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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 23.05.2017

 

Estado Islâmico reivindica autoria de ataque terrorista em Manchester

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/05/2017 09:24:00

O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque terrorista em Manchester, na saída do show da cantora Ariana Grande na Manchester Arena.

O grupo fez uma declaração online no Telegram, afirmando que "um soldado do califado" plantou um dispositivo explosivo improvisado no local para "aterrorizar os politeístas", em vingança pela "agressão aos países muçulmanos". Segundo o Estado Islâmico, a Manchester Arena, local que hospedou o show de Ariana Grande, é um lugar "despudorado".

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, confirmou que 22 pessoas morreram e 59 ficaram feridas após o ato terrorista. Segundo a polícia britânica, um homem de 23 anos foi detido no sul de Manchester por conexão com o ataque.

Também em Manchester, por volta de meio-dia (horário local), houve pânico enquanto a polícia evacuava o centro comercial de Arndale. Uma prisão foi feita, mas, segundo a política, o incidente não está relacionado com o ato terrorista no show de Ariana Grande. Posteriormente, o shopping foi reaberto.

 

Trump: nomeação de procurador para investigação sobre Rússia é "caça às bruxas"

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/05/2017 23:25:24

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem (18) que está sendo alvo de uma "caça às bruxas", após a nomeação de um procurador especial, o ex-diretor do FBI (a polícia federal do país) Robert Mueller, para supervisionar a investigação sobre a suposta interferência russa nas eleições americanas e os possíveis vínculos do Kremlin com a campanha. A informação é da Agência EFE.

Em seu perfil no Twitter, Trump disse que se trata da maior "caça às bruxas" contra um político na história dos Estados Unidos.

Segundo o presidente, mesmo com "todos os atos ilegais" que ocorreram na campanha de sua rival democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, e no governo do ex-presidente Barack Obama, "nunca houve a designação de um procurador especial".

Quarta-feira (17), em comunicado divulgado pela Casa Branca, Trump assegurou que a "exaustiva investigação" que será supervisionada por Mueller revelará a falta de relações entre sua campanha eleitoral e o Kremlin. "Como já disse muitas vezes, uma investigação exaustiva confirmará o que já sabemos: não houve conluio entre minha campanha e qualquer organização estrangeira".

O Departamento de Justiça nomeou Mueller procurador especial para supervisionar a investigação. "Minha decisão não significa que foram cometidos delitos e que uma acusação está garantida. Não cheguei a semelhante determinação", explicou o procurador-geral adjunto, Rod Rosenstein, no comunicado em que anunciou a nomeação de Mueller. Rosenstein insistiu que um procurador especial é necessário para que o povo americano tenha plena confiança no resultado da investigação.

A oposição democrata vinha pedindo, há semanas, a nomeação de um procurador especial independente para essa investigação, sobretudo depois que Trump demitiu, na semana passada, o então diretor do FBI, James Comey, que estava à frente das apurações sobre a suposta interferência russa.

 

 

Sul-coreanos fazem disparos de alerta contra objeto vindo da Coreia do Norte

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/05/2017 09:34:00

Militares da Coreia do Sul relataram que dispararam tiros de alerta contra um objeto voador não identificado vindo da vizinha Coreia do Norte.

Em comunicado, militares sul-coreanos disseram hoje que reforçaram a segurança aérea após o incidente, mas não forneceram mais detalhes.

Segundo a agência de notícias Yonhap, a Coreia do Sul fez disparos de metralhadora para o ar e em direção à Coreia do Norte e investiga a possibilidade de o objeto ser um drone norte-coreano. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 23.05.2017

 

 

Atentado: Temer envia mensagem de solidariedade à primeira-ministra inglesa

 

O presidente Michel Temer enviou nesta terça-feira (23) uma mensagem de solidariedade à primeira-ministra da Grã-Bretanha, Theresa May, após o atentado terrorista ocorrido nesta segunda-feira (22) na cidade de Manchester, na Inglaterra. Temer disse estar consternado com o fato, e que o “Brasil está com o Reino Unido nesta hora de dor”.

“Continuaremos a trabalhar, juntos, contra o terrorismo e todas as formas de extremismo violento. Juntos, não tenho dúvida, seremos capazes de construir um mundo de paz e justiça para nossos cidadãos, para nossos filhos e netos”, disse o presidente brasileiro.

Na nota, o presidente Temer também se solidarizou com a família dos mortos no atentado. “Em nome do povo e do governo brasileiros, e no meu próprio, transmito sinceros sentimentos às famílias dos mortos, aos feridos e a todos os afetados por esse ato covarde”, acrescentou ao manifestar votos de “estima e consideração” à primeira-ministra.

Atentado

Ontem (22), por volta das 21h35 (horário local, 18h30 em Brasília), um terrorista suicida provocou a morte de 22 pessoas, entre elas muitos adolescentes, ao explodir um artefato de fabricação caseira perto da Manchester Arena, ao final de um show da cantora americana Ariana Grande.

O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu hoje a autoria do atentado e afirmou que um "soldado do califado" colocou "muitos pacotes-bomba" em várias concentrações de "cruzados" na cidade britânica.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou hoje cedo, por meio de nota, informando que não há registro de brasileiros entre as vítimas do atentado.

Quem é Salman Abedi, o terrorista de Manchester

Polícia confirmou identidade de terrorista de Manchester

Agência ANSA

 

A Polícia de Manchester identificou como Salman Abedi, 22 anos, o terrorista que realizou um ataque na noite desta segunda-feira (22) após o show da cantora Ariana Grande.

Abedi, que não teve a morte confirmada ainda, mas que segundo a emissora "Sky News" teria falecido ao detonar a bomba, nasceu em Manchester. Ele é filho de um casal líbio que se refugiou no Reino Unido fugindo da perseguição de Muammar Khadafi e que mora na cidade há cerca de 10 anos.

De acordo com o jornal britânico "The Telegraph", o casal tem mais três filhos além de Salman. Ele cresceu na Whalley Range, o mesmo local em que as gêmeas Zahra e Salma Halane, que eram estudantes universitárias, fugiram em 2015 para se unir ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na Síria.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 23.05.2017

 

O terrorismo na Europa em 2017

 

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Atentado de segunda-feira que matou 22 pessoas foi o último de uma série de atos terroristas que já fizeram centenas de vítimas na Europa

O atentado desta segunda-feira em Manchester, na Inglaterra, é o último de uma série de ataques que têm lançado o pânico e o terror em solo europeu.

Só este ano, já foram atacados países como França, Inglaterra, Rússia e Estocolmo. Nem todos os ataques resultaram em vítimas mortais e, até ao momento, o que se mostrou mais mortífero foi o de Manchester - 22 mortos e 59 feridos.

Não podemos, contudo, esquecer outros ataques terroristas ocorridos nos últimos anos que mataram, ao todo, centenas de pessoas. Entre eles destacam-se o atentado em Paris, que causou 130 mortos, o atentado na Belgica, 34 mortos, o atentado contra o jornal francês Charlie Hebdo, 12 mortos e o atentado em Berlim, 12 mortos.

Trump apela a israelitas e palestinianos a fazerem concessões pela paz

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"Fazer a paz não será fácil, sabemo-lo todos", disse Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou hoje a israelitas e palestinianos a fazerem concessões pela paz e a tomarem "as decisões difíceis" que são necessárias.

"Fazer a paz não será fácil, sabemo-lo todos", declarou Trump.

"As duas partes deverão tomar decisões difíceis (...) mas com a determinação e convicção de que a paz é possível, os israelitas e os palestinianos podem chegar a um acordo", disse.

O presidente norte-americano falava na presença do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e perante uma plateia de responsáveis israelitas e norte-americanos reunidos no Museu de Israel, onde se encontram os manuscritos do mar Morto, as mais antigas transcrições conhecidas da Bíblia.

Trump insistiu que "os palestinianos estão prontos para avançar para a paz", referindo o seu encontro hoje de manhã com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, em Belém, na Cisjordânia ocupada.

"Após o meu encontro com o meu bom amigo Benjamin, posso dizer-vos que ele quer a paz", adiantou.

As negociações de paz israelo-palestinianas estão num impasse desde 2014 e Netanyahu e Abbas não têm um encontro substancial desde 2010.

"Os conflitos não podem durar eternamente", disse ainda Trump, que reafirmou a sua vontade de se envolver pessoalmente, mas sem dar pormenores.

O chefe de Estado norte-americano afirmou também que a sua "administração estará sempre ao lado de Israel" e assegurou uma vez mais que não deixará o Irão dotar-se da arma nuclear.

Trump segue agora para o Vaticano, onde será recebido pelo papa Francisco.

Israel foi a segunda paragem da primeira viagem internacional do presidente dos Estados Unidos, que chegou a Telavive na segunda-feira diretamente da Arábia Saudita, e inclui também Bruxelas e Sicília.

Lei marcial declarada no sul das Filipinas após confrontos com extremistas

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Confrontos na ilha de Mindanao levaram à decisão

O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, instaurou esta terça-feira a lei marcial na ilha de Mindanao (sul), onde foram registados violentos confrontos entre as forças armadas filipinas e combatentes com ligações ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).

"[O Presidente] instaurou a lei marcial [imposta por forças militares em caso de emergência ou de perigo, quando as autoridades civis não conseguem manter a ordem e a segurança] em toda a ilha de Mindanao", anunciou o porta-voz do chefe de Estado, Ernesto Abella, numa declaração feita a partir de Moscovo onde Rodrigo Duterte está em visita oficial.

Os confrontos ocorreram hoje em Mindanao durante uma operação para a detenção de Isnilon Hapilon, líder do grupo islamita Abu Sayyaf e o rosto nas Filipinas do EI.

Pelo menos um polícia morreu durante os confrontos ocorridos em Marawi, cidade maioritariamente muçulmana com cerca de 200 mil habitantes, segundo indicaram as autoridades filipinas.

Os combatentes extremistas atacaram um hospital durante os confrontos, precisou o chefe do Estado-maior filipino, o general Eduardo Ano, em declarações ao canal CNN Filipinas.

O grupo Abu Sayyaf, cuja base está situada na zona sul do arquipélago, tem sido responsável pelo rapto de centenas de filipinos e de cidadãos estrangeiros desde a década de 1990, exigindo o pagamento de elevados resgates.

Segundo os especialistas em questões de segurança, Isnilon Hapilon tem procurado unificar os grupos radicais filipinos que juraram fidelidade ao EI.

Novo naufrágio no Mediterrâneo central com 156 desaparecidos

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Organizações internacionais referem que embarcação trazia crianças

Um grupo de migrantes, que chegou esta terça-feira a Itália após ter sido socorrido ao largo da Líbia, disse que uma embarcação naufragou com dezenas de pessoas a bordo, incluindo crianças, que desapareceram no mar, referiram organizações internacionais.

Os migrantes e refugiados disseram a representantes do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (HCR) e à Organização Internacional para as Migrações (OIM) que partiram na sexta-feira de Sabratah, 70 quilómetros a oeste de Tripoli, numa embarcação que transportava 130 pessoas.

No final da tarde, depararam com um pequeno barco quase submerso, ao qual se seguravam quatro homens, que foram recolhidos.

Estes sobreviventes, naturais da Nigéria, contaram que tinham deixado Tripoli algumas horas antes com outras 156 pessoas, incluindo numerosas mulheres e crianças, que desapareceram no mar.

A primeira embarcação foi de seguida socorrida, na noite de sexta-feira para sábado, pelo navio Diciotti, da guarda-costeira italiana, que desembarcaram um total de 952 migrantes na segunda-feira em Tarante, sul da Itália.

Hoje, a guarda-costeira italiana anunciou ter coordenado a operação de socorro de cerca de 1.000 migrantes nas águas internacionais ao largo da Líbia. A bordo de seis barcos pneumáticos e duas barcaças, foram recuperados pelos navios das organizações não governamentais (ONG) Save the Children, SOS Méditerranée e Jugend Rettet.

Segundo esta última ONG, alemã, as equipas ocupadas em socorrer os passageiros de um dos barcos, testemunharam vários disparos provenientes de um navio pertencente à guarda-costeira da Líbia, e dirigidos a outras embarcações que se encontravam em águas territoriais líbias.

A Itália e a União Europeia (UE) comprometeram-se a dar formação e equipar os guarda-costas líbios para socorrer ou intercetar migrantes nas águas líbias. No entanto, estes migrantes são frequentemente reconduzidos para "campos" onde são vítimas de extorsões e violências.

A OIM referiu hoje que cerca de 60.000 migrantes e potenciais refugiados chegaram em 2017 à Europa através do Mediterrâneo, e com um registo de 1.300 mortes em naufrágios.

Estas mortes foram contabilizadas entre 01 de janeiro e 22 de maio, precisou em comunicado a agência das Nações Unidas.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 23.05.2017

 

 

Papa lamenta "ataque bárbaro" e critica "violência sem sentido"

 

O Papa Francisco expressou, esta terça-feira, tristeza profunda pelo "ataque bárbaro" cometido em Manchester, que fez pelo menos 22 mortos, incluindo menores, e manifestou solidariedade para com as vítimas deste "ato de violência sem sentido".

"O papa Francisco ficou profundamente triste ao saber das feridas e da trágica perda de vidas provocadas pelo ataque bárbaro em Manchester", referiu um telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, em nome do pontífice, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

Jorge Bergoglio, que adotou o nome de Francisco, expressou a sua solidariedade para "com todos os afetados por este ato de violência sem sentido".

Na mesma nota, o papa elogiou "os generosos esforços dos elementos dos serviços de emergência e de segurança" e ofereceu as suas orações aos feridos e às vítimas mortais do atentado ocorrido na segunda-feira à noite no final de um concerto de música pop.

Pelo menos 22 pessoas morreram, além do atacante, e 59 ficaram feridas neste atentado.

O comandante da polícia de Manchester, Ian Hopkins, disse que as autoridades suspeitam que o responsável foi um homem apenas, que morreu na explosão e que "transportava um engenho explosivo improvisado, que detonou, causando esta atrocidade".

Fez-se explodir junto de uma das saídas da Manchester Arena onde terminava um concerto da cantora pop norte-americana Ariana Grande.

As autoridades britânicas, que estão a tratar este caso como um "incidente de terrorismo", já anunciaram a detenção de um homem de 23 anos alegadamente relacionado com o atentado.

O atentado foi entretanto reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Marcelo consternado com "bárbaro" ataque em Manchester

 

O Presidente da República portuguesa disse estar a "acompanhar com grande consternação o bárbaro atentado" de segunda-feira em Manchester, que causou pelo menos 22 mortos e 59 feridos.

Numa mensagem enviada à rainha de Inglaterra, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a sua solidariedade "em nome do povo português, em particular para com as famílias das vítimas".

Na mensagem, o Presidente português, que se encontra numa visita ao Luxemburgo, sublinhou a importância de uma "Europa unida no combate ao terrorismo e à defesa constante e permanente dos valores da democracia, da promoção da paz e do respeito pelos direitos humanos".

Homem queimado vivo durante protestos na Venezuela

O Ministério Público venezuelano informou, no domingo, que um homem de 22 anos de idade foi queimado vivo durante uma manifestação da oposição em Caracas.

O MP afirmou que o ataque aconteceu no sábado, em Chacao, no leste de Caracas, e o jovem, Orlando José Figuera, encontra-se hospitalizado com ferimentos por arma branca, de primeiro e segundo grau e com queimaduras em 80% do corpo.

O Governo venezuelano responsabilizou a oposição, indicando que a vítima foi agredida depois de alegadas acusações de ser "chavista" (simpatizante da revolução). Segundo a imprensa local, um grupo de manifestantes terá identificado o homem como um alegado ladrão.

O ministro de Comunicação e Informação da Venezuela, Ernesto Villegas, atribuiu o ataque a uma "loucura crescente" e ao "fascismo inoculado".

De momento, não há uma posição oficial da oposição sobre o caso.

Nas últimas semanas, têm sido divulgados vídeos, através das redes sociais, de agressões verbais e intimidação, de parte de opositores, contra familiares de membros do Governo venezuelano, tanto na Venezuela como no estrangeiro.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra o Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde 01 de abril último, depois de o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestam-se ainda contra a convocatória a uma Assembleia Constituinte, feita a um de maio pelo Presidente Nicolás Maduro.

De acordo com dados oficiais, pelo menos 48 pessoas já morreram desde o início da crise.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 23.05.2017

 

Satélite angolano em fase de testes

Madalena José |
23 de Maio, 2017

O satélite angolano AngoSat pode entrar em órbita ainda este ano, anunciou ontem, em Luanda, o ministro da Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha.

O projecto AngoSat está em bom andamento e o estado de avaliação do trabalho já feito está acima dos 80 por cento, de acordo com o ministro, que falava no final do encontro com o vice-primeiro-ministro da Federação Russa, Yury Trutnev.
José Carvalho da Rocha disse que o encontro serviu para rever o nível de cooperação, particularmente os projectos que o sector tem estado a desenvolver com a Rússia, uma vez que há datas que foram acordadas e que precisam ser cumpridas. 
“Angola está a aproximar-se também de empresas que já tem maturação em relação às questões ligadas à exploração do espaço, para criar condições internas de trabalho.” O projecto AngoSat, segundo o ministro, vai permitir que Angola trabalhe no sector da ciência, e por isso precisa de estabelecer acordos com empresas especializadas no ramo. No encontro com Yury Trutnev foi discutida  a questão da formação de quadros. 
“Os dois países têm estado a desenvolver projectos do AngoSat e Angola gostava de continuar a trabalhar com o mesmo ritmo. Angola está disponível para trabalhar nos diferentes sectores e estabelecer programas para a formação de quadros particularmente neste sector”, acrescentou José Carvalho da Rocha.
Com o Ministério da Geologia e Minas, os russos pretendem elevar o nível de cooperação e passar em revista a assistência bilateral no domínio de geologia e minas, uma vez que existem instrumentos jurídicos assinados em 2009. O desejo foi manifestado durante um encontro conjunto. 
À saída do encontro, o secretário do Estado da Geologia e Minas, Miguel Bondo Júnior, indicou que as partes pretendem desenvolver projectos concretos de médio prazo, que já estão a ser tratados, como os programas do fórum de geologia e de minas, acções desenvolvidas com a Endiama e a Ferrangol, programas  para determinação das áreas de riscos, fiscalização de trabalhos no âmbito do Plano Nacional de Geologia e Minas e outros. Miguel Bondo Júnior disse que a visita do vice-primeiro-ministro da  Rússia vai permitir que os passos sejam acelerados e que a cooperação evolua para outros patamares.

 

Primeiras discussões já com data marcada


23 de Maio, 2017

O negociador da Comissão Europeia, Michel Barnier, escolhido para liderar as negociações sobre o afastamento do Reino Unido do bloco europeu, disse esperar que as primeiras discussões com os britânicos aconteçam a 19 de Junho.

Segundo a Reuters, as primeiras directrizes da negociação no complexo processo de “divórcio” do Reino Unido também foram adoptadas em definitivo pelos países europeus: como garantir os direitos dos cidadãos europeus no Reino Unido, a conta a ser paga por Londres com a saída e a fronteira na ilha da Irlanda.
Em conversa ontem, após ser indicado, com os jornalistas, Barnier reiterou que os direitos dos cidadãos e uma solução financeira para os acordos entre a Grã-Bretanha e a União Europeia devem ser tratados em primeiro lugar. “Os 27 acabam de adoptar por unanimidade a decisão que autoriza as negociações do Brexit com um forte e claro mandato para Barnier”, anunciou Sabine Weyand.

 

Atentado à bomba causa 24 feridos


23 de Maio, 2017

A explosão de uma bomba artesanal ontem num hospital de Bangcoc, capital da Tailândia, feriu 24 pessoas, no dia em que o país assinalou o terceiro aniversário do golpe militar de 2014.

Ninguém assumiu a responsabilidade pela explosão no Hospital Phramongkutklao, que é popular entre soldados, seus familiares e militares aposentados. “Foi uma bomba. Encontrámos os pedaços que foram usados para fazer a bomba”, disse à Reuters o comandante da equipa de arsenal de explosivos da Polícia, Kamthorn Aucharoen, acrescentando que não está claro quem está por trás do ataque. O porta-voz do Governo, informou que 24 pessoas ficaram feridas, na sua maioria atingida por estilhaços de vidro.

 

Caçador morto por elefante


23 de Maio, 2017

Um famoso caçador e dos mais activos nas regiões africanas, acabou morto por um elefante no Zimbabwe, no dia em que o mundo celebrava o Dia Mundial da Biodiversidade.

Botha era considerado mestre na caça de leopardos e leões, usando cães. Quatro elefantes atacaram-no e aos seus colegas. O grupo conseguiu fugir de três dos elefantes, mas o quarto conseguiu derrubar o caçador. Um dos outros caçadores ainda atirou no animal, que, morto, caiu justamente em cima de Botha.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 18.05.2017

Putin pode divulgar gravação de conversa entre Trump e chanceler russo

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/05/2017 22:39:04

CRÉDITO: EBC

"Se a administração americana autorizar, estamos dispostos a fornecer a gravação da conversa entre Lavrov e Trump ao Congresso e ao Senado americanos", declarou Putin em uma coletiva de imprensa.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou ontem (17) que está disposto a fornecer a transcrição (gravação) da conversa entre o chanceler russo, Serguei Lavrov, e o presidente Donald Trump. Putin disse que divulgaria as informações mediante autorização da Casa Branca. O governo Trump confirmou ter divulgado informações ultra reservadas sobre o planejamento de combate ao EI.

"Se a administração americana autorizar, estamos dispostos a fornecer a gravação da conversa entre Lavrov e Trump ao Congresso e ao Senado americanos", declarou Putin em uma coletiva de imprensa.

A Casa Branca ainda não afirmou se irá ou não autorizar a liberação da gravação. Donald Trump disse terça-feira (16) que como presidente, tem "direito absoluto" de compartilhar informações com outros países.

Mas a polêmica continua, porque segundo os funcionários ouvidos pelo jornal The Washington Post, o conteúdo das informações divulgadas, coloca em risco uma fonte de inteligência americana.

O Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes dos EUA solicitou terça-feira (16) ao FBI (Agência Federal de Investigação norte-americana) todos os documentos que seu ex-diretor James Comey elaborou sobre as conversas com o presidente Donald Trump.

 

 

Não houve conluio entre minha campanha e uma "entidade estrangeira", diz Trump

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/05/2017 21:00:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que não houve nenhum conluio entre ele e a Rússia na campanha presidencial do ano passado. Em comunicado por escrito, Trump disse que a investigação em andamento deixará isso claro.

"Uma investigação minuciosa confirmará o que nós já sabemos - que não houve conluio entre minha campanha e qualquer entidade estrangeira", declarou Trump na nota. "Eu espero ansioso que esse assunto seja concluído rapidamente." Fonte: Associated Press.

EUA vão fornecer armas para curdos sírios na luta contra o Estado Islâmico

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/05/2017 19:31:32

 

o presidente Donald Trump aprovou o fornecimento de armas para combatentes curdos da milícia Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo) para apoiar a retomada da cidade síria de Raqqa do Estado Islâmico (EI). (Foto: EBC) 

Apesar de intensa oposição da Turquia, aliada dos Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o presidente Donald Trump aprovou o fornecimento de armas para combatentes curdos da milícia Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo) para apoiar a retomada da cidade síria de Raqqa do Estado Islâmico (EI), disseram quarta-feira (10) autoridades dos EUA. As informações são da agência Reuters.

O governo de Ancara se opõe à medida porque vê o papel da milícia YPG como uma extensão síria do grupo militante curdo do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que tem conduzido uma insurgência no sudeste da Turquia desde 1984. O PKK é considerado um grupo terrorista por EUA, Turquia e Europa.

O Pentágono imediatamente buscou destacar que vê o fornecimento de armas para as forças curdas “como necessário para garantir uma vitória clara” em Raqqa, capital de fato do Estado Islâmico na Síria e um centro para planejamento dos ataques do grupo contra o Ocidente.  A YPG disse que a decisão de Washington trará resultados rápidos e irá ajudar a milícia a "desempenhar um papel mais forte, mais influente e mais decisivo no combate ao terrorismo".

“Estamos muito cientes das preocupações de segurança da Turquia, nossa aliada da Otan. Queremos reafirmar ao povo e ao governo da Turquia que os EUA estão comprometidos em prevenir riscos adicionais de segurança e proteger o país”, disse a porta-voz do Pentágono Dana White, em comunicado, enquanto viajava na Lituânia com o secretário de Defesa de Trump, James Mattis.

Turquia alerta para resultado adverso

Apesar das ressalvas americanas, a Turquia alertou os EUA nesta quarta-feira (11) que sua decisão de armar forças curdas que combatem o EI na Síria pode acabar prejudicando Washington, e acusou seu aliado da Otan de se alinhar aos terroristas.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 18.05.2017

 

Países africanos comemoram 54 anos de organização que unificou continente

No próximo dia 25 de maio, as embaixadas africanas residentes em Brasília irão celebrar os 54 anos da União Africana. O Dia da África foi instituído pelas Nações Unidas, em 1972, ao reconhecer a importância da Organização da Unidade Africana (OUA), atualmente substituída pela União Africana, fundada em 25 de maio de 1963, em Adis Abeba, na Etiópia.

A organização foi criada com os objetivos de coordenar e intensificar a cooperação entre os países africanos e de defender sua soberania, sua integridade territorial e sua independência.

Na manhã desta quinta-feira (18), em Brasília, 35 embaixadores se reuniram em evento preparatório à celebração. Na ocasião, o superintendente da TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Comunicação - EBC, Caique Novis, discorreu sobre o lançamento da nova novela angolana, Jikulumessu – Abre o olho, que será transmitida pela TV Brasil a partir do dia 25 deste mês.

“Como televisão pública, a função que temos é de aproximar a África do Brasil e o Brasil da África, porque temos uma herança e uma identidade com os africanos que é inegável e pouco vista. É muito comum ir ao continente africano e ouvir músicas brasileiras, ver dramaturgia e cinema brasileiros, mas não vemos o que vem da África. E a função da televisão pública é dar visibilidade a essa produção”, disse Novis.

Esta é a segunda vez que a TV Brasil faz parceria com Angola. Em 2014 e 2015, foi ao ar a primeira novela africana a ser exibida no Brasil, Windeck – Todos os Tons de Angola. “O que esperamos é mais audiência. Jikulumessu é uma novela melhor, com maior qualidade de drama, melhor fotografia, e estamos fazendo o esforço de divulgação”, disse Novis. Segundo ele, a novela será lançada na celebração do Dia da África.

Para o embaixador de Angola no Brasil, Nelson Manuel Cosme, o país mostra sua ligação histórica e herança com o continente africano por meio dessas iniciativas. “O grupo ficou bastante satisfeito de saber que através da TV Brasil a África poderá ter maior visibilidade e ser vista de formas diferentes, saindo daquela imagem de uma África com visão de pobreza e de África sofredora”, disse. 

“A África poderá ser vista na sua grande potencialidade, como um dos continentes com maior crescimento e maior dinamismo e sendo um continente de esperança”, ressaltou.

Além de levar a mensagem aos brasileiros, para o cônsul geral de Angola no Rio de Janeiro, Rosario de Ceita, a novela será positiva também para os africanos que vivem no Brasil. “Ver esta novela com suas famílias, já que muitos são casais mistos, vai elevar sua auto-estima e, ao mesmo tempo, poderão mostrar aos amigos, companheiros e familiares que Angola também tem bons atores”, disse.

A partir do dia 25, Jikulumessu – Abre o olho será exibida de segunda a sexta-feira, às 20h, na TV Brasil.

 

 

Prefeito de Nova York descarta terrorismo na Times Square

Agência ANSA

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, confirmou que o atropelamento na Times Square, que deixou uma pessoa morta e 22 feridas, não foi um ato de terrorismo. Ainda assim, as autoridades reforçaram a segurança em "locais estratégicos".    

O motorista é um cidadão norte-americano de 26 anos, morador do Bronx, um dos distritos da cidade, e já havia sido flagrado dirigindo em estado de embriaguez. Já a vítima, segundo o prefeito, é uma "jovem mulher" cujo nome não foi divulgado.

Estado Islâmico cria 'grupo para armas químicas' na Síria

Grupo terrorista está reunindo todos os especialistas que possui

Agência ANSA

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) está criando uma nova "célula para armas químicas" na Síria, informou um oficial dos Estados Unidos à emissora norte-americana "CNN' na noite desta quarta-feira (17).

De acordo com a reportagem, os jihadistas estão reunindo todos os especialistas no setor que possui e que estão em cidades do Iraque e da Síria para uma única unidade às margens do Rio Eufrates, entre as cidades de Mayadin e Al-Qa'im.

O militar informou que essa é a "nova capital" do califado instaurado pelos terroristas depois que Raqqa foi tomada por forças locais do governo e da coalizão internacional. A fonte citada pela emissora ainda acredita que o líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, esteja escondido nessa mesma região.

De acordo com a Inteligência norte-americana, o Isis ou Daesh (como também é conhecido o EI) estaria "consolidando" suas competências com armas químicas para se proteger de novas incursões internacionais ou locais contrárias.

Um porta-voz da coalizão norte-americana e europeia, Ryan Dillon, não confirmou as informações da "CNN", mas confirmou que o EI usou armas com agentes químicos "no passado".

"Sabemos que o Isis está disposto a usar armas químicas. Não queremos que eles se tornem bons nisso", disse Dillon.

Suspeita-se que os extremistas tenham feito cerca de 15 ataques com armas químicas, desde o dia 14 de abril, na região iraquiana de Mosul. Todos tiveram alcances "limitados".

Desde o ano passado, o Daesh vem perdendo grande parte de seu território de Califado na Síria e no Iraque após uma série de ações militares tanto patrocinadas pela coalizão ocidental liderada pelos EUA como por aquelas que contam com o apoio russo.

Parlamento UE adota resolução contra assentamentos em Israel

Segundo resolução, medida é obstáculo à paz no Oriente Médio

Agência ANSA

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O Parlamento Europeu emitiu uma resolução nesta quinta-feira (18) contrária à expansão dos assentamentos israelenses em territórios palestinos.

De acordo com o documento, a construção e a expansão das colônias na Cisjordânia deve ser paralisada imediatamente por ser "ilegal" e um "obstáculo aos esforços de paz".

Os parlamentares ainda destacaram que a solução de dois Estados - Israel e Palestina - é a "única estrada" para colocar fim ao conflito de décadas entre israelenses e palestinos. O texto também expressa o desejo de que uma iniciativa de paz europeia deve ser realizada para resolver o conflito.

A resolução do Parlamento foi divulgada dias antes da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Israel.

Muitas fontes ligadas ao governo de Washington afirmam que o magnata tentará anunciar uma nova rodada de negociações entre os dois lados do conflito durante a visita.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 18.05.2017

 

"Nãorenunciarei", dizTemer. "Não comprei o silêncio de ninguém"

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Presidente brasileiro falou sobre as últimas revelações e exigiu uma investigação rápida.

O presidente brasileiro, Michel Temer, diz que não vai renunciar ao cargo, apesar das revelações de que alegadamente terá autorizado a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

"Não renunciarei. Repito, não renunciarei", afirmou Temer numa declaração ao país. Mais cedo, falava-se de que o presidente iria demitir-se, mas ele recusa fazê-lo. "Não renunciarei, sei o que fiz, e sei da correção dos meus atos", afirmou, acrescentando que não tem nada a esconder. "Sempre honrei o meu nome. Nunca autorizei que utilizassem meu nome indevidamente", disse.

"O meu compromisso é com o Brasil", afirmou, exigindo rapidez na investigação aberta pelo Supremo Tribunal Federal: "Exijo investigação plena e muito rápida."

Temer, num pronunciamento ao país, disse que "só fala agora" porque tentou conhecer o "conteúdo das gravações que me citam". Temer pediu o acesso aos documentos, mas até agora ainda não conseguiu.

Ontem, o jornal O Globo revelou uma gravação dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, de uma conversa com o chefe de Estado, na qual Temer supostamente deu aval ao pagamento de subornos ao ex-deputado Eduardo Cunha, preso por envolvimento nos casos de corrupção da Petrobras.

"Quero deixar muito claro que o meu governo viveu nesta semana o seu melhor e pior momento", diz Temer, falando sobre os números positivos da economia e emprego. Estes "criaram esperança de dias melhores", refere o presidente.

"Ontem, contudo, a revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe de volta o fantasma de crise política", alega, dizendo que todo o esforço pode acabar por ser inútil. "Em nenhum momento autorizei que pagassem, a quem quer que seja, para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém".

Identificado condutor que matou uma pessoa e feriu 22 em Times Square

 

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Jovem circulava em contramão até ter subido a um passeio e batido num poste. A vítima mortal é uma jovem de 18 anos, de acordo com as autoridades

As autoridades identificaram o homem que atropelou dezenas de pessoas em Times Square, Nova Iorque, esta quinta-feira, provocando um morto e 22 feridos. Segundo a polícia trata-se de Richard Rojas, um jovem de 26 anos que vive no Bronx e já foi detido duas vezes por conduzir embriagado.

Rojas lançou o pânico esta tarde em Times Square e várias pessoas acreditaram estar a presenciar um atentado terrorista. O autarca de Nova Iorque Bill de Blasio afastou esta hipótese pouco após o incidente, dizendo que não havia nenhuma indicação de que se tratava de um ato de terrorismo.

Segundo testemunhas, citadas pela Reuters, Rojas circulava em contramão até ter subido a um passeio e batido num poste. O incidente sucedeu na esquina da Broadway com a 45.ª rua, um local habitualmente frequentado por nova-iorquinos e turistas.

O momento em que o jovem foi detido pelas autoridades foi filmado.

Antigo diretor da CIA vai depor no Congresso sobre alegada interferência russa

 

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John Brennan irá ser questionado numa sessão à porta aberta

Um antigo diretor da Agência Central de Informações (CIA, na sigla em Inglês) vai depor na Câmara dos Representantes, na próxima semana, para responder a questões sobre as alegações da interferência russa nas eleições presidenciais dos EUA.

A comissão das Informações da Câmara dos Representantes anunciou esta quinta-feira que John Brennan vai depor na terça-feira, durante uma sessão à porta aberta.

As comissões das Informações do Senado e da Câmara dos Representantes estão a investigar a interferência russas nas eleições do ano passado, bem como a existência de eventuais coordenações entre os dirigentes da campanha eleitor

 

 

John McCain exige expulsão do embaixador da Turquia em Washington

 

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Senador reage aos conftontos entre manifestantes curdos e membros da segurança de Erdogan, em Washington

O senador norte-americano John McCain exigiu esta quinta-feira a expulsão do embaixador da Turquia nos EUA, após os confrontos violentos entre membros da segurança do Presidente turco Recep Tayyip Erdogan e manifestantes curdos pacíficos em Washington.

"É preciso pôr fora dos Estados Unidos o seu embaixador", referiu McCain em declarações à cadeia televisiva MSNBC. "Estamos nos Estados Unidos da América".

"Não estamos na Turquia ou num país do terceiro mundo", prosseguiu. "Este género de situações não pode ficar sem resposta diplomática".

Os atos de violência ocorreram na terça-feira frente à residência do embaixador Serdar Kiliç, onde o chefe de Estado turco se deslocou após o seu encontro na Casa Branca com o Presidente dos EUA Donald Trump.

O chefe da polícia de Washington, Peter Newsham, não confirmou de forma clara se os agressores eram membros dos serviços de segurança turcos, mas os vídeos sobre os confrontos e diversas testemunhas parecem indicá-lo.

Segundo a polícia, que abriu um inquérito, 11 pessoas e um polícia ficaram feridas, e duas foram detidas.

Num comunicado divulgado no seu 'site' e com a data de hoje, a embaixada da Turquia em Washington declara que grupos "com ligações ao PKK, que os Estados Unidos e a Turquia designam como organização terrorista" se concentraram sem autorização frente à residência e "começaram a provocar de forma agressiva os cidadãos turco-americanos que se tinham deslocado pacificamente para acolher o Presidente".

"Os turco-americanos responderam em legítima defesa e um deles foi gravemente ferido", declarou a embaixada.

"Foram os guarda-costas de Erdogan", assegurou McCain. "Alguém lhe deu ordem para saírem e espancarem esses manifestantes pacíficos. É necessário atuar, em particular identificar essas pessoas e processá-las perante a justiça".

Os manifestantes agitavam a bandeira das milícias curdas sírias do PYD, que Ancara considera uma emanação do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, separatistas curdos da Turquia).

"Nos termos mais enérgicos, manifestamos a nossa preocupação ao Governo turco", tinha já referido na quarta-feira o Departamento de Estado norte-americano.

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Luso-descendente morreu durante protesto contra o Governo de Maduro

 

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Diego Fernando Arellano Figueiredo, biólogo de 31 anos, foi atingido por uma bala de borracha

Um luso-descendente faleceu na Venezuela, durante um protesto contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro, em San António de los Altos, 30 quilómetros a sul de Caracas, confirmaram esta quinta-feira à agência Lusa fontes da comunidade portuguesa local.

Segundo as mesmas fontes, o luso-descendente, o biólogo Diego Fernando Arellano Figueiredo, de 31 anos, foi atingido no peito por uma bala de borracha que terá sido disparado pelas forças de segurança, terça-feira à tarde, quando participava numa manifestação.

A vítima foi levada para uma unidade de saúde, onde viria a morrer durante uma intervenção cirúrgica.

O funeral da vítima está previsto para sexta-feira, prevendo-se a presença de familiares da vítima, que residem no estrangeiro.

As investigações do assassínio estão a ser coordenadas pelo Ministério Público.

Segundo a imprensa local, na terça-feira, pelo menos 20 pessoas ficaram feridas com balas de borracha disparadas por efetivos da força de segurança, quando a Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar), reprimiu uma manifestação de protesto, em San António de Los Altos, que durou pelo menos cinco horas.

Os confrontos com a GNB ocorreram quando os manifestantes levantaram barricadas para impedir a circulação para a capital, Caracas.

Depois da intervenção, quando a GNB se retirou, a população voltou à rua e realizou uma vigília em homenagem aos feridos.

As manifestações na Venezuela, a favor e contra o Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde o passado dia 01 de abril, depois de o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Entre queixas sobre o aumento da repressão, a oposição manifesta-se na rua também contra a convocatória de uma Assembleia Constituinte, feita a 01 de maio por Nicolás Maduro.

