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segunda, 24 novembro 2014 09:12

Qual é o ensino na América Latina? Desde o a-bé-cé até computador

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“Não é a escola, mas sim, a vida para que estudamos” (Non scholae, sed vitae discimus). Foi este o aforismo do filôsofo-estóico romano, Séneca, que Eleonora Ermolieva atribuiu a um livro da sua autoria: o Centro das Pesquisas Ibéricas do Instituto da América Latina junto da Academia das Ciências da Rússia acabou de Publicar uma obra interessante dela dedicada à história, ao estado e desenvolvimento do ensino nos países latino-americanos (ou na América Latina e das Caraíbas – o nome que agora é dado a esta região pelos cientistas locais – (Ermolieva E. G. Ensino na América Latina: Adaptação aos Desafios da  Atualidade. – М.: IАL ACR, 2014. – 188 p.).

Ultimamente na Rússia dá-se um aumento visível do interesse pela América Latina, nota a autora do livro. E isso, antes de tudo, é relacinado com o crescimento do papel desta região na economia mundial e com os processos dinâmicos que têm lugar alí. Entretanto um futuro ulterior de cada país e de cada nação depende do seu nível da educação.

Depois de ter estudado e analisado as obras dos pedagogos latino-americanos Eleonora Ermolieva dá as a conhecer aos leitores do seu livro. A autora mostra, em particular, que os especialistas da ALC dão ênfase às possibilidade de “transformação do ensino de uma soma de conhecimentos abstratos a um instrumento eficaz da atividade pragmâtica de uma pessoa jovem”. Além dissoo esta pessoa tem uma necessidade cada vez maior de aprender os hábitos de compartamento, aprender a capacidade de atuar independentemente, de funcionar com cucesso dentro da sociedade e, como o ideal,  – não paenas indegrar-se no sistema, mas ser capaz de transforma-lá.

Como destaca a autora, é o ensino que exerce uma influência sobre todos os aspetos da vida de qualquer país, de qualquer sociedade, da civilização  mundial em geral, mas o que é o mais importante – sobre cada indivíduo que está entrando na vida: sobre sua concepção do mundo, sobre as capacidades criadoras, sobre sua prontidão para um trabalho produtivo.

Por isso, diz Eleonora Ermolieva, no  fôco dos debates animados aos níveis, tanto mundial, como o regional, vêm uma série de perguntos do tipo – qual é o ensino que seria necessário para a geração contemporânea? Quais são as exigências que que satisfaçam o modelo de ensino que poderia preparar a juventude para vida no século XXI? Como seria possível vencer as contrdições entre o espritual e o material; enre as tarefas de perspetiva e as imediates; entre uma grande proliferação dos conhecimentos e as capacidades limitados do homem  no plano de aprende-lâs?

Na opinião da autora, que alega aos especialistas estrangeiros prestigiados, para enfrentar os desafios do século em curso seria necessário construir uma ponte entre as partes teóricas das doutrinas de educação e da prática imediata destidada para a implementação delas.   Como pensa Eleonora Ermolieva, é exatamente a América Latina que permite ver na prática, como se desenvolve um processo complicado de conjugação da teoria com a pática no plano das reformas a serem realizadas na esfera da educação.   Uma parte considerável do livro é dedicada ao estado contemporâneo da educação na região; são citados os dados numéricos amplos e os factos que caraterizam as despesas do estado com uma esfera tão importante, como a educação. A autora fala da educação privada e da sua qualidade. São interessantes as páginas dedicadas à introdução das novas tecnologias de ensino; aos programas da interação coletiva. De um modo geral, no livro se pode encontrar uns trechos interessantes, referentes aos temas desde a alfabetização, até o áuge da computerização nos dias de hoje, especialmente em tais países como o Brasil, o Uruguai оu a Argentina.

Na obra de Eleonora Ermolieva é dada separadamente uma análise pormenorizada dos sistemas da educação no Brasil: no México, no Chile e no Paraguai. ExisteumaboapossibilidadeparafazerumacompraçãoTodavia vimos que ultimanente todos os países da região tendem a aumentar o financiamento dos seus sistemas nacionais da educação embora as escalas disso sejam diferentes.  Nos países da orientação da esquerda e da esquerda centrista a esta esfera é dada uma ênfase social com uma aspiração a fazer a educação gratuita e garantir um acesso máximo para todas as camadas da população.  Por exemplo, a Presidente do Brasil, S-ra Dilma Rousseff, prosseguindo com o rumo à uma revolução controlável na educação, dá uma atenção maior ao  ensino vocacional secundário. Seu governo  está disposto também a conseder bolsas aos estudantes que aprendem profissões técnicas no estrnageiro e nas instituições privadas, e as firmas que participam deste programa nacional goza, das facilidades fiscais por parte do estado.

