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sexta, 24 março 2017 22:40

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), jornal “Folha de São Paulo” (Brasil), jornal “Diário de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), jornal “Jornal de Angola” (Angola)

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 24.03.2017

 

Brasil, EUA e mais 12 países pedem que Venezuela realize eleições em breve

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/03/2017 22:27:00

Brasil, Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia, Argentina e mais oito países do continente americano pediram, nesta quinta-feira, que o governo da Venezuela realize eleições e libere imediatamente presos políticos, criando um potencial confronto diplomático com Caracas.

O Departamento de Estado dos EUA pediu que a Venezuela realize eleições "o mais rápido possível". Mark Toner, porta-voz do departamento, disse que os EUA não estão pressionando pela expulsão da Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA), mas "pede a libertação imediata de presos políticos", incluindo o oposicionista Leopoldo Lopez.

"O presidente Nicolás Maduro deve permitir que a Assembleia Nacional democraticamente eleita desempenhe suas funções constitucionais e realize eleições o mais rápido possível", disse Toner.

Na semana passada, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, disse que queria que os países suspendessem a Venezuela do grupo, a menos que as eleições gerais sejam realizadas em breve. Almagro fez o pedido após apresentar um relatório de 75 páginas sobre a crise política no país. No relatório, o secretário-geral acusa o governo de Maduro de violar sistematicamente os direitos humanos e os padrões de democracia, consagrados na Carta Democrática Interamericana. Fonte: Associated Press.

Erdogan considera revisar laços "políticos e administrativos" entre Turquia e UE

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/03/2017 20:30:00

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que pode revisar seus laços "políticos e administrativos" com a União Europeia, após um plebiscito que pode fortalecer seus poderes. Em entrevista à emissora de televisão Kanal D nesta quinta-feira, Erdogan disse que o acordo fechado com a UE no ano passado para conter o fluxo de imigrantes para a Europa pode também ser revisado após a votação de 16 de abril.

Erdogan afirmou que os laços econômicos com a UE seguiriam intactos. As declarações são dadas em meio a uma escalada nas tensões entre os países do bloco, especialmente Holanda e Alemanha, que impuseram restrições aos ministros turcos que queriam fazer campanha para a votação turca nessas nações. Erdogan já acusou os dois países de "nazismo" e "fascismo". O presidente turco defendeu suas comparações com o nazismo e criticou o novo presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, segundo o qual Erdogan pode ameaçar laços com parceiros e deve parar de acusar a Alemanha de agir como nazista.

O líder turco também pediu aos Estados Unidos e ao Reino Unido para retirar restrições que segundo ele são "exageradas", referindo-se à proibição de que os passageiros levem na bagagem de mão laptops e outros aparelhos exceto celulares em viagens a partir de alguns aeroportos, entre eles o de Istambul. Erdogan notou que os países têm direito à segurança, mas que esse veto é excessivo.

Erdogan disse que discutiu o assunto em um telefonema com a premiê britânica, Theresa May, e que o ministro das Relações Exteriores turco tratou do assunto durante recente visita aos EUA. "Minha esperança é que eles abandonem esse erro o mais rápido possível", comentou o presidente. Uma autoridade turca disse que o governo atua também para excluir a Turkish Airlines do escopo das restrições. Fonte: Associated Press.

 

Polícia confirma mais uma morte no ataque de ontem em Londres

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/03/2017 18:42:00

A polícia de Londres confirmou mais uma morte no ataque de ontem próximo do Parlamento do Reino Unido. Um homem de 75 anos foi a quarta vítima do atentado, tratado como terrorismo pelas autoridades do país. O autor do ataque, identificado hoje como Khalid Masood, cidadão britânico de 52 anos, também morreu. No total, portanto, há cinco mortes confirmadas no incidente.

O homem de 75 anos que morreu hoje havia sido ferido na Ponte Westminster. Em comunicado, a polícia informou que os aparelhos dele foram desligados e que a família foi notificada.

Masood foi morto a tiros ontem. Ele já havia sido investigado por terrorismo, mas não estava atualmente na lista de suspeitos de terrorismo do país.