Dados oficiais dão conta de que pelo menos 44 pessoas já morreram desde o início da crise. 

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 18.05.2017

 

 

Ciberataques causam danos anuais de 400 mil milhões de euros no mundo

Os ataques cibernéticos causam danos anuais de 400 mil milhões de euros em todo o mundo.

O presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, advertiu que o risco de ataques cibernéticos também pode afetar as infraestruturas e aplicações de bancos centrais europeus e que os ataques cibernéticos causam danos anuais de 50 mil milhões de euros à economia alemã e de 400 mil milhões em todo o mundo.

"A questão já não é se uma infraestrutura ou instituição será objeto de um ataque, mas quando ou com que frequência", disse o presidente do banco central alemão.

Weidmann explicou que o Bundesbank sofreu no ano passado este tipo de ataques em serviços através da internet, que deviam fazer cair o sistema, acrescentou que o banco se tem protegido até agora com êxito e defendeu que é necessário que o sistema financeiro otimize os seus mecanismos de proteção.

Antártida está a tornar-se verde com as alterações climáticas

Foto: MATT AMESBURY/LUSA

Cientistas concluíram que a vida vegetal está a crescer no continente gelado da Antártida devido às alterações climáticas, revela um estudo publicado esta quinta-feira na revista "Current Biology".

Poucas plantas vivem na Antártida, mas os cientistas que estudam musgos detetaram um aumento significativo da atividade biológica no continente nos últimos 50 anos.

Para o estudo, a equipa de investigadores, nomeadamente das universidades britânicas de Exeter e Cambridge, analisou núcleos de bancos de musgo bem preservados na Antártida, numa extensão de cerca de 643,73 quilómetros, e dados documentados dos últimos 150 anos.

Os cientistas estudaram em pormenor cinco núcleos de três locais, tendo concluído que houve alterações biológicas importantes em toda a península antártica no último meio século.

Segundo um dos autores do estudo, Matt Amesbury, da Universidade de Exeter, o aumento da temperatura verificado na Antártida nos últimos 50 anos teve "um efeito dramático no crescimento dos bancos de musgo" no continente gelado.

A continuar a aumentar a temperatura, ainda que de forma moderada, e a crescer o degelo, a Antártida "será um lugar mais verde no futuro", sustentou.

A equipa científica pretende, numa nova investigação, recuar mais no tempo e avaliar o quanto as alterações climáticas afetaram os ecossistemas na Antártida antes de a atividade humana provocar o aquecimento global.

Coreia do Norte já tem ligação por ferry à Rússia

A primeira ligação marítima em ferry entre a Rússia e a Coreia do Norte, destinada a atrair turistas chineses, foi lançada por uma empresa russa esta quinta-feira, quando as relações de Pyongyang e o ocidente se encontram particularmente tensas.

A Man Gyong Bong efetuará uma vez por semana uma viagem de ida e volta entre Vladivostok, no extremo oriente russo, e o porto norte-coreano de Rajin, também chamado Rason.

A cadeia russa de televisão Rossia 24 difundiu as imagens de um navio no porto de Vladivostok esta manhã, indicando que a aproximação de curiosos havia sido impedida por causa de um saco suspeito abandonado.

Os passageiros potenciais da ligação incluem "trabalhadores norte-coreanos a trabalhar na Rússia e turistas do Norte da China a quem falta o mar", afirmou à agência France-Presse o diretor da empresa InvestStroiTrest, Vladimir Baranov.

De acordo com o gestor russo, 60 turistas chineses já fizeram reservas de lugares para a próxima viagem do navio, que tem uma capacidade de cerca de 200 lugares e dispõe de 40 camarotes, assim como de bares e uma sala de Karaoke.

O navio "transportará ainda mercadorias, porque a situação atual é terrível do ponto de vista logístico: o transporte de mercadorias entre Vladivostok e Rajin demora 22 dias", acrescentou Baranov.

A viagem do ferry demorará cerca de nove horas.

De acordo com Vladimir Baranov, a ligação marítima suscitou também o interesse das agências de turismo russas, que nela veem potencial de negócio.

Interrogado sobre o acesso de viajantes russos a um país tão fechado, Baranov explicou que se trata de "uma zona económica e comercial, portanto não é necessário visa, simplesmente um convite que as agências de turismo podem fornecer".

Esta ligação é lançada em pleno pico de tensão nas relações entre a Coreia do Norte e o ocidente por causa do programa nuclear militar de Pyongyang.

Na passada segunda-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, considerou "contraprodutivo e perigoso um novo lançamento na véspera de um míssil norte-coreano, mas apelou também ao fim da "intimidação da Coreia do Norte", em benefício de uma solução pacífica.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 18.05.2017

 

 

Macron quer avançar com as reformas na União

Altino Matos|
18 de Maio, 2017

Emmanuel Macron, o mais novo Presidente francês da história da democracia representativa, deixou um forte sinal à chanceler alemã, Angela Merkel, sobre a sua disponibilidade de avançar imediatamente para um programa de trabalho conjunto que possibilite as alterações na União.

Conforme garantiu aos seus eleitores, nas presidenciais, que havia de ajudar a tornar a Europa de novo apetecível e funcional à luz dos desafios actuais.
Macron confessou a Merkel que a Europa continua “um bom lugar para estar, mas é preciso ter coragem de avançar para as reformas profundas que se impõem nos tempos actuais.” A imprensa europeia refere que o Presidente francês ainda não se pode descolar do clima eleitoral, porque está de olhos nas legislativas, tão fundamentais para exercer um mandato estável capaz de lhe facilitar a concretização de muitas ideias constantes no seu programa eleitoral. 
A Europa está numa situação difícil, particularmente a nível do emprego e da economia, cujos organismos estão praticamente sem resposta, o que deu lugar a uma deriva para a direita, onde os partidos extremistas conseguiram alcançar níveis de simpatia nunca antes vistos, como na Holanda, Grécia, Alemanha e na própria França com Marine Le Pen que levantou uma forte preocupação em Berlim e Bruxelas.
A chanceler Angela Merkel e Jean Claude- Junker foram obrigados a quebrar as regras para pedir aos franceses que tivessem serenidade e pensassem na União como uma família que atravessa um mau momento. Segundo analistas em assuntos europeus, Emmanuel Macron quer agora a compreensão da Europa para começarem a desenhar o quadro das reformas, como garantia de compromisso e responsabilidade política com as instituições e cidadãos.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, quer ajustar os mecanismos políticos às exigências dos franceses, algo notado com a hesitação na divulgação dos nomes que vão integrar o seu Governo, tendo solicitado  um pronunciamento do fisco sobre a situação individual dos seus futuros colaboradores.
Macron envia um sinal claro aos franceses de que o seu Governo respeita os compromissos com o Estado e que nenhum deles está acima da lei. A crítica em França refere que Emmanuel Macron está a dar pouca margem de manobra aos seus adversários, o que pode ajudar a ter o Parlamento do seu lado, depois das legislativas. 

Governo aberto

A imprensa francesa avançou que o seu Governo será composto de três ministros de Estado, com categorias superiores, que chega a 22 membros, sendo uma parte constituída por mulheres. Trata-se de Gérard Collomb, nomeado para a pasta do Interior, Nicolas Hulot, que cuida da Ecologia, e François Bayrou, que lidera a pasta da Justiça.
Como tinha anunciado Macron, trata-se de um governo aberto a diferentes opiniões políticas, desde o centrista Bayrou ao conservador Bruno Le Maire, que fica com a pasta da Economia, e o sarkozista Gerald Darmanin, novo ministro da Fazenda, além do socialista Jean-Yves Le Drian, que troca a Defesa pelas Relações Exteriores.
Collomb, a ponto de completar 70 anos, torna-se o número “dois” do Executivo, atrás do primeiro-ministro, Edouard Philippe, após 40 anos dedicados à sua região e à sua cidade, que viu surgir uma florescente indústria.
O novo eleito para o Ministério do Interior tem que achar soluções para um país em estado de emergência pela onda de atentados suicidas que provocaram quase 240 mortes desde 2015. Segundo a imprensa, Collomb foi a primeira figura de peso da política francesa que acreditou nas chances de Macron e é um dos quatro membros da guarda do Presidente que entra no Governo, junto com Sylvie Goulard, segunda ministra da Defesa da história do país, Richard Ferrand, titular da Coesão Territorial, e Mounir Mahjoubi, secretário de Estado da Economia Digital.
O centrista Bayrou, de 65 anos, pode impulsionar desde o Ministério de Justiça à lei de regeneração da vida política, para a qual exigiu uma mudança a fim de dar seu apoio a Macron na campanha. Quanto ao ecologista Hulot, uma figura muito representativa do movimento verde na França, chega finalmente ao Executivo após ter dito não aos três precedentes presidentes. 
Fiel ao seu compromisso de campanha, Macron nomeou um Executivo com um grande peso de personalidades procedentes da sociedade civil, como a titular de Saúde, Agnès Buzyn, até agora presidente da Alta Autoridade para a Saúde. Para a pasta do Trabalho, nomeou a encarregada da promoção exterior da economia francesa, Muriel Penicaud. Já o até agora director da Escola Superior de Ciências Económicas e Comerciais, Jean-Michel Blanquer, ficará com a pasta da Educação, a editora Françoise Nyssen, com a da  Cultura, e a ex-esgrimista Laura Flessel, dos Desportos.

Política internacional


A nível da política internacional, o novo Presidente francês tem de definir o quadro com a Rússia e os Estados Unidos e também com a Inglaterra, que está fora da União. Ele sugeriu, durante a campanha presidencial, que as reformas profundas na União Europeia têm como fim possibilitar uma relação mais fácil com os parceiros, com o mercado e com as empresas, tendo como base o interesse dos Estados-membros e dos seus cidadãos. 
Segundo especialistas em matéria de política internacional e segurança, citados na imprensa ocidental, isto por si só não basta, pois Macron tem de “ser mais claro”, ou seja, tem de arriscar. Mas o novo homem forte do Palácio do Eliseu tem outra frente decisiva, quanto à política internacional, a cooperação com África. 
O seu antecessor, o ex-Presidente François Hollande, deixou um dossier indefinido no Mali e na República Centro Africana, onde, Macron tem agora de ajudar a encerrar um processo muito complexo, com movimentos políticos divididos entre extremistas e religiosos  moderados. Os acontecimentos em África, particularmente na região centro-norte, estão à espera da condução da nova França. Paris também de enviar um sinal de respeito a Argel, apesar de Hollande ter feito já um pedido de desculpa formal à Argélia.

 

Homens armados atacam a Televisão

18 de Maio, 2017

 

 

Cinco homens armados, entre os quais um bombista suicida, atacaramontem de manhã a Rádio Televisão do Afeganistão, em Jalalabad, na província de Nangarhar, tendo tirado a vida a dois civis.

Quatro dos atacantes acabaram também por morrer e o outro foi detido pelas forças de segurança. O ataque teve início com uma explosão, seguida da invasão do edifício pelos cinco homens armadas e posterior tiroteio entre os atacantes e as forças militares afegãs. Um dos dois civis era funcionário da estação televisiva, segundo a CNN. Além dos seis mortos, 14 pessoas ficaram feridas, de acordo com o porta-voz do governo, Atauolah Khogyani. O ataque à televisão estatal ainda não foi reivindicado, mas Jalalabad fica numa zona onde há grande actividade dos talibãs.

 

 

Diálogo de paz é retomado em Genebra


17 de Maio, 2017

Uma nova ronda de negociações de paz para a Síria, com a participação de delegações do Governo sírio e da oposição político-armada, começou ontem em Genebra, sob a condução do mediador das Nações Unidas, Staffan de Mistura.

Os representantes do Governo, dirigidos pelo chefe da delegação, o embaixador sírio no órgão, Bashar Jaafari, anteciparam a chegada aos escritórios da ONU para uma primeira reunião.
Desde 2016, já foram realizadas cinco rondas de negociações, onde Staffan de Mistura agiu como mediador, mas sem produzir avanços consideráveis na busca por um acordo político para pôr fim ao conflito no país árabe.
Paralelamente a este processo político, a Rússia, a Turquia e o Irão também lançaram uma iniciativa de alcance militar, nas negociações desenvolvidas em Astana, capital do Cazaquistão. Os países facilitadores do diálogo político chegaram a um acordo de cessar-fogo, em vigor desde Dezembro do ano passado.
Numa declaração feita na véspera do início das reuniões, o negociador-chefe da oposição, Naser Hariri, disse que “o caminho para a liberdade da Síria é lançado em Genebra”, mas vai no sentido contrário do menosprezo mostrado pelo Presidente sírio, Bashar al-Assad.
Já o Presidente sírio afirmou, numa emissora de televisão da Bielorrússia, que “não há nada substancial nas reuniões de Genebra”, considerando que são encontros “puramente para a imprensa”.
Entretanto, analistas consideram que este tipo de declarações não são incomuns no contexto destas negociações, seja por parte do Governo sírio como da oposição, unida em torno da Comissão Suprema para as Negociações (CSN).
Nas primeiras rondas de negociações, Staffan de Mistura teve que concentrar esforços para convencer a delegação governamental a aceitar a CSN como interlocutor, no meio de acusações de que nas fileiras deste grupo havia terroristas. Posteriormente o mediador conseguiu que os dois lados aceitassem uma agenda de trabalho e que possui quatro pontos: a criação de um governo credível, inclusivo e não sectário, um calendário e processo para a elaboração de uma nova Constituição, eleições livres e justas supervisionadas pela ONU e a luta antiterrorista.
O desafio agora é obter resultados concretos em cada um dos temas e que uns não se convertam em reféns dos outros, uma vez que a prioridade para o Governo é a luta contra o terrorismo.
Por outro lado, a oposição armada ao regime de Damasco pediu para entrar na fase das negociações para uma transição política na Síria e a saída do Presidente Bashar al-Assad do poder.

 

 

Muitas crianças obesas


18 de Maio, 2017

As crianças portuguesas eram, em 2014, das mais obesas (5 por cento) da Europa, logo atrás da Grécia (6,5 por cento), Macedónia (5,8 por cento), Eslovénia (5,5 por cento) e Croácia (5,1 por cento).

Onde o problema é mais visível e preocupante é junto dos meninos e, sobretudo, de 11 anos (um em cada dez sofria de obesidade), de acordo com o estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O abandono da dieta mediterrânica, associado à crise económica nos países do sul, ajudam a explicar a tendência.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 10.05.2017

 

Lavrov diz que ele e Trump não discutiram 'absurda' interferência russa nos EUA

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/05/2017 13:11:00

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, concedeu entrevista coletiva após um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nela, Lavrov afirmou que ele e Trump não discutiram sobre a "absurda" interferência de Moscou nas eleições presidenciais americanas do ano passado. "Trump disse publicamente que a interferência russa é falsa. Não temos porque ter discutido isso."

O ministro russo disse que ele e o presidente americano também não discutiram sobre as sanções americanas contra Moscou e comentou que Trump confirmou sua vontade de construir uma relação benéfica e pragmática entre os dois países. Além disso, uma reunião entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, deve ocorrer em 20 de julho, na Alemanha, durante a reunião do G-20.

Lavrov ainda comentou negativamente sobre o governo do ex-presidente Barack Obama, ao afirmar que a administração anterior dos EUA teria usado "truques sujos" contra os diplomatas russos.

Trump diz que demitiu Comey 'porque ele não estava fazendo um bom trabalho'

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 10/05/2017 13:05:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que demitiu James Comey do cargo de diretor do Escritório de Investigação Federal (FBI, na sigla em inglês) porque ele "não estava fazendo um bom trabalho".

O comentário foi feito no Salão Oval da Casa Branca, pouco após uma reunião entre o presidente americano e o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov. Sobre esse encontro, Trump afirmou que teve uma "excelente reunião" com o ministro russo.

EUA acusam Maduro de "mudar as regras" para manter o poder na Venezuela

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 03/05/2017 22:03:18

Os EUA acusaram terça-feira (2) o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de tentar "mudar as regras do jogo" para garantir seu poder com a convocação de uma assembleia constituinte, e advertiram que poderão estudar novas sanções a funcionários venezuelanos por causa desse "retrocesso" no país.  

"Temos profundas preocupações sobre as motivações para convocar esta assembleia constituinte, que ignora a vontade do povo e corrói ainda mais a democracia venezuelana", disse o subsecretário adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, Michael Fitzpatrick, em entrevista coletiva.

"O que o presidente Maduro está tentando fazer, mais uma vez, é mudar as regras do jogo. Ele sabe que está perdendo poder e quer manipular as coisas, reescrever as regras para garantir seu poder, além de privilégios e proteções para ele e seus asseclas", acrescentou Fitzpatrick.

Os Estados Unidos reservam-se o direito de "falar com outros países da região sobre a possível imposição de sanções coordenadas", e também não descartam ampliar suas próprias restrições econômicas ao governo Maduro. "As ações tomadas ontem podem nos dar novas razões para considerar mais sanções a indivíduos sob a Lei para a Democracia na Venezuela de 2014", advertiu o funcionário do Departamento de Estado.

Essa lei americana serviu de base para impor sanções a funcionários do governo venezuelano desde 2014, por suposta violação de direitos humanos. O governo Trump impôs, em fevereiro, sanções ao vice-presidente de Venezuela, Tareck El Aissami, e a um colaborador seu, algo que resultou até agora no congelamento de "milhões de dólares" em ativos sob jurisdição dos EUA, assegurou hoje Fitzpatrick.

A respeito da assembleia constituinte, o funcionário americano reconheceu que ainda há poucos detalhes sobre os planos de Maduro, mas disse que uma de suas motivações "claras" é a de "não ter que convocar as eleições regionais" pospostas desde o ano passado pelo Poder Eleitoral.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 10.05.2017

 

Trump promete resolver crise com Coreia do Norte

Declaração foi dada durante ligação com presidente da Coreia do Sul

Agência ANSA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou nesta quarta-feira (10) para o novo mandatário da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e afirmou que acredita que os dois governos terão uma colaboração muito próxima para resolver a crise com a Coreia do Norte.

Os dois líderes conversaram por cerca de 30 minutos por telefone e o republicano destacou que a aliança entre os dois países "é a mais importante sobre as incertezas crescentes de segurança na península". O norte-americano ainda destacou que "respeita" a decisão das urnas sul-coreanas e destacou que acredita que o "quebra-cabeça de Pyongyang pode ser resolvido".

Viagem de Papa a Fátima, em Portugal, deve reunir 1 milhão de fiéis

Francisco canonizará dois pastorinhos no dia 13 de maio

Agência ANSA

A viagem do papa Francisco à cidade portuguesa de Fátima deve atrair mais de um milhão de fieis entre os dias 12 e 13 de maio, quando o líder da Igreja Católica comemorará o centenário das aparições da Virgem e canonizará os Pastorinhos de Fátima.

A capacidade hoteleira do município e de regiões próximas já está quase esgotada. Grupos de peregrinos têm percorrido a pé os trajetos até Fátima para receber o Papa na sexta-feira. As autoridades portuguesas reforçaram a segurança e criaram um esquema especial inédito para proteger Francisco em seus compromissos no Santuário de Fátima.

De acordo com a emissora local RTP, o esquema prevê um contingente de milhares de policiais e militares, os quais ficarão nas ruas desde a meia-noite de hoje até o fim do dia 14 de maio. As fronteiras de Portugal também terão controles mais restritos neste período. O espaço aéreo do santuário será fechado e controlado por militares portugueses com caças F16. Também estão previstas medidas contra drones e detectores de metais.

Jorge Mario Bergoglio será o quarto Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI em 1967, João Paulo II, que esteve por três vezes na cidade, em 1982, 1991 e 2000, e Bento XVI em 2010. Pastorinhos - Em 13 de maio de 1917, os três pastorinhos portugueses relataram terem visto a imagem de Nossa Senhora.

As crianças são Lúcia dos Santos, com 10 anos de idade na época, e os seus primos maternos Francisco Marto, com 9 anos, e Jacinta Marto, com 7 anos. Durante o ano de 1916, os três pastorinhos disseram ter testemunhado aparições de um anjo que se identificou como "Anjo da Paz". Em 1917, eles relataram ter presenciado seis aparições de Nossa Senhora, entre 13 de maio e 13 de outubro.

O papa Francisco agendou a canonização dos beatos Francisco e Jacinta na data do centenário dos aparições. Já o processo de canonização de Lucia, morta em 2005 em um convento, ainda está em curso.

Milão inaugura supermercado gratuito para famílias pobres

Em um ano, o SoliDando deverá ajudar 150 famílias em dificuldade

Agência ANSA

Abriu em Milão, na via Calatafimi 10, o SoliDando, o primeiro supermercado onde os gastos são gratuitos para as famílias em dificuldade econômica. Em um prazo de um ano, o estabelecimento dará ajuda a 150 núcleos familiares, para um total de mais de 560 pessoas.

O projeto foi apresentado por Agostino Frigerio, diretor da iBVA, associação sem fins lucrativos que administrará o supermercado, junto a ao assessor para as Políticas Sociais de Milão, Pierfrancesco Majorino, ao secretário-geral da Confcommercio Milano, Marco Barbieri, e o presidente da cooperativa I.E.S, don Massimo Mapelli.

O estabelecimento trata-se de um empório solidário no qual as famílias em dificuldade podem fazer compras escolhendo em cestas com 83 produtos e sem pagar nada. O acesso, aliás, é feito através de um cartão com pontos, do qual a pontuação sempre aumenta assim que uma despesa no local é realizada.

As famílias italianas e estrangeiras que podem fazer compras no SoliDando são escolhidas pelo próprio iBVA, sendo que muitas delas já aproveitam de outros serviços oferecidos pela associação ou por outras organizações do gênero.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 10.05.2017

 

Mélenchon será candidato às legislativas para combater Macron

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"Temos um programa e estamos dispostos a governar", disse o candidato derrotado na primeira volta das presidenciais

O líder da extrema-esquerda francesa, Jean-Luc Mélenchon, anunciou hoje que será candidato nas eleições legislativas de junho e que a sua intenção é "combater implacavelmente" o Presidente eleito, o centrista Emmanuel Macron.

"Temos um programa e estamos dispostos a governar", disse Mélenchon, líder da plataforma "A França Insubmissa", numa entrevista à "RMC" e à "BFMTV".

Em linha com a sua posição desde que a 23 de abril foi eliminado da segunda volta das presidenciais, ao ficar em quarta posição com 19,58% dos votos, Mélenchon não quis dizer se no domingo votou ou não em Macron.

Limitou-se a recordar que votou, e que pediu aos seus apoiantes na primeira volta que não votassem na candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, na segunda.

O candidato criticou Macron pela "imagem monárquica que quis dar" ao celebrar a vitória de domingo na Esplanada do Louvre, antigo palácio real, e defendeu que será "melhor que não se ponha em prática" o programa do Presidente eleito.

Mélenchon afirmou ser "bastante provável" que venha a apresentar a sua candidatura numa das circunscrições de Marselha, cidade em que terminou na primeira posição na primeira volta das presidenciais, com 24,82% dos votos, à frente de Le Pen (23,66%) e de Macron (20,44%).

Novo Presidente da Coreia do Sul admite ir a Pyongyang

 

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Moon Jae-In diz que apenas necessitará que as condições necessárias estejam reunidas

O novo Presidente da Coreia do Sul, o liberal Moon Jae-In, afirmou hoje estar disponível para visitar a Coreia do Norte caso estejam reunidas as condições para tal, pouco depois de ter prestado juramento no cargo.

"Estou disponível para ir a qualquer lado, pela paz na península coreana: se necessário irei imediatamente a Washington [e] a Pequim e a Tóquio. Se as condições estiverem reunidas irei a Pyongyang", afirmou.

Moon Jae-in, de 64 anos, do Partido Democrático, iniciou hoje um mandato de cinco anos como Presidente, após vencer as eleições antecipadas de terça-feira com 41,1% dos votos, contra os 24,03% de Hong Joon-pyo, do Partido da Liberdade (da anterior Presidente, Park Geun-hye).

No discurso proferido na cerimónia de posse na Assembleia Nacional, horas depois de ter sido proclamado oficialmente vencedor, Moon comprometeu-se a trabalhar pela paz na península coreana, numa altura de crescentes receios relativamente à expansão do programa de armamento da Coreia do Norte, prometendo "agir rapidamente para resolver a crise de segurança nacional".

Moon Jae-In afirmou que vai "negociar sinceramente" com os Estados Unidos, o principal aliado de Seul, e com a China, o principal parceiro comercial, a controversa instalação de um sistema de defesa antimíssil norte-americano (THAAD), no sul do país.

À semelhança de Washington, Seul garantiu que tem objetivos meramente defensivos, mas Pequim, por exemplo, considerou que o THAAD tem capacidade para reduzir a eficácia dos sistemas de mísseis chineses.

O início do mandato presidencial de cinco anos sem a normal transição de dois meses, devido às eleições antecipadas, vai obrigar Moon a depender, nesta fase inicial, dos ministros e assessores do governo da antecessora, Park Geun-hye.

O novo Presidente deve designar, ainda hoje, o primeiro-ministro, "número dois" na Coreia do Sul, e o chefe de gabinete. As duas escolhas têm de ser aprovada pelo parlamento.

Estas foram as primeiras presidenciais antecipadas desde que a Coreia do Sul voltou a realizar eleições democráticas, em dezembro de 1987, convocadas após a também inédita destituição de um Presidente eleito democraticamente.

Park Geun-hye, de 65 anos, foi destituída e colocada em prisão preventiva em março, começou a ser julgada no início do mês devido ao escândalo de corrupção e de tráfico de influências, conhecido como "Rasputina", arriscando uma pena que pode ir até prisão perpétua.

México, o país mais mortífero do mundo a seguir à Síria

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Os homicídios intencionais em 2016 no México fizeram 23.000 vítimas

O México foi o país que registou mais mortes, a seguir à Síria, em 2016, indicou na terça-feira, em Londres, o Instituto Internacional para os Estudos Estratégicos (IISS).

"Os homicídios intencionais em 2016 no México fizeram 23.000 vítimas", disse Antonio Sampaio, especialista do IISS.

A Síria, país mergulhado numa guerra civil desde 2011, foram contabilizados 60.000 assassínios, acrescentou.

"É muito raro a violência criminal atingir níveis de um conflito armado", afirmou.

É o que está a acontecer no triângulo norte da América Central (Honduras, Guatemala, El Salvador), com 16 mil homicídios, e em particular no México, considerou o especialista.

Com efeito, a taxa de homicídios diminuiu nos referidos três países, mas não no México que registou um aumento de 11% no número de homicídios entre 2015 e 2016.

Para o IISS, a onda de violência no México foi causada pela decisão, em dezembro de 2006, do então Presidente mexicano Felipe Calderon de declarar guerra ao tráfico de droga.

"O conflito resultante trouxe miséria ao México: 105.000 pessoas foram assassinadas intencionalmente entre essa data e novembro de 2012", afirmou.

O aumento da violência entre 2015 e 2016 deveu-se a uma corrida ao armamento entre cartéis, dado que "o objetivo desses grupos criminosos passa por afirmar a autonomia em áreas urbanas com atividades ilícitas como tráfico de cocaína, produção de heroína, e cada vez mais laboratórios de drogas sintéticas", explicou o mesmo especialista do IISS.

Este cenário juntou-se a um contexto de "fraqueza institucional e de corrupção generalizada que infestou o Estado mexicano", concluiu.

 

Salvador Sobral põe Portugal na final do Festival da Eurovisão

Salvador Sobral esta noite na sua atuação emocionada em Kiev

  |  EPA/SERGEY DOLZHENKO

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O tema Amar pelos Dois, interpretado por Salvador Sobral, vai levar Portugal à final da Eurovisão no próximo sábado

Portugal está na final do Festival Eurovisão da canção. A final decorre no próximo sábado em Kiev, na Ucrânia. Portugal passa à final com mais nove países. Esta noite atuaram representantes de 18 países. Salvador Sobral interpretou o tema Amar pelos Dois perante uma sala em silêncio.

Hoje foram apurados os seguintes países: Azerbaijão, Moldávia, Grécia, Suécia, Polónia, Arménia, Austrália, Chipre e Bélgica, para além de Portugal.

A final é disputada no sábado por representantes de 26 territórios: os 20 qualificados nas semifinais, os denominados 'Cinco Grandes' (França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido) e o país anfitrião (Ucrânia). A segunda semi-final decorre na quinta-feira.

O tema Amar pelos Dois, composta por Luísa Sobral, venceu a 06 de março a final do Festival da Canção, que decorreu no Coliseu dos Recreios em Lisboa e foi disputada por oito canções.

Com a canção Amar pelos Dois, Portugal regressa à Eurovisão, após um ano de ausência, onde se estreou em 1964. A melhor classificação portuguesa no concurso foi um sexto lugar em 1996, com a canção O meu coração não tem cor, interpretada por Lúcia Moniz. A última vez que Portugal competiu numa final do Festival Eurovisão da Canção foi em 2010.

 

Morreu aos 75 anos o ator brasileiro Nelson Xavier

DR

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Ator foi vítima de cancro

O ator Nelson Xavier morreu na terça-feira aos 75 anos em Minas Gerais, no Brasil, informou a filha do ator através do Facebook. Foi vítima de cancro.

Tereza Vilela Xavier escreveu ainda que o corpo do pai será transportado para o Rio de Janeiro, onde será cremado. "Ele virou um planeta! Estrela ela já era. Fez tudo o que quis, do jeito que quis e da sua melhor maneira possível, sempre".

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 10.05.2017

 

Rússia diz que não interveio na demissão do diretor do FBI

O Kremlin considera que o despedimento do diretor do FBI James Comey pelo presidente norte-americano, Donald Trump, é "assunto interno" dos EUA, mas espera que este "não afete" as relações bilaterais.

A Casa Branca anunciou na terça-feira que Trump tinha despedido Comey, o diretor do FBI (polícia federal e serviços secretos internos dos Estados Unidos) que tinha posto em marcha uma investigação às eventuais relações entre a equipa de campanha eleitoral do Presidente e o Governo da Rússia.

Na prática, a Rússia é acusada de influenciar as eleições presidenciais de novembro de 2016, ao ter - entre outras ações - divulgado milhares de e-mails da candidata democrata, Hillary Clinton.

"Trata-se de um assunto absolutamente interno dos Estados Unidos, uma decisão soberana do presidente norte-americano e que não teve, nem deve ter, nada a ver com a Rússia", declarou aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A decisão do Presidente norte-americano suscitou uma onda de indignação entre os representantes do Partido Democrata e entre os colunistas de opinião na imprensa norte-americana.

O Partido Democrata chegou mesmo a comparar o episódio à tentativa de encobrimento feita pelo presidente Nixon no caso Watergate.

"Esperemos que [este afastamento de Comey] não tenha qualquer impacto" nas relações entre Rússia e Estados Unidos, acrescentou Peskov.

O despedimento surpresa do diretor do FBI - algo que só aconteceu mais uma vez na história dos Estados Unidos - aconteceu um dia antes de Donald Trump receber na Casa Branca o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov.

Inicialmente Lavrov tinha apenas na agenda um encontro com o seu homólogo norte-americano, Rex Tillerson, para abordar o conflito da Síria.

Trump disse já hoje que vai substituir Comey "por alguém que vai fazer um trabalho muito melhor" e "trazer de volta o espírito e o prestígio do FBI".

 

Recluso tenta fugir da prisão vestido de mulher

 

Um preso tentou fugir do estabelecimento de segurança máxima em San Pedro Sula, Honduras, no último domingo. Francisco Herrera Argueta causou estranheza pelo seu "andar estranho" e "voz rouca" e acabou por ser desmascarado antes de conseguir sair da prisão.

Conhecido como Don Chico, o líder de um gangue tentou escapar da prisão de segurança máxima fingindo ser uma mulher, no meio de familiares de outros reclusos que saíam no fim do horário de visita.

Francisco Herrera Argueta estava a usar uma saia comprida, uma peruca, seios falsos e maquilhagem. Foram os saltos altos que começaram por criar desconfiança nos guardas prisionais. Bayron Sauceda, porta-voz da polícia, explicou que os guardas prisionais repararam no "andar estranho" da visitante. Mesmo assim, o homem, de 55 anos, conseguiu passar por vários pontos de segurança antes de ser apanhado.

Foi, no entanto, ao levantar o documento de identificação que o recluso foi descoberto, ao falar com uma voz masculina "rouca". Nesse momento, o guarda prisional pediu que ele retirasse os óculos de sol, para que pudesse comparar com a foto no documento de identificação. "A maquilhagem não conseguia esconder o facto de o visitante ser um homem", afirmou o porta-voz da polícia.

De acordo com o jornal "El Heraldo", o recluso foi encarcerado em setembro de 2015 por homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Francisco Herrera Argueta poderá a vir ser transferido para a prisão de segurança máxima El Pozo, em Santa Bárbara, conhecida como a mais perigosa das Honduras.

Homem mais gordo do Mundo emagreceu 170 quilos com dieta mediterrânea

O mexicano Juan Pedro Franco, considerado o homem mais obeso do mundo quando tinha 590 quilos, emagreceu 170 quilos ao fazer uma dieta mediterrânea e foi agora submetido a uma redução de estômago.

Na cidade mexicana de Guadalajara, o médico José António Castañeda caracterizou a cirurgia como um êxito, apesar de alguns problemas no procedimento laparoscópio, e referiu a necessidade de ver como o homem, de 32 anos, reage à alteração.

As dificuldades no procedimento laparoscópio (uma avaliação de órgãos internos através de uma espécie de tubo introduzido no abdómen) deveram-se "às dimensões" do corpo de Franco.

Castañeda já tinha prescrito ao homem uma dieta mediterrânea, com ênfase em legumes e frutas, o que resultou na perda de mais de 170 quilos.

A cirurgia visou reduzir o estômago de uma capacidade de cinco litros para cerca de 25 centilitros.

Franco deverá seguir uma dieta rigorosa que o ajudará a perder entre 40 e 50% do seu peso extra nos próximos seis meses, prevendo-se que em novembro se submeta a uma intervenção nos intestinos para que a digestão seja mais rápida e despeje certos tipos de alimentos sem os absorver.

Pescador morto por jacaré em Angola

Um pescador foi morto por um jacaré no município do Cubal, província de Benguela, no litoral sul de Angola.

O incidente, ocorrido na terça-feira, foi divulgado por um familiar da vítima, de 32 anos, atacado pelo jacaré quando se encontrava a pescar no rio Bongo, afluente do rio Cubal da Hanha, comuna de Yambala.

Segundo Adelino Segunda, o seu sobrinho ficou sem um pé, na luta com o jacaré, tendo a sua morte sido causada por uma hemorragia, devido à falta de assistência imediata.

Com este incidente, 13 pessoas já morreram, desde 2016, vítimas de ataques de jacarés naquela localidade, informou a agência noticiosa angolana, Angop.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 10.05.2017

 

Putin pede unidade contra o terrorismo


10 de Maio, 2017

O Presidente russo, Vladimir Putin, apelou ontem à unidade internacional para lutar contra as ameaças como o terrorismo e disse que a Rússia está disposta a cooperar nesta tarefa, no seu discurso durante o desfile do Dia da Vitória contra os nazis, informou a agência de notícias Efe.

“Para uma luta efectiva contra o terrorismo, o extremismo, o neonazismo e outras ameaças, é necessária a unidade de toda a comunidade internacional. Nós estamos abertos a essa cooperação”, afirmou Putin na emblemática Praça Vermelha de Moscovo.
O Chefe do Estado russo sublinhou  que as Forças Armadas do país estão preparadas para repelir qualquer ameaça, da mesma forma que fizeram durante a II Guerra Mundial contra a Alemanha nazi, e que “nenhuma força poderá dominar” o povo russo.
Perante os mais de dez mil militares em formação antes do início do desfile, Vladimir Putin prestou homenagem aos veteranos da II Guerra Mundial, conhecida na Rússia como a Grande Guerra Pátria, ao completar o 72.° aniversário da derrota do nazismo.
O Presidente russo lembrou “o sacrifício” dos milhares de soldados soviéticos durante a guerra, que causou 26 milhões de mortes em todos os povos da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviética (URSS), e disse que as lições da guerra obrigam a estar alerta. O Dia da Vitória contra os agressores nazis é celebrado a nove de Maio e é uma das principais festividades na Rússia, quando o país mostra o seu poderio militar. 
O Ministério russo da Defesa anunciou o início do desfile mas a exibição da Força Aérea foi suspensa devido às más condições meteorológicas, apesar de desde segunda-feira à noite aviões equipados dispararem compostos químicos contra as nuvens sobre Moscovo para dissolvê-las e melhorar o mau tempo.

 

Combates prosseguem em Benghazi


10 de Maio, 2017

Pelo menos 28 soldados das forças lideradas pelo marechal Khalifa Haftar, o homem forte do leste da Líbia, morreram ontem em combates com milícias rebeldes islâmicas em Benghazi, a segunda cidade mais importante do país, noticiou a Agência de notícias Efe, citando o serviço de informação do grupo rebelde islamita “Majlis al Shura”.

O grupo informou que conseguiu conter o avanço das tropas do marechal, mas perdeu sete homens na batalha. Durante os confrontos, que ocorreram no estratégico eixo do bairro de Sabri, que permite o acesso ao núcleo da cidade, as milícias rebeldes “conseguiram destruir um tanque e um blindado fabricado nos Emirados Árabes Unidos” apesar da presença constante da aviação de combate do marechal Khalifa Haftar.
As forças do marechal Khalifa Haftar, entretanto, admitiram uma única baixa e celebraram o avanço em Sabri, onde conseguiram abrir duas brechas no círculo defensivo dos rebeldes perto da rua Al Sharif, como mostraram imagens da televisão local.
Fontes médicas na cidade elevaram para 12 o número de combatentes mortos na operação que o comando do exército de Khalifa Haftar apresentou como um avanço significativo na cidade.
O Exército Nacional Líbio, como são chamadas as forças sob o comando do marechal Khalifa Haftar, anunciaram na segunda-feira uma ofensiva contra os últimos redutos dos jihadistas em Benghazi, noticiou a agência de notícias France Press. 
Este exército avançou pelo bairro central de Al-Sabri e a zona de Soug al-Hout, próxima ao porto principal de Benghazi, onde os grupos jihadistas estão isolados, afirmou um oficial da mesma que explicou que as suas forças recuperaram algumas posições. “Nas nossas fileiras não lamentamos nenhuma vítima”, sublinhou.
Vídeos e fotografias publicados nas redes sociais mostram tanques, veículos blindados e várias ambulâncias que seguem para estes bairros.
Benghazi, cidade onde se concentrou o levantamento contra o Presidente Muammar Kadhafi, é cenário de contínuos combates desde que o marechal Khalifa Haftar iniciou um cerco em Maio de 2014 para expulsar milícias.
Entretanto, a Força Aérea egípcia bombardeou e destruiu 15 veículos que transportavam armas e munições procedentes da Líbia, informou uma autoridade militar na segunda-feira.
Em comunicado, um porta-voz do Exército Nacional líbio anunciou que as Forças Armadas tinham recebido “informação sobre um grande número de veículos estacionados na fronteira ocidental e dispostos a se infiltrar (no Egipto) e que “os nossos aviões descolaram para vigiar a zona e entraram em acção assim que os veículos violaram a fronteira”.
Além disso, no sul do país, a Polícia matou oito rebeldes pertencentes a grupos islamitas que planeavam atentados contra instituições públicas, segundo um comunicado do Ministério egípcio do Interior.

