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segunda, 01 dezembro 2014 00:41

Lermomtov em Sacramento

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No ano do ducentésimo aniversário natalício de Miguel Lérmontov, génio incontestável da literatura russa, nossos compatriotas no Estado da Califórnia exprimiram sua estima do grande talento dele com um espetáculo de estúdio sob o título “Poeta de Tristeza e do Amor”. Na representação amadora feita com o apoipo do Consulado Geral da Rússia em São-Francisco e do Consulado Honorífico da Federação da Rússia em Sacramento, capital do Estado da Califórnia, foram recitados os versos de Lermontov. Os atores – advogados, diplomatas, músicos, bibliotecários, financistas  – ressuscitaram a atmosfera de um baile animado nos interiores de um salão do século XIX no qual, no áuge de uma festa alegre, uma notícia ressonou, como se fosse um tiro: Lérmontov tinha sido morto num duelo! Com 27 anosdeidade

E…não, não foi “um coro desnecessário dе elogios vãos” que seguiu em resposta. A poesia entusiasmou os corações e as cabeças dando seu veredicto – Lérmontov permanece vivo “por enquanto no mundo submerso no luar estaria vivo pelo menos um poeta”, como tinha dito um pouco antes dele  outro poeta, “cativo da sua honra”. Com este verso, “À Morte do Poeta” de autoria de Lérmontov, começou o espetáculo do teatro-estúdio amador em Sacramento encenado pelos nossos compatriotas com afeto e gratidão ao poeta da tristeza e  do amor. Esta foi a impressão que teve Taíssia Suvórova que depois de ter assistido à estreia compartilhou sua opinião com a redação da “Vida Internacional”.   Nossos leitores podem ver o espetáculo no Internet.

http://youtu.be/q4_ve-RQyJM      

 

“Cantor da tristeza e do amor...”

 

A partir do início deste espetáculo literário e musical existiu um sentimento entusiasmante de unidade – com um ao outro, com a grande literatura russa, com o nome imortal do génio jovem. A nova encenação no teatro-estúdio “Asas” foi dedicada ao ducentésimo aniversário natalício de Miguel Lérmontov. A diretora Natália Chemrok fez um trabalho meticuloso tendo por base do seu guião “Cantor da tristeza e do amor” os ensaios famosos de autoria de Iráqlio Andrónnicov. Com frases rigorosas e breves foi retratada a atmosfera do baile durante o qual foi dada a notícia aturdidora – Lérmontov tinha sido morto num duelo... Serguei Vinogradov, um dos atores logo atraiu a atenção da audiência recitando os versos  de Lérmontov dedicados a Alexandre Puchquin os quais, nem tanto, como que predissessem o destino do seu autor: “Pereceu o poeta, cativo da sua honra...”

Como era Miguel Lérmontov, com quem se enamorava, que amizades teve, que coisas apreciava de veras, - os atores contaram disso substituindo um ao outro, como que estivessem folheando os dias de uma vida que terminara tão cedo. Serguei Nemoliaev recordou dos encontros com o poeta e da “sua” impressão de um contemporâneo: “Tendo uma capacidade extraordinária de discernir a vulgaridade que não a suportava com as pessoas, mas em relação às pessoas simples e sinceras também teve uma atitude simples e amigável”...     Artióm Turovsqui reflitiu da infância trágica de Lérmontov que viveu sem seus pais, do sofrimento que lhe deu um amor não compartilhado no tempo da mocidade e da vida de um exilado que o poeta levava durante seus últimos anos. Andrei Covalióv fez lembrar das páginas nos cadernos escritos pelo jovem poeta, cheios de refleções sobre a vida e a morte, sobre a eternidade, sobre o bem, sobre o sentido da vida:

«A nevoeira pálida está desfazendo-se

Sobre o abismo da morte  fatal,

E os séculos anteriores voltam a levantar dos

Comosefossem gigantes...”

 

Os hóspedes do baile falaram também que o poeta, por mais que impetuoso e intolerável fosse, e apesar de tanta inclinação ao sofrimento, não adquiriu uma atitude pessimista para com a vida, mas celebrava a com uma inspiração apaixonada.  .

“Amo a pátria, mas com um amor estranho...”,  - foi Natasha Owen que recitou estas linhas com cordialidade e emoção. Talvez não se pudesse encontrar na audiência nem sequer uma pessoa que estaria indiferente a estes versos imortais calorosos.  As romanças com as poesias de Lérmontov – “Venho a uma estrada todo sozinho”, “Uma vela solitária branquejando no mar”, “Não é você que amo com tanta paixão” e outras -  foram um belo adorno do espetáculo. Estas romanças soaram na interpretação maravilhosa de Tamara Belaia e Alexei Bely, irmão e irmã talentosos, que estrearam no teatro-estúdio.

 

O acompanhamento musical do espetáculo fizeram mestres experientes, Tatiana Scott (piano) e Anatoli Evsiucóv (violão). As melodias da tristeza e do amor tão caraterísticas para a vida e criatividade de Lérmontov atribuiram à representação um encanto e uma espiritualidade especiais. É digno de nota que participante do espetáculo representou seu papel de uma maneira muito orgánica retratando a atmosfera do baile que adiantava alegre apesar das notícias tristes vindas  de longe... Foi maravilhosa a atuação dos dançarinos, Irina Tytchcova, Mila Udodik, Valeri Rótar e Dmitri Levcô. Issofoinadasurpreendente! Sendo que as danças foram coreogafadas pelo pedagogo famoso, Serguei Malcô. É nada fácil retratar o paixão, a dor, o desespero, a esperança num só movimento... Mas os intérpretes cumpriram sua tarefa com um grande sucesso! 

Todos os integrantes do pessoal do teatro-estúdio deram sua contribuição criadora para o espetáculo. Tarás Serdiúk e Olég Kluchnik fortam responsáveis pelo som e pelas imagens de vídeo.  Alexandre Polotsk foi encarregado da luz. Todos os participantes da representação fizeram cenários e trajes, inclusive a diretora infatigável do teatro-estúdio, Natalia Chemriúk e a administradora enérgica, Natacha Owen.

 

 

Também não se pode deixar de agradecer à fundação “Asas” por iniciativa da qual foi feita esta encenação e a todos os mecenas que suportam o teatro-estúdio; E estes não são poucos: o Consulado Geral da FR em São Francisco, o Consulado Honorífico da FR en Sacramento, a Câmara Comercial Eslavo-Americana, as Edições “Aficha”,  «Advance Printing», «Moda Fashion», Serguei Quibitch e Svetlana Quibitc, Miguel Obutcov e Helena Obutcov, Roman Oliwvsqui, Igor Cravtchenco, agência de segurança «Alex». E além de mais em Sacramento tem espetadores especiais que aceitam  iniciativas criadores dos seus compatriotas com prazer e aplaudem os intérpretes cordialmente inspirando os a novas encenações. 

 

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