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jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 23.04.2017

 

EUA: aumenta desaprovação do governo Trump

 23/04/2017 10:57:00

Os americanos se mostram cada vez mais insatisfeitos com o presidente Donald Trump, que se aproxima do centésimo dia no cargo, segundo uma nova pesquisa do Wall Street Journal/NBC News. Mais de metade dos americanos - cerca de 54% - desaprovam o trabalho de Trump como presidente, ante 40% que aprovam. A diferença, portanto, totaliza 14 pontos. Em fevereiro, uma sondagem tinha mostrado a desaprovação superando a aprovação em 4 pontos.

No entanto, a pesquisa, que contou com 900 adultos, chegou a algumas conclusões positivas para Trump, como a existência de um forte apoio aos ataques de mísseis que ele ordenou na Síria, em resposta a um ataque químico no início de abril. Mais de seis pessoas a cada dez aprovaram a ação militar. Além disso, metade aprova a forma como está lidando com a Síria no geral.

A sondagem constatou ainda uma quantidade similar de pessoas tanto aprovam quanto desaprovam a política econômica de Trump.

A pesquisa Wall Street Journal/NBC News se baseou em entrevistas realizadas por telefone com 900 adultos de todo o país, entre 17 e 20 de abril. A margem de erro é de mais ou menos 3,27 pontos percentuais, com maiores margens de erro para subgrupos.

 

China quer eliminação de armas nucleares na Coreia

 23/04/2017 09:49:00

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que a China insiste na eliminação das armas nucleares na península coreana e vai prosseguir com a retomada das negociações entre as partes envolvidas. Ele está em visita na Grécia para participar de um fórum internacional sobre civilizações antigas.

"Precisamos de vozes de paz e razão. A China não será influenciada por palavras e continuará a desempenhar seu papel", disse Wang Yi.

Coreia do Norte ameaça porta-aviões dos EUA

 23/04/2017 08:54:00

A Coreia do Norte ameaçou afundar um porta-aviões dos Estados Unidos, neste domingo, para demonstrar força militar. Dois navios da Marinha japonesa se juntaram a um grupo dos EUA para exercícios no Mar das Filipinas, de acordo com o site FoxNews.com.

"Nossas forças revolucionárias estão prontas para combater um porta-aviões de propulsão nuclear americano com um único ataque", informou o jornal Rodong Sinmum, do Partido dos Trabalhadores do país.

Após vencer referendo, presidente Erdogan quer aprovar pena de morte na Turquia

 17/04/2017 16:29:17

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, confirmou a vitória do "sim" no referendo constitucional feito domingo (16), o que transferirá todo o Poder Executivo ao chefe de Estado. 

"Hoje a Turquia tomou uma decisão histórica em um debate que dura 200 anos e que é uma mudança muito séria em nosso sistema administrativo", disse o presidente em um discurso em Istambul. "É sempre difícil defender uma mudança, e fácil manter o status quo, mas graças a Deus tivemos sucesso. Foram reformados apenas 18 artigos [da Carta Magna], mas as mudanças serão muito profundas".

Erdogan também expressou seu agradecimento ao primeiro-ministro, Binali Yildirim, dirigente do governante Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), que ele mesmo liderou até 2014, e também a Devlet Bahçeli, líder do direitista Partido de Ação Nacionalista (MHP), que respaldou a reforma apesar de uma forte oposição dentro sua legenda.

"A partir de amanhã, ao invés de nos metermos em discussões inúteis, devemos trabalhar", disse o presidente turco.

Perante uma multidão que gritava seu nome, Erdogan voltou a prometer que, se o Parlamento aprovar, ratificará a reintrodução da pena de morte.

 

Papa canonizará em outubro os primeiros mártires brasileiros

 20/04/2017 16:04:29

O papa Francisco canonizará no dia 15 de outubro deste ano, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, os primeiros mártires brasileiros, os sacerdotes André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro e o laico Mateus Moreira, além de outras 27 pessoas assassinadas em 1645.

O anúncio foi realizado ontem (20), durante assembleia de cardeais dirigida pelo papa, onde foram definidas as datas das cerimônias de canonização de vários futuros santos.

Para que sejam canonizados, eles não necessitaram nenhum milagre, apenas o parecer positivo dos membros da Congregação para as Causas dos Santos, que reiterou o assassinato por "ódio à fé".

Eles são os primeiros mártires e santos brasileiros assassinados entre os dias 16 de julho e 3 de outubro de 1645 pelos protestantes calvinistas holandeses instalados em Brasil naquela época.

Muitos foram assassinados em Cunhaú e Uruacu, no Rio Grande do Norte, durante uma missa dominical celebrada por André de Soveral. 

Os mártires brasileiros serão canonizados em uma cerimônia ao lado de dois meninos mexicanos conhecidos como Mártires de Tlaxcala; o espanhol Faustino Miguez, fundador do Instituto Calasancio Filhas da Divina Pastora e o sacerdote franciscano italiano Luca Antonio Falcone.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 23.04.2017

 

Merkel confirma que cidadã alemã ficou ferida na explosão do carro da da OSCE em Donbass

A chanceler alemã, Angela Merkel, confirmou no domingo que um cidadão alemão foi ferido pela explosão que atingiu a Ucrânia em Donbass, que atingiu o carro da Missão Especial de Monitoramento da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

No início do dia, um carro da OSCE explodiu no território controlado pela autoproclamada República Popular de Lugansk (LPR), matando um funcionário britânico da OSCE e ferindo um membro da equipe alemã.

De acordo com o atual presidente da OSCE, Sebastian Kurz, o carro explodiu devido a uma mina no caminho. De acordo com a LPR, o carro desviou da rota que deveria seguir. Mais tarde, o chefe da LPR instou a OSCE a coordenar as rotas que os carros dos seus monitores estão escolhendo para evitar incidentes semelhantes.

"Os relatos sobre a morte de um funcionário da OSCE me enchem de tristeza e horror. Nossos pensamentos estão com os parentes de todos os funcionários da OSCE que servem nesta região de conflito em nome da comunidade internacional. Há funcionários da OSCE feridos, incluindo uma cidadã alemã", disse Merkel, conforme citado pelo serviço de imprensa do governo. Ela também pediu uma investigação sobre o incidente.

O leste da Ucrânia têm sido palco de tumultos desde abril de 2014, quando o governo em Kiev lançou uma ofensiva militar contra a milícia em Donbass. Apesar dos acordos de paz de Minsk assinados em fevereiro de 2015, os lados continuam a culpar uns aos outros por violações do cessar-fogo.

A Missão da OSCE para a Ucrânia foi criada em março de 2014 para observar e relatar a situação no país. Em março, o porta-voz da Missão disse à Sputnik que os observadores da OSCE na Ucrânia haviam sido bombardeados pelo menos sete vezes desde o início do ano.

Irã e China assinam contrato crucial para reconstruir reator nuclear

A China e o Irã assinaram o primeiro contrato comercial para a reconstrução do reator de água pesada na cidade iraniana de Arak, comunica a agência chinesa Xinhua.

A cerimônia oficial de celebração do acordo se deu no domingo (23) em Viena. A Chancelaria chinesa comunicou que as empresas de ambos os países já tinham rubricado o contrato em Pequim, enquanto a assinatura final do documento ocorreu hoje, informa a Xinhua.

Mais cedo, o presidente iraniano Hassan Rohani afirmou que o reator nuclear de água pesada na cidade de Arak será um reator moderno de pesquisa, que corresponde aos padrões mais altos no mundo.

A reconfiguração do reator em Arak vai decorrer no âmbito da realização do Plano de Ação Conjunto Global sobre o programa nuclear iraniano. O reator será reequipado de modo a não permitir novamente a produção de plutônio militar.

A água pesada é usada em alguns tipos de reatores nucleares como um desacelerador de neutrões. Em tais reatores, é possível produzir plutônio militar, utilizando urânio natural mas sem enriquecê-lo. Em janeiro de 2016, o Irã afirmou que tinha desmontado a parte principal do reator, na qual se planejava usar água pesada.

Parlamento do Irã abole pena de morte para traficantes

A sentença máxima para o crime passa a ser a de prisão perpétua

Agência ANSA

O Parlamento do Irã aboliu neste domingo (23) a aplicação da pena de morte para produtores, distribuidores e revendedores de drogas.

A informação foi publicada pela agência estatal "Irna", que cita o deputado Hassan Norouzi, porta-voz da Comissão de Justiça do Congresso. Segundo a "Irna", a sentença máxima para traficantes de drogas passa a ser a de prisão perpétua.

"A pena capital foi abolida para aqueles que produzem, distribuem, tratam ou importam drogas narcóticas, desde que não tenham usado armas brancas ou de fogo", disse Norouzi.

Em outubro passado, o ministro da Justiça Mostafa Pourmohammadi já havia apresentado um estudo para reduzir o número de enforcamentos por tráfico de drogas no país, principalmente porque as execuções não foram capazes de dissuadir criminosos.

A quantidade de penas de morte aplicadas para punir o narcotráfico cresceu de 743 em 2014 para 977 em 2015, de acordo com dados da ONG Anistia Internacional. No entanto, a sentença capital continua sendo um dos pilares da lei islâmica adotada no Irã, incluindo em casos de assassinato, estupro, terrorismo ou adultério. 

Kiev está arquitetando nova 'guerra de gás' com a Rússia

As autoridades ucranianas parecem estar dispostas a agudizar as tensões nas relações com a Rússia. Kiev está tentando se apoderar dos bens do gigante energético russo Gazprom na Ucrânia, o que pode significar apenas uma coisa – a confiscação do gás transportado através do gasoduto de trânsito para a Europa.

Mais cedo, o Comitê Antimonopólio da Ucrânia (AMCU) advertiu que iria confiscar os bens e ativos da empresa Gazprom no território ucraniano. Já que a estatal russa não tem outros ativos físicos no país, isto somente pode significar a confiscação do gás russo transportado através do gasoduto de trânsito, afirma o jornal russo Vzglyad.

"Este é o cenário mais terrível", afirmou Konstantin Simonov, presidente da Fundação Nacional de Segurança Energética russa, ao jornal. "Em 2009, a Ucrânia roubou gás para suas próprias necessidades, e agora vai confisca-lo formalmente. A Ucrânia vai interromper o trânsito e admite-o", adiantou.

O AMCU impôs uma multa no valor de 6 bilhões de dólares contra a Gazprom, citando alegados abusos da sua posição monopolista no mercado de trânsito de gás entre 2009 e 2015. Tais acusações surpreenderam a empresa energética russa, já que esta não tem atividade na Ucrânia, passando o gás para a empresa ucraniana Naftogaz na fronteira ocidental da Rússia.

A Gazprom se recusou a pagar a multa e apresentou uma demanda aos tribunais ucranianos, porém, sem sucesso. Há um mês, a empresa fez mais uma tentativa de apelar, mas a demanda ainda não chegou a ser considerada pela Justiça.

De acordo com o especialista em assuntos políticos Maksim Zharov, a Gazprom tem argumentos jurídicos para combater as ações de Kiev.

"Eu não acho que esta situação afete, de algum modo, a empresa Gazprom, já que tem bons argumentos jurídicos para lutar contra tais passos. Por isso, eu não acho que haja quaisquer dificuldades na proteção dos interesses da Gazprom perante as autoridades ucranianas", disse.

Segundo assegurou Zharov, as ações de Kiev vão influir de modo negativo no clima de investimentos na Ucrânia e não na empresa de energia russa.

"As autoridades ucranianas buscam eliminar a presença das empresas russas no mercado ucraniano. […] Eu acho que este passo vai agravar fortemente o clima de investimentos no mercado ucraniano", concluiu o analista.

Em 2016, a trânsito de gás através da Ucrânia correspondeu a cerca de 43% das exportações russas para a Europa. Porém, a Rússia está hoje em dia elaborando novos projetos energéticos, inclusive a construção do gasoduto Nord-Stream 2.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 23.04.2017

 

Macron e Le Pen na segunda volta das presidenciais

 

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Os dois candidatos voltam a ir a votos a 7 de maio. Primeiro a reagir, Hamon garantiu que a "esquerda não está morta". Quinto mais votado, o candidato da esquerda apelou a votar Macron para "abater a extrema-direita".

Segundo as estimativas do instituto Ipsos, o centrista Emmanuel Macron é o vencedor da primeira volta, com 23,7%, seguido de Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, com 21,7%. Ambos vão à segunda volta, a 7 de maio.

Em terceiro lugar, empatados, surgem François Fillon e Jean-Luc Mélenchon, com 19,5%. O socialista Benoît Hamon não vai além dos 6,2%. Os restantes candidatos não vão além dos 5%.

Outro instituto, Sofres, coloca Macron e Le Pen em igualdade, com 23%. E Fillon e Jean-Luc Mélenchon, ambos com 19%.

O primeiro a reagir foi Benoît Hamon. "Falhei, falhei!", afirmou o candidato da esquerda, sublinhando que esta foi "uma derrota moral para a esquerda, toda a esquerda". Afirmando-se "orgulhoso" de ter feito uma campanha "positiva" que "voltou a dar esperança aos jovens do país", o ex-ministro garantiu no entanto que "a esquerda não está morta".

Apesar de considerar Macron um adversário político, Hamon apelou a votar no candidato do En Marche! para "abater a extrema-direita".

Entre os apoiantes de Macron reunidos Porte de Versailles em Paris, o ambiente começou a aquecer. As cerca de 300 pessoas agitaram bandeiras enquanto a televisão exibia os primeiros resultados. Quem chega recebe o material para a festa.

 

Coreia do Norte detém norte-americano quando tentava sair do país

 

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Trata-se de um professor da Universidade de Ciências e Tecnologias de Yanbian, na China, de cerca de 50 anos. Detenção não foi confirmada oficialmente

Um norte-americano foi preso na Coreia do Norte quando tentava sair do país, aumentando para três o número de norte-americanos detidos naquele país, noticiou hoje a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

A prisão deste norte-americano, que não foi confirmada oficialmente, aconteceu numa altura de grande tensão entre Pyongyang e Washington.

Segundo a Yonhap, o indivíduo, que é identificado unicamente pelo seu nome de família, Kim, foi preso na sexta-feira no aeroporto internacional de Pyongyang quando estava quase a deixar o país.

De acordo com agência, trata-se de um professor da Universidade de Ciências e Tecnologias de Yanbian, na China, de cerca de 50 anos.

Dois outros norte-americanos estão atualmente detidos na Coreia do Norte, no âmbito das tensões entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.

Membro da missão da OSCE morto em explosão no leste da Ucrânia

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Explosão de uma mina fez ainda um ferido, para além da vítima mortal

A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) informou hoje que um dos seus membros morreu na explosão de uma mina à passagem de uma patrulha no leste da Ucrânia, controlado pelos rebeldes.

"Novas trágicas da Ucrânia", uma patrulha da missão da OSCE "passou sobre uma mina. Um membro da patrulha da OSCE foi morto, outro ficou ferido", indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros austríaco e presidente em exercício da organização, Sebastian Kurz, na rede social Twitter.

A patrulha viajava hoje de automóvel na província de Lugansk, quando a explosão ocorreu junto à localidade de Prishib, perto da linha de separação entre as forças ucranianas e os rebeldes pró-russos no leste da Ucrânia, disse a polícia de Lugansk à imprensa local.

Kurz pediu uma "investigação profunda" do incidente para que os responsáveis pelo ataque respondam pelos seus atos.

A república separatista de Donetsk também confirmou a morte do observador, recordando que tinham pedido à OSCE para reforçar as medidas de segurança.

"Sabe-se que a caravana saiu da rota habitual e se deslocava por vias secundárias, o que está proibido no mandato da missão de observação da OSCE", disse Eduard Basurin, subcomandante das milícias rebeldes, a meios de comunicação social russos.

Embora os Acordos de Paz de Minsk de fevereiro de 2015 tenham acabado com a guerra entre o exército ucraniano e as milícias rebeldes, as escaramuças são constantes, assim como as baixas de ambos os lados.

O conflito no leste da Ucrânia matou mais de 9.800 pessoas desde abril de 2014.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 23.04.2017

 

Sobe para 18 o número de países europeus com sarampo

Dezoito países europeus foram incluídos numa lista de regiões com transmissão endémica de sarampo, divulgou este domingo a Direção-Geral de Saúde, com base em informações transmitidas pelo Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças.

Na informação anterior, divulgada no passado domingo, o registo era de 14 países com surto da doença, com a Roménia a liderar, ao indicar mais quatro mil doentes em seis meses, desde meados do ano passado.

Continuando a ter a Roménia como líder, a lista mais recente inclui ainda Alemanha, França, Itália, Áustria, Bélgica, Polónia, Roménia, Suíça, Rússia, Turquia, Ucrânia, Irlanda, Bósnia e Herzegovina, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Sérvia e Macedónia.

Na lista divulgada este domingo, a Roménia continua a protagonizar o maior surto na Europa, com 4.793 casos confirmados e 21 mortes, sendo a faixa dos 0-14 anos a mais atingida (82,1%). Dos casos registados entre janeiro de 2016 e abril de 2017 reportavam a 96% pessoas não vacinadas.

Em Portugal, até quarta-feira, foram notificados "46 casos de sarampo, dos quais 21 confirmados e 15 em investigação", tendo a 10 casos sido excluído o diagnóstico de sarampo, segundo a DGS.

Nos primeiros quatro meses do ano houve mais casos de sarampo em Portugal do que na última década anterior.

De acordo com os vários relatórios sobre doenças de declaração obrigatória, entre elas o sarampo, entre 2006 e 2014 Portugal registou 19 casos de sarampo -- quase todos importados - quando desde janeiro deste ano até hoje já houve 23 casos notificados.

Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países.

O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas, habitualmente é benigna mas pode ser grave e até levar à morte.

A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo e a vacina é gratuita e está incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.

Rapaz de 12 anos conduziu 1300 quilómetros sem ninguém reparar

Um australiano de 12 anos foi apanhado pela polícia, este sábado, depois de percorrer mais de 1200 quilómetros de carro, numa tentativa de atravessar o país de uma ponta a outra.

O rapaz tentava atravessar a Austrália desde a cidade costeira de Kendall até Perth, um percurso com mais de 4000 quilómetros de extensão e que demora cerca de 43 horas a percorrer de carro.

Depois de fazer mais de 1300 quilómetros, a polícia intercetou este "mini" condutor na região de Broken Hill, porque estava a arrastar o para-choques na estrada, conta o jornal britânico "The Guardian",

Segundo a mesma fonte, a polícia ainda está a investigar como é que o rapaz foi capaz de reabastecer o veículo e como conseguiu fazer tantos quilómetros sem captar a atenção dos outros condutores.

Três crianças mortas em disputa de duas mulheres com "o mesmo cônjuge"

Três irmãos, menores de idade, foram assassinados na província do Huambo, em Angola, com golpes de machado, disse fonte da Polícia Nacional, admitindo tratar-se de um crime de natureza passional.

De acordo com a mesma informação, o triplo homicídio aconteceu na quarta-feira, no município do Bailundo, durante uma altercação entre duas mulheres que, segundo a polícia, "partilham o mesmo cônjuge".

A segunda mulher "tentava brigar" com a mãe dos menores, de três, sete e 11 anos, mas "viu seus intentos frustrados ao aperceber-se de que esta terá fugido".

"Não satisfeita, introduziu-se na residência em que se encontravam os menores", apontou a polícia.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 23.04.2017

 

EUA mais comedidos


23 de Abril, 2017

O vice-presidente dos EUA defendeu uma solução pacífica para a crise da Coreia do Norte com a ajuda da China.

“Acreditamos que o desarmamento nuclear e balístico de Pyongyang pode ser alcançado de forma pacífica, em grande parte devido ao novo compromisso da China”, disse Mike Pence, numa conferência de imprensa ontem em Sydney, juntamente com o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, com quem se reuniu, durante a sua visita ao país.

 

Dezenas de soldados são mortos por talibãs


23 de Abril, 2017

Mais de uma centena de militares foram sexta-feira mortos depois de um grupo de talibãs, disfarçados de soldados, ter atacado uma base na zona norte do Afeganistão.

O Ministério da Defesa afegão fala em mais de 100 mortos e dezenas de feridos, mas até ontem ainda não havia certezas quanto ao número exacto de vítimas. Caso o número se confirme, o ataque será o mais mortífero contra uma base afegã.
Uma fonte oficial do distrito de Mazar-i-Sharif, onde ficam localizadas as instalações militares, garante, porém, que o número de mortos pode mesmo vir a ultrapassar os 140. À Reuters, outros oficiais mostraram-se convencidos de que o número pode ser até superior a 150. 
O ataque de sexta-feira foi levado a cabo por um grupo de dez talibãs que conduziam veículos militares. Os soldados afegãos, que tinham acabado de sair de uma mesquita onde fizeram uma das orações do dia, começaram por ser atacados com armas de fogo, numa batalha que terá durado seis horas, de acordo com o porta-voz do exército, citado pela CNN. Terá havido uma explosão num dos portões da base. De acordo com fontes oficiais contactadas pela Reuters, terão sido também detonadas granadas e alguns dos jihadistas ter-se-ão suicidado com coletes de explosivos. “Havia tiros e explosões por todo o lado”, relatou uma testemunha à agência noticiosa, descrevendo o cenário como caótico. Zabihullah Mujahid, porta-voz do grupo terrorista, emitiu ontem um comunicado em que explica que o ataque se tratou de uma resposta às mortes de vários líderes talibãs no norte do Afeganistão. A base pertencia à 209ª corporação do Exéricito do Afeganistão, responsável pelo patrulhamento de grande parte da zona norte do país.

 

Detenção de Julian Assange é prioridade


23 de Abril, 2017

A detenção do fundador do portal WikiLeaks é uma prioridade para a Administração de Donald Trump, que luta contra a divulgação de informações sensíveis, afirmou o procurador-geral norte-americano, Jeff Sessions.

A imprensa local, que citou dirigentes norte-americanos, informou que Washington está a elaborar a acusação, com vista à detenção de Julian Assange, que continua a divulgar informação com carácter sigiloso sobre as actividades políticos e militares dos Estados Unidos. “Vamos redobrar os nossos esforços no que diz respeito às fugas de informação”, declarou Sessions numa conferência de imprensa concorrida.
“Esta é uma questão que está além de tudo o que eu conheça”, disse o procurador-geral, referindo-se ao número elevado de fugas de informação. “Procurámos colocar algumas pessoas na prisão, por práticas indevidas”, acrescentou, sem determinar à altura certa para fazer andar o processo de captura ou de detenção. 
Segundo o jornal Washington Post, os procuradores redigiram, nas últimas semanas, uma nota sobre as acusações contra Julian Assange e membros do portal WikiLeaks, que podem incluir elementos como conspiração, roubo de propriedade do Estado e violação da lei federal de espionagem.
Julian Assange, de 45 anos, está refugiado na Embaixada do Equador em Londres desde 2012, na tentativa de escapar a um mandado de detenção europeu por uma alegada violação na Suécia, que ele próprio nega. Assange receia ser extraditado para os Estados Unidos da América, onde se arrisca a sanções pesadas pela publicação em 2010 de documentos confidenciais militares e diplomáticos, em particular sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão. O australiano foi interrogado na embaixada a 14 e 15 de Novembro sobre a questão da violação, caso que remonta a 2010.
O caso voltou à ordem do dia devido às acusações de agências norte-americanas de informações contra a Rússia, segundo as quais Moscovo interferiu com as presidenciais dos Estados Unidos da América para beneficiar a eleição de Donald Trump, ao divulgar no portal do WikiLeaks documentos que desacreditaram a candidata democrata Hillary Clinton. A Rússia nega categoricamente qualquer ingerência na campanha eleitoral norte-americana, e afirma “que não se pode provar o que não se fez.”

 

 

Operações agravam quadro de desconfiança

Altino Matos |
23 de Abril, 2017

A Rússia e o comando da OTAN voltaram a estabelecer um quadro de discórdia com uma movimentação de tropas que está a ser encarada como uma forma de desencorajar avanços mais significativos na Ucrânia e na Síria, onde o Governo de Moscovo exerce uma diplomacia de grande influência.

 

A OTAN desculpa-se com operações dinâmicas e de aprimoramento táctico, sem qualquer ligação a preparativos de uma ofensiva contra a Rússia, mas fontes do Kremlin indicam que existem dados que podem levar a uma situação de confronto durante as manobras militares. A Rússia, segundo o Kremlin, ordenou movimentações de veículos e helicópteros militares dentro do seu espaço territorial, seguindo um protocolo de manutenção de procedimentos e de mudança táctica dos efectivos. 
O Kremlin também desmentiu que movimentou tropas em Vladivostok e Slavyanka, junto da fronteira com a Coreia do Norte, que seria visto como um reforço do poderio militar russo face à tensão crescente na península coreana.
O porta-voz do Governo de Moscovo, Dmitry Peskov, remeteu as movimentações militares para política interna, mas não deixou de fora o cenário internacional. “O assunto do posicionamento ou reposicionamento de tropas dentro do país não entra no domínio de assunto público. Qualquer país no processo de construção da sua própria segurança reage à mudança na situação internacional”, disse Dmitry Peskov. 
No quadro da guerra de informação, vários jornais avançaram, citando analistas militares, que aviões russos com armas electrónicas podem paralisar a Marinha dos Estados Unidos da América (EUA) e os seus sistemas de defesa de mísseis. Um artigo publicado pelo jornal britânico “The Independent”, atribuindo as informações à imprensa russa, referiu uma ferramenta do programa Vesti designada Khibiny, que seria responsável por ter desactivado completamente os sistemas de defesa do navio de guerra norte-americano USS Donald Cook no Mar Negro, em 2014. O armamento electrónico russo estava instalado num avião Sukhoi Su-24 e pôde “desactivar todos os sistemas do navio” com “poderosas ondas electrónicas de rádio” num voo durante o processo de integração da Crimeia no território russo.
“Não é preciso ter armas caras para vencer uma guerra, uma poderosa interferência rádio-electrónica é o suficiente”, informou uma fonte russa contactada pelo “The Independent”. 
Na época, a Marinha dos EUA confirmou que houve um encontro entre a embarcação e duas aeronaves Sukhoi Su-24 no Mar Negro. Todavia, os militares norte-americanos destacaram que o navio podia plenamente defender-se de qualquer ataque.
O jornal “The Independent” destaca ainda não saber o motivo por que só agora, passados três anos após o ataque com o Khibiny, a informação foi divulgada, justamente num momento em que as relações entre a Rússia e os EUA estão tremidas. O recente encontro entre o Secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, mostrou que os dois países apresentam ainda muitas discordâncias, mais notoriamente em relação ao conflito na Síria e à tensão na península coreana, onde os Estados Unidos admitem lançar um ataque surpresa a Pyongyang.

Investigação do ataque

O Governo de Moscovo lamentou a recusa dos EUA para que inspectores russos participem numa investigação sobre o ataque com armas químicas na Síria, anunciou ontem o Ministério das Relações Exteriores.
O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e os dois concordaram em deliberar mais uma vez sobre uma investigação “objectiva sobre o incidente” sob a égide da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).
Os EUA, que acusaram a Síria pelo ataque de 4 de Abril, no qual dezenas de pessoas morreram por inalação de gás venenoso, responderam com disparos de mísseis contra uma base aérea síria. O episódio somou-se a uma longa lista de disputas entre os dois países e acabou com as esperanças russas de que as relações bilaterais poderiam melhorar com a chegada de Donald Trump à Casa Branca. O Presidente dos EUA disse na semana passada que as relações com o Governo de Moscovo “podem estar num momento histórico ruim”. Referindo-se a outro problema, Seguei Lavrov pediu a Rex Tillerson que devolvesse “propriedades diplomáticas russas nos EUA que foram ilegalmente confiscadas pela administração de Barack Obama”.
O antigo Presidente dos EUA expulsou 35 russos suspeitos de espionagem em Dezembro do ano passado e ordenou que os serviços diplomáticos deixassem dois retiros de férias perto de Washington e Nova Iorque, que alegadamente eram utilizados por agentes de contra-informação.

Força Aérea síria

O secretário (ministro) da Defesa dos EUA, Jim Mattis, afirmou ontem que a Síria dispersou aviões de guerra nos últimos dias e que reteve armas químicas, uma questão que está a ser tratada diplomaticamente. Os EUA lançaram há duas semanas dezenas de mísseis contra uma base aérea síria em resposta a um ataque químico que matou 90 pessoas, incluindo 30 crianças. Segundo as autoridades norte-americanas, o Governo sírio realizou o ataque a partir da base aérea de Shayrat. O Pentágono (Ministério da Defesa dos EUA) disse que o ataque aéreo danificou ou destruiu cerca de 20 por cento das aeronaves militares sírias. O ministro da Defesa de Israel confirmou que as forças militares sírias transferiram  aviões de guerra para uma base russa em Lataquia. “Eles dispersaram os aviões nos últimos dias”, disse Jim Mattis.

Israel ataca bases

Aviões israelitas bombardearam várias posições do Exército da Síria nas Colinas de Golã, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), assinalando que os indícios apontam que o ataque foi executado por drones. 
Uma fonte militar síria não identificada, citada pela agência oficial de notícias Sana, informou que aviões israelitas lançaram dois mísseis contra uma posição militar na província de Quneitra. A fonte militar acrescentou que o quartel está situado perto da localidade de Khan Arnaba e que o ataque provocou danos materiais.
O OSDH indicou que cinco mísseis foram lançados contra posições militares nas áreas de Al Kom, Al Samdaniya al Sharquiya e na cidade de Al Baaz, situadas na província de Quneitra. Segundo a Sana, o ataque aconteceu depois de o Exército sírio ter abortado uma tentativa de infiltração de supostos grupos terroristas em direcção ao posto militar próximo de Khan Arnaba. A fonte indicou que o ataque demonstra o apoio directo de Israel aos alegados grupos terroristas. No dia 16 de Março, Israel bombardeou um comboio no norte da Síria, com o argumento de que transportava armas dos arsenais sírios para a milícia do movimento xiita libanês Hezbollah, o que deu lugar a um troca de fogo sem precedentes nos últimos anos.
O embaixador israelita na Rússia, Gary Kore, foi advertido por Moscovo, principal aliado da Síria, que Israel deve cessar estas intervenções. Nos seis anos de guerra civil na Síria, Israel atacou alvos nesse país em pelo menos 20 ocasiões, fosse porque algum projéctil errático caiu no seu território.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 19.04.2017

 

Erdogan vence referendo para implantar sistema presidencialista na Turquia

 18/04/2017 15:47:31

O novo sistema presidencialista proposto por Erdogan venceu o referendo domingo na Turquia com 51,3% dos votos

O novo sistema presidencialista sugerido pelo chefe de Estado, Recep Tayyip Erdogan, venceu o referendo domingo na Turquia com 51,3% dos votos, no momento em que a apuração das urnas alcançou 98% e a oposição já denuncia manipulação eleitoral.  

O voto a favor do novo sistema lidera a contagem com uma vantagem de 1,3 milhão de votos sobre o "não", o que lhe garante a vitória, embora a proporção ainda possa variar.

No entanto, o Partido Republicano do Povo (CHP), o maior da oposição, que fez campanha contra a reforma, denunciou que estas cifras provêm da agência semipública Anadolu e ainda não são os resultados definitivos da Junta Suprema Eleitoral.

Além disso, Erdal Aksünger, um porta-voz do CHP, declarou à imprensa que seu partido impugnará 37% das urnas apuradas, porque há "muita manipulação".

Uma das maiores preocupações da oposição é o comunicado da Junta Suprema Eleitoral que hoje permitiu considerar válidas na contagem as papeletas não previamente seladas pela equipe da mesa eleitoral, o que abre a porta para manipulações na avaliação dos opositores de Erdogan.

"Dizem que são válidas as papeletas e envelopes sem selo oficial. Isso é ilegal", disse à imprensa o vice-presidente do CHP, Bülent Tezcan.

 

Coreia do Norte diz que está pronta para guerra com armas nucleares

 18/04/2017 15:46:13

Coreia do Norte diz que está pronta para confronto nuclear contra os EUA

O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores de Coreia do Norte, Choe Ryong-hae, disse sábado (15) durante um grande desfile militar em Pyongyang, que o povo norte-coreano está "preparado para a guerra" contra os Estados Unidos com suas armas nucleares. As informações são da Agência EFE.

"Estamos completamente preparados para enfrentar qualquer tipo de guerra com nossas armas nucleares se os EUA atacarem a península da Coreia", disse Ryong-hae, considerado o número dois do regime, em seu discurso durante a exibição militar em comemoração ao 105º aniversário do fundador do país, Kim Il-sung.

Durante o desfile do "Dia do Sol", presidido pelo líder Kim Jong-un, o Exército norte-coreano mostrou seu arsenal, incluindo vários mísseis balísticos, entre os quais encontrava-se um possível novo projétil de alcance intercontinental.

"Se os EUA fizerem provocações imprudentes contra nós, nossa força revolucionária contra-atacará num instante, com um ataque aniquilador e responderemos a uma guerra total com guerra total e a ataques nucleares com nosso próprio arsenal atômico", disse Choe.

 

Ele também acusou os EUA de posicionar armas nucleares no Sul da península coreana, "o que está criando uma situação muito tensa que ameaça a paz e a segurança não só da região, como também do mundo inteiro".

Washington decidiu enviar recentemente um porta-aviões nuclear à península da Coreia em resposta aos lançamentos de mísseis de Pyongyang e Washington, e chegou a insinuar que estuda a possibilidade de um ataque preventivo para frear os avanços armamentísticos do regime norte-coreano.

"Os imperialistas estão tentando isolar nosso povo onde as pessoas só querem viver em paz", afirmou o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores.

 

Macron ultrapassa Le Pen na reta final do 1º turno, diz pesquisa do OpinionWay

 19/04/2017 13:06:00

Na reta final do primeiro turno das eleições presidenciais na França, o candidato centrista Emmanuel Macron ultrapassou a candidata do partido de extrema-direita, Marine Le Pen, indica pesquisa do OpinionWay. Os dois mantêm o favoritismo para disputarem o segundo turno, com Macron apresentando 23% das intenções de voto e Le Pen, 22%.

Em terceiro lugar, aparece o candidato da centro-direita, François Fillon, que era tido como favorito antes de um escândalo de corrupção atingir sua campanha. Já o candidato da extrema-esquerda, Jean-Luc Mélenchon, aparece com 19% das intenções de voto, de acordo com o OpinionWay.

O instituto simulou dois cenários no segundo turno. No primeiro, entre Le Pen e Macron, o candidato centrista venceria a candidata da extrema-direita por 65% contra 35% das intenções de voto. Em um segundo turno entre Fillon e Le Pen, a candidata da extrema-direita teria um pouco mais de força, mas também não venceria, segundo a pesquisa. Fillon aparece com 58% das intenções de voto contra 42% de Le Pen.

O OpinionWay ouviu 2.417 pessoas entre os dias 16 e 18 de abril. A margem de erro para a sondagem referente ao primeiro turno é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Já a margem de erro para as pesquisas de segundo turno é de 2,9 pontos porcentuais.

Trump volta atrás e diz que Otan é estratégica para combate ao terrorismo

 13/04/2017 15:45:47

O presidente Donald Trump voltou atrás sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ontem (13), após reunir-se na Casa Branca com o secretário-geral do bloco, Jens Stoltenberg, Trump disse que já não vê o grupo como “obsoleto e ultrapassado”, mas sim como uma aliança militar estratégica importante para combater o terrorismo.

Durante toda a campanha eleitoral e depois de tomar posse, Donald Trump disse reiteradas vezes que a Otan era ultrapassada e questionou a existência do bloco. Em declarações anteriores, disse que a aliança não acrescentava nada de “produtivo” aos norte-americanos.

Além disso, ele criticava o investimento financeiro dos Estados Unidos na aliança. Nessas ocasiões, Trump dizia que governo norte-americano havia colocado mais dinheiro que os outros países aliados, o que, para ele, era uma situação “injusta” e “desigual".

Em uma entrevista coletiva ao lado de Stoltenberg, Trump disse que o encontro foi produtivo e que mudou de opinião porque a “Otan mudou também” e, na visão dele, tornou-se mais “produtiva”.

Mesmo assim, o presidente norte-americano pediu mais participação financeira dos países-membros da organização. Atualmente 28 países fazem parte do tratado, que nasceu em 1949, sob a prerrogativa de estabelecer uma parceria militar estratégica.

Na entrevista, o secretário-geral da Otan disse que uma das prioridades agora é conseguir fazer com que os Estados-Membros cumpram com suas obrigações e compromissos com o bloco.

No final da conversa com jornalistas, Donald Trump também afirmou que as relações com a Rússia se deterioram muito e chegaram ao ponto “mais baixo de todos os tempos”.

Trump disse que verá como vai fazer para estabelecer o diálogo com o presidente russo, Vladmir Putin.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, esteve ontem na Rússia para discutir o conflito sírio. Os dois países divergem sobre uma ação militar contra o governo de Bashar al Assad, um antigo aliado da Rússia.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 19.04.2017

 

Casa Branca tentará marcar reunião entre Papa e Trump

Viagem oficial do magnata acontecerá nos dias 26 e 27 de maio

Agência ANSA

A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira (19) que entrará em contato com o Vaticano para tentar organizar uma audiência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o papa Francisco.

Segundo o porta-voz do governo, Sean Spicer, a pretensão é que o encontro aconteça durante a visita oficial do magnata à Itália, que ocorre nos dias 26 e 27 de maio. "Será certamente uma honra", ressaltou.