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Em comunicado da agência de notícias Amaq, ligada ao grupo, o Estado Islâmico disse que o ataque havia sido uma resposta aos ataques da coalizão liderada pelos EUA no Oriente Médio. O grupo tem reivindicado a responsabilidade por ataques do tipo, mas não está clara a natureza ou o escopo de seu envolvimento.

Entre as vítimas estava um homem de Utah que visitava a Europa, Kurt Cochran. A mulher dele, Melissa, ficou gravemente ferida. O casal celebrava seu aniversário de 25 anos, segundo um porta-voz da família. Melissa permanecia hospitalizada nesta quinta-

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 24.03.2017

 

Britânico de 52 anos identificado como autor de ataque de Londres

 

A polícia britânica identificou hoje Khalid Masood, um britânico de 52 anos, como o autor do atentado de ontem em Londres, que deixou quatro mortos e cerca de 40 feridos, revindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), que assumiu nesta quinta-feira (23) o atentado. As autoridades disseram que ainda há 29 feridos no hospital, sete deles em estado crítico. As informações são da agência alemã DPA.

O atacante - que foi abatido a tiros - nasceu em Kent, mas recentemente vivia no condado de Midlands, no centro do país. Ele já havia sido condenado em várias ocasiões por delitos com violência, posse de armas e pertubação da ordem pública, mas nunca por terrorismo. Masood foi condenado pela primeira vez em 1983 por vandalismo e pela última em 2003, por posse de armas.

"Não havia informação de inteligência sobre suas intenções de organizar um ataque terrorista", explicaram as autoridades. Segundo havia explicado a primeira ministra britânica, Therese May, a polícia o havia investigado por vínculos com o "extremismo violento", mas atualmente ele não estava sendo vigiado.

Oito detidos

'Partimos do princípio de que o atacante atuou só, inspirado no terrorismo internacional", afirmou  esta manhã o responsável por antiterrorismo da polícia de Londres, Mark Rowley. O ministro britânico da Defensa, Michael Fallon, também considera que o ataque "está relacionado ao terrorismo islâmico". As medidas de segurança do Parlamento serão revisadas, afirmou.

Apesar das afirmações, oito pessoas foram detidas em várias buscas realizadas em endereços de Londres, Birmingham e outras localidades em conexão com o  atentado, informou a Scotland Yard, que não informou sobre a relação dos detidos com o atacante.

Carro alugado

O suspeito atropelou primeiro um grupo de pessoas na ponte de Westminster, próximo ao Parlamento, donde mató a dos personas. Em seguida, ele matou a punhaladas um policial de 48 anos, junto ao Parlamento, onde outros agentes o mataram a tiros.

As outras duas vítimas fatais do atentado foram um americano que se encontrava em Londres para celebrar seus 25 anos de casado e cuja esposa ficou gravemente ferida, e uma mulher britânica de raízes espanholas que estava indo pegar os filhos na escola no momento do atentado.

O veículo utilizado no ataque, um Hyundai, foi alugado na cidade de Solihull, próximo a Birmingham. Um empregado da companhia de locação identificou o carro ao ver o número da placa ó em imagens da Internet.

 

Novas revelações sobre assessor complicam caso Trump-Rússia

Agência ANSA

 

Após a confirmação do diretor do FBI, James Comey, de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está entre os investigados sobre possíveis laços com agentes russos, a mídia norte-americana divulgou novos documentos que complicam ainda mais a defesa do magnata.

Depois de Michael Flynn e Jeff Sessions, o escândalo agora atinge o ex-chefe de campanha de Trump Paul Manafort. O norte-americano foi contratado pela campanha do republicano em março do ano passado e, em junho, virou o responsável pela corrida eleitoral. No entanto, em agosto, por causa das denúncias sobre sua relação com o Kremlin, ele deixou suas funções.

Manafort sempre negou qualquer ligação com a Rússia e Trump sempre acusou a imprensa de fazer uma "caça às bruxas" contra ele. No entanto, documentos revelados nesta quarta-feira (22) mostram que Manafort trabalhou para um milionário russo e ajudou a elaborar um plano para ajudar a melhorar a imagem de Vladimir Putin nos Estados Unidos.

Já a "CNN" divulgou que colaboradores do presidente ajudaram agentes russos a prejudicar a candidata democrata Hillary Clinton durante a campanha presidencial.

