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sábado, 13 dezembro 2014 01:21

АLBА significa “aurora” em espanhol…

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No domingo, 14 de dezembro, em Havana será comemorado o décimo aniversário do grupo dos países da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado Comercial dos Povos (ALBA-TCP). Será realizada 13-ra conferência de cúpola da Aliança. Os chefes dos nove estados integrantes desta associação vão comemorar juntos o primeiro decénio que passou desde o dia do seu nascimento, vão discutir os resultados que foram alcançados e vão planejar os passos de seu desenvolvimento no futuro. 

Em Moscou acabou de ter lugar um sarau em homenagem do décimo aniversário da ALBA organizado pelos chefes das representações diplomâticas dos cinco países latino-americanos credenciadas na Rússia. Os embaixadores da Bolívia, Venezuela, de Cuba, da Nicarágua e do Equador fizeram o balanço dos passados anos de trabalho da primeira associação patriótica na região. Para as solenidades que decorreram no Museu Central da Grande Guerra Pátria no Monte Poclonnaia, o que teve um caráter simbôlico por si mesmo, foram convidados diplomatas, homens de negócios, personalidades sociais, representantes de várias organizações, cientistas, amigos destes países e jornalistas.    

Нoje a ALBA é uma das associações mais progressistas de integração da América Latina e das Caraíbas o número dos participantes com plenos direitos da qual aumentou  de dois a nove durante o último decénio, e a economia e a vida sócio-político dos povos tem se desenvolvendo com bastante sucesso. 

Usando da palavra no sarau em Moscou em nome de seus colegas o embaixador de Cuba, Sr. Emílio Lozada Garcia, contou  dos marcos principais e dos êxitos na história da ALBA que tem dez anos.

A aliança nasceu em 14 de dezembro na capital de Cuba, Havana, graças aos esforços dos líderes de Cuba e da Venezuela dos tempos de então, Fidel Castro e Hugo Chaves, que tiveram assinado a Declaração Conjunta. Desde seu início esta associação política e econômica tinha sido criada como uma plataforma para a integração latino-americana e caribenha, que tinha o homem como a base, o fulcro de tudo existente em conformidade com os princípios da solidariedade, da diversidade de culturas, da integração mútua, da justiça e cooperação.

Atualmente a ALBA compreende 9 países, membros da Aliança com plenos direitos. Estes são Cuba, a Venezuela, Bolívia, Nicarágua, o Equador, a Antígua e Barbuda, a Dominica, e a Santa Lúcia e o São Vicente. Na qualidade de observadores integram na Aliança o Haiti, o Irão e a Síria. (Os dois últimos países, por todos os aspectos, - não segundo o princípio regional, mais segundo o ideológico).  Com isso as vantagens da integração mútua e da solidariedade dos povos gozam de reconhecimento também por parte das autoridades de muitos outros países da América Latina que, por enquanto, não se manifestam dispostos a aderir à ALBA por força de circunstâncias diferentes.  

A superfície total da Aliança é cerca de 2 513 337 quilómetros quadrados, sua população – quase 70 milhões,  seu produto nacional bruto conjunto ultrapassa 600 bilhões de dólares.

Como se destaca nos documentos oficiais da ALBA, o projeto da Aliança visa o aspecto social na luta contra a miséria, contra as doenças, contra o analfabetismo e isolamento. A associação faz a procura de mêtodos da solução dos ploblemas sociais da América Latina e da Bacia das Caraíbas.

O embaixador da Cuba fez lembar, como de um dos êxitos da ALBA, da “Missão “Milagre” -  prestação da assistência oftalmolôgica gratuita aos habitantes dos países da Aliança que padecem de doenças da vista. No total os médicos da associação operaram 3,5 milhões de pessoas, recuperando sua capacidade de ver. Os médicos da Aliança prestam assistência multilateral às pessoas com capacidades limitadas, milhões de cidadãos receberam ajuda prática e tiveram consultas. Foi fundado um hospital cardiolôgico para as crianças, criado um centro de manejamento de remédios ALBAMED. As Escolas Latino-americanas de Medicina funcionam em Cuba e na Venezuela.   

