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sexta, 05 dezembro 2014 19:05

Sabedoria cubana no idioma russo

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Um livro novo de autoria de Alexandre Moisseev, especialista da América Latina, amplo, vivo que fica gravado na memória que nem a própria sabedoria popular, intitulado “Cuba. Sabedoria para Cada Dia”, acabou de ser publicado em Moscou com a assistência da Assoiciação de Pesquisadores do Mundo Ibero-Americano (APMIA). O autor dedicou o aos amigos dele na Rússia e em Cuba.  Alexandre Moisseev durante muitos anos dedicava-se à colheita do material para esta obra literária e artística. Seu conhecimento perfeito de espanhol e de outros idiomas romanos, sua experiência de jornalista, seus encontros com as pessoas interessantes durante suas viagens resultaram num conto leve  e fascinante dedicado ao folclore cubano.

O colecionador da sabedoria popular também teve a oportunidade de desempenhar o papel de intérprete – no livro os exemplos básicos da linguagem popular oral são dublados para os idiomas russo e espanhol tendo, graças a isso, um valor ainda maior para os especialistas.

No início da obra nova está um comentário para os que abrem este livro pela primeira vez: “O livro pequeno que estimado leitor tem nas suas mãos representa em si uma coletânea dos rifãos e provérbios cubanos escolhidos, de humorismo, de cumprimentos alegres – “piropos” e das adivinhas. O autor colecionou estes tesouros do folvlore vivendo na Ilha de Liberdade uns dez anos no total.”  Como se nota no prefácio, “vir a sabe-lós não será caro, mas seu valor é grande”. Se tratarmos, em particular dos provérbios e rifãos, segundo a determinação dada das fontes  autoritárias, “um  provérbio, um rifão é uma expressão breve, espirituosa e instrutiva que se usa na fala popular”.   Suas fontes se  pode encontrar nos textos bíblicos, nas escrituras religiosas dos tempos muito remotos – cristãos, muçulmanos, judáicos e outros. No entanto foi o ambiente popular onde nasceu a maioria esmagadora dos provérbios, rifãos, das piadas e frases satíricas, dos “piropos” e das adivinhas. Foi por isso que o autor do livro determinou seu conteúdo como “a sabedoria popular para cada dia”. A coletânea é dedicada para todos que deseje enriquecer  sua fala, russa ou castelhana, com expressões precisas, pitorescas e vivas, vindas do tesoureiro do folclore cubano”...

No início é dada a conhecer a história e as fontes da signigicação do objeto da investigação: “Atravessando as fronteiras acionais os provérbios desempenham uma função útil de “diplomatas folclôricos” voadores,  que são, além de tudo, os populares “da cor e da raça”.  Por exemplo:

“Mango não dá à luz goiabá”.

Um cápitulo particular é dedicado às expressões que depois da vitória da Revolução Cubana em 1959 arraigaram-se na mente de não apenas os cubanos, mas de toda a comunidade mundial:

Pátriaoumorte! Venceremos!”.

Em seguida são traçados os paralelos entre os provérbios russos e cubanos. É dada uma atenção especial à significação das capitais, de Havana e de Moscou, nas expresões idiomâticas, prediletas na fala popular:

“Mоscou não acredita em lágrimas.” Este provérbio é bem conhecido em Cuba graças ao filme soviético com o mesmo título.

Ou:

“Se Havana não existisse,,

euainventaria”...

Um interesse considerável representa uma parte grande dedicada às particularidades do humorismo cubano: “Os cubanos consideram como os piores pecados mortais o desânimo a do senso de humor a uma pessoa. Na ilha podem ser perdoados até a astúcia e a hipocrisia, mas não a estupidez e a soturnidade”, - escreveo o autor do livro, - “cada um vindo aqui percebe mais de uma vez uma verdade eternamente viva: os cubanos deixariam de ser cubanos, se não tivessem o senso de humor. Esta graça grande de Deus está com eles em qualquer que seja o clima, natural ou econômico”.

Os cubanos gostam muito das piadas – de “los chistes”. Um dos protagonistas de “los chistes”, Pepito, tem uma semelhança com seu homôlogo nas piadas russas:

“O professor de escola diz:

- Pepitо, faça o favor de dar um exemplo da injustiça.

- Sócrates disse que apenas sabia que sabia nada, e esta sua frase ficou na história. Ando repetindo esta frase ao Senhor, mas apenas fico obrigado a repetiro o ano letivo mais uma vez”...

Аlexandre Moisseev também dá a conhecer o gênero de cortesias, pouco conhecido aos nossos leitores  – os piropos, que “cariciam o ouvido”. Em Cuba existe uma tradição bela – dizer cortesias às mulheres. Mas em vez das frases banais um cubano diria, por exemplo: “A senhora abriu a quarta dimenção para mim!” Esta parte do livro talvez seja util para os homens da Rússia.

As adivinhas cubanas, apesar de terem sido nascidas no seio do povo já há muito tempo, são muito atrativas graças  ao seu caráter extraordinário e sua atitude fresca. Com estas adivinhas seria fácil animar qualquer lazer e alegrar crianças. Um compatriota nossa pode custar a adivinhar que aqui, por exemplo, trata-se de uma banana simples:

“Parece a um pastel de ouro,

é comestível e cômodo para comer”.

Algumas adivinhas parecem poesias, são cheias de refleções:

«Tantas são os mirácиlos que Ele fez,

Nosso Senhor nos momentos da inspiração,

Pode olhar para isso, talvez:

As costelas para fora estão cada vez,

Mas os pêlos por dentro sempre estão”..

(Palmeirа).

O livro é penetrado pela atmosfera do amor e da nostalgia pela vida na Ilha da Liberdade. São desenhos dos conhecidos caricaruristas de Havana, Alberto Garcia Leiva, Omar Godinez  Lanzo, Carlos Alexandro Falco, que servem de ilustrações. Uma capa de cores vivas de A. G. Leiva atrae a atenção para o livro, fazendo abri-ló e le-ló.

Não posso deixar de dizer poucas palavras do seu autor:

Alexandre Nicolaevitch Moisseev, jornalista especializado no tema internacional, escritor (autor de vários livros, esta é o sexto dele), fundador  e redator-chefe do jornal de negócios russo-ibero-americano “El RusoLatino”, observador da revista “Vida Internacional”, perito do Comité Nacional para a  Assistência à Cooperação Econômica com os Países da América Latina (CN ACEPAL). Nasceu em 20  de agosto de 1949 em Moscou. Formado no Instituto Estatal das Relações Internacionais, de Mosocu, na Faculdade do Jornalismo, em 1977. (Universidade МGIМО). Trabalhava na revista “Jurnalist”, nos jornais “Sovetskaia Rossia”, “Pravda”, “Nezavissimaia Gazeta” e em outras edições. Estava trabalhando em Cuba e em outros países latino-americanos como repórter de uma série dos jornais. Também foi conselheiro na Embaixada da Federação da Rússia em Cuba. É autor de mais de um mil obras publicadas na imprensa russa e esrangeira.

*Аlеxandre Моissсееv. “Cuba. Sabedoria para Cada Dia”, - Моsсou, «Аvаngliоn Print», 2014, - 144 p.

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