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segunda, 22 julho 2013 00:00

“Fábricas do pensamento” e seu papel no mundo contemporrâneo.

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No Centro analítico junto ao Governo do Federação da Rússian realizou-se a “mesa redonda” sob o tema “Assistência consultiva  aos governos: a eficiênca “dos “think-tanks”  e superação da a crise das idéias”. No foco da  discussão estiveram  “fábricas do pensamento” ou “trustes inteletuais”, sendo estas organizações de investigaçaõ científica, tanto do Estado, como  non-governomentais, e  seu papel que  está aumentando nos últimos anos.

A significação do tema de eficiência dos “think-tanks” para a atualidade é exclusivamente grande: o papel de semelhantes estruturas aumenta nas condições de globalização e de formação do espaço econômico e político mundial comum, de dissoluçaõ das fronteiras e da noção de  soberania estatal. No mumdo contemporrâneo as “fábricas de idéias” não são apenas uma associação de peritos, que estão elaborando novos projetos em conjunto e procuram novos mêtodos de cumprimento das tarefas atribuidas, mas também as estruturas de educação e de investigaçaõ científica. As  contemporrâneas “fábricas de idéias”, via de regra,  realizam os programas que asseguram a adoção de decisões políticas, planeamento das iniciativas políticas, formação  da opinião pública em relação com inteiro espectro das questões da maior importância (sociais, políticas, culturais, ecolôgicas) e os problemas de segurança. Além disso, em determinadas circunstâncias as “fábricas de idéias”  podem atuar na qualidade de instrumentos do controle público exercendo influência sobre os objetivos e os valores da sociedade e também contribuem para o desenvolvimento de contatos internacionais no meio científico e de períicia.

Na reunião da “mesa redonda” em 17 de Junho do ano em curso tomaram parte os representantes da comunidade de perícia inclusive: o presidente  do «Center on Global Interests» N. Zlobin, o professor-catedrârico da Faculdade de administração do Estado da UEM Lomonosov A.Livshin, o diretor do Instituto de investigações políticos S. Markov, o diretor do Instituto dos estudos internacionais (IEI) junto ao IEREM do Ministério das Relações Exteriores da Rússia A. Orlov; o director geral da Fundação de comunicações estratégicas D. Polikanov, o ex-diretor do Centro Carnegie de Moscou Dj. Agerholm, o representante principal do Instituto de investigaçaõ Nomura na Rússia (Japão) Ivao Okhassi e outros. Na qualidade de moderador do forum atuava D. Ershov, o chefe do Departamento de cooperação internacional do Centro analítico junto a o Governo da Federação da Rússia

Como foi mencionado, o tema de debate  da “mesa redonda” foi a transformação do papel dos “think-tanks” no mundo contemporrâneo, o crescimento da significação deste elemento básico da atividade perício-analítica na esfera de administração do Estado, bem como a análise comparativa da experiência extrangeira e a da Rússia no plano de interação do Estado e das estruturas analíticas. Foi proposto conceder uma atenção especial à possibilidade de criação da Associação internacional dos centros analíticos.

Em seu relatório o diretor do instituto das investigações internacionais junto ao IEREM (Universidade) do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, A. Orlov, disse que a prática mundial confirma uma significação cada vez maior das estruturas analíticas no processo de planejamento e elaboração das decisões adotadas tanto pelos órgãos do Estado, como pelas grandes entidades jurídicas non-estatais inclusive as de negócios. Um profundo estudo preliminar das mais importantes questões relacionadas com diferentes aspetos da política interna e externa do estados, a compreensão e análise de variantes alternativas de possíveis ações na etapa precedente à adoção de decisões de princípio permite evitar passos precipitados e mal ponderados potencialmente erróneos por esta razão. Atualmente nos principais países do mundo criou-se um bastante eficiente sistema de acompanhamento analítico  das medidas da política interna e externa, uns componentes básicos do qual podem ser adotados na Rússia com sucesso.  

