InterAffairs

Sex.08182017

Last update09:48:30 AM

Leia nesta edição:
RUS ENG FR DE PL ESP PT ZH AR

Font Size

SCREEN

Profile

Layout

Menu Style

Cpanel

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 13.08.2017

 

Assembleia Constituinte da Venezuela ratifica Maduro como presidente

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/08/2017 22:33:19

A Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela confirmou quinta-feira o presidente do país, Nicolás Maduro, como chefe de Estado, de governo e como comandante em chefe da Força Armada Nacional Bolivariana, horas depois de ele se colocar à disposição do órgão. A informação é da Agência EFE.

A decisão de ratificar Maduro como presidente foi tomada por unanimidade e apresentada, durante sessão especial, pelo deputado constituinte Aristóbulo Istúriz.

O documento assinado diz que Maduro “cumpriu cabalmente todos os seus deveres e obrigações constitucionais” e que, além disso, é “suporte fundamental” para as decisões da Constituinte e “uma garantia para o atual processo democrático de transformação integral” do país.

A Assembleia Nacional Constituinte fez sua terceira sessão plenária com uma convocação especial que contou com a presença de Maduro, a quem foi entregue um acordo em apoio aos ataques “imperialistas”.

Durante a sessão no Palácio Legislativo, Maduro fez um discurso de aproximadamente três horas e entregou seu projeto de Constituição que, segundo ele, é o mesmo do presidente Hugo Chávez.

Com atribuições quase ilimitadas, a Constituinte foi eleita no dia 30 de julho e tem mais de 500 integrantes, todos eles vinculados ao governo e que se ocuparão de refundar o Estado.

 

 

Governo dos EUA tranquiliza população quanto a ameaças nucleares

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/08/2017 19:22:29

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, disse ontem (9) que “os americanos pode dormir tranquilos”, ao minimizar importância das ameaças nucleares trocadas por Washington e Pyongyang.  A informação é da EFE.

Em declarações realizadas durante sua viagem da Tailândia até a base naval americana em Guam, no Oceano Pacífico, Tillerson afirmou que a população dos EUA não deveria se preocupar após o presidente Donald Trump ameaçar a Coreia do Norte com “fogo e fúria”.

Segundo ele, Trump estava tentando enviar uma “forte mensagem” ao líder norte-coreano, Kim Jong-un, pois o ditador “não parece entender a linguagem diplomática. Mas, nada do que eu vi ou saiba indica que a situação tenha mudado drasticamente nas últimas 24 horas”.

O secretário de Estado não encarou as declarações de Trump como uma ameaça de ataque preventivo contra a Coreia do Norte e opinou que o presidente “reafirmou que temos a capacidade de nos defender e defender os nossos aliados, e assim o faremos”.

A ameaça de Trump, que hoje lembrou que o poderio nuclear americano é “agora mais poderoso e forte do que nunca”, se deu justamente após a imprensa americana revelar que a inteligência dos EUA acredita que Pyongyang já é capaz de instalar uma ogiva nuclear em um míssil balístico intercontinental.

O teor das declarações sobre “fogo e fúria” por parte de Trump, discurso mais habitual por parte de Pyongyang do que de Washington, levou o regime norte-coreano a ameaçar os EUA com um ataque contra a base naval de Guam, com um míssil de médio alcance Hwansong-12.

A inteligência americana calcula que a Coreia do Norte dispõe de 60 armas nucleares, número acima de estimativas anteriores.

 

 

Tillerson diz que Russia e EUA podem aliviar tensões

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/08/2017 18:57:49

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, demonstrou ontem (7) uma visão otimista com relação às tensões entre os governos da Rússia e Estados Unidos.

Direto de Manila, capital das Filipinas, Tillerson disse acreditar na possibilidade de que Washington e Moscou reencontrem o caminho para o diálogo, ao invés do rompimento de relações. Ele ontem esteve com o chanceler russo, Sergei Lavrov, em reunião paralela ao encontro anual da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Tillerson afirmou que os dois países podem aliviar as tensões e que não seria inteligente ou “útil” que rompessem laços por suspeita de interferência russa na eleição dos Estados Unidos.

“Precisamos encontrar lugares onde seja possível trabalhar juntos. Sobre nossas diferenças, vamos encontrar maneiras de lidar com elas”, disse, em conversa com jornalistas em Manila.

Na semana passada o presidente Donald Trump assinou as sanções aprovadas pelo Congresso contra a Rússia. O texto puniu o país devido às suspeitas de interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, nos Estados Unidos, e pela anexação da Crimeia ao território russo, em 2014 (anteriormente parte da Ucrânia) e, ainda, pelo apoio governo Putin ao presidente Bashar Al-Assad na Síria.

 

 jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 13.08.2017

 

 

Irã teria transportado seus armamentos à Rússia contrariando resolução da ONU

O Irã, violando a resolução do Conselho de Segurança da ONU, teria transportado componentes de armamentos ofensivos pesados ao território russo através da Síria para receber assistência técnica, afirma o jornal alemão Welt am Sonntag citando fontes anônimas em "serviços de inteligência ocidentais".

Segundo o artigo, em junho, aviões iranianos teriam supostamente aterrissado por duas vezes na base aérea síria de Hmeymim, para onde foi levada uma carga militar destinada à Rússia. O artigo não menciona, no entanto, quais eram os armamentos.

Em seguida, a carga teria sido levada para o porto sírio de Tartus e depois carregado no navio de transporte russo Sparta-3 e levada para a cidade de Novorossiysk, no sul da Rússia.

Como prova, o jornal publicou uma imagem de satélite, indicando que esta mostra alegadamente um Boeing iraniano na base de Hmeymim, sem mencionar a origem exata da imagem.

Estas ações, de acordo com as fontes citadas pelo Welt am Sonntag, violam a resolução 2231 do Conselho de segurança da ONU, baseada no Plano de Ação Conjunto Global para o programa nuclear iraniano.

Segundo os artigos da resolução, ao Conselho de Segurança cabe decidir permitir ou não fornecimentos de armas ao Irã, tais como tanques, veículos blindados, aviões e helicópteros de combate, entre outros, assim como fornecer peças para tais armamentos e prestar serviços ligados a estes.

Um senador russo comentou a matéria do jornal alemão, afirmando que o Irã não precisa de enviar seu equipamento militar à Rússia para receber assistência, pois tem seu próprio pessoal, treinado por especialistas russos.

"A Rússia forneceu ao Irã grande quantidade de equipamento militar que precisa de manutenção técnica. Além disso, a Rússia treinou especialistas iranianos que podem cumprir este tipo de trabalho", disse o vice-presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Senado russo, Frants Klintsevich.

De acordo com o senador, os treinamentos foram realizados em plena conformidade com as normas internacionais e sem as violar.

Por sua vez, o especialista em armamento Igor Korotchenko acredita que as afirmações da mídia não correspondem à verdade, tendo por objetivo denegrir as ações da Rússia destinadas a estabilizar a situação na Síria.

.

Rússia prepara primeiro grupo de mulheres pilotos militares

 

Pela primeira vez na sua história, a escola de aviação russa de Krasnodar receberá estudantes mulheres para as treinar como pilotos militares, disse o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu.

"Há muitas meninas e jovens mulheres que gostariam ser pilotos militares. Recebemos centenas de cartas delas, então decidimos este ano que o primeiro grupo de meninas poderá se inscrever na Escola de Aviação Militar de Krasnodar", afirmou o ministro.

"O grupo não será grande, de apenas 15 estudantes, mas tomando em conta o número de pedidos de inscrição recebidas, simplesmente não pudemos ignorar estes pedidos", disse Sergei Shoigu.

No atual exército russo servem cerca de 45.000 militares femininos contratados, que cumprem seu dever militar juntamente com os homens. O número total das jovens ligadas ao exército russo supera 326.000, aumentando anualmente.

Durante a Segunda Guerra Mundial, aproximadamente 600.000 pilotos femininos combateram contra a Alemanha nazista e mais de 90.000 delas foram condecoradas com o título militar de Herói da União Soviética. Nos círculos militares, essas mulheres eram conhecidas como "Bruxas da Noite", pois aterrorizavam as tropas alemãs desligando os motores dos aviões, se aproximando silenciosamente do inimigo e largando suas bombas no meio da noite.

No entanto, hoje em dia, o número de mulheres trabalhando como pilotos, especialmente pilotos militares, continua sendo muito baixo. Esta tendência é uma realidade tanto na Rússia, como em quase todos os países do mundo.

A comunidade de pilotos militares femininos se mantém muito pequena, apesar de os treinamentos de aviação para mulheres terem sido oficialmente permitidos nos EUA, no Reino Unido e em outros países nas últimas décadas.

Reino Unido queria lucrar com invasão do Kuwait pelo Iraque, diz jornal

O governo britânico considerou a invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990 como uma "oportunidade sem precedentes" para vender armas aos países do golfo Pérsico, comunica o jornal Guardian, citando documentos desclassificados do Arquivo Nacional.

Segundo o jornal, entre os documentos revelados se encontram relatórios confidenciais sobre as viagens aos países do Golfo de Alan Clarke, então ministro de Aprovisionamento da Defesa, destinados a Margaret Thatcher. "O governo estava tentando tirar vantagem. A guerra era um estimulo à venda de armas aos países da região e ajudou a estabelecer relações sólidas que continuam existindo até hoje", ressalta a edição.

Na carta de Clarke, marcada como "secreta" e escrita em 9 de agosto de 1990, o ministro descreveu a resposta esperada dos EUA e seus aliados à invasão no Kuwait como uma "possibilidade sem precedentes" para a Organização de Serviços de Exportação de Defesa (DESO). "Qualquer que seja a política de intervenção que apliquemos, é uma oportunidade sem precedentes para a DESO", escreveu Clarke.

Na outra carta ele apontou: "Eu fiz uma lista das perspectivas atuais quanto a vendas de equipamentos de defesa no início da crise. Agora estas devem ser promovidas e deve ser aumentado seu volume".

De acordo com a edição, os documentos também provam que Clarke aproveitou os encontros com o emir do Qatar e o ministro da Defesa do Bahrein para promover as exportações de armas. Em outros relatórios, ele nomeou os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito e Jordânia como compradores potenciais.

Entre as possíveis encomendas havia o fornecimento de helicópteros do tipo Westland Black Hawk aos EAU num valor total de 325 milhões de libras. O Omã expressou seu interesse na compra de veículos militares Warrior para ações militares no deserto, no total de 55 milhões de libras, e também na compra te tanques Challenger II. O Bahrein tencionava comprar caças Hawk e a Arábia Saudita tinha interesse em comprar sete navios hovercraft.

Clarke acreditava também que a partilha de informações de inteligência com os países do golfo Pérsico pouco antes da guerra de 1990 seria uma ferramenta de mercado útil para a indústria de armamento. O jornal acrescenta que o ministro tinha um plano para organizar visitas semanais de altos funcionários britânicos da inteligência aos países do Golfo para lhes entregarem relatórios "supersecretos". Clarke pensava que essas visitas "permitirão fornecer uma entrada impressionante para os representantes da DESO quando for mais apropriado".

Diretor da CIA exclui possibilidade de guerra nuclear iminente

O diretor da CIA, Mike Pompeo, declarou neste domingo (13) que, a partir dos dados de inteligência disponíveis, a probabilidade de uma guerra nuclear iminente pode ser excluída.

"Eu não vi nenhum dado de inteligência que mostre que estaríamos à beira de uma guerra nuclear", disse ele em entrevista à Fox News.

Pompeo disse que a administração do presidente dos EUA ainda vê a Coreia do Norte como uma ameaça, observando que "os Estados Unidos não vão mais tolerar como antes" a situação com a Coreia do Norte.

No início de agosto, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma nova resolução sobre a Coreia do Norte, endurecendo as sanções contra o país. De acordo com estimativas dos EUA, a plena implementação dessas restrições irá reduzir em um terço os ganhos anuais de câmbio de Pyongyang.

Trump emitiu uma nova ameaça contra a Coreia do Norte na sexta-feira, dizendo que os militares dos EUA estavam "trancados e carregados". Anteriormente, o presidente norte-americano havia declarado que a Coreia do Norte iria receber "fogo e fúria" em casos de novas ameaças de Pyongyang.

A Coreia do Norte, por sua vez, acusou os EUA de levar a Península Coreana à beira da guerra nuclear, deixando as potências mundiais alarmadas com a escalada da tensão. 

Exército dos EUA mata líder do Estado Islâmico no Afeganistão

Abdul Rahman era chefe do grupo terrorista no país

Agência ANSA

 

Adbul Rahman, um dos líderes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Afeganistão, foi morto após um ataque aéreo realizado pelo Exército dos Estados Unidos no último dia 10 de agosto, informou as Forças Militares norte-americanas neste domingo (13).

De acordo com o comandante John Nicholson, Rahman era chefe do EI-Khorasan, nome do grupo extremista na província de Kunar, no nordeste do país. Além dele, outros três líderes terroristas foram abatidos no ataque no distrito de Darah-Ye Pach "A morte de Abdul Rahman traz mais um golpe para a alta liderança do grupo", afirmou o general.

No último dia 11 de julho, a Força Aérea norte-americana atacou o quartel do EI-Khorasan na mesma região, e matou o então chefe do grupo, Abu Sayed.

Expocannabis Uruguay 2017 vai debater venda de maconha em farmácias

Jornal do Brasil

 

Em um intenso 2017, o Uruguai dá grandes passos na implementação da lei que regula e controla a cannabis e se prepara para uma grande Expocannabis Uruguay 2017. 

No dia 19 de julho, o Uruguai abriu a terceira via de acesso ao cannabis legal, estipulada na lei 19.172: a venda nas farmácias. O auto cultivo e os clubes de associações – as outras duas vias de acesso – já funcionavam segundo o esperado desde 2014, com 6.948 e 63 registros, respectivamente.

Venda de Cannabis. Os uruguaios e estrangeiros residentes, aptos para comprar cannabis nas farmácias são no momento 4.959, um número que cresce diariamente.

O Uruguai é modelo para países que buscam atualizar e melhorar suas políticas de drogas. Esta iniciativa coloca o país na mira de milhares de jornalistas e meios de comunicação nacionais e estrangeiros. Por isso, a Expocannabis Uruguay 2017 será a oportunidade para viver in loco a experiência uruguaia e participar de debates e mesas redondas sobre o tema. Profissionais, ativistas, empresários, acadêmicos e especialistas da área compartilharão 3 dias de intercâmbios, análises, conhecimentos e debates sobre avanços da indústria e do mercado. 

O evento. Acontecerá em Montevidéu nos dias 8, 9 e 10 de dezembro de 2017. Trata-se da plataforma de informação e articulação sobre cannabis mais importante da região. Tem como objetivo a desmitificação do cannabis e a desestigmatização de seus usuários. A cada edição, o evento coloca o foco em diferentes aspectos da planta para ampliar o espectro de seus usos e mostrar as potencialidades medicinais e industriais.

Reúne milhares de pessoas interessadas em saber mais sobre a cannabis: ativistas, cientistas, acadêmicos, empresários, organizações estatais e ONGs. Tem crescido ano a ano, se posicionando como uma referência na região, com grande apelo em todo o mundo. É o único evento do setor apoiado pelo Estado graças a qualidade da informação e ao seu papel central como criador de um espaço de articulação para o desenvolvimento de uma nova indústria.

Inclui um ciclo de conferências com especialistas de todo o mundo, oficinas práticas, um Laboratório de Cannabis e um Consultório de Orientação em Cannabis Medicinal . Ao mesmo tempo, um espaço com mais de 60 stands nacionais e internacionais e um vasto cronograma de propostas artísticas e musicais.

O cronograma completo de atividades será conhecido em breve na página do evento www.expocannabis.uy e através das redes sociais Twitter, Facebook e Instagram. As entradas já estão a venda via web a US$ 8 por dia, ou US$ 21 pelos três dias.

Para mais detalhes sobre a experiência uruguaia e do evento, assim como a obtenção de credenciais, comunique-se pelo endereço Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 13.08.2017

 

Medalha de Ouro e recorde do mundo para Inês Henriques na marcha

 

PUB

A atleta do CN Rio Maior, de 37 anos, fez os 50 km em 4:05.56 horas, pulverizando o seu recorde mundial

A portuguesa Inês Henriques conquistou hoje a medalha de ouro nos 50 quilómetros marcha dos Mundiais de atletismo, que decorrem em Londres, juntando ao troféu o novo recorde do mundo, que já lhe pertencia.

A atleta do CN Rio Maior, de 37 anos, foi cronometrada em 4:05.56 horas, pulverizando o seu recorde mundial, que estava fixado nas 4:08.25 horas e datava de 15 de janeiro de 2017, em Porto de Mós.

Até chegar a Londres, Inês Henriques tinha no currículo três participações olímpicas, a última das quais no Rio2016, onde alcançou o 12.º posto nos 20 km marcha. A atleta conta ainda um sétimo posto nos Mundiais de 2007 e um nono nos Europeus de 2010, sempre na distância dos 20 km.

O pódio nos Mundiais de Londres foi completado com duas atletas chinesas: Hang Yin, prata, com 4:08.58, e Shuqing Yang, bronze, com 4:20.49.

 

Marcha de extrema direita em Charlottesville fez três mortos

PUB

Uma das vítimas mortais foi atropelada intencionalmente já tinham os protestos terminado

Pelo menos três pessoas morreram sábado no âmbito de um encontro de grupos de extrema direita em Charlottesville, no estado norte-americano de Virgínia, segundo fontes oficiais.

"Temos pessoas que vieram para aqui provocar confusão, caos e desordem, o que causou três mortes", disse Maurice Jones, o presidente da Câmara de Charlottesville, numa conferência de imprensa.

Uma pessoa morreu quando um carro atingiu um grupo de pessoas que, segundo testemunhas, se manifestavam contra o encontro de extrema direita.

A vítima, uma mulher de 32 anos, atravessava a rua quando o veículo chocou contra a multidão, disse o chefe da polícia de Charlottesville, Al Thomas. Algumas dezenas de pessoas (os números são contraditórios e oscilam entre duas dezenas e 35) ficaram feridas.

Os outros dois mortos foram o piloto e o passageiro de um helicóptero que se despenhou nos arredores de Charlottesville, disse o governador do estado, Terry McAuliffe.

A polícia ligou o acidente com o helicóptero com a manifestação de extrema direita, embora ainda não tenha fornecido mais detalhes.

A marcha, caracterizada por confrontos, foi convocada para protestar contra a decisão de remover do parque da cidade a estátua do general Robert E. Lee, que comandou o exército de Virgínia do Norte durante a guerra civil americana e foi um opositor do direito de voto dos antigos escravos.

O governador da Virginia declarou o estado de emergência em resposta a este protesto e, através da sua conta na rede social Twitter, disse que tomou tal decisão para "ajudar o Estado a responder à violência" na marcha de Charlottesville, a cerca de 160 quilómetros de Washington.

Já na sexta-feira à noite tinha havido confrontos quando centenas de brancos nacionalistas marcharam no 'campus' da Universidade da Virginia com tochas.

China pede a Trump para travar escalada com Pyongyang

PUB

Casa Branca mantém "medidas militares" como opção para resolver a crise. EUA e Coreia do Sul prosseguem exercícios conjuntos.

O presidente chinês, Xi Jinping, manteve ontem uma conversa telefónica com Donald Trump sobre a crise com a Coreia do Norte, naquilo que foi descrito em Pequim e em Washington, ainda que por diferentes palavras, como uma tentativa de manter aberto "o caminho do diálogo, das negociações e de um acordo político", isto segundo as autoridades chinesas, e de o regime de Pyongyang pôr termo "à escalada do seu comportamento provocatório", segundo a Casa Branca. Na conversa entre os dois dirigentes, ainda segundo Pequim, Xi terá feito notar a importância de "todas as partes envolvidas exercerem o máximo de contenção" nas suas declarações.

A China é o principal aliado da Coreia do Norte e destino de mais de 90% do comércio externo desta, tendo votado favoravelmente as mais recentes sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovadas por unanimidade na passada semana. Estas penalizam a economia de Pyongyang num valor equivalente a um terço do valor total das suas exportações, mas Pequim tornou claro que não aceitaria o descalabro económico do regime norte-coreano nem as tentativas de Trump de ligar uma solução do problema ao défice comercial dos EUA com a China.

Num outro contacto telefónico, Trump falou com Emmanuel Macron, tendo os dois presidentes discutido a questão da Coreia do Norte. No comunicado sobre esta conversa, a Casa Branca indica que os "EUA e os seus aliados têm pronta uma séria de medidas diplomáticas, económicas e militares" para enfrentar a situação. Por seu lado, o Eliseu indicou que Macron deu conta da sua preocupação com "a crescente ameaça balística e nuclear" norte-coreana.

O contacto entre os presidentes da China e dos Estados Unidos não parece ter tido efeitos imediatos na tensão que continuava ontem bem patente nas declarações de Trump e do regime de Pyongyang, assim como nos desenvolvimentos verificados quer na Coreia do Sul quer no Japão. Neste último país, as forças armadas deslocaram baterias de mísseis antimíssil Patriot para as áreas - as prefeituras de Shimane, Hiroxima e Kochi - sobre as quais deverão passar os mísseis norte-coreanos apontados às águas em torno da ilha de Guam, a antecipar o anunciado disparo destes, que poderá suceder nos próximos dias.

Na Coreia do Sul, apesar de a presidência ter divulgado uma nota a saudar o contacto telefónico entre Xi e Trump, classificando-o como um "catalisador que conduza a presente situação para uma nova dimensão", foi confirmado o aumento do nível de prontidão das forças armadas e também a realização de manobras conjuntas com os EUA, que estão marcadas para a próxima semana. Na sua propaganda, Pyongyang define-as como uma provocação e um "ato de agressão".

Na semana ora terminada, Pequim e Moscovo apresentaram um plano prevendo precisamente uma moratória nos exercícios conjuntos da Coreia do Sul e dos EUA em troca da suspensão dos disparos de mísseis norte-coreanos. Nem Washington, nem Seul, nem Pyongyang aceitaram o plano.

Compra de alimentos

Outro sinal da tensão regional é que tem havido nos últimos dias uma corrida à compra de alimentos e refeições prontas em Seul e noutras cidades da Coreia do Sul. Sintoma de que os sul-coreanos estão na expectativa de se verem confrontados com situações de emergência. As autoridades de Seul anunciaram também a realização generalizada de exercícios de defesa e proteção civil para dia 23.

Ainda na Coreia do Sul, noutro plano, o dirigente da principal força da oposição, o Partido da Liberdade, Hong Joon-pyo, advogou ontem a recolocação no país de forças nucleares táticas dos EUA, isto é, obuses para artilharia e bombas para aviões. Entre os anos 1960 e o início dos anos 1990, algumas centenas destas armas encontravam-se presentes no território sul-coreano, como fator de dissuasão, tendo a sua retirada sido decidida em outubro de 1991 durante a presidência de George Bush, o pai de George W. Bush. O argumento na época é que, com a retirada destas armas, EUA, Coreia do Sul e Japão tinham um argumento suplementar para pressionar a Coreia do Norte a pôr fim ao seu programa nuclear. O que não veio a suceder.

No que respeita a declarações, na noite de sexta para sábado (hora portuguesa), Trump esteve ao telefone com o governador de Guam, Eddie Calvo, declarando posteriormente que os residentes na ilha podem "sentir-se absolutamente seguros" e se "alguma coisa suceder (...), a Coreia do Norte vai ter grandes, grandes problemas". O presidente americano afirmou ainda que se o regime de Pyongyang continuar a política de ameaças aos EUA e seus aliados, "vai lamentá-lo, e vai lamentá-lo muito rapidamente". O presidente americano comentou ainda considerar novas sanções, "muito fortes", à Coreia do Norte, sem detalhar se seriam unilaterais ou se passariam pela ONU.

A retórica de Pyongyang manteve o tom habitualmente incendiário e hiperbólico, com a agência oficial KCNA a divulgar um comunicado em que se lia estar a Coreia do Norte "preparada para travar qualquer guerra que os EUA queiram travar" e "pronta a incendiar o seu território", aguardando apenas "a ordem final" de Kim Jong-un.

Exemplo desta atmosfera de tensão, e também de receio, o The New York Times publicava na edição de sexta-feira um mapa com pormenores do alcance dos mísseis balísticos intercontinentais norte-coreanos, revelando que, pelo menos no plano teórico, estes cobrem agora praticamente todo o território europeu, incluindo Portugal continental, além dos EUA e do Médio Oriente.

Dono de submarino detido em investigação sobre desaparecimento de jornalista

PUB

Peter Madsen foi acusado de homicídio por negligência, mas nega as acusações

Um homem dinamarquês foi detido esta sexta-feira no âmbito da investigação ao desaparecimento de uma jornalista sueca, Kim Wall. Peter Madsen foi acusado de homicídio por negligência, mas nega as acusações.

O parceiro da jornalista deu o alerta, já que esta não voltou a casa na quinta-feira à noite depois do que deveria ter sido uma curta viagem de submarino com Peter Madsen, para uma reportagem que estava a preparar sobre o Nautilus. Começaram então as buscas pelo submarino, que as autoridades acreditavam ter duas pessoas a bordo, o dono e construtor e a jornalista.

Horas depois o submarino teve problemas e o dinamarquês teve de ser resgatado, mas não as autoridades não encontraram sinal de Wall. Madsen, de 46 anos, nega estar envolvido no desaparecimento da jornalista e assegura que a deixou em Copenhaga antes de voltar a sair com o submarino e de ter tido problemas, na sexta-feira de manhã.

As autoridades ainda não conseguiram aceder ao submarino, que está na Baía de Koge, perto de Copenhaga. A polícia está também a tentar encontrar testemunhas ou imagens de videovigilância que ajudem a perceber se a mulher desembarcou de facto e o que lhe pode ter acontecido.

Wall, de 30 anos, já escreveu para jornais como o The New York Times,o Guardian ou a Vice.

Sismo de magnitude 6,4 ao largo da ilha indonésia de Sumatra

 

PUB

Não foi reportada, até ao momento, a ocorrência de vítimas

Um sismo de magnitude 6,4 na escala de Richter foi registado hoje ao largo da ilha indonésia de Sumatra, sem que tenha sido emitido alerta de tsunami.

O forte terramoto, com hipocentro localizado a 35 quilómetros de profundidade no leito marinho, ocorreu às 10:08 (04:08 em Lisboa) a 73 quilómetros a oeste de Bengkulu, na costa sudoeste da ilha, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial.

Não foi reportada, até ao momento, a ocorrência de vítimas.

Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da agência de gestão de desastres da Indonésia, afirmou que o sismo, sentido durante cerca de dez segundos nas cidades costeiras, foi forte o suficiente para derrubar móveis, levando residentes a deixarem as suas casas, e provocou cortes de energia elétrica em algumas zonas.

O mesmo responsável indicou que não foram, contudo, registados danos estruturais em edifícios.

O terramoto também foi sentido em Singapura, a aproximadamente 590 quilómetros do epicentro, com a televisão Channel NewsAsia a dar conta de que recebeu telefonemas de habitantes da Cidade-Estado.

Um sismo de 6,5 na escala de Richter, em Aceh, na ilha de Sumatra, fez mais de 100 mortos, em dezembro do ano passado.

Em 2004, a mesma província foi devastada por um tsunami desencadeado por um forte terramoto, que fez mais de 226 mil mortos numa dezena de países banhados pelo oceano Índico, a maioria na Indonésia.

A Indonésia, o maior arquipélago do mundo, assenta sobre o chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma zona de intensa atividade sísmica e vulcânica sacudida anualmente por 7.000 abalos, a maioria moderados.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 13.08.2017

 

Incêndios causaram 40 feridos desde quarta-feira

Quarenta feridos e dezenas de pessoas retiradas de casa desde que o fogo em Abrantes começou, na quarta-feira, é o balanço feito pela Proteção Civil, que revela que o incêndio em Tomar foi dado como dominado às 12:30.

Em declarações à agência Lusa, a adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, afirmou que, às 13:20, eram cinco os incêndios mais preocupantes: Mealhada, Alvaiázere, Ferreira do Zêzere, Coimbra e Castelo Branco.

O incêndio em Tomar, que lavrava há 20 horas, foi dado como dominado às 12:30, embora os meios de mantenham de prontidão, tendo em conta o risco de reativação.

Desde quarta-feira, altura em que começou o fogo em Abrantes, seguido de outras ocorrências em vários concelhos, dezenas de pessoas foram retiradas das suas casas por causa das chamas.

Segundo Patrícia Gaspar, o incêndio em Coimbra obrigou à retirada de 40 pessoas, que, entretanto, já regressaram às suas habitações.

O fogo na Mealhada, distrito de Aveiro, obrigou à retirada de 16 idosos, e em Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, também se registaram pessoas deslocadas.

Em Tomar, as chamas obrigaram à retirada de cerca de 80 pessoas das suas casas situadas em várias localidades.

No Louriçal, distrito de Castelo Branco, foi evacuada uma unidade hoteleira, além de residentes de casas em nove localidades.

Desde quarta-feira que os fogos já causaram 40 feridos -- entre bombeiros e civis -, dos quais apenas um com alguma 

Morrem 15 jiadistas do Estado Islâmico em confrontos em no Iraque

 

Pelo menos 15 jiadistas do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e três membros das forças iraquianas morreram hoje em confrontos no norte da cidade de Tikrit, revelou à EFE uma força de segurança.

Os extremistas atacaram esta manhã posições das forças de segurança iraquianas na zona de Al Zauia, a 70 quilómetros a norte de Tikrit, na província de Saladino, assegurou a mesma fonte.

Este ataque, que começou com intensos disparos de artilharia e de morteiros por parte dos jiadistas, terminou com três efetivos mortos e oito feridos.

As unidades castrenses responderam ao ataque, apoiados pela aviação iraquiana, e acabaram com a vida de 15 jiadistas, expulsando os restantes da zona.

A fonte adiantou que as tropas iraquianas acabaram com a equipa militar que levava os radicais, assim como com os seus veículos blindados.

Japão instala sistema de defesa antimísseis após ameaça da Coreia do Norte

O Japão terminou a instalação do sistema de defesa antimísseis em várias zonas do oeste do país, depois de a Coreia do Norte ter ameaçado lançar mísseis balísticos em direção a Guam que sobrevoariam território nipónico.

O sistema antimísseis terra-ar Patriot Advanced Capability-3 (PAC-3) foi colocado em Shimane, Hiroshima e Kochi, por onde passariam os mísseis norte-coreanos segundo o plano anunciado por Pyongyang, bem como em Ehime, informou a agência de notícias nipónica Kyodo.

Os quatro sistemas PAC-3 foram transportados do leste do Japão, onde o sistema de defesa se encontra sobretudo concentrado em redor de Tóquio.

A Coreia do Norte ameaçou, na quinta-feira, bombardear as águas territoriais de Guam, ilha no Pacífico com uma população estimada em 160 mil habitantes, em cujas bases norte-americanas se encontram estacionados bombardeiros estratégicos que o Pentágono envia com regularidade para as proximidades da península coreana.

O plano, que Pyongyang prometeu finalizar dentro de dias, detalhava o lançamento de quatro mísseis Hwasong-12 de médio-longo alcance que sobrevoariam "as prefeituras japonesas de Shimane, Hiroshima e Kochi (oeste) e percorreriam 3356,7 quilómetros durante 1065 segundos [quase 18 minutos] antes de caírem na água, a cerca de 30 ou 40 quilómetros de Guam".

Na sexta-feira, aquando do anúncio do envio dos mísseis de interceção terra-ar PAC-3 para as quatro prefeituras, o Ministério da Defesa do Japão não confirmou se o ministro Itsunori Onodera tinha emitido já uma ordem para abater mísseis que sobrevoem o país.

Isaías Samakuva e UNITA recebidos por centenas de apoiantes em Angola

Centenas de pessoas receberam em festa no Mbanza Congo, na noite de sábado, o cabeça de lista da UNITA para as eleições gerais angolanas, Isaías Samakuva, que se estreou em ações de campanha na província do Zaire (Norte).

Os apoiantes de Isaías Samakuva - centenas de jovens vestidos com camisolas com as palavras de ordem do partido - acompanharam a chegada dos carros da comitiva do candidato, a bordo de carrinhas apinhadas de gente, em pequenos autocarros e em dezenas de motorizadas.

Muitos fizeram um cordão humano - com as mãos dadas - em torno dos carros da comitiva, enquanto entoavam a canção de campanha da UNITA e gritavam palavras de ordem como "Samakuva number one", uma referência ao facto de o candidato do partido do galo negro ser o primeiro colocado nos boletins de voto.

Naquela que foi a primeira ação de campanha na província do Zaire, a receção a Samakuva provocou um engarrafamento na pequena localidade de Mbanza Congo, que se notabilizou recentemente por albergar as ruínas do centro histórico - incluindo a Catedral de São Salvador do Congo - classificadas como património da humanidade pela UNESCO. Trata-se da primeira classificação do género atribuída a Angola por aquela Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura.

Em declarações aos jornalistas à chegada à sede local do partido, Isaías Samakuva disse que traz aos eleitores do Mbanza Congo uma mensagem de mudança, lembrando que a população da província deveria estar a beneficiar de parte dos lucros do petróleo que nela é extraído.

"Temos uma mensagem clara, que fala da necessidade de mudança. Nós podemos dar muita coisa [aos cidadãos zairenses]. A mudança de que estamos a falar é profunda, porque foca aspetos da vida social, política e económica", disse o candidato da UNITA.

A questão do petróleo também será tema em agenda no Zaire, que inclui - além de um comício no Mbanza Congo - uma ação de massas em Cuimba e uma visita à região petrolífera do Soyo.

"Foram prometidos 10% dos lucros do petróleo para esta província, mas os 10% nunca apareceram", salientou Samakuva.

A festa da UNITA durou pela noite dentro, com os apoiantes a entoarem o refrão da canção de campanha: "Primeiro o angolano, segundo o angolano, terceiro o angolano. Angolano sempre".

Questionado sobre o local de origem dos apoiantes - nomeadamente se o partido fez deslocar os jovens para o local dos comícios - o diretor de protocolo do candidato da UNITA afirmou que os populares que receberam em festa o candidato são da região.

Angola realiza eleições gerais a 23 de agosto, num ato eleitoral marcado pela ausência do Presidente Eduardo dos Santos - há 38 anos no poder - do boletim de voto. O cabeça de lista do MPLA - partido que governa Angola desde 1975 - será o general João Lourenço, ministro da Defesa.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 13.08.2017

 

 

Petróleo angolano tem forte procura

13 de Agosto, 2017

A maior parte do petróleo das exportações angolanas para Setembro está vendida - com uma forte procura asiática a apressar os contratos - embora restem carregamentos dos campos Girassol e Saturno em vésperas do anúncio do programa de Outubro, na próxima semana, noticiou ontem a Reuters.

O mercado esteve caracterizado pela manutenção da elevada procura das refinarias, envolvendo um número crescente de carregamentos nas negociações. Os ganhos do brent chegam a ameaçar as vendas no mercado de futuros, afirmaram negociadores citados pela agência.
As notícias dão conta da venda de um carregamento da companhia Vitol ido do campo Erha, da Nigéria, à companhia uruguaia Ancap, enquanto o grupo do sector da refinação PetroIneos adquiriu um carregamento da BP dos graus nigerianos de Forcados, em que os preços não foram apurados.
A Petrobras comprou dois carregamentos de crude ultra leve nigeriano Agbami. Restam uns 25 carregamentos do programa de Setembro, abaixo das sobras a esta altura, nos meses anteriores.
A francesa Total obteve uma oferta para fornecer, em Outubro, um carregamento à Indian Oil Corp, mas os negociadores não puderam determinar se a companhia oriental comprou quaisquer outros carregamentos.
A indonésia Pertamina anunciou uma oferta para comprar 600 mil barris da costa ocidental africana.
A OPEP prevê um aumento da procura em 2018, devido ao aumento do consumo global.

Merkel contra solução militar

13 de Agosto, 2017

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou sexta-feira que não acredita numa “solução militar” para a crise na Península da Coreia e considerou “desnecessária e equivocada” a troca de ameaças nos últimos dias entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.
Numa entrevista concedida em Berlim, Merkel defendeu esforços diplomáticos na ONU e especialmente com os países mais envolvidos no conflito para se encontrar uma solução para a crise.
“Não vejo uma solução militar (para este conflito) nem a considero indicada”, disse a chanceler, que estava acompanhada pelo alto comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, e o director-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing.
Merkel afirmou que a Alemanha está disposta a trabalhar estreitamente para encontrar soluções pacíficas e distanciou-se de qualquer acção militar em relação à crise na Península da Coreia.
Objectivamente, a chanceler defendeu soluções multilaterais e a “cooperação estreita” entre os países directamente envolvidos na crise, como os EUA, China, Coreia do Sul e o Japão.“Considero que a escalada verbal é a resposta equivocada”, disse.
Nos últimos dias, Washington e Pyongyang vêm trocando ameaças, com Trump a prometer “fogo e fúria” e a Coreia do Norte a indicar a ilha de Guam, território norte-americano no Pacífico, como um possível alvo de um ataque com mísseis. Pouco antes de Merkel fazer essas declarações, Trump afirmou na sua conta no Twitter que as forças militares dos EUA estavam preparadas “para o combate” com a Coreia do Norte.
“As soluções militares estão totalmente preparadas, prontas para o combate, se a Coreia do Norte actuar de forma imprudente. Espero que Kim Jong-un encontre outro caminho”, escreveu o presidente americano.

Apelo à responsabilidade 
O presidente da França, Emmanuel Macron, lançou ontem um apelo à responsabilidade “de todos” para se evitar uma escalada da tensão na Coreia do Norte, que, em sua opinião, constitui uma ameaça grave. “A comunidade internacional deve agir de forma coordenada, firme e eficaz, como acaba de fazer o Conselho de Segurança, para que a Coreia do Norte retome incondicionalmente a via do diálogo”, refere um comunicado do Palácio do Eliseu, sede do Executivo francês.
De acordo com o comunicado, Macron “garante aos aliados e parceiros da França na região a sua solidariedade perante a situação actual, e insta, além disso, a responsabilidade de todos para impedir uma escalada das tensões”. O governante francês transmitiu ainda a sua preocupação perante o agravamento da ameaça balística e nuclear procedente da Coreia do Norte, que, disse, prejudica “a preservação da paz e da segurança internacional”. A presidência francesa considerou no seu comunicado que isto “delineia uma ameaça séria sobre a segurança” dos países vizinhos e sobre “a perenidade do regime internacional de não-proliferação nuclear”.
Com os demais membros do Conselho de Segurança da ONU, a França salientou que pede à Coreia do Norte que “cumpra sem demora as suas obrigações internacionais e proceda ao desmantelamento completo, verificável e irreversível dos seus programas nucleares”. O comunicado não cita de forma directa os Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, advertiu na sexta-feira que as suas forças armadas estão prontas “para o combate” com Pyongyang, na sequência da guerra verbal mantida entre ambos países nos últimos dias.

Três milhões de voluntários
As autoridades norte-coreanas afirmaram que, pelo menos, 3,5 milhões de jovens e soldados reformados acorreram aos postos de recrutamento militar para lutarem contra os Estados Unidos, num momento de aumento da tensão e da retórica entre Washington e Pyongyang.
O jornal “Rodong Sinmun” revelou que pelo menos 3,475 milhões de estudantes, jovens trabalhadores e soldados reformados prontificaram-se a ingressar nas Forças Armadas nos três dias posteriores a 7 de Agosto, depois do anúncio de duras represálias pelas novas sanções da ONU.
Os meios de comunicação norte-coreanos mostraram na quarta-feira uma mobilização de milhares de cidadãos que desfilaram pela Praça Kim Il-sung em Pyongyang com cartazes em apoio ao líder Kim Jong-un e contra as últimas sanções das Nações Unidas para punir os lançamentos recentes de mísseis balísticos da Coreia do Norte.
Segundo a agência de notícias norte-coreana “KCNA”, mobilizações deste tipo repetiram-se por todo o país nos últimos dois dias. A Coreia do Norte tem uma população de 25 milhões de habitantes e conta com um exército com entre 700 mil e 1,3 milhão de integrantes.

Antigo bastião rebelde em poder do exército

13 de Agosto, 2017

As forças governamentais sírias conseguiram recuperar a totalidade da cidade de Al Sujna, no leste da província de Homs, que arrebatou do grupo Estado Islâmico (EI), informaram ontem fontes oficiais e activistas dos Direitos Humanos.

As tropas governamentais assumiram o controlo de Al Sujna há uma semana, mas nos últimos dias tiveram que fazer frente aos contra-ataques do Estado Islâmico. Uma fonte militar citada pela agência oficial “Sana” afirmou que ontem de manhã o exército sírio “assumiram a totalidade da cidade de Sujna após operações intensas contra o Estado Islâmico”.
As operações “causaram a morte de grande número dos terroristas” e também a destruição de quantidades consideráveis de munições e armas.
A fonte acrescentou que as unidades do Exército prosseguem com as operações para assegurar a área e com a perseguição dos remanescentes dos radicais.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, indicou que o exércitoterminou de retirar as minas da cidade, a última localidade que restava em poder do Estado Islâmico em Homs, e que está na estrada para Deir ez-Zor, bastião "jihadista" no leste do país. Durante as últimas semanas, o Exército sírio e seus aliados avançaram contra o Estado Islâmico pelo leste de Homs e pelo sul da província vizinha de Raqqa.
Esta ofensiva coincidiu com a que está a ser desenvolvida pela Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por milícias curdas e apoiadas pelos Estados Unidos, na cidade de Raqqa, considerada a capital do califado proclamado pelo Estado Islâmico em 2014. Enquanto isso, um ataque da Organização para a Libertação do Levante contra as forças governamentais derivou em confrontos violentos nos arredores a sudoeste de Damasco.

Moçambicanos continuam a elogiar os gestos de paz

13 de Agosto, 2017

As organizações da sociedade civil moçambicanas consideram que o encontro de domingo entre o Presidente moçambicano Filipe Nyusi e o líder da Renamo Afonso Dhlakama acende “uma luz de esperança” de paz para os moçambicanos.

“A sociedade civil encara este acto não só como uma das formas mais altas de demonstração de vontade política das duas partes, mas também como uma luz de esperança para as moçambicanas e moçambicanos”, diz um comunicado assinado por oito fóruns e organizações da sociedade civil moçambicanos  divulgada sexta-feira em Maputo. A sociedade civil moçambicana, prossegue o comunicado, acredita e está confiante de que o Presidente da República e o líder da Renamo   vão continuar  a trilhar o “caminho da esperança, respeito pela vida, prosperidade, crescimento e do desenvolvimento” do país.
No comunicado, as oito organizações reiteram a disponibilidade para contribuírem para o processo de construção de uma paz efectiva, sustentável e de reconciliação nacional. O comunicado, em forma de carta, é subscrito pelo Fórum das Organizações da Sociedade Civil para os Direitos da Criança (ROSC), Fórum Nacional de Rádios Comunitárias (FORCOM), Centro de Capacitação e Aprendizagem da Sociedade Civil (CESC), Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Coordenação para a Mulher no Desenvolvimento (Fórum Mulher), Associação das Mulheres de Carreira Jurídica (AMMCJ), Fundação MASC e Liga das ONG de Moçambique (Joint).
O Presidente moçambicano, Filipe Jacinto Nyusi, e o líder máximo da Renamo, Afonso Dhlakama, encontraram-se no domingo nas matas da  serra da Gorongosa, centro, num frente-a-frente não previamente anunciado, para debater a questão da paz no país, renovando no seio dos moçambicanos a esperança de uma estabilidade duradoira.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 10.08.2017

 

Coreia do Norte diz que sanções dos EUA “jamais funcionarão”

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 04/08/2017 16:51:47

A Coreia do Norte assegurou ontem (4)) que as sanções impostas esta semana pelos Estados Unidos por causa do seu último teste com um míssil intercontinental “não funcionarão” e só servem para “justificar ainda mais” o desenvolvimento de armas nucleares pelo regime do presidente Kim Jong-un.