No domínio do ensino primário universal quase em todos os países da ALBA foi realizada a liquidação do analfabetismo a uma escala grande com o prosseguimento da educação em várias instituições secundárias e superiores. Foi criada a Fundação da Cultura da ALBA que se ocupa da promoção e divulgação dos costumes populares e das artes originais dos povos  da Aliança. Através desta fundação são organizadas concursos literários, finaciadas pesquisas no domínio da cultura e da arte, são patrocinados museus virtuais da América Latina e do Caribe; casas da cultura da ALBA em cada país da Aliança. A associação realiza suas competições esportivas .

Nos países da Aliança também foram criados seus próprios meios de comunicação em massa independentes, inclusive a agência de informação, a rádio e a televisão (Radio del Sur, ALBA TV). Por estes mesmos países foi criada uma nova arquitetura financeira. Em 2008 foi fundado o Banco ALBA, que fortalece a soberania financeira e a independência econômica dos países-integrantes. O Banco presta assistência aos projetos do desenvolvimento social. Em 2008 começou a funcionar o sistema de pagamentos mútuos regionais. Foram empreendidos primeiros passos com vista à criação da virtual unidade mometária comum – Sucre. 

A moeda virtual foi ofcialmente posta em circulação em 1 de janeiro de 2010, e a primeira transação com sucre teve lugar em 3 de fevereiro do mesmo ano quando Cuba pagou 108 000 sucre por 360 toneladas de arroz vindo da Venezuela. Mais tarde também a Nicarágua fez o uso de sucre como da moeda regional. Isso foi feito para fazer contas mútuas com os parceiros da Aliança.  Existem planos de usar esta moeda convencional não apenas dentro dos países da ALBA, mas também para as contas com outros países  da América Larina. A associação planeja criar em conjunto com o PETROCARIBE e com o MERCOSSUL uma chamada Zona Economica complementar nos fins de desenvolvimento posterior  das relações políticas, econômicas e cоmerciais entre os países da região. Este projeto, com é visto, vai contribuir para o aumento da integração econômica regional e desempenhar um papel estratégico na luta contra o fome e a miséria em toda a região.

No plano político a Aliança está procurando espaços novos para as consultas, para a coordenação e cooperação, para a formação de novas alianças estratégicas, está representando posições comuns para terceiros países. A ALBA manifesta-se contra gualquer ingerência e contra as guerras, apoia o sistema internacional multipolar. A Aliança faz com que se una e se fortaleça a organização de movimentos populares visando a consolidação da integração dos povos. 

Quanto à política da Aliança na arena internacional – esta é uma política de policenrismo e multipolaridade. E um dos objetivos maiores da ALBA é o avanço com vista à obtençaõ do sonho bolivariano de formação da unidade regional. A associação foi criada como uma alternativa aos esquemas tradicionais da integração sob o controle total por parte dos Estados Unidos. A Aliança toomou o papel de defensor da ecologia da Terra e dos direitos do hómem que se manifesta contra a ingerência e contra a guerra, mas a favor da manutenção da paz e da autodetrminação dos povos.  