Segundo investigadores consultados pela emissora, o FBI está analisando documentos que mostram informações da Inteligência, documentos de viagens, cartas oficiais de empresas, dados telefônicos e recolhendo testemunhos que indiquem uma ação coordenada contra Hillary.

Sem citar a qual caso se referia, Trump usou o Twitter para voltar a criticar a imprensa. "Acabo de ver notícias totalmente enviesadas e falsas da chamada história da Rússia na NBC e ABC. Que desonesto", publicou.

Águas residuais podem ajudar a combater a escassez do recurso, diz ONU

O tratamento e a reutilização das águas residuais pode ser uma solução para combater a escassez do bem natural em todo o mundo. A conclusão é do relatório da Águas Residuais: o Recurso Inexplorado, lançado nesta quarta-feira pela Organização das Nações Unidas para marcar o Dia Mundial da Água, 22 de março. As informações são da ONU News.

Para a ONU, o mundo deve mudar a forma como a água residual é vista. Com a crescente demanda do produto, os especialistas dizem que as águas residuais devem se tornar uma fonte alternativa e confiável. Atualmente, parte dessas águas são tratadas e depois eliminadas, mas a gestão deve ser de "reúso, reciclagem e recuperação".

O relatório das Nações Unidas deixa claro que a incapacidade de abordar as águas residuais como um importante problema social e ambiental pode comprometer outros esforços necessários para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). propostos pelas Nações Unidas e  assumidos por várias nações. Segundo a meta, os ODS devem ser implementados por todos os países do mundo até 2030.

Impactos negativos

Segundo os especialistas, a maior parte das atividades humanas que usam água produz águas residuais, que podem ser esgoto ou águas poluídas usadas por indústrias. O relatório diz que com o aumento da demanda global por água, aumenta também a quantidade de águas residuais. Em todos os países, com exceção dos mais desenvolvidos, 95% das águas residuais são despejadas diretamente no meio ambiente sem tratamento adequado. Isso gera impactos negativos na saúde humana, na produtividade econômica, na qualidade das águas doces e nos ecossistemas.

Em 2012, foram registradas mais de 800 mil mortes causadas pelo consumo de água contaminada e serviços de saneamento inadequados. Nos oceanos, as áreas chamadas de "zonas mortas desoxigenadas", causadas pelo lançamento de águas residuais sem tratamento, já atingiram 245 mil quilômetros quadrados, quase três vezes o tamanho de Portugal.

Pode piorar

O relatório da ONU prevê que a demanda por água vai aumentar muito nas próximas décadas. O setor da agricultura é responsável atualmente pelo uso de 70% das extrações de água no mundo e o uso deve aumentar também nos setores da indústria e energia.

Segundo a ONU, dois terços da população mundial vivem hoje em áreas com escassez de água pelo menos uma vez ao ano. E cerca de 500 milhões vivem em regiões onde o consumo de água é o dobro dos recursos hídricos. Os especialistas disseram que, se as tendências atuais persistirem, a qualidade da água continuará piorando nas próximas décadas, especialmente em países com poucos recursos e localizados em regiões secas.

Isso vai aumentar ainda mais o risco para a saúde humana e para os ecossistemas, contribuindo para a escassez de água e prejudicando o desenvolvimento econômico sustentável, alerta o documento.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 24.03.2017

 

Merkel perde tapete vermelho e Schulz pode mesmo ganhar

 

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Uma (re)eleição que parecia certa tornou-se uma incógnita. Sociais-democratas do SPD podem ser os mais votados e vir a liderar uma coligação com a CDU da chanceler

Faltam precisamente seis meses para as eleições na Alemanha, que serão disputadas a 24 de setembro. Martin Schulz poderá suceder aos ex-chanceleres Willy Brandt e Gerhard Schröder - os únicos líderes dos sociais-democratas do SPD que até hoje conseguiram vencer eleições. A batalha entre a conservadora Angela Merkel - a candidata dos democratas-cristãos da CDU que concorre a um quarto mandato - e o ex-presidente do Parlamento Europeu promete ser titânica. As sondagens neste momento dão-nos praticamente empatados.