“A campanha de sanções dos Estados Unidos poderá funcionar em outros países, mas jamais na República Popular Democrática da Coreia (RPDC, o nome oficial da Coreia do Norte)”, assegurou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano em declarações veiculadas pela agência estatal de notícias do país KCNA.

Os Estados Unidos, “com suas ameaças de guerra e de sanções extremas, só aumentam a vigilância e resistência e justificam ainda mais o desenvolvimento de armas nucleares” por parte da Coreia do Norte, afirmou o funcionário da chancelaria.

No último dia 2, o presidente Donald Trump ratificou um pacote com novas sanções que permitem punir com maior facilidade entidades e indivíduos que comercializem petróleo e seus derivados, carvão e metais de terras raras com a Coreia do Norte e, inclusive, quem utiliza mão de obra norte-coreana no exterior.

A Coréia do Norte rejeitou e condenou “energicamente” a nova normativa - que pune também o Irã e a Rússia - e afirmou que a conduta de Washington é “criminosa” ao tentar aplicar “sua lei federal às relações internacionais, o que constitui um desafio direto à Carta das Nações Unidas e ao Direito Internacional”.

Os EUA adotaram as novas sanções depois que a Coreia do Norte lançou em 28 de julho seu segundo míssil intercontinental, como parte de testes para aprimorar sua tecnologia balística e conseguir alcançar o território americano.

O lançamento foi “uma séria advertência aos EUA, que estão ficando temerários e frenéticos”, disse a chancelaria norte-coreana, que considera que os países que respeitam o regime de sanções, “ao invés de criticá-lo”, são os que alimentam a tensão na Península Coreana.

 

 

ONU confirma que equipe sofreu ataque no Sul da Colômbia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/08/2017 18:58:35

A Missão da ONU na Colômbia confirmou que uma equipe com observadores, membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e da Polícia sofreu uma “emboscada” quando trabalhava na remoção de explosivos da guerrilha que estavam escondidos.  

O grupo estava em uma área remota do município de Caloto, no departamento de Cauca, no Sudoeste do país, quando o ataque aconteceu. Um integrante da Unidade para a Edificação da Paz ficou ferido, conforme informou a Missão da ONU em breve comunicado.

Depois de receber as armas de quase 7 mil integrantes das Farc, a missão trabalha para retirar armamento e explosivos de 779 pontos, com a colaboração de membros dessa guerrilha e o apoio da Polícia.

Após o ataque, o policial ferido foi levado a um hospital em Cali, se bem que o resto da equipe saiu ilesa e foi transferida a uma das zonas veredais transitórias de normalização (ZVTN) em que estão os guerrilheiros das FARC dentro do processo de desmobilização.

A Missão da ONU na Colômbia tem caráter político e não militar, sendo que os policiais e militares internacionais que a integram andam desarmados, ainda que claramente identificados com coletes azuis com o emblema do organismo.

O trabalho de recuperação de armas e explosivos é desenvolvido dentro da implementação do acordo de paz que o Governo colombiano e as FARC assinaram em novembro.

 

Países da UE não reconhecem Assembleia Constituinte venezuelana

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 03/08/2017 20:19:01

 

A União Europeia (UE) anunciou quarta-feira (2) que não reconhece a Assembleia Constituinte promovida pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por dúvidas sobre a sua legitimidade e advertiu que intensificará sua resposta se as autoridades do país “seguirem destruindo os princípios democráticos”. A informação é da agência EFE.

A UE e seus Estados-membros “não podem reconhecer a Assembleia Constituinte da Venezuela pela preocupação quanto à sua efetiva representatividade e legitimidade”, apontou a alta representante da União Europeia para a Política Exterior, Federica Mogherini, em um comunicado em nome dos 28 países do bloco.

Na nota, os países da UE pedem que Maduro tome “medidas urgentes para retificar o curso dos eventos” e apontam que “estão dispostos a intensificar a sua resposta, caso os princípios democráticos sigam sendo minados e a Constituição venezuelana não seja respeitada”.

Piora da crise

As nações da UE lamentaram profundamente “a decisão das autoridades venezuelanas de seguir adiante com as eleições” da Constituinte, que na sua opinião pioraram “a crise” na Venezuela. “As circunstâncias da votação geram dúvidas sobre a capacidade da Assembleia Constituinte de representar de maneira efetiva todos os componentes da população venezuelana”, disseram.

Além de apontar que as atribuições da Constituinte “não estão claras”, a UE considera que sua eleição pode ser uma desculpa “para impulsionar ainda mais o conflito e usar o poder sem controle”.

Os países do bloco europeu também pediram “a liberdade de todos os oponentes políticos,” em especial os opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, que voltaram a ser presos esta semana. “Pedimos solenemente a todos os que têm na Venezuela mandato democrático para governar que administrem a lei”, para “negociar uma saída” que “respeite os direitos constitucionais” e as instituições como a Assembleia Nacional, o Supremo Tribunal e a Procuradoria-Geral.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 10.08.2017

 

 

Cerca de 230 mil pessoas continuam desalojadas do oeste de Mossul, diz ONU

Após a retomada do controle de Mossul, no Iraque, pelas Forças Armadas iraquianas, a coordenadora humanitária da ONU no país, Lise Grande, afirmou que o contraste entre as duas partes da cidade, separadas pelo rio Tigre, "não poderia ser mais evidente". A informação é da ONU News.

Enquanto no leste de Mossul a vida vai voltando lentamente ao normal, na parte oeste, onde o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), que ocupava a cidade, resistiu por mais tempo antes de ser expulso, bairros inteiros e a infraestrutura urbana foram destruídos. Por conta disto, milhares de pessoas não têm pra onde voltar.

Lise Grande disse a jornalistas, em Genebra, que Mossul é realmente "um conto de duas cidades".  Segundo ela, a parte leste está se recuperando: as pessoas estão em casa, escolas, mercados e negócios estão abertos. Ela disse que as "condições não são ótimas", mas que quase "todos voltaram para casa no leste de Mossul, menos umas 20 mil pessoas".

Já a situação no oeste da cidade é muito diferente. Lise, que também é vice-chefe da Missão das Nações Unidas no Iraque (Unami), afirmou há cerca de 230 mil civis sem previsão de voltar para casa nos 15 bairros que foram completamente destruídos.

Batalha urbana

Ela afirmou que Mossul que foi cenário da maior batalha urbana desde a Segunda Guerra Mundial e também viu a maior evacuação organizada na história moderna, com quase 1 milhão de civis recebendo assistência para sair da cidade., graças às agências humanitárias que estavam na linha de frente. No total, cerca de 3,3 milhões de pessoas permanecem fora de suas casas no Iraque, incluindo as que foram recentemente deslocadas de Mossul.

Na sequência da campanha iraquiana para expulsar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) do país, a coordenadora humanitária afirmou que outras três operações militares ainda são esperadas: em Tal Afar, em Hawija e no Vale do Eufrates, na província oeste de Anbar. Ela estima que, ao fim dessas operações, outras centenas de milhares de civis possam ser deslocados.

'The New York Times': Medos de mísseis e palavras

Jornal diz que fala de Trump sobre Coréia do Norte pode acirrar confronto 

Jornal do Brasil

Artigo publicado nesta quinta-feira (10) pelo jornal norte-americano The New York Times analisa a resposta do presidente Donald Trump ás ofensivas da Coréia do Norte.

O texto afirma que de certa forma, pode-se ver por que Donald Trump ameaçou desencadear "fogo e a fúria" contra a Coréia do Norte se ameaçasse os Estados Unidos. O programa nuclear do Norte é uma ameaça crescente, suas tiradas de guerras são incrivelmente enervantes, e soluções pacíficas para a ameaça que representa foram amplamente evasivas durante muitos anos e administrações americanas.

NYT ironiza: sendo Trump presidente dos Estados Unidos, e se uma liderança prudente e disciplinada sempre foi necessária, agora é. Sua atitude na terça-feira não foi apenas irresponsável, mas também perigosa. Ele não é mais um empresário tentando criticar alguém em um acordo. Ele comanda o arsenal nuclear e convencional mais poderoso do mundo, e qualquer erro de cálculo pode ser catastrófico, alerta o noticiário.

Mesmo que as provocativas observações de Trump façam parte de uma estratégia deliberada para aumentar a pressão sobre a Coréia do Norte - e sobre a China, que, como o principal fornecedor de alimentos e combustíveis do Norte, tem mais influência sobre isso do que qualquer outra nação - eles estariam em desacordo com o que foi realizado por seus predecessores. Este é um presidente sem experiência prévia de governo ou militar que não mostrou uma compreensão clara de questões estratégicas complexas, avalia o autor do texto.

Popularidade de Merkel cai dez pontos em um mês

Chanceler tentará novo mandato em setembro, contra Schulz

Agência ANSA

 

A popularidade da chanceler alemã, Angela Merkel, despencou 10 pontos percentuais no último mês, chegando a 59%, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (10). 

Os dados, da ARD-Deutschland Trends, também apontaram uma queda de 4 pontos no índice de popularidade do candidato Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu e que concorrerá nas eleições de setembro contra Merkel. Hoje, ele está com 33% de aprovação. 

Toda a Europa aguarda com grande expectativa as eleições parlamentares na Alemanha, já que analistas apostam no país como o único capaz de evitar uma desintegração da União Europeia (UE) e conter o avanço da extrema direita e de movimentos nacionalistas que já despontaram em eleições em outras nações, como na França.    

Dede que anunciou sua candidatura, o social-democrata vinha quase empatado com Merkel nas pesquisas de intenção de voto. Mas o "efeito Schulz" durou pouco e o Partido Social Democrata (SPD) foi derrotado em todas as eleições regionais pelo União Democrata Cristã (CDU) da chanceler.

Baleia salta em barco e deixa ao menos 7 feridos na Austrália

Grupo voltava de uma expedição de pesca nas ilhas Whitsundays

Agência ANSA

 

Ao menos sete pescadores sobreviveram depois que uma baleia jubarte surpreendeu o grupo e realizou um de seus famosos saltos bem debaixo do barco, que foi arremassado no mar da Austrália.

Os pescadores estavam retornando no último domingo (6) de uma expedição de pesca nas ilhas Whitsundays, no nordeste do país, quando a baleia de mais de 40 toneladas atingiu a embarcação de oito metros e meio. As imagens do ataque foram publicadas na internet e viralizaram.

O impacto da colisão deixou o capitão Oliver Galea, 44 anos, com um corte profundo na testa, além de dois homens desmaiados. Um dos pescadores foi levado em estado grave ao hospital local e permanece internado com lesões faciais. Outros três tiveram lesões leves e foram liberados. 

Acerto de contas da máfia mata quatro homens no sul da Itália

Uma das vítimas era suposto chefe de um clã na região da Puglia

Agência ANSA

Quatro pessoas morreram em um tiroteio nesta quarta-feira (9) na cidade de San Marco in Lamis, no sul da Itália, em um provável acerto de contas da máfia.

Entre as vítimas estão Mario Luciano Romito, 50 anos e suposto líder de um grupo mafioso, e seu cunhado, Matteo De Palma, 44, que estavam em um Volkswagen New Beetle quando foram baleados.

Os outros dois mortos são os camponeses Luigi e Aurelio Luciani, 47 e 43 anos, respectivamente, que estavam em um Fiat Fiorino e foram testemunhas involuntárias do duplo homicídio.

Segundo a primeira reconstrução feita pela Polícia, um carro com matadores de aluguel emparelhou com o New Beetle, e os atiradores abriram fogo com um fuzil AK-47 e uma espingarda calibre 12.

Romito é tido como líder de um clã mafioso homônimo que nos últimos anos se opôs ao grupo dos Libergolis na disputa pelo controle do crime organizado na região. Ambos pertenceriam à Sagrada Coroa Unida, máfia que atua na Puglia, o "salto da bota" que representa o mapa italiano.

"Aquilo que ocorreu é terrível, não há outras palavras para descrever o que aconteceu", declarou o prefeito de San Marco in Lamis, Michele Merla. A cidade fica na província de Foggia, onde, no fim de julho, o dono de um restaurante já havia sido assassinado em outro acerto de contas entre mafiosos.

As disputas na província de Foggia são chamadas de "a oitava guerra da máfia" e deixaram quase 30 mortos desde 2015. Dentro da Sagrada Coroa Unida, a facção considerada mais brutal é justamente a Società Foggiana (Sociedade Foggiana), cujas ações a fizeram ocupar um espaço no noticiário antes dedicado à Camorra (Campânia), à Cosa Nostra (Sicília) e à 'ndrangheta (Calábria), que nos últimos anos têm adotado uma estratégia de discrição.

Nesta quinta-feira (10), o ministro do Interior da Itália, Marco Minniti, presidirá em Foggia uma reunião do Comitê Nacional de Segurança Pública para discutir a situação na província.

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 10.08.2017

 

 

Guerra mataria dezenas de milhares na Coreia do Sul em poucos dias

PUB

Pyongyang disse estar a estudar plano para atacar ilha americana de Guam, no Pacífico. Trump recordou ter o maior arsenal nuclear

Se Donald Trump decidir mesmo lançar "o fogo e a fúria" contra a Coreia do Norte, um conflito desse género iria provocar "dezenas de milhares de mortos na Coreia do Sul nos primeiros dias", garante Mark Hertling, general na reserva e analista da CNN. Tudo porque, se o poderio militar dos EUA é inquestionavelmente maior do que o dos norte-coreanos, um primeiro ataque deve centrar-se nas instalações nucleares de Kim Jong-un. Com os norte-americanos a precisar de vários dias para destruir a artilharia colocada na fronteira entre as Coreias e com Seul a 50 km de distância, é de esperar um grande número de baixas, segundo vários estudos.

Ora, apesar de muitos analistas concordarem que nem os EUA nem a Coreia do Norte têm mesmo a intenção de se lançar numa guerra, a verdade é que nas últimas horas o conflito atingiu um tom perigoso. Depois de Pyongyang prometer dar uma "lição implacável" aos EUA na sequência da aprovação de novas sanções na ONU, foi a vez de Trump ameaçar lançar "o fogo e a fúria" contra a Coreia do Norte em caso de ataque contra o seu país. Pelo meio, a Agência de Informações da Defesa (DIA) confirmou que os norte-coreanos conseguiram produzir ogivas nucleares com as dimensões adequadas para colocação em mísseis balísticos intercontinentais.

Ontem, foi a vez de Pyongyang anunciar que está a "examinar cuidadosamente" um plano para atacar Guam, um território americano no Pacífico, onde vivem pouco mais de 160 mil pessoas, mas que abriga uma base militar com um esquadrão de submarinos, uma base aérea e um grupo da guarda costeira. Popular entre os turistas japoneses e sul-coreanos, Guam está protegida pelo sistema de mísseis antimíssil THAAD, instalado na Coreia do Sul. Num discurso na televisão, o governador do território, Eddie Calvo, garantiu estarem prontos para "qualquer eventualidade". Mas procurou tranquilizar a população, afirmando que "neste momento não pesa qualquer ameaça contra nós".

Povoada há 4000 anos pelos chamorros, povo indígena que hoje representa 40% da população, Guam foi colonizada pelos espanhóis no séc. XVI. Estes cederam a ilha aos EUA em 1898 após a derrota na Guerra Hispano-Americana.

Na administração Trump, se o secretário da Defesa, James Mattis, deixou um ultimato à Coreia do Norte para "deixar de pensar em qualquer ação [militar] que leve ao fim do seu regime e à destruição do seu povo", o secretário de Estado, Rex Tillerson, procurou acalmar os ânimos. O responsável pela diplomacia dos EUA afirmou que "os americanos devem dormir bem à noite", sem se preocuparem com "a retórica dos últimos dias". Quanto às declarações de Trump, Tillerson explicou que "o que o presidente está a fazer é mandar uma mensagem forte à Coreia do Norte numa linguagem que Kim Jong-un entenda, porque ele não parece entender a linguagem diplomática".

Desde 2006, a Coreia do Norte realizou cinco ensaios nucleares, recusando pôr fim ao seu programa apesar de ser alvo de sanções internacionais. Desde fevereiro, o país, um dos mais isolados do mundo, já efetuou o lançamento de 17 mísseis em 12 ocasiões diferentes. E os analistas acreditam que terá capacidade para atingir território americano, podendo mesmo chegar a Nova Iorque, com a trajetória certa.

Os americanos têm bases aéreas e militares tanto na Coreia do Sul como no Japão, além de já terem enviado para o Pacífico três porta--aviões nos últimos meses. Mas uma guerra com a Coreia iria obrigar a retirar as famílias dos militares ali destacados e levar para a região o resto do material e do pessoal necessários. Sun Zhe, codiretor da China Initiative na Universidade de Columbia, acredita que, em caso de conflito, os EUA se limitarão a ataques aéreos. "Não vão fazer uma intervenção terrestre. Vão bombardear instalações militares, mas não me parece que atravessem o paralelo 38 [que divide as Coreias]."

Apesar dos esforços do seu chefe da diplomacia e dos apelos à contenção da comunidade internacional - inclusive da China, único aliado de Pyongyang -, Trump recorreu ontem ao Twitter para deixar outro aviso. "A minha primeira ordem como presidente foi para renovar e modernizar o nosso arsenal nuclear. Este é agora mais forte e poderoso do que alguma vez foi", escreveu na primeira parte de um tweet que rematou: "Esperemos nunca ter de usar este poder, mas nunca chegará o dia em que não seremos a nação mais forte do mundo."

O perigo do bluff presidencial

Com a popularidade em queda - 38% segundo a última sondagem da CNN -, Trump decidiu jogar a sua credibilidade ao ameaçar a Coreia do Norte. "Trump pode ficar encurralado porque está a prometer uma ação que pode não querer cumprir", explicou Timothy Naftali à estação de televisão. Para o historiador presidencial na Universidade de Nova Iorque, o presidente devia "ter cuidado quando faz ameaças porque, para bem da credibilidade dos EUA, pode ter de as cumprir. Por isso, o presidente têm tanto cuidado de não fazer bluff. Porque o outro lado pode desafiá-los".

Ao surgir diante dos jornalistas, de braços cruzados e maxilares rígidos, no seu clube de golfe em Nova Jérsia, onde passa uns dias de férias para os quais levou o trabalho, e prometer lançar "o fogo e a fúria" sobre a Coreia do Norte, Trump veio incendiar ainda mais a situação. Com esta ameaça direta, o presidente americano arrisca-se a dar um argumento a Pyongyang quando esta diz que os EUA estão mesmo dispostos a atacá-la.

Esta retórica bélica por parte de um inquilino da Casa Branca é quase inédita nos últimos anos. Ronald Reagan causou espanto ao chamar "império do mal" à União Soviética em 1983, mesmo assim num contexto que não era ameaçador, e George W. Bush garantiu "eles que venham!", referindo-se aos rebeldes durante a Guerra do Iraque, um comentário que o presidente que colocou a Coreia do Norte no "eixo do mal" disse mais tarde lamentar.

O único momento comparável será quando Harry Truman, depois de lançar a bomba atómica sobre Hiroxima no final da II Guerra Mundial, ameaçou o Japão que se não se rendesse imediatamente enfrentaria "uma chuva de ruína vinda do céu, como nunca se viu na Terra". Três dias depois, os EUA lançavam outra bomba atómica sobre Nagasaki - fez ontem 72 anos.

Brasil reabre investigação a caso que envolve Lula da Silva e Portugal Telecom

 

PUB

Investigação sobre o caso de corrupção foi aberta em 2013 e acabou por ser arquivada em 2015

A Procuradoria-Geral da República e a polícia federal do Brasil reabriram uma investigação sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por factos relacionados com o pagamento de um suborno supostamente feito pela Portugal Telecom em 2005.

A investigação baseia-se em denúncias do publicitário Marcos Valério, um dos envolvidos no escândalo do mensalão (caso de corrupção que revelou um esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso brasileiro) no primeiro mandato de Lula da Silva como Presidente.

Tentado negociar um acordo com a Justiça para atenuar uma condenação, Marcos Valério contou, em 2012, que presenciou uma negociação ocorrida em 2005 entre o ex-presidente Lula da Silva e Miguel Horta Costa, presidente da Portugal Telecom na época em que isso acontece, e na qual eles acertaram o pagamento de um suborno para o Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo Marcos Valério, o montante acertado foi de 7 milhões de dólares (5,9 milhões de euros) e o dinheiro teria sido transferido para o PT por uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau através de contas fora do Brasil.

Uma investigação sobre o caso foi aberta em 2013, no entanto, acabou por ser arquivada em 2015 a pedido da própria Procuradoria da República brasileira, porque entendeu que não era possível comprovar a transferência do dinheiro.

A Justiça Federal em Brasília discordou do arquivamento e o caso foi remetido à Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República.

Agora, este órgão decidiu enviar as informações de volta para a Procuradoria do Distrito Federal para que as investigações sejam reabertas.

Num comunicado, a assessoria de comunicação do ex-presidente brasileiro informou que "as acusações de Marcos Valério foram feitas em 2012 e investigadas por 3 anos. Ambos os Ministérios Públicos, de Portugal e do Brasil, pediram o arquivamento delas por total falta de provas. Não há nada, portanto, que justifique a reabertura dessa investigação agora."

 

 

Tailandesa conclui bacharelato aos 91 anos e recebe diploma do rei

 

PUB

"Se não estudamos, não lemos, não sabemos, não somos capazes de falar com sentido", disse a mulher à televisão Thai PBS

Uma tailandesa de 91 anos concluiu um bacharelato depois de dez anos de estudos e recebeu o diploma das mãos do rei da Tailândia, noticiou esta quinta-feira a televisão pública Thai PBS.

Kimlan Jinakul concluiu na quarta-feira o curso de Desenvolvimento Humano e Familiar na Universidade Aberta Sukhothai Thammathirat, um estabelecimento de ensino superior público situado nos arredores de Banguecoque.

"Se não estudamos, não lemos, não sabemos, não somos capazes de falar com sentido", disse à televisão.

O diploma foi-lhe entregue pelo rei Maha Vajiralongkorn Bodindradebayavarangkun.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 10.08.2017

Envelope com "substância" faz três feridos em Borough Market

Três pessoas ficaram feridas depois de um envelope com uma "substância não identificada" ter sido entregue num restaurante no mercado de Borough Market, em Londres.

Segundo noticiou a estação pública britânica BBC, polícia, paramédicos e bombeiros foram chamados ao local após um envelope ter sido descoberto num restaurante de sushi durante a hora de almoço.

O edifício do restaurante foi evacuado por precaução, mas a Scotland Yard (polícia metropolitana de Londres) indicou que não está a tratar este incidente como um ato de terrorismo.

Nenhuma detenção foi feita, indicou a BBC.

As três pessoas afetadas sofreram pequenos ferimentos e foram tratadas no local pelos serviços de paramédicos.

Em declarações à BBC, um empresário local, Paul Dawson, disse que tinha sido informado que o restaurante tinha recebido "um pó branco", acrescentando que o gerente do estabelecimento de restauração tinha decidido fechar o local porque "algo bastante mau tinha acontecido".

A 3 de junho, o Borough Market e a Ponte de Londres foram cenário de um duplo ataque terrorista que fez oito mortos e mais de 40 feridos.

Coreia do Norte vai ter plano de ataque a Guam dentro de dias

A Coreia do Norte afirmou esta quinta-feira que, dentro de dias, vai estar pronta para disparar quatro mísseis em direção à ilha de Guam, no Pacífico, numa altura em que se intensifica a 'guerra de palavras' entre Pyongyang e Washington.

O exército norte-coreano "está a analisar seriamente o plano" para executar um ataque envolvendo quatro mísseis Hwasong-12, de médio alcance, em direção a Guam para enviar "um forte sinal de advertência aos Estados Unidos", diz a agência oficial norte-coreana KCNA.

Este plano "vai ser finalizado em meados de agosto e será reportado ao comandante-chefe das forças nucleares da DPRK [sigla em inglês de República Democrática da Coreia, nome oficial do país], aguardando as suas ordens", afirmou o comandante das Forças Estratégicas norte-coreanas, Kim Rak-Gyom, referindo-se ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Pyongyang renovou hoje a sua retórica bélica depois de, na véspera, a tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte se ter agudizado com a ameaça de Pyongyang de um eventual ataque a Guam. Essa ameaça surgiu em reação ao aviso do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que Washington irá responder com "fogo e fúria jamais vistos" se esse tipo de ameaças não cessarem.

Após a réplica norte-coreana, o Pentágono decidiu enviar dois bombardeiros estratégicos B-1B (estacionados em Guam) para perto da península da Coreia.

No comunicado de hoje, o mesmo responsável militar norte-coreano acusa o Presidente dos Estados Unidos de "dizer uma série de disparates" e de "não ser capaz de entender a gravidade da situação".

A Coreia do Norte "vai continuar a observar atentamente as declarações e comportamento dos Estados Unidos", refere ainda a KCNA.

Mansões de luxo subaquáticas à venda no Dubai

Uma empresa imobiliária do Dubai iniciou a pré-venda de um novo projeto de habitação, em que um dos andares das moradias é construído debaixo de água, no Golfo Pérsico.

O projeto já tinha sido apresentado com pequenas casas, mas agora a Kleindienst Group anunciou o início da venda de mansões maiores, com três andares e quatro quartos, pensados para famílias. As casas terão cerca de 80 metros quadrados debaixo de água.

Os edifícios "The Signature Edition" do empreendimento "The Floating Seahorse" ficarão prontos em 2018 e têm preços entre 2,37 milhões e 2,76 milhões de euros.

 

Ia abrir supermercado com toneladas de produtos roubados

O dono de um supermercado brasileiro foi detido, em Santos, quando se preparava para inaugurar o estabelecimento com, pelo menos, 16 toneladas de produtos roubados de um camião de carga.

O caso foi descoberto depois de um assalto - com sequestro - a um camionista, na manhã de quarta-feira, no município de Santos.

O motorista ficou retido durante quatro horas, mas a carga desapareceu. No entanto, os assaltantes não contavam que o camião tivesse um localizador monitorizado por uma empresa de segurança, revela o jornal "A Tribuna".

A pista levou os investigadores até um supermercado prestes a ser inaugurado no noroeste do município, onde foram encontrados os produtos furtados.

No total, a polícia encontrou 275 fardos de arroz e 227 embalagens de feijão que compunham a carga do camião assaltado. Foram encontradas também 114 caixas de frango, que teriam sido roubadas na última sexta-feira.

"Além da carga roubada pela manhã e lá localizada, foram reunidos indícios de que outras cargas também são oriundas de ilícitos praticados na região", revelou fonte policial à imprensa brasileira.

O dono do supermercado foi indiciado por recetação de produtos roubados.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 10.08.2017

Senadores querem diálogo sem pressão

10 de Agosto, 2017

A senadora democrata do estado da Califórnia, Dianne Feinstein, ex-presidente do Comité de Inteligência, criticou as ameaças do Presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu responder com “fogo e fúria” a possíveis provocações da Coreia do Norte.

“O isolamento da Coreia do Norte não deteve a sua busca por armas nucleares, além disso o Presidente Trump também não está a ajudar a resolver a situação com as suas declarações bombásticas”, frisou a senadora.
A democrata acredita que Washington deve iniciar um diálogo de alto nível com Pyongyang sem qualquer condição prévia, “já que a diplomacia é a única via sensata". O Presidente Donald Trump afirmou que a Coreia do Norte havia de enfrentar “fogo e fúria” como o mundo nunca viu, caso o país prossiga com as suas ameaças aos Estados Unidos.
A Coreia do Norte em resposta advertiu que lançaria um ataque nuclear contra a base militar norte-americana na ilha de Guam, no Oceano Pacífico. Pyongyang realizou desde o começo deste ano 11 testes de mísseis balísticos, inclusive lançamentos de supostos mísseis intercontinentais capazes de alcançar a parte continental dos EUA.
Em 2016, a Coreia do Norte levou a cabo mais de 20 testes semelhantes, para além da quarta e quinta provas nucleares, não obstante as proibições do Conselho de Segurança da ONU. 
O senador John McCain criticou o Presidente Donald Trump, por este ter prometido responder com “fogo e fúria” a possíveis provocações da Coreia do Norte.

Autoridades francesas confirmam detenção

10 de Agosto, 2017

O primeiro-ministro da França, Edouard Philippe, confirmou ontem a prisão do suposto motorista que atropelou um grupo de militares em Levallois-Perret.

Edouard Philippe detalhou na Assembleia Nacional que o carro em questão, um BMW preto, foi interceptado na rodovia que liga Paris a Boulogne-sur-Mer, no norte do país, mas não deu pormenores sobre a detenção, que está em fase de investigação.
De acordo com a emissora “BFM TV”, o homem tentou evitar a detenção, no departamento de Pas-de-Calais, e acabou por ser atingido por um tiro. 
O homem, que foi levado a um hospital em estado grave, estava no carro usado no ataque que aconteceu por volta das 8 horas contra um grupo de militares que saía do quartel para iniciar uma patrulha, seis dos quais ficaram feridos. A “BFM TV” informou que a identidade do detido está a ser confirmada, mas já se sabe que ele nasceu em 1980 e que não estava identificado.
O ministro do Interior, Gérard Collomb, qualificou a acção de deliberada e, após a detenção do suspeito, agradeceu através do Twitter às forças da ordem pela “mobilização e grande capacidade de desdobramento.” 
A detenção do suspeito ocorreu após abertura de uma investigação pela secção anti-terrorista da Procuradoria de Paris, para esclarecer   as motivações do atropelamento de um grupo de militares em Levallois Perret, nos arredores de Paris, em que seis deles ficaram feridos. Fontes da Procuradoria indicaram à Agência EFE que foi aberta uma investigação por “tentativa de assassinato relacionada com uma organização terrorista de pessoas que detêm autoridade pública e conspiração para fins terroristas”.
A fonte confirmou a detenção e a continuidade da investigação para encontrar mais elementos que possam ajudar a determinar as cincunstâncias e possíveis ligações ao atropelamento.
Um veículo atropelou um grupo de militares por volta das 8h00 locais, quando os soldados saíam de um quartel, mas depois fugiu em alta velocidade. 
A polícia francesa mobilizou um enorme dispositivo que tornou possível a detenção do suspeito. O ministro do Interior da França, Gérard Collomb, já havia descartado que o atropelamento de militares nos arredores de Paris tenha sido um acidente e considerou que foi um acto deliberado, antes de indicar que o estado de saúde dos seis agentes feridos é melhor do que o imaginado. 
No hospital militar de Bégin, onde estão internados três dos feridos, Collomb disse que os factos aconteceram num quartel do dispositivo antiterrorista da localidade de Levallois Perret, nos arredores da capital francesa, Paris. Um carro que circulava pelo bairro em baixa velocidade acelerou contra um grupo de dez militares, quando estava a cerca de 100 metros do mesmo.
Os agentes estavam a preparar-se para iniciar a ronda, como parte do dispositivo militar desdobrado no país, após os atentados de 2015.
Esse modo de agir leva as autoridades a pensar que “é um acto deliberado”, indicou Collomb, que apontou que é a sexta vez que a unidade militar antiterrorista é atacada desde a sua criação.
Collomb, que foi ao hospital acompanhado da ministra da Defesa, Florence Parly, apontou que o estado de saúde dos militares era menos grave do que se imaginava num primeiro momento. Florence relatou que os agentes sofreram arranhões em várias partes do corpo, enquanto os mais afectados, que estão internados no hospital militar de Percy, na localidade de Clamart, “não estão em estado grave”. Os dois ministros concordam que este ataque demonstra que o nível de ameaça na França é extremamente grande e que a missão militar de vigilância antiterrorista é mais necessária do que nunca. Collomb disse que este ano foram evitados sete atentados em várias zonas do país.

Tropas americanas próximas de Al Tanf

10 de Agosto, 2017

As tropas norte-americanas reforçaram a presença na fronteira de Al Tanf, entre a Síria e o Iraque, onde prestam apoio às facções rebeldes sírias, disse ontem à Agência EFE o líder do Exército dos Comandos da Revolução, Mohanad al Talea.

Efectivos dos EUA mantêm o apoio a extremistas na Síria
Fotografia: Anthony Wallace | AFP

“As tropas dos EUA não se retiraram e nem vão se retirar, pelo contrário, reforçaram a sua presença em Al Tanf”, disse Al Talea ao telefone desde essa passagem fronteiriça, sem oferecer detalhes sobre o número de soldados norte-americanos.
Nas últimas semanas, alguns meios de comunicação internacionais informaram sobre uma possível retirada em ordem de tropas das forças dos EUA da zona.
No dia 19, o jornal “The Washington Post” afirmou que o Presidente Donald Trump decidiu suspender um programa da CIA para armar e treinar as tropas rebeldes na Síria, ainda que depois o governante tenha acusado esse meio de comunicação de inventar esses dados. Al Talea apontou que os EUA continuam a apoiar a sua facção e outros grupos rebeldes sírios. “Nós recebemos o respaldo da coligação internacional e do Pentágono”, indicou o líder insurgente, que acrescentou que há outras organizações rebeldes sírias apoiadas pela MOC (siglas em inglês de Centro de Operação Militar), com base na Jordânia e controlada pela CIA, que tão pouco parou de dar suporte.
Al Talea acusou o Estado Islâmico (EI) de atacar com a milícia pró-governamental iraquiana ‘Multidão Popular’, de credo xiita, perto do limite entre o território sírio e o do Iraque. “Houve um ataque do EI contra as milícias da parte iraquiana e mataram vários de seus membros”, assegurou. Ontem, a ‘Multidão Popular’ atribuiu às forças norte-americanas o bombardeamento contra um grupo de milicianos da sua unidade na fronteira entre o Iraque e a Síria, o que foi negado por Washington, que lidera a coligação internacional contra as acções do grupo Estado Islâmico.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 27.07.2017

 

Três mortes são registradas na Venezuela durante greve geral

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27/07/2017 11:17:00

O Ministério Público da Venezuela confirmou a morte de três jovens na noite de quarta-feira, após uma greve geral convocada pela Mesa da Unidade Democrática (MUD), o grupo opositor ao governo de Nicolás Maduro.

Apesar da repressão de Maduro contra a greve nacional, que é realizada devido à tentativa do governo de alterar a Constituição do país, o líder opositor, Leopoldo López estimulou os venezuelanos a resistirem e permaneceram nas ruas.

Em Mérida, houve a morte de Rafael Antonio Vergara, de 30 anos, durante uma manifestação, de acordo com o MP, em seu perfil no Twitter. A morte de Enderson Caldera, de 23 anos, em Mérida, também será investigada. Em Caracas, um adolescente de 16 anos, acabou morrendo durante uma manifestação.

 

Líderes da Líbia estabelecem em Paris um acordo de cessar-fogo

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/07/2017 17:41:11

O chefe do governo de unidade nacional da Líbia, que conta com apoio da ONU, Fayez al Serraj, e o marechal Khalifa Hafter, que controla o leste do território líbio, chegaram terça-feira (25), em Paris, a um acordo de cessar-fogo no país, que está em guerra há seis anos. A informação é da EFE.

O encontro, mediado pelo presidente francês Emmanuel Macron e supervisionado pelo novo representante especial do secretário-geral da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé, foi concluído com uma declaração conjunta de dez pontos na qual ambos chegaram a um acordo para a convocação de eleições “o mais rápido possível”.

A reunião representa um passo para a estabilização da Líbia, um país falido e vítima do caos e da guerra civil desde que, em 2011, rebeldes apoiados pela Otan conseguiram derrubar o ditador Muammar Kadafi, que estava no poder desde 1969.

Serraj, que conta com o reconhecimento internacional, e Hafter, que domina cerca de 60% do território da Líbia e importantes recursos petrolíferos, se comprometeram a estabelecer um roteiro para restabelecer a ordem no país.

A solução da crise na Líbia “só pode ser política”, coincidiram os dois líderes em um texto que reconhece a validade do Acordo de Sjirat (no Marrocos), no qual a aposta foi pela formação, sem consenso, de um governo de unidade nacional.

Eleições

Serraj já havia anunciado há duas semanas a intenção de seu Executivo de convocar eleições antecipadas para março de 2018, uma intenção que se deparou com a oposição do chefe do Parlamento de Tobruk (cidade portuária líbia no Mediterrâneo, próxima à fronteira com o Egito), a região controlada por Hafter.

Os dois líderes, que disputam o controle do país com o apoio de várias milícias, se reuniram pela primeira vez em 2 de maio em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em um encontro que terminou sem um acordo entre as partes.

 

 

Inundações matam 50 pessoas na Índia e causam danos a 2 milhões

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/07/2017 19:45:42

Pelo menos três pessoas morreram e outras 200 mil foram afetadas pelas inundações que castigam, há dois dias, o oeste da Índia, onde persistem fortes chuvas. “Até agora há três mortos e 10.000 evacuados, três distritos foram afetados”, indicou hoje à Agência EFE um porta-voz da Autoridade de Gestão de Desastres do estado indiano de Gujarat.

O porta-voz detalhou que os serviços de emergências já resgataram 5.051 pessoas e que as operações de resgate continuam na região, onde se mobilizaram efetivos da força aérea indiana.

O Departamento Meteorológico da Índia alertou hoje que algumas áreas do estado de Gujarat ainda sofrerão durante os próximos três dias de chuvas “fortes ou muito fortes”.

Nas últimas seis semanas mais de 50 pessoas já morreram e quase dois milhões se viram afetadas pelas inundações e chuvas caídas no nordeste da Índia, especialmente no estado de Assam.

O país asiático se encontra sob os efeitos das monções, época do ano marcada por intensas precipitações, que costumam se estender até setembro. Estes incidentes meteorológicos são habituais no sul da Ásia na época das monções, sobretudo entre julho e agosto, quando costumam deixar centenas de mortos e milhões de afetados na região.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 27.07.2017

 

Protesto de taxistas tem confronto no Centro do Rio

Jornal do Brasil

Um protesto de taxistas na manhã desta quinta-feira (27) acabou provocando confrontos entre manifestantes a policiais militares, em frente à Prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Enquanto os manifestantes soltavam rojões, a PM lançava spray de pimenta, bombas de efeito moral e atiravam balas de borracha.

O protesto teve início nas primeiras horas desta quinta-feira, em diferentes pontos do Rio, contra aplicativos de transporte de passageiros, como Uber, Cabify e 99. Os grupos cobram que regras de regulamentação dos veículos a que os táxis são submetidos sejam aplicadas também aos motoristas dos aplicativos. 

Além disso, taxistas também pedem fiscalização em estacionamentos irregulares próximos aos shoppings, aeroportos, eventos, shows e da Rodoviária; descredenciamento do Easy e do 99, que, segundo o sindicato, operam na mesma plataforma que o aplicativo de carro particular; e a prorrogação do prazo de vida útil dos veículos de 6 para 8 anos, o que já foi atendido pela prefeitura, com o Decreto 43.465/2017  publicado ontem no Diário Oficial do município.

'Financial Times': Trump, Sessions e a iminente crise constitucional dos EUA 

Quanto mais profundo o conselho especial escava, mais o presidente entra em pânico

Jornal do Brasil

 

O jornal britânico Financial Times publicou nesta quinta-feira (27) um editorial sobre o cenário político dos Estados Unidos.

O texto afirma: "As armas de agosto estão preparadas e apontadas. Donald Trump está perguntando em voz alta se deve demitir seu procurador-geral, Jefferson Sessions. Vindo do topo, tal especulação só pode terminar na partida de Sessions. O presidente dos EUA também está discutindo sobre quem o livrará do conselheiro especial incômodo, Robert Mueller. Isso também deve acabar com a saída do Sr. Mueller. Ambos são uma questão de tempo. Meu palpite é agosto. Mas pode demorar alguns meses. Ou ser amanhã".

O autor diz que o argumento é que o senhor Trump fará o que deve fazer para bloquear a investigação. Sua última escalada foi desencadeada pela decisão de Mueller de ampliar sua pesquisa para incluir os tratos financeiros da Organização Trump com a Rússia. Os bisbilhoteiros de Washington especularam que Vladimir Putin possui fitas controversas de Trump. Em contraste, não faltam motivos para examinar a história de negócios de Trump com colegas russos.

Texto afirma que Trump fará o que deve fazer para bloquear a investigação

Quanto mais Mueller progredir, mais pânico causa em Trump, aponta FT. Suas reações revelam seus motivos. Nenhum observador razoável poderia concluir que Trump está disposto a falar a verdade, abrir seus arquivos. Tendo se recusado a liberar suas declarações fiscais, ele arrisca iniciar uma crise constitucional para impedir que os policiais norte-americanos examinem seus negócios. Os dois estão obviamente conectados. Mais cedo ou mais tarde, investigadores sérios acabarão encontrando o dinheiro. 

Isso só pode resultar em uma colisão, ressalta Times. A questão é se a república dos EUA pode sair ilesa. As comparações com Watergate são frequentes. Mas o "Massacre de sábado à noite" de Richard Nixon, em outubro de 1973, pressiona demais para se ignorar. Elliot Richardson, seu procurador-geral, demitiu-se depois de se recusar a demitir o promotor especial, Archibald Cox. Em seguida, o vice-procurador-geral, William Ruckelshaus, desistiu pelo mesmo motivo. Só na terceira tentativa, Nixon poderia encontrar um oficial flexível o suficiente para fazer sua oferta. Esse homem era Robert Bork, lembra o editorial.

para o autor Trump enfrenta o mesmo problema. Depois de se recusar de qualquer coisa relacionada com as investigações da Rússia, Sessions não tem autoridade para demitir Mueller. Mas seu vice, Rod Rosenstein, provavelmente não o fará. Foi ele quem nomeou Mueller depois de ter demitido James Comey, o chefe do Bureau Federal de Investigação, em maio. Por isso, Trump está ocupado com Sessions e Rosenstein. Ele está preparando sua base para o conflito. 

É neste momento que uma crise constitucional entraria em erupção. Os pais fundadores da América criaram um sistema baseado em leis, não em homens. Mas é difícil para as pessoas manterem o sistema. Em teoria, não há nada que detenha Trump de fazer o que quiser. A maioria dos advogados constitucionais dizem que não se pode acusar um presidente  no cargo- mesmo que ele tenha obstruído repetidamente a justiça. Se Mueller fosse demitido, em outras palavras, nenhum tribunal o restabelecia. O mesmo se aplica a Sessionss, finaliza.

> > Financial Times

 

 

Itália desmantela esquema ilegal de cidadania a brasileiros

Quatro pessoas foram presas, incluindo um 'vigile' e 2 empresários

Agência ANSA

 

A Guarda de Finanças (GdF) de Lodi, na Itália, realizou uma operação nesta quinta-feira (27) para desmantelar um esquema ilegal de cidadania que teria beneficiado cerca de 500 brasileiros no ano passado.

    Ao todo, foram presos cinco acusados de usar documentos falsos para legalizar a situação dos estrangeiros em uma ação batizada como "Carioca".

    Foram levados para a prisão o "vigile" ("fiscal municipal") e comandante da polícia de Ospedaletti Lodigiano, Mariano Pozzoli, 64 anos, e um oficial de Estado da mesma comuna, identificado como A.C., 42. Também foi para um presídio um empresário brasileiro, dono de uma agência com sede em Monza, identificado como W.G., 38 anos.

    A operação colocou ainda sob o regime de prisão domiciliar a esposa do empresário, identificada como B.M., 44, também brasileira, e o dono de uma empresa de aluguel de carros de Verona, identificado como F.I., 57.

    De acordo com a nota oficial da GdF, "as investigações permitiram revelar um sistema de corrupção de funcionários públicos que sob pagamento permitiam que sujeitos provenientes do Brasil tivessem residência na Itália e, em particular, na comuna lodigiana".

    Segundo as autoridades, os dois funcionários públicos "declaravam falsamente em atas a presença de brasileiros" que não estavam na Itália e visitavam um "lugar preventivamente acordado" com os empresários.

    "A residência era atestada em casas disponibilizadas - direta ou indiretamente - pelos mesmos sujeitos investigados", informa ainda a GdF.