Até o momento, não consta nenhum encontro entre o chefe de Estado e o líder católico nas agendas de ambos. Caso a audiência não seja confirmada, Trump poderá ser o primeiro presidente norte-americano desde Franklin D. Roosevelt a fazer uma viagem ao país europeu sem se reunir com o Pontífice.

'Project Syndicate': O decepcionante primeiro ano de Macri na presidência

País sofreu estagflação, com queda de 2,3% do PIB  e inflação atingindo quase 40%

Jornal do Brasil

Texto publicado nesta quarta-feira (19) pelo Project Syndicate, de Praga, fala sobre o primeiro ano de Maurício Macri como presidente da Argentina. A economia argentina está lutando. No ano passado, o país sofreu estagflação, com queda do PIB de 2,3% e inflação atingindo quase 40%. Aumento da pobreza e da desigualdade; Aumento do desemprego; E a dívida externa cresceu - e continua a crescer - a um ritmo alarmante. Para o presidente Mauricio Macri, foi um desanimador primeiro ano no cargo, para dizer o mínimo.

O artigo acrescenta que com certeza, Macri enfrentou um desafio assustador quando tomou posse em dezembro de 2015 e aponta que a economia já estava em um caminho insustentável, devido às inconsistentes políticas macroeconômicas que sua antecessora, Cristina Fernández de Kirchner, havia adotado. Essas políticas levaram a desequilíbrios que corroeram a competitividade da economia e as reservas externas, levando o país a uma crise de balanço de pagamentos.

Macri também perseguiu uma abordagem de política macroeconômica defeituosa, avalia Martin Guzman da Universidade de Columbia, autor do texto

Macri também perseguiu uma abordagem de política macroeconômica defeituosa, avalia Martin Guzman da Universidade de Columbia, autor do texto. Sua administração precisava resolver os desequilíbrios fiscais e externos, sem desfazer os progressos na inclusão social que tinham sido feitos na década anterior. Sua abordagem, baseada em quatro pilares fundamentais, não conseguiu isso.

Martin afirma que em primeiro lugar, o governo de Macri aboliu os controles cambiais e transferiu a Argentina para um regime de moeda flutuante, permitindo que o peso argentino se depreciasse 60% em relação ao dólar em 2016. Segundo, o governo de Macri reduziu os impostos sobre as exportações de commodities, Kirchner, e retirou uma série de controles de importação. Em terceiro lugar, o Banco Central da Argentina anunciou que seguiria um regime de metas de inflação, em vez de continuar a depender principalmente da senhoriagem para financiar o déficit fiscal.

Finalmente, descreve o pesquisador Guzman, o governo de Macri chegou a um acordo com os chamados fundos abutres e outros credores que, por mais de uma década, impediram o país de acessar os mercados de crédito internacionais. Uma vez concluído o acordo, a Argentina buscou um novo empréstimo externo maciço, com a maior emissão de dívida emergente do mundo, para ajudar a resolver seu considerável déficit fiscal. No interesse de reduzir seus custos de empréstimo, as autoridades emitiram a nova dívida sob a lei de Nova York, apesar da cara batalha que o país acabava de perder precisamente porque tinha emprestado sob esse quadro legal.

Para Martin a abordagem da política macroeconômica de Macri - que incluía também o aumento dos preços dos serviços públicos que haviam sido congelados pelo governo anterior e implementado um programa de anistia fiscal que proporcionava ao governo mais receita fiscal - repousava em vários pressupostos controversos. Acima de tudo, a mudança radical no curso de política deveria estabelecer as condições para o crescimento dinâmico.

O artigo de opinião enfatiza que o novo foco do banco central na inflação também não ajudará, porque prejudicará a atividade econômica e exacerbará a dor vivida pelos mais vulneráveis, para quem o desemprego pode ser pior do que o aumento dos preços.

Para finalizar, Martin Guzman ressalta que a raiva pública está atingindo seu pico, devido à redistribuição eficaz da riqueza longe dos trabalhadores provocada pelas políticas de Macri. Como está, as perspectivas da Argentina são incertas, finaliza. 

Comissão eleitoral rejeita anular referendo na Turquia

Pedido tinha sido apresentado por partidos de oposição

Agência ANSA

A Comissão Eleitoral da Turquia rejeitou nesta quarta-feira (19) o pedido apresentado pela oposição para anular o referendo do último domingo que ampliou os poderes do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Mulher finge impeachment de Trump para idoso morrer em paz

Homem morreu ouvindo que o presidente dos EUA sofreu impeachment

Agência ANSA

 

Uma mulher fingiu o impeachment do presidente norte-americano, Donald Trump, para que seu ex-marido pudesse "morrer em paz". O caso aconteceu no estado de Oregon, nos Estados Unidos.

Michael Garland Elliott tinha 75 anos e sofria com diversos problemas cardíacos. Graças a mentira contada por sua ex-esposa, Teresa Elliott, ele pode morrer "tranquilo" no leito de sua casa, no último dia 6 de abril.

A mulher explicou que, apesar do divórcio que aconteceu há cerca de 20 anos, ela continuou muito ligada a seu ex-companheiro e o visitava frequentemente. Assim, quando o estado de saúde de Michael se agravou, ela decidiu "tranquilizá-lo", dizendo que o processo de impeachment contra Trump tinha sido aberto. 

Segundo informações do obituário, a última coisa que a mulher teria dito a ele foi "Trump sofreu impeachment". "Eu sabia que eram seus últimos momentos de vida, e que esta notícia lhe daria conforto", explicou Teresa à imprensa local.

Ela disse ainda que o ex-marido era um "viciado em notícias", e que sempre tinha deixado muito claro sua desaprovação ao atual presidente dos Estados Unidos.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 19.04.2017

 

 

Donald Trump vai recebe líder da Autoridade Palestiniana

 

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Presidente norte-americano quer falar com Mahmud Abbas sobre o relançamento das negociações de paz no Médio Oriente

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai receber o líder da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, no próximo dia 3 de maio para tentar relançar as negociações de paz no Médio Oriente, divulgou esta quarta-feira a Casa Branca.

Espera-se que os dois líderes abordem opções para a pacificação das relações entre os palestinianos e Israel.

"Esta visita vai permitir reafirmar o compromisso dos Estados Unidos, como dos líderes palestinianos, de procurar - e eventualmente de concluir - um acordo visando o fim do conflito", declarou o porta-voz da administração norte-americana, Sean Spicer, durante a habitual conferência de imprensa diária na Casa Branca.

Trump convidou Mahmud Abbas durante o seu primeiro contacto telefónico com o líder palestiniano, que aconteceu no passado dia 10 de março.

Este encontro acontece mais de dois meses depois da primeira reunião presencial entre Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que teve lugar a 15 de fevereiro em Washington.

Durante o encontro com Netanyahu, Donald Trump pareceu distanciar-se da ideia da criação de um Estado palestiniano para alcançar a paz no Médio Oriente, rompendo com décadas de diplomacia norte-americana e internacional.

"Estou a avaliar a possibilidade de dois Estados e de um Estado", disse então.

"Gosto da solução que os dois lados gostarem. Se eles estiverem contentes eu também estou", acrescentou na mesma ocasião com Netanyahu ao seu lado.

Ao mesmo tempo, o líder norte-americano frisou que gostaria de ver Israel a adiar a construção de colonatos durante algum tempo e fontes de Washington alertaram que a expansão "descontrolada" dos colonatos israelitas poderia ser um obstáculo à paz.

A ambiguidade de Trump em relação a este dossiê tem gerado preocupação entre os palestinianos e os países-membros da Liga Árabe, que na sua última cimeira reagiram à posição de Washington e sublinharam o seu apoio à criação de um Estado palestiniano.

 

Televisão da Coreia do Norte emite ataque simulado aos Estados Unidos

 

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Montagem mostra míssil balístico disparado por Pyongyang que alegadamente cruza o Oceano Pacífico e atinge uma cidade não identificada nos EUA

A Coreia do Norte projetou no domingo a recriação de um ataque com mísseis a uma cidade dos Estados Unidos, durante uma cerimónia em Pyongyang, anunciou hoje a televisão estatal norte-coreana.

Em plena escalada de tensão na península coreana, as imagens foram exibidas num auditório da capital, no âmbito das comemorações do 105.º aniversário do fundador do país, Kim Il-sung, disse a KCTV.

A montagem mostra um míssil balístico disparado pela Coreia do Norte que alegadamente cruza o Oceano Pacífico e atinge uma cidade não identificada nos Estados Unidos.

Após a explosão, surge uma bandeira norte-americana em chamas com uma imagem do que se entende ser um cemitério.

Estudante morto durante a "mãe de todas as manifestações"

 

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Venezuelanos saem à rua para protestar contra Nicolás Maduro

Uma das marchas de opositores do regime na Venezuela, que tentava esta quarta-feira chegar à sede do gabinete do provedor de Justiça, foi dispersa com gás lacrimogéneo e noutra concentração antigovernamental há relatos de uma pessoa morta com um tiro.

De acordo com a Reuters, que cita testemunhas que estavam no local, um jovem foi baleado na cabeça e acabou por morrer.

 

Forças de segurança russas matam dois suspeitos de prepararatentados

 

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Os dois homem era oriundos "de um país da Ásia Central"

Dois homens suspeitos de preparar atentados na Rússia foram abatidos num tiroteio pelas forças de segurança russas, informaram esta quarta-feira fontes do Serviço Federal de Segurança, a agência que sucedeu ao KGB, citadas pela agência russa Interfax.

Os dois homens eram oriundos "de um país da Ásia Central" e foram mortos na região de Vladimir, na zona oeste da Rússia, segundo as mesmas fontes da agência de serviços secretos russa conhecida pelas iniciais FSB.

As fontes indicaram que a ordem inicial passava pela detenção dos suspeitos, mas que os dois homens ofereçam resistência e acabaram por ser abatidos por elementos do FSB.

De acordo com o FSB, os suspeitos tinham ligações a recrutadores de redes terroristas internacionais e estariam a preparar a realização de "atentados terroristas no território da Federação Russa".

Os homens tinham em seu poder componentes para o fabrico de uma bomba, uma arma automática Kalashnikov e munições.

As autoridades russas têm detido nas últimas duas semanas vários cidadãos oriundos de países da Ásia Central, a maioria na cidade russa de São Petersburgo, por suspeita de colaboração com o grupo extremista Estado Islâmico (EI) e com outras redes terroristas.

Na passada segunda-feira, o FSB anunciou a detenção de um dos presumíveis organizadores do atentado bombista perpetrado a 3 de abril contra o metro de São Petersburgo, que matou 14 pessoas.

O homem estava armado com uma pistola e também era originário da Ásia Central.

O bombista do atentado de 3 de abril era do Quirguistão. Os países pobres da Ásia Central, maioritariamente muçulmanos, são considerados terreno fértil para a captação de extremistas islâmicos.

A Rússia não sofria um atentado desta dimensão dentro do seu território desde dezembro de 2013, quando dois suicidas mataram 34 pessoas numa estação de comboio e num elétrico em Volgogrado, antiga Estalinegrado.

Quatro militares mortos e um ferido em queda de helicóptero

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Helicóptero controlava as fronteiras no norte da Grécia

Quatro militares morreram hoje e um ficou ferido na queda de um helicóptero de controlo de fronteiras no norte da Grécia, informaram fontes militares gregas.

O acidente ocorreu hoje a norte da cidade de Elassona, 450 quilómetros a noroeste de Atenas.

Fontes militares dizem que o helicóptero estava num voo de controlo de fronteiras de rotina.

Um oficial do exército grego confirmou as mortes à Associated Press, mas pediu anonimato até que haja um anúncio oficial.

Uma vasta operação de busca foi lançada após as autoridades perderem o contacto com o helicóptero, que tinha descolado de Larissa (centro).

 

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 19.04.2017

 

Maioria dos casos de sarampo afeta pessoas não vacinadas

Foram notificados 46 casos de sarampo, até às 16 horas desta quarta-feira, informou a Direção Geral de Saúde, em comunicado. Mais de metade em pessoas sem registo de vacinação.

Dos 46 casos de sarampo notificados, 21 foram confirmados e 15 estão em investigação. Nos restantes 10 casos foi já excluído o diagnóstico de sarampo.

Entre os 21 casos confirmados, 12 (57%) são em pessoas não vacinadas. Há nove profissionais de saúde infetados, dois destes sem registo de vacinação, informa a Direção Geral de Saúde (DGS), em comunicado.

A Região de Lisboa e Vale do Tejo, com 13 casos, é a mais afetada pelo surto de sarampo, que tem um caso confirmado a norte e sete na região do Algarve.

Por faixas etárias, os adultos com idade superior a 20 anos (13 casos) são os mais afetados. Entre as crianças com menos de um ano há quatro casos confirmados e três no grupo etário do 1 aos 4 anos.

Esta quarta-feira, morreu em Lisboa a jovem de 17 anos que estava internada com sarampo no Hospital Dona Estefânia.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, geralmente benigna mas que pode desencadear complicações e até ser fatal. Pode ser prevenida pela vacinação, que em Portugal é gratuita e está no Programa Nacional de Vacinação.

 

Sarampo matou 130 mil pessoas em todo o mundo num só ano

O sarampo, que esta quarta-feira vitimou mortalmente uma jovem de 17 anos em Portugal, causou mais de 130 mil mortes em todo o mundo em 2015, o que significa uma média diária de 367 óbitos.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicados em março e que se reportam a 2015, morreram 134.200 pessoas devido ao sarampo a nível mundial.

A vacinação - que em Portugal é gratuita, estando no Programa Nacional de Vacinação, mas não obrigatória - contribuiu para uma queda de quase 80% da mortalidade por sarampo entre 2000 e 2015 a nível global.

Em 2015, cerca de 85% das crianças em todo o mundo tinham uma dose da vacina contra o sarampo no primeiro ano de nascimento, quando em 2000 essa taxa era de 73%.

Um relatório da OMS estima que entre 2000 e 2015, a vacina contra o sarampo tenha prevenido 20,3 milhões de mortes, tornando a "vacinação do sarampo uma das melhores conquistas em termos de saúde pública".

De acordo com os vários relatórios sobre doenças de declaração obrigatória, entre elas o sarampo, entre 2006 e 2014, Portugal registou 19 casos de sarampo - quase todos importados - quando, desde janeiro deste ano até hoje, já houve pelo menos 21 casos confirmados além de outros 18 em investigação.

Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS), um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países.

Com a vacinação gratuita das crianças, a partir de 1974, e sobretudo com a introdução de uma segunda dose de vacina em 1990, o sarampo acabou por se tornar quase uma doença esquecida ou invisível.

Mas entre 1987 e 1989 tinham sido notificados em Portugal 12 mil casos, contabilizando-se 30 mortes.

O sarampo é uma das infeções virais mais contagiosas e, apesar de habitualmente ser benigna, pode ser grave e até levar à morte, avisa a Direção-geral da Saúde (DGS).

A doença manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto.

Segundo a norma clínica emitida pela DGS na semana passada, as complicações do sarampo podem incluir otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalite.

Os adultos têm, normalmente, doença mais grave do que as crianças e os doentes imunocomprometidos podem não apresentar manchas na pele.

O sarampo, que é evitável pela vacinação, transmite-se por via aérea e pelo contacto direto com secreções nasais ou da faringe de pessoas infetadas.

Com um período de incubação que pode variar entre sete e 21 dias, o contágio dá-se quatro dias antes e quatro dias depois de aparecer o exantema (erupções cutâneas).

Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18 anos, e uma dose quando se trata de adultos.

A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo, sendo gratuita e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos.

"Alerta-se, desde já, para a necessidade de os pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país", referiu a DGS numa nota hoje emitida, um alerta que tem repetido de forma constante.

A vacinação organizada contra o sarampo em Portugal iniciou-se em 1973, com uma campanha de vacinação de crianças entre um e quatro anos, que vigorou até 1977.

Ursa "morreu de coração partido" depois de separada de companheira

 

Uma ursa polar, com 21 anos, morreu, na terça-feira, no Sea World, de São Diego, nos EUA. A morte acontece poucas semanas da companheira do animal ter sido enviada para outro zoo, no âmbito de um programa de reprodução.

Szenja foi encontrada sem vida pelos seus tratadores, sem que se conheça, para já, o motivo da morte. Nos últimos tempos, o animal apresentava sinais visíveis de tristeza e não se estava a alimentar em condições. O estado de Szenja começou a agravar-se depois de ter sido separada de Snowflake, uma outra ursa que em fevereiro foi enviada para Pitssburgh.

O par, uma das principais atrações do controverso Sea Life, estava junto desde o dia em que o parque abriu, em 1997. Quando a notícia da sua separação se tornou pública, milhares de ativistas pelos direitos dos animais assinaram uma petição para impedir a separação dos dois animais. Snowflake já tinha sido enviada para Pitssburgh, em 2014, mas na altura Szenja acompanhou a sua companheira.

Em declarações à "NBC San Diego", Tracy Remaim, vice presidente da PETA, disse que "Szenja morreu de coração partido". "Depois de perder a companheiro de 20 anos, Szenja fez aquilo que qualquer um faria quando perde esperança. Ela simplesmente desistiu", referiu.

"Esta situação deveria ser um alerta para o Sea World: Parem de criar animais em cativeiro, encerem as exibições com animais e enviem-nos para santuários", concluiu.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 19.04.2017

 

Antigos soldados africanos têm nacionalidade francesa


19 de Abril, 2017

O Presidente francês, François Hollande, presidiu sábado, no Eliseu, a uma cerimónia de reintegração da nacionalidade francesa a 28 antigos soldados africanos, entre senegaleses, congoleses, centro-africanos e costa-marfinenses, que combateram ao lado da França na Indochina ou na Argélia, antes de perder a sua nacionalidade por altura da independência das colónias africanas em 1960, noticiou ontem a agência de notícias France Press.

“Hoje (sábado), coloco um novo princípio: Os que se bateram pela França e que foram a escolha da sua sobrevivência devem se tornar Franceses”, afirmou o Chefe do Estado francês na cerimónia, noticiou a fonte. Referindo-se aos “que não conseguiram entregar os seus pedidos nos prazos estabelecidos”, François Hollande garantiu que “todos os antigos franco-atiradores que residem em França e que fizeram o pedido vão ter uma resposta positiva”.
“Vocês são a história da França”, afirmou o Presidente François Hollande ao dirigir-se aos 28 franco-atiradores, nascidos entre 1927 e 1939, entre os quais 23 senegaleses, dois congoleses, dois centro-africanos e um costa-marfinense. A França, insistiu o chefe de Estado, "tem uma dívida de sangue" para convosco. 
Para Aissata Seck, adjunta da prefeitura de Bondy (Seine-Saint-Denis), que esteve na origem desta cerimónia, “trata-se do culminar de um longo combate que levou muitos anos”. 
Filha de um antigo combatente senegalês, Aissata Seck lançou uma petição assinada por 60 mil pessoas, entre as quais milhares de celebridades.
O recurso a combatentes africanos variou ao longo das guerrasfrancesas e foi diferenciado conforme os territórios, mas fez parte das estratégias que traduzem o último esforço de manter a hegemonia francesa.

 

Cartes cede à pressão e desiste de reeleição


19 de Abril, 2017

O Presidente do Paraguai, Horácio Cartes, desistiu de se candidatar à reeleição, a qual promovia com uma reforma constitucional que gerou tensão política e social no país.

 

Com isso, Cartes tenta aplacar a tensão política e social gerada por essa iniciativa.
Num comunicado divulgado em Assunção, Cartes garantiu que não se vai candidatar, “em circunstância alguma”, às próximas eleições gerais de Abril de 2018. No final de Março, a tentativa de restabelecer a reeleição deflagrou violentos protestos que causara um morto, pelo menos 100 feridos e vários detidos.
O anúncio foi feito antes da chegada, ontem, de um enviado do Presidente norte-americano, e, amanhã, do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Almagro. Segundo analistas, este último pretende interceder para a retomada da normalidade institucional no Paraguai.
No início de Abril,  a OEA e a embaixada de Washington fizeram um apelo ao diálogo e pediram que qualquer mudança sobre a reeleição seja feita conforme a Constituição em vigor. A Carta Magna actual proíbe a reeleição consecutiva e alternada.
A tentativa de Cartes e do seu adversário de centro esquerda, o ex-Presidente Fernando Lugo (2008-2012, destituído após um processo de destituição relâmpago), de restabelecer a reeleição provocou a invasão e o incêndio do prédio do Congresso em 31 de Março passado. O episódio terminou na morte por parte da Polícia de um activista do Partido Liberal, de oposição. Nas suas contas no Facebook e no Twitter, Cartes disse ter comunicado ao arcebispo de Assunção, monsenhor Edmundo Valenzuela, na segunda-feira, que decidiu não lançar a sua candidatura.
 “Tomei a decisão de não me candidatar, sob circunstância alguma, como aspirante ao cargo de Presidente da República, para o período constitucional 2018-2023”, declarou. “Espero que este gesto de renúncia sirva para o aprofundamento do diálogo dirigido ao fortalecimento institucional da República, em harmónica convivência entre os paraguaios”, expressou o governante. Monsenhor Valenzuela actuou como moderador na busca de diálogo, que não contou com a participação da oposição maioritária.
O subsecretário de Estado para Assuntos Hemisféricos dos EUA, Francisco Palmieri, tinha um encontro para ontem com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Velázquez. É nesta Casa que se encontra um projecto de emenda para restabelecer a reeleição, proibida pela Constituição em vigor desde 1992.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 16.04.2017

 

Míssil da Coreia do Norte explodiu "quase imediatamente" depois de ser lançado

 15/04/2017 22:22:00

Um míssil balístico norte-coreano "explodiu quase imediatamente" depois de ter sido lançado na manhã de domingo, disseram autoridades militares dos EUA, menos de um dia depois de o líder Kim Jong Un ter desfilado um míssil balístico de longo alcance nunca antes visto pelas ruas de Pyongyang.

O míssil foi lançado às 5:51 da manhã de Seul em Sinpo, um local na costa leste da Coreia do Norte, onde tem um estaleiro e que ano passado afirmou-se ter testado um míssil balístico lançado por submarinos, disse o comandante Dave Benham, porta-voz do Comando do Pacífico dos EUA no Havaí.

Benham disse que o tipo de míssil que foi disparado domingo ainda estava sendo avaliado. Os chefes de Estado Maior da Coreia do Sul, que confirmaram o fracasso do lançamento, também disseram que estavam trabalhando na análise do tipo de míssil.

Um alto funcionário dos EUA disse ao The Wall Street Journal que o projétil não era um míssil balístico intercontinental. O lançamento foi visto como um sinal da determinação da Coreia do Norte de levar adiante seu programa de armas mesmo depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter alertado Pyongyang contra qualquer comportamento belicoso e de os EUA enviarem um grupo de porta-aviões para as águas ao redor da Península Coreana.

"O presidente e sua equipe militar estão cientes do lançamento de mísseis mais recente da Coreia do Norte sem sucesso", disse o secretário de Defesa, Jim Mattis, em um comunicado. "O presidente não tem mais comentários." Fonte: Dow Jones Newswires.

ONU pede que governo da Venezuela respeite direito à manifestação pacífica

 11/04/2017 16:49:51

Manifestantes em Caracas, na Venezuela, entram em confronto com a Guarda Nacional do país

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos pediu ontem ao governo da Venezuela que respeite o direito à manifestação pacífica e à liberdade de expressão de seus cidadãos e fez um apelo "a todas as partes" a renunciarem à violência.  

"Estamos preocupados com os relatórios sobre violência durante os protestos. Fazemos uma pedido ao governo da Venezuela para garantir que seja respeitado o direito à manifestação pacífica e à liberdade de opinião", afirmou a porta-voz do alto comissariado, Elizabeth Throssell, em comunicado.

Elizabeth também falou sobre a inabilitação do líder opositor Henrique Capriles para exercer qualquer cargo público durante 15 anos e lembrou que Capriles foi "escolhido democraticamente" e foi um líder político durante mais de duas décadas.

A oposição venezuelana tem se manifestado em Caracas em apoio ao Parlamento, de maioria antichavista, pedindo eleições e a saída dos magistrados do Tribunal Supremo.

Estas manifestações, no entanto, terminaram em conflitos com a polícia, que impediu a passagem do protesto pelo centro da capital e repeliu os manifestantes com gás lacrimogêneo e outros meios repressivos.

Por esse motivo, a ONU fez um apelo "às forças de segurança para operarem em conformidade com as normas internacionais sobre direitos humanos" em suas ações para monitorar as manifestações. Além disso, o comunicado pediu aos manifestantes que usem meios pacíficos para se fazerem ouvir.

Jovem morto

Neste contexto, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, pediu "uma investigação independente" sobre o caso de Jairo Ortiz, de 19 anos, que morreu na semana passada na cidade de Carrizal, no estado de Miranda, nos arredores de Caracas.

Incialmente foi informado que o jovem tinha morrido durante uma das manifestações contra o governo nessa localidade, mas o governo negou e afirmou que ele tinha sido morto por um policial de trânsito cujas funções não estão vinculadas à tarefa de ordem pública.

 

Papa lamenta tratamento dado a migrantes, pobres e marginalizados

 15/04/2017 17:40:00

O papa Francisco lamentou neste sábado como os migrantes, os pobres e os marginalizados têm a sua "dignidade humana crucificada" todos os dias através de injustiças e corrupção, e exortou os fiéis, na mensagem da Vigília Pascal, a manter a esperança viva para um futuro melhor.

Francisco presidiu a solene cerimônia de fim da noite na Basílica de São Pedro, em um momento de maior temor de segurança após uma série de ataques de inspiração islâmica e tensões sobre o fluxo migrante da Europa.

A segurança foi particularmente rígida, com parte das medidas de segurança mais pesadas do que as habituais que foram implantadas em todo o mundo para as atividades da Semana Santa, especialmente após os ataques do Domingo de Ramos contra igrejas católicas no Egito que mataram pelo menos 45 pessoas.

Segurando uma única vela, Francisco passou pelo corredor central da basílica, simbolizando a escuridão que caiu depois da crucificação de Jesus na Sexta-Feira Santa. Quando Francisco chegou ao altar, os holofotes da basílica se acenderam, simbolizando a luz da ressurreição de Cristo.

Em sua homilia, o papa recordou a cena bíblica de duas mulheres se aproximando do túmulo de Jesus e disse que sua desolação sobre sua morte pode ser vista diariamente nos rostos de mulheres cujos filhos foram vítimas de pobreza, exploração e injustiça.

"Também podemos ver os rostos daqueles que são recebidos com desprezo porque são imigrantes, privados de país, casa e família", disse ele. Outros são vítimas de burocracias paralisadas e corrupção "que os despoja de seus direitos e quebra seus sonhos", disse o Papa, ecoando dois temas que enfatizou em seu papado de quatro anos: cuidar dos migrantes e denunciar a corrupção.

"Em seu sofrimento, essas duas mulheres refletem os rostos de todos aqueles que, caminhando pelas ruas de nossas cidades, veem a dignidade humana crucificada". Mas, em vez de permanecer resignado a tal destino, Francisco exortou os fiéis a ter esperança, simbolizada pela ressurreição de Cristo.

Ele pediu aos católicos para "derrubar todos os muros que nos mantêm trancados no nosso pessimismo estéril, nas nossas torres de marfim cuidadosamente construídas que nos isolam da vida, na nossa compulsiva necessidade de segurança e numa ambição sem limites que pode nos fazer comprometer a dignidade de outros".

No domingo, Francisco vai celebrar a alegre Missa de Páscoa em uma praça cheia de flores. Milhares de pessoas são esperadas para enfrentar ruas bloqueadas, detectores de metal e outras medidas de segurança para chegar à praça. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 16.04.2017

 

Entenda o que está em jogo no referendo na Turquia

Mudança pode dar mais poderes ao presidente Erdogan

Agência ANSA

 

Entenda os pontos que compõe o referendo constitucional na Turquia, que será votado neste domingo (16). 

Entenda o que muda com a reforma: 

Poderes e prerrogativas do presidente: 

Exercita o poder executivo e é chefe do governo, abolindo a figura do primeiro-ministro; 

Nomeia e revoga os vice-presidentes, ministros, diplomatas e altos funcionários do Estado; 

É eleito diretamente pelo povo para mandatos de 5 anos, abolindo a votação de confiança parlamentar; 

Limite de dois mandatos, que pode ser estendido para mais um se forem convocadas eleições antecipadas; 

Firma decretos sem a aprovação do Parlamento; 

Decreta estado de Emergência sem a aprovação parlamentar; 

Dissolve o Parlamento - podendo levar a eleições antecipadas que atingem também seu cargo; 

Pode ser filiado a um partido político, o que é proibido atualmente.

O novo Parlamento: 

Eleito por cinco anos e se renova na mesma votação do presidente; 

Passa de 550 para 600 membros; 

Idade para se eleger cai de 25 para 18 anos; 

Não vota confiança do governo; 

Pode interrogar ministros e vice-presidentes apenas por escrito e não pode interrogar o presidente; Outras mudanças: 

O impeachment do chefe de Estado deve ser aprovado por 2/3 do Parlamento; 

Corte Constitucional é reduzida para 15 membros, sendo 12 indicados pelo presidente e três pelo Parlamento; 

Conselho Superior de Magistrados é reduzido para 13 membros: quatro nomeados pelo presidente, sete pelo Parlamento e mais o ministro e subsecretário de Justiça são membros por direito; 

Tribunais militares são abolidos, com exceção dos juízes disciplinares.

 

 

EUA posicionaram, pela primeira vez, uma esquadra de caças F-35 na Grã-Bretanha

 

As Forças Aéreas dos EUA, pela primeira vez, posicionaram um esquadrão de caças F-35A de quinta geração em território britânico, segundo um comunicado do Comando dos Estados Unidos para a Europa.

"A presença dos caças F-35 reforça a prioridade de manter em prontidão as forças armadas na Europa ", informou em comunicado o comandante das forças unificadas da OTAN na Europa, Curtis Scaparrotti. 

Ele adicionou que a presença da nova esquadra "fortalece o potencial militar da OTAN na Europa".

A quantidade exata de aeronaves não foi comunicada. No entanto, o Pentágono destacou que a esquadra é compacta.

Míssil antinavio russo Tsirkon atinge 8 velocidades do som

 

Novo míssil hipersônico antinavio Tsirkon atingiu uma velocidade que supera em 8 vezes a velocidade do som, comunica a RT.

"Durante os testes do míssil, foi comprovado que sua velocidade em marcha atinge a velocidade de 8 Mach (9.878,4 km/h)", contou a fonte.

O surgimento do míssil hipersônico antinavio Tsikron vai reduzir significativamente o papel dos porta-aviões norte-americanos na guerra naval

Ela explicou também que os mísseis Tsirkon podem ser disparados dos lançadores de mísseis universais ZS-14. Antes, a RT já tinha reportado sobre o desenvolvimento no domínio das armas hipersônicas russas.

Agora, o membro-correspondente da Academia de Mísseis russa, capitão-de-mar-e-guerra Konstantin Sivkov, acrescentou que o surgimento do míssil hipersônico antinavio Tsikron vai reduzir significativamente o papel dos porta-aviões norte-americanos na guerra naval.

Em parada militar, Pyongyang ameaça EUA com guerra nuclear

Regime norte-coreano celebra hoje 105 anos de Kim il-sung

Agência ANSA

 

Na data em que a Coreia do Norte celebra o "Dia do Sol" e o aniversário de 105 do "presidente eterno" Kim il-sung, o regime de Pyongyang aproveitou para mostrar seu potencial bélico e ameçar os Estados Unidos com uma guerra nuclear. 

Durante a parada militar na capital norte-coreana neste sábado (15), foram exibidos mísseis de alto nível que já foram testados pelo regime ou que ainda passam por ajustes finais. 

Alguns dos protótipos que desfilaram foram os mísseis intercontinentais KN-08 e KN-14. "Responderemos a uma guerra total com uma guerra total, e uma nuclerar com o nosso estilo de ataque nuclear", ameaçou Choe Ryong-hae, o número dois do governo da Coreia do Norte. 

O atual líder Kim jong-un é neto de Kim il-sung, morto em 1994, e assistiu a todo o desfile. Choe Ryong-hae também acusou os Estados Unidos de lançarem ataques contra outros países e ameaçarem a paz mundial. A tensão entre Washington e Pyongyang existe há anos, com o regime norte-coreano testando mísseis e ameaçando os EUA. 

Porém, o clima de guerra aumentou nas últimas semanas com novas provocações políticas. Nesse contexto, o presidente Donald Trump ordenou ataques contra a Síria e a detonação no Afeganistão da bomba mais potente que existe depois da nuclear. 

O explosivo foi lançado contra túneis usados por terroristas do Estado Islâmico, de acordo com a Casa Branca, mas pode ter sido uma exibição de força dos EUA para fazerem seus inimigos recuarem. Países da região, como Japão, China e Rússia, já alertaram sobre os riscos de uma guerra e pediram que EUA e Coreia do Norte evitem confrontos. 

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, começa neste fim de semana uma viagem pela Ásia, com primeira parada em Seul. Em seguida, ele irá para Tóquio, Jacarta e Sydney.

Eliminado 'ministro da guerra' do Daesh que treinou nos EUA por 5 anos

 

De acordo com a mídia, um dos chefes do agrupamento jihadista Daesh, proibido na Rússia e em muitos outros países, foi morto na sequência de um ataque com mísseis na cidade iraquiana de Mossul.

De acordo com o canal russo Rossiya 24, o terrorista eliminado se chamava Gulmurod Khalimov e era considerado como o "ministro da guerra" dentro do Daesh.

Sabe-se que Khalimov era originário da República do Tajiquistão e começou sua carreira nas fileiras das forças especiais da União Soviética. Após o colapso da URSS, ele se tornou comandante no OMON (Unidade Móvel de Operações Especiais, nome genérico para o sistema de Unidades Especiais da Polícia e anteriormente do Ministério do Interior soviético) e serviu na Guarda Presidencial.

Ao longo de 5 anos, o terrorista foi treinado em uma das bases militares americanas. A edição britânica The Times afirma que seus mentores proviriam da empresa militar privada Blackwater.

Em 2015, Khalimov aderiu às fileiras dos terroristas e foi combater na Síria, se tendo especializado em fazer explodir veículos da coalizão internacional.

Ex-efetivos das operações especiais da Ucrânia se mudam para Rússia

 

Quatro ex-funcionários da polícia antimotim ucraniana Berkut atravessaram na quinta-feira (13) a fronteira russo-ucraniana. Valentin Rybin, o advogado deles, explicou suas razões à Sputnik.

"Eles passaram a fronteira russo-ucraniana depois de as medidas de coação sobre eles terem expirado. Tendo em consideração que eles estavam sendo pressionados pela promotoria geral ucraniana, eles decidiram simplesmente se colocarem fora de perigo", disse o advogado.

Ele destacou que ex-efetivos da Berkut passaram a fronteira de modo legal, usando passaportes internos, por isso este ato não pode ser considerado de fuga. Agora, Aleksandr Kostyuk, Vladislav Mastega, Artem Voilokov e Vitaly Goncharenko estão na Rússia.

As atuais autoridades ucranianas atribuíram a responsabilidade pela morte de mais de 100 pessoas ao seu rival político, o ex-presidente Viktor Yanukovich, e aos policiais da unidade especial ucraniana Berkut, que negam qualquer envolvimento nos crimes de assassínio. Yanukovich afirmou muitas vezes que nunca ordenou abrir fogo contra os manifestantes civis e até pediu para remover todos os policiais da Berkut da cidade.

= jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 16.04.2017

 

Novo balanço de atentado contra autocarros: 112 mortos

 

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Maioria da vítimas eram pessoas retiradas de duas localidades controladas pelo regime que estavam cercadas pelos rebeldes

O atentado com uma camioneta armadilhada junto a autocarros que retiravam civis e combatentes de Alepo, no sábado, na Síria, causou 112 mortos, segundo um novo balanço do Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH) divulgado hoje.

Entre os 112 mortos estão 98 pessoas retiradas das localidades de Foua e de Kafraya (nordeste), precisou a Organização Não-Governamental (ONG).

Anteriormente, o OSDH tinha apresentado um balanço de 43 mortos neste atentado, que não foi reivindicado.

No entanto, no sábado, a Defesa Civil Síria, também conhecida como 'Capacetes Brancos', citada pela agência Associated Press, referiu que os seus voluntários retiraram pelo menos cem corpos do local onde ocorreu a explosão.

Os autocarros estavam no local para transportar cerca de cinco mil pessoas retiradas na sexta-feira de Foua e Kafraya, duas localidades controladas pelo regime que estavam cercadas pelos rebeldes, em cumprimento de um acordo que permitiu a evacuação simultânea de duas localidades rebeldes cercadas pelo exército sírio.

As pessoas retiradas na sexta-feira estavam paradas naquele local devido a desentendimentos que impediram que seguissem viagem.

Os que foram retirados das localidades controladas pelo regime deviam seguir para Damasco e Latakia e os das localidades rebeldes para a província de Idlib.

Na sexta-feira, mais de sete mil pessoas foram retiradas de Foua e Kafraya (cinco mil) e das localidades rebeldes de Madaya e Zabadani (2.200), segundo o Observatório.

 

 

Juíza suspende execução recorde de sete condenados em dez dias

 

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O estado pode recorrer da decisão

Uma juíza federal suspendeu hoje um plano do governador do Arkansas, sudeste dos Estados Unidos, para executar sete condenados até ao fim do mês, antes de expirar o 'stock' de uma das drogas usadas nas injeções letais.

A juíza Kristine Baker deu provimento a uma injunção apresentada pelos condenados, dois dos quais tinham a execução marcada para segunda-feira à noite. O estado pode recorrer da decisão.