 

Colapso do túnel de reserva nuclear


10 de Maio, 2017

Um túnel da Reserva Nuclear em Hanford, a sudeste de Washington, nos Estados Unidos, colapsou parcialmente na manhã de ontem, avançou a Associated Press.

O túnel continha vagões com resíduos nucleares e foi declarado alerta de emergência de imediato. Uma recente actualização do Twitter do site oficial de Hanford informou que o colapso provocou uma ruptura no túnel que contém materiais altamente contaminados. O acidente aconteceu num dos dois túneis de um complexo de extracção de plutónio e urânio destinados à produção de armas nucleares.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 07.05.2017

 

Rússia e EUA retomam canal de comunicação para evitar incidente aéreo na Síria

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/05/2017 14:38:00

O Ministério de Defesa da Rússia afirmou neste sábado que seu chefe de gabinete militar e os chefes de Estado-Maior dos EUA confirmaram a sua disponibilidade para a restabelecer o canal de comunicação destinado a evitar incidentes com aviões de guerra dos EUA sobre a Síria.

Os generais Valery Gerasimov e Joseph Dunford também discutiram a possibilidade de medidas de prevenção de conflitos em um telefonema neste sábado. A chamada veio como um plano iniciado pela Rússia para estabelecer zonas seguras desde à 0h de sexta-feira.

A Rússia suspendeu o canal de comunicações no mês passado depois que os Estados Unidos dispararam mísseis Tomahawk em uma base aérea da Síria em resposta aos supostos ataques químicos realizados pelos militares sírios. Fonte: Associated Press

 

Navio espanhol resgata 651 imigrantes no Mediterrâneo que fugiam da África

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/05/2017 14:16:00

Um navio da Marinha espanhola resgatou 651 migrantes que tentavam atravessar o mar Mediterrâneo do Norte da África para a Europa, informou neste sábado o Ministério da Defesa da Espanha.

Segundo as autoridades, a fragata Canarias, que participava numa missão conjunta da União Europeia, resgatou os refugiados no ínício deste sábado na costa da Líbia. O ministério disse que a operação de salvamento foi realizada "em completa escuridão" e que os imigrantes eram de vários países subsaarianos diferentes.

Canarias já salvou 1.958 imigrantes em menos de três meses durante patrulhas no Mediterrâneo. Fonte: Associated Press

Estudante brasileiro morre atropelado nos Estados Unidos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 06/05/2017 14:51:00

Um estudante e ciclista brasileiro de 19 anos foi identificado ontem (5) como a vítima fatal de um atropelamento no Estado do Colorado, apontou o Departamento Legista do Condado de Boulder, nos Estados Unidos. O acidente ainda está sendo investigado.

A vítima, Alessandro Zarzur, era natural de São Paulo e estava matriculado na Universidade do Colorado, onde também participava da equipe de triatlo. Ele faleceu na quinta-feira.

A polícia rodoviária do Colorado informou que o jovem fez uma ultrapassagem em trecho onde a ação era proibida, conforme sinalização na pista, e caiu enquanto tentava frear. O motorista e passageiro da picape envolvida no acidente não sofreram ferimentos. A velocidade elevada do ciclista é considerada um fator que pode ter provocado o óbito do estudante. Fonte: Dow Jones Newswires.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 07.05.2017

 

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Ministério da Defesa russo acusa Pentágono de obsessão por Guerra Fria

O Pentágono está obcecado pela guerra fria com a Rússia e ignora as ameaças reais, disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.

O major-general comentou assim as declarações do chefe do Comando de Forças Especiais dos EUA, general Raymond Thomas, que discursou perante o Senado.

Thomas havia mencionado a Rússia entre as cinco maiores ameaças para os Estados Unidos, indicando que os atos agressivos russos têm um caráter permanente.

"Não nos surpreende a obsessão de certos generais do Pentágono pelos estereótipos da guerra fria, tal como sua incompreensão das ameaças reais à segurança", disse Konashenkov.

No final de abril, o chefe do Estado-Maior russo Valery Gerasimov constatou que "a retórica de confronto em relação à Rússia só aumenta, a UE e a OTAN acusam regularmente a Rússia de escalar a tensão".

Moscou manifestou, em diversas ocasiões, sua preocupação com a atividade da OTAN perto das fronteiras russas classificando-a de desestabilizadora e provocante.

Na cúpula de julho passado, a OTAN aprovou um aumento sem precedentes de sua presença militar no leste da Europa ao decidir colocar os quatro batalhões multinacionais, de 600 a 1.000 militares de cada um, na Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia no âmbito da sua política de contenção da Rússia.

Jornalista russo credenciado é impedido de entrar na Ucrânia

 

Um fotojornalista da Rossiya Segodnya, organização que inclui a agência Sputnik, foi impedido de entrar na Ucrânia para cobrir o festival de música Eurovisão, mesmo estando devidamente credenciado para o evento.

"Na fronteira, eles pegaram seus documentos e levaram para algum lugar. Depois de uma hora, vieram com a decisão de negar a entrada" de Ramil Sitdikov, afirmou o chefe da diretoria de Informação Fotográfica da Rossiya Segodnya, Aleksandr Shtol, destacando que o profissional estava com todos os documentos necessários.

Arábia Saudita ameaça Irã aumentando tensão entre os dois países

O ministro da Defesa da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, declarou que Riad fará todo o possível para que a guerra não alcance o reino saudita, mas sim o Irã. Além disso, o político acusou Teerã de tentar dominar o cenário do Oriente Médio.

"Nós não vamos esperar que a batalha se dê na Arábia Saudita: em vez disso, trabalharemos para que a batalha seja com eles, com o Irã", afirmou Bin Salman em uma entrevista transmitida pela televisão saudita. Além disso, ele acusou o Irã de pretender dominar o mundo muçulmano.

A resposta de Teerã foi categórica. O representante persa junto à ONU, Gholamali Khoshroo, enviou uma carta ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na qual expressou seu protesto.

"Ao mesmo tempo que refutamos categoricamente as alegações infundadas contra meu país, gostaria de destacar que esta declaração sua [de Mohammad bin Salman] é uma ameaça direta contra a República Islâmica do Irã", diz a carta.

Khoshroo opina que estas declarações contradizem o artigo 2º da Carta da ONU, que requer que todos os Estados membros desta organização internacional se abstenham de lançar ameaças de uso da força uns contra os outros. Além disso, o diplomata acusou Riad de ameaçar diretamente a integridade territorial do país persa.

"Estas ameaças evidentes são feitas pelo regime que durante muito tempo apoiou a agressão e utilizou grupos extremistas ao serviço de suas medíocres e perigosas ambições na região e fora das suas fronteiras", enfatizou.

De acordo com o jornal americano The New York Times, este incidente pode agudizar as tensões existentes entre o Irã, de maioria xiita, e a Arábia Saudita, com maioria sunita, que além de mais competem pela influência política e religiosa no Oriente Médio e lutam em frentes opostas na guerra síria.

Veneza inaugura ponte em homenagem a vítima de ataques em Paris

Valeria Solesin morreu em massacre na casa de shows Bataclan

Agência ANSA

A cidade de Veneza inaugurou nesta sexta-feira (5) uma ponte em homenagem à italiana Valeria Solesin, uma das vítimas dos atentados terroristas de 13 de novembro de 2015 em Paris, na França.

Pesquisadora, ela estava na casa de shows Bataclan para uma apresentação da banda Eagles of Death Metal, mas acabou morrendo durante o massacre no teatro.

A ponte liga a estação de trem ao Campus de Economia da Universidade Ca' Foscari. Para o reitor do centro de ensino, Michele Bugliesi, a conclusão da obra marca um passo de grande valor simbólico e terá impacto na cidade.

"A ponte permitirá que milhares de estudantes, professores e funcionários tenham acesso direto às salas de aula, bibliotecas e salas de estudo", afirmou. Os atentados de 13 de novembro foram reivindicados pelo grupo Estado Islâmico e deixaram 130 mortos. 

Itália prende suspeito de facilitar cidadania a brasileiros

País vem reforçando o cerco contra irregularidades nos processos

Agência ANSA

A Prefeitura de Rignano sull'Arno, município situado na província de Florença, suspendeu um funcionário acusado de facilitar o processo de obtenção de cidadania italiana para brasileiros.    

O servidor em questão se chama Pier Nicola Pelagi, 58 anos, que chefiou o escritório de anágrafe e estado civil (espécie de cartório) da cidade até o último dia 1º de março, quando foi transferido para outro setor.    

Segundo as investigações do Ministério Público de Florença, cerca de 40 brasileiros conseguiram obter a nacionalidade italiana graças à ajuda da conterrânea Soraya De Santana Piloto, 46, que, em troca de dinheiro, facilitava o processo por meio de um acordo com Pelagi.    

Os brasileiros interessados passavam dois meses morando em uma residência em nome de Piloto e se dirigiam ao cartório, que certificava a moradia sem fazer nenhum tipo de verificação - para os investigadores, tratavam-se de residências "fictícias".    

Tanto a mulher quanto Pelagi foram indiciados por falsificação de documentos.    Interrogado, o ex-chefe do escritório de anágrafe disse que sempre agiu da maneira correta e que os brasileiros tinham ao menos um antepassado italiano e direito de sangue (jus sanguinis) à cidadania do país europeu.    

Desde o início do ano, a Justiça da Itália tem feito diversas investigações paralelas sobre irregularidades na concessão de cidadania. Em janeiro passado, um policial foi preso em Lodi, no norte do país, por facilitar a certificação de residência para estrangeiros, principalmente brasileiros.    

No começo de abril, o Ministério Público de Teramo, no centro da Itália, deflagrou um inquérito semelhante, mas direcionado especificamente a cidadãos do Brasil. Além disso, no mesmo mês, uma investigação na região da Campânia, no sul do país, descobriu um esquema para facilitar a concessão de cidadania por direito de sangue a cerca de 300 brasileiros, incluindo jogadores de futebol.    

Entre os supostos beneficiados estão o volante Bruno Henrique, do Palermo, o meia Gabriel Boschilia, do Monaco, e o atacante Eduardo Sasha, do Internacional. Em todos os casos, as suspeitas recaem sobre cidades pequenas, onde a fiscalização costuma ser menos intensa.    Rignano sull'Arno tem apenas 8,6 mil habitantes e é mais conhecida por ser o município onde o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi passou sua infância e juventude.

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 07.05.2017

 

75 anos de prisão para jihadistas da 'Brigada Al Andalus' que atuavam em Madrid

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Supremo de Espanha confirmou a pena dos nove membros da "Brigada Al Andalus"

O Supremo Tribunal de Espanha confirmou a pena de 75 anos e meio de prisão no total para nove membros da autodenominada Brigada Al Andalus, que em Madrid se dedicou à doutrinação e recrutamento de 'jihadistas', foi hoje divulgado.

O tribunal rejeitou assim os recursos dos nove condenados e ratificou a decisão da Audiência Nacional de 28 de setembro de 2016.

A rede, que terá funcionado entre janeiro de 2011 e junho de 2014, era dirigida pelo antigo preso de Guantanamo Lahcen Ikassrien, ao qual corresponde a pena maior, de 11 anos e meio de prisão, como dirigente de organização terrorista.

Os restantes oito acusados viram confirmadas as suas penas de oito anos de prisão cada por terem integrado uma organização terrorista.

Os doutrinados deviam ser enviados para a Síria para realizar atos terroristas.

Mais dois mortos na sequência de protestos contra o Governo

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São já 37 o número de vítimas mortais no último mês

Dois jovens faleceram esta sexta-feira na sequência dos protestos contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro, elevando para 37 o número de vítimas mortais ocorridas desde há um mês.

A primeira morte ocorreu em San Diego, no Estado de Carabobo (centro do país) e a vítima foi identificada como Hecder Lugo Pérez, de 22 anos.

A morte foi confirmada pelo alcaide de San Diego, Enzo Scarano, que explicou aos jornalistas que a vítima faleceu numa clínica local.

O jovem, segundo a imprensa local, foi atingido por um tiro de arma de fogo na cabeça, na noite da última quinta-feira, quando participava num protesto e um grupo de motociclistas armados, alegados paramilitares, que entraram a uma residência da localidade e depois dispararam contra os manifestantes, ferindo a pelo menos quatro pessoas.

Na cidade de Valência, capital do Estado de Carabobo, segundo fontes empresariais, pelo menos 98 estabelecimentos comerciais foram saqueados esta semana, uma dezena deles de portugueses. Também uma fábrica de cerveja, uma de massa e uma produtora de cimento.

A situação mantém-se tensa, várias viaturas têm sido incendiadas por manifestantes, levando à paralisação do transporte de mercadorias.

Por outro lado, em Maracaibo, a oeste do país, faleceu o jovem Miguel (Mike) Medina, de 20 anos. A vítima foi ferida na última quarta-feira durante protestos no setor Pomona daquela cidade.

Fontes não oficiais revelam que a vítima foi vítima de um tiro no abdómen e foi levado para o Hospital Geral do Sul, onde foi submetido a uma operação, falecendo hoje na sequência de um choque hemorrágico.

Os familiares do jovem responsabilizam a Polícia de Maracaibo pelo acontecimento.

As manifestações contra e a favor do Presidente Nicolás Maduro, intensificaram-se desde há um mês na Venezuela, durante os quais mais de 500 pessoas ficaram feridas e mais de 1.300 foram detidas.

A oposição reclama a libertação dos presos políticos, a convocação de eleições gerais, o fim da repressão e manifesta-se ainda contra duas sentenças do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que limitam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assume as funções do parlamento.

No dia de hoje milhares de pessoas saíram às ruas de várias cidades, contra a convocatória para uma Assembleia Constituinte, feita na última segunda-feira, por Nicolás Maduro.

Segundo a aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) a convocatória "é uma fraude, é inconstitucional e implica o fim da democracia".

Na segunda-feira, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou os venezuelanos para elegerem uma Assembleia Nacional Constituinte cidadã, para, justificou, preservar a paz e a estabilidade da República, incluir um novo sistema económico, segurança, diplomacia e identidade cultural.

Segundo Nicolás Maduro, como parte das suas "atribuições constitucionais" está a reforma do Estado venezuelano, modificar a ordem jurídica, permitindo esta convocatória a redação de uma nova Constituição.

Ex-diretor da Petrobras diz que Lula da Silva sabia e comandava esquema de corrupção

Lula da Silva

  |  REUTERS/UESLEI MARCELINO

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Curitiba, Brasil, 06 maio (Lusa) -- O ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, acusou o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em depoimento judicial, de ter conhecimento e comandar o esquema de corrupção na Petrobras, divulgou a imprensa brasileira.

De acordo com o portal de notícias G1, Renato Duque manteve-se em silêncio sobre seu papel na petrolífera brasileira, sendo a primeira vez que falou sobre o esquema de corrupção na estatal, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, no Paraná.

O depoimento decorreu na sexta-feira, no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga um grande esquema de corrupção que envolve nomeadamente a Petrobras.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, por ter sido indicado ao cargo pelo Partido dos Trabalhadores (PT, de Lula da Silva), a diretoria dirigida por Duque era responsável por grande parte dos subornos relacionados a contratos da Petrobras destinados ao PT.

Duque também afirmou que se reuniu três vezes com o ex-Presidente Lula da Silva, em 2012, 2013 e 2014, quando já havia saído da direção da empresa estatal.

"Nessas três vezes ficou claro, muito claro para mim, que ele (Lula) tinha o pleno conhecimento de tudo e detinha o comando", afirmou Duque.

O ex-diretor afirmou que Lula da Silva determinou, por meio do ex-ministro Paulo Bernardo, que, a partir de 2007, a arrecadação dos subornos para o PT por meio de contratos da Petrobras fosse negociada com João Vaccari, ex-tesoureiro do PT.

O ex-Presidente, ainda de acordo com Duque, era chamado de 'Chefe', 'Grande Chefe' ou 'Nine' nas conversas.

Renato Duque acusou ainda o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter recomendado que destruísse provas dos subornos recebida por membros do PT fora do Brasil no escândalo de corrupção na Petrobras.

O ex-diretor de Serviços da Petrobras foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro numa ação penal da Operação Lava Jato, que investiga se o ex-ministro Antônio Palocci recebeu suborno para atuar a favor da construtora Odebrecht.

A denúncia trata de pagamentos feitos para beneficiar a empresa SeteBrasil, que fechou contratos com a Petrobras para a construção de 21 sondas de perfuração no pré-sal.

Duque já foi condenado em quatro ações da Lava Jato a mais de 50 anos de prisão e é réu em pelo menos outros seis processos decorrentes da operação que estão em andamento na 13ª Vara Federal de Curitiba, no Estado do Paraná.

Os advogados de Lula da Silva afirmam que o depoimento de Duque é uma tentativa de fabricar acusações contra o ex-Presidente.

"Como não conseguiram produzir nenhuma prova das denúncias levianas contra o ex-Presidente, depois de dois anos de investigações, quebra de sigilos e violação de telefonemas, restou aos acusadores de Lula apelar para o fabrico de depoimentos mentirosos", referiram os advogados de Lula da Silva.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 07.05.2017

 

Milhares marcham em Varsóvia contra o Governo nacionalista

Milhares de pessoas que foram convocadas pela maior força da oposição na Polónia tomaram este sábado o centro da capital em protesto contra o Governo nacionalista conservador, para exigir um país "livre e europeu".

De acordo com a autarquia de Varsóvia, cerca de 50 mil pessoas encheram o centro da cidade, respondendo ao apelo do partido de centro direita Plataforma Cidadã, mas as estimativas da polícia apontam para uma adesão inferior, de apenas nove mil pessoas.

"Protestamos porque o Governo quer afastar-nos da Europa e os polacos são totalmente europeus. Protestamos porque este Governo não respeita os valores europeus, não respeita os tratados europeus e não respeita as liberdades pessoais", afirmou à Efe o presidente do Comité da Defesa da Democracia (KOD), Mateusz Kijowski.

O KOD é um movimento cívico criado depois da vitória eleitoral em 2015 do partido ultraconservador e nacionalista Lei e Justiça (PiS) e foi uma das organizações que participou na marcha da oposição, representada pela Plataforma Cidadã, por membros da força liberal Nowoczesna e pelo Partido Camponês.

Entre as várias forças da oposição, só o Movimento Kukiz 15, a terceira maior, é que se desmarcou da convocatória da Plataforma Cidadã e não se juntou ao protesto.

A "Marcha da Liberdade" ocupou o centro da capital polaca para exigir ao executivo mais Europa e que respeite as liberdades e o Estado de Direito, que os organizadores da iniciativa consideram estarem ameaçados pelas políticas do Lei e Justiça.

Campanha de Macron sofre ataque informático "massivo"

O movimento de Macron denunciou na sexta-feira à noite ter sido alvo do que descreveu como um "massivo e coordenado" ataque informático.

Várias dezenas de milhares de documentos internos (emails, registos contabilísticos, entre outros tipos de dados) da equipa do candidato liberal pró-europeu Macron foram publicados na noite de sexta-feira nas redes sociais e amplamente partilhados em contas associadas a apoiantes da extrema-direita francesa, pouco antes do fim da campanha oficial.

Num comunicado, o movimento de Macron informou que os dados pirateados "foram obtidos há várias semanas", graças à pirataria de endereços de correio eletrónico pessoais e profissionais de responsáveis do movimento.

Emmanuel Macron, o ex-ministro do governo socialista de François Hollande que criou em 2016 o movimento "En Marche!" e que enfrenta no domingo a candidata presidencial da extrema-direita Marine Le Pen, qualificou de imediato esta situação como "desestabilizadora".

Na nota informativa divulgada hoje, a comissão eleitoral "sublinhou que a distribuição e a redistribuição de tais dados, obtidos de forma fraudulenta, e que podem, com toda a probabilidade, serem misturados com informações falsas, pode ser suscetível de um enquadramento penal e de envolver a responsabilidade dos seus autores".

No comunicado, o órgão relembra a importância do ato eleitoral agendado para domingo e insta "todos os atores presentes nos sites na Internet e nas redes sociais, principalmente os media, mas também todos os cidadãos" a exercerem um sentido de responsabilidade e a não reproduzirem tais conteúdos "de modo a não alterar a integridade da eleição, a não violar as proibições previstas na lei e evitar infrações penais".

Comissão eleitoral apela à não publicação de dados de Macron pirateados

A comissão eleitoral francesa pediu hoje aos 'media' para não reproduzirem o conteúdo dos documentos internos da equipa do candidato centrista Emmanuel Macron publicados nas redes sociais após um ataque informático, nas vésperas da segunda volta das presidenciais.

Esta instância que supervisiona a campanha eleitoral francesa reuniu-se hoje de manhã para "fazer um ponto da situação das consequências do ataque informático que sofreu a equipa da campanha de Macron", indicou um comunicado divulgado após a reunião.

Antes, o órgão já tinha anunciado que ia abrir uma investigação sobre o ataque informático.

Steven Seagal banido da Ucrânia por ser "ameaça à segurança nacional"

 

O ator norte-americano Steven Seagal foi proibido de entrar em território ucraniano durante cinco anos por ser uma "ameaça à segurança nacional".

PUTIN ENTREGA PASSAPORTE RUSSO A STEVEN SEAGAL

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Numa carta divulgada pelo jornal "Apostrophe", os serviços de segurança ucranianos informaram que Seagal está proibido de entrar naquele território durante cinco anos depois de ter adquirido cidadania russa em 2016.

No mesmo comunicado, as autoridades ucranianas entendem que as ações da estrela de hollywood põe em causa a segurança do seu país.

Recorde-se que o ator visita regularmente a Rússia e foi defensor da anexação da península ucraniana da Crimeia pelo Kremlin em 2014.

Nos últimos anos, várias figuras ocidentais obtiveram a nacionalidade russa, como foi o caso do ator francês Gérard Depardieu, que recebeu o passaporte russo em janeiro de 2013.

Alpinista de 86 anos morre no Evereste

O alpinista nepalês Min Bahadur Sherchan morreu na sexta-feira aos 86 anos no sopé do Evereste enquanto tentava converter-se na pessoa mais idosa a subir ao cume do mundo, informou este sábado fonte do Departamento de Turismo nepalês.

Sherchan, um militar reformado, morreu na sexta-feira dentro da sua tenda, num sopé do Everest (a 5.365 metros) onde tinha chegado integrado num grupo de cinco alpinistas, disse o enviado do Departamento de Turismo nepalês, Gyanendra Shrestha.

O alpinista nepalês, que entre 2008 e 2013 ostentou o título do mais velho a alcançar o topo do Evereste, morreu às 17.14 horas locais (11.29 hoas TMG).

A morte, que os médicos suspeitam ter sido causada por ataque cardíaco, está a ser investigada, acrescentou a mesma fonte.

Shiva Tapa, diretor da companhia de expedições contratado pelo grupo Summit Nepal Treking, confirmou a morte do alpinista.

En 2008, Sherchan, então com 77 anos, converteu-se no alpinista de mais idade a atingir o cume do Evereste, feito que, em 2013, foi ultrapassado pelo japonês Yuichiro Miura, então com 80 anos.

A morte do alpinista nepalês ocorre uma semana depois da do suíço Ueli Steck, conhecido como "a máquina suíça", e um dos alpinistas mais importantes do mundo que caiu por uma ravina perto do campo 2.

Pelo menos 365 alpinistas obtiveram permissão do Governo nepalês para escalar o Evereste esta temporada, um número recorde após anos de crise.

As permissões para escalar o Evereste foram canceladas em 2015 devido ao terramoto no Nepal e em 2014 devido à avalanche que matou 16 alpinistas.

 

Milionário russo juntou no Mónaco dois dos mais caros iates do Mundo

O maior iate do Mundo já está ao serviço do milionário russo Andrey Melnichenko. A embarcação foi recebida no Mónaco pelo "irmão" mais velho, o Motor Yatch A".

A costa monegasca foi o cenário do encontro entre dois dos mais caros e luxuosos iates do Mundo, ambos pertença do multimilionário russo Andrey Melnichenko.

O "Sailing Yatch A", considerado o maior e mais caro iate do Mundo, custou cerca de 385 milhões de euros. À chegada ao Mónaco, encontrou-se com o outro "filho" querido de Melnichenko, o "Motor Yatch A", avaliado em cerca de 275 milhões de euros.

Um encontro de "irmãos" de mar, que no total valem cerca de 660 milhões de euros.

O "Sailing Yatch A" fez as últimas verificações técnicas em Granada e zarpou para o Mónaco, para ser entregue ao proprietário, Andrey Melnichenko, um industrial russo do carvão e dos fertilizantes.

O maior veleiro do mundo tem 172 metros de comprimento, 24 de largura e oito andares. O interior é luxuoso, quase não tem corredores, mas sim "lofts".

O iate tem um heliporto, três piscinas - uma delas com fundo de vidro -, seis suites, uma discoteca e ainda uma sala de observação subaquática.

A embarcação tem o casco de aço e três mastros, cada com 91 metros.

Dois dos motores são a diesel e outros dois são elétricos. O iate pode atingir uma velocidade máxima de 24 milhas (cerca de 45 km) por hora.

Tem capacidade para acolher até 20 passageiros e 54 membros da tripulação.

O "Sailing Yacht A" foi projetado por Philippe Starck, um designer industrial francês, e construido no estaleiro naval de Nobiskrug, na Alemanha.

Egípcia que já perdeu 300kg vai continuar tratamento em Abu Dabi

Eman Ahmed, egípcia considerada a mulher mais pesada do mundo, conseguiu perder 300 quilos em três meses após uma cirurgia na Índia e vai prosseguir agora o tratamento nos Emirados Árabes Unidos.

Eman Ahmed tem 37 anos, 20 dos quais vividos sem sair de casa no Egito, tendo atingido os 500 quilos de peso. Mas os últimos meses têm sido marcan

Em fevereiro, foi transportada para a Índia e iniciou uma dieta que lhe permitiu perder 100 quilos em um mês. Desta forma, foi possível ser operada para redução do estômago. Em abril, tinha perdido 250 quilos (quase metade do seu peso inicial) e sentou-se pela primeira vez em muitos anos. Os médicos que a acompanharam no Hospital Saifee de Bombaim atribuíram o seu problema de obesidade mórbida a uma falha genética.

Agora, com 176,6 quilos de peso, Eman inicia uma nova fase da sua vida. Deixou o hospital em Bombaim na quinta-feira com destino aos Emirados Árabes Unidos e vai ser seguida no Hospital Burjeel, em Abu Dabi. Objetivo: voltar a andar, apesar de os médicos já terem alertado a família de que será muito difícil de conseguir, devido a problemas ósseos e músculos atrofiados por ter ficado mais de duas décadas imobilizada na cama.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 07.05.2017

 

Milhares de civis sob fogo cruzado


6 de Maio, 2017

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al Hussein, alertou na quinta-feira que entre 35 e 50 mil deslocados estão sob fogo cruzado entre o exército do Sudão do Sul e uma milícia opositora na cidade de Aburoc, no norte do país, e pediu o fim dos combates na região.


A maioria dos civis foi obrigada a fugir a pé por mais de 150 quilómetros das localidades de Tonga e Kodok, que foram atacadas por antigos elementos do Exército Popular para a Libertação do Sudão (SPLA), hoje integrados no Exército do Sudão.
“Muitas pessoas que fugiram morreram por desidratação e esgotamento físico, enquanto o restante acabou em Aburoc onde, agora, assustados e exaustos, enfrentam outra vez a violência e a falta de comida, água e serviços básicos”, explicou o alto comissário num comunicado. 
 Aburoc é uma cidade situada na região fronteiriça do Alto Nilo, controlada por milícias opositoras do Movimento de Libertação Popular do Sudão (SPLM) e que agora enfrenta uma ofensiva militar por parte das forças armadas do país.
“Os civis em Aburoc estão em risco iminente e sério de sofrerem graves violações do seus direitos humanos”, alertou Zeid. O alto comissário da ONU pediu ao Governo de Juba e à milícia opositora que declarem um cessar-fogo para acabar com o conflito.

 

Brasil é instado a apoiar nativos


6 de Maio, 2017

Diversos países questionaram o Brasil sobre as políticas públicas voltadas para a protecção dos povos indígenas, tema que dominou a sessão de ontem do Conselho dos Direitos Humanos da ONU em Genebra, Suíça, que realizou a Revisão Periódica Universal do país sul-americano.

Esta foi a terceira vez desde a criação do Conselho, em 2006, que o Brasil é avaliado pelos Estados-membros da ONU. A revisão acontece a cada quatro anos e meio e, nela, o país avaliado deve apresentar um relatório que responda como implementou as recomendações feitas na revisão anterior.

 

Condenados à morte quatro estupradores


6 de Maio, 2017

O Supremo Tribunal da União Indiana confirmou ontem a condenação à morte de quatro homens pela violação colectiva e morte de uma estudante de 23 anos, em 2012, em Nova Deli.

O caso originou manifestações populares na capital indiana e uma onda de indignação no país, ao deixar claro o tipo de violência exercida contra as mulheres indianas. A 16 de Dezembro de 2012, uma estudante de fisioterapia foi violada por seis homens a bordo de um autocarro, na capital indiana. A jovem morreu 13 dias depois, na sequência dos graves traumatismos sofridos. Antes de morrer, denunciou os agressores, o que permitiu à polícia indiana deter os seis homens.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 01.05.2017

 

Polícia e manifestantes se enfrentam em Paris durante marcha pelo 1º de Maio

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/05/2017 11:41:00

A marcha pelo 1º de Maio em Paris foi marcada pela violência a menos de uma semana do segundo turno da eleição presidencial na França.

A manifestação, que começou pacífica, se transformou em conflito quando manifestantes passaram a jogar bombas de gasolina e outros objetos contra a polícia, que respondeu com bombas de gás e cassetetes. A polícia deteve alguns manifestantes, mantendo-os em fila contra uma parede em uma das avenidas arborizadas da cidade.

Os manifestantes não carregavam qualquer tipo de identificação de sindicatos ou conteúdo de campanha eleitoral. Os sindicalistas marcharam separadamente e foram abordados por policiais, que revistaram bolsas e mochilas. Fonte: Associated Press

África do Sul registra novos protestos contra o presidente Jacob Zuma

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/04/2017 16:27:48

A oposição e a sociedade civil voltaram a pedir quinta-feira (27) em uma manifestação em  Pretória, capital administrativa da África do Sul, a renúncia do presidente do país Jacob Zuma. Militantes da opositora Aliança Democrática (AD), cidadãos sem filiação política e organizações cívicas se reuniram em um estádio da cidade para mostrar sua repulsa ao presidente, ao qual acusam de graves atos de corrupção que prejudicaram a economia sul-africana. As informações são da agência EFE.

Trata-se do terceiro dia de protestos contra Zuma neste mês de abril, depois que o presidente demitiu no dia 31 de março o respeitado ministro de Finanças Pravin Gordhan. A demissão de Gordhan provocou uma onda de indignação dentro e fora do Congresso Nacional Africano (CNA) liderado por Zuma e fez com que duas agências de qualificação de risco rebaixassem a nota da economia sul-africana.

Projeto nuclear

Os críticos do presidente atribuem a saída de Gordhan do governo à oposição do então ministro de Finanças ao projeto nuclear que Zuma pretende desenvolver. Segundo eles, o caro projeto beneficiaria um grupo de empresários próximos a Zuma e um dos filhos do presidente, que compraram, em 2009, uma mina de urânio que poderia abastecer os novos reatores.

 

 

Destroyer japonês parte para escoltar navios norte-americanos

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/05/2017 08:37:00

A marinha do Japão enviou seu maior destroyer, segundo informações, com a tarefa de escoltar navios militares dos Estados Unidos ao longo da costa japonesa, em meio à forte tensão na península coreana. O porta-helicópteros Izumo partiu do porto de Yokosuka, perto de Tóquio, no início desta segunda-feira.

A mídia japonesa disse que o destroyer está pronto para escoltar um navio de abastecimento dos EUA no oceano Pacífico, ao sul de Tóquio. Trata-se de uma nova missão sob a nova legislação de segurança, permitindo que o exército japonês desempenhe um papel maior nas atividades no exterior.

Espera-se que o navio de abastecimento norte-americano reabasteça outras embarcações americanas, incluindo o grupo de ataque Carl Vinson, atualmente na região.

O Ministério de Defesa do Japão disse que o Izumo partiu para, eventualmente, participar de um evento naval internacional em Cingapura em 15 de maio.

Tensão. Quem mora perto das bases militares dos EUA no Japão enfrenta uma nova realidade: seus bairros estão na linha de frente da disputa da Coreia do Norte com a América e se Pyongyang fosse atacar, eles teriam apenas alguns minutos para se abrigar dos mísseis.

O taxista Seijiro Kurosawa mora em Fussa, perto da Base Aérea de Yokota. "Não há como fugir disso. Nós não temos bunkers, abrigos ou algo assim".

Um possível ataque de mísseis e o que fazer sobre isso têm dominado a mídia japonesa nas últimas semanas. O atual arsenal da Coreia do Norte é capaz de atingir os 50 mil soldados dos EUA que estão no Japão.

Japão elevou os níveis de precaução em março depois que Pyongyang lançou mísseis, o que dizem ser uma simulação de um ataque nuclear nas bases norte-americanas. Fonte: Associated Press

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 01.05.2017

 

 

Países em todos os continentes celebram o Dia do Trabalhador

Muitos países em todos os continentes celebram o dia 1º de maio como Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho ou Dia Internacional do Trabalhador. Confira como foram as comemorações em alguns países.

Itália

Um grupo de manifestantes entrou em confronto com a polícia durante uma passeata pelo Dia dos Trabalhadores na cidade de Turim, na Itália.

O confronto ocorreu quando a polícia impediu que um grupo de cerca de 200 manifestantes de chegar à Praça Castello, onde acontecia um ato organizado por diferentes sindicatos por causa do 1º de Maio.

Cerca de 20 manifestantes começaram a lançar pedras e ovos contra os agentes, que responderam com bombas de efeito moral e balas de borracha, informou o jornal La Stampa. A mesma fonte informa que três manifestantes foram detidos.

África do Sul

O discurso do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, durante as comemorações do Dia do Trabalho foi cancelado depois que centenas de integrantes do sindicato Cosatu vaiaram o chefe de Estado e pediram sua renúncia.

Um grupo de sindicalistas recebeu o presidente aos gritos de "Zuma deve sair". Outros integrantes tentaram silenciá-los, sem sucesso, com palavras de ordem em favor do presidente.

Zuma assistiu aos gritos e canções contra ele sentado sob a tenda que protegia do sol os dirigentes que compareceram ao evento.

Grécia

Centenas de pessoas saíram às ruas no centro de Atenas, seguindo a convocação do principal sindicato do setor privado e do setor público para se manifestar contra as medidas que serão aplicadas após o acordo entre Governo e credores.

Outras organizações como a esquerda extraparlamentar, também reuniram centenas de pessoas no centro da capital.

O sindicato do setor privado (GSEE) pediu a seus filiados para fazer uma greve de 24 horas durante este primeiro de maio, prévia à greve geral que ambos os sindicatos convocaram para o dia 17 de maio.

Espanha

Trabalhadores espanhóis convocados por sindicatos voltaram às ruas nesta segunda-feira, para exigir dos patrões e do Governo empregos estáveis e salários dignos.

O chefe do Executivo, Mariano Rajoy, agradeceu a contribuição dos trabalhadores para "a recuperação econômica" da Espanha.

Em sua conta no Twitter, Rajoy escreveu que "o governo trabalha para se conseguir mais e melhores empregos".

Os principais sindicatos, UGT e CCOO, convocaram 73 marchas em todas as capitais de províncias e nas cidades espanholas mais importantes para reivindicar emprego estável, salários justos, aposentadorias dignas e mais proteção social.

Líbano

Centenas de sindicalistas e membros do Partido Comunista Libanês (LCP) se manifestaram com críticas aos políticos e exigindo reformas nesta segunda-feira, Dia do Trabalhador.

"Não à corrupção" e "Queremos mudanças e nós triunfaremos", eram alguns das frases escritas nos cartazes dos manifestantes que se concentraram no bairro Wata al-Mousseitbeh, de onde partiram rumo à Praça Riad El-Solh, no centro de Beirute.

O presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Operários e Empregados do Líbano (Fenasol), Castro Abdallah, defendeu uma lei eleitoral justa. "Os corruptos querem que nos rendamos. Conspiram contra nós. Não aceitamos mais ficar em silêncio sobre os crimes que comentem contra a gente", afirmou.

O Parlamento, cujo terceiro mandato consecutivo expira em 20 de junho, deve se reunir no dia 15 deste mês para votar uma nova lei eleitoral que prevê a realização de eleições legislativas e evitar assim a prorrogação de mais um mandato. As últimas eleições parlamentares aconteceram em 2009. Em 2013 e 2014, os deputados prorrogaram a permanência por falta de acordo para novas eleições.

A lei eleitoral libanesa, que data de 1960, é baseada em um sistema confessional. Com isso, os candidatos são escolhidos em razão de sua religião, em um país onde existem 19 comunidades religiosas.

Rússia

Dezenas de milhares de pessoas participaram de uma marcha pela Praça Vermelha de Moscou, em comemoração ao Dia do Trabalhador, organizada pelos sindicatos oficiais com o apoio do Rússia Unida, o partido do presidente russo, Vladimir Putin.