Há não muito tempo, o facto de que Merkel seria a candidata mais votada parecia não suscitar quaisquer dúvidas, tendo em conta que a CDU levava cerca de dez pontos de vantagem sobre o SPD. Mas a certeza quase absoluta de um quarto mandato para a chanceler desapareceu em fevereiro, quando o até então presidente do Parlamento Europeu decidiu trocar Estrasburgo e Bruxelas pelo regresso a Berlim, substituindo Sigmar Gabriel como líder do SPD e candidato às eleições. Praticamente da noite para o dia o partido deu um salto de dez pontos.

Mulher que saltou da ponte está em estado crítico

 

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Romena estava em Londres para celebrar aniversário do namorado. Atirou-se da ponte para o rio Tamisa

A mulher que saltou da ponte de Westminster para se tentar salvar do ataque de ontem em Londres está em estado crítico. Trata-se de uma romena que estava na capital britânica para celebrar o aniversário do namorado, que partiu um pé, segundo afirmou o embaixador romeno no Reino Unido à Realitatea TV.

A embaixada romena em Londres confirmou ao fim do dia tratar-se de Andreea Cristea, uma arquiteta de 29 anos, que sofreu várias lesões na cabeça.

"A mulher está em estado crítico, com várias lesões e um problema no funcionamento dos pulmões. Na noite passada submeteu-se a uma intervenção cirúrgica bastante complexa. Felizmente sobreviveu a essa intervenção e foi transferida para outro hospital", disse Dan Mihalache.

O outro cidadão romeno que ficou ferido quando o atacante atropelou um grupo de pessoas em plena ponte é o namorado desta mulher e tem um pé partido. "Mas está em estado de choque", disse o embaixador, comentando a pouca sorte do casal, que estava de férias na cidade para celebrar o aniversário dele.

A primeira-ministra Theresa May avançou esta manhã que há, entre os feridos do ataque de quarta-feira, cidadãos de 11 nacionalidades, não referindo, contudo, o jovem português já identificado pelo governo de Portugal.

Segundo May, os feridos no ataque incluem 12 britânicos, quatro sul-coreanos, três franceses, dois gregos, dois romenos, um alemão, um chinês, um irlandês, um italiano, um norte-americano e um polaco.

Duas novas detenções por ligações ao ataque de Westminster

 

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Já são dez as pessoas detidas por suspeitas de associação ao ataque em Londres em que morreram quatro pessoas, além do atacante

A polícia britânica anunciou esta manhã a detenção de mais duas pessoas no âmbito da investigação ao ataque de quarta-feira em Westminster, junto ao parlamento britânico, em Londres. Sobe assim para dez o número de pessoas detidas pelas autoridades, depois dos raides realizados durante a madrugada de quinta-feira em Londres e Birmingham.

O chefe da unidade antiterrorista da polícia de Londres, Mark Rowley, informou esta manhã que foram feitas mais duas detenções "significativas" nas Midlands Ocidentais (centro de Inglaterra) e no noroeste.

Explicou ainda que a investigação está centrada em perceber as motivações do autor do ataque, identificado como Khalid Masood, e a forma como este o preparou e se agiu sozinho, inspirado pela propaganda terrorista ou se foi encorajado por outros.

Mark Rowley especificou que o nome de nascimento de Masood é Adrian Russell Ajao e fez um apelo àqueles que o conheciam bem no sentido de darem informações que possam ajudar as autoridades.

O responsável da unidade antiterrorista da Scotland Yard adiantou ainda que duas pessoas continuam em estado grave no hospital, uma delas em risco de vida.

O ataque fez quatro vítimas mortais, além do próprio atacante: o polícia Keith Palmer, o norte-americano Kurt Cochran, 54 anos, a britânica com origem galega Aysha Frade, 43, e Leslie Rhodes, 75.

 

REUTERS/AMR ABDALLAH DALSH

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O ex-presidente egípcio saiu hoje em liberdade após seis anos de prisão

O antigo presidente do Egito foi hoje libertado, ao fim de seis anos na prisão, anunciou o advogado. Hosni Mubarak deixou o hospital militar em que se encontrava desde 2011 e foi para casa.