O governador, o republicano Asa Hutchinson, agendou oito execuções -- uma já tinha sido suspensa -- para os dez dias entre 17 e 27 de abril, antes que passe o prazo de validade do 'stock' do Arkansas de midazolam, uma das drogas usadas nas injeções letais.

O midazolam é um potente sedativo cirúrgico usado para deixar o condenado inconsciente e anestesiado antes de lhe serem administradas as drogas que param a respiração e o batimento cardíaco.

Os advogados dos condenados questionaram o agendamento das execuções e a eficácia do midazolam, que noutros casos, noutros estados, se mostrou insuficiente para evitar a agonia da execução.

Os advogados do estado consideraram o pedido de injunção uma tentativa para adiar indefinidamente as execuções e justificaram o calendário com a falta de um substituto para o midazolam, quando expirar a validade do que tem em 'stock'.

Na sua decisão, a juíza Baker considerou que, embora o estado tenha demonstrado não pretender torturar os condenados, estes têm o direito de contestar o método de execução na tentativa de provar que "acarreta um risco demonstrado de grande sofrimento".

A juíza cita casos de execuções em que esta droga foi usada e que se complicaram e prolongaram, com sofrimento visível do executado, no Alabama, Arizona, Ohio e Oklahoma.

A última execução no Arkansas foi em 2005 e a última execução simultânea de mais de um condenado em 1999.

Se os sete condenados forem executados até ao fim do mês, será a primeira vez que um estado norte-americano executa tantas penas capitais num período de tempo tão curto, desde que o Supremo Tribunal reinstaurou a pena de morte, em 1976.

Pacote suspeito junto à Casa Branca obrigou ao corte da Pennsylvania Avenue

 

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Serviços Secretos puseram a residência do Presidente americano em alerta. Situação foi resolvida rapidamente

As autoridades americanas foram este sábado obrigadas a cortar ruas em redor da Casa Branca paraa investigar um pacote suspeito encontrado junto ao gradeamento norte da residência ofocial do presidente americano.

A notícia foi avançada pela CBS News, segundo a qual foi mesmo decretado alerta máximo pelos Serviços Secretos, que colocaram as principais figuras da Casa Branca colocados sob vigilância em lugares seguros.

Donald Trump não se encontra na Casa Branca, mas sim no resort Mar-a-Lago, na Florida.

A famosa Pennsylvania Avenue foi mesmo cortada.

Segundo um jornalista da CNN no local, a situação no exterior foi resolvida sem grande alarido alguns minutos depois, tendo o pacote sido retirado e a circulação reaberta.

 

75% das campanhas no Brasil terão sido financiadas ilegalmente

 

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Estimativa feita perante a justiça por Marcelo Odebrecht

O ex-presidente da construtora brasileira Odebrecht, Marcelo Odebrecht, estimou, num depoimento à Justiça brasileira, divulgado hoje, que 75% das campanhas eleitorais no Brasil tenham sido financiadas ilegalmente.

"Esse era um problema que tínhamos em todo o Brasil, foi criado um círculo vicioso. Eu estimo que três quartos das campanhas no Brasil eram financiadas de forma ilegal", afirmou Odebrecht em março, num depoimento aos procuradores hoje conhecido.

Os depoimentos de altos quadros da Odebrecht, a maior construtora do Brasil, que fizeram acordos com o Ministério Público Federal de delação premiada (redução da pena em troca de colaboração com a Justiça), têm deixado o país em suspenso das revelações que a cada dia são conhecidas e que indicam novos casos de corrupção que afetam diretamente políticos de renome.

Marcelo Odebrecht, preso desde 2015 e condenado a 19 anos e quatro meses de cadeia por desvios milionários na petrolífera estatal Petrobras, afirmou que a empresa até teria gostado que os pagamentos fossem oficiais e justificou os pagamentos ilegais para evitar que outros candidatos soubessem os montantes dados e pedissem mais dinheiro.

O empresário deu como exemplo donativos de dois milhões de reais (cerca de 599 mil euros à taxa de câmbio atual) a um candidato a governador do estado de Acre, Tiao Viana, do Partido dos Trabalhadores, dos quais apenas 500.000 reais (149 mil euros) foram declarados.

"Se sabem que damos dois milhões de reais a uma candidatura a governador de Acre, imaginem a expectativa que se cria para o [candidato a] governador de São Paulo", explicou.

A divulgação dos depoimentos, que estavam sob o segredo, acontece um dia depois de o Supremo Tribunal ter anunciado que autoriza a abertura de 76 investigações contra quase todos os políticos citados nos depoimentos, com vista a investigar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Os pedidos foram baseados nas revelações trazidas pelos acordos de delação premiada firmados pelo Ministério Público Federal com 78 gestores e e ex-gestores do Grupo Odebrecht.

Entre os investigados estão oito ministros do Executivo do presidente Michel Temer e quase cem deputados de mais de dez partidos políticos.

Na lista de suspeitos estão 12 dos 17 governadores do país, entre os quais Tiao Viana e os cinco expresidentes brasileiros vivos: José Sarney (1985-1990), Fernando Collor de Mello (1990-1992), Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016).

Segundo cálculos do próprio tribunal, a partir do narrado pelos antigos altos quadros da construtora e por Emilio Odebrecht, patriarca da família, apenas esta empresa distribuiu subornos próximos de 450 milhões de reais (cerca de 135 milhões de euros).

As declarações dos ex-gestores da Odebrecht surgem no âmbito da operação Lava Jato, que investiga crimes de corrupção no Brasil.

Tida por muitos investigadores e até mesmo por políticos como a maior operação de combate à corrupção da história do Brasil, a Lava Jato investigava, inicialmente, a atuação de 'doleiros' (pessoas que vendem dólares no mercado paralelo), mas, posteriormente passou a investigar também a corrupção na petrolífera estatal Petrobras.

Esta investigação completou três anos em 17 de março, tendo já recuperado cerca de 10,1 mil milhões de reais (três mil milhões de euros) e efetuadas 198 detenções, segundo a imprensa brasileira, a partir de dados fornecidos pelo Ministério Público Federal (MPF).

Além daquele valor, encontram-se atualmente bloqueados por determinação judicial mais de 3,2 mil milhões de reais (955 milhões de euros) em bens de pessoas investigadas.

O MPF pediu desde o início das investigações a devolução aos cofres públicos de 38,1 mil milhões de reais (11,3 mil milhões de euros).

Ao todo, já se realizaram 38 fases da operação Lava Jato durante os três anos de investigação.

Atualmente, 23 pessoas permanecem presas, entre as quais estão o deputado cassado (suspenso) e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e o ex-ministro da Fazenda (Finanças) e da Casa Civil Antônio Palocci.

Há outras 24 pessoas - entra as quais Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho - que deixaram a prisão, mas continuam a ser mantidas sob vigilância através de pulseira eletrónica e prisão domiciliária.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 16.04.2017

 

Dezenas de feridos em protestos a favor e contra Trump

Pelo menos 20 pessoas foram detidas no sábado na sequência de confrontos entre grupos de apoiantes e opositores de Donald Trump, após protestos em Berkeley (Califórnia) para exigir ao presidente dos EUA que torne pública a sua declaração de rendimentos.

Inicialmente, a polícia de Berkely tinha dado conta de 14 detidos.

Milhares de pessoas participaram no sábado em protestos em cerca de cem cidades dos Estados Unidos, convocados pelo movimento "Marcha dos impostos" para exigir a Donald Trump que torne pública a declaração de rendimentos, à semelhança do que fizeram os anteriores presidentes.

De acordo com meios de comunicação locais, no centro de Berkeley saíram à rua centenas de pessoas, em manifestações a favor e contra Donald Trump.

A polícia lançou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes na altura dos confrontos e referiu ter encontrado alguns objetos proibidos como uma faca, capacetes e uma arma de fogo falsa.

Berkely volta assim a ser, tal como no mês passado e em ocasiões anteriores, local de incidentes em manifestações, que geralmente decorrem pacificamente no resto do país.

Marido e mulher descobrem que são irmãos gémeos por acaso

Casal soube a verdade quando tentou fazer tratamentos de fertilidade

Um casal norte-americano recorreu a uma clínica de tratamentos de fertilidade e acabou por descobrir que além de marido e mulher são também irmãos gémeos.

Aconteceu numa clínica de Jackson, no Estado norte-americano do Mississipi, o caso invulgar deste casal, cuja identidade não foi revelada, por motivos de confidencialidade médica.

O médico que os acompanhou contou ao jornal "Mississippi Herald" que o casal procurou ajuda especializada porque não conseguia ter filhos, pelo que foram feitos os exames habituais de ADN.

"É uma coisa rotineira e, normalmente, não verificamos se há uma relação entre as duas amostras, mas, neste caso, o médico do laboratório estava chocado com as semelhanças entre os dois perfis", disse o clínico, que também não revelou a sua identidade.

Inicialmente, pensaram que podia tratar-se de um caso de primos em primeiro grau, "o que acontece, por vezes", mas depois de analisar melhor as amostras perceberam que as semelhanças eram demasiadas.

Ao consultar os processos de ambos, o médico verificou que partilhavam a mesma data de nascimento, concluindo que a única hipótese era a de que seriam irmãos gémeos.

Ao dar-lhes a notícia, a primeira reação do casal foi rir à gargalhada, explicando que sempre fizeram piadas sobre o facto de terem nascido no mesmo dia e terem muitas coisas em comum. Mais adiante na conversa, foi o choque.

Acabaram então por descobrir que os seus pais tinham morrido num acidente de viação e que, não havendo ninguém na família para cuidar deles, foram colocados à guarda do Estado.

As duas crianças foram depois adotadas separadamente e, devido a um erro no preenchimento dos papéis, nenhuma das famílias foi informada sobre a existência de um irmão gémeo.

Os dois cruzaram-se anos depois, na universidade, onde começaram a namorar, casando mais tarde. O casal está agora a avaliar o futuro da relação.

A italiana Emma Morano, considerada a mulher mais velha do mundo, morreu este sábado na sua casa em Itália, com 117 anos, anunciou o seu médico pessoal.

"Ela teve uma vida extraordinária e vamos lembrar-nos sempre da sua força para ir em frente", declarou o presidente da câmara de Verbania, localidade do norte de Itália onde residia, citado pela imprensa italiana.

Emma Morano nasceu a 29 de novembro de 1899.

A celebração do seu 117.º aniversário, em novembro passado, foi acompanhada pela imprensa na sua casa de duas assoalhadas naquela cidade de montanha, na companhia das duas sobrinhas mais velhas, duas cuidadoras e o médico pessoal, Carlo Bava.

Sentada numa cadeira de braços, Morano soprou de uma vez as velas do bolo - três velas com os algarismos um, um e sete -- e abriu alguns presentes, entre os quais os seus bolinhos preferidos, que comeu em seguida, acompanhados com um copo de leite.

"Estou feliz por fazer 117 anos", disse.

Na altura, já via e ouvia mal e estava acamada, não saindo de casa há mais de duas décadas. Mas os que a conheciam bem diziam que continuava atenta, lúcida, e que mantinha uma excelente memória e o sentido de humor.

Emma Martina Luigia Morano tornou-se "a mulher mais velha do mundo" em maio de 2016, depois da morte da norte-americana Susannah Mushatt Jones, nascida a 06 de julho de 1899, segundo a lista elaborada pelo norte-americano "Gerontology Research Group".

Numa entrevista de 2015, Morano atribuiu a sua longevidade a uma dieta fora do vulgar: três ovos crus por dia, que depois de uma anemia foram substituídos por dois ovos crus e 150 gramas de bife cru.

Não gostava de legumes nem fruta, comendo apenas ocasionalmente uvas ou puré de maçã. Era gulosa e gostava especialmente de um bolo tradicional italiano, a colomba, com fruta cristalizada.

O médico pessoal atribuiu a longevidade de Emma Morano não à dieta, mas à genética.

"Penso que é genético, toda a família dela viveu muitos anos. A sua dieta teria destruído o fígado da maior parte das pessoas, mas Emma até podia ter comido pedras que mesmo assim viveria muitos anos", disse em 2016.

"E o que talvez seja mais importante é que sempre teve uma personalidade forte. Foi sempre ela a decidir o que fazia e o que não fazia", acrescentou.

Emma Morano atribuiu também a sua longa vida à coragem que teve de deixar o maridoviolento em 1938, pouco tempo depois da morte, em bebé, do seu único filho.

Após a separação, para se sustentar, procurou emprego numa fábrica de sacos de serapilheira, na qual trabalhou até aos 75 anos.

Segundo o instituto norte-americano, a mulher mais velha do mundo é agora uma jamaicana, Violet Brown, nascida a 10 de março de 1900.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 16.04.2017

 

Taxa de inflação abrandou em Março


16 de Abril, 2017

A taxa de crescimento da inflação abrandou em Março para 1,91 por cento, depois de, em Fevereiro, avançar em 2,30, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE) em nota de imprensa sobre o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) divulgada ontem, em Luanda.

O INE disse que a inflação homóloga – a 12 meses - de Março acelerou para 36,52 por cento, 15,06 pontos percentuais acima da observada em igual período do ano passado, e a acumulada dos três meses atingiu 6,61 por cento, um abrandamento face à verificada de Janeiro a Março de 2016, de 10,20 por cento.
A inflação foi maior no Cuanza Norte com 2,59 por cento, Luanda (2,24), Lunda Norte (2,08) e Uíge (1,90) e menos incidente no Bié com 1,07 por cento, Huíla (1,10), Huambo (1,40) e Cabinda (1,50), afirma o documento.
A evolução dos preços foi influenciada pela classe “Vestuário e Calçado” com 3,63 por cento, “Bens e Serviços Diversos” (3,35), “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” (3,08) e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” (2,65).
A classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços com 0,83 pontos percentuais, seguida das classes: “Vestuário e Calçado” (0,23), “Bens e Serviços Diversos” (0,21) e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” (0,17).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da província de Luanda foi influenciado pela evolução dos preços da classe “Vestuário e Calçado”, com 4,04 por cento, e também os aumentos verificados nas classes “Bens e Serviços Diversos” (3,99), “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” (3,37) e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” (3,10). 
No Cuanza Norte o avanço do preços durante o mês de Março é atribuído principalmente à classe “Vestuário e Calçado” com 4,17 por cento, “Saúde” (4,08), “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” (3,98) e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” (3,53). 
No Bié, onde o Índice de Preços no Consumidor registou a menor taxa de crescimento de Março, a aceleração foi atribuída à variação de 2,96 por cento verificada na classe “Lazer, Recreação e Cultura”, de 2,74 por cento na de “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção”, 2,71 por cento na de “Bebidas Alcoólicas e Tabaco” e de 2,18 por cento na de “Vestuário e Calçado”.

 

 

Mina gera centenas de milhões de dólares

Kátia Ramos 
16 de Abril, 2017

A sociedade mineira do Catoca prevê obter 250 milhões de dólares em quatro anos, com a exploração da mina de diamantes CAT-E42, inaugurada quinta-feira, na Lunda Sul, pelo ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz.

A mina, um pequeno kimberlito situado a cinco quilómetros de Catoca, tem o plano de produzir a partir de Junho 4,5 milhões de quilates ao longo do seus quatro anos de vida útil, ocupa uma extensão de 60 hectares e emprega 150 trabalhadores.
O projecto mineiro será explorado a até 150 metros de profundidade e conta com uma produtividade anual de mais de um milhão de quilates e reservas na ordem de 5,5 milhões de toneladas de minério.
CAT-E42 tem três significados, sendo CAT Catoca, E o método de prospecção utilizado (electromagnético) e 42 a ordem numérica das anomalias que foram estudadas. A mina, surge na sequência de uma estratégia liderada pela Endiama, com vista ao aumento da reserva nacional de diamantes
Na inauguração, o ministro enalteceu a facto da mina ter sido descoberta por engenheiros angolanos, enquanto o presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes (Endiama), Carlos Sumbula, recordou o inicio da prospecção na CAT-E42 em 2004, por técnicos nacionais formados no país e no estrangeiro.
O presidente do Conselho de Administração da Endiama declarou que o grupo intervém em quase toda a cadeia de produção de diamantes, mas desafiou as empresas do sector a investirem no sector da lapidação de gemas. Carlos Sumbula lembrou a evolução do projecto, como uma mostragem feita em 2015 para confirmação da qualidade da chaminé, onde foram explorados 605 mil metros cúbicos e extraídas mais de 20 toneladas de minério. A Sociedade Mineira de Catoca é uma sociedade angolana de prospecção, exploração, recuperação e comercialização de diamantes constituída pela Endiama, Alrosa, LLV e Odebrecht. 
Catoca é o maior projecto diamantífero em operação em Angola, sendo responsável pela extracção de mais de 75 por cento dos diamantes angolanos. Além do kimberlito de Catoca, a sociedade tem participação maioritária em concessões como a do Luemba, Gango, Quitúbia, Luangue, Vulege, Tcháfua e Luaxe.  A cooperativa de exploração semi-industrial de diamantes CJCK, criada há seis meses no município do Cuango, província da Lunda Norte, conta agora com uma força de trabalho de 300 colaboradores jovens.

 

 

Guterres alerta para o risco de conflito em grande escala


16 de Abril, 2017

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, alertou ontem para o risco de a Líbia regressar ao conflito generalizado, ao citar a volátil situação em Tripoli e a luta na região leste, rica em petróleo, e noutras zonas.

Guterres manifestou preocupação, num relatório para o Conselho de Segurança, com a renovada escalada militar e impasse político no país. 
O Secretário-Geral das Nações Unidas disse que o Estado Islâmico já não controla nenhum território na Líbia, mas que foram avistados operacionais daquele grupo radical, que tem sido responsabilizado por uma série de ataques em diferentes áreas, e que a comunidade internacional continua a ser um alvo.
A Líbia afundou-se num caos a seguir à revolta de 2011, que culminou na morte do Presidente Muammar Khadafi, e continua dividida entre parlamentos rivais e diferentes governos no leste e oeste, cada um deles apoiado por um conjunto de milícias, tribos e facções políticas, sem um fim à vista.

 

 

Milhares de migrantes são resgatados no mar


16 de Abril, 2017

Um total de 2.074  migrantes foram resgatados ontem na região do Mediterrâneo Central e este número pode vir a aumentar, já que prosseguem as operações de busca e salvamento, informaram à agência noticiosa Efe fontes da Guarda Costeira italiana.

 

Na sexta-feira foram feitas 19 operações de resgate de três pequenos botes de madeira e 16 botes insufláveis, num doas quais estava o corpo de um jovem.
O corpo do adolescente foi encontrado no fundo da lancha durante o resgate realizado pela embarcação “Aquarius” operada pela organização Médicos sem Fronteiras (MSF), comunicou a ONG na conta no Twitter.
“Prudence” e “Aquarius”, as duas embarcações da MSF no Canal da Sicília, a faixa de mar que separa a Itália da costa da Líbia, ocuparam-se do resgate de cerca de mil imigrantes.
A Guarda Costeira italiana, que coordena as operações de resgate nesta área do Mediterrâneo, informou que o número de pessoas socorridas deve aumentar, já que estão a ser realizadas várias operações.
Segundo os dados divulgados pela Fundação italiana ISMU, instituto independente que estuda os fenómenos migratórios, nos primeiros três meses do ano chegaram à Itália 24 mil imigrantes, destes 2.293 menores não acompanhados.
Estes números representam um aumento de 30 por cento nas chegadas de  imigrantes à Itália em relação ao mesmo período do ano anterior e ao recorde de dez mil somente no mês de Março, com a ilha de Lampedusa a ser o ponto principal.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 09.04.2017

 

Temer repudia atentados no Egito e critica extremismo

 09/04/2017 15:04:00

O presidente Michel Temer (PMDB) usou o Twitter para repudiar os atentados que deixaram 43 mortos e mais de 100 feridos no Egito na manhã deste domingo (9). Na rede social, o presidente afirmou que recebeu a notícia "com profunda tristeza". "Repudiamos toda forma de intolerância religiosa e de extremismo violento. Nossa solidariedade às vítimas e seus familiares", escreveu.

Explosões suicidas foram registrados na igreja Mar Guergues, na cidade egípcia de Tanta, situada a 120 quilômetros ao norte do Cairo, e na catedral de São Marcos, em Alexandria. Os atentados ocorreram no dia em que é celebrado o Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa para os cristãos. O grupo radical Estado Islâmico reivindicou o atentado por meio de sua agência de notícia, a Amaq.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota manifestando "profunda consternação" com as duas explosões e condenou o ato de terrorismo, destacando que mantém a posição independente da motivação dos ataques. "Ao expressar suas condolências às famílias das vítimas, seus votos de plena recuperação aos feridos e sua solidariedade com o povo e o governo do Egito, o Brasil reitera sua condenação a todo e qualquer ato de terrorismo, independente de sua motivação", diz nota do Itamaraty.

Trump e outros líderes mundiais condenam ataques no Egito

 09/04/2017 13:35:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se disse neste domingo "muito triste ao ouvir sobre o ataque terrorista no Egito", em sua conta oficial no Twitter. "Os EUA condenam fortemente. Tenho grande confiança de que o presidente Al Sisi lidará com a situação corretamente", completou, se referindo ao presidente do Egito, Abdel Fattah Al Sisi.

Os ataques do Domingo de Ramos contra duas igrejas coptas ortodoxas na cidade de Tanta, no Delta do Nilo, e Alexandria, na costa do país, ocorreram menos de uma semana depois que Trump recebeu o líder egípcio na Casa Branca. Os dois países reafirmaram o empenho em trabalhar em conjunto para combater grupos radicais como o Estado Islâmico. Os dois ataques deste domingo mataram mais de 40 pessoas e deixaram cerca de 100 pessoas feridas.

Outros líderes mundiais também condenaram os atentados deste domingo. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, disse em comunicado que "o objetivo dos responsáveis, de causar uma divisão entre pessoas de diferentes fés vivendo pacificamente lado a lado, não deve ser permitido". O presidente da França, François Hollande, expressou solidariedade ao Egito em declaração por escrito, dizendo que "mais uma vez, o Egito é atingido por terroristas que querem destruir sua unidade e sua diversidade". Ele afirmou ainda que a França "mobiliza todas as suas forças em associação com as autoridades do Egito na luta contra o terrorismo" e oferece condolências às famílias das vítimas.

O governo de Israel também enviou suas condolências ao Egito. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ainda que deseja uma rápida recuperação para os feridos e que "o mundo tem que se unir e combater o terrorismo em todos os lugares". O porta-voz do governo do Hamas em Gaza Fawzi Barhoum também condenou a violência e disse que o grupo "deseja segurança, estabilidade e prosperidade para o Egito e seu povo".

Na Turquia, o porta-voz presidencial Ibrahim Kalin ofereceu suas condolências no Twitter e disse: "Nós condenamos veementemente os atrozes ataques terroristas contra igrejas no Egito no Domingo de Ramos hoje". Mehmet Gormez, chefe dos assuntos religiosos na Turquia, "amaldiçoou" os ataques e disse que eles são o problema comum de toda a humanidade. "A imunidade de um lugar de culto, não importa a religião a que pertence, não pode ser violada e o assassinato sanguinário de fiéis inocentes não pode nunca ser perdoado", disse Gormez em comunicado oficial. Fonte: Associated Press.

Presidentes de Rússia e Irã reforçam apoio ao governo sírio após ataque dos EUA

 09/04/2017 15:26:00

A Rússia e o Irã renovaram seu apoio ao governo sírio por meio de conversas telefônicas hoje, dizendo que os ataques a mísseis promovidos pelos Estados Unidos na semana passada violou a soberania síria, mas ao mesmo tempo não fortaleceram os chamados "grupos terroristas" no país.

Em conversa com o presidente sírio, Bashar Assad, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, classificou o ataque norte-americano como uma "violação flagrante" da soberania síria, informou a mídia local. Assad acusou os EUA de tentarem aumentar o moral dos "grupos terroristas" na Síria. O governo se refere a todos os que lutam contra ela como terroristas.

Uma declaração realizada no braço da mídia militar do Hezbollah condenou o ataque em uma linguagem muito mais forte, dizendo que tinha "passado dos limites" e prometendo "responder com força" a qualquer agressão futura "de diversas maneiras".

O grupo militante libanês investiu milhares de combatentes na defesa do governo de Assad. A declaração foi feita em nome de uma "sala de operações compartilhadas", até então desconhecida, entre a Rússia, o Irã e as forças aliadas. Representantes russos e iranianos não comentaram a declaração.

O Kremlin disse em um comunicado que Rouhani também conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, por telefone. "Ambos os lados notaram a inadmissibilidade de ações agressivas dos EUA contra um Estado soberano, em violação ao direito internacional", disse o comunicado. "Vladimir Putin e Hasan Rouhani falaram a favor de uma investigação objetiva e imparcial de todas as circunstâncias do incidente com armas químicas no dia 4 de abril na província síria de Idlib".

Rouhani disse que o ataque norte-americano não afetaria a política síria do Irã, enquanto o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, disse que o Irã não se intimidaria diante de agressões semelhantes. "O que os americanos fizeram foi um erro estratégico e uma ofensa. Eles estão repetindo a ofensa de seus predecessores ", disse Khamenei, segundo a agência oficial de notícias IRNA.

O Irã proporcionou assistência militar e econômica crucial a Assad durante toda a guerra civil de seis anos na Síria. Organizou várias milícias xiitas de todo o Oriente Médio para lutar em apoio ao governo de Assad e enviou tropas e oficiais de sua própria Guarda Revolucionária.

Os EUA afirmam que a decisão foi uma resposta a um ataque químico na cidade de Khan Sheikhoun, dominada pelos rebeldes, na semana passada. O governo sírio negou o uso de armas químicas.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, negou em uma entrevista que os ataques sinalizavam uma revisão da política americana, afirmando que sua prioridade era derrotar os militantes islâmicos no Oriente Médio. Foi a primeira vez que as forças americanas atacaram uma instalação do governo sírio durante a guerra. Funcionários do Tesouro norte-americano dizem que estão preparando sanções em resposta ao ataque com armas químicas, embora o governo sírio já sofra com sanções dos EUA e de outras nações.

Tillerson se reunirá com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em Moscou ainda esta semana. Moscou tem sido um aliado firme do governo sírio e tem defendido Assad de responsabilidade pelo uso de armas químicas. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 09.04.2017

 

 

Itália convoca reunião sobre Síria com membros do G7

Agência ANSA

 

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, convocou uma reunião extraordinária com os membros do G7 para debater a crise síria após um telefonema com seus homólogos da Alemanha, Sigmar Gabriel, do Reino Unido, Boris Johnson,e da França, Jean-Marc Ayrault. 

O encontro será realizado na próxima terça-feira (11), no Palazzo Ducale da cidade de Lucca, na província da Toscana, e contará ainda com os chanceleres de Turquia, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Jordânia e Catar.    

Os quatro ministros fizeram uma conferência por telefone neste domingo (9) para debater a retomada do processo político na Síria após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atacar uma base militar no país e fazer uma escalada nos combates. 

A Itália sediará a próxima reunião do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), nos dia 27 e 28 de maio, em Taormina.    

Tillerson vai acusar Rússia de cumplicidade com Assad 

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, vai acusar a Rússia de ser "cúmplice" do ataque químico realizado na Síria no dia 4 de abril quando se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na próxima quarta-feira (12), informa Fox.    

Já um dos aliados do presidente Assad, o Irã, voltou a fazer críticas contra os EUA. Para o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, o ataque contra uma base militar da Síria foi "um erro decisivo" de Donald Trump. 

 

Descontente com governo municipal, alemão joga 'carro explosivo' contra prefeitura 

 

Um veículo carregado de tanques de gás colidiu contra a entrada do edifício da prefeitura da cidade alemã de Verden, no estado federal da Baixa Saxônia, informou a mídia local. Ninguém foi ferido pela explosão do carro, que pegou fogo ao se chocar com o prédio.

As primeiras informações da polícia dão conta de que o incidente pode estar em uma "disputa" entre a administração da cidade e o motorista do carro, um homem de 47 anos. Além disso, as forças de segurança dizem que o autor do ataque não tem nenhuma história ligando a qualquer grupo terrorista.

Em seu carro, o motorista levava um tanque de 11 quilos de peso. O choque provocou um vazamento de gás da bola, embora não tenha explodido.

O motorista do carro se entregou à Polícia e informou sobre o objeto dentro do veículo. A identidade dele, porém, não foi divulgada pelas autoridades até o momento.

O incidente causou sérios danos materiais a uma parte da prefeitura que foi recentemente construída, enquanto o antigo edifício não teve sinais aparentes de

 

Milícia informa sobre mulheres franco-atiradoras da Europa combatendo em Donbass

 

A inteligência da república autoproclamada de Lugansk revelou a existência de mulheres franco-atiradoras de países europeus nas fileiras dos militares ucranianos, comunicou aos jornalistas Andrei Marochko, representante oficial da Milícia Popular de Lugansk.

"A nossa inteligência continua registrando atividade de mercenários estrangeiros na linha de contato, entre eles foram referidos grupos de franco-atiradores, na sua maioria são mulheres da Lituânia, Letônia e Polônia", disse Marochko.

Conforme os seus dados, a situação na zona de responsabilidade da Milícia Popular de Lugansk tem tendência para agravamento. Na véspera, Marochko informou sobre mais um conjunto de equipamento militar posicionado pelas Forças Armadas da Ucrânia.

A república de Donetsk também comunicou sobre mulheres franco-atiradoras. De acordo com Eduard Basurin, vice-chefe do comando operacional da república autoproclamada de Donetsk, à zona de conflito chegou o destacamento feminino Vedmy (Bruxas) do Pravy Sektor (Setor de Direita, organização proibida na Rússia). Elas fazem fogo contra áreas de habitação situadas perto da linha do contato.

Letônia vai ensinar educação militar nas escolas

 

O Ministério da Educação da Letônia quer introduzir lições de educação militar nas escolas do país para fornecer às crianças conhecimento sobre os princípios operacionais das armas de destruição em massa, informou a mídia local.

De acordo com o jornal Delfi, os alunos aprenderão sobre armas nucleares, biológicas e químicas, bem como medidas de proteção individuais e coletivas em caso de ataque.

"Estamos tentando mudar o paradigma da compreensão da defesa do Estado, da crença de que apenas um soldado com armas apoiadas por forças aliadas pode lutar, para garantir que cada patriota do país possa contribuir para a proteção do Estado", disse o ministro da Defesa letão, Raimonds Bergmanis.

As crianças receberão informações sobre diferentes tipos de minas e explosivos, bem como regras de comportamento nos campos minados.

O assunto será introduzido nas escolas secundárias em 2020-2021. A caráter experimental, a educação militar já é parte dos currículos de 18 escolas letãs com cerca de 360 crianças passando o curso.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 09.04.2017

 

 

Estado Islâmico reivindica atentados em duas igrejas coptas do Egipto

 

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Explosões nas duas igrejas coptas provocaram quase 40 mortos e 100 feridos

O grupo extremista Estado Islâmico (EL) reivindicou hoje os dois atentados no Egito em igrejas coptas, uma minoria cristã no país

"As equipas do Estado Islâmico realizaram ataques contra duas igrejas em Tanta e em Alexandria", indicou a agência de propaganda do EI, numa comunicação divulgada em redes sociais e citada por agências internacionais de notícias.

O balanço do número de vítimas mortais da primeira explosão junto a uma igreja na cidade de Tanta, a norte do Cairo, subiu para 26, havendo também 71 pessoas feridas.

Magdi Awad, chefe do serviço de ambulâncias, confirmou a informação relativa à explosão de uma bomba quando os fiéis celebravam o Domingo de Ramos.

Papa condena ataque a igreja cristã copta no Egito

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O papa Francisco condenou hoje o atentado no interior de uma igreja cristã copta na cidade egípcia de Tanta, ao norte do Cairo, no qual morreram pelo menos 25 pessoas.

Francisco pediu que "[Deus] converta o coração das pessoas que semeiam o terror, a violência e a morte".

O papa também expressou as suas condolências às famílias das vítimas, aos feridos e aos egípcios, assegurando-lhes que estão nas suas orações, momentos antes de rezar o Angelus na praça de São Pedro, no Vaticano.

Francisco presidiu hoje a celebração litúrgica tradicional do Domingo de Ramos, dando início aos ritos da Semana Santa.

EUA enviam porta-aviões para a península coreana

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Os Estados Unidos ordenaram a mobilização de porta-aviões USS Carl Vinson para águas perto da Coreia do Norte, como resposta aos vários testes de mísseis de Pyongyang.

Fontes do Pentágono confirmaram hoje à CNN que o almirante Harry Harris, chefe do Comando do Pacífico, ordenou a mobilização do porta-aviões da classe Nimitz e de toda a sua frota de ataque para águas próximas da península coreana.

O Carl Vinson, sob controlo da Terceira Frota (Pacífico Oriental), suspendeu uma visita prevista à Austrália e vai voltar a dirigir-se a águas próximas da Coreia do Norte, donde já esteve destacado há cerca de um mês para participar em manobras militares anuais com a Coreia do Sul.

Fontes da Defesa asseguraram que o movimento é uma resposta às novas provocações do regime comunista da Coreia do Norte, que recentemente realizou um teste de um míssil de médio alcance e fez testes com motores de mísseis.

A mudança de rumo do Carl Vinson acontece depois de, esta semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter-se reunido com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, para discutir a necessidade de evitar novas provocações de Pyongyang, aliado de Pequim.

Detido jovem de 17 anos relacionado com explosivo encontrado Oslo

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Um jovem de 17 anos foi hoje detido na Noruega por ligações com o dispositivo explosivo encontrado perto de uma estação de metropolitano em Oslo no sábado, que foi desativado, anunciaram os serviços de segurança noruegueses.

Signe Aaling, procurador-chefe, e os serviços de segurança afirmaram que o jovem foi detido por suspeita de manipulação de explosivos.

O chefe dos serviços de segurança, Benedicte Bjornland, afirmou, por seu turno, que não está claro se o adolescente projetava um ataque com o dispositivo de fabrico caseiro.

O jovem não foi identificado, mas Bjornland disse que os serviços secretos aponta no sentido de estar relacionado com os dispositivo explosivo, entretanto desativado, noticiou a agência AP.

Os serviços secretos da Noruega anunciaram que foi aumentado "por um período de dois meses" o alerta de ameaça terrorista contra o reino.

 

 

Queda de balão de ar quente mata um turista e causa 20 feridos

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Um balão de ar quente caiu perto de um destino turístico no centro da Turquia, um acidente que matou um turista e feriu outros 20, divulgou hoje a agência estatal de notícias turca.

A agência Anadolu informa que vários balões de ar quente levantaram hoje voo da região turca de Capadócia para proporcionar aos turistas uma vista panorâmica da zona histórica, só que um deles embateu contra um cabo de alta tensão durante a descida e acabou por cair.

Ainda não existem informações sobre a identidade do turista que morreu e os feridos foram transportados para hospitais locais.

Capadócia é um destino turístico popular, conhecido pelas suas formações rochosas vulcânicas, cidades subterrâneas e igrejas esculpidas em montanhas.

Os acidentes com os balões de ar quente não são de agora. Em fevereiro, um turista dinamarquês também morreu na Capadócia, durante uma aterragem intensa de um balão de ar quente e em março 49 pessoas ficaram feridas quando três balões fizeram duras aterragens ao serem apanhados por fortes ventos.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 09.04.2017

 

ONU condena ataques "cobardes" contra igrejas no Egito

Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenaram o que consideraram ataques "cobardes" contra duas igrejas coptas no Egito este domingo, que fizeram, pelo menos, 43 mortos.

O Conselho apelou, através de um comunicado, à colaboração de todos os estados membros com o Governo do Egito, para que se levem perante a justiça os autores dos dois atentados, que foram entretanto reivindicados pelo grupo radical Estado Islâmico (EI).

Os 15 membros do Conselho "manifestaram a sua simpatia e apresentaram as condolências às famílias das vítimas e ao Governo egípcio, e desejaram o rápido restabelecimento dos feridos", de acordo com o texto, citado pela agência France Press.

"Os membros do Conselho de Segurança reafirmam que o terrorismo, sob todas as suas formas, constitui uma das ameaças mais sérias à paz e à segurança internacionais", indica ainda o comunicado.

Dois atentados à bomba reivindicados pelo EI visaram duas igrejas coptas, fazendo um deles, pelo menos, 27 mortos na cidade de Tanta, e o segundo, pelo menos, mais 16 mortos em Alexandria, a três semanas de uma visita prevista do Papa Francisco ao país.

   Camiãovoltaaserusadocomoarmadeterror

Pelo menos 105 pessoas já morreram na Europa, nos últimos nove meses, em atentados terroristas em que são usados veículos. Sexta-feira, quatro perderam a vida em Estocolmo, na Suécia.

É um ataque a toda a Europa, disse Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia. Um homem foi detido ao final do dia.

Foi ao início da tarde que um camião de distribuição de bebidas avançou sobre a multidão, numa via pedonal de Drottninggatan, no centro da capital sueca. Segundo os media daquele país, ouviram-se tiros também. A chacina deixou quatro mortos e quinze feridos. O dia 7 de abril ficará assim marcado a sangue, deixando os suecos perplexos e a Europa confrontada, uma outra vez, com a sua vulnerabilidade.

Ao JN, pouco depois do ataque, o sueco Anders Andersson, ex-jogador do Benfica, mostrou-se estarrecido. Num discurso nervoso, afirmou que tudo isto "é assustador". "É sempre assustador, aconteça aqui, na Alemanha ou noutro país. Mas a Alemanha é um país envolvido nas grandes decisões sobre o Mundo. Já a Suécia é um país pequenino e amigável", disse, em choque.