A polícia estima em 130 mil o número de participantes da marcha para celebrar o Dia da Primavera e do Trabalho, como é oficialmente denominada a festa na Rússia desde 1992.

"Por uma vida, um trabalho e um salário digno", foi o lema escolhido pelos organizadores da manifestação, embora também tenham sido vistos cartazes com slogans contra o terrorismo.

Segundo os sindicatos, em todo país cerca de 2,5 milhões de filiados participaram da comemoração do Primeiro de Maio.

O Partido Comunista da Rússia (PCR) convocou uma marcha à parte em Moscou, da qual participaram cerca de 3,5 mil pessoas, segundo fontes policiais.

"Este não só é um dia de primavera e de trabalho, é um dia de luta dos trabalhadores por seus direitos", disse à imprensa o líder do PCR, Guennadi Ziugánov, antes do começo da marcha.

Autoridades mobilizaram mais de 355 mil policiais e membros da Guarda Nacional em todo o país para garantir a segurança e a ordem durante as atividades por ocasião do Primeiro de Maio.

Convite de Trump a Duterte pode virar escândalo nas relações bilaterais

O Departamento de Estado dos EUA foi pego de surpresa por causa de um convite do presidente Trump feito a seu homólogo filipino para visitar os Estados Unidos.

A Casa Branca está se preparando para uma onda de críticas por parte das organizações de direitos humanos, pois Duterte é mundialmente conhecido pela sua posição pouco humana na abordagem das questões dos traficantes de drogas. Outro aspecto que suscita preocupações das autoridades norte-americanas é a possibilidade de que Duterte possa afastar-se dos EUA para desenvolver relações com a China apesar das disputas no mar do Sul da China.

Ele explica que, em caso de uma guerra, é pouco provável que as Filipinas vençam e Washington não precisa da derrota das Filipinas. Manila e Washington têm aliança militar que se baseia na amizade contra a China, diz Fenenkone.

A situação se agrava com a reação do mundo ocidental à politica de Duterte na luta contra o tráfico de drogas no país. The New York Times cita um dos representantes da organização Human Rights Watch:

As Filipinas são um dos mais importantes parceiros dos EUA na Ásia, no entanto Aleksei Fenenkone, analista da Universidade Estatal de Moscou, duvida do apoio absoluto por parte dos EUA às Filipinas.

"O objetivo dos EUA é criar um perímetro de contenção da China. Qual será exatamente o país a fazê-lo, as Filipinas, o Vietnã ou o Japão não importa. Contudo, os americanos não querem uma guerra entre as Filipinas e a China no mar do Sul da China", destaca especialista.

As Filipinas então enfrentam o dilema: ou continuar a amizade com os EUA (contra a China) ou, se escolher ser amigos da China, de que forma o fazer?

Segundo a opinião de Elena Fomicheva, especialista em assuntos do Oriente, a ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) tenta fazer com que Duterte siga a sua linha em relação ao problema no mar do Sul da China, linha que Duterte ainda não tem, pois tudo é considerado levando em conta o fator americano.

"Duterte ainda não tomou a decisão. As Filipinas aspiram a sair da sombra americana, contudo elas têm medo de "se fundir" completamente com a China. Duterte está manobrando. Há a tendência de os países da ASEAN buscarem uma posição que lhes permita manter o equilíbrio entre a China e os EUA, defendendo assim a sua soberania", declarou Elena Fomicheva em comentário para a Sputnik China.

"Na realidade, apoiando a guerra sangrenta de Duterte contra as drogas, Trump se torna cúmplice moral dos futuros crimes".

No entanto Reince Priebus, chefe do Gabinete da Casa Branca, em uma entrevista para o canal ABC, sublinhou que o convite de Trump não significa que os direitos humanos não signifiquem nada para ele e que o encontro entre Trump e Duterte é muito necessário e importante para resolver o problema da Coreia do Norte, pois os EUA precisam de mais parceiros na região asiática.

Brasil e 7 países se aliam a apelo do Papa sobre Venezuela

Nota latino-americana foi divulgada de maneira conjunta

Agência ANSA

Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Peru, Paraguai e Uruguai emitiram uma nota conjunta no fim da noite deste domingo (30) em que se unem ao apelo do papa Francisco para haver uma negociação da crise na Venezuela.

    No documento, os governos latinos afirmaram que é "imprescindível" contar com "condições muito claras" para uma saída negociada para a crise política, econômica e humanitária "no país-irmão".

    "Estamos de acordo com o papa Francisco para que se faça tudo o que for possível para a Venezuela, mas com as garantias necessárias. [...] Que cesse a violência, que se retorne à plena funcionalidade do Estado de direito, se libertem os prisioneiros políticos, se restituam as prerrogativas da Assembleia Nacional e se defina uma calendário eleitoral", escreveram os oito governos na nota.

    A missiva foi publicada após o papa Francisco voltar a fazer dois apelos para a paz na Venezuela. O primeiro foi feito durante o voo de volta do Egito para Roma, ocorrido no sábado (29), que Jorge Mario Bergoglio foi questionado por jornalistas sobre a intermediação do Vaticano na crise.

    O Pontífice afirmou que a Santa Sé poderia tentar uma nova mediação caso existam "condições muito claras". Ele ainda fez uma crítica de que "parte da oposição" não quer esse tipo de condições e ressaltou que "a própria oposição está dividida".

    Já no domingo (30), durante uma celebração na Praça São Pedro, o líder católico pediu orações para o país, exortando que governo e oposição entrem em um consenso e respeitem os direitos humanos dos civis.

    Um dos líderes da oposição, Henrique Capriles, criticou publicamente o Papa dizendo que não há divisões no grupo opositor e ressaltou que a oposição deixou as negociações mediadas pelo Vaticano no ano passado porque o governo de Nicolás Maduro não respeitou o que tinha sido debatido.

    Após a declaração, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), que reúne todos os grupos opositores a Maduro, publicou uma carta aberta em que nega a existência de divergência entre os partidos.

    Por sua vez, Maduro deu uma entrevista à emissora estatal "VTV" e destacou que "respeita" as expressões do Pontífice, além de dizer que Bergoglio "entregou seu melhor esforço para o diálogo". (ANSA)

'BBC': Homem mais velho do mundo morre na Indonésia aos 146 anos

Jornal do Brasil

O homem indonésio que afirmou ter 146 anos de idade - o ser humano mais antigo que já existiu - morreu em sua aldeia em Java Central, de acordo com publicação da BBC nesta segunda-feira (1).

De acordo com seus papéis, Sodimedjo, também conhecido como Mbah Ghoto (vovô Ghoto), nasceu em dezembro de 1870, diz a reportgaem da BBC.

Mas a Indonésia só começou a registrar nascimentos em 1900. No entanto, funcionários disseram à BBC que seus documentos eram válidos, com base em documentos que ele forneceu e entrevistas com ele.

O homem indonésio que afirmou ter 146 anos de idade - o ser humano mais antigo que já existiu - morreu em sua aldeia em Java Central

Ele foi levado ao hospital em 12 de abril por causa da deterioração de sua saúde. Seis dias depois, ele insistiu em voltar para casa, segundo a BBC.

"Desde que ele voltou do hospital, ele só comeu algumas colheradas de mingau e se hidratou muito pouco", disse Suyanto, seu neto, à BBC.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 01.05.2017

 

 

Policia usa gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes

 

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O grupo de manifestantes empunhava faixas com 'slogans' contra o Governo

A polícia usou hoje gás lacrimogéneo para dispersar um grupo de cerca de 200 manifestantes que se queriam juntar na praça Taksim, em Istambul, para celebrar o Dia do Trabalhador, apesar da proibição das autoridades, noticia hoje a France Presse.

O grupo de manifestantes empunhava faixas com 'slogans' contra o Governo, como "viva o 1.º de Maio, e não ao ditador!" e pelo menos um deles foi preso.

As autoridades turcas proibiram manifestações na Praça Taksim, o lugar simbólico de protestos na Turquia.

Esta manifestação de celebração do Dia do Trabalhador surge duas semanas depois de um referendo que deu a vitória ao "sim" pelo reforço dos poderes presidenciais, um resultado contestado pela oposição.

Se União Europeia não se reformar arrisca-se a um "frexit"

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Candidato à presidência francesa diz que a prioridade é "reformar profundamente a UE e o projeto europeu".

O candidato liberal pró-europeu às eleições presidenciais francesas, Emmanuel Macron, avisou hoje que, se não houver uma reforma da União Europeia (UE), o risco é enfrentar um "frexit" (saída de França) ou ter a Frente Nacional no poder.

Em declarações à BBC, Macron, candidato presidencial favorito nas sondagens face à adversária de extrema-direita, Marine Le Pen, afirmou que, se vencer, a prioridade será "reformar profundamente a UE e o projeto europeu".

"Permitir que a UE continue como está seria uma traição aos cidadãos. E eu não quero fazer isso, porque no dia seguinte teremos o 'frexit' ou a Frente Nacional [de Le Pen] outra vez", disse.

Macron reiterou ser pró-europeu e ter defendido "constantemente a ideia de Europa" e as suas políticas durante a campanha eleitoral, porque considera que o bloco é importante para França e o seu lugar na globalização.

"Mas ao mesmo tempo devemos enfrentar a situação, ouvir o nosso povo, ouvir aquilo que hoje está a irritar e a deixar muita gente impaciente. A disfunção na UE já não é sustentável", afirmou.

Desde 23 de abril, quando passou à segunda volta como o candidato mais votado, Macron caiu vários pontos nas sondagens, mas ainda assim mantém-se à frente de Le Pen na corrida.

Le Pen, a candidata presidencial de extrema-direita, mostrou-se hoje esperançosa de que outros "patriotas" de direita se juntem à sua plataforma, depois de ter anunciado no sábado que Nicolas Dupont-Aignan será o seu primeiro-ministro, caso vença a segunda volta das presidenciais.

Dupont-Aignan, candidato derrotado na primeira volta, é defensor da soberania dos países e terminou a primeira volta das eleições presidenciais em sexto lugar.

"Peço a todos os patriotas [...] que se juntem a nós", afirmou, antes de destacar que "a direita e a esquerda, na verdade, já não existem" e que "a verdadeira fratura está entre os 'mundialistas' como Emmanuel Macron (...) e os patriotas".

O liberal pró-europeu Emmanuel Macron venceu a primeira volta das presidenciais francesas com 24,01% dos votos, à frente da candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, que conseguiu 21,30%.

Os dois candidatos, que vão disputar o Eliseu (Presidência francesa) numa segunda volta a 07 de maio, ficaram separados por pouco menos de um milhão de votos.

Coreia do Norte vai acelerar programa nuclear em resposta a Trump

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Rex Tillerson presidiu a uma reunião ministerial extraordinária dos 15 países do Conselho de Segurança da ONU, na qual defendeu a necessidade de "pressões económicas e diplomáticas" sobre a Coreia do Norte

A Coreia do Norte anunciou hoje que vai impulsionar "a toda a velocidade" o programa de armas nucleares, em resposta à crescente pressão exercida sobre o país por parte do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Agora que os EUA estão a fazer muito ruído a favor de mais sanções e pressão contra a República Popular Democrática da Coreia, de acordo com a sua nova política de máxima pressão e compromisso", o país asiático "acelerará ao máximo as medidas para reforçar o seu programa de dissuasão nuclear", assegurou, em comunicado, um porta-voz do Ministério do Exterior, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O chefe da diplomacia norte-americana apelou, na quinta-feira, à Organização das Nações Unidas (ONU) para que impeça a "ameaça nuclear" norte-coreana, de "consequências catastróficas", pedindo à China para isolar económica e diplomaticamente Pyongyang.

27 feridos em voo russo devido a turbulência forte

 

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Fraturas e escoriações foram os principais ferimentos registados, mas alguns passageiros tiveram de ser operados

27 passageiros de um avião da Aeroflot que fazia a ligação entre Moscovo e Banguecoque ficaram hoje feridos quando o aparelho sofreu de turbulência extrema.

A embaixada russa na Tailândia informou que 24 dos feridos são russos e que 15 deles foram transportados para um hospital de Banguecoque para efetuar tratamento. Os outros três feridos são, segundo a mesma fonte, tailandeses.

A maioria dos ferimentos está relacionada com fraturas e escoriações. A agência noticiosa russa RIA, que citava um diplomata russo na Tailândia, avançou entretanto que três passageiros russos tiveram de ser submetidos a cirurgias, mas não estavam em risco de vida.

 jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 01.05.2017

 

 

Milhares desfilam em Lisboa para lembrar que "trabalho é um direito"

Milhares de pessoas desfilaram esta segunda-feira pela avenida Almirante Reis, em Lisboa, para lembrar que "o trabalho é um direito" e que "a luta continua" porque "maio está na rua", numa marcha organizada pela central sindical CGTP-IN.

Marcada para sair do Largo do Martin Moniz às 14.30 horas, era já perto das 16 horas quando o desfile do 1º de Maio passou ao lado do Intendente.

Na frente da marcha, seguia o líder da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional, Arménio Carlos, ladeado por outros membros da plataforma sindical.

Em passo lento, empunhando bandeiras e faixas, várias palavras de ordem em contexto de luta de trabalhadores fazeram-se ouvir.

"A Luta continua. Maio está na rua", "É urgente, é necessário, o aumento do salário" ou "trabalho é um direito, sem ele nada feito" foram algumas das frases ouvidas em direção à Alameda D. Afonso Henriques, destino final desta marcha.

Três jovens detidas em Londres por suspeita de atos terroristas

Três jovens foram detidas a leste de Londres, por suspeitas de estarem a preparar atos terroristas, no âmbito de uma operação iniciada na semana passada e na qual outra suspeita foi ferida pela polícia.

As mulheres - duas de 18 e uma de 19 anos - estão a ser interrogadas numa esquadra policial fora da capital britânica, suspeitas de "cometer, preparar ou instigar atos terroristas", ao abrigo da lei antiterrorista da Grã-Bretanha, de acordo com a Scotland Yard, a polícia britânica.

Segundo a agência de notícias espanhola EFE, a polícia indicou que as detenções são o resultado de uma investigação que já levou, na quinta-feira, à detenção de mais sete jovens, suspeitos de participarem num outro ataque terrorista a noroeste de Londres, no qual uma suspeita de 21 anos ficou ferida por disparos da polícia, mas já teve alta hospitalar.

Nesse dia, mas anteriormente, a polícia deteve perto do Parlamento britânico Mohamed Omar Khalid Ali, de 27 anos, por suspeitas de atividades terroristas, depois de as autoridades terem encontrado várias facas na sua mochila.

Esta detenção ocorreu perto do local onde, a 22 de março, Khalid Masood atropelou mortalmente quatro pessoas na ponte de Westminster, esfaqueando depois um polícia que guardava a entrada do Parlamento, antes de ser abatido pela polícia.

Tempestades causaram pelo menos 14 mortos nos Estados Unidos

Fortes tempestades, acompanhadas por vezes de tornados, causaram este fim de semana pelo menos 14 mortos no sul e centro dos Estados Unidos, informaram as autoridades norte-americanas.

As vítimas mortais foram registadas nos estados do Texas, Arkansas, Missouri e Tennessee.

O serviço nacional de meteorologia emitiu um alerta de inundações para a noite de domingo para os estados do Oklahoma, Arkansas, Missouri, Ilinóis e Indiana.

Novos tornados são esperados hoje.

 jornal “Jornal de Angola” (Angola), 01.05.2017

 

 

Marchas no Dia do Trabalhador

Edivaldo Cristóvão |
1 de Maio, 2017

A situação do desemprego, ajuste salarial, despedimentos e sanções de processos disciplinares sem justa causa, segurança e saúde no trabalho e aposta contínua na formação profissional são as principais inquietações a serem apresentadas hoje pelas organizações sindicais, durante a realização de manifestações  em alusão ao Dia Internacional do Trabalhador.

As manifestações que acontecem em todo o país visam persuadir o Executivo a satisfazer as preocupações da classe dos trabalhadores. Para este efeito a UNTA-Confederação Sindical realiza em Luanda, uma marcha que começa às 9h00, com ponto de partida no José Pirão e que termina no Largo da Independência.
Os sindicalistas vão dar a conhecer as suas principais inquietações, centradas na estabilidade do emprego, uma preocupação que resulta da extinção de muitos postos de trabalho devido à crise económica e financeira que o país vive actualmente. O secretário-geral da UNTA-CS, Manuel Viage, afirmou ao Jornal de Angola, que nos últimos dois anos mais de 70 mil pessoas perderam o emprego, fundamentalmente nos sectores da Construção, Comércio, Transportes e Indústria.
As causas dos despedimento são devidas à crise que o país vive, relativamente ao encerramento de muitas empresas e da capacidade financeira. Manuel Viage espera a participação de dez mil trabalhadores na manifestação de Luanda.
As declarações a apresentar nas manifestações sobre as inquietações dos trabalhadores angolanos para este ano têm como foco os casos de despedimentos, as suas consequências e repercussões sociais. O secretário-geral da UNTA-CS considera que é através do rendimento salarial que as famílias conseguem garantir o seu sustento e resolver muitos problemas. Por isso, quando se perde o emprego, a situação torna-se preocupante, com riscos de causar uma crise social.
A UNTA-CS pede ao Executivo para intervir junto das empresas públicas e privadas para a diminuição dos casos de despedimento, que podem pôr em causa a paz social no país. Uma das medidas que deve ser tomada é a implementação do subsídio de desemprego.
O INSS pode desempenhar um papel fundamental para atenuar a carência dos desempregados, facilitando o pagamento de pensões aos contribuintes com mais de 15 anos de trabalho e que perderam o emprego por situações alheias à sua vontade. Outra questão que inquieta a organização sindical é o ajustamento salarial, porque é incompatível com o custo de vida actual do país. Deste modo, as entidades empregadoras devem dar maior valor à mão-de-obra nacional.
Os sindicalistas, entre outras medidas do Executivo, aplaudem o Decreto Presidencial que este ano passou a valorizar o trabalho doméstico, dando a possibilidade de  inscrição no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e com as mesmas regalias de um trabalhador comum. Existem três centrais sindicais, que têm lutado pela defesa e protecção dos trabalhadores angolanos, nomeadamente a UNTA-CS, CGSila e a Força Sindical.
A União dos Sindicatos de Luanda engloba 18 associações sindicais, representando 88.331 filiados, e integra a UNTA-Confederação Sindical. A UNTA-CS, fundada a 16 de Abril de 1960, controla 13 sindicatos e 78.477 trabalhadores.  
A UNTA-CS surgiu com o objectivo de reivindicar as condições de trabalho de todos os angolanos.
A UNTA-CS manteve-se graças à visão estratégica dos seus líderes de aliar a luta sindical e de libertação. As revoltas que aconteceram ao longo dos anos não tiveram apenas uma base política, mas também sindical já que resultaram das péssimas condições de trabalho e salarial.
A associação sindical teve um papel importante para ajudar a manter as empresas no período pós-Independência. Actualmente, os objectivos da confederação centram-se na estabilidade do emprego, nos salários justos e compatíveis com o custo de vida, justiça laboral e liberdade sindical. A UNTA-CS pretende  ser mais interventiva, capaz de chegar ao trabalhador através das suas estruturas de base, dar competências aos trabalhadores no sentido de interiorizarem os seus deveres e direitos e lutarem para que os direitos consagrados por lei possam ser conquistados.
Apesar das dificuldades vividas, a UNTA-CS reconhece o esforço do Executivo em procurar melhorar as condições de trabalho de todos. “Mas nem tudo ainda está resolvido, continuamos num processo de luta para manter o equilíbrio”, disse Manuel Viage.

 

Processo continua complicado


1 de Maio, 2017

Após nove dias consecutivos de intensos bombardeamentos da aviação governamental em Aleppo, o líder da Coligação Nacional Síria, principal grupo da oposição nas negociações, afirmou ontem que as hipóteses de uma solução política para o conflito estão em perigo.

A Rússia afirmou que não pretende pedir ao Governo de Damasco para interromper os ataques na região de Alepo controlada pelos rebeldes. Os raides aéreos sobre a segunda cidade da Síria voltaram a provocar a fuga da população local, enquanto a área de Latakia e a zona leste da cidade de Damasco gozavam de uma relativa calma, em virtude do cessar-fogo parcial promovido pelos Estados Unidos da América (EUA) e pela Rússia.
A devastação generalizada e, sobretudo, a extrema violência que se vive em Aleppo, onde 250 civis perderam a vida em nove dias, colocam fortes dúvidas sobre a nova ronda de negociações indirectas entre o Governo e a oposição que, em teoria, deve arrancar a 10 de Maio em Genebra, Suíça.

Bombardeamento

Pelo menos 36 combatentes de diferentes facções armadas, que se enfrentam desde ontem na região de Guta Oriental, principal fortificação opositora dos arredores de Damasco, morreram após intensos combates, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
A organização não governamental sedeada em Londres detalhou que, com estas baixas, o saldo subiu para 74 combatentes mortos nos combates entre o “Exército do Islão” contra o “Movimento Islâmico dos Livres de Sham”, de tendência salafista e uma das facções mais importantes da Síria.

 

Onda de violência nas ruas de Caracas

Altino Matos |
1 de Maio, 2017

O Presidente da Venezuela disse ontem que a oposição está num beco sem saída, para onde quer levar todos, quando já não consegue garantir aos seus patrocinadores a chegada ao poder pelas vias normais e agora pretende transformar o país num lugar de batalhas campais.

Nicolás Maduro referiu que a única saída encontrada é justificar uma agressão mais consistente, que derrube o poder instituído o mais rápido possível, para evitar a sua derrota anunciada nas próximas eleições. O Chefe de Estado afirmou, entretanto, que a oposição jogou tudo o que tinha e, mesmo assim, não conseguiu alcançar o poder como garantiu a todos aqueles que os apoiam.
A Venezuela está a passar por uma situação dramática, agravada nos últimos dois anos, quando os investidores abandonaram o país e cortaram as linhas de abastecimento alimentar e assistência médica. O Governo de Caracas ficou em condições difíceis e em alguns casos chega-se a falar em impotência para atender as necessidades da população. Algumas famílias abandonaram os lares para encontrar conforto em países da região sul-americana. As autoridades garantem que há condições para a situação melhorar, bastando aos opositores aceitarem as regras do jogo democrático. 
Nas últimas semanas, Caracas registou incidentes de extrema violência, que causaram 26 mortes, no meio de uma onda de protestos, a favor e contra o Governo, acompanhadas de actos de vandalismo.
A Procuradoria-Geral confirmou as mortes. “Até agora, por estas acções violentas, 26 venezuelanos perderam a vida, sendo quatro adolescentes e 22 adultos”, indicava um comunicado oficial.  A procuradora-geral venezuelana, Luisa Ortega Díaz, reconheceu que a situação está a fugir ao controlo das instituições e líderes da oposição.
Luisa Ortega Díaz confirmou ainda que 437 pessoas haviam ficado feridas e 1.289 foram detidas, das quais 65 permanecem privadas de liberdade, e outras 217 foram conduzidas a tribunais, onde respondem por acusações de perturbação da ordem pública. Luisa Ortega Díaz, que expressou solidariedade e condolências aos familiares e amigos das vítimas, repudiou a violência e rejeitou-a como arma política. “A política não deve conduzir-nos à guerra; a política é o exercício do diálogo”, afirmou a procuradora-geral.
O Ministério Público abriu 26 investigações para determinar as causas das mortes. Até ao momento, há mais de 12 mandados de captura contra pessoas relacionadas com as mortes. A crise na Venezuela atingiu um ponto tal, que se não forem acauteladas determinadas acções, o país pode mergulhar numa guerra civil, como reconhecem analistas citados na imprensa local. Segundo eles, agora só falta a entrega de armas aos opositores para as manifestações darem lugar literalmente a batalhas urbanas. O Presidente Nicolás Maduro lamentou que organismos internacionais como as Nações Unidas esquecem-se que “a Venezuela é um Estado soberano, que tem direito a organizar a sua vida e cuidar dos seus cidadãos”.

Estados-americanos

A ministra das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, afirmou no sábado que o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, tinha iniciado o “processo de destruição do organismo continental”, depois de um Estado-membro ter decidido retirar-se da organização pela primeira vez na História. “Sabemos que Almagro iniciou um processo de destruição da OEA. Inclusive, o que não conseguiram os expedientes de invasões, de apoio aos golpes de Estado, está a conseguir o secretário Luis Almagro, quando pela primeira vez na história desta organização, desde 1948, um Estado-membro decidiu retirar-se”, disse Delcy Rodríguez a jornalistas.
A ministra das Relações Exteriores reiterou que a Venezuela não aceita nenhum “processo de intervenção contra o seu país e que cumpre com os passos administrativos relativos à retirada da organização”.
Delcy Rodríguez ressaltou que a Venezuela fez “o impossível” para que a organização continental respeitasse os princípios fundamentais que inspiraram a sua criação. Também insistiu que há uma má utilização dos fundos da organização e indicou que Luis Almagro, “na sua campanha de ódio, de agressão, de hostilidade e de assédio contra a Venezuela, transfigurou os fundos do organismo”. A retirada de Venezuela da OEA foi ordenada por Nicolás Maduro, depois de ser aprovada na organização a convocação de uma reunião de ministros para tratar a crise política do país, sem o seu aval. 
O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, chegou a referir-se em termos muito duros à situação na Venezuela. “As ditaduras não caem por si só, a não ser a partir do desenvolvimento de dinâmicas internas e da pressão regional”, explicou.
Luis Amagro disse que só assim é possível defender a aplicação dos estatutos da organização. O secretário-geral abriu um debate sobre a aplicação da Carta Democrática à Venezuela, um instrumento jurídico da organização que tem como última consequência a suspensão de um Estado-membro.
“O procedimento que estabelece a Carta é de construção e, ao mesmo tempo, é preciso abrir um canal humanitário para ajudar as pessoas na Venezuela”, afirmou. Luis Almagro disse que a aplicação dos estatutos permitiu sempre à OEA estabelecer um marco construtivo de trabalho para fazer com que “o país afectado saia da crise e que o único caminho para a Venezuela é a sua redemocratização”. “Agora, deve travar a violência e a onda de assassinatos, garantir um cronograma eleitoral sem presos políticos e nem proscrições, devolver a legitimidade às instituições, garantir a independência de poderes e evitar mais sofrimentos ao povo de Venezuela”, disse Luis Almagro.

Governo espanhol

O porta-voz do Governo espanhol, Íñigo Méndez de Vigo, lamentou a instabilidade na Venezuela, com uma onda de protestos dividida entre apoiantes do Governo e da oposição.
“A situação na Venezuela é particularmente aguda, pois o país encontra-se numa gravíssima crise económica e social desde a vitória da oposição nas eleições legislativas de 2015”, disse Íñigo Méndez de Vigo numa conferência de imprensa.
“Os venezuelanos exigem liberdade e democracia. O Governo espanhol está com quem pede as medidas necessárias para que a democracia volte à Venezuela”, acrescentou o porta-voz. Íñigo Mendez de Vigo também lamentou que o Governo de Caracas tenha decidido abandonar a OEA, depois de ela ter convocado uma reunião de ministros para avaliar a grave crise venezuelana.
“É uma má notícia que a Venezuela abandone a OEA”, disse o porta-voz, celebrando, por outro lado, a resolução adoptada na véspera pelo Parlamento Europeu condenando a “o estado de coisas no país”.
A Venezuela voltou às manifestações desde o dia 1 de Abril, em protesto pela decisão do Tribunal Supremo de Justiça de assumir as funções do Parlamento, que degeneraram em confrontos com as forças de segurança, distúrbios e saques.
O Governo e a oposição também se responsabilizam mutuamente pela violência que causou até ao momento 28 mortos, assim como centenas de feridos e detidos. “Numa democracia deve existir uma verdadeira separação de poderes. Nem se dispara contra os manifestantes, nem há presos políticos, nem se arma uma milícia, nem existe manifestações que se transformem em saques e ataques a instituições”, segundo Íñigo de Vigo. O certo é que a Venezuela está numa situação dramática, com desfecho previsível: se governo e oposição continuarem com os ataques, o país passa à guerra civil.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 23.04.2017

 

EUA: aumenta desaprovação do governo Trump

 23/04/2017 10:57:00

Os americanos se mostram cada vez mais insatisfeitos com o presidente Donald Trump, que se aproxima do centésimo dia no cargo, segundo uma nova pesquisa do Wall Street Journal/NBC News. Mais de metade dos americanos - cerca de 54% - desaprovam o trabalho de Trump como presidente, ante 40% que aprovam. A diferença, portanto, totaliza 14 pontos. Em fevereiro, uma sondagem tinha mostrado a desaprovação superando a aprovação em 4 pontos.

No entanto, a pesquisa, que contou com 900 adultos, chegou a algumas conclusões positivas para Trump, como a existência de um forte apoio aos ataques de mísseis que ele ordenou na Síria, em resposta a um ataque químico no início de abril. Mais de seis pessoas a cada dez aprovaram a ação militar. Além disso, metade aprova a forma como está lidando com a Síria no geral.

A sondagem constatou ainda uma quantidade similar de pessoas tanto aprovam quanto desaprovam a política econômica de Trump.

A pesquisa Wall Street Journal/NBC News se baseou em entrevistas realizadas por telefone com 900 adultos de todo o país, entre 17 e 20 de abril. A margem de erro é de mais ou menos 3,27 pontos percentuais, com maiores margens de erro para subgrupos.

 

China quer eliminação de armas nucleares na Coreia

 23/04/2017 09:49:00

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que a China insiste na eliminação das armas nucleares na península coreana e vai prosseguir com a retomada das negociações entre as partes envolvidas. Ele está em visita na Grécia para participar de um fórum internacional sobre civilizações antigas.

"Precisamos de vozes de paz e razão. A China não será influenciada por palavras e continuará a desempenhar seu papel", disse Wang Yi.

Coreia do Norte ameaça porta-aviões dos EUA

 23/04/2017 08:54:00

A Coreia do Norte ameaçou afundar um porta-aviões dos Estados Unidos, neste domingo, para demonstrar força militar. Dois navios da Marinha japonesa se juntaram a um grupo dos EUA para exercícios no Mar das Filipinas, de acordo com o site FoxNews.com.

"Nossas forças revolucionárias estão prontas para combater um porta-aviões de propulsão nuclear americano com um único ataque", informou o jornal Rodong Sinmum, do Partido dos Trabalhadores do país.

Após vencer referendo, presidente Erdogan quer aprovar pena de morte na Turquia

 17/04/2017 16:29:17

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, confirmou a vitória do "sim" no referendo constitucional feito domingo (16), o que transferirá todo o Poder Executivo ao chefe de Estado. 

"Hoje a Turquia tomou uma decisão histórica em um debate que dura 200 anos e que é uma mudança muito séria em nosso sistema administrativo", disse o presidente em um discurso em Istambul. "É sempre difícil defender uma mudança, e fácil manter o status quo, mas graças a Deus tivemos sucesso. Foram reformados apenas 18 artigos [da Carta Magna], mas as mudanças serão muito profundas".

Erdogan também expressou seu agradecimento ao primeiro-ministro, Binali Yildirim, dirigente do governante Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), que ele mesmo liderou até 2014, e também a Devlet Bahçeli, líder do direitista Partido de Ação Nacionalista (MHP), que respaldou a reforma apesar de uma forte oposição dentro sua legenda.

"A partir de amanhã, ao invés de nos metermos em discussões inúteis, devemos trabalhar", disse o presidente turco.

Perante uma multidão que gritava seu nome, Erdogan voltou a prometer que, se o Parlamento aprovar, ratificará a reintrodução da pena de morte.

 

Papa canonizará em outubro os primeiros mártires brasileiros

 20/04/2017 16:04:29

O papa Francisco canonizará no dia 15 de outubro deste ano, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, os primeiros mártires brasileiros, os sacerdotes André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro e o laico Mateus Moreira, além de outras 27 pessoas assassinadas em 1645.

O anúncio foi realizado ontem (20), durante assembleia de cardeais dirigida pelo papa, onde foram definidas as datas das cerimônias de canonização de vários futuros santos.

Para que sejam canonizados, eles não necessitaram nenhum milagre, apenas o parecer positivo dos membros da Congregação para as Causas dos Santos, que reiterou o assassinato por "ódio à fé".

Eles são os primeiros mártires e santos brasileiros assassinados entre os dias 16 de julho e 3 de outubro de 1645 pelos protestantes calvinistas holandeses instalados em Brasil naquela época.

Muitos foram assassinados em Cunhaú e Uruacu, no Rio Grande do Norte, durante uma missa dominical celebrada por André de Soveral. 

Os mártires brasileiros serão canonizados em uma cerimônia ao lado de dois meninos mexicanos conhecidos como Mártires de Tlaxcala; o espanhol Faustino Miguez, fundador do Instituto Calasancio Filhas da Divina Pastora e o sacerdote franciscano italiano Luca Antonio Falcone.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 23.04.2017

 

Merkel confirma que cidadã alemã ficou ferida na explosão do carro da da OSCE em Donbass

A chanceler alemã, Angela Merkel, confirmou no domingo que um cidadão alemão foi ferido pela explosão que atingiu a Ucrânia em Donbass, que atingiu o carro da Missão Especial de Monitoramento da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

No início do dia, um carro da OSCE explodiu no território controlado pela autoproclamada República Popular de Lugansk (LPR), matando um funcionário britânico da OSCE e ferindo um membro da equipe alemã.

De acordo com o atual presidente da OSCE, Sebastian Kurz, o carro explodiu devido a uma mina no caminho. De acordo com a LPR, o carro desviou da rota que deveria seguir. Mais tarde, o chefe da LPR instou a OSCE a coordenar as rotas que os carros dos seus monitores estão escolhendo para evitar incidentes semelhantes.

"Os relatos sobre a morte de um funcionário da OSCE me enchem de tristeza e horror. Nossos pensamentos estão com os parentes de todos os funcionários da OSCE que servem nesta região de conflito em nome da comunidade internacional. Há funcionários da OSCE feridos, incluindo uma cidadã alemã", disse Merkel, conforme citado pelo serviço de imprensa do governo. Ela também pediu uma investigação sobre o incidente.

O leste da Ucrânia têm sido palco de tumultos desde abril de 2014, quando o governo em Kiev lançou uma ofensiva militar contra a milícia em Donbass. Apesar dos acordos de paz de Minsk assinados em fevereiro de 2015, os lados continuam a culpar uns aos outros por violações do cessar-fogo.

A Missão da OSCE para a Ucrânia foi criada em março de 2014 para observar e relatar a situação no país. Em março, o porta-voz da Missão disse à Sputnik que os observadores da OSCE na Ucrânia haviam sido bombardeados pelo menos sete vezes desde o início do ano.

Irã e China assinam contrato crucial para reconstruir reator nuclear

A China e o Irã assinaram o primeiro contrato comercial para a reconstrução do reator de água pesada na cidade iraniana de Arak, comunica a agência chinesa Xinhua.

A cerimônia oficial de celebração do acordo se deu no domingo (23) em Viena. A Chancelaria chinesa comunicou que as empresas de ambos os países já tinham rubricado o contrato em Pequim, enquanto a assinatura final do documento ocorreu hoje, informa a Xinhua.

Mais cedo, o presidente iraniano Hassan Rohani afirmou que o reator nuclear de água pesada na cidade de Arak será um reator moderno de pesquisa, que corresponde aos padrões mais altos no mundo.

A reconfiguração do reator em Arak vai decorrer no âmbito da realização do Plano de Ação Conjunto Global sobre o programa nuclear iraniano. O reator será reequipado de modo a não permitir novamente a produção de plutônio militar.

A água pesada é usada em alguns tipos de reatores nucleares como um desacelerador de neutrões. Em tais reatores, é possível produzir plutônio militar, utilizando urânio natural mas sem enriquecê-lo. Em janeiro de 2016, o Irã afirmou que tinha desmontado a parte principal do reator, na qual se planejava usar água pesada.

Parlamento do Irã abole pena de morte para traficantes

A sentença máxima para o crime passa a ser a de prisão perpétua

Agência ANSA

O Parlamento do Irã aboliu neste domingo (23) a aplicação da pena de morte para produtores, distribuidores e revendedores de drogas.

A informação foi publicada pela agência estatal "Irna", que cita o deputado Hassan Norouzi, porta-voz da Comissão de Justiça do Congresso. Segundo a "Irna", a sentença máxima para traficantes de drogas passa a ser a de prisão perpétua.

"A pena capital foi abolida para aqueles que produzem, distribuem, tratam ou importam drogas narcóticas, desde que não tenham usado armas brancas ou de fogo", disse Norouzi.

Em outubro passado, o ministro da Justiça Mostafa Pourmohammadi já havia apresentado um estudo para reduzir o número de enforcamentos por tráfico de drogas no país, principalmente porque as execuções não foram capazes de dissuadir criminosos.

A quantidade de penas de morte aplicadas para punir o narcotráfico cresceu de 743 em 2014 para 977 em 2015, de acordo com dados da ONG Anistia Internacional. No entanto, a sentença capital continua sendo um dos pilares da lei islâmica adotada no Irã, incluindo em casos de assassinato, estupro, terrorismo ou adultério. 

Kiev está arquitetando nova 'guerra de gás' com a Rússia

As autoridades ucranianas parecem estar dispostas a agudizar as tensões nas relações com a Rússia. Kiev está tentando se apoderar dos bens do gigante energético russo Gazprom na Ucrânia, o que pode significar apenas uma coisa – a confiscação do gás transportado através do gasoduto de trânsito para a Europa.

Mais cedo, o Comitê Antimonopólio da Ucrânia (AMCU) advertiu que iria confiscar os bens e ativos da empresa Gazprom no território ucraniano. Já que a estatal russa não tem outros ativos físicos no país, isto somente pode significar a confiscação do gás russo transportado através do gasoduto de trânsito, afirma o jornal russo Vzglyad.

"Este é o cenário mais terrível", afirmou Konstantin Simonov, presidente da Fundação Nacional de Segurança Energética russa, ao jornal. "Em 2009, a Ucrânia roubou gás para suas próprias necessidades, e agora vai confisca-lo formalmente. A Ucrânia vai interromper o trânsito e admite-o", adiantou.

O AMCU impôs uma multa no valor de 6 bilhões de dólares contra a Gazprom, citando alegados abusos da sua posição monopolista no mercado de trânsito de gás entre 2009 e 2015. Tais acusações surpreenderam a empresa energética russa, já que esta não tem atividade na Ucrânia, passando o gás para a empresa ucraniana Naftogaz na fronteira ocidental da Rússia.