O Brasil,  diz a autora do livro, procura gastar com a educação 7% do seu Produto Nacional Bruto para 2016, e já 10% do PNB - para 2020. A administração de Dilma Rousseff também faz uma proposta de fazer descontos das receitas petrolíferas, transferindo as para as necessidades da educação, mas esta ideia ainda não encontrou um apoio unânime no Parlamento. O Governo também deu uma grande contribuição para um programa amplo  do desenvolvimento do ensino universitário – “Ensino para Todos”. A propôsito, é nos quadrantes deste programa que centenas de estudantes brasileiros já estão fazendo curso nos melhores  instituições do ensino superior da Rússia...

Não seria um exagero dizer, nota a autora do livro no pequeno capítulo final intitulado “Um Caminho Difícil ao Sucesso”, que na história contemporânea da América Latina os problemas da educação sempre figuravam como umas tarefas básicas de importância nacional, permanecendo assim até agora, sendo que nesta região cresce a percepção do facto de serem não apenas as economias a competirem entre si dentro de uma nova ordem mundial baseada nos conhecimentos e nas tecnologias mais modernos, mas também os sistemas da educação. (Gostaria de acrescentar: e, além de mais, os sistemas sócio-políticos – А.М.).   No entanto, o exemplo da América Latina diz que as reformas de educação realizadas alí, como nota com tristeza Eleonora Ermolieva, ainda são condenadas, na maioria dos casos, a trazer um “caráter de alcance”, sendo que a atualidade real na maioria dos países latino-americanos ultrapassa suas possibilidades de reagir a ela nos prazos adequados e com as medidas adequadas. O exemplo da América Latina é significativo com o facto de haver uma mudança das prioridades no conteudo das reformas realizadas alí, o que, naturalmente, exige novos esforços por parte dos governos, sendo que os problemas anteriores com frequência permanecem não resolvidos por completo.  Assim, as dificuldades são numerosas, e os caminhos de sua superação ficam cheios de espinhos...

Entaõ qual é o objetivo da obra de Eleonora Ermolieva? É ela mesma que dá uma resposta parcial a esta pergunta: seu objetivo incluiu “também fazer uma análise comparativa, encontrar as diferenças entre, por exemplo, o modelo brasileiro da reforma da educação e sua variante mexicana ou chilena; refletir as particularidades dos problemas existentes nos países latino-americanos grandes e pequenos; revelar as tendências internacionais existentes na região, inclusive a luta pela qualidade do ensino, pelo aperfeiçoamento do professorado”. 

Na minha opinião, a autora conseguiu cumprir todas as tarefas colocadas por este tema nada simples. O livro será interessante e útil tanto para os especialistas no domínio da educação e os participantes do processo da sua reforma aqui, na Rússia, como também para os que se interessam pela história da América Latina e e pelo seu desenvolvimento.

 

…Ainda cabe dizer que a resenha do livro foi feita pelo doutor em ciências históricas, professor-catedrâtico, Koval B. I., pelo doutor em ciências políticas, professor-catedrâtico, Ivanovsqui Z. V., pelo doutor em ciências políticas, professor-catedrâtico, Martynov B. F., e pelo candidato ao doutorando em história, Kudeiarova N. Iu.  A autora, Eleonora Ermolieva, expressou-lhes uma gratidão profunda pelas observações e propostas importantes. A autora é muito grata também à família de Víctor Beliaev que a ajudava com a preparação do livro. O livro  de Eleonora Ermolieva é dedicada à memória  de Víctor Beliaev que durante muito  tempo dedicava-se ao tema do ensino o qual continua presente nas obras científicas do Instituto da América Latina em grande medida graças a ele. Vimos assim que a continuidade das gerações de cientistas nesta instituição prestigiada que goza de uma fama internacional prossegue com sucesso. Pois, segundo a afirmação de Séneca, “Não é a escola, mas sim, a vida para que estudamos”. 

 

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