A mensagem talvez seja essa mesma: nenhum país da Europa está a salvo. "Um atentado é apenas uma questão de oportunidade", salientou ao JN o especialista em terrorismo e segurança José Manuel Anes. Por isto mesmo, são imperativas "ações concertadas entre todos os estados", sublinhou.

O presidente da Comissão Europeia veio mostrar o seu apoio à Suécia e sublinhar que "um ataque contra qualquer Estado-membro é um ataque contra nós todos". Por cá, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reforçou a ideia de que a União Europeia precisa de "uma posição comum perante o terrorismo", sem descurar os direitos humanos.

Recorde-se que a Suécia foi o quarto alvo europeu, nos últimos dez meses. A 14 de julho do ano passado, 84 pessoas morreram num ataque semelhante em Nice, no Dia Nacional de França; já perto do Natal, um outro teve lugar na Alemanha, em Berlim, matando mais 12. As diretrizes do autoproclamado Estado Islâmico estavam a ser cumpridas, num altura em que começava a perder terreno e poder económico. Recentemente, foi a vez de Londres. A 22 de março, um homem atirou o carro para cima de peões junto ao Parlamento, matando seis. Um era polícia.

Caça ao homem

As autoridades suecas responderam prontamente e, em pouco tempo, o metro foi parado, os comboios suprimidos, os autocarros deixaram de circular. Soube-se que o camião fora roubado e começou a caça ao homem.

A Polícia apelou aos cidadãos que estavam em casa para não saírem; e, mais tarde, para os outros, a Câmara de Estocolmo disponibilizou alojamento, caso não conseguissem usar os transportes para fazerem o regresso. Como as linhas telefónicas começaram a acusar saturação, foi pedido que se desse preferência à Internet.

Entretanto, todos os edifícios governamentais foram encerrados, a fotografia de um homem foi divulgada - percebendo-se depois que não era suspeito, mas alguém importante para a investigação - e, ao fim da tarde, um outro indivíduo foi detido.

As autoridades confirmaram depois que aquele poderia ter ligação ao ataque, mas não adiantaram mais. Segundo a jornal sueco "Aftonbladet", o homem terá assumido que era o responsável pelo atentado.

O rei Carlos Gustavo - em visita oficial ao Brasil - enviou uma mensagem de consternação e solidariedade para com as famílias das vítimas. E a Casa Real avançou que anteciparia o seu regresso.

Ao lado, a Finlândia e a Noruega reforçaram as medidas de segurança nos grandes centros urbanos e nos aeroportos. Os agentes noruegueses passarão a andar armados nas principais cidades, até novo aviso. Já a Finlândia optou por aumentar as patrulhas em Helsínquia.

Polícia investiga morte de portuguesa estrangulada no Reino Unido

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A polícia de Jersey, no Reino Unido, está a investigar a morte de uma portuguesa, muito "acarinhada" pela comunidade local.

Cerca de 40 agentes da polícia de Jersey trabalham na investigação da morte de Ana Maria Rebelo, uma portuguesa de 51 anos encontrada morta em St. Helier, na ilha de Jersey, no Canal da Mancha, ao largo de França, mas que faz parte do Reino Unido.

A polícia está a realizar investigações forenses e inquéritos porta-a-porta na área de Victoria Street, em Jersey, onde residia Ana.

"Apelo, uma vez mais, a quem tenha informação sobre os movimentos de Ana no passado fim de semana e na segunda-feira para nos contactar, uma vez que é crucial perceber o que fez nas últimas horas de vida", disse, em comunicado, o Inspetor Chefe Detetive Alison Fossey, da polícia de Jersey.

A polícia está a analisar imagens das câmaras de segurança e a trabalhar em colaboração com a comunidade portuguesa no Reino Unido, para tentar deslindar o crime.

Ana Rebelo foi encontrada morta na terça-feira. A polícia concluiu que foi estrangulada, uma vez que tinha marcas de "compressão sobre o pescoço".

Segundo o jornal "Jersey Evening Post", Ana Maria Rebelo tinha três filhos, maiores de idade. Era uma pessoa "generosa e comunicativa", conhecida da igreja católica local e muito conhecida na comunidade de St. Helier, que a homenageou.

O diácono da igreja de St. Helier, Nicholas France, anunciou que as orações da missa deste domingo seriam pela alma de Ana Maria Rebelo.

Deu à luz no avião com a ajuda da tripulação

 

A tripulação da Turkish Airlines teve de ajudar uma mulher a dar à luz a 42 mil pés, ou 12,800 metros, de altitude

Foi um parto inesperado, evidentemente, e as hospedeiras a bordo do Boeing 737 que voava da Guiné-Conacri para Istambul.

A mãe estava grávida de 28 semanas, quando, em pleno voo, sentiu as primeiras dores de parto. Segundo explica a companhia aérea da Turquia, a tripulação "respondeu prontamente para a ajudar" e a bebé nasceu pouco depois.

Segundo a BBC, a maioria das companhias aéreas autorizam que grávidas voem até às 36 semanas, mas exigem uma autorização médica a partir das 28 semanas.

Tanto a mãe como a bebé estão bem de saúde.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 09.04.2017

Angolanos e cubanos celebram Dia da Paz


9 de Abril, 2017

A importância da ajuda prestada por Cuba a Angola na conquista da independência nacional, da paz e na preservação da integridade territorial foi destacada terça-feira, em Havana, num acto comemorativo do 15º (décimo quinto) aniversário do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional em Angola.

Em declarações à imprensa, o cadete Adilson André Sabalo, estudante do 4º ano do Instituto Técnico Militar “José Marti” (ITM), declarou que falar de Angola sem mencionar Cuba “seria como esquecer a história, passar por cima de muitos feitos como a batalha do Cuito Cuanavale”. “Angola-15 Anos de Paz”, “Paz, Estabilidade e Desenvolvimento” foi o lema que norteou o programa da actividade organizada conjuntamente pela Embaixada de Angola e pelo colectivo de estudantes angolanos do ITM. O acto, em que participaram diplomatas angolanos e autoridades cubanas, entre as quais representantes dos mandos dos vários ramos das Forças Armadas Revolucionárias (FAR) e o chefe da direcção de instituições docentes do Ministério das Forças Armadas, coronel Carlos Rodriguez Izada, contou com uma exposição fotográfica que retrata vários momentos da história de Angola, a exibição de um vídeo sobre o desenvolvimento do país e de peças de teatro, dança, música e poesia.

 

Donald Trump testa confiança de Vladimir Putin

Altino Matos |
9 de Abril, 2017

Os comentários com pendor acusatório sobre a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais de Novembro do ano passado estão a ser considerados como a justificação mais provável do ataque dos Estados Unidos  a uma base área síria na quinta-feira.

Em resposta à utilização de substâncias químicas em operações militares.
Um grupo de críticos ligados ao Governo de Donald Trump, apesar de se mostrarem a favor da criação de uma “linha vermelha” na guerra da Síria, reprovaram o ataque e estão apreensivos com a possível decisão de Vladimir Putin, por os EUA agirem contra um aliado da Rússia e num contexto militar dominado pela força aérea russa.
O Presidente dos EUA precisava de despistar os especialistas que perseguem sinais que indicam o apoio da Rússia à sua vitória sobre a rival Hillary Clinton nas eleições de Novembro. Donald Trump sempre disse estar à vontade e afirmou que as acusações nunca seriam provadas e mostravam a ineficácia da CIA.
Os analistas consideram que o Presidente fica agora mais folgado com o ataque à base aérea síria de onde partiu o ataque de terça-feira que fez perto de 100 mortos e no local foi detectada a presença de gás sarim, altamente tóxico e proibido pelo tratado de armas não convencionais. O ataque dos EUA envolveu pelo menos 59 mísseis de cruzeiro na noite de quinta-feira contra uma base aérea síria próximo da cidade de Homs. Segundo a rede de televisão norte-americana NBC, citando fontes oficiais, dois navios de guerra dispararam mísseis Tomahawk a partir do Mar Mediterrâneo, tendo como alvo a base de Shayrat, no oeste da Síria.
Membros dos serviços de inteligência ocidentais, referidos pela imprensa internacional sob anonimato, classificaram o ataque “como um erro de cálculo, porque vai agravar o quadro da guerra, numa altura em que havia esperança de se chegar a um acordo político ainda este ano”.   O Comando do Exército da Síria classificou o ataque contra a base aérea de Shayrat como uma agressão e disse que com essa acção os EUA transformaram-se num parceiro perigoso dos terroristas. Um porta-voz afirmou que o ataque “faz dos EUA um parceiro do ‘Estado Islâmico’ (EI) e da Frente al Nusra (actual Frente de Conquista de Levante) que se desvinculou da Al Qaeda e ressaltou que se trata de uma acção ilegal e contrária ao direito internacional. Donald Trump nem sequer esperou por provas da utilização de armas químicas, ou se o gás estava armazenado em paióis dos rebeldes na cidade de Jan Shijun, como justificou a Rússia. Os especialistas acrescentaram que Donald Trump precisava de fazer a sua primeira demonstração de poder e acabar as dúvidas de que também é capaz de tomar decisões importantes e rápidas em contextos complexos, sempre que a situação o exigir. O Presidente ganhou a confiança dos seus colaboradores, mas provocou dúvidas quanto à operacionalidade militar dos EUA, sobretudo por defender uma aproximação à Rússia e à China no combate ao terrorismo.
O Presidente sempre reprovou a ideia de que Vladimir Putin era um “homem mau e o culpado da situação na Síria”. “Com esse ataque, Trump reposiciona os Estados Unidos no ângulo da Administração Obama e com um pendor muito mais perigoso, por passar das palavras ao ataque num tempo muito curto”, disse um dos especialistas ao comentar sobre as possibilidades da criação de um eixo contra os extremistas islâmicos.
O que Donald Trump fez na prática foi testar a confiança de Vladimir Putin, comentou um analista, pois “agora temos que esperar para ver como as coisas vão ficar e se os dois Presidentes ainda vão manifestar simpatia um pelo outro.”
A chegada ao poder nos EUA representava, até ao ataque de quinta-feira, um sinal do fim da guerra na Síria, com a disposição de Donald Trump em estabelecer uma parceria com Vladimir Putin, que foi sempre a favor da criação de uma estratégia a nível político e dos serviços de inteligência para terminar o conflito e diminuir os focos de tensão e os corredores de apoio ao terrorismo. Críticos ocidentais especulam que o Presidente dos EUA está a tentar criar um quadro de actuação na arena internacional, que seja fundamental para avançar com as suas políticas destinadas a manter a ordem no Mundo. “Temos que analisar friamente o ataque dos Estados Unidos à base síria, porque as informações, além de dispersas, levantam dúvidas da seriedade do ataque, que quase não significou nada perante o número de mísseis”, referiu um analista militar.         
Esta possibilidade fica mais clara na informação divulgada por Igor Konashenkov, representante oficial do Ministério da Defesa russo, que deu aconhecer que apenas 23 mísseis lançados pela Marinha norte-americana atingiram a base de Shayrat, oeste da Síria. Este ramo das Forças Armadas dos EUA é um dos mais poderosos do Mundo, com uma longa experiência em operações militares, não sendo fácil aceitar que alguns mísseis tenham falhado os alvos.   
O fundamental a reter é que o ataque foi feito no dia 7 de Abril, entre as 3h42 (hora da Síria), partir de contratorpedeiros da Marinha dos EUA nas águas do Mediterrâneo, na área da Ilha de Creta, com 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra a base aérea de Shayrat. 
O representante oficial do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, sublinhou que, em resultado do ataque, foi destruído um armazém de mercadorias, um edifício destinado à instrução, uma cantina e seis aviões de combate Mig-32, bem como a estação de radar.

 

 

Ministro britânico cancela ida à Rússia


9 de Abril, 2017

O ministro das Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, anunciou ontem o cancelamento da sua visita à Rússia, agendada para segunda-feira, devido à evolução dos acontecimentos na Síria, “que mudaram fundamentalmente a situação”.

 

“Minha prioridade agora é continuar o contacto com os Estados Unidos”, afirmou em comunicado, no qual “lamenta a defesa contínua ao regime (do Presidente sírio Bashar al) Assad por parte da Rússia, inclusive depois do ataque com armas químicas contra civis inocentes”. O Governo sírio rejeitou as acusações de uso de armas químicas num ataque a uma zona controlada por rebeldes. A Rússia, que apoia Damasco, na luta contra o Estado Islâmico, considera o episódio uma encenação para desviar as atenções das mortes de centenas de civis no Iraque.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 07.04.2017

 

Ataque aéreo dos EUA foi "flagrante agressão" e "ação premeditada", diz Síria

 07/04/2017 12:15:00

O ministério de Relações Exteriores da Síria afirmou que o ataque químico que matou dezenas de pessoas no país foi uma "ação premeditada para justificar o ataque dos Estados Unidos ao exército sírio".

O ministério descreveu o ataque aéreo norte-americano que atingiu a base síria de Shayrat, na província de Homs, uma "flagrante agressão".

De acordo com o comunicado do governo sírio, o real objetivo do ataque dos EUA é "enfraquecer o poder do exército do país, que luta contra grupos terroristas". Fonte: Associated Press.

EUA dizem que podem atacar mais, mas esperam que não seja necessário

 07/04/2017 14:33:00

A embaixadora dos Estados Unidos para a Organização das Nações Unidas, Nikki Haley, afirmou nesta sexta-feira que seu país está preparado para a eventualidade de mais ataques aéreos na Síria, "mas esperamos que isso não seja necessário". Haley discursou durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir o ataque da noite de ontem dos EUA contra uma base aérea controlada pelo regime sírio.

Haley defendeu a ação americana, dizendo que os EUA tinham "todas as justificativas" para realizar um ataque aéreo, dias após o regime da Síria realizar um ataque com armas químicas no país. A embaixadora americana disse que os EUA desejam, porém, uma solução política no caso.

A autoridade dos EUA afirmou que o Irã e a Rússia "têm responsabilidade pelas atrocidades na Síria". Segundo ela, o presidente sírio, Bashar al-Assad, fez o ataque químico sabendo que Moscou o apoiaria. Agora, Haley disse que "o mundo está esperando que a Rússia aja com responsabilidade" e reveja o apoio a Assad depois do ataque com arma química.

Papa pede consciência a responsáveis por "inaceitável" massacre na Síria

 06/04/2017 15:57:17

 

O papa Francisco apelou quarta-feira (5) à consciência de todos os que tenham "responsabilidade política" perante o último "inaceitável" massacre ocorrido na cidade de Khan Shijun, no norte da Síria, onde houve 72 mortos, sendo 20 crianças. O uso de armas químicas no ataque é considerado um dos mais graves episódios do conflito na Síria. 

 

"Assistimos horrorizados aos últimos episódios na Síria. Expresso minha firme reprovação pelo inaceitável massacre que aconteceu ontem na província de Idlib, onde foram assassinadas dezenas de pessoas inocentes, entre elas muitas crianças", afirmou Francisco, ao término da audiência geral na Praça de São Pedro.

 

As informações são da agência de notícias EFE. O papa disse que rezou pelas vítimas e seus parentes e apelou "às consciências de todos os que têm responsabilidade política em nível local e internacional” para o término desta tragédia e alivie a esta população há tanto tempo exausta pela guerra".

 

Também pediu que, "apesar da insegurança e dos problemas, que se esforcem por fazer chegar ajuda aos moradores da região". O papa Francisco se referia ao suposto ataque químico que aconteceu terça-feira na cidade de Khan Shijun e no qual morreram 72 pessoas, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

 

"Minha relação com Xi Jinping é excepcional", diz Trump

 07/04/2017 13:11:00

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está sendo "muito interessante" passar um tempo com o presidente da China, Xi Jinping e sua delegação.

Os dois líderes participam de reuniões sobre as relações entre os EUA e China na Flórida. "A relação que desenvolvi com o presidente Xi Jinping eu acho que é excepcional", afirmou Trump.

De acordo com autoridades, os presidentes deve discutir questões como a Coreia do Norte e comércio, entre outros tópicos. Segundo Trump, os dois líderes fizeram "grande progressos" durante um jantar na quinta-feira e ele acredita que mais progressos serão atingidos antes de Jinping ir embora, no fim desta sexta-feira. Fonte: Associated Press.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 07.04.2017

 

 

Após ataque, EUA anunciam novas sanções contra a Síria

Agência ANSA

Após atacar uma base aérea do governo de Bashar al-Assad, os Estados Unidos aplicarão nova sanções econômicas e políticas contra a Síria, informou o secretário norte-americano de Tesouro, Steven Mnuchin, em entrevista aos jornalistas.

EUA: Congresso apoia ataque à Síria, mas critica não ter sido consultado antes

 

Após o lançamento de mísseis pelos Estados Unidos contra a base militar síria em Shayrat, perto da cidade de Homus, apoiadores e críticos do governo de Donald Trump no Congresso se posicionaram sobre o ação "surpresa", efetuada na madrugada de hoje (7) no horário local sírio.  A maioria dos congressistas manifestou apoio. Entretanto, muitos criticaram o fato de que Trump não consultou o Congresso antes da iniciativa.

O senador republicano John McCain, um forte crítico da administração Trump, emitiu um comunicado conjunto, assinado também pela senadora Lindsey Graham, da Carolina do Norte. "Saudamos as habilidades e profissionalismo das Forças Armadas norte-americanas que realizaram os bombardeios na Síria", diz o texto, divulgado na noite desta quinta-feira (6).

O líder da minoria democrata no Congresso, Chuck Schumer, apoiou a decisão de Trump com relação ao ataque, mas pontuou que o parlamento deveria ter sido consultado antes de lançar os mísseis. "Sabemos que Bassar al-Assad [presidente da Síria] cometeu atrocidades[...], ele terá de pagar e agora é a hora certa de fazer isso", declarou.

O governo Trump justificou a ação independente, ressaltando a "emergência e a urgência de uma ação militar direta", após a acusação do uso de armas químicas pelo governo sírio na última terça-feira (4).

A senadora republicana  da Califórnia, Bárbara Lee chamou o bombardeio de "ato de guerra" em sua conta no Twitter e disse que o Congresso deve discutir a ação para um posicionamento sobre o tema.

Já o senador Bernie Sanders, ex-candidato presidencial e representante da ala mais progressista do partido Democrata, escreveu em sua conta no Facebook que Bassar al-Assad está no topo da lista dos "criminosos de guerra" devido ao uso de armas químicas contra civis no país. Ele disse que, embora a situação na Síria seja "inimaginável", os Estados Unidos como maior potência mundial têm a responsabilidade de explicar ao mundo e ao povo norte-americano quais os objetivos da escalada militar iniciada com os bombardeios.

"Precisamos saber como este ataque se encaixa no objetivo mais amplo de uma soluação política, que é a única maneira de acabar com esta guerra devastadora", afirmou Sanders.Ele lembrou também que a Constituição norte-americana exige que o presidente vá ao Congresso para pedir autorização para este tipo de ação.

O ex-presidente Barack Obama não se pronunciou sobre os ataques, bem como a ex-candidata democrata, Hillary Clinton.

Repercussão

Na mídia norte-america, os ataques foram criticados pelo fato de o Congresso não ter sido consultado, mas vários artigos e reportagens relativizaram a necessidade de consulta. O El País publicou um artigo em que destaca que Donald Trump sai como "vencedor" depois de sua primeira intervenção militar, que também é a primeira dos Estados Unidos diretamente contra o governo sírio desde o ínicio da guerra.

The Washington Post considerou o ataque, realizado em plena reunião bilateral com a China, um recado estratégico do governo Trump aos chineses, que não querem ceder à pressão norte-americana sobre outro tema que preocupa o país e o mundo: o programa de mísseis nucleares da Coreia do Norte. A China resiste ao pedido dos Estados Unidos de interromper a parceria com a Coreia do Norte para pressionar o país a interromper os planos nucleares. Por sua vez, a China também afirmou que não concorda com o ataque à Síria sem que a ONU tenha autorizado a ação.

A imprensa norte-americana também comentou a mudança de posicionamento de Donald Trump em relação ao tema. A CNN lembrou que, anteriormente, Trump era contrário a um ataque direto ao governo de Bashar al-Assad. A rede afirmou que a mudança na visão de Trump pode ter começado mesmo antes do ataque químico de terça-feira. Para alguns analistas, uma intervenção direta vinha sendo estudada há algum tempo pelo Pentágono e a Secretaria de Estado, sob o comando de Rex Tillerson.

Mas outros meios de comunicação não acreditam na hipótese de que o ato tenha sido premeditado. O USA Today ouviu funcionários (não identificados) que afirmaram que as imagens de civis, sobretudo crianças, teriam incomodado profundamente o presidente Trump e que isso o teria motivado a determinar o ataque.

New York Times disse que Trump atuou "no instinto" e assumiu um dos maiores riscos para a sua política externa. Entretanto, em sua análise, o jornal admite que se a intuição de Trump estiver certa, o efeito pode ser positivo para a popularidade do presidente, que em quase 80 dias de governo registra índices de aprovação inferiores a 40%.

 

 

Rússia põe fim a acordo com os Estados Unidos para evitar colisão na Síria

Agência ANSA

 

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou oficialmente ao Pentágono o fechamento da chamada "linha direta" para prevenir acidentes entre os aviões russos e norte-americanos na Síria a partir deste sábado (8). 

O comunicado foi feito pelo porta-voz do Ministério, general Igor Konashenkov. 

O acordo de notificação entre os dois países estava em vigor desde 2015, mas foi revogado após o ataque de Donald Trump contra a Síria nesta quinta-feira (6).

O presidente da Síria, Bashar al Assad, disse que o bombardeio dos Estados Unidos à base militar de Shayrat foi "imprudente" e "irresponsável", de acordo com fontes ligadas a sua equipe. O conselheiro político de Bashar al Assad, Buthayna Shaaban, afirmou que a Síria e seus aliados "responderão de maneira apropriada" ao bombardeio dos Estados Unidos contra a base militar de Shayrat.    

O bombardeio dos Estados Unidos à base militar síria de Shayrat deixou 15 pessoas mortas, de acordo com a agência estatal Sana. O balanço incluiria seis soldados e nove civis. De acordo com o veículo, os mísseis norte-americanos não atingiram apenas a base, mas também habitações nos vilarejos próximos. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo por "moderação". "Ciente dos riscos de uma escalada, apelo à moderação para evitar qualquer ato que possa piorar o sofrimento do povo sírio", comentou Guterres. 

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que, atacando a base militar síria, os Estados Unidos chegaram "a um passo de um confronto com a Rússia": "Os resíduos da névoa pré-eleitoral apareceram. Ninguém exagera o valor das promessas eleitorais, mas há um limite de decência além do qual a desconfiança é absoluta. O que é absolutamente triste para as nossas relações já absolutamente desgastados. E certamente é confortante para os terroristas".

Os Estados Unidos atacaram a Síria na noite desta quinta-feira (6), lançando pelo menos 50 mísseis em um intervalo de poucos minutos contra uma base aérea do regime de Bashar Al-Assad. Os disparos são dados publicamente como uma resposta ao ataque com armas químicas em Idlib.  

A emissora pública estatal da Síria classificou a ação como uma "agressão norte-americana", de acordo com a agência de notícias russa Sputnik. O Pentágono tinha destacado à agência de notícias russa que o ataque teria evitado postos de atuação de militares russos. 

Até o momento, os Estados Unidos realizavam ações na Síria contra o Estado Islâmico (EI) e por meio de bombardeios aéreos também no Iraque, com o apoio de uma coalizão internacional. 

Os disparos desta quinta-feira, porém, foram diretamente contra o regime sírio, e representam uma mudança na política externa dos EUA com o governo de Donald Trump, além de ser a ordem militar mais dura emitida pelo magnata desde que tomou posse.    

Os mísseis disparados são do tipo "Tomahawk", de médio alcance e invisíveis a radares, e partiram de dois navios norte-americanos no Mar Mediterrâneo.    

O republicano Trump não tinha anunciado nenhum ataque contra a Síria, apesar de seus comentários sobre a guerra civil local terem se intensificado nos últimos dias.  

Histórico 

A guerra civil na Síria começou há seis anos como um levante pacífico contra o governo de Assad e inspirado na Primavera Árabe. Sob a gestão de Barack Obama, os EUA apoiaram os rebeldes e pediram a saída de Assad do poder.   

O líder sírio recebeu apoio de outros países, como a Rússia, e conseguiu se manter.    

Na última terça-feira, um ataque químico contra uma região controlada por rebeldes matou ao menos 80 pessoas, entre elas 27 crianças. Em um pronunciamento, Trump disse que se tratava de "uma afronta à humanidade". 

Família real sueca se diz consternada por ataque em Estocolmo

Ataque deixou ao menos três mortos e vários feridos

Agência ANSA

 

A família real sueca recebeu com "consternação" a notícia do ataque que ocorreu no centro de Estocolmo nesta sexta-feira (7), deixando ao menos três mortos e diversos feridos Em breve declaração, o rei Carlos XVI Gustavo enviou condolências aos familiares e feridos. 

"Continuamos atentos à evolução" dos acontecimentos, cujo "contexto e seu alcance total são por enquanto desconhecidos", afirmou o rei.    

Além disso, o monarca ressaltou que os "pensamentos" da família real estão "com as vítimas e suas famílias".

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 07.04.2017

 

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Primeiro-ministro russo diz que a administração Trump arruinou as relações dos EUA com o seu país e diz que o bombardeamento reopresenta "boas notícias para os terroristas"

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, utilizou o Facebook para comentar o ataque dos EUA à Síria, que diz que arruinou as relações entre norte-americanos e russos, além de serem "boas notícias para os terroristas". E escreve preto no branco: "À beira de um conflito militar com a Rússia".

Medvedev refere que o "último nevoeiro das eleições [norte-americanas] levantou-se" e que ao invés de russos e norte-americanos combaterem o inimigo comum, o Estado Islâmico, os EUA escolheram lutar contra "o legítimo governo da Síria".

"É uma contradição relativamente à lei internacional e não tem a aprovação da ONU. Além disso viola os próprios métodos do país, porque o Congresso tem de ser notificado de qualquer ação militar", refere.

E acrescenta a referida frase: "À beira de um conflito militar com a Rússia".

Medvedev diz ainda que a atitude norte-americana é muito "triste" e que deixa as relações entre os dois países "completamente arruinadas".

"E isso são boas notícias para os terroristas", acrescenta.

"Mais uma coisa. Esta ação militar é uma identificação clara de que o Presidente dos EUA está dependente das opiniões do círculo de Washington, aquele que tanto criticou no seu discurso de tomada de posse. Pouco após a sua vitória, notei que tudo depende de quão cedo as promessas de Trump vão ser quebradas pela existente máquina do poder. Só demorou dois meses e meio", concluiu.

Rússia exige que EUA terminem "agressão" à Síria 


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Durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador russo pediu que se juntassem forças para combater a "ameaça terrorista"

Vladimir Safronkov, embaixador da Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas, disse aos EUA que devem parar qualquer ação militar contra o regime sírio de Bashar al-Assad.

"Pedimos aos EUA para pararem imediatamente a agressão e juntarmos forças para conseguir uma solução política na Síria, é trabalhar no combate contra a ameaça terrorista", diz.

O embaixador afirmou ainda que tem ainda ouvido "muitos insultos" relativamente ao uso do veto por parte dos russos no Conselho de Segurança. "Só usamos em circunstâncias nas quais vocês tentam impor os vossos projetos geopolíticos irresponsáveis", acrescentou.

De acordo com o The Guardian, Safronkov também chamou a atenção para os ataques aéreos que os EUA e os seus aliados realizaram em Mossul, Iraque, que mataram dezenas de civis. "Esta tragédia tem de ser conhecida, as pessoas têm de saber, porque nada foi dito sobre Mossul", disse.

Garantiu ainda que o facto de estar a alertar para Mossul não tem nada a ver com o facto de "querer tirar a atenção da Síria".

Guterrres pede moderação após bombardeamento dos EUA à Síria

 

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Secretário-geral das Nações Unidas relembrou o sofrimento do povo sírio

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou hoje à moderação depois do ataque norte-americano contra uma base militar síria, sublinhando que a solução para a Síria deve passar pela política e não pela guerra.

"Eu apelo à moderação para evitar todos os atos que acrescentem ainda mais o sofrimento do povo sírio", declarou Guterres num comunicado.

Para o secretário-geral da ONU, "não há outra via para colocar fim a este conflito a não ser uma solução política".

Os Estados Unidos lançaram na madrugada de hoje um ataque com 59 mísseis de cruzeiro contra a base aérea de Shayrat, de onde terão partido os aviões envolvidos no ataque com armas químicas que na terça-feira matou pelo menos 86 pessoas em Khan Sheikhun, no noroeste do país.

O bombardeamento de terça-feira foi assumido pelas autoridades sírias que, no entanto, negaram categoricamente ter usado armas químicas.

Na versão do regime de Bashar al-Assad, o ataque atingiu um depósito de armas químicas da Frente Al-Nosra, contrabandeadas para a província de Idleb a partir da fronteira com o Iraque e a Turquia, e que foram escondidas em zonas residenciais da zona.

Em resposta ao ataque de hoje, a Rússia já anunciou o reforço das defesas antiaéreas da base e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Morreu mulher que saltou da ponte para escapar a ataque terrorista

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Mulher romena que se atirou ao rio Tamisa quando o atacante atropelou um grupo de peões na ponte, não resistiu aos ferimentos.

Subiu para cinco o número de vítimas mortais do atentado de Westminster Bridge (Londres). Andreea Cristea, a mulher romena que se terá atirado ao rio Tamisa para não ser atropelada, morreu na sequência dos ferimentos sofridos durante a queda, confirmou esta sexta-feira a polícia britânica.

Andreea Cristea tinha sido resgatada das águas do rio depois do ataque levado a cabo por Khalid Masood. Em comunicado, a família de Cristea descreveu-a como "o raio de sol que para sempre brilhará nos nossos corações" e anunciou que vai doar para caridade o dinheiro angariado para a ajudar desde o dia do ataque.

No dia 22 de março, um homem atropelou várias pessoas na ponte de Londres, na tentativa de entrar no Parlamento. No imediato, quatro pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas. Entre os mortos está uma mulher que era casada com um português.

O ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico e o atacante, identificado como sendo Khalid Masood, foi abatido pela polícia. E, segundo a Scotland Yard, os serviços britânicos conseguiram anular 13 tentativas de atentado desde junho de 2013 no Reino Unido.

Tribunal obriga mãe vegana a vacinar os filhos

 

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Mulher queria que os filhos vivessem "sem toxinas"

Uma mãe foi obrigada por um dos mais altos tribunais britânicos, a vacinar os seus filhos, algo que não queria a fazer. A mulher, vegana, não queria que os filhos vivessem uma vida "com toxinas", mas o tribunal não ficou convencido com os seus argumentos.

Os veganos não utilizam nem consomem produtos derivados de animais.

"Lamento muito que a mãe veja a minha decisão como algo errado, mas o meu dever é claro", disse o juiz Mark Rogers, de acordo com o The Independent.

Assim, os dois rapazes, com dois e quatro anos, vão ser vacinados contra várias doenças incluindo a meningite, difteria, poliomielite e sarampo, entre outras.

A mãe, que só dá às crianças "produtos naturais", diz que o seu objetivo é que os corpos dos meninos "estejam livres de toxinas tanto quanto possível".

O filho mais velho já foi vacinado, mas a mãe argumenta que isso causou efeitos secundários, como eczema e tosse. Por outro lado, o pai das crianças diz que a mãe das crianças é "obsessiva, demasiado protetora e tem uma mente muito fechada". "Suspeita de toda a medicina convencional", acrescenta.

A mãe, cujo nome não foi revelado para proteger a identidade das crianças, disse ao tribunal que "sim, algumas vezes as vacinas funcionam, mas existe um grande risco".

"Ambos [os filhos] têm fortes sistemas imunitários para os protegerem das doenças", disse em tribunal a mãe, que não conseguiu que um médico comparecesse em tribunal para apoiar os seus argumentos.

"Não é natural ser injetado com elementos metálicos e, como vegana, vai contra as minhas crenças que os meus filhos sejam injetados com algo que foi feito a partir de células animais ou testado em animais", acrescentou.

O juiz Mark Rogers decidiu então que as crianças vão ser vacinadas, de acordo com os termos de uma lei de 1989, que permite ao tribunal sobrepor-se a decisões parentais para bem das crianças.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 07.04.2017

 

Detido autor confessou do ataque em Estocolmo

Um homem detido pelas autoridade suecas confessou ser o autor do ataque desta sexta-feira em Estocolmo, que resultou em, pelo menos, quatro mortes.

Depois de ter sido roubado a um camionista que fazia distribuição de bebidas, um camião percorreu a alta velocidade algumas ruas centro de Estocolmo, tendo atropelado várias pessoas no caminho, até embater com violência na fachada do centro comercial Âhléns, na Rua da Rainha, uma zona de circulação pedonal.

Testemunhas relatam que se viveram momentos de pânico, com centenas de pessoas a correr na direção oposta ao local onde o camião embateu. Ao final da tarde, a polícia confirmou que o ataque matou quatro pessoas.

"Virei-me e vi um camião grande a vir na minha direção. Guinava de um lado para o outro, mas não parecia descontrolado, estava a tentar acertar nas pessoas", contou à Reuters Glen Foran, uma turista australiana.

O caso está a ser tratado pela polícia como um ataque terrorista, ainda que não haja confirmação sem margem para dúvidas. O mesmo disse o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, que numa breve conferência de imprensa pouco depois do sucedido afirmou que tudo apontava para um atentado terrorista. "A Suécia foi atacada", resumiu.

Suspeito confessa envolvimento no ataque

Segundo relata a imprensa local, o camião de distribuição de cerveja foi roubado, pouco antes do ataque, quando fazia uma entrega num restaurante. A empresa proprietária do veículo, a Spendrups, afirma que o motorista saiu ileso do incidente, apesar de ter tentado resistir ao assaltante.

Depois de as autoridades terem divulgado, em conferência de imprensa, imagens de uma "pessoa de interesse" para a investigação, um suspeito foi detido. Segundo o jornal sueco "Aftonbladet", o homem terá confessado envolvimento no caso.

Citando fontes não identificadas, o jornal adianta que o homem tinha algumas escoriações. Desconhece-se se é o mesmo homem cuja imagem foi divulgada pela polícia.

Coreia do Norte reagirá de "forma impiedosa" à menor provocação dos EUA

Pyongyang vai reagir de "forma impiedosa" à mais pequena provocação dos Estados Unidos, afirmou quinta-feira o embaixador da Coreia do Norte na Rússia.

"O nosso exército já declarou: se houver a menor provocação dos Estados Unidos no âmbito dos exercícios [militares], estaremos prontos a levar a cabo o mais impiedoso dos golpes", afirmou, em Moscovo, Kim Hyong Jun, citado pela agência de notícias russa Interfax.

A Coreia do Sul e os Estados devem realizar a 13, 21 e 26 de abril exercícios militares conjuntos perto da fronteira entre as duas coreias, segundo o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, citado pela agência de notícias Yonhap.

Pyongyang considera que os exercícios realizados por Washington e Seul pretendem ser "um ensaio para uma operação que visa destruir a [sua] capital e tomar o poder" na Coreia do Norte, segundo o embaixador.

"Nós temos armas nucleares e outras armas modernas. Como já dissemos em várias ocasiões, nós estamos prontos e somos capazes de encarar todos os desafios da parte dos Estados Unidos", ameaçou o diplomata.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou na quarta-feira ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que os Estados Unidos vão reforçar as suas capacidades militares para responder à ameaça norte-coreana, segundo um comunicado da Casa Branca, no dia em que Pyongyang fez mais um teste com míssil.

Trata-se de uma "perigosa ação provocatória", afirmou o primeiro-ministro japonês após o seu encontro com Trump.

Rússia tira da "garagem" o maior submarino nuclear do mundo

O submarino nuclear da Guerra Fria Dmitry Donskoy, a única embarcação do género ainda em circulação, vai navegar pelo Mar Báltico até finais de julho.

O submarino russo Dmitry Donskoy, mais conhecido como Akula (tubarão em russo), faz parte da classe de embarcações Typhoon, que foram concebidas para o teatro de operações da Guerra Fria no início dos anos 80.

Com cerca de 172 metros de comprimento e com 200 armas nucleares a bordo, prontas a serem lançadas a qualquer momento, este é um dos submarinos mais imponentes do mundo.

O gigante soviético partirá da cidade costeira russa de Severodvinsk, no final deste mês, navegando pelo Mar Báltico até finais de julho, altura em que atracará em São Petersburgo, para um desfile militar anual, conta o jornal online norueguês "The Independent Barents Observer".

O submarino, que neste momento é utilizado pela marinha russa apenas para testar novos equipamentos militares, é movido a energia nuclear através de dois geradores de grandes dimensões e é o único, de um grupo de seis embarcações construídas na altura, que ainda está em funcionamento.

Esta é a primeira vez que um submarino nuclear desta envergadura vai navegar pelo Mar Báltico.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 07.04.2017

Novos petroleiros na frota angolana


7 de Abril, 2017

A Sonangol Shipping anunciou ontem, num comunicado, ter adquirido dois novos petroleiros, do tipo Suexmax, com capacidade para um milhão de barris de petróleo, o que aumenta para 12 o número de navios disponíveis na frota de transporte e comercialização de petróleo bruto.