A Gazprom se recusou a pagar a multa e apresentou uma demanda aos tribunais ucranianos, porém, sem sucesso. Há um mês, a empresa fez mais uma tentativa de apelar, mas a demanda ainda não chegou a ser considerada pela Justiça.

De acordo com o especialista em assuntos políticos Maksim Zharov, a Gazprom tem argumentos jurídicos para combater as ações de Kiev.

"Eu não acho que esta situação afete, de algum modo, a empresa Gazprom, já que tem bons argumentos jurídicos para lutar contra tais passos. Por isso, eu não acho que haja quaisquer dificuldades na proteção dos interesses da Gazprom perante as autoridades ucranianas", disse.

Segundo assegurou Zharov, as ações de Kiev vão influir de modo negativo no clima de investimentos na Ucrânia e não na empresa de energia russa.

"As autoridades ucranianas buscam eliminar a presença das empresas russas no mercado ucraniano. […] Eu acho que este passo vai agravar fortemente o clima de investimentos no mercado ucraniano", concluiu o analista.

Em 2016, a trânsito de gás através da Ucrânia correspondeu a cerca de 43% das exportações russas para a Europa. Porém, a Rússia está hoje em dia elaborando novos projetos energéticos, inclusive a construção do gasoduto Nord-Stream 2.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 23.04.2017

 

Macron e Le Pen na segunda volta das presidenciais

 

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Os dois candidatos voltam a ir a votos a 7 de maio. Primeiro a reagir, Hamon garantiu que a "esquerda não está morta". Quinto mais votado, o candidato da esquerda apelou a votar Macron para "abater a extrema-direita".

Segundo as estimativas do instituto Ipsos, o centrista Emmanuel Macron é o vencedor da primeira volta, com 23,7%, seguido de Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, com 21,7%. Ambos vão à segunda volta, a 7 de maio.

Em terceiro lugar, empatados, surgem François Fillon e Jean-Luc Mélenchon, com 19,5%. O socialista Benoît Hamon não vai além dos 6,2%. Os restantes candidatos não vão além dos 5%.

Outro instituto, Sofres, coloca Macron e Le Pen em igualdade, com 23%. E Fillon e Jean-Luc Mélenchon, ambos com 19%.

O primeiro a reagir foi Benoît Hamon. "Falhei, falhei!", afirmou o candidato da esquerda, sublinhando que esta foi "uma derrota moral para a esquerda, toda a esquerda". Afirmando-se "orgulhoso" de ter feito uma campanha "positiva" que "voltou a dar esperança aos jovens do país", o ex-ministro garantiu no entanto que "a esquerda não está morta".

Apesar de considerar Macron um adversário político, Hamon apelou a votar no candidato do En Marche! para "abater a extrema-direita".

Entre os apoiantes de Macron reunidos Porte de Versailles em Paris, o ambiente começou a aquecer. As cerca de 300 pessoas agitaram bandeiras enquanto a televisão exibia os primeiros resultados. Quem chega recebe o material para a festa.

 

Coreia do Norte detém norte-americano quando tentava sair do país

 

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Trata-se de um professor da Universidade de Ciências e Tecnologias de Yanbian, na China, de cerca de 50 anos. Detenção não foi confirmada oficialmente

Um norte-americano foi preso na Coreia do Norte quando tentava sair do país, aumentando para três o número de norte-americanos detidos naquele país, noticiou hoje a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

A prisão deste norte-americano, que não foi confirmada oficialmente, aconteceu numa altura de grande tensão entre Pyongyang e Washington.

Segundo a Yonhap, o indivíduo, que é identificado unicamente pelo seu nome de família, Kim, foi preso na sexta-feira no aeroporto internacional de Pyongyang quando estava quase a deixar o país.

De acordo com agência, trata-se de um professor da Universidade de Ciências e Tecnologias de Yanbian, na China, de cerca de 50 anos.

Dois outros norte-americanos estão atualmente detidos na Coreia do Norte, no âmbito das tensões entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.

Membro da missão da OSCE morto em explosão no leste da Ucrânia

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Explosão de uma mina fez ainda um ferido, para além da vítima mortal

A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) informou hoje que um dos seus membros morreu na explosão de uma mina à passagem de uma patrulha no leste da Ucrânia, controlado pelos rebeldes.

"Novas trágicas da Ucrânia", uma patrulha da missão da OSCE "passou sobre uma mina. Um membro da patrulha da OSCE foi morto, outro ficou ferido", indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros austríaco e presidente em exercício da organização, Sebastian Kurz, na rede social Twitter.

A patrulha viajava hoje de automóvel na província de Lugansk, quando a explosão ocorreu junto à localidade de Prishib, perto da linha de separação entre as forças ucranianas e os rebeldes pró-russos no leste da Ucrânia, disse a polícia de Lugansk à imprensa local.

Kurz pediu uma "investigação profunda" do incidente para que os responsáveis pelo ataque respondam pelos seus atos.

A república separatista de Donetsk também confirmou a morte do observador, recordando que tinham pedido à OSCE para reforçar as medidas de segurança.

"Sabe-se que a caravana saiu da rota habitual e se deslocava por vias secundárias, o que está proibido no mandato da missão de observação da OSCE", disse Eduard Basurin, subcomandante das milícias rebeldes, a meios de comunicação social russos.

Embora os Acordos de Paz de Minsk de fevereiro de 2015 tenham acabado com a guerra entre o exército ucraniano e as milícias rebeldes, as escaramuças são constantes, assim como as baixas de ambos os lados.

O conflito no leste da Ucrânia matou mais de 9.800 pessoas desde abril de 2014.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 23.04.2017

 

Sobe para 18 o número de países europeus com sarampo

Dezoito países europeus foram incluídos numa lista de regiões com transmissão endémica de sarampo, divulgou este domingo a Direção-Geral de Saúde, com base em informações transmitidas pelo Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças.

Na informação anterior, divulgada no passado domingo, o registo era de 14 países com surto da doença, com a Roménia a liderar, ao indicar mais quatro mil doentes em seis meses, desde meados do ano passado.

Continuando a ter a Roménia como líder, a lista mais recente inclui ainda Alemanha, França, Itália, Áustria, Bélgica, Polónia, Roménia, Suíça, Rússia, Turquia, Ucrânia, Irlanda, Bósnia e Herzegovina, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Sérvia e Macedónia.

Na lista divulgada este domingo, a Roménia continua a protagonizar o maior surto na Europa, com 4.793 casos confirmados e 21 mortes, sendo a faixa dos 0-14 anos a mais atingida (82,1%). Dos casos registados entre janeiro de 2016 e abril de 2017 reportavam a 96% pessoas não vacinadas.

Em Portugal, até quarta-feira, foram notificados "46 casos de sarampo, dos quais 21 confirmados e 15 em investigação", tendo a 10 casos sido excluído o diagnóstico de sarampo, segundo a DGS.

Nos primeiros quatro meses do ano houve mais casos de sarampo em Portugal do que na última década anterior.

De acordo com os vários relatórios sobre doenças de declaração obrigatória, entre elas o sarampo, entre 2006 e 2014 Portugal registou 19 casos de sarampo -- quase todos importados - quando desde janeiro deste ano até hoje já houve 23 casos notificados.

Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países.

O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas, habitualmente é benigna mas pode ser grave e até levar à morte.

A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo e a vacina é gratuita e está incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.

Rapaz de 12 anos conduziu 1300 quilómetros sem ninguém reparar

Um australiano de 12 anos foi apanhado pela polícia, este sábado, depois de percorrer mais de 1200 quilómetros de carro, numa tentativa de atravessar o país de uma ponta a outra.

O rapaz tentava atravessar a Austrália desde a cidade costeira de Kendall até Perth, um percurso com mais de 4000 quilómetros de extensão e que demora cerca de 43 horas a percorrer de carro.

Depois de fazer mais de 1300 quilómetros, a polícia intercetou este "mini" condutor na região de Broken Hill, porque estava a arrastar o para-choques na estrada, conta o jornal britânico "The Guardian",

Segundo a mesma fonte, a polícia ainda está a investigar como é que o rapaz foi capaz de reabastecer o veículo e como conseguiu fazer tantos quilómetros sem captar a atenção dos outros condutores.

Três crianças mortas em disputa de duas mulheres com "o mesmo cônjuge"

Três irmãos, menores de idade, foram assassinados na província do Huambo, em Angola, com golpes de machado, disse fonte da Polícia Nacional, admitindo tratar-se de um crime de natureza passional.

De acordo com a mesma informação, o triplo homicídio aconteceu na quarta-feira, no município do Bailundo, durante uma altercação entre duas mulheres que, segundo a polícia, "partilham o mesmo cônjuge".

A segunda mulher "tentava brigar" com a mãe dos menores, de três, sete e 11 anos, mas "viu seus intentos frustrados ao aperceber-se de que esta terá fugido".

"Não satisfeita, introduziu-se na residência em que se encontravam os menores", apontou a polícia.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 23.04.2017

 

EUA mais comedidos


23 de Abril, 2017

O vice-presidente dos EUA defendeu uma solução pacífica para a crise da Coreia do Norte com a ajuda da China.

“Acreditamos que o desarmamento nuclear e balístico de Pyongyang pode ser alcançado de forma pacífica, em grande parte devido ao novo compromisso da China”, disse Mike Pence, numa conferência de imprensa ontem em Sydney, juntamente com o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, com quem se reuniu, durante a sua visita ao país.

 

Dezenas de soldados são mortos por talibãs


23 de Abril, 2017

Mais de uma centena de militares foram sexta-feira mortos depois de um grupo de talibãs, disfarçados de soldados, ter atacado uma base na zona norte do Afeganistão.

O Ministério da Defesa afegão fala em mais de 100 mortos e dezenas de feridos, mas até ontem ainda não havia certezas quanto ao número exacto de vítimas. Caso o número se confirme, o ataque será o mais mortífero contra uma base afegã.
Uma fonte oficial do distrito de Mazar-i-Sharif, onde ficam localizadas as instalações militares, garante, porém, que o número de mortos pode mesmo vir a ultrapassar os 140. À Reuters, outros oficiais mostraram-se convencidos de que o número pode ser até superior a 150. 
O ataque de sexta-feira foi levado a cabo por um grupo de dez talibãs que conduziam veículos militares. Os soldados afegãos, que tinham acabado de sair de uma mesquita onde fizeram uma das orações do dia, começaram por ser atacados com armas de fogo, numa batalha que terá durado seis horas, de acordo com o porta-voz do exército, citado pela CNN. Terá havido uma explosão num dos portões da base. De acordo com fontes oficiais contactadas pela Reuters, terão sido também detonadas granadas e alguns dos jihadistas ter-se-ão suicidado com coletes de explosivos. “Havia tiros e explosões por todo o lado”, relatou uma testemunha à agência noticiosa, descrevendo o cenário como caótico. Zabihullah Mujahid, porta-voz do grupo terrorista, emitiu ontem um comunicado em que explica que o ataque se tratou de uma resposta às mortes de vários líderes talibãs no norte do Afeganistão. A base pertencia à 209ª corporação do Exéricito do Afeganistão, responsável pelo patrulhamento de grande parte da zona norte do país.

 

Detenção de Julian Assange é prioridade


23 de Abril, 2017

A detenção do fundador do portal WikiLeaks é uma prioridade para a Administração de Donald Trump, que luta contra a divulgação de informações sensíveis, afirmou o procurador-geral norte-americano, Jeff Sessions.

A imprensa local, que citou dirigentes norte-americanos, informou que Washington está a elaborar a acusação, com vista à detenção de Julian Assange, que continua a divulgar informação com carácter sigiloso sobre as actividades políticos e militares dos Estados Unidos. “Vamos redobrar os nossos esforços no que diz respeito às fugas de informação”, declarou Sessions numa conferência de imprensa concorrida.
“Esta é uma questão que está além de tudo o que eu conheça”, disse o procurador-geral, referindo-se ao número elevado de fugas de informação. “Procurámos colocar algumas pessoas na prisão, por práticas indevidas”, acrescentou, sem determinar à altura certa para fazer andar o processo de captura ou de detenção. 
Segundo o jornal Washington Post, os procuradores redigiram, nas últimas semanas, uma nota sobre as acusações contra Julian Assange e membros do portal WikiLeaks, que podem incluir elementos como conspiração, roubo de propriedade do Estado e violação da lei federal de espionagem.
Julian Assange, de 45 anos, está refugiado na Embaixada do Equador em Londres desde 2012, na tentativa de escapar a um mandado de detenção europeu por uma alegada violação na Suécia, que ele próprio nega. Assange receia ser extraditado para os Estados Unidos da América, onde se arrisca a sanções pesadas pela publicação em 2010 de documentos confidenciais militares e diplomáticos, em particular sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão. O australiano foi interrogado na embaixada a 14 e 15 de Novembro sobre a questão da violação, caso que remonta a 2010.
O caso voltou à ordem do dia devido às acusações de agências norte-americanas de informações contra a Rússia, segundo as quais Moscovo interferiu com as presidenciais dos Estados Unidos da América para beneficiar a eleição de Donald Trump, ao divulgar no portal do WikiLeaks documentos que desacreditaram a candidata democrata Hillary Clinton. A Rússia nega categoricamente qualquer ingerência na campanha eleitoral norte-americana, e afirma “que não se pode provar o que não se fez.”

 

 

Operações agravam quadro de desconfiança

Altino Matos |
23 de Abril, 2017

A Rússia e o comando da OTAN voltaram a estabelecer um quadro de discórdia com uma movimentação de tropas que está a ser encarada como uma forma de desencorajar avanços mais significativos na Ucrânia e na Síria, onde o Governo de Moscovo exerce uma diplomacia de grande influência.

 

A OTAN desculpa-se com operações dinâmicas e de aprimoramento táctico, sem qualquer ligação a preparativos de uma ofensiva contra a Rússia, mas fontes do Kremlin indicam que existem dados que podem levar a uma situação de confronto durante as manobras militares. A Rússia, segundo o Kremlin, ordenou movimentações de veículos e helicópteros militares dentro do seu espaço territorial, seguindo um protocolo de manutenção de procedimentos e de mudança táctica dos efectivos. 
O Kremlin também desmentiu que movimentou tropas em Vladivostok e Slavyanka, junto da fronteira com a Coreia do Norte, que seria visto como um reforço do poderio militar russo face à tensão crescente na península coreana.
O porta-voz do Governo de Moscovo, Dmitry Peskov, remeteu as movimentações militares para política interna, mas não deixou de fora o cenário internacional. “O assunto do posicionamento ou reposicionamento de tropas dentro do país não entra no domínio de assunto público. Qualquer país no processo de construção da sua própria segurança reage à mudança na situação internacional”, disse Dmitry Peskov. 
No quadro da guerra de informação, vários jornais avançaram, citando analistas militares, que aviões russos com armas electrónicas podem paralisar a Marinha dos Estados Unidos da América (EUA) e os seus sistemas de defesa de mísseis. Um artigo publicado pelo jornal britânico “The Independent”, atribuindo as informações à imprensa russa, referiu uma ferramenta do programa Vesti designada Khibiny, que seria responsável por ter desactivado completamente os sistemas de defesa do navio de guerra norte-americano USS Donald Cook no Mar Negro, em 2014. O armamento electrónico russo estava instalado num avião Sukhoi Su-24 e pôde “desactivar todos os sistemas do navio” com “poderosas ondas electrónicas de rádio” num voo durante o processo de integração da Crimeia no território russo.
“Não é preciso ter armas caras para vencer uma guerra, uma poderosa interferência rádio-electrónica é o suficiente”, informou uma fonte russa contactada pelo “The Independent”. 
Na época, a Marinha dos EUA confirmou que houve um encontro entre a embarcação e duas aeronaves Sukhoi Su-24 no Mar Negro. Todavia, os militares norte-americanos destacaram que o navio podia plenamente defender-se de qualquer ataque.
O jornal “The Independent” destaca ainda não saber o motivo por que só agora, passados três anos após o ataque com o Khibiny, a informação foi divulgada, justamente num momento em que as relações entre a Rússia e os EUA estão tremidas. O recente encontro entre o Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, mostrou que os dois países apresentam ainda muitas discordâncias, mais notoriamente em relação ao conflito na Síria e à tensão na península coreana, onde os Estados Unidos admitem lançar um ataque surpresa a Pyongyang.

Investigação do ataque

O Governo de Moscovo lamentou a recusa dos EUA para que inspectores russos participem numa investigação sobre o ataque com armas químicas na Síria, anunciou ontem o Ministério das Relações Exteriores.
O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e os dois concordaram em deliberar mais uma vez sobre uma investigação “objectiva sobre o incidente” sob a égide da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).
Os EUA, que acusaram a Síria pelo ataque de 4 de Abril, no qual dezenas de pessoas morreram por inalação de gás venenoso, responderam com disparos de mísseis contra uma base aérea síria. O episódio somou-se a uma longa lista de disputas entre os dois países e acabou com as esperanças russas de que as relações bilaterais poderiam melhorar com a chegada de Donald Trump à Casa Branca. O Presidente dos EUA disse na semana passada que as relações com o Governo de Moscovo “podem estar num momento histórico ruim”. Referindo-se a outro problema, Seguei Lavrov pediu a Rex Tillerson que devolvesse “propriedades diplomáticas russas nos EUA que foram ilegalmente confiscadas pela administração de Barack Obama”.
O antigo Presidente dos EUA expulsou 35 russos suspeitos de espionagem em Dezembro do ano passado e ordenou que os serviços diplomáticos deixassem dois retiros de férias perto de Washington e Nova Iorque, que alegadamente eram utilizados por agentes de contra-informação.

Força Aérea síria

O secretário (ministro) da Defesa dos EUA, Jim Mattis, afirmou ontem que a Síria dispersou aviões de guerra nos últimos dias e que reteve armas químicas, uma questão que está a ser tratada diplomaticamente. Os EUA lançaram há duas semanas dezenas de mísseis contra uma base aérea síria em resposta a um ataque químico que matou 90 pessoas, incluindo 30 crianças. Segundo as autoridades norte-americanas, o Governo sírio realizou o ataque a partir da base aérea de Shayrat. O Pentágono (Ministério da Defesa dos EUA) disse que o ataque aéreo danificou ou destruiu cerca de 20 por cento das aeronaves militares sírias. O ministro da Defesa de Israel confirmou que as forças militares sírias transferiram  aviões de guerra para uma base russa em Lataquia. “Eles dispersaram os aviões nos últimos dias”, disse Jim Mattis.

Israel ataca bases

Aviões israelitas bombardearam várias posições do Exército da Síria nas Colinas de Golã, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), assinalando que os indícios apontam que o ataque foi executado por drones. 
Uma fonte militar síria não identificada, citada pela agência oficial de notícias Sana, informou que aviões israelitas lançaram dois mísseis contra uma posição militar na província de Quneitra. A fonte militar acrescentou que o quartel está situado perto da localidade de Khan Arnaba e que o ataque provocou danos materiais.
O OSDH indicou que cinco mísseis foram lançados contra posições militares nas áreas de Al Kom, Al Samdaniya al Sharquiya e na cidade de Al Baaz, situadas na província de Quneitra. Segundo a Sana, o ataque aconteceu depois de o Exército sírio ter abortado uma tentativa de infiltração de supostos grupos terroristas em direcção ao posto militar próximo de Khan Arnaba. A fonte indicou que o ataque demonstra o apoio directo de Israel aos alegados grupos terroristas. No dia 16 de Março, Israel bombardeou um comboio no norte da Síria, com o argumento de que transportava armas dos arsenais sírios para a milícia do movimento xiita libanês Hezbollah, o que deu lugar a um troca de fogo sem precedentes nos últimos anos.
O embaixador israelita na Rússia, Gary Kore, foi advertido por Moscovo, principal aliado da Síria, que Israel deve cessar estas intervenções. Nos seis anos de guerra civil na Síria, Israel atacou alvos nesse país em pelo menos 20 ocasiões, fosse porque algum projéctil errático caiu no seu território.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 19.04.2017

 

Erdogan vence referendo para implantar sistema presidencialista na Turquia

 18/04/2017 15:47:31

O novo sistema presidencialista proposto por Erdogan venceu o referendo domingo na Turquia com 51,3% dos votos

O novo sistema presidencialista sugerido pelo chefe de Estado, Recep Tayyip Erdogan, venceu o referendo domingo na Turquia com 51,3% dos votos, no momento em que a apuração das urnas alcançou 98% e a oposição já denuncia manipulação eleitoral.  

O voto a favor do novo sistema lidera a contagem com uma vantagem de 1,3 milhão de votos sobre o "não", o que lhe garante a vitória, embora a proporção ainda possa variar.

No entanto, o Partido Republicano do Povo (CHP), o maior da oposição, que fez campanha contra a reforma, denunciou que estas cifras provêm da agência semipública Anadolu e ainda não são os resultados definitivos da Junta Suprema Eleitoral.

Além disso, Erdal Aksünger, um porta-voz do CHP, declarou à imprensa que seu partido impugnará 37% das urnas apuradas, porque há "muita manipulação".

Uma das maiores preocupações da oposição é o comunicado da Junta Suprema Eleitoral que hoje permitiu considerar válidas na contagem as papeletas não previamente seladas pela equipe da mesa eleitoral, o que abre a porta para manipulações na avaliação dos opositores de Erdogan.

"Dizem que são válidas as papeletas e envelopes sem selo oficial. Isso é ilegal", disse à imprensa o vice-presidente do CHP, Bülent Tezcan.

 

Coreia do Norte diz que está pronta para guerra com armas nucleares

 18/04/2017 15:46:13

Coreia do Norte diz que está pronta para confronto nuclear contra os EUA

O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores de Coreia do Norte, Choe Ryong-hae, disse sábado (15) durante um grande desfile militar em Pyongyang, que o povo norte-coreano está "preparado para a guerra" contra os Estados Unidos com suas armas nucleares. As informações são da Agência EFE.

"Estamos completamente preparados para enfrentar qualquer tipo de guerra com nossas armas nucleares se os EUA atacarem a península da Coreia", disse Ryong-hae, considerado o número dois do regime, em seu discurso durante a exibição militar em comemoração ao 105º aniversário do fundador do país, Kim Il-sung.

Durante o desfile do "Dia do Sol", presidido pelo líder Kim Jong-un, o Exército norte-coreano mostrou seu arsenal, incluindo vários mísseis balísticos, entre os quais encontrava-se um possível novo projétil de alcance intercontinental.

"Se os EUA fizerem provocações imprudentes contra nós, nossa força revolucionária contra-atacará num instante, com um ataque aniquilador e responderemos a uma guerra total com guerra total e a ataques nucleares com nosso próprio arsenal atômico", disse Choe.

 

Ele também acusou os EUA de posicionar armas nucleares no Sul da península coreana, "o que está criando uma situação muito tensa que ameaça a paz e a segurança não só da região, como também do mundo inteiro".

Washington decidiu enviar recentemente um porta-aviões nuclear à península da Coreia em resposta aos lançamentos de mísseis de Pyongyang e Washington, e chegou a insinuar que estuda a possibilidade de um ataque preventivo para frear os avanços armamentísticos do regime norte-coreano.

"Os imperialistas estão tentando isolar nosso povo onde as pessoas só querem viver em paz", afirmou o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores.

 

Macron ultrapassa Le Pen na reta final do 1º turno, diz pesquisa do OpinionWay

 19/04/2017 13:06:00

Na reta final do primeiro turno das eleições presidenciais na França, o candidato centrista Emmanuel Macron ultrapassou a candidata do partido de extrema-direita, Marine Le Pen, indica pesquisa do OpinionWay. Os dois mantêm o favoritismo para disputarem o segundo turno, com Macron apresentando 23% das intenções de voto e Le Pen, 22%.

Em terceiro lugar, aparece o candidato da centro-direita, François Fillon, que era tido como favorito antes de um escândalo de corrupção atingir sua campanha. Já o candidato da extrema-esquerda, Jean-Luc Mélenchon, aparece com 19% das intenções de voto, de acordo com o OpinionWay.

O instituto simulou dois cenários no segundo turno. No primeiro, entre Le Pen e Macron, o candidato centrista venceria a candidata da extrema-direita por 65% contra 35% das intenções de voto. Em um segundo turno entre Fillon e Le Pen, a candidata da extrema-direita teria um pouco mais de força, mas também não venceria, segundo a pesquisa. Fillon aparece com 58% das intenções de voto contra 42% de Le Pen.

O OpinionWay ouviu 2.417 pessoas entre os dias 16 e 18 de abril. A margem de erro para a sondagem referente ao primeiro turno é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Já a margem de erro para as pesquisas de segundo turno é de 2,9 pontos porcentuais.

Trump volta atrás e diz que Otan é estratégica para combate ao terrorismo

 13/04/2017 15:45:47

O presidente Donald Trump voltou atrás sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ontem (13), após reunir-se na Casa Branca com o secretário-geral do bloco, Jens Stoltenberg, Trump disse que já não vê o grupo como “obsoleto e ultrapassado”, mas sim como uma aliança militar estratégica importante para combater o terrorismo.

Durante toda a campanha eleitoral e depois de tomar posse, Donald Trump disse reiteradas vezes que a Otan era ultrapassada e questionou a existência do bloco. Em declarações anteriores, disse que a aliança não acrescentava nada de “produtivo” aos norte-americanos.

Além disso, ele criticava o investimento financeiro dos Estados Unidos na aliança. Nessas ocasiões, Trump dizia que governo norte-americano havia colocado mais dinheiro que os outros países aliados, o que, para ele, era uma situação “injusta” e “desigual".

Em uma entrevista coletiva ao lado de Stoltenberg, Trump disse que o encontro foi produtivo e que mudou de opinião porque a “Otan mudou também” e, na visão dele, tornou-se mais “produtiva”.

Mesmo assim, o presidente norte-americano pediu mais participação financeira dos países-membros da organização. Atualmente 28 países fazem parte do tratado, que nasceu em 1949, sob a prerrogativa de estabelecer uma parceria militar estratégica.

Na entrevista, o secretário-geral da Otan disse que uma das prioridades agora é conseguir fazer com que os Estados-Membros cumpram com suas obrigações e compromissos com o bloco.

No final da conversa com jornalistas, Donald Trump também afirmou que as relações com a Rússia se deterioram muito e chegaram ao ponto “mais baixo de todos os tempos”.

Trump disse que verá como vai fazer para estabelecer o diálogo com o presidente russo, Vladmir Putin.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, esteve ontem na Rússia para discutir o conflito sírio. Os dois países divergem sobre uma ação militar contra o governo de Bashar al Assad, um antigo aliado da Rússia.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 19.04.2017

 

Casa Branca tentará marcar reunião entre Papa e Trump

Viagem oficial do magnata acontecerá nos dias 26 e 27 de maio

Agência ANSA

A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira (19) que entrará em contato com o Vaticano para tentar organizar uma audiência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o papa Francisco.

Segundo o porta-voz do governo, Sean Spicer, a pretensão é que o encontro aconteça durante a visita oficial do magnata à Itália, que ocorre nos dias 26 e 27 de maio. "Será certamente uma honra", ressaltou.

Até o momento, não consta nenhum encontro entre o chefe de Estado e o líder católico nas agendas de ambos. Caso a audiência não seja confirmada, Trump poderá ser o primeiro presidente norte-americano desde Franklin D. Roosevelt a fazer uma viagem ao país europeu sem se reunir com o Pontífice.

'Project Syndicate': O decepcionante primeiro ano de Macri na presidência

País sofreu estagflação, com queda de 2,3% do PIB  e inflação atingindo quase 40%

Jornal do Brasil

Texto publicado nesta quarta-feira (19) pelo Project Syndicate, de Praga, fala sobre o primeiro ano de Maurício Macri como presidente da Argentina. A economia argentina está lutando. No ano passado, o país sofreu estagflação, com queda do PIB de 2,3% e inflação atingindo quase 40%. Aumento da pobreza e da desigualdade; Aumento do desemprego; E a dívida externa cresceu - e continua a crescer - a um ritmo alarmante. Para o presidente Mauricio Macri, foi um desanimador primeiro ano no cargo, para dizer o mínimo.

O artigo acrescenta que com certeza, Macri enfrentou um desafio assustador quando tomou posse em dezembro de 2015 e aponta que a economia já estava em um caminho insustentável, devido às inconsistentes políticas macroeconômicas que sua antecessora, Cristina Fernández de Kirchner, havia adotado. Essas políticas levaram a desequilíbrios que corroeram a competitividade da economia e as reservas externas, levando o país a uma crise de balanço de pagamentos.

Macri também perseguiu uma abordagem de política macroeconômica defeituosa, avalia Martin Guzman da Universidade de Columbia, autor do texto

Macri também perseguiu uma abordagem de política macroeconômica defeituosa, avalia Martin Guzman da Universidade de Columbia, autor do texto. Sua administração precisava resolver os desequilíbrios fiscais e externos, sem desfazer os progressos na inclusão social que tinham sido feitos na década anterior. Sua abordagem, baseada em quatro pilares fundamentais, não conseguiu isso.

Martin afirma que em primeiro lugar, o governo de Macri aboliu os controles cambiais e transferiu a Argentina para um regime de moeda flutuante, permitindo que o peso argentino se depreciasse 60% em relação ao dólar em 2016. Segundo, o governo de Macri reduziu os impostos sobre as exportações de commodities, Kirchner, e retirou uma série de controles de importação. Em terceiro lugar, o Banco Central da Argentina anunciou que seguiria um regime de metas de inflação, em vez de continuar a depender principalmente da senhoriagem para financiar o déficit fiscal.

Finalmente, descreve o pesquisador Guzman, o governo de Macri chegou a um acordo com os chamados fundos abutres e outros credores que, por mais de uma década, impediram o país de acessar os mercados de crédito internacionais. Uma vez concluído o acordo, a Argentina buscou um novo empréstimo externo maciço, com a maior emissão de dívida emergente do mundo, para ajudar a resolver seu considerável déficit fiscal. No interesse de reduzir seus custos de empréstimo, as autoridades emitiram a nova dívida sob a lei de Nova York, apesar da cara batalha que o país acabava de perder precisamente porque tinha emprestado sob esse quadro legal.

Para Martin a abordagem da política macroeconômica de Macri - que incluía também o aumento dos preços dos serviços públicos que haviam sido congelados pelo governo anterior e implementado um programa de anistia fiscal que proporcionava ao governo mais receita fiscal - repousava em vários pressupostos controversos. Acima de tudo, a mudança radical no curso de política deveria estabelecer as condições para o crescimento dinâmico.

O artigo de opinião enfatiza que o novo foco do banco central na inflação também não ajudará, porque prejudicará a atividade econômica e exacerbará a dor vivida pelos mais vulneráveis, para quem o desemprego pode ser pior do que o aumento dos preços.

Para finalizar, Martin Guzman ressalta que a raiva pública está atingindo seu pico, devido à redistribuição eficaz da riqueza longe dos trabalhadores provocada pelas políticas de Macri. Como está, as perspectivas da Argentina são incertas, finaliza. 

Comissão eleitoral rejeita anular referendo na Turquia

Pedido tinha sido apresentado por partidos de oposição

Agência ANSA

A Comissão Eleitoral da Turquia rejeitou nesta quarta-feira (19) o pedido apresentado pela oposição para anular o referendo do último domingo que ampliou os poderes do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Mulher finge impeachment de Trump para idoso morrer em paz

Homem morreu ouvindo que o presidente dos EUA sofreu impeachment

Agência ANSA

 

Uma mulher fingiu o impeachment do presidente norte-americano, Donald Trump, para que seu ex-marido pudesse "morrer em paz". O caso aconteceu no estado de Oregon, nos Estados Unidos.

Michael Garland Elliott tinha 75 anos e sofria com diversos problemas cardíacos. Graças a mentira contada por sua ex-esposa, Teresa Elliott, ele pode morrer "tranquilo" no leito de sua casa, no último dia 6 de abril.

A mulher explicou que, apesar do divórcio que aconteceu há cerca de 20 anos, ela continuou muito ligada a seu ex-companheiro e o visitava frequentemente. Assim, quando o estado de saúde de Michael se agravou, ela decidiu "tranquilizá-lo", dizendo que o processo de impeachment contra Trump tinha sido aberto. 

Segundo informações do obituário, a última coisa que a mulher teria dito a ele foi "Trump sofreu impeachment". "Eu sabia que eram seus últimos momentos de vida, e que esta notícia lhe daria conforto", explicou Teresa à imprensa local.

Ela disse ainda que o ex-marido era um "viciado em notícias", e que sempre tinha deixado muito claro sua desaprovação ao atual presidente dos Estados Unidos.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 19.04.2017

 

 

Donald Trump vai recebe líder da Autoridade Palestiniana

 

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Presidente norte-americano quer falar com Mahmud Abbas sobre o relançamento das negociações de paz no Médio Oriente

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai receber o líder da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, no próximo dia 3 de maio para tentar relançar as negociações de paz no Médio Oriente, divulgou esta quarta-feira a Casa Branca.

Espera-se que os dois líderes abordem opções para a pacificação das relações entre os palestinianos e Israel.

"Esta visita vai permitir reafirmar o compromisso dos Estados Unidos, como dos líderes palestinianos, de procurar - e eventualmente de concluir - um acordo visando o fim do conflito", declarou o porta-voz da administração norte-americana, Sean Spicer, durante a habitual conferência de imprensa diária na Casa Branca.

Trump convidou Mahmud Abbas durante o seu primeiro contacto telefónico com o líder palestiniano, que aconteceu no passado dia 10 de março.

Este encontro acontece mais de dois meses depois da primeira reunião presencial entre Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que teve lugar a 15 de fevereiro em Washington.

Durante o encontro com Netanyahu, Donald Trump pareceu distanciar-se da ideia da criação de um Estado palestiniano para alcançar a paz no Médio Oriente, rompendo com décadas de diplomacia norte-americana e internacional.

"Estou a avaliar a possibilidade de dois Estados e de um Estado", disse então.

"Gosto da solução que os dois lados gostarem. Se eles estiverem contentes eu também estou", acrescentou na mesma ocasião com Netanyahu ao seu lado.

Ao mesmo tempo, o líder norte-americano frisou que gostaria de ver Israel a adiar a construção de colonatos durante algum tempo e fontes de Washington alertaram que a expansão "descontrolada" dos colonatos israelitas poderia ser um obstáculo à paz.

A ambiguidade de Trump em relação a este dossiê tem gerado preocupação entre os palestinianos e os países-membros da Liga Árabe, que na sua última cimeira reagiram à posição de Washington e sublinharam o seu apoio à criação de um Estado palestiniano.

 

Televisão da Coreia do Norte emite ataque simulado aos Estados Unidos

 

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Montagem mostra míssil balístico disparado por Pyongyang que alegadamente cruza o Oceano Pacífico e atinge uma cidade não identificada nos EUA

A Coreia do Norte projetou no domingo a recriação de um ataque com mísseis a uma cidade dos Estados Unidos, durante uma cerimónia em Pyongyang, anunciou hoje a televisão estatal norte-coreana.

Em plena escalada de tensão na península coreana, as imagens foram exibidas num auditório da capital, no âmbito das comemorações do 105.º aniversário do fundador do país, Kim Il-sung, disse a KCTV.

A montagem mostra um míssil balístico disparado pela Coreia do Norte que alegadamente cruza o Oceano Pacífico e atinge uma cidade não identificada nos Estados Unidos.

Após a explosão, surge uma bandeira norte-americana em chamas com uma imagem do que se entende ser um cemitério.

Estudante morto durante a "mãe de todas as manifestações"

 

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Venezuelanos saem à rua para protestar contra Nicolás Maduro

Uma das marchas de opositores do regime na Venezuela, que tentava esta quarta-feira chegar à sede do gabinete do provedor de Justiça, foi dispersa com gás lacrimogéneo e noutra concentração antigovernamental há relatos de uma pessoa morta com um tiro.

De acordo com a Reuters, que cita testemunhas que estavam no local, um jovem foi baleado na cabeça e acabou por morrer.

 

Forças de segurança russas matam dois suspeitos de prepararatentados

 

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Os dois homem era oriundos "de um país da Ásia Central"

Dois homens suspeitos de preparar atentados na Rússia foram abatidos num tiroteio pelas forças de segurança russas, informaram esta quarta-feira fontes do Serviço Federal de Segurança, a agência que sucedeu ao KGB, citadas pela agência russa Interfax.

Os dois homens eram oriundos "de um país da Ásia Central" e foram mortos na região de Vladimir, na zona oeste da Rússia, segundo as mesmas fontes da agência de serviços secretos russa conhecida pelas iniciais FSB.

As fontes indicaram que a ordem inicial passava pela detenção dos suspeitos, mas que os dois homens ofereçam resistência e acabaram por ser abatidos por elementos do FSB.

De acordo com o FSB, os suspeitos tinham ligações a recrutadores de redes terroristas internacionais e estariam a preparar a realização de "atentados terroristas no território da Federação Russa".

Os homens tinham em seu poder componentes para o fabrico de uma bomba, uma arma automática Kalashnikov e munições.

As autoridades russas têm detido nas últimas duas semanas vários cidadãos oriundos de países da Ásia Central, a maioria na cidade russa de São Petersburgo, por suspeita de colaboração com o grupo extremista Estado Islâmico (EI) e com outras redes terroristas.

Na passada segunda-feira, o FSB anunciou a detenção de um dos presumíveis organizadores do atentado bombista perpetrado a 3 de abril contra o metro de São Petersburgo, que matou 14 pessoas.

O homem estava armado com uma pistola e também era originário da Ásia Central.

O bombista do atentado de 3 de abril era do Quirguistão. Os países pobres da Ásia Central, maioritariamente muçulmanos, são considerados terreno fértil para a captação de extremistas islâmicos.

A Rússia não sofria um atentado desta dimensão dentro do seu território desde dezembro de 2013, quando dois suicidas mataram 34 pessoas numa estação de comboio e num elétrico em Volgogrado, antiga Estalinegrado.

Quatro militares mortos e um ferido em queda de helicóptero

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Helicóptero controlava as fronteiras no norte da Grécia

Quatro militares morreram hoje e um ficou ferido na queda de um helicóptero de controlo de fronteiras no norte da Grécia, informaram fontes militares gregas.

O acidente ocorreu hoje a norte da cidade de Elassona, 450 quilómetros a noroeste de Atenas.