    A investigação revelou que os clientes brasileiros pagavam quantias entre 3,5 mil euros e 5 mil euros para levar a "prática" adiante e, desse valor, cerca de 1.250 euros "iam para os bolsos dos oficiais".

    Ao todo, os agentes apreenderam cerca de 900 mil euros que estavam escondidos nas casas dos suspeitos.

    Essa não é a primeira vez que as autoridades desmantelam um sistema irregular de cidadania para brasileiros. Em maio deste ano, os policiais de Augusta, em Siracusa, prenderam outras sete pessoas acusadas de favorecer ilegalmente cerca de 500 brasileiros. (ANSA)

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 27.07.2017

 

Trinta mil hectares consumidos nos últimos dias, 122 mil desde janeiro

EPA/PAULO CUNHA

PUB

Dados são do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais

Os incêndios florestais que se registam desde domingo nos distritos de Castelo Branco, Santarém e Portalegre consumiram quase 30 mil hectares, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).

O EFFIS, que através de imagens de satélite contabiliza quase em tempo real a área ardida, adianta que arderam, entre 1 de janeiro e 25 de julho, 122.220 hectares de floresta em Portugal, sete vezes mais do que a média dos últimos oito anos em período homólogo.

Este sistema do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia, que apresenta as áreas ardidas cartografadas em imagens de satélite (com uma resolução espacial de 250 metros), mostra também que um terço da área ardida da União Europeia, até 25 de julho, se registou em Portugal.

De acordo com o EFFIS, o grande fogo da Sertã, que começou no domingo e alastrou depois aos concelhos de Proença-a-Nova e Mação, afetando os distritos de Castelo Branco e Santarém, consumiu uma área de 25.388 hectares.

A estimativa com base em imagens de satélite conta 2.782 hectares de área ardida no incêndio de Vila Velha do Rodão, também no distrito de Castelo, e 1.158 hectares no fogo do Alto Alentejo, na região do Gavião, não estando ainda contabilizada a área consumida pelas chamas em Niza.

Os dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais são referentes até quarta-feira passada.

Segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o fogo na Sertã, Proença-a-Nova e Mação foi dominado esta quinta-feira de manhã, continuando ativos os incêndios que lavram no distrito de Portalegre.

Rússia diz que vai responder à "insolência" dos Estados Unidos

SPUTNIK/MIKHAIL KLIMENTYEV/KREMLIN

PUB

Reação ao pacote de sanções económicas aprovadas pelo Congresso

O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu esta quinta-feira que vai responder à "insolência" dos Estados Unidos, cujo Congresso aprovou um agravamento das sanções económicas contra a Rússia, e alertou para "um crescimento da histeria anti-russos" em Washington.

"Nós comportamo-nos de forma muito reservada, muito paciente, mas a certa altura temos de responder, porque é impossível tolerar indefinidamente a insolência para com o nosso país", declarou Putin no decorrer de uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo finlandês, Sauli Niinisto, em Savonlinna, Finlândia.

Putin precisou que ainda não definiu o tipo de resposta da Rússia face a esta questão e que dependerá da versão final do projeto de sanções, adotado terça-feira pela câmara baixa do Congresso dos Estados Unidos. O projeto deverá passar na Câmara alta, o Senado, e promulgado por Donald Trump.

O texto da lei, que também contempla o Irão e a Coreia do Norte, visa punir Moscovo pela suposta ingerência nas eleições presidenciais de novembro, a propósito da qual está em curso uma investigação nos Estados Unidos.

"Não considero que se trate de uma investigação, uma vez que uma investigação pressupõe determinar um conjunto de circunstâncias, estudar os motivos e entender as partes (envolvidas)", considerou Putin.

"Mas o que vemos é simplesmente um crescimento da histeria anti-russos. (...) É triste que as relações russo-americanas sejam sacrificadas" devido a política interna, realçou o presidente russo.

Questionado sobre a deterioração das relações russo-americanas, atualmente no nível mais baixo desde o fim da Guerra Fria, Putin respondeu: "Lamentamos isso".

"Lamentamos porque se agíssemos em conjunto, (...) poderíamos gerir de forma bem mais eficaz os problemas muito graves que preocupam tanto o povo russo como o povo norte-americano", explicou, enumerando as "crises internacionais", a luta contra o terrorismo, a defesa do meio ambiente, a luta contra a imigração clandestina ou "o desenvolvimento da economia".

Número feridos no confronto entre palestinianos e polícia israelita sobe para 96

 

PUB

Quatro feridos, pelo menos, foram levados ao hospital

O número de feridos nos confrontos entre palestinianos e forças de segurança israelitas na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, depois de milhares de fiéis islâmicos convergirem para o local para rezarem, aumentou para 96.

O Crescente Vermelho palestiniano informou que dezenas de pessoas foram tratadas nas proximidades da Porta dos Leões, através da qual se acede à Esplanada, e dentro do próprio recinto, para onde se deslocaram as forças israelitas, que fizeram diversas cargas violentas.

Os ferimentos foram causados por balas de borracha e espancamentos, incluindo fraturas de ossos.

Pelo menos, quatro feridos foram transportados para hospitais.

A polícia israelita garantiu que os palestinianos, reunidos no recinto e nas suas proximidades, começaram a apedrejar os agentes, ferindo um destes, bem como para o Muro das Lamentações, principal lugar de culto judeu, que está nas proximidades da Esplanada.

"A polícia evacuou a zona para evitar feridos", asseverou o porta-voz policial, Micky Rosenfeld, que adiantou que "a situação ficou controlada".

Os manifestantes içaram bandeiras palestinianas no topo da mesquita de Al Aqsa, dentro do recinto sagrado, algo que não é permitido, pelo que foram retiradas pela Polícia, informou a porta-voz Luba Samri.

Centenas de fiéis acorreram ao local, seguindo o apelo das autoridades islâmicas para que rezassem hoje no recinto. O apelo surgiu após um período de quase duas semanas em que os muçulmanos não rezaram no local, em protesto contra as medidas especiais de segurança -- entretanto retiradas - colocadas pelas autoridades israelitas na sequência de um ataque terrorista.

Algumas dezenas entre a multidão de manifestantes exigiram a abertura de todas as portas da Esplanada e alertaram que não iriam entrar quando viram que o acesso de Huta estava fechado.

A 14 de julho dois polícias israelitas foram assassinados a tiro por três terroristas israelo-árabes muito perto do acesso de Huta (próximo da Porta dos Leões), o que levou à instalação de medidas de segurança reforçadas, como detetores de metais e controlos policiais mais apertados.

Publicitário que criou campanha de Passos detido no Brasil com bilhete para Portugal

PUB

O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil (BB) Aldemir Bendine, foi esta quinta-feira detido no Brasil no âmbito da operação Lava-Jato. Na mesma ação policial, foi ainda detido o publicitário e especialista em marketing político André Gustavo Vieira da Silva, que coordenou as campanhas eleitorais de Passos Coelho em 2011 e 2015.

Ambos tinham viagens marcadas para Portugal, André Gustavo para esta quinta-feira, segundo o Expresso, Aldemir Bendine para o dia seguinte.

Houve ainda um terceiro detido, Antônio Carlos Vieira da Silva Jr.

Segundo a Lusa, a viagem planeada pelo antigo presidente da Petrobras foi descoberta após o Ministério Público Federal (MPF) ter acesso a informações telefónicas do acusado, com o sigilo quebrado pela investigação.

Ao justificar a prisão do ex-presidente da Petrobras e do BB, o procurador brasileiro Athayde Ribeiro Costa disse que ele tem nacionalidade italiana e iria viajar para Portugal com passagem só de dia.

"[Aldemir] Bendine tinha passagem comprada para Portugal para a data de amanhã [sexta-feira 28 de julho] e as informações dão conta que André Gustavo [Vieira da Silva] tinha passagem para Lisboa para data de hoje. Estes fatos foram levados em conta pelo MPF", disse o procurador.

O procurador declarou que no caso de Aldemir Bendine "a descoberta da viagem foi fruto da quebra telemática do suspeito" e mencionou que foi descoberto que havia só uma passagem de ida para Lisboa.

"Havendo ou não uma passagem de retorno isto não muda a necessidade de prisão preventiva", acrescentou.

Estas detenções ocorreram na 42.ª fase da operação Lava Jato, batizada de "Cobra". Segundo a "delação" (quando alguém fornece informações às autoridades para ter benefícios, nomeadamente na pena de prisão) feita por Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, Bendine solicitou e recebeu três milhões de reais (816,3 mil euros) para auxiliar a construtora Odebrecht em negócios com a Petrobras.

Conforme os delatores, o dinheiro foi pago em espécie através de um intermediário. Aparentemente, de acordo com a PF, estes pagamentos só foram interrompidos com a prisão de Marcelo Odebrecht, em junho de 2015.

Em 2015, Aldemir Bendine era braço direito da então Presidente brasileira, Dilma Rousseff.

Aldemir Bendine deixou o Banco do Brasil com a missão de acabar com a corrupção na empresa estatal de petróleo, alvo da operação Lava Jato, mas, segundo os delatores, o acusado já cobrava subornos no Banco do Brasil e continuou a cobrar na Petrobras. Com Lusa

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 27.07.2017

Principal conselheiro de Trump para o Médio Oriente

demitido

O principal conselheiro do presidente norte-americano para o Médio Oriente, Derek Harvey, foi demitido esta quinta-feira, sem que as razões tenham sido tornadas públicas.

A informação foi divulgada por dois membros da Casa Branca com conhecimento do assunto, mas que falaram sob anonimato, uma vez que não têm autorização para o tratar em público.

A Casa Branca não confirmou que Harvey foi demitido, mas assegurou que já não é o principal conselheiro para o Médio Oriente.

Em comunicado, o conselheiro de Donald Trump para a segurança nacional, H.R. McMaster declarou que a Casa Branca "aprecia muito o serviço de Derek Harvey a este país como oficial militar de carreira" e "está a trabalhar com o coronel Harvey para identificar posições nas quais o seu currículo e conhecimentos possam ser melhor utilizados".

Harvey tinha sido convidado para o cargo pelo anterior conselheiro de Trump para a segurança nacional, o general Michael Flynn.

Homem tentou raptar criança à porta da Primark em Manchester

Um homem tentou raptar uma menina de cinco anos, que estava com a mãe, no exterior da Primark da Market Street, em Manchester, na quarta-feira. O alegado raptor foi impedido por pessoas que passavam e posteriormente detido pelas autoridades.

O homem, de 53 anos, aproximou-se da criança por trás e pegou nela, tentando afastar-se do local, sem sucesso. "[A rua] estava tão movimentada que ele não conseguia sair dali", explicou Kayley Wright, de 23 anos, citada pelo jornal local "Manchester Evening News".

A menina começou a chorar e a pontapear, ao mesmo tempo que a mãe gritava pedindo que o homem a largasse.

Várias pessoas que estavam no local reagiram aos pedidos de socorro de ambas e acometeram contra o homem, permitindo que a menina voltasse para junto da mãe. Depois disso, um grupo de três ou quatro pessoas imobilizou o homem no chão até a polícia chegar.

De acordo com o jornal local, a mãe não conhecia o alegado raptor.

O homem foi detido pelas autoridades e vai responder por tentativa de rapto.

Arábia Saudita confirma execução de 14 pessoas

Condenados por "mais de 50 ataques armados" contra instituições oficiais

O Tribunal Superior da Arábia Saudita confirmou a decisão de executar 14 pessoas devido à sua implicação em "mais de 50 ataques armados".

O jornal saudita "Okaz" informou que os ataques foram perpetrados contra "postos de polícia na cidade de Al Awamiya e na província de Al Qatif, bem como na prisão de Al Qatif".

Outros ataques dirigidos a 20 patrulhas ocorreram em "vários postos de controlo", refere o jornal sem especificar o local, causando mortes e ferimentos às forças de segurança, sem referir o número.

Entre os réus que foram condenados em primeira instância em junho do ano passado incluem-se pessoas que constam numa lista de 24 indivíduos emitida pelas autoridades em 2012, que estavam a ser procurados pela justiça saudita.

Alegadamente, os detidos cometeram "mais de 40 assaltos à mão armada em lojas de Al Qatif, Al Awamiya e Saihad" e foram condenados por tráfico de drogas e recolha de doações para financiar os ataques.

Os arguidos pertencem à célula Al-Awamiya, cujos membros são acusados de terrorismo pela Arábia Saudita.

Detido responsável por matança de elefantes e rinocerontes

Rede de traficantes de marfim e cornos de rinoceronte será liderada por cidadãos chineses

As autoridades moçambicanas e tanzanianas detiveram o cabecilha de um grupo de caçadores furtivos responsável pela matança de elefantes e rinocerontes na Reserva Nacional do Niassa, norte de Moçambique.

A Reserva Nacional do Niassa localiza-se na província do Niassa, norte de Moçambique, e numa região que faz fronteira com a Tanzânia.

Segundo o jornal eletrónico "MediaFax", Mateso Chupi, de nacionalidade tanzaniana e com documentos de identificação moçambicanos falsos, foi detido este mês no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

Mateso Chupi era procurado pelas autoridades moçambicanas desde setembro de 2014 e pelas da Tanzânia desde 2013 pelo seu envolvimento na caça furtiva na Reserva Nacional do Niassa.

De acordo com o MediaFax, os caçadores furtivos chefiados por Chupi também faziam incursões no lado tanzaniano da reserva, que terá perdido 60% de elefantes para a caça furtiva entre 2011 e 2014.

O alegado cabecilha tem supostamente relações com uma rede de traficantes de marfim e cornos de rinoceronte liderada por cidadãos chineses.

A caça furtiva ameaça de extinção o elefante e o rinoceronte em Moçambique, de onde são traficados pontas de marfim e cornos de rinocerontes para a Ásia.

Dados divulgados esta semana pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) de Moçambique referem que 295 rinocerontes foram mortos no primeiro semestre deste ano no Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo (PTGL).

O PTGL compreende os parques de Limpo, Moçambique, Krueger, África do Sul, e Gonarezhou, Zimbabué.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 27.07.2017

 

Sanções enviabilizam relações diplomáticas

27 de Julho, 2017

O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, afirmou ontem que o projecto de lei com novas sanções ao seu país aprovado pela Câmara de Representantes dos EUA "é um passo que busca impedir a normalização das relações bilaterais" entre os dois países.

"Os autores e patrocinadores deste projecto de lei dão um passo muito sério para a destruição das possibilidades de normalizar as relações com a Rússia", disse o número dois da chancelaria russa, citado pela agência de notícias Tass.
Sergei Ryabkov acrescentou que a situação "ultrapassa todos os quadros do senso comum"  e que a aprovação desta iniciativa legislativa "é uma escolha consciente dos inimigos dos Estados Unidos e da Rússia".
"Portanto, vamos ver Washington como uma fonte de perigo. Isso deve ser entendido e colocado em prática; de maneira ponderada, racional e calma", disse o vice-ministro russo, que lembrou que a Rússia advertiu em dezenas de oportunidades que "este tipo de acções não ficará sem resposta".
Sergei Ryabkov garantiu, entretanto, que Moscovo não se deixa levar pelas emoções. "Vamos trabalhar para encontrar maneiras de avançar, buscaremos com afinco e de maneira consequente formas de compromisso em assuntos que são importantes para a Rússia e, acredito, também para os EUA, como a luta contra o terrorismo e a proliferação de armas de extermínio em massa".
O presidente do Comité de Assuntos Internacionais do Duma (Câmara Baixa do Parlamento russo), Leonid Slutsky, advertiu que as novas sanções "reduzem o campo de manobras diplomáticas" para normalizar o diálogo entre Moscovo e Washington.
Aprovada pela Câmara Baixa dos EUA, o projecto de lei, além de aumentar as sanções contra Rússia, Irão e Coreia do Norte, limita a capacidade do Presidente Donald Trump de levantar estas medidas restritivas.
O texto, aprovado por 419 votos contra três, é votado nos próximos dias no Senado americano. Impõe sanções à Rússia pela suposta interferência nas eleições presidenciais de 2016, pela actividade militar de Moscovo no leste da Ucrânia e a sua anexação da península ucraniana da Crimeia, em 2014.
A lei  pode penalizar os russos envolvidos com violações dos direitos humanos, responsáveis por ciberataques e que tenham fornecido armas ao regime sírio de Bashar al Assad.
De acordo com o presidente da Câmara, Paul Ryan, este pacote de medidas é uma maneira de pressionar "os nossos maiores adversários de forma a proteger os norte-americanos". 
O deputado Ed Royce disse: "Os serviços de inteligência já chegaram à conclusão de que este ex-agente da KBG [Vladimir Putin] tentou interferir na nossa eleição, se não fizermos nada, a Rússia vai continuar as suas agressões."
Este projecto de lei inclui um mecanismo que limita a capacidade do presidente Donald Trump de evitar a aplicação de sanções à Rússia. Assim, se o Senado confirmar o projecto, a única opção que restará a Donald Trump para manter a sua margem de manobra é vetar a medida. 

Reacção do Irão 

O Irão vai responder a qualquer violação do acordo nuclear por parte dos Estados Unidos, reagiu o Presidente iraniano Hassan Rohani à proposta de sanções do Congresso norte-americano contra Teerão.
"Se o inimigo 'pisar' qualquer parte do acordo, nós faremos o mesmo. Se eles 'pisarem' o acordo na sua totalidade, nós faremos também a mesma coisa", disse Hasan Rohani perante o Conselho de Ministros iraniano que foi difundido pela televisão pública IRIB.
A Câmara de Representantes dos EUA votou novas sanções contra a Rússia, a Coreia do Norte e o Irão. As sanções propostas contra Teerão visam, nomeadamente, os Guardas da Revolução, a força de elite do regime iraniano.
O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi qualificou a aprovação do projecto de lei sobre as novas sanções norte-americanas como "uma medida hostil" contra os iranianos. Artaghchi acrescentou que o texto votado pelos congressistas norte-americanos pode influenciar "negativamente a aplicação do acordo histórico" sobre a energia nuclear concluído em Julho de 2015.

Soldados afegãos morrem em ataque

27 de Julho, 2017

Pelo menos 26 soldados morreram e 13 ficaram feridos na terça-feira num ataque talibã contra uma base do exército afegão no Sul de Kandahar, anunciou ontem o Ministério da Defesa, que cita a agência de notícias France Press.

 “Os terroristas atacaram o acampamento de Karzali ontem à noite”, disse o General Dawlat Waziri, porta-voz do Ministério da Defesa, que acrescentou que “os soldados resistiram corajosamente e mataram mais de 80 terroristas”.
Os talibãs reivindicaram o ataque na sua conta na plataforma de mensagens Twitter e anunciaram um balanço de 70 mortos. De acordo com uma fonte local, o ataque ocorreu no distrito de Khakrez, no limite da fronteira da província vizinha de Helmand, e durou várias horas, entre as 18h30 e as 23h30 de terça-feira.

Líder "marginalizado" assume a Presidência

26 de Julho, 2017

Ram Nath Kovind, membro da marginalizada comunidade dalit ou “intocável”,  assumiu ontem o cargo de Presidente da Índia, o 14.º desde que o país ganhou a independência do Império britânico em 1947 e o segundo a pertencer ao escalão mais baixo do sistema de castas hindu.

Kovind é originário do escalão mais baixo do sistema de castas
Fotografia: Prakash Singh | AFP


“Aceito esta função com toda a minha humildade e estou grato por esta responsabilidade”, disse Kovind durante o seu discurso no Parlamento, depois de assumir o cargo na companhia do presidente do Supremo Tribunal, Jagdish Singh Khehar, e do seu antecessor, Mukherjee.
Kovind substitui Pranab Mukherjee após conquistar 65 por cento dos votos contra a sua adversária Meira Kumar, também membro da comunidade 'dalit' (intocável), nas eleições em que participaram membros das câmaras do parlamento e das assembleias regionais.
O segundo Presidente 'intocável' da Índia depois de Kocheril Raman Narayanan (1997 - 2002) recordou, durante o seu discurso, a sua “origem humilde” e o longo caminho que percorreu desde a cabana onde cresceu no estado norte de Uttar Pradesh.
“É necessário pensar constantemente se o desenvolvimento do país atinge a última pessoa na fila ou a comunidade mais atrasada”, disse Kovind, acrescentando que todos os cidadãos são um só apesar da grande variedade de pessoas no país.
O Chefe de Estado na Índia exerce um cargo que é sobretudo cerimonial e sem funções executivas, de acordo com a Constituição, que atribui a governação do país ao primeiro-ministro.
O Presidente do país juntou-se ao partido Bharatiya Janata Party (BJP) no início dos anos 90 e em 1994 ganhou uma vaga no Senado por dois mandatos consecutivos, durante os quais também presidiu o órgão 'dalit' do partido (1998-2002).

 

jornalDiáriodeNotícias” (Brasil), 25.07.2017

 

Coreia do Norte ameaça lançar ataque nuclear "no coração dos EUA"

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25./07/2017 12:44:00

A Coreia do Norte ameaçou lançar um ataque nuclear "no coração dos Estados Unidos", caso o governo do presidente Donald Trump tente realizar alguma mudança no regime de Kim Jong Un, informou a agência de notícias estatal norte-coreana nesta terça-feira.

Na semana passada, em um fórum, o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos EUA, Mike Pompeo, fez alusão à possibilidade de uma mudança no regime norte-coreano. "Se os EUA se atreverem a mostrar até o menor sinal de tentativa de remover nossa liderança suprema, lançaremos um golpe implacável no coração dos EUA com o nosso poderoso aparato nuclear", disse a KCNA.

De acordo com a agência norte-coreana, as observações de Pompeo "passaram do limite, e agora ficou claro que o objetivo final do governo Trump é a mudança de regime".

O ministro da Unificação da Coreia do Sul, Cho Myoung-gyon, se reuniu nesta terça-feira com o embaixador japonês Yasumasa Nagamine para tratar da situação na Península. Enquanto isso, um dos encarregados das negociações nucleares da Rússia, Oleg Burmistrov, visitou a Coreia do Norte para tratar do quadro, segundo a imprensa estatal norte-coreana.

De acordo com uma autoridade militar citada pela rede americana CNN, há sinais de que a Coreia do Norte prepara mais um teste de míssil. O governo de Seul afirmou que monitora atentamente a situação, mas que não discutirá abertamente questões de inteligência.

Rússia nega que tenha ordenado reunião entre Kushner e presidente de banco russo

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25./07/2017 08:45:00

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta terça-feira que o encontro entre Jared Kushner, genro e assessor sênior do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente de um banco russo não ocorreu seguindo as ordens do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Em dezembro, Kushner se reuniu com o presidente do banco estatal russo Vneshekonombank, Sergei Gorkov. O encontro foi incluído em uma declaração de Kushner entregue ao Congresso americano na segunda-feira, como parte de uma investigação sobre possíveis conexões entre a campanha de Trump e o governo russo.

Kushner afirmou que tinha sido convidado a se encontrar com Gorkov por intermédio do então embaixador russo nos EUA, Sergei Kislyak. "Esses contatos não exigem autorização do Kremlin e eles não foram realizados em nome do Kremlin", disse Peskov, em entrevista coletiva. Fonte: Associated Press.

 

Papa Francisco faz apelo à moderação e ao diálogo entre palestinos e israelense

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/07/2017 21:52:47

O Papa Francisco fez domingo (23) um apelo para incentivar a moderação e o diálogo entre palestinos e israelenses em Jerusalém. O apelo líder da Igreja Católica ocorreu pouco mais de uma semana após o atentado na Esplanada das Mesquitas, ocorrido no dia 14, que deixou cinco mortos.

Desde o ocorrido, uma onda de violência estourou na região.

“Acompanho com preocupação as graves tensões e violências desses últimos dias em Jerusalém. Sinto a necessidade de expressar um apelo à moderação e ao diálogo. Peço que se unam a mim nas orações para que o Senhor inspire todos para o propósito da reconciliação e da paz”, disse o papa no Vaticano, durante a tradicional celebração do Ângelus.

A escalada de violência teve início após a morte de dois policiais israelenses na Cidade Velha de Jerusalém. Os agentes foram mortos a tiros por três árabe-israelenses abatidos logo em seguida. O governo de Israel afirmou que as armas utilizadas haviam sido escondidas na Esplanada e fechou o acesso ao local por dois dias.

Desde então, as autoridades de Israel aumentaram as medidas de vigilância e irritaram os palestinos que consideram a Esplanada um dos lugares santos de Jerusalém.  

 

Sede da ONU em Nova York é evacuada após alarme de incêndio ser acionado

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 19/07/2017 18:18:53

A sede das Nações Unidas em Nova York foi esvaziada terça-feira (18) por cerca de meia hora depois que o alarme de incêndio foi acionado, mas um porta-voz da organização confirmou que não havia qualquer sinal de fogo. As informações são da Agência EFE.

Todas as pessoas que estavam no prédio, cerca de 2 mil, tiveram de deixar o complexo pouco depois das 11h locais (12h de Brasília) e puderam retornar meia hora depois.

O porta-voz Farhan Haq informou que o alarme foi ativado no segundo subsolo do complexo, em uma das salas dos ventiladores. “Tivemos que ordenar a liberação do prédio como precaução em caso de incêndio”, acrescentou Haq.

No entanto, após uma inspeção, confirmou-se que não havia fogo no edifício, por isso as pessoas puderam retornar ao local.

“Para nós, ficou claro que não havia uma ameaça para as pessoas”, acrescentou o porta-voz, que atribuiu o ocorrido a algum problema no alarme de incêndio da sala dos ventiladores que garantem que não haja o superaquecimento dos equipamentos instaladas no complexo.

O alarme obrigou o Conselho de Segurança a encerrar sua sessão, na qual eram discutidos temas vinculados à missão da ONU no Haiti, e os representantes dos 15 países tiveram que deixar a sala.

 

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 25.07.2017

 

 

Premier e general chegam a acordo para trégua na Líbia

Pacto é essencial para solucionar crise no Mediterrâneo Central

Agência ANSA

Em um encontro na cidade francesa de La Celle-Saint-Cloud, nos arredores de Paris, o primeiro-ministro do governo de união nacional da Líbia, Fayez al Sarraj, e o general Khalifa Haftar, que controla territórios no leste do país, chegaram a um acordo de cessar-fogo e para a realização de eleições no primeiro semestre de 2018.

O pacto representa uma importante vitória política para o presidente da França, Emmanuel Macron, dentro da União Europeia, já que é considerado um passo crucial para solucionar a crise migratória no mar Mediterrâneo Central.

"Nos empenhamos em um cessar-fogo e a nos abster de qualquer recurso à luta armada em tudo aquilo que não tiver a ver exclusivamente com a luta contra o terrorismo", diz a declaração conjunta de Sarraj e Haftar, que apertaram as mãos antes da reunião, sob os olhos de Macron.

"Hoje a causa da paz na Líbia fez um grande progresso. Quero lhes agradecer pelos esforços feitos", disse o presidente francês, chamando o tratado de "compromisso histórico". Os dois líderes antagonistas já haviam definido as bases do acordo em maio passado, nos Emirados Árabes, mas a assinatura só se deu em La Celle-Saint-Cloud.

Apoiado pela Rússia e pelo Egito, Haftar vinha sendo pressionado por seus aliados a se sentar à mesa de negociações com Sarraj e para colocar fim às divisões na Líbia, fragmentada desde a derrubada de Muammar Kadafi, em 2011, com apoio da França.

O primeiro-ministro chefia um governo de união nacional chancelado pelas Nações Unidas e fruto de um acordo assinado em dezembro de 2015, no Marrocos. Mas seu gabinete não é reconhecido por Haftar, que tem sua fortaleza em Tobruk, no leste do país, e representa as forças contrárias ao Islã político.

O general comanda um conjunto de milícias chamado Exército Nacional Líbio, que hoje também é a principal força armada do país africano. "Sarraj e Haftar podem se tornar um símbolo da reconciliação e da paz", comemorou Macron, anunciando que a Líbia terá eleições "na próxima primavera", sob supervisão da ONU.

A fragmentação do país, também protagonizada por milícias islâmicas inspiradas na Irmandade Muçulmana e grupos terroristas, abriu um vácuo de poder e fortaleceu traficantes de seres humanos que atuam no Mediterrâneo. Apenas em 2017, 93,4 mil migrantes forçados e refugiados fizeram a rota entre Líbia e Itália, um crescimento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2016.

Com o acordo entre Sarraj e Haftar, a UE torce para que Trípoli consiga criar uma força capaz de patrulhar seu litoral e evitar que essas pessoas cruzem o Mediterrâneo em barcos clandestinos.

Na última segunda-feira (24), as autoridades líbias resgataram 3 mil indivíduos no mar e impediram a partida de outros 11 mil.

Vitória de Macron - Em pouco mais de dois meses no poder, Macron conseguiu patrocinar um acordo que a Itália perseguia havia tempos, já que o país é o principal destino dos migrantes que partem da Líbia.

Ainda assim, o presidente da França buscou ressaltar o papel de Roma nas negociações. "Quero agradecer particularmente à Itália, a meu amigo Paolo Gentiloni [primeiro-ministro], que trabalhou muito", disse Macron, garantindo que a nação vizinha faz parte da iniciativa para a estabilização da Líbia.

Nesta quarta-feira (26), Sarraj estará em Roma para uma reunião com o premier italiano, cujo governo oferece recursos, equipamentos e treinamento para a Guarda Costeira do país africano.

ONU ressalta contribuição de migrantes ao desenvolvimento sustentável

 

A representante especial da ONU para Migração Internacional, Louise Arbour, destacou nesta segunda-feira (24), em Nova York, as contribuições fundamentais dos migrantes a seus países de origem, que em 2016 totalizaram US$ 429 bilhões em remessas. Segundo ela, trata-se de "uma das contribuições mais tangíveis de migrantes" para que sejam alcançados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em seus países de origem. A informação é da ONU News.

Louise Arbour destacou, na sede da ONU, durante uma sessão temática sobre o estabelecimento de um pacto global sobre migração e a contribuição da mesma para o desenvolvimento sustentável, que as remessas dos imigrantes a nações em desenvolvimento “tiraram milhões de famílias da pobreza" e representam um valor três vezes maior do que a assistência oficial a estes países, sendo mais estáveis do que outras formas de fluxo de capital privado.

A representante especial da ONU ressaltou, no entanto, que a contribuição de migrantes a seus países vai além das remessas de dinheiro, citando a transferência de novas ideias, habilidades, cultura e conhecimento. Ela declarou que, além disso, em linhas gerais, a migração também "fornece benefícios substanciais" aos países que os abrigam, especialmente através da contribuição de trabalhadores de vários níveis de habilidades, tanto em nações desenvolvidas como em desenvolvimento.

Barreiras

Louise Arbour elencou contudo "três barreiras fundamentais à maximização do impacto positivo da migração". Em primeiro lugar, “as políticas inadequadas que podem evitar resultados positivos de desenvolvimento". Em seguida, a exclusão de trabalhadores migrantes, em particular os sem documentos, da cobertura básica de instrumentos de proteção social. E, em terceiro lugar, Louise Arbour ressaltou que embora os benefícios da migração sejam muito maiores que seus custos, a percepção do público é "frequentemente o oposto".

Ela disse que "tais percepções e atitudes públicas têm influência negativa" sobre a escolha de políticas migratórias e defendeu que isto "deve ser revertido para que políticas sejam baseadas em evidências e não movidas por percepções equivocadas". Para a representante, o pacto global para uma migração "segura, ordenada e regular é uma oportunidade fundamental para abordar estas questões prejudicando as contribuições de migrantes ao desenvolvimento".

Suíça prende suspeito de ataque com serra elétrica

Ao menos 5 pessoas ficaram feridas na última segunda-feira (24)

Agência ANSA

 

A polícia da Suíça prendeu nesta terça-feira (25) um homem suspeito de ser o autor do ataque com uma serra elétrica que deixou ao menos cinco pessoas feridas em Schaffhausen, no norte do país.

De acordo com uma nota divulgada pelas autoridades, o agressor, identificado como Franz Wrousis, 51 anos, foi detido próximo à fronteira com a Alemanha. Wrousis não tem residência fixa, mas segundo o procurador Peter Sticher, foi encontrado um registro de moradia antigo na região de Grisões.

Na última segunda-feira (24), ao menos cinco pessoas foram feridas por Wrousis, que usava uma serra elétrica. Duas vítimas estão em estado grave e foram levadas para hospitais da região.

O agressor tem duas condenações anteriores, em 2014 e 2016, por porte de arma ilegal. A polícia descartou a possibilidade de terrorismo.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 25.07.2017

 

 

Diretor de comunicação de Trump diz-se pronto para despedir para evitar fugas

PUB

O novo diretor de Comunicação da Casa Branca, recém-nomeado pelo Presidente Donald Trump, disse hoje que está preparado para "despedir toda a gente" para prevenir fugas de informação na administração norte-americana.

"Não estou a fazer uma investigação. Apenas vou fazer com que as fugas de informação parem", disse Anthony Scaramucci aos jornalistas.

"Ou param as fugas [de informação] ou são despedidos", sublinhou Scaramucci, dirigindo-se aos funcionários da nova administração de Donald Trump, que tem vindo a ser alvo de frequentes fugas de informação comprometedoras.

O novo diretor de comunicação escusou-se, porém, a comentar uma notícia do jornal online Politico de que estaria a planear despedir um adjunto para a imprensa. "É injusto comentar isso", disse apenas.

Trump nomeou Scaramucci na sexta-feira. O secretário de imprensa e porta-voz da Casa Branca Sean Spicer demitiu-se em protesto.

Anthony Scaramucci também abordou a polémica relacionada com o Procurador-Geral norte-americano, Jeff Sessions, (o equivalente a um ministro da Justiça), que tem vindo a ser atacado pelo próprio Presidente.

Sessions pediu escusa das investigações que o Departamento de Justiça está a fazer à interferência russa nas eleições presidenciais de novembro (e eventuais ligações à campanha de Trump), porque omitiu ao Congresso que também teve reuniões com representantes russos durante a campanha.

Sessions não quis dirigir uma investigação na qual também era um dos investigados, mas Trump criticou a sua decisão, considerando que a sua atitude não protegeu o Presidente da melhor maneira.

Scaramucci disse hoje que "em breve" vai haver uma decisão sobre Sessions.

"Em breve teremos um desfecho. Temos claramente um problema", reconheceu Scaramucci.

 

Sete civis mortos em explosão de carro armadilhado no Egito

 

PUB

Grupo terrorista tentou atacar um posto da polícia mas o carro explodiu antes

Quatro jihadistas e pelo menos sete civis morreram na segunda-feira no Sinai quando um grupo armado tentou atacar um posto da polícia com um carro armadilhado, que explodiu antes de atingir o alvo, indicou hoje o exército egípcio.

Num comunicado, o exército adiantou que os quatro terroristas estavam dentro da viatura e tentaram dirigir o carro para o posto da polícia no norte da península do Sinai.

No entanto, um agente da polícia apercebeu-se da situação e abriu fogo sobre a viatura, que explodiu a cerca de 200 metros da esquadra, matando também sete civis - três homens, duas mulheres e outras tantas crianças - que se encontravam próximo do local.

No comunicado, o exército egípcio indicou que o ataque ocorreu a sul da cidade Al-Arich, capital da província do Norte do Sinai, sem avançar mais pormenores.

O Norte do Sinai é uma região onde opera a ala egípcia da organização jihadista Estado Islâmico (EI), que já provocou a morte a centenas de soldados e polícias locais.

Em 2013, depois de o Presidente egípcio, Mohamed Morsi, ter ilegalizado a Irmandade Muçulmana, vários grupos extremistas multiplicaram-se em atentados contra as forças de segurança, nomeadamente no Sinai.

Navio dos EUA dispara tiros de aviso contra navio iraniano no Golfo Pérsico

  PUB

Navio de patrulha iraniano aproximou-se demasiado do norte-americano e não respondeu aos pedidos de contacto via rádio e aos sinais luminosos

Um navio norte-americano que fazia a patrulha no Golfo Pérsico disparou hoje tiros de aviso para um navio iraniano que se aproximou demasiado, anunciou hoje um oficial da defesa norte-americana citado pela AP.

O incidente não registou vítimas humanas nem danos materiais e foi o mais recente tumulto entre as marinhas dos dois países, envolvendo desta vez o USS Thunderbolt, um navio de patrulha da classe Cyclone que está sedeado no Bahrein e que pertence à Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos.

De acordo com o relato do oficial da marinha contactado pela AP, o Thunderbolt estava a realizar exercícios juntamente com outros navios da coligação liderada pelos EUA, quando um navio de patrulha iraniano se aproximou e não respondeu aos pedidos de contacto via rádio e aos sinais luminosos entretanto enviados.

Ao chegar a 150 jardas, cerca de 137 metros, os marinheiros norte-americanos dispararam tiros de aviso para a água, acrescentou o oficial citado pela AP.

O navio iraniano ficou então imóvel na água depois dos disparos e os navios abandonaram a área sem mais incidentes.

Os encontros entre as marinhas dos dois países são relativamente frequentes no Golfo Pérsico. Só no ano passado a marinha norte-americana registou 35 casos em que houve encontros descritos como "não seguros e ou não profissionais, o que compara com os 23 casos registados em 2015.

O pior dos incidentes do ano passado envolveu a captura de dez marinheiros norte-americanos pelas forças iranianas, com as imagens dos norte-americanos de joelhos e com as mãos na cabeça a serem aproveitadas pelos radicais para fins propagandísticos.

O Irão encara a simples presença dos EUA no Golfo Pérsico como uma provocação, e acusam os norte-americanos de comportamento não profissional, especialmente no Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de um terço de todo o petróleo transportado por mar.

Dois caças chineses intercetam avião de norte-americano

PUB

Pentágono revela que aparelho teve de "efetuar uma manobra de desvio para escapar a uma possível colisão"

Um avião de reconhecimento norte-americano recorreu a uma manobra de desvio após ter sido intercetado por dois caças chineses sobre o Mar da China anunciou hoje o Pentágono.

O incidente ocorreu no domingo, quando dois aviões de caça J-10 chineses intercetaram um avião de reconhecimento Ep-3 da marinha norte-americana no espaço aéreo internacional a oeste da península coreana, declarou o porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis.

Um dos aviões chineses colocou-se por debaixo do avião norte-americano, antes de reduzir a velocidade e forçando o avião norte-americano a "efetuar uma manobra de desvio para escapar a uma possível colisão", detalhou Jeff Davis.

O incidente "não é revelador" dos habituais comportamentos do exército chinês, precisou.

"É frequente acontecer a interceção de aviões no espaço aéreo internacional, na maior parte das situações em total segurança", acrescentou.

A China, Japão e Taiwan disputam o controlo de diversas pequenas ilhas que se encontram no mar da China oriental.

Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres

PUB

Pelo menos 62 milhões de raparigas no mundo não tem acesso à educação

Pelo menos 62 milhões de raparigas no mundo não têm acesso à educação e dois terços dos analfabetos são mulheres, disse hoje a diretora da UNESCO, Irina Bokova, durante uma visita ao Chile.

"É negado o direito à educação a 62 milhões de raparigas", declarou a diretora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) durante uma conferência na Academia Diplomática do Chile, citada pelo portal de notícias brasileiro G1.

Durante a sua visita à capital chilena, Irina Bokova manifestou a sua preocupação pelas dificuldades encontradas pelas meninas para poderem ter acesso à educação.

Esta, segundo a responsável, é "uma das principais causas de exclusão social em muitas comunidades".

Irina Bokova alertou ainda sobre a falta de igualdade educacional entre rapazes e raparigas no mundo, pois somente 60% dos países conseguiram alcançar a paridade na educação primária e só 38% na escola secundária.

As mulheres representam dois terços dos 758 milhões de adultos analfabetos do mundo, o que "prejudica todas as sociedades, freia o desenvolvimento e mina os esforços de paz", acrescentou.

A diretora da UNESCO participou nesta conferência no contexto da "Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável", adotada pela ONU em 2015 e que contempla 17 objetivos com 169 metas de caráter integrado e indivisível que reúnem as esferas económica, social e ambiental.

"A igualdade de género é um elemento central da Agenda 2030", concluiu Irina Bokova. 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 25.07.2017

 

 

Chamas ameaçam casas e hotel em Setúbal

 

Um incêndio na entrada da cidade de Setúbal está a ameaçar habitações no Bairro da Reboreda e o Hotel do Sado.

A estrada N10 está cortada ao trânsito nos dois sentidos junto ao Hospital da Luz.

O incêndio terá começado por volta das 19.45 horas numa zona de mato, à entrada de Setúbal. O fogo acabou por se propagar e, neste momento, já atingiu a cidade.

As chamas obrigaram os bombeiros e a PSP a evacuar a população do Bairro da Reboreda.

As autoridades também estão a retirar botijas de gás das habitações.

O fogo está perto do Hospital da Luz.

No local, 70 bombeiros de diversas corporações, 21 viaturas e um helicóptero estão envolvidos no combate ao incêndio.

Trabalhadores sem-terra invadem fazenda da família de ministro brasileiro

 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocupou esta terça-feira terras da família do ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, em protesto conta a corrupção no país.

Além das terras do ministro brasileiro, os sem-terra invadiram fazendas de Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e do coronel João Baptista Lima, que foi assessor e é amigo do Presidente brasileiro, Michel Temer.

Em comunicado hoje divulgado, o MST destacou que as ocupações fazem parte de uma jornada de luta para exigir a reforma agrária e denunciar "os corruptos ruralistas que sustentam o Governo" do Brasil.

"Os latifundiários que possuem estas áreas são acusados, no cumprimento de função pública, de atos de corrupção, como branqueamento de capitais, favorecimento ilícito, estelionato [crime contra o património] e outros", refere o movimento.

"O MST também se posiciona pelo afastamento imediato de Michel Temer da Presidência da República, primeiro Presidente na história acusado formalmente de corrupção", completou.

Além das ocupações, os trabalhadores sem-terra do Brasil também afirmaram que farão uma vigília até o dia 02 de agosto, quando deverá ser votado na Câmara de Deputados (câmara baixa do parlamento) se haverá ou não a continuação da denúncia contra Michel Temer.

O chefe de Estado brasileiro foi pessoalmente envolvido num escândalo de corrupção revelado por executivos da empresa JBS em maio, que confessaram a prática de diversos crimes em troca de perdão judicial.

Nos depoimentos à justiça, os arguidos disseram que pagaram um suborno ao Presidente brasileiro e seus principais aliados.

Um dos donos da JBS, o empresário Joesley Batista, também informou que estavam pagando pelo silêncio de Eduardo Cunha, ex-deputado preso e condenado por envolvimento nos escândalos de corrupção na petrolífera estatal Petrobras, com a autorização de Michel Temer.

Para o chefe de Estado brasileiro ser processado por crime de corrupção é necessário que a câmara baixa autorize o início do processo judicial.

Cinco pessoas feridas em ataque com motosserra na Suíça

Cinco pessoas ficaram feridas num ataque, esta segunda-feira, na cidade de Schaffhausen, na Suíça, com uma motosserra. O agressor está em fuga e as autoridades negam ligações a qualquer ato terrorista.

O ataque ocorreu a meio da manhã, quando um homem armado com uma motosserra entrou num edifício de escritórios e feriu cinco pessoas. Todos os feridos foram hospitalizados, dois dos quais estão em estado grave.

A polícia já identificou o suspeito, classificando-o como "perigoso": um homem com 1,90 metros, calvo e com uma aparência descuidada. Acreditam que o homem conduz uma Volkswagen.

O alerta foi recebido pelas autoridades pouco depois das 10.30, 9.30 em Portugal. Os lojistas estão fechados nas suas propriedades e a polícia alertou os moradores para evitarem aquela área. No local, para além do forte aparato policial, há várias ambulâncias e um helicóptero de assistência médica sobrevoa a área.

Schaffhausen é a capital do cantão suíço com mesmo nome e só na zona histórica vivem cerca de 36 mil pessoas.

Mulher de 79 anos multada por conduzir Porsche a 238 km/h

Uma mulher de 79 anos foi multada em quatro mil euros por ter sido apanhada, num Porsche Boxster GTS, a conduzir a 238 km/h. Permanecerá também três meses sem poder conduzir.