Ao mesmo tempo, salientou A. Orlov, seria errada a afirmação de que na Rússia naõ existe por completo uma independente perícia nas questões  de assistência analítica à atividade das estruturas do Estado e non-governmentais. Sobreviveram algumas pequenas ilhas do sistema analítico soviético, no seu tempo muito bem ajustado e de um alto nível profissional, que existem na forma dos institutois da Academia das Ciéncias da Rússia. No domínio de investigação internacional estes são o  IMEMO, o Instituto dos EUA e da Canadá, o Instituto da Europa, o Instituto do Orientalismo, o Instituto da América Latina (ILA), o Instituto do estado e do direito (IED) e uma série de outros. Entretanto estas organizações são em grande medida enfraquecidas em consequência do  financiamento insuficiente durante muito tempo e, como o resultado, – uma considerável diminuição de seu potencial  científico e de perícia. Durante as últimas duas dêcadas apareceu um grande número  de vários centros, institutos, etc., a atividade dos quais, em regra geral, dá-se em torno da personalidade de seu dirigente, e que em toda uma série  dos casos são demasiadamente  dedicados às encomendas contratuais no seu trabalho prático.

Um elemento relativamente novo dos últimos tempos tornaram-se os centros analíticos, que prestam serviços imediatos a determinados grupos nos círculos do poder inclusive os que competem entre si, embora este facto seja cuidadosamente apagado. Na esfera da formação de um vetor internacional das investigações e do trabalho com a comunidade de perícia política exterior foi criado o Conselho para os negócios internacionais da Rússia (CNIR) o qual é encabeçado pelo ex-ministro das reçlações exteriores da Rússia I. Ivanov.

As referidas organizações são financiadas principalmente pelo Estado (as formas práticas deste financiamento podem ter sua especificidade), bem como pelas estruturas de negócios relacionadas com o Estado. A fraqueza de sua atividade profissional consiste no fato do seu trabalho ser organizado à base dos  princípios de outsourcing. Sendo incapazes de realizar as investigações utilizando seu próprio péssoal,  estas entidades contratam pesquizadores alheios a fim de cumprimento das tarefas de órdem científico-prárica. Mais do que isso, os respetivos investigações sob as marcas de diferentes clientes são realizados principalmente por uma conhecida equipa de investigadores que ‘’viagem” de um projeto para um outro. Claro que nestas circumstâncias não existe qualquer concorrência ou pelo menos competição das escolas científicas que poderiam gerar e defender suas próprias iéias, seus sistemas de concepções. Tudo isso resulta a um evidente  caráter predeterminavél e prognosticavél dos resultados dos respetivos estudos.

Não obstante, o próprio facto de diferentes jogadores terem vindo ao mercado de serviços analíticos e de perícia é um fenômeno positivo, que prova a existência do movimento numa  coreta direção com vista de atribuir às disciplinas sociais e políticas uma propriedade aplicada além da propriedade académica. Mas, como foi realçado antes, este fenômeno positivo tem a especificidade russa, a qual poderia reduzir a nada  as evidentes vantagens teóricas. 

Voltando à prática dos principais países do mundo é necessário salientar que o lugar central no seu mercado dos serviços analíticos ocupam grandes fundações e corporações que, por via de regra, são independentes e que, por virtude das tradições e da confessada ideologia, se orientam às determinadas forças políticas capazes independentemente levar a cabo grandes investigações científicas e científico-práticas relacionadas com as questões de ordem do dia interno e internacional que são as mais urgentes e que despertam o maior unteresse na sociedade. Os estudos deste gênero são, por via de regra, feitos na forma de relatórios, monografias (inclusive as coletivas), de iniciativas estratégicos os quais se tornam objetos de uma ampla discussão na opinião pública geral, e são uma importante forma do diálogo interativo da sociedade com o Estado.  Se tomarmos como exemplo os EUA os quais tradicionalmente ocupam as posições de liderança na esfera analítica e de perícia,  entre as semelhantes estruturas destacam-se  o Instituto Brooking, RAND Corporation, Fundação Carnegie para a paz internacional, bem como as universidades  Harvard, Princeton, Columbia,  Stanford, Cornell e outras. Grandes estabelecimentos analíticos existem também no Velho Mundo, em particular, na Grã Bretanha, França, Alemanha, Espanha e em uma série de outros países.