Fontes militares dizem que o helicóptero estava num voo de controlo de fronteiras de rotina.

Um oficial do exército grego confirmou as mortes à Associated Press, mas pediu anonimato até que haja um anúncio oficial.

Uma vasta operação de busca foi lançada após as autoridades perderem o contacto com o helicóptero, que tinha descolado de Larissa (centro).

 

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 19.04.2017

 

Maioria dos casos de sarampo afeta pessoas não vacinadas

Foram notificados 46 casos de sarampo, até às 16 horas desta quarta-feira, informou a Direção Geral de Saúde, em comunicado. Mais de metade em pessoas sem registo de vacinação.

Dos 46 casos de sarampo notificados, 21 foram confirmados e 15 estão em investigação. Nos restantes 10 casos foi já excluído o diagnóstico de sarampo.

Entre os 21 casos confirmados, 12 (57%) são em pessoas não vacinadas. Há nove profissionais de saúde infetados, dois destes sem registo de vacinação, informa a Direção Geral de Saúde (DGS), em comunicado.

A Região de Lisboa e Vale do Tejo, com 13 casos, é a mais afetada pelo surto de sarampo, que tem um caso confirmado a norte e sete na região do Algarve.

Por faixas etárias, os adultos com idade superior a 20 anos (13 casos) são os mais afetados. Entre as crianças com menos de um ano há quatro casos confirmados e três no grupo etário do 1 aos 4 anos.

Esta quarta-feira, morreu em Lisboa a jovem de 17 anos que estava internada com sarampo no Hospital Dona Estefânia.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, geralmente benigna mas que pode desencadear complicações e até ser fatal. Pode ser prevenida pela vacinação, que em Portugal é gratuita e está no Programa Nacional de Vacinação.

 

Sarampo matou 130 mil pessoas em todo o mundo num só ano

O sarampo, que esta quarta-feira vitimou mortalmente uma jovem de 17 anos em Portugal, causou mais de 130 mil mortes em todo o mundo em 2015, o que significa uma média diária de 367 óbitos.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicados em março e que se reportam a 2015, morreram 134.200 pessoas devido ao sarampo a nível mundial.

A vacinação - que em Portugal é gratuita, estando no Programa Nacional de Vacinação, mas não obrigatória - contribuiu para uma queda de quase 80% da mortalidade por sarampo entre 2000 e 2015 a nível global.

Em 2015, cerca de 85% das crianças em todo o mundo tinham uma dose da vacina contra o sarampo no primeiro ano de nascimento, quando em 2000 essa taxa era de 73%.

Um relatório da OMS estima que entre 2000 e 2015, a vacina contra o sarampo tenha prevenido 20,3 milhões de mortes, tornando a "vacinação do sarampo uma das melhores conquistas em termos de saúde pública".

De acordo com os vários relatórios sobre doenças de declaração obrigatória, entre elas o sarampo, entre 2006 e 2014, Portugal registou 19 casos de sarampo - quase todos importados - quando, desde janeiro deste ano até hoje, já houve pelo menos 21 casos confirmados além de outros 18 em investigação.

Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países.

Com a vacinação gratuita das crianças, a partir de 1974, e sobretudo com a introdução de uma segunda dose de vacina em 1990, o sarampo acabou por se tornar quase uma doença esquecida ou invisível.

Mas entre 1987 e 1989 tinham sido notificados em Portugal 12 mil casos, contabilizando-se 30 mortes.

O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas e, apesar de habitualmente ser benigna, pode ser grave e até levar à morte, avisa a Direção-geral da Saúde (DGS).

A doença manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto.

Segundo a norma clínica emitida pela DGS na semana passada, as complicações do sarampo podem incluir otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalite.

Os adultos têm, normalmente, doença mais grave do que as crianças e os doentes imunocomprometidos podem não apresentar manchas na pele.

O sarampo, que é evitável pela vacinação, transmite-se por via aérea e pelo contacto direto com secreções nasais ou da faringe de pessoas infetadas.

Com um período de incubação que pode variar entre sete e 21 dias, o contágio dá-se quatro dias antes e quatro dias depois de aparecer o exantema (erupções cutâneas).

Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18 anos, e uma dose quando se trata de adultos.

A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo, sendo gratuita e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.

"Alerta-se, desde já, para a necessidade de os pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país", referiu a DGS numa nota hoje emitida, um alerta que tem repetido de forma constante.

A vacinação organizada contra o sarampo em Portugal iniciou-se em 1973, com uma campanha de vacinação de crianças entre um e quatro anos, que vigorou até 1977.

Ursa "morreu de coração partido" depois de separada de companheira

 

Uma ursa polar, com 21 anos, morreu, na terça-feira, no Sea World, de São Diego, nos EUA. A morte acontece poucas semanas da companheira do animal ter sido enviada para outro zoo, no âmbito de um programa de reprodução.

Szenja foi encontrada sem vida pelos seus tratadores, sem que se conheça, para já, o motivo da morte. Nos últimos tempos, o animal apresentava sinais visíveis de tristeza e não se estava a alimentar em condições. O estado de Szenja começou a agravar-se depois de ter sido separada de Snowflake, uma outra ursa que em fevereiro foi enviada para Pitssburgh.

O par, uma das principais atrações do controverso Sea Life, estava junto desde o dia em que o parque abriu, em 1997. Quando a notícia da sua separação se tornou pública, milhares de ativistas pelos direitos dos animais assinaram uma petição para impedir a separação dos dois animais. Snowflake já tinha sido enviada para Pitssburgh, em 2014, mas na altura Szenja acompanhou a sua companheira.

Em declarações à "NBC San Diego", Tracy Remaim, vice presidente da PETA, disse que "Szenja morreu de coração partido". "Depois de perder a companheiro de 20 anos, Szenja fez aquilo que qualquer um faria quando perde esperança. Ela simplesmente desistiu", referiu.

"Esta situação deveria ser um alerta para o Sea World: Parem de criar animais em cativeiro, encerem as exibições com animais e enviem-nos para santuários", concluiu.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 19.04.2017

 

Antigos soldados africanos têm nacionalidade francesa


19 de Abril, 2017

O Presidente francês, François Hollande, presidiu sábado, no Eliseu, a uma cerimónia de reintegração da nacionalidade francesa a 28 antigos soldados africanos, entre senegaleses, congoleses, centro-africanos e costa-marfinenses, que combateram ao lado da França na Indochina ou na Argélia, antes de perder a sua nacionalidade por altura da independência das colónias africanas em 1960, noticiou ontem a agência de notícias France Press.

“Hoje (sábado), coloco um novo princípio: Os que se bateram pela França e que foram a escolha da sua sobrevivência devem se tornar Franceses”, afirmou o Chefe do Estado francês na cerimónia, noticiou a fonte. Referindo-se aos “que não conseguiram entregar os seus pedidos nos prazos estabelecidos”, François Hollande garantiu que “todos os antigos franco-atiradores que residem em França e que fizeram o pedido vão ter uma resposta positiva”.
“Vocês são a história da França”, afirmou o Presidente François Hollande ao dirigir-se aos 28 franco-atiradores, nascidos entre 1927 e 1939, entre os quais 23 senegaleses, dois congoleses, dois centro-africanos e um costa-marfinense. A França, insistiu o chefe de Estado, "tem uma dívida de sangue" para convosco. 
Para Aissata Seck, adjunta da prefeitura de Bondy (Seine-Saint-Denis), que esteve na origem desta cerimónia, “trata-se do culminar de um longo combate que levou muitos anos”. 
Filha de um antigo combatente senegalês, Aissata Seck lançou uma petição assinada por 60 mil pessoas, entre as quais milhares de celebridades.
O recurso a combatentes africanos variou ao longo das guerrasfrancesas e foi diferenciado conforme os territórios, mas fez parte das estratégias que traduzem o último esforço de manter a hegemonia francesa.

 

Cartes cede à pressão e desiste de reeleição


19 de Abril, 2017

O Presidente do Paraguai, Horácio Cartes, desistiu de se candidatar à reeleição, a qual promovia com uma reforma constitucional que gerou tensão política e social no país.

 

Com isso, Cartes tenta aplacar a tensão política e social gerada por essa iniciativa.
Num comunicado divulgado em Assunção, Cartes garantiu que não se vai candidatar, “em circunstância alguma”, às próximas eleições gerais de Abril de 2018. No final de Março, a tentativa de restabelecer a reeleição deflagrou violentos protestos que causara um morto, pelo menos 100 feridos e vários detidos.
O anúncio foi feito antes da chegada, ontem, de um enviado do Presidente norte-americano, e, amanhã, do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Almagro. Segundo analistas, este último pretende interceder para a retomada da normalidade institucional no Paraguai.
No início de Abril,  a OEA e a embaixada de Washington fizeram um apelo ao diálogo e pediram que qualquer mudança sobre a reeleição seja feita conforme a Constituição em vigor. A Carta Magna actual proíbe a reeleição consecutiva e alternada.
A tentativa de Cartes e do seu adversário de centro esquerda, o ex-Presidente Fernando Lugo (2008-2012, destituído após um processo de destituição relâmpago), de restabelecer a reeleição provocou a invasão e o incêndio do prédio do Congresso em 31 de Março passado. O episódio terminou na morte por parte da Polícia de um activista do Partido Liberal, de oposição. Nas suas contas no Facebook e no Twitter, Cartes disse ter comunicado ao arcebispo de Assunção, monsenhor Edmundo Valenzuela, na segunda-feira, que decidiu não lançar a sua candidatura.
 “Tomei a decisão de não me candidatar, sob circunstância alguma, como aspirante ao cargo de Presidente da República, para o período constitucional 2018-2023”, declarou. “Espero que este gesto de renúncia sirva para o aprofundamento do diálogo dirigido ao fortalecimento institucional da República, em harmónica convivência entre os paraguaios”, expressou o governante. Monsenhor Valenzuela actuou como moderador na busca de diálogo, que não contou com a participação da oposição maioritária.
O subsecretário de Estado para Assuntos Hemisféricos dos EUA, Francisco Palmieri, tinha um encontro para ontem com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Velázquez. É nesta Casa que se encontra um projecto de emenda para restabelecer a reeleição, proibida pela Constituição em vigor desde 1992.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 16.04.2017

 

Míssil da Coreia do Norte explodiu "quase imediatamente" depois de ser lançado

 15/04/2017 22:22:00

Um míssil balístico norte-coreano "explodiu quase imediatamente" depois de ter sido lançado na manhã de domingo, disseram autoridades militares dos EUA, menos de um dia depois de o líder Kim Jong Un ter desfilado um míssil balístico de longo alcance nunca antes visto pelas ruas de Pyongyang.

O míssil foi lançado às 5:51 da manhã de Seul em Sinpo, um local na costa leste da Coreia do Norte, onde tem um estaleiro e que ano passado afirmou-se ter testado um míssil balístico lançado por submarinos, disse o comandante Dave Benham, porta-voz do Comando do Pacífico dos EUA no Havaí.

Benham disse que o tipo de míssil que foi disparado domingo ainda estava sendo avaliado. Os chefes de Estado Maior da Coreia do Sul, que confirmaram o fracasso do lançamento, também disseram que estavam trabalhando na análise do tipo de míssil.

Um alto funcionário dos EUA disse ao The Wall Street Journal que o projétil não era um míssil balístico intercontinental. O lançamento foi visto como um sinal da determinação da Coreia do Norte de levar adiante seu programa de armas mesmo depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter alertado Pyongyang contra qualquer comportamento belicoso e de os EUA enviarem um grupo de porta-aviões para as águas ao redor da Península Coreana.

"O presidente e sua equipe militar estão cientes do lançamento de mísseis mais recente da Coreia do Norte sem sucesso", disse o secretário de Defesa, Jim Mattis, em um comunicado. "O presidente não tem mais comentários." Fonte: Dow Jones Newswires.

ONU pede que governo da Venezuela respeite direito à manifestação pacífica

 11/04/2017 16:49:51

Manifestantes em Caracas, na Venezuela, entram em confronto com a Guarda Nacional do país

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos pediu ontem ao governo da Venezuela que respeite o direito à manifestação pacífica e à liberdade de expressão de seus cidadãos e fez um apelo "a todas as partes" a renunciarem à violência.  

"Estamos preocupados com os relatórios sobre violência durante os protestos. Fazemos uma pedido ao governo da Venezuela para garantir que seja respeitado o direito à manifestação pacífica e à liberdade de opinião", afirmou a porta-voz do alto comissariado, Elizabeth Throssell, em comunicado.

Elizabeth também falou sobre a inabilitação do líder opositor Henrique Capriles para exercer qualquer cargo público durante 15 anos e lembrou que Capriles foi "escolhido democraticamente" e foi um líder político durante mais de duas décadas.

A oposição venezuelana tem se manifestado em Caracas em apoio ao Parlamento, de maioria antichavista, pedindo eleições e a saída dos magistrados do Tribunal Supremo.

Estas manifestações, no entanto, terminaram em conflitos com a polícia, que impediu a passagem do protesto pelo centro da capital e repeliu os manifestantes com gás lacrimogêneo e outros meios repressivos.

Por esse motivo, a ONU fez um apelo "às forças de segurança para operarem em conformidade com as normas internacionais sobre direitos humanos" em suas ações para monitorar as manifestações. Além disso, o comunicado pediu aos manifestantes que usem meios pacíficos para se fazerem ouvir.

Jovem morto

Neste contexto, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, pediu "uma investigação independente" sobre o caso de Jairo Ortiz, de 19 anos, que morreu na semana passada na cidade de Carrizal, no estado de Miranda, nos arredores de Caracas.

Incialmente foi informado que o jovem tinha morrido durante uma das manifestações contra o governo nessa localidade, mas o governo negou e afirmou que ele tinha sido morto por um policial de trânsito cujas funções não estão vinculadas à tarefa de ordem pública.

 

Papa lamenta tratamento dado a migrantes, pobres e marginalizados

 15/04/2017 17:40:00

O papa Francisco lamentou neste sábado como os migrantes, os pobres e os marginalizados têm a sua "dignidade humana crucificada" todos os dias através de injustiças e corrupção, e exortou os fiéis, na mensagem da Vigília Pascal, a manter a esperança viva para um futuro melhor.

Francisco presidiu a solene cerimônia de fim da noite na Basílica de São Pedro, em um momento de maior temor de segurança após uma série de ataques de inspiração islâmica e tensões sobre o fluxo migrante da Europa.

A segurança foi particularmente rígida, com parte das medidas de segurança mais pesadas do que as habituais que foram implantadas em todo o mundo para as atividades da Semana Santa, especialmente após os ataques do Domingo de Ramos contra igrejas católicas no Egito que mataram pelo menos 45 pessoas.

Segurando uma única vela, Francisco passou pelo corredor central da basílica, simbolizando a escuridão que caiu depois da crucificação de Jesus na Sexta-Feira Santa. Quando Francisco chegou ao altar, os holofotes da basílica se acenderam, simbolizando a luz da ressurreição de Cristo.

Em sua homilia, o papa recordou a cena bíblica de duas mulheres se aproximando do túmulo de Jesus e disse que sua desolação sobre sua morte pode ser vista diariamente nos rostos de mulheres cujos filhos foram vítimas de pobreza, exploração e injustiça.

"Também podemos ver os rostos daqueles que são recebidos com desprezo porque são imigrantes, privados de país, casa e família", disse ele. Outros são vítimas de burocracias paralisadas e corrupção "que os despoja de seus direitos e quebra seus sonhos", disse o Papa, ecoando dois temas que enfatizou em seu papado de quatro anos: cuidar dos migrantes e denunciar a corrupção.

"Em seu sofrimento, essas duas mulheres refletem os rostos de todos aqueles que, caminhando pelas ruas de nossas cidades, veem a dignidade humana crucificada". Mas, em vez de permanecer resignado a tal destino, Francisco exortou os fiéis a ter esperança, simbolizada pela ressurreição de Cristo.

Ele pediu aos católicos para "derrubar todos os muros que nos mantêm trancados no nosso pessimismo estéril, nas nossas torres de marfim cuidadosamente construídas que nos isolam da vida, na nossa compulsiva necessidade de segurança e numa ambição sem limites que pode nos fazer comprometer a dignidade de outros".

No domingo, Francisco vai celebrar a alegre Missa de Páscoa em uma praça cheia de flores. Milhares de pessoas são esperadas para enfrentar ruas bloqueadas, detectores de metal e outras medidas de segurança para chegar à praça. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 16.04.2017

 

Entenda o que está em jogo no referendo na Turquia

Mudança pode dar mais poderes ao presidente Erdogan

Agência ANSA

 

Entenda os pontos que compõe o referendo constitucional na Turquia, que será votado neste domingo (16). 

Entenda o que muda com a reforma: 

Poderes e prerrogativas do presidente: 

Exercita o poder executivo e é chefe do governo, abolindo a figura do primeiro-ministro; 

Nomeia e revoga os vice-presidentes, ministros, diplomatas e altos funcionários do Estado; 

É eleito diretamente pelo povo para mandatos de 5 anos, abolindo a votação de confiança parlamentar; 

Limite de dois mandatos, que pode ser estendido para mais um se forem convocadas eleições antecipadas; 

Firma decretos sem a aprovação do Parlamento; 

Decreta estado de Emergência sem a aprovação parlamentar; 

Dissolve o Parlamento - podendo levar a eleições antecipadas que atingem também seu cargo; 

Pode ser filiado a um partido político, o que é proibido atualmente.

O novo Parlamento: 

Eleito por cinco anos e se renova na mesma votação do presidente; 

Passa de 550 para 600 membros; 

Idade para se eleger cai de 25 para 18 anos; 

Não vota confiança do governo; 

Pode interrogar ministros e vice-presidentes apenas por escrito e não pode interrogar o presidente; Outras mudanças: 

O impeachment do chefe de Estado deve ser aprovado por 2/3 do Parlamento; 

Corte Constitucional é reduzida para 15 membros, sendo 12 indicados pelo presidente e três pelo Parlamento; 

Conselho Superior de Magistrados é reduzido para 13 membros: quatro nomeados pelo presidente, sete pelo Parlamento e mais o ministro e subsecretário de Justiça são membros por direito; 

Tribunais militares são abolidos, com exceção dos juízes disciplinares.

 

 

EUA posicionaram, pela primeira vez, uma esquadra de caças F-35 na Grã-Bretanha

 

As Forças Aéreas dos EUA, pela primeira vez, posicionaram um esquadrão de caças F-35A de quinta geração em território britânico, segundo um comunicado do Comando dos Estados Unidos para a Europa.

"A presença dos caças F-35 reforça a prioridade de manter em prontidão as forças armadas na Europa ", informou em comunicado o comandante das forças unificadas da OTAN na Europa, Curtis Scaparrotti. 

Ele adicionou que a presença da nova esquadra "fortalece o potencial militar da OTAN na Europa".

A quantidade exata de aeronaves não foi comunicada. No entanto, o Pentágono destacou que a esquadra é compacta.

Míssil antinavio russo Tsirkon atinge 8 velocidades do som

 

Novo míssil hipersônico antinavio Tsirkon atingiu uma velocidade que supera em 8 vezes a velocidade do som, comunica a RT.

"Durante os testes do míssil, foi comprovado que sua velocidade em marcha atinge a velocidade de 8 Mach (9.878,4 km/h)", contou a fonte.

O surgimento do míssil hipersônico antinavio Tsikron vai reduzir significativamente o papel dos porta-aviões norte-americanos na guerra naval

Ela explicou também que os mísseis Tsirkon podem ser disparados dos lançadores de mísseis universais ZS-14. Antes, a RT já tinha reportado sobre o desenvolvimento no domínio das armas hipersônicas russas.

Agora, o membro-correspondente da Academia de Mísseis russa, capitão-de-mar-e-guerra Konstantin Sivkov, acrescentou que o surgimento do míssil hipersônico antinavio Tsikron vai reduzir significativamente o papel dos porta-aviões norte-americanos na guerra naval.

Em parada militar, Pyongyang ameaça EUA com guerra nuclear

Regime norte-coreano celebra hoje 105 anos de Kim il-sung

Agência ANSA

 

Na data em que a Coreia do Norte celebra o "Dia do Sol" e o aniversário de 105 do "presidente eterno" Kim il-sung, o regime de Pyongyang aproveitou para mostrar seu potencial bélico e ameçar os Estados Unidos com uma guerra nuclear. 

Durante a parada militar na capital norte-coreana neste sábado (15), foram exibidos mísseis de alto nível que já foram testados pelo regime ou que ainda passam por ajustes finais. 

Alguns dos protótipos que desfilaram foram os mísseis intercontinentais KN-08 e KN-14. "Responderemos a uma guerra total com uma guerra total, e uma nuclerar com o nosso estilo de ataque nuclear", ameaçou Choe Ryong-hae, o número dois do governo da Coreia do Norte. 

O atual líder Kim jong-un é neto de Kim il-sung, morto em 1994, e assistiu a todo o desfile. Choe Ryong-hae também acusou os Estados Unidos de lançarem ataques contra outros países e ameaçarem a paz mundial. A tensão entre Washington e Pyongyang existe há anos, com o regime norte-coreano testando mísseis e ameaçando os EUA. 

Porém, o clima de guerra aumentou nas últimas semanas com novas provocações políticas. Nesse contexto, o presidente Donald Trump ordenou ataques contra a Síria e a detonação no Afeganistão da bomba mais potente que existe depois da nuclear. 

O explosivo foi lançado contra túneis usados por terroristas do Estado Islâmico, de acordo com a Casa Branca, mas pode ter sido uma exibição de força dos EUA para fazerem seus inimigos recuarem. Países da região, como Japão, China e Rússia, já alertaram sobre os riscos de uma guerra e pediram que EUA e Coreia do Norte evitem confrontos. 

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, começa neste fim de semana uma viagem pela Ásia, com primeira parada em Seul. Em seguida, ele irá para Tóquio, Jacarta e Sydney.

Eliminado 'ministro da guerra' do Daesh que treinou nos EUA por 5 anos

 

De acordo com a mídia, um dos chefes do agrupamento jihadista Daesh, proibido na Rússia e em muitos outros países, foi morto na sequência de um ataque com mísseis na cidade iraquiana de Mossul.

De acordo com o canal russo Rossiya 24, o terrorista eliminado se chamava Gulmurod Khalimov e era considerado como o "ministro da guerra" dentro do Daesh.

Sabe-se que Khalimov era originário da República do Tajiquistão e começou sua carreira nas fileiras das forças especiais da União Soviética. Após o colapso da URSS, ele se tornou comandante no OMON (Unidade Móvel de Operações Especiais, nome genérico para o sistema de Unidades Especiais da Polícia e anteriormente do Ministério do Interior soviético) e serviu na Guarda Presidencial.

Ao longo de 5 anos, o terrorista foi treinado em uma das bases militares americanas. A edição britânica The Times afirma que seus mentores proviriam da empresa militar privada Blackwater.

Em 2015, Khalimov aderiu às fileiras dos terroristas e foi combater na Síria, se tendo especializado em fazer explodir veículos da coalizão internacional.

Ex-efetivos das operações especiais da Ucrânia se mudam para Rússia

 

Quatro ex-funcionários da polícia antimotim ucraniana Berkut atravessaram na quinta-feira (13) a fronteira russo-ucraniana. Valentin Rybin, o advogado deles, explicou suas razões à Sputnik.

"Eles passaram a fronteira russo-ucraniana depois de as medidas de coação sobre eles terem expirado. Tendo em consideração que eles estavam sendo pressionados pela promotoria geral ucraniana, eles decidiram simplesmente se colocarem fora de perigo", disse o advogado.

Ele destacou que ex-efetivos da Berkut passaram a fronteira de modo legal, usando passaportes internos, por isso este ato não pode ser considerado de fuga. Agora, Aleksandr Kostyuk, Vladislav Mastega, Artem Voilokov e Vitaly Goncharenko estão na Rússia.

As atuais autoridades ucranianas atribuíram a responsabilidade pela morte de mais de 100 pessoas ao seu rival político, o ex-presidente Viktor Yanukovich, e aos policiais da unidade especial ucraniana Berkut, que negam qualquer envolvimento nos crimes de assassínio. Yanukovich afirmou muitas vezes que nunca ordenou abrir fogo contra os manifestantes civis e até pediu para remover todos os policiais da Berkut da cidade.

= jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 16.04.2017

 

Novo balanço de atentado contra autocarros: 112 mortos

 

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Maioria da vítimas eram pessoas retiradas de duas localidades controladas pelo regime que estavam cercadas pelos rebeldes

O atentado com uma camioneta armadilhada junto a autocarros que retiravam civis e combatentes de Alepo, no sábado, na Síria, causou 112 mortos, segundo um novo balanço do Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH) divulgado hoje.

Entre os 112 mortos estão 98 pessoas retiradas das localidades de Foua e de Kafraya (nordeste), precisou a Organização Não-Governamental (ONG).

Anteriormente, o OSDH tinha apresentado um balanço de 43 mortos neste atentado, que não foi reivindicado.

No entanto, no sábado, a Defesa Civil Síria, também conhecida como 'Capacetes Brancos', citada pela agência Associated Press, referiu que os seus voluntários retiraram pelo menos cem corpos do local onde ocorreu a explosão.

Os autocarros estavam no local para transportar cerca de cinco mil pessoas retiradas na sexta-feira de Foua e Kafraya, duas localidades controladas pelo regime que estavam cercadas pelos rebeldes, em cumprimento de um acordo que permitiu a evacuação simultânea de duas localidades rebeldes cercadas pelo exército sírio.

As pessoas retiradas na sexta-feira estavam paradas naquele local devido a desentendimentos que impediram que seguissem viagem.

Os que foram retirados das localidades controladas pelo regime deviam seguir para Damasco e Latakia e os das localidades rebeldes para a província de Idlib.

Na sexta-feira, mais de sete mil pessoas foram retiradas de Foua e Kafraya (cinco mil) e das localidades rebeldes de Madaya e Zabadani (2.200), segundo o Observatório.

 

 

Juíza suspende execução recorde de sete condenados em dez dias

 

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O estado pode recorrer da decisão

Uma juíza federal suspendeu hoje um plano do governador do Arkansas, sudeste dos Estados Unidos, para executar sete condenados até ao fim do mês, antes de expirar o 'stock' de uma das drogas usadas nas injeções letais.

A juíza Kristine Baker deu provimento a uma injunção apresentada pelos condenados, dois dos quais tinham a execução marcada para segunda-feira à noite. O estado pode recorrer da decisão.

O governador, o republicano Asa Hutchinson, agendou oito execuções -- uma já tinha sido suspensa -- para os dez dias entre 17 e 27 de abril, antes que passe o prazo de validade do 'stock' do Arkansas de midazolam, uma das drogas usadas nas injeções letais.

O midazolam é um potente sedativo cirúrgico usado para deixar o condenado inconsciente e anestesiado antes de lhe serem administradas as drogas que param a respiração e o batimento cardíaco.

Os advogados dos condenados questionaram o agendamento das execuções e a eficácia do midazolam, que noutros casos, noutros estados, se mostrou insuficiente para evitar a agonia da execução.

Os advogados do estado consideraram o pedido de injunção uma tentativa para adiar indefinidamente as execuções e justificaram o calendário com a falta de um substituto para o midazolam, quando expirar a validade do que tem em 'stock'.

Na sua decisão, a juíza Baker considerou que, embora o estado tenha demonstrado não pretender torturar os condenados, estes têm o direito de contestar o método de execução na tentativa de provar que "acarreta um risco demonstrado de grande sofrimento".

A juíza cita casos de execuções em que esta droga foi usada e que se complicaram e prolongaram, com sofrimento visível do executado, no Alabama, Arizona, Ohio e Oklahoma.

A última execução no Arkansas foi em 2005 e a última execução simultânea de mais de um condenado em 1999.

Se os sete condenados forem executados até ao fim do mês, será a primeira vez que um estado norte-americano executa tantas penas capitais num período de tempo tão curto, desde que o Supremo Tribunal reinstaurou a pena de morte, em 1976.

Pacote suspeito junto à Casa Branca obrigou ao corte da Pennsylvania Avenue

 

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Serviços Secretos puseram a residência do Presidente americano em alerta. Situação foi resolvida rapidamente

As autoridades americanas foram este sábado obrigadas a cortar ruas em redor da Casa Branca paraa investigar um pacote suspeito encontrado junto ao gradeamento norte da residência ofocial do presidente americano.

A notícia foi avançada pela CBS News, segundo a qual foi mesmo decretado alerta máximo pelos Serviços Secretos, que colocaram as principais figuras da Casa Branca colocados sob vigilância em lugares seguros.

Donald Trump não se encontra na Casa Branca, mas sim no resort Mar-a-Lago, na Florida.

A famosa Pennsylvania Avenue foi mesmo cortada.

Segundo um jornalista da CNN no local, a situação no exterior foi resolvida sem grande alarido alguns minutos depois, tendo o pacote sido retirado e a circulação reaberta.

 

75% das campanhas no Brasil terão sido financiadas ilegalmente

 

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Estimativa feita perante a justiça por Marcelo Odebrecht

O ex-presidente da construtora brasileira Odebrecht, Marcelo Odebrecht, estimou, num depoimento à Justiça brasileira, divulgado hoje, que 75% das campanhas eleitorais no Brasil tenham sido financiadas ilegalmente.

"Esse era um problema que tínhamos em todo o Brasil, foi criado um círculo vicioso. Eu estimo que três quartos das campanhas no Brasil eram financiadas de forma ilegal", afirmou Odebrecht em março, num depoimento aos procuradores hoje conhecido.

Os depoimentos de altos quadros da Odebrecht, a maior construtora do Brasil, que fizeram acordos com o Ministério Público Federal de delação premiada (redução da pena em troca de colaboração com a Justiça), têm deixado o país em suspenso das revelações que a cada dia são conhecidas e que indicam novos casos de corrupção que afetam diretamente políticos de renome.

Marcelo Odebrecht, preso desde 2015 e condenado a 19 anos e quatro meses de cadeia por desvios milionários na petrolífera estatal Petrobras, afirmou que a empresa até teria gostado que os pagamentos fossem oficiais e justificou os pagamentos ilegais para evitar que outros candidatos soubessem os montantes dados e pedissem mais dinheiro.

O empresário deu como exemplo donativos de dois milhões de reais (cerca de 599 mil euros à taxa de câmbio atual) a um candidato a governador do estado de Acre, Tiao Viana, do Partido dos Trabalhadores, dos quais apenas 500.000 reais (149 mil euros) foram declarados.

"Se sabem que damos dois milhões de reais a uma candidatura a governador de Acre, imaginem a expectativa que se cria para o [candidato a] governador de São Paulo", explicou.

A divulgação dos depoimentos, que estavam sob o segredo, acontece um dia depois de o Supremo Tribunal ter anunciado que autoriza a abertura de 76 investigações contra quase todos os políticos citados nos depoimentos, com vista a investigar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Os pedidos foram baseados nas revelações trazidas pelos acordos de delação premiada firmados pelo Ministério Público Federal com 78 gestores e e ex-gestores do Grupo Odebrecht.

Entre os investigados estão oito ministros do Executivo do presidente Michel Temer e quase cem deputados de mais de dez partidos políticos.

Na lista de suspeitos estão 12 dos 17 governadores do país, entre os quais Tiao Viana e os cinco expresidentes brasileiros vivos: José Sarney (1985-1990), Fernando Collor de Mello (1990-1992), Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016).

Segundo cálculos do próprio tribunal, a partir do narrado pelos antigos altos quadros da construtora e por Emilio Odebrecht, patriarca da família, apenas esta empresa distribuiu subornos próximos de 450 milhões de reais (cerca de 135 milhões de euros).

As declarações dos ex-gestores da Odebrecht surgem no âmbito da operação Lava Jato, que investiga crimes de corrupção no Brasil.

Tida por muitos investigadores e até mesmo por políticos como a maior operação de combate à corrupção da história do Brasil, a Lava Jato investigava, inicialmente, a atuação de 'doleiros' (pessoas que vendem dólares no mercado paralelo), mas, posteriormente passou a investigar também a corrupção na petrolífera estatal Petrobras.

Esta investigação completou três anos em 17 de março, tendo já recuperado cerca de 10,1 mil milhões de reais (três mil milhões de euros) e efetuadas 198 detenções, segundo a imprensa brasileira, a partir de dados fornecidos pelo Ministério Público Federal (MPF).

Além daquele valor, encontram-se atualmente bloqueados por determinação judicial mais de 3,2 mil milhões de reais (955 milhões de euros) em bens de pessoas investigadas.

O MPF pediu desde o início das investigações a devolução aos cofres públicos de 38,1 mil milhões de reais (11,3 mil milhões de euros).

Ao todo, já se realizaram 38 fases da operação Lava Jato durante os três anos de investigação.

Atualmente, 23 pessoas permanecem presas, entre as quais estão o deputado cassado (suspenso) e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e o ex-ministro da Fazenda (Finanças) e da Casa Civil Antônio Palocci.

Há outras 24 pessoas - entra as quais Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho - que deixaram a prisão, mas continuam a ser mantidas sob vigilância através de pulseira eletrónica e prisão domiciliária.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 16.04.2017

 

Dezenas de feridos em protestos a favor e contra Trump

Pelo menos 20 pessoas foram detidas no sábado na sequência de confrontos entre grupos de apoiantes e opositores de Donald Trump, após protestos em Berkeley (Califórnia) para exigir ao presidente dos EUA que torne pública a sua declaração de rendimentos.

Inicialmente, a polícia de Berkely tinha dado conta de 14 detidos.

Milhares de pessoas participaram no sábado em protestos em cerca de cem cidades dos Estados Unidos, convocados pelo movimento "Marcha dos impostos" para exigir a Donald Trump que torne pública a declaração de rendimentos, à semelhança do que fizeram os anteriores presidentes.

De acordo com meios de comunicação locais, no centro de Berkeley saíram à rua centenas de pessoas, em manifestações a favor e contra Donald Trump.

A polícia lançou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes na altura dos confrontos e referiu ter encontrado alguns objetos proibidos como uma faca, capacetes e uma arma de fogo falsa.

Berkely volta assim a ser, tal como no mês passado e em ocasiões anteriores, local de incidentes em manifestações, que geralmente decorrem pacificamente no resto do país.

Marido e mulher descobrem que são irmãos gémeos por acaso

Casal soube a verdade quando tentou fazer tratamentos de fertilidade

Um casal norte-americano recorreu a uma clínica de tratamentos de fertilidade e acabou por descobrir que além de marido e mulher são também irmãos gémeos.

Aconteceu numa clínica de Jackson, no Estado norte-americano do Mississipi, o caso invulgar deste casal, cuja identidade não foi revelada, por motivos de confidencialidade médica.

O médico que os acompanhou contou ao jornal "Mississippi Herald" que o casal procurou ajuda especializada porque não conseguia ter filhos, pelo que foram feitos os exames habituais de ADN.

"É uma coisa rotineira e, normalmente, não verificamos se há uma relação entre as duas amostras, mas, neste caso, o médico do laboratório estava chocado com as semelhanças entre os dois perfis", disse o clínico, que também não revelou a sua identidade.

Inicialmente, pensaram que podia tratar-se de um caso de primos em primeiro grau, "o que acontece, por vezes", mas depois de analisar melhor as amostras perceberam que as semelhanças eram demasiadas.

Ao consultar os processos de ambos, o médico verificou que partilhavam a mesma data de nascimento, concluindo que a única hipótese era a de que seriam irmãos gémeos.

Ao dar-lhes a notícia, a primeira reação do casal foi rir à gargalhada, explicando que sempre fizeram piadas sobre o facto de terem nascido no mesmo dia e terem muitas coisas em comum. Mais adiante na conversa, foi o choque.

Acabaram então por descobrir que os seus pais tinham morrido num acidente de viação e que, não havendo ninguém na família para cuidar deles, foram colocados à guarda do Estado.

As duas crianças foram depois adotadas separadamente e, devido a um erro no preenchimento dos papéis, nenhuma das famílias foi informada sobre a existência de um irmão gémeo.

Os dois cruzaram-se anos depois, na universidade, onde começaram a namorar, casando mais tarde. O casal está agora a avaliar o futuro da relação.

A italiana Emma Morano, considerada a mulher mais velha do mundo, morreu este sábado na sua casa em Itália, com 117 anos, anunciou o seu médico pessoal.

"Ela teve uma vida extraordinária e vamos lembrar-nos sempre da sua força para ir em frente", declarou o presidente da câmara de Verbania, localidade do norte de Itália onde residia, citado pela imprensa italiana.

Emma Morano nasceu a 29 de novembro de 1899.

A celebração do seu 117.º aniversário, em novembro passado, foi acompanhada pela imprensa na sua casa de duas assoalhadas naquela cidade de montanha, na companhia das duas sobrinhas mais velhas, duas cuidadoras e o médico pessoal, Carlo Bava.

Sentada numa cadeira de braços, Morano soprou de uma vez as velas do bolo - três velas com os algarismos um, um e sete -- e abriu alguns presentes, entre os quais os seus bolinhos preferidos, que comeu em seguida, acompanhados com um copo de leite.

"Estou feliz por fazer 117 anos", disse.

Na altura, já via e ouvia mal e estava acamada, não saindo de casa há mais de duas décadas. Mas os que a conheciam bem diziam que continuava atenta, lúcida, e que mantinha uma excelente memória e o sentido de humor.

Emma Martina Luigia Morano tornou-se "a mulher mais velha do mundo" em maio de 2016, depois da morte da norte-americana Susannah Mushatt Jones, nascida a 06 de julho de 1899, segundo a lista elaborada pelo norte-americano "Gerontology Research Group".

Numa entrevista de 2015, Morano atribuiu a sua longevidade a uma dieta fora do vulgar: três ovos crus por dia, que depois de uma anemia foram substituídos por dois ovos crus e 150 gramas de bife cru.

Não gostava de legumes nem fruta, comendo apenas ocasionalmente uvas ou puré de maçã. Era gulosa e gostava especialmente de um bolo tradicional italiano, a colomba, com fruta cristalizada.

O médico pessoal atribuiu a longevidade de Emma Morano não à dieta, mas à genética.

"Penso que é genético, toda a família dela viveu muitos anos. A sua dieta teria destruído o fígado da maior parte das pessoas, mas Emma até podia ter comido pedras que mesmo assim viveria muitos anos", disse em 2016.

"E o que talvez seja mais importante é que sempre teve uma personalidade forte. Foi sempre ela a decidir o que fazia e o que não fazia", acrescentou.