O caso aconteceu, na Bélgica, na noite de 18 de junho do ano passado, mas apenas agora foi levado a tribunal. Como não conseguia adormecer, a mulher decidiu ir dar uma volta de carro. Acabou por ser apanhada pelas autoridades a 238 km/h, segundo o jornal local "Gazet Van Antwerpen".

Na semana passada, a mulher foi presente a tribunal. O juiz ficou surpreendido pela idade da arguida, inclusive perguntando se fora mesmo ela quem esteve atrás do volante no momento da infração. "Era eu que estava a conduzir. Não estava a conseguir adormecer naquela noite e, portanto, decidi dar uma volta para 'limpar' a cabeça", admitiu perante o juiz.

A automobilista explicou ao juiz que não se apercebeu de que estava a circular a uma velocidade tão alta.

O tribunal de Namur decretou uma multa de quatro mil euros, bem como uma suspensão da carta durante três meses.

Na noite da infração, a mulher de 79 anos estava a conduzir um Porsche Boxster GTS, modelo que vai dos 0 os 100 km/h em quase cinco segundos.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 25.07.2017

 

 

Turquia tenta resolver crise no Golfo Pérsico

25 de Julho, 2017

O Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, tenta estabelecer, na Arábia Saudita, uma plataforma de negociações com o rei Salman, para dar solução as diferenças com o Qatar.

A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egipto cortaram laços e impuseram sanções ao Qatar no mês passado, acusando-o de apoiar o terrorismo. Doha nega as acusações.
Os quatro países querem que o Qatar feche uma base turca, restrinja as relações com o Irão e feche o canal de televisão Al Jazeera.
Segundo a agência de notícias saudita SPA, o rei Salman e Erdogan discutiram esforços para combater o terrorismo e suas fontes de financiamento.
O Presidente turco deve visitar o Koweit, que está a tentar, também, mediar a crise, e o Qatar durante a viagem de dois dias à região do Golfo Pérsico.
Na véspera, o líder turco disse que prolongar a crise no golfo pérsico “não é do interesse de ninguém”, antes de efetuar uma viagem pela região para tentar apaziguar as tensões entre a Arábia Saudita e o Qatar.

 

Rússia e rebeldes sírios fazem acordo de segurança

24 de Julho, 2017

As autoridades russas concluíram um acordo com os rebeldes sírios no contexto do diálogo de paz no Cairo para garantir a segurança na região de Guta Oriental, na Síria, anunciou o Ministério da Defesa russo.

 “Foram assinados acordos para a implementação de uma zona de 'segurança' no enclave de Guta Oriental”, na Síria, declarou o Ministério num comunicado publicado sábado.
O acordo foi alcançado em negociações entre autoridades russas e opositores moderados na capital egípcia.
As “fronteiras” da área onde se vai aplicar o mecanismo “foram definidas, assim como os lugares de deslocamento” das forças de segurança encarregadas de supervisionar o respeito ao cessar-fogo, informou o Ministério.
Também foram alcançados acordos para estabelecer “rotas de abastecimento humanitário para a população, a fim de que os residentes gozem de liberdade de movimento”.
“Nos próximos dias será enviado um comboio de ajuda humanitária e os feridos mais graves serão evacuados”, acrescentou o Ministério.
No começo de Julho, foram realizadas negociações multilaterais em Astana (Cazaquistão), que não permitiram, no entanto, garantir a segurança de várias áreas nem o estabelecimento de um cessar-fogo duradouro na Síria.
Foi mencionado um possível destacamento das forças de manutenção de paz em quatro áreas da região de Idlib, da província de Homs, do enclave de Guta Oriental e no Sul do país. Foi estudada a possibilidade de criar “centros de coordenação e de vigilância” do cessar-fogo, um “mandato” das forças estrangeiras para garantir a segurança das “zonas de segurança” e do direito desses militares recorrerem à força.
Foi prevista uma nova reunião em Astana, na qual participarão rebeldes e representantes turcos e iranianos, para “a última semana de Agosto”, segundo autoridades de Moscovo.

Vítimas da fome são já 16 milhões

25 de Julho, 2017

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alertou ontem que cerca de 16 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária na Somália, no Quénia, na Etiópia, na Tanzânia e no Uganda e que o número de carenciados nestes países aumentou cerca de 30 por cento desde o fim de 2016.

De acordo com a FAO, com a falta de chuvas a fome piorou a situação, afectou campos agrícolas e de pastagem e provocou a morte de milhares de animais. Os níveis de precipitação caíram para menos de metade no centro e sul da Somália, no sudeste da Etiópia, nas regiões norte e leste do Quénia, no norte da Tanzânia e no nordeste e sudoeste do Uganda.
A FAO destaca que a falha da temporada chuvosa pela terceira vez consecutiva afectou a resiliência das famílias que agora precisam de apoio de subsistência “urgente e eficaz”.
O director de Emergências da FAO, Dominique Burgeon, disse que a falta de chuvas deixa as famílias sem formas de lidar com a situação que precisa de apoio antes que piore rapidamente.
Na Somália, a assistência humanitária evitou a fome mas quase metade da população não sabe o que vai comer na refeição seguinte. 
A previsão é que as condições piorem em toda a região da África Oriental.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 06.07.2017

 

Trump pede que aliados confrontem 'mau comportamento' da Coreia do Norte

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/07/2017 06:17:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu há pouco que os países aliados confrontem o que chamou de "mau comportamento" da Coreia do Norte e disse que algo precisa ser feito em relação ao país.

"Estamos considerando algumas coisas muito severas em relação à Coreia do Norte. Mas não vou adiantar quaisquer planos ainda", completou, em coletiva de imprensa em Varsóvia (Polônia), onde se encontrou com o presidente polonês, Andrzej Duda.

Na terça-feira, a Coreia do Norte anunciou que havia feito um teste de míssil balístico que teria capacidade de chegar até o Alasca. Os Estados Unidos e a Coreia do Sul reagiram com simulações militares, com o objetivo de intimidar a retórica beligerante de Pyongyang.

Agora, é esperado uma reação mais incisiva do presidente dos Estados Unidos, que está em visita à Europa. Nesta quinta-feira, ele participou da cúpula sobre a Iniciativa Três Mares, na Polônia. Amanhã, Trump vai se encontrar com líderes do G-20, em Hamburgo, na Alemanha.

Durante a coletiva com o presidente polonês, Trump voltou a negar que campanha dele no ano passado tivesse influência da Rússia. Ele discutiu com uma jornalista e criticou a rede americana CNN. De acordo com ele, setores da mídia americana têm sido "desonestos". "Eles produzem fake news", disse. (com Associated Press)

Protesto da oposição termina com pelo menos 20 detidos em Caracas

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/06/2017 19:54:19

Pelo menos 20 jovens foram detidos quinta-feira (29) pela Polícia Nacional Bolivariana (PNB) no leste de Caracas, ao final de um protesto feito pela oposição contra a Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo governo. O protesto foi dispersado com disparos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, segundo a Agência EFE.

Os jovens foram presos no município de Chacao, considerado reduto da oposição, e colocados em um caminhão de carga para encaminhamento a uma delegacia.

O deputado opositor e primeiro vice-presidente do Parlamento, Freddy Guevara, assegurou que o total de detidos é próximo de 40 e acrescentou que entre eles há várias mulheres.

Coordenador nacional do partido Vontade Popular, Guevara disse que a maioria dos detidos é formada de estudantes da Universidade Simón Bolívar (USB), de Caracas, e que eles foram levados até a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), a oeste da capital venezuelana.

O líder da oposição Henrique Capriles divulgou um vídeo no Twitter, que mostra agentes da polícia fazendo as detenções e “roubando” os estudantes, segundo denunciou.

O presidente da Federação de Centros de Estudantes da USB, Daniel Ascanio, informou, também no Twitter, que entre os detidos há três menores de idade.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática convocou hoje uma mobilização na sede do Poder Eleitoral, em Caracas, para rejeitar o processo de mudança de Constituição promovido pelo governo de Nicolás Maduro.

Os opositores denunciaram que essa manifestação foi “reprimida”, o que impediu o prosseguimento do protesto.

De acordo com números do Ministério Público, 79 pessoas já morreram na Venezuela em incidentes violentos ocorridos durante atos populares a favor e contra o governo desde 1º de abril, quando começou a atual onda de manifestações contra o presidente Nicolás Maduro.

 

 

ONG alerta que 20 mil crianças somalis correm risco de morrer de fome

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/06/2017 10:23:11

Mais de 20 mil crianças correm o risco de morrer de fome em poucos meses devido aos casos de desnutrição que dispararam em diferentes regiões da Somália devido à grave seca, alertou ontem (29) a organização Save the Children. A informação é da Agência EFE.

“A falta de alimentos e o crescente número de crianças gravemente desnutridas são alarmantes”, afirmou o diretor da organização na Somália, Hassan Noor Saadi, em comunicado.

Segundo explicou, as chuvas mais recentes têm sido irregulares e não têm permitido salvar as colheitas nem o gado, prejudicando as famílias que têm ficado sem sua principal fonte de renda.

A Save the Children denunciou que os casos de desnutrição dispararam em nove distritos do país e pediu à comunidade internacional que intensifique de maneira urgente sua ajuda para enfrentar esta situação de emergência humanitária.

Organizações internacionais advertiram reiteradamente nos últimos meses que se não se agir de imediato para frear esta situação, a Somália sofrerá uma nova crise de fome, como a ocorrida em 2011, quando cerca de 260 mil pessoas morreram.

 

 

Morre Simone Veil, símbolo do feminismo e ex-presidente do Parlamento Europeu

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/06/2017 19:56:00

A primeira mulher eleita presidente do Parlamento Europeu, em 1979, Simone Veil, morreu ontem (30) aos 89 anos, anunciou a família.

Simone Veil é considerada símbolo da luta pelos direitos das mulheres após legalizar o aborto na França em 1974, quando era ministra da Saúde.

Ela sobreviveu, durante sua adolescência, ao campo de extermínio nazista de Auschwitz. Nascida em Nice em 1927, em uma família de judeus não praticantes, foi detida pela Gestapo em 1944, assim como boa parte de seus familiares, alguns dos quais (seus pais e um irmão) não sobreviveram à detenção.

De volta à França, Veil estudou direito e trabalhou como funcionária do alto escalão na magistratura até que, em maio de 1974, o presidente recém-eleito, Valéry Giscard d’Estaing, a nomeou ministra de Saúde, cargo em que ficou marcada sobretudo pela conhecida “Lei Veil”, que permitiu a interrupção voluntária da gravidez.

Na defesa dessa lei no Parlamento, Simone enfrentou uma oposição particularmente dura da direita, com alguns deputados chegando a acusá-la de apoiar o genocídio e de comportamento similar ao dos nazistas.

Entre 1979 e 1982, ela presidiu o Parlamento Europeu, na primeira vez em que seu integrantes foram eleitos por sufrágio universal.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 06.07.2017

 

 

G20 deve marcar isolamento de Trump em questão climática

Rascunho de declaração final evidenciará divergências no grupo

Agência ANSA

 

O comunicado final da cúpula do G20 em Hamburgo, na Alemanha, deve incluir de maneira explícita o isolamento dos Estados Unidos na questão climática, algo incomum em encontros multilaterais desse tipo.

Segundo a agência alemã "DPA", o rascunho do documento menciona as divergências com o presidente Donald Trump, com os outros membros do grupo "reconhecendo a saída dos EUA" do Acordo de Paris, mas cobrando a "rápida aplicação" de um tratado que consideram "irreversível".

Por outro lado, os Estados Unidos "confirmam a necessidade de uma abordagem global que reduza os gases do efeito estufa", porém sem abdicar do "crescimento econômico" e da "segurança energética".

O isolamento de Trump já havia ficado claro no G7 de Taormina, na Itália, em maio passado, quando apenas o norte-americano se recusou a assumir compromissos com a luta pelo meio ambiente.

Poucos dias depois, o presidente anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris, a mais ambiciosa tentativa multilateral de limitar o aquecimento global.

"Estamos ainda em negociações, e há diversas opções", disse nesta quinta-feira (6) a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante um encontro com a imprensa antes do início do G20.

"Sabemos que os Estados Unidos sairão do Acordo de Paris, mas todos os outros se reconhecem no tratado. Os negociadores terão muito trabalho nas próximas noites", acrescentou. O grupo reúne 20 das maiores economias do planeta: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia.

Rússia enviará policiais do Exército para patrulhar zonas de conflito na Síria

 

A Rússia vai enviar policiais militares para patrulhar as zonas de conflito na Síria para fornecer segurança e proteção local, disse ontem (5) à imprensa o representante especial do presidente russo sobre a Síria, Alexander Lavrentie. A informação é da agência chinesa Xinhua.

"Gostaria de enfatizar que estas são unidades não-combatentes do Exército regular, são unidades policiais com tarefas específicas e sem combate," afirmou Lavrentie, após a quinta rodada de negociações de paz sírias em Astana, capital do Cazaquistão. Ele disse que a polícia militar russa na Síria terá apenas armas leves para autodefesa.

Alexander Lavrentie convidou os membros da Comunidade de Estados Independentes (CEI - organização supranacional envolvendo 11 repúblicas que pertenciam à antiga União Soviética: Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Moldávia, Rússia, Tajiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão) a considerar o envio de observadores militares para a missão de manutenção da paz em zonas de desembarque na Síria.

Estados Unidos enviam reforços para ofensiva contra o Estado Islâmico na Síria

A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos enviou reforços de pessoal e armamento para as Forças Democráticas Síria (FDS) para fortalecer a ofensiva na cidade síria de Al Raqqa, para expulsar o Estado Islâmico (EI) de seu último e principal reduto no país. As informações são da Agência Télam.

Dezenas de caminhões vieram da fronteira do Iraque para a Síria e seguiram em direção a Al Raqqa, onde as FDS, uma aliança armada liderada por milícias curdas, estão há um mês em uma ofensiva na cidade, informou nesta quinta-feira (6) o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

A organização, que faz oposição ao governo sírio de Bashar al-Assad, disse que nas últimas horas ocorrem vários combates em diferentes frentes no norte da Al Raqqa.

A aliança liderada pelos curdos tem o apoio de aviões da coalizão internacional liderada pelos EUA e de tropas especiais em terra, que agora recebem reforço norte-americano.

Em 6 de junho, o FDS começou o ataque nas regiões norte, leste e oeste de Al Raqqa e, nos últimos dias, tinha feito progressos significativos no sul da cidade.

EUA dizem na ONU estar preparados para usar força contra Coreia do Norte

 

A representante dos Estados Unidos junto às Nações Unidas, embaixadora Nikki Haley, disse quarta-feira (5), em uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU que o seu país está preparado para agir militarmente contra a Coreia do Norte se for preciso. Segundo ela, os norte-coreanos estão “rapidamente se fechando para qualquer possibilidade de uma solução diplomática” e afirmou que os EUA devem apresentar nos próximos dias uma proposta de resolução com novas sanções contra aquela nação asiática.

A reunião do Conselho de Segurança foi convocada emergencialmente após a Coreia do Norte ter lançado terça-feira (4) um míssil balístico intercontinental que atingiu o mar do Japão. O porta-voz do Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos), Jeff Davis, afirmou que esse é o primeiro míssil desse tipo lançado pelos norte-coreanos.

Segundo especialistas, esse míssil representa um novo padrão de ameaça, já que poderia atingir lugares mais distantes, como a Austrália, o Havaí e até mesmo o Alaska, nos Estados Unidos. A Coreia do Norte afirmou que o foguete tem capacidade de carregar uma grande ogiva nuclear.

Recado à China

Durante a reunião, a representante dos Estados Unidos afirmou que o seu país poderá interromper as trocas comerciais com nações que não respeitem as sanções impostas à Coreia do Norte pelo Conselho de Segurança da ONU. A mensagem pode ser um recado para a China, já que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou quarta-feira por meio de mensagens no Twitter que os chineses teriam aumentado o seu comércio com a Coreia do Norte em quase 40% no primeiro trimestre deste ano.

O representante da China no Conselho de Segurança, Liu Jieyi, disse na reunião que o lançamento norte-coreano é inaceitável e uma flagrante violação das resoluções da ONU. Já o representante russo disse que a possibilidade de ação militar deve ser excluída e que sanções não irão resolver a questão.

Numa ação conduzida como resposta ao lançamento do novo míssil norte-coreano, o Pentágono informou que os Estados Unidos e a Coreia do Sul realizaram quarta-feira (5) exercícios militares conjuntos no litoral sul da península coreana.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 06.07.2017

 

 

Violência em Hamburgo durante protestos contra o G20

PUB

São esperados cerca de 100 mil protestantes de toda a Europa. Vinte mil polícias estão destacados pela cidade

"Bem-vindos ao inferno". Este foi o nome atribuído pelos organizadores ao protesto que se realizou, esta quinta-feira, em Hamburgo, cidade onde decorre a cimeira do G20.

Cerca de 20 mil polícias estavam a patrulhar a cidade, visto que se esperavam cenas de violência, como acabou por acontecer, de acordo com o Telegraph.

As autoridades, que esperam cerca de 100 mil protestantes de toda a Europa, foram atacadas com garrafas e outros objetos, atirados por pessoas vestidas de preto.

Выступив в Варшаве накануне встречи руководителей государств «большой двадцатки», Дональд Трамп заявил, что «будущее запада находится под угрозой»  и высказал несколько пожеланий антироссийской направленности…

Donald Trump diz que futuro do Ocidente está em jogo

 

PUB

"A questão fundamental é se o Ocidente tem vontade de sobreviver", afirmou o presidente dos Estados Unidos

O Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou hoje durante um discurso em Varsóvia, Polónia, que o futuro do Ocidente está em jogo, exortando as nações a mostrarem mais determinação para enfrentar os atuais desafios.

Na capital polaca, o chefe de Estado norte-americano declarou que as nações devem "defender a civilização" ocidental de desafios como o terrorismo, a burocracia e a erosão das tradições e apontou a Polónia -- que no último século enfrentou as ocupações nazi e soviética -- como um exemplo de determinação.

"Como a experiência polaca nos recorda, a defesa do Ocidente depende, em última instância, não só dos meios mas também da vontade do seu povo para triunfar. A questão fundamental do nosso tempo é se o Ocidente tem a vontade de sobreviver", afirmou Trump dirigindo-se aos milhares de polacos concentrados na histórica praça Krasinski, em frente a um monumento de homenagem à resistência polaca à ocupação nazi.

"A história da Polónia é a história de pessoas que nunca perderam a esperança, que nunca desistiram e que nunca esqueceram quem eram", prosseguiu Trump, que está na capital polaca antes de partir para Hamburgo, Alemanha, onde vai participar numa cimeira dos 20 países mais industrializados e emergentes (G20).

E acrescentou: "A nossa própria luta em defesa do Ocidente não começa no campo de batalha", mas "começa nas nossas mentes, na nossa vontade e nas nossas almas".

Donald Trump disse que os Estados Unidos darão as boas-vindas a todos aqueles que "partilharem" dos mesmos valores, mas frisou que as fronteiras americanas estarão fechadas "ao terrorismo e ao extremismo".

No mesmo discurso, o governante sublinhou que os Estados Unidos já demostraram "não só por palavras, mas também com ações" que estão comprometidos com a defesa de todos os Estados-membros da NATO.

Trump destacou o compromisso de Washington com o 5.º artigo do Tratado Atlântico Norte (um ataque armado contra um dos membros da organização é considerado um ataque contra todos) -- algo que evitou na cimeira da NATO em maio último -- e voltou a mencionar o caso da Polónia, um "exemplo" por gastar na Defesa 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB).

"A Europa deve demonstrar que acredita no seu futuro, investindo o seu dinheiro no seu futuro", disse o líder norte-americano, referindo que, devido à sua insistência, "milhares e milhares de milhões" estão a ser canalizados por aliados da NATO que não estavam a cumprir com as suas "obrigações financeiras".

Neste âmbito, Trump realçou que "uma Polónia forte é uma bênção para a Europa, e uma Europa forte é uma bênção para o mundo" e frisou o compromisso da administração norte-americana com a segurança da Polónia e com "uma Europa forte e segura".

O discurso de Trump em Varsóvia também visou a Rússia, cujo Presidente, Vladimir Putin, vai encontrar-se com o homólogo americano à margem da cimeira do G20.

O Presidente norte-americano declarou que Moscovo deve acabar com as "atividades desestabilizadoras" na "Ucrânia e em outros países", deixar de apoiar "regimes hostis" como a Síria e o Irão, e apoiar o Ocidente contra o "inimigo comum" em "defesa da civilização", ou seja, o terrorismo extremista islâmico.

Ainda sobre a Rússia, Trump afirmou que os Estados Unidos estão dispostos a ampliar a cooperação com a Europa de Leste na área energética para que a região não seja nunca mais "refém de um único fornecedor", neste caso, do fornecimento de gás por parte de empresas russas.

Soldado português ferido a tiro na República Centro Africana

 

PUB

País está em conflito civil desde 2013. Família do militar já foi informada

Um soldado português foi ferido a tiro, esta quinta-feira, na República Centro Africana, onde se encontra ao serviço da ONU, numa força constituída por 160 militares.

De acordo com fontes militares contactadas pelo DN, o ferimento é ligeiro, num dos braços, e neste momento tenta-se retirar o soldado dos Comandos por via área do local, Mobaye, para Bangui, que fica a cerca de 300 quilómetros.

O meio aéreo será da ONU.

O país africano está em conflito civil desde 2013, entre duas fações, uma cristã e uma muçulmana.

A força nacional destacada está no local desde janeiro e integra militares da Força Aérea.

Em comunicado, as Forças Armadas confirmam "um incidente no decorrer da sua atividade operacional".

"O Estado-Maior-General das Forças Armadas informa que, no âmbito da Força Portuguesa ao serviço da Organização das Nações Unidas na República Centro Africana (MINUSCA), ocorreu um incidente no decorrer da sua actividade operacional, na região de Mobaye, hoje cerca das 12H00 horas, de que veio a resultar um militar Português com um ferimento no braço esquerdo.
O militar em causa encontra-se livre de perigo, e a família do militar está já informada deste incidente", pode ler-se.

A força portuguesa é constituída por 160 militares - 156 do Exército, entre os quais 111 Comandos, e quatro da Força Aérea. O contingente português, atualmente empregue como Força de Reação Rápida do comandante da missão da Organização das Nações Unidas, será rendido em agosto.

O país, com 4,5 milhões de pessoas, vive desde 2013 um conflito civil, entre a coligação rebelde Seleka, maioritariamente muçulmana, que depôs o então Presidente, François Bozizé, e a milícia anti-Balaka, que é na sua maioria cristã.

França vai fechar 3 mesquitas por incitamento ao terrorismo

PUB

Desde que entrou em vigor o estado de emergência, em novembro de 2015, fecharam 16.

O Governo francês está a preparar o encerramento de três mesquitas por apologia do terrorismo, revelou hoje o ministro do Interior, adiantando que desde que entrou em vigor o estado de emergência, em novembro de 2015, fecharam 16.

Numa entrevista ao canal televisivo "CNews", Gérard Collomb indicou que a justificação para o encerramento é que nestas mesquitas se fazem discursos de incitação a atos terroristas.

O ministro acrescentou que durante esta temporada estival foram mobilizados 23.000 polícias e guardas para garantir a segurança por ocasião das férias.

Questionado sobre a crise de refugiados no Mediterrâneo, Collomb reiterou que a sua prioridade é "estabelecer um certo número de acordos com os países" de onde vêm estes migrantes para que os que não tenham direito de asilo possam ser devolvidos rapidamente.

Uma questão que, antecipou, vai ser abordada numa cimeira no próximo dia 24, em Tunes, com os países mediterrâneos.

Tendo em conta que o problema é que na Líbia "não há um Estado estável" e que isso propiciou a ação dos "traficantes de uma crueldade terrível", Collomb disse que a sua ideia é definir neste país uma espécie de "cordão sanitário" para que o controlo ocorra nesse local.

O governante antecipou ainda que os países europeus vão pedir ao Alto Comissariado para os Refugiados da ONU (ACNUR) que instale bases para tramitar as chegadas destas pessoas e, "em caso de países seguros, a devolução aos seus países".

Quanto aos que se concentram no norte de Paris, junto ao centro humanitário de acolhimento temporário de potenciais solicitadores de asilo, que abriu em novembro, o ministro afirmou que "vai ser examinada muito rapidamente a situação" para expulsar os que não possam ter estatuto de refugiado.

"Não queremos que haja 2.000 a 3.000 pessoas na rua" e para evitar, num primeiro momento, vão ser divididos por diversos pontos da região da capital, contou.

Um homem e quatro crianças mortalmente esfaqueados em Atlanta

 

PUB

A mãe das crianças foi detida

A polícia de um subúrbio de Atlanta, no estado da Geórgia, sudeste dos Estados Unidos, anunciou que encontrou encontrado os cadáveres de um homem e de quatro crianças, vítimas de esfaqueamento, dentro de uma casa em Loganville. Uma outra criança foi transportada para o hospital.

Num breve comunicado citado pela agência Associated Press, a polícia precisa que os corpos foram encontrados às primeiras horas da manhã de hoje em Loganville, cerca de 48 quilómetros a leste de Atlanta.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 06.07.2017

 

 

641 mortos, 224 deles civis, no primeiro mês de ofensiva em Raqa

Pelo menos 641 pessoas morreram no primeiro mês da ofensiva lançada a 6 de junho pelas Forças Democráticas da Síria e aliados para recuperar Raqa, bastião do grupo Estado Islâmico na Síria.

Os dados, divulgados esta quinta-feira pela ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, precisam que entre as vítimas mortais há 224 civis, 38 deles menores, 311 jiadistas e 106 membros das FDS e aliados.

Há duas semanas, o Observatório divulgou números segundos os quais entre 23 de maio e 23 de junho os bombardeamentos da coligação internacional em Raqa mataram 250 civis, 53 dos quais crianças, e precisou tratar-se do número mais elevado de civis mortos desde o início das operações militares da coligação na Síria, a 23 de setembro de 2014.

O porta-voz da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, reagiu aos números divulgados hoje afirmando que eles se baseiam em "fontes pouco fiáveis" e que a coligação publica os seus números, obtidos "através de um método transparente".

"A maior parte [dos outros balanços] não se baseia em análises tão detalhadas e baseia-se frequentemente [...] em fontes pouco fiáveis", disse o porta-voz, o coronel Ryan Dillon.

Segundo o Observatório, que recolhe informação através de uma rede de ativistas, voluntários e médicos no terreno, as FDS enfrentam resistência dos 'jihadistas' na cidade velha, no leste de Raqa, e no bairro de Al-Hal, no sul.

As imagens de uma das maiores apreensões de marfim em Hong Kong

 

As autoridades alfandegárias de Hong Kong indicaram esta quinta-feira que apreenderam mais de 9 milhões de dólares (7,9 milhões de euros) em marfim esta semana, na segunda maior apreensão em 30 anos.

Os agentes da alfandega descobriram 7.200 quilos de marfim em presas de elefante na passada terça-feira num navio cargueiro proveniente da Malásia, carregamento que tinha sido identificado como peixe congelado, indicaram as autoridades de Hong Kong.

As autoridades alfandegárias dispuseram publicamente amostras das presas empilhadas no chão das instalações da alfandega junto ao porto de contentores de Hong Kong.

As autoridades indicaram ainda que foram detidas três pessoas numa empresa comercial de Hong Kong relacionada com o carregamento.

Hong Kong, um hub importante para o comércio ilícito de produtos provenientes da vida selvagem, está a preparar-se para banir a venda local de Marfim até 2021.

De acordo com os regulamentos alfandegários de Hong Kong, qualquer empresa ou pessoa descoberta a tentar contrabandear este tipo de mercadoria de ou para dentro da China ou a importar ou exportar espécies em vias de extinção sem licença incorre em penas de multa ou prisão

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 06.07.2017

 

Pequim e Berlim acertam acordos para ultrapassar barreiras políticas

Altino Matos

6 de Julho, 2017

Pequim entrou definitivamente na rota da conquista de novos espaços na Europa, dentro de uma estratégia desenhada há décadas pela liderança do Partido Comunista Chinês, onde pretende ser tão influente na política internacional, como Berlim, Paris e Bruxelas, ou ainda como a emblemática Londres, que se ajeita para consolidar a saída da União Europeia.

Míssil intercontinental altera o quadro militar

Altino Matos |

6 de Julho, 2017

Os novos acontecimentos na Península coreana, agravados com as dúvidas sobre a capacidade do míssil balístico intercontinental da Coreia do Norte, que atingiu o mar do Japão na terça-feira, alteram o quadro de equilíbrio militar e exigem do Conselho de Segurança da ONU grande capacidade para manter as partes comprometidas com a agenda de paz e evitar uma guerra que já esteve bem perto do seu início.

As diferenças políticas, principalmente entre Pyongyang e Washington, atingiram um nível tal que agora só pode ser evitado um “desastre” com o concurso de uma grande capacidade negocial, segundo analistas políticos dedicados aos assuntos militares na península coreana. Os Estados Unidos, segundo a imprensa internacional, puseram em marcha procedimentos técnicos dirigidos a acções de infiltração e neutralização de suportes operativos de carácter militar em linhas inimigas.
O Presidente Donald Trump abandonou a agenda política que dava lugar à diplomacia para influenciar o líder Kim Jong-Un a abandonar a via da potenciação nuclear com fins militares, em nome de um clima de pacificação na região. Trump afirmou que a “paciência estratégica acabou e que agora vão ser considerados outros factores e que a Coreia do Norte havia de sentir a mão pesada dos Estados Unidos.”
O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, avançou que o seu país jamais vai sentir-se intimidado, principalmente agora que alcançou uma capacidade de proferir ataques de grande distância, sem nunca citar directamente os Estados Unidos. Pyongyang mereceu reprovações de vários países, inclusive da China e da Rússia, que costumam agir em sua defesa, quando pedem contenção não apenas nas palavras mas nas acções de carácter militar e políticas, como as ameaças de ataque e sanções.  O Presidente chinês e o líder russo pediram aos países envolvidos para não abandonarem as iniciativas políticas e continuarem a apostar na capacidade das suas inteligências, como a melhor via para se chegar a um entendimento sobre a segurança e definições de cooperação política. Xi Jimping e Vladimir Putin recusaram-se a recorrer a termos pesados para classificar a insistência de Kim Jong-Un, mas foram duros no discurso, passando uma clara imagem de desencanto com o clima tenso que paira na região asiática. As autoridades norte-coreanas  anunciaram que o seu novo míssil é capaz de carregar uma “carga grande e pesada.” A agência oficial norte-coreana

noticiou ontem que o confronto com os Estados Unidos entrou na sua “fase final”, sem avançar mais detalhes, fazendo menção apenas que é uma decisão do líder Kim Jong-Un. Especialistas em matéria de segurança e armas nucleares estão divididos quanto à capacidade real do míssil, que foi lançado na terça-feira num momento decisivo nas ambições armamentistas de Pyongyang, se o mesmo é capaz de alcançar o Alasca, território norte-americano. 
A imprensa internacional diz tratar-se de uma acção de propaganda de Pyongyang para se superiorizar a Washington, citando depoimentos de especialistas russos em inteligência. Nos Estados Unidos, o ambiente é de grande preocupação, com os sectores mais rígidos a defenderem uma acção imediata para desfazer o efeito do novo teste de Pyongyang. 
A imprensa norte-americana não avança nem os métodos nem a técnica a ser envolvida, em caso de ataque. Os corredores do Pentágono estão a agir com base nas declarações do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que confirmou a existência do míssil balístico intercontinental pelas forças norte-coreanas.
“Os Estados Unidos condenam fortemente o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico intercontinental. Testar um ICBM representa uma nova escalada na ameaça aos Estados Unidos, aos nossos aliados e parceiros, à região e ao mundo”, disse, na altura, o secretário de Estado Tillerson.

  Secretário-Geral da  ONU

O Secretário-Geral das Nações Unidas pediu aos países envolvidos na Península coreana para evitarem linguagem mosculada, por forma a manter a esperança num entendimento político e militar.   António Guterres comentava os últimos acontecimentos naquela região, onde a situação entrou num clima bastante difícil com o teste de terça-feira de um míssil balístico intercontinental pelas forças militares norte-coreanas. A ONU, disse Guterres, é a favor do diálogo para superar a violência.

 

Morreu Joaquín Navarro porta-voz de João Paulo II durante 22 anos

6 de Julho, 2017

O espanhol Joaquín Navarro-Valls, que foi, durante 22 anos, o porta-voz exclusivo do Papa João Paulo II, morreu na noite desta quarta-feira, em Roma, aos 80 anos de idade, em consequência de um câncer, anunciaram o Vaticano e a Opus Dei. AFP

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 17.07.2017

 

98% dos que foram às urnas na Venezuela votaram contra alteração da Constituição

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/07/2017 15:49:00

A grande maioria da população venezuelana que compareceu à consulta popular no domingo, organizada pela oposição, rejeitou a Assembleia Nacional Constituinte do governo de Nicolás Maduro. Segundo a reitora da Universidade Central da Venezuela, Cecilia García Arocha, afirmou que um total de 7.186.170 venezuelanos participaram da votação.

De acordo com o jornal El Universal, 98,4% dos que votaram rejeitaram a Assembleia Nacional Constituinte proposta pelo governo Maduro, enquanto 0,13% disseram ser a favor. Já 98,5% afirmaram que a Força Armada Nacional deve obedecer às decisões da Assembleia Nacional, enquanto 0,12% disseram que não.

Em relação ao pedido de renovação dos poderes públicos e para que sejam convocadas eleições "livres e transparentes" e se instaure um governo de transação e de "unidade nacional", 98,3% dos eleitores afirmaram que são a favor da proposta, enquanto 0,14% se posicionaram contrários.

Recuperação de Mossul abre espaço para volta dos deslocados, diz ONU

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/07/2017 22:11:29

A recuperação da cidade de Mossul pelo Exército iraquiano abre espaço para criar as condições necessárias para o retorno voluntário, seguro e digno dos deslocados pelo conflito, afirmaram ontem (10) as Nações Unidas em um comunicado.  Em nota, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou o povo e o governo do Iraque pela sua “coragem, determinação e perseverança” e disse que a retomada da cidade é “um passo significativo na luta contra o terrorismo e o extremismo violento”. As informações são da ONU News.

Guterres manifestou solidariedade pela perda de vidas no conflito e desejou pronta recuperação aos feridos. Os atuais desafios em Mossul incluem a restauração do Estado de direito, evitando o retorno à violência e promovendo a responsabilização pelas violações cometidas. O secretário-geral disse através do seu porta-voz do que a ONU estará ao lado do governo nas ações para promover a volta da normalidade à cidade.

Estima-se que 700 mil pessoas ainda estejam deslocadas de Mossul, sendo que quase metade delas vive em 19 acampamentos de emergência. Muitos dos que fugiram perderam tudo e precisam de alimentos, cuidados de saúde, água, saneamento e kits de emergência.

“Quase o inimaginável”

O Escritório da ONU para Assuntos Humanitários revelou que se observam “níveis de trauma mais elevados que em qualquer lugar” em Mossul, onde as pessoas “viveram quase o inimaginável”, segundo a coordenadora humanitária da organização no Iraque, Lise Grande. Segundo ela, 920 mil civis fugiram de suas casas após o início da campanha militar para retomar a cidade em outubro de 2016.

Lise considerou um alívio saber que a campanha militar na cidade está no fim. Mas advertiu que a crise humanitária continua. As Nações Unidas atuam há meses no terreno, onde “grandes esforços foram feitos pelo governo e pelos parceiros na linha da frente para se estar um passo adiante da crise”.

 

Mais da metade da população mundial não tem acesso a saneamento básico, diz ONU

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/07/2017 22:04:21

Cerca de 4,5 bilhões de pessoas no mundo – bem mais da metade da população global atual de 7,6 bilhões de habitantes - não têm acesso a saneamento básico seguro, segundo relatório recente divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Já a quantidade de moradores do planeta com algum saneamento básico é de 2,3 bilhões. A informação é da ONU News.

O documento das Nações Unidas indica ainda que o número de pessoas sem acesso à água potável em casa é de 2,1 bilhões em todo o mundo. Esta é a primeira vez que a OMS e o Unicef fazem um levantamento global sobre água, saneamento básico e higiene.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus afirmou que água potável encanada, saneamento e higiene não deveriam ser privilégios apenas daqueles que vivem em centros urbanos e em áreas ricas. Para ele, os governos são responsáveis por assegurar que todos tenham acesso a esses serviços.

Esgoto tratado

Desde 2000, quando foi lançada a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, bilhões de pessoas ganharam acesso à água potável e saneamento, mas esses serviços não garantem necessariamente o saneamento seguro, aquele que é ligado a uma rede de esgoto tratado.

Esse quadro gera doenças que podem ser mortais para crianças com menos de cinco anos de idade.

Todos os anos, mais de 360 mil menores morrem de diarreia, uma doença evitável. Já o saneamento mal feito pode causar cólera, disenteria, hepatite A e febre tifóide, entre outros problemas.

O diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, disse que ao melhorar esses serviços para todos, o mundo dará às crianças a chance de um futuro melhor.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 17.07.2017

 

UE e Reino Unido começam 2ª rodada de negociações do Brexit

Negociadores farão reuniões até a quinta-feira (20)

Agência ANSA

Começou nesta segunda-feira (17) a segunda rodada de negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado "Brexit". A partir de hoje até quinta-feira (20), os negociadores começarão a debater os pontos-chaves do divórcio, como a questão da cidadania, da "conta" financeira da saída e o caso da Irlanda do Norte.

    Ao chegar a Bruxelas, o negociador-chefe britânico, David Davis, lembrou da primeira reunião, ocorrida em junho, e disse que os debates começaram "bem", mas que agora "é hora das questões fundamentais".

    Por sua vez, o chefe das negociações pelo lado dos europeus, Michel Barnier, ressaltou que é "necessário avaliar e comparar nossas respectivas posições para que possamos progredir". "Agora vamos mergulhar nas questões centrais", acrescentou ainda o negociador.

    Em junho, os dois líderes se reuniram para definir a agenda de negociação e quais seriam os pontos prioritários. Ficou definido que os primeiros temas em discussão seriam a questão dos cidadãos europeus que moram no Reino Unido e vice-versa, os valores que a separação iria custar - estimativas apontam que o "divórcio" deve custar entre 60 bilhões de euros e 100 bilhões de euros - e a questão da jurisdição europeia na Grã-Bretanha.

    Pelo planejamento, além dos encontros entre Barnier e Davis, grupos de técnicos dos dois lados já iniciarão a analisar os três temas ainda hoje. Já a questão da Irlanda do Norte, que vive em relativa paz através de um acordo que incluiu a UE, será analisada em separado dado o delicado tema.

    Apesar de críticas do Parlamento Europeu, que rejeitou a proposta sobre a cidadania apresentada pelos britânicos por considerar que ela estava muito distante do que propõe a UE, o chanceler Boris Johnson estava otimista para o encontro de hoje e disse que a oferta de Londres "é igualitária, séria e muito boa".

    Do "lado europeu", o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Alfonso Dastis, destacou que "viu mudanças" na postura britânica e disse que o governo de Londres "agora aceita negociar um regime de transição" sobre o tema.

    A agenda oficial aponta que Barnier e Davis só se pronunciarão oficialmente sobre as negociações ao fim da última reunião na quinta-feira.

    De acordo com o Tratado de Lisboa, a negociação da saída de um país do bloco econômico deve demorar dois anos, sendo que há a possibilidade de prorrogação em caso de concordância. A ideia europeia é fechar todo o debate até o fim de 2018 para permitir que todos os Parlamentos dos 27 Estados-membros ratifiquem o acordo até março de 2019, quando encerram-se os dois anos da notificação inicial. (ANSA)

 

Imigrante esfaqueia policial em Milão e fala em "Alá"

Homem foi detido pela polícia, que descarta terrorismo

Agência ANSA

Um imigrante da Guiné foi preso nesta segunda-feira (17), em Milão, na Itália, após uma tentativa de esfaqueamento de um policial na estação central da cidade. O agente conseguiu se proteger graças a um colete à prova de balas e sofreu apenas ferimentos leves, mas as autoridades afirmaram que o agressor tinha o objetivo de embarcar em um ônibus turístico. O homem de 31 anos foi visto com uma faca perto de onde partem os táxis e transportes para o aeroporto. Agentes de polícia se aproximaram para verificar a situação, mas o imigrante reagiu.

O homem estava alterado e não carregava documentos de identificação. Ele foi preso por tentativa de homicídio. De acordo com testemunhas, o imigrante teria dito que "gostaria de morrer em nome de Alá". No entanto, a polícia descarta a possibilidade de que o incidente tenha ligação com terrorismo.

Posteriormente, o imigrante foi identificado como Saidou Mamoud Diallo, mas as autoridades italianas encontraram mais quatro nomes usados por ele, que já tinha passagem pela polícia por lesão, ameaças e resistência à prisão. Contra o imigrante também há uma ordem de expulsão emitida no último dia 4 de julho. No último dia 18 de maio, um jovem ítalo-tunisiano, Tommaso Ben Yousef Hosni, feriu dois agentes de polícia a facadas perto da Estação Central de Milão. A agressão de hoje ocorre em um momento em que a Itália enfrenta grande oposição à sua política de acolhimento de imigrantes, com partidos de centro e direita exigindo que o governo do premier Paolo Gentiloni, do Partido Democrático, pare de aceitar refugiados.

Incêndios florestais atingem histórico bairro de Nápoles

Colina do Posillipo registra foco de cerca de 400m de extensão

Agência ANSA

 

Um incêndio florestal de grandes proporções causou a evacuação de dezenas de casas na Colina do Posillipo, bairro histórico da cidade italiana de Nápoles, nesta segunda-feira (17). Segundo os bombeiros, ao menos uma casa já foi destruída no local.

A vegetação está em chamas em uma extensão que tem entre 400 e 500 metros e atinge a área da zona panorâmica da via Petrarca.

Além dos profissionais, os moradores são vistos jogando baldes de água de suas sacadas em outros pequenos focos de fogo.

Nápoles é uma das cidades mais afetadas pela série de incêndios que vem atingindo toda a Itália há cerca de duas semanas. No local, o Parque Nacional do Vesúvio registra dezenas de focos de fogo há dias e o Exército chegou a ser convocado para ajudar no combate às chamas.

Para o prefeito local, Luigi de Magistris, os incêndios têm origem criminosa e os responsáveis devem ser punidos. 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 17.07.2017

 

Líder do Estado Islâmico "está vivo de certeza", diz responsável curdo

 

PUB

Responsável curdo de uma unidade de contraterrorismo tem 99% de certeza de que Abu Bakr al-Baghdadi está vivo

Um alto responsável curdo de uma unidade de contraterrorismo disse esta segunda-feira que Abu Bakr al-Baghdadi, líder do grupo terrorista Estado Islâmico, está vivo.

A morte de Baghdadi foi dada como certa pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos no início deste mês.

Agora, após o regime iraquiano e a coligação internacional comemorarem esta grande vitória sobre o Estado Islâmico e a recuperação da cidade de Mossul, bastião do grupo terrorista no Iraque nos últimos três anos, a morte de Baghdadi começa a ser questionada.

"Baghdadi está vivo de certeza. Ele não está morto. Temos informações de que ele está vivo e acreditamos 99%", disse à Reuters Lahur Talabany, alto responsável curdo de uma unidade de contraterrorismo.

"Não se esqueçam de que as raízes [de Baghdadi] vêm dos tempos da al Qaeda no Iraque", continuou Talabany. "Ele estava escondido das forças de segurança e sabe o que está a fazer".

Isto não é o fim do Estado Islâmico

Baghdadi, de 46 anos, não é visto em público desde 4 de julho de 2014 na mesquita al-Nusri de Mossul. Nessa data, o homem declarou-se o líder dos muçulmanos no califado autoproclamado Estado Islâmico.