A Rússia também segue o caminho rumo à  formação de um ramificado sistema de acompanhamento pericial em diferentes áreas de atividade do Eestado, inclusive no domínio das relações internacionais.

Em particular, tem uma grande significação o Instituto de investigações internacionais – a seção  científica e analítica da universidade IERIM, que mantem firmamente a posição do principal centro de ciéncia e de educação da Rússia na esfera  das ciências sociais que goza da fama mundial.

No decurso do ano 2012 no Instituto foram preparados e enviados para o Ministério das Relações Exteriores MID da Rússia mais de 75 materiais analíticos relacionados com os principais problemas internacionais,  cerca da metade dos quais foram feitos por sua própria iniciativa e o resto à base do chamado plano-ecomenda do Minísterio do Exterior. Os planos-encomendas deste gênero são  feitos no início de cada ano de calenârio, neles estão determinados os temas atuais de investigação que apresentam interesse para o departamento da política externa. Está sendo desenvolvida a prática de análises situativas conjuntas dos mais graves problemas internacionais que são feitas tanto dentro do IERIM, como no próprio Ministério. O trabalho na forma de um contínuo diálogo entre os cientistas e os diplomatas práticos é, sem dúvida, muito útil e faz com que um considerável recurso intelectual dos estabelecimentos científicas e de ensino subordinados ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia seja aproveitado nos interesses do Ministério. 

Além disso, os materiais analíticos do IEI são enviados para os destinatários na Administração do Presidente da FR, no Governo, nas câmaras da Assembléia Federal, no Conselho de Segurança, no Ministério da Defesa e em outros ministérios e departamentos, em conformidade com os assuntos que contém as notas anexas. Ocupamó-nos da atividade em questão exclusivamente à base de iniciativa e gratuitamente. É de agradar que durante o ano passado recebémos mais de 25 cartas  e referências de gratidão provenientes das referidas orzganizações. Isso permite fazer a conclusão de que os nossos mateiais são necessãrios e pelo menos lidos. 

Ao mesmo tempo o próprio sistema de interação com vista de determinados fins existente entre o Estado e as estruturas analíticas e de perícia que atuam no regime  completa- ou parcialmente independente ainda não está ajustado até ao fim, e esta interação frequentemente tem um caráter voluntário.  É longe de ser perfeito o sistema dos tênders para a investigação de temas práticos periodicamente feitos pelas estruturas do Estado.

Em geral, como consideramos, é importante que os cientistas e peritos tenham uma melhor idéia do sentido de seu trabalho, se cumrirem tarefas nos interesses do Estado. Para este fim é necessário criar equipas de peritos conjuntas das quais fariam parte tanto práticos, como teóricos o que se dava, por exemplo, na União Soviética quando foram preparados grandes documentos de concepção.  - Uma competição saudável deve ser combinada com uma frutífera interação de diferentes centros e estruturas analíticos o que na nossa opinião poderia trazer os melhores resultados. 

“Com um aproveitamento hábil dos lados positivos da experiência extrangeira e doméstica, - disse em conclusão A. Orlov, - nós podemos criar uma ideal e eficiente estrutura de interação do Estado com uma análise independente real nos interesses de formulação de idéias e sugestões incomuns capazes  de ser úteis para um desenvolvimento dinâmico e orgânico do nosso país”.

“Um dos principais problemas de “think tanks” na Rússia é sua independência”, julga a diretora do centro de investigação “Laboratório de Krishtanovskaia” Olga Krishtanovskaia. Na sua opinião, esta independência existe em duas formas: a financeira e a ideolôgica. “No nosso país há problemas com a uma e com a outra”,- disse ela. “Praticamente não temos  investigações que gozem da independência finaceira e não sejam feitas à base contratual;  quase todos os trabalhos são realizados por encomenda das estrururas do Estado ou das grandes corporações. Nesta circunstância seu caráter contratual é relacionado não apenas com as exigências de cliente, mas também com as particularidades  da psicologia do executor, que com frequência compreende seu papel incorretamente e começa a fazer propaganda “, - realçou Olga Krishtanovskaia.