Emma Morano atribuiu também a sua longa vida à coragem que teve de deixar o maridoviolento em 1938, pouco tempo depois da morte, em bebé, do seu único filho.

Após a separação, para se sustentar, procurou emprego numa fábrica de sacos de serapilheira, na qual trabalhou até aos 75 anos.

Segundo o instituto norte-americano, a mulher mais velha do mundo é agora uma jamaicana, Violet Brown, nascida a 10 de março de 1900.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 16.04.2017

 

Taxa de inflação abrandou em Março


16 de Abril, 2017

A taxa de crescimento da inflação abrandou em Março para 1,91 por cento, depois de, em Fevereiro, avançar em 2,30, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE) em nota de imprensa sobre o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) divulgada ontem, em Luanda.

O INE disse que a inflação homóloga – a 12 meses - de Março acelerou para 36,52 por cento, 15,06 pontos percentuais acima da observada em igual período do ano passado, e a acumulada dos três meses atingiu 6,61 por cento, um abrandamento face à verificada de Janeiro a Março de 2016, de 10,20 por cento.
A inflação foi maior no Cuanza Norte com 2,59 por cento, Luanda (2,24), Lunda Norte (2,08) e Uíge (1,90) e menos incidente no Bié com 1,07 por cento, Huíla (1,10), Huambo (1,40) e Cabinda (1,50), afirma o documento.
A evolução dos preços foi influenciada pela classe “Vestuário e Calçado” com 3,63 por cento, “Bens e Serviços Diversos” (3,35), “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” (3,08) e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” (2,65).
A classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços com 0,83 pontos percentuais, seguida das classes: “Vestuário e Calçado” (0,23), “Bens e Serviços Diversos” (0,21) e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” (0,17).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da província de Luanda foi influenciado pela evolução dos preços da classe “Vestuário e Calçado”, com 4,04 por cento, e também os aumentos verificados nas classes “Bens e Serviços Diversos” (3,99), “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” (3,37) e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” (3,10). 
No Cuanza Norte o avanço do preços durante o mês de Março é atribuído principalmente à classe “Vestuário e Calçado” com 4,17 por cento, “Saúde” (4,08), “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” (3,98) e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” (3,53). 
No Bié, onde o Índice de Preços no Consumidor registou a menor taxa de crescimento de Março, a aceleração foi atribuída à variação de 2,96 por cento verificada na classe “Lazer, Recreação e Cultura”, de 2,74 por cento na de “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção”, 2,71 por cento na de “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” e de 2,18 por cento na de “Vestuário e Calçado”.

 

 

Mina gera centenas de milhões de dólares

Kátia Ramos 
16 de Abril, 2017

A sociedade mineira do Catoca prevê obter 250 milhões de dólares em quatro anos, com a exploração da mina de diamantes CAT-E42, inaugurada quinta-feira, na Lunda Sul, pelo ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz.

A mina, um pequeno kimberlito situado a cinco quilómetros de Catoca, tem o plano de produzir a partir de Junho 4,5 milhões de quilates ao longo do seus quatro anos de vida útil, ocupa uma extensão de 60 hectares e emprega 150 trabalhadores.
O projecto mineiro será explorado a até 150 metros de profundidade e conta com uma produtividade anual de mais de um milhão de quilates e reservas na ordem de 5,5 milhões de toneladas de minério.
CAT-E42 tem três significados, sendo CAT Catoca, E o método de prospecção utilizado (electromagnético) e 42 a ordem numérica das anomalias que foram estudadas. A mina, surge na sequência de uma estratégia liderada pela Endiama, com vista ao aumento da reserva nacional de diamantes
Na inauguração, o ministro enalteceu a facto da mina ter sido descoberta por engenheiros angolanos, enquanto o presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes (Endiama), Carlos Sumbula, recordou o inicio da prospecção na CAT-E42 em 2004, por técnicos nacionais formados no país e no estrangeiro.
O presidente do Conselho de Administração da Endiama declarou que o grupo intervém em quase toda a cadeia de produção de diamantes, mas desafiou as empresas do sector a investirem no sector da lapidação de gemas. Carlos Sumbula lembrou a evolução do projecto, como uma mostragem feita em 2015 para confirmação da qualidade da chaminé, onde foram explorados 605 mil metros cúbicos e extraídas mais de 20 toneladas de minério. A Sociedade Mineira de Catoca é uma sociedade angolana de prospecção, exploração, recuperação e comercialização de diamantes constituída pela Endiama, Alrosa, LLV e Odebrecht. 
Catoca é o maior projecto diamantífero em operação em Angola, sendo responsável pela extracção de mais de 75 por cento dos diamantes angolanos. Além do kimberlito de Catoca, a sociedade tem participação maioritária em concessões como a do Luemba, Gango, Quitúbia, Luangue, Vulege, Tcháfua e Luaxe.  A cooperativa de exploração semi-industrial de diamantes CJCK, criada há seis meses no município do Cuango, província da Lunda Norte, conta agora com uma força de trabalho de 300 colaboradores jovens.

 

 

Guterres alerta para o risco de conflito em grande escala


16 de Abril, 2017

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, alertou ontem para o risco de a Líbia regressar ao conflito generalizado, ao citar a volátil situação em Tripoli e a luta na região leste, rica em petróleo, e noutras zonas.

Guterres manifestou preocupação, num relatório para o Conselho de Segurança, com a renovada escalada militar e impasse político no país. 
O Secretário-Geral das Nações Unidas disse que o Estado Islâmico já não controla nenhum território na Líbia, mas que foram avistados operacionais daquele grupo radical, que tem sido responsabilizado por uma série de ataques em diferentes áreas, e que a comunidade internacional continua a ser um alvo.
A Líbia afundou-se num caos a seguir à revolta de 2011, que culminou na morte do Presidente Muammar Khadafi, e continua dividida entre parlamentos rivais e diferentes governos no leste e oeste, cada um deles apoiado por um conjunto de milícias, tribos e facções políticas, sem um fim à vista.

 

 

Milhares de migrantes são resgatados no mar


16 de Abril, 2017

Um total de 2.074  migrantes foram resgatados ontem na região do Mediterrâneo Central e este número pode vir a aumentar, já que prosseguem as operações de busca e salvamento, informaram à agência noticiosa Efe fontes da Guarda Costeira italiana.

 

Na sexta-feira foram feitas 19 operações de resgate de três pequenos botes de madeira e 16 botes insufláveis, num doas quais estava o corpo de um jovem.
O corpo do adolescente foi encontrado no fundo da lancha durante o resgate realizado pela embarcação “Aquarius” operada pela organização Médicos sem Fronteiras (MSF), comunicou a ONG na conta no Twitter.
“Prudence” e “Aquarius”, as duas embarcações da MSF no Canal da Sicília, a faixa de mar que separa a Itália da costa da Líbia, ocuparam-se do resgate de cerca de mil imigrantes.
A Guarda Costeira italiana, que coordena as operações de resgate nesta área do Mediterrâneo, informou que o número de pessoas socorridas deve aumentar, já que estão a ser realizadas várias operações.
Segundo os dados divulgados pela Fundação italiana ISMU, instituto independente que estuda os fenómenos migratórios, nos primeiros três meses do ano chegaram à Itália 24 mil imigrantes, destes 2.293 menores não acompanhados.
Estes números representam um aumento de 30 por cento nas chegadas de  imigrantes à Itália em relação ao mesmo período do ano anterior e ao recorde de dez mil somente no mês de Março, com a ilha de Lampedusa a ser o ponto principal.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 09.04.2017

 

Temer repudia atentados no Egito e critica extremismo

 09/04/2017 15:04:00

O presidente Michel Temer (PMDB) usou o Twitter para repudiar os atentados que deixaram 43 mortos e mais de 100 feridos no Egito na manhã deste domingo (9). Na rede social, o presidente afirmou que recebeu a notícia "com profunda tristeza". "Repudiamos toda forma de intolerância religiosa e de extremismo violento. Nossa solidariedade às vítimas e seus familiares", escreveu.

Explosões suicidas foram registrados na igreja Mar Guergues, na cidade egípcia de Tanta, situada a 120 quilômetros ao norte do Cairo, e na catedral de São Marcos, em Alexandria. Os atentados ocorreram no dia em que é celebrado o Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa para os cristãos. O grupo radical Estado Islâmico reivindicou o atentado por meio de sua agência de notícia, a Amaq.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota manifestando "profunda consternação" com as duas explosões e condenou o ato de terrorismo, destacando que mantém a posição independente da motivação dos ataques. "Ao expressar suas condolências às famílias das vítimas, seus votos de plena recuperação aos feridos e sua solidariedade com o povo e o governo do Egito, o Brasil reitera sua condenação a todo e qualquer ato de terrorismo, independente de sua motivação", diz nota do Itamaraty.

Trump e outros líderes mundiais condenam ataques no Egito

 09/04/2017 13:35:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se disse neste domingo "muito triste ao ouvir sobre o ataque terrorista no Egito", em sua conta oficial no Twitter. "Os EUA condenam fortemente. Tenho grande confiança de que o presidente Al Sisi lidará com a situação corretamente", completou, se referindo ao presidente do Egito, Abdel Fattah Al Sisi.

Os ataques do Domingo de Ramos contra duas igrejas coptas ortodoxas na cidade de Tanta, no Delta do Nilo, e Alexandria, na costa do país, ocorreram menos de uma semana depois que Trump recebeu o líder egípcio na Casa Branca. Os dois países reafirmaram o empenho em trabalhar em conjunto para combater grupos radicais como o Estado Islâmico. Os dois ataques deste domingo mataram mais de 40 pessoas e deixaram cerca de 100 pessoas feridas.

Outros líderes mundiais também condenaram os atentados deste domingo. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, disse em comunicado que "o objetivo dos responsáveis, de causar uma divisão entre pessoas de diferentes fés vivendo pacificamente lado a lado, não deve ser permitido". O presidente da França, François Hollande, expressou solidariedade ao Egito em declaração por escrito, dizendo que "mais uma vez, o Egito é atingido por terroristas que querem destruir sua unidade e sua diversidade". Ele afirmou ainda que a França "mobiliza todas as suas forças em associação com as autoridades do Egito na luta contra o terrorismo" e oferece condolências às famílias das vítimas.

O governo de Israel também enviou suas condolências ao Egito. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ainda que deseja uma rápida recuperação para os feridos e que "o mundo tem que se unir e combater o terrorismo em todos os lugares". O porta-voz do governo do Hamas em Gaza Fawzi Barhoum também condenou a violência e disse que o grupo "deseja segurança, estabilidade e prosperidade para o Egito e seu povo".

Na Turquia, o porta-voz presidencial Ibrahim Kalin ofereceu suas condolências no Twitter e disse: "Nós condenamos veementemente os atrozes ataques terroristas contra igrejas no Egito no Domingo de Ramos hoje". Mehmet Gormez, chefe dos assuntos religiosos na Turquia, "amaldiçoou" os ataques e disse que eles são o problema comum de toda a humanidade. "A imunidade de um lugar de culto, não importa a religião a que pertence, não pode ser violada e o assassinato sanguinário de fiéis inocentes não pode nunca ser perdoado", disse Gormez em comunicado oficial. Fonte: Associated Press.

Presidentes de Rússia e Irã reforçam apoio ao governo sírio após ataque dos EUA

 09/04/2017 15:26:00

A Rússia e o Irã renovaram seu apoio ao governo sírio por meio de conversas telefônicas hoje, dizendo que os ataques a mísseis promovidos pelos Estados Unidos na semana passada violou a soberania síria, mas ao mesmo tempo não fortaleceram os chamados "grupos terroristas" no país.

Em conversa com o presidente sírio, Bashar Assad, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, classificou o ataque norte-americano como uma "violação flagrante" da soberania síria, informou a mídia local. Assad acusou os EUA de tentarem aumentar o moral dos "grupos terroristas" na Síria. O governo se refere a todos os que lutam contra ela como terroristas.

Uma declaração realizada no braço da mídia militar do Hezbollah condenou o ataque em uma linguagem muito mais forte, dizendo que tinha "passado dos limites" e prometendo "responder com força" a qualquer agressão futura "de diversas maneiras".

O grupo militante libanês investiu milhares de combatentes na defesa do governo de Assad. A declaração foi feita em nome de uma "sala de operações compartilhadas", até então desconhecida, entre a Rússia, o Irã e as forças aliadas. Representantes russos e iranianos não comentaram a declaração.

O Kremlin disse em um comunicado que Rouhani também conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, por telefone. "Ambos os lados notaram a inadmissibilidade de ações agressivas dos EUA contra um Estado soberano, em violação ao direito internacional", disse o comunicado. "Vladimir Putin e Hasan Rouhani falaram a favor de uma investigação objetiva e imparcial de todas as circunstâncias do incidente com armas químicas no dia 4 de abril na província síria de Idlib".

Rouhani disse que o ataque norte-americano não afetaria a política síria do Irã, enquanto o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, disse que o Irã não se intimidaria diante de agressões semelhantes. "O que os americanos fizeram foi um erro estratégico e uma ofensa. Eles estão repetindo a ofensa de seus predecessores ", disse Khamenei, segundo a agência oficial de notícias IRNA.

O Irã proporcionou assistência militar e econômica crucial a Assad durante toda a guerra civil de seis anos na Síria. Organizou várias milícias xiitas de todo o Oriente Médio para lutar em apoio ao governo de Assad e enviou tropas e oficiais de sua própria Guarda Revolucionária.

Os EUA afirmam que a decisão foi uma resposta a um ataque químico na cidade de Khan Sheikhoun, dominada pelos rebeldes, na semana passada. O governo sírio negou o uso de armas químicas.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, negou em uma entrevista que os ataques sinalizavam uma revisão da política americana, afirmando que sua prioridade era derrotar os militantes islâmicos no Oriente Médio. Foi a primeira vez que as forças americanas atacaram uma instalação do governo sírio durante a guerra. Funcionários do Tesouro norte-americano dizem que estão preparando sanções em resposta ao ataque com armas químicas, embora o governo sírio já sofra com sanções dos EUA e de outras nações.

Tillerson se reunirá com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em Moscou ainda esta semana. Moscou tem sido um aliado firme do governo sírio e tem defendido Assad de responsabilidade pelo uso de armas químicas. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 09.04.2017

 

 

Itália convoca reunião sobre Síria com membros do G7

Agência ANSA

 

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, convocou uma reunião extraordinária com os membros do G7 para debater a crise síria após um telefonema com seus homólogos da Alemanha, Sigmar Gabriel, do Reino Unido, Boris Johnson,e da França, Jean-Marc Ayrault. 

O encontro será realizado na próxima terça-feira (11), no Palazzo Ducale da cidade de Lucca, na província da Toscana, e contará ainda com os chanceleres de Turquia, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Jordânia e Catar.    

Os quatro ministros fizeram uma conferência por telefone neste domingo (9) para debater a retomada do processo político na Síria após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atacar uma base militar no país e fazer uma escalada nos combates. 

A Itália sediará a próxima reunião do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), nos dia 27 e 28 de maio, em Taormina.    

Tillerson vai acusar Rússia de cumplicidade com Assad 

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, vai acusar a Rússia de ser "cúmplice" do ataque químico realizado na Síria no dia 4 de abril quando se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na próxima quarta-feira (12), informa Fox.    

Já um dos aliados do presidente Assad, o Irã, voltou a fazer críticas contra os EUA. Para o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, o ataque contra uma base militar da Síria foi "um erro decisivo" de Donald Trump. 

 

Descontente com governo municipal, alemão joga 'carro explosivo' contra prefeitura 

 

Um veículo carregado de tanques de gás colidiu contra a entrada do edifício da prefeitura da cidade alemã de Verden, no estado federal da Baixa Saxônia, informou a mídia local. Ninguém foi ferido pela explosão do carro, que pegou fogo ao se chocar com o prédio.

As primeiras informações da polícia dão conta de que o incidente pode estar em uma "disputa" entre a administração da cidade e o motorista do carro, um homem de 47 anos. Além disso, as forças de segurança dizem que o autor do ataque não tem nenhuma história ligando a qualquer grupo terrorista.

Em seu carro, o motorista levava um tanque de 11 quilos de peso. O choque provocou um vazamento de gás da bola, embora não tenha explodido.

O motorista do carro se entregou à Polícia e informou sobre o objeto dentro do veículo. A identidade dele, porém, não foi divulgada pelas autoridades até o momento.

O incidente causou sérios danos materiais a uma parte da prefeitura que foi recentemente construída, enquanto o antigo edifício não teve sinais aparentes de

 

Milícia informa sobre mulheres franco-atiradoras da Europa combatendo em Donbass

 

A inteligência da república autoproclamada de Lugansk revelou a existência de mulheres franco-atiradoras de países europeus nas fileiras dos militares ucranianos, comunicou aos jornalistas Andrei Marochko, representante oficial da Milícia Popular de Lugansk.

"A nossa inteligência continua registrando atividade de mercenários estrangeiros na linha de contato, entre eles foram referidos grupos de franco-atiradores, na sua maioria são mulheres da Lituânia, Letônia e Polônia", disse Marochko.

Conforme os seus dados, a situação na zona de responsabilidade da Milícia Popular de Lugansk tem tendência para agravamento. Na véspera, Marochko informou sobre mais um conjunto de equipamento militar posicionado pelas Forças Armadas da Ucrânia.

A república de Donetsk também comunicou sobre mulheres franco-atiradoras. De acordo com Eduard Basurin, vice-chefe do comando operacional da república autoproclamada de Donetsk, à zona de conflito chegou o destacamento feminino Vedmy (Bruxas) do Pravy Sektor (Setor de Direita, organização proibida na Rússia). Elas fazem fogo contra áreas de habitação situadas perto da linha do contato.

Letônia vai ensinar educação militar nas escolas

 

O Ministério da Educação da Letônia quer introduzir lições de educação militar nas escolas do país para fornecer às crianças conhecimento sobre os princípios operacionais das armas de destruição em massa, informou a mídia local.

De acordo com o jornal Delfi, os alunos aprenderão sobre armas nucleares, biológicas e químicas, bem como medidas de proteção individuais e coletivas em caso de ataque.

"Estamos tentando mudar o paradigma da compreensão da defesa do Estado, da crença de que apenas um soldado com armas apoiadas por forças aliadas pode lutar, para garantir que cada patriota do país possa contribuir para a proteção do Estado", disse o ministro da Defesa letão, Raimonds Bergmanis.

As crianças receberão informações sobre diferentes tipos de minas e explosivos, bem como regras de comportamento nos campos minados.

O assunto será introduzido nas escolas secundárias em 2020-2021. A caráter experimental, a educação militar já é parte dos currículos de 18 escolas letãs com cerca de 360 crianças passando o curso.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 09.04.2017

 

 

Estado Islâmico reivindica atentados em duas igrejas coptas do Egipto

 

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Explosões nas duas igrejas coptas provocaram quase 40 mortos e 100 feridos

O grupo extremista Estado Islâmico (EL) reivindicou hoje os dois atentados no Egito em igrejas coptas, uma minoria cristã no país

"As equipas do Estado Islâmico realizaram ataques contra duas igrejas em Tanta e em Alexandria", indicou a agência de propaganda do EI, numa comunicação divulgada em redes sociais e citada por agências internacionais de notícias.

O balanço do número de vítimas mortais da primeira explosão junto a uma igreja na cidade de Tanta, a norte do Cairo, subiu para 26, havendo também 71 pessoas feridas.

Magdi Awad, chefe do serviço de ambulâncias, confirmou a informação relativa à explosão de uma bomba quando os fiéis celebravam o Domingo de Ramos.

Papa condena ataque a igreja cristã copta no Egito

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O papa Francisco condenou hoje o atentado no interior de uma igreja cristã copta na cidade egípcia de Tanta, ao norte do Cairo, no qual morreram pelo menos 25 pessoas.

Francisco pediu que "[Deus] converta o coração das pessoas que semeiam o terror, a violência e a morte".

O papa também expressou as suas condolências às famílias das vítimas, aos feridos e aos egípcios, assegurando-lhes que estão nas suas orações, momentos antes de rezar o Angelus na praça de São Pedro, no Vaticano.

Francisco presidiu hoje a celebração litúrgica tradicional do Domingo de Ramos, dando início aos ritos da Semana Santa.

EUA enviam porta-aviões para a península coreana

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Os Estados Unidos ordenaram a mobilização de porta-aviões USS Carl Vinson para águas perto da Coreia do Norte, como resposta aos vários testes de mísseis de Pyongyang.

Fontes do Pentágono confirmaram hoje à CNN que o almirante Harry Harris, chefe do Comando do Pacífico, ordenou a mobilização do porta-aviões da classe Nimitz e de toda a sua frota de ataque para águas próximas da península coreana.

O Carl Vinson, sob controlo da Terceira Frota (Pacífico Oriental), suspendeu uma visita prevista à Austrália e vai voltar a dirigir-se a águas próximas da Coreia do Norte, donde já esteve destacado há cerca de um mês para participar em manobras militares anuais com a Coreia do Sul.

Fontes da Defesa asseguraram que o movimento é uma resposta às novas provocações do regime comunista da Coreia do Norte, que recentemente realizou um teste de um míssil de médio alcance e fez testes com motores de mísseis.

A mudança de rumo do Carl Vinson acontece depois de, esta semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter-se reunido com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, para discutir a necessidade de evitar novas provocações de Pyongyang, aliado de Pequim.

Detido jovem de 17 anos relacionado com explosivo encontrado Oslo

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Um jovem de 17 anos foi hoje detido na Noruega por ligações com o dispositivo explosivo encontrado perto de uma estação de metropolitano em Oslo no sábado, que foi desativado, anunciaram os serviços de segurança noruegueses.

Signe Aaling, procurador-chefe, e os serviços de segurança afirmaram que o jovem foi detido por suspeita de manipulação de explosivos.

O chefe dos serviços de segurança, Benedicte Bjornland, afirmou, por seu turno, que não está claro se o adolescente projetava um ataque com o dispositivo de fabrico caseiro.

O jovem não foi identificado, mas Bjornland disse que os serviços secretos aponta no sentido de estar relacionado com os dispositivo explosivo, entretanto desativado, noticiou a agência AP.

Os serviços secretos da Noruega anunciaram que foi aumentado "por um período de dois meses" o alerta de ameaça terrorista contra o reino.

 

 

Queda de balão de ar quente mata um turista e causa 20 feridos

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Um balão de ar quente caiu perto de um destino turístico no centro da Turquia, um acidente que matou um turista e feriu outros 20, divulgou hoje a agência estatal de notícias turca.

A agência Anadolu informa que vários balões de ar quente levantaram hoje voo da região turca de Capadócia para proporcionar aos turistas uma vista panorâmica da zona histórica, só que um deles embateu contra um cabo de alta tensão durante a descida e acabou por cair.

Ainda não existem informações sobre a identidade do turista que morreu e os feridos foram transportados para hospitais locais.

Capadócia é um destino turístico popular, conhecido pelas suas formações rochosas vulcânicas, cidades subterrâneas e igrejas esculpidas em montanhas.

Os acidentes com os balões de ar quente não são de agora. Em fevereiro, um turista dinamarquês também morreu na Capadócia, durante uma aterragem intensa de um balão de ar quente e em março 49 pessoas ficaram feridas quando três balões fizeram duras aterragens ao serem apanhados por fortes ventos.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 09.04.2017

 

ONU condena ataques "cobardes" contra igrejas no Egito

Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenaram o que consideraram ataques "cobardes" contra duas igrejas coptas no Egito este domingo, que fizeram, pelo menos, 43 mortos.

O Conselho apelou, através de um comunicado, à colaboração de todos os estados membros com o Governo do Egito, para que se levem perante a justiça os autores dos dois atentados, que foram entretanto reivindicados pelo grupo radical Estado Islâmico (EI).

Os 15 membros do Conselho "manifestaram a sua simpatia e apresentaram as condolências às famílias das vítimas e ao Governo egípcio, e desejaram o rápido restabelecimento dos feridos", de acordo com o texto, citado pela agência France Press.

"Os membros do Conselho de Segurança reafirmam que o terrorismo, sob todas as suas formas, constitui uma das ameaças mais sérias à paz e à segurança internacionais", indica ainda o comunicado.

Dois atentados à bomba reivindicados pelo EI visaram duas igrejas coptas, fazendo um deles, pelo menos, 27 mortos na cidade de Tanta, e o segundo, pelo menos, mais 16 mortos em Alexandria, a três semanas de uma visita prevista do Papa Francisco ao país.

   Camiãovoltaaserusadocomoarmadeterror

Pelo menos 105 pessoas já morreram na Europa, nos últimos nove meses, em atentados terroristas em que são usados veículos. Sexta-feira, quatro perderam a vida em Estocolmo, na Suécia.

É um ataque a toda a Europa, disse Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia. Um homem foi detido ao final do dia.

Foi ao início da tarde que um camião de distribuição de bebidas avançou sobre a multidão, numa via pedonal de Drottninggatan, no centro da capital sueca. Segundo os media daquele país, ouviram-se tiros também. A chacina deixou quatro mortos e quinze feridos. O dia 7 de abril ficará assim marcado a sangue, deixando os suecos perplexos e a Europa confrontada, uma outra vez, com a sua vulnerabilidade.

Ao JN, pouco depois do ataque, o sueco Anders Andersson, ex-jogador do Benfica, mostrou-se estarrecido. Num discurso nervoso, afirmou que tudo isto "é assustador". "É sempre assustador, aconteça aqui, na Alemanha ou noutro país. Mas a Alemanha é um país envolvido nas grandes decisões sobre o Mundo. Já a Suécia é um país pequenino e amigável", disse, em choque.

A mensagem talvez seja essa mesma: nenhum país da Europa está a salvo. "Um atentado é apenas uma questão de oportunidade", salientou ao JN o especialista em terrorismo e segurança José Manuel Anes. Por isto mesmo, são imperativas "ações concertadas entre todos os estados", sublinhou.

O presidente da Comissão Europeia veio mostrar o seu apoio à Suécia e sublinhar que "um ataque contra qualquer Estado-membro é um ataque contra nós todos". Por cá, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reforçou a ideia de que a União Europeia precisa de "uma posição comum perante o terrorismo", sem descurar os direitos humanos.

Recorde-se que a Suécia foi o quarto alvo europeu, nos últimos dez meses. A 14 de julho do ano passado, 84 pessoas morreram num ataque semelhante em Nice, no Dia Nacional de França; já perto do Natal, um outro teve lugar na Alemanha, em Berlim, matando mais 12. As diretrizes do autoproclamado Estado Islâmico estavam a ser cumpridas, num altura em que começava a perder terreno e poder económico. Recentemente, foi a vez de Londres. A 22 de março, um homem atirou o carro para cima de peões junto ao Parlamento, matando seis. Um era polícia.

Caça ao homem

As autoridades suecas responderam prontamente e, em pouco tempo, o metro foi parado, os comboios suprimidos, os autocarros deixaram de circular. Soube-se que o camião fora roubado e começou a caça ao homem.

A Polícia apelou aos cidadãos que estavam em casa para não saírem; e, mais tarde, para os outros, a Câmara de Estocolmo disponibilizou alojamento, caso não conseguissem usar os transportes para fazerem o regresso. Como as linhas telefónicas começaram a acusar saturação, foi pedido que se desse preferência à Internet.

Entretanto, todos os edifícios governamentais foram encerrados, a fotografia de um homem foi divulgada - percebendo-se depois que não era suspeito, mas alguém importante para a investigação - e, ao fim da tarde, um outro indivíduo foi detido.

As autoridades confirmaram depois que aquele poderia ter ligação ao ataque, mas não adiantaram mais. Segundo a jornal sueco "Aftonbladet", o homem terá assumido que era o responsável pelo atentado.

O rei Carlos Gustavo - em visita oficial ao Brasil - enviou uma mensagem de consternação e solidariedade para com as famílias das vítimas. E a Casa Real avançou que anteciparia o seu regresso.

Ao lado, a Finlândia e a Noruega reforçaram as medidas de segurança nos grandes centros urbanos e nos aeroportos. Os agentes noruegueses passarão a andar armados nas principais cidades, até novo aviso. Já a Finlândia optou por aumentar as patrulhas em Helsínquia.

Polícia investiga morte de portuguesa estrangulada no Reino Unido

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A polícia de Jersey, no Reino Unido, está a investigar a morte de uma portuguesa, muito "acarinhada" pela comunidade local.

Cerca de 40 agentes da polícia de Jersey trabalham na investigação da morte de Ana Maria Rebelo, uma portuguesa de 51 anos encontrada morta em St. Helier, na ilha de Jersey, no Canal da Mancha, ao largo de França, mas que faz parte do Reino Unido.

A polícia está a realizar investigações forenses e inquéritos porta-a-porta na área de Victoria Street, em Jersey, onde residia Ana.

"Apelo, uma vez mais, a quem tenha informação sobre os movimentos de Ana no passado fim de semana e na segunda-feira para nos contactar, uma vez que é crucial perceber o que fez nas últimas horas de vida", disse, em comunicado, o Inspetor Chefe Detetive Alison Fossey, da polícia de Jersey.

A polícia está a analisar imagens das câmaras de segurança e a trabalhar em colaboração com a comunidade portuguesa no Reino Unido, para tentar deslindar o crime.

Ana Rebelo foi encontrada morta na terça-feira. A polícia concluiu que foi estrangulada, uma vez que tinha marcas de "compressão sobre o pescoço".

Segundo o jornal "Jersey Evening Post", Ana Maria Rebelo tinha três filhos, maiores de idade. Era uma pessoa "generosa e comunicativa", conhecida da igreja católica local e muito conhecida na comunidade de St. Helier, que a homenageou.

O diácono da igreja de St. Helier, Nicholas France, anunciou que as orações da missa deste domingo seriam pela alma de Ana Maria Rebelo.

Deu à luz no avião com a ajuda da tripulação

 

A tripulação da Turkish Airlines teve de ajudar uma mulher a dar à luz a 42 mil pés, ou 12,800 metros, de altitude

Foi um parto inesperado, evidentemente, e as hospedeiras a bordo do Boeing 737 que voava da Guiné-Conacri para Istambul.

A mãe estava grávida de 28 semanas, quando, em pleno voo, sentiu as primeiras dores de parto. Segundo explica a companhia aérea da Turquia, a tripulação "respondeu prontamente para a ajudar" e a bebé nasceu pouco depois.

Segundo a BBC, a maioria das companhias aéreas autorizam que grávidas voem até às 36 semanas, mas exigem uma autorização médica a partir das 28 semanas.

Tanto a mãe como a bebé estão bem de saúde.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 09.04.2017

Angolanos e cubanos celebram Dia da Paz


9 de Abril, 2017

A importância da ajuda prestada por Cuba a Angola na conquista da independência nacional, da paz e na preservação da integridade territorial foi destacada terça-feira, em Havana, num acto comemorativo do 15º (décimo quinto) aniversário do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional em Angola.

Em declarações à imprensa, o cadete Adilson André Sabalo, estudante do 4º ano do Instituto Técnico Militar “José Marti” (ITM), declarou que falar de Angola sem mencionar Cuba “seria como esquecer a história, passar por cima de muitos feitos como a batalha do Cuito Cuanavale”. “Angola-15 Anos de Paz”, “Paz, Estabilidade e Desenvolvimento” foi o lema que norteou o programa da actividade organizada conjuntamente pela Embaixada de Angola e pelo colectivo de estudantes angolanos do ITM. O acto, em que participaram diplomatas angolanos e autoridades cubanas, entre as quais representantes dos mandos dos vários ramos das Forças Armadas Revolucionárias (FAR) e o chefe da direcção de instituições docentes do Ministério das Forças Armadas, coronel Carlos Rodriguez Izada, contou com uma exposição fotográfica que retrata vários momentos da história de Angola, a exibição de um vídeo sobre o desenvolvimento do país e de peças de teatro, dança, música e poesia.

 

Donald Trump testa confiança de Vladimir Putin

Altino Matos |
9 de Abril, 2017

Os comentários com pendor acusatório sobre a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais de Novembro do ano passado estão a ser considerados como a justificação mais provável do ataque dos Estados Unidos  a uma base área síria na quinta-feira.

Em resposta à utilização de substâncias químicas em operações militares.
Um grupo de críticos ligados ao Governo de Donald Trump, apesar de se mostrarem a favor da criação de uma “linha vermelha” na guerra da Síria, reprovaram o ataque e estão apreensivos com a possível decisão de Vladimir Putin, por os EUA agirem contra um aliado da Rússia e num contexto militar dominado pela força aérea russa.
O Presidente dos EUA precisava de despistar os especialistas que perseguem sinais que indicam o apoio da Rússia à sua vitória sobre a rival Hillary Clinton nas eleições de Novembro. Donald Trump sempre disse estar à vontade e afirmou que as acusações nunca seriam provadas e mostravam a ineficácia da CIA.
Os analistas consideram que o Presidente fica agora mais folgado com o ataque à base aérea síria de onde partiu o ataque de terça-feira que fez perto de 100 mortos e no local foi detectada a presença de gás sarim, altamente tóxico e proibido pelo tratado de armas não convencionais. O ataque dos EUA envolveu pelo menos 59 mísseis de cruzeiro na noite de quinta-feira contra uma base aérea síria próximo da cidade de Homs. Segundo a rede de televisão norte-americana NBC, citando fontes oficiais, dois navios de guerra dispararam mísseis Tomahawk a partir do Mar Mediterrâneo, tendo como alvo a base de Shayrat, no oeste da Síria.
Membros dos serviços de inteligência ocidentais, referidos pela imprensa internacional sob anonimato, classificaram o ataque “como um erro de cálculo, porque vai agravar o quadro da guerra, numa altura em que havia esperança de se chegar a um acordo político ainda este ano”.   O Comando do Exército da Síria classificou o ataque contra a base aérea de Shayrat como uma agressão e disse que com essa acção os EUA transformaram-se num parceiro perigoso dos terroristas. Um porta-voz afirmou que o ataque “faz dos EUA um parceiro do ‘Estado Islâmico’ (EI) e da Frente al Nusra (actual Frente de Conquista de Levante) que se desvinculou da Al Qaeda e ressaltou que se trata de uma acção ilegal e contrária ao direito internacional. Donald Trump nem sequer esperou por provas da utilização de armas químicas, ou se o gás estava armazenado em paióis dos rebeldes na cidade de Jan Shijun, como justificou a Rússia. Os especialistas acrescentaram que Donald Trump precisava de fazer a sua primeira demonstração de poder e acabar as dúvidas de que também é capaz de tomar decisões importantes e rápidas em contextos complexos, sempre que a situação o exigir. O Presidente ganhou a confiança dos seus colaboradores, mas provocou dúvidas quanto à operacionalidade militar dos EUA, sobretudo por defender uma aproximação à Rússia e à China no combate ao terrorismo.
O Presidente sempre reprovou a ideia de que Vladimir Putin era um “homem mau e o culpado da situação na Síria”. “Com esse ataque, Trump reposiciona os Estados Unidos no ângulo da Administração Obama e com um pendor muito mais perigoso, por passar das palavras ao ataque num tempo muito curto”, disse um dos especialistas ao comentar sobre as possibilidades da criação de um eixo contra os extremistas islâmicos.
O que Donald Trump fez na prática foi testar a confiança de Vladimir Putin, comentou um analista, pois “agora temos que esperar para ver como as coisas vão ficar e se os dois Presidentes ainda vão manifestar simpatia um pelo outro.”
A chegada ao poder nos EUA representava, até ao ataque de quinta-feira, um sinal do fim da guerra na Síria, com a disposição de Donald Trump em estabelecer uma parceria com Vladimir Putin, que foi sempre a favor da criação de uma estratégia a nível político e dos serviços de inteligência para terminar o conflito e diminuir os focos de tensão e os corredores de apoio ao terrorismo. Críticos ocidentais especulam que o Presidente dos EUA está a tentar criar um quadro de actuação na arena internacional, que seja fundamental para avançar com as suas políticas destinadas a manter a ordem no Mundo. “Temos que analisar friamente o ataque dos Estados Unidos à base síria, porque as informações, além de dispersas, levantam dúvidas da seriedade do ataque, que quase não significou nada perante o número de mísseis”, referiu um analista militar.         
Esta possibilidade fica mais clara na informação divulgada por Igor Konashenkov, representante oficial do Ministério da Defesa russo, que deu aconhecer que apenas 23 mísseis lançados pela Marinha norte-americana atingiram a base de Shayrat, oeste da Síria. Este ramo das Forças Armadas dos EUA é um dos mais poderosos do Mundo, com uma longa experiência em operações militares, não sendo fácil aceitar que alguns mísseis tenham falhado os alvos.   
O fundamental a reter é que o ataque foi feito no dia 7 de Abril, entre as 3h42 (hora da Síria), partir de contratorpedeiros da Marinha dos EUA nas águas do Mediterrâneo, na área da Ilha de Creta, com 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra a base aérea de Shayrat. 
O representante oficial do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, sublinhou que, em resultado do ataque, foi destruído um armazém de mercadorias, um edifício destinado à instrução, uma cantina e seis aviões de combate Mig-32, bem como a estação de radar.

 

 

Ministro britânico cancela ida à Rússia


9 de Abril, 2017

O ministro das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, anunciou ontem o cancelamento da sua visita à Rússia, agendada para segunda-feira, devido à evolução dos acontecimentos na Síria, “que mudaram fundamentalmente a situação”.

 

“Minha prioridade agora é continuar o contacto com os Estados Unidos”, afirmou em comunicado, no qual “lamenta a defesa contínua ao regime (do Presidente sírio Bashar al) Assad por parte da Rússia, inclusive depois do ataque com armas químicas contra civis inocentes”. O Governo sírio rejeitou as acusações de uso de armas químicas num ataque a uma zona controlada por rebeldes. A Rússia, que apoia Damasco, na luta contra o Estado Islâmico, considera o episódio uma encenação para desviar as atenções das mortes de centenas de civis no Iraque.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 07.04.2017

 

Ataque aéreo dos EUA foi "flagrante agressão" e "ação premeditada", diz Síria

 07/04/2017 12:15:00

O ministério de Relações Exteriores da Síria afirmou que o ataque químico que matou dezenas de pessoas no país foi uma "ação premeditada para justificar o ataque dos Estados Unidos ao exército sírio".

O ministério descreveu o ataque aéreo norte-americano que atingiu a base síria de Shayrat, na província de Homs, uma "flagrante agressão".