Baptizados com os nomes de Sonangol Cazenga, em homenagem a um dos municípios históricos de Luanda, e Sonangol Maiombe,  que distingue a segunda mais importante área florestal do mundo, em Cabinda, os dois navios foram construídos pela empresa DSME, da Coreia do Sul, nos estaleiros de Okpo, e apresentam várias inovações e tecnologia de ponta que se reflectem no desenho original e no desempenho de navegação em alto mar.
Segundo o documento, estas características melhoram de forma significativa a eficiência das operações e colocam-nas em total respeito com as mais exigentes regulamentações ambientais do sector.
Para a presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Isabel dos Santos, “a aquisição destes dois novos petroleiros está alinhada com a visão da nova Sonangol expressa no rigor e selectividade dos investimentos. O Cazenga e o Maiombe vão permitir que Angola, através da Sonangol, participe de forma activa e lucrativa no mercado internacional de Shipping.” Acrescentou que a concretização destas aquisições à DSME confirma, igualmente, a excelência de relações entre a Sonangol e os seus parceiros internacionais, que permitiu a conclusão deste projecto dentro do prazo e com um custo menor do que o orçamentado.
O documento refere que os dois navios vão entrar em serviço de imediato - o Cazenga em Abril e o Maiombe em Maio - fazendo nas viagens inaugurais diversos transportes já fretados por empresas do Médio Oriente. Salienta ainda que a maioria dos tripulantes destes novos navios é de nacionalidade angolana, um facto que revela o compromisso da Sonangol de investir, de forma contínua e crescente, na formação técnica e tecnológica dos seus quadros, permitindo-lhes desempenhar funções profissionais no exigente mercado petrolífero, em qualquer parte do mundo. A cerimónia de entrega dos dois novos petroleiros, Cazenga e Maiombe, decorreu ontem na cidade sul-coreana de Okpo, na presença do embaixador de Angola, Albino Malungo, e de outros dignitários diplomáticos de Angola na Coreia do Sul, bem como de membros dos conselhos de Administração da DSME e da Sonangol.

 

Presidente sírio certo da vitória sobre todas as forças da rebelião


7 de Abril, 2017

O Presidente sírio reiterou ontem a sua convicção na vitória sobre toda a oposição que luta para derrubar o seu Governo e acusou os rebeldes de bombardearem Damasco enquanto decorriam conversações de paz em Astana, no Cazaquistão.

 

Bashar al-Assad, que deu uma entrevista ao jornal croata Večernji list, publicada ontem, acrescentou que não existe “nenhuma opção além da vitória.”
“Se não vencermos esta guerra, isso significa que a Síria será apagada do mapa”, afirmou Assad na entrevista, citado pela Reuters. “Sem confiança, não existirá nenhuma esperança. Em qualquer caso, não temos nenhuma opção além da vitória”, disse.
Bashar al-Assad acusou ainda toda a sua oposição de ter atacado as cidades de Damasco e de Hama, enquanto decorriam negociações na capital cazaque, reforçando assim a sua convicção de que é impossível chegar a qualquer acordo com os grupos armados que combatem contra o seu Governo.
Al-Assad reiterou também que não faz quaisquer distinções entre grupos que o combatem, apelidando de terroristas os rebeldes apoiados pela Turquia, pelos países do Golfo e os Estados Unidos, bem como os grupos rebeldes do Estado Islâmico e da Jabhat Fateh al-Sham, antigo ramo da Al-Qaeda na Síria. Ao que tudo indica, a entrevista foi feita antes de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que o Presidente sírio ultrapassou “todas as linhas”, depois do ataque com armas químicas da passada terça-feira, atribuído às forças governamentais. Este assunto, contudo, ficou fora da conversa de Bashar al-Assad com o jornal croata.
Entretanto, o ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Walid Muallem, reiterou ontem em Damasco que o Exército do seu país “não usou nem usará nunca” armas químicas. “O Exército Árabe da Síria não utilizou nem utilizará nunca armas químicas, nem sequer contra os terroristas que atacam o nosso povo”, disse Muallem numa conferência de imprensa. A Turquia anunciou que autópsias realizadas a vítimas do ataque comprovam a utilização destas armas por parte das forças governamentais. 
O último balanço aponta para 86 mortos. Já a Rússia, país que apoia Damasco no esforço de guerra contra os rebeldes, responsabiliza uma fuga de um depósito que fabricava armas químicas, controlado por grupos rebeldes, resultado de um bombardeamento da aviação síria. Moscovo garantiu na quarta-feira que a Força Aérea da Síria bombardeou na terça-feira, durante uma hora, um depósito de armas dos rebeldes que abrigava uma oficina para a produção de armas tóxicas destinadas ao Iraque. 
“Segundo o controlo do espaço aéreo, entre as 11h30 e 12h30 (hora local de terça-feira), a Força Aérea síria bombardeou na região de Jan Shijun um grande depósito de armas dos terroristas. Na área do depósito, encontrava-se uma oficina para a produção de minas com substâncias tóxicas”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, general Igor Konashenkov.
A Rússia negou ontem que a sua Força Aérea tivesse bombardeado a região e realizado este ataque contra os rebeldes, após uma denúncia do Observatório Sírio de Direitos Humanos onde afirma que 87 pessoas morreram no ataque químico. “Os aviões da Força Aeroespacial da Rússia não efectuaram nenhum ataque na região da cidade de Jan Shijun, na província de Idlib”, informou o Ministério da Defesa russo.
Órgãos de informação europeus, que citaram o Observatório Sírio de Direitos Humanos, informaram que aviões da Força Aérea russa ou síria atacaram com armas químicas as imediações da cidade, o que foi qualificado pelo Governo de Moscovo como “falsidades anti-russas.”
A guerra civil síria dura há seis anos. As forças governamentais têm reforçado as  suas posições na área ocidental do país, muito devido à decisiva ajuda da Rússia  e das milícias apoiadas pelo Irão.

 

Polícia russa desactiva bomba e prende criminosos


7 de Abril, 2017

A Polícia russa desactivou ontem uma bomba num apartamento de São Petersburgo, onde residiam os supostos cúmplices do terrorista suicida que na passada segunda-feira provocou a morte de 14 pessoas no metro da cidade após detonar um explosivo.

“A bomba foi desactivada e os criminosos detidos”, afirmou aos jornalistas o chefe do distrito onde está localizado o apartamento.
O Comité de Instrução (CI) da Rússia, autoridade que investiga o atentado, anunciou a detenção de várias pessoas que tiveram contactos com Akbarzhon Dzhalilov, suposto autor do atentado, nascido no Quirguistão, mas naturalizado russo.
“Foram identificados vários cidadãos de repúblicas centro-asiáticas que tinham contactos com Dzhalilov. Durante esta operação no apartamento onde eles viviam, foram encontrados objectos relevantes para a investigação”, explicou a porta-voz do CI, Svetlana Petrenko.
Uma fonte policial disse à “Interfax” que os detidos são três e que a bomba encontrada na casa é similar a que foi utilizada no atentado de segunda-feira. A Polícia fechou ontem uma estação de metro de São Petersburgo após prender um homem que levava uma antiga granada na bolsa. Agentes do esquadrão antibombas estiveram no local e “comprovaram que efectivamente se tratava de uma granada RG-42 da Segunda Guerra Mundial, mas que não levava TNT”, por isso não representava um perigo real, informou um porta-voz da Polícia.

 

 

Russos e franceses trocam informações


6 de Abril, 2017

Os líderes da Rússia, Alemanha e França concordaram, durante uma conferência ao telefone, em acelerar a criação de um protocolo de partilha de dados para ampliar o combate ao terrorismo.


Vladimir Putin, Angela Merkel e François Hollande voltaram a conversar sobre o procedimento após o atentado à bomba, na segunda-feira, no metro de São Petersburgo, segunda maior cidade russa. Pelo menos 14 pessoas morreram e 50 ficaram feridas.
As autoridades russas admitiram que o número de mortos pode aumentar, considerando os casos de feridos graves. 
O Kremlin informou entretanto que os três líderes debateram, ainda, a situação na Ucrânia e o cessar-fogo declarado no dia 1 de Abril. Uma fonte do Governo alemão disse que a chanceler Angela Merkel exortou o Presidente Vladimir Putin a usar a sua influência junto dos rebeldes para cumprirem o cessar-fogo que está em vigor.
A fonte acrescentou que os três estadistas concordaram em intensificar os contactos para tratar da questão ucraniana. O Presidente russo apelou os países ocidentais a criarem em conjunto com a Rússia um sistema de vigilância internacional capaz de identificar, classificar e acompanhar o movimento de pessoas ou grupos susceptíveis de praticarem ou promover acções de terrorismo em qualquer parte.  
Vladimir Putin nunca referiu aos seus interlocutores que nunca desistiu da ideia por ser a mais exacta dentro das possibilidades de controlo e movimento de pessoas e no combate ao terrorismo. Segundo uma fonte junto do Kremlin, o Presidente russo conseguiu que a chanceler alemã e o homólogo francês François Hollande avaliassem os riscos e assumissem o compromisso de engajar os seus sistemas de segurança na vigilância internacional, com uma capacidade técnica-operacional, que produza resultados e ajude os países a evitar ataques brutais contra as suas instituições e seu povo.       

Armas químicas  

A Rússia afirmou ontem que a Força Aérea da Síria bombardeou na terça-feira, durante uma hora, um depósito de armas dos rebeldes que abrigava uma oficina para a produção de armas tóxicas destinadas ao Iraque. “Segundo o controlo do espaço aéreo, ontem, entre as 11h30 e 12h30 (hora local), a Força Aérea síria bombardeou na região de Jan Shijun um grande depósito de armas dos terroristas. Na área do depósito encontrava-se uma oficina para a produção de minas com substâncias tóxicas”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, general Igor Konashenkov. “A partir deste enorme arsenal de armas químicas, os combatentes enviavam-nas para o Iraque. A sua utilização pelos rebeldes foi demonstrada tanto pelas organizações internacionais como pelo Governo sírio”, afirmou o general Igor Konashenkov.
A Rússia negou ontem que a sua Força Aérea tivesse bombardeado a região e realizado este ataque contra os rebeldes, após denúncia do Observatório Sírio de Direitos Humanos, onde afirma que 72 pessoas morreram no ataque químico. “Os aviões da Força Aeroespacial da Rússia não efectuaram nenhum ataque nesta região da cidade de Jan Shijun, na província de Idlib”, informou ontem o Ministério da Defesa russo. Órgãos de informação europeus, que citaram o Observatório Sírio de Direitos Humanos, informaram que aviões da Força Aérea russa ou síria atacaram com armas químicas as imediações da cidade, o que foi qualificado pelo Governo de Moscovo como “falsidades anti-russas”. 

Nações Unidas 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu ontem uma clara investigação para eliminar todas as dúvidas sobre a autoria do ataque químico na cidade de Jan Shijun, no norte da Síria, onde morreram 72 pessoas, entre as quais 20 menores.“Acredito que necessitamos uma investigação clara para eliminar todas as dúvidas e necessitamos que haja uma responsabilidade baseada nos resultados dessa investigação”, disse António Guterres, à chegada à conferência internacional sobre a Síria, em Bruxelas.
Segundo António Guterres, o ataque ocorrido na segunda-feira demonstra que, infelizmente, os crimes de guerra continuam na Síria e que a lei humanitária está a ser frequentemente violada.“Pedimos responsabilidades por estes crimes”, disse o secretário-geral, lembrando que o Conselho de Segurança da ONU avaliou a situação na Síria.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, disse que “não há dúvida sobre a responsabilidade do Governo sírio”. As autoridades sírias rejeitam a autoria do ataque e classificam as declarações dos líderes ocidentais como “falsas e provocatórias”.  
O uso de armas químicas está proibido pelo tratado que as veta e que a Síria assinou em 2013. Durante o conflito militar, já foram feitos vários ataques com armas químicas, mas ninguém assumiu a sua autoria.
“Há mortos, há feridos. É a razão pela qual não podemos fechar os olhos. Por isso, pedimos uma resolução do Conselho de Segurança. Espero que seja adoptada uma resolução de condenação e que peça a verdade e responsabilidades”, disse António Guterres.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, ressaltou a importância que a comunidade internacional tem para “pressionar as partes em conflito e os países que têm influência sobre elas”. “Os países com influência junto das partes no terreno devem assumir a necessidade fundamental de acabar com esta guerra na Síria”, afirmou António Guterres. O Conselho de Segurança da ONU tenta encontrar a melhor a solução para o conflito sírio.

 

 

 

Israelita morto na Palestina


7 de Abril, 2017

Um israelita morreu ontem e outro ficou ferido na sequência de um ataque com um carro conduzido por um palestiniano na Cisjordânia, território árabe ocupado pelo exército israelita, informaram as autoridades israelitas.

Depois do incidente, perto do colonato de Ofra, o condutor foi detido. Testemunhas disseram que o condutor, ao aproximar-se da paragem de autocarros, acelerou e avançou deliberadamente sobre as duas pessoas que se encontravam no local. Trata-se do primeiro israelita morto num ataque desde que quatro soldados  morreram em Jerusalém, em Janeiro.

 

 

Piloto bêbado foi condenado


7 de Abril, 2017

O piloto encontrado bêbado na cabine de um Boeing 737 que faria um voo do Canadá para o México na véspera do Ano Novo foi na segunda-feira condenado a 219 dias de prisão. Miroslav Gronych, 37 anos, declarou-se culpado de embriaguez,  enquanto ocupava o comando do avião.

 

Um funcionário do tribunal declarou à AFP que o piloto foi condenado a 219 dias de prisão e está proibido de pilotar durante um ano após cumprir a pena. O piloto eslovaco foi encontrado bêbado na manhã do dia 31 de Dezembro, antes de iniciar um voo da empresa aérea Sunwing entre a cidade canadiana  de Calgary e Cancun, no México, com 99 passageiros a bordo. Antes da descolagem, tripulantes do avião e pessoal de outra empresa aérea perceberam que o piloto se comportava de forma estranha e alertaram a Polícia.

Seis suspeitos de ligação com organizações terroristas são detidos na Rússia

 05/04/2017 08:42:00

Seis pessoas foram detidas por suspeitas de estarem ligadas ao terrorismo em São Petersburgo, na Rússia, informou o Comitê Investigativo, o órgão de investigação russa nesta quarta-feira.

De acordo com o órgão, os homens presos vieram das ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central. Os investigadores suspeitam que eles sejam recrutadores de homens para se juntar às organizações de grupos terroristas na Ásia Central, como o Estado Islâmico, Frente Nusra e outros grupos desde novembro de 2015.

Um homem-bomba detonou explosivos dentro de um trem em alta velocidade na segunda-feira, matando 14 pessoas e ferindo cerca de 50.

No entanto, os investigadores ainda não possuem evidência de conexão com o homem-bomba, que foi identificado como Akbarjon Djalilov, de 23 anos, que teria nascido na ex-república soviética e adquirido a nacionalidade russa.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse às autoridades de segurança regional que o ataque ao metrô destaca a ameaça de terrorismo não está sendo reduzida.

"Vemos que, infelizmente, a situação não está melhorando. Os recentes acontecimentos trágicos em São Petersburgo são a melhor confirmação disso", disse Putin

Os investigadores disseram ainda que estão procurando a casa do homem-bomba. Fonte: Associated Press

Mortes em ataque químico na Síria sobem para 72 e ONU fala em crime de guerra

 05/04/2017 09:40:00

O número de mortos em um suspeito ataque químico no norte da Síria subiu para 72 nesta quarta-feira, informaram ativistas, levando os sobreviventes a se esconderem em abrigos subterrâneos. O ataque foi um dos mais mortais realizados durante a guerra civil no país que já dura seis anos.

De acordo com um grupo de oposição síria, novos ataques aéreos atingiram a cidade de Khan Sheikhoun um dia após o ataque que a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, culpou o governo do presidente Bashar Assad, dizendo que seus patronos, como a Rússia e o Irã, possuem "grande responsabilidade moral" pelas mortes.

Os governos de Damasco e Moscou negaram estarem por trás do ataque. O Ministério de Defesa da Rússia, no entanto, disse mais tarde que os agentes tóxicos foram liberados quando um ataque aéreo sírio atingiu um arsenal rebelde.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que dos 72 mortos, 20 eram crianças e 17 mulheres.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) fará uma reunião de emergência nesta quarta-feira em resposta ao ataque.

"Os terríveis acontecimentos de ontem demonstram que, infelizmente, crimes de guerra estão acontecendo", disse a ONU. Fonte: Associated Press

Melenchon e Macron lideram debate de candidatos à presidência da França

 05/04/2017 07:17:00

No segundo debate de candidatos à presidência da França, realizado ontem, o esquerdista Jean-Luc Melenchon e Emmanuel Macron, que vem liderando as pesquisas de opinião, foram os mais convincentes, de acordo com sondagem da Elabe com 1.024 telespectadores.

Para 25% dos entrevistados, Melenchon foi o mais convincente dos 11 candidatos que participaram do debate de terça-feira. Macron ficou em segundo lugar, com 21% das preferências, seguido pelo conservador François Fillon (15%) e pela representante da extrema direita, Marine Le Pen (11%).

Levantamentos feitos após o primeiro debate, do qual participaram apenas os cinco principais candidatos, também mostraram que Melenchon e Macron tiveram o melhor desempenho.

O primeiro turno da eleição presidencial francesa está marcado para 23 de abril. Se houver necessidade de uma segunda votação, será em 7 de maio. Fonte: Dow Jones Newswires. jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 05.04.2017

 

Governo sírio acusa “terroristas” e Turquia por ataque químico no país

 

O regime do presidente sírio Bashar al Assad afirmou hoje (5) que o ataque com armas químicas ocorrido segunda-feira (3) na cidade de Khan Sheikhoun, no norte do país, no qual morreram pelo menos 72 pessoas, foi cometido por terroristas com ajuda da Turquia. As informações são da agência espanhola EFE.

"As organizações terroristas e aqueles que as apoiam cometeram isto para culpar o Estado sírio. O governo de Assad informou que grupos terroristas introduziram substâncias tóxicas no país a partir da Turquia para seu uso posterior", declarou à agência de notícias russa Interfax o embaixador sírio em Moscou, Riad Haddad.

Ele refutou as acusações de alguns países, com França e Reino Unido, que não demoraram em responsabilizar o regime de Assad pelo ataque. "A Síria nega categoricamente qualquer emprego de gases tóxicos, tanto no passado como no futuro, seja em Khan Sheikhoun ou em qualquer outra cidade do país”, destacou.

O exército sírio, acrescentou Haddad, "não tem armas químicas", já que "a Síria aderiu à Organização para a Proibição das Armas Químicas em 2013 e cumpriu com todas suas obrigações com a convenção para a proibição de armas químicas".

Rússia apoia

A Rússia garantiu hoje que segue apoiando o exército sírio, apesar das acusações contra o regime de Assad, e deixou entrever que vetará a resolução apresentada no Conselho de Segurança da ONU pela França e Reino Unido para punir o regime de Damasco.

"A Rússia e suas forças armadas continuam a operação de apoio às operações antiterroristas para a libertação do país conduzidas pelo exército da Síria", disse Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.Sobre a votação do Conselho de Segurança sobre o incidente ele assegurou que "a Rússia apresentará de maneira argumentada os dados que foram compilados por seu Ministério de Defesa".

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, general Igor Konashenkov, informou hoje que a aviação síria bombardeou ontem, durante uma hora, um depósito de armas dos insurgentes que abrigava uma oficina para a produção de armas "tóxicas" destinadas ao Iraque.

"Os combatentes enviavam ao Iraque armas deste enorme arsenal de armamento químico. Sua utilização pelos terroristas foi demonstrada tanto pelas organizações internacionais como pelo governo iraquiano", destacou.

Investigação

Desde o início da intervenção aérea russa na Síria, há mais de um ano e meio, Moscou nega todas as acusações de bombardeios indiscriminados contra a população civil do país.

Tanto as potências ocidentais como a China e a ONU pediram uma investigação objetiva do bombardeio, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Reino Unido acusaram Damasco pelo ataque químico, que a França qualificou de "crime de guerra".

Médicos Sem Fronteiras

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) confirmou nesta quarta-feira (5) que as vítimas do último ataque na Síria atendidas por seu pessoal apresentam sintomas compatíveis com a exposição a um agente neurotóxico, como o gás sarin.

A MSF explicou em comunicado que uma de suas equipes médicas está prestando apoio ao serviço de emergência do hospital Bab Al Hawa, na província de Idlib, onde aconteceu o ataque, e pôde confirmar os sintomas nos pacientes.

“Pelo menos oito dos feridos mostraram sintomas compatíveis com a exposição a um agente neurotóxico como o gás sarin ou compostos similares, que vão desde pupilas dilatadas e espasmos musculares até defecação involuntária”, segundo a MSF.

O ataque em Khan Sheikhoun, que foi fortemente condenado pela comunidade internacional, causou a morte de mais de 70 pessoas e deixou mais de 200 feridos, segundo os últimos dados levantados pelas Nações Unidas.

Dois agentes químicos

Os médicos da MSF que estão na região visitaram outros hospitais onde as vítimas do ataque estão recebendo tratamento e informaram que os pacientes exalavam cheiro de lixívia, o que sugere que teriam sido expostos a cloro.

"Estes relatórios apontam com firmeza a que as vítimas do ataque em Khan Sheikhoun foram expostas a, pelo menos, dois agentes químicos diferentes", segundo a ONG, que administra quatro centros de saúde no norte da Síria e dá suporte a outros 150.

Moscou rejeita resolução da ONU sobre Síria, diz porta-voz

Zakharova afirmou que rascunho que será debatido é 'inaceitável'

Agência ANSA

 

 A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o governo russo "rejeita de maneira categórica" o "inaceitável" rascunho proposto pelos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas.    

Os russos, que são aliados do governo de Bashar al-Assad, afirmam que o ataque químico realizado ontem em Idlib foi feito por rebeldes e não pelo Exército do presidente sírio. A posição é contrária a dos países ocidentais e será debatida ainda hoje em uma reunião do Conselho de Segurança.

Papa lamenta ataque químico na Síria e atentado na Rússia

Francisco se disse horrorizado pelos ataques,que deixaram mortos

Agência ANSA

O papa Francisco lamentou o ataque químico realizado na cidade de Khan Sheikhun, na Síria, que matou ao menos 72 pessoas, entre elas muitas crianças, nesta terça-feira (4) e o atentado ao sistema de metrô de São Petersburgo, na Rússia, que causou outras 14 mortes na última segunda-feira (3).

"Assistimos horrorizados aos últimos eventos na Síria", disse o Pontífice fazendo um apelo "à consciência de todos que têm responsabilidade política, a nível local e internacional, para que essa tragédia acabe e para que [seja possível] trazer alívio a aquela população que há muito sofre com a guerra".

O líder da Igreja Católica exprimiu sua "firme rejeição pela terrível tragédia que aconteceu ontem na província de Idlib, onde foram assassinadas dezenas de pessoas desamparadas, entre as quais tantas crianças". "Encorajo, além disso, os esforços de quem, mesmo na insegurança e na tragédia, se esforça para conseguir ajudar os habitantes daquela região", pediu Francisco.

Além disso, o religioso argentino também aproveitou e mandou seus pensamentos "ao grave atentado dos dias passados ao metrô de São Petersburgo, que provocou tantas vítimas e perdas na população". "Enquanto eu confio à misericórdia de Deus todos os que tragicamente morreram, exprimo a minha proximidade espiritual aos seus familiares e a todos que sofrem por causa deste dramático evento", concluiu o Papa.

 

Suíça diz ter bloqueado R$ 3 bi na investigação da Petrobras

MP da Suíça já devolveu mais de R$ 620 milhões às autoridades brasileiras

Agência ANSA

 

O Ministério Público da Suíça informou nesta quarta-feira (5) ter bloqueado mais de R$ 3 bilhões referente à série de investigações feitas por conta do escândalo da Petrobras. Desse montante, R$ 623 milhões já foram devolvidas para as autoridades brasileiras.

O relatório apresentado hoje mostra que as investigações, que iniciaram em 2014, já identificaram mais de mil contas com valores suspeitos ligados ao escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato.

O MP suíço ainda lembra no documento a "atenção especial" dada por eles para o caso envolvendo a corrupção na Odebrecht, também revelado pela Lava Jato, e da prisão ocorrida em fevereiro de 2016 do executivo da empresa Fernando Migliaccio, que ocorreu na cidade de Genebra.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 05.04.2017

 

 

Lorde Boswell: "Direitos dos portugueses serão garantidos"

 

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Garantia é do presidente da comissão de Assuntos Europeus da Câmara dos Lordes.

A saída do Reino Unido da União Europeia não vai afetar a relação com Portugal e os direitos dos portugueses vão ser garantidos, assegurou hoje em Lisboa o presidente da comissão de Assuntos Europeus da Câmara dos Lordes.

"Não estou aqui por acaso. Quarenta e cinco anos como membro da União Europeia não passam de um piscar de olhos nos 600 anos da relação entre o Reino Unido e Portugal", disse Lorde Boswell, ouvido hoje na comissão de Assuntos Europeus da Assembleia da República.

Boswell foi questionado por deputados de todos os partidos presentes na comissão sobre a necessidade de garantir os direitos dos portugueses a viver e trabalhar no Reino Unido.

Outro tema que suscitou questões dos deputados portugueses foi o dos chamados "crimes de ódio", perpetrados contra estrangeiros e que aumentaram desde a aprovação do 'Brexit' no referendo de 23 de junho de 2016.

"Enquanto comissão, pensamos que estes direitos têm de ser garantidos [...] Os portugueses, e os outros, não podem ser peões" na negociação, disse Boswell, que nas várias respostas sobre o assunto frisou a complexidade dessa tarefa mas também a certeza da necessidade de garantir esses direitos.

Sobre os crimes de ódio, Boswell disse-se convencido de que "há vontade genuína" das autoridades britânicas em punir estes crimes "de forma exemplar" de forma "a erradicar" este tipode violência.

 

 

Último balanço da explosão em Lamego: seis mortos e dois desaparecidos

 

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O corpo da sexta vítima mortal foi encontrado a 200 metros do local da explosão

O secretário de Estado da Administração Interna confirmou ao meio-dia desta quarta-feira que já foi encontrado o corpo de mais uma vítima mortal da explosão na fábrica de pirotecnia em Avões, Lamego. Nesta altura, o balanço é de seis mortos e dois desaparecidos, tendo sido alargado o perímetro de busca, ao início da tarde, de 800 para mil metros.

O corpo da sexta vítima mortal foi encontrado a 200 metros do local da explosão. "Foi uma explosão de dimensão incalculável", frisou Jorge Gomes.

"Vai ser aumentado novamente o perímetro de pesquisa, vamos passar para um diâmetro de mil metros. Neste momento, já estão a ser retirados explosivos da zona onde se deu o acidente para os operacionais poderem intervir e verem se, nos poucos escombros que existem, aparecem alguns indícios dos desaparecidos", informou Jorge Gomes.

De acordo com o governante, também o número de operacionais aumentou, passando para 90, apoiados por 32 veículos.

"Estamos a retirar escombros para retirar explosivos e há explosivos que ainda não explodiram e que vai ser necessário explodir. É uma operação de grande sensibilidade e dimensão", acrescentou.

Jorge Gomes reiterou ainda aos jornalistas que está a ser feita a identificação dos corpos, que pretende que aconteça "o mais rapidamente possível", para que depois sejam entregues à família" para poderem fazer o seu luto.

"[O processo de identificação dos corpos] vai levar tempo. Há muito fragmento de corpos espalhados e tudo isso leva o seu tempo, mas vamos continuar a trabalhar no grande desígnio que é para nós, neste momento, dar conforto às famílias, numa desgraça, que é receber o corpo do seu familiar", sustentou.

No local, estão elementos do Instituto de Medicina Legal do Porto e de Coimbra, para auxiliar na identificação das vítimas.

Familiares com apoio psicológico

Antes, o secretário de Estado da Administração Interna já tinha adiantado que as famílias das vítimas estão com "apoio psicológico permanente" e que, nesta altura, a prioridade das autoridades é "encontrar as oito pessoas que estavam no perímetro". "É isso que nos preocupa", frisou.

Questionado se ainda havia esperança de encontrar pessoas com vida, o secretário de Estado respondeu apenas: "não me atrevo a dizer isso". E acrescentou que "foi uma explosão fora do normal".

As explosões ocorreram cerca das 17:50 de terça-feira e deixaram destruída uma fábrica de pirotecnia em Avões, Lamego. Morreram seis pessoas e duas outras encontram-se desaparecidas.

Atacantes de moto disparam e fazem nove mortos em São Paulo

 

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Crimes ocorreram em locais que são pontos de tráfico de droga, informou a polícia

Nove pessoas morreram hoje e três ficaram feridas em duas chacinas ocorridas na madrugada de hoje em São Paulo, maior cidade do Brasil, segundo informações divulgadas pela polícia militar.

Num comunicado à imprensa, a Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo disse que está a investigar os dois casos e que os disparos que mataram as nove pessoas em duas regiões distintas da cidade partiram de ocupantes de motocicletas.

"O DHPP [Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa] investiga as duas ocorrências de homicídios múltiplos. Na primeira, seis pessoas morreram e outras três foram socorridas em hospitais da região. Já na ocorrência da zona sul, três pessoas morreram, uma ficou ferida e outra saiu ilesa", esclareceu o texto.

O órgão de segurança brasileiro disse ainda que a polícia está na rua a recolher provas que ajudem na identificação dos autores dos crimes.

Segundo informações do portal de notícias brasileiro G1, a polícia informou que os locais onde os crimes aconteceram são pontos de tráfico de droga, pelo que há a suspeita de disputa pelo controlo destes locais.

Adolescente admite em tribunal que conspirou para matar papa Francisco

 

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Jovem de 17 anos confessou ter recrutado um franco-atirador para disparar sobre o papa durante uma missa nos EUA, em setembro de 2015

Um jovem de 17 anos admitiu num tribunal federal em Nova Jersey, Estados Unidos, que conspirou para matar o papa Francisco durante a missa que este celebrou em Filadélfia, a 27 de setembro de 2015.

De acordo com as autoridades da cidade de Newark, Santos Colón, que poderá ser condenado a 15 anos de prisão, declarou-se culpado de tentativa de fornecer apoio ao terrorismo.

O jovem é acusado de tentar recrutar um franco-atirador para disparar sobre o papa e detonar explosivos durante a eucaristia, no Encontro Mundial de Famílias.

Colón, conhecido como Ahmad Shakoor, contactou um suposto franco-atirador, mas que era, na realidade, um agente do FBI.

O jovem foi detido 12 dias antes da missa realizada pelo papa Francisco, em Filadélfia, à qual assistiram milhares de pessoas.

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 05.04.2017

 

 

Jovem do Quirguistão identificado como o autor do atentado em São Petersburgo

Um bombista suicida do Quirguistão foi o responsável pelo atentado que provocou a morte a 14 pessoas no metropolitano de S. Petersburgo, disseram, esta terça-feira, fontes dos serviços de segurança de Bishkek.

"O bombista suicida do metropolitano de S. Petersburgo era o cidadão do Quirguistão Akbarjon Djalilov, nascido em 1995, disse à agência France Presse o porta-voz dos serviços de segurança de Bishkek, capital da antiga república soviética.

Uma bomba de fabrico artesanal explodiu na segunda-feira, no interior de um comboio entre duas estações de metropolitano, no centro de São Petersburgo, informou.

Na segunda-feira, a agência russa Interfax que citava o Comité Nacional Antiterrorista russo, adiantava que a bomba terá sido colocada no comboio por um bombista suicida.

Um segundo engenho explosivo foi detetado e neutralizado numa outra estação de metro, a algumas paragens da estação onde explodiu a bomba, noticiaram as agências noticiosas russas.

De acordo com um comunicado do Comité Nacional Antiterrorismo da Rússia (NAK), citado pelas agências russas, o engenho foi "encontrado e neutralizado na altura certa" na estação da Praça Vosstaniya.

 

Trump afasta Steve Bannon do Conselho de Segurança

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afastou esta quarta-feira Steve Bannon do cargo que ocupava como seu conselheiro e chefe de estratégia do Conselho Nacional de Segurança.

Trump reverte assim uma decisão recente e polémica que dava acesso a Bannon a todas as reuniões de alto nível.

O novo memorando sobre a composição do Conselho foi publicado esta quarta-feira e na lista não consta o nome do chefe de estratégia como membro do Comité Superior, o grupo de funcionários de altos cargos que se reúne para discutir as prioridades de segurança nacional.

Além disse reintegra numa posição permanente no Conselho de Segurança Nacional o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e o responsável pelas agências de serviços secretos, que tinham sido retirados.

 

F-16 despenhou-se perto de Washington

Um avião caça F-16 da Guarda Nacional Aérea dos EUA despenhou-se, esta quarta-feira de manhã, junto à Base Aérea de Andrews, nos arredores da cidade de Washington.

O piloto conseguiu ejetar-se do aparelho durante a operação de treino, revela a Base Aérea de Andrews, onde o avião estava baseado. Sofreu ferimentos ligeiros.

 

Mulher enforcou a filha de 18 meses e suicidou-se

Uma mulher de 34 anos enforcou a filha de 18 meses e depois suicidou-se, na última terça-feira à tarde, na ilha de Maiorca, Espanha.

Segundo a Guardia Civil, citada pelo jornal espanhol "El Pais", tudo terá acontecido na sequência de uma discussão conjugal. Marido e mulher terão discutido na última terça-feira na casa do casal, no município de Llucmajor, o que levou o pai da criança a sair da residência de ambos.

Quando o homem regressou, não encontrou mulher e filha e não a conseguiu contactar através de amigos ou familiares. Já esta quarta-feira de manhã, encontrou os corpos da filha de 18 meses e da mulher enforcados no estábulo da quinta onde residiam.

Segundo as autoridades, não há indícios do envolvimento de terceiros nas mortes e não há registo de queixas de violência doméstica no casal.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 05.04.2017

Escudos humanos usados em Mossul


5 de Abril, 2017

A BBC teve acesso às missões de helicóptero do exército iraquiano contra combatentes do Estado Islâmico em Mossul, no norte do Iraque.

A repórter Nafiseh Kouhnavard testemunhou a utilização de civis como escudos humanos, para assim dissuadirem as forças iraquianas de dispararem. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 307 civis foram mortos e 273 feridos, no oeste de Mossul, entre os dias 17 de Fevereiro e 22 de Março. No vídeo da jornalista Nafiseh Kouhnavard ouvem-se comunicações que demonstram que um homem armado se encontra junto a uma mulher e uma criança, impedindo assim o helicóptero de disparar facilmente sobre o alvo.

 

 

Tribos do sul assinam acordo de paz


5 de Abril, 2017

Tribos do sul da Líbia assinaram em Roma um acordo de paz que prevê um reforço no controlo dos 5 mil quilómetros de fronteira no sul do país, onde actuam, principalmente, redes de tráfico de migrantes, confirmou no domingo o Ministério italiano do Interior.

O ministro do Interior, órgão em cuja sede foi alcançado o acordo, confirmou à agência de notícias France Press informações divulgadas ontem pela imprensa italiana, referindo-se a um acordo de 12 pontos, concluído após uma sessão de 72 horas de negociações secretas, iniciadas na semana passada, em Roma.
“Garantir a segurança da fronteira no sul da Líbia significa garantir a segurança da fronteira sul da Europa”, afirmou Marco Minniti, que acrescentou que o novo dispositivo de controlo na fronteira do sul, cujo efectivo ainda não foi definido, vai complementar a acção dos seguranças no norte para interceptar os traficantes.
O governante italiano acrescentou que negociaram em Roma 60 chefes de clãs e um representante do Governo líbio de União Nacional, baseado em Tripoli e apoiado pela OTAN e as potências ocidentais. 
No comunicado final do encontro, citado pelo jornal “Corriere della Sera”, é referido que a iniciativa de mediação italiana se destina a combater “uma economia baseada no tráfico ilegal que gera centenas de mortes no mar Mediterrâneo, milhares de desesperados em busca de uma vida melhor, um impulso populista (na Europa) e a ameaça rebelde no deserto.” Entretanto, numa altura em que as tribos do sul assinavam o acordo, a Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (Unsmil) revelava num relatório que 24 civis morreram e quatro ficaram feridos entre 1 e 31 de Março na Líbia, vítimas do novo ciclo de hostilidades no país.
As vítimas compreendem nove homens mortos e três feridos, seis mulheres mortas e uma ferida e três crianças falecidas, refere o documento, que precisa que o género de dois outros civis adultos mortos continua desconhecido.
A maioria das vítimas civis foram causadas por disparos de armas de fogo (11 mortos, dois feridos), precisa o documento e acrescenta que outras causas foram os ataques aéreos (quatro mortos, um ferido), os bombardeamentos (três mortos), enquanto dois civis morreram  no despenhamento de um avião militar e um outro ficou ferido numa explosão. Geograficamente, a Unsmil documentou oito mortos e dois feridos em Benghazi, cinco mortos em Tripoli, três mortos em Ras Lanouf, um morto e um ferido em Zawiya, dois mortos em Tobruk, um morto em Sebha e um ferido em Nofliya. As vítimas eram líbias, excepto um nigeriano morto num fogo cruzado entre grupos armados em Sebha, no sul do país.
Desde a queda de Muamar Khadafi, em 2011, a Líbia vive um clima de incerteza devido à crise política profunda e à insegurança naquele país. 
O sul é o cenário de uma luta entre comunidades e clãs pelo controlo das estradas que passam pelas fronteiras, pelas quais circulam produtos manufacturados, mantimentos e gado, mas também migrantes, tabaco, drogas e armas.