Conhecido politicôlogo Nikolai Zlobin deu prosseguimento ao tema da independência financeira dos “think tanks” na Rússia. Na sua opinião esta independência não existe.  “Na Rússia não há prescritos mecanismos da chamada “caridade política”, com a qual o dinheiro, transferido às organizações de investigaçaõ não é utilizado nos fins de protecionismo e não é sujeito aos impostos”, - disse Nikolai Zlobin comparando a Rússia com os EUA, onde existe um bloco inteiro das leis anti-protecionistas.  

A diretora geral do Centro da política fiscal, Galina Kurlyandskaia considera que um desenvolvimento normal das  “fábricas do pensamento” na Rússia é obstaculizado pelas dificuldades financeiras as quais elas enfrentam. Porém ela tem a certeza que apesar de todas as circunstâncias e dificuldades os “think tanks” não devem ser “cata-ventos”, não devem mudar de suas posições conforme as circunstâncias externas.

Politiôlogo Serguei Markov salientou que a instabilidade de opiniões e de posições de alguns peritos é realcionada também com os  problemas financeiros. “Estes perítos dizem aos meios de comunicação com um alto rating as coisas que os agradam, dizendo aos outros o que eles pensam  na realidade,  - disse Serguei Markov explicando sua posição; - É necessário abandonar esta prática “. Na opinião do perito a solução está numa correta organização das encomendas do Estasdo. Na sua opinião é necessário formar um círculo das  “fábrícas do pensamento” que têm uma booa reputação assegurando-lhes as encomenda numa determinada quantidade provenientes  das estruturas do Estado  e das grandes companhias relacionadas com o Estado. A remuneração garantida destas encomendas permitiria criar um mínimo orçamental necessário para sua atividade independente.

Os resultados da discussão que se realizou durante a sessão da “mesa redonda” serão generalizados e aproveitados a fim de aperfeiçoamento do mecanismo de interrelação das “fábricas do pensamento” nacionais e das estruturas do Estado e a fim de adoção de decisões ponderadas.

As palavras-chave: Centro analítico junto ao Governo da Federação da Rússia “fábricas do pensamento” atividade analítica e de perícia independente Centro Carnegie de Moscou

 

Andrei Torin,  doutorando  da Aacademia  do Estado da cultura eslava, redator da revista “Mejdunarodnaia Jizn”

No Centro analítico junto ao Governo do Federação da Rússian realizou-se a “mesa redonda” sob o tema “Assistência consultiva  aos governos: a eficiênca “dos “think-tanks”  e superação da a crise das idéias”. No foco da  discussão estiveram  “fábricas do pensamento” ou “trustes inteletuais”, sendo estas organizações de investigaçaõ científica, tanto do Estado, como  non-governomentais, e  seu papel que  está aumentando nos últimos anos.

A significação do tema de eficiência dos “think-tanks” para a atualidade é exclusivamente grande: o papel de semelhantes estruturas aumenta nas condições de globalização e de formação do espaço econômico e político mundial comum, de dissoluçaõ das fronteiras e da noção de  soberania estatal. No mumdo contemporrâneo as “fábricas de idéias” não são apenas uma associação de peritos, que estão elaborando novos projetos em conjunto e procuram novos mêtodos de cumprimento das tarefas atribuidas, mas também as estruturas de educação e de investigaçaõ científica. As  contemporrâneas “fábricas de idéias”, via de regra,  realizam os programas que asseguram a adoção de decisões políticas, planeamento das iniciativas políticas, formação  da opinião pública em relação com inteiro espectro das questões da maior importância (sociais, políticas, culturais, ecolôgicas) e os problemas de segurança. Além disso, em determinadas circunstâncias as “fábricas de idéias”  podem atuar na qualidade de instrumentos do controle público exercendo influência sobre os objetivos e os valores da sociedade e também contribuem para o desenvolvimento de contatos internacionais no meio científico e de períicia.