Ao longo dos últimos anos, o líder do Estado Islâmico foi dado como morto ou ferido em diversas ocasiões.

Temos dias muito mais difíceis pela frente. É a Al Qaeda com esteroides

"Ele tem anos de experiência em esconder-se e fugir das forças de segurança", continuou Talabany. "O território que eles ainda controlam é muito difícil. Isto não é o fim do Estado Islâmico, apesar de eles terem perdido Mossul e estarem prestes a perder Raqqa".

"Eles estão a preparar-se para uma luta diferente e temos dias muito mais difíceis pela frente", continuou o responsável, que tem lutado ao lado da coligação internacional contra o terrorismo. É a "Al Qaeda com esteroides", afirmou.

Em junho, o Ministério da Defesa russo revelou que um ataque aéreo na Síria realizado pela Rússia a 28 de maio poderia ter matado o líder do Estado Islâmico. Esta informação não foi confirmada, já que o Observatório Sírio dos Direitos Humanos não precisou quando e como Abu Bakr al-Baghdadi morreu.

Ainda assim, a ONG garantiu que confirmou a morte de Baghdadi através de várias fontes, incluindo altos responsáveis do Estado Islâmico.

O Departamento de Defesa não chegou nunca a confirmar a morte de Baghdadi. "Não temos informações que confirmem as recentes informações sobre a morte de Abu Bakr al-Baghdadi", assegurou uma fonte do Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos).

Supremo tribunal confirma proibição das Testemunhas de Jeová

PUB

Organização é considerada "extremista"

O Supremo tribunal russo confirmou esta segunda-feira a proibição das Testemunhas de Jeová, ao rejeitar o apelo desta organização considerada "extremista" na Rússia.

"O Supremo tribunal russo decidiu rejeitar o apelo da organização contra a sua proibição", indica a decisão da instância judicial, citada pela agência noticiosa pública RIA-Novosti.

No final de abril, as Testemunhas de Jeová foram proibidas na Rússia pelo Supremo tribunal, após uma solicitação do Ministério da Justiça que terá detetado neste movimento milenarista "sinais de atividade extremista".

Esta decisão da justiça russa abriu caminho à liquidação e 395 comunidades locais das Testemunhas de Jeová em território russo, onde a organização reivindica 175.000 membros, e à confiscação dos seus bens.

"Ainda não é o fim", assegurou Viktor Jenkov, advogado das Testemunhas de Jeová, citado pela agência Interfax.

"Vamos recorrer desta decisão perante o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos", sublinhou.

Movimento fundado nos Estados Unidos em 1873 por Charles Russel, as Testemunhas de Jeová reivindicam-se do cristianismo.

Na perspetiva da poderosa Igreja ortodoxa russa, as Testemunhas de Jeová são uma seita perigosa devido designadamente à proibição de transfusões sanguíneas entre os seus membros.

A Rússia já ordenou a dissolução em 2004 de um ramo das Testemunhas de Jeová, uma decisão considerada "injustificada" pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que condenou este país a 70 mil euros de indemnização em 2010 neste caso.

Ataques em duas mesquitas no norte de Israel mobilizam reforços policiais

PUB

Duas mesquitas foram hoje alvo de ataques na cidade de Mughar, no norte de Israel, onde se mobilizaram reforços policiais devido ao aumento de tensões entre os habitantes, anunciaram as autoridades.

De acordo com o porta-voz da polícia, o ataque às duas mesquitas ocorreu antes do amanhecer sem causar quaisquer vítimas ou danos.

Na última sexta-feira, três árabes israelitas abriram fogo contra a polícia, matando dois agentes, perto da Porta do Leão, junto à Esplanada das Mesquitas, onde foram encurralados e abatidos pelas forças de segurança.

Um dos dois polícias que morreram na sequência do ataque em Jerusalém vivia em Mughar e pertencia à minoria árabe drusa de Israel, informou a imprensa.

Desde então têm aumentado as tensões entre drusos e muçulmanos que vivem em Mughar e a polícia preocupa-se com a possível intensificação da situação.

A minoria drusa é uma comunidade heterodoxa que aspira à integração na sociedade israelita e é obrigada a fazer serviço militar, ao contrário de outros árabes israelitas.

Os árabes israelitas, descendentes de palestinianos, representam 17,5% da população e acusam a comunidade drusa de fazer parte dos que, no país, os marginalizam.

China censura Winnie the Pooh por ser usado para ridicularizar o presidente

TWITTER

PUB

Nos últimos anos, vários memes têm comparado o presidente chinês ao urso Winnie the Pooh. As autoridades não ficaram indiferentes

As autoridades de censura chinesas baniram a menção do nome de Winnie the Pooh nas redes sociais esta semana. O famoso urso animado que adora mel tem sido usado em memes para ridicularizar o presidente chinês Xi Jinping nos últimos anos.

A partir desta segunda-feira, os utilizadores que escreverem Winnie the Pooh na secção de comentários das redes sociais WeChat e Weibo - as mais utilizadas na China - vão deparar-se com uma mensagem de erro porque "este conteúdo é ilegal", segundo a AFP.

Segundo a Time, imagens e GIFs do ursinho também foram apagados nas redes sociais.

O presidente Xi Jinping tem sido comparado a Winnie the Pooh nos últimos anos. Uma montagem que foi muito partilhada nas redes sociais mostra, por exemplo, uma fotografia de Jinping e do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, tirada em 2013, ao lado de uma imagem de Winnie the Pooh e o Tigre, outra personagem de desenhos animados.

Outro meme popular na China mostrava o aperto de mãos entre Jinping e o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe ao lado de um aperto de mãos entre Winnie the Pooh e o burro Igor.

Em 2015, uma imagem que mostrava Jinping num carro a acompanhar um desfile e Winnie the Pooh num carro de brincar foi nomeada "a fotografia mais censurada" do ano na China pelos analistas políticos do Global Risk Insights.

A China é um dos países que mais exerce censura na Internet. Ferramentas como o Google, Dropbox e Youtube, ou as redes sociais Facebook e Twitter, estão bloqueadas no país.

Este ano, a China anunciou novos regulamentos para reforçar o controlo sobre os conteúdos publicados 'online'. O objetivo destes novos regulamentos é "promover uma cultura sã na Internet e salvaguardar os interesses nacionais e públicos", segundo a agência de notícias chinesa Xinhua.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 17.07.2017

 

UE autoriza bloqueio da venda de botes insufláveis para a Líbia

A União Europeia autorizou os Estados-membros a restringirem, se o desejarem, as vendas de barcos insufláveis e motores fora de borda a compradores na Líbia, numa tentativa de travar o tráfico de refugiados pelo Mediterrâneo.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE acordaram hoje que os Estados-membros poderão bloquear a exportação ou o fornecimento "quando há razões plausíveis para acreditar que [os barcos insufláveis e os motores] vão ser usados por traficantes e contrabandistas de seres humanos".

Em comunicado, a UE salienta que a medida também se vai aplicar a barcos e a motores que transitem pela União Europeia, mas não a pescadores ou a outras pessoas com uma necessidade legítima de utilizar este tipo de material.

Os MNE europeus também acertaram a extensão de uma missão de ajuda fronteiriça na Líbia, até ao final de 2018, com vista a auxiliar as forças de segurança líbias, nomeadamente no sul do país.

O número de migrantes que atravessam o Mediterrâneo, da Líbia para a Itália (uma rota conhecida como Mediterrâneo Central) tem vindo a aumentar no último trimestre.

No início do mês, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou que mais de 100 mil migrantes chegaram desde janeiro à Europa - atravessando o Mediterrâneo - e 2247 morreram ou desapareceram no mesmo percurso.

Daquele total, mais de 85 mil deslocaram-se para a Itália e perto de 9300 para a Grécia. Além destes, perto de 6500 chegaram a Espanha.

Conflito na Síria fez mais de 330 mil mortos desde 2011

Além disso, foram mortos cerca de 57 mil combatentes das fações rebeldes e das Forças Democráticas Sírias

Mais de 330 mil pessoas, incluindo cerca de 100 mil civis, foram mortas desde o início da guerra da Síria, em 2011, segundo o novo balanço fornecido este domingo pelo Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH).

"O observatório pôde documentar a morte de 331.765 pessoas no território sírio, incluindo 99.617 civis, no período entre 15 de março de 2011 e 15 de julho de 2017", afirmou à AFP o diretor deste organismo, Rami Abdel Rahmane, detalhando que, entre os civis mortos, estão "18.243 crianças e 11.427 mulheres".

O balanço anterior do OSDH, publicado em 13 de março, dava conta de cerca de 320 mil mortos, dos quais 96 mil eram civis.

Na atualização destes dados fornecida hoje, o OSDH indica que foram também mortos 116.774 elementos das forças do regime sírio, dos quais 61.808 eram soldados sírios e 1.480 eram membros do Hezbollah libanês.

Além disso, foram mortos cerca de 57 mil combatentes das fações rebeldes e das Forças Democráticas Sírias.

Entre os mortos estão ainda mais de 58 mil combatentes da Al Qaeda, do grupo 'jiadista' do Estado Islâmico e combatentes estrangeiros de outros grupos.

Desencadeada em março de 2011 com manifestações pacíficas contra o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, o conflito sírio transformou-se numa guerra sangrenta que provocou destruições massivas e o deslocamento de mais de metade da população.

Tromba de água repentina no Arizona mata pelo menos nove pessoas

 

Pelo menos nove pessoas, incluindo três crianças, morreram na sequência de uma tromba de água repentina quando se encontravam numa piscina natural na Floresta Nacional de Tonto, no estado norte-americano do Arizona.

De acordo com o xerife de Gila County, Adam Shepard, nove pessoas morreram e as equipas de salvamento estão a realizar buscas por um rapaz de 13 anos que está desaparecido, quando uma tromba de água se abateu sobre aquela área do parque, segundo os meios de comunicação locais.

Segundo os bombeiros locais, mais de uma centena de pessoas encontravam-se na altura no local, uma zona de banhos junto a pequenas cascatas, quando o fenómeno meteorológico ocorreu na tarde de sábado numa zona que tinha sido afetada há cerca de um mês por um incêndio.

Uma mulher que caminhava junto ao local disse que viu pessoas a subirem árvores quando um grande volume de água se precipitou por riachos normalmente calmos.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 17.07.2017

 

Centenas de milhares de turcos saíram à rua

17 de Julho, 2017

A Turquia assinalou um ano de golpe de Estado militar fracassado no dia 15 de Julho com centenas de milhares de pessoas nas ruas das principais cidades, com cânticos e afirmação dos valores da união do Estado turco.

Chefe do Estado turco Recep Erdogan está determinado a punir mentores do golpe 
Fotografia: Handout-Turkish | AFP

Pelo menos 250 pessoas morreram durante a tentativa de golpe, cuja responsabilidade foi atribuída pelo Presidente Tayyip Recep Erdogan ao clérigo Fethullah Gülen, actualmente exilado nos Estados Unidos da América (EUA). 
A cerimónia teve lugar depois de ser anunciado mais um conjunto de despedimentos. Mais de 7 mil pessoas devem perder os postos de trabalho, numa decisão ainda ligada aos acontecimentos de 2016, que parou o país por longas horas.
O Presidente turco parece tão determinado como sempre contra o que define como responsáveis do golpe de Estado. Durante o seu discurso, assegurou que ninguém vai conseguir “derrubar a bandeira” turca nem destruir o país ou derrubar o Estado.
A cerimónia acabou com a inauguração de um monumento às vítimas. Desde a tentativa de golpe, mais de 50 mil pessoas continuam detidas.
Pelo menos 150 pessoas mil perderam o emprego, entre membros do Exército, funcionários, jornalistas, académicos e juristas, numa Turquia profundamente dividida e ainda em estado de emergência, apesar de se ter passado já um ano.
Na altura, quando se deu a tentativa de golpe de Estado na Turquia, perto de três mil soldados foram detidos, entre os quais vários oficiais acusados de estarem envolvidos nos tiroteios, bombardeamentos e ocupação de edifícios durante a noite em Istambul e Ancara, as principais cidades do país.
Os confrontos entre militares e a polícia, fiel ao Governo turco, provocaram mais de 260 mortos, entre os quais se encontram mais de duas dezenas de oficiais rebeldes. O país entrava numa era de grande viragem, que deu lugar à alteração da Constituição turca, permitindo mais poderes ao Chefe de Estado, Tyyip Recep Erdogan. 
O primeiro-ministro turco, Binali Yildrim, anunciou na manhã seguinte o fracasso do golpe de Estado. “O dia de ontem representa uma mancha negra na nossa democracia”, afirmou na altura Binali Yildrim, que defendeu a reinstalação da pena de morte contra os golpistas. O chefe do Governo culpou o movimento de Fetullah Gulen, rival do Presidente Tyyip Recep Erdogan, de estar então na origem do plano para derrubar o Governo.
Durante a noite, o chamado “Conselho para a Paz na Nação” tinha tomado os canais de televisão e bombardeado os edifícios do Parlamento e as imediações do palácio presidencial em Ancara.
As forças fiéis ao Governo tinham conseguido pôr fim à ocupação do edifício do Estado-Maior do Exército, libertando o chefe militar turco sequestrado pelos revoltosos na noite do dia 15.
Alguns militares rebeldes conseguiram, no entanto, ocupar uma fragata na base naval de Golcuk, perto de Istambul. Sete golpistas aterraram no final da manhã na Grécia, a bordo de um helicóptero militar turco, tendo pedido asilo ao Governo do país.
A imprensa turca anunciava, ao início da tarde, a decisão do Governo de demitir mais de 2.700 juízes após o golpe falhado. 
A União Europeia, que tardeu a se pronunciar sobre a tentativa do golpe militar fracassado, impôs uma série de medidas ao Governo turco e suspendeu os trabalhos de negociações para a entreda da Turquia na União. 
Até agora, Ancara não mostrou nenhum tipo de preocupação com as ameaças da União Europeia. O Presidente Tyyip Erdogan disse que os turcos adoram o seu país, e “nunca vão permitir que sejam os outros a ditar a forma como devem viver ou organizar a sua vida, como se dependessem deles.”

Atentado suicida em mesquita na Nigéria deixa 10 mortos e 20 feridos

17 de Julho, 2017

Um atentado suicida,  perpetrado supostamente por uma mulher numa mesquita  na cidade Maiduguri, no nordeste da Nigéria, deixou dez mortos e 20 feridos, segundo informou a impressa local.

Trata-se do quinto atentado terrorista cometido por suicidas em menos de uma semana nesta cidade, alvo permanente do grupo jihadista Boko Haram. Agência EFE

Mais de 30 desaparecidos em naufrágio de navio do exército de Camarões

17 de Julho, 2017

Trinta e quatro militares de Camarões foram declarados desaparecidos depois do naufrágio de um navio do exército ocorrido no domingo, informou ministro da Defesa, Joseph Beti Assomo.

O naufrágio aconteceu com um barco de logística do Batalhão de Intervenção Rápida (BIR), que tinha 37 pessoas a bordo. Três soldados foram resgatados, segundo a fonte.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 09.07.2017

 

No Twitter, Trump diz que é hora de trabalhar de forma construtiva com a Rússia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 10:38:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou há pouco em sua conta no Twitter que "é hora de seguir adiante e trabalhar de forma construtiva com a Rússia". No mesmo post, Trump disse que a negociação do cessar-fogo no sudeste da Síria, acordada com a Rússia e a Jordânia, "salvará vidas".

Na série de posts feitos na manhã deste domingo, no entanto, Trump evitou comentar se ele aceitou ou não a declaração de Putin de que a Rússia não foi responsável por intromissões nas eleições norte-americanas de 2016.

Trump escreveu na rede social após retornar do encontro do G20 na Alemanha, durante o qual teve uma longa reunião com o presidente russo Vladimir Putin. Disse que, na ocasião, "pressionou fortemente" Putin, duas vezes, sobre a intromissão do país nas eleições americanas, e que Putin "negou veemente" as conclusões das agências de inteligência dos EUA de que hackers e marqueteiros russos tentaram influenciar as eleições em favor de Trump.

Trump não declarou se acredita ou não em Putin. Apenas postou que o líder russo "já sabe minha opinião".

O presidente dos EUA tem dito acreditar que a Rússia provavelmente hackeou e-mails do Comitê Nacional Democrata e da equipe de Hillary Clinton, acrescentando porém que outros países provavelmente estariam envolvidos na ação.

Ontem, durante a reunião da cúpula do G-20, Putin disse que Trump havia aceitado suas garantias de que a Rússia não interferiu nas eleições norte-americanas. Putin afirmou ainda que a conversa entre os dois pode ser um modelo para o aprimoramento das relações entre os países. De acordo com o presidente russo, ele e Trump tiveram uma longa conversa sobre o assunto. "Ele perguntou muito sobre o tema e eu tentei responder todos os pontos", disse. "Para mim, ele entendeu e concordou. Mas é melhor vocês perguntarem (ao Trump) sobre isso", disse Putin.

Ainda ontem, Putin garantiu que um grupo de segurança cibernética criado pelos dois países deve evitar tais controvérsias em períodos de eleição no futuro. Trump mencionou a criação do grupo em um dos posts no Twitter desta manhã.

Na sexta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, que participou do encontro de Trump com Putin, sugeriu que os dois lados tinham concordado em discordar sobre a questão da intromissão russa de modo a seguir adiante nas conversas e tratar de outras questões urgentes, como a guerra civil na Síria. "Com toda a sinceridade, não esperávamos outra resposta além da que recebemos", disse Tillerson, referindo-se à negativa da Rússia sobre a intromissão nas eleições dos EUA.

Pelo Twitter, Trump declarou ainda que as sanções dos EUA à Rússia não foram discutidas durante o encontro e que "nada será feito até que os problemas da Ucrânia e da Síria sejam resolvidos!". Fonte: Associated Press.

 

Novos protestos em Hamburgo terminam com 186 manifestantes presos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 12:28:00

Depois de um sábado relativamente tranquilo, a cidade de Hamburgo foi novamente palco de protestos violentos contra a globalização e o G-20, na madrugada de sábado para domingo, que acabaram resultando na prisão de 186 pessoas e na detenção temporária de outras 225. Os líderes do G-20 já tinham deixado a cidade quando os últimos confrontos ocorreram.

A polícia da cidade usou mais uma vez canhões de água contra manifestantes que atiravam bastões de ferro e pedras. Foram presas 186 pessoas, e outras 225 foram temporariamente detidas. De acordo com a polícia, 476 soldados foram feridos desde quinta-feira. O número de feridos nos protestos não foi calculado.

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, condenou a violência das manifestações, afirmando que a "reputação da Alemanha é severamente afetada internacionalmente pelos eventos em Hamburgo". Segundo Gabriel, um grupo de investigação formado por autoridades europeias deve procurar por suspeitos da ação.

O ministro do interior de Hamburgo, Andy Grote, declarou que este tipo de brutalidade não era esperada de militantes de esquerda. "Tivemos de lidar, separadamente dos eventos da cúpula, com atos cruéis de violência feitos por criminosos", disse Grote.

Autoridades da cidade reiteraram que os prejudicados pela destruição das manifestações receberão rapidamente apoio financeiro do governo. Desde quinta-feira, carros foram incendiados, lojas saqueadas e motos queimadas em barricadas de rua.

A grande maioria das manifestações, porém, foram pacíficas, protestando contra a cúpula do G-20, reivindicando ações mais rápidas contra o aquecimento global e mais ajuda para os refugiados. Fonte: Associated Press.

Cessar-fogo no sudeste da Síria tem início com apoio de EUA, Rússia e Jordânia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 08:56:00

O cessar-fogo no sudeste da Síria negociado por Estados Unidos, Rússia e Jordânia entrou em vigor neste domingo ao meio-dia (horário local).

A trégua abrange as províncias de Deraa, Suweida e Quneitra, onde o governo sírio e rebeldes também combatem militantes do Estado Islâmico, que não foi incluído na trégua. Em seis anos de guerra na Síria, nenhum cessar-fogo durou muito tempo.

O acordo foi anunciado na quinta-feira após encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o russo, Vladimir Putin, e é a primeira iniciativa da administração Trump em colaboração com a Rússia para trazer estabilidade à Síria. O anúncio ocorreu após semanas de conversas em sigilo em Amman, capital da Jordânia, que trataram do acúmulo de forças apoiadas pelo Irã em apoio ao governo sírio, próximas às fronteiras com a Jordânia e Israel.

As três nações que negociaram o cessar fogo não especificaram quais mecanismos serão utilizados para monitorar ou garantir a trégua. Um ativista opositor que vive em Deraa, próxima da fronteira com a Jordânia, relatou que o cenário era de calma minutos após o início da trégua.

O governo sírio mantém as ações contra grupos terroristas. O Comitê de Liberação Levante, ligado à Al-Qaida, é uma das facções mais poderosas que luta ao lado de rebeldes em Deraa.

O primeiro ministro de Israel disse neste domingo que o país apoiaria um "cessar fogo genuíno" no sudeste da Síria, desde que a iniciativa não permita ao Irã e seus representantes desenvolver uma presença militar ao longo da fronteira.

Seis anos de conflitos e cercos em Deraa devastaram a cidade, uma das primeiras a sediar grandes protestos contra o presidente Bashar Assad em 2011. Deraa continua sendo disputada por forças rebeldes apoiadas pelos Estados Unidos e pelo exército sírio, que conta com o apoio da Rússia e do Irã. Grandes extensões da cidade foram reduzidas a escombros pela artilharia do governo e por ataques aéreos russos. Fonte: Associated Press.

Primeiro ministro do Iraque declara vitória sobre Estado Islâmico em Mosul

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 11:28:00

O primeiro ministro do Iraque, Haider al-Abadi, declarou vitória das forças armadas do país na cidade de Mosul sobre o grupo Estado Islâmico, após mais de oito meses de ação militar para derrotar os militantes do grupo. De acordo com a TV estatal do país, al-Abadi "parabenizou os soldados heroicos e o povo iraquiano por terem alcançado esta grande vitória" na cidade estratégica.

Mosul é a segunda maior cidade do Iraque, atrás apenas de Bagdá.

Ainda segundo a TV iraquiana, o primeiro ministro chegou há pouco em Mosul para declarar oficialmente vitória sobre o grupo terrorista. Vestido com uniforme semelhante ao usado pelas forças especiais do Iraque, al-Abadi foi mostrado descendo de um avião militar e sendo recebido por comandantes das forças de segurança.

De acordo com a CNN, porém, a TV estatal também informou que militantes do Estado Islâmico ainda controlariam um bairro de Mosul.

O Iraque deu início à operação para retomar a cidade em outubro, com o apoio de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos. Mosul tinha sido tomada pelo Estado Islâmico em 2014.

Mais cedo, o general Jassim Nizal, da 9ª divisão do exército iraquiano, declarou que seu batalhão havia alcançado a vitória na área designada a eles. Antes disso, a polícia federal do Iraque também tinha feito anúncio semelhante. Os soldados sob o comando de Nizal dançaram e cantaram músicas patrióticas sobre os tanques de guerra, em meio à fumaça provocada por ataques aéreos em áreas próximas ao local.

Mais de 897 mil pessoas tiveram de deixar a cidade de Mosul devido aos confrontos entre forças do governo e do Estado Islâmico.

A perda da cidade pelo Estado Islâmico pode significar uma grande derrota para o grupo terrorista, que perdeu uma série de batalhas no último ano.

Na Síria, forças do país apoiadas pelos Estados Unidos também lutam na cidade de Raqqa, considerada a capital das ações do grupo Estado Islâmico. Mas uma vitória no local ainda pode levar meses. Extremistas do grupo terrorista ainda detêm diversas pequenas cidades e vilas no Iraque e na Síria. Fonte: Associated Press.

Catar busca compensação por prejuízos de bloqueio de países árabes

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/07/2017 13:16:00

O governo do Catar informou neste domingo que está criando um comitê com o objetivo de buscar compensação pelos prejuízos decorrentes de seu isolamento da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Bahrein. Entre os membros do comitê estão os ministros da Justiça e de Relações Exteriores do Catar.

No mês passado, os quatro países cortaram relações diplomáticas com o Catar e bloquearam os acessos ao país por terra, mar e pelo espaço aéreo. Entre as diversas justificativas para o bloqueio está o suposto apoio do Catar a extremistas. O país tem negado as acusações, classificando o ultimato do bloco como uma afronta à sua soberania.

O promotor de justiça do Catar Ali Al-Marri disse a repórteres em Doha que o comitê vai coordenar reivindicações feitas por companhias privadas, instituições públicas e cidadãos do país. Segundo Al-Marri, o grupo poderá usar tanto mecanismos nacionais como internacionais para obter compensação e deve contratar escritórios de advocacia internacionais para representar as causas. "Aqueles que provocaram estes danos devem pagar compensações a eles", disse o promotor.

O Kuwait tem tentado, sem sucesso, mediar a disputa.

Na sexta, o bloco contra o Catar acusou o país de frustrar todos os esforços de resolver o problema, com a intenção de "continuar com sua política de desestabilizar a segurança na região". Mas Al-Marri insistiu que a decisão de buscar compensação pelos danos do bloqueio não tem relação com o estágio atual das negociações entre o país e os demais países árabes. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 09.07.2017

 

Secretário-geral oferece apoio da ONU para resolver crise ucraniana

 

 

A Organização das Nações Unidas está pronta para ajudar o Quarteto da Normandia a solucionar o conflito na Ucrânia, conforme afirmou hoje, em visita ao país, o secretário-geral da ONU, António Guterres.

"Nós sabemos que ainda estão ocorrendo combates. E nosso apelo, claro, é por um cessar-fogo completo, principalmente no contexto das recentes decisões da chamada Trégua da Colheita. Faremos tudo que pudermos para apoiar diferentes processos em vigor: o Quarteto da Normandia, o Grupo de Contato Trilateral e o trabalho da OSCE", afirmou Guterres durante encontro com o primeiro-ministro ucraniano, Vladimir Groisman.

Segundo o secretário-geral da ONU, a organização tem o compromisso especial de ajudar a população deslocada da região de Donbass por conta dos confrontos. 

"As capacidades do secretário-geral das Nações Unidas são limitadas, mas o que eu puder fazer para ajudar o povo ucraniano a ter paz e prosperidade no futuro, no contexto da integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia, é obviamente algo que eu respeito inteiramente e com o qual estou completamente comprometido", acrescentou, citado pela agência UNIAN. 

O atual cessar-fogo no leste da Ucrânia, conhecido como Trégua da Colheita, foi estabelecido pelo Grupo de Contato Trilateral (Rússia, Ucrânia e OSCE) no mês passado e segue até o final de agosto.

Itália prende terrorista checheno que queria atacar Europa

Eli Bombataliev tinha planos de fazer atentado na Bélgica

Agência ANSA

A Procuradoria de Bari prendeu neste sábado (8) um extremista checheno que estava pronto para "imolar-se" em um atentado na Europa, informaram as autoridades italianas.

Identificado como Eli Bombataliev, 38 anos, ele faz parte de um grupo de jihadistas do grupo "Emirado do Cáucaso", que é responsável por diversos atentados na Chechênia. O homem ainda teria combatido pelo grupo Estado Islâmico (EI) na Síria entre os anos de 2014 e 2015.

"Se amanhã me chamarem para oferecer a mim mesmo, eu vou imolar-me", disse em uma das conversas grampeadas pelas autoridades italianas.

O homem estava preso em Foggia e tinha conseguido sua liberdade recentemente, mas por apresentar sinais de radicalização, era monitorado de perto pelos italianos.

De acordo com os procuradores da Antimáfia de Bari, Giuseppe Gatti e Lidia Giorgio, ele estava planejando viajar para outro país da Europa, provavelmente a Bélgica, onde realizaria um atentado terrorista.

Milhares de pessoas protestam contra Erdogan em Istambul

'Marcha pela Justiça' começou há 25 dias em Ancara

Agência ANSA

 

Centenas de milhares de pessoas protestaram neste domingo (9) em Istambul contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. O movimento foi convocado pelo principal partido opositor do país, o Partido Republicano do Povo (CHP, na sigla em turco), e começou há 25 dias em Ancara, percorrendo 430 quilômetros.

A chamada "Marcha pela Justiça" reuniu, segundo os organizadores, mais de um milhão de pessoas e é a maior registrada na história recente do país. As autoridades, no entanto, não confirmaram o número de participantes.

O movimento foi convocado após a prisão do deputado Enis Berberoglu, que posteriormente foi condenado a 25 anos de detenção por supostamente fornecer "informações confidenciais" ao jornal opositor "Cumhuriyet".

Desde uma fracassada tentativa de golpe de Estado, em julho do ano passado, Erdogan através das autoridades determinou a prisão de milhares de pessoas por supostamente terem ajudado no golpe. No entanto, a oposição denuncia que o presidente está prendendo pessoas que apenas se opõem ao seu governo e que não tiveram relação alguma com a manobra liderada pelos militares.

Tartarugas causam atrasos em voos em aeroporto de Nova York

Animais atravessaram pista para depositar ovos

Agência ANSA

 

Uma situação inusitada fez com que vários voos do aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, sofressem atrasos na última sexta-feira (7): tartarugas atravessaram as pistas para poder depositar seus ovos.

De acordo com as autoridades, alguns aviões ficaram mais tempo na pista para garantir que os animais, da espécie diamante, pudessem ser levados em segurança. Cerca de 40 tartarugas foram resgatadas na operação depois das 16h45 (hora local).

Em entrevista ao jornal "Daily News", uma das autoridades portuárias do local, Cheryl Albiez, informou que apesar de estar na "temporada de tartarugas" foi "bastante incomum elas atravessarem o local nesta época".

Passageiros usaram as redes sociais para falar sobre o caso com bastante bom humor. "No momento preso no JFK pela única razão aceitável que um piloto já informou", escreveu o escritor Daniel Kibblesmith.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 09.07.2017

 

Trump discutiu a criação de uma unidade de cibersegurança com Putin

EPA/MICHAEL KLIMENTYEV / SPUTNIK / KREMLIN POOL / POOL MANDATORY CREDIT

PUB

A ideia já foi duramente criticada por outros republicanos. "Não é a ideia mais estúpida que já ouvi, mas está muito perto", disse Lindsey Graham

O presidente dos Estados Unidos disse numa mensagem no Twitter este domingo ter discutido com Vladimir Putin a formação de uma unidade de cibersegurança para proteger os Estados Unidos de eventuais interferências de piratas informáticos no processo eleitoral e noutras áreas sensíveis. A ideia já foi duramente criticada por outros republicanos.

As mensagens surgiram este domingo, depois do seu primeiro encontro com Putin na sexta-feira, na cimeira do G20 em Hamburgo. Trump disse que agora é a hora de trabalhar de forma construtiva com Moscovo. "Putin e eu discutimos a formação de uma unidade de cibersegurança impenetrável, para que a pirataria nas eleições e muitas outras coisas negativas sejam evitadas e seguras", escreveu.

No G20 o clima deixou 19 de um lado e Trump sozinho do outro

 

PUB

Vladimir Putin e o presidente dos Estados Unidos chegaram a acordo para a implementação de um cessar-fogo no sudoeste da Síria

Foi bom o clima entre os líderes, exceto quando os líderes chegaram à parte de meter o clima no papel. Contrariando a tradição de unidade nas declarações das reuniões do G20, ontem, em Hamburgo, os parágrafos sobre as alterações climatéricas alteraram a matemática habitual. Os 20 passaram a ser 19 mais um. Donald Trump, presidente dos EUA, ficou isolado no momento de escrever sobre o compromisso em cumprir o Acordo de Paris.

"G19 deixa Trump sozinho numa declaração conjunta sobre as alterações climáticas". Era assim que o britânico The Guardian titulava ontem o artigo sobre as conclusões da reunião de Hamburgo. Todos os países, com exceção dos EUA, fizeram questão de sublinhar que o compromisso sobre o clima assinado em 2015 em Paris é "irreversível". A chanceler alemã, Angela Merkel, confessou que considera que a posição dos EUA "é de lamentar". Apesar da divisão entre o G19 e Trump, os EUA comprometeram-se a trabalhar com outros países no sentido de encontrar e de utilizar combustíveis fósseis de forma mais eficiente e que sejam mais limpos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou ainda que a 12 de dezembro, em Paris, será organizada uma nova cimeira para reforçar as medidas ambientais. Macron disse também que não perdeu a esperança de convencer Donald Trump a voltar atrás no adeus ao Acordo de Paris. "Não vou deixar de tentar. É meu dever fazê-lo e faz parte da minha maneira de ser", explicou o presidente francês.

Apesar da intransigência que mostrou no que diz respeito ao clima, Donald Trump prometeu ontem que irá disponibilizar 639 milhões de dólares (cerca de 560 milhões de euros) para ajudar a alimentar as vítimas das guerras e das secas na Somália, Sudão do Sul, Nigéria e Iémen.

Merkel revelou que as discussões com os EUA tinham sido difíceis, mas, ainda assim, as 20 maiores potências mundiais conseguiram chegar a acordo para uma declaração conjunta sobre o comércio. O G20 continua a rejeitar o protecionismo económico, mas sublinha que as relações comerciais têm que ser benéficas para todos os envolvidos e também que os países podem adotar medidas para proteger os seus trabalhadores e indústrias.

Em conferência de imprensa, o presidente russo Vladimir Putin disse que tinha chegado a acordo com Donald Trump para que Rússia e Estados Unidos colaborem em matéria de cyber segurança. Putin garantiu ainda que a Rússia não interferiu nas eleições norte-americanas - apesar das conclusões em sentido contrários dos serviços secretos dos EUA - e que Trump aceitou e ficou "satisfeito" com os seus argumentos. O presidente russo disse estar convencido de que conseguiu estabelecer com Trump uma relação pessoal: "Na realidade é uma pessoa diferente daquela que aparece na televisão. É muito preciso, analisa os assuntos com rapidez e responde às perguntas que lhe são colocadas".

Putin e Trump chegaram a acordo para a implementação de um cessar-fogo no sudoeste da Síria. "É a primeira indicação de que os EUA e a Rússia são capazes de trabalhar em conjunto nesta questão", afirmou Rex Tillerson, o secretário de Estado norte-americano. Donald Trump considerou "tremendo" o encontro com Putin.

Sobre a situação na Ucrânia - em causa a anexação russa da Crimeia e os combates no Leste do país - Merkel disse que o processo de implementação dos acordos de Minsk irá continuar, mas admitiu que os avanços têm sido "muito, muito lentos" e que em alguns casos tem havido mesmo "retrocessos". Ontem de manhã, Merkel, Macron e Putin conversaram sobre a necessidade de um cessar-fogo na Ucrânia.

A cimeira do G20 do próximo ano, ainda sem datas definidas, terá lugar na Argentina. Japão e Arábia Saudita serão os anfitriões dos encontros de 2019 e 2020.

Grupo Estado Islâmico resiste em algumas centenas de metros em Mossul

PUB

Confrontos violentos para expulsar os extremista do seu último reduto na cidade iraquiana

Os combatentes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) estão concentrados em algumas centenas de metros, na zona antiga de Mossul, onde oferecem resistência, informou hoje o comandante das Forças Antiterroristas iraquianas, Ali Awad.

Em declarações à agência noticiosa EFE, o comandante militar precisou que os radicais estão na zona de Al Midan, o seu último reduto na localidade do norte do Iraque, o principal bastião do EI.

Awad informou que os combates estão a ser muito violentos e que na zona permanecem centenas de famílias.

No sábado, o porta-voz do Comando de Operações Conjuntas, Yehia Rasul, perspetivava que uma "vitória frente ao grupo terrorista nas próximas horas, depois de limpar (de explosivos) todas as zonas de Mossul".

A mesma fonte referia, porém, que os confrontos com os elementos do EI prosseguiam em Al Maidan e noutras zonas muito limitadas na parte antiga da cidade.

A ofensiva para expulsar os jihadistas do EI de Mossul e de todo o norte do Iraque começou em outubro do ano passado e desde então que as tropas iraquianas, apoiadas por milícias e pelo exército curdo, têm combatido os extremistas, que ocuparam várias áreas no verão de 2014.

Pyongyang considera "provocação" presença de dois bombardeiros dos EUA

"Um simples erro ou mal-entendido pode conduzir à eclosão de uma guerra nuclear", alertou o diário oficial do Partido dos Trabalhadores

A imprensa oficial norte-coreana classificou hoje uma "provocação" o envio de dois bombardeiros norte-americanos para a península coreana para fazer exercícios e advertiu que estas manobras "podem causar uma guerra nuclear".

Pyongyang reagiu assim ao envio no sábado de dois bombardeiros estratégicos B-1B dos Estados Unidos, os quais levaram a cabo simulacros de ataques de precisão no território sul-coreano em conjunto com caças deste país, como sinal de advertência ao regime norte-coreano pelo seu teste com um míssil balístico intercontinental.

"Os Estados Unidos afirmam que vão enviar de forma regular bombardeiros estratégicos para a península da Coreia, um ato tão disparatado como voltar a atear fogo em cima de um depósito de munições", escreve hoje num artigo de opinião o Rodong Sinmun, o principal jornal norte-coreano.

"Um simples erro ou mal-entendido pode conduzir à eclosão de uma guerra nuclear e, por sua vez, isto levaria sem dúvida a uma nova Guerra Mundial", acrescentou o diário oficial do Partido dos Trabalhadores.

O artigo também justifica como "legítimas medidas de defesa" os testes de armamento norte-coreano, perante as "crescentes ameaças de guerra nuclear" contra Pyongyang por parte de Washington.

As manobras aéreas realizadas no sábado por Washington e Seul constituem "uma firme resposta à série de lançamentos de mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte", disse um porta-voz das forças sul-coreanas.

A Coreia do Norte lançou na terça-feira o seu primeiro míssil balístico intercontinental (ICBM). Designado "Hwasong-14", o míssil alcançou uma altitude máxima de 2.802 quilómetros e percorreu 933 quilómetros em 39 minutos.

Os B-1B Lancers sobrevoaram o Mar do Japão, aproximaram-se da fronteira que delimita as duas Coreias e posteriormente juntaram-se aos caças sul-coreanos F-15K e F-16 na província de Gangwon (leste) para ensaiar com fogo real ataques a instalações chave norte-coreanas, segundo o porta-voz.

Estes exercícios enquadram-se nas manobras com fogo real executadas por Washington e Seul em resposta ao lançamento do míssil intercontinental por Pyongyang, e incluíram o lançamento de vários mísseis guiados e destacamento das suas forças navais e áreas.

O mais recente ensaio norte-coreano indica que o país conseguiu fabricar um míssil com capacidade para percorrer, segundo o exército sul-coreano, entre 7.000 e 8.000 quilómetros, o suficiente para atingir os Estados Unidos.

Este novo avanço norte-coreano elevou as tensões na península coreana e é referido como um elemento que pode alterar o foco diplomático e estratégico de Washington para a região.

Lech Walesa hospitalizado com problemas no coração

 

PUB

O herói da democracia polaca tem 73 anos

O ex-Presidente polaco Lech Walesa, um herói da democracia, foi hospitalizado, com problemas no coração, na cidade de Gdansk, anunciou hoje o filho.

Jaroslaw Walesa disse à Associated Press, em mensagem de texto, que o pai se sentia "extremamente fraco".

Desconhece-se quando poderá ter alta do serviço de doenças cardíacas da Clínica Universitária de Gdansk.

Walesa, de 73 anos, assistiu na quinta-feira a um discurso do Presidente Donald Trump, em Varsóvia, tendo na ocasião sido criticado por muitos que assistiam ao discurso e que apoiam o atual governo polaco.

As críticas assentavam, designadamente, no papel de Walesa na política polaca.

Walesa tem tecido duras críticas ao Governo, considerando que as políticas do executivo ameaçam a democracia e ferem os laços da Polónia com as principais nações da União Europeia.

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 09.07.2017

 

Дочь американского президента, Иванка Трамп, дважды занимала место отца на заседаниях во время встречи «большой двадцатки» в Гамбурге.

 

 Ivanka Trump substituiu o pai na cimeira do G20

Ivanka e Donald Trump

Foto: FELIPE TRUEBA/EPA

A filha do presidente norte-americano, Ivanka Trump, ocupou este sábado, por duas vezes, o lugar do pai nas sessões da Cimeira do G20 em Hamburgo, no norte da Alemanha, segundo imagens e testemunhos recolhidos pela imprensa germânica.

Ivanka Trump, que é assessora na Casa Branca, sentou-se temporariamente na cadeira reservada ao pai, presidente dos Estados Unidos, na mesa principal da Cimeira do Grupo das 20 maiores economias mundiais (G20), enquanto Donald Trump participava numa das reuniões bilaterais previstas.

É habitual nestas cimeiras que um alto cargo ocupe provisoriamente o lugar de um Chefe de Estado ou de Governo, quando este não está presente, para não deixar vago o assento.

O curioso desta situação é ter sido a própria filha do Presidente norte-americano, que todavia não usou da palavra, segundo os meios de comunicação social alemães, noticiou a agência noticiosa Efe. O caso está a gerar grande polémica nas redes sociais e meios de comunicação social dos EUA.

Antes destas sessões plenárias do G20, Ivanka Trumpo participou num fórum que visa impulsionar um fundo que facilite o empreendedorismo feminino nas economias em desenvolvimento, uma iniciativa incentivada pela chanceler alemã, Angela Merkel.

Donald Trump participou brevemente neste encontro e mostrou-se "muito orgulhoso" do trabalho feito pela filha, assegurando que está ali "desde o primeiro dia", porque é um "campeã".

"Se não fosse minha filha seria muito mais fácil para ela. Pode ser que ter-me como pai é a única coisa má que tem", ironizou Donald Trump, entre sorrisos dos presentes.

 

Bomba da II Guerra obriga a retirar 10 mil pessoas de casa na Polónia

 

Cerca de 10 mil pessoas foram retiradas esta manhã da cidade polaca de Bialystok, no leste do país, na sequência da descoberta de uma bomba alemã de 500 quilogramas datada da II Guerra Mundial.

As mesmas fontes informaram que a evacuação envolveu 60 ruas de Bialystok e outras 45 de localidades vizinhas, onde os habitantes foram forçados a abandonar as suas casas durante algumas horas.

A evacuação foi ordenada depois de descoberta uma bomba durante umas obras de construção.

A bomba foi retirada com uma grua e foi transportada por um camião militar para um terreno militar, onde será destruída.

Vestígios da II guerra mundial (1939-1945) são regularmente encontrados na Polónia, nomeadamente em Varsóvia, cujo 90% do centro foi destruído pelos ocupantes alemães no fim do conflito.

Assistente de bordo partiu garrafa de vinho na cabeça de passageiro

 

e que tentou abrir a porta do avião durante um voo entre Seattle, nos EUA, e Pequim, na China.

Segundo a acusação elaborada pelo FBI e apresentada esta sexta-feira em tribunal, Joseph Daniel Hudek IV viajava na primeira classe do voo Seattle-Pequim da Delta Airlines, na última quinta-feira, quando, depois duas idas à casa de banho, se atirou contra a porta do aparelho e a tentou abrir, ainda que tal seja impossível de concretizar em voo.

Duas assistentes de bordo tentaram controlar homem com a ajuda de outros passageiros, mas o suspeito desferiu um murro numa delas e acertou num outro passageiro com uma garrafa de vinho. Na escaramuça, uma das assistentes agrediu o homem com duas garrafas de vinho, tendo partido pelo menos uma na cabeça dele.

"Hudek não pareceu sentir a quebra de uma garrafa de vinho de um litro na cabeça e gritou 'Sabe quem eu sou?'", explicou uma das envolvidas no caso, na acusação citada pelo jornal britânico "The Independent". O homem acabou por ser controlado e o avião regressou a Seattle, onde Hudek está acusado de "interferir com a tripulação", um crime que lhe poderá valer até 20 anos na prisão e 220 mil euros de multa.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 09.07.2017

 

Kiev quer acelerar adesão

Altino Matos |

9 de Julho, 2017

Especialistas em matéria de segurança e política internacional alertaram que nem todos os Estados-membros da Aliança Atlântica do Norte (NATO) concordam com a aceleração do processo de adesão da Ucrânia, por representar um aumento da tensão com a Rússia, que já advertiu que os países europeus vão assumir as consequências.

