgado neste domingo (26) pelo arcebispo da capital da Lombardia, cardeal Angelo Scola.

Desse total, cerca de 1 milhão de fiéis acompanharam a missa do Pontífice no Parque de Monza, que fica a apenas 25 km da metrópole e abriga o famoso autódromo homônimo. Além disso, outras 500 mil pessoas foram aos diversos eventos do papa na cidade de Milão, como a homilia no Domo, o encontro com jovens no estádio San Siro e a visita à penitenciária de San Vittore.

"Sobre Milão, gostaria de agradecer ao cardeal e arcebispo e a todo o povo milanês pelo caloroso acolhimento de ontem [25]. De verdade, me senti em casa, e foi assim com todos, crentes e não crentes", afirmou Francisco no Angelus deste domingo, no Vaticano.

O líder da Igreja Católica ficou durante 11 horas em Milão, em uma viagem protegida por um forte esquema de segurança. O momento mais emocionante foi a passagem pela prisão de San Vittore, onde os detentos disseram ao Pontífice que ele os fez se esquecerem que estavam na cadeia.

"O povo quer vê-lo porque reconhece em Francisco um homem construtivo e bem sucedido", declarou Scola. Essa visão pode ser comprovada pelas palavras de Mohamed Makkassi, jovem árabe que cumpre pena em San Vittore.

"A visita do Papa não foi uma festa só para os católicos, mas também para nós muçulmanos, porque Francisco é um papa de paz para todo o mundo. Com um aperto de mão, ele me comoveu", disse o detento ao jornal "Corriere della Sera".

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 26.03.2017

 

Um morto e 14 feridos em tiroteio em discoteca em Cincinnati

 

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Polícia ainda não fez nenhuma detenção

Uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas num tiroteio esta madrugada na discoteca Cameo, em Cincinnati, nos Estados Unidos. A polícia chegou a acreditar que havia vários atiradores, mas depois voltou à tese de que fora apenas um, estando a investigar se houve outras pessoas envolvidas.

A destruição deixada por uma explosão de gás

 

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Duas pessoas ficaram seriamente ferias e outras 32 com ferimentos.

Vários edifícios desmoronaram na sequência de uma explosão de gás em Wirral, Reino Unido, na noite de sábado. Duas pessoas ficaram seriamente ferias e outras 32 com ferimentos.

Carro sem condutor da Uber tem acidente violento. Programa foi suspenso

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Veículo autónomo quase capotou em embate com outro carro

A Uber suspendeu o seu programa com carros autónomos, depois de um destes veículos sem condutor ter estado envolvido num acidente, no Arizona, EUA, anunciou a empresa.

O acidente não causou feridos nem danos graves, referiu a porta voz da Polícia de Tempe, Josie Montenegro, citada pela Reuters. Os veículos - o autónomo da Uber e outro com um condutor - colidiram num cruzamento.

O acidente aconteceu quando o condutor do segundo carro "não cedeu" a passagem ao carro da Uber, o que fez com que este virasse depois do embate.

A Uber explicou, por email à Reuters, que vai continuar a analisar o acidente e que só quando a investigação estiver concluída haverá novidades sobre a continuidade ou não do programa piloto que estava a decorrer no Arizona, Pittsburgh e São Francisco.

A bordo do carro autónomo iam dois condutores de segurança nos bancos da frente, cumprindo as normas de segurança para o teste de condução autónoma.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 26.03.2017

 

Polícia diz que autor do atentado em Westminster agiu sozinho

A Polícia Metropolitana de Londres anunciou que o autor do ataque terrorista em Westminster da passada quarta-feira, Khalid Masood, agiu sozinho e não há informação de que estejam a ser planeados novos ataques.

"Todos temos de aceitar que há uma possibilidade de nunca virmos a perceber o porquê de ele ter feito isto. Esse entendimento pode ter morrido com ele", disse hoje o comissário-adjunto interino da Polícia Metropolitana, Neil Basu.

Quatro pessoas morreram e 50 ficaram feridas na quarta-feira, quando Masood atropelou as pessoas que circulavam pela ponte de Westminster, em Londres, antes de ter esfaqueado um polícia.

Os detetives adstritos ao caso confirmaram que o ataque de Masood começou e acabou no espaço de 82 segundos.

"Ainda acreditamos que Masood agiu sozinho naquele dia e não há informação que sugira que estejam a ser planeados mais ataques", disse Basu.

"Mesmo que ele tenha agido sozinho na preparação, precisamos de estabelecer - com absoluta certeza - o porquê de ele ter cometido estes atos inqualificáveis, para que possamos dar segurança aos londrinos, bem como para dar respostas às famílias daqueles que foram mortos e às vítimas e sobreviventes desta atrocidade", salientou.

