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segunda, 23 dezembro 2013 21:07

Ucrânia – China: “terceira alternativa”?

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Agora seria difícil dizer quando um estalido fraco  ressonou na Europa dando o início ao “processo belovejsqui” que praticamente nos nossos olhos está dominando a União Européia, lenta- mas naturalmente. Aliás fendas bem vistas tinham surgirdo ainda antes da crise finaceira que com evidência polarizou os interesses da “periferia” e do “centro”; dos membros do clube, novos e antigos.

Hoje vieram à luz contadições graves que têm a origem na luta “clandestina” dos próprios pais-fundadores descontentes com Bruxelas e com a política que eles mesmos praticam. Isso tem a relação com tais questões de princípio como a competição nos mercados internos, a distribuição de vantagens e créditos, a política de migração.

É claro que os funcionários de Bruxelas não têm jeito para lidar com os problemas na economia e na esfera social que tendem a crescerer verticalmente. É natural que eles desvelam pelas normas “constitucionais” comuns para todos os membros as quais acumularam tantas exceções e violações ao nível nacional que talvez esteja na hora de cria-lás de novo. Cada integrante da UE tem sua “minuta” absolutamente justa e legítima na sua opinião, porque reflete   a especificidade nacional de seu país. Mas em Bruxelas não pensam assim exigindo escrever tudo a limpo em conformidade com o Tradado de Lisboa e entrega-ló aos comissários da UE para estes fazerem o controle.

Não faz muito que o preimiê da Grã Bretanhã, David Cameron, fez explodir uma “bomba” na assembleia nobre anunciando medidas necessárias que visem restringir a migração de trabalhadores dos países do leste européu – membros da UE. Um acesso recíproco livre aos mercados de trabalho e a liberdade de  deslocação – isto é a pedra angular de uma política coordenada e, segundo uma suposição justa, “o momento-chave do atrativo externo da União Européia”. A “reforma” que Londres propõe iria traçar uma nítida linha de discriminação que divida a Europa segundo o princípio “pobres e ricos não são companheiros”. 

Os novos membros da UE, para se tornarem bem-vindos na Grã Bretanhã, devem aumentar consideravelmente suas receitas e PIB per cápita o que lhes levaria uns anos, se não forem dêcadas.

Маriana Campenu, a ministra de trabalho da Roménia, disse com a indignação: “É inadmissível que no século XXI o racismo e xenofobia sejam manifestados em tais formas. É especialmente triste que isso tem lugar na Grã Bretanhã”.

É um fenômeno interessante e proveniente das realidades européias de a xednofobia ter por base nem tanto a intoilerância racial, mas sim, a economia. Mas a semelhante atitude para com os trabalhadores vindos da Europa do Leste foi apoiada pela Aústria, Alemanhã e pelos Países Baixos, como que tivessem passado por alto a declaração do Comissário Européu para o Emprego, Laslo Ándor, natural da Hungria, informando que a Comissão iria  salvaguardar de todos os modos o direito à deslocação livre da força de trabalho dentro da UE.

Na situação de uma queda da produção os países do leste européu são especialmente vulneráveis nas questões de emprego de seus cidadãos. Suas economias subsistiram por conta de empréstimos a juros bonificados provenientes da UE. Nas condições de estado de choque na após-crise aumentou radicalmente a concorrência recíproca dos que disputam o direito à assistência financeira de Berlim e de Bruxelas a qual, por cima de tudo, está sendo diminuida.

Devido à diminuição do mercado de trabalho e às restrições de crédito os países da Europa Leste e Central vêem-se obrigados a ter uma atitude cautelosa para com a filiação associada da Ucrânia que poderia exigir sua “parcela do bolo” mesmo que seja isso no futuro. Os criadores da políca da “Parceria leste” defrontam com um dilema: com que se poderia atriar Kiev evitando um aumento dos receios dos membros da Europa Oriental?

Já no início foi declarado que um regateio seria inadmissível quando se trarava da parceria com a UE. Esta foi a resposta à reivindicação de Kiev que desejava empréstimos volumosos a fim da transição para os padrões europeus. Os 150 bilhões de euros dos quais falava Ianucovich pregou susto não apenas aos membros da UE “inferiores”, mas também aos “superiores”. Acontece que a Europa simplesmente não tem tanto dinheiro a ser dado à Ucrânia. 

Nem Bruxelas, nem Berlim poderão fazer com que dentro da Europa unida haja um consenso sobre esta questão. O que resta então? Não se pode prometer créditos volumosos que não existem. Não é possível chegar a um acordo com o FMI que está negando à Ucrânia condições especiais de refinanciamento do empréstimo à exceção de concessões pequenas. Não se pode prometer uma parte  do mercado que já está hiperaquecido com a concorrência interna. Afinal, não se pode ceder o lugar no mercado de trabalho europeu assediado de paixões. Não é possível até garantir a liberdade de deslocação, se forem adotadas as últimas propostas de Londres. Apenas resta uma pressão política.    