A NATO está a celebrar duas décadas de parceria com a Ucrânia, país que prepara o caminho para se tornar membro efectivo da Aliança Atlântica, apesar das contestações da Rússia, que justificou em fóruns de segurança estratégica, que a adesão significa uma violação do direito internacional e pões em perigo permanente os interesses russos. 
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, desloca-se a Kiev, no dia 10, para tratar do assunto com o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, e, durante as sua estadia no país, vai discursar no Parlamento, onde existe uma predisposição para avançar com o processo de adesão à Aliança Atlântica.
Os deputados manifestaram tal desejo através de um projecto-lei que estabelece a prioridade nacional de adesão à NATO.  “O Exército ucraniano está a tornar-se num dos mais poderosos da região. Além disso, é o que tem experiência de combate. Assim, o exército ucraniano é capaz de defender não apenas a fronteira ucraniana, como também a fronteira oriental da NATO e a fronteira oriental de todo o mundo livre”, assegurou o presidente do Parlamento ucraniano, Andriy Parubiy, a um veículo de imprensa europeu.
O director de investigação do Instituto para a Cooperação Euro-Atlântica, Oleksandr Sushko, acredita que “há um grande grupo de membros da NATO que não gostariam de aumentar as tensões nas relações com a Rússia. É claro que qualquer movimentação para a adesão da Ucrânia significa mais tensão com a Rússia”, disse, citado pela imprensa europeia que deu grande importância ao processo de adesão. 
As autoridades de Kiev colocaram em marcha um conjunto de reformas para que a Ucrânia atinja os padrões da NATO e espera, em breve, promover uma consulta pública, para obter o aval do povo. A aproximação da União Europeia e dos Estados Unidos à Ucrânia provocou uma advertência da Rússia, desde o primeiro momento, que não escondeu os receios das pretensões de Bruxelas e de Washington de aproximar-se das fronteiras russas. Moscovo fez saber mais uma vez, que caso Washington comece na verdade a fornecer armas a Kiev, vai “intensificar a sua política” em relação à Ucrânia, afirmou o vice-presidente do Comité da Duma de Estado para a região da Comunidade de Estados Independentes e integração euro-asiática. A Rússia se opõe definitivamente ao fornecimento de armas para a Ucrânia. O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, afirmou há alguns meses que, embora não se trate de fornecimento de armas “letais”, os Estados Unidos podem tomar uma decisão sobre o envio das armas defensivas a Kiev já neste ano fiscal.
Este assunto sempre foi encarado pela Rússia de forma muito frontal com os EUA, que respeito pelos acordos de Minsk, embora seja difícil produzir algum efeito, reconheceu Konstantin Zatulin, deputado da câmara baixa do Parlamento russo e vice-chefe do Comité para as Relações com Países da Comunidade de Estados Independentes.
“Claro que estamos a chamar a atenção a todos os actores, mas a meu ver, temos que nos preparar para que, apesar de qualquer diálogo, o assunto possa evoluir como já sucedia antes. Assim, é óbvio que teremos de intensificar a nossa política em relação à Ucrânia”, destacou o parlamentar. Moscovo promete reforçar  os procedimentos em defesa dos seus interesses nacionais, algo que pode apresentar desafios sérios, o que, segundo especialistas em política e em matéria de segurança, pode ser entendido como um posicionamento militar de prontidão próximo da fronteira com a Ucrânia e demais países da região leste.
Quanto aos motivos da administração Trump para tomar decisão tão controversa, Zatulin afirmou que este é um sintoma de “preguiça em tentar entender o assunto”. “Os funcionários de nível médio nos EUA se norteiam pelo princípio de “quanto pior para a Rússia, melhor”. E os dirigentes mais altos hoje em dia querem se livrar das acusações de “serem agentes do Kremlin”, permitindo a seus funcionários e seus parceiros ucranianos falhas graves”, disse Zalulin. A Marinha russa, em reacção ao anúncio da Ucrânia de acelerar  o processo de adesão à NATO, realizou um teste bem-sucedido do míssil balístico intercontinental Bulava. O teste não passou despercebida pelos países ocidentais, que acompanham atenciosamente a indústria militar russa.
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que a Aliança Atlântica não se vai deixar intimidar perante determinadas posições, sendo que “os contextos devem ser devidamente avaliados para que sejam tomadas as melhores decisões”, sem que isso signifique  o abando dos “nossos parceiros”, como é o caso da Ucrânia.

  Ancara prioriza combate ao terrorismo

A Turquia, que também é parceiro da NATO, disse que não estava interessada em discutir a suspensão das negociações para a adesão à União Europeia, que tomou a decisão devido às reformas constitucionais implementadas no país. 
A posição é do Parlamento Europeu que aprovou, quinta-feira, um relatório com 477 votos a favor. Ancara reagiu de imediato, durante uma reunião com o comissário europeu para o Alargamento, Johannes Hahn, em Istambul.
“Nem sequer vamos ponderar esta questão. Rejeitamos todas as propostas para abandonar as conversações de adesão entre a Turquia e a União Europeia e substituí-las por uma cooperação mais forte nas áreas do contra-terrorismo, migração ou outras”, disse Omer Celik, ministro para os Assuntos Europeus da Turquia. Os eurodeputados consideram que a proposta de alterações à Constituição turca não respeita os critérios de Copenhaga, que definem as condições para a entrada de um país na União.
“Cada vez mais, a Turquia vai receber este tipo de críticas e enfrentar este tipo de pressão, ou seja, a ameaça de suspensão formal das negociações vai ser colocada mais vezes sobre a mesa”, explicou Seda Gurkan, professora de Assuntos Europeus na Universidade Livre de Bruxelas. A Turquia, enquanto parceiro da NATO e candidato á adesão à União Europeia, participou numa série de projectos políticos e militares, no quadro operacional da organização, como a guerra na Líbia e no Iraque, tendo se demarcado nos últimos meses devido a vários processos políticos que puseram em causa o poder do Presidente Recep Erdogan.
Neste momento, Ancara pensa que as negociações para a adesão são menos importantes que assuntos ligados a outros fenómenos políticos e sociais, por isso são os que merecem mais atenção, disse Celik.    

Ataque de radicais na região Sinai mata soldados

8 de Julho, 2017

Um ataque perpetrado ontem contra um posto de controlo do Exército egípcio, na fronteira com a Faixa de Gaza, matou pelo menos 10 militares egípcios e feriu mais de  vinte soldados, informaram responsáveis das Forças Armadas.

As mesmas fontes, que não quiseram ser identificadas, indicaram que o ataque começou quando um carro armadilhado chocou com a barreira do posto de controlo na aldeia de El-Barth a sul de Rafah. Seguiu-se um tiroteio por parte de dezenas de atacantes encapuzados.
Os mortos incluem um alto oficial das forças especiais egípcias e pelo menos 20 outros militares ficaram feridos no ataque.
O atentado contra o posto de controlo de El-Barth não foi reivindicado, segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press.
As Forças Armadas egípcias anunciaram ainda terem abortado outros ataques por parte de combatentes “takfiri” (radical) contra vários postos de controlo a sul da região de Rafah.
No decurso dessa operação, as forças do Exército e a Polícia mataram mais de 40 rebeldes e destruíram seis veículos todo-o-terreno. 
O Egipto tem enfrentado nos últimos anos ataques mortíferos no norte do Sinai, sobretudo por parte de militantes de um grupo ligado ao movimento extremista Estado Islâmico.
Os ataques terroristas intensificaram-se desde o derrube do Presidente islamita Mohamed Mursi num golpe de Estado militar em Julho de 2013.
Desde então, os actos terroristas multiplicaram-se não só no Sinai e, geralmente, os alvos são membros das forças de segurança, ainda que recentemente os cristãos coptos tenham sido alvo de quatro sangrentos atentados, reivindicados todos eles pelo Estado Islâmico.
As Forças Armadas egípcias anunciaram que, apesar dos ataques, não vai baixar a guarda e prometeram travar as acções dos rebeldes vinculados ao Estado Islâmico.

Cólera causa milhares de vítimas humanas

8 de Julho, 2017

O coordenador dos assuntos humanitários da ONU para o Iémen, Jamie McGoldrick, alertou ontem que as organizações humanitárias não conseguem fazer frente ao surto de cólera, que já matou mais de 1.600 pessoas desde finais de Abril.

O representante das Nações Unidas disse que conter a epidemia “está fora do alcance e da capacidade” tanto dos organismos internacionais como do sistema de saúde do país.
A epidemia de cólera estendeu-se a 21 das 22 províncias do país, tendo causado 1.657 mortos, acrescentou o responsável.
O número de pessoas que podem ter contraído o vírus da cólera, uma infecção intestinal aguda causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada, pode ter chegado aos 284 mil, disse Jamie McGoldrick, que aponta os menores de 15 anos a representarem  cerca de 40 por cento dos casos suspeitos da doença.
“O sistema de saúde está muito afectado pelo conflito, com 45 por cento das instalações sem capacidade operatória, e aquelas que estão a funcionar fazem-no a um nível muito baixo”, concluiu o representante das Nações Unidas no país.
Os iemenitas enfrentam uma tripla ameaça do conflito armado, da crise económica e da fome, a que se juntou a da cólera.
A Organização Mundial da Saúde lançou, recentemente, um apelo humanitário para salvar milhares de crianças vítimas da cólera, apesar das dificuldades encontradas pelas agências para fazer chegar aos necessitados os poucas meios.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 28.06.2017

 

FMI aponta corrupção e evasão fiscal como grandes desafios da economia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/06/2017 22:41:26

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse ontem (22), em Valência, na Espanha, que a corrupção, evasão fiscal, financiamento do terrorismo e a exclusão financeira são os grandes desafios da economia global.

Em um discurso inaugural diante do plenário do Grupo de Ação Financeira contra lavagem de dinheiro, ela pediu para "intensificar a luta contra a corrupção e evasão fiscal". Na sua opinião, o efeito dominó que provoca a falta de pagamento de impostos é um fator importante para um "descontentamento popular e instabilidade econômica".

A evasão fiscal, lembrou, faz com que "aumente a dívida pública e diminua o investimento em educação, saúde e outros serviços públicos. Significa mais desigualdade, já que os mais vulneráveis são os mais afetados pela forte queda das despesas sociais".

Christine Lagarde anunciou que o FMI publicará um relatório sobre o impacto da corrupção no crescimento econômico e elogiou o trabalho do Grupo de Ação Financeira, presidido pelo espanhol Juan Manuel Vega-Serrano, a favor da transparência.

Sociedades opacas

Neste sentido, lembrou Lagarde, revelações como Panama Papers, sobre o complexo sistema de sociedades opacas para ocultar capitais, demonstram a importância de apoiar este trabalho.

A diretora do FMI também fez apelou para "afogar os fluxos financeiros" que alimentam o terrorismo no mundo e pediu um maior trabalho de capacitação e o entendimento de novas tecnologias financeiras, como as moedas virtuais.

Neste sentido, lembrou que o chamado fintech (nova tecnologia financeira) é uma "faca de dois gumes", que pode ser utilizada por redes terroristas, mas também pode ajudar na linha de defesa contra elas.

Outro ponto destacado por Lagarde foi a necessidade de evitar a exclusão de pessoas em países em desenvolvimento do sistema bancário, pedindo melhores estruturas reguladoras.

 

Donald Trump rompe tradição e não realiza jantar do fim do ramadã

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27/06/2017 18:04:18

O presidente Donald Trump, pôs fim a uma tradição de quase 20 anos e não realizou na Casa Branca o habitual jantar de “iftar”, com representantes da comunidade muçulmana, que marca o fim do ramadã, prática religiosa islâmica na qual os fiéis praticam jejum.  

Iftar é o nome dado à refeição ingerida durante a noite com a qual se quebra o jejum diário durante o mês islâmico do Ramadã. O “jantar de iftar” da Casa Branca é uma tradição vinha sendo mantida anualmente pelos presidentes americanos desde 1999, com Bill Clinton.

O ramadã, que cai no nono mês do calendário islâmico, este ano começou em 27 de maio e terminou ao pôr do sol no último sábado, que é quando os muçulmanos de todo o mundo realizam o Eid al-Fitr, a “festa da ruptura do jejum”.

Ao invés da comemoração na Casa Branca, este ano o governo dos EUA se limitou a emitir um comunicado no qual Trump expressou sua “calorosa felicitação” pela celebração.

“Os muçulmanos nos Estados Unidos se uniram aos de todo o mundo durante o mês sagrado do ramadã para se concentrar em atos de fé e caridade. Agora, quando festejam a Eid com seus familiares e amigos, continuam a tradição de ajudar os vizinhos e compartilhar o pão com pessoas de todas as classes sociais”, ressaltou a nota.

 

Ciberataques mostram que cooperação internacional é necessária, diz Rússia

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/06/2017 10:17:00

Os ataques cibernéticos que afetaram governos e empresas na Europa e em outras partes do mundo ontem mostram que é necessária uma maior cooperação internacional contra esse tipo de crime, afirmou hoje o governo da Rússia.

Os ataques "mostram novamente a tese da Rússia de que tal ameaça pede a cooperação em um nível global", afirmou o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitry Peskov.

A Ucrânia e a Rússia foram os países mais atingidos ontem pelos ataques de ontem. Nos Estados Unidos, o Malware afetou companhias como a farmacêutica Merck e a fabricante de alimentos Mondelez.

"Nenhum país pode conter eficientemente ciberataques de forma isolada", disse Peskov. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 28.06.2017

 

Contagem de mortos na Grenfell Tower pode durar até 2018

A Polícia tem tido dificuldades para encontrar os corpos

Agência ANSA

A Polícia Metropolitana de Londres informou nesta quarta-feira (28) que o número total de mortos no incêndio na Grenfell Tower, ocorrido em 14 de junho, não deve ser conhecido antes de 2018.

Segundo a Scotland Yard, ainda não é possível fornecer um balanço definitivo devido à dificuldade para encontrar e identificar os corpos. Atualmente, a Polícia fala oficialmente em "cerca de 80 vítimas".

Em entrevista coletiva, a superintendente Fiona McCormack, responsável pelas investigações, disse que a maioria das pessoas mortas estava em 23 dos 129 apartamentos do edifício residencial, entre o 11º e o 23º andar - a torre tinha 24.

Para fazer a estimativa de 80 vítimas, a Polícia contatou moradores de 106 apartamentos da Grenfell Tower, que forneceram uma ideia sobre a quantidade de desaparecidos. A entrevista de McCormack foi concedida após acusações de que as autoridades estavam escondendo o número de mortos para encobrir o custo humano da tragédia.

A Polícia Metropolitana de Londres diz que o incêndio foi causado por um curto-circuito em um freezer e que as chamas se espalharam graças a um revestimento de material inflamável instalado na fachada do prédio.

Trump aceita convite de Macron e marca visita a França para julho

Agência ANSA

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou o convite de seu homólogo francês, Emmanuel Macron, e vai para a França no dia 14 de julho, quando os franceses fazem a tradicional celebração pela Queda da Bastilha.    

"Presidente Trump quer reafirmar os fortes laços de amizade entre Estados Unidos e França, celebrando esse dia importante para o povo francês, e para comemorar o 100º aniversário da entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial", informou em nota a Casa Branca nesta quarta-feira (14).    

Ainda segundo Washington, os dois líderes mundiais vão reforçar a "cooperação forte de contraterrorismo" e debaterão a "parceria econômica", além de "problemas que causam preocupação mútua". A notícia também foi confirmada pelo Palácio do Eliseu.    

Trump e Macron têm posturas opostas na maior parte das questões políticas atuais e o francês chegou a ser apontado como o "anti-Trump", por seu discurso de união entre os europeus durante a campanha eleitoral que culminou com sua eleição à Presidência.    

Além de marcar a tradicional festa pela Queda da Bastilha, as celebrações deste ano devem lembrar das 86 vítimas que morreram em um atentado terrorista ocorrido em Nice, no ano passado, em ato reivindicado pelo Estado Islâmico (EI). 

De Palermo a Recife, italianos cruzam oceano em bote inflável

Os dois aventureiros fizeram travessia em 25 dias de navegação

Agência ANSA

 

Um marinheiro experiente e seu copiloto aventureiro, 25 dias de navegação, 4.400 milhas náuticas, um barco inflável de borracha e muito entusiasmo e dedicação. Esses são alguns dos ingredientes da inédita travessia de dois italianos que partiram de Palermo e chegaram ao Recife quase dois meses depois.

A dupla, formada por Sergio Davì e Alessio Bellavista, começou sua viagem no dia 29 de abril da Marina Arenella, na cidade siciliana, e atracou no Cabanga Iate Clube de Pernambuco no último dia 17. Com alguns dias de pausa durante o caminho, os italianos passaram por Sardenha, Mallorca, Cartagena, Gibraltar (Espanha), Casablanca, Agadir (Marrocos), Lanzerote, Gran Canária (Ilhas Canárias), Cabo Verde, Fernando de Noronha e Natal antes de chegarem à sua destinação final. Chamada de "o sonho atlântico de Sergio Davi" pelo próprio capitão, a viagem acabou atraindo a atenção dos brasileiros e de pessoas de todas as nacionalidades por ter sido realizada em um tipo de embarcação incomum para travessias tão longas como essa: um barco inflável modelo Master 966 de 10 metros de comprimento e dois motores de popa de quatro cilindros. Segundo Davì, a travessia do Oceano Atlântico foi organizada por ele com o objetivo de promover o "turismo ecossustentável" e a "preservação ambiental" e repetindo parte do itinerário do navegador florentino Americo Vespúcio, que deu nome ao continente americano.

Além disso, a ideia da aventura surgiu depois do italiano ter realizado outras viagens menores com barcos parecidos, como a de 2010 de Palermo a Amsterdã, na Holanda, e a de 2012 da capital siciliana a Cabo Verde. Assim, com um pouco mais de preparo e experiência, o italiano decidiu em 2015 desafiar as águas agitadas que separam a Europa das Américas. No entanto, a primeira tentativa acabou não dando certo devido a um pequeno incêndio sofrido no "gommone" (tipo de barco inflável) na ilha de Lanzerote, o que fez com que a viagem tivesse que ser adiada e remanejada do princípio. Mesmo usando outra embarcação e mudando parte da rota, a travessia continuou tendo como última etapa o Brasil.

"Inicialmente, [o Brasil foi escolhido] porque a distância oceânica é a menor. Entre Cabo Verde e Fernando de Noronha o caminho é o mais rápido. Mais rápido é um modo de dizer, porque ele pede vários quilômetros [de viagem], muitas milhas", explicou Davì. O piloto disse, no entanto, que depois de chegar na nação, que havia sido escolhida "por acaso", acabou se tornando "uma escolha por amor". Para o italiano, que disse ter amado sua estadia em território brasileiro, o que mais lhe chamou a atenção no país foram as pessoas e as belas vistas. "As pessoas são muito carinhosas [no Brasil]. E quando chegamos a Fernando de Noronha [vimos] que a ilha é um paraíso, muito bonita. O país é repleto de contradições, mas apenas elas fazem a nação ser tão impressionante", comentou Davi.

O marinheiro também afirmou que apreciou a gastronomia nacional e que achou o açaí "muito bom". "Na realidade, eu comia dois ou três por dia, de manhã, de tarde e depois da janta", contou.

Ainda sobre hábitos culinários, Davi disse quando estavam navegando ele e Bellavista, que foi fundamental durante todo o trajeto, geralmente tinham uma alimentação bem distinta, composta principalmente por alimentos perecíveis e "comidas prontas e embaladas, como feijão em caixa, pães como os de forma, muita fruta seca e também alguns biscoitos". Já para dormir na embarcação, o piloto comentou que "não era muito fácil". "Tínhamos uma pequena cabine, mas na realidade dormíamos com um travesseiro que tínhamos na parte de fora, porque durante a navegação noturna não era possível dormir na cabine", explicou o italiano. 

Davi também falou sobre as emoções e perigos da viagem. Para ele, o momento mais emocionante de toda travessia foi "ver de longe a ilha de Fernando de Noronha porque já era território brasileiro". E as etapas mais perigosas foram, segundo ele, "aquelas oceânicas - ou seja, da Gran Canária a Cabo Verde e de Cabo Verde a Fernando de Noronha - e as duas etapas até Recife - de Fernando de Noronha a Natal e depois de Natal a Recife - por causa do mar agitado".

Agora, já de volta à Itália, Davi também comentou que, para a organização de todo o projeto foi "necessário um mínimo de 50 ou 60 milhões de euros, sem contar o barco" e que o "gommone" usado dele já tem um destino certo. "O barco será exposto em vários salões náuticos, como o Salão Náutico de Gênova [na Itália], e depois muito provavelmente será vendido", concluiu o italiano.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 28.06.2017

.

 

Europa e Canadá aumentam 4,3% gastos com defesa da NATO

PUB

Orçamento de defesa sobe pelo terceiro ano consecutivo e a tendência vai manter-se, diz secretário-geral da NATO

Os estados membros europeus e o Canadá vão contribuir mais 4,3% para o orçamento de defesa da NATO de 2017. O orçamento para a defesa volta a subir pelo terceiro ano consecutivo, após ter sofrido cortes até 2014.

Desde 2015, o Canadá e os membros europeus da NATO gastaram quase mais 46 mil milhões de dólares em defesa, cerca de 41 mil milhões de euros.

"Para mantermos as nossas nações seguras, temos de continuar a aumentar os gastos na defesa e a dividir mais justamente os encargos pelo membros da nossa aliança", disse esta quarta-feira Jens Stoltenberg, secretário-geral da Nato.

No Twitter, Stoltenberg mostrou o aumento dos gastos dos aliados europeus e do Canadá e disse que se vai manter esta tendência.

"Os aliados europeus deverão investir a partir de agora na sua própria defesa, não para agradar aos Estados Unidos mas porque é do seu interesse próprio", disse Stoltenberg, em conferência de imprensa, em Bruxelas

Os ministros da defesa dos membros da NATO vão reunir-se esta quinta-feira em Bruxelas para discutir um aumento nas despesas de segurança, algo que os Estados Unidos têm defendido. A administração de Donald Trump tem criticado os membros da NATO por não contribuírem o suficiente para a defesa da aliança.

"Após anos de declínio, em 2015 vimos um aumento real de gastos na defesa entre os aliados europeus e o Canadá. Este ano prevemos um aumento ainda maior de 4,3%", continuou Stoltenberg numa conferência de imprensa, segundo a Reuters.

Papa considera "repugnante" que terroristas suicidas sejam chamados mártires

PUB

O papa Francisco afirmou hoje ser "repugnante" que os terroristas suicidas possam ser considerados mártires, argumentando que esse tipo de atos "em nada se aproxima do comportamento dos filhos de Deus".

"É repugnante para os cristãos a ideia de que os terroristas suicidas possam ser considerados mártires. Não são mártires", frisou Francisco, ao falar na tradicional audiência geral que mantém com os fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Mais tarde, e já numa mensagem dirigida aos fiéis em castelhano, Francisco defendeu que os mártires não vivem para eles próprios nem combatem para afirmar as ideias, aceitando morrer apenas por "fidelidade ao Evangelho".

"Por isso, não se pode utilizar a palavra 'mártir' para nos referirmos aos que comentem atentados suicidas, porque a conduta nada tem a ver com a manifestação de amor a Deus e ao próximo", sustentou.

O papa de origem argentina evocou os mártires do passado e os atuais, que, no seu entender, "são mais do que nos primeiros tempos do Cristianismo", recordando que as histórias a eles associadas "surpreendem pela forma forte e determinada como enfrentaram a prova" da morte pela fé.

"Os cristãos amam, mas nem sempre são amados, porque são homens e mulheres que vão contra a corrente", referiu, relembrando a frase de Jesus Cristo, incluída no Evangelho de Mateus: "Sereis odiados por todos por causa do meu nome".

"É normal, já que o mundo está marcado pelo pecado, que se manifesta de várias formas de egoísmo e de injustiça. Quem segue Cristo caminha na direção contrária, não por um espírito polémico, mas por fidelidade à lógica do Reino de Deus", defendeu.

Face a este cenário, prosseguiu Francisco, "a verdadeira derrota" para o cristão é "cair na tentação da vingança ou da violência, respondendo ao mal com o próprio mal".

"Os cristãos devem estar sempre na outra vertente do Mundo eleita por Deus, não como perseguidores, mas como perseguidos, não como arrogantes, mas como tranquilos, não como vendedores de fumo mas sim subjugados à verdade, não como impostores mas como honestos", terminou Francisco.

Detidos seis alegados membros de célula do Estado Islâmico

 

PUB

Detenções aconteceram em Espanha, Reino Unido e Alemanha

Seis presumíveis membros de uma célula do grupo extremista Estado Islâmico (EI) foram detidos hoje em Espanha, Alemanha e Reino Unido, anunciou hoje o Ministério do Interior espanhol.

Em comunicado, o ministério indicou que a célula tinha ramificações internacionais e elaborava e difundia material audiovisual radical, e organizava reuniões semanais clandestinas para determinar a vontade de jovens que se identificavam com os seus ideais e conseguir que viajassem para zonas de conflito.

Os detidos -- quatro em Palma de Maiorca (Espanha), que seria a sede da célula, um na Alemanha e outro no Reino Unido -- justificavam e enalteciam a 'jihad' violenta, apoiando publicamente atos suicidas semelhantes aos perpetrados na Europa.

A investigação foi iniciada em 2015, quando foram detetados, numa página na Internet, uma série de vídeos que mostravam o processo de doutrinamento, recrutamento e viagem para a Síria de um jovem muçulmano residente em Espanha.

Como promotor das filmagens foi identificado um imã salafista, detido agora no Reino Unido e investigado por vários países europeus, escreveu a agência noticiosa espanhola Efe.

Este homem tinha viajado naquela altura para Palma de Maiorca e começou a dinamizar um grupo, formado pelos outros detidos, para exercer funções de captação, doutrinamento e radicalização a favor do Daesh (acrónimo em árabe de Estado Islâmico), tendo-se convertido desde então no líder espiritual.

O predicador salafista, cujo discurso público era conhecido pelos serviços secretos e policiais europeus, dedicou-se, numa vertente mais privada, ao recrutamento de combatentes e angariação de fundos para a Síria.

As medidas de segurança que adotava e as constantes mudanças de residência dificultavam a detenção.

O homem detido na Alemanha tinha também como referente espiritual e ideológico o imã salafista, além de que mantinha contacto direto com os restantes suspeitos e participou nos vídeos propagandísticos elaborados pelo grupo, segundo a Efe.

Tanto na Alemanha como no Reino Unido foram reaizadas ainda buscas relacionadas com esta operação antiterrorista a pedido das autoridades espanholas.

Três polícias acusados de encobrir assassínio de adolescente negro

PUB

Três agentes da polícia de Chicago foram acusados de mentir e conspirar para encobrir o assassínio em 2014 de um adolescente negro, alvejado 16 vezes por um polícia branco.

A acusação, divulgada na terça-feira ao final do dia, alega que um atual e dois ex-polícias mentiram sobre os acontecimentos de 20 de outubro de 2014, quando o agente Jason Van Dyke, 37 anos, matou Laquan McDonald, de 17.

A versão dos polícias prevaleceu até ser divulgado, em 2015, o vídeo filmado pela câmara de bordo do carro patrulha, no qual se vê o adolescente cair no chão depois de ter sido alvejado, aparentemente incapacitado, e o agente a continuar a disparar tiro atrás de tiro sobre o seu corpo.

Van Dyke foi então acusado de homicídio qualificado e aguarda julgamento.

A acusação aos três polícias alega ainda que os agentes mentiram quando afirmaram que o jovem ignorou ordens verbais e que um deles mentiu num relatório em que afirmou que os outros dois foram atacados pelo adolescente.

"Os conspiradores criaram relatórios policiais nas primeiras e decisivas horas e dias após o homicídio de Laquan McDonald que continham informação falsa", lê-se na acusação.

Os três polícias são acusados de obstrução à justiça, desvio de conduta e conspiração.

Patricia Brown Holmes, nomeada em julho procuradora especial para investigar os agentes que assistiram ao incidente, afirmou num comunicado que os três polícias acusados -- David March, Joseph Walsh e Thomas Gaffney -- "coordenaram as suas ações para se protegerem mutuamente e a outros membros do Departamento de Polícia de Chicago".

Entre outras ações, os três submeteram relatórios falsos, ignoraram provas em contrário e não entrevistaram testemunhas chave.

"A acusação deixa claro que estes arguidos foram mais longe do que o chamado 'código de silêncio'", acrescentou, precisando que eles "mentiram para impedir investigadores independentes de chegar à verdade".

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 28.06.2017

 

 

Quase 100 mil civis estão retidos em Raqa

A ONU estima que quase 100 mil civis estejam retidos em Raqa, principal bastião do grupo extremista Estado Islâmico na Síria cercado pelo grupo armado Forças Democráticas da Síria.

"Com a intensificação dos ataques aéreos e dos combates no solo, o número de vítimas civis aumenta e as vias de fuga fecham-se umas atrás das outras", afirmou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos num comunicado.

Dados recolhidos pelo Alto Comissariado indicam por outro lado que "pelo menos 173 civis, numa estimativa prudente, foram mortos em combates desde 1 de junho", lê-se num comunicado.

As Forças Democráticas da Síria, uma aliança de milícias curdas e árabes, lançaram uma ofensiva para tomar Raqa aos jiadistas no princípio de junho.

Situada no norte da Síria junto ao rio Eufrates, Raqa foi proclamada há três anos "capital" do "califado" reclamado pelo Estado Islâmico em partes do território sírio e iraquiano.

Antes da guerra, a cidade contava cerca de 300.000 habitantes, na maioria árabes sunitas, mas também cristãos arménios e curdos.

"Os bombardeamentos das últimas três semanas contra Raqa deixaram os civis num estado de terror e confusão quanto à possibilidade de encontrar refúgio entre as atrocidades cometidas pelo Daesh [o Estado Islâmico] e os combates acesos para os derrotar", afirmou o Alto-Comissário, Zeid Ra'ad Al Hussein, citado no texto.

Al Hussein apelou às partes em conflito que apliquem medidas que criem rotas de fuga seguras para os civis.

Centenas de polícias protestam em Lisboa contra o Governo

Centenas de polícias iniciaram esta quarta-feira, cerca das 19 horas, nos Restauradores, em Lisboa, uma manifestação nacional de protesto contra o Governo, que vai culminar no Ministério da Administração Interna, no Terreiro do Paço.

Empunhando faixas de protesto e liderados por dirigentes associativos, os polícias manifestam-se contra a falta de respostas do Governo às suas principais reivindicações e expressam indignação pela forma como estão a ser tratados.

A manifestação, que conta com polícias de todo o país, foi inicialmente marcada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), mas inclui também a participação do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP), Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) e Sindicato da Carreira de Chefes.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que o protesto conta com polícias de todo o país, incluindo o transporte de polícias da região norte em 15 autocarros.

Paulo Rodrigues adiantou que a manifestação nacional dos polícias realiza-se após a ASPP/PSP ter entregado, em abril, um documento ao primeiro-ministro com as principais reivindicações e, até ao momento, não ter recebido qualquer resposta.

Entre as principais reivindicações estão o cumprimento na totalidade do estatuto profissional da PSP, a demora na conclusão dos concursos de promoção e no desbloqueamento dos índices remuneratórios, além da falta de aprovação do subsídio de risco.

Os polícias exigem também novas admissões na Polícia de Segurança Pública e promoções regulares, bem como a publicação da lista das passagens à pré-aposentação com a devida antecedência e o fim da taxa de sustentabilidade para os aposentados.

A manifestação termina com a entrega de um documento com as principais reivindicações no Ministério da Administração Interna.

 

Pelo menos 200 mil pessoas vivem em cubículos em Hong Kong

Pelo menos 200 mil pessoas vivem em habitações inadequadas em Hong Kong, em frações subdivididas de variadas formas, em cubículos ou gaiolas, muitas com condições precárias que constituem um "insulto à dignidade humana", na descrição da ONU.

Segundo dados oficiais, 199.900 pessoas viviam em 88.800 "frações subdivididas" em Hong Kong, um número que tem vindo a aumentar de ano para ano, como consequência pelos elevados preços praticados no mercado imobiliário na antiga colónia britânica, um dos territórios mais densamente povoados do mundo.

Este número -- que figura do mais recente relatório sobre as condições de habitação nas designadas "unidades subdivididas" elaborado pelo Departamento de Estatísticas e Censos -- reporta a 2015 e está "subestimado", na perspetiva de organizações não-governamentais, como a Society for Community Organization (SoCO).

Mais de metade das unidades subdivididas localiza-se em Kowloon, da qual faz parte Sham Shui Po, o bairro mais pobre de Hong Kong, onde a galeria da SoCO mantém nas paredes uma exposição de fotografia "Trapped" ("Encurralados"), que correu a cidade no ano passado, mostrando as miseráveis condições em que muitos vivem na Região Administrativa Especial Chinesa.

Gordon Chick, assistente social da SoCO, faz uma visita guiada à agência Lusa pelas imagens captadas por Benny Lam, descrevendo as histórias e as categorias em que se encaixam as precárias casas na perspetiva de quem trabalha no terreno.

Viver numa gaiola, em tudo idêntica à de um animal, não é a mesma coisa que viver num cubículo, com um quarto próprio e uma porta como um garante de privacidade, embora em ambos os casos os inquilinos tenham de partilhar a casa de banho, realça.

Apesar de hoje em dia haver menos gaiolas com as tradicionais grades de ferro, empilhadas umas sobre as outras, existem outros compartimentos de moldes semelhantes e igualmente ínfimos e desumanos, envoltos em paredes metálicas ou de madeira, como as chamadas "casas-caixão" onde -- como o nome indica -- cabe pouco mais do que um corpo humano.

Famílias com crianças, por exemplo, habitam frequentemente numa área comum que é sala e quarto ao mesmo tempo, com apenas uma divisória, que pode até ser uma cortina, a separar cozinha e casa de banho, muitas vezes juntas num único espaço.

A área, a partilha de casa de banho ou o número de ocupantes de uma unidade ajudam a 'classificar' o tipo de habitação.

A realidade ultrapassa cenários pré-definidos. Gordon Chick descreve a imagem de um homem que descobriu no patamar das escadas de um edifício: "Ele pagava uma renda de 600 dólares de Hong Kong [68,4 euros] para ocupar aquele espaço. Como é que uma pessoa vive ali e ainda tem de pagar?".

As próprias condições de habitabilidade têm-se agravado. "Há espaços em que o ar condicionado serve toda a fração e, em alguns casos, [os senhorios] definem o tempo, ou seja, a hora a que se liga e desliga", exemplifica.

De fora das estatísticas oficiais ficam os prédios industriais e utilizados à revelia da lei para fins residenciais, escolhidos pelos inquilinos principalmente por "três razões": o tamanho (maior), a renda (normalmente mais acessível) e o elevador, um fator atrativo para idosos, explica Gordon Chick.

Também excluídos das contas são os que ocupam infraestruturas ilegais ou coberturas de edifícios sob barracas improvisadas.

Gordon Chick vê o problema da habitação em Hong Kong por um prisma de "três dimensões", todas em constante crescimento: os preços do mercado imobiliário, as pessoas que vivem em habitação inadequada e o número de candidatos à habitação pública (mais de 280 mil).

"A situação tem piorado", avalia.

Em 2016 e pelo sétimo ano consecutivo, Hong Kong foi a metrópole com a habitação menos acessível do mundo, batendo mais de 400 cidades, de acordo com o mais recente estudo da consultora Demographia.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 28.06.2017

 

Temer denunciado por corrupção

28 de Junho, 2017

O procurador-geral do Brasil apresentou na noite de segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal uma denúncia contra o Presidente Michel Temer e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) pelo crime de corrupção passiva.

Michel Temer é o primeiro Presidente brasileiro no cargo a ser denunciado por um crime comum.
O processo só é instaurado se dois terços da Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar), ou seja, 342 dos 513 parlamentares daquela casa, aceitarem a abertura do processo e a maioria dos onze juízes do Supremo Tribunal Federal votarem favoravelmente a denúncia.
A acusação enviada ao Supremo Tribunal Federal baseia-se em investigações iniciadas em Maio a partir das denúncias dos executivos da empresa JBS, que firmaram um acordo com os investigadores da Operação Lava Jato para denunciar crimes cometidos em nome da companhia em troca de perdão judicial. Na denúncia, o procurador diz que “entre os meses de Março a Abril de 2017, com vontade livre e consciente, o Presidente da República, Michel Miguel Temer Lulia, valendo-se da sua condição de chefe do poder executivo e liderança política nacional, recebeu para si, em unidade de desígnios e por intermédio de Rodrigo Santos Da Rocha Loures, vantagem indevida de 500 mil reais (135,6 mil euros)”. “[O suborno] foi feito por Joesley Mendonça Batista, presidente da sociedade empresária J&F Investimentos [holding que controla a JBS] e o pagamento foi realizado pelo executivo da J&F Ricardo Saud”, lê-se na denúncia.
Executivos da JBS que colaboram com a Justiça brasileira disseram em depoimento que o Presidente brasileiro e os seus principais aliados políticos receberam suborno da companhia em troca de favores junto a órgãos públicos. Michel Temer foi alegadamente gravado numa conversa comprometedora para entrega de subornos por um dos donos da JBS, o empresário Joesley Batista, na qual ele supostamente autoriza o pagamento para o antigo deputado Eduardo Cunha, político que está preso desde o ano passado por envolvimentos nos crimes de corrupção cometidos na estatal petrolífera Petrobras.
Já Rodrigo Rocha Loures foi gravado pela Polícia federal ao receber uma mala de dinheiro com os 500 mil reais citados na denúncia, que foram entregues pela JBS. 
O político brasileiro perdeu o cargo de deputado, que ocupava na condição de interino, e actualmente está preso.
O Procurador-Geral da República do Brasil também destacou na acusação que o Presidente Michel Temer e o antigo deputado aceitaram, em “comunhão de esforços” e “unidade de desígnios, com vontade livre e consciente” promessa de “vantagem indevida no montante de 38 milhões de reais (10,3 milhões de euros)”. 
O dinheiro foi prometido pelo empresário brasileiro  Joesley Batista a Rodrigo Rocha Loures em troca de uma decisão favorável à sua empresa junto ao Conselho Administrativo de Defesa Económica (Cade) numa disputa contra a Petrobras sobre comercialização de gás. 

Luta pela sobrevivência


Michel Temer sempre ocupou os bastidores do poder, até derrubar Dilma Rousseff da Presidência do Brasil há pouco mais de um ano. Desde então, nada saiu como esse estrategista veterano calculou, e sua luta pela sobrevivência política tem sido constante. O último revés a Michel Temer veio quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o denunciou formalmente por corrupção, deixando-o à beira do abismo.
O seu governo está na corda bamba desde que o jornal “O Globo”

revelou, em 17 de Maio, uma comprometedora gravação de uma conversa com o empresário Joesley Batista em que parece dar seu aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.  Milhares de brasileiros têm saído às ruas para reivindicar sua saída enquanto cerca de vinte pedidos de impeachment se somam no Congresso. 
O PSDB, crucial para que Temer consiga governar, já cogita o fim da aliança.
Temer conseguiu ganhar tempo e sobreviveu ao julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, que decidiu por uma apertada maioria não anular a sua candidatura nas eleições de 2014. 
Entretanto, ainda há muitas frentes abertas.

Lula da Silva


O antigo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial do Brasil em 2018 com 29 a 30 por cento da preferência dos eleitores, segundo uma pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Datafolha. A sondagem indica que a ambientalista Marina Silva,juntamente com o deputado federal de extrema-direita Jair Bolsonaro, disputam o segundo lugar na preferência dos eleitores, oscilando entre 13 e 15 por cento nos cenários em que Lula da Silva é citado.
Outro nome que aparece na pesquisa é o do antigo presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que recolhe 10 a 11 por cento das preferências.
Se Lula da Silva não se candidatar para as presidenciais de 2018, Marina lidera o cenário, com 22 por cento. Bolsonaro aparece em seguida, com 16 por cento, antes de Joaquim Barbosa, com 12 ou 13 por cento.
Apesar de ter declarado publicamente que está pronto para concorrer, a participação de Lula da Silva no escrutínio não é certa porque ele é arguido em diversos processos da Lava Jacto, uma operação policial que investiga crimes de corrupção cometidos na Petrobras e noutros órgãos públicos do Brasil.

Imprensa internacional


A denúncia por corrupção passiva da Procuradoria Geral brasileira contra o Presidente brasileiro Michel Temer ganhou ontem destaque nos jornais internacionais.   
O francês “Le Monde” destacou ontem que, horas antes da denúncia, “Michel Temer parecia falar à justiça” ao fazer um discurso em que afirmava que “nada nos destruirá.”   
“Segunda-feira, 26 de junho, o Presidente entrou na história do Brasil como o primeiro Chefe de Estado em exercício a ser denunciado por um crime comum. Uma vergonha que pode causar a sua destituição menos de um ano depois da sua antecessora, a antiga Presidente Dilma Rousseff”, escreve o jornal.   
O italiano “La Repubblica” destacou que o ‘peemedebista’ Michel Temer foi “formalmente acusado de corrupção.” “Absolvido há apenas duas semanas da acusação de  receber contribuições ilegais durante a campanha eleitoral de 2014, quando se candidatou com Dilma Rousseff para guiar o país, ele foi formalmente acusado de corrupção passiva, com o agravante das suas funções de 'Presidente da República’.”   
Já o jornal “The Guardian” explicou aos leitores britânicos o caso em que o presidente é acusado e a delação feita por Joesley Batista, dono da JBS, e afirmou que esse é um “duro golpe para um líder impopular e para a estabilidade política do maior país da América Latina”.

Presidente admite eleições se persistir a crise política

28 de Junho, 2017

Depois de nomear cinco Governos e exonerar quatro primeiros-ministros em pouco menos de dois anos, e de um impasse institucional que desde então impede a aprovação de um programa de Governo pelo Parlamento, o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, admitiu pela primeira vez convocar eleições “caso não seja encontrada uma solução para crise política em que o país vive”.


Ao discursar durante um encontro com líderes muçulmanos, por ocasião do Ramadão, José Mário Vaz salientou a necessidade de haver união devido aos desafios que o país vai enfrentar nos próximos 90 dias, entre os quais a saída em Outubro da força de interposição da CEDEAO, a Ecomib.
Outro desafio, para o Presidente guineense, é alcançar um entendimento e encontrar uma solução para o Governo. “Peço entendimento entre os partidos, sobretudo PAIGC, PRS e Grupo dos 15. Se não há entendimento entre eles é impossível o programa do Governo e o Orçamento Geral de Estado serem aprovados”, disse.
José Mário Vaz acrescentou que se não houver entendimento “vai devolver o poder ao seu dono, que é o povo”.
“Se não conseguirmos chegar a uma solução entre nós, eu, como Presidente da República, devolvo o poder ao seu dono e o dono do poder é o povo. Devolvo o poder ao povo da Guiné-Bissau para escolher quem devem escolher”, disse o Presidente guineense, para acrescentar: “Estamos aqui porque nos escolheram e se há problemas temos de devolver o poder ao povo para que decida sobre ele, porque não podemos continuar com a situação que temos na nossa terra.” 
O Presidente esclareceu que há dinheiro para convocar eleições antecipadas: “Há já uma coisa que vos quero garantir. O facto de não irmos a eleições por não haver dinheiro tem de acabar na Guiné-Bissau. A Guiné-Bissau é um país soberano.” 
José Mário Vaz informou estar determinado em ajudar o país e o povo, mas sublinhou que o único caminho para a Guiné-Bissau ser respeitada e ganhar a sua soberania “é com trabalho, pedindo às pessoas para se empenharem mais nos sectores agrícolas e da pesca”.
O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, afirmou que a ideia de eleições antecipadas agora avançada pelo  Presidente guineense “chega dois anos e meio atrasada”.
O Presidente José Mário Vaz “chega dois anos e meio atrasado e continua a insistir num caminho que não lhe é dado”, declarou o antigo primeiro-ministro guineense, à margem da cerimónia de posse como académico correspondente da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, em Lisboa. Sobre as declarações do chefe de Estado guineense, em que pede unidade aos guineenses e admite, pela primeira vez, convocar eleições caso não seja encontrada uma solução para o impasse político em que o país vive, Domingos Simões Pereira lamentou que “só chegue a esta conclusão agora” e reiterou a necessidade de ser cumprido o Acordo de Conacri, que prevê a formação de um governo consensual com todas as forças políticas com assente no parlamento.
“Este é o primeiro pressuposto da Constituição. Quando o Presidente começou por invocar a existência de uma nova maioria chamou-se-lhe a atenção que o dispositivo constitucional dá-lhe como competência convocar eleições para validar a representatividade. Não o quis fazer”, considerou o líder do PAIGC.
Para o antigo chefe do Governo guineense, José Mário Vaz  “demarca-se, mais uma vez, do Acordo de Conacri e confronta todas as entidades e o próprio povo”.
“Diz que vai devolver a palavra ao povo, mas na verdade está a confrontar o povo, porque recusa a implementação da Constituição e agora também se demarca do Acordo de Conacri”, criticou Domingos Simões Pereira que insistiu: “O Presidente tem de cumprir o Acordo de Conacri. O voto do povo, em democracia, é uma ordem.” 
O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu, na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro, e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). O Acordo de Conacri prevê a formação de um governo consensual com todos os partidos representados no Parlamento.