A polícia quer saber se outros elementos encorajaram, apoiaram ou ordenaram Masood no sentido de cometer o atentado.

"Se for este o caso, eles vão ser apresentados perante a Justiça", concluiu.

O ataque de quarta-feira foi atribuído pelas autoridades a um cidadão britânico de 52 anos, nascido em Kent (sudeste de Inglaterra) com o nome de Adrian Russel, que mudou para Khalid Masood quando se converteu ao islamismo.

Russel conduziu o automóvel a alta velocidade contra peões na ponte de Westminster, seguindo depois a pé para o parlamento onde esfaqueou mortalmente um agente da polícia, sendo abatido pelas forças de segurança.

Além do polícia esfaqueado, três transeuntes morreram no ataque, que fez cerca de 50 feridos.

O grupo 'jihadista' Estado Islâmico reivindicou o ataque através da agência de propaganda Amaq, afirmando que o atacante era "um soldado do Estado Islâmico".

Vídeo mostra explosão gigante de depósito de armas na Ucrânia

Cerca de 20 mil pessoas foram evacuadas, esta quinta-feira, depois de um depósito de armas ter explodido em Balakleya, na Ucrânia. Um vídeo amador registou o momento da explosão.

As explosões ocorreram numa base militar das forças separatistas ucranianas, em Balakliya, utilizada para armazenar centenas de munições e mísseis.

O incidente ficou registado num vídeo amador publicado nas redes sociais.

As autoridades ucranianas alegam que não há registo de qualquer vítima mortal, mas cerca de 20 mil pessoas tiveram de ser evacuadas do local.

Японский кот по кличке Мугумогу попал в Книгу Рекордов Гиннеса по количеству просмотров в Youtube

Gato japonês é o animal mais visto do

 

Se ainda não tinha ouvido falar do gato Mugumogu é porque tem andado distraído. Segundo o Livro dos Recordes do Guinness, o gato japonês é o animal mais visto no Youtube.

O seu verdadeiro nome é Maru, mas a Internet conhece-o como Mugumogu. O seu canal no Youtubetem cerca de meio milhão de subscritores e os seus vídeos já tiveram mais de 325 milhões de utilizadores.

A marca valeu-lhe uma distinção atribuída pelo Livro dos Recordes do Guinness.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 26.03.2017

Bombardeamentos dos EUA matam dezenas de civis sírios


26 de Março, 2017

Fotografia: Omar Haj Kadour | AFP

A coligação liderada pelos Estados Unidos da América (EUA) realizou uma série de ataques contra alvos localizados em território sírio deixando um rasto de sangue na população civil, com um saldo de mais de 40 mortos.

As operações foram intensificadas no território sírio para acompanhar a ofensiva desenvolvida no Iraque. Os EUA enviaram reforços para combater os extremistas em Raqqa.
As forças norte-americanas apoiam a ofensiva árabe-curda para retomar a represa estratégica de Tabqa, próximo de Raqqa, da posse do grupo “Estado Islâmico” (“EI”), segundo o Pentágono (Ministério da Defesa dos EUA).
O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, reforçou os comentários sobre a morte do chefe do “EI”, Abu Bakr al-Baghdadi, ao receber em Washington representantes de 67 países-membros da coligação que luta contra o grupo na Síria e no Iraque.
A nova ronda de negociações de paz para a Síria sob a supervisão da ONU dá poucas esperanças à possibilidade de encontrar uma saída para o conflito que causou mais de 320.000 mortos em seis anos.
A coligação internacional matou outros 33 civis na terça-feira, ao bombardear uma escola que servia como centro de acolhimento de deslocados em Raqqa, indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
A escola fica a sul de Al-Mansora, uma cidade nas mãos do “EI”, que costuma ser alvo dos ataques da coligação. “Podemos confirmar que 33 pessoas morreram. Eram deslocados de Raqqa, Aleppo e Homs”, afirmou o director da OSDH, Rami Abdel Rahman. “Ainda estão a retirar corpos dos escombros. Apenas duas pessoas foram resgatadas com vida do brutal ataque”, pontualizou.
O OSDH, que conta com uma ampla rede de informações e de fontes médicas na Síria, indicou a partir da sua sede em Londres que pode determinar quem foi o responsável pelo ataque, o tipo de avião utilizado, a sua localização e munição empregada. A página da Internet “Raqa is Being Slaughtered Silently”, que divulga informações da cidade, confirmou o bombardeamento contra a escola que, segundo estimativas, abrigava 50 famílias deslocadas. Na província de Raqqa, controlada na sua maioria pelo “EI”, oito civis morreram na quarta-feira e 15 ficaram feridos em ataques da coligação”, indicou o OSDH. “Os ataques atingiram uma padaria e mercados próximos da cidade de Tabqa controlada pelo ‘EI’. Há pessoas desaparecidas e talvez mortos sob os escombros”, acrescentou.