Mubarak foi libertado depois de um tribunal de recurso o ter absolvido, no início do mês, da pena de prisão perpétua a que tinha sido condenado.

Mubarak tinha sido condenado em junho de 2012 pela morte de manifestantes na revolta em 2011 que motivou a sua queda.

Jovem sobreviveu cinco dias no deserto

 

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"Road trip" de Amber VanKecke acabou com uma equipa de resgate

Uma jovem americana passou cinco dias no deserto do Grand Canyon dentro do seu carro sem combustível e rede no telemóvel. Amber VanKecke, 24 anos, recorreu à sua experiência como escuteira para desenhar a palavra "Help" (Ajuda) com pedras, o que acabou por ser avistado por uma equipa de salvamento do estado do Arizona.

"Eu planeei o itinerário, coloquei-o no Facebook e levei alguns alimentos e água", disse Vanhecke sobre a viagem de primavera que ela planeava desde janeiro. Partiu de Denton e passou um dia em Carlsbad, no Novo México, antes de conduzir o resto da noite para o Grand Canyon.

Durante a viagem, seguiu as indicações do GPS, mas acabou por entrar numa estrada de terra, rodeada de pedras e catos, tendo ficado sem combustível.

No segundo dia encalhada no deserto, a jovem fez um sinal SOS, bem como um sinal de fogo na esperança de que um helicóptero ou avião pequeno viria em seu socorro.

Depois de 119 horas horríveis no deserto, Vanhecke foi resgatada em 17 de março. Uma equipa de resgate, que sobrevoava a área num helicóptero, viu o carro de Vanhecke junto com um sinal de ajuda gigante que ela fez de rochas.

No carro, a jovem deixou uma nota indicando estar a dirigir-se para leste. O que acabou por ajudar a equipa de resgate. "Ela fez muitas coisas que a ajudaram a sobreviver", disse Jonah Nieves, membro da equipe de Resgate Aéreo do Departamento de Segurança Pública do Arizona. "Essas notas eram pistas e essas pistas nos levaram para onde ela estava.

Luanda com 500 novos casos de tuberculose por mês

 

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Números foram divulgados pelo diretor clínico do Hospital Sanatório, João Chiwana, em alusão ao dia mundial de luta contra a tuberculose

A unidade especializada de tratamento da tuberculose em Luanda está a registar mais de 500 novos casos da doença por mês, números que preocupam a direção do Hospital Sanatório da capital angolana.

Os números foram divulgados pelo diretor clínico daquela unidade hospitalar, João Chiwana, em alusão ao dia mundial de luta contra a tuberculose, que hoje se comemora.

De acordo com o responsável, as novas infeções são maioritariamente pulmonares e tendem a crescer significativamente, devido à ineficácia dos programas de combate a tuberculose desenvolvidos e à procura tardia pelos doentes de tratamento.

"A não procura dos cuidados médicos durante o aparecimento dos primeiros sintomas pode levar a uma infeção dos membros da família, colegas de escola e vizinhos próximos", referiu João Chiwana, em declarações à agência noticiosa angolana, Angop.

O responsável salientou que são mais afetados jovens e o insucesso nos programas de combate à doença deve-se sobretudo ao abandono do tratamento pelos pacientes, bem como ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas, drogas e tabaco.

Na sua mensagem para assinalar a data, a diretora regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África, Matshidiso Moeti, disse que a tuberculose continua a ser uma das dez principais causas de morte no mundo e que cada um em quatro novos casos de infeção ocorre no africano, que conta também com 16 dos 30 países que têm o fardo mais elevado da doença.

Segundo Matshidiso Moeti, embora o número de casos de tuberculose a nível mundial esteja a diminuir, houve uns estarrecedores 10,4 milhões de novos casos estimados da doença em 2015.

"Mais de um terço destes continuam por diagnosticar e tratar, ou encontram-se diagnosticados, mas não estão registados nos programas nacionais de luta contra a tuberculose", salienta.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 24.03.2017

 

Preso líder jiadista que recrutava em Portugal

O marroquino extraditado da Alemanha para Portugal indiciado por atividades terroristas é um importante quadro do Estado Islâmico na Europa.