Segundo as palavras de um dos dirigentes do grupo administrativo da ALBA, Bernardo Alvares, hoje a America Latina está atravessando os tempos novos. É importante que nem sequer um membro da ALBA sente inferioridade qualquer em relação de um a outro. “Este grupo distingue-se da ONU e da Organização dos Estados Americanos porque descutimos as questões práticas e procuramos e encontramos as vias totalmente reais de solução dos problemas”.   Hoje, quando muitos líderes  do Ocidente pedem o conselho dos EUA ou pedem permiti-lós comentar quaisquer acontecimentos, os membros da ALBA “estão prontos para morrer pelos seus princípios”.
Os próprios líderes da ALBA dão uma avaliação positiva ao primeiro decénio de seu desenvolvimento. Também o mesmo dizem praticamente todos os políticos e politicôlogos imparciais que têm o senso comum. Os êxitos da associação servem, além de mais, de uma motivação potente para o prosseguimento do rumo à integração adotado pela Aliança e para a adesão de um número ainda maior de partidários e aliados.  Durante os últimos 10 anos muitas pessoas na região Latino-Caribe, bem como em outras partes do mundo compreenderam que a ALBA pode servir de um exemplo instrutivo não apenas para os povos da América. Por esta razão os asversários de um desenvolvimento independente das repúblicas soberanas, antes de tudo os EUA, procuram obstruir os processos positivos existentes dentro da ALBA, como se diz, por bem ou por mal. Praticamеnte todos os países da ALBA numa certa medida são submetidos aos média-ataques coordenadas por parte dos meios de comunicação em massa globais, dirigidos por Washington. Contra os integrantes da ALBA são empregados com virtuosidade os mêtodos de propaganda bem provados que se baseiam numa combinação da verdade, verdade incompleta e de mentira descarada. No entanto, na maioria dos casos os factos estão em contradição às “bombas de informação” que saõ lançados no espaço mundial de comunicação pelos mestres das tecnologias políticas do Ocidente com vista a desfigurar os objetivos e as ações dos países da ALBA.  A verdade é que os países da ALBA estão se desenvolvendo com sucesso apesar dos problemas existentes. Suas economias têm um aumento anual médio de 4-5%. Estão sendo realizados os programas sociais amplos, está diminuino a miséria, aumentando o nível da educação, e o património material dos cidadãos.     

O papel do bloco ALBA também é importante devido ao facto de a Aliança ter precedido e em certa medida contribuido para a formação de grandes organizações continentais de integração – a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC) e a União das Nações Sul-Americanas (UNASSUL) que agora estão se desenvolvendo com sucesso, realizando suas conferências de cúpola regulares e exercendo uma influência benéfica sobre a situação social e econômica na região.
Usando da palavra no sarau em Moscou o embaixador de Cuba, Emílio Lozada Garcia, pôs em relevo especial que os países da ALBA são amigos reais da Rússia. A Aliança rejeita e condena peremptoriamente as sanções do Ocidente que os EUA e seus aliados adotaram contra Moscou procurando quebrar sua vontade. “Diria mesmo que somos irmãos da Rússia os quais juntamente com ela estão defendendo os princípios fundamentais do direito internacional e a concepção do mundo sem hegemonia, sem bloqueios crueis e sanções unilaterais”, - disse Emílio Lozada Garcia.  
Quanto à Russia, seu Ministério das Relações Exteriores considera que a consolidação da Aliança corresponde com nossos unteresses. Temos boas relações de parceria com todos os países-membros, alguns dos quais são os parceiros estratégicos da Rússia. O Presidente Vladímir Putin visitou uma série dos países da Aliança, teve encontros com quase todos os líderes da ALBA, recentemente esteve em visitas em Cuba e na Nicarágua.

Nossa circulação de mercadorias conjunta com a associação ultrapassa 4 bilhões de dólares. A Rússia apoia de uma maneira ativa a política independente dos países da ALBA, juntamente com os quais manifesta-se a favor da formação de um mundo policéntrico, multipolar, que tenha  por base o direito internacional. Ainda temos à frente projetos e planos numerosos a serem realizados em conjunto com a Aliança.

…O acrônimo “ALBA” é consonante com a palavra espanhola “alba”, a qual significa “aurora, o amanhacer”.  Não é por acaso que na opinião de muitas pessoas esta associação serve de um exemplo de uma integração bem sucedida para toda a América Latina. E para os povos da região a Aliança ALBA já se tornou um verdadeiro amanhacer da esperança por  uma vida nova de sua qualidade, uma vida independente e unida, uma vida feliz e pacífica. 

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