Aniquilar os extremistas

As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança árabe-curda apoiada pela coligação internacional, realizam uma ofensiva para reconquistar Raqqa. O “Estado Islâmico” sofreu inúmeros reveses nos últimos meses na sequência de três ofensivas das FDS, do Exército sírio apoiado pela Rússia e dos rebeldes ajudados pela Turquia.
Segundo o Pentágono, os extremistas islâmicos perderam 65 por cento dos territórios que possuíam no período de maior domínio, em 2014. A coligação internacional, que também ataca os extremistas islâmicos no Iraque, admitiu no início de Março que provocou a morte de 220 civis desde 2014 nos dois países. 
Alguns especialistas suspeitam que o número seja muito maior. Os 68 países da coligação reuniram-se em Washington na quarta-feira, onde o Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu destruir os extremistas islâmicos apesar das divergências estratégicas que enfraquecem a aliança. s rebeldes e os seus aliados extremistas da Fatah al-Sham combatiam pelo quarto dia consecutivo as tropas do Governo sírio no leste de Damasco. 
Os confrontos, que se concentram nos bairros de Jobar e Qabun, são os mais violentos na capital em dois anos. No centro do país, outros grupos rebeldes e seus aliados avançavam na província de Hama, onde lançaram na terça-feira uma nova ofensiva contra forças do Governo. Esta aliança conquistou vários povoados desde então, assim como a localidade estratégica de Suran, onde se situa uma das primeiras linhas de defesa do Exército na província de Idleb.

Aviões israelitas

Aviões da Força Aérea israelita, em número não especificado, foram atacados por mísseis anti-aéreos na Síria. O especialista militar Nikolai Surkov afirmou que desta forma o Exército sírio deu um sinal claro ao Governo de Israel. O incidente ocorreu na madrugada de 17 de Março, mas só agora foi tornado público pelas autoridades sírias, num claro sinal de que não vão ser admitidas mais incursões no seu espaço aéreo.
Os pilotos israelitas atacaram vários alvos no território sírio. Sistemas de defesa anti-mísseis de Israel não conseguiram interceptar um dos foguetes disparados.
“Em nenhuma das fases, a segurança dos cidadãos israelitas ou aeronaves da Força Aérea foram ameaçados”, disse o especialista militar. De acordo com uma estação de televisão russa, os aviões foram atacados pelo sistema de mísseis anti-aéreo S-200.
O professor do departamento de Estudos Orientais do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscovo, Nikolai Surkov, acredita que o Exército sírio enviou um sinal claro aos israelitas. 
“Não é a primeira vez que Israel realiza ataques aéreos sobre o território sírio. Eles estão à procura de combatentes do Hezbollah [aliado do Governo da Síria], tentando, em suas palavras, atrapalhar o fornecimento de armas”, assinalou. 
Durante toda a crise síria, Damasco e arredores  foram atacados periodicamente, bem como os pontos militares na costa. A defesa aérea síria conseguiu reagir, em particular em 2013, quando caíram sobre Damasco mísseis de cruzeiro israelitas. Divisões do grupo extremista libanês Hezbollah participaram na libertação de Palmira e os israelitas tentam capturar ou abater comandantes que actuam na Síria. 
O Exército da Síria disse que abateu um avião da Força Aérea israelita, que, de acordo com as suas informações, violou o espaço aéreo do país. Em comunicado, o comando militar sírio afirmou que o objectivo da aviação israelita estaria focado em instalações do Exército sírio na área de Palmira. O comando do Exército refere que as actividades das forças dos paízes vizinhos são aceites dentro do programa de defesa do Governo sírio

 

União Europeia mais forte e unida


26 de Março, 2017

Os Chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) celebraram ontem, em Roma, os 60 anos do projecto europeu, comprometendo-se a trabalhar para uma União ainda mais forte e unida nos próximos dez anos.