Na reunião da “mesa redonda” em 17 de Junho do ano em curso tomaram parte os representantes da comunidade de perícia inclusive: o presidente  do «Center on Global Interests» N. Zlobin, o professor-catedrârico da Faculdade de administração do Estado da UEM Lomonosov A.Livshin, o diretor do Instituto de investigações políticos S. Markov, o diretor do Instituto dos estudos internacionais (IEI) junto ao IEREM do Ministério das Relações Exteriores da Rússia A. Orlov; o director geral da Fundação de comunicações estratégicas D. Polikanov, o ex-diretor do Centro Carnegie de Moscou Dj. Agerholm, o representante principal do Instituto de investigaçaõ Nomura na Rússia (Japão) Ivao Okhassi e outros. Na qualidade de moderador do forum atuava D. Ershov, o chefe do Departamento de cooperação internacional do Centro analítico junto a o Governo da Federação da Rússia

Como foi mencionado, o tema de debate  da “mesa redonda” foi a transformação do papel dos “think-tanks” no mundo contemporrâneo, o crescimento da significação deste elemento básico da atividade perício-analítica na esfera de administração do Estado, bem como a análise comparativa da experiência extrangeira e a da Rússia no plano de interação do Estado e das estruturas analíticas. Foi proposto conceder uma atenção especial à possibilidade de criação da Associação internacional dos centros analíticos.

Em seu relatório o diretor do instituto das investigações internacionais junto ao IEREM (Universidade) do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, A. Orlov, disse que a prática mundial confirma uma significação cada vez maior das estruturas analíticas no processo de planejamento e elaboração das decisões adotadas tanto pelos órgãos do Estado, como pelas grandes entidades jurídicas non-estatais inclusive as de negócios. Um profundo estudo preliminar das mais importantes questões relacionadas com diferentes aspetos da política interna e externa do estados, a compreensão e análise de variantes alternativas de possíveis ações na etapa precedente à adoção de decisões de princípio permite evitar passos precipitados e mal ponderados potencialmente erróneos por esta razão. Atualmente nos principais países do mundo criou-se um bastante eficiente sistema de acompanhamento analítico  das medidas da política interna e externa, uns componentes básicos do qual podem ser adotados na Rússia com sucesso.  

Ao mesmo tempo, salientou A. Orlov, seria errada a afirmação de que na Rússia naõ existe por completo uma independente perícia nas questões  de assistência analítica à atividade das estruturas do Estado e non-governmentais. Sobreviveram algumas pequenas ilhas do sistema analítico soviético, no seu tempo muito bem ajustado e de um alto nível profissional, que existem na forma dos institutois da Academia das Ciéncias da Rússia. No domínio de investigação internacional estes são o  IMEMO, o Instituto dos EUA e da Canadá, o Instituto da Europa, o Instituto do Orientalismo, o Instituto da América Latina (ILA), o Instituto do estado e do direito (IED) e uma série de outros. Entretanto estas organizações são em grande medida enfraquecidas em consequência do  financiamento insuficiente durante muito tempo e, como o resultado, – uma considerável diminuição de seu potencial  científico e de perícia. Durante as últimas duas dêcadas apareceu um grande número  de vários centros, institutos, etc., a atividade dos quais, em regra geral, dá-se em torno da personalidade de seu dirigente, e que em toda uma série  dos casos são demasiadamente  dedicados às encomendas contratuais no seu trabalho prático.

Um elemento relativamente novo dos últimos tempos tornaram-se os centros analíticos, que prestam serviços imediatos a determinados grupos nos círculos do poder inclusive os que competem entre si, embora este facto seja cuidadosamente apagado. Na esfera da formação de um vetor internacional das investigações e do trabalho com a comunidade de perícia política exterior foi criado o Conselho para os negócios internacionais da Rússia (CNIR) o qual é encabeçado pelo ex-ministro das reçlações exteriores da Rússia I. Ivanov.

As referidas organizações são financiadas principalmente pelo Estado (as formas práticas deste financiamento podem ter sua especificidade), bem como pelas estruturas de negócios relacionadas com o Estado. A fraqueza de sua atividade profissional consiste no fato do seu trabalho ser organizado à base dos  princípios de outsourcing. Sendo incapazes de realizar as investigações utilizando seu próprio péssoal,  estas entidades contratam pesquizadores alheios a fim de cumprimento das tarefas de órdem científico-prárica. Mais do que isso, os respetivos investigações sob as marcas de diferentes clientes são realizados principalmente por uma conhecida equipa de investigadores que ‘’viagem” de um projeto para um outro. Claro que nestas circumstâncias não existe qualquer concorrência ou pelo menos competição das escolas científicas que poderiam gerar e defender suas próprias iéias, seus sistemas de concepções. Tudo isso resulta a um evidente  caráter predeterminavél e prognosticavél dos resultados dos respetivos estudos.