O fracasso da diplomacia européia em Vilnus infligiu um golpe sensível ao prestígio da “integração madura” que veio a ser não taõ “evidentemente atraente” como diria automaticamente qualquer funcionário público europeu.  Hoje o “magnetismo natural” é compensado com numerosas visitas dos UE-chefes a Kiev que dão conselhos e fazem reivindicações de uma maneira tão sem vergonha, como que viessem a um território em fideicomisso.  Cathrine Ashton até exortou os ministros das relações exteriores a estarem na capital da Ucrânia constantemente, substituindo um a outro, como que estivessem de quarto, provavelmente visando despertar nos ucranianos um instinto universal de eurointegração. A história da diplomacia soube nada disso até agora.  

Mihail Pogrebinsqui, diretor do Centro da pesquisa política e da conflitologia de Kiev, considera como injustificadas as ações dos políticos da Rússia e da Europa que exortavam a Ucrânia a fazer sua opção. "A Ucrãnia objetivamente não pode fazer uma opção sendo condenada a “sentar nas duas cadeiras”, pelo menos, em sua composição atual”, - fez o balanço o perito. No sentido político os últimos acontecimentos confirmam este postulado que no entanto viu-se longe de ser indiscutível no plano econômico. Mas em fim, se a Europa concordar com a proposta de criação de uma comissão trilateral,  a Ruússia-UE-Ucrânia, a ideia de “duas cadeiras” adquiriria formas inerentes de compromisso. Isso não se deu. Mas não há duvida que a Ucrânia não poderá passar sem a Rússia qualquer que for o resultado do conflito.

No entanto, como sempre, quieta e ponderável, na Ucrânia veio à luz uma “terceira força” ou, se quiserem, uma “terceira alternariva”. Já no próximo ano a Ucrânia receberá 18 bilhões de dólares como empréstimos e investimentos da China. Vinte contratos a grande escala abrangem também uma faixa ampla de cooperação no domínio de investimentos e de desenvolvimento do comércio. Para os próximos cinco anos a RPC planeja fazer as importações de produção de 10 mil bilhões de dólares. Como informa o portal ucraniano “Forum”, - “a Ucrânia, sendo um parceiro novo, terá sua própria quota garantida da venda de sua produção na RPC  o que vai abrir perspetivas nunca vistas para todos os ramos da indústria e da agricultura”.

Somènte na Criméia é planejado investir 13 bilhões de dólares na construção de um porto contemporrânreo de grande profundidade e a reconstrução do porto de Sebastópol. A China está disposta a investir 15 bilhões de dólares no sistema hipotecârio ucraniano. Hoje o volume da circulação de mercadorias com a China já ocupa o segundo lugar na lista das relações comerciais prioritárias da Ucrânia, e os acordos que Ianucovitch assinou em Beijin podiam aumenta-ló em três vezes.

 Na opinião dos peritos ucranianos, “a China considera a Ucrânia não apenas uma “janela”, mas sua praça de armas..., seu parceiro no processo de integração no mercado europeu e para a cooperação  com os países da Europa e da CEI”. A Rússia tem um interesse especial nos planos de construção de uma empresa de transformação de carvão em gás sintético a ser realizada pelos especialistas chineses, - o projeto que logo foi proclamado um “avanço” no asseguramento da independência energética e uma alavanca poderosa nas conversações com o “Gazprôm” sobre os preços do gás russo.    

Claro que seria fácil pôr este tema de lado comо uma tentativa de “jogar a carta chinesa” para fazer com que a UE e a Rússia sejam mais tratáveis. Todavia no sentido econômico – onde está a Ucrânia e onde está a China? O parceiro mais fraco não pode passar trote ao mais forte e, além disso, ao mais esperto, com vista de seus fins de conjuntura. Mais do que isso, a “terceira cadeira para sentar” seria mais cômoda para Kiev do que as outras duas. A China põe em destaque ostensivo o facto de serem-lhe interessantes só os negócios sem apresentar quaisquer condições políticas.  

É pouco provavel que os produtores europeus sejam contentes, se mercadorias baratas de fabrico chinês ou conjunto inundarem a Europa através da fronteira ucraniana. A Rússia também não tem um isolamento hermético que a separe do mercado ucraniano, e além disso pode defrontar com a concorrência a um novo nível nos mercados da CEI.  

Aqui surge uma pergunta interessante: “Que atitude tem a China para com a aproximação da Ucrânia da UE?” Se a Ucrânia é vista como nada mais do que uma praça de armas para o avanço na Europa, sua parceria associada seria nos interesses de Beijin. Na opinião do embaixador da Ucrânia na RPC, Oleg Diomin, - a China “é naturalmente interessada em que a Ucrânia integre no espaçõ europeu...” Na opinião dele o corredor econômico da Rota de Seda proclamado pela China tem uma boa coincidência com os planos de integração européia que existem na Ucrânia.

 

Pelo que respeita à Russia,  as relações bem organizadas, a fronteira comum bem longa e um interesse nos recursos energéticos russos garantem uma perspetiva estável para a interаção econômica com a RPC. No entanto a Rússia não é vista pela China como um intermediário eficiente em relação a outras regiões. Se a China passou a tomar uma parte ativa do jogo geopolítico no “triângulo” a Europa-Ucrânia-China, a Rússia terá que lidar com as realidades novas não apenas na Ucrânia, mas nos países da CEI também.

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