Este homem está ligado ao recrutamento e ao financiamento daquela organização terrorista, segundo soube o JN. Era também o líder da chamada célula de Aveiro, de que fazia parte outro marroquino, Hicham El-Hanafi, de 26 anos, preso em França, em novembro, na sequência da informação cruzada com a Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ), operação que veio a travar um atentado naquele país.

Seis militares russos mortos em ataque contra quartel na Chechénia

 

Seis soldados russos morreram, esta sexta-feira de madrugada, ao repelir uma incursão guerrilheira contra um recinto militar na Chechénia, informou a Guarda Nacional da Rússia.

"No tiroteio morreram seis militares, [e] também há feridos", disse o porta-voz da Guarda Nacional da Rússia, à agência noticiosa Interfax, indicando que todos os seis atacantes acabaram por ser mortos.

O Comité Nacional Antiterrorista (CNA) da Rússia detalhou que o ataque, que ocorreu cerca das 02:30 (23:30 de quinta-feira em Lisboa), foi perpetrado contra um recinto da Guarda Nacional situado perto da localidade de Naurskaya, no noroeste da Chechénia.

Segundo o CNA, dois dos atacantes tinham coletes-bomba falsos.

"Nesta altura, procede-se à identificação dos criminosos neutralizados", disse um porta-voz do CNA aos meios de comunicação social locais.

Este ataque foi um dos mais sangrentos dos últimos tempos na Chechénia, onde, à semelhança de outras repúblicas russas de maioria muçulmana do norte do Cáucaso, atuam grupos guerrilheiros islamitas.

EUA reforçam critérios para atribuição de vistos

O Departamento de Estado norte-americano ordenou às embaixadas e consulados em todo o mundo a definirem critérios para determinados "grupos populacionais" que poderão ser objeto de um escrutínio extra antes de obterem vistos para entrar nos EUA.

A diretiva foi enviada para que os funcionários oficiais cumpram a ordem executiva do presidente Donald Trump sobre imigração, entretanto suspensa, e que restringe a concessão de vistos de entrada nos EUA a migrantes e cidadãos de seis países muçulmanos.

A nota oficial, de acordo com a agência noticiosa Associated Press (AP), não especifica o que se entende por "grupos populacionais".

A diretiva também refere que as missões dos EUA no exterior devem analisar as contas nas redes sociais dos requerentes de vistos suspeitos de ligações com grupos terroristas ou que tenham estado em regiões controladas pelo grupo jiadista Estado Islâmico.

Pelo menos 250 migrantes morreram no Mediterrâneo

Pelo menos 250 migrantes africanos morreram no Mediterrâneo no naufrágio de dois barcos insufláveis, que foram recuperados ao largo da Líbia, disse hoje a porta-voz da organização não-governamental espanhola Pro-Ativa Open Arms, Laura Lanuza.

A porta-voz afirmou que a sua organização recuperou cinco corpos a flutuar perto dos barcos, a cerca de 15 milhas ao largo da costa da Líbia, e que aquele tipo de embarcações normalmente transportada entre 120 e 140 migrantes.

"Acreditamos que a única explicação (para os naufrágios) é os barcos estarem cheios de pessoas", sublinhou.

Laura Lanuza referiu que os corpos recuperados eram de pessoas com idades compreendidas entre os 16 e os 25 anos, que se devem ter afogado na quarta-feira.

Apesar das condições do mar, as saídas de migrantes provenientes da Líbia a bordo de barcos de contrabandistas têm aumentado nos últimos meses.

Mais de cinco mil pessoas foram resgatadas desde domingo, elevando para mais de 21.000 o número de migrantes reconduzidos este ano para Itália.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 24.03.2017

Parlamento retoma actividade após ataque terrorista


24 de Março, 2017

O Parlamento britânico retomou ontem a sua actividade com um minuto de silêncio em memória das vítimas do atentado ocorrido quarta-feira nas suas imediações e que causou cinco mortos e 40 feridos.