Os líderes de 27 Estados-membros - o Reino Unido, em processo de saída do bloco europeu (‘Brexit’), já não participou nas comemorações de ontem na capital italiana - adoptaram a “Declaração de Roma”, na qual manifestam “orgulho” pelos feitos alcançados ao longo de 60 anos de história e apontam o caminho a seguir, admitindo uma UE a diferentes velocidades mas “na mesma direcção”.
A Declaração de Roma foi assinada pelos 27 e pelos presidentes das instituições europeias na mesma sala, no Capitólio, onde em 25 de Março de 1957 os seus países fundadores, Alemanha Ocidental, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo, assinaram os Tratados fundadores da Comunidade Económica Europeia e da Comunidade da Energia Atómica, que dariam origem à actual União Europeia. O presidente da Comissão Europeia afirmou que a declaração firmada em Roma por ocasião do 60.º aniversário do tratado fundador da União Europeia deve marcar “o início de um novo capítulo” para uma “Europa unida a 27”, acrescentando que a declaração assinada na capital italiana por 27 líderes europeus deve preparar o cenário para um crescente sentimento de optimismo.
“O que alcançámos nos dias anteriores a Roma, e nas últimas horas aqui em Roma, transmite um estado de optimismo incipiente, porque, ao contrário do que foi presumido, não existiu confronto, não existiu nenhuma grande discussão entre as várias trajectórias concebíveis”, disse o político luxemburguês.
Após a assinatura da declaração, Jean-Claude Juncker afirmou que o texto é um bom começo para uma ampla discussão sobre o futuro do bloco europeu após a saída do Reino Unido. Segundo o presidente da Comissão Europeia, a atmosfera é propícia para abordar o processo britânico “com confiança”. No dia em que os líderes europeus celebravam em Roma os 60 anos do projecto europeu, milhares de pessoas marcharam em Londres contra a saída do Reino Unido da União Europeia.
A manifestação foi promovida por grupos pró-Europa e por organizações que se têm dedicado a encontrar formas de limitar as consequências do Brexit para os britânicos e restantes cidadãos que vivem no Reino Unido, como explica o site Político.
Na página da “Unite for Europe”, os manifestantes exigem a permanência do Reino Unido no Mercado Único, a manutenção dos benefícios que a cidadania europeia concede e a garantia de que os cidadãos europeus que actualmente vivem no Reino Unido tenham a oportunidade de ficar no país.
A marcha anti-Brexit terminou no final da tarde de ontem na praça junto ao Parlamento britânico, em Londres, perto do local onde na quarta-feira aconteceu o atentado terrorista que resultou em quatro mortos e vários feridos.

 

Operação Lava Jacto pode "destruir" o país


26 de Março, 2017

O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para o risco de a operação anti-corrupção Lava Jacto “destruir” o país, a partir do ataque ao sistema político, enquando encoraja os militantes do Partido dos Trabalhadores, seus correlegionários, a manterem-se firmes nos seus ideais.

Lula da Silva prometeu aos seus pares  lutar “até ao fim” contra as acusações de que é alvo na operação Lava Jacto, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras, mas que está a transformar-se num motivo para perseguição de determinadas figuras e anulação de políticos e partidos.
Apontado como provável candidato do PT à Presidência do Brasil em 2018, Lula da Silva afirmou, durante um seminário do partido, que “o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jacto em primeira instância, e o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação, não são mais honestos que ele e defendeu a aprovação de uma lei sobre abuso de autoridade”. “Eu vou estar nessa luta até ao fim. Eu não tenho negociatas. Eles vão ter que provar”, disse o ex-presidente do Brasil no encerramento do seminário. “O que a Lava Jacto fez pelo Brasil organizado pelo PT?”, questionou Lula da Silva. 
“Pode ter a certeza que eu vou lutar até às últimas consequências”, acrescentou. “Se eles querem pegar o Lula, arrumem motivos ou provas, mas não destruam o nosso Brasil”, enfatizou.
O ex-presidente é réu em três acções da operação Lava Jacto, duas delas sob responsabilidade de Sérgio Moro, a quem a defesa de Lula da Silva acusa de parcialidade e de ser suspeito para o julgar.
“Nem o Moro, nem o Dallagnol, nem nenhum deles, tem a honestidade e a lisura que eu tenho nos meus 70 anos de vida”, disse Lula da Silva. 
“A operação Lava Jacto pode agir como quer, pode vazar para quem quiser. Nem no regime militar eu vi isso”, disse Lula da Silva. “A gente não pode deixar de aprovar a lei de abuso de autoridade porque ninguém está acima da lei”, sentenciou. O Congresso Nacional (Parlamento) examina um projecto de lei que trata do assunto e que é alvo de críticas de Sérgio Moro e de membros da força-tarefa da operação Lava Jacto que vêem na iniciativa legislativa uma tentativa de intimidar promotores e magistrados.
Membros da força-tarefa já chegaram a anunciar que renunciariam se a medida fosse adoptada. Além da operação Lava Jacto, Lula da Silva também é réu em outras duas acções penais. Numa delas, ligada à operação Zelotes, o ex-presidente é acusado de tráfico de influência na aprovação de uma medida provisória que teria beneficiado a indústria automóvel e na decisão do Governo brasileiro de comprar caças suecos.
A operação Lava Jacto provocou no Brasil  um ambiente bastante crispado na classe política e retirou a confiança nos políticos, sendo que maior baixa foi o afastamento da então Presidente Dilma Roussef, que se diz vítima de uma conspiração.

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