 

 

Morreu Ikutaro Kakehashi


5 de Abril, 2017

O engenheiro japonês Ikutaro Kakehashi, criador da caixa de ritmos TR-808, morreu segunda-feira aos 87 anos, deixando de luto o mundo da música.

 

Entre outros instrumentos electrónicos, Kakehashi foi o criador da TR-808, a primeira caixa de ritmos usada por muitos artistas, de Kanye West a Marvin Gaye, passando pelo início de "I Wanna Dance with Somebody". Kakehashi fundou nos anos 60 a companhia Ace Tone, antes de ficar à frente da Roland e foi ontem lembrado por vários músicos, através das redes sociais. "Um homem que mudou a música", disse Marc Almond, dos Soft Cell.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 30.03.2017

 

Suprema Corte da Venezuela assume as funções da Assembleia Nacional

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/03/2017 14:22:00

A Suprema Corte da Venezuela anunciou na noite de ontem que assumiu todos os poderes do Congresso do país, de maioria oposicionista, gerando críticas por parte de advogados e ativistas políticos.

"A decisão significa um ponto sem volta para a ditadura", afirmou em comunicado o vice-presidente da Assembleia Nacional, Freddy Guevara.

A Suprema Corte, composta por aliados do presidente Nicolás Maduro, afirmou em uma decisão que o Congresso desacatou a Justiça ao receber três parlamentares do Estado do Amazona que foram acusados de fraude eleitoral. No comunicado, o Judiciário afirmou que tomou posse de todas as "capacidades parlamentares" até que o conflito seja resolvido.

A decisão retira do Congresso venezuelano seus últimos poderes, efetivamente dissolvendo-o, afirmou Rocio San Miguel, advogado de direitos humanos da entidade Citizens' Control.

A decisão chega um dia após a Organização de Estados Americanos (OEA) criticar a Venezuela por adiar eleições e manter presos políticos. O órgão votou por buscar uma solução diplomática para a crise econômica e política do país, que se aprofunda. Maduro, por sua vez, acusa a OEA de planejar um golpe contra seu governo. Fonte: Dow Jones Newswires.

Ex-presidente da Coreia do Sul participa de audiência que pode levá-la à prisão

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 30/03/2017 13:26:00

A presidente deposta da Coreia do Sul, Park Geun-hye, saiu visivelmente cansada nesta quinta-feira após uma audiência de quase nove horas com o juiz que vai decidir, talvez já amanhã, se ela deve ser presa pelas denúncias de corrupção que já a tiraram do cargo.

Park não respondeu às perguntas ao entrar na Corte para a audiência. Mesmo que o juiz recuse o pedido de prisão, os promotores ainda podem investigá-la e condená-la.

Caso o pedido de prisão seja aprovado, Park pode ficar detida por até 20 dias antes de que a sentença formal seja anunciada.

Promotores acusam Park de conluio com sua amiga para extorquir grandes empresários, receber propinas de empresas e outros crimes. As alegações levaram milhões de norte-coreanos às ruas para protestar contra a presidente, durante semanas a fio, até que a Suprema Corte decidiu tirá-la do cargo, em 10 de março. Os poderes de Park já haviam sido suspensos em dezembro, quando o Parlamento votou pelo impeachment.Fonte: Associated Press.

 

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 30.03.2017

 

Em seis anos de guerra, número de refugiados sírios supera os 5 milhões

 

O número de pessoas que fugiram da guerra na Síria ultrapassou a marca de cinco milhões, informou nesta quinta-feira (30) em Genebra o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Filippo Grandi.

O número de refugiados registrados, principalmente na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito, chega a 5,018 milhões. Cerca de 400 mil pessoas foram mortas até agora durante a guerra, que começou há seis anos na Síria.

"Quando o número de mulheres, homens e crianças em fuga de seis anos de guerra na Síria passa da marca de 5 milhões, a comunidade internacional precisa fazer mais para ajudá-los", diz um comunicado da Acnur.

Filippo Grandi pediu à comunidade internacional mais ajuda aos refugiados, lembrando que um ano após a decisão de criar 500 mil lugares para o reassentamento de refugiados, apenas metade da meta foi cumprida.

"Se quisermos atingir os nossos objectivos, precisamos intensificar os nossos esforços em 2017", disse Grandi.

Zaatari

Na terça-feira (28), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu à comunidade internacional que reforcem seu apoio aos refugiados sírios e aos países que os abrigam alertando que, caso contrário, a segurança global estará em risco.

Guterres, que foi chefe do Acnur de 2005 a 2015, falou com a imprensa durante uma visita ao campo de Zaatari, localizado ao Norte da Jordânia. O campo é o maior da região e, atualmente, abriga cerca de 80 mil refugiados sírios.

“Vocês podem imaginar o quanto é difícil e triste para mim, depois de trabalhar como Alto Comissário da ONU para Refugiados por dez anos, perceber que ainda hoje o campo de Zaatari tenha tantos refugiados sírios, e que os conflitos continuam acontecendo no país. Isso é terrível” disse Guterres.

*Com informações da Agência DPA e da Acnur

'The Guardian': Suspeitos de planejar ataque em Veneza foram presos

Polícia italiana detém kosovares simpatizantes do "Estado Islâmico"

Jornal do Brasil

 

Matéria publicada nesta quinta-feira (30) pelo jornal britânico The Guardian conta que a polícia italiana prendeu nesta manhã três kosovares simpatizantes da organização terrorista "Estado Islâmico" (EI), sob suspeita de operarem uma célula jihadista com planos de realizar ataques em Veneza e de viajar à Síria para se juntarem aos combatentes extremistas.

Segundo a reportagem os detidos são Fisnik Bekaj, de 24 anos, morador da província de Treviso; Dale Haziraj, de 25 anos, e Arjan Babaj, de 27 anos, ambos residentes em Veneza. Todos eles têm permissão de residência válida e trabalhavam como garçons em um restaurante da cidade. Além dos três supostos jihadistas, um menor de idade foi detido por supostamente fazer parte do grupo, que vinha sendo investigado há meses.

 

Irã reabre mercado para carne brasileira

Órgãos iranianos de controle sanitário pediram uma série de explicações ao país

Jornal do Brasil

O Brasil vai voltar a fornecer carne para o Irã. O fornecimento tinha sido suspenso, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas será retomado após as explicações dadas pelo governo brasileiro ao Irã. Em nota à imprensa, o Ministério da Agricultura explicou que órgãos iranianos de controle sanitário pediram uma série de explicações aos técnicos do ministério antes de reabrir o mercado para a carne brasileira. 

“Estas explicações foram encaminhadas hoje [quarta-feira] e consideradas satisfatórias pelo governo do Irã. Em seguida, o governo do Irã reabriu o mercado e voltou a importar carne brasileira”, disse o ministério na nota.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (29), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, comentou que médicos veterinários do Irã acompanham o processo de produção da carne exportada para o país, por conta de questões alimentares relacionadas aos muçulmanos. Ele alegou ainda que o não teria ocorrido uma suspensão oficial por parte do Irã, como fizeram outros países, mas, sim, uma paralisação da produção de frigoríficos. 

“Tecnicamente, estávamos fora do mercado deles. As conversas que tivemos foi no sentido de esclarecer os problemas para que o mercado volte a funcionar a partir do recebimento da nossa comunicação oficial”, justificou Maggi.

Da 'Agência Brasil'

 

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 30.03.2017

 

Portugal fecha as fronteiras para visita do Papa

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Entre os dias 10 e 14 de maio, o controlo fronteiriço vai ser reposto

As fronteiras nacionais vão voltar a estar fechadas entre os dias 10 e 14 de maio, por ocasião da visita do papa Francisco, confirmou à agência Lusa fonte do Governo.

A decisão foi aprovada hoje em Conselho de Ministros, depois de ter sido solicitada pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, segundo o Expresso.

O controlo fronteiriço entrará em vigor às 00:00 do dia 10 e terminará às 00:00 do dia 14, apesar de o Papa Francisco só estar em Portugal entre as 16:20 de dia 12 e as 15:00 do dia seguinte.

O controlo nas fronteiras será maior nos dias em que o chefe da Igreja Católica está em Portugal.

Durante o Euro 2004 e na cimeira da Nato em Lisboa, em 2010, também houve um encerramento temporário das fronteiras.

 

Ex-presidente do parlamento do Brasil condenado a 15 anos de prisão 

 

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O antigo presidente da câmara baixa (parlamento) do Brasil, Eduardo Cunha, que desempenhou uma função crucial na controversa destituição da ex-Presidente Dilma Rousseff, foi hoje condenado a 15 anos de prisão por corrupção

A decisão do juiz anticorrupção Sérgio Moro foi anunciada pelo procurador de Curitiba (sul), no âmbito de um vasto inquérito sobre a rede de pagamentos ilícitos que envolvem o gigante petrolífero Petrobras.

Eduardo Cunha, membro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), formação a que pertence o atual Presidente da República, Michel Temer, que sucedeu no final de agosto a Dilma Rousseff, foi detido em outubro de 2016.

Cunha, todo-poderoso até há poucos meses, foi suspenso a 05 de maio das suas funções pelo Supremo Tribunal Federal

Este deputado evangélico ultraconservador, de 58 anos, foi acusado de "mentir" aos seus pares, após negar possuir contas bancárias na Suíça, alimentadas por milhões de reais correspondentes a subornos pagos à margem dos contratos da Petrobras no estrangeiro, segundo indicaram os investigadores.

Personagem extremamente influente, e que federou os setores mais conservadores do parlamento, Cunha representava a "ala dura" do PMDB.

 

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Malásia entrega corpo do meio-irmão de Kim Jong-un à Coreia do Norte

 

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Kim Jong-nam foi morto no mês passado no aeroporto de Kuala Lumpur, com um gás letal

O primeiro-ministro da Malásia anunciou esta quinta-feira que vai libertar o corpo de Kim Jong-nan, o meio irmão de Kim Jong-un - líder do regime norte-coreano - que foi assassinado em Kuala Lumpur, para o entregar à Coreia do Norte.

O homicídio levou a uma disputa entre a Malásia e a Coreia do Norte, que parece agora ter ficado sanada: segundo Najib Razak, o primeiro-ministro malaio, os nove cidadãos naturais da Malásia que tinham sido impedidos de sair da Coreia do Norte vão poder regressar a casa, e os norte-coreanos retidos na Malásia poderão fazer o mesmo.

Num comunicado, o primeiro-ministro malaio, Najib Razak, adiantou que vão regressar ao seu país os nove cidadãos da Malásia retidos pelas autoridades norte-coreanas em Pyongyang desde o início da querela diplomática sobre a morte de Kim Jong-nam.

"(...) Após a conclusão da autópsia do morto e o recebimento de uma carta da sua família pedindo que os restos fossem devolvidos à Coreia do Norte, o médico legista aprovou a libertação do corpo", lê-se no comunicado.

A morte de Kim Jong-nam desencadeou uma disputa diplomática entre a Malásia e a Coreia do Norte.

Pyongyang contestou a afirmação das autoridades malaias de que a vítima de homicídio por envenenamento com o agente nervoso VX no aeroporto de Kuala Lumpur realizado por duas mulheres no passado dia 13 de fevereiro era o meio-irmão do líder coreano Kim Jong-nam, insistindo tratar-se do cidadão Kim Chol, cuja morte se deveria a um ataque cardíaco.

A Coreia do Norte acusou ainda as autoridades malaias de conspirarem contra o país, juntamente com a Coreia do Sul e com os Estados Unidos.

Kim Jong-nam nasceu em 1971 da relação entre o antigo líder norte-coreano Kim Jong-il e a atriz Song Hye-rim. Chegou a ser considerado como o melhor posicionado para suceder ao pai, mas caiu em desgraça em 2001, depois de ser detido no Japão com um passaporte dominicano.

Nos últimos anos viveu exilado na China e em 2012 atraiu as atenções pelas suas críticas a Pyongyang e ao sistema de sucessão do poder norte-coreano.

 

Helicóptero cai e mata cinco pessoas

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Aparelho caiu numa zona de difícil acesso

Um helicóptero privado despenhou-se numa zona montanhosa do País de Gales, no Reino Unido, provocando a morte de cinco pessoas, indicaram hoje as equipas de resgate envolvidas no terreno numa operação de busca com contornos difíceis.

As autoridades encontraram os destroços do helicóptero, um aparelho modelo Twin Squirrel, de propriedade privada, numa zona do parque nacional de Snowdonia (noroeste do País de Gales). O aparelho teria como destino a capital irlandesa, Dublin.

Os trabalhos para recuperar os corpos das vítimas foram iniciados, mas a polícia local realçou que o local é "um terreno muito difícil e desafiante".

"As condições locais foram descritas como atrozes, com uma visibilidade inferior a 10 metros em alguns lugares", disse Gareth Evans, da polícia de North Wales.

"O local onde o aparelho foi localizado é remoto e, em algumas zonas, perigoso", reforçou.

O responsável policial afirmou que não serão dadas informações sobre as pessoas que estavam a bordo do helicóptero até que os corpos das vítimas sejam identificados formalmente, adiantando, no entanto, que as famílias das vítimas estão a receber apoio, nomeadamente psicológico.

Gareth Evans indicou que a investigação do acidente vai prosseguir no local e pediu às pessoas para não visitarem a zona, um conhecido ponto turístico do País de Gales, de forma a facilitar o trabalho das autoridades.

O modelo Twin Squirrel é um helicóptero dotado de dois motores conhecido pela durabilidade e pela baixa manutenção.

Lançado em meados da década de 1970, este modelo de helicóptero é usado para fins civis e militares.

Copiloto de um voo da American Airlines morreu durante a aterragem

 

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Comandante declarou emergência médica a bordo quando faltavam cerca de três quilómetros para tocar na pista

O copiloto de um voo da companhia aérea norte-americana American Airlnes morreu na quarta-feira durante a aterragem em Albuquerque, no Estado do Novo México, avança a CNN.

Segundo a estação, o voo 1353, que descolara de Dallas com destino a Albuquerque, estava a pouco mais de três quilómetros da pista quando o comandante declarou uma emergência médica a abordo, explicou um porta-voz da Administração Federal de Aviação dos EUA.

A aeronave, um Boeing 737-800, acabou por aterrar sem quaisquer problemas e os serviços de emergência esperavam já a tripulação em terra. Segundo uma fonte citada pela CNN, os socorristas tentaram reanimar o copiloto, identificado como William "Mike" Grubbs, durante 40 minutos antes de declarar o óbito.

A aterragem de um Boeing pode ser feita apenas por uma pessoa de forma segura, ainda que o membro da tripulação que desempenhe todas as tarefas sozinho fique sujeito a maior stress e carga de trabalho.

Em comunicado, a American Airlines já frisou que lamenta profundamente a morte de Grubbs. Episódios como este, em que um dos membros da tripulação de um avião fica incapacitado e impedido de manejar os comandos, são extremamente raros. Mas, em 2015, um comandante da American Airlines de 57 anos morreu também durante um voo, entre Phoenix e Boston. O avião acabou por ser desviado para Nova Iorque. 

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jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 30.03.2017

 

Turquia e EUA vão reforçar cooperação contra o terrorismo

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou, esta quinta-feira, após um encontro com o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Rex Tillerson, que os dois países "vão reforçar a colaboração", especialmente no combate ao terrorismo.

Tillerson chegou, esta quinta-feira, de madrugada a Ancara, tendo-se reunido com o primeiro-ministro, Binali Yildrim, com Erdogan, e com o homólogo, Mevlut Cavusoglu.

Segundo a televisão turca NTV, que citou fontes da presidência, Erdogan sublinhou na reunião com Tillerson "a determinação" da Turquia a continuar a luta antiterrorista e a importância de o fazer com "os protagonistas corretos e legais".

A expressão é uma aparente referência à Síria, onde os Estados Unidos apoiam as milícias curdas Unidade de Proteção Popular (YPG), uma organização que a Turquia considera terrorista.

A questão dificulta a cooperação entre Washington e Ancara, aliados na luta contra o grupo extremista Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

 

Astronautas perdem peça da estação espacial numa saída orbital

Astronautas perderam, esta quinta-feira, uma peça de um revestimento térmico para a Estação Espacial Internacional, informou a agência espacial norte-americana NASA, afastando o risco de colisão da peça com a estação.

A astronauta norte-americana Peggy Whitson, que realizou o passeio espacial com Shane Kimbrough, comunicou imediatamente o incidente à equipa de controlo da missão, que acompanhou a trajetória da peça à medida que se afastava da estação.

A NASA assegurou que não existe qualquer risco de a estação ser atingida pela peça.

O revestimento térmico protege a Estação Espacial Internacional de detritos de micrometeoritos.

A peça que se perdeu era uma de quatro que estavam a ser montadas numa porta de ancoragem transferida no domingo por um robô para outro local.

O porta-voz da agência espacial norte-americana, Dan Huot, disse que as restantes três peças foram instaladas para cobrir os pontos mais vulneráveis.

Astronautas perdem objetos durante passeios espaciais, mas habitualmente são mais pequenos, como parafusos.

Apesar do azar que teve esta quinta-feira, Peggy Whitson, 57 anos, tornou-se na mulher que efetuou mais caminhadas espaciais, oito no total.

Historiador acredita que encontrou primeiro e único retrato de Jesus

Um investigador e estudioso da Bíblia acredita ter encontrado o primeiro retrato de Jesus Cristo. Uma figura ligeiramente diferente da pintada pela Igreja.

Um imagem, gravada numa moeda, do Rei Manu, que governou o reino de Edesa, na Mesopotâmia, pode ser o primeiro, e único, retrato de Jesus Cristo.

O investigador e historiador bíblico Ralph Ellis acredita ter dados que comprovam que o Rei Manu e Jesus Cristo são a mesma pessoa.

Assim, a efígie da moeda, que mostra um homem de barba e coroa de espinhos, é na verdade de Jesus Cristo.

Ellis, que há muitos anos estuda a Bíblia e procura encontrar uma relação entre factos históricos e personagens bíblicas, fala em "semelhanças surpreendentes" entre Jesus Cristo e Manu.

Como Ellis, muitos historiadores acreditam que Jesus de Nazaré existiu mesmo e que foi crucificado por Pôncio Pilatos, algures no Século I. Na mesma altura em que vivei Manu e foi cunhada a moeda agora descoberta.

Segundo relatos da época, tanto Jesus como Manu são descritos como judeus nazarenos, vistos como uma ameaça aos romanos, que dominavam a região.

Jesus Cristo foi o único dos condenados a ser crucificado com uma coroa de espinhos, um símbolo tradicional dos monarcas de Edesa usavam uma coroa de espinhos, como se pode ver nas moedas.

 

Matou mulher e os três filhos e baleou a sogra

A Polícia brasileira procura um homem suspeito de matar a mulher e os seus três filhos e ferir a sogra a tiro.

Os crimes aconteceram na noite de terça-feira, em Petrópolis, no Brasil, na casa da família.

Antes de se colocar em fuga, o suspeito, Jorge Evangelista (conhecido como "Preto filho do Tinin"), ainda ateou fogo à habitação.

Um menino de 8 anos e duas meninas de 10 e 13 anos morreram, juntamente com a mãe. A avó das crianças, com 55 anos, foi levada para o hospital, não sendo conhecida a gravidade dos ferimentos.

Os bombeiros deslocaram-se ao local devido a um alerta de incêndio e só depois encontraram os corpos.

 

Corpo de homem retirado de dentro de cobra de sete metros

Um homem que estava desaparecido desde domingo na Indonésia foi encontrado sem vida dentro de uma cobra píton, com sete metros de comprimento.

Segundo a "BBC", Akbar foi visto pela última vez quando foi colher óleo de palma no domingo, em Sulawesi, na ilha Celebes, Indonésia. Os vizinhos alertaram as autoridades do seu desaparecimento e pouco tempo depois, perto da plantação, encontraram uma cobra de sete metros numa vala.

A forma do réptil levantou suspeitas, mas foi só quando os vizinhos decidiram abrir o animal que se confirmou a morte do homem de 25 anos. "Desconfiavam que Akbar pudesse estar dentro da cobra. Quando a abriram, ele estava lá dentro", confirmou o porta-voz da polícia de Sulawesi. O momento da descoberta do corpo ficou registado em vídeo.

A pitón-reticulada está entre as espécies de cobras mais longas do mundo. Para caçar sufoca as suas presas antes de as engolir por inteiro mas é raro comerem humanos. jornal “Jornal de Angola” (Angola), 30.03.2017

 

Governo britânico dá início à retirada da União Europeia

Altino Matos |
30 de Março, 2017

O Reino Unido começou oficialmente a caminhada para estabelecer a nova atmosfera política, inspirada no seu tradicional padrão, de onde Londres acredita estar em melhores condições para dar vida às suas ambições e enfrentar os desafios actuais,

mas os britânicos estão divididos entre o receio e o orgulho nacional com a saída da União Europeia (UE), conhecido como “Brexit”. A primeira-ministra, Theresa May, pediu aos britânicos para elevarem o ego e acreditarem que, apesar dos receios, as coisas vão, a seu tempo, mostrar - se mais fáceis, porque “o Governo vai avançar mais rapidamente nas decisões, ao invés de aguardar por orientações comuns e, muitas vezes, sujeitas ao centralismo europeu”. “Somos uma grande união de pessoas e nações com uma história orgulhosa e um futuro brilhante. E agora que a decisão foi tomada de deixar a União Europeia, é hora de nos unirmos, como nos velhos tempos”, disse Theresa May. 
Os corredores entre Londres e Bruxelas registaram ontem um tráfego frenético, com  vários contactos para atenuar os ânimos e preparar tecnicamente o ambiente para a entrega formal da carta de saída e dar início à contagem regressiva para o chamado “divórcio” britânico, que vai ser concretizado no dia 29 de Março de 2019. Avisada das contingências da saída, a primeira-ministra Theresa May tomou, por precaução, medidas preventivas para afastar imprecisões e obstáculos do processo de saída da UE. A imprensa britânica noticiou que a chefe do Governo reuniu os seus pares, antes de informar o Parlamento sobre a activação do “Brexit”, para que todos actuem a uma só voz. A chefe do Governo preparou ponto por ponto com os ministros o conteúdo da carta oficial endereçada ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. Ao embaixador britânico na UE, Tim Barrow, coube a missão de fazer chegar a carta assinada pelo punho de Theresa May, e comunica inequivocamente que “o Reino Unido activa o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que estabelece o início das negociações sobre a saída de um país comunitário”.
Theresa May foi à sessão semanal de perguntas e respostas do Parlamento e depois proferiu uma declaração ao país onde informou que foi activado o artigo 50. 
O Reino Unido entrou numa nova era, sem “união” e dentro de uma Europa assombrada pelo fantasma da injustiça e do egoísmo. O Governo britânico divulgou uma foto que mostra a primeira-ministra a assinar a carta na sua residência com uma bandeira britânica ao lado. Theresa May destaca, segundo a imprensa inglesa, a promessa de representar “cada pessoa do Reino Unido”, incluídos os cidadãos comunitários, durante os dois anos que vão durar as negociações com Bruxelas. “É minha firme decisão de começar o acordo adequado para cada pessoa neste país. Enquanto enfrentamos as oportunidades que temos pela frente neste caminho transcendental, os nossos valores compartilhados, interesses e ambições podem e devem unir-nos”, ressalta a primeira-ministra britânica. O Reino Unido começou a preparar o “Brexit” com contactos além Europa, centrados em mercados mais actuantes e com perspectivas económicas e financeiras mais justas, localizados na Europa do Leste, no Oriente e em África. 
Analistas de institutos ingleses são de opinião que o Governo britânico estudou a reacção negativa da UE e preparou dossiês que permitem ao Reino Unido contornar as medidas de retaliação ou de contenção.    

Contrariedades

A União Europeia (UE) está a fazer de tudo para que a saída do Reino Unido não inspire outros Estados-membros e orientou os principais organismos a tomarem medidas duras que dificultem, ao máximo, a Inglaterra, para mostrar que as coisas nunca vão ser fáceis para quem deixa o espaço comunitário. A Comissão Europeia (CE) vetou ontem a fusão entre o grupo London Stock Exchange (LSE), gerente da Bolsa de Londres, e o alemão Deutsche Borse, gerente do pregão de Frankfurt, anunciou o executivo da CE.  “A investigação da Comissão concluiu que a fusão havia de criar um monopólio ‘de facto’ nos mercados de compensação de instrumentos de renda fixa”, segundo instrutivo da Comissão Europeia.
O bloqueio de Bruxelas chega depois da LSE rejeitar a venda da sua participação de controlo na plataforma de negociação italiana MTS, um requisito exigido pela Comissão para dar sinal verde à operação, avaliada em 29 milhões de euros.  
Outras medidas estão a ser tomadas nos sectores comercial, de serviços e da saúde, onde informações dispersas provocam atitudes menos simpáticas dos cidadãos europeus dentro e fora da Inglaterra. 
 Segundo dados de agências de acompanhamento dos movimentos migratórios no espaço da UR, pelo menos 24.000 vagas para enfermeiros, nos hospitais britânicos estão no limite, e o “Brexit” pode complicar ainda mais o seu funcionamento se, como parece estar a ocorrer, os funcionários europeus virarem às costas ao país. 
“Antes muitos técnicos queriam vir trabalhar aqui e agora vão para outros lugares, como a França”,  explica a agência à AFP.

 

Passageiros ilesos de acidente aéreo


30 de Março, 2017

Um avião da Peruvian Airlines com 141 passageiros a bordo incendiou-se na terça-feira ao aterrar no aeroporto de Jauja, situado nos Andes peruanos, sem causar vítimas, informou a companhia aérea em comunicado.

A Peruvian Airlines explicou que o avião virou para a direita ao aterrar por volta das 16h30 (23h30 em Angola), o que fez com que saísse da pista, mas “graças à perícia do piloto evitou-se um acidente maior”. Todos os passageiros conseguiram sair do avião antes de as chamas se propagarem pela fuselagem, disse à estação de televisão Canal N uma das passageiras, identificada como Jessica Núñez.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 28.03.2017

 

Reino Unido rejeita referendo na Escócia e diz que momento não é para negociação

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/03/2017 14:38:00

Autoridades do Reino Unido disseram que não entrarão em negociações sobre a proposta do governo da Escócia de fazer um novo referendo para uma possível independência porque não é hora de discutir este assunto.

Hoje, parlamentares escoceses decidiram, por 69 votos a favor e 59 contrários, que vão buscar um novo referendo de independência do Reino Unido a ser realizado em até dois anos.

Anteriormente, a primeira-ministra britânica, Theresa May, havia indicado que não aceitaria o cronograma estabelecido pelos escoceses. "Agora não é a hora", resumiu. O Parlamento britânico precisa aprovar a proposta de referendo para que ele seja legalmente vinculativo.

Não está claro o que poderia quebrar o impasse entre Edimburgo e Londres. Outras autoridades britânicas indicaram que não concordariam com outro referendo de independência até que a saída do Reino Unido da União Europeia acabe e termine o processo que pode levar mais de dois anos.

"Não é apropriado fazer um referendo enquanto as pessoas agora nem sabem como será o relacionamento futuro entre o Reino Unido e a União Europeia", disse David Mundell, secretário de estado da Escócia e membro do Parlamento do Reino Unido.

De acordo com a premiê da Escócia, Nicola Sturgeon, o referendo deve acontecer entre o outono e primavera de 2018. "O futuro da Escócia precisa estar nas mãos dos escoceses", afirmou Sturgeon antes da votação no Parlamento. Em um referendo de independência realizado em 2014, 55% dos escoceses votaram para manter seu país no Reino Unido, ante 45% contra. Fonte: Associated Press

Encontro de russos com genro de Trump tratava de "rotina", diz Kremlin

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 28/03/2017 12:20:00

O encontro entre o genro e conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e representantes de um banco estatal russo tratava de "negócios rotineiros", afirmou nesta terça-feira o governo da Rússia.

Segundo o porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, Dmitry Peskov, o Kremlin não tinha consciência da reunião entre Jared Kushner e banqueiros russos antes dela acontecer.

Em um comunicado divulgado ontem, o banco Vnesheconombank, afirmou que o encontro com Kushner fazia parte de uma série de discussões com representantes de instituições financeiras da Ásia, Europa e EUA.

Kushner concordou em falar ao comitê de inteligência do Senado, que investiga uma possível interferência da Rússia nas eleições do ano passado, bem como ligações entre membros da campanha do republicano e autoridades russas. Fonte: Associated Press.

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 28.03.2017

 

Trump assina ordem que revoga Plano Energia Limpa de Obama 

Presidente dos EUA quer impulsionar produção de petróleo, carvão e gás natural

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assina nesta terça-feira (29) uma ordem executiva para impulsionar a produção de petróleo, carvão e gás natural no país. O texto vai retirar os limites determinados pelo Plano Energia Limpa, adotado durante o governo Barack Obama antes de o país assinar o acordo sobre o clima, firmado em Paris, em 2015, pelos países que compõem as Nações Unidas.

A ordem executiva revoga duas ordens da gestão Obama que formavam a base legal do Plano Energia Limpa. Com isso, agências federais e estaduais devem revogar regras e entraves que impeçam a produção e o uso de recursos, alcançando também a energia nuclear.

Desde a época da campanha, Donald Trump já havia prometido acabar com o plano energético. Ele disse também que iria retirar o país do acordo do clima, porque na visão dele as mudanças climáticas são um engano. Trump acredita que liberar a produção vai gerar mais empregos para o país.

Áustria abandona plano da UE para crise migratória

Decisão coloca à prova tentativa de coesão na União Europeia

Agência ANSA

 

O governo da Áustria deve notificar em breve a União Europeia de que não fará mais parte do plano de redistribuição de solicitantes de refúgio aprovado pelo bloco em 2015 e que até hoje não deslanchou.

Segundo o chanceler Christian Kern, Viena explicará à Comissão Europeia que pretende não aplicar mais o programa de realocação e pedirá a "compreensão" de Bruxelas. O governo austríaco justifica a decisão com o argumento de que, nos últimos dois anos, recebeu proporcionalmente muito mais pedidos de refúgio que a vizinha Itália.

De acordo com dados de Viena, foram 4.587 solicitações para cada 1 milhão de habitantes nesse período, enquanto a península teve 1.998. Além disso, o ministro da Defesa Hanz Peter Doskozil alega que muitos solicitantes cruzaram ilegalmente a fronteira entre Áustria e Itália, que é aberta.

O país ainda diz que o programa de redistribuição terminará em setembro e que os austríacos têm carregado um dos "maiores pesos" na gestão da crise migratória. "Fizemos a nossa parte na questão humanitária", justificou Doskozil na última segunda-feira (27).

Os números apontam para a direção contrária. Desde o segundo semestre de 2015, quando o mecanismo de realocação entrou em vigor, a Áustria ainda não acolheu nenhum solicitante de refúgio registrado na Grécia ou na Itália, sendo que a UE estipulara uma meta de 1.953 pessoas para o país.

Outra nação na mesma situação é a Hungria, maior crítica do plano de redistribuição e que teria de acolher 1.294 deslocados externos. Sua principal parceira no grupo Viségrad, a Polônia, precisa cumprir uma meta de 6.182 vagas, mas prometeu apenas 100 e também não preencheu uma sequer.

A República Tcheca, outra integrante desse movimento de países do leste europeu, prometeu receber 50 solicitantes de refúgio, porém acolheu apenas 12 no âmbito do programa, todos provenientes da Grécia. A meta da UE para Praga é de 2.679.

Reunido nesta terça-feira (28), o Viségrad acusou Bruxelas de "chantagear" o grupo, que também inclui a Eslováquia, com ameaças de cortar fundos de quem não acolher deslocados externos.

Suíça, Noruega e Liechtenstein, que não fazem parte da União Europeia, receberam, respectivamente, 549, 830 e 10 solicitantes de refúgio. Os dois primeiros ainda prometeram receber mais 731 e 405 cada um. Segundo Bruxelas, apenas Finlândia, que já abrigou 1.242, e a pequena Malta, com 111, estão no caminho para cumprir suas metas, que são de e 2.078 e 131, respectivamente.

A situação fica ainda mais grave se for levado em conta que a UE só planejou a redistribuição de 98.255 dos 160 mil solicitantes de refúgio que pretende realocar até setembro. Ou seja, os objetivos estipulados para cada país ainda podem aumentar. Para piorar, os Estados-membros se comprometeram a receber apenas 26.790. Até o momento, somente 15.055 deslocados externos foram transferidos, sendo 10.575 da Grécia e 4.480 da Itália.

Apesar de todas as explicações da Áustria, o pedido para sair do mecanismo não deve ser acolhido pela UE. "Nenhum país pode sair unilateralmente do plano, que é legalmente vinculante. Se o fizesse, estaria fora da lei, e isso seria profundamente deplorável e não sem consequências", afirmou nesta terça a porta-voz da Comissão Europeia para Migração, Natasha Bertaud.

Enquanto a solicitação não for analisada, a Áustria garantiu que participará da realocação de deslocados externos abrigados na Itália e na Grécia, as duas principais portas de entrada na UE.

A polêmica coloca à prova a unidade europeia poucos dias após o aniversário de 60 anos dos Tratados de Roma, quando os líderes de 27 Estados-membros se reuniram na capital italiana para tentar relançar o bloco. Na ocasião, os países mostraram um discurso alinhado, mas que durou poucos dias. 

Quadrilha planejava furtar corpo de fundador da Ferrari

Grupo foi preso pelos carabineiros de Nuoro, na Sardenha

Agência ANSA

Os carabineiros de Nuoro, na ilha italiana da Sardenha, desmantelaram uma quadrilha que pretendia furtar os restos mortais do fundador da montadora e escuderia Ferrari, Enzo Ferrari (1898-1988), sepultados no cemitério monumental de Modena.

O objetivo dos bandidos era chantagear a família para restituir o corpo. Eles chegaram até a visitar o local do túmulo e a decidir como os restos mortais seriam mantidos. O grupo era formado por traficantes de drogas e armas que atuavam entre a Sardenha e o norte da Itália.

A operação que desbaratou a quadrilha terminou com a prisão preventiva de 34 pessoas. "Eles tinham planejado tudo nos mínimos detalhes. O plano do furto parecia o modus operandi de um sequestro de pessoa", contou o comandante dos carabineiros de Nuoro, coronel Saverio Ceglie.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 28.03.2017

 

Portugal é o país da UE com maior recuo de mortos na estrada desde 2010

 

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Número de óbitos na estrada desceu 40%

Portugal é o país da União Europeia que registou um maior recuo no número de mortos em acidentes rodoviários entre 2010 e 2016, com uma descida de 40%, revela um relatório hoje divulgado pela Comissão Europeia.

As estatísticas de 2016 em matéria de segurança rodoviária, publicadas pelo executivo comunitário, revelam que, entre 2015 e 2016, houve uma diminuição de 2% do número de vítimas mortais nas estradas da UE, tendo morrido 25.500 pessoas no ano passado, menos 600 do que no ano anterior.

Em Portugal, registou-se uma diminuição de 10% (54 mortos por milhão de habitantes em 2016 contra 57 óbitos em 2015), mas é na comparação com 2010 que a diminuição é mais marcante, de -40%, já que há sete anos morriam nas estradas portuguesas 80 pessoas por milhão de habitantes.

Esta diminuição é a mais marcante entre todos os Estados-membros e representa mais do dobro da média comunitária, já que, no conjunto da União, o número de mortes na estrada entre 2010 e 2016 recuou apenas 19%.

De acordo com a Comissão, que também apresentou os dados de 2016 no Conselho informal de Transportes que decorre entre hoje e quarta-feira em Malta -- país que assegura a presidência semestral do Conselho da UE -, "embora este ritmo seja encorajador, pode, no entanto, ser insuficiente para que a UE alcance o seu objetivo de reduzir para metade a mortalidade nas estradas entre 2010 e 2020".

O executivo comunitário reclama por isso "mais esforços de todas as partes interessadas e, em particular, das autoridades nacionais e locais, que devem executar a maior parte das atividades quotidianas, como a aplicação da lei e a sensibilização".

"As estatísticas de hoje representam uma melhoria e uma tendência positiva que deve prosseguir. Mas não são estes dados que mais me preocupam, mas sim as vidas perdidas e as famílias destroçadas. Hoje iremos perder outras 70 vidas nas estradas da UE e os feridos graves serão cinco vezes mais. Gostaria de apelar a todas as partes interessadas que intensifiquem os seus esforços, para que possamos cumprir o objetivo de reduzir para metade o número de mortes na estrada entre 2010 e 2020", comentou a comissária dos Transportes, Violeta Bulc.

Cerca de 1,4 milhões de crianças correm o risco de morrer de fome

 

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Cerca de 1,4 milhões de crianças estão em risco de morte por desnutrição na Nigéria, Somália, Sudão do Sul e Iémen, alertou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância

A agência da ONU indicou ainda que estas crianças fazem parte dos 22 milhões de menores deslocados que sofrem de fome, doenças e tiveram de abandonar a escola.

"As crianças não podem esperar outra declaração de fome para que tomemos medidas", disse o diretor de Emergências da UNICEF, Manuel Fontaine, num comunicado que pediu ajuda para responder às necessidades imediatas destes quatro países afetados pela fome, a seca e os conflitos armados.

Aprendemos com a seca na Somália de 2011 que, quando se declarou a fome, um número incalculável de crianças já tinha morrido. Isto pode voltar a acontecer

A UNICEF necessita de cerca de 255 milhões de dólares para proporcionar a estas crianças serviços de alimentação, água, saúde, educação, proteção durante os próximos meses, segundo uma atualização do financiamento da organização.