Ameaça dos EUA à Síria é inaceitável

28 de Junho, 2017

Os avisos da Casa Branca para que o Presidente sírio, Bashar al-Assad, e o seu Exército não conduzam um ataque com armas químicas são inaceitáveis, considerou ontem o Kremlin.

A Casa Branca ameaçou o Presidente da Síria que ele e o seu Exército “pagam um preço alto” se conduzirem um ataque com armas químicas e disse que os EUA “têm motivos para acreditar que tais preparações estão em andamento.”

 

Ameaça dos EUA à Síria é inaceitável

28 de Junho, 2017

Os avisos da Casa Branca para que o Presidente sírio, Bashar al-Assad, e o seu Exército não conduzam um ataque com armas químicas são inaceitáveis, considerou ontem o Kremlin.

A Casa Branca ameaçou o Presidente da Síria que ele e o seu Exército “pagam um preço alto” se conduzirem um ataque com armas químicas e disse que os EUA “têm motivos para acreditar que tais preparações estão em andamento.”

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 24.06.2017

 

ONU diz que população mundial chegará a 8,6 bilhões de pessoas

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/06/2017 17:58:27

Novas projeções demográficas da ONU apresentadas quarta-feira (21) mostram que a população mundial chegará a 8,6 bilhões até 2030, um aumento de 1 bilhão de pessoas em 13 anos. A organização fez uma atualização de seus cálculos que confirma as tendências apontadas no último relatório deste tipo, publicado em 2015. As informações são da agência EFE e da ONU News.

As Nações Unidas esperam que a população mundial aumente até aproximadamente 9,8 bilhões pessoas em 2050 e que, para 2100, o mundo tenha quase 11,2 bilhões de habitantes. Os dados constam do relatório Perspectivas da População Mundial: Revisão de 2017, lançado hoje pelo Departamento dos Assuntos Econômicos e Sociais da ONU.

Mais da metade do crescimento populacional entre hoje e 2050 se concentrará em nove países: Índia, Nigéria, República Democrática do Congo, Paquistão, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Uganda e Indonésia.

Entre os dez países mais populosos do mundo, a Nigéria é onde a população cresce a um ritmo mais forte. Atualmente o sétimo país por população, as projeções dizem que a Nigéria superará os EUA como o terceiro país mais populoso antes de 2050.

 

Согласно опубликованному 21 июня сообщению ООН, в 2015 году около 5 процентов населения земли употребляли наркотики в той или иной форме.

Cerca de 5% da população mundial consumiram drogas em 2015, diz ONU

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 22/06/2017 22:40:03

De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado quarta-feira (21), 5% da população mundial consumiu algum tipo de droga em 2015, o que se traduz em aproximadamente 250 milhões de pessoas, e pelo menos 190 mil morreram neste mesmo ano por causas diretas relacionadas com entorpecentes. As informações são da Agência EFE. 

O Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, divulgado hoje em Viena, mostra especial preocupação pela situação de 29,5 milhões de pessoas que sofrem com transtornos graves pelo consumo de drogas, incluída a toxicodependência, e que são os mais vulneráveis.

Só uma de cada seis pessoas que requer tratamento por estes transtornos recebe assistência, a maioria nos países desenvolvidos, aponta o reporte elaborado pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (UNODC).

O número de consumidores de drogas se mantém estável há cinco anos, mas os responsáveis pelo relatório advertem que o mercado das drogas está se diversificando com o surgimento de novas substâncias mais potentes e perigosas.

"Aumentou a situação de risco para a saúde pela diversificação e a potência de novas substâncias", explicou em uma coletiva de imprensa Angela Me, coordenadora do relatório.

 

Espanha resgata 224 imigrantes e refugiados de cinco barcos no Mediterrâneo

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/06/2017 13:22:00

O serviço de resgate marítimo da Espanha divulgou que realizou o resgate de 224 imigrantes e refugiados de cinco barcos diferentes tentando cruzar o mar Mediterrâneo neste sábado.

Segundo as autoridades, foram resgatados primeiro dois barcos com 66 e 77 pessoas, respectivamente, no Estreito de Gibraltar durante a madrugada. Um terceiro barco com nove imigrantes foi interceptado na metade do dia nas mesmas águas.

Algumas horas depois, um avião português com a agência fronteiriça da União Europeia (Frontex), encontraram mais dois barcos ao leste, levando 35 e 37 pessoas cada um.

De acordo com o serviço de resgate, os imigrantes eram do Norte da África e da região subsaariana. Mais de 1800 refugiados e imigrantes já morreram nas águas do Mediterrâneo este ano tentando chegar na Europa. Fonte: Associated Press.

Emirados Árabes Unidos diz que não quer mudança de regime no Catar

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/06/2017 12:04:00

O ministro de Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, afirmou que os países árabes que estão isolando diplomaticamente o Catar não buscam forçar a deposição da liderança do país, mas estão dispostos a cortar relações, caso não concorde com suas demandas.

Gargash disse a repórteres em Dubai neste sábado que os Emirados Árabes Unidos e seus aliados, a Arábia Saudita, o Egito e o Bahrein, não querem uma "mudança de regime" no Catar, mas uma "mudança de postura".

Os quatro países apresentaram uma lista com 13 demandas ao Catar, através da nação mediadora da crise, o Kuwait, na quinta-feira, dando dez dias para o Catar aceitar os pontos. Em resposta, o país divulgou que está analisando as demandas, que incluem o fechamento da rede de notícias Al-Jazira, o corte de relações com grupos islamitas como a Irmandade Muçulmana e acabar com relações com o Irã. Fonte: Associated Press.

 jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 24.06.2017

 

Após incêndio, presidente de Portugal ordena aprovação de projetos de prevenção

 

A Assembleia Nacional de Portugal tem até o dia 19 de julho - antes do recesso parlamentar - para aprovar todos os projetos sobre as questões florestais e de prevenção de incêndios, conforme determinação do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A decisão presidencial ocorre após o grave incêndio florestal iniciado no sábado passado (17) na região central do país, provocando 64 mortes e deixando mais de 200 feridos. Os bombeiros conseguiram controlar o último foco das chamas ontem (22) em Góis.

Em março, o Parlamento aprovou a reforma florestal aprovada pelo governo e as propostas de lei sobre cadastro florestal, além de três decretos de autoria do partido Bloco de Esquerda, aprovadas em plenário. Contudo, ficaram 60 dias paradas na Comissão de Agricultura e Mar, onde já deveriam ter sido apreciadas, obrigando a renovação ontem do prazo. Os partidos têm que informar quais entidades desejam ouvir sobre a matéria e aprovar as propostas até 19 de julho.

Os projetos de lei dispõem sobre o cadastro florestal, banco nacional de terras, benefícios fiscais para gestão florestal, regimes jurídicos da arborização e rearborização – que tenta bloquear o plantio do eucalipto - e o sistema de defesa das florestas contra incêndios. Já o Bloco de Esquerda propôs medidas sobre arborização, banco público de terras e a constituição de unidades de gestão florestal, iniciativas que vêm sendo defendidas ao longo dos anos por especialistas e  depois da tragédia foram relembradas por muitos como indispensáveis à prevenção dos incêndios.

Já o professor da Universidade do Minho e Coimbra e um dos autores do estudo Grandes Florestas em Portugal, Luciano Lourenço, acredita que as iniciativas não devem surtir o efeito desejado. Para ele, trata-se apenas de “uma resposta política. "Estão próximos das eleições. Daqui a 15 dias, ninguém vai se lembrar mais de nada e ninguém vai cumprir nada”, adverte.

Para o professor, os dois problemas fundamentais que dificultam a prevenção efetiva dos grandes incêndios florestais são: falta de integração e a atuação de bombeiros voluntários.

Saiba MaisMinistério Público abre investigação sobre causas de incêndio em Portugal

Ele explicou que o fato os bombeiros voluntários - que têm outras profissões e empregos e trabalham voluntariamente apenas no verão -, em geral, não têm conhecimento adequado sobre os terrenos onde ocorrem os desastres e não cuidam das áreas durante o inverno. Lourenço reconhece que os voluntários têm o apoio das comunidades ”e nenhum governo tem coragem de os substituir por uma estrutura nova porque as pessoas não vão aceitar que sejam retirados das suas localidades”.  

Porém, ele defende que atuem de forma diferente. "Está tudo mal equacionado. O combate do verão tem de começar no inverno. No inverno, é preciso fazer as limpezas e, no verão os bombeiros, saberiam onde atacar, mas o governo não acha isso.”

Para Lourenço, teria de haver também uma redução do número de bombeiros voluntários no combate aos incêndios, o que resultaria na elevação do custo para a criação de uma nova estrutura. "O governo não quer enfrentar a oposição das corporações dos bombeiros que sempre dizem que faltam meios para combater os incêndios”, acrescentou.

Para o professor, são levantadas falsas questões para justificar a ocorrência dos grandes incêndios, como a extinção da Guarda Florestal, que foi incorporada â Guarda Nacional Republicana,” porque esses homens foram aproveitados para os mesmos serviços”. Da mesma forma, ele discorda da argumentação de que os minifúndios (pequenas propriedades) agravam o problema pelo descaso dos donos que deixam o mato crescer, nem que a proliferação dos eucaliptos colabore para o agravamento do problema.

“Devo ser o único a achar isso. Portanto, devo estar errado, mas a maior parte do valor florestal é produzido pelas pequenas propriedades. O minifúndio existe porque é produtivo. São as regiões mais ricas do país porque conseguem alimentar uma família inteira. Quanto às áreas baldias, representam apenas 12%, mas não oferecem risco e não podem ser vendidas porque pertencem à comunidade. Quanto aos eucaliptos, o que importa é o que está embaixo deles, pois as árvores são mais difíceis de queimar”.

O professor critica a proposta de que o governo precisa proibir que se plantem árvores perto de rodovias. ”É inevitável. Não há como se proibir isso, as pessoas não vão cumprir. O nosso problema é econômico, a legislação tem que ter base no real”.

Lourenço alerta que grandes incêndios, como o Pedrógão Grande, ocorrerão dentro de alguns anos pos causa das condições climáticas e geográficas do país e o fato de que a mata voltará a crescer de forma desordenada.

Ele informou que apenas 150 mil hectares pertencem às empresas de celuloses e os outros 750 mil hectares a pequenos proprietários ”que não têm a menor condição de limpá-los". "Portanto, na minha opinião, integrar a prevenção com o combate aos incêndios, e pagar pelos serviços de limpezas das florestas, ajudaria muito a enfrentar os fogos, do qual não podemos nos livrar", disse. Ao lado dessas providências, o professor defende que as pessoas que vivem nessas localidades precisam ser orientadas sobre como se protegerem do fogo.

O Ministério Público de Portugal abriu uma investigação para apurar as causas e consequências do incêndio. Contudo, a ministra Constança Urbano de Sousa já adiantou que não vai autorizar a Inspeção Geral da Administração Interna – IGAD- abrir inquérito. Ela observou que as apurações das causas ainda não foram concluídas e que ainda está em curso a operação de combate aos incêndios. No Parlamento, o partido PSD pediu a criação de uma comissão técnica de peritos independentes. Todos os demais partidos apoiaram a iniciativa, menos o Partido Comunista. Já o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, declarou à imprensa que a o incêndio pode ter sido provocado por “mão criminosa". 

Homem que atacou mesquita em Londres é denunciado por terrorismo

Britânico Darren Osborne matou uma pessoa e feriu outras onze

Agência ANSA

 

Darren Osborne, o homem que atropelou dezenas de pessoas em frente a uma mesquita em Londres, na última segunda-feira (19), foi denunciado nesta sexta (23) por homicídio e tentativa de homicídio com agravante de terrorismo.

O ataque aconteceu perto do templo muçulmano de Finsbury Park, no norte da capital britânica, e deixou um indivíduo morto e 11 feridos. A ação seria uma retaliação pelos recentes atentados islâmicos no país.

Osborne é do País de Gales, não tem residência fixa e está sob custódia da Justiça. A primeira audiência do processo contra ele foi marcada para a próxima terça-feira (27).

Após o atropelamento na mesquita, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) fez um novo apelo para seus simpatizantes cometerem atentados no Reino Unido, começando assim uma "guerra santa".

Schwarzenegger e Macron lançam Pacto Mundial pelo Meio Ambiente, em Paris

 

O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, afirmou nesta sexta-feira (23), após se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, que "é importante que possamos criar um futuro verde". Macron recebeu Schwarzenegger pela ocasião do lançamento em Paris do "Pacto Mundial pelo Meio Ambiente", que pretende transformar em um tratado internacional.

Segundo o ator, a reunião no Palácio do Eliseu foi "fantástica" e Macron, assim como ele, está "apaixonado" pelos assuntos de meio ambiente e será um grande líder nesta área para seu país e para o mundo. Schwarzenegger é fundador da iniciativa R20 – Regiões para Ação Climática, uma ONG que ele criou em 2010 para auxiliar os governos a desenvolver projetos de desenvolvimento com baixas emissões de carbono e resiliência climática.

O ex-governador da Califórnia disse que "todos os países devem participar" das iniciativas ambientais porque os problemas são de alcance mundial, uma mensagem alinhada com as suas críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que retirou o país do Acordo de Paris sobre a mudança climática. "Não existe um ar liberal ou um ar conservador. Todos respiramos o mesmo ar", argumentou.

O chamado "Pacto Mundial pelo Meio Ambiente" foi impulsionado, entre outros, por Laurent Fabius, que conduziu as negociações finais do Acordo de Paris quando era ministro das Relações Exteriores da França; pelo ex-secretário geral da ONU Ban Ki-moon, e pelo novo ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, além do próprio Schwarzenegger.

Rússia veta rival de Putin a se candidatar para presidente

Alexei Navalny foi condenado por fraude de US$ 500 mil

Agência ANSA

 

A Comissão Eleitoral da Rússia anunciou nesta sexta-feira (23) que o principal líder da oposição no país, Alexei Navalny, não poderá se candidatar a presidente nas eleições do ano que vem.

Segundo a chefe do órgão, Ella Pamfilova, não existe "nenhuma possibilidade" de Navalny ser admitido no pleito presidencial de 2018 por causa de sua condenação por apropriação indébita.

Em maio passado, o opositor foi sentenciado em segunda instância a cinco anos de prisão, com pena suspensa, por ter subtraído cerca de US$ 500 mil em madeira da empresa pública Kirovles em 2009. A mesma condenação havia sido imposta em 2013, mas esse primeiro julgamento acabou anulado após a Corte Europeia de Direitos Humanos ter dito que Navalny não tinha sofrido um processo "justo".

O opositor de Putin é o mentor dos protestos anticorrupção que reuniram milhares de pessoas nas ruas das principais cidades russas nos últimos meses e terminaram com a prisão de centenas de manifestantes.

O próprio Navalny foi detido duas vezes, em março e junho, por ter convocado atos "sem autorização". Recentemente, ele também foi alvo de um ataque com tinta que pode comprometer sua visão.

Turquia retira teoria da evolução de Darwin do currículo escolar

 

Um representante do Ministério de Educação turco, Alpaslan Durmus, anunciou que a partir de 2018 a teoria da evolução não fará mais parte do currículo escolar da Turquia. "Há temas polêmicos nos quais os alunos ainda não dominam o contexto científico para entendê-los", disse ele durante um discurso público, agora acessível no site do Ministério.

"A disciplina Início da vida e evolução foi eliminada", diz Durmus em parte do discurso. A decisão significa que a teoria da evolução já não será obrigatoriamente ensinada nas escolas turcas e só será tratada depois, no bacharelado, segundo o jornal turco Hürriyet.

Alpaslan Durmus afirmou que os novos conteúdos já têm a autorização do presidente do país, o islamita Recep Tayyip Erdogan. A decisão foi antecipada, em forma de projeto, em fevereiro, quando o vice-primeiro-ministro turco, Numan Kurtulmus, qualificou a teoria de Charles Darwin como "cientificamente antiquada e podre".

"Nenhuma regra diz que se deve ensinar esta teoria", disse Kurtulmus, catedrático de Economia na Universidade de Istambul e membro do partido islamita Justiça e Desenvolvimento (AKP), que governa a Turquia desde 2002.

A modificação do plano de estudos provocou protestos da oposição laica, que pediu aos altos cargos do AKP que "percam o medo do macaco". Acadêmicos das melhores universidades da Turquia também criticaram a iniciativa, lembrando que a Arábia Saudita, conhecida pela sua ultraconservadora interpretação do Islã, era o único país em que a teoria da evolução tinha sido excluída da educação escolar.

Novo ano letivo

Durmus anunciou que o conteúdo dos novos manuais escolares serão apresentados a público uma vez terminado o Ramadã, na terça-feira. E a partir do início do novo ano letivo, em setembro, os novos planos serão implementados como projeto piloto para aperfeiçoamento e finalmente serão universais a partir do ano letivo 2018-2019, precisou.

O AKP já tentou, em 2006, introduzir teorias "criacionistas" no ensino público, mas a oposição conseguiu impedir.

O então ministro de Educação, Hüseyin Çelik, defendeu a necessidade de ensinar a teoria do "design inteligente", porque "coincide com os livros divinos monoteístas", enquanto as teorias de Darwin, disse, refletem uma ideologia ateísta.

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 24.06.2017

 

António Costa recebeu o primeiro-ministro indiano em Lisboa

TIAGO PETINGA/LUSA

PUB

Portugal e Índia assinaram 11 acordos para reforçar comércio e cooperação científica

O primeiro-ministro português recebeu hoje o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, no Palácio das Necessidades, em Lisboa, tendo estado reunidos mais de trinta minutos.

Na primeira visita de um chefe de Governo indiano a Portugal, António Costa recebeu Narendra Modi à chegada do palácio que é a sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros, cerca das 13:20.

Costa e Modi cumprimentaram-se com um abraço prolongado, assim que o primeiro-ministro indiano saiu do carro, à entrada do palácio. Após o encontro, os dois chefes de Governo passearam durante alguns minutos num jardim com vista para o Tejo e a Ponte 25 de Abril, deixando-se fotografar, antes de seguirem para um almoço que vai anteceder a assinatura de um conjunto de acordos de cooperação para o combate ao terrorismo, e o desenvolvimento de relações de comércio, ciência e cultura.

O primeiro-ministro indiano encontra-se em Lisboa para uma visita de um dia a Portugal, depois de António Costa ter estado na Índia em janeiro passado.

À entrada do Palácio das Necessidades encontrava-se um cartaz desejando as boas-vindas a Narendra Modi, escrito em inglês e português, com uma fotografia do chefe de Governo indiano.

Na sequência da invasão de Goa por tropas da União Indiana em dezembro de 1961, Portugal e Índia apenas restabeleceram relações diplomáticas após o 25 de Abril de 1974.

Portugal e Índia assinam 11 acordos para reforçar comércio e cooperação científica

Na primeira visita de um primeiro-ministro indiano a Portugal, os dois países firmaram 11 acordos que têm por objetivo o desenvolvimento do comércio, da ciência e tecnologia e envolvem a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a Portugal-India Business Hub, a Universidade do Minho, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia de Braga e a Fundação para a Ciência e Tecnologia.

O Portugal-India Business Hub e a Câmara de Comércio da Índia assinaram um memorando de entendimento para "promover o intercâmbio económico nas áreas de comércio entre a Índia, Portugal e mercados da diáspora indiana, numa perspetiva bilateral e multilateral", de acordo com informação do gabinete de António Costa.

O "foco principal" estará em áreas como as "energias renováveis (solar e eólica), construção, infraestruturas (estradas, portos, aeroportos), defesa ('drones', robótica, aviões de carga), processamento de alimentos e logística (cadeia de frio), turismo, hotelaria e imobiliário", segundo a mesma informação.

Foi também assinado um memorando de entendimento entre o Portugal-India Business Hub e o Reira Group/Goa Desk para abertura do PIB Hub Goa, para "fornecer um serviço local para apoiar a comunidade empresarial indiana interessada em fazer investimentos em Portugal e os países de língua portuguesa, bem como apoiar a comunidade empresarial portuguesa que deseja investir na Índia".

A AICEP e o Portugal-India Business Hub firmaram um entendimento para a assistência "no desenvolvimento de relações comerciais diretas entre a Índia e Portugal, implementando ações destinadas a obter um comércio equilibrado bilateral entre os dois países em todos os setores da economia". Nesse sentido, "as partes pretendem cooperar na organização de feiras, conferências e outros eventos, promover missões comerciais entre os dois países, trocar informações económicas e comerciais".

Num outro memorando, a Fundação de Ciência e Tecnologia e os Institutos Indianos de Tecnologia de Gandhinagar, Rrorkee e Madras avançam com um "programa colaborativo conjunto" em "todas as áreas de conhecimento, incluindo engenharia, ciências exatas, ciências da vida, ciências sociais e humanidades". O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia de Braga e o Jawaharlal Nehru Centre for Advance Scientific Research de Bangalore firmaram também um entendimento para "facilitar o intercâmbio de conhecimento científico-tecnológico e o reforço das capacidades científicas e tecnológicas das partes na área de materiais e nanotecnologia".

Num outro memorando hoje assinado, a Universidade do Minho, o 3B's Research Group e o National Center for Biological Sciences de Bangalore convergiram em "lançar uma plataforma conjunta de cooperação em áreas científicas e translacionais estratégicas, tais como bioengenharia e medicina regenerativa". Portugal e a Índia acordaram também em cooperar no domínio da Administração Pública e Reformas na área da governação.

"Tendo em conta o interesse demonstrado pela parte indiana nos inovadores programas desenvolvidos em Portugal na área da modernização administrativa, como o Simplex, as Lojas do Cidadão e o e-government, este memorando visa fortalecer e promover a cooperação bilateral nestes domínios, com vista a apoiar o grande de modernização que o primeiro-ministro Modi incutiu na Administração indiana", de acordo com os objetivos enunciados.

Tal como havia sido divulgado durante a visita do primeiro-ministro português à Índia, em janeiro passado, foi hoje firmado um memorando de entendimento para promover "intercâmbios entre jovens portugueses e indianos, bem como a partilha de experiências e boas práticas entre as autoridades competentes, no sentido de evoluir conjuntamente nestas áreas consideradas prioritárias por ambos os Governos".

Portugal e a Índia comprometeram-se ainda a promover a cooperação bilateral na "investigação espacial e na utilização do espaço para fins pacíficos", e, na área da cultura, "promover a circulação de artistas, a cooperação técnica no domínio do património material e imaterial e, também, a tradução de publicações artísticas e literárias" publicadas nos dois países. Os dois países assinaram ainda um acordo para evitar a dupla tributação e a prevenção da evasão fiscal.

 

Qatar recusa ultimato para romper com Teerão e fechar base turca e Al Jazeera

PUB

Emirado tem dez dias para cumprir exigências da Arábia Saudita, Bahrein, Egito e Emirados Árabes Unidos. Doha já tornou claro que não aceita o ultimato.

Encerramento da base militar turca no Qatar; restrição ao caráter comercial das relações com o Irão e expulsão de nacionais deste país ligados aos Guardas da Revolução; encerramento da estação televisiva Al Jazeera e todos os outros meios de comunicação apoiados pelo emirado; entrega de toda a informação relativa ao apoio a grupos de oposição no mundo árabe; pagamento de indemnizações às vítimas da política externa do Qatar; extradição de todos os indivíduos que constam das listas de terroristas elaboradas pela Arábia Saudita, Bahrein, Egito e Emirados Árabes Unidos (EAU) e também das autoridades de Washington e de listas de organizações internacionais. Estas são as principais das 13 exigências feitas ontem pelos quatro países acima referidas naquilo que constitui um duro ultimato ao Qatar.

A referência à Turquia deve-se ao facto de Ancara se ter colocado desde o início da crise ao lado do Qatar, tendo, inclusive, reforçado o contingente militar que tem no emirado.

O governo de Doha tem dez dias para cumprir todas as exigências feitas, mas o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, tornou claro que isso não irá suceder. Numa entrevista ao canal em árabe da France 24, o ministro qatari declarou que o emirado rejeita quaisquer "exigências estrangeiras" e está fora de questão "discutir o que quer que seja relacionado com a Al Jazeera. Esta é uma questão interna". Al Thani garantiu ainda que o Qatar é parte da coligação internacional que combate o Estado Islâmico e não apoia "qualquer grupo terrorista".

Temer é o Presidente do Brasil com popularidade mais baixa em 28 anos

PUB

Temer conta apenas com a aprovação de 7% dos brasileiros

O Governo do Presidente do Brasil, Michel Temer, tem a aprovação de 7% da população do país, sendo o mais impopular dos últimos 28 anos, segundo o inquérito do Instituto DataFolha publicada no jornal Folha de S.Paulo.

A avaliação é a pior obtida por um chefe de Estado brasileiro nos últimos 28 anos, destacou o mesmo levantamento.

Somente o ex-presidente José Sarney ficou abaixo desse patamar, com 5% de aprovação em setembro de 1989, em plena crise da hiperinflação no Brasil.

O DataFolha informou que o Governo de Michel Temer é considerado "ruim ou péssimo" por 69% dos brasileiros e "regular" por 23%. Apenas 1% dos inquiridos disseram não ter opinião.

A popularidade do chefe de Estado que era baixa desde que assumiu o cargo no lugar da ex-presidente Dilma Rousseff, destituída pelo Congresso em outubro do ano passado, piorou após executivos da empresa JBS denunciarem um grande esquema de corrupção que o envolveu diretamente como um dos supostos beneficiários.

O Brasil está mergulhado há mais de dois anos numa crise política acentuada pelas contínuas suspeitas de corrupção que pendem sobre vários políticos, investigadas no quadro da operação Lava Jato.

Pagamentos ilegais por parte de empresas como a JBS, a construtora Odebrecht ou a petrolífera Petrobras levaram ao afastamento de dezenas de políticos, atingindo, entre outros, o ex-presidente do Congresso (parlamento) Eduardo Cunha e o candidato presidencial derrotado Aécio Neves (direita).

O caso chegou em 18 de maio à Presidência com a abertura de um processo no STF ao Presidente brasileiro e o pedido de novas eleições (diretas ou via parlamento) está a ser subscrito agora por dirigentes da base aliada de Michel Temer.

Desde então, o Presidente tem recusado afastar-se do cargo, queixando-se de perseguição política por parte da justiça brasileira.

A pesquisa do Datafolha, foi realizada entre quarta-feira (21) e esta sexta-feira (23), com 2.771 entrevistas em todo o Brasil.

Afeganistão vive o Ramadão mais sangrento desde 2001

PUB

Balanço da AFP dá conta de mais de 200 mortos e 700 feridos

O Afeganistão está a viver o Ramadão, o mês sagrado e de jejum muçulmano, mais sangrento desde o início da intervenção dos Estados Unidos no país em 2001, segundo um balanço realizado pela agência France Presse (AFP).

Na véspera do Eid al-Fitr, a cerimónia que marca o fim do mês sagrado do Ramadão, a agência noticiosa francesa contabilizou mais de 200 mortos, a maioria civis, e pelo menos 700 feridos em ataques perpetrados em território afegão desde finais de maio.

"Foi o mês mais mortífero para os afegãos e para todos aqueles que observam o jejum", disse, em declarações à AFP, o analista político e general Abdul Wahid Taqat.

As hostilidades começaram logo no primeiro dia do mês sagrado, em 27 de maio, com uma explosão em Khost (leste).

Um veículo armadilhado pelos talibãs atingiu elementos de uma milícia local com ligações aos serviços secretos dos Estados Unidos (CIA). Treze pessoas morreram e seis ficaram feridas no ataque.

O mês também foi marcado, entre outros incidentes, por um ataque com um camião armadilhado em plena capital afegã, Cabul, em 31 de maio, que fez 150 mortos, todos afegãos, e 400 feridos.

O ataque visou o bairro diplomático e foi considerado o pior atentado ocorrido em Cabul nos últimos 16 anos.

O atentado, que não chegou a ser reivindicado, desencadeou protestos nas ruas afegãs, com centenas de pessoas a denunciarem um clima de insegurança.

Ao longo do mês também foram atacadas uma mesquita xiita em Cabul, um local de oração em Herat (leste) e várias posições das forças de segurança nas províncias de Parwan e de Paktia, ataques que provocaram 20 mortes e feriram várias dezenas de pessoas.

Quase no final do Ramadão, com a celebração do Eid al-Fitr no domingo, um atentado com uma viatura armadilhada fez na quinta-feira 34 mortos e 60 feridos em Lashkar Gah (sul).

Polícia diz que "líder destacado" do Estado Islâmico foi abatido em Mossul

 

PUB

Membro do Estado Islâmico foi identificado como Yasem Mohamed Asqul. Terá sido morto com um dos assistentes

Um "líder destacado" do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) e o seu assistente foram abatidos pela polícia iraquiana quando fugiam do oeste para o este da cidade de Mossul (norte) através do rio Tigre, informou hoje uma fonte policial.

Uma unidade do corpo da polícia matou "um líder destacado" do EI, que foi identificado como Yasem Mohamed Asqul, e um dos seus "assistentes", quando cruzavam o rio Tigre, que divide a cidade ao meio, assegurou à agência noticiosa EFE o general Wasiq al Hamdani, o chefe da polícia da província de Nínive, da qual Mossul é a capital.

Os dois 'jihadistas' dirigiam-se para a zona libertada de Yarmaga, situada no sudeste de Mossul, e foram abatidos antes de chegarem a este local, graças a informações dos serviços secretos iraquianos, acrescentou a mesma fonte.

Al Hamdani acrescentou que têm sido detetados "dezenas de casos" de 'jihadistas' que estão a fugir do oeste de Mossul, onde se concentra a última fase da ofensiva para expulsar definitivamente os radicais daquele que foi o seu principal bastião no Iraque.

Seis mortos e mais de 100 desaparecidos em deslizamento de terras na China

 

PUB

Incidente aconteceu na província de Sichuan

Pelo menos seis pessoas morreram num deslizamento de terras ocorrido hoje na província de Sichuan, no sudoeste da China, e mais de 100 permanecem desaparecidas, segundo os últimos dados fornecidos pelas autoridades locais.

A aldeia isolada de Xinmo foi atingida hoje de madrugada às 05:45 hora local (22:45 de sexta-feira em Lisboa) pela derrocada de uma parte de uma montanha localizada naquela província que faz fronteira com o Tibete.

Pelo menos 62 casas ficaram soterradas, de acordo com as mesmas fontes.

Os dados atualizados do incidente indicam que as equipas de resgate encontraram os corpos de seis vítimas e que 112 pessoas continuam desaparecidas.

As equipas permanecem no terreno à procura de sobreviventes, segundo as informações fornecidas pelas autoridades locais.

Um casal e o respetivo filho com um mês de idade foram resgatados com vida e transportados para um hospital, indicaram as mesmas fontes.

A televisão pública chinesa CCTV tem transmitido em direto os trabalhos de resgate que estão a envolver perto de 2.000 elementos, incluindo civis, polícias, militares, bombeiros e socorristas.

Nesta época do ano são frequentes as chuvas torrenciais na China e é comum a ocorrência de inundações, derrocadas e outras catástrofes motivadas por fenómenos meteorológicos.

Nas províncias de Hunan e Hubei, no centro da China, as inundações provocadas pelas chuvas registadas nos últimos dois dias afetaram cerca de 466.500 pessoas e causaram pelo menos dois mortos, informou a agência noticiosa estatal Xinhua.

Meia centena de casas ruiu e mais de 9.000 pessoas tiveram de ser retiradas.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 24.06.2017

 

Parlamento do Reino Unido alvo de ataque informático

 

O Parlamento britânico foi alvo, na sexta-feira à noite, de um ataque informático, revelou hoje o político liberal democrata Chris Rennard, elemento da Câmara dos Lordes, através do Twitter.

Como consequência, segundo avançou Rennard, os parlamentares britânicos não conseguem aceder às suas contas de correio eletrónico fora do perímetro das instalações do Parlamento.

"Um ataque informático em Westminster, os correios eletrónicos dos parlamentares não estão funcionar de forma remota", escreveu o político na sua conta no Twitter.

Em declarações aos 'media' britânicos, uma porta-voz da Câmara dos Comuns (câmara baixa) confirmou que foram descobertas "tentativas de acesso não autorizadas às contas de correio eletrónico dos parlamentares".

A mesma porta-voz precisou que as dificuldades de acesso aos emails sentidas pelos parlamentares não foram provocadas pelo ataque informático, mas sim são uma consequência dos mecanismos que foram acionados para solucionar o problema.

A representante também indicou que as autoridades do Parlamento do Reino Unido estão em contacto com o Centro Nacional de Cibersegurança.

"Continuamos a investigar este incidente e a tomar medidas adicionais para proteger a rede informática", referiu a porta-voz, citada pela estação pública britânica BBC.

E acrescentou: "Temos sistemas instalados para proteger as contas dos membros e dos funcionários e estamos a tomar as medidas necessárias para proteger os nossos sistemas".

"O Parlamento desligou o acesso remoto para proteger a rede", concluiu a mesma porta-voz.

Coreia do Norte convidada para os Jogos Olímpicos de 2018

 

O presidente sul-coreano Moon Jae-in convidou, este sábado, a Coreia do Norte a participar nos Jogos Olímpicos de inverno de Pyeongchang2018, defendendo que o desporto pode ser um vetor de paz.

"Acredito na força do desporto para ajudar a negociar a paz. Se uma delegação norte-coreana participar nos Jogos Olímpicos de inverno de Pyeongchang, penso que isso contribuirá largamente para encarnar os valores olímpicos da amizade e da paz", argumentou, na abertura dos Campeonatos do Mundo de taekwondo, em Muju, na Coreia do Sul.

O mais alto responsável do Desporto da Coreia do Norte, Jang Woong, único membro norte-coreano do Comité Olímpico Internacional (COI), compareceu este sábado, em Muju, acompanhando uma delegação de atletas do seu país.

Em março, Jang declarou que não via qualquer motivo para que a Coreia do Norte fosse excluída dos Jogos Olímpicos de 2018.

Este é mais um sinal de aproximação entre as duas Coreias, algo que Moon Jae-in tem incentivado. O presidente sul-coreano sugeriu, a 13 de junho, uma candidatura comum dos dois países à organização do Mundial de futebol de 2030, conjuntamente com a China e o Japão.

 

Cinco pessoas morrem eletrocutadas num parque aquático na Turquia

A comunicação social turca avançou ainda que foi aberta uma investigação para apurar as causas do incidente

Cinco pessoas, incluindo três crianças, morreram eletrocutadas esta sexta-feira quando estavam numa piscina num parque aquático localizado na região noroeste da Turquia, informaram vários media locais.

A agência noticiosa privada Dogan relatou que as três vítimas menores de idade foram apanhadas por uma corrente elétrica numa piscina do parque aquático de Akyazi, na província de Sakarya.

O gerente do parque aquático e o seu filho mergulharam na mesma piscina para tentar salvar os menores, mas acabaram também por ser eletrocutados.

A agência turca informou que as cinco vítimas chegaram a ser transportadas para o hospital, mas que acabariam por morrer.

A comunicação social turca avançou ainda que foi aberta uma investigação para apurar as causas do incidente.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 24.06.2017

 

Sanções dos EUA ameaçam as relações

24 de Junho, 2017

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, denunciou ontem as novas sanções norte-americanas contra a Rússia e considerou que as posições de Washington “ameaçam seriamente o conjunto das relações” entre os dois países.

 “Este género de acções ameaça seriamente o conjunto das relações russo-americanas, que mesmo sem isso já registam um período difícil”, declarou o ministro num comunicado publicado pelo ministério após uma conversa telefónica com o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson.
As sanções aplicadas “constituem vãs tentativas de fazer pressão sobre a Rússia”, considerou o ministro Serguei Lavrov, que confirmou a anulação de um encontro que estava previsto para esta semana em São Petersburgo entre Tom Shannon, um alto responsável do Departamento de Estado, e o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Riabkov.
As relações entre a Rússia e os EUA estão no ponto mais baixo, desde o reforço por Washington das sanções contra Moscovo pelo seu desempenho na crise ucraniana. Na terça-feira, Lavrov já tinha denunciado a “obsessão russófoba” dos Estados Unidos, numa referência às sanções “decretadas sem qualquer fundamento.”
“Não vão permanecer sem reacção, incluindo sem medidas de retaliação da nossa parte”, advertiu igualmente na quarta-feira Serguei Riabkov, num comunicado da diplomacia russa. As novas sanções, reforçadas após o encontro entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o seu homólogo ucraniano, Petro Poroshenko, visam 38 pessoas e entidades na Ucrânia e ainda dois responsáveis governamentais russos e uma dezena de pessoas e organizações que operam na Crimeia. Para o Departamento de Estado norte-americano, as medidas sancionatórias pretendem “manter” o nível de pressão sobre a Rússia, pelo facto de Moscovo estar a contornar as medidas anteriormente aplicadas. 
As sanções “vão complicar” as relações entre Moscovo e Washington, lamentou em 15 de Junho o Presidente russo Vladimir Putin, logo após a sua aprovação pelo Senado norte-americano. Ainda na senda das sanções económicas contra a Rússia, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse ontem que as mesmas vão ser prolongadas por mais seis meses, por falta de aplicação dos Acordos de Minsk sobre Ucrânia.
Como “tradicionalmente, a chanceler da Alemanha e o Presidente francês irão apresentar um relatório sobre a situação na Ucrânia e o último ponto de situação sobre a aplicação dos acordos de Minsk, o que nos permitirá prolongar por mais seis meses as sanções económicas contra a Rússia”, disse Tusk, que falava em conferência de imprensa no final da primeira sessão de trabalhos.
A Alemanha e a França negociaram, em 2015, com a Ucrânia e a Rússia, os Acordos de Minsk ao abrigo dos quais terminaram os confrontos em larga escala no leste da Ucrânia entre forças do país e separatistas pró-russos, não tendo chegado a um cessar-fogo.
Desde Março de 2014, a União Europeia impôs progressivamente um conjunto de medidas restritivas em resposta ao que considera ser uma anexação ilegal da península da Crimeia e à desestabilização deliberada da Ucrânia.
Em Março de 2015, os dirigentes da UE decidiram alinhar o regime de sanções existente pela aplicação integral dos Acordos de Minsk, que estava prevista para o final de Dezembro de 2015. Desde então, e por falta de aplicação na íntegra dos acordos, as sanções foram já prorrogadas por três vezes, terminando o último prazo em 31 de Julho.

 

Mais civis mortos em ataques da coligação

24 de Junho, 2017

Os bombardeamentos da coligação internacional liderada pelos EUA na Síria provocaram a morte a pelo menos 472 civis nos últimos 30 dias, o dobro do mês anterior, anunciou ontem o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Segundo a organização não-governamental (ONG), o período entre 23 de Maio e 23 de Junho (ontem) registou o número mais elevado de civis mortos pela coligação desde que esta iniciou operações militares na Síria, a 23 de Setembro de 2014. O director do Observatório, Rami Abdel Rahmane, precisou que 222 civis, entre os quais 84 crianças, morreram na província oriental de Deir Ezzor, quase totalmente controlada pelo grupo rebelde Estado Islâmico.
E outros 250 civis, dos quais 53 eram crianças, morreram na província de Raqa, mais a norte, onde as forças que combatem os rebeldes, apoiadas pela coligação, tentam expulsá-los da capital provincial, bastião do Estado Islâmico no país. Do total de civis mortos neste período, 154 eram familiares de combatentes do Estado Islâmico, 68 dos quais menores e 56 mulheres. Nos 30 dias anteriores, entre 23 de Abril e 23 de Maio, 225 civis foram mortos em bombardeamentos da coligação.
A coligação, que opera ao abrigo da luta internacional contra o terrorismo, afirma fazer todos os esforços para não atingir civis. No último relatório sobre vítimas civis, divulgado a 2 de Junho, a coligação afirma ter “morto involuntariamente” 484 civis na Síria e no Iraque. Mas, segundo o observatório, o total de civis mortos pela coligação desde que começou a operar na Síria eleva-se a 1.953, entre os quais se contam 456 crianças. Exceptuando os civis, os bombardeamentos internacionais mataram 6.845 combatentes desde 2014. Mais de 320.000 pessoas foram mortas desde o princípiodo conflito armado na Síria, em Março de 2011.

Morte de al-Bagdadi

A possibilidade de o líder do grupo extremista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Bagdadi, ter morrido num bombardeamento da força aérea russa na Síria é “próxima dos 100 por cento”, disse ontem o presidente do comité de Defesa do Senado russo. “Se o ministro da Defesa [Serguei Shoigu] apresentou um relatório ao Presidente Vladimir Putin sobre a eliminação do líder do EI, então a possibilidade de ter acontecido é muito alta”, disse o senador, Viktor Ozerov, à agência Interfax. “A Rússia não queria encontrar-se entre os países que já antes anunciaram que estava morto e, depois, Al-Bagdadi ressuscitou”, acrescentou. O senador referia-se assim ao facto de há uma semana o Ministério da Defesa russo ter afirmado que Al-Bagdadi tinha sido morto num bombardeamento da força aérea russa perto da cidade de Raqa. Pouco depois, o chefe da diplomacia russa, disse que não podia “confirmar a informação a 100 por cento” e um alto funcionário do Governo dos Estados Unidos também disse não poder corroborar a informação. 
Ozerov afirmou ontem que outro facto que sustenta o rigor da notícia da morte de Al-Bagdadi é que “o Estado Islâmico, até agora, não o mostrou em parte alguma.” “Normalmente, depois de outras vezes em que se informou da sua morte, o líder do EI fez alguma declaração”, argumentou. A morte de Al-Bagdadi foi anunciada várias vezes desde 2014.

 

Nicolás Maduro apostado na Assembleia Constituinte

24 de Junho, 2017

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lançou importantes figuras do seu Governo como candidatos à Assembleia Constituinte, cuja eleição, prevista para o dia 30 de Julho, enfrenta um repúdio crescente de opositores, no meio de uma onda de protestos, que na quinta-feira causou mais uma vítima.