Tanto no interior quanto no exterior do recinto, polícias, parlamentares e cidadãos participaram do minuto de silêncio, menos de 24 horas depois de um homem atropelar pedestres perto do Big Ben e depois esfaquear até à morte um agente da polícia que protegia o Parlamento, antes de ser abatido. A Polícia Metropolitana de Londres (Met) anunciou a detenção de oito suspeitos vinculados com o atentado perpetrado em Westminster.
A Scotland Yard (Polícia britânica), que previamente tinha informado de sete detenções, actualizou o número de detidos pelos agentes armados que realizaram de madrugada buscas em seis direcções de Londres, Birmingham e outros pontos do país, como parte da investigação para esclarecer o ocorrido. Um apartamento de Birmingham no qual supostamente vivia o terrorista, segundo os media britânicos, também foi alvo de vistoria.
No ataque, o agressor atropelou transeuntes na Ponte de Westminster - três dos quais faleceram - para posteriormente apunhalar mortalmente um polícia que tentou impedi-lo na entrada do Parlamento britânico, antes de ser finalmente morto a tiro pelas forças da ordem.
Apesar da identidade do terrorista não ter sido revelada pela Met, sabe-se que o homem era de nacionalidade britânica, conhecido pelos serviços secretos e com vínculos com a violência extrema, ­confirmou a ­primeira-ministra britânica, Theresa May, perante os Comuns.Os agentes investigam agora qual foi a sua motivação para cometer o atentado, assim como   os preparativos e se teve cúmplices.
O chefe da unidade antiterrorista da Polícia, Mark Rowley, disse que não foram detectados indícios que apontassem para “novas ameaças” terroristas no Reino Unido.

Mundo expressa condolências

Vários líderes e personalidades de todo o mundo condenaram ontem o ataque terrorista no centro de Londres e expressam profundo pesar pela morte de pessoas inocentes. O Presidente russo, Vladimir Putin, enviou condolências ao Governo do Reino Unido pelos atentados de quarta-feira e defendeu a unidade internacional para lutar contra o terrorismo.
“As forças do terror são cada vez mais malvadas e cínicas. É evidente que fazer frente à ameaça terrorista requer uma unidade real dos esforços de todos os membros da comunidade internacional”, afirmou Putin, segundo o serviço de imprensa do Kremlin.
Na mensagem dirigida à primeira-ministra britânica, Theresa May, o líder russo expressa o seu apoio aos familiares das vítimas e deseja uma pronta recuperação aos feridos.
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, expressou as suas condolências às vítimas do “imperdoável” atentado e encorajou as autoridades britânicas a prosseguirem na luta contra o terror. “Gostaria de endereçar as minhas condolências pelas vítimas e o meu apoio aos que ficaram feridos”, afirmou Abe, em declarações reproduzidas pela televisão pública NHK.
“O Japão vai continuar a cooperar com o Reino Unido e com a comunidade internacional na luta contra o terrorismo”, realçou, transmitindo o seu firme apoio ao Governo da primeira-ministra britânica, Theresa May.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, repudiou o ataque terrorista de Westminster, em Londres, numa mensagem difundida através da rede social Tweeter afirmando que o Reino Unido é um aliado na luta contra o terrorismo.
“Demonstramos solidariedade para com o Reino Unido, aliado e amigo contra o terrorismo: a maior ameaça contra a paz e a segurança global”, afirma Erdogan na sua mensagem.
Na quarta-feira, hora antes do atentado de Londres, Erdogan dizia a um grupo de jornalistas em Ancara que os cidadãos europeus “não vão poder sair às ruas em paz” ao criticar o “comportamento da Europa” em relação aos membros do Governo da Turquia impedidos de participar em comícios a favor da revisão constitucional turca, nomeadamente na Holanda.
Na mensagem divulgada ontem, o Presidente turco afirma que o povo e Governo da Turquia “compartilha a dor do Reino Unido” referindo-se ao atentado terrorista ocorrido nas imediações do Parlamento britânico.

 

Obama quebra o silêncio


24 de Março, 2017

O antigo Presidente dos Estados Unidos Barack Obama quebrou o silêncio e alertou ontem contra a aprovação de um projecto de lei republicano que vai revogar a sua reforma do sistema de saúde (Obamacare).

O comunicado de Obama foi divulgado a algumas horas da votação no Congresso de um novo plano para os cuidados de saúde apoiado pelo Presidente Donald Trump, que classificou por diversas vezes a reforma da saúde do seu antecessor de desastrosa.

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