A agência da ONU planeou destinar mais de 81 milhões de dólares (74,5 milhões de euros) a programas de nutrição e fornecimento de alimentos terapêuticos, 53 milhões de dólares (48,7 milhões de euros) a serviços de saúde, incluídas as vacinas, e 47 milhões de dólares (43,2 milhões de euros) para programas de água, saneamento e higiene para prevenir doenças mortais.

"À medida que a violência, a fome e a sede forçam as pessoas a deslocarem-se dentro e fora das fronteiras, as taxas de desnutrição continuarão a aumentar, não só nestes quatro países, mas também na bacia do lago Chade e no Corno de África", disse, destacando a situação dos países vizinhos.

O Iémen vive a maior emergência alimentar do mundo, com 7,3 milhões de pessoas que necessitam de ajuda neste momento, segundo a ONU.

No Iémen, a UNICEF apoia as crianças com desnutrição grave com assistência económica às suas famílias e serviços de água, saneamento, incluindo o fornecimento de água potável e a promoção da higiene.

A UNICEF estima que no Iémen, a cada dez minutos uma criança morre de doenças evitáveis e o número de crianças que sofrem de desnutrição grave aguda aumentou em 200% desde o início da guerra civil no país há dois anos.

Atualmente, no Iémen, estima-se que existam 462.000 crianças que sofrem de desnutrição aguda severa, enquanto em 2014 eram 160.000 crianças.

No nordeste da Nigéria, a organização pretende chegar neste ano a 3,9 milhões de pessoas com serviços de atenção primária de saúde e tratar 220 mil crianças menores de cinco anos com desnutrição, também proporcionar acesso à água potável a mais de um milhão de pessoas.

A UNICEF atendeu 1,7 milhões de crianças menores de cinco anos na Somália, onde tratou 277.00 casos de desnutrição aguda através dos serviços de saúde e postos de nutrição móveis.

No Sudão do Sul, a agência da ONU presta assistência a 145.000 pessoas nas zonas afetadas ou ameaçadas pela fome, entre as quais 33.000 crianças menores de 5 anos.

Quase cinco milhões de pessoas necessitam de alimentos de forma desesperada no Sudão do Sul, enquanto no nordeste da Nigéria 5,1 milhões de pessoas sofrem de carência grave de comida.

Na Somália, os preços dos alimentos estão a disparar, quase três milhões de pessoas necessitam de assistência e a ONU calcula que um milhão de crianças menores de cinco anos sofram de desnutrição grave neste ano.

Serviços secretos investigam pacote suspeito na Casa Branca. Já houve uma detenção

 

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Objeto está perto da residência de Donald Trump, Presidente dos EUA. Foi criado perímetro de segurança

Os serviços secretos norte-americanos estão a investigar um pacote suspeito dentro da Casa Branca, de acordo com a Reuters. Um suspeito foi detido, mas desconhecem-se ainda os motivos.

В Мозамбике полиция изъяла три тонны драгоценных камней.

Polícia apreende três toneladas de pedras preciosas

 

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O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou hoje a apreensão de três toneladas de pedras preciosas resultantes de garimpo, na província de Nampula, norte do país.

Falando em conferência de imprensa de balanço da atividade policial, o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Inácio Dina, afirmou que as pedras preciosas foram apreendidas na posse de garimpeiros, no âmbito de uma campanha que as autoridades estão a realizar contra a extração ilegal de minérios.

"Nos locais onde há prática de mineração, com grande dosagem de mineração ilegal, por parte de indivíduos não licenciados, dia apos dia, temos vindo a trabalhar no sentido de desencorajar este tipo de prática, efetuando detenções e a apreensão do produto da extração ilegal", declarou Inácio Dina, sem indicar o tipo de pedras preciosas nem o número de pessoas eventualmente detidas em relação ao caso.

Além de Nampula, o porta-voz do Comando-Geral da PRM apontou as províncias Cabo Delgado (norte), e Zambézia e Manica (centro) como as que registam maior índice de extração ilegal de minérios.

O garimpo em Moçambique, praticado por nacionais e expatriados, geralmente que se encontram em situação ilegal no país, visa o ouro, rubis e esmeraldas.

Polícia investiga "dejetos humanos" em latas de Coca-Cola

 

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Caso está a ser investigado pelas autoridades. Marca garante que nenhum dos produtos afetados chegou ao mercado

Foi lançada uma investigação numa fábrica de Coca-Cola na Irlanda do Norte, após "dejetos humanos" terem sido encontrados dentro de algumas latas, de acordo com o Daily Mail.

A polícia foi chamada à fabrica em Lisburn, depois de nas latas vazias, que posteriormente seriam cheias com o refrigerante, terem sido detetados "dejetos humanos".

A marca diz que o assunto foi identificado imediatamente e que que não teve impacto nos produtos que estão já em venda.

"Na Coca-Cola, levamos a segurança e qualidade dos nossos produtos muito a série. Já soubemos do incidente em Lisburn que envolveram as latas vazias", disse uma porta-voz da marca.

Acrescenta que o "problema foi identificado imediatamente através dos grandes procedimentos de verificação de qualidade".

O lote afetado não vai ser vendido

A Foods Standards Agency, na Irlanda do Norte, está a tratar do caso e confirmou estar informada sobre a contaminação das latas.

"Não há provas que sugiram que algum dos produtos afetados tenha chegado ao mercado", disse um porta-voz da agência norte-irlandesa.

 

jornalJornaldeNotícias” (Portugal), 28.03.2017

Mais de 300 civis mortos em um mês em Mossul

"De acordo com informação confirmada pelo gabinete dos Direitos Humanos da ONU e da Missão de Assistência da ONU no Iraque, pelo menos 307 pessoas foram mortas... entre 17 de fevereiro e 22 de março", indicou o gabinete das Nações Unidas em comunicado.

A mesma fonte acrescentou ter recebido relatórios de que outros 95 civis terão sido mortos entre 23 e 26 de março, em quatro bairros na parte ocidental de Mossul.

As vítimas resultaram de ataques do Estado Islâmico e de bombardeamentos aéreos, precisou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein. Outras 273 pessoas ficaram feridas.

Coreia do Norte realizou novo teste de motor para mísseis

Dois oficiais da defesa norte-americana disseram na segunda-feira à CNN que a Coreia do Norte levou a cabo um novo teste de motor para mísseis balísticos na sexta-feira.

Uma das fontes disse que a avaliação inicial indica que a tecnologia do motor podia ser usada num eventual míssil balístico intercontinental, segundo a CNN.

Este é o segundo teste que Pyongyang realiza em poucos dias e o anterior foi classificado pela Coreia do Sul como um "avanço significativo" dentro do programa de armamento do país.

O regime liderado por Kim Jong-un realizou cerca de vinte testes de mísseis e dois testes nucleares no ano passado e no início deste ano testou quatro projéteis balísticos, um dos quais caiu a apenas 200 quilómetros da costa do Japão.

Carlos, o Chacal condenado à terceira prisão perpétua

O terrorista venezuelano Ilich Ramirez Sanchez, conhecido como Carlos, o Chacal, foi condenado, esta terça-feira, à terceira prisão perpétua, pela autoria de um atentado em Paris em 1974.

Na última intervenção perante o Tribunal Penal de Paris, Carlos disse que não é inocente, mas considerou o processo "absurdo".

Em causa está o lançamento de uma granada de mão numa loja de Paris, que matou duas pessoas e feriu 34, a 15 de setembro de 1974 e o Ministério Público pedia a prisão perpétua para Carlos, que cumpre já duas penas de prisão perpétua.

Num discurso de cerca de 40 minutos, o réu disse ter sido acusado por "questões completamente manipuladas" através de "agentes intoxicados com cocaína", adiantando que a instrução foi "sabotada".

Queixou-se ainda de ter sido impedido de estar frente às principais testemunhas e considerou que os factos já prescreveram.

A advogada de Carlos, Isabelle Coutant-Peyre, disse à agência noticiosa espanhola EFE que levou para a audiência uma garrafa de champanhe devido a uma aposta sobre o veredicto, que esperava que fosse de absolvição, por considerar que não existem provas materiais envolvendo diretamente o seu cliente.

Detido em França desde agosto de 1994, quando foi capturado no Sudão numa operação dos serviços secretos, Carlos, 67 anos, cumpre já duas prisões perpétuas pela morte de dois polícias e de um informante em Paris em 1975 e por quatro atentados em França entre 1982 e 1983, que causaram 11 mortos e 200 feridos.

Pai mata dois filhos com martelo e suicida-se

Um homem matou dois dos seus três filhos com um martelo, esta segunda-feira, em Trento, Itália. A violência dos crimes deixou o país em choque.

Segundo as autoridades italianas, Gabriele Sorrentino matou os filhos e suicidou-se, atirando-se de um penhasco com cerca de 100 metros de altura.

As crianças tinham dois e quatro anos e foram encontradas pela mãe, quando chegou a casa. A filha mais velha do casal, com 13 anos, estava a fazer uma visita de estudo quando ocorreram os crimes.

Sobre o homicida sabe-se que era um ex-agente da polícia italiana que agora trabalhava no setor financeiro.

Na origem dos crimes estarão problemas financeiros, adiantaram as autoridades, relacionados com a compra de um apartamento.

A relação de Gabriele Sorrentino com a mulher, Sara Failla, veterinária, foi descrita como "excelente".

 

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 28.03.2017

Berlim e Paris com campanhas difíceis

Altino Matos |
28 de Março, 2017

Nos Estados Unidos ainda decorrem as tentativas conduzidas pelo FBI de provar as influências negativas nas eleições de Novembro que determinaram a escolha em Donald Trump, mas o fantasma, como chamaram alguns críticos a esta “onda”, chegou à Europa, e, desta vez, assombra a campanha eleitoral  na Alemanha e em França.

Berlim e Paris, juntas, procuram meios técnicos e políticos para travar uma influência que se conhece apenas de nome, mas que está longe de ser palpável, a julgar pela incapacidade material de se reunir provas. Do Palácio do Eliseu chegam sinais fortes de que foram consideradas medidas pontuais para impedir que aconteça o mesmo que nos Estados Unidos, onde a confusão está instalada mesmo antes de o novo Presidente ter sido eleito.
Em França, o tempo é ocupado, agora, não apenas em saber quem vence as presidenciais de Abril, mas como vence, isto é, com que apoios políticos, ou se  vence num cenário altamente manipulado, em que a palavra corrupção passou a ser encarada como maior ameaça à transparência no sufrágio. 
A candidata da extrema direita Marine Le Pen que surpreendeu o seu eleitorado com simpatias a governos fora da Europa, quer aplicar algumas das estretégias em França, caso vença as presidenciais de Abril, mas a sua intenção provocou a irá de certa classe política na França e mereceu da parte de figuras influentes no contexto ocidental com comentários asquerosos.       
Alguns analistas acreditam que influências fortes podem determinar o curso das eleições, mas os políticos e os partidos devem ser mais astutos para contornar a situação e concentrar os eleitores em assuntos de grande interesse nacional e internacional, desde que os mesmos tenham a ver com a sua vida. O resultado das eleições em França e na Alemanha estão longe de ser desenhados, considerando as dificuldades que o sector da esquerda e da direita moderada estão a enfrentar, perante o trabalho demonstrado na campanha pelos partidos extremistas. 
O chefe do Serviço de Inteligência Federal da Alemanha (BND), Bruno Kahl, também não descartou a possibilidade de interferências perigosas na campanha eleitoral e queixou-se de ataques informáticos isolados contra os servidores do Bundestag alemão, sem no entanto avançar a origem. 
A chanceler alemã, Angela Merkel, é de opinião que os meios políticos e de inteligência estão atentos e preparados para contornar toda forma de ataque às instituições do país e, no caso de divulgação de informação sigilosa, com a intenção de dividir ou afastar os eleitores das suas primeiras escolhas, vão ser despoletados meios à altura da situação para controlar o espaço e outros procedimentos técnicos. A campanha eleitoral na Alemanha é de importância maior porque Berlim tem grande influência no curso da União Europeia, e qualquer oscilação ou mudança de rumo pode prejudicar as políticas postas em andamento para consagrar uma Europa a quatro velocidades, conduzida por, além de Berlim, Paris e Madrid.

Reforço da Defesa

A candidata da extrema direita Marine Le Pen promete, caso vença as presidenciais, impulsionar as despesas de defesa da França para três por cento do PIB até 2022. 
Le Pen destacou que a França representa uma força que realmente combate o terrorismo, e, segundo a candidata, os países devem reforçar a cooperação nesse sentido. Le Pen diz que a França tem de assumir os compromissos como um Estado forte, estabelecer as suas escolhas políticas e opções técnicas operacionais, sem depender da relação que mantém com qualquer bloco ou país, referindo-se obviamente a Nato e a União Europeia. 
Marine Le Pen anunciou, no seu programa para a governação, que vai desenvolver esforços para retirar a França da União Europeia, por, justificou, o “país estar muito prejudicado na sua soberania”.

Retórica anti-extremista

Um dos favoritos nas eleições presidenciais em França apela à retórica anti-extremista. Emmanuel Mcron  passou a conduzir a sua campanha com discursos contra aqueles que querem prejudicar a unidade, acusando-os de ignorância em matéria de Estado e cooperação internacional, principalmente nos assuntos em que a França está focada. “A França não deve se aproximar de países que  pretendem manipular a sua ­independência na política externa”, disse o candidato francês, Emmanuel Macron, a­pontado pela crítica como provável vencedor das eleições. “Temos uma longa história com os Estados Unidos. Juntos fomos construindo a paz no planeta. Hoje eu gostaria de propor mais independência”,  referiu Macron durante um debate presidencial, transmitido ontem pela TF1, onde enfatizou a necessidade de cooperar com os países europeus.
Cinco candidatos presidenciais, incluindo Macron, a líder do partido Frente Nacional, Marine Le Pen, o candidato republicano, François Fillon, o líder socialista, Benoit Hamon, e o líder do movimento político de esquerda La France Insoumise, Jean- Luc Melenchon, participaram do primeiro dos três debates televisivos que antecedem a primeira volta das eleições presidenciais de 23 de Abril.
Os decisores de Bruxelas acreditam que tanto em França coma na Alemanha os eleitores vão saber separar as insuficiências sociais das promessas oportunistas da extrema direita, que defendem a saída dos seus países da União Europeia. 
As campanhas eleitorais estão a ser afectadas por sucessivos escândalos de corrupção que retiraram a confiança política em candidatos e instituições, o que levou a chanceler Angela Merkel e o Presidente Fronçois Hollande a realizar demarches políticas de concertação  nas últimas semanas, para alertarem alemães e franceses das vantagens de os países manterem a Europa unida, numa altura em que o futuro das relações internacionais é bastante incerto, segundo analistas citados na imprensa ocidental. A partir de Abril, altura em que as coisas vão estar mais claras em matéria de governação com o resultado das eleições de “Paris” e de “Berlim”, a Europa vai começar um novo ciclo virado para os seus países membros, na visão dos que acreditam na vitória de políticos a favor da manutenção da União Europeia. 

 

Forças Armadas abatem rebeldes


28 de Março, 2017

O Exército do Quénia matou 31 militantes do grupo rebelde somali Al Shabab num ataque a uma base em Baadhere, ao sudoeste da Somália, revela um comunicado do Ministério da Defesa queniano divulgado ontem.

Nos confrontos ocorridos no domingo “um número desconhecido de membros  da Al Shabab ficaram feridos e seus dois veículos foram destruídos”, é referido no documento. O Ministério da Defesa publicou imagens de algumas das armas que capturou, incluídos explosivos.
Os militares quenianos utilizaram fogo de artilharia e helicópteros de combate e foram expropriados 11 fuzis AK 47, duas metralhadoras, quatro dispositivos explosivos, equipes de comunicação, cabo detonante e 634 balas, disse o porta-voz das forças armadas quenianas, o coronel Joseph Owuoth.
O golpe contra os rebeldes shebab ocorre quase um mês depois de as tropas quenianas matarem 57 rebeldes do grupo na área de Afmadow (sul da Somália) e dois meses depois de tropas do Exercito queniano terem sido atacadas no acampamento de Kulbiyow (fronteira sul da Somália com o Quénia), onde o Exército sofreu 9 baixas e o Al Shabab, 70, segundo meios de comunicação 
sociais locais. Nos últimos meses, a milícia rebelde somali optou por uma estratégia de confronto directa e lançou vários ataques em bases militares da Missão da União Africana na Somália (AMISOM), o que causou a morte de centenas de soldados.
O mais grave aconteceu em Janeiro do ano passado, quando o grupo atacou uma base da missão da União Africana na Somália e matou 180 soldados quenianos.
O Quénia é alvo constante dos rebeldes desde que em Outubro de 2011 o seu Exército entrou na Somália para combater a rebelião shebab. Nos últimos anos, o grupo perpetrou várias massacres no Quénia, com destaque para os do centro comercial Westgate de Nairobi (2013), de Mpeketoni, Gamba e Mandera (2014) e Garissa (2015), que fizeram mais de 350 mortos.
Um recente relatório da ONU conclui que o Al Shabab mantém capacidade de efectuar ataques de grande escala dentro e fora da Somália e que a situação da segurança no país africano “não melhorou”. A milícia luta por um Estado islâmico wahhabista na Somália, onde controla territórios no sul e no centro.

 

Excursão escolar acaba em tragédia


28 de Março, 2017

Pelo menos oito adolescentes tiveram morte imediata e outras 30 pessoas ficaram feridas quando, ontem, uma avalancha surpreendeu um grupo de estudantes numa pista de esqui do centro do Japão.

Cerca de 60 adolescentes e professores de sete colégios estavam na pista de esqui do complexo Nasuonsen Family Ski Resort da cidade de Nasu - cerca de 200 quilómetros a norte de Tóquio - no momento da avalancha, segundo informações das autoridades da região divulgadas pela emissora pública  NHK. O departamento regional de bombeiros recebeu uma ligação de emergência por volta das 9h20 (1h20 em Luanda).

Irã impõe sanções contra 15 empresas americanas

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/03/2017 11:42:00

O Irã impôs sanções contra 15 empresas americanas, em retaliação ao governo de Donald Trump, que determinou restrições sobre empresas e pessoas supostamente ligadas ao programa de mísseis balísticos do país.

As novas tensões entre Irã e Estados Unidos podem dificultar os esforços regionais de pacificação, reverter a diplomacia nuclear com o Irã que havia na gestão de Barack Obama e até levar os países a um confronto mais direto.

O Irã está profundamente envolvido numa guerra civil da Síria há seis anos e é chave junto com os EUA em negociações internacionais para uma solução política. Durante o governo de Obama, o Irã chegou a um acordo nuclear com seis potências mundiais, incluindo os Estados Unidos, a caminho da reparação de um relacionamento desgastado.

Trump, no entanto, prometeu acabar com o acordo nuclear durante sua campanha eleitoral. No mês passado, ele postou no Twitter que o Irã estava "avisado" sobre seu programa de mísseis balísticos. O Irã também estava entre os países de maioria muçulmana cujos cidadãos foram impedidos de entrar nos EUA sob duas ordens executivas do governo Trump. Essas ordens foram suspensas por juízes federais.

As sanções do Irã no domingo se direcionaram principalmente a empresas de defesa americanas, incluindo a gigante de defesa Massachusetts Raytheon, a fabricante de armas de fogo Minnesota Magnum Research e o fabricante de armas de fogo de Illinois Lewis Machine e Tool, que supostamente ajudaram Israel, contribuindo para a instabilidade regional, de acordo com a Agência de Notícias oficial da República Islâmica, citando uma declaração do Ministério das Relações Exteriores.

Outras empresas sancionadas incluem a gigante imobiliária Re/Max Holdings, com sede em Denver, que, segundo o ministério, teve um papel nos assentamentos israelenses nos territórios palestinos. Re/Max e as outras empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Negociações com as empresas nomeadas foram proibidas, disse o ministério, e seus ativos do país foram congelados. Além disso, representantes das empresas não podem mais ter acesso a vistos.

Não ficou claro se alguma das empresas tinha qualquer negócio em curso com o país ou quais ativos poderiam ser congelados.

Teerã chamou as sanções da administração Trump em fevereiro de uma afronta ao seu direito à defesa e uma violação do acordo nuclear de 2015. Com esse acordo - uma prioridade de política externa para a administração Obama - os EUA, a União Europeia e as Nações Unidas deram fim a muitas sanções contra o Irã, em troca de restrições em seu programa nuclear.

"A imposição de novas sanções pelos EUA se baseia em pretextos fabricados e ilegítimos e equivale a uma ação contra os regulamentos internacionais, bem como contra a palavra e o espírito do acordo nuclear", disse o Ministério do Exterior do Irã, de acordo com a agência estatal de notícias IRNA.

EUA: Republicanos devem ter dificuldade para propor reforma tributária

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/03/2017 10:51:00

Os republicanos estão caminhando para o que acreditam ser um terreno político mais seguro: um projeto de lei fiscal importante, para reescrever o código tributário, algo que, em tese, pode ser mais fácil do que reformular toda a indústria de saúde. Mas eles podem estar indo na direção de outro campo minado.

Os republicanos se orgulham da unidade ideológica a favor de taxas de imposto mais baixas. "A reforma tributária é menos visceral", disse o deputado republicano David Schweikert, do Arizona.

Já secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse na sexta-feira que um projeto de lei fiscal seria "muito mais simples" do que uma revisão de saúde. "Há um apoio muito, muito forte."

Mas a busca do Partido Republicano para uma revisão completa do código tributário é repleta de disputas e obstáculos processuais. O fracasso do partido na questão da saúde - depois de ter tido sete anos de preparo - mostra como é difícil para os republicanos escrever uma legislação complexa que atraia o apoio de suas alas moderada e conservadora.

Para ter sucesso, os republicanos precisam superar pelo menos três grandes lacunas. Em primeiro lugar, precisam equilibrar as ambições concorrentes de cortar as taxas dos impostos de forma acentuada e retardar o aumento da dívida nacional.

Os líderes republicanos no Congresso dizem que querem um plano neutro em termos de receita, que origine tanto dinheiro quanto o atual sistema tributário. Para atingir a manutenção de receita, em meio a um corte de taxas, eles vão tentar acabar com isenções fiscais populares, tais como as deduções de juros sobre a dívida para as empresas e deduções fiscais locais. Assim, deverão se deparar com a resistência de grupos que querem proteger esses benefícios.

Em segundo lugar, eles precisam conciliar visões diferentes sobre as metas e a respeito de quem irá se beneficiar. Trump disse que sua prioridade é a redução de impostos de classe média.

O Presidente da Câmara, Paul Ryan (republicano que representa Wisconsin), e o Presidente do Comitê de Meios e Arbítrios, Kevin Brady (republicano que representa o Texas) querem uma revisão principalmente focada na promoção do crescimento econômico, mesmo que isso signifique cortes de impostos que favoreçam os mais ricos.

Em terceiro lugar, o partido está em desacordo sobre o plano de Ryan-Brady relativo às fronteiras - tributação das importações e isenção das exportações. O governo Trump tem sido ambivalente e às vezes crítico da ideia. Os republicanos do Senado são francamente alheios ao plano. Ryan e Brady dizem que é crucial, porque garantiria cerca de US$ 1 trilhão para compensar os cortes nas taxas dos impostos corporativos e desencorajaria as empresas a transferir lucros para o exterior.

Nenhuma dessas divisões dentro do Partido Republicano foi resolvida ainda e outros debates devem acontecer, incluindo discussões sobre incentivos fiscais para energias renováveis e os créditos que ajudam as famílias de baixa renda.

jornal “Jornal do Brasil” (Brasil), 26.03.2017

 

Rival de Putin é preso durante ato anticorrupção em Moscou

Além de Alexei Navalny, outras 500 pessoas foram detidas

Agência ANSA

 

O principal líder da oposição na Rússia, Alexei Navalny, foi detido neste domingo (26) por convocar uma grande manifestação na capital do país, Moscou, contra a corrupção.

O ato reunia cerca de 8 mil pessoas, que ficaram revoltadas com a prisão do blogueiro e político. Navalny foi indiciado por violação da legislação russa que regulamenta a prática de protestos, já que sua manifestação não havia sido autorizada. Com isso, ele pode ser condenado a pagar uma multa, realizar trabalhos obrigatórios ou até à prisão.

Uma fonte da Polícia citada pela agência de notícias estatal "Tass" disse que, além do oposicionista, mais de 500 pessoas foram detidas, sendo que a maioria delas também deve ser indiciada por violação da lei de protestos.

A situação no centro de Moscou já está calma, porém durante o dia houve diversos confrontos por conta da prisão de Navalny, que pretende desafiar Vladimir Putin nas eleições presidenciais de 2018. Recentemente, ele foi condenado a uma pena suspensa de cinco anos de cadeia por ter aplicado uma fraude em uma empresa estatal, mas ainda cabe recurso.

"Obrigado pelo seu apoio, eu estou bem, fui levado a uma delegacia e estou conversando com os agentes sobre meu filme sobre [o primeiro-ministro] Medvedev. Mas a ordem do dia é o protesto contra a corrupção, não minha prisão. Continuem manifestando de modo pacífico", afirmou Navalny no Twitter. 

Colisão entre dois trens de carga causa vítimas na Rússia

 

Dois trens de carga colidiram na república russa do Bascortostão, o que levou à morte de três pessoas, tendo uma ficado ferida.

"Dois trens colidiram, um transportava minério e o outro seguia vazio", disse um representante dos serviços de emergência à Sputnik.

O acidente ocorreu no território da fábrica de extração e processamento de minério da cidade de Uchaly, neste momento lá estão atuando 27 especialistas e três máquinas de resgate.

A fonte da Sputnik adicionou que 30 metros da via ferroviária ficaram danificados, ocorreu uma fuga de combustível numa área de 10 metros quadrados.

Segundo informações preliminares, o acidente não interferiu com o processo produtivo da empresa.

Trump culpa radicais republicanos por fracasso de reforma da saúde

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou neste domingo (26) os congressistas republicanos do ultraconservador Caucus da Liberdade pelo fracasso na aprovação da reforma no sistema de saúde do país, um projeto que foi retirado da pauta da Câmara dos Representantes na última sexta-feira (24) pela falta de apoio dentro do partido de Trump. As informações são da Agência EFE.

"Os democratas estão sorrindo em [Washington] D.C. porque o Caucus da Liberdade, com a ajuda do Club for Growth e Heritage, salvaram a Planned Parenthood e o Obamacare", disse Trump em mensagem no Twitter.

Ele se referiu ao nome como ficou conhecida a reforma do sistema de saúde promovida pelo ex-presidente Barack Obama e que o republicano queria substituir por um projeto idealizado por congressistas de seu partido e que foi apadrinhado pela Casa Branca.

A proposta dos republicanos também retirava recursos da Planned Parenthood, a maior organização de planejamento familiar dos EUA, que recebeu várias críticas do partido durante a campanha.

O projeto de lei foi retirado na sexta-feira por não contar com apoio suficiente de congressistas do próprio Partido Republicano para ser aprovado na Câmara dos Representantes.

Em grande parte, a proposta não foi adiante devido à oposição do Caucus da Liberdade, grupo ultraconservador que conta com cerca de 30 congressistas. Sem o apoio deles, Trump não obteria os 216 votos necessários para aprovar o projeto.

O presidente do Caucus da Liberdade, Mark Meadows, afirmou hoje que o fracasso do projeto não é o fim do debate sobre a reforma da saúde. Os congressistas do grupo defendem uma proposta com menos regulações do que a defendida por Trump.

Em entrevista à emissora ABC, Meadows disse que Trump ainda será o "mais valioso jogador" no processo para desmantelar o Obamacare.

O Obamacare, uma lei elaborada para aumentar a qualidade dos planos de saúde e torná-los acessíveis à população de baixa renda, deu cobertura média a mais de 20 milhões de pessoas.

No entanto, Trump considera a lei um "desastre" e prometeu durante a campanha eleitoral "revogar e substituir" o Obamacare.

O Escritório Orçamentário do Congresso, um órgão não partidário, calcula que o projeto republicano deixaria 14 milhões de pessoas sem cobertura médica em 2018. Em uma década, outras 24 milhões de pessoas perderiam seus planos de saúde.

O CBO também estima que a proposta que ganhou o aval de Trump representaria uma economia de US$ 150 bilhões em 10 anos.

Visita do Papa a Milão reuniu cerca de 1,5 milhão de fiéis

Na cidade, Francisco passou por catedral, presídio e estádio

Agência ANSA

 

A visita do papa Francisco a Milão, ocorrida no último sábado (25), reuniu pelo menos 1,5 milhão de pessoas, de acordo com balanço divulgado neste domingo (26) pelo arcebispo da capital da Lombardia, cardeal Angelo Scola.

Desse total, cerca de 1 milhão de fiéis acompanharam a missa do Pontífice no Parque de Monza, que fica a apenas 25 km da metrópole e abriga o famoso autódromo homônimo. Além disso, outras 500 mil pessoas foram aos diversos eventos do papa na cidade de Milão, como a homilia no Domo, o encontro com jovens no estádio San Siro e a visita à penitenciária de San Vittore.

"Sobre Milão, gostaria de agradecer ao cardeal e arcebispo e a todo o povo milanês pelo caloroso acolhimento de ontem [25]. De verdade, me senti em casa, e foi assim com todos, crentes e não crentes", afirmou Francisco no Angelus deste domingo, no Vaticano.

O líder da Igreja Católica ficou durante 11 horas em Milão, em uma viagem protegida por um forte esquema de segurança. O momento mais emocionante foi a passagem pela prisão de San Vittore, onde os detentos disseram ao Pontífice que ele os fez se esquecerem que estavam na cadeia.

"O povo quer vê-lo porque reconhece em Francisco um homem construtivo e bem sucedido", declarou Scola. Essa visão pode ser comprovada pelas palavras de Mohamed Makkassi, jovem árabe que cumpre pena em San Vittore.

"A visita do Papa não foi uma festa só para os católicos, mas também para nós muçulmanos, porque Francisco é um papa de paz para todo o mundo. Com um aperto de mão, ele me comoveu", disse o detento ao jornal "Corriere della Sera".

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 26.03.2017

 

Um morto e 14 feridos em tiroteio em discoteca em Cincinnati

 

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Polícia ainda não fez nenhuma detenção

Uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas num tiroteio esta madrugada na discoteca Cameo, em Cincinnati, nos Estados Unidos. A polícia chegou a acreditar que havia vários atiradores, mas depois voltou à tese de que fora apenas um, estando a investigar se houve outras pessoas envolvidas.

A destruição deixada por uma explosão de gás

 

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Duas pessoas ficaram seriamente ferias e outras 32 com ferimentos.

Vários edifícios desmoronaram na sequência de uma explosão de gás em Wirral, Reino Unido, na noite de sábado. Duas pessoas ficaram seriamente ferias e outras 32 com ferimentos.

Carro sem condutor da Uber tem acidente violento. Programa foi suspenso

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Veículo autónomo quase capotou em embate com outro carro

A Uber suspendeu o seu programa com carros autónomos, depois de um destes veículos sem condutor ter estado envolvido num acidente, no Arizona, EUA, anunciou a empresa.

O acidente não causou feridos nem danos graves, referiu a porta voz da Polícia de Tempe, Josie Montenegro, citada pela Reuters. Os veículos - o autónomo da Uber e outro com um condutor - colidiram num cruzamento.

O acidente aconteceu quando o condutor do segundo carro "não cedeu" a passagem ao carro da Uber, o que fez com que este virasse depois do embate.

A Uber explicou, por email à Reuters, que vai continuar a analisar o acidente e que só quando a investigação estiver concluída haverá novidades sobre a continuidade ou não do programa piloto que estava a decorrer no Arizona, Pittsburgh e São Francisco.

A bordo do carro autónomo iam dois condutores de segurança nos bancos da frente, cumprindo as normas de segurança para o teste de condução autónoma.

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 26.03.2017

 

Polícia diz que autor do atentado em Westminster agiu sozinho

A Polícia Metropolitana de Londres anunciou que o autor do ataque terrorista em Westminster da passada quarta-feira, Khalid Masood, agiu sozinho e não há informação de que estejam a ser planeados novos ataques.

"Todos temos de aceitar que há uma possibilidade de nunca virmos a perceber o porquê de ele ter feito isto. Esse entendimento pode ter morrido com ele", disse hoje o comissário-adjunto interino da Polícia Metropolitana, Neil Basu.

Quatro pessoas morreram e 50 ficaram feridas na quarta-feira, quando Masood atropelou as pessoas que circulavam pela ponte de Westminster, em Londres, antes de ter esfaqueado um polícia.

Os detetives adstritos ao caso confirmaram que o ataque de Masood começou e acabou no espaço de 82 segundos.

"Ainda acreditamos que Masood agiu sozinho naquele dia e não há informação que sugira que estejam a ser planeados mais ataques", disse Basu.

"Mesmo que ele tenha agido sozinho na preparação, precisamos de estabelecer - com absoluta certeza - o porquê de ele ter cometido estes atos inqualificáveis, para que possamos dar segurança aos londrinos, bem como para dar respostas às famílias daqueles que foram mortos e às vítimas e sobreviventes desta atrocidade", salientou.

A polícia quer saber se outros elementos encorajaram, apoiaram ou ordenaram Masood no sentido de cometer o atentado.

"Se for este o caso, eles vão ser apresentados perante a Justiça", concluiu.

O ataque de quarta-feira foi atribuído pelas autoridades a um cidadão britânico de 52 anos, nascido em Kent (sudeste de Inglaterra) com o nome de Adrian Russel, que mudou para Khalid Masood quando se converteu ao islamismo.

Russel conduziu o automóvel a alta velocidade contra peões na ponte de Westminster, seguindo depois a pé para o parlamento onde esfaqueou mortalmente um agente da polícia, sendo abatido pelas forças de segurança.

Além do polícia esfaqueado, três transeuntes morreram no ataque, que fez cerca de 50 feridos.

O grupo 'jihadista' Estado Islâmico reivindicou o ataque através da agência de propaganda Amaq, afirmando que o atacante era "um soldado do Estado Islâmico".

Vídeo mostra explosão gigante de depósito de armas na Ucrânia

Cerca de 20 mil pessoas foram evacuadas, esta quinta-feira, depois de um depósito de armas ter explodido em Balakleya, na Ucrânia. Um vídeo amador registou o momento da explosão.

As explosões ocorreram numa base militar das forças separatistas ucranianas, em Balakliya, utilizada para armazenar centenas de munições e mísseis.

O incidente ficou registado num vídeo amador publicado nas redes sociais.

As autoridades ucranianas alegam que não há registo de qualquer vítima mortal, mas cerca de 20 mil pessoas tiveram de ser evacuadas do local.

Японский кот по кличке Мугумогу попал в Книгу Рекордов Гиннеса по количеству просмотров в Youtube

Gato japonês é o animal mais visto do

 

Se ainda não tinha ouvido falar do gato Mugumogu é porque tem andado distraído. Segundo o Livro dos Recordes do Guinness, o gato japonês é o animal mais visto no Youtube.

O seu verdadeiro nome é Maru, mas a Internet conhece-o como Mugumogu. O seu canal no Youtubetem cerca de meio milhão de subscritores e os seus vídeos já tiveram mais de 325 milhões de utilizadores.

A marca valeu-lhe uma distinção atribuída pelo Livro dos Recordes do Guinness.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 26.03.2017

Bombardeamentos dos EUA matam dezenas de civis sírios


26 de Março, 2017

Fotografia: Omar Haj Kadour | AFP

A coligação liderada pelos Estados Unidos da América (EUA) realizou uma série de ataques contra alvos localizados em território sírio deixando um rasto de sangue na população civil, com um saldo de mais de 40 mortos.

As operações foram intensificadas no território sírio para acompanhar a ofensiva desenvolvida no Iraque. Os EUA enviaram reforços para combater os extremistas em Raqqa.
As forças norte-americanas apoiam a ofensiva árabe-curda para retomar a represa estratégica de Tabqa, próximo de Raqqa, da posse do grupo “Estado Islâmico” (“EI”), segundo o Pentágono (Ministério da Defesa dos EUA).
O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, reforçou os comentários sobre a morte do chefe do “EI”, Abu Bakr al-Baghdadi, ao receber em Washington representantes de 67 países-membros da coligação que luta contra o grupo na Síria e no Iraque.
A nova ronda de negociações de paz para a Síria sob a supervisão da ONU dá poucas esperanças à possibilidade de encontrar uma saída para o conflito que causou mais de 320.000 mortos em seis anos.
A coligação internacional matou outros 33 civis na terça-feira, ao bombardear uma escola que servia como centro de acolhimento de deslocados em Raqqa, indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
A escola fica a sul de Al-Mansora, uma cidade nas mãos do “EI”, que costuma ser alvo dos ataques da coligação. “Podemos confirmar que 33 pessoas morreram. Eram deslocados de Raqqa, Aleppo e Homs”, afirmou o director da OSDH, Rami Abdel Rahman. “Ainda estão a retirar corpos dos escombros. Apenas duas pessoas foram resgatadas com vida do brutal ataque”, pontualizou.
O OSDH, que conta com uma ampla rede de informações e de fontes médicas na Síria, indicou a partir da sua sede em Londres que pode determinar quem foi o responsável pelo ataque, o tipo de avião utilizado, a sua localização e munição empregada. A página da Internet “Raqa is Being Slaughtered Silently”, que divulga informações da cidade, confirmou o bombardeamento contra a escola que, segundo estimativas, abrigava 50 famílias deslocadas. Na província de Raqqa, controlada na sua maioria pelo “EI”, oito civis morreram na quarta-feira e 15 ficaram feridos em ataques da coligação”, indicou o OSDH. “Os ataques atingiram uma padaria e mercados próximos da cidade de Tabqa controlada pelo ‘EI’. Há pessoas desaparecidas e talvez mortos sob os escombros”, acrescentou.