Maduro concluiu na quarta-feira mudanças nos departamentos ministeriais para completar as suas propostas de membros à Assembleia Constituinte, nas quais se destacam o deputado Diosdado Cabello, o chefe da diplomacia, Delcy Rodríguez, e a esposa, Cilia Flores.
“A Assembleia Nacional Constituinte vai reconstruir a paz”, garantiu Maduro em conferência de imprensa realizada quinta-feira. Os opositores realizaram uma passeata em apoio à procuradora-geral Julia Ortega, chavista histórica hoje considerada “traidora” pelo Governo por considerar que a Assembleia Constituinte viola o estado de direito.
Maduro declarou que Ortega “quer se meter na diatribe política porque tem aspirações de ser candidata presidencial da MUD”. “Tem todo o direito de fazer isto, mas não pode valer-se de uma instituição tão delicada” como a Procuradoria. Nos protestos de quinta-feira, os militares lançaram bombas de gás lacrimogéneo contra os manifestantes no leste de Caracas, o que provocou violentos confrontos com jovens encapuzados. Desde 1 de Abril, a actual onda de protestos já causou 75 mortos e mais de mil e 500 feridos. Respaldado por decisões do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) e do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o Presidente Nicolás Maduro avança com o seu projecto de Assembleia Constituinte, que considera fundamental para devolver a estabilidade política e económica ao país.
Cabello, vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), é mencionado pelos sectores da oposição como o futuro presidente da Assembleia Constituinte, com a qual ampliaria ainda mais a sua influência que, segundo os especialistas, já é vista no Governo, nas Forças Armadas e nos aparatos de Segurança e de Inteligência.
A Assembleia Constituinte irá reger o país por tempo indeterminado como um “super-poder” e será composta por 545 legisladores, que, de acordo com a oposição, serão eleitos por um sistema que irá garantir o controlo pelo Governo.

 

Antigo Presidente do Botswana morreu em Gaberone aos 91 anos

24 de Junho, 2017

O antigo Presidente do Botswana, Ketumile Masire, segundo Chefe de Estado deste país da África Austral após a independência e mediador em vários conflitos no continente, morreu aos 91 anos de idade, anunciou ontem uma fonte próxima da família.

 “Ele morreu pacificamente na clínica Bokamoso (nordeste de Gaberone), cercado da sua família, às 22h10 de quinta-feira. Agradecemos aos amigos daqui e de fora pelas suas orações, seus pensamentos e mensagens de apoio neste momento difícil”, indicou Fraser Tlhoiwe, secretária pessoal do antigo Presidente, num comunicado.
Ketumile Masire tinha sido hospitalizado na quarta-feira para uma operação cirúrgica, tendo depois sido submetido aos cuidados intensivos. Masire foi eleito para a Presidência do Botswana em 1980, após a morte do “pai” da independência do país, Seretse Khama, pai do actual Presidente do Botswana, Seretse Khama ian Khama, e foi sucessivamente reeleito, até que, em 1998, apresentou o seu pedido de demissão.
Os anos da sua presidência foram marcados por um período particularmente forte de crescimento económico, sendo considerado como um dos principais arquitectos da estabilidade que o país sempre viveu.
Ket Masire desempenhou um papel importante de pacificador na região austral de África, ao envolver-se nas negociações de paz em Moçambique entre o exército moçambicano e os então rebeldes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), que culminaram, em 1992, com o fim de 16 anos de guerra civil. Após abandonar a Presidência do Botswana, envolveu-se também na resolução de várias crises políticas e institucionais, como no Quénia e no Lesotho.  
Ketumile Masire presidiu ainda ao painel de “personalidades eminentes”, encarregado de investigar as circunstâncias que rodearam o genocídio no Ruanda, em 1994.
O pequeno Estado da região da África Austral e membro da SADC, uma das democracias mais estáveis do continente africano, é governado desde a independência, em 1966, pelo Partido Democrático do Botswana (BDP), força política que foi liderada por Masire.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 18.06.2017

 

Decisão de Trump sobre Cuba gera críticas de republicanos no Congresso

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/06/2017 18:39:00

A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reverter algumas das políticas da administração de Barack Obama para Cuba surpreendeu muitos republicanos no Congresso, que dizem que a nova abordagem entrega para concorrentes um mercado potencialmente lucrativo para bens e serviços norte-americanos.

Enquanto conservadores anticastristas saudaram a decisão de Trump, outros legisladores republicanos, particularmente dos Estados agrícolas, classificaram a mudança como equivocada e isolacionista. Eles pediram que os EUA aliviem as barreiras com Havana, algo que impulsionaria o comércio e criaria empregos em ambos os países.

O deputado republicano Rick Crawford, de Arkansas, disse que a mudança é mais do que apenas uma oportunidade perdida para o setor rural, que se beneficiaria de um acesso mais amplo ao mercado cubano. Ele disse que a política de Trump pode colocar a segurança nacional dos EUA em risco à medida que concorrentes estratégicos se movimentam para preencher o vazio criado por esse afastamento. Isso "abre oportunidades para países como Irã, Rússia, Coreia do Norte e China ganharem influência em uma ilha a 140 quilômetros de nossa costa", disse Crawford.

O senador republicano Jeff Flake, do Arizona, um crítico frequente de Trump durante a campanha presidencial de 2016, disse que qualquer mudança na política "que diminua a capacidade dos americanos de viajar livremente a Cuba não é do interesse do Estados Unidos ou do povo cubano". Flake é um dos opositores mais ferrenhos à reversão das políticas de Obama para Havana. Ele advertiu que a volta de uma política "linha dura" afeta os cubanos que dependem cada vez mais do turismo.

Durante um discurso na sexta-feira em Miami, Trump disse que a decisão é o cumprimento de uma promessa de campanha. A abordagem da Trump tem como objetivo interromper o fluxo de dinheiro dos EUA para militares cubanos, mas com a manutenção de relações diplomáticas. As companhias aéreas dos EUA e os navios de cruzeiro ainda teriam permissão para atender a ilha.

No entanto, o governo dos EUA terá a complicada tarefa de policiar viagens de americanos a Cuba para garantir que não haja transações com o conglomerado vinculado aos militares que administra grande parte da economia cubana.

O senador Marco Rubio e o representante Mario Diaz-Balart, republicanos que se opunham fortemente à política de Obama para Cuba, estavam com Trump quando o presidente anunciou as mudanças.

O deputado republicano Tom Emmer, de Minnesota, disse que a nova política de Trump "vai prejudicar os Estados Unidos economicamente, tornando mais difícil para os agricultores de nossa nação acessar novos mercados e debilitando nossas indústrias de viagens e manufatura".

Emmer, que tem sido um dos maiores defensores de Trump no Capitólio, ecoou as críticas de Crawford, dizendo que a decisão de Trump parece violar sua promessa de manter o país seguro. Emmer, Crawford e outros cinco republicanos da Câmara alertaram que a reversão da política para Cuba poderia ameaçar novos acordos bilaterais com Havana para combater o tráfico de pessoas, drogas e crimes cibernéticos. Fonte: Associated Press.

Em depoimento, ex-diretor do FBI diz que Trump difamou instituição

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 09/06/2017 19:25:18

O ex-diretor do FBI James Comey disse quinta-feira (8) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o difamou e também aos seus colegas, ao afirmar que a organização estava em completa desordem. A afirmação foi feita durante seu depoimento ao Comitê de Inteligência do Senado sobre a investigação que conduziu a respeito das relações entre a Rússia e a equipe de Trump, até ser demitido no último dia 9 de maio.

Segundo ele, as conversas com o presidente foram "perturbadoras" e as diferentes explicações que o presidente deu para tê-lo demitido são confusas e o preocupam. O ex-diretor do FBI disse que não tem dúvidas de que a Rússia tentou interferir nas eleições norte-americanas, mas que tem confiança de que nenhum voto foi alterado. Ele também disse que o FBI já sabia de ataques cibernéticos da Rússia desde 2015 e afirmou que, enquanto ele foi diretor, Trump não esteve na mira das investigações.

Repetindo o que já havia divulgado em seu testemunho divulgado terça-feira (7), Comey disse que redigiu relatórios logo após os encontros com o presidente Trump, por saber que “chegaria o dia” em que precisaria de um relatório para defender seu nome e o da instituição.

 

Explosão em shopping de Bogotá mata jovem francesa e deixa 11 feridos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/06/2017 22:13:00

Uma forte explosão abalou um dos shopping centers mais movimentados de Bogotá neste sábado, matando uma francesa de 23 anos e ferindo 11 pessoas, disseram autoridades. Testemunhas disseram que foram retiradas dos cinemas e das lojas depois de uma explosão em um banheiro no segundo andar. Os feridos foram levados para um hospital. O prefeito de Bogotá, Enrique Penalosa, classificou o incidente no shopping Centro Andino, que fica no distrito turístico de Bogotá, como um "atentado terrorista covarde".

Segundo ele, a jovem francesa estava havia seis meses na Colômbia trabalhando como voluntária em um bairro pobre, e se preparava para voltar à França nos próximos dias. Dos 11 feridos, três sofreram ferimentos graves, disse.

Autoridades voltaram suas atenções imediatamente ao maior grupo rebelde ainda ativo do país, o Exército de Libertação Nacional (ELN), que em fevereiro reivindicou a autoria de um atentado a bomba que matou um policial e feriu outras 20 pessoas.

No ano passado, o governo chegou a um acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, que era muito maior do que o ELN. O ELN também está envolvido em negociações de paz, mas até agora se recusa a entregar suas armas. Alguns analistas atribuem o aumento da violência nas cidades colombianas ao desejo do grupo de obter concessões do governo na mesa de negociações.

A segurança em Bogotá teve uma melhora significativa na última década, e o shopping center parecia um alvo difícil. Todos os veículos que entram na garagem são checados por cães farejadores de bombas e há guardas de segurança em todo o shopping.

Em mensagem postada no Twitter, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, prestou solidariedade às vítimas. Fonte: Associated Press.

Incêndio florestal deixa 57 mortos e 60 feridos em Portugal

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/06/2017 08:18:00

Severos incêndios florestais no centro de Portugal já provocaram a morte de pelo menos 57 pessoas, muitas delas presas em seus carros enquanto as chamas atingiram a estrada que corta a região, numa ocorrência que o primeiro-ministro português, Antonio Costa, considerou "a maior tragédia que temos vivido". O número de feridos já chega a 60 pessoas, incluindo quatro bombeiros e uma criança, disse o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, à emissora estatal RTP.

Acredita-se que um raio tenha provocado o incêndio em Pedrógão Grande depois que os investigadores encontraram uma árvore atingida durante uma tempestade "seca", disse o chefe da polícia nacional aos meios de comunicação portugueses. As tempestades secas ocorrem quando a chuva evapora antes de atingir o solo devido às altas temperaturas. Portugal, como a maioria dos países da Europa meridional, é propenso a incêndios florestais nos meses secos do verão.

"Esta é uma região que tem incêndios por causa de suas florestas, mas não nos lembramos de uma tragédia dessas proporções", disse o prefeito de Pedrógão Grande, Valdemar Alves. "Estou completamente atordoado com o número de mortes".

As autoridades disseram anteriormente que o calor de 40 graus nos últimos dias poderia ter contribuído para o incêndio, registrado cerca de 150 quilômetros a nordeste de Lisboa. Aproximadamente 700 bombeiros trabalham para tentar apagar os incêndios desde sábado, disse Gomes.

Uma enorme parede de fumaça grossa e chamas vermelhas brilhavam sobre a copa das árvores em uma área perto de algumas casas. A RTP mostrou imagens aterrorizantes de várias pessoas em uma estrada tentando escapar da fumaça intensa que reduziu a visibilidade a uma questão de alguns metros. Gomes disse que pelo menos 16 pessoas morreram quando seus veículos foram envolvidos por chamas numa estrada entre as cidades de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Outras pessoas morreram por causa da inalação de fumaça em Figueiró dos Vinhos.

O primeiro-ministro Antonio Costa disse que as equipes de combate a incêndios estavam tendo dificuldades em se aproximar da área porque o fogo era "muito intenso". Ele acrescentou que as autoridades portuguesas estavam trabalhando na identificação das vítimas e que socorristas espanhóis ajudariam nos esforços para controlar as chamas.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil de Portugal, que coordena os esforços de combate a incêndios, emitiu uma advertência sobre o aumento do risco de incêndios florestais na sexta-feira. Citando as altas temperaturas, afirmou que fogueiras ao ar livre estavam proibidas.

A União Europeia ativou seus esforços de proteção civil para ajudar Portugal a extinguir os incêndios. O Comissário da UE para Ajuda Humanitária e Gerenciamento de Crise, Christos Stylianides, expressou suas condolências pelas vítimas em uma declaração, dizendo que a "UE está totalmente pronta para ajudar". Ele disse que, em resposta a um pedido de ajuda de Portugal, Espanha e França estão enviando aeronaves para ajudar a combater as chamas.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, twittou que estava "comovido pela tragédia em Pedrógão Grande. Os portugueses podem contar com a nossa solidariedade, apoio e cuidado".

Fonte: Associated Press

 

Show de Paul McCartney em SP não permite a entrada de menores de 10 anos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/06/2017 08:30:00

Com ingressos já esgotados, Paul McCartney faz em 2017, quando completa 75 anos e celebra 50 da obra máxima dos Beatles, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, mais uma série de concertos no Brasil. As datas, por ordem cronológica, ficaram assim: Porto Alegre - Estádio Beira-Rio, em 13 de outubro; São Paulo - Estádio Allianz Parque, em 15 de outubro; Belo Horizonte - Estádio Mineirão, em 17 de outubro; Salvador - Arena Fonte Nova, em 20 de outubro.

As vendas, que começaram em 8 de maio, já esgotaram para a apresentação de São Paulo. As outras praças estavam também por esgotar suas entradas. A turnê atual, batizada de One on One e iniciada em 2016, nos Estados Unidos, é a terceira praticamente seguida de Paul McCartney e sua banda. O repertório, no entanto, vem modificado. Paul abre o arco de seu set list e toca músicas do início da carreira com o seminal The Quarrymen e segue até sua produção recente, incluindo momentos de parceria com Kanye West e Rihanna. Ele deve passar pelas canções e fazer referências também a Sgt. Peppers, considerado o LP mais importante da música pop moderna.

Mesmo aos que já estão com ingressos nas mãos, é importante saber do rigor com a classificação etária. Em São Paulo, menores de 10 anos não serão permitidos nem acompanhados dos pais. De 10 a 15 anos, podem entrar, desde que estejam acompanhados. É só poderão entrar sozinhos a partir dos 16 anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 18.06.2017

 

Papa presta condolências por vítimas de incêndio em Londres

Polícia britânica confirma 58 mortos em incêndio

Agência ANSA

O papa Francisco prestou condolências pelo incêndio no edifício residencial Grenfell Tower, em Londres, neste sábado (17) e destacou a "valentia" das equipes de emergência.

"A Sua Santidade o papa Francisco se entristeceu ao saber sobre o devastador incêndio de Londres e a trágica perda de vidas", disse o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, em um telegrama enviado em nome do Pontífice ao arcebispo de Westminster, Vincent Nichols. No texto, Parolin diz que o Papa " co

nfia as almas daqueles que morreram no amor e a misericórdia de Deus e oferece as suas francas condolências às famílias".

De acordo com o telegrama, o líder da Igreja Católica sauda os "valentes esforços dos funcionários do Serviço de Emergências no atendimento àqueles que perderam os seus lares".

"A Sua Santidade invoca a bênção de Deus de força e paz sobre a comunidade local", finaliza a mensagem.

O incêndio aconteceu na madrugada da última quarta-feira (14) e deixou mais de 50 mortos. No entanto, o número de vítimas pode subir. 

Estado Islâmico e Hamas disputam autoria de ataque em Israel

Uma agente foi morta por palestinos em Jerusalém ontem (16)

Agência ANSA

 

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e o movimento palestino Hamas estão disputando a autoria do ataque realizado na noite de ontem (16) em jerusalém, no qual morreu uma agente de fronteira israelense.

Em um comunicado divulgado no aplicativo criptografado Telegram, o EI afirmou que três de seus combatentes "atacaram um grupo de judeus", em uma operação durante a qual os três foram mortos por policiais israelenses. Este ataque "não será o último", advertiu o grupo extremista.

Por sua vez, o Hamas e a esquerda palestina negaram neste sábado (17) a reivindicação do grupo jihadista, garantindo que os palestinos mortos após executarem a policial eram seus seguidores. "A reivindicação do Estado Islâmico é uma tentativa de enredar as coisas", afirmou em um comunicado o porta-voz do movimento islâmico em Gaza, Sami Abou Zouhri.

Segundo ele, "o ataque foi cometido por dois palestinos da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) e um terceiro do Hamas". A FPLP divulgou que Bara Ata, de 18 anos, Osama Ata, de 19, e Adel Ankouch, de 18, lançaram o ataque "na linha direta da resistência e para responder aos crimes do ocupante".

Depois do novo ataque, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu decidiu cancelar as permissões de acesso a Jerusalém.

Incidente com navio na Itália deixa mais de 50 feridos

Até o momento não há registros de vítimas em estado grave

Agência ANSA

 

Um navio de cruzeiro colidiu neste sábado (17) em uma doca do porto de Casamicciola, na ilha de Ísquia, na Itália, e deixou cerca de 55 passageiros feridos.

O incidente ocorreu enquanto o barco da empresa "Medmar" fazia uma manobra para atracar no local. Os passageiros que esperavam para poder desembarcar caíram após a colisão. Todos os feridos foram levados para o hospital Rizzoli.

"É uma entrada contínua de passageiros na sala de emergência, mas são com pequenos ferimentos, contusões leves e até mesmo por estarem em estado de ansiedade", afirmou o coordenador de saúde, Roberto Capuano. Até o momento não há registros de nenhuma vítima em estado grave.

Segundo relatos de passageiros, o impacto causou a destruição de diversos objetos como cadeiras e máquinas de café. As autoridades estão investigando as possíveis causas do acidente.

Aviação russa elimina 180 terroristas e 2 cabecilhas do EI em recentes operações

+A-AImprimir

PUBLICIDADE

 

Neste sábado (17), o Ministério da Defesa russo comunicou que os aviões da Força Aeroespacial da Rússia repeliram no início de junho um ataque maciço do Estado Islâmico, (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) contra a cidade síria de Deir ez-Zor.

De acordo com o comunicado, os serviços de reconhecimento russos registraram como as unidades do EI se preparavam para investir contra a defesa das tropas governamentais sírias instaladas na cidade de Deir ez-Zor.

"No início de junho, o grupo das Forças Armadas russas na República Árabe da Síria registrou, com a ajuda de veículos aéreos não tripulados (UAVs) como as unidades do EI se preparavam para investir contra a defesa das tropas governamentais sírias instaladas na cidade de Deir ez-Zor", frisou.

Além disso, a entidade comunicou que, no decorrer das operações aéreas em 6 e 8 de junho na Síria, a aviação russa liquidou dois importantes comandantes de campo e por volta de 180 terroristas.

Ademais, a Força Aeroespacial da Rússia também eliminou 16 veículos de transporte e blindados dos terroristas, bem como um armazém de munições.

"Em resultado de ataques aéreos preventivos da Força Aeroespacial russa em 6 e 8 de junho, [dois] comandantes de campo do EI… foram eliminados. Além disso, por volta de 180 militantes, 16 veículos de transporte, uma peça de artilharia, quatro postos de comando e um armazém de armas e munições foram igualmente eliminados", comunicou o ministério.

As forças governamentais da Síria controlam por volta de metade da cidade de Deir ez-Zor, que tem estado cercada por militantes nos últimos 3 anos. As forças sírias continuam a ofensiva com o objetivo de levantar o cerco e criar linhas de fornecimento de víveres aos residentes da cidade. Hoje em dia, a única maneira de entregar alimentos à cidade é por via aérea.

>> Sputnik

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 18.06.2017

 

Forças iraquianas lançam ataque para expulsar Estado Islâmico de Mossul

 

PUB

As forças iraquianas lançaram hoje um ataque para expulsar o grupo extremista Estado Islâmico (EI) da cidade velha de Mossul, o que permitirá, em princípio, o controlo da totalidade da segunda cidade do país.

"As forças do exército, a agência de contra-terrorismo e a polícia federal lançaram um ataque sobre a cidade velha", anunciou o chefe das operações, general Abdelamir Jarallah, num comunicado.

Um outro comandante das forças de elite do contra-terrorismo, o general Abdel Wahab al-Saadi, confirmou à agência de notícias AFP "o início do ataque contra a cidade velha" de Mossul.

"Os ataques aéreos começaram logo após a meia-noite. As operações terrestres contra partes da cidade velha tiveram início ao amanhecer", disse um oficial do comando de operações.

A reconquista desta área com mais de 100.000 civis, de acordo com as Nações Unidas, é fundamental para a recuperação de Mossul das mãos do Estado Islâmico, sendo esta cidade o último grande reduto urbano do grupo terrorista no Iraque.

Apoiado por uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, as forças iraquianas estão a conduzir desde outubro uma grande ofensiva para expulsar o EI de Mossul, que foi tomada pelos 'jihadistas' em junho de 2014.

Desde o início da ofensiva, 862.000 pessoas foram retiradas de Mossul. Cerca de 195.000, no entanto, voltaram para a cidade, principalmente para o leste.

No total, 667.000 civis ainda estão desalojados e a viver com famílias de acolhimento ou nos 13 campos montados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Sanções norte-americanas "vão complicar" relações EUA-Rússia

PUB

Putin disse ser "prematuro falar agora de uma resposta" russa a tais sanções

As novas sanções contra a Rússia adotadas pelo Senado norte-americano "vão complicar" as relações entre Moscovo e Washington, defendeu o Presidente russo, Vladimir Putin.

"É claro que [as sanções] vão certamente complicar as relações russo-americanas. Considero que isso é nocivo", declarou Putin numa entrevista gravada na quinta-feira e transmitida hoje na televisão russa.

Embora afirmando ser "prematuro falar agora de uma resposta" russa a tais sanções, Putin advertiu que a Rússia terá de "se ajustar, fazer mais alguma coisa" em matéria de represálias.

"Quaisquer que sejam as decisões tomadas do outro lado do oceano, elas não nos conduzirão a um impasse nem a um colapso", assegurou o Presidente russo.

O Senado norte-americano adotou na quinta-feira novas sanções contra a Rússia, bem como um mecanismo inédito que ata as mãos do Presidente, Donald Trump, para uma suspensão futura de quaisquer sanções impostas a Moscovo.

O texto inclui nomeadamente um parágrafo ameaçando penalizar empresas europeias que participem em projetos como o do polémico gasoduto Nord Stream 2.

O documento será agora analisado pela câmara baixa do Congresso, a Câmara dos Representantes, onde o seu futuro é incerto.

Na quinta-feira, na sua emissão televisiva anual de perguntas-respostas, Vladimir Putin tinha já condenado as sanções norte-americanas contra a Rússia, estimando que elas provinham de uma política de "contenção" de Washington em relação a Moscovo.

As sanções norte-americanas foram também veementemente condenadas por Berlim, apoiada por Paris, que acusa Washington de tentar favorecer as suas empresas, punindo os grandes grupos europeus empenhados no projeto de gasoduto Nord Stream 2.

Sete militares dos EUA feridos por soldado afegão no norte do país

 

PUB

Num comunicado, os talibãs saudaram um "soldado patriota (que) realizou um ataque"

Sete militares norte-americanos foram hoje feridos por um soldado afegão numa base do norte do Afeganistão, indicou o comando da operação da NATO no país, Resolute Support (RS), num novo balanço do incidente.

O RS, que conta com mais de 13.000 homens, 8.400 dos quais norte-americanos, disse que o ataque ocorreu às 14:00 locais (09:30 em Lisboa) na base de Shahin, uma das mais importantes do país.

"Um soldado afegão foi morto e um outro ferido", indica o comando através da sua conta na rede social de mensagens curtas Twitter.

O porta-voz do Ministério da Defesa afegão Mohammad Radmanish disse à agência France Presse que "os soldados norte-americanos encontravam-se de visita à base de Shahin quando foram feridos no ataque".

Num comunicado, os talibãs saudaram um "soldado patriota (que) realizou um ataque, matando e ferindo seis soldados norte-americanos", sem precisar se o atacante integrava as suas fileiras.

Trata-se do segundo ataque, dos designados de "internos", numa semana contra as forças norte-americanas no Afeganistão que aguardam o anúncio iminente de reforços pelo Pentágono.

No passado dia 11, um soldado afegão disparou sobre militares norte-americanos, matando três soldados e ferindo um quarto, durante uma operação na província de Nangarhar (leste). Segundo os talibãs, a operação foi realizada por um elemento infiltrado nas forças afegãs.

Polícia britânica admite que tenham morrido 58 pessoas na torre Grenfell

PUB

Primeira vítima mortal formalmente identificada é um jovem sírio de 23 anos

O comandante da polícia de Londres, Stuart Cundy, anunciou este sábado que há 58 pessoas desaparecidas na sequência do incêndio na torre Grenfell, em Londres, e que se admite que todas tenham perdido a vida. O número de desaparecidos conta com as 30 pessoas que já foram dadas como mortas. Até ao momento, apenas 16 corpos foram retirados do edifício de 24 andares que ardeu na passada quarta-feira.

BBC admite, porém, que cerca de 70 pessoas estejam desaparecidas.

Cundy revelou ainda que Mohammed al-Haj Ali, jovem refugiado sírio de 23 anos, foi a primeira vítima mortal a ser formalmente identificada.

O responsável deixou ainda um apelo às pessoas que conseguiram sair do sair do prédio em chamas mas que ainda não o tenham feito saber às autoridades. "Não importa a razão, eu quero saber e nós todos queremos saber que estão bem e em segurança".

Segundo Stuart Cundy, a polícia vai divulgar amanhã, domingo, imagens e vídeos no interior da torre Grenfell, mas acrescentou que só o fará quando tiver contactado todas as famílias afetadas para lhes comunicar a intenção das autoridades.

Questionado pelos jornalistas, que perguntam se a polícia não está a fazer uma contagem demasiado baixa do número de vítimas, o responsável respondeu: "Têm a minha promessa de que logo que possa dizer-vos algo preciso, irei dizê-lo. A investigação vai ser extensa, a minha intenção é que ajudemos a fornecer respostas", garantiu, depois de admitir que compreendia que muitos possam recear que a escala da tragédia possa ser ainda maior.

As operações de resgate estiveram paradas na sexta-feira, por razões de segurança, mas foram retomadas este sábado.

Ontem, a primeira-ministra britânica, Theresa May, teve de ser escoltada pela polícia para longe de uma igreja londrina, onde se encontrou com sobreviventes do incêndio, assim como voluntários e líderes da comunidade local. May, cujo governo é acusado de não ter respondido da melhor forma à tragédia, anunciou um fundo de cinco milhões de libras (5,7 milhões de euros) para ajudar as famílias afetadas.

A primeira-ministra foi alvo de críticas porque, na primeira visita ao local, esteve com os bombeiros mas não se encontrou com as vítimas - alegou depois motivos de segurança - mas ontem a rainha Isabel II e o neto, William, estiveram com elas na rua. Por seu lado, o líder da oposição, Jeremy Corbyn, foi fotografado a abraçá-las logo na quinta-feira.

Julgamento de Bill Cosby por agressão sexual foi anulado

 

PUB

Jurados não conseguiram chegar a um veredicto. Acusação quer voltar a levar o caso a julgamento

Um juiz da Pensilvânia, EUA, decidiu este sábado anular o julgamento de Bill Cosby por abuso sexual, depois de o júri ter anunciado que não conseguia chegar a um veredicto. Os procuradores garantiram, no entanto, que irão voltar a levar o caso a julgamento.

Os jurados, que passaram 53 horas a debater se Cosby era culpado ou inocente, disseram ao tribunal que não conseguiam chegar a uma decisão unânime. O comediante estava acusado de três crimes de agressão sexual a Andrea Constand, que tiveram lugar na casa dele em Filadélfia, em 2004.

A declaração dos jurados foi uma vitória para Cosby, de 79 anos, que escapa assim a uma década na prisão. "Só porque não foi alcançado um veredicto neste caso não quer dizer que não seja da próxima vez", afiançou o procurador distrital Kevin Steele, em conferência de imprensa.

Cerca de 60 mulheres acusaram Bill Cosby de agressão sexual, terminando a carreira do ator e comediante que chegou a ser considerado o "pai da América" pelo papel no sucesso televisivo da década de 1980, The Cosby Show.

A acusação de Andrea Constand foi a única que resultou num julgamento, porque grande parte das restantes eram demasiado antigas para levar a tribunal - já tinham ultrapassado os prazos legais de prescrição.

Depois de o julgamento ser anulado, Cosby e a equipa legal reuniram-se no exterior do tribunal. "É isto que acontece, os jurados ficam num impasse quando um procurador tenta pôr alguém na prisão por cosias que não estão simplesmente presentes em tribunal", disse Angela Agrusa, uma das advogadas de Cosby.

Uma porta-voz leu ainda um comunicado da mulher de Cosby, Camille, que desde o início ficou ao lado do marido. "Historicamente, as pessoas desafiaram as injustiças. Estou grata a todos os jurados que de forma tenaz lutaram para rever as provas, que é a forma correta de tomar uma decisão sólida".

"Não podemos subestimar o poder encantatório de uma celebridade, mas a justiça virá", disse por seu lado Gloria Allred, advogada que representa muitas das alegadas vítimas de Cosby. 

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 18.06.2017

 

Milhares em Caracas para pedir paz e a liberdade

Milhares de venezuelanos concentraram-se em Caracas para rezar pela paz e pela liberdade e para homenagear as 74 pessoas que, desde abril, morreram em manifestações da oposição na Venezuela.

"Há muita gente, com [imagens de] santos nas mãos(...). Eu trouxe uma imagem da Virgem de Fátima porque ela também tem de ouvir os nossos pedidos e ajudar a Venezuela a encontrar a paz", disse uma lusodescendente à Agência Lusa.

Ainda vamos acabar a lutar uns contra os outros, num país que foi exemplo de democracia para a América Latina

Formada em arquitetura, com 28 anos de idade, Maria de Freitas, frisou ainda que na Venezuela "há uma luta entre o bem e o mal, que só terminará com muita fé e oração".

"A política está a acabar com as nossas virtudes, (...) ainda vamos acabar a lutar uns contra os outros, num país que foi exemplo de democracia para a América Latina. Eu não quero isso para os meus filhos. Eu quero uma Venezuela onde haja liberdade e onde não te matem por um par de sapatos, por um telemóvel ou até mesmo porque não tinhas nada de valor para o assaltante", frisou.

A mobilização foi convocada pela Mesa de Unidade Democrática (MUD), a aliança que junta a oposição ao Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e partiu de seis pontos distintos da cidade de Caracas, até ao Parque Cristal, no leste da cidade, onde foi rezado o terço e se ouviram orações e cânticos pela paz.

Além da paz, os manifestantes, alguns deles jovens com o rosto coberto, pediram o fim da repressão e liberdade para os presos políticos.

Há também registo de mobilizações em várias outras cidades cidades do país, como Maracaibo, Barquisimeto, Valência ou Maturín, e na ilha venezuelana de Margarita.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra Nicolás Maduro intensificaram-se desde 01 de abril, depois de o Supremo Tribunal de Justiça divulgar duas decisões que limitavam a imunidade parlamentar dos deputados e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento. A oposição tem atualmente maioria na assembleia nacional da Venezuela.

Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestam-se ainda contra a convocatória de uma Assembleia Constituinte, a 01 de maio, pelo Presidente Nicolás Maduro.

Corpos de marinheiros desaparecidos encontrados no navio norte-americano acidentado

Mergulhadores da Marinha encontraram, este domingo, os corpos dos marinheiros do navio "USS Fitzgerald" que estavam desaparecidos, depois de a embarcação ter colidido com um navio mercante filipino no sábado, ao largo do Japão.

As equipas de buscas conseguiram acesso a zonas que ficaram danificadas na colisão e levaram os corpos para o Hospital Naval de Yokosuka, onde serão identificados, indicou a Marinha em comunicado. Sete marinheiros estavam desaparecidos.

As famílias estão a ser notificadas e a receber apoio neste "momento difícil", afirmou a Marinha.

Pelo menos outros três membros da tripulação, incluindo o capitão, ficaram feridos no acidente.

A maioria dos 200 marinheiros estava a dormir no momento da colisão.

Ainda não se sabe o que causou o embate.

Segundo norte-coreano deserta para a Coreia do Sul numa semana

 

Um homem norte-coreano desertou, este domingo, para a Coreia do Sul após cruzar a fronteira, informou o exército sul-coreano, naquela que é a segunda deserção em menos de uma semana.

O desertor foi localizado na parte norte da foz do rio Han, na cidade de Gimpo, a oeste de Seul, segundo informações do Estado-maior Conjunto sul-coreano, citadas pela agência de notícias local Yonhap.

As autoridades sul-coreanas encontram-se agora a interrogar o homem para averiguar os motivos da sua fuga para o país.

Trata-se da segunda deserção em menos de uma semana, depois de um soldado da Coreia do Norte fugir para o a Coreia do Sul através da Zona Desmilitarizada (DMZ), a fronteira fortificada que separa os dois países, na terça-feira, quando se registou o primeiro caso com estas características desde setembro de 2016.

O número de refugiados norte-coreanos na Coreia do Sul alcançou os 30 mil no final do ano passado, segundo dados do Ministério da Unificação de Seul, mas a maioria das deserções aconteceu através da fronteira da Coreia do Norte com a China.

O número anual de desertores tem aumentado continuamente, de 1384 em 2005 para 2914 em 2009, mas caiu entre 2011 e 2015 devido ao aumento do controlo norte-coreano na fronteira e ao endurecimento das sanções aos que são apanhados, segundo dados do ministério.

As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra, já que o conflito em que se opuseram entre 1950 e 1953 foi suspenso com um cessar-fogo que nunca foi substituído por um tratado de paz.

Trump lembra Kohl como amigo, aliado e defensor da União Europeia

Donald Trump lembrou Helmut Kohl como um "amigo e aliado" dos Estados Unidos, afirmando também que o ex-chanceler alemão "não foi apenas o pai da reunificação da Alemanha, mas também um defensor da Europa e da relação transatlântica".

Em comunicado na sexta-feira, o Presidente norte-americano disse que o mundo beneficiou da sua visão e esforço. "O seu legado vai continuar a viver", afirmou.

O ex-chanceler alemão Helmut Kohl, o "pai" da reunificação alemã, morreu na sexta-feira aos 87 anos na sua casa de Ludwigshafen, sudoeste do país.

Helmut Kohl foi o dirigente político germânico que mais tempo governou a República Federal, com quatro legislaturas, e foi o artífice da reunificação alemã, após a queda do Muro de Berlim em 1989.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 18.06.2017

 

 

Centenas de imigrantes interceptados no mar

18 de Junho, 2017

Mais de 900 imigrantes da Ásia e de África foram interceptados ao largo da Líbia pela guarda costeira daquele país, informou ontem um porta-voz da Marinha.

“Uma patrulha da guarda costeira de Zawia (45 quilómetros a Oeste de Tripoli) interceptou na madrugada deste sábado (ontem) cinco botes insufláveis e um barco de madeira que transportavam 906 imigrantes”, disse o porta-voz da Marinha da Líbia, Ayoub Kacem, citado pela agência France Press. 
Segundo o porta-voz, os barcos foram vistos a “cerca de sete milhas náuticas a Norte de Sabratha”, uma cidade situada a 70 quilómetros a Oeste de Tripoli, que se tornou um importante ponto de partida de imigrantes que tentam atravessar o Mediterrâneo.
“Noventa e oito mulheres, sete delas grávidas, e 25 crianças” estavam a bordo, referiu Ayoub Kacem. “Um dos botes estava prestes a afundar-se e o navio de madeira estava sem motor”, acrescentou. Os imigrantes, 44 paquistaneses, 40 do Bangladesh, 13 egípcios, três líbios, oito marroquinos e muitas pessoas de outros países africanos foram levados para o centro de retenção de Al-Nassr Zawia, disse o porta-voz da Marinha. Os imigrantes interceptados ou resgatados pela guarda costeira da Líbia são geralmente levados para centros de retenção para posterior repatriamento.
Muitos dos imigrantes são vítimas de extorsão e violência por parte de redes organizadas de contrabando de pessoas.
As costas italianas estão a menos de 300 quilómetros do litoral da Líbia, o que explica a preferência dos traficantes por esta rota.
As praias que se estendem entre Tripoli e a fronteira com a Tunísia tornaram-se nos últimos dois anos o principal reduto das máfias que traficam seres humanos, apesar da presença de barcos de patrulha europeus. Há uma semana, guardas líbios anunciaram o resgate de 185 pessoas nesta área, que navegavam à deriva, perto da região de Sabrata. 
Segundo dados da Organização Internacional das Migrações (OIM), mais de 13 mil imigrantes irregulares conseguiram atravessar o Mar Mediterrâneo para a Europa este ano, enquanto que mais de 275 desapareceram no mar.

Estados Unidos rejeitam confirmar a morte

17 de Junho, 2017

A coligação internacional liderada pelos Estados Unidos afirmou ontem que não pode confirmar o anúncio de Moscovo sobre a possível morte do líder máximo do grupo Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Bagdadi, num bombardeamento de aviões da Força Aérea russa perto de Raqa (Síria), informou a AFP.

Ao ser questionado sobre o tema, Ryan Dillon, porta-voz da coligação anti rebelde, respondeu: “Não podemos confirmar estas informações no momento.”
A principal milícia curdo-síria, as Unidades de Protecção do Povo (YPG), também disse que não dispunha de informação sobre a suposta morte do líder do Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al Bagdadi, num ataque aéreo russo no final de Maio, perto de Raqa.
“Não tenho informação e não quero fazer nenhum comentário”, disse à Agência Efe por telefone o porta-voz das YPG, Nuri Mahmoud.
As YPG são o componente mais importante das Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada que integra vários grupos e que, desde Novembro do ano passado, realiza uma ofensiva contra o Estado Islâmico em Al Raqa.
As FSD contam com o apoio da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, que também enviou efectivos das suas forças especiais para o local de combate.
Um comunicado divulgado ontem pelo Ministério russo da Defesa refere que o líder da organização rebelde Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, foi morto no dia 28 de Maio, após um ataque da aviação russa nos arredores de Al Raqa, na Síria.
“Segundo informações que recebemos por diversos canais, o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, estava numa reunião de chefes do EI atacada pela aviação russa e foi morto na acção dos aviões su-35 e su-34”, informou o ministério, através de um comunicado.
No ataque, “também foram mortos outros chefes militares do grupo terrorista, integrantes do chamado conselho militar do EI, além de 30 comandantes de nível médio e cerca de 300 guerrilheiros”, afirmam os militares russos.
A aviação russa bombardeou os rebeldes na madrugada do dia 28 do mês passado, depois de os seus drones confirmarem o local e a hora da reunião dos chefes do Estado Islâmico.
Os militares dos Estados Unidos, que dirigem a coalizão internacional para lutar contra o EI na Síria e o Iraque, foram informados pela Rússia antes do ataque.

Um personagem enigmático


O iraquiano Abu Bakr Al-Bagdadi, proclamado “califa” de todos os muçulmanos pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), que pode ter sido morto num bombardeamento russo, é um personagem enigmático, que prefere permanecer na sombra.
Nascido em 1971 em Samarra, norte da capital iraquiana, Abu Bakr Al-Bagdadi, cuja captura o Governo dos Estados Unidos oferece 10 milhões de dólares, é um dos homens mais procurados do planeta. Diversas vezes no passado circularam rumores sobre a sua morte.Apesar do grande aparato de propaganda do EI, que divulga uma grande quantidade de fotos ou vídeos das suas ofensivas e atrocidades, Al-Bagdadi não aparece muito.
“É bastante notável que o líder do grupo terrorista que mais se preocupa com a sua imagem seja tão discreto”, afirmou em 2015 Patrick Skinner, analista da consultoria de inteligência Soufan Group.
Em dois anos, o “califa Ibrahim” apareceu em apenas um vídeo, gravado numa mesquita de Mossul e divulgado em Julho de 2014. Ele estava com barba grisalha, turbante e roupas escuras.
Na gravação ele aparece a dar ordens a todos os muçulmanos que o obedeçam, pouco depois da organização ter proclamado o “califado” nos territórios sob o seu controlo na Síria e Iraque.
Em Novembro de 2016, Al Furqan, um meio de comunicação afiliado ao EI, difundiu uma mensagem de áudio, em que o homem que fala se identifica como Al-Bagdadi e exorta as suas tropas a resistir ao avanço do exército iraquiano em Mossul, reduto do grupo.
Mas Al-Bagdadi teria abandonado Mossul no início de 2017, e teria sido visto em vários lugares próximos da fronteira entre Síria e Iraque.
“Existe um elemento de mistério que vem do facto de ter sobrevivido a várias tentativas de fazê-lo desaparecer”, disse no ano passado Aymenn Al-Tamimi, analista do Middle East Forum.
Segundo um documento dos serviços secretos iraquianos, Abu Bkr al-Bagdadi é doutor em Estudos Islâmicos e foi professor na Universidade de Tikrit (norte). Ele teve quatro filhos com a primeira esposa, entre 2000 e 2008, e mais quatro com a segunda.
Numa entrevista ao jornal sueco Expressen em Março deste ano, Saja Al Dulaimi, que foi sua esposa durante três meses, o descreveu como “um pai de família normal”, professor universitário, admirado pelas crianças.
Bagdadi uniu-se à insurreição no Iraque pouco depois da invasão das tropas dos Estados Unidos em 2003 e teria sido preso num campo de detenção americano.
Apesar das forças americanas terem anunciado em 2005 a morte de Abu Dua - um dos seus codinomes - ele reapareceu em 2010 à frente do Estado Islâmico no Iraque (ISI), braço iraquiano da Al-Qaeda.
Alguns anos depois conseguiu transformar este grupo na mais potente, rica e brutal organização extremista do mundo, com presença na Síria em 2013 e no Iraque em 2014.
Na época, Bagdadi já havia se desvinculado da Al-Qaeda ao rejeitar as ordens do líder deste grupo, Ayman al-Zawahiri, de concentrar-se no Iraque e deixar a Síria para a Frente Al-Nosra.
A sua trajectória é diferente do caminho traçado por Osama Bin Laden, que desenvolveu a Al-Qaeda graças à sua fortuna e que já era conhecido internacionalmente muito antes dos ataques de 11 de Setembro de 2001, especialmente pelos muitos vídeos em que aparecia.
“A sua ascensão à fama não pode ser comparada com a de outros líderes terroristas mais famosos. Bin Laden era conhecido pelo seu nome”, afirmou Skinner.
“Bagdadi evita ser o centro das atenções e, nos seus discursos, fala sobre o seu califado e os seus inimigos, não de si mesmo”, acrescenta o analista do Soufan Group.

Governo do Irão mantém a defesa do seu programa

18 de Junho, 2017

O Governo do Irão defendeu ontem o seu programa de mísseis e criticou as novas sanções do Senado dos Estados Unidos da América, que disse estarem a ser usadas por Washington para disfarçar os incumprimentos com o acordo nuclear.


“Levando em conta o historial do Senado dos EUA de hostilidade e inimizade com o povo iraniano, a sua recente votação de novas sanções contra Teerão não era imprevisível”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Bahram Qasemi, segundo a imprensa local.
O Senado norte-americano aprovou na passada quinta-feira um novo texto legislativo que impõe sanções a qualquer pessoa ou empresa estrangeira que faça negócios com uma entidade já designada pelo Governo dos EUA pela sua conexão com o programa de mísseis balísticos do Irão.
O porta-voz iraniano pediu ao Governo norte-americano que cumpra os compromissos com o pacto nuclear “totalmente e com boa vontade” e não recorra a “resoluções  internas” para os evitar.
Bahram Qasemi assegurou que o Irão cumpre “plenamente” as suas obrigações do acordo nuclear e, quanto ao programa de mísseis, insistiu em que “nada pode privar a República Islâmica do seu direito legítimo de se defender”.
O dirigente rejeitou as acusações “injustificáveis” sobre as forças militares iranianas e o seu programa de mísseis que são “totalmente legítimos” e não violam a resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU.
O porta-voz adiantou que as autoridades iranianos estudam a nova lei do Senado norte-americano e prometem adoptar “medidas apropriadas”. O Governo de Washington impôs nos últimos meses várias sanções contra entidades iranianas relacionadas com o programa de mísseis balísticos do país.

Pág. 1 de 15