De acordo com o comunicado do governo sírio, o real objetivo do ataque dos EUA é "enfraquecer o poder do exército do país, que luta contra grupos terroristas". Fonte: Associated Press.

EUA dizem que podem atacar mais, mas esperam que não seja necessário

 07/04/2017 14:33:00

A embaixadora dos Estados Unidos para a Organização das Nações Unidas, Nikki Haley, afirmou nesta sexta-feira que seu país está preparado para a eventualidade de mais ataques aéreos na Síria, "mas esperamos que isso não seja necessário". Haley discursou durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir o ataque da noite de ontem dos EUA contra uma base aérea controlada pelo regime sírio.

Haley defendeu a ação americana, dizendo que os EUA tinham "todas as justificativas" para realizar um ataque aéreo, dias após o regime da Síria realizar um ataque com armas químicas no país. A embaixadora americana disse que os EUA desejam, porém, uma solução política no caso.

A autoridade dos EUA afirmou que o Irã e a Rússia "têm responsabilidade pelas atrocidades na Síria". Segundo ela, o presidente sírio, Bashar al-Assad, fez o ataque químico sabendo que Moscou o apoiaria. Agora, Haley disse que "o mundo está esperando que a Rússia aja com responsabilidade" e reveja o apoio a Assad depois do ataque com arma química.

Papa pede consciência a responsáveis por "inaceitável" massacre na Síria

 06/04/2017 15:57:17

 

O papa Francisco apelou quarta-feira (5) à consciência de todos os que tenham "responsabilidade política" perante o último "inaceitável" massacre ocorrido na cidade de Khan Shijun, no norte da Síria, onde houve 72 mortos, sendo 20 crianças. O uso de armas químicas no ataque é considerado um dos mais graves episódios do conflito na Síria. 

 

"Assistimos horrorizados aos últimos episódios na Síria. Expresso minha firme reprovação pelo inaceitável massacre que aconteceu ontem na província de Idlib, onde foram assassinadas dezenas de pessoas inocentes, entre elas muitas crianças", afirmou Francisco, ao término da audiência geral na Praça de São Pedro.

 

As informações são da agência de notícias EFE. O papa disse que rezou pelas vítimas e seus parentes e apelou "às consciências de todos os que têm responsabilidade política em nível local e internacional” para o término desta tragédia e alivie a esta população há tanto tempo exausta pela guerra".

 

Também pediu que, "apesar da insegurança e dos problemas, que se esforcem por fazer chegar ajuda aos moradores da região". O papa Francisco se referia ao suposto ataque químico que aconteceu terça-feira na cidade de Khan Shijun e no qual morreram 72 pessoas, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

 

"Minha relação com Xi Jinping é excepcional", diz Trump

 07/04/2017 13:11:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está sendo "muito interessante" passar um tempo com o presidente da China, Xi Jinping e sua delegação.

Os dois líderes participam de reuniões sobre as relações entre os EUA e China na Flórida. "A relação que desenvolvi com o presidente Xi Jinping eu acho que é excepcional", afirmou Trump.

De acordo com autoridades, os presidentes deve discutir questões como a Coreia do Norte e comércio, entre outros tópicos. Segundo Trump, os dois líderes fizeram "grande progressos" durante um jantar na quinta-feira e ele acredita que mais progressos serão atingidos antes de Jinping ir embora, no fim desta sexta-feira. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 07.04.2017

 

 

Após ataque, EUA anunciam novas sanções contra a Síria

Agência ANSA

Após atacar uma base aérea do governo de Bashar al-Assad, os Estados Unidos aplicarão nova sanções econômicas e políticas contra a Síria, informou o secretário norte-americano de Tesouro, Steven Mnuchin, em entrevista aos jornalistas.

EUA: Congresso apoia ataque à Síria, mas critica não ter sido consultado antes

 

Após o lançamento de mísseis pelos Estados Unidos contra a base militar síria em Shayrat, perto da cidade de Homus, apoiadores e críticos do governo de Donald Trump no Congresso se posicionaram sobre o ação "surpresa", efetuada na madrugada de hoje (7) no horário local sírio.  A maioria dos congressistas manifestou apoio. Entretanto, muitos criticaram o fato de que Trump não consultou o Congresso antes da iniciativa.

O senador republicano John McCain, um forte crítico da administração Trump, emitiu um comunicado conjunto, assinado também pela senadora Lindsey Graham, da Carolina do Norte. "Saudamos as habilidades e profissionalismo das Forças Armadas norte-americanas que realizaram os bombardeios na Síria", diz o texto, divulgado na noite desta quinta-feira (6).

O líder da minoria democrata no Congresso, Chuck Schumer, apoiou a decisão de Trump com relação ao ataque, mas pontuou que o parlamento deveria ter sido consultado antes de lançar os mísseis. "Sabemos que Bassar al-Assad [presidente da Síria] cometeu atrocidades[...], ele terá de pagar e agora é a hora certa de fazer isso", declarou.

O governo Trump justificou a ação independente, ressaltando a "emergência e a urgência de uma ação militar direta", após a acusação do uso de armas químicas pelo governo sírio na última terça-feira (4).

A senadora republicana  da Califórnia, Bárbara Lee chamou o bombardeio de "ato de guerra" em sua conta no Twitter e disse que o Congresso deve discutir a ação para um posicionamento sobre o tema.

Já o senador Bernie Sanders, ex-candidato presidencial e representante da ala mais progressista do partido Democrata, escreveu em sua conta no Facebook que Bassar al-Assad está no topo da lista dos "criminosos de guerra" devido ao uso de armas químicas contra civis no país. Ele disse que, embora a situação na Síria seja "inimaginável", os Estados Unidos como maior potência mundial têm a responsabilidade de explicar ao mundo e ao povo norte-americano quais os objetivos da escalada militar iniciada com os bombardeios.

"Precisamos saber como este ataque se encaixa no objetivo mais amplo de uma soluação política, que é a única maneira de acabar com esta guerra devastadora", afirmou Sanders.Ele lembrou também que a Constituição norte-americana exige que o presidente vá ao Congresso para pedir autorização para este tipo de ação.

O ex-presidente Barack Obama não se pronunciou sobre os ataques, bem como a ex-candidata democrata, Hillary Clinton.

Repercussão

Na mídia norte-america, os ataques foram criticados pelo fato de o Congresso não ter sido consultado, mas vários artigos e reportagens relativizaram a necessidade de consulta. O El País publicou um artigo em que destaca que Donald Trump sai como "vencedor" depois de sua primeira intervenção militar, que também é a primeira dos Estados Unidos diretamente contra o governo sírio desde o ínicio da guerra.

The Washington Post considerou o ataque, realizado em plena reunião bilateral com a China, um recado estratégico do governo Trump aos chineses, que não querem ceder à pressão norte-americana sobre outro tema que preocupa o país e o mundo: o programa de mísseis nucleares da Coreia do Norte. A China resiste ao pedido dos Estados Unidos de interromper a parceria com a Coreia do Norte para pressionar o país a interromper os planos nucleares. Por sua vez, a China também afirmou que não concorda com o ataque à Síria sem que a ONU tenha autorizado a ação.

A imprensa norte-americana também comentou a mudança de posicionamento de Donald Trump em relação ao tema. A CNN lembrou que, anteriormente, Trump era contrário a um ataque direto ao governo de Bashar al-Assad. A rede afirmou que a mudança na visão de Trump pode ter começado mesmo antes do ataque químico de terça-feira. Para alguns analistas, uma intervenção direta vinha sendo estudada há algum tempo pelo Pentágono e a Secretaria de Estado, sob o comando de Rex Tillerson.

Mas outros meios de comunicação não acreditam na hipótese de que o ato tenha sido premeditado. O USA Today ouviu funcionários (não identificados) que afirmaram que as imagens de civis, sobretudo crianças, teriam incomodado profundamente o presidente Trump e que isso o teria motivado a determinar o ataque.

New York Times disse que Trump atuou "no instinto" e assumiu um dos maiores riscos para a sua política externa. Entretanto, em sua análise, o jornal admite que se a intuição de Trump estiver certa, o efeito pode ser positivo para a popularidade do presidente, que em quase 80 dias de governo registra índices de aprovação inferiores a 40%.

 

 

Rússia põe fim a acordo com os Estados Unidos para evitar colisão na Síria

Agência ANSA

 

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou oficialmente ao Pentágono o fechamento da chamada "linha direta" para prevenir acidentes entre os aviões russos e norte-americanos na Síria a partir deste sábado (8). 

O comunicado foi feito pelo porta-voz do Ministério, general Igor Konashenkov. 

O acordo de notificação entre os dois países estava em vigor desde 2015, mas foi revogado após o ataque de Donald Trump contra a Síria nesta quinta-feira (6).

O presidente da Síria, Bashar al Assad, disse que o bombardeio dos Estados Unidos à base militar de Shayrat foi "imprudente" e "irresponsável", de acordo com fontes ligadas a sua equipe. O conselheiro político de Bashar al Assad, Buthayna Shaaban, afirmou que a Síria e seus aliados "responderão de maneira apropriada" ao bombardeio dos Estados Unidos contra a base militar de Shayrat.    

O bombardeio dos Estados Unidos à base militar síria de Shayrat deixou 15 pessoas mortas, de acordo com a agência estatal Sana. O balanço incluiria seis soldados e nove civis. De acordo com o veículo, os mísseis norte-americanos não atingiram apenas a base, mas também habitações nos vilarejos próximos. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo por "moderação". "Ciente dos riscos de uma escalada, apelo à moderação para evitar qualquer ato que possa piorar o sofrimento do povo sírio", comentou Guterres. 

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que, atacando a base militar síria, os Estados Unidos chegaram "a um passo de um confronto com a Rússia": "Os resíduos da névoa pré-eleitoral apareceram. Ninguém exagera o valor das promessas eleitorais, mas há um limite de decência além do qual a desconfiança é absoluta. O que é absolutamente triste para as nossas relações já absolutamente desgastados. E certamente é confortante para os terroristas".

Os Estados Unidos atacaram a Síria na noite desta quinta-feira (6), lançando pelo menos 50 mísseis em um intervalo de poucos minutos contra uma base aérea do regime de Bashar Al-Assad. Os disparos são dados publicamente como uma resposta ao ataque com armas químicas em Idlib.  

A emissora pública estatal da Síria classificou a ação como uma "agressão norte-americana", de acordo com a agência de notícias russa Sputnik. O Pentágono tinha destacado à agência de notícias russa que o ataque teria evitado postos de atuação de militares russos. 

Até o momento, os Estados Unidos realizavam ações na Síria contra o Estado Islâmico (EI) e por meio de bombardeios aéreos também no Iraque, com o apoio de uma coalizão internacional. 

Os disparos desta quinta-feira, porém, foram diretamente contra o regime sírio, e representam uma mudança na política externa dos EUA com o governo de Donald Trump, além de ser a ordem militar mais dura emitida pelo magnata desde que tomou posse.    

Os mísseis disparados são do tipo "Tomahawk", de médio alcance e invisíveis a radares, e partiram de dois navios norte-americanos no Mar Mediterrâneo.    

O republicano Trump não tinha anunciado nenhum ataque contra a Síria, apesar de seus comentários sobre a guerra civil local terem se intensificado nos últimos dias.  

Histórico 

A guerra civil na Síria começou há seis anos como um levante pacífico contra o governo de Assad e inspirado na Primavera Árabe. Sob a gestão de Barack Obama, os EUA apoiaram os rebeldes e pediram a saída de Assad do poder.   

O líder sírio recebeu apoio de outros países, como a Rússia, e conseguiu se manter.    

Na última terça-feira, um ataque químico contra uma região controlada por rebeldes matou ao menos 80 pessoas, entre elas 27 crianças. Em um pronunciamento, Trump disse que se tratava de "uma afronta à humanidade". 

Família real sueca se diz consternada por ataque em Estocolmo

Ataque deixou ao menos três mortos e vários feridos

Agência ANSA

 

A família real sueca recebeu com "consternação" a notícia do ataque que ocorreu no centro de Estocolmo nesta sexta-feira (7), deixando ao menos três mortos e diversos feridos Em breve declaração, o rei Carlos XVI Gustavo enviou condolências aos familiares e feridos. 

"Continuamos atentos à evolução" dos acontecimentos, cujo "contexto e seu alcance total são por enquanto desconhecidos", afirmou o rei.    

Além disso, o monarca ressaltou que os "pensamentos" da família real estão "com as vítimas e suas famílias".

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 07.04.2017

 

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Primeiro-ministro russo diz que a administração Trump arruinou as relações dos EUA com o seu país e diz que o bombardeamento reopresenta "boas notícias para os terroristas"

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, utilizou o Facebook para comentar o ataque dos EUA à Síria, que diz que arruinou as relações entre norte-americanos e russos, além de serem "boas notícias para os terroristas". E escreve preto no branco: "À beira de um conflito militar com a Rússia".

Medvedev refere que o "último nevoeiro das eleições [norte-americanas] levantou-se" e que ao invés de russos e norte-americanos combaterem o inimigo comum, o Estado Islâmico, os EUA escolheram lutar contra "o legítimo governo da Síria".

"É uma contradição relativamente à lei internacional e não tem a aprovação da ONU. Além disso viola os próprios métodos do país, porque o Congresso tem de ser notificado de qualquer ação militar", refere.

E acrescenta a referida frase: "À beira de um conflito militar com a Rússia".

Medvedev diz ainda que a atitude norte-americana é muito "triste" e que deixa as relações entre os dois países "completamente arruinadas".

"E isso são boas notícias para os terroristas", acrescenta.

"Mais uma coisa. Esta ação militar é uma identificação clara de que o Presidente dos EUA está dependente das opiniões do círculo de Washington, aquele que tanto criticou no seu discurso de tomada de posse. Pouco após a sua vitória, notei que tudo depende de quão cedo as promessas de Trump vão ser quebradas pela existente máquina do poder. Só demorou dois meses e meio", concluiu.

Rússia exige que EUA terminem "agressão" à Síria 


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Durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador russo pediu que se juntassem forças para combater a "ameaça terrorista"

Vladimir Safronkov, embaixador da Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas, disse aos EUA que devem parar qualquer ação militar contra o regime sírio de Bashar al-Assad.

"Pedimos aos EUA para pararem imediatamente a agressão e juntarmos forças para conseguir uma solução política na Síria, é trabalhar no combate contra a ameaça terrorista", diz.

O embaixador afirmou ainda que tem ainda ouvido "muitos insultos" relativamente ao uso do veto por parte dos russos no Conselho de Segurança. "Só usamos em circunstâncias nas quais vocês tentam impor os vossos projetos geopolíticos irresponsáveis", acrescentou.

De acordo com o The Guardian, Safronkov também chamou a atenção para os ataques aéreos que os EUA e os seus aliados realizaram em Mossul, Iraque, que mataram dezenas de civis. "Esta tragédia tem de ser conhecida, as pessoas têm de saber, porque nada foi dito sobre Mossul", disse.

Garantiu ainda que o facto de estar a alertar para Mossul não tem nada a ver com o facto de "querer tirar a atenção da Síria".

Guterrres pede moderação após bombardeamento dos EUA à Síria

 

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Secretário-geral das Nações Unidas relembrou o sofrimento do povo sírio

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou hoje à moderação depois do ataque norte-americano contra uma base militar síria, sublinhando que a solução para a Síria deve passar pela política e não pela guerra.

"Eu apelo à moderação para evitar todos os atos que acrescentem ainda mais o sofrimento do povo sírio", declarou Guterres num comunicado.

Para o secretário-geral da ONU, "não há outra via para colocar fim a este conflito a não ser uma solução política".

Os Estados Unidos lançaram na madrugada de hoje um ataque com 59 mísseis de cruzeiro contra a base aérea de Shayrat, de onde terão partido os aviões envolvidos no ataque com armas químicas que na terça-feira matou pelo menos 86 pessoas em Khan Sheikhun, no noroeste do país.

O bombardeamento de terça-feira foi assumido pelas autoridades sírias que, no entanto, negaram categoricamente ter usado armas químicas.

Na versão do regime de Bashar al-Assad, o ataque atingiu um depósito de armas químicas da Frente Al-Nosra, contrabandeadas para a província de Idleb a partir da fronteira com o Iraque e a Turquia, e que foram escondidas em zonas residenciais da zona.

Em resposta ao ataque de hoje, a Rússia já anunciou o reforço das defesas antiaéreas da base e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Morreu mulher que saltou da ponte para escapar a ataque terrorista

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Mulher romena que se atirou ao rio Tamisa quando o atacante atropelou um grupo de peões na ponte, não resistiu aos ferimentos.

Subiu para cinco o número de vítimas mortais do atentado de Westminster Bridge (Londres). Andreea Cristea, a mulher romena que se terá atirado ao rio Tamisa para não ser atropelada, morreu na sequência dos ferimentos sofridos durante a queda, confirmou esta sexta-feira a polícia britânica.

Andreea Cristea tinha sido resgatada das águas do rio depois do ataque levado a cabo por Khalid Masood. Em comunicado, a família de Cristea descreveu-a como "o raio de sol que para sempre brilhará nos nossos corações" e anunciou que vai doar para caridade o dinheiro angariado para a ajudar desde o dia do ataque.

No dia 22 de março, um homem atropelou várias pessoas na ponte de Londres, na tentativa de entrar no Parlamento. No imediato, quatro pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas. Entre os mortos está uma mulher que era casada com um português.

O ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico e o atacante, identificado como sendo Khalid Masood, foi abatido pela polícia. E, segundo a Scotland Yard, os serviços britânicos conseguiram anular 13 tentativas de atentado desde junho de 2013 no Reino Unido.

Tribunal obriga mãe vegana a vacinar os filhos

 

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Mulher queria que os filhos vivessem "sem toxinas"

Uma mãe foi obrigada por um dos mais altos tribunais britânicos, a vacinar os seus filhos, algo que não queria a fazer. A mulher, vegana, não queria que os filhos vivessem uma vida "com toxinas", mas o tribunal não ficou convencido com os seus argumentos.

Os veganos não utilizam nem consomem produtos derivados de animais.

"Lamento muito que a mãe veja a minha decisão como algo errado, mas o meu dever é claro", disse o juiz Mark Rogers, de acordo com o The Independent.

Assim, os dois rapazes, com dois e quatro anos, vão ser vacinados contra várias doenças incluindo a meningite, difteria, poliomielite e sarampo, entre outras.

A mãe, que só dá às crianças "produtos naturais", diz que o seu objetivo é que os corpos dos meninos "estejam livres de toxinas tanto quanto possível".

O filho mais velho já foi vacinado, mas a mãe argumenta que isso causou efeitos secundários, como eczema e tosse. Por outro lado, o pai das crianças diz que a mãe das crianças é "obsessiva, demasiado protetora e tem uma mente muito fechada". "Suspeita de toda a medicina convencional", acrescenta.

A mãe, cujo nome não foi revelado para proteger a identidade das crianças, disse ao tribunal que "sim, algumas vezes as vacinas funcionam, mas existe um grande risco".

"Ambos [os filhos] têm fortes sistemas imunitários para os protegerem das doenças", disse em tribunal a mãe, que não conseguiu que um médico comparecesse em tribunal para apoiar os seus argumentos.

"Não é natural ser injetado com elementos metálicos e, como vegana, vai contra as minhas crenças que os meus filhos sejam injetados com algo que foi feito a partir de células animais ou testado em animais", acrescentou.

O juiz Mark Rogers decidiu então que as crianças vão ser vacinadas, de acordo com os termos de uma lei de 1989, que permite ao tribunal sobrepor-se a decisões parentais para bem das crianças.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 07.04.2017

 

Detido autor confessou do ataque em Estocolmo

Um homem detido pelas autoridade suecas confessou ser o autor do ataque desta sexta-feira em Estocolmo, que resultou em, pelo menos, quatro mortes.

Depois de ter sido roubado a um camionista que fazia distribuição de bebidas, um camião percorreu a alta velocidade algumas ruas centro de Estocolmo, tendo atropelado várias pessoas no caminho, até embater com violência na fachada do centro comercial Âhléns, na Rua da Rainha, uma zona de circulação pedonal.

Testemunhas relatam que se viveram momentos de pânico, com centenas de pessoas a correr na direção oposta ao local onde o camião embateu. Ao final da tarde, a polícia confirmou que o ataque matou quatro pessoas.

"Virei-me e vi um camião grande a vir na minha direção. Guinava de um lado para o outro, mas não parecia descontrolado, estava a tentar acertar nas pessoas", contou à Reuters Glen Foran, uma turista australiana.

O caso está a ser tratado pela polícia como um ataque terrorista, ainda que não haja confirmação sem margem para dúvidas. O mesmo disse o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, que numa breve conferência de imprensa pouco depois do sucedido afirmou que tudo apontava para um atentado terrorista. "A Suécia foi atacada", resumiu.

Suspeito confessa envolvimento no ataque

Segundo relata a imprensa local, o camião de distribuição de cerveja foi roubado, pouco antes do ataque, quando fazia uma entrega num restaurante. A empresa proprietária do veículo, a Spendrups, afirma que o motorista saiu ileso do incidente, apesar de ter tentado resistir ao assaltante.

Depois de as autoridades terem divulgado, em conferência de imprensa, imagens de uma "pessoa de interesse" para a investigação, um suspeito foi detido. Segundo o jornal sueco "Aftonbladet", o homem terá confessado envolvimento no caso.

Citando fontes não identificadas, o jornal adianta que o homem tinha algumas escoriações. Desconhece-se se é o mesmo homem cuja imagem foi divulgada pela polícia.

Coreia do Norte reagirá de "forma impiedosa" à menor provocação dos EUA

Pyongyang vai reagir de "forma impiedosa" à mais pequena provocação dos Estados Unidos, afirmou quinta-feira o embaixador da Coreia do Norte na Rússia.

"O nosso exército já declarou: se houver a menor provocação dos Estados Unidos no âmbito dos exercícios [militares], estaremos prontos a levar a cabo o mais impiedoso dos golpes", afirmou, em Moscovo, Kim Hyong Jun, citado pela agência de notícias russa Interfax.

A Coreia do Sul e os Estados devem realizar a 13, 21 e 26 de abril exercícios militares conjuntos perto da fronteira entre as duas coreias, segundo o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, citado pela agência de notícias Yonhap.

Pyongyang considera que os exercícios realizados por Washington e Seul pretendem ser "um ensaio para uma operação que visa destruir a [sua] capital e tomar o poder" na Coreia do Norte, segundo o embaixador.

"Nós temos armas nucleares e outras armas modernas. Como já dissemos em várias ocasiões, nós estamos prontos e somos capazes de encarar todos os desafios da parte dos Estados Unidos", ameaçou o diplomata.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou na quarta-feira ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que os Estados Unidos vão reforçar as suas capacidades militares para responder à ameaça norte-coreana, segundo um comunicado da Casa Branca, no dia em que Pyongyang fez mais um teste com míssil.

Trata-se de uma "perigosa ação provocatória", afirmou o primeiro-ministro japonês após o seu encontro com Trump.

Rússia tira da "garagem" o maior submarino nuclear do mundo

O submarino nuclear da Guerra Fria Dmitry Donskoy, a única embarcação do género ainda em circulação, vai navegar pelo Mar Báltico até finais de julho.

O submarino russo Dmitry Donskoy, mais conhecido como Akula (tubarão em russo), faz parte da classe de embarcações Typhoon, que foram concebidas para o teatro de operações da Guerra Fria no início dos anos 80.

Com cerca de 172 metros de comprimento e com 200 armas nucleares a bordo, prontas a serem lançadas a qualquer momento, este é um dos submarinos mais imponentes do mundo.

O gigante soviético partirá da cidade costeira russa de Severodvinsk, no final deste mês, navegando pelo Mar Báltico até finais de julho, altura em que atracará em São Petersburgo, para um desfile militar anual, conta o jornal online norueguês "The Independent Barents Observer".

O submarino, que neste momento é utilizado pela marinha russa apenas para testar novos equipamentos militares, é movido a energia nuclear através de dois geradores de grandes dimensões e é o único, de um grupo de seis embarcações construídas na altura, que ainda está em funcionamento.

Esta é a primeira vez que um submarino nuclear desta envergadura vai navegar pelo Mar Báltico.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 07.04.2017

Novos petroleiros na frota angolana


7 de Abril, 2017

A Sonangol Shipping anunciou ontem, num comunicado, ter adquirido dois novos petroleiros, do tipo Suexmax, com capacidade para um milhão de barris de petróleo, o que aumenta para 12 o número de navios disponíveis na frota de transporte e comercialização de petróleo bruto.

Baptizados com os nomes de Sonangol Cazenga, em homenagem a um dos municípios históricos de Luanda, e Sonangol Maiombe,  que distingue a segunda mais importante área florestal do mundo, em Cabinda, os dois navios foram construídos pela empresa DSME, da Coreia do Sul, nos estaleiros de Okpo, e apresentam várias inovações e tecnologia de ponta que se reflectem no desenho original e no desempenho de navegação em alto mar.
Segundo o documento, estas características melhoram de forma significativa a eficiência das operações e colocam-nas em total respeito com as mais exigentes regulamentações ambientais do sector.
Para a presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Isabel dos Santos, “a aquisição destes dois novos petroleiros está alinhada com a visão da nova Sonangol expressa no rigor e selectividade dos investimentos. O Cazenga e o Maiombe vão permitir que Angola, através da Sonangol, participe de forma activa e lucrativa no mercado internacional de Shipping.” Acrescentou que a concretização destas aquisições à DSME confirma, igualmente, a excelência de relações entre a Sonangol e os seus parceiros internacionais, que permitiu a conclusão deste projecto dentro do prazo e com um custo menor do que o orçamentado.
O documento refere que os dois navios vão entrar em serviço de imediato - o Cazenga em Abril e o Maiombe em Maio - fazendo nas viagens inaugurais diversos transportes já fretados por empresas do Médio Oriente. Salienta ainda que a maioria dos tripulantes destes novos navios é de nacionalidade angolana, um facto que revela o compromisso da Sonangol de investir, de forma contínua e crescente, na formação técnica e tecnológica dos seus quadros, permitindo-lhes desempenhar funções profissionais no exigente mercado petrolífero, em qualquer parte do mundo. A cerimónia de entrega dos dois novos petroleiros, Cazenga e Maiombe, decorreu ontem na cidade sul-coreana de Okpo, na presença do embaixador de Angola, Albino Malungo, e de outros dignitários diplomáticos de Angola na Coreia do Sul, bem como de membros dos conselhos de Administração da DSME e da Sonangol.

 

Presidente sírio certo da vitória sobre todas as forças da rebelião


7 de Abril, 2017

O Presidente sírio reiterou ontem a sua convicção na vitória sobre toda a oposição que luta para derrubar o seu Governo e acusou os rebeldes de bombardearem Damasco enquanto decorriam conversações de paz em Astana, no Cazaquistão.

 

Bashar al-Assad, que deu uma entrevista ao jornal croata Večernji list, publicada ontem, acrescentou que não existe “nenhuma opção além da vitória.”
“Se não vencermos esta guerra, isso significa que a Síria será apagada do mapa”, afirmou Assad na entrevista, citado pela Reuters. “Sem confiança, não existirá nenhuma esperança. Em qualquer caso, não temos nenhuma opção além da vitória”, disse.
Bashar al-Assad acusou ainda toda a sua oposição de ter atacado as cidades de Damasco e de Hama, enquanto decorriam negociações na capital cazaque, reforçando assim a sua convicção de que é impossível chegar a qualquer acordo com os grupos armados que combatem contra o seu Governo.
Al-Assad reiterou também que não faz quaisquer distinções entre grupos que o combatem, apelidando de terroristas os rebeldes apoiados pela Turquia, pelos países do Golfo e os Estados Unidos, bem como os grupos rebeldes do Estado Islâmico e da Jabhat Fateh al-Sham, antigo ramo da Al-Qaeda na Síria. Ao que tudo indica, a entrevista foi feita antes de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que o Presidente sírio ultrapassou “todas as linhas”, depois do ataque com armas químicas da passada terça-feira, atribuído às forças governamentais. Este assunto, contudo, ficou fora da conversa de Bashar al-Assad com o jornal croata.
Entretanto, o ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Walid Muallem, reiterou ontem em Damasco que o Exército do seu país “não usou nem usará nunca” armas químicas. “O Exército Árabe da Síria não utilizou nem utilizará nunca armas químicas, nem sequer contra os terroristas que atacam o nosso povo”, disse Muallem numa conferência de imprensa. A Turquia anunciou que autópsias realizadas a vítimas do ataque comprovam a utilização destas armas por parte das forças governamentais. 
O último balanço aponta para 86 mortos. Já a Rússia, país que apoia Damasco no esforço de guerra contra os rebeldes, responsabiliza uma fuga de um depósito que fabricava armas químicas, controlado por grupos rebeldes, resultado de um bombardeamento da aviação síria. Moscovo garantiu na quarta-feira que a Força Aérea da Síria bombardeou na terça-feira, durante uma hora, um depósito de armas dos rebeldes que abrigava uma oficina para a produção de armas tóxicas destinadas ao Iraque. 
“Segundo o controlo do espaço aéreo, entre as 11h30 e 12h30 (hora local de terça-feira), a Força Aérea síria bombardeou na região de Jan Shijun um grande depósito de armas dos terroristas. Na área do depósito, encontrava-se uma oficina para a produção de minas com substâncias tóxicas”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, general Igor Konashenkov.
A Rússia negou ontem que a sua Força Aérea tivesse bombardeado a região e realizado este ataque contra os rebeldes, após uma denúncia do Observatório Sírio de Direitos Humanos onde afirma que 87 pessoas morreram no ataque químico. “Os aviões da Força Aeroespacial da Rússia não efectuaram nenhum ataque na região da cidade de Jan Shijun, na província de Idlib”, informou o Ministério da Defesa russo.
Órgãos de informação europeus, que citaram o Observatório Sírio de Direitos Humanos, informaram que aviões da Força Aérea russa ou síria atacaram com armas químicas as imediações da cidade, o que foi qualificado pelo Governo de Moscovo como “falsidades anti-russas.”
A guerra civil síria dura há seis anos. As forças governamentais têm reforçado as  suas posições na área ocidental do país, muito devido à decisiva ajuda da Rússia  e das milícias apoiadas pelo Irão.

 

Polícia russa desactiva bomba e prende criminosos


7 de Abril, 2017

A Polícia russa desactivou ontem uma bomba num apartamento de São Petersburgo, onde residiam os supostos cúmplices do terrorista suicida que na passada segunda-feira provocou a morte de 14 pessoas no metro da cidade após detonar um explosivo.

“A bomba foi desactivada e os criminosos detidos”, afirmou aos jornalistas o chefe do distrito onde está localizado o apartamento.
O Comité de Instrução (CI) da Rússia, autoridade que investiga o atentado, anunciou a detenção de várias pessoas que tiveram contactos com Akbarzhon Dzhalilov, suposto autor do atentado, nascido no Quirguistão, mas naturalizado russo.
“Foram identificados vários cidadãos de repúblicas centro-asiáticas que tinham contactos com Dzhalilov. Durante esta operação no apartamento onde eles viviam, foram encontrados objectos relevantes para a investigação”, explicou a porta-voz do CI, Svetlana Petrenko.
Uma fonte policial disse à “Interfax” que os detidos são três e que a bomba encontrada na casa é similar a que foi utilizada no atentado de segunda-feira. A Polícia fechou ontem uma estação de metro de São Petersburgo após prender um homem que levava uma antiga granada na bolsa. Agentes do esquadrão antibombas estiveram no local e “comprovaram que efectivamente se tratava de uma granada RG-42 da Segunda Guerra Mundial, mas que não levava TNT”, por isso não representava um perigo real, informou um porta-voz da Polícia.

 

 

Russos e franceses trocam informações


6 de Abril, 2017

Os líderes da Rússia, Alemanha e França concordaram, durante uma conferência ao telefone, em acelerar a criação de um protocolo de partilha de dados para ampliar o combate ao terrorismo.


Vladimir Putin, Angela Merkel e François Hollande voltaram a conversar sobre o procedimento após o atentado à bomba, na segunda-feira, no metro de São Petersburgo, segunda maior cidade russa. Pelo menos 14 pessoas morreram e 50 ficaram feridas.
As autoridades russas admitiram que o número de mortos pode aumentar, considerando os casos de feridos graves. 
O Kremlin informou entretanto que os três líderes debateram, ainda, a situação na Ucrânia e o cessar-fogo declarado no dia 1 de Abril. Uma fonte do Governo alemão disse que a chanceler Angela Merkel exortou o Presidente Vladimir Putin a usar a sua influência junto dos rebeldes para cumprirem o cessar-fogo que está em vigor.
A fonte acrescentou que os três estadistas concordaram em intensificar os contactos para tratar da questão ucraniana. O Presidente russo apelou os países ocidentais a criarem em conjunto com a Rússia um sistema de vigilância internacional capaz de identificar, classificar e acompanhar o movimento de pessoas ou grupos susceptíveis de praticarem ou promover acções de terrorismo em qualquer parte.  
Vladimir Putin nunca referiu aos seus interlocutores que nunca desistiu da ideia por ser a mais exacta dentro das possibilidades de controlo e movimento de pessoas e no combate ao terrorismo. Segundo uma fonte junto do Kremlin, o Presidente russo conseguiu que a chanceler alemã e o homólogo francês François Hollande avaliassem os riscos e assumissem o compromisso de engajar os seus sistemas de segurança na vigilância internacional, com uma capacidade técnica-operacional, que produza resultados e ajude os países a evitar ataques brutais contra as suas instituições e seu povo.       

Armas químicas  

A Rússia afirmou ontem que a Força Aérea da Síria bombardeou na terça-feira, durante uma hora, um depósito de armas dos rebeldes que abrigava uma oficina para a produção de armas tóxicas destinadas ao Iraque. “Segundo o controlo do espaço aéreo, ontem, entre as 11h30 e 12h30 (hora local), a Força Aérea síria bombardeou na região de Jan Shijun um grande depósito de armas dos terroristas. Na área do depósito encontrava-se uma oficina para a produção de minas com substâncias tóxicas”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, general Igor Konashenkov. “A partir deste enorme arsenal de armas químicas, os combatentes enviavam-nas para o Iraque. A sua utilização pelos rebeldes foi demonstrada tanto pelas organizações internacionais como pelo Governo sírio”, afirmou o general Igor Konashenkov.
A Rússia negou ontem que a sua Força Aérea tivesse bombardeado a região e realizado este ataque contra os rebeldes, após denúncia do Observatório Sírio de Direitos Humanos, onde afirma que 72 pessoas morreram no ataque químico. “Os aviões da Força Aeroespacial da Rússia não efectuaram nenhum ataque nesta região da cidade de Jan Shijun, na província de Idlib”, informou ontem o Ministério da Defesa russo. Órgãos de informação europeus, que citaram o Observatório Sírio de Direitos Humanos, informaram que aviões da Força Aérea russa ou síria atacaram com armas químicas as imediações da cidade, o que foi qualificado pelo Governo de Moscovo como “falsidades anti-russas”. 

Nações Unidas 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu ontem uma clara investigação para eliminar todas as dúvidas sobre a autoria do ataque químico na cidade de Jan Shijun, no norte da Síria, onde morreram 72 pessoas, entre as quais 20 menores.“Acredito que necessitamos uma investigação clara para eliminar todas as dúvidas e necessitamos que haja uma responsabilidade baseada nos resultados dessa investigação”, disse António Guterres, à chegada à conferência internacional sobre a Síria, em Bruxelas.
Segundo António Guterres, o ataque ocorrido na segunda-feira demonstra que, infelizmente, os crimes de guerra continuam na Síria e que a lei humanitária está a ser frequentemente violada.“Pedimos responsabilidades por estes crimes”, disse o secretário-geral, lembrando que o Conselho de Segurança da ONU avaliou a situação na Síria.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, disse que “não há dúvida sobre a responsabilidade do Governo sírio”. As autoridades sírias rejeitam a autoria do ataque e classificam as declarações dos líderes ocidentais como “falsas e provocatórias”.  
O uso de armas químicas está proibido pelo tratado que as veta e que a Síria assinou em 2013. Durante o conflito militar, já foram feitos vários ataques com armas químicas, mas ninguém assumiu a sua autoria.
“Há mortos, há feridos. É a razão pela qual não podemos fechar os olhos. Por isso, pedimos uma resolução do Conselho de Segurança. Espero que seja adoptada uma resolução de condenação e que peça a verdade e responsabilidades”, disse António Guterres.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, ressaltou a importância que a comunidade internacional tem para “pressionar as partes em conflito e os países que têm influência sobre elas”. “Os países com influência junto das partes no terreno devem assumir a necessidade fundamental de acabar com esta guerra na Síria”, afirmou António Guterres. O Conselho de Segurança da ONU tenta encontrar a melhor a solução para o conflito sírio.

 

 

 

Israelita morto na Palestina


7 de Abril, 2017

Um israelita morreu ontem e outro ficou ferido na sequência de um ataque com um carro conduzido por um palestiniano na Cisjordânia, território árabe ocupado pelo exército israelita, informaram as autoridades israelitas.

Depois do incidente, perto do colonato de Ofra, o condutor foi detido. Testemunhas disseram que o condutor, ao aproximar-se da paragem de autocarros, acelerou e avançou deliberadamente sobre as duas pessoas que se encontravam no local. Trata-se do primeiro israelita morto num ataque desde que quatro soldados  morreram em Jerusalém, em Janeiro.

 

 

Piloto bêbado foi condenado


7 de Abril, 2017

O piloto encontrado bêbado na cabine de um Boeing 737 que faria um voo do Canadá para o México na véspera do Ano Novo foi na segunda-feira condenado a 219 dias de prisão. Miroslav Gronych, 37 anos, declarou-se culpado de embriaguez,  enquanto ocupava o comando do avião.

 

Um funcionário do tribunal declarou à AFP que o piloto foi condenado a 219 dias de prisão e está proibido de pilotar durante um ano após cumprir a pena. O piloto eslovaco foi encontrado bêbado na manhã do dia 31 de Dezembro, antes de iniciar um voo da empresa aérea Sunwing entre a cidade canadiana  de Calgary e Cancun, no México, com 99 passageiros a bordo. Antes da descolagem, tripulantes do avião e pessoal de outra empresa aérea perceberam que o piloto se comportava de forma estranha e alertaram a Polícia.

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