Não obstante, o próprio facto de diferentes jogadores terem vindo ao mercado de serviços analíticos e de perícia é um fenômeno positivo, que prova a existência do movimento numa  coreta direção com vista de atribuir às disciplinas sociais e políticas uma propriedade aplicada além da propriedade académica. Mas, como foi realçado antes, este fenômeno positivo tem a especificidade russa, a qual poderia reduzir a nada  as evidentes vantagens teóricas. 

Voltando à prática dos principais países do mundo é necessário salientar que o lugar central no seu mercado dos serviços analíticos ocupam grandes fundações e corporações que, por via de regra, são independentes e que, por virtude das tradições e da confessada ideologia, se orientam às determinadas forças políticas capazes independentemente levar a cabo grandes investigações científicas e científico-práticas relacionadas com as questões de ordem do dia interno e internacional que são as mais urgentes e que despertam o maior unteresse na sociedade. Os estudos deste gênero são, por via de regra, feitos na forma de relatórios, monografias (inclusive as coletivas), de iniciativas estratégicos os quais se tornam objetos de uma ampla discussão na opinião pública geral, e são uma importante forma do diálogo interativo da sociedade com o Estado.  Se tomarmos como exemplo os EUA os quais tradicionalmente ocupam as posições de liderança na esfera analítica e de perícia,  entre as semelhantes estruturas destacam-se  o Instituto Brooking, RAND Corporation, Fundação Carnegie para a paz internacional, bem como as universidades  Harvard, Princeton, Columbia,  Stanford, Cornell e outras. Grandes estabelecimentos analíticos existem também no Velho Mundo, em particular, na Grã Bretanha, França, Alemanha, Espanha e em uma série de outros países.

A Rússia também segue o caminho rumo à  formação de um ramificado sistema de acompanhamento pericial em diferentes áreas de atividade do Eestado, inclusive no domínio das relações internacionais.

Em particular, tem uma grande significação o Instituto de investigações internacionais – a seção  científica e analítica da universidade IERIM, que mantem firmamente a posição do principal centro de ciéncia e de educação da Rússia na esfera  das ciências sociais que goza da fama mundial.

No decurso do ano 2012 no Instituto foram preparados e enviados para o Ministério das Relações Exteriores MID da Rússia mais de 75 materiais analíticos relacionados com os principais problemas internacionais,  cerca da metade dos quais foram feitos por sua própria iniciativa e o resto à base do chamado plano-ecomenda do Minísterio do Exterior. Os planos-encomendas deste gênero são  feitos no início de cada ano de calenârio, neles estão determinados os temas atuais de investigação que apresentam interesse para o departamento da política externa. Está sendo desenvolvida a prática de análises situativas conjuntas dos mais graves problemas internacionais que são feitas tanto dentro do IERIM, como no próprio Ministério. O trabalho na forma de um contínuo diálogo entre os cientistas e os diplomatas práticos é, sem dúvida, muito útil e faz com que um considerável recurso intelectual dos estabelecimentos científicas e de ensino subordinados ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia seja aproveitado nos interesses do Ministério. 

Além disso, os materiais analíticos do IEI são enviados para os destinatários na Administração do Presidente da FR, no Governo, nas câmaras da Assembléia Federal, no Conselho de Segurança, no Ministério da Defesa e em outros ministérios e departamentos, em conformidade com os assuntos que contém as notas anexas. Ocupamó-nos da atividade em questão exclusivamente à base de iniciativa e gratuitamente. É de agradar que durante o ano passado recebémos mais de 25 cartas  e referências de gratidão provenientes das referidas orzganizações. Isso permite fazer a conclusão de que os nossos mateiais são necessãrios e pelo menos lidos. 