Aniquilar os extremistas

As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança árabe-curda apoiada pela coligação internacional, realizam uma ofensiva para reconquistar Raqqa. O “Estado Islâmico” sofreu inúmeros reveses nos últimos meses na sequência de três ofensivas das FDS, do Exército sírio apoiado pela Rússia e dos rebeldes ajudados pela Turquia.
Segundo o Pentágono, os extremistas islâmicos perderam 65 por cento dos territórios que possuíam no período de maior domínio, em 2014. A coligação internacional, que também ataca os extremistas islâmicos no Iraque, admitiu no início de Março que provocou a morte de 220 civis desde 2014 nos dois países. 
Alguns especialistas suspeitam que o número seja muito maior. Os 68 países da coligação reuniram-se em Washington na quarta-feira, onde o Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu destruir os extremistas islâmicos apesar das divergências estratégicas que enfraquecem a aliança. s rebeldes e os seus aliados extremistas da Fatah al-Sham combatiam pelo quarto dia consecutivo as tropas do Governo sírio no leste de Damasco. 
Os confrontos, que se concentram nos bairros de Jobar e Qabun, são os mais violentos na capital em dois anos. No centro do país, outros grupos rebeldes e seus aliados avançavam na província de Hama, onde lançaram na terça-feira uma nova ofensiva contra forças do Governo. Esta aliança conquistou vários povoados desde então, assim como a localidade estratégica de Suran, onde se situa uma das primeiras linhas de defesa do Exército na província de Idleb.

Aviões israelitas

Aviões da Força Aérea israelita, em número não especificado, foram atacados por mísseis anti-aéreos na Síria. O especialista militar Nikolai Surkov afirmou que desta forma o Exército sírio deu um sinal claro ao Governo de Israel. O incidente ocorreu na madrugada de 17 de Março, mas só agora foi tornado público pelas autoridades sírias, num claro sinal de que não vão ser admitidas mais incursões no seu espaço aéreo.
Os pilotos israelitas atacaram vários alvos no território sírio. Sistemas de defesa anti-mísseis de Israel não conseguiram interceptar um dos foguetes disparados.
“Em nenhuma das fases, a segurança dos cidadãos israelitas ou aeronaves da Força Aérea foram ameaçados”, disse o especialista militar. De acordo com uma estação de televisão russa, os aviões foram atacados pelo sistema de mísseis anti-aéreo S-200.
O professor do departamento de Estudos Orientais do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscovo, Nikolai Surkov, acredita que o Exército sírio enviou um sinal claro aos israelitas. 
“Não é a primeira vez que Israel realiza ataques aéreos sobre o território sírio. Eles estão à procura de combatentes do Hezbollah [aliado do Governo da Síria], tentando, em suas palavras, atrapalhar o fornecimento de armas”, assinalou. 
Durante toda a crise síria, Damasco e arredores  foram atacados periodicamente, bem como os pontos militares na costa. A defesa aérea síria conseguiu reagir, em particular em 2013, quando caíram sobre Damasco mísseis de cruzeiro israelitas. Divisões do grupo extremista libanês Hezbollah participaram na libertação de Palmira e os israelitas tentam capturar ou abater comandantes que actuam na Síria. 
O Exército da Síria disse que abateu um avião da Força Aérea israelita, que, de acordo com as suas informações, violou o espaço aéreo do país. Em comunicado, o comando militar sírio afirmou que o objectivo da aviação israelita estaria focado em instalações do Exército sírio na área de Palmira. O comando do Exército refere que as actividades das forças dos paízes vizinhos são aceites dentro do programa de defesa do Governo sírio

 

União Europeia mais forte e unida


26 de Março, 2017

Os Chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) celebraram ontem, em Roma, os 60 anos do projecto europeu, comprometendo-se a trabalhar para uma União ainda mais forte e unida nos próximos dez anos.

Os líderes de 27 Estados-membros - o Reino Unido, em processo de saída do bloco europeu (‘Brexit’), já não participou nas comemorações de ontem na capital italiana - adoptaram a “Declaração de Roma”, na qual manifestam “orgulho” pelos feitos alcançados ao longo de 60 anos de história e apontam o caminho a seguir, admitindo uma UE a diferentes velocidades mas “na mesma direcção”.
A Declaração de Roma foi assinada pelos 27 e pelos presidentes das instituições europeias na mesma sala, no Capitólio, onde em 25 de Março de 1957 os seus países fundadores, Alemanha Ocidental, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo, assinaram os Tratados fundadores da Comunidade Económica Europeia e da Comunidade da Energia Atómica, que dariam origem à actual União Europeia. O presidente da Comissão Europeia afirmou que a declaração firmada em Roma por ocasião do 60.º aniversário do tratado fundador da União Europeia deve marcar “o início de um novo capítulo” para uma “Europa unida a 27”, acrescentando que a declaração assinada na capital italiana por 27 líderes europeus deve preparar o cenário para um crescente sentimento de optimismo.
“O que alcançámos nos dias anteriores a Roma, e nas últimas horas aqui em Roma, transmite um estado de optimismo incipiente, porque, ao contrário do que foi presumido, não existiu confronto, não existiu nenhuma grande discussão entre as várias trajectórias concebíveis”, disse o político luxemburguês.
Após a assinatura da declaração, Jean-Claude Juncker afirmou que o texto é um bom começo para uma ampla discussão sobre o futuro do bloco europeu após a saída do Reino Unido. Segundo o presidente da Comissão Europeia, a atmosfera é propícia para abordar o processo britânico “com confiança”. No dia em que os líderes europeus celebravam em Roma os 60 anos do projecto europeu, milhares de pessoas marcharam em Londres contra a saída do Reino Unido da União Europeia.
A manifestação foi promovida por grupos pró-Europa e por organizações que se têm dedicado a encontrar formas de limitar as consequências do Brexit para os britânicos e restantes cidadãos que vivem no Reino Unido, como explica o site Político.
Na página da “Unite for Europe”, os manifestantes exigem a permanência do Reino Unido no Mercado Único, a manutenção dos benefícios que a cidadania europeia concede e a garantia de que os cidadãos europeus que actualmente vivem no Reino Unido tenham a oportunidade de ficar no país.
A marcha anti-Brexit terminou no final da tarde de ontem na praça junto ao Parlamento britânico, em Londres, perto do local onde na quarta-feira aconteceu o atentado terrorista que resultou em quatro mortos e vários feridos.

 

Operação Lava Jacto pode "destruir" o país


26 de Março, 2017

O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para o risco de a operação anti-corrupção Lava Jacto “destruir” o país, a partir do ataque ao sistema político, enquando encoraja os militantes do Partido dos Trabalhadores, seus correlegionários, a manterem-se firmes nos seus ideais.

Lula da Silva prometeu aos seus pares  lutar “até ao fim” contra as acusações de que é alvo na operação Lava Jacto, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras, mas que está a transformar-se num motivo para perseguição de determinadas figuras e anulação de políticos e partidos.
Apontado como provável candidato do PT à Presidência do Brasil em 2018, Lula da Silva afirmou, durante um seminário do partido, que “o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jacto em primeira instância, e o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação, não são mais honestos que ele e defendeu a aprovação de uma lei sobre abuso de autoridade”. “Eu vou estar nessa luta até ao fim. Eu não tenho negociatas. Eles vão ter que provar”, disse o ex-presidente do Brasil no encerramento do seminário. “O que a Lava Jacto fez pelo Brasil organizado pelo PT?”, questionou Lula da Silva. 
“Pode ter a certeza que eu vou lutar até às últimas consequências”, acrescentou. “Se eles querem pegar o Lula, arrumem motivos ou provas, mas não destruam o nosso Brasil”, enfatizou.
O ex-presidente é réu em três acções da operação Lava Jacto, duas delas sob responsabilidade de Sérgio Moro, a quem a defesa de Lula da Silva acusa de parcialidade e de ser suspeito para o julgar.
“Nem o Moro, nem o Dallagnol, nem nenhum deles, tem a honestidade e a lisura que eu tenho nos meus 70 anos de vida”, disse Lula da Silva. 
“A operação Lava Jacto pode agir como quer, pode vazar para quem quiser. Nem no regime militar eu vi isso”, disse Lula da Silva. “A gente não pode deixar de aprovar a lei de abuso de autoridade porque ninguém está acima da lei”, sentenciou. O Congresso Nacional (Parlamento) examina um projecto de lei que trata do assunto e que é alvo de críticas de Sérgio Moro e de membros da força-tarefa da operação Lava Jacto que vêem na iniciativa legislativa uma tentativa de intimidar promotores e magistrados.
Membros da força-tarefa já chegaram a anunciar que renunciariam se a medida fosse adoptada. Além da operação Lava Jacto, Lula da Silva também é réu em outras duas acções penais. Numa delas, ligada à operação Zelotes, o ex-presidente é acusado de tráfico de influência na aprovação de uma medida provisória que teria beneficiado a indústria automóvel e na decisão do Governo brasileiro de comprar caças suecos.
A operação Lava Jacto provocou no Brasil  um ambiente bastante crispado na classe política e retirou a confiança nos políticos, sendo que maior baixa foi o afastamento da então Presidente Dilma Roussef, que se diz vítima de uma conspiração.

jornal “Diário de Notícias” (Brasil), 24.03.2017

 

Brasil, EUA e mais 12 países pedem que Venezuela realize eleições em breve

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/03/2017 22:27:00

Brasil, Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia, Argentina e mais oito países do continente americano pediram, nesta quinta-feira, que o governo da Venezuela realize eleições e libere imediatamente presos políticos, criando um potencial confronto diplomático com Caracas.

O Departamento de Estado dos EUA pediu que a Venezuela realize eleições "o mais rápido possível". Mark Toner, porta-voz do departamento, disse que os EUA não estão pressionando pela expulsão da Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA), mas "pede a libertação imediata de presos políticos", incluindo o oposicionista Leopoldo Lopez.

"O presidente Nicolás Maduro deve permitir que a Assembleia Nacional democraticamente eleita desempenhe suas funções constitucionais e realize eleições o mais rápido possível", disse Toner.

Na semana passada, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, disse que queria que os países suspendessem a Venezuela do grupo, a menos que as eleições gerais sejam realizadas em breve. Almagro fez o pedido após apresentar um relatório de 75 páginas sobre a crise política no país. No relatório, o secretário-geral acusa o governo de Maduro de violar sistematicamente os direitos humanos e os padrões de democracia, consagrados na Carta Democrática Interamericana. Fonte: Associated Press.

Erdogan considera revisar laços "políticos e administrativos" entre Turquia e UE

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/03/2017 20:30:00

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que pode revisar seus laços "políticos e administrativos" com a União Europeia, após um plebiscito que pode fortalecer seus poderes. Em entrevista à emissora de televisão Kanal D nesta quinta-feira, Erdogan disse que o acordo fechado com a UE no ano passado para conter o fluxo de imigrantes para a Europa pode também ser revisado após a votação de 16 de abril.

Erdogan afirmou que os laços econômicos com a UE seguiriam intactos. As declarações são dadas em meio a uma escalada nas tensões entre os países do bloco, especialmente Holanda e Alemanha, que impuseram restrições aos ministros turcos que queriam fazer campanha para a votação turca nessas nações. Erdogan já acusou os dois países de "nazismo" e "fascismo". O presidente turco defendeu suas comparações com o nazismo e criticou o novo presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, segundo o qual Erdogan pode ameaçar laços com parceiros e deve parar de acusar a Alemanha de agir como nazista.

O líder turco também pediu aos Estados Unidos e ao Reino Unido para retirar restrições que segundo ele são "exageradas", referindo-se à proibição de que os passageiros levem na bagagem de mão laptops e outros aparelhos exceto celulares em viagens a partir de alguns aeroportos, entre eles o de Istambul. Erdogan notou que os países têm direito à segurança, mas que esse veto é excessivo.

Erdogan disse que discutiu o assunto em um telefonema com a premiê britânica, Theresa May, e que o ministro das Relações Exteriores turco tratou do assunto durante recente visita aos EUA. "Minha esperança é que eles abandonem esse erro o mais rápido possível", comentou o presidente. Uma autoridade turca disse que o governo atua também para excluir a Turkish Airlines do escopo das restrições. Fonte: Associated Press.

 

Polícia confirma mais uma morte no ataque de ontem em Londres

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 23/03/2017 18:42:00

A polícia de Londres confirmou mais uma morte no ataque de ontem próximo do Parlamento do Reino Unido. Um homem de 75 anos foi a quarta vítima do atentado, tratado como terrorismo pelas autoridades do país. O autor do ataque, identificado hoje como Khalid Masood, cidadão britânico de 52 anos, também morreu. No total, portanto, há cinco mortes confirmadas no incidente.

O homem de 75 anos que morreu hoje havia sido ferido na Ponte Westminster. Em comunicado, a polícia informou que os aparelhos dele foram desligados e que a família foi notificada.

Masood foi morto a tiros ontem. Ele já havia sido investigado por terrorismo, mas não estava atualmente na lista de suspeitos de terrorismo do país.

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Em comunicado da agência de notícias Amaq, ligada ao grupo, o Estado Islâmico disse que o ataque havia sido uma resposta aos ataques da coalizão liderada pelos EUA no Oriente Médio. O grupo tem reivindicado a responsabilidade por ataques do tipo, mas não está clara a natureza ou o escopo de seu envolvimento.

Entre as vítimas estava um homem de Utah que visitava a Europa, Kurt Cochran. A mulher dele, Melissa, ficou gravemente ferida. O casal celebrava seu aniversário de 25 anos, segundo um porta-voz da família. Melissa permanecia hospitalizada nesta quinta-

jornalJornaldoBrasil” (Brasil), 24.03.2017

 

Britânico de 52 anos identificado como autor de ataque de Londres

 

A polícia britânica identificou hoje Khalid Masood, um britânico de 52 anos, como o autor do atentado de ontem em Londres, que deixou quatro mortos e cerca de 40 feridos, revindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), que assumiu nesta quinta-feira (23) o atentado. As autoridades disseram que ainda há 29 feridos no hospital, sete deles em estado crítico. As informações são da agência alemã DPA.

O atacante - que foi abatido a tiros - nasceu em Kent, mas recentemente vivia no condado de Midlands, no centro do país. Ele já havia sido condenado em várias ocasiões por delitos com violência, posse de armas e pertubação da ordem pública, mas nunca por terrorismo. Masood foi condenado pela primeira vez em 1983 por vandalismo e pela última em 2003, por posse de armas.

"Não havia informação de inteligência sobre suas intenções de organizar um ataque terrorista", explicaram as autoridades. Segundo havia explicado a primeira ministra britânica, Therese May, a polícia o havia investigado por vínculos com o "extremismo violento", mas atualmente ele não estava sendo vigiado.

Oito detidos

'Partimos do princípio de que o atacante atuou só, inspirado no terrorismo internacional", afirmou  esta manhã o responsável por antiterrorismo da polícia de Londres, Mark Rowley. O ministro britânico da Defensa, Michael Fallon, também considera que o ataque "está relacionado ao terrorismo islâmico". As medidas de segurança do Parlamento serão revisadas, afirmou.

Apesar das afirmações, oito pessoas foram detidas em várias buscas realizadas em endereços de Londres, Birmingham e outras localidades em conexão com o  atentado, informou a Scotland Yard, que não informou sobre a relação dos detidos com o atacante.

Carro alugado

O suspeito atropelou primeiro um grupo de pessoas na ponte de Westminster, próximo ao Parlamento, donde mató a dos personas. Em seguida, ele matou a punhaladas um policial de 48 anos, junto ao Parlamento, onde outros agentes o mataram a tiros.

As outras duas vítimas fatais do atentado foram um americano que se encontrava em Londres para celebrar seus 25 anos de casado e cuja esposa ficou gravemente ferida, e uma mulher britânica de raízes espanholas que estava indo pegar os filhos na escola no momento do atentado.

O veículo utilizado no ataque, um Hyundai, foi alugado na cidade de Solihull, próximo a Birmingham. Um empregado da companhia de locação identificou o carro ao ver o número da placa ó em imagens da Internet.

 

Novas revelações sobre assessor complicam caso Trump-Rússia

Agência ANSA

 

Após a confirmação do diretor do FBI, James Comey, de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está entre os investigados sobre possíveis laços com agentes russos, a mídia norte-americana divulgou novos documentos que complicam ainda mais a defesa do magnata.

Depois de Michael Flynn e Jeff Sessions, o escândalo agora atinge o ex-chefe de campanha de Trump Paul Manafort. O norte-americano foi contratado pela campanha do republicano em março do ano passado e, em junho, virou o responsável pela corrida eleitoral. No entanto, em agosto, por causa das denúncias sobre sua relação com o Kremlin, ele deixou suas funções.

Manafort sempre negou qualquer ligação com a Rússia e Trump sempre acusou a imprensa de fazer uma "caça às bruxas" contra ele. No entanto, documentos revelados nesta quarta-feira (22) mostram que Manafort trabalhou para um milionário russo e ajudou a elaborar um plano para ajudar a melhorar a imagem de Vladimir Putin nos Estados Unidos.

Já a "CNN" divulgou que colaboradores do presidente ajudaram agentes russos a prejudicar a candidata democrata Hillary Clinton durante a campanha presidencial.

Segundo investigadores consultados pela emissora, o FBI está analisando documentos que mostram informações da Inteligência, documentos de viagens, cartas oficiais de empresas, dados telefônicos e recolhendo testemunhos que indiquem uma ação coordenada contra Hillary.

Sem citar a qual caso se referia, Trump usou o Twitter para voltar a criticar a imprensa. "Acabo de ver notícias totalmente enviesadas e falsas da chamada história da Rússia na NBC e ABC. Que desonesto", publicou.

Águas residuais podem ajudar a combater a escassez do recurso, diz ONU

O tratamento e a reutilização das águas residuais pode ser uma solução para combater a escassez do bem natural em todo o mundo. A conclusão é do relatório da Águas Residuais: o Recurso Inexplorado, lançado nesta quarta-feira pela Organização das Nações Unidas para marcar o Dia Mundial da Água, 22 de março. As informações são da ONU News.

Para a ONU, o mundo deve mudar a forma como a água residual é vista. Com a crescente demanda do produto, os especialistas dizem que as águas residuais devem se tornar uma fonte alternativa e confiável. Atualmente, parte dessas águas são tratadas e depois eliminadas, mas a gestão deve ser de "reúso, reciclagem e recuperação".

O relatório das Nações Unidas deixa claro que a incapacidade de abordar as águas residuais como um importante problema social e ambiental pode comprometer outros esforços necessários para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). propostos pelas Nações Unidas e  assumidos por várias nações. Segundo a meta, os ODS devem ser implementados por todos os países do mundo até 2030.

Impactos negativos

Segundo os especialistas, a maior parte das atividades humanas que usam água produz águas residuais, que podem ser esgoto ou águas poluídas usadas por indústrias. O relatório diz que com o aumento da demanda global por água, aumenta também a quantidade de águas residuais. Em todos os países, com exceção dos mais desenvolvidos, 95% das águas residuais são despejadas diretamente no meio ambiente sem tratamento adequado. Isso gera impactos negativos na saúde humana, na produtividade econômica, na qualidade das águas doces e nos ecossistemas.

Em 2012, foram registradas mais de 800 mil mortes causadas pelo consumo de água contaminada e serviços de saneamento inadequados. Nos oceanos, as áreas chamadas de "zonas mortas desoxigenadas", causadas pelo lançamento de águas residuais sem tratamento, já atingiram 245 mil quilômetros quadrados, quase três vezes o tamanho de Portugal.

Pode piorar

O relatório da ONU prevê que a demanda por água vai aumentar muito nas próximas décadas. O setor da agricultura é responsável atualmente pelo uso de 70% das extrações de água no mundo e o uso deve aumentar também nos setores da indústria e energia.

Segundo a ONU, dois terços da população mundial vivem hoje em áreas com escassez de água pelo menos uma vez ao ano. E cerca de 500 milhões vivem em regiões onde o consumo de água é o dobro dos recursos hídricos. Os especialistas disseram que, se as tendências atuais persistirem, a qualidade da água continuará piorando nas próximas décadas, especialmente em países com poucos recursos e localizados em regiões secas.

Isso vai aumentar ainda mais o risco para a saúde humana e para os ecossistemas, contribuindo para a escassez de água e prejudicando o desenvolvimento econômico sustentável, alerta o documento.

jornal “Diário de Notícias” (Portugal), 24.03.2017

 

Merkel perde tapete vermelho e Schulz pode mesmo ganhar

 

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Uma (re)eleição que parecia certa tornou-se uma incógnita. Sociais-democratas do SPD podem ser os mais votados e vir a liderar uma coligação com a CDU da chanceler

Faltam precisamente seis meses para as eleições na Alemanha, que serão disputadas a 24 de setembro. Martin Schulz poderá suceder aos ex-chanceleres Willy Brandt e Gerhard Schröder - os únicos líderes dos sociais-democratas do SPD que até hoje conseguiram vencer eleições. A batalha entre a conservadora Angela Merkel - a candidata dos democratas-cristãos da CDU que concorre a um quarto mandato - e o ex-presidente do Parlamento Europeu promete ser titânica. As sondagens neste momento dão-nos praticamente empatados.

Há não muito tempo, o facto de que Merkel seria a candidata mais votada parecia não suscitar quaisquer dúvidas, tendo em conta que a CDU levava cerca de dez pontos de vantagem sobre o SPD. Mas a certeza quase absoluta de um quarto mandato para a chanceler desapareceu em fevereiro, quando o até então presidente do Parlamento Europeu decidiu trocar Estrasburgo e Bruxelas pelo regresso a Berlim, substituindo Sigmar Gabriel como líder do SPD e candidato às eleições. Praticamente da noite para o dia o partido deu um salto de dez pontos.

Mulher que saltou da ponte está em estado crítico

 

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Romena estava em Londres para celebrar aniversário do namorado. Atirou-se da ponte para o rio Tamisa

A mulher que saltou da ponte de Westminster para se tentar salvar do ataque de ontem em Londres está em estado crítico. Trata-se de uma romena que estava na capital britânica para celebrar o aniversário do namorado, que partiu um pé, segundo afirmou o embaixador romeno no Reino Unido à Realitatea TV.

A embaixada romena em Londres confirmou ao fim do dia tratar-se de Andreea Cristea, uma arquiteta de 29 anos, que sofreu várias lesões na cabeça.

"A mulher está em estado crítico, com várias lesões e um problema no funcionamento dos pulmões. Na noite passada submeteu-se a uma intervenção cirúrgica bastante complexa. Felizmente sobreviveu a essa intervenção e foi transferida para outro hospital", disse Dan Mihalache.

O outro cidadão romeno que ficou ferido quando o atacante atropelou um grupo de pessoas em plena ponte é o namorado desta mulher e tem um pé partido. "Mas está em estado de choque", disse o embaixador, comentando a pouca sorte do casal, que estava de férias na cidade para celebrar o aniversário dele.

A primeira-ministra Theresa May avançou esta manhã que há, entre os feridos do ataque de quarta-feira, cidadãos de 11 nacionalidades, não referindo, contudo, o jovem português já identificado pelo governo de Portugal.

Segundo May, os feridos no ataque incluem 12 britânicos, quatro sul-coreanos, três franceses, dois gregos, dois romenos, um alemão, um chinês, um irlandês, um italiano, um norte-americano e um polaco.

Duas novas detenções por ligações ao ataque de Westminster

 

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Já são dez as pessoas detidas por suspeitas de associação ao ataque em Londres em que morreram quatro pessoas, além do atacante

A polícia britânica anunciou esta manhã a detenção de mais duas pessoas no âmbito da investigação ao ataque de quarta-feira em Westminster, junto ao parlamento britânico, em Londres. Sobe assim para dez o número de pessoas detidas pelas autoridades, depois dos raides realizados durante a madrugada de quinta-feira em Londres e Birmingham.

O chefe da unidade antiterrorista da polícia de Londres, Mark Rowley, informou esta manhã que foram feitas mais duas detenções "significativas" nas Midlands Ocidentais (centro de Inglaterra) e no noroeste.

Explicou ainda que a investigação está centrada em perceber as motivações do autor do ataque, identificado como Khalid Masood, e a forma como este o preparou e se agiu sozinho, inspirado pela propaganda terrorista ou se foi encorajado por outros.

Mark Rowley especificou que o nome de nascimento de Masood é Adrian Russell Ajao e fez um apelo àqueles que o conheciam bem no sentido de darem informações que possam ajudar as autoridades.

O responsável da unidade antiterrorista da Scotland Yard adiantou ainda que duas pessoas continuam em estado grave no hospital, uma delas em risco de vida.

O ataque fez quatro vítimas mortais, além do próprio atacante: o polícia Keith Palmer, o norte-americano Kurt Cochran, 54 anos, a britânica com origem galega Aysha Frade, 43, e Leslie Rhodes, 75.

 

REUTERS/AMR ABDALLAH DALSH

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O ex-presidente egípcio saiu hoje em liberdade após seis anos de prisão

O antigo presidente do Egito foi hoje libertado, ao fim de seis anos na prisão, anunciou o advogado. Hosni Mubarak deixou o hospital militar em que se encontrava desde 2011 e foi para casa.

Mubarak foi libertado depois de um tribunal de recurso o ter absolvido, no início do mês, da pena de prisão perpétua a que tinha sido condenado.

Mubarak tinha sido condenado em junho de 2012 pela morte de manifestantes na revolta em 2011 que motivou a sua queda.

Jovem sobreviveu cinco dias no deserto

 

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"Road trip" de Amber VanKecke acabou com uma equipa de resgate

Uma jovem americana passou cinco dias no deserto do Grand Canyon dentro do seu carro sem combustível e rede no telemóvel. Amber VanKecke, 24 anos, recorreu à sua experiência como escuteira para desenhar a palavra "Help" (Ajuda) com pedras, o que acabou por ser avistado por uma equipa de salvamento do estado do Arizona.

"Eu planeei o itinerário, coloquei-o no Facebook e levei alguns alimentos e água", disse Vanhecke sobre a viagem de primavera que ela planeava desde janeiro. Partiu de Denton e passou um dia em Carlsbad, no Novo México, antes de conduzir o resto da noite para o Grand Canyon.

Durante a viagem, seguiu as indicações do GPS, mas acabou por entrar numa estrada de terra, rodeada de pedras e catos, tendo ficado sem combustível.

No segundo dia encalhada no deserto, a jovem fez um sinal SOS, bem como um sinal de fogo na esperança de que um helicóptero ou avião pequeno viria em seu socorro.

Depois de 119 horas horríveis no deserto, Vanhecke foi resgatada em 17 de março. Uma equipa de resgate, que sobrevoava a área num helicóptero, viu o carro de Vanhecke junto com um sinal de ajuda gigante que ela fez de rochas.

No carro, a jovem deixou uma nota indicando estar a dirigir-se para leste. O que acabou por ajudar a equipa de resgate. "Ela fez muitas coisas que a ajudaram a sobreviver", disse Jonah Nieves, membro da equipe de Resgate Aéreo do Departamento de Segurança Pública do Arizona. "Essas notas eram pistas e essas pistas nos levaram para onde ela estava.

Luanda com 500 novos casos de tuberculose por mês

 

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Números foram divulgados pelo diretor clínico do Hospital Sanatório, João Chiwana, em alusão ao dia mundial de luta contra a tuberculose

A unidade especializada de tratamento da tuberculose em Luanda está a registar mais de 500 novos casos da doença por mês, números que preocupam a direção do Hospital Sanatório da capital angolana.

Os números foram divulgados pelo diretor clínico daquela unidade hospitalar, João Chiwana, em alusão ao dia mundial de luta contra a tuberculose, que hoje se comemora.

De acordo com o responsável, as novas infeções são maioritariamente pulmonares e tendem a crescer significativamente, devido à ineficácia dos programas de combate a tuberculose desenvolvidos e à procura tardia pelos doentes de tratamento.

"A não procura dos cuidados médicos durante o aparecimento dos primeiros sintomas pode levar a uma infeção dos membros da família, colegas de escola e vizinhos próximos", referiu João Chiwana, em declarações à agência noticiosa angolana, Angop.

O responsável salientou que são mais afetados jovens e o insucesso nos programas de combate à doença deve-se sobretudo ao abandono do tratamento pelos pacientes, bem como ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas, drogas e tabaco.

Na sua mensagem para assinalar a data, a diretora regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África, Matshidiso Moeti, disse que a tuberculose continua a ser uma das dez principais causas de morte no mundo e que cada um em quatro novos casos de infeção ocorre no africano, que conta também com 16 dos 30 países que têm o fardo mais elevado da doença.

Segundo Matshidiso Moeti, embora o número de casos de tuberculose a nível mundial esteja a diminuir, houve uns estarrecedores 10,4 milhões de novos casos estimados da doença em 2015.

"Mais de um terço destes continuam por diagnosticar e tratar, ou encontram-se diagnosticados, mas não estão registados nos programas nacionais de luta contra a tuberculose", salienta.

 

jornal “Jornal de Notícias” (Portugal), 24.03.2017

 

Preso líder jiadista que recrutava em Portugal

O marroquino extraditado da Alemanha para Portugal indiciado por atividades terroristas é um importante quadro do Estado Islâmico na Europa.

Este homem está ligado ao recrutamento e ao financiamento daquela organização terrorista, segundo soube o JN. Era também o líder da chamada célula de Aveiro, de que fazia parte outro marroquino, Hicham El-Hanafi, de 26 anos, preso em França, em novembro, na sequência da informação cruzada com a Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ), operação que veio a travar um atentado naquele país.

Seis militares russos mortos em ataque contra quartel na Chechénia

 

Seis soldados russos morreram, esta sexta-feira de madrugada, ao repelir uma incursão guerrilheira contra um recinto militar na Chechénia, informou a Guarda Nacional da Rússia.

"No tiroteio morreram seis militares, [e] também há feridos", disse o porta-voz da Guarda Nacional da Rússia, à agência noticiosa Interfax, indicando que todos os seis atacantes acabaram por ser mortos.

O Comité Nacional Antiterrorista (CNA) da Rússia detalhou que o ataque, que ocorreu cerca das 02:30 (23:30 de quinta-feira em Lisboa), foi perpetrado contra um recinto da Guarda Nacional situado perto da localidade de Naurskaya, no noroeste da Chechénia.

Segundo o CNA, dois dos atacantes tinham coletes-bomba falsos.

"Nesta altura, procede-se à identificação dos criminosos neutralizados", disse um porta-voz do CNA aos meios de comunicação social locais.

Este ataque foi um dos mais sangrentos dos últimos tempos na Chechénia, onde, à semelhança de outras repúblicas russas de maioria muçulmana do norte do Cáucaso, atuam grupos guerrilheiros islamitas.

EUA reforçam critérios para atribuição de vistos

O Departamento de Estado norte-americano ordenou às embaixadas e consulados em todo o mundo a definirem critérios para determinados "grupos populacionais" que poderão ser objeto de um escrutínio extra antes de obterem vistos para entrar nos EUA.

A diretiva foi enviada para que os funcionários oficiais cumpram a ordem executiva do presidente Donald Trump sobre imigração, entretanto suspensa, e que restringe a concessão de vistos de entrada nos EUA a migrantes e cidadãos de seis países muçulmanos.

A nota oficial, de acordo com a agência noticiosa Associated Press (AP), não especifica o que se entende por "grupos populacionais".

A diretiva também refere que as missões dos EUA no exterior devem analisar as contas nas redes sociais dos requerentes de vistos suspeitos de ligações com grupos terroristas ou que tenham estado em regiões controladas pelo grupo jiadista Estado Islâmico.

Pelo menos 250 migrantes morreram no Mediterrâneo

Pelo menos 250 migrantes africanos morreram no Mediterrâneo no naufrágio de dois barcos insufláveis, que foram recuperados ao largo da Líbia, disse hoje a porta-voz da organização não-governamental espanhola Pro-Ativa Open Arms, Laura Lanuza.

A porta-voz afirmou que a sua organização recuperou cinco corpos a flutuar perto dos barcos, a cerca de 15 milhas ao largo da costa da Líbia, e que aquele tipo de embarcações normalmente transportada entre 120 e 140 migrantes.

"Acreditamos que a única explicação (para os naufrágios) é os barcos estarem cheios de pessoas", sublinhou.

Laura Lanuza referiu que os corpos recuperados eram de pessoas com idades compreendidas entre os 16 e os 25 anos, que se devem ter afogado na quarta-feira.

Apesar das condições do mar, as saídas de migrantes provenientes da Líbia a bordo de barcos de contrabandistas têm aumentado nos últimos meses.

Mais de cinco mil pessoas foram resgatadas desde domingo, elevando para mais de 21.000 o número de migrantes reconduzidos este ano para Itália.

jornal “Jornal de Angola” (Angola), 24.03.2017

Parlamento retoma actividade após ataque terrorista


24 de Março, 2017

O Parlamento britânico retomou ontem a sua actividade com um minuto de silêncio em memória das vítimas do atentado ocorrido quarta-feira nas suas imediações e que causou cinco mortos e 40 feridos.

Tanto no interior quanto no exterior do recinto, polícias, parlamentares e cidadãos participaram do minuto de silêncio, menos de 24 horas depois de um homem atropelar pedestres perto do Big Ben e depois esfaquear até à morte um agente da polícia que protegia o Parlamento, antes de ser abatido. A Polícia Metropolitana de Londres (Met) anunciou a detenção de oito suspeitos vinculados com o atentado perpetrado em Westminster.
A Scotland Yard (Polícia britânica), que previamente tinha informado de sete detenções, actualizou o número de detidos pelos agentes armados que realizaram de madrugada buscas em seis direcções de Londres, Birmingham e outros pontos do país, como parte da investigação para esclarecer o ocorrido. Um apartamento de Birmingham no qual supostamente vivia o terrorista, segundo os media britânicos, também foi alvo de vistoria.
No ataque, o agressor atropelou transeuntes na Ponte de Westminster - três dos quais faleceram - para posteriormente apunhalar mortalmente um polícia que tentou impedi-lo na entrada do Parlamento britânico, antes de ser finalmente morto a tiro pelas forças da ordem.
Apesar da identidade do terrorista não ter sido revelada pela Met, sabe-se que o homem era de nacionalidade britânica, conhecido pelos serviços secretos e com vínculos com a violência extrema, ­confirmou a ­primeira-ministra britânica, Theresa May, perante os Comuns.Os agentes investigam agora qual foi a sua motivação para cometer o atentado, assim como   os preparativos e se teve cúmplices.
O chefe da unidade antiterrorista da Polícia, Mark Rowley, disse que não foram detectados indícios que apontassem para “novas ameaças” terroristas no Reino Unido.

Mundo expressa condolências

Vários líderes e personalidades de todo o mundo condenaram ontem o ataque terrorista no centro de Londres e expressam profundo pesar pela morte de pessoas inocentes. O Presidente russo, Vladimir Putin, enviou condolências ao Governo do Reino Unido pelos atentados de quarta-feira e defendeu a unidade internacional para lutar contra o terrorismo.
“As forças do terror são cada vez mais malvadas e cínicas. É evidente que fazer frente à ameaça terrorista requer uma unidade real dos esforços de todos os membros da comunidade internacional”, afirmou Putin, segundo o serviço de imprensa do Kremlin.
Na mensagem dirigida à primeira-ministra britânica, Theresa May, o líder russo expressa o seu apoio aos familiares das vítimas e deseja uma pronta recuperação aos feridos.
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, expressou as suas condolências às vítimas do “imperdoável” atentado e encorajou as autoridades britânicas a prosseguirem na luta contra o terror. “Gostaria de endereçar as minhas condolências pelas vítimas e o meu apoio aos que ficaram feridos”, afirmou Abe, em declarações reproduzidas pela televisão pública NHK.
“O Japão vai continuar a cooperar com o Reino Unido e com a comunidade internacional na luta contra o terrorismo”, realçou, transmitindo o seu firme apoio ao Governo da primeira-ministra britânica, Theresa May.
O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, repudiou o ataque terrorista de Westminster, em Londres, numa mensagem difundida através da rede social Tweeter afirmando que o Reino Unido é um aliado na luta contra o terrorismo.
“Demonstramos solidariedade para com o Reino Unido, aliado e amigo contra o terrorismo: a maior ameaça contra a paz e a segurança global”, afirma Erdogan na sua mensagem.
Na quarta-feira, hora antes do atentado de Londres, Erdogan dizia a um grupo de jornalistas em Ancara que os cidadãos europeus “não vão poder sair às ruas em paz” ao criticar o “comportamento da Europa” em relação aos membros do Governo da Turquia impedidos de participar em comícios a favor da revisão constitucional turca, nomeadamente na Holanda.
Na mensagem divulgada ontem, o Presidente turco afirma que o povo e Governo da Turquia “compartilha a dor do Reino Unido” referindo-se ao atentado terrorista ocorrido nas imediações do Parlamento britânico.

 

Obama quebra o silêncio


24 de Março, 2017

O antigo Presidente dos Estados Unidos Barack Obama quebrou o silêncio e alertou ontem contra a aprovação de um projecto de lei republicano que vai revogar a sua reforma do sistema de saúde (Obamacare).

O comunicado de Obama foi divulgado a algumas horas da votação no Congresso de um novo plano para os cuidados de saúde apoiado pelo Presidente Donald Trump, que classificou por diversas vezes a reforma da saúde do seu antecessor de desastrosa.

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