Ao mesmo tempo o próprio sistema de interação com vista de determinados fins existente entre o Estado e as estruturas analíticas e de perícia que atuam no regime  completa- ou parcialmente independente ainda não está ajustado até ao fim, e esta interação frequentemente tem um caráter voluntário.  É longe de ser perfeito o sistema dos tênders para a investigação de temas práticos periodicamente feitos pelas estruturas do Estado.

Em geral, como consideramos, é importante que os cientistas e peritos tenham uma melhor idéia do sentido de seu trabalho, se cumrirem tarefas nos interesses do Estado. Para este fim é necessário criar equipas de peritos conjuntas das quais fariam parte tanto práticos, como teóricos o que se dava, por exemplo, na União Soviética quando foram preparados grandes documentos de concepção.  - Uma competição saudável deve ser combinada com uma frutífera interação de diferentes centros e estruturas analíticos o que na nossa opinião poderia trazer os melhores resultados. 

“Com um aproveitamento hábil dos lados positivos da experiência extrangeira e doméstica, - disse em conclusão A. Orlov, - nós podemos criar uma ideal e eficiente estrutura de interação do Estado com uma análise independente real nos interesses de formulação de idéias e sugestões incomuns capazes  de ser úteis para um desenvolvimento dinâmico e orgânico do nosso país”.

“Um dos principais problemas de “think tanks” na Rússia é sua independência”, julga a diretora do centro de investigação “Laboratório de Krishtanovskaia” Olga Krishtanovskaia. Na sua opinião, esta independência existe em duas formas: a financeira e a ideolôgica. “No nosso país há problemas com a uma e com a outra”,- disse ela. “Praticamente não temos  investigações que gozem da independência finaceira e não sejam feitas à base contratual;  quase todos os trabalhos são realizados por encomenda das estrururas do Estado ou das grandes corporações. Nesta circunstância seu caráter contratual é relacionado não apenas com as exigências de cliente, mas também com as particularidades  da psicologia do executor, que com frequência compreende seu papel incorretamente e começa a fazer propaganda “, - realçou Olga Krishtanovskaia.

Conhecido politicôlogo Nikolai Zlobin deu prosseguimento ao tema da independência financeira dos “think tanks” na Rússia. Na sua opinião esta independência não existe.  “Na Rússia não há prescritos mecanismos da chamada “caridade política”, com a qual o dinheiro, transferido às organizações de investigaçaõ não é utilizado nos fins de protecionismo e não é sujeito aos impostos”, - disse Nikolai Zlobin comparando a Rússia com os EUA, onde existe um bloco inteiro das leis anti-protecionistas.  

A diretora geral do Centro da política fiscal, Galina Kurlyandskaia considera que um desenvolvimento normal das  “fábricas do pensamento” na Rússia é obstaculizado pelas dificuldades financeiras as quais elas enfrentam. Porém ela tem a certeza que apesar de todas as circunstâncias e dificuldades os “think tanks” não devem ser “cata-ventos”, não devem mudar de suas posições conforme as circunstâncias externas.

Politiôlogo Serguei Markov salientou que a instabilidade de opiniões e de posições de alguns peritos é realcionada também com os  problemas financeiros. “Estes perítos dizem aos meios de comunicação com um alto rating as coisas que os agradam, dizendo aos outros o que eles pensam  na realidade,  - disse Serguei Markov explicando sua posição; - É necessário abandonar esta prática “. Na opinião do perito a solução está numa correta organização das encomendas do Estasdo. Na sua opinião é necessário formar um círculo das  “fábrícas do pensamento” que têm uma booa reputação assegurando-lhes as encomenda numa determinada quantidade provenientes  das estruturas do Estado  e das grandes companhias relacionadas com o Estado. A remuneração garantida destas encomendas permitiria criar um mínimo orçamental necessário para sua atividade independente.

Os resultados da discussão que se realizou durante a sessão da “mesa redonda” serão generalizados e aproveitados a fim de aperfeiçoamento do mecanismo de interrelação das “fábricas do pensamento” nacionais e das estruturas do Estado e a fim de adoção de decisões ponderadas.

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